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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Arando na profilaxia das infecções urinárias recorrentes: revisão baseada na evidência]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Urinary tract infections (UTIs) are an important health problem, both in terms of morbidity and economic impact. Emerging antibiotic resistance increases the need for alternative preventive approaches. Aim: To review the available evidence on the efficacy of cranberries in preventing recurrent uncomplicated UTIs in adult women. Sources: MEDLINE database and the following evidence based medical sites: UpToDate, Clinical Evidence, Bandolier, EBM Online, ACP Journal Club, TRIP, InfoPOEMs, The Cochrane Library, DARE, Guidelines Finder, National Guideline Clearinghouse, Canadian Medical Association Infobase, USPSTF, NIC and Canadian Task Force on Preventive Health Care. Methods: Search for systematic reviews, meta-analyses, clinical guidelines and randomized clinical trials published between January 2000 and December 2010 in English, Portuguese and Spanish. We used the MeSH terms: Vaccinium macrocarpon and UTI and the word cranberry. The American Family Physician`s Strength of Recommendation Taxonomy was used to establish the quality of the studies and define the strength of the recommendation. Results: Of the 127 articles found, only nine fulfilled the inclusion criteria and were selected. These included one clinical decision support system, three systematic reviews, four clinical guidelines and one clinical trial. In its various forms, cranberries seem to effectively decrease the recurrence of UTIs in adult women without associated comorbidities Discussion: Available evidence shows that cranberries are beneficial in preventing recurrent urinary infections (Strength of Recommendation B). However, this recommendation is limited by the heterogeneity of studies and lack of agreement concerning dosage and presentation. Better studies are needed to establish safety and tolerability as well as the adequate dosage, presentation and duration of the treatment.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>REVIS&Otilde;ES</b></p>     <p><font size="4"><b>Arando na profilaxia das infec&ccedil;&otilde;es urin&aacute;rias recorrentes: revis&atilde;o baseada na evid&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Cranberries for prevention of recurrent urinary tract infections: An evidence based review</b></font></p>     <p><b>Alexandra Pina,<sup>1</sup> Ana Raquel Figueiredo,<sup>1</sup> Ana Campos,<sup>2</sup> Clara Pinto Ferreira,<sup>1</sup> Irene Lopes,<sup>3</sup> Nuno Figueiras Alves,<sup>4</sup> Isabel Ribeiro<sup>5</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Interna de Medicina Geral e Familiar na Unidade de Sa&uacute;de Familiar Horizonte, ACES de Matosinhos. </p>     <p><sup>2</sup>Interna de Medicina Geral e Familiar na Unidade de Sa&uacute;de Familiar Le&ccedil;a, ACES de Matosinhos. </p>     <p><sup>3</sup>Interna de Medicina Geral e Familiar na Unidade de Sa&uacute;de Familiar Oceanos, ACES de Matosinhos. </p>     <p><sup>4</sup>M&eacute;dico de Fam&iacute;lia na Unidade de Cuidados de Sa&uacute;de Personalizados de Matosinhos, ACES de Matosinhos. </p>     <p><sup>5</sup>Interna de Medicina Geral e Familiar na Unidade de Cuidados de Sa&uacute;de Personalizados de Matosinhos, ACES de Matosinhos.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr />     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o:</b> As infec&ccedil;&otilde;es urin&aacute;rias recorrentes t&ecirc;m um grande impacto em termos de morbilidade e custos em sa&uacute;de. A emergente resist&ecirc;ncia aos antibi&oacute;ticos acentua a necessidade de terap&ecirc;uticas profil&aacute;cticas alternativas.</p>     <p><b>Objectivo:</b> Rever a evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel sobre a efic&aacute;cia do arando na profilaxia das infec&ccedil;&otilde;es n&atilde;o complicadas do tracto urin&aacute;rio em mulheres adultas.</p>     <p><b>Fontes de dados:</b> Base de dados MEDLINE e s&iacute;tios de Medicina Baseada na Evid&ecirc;ncia <i>(UpToDate, Clinical Evidence, Bandolier, EBM Online, ACP Journal Club, TRIP Database, InfoPOEMs, The Cochrane Library, DARE, Guidelines Finder, National Guideline Clearinghouse, Canadian Medical Association Infobase, USPSTF, NICE e Canadian Task Force on Preventive Health Care).</i></p>     <p><b>M&eacute;todos de revis&atilde;o:</b> Pesquisa de sistemas, meta-an&aacute;lises, revis&otilde;es sistem&aacute;ticas, normas de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados e controlados, publicados entre Janeiro de 2000 e Dezembro de 2010, em ingl&ecirc;s, portugu&ecirc;s e espanhol. Foram utilizados os termos MeSH, <i>vaccinium macrocarpon</i> e <i>urinary tract infections,</i> e a palavra <i>cranberry.</i> Para avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade dos estudos e for&ccedil;a de recomenda&ccedil;&atilde;o foi utilizada a escala <i>Strength of Recommendation Taxonomy da American Family Physician.</i></p>     <p><b>Resultados:</b> Foram obtidos 127 artigos, dos quais nove cumpriam os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: um sistema, tr&ecirc;s revis&otilde;es sistem&aacute;ticas, quatro normas de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e um ensaio cl&iacute;nico. O arando, nas suas diferentes formas, parece ser eficaz na redu&ccedil;&atilde;o da recorr&ecirc;ncia das infec&ccedil;&otilde;es urin&aacute;rias em mulheres adultas sem patologias associadas.</p>     <p><b>Conclus&otilde;es:</b> A evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel demonstrou que o arando apresenta benef&iacute;cio na profilaxia das infec&ccedil;&otilde;es urin&aacute;rias recorrentes (For&ccedil;a de Recomenda&ccedil;&atilde;o B). Contudo, a sua recomenda&ccedil;&atilde;o est&aacute; limitada pela heterogeneidade do desenho dos estudos e pela falta de consenso relativamente &agrave; dosagem e formula&ccedil;&atilde;o a utilizar. S&atilde;o, por isso, necess&aacute;rios estudos de qualidade, que avaliem a seguran&ccedil;a e tolerabilidade, bem como a posologia e a formula&ccedil;&atilde;o mais adequadas.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Arando; Infec&ccedil;&otilde;es do tracto urin&aacute;rio; <i>Vaccinium macrocarpon.</i></p> <hr />     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Introduction:</b> Urinary tract infections (UTIs) are an important health problem, both in terms of morbidity and economic impact. Emerging antibiotic resistance increases the need for alternative preventive approaches.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Aim:</b> To review the available evidence on the efficacy of cranberries in preventing recurrent uncomplicated UTIs in adult women.</p>     <p><b>Sources:</b> MEDLINE database and the following evidence based medical sites: <i>UpToDate, Clinical Evidence, Bandolier, EBM Online, ACP Journal Club, TRIP, InfoPOEMs, The Cochrane Library, DARE, Guidelines Finder, National Guideline Clearinghouse, Canadian Medical Association Infobase, USPSTF, NIC and Canadian Task Force on Preventive Health Care.</i></p>     <p><b>Methods:</b> Search for systematic reviews, meta-analyses, clinical guidelines and randomized clinical trials published between January 2000 and December 2010 in English, Portuguese and Spanish. We used the MeSH terms: <i>Vaccinium macrocarpon</i> and UTI and the word cranberry. The American Family Physician`s Strength of Recommendation Taxonomy was used to establish the quality of the studies and define the strength of the recommendation.</p>     <p><b>Results:</b> Of the 127 articles found, only nine fulfilled the inclusion criteria and were selected. These included one clinical decision support system, three systematic reviews, four clinical guidelines and one clinical trial. In its various forms, cranberries seem to effectively decrease the recurrence of UTIs in adult women without associated comorbidities</p>     <p><b>Discussion:</b> Available evidence shows that cranberries are beneficial in preventing recurrent urinary infections (Strength of Recommendation B). However, this recommendation is limited by the heterogeneity of studies and lack of agreement concerning dosage and presentation. Better studies are needed to establish safety and tolerability as well as the adequate dosage, presentation and duration of the treatment.</p>     <p><b>Keywords:</b> Cranberry; Urinary Tract Infection; <i>Vaccinium macrocarpon.</i></p> <hr />     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>As infec&ccedil;&otilde;es do tracto urin&aacute;rio (ITU) recorrentes na mulher t&ecirc;m um grande impacto em termos de morbilidade e custos em sa&uacute;de, pelo que &eacute; fundamental a sua preven&ccedil;&atilde;o.<sup>1</sup> As cistites agudas n&atilde;o complicadas s&atilde;o frequentes em mulheres adultas e aproximadamente um ter&ccedil;o destas apresenta ITU recorrentes, definidas como a exist&ecirc;ncia de, pelo menos, duas infec&ccedil;&otilde;es durante seis meses ou tr&ecirc;s epis&oacute;dios durante um ano.<sup>2</sup></p>     <p>Diferentes abordagens t&ecirc;m sido propostas para a preven&ccedil;&atilde;o das ITU recorrentes, incluindo antibioterapia profil&aacute;ctica e terap&ecirc;uticas n&atilde;o farmacol&oacute;gicas (<i>Lactobacillus,</i> probi&oacute;ticos, vacinas e estrog&eacute;nios intravaginais).<sup>2</sup> A emergente resist&ecirc;ncia aos antibi&oacute;ticos acentua a necessidade de terap&ecirc;uticas profil&aacute;cticas alternativas, contextualizando o interesse crescente pelo arando <i>(cranberry, vaccinium macrocarpon).</i> Trata-se de um fruto vermelho abundante na costa leste dos Estados Unidos da Am&eacute;rica, usado com fins medicinais desde o s&eacute;culo XVII e objecto de estudo, desde h&aacute; v&aacute;rias d&eacute;cadas, na preven&ccedil;&atilde;o da recorr&ecirc;ncia das ITU.<sup>1</sup> Em Portugal, est&atilde;o dispon&iacute;veis v&aacute;rios produtos que incluem o arando na sua composi&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O arando &eacute; composto por &aacute;gua, &aacute;cidos org&acirc;nicos, glicose, vitamina C, frutose e um tipo espec&iacute;fico de flavon&oacute;ides, as proantocianidinas, um subtipo de taninos. Actualmente, considera-se que o seu mecanismo de ac&ccedil;&atilde;o na profilaxia das ITU se deve &agrave; capacidade das proantocianidinas e da frutose inibirem a ades&atilde;o das f&iacute;mbrias dos uropatog&eacute;nios (principalmente da <i>Escherichia coli</i>) &agrave;s c&eacute;lulas uroepiteliais e, assim, impedirem a coloniza&ccedil;&atilde;o e o crescimento bacteriano.<sup>3-4</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O objectivo deste estudo &eacute; rever a evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel sobre a efic&aacute;cia do arando na profilaxia da recorr&ecirc;ncia das ITU em mulheres adultas saud&aacute;veis.</p>     <p><b>M&Eacute;TODOS</b></p>     <p>Realizou-se uma pesquisa nas bases de dados <i>MEDLINE, UpToDate, Clinical Evidence, Bandolier, EBM Online, ACP Journal Club, TRIP Database, InfoPOEMs, The Cochrane Library, DARE, Guidelines Finder, National Guideline Clearinghouse, Canadian Medical Association Infobase, USPSTF, NICE e Canadian Task Force on Preventive Health Care,</i> de sistemas, meta-an&aacute;lises, revis&otilde;es sistem&aacute;ticas, normas de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados e controlados, publicados entre Janeiro de 2000 e Dezembro de 2010, nas l&iacute;nguas inglesa, portuguesa e espanhola. Foram utilizados os termos MeSH, <i>Vaccinium macrocarpon</i> e <i>Urinary tract infections,</i> e a palavra <i>Cranberry.</i></p>     <p>Foram utilizados os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o:</p>     <p>&bull; Popula&ccedil;&atilde;o: mulheres saud&aacute;veis, com idade igual ou superior a 18 anos, com ITU recorrentes;</p>     <p>&bull; Interven&ccedil;&atilde;o: arando (nas diferentes formula&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis);</p>     <p>&bull; Compara&ccedil;&atilde;o: placebo ou outros m&eacute;todos profil&aacute;cticos de ITU;</p>     <p>&bull; <i>Outcome:</i> diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de epis&oacute;dios de ITU.</p>     <p>Foram exclu&iacute;das mulheres com factores de risco para infec&ccedil;&otilde;es urin&aacute;rias recorrentes mais frequentes ou complicadas, como gravidez, <i>Diabetes Mellitus,</i> imunossupress&atilde;o, anomalia anat&oacute;mica ou funcional do tracto urin&aacute;rio, algalia&ccedil;&atilde;o, infec&ccedil;&atilde;o urin&aacute;ria activa e hospitaliza&ccedil;&atilde;o, manipula&ccedil;&atilde;o do tracto urin&aacute;rio ou antibioterapia recentes.</p>     <p>Para avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade dos estudos e atribui&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a de recomenda&ccedil;&atilde;o (FR) foi utilizada a escala <i>Strength of Recommendation Taxonomy da American Family Physician</i> (<a href="#q1">Quadro I</a>).<sup>5</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><a href="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a07q1.gif" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a07q1_small.gif" width="300" height="117" /><br />(clique para ampliar | click to enlarge)</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Com a pesquisa inicial foram identificados 127 artigos, dos quais nove cumpriam os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: um sistema,<sup>6</sup> tr&ecirc;s revis&otilde;es sistem&aacute;ticas,<sup>7-9</sup> um ensaio cl&iacute;nico<sup>10</sup> e quatro normas de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica.<sup>11-14</sup></p>     <p>Na revis&atilde;o do <i>Uptodate,</i> de 2009, sobre infec&ccedil;&otilde;es recorrentes do tracto urin&aacute;rio,<sup>6</sup> o sumo de arando &eacute; referido como sendo uma estrat&eacute;gia profil&aacute;ctica eficaz, embora a sua recomenda&ccedil;&atilde;o seja limitada pela inconsist&ecirc;ncia quanto &agrave; dura&ccedil;&atilde;o da terap&ecirc;utica e &agrave;s diferentes formula&ccedil;&otilde;es e doses de arando utilizadas nos v&aacute;rios estudos, pelo que lhe foi atribu&iacute;da uma For&ccedil;a de Recomenda&ccedil;&atilde;o B (<a href="#q2">Quadro II</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><a href="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a07q2.gif" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a07q2_small.gif" width="300" height="57" /><br />(clique para ampliar | click to enlarge)</a></p>     
<p align="center">&nbsp;</p>     <p>As tr&ecirc;s revis&otilde;es sistem&aacute;ticas foram classificadas com um N&iacute;vel de Evid&ecirc;ncia 2 por levantarem quest&otilde;es relativamente &agrave;s disparidades metodol&oacute;gicas dos v&aacute;rios estudos analisados. No entanto, todas afirmaram que existe evid&ecirc;ncia a favor da redu&ccedil;&atilde;o da taxa de recorr&ecirc;ncias/ano com a utiliza&ccedil;&atilde;o de compostos de arando na preven&ccedil;&atilde;o de ITU recorrentes em compara&ccedil;&atilde;o com placebo ou <i>Lactobacillus</i> (<a href="#q3">Quadro III</a>).<sup>7-9</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><a href="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a07q3.gif" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a07q3_small.gif" width="300" height="186" /><br />(clique para ampliar | click to enlarge)</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Segundo a revis&atilde;o da <i>Bandolier,</i> de 2007, que incluiu quatro estudos com um total de 779 participantes (85% mulheres, com m&eacute;dia de idades de 58 anos), o arando (sumo ou comprimidos) mostrou efeito na preven&ccedil;&atilde;o da recorr&ecirc;ncia de ITU (RR=0,5 IC 95%; 0,40-0,80; NNT=14). A dura&ccedil;&atilde;o dos ensaios analisados variava entre seis e doze meses e as doses de arando entre 50 e 350 ml de sumo ou comprimidos com 1:30 partes de sumo concentrado. Por&eacute;m, nenhum dos estudos justificou o motivo pelo qual foram definidas as dosagens utilizadas. A posologia variou entre toma di&aacute;ria &uacute;nica ou m&uacute;ltiplas tomas (<a href="#q3">Quadro III</a>).<sup>7</sup></p>     <p>A revis&atilde;o da <i>Cochrane,</i> de 2008, incluiu 10 estudos e um total de 1049 participantes (mulheres entre os 21 e os 72 anos), utilizando doses e dura&ccedil;&atilde;o de tratamento semelhantes &agrave;s analisadas pela Bandolier, e avaliou a efic&aacute;cia do sumo ou comprimidos de arando. Destes ensaios, apenas dois apresentavam caracter&iacute;sticas populacionais que correspondiam &agrave;s eleg&iacute;veis para a presente revis&atilde;o. A meta-an&aacute;lise destes estudos permitiu encontrar um RR de 0,61 (IC 95%; 0,40-0,91) associado ao uso de arando em compara&ccedil;&atilde;o com placebo ou bebidas contendo <i>Lactobacillus</i> (NNT=31). N&atilde;o se verificou diferen&ccedil;a entre as formula&ccedil;&otilde;es constitu&iacute;das por sumo ou comprimidos. Concluiu-se haver uma redu&ccedil;&atilde;o significativa da incid&ecirc;ncia de ITU ap&oacute;s 12 meses de tratamento com arando (<a href="#q3">Quadro III</a>).<sup>8</sup></p>     <p>A revis&atilde;o sistem&aacute;tica de quatro ensaios, elaborada por Guay em 2009, engloba uma amostra de 330 mulheres com idades entre os 21 e os 75 anos. Para al&eacute;m das formula&ccedil;&otilde;es referidas nas outras revis&otilde;es sistem&aacute;ticas, incluiu um estudo com a posologia de duas tomas di&aacute;rias de comprimidos com 200 mg durante tr&ecirc;s meses. Esta revis&atilde;o concluiu que o arando est&aacute; associado a uma redu&ccedil;&atilde;o de 35% na taxa de recorr&ecirc;ncias ao ano (NNT=3). Contudo, n&atilde;o &eacute; recomendada a utiliza&ccedil;&atilde;o do arando por falta de consenso relativamente &agrave; dosagem e formula&ccedil;&atilde;o preconizadas e algumas limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas dos estudos (<a href="#q3">Quadro III</a>).<sup>9</sup></p>     <p>O ensaio cl&iacute;nico de Mc Murdo <i>et al.,</i> de 2009, foi o &uacute;nico estudo dos analisados que comparou a utiliza&ccedil;&atilde;o do arando com a antibioterapia profil&aacute;ctica. Este estudo incluiu 137 mulheres, com idade igual ou superior a 45 anos (m&eacute;dia de 63 anos) e hist&oacute;ria de duas ou mais ITU recorrentes nos &uacute;ltimos 12 meses. A popula&ccedil;&atilde;o do estudo foi dividida em dois grupos, um submetido a tratamento com 500 mg de arando e outro submetido a trimetoprim 100 mg, um vez por dia, durante 6 meses ou at&eacute; ao primeiro epis&oacute;dio de ITU. Verificou-se recorr&ecirc;ncia da ITU em 36,2% das doentes submetidas ao tratamento com arando, em compara&ccedil;&atilde;o com 20,6% de recorr&ecirc;ncia no grupo do trimetoprim, sendo esta diferen&ccedil;a n&atilde;o estatisticamente significativa (p=0,084). N&atilde;o se registou igualmente diferen&ccedil;a significativa no tempo para a primeira recorr&ecirc;ncia. Este estudo concluiu que o arando poder&aacute; ser menos eficaz do que o trimetoprim na redu&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia de ITU sintom&aacute;ticas. Tratou-se de um ensaio cl&iacute;nico com algumas limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas, nomeadamente sem dupla oculta&ccedil;&atilde;o descrita, pelo que foi classificado com N&iacute;vel de Evid&ecirc;ncia 2 (<a href="#q4">Quadro IV</a>).<sup>10</sup></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><a href="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a07q4.gif" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a07q4_small.gif" width="300" height="105" /><br />(clique para ampliar | click to enlarge)</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As for&ccedil;as de recomenda&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;das pelas quatro normas de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica analisadas foram convertidas para a taxonomia SOR.<sup>5</sup> As normas mais antigas, da <i>Society of Obstetricians and Gynaecologists of Canada,</i> de 2004,<sup>11</sup> e da <i>Scottish Intercollegiate Guidelines Network,</i> de 2006,<sup>12</sup> foram classificadas com For&ccedil;a de Recomenda&ccedil;&atilde;o A. A convers&atilde;o da classifica&ccedil;&atilde;o das normas mais recentes, da EBM Guidelines, em 2009,<sup>13</sup> e da <i>European Association of Urology,</i> em 2010, correspondeu a For&ccedil;a de Recomenda&ccedil;&atilde;o B (<a href="#q5">Quadro V</a>).<sup>14</sup></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q5"></a><a href="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a07q5.gif" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpcg/v27n5/27n5a07q5_small.gif" width="300" height="125" /><br />(clique para ampliar | click to enlarge)</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A <i>Society of Obstetricians and Gynaecologists of Canada</i> refere que as mulheres com ITU recorrentes devem ser informadas de que o consumo de sumo de arando puro diminui o risco de ITU, em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s bebidas contendo arando na sua composi&ccedil;&atilde;o (<a href="#q5">Quadro V</a>).<sup>11</sup></p>     <p>A norma baseada na evid&ecirc;ncia publicada pela <i>Scottish Intercollegiate Guidelines Network</i> recomenda que mulheres adultas com infec&ccedil;&otilde;es recorrentes do tracto urin&aacute;rio sejam aconselhadas a ingerir suplementos de arando, de modo a diminuir a frequ&ecirc;ncia das recorr&ecirc;ncias. Os autores referem ainda que mulheres hipocoaguladas com varfarina dever&atilde;o evitar ingerir arando, a n&atilde;o ser que os benef&iacute;cios sejam superiores aos riscos, com uma For&ccedil;a de Recomenda&ccedil;&atilde;o B (<a href="#q5">Quadro V</a>).<sup>12</sup></p>     <p>A <i>EBM Guidelines,</i> de 2009, afirma que o sumo de arando pode reduzir o n&uacute;mero de ITU sintom&aacute;ticas ao longo de um per&iacute;odo de 12 meses, justificando esta recomenda&ccedil;&atilde;o essencialmente com base nas conclus&otilde;es da Cochrane de 2008 (<a href="#q5">Quadro V</a>).<sup>13</sup></p>     <p>A <i>European Association of Urology </i>actualizou, em 2010, a sua norma de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica baseada na evid&ecirc;ncia, onde refor&ccedil;a a possibilidade de utilizar m&eacute;todos alternativos aos antibi&oacute;ticos, como imunoterapia com lisados bacterianos, probi&oacute;ticos, acidifica&ccedil;&atilde;o urin&aacute;ria e suplementa&ccedil;&atilde;o com arando. Os autores consideram, pela an&aacute;lise dos artigos em que se baseiam, que o n&uacute;mero de infec&ccedil;&otilde;es do tracto urin&aacute;rio pode ser diminu&iacute;do com o consumo de sumo de arando (For&ccedil;a de Recomenda&ccedil;&atilde;o B) na dose m&iacute;nima de 36 mg/dia de proantocianidinas. Ainda assim, esta alternativa parece n&atilde;o ser t&atilde;o eficaz quanto os antibi&oacute;ticos profil&aacute;ticos, embora n&atilde;o tenham sido analisado estudos que comparassem directamente estas duas abordagens (<a href="#q5">Quadro V</a>).<sup>14</sup></p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>O arando mostrou-se eficaz na redu&ccedil;&atilde;o da recorr&ecirc;ncia das ITU em mulheres adultas sem patologias associadas (For&ccedil;a de Recomenda&ccedil;&atilde;o B). Contudo, a evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica que suporta a efic&aacute;cia do arando n&atilde;o &eacute; suficientemente robusta. Para isso contribuem algumas limita&ccedil;&otilde;es da qualidade dos estudos, pois apresentam amostras reduzidas com elevadas taxas de desist&ecirc;ncia. Paralelamente, existe alguma heterogeneidade no desenho dos estudos, com utiliza&ccedil;&atilde;o de dosagens d&iacute;spares e diferentes vias de administra&ccedil;&atilde;o ou formula&ccedil;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O potencial impacto desta recomenda&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica cl&iacute;nica torna premente a realiza&ccedil;&atilde;o de novos estudos, desenhados com metodologias mais correctas e incluindo um maior n&uacute;mero amostral, que comparem directamente as diferentes dosagens de arando e as v&aacute;rias formula&ccedil;&otilde;es e que avaliem seguran&ccedil;a, tolerabilidade e dura&ccedil;&atilde;o adequadas para o tratamento profil&aacute;ctico.</p>     <p>Ainda assim, existe um benef&iacute;cio potencial dos produtos de arando na profilaxia das ITU recorrentes, especialmente como alternativa para as mulheres saud&aacute;veis que preferem evitar ou que n&atilde;o respondem &agrave; antibioterapia profil&aacute;ctica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Dwyer PL, O&acute;Reilly M. Recurrent urinary tract infection in the female. Curr Opin Obstet Gynecol 2002 Oct; 14 (5): 537-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0870-7103201100050000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Guay DR. Contemporary management of uncomplicated urinary tract infections. Drugs 2008; 68 (9): 1169-205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0870-7103201100050000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Lynch DM. Cranberry for prevention of urinary tract infections. Am Fam Physician 2004 Dec 1; 70 (11). 2175-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0870-7103201100050000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Stapleton A. Novel approaches to prevention of urinary tract infections. Infect Dis Clin North Am 2003 Jun; 17 (2): 457-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0870-7103201100050000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Ebell MH, Siwek J, Weiss BD, Woolf SH, Susman J, Ewingman B, et al. Strength of Recommendation Taxonomy (SORT): a patient-centered approach to grading evidence in the medical literature. Am Fam Physician 2004 Feb 1; 69 (3): 548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0870-7103201100050000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Hooton T, Stamm W. Recurrent urinary tract infection in women. UpToDate 2009. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.uptodate.com/online/content/topic.do?topicKey=uti_Infe/2352&view=print" target="_blank">http://www.uptodate.com/online/content/topic.do?topicKey=uti_Infe/2352&view=print</a> [acedido em 15/12/2010].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0870-7103201100050000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Bandolier. Cranberry to prevent UTI. Bandolier 2006; May: 147-4. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.medicine.ox.ac.uk/bandolier/band147/b147-4.html" target="_blank">http://www.medicine.ox.ac.uk/bandolier/band147/b147-4.html</a> [acedido em 15/12/2010].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0870-7103201100050000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Jepson RG, Craig JC. Cranberries for preventing urinary tract infections. Cochrane Database Syst Rev 2008 Jan 23; (4): CD001321.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-7103201100050000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Guay DPR. Cranberry and urinary tract infections. Drugs 2009; 69 (7): 775-807.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-7103201100050000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. McMurdo ME, Argo I, Phillips G, Daly F, Davey P. Cranberry or trimetoprim for the prevention of recurrent urinary tract infections? A randomized controled trial in older women. J Antimicrob Chemother 2009 Feb; 63 (2): 389-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-7103201100050000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Epp A, Larochelle A, Lovatsis D, Walter JE, Easton W, Farrell SA, et al. Recurrent urinary tract infection. J Obstet Gynaecol Can 2010 Nov; 32 (11): 1082-101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-7103201100050000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Scottish Intercollegiate Guidelines Network. Management of suspected bacterial urinary tract infection in adults. A national clinical guideline. Scottish Intercollegiate Guidelines Network. 2006; 88. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.sign.ac.uk/pdf/qrg88.pdf" target="_blank">http://www.sign.ac.uk/pdf/qrg88.pdf</a> [acedido em 15/12/2010].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-7103201100050000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. EBM Guidelines 2009. Treatment of urinary tract infections. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ebmg.onlinelibrary.wiley.com/ebmg/ltk.koti" target="_blank">http://ebmg.onlinelibrary.wiley.com/ebmg/ltk.koti</a> [acedido em 15/12/2010].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-7103201100050000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>14. Grabe M, Bjerklund-Johansen TE, Botto H, &Ccedil;ek M, Naber KG, Tenke P, et al. Guidelines on Urological Infections; 2010. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.uroweb.org/gls/pdf/Urological%20Infections%202010.pdf" target="_blank">http://www.uroweb.org/gls/pdf/Urological%20Infections%202010.pdf</a> [acedido em 15/12/2010].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-7103201100050000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONFLITOS DE INTERESSE</b></p>     <p>Os autores declaram aus&ecirc;ncia de conflitos de interesses e financiamento do estudo.</p>     <p><a href="#topc0"><b>ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</b></a><a name="c0"></a></p>     <p>Alexandra Pina</p>     <p>R. Alfredo Cunha 365</p>     <p>4450-021 Matosinhos</p>     <p><a href="mailto:amspina@gmail.com">amspina@gmail.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Recebido em 20/05/2011</b></p>     <p><b>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 28/07/2011</b></p>      ]]></body><back>
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