<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-7103</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Clínica Geral]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Clin Geral]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-7103</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-71032011000600001</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Um outro nome para uma realidade em mudança]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Braga]]></surname>
<given-names><![CDATA[Raquel]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>27</volume>
<numero>6</numero>
<fpage>495</fpage>
<lpage>496</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-71032011000600001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-71032011000600001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-71032011000600001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p><font size="4"><b>Um outro nome para uma realidade em mudan&#231;a</b></font></p>     <p><b>Raquel Braga*</b></p>     <p>*Directora da Revista Portuguesa de Cl&#237;nica Geral</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr />     <p>A Associa&#231;&#227;o Portuguesa de M&#233;dicos de Cl&#237;nica Geral mudou de nome. A modifica&#231;&#227;o do nome para <b>Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF)</b> foi votada por unanimidade, em Assembleia Geral, a 26 de Novembro de 2011. D&#225;-se in&#237;cio a mais um cap&#237;tulo na hist&#243;ria desta Associa&#231;&#227;o, que &#233; mais ou menos indissoci&#225;vel do percurso da Medicina Geral e Familiar portuguesa.</p>     <p>Esta altera&#231;&#227;o, ansiada por muitos dos m&#233;dicos de fam&#237;lia que sempre lutaram pela afirma&#231;&#227;o da especialidade, ocorre, naturalmente, num momento em que a  pr&#243;pria Associa&#231;&#227;o se encontra em evolu&#231;&#227;o, ansiando por consolidar a sua maturidade  associativa e o seu papel de sociedade cient&#237;fica.</p>     <p>Nos &#250;ltimos 6 anos, vivemos tempos de transforma&#231;&#245;es na Medicina Geral e Familiar e, podemos diz&#234;-lo com objectiva seguran&#231;a, globalmente essas mudan&#231;as foram positivas para todos n&#243;s.</p>     <p>A reforma dos Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios, iniciada em 2005,<sup>1</sup> a aprova&#231;&#227;o de programa de internato de Medicina Geral e Familiar,<sup>2</sup> com o aumento da sua dura&#231;&#227;o de 3 para 4 anos, vieram refor&#231;ar a import&#226;ncia e o reconhecimento da nossa especialidade dentro de portas e, a n&#237;vel internacional, mostrar que Portugal conduz a forma&#231;&#227;o nesta especialidade m&#233;dica com mais evidente empenho que outros pa&#237;ses, afastando-se da senda daqueles que, por motivos utilit&#225;rios, persistem em considerar esta &#225;rea m&#233;dica como terreno indiferenciado.</p>     <p>Igual percurso percorreram alguns pa&#237;ses estrangeiros que se distanciaram da denomina&#231;&#227;o de Cl&#237;nica Geral, optando pela de Medicina Geral ou Medicina Familiar, para assumirem uma clivagem com a falta de especializa&#231;&#227;o ou de forma&#231;&#227;o p&#243;s-graduada dos m&#233;dicos indiferenciados que se ocupam de actividades cl&#237;nicas generalistas ou mais direccionadas para certos campos de actua&#231;&#227;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em Portugal, h&#225; muito que esta distin&#231;&#227;o &#233; clara na denomina&#231;&#227;o dos m&#233;dicos e da carreira, embora infelizmente alguns enganos grosseiros continuem a ser perpetrados pelos &#243;rg&#227;os de decis&#227;o, quer pela contrata&#231;&#227;o de m&#233;dicos indiferenciados para fun&#231;&#245;es de M&#233;dico de Fam&#237;lia, quer pela demonstra&#231;&#227;o falaciosa ao p&#250;blico carenciado de cuidados m&#233;dicos,  de que m&#233;dicos indiferenciados,  ou diferenciados em &#225;reas completamente distintas, podem ser assemelhados e mesmo assumir as fun&#231;&#245;es de verdadeiros M&#233;dicos de Fam&#237;lia.</p>     <p>Mudar o nome da Associa&#231;&#227;o significa assumir de uma vez por todas que os m&#233;dicos que a integram s&#227;o especialistas em Medicina Geral e Familiar, com um processo de gradua&#231;&#227;o exigente, que &#233; reconhecido pela sua qualidade.</p>     <p>Este &#233; um passo importante e que poder&#225; ter uma fun&#231;&#227;o esclarecedora, sobretudo para o exterior.</p>     <p>N&#227;o foi fruto de uma &#171;crise de identidade juvenil&#187;, mas antes de um processo evolutivo deliberadamente lento que, n&#227;o querendo romper abruptamente com o passado, tem vindo a admitir com orgulho que a vertente generalista da nossa especialidade se coaduna bem com a anterior denomina&#231;&#227;o n&#227;o pejorativa e muito dignificante de &#171;Cl&#237;nica Geral&#187;.</p>     <p>Sem d&#250;vida que a nossa especialidade &#233; generalista no seu espectro de actua&#231;&#227;o, englobando todos os problemas de sa&#250;de e todas as vertentes f&#237;sica, ps&#237;quica e social.<sup>3,4,5</sup> &#201; generalista no alvo de ac&#231;&#227;o,  actuando desde a pr&#233;-concep&#231;&#227;o at&#233; &#224; gravidez, inf&#226;ncia, maturidade, senesc&#234;ncia, &#224; morte e ao luto...</p>     <p>&#201; generalista na abrang&#234;ncia, desde a promo&#231;&#227;o da sa&#250;de &#224; preven&#231;&#227;o da doen&#231;a, at&#233; &#224; medicina curativa, que ocupa a maior  parte do nosso tempo.</p>     <p>&#201; generalista no amplo campo de interesses consignado no perfil do m&#233;dico de fam&#237;lia que, como em nenhuma outra especialidade, reflecte &#225;reas que extravasam e complementam a pr&#243;pria medicina, como a &#225;rea da forma&#231;&#227;o, da investiga&#231;&#227;o, da articula&#231;&#227;o de cuidados, da advocacia dos pacientes, das fun&#231;&#245;es de gest&#227;o da sa&#250;de...<sup>3</sup></p>     <p>&#201; generalista na continuidade dos cuidados, na acessibilidade e na globalidade.<sup>5</sup></p>     <p>&#201; evidente que mais este passo em frente na afirma&#231;&#227;o da nossa especialidade, bem como todas as raz&#245;es enumeradas para estarmos satisfeitos com a sua forte identidade,  evolu&#231;&#227;o e desempenho, n&#227;o devem fazer com que descuremos uma observa&#231;&#227;o atenta do que se passa &#224; nossa volta, pois uma mudan&#231;a radical de  enquadramento  do Sistema Nacional  de Sa&#250;de poder&#225; vir a  afectar, para o bem e para o mal, todos n&#243;s e, em &#250;ltima an&#225;lise, os cuidados de sa&#250;de prestados &#224; popula&#231;&#227;o.</p>     <p>A posi&#231;&#227;o da Medicina Geral e Familiar, que ultimamente tem vindo a consolidar-se no centro do sistema de sa&#250;de, n&#227;o pode nem deve  desviar-se do local onde se implementou, sob pena de desperdi&#231;armos 35 anos  de evolu&#231;&#227;o duramente conseguida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#201; preciso estramos atentos, vigilantes e interventivos, porque n&#227;o s&#227;o s&#243; os  nomes que mudam... as realidades tamb&#233;m est&#227;o em muta&#231;&#227;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <p>1. Resolu&#231;&#227;o do Conselho de Ministros n.o 157/2005. Dispon&#237;vel em:<a href="http://www.mcsp.minsaude.pt/Imgs/content/page_106/Resolucao_Conselho_Ministros_157_2005.pdf" target="_blank">http://www.mcsp.minsaude.pt/Imgs/content/page_106/Resolucao_Conselho_Ministros_157_2005.pdf</a>  [acedido em 14/12/2011].</p>     <!-- ref --><p>2. Programa de forma&#231;&#227;o do Internato de Medicina Geral e Familiar. Dispon&#237;vel em:<a href="http://dre.pt/pdf1sdip/2009/03/05800/0185301857.pdf" target="_blank">http://dre.pt/pdf1sdip/2009/03/05800/0185301857.pdf</a>  [acedido em 14/12/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000027&pid=S0870-7103201100060000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Rebelo L. O m&#233;dico de fam&#237;lia do futuro: tr&#234;s modelos de actua&#231;&#227;o, cinco atributos e cinco aptid&#245;es essenciais – parte II. Rev Port Clin Geral 2001 Mai-Jun; 17 (3): 249-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000029&pid=S0870-7103201100060000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Mc Whinney IR, editor. A Textbook of Family Medicine. New York: Oxford University Press; 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000031&pid=S0870-7103201100060000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Jord&#227;o JG. Pref&#225;cio. In: Goroll A, May L, Mulley AG. Cuidados Prim&#225;rios em Medicina: Abordagem do Paciente Adulto em Ambulat&#243;rio. 3&#170; ed. Lisboa: McGraw-Hill; 1997. p. xvii-xviii.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000033&pid=S0870-7103201100060000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0"><b>ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</b></a><a name="c0"></a></p>     <P><a href="mailto:director@rpcg.apmcg.pt">director@rpcg.apmcg.pt</a></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="">
<source><![CDATA[Programa de formação do Internato de Medicina Geral e Familiar]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rebelo]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O médico de família do futuro: três modelos de actuação, cinco atributos e cinco aptidões essenciais - parte II]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Clin Geral]]></source>
<year>2001</year>
<month> M</month>
<day>ai</day>
<volume>17</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>249-54</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mc Whinney]]></surname>
<given-names><![CDATA[IR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Textbook of Family Medicine]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jordão]]></surname>
<given-names><![CDATA[JG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prefácio]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Goroll]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[May]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mulley]]></surname>
<given-names><![CDATA[AG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cuidados Primários em Medicina: Abordagem do Paciente Adulto em Ambulatório]]></source>
<year>1997</year>
<edition>3</edition>
<page-range>xvii-xviii</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[McGraw-Hill]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
