<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-7103</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Clínica Geral]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Clin Geral]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-7103</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-71032011000600004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perfil de prescrição antibiótica no tratamento das Infecções das Vias Aéreas Superiores]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Antibiotic prescription in upper respiratory tract infections]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Bessa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castanheira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Dulce]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Miriam]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Capela]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nuno]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,USF Serpa Pinto  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>27</volume>
<numero>6</numero>
<fpage>502</fpage>
<lpage>506</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-71032011000600004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-71032011000600004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-71032011000600004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivos: Determinar a proporção de infecções das vias aéreas superiores (IVAS) tratadas com antibiótico numa Unidade de Saúde Familiar (USF); verificar quais os antibióticos mais prescritos nas IVAS; avaliar se existe relação entre a prescrição de antibióticos e a idade e o sexo do doente; avaliar se existe relação entre o antibiótico prescrito e a idade do doente. Tipo de estudo: observacional, analítico e transversal. Local: Unidade de Saúde Familiar (USF) Serpa Pinto, no Porto. População: Utentes inscritos na USF com pelo menos um contacto médico codificado como IVAS. Métodos: Recolheu-se a informação a partir dos sistemas MedicineOne® e SAM® e incluíram-se as consultas classificadas, segundo a International Classification of Primary Care-2, como: R21; R72; R74; R75; R76. Resultados: Das 299 consultas estudadas, 61,2% foram realizadas a mulheres. A média de idades foi de 26,4 anos (± 22,3). Os diagnósticos mais frequentes foram R76 (48,1%) e R74 (38,7%). Foi prescrito antibiótico em 68,2% das consultas, sendo a classe das penicilinas a mais prescrita (90,6%). Não existiu relação entre a prescrição de antibióticos e o sexo ou a idade do doente. Verificou-se uma diferença estatisticamente significativa entre a idade e a classe de antibiótico prescrita: penicilinas (25,1 anos ± 22,1) vs restantes classes (39,7 anos ± 20,1) (p < 0,001). Conclusões: A classe dos beta-lactâmicos foi a mais usada para o tratamento de IVAS, com uma maior proporção de penicilinas prescritas, em relação a outros estudos. Por outro lado, verificou-se existir relação entre a idade e a classe terapêutica de antiótico prescrita]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To determine the proportion of upper respiratory tract infections (URTI) treated with antibiotics in a primary care unit, to identify the most prescribed antibiotics for the treatment of URTI, to test the association between antibiotic prescription and the age and gender of the patient, and to test the association between patient age and the antibiotic selected. Study design: cross-sectional. Setting: Serpa Pinto Family Health Unit (USF Serpa Pinto), Porto, Portugal. Population: Patients registered in the Family Health Unit with at least one diagnosis of upper respiratory tract infection recorded. Methods: information was collected from MedicineOne® and SAM® software using International Classification of Primary Care-2 codes R21, R72, R74, R75, R76. Results: Of the 299 patients identified, 61.2% were women. The average age was 26.4 years (± 22.3). The most common diagnoses were R76 (48.1%) and R74 (38.7%). Antibiotics were prescribed in 68.2% of visits, and penicillins were the most commonly prescribed antibiotics (90.6%). There was no association between the prescription of antibiotics and the gender or age of the patient. There was a statistically significant association between patient age and the class of antibiotics prescribed. Penicillins were prescribed more to younger patients (mean age 25.1 years ± 22.1) compared to other antibiotics (mean age 39.7 years ± 20.1, p < 0.001). Conclusions: Beta-lactam antibiotics were the most commonly prescribed antibiotics for treatment of URTI, with a higher proportion of penicillins prescribed here than that found in other studies. There was an association found between age and the therapeutic class of antibiotics prescribed]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Agentes Antibacterianos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Infecção das Vias Respiratórias Superiores]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cuidados de Saúde Primários]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Anti-bacterial agents]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Respiratory Tract Infections]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Primary Health Care]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>     <p><font size="4"><b>Perfil de prescri&#231;&#227;o antibi&#243;tica no tratamento das Infec&#231;&#245;es das Vias A&#233;reas Superiores</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Antibiotic prescription in upper respiratory tract infections</b></font></p>     <p><b>Ana Bessa Monteiro,* Ana Dulce Castanheira,** Miriam Castro,* Nuno Capela*</b></p>     <p>*Interno(a) de Medicina Geral e Familiar, USF Serpa Pinto.</p>     <p>**M&#233;dica de Medicina Geral e Familiar, USF Serpa Pinto.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr />     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objectivos:</b> Determinar a propor&#231;&#227;o de infec&#231;&#245;es das vias a&#233;reas superiores (IVAS) tratadas com antibi&#243;tico numa Unidade de Sa&#250;de Familiar (USF); verificar quais os antibi&#243;ticos mais prescritos nas IVAS; avaliar se existe rela&#231;&#227;o entre a prescri&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos e a idade e o sexo do doente; avaliar se existe rela&#231;&#227;o entre o antibi&#243;tico prescrito e a idade do doente.</p>     <p><b>Tipo de estudo:</b> observacional, anal&#237;tico e transversal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Local:</b> Unidade de Sa&#250;de Familiar (USF) Serpa Pinto, no Porto.</p>     <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Utentes inscritos na USF com pelo menos um contacto m&#233;dico codificado como IVAS.</p>     <p><b>M&#233;todos:</b> Recolheu-se a informa&#231;&#227;o a partir dos sistemas MedicineOne&#174; e SAM&#174; e inclu&#237;ram-se as consultas classificadas, segundo a <i>International Classification of Primary Care-2</i>, como: R21; R72; R74; R75; R76.</p>     <p><b>Resultados:</b> Das 299 consultas estudadas, 61,2% foram realizadas a mulheres. A m&#233;dia de idades foi de 26,4 anos (&#177; 22,3). Os diagn&#243;sticos mais frequentes foram R76 (48,1%) e R74 (38,7%). Foi prescrito antibi&#243;tico em 68,2% das consultas, sendo a classe das penicilinas a mais prescrita (90,6%). N&#227;o existiu rela&#231;&#227;o entre a prescri&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos e o sexo ou a idade do doente. Verificou-se uma diferen&#231;a estatisticamente significativa entre a idade e a classe de antibi&#243;tico prescrita: penicilinas (25,1 anos &#177; 22,1) vs restantes classes (39,7 anos &#177; 20,1) (p &lt; 0,001).</p>     <p><b>Conclus&#245;es:</b> A classe dos beta-lact&#226;micos foi a mais usada para o tratamento de IVAS, com uma maior propor&#231;&#227;o de penicilinas prescritas, em rela&#231;&#227;o a outros estudos. Por outro lado, verificou-se existir rela&#231;&#227;o entre a idade e a classe terap&#234;utica de anti&#243;tico prescrita.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Agentes Antibacterianos; Infec&#231;&#227;o das Vias Respirat&#243;rias Superiores; Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios.</p> <hr />         <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Objectives:</b> To determine the proportion of upper respiratory tract infections (URTI) treated with antibiotics in a primary care unit, to identify the most prescribed antibiotics for the treatment of URTI, to test the association between antibiotic prescription and the age and gender of the patient, and to test the association between patient age and the antibiotic selected.</p>     <p><b>Study design:</b> cross-sectional.</p>     <p><b>Setting:</b> Serpa Pinto Family Health Unit (USF Serpa Pinto), Porto, Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Population:</b> Patients registered in the Family Health Unit with at least one diagnosis of upper respiratory tract infection recorded.</p>     <p><b>Methods:</b> information was collected from MedicineOne&#174; and SAM&#174; software using International Classification of Primary Care-2 codes R21, R72, R74, R75, R76.</p>     <p><b>Results:</b> Of the 299 patients identified, 61.2% were women. The average age was 26.4 years (&#177; 22.3). The most common diagnoses were R76 (48.1%) and R74 (38.7%). Antibiotics were prescribed in 68.2% of visits, and penicillins were the most commonly prescribed antibiotics (90.6%). There was no association between the prescription of antibiotics and the gender or age of the patient. There was a statistically significant association between patient age and the class of antibiotics prescribed. Penicillins were prescribed more to younger patients (mean age 25.1 years &#177; 22.1) compared to other antibiotics (mean age 39.7 years &#177; 20.1, p &lt; 0.001).</p>     <p><b>Conclusions:</b> Beta-lactam antibiotics were the most commonly prescribed antibiotics for treatment of URTI, with a higher proportion of penicillins prescribed here than that found in other studies. There was an association found between age and the therapeutic class of antibiotics prescribed.</p>     <p><b>Keywords:</b> Anti-bacterial agents; Respiratory Tract Infections; Primary Health Care.</p> <hr />         <p><b>INTRODU&#199;&#195;O</b></p>     <p>A resist&#234;ncia aos antibi&#243;ticos constitui um problema s&#233;rio tanto em pa&#237;ses desenvolvidos como em vias de desenvolvimento. Hoje em dia &#233; geralmente aceite a rela&#231;&#227;o directa entre o uso de antibi&#243;ticos e a preval&#234;ncia de microorganismos patog&#233;nicos resistentes entre as comunidades humanas, o que em &#250;ltima an&#225;lise ser&#225; respons&#225;vel por um agravamento da mortalidade, da morbilidade, da qualidade de vida e dos custos associados &#224; presta&#231;&#227;o de cuidados de sa&#250;de.</p>     <p>Por outro lado, as Infec&#231;&#245;es das Vias A&#233;reas Superiores (IVAS) s&#227;o uma causa muito frequente de recurso aos Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios (CSP), sendo reportada uma frequ&#234;ncia de 11 a 33% de IVAS em todos os motivos de consulta de Medicina Geral e Familiar (MGF).<sup>1-4</sup></p>     <p>No que diz respeito ao problema das resist&#234;ncias, torna-se mais grave quando consideramos o uso de antibi&#243;ticos em situa&#231;&#245;es para as quais n&#227;o t&#234;m qualquer efic&#225;cia, como o resfriado comum, em outros s&#237;ndromes virais ou quando s&#227;o amplamente usados na profilaxia e n&#227;o no tratamento de situa&#231;&#245;es concretas.</p>     <p>Nos &#250;ltimos anos t&#234;m-se assistido a v&#225;rias ac&#231;&#245;es com o intuito de sensibilizar e aprofundar conhecimentos dos profissionais de sa&#250;de e da comunidade. A avalia&#231;&#227;o recente do efeito de duas campanhas mediatizadas que decorreram nos anos de 2004 e 2005 no Nordeste de Inglaterra, e que forneceram &#224; comunidade informa&#231;&#227;o sobre o uso adequado de antibi&#243;ticos, revelou um decr&#233;scimo significativo do uso de antibi&#243;ticos nos meses de Inverno (menos 21,7 eventos por 1000 indiv&#237;duos, p &lt; 0,0005).<sup>5</sup> Tamb&#233;m nos EUA foi avaliado o impacto de um programa educacional em 21 m&#233;dicos de CSP, mostrando um decr&#233;scimo de 24,6% nas prescri&#231;&#245;es de antibi&#243;ticos ap&#243;s o programa, reafirmando a sua import&#226;ncia.<sup>6</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O projecto ESAC (<i>European Surveilance of Antimicrobial Prescription</i>), levado a cabo na Europa entre 1997 e 2002, no &#226;mbito dos CSP, mostrou que Portugal &#233; o 4.<sup>o</sup> pa&#237;s com maior taxa de prescri&#231;&#227;o total de antibi&#243;ticos em ambulat&#243;rio, com uma m&#233;dia de cerca de 38% superior &#224; m&#233;dia comunit&#225;ria.<sup>7</sup> Por outro lado verificou-se em Portugal um consumo crescente de antibi&#243;ticos entre os anos de 1995 e 1999, com um acr&#233;scimo de cerca de 24% nesse per&#237;odo, segundo o relat&#243;rio da monitoriza&#231;&#227;o do consumo de antibi&#243;ticos do INFARMED.<sup>8</sup></p>     <p>No servi&#231;o de atendimento complementar na Unidade de Sa&#250;de de Vialonga, Lisboa, foi encontrada no ano de 2000 uma elevada taxa de prescri&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos (23% dos epis&#243;dios de consulta), sendo a amigdalite aguda o diagn&#243;stico que motivou maior prescri&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos. Os macr&#243;lidos constitu&#237;ram a classe mais usada neste contexto (73 das amigdalites agudas em 93 casos).<sup>9</sup></p>     <p>A rede de M&#233;dicos Sentinela estudou os actos de prescri&#231;&#227;o antibi&#243;tica notificados durante o ano de 2001. Verificou-se uma frequ&#234;ncia de 93,2 prescri&#231;&#245;es por 1000 indiv&#237;duos, por ano, sendo mais elevada no sexo feminino (11.1 <i>vs.</i> 7.3%; p &lt;0.001). Os epis&#243;dios de doen&#231;a do aparelho respirat&#243;rio foram os mais frequentes e em 54% foi prescrita uma penicilina, seguida dos macr&#243;lidos (23,3%) e das cefalosporinas (13,0%). As quinolonas foram prescritas em 5,9% dos epis&#243;dios de doen&#231;a do aparelho respirat&#243;rio.<sup>4</sup></p>     <p>Entre Dezembro de 2001 e Janeiro de 2002, o INFARMED avaliou a adequa&#231;&#227;o da prescri&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos para Infec&#231;&#245;es Respirat&#243;rias em M&#233;dicos especialistas em MGF com resultados sobrepon&#237;veis ao estudo dos M&#233;dicos Sentinela quanto &#224;s classes mais prescritas. Foi encontrada elevada prescri&#231;&#227;o da associa&#231;&#227;o amoxicilina com &#225;cido clavul&#226;nico para cada uma das situa&#231;&#245;es cl&#237;nicas estudadas, salientando uma larga e n&#227;o justificada utiliza&#231;&#227;o desta associa&#231;&#227;o no tratamento da amigdalite e faringite.<sup>10</sup> A inadequa&#231;&#227;o da terap&#234;utica antibi&#243;tica foi tamb&#233;m sugerida por estudos realizados noutros pa&#237;ses.<sup>11,12</sup></p>     <p>A escassez de estudos que abordem este tema suscita a necessidade do conhecimento da adequa&#231;&#227;o da prescri&#231;&#227;o antibi&#243;tica no tratamento das IVAS em CSP em Portugal.</p>     <p>Os objectivos deste estudo s&#227;o: determinar a propor&#231;&#227;o de IVAS tratadas com antibi&#243;tico numa Unidade de Sa&#250;de Familiar do Porto (USF); verificar quais as classes f&#225;rmaco-terap&#234;uticas de antibi&#243;ticos mais prescritas; avaliar se existe rela&#231;&#227;o entre a prescri&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos e a idade e o sexo do doente ou entre a classe f&#225;rmaco-terap&#234;utica prescrita e a idade do doente.</p>     <p><b>M&#201;TODOS</b></p>     <p>Foi efectuado um estudo de tipo observacional, anal&#237;tico e transversal, com a observa&#231;&#227;o de 12 meses, entre 1 de Julho de 2007 e 30 de Junho de 2008, na USF Serpa Pinto, sobre a popula&#231;&#227;o de utentes inscritos com pelo menos um contacto m&#233;dico codificado como IVAS. Uma amostra foi seleccionada de forma n&#227;o aleat&#243;ria consecutiva. A dimens&#227;o da amostra foi de 267 indiv&#237;duos, calculada com base na f&#243;rmula de Lehr, a partir de um valor de alfa de 0,05, para uma preval&#234;ncia estimada de IVAS tratadas com antibi&#243;ticos de 50% e erro de 0,06.</p>     <p>Foram inclu&#237;dos os utentes que recorreram a consulta, no per&#237;odo em estudo, com o diagn&#243;stico de IVAS, classificados segundo a <i>International Classification in Primary Care</i> – segunda edi&#231;&#227;o (ICPC-2), como: sinais e sintomas da garganta (R21); infec&#231;&#227;o estreptoc&#243;cica da orofaringe (R72); infec&#231;&#227;o aguda do aparelho respirat&#243;rio superior (R74); sinusite (R75); amigdalite aguda (R76). As vari&#225;veis estudadas foram o sexo e a idade dos utentes, a classifica&#231;&#227;o do epis&#243;dio segundo ICPC-2, o tratamento farmacol&#243;gico com antibi&#243;tico ou outro f&#225;rmaco e a classe de antibi&#243;ticos prescrita.</p>     <p>A informa&#231;&#227;o foi recolhida pelos m&#233;dicos internos autores do estudo, em folha de registo de dados, a partir da listagem das consultas registadas em suporte inform&#225;tico – MedicineOne&#174; – com os diagn&#243;sticos de IVAS, segundo o ICPC-2: R21; R72; R74; R75; R76. Procedeu-se posteriormente &#224; consulta individual da folha de prescri&#231;&#227;o associada a cada epis&#243;dio, caso existisse, em suporte inform&#225;tico Sistema Apoio M&#233;dico (SAM&#174;), para identifica&#231;&#227;o de f&#225;rmacos prescritos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados recolhidos foram codificados e registados em base de dados inform&#225;tica – software SPSS&#174; 11.5 – com determina&#231;&#227;o dos resultados referentes &#224; estat&#237;stica descritiva e &#224; estat&#237;stica inferencial. Foram utilizados os testes Qui-quadrado e <i>T-student</i> para compara&#231;&#227;o de propor&#231;&#245;es e para compara&#231;&#227;o de m&#233;dias, respectivamente, com um n&#237;vel de signific&#226;ncia adoptado de 0,05.</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Foram analisados 299 contactos m&#233;dicos classificados como IVAS, com uma m&#233;dia de idades dos utentes de 26,4 (&#177;22,3) anos, sendo 61,2% do sexo feminino. N&#227;o foram documentadas alergias &#224; penicilina.</p>     <p>Os epis&#243;dios mais frequentemente classificados (48,2%) foram os de R76 (<a href="#q1">quadro I</a>). Em 5,4% dos casos n&#227;o foi prescrito qualquer f&#225;rmaco antibi&#243;tico ou outro, incluindo analg&#233;sicos, antipir&#233;ticos ou anti-histam&#237;nicos. Foram prescritos antibi&#243;ticos em 68,2% dos casos (IC a 95%, 62,9 - 73,5%), seja isoladamente como em associa&#231;&#227;o a outros f&#225;rmacos (<a href="#q2">quadro II</a>). A classe de antibi&#243;ticos mais utilizada foi a dos beta-lact&#226;micos (91,7% <a href="#q3">quadro III</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpcg/v27n6/27n6a04q1.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpcg/v27n6/27n6a04q2.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpcg/v27n6/27n6a04q3.jpg" /></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>N&#227;o se verificou rela&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre a prescri&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos e o sexo (p=0,176) e a idade (p=0,331). Verificou-se existir rela&#231;&#227;o entre a idade e a classe terap&#234;utica de antibi&#243;ticos prescrita (<a href="#q4">quadro IV</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpcg/v27n6/27n6a04q4.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&#195;O</b></p>     <p>Da an&#225;lise dos resultados deste estudo, verificamos que foram prescritos antibi&#243;ticos na maioria dos epis&#243;dios de IVAS que constitu&#237;ram na sua maioria casos de amigdalite aguda. Na comunidade estas s&#227;o habitualmente provocadas por agentes virais e estaria preconizado apenas o tratamento sintom&#225;tico, farmacol&#243;gico ou n&#227;o, que foi aqui utilizado em menos casos. Tendo provavelmente sido utilizados em excesso, a classe de antibi&#243;ticos mais usada foi a dos beta-lact&#226;micos. Verificou-se que a prescri&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos foi independente da idade e do sexo dos utentes.</p>     <p>O facto de a amostra ser constitu&#237;da por todos os epis&#243;dios de IVAS codificados naquela institui&#231;&#227;o durante um ano permitiu obviar um vi&#233;s de selec&#231;&#227;o correndo, contudo, o risco de n&#227;o terem sido inclu&#237;dos epis&#243;dios sub-codificados (vi&#233;s de informa&#231;&#227;o). Merece refer&#234;ncia o facto do processo de codifica&#231;&#227;o se ter iniciado na USF Serpa Pinto no ano correspondente ao per&#237;odo de estudo, reconhecendo-se, como tal, as dificuldades iniciais desse processo.</p>     <p>Por outro lado, por ser um estudo baseado na consulta da folha de receita (SAM), posteriormente ao epis&#243;dio, n&#227;o condicionou o perfil de prescri&#231;&#227;o m&#233;dica.</p>     <p>Consideramos que a exclus&#227;o do diagn&#243;stico <i>otite m&#233;dia aguda</i> constitui uma limita&#231;&#227;o ao estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Comparativamente aos estudos existentes na popula&#231;&#227;o portuguesa verificou-se uma maior percentagem de beta-lact&#226;micos prescritos, em rela&#231;&#227;o a outras classes de antibi&#243;ticos, que s&#227;o terap&#234;utica de 1.<sup>a</sup> linha nestas situa&#231;&#245;es<sup>10</sup> (50,6% vs 90,6%). Os resultados obtidos traduzem-se numa mais-valia para a institui&#231;&#227;o, est&#237;mulo para a boa pr&#225;tica, forma&#231;&#227;o cont&#237;nua e satisfa&#231;&#227;o para os profissionais de sa&#250;de.</p>     <p>As caracter&#237;sticas do estudo n&#227;o permitem a sua generaliza&#231;&#227;o a outras institui&#231;&#245;es, pelo que seriam interessantes estudos id&#234;nticos em outras unidades prestadoras de cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios e mesmo em contexto hospitalar. O conhecimento do perfil de prescri&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos permitiria a identifica&#231;&#227;o de lacunas/erros bem como a cria&#231;&#227;o de protocolos de actua&#231;&#227;o/actualiza&#231;&#227;o e, com isso, um maior investimento na qualidade dos cuidados prestados.</p>     <p>Portanto, a classe dos beta-lact&#226;micos foi a mais usada para o tratamento de IVAS, com uma maior propor&#231;&#227;o de penicilinas prescritas em rela&#231;&#227;o a outros estudos. Por outro lado, verificou-se existir rela&#231;&#227;o entre a idade e a classe terap&#234;utica de antibi&#243;ticos prescrita.</p>     <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>&#192; Dra. Clara Fonseca pela colabora&#231;&#227;o na orienta&#231;&#227;o metodol&#243;gica e an&#225;lise estat&#237;stica deste trabalho de investiga&#231;&#227;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Hofmans-Okkes IM, Lamberts H. The International Classification of Primary Care (ICPC): new applications in research and computer-based patient records in family practice. Fam Pract 1996 Jun; 13 (3): 294-302.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0870-7103201100060000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Silva FS. Infec&#231;&#245;es agudas das vias respirat&#243;rias superiores – Estudo de novos epis&#243;dios em cl&#237;nica geral. Rev Port Clin Geral 1992; 9: 258-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0870-7103201100060000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Chan CS. What do patients expect from consultations for upper respiratory tract infections? Fam Pract 1996 Jun; 13 (3): 229-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0870-7103201100060000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Falc&#227;o JM, Pisco AM, Sim&#245;es JA, Falc&#227;o IM, Pimenta ZP, Nunes B. Prescri&#231;&#227;o de antibacterianos em cl&#237;nica geral: um estudo na rede M&#233;dicos-Sentinela. Rev Port Cl&#237;n Geral 2003 Jul-Ago; 19 (4): 315-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0870-7103201100060000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Lambert MF, Masters GA, Brent SL. Can mass media campaigns change antimicrobial prescribing? A regional evaluation study. J Antimicrob Chemother 2007 Mar; 59 (3): 537-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-7103201100060000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Juzych NS, Banerjee M, Essenmacher L, Lerner SA. Improvements in antimicrobial prescribing for treatment of upper respiratory tract infections through provider education. J Gen Intern Med 2005 Oct; 20 (10): 901-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-7103201100060000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Goossens H, Ferech M, Vander Stichele R, Elseviers M; ESAC Project Group. Outpatient antibiotic use in Europe and association with resistance: a cross-national database study. Lancet 2005 Feb 12-18; 365 (9459): 579-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-7103201100060000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Caldeira L, Alves da Silva E, Leal A, In&#234;s M, Santos P. Relat&#243;rio Interno: Utiliza&#231;&#227;o de Antibacterianos em Portugal. Lisboa: INFARMED; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-7103201100060000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Palma R. Prescri&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos no Servi&#231;o de Atendimento Complementar. Rev Port Cl&#237;n Geral 2002 Jan-Fev; 18 (1): 35-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-7103201100060000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Caldeira L, Rem&#237;sio E, Ant&#243;nio A, Aguair P, Fonseca A, Faria Vaz A, et al. Prescri&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos para infec&#231;&#245;es do tracto respirat&#243;rio em Portugal Continental. Rev Port Clin Geral 2004 Jul-Ago; 20 (4): 417-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-7103201100060000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Leblebicioglu H, Canbaz S, Peksen Y, Gunaydin M. Physicians’ antibiotic prescribing habits for upper respiratory tract infections in Turkey. J Chemother 2002 Apr; 14 (2): 181-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-7103201100060000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Gonzales R, Steiner JF, Sande MA. Antibiotic prescribing for adults with colds, upper respiratory tract infections and bronchitis by ambulatory care physicians. JAMA 1997 Sep 17; 278 (11): 901-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-7103201100060000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONFLITOS DE INTERESSE</b></p>     <p>N&#227;o existe qualquer interesse financeiro a declarar pelos autores do trabalho realizado. A institui&#231;&#227;o empregadora n&#227;o tem qualquer interesse ou conflito financeiro relacionado com os resultados ou conclus&#245;es do manuscrito. O trabalho relatado n&#227;o foi objecto de qualquer tipo de financiamento externo (incluindo bolsas de investiga&#231;&#227;o).</p>     <p><a href="#topc0"><b>ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</b></a><a name="c0"></a></p>     <p>Nuno Filipe Borges Capela</p>     <p>Rua Serpa Pinto, n.o 417, 4250-466 Porto</p>     <p><a href="mailto:nuno.capela@gmail.com">nuno.capela@gmail.com</a></p>     <p><b>Recebido em 13/10/2010</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 26/11/2011</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hofmans-Okkes]]></surname>
<given-names><![CDATA[IM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lamberts]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The International Classification of Primary Care (ICPC): new applications in research and computer-based patient records in family practice]]></article-title>
<source><![CDATA[Fam Pract]]></source>
<year>1996</year>
<month>06</month>
<volume>13</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>294-302</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[FS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Infecções agudas das vias respiratórias superiores: Estudo de novos episódios em clínica geral]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Clin Geral]]></source>
<year>1992</year>
<volume>9</volume>
<page-range>258-65</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chan]]></surname>
<given-names><![CDATA[CS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What do patients expect from consultations for upper respiratory tract infections]]></article-title>
<source><![CDATA[Fam Pract]]></source>
<year>1996</year>
<month>06</month>
<volume>13</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>229-35</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Falcão]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pisco]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Falcão]]></surname>
<given-names><![CDATA[IM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pimenta]]></surname>
<given-names><![CDATA[ZP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prescrição de antibacterianos em clínica geral: um estudo na rede Médicos-Sentinela]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Clín Geral]]></source>
<year>2003</year>
<month> J</month>
<day>ul</day>
<volume>19</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>315-29</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lambert]]></surname>
<given-names><![CDATA[MF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Masters]]></surname>
<given-names><![CDATA[GA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brent]]></surname>
<given-names><![CDATA[SL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Can mass media campaigns change antimicrobial prescribing: A regional evaluation study]]></article-title>
<source><![CDATA[J Antimicrob Chemother]]></source>
<year>2007</year>
<month>03</month>
<volume>59</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>537-43</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Juzych]]></surname>
<given-names><![CDATA[NS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Banerjee]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Essenmacher]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lerner]]></surname>
<given-names><![CDATA[SA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Improvements in antimicrobial prescribing for treatment of upper respiratory tract infections through provider education]]></article-title>
<source><![CDATA[J Gen Intern Med]]></source>
<year>2005</year>
<month>10</month>
<volume>20</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>901-5</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goossens]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferech]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vander Stichele]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Elseviers]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>ESAC Project Group</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Outpatient antibiotic use in Europe and association with resistance: a cross-national database study]]></article-title>
<source><![CDATA[Lancet]]></source>
<year>2005</year>
<month>02</month>
<day>12</day>
<volume>365</volume>
<numero>9459</numero>
<issue>9459</issue>
<page-range>579-87</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Caldeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alves da Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Inês]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Relatório Interno: Utilização de Antibacterianos em Portugal]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[INFARMED]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Palma]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prescrição de antibióticos no Serviço de Atendimento Complementar]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Clín Geral]]></source>
<year>2002</year>
<month> J</month>
<day>an</day>
<volume>18</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>35-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Caldeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Remísio]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[António]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aguair]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fonseca]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vaz]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prescrição de antibióticos para infecções do tracto respiratório em Portugal Continental]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Clin Geral]]></source>
<year>2004</year>
<month> J</month>
<day>ul</day>
<volume>20</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>417-48</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leblebicioglu]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canbaz]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Peksen]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gunaydin]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physicians' antibiotic prescribing habits for upper respiratory tract infections in Turkey]]></article-title>
<source><![CDATA[J Chemother]]></source>
<year>2002</year>
<month>04</month>
<volume>14</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>181-4</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonzales]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Steiner]]></surname>
<given-names><![CDATA[JF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sande]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Antibiotic prescribing for adults with colds, upper respiratory tract infections and bronchitis by ambulatory care physicians]]></article-title>
<source><![CDATA[JAMA]]></source>
<year>1997</year>
<month>09</month>
<day>17</day>
<volume>278</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>901-4</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
