<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-7103</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Clínica Geral]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Clin Geral]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-7103</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-71032011000600005</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo de microcitose numa população jovem adulta assintomática]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of microcytosis in an asymptomatic young adult population]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rebordão]]></surname>
<given-names><![CDATA[Manuela]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Manuel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Hospital Militar de Belém Serviço de Análises Clínicas ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>27</volume>
<numero>6</numero>
<fpage>508</fpage>
<lpage>516</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-71032011000600005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-71032011000600005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-71032011000600005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivo: Quantificar e identificar as causas de microcitose de uma população jovem adulta assintomática. População e Métodos: Foram estudados 2558 jovens candidatos a ingressar no Exército Português e previamente apurados nas provas físicas exigidas para o efeito. No grupo que apresentou volume globular médio inferior a 80fL (microcitose) foi efectuado doseamento de ferro, de ferritina e electroforese capilar de hemoglobina. Os casos foram agrupados de acordo com as possíveis causas de microcitose. Fez-se o levantamento do local de nascimento e residência. Foi aplicada estatística descritiva com o software SPSS. Resultados: A prevalência de microcitose foi de 3,2% (N=81). Foram identificados quatro grupos. Grupo I (N=12, 15%), dez portadores de hemoglobina S (70% de Lisboa e Setúbal), um portador de hemoglobina C (de Lisboa) e um portador de hemoglobina Lepore (de Santarém). Grupo II (N=16, 20%), portadores heterozigóticos de ß-talassémia, a maior parte proveniente de Faro. Grupo III (N=21, 26%), maioritariamente de Lisboa, com valores de ferritina inferiores a 15ng/mL e caracterizados por anemia ferropénica. Grupo IV (N=32, 40%), com valores normais de ferro, ferritina e electroforese de hemoglobina, suspeitos de serem portadores de a-talassémia, maioritariamente de Lisboa. Conclusão: A avaliação da microcitose nesta população jovem adulta assintomática, feita a partir de uma metodologia simples e pouco dispendiosa, foi suficientemente robusta e capaz de identificar anomalias genéticas e carenciais. Contribuiu-se para um melhor conhecimento epidemiológico e atuação no sentido de se instituírem medidas preventivas e promotoras de saúde como sejam o aconselhamento e a orientação genética.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: To identify the causes of microcytosis in an asymptomatic young adult population. Population and Methods: Candidates for induction into the Portuguese army who had passed the induction physical examination were included in this study. For subjects with a mean corpuscular volume less than 80fL (microcytosis), analyses of serum iron, ferritin and hemoglobin electrophoresis were performed. Cases were grouped according to possible causes of microcytosis. Data on birthplace and place of residence were recorded. Descriptive statistics were analyzed with SPSS software. Results: We studied 2558 subjects. The prevalence of microcytosis was 3,2% (N=81) in this population, we identified four diagnostic groups. Group I (N=12, 15%) included ten subjects with hemoglobin S (70% from Lisbon and Setúbal), a carrier of hemoglobin C (from Lisbon) and a carrier of hemoglobin Lepore (from Santarém). Group II (N=16, 20%) was composed of heterozygous carriers of ß-thalassemia, mostly from Faro. Subjects in Group III (N=21, 26%) were mostly from Lisbon, with ferritin below 15ng/mL and were characterized by iron deficiency anemia. Group IV (N=32, 40%) included subjects with normal serum iron, ferritin and hemoglobin electrophoresis, suspected of being carriers of a-thalassemia, mostly from Lisbon. Conclusion: The evaluation of microcytosis in an asymptomatic young adult population using simple and inexpensive methods was robust enough to identify subjects with genetic abnormalities and iron deficiency. This study contributes to a better epidemiologic understanding of this population. It enables the introduction of preventive and health-promoting measures such as counselling and genetic guidance.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Índices de Eritrócitos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Talassémia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Hemoglobinopatias]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Erythrocyte Indices]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Thalassemia]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Hemoglobinopathies]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>     <p><font size="4"><b>Estudo de microcitose numa popula&#231;&#227;o jovem adulta assintom&#225;tica</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Evaluation of microcytosis in an asymptomatic young adult population</b></font></p>     <p><b>Manuela Rebord&#227;o,* Manuel Silva*</b></p>     <p>*Licenciada em Ci&#234;ncias Farmac&#234;uticas. Especialista em An&#225;lises Cl&#237;nicas pela Ordem dos Farmac&#234;uticos. Mestre em Imunologia Cl&#237;nica pela Faculdade de Medicina da Universidade Beira Interior. Hospital Militar de Bel&#233;m. Respons&#225;vel de Hematologia do Servi&#231;o de An&#225;lises Cl&#237;nicas</p>     <p>**Licenciado em Ci&#234;ncias Farmac&#234;uticas. Tenente Coronel Farmac&#234;utico. Especialista em An&#225;lises Cl&#237;nicas pela Ordem dos Farmac&#234;uticos. Hospital Militar de Bel&#233;m. Chefe do Servi&#231;o de An&#225;lises Cl&#237;nicas</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr />     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objectivo:</b> Quantificar e identificar as causas de microcitose de uma popula&#231;&#227;o jovem adulta assintom&#225;tica.</p>     <p><b>Popula&#231;&#227;o e M&#233;todos: </b>Foram estudados 2558 jovens candidatos a ingressar no Ex&#233;rcito Portugu&#234;s e previamente apurados nas provas f&#237;sicas exigidas para o efeito. No grupo que apresentou volume globular m&#233;dio inferior a 80fL (microcitose) foi efectuado doseamento de ferro, de ferritina e electroforese capilar de hemoglobina. Os casos foram agrupados de acordo com as poss&#237;veis causas de microcitose. Fez-se o levantamento do local de nascimento e resid&#234;ncia. Foi aplicada estat&#237;stica descritiva com o software SPSS.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados: </b>A preval&#234;ncia de microcitose foi de 3,2% (N=81). Foram identificados quatro grupos. Grupo I (N=12, 15%), dez portadores de hemoglobina S (70% de Lisboa e Set&#250;bal), um portador de hemoglobina C (de Lisboa) e um portador de hemoglobina Lepore (de Santar&#233;m). Grupo II (N=16, 20%), portadores heterozig&#243;ticos de &#946;-talass&#233;mia, a maior parte proveniente de Faro. Grupo III (N=21, 26%), maioritariamente de Lisboa, com valores de ferritina inferiores a 15ng/mL e caracterizados por anemia ferrop&#233;nica. Grupo IV (N=32, 40%), com valores normais de ferro, ferritina e electroforese de hemoglobina, suspeitos de serem portadores de &#945;-talass&#233;mia, maioritariamente de Lisboa.</p>     <p><b>Conclus&#227;o:</b> A avalia&#231;&#227;o da microcitose nesta popula&#231;&#227;o jovem adulta assintom&#225;tica, feita a partir de uma metodologia simples e pouco dispendiosa, foi suficientemente robusta e capaz de identificar anomalias gen&#233;ticas e carenciais. Contribuiu-se para um melhor conhecimento epidemiol&#243;gico e atua&#231;&#227;o no sentido de se institu&#237;rem medidas preventivas e promotoras de sa&#250;de como sejam o aconselhamento e a orienta&#231;&#227;o gen&#233;tica.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> &#205;ndices de Eritr&#243;citos; Talass&#233;mia; Hemoglobinopatias.</p> <hr />     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Aim:</b> To identify the causes of microcytosis in an asymptomatic young adult population.</p>     <p><b>Population and Methods:</b> Candidates for induction into the Portuguese army who had passed the induction physical examination were included in this study. For subjects with a mean corpuscular volume less than 80fL (microcytosis), analyses of serum iron, ferritin and hemoglobin electrophoresis were performed. Cases were grouped according to possible causes of microcytosis. Data on birthplace and place of residence were recorded. Descriptive statistics were analyzed with SPSS software.</p>     <p><b>Results:</b> We studied 2558 subjects. The prevalence of microcytosis was 3,2% (N=81) in this population, we identified four diagnostic groups. Group I (N=12, 15%) included ten subjects with hemoglobin S (70% from Lisbon and Set&#250;bal), a carrier of hemoglobin C (from Lisbon) and a carrier of hemoglobin Lepore (from Santar&#233;m). Group II (N=16, 20%) was composed of heterozygous carriers of &#946;-thalassemia, mostly from Faro. Subjects in Group III (N=21, 26%) were mostly from Lisbon, with ferritin below 15ng/mL and were characterized by iron deficiency anemia. Group IV (N=32, 40%) included subjects with normal serum iron, ferritin and hemoglobin electrophoresis, suspected of being carriers of &#945;-thalassemia, mostly from Lisbon.</p>     <p><b>Conclusion: </b>The evaluation of microcytosis in an asymptomatic young adult population using simple and inexpensive methods was robust enough to identify subjects with genetic abnormalities and iron deficiency. This study contributes to a better epidemiologic understanding of this population. It enables the introduction of preventive and health-promoting measures such as counselling and genetic guidance.</p>     <p><b>Keywords:</b> Erythrocyte Indices; Thalassemia; Hemoglobinopathies.</p> <hr />     <p><b>INTRODU&#199;&#195;O</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A microcitose numa popula&#231;&#227;o jovem adulta aparentemente saud&#225;vel &#233; normalmente um achado laboratorial aquando da realiza&#231;&#227;o de um hemograma. &#201; definida como um volume globular m&#233;dio abaixo de 80fL, podendo estar ou n&#227;o associada a anemia. As causas mais frequentes de microcitose s&#227;o as anemias ferrop&#233;nicas, as hemoglobinopatias e as talass&#233;mias.<sup>1</sup></p>     <p>A anemia por car&#234;ncia de ferro tem v&#225;rias etiologias, sendo as mais frequentes, na idade jovem adulta, uma dieta nutritiva deficiente, perdas de sangue por problemas gastrointestinais, perdas menstruais na mulher, diminui&#231;&#227;o da absor&#231;&#227;o por doen&#231;a cel&#237;aca e infec&#231;&#227;o por Helicobacter pylori.<sup>2,3,4,5</sup></p>     <p>As hemoglobinopatias e as talass&#233;mias s&#227;o um conjunto de altera&#231;&#245;es heredit&#225;rias da mol&#233;cula de hemoglobina que resultam de muta&#231;&#245;es nos genes respons&#225;veis pela s&#237;ntese das cadeias de globina da hemoglobina. Estas altera&#231;&#245;es podem-se traduzir em modifica&#231;&#245;es estruturais da s&#237;ntese das cadeias de globina (chamadas altera&#231;&#245;es qualitativas ou hemoglobinopatias) e/ou na diminui&#231;&#227;o ou aus&#234;ncia da s&#237;ntese destas mesmas cadeias (altera&#231;&#245;es quantitativas ou talass&#233;mias).</p>     <p>De acordo com a Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS), mundialmente, 270 milh&#245;es de pessoas (5% da popula&#231;&#227;o mundial) possuem genes que determinam hemoglobinas anormais. Estudos epidemiol&#243;gicos mostram que 300 a 400 mil crian&#231;as nascidas vivas por ano apresentam estas patologias. A sua distribui&#231;&#227;o nas diferentes popula&#231;&#245;es &#233; muito vari&#225;vel, atingindo preval&#234;ncias mais elevadas nas de origem mediterr&#226;nica, africana e oriental.<sup>6</sup></p>     <p>Em Portugal os estudos apontam para uma preval&#234;ncia de cerca de 1%, correspondendo a 5 a 10 novos casos diagnosticados por ano (0,45% portadores de &#946;-talass&#233;mia e 0,32% portadores de drepanocitose). A maior preval&#234;ncia encontra-se nos distritos de Lisboa, Set&#250;bal e Faro, sendo tamb&#233;m referenciados os distritos de Beja, &#201;vora, Santar&#233;m e Leiria como prevalentes. O n&#250;mero crescente de doentes com drepanocitose, sobretudo na &#225;rea da grande Lisboa, &#233; reflexo da imigra&#231;&#227;o da d&#233;cada de 70, proveniente das antigas col&#243;nias de &#193;frica.<sup>7,8</sup></p>     <p>Sabemos que a hemoglobina (Hb) no adulto &#233; constitu&#237;da por quatro cadeias de globina (2 alfa e 2 n&#227;o alfa) e quatro grupos contendo ferro - heme. O tipo de hemoglobina depende da composi&#231;&#227;o das cadeias de globina. Assim, no adulto existe cerca de 97% de HbA (&#945;2&#946;2), 2,2-3% de HbA2 (&#945;2&#948;2) e 0,5-1% de Hb F(&#945;2&#947;2).</p>     <p>A drepanocitose, ou anemia de c&#233;lulas falciformes, surge quando h&#225; uma substitui&#231;&#227;o an&#243;mala de um amino&#225;cido na cadeia &#946; da HbA (&#225;cido-glut&#226;mico por valina) resultando a chamada HbS. Esta hemoglobina em desoxigena&#231;&#227;o polimeriza, dando origem &#224; distor&#231;&#227;o da forma do eritr&#243;cito e &#224; sua rigidez, resultando uma anemia hemol&#237;tica cr&#243;nica e epis&#243;dios vaso-oclusivos.<sup>9</sup> Estas manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas passam despercebidas num portador heterozig&#243;tico, considerando-se assintom&#225;tico.</p>     <p>Se houver uma outra substitui&#231;&#227;o na mesma posi&#231;&#227;o da cadeia &#946; da HbA (&#225;cido-glut&#226;mico por lisina) surge-nos a HbC. Estas altera&#231;&#245;es na sequ&#234;ncia dos amino&#225;cidos alteram a carga el&#233;ctrica total da hemoglobina facilitando a sua detec&#231;&#227;o atrav&#233;s da altera&#231;&#227;o da zona de migra&#231;&#227;o na eletroforese.</p>     <p>A &#946;-talass&#233;mia est&#225; presente quando num dos genes do par do cromossoma 11 existe uma muta&#231;&#227;o que leva a uma redu&#231;&#227;o da s&#237;ntese das cadeias &#946; (&#946;+/normal) ou a aus&#234;ncia da sua s&#237;ntese (&#946;<sup>0</sup>/normal), resultando uma anemia ligeira hipocr&#243;mica e microc&#237;tica (&#946;-talass&#233;mia minor). Se os dois genes estiverem mutados mas com capacidade de produzirem algumas cadeias &#946; (&#946;+/&#946;+) a anemia &#233; moderada (&#946;-talass&#233;mia interm&#233;dia), tornando-se severa e dependente de transfus&#245;es (&#946;-talass&#233;mia major) quando n&#227;o existe qualquer produ&#231;&#227;o (&#946;<sup>0</sup>/&#946;<sup>0</sup>).<sup>10</sup></p>     <p>A &#945;-talass&#233;mia existe quando h&#225; uma muta&#231;&#227;o num ou mais dos quatro genes do cromossoma 16 que determinam a s&#237;ntese das cadeias &#945;. Assim, com tr&#234;s genes funcionantes (-&#945;/&#945;&#945;) a diminui&#231;&#227;o da produ&#231;&#227;o das cadeias &#945; &#233; reduzida, estando o VGM e o HGM no limite da normalidade (&#945;-talass&#233;mia silenciosa). Microcitose, com ou sem anemia hipocr&#243;mica, &#233; expressa quando s&#243; h&#225; dois genes activos (-&#945;/-&#945;) &#8211; tra&#231;o de &#945;-talass&#233;mia homozig&#243;tica &#945;<sup>+</sup>, ou no tra&#231;o de &#945;-talass&#233;mia heterozig&#243;tica &#945;<sup>0</sup> (&#8212;/&#945;&#945;), tornando-se mais severa com um s&#243; gene (&#8212;/-&#945;) - &#945;-talass&#233;mia interm&#233;dia ou doen&#231;a da HbH, e incompat&#237;vel com a vida na aus&#234;ncia total da sua produ&#231;&#227;o &#8211; hemoglobina de Bart.<sup>11</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Hb Lepore &#233; formada por duas cadeias de globina alfa e duas outras que cont&#234;m um gene de fus&#227;o delta beta. Em heterozigotia expressam um fen&#243;tipo semelhante a uma talass&#233;mia <i><b>minor</b></i>.<sup>12</sup></p>     <p>Nas talass&#233;mias o desequil&#237;brio na s&#237;ntese das cadeias da globina conduz a uma redu&#231;&#227;o da velocidade de s&#237;ntese da hemoglobina e consequentemente uma hiperplasia eritr&#243;ide compensat&#243;ria com aumento da produ&#231;&#227;o dos gl&#243;bulos vermelhos com tamanho e conte&#250;do reduzido.<sup>13</sup></p>     <p>A identifica&#231;&#227;o da causa de microcitose e a detec&#231;&#227;o precoce de portadores de hemoglobinopatias e talass&#233;mias numa popula&#231;&#227;o jovem adulta e em idade reprodutiva &#233; de todo o interesse pois, se por um lado permite fazer um reconhecimento epidemiol&#243;gico destas patologias, por outro, pode conduzir &#224; institui&#231;&#227;o de medidas preventivas e promotoras de sa&#250;de, como seja um aconselhamento e orienta&#231;&#227;o gen&#233;tica.</p>     <p>Objectivo: quantificar e identificar as causas de microcitose de uma popula&#231;&#227;o jovem adulta assintom&#225;tica candidata a ingressar no Ex&#233;rcito Portugu&#234;s e previamente apurada nas provas f&#237;sicas exigidas para o efeito.</p>     <p><b>M&#201;TODOS</b></p>     <p>Este estudo foi concebido no Laborat&#243;rio de An&#225;lises Cl&#237;nicas do Hospital Militar de Bel&#233;m em coopera&#231;&#227;o com o Gabinete de Classifica&#231;&#227;o e Selec&#231;&#227;o de Lisboa (GCSL), que selecciona candidatos a ingressarem no Ex&#233;rcito Portugu&#234;s, estendendo-se o limite territorial de Coimbra at&#233; ao Algarve. Todos os estudos anal&#237;ticos do sangue e urina foram aqui executados, sendo o consentimento informado do estudo e a informa&#231;&#227;o final da aptid&#227;o da responsabilidade do respectivo Gabinete.</p>     <p>A popula&#231;&#227;o estudada foi de 2558 jovens, entre Janeiro e Novembro de 2010, sendo 2102 do sexo masculino (82,1%) e 456 do sexo feminino (17,8%), com idade m&#233;dia de 20 anos (amplitude 17-29 anos e moda 19 anos). Toda a popula&#231;&#227;o foi estudada atrav&#233;s de hemograma efectuado no equipamento Pentra ABX da Horiba. Todos os jovens que apresentavam um volume globular m&#233;dio (VGM) inferior a 80fL foram considerados casos de microcitose. Nestes, foi executado, para al&#233;m do preconizado na rotina (hemograma, bioqu&#237;mica, marcadores virais), um esfrega&#231;o sangu&#237;neo corado com May-Grunwald-Giemsa, doseamento do ferro e ferritina por quimioluminisc&#234;ncia no equipamento Architect da Abbott, e uma eletroforese de hemoglobina no equipamento Minicap da Phadia, cujo fundamento t&#233;cnico &#233; a electroforese capilar. O crit&#233;rio usado para definir o grupo da anemia ferrop&#233;nica foi ter ferritina inferior ou igual a 15ng/mL na aus&#234;ncia de par&#226;metros inflamat&#243;rios.<sup>14     </sup>Foi feito o levantamento do local de nascimento e de resid&#234;ncia de todos os casos.</p>     <p>O tratamento estat&#237;stico dos dados foi feito utilizando o programa SPSS.</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Dos 2558 candidatos ao ingresso no Ex&#233;rcito Portugu&#234;s, 81 (3,2%) apresentavam microcitose com um VGM &lt; 80 fL. O estudo do ferro, da ferritina e da eletroforese de hemoglobina permitiu separar estes jovens em quatro grupos (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpcg/v27n6/27n6a05f1.jpg" /></p>         
<p>&nbsp;</p>         <p>Grupo I: constitu&#237;do por dez jovens (oito do sexo masculino) portadores de uma heterozigotia para HbS (valor m&#233;dio de 32,3%&#177;3,46%), maioritariamente nascidos no distrito de Lisboa (40%), seguindo-se os nascidos nas ex-col&#243;nias (Angola, Cabo-Verde e S&#227;o Tom&#233; e Pr&#237;ncipe) e habitantes no distrito de Set&#250;bal (30%) - <a href="#f2">Figura 2</a>. Comparativamente aos candidatos sem microcitose, este grupo apresentava valores mais baixos de hemoglobina (13,9&#177;2,5g/dL versus 15,2&#177;1,2g/dL), de VGM (73,4&#177;7,41fL versus 90,3&#177;3,7fL) e de hemoglobina globular m&#233;dia (HGM) (23,9&#177;3,23pg versus 30,4&#177;1,2pg). A preval&#234;ncia de drepanocitose na popula&#231;&#227;o total estudada foi de 0,39%.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpcg/v27n6/27n6a05f2.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No Grupo I englobamos tamb&#233;m outros dois jovens adultos que apresentavam outras altera&#231;&#245;es na mol&#233;cula da hemoglobina. Um &#233; do sexo masculino, residente e nascido em Santar&#233;m, portador de uma hemoglobina Lepore (HbA=84,7%, HbA<sub>2</sub>=2,6%, HbF=2,3% e HbLepore=10,4%) e o outro, do sexo feminino, residente em Lisboa e nascido no Brasil, portador de HbC, (HbC=32,6%, HbA=66,4% e HbA2=1%). A preval&#234;ncia para a Hb Lepore e HbC foi de 0,039% &#8211; <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>Grupo II: caracterizado por um aumento do doseamento da HbA<sub>2</sub> (valor m&#233;dio de 4,77%&#177;0,63%), ferro e ferritina normais, gl&#243;bulos vermelhos (GV) de 6,16&#177;0,51x10<sup>6</sup>/mm<sup>3</sup> (<i>versus</i> 5,01&#177;0,37x10<sup>6/</sup>mm<sup>3</sup>), Hb de 12,7&#177;1,11g/dL (<i>versus</i> 15,2&#177;1,2g/dL), VGM de 64,4&#177;4,57fL (<i>versus</i> 90,3&#177;3,7fL) e HGM de 20,7&#177;1,75pg (<i>versus</i> 30,4&#177;1,2pg). Verificou-se presen&#231;a de anisocitose, avaliada em l&#226;mina e no hemograma pelo Red Distribuition Widht (RDW=16,5&#177;1,27% versus 12,8&#177;0,9%), de dian&#243;citos ou c&#233;lulas em alvo em 56,2% dos jovens e de pontuado bas&#243;filo em 68,8%. A preval&#234;ncia deste grupo associado &#224; &#946;-talass&#233;mia foi de 0,63% &#8211; <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>Este grupo era constitu&#237;do por dezasseis jovens (treze do sexo masculino) sendo 37,5% nascidos e a residir no distrito de Faro, seguindo-se o distrito de Lisboa (25%) e o de Set&#250;bal (12,5%) &#8211; <a href="#f3">Figura 3</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpcg/v27n6/27n6a05f3.jpg" /></p>         
<p>&nbsp;</p>     <p>Grupo III: com um total de 21 jovens, dos quais 15 do sexo feminino, maioritariamente habitantes no distrito de Lisboa (57%), tendo 38% nascido neste mesmo distrito e 28% fora de Portugal (Angola, Mo&#231;ambique, Guin&#233;, S&#227;o Tom&#233; e Pr&#237;ncipe e Brasil) &#8211; <a href="#f4">Figura 4</a>. Caracteriza-se este grupo por valores mais baixos de ferritina &lt;15 ng/mL (valor m&#233;dio 6,31&#177;3,11ng/mL versus 93,7&#177;43,9ng/mL), de Hb (11,5&#177;1,96g/dL, versus 15,2&#177;1,2g/dL), de VGM (72,6&#177; 6,39fL versus 90,3&#177;3,7fL) e de HGM (23,7&#177;2,76pg versus 30,4&#177;1,2pg). A anisocitose est&#225; presente em 80,9% (RDW=16,3&#177;2,36% versus 12,8&#177;0,9%), seguindo-se a poiquilocitose (52,4%) e eliptocitose (19%). Todos os jovens com ferritina &lt;15ng/mL foram integrados no grupo III, referente aos candidatos com ferropenia. Da an&#225;lise do valor de hemoglobina podemos constatar que 13 indiv&#237;duos (9 do sexo feminino) apresentam valores de hemoglobina &lt;12 mg/dL, portanto com anemia, e 8 (6 do sexo feminino) apenas t&#234;m deple&#231;&#227;o das reservas de ferro. A preval&#234;ncia deste grupo com anemia ferrop&#233;nica/ferropenia foi de 0,82% - <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/rpcg/v27n6/27n6a05f4.jpg" /></p>      
<p>Grupo IV: com 32 jovens que, apesar de terem valores baixos de VGM (76,8&#177;2,27 versus 90,3&#177;3,7fL), n&#227;o apresentam anemia (Hb=14,3&#177;1,49g/dL) nem altera&#231;&#245;es na electroforese de Hb. A HGM &#233; vari&#225;vel, encontrando-se a maior parte com valores abaixo da normalidade (25,7&#177;1,34pg versus 30,4&#177;1,2pg). O valor de gl&#243;bulos vermelhos est&#225; tamb&#233;m aumentado (5,58&#177;0,44x10<sup>6</sup>/mm<sup>3</sup> versus 5,01&#177;0,37x10<sup>6</sup>/mm<sup>3</sup>). O ferro e a ferritina est&#227;o normais. A conjuga&#231;&#227;o de todos estes par&#226;metros faz-nos inferir o diagn&#243;stico para uma &#945;-talass&#233;mia. Este grupo vive maioritariamente no distrito de Lisboa (43,8%) seguindo-se o de Set&#250;bal (25%) e de Faro (15,6%) &#8211; <a href="#f5">Figura 5</a>. A preval&#234;ncia desta altera&#231;&#227;o foi de 1,25% &#8211; <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f5"></a><img src="/img/revistas/rpcg/v27n6/27n6a05f5.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>DISCUSS&#195;O DE RESULTADOS</b></p>     <p>Todos os jovens candidatos a ingressarem no Ex&#233;rcito Portugu&#234;s que apresentavam microcitose eram assintom&#225;ticos e tinham previamente passado nas provas f&#237;sicas exigidas para o efeito. A caracteriza&#231;&#227;o destas microcitoses foi feita com base no hemograma (contagem de gl&#243;bulos vermelhos, determina&#231;&#227;o da hemoglobina e an&#225;lise dos &#237;ndices hematol&#243;gicos &#8211; VGM&lt;80fL), no doseamento do ferro e ferritina e na execu&#231;&#227;o da electroforese capilar para estudo da hemoglobina. Os resultados obtidos permitiram separar os candidatos em quatro grupos de patologias distintas: Grupo I, portadores heterozig&#243;ticos de drepanocitose e portadores de outras altera&#231;&#245;es da mol&#233;cula da hemoglobina, como seja a HbC e a Hb Lepore; Grupo II, portadores de &#946;-talass&#233;mia; Grupo III, com anemia ferrop&#233;nica; e Grupo IV, suspeitos de &#945;-talass&#233;mia.</p>     <p>A caracteriza&#231;&#227;o e diagn&#243;stico das hemoglobinopatias e talass&#233;mias &#233; feita por an&#225;lise do ADN atrav&#233;s de t&#233;cnicas de biologia molecular. No entanto, o estudo efectuado pode fornecer um diagn&#243;stico presuntivo e parece ter interesse numa abordagem de rastreio numa popula&#231;&#227;o jovem em idade reprodutiva com o intuito de fornecer informa&#231;&#227;o que conduza a um aconselhamento e/ou orienta&#231;&#227;o gen&#233;tica.</p>     <p>A electroforese capilar &#233; uma metodologia recente capaz de detectar e separar variantes estruturais de hemoglobina, fazendo o seu doseamento com igual ou melhor precis&#227;o que o m&#233;todo convencionado como refer&#234;ncia, o HPLC- cromatografia l&#237;quida de alta press&#227;o.<sup>15,16,17</sup> Altera&#231;&#245;es estruturais na cadeia da globina capazes de modificar a carga el&#233;ctrica total da mol&#233;cula da hemoglobina s&#227;o detectadas atrav&#233;s da migra&#231;&#227;o na electroforese. Desta forma caracteriz&#225;mos o grupo I e II. Cotton et al<sup>18</sup> descrevem a electroforese capilar como um m&#233;todo de rotina com excelente precis&#227;o para a determina&#231;&#227;o da HbA<sub>2</sub>. O aumento da HbA<sub>2</sub> &#233; o par&#226;metro mais importante para identificar os portadores de &#946;-talass&#233;mia, sendo referido que, quando determinada por electroforese capilar, permite fazer o diagn&#243;stico.<sup>18</sup> No entanto, existem casos em que esta n&#227;o se encontra aumentada e os resultados devem ser interpretados conjuntamente com os par&#226;metros hematol&#243;gicos e bioqu&#237;micos.<sup>19,20</sup> Est&#227;o descritos valores que rondam a normalidade de HbA<sub>2</sub> em portadores de &#946;-talass&#233;mia em situa&#231;&#245;es de anemia ferrop&#233;nica.<sup>21</sup> Assim, todos os jovens caracterizados no grupo III (anemia ferrop&#233;nica), deveriam corrigir a sua anemia com ferro e fazer novamente uma electroforese de hemoglobina, caso mantenham a microcitose. No entanto, os valores de VGM na talass&#233;mia s&#227;o referenciados como valores mais baixos (VGM = 64,4&#177;4,57 fL) relativamente aos da anemia ferrop&#233;nica (VGM=72,6&#177;6,39fL) e a contagem total de gl&#243;bulos vermelhos est&#225; aumentada (6,16&#177;0,51x10<sup>6</sup>/mm<sup>3</sup> <i>versus</i> 4,86&#177;0,64x10<sup>6</sup>/mm<sup>3</sup>) como constatamos tamb&#233;m neste estudo. O valor da anisocitose foi muito semelhante nas duas situa&#231;&#245;es. J&#225; a observa&#231;&#227;o do esfrega&#231;o de sangue permitiu constatar na &#946;-talass&#233;mia a presen&#231;a de pontuado bas&#243;filo, estando este descrito como sendo mais frequente em indiv&#237;duos de origem mediterr&#226;nea ao inv&#233;s dos africanos, sendo esta atribu&#237;da a uma defici&#234;ncia da enzima pirimidino 5`nucleotidase (respons&#225;vel pela degrada&#231;&#227;o do &#225;cido ribonucleico).<sup>22,23</sup> Tamb&#233;m a presen&#231;a de dian&#243;citos ou c&#233;lulas em alvo s&#227;o caracter&#237;sticos da &#946;-talass&#233;mia, consequ&#234;ncia da redu&#231;&#227;o do conte&#250;do citoplasm&#225;tico sem altera&#231;&#227;o da quantidade de membrana do gl&#243;bulo vermelho. Na anemia ferrop&#233;nica foi mais constatada a presen&#231;a de gl&#243;bulos vermelhos com formas anormais, destacando-se dentro destas a eliptocitose. Este grupo III &#233; constitu&#237;do por jovens que maioritariamente apresentam anemia mas existem outros que apresentam s&#243; deple&#231;&#227;o das reservas de ferro.<sup>14</sup></p>     <p>A presen&#231;a de HbS na electroforese de hemoglobina caracterizou os portadores de drepanocitose que, curiosamente e ao contr&#225;rio do esperado, apresentavam tamb&#233;m microcitose. Barbara Bain refere que a exist&#234;ncia de microcitose em portadores de drepanocitose adv&#233;m da exist&#234;ncia de outra hemoglobinopatia para al&#233;m da caracterizada na HbS.<sup>23</sup> Pelo facto de a nossa condi&#231;&#227;o de estudo ser um VGM&lt;80fL, n&#227;o podemos avaliar a preval&#234;ncia desta patologia na aus&#234;ncia de microcitose nem diagnosticar a causa subjacente, para al&#233;m do doseamento do ferro e ferritina que caracteriza a exist&#234;ncia simult&#226;nea de uma anemia ferrop&#233;nica e a an&#225;lise da electroforese de hemoglobina que nos aponta para a presen&#231;a de uma talass&#233;mia simultaneamente. A presen&#231;a de anemia ferrop&#233;nica foi constatada apenas num jovem tamb&#233;m portador de drepanocitose, que apresentava valores de ferritina muito baixos (2,5ng/mL). Noutros dois candidatos, o doseamento da HbA<sub>2</sub> estava acima de 3% e abaixo de 4%, o que faz suspeitar da presen&#231;a simult&#226;nea de &#946;&#8211;talass&#233;mia e drepanocitose. Todos os outros jovens tinham valores normais de ferro e ferritina, bem como doseamentos de HbA<sub>2</sub>. Estes &#250;ltimos fazem-nos excluir &#224; priori a exist&#234;ncia simult&#226;nea de outra hemoglobinopatia com possibilidade de ser detectada na electroforese, fazendo suspeitar por exclus&#227;o de partes de uma &#945;-talass&#233;mia.</p>     <p>A &#945;-talass&#233;mia &#233; uma patologia gen&#233;tica conhecida, mais frequente do que &#233; constatada, pelo que muitos autores a consideram uma doen&#231;a subdiagnosticada.<sup>1,11 </sup>A sua presen&#231;a &#233; suspeita num quadro de microcitose com ou sem anemia, reservas de ferro e electroforese de hemoglobina normais.<sup>24 </sup>O grau de anemia pode variar e est&#225; dependente da altera&#231;&#227;o genot&#237;pica.<sup>11 </sup>De facto, o grupo de candidatos que corresponde a estes crit&#233;rios &#233; o que apresenta maior frequ&#234;ncia, grupo IV, o que de algum modo nos alerta para a necessidade de caracterizar melhor esta popula&#231;&#227;o com vista a fornecer um conhecimento informado.</p>     <p>A Hb Lepore &#233; facilmente identificada na electroforese de hemoglobina capilar pela sua migra&#231;&#227;o, ao contr&#225;rio da electroforese de hemoglobina convencional e do HPLC<sup>17 </sup>(nesta a elui&#231;&#227;o desta hemoglobina &#233; concomitante com a HbA<sub>2</sub>). Num estudo portugu&#234;s &#233; referida como uma hemoglobinopatia comum na popula&#231;&#227;o caucasiana habitante no centro do pais.<sup>25</sup></p>     <p>A HbC foi tamb&#233;m identificada pela electroforese de hemoglobina capilar mas, ao contr&#225;rio das outras hemoglobinopatias, esta migra numa zona muito pr&#243;xima da HbA<sub>2</sub> dificultando a precis&#227;o do seu doseamento. O baixo valor de HbA<sub>2</sub> neste caso pode dever-se a uma limita&#231;&#227;o da metodologia usada como &#233; descrito por Higgins.<sup>17</sup></p>     <p>Os portadores silenciosos de &#945;-talass&#233;mia, os portadores de tra&#231;o &#945; e &#946; talass&#233;mia, assim como os portadores heterozig&#243;ticos de hemoglobinopatias (HbS, HbC, Hb Lepore) s&#227;o assintom&#225;ticos, n&#227;o requerem tratamento e t&#234;m uma esperan&#231;a m&#233;dia de vida id&#234;ntica &#224; da popula&#231;&#227;o em geral<sup>26</sup> (excep&#231;&#227;o para os portadores heterozig&#243;ticos de HbS, quando submetidos a hipoxia). Reveste-se de grande import&#226;ncia o facto de serem patologias gen&#233;ticas transmiss&#237;veis &#224; descend&#234;ncia com um grau de risco dependente dos progenitores. Assim, se s&#243; um dos progenitores for portador de uma talass&#233;mia ou de uma hemoglobinopatia, a probabilidade de transmitir a anomalia &#224; descend&#234;ncia &#233; de 25%, aumentando o risco para 50% se ambos forem portadores. Neste caso a probabilidade de nascerem filhos homozig&#243;ticos, ou seja, com manifesta&#231;&#227;o de doen&#231;a grave por talass&#233;mia e/ou hemoglobinopatia &#233; tamb&#233;m de 50%. &#201; de todo imperativo a identifica&#231;&#227;o dos portadores, assim como de casais em risco, para orienta&#231;&#227;o e aconselhamento gen&#233;tico, evitando desta forma graves problemas sociais e econ&#243;micos.</p>     <p>A preval&#234;ncia destas patologias &#233; vari&#225;vel de distrito para distrito, tornando-se premente a exist&#234;ncia de rastreios que permitam uma maior vigil&#226;ncia sobretudo nos locais de maior frequ&#234;ncia, como sejam Lisboa, Set&#250;bal e Faro. O estudo n&#227;o permite avaliar a preval&#234;ncia em Portugal uma vez que s&#243; parte do territ&#243;rio &#233; rastreada no GCSL. No entanto a exist&#234;ncia dos locais descritos na literatura<sup>7,8</sup> como tendo maior preval&#234;ncia s&#227;o neste estudo tamb&#233;m constatados. Por outro lado os n&#250;meros encontrados n&#227;o nos poder&#227;o deixar indiferentes, uma vez que n&#227;o s&#227;o patologias assim t&#227;o raras.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclu&#237;mos que a avalia&#231;&#227;o da microcitose nesta popula&#231;&#227;o jovem adulta assintom&#225;tica, feita a partir de uma metodologia de rotina laboratorial simples e pouco dispendiosa, foi suficientemente robusta e capaz de identificar anomalias gen&#233;ticas e carenciais, contribuindo para um melhor controlo epidemiol&#243;gico e orientando no sentido de se institu&#237;rem medidas preventivas e promotoras de sa&#250;de.</p>     <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>     <p>Ao Gabinete de Classifica&#231;&#227;o e Selec&#231;&#227;o de Lisboa.</p>     <p>Ao Sargento-Chefe Carlos Rodrigues e ao 1.o Sargento Lu&#237;s Lemos agradecemos a colabora&#231;&#227;o t&#233;cnica na execu&#231;&#227;o deste trabalho.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Van Vranken M. Evaluation of microcytosis. Am Fam Physician 2010 Nov 1; 82 (9): 1117-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0870-7103201100060000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Moreno Chulilla JA, Romero Col&#225;s MS, Guti&#233;rrez Mart&#237;n M. Classification of anemia for gastroenterologists. World J Gastroenterol 2009 Oct 7; 15 (37): 4627-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0870-7103201100060000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Eicher-Miller HA, Mason AC, Weaver CM, McCabe GP, Boushey CJ. Food insecurity is associated with iron deficiency anaemia in US adolescents. Am J Clin Nutr 2009 Nov; 90 (5): 1358-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0870-7103201100060000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Huang X, Qu X, Yan W, Huang Y, Cai M, Hu B, et al. Iron deficiency anaemia can be improved after eradication of Helicabacter pylori. Postgrad Med J 2010 May; 86 (1015): 272-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0870-7103201100060000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Shams S, Asheri H, Kianmehr A, Ziaee V, Koochakzadeh L, Monajemzadeh M, et al. The prevalence of iron deficiency anaemia in female medical students in Tehran. Singapore Med J 2010 Feb; 51 (2): 116-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0870-7103201100060000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Weatherall DJ, Clegg JB. Inherited haemoglobin disorders: an increasing global health problem. Bull World Health Organ 2001; 79 (8): 704-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0870-7103201100060000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Martins MC, Olim G, Melo J, Magalh&#227;es HA, Rodrigues MO. Hereditary anaemias in Portugal: epidemiology, public health significance, and control. J Med Genet 1993 Mar; 30 (3): 235-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-7103201100060000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>8. Inez F, Sequeira M, Santos P, Santos R, Nunes E et al. Contribui&#231;&#227;o do rastreio de portadores para a preven&#231;&#227;o da &#946;-Talass&#233;mia e da drepanocitose na popula&#231;&#227;o portuguesa: um estudo multic&#234;ntrico. Arq INSA 1993; 19: 27-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-7103201100060000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Clarke MG, Higgins TN. Laboratory investigation of hemoglobinopathies and thalassemias: review and update. Clin Chem 2000 Aug; 46 (8 Pt 2): 1284-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-7103201100060000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Galanello R, Origa R. Beta-thalassemia. Orphanet J Rare Dis 2010 May 21; 5: 11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-7103201100060000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>11. Harteveld CL, Higgs DR. &#945;-Thalassaemia. Orphanet J Rare Dis 2010 May 28, 5: 13.</p>     <!-- ref --><p>12. Chaibunruang A, Srivorakun H, Fucharoen S, Fucharoen G, Sae-ung N, Sanchaisuriya K. Interactions of hemoglobin Lepore (deltabeta hybrid hemoglobin) with various hemoglobinopathies: a molecular and haematological characteristics and differential diagnosis. Blood Cells Mol Dis 2010 Mar 15; 44 (3): 140-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-7103201100060000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Srinoun K, Svasti S, Chumworathayee W, Vadolas J, Vattanaviboon P, Fucharoen S, et al. Imbalanced globin chain synthesis determines erythroid cell pathology in thalassemic mice. Haematologica 2009 Sep; 94 (9): 1211-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-7103201100060000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. WHO UNICEF, UNU. Iron deficiency anaemia: assessment, prevention and control. A guide for programme managers. Geneva: World Health Organization; 2001. Dispon&#237;vel em:<a href="http://whqlibdoc.who.int/hq/2001/WHO_NHD_01.3.pdf" target="_blank">http://whqlibdoc.who.int/hq/2001/WHO_NHD_01.3.pdf</a> [acedido em 23/11/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-7103201100060000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Winichagoon P, Svasti S, Munkongdee T, Chaiya W, Boonmongkol P, Chantrakul N, et al. Rapid diagnosis of thalassemias and other hemo-globinopathies by capillary electrophoresis system. Transl Res 2008 Oct; 152 (4): 178-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-7103201100060000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Mais DD, Gulbranson RD, Keren DF. The range of hemoglobin A2 in hemoglobin E heterozygotes as determined by capillary electrophoresis. Am J Clin Pathol 2009 Jul; 132 (1): 34-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-7103201100060000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Higgins TN, Khajuria A, Mack M. Quantification of HbA2 in patients with and without &#946;-Thalassemia and in the presence of HbS, HbC, HbE, and HbD Punjab hemoglobin variants: comparison of two systems. Am J Clin Pathol 2009 Mar; 131 (3): 357-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-7103201100060000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Cotton F, Lin C, Fontaine B, Gulbis B, Janssens J, Vertongen F. Evaluation of a capillary electrophoresis method for routine determination of hemoglobins A2 and F. Clin Chem 1999 Feb; 45 (2): 237-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-7103201100060000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Giambona A, Passarello C, Renda D, Maggio A. The significance of the hemoglobin A(2) value in screening for hemoglobinopathies. Clin Biochem 2009 Dec; 42 (18): 1786-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-7103201100060000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Mosca A, Paleari R, Ivaldi G, Galanello R, Giordano PC. The role of haemoglobin A(2) testing in the diagnosis of thalassaemias and related haemoglobinopathies. J Clin Pathol 2009 Jan; 62 (1): 13-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-7103201100060000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. El-Agouza I, Abu Shahla A, Sirdah M. The effect of iron deficiency anaemia on the levels of haemoglobin subtypes: possible consequences for clinical diagnosis. Clin Lab Haemotol 2002 Oct; 24 (5): 285-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-7103201100060000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22. Vives Corrons JL, Miguel-Garc&#237;a A, Pujades MA, Miguel-Sosa A, Cambiazzo S, Linares M, et al. Increased susceptibility of microcytic red blood cells to in vitro oxidative stress. Eur J Haematol 1995; 55 (5): 327-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-7103201100060000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23. Bain BJ. Haemoglobinopathy Diagnosis. London: Blackwell Science; 2001. p. 118.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-7103201100060000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24. Bryant BJ, Hopkins JA, Arceo SM, Leitman SE. Evaluation of low red blood cel mean corpuscular volume in an apheresis donor population. Transfusion 2009 Sep; 49 (9): 1971-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-7103201100060000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>25. Ribeiro ML, Cunha E, Gon&#231;alves P, Mart&#237;n Nu&#241;ez G, Fernandez Galan MA, Tamagnini GP, et al. Hb Lepore-Baltimore (delta 68Leu-beta 84Thr) and Hb Lepore-Washington-Boston (delta 87Gln-beta IVS-II-8) in central Portugal and Spanish Alta Extremadura. Hum Genet 1997 May; 99 (5): 669-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-7103201100060000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26. Muncie HL Jr, Campbell J. Alpha and beta thalassemia. Am Fam Physician 2009 Aug; 80 (4): 339-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-7103201100060000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONFLITOS DE INTERESSE</b></p>     <p>Os autores declaram n&#227;o possuir qualquer tipo de conflitos de interesse.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topc0"><b>ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</b></a><a name="c0"></a></p>     <p>Manuela Rebord&#227;o</p>     <p>Rua Professor Manuel Cavaleiro Ferreira, 4C - 1.o A</p>     <p>1600-642 Lisboa</p>     <p><a href="mailto:mrebordao@gmail.com">mrebordao@gmail.com</a></p>     <p><b>Recebido em 07/03/2011</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 27/10/2011</b></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Van Vranken]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of microcytosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Am Fam Physician]]></source>
<year>2010</year>
<month>11</month>
<day>01</day>
<volume>82</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>1117-22</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moreno Chulilla]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Romero Colás]]></surname>
<given-names><![CDATA[MS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gutiérrez Martín]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Classification of anemia for gastroenterologists]]></article-title>
<source><![CDATA[World J Gastroenterol]]></source>
<year>2009</year>
<month>10</month>
<day>07</day>
<volume>15</volume>
<numero>37</numero>
<issue>37</issue>
<page-range>4627-37</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Eicher-Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[HA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mason]]></surname>
<given-names><![CDATA[AC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weaver]]></surname>
<given-names><![CDATA[CM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McCabe]]></surname>
<given-names><![CDATA[GP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boushey]]></surname>
<given-names><![CDATA[CJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Food insecurity is associated with iron deficiency anaemia in US adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Clin Nutr]]></source>
<year>2009</year>
<month>11</month>
<volume>90</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>1358-71</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Huang]]></surname>
<given-names><![CDATA[X]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Qu]]></surname>
<given-names><![CDATA[X]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yan]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Huang]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cai]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hu]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Iron deficiency anaemia can be improved after eradication of Helicabacter pylori]]></article-title>
<source><![CDATA[Postgrad Med J]]></source>
<year>2010</year>
<month>05</month>
<volume>86</volume>
<numero>1015</numero>
<issue>1015</issue>
<page-range>272-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Shams]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Asheri]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kianmehr]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ziaee]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Koochakzadeh]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monajemzadeh]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The prevalence of iron deficiency anaemia in female medical students in Tehran]]></article-title>
<source><![CDATA[Singapore Med J]]></source>
<year>2010</year>
<month>02</month>
<volume>51</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>116-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Weatherall]]></surname>
<given-names><![CDATA[DJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clegg]]></surname>
<given-names><![CDATA[JB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Inherited haemoglobin disorders: an increasing global health problem]]></article-title>
<source><![CDATA[Bull World Health Organ]]></source>
<year>2001</year>
<volume>79</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>704-12</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Olim]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Melo]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Magalhães]]></surname>
<given-names><![CDATA[HA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[MO]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hereditary anaemias in Portugal: epidemiology, public health significance, and control]]></article-title>
<source><![CDATA[J Med Genet]]></source>
<year>1993</year>
<month>03</month>
<volume>30</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>235-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Inez]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sequeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contribuição do rastreio de portadores para a prevenção da ß-Talassémia e da drepanocitose na população portuguesa: um estudo multicêntrico]]></article-title>
<source><![CDATA[Arq INSA]]></source>
<year>1993</year>
<volume>19</volume>
<page-range>27-31</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Clarke]]></surname>
<given-names><![CDATA[MG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Higgins]]></surname>
<given-names><![CDATA[TN]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Laboratory investigation of hemoglobinopathies and thalassemias: review and update]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Chem]]></source>
<year>2000</year>
<month>08</month>
<volume>46</volume>
<numero>8 Pt 2</numero>
<issue>8 Pt 2</issue>
<page-range>1284-90</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Galanello]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Origa]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Beta-thalassemia]]></article-title>
<source><![CDATA[Orphanet J Rare Dis]]></source>
<year>2010</year>
<month>05</month>
<day>21</day>
<volume>5</volume>
<page-range>11</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Harteveld]]></surname>
<given-names><![CDATA[CL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Higgs]]></surname>
<given-names><![CDATA[DR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[a-Thalassaemia]]></article-title>
<source><![CDATA[Orphanet J Rare Dis]]></source>
<year>2010</year>
<month> M</month>
<day>ay</day>
<volume>5</volume>
<page-range>13</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chaibunruang]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Srivorakun]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fucharoen]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fucharoen]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sae-ung]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sanchaisuriya]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Interactions of hemoglobin Lepore (deltabeta hybrid hemoglobin) with various hemoglobinopathies: a molecular and haematological characteristics and differential diagnosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Blood Cells Mol Dis]]></source>
<year>2010</year>
<month>03</month>
<day>15</day>
<volume>44</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>140-5</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Srinoun]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Svasti]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chumworathayee]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vadolas]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vattanaviboon]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fucharoen]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Imbalanced globin chain synthesis determines erythroid cell pathology in thalassemic mice]]></article-title>
<source><![CDATA[Haematologica]]></source>
<year>2009</year>
<month>09</month>
<volume>94</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>1211-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>UNICEF</collab>
<source><![CDATA[Iron deficiency anaemia: assessment, prevention and control. A guide for programme managers]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Health Organization]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Winichagoon]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Svasti]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Munkongdee]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chaiya]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boonmongkol]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chantrakul]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Rapid diagnosis of thalassemias and other hemo-globinopathies by capillary electrophoresis system]]></article-title>
<source><![CDATA[Transl Res]]></source>
<year>2008</year>
<month>10</month>
<volume>152</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>178-84</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mais]]></surname>
<given-names><![CDATA[DD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gulbranson]]></surname>
<given-names><![CDATA[RD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Keren]]></surname>
<given-names><![CDATA[DF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The range of hemoglobin A2 in hemoglobin E heterozygotes as determined by capillary electrophoresis]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Clin Pathol]]></source>
<year>2009</year>
<month>07</month>
<volume>132</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>34-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Higgins]]></surname>
<given-names><![CDATA[TN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Khajuria]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mack]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Quantification of HbA2 in patients with and without ß-Thalassemia and in the presence of HbS, HbC, HbE, and HbD Punjab hemoglobin variants: comparison of two systems]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Clin Pathol]]></source>
<year>2009</year>
<month>03</month>
<volume>131</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>357-62</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cotton]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lin]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fontaine]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gulbis]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Janssens]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vertongen]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of a capillary electrophoresis method for routine determination of hemoglobins A2 and F]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Chem]]></source>
<year>1999</year>
<month>02</month>
<volume>45</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>237-43</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Giambona]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Passarello]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Renda]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maggio]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The significance of the hemoglobin A(2) value in screening for hemoglobinopathies]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Biochem]]></source>
<year>2009</year>
<month>12</month>
<volume>42</volume>
<numero>18</numero>
<issue>18</issue>
<page-range>1786-96</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mosca]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paleari]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ivaldi]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Galanello]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Giordano]]></surname>
<given-names><![CDATA[PC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The role of haemoglobin A(2) testing in the diagnosis of thalassaemias and related haemoglobinopathies]]></article-title>
<source><![CDATA[J Clin Pathol]]></source>
<year>2009</year>
<month>01</month>
<volume>62</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>13-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[El-Agouza]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Abu Shahla]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sirdah]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The effect of iron deficiency anaemia on the levels of haemoglobin subtypes: possible consequences for clinical diagnosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Lab Haemotol]]></source>
<year>2002</year>
<month>10</month>
<volume>24</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>285-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vives Corrons]]></surname>
<given-names><![CDATA[JL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miguel-García]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pujades]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miguel-Sosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cambiazzo]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Linares]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Increased susceptibility of microcytic red blood cells to in vitro oxidative stress]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur J Haematol]]></source>
<year>1995</year>
<volume>55</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>327-31</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bain]]></surname>
<given-names><![CDATA[BJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Haemoglobinopathy Diagnosis]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Blackwell Science]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bryant]]></surname>
<given-names><![CDATA[BJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hopkins]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Arceo]]></surname>
<given-names><![CDATA[SM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leitman]]></surname>
<given-names><![CDATA[SE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of low red blood cel mean corpuscular volume in an apheresis donor population]]></article-title>
<source><![CDATA[Transfusion]]></source>
<year>2009</year>
<month>09</month>
<volume>49</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>1971-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[ML]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martín Nuñez]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandez Galan]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tamagnini]]></surname>
<given-names><![CDATA[GP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hb Lepore-Baltimore (delta 68Leu-beta 84Thr) and Hb Lepore-Washington-Boston (delta 87Gln-beta IVS-II-8) in central Portugal and Spanish Alta Extremadura]]></article-title>
<source><![CDATA[Hum Genet]]></source>
<year>1997</year>
<month>05</month>
<volume>99</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>669-73</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muncie Jr]]></surname>
<given-names><![CDATA[HL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Campbell]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Alpha and beta thalassemia]]></article-title>
<source><![CDATA[Am Fam Physician]]></source>
<year>2009</year>
<month>08</month>
<volume>80</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>339-44</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
