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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Abordagem da vida sexual feminina nos Cuidados de Saúde Primários]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-71032011000600010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-71032011000600010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-71032011000600010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivo: Identificar obstáculos à abordagem da vida sexual nas consultas de Planeamento Familiar/Saúde da Mulher da Unidade de Saúde Familiar (USF) do Castelo, na perspectiva das utentes, a fim de desenvolver estratégias facilitadoras dessa mesma abordagem. Tipo de Estudo: Estudo transversal, descritivo e observacional Local: USF do Castelo - Agrupamento de Centros de Saúde Seixal e Sesimbra População: Mulheres com 18 ou mais anos frequentadoras das consultas de Planeamento familiar/Saúde da Mulher da USF do Castelo Métodos: Aplicação de questionário auto-preenchido, anónimo e confidencial em consultas de planeamento familiar entre 15 de Março e 15 de Maio de 2010. Base de dados e tratamento estatístico realizados no Microsoft® Office Excel 2007. Resultados: Foram analisados 161 questionários em que 5% das mulheres referiram ter problemas a nível sexual. Do total das analisadas, 76% consideram importante abordar a sexualidade na consulta médica, sendo que 19,3% afirmam fazê-lo frequentemente. Relativamente às razões apontadas como barreiras à abordagem deste tema, destacam-se a vergonha por parte das utentes (42,5%), o receio de que o médico não considere o tema importante (12,6%) e a falta de tempo na consulta (10,3%). Conclusões: Ao conhecermos as principais barreiras apontadas pelas utentes da USF do Castelo à inserção do tema vida sexual na consulta, concluímos que é necessário que o médico mostre que existe à-vontade, disponibilidade e necessidade de o fazer.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To identify women’s attitudes to attention to sexuality in women’s health consultations in the Castelo Family Health Unit (USF do Castelo), in order to develop strategies to promote attention to this issue. Study type: Cross-sectional study. Setting: USF do Castelo - ACES Seixal e Sesimbra Population: Women over 18 years of age, attending woman’s health consultations in USF do Castelo Methods: Anonymous questionnaires were distributed to women attending woman’s health consultations between March 15th and May 15th, 2010. Data entry and analysis were performed using Microsoft® Office Excel 2007. Results: Completed questionnaires were received from 161 women. In 5%, women referred to sexual problems. In the sample, 76% consider it important to address sexuality in the medical consultation, but only 19.2% discuss this frequently. Barriers identified include embarrassment (42.3%), fear that the doctor finds the theme unimportant (12.4%) and lack of time in the consultation (10.3%). Conclusions: Given the barriers identified by patients of USF do Castelo to the discussion of sexuality in the consultation, we suggest that doctors should demonstrate confidence and willingness to discuss sexuality with their patients.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sexualidade]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Género Feminino]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Primary Health Care]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Female]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS BREVES</b></p>     <p><font size="4"><b>Abordagem da vida sexual feminina nos Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Women’s attitudes to attention to sexuality in primary care consultations</b></font></p>     <p><b>L&#250;cia Ramalheiro,* Catarina Godinho,** Ana Catarina Maia***</b></p>     <p>*Assistente de Medicina Geral e Familiar na USF Torre – ACES de Seixal-Sesimbra</p>     <p>**Assistente de Medicina Geral e Familiar na UCSP Viso – ACES Set&#250;bal-Palmela</p>     <p>***M&#233;dica Interna de Medicina Geral e Familiar na USF do Castelo – ACES de Seixal-Sesimbra</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr />     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objectivo:</b> Identificar obst&#225;culos &#224; abordagem da vida sexual nas consultas de Planeamento Familiar/Sa&#250;de da Mulher da Unidade de Sa&#250;de Familiar (USF) do Castelo, na perspectiva das utentes, a fim de desenvolver estrat&#233;gias facilitadoras dessa mesma abordagem.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tipo de Estudo:</b> Estudo transversal, descritivo e observacional</p>     <p><b>Local: </b>USF do Castelo – Agrupamento de Centros de Sa&#250;de Seixal e Sesimbra</p>     <p><b>Popula&#231;&#227;o: </b>Mulheres com 18 ou mais anos frequentadoras das consultas de Planeamento familiar/Sa&#250;de da Mulher da USF do Castelo</p>     <p><b>M&#233;todos: </b>Aplica&#231;&#227;o de question&#225;rio auto-preenchido, an&#243;nimo e confidencial em consultas de planeamento familiar entre 15 de Mar&#231;o e 15 de Maio de 2010. Base de dados e tratamento estat&#237;stico realizados no Microsoft&#174; Office Excel 2007.</p>     <p><b>Resultados:</b> Foram analisados 161 question&#225;rios em que 5% das mulheres referiram ter problemas a n&#237;vel sexual. Do total das analisadas, 76% consideram importante abordar a sexualidade na consulta m&#233;dica, sendo que 19,3% afirmam faz&#234;-lo frequentemente. Relativamente &#224;s raz&#245;es apontadas como barreiras &#224; abordagem deste tema, destacam-se a vergonha por parte das utentes (42,5%), o receio de que o m&#233;dico n&#227;o considere o tema importante (12,6%) e a falta de tempo na consulta (10,3%).</p>     <p><b>Conclus&#245;es:</b> Ao conhecermos as principais barreiras apontadas pelas utentes da USF do Castelo &#224; inser&#231;&#227;o do tema vida sexual na consulta, conclu&#237;mos que &#233; necess&#225;rio que o m&#233;dico mostre que existe &#224;-vontade, disponibilidade e necessidade de o fazer.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Sexualidade; Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios; G&#233;nero Feminino.</p> <hr />     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Objective: </b>To identify women’s attitudes to attention to sexuality in women’s health consultations in the Castelo Family Health Unit (USF do Castelo), in order to develop strategies to promote attention to this issue.</p>     <p><b>Study type: </b>Cross-sectional study.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Setting:</b> USF do Castelo – ACES Seixal e Sesimbra</p>     <p><b>Population: </b>Women over 18 years of age, attending woman’s health consultations in USF do Castelo</p>     <p><b>Methods:</b> Anonymous questionnaires were distributed to women attending woman’s health consultations between March 15th and May 15th, 2010. Data entry and analysis were performed using Microsoft&#174; Office Excel 2007.</p>     <p><b>Results: </b>Completed questionnaires were received from 161 women. In 5%, women referred to sexual problems. In the sample, 76% consider it important to address sexuality in the medical consultation, but only 19.2% discuss this frequently. Barriers identified include embarrassment (42.3%), fear that the doctor finds the theme unimportant (12.4%) and lack of time in the consultation (10.3%).</p>     <p><b>Conclusions:</b> Given the barriers identified by patients of USF do Castelo to the discussion of sexuality in the consultation, we suggest that doctors should demonstrate confidence and willingness to discuss sexuality with their patients.</p>     <p><b>Keywords: </b>Sexuality; Primary Health Care; Female.</p> <hr />     <p><b>INTRODU&#199;&#195;O</b></p>     <p>A maioria das mulheres, segundo estudos efectuados nos Estados Unidos da Am&#233;rica (EUA), afirma ser importante ter uma vida sexual satisfat&#243;ria.<sup>1</sup> No entanto, muitas t&#234;m problemas nesta &#225;rea, os quais afectam a sua auto-estima, relacionamento com os parceiros e qualidade de vida.<sup>2,3</sup> Segundo Laumann E.O. <i>et al</i>.<sup>4</sup>, nos EUA, cerca de 43% mulheres entre os 18 e 59 anos apresentam disfun&#231;&#227;o sexual, sendo que apenas 20% destas procuram ajuda junto do seu m&#233;dico de fam&#237;lia.<sup>3,4,5</sup> Este &#233; portanto um problema pouco abordado, o que torna a disfun&#231;&#227;o sexual feminina uma patologia subdiagnosticada.<sup>3,4,6</sup></p>     <p>Quando questionadas acerca da abordagem de problemas relacionados com a sua vida sexual na consulta, muitas mulheres referem ter vergonha de falar sobre o tema e receio de que o m&#233;dico se sinta desconfort&#225;vel e menospreze o seu problema.<sup>1,2,7</sup> Um estudo recente refere que apenas 14% das mulheres revela espontaneamente ter problemas na sua vida sexual e que 58% o faz somente quando esta quest&#227;o est&#225; inclu&#237;da em question&#225;rios.<sup>2,8</sup> Por outro lado, os m&#233;dicos tamb&#233;m t&#234;m relut&#226;ncia em introduzir a problem&#225;tica da sexualidade na consulta por quest&#245;es que se prendem com falta de tempo e tamb&#233;m de conhecimentos e pr&#225;tica acerca do tema e da sua abordagem.<sup>3,4,9-10</sup>. Em <i>Harsh V. et al</i>.<sup>11</sup> &#233; referido que o tema pode nunca surgir se a responsabilidade de o introduzir na consulta for dada ao doente.<sup>11</sup> Diferen&#231;as socioecon&#243;micas, culturais, &#233;tnicas e et&#225;rias podem tamb&#233;m dificultar a comunica&#231;&#227;o sobre a sexualidade.<sup>10</sup></p>     <p>Ao prestarem cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios, os m&#233;dicos de fam&#237;lia est&#227;o numa posi&#231;&#227;o favor&#225;vel para detectarem problemas relacionados com a vida sexual feminina, implementar estrat&#233;gias para estabelecer um diagn&#243;stico e iniciar terap&#234;utica quando adequado.<sup>9,12</sup> A consulta de Planeamento Familiar/Sa&#250;de da Mulher poder&#225; ser um espa&#231;o privilegiado para a abordagem da sexualidade das utentes, atendendo a que se cria um ambiente de maior privacidade e onde tamb&#233;m outros aspectos do foro &#237;ntimo s&#227;o focados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Percebendo as barreiras &#224; comunica&#231;&#227;o sobre a sexualidade poder-se-&#227;o criar estrat&#233;gias que permitam ultrapass&#225;-las e assim promover a detec&#231;&#227;o precoce e tratamento da disfun&#231;&#227;o sexual na mulher, melhorando a qualidade de vida das utentes.<sup>3,7,9</sup> Com este trabalho pretendemos identificar algumas dessas barreiras e perceber a relev&#226;ncia do tema para as utentes da consulta de Planeamento Familiar/Sa&#250;de da Mulher da Unidade de Sa&#250;de Familiar (USF) do Castelo.</p>     <p><b>M&#201;TODOS</b></p>     <p>Realizou-se um estudo transversal, descritivo, atrav&#233;s do auto-preenchimento de question&#225;rios pelas mulheres com 18 ou mais anos frequentadoras das consultas de Planeamento Familiar/Sa&#250;de da Mulher da USF do Castelo, em Sesimbra. A popula&#231;&#227;o de utentes seguidas neste programa de sa&#250;de totalizava 1546 doentes. A amostra foi obtida por m&#233;todo n&#227;o aleat&#243;rio, consecutivo durante dois meses, de 15 de Mar&#231;o a 15 de Maio de 2010. Tendo em conta o n&#250;mero de marca&#231;&#245;es por dia nesta consulta, esper&#225;vamos obter resposta a cerca de 200 question&#225;rios. O question&#225;rio foi desenvolvido especificamente para este estudo, contendo 15 quest&#245;es do tipo pergunta fechada e com v&#225;rias op&#231;&#245;es de resposta (<a href="#a1">Anexo I</a>). Um grupo de quest&#245;es tinha como objectivo caracterizar as vari&#225;veis s&#243;cio-demogr&#225;ficas da amostra (idade, nacionalidade, n&#237;vel de escolaridade e estado conjugal). Outro grupo incidia sobre as vari&#225;veis espec&#237;ficas do estudo (grau de satisfa&#231;&#227;o atribu&#237;do &#224; vida sexual, percep&#231;&#227;o da exist&#234;ncia de problemas na vida sexual, import&#226;ncia atribu&#237;da &#224; abordagem da vida sexual na consulta com o m&#233;dico de fam&#237;lia, frequ&#234;ncia com que o m&#233;dico aborda o tema e com que frequ&#234;ncia este &#233; introduzido na consulta pela utente, influ&#234;ncia do g&#233;nero do m&#233;dico na abordagem do tema, raz&#245;es apontadas pelas utentes que dificultam a abordagem do tema na consulta) a partir das restantes quest&#245;es. O question&#225;rio foi testado durante uma semana, tendo sido reformuladas duas perguntas.</p>     <p>Ap&#243;s solicitada a sua participa&#231;&#227;o no estudo, as utentes preencheram o question&#225;rio de forma aut&#243;noma e confidencial na sala de espera da consulta de Planeamento Familiar/Sa&#250;de da Mulher. Foram considerados para o estudo os question&#225;rios correcta e completamente preenchidos por utentes com 18 ou mais anos.</p>     <p>A base de dados e tratamento estat&#237;stico foram efectuados no programa <i>Microsoft&#174; Office Excel 2007</i>.</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Dos 170 question&#225;rios preenchidos, nove foram exclu&#237;dos, tendo sido analisados 161. No que se refere &#224; caracteriza&#231;&#227;o desta amostra (<a href="#q1">Quadro I</a>), podemos observar que se distribui de forma homog&#233;nea pelos intervalos de idades considerados, sendo a m&#233;dia de idades de 36,6 anos, com uma idade m&#237;nima pr&#233;-estabelecida de 18 anos e m&#225;xima observada de 66 anos. A caracteriza&#231;&#227;o s&#243;cio-demogr&#225;fica da amostra encontra-se no <a href="#q1">Quadro I</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpcg/v27n6/27n6a10q1.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando questionadas acerca da sua vida sexual, 50,9% das inquiridas classifica-a como boa, 35,4% como satisfat&#243;ria e 2,5% como m&#225;. Quanto &#224; abordagem da vida sexual na consulta, 75,8% das mulheres consideram-na importante, sendo que 19,3% dizem que o fazem frequentemente e 26,7% referem nunca o ter feito. Por sua vez, 24,2% afirmam que o m&#233;dico as questiona frequentemente acerca da sua vida sexual e 48,5% dizem ser questionadas raramente (<a href="#f1">Figura 1</a>). Referem nunca ter sido inquiridas acerca do assunto na consulta 27,3% das mulheres.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpcg/v27n6/27n6a10f1.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&#231;&#227;o ao facto do g&#233;nero do m&#233;dico influenciar o seu &#224;-vontade para abordar a sexualidade na consulta, as utentes que participaram no estudo dividem-se, sendo que 50,3% afirma que n&#227;o influencia e 49,1% responde que sim.</p>     <p>No que respeita &#224;s raz&#245;es apontadas como barreiras &#224; abordagem deste tema na consulta destacam-se a vergonha por parte das utentes (42,5%), o receio de que o m&#233;dico n&#227;o considere o tema importante (12,6%) e a falta de tempo na consulta, seleccionada por 10,3% das inquiridas (<a href="#f2">Figura 2</a>). De referir que 25,3% responderam que n&#227;o existem obst&#225;culos &#224; abordagem da sexualidade na consulta.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpcg/v27n6/27n6a10f2.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&#195;O</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste estudo, os problemas na vida sexual das mulheres surgem numa percentagem inferior &#224; encontrada no estudo de <i>Jan L Shifren</i>,<sup>14 </sup>em que 12% das mulheres referem desconforto na sua vida sexual. &#201; tamb&#233;m bastante inferior &#224; preval&#234;ncia de disfun&#231;&#227;o sexual feminina nos EUA descrita por <i>Laumann et al</i><sup>4 </sup>(43%). Salienta-se a percentagem de mulheres que respondeu &#171;n&#227;o sei&#187; quando confrontada com esta quest&#227;o, 12,4%, um valor elevado e n&#227;o considerado em outros estudos.</p>     <p>Muitas mulheres, 50,9%, classificam como boa a sua vida sexual, valor n&#227;o muito diferente dos 44% encontrados em outro estudo.<sup>15</sup></p>     <p>Em estudos publicados<sup>7-8</sup> apenas 14% das mulheres abordam espontaneamente os problemas da sua vida sexual com o m&#233;dico, valor pr&#243;ximo do encontrado nas utentes da USF do Castelo analisadas, em que 19,25% revelam falar frequentemente deste assunto na consulta.</p>     <p>As causas mais frequentemente apontadas pelas utentes como barreiras &#224; abordagem da vida sexual na consulta s&#227;o a vergonha por parte destas e o receio de que o m&#233;dico n&#227;o considere o assunto importante. Estas causas s&#227;o tamb&#233;m frequentemente apontadas em outros estudos.<sup>2-3,7,12-13</sup> <i>Marwick C</i>.<sup>1</sup> descreve que 68% dos doentes receia que a conversa sobre os seus problemas sexuais envergonhe o m&#233;dico e 71% acreditam que o m&#233;dico n&#227;o dar&#225; import&#226;ncia ao seu problema. No nosso estudo as percentagens foram mais baixas mas s&#227;o tamb&#233;m estas as raz&#245;es mais apontadas pelas utentes. A falta de tempo na consulta &#233; outra raz&#227;o apontada sendo tamb&#233;m um dos motivos referidos em outros estudos sobre sexualidade.<sup>6,7</sup></p>     <p>Como limita&#231;&#245;es deste estudo podem-se apontar: utiliza&#231;&#227;o de um question&#225;rio n&#227;o validado e o facto de a amostra ser de conveni&#234;ncia e n&#227;o representativa.</p>     <p>Seria importante averiguar, em eventuais estudos futuros, o ponto de vista dos m&#233;dicos e enfermeiros que actuam nos Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios, a fim de apurar outros poss&#237;veis entraves &#224; comunica&#231;&#227;o sobre a sexualidade.</p>     <p>A maioria das mulheres considera importante discutir os problemas da sua vida sexual nas consultas m&#233;dicas. Ao analisarmos e discutirmos os resultados obtidos neste estudo identific&#225;mos as principais barreiras apontadas pelas utentes da USF do Castelo que dificultam a inser&#231;&#227;o do tema na consulta. Conclu&#237;mos ent&#227;o que &#233; necess&#225;rio que o m&#233;dico mostre &#224; doente que existe &#224;-vontade, disponibilidade e necessidade de abordar este assunto nas consultas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Marwick C. Survey says patients expect little physician help on sex. JAMA 1999 Jun 16; 281 (23): 2173-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S0870-7103201100060001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Hutcherson H. Incorporating sexual medicine into clinical practice. Menopause Management 2006 July-Aug; 15 (4):18-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S0870-7103201100060001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Kingsberg SA. Identifying HSDD in the family medicine setting. J Fam Pract 2009 Jul; 58 (7 Suppl Hypoactive): 522-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0870-7103201100060001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Laumann EO, Paik A, Rosen RC. Sexual dysfunction in the United States: prevalence and predictors. JAMA 1999 Feb 10; 281 (6): 537-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0870-7103201100060001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Shifren JL, Monz BU, Russo PA, Segreti A, Johannes CB. Sexual problems and distress in United States women: prevalence and correlates. Obstet Gynecol 2008 Nov; 112 (5): 970-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0870-7103201100060001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Nusbaum MR, Hamilton CD. The proactive sexual health history. Am Fam Physician 2002 Nov 1; 66 (9): 1705-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0870-7103201100060001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Kingsberg S. Just ask! Talking to patients about sexual function. Sexuality Reprod Menopause 2004 Dec; 2 (4): 199-203.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0870-7103201100060001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Gladu RH. Female sexual dysfunction: classification, physiology, diagnosis and treatment. J Sex Reprod Med 2002; 2 (1): 21-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0870-7103201100060001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Simon JA. Opportunities for intervention in HSDD. J Fam Pract 2009 Jul (7 Suppl Hypoactive): S26-S30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-7103201100060001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Cope DW. The sexual history and approach to the patient with sexual dysfunction. In: Basow DS, editor. UpToDate. Waltham, MA: UpToDate; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-7103201100060001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Harsh V, McGarvey EL, Clayton AH. Physician attitudes regarding hypoactive sexual desire disorder in a primary care clinic: a pilot study. J Sex Med 2008 Mar; 5 (3): 640-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-7103201100060001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Gott M, Galena E, Hinchliff S, Elford H. “Opening a can of worms”: GP and practice nurse barriers to talking about sexual health in primary care. Fam Pract 2004 Oct; 21 (5): 528-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-7103201100060001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. IsHak WW, Mikhail AA, Amiri SR, Berman LA, Vasa M. Sexual dysfunction. Focus 2005; 3: 520-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-7103201100060001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Shifren JL. Sexual dysfunction in women: Epidemiology, risk factors and evaluation. In: Basow DS, editor. UpToDate. Waltham, MA: UpToDate; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-7103201100060001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Laumann EO, Nicolosi A, Glasser DB, Paik A, Gingell C, Moreira E, et al. Sexual problems among women and men aged 40–80 y: prevalence and correlates identified in the Global Study of Sexual Attitudes and Behaviors. Int J Impot Res 2005 Jan-Feb; 17 (1): 39-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-7103201100060001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONFLITOS DE INTERESSE</b></p>     <p>As autoras declaram n&#227;o terem conflitos de interesse.</p>     <p><a href="#topc0"><b>ENDERE&Ccedil;O PARA CORRESPOND&Ecirc;NCIA</b></a><a name="c0"></a></p>     <p>Ana L&#250;cia Ro&#231;a Ramalheiro</p>     <p>USF do Castelo - Estrada do Casal&#227;o, Santana, 2970-481 Sesimbra</p>     <p><a href="mailto:alramalheiro@gmail.com">alramalheiro@gmail.com</a></p>     <p><b>Recebido em 16/08/2010</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 29/11/2011</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Anexo I</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="a1"></a><a href="/img/revistas/rpcg/v27n6/27n6a10a1.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpcg/v27n6/27n6a10a1.jpg" width="300" height="167" /><br />(clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>     
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