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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Envolvimento paterno e organização dos comportamentos de base segura das crianças em famílias portuguesas]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Superior Psicologia Aplicada (ISPA) Unidade de Investigação em Psicologia Cognitiva do Desenvolvimento e da Educação (UIPCDE) ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Paternal involvement in organizational/care tasks and play/leisure activities was studied in a sample of dual-earner Portuguese families, with children that attend day-care for several hours a day. Socio-demographic variables were analysed in relation to involvement, as well as the impact of father&#8217;s participation in children&#8217;s organization of secure base behaviour in mothers and fathers relationships. 44 mother/child and father/child dyads participated in the study, children&#8217;s average age was 31.91 months (DP=2.56). To assess paternal involvement, (relative measure), both parents answered separately a questionnaire (Monteiro, Veríssimo, Castro, & Oliveira, 2006). The quality of the children&#8217;s secure base behavior was assessed with the Attachment behavior Q-Set (Waters, 1995). Mother/child and father/child dyads were observed, separately, in their homes, by different teams of observers. A traditional division in organization/care and a shared participation in the play activities emerged. No significant correlations were found between socio-demographic variables and fathers participation. Fathers that shared caregiving and play activities with mothers have children with higher security scores. In this sample the quantity of father&#8217;s participation showed positive consequences for the child socio-emotional development.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Envolvimento paterno]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Envolvimento paterno e organiza&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de base    segura das crian&ccedil;as em fam&iacute;lias portuguesas (<a href="#1">*</a><a name="top1"></a>)    </B></P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="right">L&iacute;gia Monteiro (<a href="#2">**</a><a name="top2"></a>)</P>     <p align="right">Manuela Ver&iacute;ssimo (<a href="#3">***</a><a name="top3"></a>)</P>     <p align="right">Ant&oacute;nio J. Santos (<a href="#3">***</a><a name="top3"></a>)</P>     <p align="right">Brian E. Vaughn (<a href="#2">**</a><a name="top2"></a>) </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">RESUMO </P>      <p>Estuda-se, numa amostra de fam&iacute;lias bi-parentais, em que as m&atilde;es  trabalham a tempo inteiro, e as crian&ccedil;as frequentam cuidados n&atilde;o-maternos,  v&aacute;rias horas por dia, o envolvimento paterno nas actividades de  organiza&ccedil;&atilde;o/cuidados (Pr&aacute;ticas) e de brincadeira/lazer  (L&uacute;dicas). Analisam-se, os correlatos (vari&aacute;veis socio-demogr&aacute;ficas)  e as consequ&ecirc;ncias da participa&ccedil;&atilde;o paterna, ao n&iacute;vel da  organiza&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de base segura da crian&ccedil;a, com  o pai e a m&atilde;e. Os participantes s&atilde;o 44 d&iacute;ades m&atilde;e/crian&ccedil;a  e pai/crian&ccedil;a, tendo as crian&ccedil;as em m&eacute;dia 31.91 meses (<I>DP</I>=2.56).  Aplicou-se, a ambos os pais (separadamente), um question&aacute;rio que avalia o envolvimento  parental (Monteiro, Ver&iacute;ssimo, Castro, &amp; Oliveira, 2006), e utilizou-se o  <I>Attachment Behavior Q-Set </I>(Waters, 1995) na an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es  de base segura. Os resultados indicam que &eacute; <I>quase sempre a m&atilde;e </I>a  realizar as Tarefas Pr&aacute;ticas e que <I>tanto a m&atilde;e como o pai  </I>participam nas Actividades L&uacute;dicas. A participa&ccedil;&atilde;o dos pais,  nas Actividades Pr&aacute;ticas, est&aacute; significativamente correlacionada com o  modo como a crian&ccedil;a organiza os seus comportamentos de base segura, na  rela&ccedil;&atilde;o com o progenitor, enquanto que, nas Actividades L&uacute;dicas  este valor &eacute; marginalmente significativo. Apenas a participa&ccedil;&atilde;o paterna,  nas Actividades L&uacute;dicas, se encontra significativamente correlacionada com o valor  de seguran&ccedil;a da crian&ccedil;a na rela&ccedil;&atilde;o com a m&atilde;e.  Nesta amostra a quantidade do envolvimento paterno tem consequ&ecirc;ncias positivas  para o desenvolvimento s&oacute;cio-emocional da crian&ccedil;a. </P>      <p><I>Palavras-chave</I>: Envolvimento paterno, tipo de actividades, rela&ccedil;&otilde;es  de base segura, contexto familiar. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p align="center">ABSTRACT </P>      <p>Paternal involvement in organizational/care tasks and play/leisure activities was  studied in a sample of dual-earner Portuguese families, with children that attend day-care  for several hours a day. Socio-demographic variables were analysed in relation to  involvement, as well as the impact of father&rsquo;s participation in children&rsquo;s  organization of secure base behaviour in mothers and fathers relationships.  44 mother/child and father/child dyads participated in the study, children&rsquo;s  average age was 31.91 months (<I>DP</I>=2.56). To assess paternal involvement,  (relative measure), both parents answered separately a questionnaire (Monteiro,  Ver&iacute;ssimo, Castro, &amp; Oliveira, 2006). The quality of the children&rsquo;s  secure base behavior was assessed with the Attachment behavior <I>Q-Set </I>(Waters, 1995).  Mother/child and father/child dyads were observed, separately, in their homes, by  different teams of observers. A traditional division in organization/care and a shared  participation in the play activities emerged. No significant correlations were found  between socio-demographic variables and fathers participation. Fathers that shared  caregiving and play activities with mothers have children with higher security scores.  In this sample the quantity of father&rsquo;s participation showed positive consequences  for the child socio-emotional development. </P>      <p><I>Key words</I>: Paternal involvement, type of activities, secure base  relationships, family context. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P>      <p>Profundas transforma&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas, socio-demogr&aacute;ficas  e culturais ocorridas nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas (onde a entrada massiva  da mulher no mercado de trabalho &eacute; apontada como o factor mais saliente),  conduziram a uma mudan&ccedil;a na estrutura tradicional da fam&iacute;lia e nas  expectativas acerca dos pap&eacute;is a desempenhar pelas figuras parentais (Cabrera,  Tamis-LeMonda, Lamb, &amp; Boller, 1999; Parke, 1996; Torres, 2004). Seja por motivos  econ&oacute;micos ou de desejo de autonomia e realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, o  n&uacute;mero de mulheres com trabalho remunerado, em Portugal, tem aumentado  significativamente nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, em particular, a partir dos  anos 1970. Em 2006, de acordo com o Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (2007),  a taxa de actividade feminina foi de 55.8%, face a 69% dos homens, o que  comparativamente com os pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia coloca Portugal com  uma das percentagens mais elevadas de mulheres no mercado de trabalho, em particular,  no caso de mulheres com crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar (Am&acirc;ncio &amp;  Wall, 2004). Este aumento foi acompanhado por um crescimento substancial do n&uacute;mero  de crian&ccedil;as em cuidados n&atilde;o-maternos, durante v&aacute;rias horas por dia (e.g.,  o n&uacute;mero de crian&ccedil;as na educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar subiu de  12,6% no final dos anos 1970, para 77% em 2004/2005, Gabinete de Estat&iacute;stica e  Planeamento da Educa&ccedil;&atilde;o, 2007). Adicionalmente, o aumento do n&uacute;mero  de div&oacute;rcios, de fam&iacute;lias mono-parentais, de coabita&ccedil;&otilde;es e  de fam&iacute;lias resultantes de segundos casamentos, tem contribu&iacute;do,  tamb&eacute;m, para a altera&ccedil;&atilde;o da estrutura familiar tradicional (ver INE, 2007). </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">UM NOVO IDEAL DE CO-PARENTALIDADE OU PARTILHA PARENTAL</P>      <p>A par da mudan&ccedil;a na imagem da mulher que, no presente, assume,  simultaneamente, responsabilidades na esfera familiar e profissional, a imagem  do homem tem vindo a alterar-se, colocando-se a t&oacute;nica num pai afectuoso e  activamente envolvido no quotidiano dos filhos. Em vez da atribui&ccedil;&atilde;o  de pap&eacute;is espec&iacute;ficos e complementares, surge um novo ideal de  co-parentalidade em que ambos os pais partilham responsabilidades e tarefas nos  dom&iacute;nios financeiro, dom&eacute;stico e nos cuidados das crian&ccedil;as  de um modo mais igualit&aacute;rio, pelo que, a divis&atilde;o baseada no g&eacute;nero  &eacute; dilu&iacute;da (Deutsch, 2001; Cabrera <I>et al.</I>, 1999; Cabrera, Tamis-LeMonda,  Bradley, Hofferth, &amp; Lamb, 2000). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Numa an&aacute;lise acerca das representa&ccedil;&otilde;es da paternidade, de  av&oacute;s e pais portugueses, Balancho (2004) verificou que as representa&ccedil;&otilde;es  dos primeiros v&atilde;o ao encontro da imagem do pai como figura de autoridade  e disciplinadora, pouco envolvido emocionalmente e pouco presente na vida da crian&ccedil;a.  A actual gera&ccedil;&atilde;o, por oposi&ccedil;&atilde;o, considera como mais  importante a capacidade de ser sens&iacute;vel, compreensivo e dialogante, de  estar presente na vida da crian&ccedil;a, partilhar a autoridade, ser descontra&iacute;do  e l&uacute;dico, o que vai ao encontro da no&ccedil;&atilde;o do &ldquo;novo pai&rdquo;.  Neste sentido, Gouveia, Baptista, Lopes, Barreto e Lacerda <I>et al. </I>(1991)  verificaram, numa amostra de pais portugueses, que estes tinham um elevado grau  de participa&ccedil;&atilde;o nos cuidados prestados aos filhos no 1.&ordm; ano de vida.  No entanto, Monteiro, Ver&iacute;ssimo, Castro e Oliveira (2006), constataram que,  na perspectiva de m&atilde;es e pais portugueses, com crian&ccedil;as entre 1 e 6 anos de  idade, &eacute; quase sempre a m&atilde;e a respons&aacute;vel pelas actividades  relacionadas com as rotinas de cuidados &agrave; crian&ccedil;a, assumindo o pai  um papel de suporte, de ajuda quando &eacute; necess&aacute;rio. Apesar da crescente  aten&ccedil;&atilde;o dada a este &ldquo;novo pai&rdquo; os resultados parecem indicar  que na pr&aacute;tica as diferen&ccedil;as tendem a permanecer. </P>     <p>A imagem cultural da mulher como primeira prestadora de cuidados e do pai como  figura substituta, ou apenas como companheiro de brincadeira parece ser, ainda, uma  cren&ccedil;a bastante enraizada na sociedade Ocidental (Deutsch, 2001; Parke, 1996;  Rohner &amp; Veneziano, 2001). Na realidade, at&eacute; h&aacute; aproximadamente uma  d&eacute;cada atr&aacute;s, era visto como pouco masculino, para o homem, passar muito  tempo envolvido nos cuidados das crian&ccedil;as, com excep&ccedil;&atilde;o do apoio  tempor&aacute;rio &agrave; m&atilde;e (Rohner &amp; Veneziano, 2001). Provavelmente,  pais que optam por desempenhar pap&eacute;is desiguais acreditam que as crian&ccedil;as  t&ecirc;m um la&ccedil;o afectivo especial com a m&atilde;e e que n&atilde;o podem cuidar  delas do mesmo modo (Beitel &amp; Parke, 1998; Russell, 1983). Por outro lado,  as press&otilde;es sociais v&atilde;o no sentido de n&atilde;o se esperar que seja  o homem, por exemplo, a ficar em casa quando os filhos est&atilde;o doentes, dado que  dele se espera um investimento total no trabalho, enquanto que, para a mulher as  expectativas de desempenho s&atilde;o menores uma vez que, socialmente, &eacute;  assumido ser ela a respons&aacute;vel directa pela fam&iacute;lia (Torres, 2004). </P>     <p>A representa&ccedil;&atilde;o da paternidade parece, assim, alternar entre uma  perspectiva modernista e conservadora. Embora alguns pais desempenhem, no presente,  um papel mais activo na vida dos filhos, comparativamente com os seus pr&oacute;prios  pais, ou com os seus pares, no global poucas mudan&ccedil;as se verificaram. Este  tem sido um processo de mudan&ccedil;a lento, por&eacute;m, cont&iacute;nuo,  nomeadamente, nas fam&iacute;lias em que ambos os pais trabalham. A mudan&ccedil;a &eacute;,  contudo, mais modesta do que as cren&ccedil;as populares poderiam eventualmente indicar  (Lamb &amp; Tamis-Lemonda, 2004; Parke, 1996; Pleck &amp; Masciadrelli, 2004). </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">ENVOLVIMENTO NAS ACTIVIDADES RELACIONADAS COM A CRIAN&Ccedil;A:COMPLEMENTARIDADE    OU PARTILHA</P>      <p>De acordo com o modelo de Lamb, Pleck, Charnov e Levine (ver Lamb, 1987; Pleck &amp;  Masciadrelli, 2004) distinguem-se tr&ecirc;s componentes do envolvimento: (1) a  participa&ccedil;&atilde;o, interac&ccedil;&atilde;o directa com a crian&ccedil;a no  contexto da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados e de actividades partilhadas; (2) a  acessibilidade &agrave; crian&ccedil;a, quer ocorra ou n&atilde;o interac&ccedil;&atilde;o,  os pais est&atilde;o vigilantes de modo a responder se e quando for necess&aacute;rio; (3)  a responsabilidade que cada progenitor assume pelo bem-estar da crian&ccedil;a, o que envolve  lembrar-se, planear e marcar por exemplo, uma consulta m&eacute;dica, o que n&atilde;o implica  a presen&ccedil;a da crian&ccedil;a. </P>     <p>Segundo Parke (1996) duas distin&ccedil;&otilde;es devem, ainda, ser claramente  efectuadas. A primeira, ao n&iacute;vel do envolvimento nas tarefas de cuidados &agrave;  crian&ccedil;a e nas actividades de brincadeira/lazer diferenciando, deste modo, os  contextos e tipos de interac&ccedil;&atilde;o. Tal distin&ccedil;&atilde;o possibilita  uma an&aacute;lise mais espec&iacute;fica dos pap&eacute;is parentais e dos seus efeitos  no desenvolvimento da crian&ccedil;a. A segunda, ao n&iacute;vel do envolvimento  absoluto e relativo, considerando que fam&iacute;lias onde o envolvimento relativo de  m&atilde;es e pais &eacute; semelhante, constituem ambientes muito distintos para as  crian&ccedil;as, comparativamente com aquelas em que o n&iacute;vel relativo de envolvimento  &eacute; muito desigual. </P>     <p>Estudos comparativos entre m&atilde;es e pais s&atilde;o consistentes quanto  &agrave;s diferen&ccedil;as nos estilos parentais, nomeadamente, no facto da componente  mais saliente nas interac&ccedil;&otilde;es m&atilde;e/crian&ccedil;a ser a dos cuidados,  enquanto que, nas interac&ccedil;&otilde;es com os pais a componente mais saliente &eacute;  a da brincadeira. Desde os primeiros meses de vida, os estilos comunicativos e de brincadeira  apresentam caracter&iacute;sticas distintas, com as m&atilde;es, por exemplo, a terem maior  tend&ecirc;ncia a pegar ao colo dos seus beb&eacute;s no decurso da realiza&ccedil;&atilde;o  dos cuidados di&aacute;rios e os pais a faz&ecirc;-lo quando solicitados ou no decurso  das brincadeiras. Estas s&atilde;o mais imprevis&iacute;veis e estimulantes do ponto de  vista f&iacute;sico com os pais, e mais tranquilas e mediadas por objectos com as m&atilde;es.  As diferen&ccedil;as existem, mesmo quando os pais consideram que devem partilhar  responsabilidade e participa&ccedil;&atilde;o nos cuidados &agrave; crian&ccedil;a, tendendo  a adoptar um estilo de interac&ccedil;&atilde;o baseado na brincadeira, contudo, s&atilde;o  mais salientes, quando a divis&atilde;o de tarefas &eacute; tradicional (ver revis&atilde;o  Lamb &amp; Lewis, 2004; Lewis &amp; Lamb, 2003). Por&eacute;m, estas diferen&ccedil;as n&atilde;o  s&atilde;o t&atilde;o claras noutras culturas, nomeadamente, nos Aka Pigmeus da Rep&uacute;blica  Central Africana (Hewlett, 1987), nos Kibbutzim israelitas (Sagi, Lamb, Shoham, Vira, &amp;  Lewkowicz, 1985), ou na Su&eacute;cia (Lamb, Frodi, Hwang, &amp; Frodi, 1983). Ao salientar  as caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas dever-se-&aacute;, tamb&eacute;m, reconhecer  a exist&ecirc;ncia de semelhan&ccedil;as nos padr&otilde;es de interac&ccedil;&atilde;o  das figuras parentais, por exemplo, o facto de ambos serem sens&iacute;veis &agrave;s  caracter&iacute;sticas e compet&ecirc;ncias dos filhos, ajustando os seus comportamentos  nas interac&ccedil;&otilde;es com os mesmos (Lewis &amp; Lamb, 2003). </P>     <p>No entanto, quando os pais participam nas actividades relacionadas com as crian&ccedil;as,  fazem-no, com maior probabilidade, nas de brincadeira e lazer (e.g., Lamb, 1987; Parke,  1996; Russell, 1983). Estas s&atilde;o mais flex&iacute;veis em termos de rotinas e  hor&aacute;rios (Craig, 2003) e s&atilde;o, provavelmente, onde os pais se sentem mais  &agrave; vontade, dado que, a componente dos cuidados parece ser, culturalmente, menos  bem definida para os pais (Peitz, Fthenakis, &amp; Kalicki, 2001). Neste sentido, Monteiro  <I>et al. </I>(2006) observaram a exist&ecirc;ncia de diferentes padr&otilde;es de  responsabilidade e participa&ccedil;&atilde;o paterna, consoante o tipo de actividade.  Assim, &eacute; quase sempre a m&atilde;e que realiza as tarefas de organiza&ccedil;&atilde;o/cuidados  (Pr&aacute;ticas), enquanto que, nas actividades de brincadeira/lazer (L&uacute;dicas),  existe uma participa&ccedil;&atilde;o igualit&aacute;ria de ambos os pais, o que vai ao  encontro de outros resultados obtidos com amostras de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar  (e.g., Bailey, 1994; Peitz <I>et al.</I>, 2001). </P>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">ENVOLVIMENTO PATERNO E ORGANIZA&Ccedil;&Atilde;O DOS COMPORTAMENTOS    DE BASE SEGURA DA CRIAN&Ccedil;A </P>      <p>A constru&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o  na inf&acirc;ncia &eacute; tida como uma tarefa normativa no desenvolvimento s&oacute;cio-emocional.  Durante o segundo e terceiro ano de vida, o uso das figuras vinculativas mant&eacute;m-se  central na organiza&ccedil;&atilde;o dos comportamentos da crian&ccedil;a, num mundo  f&iacute;sico e social em r&aacute;pida expans&atilde;o (Bowlby, 1969/1982; Marvin &amp;  Britner, 1999). Embora a crian&ccedil;a organize os seus comportamentos em torno das  figuras que com ela interagem regularmente, independentemente do seu envolvimento nos cuidados f&iacute;sicos (Schaffer &amp; Emerson, 1964), quanto mais experi&ecirc;ncias  de interac&ccedil;&atilde;o social, a crian&ccedil;a tiver com estas, mais salientes  elas se tornam (Bowlby, 1969/1982). A composi&ccedil;&atilde;o tradicional da  fam&iacute;lia implica que, para al&eacute;m da m&atilde;e e do pai, irm&atilde;os mais  velhos ou av&oacute;s possam funcionar como base segura da crian&ccedil;a, por&eacute;m,  estas figuras n&atilde;o s&atilde;o todas tratadas do mesmo modo. Na cultura ocidental,  esse papel &eacute;, tradicionalmente, assumido pela m&atilde;e, sendo o pai, essencialmente,  tido como um companheiro de brincadeira ao qual as crian&ccedil;as dirigem, preferencialmente,  comportamentos de car&aacute;cter afiliativo. Embora n&atilde;o se possa assumir que os pais  s&atilde;o menos capazes de cuidar dos seus filhos, esta n&atilde;o parece ser a componente  mais saliente do seu comportamento (e.g., Bowlby, 1969/1982; Lamb, 1987; Parke, 2006). </P>     <p>As diferen&ccedil;as individuais na organiza&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de  base segura est&atilde;o, de acordo com a teoria da vincula&ccedil;&atilde;o, fortemente  relacionadas com os comportamentos maternos, nomeadamente, com a sua sensibilidade,  aceita&ccedil;&atilde;o, coopera&ccedil;&atilde;o e acessibilidade nas interac&ccedil;&otilde;es  di&aacute;rias com as crian&ccedil;as (Ainsworth, Blehar, Waters, &amp; Wall, 1978).  Apesar das crian&ccedil;as se encontrarem vinculadas aos pais (e.g., Bowlby, 1969/1982; Main  &amp; Weston, 1981; Monteiro, Ver&iacute;ssimo, Vaughn, Santos, &amp; Fernandes, no prelo),  a meta-an&aacute;lise de van IJzendoorn e De Wolff (1997) revela que a sensibilidade paterna  tem um efeito m&eacute;dio de 0.13, cerca de 50% inferior ao efeito encontrado nas amostras  maternas (0.24). Pelo que, alguns autores (e.g., Cox, Owen, Henderson, &amp; Margand, 1992;  Goossens &amp; van IJzendoorn, 1990) sugerem que as origens da seguran&ccedil;a da  vincula&ccedil;&atilde;o pai/crian&ccedil;a podem residir em diferentes tipos de  interac&ccedil;&atilde;o e contextos. Segundo Grossmann, Grossmann, Fremmer-Bombik,  Kindler, Scheuerer-Englisch e Zimmermann (2002), a sensibilidade no contexto de brincadeira,  por parte do pai, ser&aacute; central na rela&ccedil;&atilde;o de vincula&ccedil;&atilde;o  crian&ccedil;a/pai, do mesmo modo que a sensibilidade na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados  &eacute; central na rela&ccedil;&atilde;o crian&ccedil;a/m&atilde;e, uma vez que parece ser  nestes dom&iacute;nios que estas figuras s&atilde;o mais salientes e onde interagem  preferencialmente. </P>     <p>Um aumento da participa&ccedil;&atilde;o do pai, nas actividades di&aacute;rias  relacionadas com as crian&ccedil;as, parece fortalecer a rela&ccedil;&atilde;o de base  segura com o progenitor, indicando que a experi&ecirc;ncia nos cuidados poder&aacute;  facilitar o modo como os pais interpretam e respondem aos sinais das crian&ccedil;as.  Embora o pai possa ter capacidade para ser sens&iacute;vel aos sinais comunicativos do  filho(a), se a crian&ccedil;a e o pai t&ecirc;m pouca experi&ecirc;ncia de interac&ccedil;&atilde;o,  esta capacidade poder&aacute; fazer pouca diferen&ccedil;a (Cox <I>et al.</I>, 1992).  No entanto, quando a m&atilde;e assume o principal papel nos cuidados &agrave; crian&ccedil;a  &eacute;, com maior probabilidade, preferida como figura de vincula&ccedil;&atilde;o,  independentemente das crian&ccedil;as estarem vinculadas a ambos os pais (Lamb &amp;  Lewis, 2004). </P>     <p>Lamb <I>et al. </I>(1983) sugerem que a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o crian&ccedil;a/pai  poder&aacute; n&atilde;o estar associada com a quantidade global do envolvimento, mas com  um tipo particular de envolvimento, nomeadamente, a brincadeira. Sugerindo, ainda, que  estas interac&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o tornar os pais mais salientes, do ponto  de vista afectivo e, assim, facilitar o desenvolvimento destas rela&ccedil;&otilde;es  di&aacute;dicas, mesmo quando os pais n&atilde;o passam muito tempo com os filhos ou  participam pouco nas tarefas de cuidados. Easterbrooks e Goldberg (1984) verificaram que  a participa&ccedil;&atilde;o paterna nas actividades de cuidados n&atilde;o se encontra  relacionada com a qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o estabelecida com o progenitor,  contrariamente, ao tempo passado sozinho com a crian&ccedil;a e em brincadeira.  Por&eacute;m, Caldera (2004) verificou que pais com maior n&iacute;vel de participa&ccedil;&atilde;o  nos cuidados (e.g., mudar fraldas, dar banho) tinham crian&ccedil;as com valores mais  elevados na seguran&ccedil;a (<I>AQS</I>), o mesmo n&atilde;o se observando para a  participa&ccedil;&atilde;o nas actividades de brincadeira/leitura. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">OBJECTIVOS </P>      <p>Este estudo tem como objectivo analisar o envolvimento parental, centrando a sua  an&aacute;lise no tipo de actividades realizadas por pais e m&atilde;es  (organiza&ccedil;&atilde;o/ cuidados e brincadeira/lazer), numa perspectiva relativa.  Dado que esta informa&ccedil;&atilde;o foi obtida de modo independente, &eacute;  poss&iacute;vel analisar o n&iacute;vel de concord&acirc;ncia entre as respostas parentais,  o que ser&aacute; indicador de uma percep&ccedil;&atilde;o partilhada ou divergente das  suas responsabilidades e participa&ccedil;&atilde;o nas diferentes actividades relacionadas  com a crian&ccedil;a. </P>     <p>Estudos com fam&iacute;lias portuguesas (Monteiro <I>et al.</I>, 2006; Torres, 2004)  indicam que, mesmo quando as mulheres trabalham s&atilde;o elas quem continua a assegurar  o essencial dos cuidados f&iacute;sicos (Pr&aacute;ticas) &agrave;s crian&ccedil;as, sendo  a divis&atilde;o destas tarefas, ainda, baseada no g&eacute;nero. Um padr&atilde;o distinto  surge nas actividades de brincadeira/lazer (L&uacute;dicas), onde a participa&ccedil;&atilde;o  dos pais &eacute; mais expressiva ou mesmo partilhada. Assim, analisa-se, numa amostra  de fam&iacute;lias bi-parentais, em que as m&atilde;es trabalham e as crian&ccedil;as  frequentam cuidados n&atilde;o-maternos v&aacute;rias horas por dia, se existe uma  partilha parental (co-parentalidade), ou uma divis&atilde;o tradicional, baseada no  g&eacute;nero, nas Actividades Pr&aacute;ticas e nas L&uacute;dicas. </P>     <p>Diversos factores est&atilde;o relacionados com o envolvimento paterno. Neste estudo,  s&atilde;o analisadas vari&aacute;veis socio-demogr&aacute;ficas como: a idade e  habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias de ambos os pais, o g&eacute;nero da  crian&ccedil;a, a sua posi&ccedil;&atilde;o na fratria, a idade de entrada para Creche/  Jardim-de-Inf&acirc;ncia e o n&uacute;mero de horas que passam na escola. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Lamb e Lewis (2004), nos &uacute;ltimos trinta anos os investigadores  t&ecirc;m demonstrado que, n&atilde;o s&oacute; os pais t&ecirc;m um impacto directo  nas crian&ccedil;as ao interagirem com elas como, tamb&eacute;m, indirecto, pelo  impacto que t&ecirc;m, por exemplo, nas m&atilde;es. Centrando-nos nas rela&ccedil;&otilde;es  de base segura, no contexto familiar, este estudo surge na continuidade dos trabalhos de Monteiro  <I>et al. </I>(no prelo) e Monteiro, Ver&iacute;ssimo, Vaughn e Bost (2008). Na an&aacute;lise  das d&iacute;ades crian&ccedil;a/m&atilde;e e crian&ccedil;a/pai, Monteiro <I>et al. </I> (no prelo) verificaram que as crian&ccedil;as organizam os seus comportamentos de base segura  em torno de ambas as figuras parentais, e em magnitudes semelhantes. Apesar de  n&atilde;o existirem diferen&ccedil;as significativas entre os valores de seguran&ccedil;a  &agrave; m&atilde;e e ao pai, os autores encontraram algumas caracter&iacute;sticas  espec&iacute;ficas nos estilos de interac&ccedil;&atilde;o das d&iacute;ades, em particular,  ao n&iacute;vel da Proximidade e Contacto F&iacute;sico que parecem ser comportamentos  mais salientes na rela&ccedil;&atilde;o com a m&atilde;e, embora estejam, tamb&eacute;m,  presentes na rela&ccedil;&atilde;o com o pai. Encontrou-se, ainda, uma associa&ccedil;&atilde;o  significativa, mas modesta, entre os valores de seguran&ccedil;a da crian&ccedil;a nestas  duas rela&ccedil;&otilde;es (Monteiro <I>et al.</I>, no prelo), considerando-se que a  seguran&ccedil;a n&atilde;o est&aacute;, substancialmente, generalizada &agrave;s diferentes  rela&ccedil;&otilde;es dentro do sistema familiar (van IJzendoorn &amp; De Wolff, 1997).  Verifica-se, ainda, que a rela&ccedil;&atilde;o entre o papel do pai e o valor de  seguran&ccedil;a da crian&ccedil;a, n&atilde;o &eacute; mediada ou suprimida pelo papel  materno, e an&aacute;lises ao n&iacute;vel do casal indicam a exist&ecirc;ncia de uma  concord&acirc;ncia entre os pap&eacute;is de base segura materno e paterno, o que  explica (pelo menos em parte) a concord&acirc;ncia encontrada entre os valores <I>AQS </I> da crian&ccedil;a, para ambos os pais (Monteiro <I>et al.</I>, 2008). Os  resultados v&atilde;o, assim, no sentido de uma organiza&ccedil;&atilde;o das  rela&ccedil;&otilde;es como &uacute;nicas e espec&iacute;ficas no contexto familiar. </P>     <p>A an&aacute;lise de alguns aspectos da ecologia familiar poder&aacute; contribuir  para uma melhor compreens&atilde;o da natureza da organiza&ccedil;&atilde;o das  rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, neste micro-sistema.  Deste modo, analisa-se se um maior envolvimento, isto &eacute;, uma maior participa&ccedil;&atilde;o  paterna nas Tarefas Pr&aacute;ticas e nas Actividades L&uacute;dicas, est&aacute; associado  &agrave; qualidade da organiza&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de base segura da  crian&ccedil;a com o progenitor, ao n&iacute;vel do valor de seguran&ccedil;a e das  escalas do <I>AQS </I>(benef&iacute;cios directos do envolvimento). Segundo Bowlby (2002),  o pai exerce, tamb&eacute;m, um papel de apoio emocional e instrumental &agrave; m&atilde;e,  ajudando-a a manter um clima harmonioso e prop&iacute;cio ao desenvolvimento da crian&ccedil;a.  Tendo em considera&ccedil;&atilde;o que, nesta amostra, as rela&ccedil;&otilde;es  crian&ccedil;a/m&atilde;e e crian&ccedil;a/pai s&atilde;o espec&iacute;ficas e &uacute;nicas,  explora-se se uma maior participa&ccedil;&atilde;o paterna, nos cuidados e nas brincadeiras,  estar&aacute; relacionada com a organiza&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de base segura  da crian&ccedil;a com a m&atilde;e, estando, assim, o pai a funcionar como suporte &agrave;  figura materna (benef&iacute;cios indirectos). </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">M&Eacute;TODO </P>      <p><I>Participantes </I></P>      <p>Os participantes s&atilde;o 44 d&iacute;ades m&atilde;e/crian&ccedil;a e  pai/crian&ccedil;a. &Agrave; data das observa&ccedil;&otilde;es <I>AQS</I>,  as crian&ccedil;as tinham idades compreendidas entre os 29 e os 38 meses (<I>M</I>=31.75,  <I>DP</I>=2.56), sendo 23 do sexo feminino e 21 do sexo masculino. Destas, 24  s&atilde;o filhos primog&eacute;nitos e 31 t&ecirc;m irm&atilde;os. As idades  de entrada na Creche/Jardim-de-Inf&acirc;ncia variam entre os 4 e os 30 meses  (<I>M</I>=8.63, <I>DP</I>=6.22), passando entre 3 a 10 horas/dia (<I>M</I>=7.47,  <I>DP</I>=1.50) neste contexto. As m&atilde;es tinham idades entre os 26 e 48 anos  (<I>M</I>=34.95, <I>DP</I>=4.33) e os pais entre os 28 e os 63 anos (<I>M</I>=37.32,  <I>DP</I>=6.08). As habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias maternas variam  entre os 7 e os 23 anos de escolaridade (<I>M</I>=15.48, <I>DP</I>=3.45) e as  paternas entre os 7 e os 23 anos (<I>M</I>=14.61, <I>DP</I>=3.29). Todas as  m&atilde;es e pais trabalham a tempo inteiro. As fam&iacute;lias pertencem a um  n&iacute;vel socio-econ&oacute;mico m&eacute;dio/m&eacute;dio alto, tendo sido  recrutadas para o projecto atrav&eacute;s das Creches/Jardins-de-inf&acirc;ncia  de ensino particular que as crian&ccedil;as frequentam. Estas fam&iacute;lias  participam num projecto longitudinal que analisa o desenvolvimento s&oacute;cio-emocional  de crian&ccedil;as entre os dois anos e meio e os cinco anos. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">INSTRUMENTOS </P>      <p><I>Envolvimento parental </I></P>      <p>O envolvimento parental &eacute; avaliado como a participa&ccedil;&atilde;o  na organiza&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o de diferentes actividades,  relacionadas com as crian&ccedil;as, que ocorrem no contexto das viv&ecirc;ncias  familiares. O question&aacute;rio, elaborado por Monteiro e Ver&iacute;ssimo (Monteiro  <I>et al.</I>, 2006), &eacute; constitu&iacute;do por 17 itens, organizados em duas  dimens&otilde;es: Actividades Pr&aacute;ticas, composta por 11 itens (1, 2, 3, 4, 5,  6, 7, 14, 15, 16, 17), relacionados com a organiza&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o  de cuidados &agrave; crian&ccedil;a (e.g., &ldquo;Quem fica em casa quando o seu filho  est&aacute; doente&rdquo; ou &ldquo;Quem d&aacute; banho ao seu filho&rdquo;).  A dimens&atilde;o das Actividades L&uacute;dicas &eacute; composta por 6 itens (8, 9,  10, 11, 12, 13), relacionados com a brincadeira e o lazer (e.g., &ldquo;Quem l&ecirc;  hist&oacute;rias ao seu filho&rdquo; ou &ldquo;Quem leva o seu filho ao parque infantil&rdquo;).  O Alfa de <I>Cronbach </I>para as Actividades Pr&aacute;ticas, na perspectiva das  m&atilde;es &eacute; de .68 e, na dos pais de .70; para as Actividades L&uacute;dicas,  os Alfas s&atilde;o .84 e .70 para m&atilde;es e pais, respectivamente. Valores que  indicam n&iacute;veis aceit&aacute;veis de fiabilidade e que se encontram dentro dos  valores apresentados por Monteiro <I>et al. </I>(2006). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O envolvimento &eacute; avaliado numa perspectiva relativa, ou seja, como &eacute;  que as actividades s&atilde;o divididas ou partilhadas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; o utra figura parental. &Eacute; pedido aos pais que respondam a cada item numa escala  de 5 pontos: Sempre a m&atilde;e (1); Quase sempre a m&atilde;e (2); Tanto a m&atilde;e  como o pai (3); Quase sempre o pai (4); Sempre o pai (5), apenas para a crian&ccedil;a  alvo e n&atilde;o para todas as crian&ccedil;as do agregado familiar. N&atilde;o existe,  assim, uma medida separada de envolvimento <I>per se</I>, para o pai e para a m&atilde;e,  sendo o envolvimento da m&atilde;e (pai) a por&ccedil;&atilde;o de envolvimento que  n&atilde;o &eacute; atribu&iacute;da ao pai (m&atilde;e). Por exemplo, se o pai realiza  usualmente uma actividade, a m&atilde;e quase nunca realiza essa mesma actividade, ou  se a m&atilde;e realiza sempre essa tarefa, o pai nunca o faz (Bailey, 1994). Os  valores mais elevados representam uma maior participa&ccedil;&atilde;o do pai. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><I>ATTACHMENT BEHAVIOR Q-SET (AQS)</I>: VERS&Atilde;O 3.0 DE WATERS    (1995) </P>      <p>O <I>AQS </I>avalia a organiza&ccedil;&atilde;o do comportamento de base segura  da crian&ccedil;a, definido como a organiza&ccedil;&atilde;o harmoniosa e o  equil&iacute;brio adequado entre a procura de proximidade e a explora&ccedil;&atilde;o  do meio (Posada, Goa, Wu, Posada, Tascon <I>et al.</I>, 1995), face &agrave; m&atilde;e  ou a outras figuras, em contexto ecologicamente v&aacute;lido. Este &eacute; um instrumento  de classifica&ccedil;&atilde;o e observa&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica, baseada  na metodologia do <I>Q-Sort</I>, sendo preenchido atrav&eacute;s da atribui&ccedil;&atilde;o  de itens a categorias, utilizando uma distribui&ccedil;&atilde;o fixa. A validade do <I>AQS</I>,  realizado por observadores, foi claramente confirmada na meta-an&aacute;lise de van  IJzendoorn, Vereijken, Bakermans-Kranenburg e Riksen-Walraven (2004), assim como, em  amostras portuguesas com crian&ccedil;as, em idade pr&eacute;-escolar (e.g. Ver&iacute;ssimo  <I>et al.</I>, 2005; Ver&iacute;ssimo <I>et al.</I>, 2006). </P>     <p>As quatro escalas criadas por Posada e Waters (Posada, Waters, Crowell, &amp; Lay, 1995),  derivadas do <I>AQS </I>s&atilde;o: Interac&ccedil;&atilde;o Suave com a M&atilde;e/Pai;  Proximidade com a M&atilde;e/Pai; Contacto F&iacute;sico com a M&atilde;e/Pai e Interac&ccedil;&atilde;o  com Outros Adultos (ver Monteiro <I>et al.</I>, no prelo, para uma descri&ccedil;&atilde;o  das escalas). Os Alfas de <I>Cronbach </I>obtidos nas escalas para a m&atilde;e s&atilde;o  de 0.87, 0.90, 0.83, 0.78, respectivamente, e para o pai de 0.86, 0.92, 0.84, 0.78. Valores  que traduzem n&iacute;veis aceit&aacute;veis de fiabilidade das escalas, para ambos os pais,  e s&atilde;o compar&aacute;veis aos obtidos por Posada, Waters <I>et al. </I>(1995). </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">PROCEDIMENTO</p>      <p><I>Question&aacute;rio </I></P>      <p>Os question&aacute;rios foram entregues a m&atilde;es e pais em dois  momentos distintos e preenchidos independentemente por estes, tendo sido  devolvidos aos investigadores que realizaram as observa&ccedil;&otilde;es do  <I>AQS </I>e, ocasionalmente, &agrave;s educadoras das salas que as crian&ccedil;as  frequentavam. </P>      <p><I>Observa&ccedil;&otilde;es do </I>AQS </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As visitas domicili&aacute;rias, com dura&ccedil;&atilde;o de duas a tr&ecirc;s horas,  foram combinadas com a m&atilde;e e o pai, separadamente, de modo a observar as  interac&ccedil;&otilde;es da crian&ccedil;a com cada progenitor. Estas obedeceram  ao princ&iacute;pio de contra-balanceamento, com um intervalo m&eacute;dio de um  m&ecirc;s. Cerca de 82% das observa&ccedil;&otilde;es realizadas com as m&atilde;es  e 64% das realizadas com os pais ocorreram durante a semana, ap&oacute;s os pais  terem ido buscar as crian&ccedil;as &agrave; escola, tendo as restantes sido efectuadas  no fim-de-semana. </P>     <p>Foi dito aos pais que o objectivo da visita era conhecer a crian&ccedil;a e  a m&atilde;e/pai nas suas rotinas e experi&ecirc;ncias di&aacute;rias, pelo que lhes  foi pedido que mantivessem as suas actividades do dia-a-dia inalteradas. As  observa&ccedil;&otilde;es foram realizadas por duas equipas de observadores independentes  que se comportaram como se de visitas sociais da casa se tratassem, procurando n&atilde;o  interferir nas interac&ccedil;&otilde;es em curso, mas participando nas brincadeiras  da crian&ccedil;a quando solicitados e conversando informalmente com a m&atilde;e/pai.  Quando se tornava oportuno, e na sequ&ecirc;ncia da conversa com a m&atilde;e/pai,  foram colocadas quest&otilde;es acerca de itens que n&atilde;o se podem observar ou  que n&atilde;o foram observados na visita. </P>     <p>No final, os observadores realizaram a distribui&ccedil;&atilde;o dos itens  do <I>AQS </I>relativos ao sujeito, de modo totalmente independente. Os 90 itens  foram distribu&iacute;dos por uma escala de nove pontos (10 itens em cada categoria),  em que os itens mais caracter&iacute;sticos da crian&ccedil;a s&atilde;o colocados  nas categorias mais elevadas (9&ndash;7) e os itens menos caracter&iacute;sticos,  ou os que n&atilde;o s&atilde;o como a crian&ccedil;a observada s&atilde;o colocados  nas categorias inferiores (3&ndash;1). Os itens que n&atilde;o s&atilde;o, nem  caracter&iacute;sticos, nem incaracter&iacute;sticos e/ou os itens que n&atilde;o foram  observados s&atilde;o colocados no centro da distribui&ccedil;&atilde;o (6&ndash;4).  O perfil do sujeito observado &eacute;, ent&atilde;o, correlacionado com o crit&eacute;rio  de seguran&ccedil;a (Waters, 1995), obtendo-se um valor que reflecte o lugar ocupado  pela crian&ccedil;a num cont&iacute;nuo de seguran&ccedil;a (ver Monteiro <I>et al.</I>,  no prelo, descri&ccedil;&atilde;o mais pormenorizada do procedimento). A m&eacute;dia  das correla&ccedil;&otilde;es inter-observadores para as d&iacute;ades m&atilde;e/crian&ccedil;a f oi de 0.72 e de 0.73 para as d&iacute;ades pai/crian&ccedil;a. O <I>Q-Sort </I>de cada  crian&ccedil;a &eacute; o comp&oacute;sito (m&eacute;dia) das duas descri&ccedil;&otilde;es-Q  realizadas pelos observadores. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">RESULTADOS </P>      <p><I>An&aacute;lise das representa&ccedil;&otilde;es de m&atilde;es e pais  sobre o envolvimento: participa&ccedil;&atilde;o </I></P>      <p>Numa primeira an&aacute;lise descritiva obteve-se a Moda para cada item do    question&aacute;rio, separadamente para a m&atilde;e e pai, como se pode observar    na <a href="#t1">Tabela 1</a>. <a name="topt1"></a></P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a name="t1"></a><a href="#topt1">TABELA 1</a> </P>     <p align="center"><I>An&aacute;lise dos 17 itens, como base na Moda, na perspectiva    da m&atilde;e e do pai </I></P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">   <table width="91%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td width="56%">&nbsp;</td>       <td width="22%">    <div align="center"><b>M&atilde;e </b></div></td>       <td width="22%">    <div align="center"><b>Pai</b></div></td>     </tr>     <tr>        <td>1 Quem d&aacute; as refei&ccedil;&otilde;es ao seu filho</td>       <td>    <div align="center"><i>Quase sempre a m&atilde;e</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>Quase sempre a m&atilde;e</i></div></td>     </tr>     <tr>        <td>2 Quem d&aacute; banho ao seu filho</td>       <td>    <div align="center"><i>Quase sempre a m&atilde;e</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>Quase sempre a m&atilde;e</i></div></td>     </tr>     <tr>        <td>3 Quem veste o seu filho</td>       <td>    <div align="center"><i>Quase sempre a m&atilde;e</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>     </tr>     <tr>        <td>4 Quem vai deitar o seu filho</td>       <td>    <div align="center"><i>Quase sempre a m&atilde;e</i></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>     </tr>     <tr>        <td>5 Quem &eacute; respons&aacute;vel pela ida ao m&eacute;dico do seu          filho</td>       <td>    <div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>     </tr>     <tr>        <td>6 Quem fica em casa quando o seu filho est&aacute; doente</td>       <td>    <div align="center"><i>Quase sempre a m&atilde;e</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>Sempre a m&atilde;e</i></div></td>     </tr>     <tr>        <td>7 Quem costuma comprar as roupas do seu filho</td>       <td>    <div align="center"><i>Sempre a m&atilde;e</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>Sempre a m&atilde;e</i></div></td>     </tr>     <tr>        <td>8 Quem costuma comprar os brinquedos do seu filho</td>       <td>    <div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>     </tr>     <tr>        <td>9 Quem leva o seu filho &agrave;s actividades, por e.g. nata&ccedil;&atilde;o</td>       <td>    <div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>     </tr>     <tr>        <td>10 Quem leva o seu filho &agrave;s festas de anos</td>       <td>    <div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>     </tr>     <tr>        <td>11 Quem brinca com o seu filho </td>       <td>    <div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>     </tr>     <tr>        <td>12 Quem l&ecirc; hist&oacute;rias ao seu filho</td>       <td>    <div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>     </tr>     <tr>        <td>13 Quem leva o seu filho ao parque infantil</td>       <td>    <div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>     </tr>     <tr>        <td>14 Quem escolheu a escola que o seu filho frequenta</td>       <td>    <div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>     </tr>     <tr>        <td>15 Quem leva e traz o seu filho da escola</td>       <td>    <div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>Tanto a m&atilde;e como o pai</i></div></td>     </tr>     <tr>        <td>16 A quem telefona a escola se algo se passar com o seu filho</td>       <td>    <div align="center"><i>Sempre a m&atilde;e </i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>Sempre a m&atilde;e</i></div></td>     </tr>     <tr>        <td>17 Quem costuma ir &agrave;s reuni&otilde;es de escola do seu filho</td>       <td>    <div align="center"><i>Sempre a m&atilde;e</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>Quase sempre a m&atilde;e</i></div></td>     </tr>   </table> </div>      <p>&nbsp;</p>      <p>De acordo com as m&atilde;es, nove das actividades descritas s&atilde;o realizadas  <I>tanto a m&atilde;e como o pai</I>, cinco s&atilde;o <I>quase sempre a m&atilde;e</I>,  e tr&ecirc;s s&atilde;o <I>sempre a m&atilde;e</I>. Na perspectiva dos pais, dez  das actividades s&atilde;o <I>tanto a m&atilde;e como o pai </I>a realiz&aacute;-las,  quatro s&atilde;o <I>quase sempre a m&atilde;e </I>e, tr&ecirc;s s&atilde;o <I>sempre  a m&atilde;e </I>a realiz&aacute;-las. A discord&acirc;ncia entre os pais e as m&atilde;es  situa-se nos itens 3 (Quem veste o seu filho) e 4 (Quem vai deitar o seu filho)  que os pais consideram ser <I>tanto a m&atilde;e como o pai </I>a realiz&aacute;-los, enquanto  que, as m&atilde;es consideram ser <I>quase sempre a m&atilde;e</I>. No item 6  (Quem fica em casa quando o seu filho est&aacute; doente) os pais consideram ser  <I>sempre a m&atilde;e </I>e, as m&atilde;es ser <I>quase sempre a m&atilde;e</I>;  no item 17 (Quem costuma ir &agrave;s reuni&otilde;es de escola do seu filho) os  pais indicam ser <I>quase sempre a m&atilde;e </I>e, as m&atilde;es, <I>sempre a m&atilde;e</I>. </P>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Concord&acirc;ncia entre as representa&ccedil;&otilde;es parentais </I></P>      <p>A an&aacute;lise da concord&acirc;ncia entre as respostas maternas e paternas,    para as duas dimens&otilde;es do question&aacute;rio, &eacute; apresentada na    <a href="#t2">Tabela 2</a><a name="topt2"></a>. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a href="#topt2">TABELA 2</a><a name="t2"></a></P>      <p align="center"><I>Concord&acirc;ncia entre m&atilde;e e pai nas Actividades    Pr&aacute;ticas e L&uacute;dicas </I></P>  <TABLE   align="center" border=0 cellspacing=0 cellpadding=2 >   <TR    >      <TH   colspan=4 align="left" width="281"  valign="top" height="20"  >    <div align="center"><B>Actividades Pr&aacute;ticas</B> </div></TH >     <TH   colspan=3 align="center" width="206"  valign="top" height="20"  >Actividades L&uacute;dicas </TH >   </TR >   <TR    >      <TH   colspan=2 align="left" width="129"  valign="middle" height="30"  >     <div align="right"><I>1(M) </I></div></TH >     <TH   align="center" width="62"  valign="middle" height="30"  >    <div align="right"><I>2 (M) </I></div></TH >     <TH   align="center" width="90"  valign="middle" height="30"  >    <div align="right"><I>3 (M) </I></div></TH >     <TH   align="center" width="92"  valign="middle" height="30"  >    <div align="right"><I>1 (M) </I></div></TH >     <TH   align="center" width="67"  valign="middle" height="30"  >    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="right"><I>2 (M) </I></div></TH >     <TH   align="center" width="48"  valign="middle" height="30"  >    <div align="right"><I>3 (M) </I></div></TH >   </TR >   <TR    >      <TH   align="left" width="56"  valign="middle" height="30"  >    <div align="right"><I>1 (P) </I></div></TH >     <TD    align="center" width="73"  valign="middle" height="30"  >    <div align="right">4 </div></TD >     <TD    align="center" width="62"  valign="middle" height="30"  >    <div align="right">0 </div></TD >     <TD    align="center" width="90"  valign="middle" height="30"  >    <div align="right">0 </div></TD >     <TD    align="center" width="92"  valign="middle" height="30"  >    <div align="right">0 </div></TD >     <TD    align="center" width="67"  valign="middle" height="30"  >    <div align="right">0 </div></TD >     <TD    align="right" width="48"  valign="middle" height="30"  >    <div align="right">0 </div></TD >   </TR >   <TR    >      <TH   align="left" width="56"  valign="middle" height="29"  >    <div align="right"><I>2 (P) </I></div></TH >     <TD    align="center" width="73"  valign="middle" height="29"  >    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="right">0 </div></TD >     <TD    align="center" width="62"  valign="middle" height="29"  >    <div align="right">26 </div></TD >     <TD    align="center" width="90"  valign="middle" height="29"  >    <div align="right">0 </div></TD >     <TD    align="center" width="92"  valign="middle" height="29"  >    <div align="right">0 </div></TD >     <TD    align="center" width="67"  valign="middle" height="29"  >    <div align="right">11 </div></TD >     <TD    align="right" width="48"  valign="middle" height="29"  >    <div align="right">0 </div></TD >   </TR >   <TR    >      <TH   align="left" width="56"  valign="bottom" height="21"  >    <div align="right"><I>3 (P) </I></div></TH >     <TD    align="center" width="73"  valign="bottom" height="21"  >    <div align="right">0 </div></TD >     <TD    align="center" width="62"  valign="bottom" height="21"  >    <div align="right">0 </div></TD >     <TD    align="center" width="90"  valign="bottom" height="21"  >    <div align="right">14 </div></TD >     <TD    align="center" width="92"  valign="bottom" height="21"  >    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="right">0 </div></TD >     <TD    align="center" width="67"  valign="bottom" height="21"  >    <div align="right">0 </div></TD >     <TD    align="right" width="48"  valign="bottom" height="21"  >    <div align="right">33 </div></TD >   </TR > </TABLE>      <p align="center"><I>Legenda</I>: M=m&atilde;e; P=pai; 1=Sempre a m&atilde;e;    2=Quase sempre a m&atilde;e; 3=Tanto a m&atilde;e como o pai</P>       <p>&nbsp;</p>      <p>O valor do <I>Kappa </I>= 1, para as Actividades Pr&aacute;ticas e L&uacute;dicas,  significa que os pais n&atilde;o subestimam ou sobrestimam o seu envolvimento nas diferentes  actividades. Do ponto de vista estat&iacute;stico, a concord&acirc;ncia entre ambos &eacute;  perfeita, tendo-se optado por realizar um comp&oacute;sito (m&eacute;dia) dos valores de  envolvimento das m&atilde;es e pais para as Tarefas Pr&aacute;ticas e para as Actividades  L&uacute;dicas, utilizados nas an&aacute;lises seguintes. </P>      <p><I>An&aacute;lise da participa&ccedil;&atilde;o com base no tipo de actividades </I></P>      <p>A an&aacute;lise das duas dimens&otilde;es do question&aacute;rio indica que &eacute;  <I>quase sempre a m&atilde;e </I>a realizar as tarefas de organiza&ccedil;&atilde;o/cuidados  (<I>M</I>=2.18, <I>DP</I>=0.39) e que <I>tanto a m&atilde;e como o pai </I>(<I>M</I>=2.70,  <I>DP</I>=0.32) participam nas actividades de brincadeira/lazer. Uma an&aacute;lise <I>T  de Student</I>, para amostras emparelhadas, indica que as figuras parentais partilham  significativamente mais as Actividades L&uacute;dicas, do que as Pr&aacute;ticas (<I>t </I> (42)=-10.1, <I>p</I>&lt;0.01). </P>      <p><I>Factores associados com o envolvimento: vari&aacute;veis socio-demogr&aacute;ficas </I></P>      <p>As rela&ccedil;&otilde;es entre vari&aacute;veis socio-demogr&aacute;ficas    e os valores de envolvimento nas Actividades Pr&aacute;ticas e L&uacute;dicas    s&atilde;o analisadas utilizando o Coeficiente de Correla&ccedil;&atilde;o de    <I>Pearson</I>. Os resultados s&atilde;o apresentados na <a href="#t3">Tabela    3</a><a name="topt3"></a>. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como se pode observar na <a href="#t3">Tabela 3</a>, apenas foi encontrada    uma correla&ccedil;&atilde;o positiva e significativa entre as habilita&ccedil;&otilde;es    liter&aacute;rias do pai e o valor de participa&ccedil;&atilde;o nas Actividades    L&uacute;dicas, ou seja, quanto mais elevadas as habilita&ccedil;&otilde;es    liter&aacute;rias do pai, maior a sua participa&ccedil;&atilde;o nas actividades    de brincadeira/lazer. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a href="#topt3">TABELA 3</a><a name="t3"></a> </P>      <p align="center"><I>Correla&ccedil;&otilde;es entre vari&aacute;veis socio-demogr&aacute;ficas    e valores de participa&ccedil;&atilde;o </I></P>     <div align="center">    <table width="70%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td width="44%">    <div align="center"></div></td>       <td width="28%">    <div align="center"><b>Actividades Pr&aacute;ticas</b></div></td>       <td width="28%">    <div align="center"><b>Actividades L&uacute;dicas</b></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="left">Idade da crian&ccedil;a</div></td>       <td>    <div align="center">0.07</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">-0.11</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="left">Idade da m&atilde;e</div></td>       <td>    <div align="center">0.14</div></td>       <td>    <div align="center">-0.12</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="left">Idade do pai</div></td>       <td>    <div align="center">0.16</div></td>       <td>    <div align="center">-0.12</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="left">Habilita&ccedil;&otilde;es Liter&aacute;rias da m&atilde;e</div></td>       <td>    <div align="center">0.17</div></td>       <td>    <div align="center">0.18</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="left">Habilita&ccedil;&otilde;es Liter&aacute;rias do pai</div></td>       <td>    <div align="center">0.12</div></td>       <td>    <div align="center">0.40**</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="left">Idade entrada/cuidados n&atilde;o maternos</div></td>       <td>    <div align="center">-0.12</div></td>       <td>    <div align="center">0.04</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="left">N&uacute;mero de horas na escola</div></td>       <td>    <div align="center">0.32</div></td>       <td>    <div align="center">0.02</div></td>     </tr>   </table>      <p align="center"><I> Legenda</I>: ** p&lt; .01 </p>     </div>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com base em an&aacute;lises de Vari&acirc;ncia n&atilde;o foram encontradas  diferen&ccedil;as significativas entre os valores de participa&ccedil;&atilde;o dos  pais nas Actividades Pr&aacute;ticas para as raparigas (<I>M</I>=2.23, <I>DP</I>=0.35)  e rapazes (<I>M</I>=2.14, <I>DP</I>=0.45), (<I>F</I>(42,1)=0.57, <I>p</I>&gt;0.05) e  nas Actividades L&uacute;dicas para raparigas (<I>M</I>=2.76, <I>DP</I>=0.31) e rapazes  (<I>M</I>=2.67, <I>DP</I>=0.33), (<I>F</I>(42,1)=0.57, <I>p</I>&gt;0.05). O  mesmo verificou-se para a ordem de nascimento das crian&ccedil;as, ou seja, n&atilde;o  existem diferen&ccedil;as significativas entre os valores de participa&ccedil;&atilde;o  para as crian&ccedil;as primog&eacute;nitas (<I>M</I>=2.25, <I>DP</I>=0.37) e n&atilde;o  primog&eacute;nitas (<I>M</I>=2.09, <I>DP</I>=0.42) (<I>F</I>(41,1)=1.68, <I>p</I>&gt;0.05)  nas Tarefas Pr&aacute;ticas, nem entre os valores de participa&ccedil;&atilde;o nas Actividades  L&uacute;dicas para primog&eacute;nitos (<I>M</I>=2.72, <I>DP</I>=0.32) e  n&atilde;o primog&eacute;nitos (<I>M</I>=2.07, <I>DP</I>=0.33), (<I>F</I>(41,1)= 0.02,  <I>p</I>&gt;0.05). </P>      <p>&nbsp;</p>      <p><I>Participa&ccedil;&atilde;o paterna e organiza&ccedil;&atilde;o dos  comportamentos de base segura na d&iacute;ade crian&ccedil;a/pai </I></P>      <p>Utilizando o Coeficiente de Correla&ccedil;&atilde;o de <I>Pearson</I>,  verificou-se que a participa&ccedil;&atilde;o dos pais nas Tarefas Pr&aacute;ticas  est&aacute; positiva e significativamente correlacionada com o modo como a crian&ccedil;a  organiza os seus comportamentos de base segura na rela&ccedil;&atilde;o com o progenitor  (<I>r</I>=0.44, <I>p</I>&lt;0.01), enquanto que, nas Actividades L&uacute;dicas este  valor &eacute; marginalmente significativo (<I>r</I>=0.26, <I>p</I>&lt;0.08). Assim,  quanto maior a participa&ccedil;&atilde;o dos pais nas tarefas de  organiza&ccedil;&atilde;o/ cuidados &agrave; crian&ccedil;a mais elevado o valor  de seguran&ccedil;a da crian&ccedil;a na rela&ccedil;&atilde;o com o pai. </P>     <p>Correlacionaram-se, ainda, os valores de participa&ccedil;&atilde;o nos dois    tipos de actividades com os valores das quatro escalas <I>AQS</I>/pai. Os resultados    s&atilde;o apresentados na <a href="#t4">Tabela 4</a><a name="topt4"></a>. </P>      <p>&nbsp;</p>      <P align="center"><a href="#topt4">TABELA 4</a><a name="t4"></a> </P>      <P align="center"><I>Correla&ccedil;&otilde;es entre as Actividades Pr&aacute;ticas    e L&uacute;dicas e as escalas do AQS/Pai </I></P>     <div align="center">   <table width="88%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td width="25%">&nbsp;</td>       <td width="18%">    <div align="center"><b>Interac&ccedil;&atilde;o Suave </b></div></td>       <td width="14%">    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"><b>Proximidade</b></div></td>       <td width="16%">    <div align="center"><b>Contacto F&iacute;sico</b></div></td>       <td width="27%">    <div align="center"><b>Interac&ccedil;&atilde;o Outros Adultos</b></div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">Actividades Pr&aacute;ticas </div></td>       <td>    <div align="center">0.26</div></td>       <td>    <div align="center">0.37**</div></td>       <td>    <div align="center">0.45**</div></td>       <td>    <div align="center">0.07</div></td>     </tr>     <tr>        <td>    <div align="center">Actividades L&uacute;dicas</div></td>       <td>    <div align="center">0.06</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0.36*</div></td>       <td>    <div align="center">0.35*</div></td>       <td>    <div align="center">-0.09</div></td>     </tr>   </table> </div>     <p align="center"><I>Legenda</I>: * p&lt; 0.05; ** p&lt; 0.01 </P>      <p>&nbsp;</p>     <p>As escalas de Proximidade e Contacto F&iacute;sico encontram-se positiva e  significativamente correlacionadas com a participa&ccedil;&atilde;o dos pais nas  Actividades Pr&aacute;ticas e L&uacute;dicas. Na Interac&ccedil;&atilde;o Suave e,  apenas para as Actividades Pr&aacute;ticas, o valor &eacute; marginalmente significativo  <I>p</I>&lt;0.08. </P>      <p><I>Participa&ccedil;&atilde;o paterna e organiza&ccedil;&atilde;o dos comportamentos  de base segura na d&iacute;ade crian&ccedil;a/m&atilde;e </I></P>      <p>O valor da participa&ccedil;&atilde;o paterna, nas Tarefas Pr&aacute;ticas,  n&atilde;o se encontra significativamente correlacionado com o valor de seguran&ccedil;a  da crian&ccedil;a, na rela&ccedil;&atilde;o com a m&atilde;e (<I>r</I>=0.12, <I>p</I>&gt;0.45).  Enquanto que, nas Actividades L&uacute;dicas h&aacute; uma correla&ccedil;&atilde;o  positiva e significativa com o valor de seguran&ccedil;a (<I>r</I>=0.32, <I>p</I>&lt;0.05). </P>     <p>Correlacionaram-se, ainda, os valores de participa&ccedil;&atilde;o nos dois  tipos de actividades com os valores das escalas <I>AQS</I>/m&atilde;es. Nenhuma das escalas:  Interac&ccedil;&atilde;o Suave, Proximidade, Contacto F&iacute;sico e Interac&ccedil;&atilde;o  com Outros Adultos, se encontra significativamente correlacionada com os valores de  participa&ccedil;&atilde;o nas Tarefas Pr&aacute;ticas (0.03; 0.13; 0.07; 0.07,  respectivamente) e nas Actividades L&uacute;dicas (0.22; 0.19; 0.12; -0.06,  respectivamente). </P>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">DISCUSS&Atilde;O </P>      <p>Analisou-se o envolvimento com base na participa&ccedil;&atilde;o nas tarefas  de organiza&ccedil;&atilde;o/cuidados (Pr&aacute;ticas), e nas actividades de brincadeira/lazer  (L&uacute;dicas), uma vez que estudos anteriores indicam que o envolvimento do pai varia  consoante o contexto e as actividades (e.g., Bailey, 1994; Monteiro <I>et al.</I>, 2006; Parke, 1996).  Embora um elevado n&uacute;mero de trabalhos utilize a m&atilde;e como fonte de  informa&ccedil;&atilde;o acerca do pai, a vis&atilde;o que este tem da sua pr&oacute;pria  responsabilidade e participa&ccedil;&atilde;o &eacute; t&atilde;o importante como  a da figura materna (Beitel &amp; Parke, 1998). Assim, pediu-se que, m&atilde;es e  pais descrevessem, de modo independente, o seu n&iacute;vel de participa&ccedil;&atilde;o  relativamente &agrave; outra figura parental. A concord&acirc;ncia obtida nas respostas  &eacute; de <I>Kappa </I>= 1, tanto nas Actividades Pr&aacute;ticas, como nas L&uacute;dicas,  o que do ponto de vista metodol&oacute;gico confirma a validade da informa&ccedil;&atilde;o  obtida via auto-relato (Pleck &amp; Masciadrelli, 2004). &Eacute;, ainda, indicador que ambos  os pais t&ecirc;m uma percep&ccedil;&atilde;o partilhada da sua responsabilidade e  participa&ccedil;&atilde;o nas actividades analisadas, o que &eacute; particularmente  importante, se considerarmos que vivem e cuidam juntos da crian&ccedil;a. </P>     <p>Mas, at&eacute; que ponto este novo ideal de partilha parental corresponde a um maior  envolvimento real do pai, em particular, nas fam&iacute;lias bi-parentais, onde a m&atilde;e,  tamb&eacute;m, trabalha? Os resultados obtidos replicam os de outras amostras (e.g.,  Bailey, 1994; Peitz <I>et al.</I>, 2001), nomeadamente, portuguesas, com crian&ccedil;as  em idade de Creche/Jardim-de-Inf&acirc;ncia (Monteiro <I>et al.</I>, 2006). Embora a  mulher acumule responsabilidades na esfera familiar e profissional, continua a ser a  principal respons&aacute;vel (<I>M</I>=2.18, <I>quase sempre a m&atilde;e</I>) pela r ealiza&ccedil;&atilde;o das Tarefas Pr&aacute;ticas, assumindo o pai um papel de suporte,  ajudando quando necess&aacute;rio, pelo que neste dom&iacute;nio assiste-se, ainda, a  uma divis&atilde;o tradicional de pap&eacute;is. Contrariamente, nas Actividades  L&uacute;dicas existe uma participa&ccedil;&atilde;o igualit&aacute;ria (<I>M</I>=2.70,  <I>tanto a m&atilde;e como o pai</I>), pelo que, a brincadeira/lazer surge como a  dimens&atilde;o mais saliente nas interac&ccedil;&otilde;es pai/crian&ccedil;a, embora  n&atilde;o a &uacute;nica. Assim, apesar de, na sociedade portuguesa, as representa&ccedil;&otilde;es  do papel paterno, face a gera&ccedil;&otilde;es anteriores, parecerem estar a mudar  (Balancho, 2004), os dados obtidos v&atilde;o no sentido de existir, ainda, num  padr&atilde;o espec&iacute;fico, baseado no g&eacute;nero. Embora alguns pais desempenhem,  no presente, um papel mais activo na vida dos filhos, poucas mudan&ccedil;as se verificaram,  nomeadamente, na &aacute;rea de cuidados. Este tem sido um processo de mudan&ccedil;a lento,  por&eacute;m cont&iacute;nuo, em particular nas fam&iacute;lias em que ambos os pais  trabalham (Lamb &amp; Tamis-Lemonda, 2004; Parke, 1996; Pleck &amp; Masciadrelli, 2004). </P>     <p>Contudo, mesmo com um n&uacute;mero reduzido de participantes (n=44) &eacute;  poss&iacute;vel encontrar alguma diversidade no modo como a divis&atilde;o e partilha  das actividades &eacute; realizada nos diferentes contextos familiares. Existem pais  que assumem uma co-parentalidade, partilhando as diversas actividades com as m&atilde;es,  enquanto que, outros t&ecirc;m uma participa&ccedil;&atilde;o limitada na vida das  crian&ccedil;as (nas actividades analisadas), enquadrando-se no estere&oacute;tipo do  &ldquo;pai n&atilde;o envolvido&rdquo;. No entanto, cerca de metade dos pais assume  um papel tempor&aacute;rio ou de ajuda &agrave;s m&atilde;es nas tarefas de  organiza&ccedil;&atilde;o/cuidados, partilhando as de brincadeira/lazer indo, assim,  ao encontro da imagem de pai, essencialmente, como companheiro de brincadeira (e.g.,  Lamb, 1987; Parke, 1996; Russel, 1983). Este tipo de actividades tem hor&aacute;rios mais  flex&iacute;veis, e podem ser adequadas &agrave; disponibilidade dos pais e intervaladas  com outras, contrariamente &agrave;s actividades definidas como pr&aacute;ticas que s&atilde;o  rotineiras e orientadas pelas necessidades imediatas das crian&ccedil;as. Deste modo,  as m&atilde;es ter&atilde;o de gerir o seu tempo e disponibilidade entre as diversas actividades,  realizando com maior frequ&ecirc;ncia tarefas em simult&acirc;neo, de modo a preservar o  tempo passado em actividades mais valorizadas, como por exemplo, conversar, brincar ou ler,  enquanto que, os pais passam mais tempo a realizar estas actividades em exclusivo (Craig,  2003, 2006). </P>     <p>Os resultados obtidos s&atilde;o, ainda, indicadores de que, em fam&iacute;lias onde  ambos os pais trabalham a tempo inteiro e as crian&ccedil;as frequentam Creche/  Jardim-de-Inf&acirc;ncia v&aacute;rias horas por dia, o emprego, <I>per se</I>,  poder&aacute; n&atilde;o ser uma explica&ccedil;&atilde;o suficiente para o grau e tipo  de participa&ccedil;&atilde;o paterno (e.g., Manlove &amp; Vernon-Feagans, 2002). Diversos  autores (e.g., Cabrera <I>et al.</I>, 2000; Lamb &amp; Tamis-Lemonda, 2004; Levy-Shiff &amp;  Israelashvili, 1988; Parke, 1996) salientam, entre outros aspectos, a import&acirc;ncia  das atitudes e representa&ccedil;&otilde;es que m&atilde;es e pais t&ecirc;m acerca d os seus pap&eacute;is e compet&ecirc;ncias, em particular, nos cuidados &agrave; crian&ccedil;a,  que do ponto de vista cultural, t&ecirc;m um papel menos bem definido, para o pai,  comparativamente com as brincadeiras (Peitz <I>et al.</I>, 2001). Na realidade, os  pais poder&atilde;o preferir ajudar as m&atilde;es quando estas necessitam, por considerarem  que elas desempenham melhor as tarefas de cuidados, optando por ser mais activos noutros  dom&iacute;nios. Ou, as pr&oacute;prias m&atilde;es poder&atilde;o incentivar pouco a  sua participa&ccedil;&atilde;o, uma vez que percepcionam estas tarefas como sendo  da sua responsabilidade, podendo, inclusivamente, considerar que os maridos t&ecirc;m  menos compet&ecirc;ncias para as realizar (e.g., Beitel &amp; Parke, 1998; Russell, 1983).  Assim, apesar de trabalharem, as m&atilde;es podem estar pouco dispon&iacute;veis para  abdicar da sua posi&ccedil;&atilde;o no contexto familiar, agindo com <I>gatekeepers</I>,  na gest&atilde;o que fazem das actividades e tempos em que esperam que o pai participe.  Ainda, do ponto de vista social e institucional, o local de trabalho parece manter-se  organizado para uma estrutura familiar mais tradicional, parecendo haver maior intoler&acirc;ncia  quando as responsabilidades familiares interferem no desempenho profissional dos homens,  do que no das mulheres (Lamb <I>et al.</I>, 1988). </P>     <p>Diversas vari&aacute;veis socio-demogr&aacute;ficas t&ecirc;m sido empiricamente  relacionadas com o envolvimento do pai, contudo, os resultados obtidos indicam que  apenas as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias paternas se encontram positiva  e significativamente correlacionadas com a sua participa&ccedil;&atilde;o nas  actividades de brincadeira/ lazer. Estas s&atilde;o vistas, cultural e socialmente,  como mais caracter&iacute;sticas dos comportamentos paternos, sendo este o contexto  em que os pais, eventualmente, se sentem mais &agrave; vontade para estarem pr&oacute;ximos  e dar suporte afectivo, bem como, estimularem as aprendizagens cognitivas e sociais dos  seus filhos. N&atilde;o foram, ainda, encontradas diferen&ccedil;as na participa&ccedil;&atilde;o,  em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de actividades para as raparigas e rapazes, nem para  a ordem de nascimento, o que confirma os resultados de estudos anteriores (e.g.,  Bailey, 1994; Monteiro <I>et al.</I>, 2006; Russell, 1983). De acordo com Pleck e  Masciadrelli (2004), actualmente, o g&eacute;nero exerce menor influ&ecirc;ncia  sobre o envolvimento paterno, do que em d&eacute;cadas passadas. </P>      <p>Um maior envolvimento do pai est&aacute; associado a benef&iacute;cios  directos e indirectos para a crian&ccedil;a (ver Lamb, 2004; Parke, 1996),  neste trabalho, centramo-nos nas rela&ccedil;&otilde;es de base segura estabelecidas  com o pai e a m&atilde;e. Os resultados indicam que, quanto maior o valor de  participa&ccedil;&atilde;o paterna nas Tarefas Pr&aacute;ticas, mais elevado o  valor de seguran&ccedil;a da crian&ccedil;a na rela&ccedil;&atilde;o com o pai.  Nas L&uacute;dicas, o valor &eacute; marginalmente significativo (<I>p</I>&lt;.08),  ou seja, existe uma tend&ecirc;ncia para que quanto maior a participa&ccedil;&atilde;o  dos pais nestas tarefas, mais elevado o valor de seguran&ccedil;a da crian&ccedil;a.  No &uacute;nico estudo encontrado que utiliza o <I>AQS</I>, mas sob a forma de  auto-relato, Caldera (2004) verificou que os pais que participavam com maior regularidade,  nas tarefas de cuidados, tinham crian&ccedil;as com valores de seguran&ccedil;a superiores,  &agrave;s crian&ccedil;as de pais menos envolvidos. Nenhuma correla&ccedil;&atilde;o  foi obtida para a participa&ccedil;&atilde;o na brincadeira/leitura. </P>      <p>Considerando dom&iacute;nios mais espec&iacute;ficos dos comportamentos (escalas  do <I>AQS</I>), verifica-se que as escalas de Contacto F&iacute;sico e Proximidade  encontram-se positiva e significativamente associadas com a participa&ccedil;&atilde;o  do pai, nas tarefas de organiza&ccedil;&atilde;o/ cuidados e nas actividades de brincadeira/lazer.  Apenas para as primeiras, e na escala de Interac&ccedil;&atilde;o Suave, se encontra uma  correla&ccedil;&atilde;o marginalmente significativa. Assim, os resultados sugerem  que uma maior participa&ccedil;&atilde;o nos cuidados &agrave; crian&ccedil;a parece  facilitar uma comunica&ccedil;&atilde;o harmoniosa entre os elementos da d&iacute;ade,  as crian&ccedil;as aceitam sugest&otilde;es, participam num dar e receber marcado  por um tom emocional positivo. Associados com a participa&ccedil;&atilde;o, nos dois  tipos de actividades analisadas, encontram-se comportamentos relacionados com manter  a no&ccedil;&atilde;o da localiza&ccedil;&atilde;o do pai, e com o regressar para  junto deste quando arreliada, aborrecida ou a necessitar de ajuda. Estas  rela&ccedil;&otilde;es s&atilde;o, ainda, caracterizadas pela satisfa&ccedil;&atilde;o  da crian&ccedil;a no contacto f&iacute;sico com a figura paterna e pela capacidade  deste a reconfortar, numa situa&ccedil;&atilde;o de afli&ccedil;&atilde;o ou ansiedade,  sendo marcadas por uma partilha afectiva entre a d&iacute;ade, aspectos que s&atilde;o  centrais numa rela&ccedil;&atilde;o de base segura. </P>     <p>Os resultados v&atilde;o no sentido dos pais serem t&atilde;o capazes, como as m&atilde;es,  de cuidar dos seus filhos, sendo competentes e sens&iacute;veis nas interac&ccedil;&otilde;es  com os mesmos, parecendo que &agrave; medida que as crian&ccedil;as se desenvolvem, e os  pais se tornam mais experientes, estes sentem-se mais &agrave; vontade no seu papel  (Belsky, Gilstrap, &amp; Rovine, 1984). Contrariando a cren&ccedil;a popular, de que  as m&atilde;es est&atilde;o instintivamente predispostas para cuidar melhor dos filhos,  tanto as m&atilde;es, como os pais, parecem adquirir as suas compet&ecirc;ncias &ldquo;<I>on  the job</I>&rdquo; (Lamb, 1987; Parke, 1996). </P>     <p>Os resultados indicam, tamb&eacute;m, a import&acirc;ncia do contexto de brincadeira/lazer  nas rela&ccedil;&otilde;es crian&ccedil;a/ pai (e.g., Cox <I>et al.</I>, 1992; Grossmann  <I>et al.</I>, 2002). Lamb <I>et al. </I>(1983) consideram que a brincadeira poder&aacute;  servir para aumentar a sali&ecirc;ncia dos pais, nomeadamente, atrav&eacute;s de um estilo  e tipo de brincadeira activo e diferenciado da m&atilde;e. Neste estudo n&atilde;o s&atilde;o  analisados os comportamentos das figuras parentais, contudo, uma an&aacute;lise a n&iacute;vel  dos itens do <I>AQS </I>realizada por Monteiro <I>et al. </I>(no prelo), indica que os  comportamentos das crian&ccedil;as nas interac&ccedil;&otilde;es com a m&atilde;e sugerem  um estilo mais verbal, tranquilo e mediado por brinquedos. Enquanto que, alguns comportamentos  nas interac&ccedil;&otilde;es crian&ccedil;a/pai est&atilde;o associados com o contacto  f&iacute;sico relacionado com a brincadeira, tendencialmente, f&iacute;sica e estimulante  (e.g., o trepar pelo pai enquanto brincam, o aceitar e gostar de sons barulhentos ou ser  balanceada). As crian&ccedil;as poder&atilde;o beneficiar de interac&ccedil;&otilde;es  com dois pais envolvidos, com diferentes estilos de comportamentos (Cabrera <I>et al.</I>,  2000) e em que ambos parecem ser sens&iacute;veis &agrave;s suas compet&ecirc;ncias e  mudan&ccedil;as comportamentais, resultado das diferentes fases de desenvolvimento  (Belsky <I>et al.</I>, 1984). Na realidade, quando m&atilde;es e pais utilizam cuidados  n&atilde;o maternos passam menos tempo nas tarefas de cuidados f&iacute;sicos, mas parecem manter o seu tempo em actividades como conversar, ler ou brincar com as crian&ccedil;as, o  que &eacute; indicativo do valor atribu&iacute;do, por ambos, a este tipo de actividades  (Bittman, Craig, &amp; Folbre, 2004). </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O pai poder&aacute;, ainda, desempenhar um importante papel de apoio emocional  e instrumental &agrave; m&atilde;e (e.g., Bowlby, 2002; Lamb &amp; Tamis-Lemonda,  2004; Parke, 1996). Deste modo, analisou-se se uma maior participa&ccedil;&atilde;o  nas tarefas de organiza&ccedil;&atilde;o/ cuidados e de brincadeiras/lazer, poderia  funcionar como suporte &agrave; figura materna, permitindo que esta estivesse mais  dispon&iacute;vel nas interac&ccedil;&otilde;es com a crian&ccedil;a, o que se reflectiria  na qualidade desta rela&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o foi encontrada nenhuma  associa&ccedil;&atilde;o entre a participa&ccedil;&atilde;o nas Tarefas Pr&aacute;ticas e o  valor de seguran&ccedil;a com a m&atilde;e ou com as escalas/<I>AQS</I>.  Estas poder&atilde;o ser vistas pelas m&atilde;es como, essencialmente, da sua responsabilidade,  esperando que o pai apenas ajude, quando necess&aacute;rio. Na realidade,  alguns estudos (e.g., Hochschild, 1995) indicam que um elevado n&uacute;mero  de mulheres parece estar satisfeita, n&atilde;o s&oacute; com a extens&atilde;o  do envolvimento como, tamb&eacute;m, com o tipo de actividades nas quais os pais  participam. Nas Actividades L&uacute;dicas encontrou-se uma correla&ccedil;&atilde;o  significativamente positiva, mas apenas para o valor de seguran&ccedil;a. Um maior  envolvimento do pai, nestas actividades, poder&aacute; permitir que ambas as figuras  parentais fa&ccedil;am o que para elas &eacute; recompensador e as realiza,  possibilitando ao pai satisfazer os seus desejos de maior proximidade com a  crian&ccedil;a e &agrave;s m&atilde;es manter, simultaneamente, rela&ccedil;&otilde;es  harmoniosas com os seus filhos e satisfazer os seus objectivos pessoais  (Lamb &amp; Tamis-Lemonda, 2004). </P>     <p>Ser&aacute;, contudo, um erro assumir que um maior envolvimento tenha  sempre consequ&ecirc;ncias positivas para a crian&ccedil;a (Lamb, 1987).  H&aacute; pais que se v&ecirc;em for&ccedil;ados a assumir a responsabilidade  pelos cuidados dos filhos (e.g., quando o pai perde o emprego e a m&atilde;e o  mant&eacute;m), sem que isso seja desejado por si, ou pela sua mulher, n&atilde;o  resultando da&iacute; benef&iacute;cios para a crian&ccedil;a, podendo inclusivamente,  ter consequ&ecirc;ncias negativas (Russell, 1983). Cox <I>et al. </I>(1992) encontraram  uma rela&ccedil;&atilde;o negativa entre o tempo passado com a crian&ccedil;a e  a seguran&ccedil;a da vincula&ccedil;&atilde;o ao pai (controlando vari&aacute;veis  relacionadas com as atitudes e interac&ccedil;&atilde;o), sugerindo que os pais  poder&atilde;o passar mais tempo com as crian&ccedil;as devido a press&otilde;es do  contexto familiar, podendo este ser um indicador de stress familiar. Outros estudos  (e.g., Grossman <I>et al.</I>, 1988) n&atilde;o encontraram qualquer associa&ccedil;&atilde;o  entre quantidade e qualidade do envolvimento. Contudo, nas fam&iacute;lias analisadas,  neste estudo, uma maior participa&ccedil;&atilde;o do pai est&aacute; relacionada com a  qualidade das rela&ccedil;&otilde;es de base segura da crian&ccedil;a, pelo que se  sugere que os pais, provavelmente, consideram importante e optaram por estar mais envolvidos  com os filhos, apresentando caracter&iacute;sticas comportamentais positivas nas  interac&ccedil;&otilde;es com os mesmos. </P>     <p>Segundo Easterbrooks e Goldberg (1984) &eacute; a interac&ccedil;&atilde;o entre  um maior envolvimento e as caracter&iacute;sticas positivas do pai que explicam a maior  parte da vari&acirc;ncia no desenvolvimento da crian&ccedil;a, nomeadamente, da  vincula&ccedil;&atilde;o (embora a qualidade, <I>per se</I>, tenha um peso maior).  Deste modo, em estudos futuros ser&aacute; importante n&atilde;o s&oacute; analisar  o modo como as diferentes actividades s&atilde;o divididas/partilhadas entre m&atilde;es  e pais como, tamb&eacute;m, as representa&ccedil;&otilde;es dos pais acerca dos seus  pap&eacute;is e o suporte materno, incluindo uma medida da qualidade dos comportamentos  parentais. Uma an&aacute;lise em contexto ecologicamente v&aacute;lido, por exemplo,  em casa e/ou no parque, poder&aacute; permitir observar o estilo e qualidade dos  comportamentos dos pais, na interac&ccedil;&atilde;o com os seus filhos, em diferentes contextos. </P>     <p>A defini&ccedil;&atilde;o do papel do pai e do que deste se espera, em termos  do seu envolvimento, &eacute; claramente menos definida, do ponto de vista cultural,  do que o da m&atilde;e, n&atilde;o existindo uma norma que defina o que este envolvimento  dever&aacute; ser. Assim, os novos pap&eacute;is dos pais est&atilde;o aptos a ser negociados,  em vez de prontamente adoptados (Manlove &amp; Veron-Feagans, 2002; Parke, 1996).  O mais importante, &eacute; que as fam&iacute;lias tenham oportunidade de tomar as  decis&otilde;es que melhor se acomodem aos seus valores, necessidades e objectivos (Lamb, 1996),  devendo essa diversidade ser reconhecida, quer social, quer cientificamente. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS </P>      <p>Ainsworth, M. D. S, Blehar, M., Waters, E., &amp; Wall, S. (1978).  <I>Patterns of attachment: A psychological study of the strange situation</I>.  Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates. </P>      <p>Am&acirc;ncio, L., &amp; Wall, K. (2004). <I>Fam&iacute;lias e  pap&eacute;is de g&eacute;nero: Alguns dados recentes do Family and Gender  Survey (ISSP)</I>. VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de ci&ecirc;ncias sociais,  Coimbra, Portugal. </P>      <p>Bailey, W. T. (1994). A longitudinal study of father&rsquo;s involvement  with young children: Infancy to age 5 years old. <I>Journal of Genetic Psychology,  155</I>, 331-339. </P>      <!-- ref --><p>Balancho, L. S. (2004). Ser pai: Transforma&ccedil;&otilde;es intergeracionais  na paternidade. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXII </I>(2), 377-386. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000232&pid=S0870-8231200800030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Beitel, A. H., &amp; Parke, R. D. (1998). Paternal involvement in infancy: The  role of maternal and paternal attitudes. <I>Journal of Family Psychology, 12</I>,  268-288. </P>      <p>Belsky, J., Gilstrap, B., &amp; Rovine, M. (1984). 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<body><![CDATA[<p>Craig, L. (2006). Does father care mean father share? A comparison of how  mothers and fathers in intact families spend time with children. <I>Gender &amp;  Society, 20</I>, 259-281. </P>      <p>Deutsch, F. M. (2001). Equally shared parenting. <I>American Psychological  Society, 10</I>, 25-28. </P>      <p>Easterbrooks, M. A., &amp; Goldberg, W. A. (1984). Toddler development  in the family: Impact of father involvement and parenting characteristics.  <I>Child Development, 55</I>, 740-752. </P>      <p>Gabinete de Estat&iacute;stica e Planeamento da Educa&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio    da Educa&ccedil;&atilde;o (GEPE). <I>S&eacute;ries cronol&oacute;gicas &ndash;    30 anos de estat&iacute;sticas da educa&ccedil;&atilde;o</I>. Retirado (2007)    de <a href="http://www.gepe.min-edu.pt/np3/14.html" target="_blank">http://www.gepe.min-edu.pt/np3/14.html</a>.  </P>      <p>Goossens, F. A., &amp; van IJzendoorn, M. H. (1990). Quality of infants&rsquo;  attachments to professional caregivers. Relation to infant-parent attachment and  day-care characteristics. <I>Child Development, 61</I>, 832-837. </P>      <!-- ref --><p>Gouveia, R., Baptista, M., Lopes, M., Lopes, A. I., Barreto, C., Lacerda,  N. Torgal-Garcia, F., &amp; Gomes Pedro, J. (1991). Cuidados do pai portugu&ecirc;s  nos cuidados ao seu filho no 1.&ordm; ano de vida. <I>Revista Portuguesa de Pediatria,  22</I>, 246-249. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000248&pid=S0870-8231200800030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Grossmann, K., Grossmann, K., Fremmer-Bombik, E., Kindler, H., Scheuerer-Englisch, H.,  &amp; Zimmermann, P. (2002). The uniqueness of the child-father attachment relationship:  Father&rsquo;s sensitive and challenging play as a pivotal variable in a 16-year longitudinal  study. <I>Social Development, 11</I>, 307-331. </P>      <p>Grossman, F. K., Pollack, W. S., &amp; Golding, E. (1988). Fathers and children:  Predicting the quality and quantity of fathering. <I>Developmental Psychology, 24</I>,  82-91. </P>      <p>Hewlett, B. S. (1987). Intimate fathers: Patterns of paternal holding  among Aka Pygmies. In M. E. Lamb (Ed.), <I>The father&rsquo;s role: Cross-cultural  perspectives </I>(pp. 295-330). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates. </P>      <p>Hochschild, A. R. (1995). Understanding the future of fatherhood: The &ldquo;daddy  hierarchy&rdquo; and beyond. In M. C. P. van Dongen, G. A. B. Frinking, &amp; M. J. G.  Jacobs (Eds.), <I>Changing fatherhood: An interdisciplinary perspective </I>(pp. 219-230).  Amsterdam: Thesis. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (2007). <I>Dia internacional da mulher    &ndash; 32 anos (1975-2007)</I>. Ano Europeu da igualdade de oportunidades para    todos. Retirado (2007) de <a href="http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_main" target="_blank">http://www.ine.pt</a>.  </P>      <p>Lamb, M. E. (1987). Introduction: The emergent American father. In M. E. Lamb (Ed.),  <I>The father&rsquo;s role: Cross-cultural perspectives </I>(pp. 3-26). Hillsdale, NJ:  Lawrence Erlbaum Associates. </P>      <p>Lamb, M. E. (1996). <I>What are fathers for? </I>Paper presented at  the IPPR Conference &ldquo;Men and their children&rdquo;, London, UK. </P>      <p>Lamb, M. E., Frodi, M., Hwang, C., &amp; Frodi, A. (1983). Effects of  paternal involvement for mothers and fathers. <I>Child Development, 54</I>, 450-458. </P>      <p>Lamb, M. E., &amp; Lewis, C. (2004). The development and significance of  father-child relationships in two-parent families (pp. 272-306). In M. E. Lamb  (Ed.), <I>The role of the father in child development</I>. Hoboken, NJ: John  Wiley and Sons. </P>      <p>Lamb, M. E., &amp; Tamis-Lemonda, C. S. (2004). The role of the father:  An introduction (pp. 1-31). In M. E. Lamb (Ed.), <I>The role of the father  in child development</I>. Hoboken, NJ: John Wiley and Sons. </P>      <p>Levy-Shiff, R., &amp; Israelashvili, R. (1988). Antecedents of fathering:  Some further exploration. <I>Developmental Psychology, 24</I>, 434-440. </P>      <p>Lewis, C., &amp; Lamb, M. E. (2003). Fathers&rsquo; influences on children&rsquo;s  development: The evidence from two-parents families. European Journal of Psychology  of Education, 18 (2), 211-228. </P>      <p>Main, M., &amp; Weston, D. R. (1981). The quality of the toddler&rsquo;s  relationship to mother and to father: Related to conflict behaviour and the  readiness to establish new relationships. <I>Child Development, 52</I>, 932-940. </P>      <p>Manlove, E. E., &amp; Vernon-Feagans, L. (2002). Caring for infant daughters  and sons in dual-earner households: maternal reports of father involvement in  weekday time and tasks. <I>Infant and Child Development, 11</I>, 305-320. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Marvin, R. S., &amp; Britner, P. A. (1999). Normative development: The  ontogeny of attachment. In J. Cassidy, &amp; P. R. Shaver (Eds.), <I>Handbook  of attachment theory: Research and clinical applications </I>(pp. 44-67).  New York: The Guilford Press. </P>      <!-- ref --><p>Monteiro, L., Ver&iacute;ssimo, M., Vaughn, B., Santos, A. J., &amp;  Fernandes, M. (no prelo). An&aacute;lise do fen&oacute;meno de base segura  em contexto familiar: as rela&ccedil;&otilde;es Crian&ccedil;a/M&atilde;e e  Crian&ccedil;a/pai. <I>Psicologia</I>. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000264&pid=S0870-8231200800030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Monteiro, L., Ver&iacute;ssimo, M., Vaughn, B. E., Santos, A., &amp;  Bost, K. (2008). Secure Base Representations for Both Fathers and Mothers Predict  Children&rsquo;s Secure Base Behavior in a Sample of Portuguese Families.  <I>Attachment and Human Development, 10 </I>(2), 189-206. </P>      <!-- ref --><p>Monteiro, L., Ver&iacute;ssimo, M., Castro, R., &amp; Oliveira, C. (2006).  Partilha da responsabilidade parental. Realidade ou expectativa? <I>Psychologica,  42</I>, 213-229. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000266&pid=S0870-8231200800030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Parke, R. D. (1996). <I>Fatherhood. The developing child</I>. Cambridge:  Harvard University Press. </P>      <p>Peitz, G., Fthenakis, W. E., &amp; Kalicki, B. (2001). <I>Determinants  of paternal involvement during the child&rsquo;s third year of life:  Child-care tasks </I>versus <I>pleasure activities</I>. Poster presented at  the Society for Research in Child Development, Minneapolis, USA. </P>      <p>Pleck, J. H., &amp; Masciadrelli, B. P. (2004). Paternal involvement  by U.S. residential fathers. Levels, sources, and consequences. In M. E.  Lamb (Ed.), <I>The role of the father in child development </I>(pp. 222-306).  Hoboken, NJ: John Wiley and Sons. </P>      <p>Posada, G., Goa, Y., Wu, F., Posada, R., Tascon, M., Schoelmerich, A., Sagi, A.,  Kondo-Ikemura, K., Haaland, W., &amp; Synnevaag, B. (1995). The secure-base  phenomenon across cultures: Children&rsquo;s behaviour, mother&rsquo;s preferences  and experts concepts. In Waters, Vaughn, Posada &amp; Kondon-Ikemura (Eds.),  Caregiving, cultural, and cognitive perspectives on secure-base behavior and  working models: New growing points of attachment theory and research. <I>Monographs  of the Society for Research in the Child Development, 60</I>, 27-47. </P>      <p>Posada, G., Waters, E., Crowell, J. A., &amp; Lay, K. (1995). Is it easier  to use a secure mother as a secure base? Attachment Q-Sort correlates of adult  attachment interview. In Waters, Vaughn, Posada &amp; Kondon-Ikemura (Eds.),  Caregiving, cultural, and cognitive perspectives on secure-base behavior  and working models: New growing points of attachment theory and research.  <I>Monographs of the Society for Research in the Child Development, 60</I>,  133-145. </P>      <p>Rohner, R. P., &amp; Veneziano, R. A. (2001). The importance of father love:  History and contemporary evidence. <I>Review of General Psychology, 5</I>,  382-405. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Russell, G. (1983). <I>The changing role of fathers? </I>St. Lucia, Queensland: University of Queensland Press.</P>      <P>Sagi, A., Lamb, M. E., Shoham, R., Dvir, R., &amp; Lewkowicz, K. (1985).  Parent-infant interaction in families on Israeli kibbutzim. <I>International  Journal of Behavioral Development, 8</I>, 273-284. </P>      <p>Schaffer, H. R., &amp; Emerson, P. E. (1964). The development of social  attachments in infancy. <I>Monographs of the Society for Research in Child  development, 29</I>, 1-77. </P>      <p>Torres, A. (2004). <I>Vida conjugal e o trabalho. Uma perspectiva sociol&oacute;gica</I>.  Oeiras: Celta. </P>      <p>van IJzendoorn, M. H., &amp; De Wolff, M. (1997). In search of the  absent father-meta-analyses of infant-father attachment: A rejoinder to  our discussants. <I>Child Development, 68</I>, 604-609. </P>      <p>Van IJzendoorn, M. H., Vereijken, C. M. J. L., Bakermans-Kranenburg,  M. J., &amp; Riksen-Walraven, J. M. (2004). Assessing attachment security  with the attachment Q-sort: Meta-analytic evidence for the validity of  the observer AQS. <I>Child Development, 75</I>, 1188-1213. </P>      <!-- ref --><p>Ver&iacute;ssimo, M., Monteiro, L, Vaughn, B. E., Santos, A. J., &amp;  Waters, H. (2005). Coordena&ccedil;&atilde;o entre o modelo interno  din&acirc;mico da m&atilde;e e o comportamento de base segura dos seus filhos.  <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXIII </I>(2), 85-95. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000279&pid=S0870-8231200800030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Ver&iacute;ssimo, M., Monteiro, L., &amp; Santos, A. J. (2006). Para  al&eacute;m da m&atilde;e: vincula&ccedil;&atilde;o na tr&iacute;ade  m&atilde;e-pai-crian&ccedil;a. In J. C. Coelho Rosa, &amp; S. Sousa (Eds.),  <I>Caderno do beb&eacute; </I>(pp. 73-85). Lisboa: Fim de S&eacute;culo. </P>      <p>Waters, E. (1995). Appendix A: Attachment Q-set (version 3.0). In Waters,  Vaughn, Posada &amp; Kondon-Ikemura (Eds.), Caregiving, cultural, and cognitive  perspectives on secure-base behavior and working models: New growing points of  attachment theory and research. <I>Monographs of the Society for Research in  Child Development, 60</I>, 234 -246. </P>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(<a href="#top1">*</a><a name="1"></a>) Agradecimentos: Os autores gostariam    de agradecer a todas as m&atilde;es, pais e crian&ccedil;as que aceitaram participar    neste estudo, financiado em parte pela FCT (PTDC/PSI/ 66172/2006). Os autores    gostariam ainda de agradecer a todos os colegas da &ldquo;Linha 1&rdquo;, Psicologia    do Desenvolvimento, da UIPCDE pelos seus coment&aacute;rios valiosos. </P>      <p>Contactos: <a href="mailto:ligia_monteiro@ispa.pt">ligia_monteiro@ispa.pt</a>,    Department of Human Development and Family Studies, Auburn University, USA.  </P>      <p>(<a href="#top2">**</a><a name="2"></a>) Department of Human Development and    Family Studies Auburn University, USA. </P>      <p>(<a href="#top3">***</a><a name="3"></a>) UIPCDE, Instituto Superior Psicologia    Aplicada, Lisboa, Portugal. </P>       ]]></body><back>
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