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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Métodos de observação e análise para identificação das estruturas afiliativas de grupos de crianças em meio pré-escolar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Ethological models of social development stress that natural groups provide a variety of social contexts that differentially shape individual growth and development. However, behavioral studies of human and non-human primates have most often been limited to aggressive relations and social dominance structures. Investigations of the organization of affiliative behavior have been hampered by a lack of models and methods for the study of cohesive social structures. Network analyses of patterns of peer association provide an alternative basis for investigating the social organization of stable play groups and for assessing how structured roles within the group may influence individual development. Findings of the present research contribute directly to the operationalization of such descriptive models for representing cohesive structures in children&#8217;s peer groups. Results are discussed in terms of how the child&#8217;s insertion in the peer group affilliative structure constrains his or her social behavior and provides specific experiences that serve as contexts for the construction of more intimate personal relationships.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Estruturas afiliativas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>M&eacute;todos de observa&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise para identifica&ccedil;&atilde;o    das estruturas afiliativas de grupos de crian&ccedil;as em meio pr&eacute;-escolar    (<a href="#1">*</a><a name="top1"></a>)</B></P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="right">Ant&oacute;nio J. Santos (<a href="#2">**</a><a name="top2"></a>)</P>     <p align="right">Brian E. Vaughn (<a href="#3">***</a><a name="top3"></a>) </P>     <p align="right">F. Francis Strayer (<a href="#4">****</a><a name="top4"></a>)</P>     <p align="right">Jo&atilde;o R. Daniel (<a href="#5">*****</a><a name="top5"></a>)  </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">RESUMO </P>      <p>Os modelos etol&oacute;gicos em desenvolvimento social sublinham que os  grupos naturais proporcionam uma variedade de contextos sociais que influenciam  de forma diferencial o crescimento e desenvolvimento individual. Contudo, os  estudos comportamentais de primatas humanos e n&atilde;o-humanos t&ecirc;m  sobretudo incidido nas rela&ccedil;&otilde;es de agressividade e estruturas  de domin&acirc;ncia. A investiga&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o  do comportamento afiliativo tem sido impedida devido &agrave; falta de modelos  e m&eacute;todos para o estudo das estruturas sociais coesivas. As an&aacute;lises  de agrupamento e redes sociais dos padr&otilde;es de associa&ccedil;&atilde;o entre  pares fornecem uma base alternativa para investigar a organiza&ccedil;&atilde;o  social de grupos infantis est&aacute;veis e para avaliar como &eacute; que  os tipos afiliativos no interior do grupo podem influenciar o desenvolvimento  individual. Os resultados do presente estudo contribuem directamente para a  operacionaliza&ccedil;&atilde;o de tais modelos descritivos das estruturas  coesivas dos grupos de pares. A discuss&atilde;o dos resultados centra-se na  forma como a inser&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a na estrutura afiliativa  do grupo de pares constrange o seu comportamento social e proporciona  experi&ecirc;ncias espec&iacute;ficas que servem como contextos para a  constru&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es interpessoais mais &iacute;ntimas. </P>      <p><I>Palavras-chave</I>: Estruturas afiliativas, an&aacute;lise de redes  sociais, rela&ccedil;&otilde;es entre pares. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p align="center">ABSTRACT </P>      <p>Ethological models of social development stress that natural groups  provide a variety of social contexts that differentially shape individual  growth and development. However, behavioral studies of human and non-human  primates have most often been limited to aggressive relations and social  dominance structures. Investigations of the organization of affiliative  behavior have been hampered by a lack of models and methods for the study  of cohesive social structures. Network analyses of patterns of peer association  provide an alternative basis for investigating the social organization of  stable play groups and for assessing how structured roles within the group may  influence individual development. Findings of the present research contribute  directly to the operationalization of such descriptive models for representing  cohesive structures in children&rsquo;s peer groups. Results are discussed in  terms of how the child&rsquo;s insertion in the peer group affilliative structure  constrains his or her social behavior and provides specific experiences that serve  as contexts for the construction of more intimate personal relationships. </P>      <p><I>Key words</I>: Affiliative structures, social network analysis, peer relations. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">IDENTIFICA&Ccedil;&Atilde;O DAS ESTRUTURAS AFILIATIVAS DE GRUPOS    DE CRIAN&Ccedil;A SEM MEIO PR&Eacute;-ESCOLAR</P>      <p>A investiga&ccedil;&atilde;o em etologia social, ao debru&ccedil;ar-se  sobre quais s&atilde;o os princ&iacute;pios fundamentais da organiza&ccedil;&atilde;o  social de um grupo animal ou humano, examina quer as actividades agressivas como  as cooperativas, a partir de uma perspectiva din&acirc;mica que sublinha os  constrangimentos contextuais impostos pela estrutura&ccedil;&atilde;o das  rela&ccedil;&otilde;es interpessoais no interior do grupo est&aacute;vel.  Kummer (1968) e Crook (1970) foram dos primeiros et&oacute;logos a propor que as  diferen&ccedil;as na adapta&ccedil;&atilde;o individual s&atilde;o mediadas ou  moduladas pela estrutura social do grupo est&aacute;vel. Ao distinguir a etologia social  da etologia cl&aacute;ssica, Crook (1970) sublinhou que a varia&ccedil;&atilde;o do  comportamento individual devia ser compreendida em termos das rela&ccedil;&otilde;es  di&aacute;dicas e dos pap&eacute;is sociais no interior do grupo est&aacute;vel.  Segundo esta perspectiva, depender exclusivamente de medidas globais de actividade  individual para indexar diferen&ccedil;as individuais em comportamentos ou compet&ecirc;ncias  sociais, negligencia a import&acirc;ncia fundamental dos ajustamentos transit&oacute;rios  dos indiv&iacute;duos enquanto se movem de um cen&aacute;rio interpessoal para outro.  O comportamento social em grupos naturais n&atilde;o &eacute; distribu&iacute;do  aleatoriamente entre os parceiros dispon&iacute;veis, pelo contr&aacute;rio, s&atilde;o  dirigidas ac&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas para membros particulares do grupo,  que respondem usualmente de maneira previs&iacute;vel. Nos grupos naturais a qualidade  e quantidade da actividade social flutua de um contexto interpessoal para o outro,  contudo, e para um dado par de indiv&iacute;duos, o padr&atilde;o de trocas di&aacute;dicas  permanece frequentemente est&aacute;vel durante per&iacute;odos extensos de tempo. </P>     <p>Na primatologia, o reconhecimento de regularidades na actividade social espont&acirc;nea  dos membros de grupos estimulou o interesse te&oacute;rico e emp&iacute;rico na an&aacute;lise  de rela&ccedil;&otilde;es e pap&eacute;is sociais no interior de unidades sociais est&aacute;veis  (Chance, 1967; Chance &amp; Jolly, 1970; Hinde, 1974, 1979; Soczka, 1974). Apesar da  &ecirc;nfase na din&acirc;mica relacional do grupo, a maior parte dos primeiros estudos  de comportamento social de primatas elegeu apenas o conflito como t&oacute;pico central  de investiga&ccedil;&atilde;o (Bernstein, 1970; Strayer, 1976). No entanto, as an&aacute;lises  da agress&atilde;o e conflito sociais nesta classe proporcionaram ilustra&ccedil;&otilde;es  emp&iacute;ricas de distin&ccedil;&otilde;es conceptuais necess&aacute;rias e fundamentais  entre estilos de comportamentos individuais, qualidades de rela&ccedil;&otilde;es  (di&aacute;dicas, tri&aacute;dicas e poli&aacute;dicas) e ainda pap&eacute;is sociais,  no interior de grupos est&aacute;veis (Bernstein, 1980, 1981; Strayer, 1980c; Strayer  &amp; Trudel, 1984). At&eacute; cerca da d&eacute;cada de noventa do s&eacute;culo passado,  o estudo do conflito interpessoal e da domin&acirc;ncia social jogou um papel  igualmente central nos estudos etol&oacute;gicos do comportamento social de crian&ccedil;as  em meio pr&eacute;-escolar (ver Strayer, 1989). Embora tais estudos tenham fornecido  informa&ccedil;&atilde;o irrefut&aacute;vel sobre a exist&ecirc;ncia e desenvolvimento  de propriedades estruturais nas actividades precoces agressiva e competitiva, apresentaram,  contudo, n&atilde;o s&oacute; menos consensos sobre a escolha e natureza &uacute;ltima  dos indicadores comportamentais da domin&acirc;ncia social (Hawley &amp; Little, 1999;  Vaughn, 1999; Vaughn &amp; Santos, 2007), mas sobretudo tamb&eacute;m consideravelmente  menos <I>insights </I>acerca da g&eacute;nese e desenvolvimento da organiza&ccedil;&atilde;o  das rela&ccedil;&otilde;es afiliativas (Santos &amp; Winegar, 1999; Vaughn &amp; Santos, 2008). </P>     <p>Hinde e Stevenson-Hinde (1976), ao elaborarem um quadro metodol&oacute;gico multi-dimensional  para o estudo das rela&ccedil;&otilde;es sociais, ajudaram a identificar algumas das  limita&ccedil;&otilde;es conceptuais que impediram um primeiro balan&ccedil;o da  investiga&ccedil;&atilde;o sobre a organiza&ccedil;&atilde;o social de grupo. Esta  reflex&atilde;o conceptual tamb&eacute;m estimulou o interesse renovado na natureza e  organiza&ccedil;&atilde;o das ditas actividades pr&oacute;-sociais da crian&ccedil;a (ver  Strayer &amp; No&euml;l, 1986). Mais precisamente, um determinado n&uacute;mero de  investigadores explorou a rela&ccedil;&atilde;o entre as formas coesivas do comportamento  social e a posi&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a na estrutura de domin&acirc;ncia do grupo.  Os primeiros resultados indicaram que a domin&acirc;ncia social estava associada &agrave;  recep&ccedil;&atilde;o de aten&ccedil;&atilde;o social e de comportamentos de  imita&ccedil;&atilde;o (Abramovitch, 1976; Hold, 1977), a pap&eacute;is de lideran&ccedil;a  no grupo (Savin-Williams, 1976; Strayer, 1981), a padr&otilde;es de escolhas afiliativas,  amistosas e sociom&eacute;tricas entre pares (Strayer, 1980a, 1980b; Vaughn &amp; Waters, 1980).  Importa sublinhar, que Vaughn e Waters (1981) questionaram prontamente as assump&ccedil;&otilde;es  etol&oacute;gicas sobre o papel da domin&acirc;ncia, enquanto princ&iacute;pio organizador  central para os grupos de pares pr&eacute;-escolares, e defenderam a primazia da compet&ecirc;ncia  social individual, preconizando de algum modo o abandono subsequente nos estudos de  psicologia social e de psicologia do desenvolvimento da concep&ccedil;&atilde;o  estrutural etol&oacute;gica da domin&acirc;ncia social (ver Vaughn, 1999).  Mais importante para o tema deste artigo, foi o facto do foco sobre a agress&atilde;o  e competi&ccedil;&atilde;o na investiga&ccedil;&atilde;o inicial da domin&acirc;ncia  social em etologia da crian&ccedil;a ter impedido a considera&ccedil;&atilde;o do  papel das rela&ccedil;&otilde;es coesivas, primeiro, na regula&ccedil;&atilde;o  da adapta&ccedil;&atilde;o ou actividade social das crian&ccedil;as e segundo,  no desenvolvimento comportamental a longo termo. </P>     <p>Strayer (1980a, 1980b), persistindo na &ecirc;nfase estrutural etol&oacute;gica  e com base no trabalho seminal de Kummer (1968, 1971) e McGrew (1970, 1972),  defendeu que a organiza&ccedil;&atilde;o social de grupos pr&eacute;-escolares  devia ser operacionalizada em termos de duas classes funcionalmente distintas da  actividade social entre pares. Neste sistema de classifica&ccedil;&atilde;o do  comportamento social, as categorias b&aacute;sicas que promovem a coes&atilde;o de  grupo inclu&iacute;am actividades afiliativas tais como orienta&ccedil;&atilde;o,  aproxima&ccedil;&atilde;o, sinaliza&ccedil;&atilde;o e contacto, e tamb&eacute;m  actividades centradas em objectos tais como oferecer, dar, tirar e partilhar. Em  contraste, as categorias b&aacute;sicas que promovem a dispers&atilde;o de grupo  e a disrup&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o inclu&iacute;am comportamentos  agon&iacute;sticos tais como ataque, amea&ccedil;a, competi&ccedil;&atilde;o e  submiss&atilde;o. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De forma algo surpreendente, as an&aacute;lises da distribui&ccedil;&atilde;o  diferencial da disrup&ccedil;&atilde;o e coes&atilde;o entre pares acima referidas  e seus desenvolvimentos emp&iacute;ricos em estudos centrais posteriores (i.e. Strayer  &amp; No&euml;l, 1986; Strayer, Tessier, &amp; Gari&eacute;py, 1985; Strayer &amp;  Trudel, 1984), indicaram que as rela&ccedil;&otilde;es e hierarquias de domin&acirc;ncia  eram estruturalmente semelhantes atrav&eacute;s dos anos pr&eacute;-escolares embora  as rela&ccedil;&otilde;es afiliativas entre pares familiarizados se tornassem cada  vez mais complexas entre os tr&ecirc;s e cinco anos de idade. Contudo, e como j&aacute;  Cairns (1983) tinha sublinhado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o  em psicologia do desenvolvimento, devido &agrave; lacuna de modelos adequados para  investigar as estruturas coesivas do grupo de pares, as an&aacute;lises ao n&iacute;vel  do comportamento afiliativo foram apenas limitadas &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o  de prefer&ecirc;ncias individuais e estatutos sociom&eacute;tricos, e portanto, de  cariz &uacute;ltimo apenas psicom&eacute;trico. Embora, n&atilde;o tenham considerado  mudan&ccedil;as desenvolvimentais em pap&eacute;is sociais ou na natureza das  estruturas afiliativas dos grupos de pares est&aacute;veis, &eacute; importante referir,  que foi a partir deste conjunto principal de estudos, que se originou o cerne da  hip&oacute;tese geral sobre a exist&ecirc;ncia de uma complexidade crescente nas  estruturas afiliativas dos grupos de pares &agrave; medida que as crian&ccedil;as  se aproximavam do fim do per&iacute;odo pr&eacute;-escolar. </P>     <p>A introdu&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas anal&iacute;ticas multivariadas  para a deriva&ccedil;&atilde;o de redes sociais no estudo do desenvolvimento  social e afiliativo dos grupos de pares de adolescentes (Cairns, Cairns, Neckermann,  Gest, &amp; Gari&eacute;py, 1988; Cairns, Perrins, &amp; Cairns, 1985), permitiu  finalmente o in&iacute;cio do estudo da estrutura&ccedil;&atilde;o das  rela&ccedil;&otilde;es coesivas de forma, sen&atilde;o equiparada, pelo menos muito  aproximada do racional aplicado na representa&ccedil;&atilde;o das estruturas  hier&aacute;rquicas. Mais do que acentuar a frequ&ecirc;ncia relativa ou absoluta  de contactos sociais positivos, a referida t&eacute;cnica de an&aacute;lise de  redes centrou-se na similitude do padr&atilde;o de escolha de parceiros afiliativos  no interior do grupo. A semelhan&ccedil;a destes perfis de associa&ccedil;&atilde;o  di&aacute;dica no interior do grupo, efectuada com base na informa&ccedil;&atilde;o  percepcionada pelos seus diferentes membros, permitiu a identifica&ccedil;&atilde;o  de subgrupos coesivos, <I>social clusters</I>, que servem no fundo como grupos de  refer&ecirc;ncia prim&aacute;ria para os seus membros, para al&eacute;m de refer&ecirc;ncia  social potencial para qualquer outro subgrupo ou indiv&iacute;duo do grupo (ver  Cairns, Gari&eacute;py, &amp; Kinderman, 1989). </P>     <p>Com base no procedimento de nomea&ccedil;&atilde;o de subgrupos acima  indicado (Cairns <I>et al.</I>, 1985), os m&eacute;todos de an&aacute;lise de  redes acima referidos foram adaptados e aplicados &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o  de estruturas afiliativas de crian&ccedil;as em meio escolar prim&aacute;rio. A t&iacute;tulo  hist&oacute;rico, tais estudos foram realizados pela primeira vez no Qu&eacute;bec  (Canad&aacute;) e Portugal (e.g., LaFert&eacute; &amp; Legault, 1991; Ver&iacute;ssimo,  1992; Ver&iacute;ssimo &amp; Santos, 1991). De um modo geral, estes resultados descritivos  permitiram alargar as an&aacute;lises de redes de pr&eacute;-adolescentes e adolescentes  a crian&ccedil;as entre os sete e os dez anos de idade. Procedimentos de an&aacute;lise  de redes baseados em observa&ccedil;&atilde;o directa do comportamento, e an&aacute;logos  aos propostos por Cairns <I>et al. </I>(1985), foram tamb&eacute;m desenvolvidos e  aplicados com sucesso na investiga&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es  afiliativas em meio pr&eacute;-escolar (LaFert&eacute;, Leclerc, &amp; Gari&eacute;py,  1989; Leclerc, 1991; Strayer, Leclerc, &amp; LaFert&eacute;, 1988; Strayer &amp; Santos,  1996). </P>     <p>No estudo de Strayer e Santos (1996), a consist&ecirc;ncia das estruturas  afiliativas de quinze grupos de pares pr&eacute;-escolares assim como as respectivas  mudan&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o dos cinco n&iacute;veis de idade das  crian&ccedil;as, testemunharam a robustez dos procedimentos de an&aacute;lise  de redes para avaliar a organiza&ccedil;&atilde;o coesiva em grupos de pares. Embora  esta t&eacute;cnica de an&aacute;lise ao estudo dos grupos de pares tenha sido  originalmente introduzida para mapear consensos sobre a percep&ccedil;&atilde;o social  verbalizada pelas crian&ccedil;as sobre a sua <I>entourage </I>social (Cairns <I>et al.</I>,  1985), os procedimentos agora propostos parecem funcionar igualmente bem com  registos directos de ocorr&ecirc;ncias naturais de comportamentos afiliativos.  O padr&atilde;o consistente de associa&ccedil;&otilde;es di&aacute;dicas afiliativas  no interior de grupos de pares est&aacute;veis, demonstra clara evid&ecirc;ncia para  a import&acirc;ncia dos contextos colectivos de pares no desenvolvimento social da  crian&ccedil;a. Mais de 75% das crian&ccedil;as destes quinze grupos foram  identificadas como membros de uma clique. </P>     <p>Contudo, ocasional e especialmente nos grupos mais novos, crian&ccedil;as  identificadas como membros de subgrupos afiliativos n&atilde;o tinham prefer&ecirc;ncia  significativa para com nenhum membro do seu subgrupo. Este resultado indicava que  similitudes na escolha de parceiros de jogo podia inicialmente ocorrer sem uma forte  atrac&ccedil;&atilde;o interpessoal. Ou seja, duas crian&ccedil;as podem associar-se  com os mesmos membros do grupo de pares, mas n&atilde;o se associarem frequentemente  entre si. Em tais casos, que expressam prefer&ecirc;ncias di&aacute;dicas semelhantes  sem selectividade entre si, a associa&ccedil;&atilde;o repetida futura pode proporcionar  um contexto de socializa&ccedil;&atilde;o para a coordena&ccedil;&atilde;o de actividades  conjuntas e facilitar a emerg&ecirc;ncia de novos la&ccedil;os afiliativos.  Por outro lado, dado o alto grau de prefer&ecirc;ncias afiliativas endo-clique entre  crian&ccedil;as com cinco anos de idade, parece prevalecer um modo diferente de  funcionamento social no fim do per&iacute;odo pr&eacute;-escolar. Entre estas  crian&ccedil;as mais velhas, mais do que 80% das escolhas afiliativas significativas  foram dirigidas aos seus co-membros de cliques; enquanto as restantes 20% inclu&iacute;ram  segundas e terceiras escolhas dirigidas a pares do mesmo sexo noutro subgrupo afiliativo. </P>     <p>No geral, as prefer&ecirc;ncias di&aacute;dicas endo-clique foram sobretudo  evidentes nos subgrupos afiliativos das crian&ccedil;as mais velhas e tamb&eacute;m  mais consolidados. Estas tend&ecirc;ncias em fun&ccedil;&atilde;o da idade sugerem  que as semelhan&ccedil;as nas escolhas de parceiros de jogo est&atilde;o associadas  em termos de desenvolvimento com uma maior probabilidade de amizade m&uacute;tua.  Quer seja a emerg&ecirc;ncia de amizades mais &iacute;ntimas que promova a  constru&ccedil;&atilde;o conjunta de um consenso local sobre o valor relativo de outros  parceiros potenciais (Youniss, 1980), ou seja o interesse comum em membros espec&iacute;ficos  do grupo de pares que conduz ao crescimento de la&ccedil;os interpessoais mais &iacute;ntimos  (Hallinan, 1981), trata-se de uma quest&atilde;o central para as teorias contempor&acirc;neas  sobre o desenvolvimento social da crian&ccedil;a. No futuro, a investiga&ccedil;&atilde;o  emp&iacute;rica deve tra&ccedil;ar as mudan&ccedil;as desenvolvimentais nas  prefer&ecirc;ncias interpessoais e perten&ccedil;a a cliques para ajudar a  distinguir a influ&ecirc;ncia relativa destes dois aspectos da adapta&ccedil;&atilde;o  social da crian&ccedil;a. Intuitivamente, esperamos que ambos os fen&oacute;menos  possam ocorrer. Por vezes as crian&ccedil;as mudam de cen&aacute;rio social porque  mudam de amigos, enquanto outros desenvolvem novas amizades porque s&atilde;o  aceites por um subgrupo social particular. </P>     <p>Embora estes resultados apresentassem estruturas afiliativas relativamente  complexas mesmo em grupos de crian&ccedil;as muito novas, o esfor&ccedil;o  subsequente para aumentar o alcance desses mesmos resultados descritivos levantou  um certo n&uacute;mero de quest&otilde;es t&eacute;cnicas sobre a medida e an&aacute;lise  de estruturas de rede em grupos est&aacute;veis. As teorias da aprendizagem social  e da ecologia social proclamavam que a perten&ccedil;a a subgrupos ou cliques  afiliativas particulares molda ou constrange o comportamento social futuro do  indiv&iacute;duo (Cairns <I>et al.</I>, 1985, 1988; Strayer, 1989; Strayer <I>et al.</I>,  1988). Contudo, o uso exclusivo de comportamentos afiliativos como &iacute;ndice d e base para a identifica&ccedil;&atilde;o de redes sociais impunha limites l&oacute;gicos  na an&aacute;lise de como &eacute; que a inser&ccedil;&atilde;o na estrutura afiliativa  do grupo de pares influencia o padr&atilde;o de comportamento social da crian&ccedil;a.  Por outras palavras, se as redes sociais s&atilde;o definidas em termos de actividade  afiliativa observada torna-se circular perguntar como &eacute; que a posi&ccedil;&atilde;o  da crian&ccedil;a na rede influencia o seu comportamento afiliativo. A estrutura  coesiva das rela&ccedil;&otilde;es entre pares era claramente uma componente  importante na investiga&ccedil;&atilde;o sobre a socializa&ccedil;&atilde;o da  crian&ccedil;a, mas para evitar a circularidade no uso da informa&ccedil;&atilde;o  descritiva e explanat&oacute;ria, era tamb&eacute;m importante desenvolver e testar  &iacute;ndices de associa&ccedil;&atilde;o alternativos para representar as estruturas afiliativas. </P>     <p>Estas considera&ccedil;&otilde;es chamaram portanto a aten&ccedil;&atilde;o  para a escolha de medidas apropriadas para a an&aacute;lise s&oacute;cio-estrutural  de redes afiliativas. Neste sentido Santos (1990, 1993), em vez de indexar a estrutura  afiliativa em termos de actos sociais dirigidos, utilizou mapas de registo da  ocorr&ecirc;ncia de subgrupos naturais a partir da proximidade social e espacial  como dados prim&aacute;rios de associa&ccedil;&atilde;o de grupos pr&eacute;-escolares  de crian&ccedil;as com cinco anos de idade. Os seus resultados estruturais eram  consistentes com os obtidos atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o de ac&ccedil;&otilde;es  afiliativas dirigidas e tamb&eacute;m indicavam que a maior parte das crian&ccedil;as  estavam integradas em cliques sociais no final do ano pr&eacute;-escolar. De uma  forma geral, esta linha de trabalho sugeria a generaliza&ccedil;&atilde;o dos  procedimentos de proximidade para a avalia&ccedil;&atilde;o das estruturas afiliativas precoces. </P>     <p>Erguia-se entretanto um &uacute;ltimo obst&aacute;culo em torno da quest&atilde;o  b&aacute;sica de as redes afiliativas obtidas n&atilde;o oferecerem mais do que um  mero sum&aacute;rio das estruturas j&aacute; impostas pelos procedimentos de recolha  de dados. De facto, quer o procedimento de nomea&ccedil;&atilde;o verbal de subgrupos  (Cairns <I>et al.</I>, 1985) como o de observa&ccedil;&atilde;o directa de subgrupos  por prox&eacute;mia (Santos, 1990, 1993) requerem a extrac&ccedil;&atilde;o de  informa&ccedil;&atilde;o com base na percep&ccedil;&atilde;o social de subgrupos.  O primeiro m&eacute;todo emprega as percep&ccedil;&otilde;es e cogni&ccedil;&otilde;es  sociais das crian&ccedil;as sobre os subgrupos afiliativos espec&iacute;ficos do seu  grupo de pares, enquanto o segundo reflecte a percep&ccedil;&atilde;o da  ocorr&ecirc;ncia espont&acirc;nea de subgrupos por parte de observadores treinados.  Em ambos os m&eacute;todos, o algoritmo de preenchimento utilizado para  transformar listas de subgrupos numa matriz de co-ocorr&ecirc;ncia di&aacute;dica  pode inflacionar artificialmente as medidas de similitude de perfis de  associa&ccedil;&atilde;o. As m&uacute;ltiplas entradas na matriz de co-ocorr&ecirc;ncia  podem tamb&eacute;m distorcer os &iacute;ndices de densidade de associa&ccedil;&atilde;o  entre pares. Portanto, as unidades sociais &ndash; cliques, agregados e  <I>perif&eacute;ricos </I>&ndash; que emergem nas an&aacute;lises s&oacute;cio-estruturais  podem apenas reflectir produtos acess&oacute;rios estat&iacute;sticos da  agrega&ccedil;&atilde;o de dados gerados por informadores sociais seleccionados. </P>     <p>Na investiga&ccedil;&atilde;o etol&oacute;gica, as matrizes de co-ocorr&ecirc;ncia  di&aacute;dica s&atilde;o usualmente constru&iacute;das a partir de medidas  n&atilde;o-enviesadas de propor&ccedil;&otilde;es ou probabilidades de  interac&ccedil;&atilde;o social (Lehner, 1979; Strayer <I>et al.</I>, 1988).  Utilizando amostragens repetidas, mas independentes, de proximidade espacial  para cada membro do grupo de pares, Santos (1993) conseguiu identificar e  descrever as mesmas unidades sociais e assim ultrapassar as potenciais  limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas da observa&ccedil;&atilde;o directa  de subgrupos. As observa&ccedil;&otilde;es focais derivadas da t&eacute;cnica  de observa&ccedil;&atilde;o e registo do vizinho-mais-pr&oacute;ximo (que  providencia medidas n&atilde;o relacionadas com o tamanho da <I>entourage </I> social imediata do sujeito) permitiram uma avalia&ccedil;&atilde;o independente  dos padr&otilde;es individuais e colectivos de associa&ccedil;&atilde;o social  (Santos, Vaughn, &amp; Bonnet, 2000; Santos, Vaughn, &amp; Bost, 2007). O uso  de tais medidas n&atilde;o-enviesadas proporcionou a necess&aacute;ria evid&ecirc;ncia  confirmat&oacute;ria da adequa&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise s&oacute;cio-estrutural  para o estudo da organiza&ccedil;&atilde;o afiliativa dos grupos de crian&ccedil;as  em infant&aacute;rio. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente artigo pretende em primeiro lugar realizar uma revis&atilde;o dos  principais aspectos metodol&oacute;gicos e descritivos da identifica&ccedil;&atilde;o  de estruturas afiliativas a partir da observa&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es  de proximidade. Pretende-se tamb&eacute;m discernir n&atilde;o s&oacute; as  vantagens como as respectivas limita&ccedil;&otilde;es deste tipo de &iacute;ndices  de associa&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento da an&aacute;lise de redes  afiliativas em geral. Para alcan&ccedil;ar tais objectivos, s&atilde;o  revisitados e discutidos os dois primeiros estudos emp&iacute;ricos e  paradigm&aacute;ticos da abordagem com base na prox&eacute;mia, o primeiro  baseado em observa&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es de proximidade social  e espacial para identifica&ccedil;&atilde;o de subgrupos, o segundo tendo por  base a pura proximidade espacial atrav&eacute;s da t&eacute;cnica cl&aacute;ssica  do vizinho-mais-pr&oacute;ximo. </P>     <p>A an&aacute;lise de redes da organiza&ccedil;&atilde;o afiliativa em  grupos est&aacute;veis providencia o necess&aacute;rio complemento &agrave;  investiga&ccedil;&atilde;o descritiva do passado sobre a domin&acirc;ncia  social e as prefer&ecirc;ncias afiliativas. Esta an&aacute;lise estrutural  dos padr&otilde;es de associa&ccedil;&atilde;o proporciona uma ferramenta  emp&iacute;rica para identificar mudan&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o da  idade na estrutura afiliativa dos grupos de pares da crian&ccedil;a ao  longo do per&iacute;odo pr&eacute;-escolar. A representa&ccedil;&atilde;o  da organiza&ccedil;&atilde;o afiliativa atrav&eacute;s da an&aacute;lise  de redes oferece uma perspectiva alternativa para o estudo da actividade  afiliativa entre crian&ccedil;as em meio pr&eacute;-escolar. Mais do que  acentuar no&ccedil;&otilde;es intuitivas sobre prefer&ecirc;ncias pessoais  e caracter&iacute;sticas individuais, o estudo da organiza&ccedil;&atilde;o  afiliativa atrav&eacute;s da an&aacute;lise de redes tenta identificar  sub-estruturas sociais espec&iacute;ficas, que constituem os contextos  interpessoais recorrentes em que os processos de refer&ecirc;ncia e consenso  social t&ecirc;m a possibilidade de impor constrangimentos espec&iacute;ficos  e diferenciais, sobre a ac&ccedil;&atilde;o dos seus membros. Compreenda-se  que cada crian&ccedil;a n&atilde;o &eacute; assim e de modo algum apenas um  agente passivo nestes processos. Pelo contr&aacute;rio, co-constr&oacute;i  m&uacute;tua e activamente o seu campo pessoal e interpessoal, qui&ccedil;&aacute;  mesmo os prim&oacute;rdios das v&aacute;rias facetas da sua identidade futura,  atrav&eacute;s de um processo fundamental de partilha e perten&ccedil;a, em  que o conceito de si mesmo (vulgo <I>self</I>), parafraseando Sarbin (2004),  &eacute; sempre resultado, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, de um processo  de co-autoria, e logo de modo algum auto-dirigido ou estimado. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><B>PRIMEIRO ESTUDO </B></p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">M&Eacute;TODO </P>      <p><I>Participantes </I></P>      <p>A amostra consistiu em 64 (25 raparigas e 39 rapazes) crian&ccedil;as  portuguesas com cinco anos de idade que frequentavam dois infant&aacute;rios  da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Cascais. A idade das crian&ccedil;as  variava entre 54 a 65 meses (<I>M</I>=60 meses). As crian&ccedil;as eram  oriundas de bairros de classe m&eacute;dia e predominantemente caucasianas.  A participa&ccedil;&atilde;o efectuou-se numa base volunt&aacute;ria e  requereu a aceita&ccedil;&atilde;o de directoras, educadoras, pais e  crian&ccedil;as. As crian&ccedil;as pertenciam a tr&ecirc;s grupos diferentes:  Grupo A (13 raparigas e 10 rapazes); Grupo B (5 raparigas e 16 rapazes) e  Grupo C (7 raparigas e 13 rapazes). Todos os grupos foram observados durante  a Primavera. Os Grupos A e C foram observados no mesmo infant&aacute;rio. </P>      <p><I>Procedimentos </I></P>      <p>Este estudo examinou padr&otilde;es de proximidade e envolvimento  colectivo como &iacute;ndices de associa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as  sem utilizar uma taxonomia espec&iacute;fica (Oliveira &amp; Pires, 1989). A  ocorr&ecirc;ncia natural de subgrupos foi definida em termos de proximidade  &iacute;ntima (ao alcance do bra&ccedil;o estendido) e partilha de interesse  em actividades comuns (e.g. manipula&ccedil;&atilde;o de brinquedos ou materiais,  jogo colectivo). A informa&ccedil;&atilde;o sobre os subgrupos sociais foi recolhida  por dois observadores que realizaram observa&ccedil;&otilde;es directas nas  salas e registaram manualmente a localiza&ccedil;&atilde;o dos subgrupos  identificados em mapas previamente preparados. Os mapas representavam a planta  da sala de cada um dos grupos, incluindo a mob&iacute;lia e as zonas particulares  de actividades das crian&ccedil;as (e.g. colch&otilde;es e carpetes, cavaletes  para pintura, mesas, casa das bonecas, mercearia). As observa&ccedil;&otilde;es  foram conduzidas durante per&iacute;odos de actividade livre. A observa&ccedil;&atilde;o  sistem&aacute;tica foi iniciada depois de um per&iacute;odo de treino que coincidiu  com a familiariza&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as com os observadores. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi utilizada uma t&eacute;cnica de amostragem instant&acirc;nea por varrimento  (<I>scan sampling</I>). Durante cada hora de observa&ccedil;&atilde;o, e a  intervalos de um minuto, foram registados dois tipos de informa&ccedil;&atilde;o:  a localiza&ccedil;&atilde;o de cada crian&ccedil;a no grupo e o sub-conjunto  corrente de parceiros de brincadeira. As iniciais de cada crian&ccedil;a foram  registadas no local apropriado dos mapas espaciais e foram desenhados c&iacute;rculos  para englobar os membros dos subgrupos observados. Ao completar os mapas espaciais  foram feitos esfor&ccedil;os para ter em conta a proximidade espacial e a actividade  social em curso. Por exemplo, se num dado varrimento, a crian&ccedil;a A, B, e  C estivessem a jogar &agrave;s cartas e outra crian&ccedil;a D se aproximasse  e interagisse com C, ent&atilde;o (A, B, C) seriam inclu&iacute;dos num  c&iacute;rculo e (C, D) noutro. A situa&ccedil;&atilde;o podia ainda ser mais  complexa, se por exemplo, a crian&ccedil;a (D) estivesse envolvida num jogo  de constru&ccedil;&atilde;o de blocos com as crian&ccedil;as (E) e (F), enquanto  interagia brevemente com (C). Neste caso, um terceiro c&iacute;rculo  incluindo as crian&ccedil;as (D, E, F) seria tamb&eacute;m desenhado. Cada  minuto de observa&ccedil;&atilde;o proporcionou um mapa. Cada sess&atilde;o  durava cinquenta minutos. Um n&uacute;mero total de doze sess&otilde;es de  observa&ccedil;&atilde;o foram calendarizadas durante o per&iacute;odo de  tr&ecirc;s meses. Estes procedimentos forneceram seiscentos mapas espaciais  para cada um dos tr&ecirc;s grupos. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">RESULTADOS </P>      <p><I>Identifica&ccedil;&atilde;o das Redes Afiliativas </I></P>      <p>O tratamento estat&iacute;stico dos dados foi iniciado pela  constru&ccedil;&atilde;o de uma matriz de co-ocorr&ecirc;ncia di&aacute;dica,  a partir do registo dos diversos subgrupos existentes em cada minuto de  observa&ccedil;&atilde;o. A apresenta&ccedil;&atilde;o de um exemplo hipot&eacute;tico,  permite uma melhor compreens&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o global desta  t&eacute;cnica. Por exemplo, num determinado minuto do primeiro dia de  observa&ccedil;&atilde;o, foram registados os subgrupos (A, B, C), (C, D),  (D, E, F). A contabiliza&ccedil;&atilde;o deste registo na matriz de co-ocorr&ecirc;ncia  di&aacute;dica decorre da seguinte forma: o subgrupo (A, B, C) produz uma  observa&ccedil;&atilde;o para a d&iacute;ade (A e B), uma outra para a d&iacute;ade  (B e C) e uma &uacute;ltima para a d&iacute;ade (A e C); ao subgrupo (C, D),  corresponde uma observa&ccedil;&atilde;o da d&iacute;ade (C, D); por sua vez o  grupo (D, E, F) produz tr&ecirc;s observa&ccedil;&otilde;es di&aacute;dicas,  (D, E), (D, F) (F, D). Este processo foi repetido para todos os mapas de cada  um dos tr&ecirc;s grupos observados de forma a obter tr&ecirc;s matrizes que  englobam o total das observa&ccedil;&otilde;es. </P>     <p>As matrizes sim&eacute;tricas de co-ocorr&ecirc;ncia di&aacute;dica foram posteriormente  transformadas em matrizes de semelhan&ccedil;a dos perfis de associa&ccedil;&atilde;o  di&aacute;dica, atrav&eacute;s do c&aacute;lculo da correla&ccedil;&atilde;o de  Pearson. As matrizes de similitude foram subsequentemente analisadas segundo procedimentos  de agrupamento hier&aacute;rquico de liga&ccedil;&atilde;o completa. A <a href="#f1">Figura  1</a><a name="topf1"></a>, proporciona uma representa&ccedil;&atilde;o visual  dos resultados. As crian&ccedil;as foram identificadas individualmente como membros  de um subgrupo social quando os &iacute;ndices de similitude entre si excedem  significativamente o acaso (<I>p</I>&lt;.05). O ponto de corte dos dendrogramas  para este n&iacute;vel de similitude separou as crian&ccedil;as n&atilde;o-agrupadas  das inclu&iacute;das nos subgrupos afiliativos. </P>     <p>De forma a verificar se as crian&ccedil;as inclu&iacute;das num mesmo agrupamento  tamb&eacute;m se associavam selectivamente com os co-membros da sua unidade social,  foram realizadas an&aacute;lises de qui-quadrado para examinar a densidade relativa  de associa&ccedil;&atilde;o entre os membros de subgrupos. Os testes foram efectuados  de forma a determinar se a frequ&ecirc;ncia de associa&ccedil;&atilde;o ultrapassava  o valor esperado. O uso conjunto destes dois crit&eacute;rios estat&iacute;sticos  distinguiu tr&ecirc;s unidades sociais qualitativamente diferentes nas redes afiliativas  dos grupos (ver <a href="#f1">Figura 1</a><a name="topf1"></a>): </P>      <p>&nbsp;</p>     <p align="CENTER"><a href="#topf1">Figura 1</a><a name="f1"></a></p>    <p align="CENTER"><b>Dendrograma de um grupo de  crianças (cinco anos)</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="CENTER"><img src="/img/revistas/aps/v26n3/26n3a07f1.gif"> </div>    
<p align="center">&nbsp;</P>      <p>-<I>Cliques Sociais</I>: subgrupos de crian&ccedil;as cujos perfis  de associa&ccedil;&atilde;o eram semelhantes e cujo n&iacute;vel de  associa&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua era significativamente superior  ao esperado pelo acaso (Chi Square (1) &gt; 10.51, p&lt;.001); </P>     <p>-<I>Agregados Sociais</I>: subgrupos de crian&ccedil;as cujos  membros possu&iacute;am perfis de associa&ccedil;&atilde;o semelhantes,  mas n&atilde;o mostravam uma propor&ccedil;&atilde;o significativa de  associa&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua (Chi2 (1) &lt; 10.51, <I>p</I>&gt;.001); </P>     <p>-<I>Perif&eacute;ricos</I>: crian&ccedil;as cujos perfis de associa&ccedil;&atilde;o  n&atilde;o eram significativamente semelhantes a nenhuma outra crian&ccedil;a do grupo. </P>      <p>Estes diferentes tipos affiliativos s&atilde;o id&ecirc;nticos &agrave;queles  j&aacute; identificados em investiga&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via das redes  sociais de crian&ccedil;as em meio escolar prim&aacute;rio (e.g., La Fert&eacute;  &amp; Legault, 1991; Ver&iacute;ssimo, 1992; Ver&iacute;ssimo &amp; Santos, 1991). </P>      <p><I>Composi&ccedil;&atilde;o das Unidades Sociais </I></P>      <p>A vasta maioria das crian&ccedil;as (76%) estava integrada em cliques sociais.    Os agregados sociais eram evidentes apenas num dos tr&ecirc;s grupos; e portanto    este tipo de agrupamento social emergiu como um tipo relativamente raro (8%    da amostra total). Finalmente, uma pequena percentagem de crian&ccedil;as (16%)    foi identificada como <I>perif&eacute;ricos</I>. N&atilde;o existiu evid&ecirc;ncia    de diferen&ccedil;as de g&eacute;nero em termos dos tr&ecirc;s tipos afiliativos    (Chi2 (2) = 3.50, <I>p</I>&gt;.17). A <a href="#t1">Tabela 1</a><a name="topt1"></a>    apresenta um sum&aacute;rio da distribui&ccedil;&atilde;o dos tipos afiliativos    no interior dos tr&ecirc;s grupos de pares. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a href="#topt1">TABELA 1</a><a name="t1"></a> </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><I>Composi&ccedil;&atilde;o dos Grupos por Tipo Afiliativo </I></P>  <TABLE   align="center" border=0 cellspacing=0 cellpadding=2 ><TR    ><TH   align="left" width="164"  valign="top" height="19"  ><B>Tipo Afiliativo</B> </TH ><TH   align="center" width="110"  valign="top" height="19"  >Grupo A </TH ><TH   align="center" width="98"  valign="top" height="19"  >Grupo B </TH ><TH   align="center" width="98"  valign="top" height="19"  >Grupo C </TH ><TH   align="right" width="55"  valign="top" height="19"  >Total </TH ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="164"  valign="middle" height="24"  >Raparigas </TH ><TH   align="center" width="110"  valign="bottom" height="24"  ></B>N=13 </TH ><TH   align="center" width="98"  valign="bottom" height="24"  >N=5 </TH ><TH   align="center" width="98"  valign="bottom" height="24"  >N=7 </TH ><TH   align="right" width="55"  valign="bottom" height="24"  >N=25 </TH ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="164"  valign="top" height="14"  >Membros de Cliques </TH ><TD    align="center" width="110"  valign="top" height="14"  >85% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="top" height="14"  >80% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="top" height="14"  >86% </TD ><TD    align="right" width="55"  valign="top" height="14"  >84% </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="164"  valign="top" height="14"  >Membros de Agregados </TH ><TD    align="center" width="110"  valign="top" height="14"  >0% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="top" height="14"  >0% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="top" height="14"  >0% </TD ><TD    align="right" width="55"  valign="top" height="14"  >0% </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="164"  valign="top" height="20"  >Perif&eacute;ricos </TH ><TD    align="center" width="110"  valign="top" height="20"  >15% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="top" height="20"  >20% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="top" height="20"  >14% </TD ><TD    align="right" width="55"  valign="top" height="20"  >16% </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="164"  valign="middle" height="24"  ><B>Rapazes</B> </TH ><TH   align="center" width="110"  valign="bottom" height="24"  ></B>N=10 </TH ><TH   align="center" width="98"  valign="bottom" height="24"  >N=16 </TH ><TH   align="center" width="98"  valign="bottom" height="24"  >N=13 </TH ><TH   align="right" width="55"  valign="bottom" height="24"  >N=39 </TH ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="164"  valign="top" height="14"  >Membros de Cliques </TH ><TD    align="center" width="110"  valign="top" height="14"  >90% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="top" height="14"  >56% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="top" height="14"  >77% </TD ><TD    align="right" width="55"  valign="top" height="14"  >62% </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="164"  valign="top" height="14"  >Membros de Agregados </TH ><TD    align="center" width="110"  valign="top" height="14"  >0% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="top" height="14"  >31% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="top" height="14"  >0% </TD ><TD    align="right" width="55"  valign="top" height="14"  >13% </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="164"  valign="top" height="20"  >Perif&eacute;ricos </TH ><TD    align="center" width="110"  valign="top" height="20"  >10% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="top" height="20"  >13% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="top" height="20"  >23% </TD ><TD    align="right" width="55"  valign="top" height="20"  >15% </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="164"  valign="bottom" height="23"  ><B>Total</B> </TH ><TH   align="center" width="110"  valign="bottom" height="23"  >N=23 </TH ><TH   align="center" width="98"  valign="bottom" height="23"  >N=21 </TH ><TH   align="center" width="98"  valign="bottom" height="23"  >N=20 </TH ><TH   align="right" width="55"  valign="bottom" height="23"  >N=64 </TH ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="164"  valign="middle" height="16"  >Membros de Cliques </TH ><TD    align="center" width="110"  valign="middle" height="16"  >87% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="middle" height="16"  >62% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="middle" height="16"  >80% </TD ><TD    align="right" width="55"  valign="middle" height="16"  >76% </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="164"  valign="top" height="14"  >Membros de Agregados </TH ><TD    align="center" width="110"  valign="top" height="14"  >0% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="top" height="14"  >24% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="top" height="14"  >0% </TD ><TD    align="right" width="55"  valign="top" height="14"  >8% </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="164"  valign="bottom" height="10"  >Perif&eacute;ricos </TH ><TD    align="center" width="110"  valign="bottom" height="10"  >13% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="bottom" height="10"  >14% </TD ><TD    align="center" width="98"  valign="bottom" height="10"  >20% </TD ><TD    align="right" width="55"  valign="bottom" height="10"  >16% </TD ></TR ></TABLE>      <p>&nbsp;</p>      <p>Os resultados da an&aacute;lise de redes para os tr&ecirc;s grupos comportou    um total de 16 subgrupos (14 cliques e 2 agregados) e 10 <I>perif&eacute;ricos    </I>para um total de 26 unidades sociais. A <a href="#t2">Tabela 2</a><a name="topt2"></a>    resume a informa&ccedil;&atilde;o sobre a composi&ccedil;&atilde;o dos subgrupos    para cada um dos grupos pr&eacute;-escolares. Globalmente, as estruturas afiliativas    dos tr&ecirc;s grupos eram similares quer em termos do n&uacute;mero total de    subgrupos como do n&uacute;mero de <I>perif&eacute;ricos</I>. A tend&ecirc;ncia    para a homogeneidade de g&eacute;nero nas cliques sociais foi evidente nos tr&ecirc;s    grupos. De facto, apenas duas das cliques sociais eram de composi&ccedil;&atilde;o    mista em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, uma no Grupo A e a outra no Grupo C.    As cliques sociais eram compostas por uma m&eacute;dia de 3,5 sujeitos (desvio-padr&atilde;o    de 1,2). Um teste t de <I>Student </I> n&atilde;o revelou diferen&ccedil;as    significativas no tamanho m&eacute;dio entre as cliques de raparigas e as de    rapazes (t (10) = -0.04, 2-tails, <I>p</I>&gt;.97). Os dois agregados sociais    identificados no Grupo B eram compostos respectivamente por dois e tr&ecirc;s    rapazes. Globalmente, a inspec&ccedil;&atilde;o dos resultados indicou que o    n&uacute;mero de perif&eacute;ricos era proporcional ao n&uacute;mero de subgrupos    em ambos os sexos. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a href="#topt2">TABELA 2</a><a name="t2"></a> </P>      <p align="center"><I>Composi&ccedil;&atilde;o dos Grupos por Unidades Sociais    </I></P>      <div align="center">   <table width="75%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td width="26%"><b>Unidades Sociais</b></td>       <td width="20%">    <div align="center"><b>Grupo A (N=23)</b></div></td>       <td width="20%">    <div align="center"><b>Grupo B(N=21)</b></div></td>       <td width="20%">    <div align="center"><b>Grupo C(N=20)</b></div></td>       <td width="14%">    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"><b>Total</b></div></td>     </tr>     <tr>        <td><b>Raparigas</b></td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>     </tr>     <tr>        <td>Cliques</td>       <td>    <div align="center">3</div></td>       <td>    <div align="center">1</div></td>       <td>    <div align="center">1</div></td>       <td>    <div align="center">5</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Agregados</td>       <td>    <div align="center">0</div></td>       <td>    <div align="center">0</div></td>       <td>    <div align="center">0</div></td>       <td>    <div align="center">0</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Perif&eacute;ricos</td>       <td>    <div align="center">2</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">1</div></td>       <td>    <div align="center">1</div></td>       <td>    <div align="center">4</div></td>     </tr>     <tr>        <td><b>Rapazes</b></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>Cliques</td>       <td>    <div align="center">1</div></td>       <td>    <div align="center">3</div></td>       <td>    <div align="center">3</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">7</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Agregados</td>       <td>    <div align="center">0</div></td>       <td>    <div align="center">2</div></td>       <td>    <div align="center">0</div></td>       <td>    <div align="center">2</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Perif&eacute;ricos</td>       <td>    <div align="center">1</div></td>       <td>    <div align="center">2</div></td>       <td>    <div align="center">3</div></td>       <td>    <div align="center">6</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Cliques Mistas</td>       <td>    <div align="center">1</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0</div></td>       <td>    <div align="center">1</div></td>       <td>    <div align="center">2</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Total de Unidades Sociais</td>       <td>    <div align="center">8</div></td>       <td>    <div align="center">9</div></td>       <td>    <div align="center">9</div></td>       <td>    <div align="center">26</div></td>     </tr>   </table> </div>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">DISCUSS&Atilde;O </P>      <p>No geral, os resultados emp&iacute;ricos forneceram suporte consistente ao  nosso objectivo principal. A an&aacute;lise revelou uma marcada semelhan&ccedil;a  nas estruturas afiliativas dos tr&ecirc;s grupos de pares com a larga maioria das  crian&ccedil;as integradas em cliques sociais coesivas. Os resultados obtidos  suportam a diversidade de tipos afiliativos assim como a consolida&ccedil;&atilde;o  progressiva dos la&ccedil;os afiliativos verificada nos resultados anteriores  baseados na observa&ccedil;&atilde;o directa dos padr&otilde;es de comportamento  afiliativo de crian&ccedil;as do primeiro ao terceiro ano de idade (Leclerc, 1991).  Os resultados alargam tamb&eacute;m os procedimentos multivariados baseados na  percep&ccedil;&atilde;o social de subgrupos para identifica&ccedil;&atilde;o de  tipos afiliativos em grupos escolares (Lafert&eacute;, 1992) &agrave; observa&ccedil;&atilde;o  directa de subgrupos afiliativos em grupos pr&eacute;-escolares. A an&aacute;lise  de redes afiliativas a partir da proximidade espacial e interesse partilhado em  actividades conjuntas pode ainda complementar os resultados obtidos a partir do  procedimento de nomea&ccedil;&atilde;o verbal de subgrupos com crian&ccedil;as  mais velhas. &Eacute; mais prov&aacute;vel que as diferen&ccedil;as em  fun&ccedil;&atilde;o da idade das crian&ccedil;as na capacidade de representar  com acuidade a estrutura coesiva do seu grupo, traduzam mudan&ccedil;as cognitivas  do que mudan&ccedil;as na organiza&ccedil;&atilde;o afiliativa de grupos de pares  est&aacute;veis. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p align="center"><B>SEGUNDO ESTUDO </B></p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">M&Eacute;TODO </P>      <p><I>Participantes </I></P>      <p>A amostra &eacute; constitu&iacute;da por um grupo de crian&ccedil;as  americanas, predominantemente caucasianas, que frequentavam um infant&aacute;rio  no <I>Institute of Child Development </I>em Minneapolis, Minnesota. As  crian&ccedil;as foram observadas durante tr&ecirc;s sess&otilde;es do ano  escolar (Outono, Inverno e Primavera). No princ&iacute;pio do Outono,  o grupo era composto por 22 crian&ccedil;as (8 raparigas e 14 rapazes;  com idades variando entre 48 e 58.8 meses). Duas raparigas deixaram o grupo  depois da sess&atilde;o de Outono, uma voltou a entrar no in&iacute;cio  da sess&atilde;o da Primavera. Vinte crian&ccedil;as participaram regularmente  ao longo de todo o ano escolar. Mais de metade das crian&ccedil;as eram  provenientes de fam&iacute;lias de trabalhadores com profiss&atilde;o liberal,  enquanto o resto pertencia a fam&iacute;lias de v&aacute;rios estatutos  socio-econ&oacute;micos. </P>      <p><I>Procedimentos </I></P>      <p>A proximidade espacial foi identificada utilizando a t&eacute;cnica do  vizinho-mais-pr&oacute;ximo (Lehner, 1979; Kummer, 1968). A amostragem focal s equencial das crian&ccedil;as foi conduzida na sala durante per&iacute;odos  de jogo livre nas tr&ecirc;s sess&otilde;es do ano escolar. Cada crian&ccedil;a  foi observada durante trinta segundos e o nome do seu vizinho-mais-pr&oacute;ximo  foi registado. Foram realizadas no m&iacute;nimo quarenta observa&ccedil;&otilde;es  por crian&ccedil;a durante a sess&atilde;o de Outono e no m&iacute;nimo cem  durante as sess&otilde;es de Inverno e Primavera. Os dois observadores  respons&aacute;veis pela recolha de dados mantiveram uma percentagem de  concord&acirc;ncia acima dos 80%. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">RESULTADOS </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Identifica&ccedil;&atilde;o das Redes Afiliativas </I></P>      <p>O primeiro passo da an&aacute;lise de redes envolveu a tabula&ccedil;&atilde;o  das observa&ccedil;&otilde;es do vizinho-mais-pr&oacute;ximo para cada crian&ccedil;a.  Foram designadas linhas da matriz di&aacute;dica &agrave;s crian&ccedil;as e as  frequ&ecirc;ncias observadas de proximidade espacial com cada um dos pares foram  introduzidas em colunas. Esta opera&ccedil;&atilde;o foi realizada separadamente  para cada sess&atilde;o. Como resultado foram obtidas tr&ecirc;s matrizes  di&aacute;dicas assim&eacute;tricas. Num segundo passo, cada matriz sofreu uma r ota&ccedil;&atilde;o pela diagonal e somada a si pr&oacute;pria. Ap&oacute;s esta  transforma&ccedil;&atilde;o, foram obtidas tr&ecirc;s matrizes di&aacute;dicas  sim&eacute;tricas. As matrizes de co-ocorr&ecirc;ncia di&aacute;dica foram utilizadas  para examinar a similitude dos perfis de associa&ccedil;&atilde;o. Os coeficientes  de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson proporcionaram medidas de similitude da  associa&ccedil;&atilde;o independentes da frequ&ecirc;ncia da mesma. Os coeficientes  de similitude dos perfis de associa&ccedil;&atilde;o foram obtidos para cada sess&atilde;o. </P>     <p>As matrizes de similitude foram analisadas com procedimentos de agrupamento  hier&aacute;rquico com liga&ccedil;&atilde;o completa. O ponto de corte dos dendrogramas  (<I>p</I>&lt;.05) separou as crian&ccedil;as com perfil &uacute;nico para este  n&iacute;vel de signific&acirc;ncia das inclu&iacute;das em subgrupos sociais.  As an&aacute;lise de qui-quadrado permitiram distinguir agregados sociais (Chi2  (1) &lt; 10.51, <I>p</I>&gt;.001) das cliques coesivas (Chi Square (1) &gt; 10.51,  <I>p</I>&lt;.001) em termos da associa&ccedil;&atilde;o selectiva entre co-membros.  A <a href="#f2">Figura 2</a><a name="topf2"></a> resume a identifica&ccedil;&atilde;o  das redes afiliativas para cada uma das tr&ecirc;s sess&otilde;es. Os tipos afiliativos  evidentes em cada uma das tr&ecirc;s estruturas inclu&iacute;ram mais uma vez,  membros de cliques, agregados e perif&eacute;ricos. </P>      <p align="CENTER"><a href="#topf2">Figura 2</a><a name="f2"></a> </p>    <p align="CENTER"><b> Estrutura afiliativa por  sessão</b></p>      <div align="CENTER"><img src="img/revistas/aps/v26n3/26n3a07f2.gif"> </div>    
<p><I>Legenda</I>: (C) Clique; (A) Agregado; (P) Perif&eacute;rico; (X) Ausente. </P>      <p align="center">&nbsp;</P>      <p>A <a href="#t3">Tabela 3</a><a name="topt3"></a> mostra a informa&ccedil;&atilde;o    sobre a composi&ccedil;&atilde;o dos tipos afiliativos no grupo ao longo das    tr&ecirc;s sess&otilde;es. Estes resultados descritivos revelam informa&ccedil;&atilde;o    estrutural consistente nos dois conjuntos de dados qualitativamente diferentes    (proximidade social <I>versus </I>vizinho mais pr&oacute;ximo) e de diferentes    contextos s&oacute;cio-culturais (Portugal <I>versus </I>EUA). A maioria das    crian&ccedil;as esteve claramente integrada em cliques sociais na primeira sess&atilde;o    escolar (68%). Embora durante a sess&atilde;o de Inverno apenas metade das crian&ccedil;as    foi identificada como membros de cliques, na Primavera esta propor&ccedil;&atilde;o    aumentou para 76%. N&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as de g&eacute;nero    em termos da adop&ccedil;&atilde;o de tipos afiliativos particulares em nenhuma    das tr&ecirc;s sess&otilde;es (Chi2 (2) = 3.90, <I>p</I>&gt;.14). As frequ&ecirc;ncias    relativas dos diferentes tipos afiliativos na sess&atilde;o da Primavera s&atilde;o    francamente semelhantes &agrave;s obtidas nos tr&ecirc;s grupos portugueses.  </P>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a href="#topt3">TABELA 3</a><a name="t3"></a> </P>     <p align="center"><I>Composi&ccedil;&atilde;o do Grupo por Tipo Afiliativo e Sess&atilde;o    </I></P>     <div align="center">   <table width="68%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td><b>Tipo Afiliativo</b></td>       <td>    <div align="center"><b>Outono</b></div></td>       <td>    <div align="center"><b>Inverno</b></div></td>       <td>    <div align="center"><b>Primavera</b></div></td>     </tr>     <tr>        <td><b>Total </b></td>       <td>    <div align="center">N=22</div></td>       <td>    <div align="center">N=20</div></td>       <td>    <div align="center">N=21</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Membros de Cliques</td>       <td>    <div align="center">68%</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">50%</div></td>       <td>    <div align="center">76%</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Membros de Agregados</td>       <td>    <div align="center">18%</div></td>       <td>    <div align="center">35%</div></td>       <td>    <div align="center">10%</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Perif&eacute;ricos</td>       <td>    <div align="center">14%</div></td>       <td>    <div align="center">15%</div></td>       <td>    <div align="center">14%</div></td>     </tr>     <tr>        <td><b>Rapazes</b></td>       <td>    <div align="center">N=14</div></td>       <td>    <div align="center">N=14</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">N=14</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Membros de Cliques</td>       <td>    <div align="center">64%</div></td>       <td>    <div align="center">50%</div></td>       <td>    <div align="center">79%</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Membros de Agregados</td>       <td>    <div align="center">29%</div></td>       <td>    <div align="center">43%</div></td>       <td>    <div align="center">7%</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Perif&eacute;ricos</td>       <td>    <div align="center">7%</div></td>       <td>    <div align="center">7%</div></td>       <td>    <div align="center">14%</div></td>     </tr>     <tr>        <td><b>Raparigas</b></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">N=8</div></td>       <td>    <div align="center">N=6</div></td>       <td>    <div align="center">N=7</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Membros de Cliques</td>       <td>    <div align="center">75%</div></td>       <td>    <div align="center">50%</div></td>       <td>    <div align="center">72%</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Membros de Agregados</td>       <td>    <div align="center">0%</div></td>       <td>    <div align="center">17%</div></td>       <td>    <div align="center">14%</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Perif&eacute;ricos</td>       <td>    <div align="center">25%</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">33%</div></td>       <td>    <div align="center">14%</div></td>     </tr>   </table> </div>     <p>&nbsp;</p>      <p><I>Composi&ccedil;&atilde;o das Unidades Sociais </I></P>      <p>Cliques, agregados e perif&eacute;ricos, caracterizaram a natureza e diversidade    de contextos afiliativos ao longo do ano. A <a href="#t4">Tabela 4</a><a name="topt4"></a>    resume a informa&ccedil;&atilde;o sobre a composi&ccedil;&atilde;o de unidades    sociais para cada uma das tr&ecirc;s sess&otilde;es. Globalmente, as tr&ecirc;s    estruturas s&atilde;o bastante semelhantes. O n&uacute;mero de perif&eacute;ricos    manteve-se relativamente constante indicando que a ligeira redu&ccedil;&atilde;o    no n&uacute;mero total de unidades sociais se deveu ao aumento do tamanho dos    subgrupos. Este aumento foi acompanhado da redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero    de agregados sociais; as crian&ccedil;as nestes subgrupos tendiam a tornar-se    membros de cliques na sess&atilde;o da Primavera. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a href="#topt4">TABELA 4</a><a name="t4"></a> </P>      <p align="center"><I>Composi&ccedil;&atilde;o do Grupo por Unidades Sociais e    Sess&atilde;o </I></P>     <div align="center">   <table width="75%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td><b>Unidades Sociais</b></td>       <td>    <div align="center"><b>Outono (N=22)</b></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"><b>Inverno (N=20)</b></div></td>       <td>    <div align="center"><b>Primavera (N=21)</b></div></td>       <td>    <div align="center"><b>Total</b></div></td>     </tr>     <tr>        <td><b>Raparigas</b></td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>     </tr>     <tr>        <td>Cliques</td>       <td>    <div align="center">2</div></td>       <td>    <div align="center">1</div></td>       <td>    <div align="center">1</div></td>       <td>    <div align="center">4</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Agregados</td>       <td>    <div align="center">0</div></td>       <td>    <div align="center">0</div></td>       <td>    <div align="center">0</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Social Outliers</td>       <td>    <div align="center">2</div></td>       <td>    <div align="center">2</div></td>       <td>    <div align="center">1</div></td>       <td>    <div align="center">5</div></td>     </tr>     <tr>        <td><b>Rapazes</b></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>Cliques</td>       <td>    <div align="center">3</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">3</div></td>       <td>    <div align="center">4</div></td>       <td>    <div align="center">10</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Agregados</td>       <td>    <div align="center">2</div></td>       <td>    <div align="center">2</div></td>       <td>    <div align="center">0</div></td>       <td>    <div align="center">4</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Social Outliers</td>       <td>    <div align="center">1</div></td>       <td>    <div align="center">1</div></td>       <td>    <div align="center">2</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">4</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Cliques Mistas</td>       <td>    <div align="center">1</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">1</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Agregados Mistos</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">1</div></td>       <td>    <div align="center">1</div></td>       <td>    <div align="center">2</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Total</td>       <td>    <div align="center">11</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">10</div></td>       <td>    <div align="center">9</div></td>       <td>    <div align="center">30</div></td>     </tr>   </table> </div>     <p>&nbsp;</p>      <p>Verificou-se uma forte tend&ecirc;ncia para a homogeneidade de g&eacute;nero  no interior das cliques sociais em cada sess&atilde;o. Uma &uacute;nica clique  mista, composta de duas crian&ccedil;as, foi identificada no Outono. Ainda nesta  sess&atilde;o foi identificado um agregado misto, composto por duas crian&ccedil;as.  Finalmente, um segundo agregado misto tamb&eacute;m composto por duas crian&ccedil;as,  foi identificado durante a sess&atilde;o de Inverno. As cliques sociais eram  compostas por uma m&eacute;dia de 2.7 crian&ccedil;as (<I>DP</I>=0.88). Um  teste t de <I>Student </I>n&atilde;o revelou diferen&ccedil;as significativas  de tamanho m&eacute;dio entre as cliques de raparigas e as de rapazes (t (12) = -1.258,  bi-caudal, p&gt;.23). Testes semelhantes n&atilde;o revelaram diferen&ccedil;as  significativas no tamanho das cliques entre as sess&otilde;es (Outono: <I>M</I>=2.5,  <I>DP</I>=.55; Inverno: <I>M</I>=2.5, <I>DP</I>=.58; Primavera: <I>M</I>=3.2, <I>DP</I>=1.30). </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">DISCUSS&Atilde;O </P>      <p>Os resultados descritivos deste estudo alargam os procedimentos multivariados  de an&aacute;lise de redes &agrave; observa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-enviesada  de pura proximidade espacial, e providenciam uma t&eacute;cnica inovadora e  complementar para a investiga&ccedil;&atilde;o em etologia social. Quer para  compara&ccedil;&otilde;es intra como inter-esp&eacute;cies, a aplica&ccedil;&atilde;o  de procedimentos de agrupamento multivariados pode ser realizada com uma diversidade  de grupos e popula&ccedil;&otilde;es sociais est&aacute;veis. Em estudos desenvolvimentais  e comparativos, a identifica&ccedil;&atilde;o de redes coesivas com base na  identifica&ccedil;&atilde;o do vizinho-mais-pr&oacute;ximo oferece uma t&eacute;cnica  adequada para observa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncias relativamente grandes,  em contextos mais ou menos diversos e entre diferentes classes de idade e sexo. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">DISCUSS&Atilde;O GERAL </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A aplica&ccedil;&atilde;o de procedimentos de an&aacute;lise de redes  no estudo da actividade afiliativa, fornece o complemento necess&aacute;rio  aos estudos etol&oacute;gicos tradicionais do conflito e domin&acirc;ncia  social entre pares. Ainda que h&aacute; quase duas d&eacute;cadas, v&aacute;rios  autores tenham repetidamente sublinhado que as actividades pro-sociais ocupam  a vasta maioria das trocas sociais em grupos de pares pr&eacute;-escolares, muita  pouca aten&ccedil;&atilde;o tem sido dada para tra&ccedil;ar as mudan&ccedil;as  desenvolvimentais na estrutura&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es sociais  coesivas. A similitude de associa&ccedil;&otilde;es di&aacute;dicas oferece  uma representa&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o afiliativa que  difere radicalmente dos procedimentos mais cl&aacute;ssicos que constroem  sociogramas a partir das prefer&ecirc;ncias di&aacute;dicas individuais. No geral,  a organiza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es afiliativas no interior  do grupo de pares deve ser vista como uma inst&acirc;ncia de co-adapta&ccedil;&atilde;o  din&acirc;mica. As trocas sociais endo-clique podem promover interesses comuns  e sentimentos de solidariedade crescente entre pares particulares. Por outro lado,  a interac&ccedil;&atilde;o social entre co-membros de cliques pode tamb&eacute;m  influenciar sentimentos de oposi&ccedil;&atilde;o interpessoal. A competi&ccedil;&atilde;o  individual pela lideran&ccedil;a ou pap&eacute;is de controlo pode fazer  decrescer os interesses comuns e em &uacute;ltima inst&acirc;ncia levar ao colapso  da unidade social. Em ambos os casos, a experi&ecirc;ncia partilhada no subgrupo  social pode contribuir para o desenvolvimento de estrat&eacute;gias mais  complexas de participa&ccedil;&atilde;o social. </P>     <p>A an&aacute;lise de similitude da associa&ccedil;&atilde;o di&aacute;dica  fornece um modelo gr&aacute;fico do sistema de grupo de pares como uma estrutura  colectiva compartimentalizada numa s&eacute;rie de unidades sociais discretas.  &Eacute; claro que, a descri&ccedil;&atilde;o da natureza das din&acirc;micas  sociais intra e inter-subgrupos sociais distintos representa um dos maiores  desafios em estudos futuros sobre como &eacute; que a ecologia social de  grupo constrange diferencialmente a adapta&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento  individuais. O uso complementar de procedimentos psicom&eacute;tricos e  estruturais em sociometria, para al&eacute;m da valida&ccedil;&atilde;o  rec&iacute;proca, permitir&aacute; contextualizar muita da informa&ccedil;&atilde;o  din&acirc;mica subjacente aos modelos contempor&acirc;neos de aceita&ccedil;&atilde;o  e rejei&ccedil;&atilde;o entre pares, assim como interpreta&ccedil;&otilde;es  correntes sobre a natureza e fun&ccedil;&atilde;o do estatuto sociom&eacute;trico  no interior do grupo de pares. </P>     <p>Quest&otilde;es futuras sobre como &eacute; que as escolhas afiliativas &ndash;  avaliadas quer em termos de observa&ccedil;&atilde;o de comportamento como de  entrevista sociom&eacute;trica &ndash; se relacionam com o estatuto  sociom&eacute;trico e a inser&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a na rede  afiliativa do grupo, possibilitar&atilde;o uma interface importante entre  duas metodologias de investiga&ccedil;&atilde;o, at&eacute; agora sobretudo  independentes, do estudo contempor&acirc;neo das rela&ccedil;&otilde;es entre pares.  De um modo geral, estudos mais sistem&aacute;ticos da  aceita&ccedil;&atilde;o-rejei&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a no grupo de  pares e respectiva rela&ccedil;&atilde;o com potenciais mudan&ccedil;as s ituacionais de perten&ccedil;a a subgrupos afiliativos, prometem novos  <I>insights </I>em rela&ccedil;&atilde;o processos de grupo din&acirc;micas  do desenvolvimento comportamental precoce. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">REFER&Ecirc;NCIAS </P>      <p>Abramovitch, R. (1976). The relation of attention and proximity rank  in the preschool children. In M. Chance &amp; R. Larsen (Eds.), <I>The social  structure of attention </I>(pp. 154-176). London: Wiley. </P>      <p>Altmann, J. (1974). Observational study of behavior: Sampling methods.  <I>Behavior, 49</I>, 227-265. </P>      <p>Asher, S. R., &amp; Dodge, K. A. (1986). Identifying children who  are rejected by their peers. <I>Developmental Psychology, 22</I>, 444-449. </P>      <p>Bernstein, I. S. (1970). Primate status hierarchies. In L. Rosenblum (Ed.),  <I>Primate behavior: Developments in field and laboratory research </I>(pp. 71-109).  New York: Academic Press. </P>      <p>Bernstein, I. S. (1980). Dominance: A theoretical perspective for ethologists.  In D. R. Omark, F. F. Strayer, &amp; D. G. Freedman (Eds.), <I>Dominance relations:  An ethological view of human conflict and social interaction </I>(pp. 71-184).  New York: Gartland Press. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bernstein, I. S. (1981). Dominance: The baby and the bathwater. <I>The  Behavioral and Brain Sciences, 4</I>, 419-457. </P>      <p>Cairns, R. B. (1983). Sociometry, psychometry, and social structure: A  commentary on six recent studies of popular, rejected, and neglected children.  <I>Merrill-Palmer Quarterly, 29</I>, 429-438. </P>      <p>Cairns, R. B., Perrins, J. E., &amp; Cairns, B. D. (1985). Social  structure and social cognition in early adolescence: Affiliative patterns.  <I>Journal of Early Adolescence, 5</I>, 339-355. </P>      <p>Cairns, R. B., Cairns, B. D., Neckermann, H. J., Gest, S., &amp; Gari&eacute;py,  J. L. (1988). Social networks and aggressive behavior: Peer support or peer rejection.  <I>Developmental Psychology, 24</I>, 815-823. </P>      <p>Cairns, R. B. Gari&eacute;py, J.-L., &amp; Kinderman, T. (1989).  <I>Identifying social clusters in natural settings</I>. Unpublished manuscript,  Center for Developmental Sciences, University of North Carolina at Chapel Hill. </P>      <p>Chance, M. R. A. (1967). Attention structure as the basis of primate rank orders.  <I>In Man, 2</I>, 503-518. </P>      <p>Chance, M. R. A., &amp; Jolly, C. J. (1970). <I>Social groups of monkeys,  apes and men</I>. London: Jonathan Cape. </P>      <p>Coie, J. D., &amp; Dodge, K. A. (1988). Multiple sources of data on  social behavior and social status in the school: A cross-age comparison.  <I>Child Development, 59</I>, 815-829. </P>      <p>Crook, J. H. (1970). Social organization and the environment: Aspects  of contemporary social ethology. <I>Animal Behavior, 18</I>, 197-209. </P>      <p>Hallinan, M. T. (1981). Recent advances in sociometry. In S. R. Asher,  &amp; J. M. Gottman (Eds.), <I>The development of children&rsquo;s friendships </I> (pp. 91-115). New York: Cambridge University Press. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Hawley, P. H., &amp; Little, T. D. (1999). The ontogenesis of social  dominance: A strategy-based evolutionary perspective. <I>Developmental Review,  19</I>, 97-132. </P>      <p>Hawley, P. H., &amp; Little, T. D. (1999). On winning some and losing some:  A social relations approach to social dominance in toddlers. <I>Merrill-Palmer  Quarterly, 45</I>, 185-214 </P>      <p>Hinde, R. A. (1974). The biological bases of human social behavior.  New York: MacGraw-Hill. </P>      <p>Hinde, R. A. (1979). <I>Towards understanding relationships</I>. London: Academic Press. </P>      <p>Hinde, R. A., &amp; Stevenson-Hinde, J. (1976). Towards understanding  relationships: Dynamic stability. In P. Bateson, &amp; R. Hinde (Eds.),  <I>Growing points in ethology </I>(pp. 451-479). Cambridge: Cambridge University Press. </P>      <p>Hold, B. (1977). Rank and behavior: An ethological study of preschool children.  <I>Homo, 28</I>, 158-188. </P>      <p>Kummer, H. (1968). <I>Social organization of hamadryas baboons</I>. Chicago:  University of Chicago Press. </P>      <p>Kummer, H. (1971). <I>Primate societies: Group techniques in ecological  adaptation</I>. Chicago: University of Chicago Press. </P>      <p>LaFert&eacute;, P. (1992). <I>La nature et le d&eacute;veloppement de  la structure affiliative dans les classes d&rsquo;&eacute;coliers  qu&eacute;b&eacute;cois du niveau primaire: une &eacute;tude transversale  et longitudinale</I>. Unpublished Ph.D. Thesis in Developmental Psychology.  Universit&eacute; du Qu&eacute;bec &agrave; Montr&eacute;al, Montr&eacute;al  (Qu&eacute;bec), Canada. </P>      <p>LaFert&eacute;, P., Leclerc D., &amp; Gari&eacute;py, J.-L. (1989, April).  <I>The nature and development of affiliative cliques in preschool peer groups</I>.  Biennial Meeting of the Society for Research in Child Development, Kansas City, USA. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>LaFert&eacute;, P., &amp; Legault, F. (1991). <I>A structural analyses  of sociometric classification of peer group status</I>. Biennial Meting of  the Society for Research in Child Development, Seattle, USA. </P>      <p>Leclerc, D. (1991). <I>Les exp&eacute;riences affiliatives entre pairs  durant la prime enfance</I>. Unpublished Ph.D. Thesis in Developmental Psychology.  Universit&eacute; du Qu&eacute;bec &agrave; Montr&eacute;al, Montr&eacute;al  (Qu&eacute;bec), Canada. </P>      <p>Legendre, L., &amp; Legendre, P. (1983). <I>Numerical Ecology</I>.  Amsterdam: Elsevier Scientific Publishing Company. </P>      <p>McGrew, W. C. (1970). Glossary of motor patterns of four-year-old  nursery school children. In S. Hutt, &amp; C. Hutt (Eds.), <I>Direct observation  and measurement of behavior </I>(pp. 210-218). Springfield, III: C. C.  Thomas. </P>      <P>McGrew, W. C. (1972). <I>An ethological study of children&rsquo;s behavior</I>.  New York: Academic Press.</P>       <P>Moreno, J. L. (1934). <I>Who shall survive? </I>Washington, DC: Nervous  and Mental Disease Publishing Company. </P>      <!-- ref --><p>Oliveira, M. E., &amp; Pires, A. (1989). Rela&ccedil;&otilde;es entre  escolhas sociom&eacute;tricas, tempos de proximidade e actividades  pr&eacute;-escolares. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 7</I>, 85-105. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000269&pid=S0870-8231200800030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Omark, D. R., Strayer, F. F., &amp; Freedman, D. (Eds.) (1980).  <I>Dominance relations: An ethological view of human conflict and social  interaction</I>. New York: Garland STPM Press. </P>      <p>Parker, J. F., &amp; Asher, S. R. (1987). Peer relations and later personal  adjustment: Are low-accepted children at risk? <I>Psychological Bulletin,  102</I>, 357-389. </P>      <p>Santos, A. J. (1990). <I>An&aacute;lise descritiva multivariada da  estrutura afiliativa de um grupo de crian&ccedil;as em meio pr&eacute;-escolar</I>.  Tese de Monografia em Psicologia Cl&iacute;nica n&atilde;o publicada. Lisboa:  Instituto Superior de Psicologia Aplicada. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Santos, A. J. (1993). <I>Preschool affiliative networks: A socio-structural  analysis of the behavioral ecology of natural peer groups</I>. Unpublished Ph.D.  Thesis in Developmental Psychology. Universit&eacute; du Qu&eacute;bec &agrave;  Montr&eacute;al, Montr&eacute;al (Qu&eacute;bec), Canada. </P>      <p>Santos, A. J., Vaughn, B. E., &amp; Bonnet, J. (2000). L&rsquo;influence  du r&eacute;seau affiliatif sur la r&eacute;partition de l&rsquo;attention  sociale chez l&rsquo;enfant en groupe pr&eacute;scolaire. <I>Revue des Sciences  de l&rsquo;&Eacute;ducation, 26</I>, 17-34. </P>      <p>Santos, A. J., Vaughn, B. E., &amp; Boost, K. (2007). <I>An Ethological  Study of Social Structures in Head Start Preschool Classrooms</I>. Boston:  72th Society for Research in Child Development. </P>      <p>Santos, A. J., Vaughn, B. E., &amp; Strayer, F. F. (1994, July).  <I>A socio-structural study of preschool affiliative networks and social  attention</I>. (Poster) Abstracts from the XIIIth Biennial Meeting of the  International Society for the Study of Behavioral Development, Amsterdam,  Netherlands. </P>      <p>Sarbin, T. (2004). <I>Suicide and empty identities. A global perspective  on problems of identity development and suicide in indigenous minority youth</I>.  Italy: Bellagio Study and Conference Center of The Rockefeller Foundation. </P>      <p>Savin-Williams, R. C. (1976). An ethological study of dominance formation  and maintenance in a group of human adolescents. <I>Child Development, 47</I>,  972-979. </P>      <p>Scott, J. (1990). <I>Social network analysis: A handbook</I>. London:  Sage Publications. </P>      <p>Soczka, L. (1974). &Eacute;thologie sociale et sociom&eacute;trie: Analyse  de la structure d&rsquo;un groupe de singes crabiers (<I>Macaca fascicularis irus</I>)  en captivit&eacute;. <I>Behaviour, 50</I>, 254-269. </P>      <p>Strayer, F. F. (1976). Learning and imitation as a function of social  status in macaque monkeys (<I>Macaca nemestrina</I>). <I>Animal Behavior,  24</I>, 835-848. </P>      <p>Strayer, F. F. (1980a). Child ethology and the study of preschool social  relations. In H. Foot, T. Chapman, &amp; J. Smith (Eds.), <I>Childhood friendships  and peer relationships </I>(pp. 235-265). London: John Wiley. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Strayer, F. F. (1980b). Social ecology of the preschool peer group.  In W. A. Collins (Ed.), <I>Development of cognition, affect and social  relations </I>(Vol. 13, pp. 165-196). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum  Associates. </P>      <p>Strayer, F. F. (1980c). Current problems in the study of dominance.  In D. R. Omark, F. F. Strayer, &amp; D. Freedman (Eds.), <I>Dominance  relations: An ethological view of human conflict and social interaction </I> (pp. 443-452). New York: Garland STPM Press. </P>      <p>Strayer, F. F. (1981). The organization and coordination of asymmetrical  social exchange among preschool children: A biological view of social power.  In M. Watts (Ed.), <I>Research methods in bio-politics </I>(Vol. 7, pp. 33-49).  San Francisco: Jossey Bass. </P>      <p>Strayer, F. F. (1989). Co-adaptation within the peer group: A psychobiological  study of early competence. In B. Schneider, G. Atilia, J. Nadel, &amp; R.  Weisman (Eds.), <I>Social competence in developmental perspective </I>(pp.  145-174). Dordecht, Netherlands: Kluwer Academic Publishers. </P>      <p>Strayer, F. F., Leclerc, D., &amp; LaFert&eacute;, P. (1988, November).  <I>Le d&eacute;veloppement des cliques affiliatifs au sein du groupe</I>.  Congr&egrave;s Annuel de la Soci&eacute;t&eacute; Qu&eacute;b&eacute;coise  pour la Recherche en Psychologie, Montr&eacute;al (Qu&eacute;bec), Canada. </P>      <p>Strayer, F. F., &amp; No&euml;l, J. M. (1986). The prosocial and anti-social  functions of preschool aggression: An ethological study of triadic conflict among  young children. In C. Zahn-Waxler (Ed.), <I>Altruism and aggression: Social  and sociobiological origins </I>(pp. 107-131). New York: Cambridge University  Press. </P>      <p>Strayer, F. F., &amp; Santos, A. J. (1996). Affiliative structures in preschool  play groups. In Robert B. Cairns (Guest Editor), Special issue: Developmental  approaches to social networks: methods, issues and findings. <I>Social Development,  5</I>, 117-130. </P>      <p>Strayer, F. F., &amp; Strayer, J. (1976). An ethological analysis of social  agonism and dominance relations among preschool children. <I>Child Development,  47</I>, 980-989. </P>      <p>Strayer, F. F., Tessier, O., &amp; Gari&eacute;py, J. L. (1985).  L&rsquo;activit&eacute; affiliative et le r&eacute;seau coh&eacute;sif chez  les enfants d&rsquo;&acirc;ge pr&eacute;scolaire. In R. Tremblay, M. Provost,  &amp; F. F. Strayer (Eds.), <I>&Eacute;thologie et d&eacute;veloppement de l&rsquo;enfant  </I>(pp. 291-308). Paris: Editions Stock/Laurence Pernoud. </P>      <p>Strayer, F. F., &amp; Trudel, M. (1984). Developmental changes in the  nature and functions of social dominance during the preschool years. <I>Ethology  and Sociobiology, 5</I>, 279-295. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Vaughn, B. E. (1999). Power is knowledge (and vice versa): A commentary  on &ldquo;On winning some and losing some&rdquo;: A social relations approach  to social dominance in toddlers. <I>Merrill-Palmer Quarterly, 45</I>, 215-225. </P>      <p>Vaughn, B., &amp; Santos, A. J. (2007). Why they don&rsquo;t all get along:  An evolutionary/ecological account of aggressive behavior and trait aggression  in human children and adolescents. In P. Hawley (Ed.), Aggression and adaptation:  The bright side to bad behavior (pp. 31-63). Matowah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates. </P>      <p>Vaughn, B., &amp; Santos, A. J. (2008). Behavioral structures governing  social transactions among young children: Affiliation and dominance in groups  of preschool age children. In Kenneth H. Rubin, William Bukowski, &amp; Brett Laursen  (Eds.), <I>Handbook of peer interactions, relationships, and groups </I>(pp. 195-214).  New York: Guilford Press. </P>      <p>Vaughn, B. E., &amp; Waters, E. (1980). Social organization among preschooler  peers: Dominance, attention and sociometric correlates. In D. R. Omark, F. F.  Strayer, &amp; D. Freedman (Eds.), <I>Dominance relations: An ethological view  of human conflict and social interaction </I>(pp. 359-380). New York: Garland. </P>      <p>Vaughn, B. E., &amp; Waters, E. (1981). Attention structure, sociometric  status, and dominance: Interrelations, behavioral correlates, and relationships  to social competence. <I>Developmental Psychology, 17</I>, 275-288. </P>      <p>Ver&iacute;ssimo, M. (1992, September). Cultural effects on the size of  sexually segregated social cliques among grade school children. In <I>Abstracts  from the Vth European Conference on Developmental Psychology</I>, Seville, Spain. </P>      <p>Ver&iacute;ssimo, M., &amp; Santos, A. J. (1991, April). A cross-cultural  analysis of affiliative structure in primary school groups. In <I>Abstracts  from the Biennial Meeting of the Society for Research in Child Development</I>,  Seattle, USA. </P>      <p>Youniss, J. (1980). <I>Parents and peers in social development: A Sullivan-Piaget  perspective</I>. Chicago: University of Chicago Press. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p>(<a href="#top1">*</a><a name="1"></a>) Agradecimentos: Os autores gostariam    de agradecer a todas as m&atilde;es, pais e crian&ccedil;as que aceitaram participar    neste estudo. Os autores gostariam ainda de agradecer a todos os colegas da    <B><I>Linha 1, Psicologia do Desenvolvimento</I></B>, da UIPCDE pelos seus coment&aacute;rios    valiosos. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contactos: <a href="mailto:asantos@ispa.pt">asantos@ispa.pt</a>, UIPCDE, Instituto    Superior de Psicologia Aplicada, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa,    Portugal. </P>     <p>(<a href="#top2">**</a><a name="2"></a>) UIPCDE, Instituto Superior de Psicologia    Aplicada, Lisboa, Portugal. </P>     <p>(<a href="#top3">***</a><a name="3"></a>) Department of Family and Child Studies,    Auburn University, USA. </P>     <p>(<a href="#top4">****</a><a name="4"></a>) D&eacute;partement de Psychologie,    Universit&eacute; Victor Segalen Bordeaux 2, France. </P>     <p>(<a href="#top5">*****</a><a name="5"></a>) Bolseiro FCT (FCT-SFRH/BD/27489/2006),    UIPCDE, Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa, Portugal. </P>       ]]></body><back>
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<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Pires]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Relações entre escolhas sociométricas, tempos de proximidade e actividades pré-escolares.]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>1989</year>
<volume>7</volume>
<page-range>85-105</page-range></nlm-citation>
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