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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Implicações da Neurocognição e da Auto-eficácia na Predição do Funcionamento Psicossocial de Pessoas com Esquizofrenia]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The main purpose of this study was to identify neurocognitive constructs that seems to be differential predictors of distinct dimensions of psychosocial functioning, and to analyze the additional contribution of self-efficacy as a possible predictor. To achieve those goals, a sample of 37 participants with schizophrenia were assessed in their psychosocial functioning, self-efficacy and neurocognitive functioning. We performed regression analysis to obtain the predictive models, using enter and stepwise methods. The initial predictive models explained between 17% and 67% of the variance on the psychosocial functioning dimensions. The main neurocognitive predictors were working memory, attention/vigilance, processing speed, logic reasoning, and visual-spatial memory. We didn’t found any significant predictor of the dimension non-turbulence. In the models in which self-efficacy entered has a dependent variable, was accounted as a significant predictor of self-care and social contact. The results suggest that the promotion of psychosocial functioning should include interventions aimed to improve cognitive skills and to develop a more positive sense of self-efficacy.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Implica&ccedil;&otilde;es da Neurocogni&ccedil;&atilde;o e da Auto-efic&aacute;cia na  Predi&ccedil;&atilde;o do Funcionamento Psicossocial de Pessoas com Esquizofrenia</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="right">Nuno Rocha (<a href="#1">*</a><a name="top1"></a>)</P>     <p align="right">Cristina Queir&oacute;s (<a href="#2">**</a><a name="top2"></a>)</P>     <p align="right">Susana Aguiar (<a href="#2">**</a><a name="top2"></a>)</P>     <p align="right">Ant&oacute;nio Marques (<a href="#1">*</a><a name="top1"></a>)  </P>      <p>&nbsp;</p>     <p align="center">RESUMO </P>     <p>Este estudo teve como objectivos principais identificar constructos neurocognitivos que  se apresentam de modo diferencial como preditores de dimens&otilde;es espec&iacute;ficas do  funcionamento psicossocial de pessoas com Esquizofrenia, e analisar o contributo adicional da  auto-efic&aacute;cia geral como poss&iacute;vel vari&aacute;vel preditora. Para tal,  constitu&iacute;mos uma amostra composta por 37 pessoas com Esquizofrenia, que avaliamos com  uma bateria de testes neurocognitivos e com instrumentos de funcionamento psicossocial e de  auto-efic&aacute;cia. Recorremos a an&aacute;lises de regress&atilde;o para a obten&ccedil;&atilde;o  dos modelos preditores, com recurso aos m&eacute;todos <I>stepwise </I>e <I>enter</I>. Os modelos  preditores iniciais explicaram entre 17% e 67% da vari&acirc;ncia nas diferentes dimens&otilde;es  do funcionamento psicossocial. Os preditores neurocognitivos significativos foram a mem&oacute;ria  de trabalho, a aten&ccedil;&atilde;o, a velocidade de processamento, o racioc&iacute;nio l&oacute;gico  e a mem&oacute;ria visuo-espacial. N&atilde;o encontramos qualquer preditor significativo dos  comportamentos de N&atilde;o-perturba&ccedil;&atilde;o. Nos modelos realizados com a auto-efic&aacute;cia,  verificamos que esta se constituiu como preditor significativo da dimens&atilde;o Auto-cuidado e Contacto social.  Estes resultados sugerem que a promo&ccedil;&atilde;o do funcionamento psicossocial (com excep&ccedil;&atilde;o  dos comportamentos violentos ou de perturba&ccedil;&atilde;o) poder&aacute; passar pela interven&ccedil;&atilde;o  sistem&aacute;tica ao n&iacute;vel do desenvolvimento de compet&ecirc;ncias cognitivas e de  percep&ccedil;&otilde;es mais positivas de efic&aacute;cia pessoal. </P>      <p><I>Palavras-chave: </I>Auto-efic&aacute;cia, Esquizofrenia, Funcionamento Psicossocial,  Neurocogni&ccedil;&atilde;o. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p align="center">ABSTRACT </P>      <p>The main purpose of this study was to identify neurocognitive constructs that seems to  be differential predictors of distinct dimensions of psychosocial functioning, and to analyze  the additional contribution of self-efficacy as a possible predictor. To achieve those goals,  a sample of 37 participants with schizophrenia were assessed in their psychosocial functioning,  self-efficacy and neurocognitive functioning. We performed regression analysis to obtain the  predictive models, using enter and stepwise methods. The initial predictive models explained  between 17% and 67% of the variance on the psychosocial functioning dimensions. The main  neurocognitive predictors were working memory, attention/vigilance, processing speed, logic  reasoning, and visual-spatial memory. We didn&rsquo;t found any significant predictor of the  dimension non-turbulence. In the models in which self-efficacy entered has a dependent variable,  was accounted as a significant predictor of self-care and social contact. The results suggest  that the promotion of psychosocial functioning should include interventions aimed to improve  cognitive skills and to develop a more positive sense of self-efficacy. </P>      <p><I>Key words: </I>Neurocognition, Psychosocial functioning, Schizophrenia, Self-efficacy. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P>      <p>&Eacute; hoje um dado inquestion&aacute;vel para a maioria dos investigadores que um  dos aspectos centrais, se n&atilde;o fundamentais, da caracteriza&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica  da Esquizofrenia, se prende com as disfun&ccedil;&otilde;es neurocognitivas a si associadas. Estas  parecem coexistir com altera&ccedil;&otilde;es estruturais e funcionais de diversas regi&otilde;es  cerebrais, entre as quais destacamos as &aacute;reas frontais, temporais e peri-ventriculares,  e os n&uacute;cleos cinzentos centrais (Manoach, 2003; Shenton, Dickey, Frumin, &amp; McCarley, 2001;  Wright, Rabe-Hesketh, Woodruff, David, Murray, &amp; Bullmore, 2000). Do ponto de vista neurofuncional,  h&aacute; evid&ecirc;ncia suficiente para se afirmar que a Esquizofrenia parece envolver mais  uma disfun&ccedil;&atilde;o neuro-circuit&aacute;ria do que simplesmente uma disrup&ccedil;&atilde;o  do funcionamento de uma determinada &aacute;rea cerebral circunscrita (Mendrek, Laurens, Kiehl,  Ngan, Stip, &amp; Liddle, 2004). </P>     <p>A identifica&ccedil;&atilde;o de um processo central de deteriora&ccedil;&atilde;o mental  acompanhou desde cedo a caracteriza&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica da Esquizofrenia, sendo  poss&iacute;vel encontrar refer&ecirc;ncias a disfun&ccedil;&otilde;es no plano cognitivo nas  descri&ccedil;&otilde;es originais de Kraepelin (1909/1913), que referia, em rela&ccedil;&atilde;o  aos seus doentes, que &ldquo;<I>&eacute; muito comum que eles percam simultaneamente a inclina&ccedil;&atilde;o  e a capacidade de manter, por iniciativa pr&oacute;pria, a sua aten&ccedil;&atilde;o fixa durante  algum tempo&rdquo; </I>(p. 22); que <I>&ldquo;&eacute; muita muitas vezes bastante dif&iacute;cil  faz&ecirc;-los prestar aten&ccedil;&atilde;o&rdquo; </I>(p. 22); que <I>&ldquo;no in&iacute;cio  da doen&ccedil;a h&aacute;, invariavelmente, uma perda da actividade mental e com ela uma certa  pobreza do pensamento&rdquo; </I>(p. 34); e que <I>&ldquo;est&atilde;o distra&iacute;dos, desatentos,  cansados, entorpecidos, n&atilde;o t&ecirc;m prazer no trabalho, a sua mente divaga, perdem o contacto,  n&atilde;o podem &lsquo;manter os pensamentos na mente&rsquo;&hellip;&rdquo; </I>(p. 38). </P>     <p>Actualmente, os d&eacute;fices cognitivos da Esquizofrenia s&atilde;o considerados centrais  na patofisiologia da doen&ccedil;a, encontrando-se presentes no momento do primeiro epis&oacute;dio  da doen&ccedil;a (Bilder, Goldman, Robinson, Reiter, Bell, Bates, <I>et al.</I>, 2000; Caspi,  Reichenberg, Weiser, Rabinowitz, Kaplan, Knobler, <I>et al.</I>, 2003; Censits, Ragland, Gur, &amp;  Gur, 1997), sendo que algumas componentes desta disfun&ccedil;&atilde;o parecem ocorrer de forma  moderada nos per&iacute;odos da inf&acirc;ncia e da adolesc&ecirc;ncia (Jones, Rodgers, Murray, &amp;  Marmot, 1994). Comparativamente com sujeitos normais, os sujeitos esquizofr&eacute;nicos tendem  a ter um n&iacute;vel de desempenho severamente alterado, com valores que podem ir de 1 a 3  desvios-padr&otilde;es abaixo dos valores normativos em diferentes provas neurocognitivas  (Harvey &amp; Keefe, 2001; Heinrichs &amp; Zakzanis, 1998; Marques-Teixeira, 2005), estimando-se  que estas altera&ccedil;&otilde;es cognitivas possam ser prevalentes em pelo menos 75% dos casos  (Marques-Teixeira, 2005; O&rsquo;Carroll, 2000; Palmer, Heaton, Paulsen, Kuck, Braff, Harris,  <I>et al.</I>, 1997). </P>     <p>De acordo com o consenso obtido no &acirc;mbito do projecto norte-americano denominado  <I>Measurement and Treatment Research to Improve Cognition in Schizophrenia</I>, da iniciativa  do <I>National Institute of Mental Health</I>, as principais &aacute;reas cognitivas lesadas  s&atilde;o a velocidade de processamento, a aten&ccedil;&atilde;o/ /vigil&acirc;ncia, a mem&oacute;ria  de trabalho verbal e n&atilde;o verbal, a aprendizagem verbal e visual, o racioc&iacute;nio e  resolu&ccedil;&atilde;o de problemas e a cogni&ccedil;&atilde;o social (Green &amp; Nuechterlein, 2004). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos &uacute;ltimos anos, impulsionados pela constata&ccedil;&atilde;o de que a Esquizofrenia se  trata de uma das mais severas e incapacitantes formas de psicopatologia, associada a graves  limita&ccedil;&otilde;es no funcionamento psicossocial, alguns trabalhos t&ecirc;m sido desenvolvidos  com o intuito de perceber a rela&ccedil;&atilde;o entre os d&eacute;fices neurocognitivos e a resposta  funcional na Esquizofrenia. Para responder &agrave; quest&atilde;o se os indicadores neurocognitivos  se relacionam com a funcionalidade dos indiv&iacute;duos, Green, Kern, Braff, e Mintz (2000) desenvolveram  um trabalho de revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura e de meta-an&aacute;lise de 37 estudos,  tendo analisado quais os constructos neurocognitivos que se encontravam relacionados com tr&ecirc;s  tipos poss&iacute;veis de resposta funcional gen&eacute;rica: sucesso na aquisi&ccedil;&atilde;o de  compet&ecirc;ncias psicossociais, resolu&ccedil;&atilde;o de problemas sociais em contexto laboratorial (recorrendo, por exemplo, ao <I>role-play</I>) e resultados comunit&aacute;rios ou actividades di&aacute;rias.  Encontraram replica&ccedil;&atilde;o dos resultados que lhes permitiram associar a ordena&ccedil;&atilde;o  de cartas (atrav&eacute;s do teste WCST), a mem&oacute;ria verbal secund&aacute;ria, a mem&oacute;ria  verbal imediata (mem&oacute;ria de trabalho) e a vigil&acirc;ncia/ /aten&ccedil;&atilde;o a pelo menos um destes tr&ecirc;s tipos de resultados funcionais globais. Os <I>Effect Sizes </I>variaram  entre pequeno-m&eacute;dio e m&eacute;dio-grande. Conclu&iacute;ram que os sujeitos com dificuldades em  reter novas informa&ccedil;&otilde;es (especialmente sob a forma de mensagem verbal), em evocar  conscientemente informa&ccedil;&otilde;es retidas h&aacute; algum tempo, em realizar as tarefas com  rapidez, em planear e gerar hip&oacute;teses e em responder eficiente-mente ao <I>feedback </I>ambiental,  tender&atilde;o a ter maiores dificuldades em aprender novas aptid&otilde;es, a tomar parte de  interac&ccedil;&otilde;es sociais, em fazer correctamente um trabalho ou em resolver problemas de  acordo com as mudan&ccedil;as contextuais que possam entretanto emergir. </P>     <p>Deste e doutros estudos que t&ecirc;m vindo a ser realizados, ressalta a exist&ecirc;ncia  de uma rela&ccedil;&atilde;o entre estas vari&aacute;veis, apesar de os dados serem mais imprecisos  quando se trata de estabelecer esta rela&ccedil;&atilde;o com dom&iacute;nios espec&iacute;ficos do  funcionamento psicossocial e de qualidade de vida, nomeadamente da capacidade de realizar diferentes  tipologias de actividades da vida di&aacute;ria, das compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias para  desempenhar um trabalho, das compet&ecirc;ncias sociais exigidas para viver de forma adequada na  sociedade e dos comportamentos desajustados/agressivos, entre outros. Acrescenta-se ainda o facto de  serem praticamente inexistentes estudos desta natureza no panorama nacional, exceptuando-se talvez os  realizados por Alvarez, Machado, Pastor-Fernandes, Marins, e Marques-Teixeira (2005) e por Machado,  Pastor-Fernandes, e Marques-Teixeira (2005), que contudo n&atilde;o apresentaram an&aacute;lises  regressivas que permitissem identificar diferencialmente preditores significativos. </P>     <p>Outro factor que tem vindo a ser progressivamente assimilado nos modelos vigentes de  interven&ccedil;&atilde;o na Sa&uacute;de e na Doen&ccedil;a, e consequentemente no seio do  movimento de reabilita&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica, &eacute; o constructo da auto-efic&aacute;cia,  por via da influ&ecirc;ncia que se sup&otilde;e ter (no plano conceptual) nos esfor&ccedil;os de  <I>coping </I>e no funcionamento psicossocial. Segundo Bandura (1966, cit. in Pratt, Mueser, Smith,  &amp; Lu, 2005), o constructo da auto-efic&aacute;cia reporta-se &agrave;s cren&ccedil;as acerca  das capacidades que possu&iacute;mos para desempenhar um comportamento ou tarefa. Para Gon&ccedil;alves  (1999), s&atilde;o as percep&ccedil;&otilde;es de auto-efic&aacute;cia que melhor determinam o  in&iacute;cio de um comportamento e a implementa&ccedil;&atilde;o de uma actividade, a quantidade  de esfor&ccedil;o despendido numa tarefa e a persist&ecirc;ncia do indiv&iacute;duo perante os  obst&aacute;culos que surjam. </P>     <p>Contudo, mesmo sendo not&oacute;ria a crescente e comprovada relev&acirc;ncia da vari&aacute;vel  auto-efic&aacute;cia pessoal nos resultados em Sa&uacute;de, verifica-se uma escassez de estudos  que a tenham analisado conjuntamente com a neurocogni&ccedil;&atilde;o (ou at&eacute; mesmo isoladamente)  na determina&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de funcionalidade de pessoas com Esquizofrenia, sendo que  qualquer afirma&ccedil;&atilde;o acerca desta rela&ccedil;&atilde;o carece ainda de maior valida&ccedil;&atilde;o  emp&iacute;rica. Dos dois estudos encontrados em que se utilizou a auto-efic&aacute;cia como vari&aacute;vel  relacionada com o resultado funcional, um analisou o seu valor preditor nas respostas de coping (Ventura,  Nuechterlein, Subotnik, Green, &amp; Gitlin, 2004) e o outro estudou a sua potencialidade como mediador d as rela&ccedil;&otilde;es entre os sintomas negativos, o funcionamento pr&eacute;-m&oacute;rbido e o  funcionamento cognitivos, com o funcionamento psicossocial (Pratt <I>et al.</I>, 2005). Ventura e  colaboradores (2004) estudaram 29 sujeitos com uma perturba&ccedil;&atilde;o do espectro da Esquizofrenia,  verificando que a auto-efic&aacute;cia e a aten&ccedil;&atilde;o/ /vigil&acirc;ncia constitu&iacute;am  os preditores significativos de um modelo de regress&atilde;o que procurou explicar a varia&ccedil;&atilde;o  dos resultados ao n&iacute;vel do coping de abordagem ou activo (Roth &amp; Cohen, 1986).  A auto-efic&aacute;cia foi capaz de explicar uma parte maior da varia&ccedil;&atilde;o dos valores.  Pratt e colaboradores (2005) analisaram 85 sujeitos, tamb&eacute;m com uma perturba&ccedil;&atilde;o  do espectro da Esquizofrenia, verificando que, independentemente, a auto-efic&aacute;cia encontrava-se  correlacionada com o funcionamento psicossocial, n&atilde;o tendo, contudo, apresentado caracter&iacute;sticas  de mediador, de acordo com o modelo que inicialmente se pretendia testar. </P>     <p>Assim, este estudo tem como objectivo identificar constructos neurocognitivos que se  apresentem de modo diferencial como preditores de dimens&otilde;es espec&iacute;ficas do  funcionamento psicossocial de pessoas com Esquizofrenia, e analisar o contributo adicional  da auto-efic&aacute;cia geral como poss&iacute;vel vari&aacute;vel preditora. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">M&Eacute;TODO </P>      <p><I>Participantes </I></P>      <p>Foram seleccionadas 37 pessoas com o diagn&oacute;stico de Esquizofrenia (sendo 32 do sexo masculino)  efectuado pelo m&eacute;dico psiquiatra de refer&ecirc;ncia do utente, de acordo com os crit&eacute;rios  preconizados no DSM-IV-TR (American Psychiatric Association, 2000), com idades compreendidas entre 2 5 e os 53 anos de idade (<I>M=</I>41,89; <I>DP</I>=8,47), a partir de tr&ecirc;s institui&ccedil;&otilde;es  que d&atilde;o apoio a pessoas com problemas sa&uacute;de mental, na regi&atilde;o Norte do Pa&iacute;s.  A maioria dos participantes eram solteiros (73%) e apenas 8,1% se encontrava a trabalhar (com contrato  normal de trabalho). Registou-se um n&iacute;vel de escolaridade em geral reduzido, com cerca de 51,3%  dos participantes a apresentarem uma escolaridade igual ou inferior ao 9&ordm; ano. Todos os participantes  encontravam-se compensados do ponto de vista psicopatol&oacute;gico no momento da avalia&ccedil;&atilde;o  e a tomar medica&ccedil;&atilde;o antipsic&oacute;tica. Foram exclu&iacute;dos todos os sujeitos que  apresentassem les&otilde;es neurol&oacute;gicas prim&aacute;rias, abuso de subst&acirc;ncias e/ou  defici&ecirc;ncia mental concomitante com o diagn&oacute;stico de Esquizofrenia. </P>      <p><I>Instrumentos </I></P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><U>Avalia&ccedil;&atilde;o neurocognitiva </U></P>      <p>Todos os participantes foram avaliados com uma bateria de testes neurocognitivos, que  inclu&iacute;ram o Teste d2 de aten&ccedil;&atilde;o (Brickenkamp, 2004), o Teste <I>Stroop </I>(Golden, 1999),  as tarefas de c&oacute;pia e mem&oacute;ria da Figura Complexa de Rey (Rocha &amp; Coelho, 1988),  os subtestes Vocabul&aacute;rio, C&oacute;digo, Aritm&eacute;tica, Mem&oacute;ria de D&iacute;gitos,  Pesquisa de S&iacute;mbolos, e Sequ&ecirc;ncia de Letras e N&uacute;meros da <I>Wechsler Adult Intelligence  </I><I>Scale III </I>(Wechsler, 1997, vers&atilde;o portuguesa), o cognitivo. Procur&aacute;mos analisar  os participantes <I>Wisconsin Card Sorting Test </I>(Heaton, Chelune, do ponto de vista da aten&ccedil;&atilde;o,  organiza&ccedil;&atilde;o e Talley, Kay, &amp; Curtiss, 1993) e o Teste IA mem&oacute;ria visuo-espacial,  mem&oacute;ria de trabalho, (Amaral, 1966). </P>     <p>Na <a href="#t1">Tabela 1</a><a name="topt1"></a> apresentamos a descri&ccedil;&atilde;o    sum&aacute;ria dos testes e a sua distribuição por domínio cognitivo. Procurámos    analisar os participantes do ponto de vista da atenção, organizaçãp e memória    visuo-espacial, memória de trabalho, velocidade de processamento, competências    verbais, c&aacute;lculo e racioc&iacute;nio l&oacute;gico, funcionamento executivo,    e capacidade intelectual geral. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a href="#topt1">TABELA 1</a><a name="t1"></a> </P>     <p align="center"><I>Descri&ccedil;&atilde;o dos scores obtidos atrav&eacute;s        da bateria de testes neurocognitivos e dom&iacute;nio cognitivo a que genericamente        correspondem </I></P     >     <TABLE      ]]></body>
<body><![CDATA[ align="center" border=1 cellspacing=0 cellpadding=2     >       <TR       >         <TD        align="left" width="137"  valign="top" height="13"      ><b>Instrumentos </b></TD     >         <TD        align="left" width="521"  valign="top" height="13"      ]]></body>
<body><![CDATA[><b>Descri&ccedil;&atilde;o dos <I>scores </I></b></TD     >         <TD        align="left" width="164"  valign="top" height="13"      ><b>Dom&iacute;nio Cognitivo </b></TD     >       </TR     ><TR       ><TD        align="left" width="137"  valign="top" height="57"      ]]></body>
<body><![CDATA[>Teste d2 (Brickenkamp, 2004) </TD     ><TD        align="left" width="521"  valign="top" height="57"      >C&aacute;lculo proposto pelo autor, que leva em considera&ccedil;&atilde;o as respostas correctas numa tarefa composta por 14 linhas com 47 letras cada, em que se deve assinalar todos os alvos (letras <I>d </I>com dois ap&oacute;strofos acima ou abaixo, ou com um apostrofo acima e outro abaixo), bem como as omiss&otilde;es e os erros. </TD     ><TD        align="left" width="164"  valign="top" height="57"      >Aten&ccedil;&atilde;o sustentada </TD     ></TR     ><TR       ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="left" width="137"  valign="top" height="44"      >Teste <I>Stroop </I>(Golden, 1999) </TD     ><TD        align="left" width="521"  valign="top" height="44"      >1 &ndash; N&uacute;mero m&aacute;ximo de palavras correctamente enunciadas na tarefa de nomea&ccedil;&atilde;o de cores e na tarefa de nomea&ccedil;&atilde;o de palavras. </TD     ><TD        align="left" width="164"  valign="middle" height="44"      >Velocidade de processamento e aten&ccedil;&atilde;o sustentada (<I>Cores e Palavras</I>) </TD     ></TR     >     ]]></body>
<body><![CDATA[  <TR       >          <TD width="137" height="29"        align="left"  valign="top"      ><font color="#FFFFFF">h</font></TD>         <TD width="521" height="29"        align="left"  valign="middle"      >2 &ndash; Score de Interfer&ecirc;ncia, calculado com base nos indicadores acima            mencionados e no desempenho da tarefa em que h&aacute; conflito entre a            palavra escrita e a sua colora&ccedil;&atilde;o. </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[>         <TD width="164" height="29"        align="left"  valign="middle"      >Aten&ccedil;&atilde;o selectiva <I>(Stroop Interfer&ecirc;ncia) </I></TD     >       </TR     ><TR       ><TD        align="left" width="137"  valign="top" height="57"      >Tarefa de c&oacute;pia da Figura Complexa de <I>Rey </I>(A. M. Rocha &amp; Coelho, 1988) </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="left" width="521"  valign="top" height="57"      >N&ordm; de elementos correctamente desenhados durante a c&oacute;pia de um desenho geom&eacute;trico complexo. </TD     ><TD        align="left" width="164"  valign="top" height="57"      >Organiza&ccedil;&atilde;o visuo-espacial </TD     ></TR     ><TR       ><TD        align="left" width="137"  valign="top" height="57"      ]]></body>
<body><![CDATA[>Tarefa de mem&oacute;ria da Figura Complexa de <I>Rey </I>(A. M. Rocha &amp; Coelho, 1988) </TD     ><TD        align="left" width="521"  valign="top" height="57"      >N&ordm; de elementos correctamente desenhados durante a reprodu&ccedil;&atilde;o por mem&oacute;ria de um desenho geom&eacute;trico complexo. </TD     ><TD        align="left" width="164"  valign="top" height="57"      >Mem&oacute;ria visuo-espacial </TD     ></TR     ><TR       ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="left" width="137"  valign="middle" height="44"      >Mem&oacute;ria de D&iacute;gitos &ndash; WAIS III (Wechsler, 1997) </TD     ><TD        align="left" width="521"  valign="top" height="44"      >Total de sequ&ecirc;ncias de n&uacute;meros reproduzidas verbalmente, em ordem directa e inversa </TD     ><TD        align="left" width="164"  valign="top" height="44"      >Mem&oacute;ria de trabalho </TD     ></TR     ><TR       ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="left" width="137"  valign="top" height="41"      >Sequ&ecirc;ncia de Letras e N&uacute;meros &ndash; WAIS III (Wechsler, 1997) </TD     ><TD        align="left" width="521"  valign="top" height="41"      >Total de sequ&ecirc;ncias de letras e n&uacute;meros reproduzida verbalmente, nas quais se devem em primeiro lugar indicar os n&uacute;meros em ordem crescente, e por &uacute;ltimo as letras por ordem crescente do alfabeto. </TD     >         <TD        align="left" width="164"  valign="top" height="41"      ><font color="#FFFFFF">s</font></TD>     ]]></body>
<body><![CDATA[  </TR     ><TR       ><TD        align="left" width="137"  valign="top" height="57"      >Pesquisa de S&iacute;mbolos &ndash; WAIS III (Wechsler, 1997) </TD     ><TD        align="left" width="521"  valign="top" height="57"      >N&uacute;mero m&aacute;ximo de itens respondidos durante um tempo limite de dois minutos, em que os participantes devem observar um grupo alvo com dois s&iacute;mbolos e um grupo de pesquisa, com cinco s&iacute;mbolos, para que, a partir da compara&ccedil;&atilde;o entre cada um destes grupos, possam decidir se algum dos s&iacute;mbolos do grupo alvo est&aacute; presente no grupo de pesquisa. </TD     ><TD        align="left" width="164"  valign="top" height="57"      ]]></body>
<body><![CDATA[>Velocidade de Processamento </TD     ></TR     ><TR       ><TD        align="left" width="137"  valign="top" height="53"      >C&oacute;digo &ndash; WAIS III (Wechsler, 1997) </TD     ><TD        align="left" width="521"  valign="bottom" height="53"      >N&uacute;mero de respostas correctas numa tarefa em que, recorrendo a uma chave que faz corresponder um n&uacute;mero a um s&iacute;mbolo, cada participante dever&aacute; desenhar por baixo de cada n&uacute;mero da folha de respostas o s&iacute;mbolo correspondente. </TD     >     ]]></body>
<body><![CDATA[    <TD        align="left" width="164"  valign="top" height="53"      ><font color="#FFFFFF">s</font></TD>       </TR     ><TR       ><TD        align="left" width="137"  valign="bottom" height="17"      >Vocabul&aacute;rio &ndash; WAIS </TD     >         <TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="left" width="521"  valign="top" height="17"      ><font color="#FFFFFF">s</font></TD>         <TD        align="left" width="164"  valign="top" height="17"      ><font color="#FFFFFF">s</font></TD>       </TR     ><TR       ><TD        align="left" width="137"  valign="top" height="28"      >III (Wechsler, 1997) </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="left" width="521"  valign="top" height="28"      >N&uacute;mero de defini&ccedil;&otilde;es correctas ou parcialmente correctas, expressas verbalmente, de palavras apresentadas num cart&atilde;o e lidas em voz alta pelo avaliador. </TD     ><TD        align="left" width="164"  valign="top" height="28"      >Compet&ecirc;ncias verbais </TD     ></TR     ><TR       ><TD        align="left" width="137"  valign="middle" height="32"      ]]></body>
<body><![CDATA[>Aritm&eacute;tica &ndash; WAIS III (Wechsler, 1997) </TD     ><TD        align="left" width="521"  valign="middle" height="32"      >N&uacute;mero de c&aacute;lculos mentais correctamente solucionados dentro do per&iacute;odo de tempo limite estipulado. </TD     ><TD        align="left" width="164"  valign="top" height="32"      >C&aacute;lculo-L&oacute;gica </TD     ></TR     ><TR       ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="left" width="137"  valign="middle" height="44"      ><I>Wisconsin Card Sorting Test </I>(Heaton et al., 1993) </TD     ><TD        align="left" width="521"  valign="middle" height="44"      >1 &ndash; N&uacute;mero de categorias completas, formadas a partir de uma s&eacute;rie de 10 ensaios correctos. 2 &ndash; Percentagem de erros perseverativos, calculada a partir dos ensaios incorrectos em que os participantes mantiveram o crit&eacute;rio de resposta, apesar de ter sido dado feedback em contr&aacute;rio. </TD     ><TD        align="left" width="164"  valign="top" height="44"      >Fun&ccedil;&otilde;es executivas </TD     ></TR     ><TR       ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="left" width="137"  valign="top" height="40"      >Teste IA </TD     ><TD        align="left" width="521"  valign="bottom" height="40"      >N&uacute;mero de respostas correctas numa tarefa constitu&iacute;da por s&eacute;ries de itens que cont&ecirc;m um desenho incompleto, e entre seis a oito poss&iacute;veis modelos de encaixe, dos quais apenas um &eacute; suscept&iacute;vel de preencher correctamente o desenho. </TD     ><TD        align="left" width="164"  valign="top" height="40"      >Capacidade intelectual geral </TD     ></TR     ]]></body>
<body><![CDATA[></TABLE>     <p>&nbsp;</p>      <p><U>Funcionamento psicossocial </U></P>      <p>Para procedermos &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do funcionamento psicossocial  recorremos ao instrumento <I>Life Skills Profile </I>(LSP, de Rosen, Hadzi-Pavlovic, &amp; Parker,  1989). Neste estudo, utilizamos a vers&atilde;o portuguesa autorizada (LSP-VP-39), desenvolvida  por Rocha, Queir&oacute;s, Aguiar, e Marques (2006). O LSP-VP-39 &eacute; um instrumento  de observa&ccedil;&atilde;o naturalista que compreende 39 itens, descritos comportamentalmente  e de forma precisa (evitando o risco de avalia&ccedil;&otilde;es globais ou abstractas), que s&atilde;o  cotados numa escala que varia entre um e quatro, e no qual uma pontua&ccedil;&atilde;o mais elevada  reflecte melhores n&iacute;veis de funcionamento psicossocial. Estes itens agrupam-se nas seguintes  cinco dimens&otilde;es chave, que ser&atilde;o consideradas neste estudo: <I>Auto-cuidados </I>(e.g.,  higiene, vestir, prepara&ccedil;&atilde;o de alimentos), <I>N&atilde;o-perturba&ccedil;&atilde;o </I>(e.g.,  comportamentos ofensivos, viol&ecirc;ncia, intrusividade, controlo da zanga), <I>Contacto Social </I> (e.g., amizades, interesses e actividades interpessoais), <I>Comunica&ccedil;&atilde;o </I>(e.g.,  compet&ecirc;ncias conversacionais, gestualidade) e <I>Responsabilidade </I>(e.g., coopera&ccedil;&atilde;o,  responsabilidade com pertences pessoais, responsabilidade na toma de medicamentos). O estudo provis&oacute;rio  desta escala apresenta valores satisfat&oacute;rios de consist&ecirc;ncia interna, com um valor de Alpha  de Cronbach de &alpha;=0,86 para a escala total e com valores nas cinco dimens&otilde;es que variam  entre &alpha;=0,65 (Responsabilidade) e &alpha;=0,82 (Contacto Social). </P>      <p><U>Auto-efic&aacute;cia </U></P>      <p>Como medida de avalia&ccedil;&atilde;o da auto-efic&aacute;cia geral socorremo-nos da  Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o da Auto-efic&aacute;cia Geral (EAAG), desenvolvida por  Pais-Ribeiro (1995) a partir da <I>Self-Efficacy Scale </I>criada por Sherer, Madux, Mercandante,  Prentice-Dunn, Jacobs, e Rogers (1982). Esta escala compreende 15 itens, cotados numa escala  tipo Likert de sete posi&ccedil;&otilde;es, que varia entre <I>discordo totalmente </I>e <I>concordo  totalmente</I>. O somat&oacute;rio de todos os itens que comp&otilde;em a EAAG oferece-nos um  resultado que reflecte os n&iacute;veis de auto-efic&aacute;cia geral. Quanto maior a cota&ccedil;&atilde;o,  mais positiva &eacute; a percep&ccedil;&atilde;o subjectiva de efic&aacute;cia pessoal. A an&aacute;lise  da consist&ecirc;ncia interna para a escala total apresentou um <I>Alfa </I>de <I>Cronbach </I>de &alpha;=0,84. </P>      <p><I>Procedimentos </I></P>      <p>Numa fase inicial, os participantes foram esclarecidos, em sess&otilde;es de grupo ou  individuais, acerca da natureza do estudo, tendo sido garantida a total confidencialidade no  processo de tratamento dos dados. A sua participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria foi posteriormente  validada atrav&eacute;s do preenchimento da declara&ccedil;&atilde;o de consentimento informado.  De seguida, numa ou duas sess&otilde;es com dura&ccedil;&atilde;o compreendida entre 1 a 2 horas,  cada participante foi avaliado com recursos &agrave;s provas cognitivas e preencheu a Escala de  Avalia&ccedil;&atilde;o da Auto-efic&aacute;cia Geral (EAAG). Entretanto, foi solicitado aos  t&eacute;cnicos de sa&uacute;de mental de refer&ecirc;ncia (psic&oacute;logos e terapeutas ocupacionais)  que avaliassem os participantes com o teste LSP-VP-39, tendo sido previamente esclarecidas todas  d&uacute;vidas acerca do seu preenchimento. Neste processo, garantiu-se que os t&eacute;cnicos que  realizaram a avalia&ccedil;&atilde;o com o LSP-VP-39 desconhecessem os resultados da avalia&ccedil;&atilde;o  neurocognitiva realizada pelos autores do estudo. Assim, para garantir a isen&ccedil;&atilde;o das  observa&ccedil;&otilde;es, os autores do estudo apenas solicitaram os resultados do LSP-VP-39 de cada  participante ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o da respectiva avalia&ccedil;&atilde;o neurocognitiva. </P>     <p>Posteriormente, nos casos em que foi solicitado, o autor principal do estudo deslocou-se aos locais  onde foi realizada a investiga&ccedil;&atilde;o para apresentar os resultados &agrave; equipa t&eacute;cnica e  aos utentes interessados, discutindo com estes &uacute;ltimos a sua relev&acirc;ncia para a vida di&aacute;ria,  nomeadamente na &oacute;ptica da import&acirc;ncia do envolvimento no processo de reabilita&ccedil;&atilde;o  e da resolu&ccedil;&atilde;o de problemas decorrentes das dificuldades cognitivas. </P>      <p><I>An&aacute;lise estat&iacute;stica </I></P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados do estudo foram analisados com recurso ao programa SPSS Vers&atilde;o 14.0.  Inicialmente procedemos &agrave; determina&ccedil;&atilde;o dos coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o  momento/produto de <I>Pearson </I>para analisar a for&ccedil;a e direc&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es  estabelecidas entre as vari&aacute;veis em estudo (neuro-cogni&ccedil;&atilde;o, auto-efic&aacute;cia  e funcionamento psicossocial). Para a obten&ccedil;&atilde;o dos modelos preditores das diferentes  dimens&otilde;es de funcionamento psicossocial (conforme conceptualizadas no LSP-VP-39), recorremos  &agrave; an&aacute;lise de regress&atilde;o (regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla), tendo sido  inicialmente empregue o m&eacute;todo <I>stepwise </I>para determinar os preditores neurocognitivos  do funcionamento psicossocial. A vari&aacute;vel idade foi inclu&iacute;da em todas as an&aacute;lises  como vari&aacute;vel independente, de forma a averiguar poss&iacute;veis associa&ccedil;&otilde;es.  Introduzimos ainda a vari&aacute;vel auto-efic&aacute;cia em modelos hier&aacute;rquicos de  regress&atilde;o para analisar a vari&acirc;ncia adicional da sua inclus&atilde;o nos modelos  preditores anteriormente identificados. Na realiza&ccedil;&atilde;o de todas as an&aacute;lises de  regress&atilde;o tivemos o cuidado de observar escrupulosamente os pressupostos relacionados com a  independ&ecirc;ncia das observa&ccedil;&otilde;es (ou aus&ecirc;ncia de auto-correla&ccedil;&atilde;o)  e a aus&ecirc;ncia de multicolinearidade, de modo a evitar que inviabilizassem a realiza&ccedil;&atilde;o  de regress&otilde;es m&uacute;ltiplas. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">RESULTADOS </P>      <p>Previamente &agrave; explora&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o    de modelos preditores das diferentes dimens&otilde;es do funcionamento psicossocial    verificamos, atrav&eacute;s de an&aacute;lises de correla&ccedil;&atilde;o,    se estes constructos variavam em fun&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias    neurocognitivas e da auto-efic&aacute;cia geral. De uma forma global encontramos    uma rela&ccedil;&atilde;o em geral forte entre os diferentes constructos neurocognitivos    e os diferentes dom&iacute;nios de funcionamento psicossocial (<a href="#t2">Tabela    2</a><a name="topt2"></a>). &Eacute; excep&ccedil;&atilde;o a esta an&aacute;lise    global o que se observa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; N&atilde;o-perturba&ccedil;&atilde;o,    que n&atilde;o se mostra correlacionada significativamente com nenhuma das dimens&otilde;es    neurocognitivas consideradas neste estudo. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a href="#topt2">TABELA 2</a><a name="t2"></a></P>       <P align="center"><I>Correla&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis neurocognitivas    e os dom&iacute;nios de funcionamento psicossocial (n=37)</I></P>     <div align="center">   <table width="65%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td width="18%">&nbsp;</td>       <td width="14%">&nbsp;</td>       <td colspan="3">    <div align="center">Dom&iacute;nios de Funcionamento Psicossocial            (LSP)</div></td>       <td width="21%">&nbsp;</td>     </tr>     <tr>        <td>Teste cognitivo</td>       <td>    <div align="center">Auto-cuidado</div></td>       <td width="17%">    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">N&atilde;o-perturba&ccedil;&atilde;o</div></td>       <td width="15%">    <div align="center">Contacto social</div></td>       <td width="15%">    <div align="center">Comunica&ccedil;&atilde;o</div></td>       <td>    <div align="center">Responsabilidade</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Score Total Teste d2</td>       <td>    <div align="center">0.591**</div></td>       <td>    <div align="center">-0.134</div></td>       <td>    <div align="center">0.374*</div></td>       <td>    <div align="center">0.492**</div></td>       <td>    <div align="center">-0.140</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Stroop - Palavras</td>       <td>    <div align="center">0.503**</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">-0.118</div></td>       <td>    <div align="center">0.271</div></td>       <td>    <div align="center">0.467**</div></td>       <td>    <div align="center">0.278</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Stroop - Cores</td>       <td>    <div align="center">0.650**</div></td>       <td>    <div align="center">0.021</div></td>       <td>    <div align="center">0.413*</div></td>       <td>    <div align="center">0.498**</div></td>       <td>    <div align="center">0.209</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Stroop Interfer&ecirc;ncia</td>       <td>    <div align="center">0.376*</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0.067</div></td>       <td>    <div align="center">0.266</div></td>       <td>    <div align="center">0.338*</div></td>       <td>    <div align="center">0.077</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Rey - C&oacute;pia</td>       <td>    <div align="center">0.591**</div></td>       <td>    <div align="center">0.198</div></td>       <td>    <div align="center">0.421**</div></td>       <td>    <div align="center">0.533**</div></td>       <td>    <div align="center">0.341*</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Rey - Mem&oacute;ria</td>       <td>    <div align="center">0.537**</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0.208</div></td>       <td>    <div align="center">0.426**</div></td>       <td>    <div align="center">0.369*</div></td>       <td>    <div align="center">0.244</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Mem&oacute;ria de D&iacute;gitos</td>       <td>    <div align="center">0.690**</div></td>       <td>    <div align="center">0.234</div></td>       <td>    <div align="center">0.217</div></td>       <td>    <div align="center">0.516**</div></td>       <td>    <div align="center">0.412**</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Seq. Letras e N&uacute;meros</td>       <td>    <div align="center">0.538**</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0.008</div></td>       <td>    <div align="center">0.397*</div></td>       <td>    <div align="center">0.417*</div></td>       <td>    <div align="center">0.226</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Pesquisa de S&iacute;mbolos</td>       <td>    <div align="center">0.674**</div></td>       <td>    <div align="center">-0.073</div></td>       <td>    <div align="center">0.499**</div></td>       <td>    <div align="center">0.600**</div></td>       <td>    <div align="center">0.210</div></td>     </tr>     <tr>        <td>C&oacute;digo</td>       <td>    <div align="center">0.628**</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">-0.081</div></td>       <td>    <div align="center">0.473**</div></td>       <td>    <div align="center">0.557**</div></td>       <td>    <div align="center">0.079</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Vocabul&aacute;rio</td>       <td>    <div align="center">0.584**</div></td>       <td>    <div align="center">0.016</div></td>       <td>    <div align="center">0.117</div></td>       <td>    <div align="center">0.370*</div></td>       <td>    <div align="center">0.287</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Aritm&eacute;tica</td>       <td>    <div align="center">0.579**</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0.018</div></td>       <td>    <div align="center">0.499**</div></td>       <td>    <div align="center">0.441**</div></td>       <td>    <div align="center">0.278</div></td>     </tr>     <tr>        <td>% Erros Perseverativos</td>       <td>    <div align="center">-0.506**</div></td>       <td>    <div align="center">-0.108</div></td>       <td>    <div align="center">-0.297</div></td>       <td>    <div align="center">-0.358*</div></td>       <td>    <div align="center">-0.015</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Categorias</td>       <td>    <div align="center">0.370*</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0.119</div></td>       <td>    <div align="center">0.325*</div></td>       <td>    <div align="center">0.296</div></td>       <td>    <div align="center">0.019</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Teste IA</td>       <td>    <div align="center">0.556**</div></td>       <td>    <div align="center">-0.027</div></td>       <td>    <div align="center">0.385*</div></td>       <td>    <div align="center">0.515**</div></td>       <td>    <div align="center">0.200</div></td>     </tr>   </table> </div>     <p align="center"><I>Nota: </I>*<I>p&lt;</I>0.05, **<I>p&lt;</I>0.01. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Vendo com maior pormenor os outros dom&iacute;nios de funcionamento psicossocial, notamos  que os Auto-cuidados e a Comunica&ccedil;&atilde;o se encontram significativamente correlacionados  com todos os factores neurocognitivos considerados, com excep&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel  Categorias do WCST em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o. Ainda no que se  refere &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o, ressalta o facto de estar relacionada com aspectos  cognitivos que n&atilde;o se encontram interligados com mais nenhum dom&iacute;nio do funcionamento  psicossocial (com excep&ccedil;&atilde;o do Auto-cuidado, que recebe contribui&ccedil;&otilde;es de  todos os indicadores neurocognitivos). </P>     <p>Quanto ao Contacto Social, registam-se correla&ccedil;&otilde;es significativas    com a aten&ccedil;&atilde;o (nomeadamente em rela&ccedil;&atilde;o ao Teste    d2 e &agrave; tarefa Cores do Teste <I>Stroop</I>), com a organiza&ccedil;&atilde;o    e mem&oacute;ria visuo-espacial (conforme avaliadas pela tarefa de C&oacute;pia    e de Mem&oacute;ria do Teste da Figura Complexa de <I>Rey</I>), com a mem&oacute;ria    de trabalho (atrav&eacute;s da Sequ&ecirc;ncia de Letras e N&uacute;meros),    com a velocidade de processamento (quer na Pesquisa de S&iacute;mbolos, quer    no C&oacute;digo), com a capacidade de cálculo e de raciocínio lógico (conforme    avaliados na prova de Aritmética), com as funções executivas (em relação ao    número de Categorias completas no WCST, que são um indicador de capacidade de    conceptual) e com as funções intelectuais globais (mensuradas através do Teste    IA). No que se refere à Responsabilidade demonstrada pelos participantes, verificou-se que os factores    neurocognitivos mais associados são a capacidade de organização visuo-espacial (tarefa de Cópia da Figura    Complexa de <i>Rey</i> e a memória de trabalho (Memória de Dígitos). </P>     <p>Semelhantemente ao realizado com as variáveis cognitivas, correlacionamos as    variáveis cognitivas, correlacionamos as variaáveis de funcionamento psicossocial    com a auto-eficácia geral (<a href="#t3">Tabela 3</a><a name="topt3"></a>),    tendo-se assinalado a presença de relações significativas com o Auto-cuidado,    com o Contacto Social e com a Comunicação.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a href="#topt3">TABELA 3</a><a name="t3"></a></P>      <P align="center"><I>Correla&ccedil;&otilde;es entre a auto-eficácia geral e os  dom&iacute;nios de funcionamento psicossocial e de qualidade de vida (n=37)</I></P>     <div align="center">   <table width="45%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td>Dom&iacute;nios de Funcionamento Psicossocial (LSP)</td>       <td>Auto-efic&aacute;cia Geral</td>     </tr>     <tr>        <td>Auto-cuidado</td>       <td>0.503**</td>     </tr>     <tr>        <td>N&atilde;o-Perturba&ccedil;&atilde;o</td>       <td>-0.137</td>     </tr>     <tr>        <td>Contacto Social</td>       <td>0.515**</td>     </tr>     <tr>        <td>Comunica&ccedil;&atilde;o</td>       <td>0.385*</td>     </tr>     <tr>        <td>Responsabilidade</td>       <td>0.244</td>     </tr>   </table> </div>     <p align="center"><I>Nota: </I>*<I>p&lt;</I>0.05, **<I>p&lt;</I>0.01. </P>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com o objectivo de isolar as vari&aacute;veis neurocognitivas que mais contribuem para  a previs&atilde;o do funcionamento psicossocial e da qualidade de vida, realizamos an&aacute;lises  explorat&oacute;rias de regress&atilde;o, atrav&eacute;s do m&eacute;todo <I>stepwise</I>, tendo sido introduzidas como vari&aacute;veis independentes os factores neurocognitivos considerados no estudo.  Para detectar qualquer efeito interferente da vari&aacute;vel idade, esta foi inclu&iacute;da em  todas as an&aacute;lises de regress&atilde;o, n&atilde;o tendo sido, contudo, identificada como  preditor significativo em qualquer um dos modelos. &Agrave; semelhan&ccedil;a de estudos que  recorreram a m&eacute;todos de tratamento estat&iacute;stico an&aacute;logos aos que aqui  utilizamos (e.g., Lysaker &amp; Davis, 2004; Lysaker, Davis, Lightfoot, Hunter, &amp; Stasburger, 2005),  aceitamos nos modelos de regress&atilde;o as vari&aacute;veis independentes com um n&iacute;vel de  signific&acirc;ncia estat&iacute;stica de <I>p&lt;</I>0.10, por considerarmos ser inaceit&aacute;vel  e imprudente excluir vari&aacute;veis que se enquadram no limiar da signific&acirc;ncia estat&iacute;stica  e que oferecem um contributo consider&aacute;vel para o modelo global de predi&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel  dependente. </P>     <P>Na <a href="#t4">Tabela 4</a><a name="topt4"></a> encontra-se o resumo do modelo    de regress&atilde;o que teve como vari&aacute;vel dependente o Auto-cuidado.    Este modelo &eacute; significativo e explica uma grande parte da vari&acirc;ncia    dos resultados encontrados ao n&iacute;vel desta dimens&atilde;o (aproximadamente    67%), tendo como preditores significativos a Mem&oacute;ria de D&iacute;gitos,    a tarefa Cores do Teste Stroop, e a Pesquisa de S&iacute;mbolos [<I>F</I>(3,33)=21.95,    <I>p&lt;</I>0.001]. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a href="#topt4">TABELA 4</a><a name="t4"></a></p>     <p align="center"><I>Resumo do modelo de regress&atilde;o para a predi&ccedil;&atilde;o    da dimens&atilde;o Auto-cuidado (m&eacute;todo stepwise, </I>n<I>=37) </I></P>     <div align="center">   <table width="65%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center"><i>F</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>sig.</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>R<sup>2</sup></i></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>Modelo Global</td>       <td>    <div align="center">21.954</div></td>       <td>    <div align="center">0.000**</div></td>       <td>    <div align="center">0.666</div></td>       <td>    <div align="center">&beta;</div></td>       <td>    <div align="center">T</div></td>       <td>    <div align="center"><i>Sr<sup>2</sup></i></div></td>       <td>    <div align="center">sig.</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Preditores</td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>Mem&oacute;ria de D&iacute;gitos</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0.408</div></td>       <td>    <div align="center">3.388</div></td>       <td>    <div align="center">0.116</div></td>       <td>    <div align="center">0.002**</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Stroop - Cores</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0.298</div></td>       <td>    <div align="center">2.330</div></td>       <td>    <div align="center">0.055</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0.026*</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Pesquisa de S&iacute;mbolos</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0.284</div></td>       <td>    <div align="center">2.120</div></td>       <td>    <div align="center">0.045</div></td>       <td>    <div align="center">0.042*</div></td>     </tr>   </table> </div>     <p align="center"><I>Nota: </I>*<I>p&lt;</I>0.05, **<I>p&lt;</I>0.01. </P>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto ao modelo de regress&atilde;o realizado tendo como vari&aacute;vel dependente    o Contacto Social (<a href="#t5">Tabela 5</a><a name="topt5"></a>), verificamos    que este apresenta como preditores significativos a Aritm&eacute;tica e a tarefa    de Mem&oacute;ria do Teste da Figura Complexa de Rey, que no seu conjunto explicam    cerca de 32% da vari&acirc;ncia total [<I>F</I>(2,34)=7.96, <I>p&lt;</I>0.01].  </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a href="#topt5">TABELA 5</a><a name="t5"></a></P>      <P align="center"><I>Resumo do modelo de regress&atilde;o para predi&ccedil;&atilde;o    da dimens&atilde;o Contacto Social (m&eacute;todo stepwise, n=37)</I> </P>     <div align="center">   <table width="65%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center"><i>F</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>sig.</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>R<sup>2</sup></i></div></td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>     </tr>     <tr>        <td>Modelo Global</td>       <td>    <div align="center">7.963</div></td>       <td>    <div align="center">0.001*</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0.319</div></td>       <td>    <div align="center">&beta;</div></td>       <td>    <div align="center">T</div></td>       <td>    <div align="center"><i>Sr<sup>2</sup></i></div></td>       <td>    <div align="center">sig.</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Preditores</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>     </tr>     <tr>        <td>Aritm&eacute;tica</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center">0.397</div></td>       <td>    <div align="center">2.621</div></td>       <td>    <div align="center">0.138</div></td>       <td>    <div align="center">0.013*</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Rey - Mem&oacute;ria</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0.283</div></td>       <td>    <div align="center">1.870</div></td>       <td>    <div align="center">0.070</div></td>       <td>    <div align="center">0.070<sup>I</sup></div></td>     </tr>   </table> </div>     <p align="center"><I>Nota: </I><Sup>I</Sup><I>p</I>&lt;0.08, *<I>p&lt;</I>0.05,    **<I>p&lt;</I>0.01. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p>No que diz respeito &agrave; predi&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel Comunica&ccedil;&atilde;o    (<a href="#T6">Tabela 6</a><a name="topt6"></a>), obtivemos um modelo de regress&atilde;o    significativo, cujas vari&aacute;veis preditoras encontradas foram a Pesquisa    de S&iacute;mbolos e a Mem&oacute;ria de D&iacute;gitos. Estas vari&aacute;veis,    no seu conjunto, predizem cerca de 42% da vari&acirc;ncia total dos resultados    da dimens&atilde;o Comunica&ccedil;&atilde;o [<I>F</I>(2,34)=12.15, <I>p&lt;</I>0.001].  </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a href="#topt6">TABELA 6</a><a name="t6"></a></p>     <p align="center"><I>Resumo do modelo de regress&atilde;o para predi&ccedil;&atilde;o    da dimens&atilde;o Responsabilidade (m&eacute;todo stepwise, n=37)</I> </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">   <table width="65%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center"><i>F</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>sig.</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>R<sup>2</sup></i></div></td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>     </tr>     <tr>        <td>Modelo Global</td>       <td>    <div align="center">7.963</div></td>       <td>    <div align="center">0.001*</div></td>       <td>    <div align="center">0.319</div></td>       <td>    <div align="center">&beta;</div></td>       <td>    <div align="center">T</div></td>       <td>    <div align="center"><i>Sr<sup>2</sup></i></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">sig.</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Preditores</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>     </tr>     <tr>        <td>Pesquisa de S&iacute;mbolos</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center">0.455</div></td>       <td>    <div align="center">2.963</div></td>       <td>    <div align="center">0.151</div></td>       <td>    <div align="center">0.006**</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Mem&oacute;ria de D&iacute;gitos</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center">0.279</div></td>       <td>    <div align="center">1.816</div></td>       <td>    <div align="center">0.057</div></td>       <td>    <div align="center">0.078<sup>I</sup></div></td>     </tr>   </table> </div>     <P align="center"><I>Nota: </I><Sup>I</Sup><I>p</I>&lt;0.08, ** <I>p&lt;</I>0.01.  </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Por fim, encontramos tamb&eacute;m um modelo significativo para a predi&ccedil;&atilde;o    da Responsabilidade (<a href="#t7">Tabela 7</a><a name="topt7"></a>), que contou    apenas com um preditor significativo, a Mem&oacute;ria de D&iacute;gitos. Este    modelo explica apenas 17% da variabilidade dos valores da Responsabilidade [<I>F</I>(1,35)=13.7,    <I>p&lt;</I>0.05]. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a href="#topt7">TABELA 7</a><a name="t7"></a></p>     <p align="center"><I>Resumo do modelo de regress&atilde;o para predi&ccedil;&atilde;o    da dimens&atilde;o Comunica&ccedil;&atilde;o (m&eacute;todo stepwise, n=37)    </I></p>     <div align="center">   <table width="65%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center"><i>F</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>sig.</i></div></td>       <td>    <div align="center"><i>R<sup>2</sup></i></div></td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>     </tr>     <tr>        <td>Modelo Global</td>       <td>    <div align="center">7.963</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0.001*</div></td>       <td>    <div align="center">0.319</div></td>       <td>    <div align="center">&beta;</div></td>       <td>    <div align="center">T</div></td>       <td>    <div align="center"><i>Sr<sup>2</sup></i></div></td>       <td>    <div align="center">sig.</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Preditores</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>     </tr>     <tr>        <td>Mem&oacute;ria de D&iacute;gitos</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center">0.412</div></td>       <td>    <div align="center">2.676</div></td>       <td>    <div align="center">0.170</div></td>       <td>    <div align="center">0.011*</div></td>     </tr>   </table> </div>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><I>Nota: </I>*<I>p&lt;</I>0.05. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p>N&atilde;o apresentamos nenhum modelo preditor da dimens&atilde;o N&atilde;o-perturba&ccedil;&atilde;o  pelo facto de n&atilde;o termos encontrado qualquer correla&ccedil;&atilde;o significativa com as  vari&aacute;veis consideradas como poss&iacute;veis preditoras. </P>     <p>Com o objectivo de testar na nossa amostra a auto-efic&aacute;cia geral  como preditor do funcionamento psicossocial das pessoas com Esquizofrenia,  fizemos novas an&aacute;lises de regress&atilde;o com recurso a modelos hier&aacute;rquicos,  tendo-se adicionado a auto-efic&aacute;cia como vari&aacute;vel independente ap&oacute;s  o bloco constitu&iacute;do pelas vari&aacute;veis neurocognitivas anteriormente  identificadas como preditoras. </P>     <p>Assim, e relativamente &agrave; dimens&atilde;o Auto-cuidado, verificou-se    que, adicionalmente aos factores neurocognitivos, a vari&aacute;vel auto-efic&aacute;cia    apresentou-se como preditora significativa [<I>F</I>(4,32)=19.68, <I>p&lt;</I>0.001]    (<a href="#t8">Tabela 8</a><a name="topt8"></a>). Na an&aacute;lise de regress&atilde;o    realizada obtivemos um modelo significativo que explicou cerca de 71% da varia&ccedil;&atilde;o    dos resultados do dom&iacute;nio Auto-cuidado (mais 4.5% que o modelo inicial).  </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a href="#topt8">TABELA 8</a><a name="t8"></a> </P>      <p align="center"><I>Resumo do modelo final de regress&atilde;o hier&aacute;rquica    para predi&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o Auto-cuidado, adicionando a vari&aacute;vel    Auto-efic&aacute;cia geral aos preditores neurocognitivos (</I>n<I>=37) </I></P>      <div align="center">   <table width="65%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center"><i>F</i></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">&Sigma;<I>R</I><I>2 </I></div></td>       <td>    <div align="center"><i>sig.</i></div></td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>     </tr>     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>Modelo Global</td>       <td>    <div align="center">19.679</div></td>       <td>    <div align="center">0.711</div></td>       <td>    <div align="center">0.000**</div></td>       <td>    <div align="center">&#8710;<I>R</I><I>2 </I></div></td>       <td>    <div align="center">&beta;</div></td>       <td>    <div align="center">T</div></td>       <td>    <div align="center">sig.</div></td>     </tr>     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>Preditores</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>     </tr>     <tr>        <td>Bloco 1</td>       <td>Mem&oacute;ria de D&iacute;gitos</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center">0.666</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0.399</div></td>       <td>    <div align="center">3.504</div></td>       <td>    <div align="center">0.001**</div></td>     </tr>     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>Stroop - Cores</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0.232</div></td>       <td>    <div align="center">1.864</div></td>       <td>    <div align="center">0.071<sup>I</sup></div></td>     </tr>     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>Pesquisa de S&iacute;mbolos</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0.250</div></td>       <td>    <div align="center">1.959</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0.059<sup>I</sup></div></td>     </tr>     <tr>        <td>Bloco 2</td>       <td>Auto-efic&aacute;cia Geral</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center">0.045</div></td>       <td>    <div align="center">0.232</div></td>       <td>    <div align="center">2.226</div></td>       <td>    <div align="center">0.033*</div></td>     </tr>   </table> </div>     <p align="center"><I>Nota: </I><Sup>I</Sup><I>p </I>&lt;0.08, *<I>p&lt;</I>0.05,    ** <I>p&lt;</I>0.01. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p>Quanto &agrave; an&aacute;lise de regress&atilde;o que teve como vari&aacute;vel    dependente a dimens&atilde;o Contacto Social do funcionamento psicossocial (<a href="#t9">Tabela    9</a><a name="topt9"></a>), verificamos que a auto-efic&aacute;cia contribuiu    de forma significativa para a vari&acirc;ncia total dos resultados, tendo a    tarefa de Mem&oacute;ria do Teste da Figura Complexa de Rey deixado de ser um    preditor significativo. No global, o acr&eacute;scimo do bloco referente &agrave;    vari&aacute;vel auto-efic&aacute;cia geral fez aumentar 9.4% da vari&acirc;ncia    dos resultados encontrados ao n&iacute;vel do Contacto Social [<I>F</I>(3,33)=7.727,    <I>p&lt;</I>0.001]. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a href="#topt9">TABELA 9</a><a name="t9"></a> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><I>Resumo do modelo final de regress&atilde;o hier&aacute;rquica    para predi&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o Contacto Social, adicionando    a vari&aacute;vel Auto-efic&aacute;cia geral aos preditores neurocognitivos    (</I>n<I>=37) </I></P>     <div align="center">   <table width="65%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center"><i>F</i></div></td>       <td>    <div align="center">&Sigma;<I>R</I><I>2 </I></div></td>       <td>    <div align="center"><i>sig.</i></div></td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>     </tr>     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>Modelo Global</td>       <td>    <div align="center">7.727</div></td>       <td>    <div align="center">0.413</div></td>       <td>    <div align="center">0.000**</div></td>       <td>    <div align="center">&#8710;<I>R</I><I>2 </I></div></td>       <td>    <div align="center">&beta;</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">T</div></td>       <td>    <div align="center">sig.</div></td>     </tr>     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>Preditores</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>     </tr>     <tr>        <td>Bloco 1</td>       <td>Aritm&eacute;tica</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center">0.319</div></td>       <td>    <div align="center">0.321</div></td>       <td>    <div align="center">2.188</div></td>       <td>    <div align="center">0,036*</div></td>     </tr>     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>Rey - Mem&oacute;ria</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0.182</div></td>       <td>    <div align="center">1.215</div></td>       <td>    <div align="center">0,233</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Bloco 2</td>       <td>Auto-efic&aacute;cia Geral</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0.094</div></td>       <td>    <div align="center">0.340</div></td>       <td>    <div align="center">2.293</div></td>       <td>    <div align="center">0,028*</div></td>     </tr>   </table> </div>     <p align="center"><I>Nota: </I><Sup>I</Sup><I>p </I>&lt;0.08, *<I>p&lt;</I>0.05,    ** <I>p&lt;</I>0.01. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p>No que diz respeito &agrave; dimens&atilde;o Comunica&ccedil;&atilde;o, o acr&eacute;scimo    de 3% de vari&acirc;ncia respeitante ao bloco constitu&iacute;do pela vari&aacute;vel    auto-efic&aacute;cia geral n&atilde;o se mostrou significativo (<a href="#t10">Tabela    10</a><a name="topt10"></a>). Neste modelo, o acr&eacute;scimo da vari&aacute;vel    auto-efic&aacute;cia teve como consequ&ecirc;ncia a passagem para o limiar da    signific&acirc;ncia estat&iacute;stica da vari&aacute;vel mem&oacute;ria de    trabalho [<I>F</I>(3,33)=8.90, <I>p&lt;</I>0.001]. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a href="#topt10">TABELA 10</a><a name="t10"></a> </P>     <p><I>Resumo do modelo final de regress&atilde;o hier&aacute;rquica para predi&ccedil;&atilde;o  da dimens&atilde;o Comunica&ccedil;&atilde;o, adicionando a vari&aacute;vel Auto-efic&aacute;cia  geral aos preditores neurocognitivos (</I>n<I>=37) </I></P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">   <table width="65%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center"><i>F</i></div></td>       <td>    <div align="center">&Sigma;<I>R</I><I>2 </I></div></td>       <td>    <div align="center"><i>sig.</i></div></td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>     </tr>     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>Modelo Global</td>       <td>    <div align="center">8.903</div></td>       <td>    <div align="center">0.447</div></td>       <td>    <div align="center">0.000**</div></td>       <td>    <div align="center">&#8710;<I>R</I><I>2 </I></div></td>       <td>    <div align="center">&beta;</div></td>       <td>    <div align="center">T</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">sig.</div></td>     </tr>     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>Preditores</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>     </tr>     <tr>        <td>Bloco 1</td>       <td>Pesquisa de S&iacute;mbolos</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center">0.417</div></td>       <td>    <div align="center">0.401</div></td>       <td>    <div align="center">2.559</div></td>       <td>    <div align="center">0.015*</div></td>     </tr>     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>Mem&oacute;ria de D&iacute;gitos</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center">0.262</div></td>       <td>    <div align="center">1.718</div></td>       <td>    <div align="center">0.095<sup>I</sup></div></td>     </tr>     <tr>        <td>Bloco 2</td>       <td>Auto-efic&aacute;cia Geral</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center">0.030</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0.186</div></td>       <td>    <div align="center">1.349</div></td>       <td>    <div align="center">0.186</div></td>     </tr>   </table> </div>     <p align="center"><I>Nota: </I><Sup>I</Sup><I>p </I>&lt;0.08, *<I>p&lt;</I>0.05,    ** <I>p&lt;</I>0.01. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p>Quanto ao modelo de regress&atilde;o realizado para a dimens&atilde;o Responsabilidade    (<a href="#t11">Tabela 11</a><a name="topt11"></a>), chegamos a resultados semelhantes    aos apresentados no modelo anterior. Assim, o aumento de 2,2% de vari&acirc;ncia    do bloco correspondente &agrave; auto-efic&aacute;cia geral n&atilde;o &eacute;    significativo, n&atilde;o oferecendo um contributo adicional para a explica&ccedil;&atilde;o    dos resultados. O modelo obtido &eacute; significativo e explica cerca de 19%    da varia&ccedil;&atilde;o dos resultados [<I>F</I>(2,34)=4.04, <I>p&lt;</I>0.05].  </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a href="#topt11">TABELA 11</a><a name="t11"></a> </P>     <p align="center"><I>Resumo do modelo final de regress&atilde;o hier&aacute;rquica    para predi&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o Responsabilidade, adicionando    a vari&aacute;vel Auto-efic&aacute;cia geral aos preditores neurocognitivos    (</I>n<I>=37) </I></P>      <div align="center">    <table width="65%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"><i>F</i></div></td>       <td>    <div align="center">&Sigma;<I>R</I><I>2 </I></div></td>       <td>    <div align="center"><i>sig.</i></div></td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>     </tr>     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>Modelo Global</td>       <td>    <div align="center">4.037</div></td>       <td>    <div align="center">0.192</div></td>       <td>    <div align="center">0.027*</div></td>       <td>    <div align="center">&#8710;<I>R</I><I>2 </I></div></td>       <td>    <div align="center">&beta;</div></td>       <td>    <div align="center">T</div></td>       <td>    <div align="center">sig.</div></td>     </tr>     <tr>        <td>&nbsp;</td>       <td>Preditores</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>     </tr>     <tr>        <td>Bloco 1</td>       <td>Mem&oacute;ria de D&iacute;gitos</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0,170</div></td>       <td>    <div align="center">0,375</div></td>       <td>    <div align="center">2,359</div></td>       <td>    <div align="center">0,024*</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Bloco 2</td>       <td>Auto-efic&aacute;cia Geral</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>&nbsp;</td>       <td>    <div align="center">0,022</div></td>       <td>    <div align="center">0,153</div></td>       <td>    <div align="center">0,963</div></td>       <td>    <div align="center">0,342</div></td>     </tr>   </table> </div>     <p align="center"><I>Nota: </I><Sup>I</Sup><I>p </I>&lt;0.08, *<I>p&lt;</I>0.05,    ** <I>p&lt;</I>0.01. </P>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">DISCUSS&Atilde;O </P>      <p>Os resultados que obtivemos permitiram identificar um conjunto de fun&ccedil;&otilde;es  neurocognitivas que apresentaram um efeito diferencial na forma como se relacionaram com as  diferentes dimens&otilde;es do funcionamento psicossocial consideradas neste estudo. Traduzindo  os resultados dos testes utilizados em fun&ccedil;&otilde;es neurocognitivas podemos inferir que  no caso da dimens&atilde;o Auto-cuidado, contribuem a mem&oacute;ria de trabalho, a aten&ccedil;&atilde;o  e a velocidade de processamento; para o Contacto Social contribuem o racioc&iacute;nio l&oacute;gico  e a mem&oacute;ria visuo-espacial; para a Comunica&ccedil;&atilde;o contribuem a mem&oacute;ria de  trabalho e a velocidade de processamento; e para a Responsabilidade contribuem a mem&oacute;ria de trabalho.  Em diferentes combina&ccedil;&otilde;es, consoante o tipo de dimens&atilde;o funcional considerada,  estas fun&ccedil;&otilde;es permitiram explicar, <I>per se</I>, entre 17% e 67% da vari&acirc;ncia nos  resultados do funcionamento psicossocial, resultados estes que se aproximam dos apresentados por  Green e colaboradores (2000), que afirmam que a predição da resposta funcional pela neurocognição varia entre os 20% e os 60%. No que diz respeito aos modelos obtidos com a introdução da auto-eficácia  como variável independente, verificamos que esta se constituiu como preditor significativo das dimensões Auto-cuidado e Contacto Social, tendo os novos modelos explicado, respectivamente, 71% e 41% da  variância total dos resultados, contra os anteriores 67% e 32%.</P>     <p>&Eacute; excep&ccedil;&atilde;o a esta an&aacute;lise global o que se observa em rela&ccedil;&atilde;o & agrave; dimens&atilde;o N&atilde;o-perturba&ccedil;&atilde;o, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; qual  n&atilde;o foi poss&iacute;vel encontrar qualquer preditor significativo. Apesar deste resultado  destoar em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; generalidade do que se passa com os outros dom&iacute;nios  do funcionamento psicossocial, podemos inferir que os comportamentos ofensivos, violentos e intrusivos  (que se re&uacute;nem neste estudo sob a dimens&atilde;o  N&atilde;o-perturba&ccedil;&atilde;o) dependem  mais de tra&ccedil;os da personalidade, da capacidade de controlo emocional, do abuso de subst&acirc;ncias,  ou de sintomatologia, do que propriamente de caracter&iacute;sticas neuropsicol&oacute;gicas (Queir&oacute;s, 1997).  Neste sentido, alguns estudos (e.g., Lafayette, Frankle, Pollock, Dyer, &amp; Goff, 2003; Silver, G oodman, Knoll, Isakov &amp; Modai, 2005) t&ecirc;m mostrado a inexist&ecirc;ncia de qualquer  dissemelhan&ccedil;a no perfil neurocognitivo entre grupos de esquizofr&eacute;nicos que apresentam  diferentes n&iacute;veis de viol&ecirc;ncia, ou entre esquizofr&eacute;nicos violentos e n&atilde;o violentos.  Mesmo num estudo em que se verificaram diferen&ccedil;as neurocognitivas entre sujeitos com Esquizofrenia,  com hist&oacute;ria de comportamentos violentos, e sujeitos com Esquizofrenia n&atilde;o violentos, os  autores conclu&iacute;ram que os d&eacute;fices cognitivos s&atilde;o mais uma caracter&iacute;stica  imperante da doen&ccedil;a, do que dos comportamentos violentos, sendo poss&iacute;vel encontr&aacute;-los  com maior amplitude em sujeitos esquizofr&eacute;nicos do que em sujeitos com personalidades anti-sociais  (Barkataki, Kumari, Das, Hill, Morris, O&rsquo;Connell, <I>et al.</I>, 2005). </P>     <p>Analisando estes resultados globalmente, podemos sugerir que para um bom funcionamento  psicossocial das pessoas com Esquizofrenia devem contribuir um conjunto de sistemas cognitivos,  onde aparentemente prevalecem aqueles que se reportam a fun&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas.  Resumidamente, parece-nos que estes incluem a capacidade de registar temporariamente as  informa&ccedil;&otilde;es e/ou as compet&ecirc;ncias a adquirir (quer por instru&ccedil;&atilde;o ou  por modelagem) para facilitar a sua posterior integra&ccedil;&atilde;o e manipula&ccedil;&atilde;o  mental dos seus elementos (que permita combina&ccedil;&otilde;es que aumentem as possibilidades adaptativas)  e de registo das ac&ccedil;&otilde;es efectuadas (que possibilitem um encadeamento comportamental harmonioso);  a capacidade de dirigir o foco atencional no sentido em que se desenrolam as ac&ccedil;&otilde;es, sejam  elas operativas ou relacionais, e de posteriormente organizar os elementos captados perceptivamente,  de um modo que faculte a abstrac&ccedil;&atilde;o de est&iacute;mulos exteriores irrelevantes, ou  a descentra&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias internas inusuais, e a percep&ccedil;&atilde;o e  estrutura&ccedil;&atilde;o ajustada dos elementos em jogo (sejam eles objectos, ou at&eacute; mesmo  express&otilde;es emocionais); a capacidade de processar rapidamente os est&iacute;mulos, que contribua  para a efici&ecirc;ncia da reac&ccedil;&atilde;o comportamental, que dever&aacute; ser exibida em tempo  &uacute;til; a capacidade de racioc&iacute;nio perante o confronto com problemas, cuja resolu&ccedil;&atilde;o  efectiva poder&aacute; facilitar um maior envolvimento em tarefas e em rela&ccedil;&otilde;es, que n&atilde;o  seria poss&iacute;vel caso houvesse nesse dom&iacute;nio uma grande inabilidade, cuja consequ&ecirc;ncia  mais imediata seria a fuga; e a capacidade de antecipar, planear, organizar e monitorizar, em fun&ccedil;&atilde;o  do feedback ambiental, determinada resposta comportamental, processos estes sem os quais a adaptabilidade  psicossocial estaria permanentemente comprometida. </P>     <p>Neste sentido, os nossos resultados corroboram os modelos te&oacute;ricos e os estudos que  anunciam uma contribui&ccedil;&atilde;o preponderante da neurocogni&ccedil;&atilde;o na funcionalidade  e na qualidade de vida (e.g., Brenner, Roder, Hodel, Kienzle, Reed, &amp; Lieberman, 1994; Dickinson  &amp; Coursey, 2002; Fujii, Wylie &amp; Nathan, 2004; Green, Kern, Braff, &amp; Mintz, 2000; Kurtz,  Moberg, Ragland, Gur, &amp; Gur, 2005; Revheim, Schechter, Kim, Silipo, Allingham, Butler, <I>et al.</I>,  2006; Sota &amp; Heinrichs, 2004; Velligan, Bow-Thomas, Mahurin, Miller, &amp; Halgunseth, 2000), em  contraste com os que apenas apresentam rela&ccedil;&otilde;es t&iacute;midas ou mesmo inexistentes  (e.g., Addington &amp; Addington, 2000; Aksaray, Oflu, Kaptanoglu, &amp; Bal, 2002; Alptekin, Akvardar,  Kivircik, Dumlu, Isik, Pirincci, <I>et al.</I>, 2005; Heslegrave, Awad, &amp; Voruganti, 1997; Hofer,  Baumgartner, Bodner, Edlinger, Hummer, Kemmler, <I>et al.</I>, 2005; Holthausen, Wiersma, Cahn, Kahn,  Dingemans, Schene, et al., 2007; Lysaker &amp; Davis, 2004; Malla, Norman, Manchanda, &amp; Townsend,  2002; Norman, Malla, Cortese, Cheng, Diaz, McIntosh, <I>et al.</I>, 1999). </P>     <p>Quanto &agrave; auto-efic&aacute;cia, verificamos que a sua capacidade preditora se restringe  apenas &agrave;s actividades de auto-cuidado e ao leque de interac&ccedil;&otilde;es sociais, e  n&atilde;o de forma global em todos os dom&iacute;nios de funcionamento psicossocial. Para  al&eacute;m dos estudos realizados por Pratt e colaboradores (2005) e por Ventura e colaboradores  (2004), n&atilde;o encontramos outros que possam validar os dados que aqui apresentamos. Podemos  contudo supor uma contribui&ccedil;&atilde;o significativa das constru&ccedil;&otilde;es pessoais  de expectativa que os sujeitos elaboram a prop&oacute;sito da sua mestria e compet&ecirc;ncia, na  condu&ccedil;&atilde;o das suas actividades de vida di&aacute;ria (sobretudo aquelas relacionadas  com os cuidados pessoais) e no estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es seguras, est&aacute;veis e  duradouras com os outros. De alguma forma, os resultados obtidos com estes tr&ecirc;s modelos de  regress&atilde;o encontram-se de acordo com aqueles apresentados por Ventura e colaboradores (2004),  nos quais a auto-efic&aacute;cia se revelou com um papel preponderante na predi&ccedil;&atilde;o  das respostas de <I>coping</I>. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">CONCLUS&Atilde;O </P>      <p>Do ponto de vista cl&iacute;nico, estes resultados apontam em duas direc&ccedil;&otilde;es.  Em primeiro lugar, a avalia&ccedil;&atilde;o de qualquer pessoa com Esquizofrenia que integre  um programa de reabilita&ccedil;&atilde;o dever&aacute; passar impreterivelmente pela medi&ccedil;&atilde;o  das suas fun&ccedil;&otilde;es mn&eacute;sicas (nas quais inclu&iacute;mos a mem&oacute;ria de trabalho),  atencionais, perceptuais e visuo-espaciais, executivas, de rapidez processual, e de racioc&iacute;nio  l&oacute;gico (e aritm&eacute;tico), uma vez que possuem valor preditor em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s  compet&ecirc;ncias de funcionamento psicossocial e &agrave; qualidade de vida. Em segundo lugar, qualquer  programa de reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial dever&aacute; sempre contemplar o recurso a medidas de  treino e remedia&ccedil;&atilde;o cognitiva, direccionadas &agrave; estimula&ccedil;&atilde;o e  recupera&ccedil;&atilde;o destas fun&ccedil;&otilde;es neurocognitivas, e de compensa&ccedil;&atilde;o  cognitiva, destinadas &agrave; facilita&ccedil;&atilde;o do desempenho com recurso a pistas externas e a  modifica&ccedil;&otilde;es ambientais, que tornem os contextos mais amig&aacute;veis do ponto de vista  dos sujeitos. Dever&aacute; tamb&eacute;m integrar apoio e interven&ccedil;&atilde;o que promovam o  desenvolvimento de percep&ccedil;&otilde;es mais positivas de efic&aacute;cia pessoal. Desta forma,  pensamos que se possa alcan&ccedil;ar com maior efectividade o objectivo central de qualquer  interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, que &eacute; a de promover os &iacute;ndices de funcionalidade  (exceptuando-se a preven&ccedil;&atilde;o de comportamentos violentos ou de perturba&ccedil;&atilde;o). </P>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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