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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Percepção do suporte organizacional em hospitais públicos: Estudo em enfermeiros]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Escola Superior de Enfermagem de Coimbra  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The interest for studying organizational factors that aim to understand the strength and stability of the individual&#8217;s attachment to the organization is based on the assumption of the existence is an association of these factors to the variables considered important to organizational efficiency and productivity. Employees creat a conviction related to the behavior of the organization towards them. In a social perspective of the exchange, employees who perceive a high level of organizational support may feel an obligation &#8220;to reward&#8221; the organization. This research centers in the perceived organizational support of nurses, and it analyses the relation ship between demographic and professional variables and this perception. The sample consists of 1027 nurses working in three hospital units, in the governance public sector. The perceived organizational support is in average 2.82±.66 (in a 5 point scale). Different levels of perceived organizational support were identified in the three hospitals. The older nurses who have been longer in the profession and in the institution disclose better perceived organziacional support. Females nurses perceive better organizational support than male nurses., No statistically significant difference was found, among the professional categories.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Enfermeiros]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional em hospitais p&uacute;blicos: Estudo em enfermeiros</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="right">Maria Manuela Frederico-Ferreira (<a href="#1">*</a><a name="top1"></a>)  </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">RESUMO </P>      <p>O interesse por estudar factores organizacionais que perspectivem compreender a intensidade e  estabilidade da dedica&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o, baseia-se  no pressuposto da exist&ecirc;ncia de uma associa&ccedil;&atilde;o desses factores a vari&aacute;veis  consideradas importantes para o aumento da efic&aacute;cia e da produtividade organizacional. Os empregados  constroem uma convic&ccedil;&atilde;o relativa ao comportamento da organiza&ccedil;&atilde;o para consigo  e numa perspectiva social da troca, quando percebem um n&iacute;vel elevado de suporte organizacional sentem  possivelmente uma obriga&ccedil;&atilde;o de &ldquo;recompensar&rdquo; a organiza&ccedil;&atilde;o. </P>     <p>O trabalho emp&iacute;rico centra-se na percep&ccedil;&atilde;o de suporte organziacional de enfermeiros,  analisando a rela&ccedil;&atilde;o entre algumas vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas e profissionais  e essa percep&ccedil;&atilde;o. </P>     <p>A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 1027 enfermeiros de tr&ecirc;s unidades hospitalares do sector  p&uacute;blico administrativo. A &lsquo;percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional&rsquo; apresenta,  numa escala de 1 a 5, um valor m&eacute;dio de 2.82&plusmn;66, encontrando-se diferentes n&iacute;veis nos  tr&ecirc;s hospitais. Os enfermeiros com mais idade, com mais tempo na profiss&atilde;o e com mais tempo na  institui&ccedil;&atilde;o revelam melhor percep&ccedil;&atilde;o de suporte organziacional. As enfermeiras  percepcionam melhor suporte que os enfermeiros. Entre as categorias profissionais n&atilde;o se encontrou  diferen&ccedil;a estatisticamente significativa na percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional. </P>      <p><I>Palavras-chave: </I>Enfermeiros, Hospitais, Percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional. </P>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">ABSTRACT </P>      <p>The interest for studying organizational factors that aim to understand the strength and stability of  the individual&rsquo;s attachment to the organization is based on the assumption of the existence is an  association of these factors to the variables considered important to organizational efficiency and productivity.  Employees creat a conviction related to the behavior of the organization towards them. In a social perspective of  the exchange, employees who perceive a high level of organizational support may feel an obligation &ldquo;to  reward&rdquo; the organization. </P>     <p>This research centers in the perceived organizational support of nurses, and it analyses the relation ship  between demographic and professional variables and this perception. </P>     <p>The sample consists of 1027 nurses working in three hospital units, in the governance public sector.  The perceived organizational support is in average 2.82&plusmn;.66 (in a 5 point scale). </P>     <p>Different levels of perceived organizational support were identified in the three hospitals. The older  nurses who have been longer in the profession and in the institution disclose better perceived organziacional  support. Females nurses perceive better organizational support than male nurses., No statistically significant  difference was found, among the professional categories. </P>      <p><I>Key words: </I>Hospitals, Nurses, Perceived organizational support. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p>Tem sido crescente o interesse pelo estudo de factores que influenciam a estabilidade e  intensidade de dedica&ccedil;&atilde;o do empregado para com a organiza&ccedil;&atilde;o empregadora.  A alus&atilde;o frequente ao emprego como troca de esfor&ccedil;o e lealdade por bens materiais ou recompensas  sociais sugere a utilidade de desenvolver uma interpreta&ccedil;&atilde;o social detalhada do valor de troca  (Eisenberger, Huntington, Hutchison, &amp; Sowa, 1986). </P>     <p>Partilhando do ponto de vista de Vala, Monteiro, Lima, e Caetano (1994), segundo o qual as organiza&ccedil;&otilde;es  s&atilde;o entendidas como um contexto social onde os participantes organizacionais criam e negoceiam significados  acerca de v&aacute;rios aspectos diferentes e importantes da vida organizacional, leva a considerar-se que os  colaboradores, enquanto actores organizacionais, t&ecirc;m cogni&ccedil;&otilde;es que devem ser analisadas,  pois s&atilde;o relevantes para o estudo da din&acirc;mica organizacional. Decorre daqui que as organiza&ccedil;&otilde;es  que pretendam adoptar uma estrat&eacute;gia de mudan&ccedil;a t&ecirc;m necessariamente de conhecer a forma  como esses grupos <I>&ldquo;percebem a organiza&ccedil;&atilde;o&rdquo; </I>(Nunes, 1994, p. 13). </P>     <p>Analisando a estrutura organizacional &agrave; luz do modelo de Mintzberg, numa organiza&ccedil;&atilde;o de  grande dimens&atilde;o, os mecanismos de coordena&ccedil;&atilde;o funcionam num cont&iacute;nuo irregular  de complexidade e s&atilde;o utilizados de forma pertinente e oportuna: o ajustamento m&uacute;tuo que  <I>&ldquo;realiza a coordena&ccedil;&atilde;o do trabalho pelo simples processo de comunica&ccedil;&atilde;o  informal&rdquo;</I>, a supervis&atilde;o directa entendida como <I>&ldquo;o mecanismo de coordena&ccedil;&atilde;o  pelo qual um indiv&iacute;duo se encontra investido de responsabilidade pelo trabalho dos outros</I>&rdquo;,  a estandardiza&ccedil;&atilde;o dos processos de trabalho sempre que o <I>&ldquo;conte&uacute;do de trabalho  &eacute; especificado ou programado&rdquo;</I>, a estandardiza&ccedil;&atilde;o dos resultados especificando  as <I>&ldquo;dimens&otilde;es do produto ou o desempenho a atingir&rdquo;, </I>a estandardiza&ccedil;&atilde;o  das qualifica&ccedil;&otilde;es quando se <I>&ldquo;especifica a forma&ccedil;&atilde;o de quem executa o  trabalho&rdquo; </I>(Mintzberg, 1995, pp. 21-24). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Est&aacute;-se, assim, em presen&ccedil;a de fluxos caracter&iacute;sticos da organiza&ccedil;&atilde;o  como um sistema de comunica&ccedil;&atilde;o formal, mas n&atilde;o se poder&aacute; deixar de referir os  fluxos da organiza&ccedil;&atilde;o como sistema de comunica&ccedil;&atilde;o informal e que s&atilde;o  igualmente importantes para compreender algumas organiza&ccedil;&otilde;es, particularmente a  organiza&ccedil;&atilde;o hospitalar, onde <I>&ldquo;existem centros de poder que n&atilde;o s&atilde;o  oficialmente reconhecidos (...) e os processos de decis&atilde;o funcionam independentemente do sistema  regulado&rdquo; </I>(Mintzberg, 1995, p. 66). O autor acrescenta que <I>&ldquo;as pessoas precisam de  se relacionar umas com as outras&rdquo; </I>(p. 71), refor&ccedil;ando-se assim a import&acirc;ncia da  comunica&ccedil;&atilde;o informal. </P>     <p>Embora os resultados encontrados na literatura nem sempre demonstrem efeitos directos das  vari&aacute;veis sobre os resultados, pode argumentar-se que <I>&ldquo;pelo menos em parte, os  indiv&iacute;duos avaliam as suas experi&ecirc;ncias de trabalho em fun&ccedil;&atilde;o da  percep&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m da justi&ccedil;a dos procedimentos utilizados pela  organiza&ccedil;&atilde;o na tomada de decis&atilde;o, e da percep&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m da  preocupa&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o face ao seu bem-estar&rdquo; </I>(Tavares, 2001, p. 328). </P>     <p>Eisenberger, Huntington, Hutchison, e Sowa (1986) investigaram os processos envolvidos nas  opini&otilde;es dos empregados relativamente ao apoio oferecido pela organiza&ccedil;&atilde;o. Sugerem  que a percep&ccedil;&atilde;o dos empregados acerca do suporte organizacional, &eacute; baseada numa  opini&atilde;o global a respeito dos valores da organiza&ccedil;&atilde;o e do seu contributo para o bem-estar.  Usando uma estrutura social da troca, relevam que os empregados que percebem um n&iacute;vel elevado de suporte  organizacional sentem possivelmente uma obriga&ccedil;&atilde;o de &ldquo;recompensar&rdquo; a  organiza&ccedil;&atilde;o em termos de empenhamento afectivo (Eisenberger, Huntington, Hutchison, &amp; Sowa 1986)  e de comportamentos relacionados com o trabalho (Eisenberger, Huntington, Hutchison, &amp; Sowa, 1986; Shore  &amp; Wayne, 1993). </P>     <p>A percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional depende dos mesmos processos de atribui&ccedil;&atilde;o  que as pessoas geralmente usam para inferir o empenhamento noutros contextos ou em rela&ccedil;&otilde;es sociais.  Pode ser influenciado pela frequ&ecirc;ncia e sinceridade de elogios e aprova&ccedil;&atilde;o por recompensas  como o aumento salarial, atribui&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es mais qualificadas, a possibilidade de  influ&ecirc;ncia nas pol&iacute;ticas organizacionais, pois estes resultados significam avalia&ccedil;&otilde;es  positivas e reconhecimento por parte da organiza&ccedil;&atilde;o (Eisenberger, Huntington, Hutchison, &amp; Sowa,  1986). </P>     <p>V&aacute;rios estudos investigaram opini&otilde;es dos empregados relativamente &agrave;  avalia&ccedil;&atilde;o que a organiza&ccedil;&atilde;o faz dos seus contributos e &agrave;s  preocupa&ccedil;&otilde;es que manifesta com o seu bem-estar, e dos efeitos que isso pode ter na  regularidade de compar&ecirc;ncia ao trabalho e no n&iacute;vel de desempenho. </P>     <p>Os empregados constroem uma convic&ccedil;&atilde;o relativa ao comportamento da organiza&ccedil;&atilde;o  para consigo, a partir da avalia&ccedil;&atilde;o da aprecia&ccedil;&atilde;o que a organiza&ccedil;&atilde;o  faz das suas contribui&ccedil;&otilde;es e da forma favor&aacute;vel ou desfavor&aacute;vel como os trata  em diferentes circunst&acirc;ncias (Eisenberger, Huntington, Hutchison, &amp; Sowa, 1986), e do facto  da organiza&ccedil;&atilde;o recompensar o seu maior esfor&ccedil;o e de se preocupar com o seu bem-estar  (Rhoades, Eisenberger, &amp; Armeli, 2001). </P>     <p>Neste enquadramento, n&atilde;o se pode ignorar a refer&ecirc;ncia de Levinson de que frequentemente  ac&ccedil;&otilde;es por agentes da organiza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o consideradas como indicadores da  inten&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o como ac&ccedil;&otilde;es de um  indiv&iacute;duo particular. O mesmo autor sugeriu que esta personifica&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o,  &eacute; influenciada pela responsabilidade legal, moral, e financeira da organiza&ccedil;&atilde;o, para  as ac&ccedil;&otilde;es de seus agentes, pela cultura organizacional que fornece a continuidade e prescreve  comportamentos. Os empregados v&ecirc;em o tratamento favor&aacute;vel ou desfavor&aacute;vel como indicativo  do comportamento da organiza&ccedil;&atilde;o para consigo (Eisenberger, Cummings, Armeli, &amp; Lynch, 1997;  Rhoades, Eisnberger, &amp; Armeli, 2001). </P>     <p>O suporte organizacional conduz a um aumento do desempenho, e do comportamento inovador (Eisenberger,  Fasolo &amp; Davis-LaMastro, 1990; Mathieu &amp; Zajac, 1990) e a uma diminui&ccedil;&atilde;o do absentismo e  do <I>turnover </I>(Eisenberger, Huntington, Hutchison, &amp; Sowa, 1986; Shore &amp; Wayne, 1993). Com  estas conclus&otilde;es concordantes entre estudos, o suporte organizacional tem vindo a ser aceite como um  factor chave e com papel significativo no aumento da efic&aacute;cia organizacional (Yoon &amp; Lim, 1999). </P>     <p>Durante muitas d&eacute;cadas equacionou-se a ideia de emprego com estabilidade e seguran&ccedil;a, e a  rela&ccedil;&atilde;o de lealdade e obedi&ecirc;ncia para com o patr&atilde;o surgia em troca dessa s eguran&ccedil;a e emprego para toda a vida (C&acirc;mara, 1999). Hoje as estruturas organizacionais achatadas  em substitui&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios degraus hier&aacute;rquicos, a modifica&ccedil;&atilde;o do  pacto social existente nas organiza&ccedil;&otilde;es, trazendo a precariedade do v&iacute;nculo de trabalho,  a necessidade de actualiza&ccedil;&atilde;o profissional permanente, o novo contrato psicol&oacute;gico, fazem  com que se alterem os valores, o modo como as pessoas encaram o trabalho e se relacionam com ele e o modo  como as organiza&ccedil;&otilde;es encaram os seus colaboradores. A rela&ccedil;&atilde;o que antes era sustentada  por uma rela&ccedil;&atilde;o de &ldquo;trabalho dependente&rdquo;, deu lugar a uma rela&ccedil;&atilde;o de parceria,  mais ou menos est&aacute;vel, consoante for mais ou menos duradoura a converg&ecirc;ncia de interesses entre ambas  as partes. </P>     <p>Nos hospitais p&uacute;blicos com gest&atilde;o tradicional est&aacute;-se em presen&ccedil;a de um  contexto historicamente marcado pelo centralismo e pelo formalismo. Real&ccedil;a-se a hierarquia dos cargos,  apresentando-se a autoridade dos l&iacute;deres como decorrendo da sua posi&ccedil;&atilde;o na estrutura formal,  o que vai caracterizar o relacionamento interno na organiza&ccedil;&atilde;o. Por um lado, este car&aacute;cter  centralizador propicia alguma insensibilidade, por outro, a cultura portuguesa enraizou ideias e opini&otilde;es  sobre a Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica que levam a aceitar a fraca responsabilidade pelo bem comum,  o n&atilde;o desenvolvimento de pr&aacute;ticas que gerem cidadania activa e comportamentos proactivos,  particularmente no que se refere aos aspectos comunicacionais e comportamentais. Al&eacute;m disso, nestes  hospitais parecem registar-se baixos n&iacute;veis de desempenho que podem decorrer n&atilde;o s&oacute; das  falhas na gest&atilde;o mas tamb&eacute;m do comportamento dos colaboradores. Esse comportamento resulta de  diversos factores tais como a aus&ecirc;ncia de participa&ccedil;&atilde;o na gest&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o  dos servi&ccedil;os, a aus&ecirc;ncia de reconhecimento e de mecanismos de compensa&ccedil;&atilde;o face ao  desempenho e de uma estrutura salarial pouco aliciante. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A d&eacute;cada de 1990 pode ser considerada como a d&eacute;cada das reformas do sistema de sa&uacute;de,  pois em diversos pa&iacute;ses foram implementadas, ou est&atilde;o em curso, mudan&ccedil;as tanto a n&iacute;vel  da estrutura do financiamento, como a n&iacute;vel da presta&ccedil;&atilde;o (Dunlop &amp; Martins, 1995).  Na Europa Ocidental, a revis&atilde;o e os processos de reforma t&ecirc;m sido conduzidos por press&atilde;o do  controlo das despesas dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de face ao aumento dos custos e &agrave; necessidade de  maior responsabiliza&ccedil;&atilde;o perante os utilizadores. Na Europa Central e de Leste tamb&eacute;m se e videncia a necessidade de melhorar o investimento e a efic&aacute;cia dos cuidados de sa&uacute;de e as reformas  dos sistemas de sa&uacute;de t&ecirc;m vindo a ganhar relev&acirc;ncia (OCDE, 1994). </P>     <p>Partindo do pressuposto de que a percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional seria afectada por diversos  aspectos de apoio ao empregado, aspectos esses que influenciavam as suas opini&otilde;es relativamente &agrave;s  raz&otilde;es dessa rela&ccedil;&atilde;o e apoio, Eisenberger, Huntington, Hutchison e Sowa (1986) estruturaram  a escala de percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional, no sentido de avaliar as convic&ccedil;&otilde;es  dos empregados relativamente ao suporte da organiza&ccedil;&atilde;o. Essa percep&ccedil;&atilde;o resulta  de ac&ccedil;&otilde;es discricion&aacute;rias que a organiza&ccedil;&atilde;o pode ter em diversas  situa&ccedil;&otilde;es e que poder&atilde;o beneficiar ou prejudicar o empregado. Incluem-se nessas  ac&ccedil;&otilde;es aspectos relativos &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o do esfor&ccedil;o extra, &agrave;  considera&ccedil;&atilde;o das opini&otilde;es e dos objectivos do empregado, &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es  da organiza&ccedil;&atilde;o com pagamento justo e com o enriquecimento de trabalho, &agrave;s oportunidades  de promo&ccedil;&atilde;o, ao bem-estar do empregado, &agrave; resposta a poss&iacute;veis queixas do empregado,  a pedidos de mudan&ccedil;a e a resposta a necessidades especiais. </P>     <p>Do exposto, decorreram os seguintes objectivos para este estudo: </P>     <p>&ndash;	Analisar a percep&ccedil;&atilde;o de suporte organizacional de enfermeiros a  trabalhar em hospitais do sector p&uacute;blico administrativo (SPA) </p>     <p>&ndash;	Analisar a influ&ecirc;ncia de vari&aacute;veis s&oacute;cio-demograficas e  profissionias (idade, sexo, categoria profissional, tempo na organiza&ccedil;&atilde;o e  tempo na profiss&atilde;o) na percep&ccedil;&atilde;o de suporte organizacional de enfermeiros  a trabalhar em hospitais SPA. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">ESTRAT&Eacute;GIA METODOL&Oacute;GICA </P>      <p>O instrumento de medida da percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional, bem como de  vari&aacute;veis que com ele possam estar relacionadas, consistiu num question&aacute;rio  cuja elabora&ccedil;&atilde;o decorreu em fases sucessivas. </P>     <p>A constru&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio iniciou-se com a recolha das escalas dispon&iacute;veis  na literatura, em particular baseamo-nos em Eisenberger, Huntington, Hutchison, e Sowa (1986).  Esta escala n&atilde;o foi utilizadas na integra, desde logo pela inexist&ecirc;ncia de valida&ccedil;&atilde;o  em amostras portuguesas. Foram feitas adapta&ccedil;&otilde;es particularmente sem&acirc;nticas,  tendo em vista o significado do item, adaptando-o &agrave;s caracter&iacute;sticas da l&iacute;ngua portuguesa  e tornando-os congruentes com o que parece ser a realidade portuguesa e a realidade nas institui&ccedil;&otilde;es  de sa&uacute;de. Posteriormente foram realizados sucessivamente dois pr&eacute;-testes. </P>     <p>O instrumento, constitu&iacute;do por quest&otilde;es de resposta fechada, com escala de concord&acirc;ncia  <I>tipo Likert</I>, de 1 a 5, (em que 1 corresponde a &ldquo;... discordo em absoluto...&rdquo;, 2 a &ldquo;...  discordo em parte...&rdquo;, 3 a &ldquo;... n&atilde;o tenho opini&atilde;o...&rdquo;, 4 a &ldquo;... concordo  em parte...&rdquo;, e 5 a &ldquo;... concordo em absoluto...&rdquo;), apresenta, no sentido de controlar a  poss&iacute;vel polariza&ccedil;&atilde;o das respostas, algumas afirma&ccedil;&otilde;es formuladas na negativa. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A vers&atilde;o inicial da escala para medir a percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional era  composta por 37 itens. Procedeu-se &agrave; an&aacute;lise de consist&ecirc;ncia interna &ndash; uma medida  da sua confiabilidade &ndash; atrav&eacute;s do c&aacute;lculo do coeficiente alfa de Cronbach, por ser  considerada uma das medidas mais usadas para verifica&ccedil;&atilde;o da consist&ecirc;ncia interna em escalas  de <I>tipo Likert </I>(Golden, Sawick, &amp; Franzen, 1984; Pestana &amp; Gageiro, 2000) &ndash;, que  revelou um &alpha;=.930. Contudo, a elimina&ccedil;&atilde;o sucessiva de 13 itens aumentou o valor de alfa,  que passou a .942, ficando assim a vers&atilde;o final com 24 itens. </P>     <p>As caracter&iacute;sticas s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas e profissionais s&atilde;o aqui representadas  pela idade, sexo, categoria profissional, tempo na organiza&ccedil;&atilde;o e tempo na profiss&atilde;o.  Nas vari&aacute;veis a idade, tempo na organiza&ccedil;&atilde;o e tempo no actual servi&ccedil;o, optou-se  por utilizar uma escala de classes no sentido de eliminar qualquer possibilidade de identifica&ccedil;&atilde;o  dos respondentes. </P>     <p>Embora havendo a possibilidade de algumas caracter&iacute;sticas individuais predisporem a melhor  percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional, n&atilde;o h&aacute; nenhum &ldquo;perfil&rdquo; de  indiv&iacute;duo que considere melhor esse suporte. </P>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis com a idade ou o tempo na profiss&atilde;o com a  percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional requer alguma cautela, particularmente na  interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados, dado a dif&iacute;culdade dessa interpreta&ccedil;&atilde;o  ter evid&ecirc;ncia inequ&iacute;voca, pois podem estar em causa efeitos de corte originados pelas  diferen&ccedil;as entre os grupos que foram estudados, nomeadamente diferen&ccedil;as na experi&ecirc;ncia,  na qualifica&ccedil;&atilde;o e na posi&ccedil;&atilde;o que ocupam na organiza&ccedil;&atilde;o. Acresce o  facto dos empregados mais velhos poderem ter experi&ecirc;ncias de trabalho mais positivas que os mais  novos e de ser poss&iacute;vel que os empregados necessitem adquirir alguma experi&ecirc;ncia para se  receberem maior suporte da organiza&ccedil;&atilde;o. se para uns empregados a percep&ccedil;&atilde;o do  suporte organizacional aumenta com a idade, para outros poder&aacute; ter ser considerada menos favor&aacute;vel,  pois poder&atilde;o n&atilde;o ter atingido certas expectativas iniciais. De facto, o princ&iacute;pio de troca  social entre o indiv&iacute;duo e a organiza&ccedil;&atilde;o pode desenvolver-se ao longo do tempo e estar associado  com a fase em que o indiv&iacute;duo se encontra na carreira. Admitindo a perspectiva de Reichers (1986), nos  trabalhadores rec&eacute;m-chegados &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o os antecedentes de tipo comportamental e  estrutural ainda n&atilde;o tiveram oportunidade de se desenvolver. </P>     <p>A qualidade das experi&ecirc;ncias de trabalho dos trabalhadores rec&eacute;m-chegados &agrave;  organiza&ccedil;&atilde;o, constitui um factor cr&iacute;tico no desenvolvimento das atitudes e comportamentos,  permitindo o seu ajustamento positivo e de longo prazo, ao novo ambiente de trabalho. Este ajustamento de  trabalho ocorre positivamente, se as mudan&ccedil;as forem satisfat&oacute;rias, tanto para o indiv&iacute;duo  como para a organiza&ccedil;&atilde;o, embora seja pouco prov&aacute;vel que os trabalhadores rec&eacute;m-chegados  &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o desenvolvam um conhecimento profundo acerca da organiza&ccedil;&atilde;o  e dos seus componentes (Vanderberg &amp; Self, 1993). </P>     <p>Alguns autores evocam os efeitos da socializa&ccedil;&atilde;o nos pap&eacute;is relacionados com o g&eacute;nero.  Por exemplo, Huber (1982) discute que a socializa&ccedil;&atilde;o do tradicional papel da mulher enfatiza a  primazia das responsabilidades familiares relativamente &agrave; carreira. </P>     <p>O facto da profiss&atilde;o de enfermagem ser tradicionalmente vista como uma profiss&atilde;o feminina  o possibilita compatibilidade reconhecida com pap&eacute;is e divis&otilde;es de trabalho da mulher,  n&atilde;o se excluindo, por isso, o facto do trabalho interferir significativamente na vida familiar de  muitas enfermeiras e isso poder ter um impacte negativo no processo de troca organizacional. </P>     <p>Com estas premissas formul&aacute;mos as seguintes hip&oacute;teses: </P>     <p>H1 <I>Os grupos et&aacute;rios mais elevados percepcionam melhor suporte organizacional que os mais baixos. </I></P>     <p>H2 <I>Os grupos com mais tempo na organiza&ccedil;&atilde;o percepcionam melhor suporte organizacional,  comparativamente aos que tem menos tempo. </I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>H3 <I>Os grupos com mais tempo na profiss&atilde;o percepcionam melhor suporte organizacional,  comparativamente aos que tem menos tempo. </I></P>     <p>H4 <I>Os enfermeiros especialistas percepcionam melhor suporte organizacional que os enfermeiros  graduados e estes percepcionam melhor suporte organizacional que os enfermeiros de n&iacute;vel I. </I></P>     <p>H5 <I>As enfermeiras percepcionam melhor suporte organizacional que os enfermeiros. </I></P>      <p><I>Participantes </I></P>      <p>Seleccionaram-se tr&ecirc;s hospitais do sector p&uacute;blico administrativo (SPA) no sentido de  poder fazer algumas compara&ccedil;&otilde;es. Em cada organiza&ccedil;&atilde;o foram distribu&iacute;dos  question&aacute;rios, em envelope, a todos os enfermeiros prestadores de cuidados, excluindo, portanto,  os enfermeiros chefes e supervisores, cuja &aacute;rea de actua&ccedil;&atilde;o se enquadra na gest&atilde;o. </P>     <p>Foram entregues 2290 question&aacute;rios. Foram devolvidos preenchidos 1073 question&aacute;rios, mas  destes 11 estavam incompletos e 35 correspondiam a profissionais que estavam h&aacute; menos de 6 meses na o rganiza&ccedil;&atilde;o. A taxa de resposta foi 46,86%. Ficaram v&aacute;lidos para o estudo 1027 question&aacute;rios. </P>     <p>A exclus&atilde;o da an&aacute;lise dos question&aacute;rios respondidos pelos enfermeiros que trabalham  h&aacute; menos de 6 meses na organiza&ccedil;&atilde;o deve-se a uma defini&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica,  que se justifica pelo facto desses respondentes poderem n&atilde;o ter os conhecimentos necess&aacute;rios para  emitir uma opini&atilde;o fundamentada. </P>     <p>A amostra &eacute; constitu&iacute;da por enfermeiros que desenvolvem a sua actividade profissional em  tr&ecirc;s organiza&ccedil;&otilde;es hospitalares, num total de 1027. S&atilde;o maioritariamente do sexo feminino  (75.3 %). 62.1% s&atilde;o casados/uni&atilde;o de facto. O grupo et&aacute;rio mais representativo &eacute; o  de 30-39 anos (37.4%), seguindo-se o de menos de 30 anos (31.2%) alargando-se a amostra at&eacute; aos 60 ou  mais anos (1.0%). </P>     <p>Pertencem ao quadro da organiza&ccedil;&atilde;o, portanto t&ecirc;m v&iacute;nculo permanente, 87.7%.  S&atilde;o maioritariamente enfermeiros graduados (53.0%), mas tamb&eacute;m responderam enfermeiros de  n&iacute;vel I (31.6%) e enfermeiros especialistas (15.5%). O tempo de servi&ccedil;o na profiss&atilde;o  varia de menos de 1 ano (mas mais de 6 meses) a 35-40 anos, sendo o grupo mais representativo o de 5-9 anos (26.3%).  Segue-se o grupo com 1-4 anos de tempo de servi&ccedil;o (19.3%). O tempo de servi&ccedil;o na organiza&ccedil;&atilde;o  tamb&eacute;m varia entre menos de 1 ano a 35-40 anos, havendo maior express&atilde;o percentual no grupo 1-4 anos  (27.4%) seguindo-se o grupo de 5-9 anos (23.6%). Quanto ao tempo no actual servi&ccedil;o, 48,3% encontram-se  no servi&ccedil;o h&aacute; menos de 5 anos. </P>     <p>A caracteriza&ccedil;&atilde;o de cada sub-amostra, isto &eacute;, dos enfermeiros de cada hospital,  permite evidenciar semelhan&ccedil;as ou diferen&ccedil;as em termos de caracter&iacute;sticas s&oacute;cio-profissionais.  Assim, quanto &agrave; idade, &eacute; not&oacute;rio que grande parte da amostra se situa abaixo dos 40 anos,  em qualquer dos hospitais (81.2% no hospital A, 62.4% no hospital B e 75.2% no hospital C). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Analisando a amostra dos diferentes hospitais, quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o por sexo,  constata-se que em todos h&aacute; um acentuado predom&iacute;nio do feminino (76.3% no hospital A, 74.1%  no hospital B e 78.3% no hospital C). </P>     <p>Relativamente &agrave; categoria profisssional, salienta-se particularemente a percentagem de  enfermeiros especialistas, que &eacute; inferior no hospital A (6.6%) relativamente ao B (18.7%) e ao C (15.5%).  A percentagem de enfermeiros de n&iacute;vel I &eacute; inferior no hospital B (27.1%), comparativamente ao  hospital C (39.7%) e ao hsopital A (38.2%). </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">RESULTADOS </P>      <p>A &lsquo;percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional&rsquo; apresenta,    numa escala de 1 a 5, um valor m&eacute;dio de 2.82&plusmn;.66. Considerando    separadamente cada hospital, verifica-se que os valores m&eacute;dios mais elevados    de &lsquo;percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional&rsquo; registam-se    no hospital B (2.98&plusmn;.59), segue-se o hospital C (2.81&plusmn;.67) e por    fim o hospital de A (2.74&plusmn;.67). A an&aacute;lise destes valores (<a href="#q1">Quadro    1</a><a name="topq1"></a>) pelo recurso ao teste <I>Anova One-Way </I> revelou    diferen&ccedil;a estatisticamente significativa [<I>F</I>(2,1024)=6.775, <I>p</I>=.01].  </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a href="#topq1">QUADRO 1</a><a name="q1"></a> </P>     <p align="center"><I>Valores m&eacute;dios de percep&ccedil;&atilde;o de suporte    organizacional no global, em cada hospital e teste Anova </I></P>      <div align="center">   <table width="50%" border="1" bordercolor="#FFFFFF">     <tr>        <td width="15%">&nbsp;</td>       <td colspan="2">    <div align="center">Percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional</div></td>       <td colspan="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">Anova</div></td>     </tr>     <tr>        <td>Hospital</td>       <td width="30%">    <div align="center"><i>M</i></div></td>       <td width="30%">    <div align="center"><i>DP</i></div></td>       <td width="12%">    <div align="center"><i>F</i></div></td>       <td width="13%">    <div align="center"><i>p</i></div></td>     </tr>     <tr>        <td>Global</td>       <td>    <div align="center">2,82</div></td>       <td>    <div align="center">0,66</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>A</td>       <td>    <div align="center">2,74</div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">0,67</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>     </tr>     <tr>        <td>B</td>       <td>    <div align="center">2,98</div></td>       <td>    <div align="center">0,59</div></td>       <td>    <div align="center">6,775</div></td>       <td>    <div align="center">&lt;0,001</div></td>     </tr>     <tr>        <td>C</td>       <td>    <div align="center">2,81</div></td>       <td>    <div align="center">0,67</div></td>       <td>    <div align="center"></div></td>       <td>    ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"></div></td>     </tr>   </table> </div>     <p>&nbsp;</p>      <p>A an&aacute;lise <I>Post Hoc</I>, pelo <I>Tukey&rsquo;s-b </I>teste permite destacar o hospital B  dos outros dois, em termos de diferen&ccedil;a de m&eacute;dias. </P>     <p>Quanto &agrave; &lsquo;percep&ccedil;&atilde;o de suporte organizacional&rsquo; segundo a &lsquo;idade&rsquo;,  verifica-se que o seu valor m&eacute;dio decresce do grupo que tem menos de 30 para o grupo seguinte 30-39 anos,  sendo neste grupo que atinge os valores mais baixos (2.70&plusmn;.66). Aumenta depois sucessivamente, atingindo  o valor m&eacute;dio mais elevado no grupo de 60 ou mais anos (3.30&plusmn;.43). A diferen&ccedil;a entre os  n&iacute;veis de percep&ccedil;&atilde;o de suporte organizacional em fun&ccedil;&atilde;o do grupo et&aacute;rio  &eacute; estatisticamente significativa [<I>F</I>(4,1022)=10.365, <I>p</I>&lt;.001]. Estes resultados v&atilde;o  no sentido de confirmar a hip&oacute;tese que previa que &ldquo;<I>O grupo et&aacute;rio contribui para explicar  variabilidade na percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional, apresentando os grupos de maior idade melhor  percep&ccedil;&atilde;o&rdquo;. </I></P>     <p>Semelhante tend&ecirc;ncia por grupo et&aacute;rio se identifica nos hospitais A [<I>F</I>(4,223)=6.200,  <I>p</I>&lt;.001) e C [<I>F</I>(4,633)=5.711, <I>p</I>=.001]. No hospital B (lembremos que tem o mais elevado  valor global de &lsquo;percep&ccedil;&atilde;o de suporte organizacional&rsquo;) no grupo 50-59 anos verifica-se  um decr&eacute;scimo (3.03&plusmn;.27) relativamente ao grupo anterior (3.17&plusmn;.68), e voltam a subir  no grupo seguinte (3.35&plusmn;.43), mas a diferen&ccedil;a n&atilde;o &eacute; significativa do ponto de vista  estat&iacute;stico. </P>     <p>No que se refere &agrave; &lsquo;percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional&rsquo; e &lsquo;tempo  na organiza&ccedil;&atilde;o&rsquo;, verifica-se que o valor m&eacute;dio mais elevado encontra-se no grupo que  est&aacute; na organiza&ccedil;&atilde;o h&aacute; 30 ou mais anos (3.11&plusmn;.63). Segue-se o grupo que  est&aacute; na organiza&ccedil;&atilde;o h&aacute; mais de 1 e menos de 5 anos (2.63&plusmn;.69). O valor mais  baixo &eacute; apresentado pelo grupo que est&aacute; na organiza&ccedil;&atilde;o h&aacute; mais de 20 e menos  de 25 anos (3.06&plusmn;.55) e apresenta igual valor de m&eacute;dia o grupo que est&aacute; na  organiza&ccedil;&atilde;o h&aacute; mais de 25 e menos de 30 anos (3.06&plusmn;.69). A diferen&ccedil;a entre  a percep&ccedil;&atilde;o nos diferentes grupos &eacute; estatisticamente significativa [<I>F</I>(8,1018)=7.813,  <I>p</I>=.001]. Os resultados v&atilde;o, assim, no sentido da hip&oacute;tese que predizia que &ldquo;<I>O tempo  na organiza&ccedil;&atilde;o contribui para explicar variabilidade na percep&ccedil;&atilde;o do suporte  organizacional, apresentando os grupos com mais tempo melhor percep&ccedil;&atilde;o</I>&rdquo;. No hospital A o  grupo que apresenta valores m&eacute;dios mais elevados &eacute; o grupo que est&aacute; na organiza&ccedil;&atilde;o  h&aacute; 25-29 anos (3.42&plusmn;.93). No hospital C o grupo que apresenta valores m&eacute;dios mais elevados & eacute; o grupo que est&aacute; na organiza&ccedil;&atilde;o h&aacute; 35 e mais anos (3.18&plusmn;.58). No hospital  B o grupo que apresenta valores m&eacute;dios mais elevados &eacute; o grupo que est&aacute; na organiza&ccedil;&atilde;o  h&aacute; 20-24 anos (3.72&plusmn;.44). </P>     <p>Relativamente &agrave; &lsquo;percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional&rsquo; e &lsquo;tempo  na profiss&atilde;o&rsquo;, verifica-se que o valor m&eacute;dio mais elevado encontra-se no grupo que  est&aacute; na profiss&atilde;o h&aacute; 30 ou mais anos (3.14&plusmn;.51). Segue-se o grupo que est&aacute;  na profiss&atilde;o h&aacute; menos de 1 ano (3.11&plusmn;.49). O valor mais baixo &eacute; apresentado pelo  grupo que est&aacute; na profiss&atilde;o h&aacute; mais de 5 e menos de 10 anos (2.62&plusmn;.66). A  diferen&ccedil;a entre a percep&ccedil;&atilde;o nos diferentes grupos revelou-se estatisticamente significativa  [<I>F</I>(8,1018)=7.752, <I>p</I>&lt;.001]. Os resultados v&atilde;o, assim, no sentido de confirmar a  hip&oacute;tese H3 que predizia que &ldquo;<I>O tempo na profiss&atilde;o contribui para explicar variabilidade  na percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional, apresentando os grupos com mais tempo melhor  percep&ccedil;&atilde;o</I>&rdquo;. No hospital A o grupo que apresenta valores m&eacute;dios mais elevados  &eacute; o grupo que est&aacute; na profiss&atilde;o h&aacute; 30-34 anos (3.50&plusmn;.52) e o que  apresenta valores mais baixos &eacute; o grupo que est&aacute; na profiss&atilde;o h&aacute; 10-14 anos  (2.47&plusmn;.69). A diferen&ccedil;a entre os grupos &eacute; estatisticamente signficativa [<I>F</I>( 7,220)=4.924, <I>p</I>&lt;.001]. No hospital B, apresenta valores m&eacute;dios mais elevados o grupo que  est&aacute; na profiss&atilde;o h&aacute; mais de 25 e menos de 29 anos (3.15&plusmn;.65) e valores mais  baixos o grupo que est&aacute; na profiss&otilde;a h&aacute; mais de 5 e menos de 10 anos (2.80&plusmn;.54),  n&atilde;o sendo estatisticamente significativa a diferen&ccedil;a . No hospital C o grupo que apresenta valores  m&eacute;dios mais elevados &eacute; o que est&aacute; na profiss&atilde;o h&aacute; mais de 35 anos (3.18&plusmn;.54)  e valores mais baixos o que est&aacute; na profiss&atilde;o h&aacute; mais de 5 e menos de 10 anos  (2.54&plusmn;.70), sendo a diferen&ccedil;a entre os grupos estatisticamente signficativa [<I>F</I>(8,629)= 5.280;  <I>p</I>&lt;.001]. </P>     <p>Quanto &agrave; &lsquo;categoria profissional&rsquo;, verifica-se que os n&iacute;vel I apresentam  n&iacute;veis mais elevados de percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional (2.83&plusmn;.65), do  que os enfermeiros graduados (2.80&plusmn;.68). Os enfermeiros especialistas apresentam a melhor  precep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional (2.86&plusmn;.65). Contudo, a an&aacute;lise estat&iacute;stica  da diferen&ccedil;a n&atilde;o se revelou significativa, o que contraria a hiop&oacute;tese H4 <I>&ndash;  Os enfermeiros especialistas percepcionam melhor suporte organizacional que os enfermeiros graduados e estes  percepcionam melhor suporte organizacional que os enfermeiros de n&iacute;vel I. </I></P>     <p>As enfermeiras manifestaram mais elevada percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional (2.85&plusmn;.64),  do que os enfermeiros (2.72&plusmn;.72), revelando-se esta diferen&ccedil;a estatisticamente significativa [<I>t</I> (1025)=-2.65, <I>p</I>=.008]. Esta situa&ccedil;&atilde;o, de melhor percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional  por parte das enfermeiras, verificou-se em qualquer das institui&ccedil;&otilde;es. Os resultados foram assim no  sentido da hip&oacute;tese formulada &ldquo;<I>As enfermeiras percepcionam melhor suporte organizacional que  os enfermeiros&rdquo;. </I></P>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">DISCUSS&Atilde;O </P>      <p>Os empregados constr&oacute;em uma convic&ccedil;&atilde;o geral relativa ao suporte que a organiza&ccedil;&atilde;o  lhes oferece atrav&eacute;s de uma variedade de refer&ecirc;ncias que demonstram a aprecia&ccedil;&atilde;o das suas  contribui&ccedil;&otilde;es e a forma favor&aacute;vel ou desfavor&aacute;vel como a organiza&ccedil;&atilde;o  os tratou em diferentes circunst&acirc;ncias (Eisenberger, Huntington, Hutchison, &amp; Sowa, 1986). </P>     <p>O facto das vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas e profissionais estudadas explicarem pequena  percentagem da vari&acirc;ncia da percep&ccedil;&atilde;o do suporte organzaicional pode ser interpretado como  forte indicativo da import&acirc;ncia atribu&iacute;da as vari&aacute;veis de contexto. Assim, retrata-se fundamental  que os hospitais desenvolvam t&eacute;cnicas que mostrem uma imagem sustentada da organiza&ccedil;&atilde;o, desenvolvam  uma cultura do local de trabalho e um sentido positivo da organiza&ccedil;&atilde;o. At&eacute; porque, numa perspectiva  de estrutura de troca social, os empregados que percebem um n&iacute;vel elevado de suporte organizacional  sentem possivelmente uma obriga&ccedil;&atilde;o de &ldquo;recompensar&rdquo; a organiza&ccedil;&atilde;o em termos  de comportamentos relacionados com o trabalho (Eisenberger, Huntington, Hutchison, &amp; Sowa, 1986; Eisenberger,  Fasolo, &amp; Davis-LaMastro, 1990). </P>     <p>Os colaboradores adoptam determinadas atitudes e comportamentos por sentirem orgulho em fazer parte da  organiza&ccedil;&atilde;o e encontram congru&ecirc;ncia entre os seus pr&oacute;prios valores e os valores da  organiza&ccedil;&atilde;o. Como referem O&rsquo;Reilly e Chatman (1986), a liga&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica  que vincula o indiv&iacute;duo &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o pode assumir a forma de complac&ecirc;ncia ou troca,  de desejo de afilia&ccedil;&atilde;o e de congru&ecirc;ncia ou internaliza&ccedil;&atilde;o. </P>     <p>Embora com um contexto gen&eacute;rico comum, por se tratar de hospitais SPA, h&aacute; um contexto espec&iacute;fico  a cada institui&ccedil;&atilde;o, que permite concluir de diferentes n&iacute;veis de percep&ccedil;&atilde;o de suporte  organizacional, por parte dos enfermeiros. </P>     <p>Embora tratando-se de institui&ccedil;&otilde;es com o mesmo modelo jur&iacute;dico, h&aacute; factores  diferenciadores nas formas de gest&atilde;o e pensamos, consequentemente na opini&atilde;o dos colaboradores  acerca do suporte organizacional. Confrontados com os resultados, diferentes n&iacute;veis de percep&ccedil;&atilde;o  do suporte organizacional pelos colaboradores, os Conselhos de Administra&ccedil;&atilde;o apresentaram  justifica&ccedil;&otilde;es de sentido diferente. Num dos hospitais foi-nos referido que<I>&rdquo;acreditam  bastante nas pessoas (...) apostam nas pessoas (...) est&atilde;o a reorganizar o melhor (...) tem muito a ver  com as caracter&iacute;sticas das pessoas (...). </I>J&aacute; num outro hospital as refer&ecirc;ncias foram no  sentido de que <I>&ldquo;existe ainda alguma rigidez na administra&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o (...)  n&atilde;o permite ter din&acirc;micas muito mais interactivas de ir de encontro &agrave;s necessidades das  pessoas. (...) </I></P>     <p>Pela reconhecida complexidade das organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, pela variedade  de agentes com natureza, n&iacute;vel e diferencia&ccedil;&atilde;o distintos, pelo alvo das interven&ccedil;&otilde;es,  pelas caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas dos servi&ccedil;os que oferecem, e ainda pelas dificuldaddes  de recursos, &eacute; poss&iacute;vel que algumas quest&otilde;es relacionadas com a interac&ccedil;&atilde;o da  organiza&ccedil;&atilde;o com os profissionais n&atilde;o seja suficientemente desenvolvida, ou at&eacute; seja  relegada para segundo plano. </P>     <p>Os resultados encontrados para a percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional por grupo et&aacute;rio,  por tempo na profiss&atilde;o e por tempo na organiza&ccedil;&atilde;o, revelaram-se estatisticamente significativos,  Estas vari&aacute;veis est&atilde;o fortemente relacionadas entre si, particularmente as duas primeiras,  donde n&atilde;o ser&aacute; rigoroso discutir a relev&acirc;ncia estatistica focalizando-se nalguma delas isoladamente.  Acresce ainda que tempo na profiss&atilde;o determina alguma progress&atilde;o na carreira. Concretamente a  passagem da categoria de enfermeiro a a enfermeiro graduado ocorre por tempo de servi&ccedil;o. </P>     <p>Poder&iacute;amos pensar que os enfermeiros numa posi&ccedil;&atilde;o organizacional mais elevada, portanto  numa categoria mais elevada na carreira, teriam experi&ecirc;ncias de trabalho mais positivas e como tal &eacute;  poss&iacute;vel sentiriam melhor suporte organizacional, mas os resultados obtidos n&atilde;o permitem atribuir  significado estat&iacute;stico a este pressuposto. </P>     <p>As enfermeiras, relativamente aos enfermeiros, manifestaram mais elevada percep&ccedil;&atilde;o do suporte  organizacional, o que poder&aacute; estar relacionado, por um lado, com o facto das mulheres tenderem a se  conformar mais e a ter expectativas mais baixas que os homens (Schermerhorn, Hunt, &amp; Osborn, 1999) e por outro  lado, com os estere&oacute;tipos sociais vinculados ao sexo feminino e &agrave; profiss&atilde;o de enfermagem. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Agrave; partida, a percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional pode ser perspectivada como estando  associada aos respons&aacute;veis da organiza&ccedil;&atilde;o que mais pr&oacute;ximo est&atilde;o dos trabalhadores  e que com eles mais directamente contactam. Para muitos trabalhadores, o representante imediato da  organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; o chefe. Assim, tais percep&ccedil;&otilde;es podem ser facilitadas  pelo relacionamento com o chefe. </P>     <p>Em s&iacute;ntese, considera-se que a quest&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es de trabalho constitui um  dos problemas sociais centrais da sociedade actual, ocupando lugar de destaque em discursos pol&iacute;ticos, mas vive-se a este respeito uma evolu&ccedil;&atilde;o paradoxal. Por um lado, enquanto as organiza&ccedil;&otilde;es  sentem a necessidade de coopera&ccedil;&atilde;o com os colaboradores na constru&ccedil;&atilde;o de  solu&ccedil;&otilde;es que melhorem o funcionamento e a capacidade de resposta das institui&ccedil;&otilde;es,  individualiza-se e dissolve-se a entidade colectiva e inviabiliza-se a anterior no&ccedil;&atilde;o de carreira,  pois a organiza&ccedil;&atilde;o deixa de garantir emprego para toda a vida. Por outro lado, a partir dos anos 1990  tem-se em vista a optimiza&ccedil;&atilde;o da produtividade do factor trabalho, a partir da capitaliza&ccedil;&atilde;o  dos sentimentos e das emo&ccedil;&otilde;es das pessoas. Esta perspectiva considera que os indiv&iacute;duos  s&atilde;o percepcionados como seres portadores de necessidades sociais e psicol&oacute;gicas e que a  satisfa&ccedil;&atilde;o destas necessidades, atrav&eacute;s de estilos de gest&atilde;o mais participativos  e descentralizadores e do enriquecimento de tarefas, conduz ao empenhamento face aos valores e objectivos  organizacionais. </P>     <p>Num momento em que se repensam estrat&eacute;gias para redireccionar reformas no sector de sa&uacute;de,  parece, ent&atilde;o, importante que se preste aten&ccedil;&atilde;o particular ao suporte organizacional  oferecido aos colaboradores. <I>&ldquo;&Eacute; f&uacute;til tentar resolver com tecnologia ou estrutura  um problema que &eacute; na realidade pessoal&rdquo; </I>(Nick Zeniuk, Presidente da Interactive Learning Labs,  citado por Goleman, 1999, p. 298). Desta forma, e num enquadramento que faz apelo a uma crescente  co-responsabiliza&ccedil;&atilde;o, motiva&ccedil;&atilde;o e empenhamento por parte de cada profissional  de sa&uacute;de, o suporte organizacional afigura-se como requisito fundamental para um empenhamento  organizacional destes profissionais no contexto dos desafios e exig&ecirc;ncias inerentes &agrave; nova  economia e &agrave; nova realidade hospitalar. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">NOTA CONCLUSIVA </P>      <p>O presente estudo, foi desenvolvido com vista a avaliar a percep&ccedil;&atilde;o do suporte  organizacional de enfermeiros a trabalhar em hospitais do sector p&uacute;blico administrativo, e  a avaliar o papel de algumas vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas e profissionais nessa  percep&ccedil;&atilde;o. </P>     <p>Tem vindo a ser uma das preocupa&ccedil;&otilde;es dominantes dos governos a de reformar os  sistemas de sa&uacute;de, de forma a torn&aacute;-los mais eficientes. </P>     <p>Quando se analisou cada hospital separadamente, identificaram-se diferentes n&iacute;veis de  percep&ccedil;&atilde;o do suporte organizacional, devendo considerar-se a sua natureza contextual. </P>     <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o deixa claro que no mesmo modelo de gest&atilde;o hospitalar &eacute;  poss&iacute;vel desenvolver diferentes formas de rela&ccedil;&atilde;o entre a organiza&ccedil;&atilde;o  e os colaboradores, no sentido destes acreditando na exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o de troca  social entre si e a organiza&ccedil;&atilde;o criarem v&iacute;nculos positivos. De facto, tendo como  refer&ecirc;ncia a teoria da reciprocidade social, os comportamentos dos empregados s&atilde;o  influenciados pelas cren&ccedil;as sobre o quanto a organiza&ccedil;&atilde;o valoriza a sua colabora&ccedil;&atilde;o. </P>     <p>Em suma, este estudo procurou contribuir para o conhecimento da percep&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros  acerca do suporte organizacional, o que numa perspectiva de troca social, &eacute; relevante num momento  em que se discutem mudan&ccedil;as importantes no sector da sa&uacute;de. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p align="center">REFER&Ecirc;NCIAS </P>      <p>C&acirc;mara, P. (1999). O perfil do homem trabalhador do s&eacute;c. XXI. In J. Marques, P.  C&acirc;mara &amp; P. Martins (Eds.), <I>Novas perspectivas da gest&atilde;o </I>(pp. 295-299).  Lisboa: Pergaminho. </P>      <p>Dunlop, D., &amp; Martins, J. (1995). <I>An international assessment of health care financing &ndash;  Lessons for developing countries. </I>Washington: The World Bank. </P>      <p>Eisenberger, R., Fasolo, P., &amp; Davis-LaMastro, V. (1990). Perceived organizational support and employee  deligence, commitment and inovation. <I>Journal of Applied Psychology, 75</I>, 51-59. </P>      <p>Eisenberger R., Cummings, J., Armeli, S., &amp; Lynch, P. (1997). Perceived organizational support,  discretionary treatment, and job satisfaction. <I>Journal of Applied Psychology, 82</I>, 812-820. </P>      <p>Eisenberger, R., Huntington, R., Hutchison, S., &amp; Sowa, D. (1986). Perceived organizational support.  <I>Journal of Applied Psychology</I>, <I>71</I>, 500-507. </P>      <p>Golden, C., Sawick, R., &amp; Franzen, M. (1984). Test construction. In G. Goldstein &amp; M. Herson (Eds.),  <I>Handbook of psychological assessment </I>(pp. 19-37). New York: Pregamon Press </P>      <p>Goleman, D. (1999). <I>Trabalhar com intelig&ecirc;ncia emocional. </I>Lisboa: Temas e Debates. </P>      <p>Huber, J. (1982). Towards a sociotechnological theory of the womens movement. In R. Kahn-Hut, A.  Daniels, &amp; R. Colvard (Eds.), <I>Women and work: problems and prospects </I>(pp. 234-247). New York:  Oxford University Press. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mathieu, J., &amp; Zajac, D. (1990). A review and meta-analysis of the antecedents, correlates,  and consequences of organizational commitment. <I>Psychological Bulletin</I>, <I>108</I>, 171-194. </P>      <p>Mintzberg, H. (1995). <I>Estrutura e din&acirc;mica das organiza&ccedil;&otilde;es. </I>Lisboa:  Publica&ccedil;&otilde;es D. Quixote. </P>      <!-- ref --><p>Nunes, F. (1994). As organiza&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;os de sa&uacute;de. <I>Revista Portuguesa  de Gest&atilde;o</I>, <I>3/4</I>, 5-28. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231200800040001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>OCDE. (1994). <I>The reform of health care &ndash; A review of seventeen OECD countries. </I>Paris: OECD. </P>      <p>O&rsquo;Reilly, C., &amp; Chatman, J. (1986). Organizational commitment and psychological attachment:  The effects of compliance, identification and internalization on prosocial behaviour. <I>Journal of  Applied Psychology</I>, <I>71</I>, 492-499. </P>      <p>Pestana, M., &amp; Gageiro, J. (2000). <I>An&aacute;lise de dados para ci&ecirc;ncias sociais </I>(2&ordf; ed.).  Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo, Lda. </P>      <p>Reichers, A. (1986). Conflit and organizational commitment. <I>Journal of Applied Psychology</I>, <I>71</I>,  508-514. </P>      <p>Rhoades, L., Eisenberger, R., &amp; Armeli, S. (2001). Affective commitment to the organization:  The contribution of perceived organizational support. <I>Journal of Applied Psychology</I>, <I>86</I>,  825-836. </P>      <p>Schermerhorn, J., Hunt, J., &amp; Osborn, R. (1999). <I>Fundamentos de comportamento organizacional </I> (2&ordf; ed.). Porto Alegre: Bookman. </P>      <p>Shore, L., &amp; Wayne, S. (1993). Commitment and employee behavior: Comparison of affective commitment  and continuance commitment with perceived organizational support. <I>Journal of Applied Psychology, 78</I>,  774-780. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tavares, S. (2001). Vincula&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es.  In J. Ferreira, J. Neves, &amp; A. Caetano (Eds.), <I>Manual de psicossociologia das organiza&ccedil;&otilde;es </I> (pp. 307-333). Amadora: McGrawHill. </P>      <p>Vala, J., Monteiro, B., Lima, L., &amp; Caetano, A. (1994). <I>psicologia social das  organiza&ccedil;&otilde;es. Estudos em empresas portuguesas. </I>Oeiras: Celta Editora. </P>      <p>Vanderberg, R., &amp; Self, R. (1993). Assessing newcomers changing commitments to the organizations  during the first 6 months of work. <I>Journal of Applied Psichology</I>, <I>78</I>, 557-568. </P>      <p>Yoon, J., &amp; Lim, J. (1999). Organizational support in the workplace: The case of Korean hospital  employees. <I>Human Relations</I>, <I>52</I>, 923-945. </P>      <p>&nbsp;</p>      <p>(<a href="#top1">*</a><a name="1"></a>) Professora Coordenadora, Escola Superior    de Enfermagem de Coimbra </P>       ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Nunes]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As organizações de serviços de saúde.]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Gestão]]></source>
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