<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312009000100008</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Satisfação sexual feminina: Relação com funcionamento sexual e comportamentos sexuais]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pechorro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pedro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Diniz]]></surname>
<given-names><![CDATA[António]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vieira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rui]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Faculdade de Medicina ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,ISPA - Instituto Superior de Psicologia Aplicada  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<volume>27</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>99</fpage>
<lpage>108</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312009000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312009000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312009000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O objectivo da presente investigação foi o estudo em mulheres da relação entre satisfação sexual e funcionamento sexual, e entre satisfação sexual e comportamentos sexuais. Recorreu-se ao Índice de Satisfação Sexual (ISS; Hudson, Harrison, & Crosscup, 1981) e ao Índice de Funcionamento Sexual Feminino (FSFI; Rosen et al., 2000). Utilizou-se uma amostra de conveniência recrutada da população feminina geral com N=152 (leque etário=26-70 anos; M=41 anos). Os resultados obtidos não demonstraram qualquer relação significativa entre a satisfação sexual e as fases do ciclo de resposta sexual, mas demonstraram uma relação significativa entre a satisfação sexual e o comportamento sexual carícias e preliminares.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The goal of the present study was to understand the relation between sexual satisfaction and sexual function in women, and also the relation between sexual satisfaction and sexual behaviors in women. The Index of Sexual Satisfaction (ISS: Hudson, Harrison, & Crosscup, 1981) and the Female Sexual Function Index (TSFI: Rosen et al., 2000) were used as measures. A convenience sample was recruited from the general population (N=152; age range=26-70; mean age=41). The results showed no significant relation between sexual satisfaction and sexual satisfaction and the sexual behavior of caresses and foreplay.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Comportamentos sexuais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Funcionamento sexual]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Satisfação sexual]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Sexualidade feminina]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Female Sexuality]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Sexual behaviors]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Sexual function]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Sexual satisfaction]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <P><b>Satisfa&ccedil;&atilde;o sexual feminina: Rela&ccedil;&atilde;o com funcionamento    sexual e comportamentos sexuais</b></P >     <P align="right">Pedro Pechorro (<a href="#1">*</a>) <a name="top1"></a></P >     <P align="right">Ant&oacute;nio Diniz (<a href="#2">**</a>) <a name="top2"></a></P >     <P align="right">Rui Vieira (<a href="#1">*</a><a name="top1"></a>)</P>      <P>&nbsp;</P >     <P align="center">RESUMO </P >     <P>O objectivo da presente investiga&ccedil;&atilde;o foi o estudo em mulheres    da rela&ccedil;&atilde;o entre satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e funcionamento    sexual, e entre satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e comportamentos sexuais. Recorreu-se    ao &Iacute;ndice de Satisfa&ccedil;&atilde;o Sexual (ISS; Hudson, Harrison,    &amp; Crosscup, 1981) e ao &Iacute;ndice de Funcionamento Sexual Feminino (FSFI;    Rosen et al., 2000). Utilizou-se uma amostra de conveni&ecirc;ncia recrutada    da popula&ccedil;&atilde;o feminina geral com <I>N</I>=152 (leque et&aacute;rio=26-70    anos; <I>M</I>=41 anos). Os resultados obtidos n&atilde;o demonstraram qualquer    rela&ccedil;&atilde;o significativa entre a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual    e as fases do ciclo de resposta sexual, mas demonstraram uma rela&ccedil;&atilde;o    significativa entre a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e o comportamento sexual    car&iacute;cias e preliminares. </P >     <P><I>Palavras chave: </I>Comportamentos sexuais, Funcionamento sexual, Satisfa&ccedil;&atilde;o    sexual, Sexualidade feminina. </P >     <P>&nbsp;</P >     <P>&nbsp; </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center">ABSTRACT </P >     <P>The goal of the present study was to understand the relation between sexual    satisfaction and sexual function in women, and also the relation between sexual    satisfaction and sexual behaviors in women. The Index of Sexual Satisfaction    (ISS: Hudson, Harrison, &amp; Crosscup, 1981) and the Female Sexual Function    Index (TSFI: Rosen et al., 2000) were used as measures. A convenience sample    was recruited from the general population (<I>N</I>=152; age range=26-70; mean    age=41). The results showed no significant relation between sexual satisfaction    and sexual satisfaction and the sexual behavior of caresses and foreplay. </P >     <P><I>Key words: </I>Female Sexuality, Sexual behaviors, Sexual function, Sexual    satisfaction. </P >     <P>&nbsp;</P >     <P>&nbsp;</P >     <P>A satisfa&ccedil;&atilde;o sexual &eacute; um dos factores psicol&oacute;gicos    mais avaliados na &aacute;rea das disfun&ccedil;&otilde;es sexuais (Cardoso,    2003; Davis &amp; Petretic-Jackson, 2000; Pechorro, 2006). Todavia, da revis&atilde;o    da literatura relacionada com o tema conclui-se que existe uma falta de consenso    quanto &agrave; defini&ccedil;&atilde;o e &agrave; operacionaliza&ccedil;&atilde;o    do conceito, que se revela nas diferentes conceptualiza&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas    de satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e nas diferentes metodologias de avalia&ccedil;&atilde;o.    DeLamater (1991) prop&otilde;e a defini&ccedil;&atilde;o de satisfa&ccedil;&atilde;o    sexual como o grau no qual a actividade sexual de uma pessoa corresponde aos    seus ideais. J&aacute; Davidson, Darling, e Norton (1995) consideram que o sentimento    de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida sexual est&aacute; intrinsecamente relacionado    com as experi&ecirc;ncias sexuais passadas do indiv&iacute;duo, expectativas    actuais, e aspira&ccedil;&otilde;es futuras. </P >     <P>Pinney, Gerrard, e Denney (citados por DeLamater, 1991) identificaram duas    dimens&otilde;es: satisfa&ccedil;&atilde;o sexual geral (relativa &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o    da mulher com os tipos e frequ&ecirc;ncia dos seus comportamentos sexuais),    e satisfa&ccedil;&atilde;o com o seu companheiro. A satisfa&ccedil;&atilde;o    teria, ent&atilde;o, uma componente pessoal e uma componente interpessoal. Em    qualquer dos casos dependeria dos desejos da pessoa por determinados tipos e    frequ&ecirc;ncias de actividades sexuais, e tipos e comportamentos de companheiros.    Numa dada rela&ccedil;&atilde;o, o casal desenvolve um dado gui&atilde;o sexual,    definido como uma sequ&ecirc;ncia de comportamentos espec&iacute;ficos que    usualmente levam ao coito. Uma vez criado, o gui&atilde;o tende a ser seguido    cada vez que o casal tem actividade sexual. Para estes casais, a satisfa&ccedil;&atilde;o    depende de o gui&atilde;o permitir a quantidade desejada de prazer sexual. O    desejo de dada pessoa se envolver certos tipos de comportamentos e experienciar    certos tipos de prazer depende da sua experi&ecirc;ncia sexual passada, que    permite a compara&ccedil;&atilde;o a um padr&atilde;o. </P >     <P>Em geral, a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual tem sido positivamente relacionada    com a satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal. Os homens e as mulheres que relatam    estar satisfeitos com os seus relacionamentos conjugais tamb&eacute;m relatam    estar satisfeitos com os seus relacionamentos sexuais (Reiss &amp; Lee, citados    por DeLamater, 1991). Todavia, foram encontradas diferen&ccedil;as entre homens    e mulheres no que diz respeito &agrave;s causas imediatas da insatisfa&ccedil;&atilde;o    sexual (Hatfield et al., citados por DeLamater, 1991) que aparentemente tendem    a esbater-se com a idade: para as mulheres, a qualidade emocional das interac&ccedil;&otilde;es    sexuais parece ser a influ&ecirc;ncia mais importante nas suas avalia&ccedil;&otilde;es    do relacionamento sexual, indicando que as mulheres que est&atilde;o insatisfeitas    querem mais amor, afei&ccedil;&atilde;o e carinho; para os homens, a quantidade    da actividade sexual &eacute; mais importante, dado que os homens que se declaram    insatisfeitos querem mais frequ&ecirc;ncia e variedade de actividades sexuais.  </P >     <P>Seguindo a linha de que a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual nas mulheres implica mais do que frequ&ecirc;ncia de actividade sexual ou de orgasmos, Jayne (citada por Davis &amp; Petretic-Jackson, 2000) procurou explicar porque &eacute; que as mulheres t&ecirc;m mais frequ&ecirc;ncia de coito do que de masturba&ccedil;&atilde;o. Esta autora atribui tal &agrave; componente intima do coito, apesar do facto de o orgasmo ter menos probabilidade de ocorrer durante o coito e de que os orgasmos coitais s&atilde;o tipicamente menos intensos do que os conseguidos atrav&eacute;s de masturba&ccedil;&atilde;o. Jayne (citada por Davis &amp; Petretic-Jackson, 2000) conclui que as taxas de satisfa&ccedil;&atilde;o com a actividade sexual n&atilde;o s&atilde;o dependentes da quantidade ou da intensidade do prazer derivado dos orgasmos. Em vez disso, parece que muitas mulheres relatam ter maior satisfa&ccedil;&atilde;o sexual atrav&eacute;s da intimidade com os companheiros (i.e., os aspectos emocionais e interpessoais da actividade sexual), mesmo que tal n&atilde;o inclua o prazer org&aacute;stico. </P >    <P>A insatisfa&ccedil;&atilde;o sexual pode resultar de disfun&ccedil;&otilde;es sexuais na pr&oacute;pria pessoa ou no companheiro, ou pode existir independentemente de disfun&ccedil;&otilde;es. &Eacute; poss&iacute;vel e at&eacute; relativamente frequente encontrar mulheres que querem ter actividade sexual, ficam excitadas, t&ecirc;m orgasmo, e mesmo assim se sentem insatisfeitas (Jehu, citada por Davis &amp; Petretic-Jackson, 2000). Foi precisamente nessa linha que a CID-10 (1992) introduziu o diagn&oacute;stico de falta de prazer sexual, que possibilita a categoriza&ccedil;&atilde;o dos casos cl&iacute;nicos em que homens e mulheres, apesar de passarem sequencialmente pelas v&aacute;rias fases do ciclo de resposta sexual, referem uma aus&ecirc;ncia de prazer subjectiva. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Na Confer&ecirc;ncia para o Desenvolvimento de Consenso Internacional sobre Disfun&ccedil;&atilde;o Sexual Feminina (Basson et al., 2001) foi proposta a cria&ccedil;&atilde;o da categoria diagn&oacute;stica perturba&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o sexual, que seria aplicada &agrave;s mulheres incapazes de atingir uma satisfa&ccedil;&atilde;o sexual subjectiva apesar de terem desejo, excita&ccedil;&atilde;o, e orgasmo adequados. Devido &agrave; dificuldade em incorporar tal eventual perturba&ccedil;&atilde;o na moldura nosol&oacute;gica existente, em definir crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos claros, e &agrave; aus&ecirc;ncia de evid&ecirc;ncias epidemiol&oacute;gicas e cl&iacute;nicas consistentes, acabou por n&atilde;o haver acordo quanto &agrave; cria&ccedil;&atilde;o da categoria diagnostica de perturba&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o sexual. </P >    <P>Vejamos alguns estudos que avaliam a preval&ecirc;ncia de insatisfa&ccedil;&atilde;o sexual e que tentam esclarecer a rela&ccedil;&atilde;o entre a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e as disfun&ccedil;&otilde;es sexuais. Heiman, Gladue, Roberts, e LoPiccolo (1986) compararam casais aceites para terapia sexual com casais da popula&ccedil;&atilde;o normal dos 16 aos 69 anos, evidenciando que os problemas sexuais e a insatisfa&ccedil;&atilde;o sexual podem ser vistos como distintos e independentes, dado que in&uacute;meras pessoas da popula&ccedil;&atilde;o normal que se afirmaram sexualmente satisfeitas foram na verdade diagnosticadas como tendo uma disfun&ccedil;&atilde;o sexual. </P >    <P>Nettelbladt e Uddenberg (citados por Dunn, Croft, &amp; Hackett, 2000), numa amostra aleat&oacute;ria de homens suecos casados, e Shahar et al. (citados por Dunn et al., 2000), numa amostra de utentes de uma consulta de cl&iacute;nica familiar, n&atilde;o conseguiram demonstrar uma associa&ccedil;&atilde;o geral entre problemas sexuais e insatisfa&ccedil;&atilde;o sexual, concluindo que a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual do casal estava relacionada com a sua rela&ccedil;&atilde;o emocional e n&atilde;o com a sua fun&ccedil;&atilde;o sexual. </P >    <P>Snyder e Berg (1983) chegaram &agrave; mesma conclus&atilde;o atrav&eacute;s de uma amostra cl&iacute;nica de casais com queixa de disfun&ccedil;&atilde;o sexual, tendo estes autores demonstrado que, apesar das disfun&ccedil;&otilde;es serem frequentes tanto em homens como em mulheres, nenhuma das disfun&ccedil;&otilde;es sexuais das mulheres e apenas a incapacidade ejaculat&oacute;ria dos homens durante o coito se relacionava com a sua insatisfa&ccedil;&atilde;o sexual. A insatisfa&ccedil;&atilde;o correlacionava-se sim de forma forte em ambos os sexos com a falta de receptividade do companheiro &agrave; actividade sexual, e com a baixa frequ&ecirc;ncia de coito. </P >    <P>Na direc&ccedil;&atilde;o oposta, Frank, Anderson, e Rubinstein (1978), a partir de uma amostra n&atilde;o representativa de 100 casais americanos, analisaram a rela&ccedil;&atilde;o entre a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e a exist&ecirc;ncia de problemas sexuais. No caso das mulheres pode-se concluir que quanto mais disfun&ccedil;&otilde;es e dificuldades afirmavam ter e acreditavam que os maridos tivessem, mais sexualmente insatisfeitas estavam; no caso dos homens essa tend&ecirc;ncia n&atilde;o atingiu resultados estatisticamente significativos. </P >    <P>Kilmann et al. (citados por DeLamater, 1991) encontraram uma associa&ccedil;&atilde;o entre a insatisfa&ccedil;&atilde;o sexual e um aumento da incid&ecirc;ncia das disfun&ccedil;&otilde;es sexuais, evidenciando que os casais com disfun&ccedil;&atilde;o sexual tinham mais probabilidade de relatar insatisfa&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave; sua interac&ccedil;&atilde;o sexual que os casais normais. Tamb&eacute;m Laumann, Paik, e Rosen (1999), num trabalho sobre a preval&ecirc;ncia e os preditores de disfun&ccedil;&atilde;o sexual nos Estados Unidos, demonstraram uma forte associa&ccedil;&atilde;o entre disfun&ccedil;&atilde;o sexual e a insatisfa&ccedil;&atilde;o emocional e f&iacute;sica, demonstrando que o desejo sexual hipoactivo, a perturba&ccedil;&atilde;o da excita&ccedil;&atilde;o nas mulheres, e a disfun&ccedil;&atilde;o er&eacute;ctil eram os quadros cl&iacute;nicos mais fortemente relacionados com a insatisfa&ccedil;&atilde;o. </P >    <P>Hawton, Gath, e Day (1994), numa amostra aleat&oacute;ria retirada da popula&ccedil;&atilde;o geral constitu&iacute;da por 436 mulheres dos 35 aos 59 anos, analisaram diversas vari&aacute;veis de funcionamento sexual, entre as quais a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual. Os dados obtidos demonstraram que 61% das mulheres estavam inteiramente satisfeitas, 19% estavam moderadamente satisfeitas, 14% expressaram alguma insatisfa&ccedil;&atilde;o, e 6% disseram estar acentuadamente insatisfeitas. Foi encontrada uma forte correla&ccedil;&atilde;o entre o bem-estar marital e a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual. </P >    <P>Dunn, Croft, e Hackett (2000), utilizando uma amostra aleat&oacute;ria de 1768 homens e mulheres ingleses dos 18 aos 75 anos dos quais 782 eram mulheres, demonstraram que 21% das mulheres (e 30% dos homens) afirmaram estar insatisfeitos com a sua vida sexual. Foi encontrada uma forte correla&ccedil;&atilde;o entre a satisfa&ccedil;&atilde;o e a maior frequ&ecirc;ncia de sexo, tendo sido tamb&eacute;m demonstrado que a insatisfa&ccedil;&atilde;o sexual tendia a ser mais alta quando os sujeitos consideravam ter eles pr&oacute;prios problemas sexuais e a ser ainda mais alta quando pensavam que o companheiro tinha um problema sexual. </P >    <P>Deeks e McCabe (2001), utilizando uma amostra de 304 mulheres entre os 35 e os 65 anos retirada da popula&ccedil;&atilde;o geral, investigaram os efeitos da idade, da menopausa, e do funcionamento sexual do companheiro no funcionamento sexual dessas mulheres. Os resultados demonstraram que a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual era melhor prevista pela idade e pela menopausa. As mulheres mais novas tinham maior probabilidade de estarem satisfeitas com o seu relacionamento sexual e tinham tamb&eacute;m uma maior frequ&ecirc;ncia de coito. As mulheres menop&aacute;usicas tinham mais probabilidade de sofrerem de um problema sexual. A idade tamb&eacute;m era melhor preditora de o companheiro sofrer de uma disfun&ccedil;&atilde;o sexual, que por sua vez teria efeito no funcionamento sexual da mulher menop&aacute;usica. </P >    <P>Hisasue et al. (2005), numa investiga&ccedil;&atilde;o efectuado com uma amostra de 5042 mulheres japonesas dos 17 aos 88 anos avaliadas atrav&eacute;s de um question&aacute;rio postal constru&iacute;do pelos autores, n&atilde;o encontraram qualquer correla&ccedil;&atilde;o entre a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e a idade, mas encontraram correla&ccedil;&otilde;es estat&iacute;sticas significativas entre a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e preliminares, orgasmo, e frequ&ecirc;ncia de actividade sexual. Estes autores evidenciaram que, paradoxalmente, a capacidade er&eacute;ctil do companheiro n&atilde;o contribu&iacute;a para a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual da mulher, apesar de contribuir para a frequ&ecirc;ncia sexual, e salientaram a import&acirc;ncia dos preliminares para essa satisfa&ccedil;&atilde;o sexual. Os resultados obtidos v&atilde;o na linha dos estudos de Hulbert et al. (citados por Hisasue et al., 2005), que demonstraram que 58% das mulheres consideravam os preliminares como a componente mais satisfat&oacute;ria do sexo com o companheiro, e apenas 11% consideravam o coito como a componente mais satisfat&oacute;ria. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Haavio-Manilla e Kontula (1997) procuraram preditores da satisfa&ccedil;&atilde;o sexual numa amostra de 1718 mulheres e homens finlandeses dos 18 aos 74 anos. Os resultados demonstraram que nas mulheres a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual se correlacionava directamente com a idade jovem e com o in&iacute;cio precoce da vida sexual; indirectamente a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual correlacionava-se com uma educa&ccedil;&atilde;o liberal e n&atilde;o religiosa, escolaridade de n&iacute;vel superior, assertividade sexual, sentimentos rec&iacute;procos de amor, atribui&ccedil;&atilde;o de import&acirc;ncia &agrave; sexualidade, utiliza&ccedil;&atilde;o de materiais sexuais, coito frequente, t&eacute;cnicas sexuais vers&aacute;teis, e obten&ccedil;&atilde;o frequente de orgasmo. Os autores provaram ainda que a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual global estava relacionada, em n&iacute;veis id&ecirc;nticos, quer com a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual f&iacute;sica quer com a emocional. Este estudo finland&ecirc;s demonstrou que a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual aumentou grandemente nos &uacute;ltimos vinte anos, principalmente entre as mulheres, apesar destas ainda revelarem maior insatisfa&ccedil;&atilde;o sexual que os homens, argumentando os autores que tal se deve ao come&ccedil;o tardio da vida sexual, a atitudes sexuais conservadoras, &agrave; atribui&ccedil;&atilde;o de menor import&acirc;ncia &agrave; esfera sexual, &agrave; falta de assertividade sexual e ao facto de n&atilde;o utilizarem t&eacute;cnicas sexuais dotadas de maior plasticidade, aspectos que no seu conjunto as tornam mais inibidas sexualmente que os homens. </P >    <P>Podemos concluir que os resultados dos diversos estudos efectuados variam dependendo da amostra estudada, do tipo de <I>design </I>do estudo, e da defini&ccedil;&atilde;o operacional de satisfa&ccedil;&atilde;o utilizada (Davis &amp; Petretic-Jackson, 2000; Hayes &amp; Dennerstein, 2005). O presente estudo pretende contribuir para elucidar as seguintes quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o: Ser&aacute; que a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual est&aacute; relacionada com o funcionamento sexual? Ser&aacute; que a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual est&aacute; relacionada com certos comportamentos sexuais? </P >     <P>&nbsp;</P >     <P align="center">M&Eacute;TODO </P >     <P><I>Participantes </I></P >    <P>A amostra ficou com um total de 152 mulheres (<I>n</I>=152; leque et&aacute;rio=26-70 anos; <I>M</I>=41 anos; desvio-padr&atilde;o=12 anos). Todas as mulheres eram caucasianas e residiam em meio urbano (distrito de Lisboa), tendo sido seleccionadas atrav&eacute;s de um processo de amostragem intencional por conveni&ecirc;ncia. </P >    <P>Procedeu-se &agrave; an&aacute;lise descritiva de algumas vari&aacute;veis descritas como influenciando a sexualidade feminina (e.g., Laumann, Paik, &amp; Rosen, 1999), nomeadamente Posi&ccedil;&atilde;o Social, Religiosidade, Toma de anti-depressivos e presen&ccedil;a de Menopausa. </P >    <P>Relativamente &agrave; posi&ccedil;&atilde;o social (De Castro &amp; Lima, citados por Diniz, 2001) 63.8% das mulheres ficaram colocadas na Posi&ccedil;&atilde;o Social II (classe m&eacute;dia mais instru&iacute;da), seguidas de 20.4% colocadas na Posi&ccedil;&atilde;o Social III (classe m&eacute;dia menos instru&iacute;da), de 11.9% colocadas na Posi&ccedil;&atilde;o Social IV (estrato oper&aacute;rio e rural), e de 3.9% colocadas na Posi&ccedil;&atilde;o Social I (classe superior). </P >    <P>Quanto &agrave; religiosidade, analisando a amostra total, obtivemos uma maioria de 55.3% das mulheres a considerarem-se religiosas n&atilde;o-praticantes, 27.6% religiosas praticantes, e 17.1% das mulheres declararam n&atilde;o ser religiosas. </P >     <P>No que diz respeito &agrave; toma de anti-depressivos obtivemos 12.5% das mulheres    a tomar anti-depressivos, e quanto &agrave; presen&ccedil;a de Menopausa obtivemos    28% de mulheres em estado de menopausa ou peri-menopausa. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P >     <P><I>Instrumentos </I></P >    <P>O Index of Sexual Satisfaction (ISS; Hudson, 1998; Pechorro, Diniz, Vieira &amp; Almeida, in press) &eacute; uma escala unidimensional destinada a avaliar a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual no contexto do relacionamento de casal. Devido &agrave;s suas boas propriedades psicom&eacute;tricas e &agrave; longa tradi&ccedil;&atilde;o da sua utiliza&ccedil;&atilde;o no campo da sexualidade humana foi o instrumento eleito para se proceder &agrave; medi&ccedil;&atilde;o do construto da satisfa&ccedil;&atilde;o sexual. </P >    <P>O &Iacute;ndice de Funcionamento Sexual Feminino (FSFI; Pechorro, Diniz, Vieira, &amp; Almeida, in press; Rosen et al., 2000), tornou-se o instrumento de elei&ccedil;&atilde;o na avalia&ccedil;&atilde;o de disfun&ccedil;&otilde;es sexuais femininas devido &agrave;s suas consensualmente boas propriedades psicom&eacute;tricas e &agrave; actualidade dos seus crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos (Meston &amp; Derogatis, 2002). Foi por isso o instrumento escolhido para medir o construto do funcionamento sexual. </P >     <P>Adicionalmente foi constru&iacute;do um Question&aacute;rio Demogr&aacute;fico,    para descrever as caracter&iacute;sticas s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas da    amostra. Foi tamb&eacute;m constru&iacute;do um question&aacute;rio de Comportamentos    Sexuais em que se questionava se a participante era sexualmente activa, quais    os comportamentos sexuais praticados e a frequ&ecirc;ncia com que esses comportamentos    eram praticados (escala Likert de 7 pontos), e o seu estado relativamente &agrave;    menopausa. </P >     <P>&nbsp;</P >     <P><I>Procedimentos </I></P >    <P>As participantes foram recrutadas em institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior (alunas do Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Universidade Internacional da Terceira Idade, e Universidade de Lisboa para a Terceira Idade) e em hospitais (funcion&aacute;rias do Hospital de Santa Maria e Hospital Pulido Valente). </P >    <P>No processo de recolha da amostra sempre que poss&iacute;vel utilizou-se preferencialmente o m&eacute;todo de aplica&ccedil;&atilde;o em grupo com recurso a urna para manter a confidencialidade. Adicionalmente foram utilizadas Informantes Privilegiadas, principalmente psic&oacute;logas &agrave;s quais foram previamente explicados os procedimentos de aplica&ccedil;&atilde;o, que aplicaram os question&aacute;rios com recurso &agrave; metodologia preferencial acima referida. Relativamente &agrave; amostra cl&iacute;nica, devido a esta ter sido recolhida em contexto cl&iacute;nico teve de se seguir uma metodologia de recolha individual feita durante a triagem para a consulta. </P >    <P>Ap&oacute;s a recolha procedeu-se &agrave; selec&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios que cumpriam crit&eacute;rios mais espec&iacute;ficos, nomeadamente ser maior de idade, ser sexualmente activa, ser casada ou viver em uni&atilde;o de facto e ser caucasiana. Todos os question&aacute;rios com respostas omissas foram exclu&iacute;dos. Seguidamente os question&aacute;rios foram cotados segundo os procedimentos recomendados pelos autores das escalas e os dados inseridos no programa inform&aacute;tico SPSS. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Para o teste dos modelos estruturais utilizou-se o programa inform&aacute;tico    <I>LISREL8-SIMPLIS </I>(J&ouml;reskog &amp; S&ouml;rbom, 1993a,b, 1996) e alguma    literatura dispon&iacute;vel na &aacute;rea (Floyd &amp; Widaman, 1995; Grapentine,    2000; Kline, 2000). Os testes de identidade dos modelos que representam a estrutura    factorial unidimensional do ISS e pentadimensional hier&aacute;rquica do FSFI,    foram realizados seguindo uma l&oacute;gica de &ldquo;gera&ccedil;&atilde;o    de modelos&rdquo; (J&ouml;reskog &amp; S&ouml;rbom, 1993b). Calculou-se, no    <I>PRELIS2 </I>(J&ouml;reskog &amp; S&ouml;rbom, 1993a), a matriz de covari&acirc;ncia    assimpt&oacute;tica das correla&ccedil;&otilde;es polic&oacute;ricas dos dados    obtidos, a qual foi lida e trabalhada pelo <I>LISREL8-SIMPLIS </I>(J&ouml;reskog    &amp; S&ouml;rbom, 1993b). Utilizou-se o m&eacute;todo de estima&ccedil;&atilde;o    por m&aacute;xima verosimilhan&ccedil;a (<I>ML</I>), mas com recurso ao Qui-quadrado    de Satorra-Bentler (&chi;<Sup><I>2</I></Sup><Sub>Satorra-Bentler</Sub>; Satorra    &amp; Bentler, 1994). Este m&eacute;todo &eacute; adequado para trabalhar dados    com problemas de (multi)normalidade em amostras de m&eacute;dia e grande dimens&atilde;o    (Ullman, 2000). Considerou-se a signific&acirc;ncia da estat&iacute;stica &chi;<Sup><I>2</I></Sup><Sub>Satorra-Bentler    </Sub>e os resultados obtidos nos seguintes &iacute;ndices de ajustamento: <I>CFI    </I>(<I>Comparative Fit Index</I>), <I>RMSEA </I>(<I>Root Mean Square Error    of Aproximation</I>) e <I>ECVI </I>(<I>Expected Cross-validation Index</I>)    (vd. Diniz &amp; Almeida, 2005). Tamb&eacute;m se recorreu ao <I>Critical </I><I>N</I>.    Os resultados neles obtidos foram tidos interactivamente e em conformidade com    os crit&eacute;rios que a seguir se apresentam. </P >     <P>A signific&acirc;ncia do &chi;<Sup><I>2</I></Sup><Sub>Satorra-Bentler </Sub>foi    analisada considerando a divis&atilde;o do seu valor pelos graus de liberdade    (<I>qui-quadrado relativo</I>), por forma a torn&aacute;-la menos dependente    da dimens&atilde;o amostral. O valor obtido para este <I>ratio </I>deve ser    menor do que 2.00 (vd. Ullman, 2000). No <I>CFI </I>valores superiores a .90    indicam um ajustamento aceit&aacute;vel e valores superiores a .95 um bom ajustamento.    No <I>RMSEA </I>o valor deve ser igual ou menor do que .05 &ndash; Hu e Bentler    (1999) sugerem um valor igual ou menor do que .06 &ndash; para indicar um bom    ajustamento do modelo ou deve ser igual ou menor do que .08 para indicar que    o modelo est&aacute; razoavelmente ajustado; o valor <I>p </I>(<I>RMSEA</I>&lt;.05)    deve ser maior que .50. O valor do <I>ECVI </I>deve ser inferior ao do <I>ECVI    </I>para o modelo saturado, mas se o valor do limite superior do seu intervalo    de confian&ccedil;a (IC) de 90% for superior ao <I>ECVI </I>do modelo saturado    e se o limite inferior desse IC lhe for inferior, isso indica uma razo&aacute;vel    aproxima&ccedil;&atilde;o do modelo numa outra amostra da mesmo dimens&atilde;o;    se o limite superior do IC de 90% for inferior ao <I>ECVI </I>do modelo saturado,    isso indica uma boa aproxima&ccedil;&atilde;o nessa amostra. Quanto ao <I>Critical    N</I>, ele deve ser maior do que 200 para que a dimens&atilde;o da amostra possa    ser considerada suficiente para aceitar o valor do &chi;<Sup><I>2</I></Sup>,    presumindo que o modelo est&aacute; bem especificado. </P >     <P>As re-especifica&ccedil;&otilde;es feitas nos modelos, nomeadamente a estima&ccedil;&atilde;o    de correla&ccedil;&otilde;es do erro de mensura&ccedil;&atilde;o entre itens,    partiram da inspec&ccedil;&atilde;o da matriz de res&iacute;duos estandardizados    e dos resultados obtidos nos &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o (<I>MI</I>)    fornecidos pelo <I>LISREL8-SIMPLIS</I>. Isto foi feito sabendo que a gera&ccedil;&atilde;o    de modelos pode envolver enviesamento confirmat&oacute;rio, uma vez que se admite    a modifica&ccedil;&atilde;o empiricamente derivada do modelo, suscitando, assim,    a possibilidade de o melhorar com base simplesmente no acaso (MacCallum, Rosnowski,    &amp; Necowitz, 1992). Ent&atilde;o, procurou-se que as reespecifica&ccedil;&otilde;es    fossem substantivamente interpret&aacute;veis. Tamb&eacute;m atendemos &agrave;    rela&ccedil;&atilde;o entre os resultados obtidos para a quantidade de vari&acirc;ncia    dos itens que se encontrava associada &agrave; vari&acirc;ncia do respectivo    factor (coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o; <I>R</I><Sup><I>2</I></Sup>)    e a quantidade de vari&acirc;ncia dos itens devida ao erro (termo de erro):    o <I>R</I><Sup><I>2</I></Sup>, desejavelmente, deveria ser superior a .50. Assim,    se o <I>R</I><Sup><I>2 </I></Sup>obtido para um dado item fosse bastante baixo    (<I>R</I><Sup><I>2</I></Sup>&lt;.15) ele seria eliminado por ser pouco preciso.  </P >     <P>Por &uacute;ltimo, para estabelecer a unidade de mensura&ccedil;&atilde;o dos    factores de primeira ordem no modelo pentadimensional hier&aacute;rquico do    FSFI, igualiz&aacute;mos a um (1.00) a carga factorial (coeficiente de regress&atilde;o    n&atilde;o-estandardizado, &lambda;) num dos seus itens; a chamada &ldquo;vari&aacute;vel    de refer&ecirc;ncia&rdquo; do factor (J&ouml;reskog &amp; S&ouml;rbom, 1993b).    A escala de primeira ordem ficou, assim, a ser a mesma da dos itens (estes,    em raz&atilde;o das correla&ccedil;&otilde;es polic&oacute;ricas, passaram    a possuir uma escala estandardizada: <I>M</I>=0.0, <I>DP</I>=1.00). Note-se    que o programa igualiza, por defeito, a vari&acirc;ncia do factor de segunda    ordem a um (1.00). Acresce que neste modelo o programa tamb&eacute;m adicionou    um valor constante (.10) &agrave; diagonal da matriz de covari&acirc;ncia em    an&aacute;lise, dado esta n&atilde;o ser positivamente definida em raz&atilde;o    de problemas de quase-colinearidade entre factores (J&ouml;reskog &amp; S&ouml;rbom,    1996). </P >     <P>&nbsp;</P >     <P align="center">RESULTADOS </P >     <P>Relativamente &agrave; rela&ccedil;&atilde;o existente entre as dimens&otilde;es    do FSFI e a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual (ISS) a &uacute;nica rela&ccedil;&atilde;o    de predi&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa que se encontrou foi    entre a dimens&atilde;o Satisfa&ccedil;&atilde;o do FSFI e o ISS [&beta;=.75<Sub>(.13)</Sub>;    <I>t</I><Sub>(151)</Sub>=-5.85, <I>p</I>&lt;.001] (vd. Figura 1). A Satisfa&ccedil;&atilde;o    foi a principal respons&aacute;vel pela elevada quantidade de vari&acirc;ncia    extra&iacute;da do ISS pelos factores do FSFI (<I>R</I><Sup><I>2</I></Sup>=.69).    As correla&ccedil;&otilde;es dos erros de mensura&ccedil;&atilde;o entre itens    justificam-se pela proximidade do seu conte&uacute;do sem&acirc;ntico-lexical.  </P >     <P align="center">FIGURA 1 </P >     <P align="center"><I>Modelo estrutural completo da rela&ccedil;&atilde;o entre    FSFI e ISS </I></P >     <P align="center"><img src="/img/revistas/aps/v27n1/27n1a08f1.jpg" width="780" height="608"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <blockquote>          <blockquote>           <p>Legenda: <I>Ratio </I>&chi;<Sup><I>2</I></Sup><Sub>Satorra-Bentler</Sub>/<I>gl</I>=1.50;          <I>CFI</I>=1.00; <I>RMSEA</I>=.058, intervalo de confian&ccedil;a de 90%=.050;          .065, <I>p</I>(<I>RMSEA</I>&lt;.05)=.045; <I>ECVI</I>=8.08, intervalo          de confian&ccedil;a de 90%=7.54; 8.68, <I>ECVI </I>modelo saturado=10.33;          Linha a tracejado indica rela&ccedil;&atilde;o estatisticamente n&atilde;o          significativa. </p>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     <P>&nbsp; </P >     <P>Relativamente &agrave; rela&ccedil;&atilde;o existente entre comportamentos    sexuais e satisfa&ccedil;&atilde;o sexual, foi analisada a rela&ccedil;&atilde;o    dos comportamentos sexuais Car&iacute;cias e preliminares, Sexo oral e Sexo    vaginal (que demonstraram ser os que possu&iacute;ram maior variabilidade de    frequ&ecirc;ncia) com a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual (ISS). Encontrou-se    uma rela&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa apenas entre o comportamento    sexual Car&iacute;cias e preliminares e a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual [&beta;=-.33<Sub>(.16)</Sub>;    <I>t</I><Sub>(151)</Sub>=-2.11, <I>p</I>&lt;.01] (vd. Figura 2). O comportamento    sexual Car&iacute;cias e preliminares foi o principal respons&aacute;vel pela    elevada quantidade de vari&acirc;ncia extra&iacute;da do ISS pelos comportamentos    em an&aacute;lise (<I>R</I><Sup><I>2</I></Sup>=.71). As correla&ccedil;&otilde;es    dos erros de mensura&ccedil;&atilde;o entre itens justificam-se pela proximidade    do seu conte&uacute;do sem&acirc;ntico-lexical. </P >     <P>&nbsp;</P >     <P align="center">FIGURA 2 </P >     <P align="center"><I>Modelo estrutural completo da rela&ccedil;&atilde;o entre    comportamentos sexuais e ISS </I></P >     <P align="center"><img src="/img/revistas/aps/v27n1/27n1a08f2.jpg" width="801" height="511"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <blockquote>          <blockquote>           <p>Legenda: <I>Ratio </I>&chi;<Sup><I>2</I></Sup><Sub>Satorra-Bentler</Sub>/<I>gl</I>=1.35;          <I>CFI</I>=.93; <I>RMSEA</I>=.050, intervalo de confian&ccedil;a de 90%=.034;          .064, <I>p</I>(<I>RMSEA</I>&lt;.05)=.49; <I>ECVI</I>=2.91, intervalo de          confian&ccedil;a de 90%=2.61; 3.26, <I>ECVI </I>modelo saturado=3.94;          Linha a tracejado indica rela&ccedil;&atilde;o estatisticamente n&atilde;o          significativa. </p>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     <P>&nbsp;</P >     <P align="center">DISCUSS&Atilde;O </P >     <P>O facto de na nossa amostra n&atilde;o se ter encontrado qualquer rela&ccedil;&atilde;o    entre a generalidade das dimens&otilde;es de funcionamento sexual e satisfa&ccedil;&atilde;o    sexual corrobora a perspectiva de que nas mulheres estas s&atilde;o relativamente    independentes. A &uacute;nica rela&ccedil;&atilde;o encontrada foi entre a dimens&atilde;o    Satisfa&ccedil;&atilde;o do FSFI e o ISS, e pode ser explicada pela evidente    sobreposi&ccedil;&atilde;o dos construtos que s&atilde;o medidos por ambas as    escalas dado que a dimens&atilde;o de Satisfa&ccedil;&atilde;o do FSFI mede    a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual subjectiva da mulher e o ISS mede a satisfa&ccedil;&atilde;o    sexual no contexto da rela&ccedil;&atilde;o de casal. </P >     <P>A aus&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o entre a satisfa&ccedil;&atilde;o    sexual e as dimens&otilde;es do funcionamento sexual refor&ccedil;a a perspectiva    te&oacute;rica de que as mulheres valorizam sexualmente mais outros aspectos    que n&atilde;o o funcionamento sexual estrito. Esses aspectos, como a intimidade,    o afecto ou o bem-estar conjugal (e.g., Reiss &amp; Lee, citados por DeLamater,    1991; Jayne, citada por Davis e Petretic-Jackson, 2000), ter&atilde;o paradoxalmente    mais influ&ecirc;ncia na satisfa&ccedil;&atilde;o sexual que o pr&oacute;prio    funcionamento sexual tal como &eacute; operacionalizado pelo FSFI. </P >     <P>Relativamente &agrave; rela&ccedil;&atilde;o existente entre satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e comportamentos sexuais em mulheres encontramos a forte associa&ccedil;&atilde;o esperada entre a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e o comportamento Car&iacute;cias e preliminares (Hisasue et al., 2005; Hulbert et al., citados por Hisasue et al., 2005). Nenhum dos outros comportamentos sexuais estudados, nomeadamente, Sexo vaginal e Sexo oral, demonstrou ter uma associa&ccedil;&atilde;o com a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual. O nosso estudo confirmou pois a enorme import&acirc;ncia das car&iacute;cias e preliminares para a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual das mulheres. </P >     <P>Devemos apontar algumas limita&ccedil;&otilde;es ao nosso estudo. O FSFI tem    sido criticado devido ao seu sistema de cota&ccedil;&atilde;o (e.g., Meyer-Bahlburg    &amp; Dolezal, 2007), e &eacute; poss&iacute;vel que a aus&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o    entre a generalidade das dimens&otilde;es de funcionamento sexual e a satisfa&ccedil;&atilde;o    sexual evidenciada pelo nosso estudo seja devida a defici&ecirc;ncias nesse    mesmo sistema de cota&ccedil;&atilde;o. Adicionalmente, seria recomend&aacute;vel    ter-se usado uma amostra maior (e.g., <I>N</I>&ge;200) para o teste dos modelos    estruturais dado que a correc&ccedil;&atilde;o pelo &chi;<Sup><I>2</I></Sup><Sub>Satorra-Bentler    </Sub>pode n&atilde;o ter sido suficiente para colmatar o problema da pequenez    da amostra quando se utiliza o m&eacute;todo das equa&ccedil;&otilde;es estruturais.  </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P >     <P>&nbsp;</P >     <P align="center">REFER&Ecirc;NCIAS </P >     <P>Basson, R., Berman, J., Burnett, A., Derogatis, L., Ferguson, D., Fourcroy,    J., et al. (2001). Report of the International Consensus Development Conference    on Female Sexual Dysfunction: Definitions and classifications. <I>Journal of    Sex and </I><I>Marital Therapy</I>, <I>27</I>, 83-94. </P >     <P>Cardoso, J. (2003). <I>Sexualidade masculina p&oacute;s-les&atilde;o </I><I>vertebro-medular</I>.    Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento n&atilde;o publicada, Instituto de    Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas de Abel Salazar da Universidade do Porto, Porto.  </P >     <P>Davidson, J., Darling, C., &amp; Norton, L. (1995). Religiosity and the sexuality of women: Sexual behaviour and sexual satisfaction revisited. <I>The Journal of Sex Research, 32</I>(3), 235-243. </P >    <P>Davis, J., &amp; Petretic-Jackson, P. (2000). The impact of childhood sexual abuse on adult interpersonal functioning: A review and synthesis of the empirical literature. <I>Aggression and Violent Behavior, 5</I>, 291-328. </P >    <P>Deeks, A., &amp; McCabe, M. (2001). Sexual function and the menopausal woman: The importance of age and partner&rsquo;s sexual functioning. <I>The Journal of Sex Research, 38</I>, 219-225. </P >    <P>DeLamater, J. (1991). Emotions and sexuality. In K. McKinney &amp; S. Sprecher (Eds.), <I>Sexuality in close relationships </I>(pp. 49-70). New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates. </P >    <P>Diniz, A. (2001). <I>Cren&ccedil;as, escolha de carreira e integra&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento n&atilde;o publicada, Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia da Universidade do Minho, Braga. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>Diniz, A., &amp; Almeida, L. (2005). Escala de Integra&ccedil;&atilde;o Social no Ensino Superior (EISES): Metodologia de constru&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 23</I>(4), 461-476. </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-8231200900010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>Dunn, K., Croft, P., &amp; Hackett, G. (2000). Satisfaction in the sex life of a general population sample. <I>Journal of Sex and Marital Therapy, 26</I>, 141-151. </P >     <P>Floyd, F., &amp; Widaman, K. (1995). Factor analysis in the development and    refinement of clinical assessment instruments. <I>Psychological Assessment,    7</I>(3), 286-299.</P >     <P>Frank, E., Anderson, C., &amp; Rubinstein, D. (1978). Frequency of sexual dysfunction    in &ldquo;normal&rdquo; couples. <I>New England Journal of Medicine</I>, <I>299</I>,    111-115. </P >     <P>Grapentine, T. (2000). Path analysis <I>vs</I>. structural equation modeling.    <I>Marketing Research, Fall, </I>3-11. </P >     <P>Haavio-Mannila, E., &amp; Kontula, O. (1997). Correlates of increased sexual    satisfaction. <I>Arquives of Sexual Behavior, 26</I>(4), 399-419. </P >     <P>Hawton, K., Gath, D., &amp; Day, A. (1994). Sexual function in a community    sample of middle-aged women with partners: Effects of age, marital, socioeconomic,    psychiatric, gynaecological, and menopausal factors. <I>Archives of Sexual Behavior,    23</I>, 375-395. </P >     <P>Hayes, R., &amp; Dennerstein, L. (2005). The impact of aging on sexual function    and sexual dysfunction in women. <I>Journal of Sexual Medicine, 2</I>, 317-330.  </P >     <P>Heiman, J., Gladue, B., Roberts, C., &amp; LoPiccolo, J. (1986). Historical    and current factors discriminating sexually functional from sexually dysfunctional    married couples. <I>Journal of Marital and Family Therapy, 12</I>, 163-174.  </P >     <P>Hisasue, S., Kumamoto, Y., Sato, Y., Masumori, N., Horita, H., Kato, R., et al. (2005). Prevalence of female sexual dysfunction symptoms and its relationship to quality of life: A japanese female cohort study. <I>Urology, 65</I>, 143-148. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Hu, L.-T., &amp; Bentler, P. M. (1999). Cutoff criteria for fit indices in covariance structure analysis: Conventional criteria <I>versus </I>new alternatives. <I>Structural Equation Modeling, 6</I>(1), 1-55. </P >    <P>Hudson, W. (1998). Index of sexual satisfaction. In C. Davis, W. Yarber, R. Bauserman, G. Schreer, &amp; S. Davis (Eds.), <I>Handbook of sexuality-related measures </I>(pp. 512-513). Thousand Oaks, California: Sage Publications. </P >    <P>Hudson, W., Harrison, D., &amp; Crosscup, P. (1981). A short-form scale to measure sexual discord in dyadic relationships. <I>The Journal of Sex Research, 17</I>(2), 157-174. </P >    <P>J&ouml;reskog, K. G., &amp; S&ouml;rbom, D. (1993a). <I>PRELIS2: User&rsquo;s reference guide</I>. Chicago: Scientific Software. </P >    <P>J&ouml;reskog, K. G., &amp; S&ouml;rbom, D. (1993b). <I>LISREL8: Structural equation modelling with the SIMPLIS command language</I>. Chicago: Scientific Software. </P >    <P>J&ouml;reskog, K. G., &amp; S&ouml;rbom, D. (1996). <I>LISREL8: User&rsquo;s reference guide</I>. Chicago: Scientific Software. </P >    <P>Kline, P. (2000). <I>The handbook of psychological testing</I>. London: Routledge. </P >    <P>Laumann, E., Paik, A., &amp; Rosen, R. (1999). Sexual dysfunction in the United Sates: Prevalence and predictors. <I>Journal of the American Medical Association, 281</I>, 537-544. </P >    <P>MacCallum, R. C., Roznowski, M., &amp; Necowitz, L. B. (1992). Model modification in covariance structure analysis: The problem of capitalization on chance. <I>Psychological Bulletin, 111</I>, 490-504. </P >    <P>Meyer-Bahlburg, H. &amp; Dolezal, C. (2007). The Female Sexual Function Index: A methodological critique and sugestions for improvement. <I>Journal of Sex and Marital Therapy</I>, <I>33</I>, 217-224. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Meston, C., &amp; Derogatis, L. (2002). Validated instruments for assessing female sexual function. <I>Journal of Sex and Marital Therapy</I>, <I>28</I>, 155-164. </P >     <P>Pechorro, P. (2006). Funcionamento sexual e ciclo-de-vida em mulheres portuguesas.    Tese de Mestrado n&atilde;o publicada, Instituto Superior de Psicologia Aplicada,    Lisboa. </P >     <!-- ref --><P>Pechorro, P., Diniz, A., Vieira, R., &amp; Almeida, S. (in press). Valida&ccedil;&atilde;o portuguesa do &Iacute;ndice de Funcionamento Sexual Feminino (FSFI). <I>Laborat&oacute;rio de Psicologia</I>. </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231200900010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>Pechorro, P., Diniz, A., Vieira, R., &amp; Almeida, S. (in press). Valida&ccedil;&atilde;o    de uma vers&atilde;o feminina do &Iacute;ndice de Satisfa&ccedil;&atilde;o Sexual    (ISS). <I>Laborat&oacute;rio de Psicologia</I>.</P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231200900010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P> Rosen, R., Brown, C., Heiman, J., Leiblum, S., Meston, C., Shabsigh. R., et    al. (2000). The Female Sexual Function Index (FSFI): A multidimensional self-report    instrument for the assessment of female sexual function. <I>Journal of Sex and    Marital Therapy, 26</I>, 191-208. </P >     <P>Satorra, A., &amp; Bentler. P. (1994). Corrections to test statistics and standard    errors in covariance structure analysis. In A. Von Eye &amp; C. Clog (Eds.),    <I>Latent variable analysis </I>(pp. 399-419). Thounsand Oaks, CA: Sage. </P >     <P>Snyder, D., &amp; Berg, P. (1983). Determinants of sexual dissatisfaction in    sexually distressed couples. <I>Archives of Sexual Behavior, 12</I>, 237-246.  </P >     <P>Ullman, J. B. (2000). Structural equation modeling. In B. G. Tabachnick &amp;    L. S. Fidell (Eds.), <I>Using multivariate statistics </I>(4th ed., pp. 653-771).    Boston, MA: Allyn &amp; Bacon.</P >     <P> World Health Organization. (1992). <I>Classifica&ccedil;&atilde;o de transtornos    mentais e de comportamento do CID-10. Descri&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas    e de diagn&oacute;stico</I>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas. </P >     <P>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P >     <P>(<a href="#top1">*</a><a name="1"></a>) Faculdade de Medicina da Universidade    de Lisboa. </P >     <P>(<a href="#top2">**</a><a name="2"></a>) Instituto Superior de Psicologia Aplicada.  </P >      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Diniz]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Escala de Integração Social no Ensino Superior (EISES): Metodologia de construção e validação]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>2005</year>
<volume>23</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>461-476</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pechorro]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Diniz]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vieira]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Validação portuguesa do Índice de Funcionamento Sexual Feminino (FSFI)]]></article-title>
<source><![CDATA[Laboratório de Psicologia]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pechorro]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Diniz]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vieira]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Validação de uma versão feminina do Índice de Satisfação Sexual (ISS)]]></article-title>
<source><![CDATA[Laboratório de Psicologia]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
