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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Domínios de esquemas precoces na depressão]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this study we have a dual purpose: (1)to identify areas for maladaptive schemas of psychological functioning that are related to major depression and panic disorder, and (2) to study the areas of maladaptive schemas, characteristic of major depression. Participants were divided into three groups, 42 subjects diagnosed with major depression, 28 subjects diagnosed with panic disorder and 51 subjects without psychopathology. A group of 30 subjects with major depression was evaluated in two moments. We used the Schemas Questionnaire (Young, 1991), the Hamilton scale for Depression, the Beck Depression Inventory and the State - Trait Anxiety Inventory. The results show that there are differences between the groups with psychopathological disorders and the group without psychopathology in regard to the areas of early maladaptive schemas. We also observed the existence of schema&#8217;s domains that would be characteristic of depressed subjects. Some of these domains of maladaptive schemas are sensitive to changes in the severity of depression. We discuss the results highlighting the importance of the domains of maladaptive schemas in information processing, memory process and interpersonal relationships. We underline the role that the domains of early maladaptive schemas have on the genesis and maintenance of major depression.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Depressão major]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Modelo cognitivo da depressão]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P   ><b>Dom&iacute;nios de esquemas precoces na depress&atilde;o</b></P >     <P   align="center" >&nbsp;</P >     <p align="right">Victor Cla&uacute;dio (<a href="#1">*</a>)<a name="top1"></a>  </P >     <P   > </P >     <P   align="center" ><b>RESUMO</b> </P >     <p>Neste trabalho temos um duplo objectivo: (1) identificar os dom&iacute;nios    de esquemas desadaptativos do funcionamento psicol&oacute;gico que est&atilde;o    relacionados com a depress&atilde;o major e a perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico    e, (2) estudar os dom&iacute;nios de esquemas desadaptativos caracter&iacute;sticos    da depress&atilde;o major. </P >     <p>Os participantes dividiram-se em tr&ecirc;s grupos, 42 sujeitos com diagn&oacute;stico    de depress&atilde;o major, 28 sujeitos com diagn&oacute;stico de perturba&ccedil;&atilde;o    de p&acirc;nico e 51 sujeitos sem altera&ccedil;&atilde;o psicopatol&oacute;gica.    Um grupo de 30 sujeitos com depress&atilde;o major foi avaliado em dois momentos.  </P >     <p>Utiliz&aacute;mos o Question&aacute;rio de Esquemas (Young, 1990), a escala    de Hamilton para a Depress&atilde;o, o Invent&aacute;rio da Depress&atilde;o    de Beck, o Invent&aacute;rio de Ansiedade Estado e Tra&ccedil;o. </P >     <p>Os resultados demonstram que existem diferen&ccedil;as entre os grupos com    altera&ccedil;&otilde;es psicopatol&oacute;gicas e o grupo sem altera&ccedil;&otilde;es,    no que concerne aos dom&iacute;nios de esquemas desadaptativos precoces. Verificou-se    tamb&eacute;m a exist&ecirc;ncia de dom&iacute;nios de esquemas que seriam caracter&iacute;sticos    dos sujeitos deprimidos. Alguns destes dom&iacute;nios de esquemas desadaptativos    seriam sens&iacute;veis &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es do &iacute;ndice    de depress&atilde;o. </P >     <p>Discutimos os resultados real&ccedil;ando a import&acirc;ncia dos dom&iacute;nios    de esquemas desadaptativos precoces no processamento de informa&ccedil;&atilde;o,    actividade mn&eacute;sica e relacionamento interpessoal. Salientamos tamb&eacute;m    o papel que os dom&iacute;nios de esquemas desadaptativos t&ecirc;m na g&eacute;nese    e na manuten&ccedil;&atilde;o da depress&atilde;o major. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Palavras chave: </I>Depress&atilde;o major, Dom&iacute;nio de esquemas desadaptativos,    Modelo cognitivo da depress&atilde;o, Question&aacute;rio de Esquemas. </P >     <p>&nbsp;</P >     <P   align="center" ><b>ABSTRACT</b> </P >     <p>In this study we have a dual purpose: (1)to identify areas for maladaptive    schemas of psychological functioning that are related to major depression and    panic disorder, and (2) to study the areas of maladaptive schemas, characteristic    of major depression. </P >     <p>Participants were divided into three groups, 42 subjects diagnosed with major    depression, 28 subjects diagnosed with panic disorder and 51 subjects without    psychopathology. A group of 30 subjects with major depression was evaluated    in two moments. </P >     <p>We used the Schemas Questionnaire (Young, 1991), the Hamilton scale for Depression,    the Beck Depression Inventory and the State &ndash; Trait Anxiety Inventory.  </P >     <p>The results show that there are differences between the groups with psychopathological    disorders and the group without psychopathology in regard to the areas of early    maladaptive schemas. </P >     <p>We also observed the existence of schema&rsquo;s domains that would be characteristic    of depressed subjects. Some of these domains of maladaptive schemas are sensitive    to changes in the severity of depression. </P >     <p>We discuss the results highlighting the importance of the domains of maladaptive    schemas in information processing, memory process and interpersonal relationships.  </P >     <p>We underline the role that the domains of early maladaptive schemas have on    the genesis and maintenance of major depression. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Key words: </I>Cognitive model of depression, Domain of early maladaptive    schemas, Major depression, Schemas Questionnaire. </P >     <P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="left" >Os esquemas foram considerados por Beck, Rush, Shaw, e Emery (1979), &ldquo;Padr&otilde;es    cognitivos relativamente est&aacute;veis que formam a base para a regularidade    das interpreta&ccedil;&otilde;es de um conjunto particular de situa&ccedil;&otilde;es&rdquo;    (p. 12). </P >     <p>Os esquemas estariam intimamente relacionados com o processamento de informa&ccedil;&atilde;o, tendo neste um papel nuclear. Esta influ&ecirc;ncia faz-se sentir quer no processamento da informa&ccedil;&atilde;o oriunda do exterior, atrav&eacute;s do seu papel na percep&ccedil;&atilde;o, quer nos processos mn&eacute;sicos, desde a codifica&ccedil;&atilde;o &agrave; evoca&ccedil;&atilde;o (Stopa &amp; Waters, 2005). </P >    <p>Podemos assim entender os esquemas como estruturas cognitivas est&aacute;veis, que funcionando como organizador das experi&ecirc;ncias externas do sujeito, estariam relacionados com os processos de codifica&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o, interpreta&ccedil;&atilde;o e respostas do sujeito perante um acontecimento externo. </P >    <p>Os esquemas seriam os respons&aacute;veis pela representa&ccedil;&atilde;o de si e do mundo. Quando os esquemas fossem disfuncionais ambas as interpreta&ccedil;&otilde;es estariam alteradas. Estas altera&ccedil;&otilde;es seriam observ&aacute;veis na depress&atilde;o. </P >    <p>Na perspectiva de Beck (1967), podemos considerar que os esquemas na depress&atilde;o apresentariam as seguintes caracter&iacute;sticas: </P >    <p>&ndash;Seriam dirigidos pelos aspectos negativos do <I>self</I>; </P >     <p>&ndash; Seriam idiossincr&aacute;ticos; </P >     <p>&ndash;	Integrariam objectivos inalcan&ccedil;&aacute;veis, atitudes disfuncionais e por consequ&ecirc;ncia enviesamentos do processamento de informa&ccedil;&atilde;o; </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash;	Apresentariam uma grande rigidez; </P >    <p>&ndash;	Seriam aceites de forma inquestion&aacute;vel; </P >    <p>Os conte&uacute;dos dos esquemas na depress&atilde;o, que teriam como denominador comum o facto de serem negativos e disfuncionais, seriam: </P >    <p>&ndash;	Representa&ccedil;&otilde;es negativas de si e do mundo. </P >    <p>&ndash;Cren&ccedil;as particulares sobre um <I>self </I>negativo e desvalorizado. </P >    <p>&ndash;	Atitudes disfuncionais. </P >    <p>&ndash;	Abstrac&ccedil;&otilde;es. </P >    <p>&ndash;Hip&oacute;teses condicionais de val&ecirc;ncia negativa sobre o <I>self </I>e o meio. </P >     <p>Os esquemas teriam um papel fundamental nos processos de representa&ccedil;&atilde;o    dos significados sobre si e sobre o mundo, sendo no caso dos deprimidos os conte&uacute;dos    dos esquemas negativos e disfuncionais &eacute; f&aacute;cil entender o papel    nuclear na depress&atilde;o da tr&iacute;ade cognitiva (no&ccedil;&atilde;o    introduzida por Beck, 1967, que refere a vis&atilde;o negativa de si, o <I>self    </I>&eacute; visto como fraco ou incapaz de atingir os objectivos; do mundo,    que &eacute; sentido como ama&ccedil;ador; do futuro, que seria perspectivado    sem esperan&ccedil;a e como continuidade da tristeza vivenciada pelo sujeito).    A tr&iacute;ade cognitiva levaria a que o sujeito deprimido fizesse uma autoavalia&ccedil;&atilde;o    negativa de si, das suas viv&ecirc;ncias e das suas realiza&ccedil;&otilde;es.    Este facto teria duas implica&ccedil;&otilde;es, que refor&ccedil;ariam as cren&ccedil;as    negativas do <I>self</I>. </P >     <p>1) Vivenciaria qualquer obst&aacute;culo entre si e o objectivo que se prop&otilde;e    atingir como inultrapass&aacute;vel, vedando-se assim a possibilidade de procurar    estrat&eacute;gias de supera&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que prev&ecirc; que    vai falhar. Este facto implica que o sujeito vai assumir como fracasso qualquer    tentativa de realiza&ccedil;&atilde;o de objectivos. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2) O sujeito colocaria objectivos extremamente elevados e perfeccionistas,    que sendo inating&iacute;veis levam, na realidade, ao fracasso. </P >     <p>O efeito desta altera&ccedil;&atilde;o fazia-se sentir no processamento de informa&ccedil;&atilde;o auto-referente, j&aacute; que o processamento hetero-referente seria adaptado. A negatividade dos conte&uacute;dos, implicando a desadapta&ccedil;&atilde;o e disfun&ccedil;&atilde;o no processamento de informa&ccedil;&atilde;o, estaria tamb&eacute;m relacionada com factores de vulnerabilidade (Beck, 1967; Beck, Rush, Shaw, &amp; Emery, 1979; Clark, Beck, &amp; Alford, 1999; Claudio, 2004; Mason, Platts, &amp; Tyson, 2005; Segal &amp; Vella, 1990; Stopa &amp; Waters 2005). Seria ent&atilde;o com base na activa&ccedil;&atilde;o dos esquemas disfuncionais que se explicariam os pensamentos negativos na depress&atilde;o. Esta rela&ccedil;&atilde;o &eacute; evidenciada por Calvet, Est&eacute;vez, Arroyabe, e Ruiz (2005). </P >    <p>Os esquemas disfuncionais estariam relacionados, quer com o maximizar da import&acirc;ncia dos aspectos negativos referidos ao <I>self</I>, quer com o minimizar dos positivos, quer ainda com a personifica&ccedil;&atilde;o da culpa pela ocorr&ecirc;ncia de um qualquer acontecimento negativo. Os pensamentos autom&aacute;ticos negativos teriam lugar num registo paralelo ao processo do pensamento consciente. Seriam caracterizados, segundo Beck (1967, 1970, 1976), por serem concordantes com o estado emocional do sujeito, enviesarem a realidade externa e a do pr&oacute;prio <I>self</I>, apresentarem-se de forma plaus&iacute;vel e espontaneamente, conterem um elevado grau de especificidade e de transitoriedade, n&atilde;o serem controlados pela consci&ecirc;ncia. Os conte&uacute;dos dominantes destes pensamentos na depress&atilde;o seriam a perda e o falhan&ccedil;o. Assim, estes pensamentos teriam um papel fundamental no desencadear da depress&atilde;o e na sua manuten&ccedil;&atilde;o. A associa&ccedil;&atilde;o destas altera&ccedil;&otilde;es com outros enviesamentos implicaria no sujeito deprimido a manuten&ccedil;&atilde;o da vis&atilde;o negativa do <I>self </I>e a consequente continuidade do processo depressivo. Foram v&aacute;rios os trabalhos que forneceram suporte experimental aos conte&uacute;dos disfuncionais dos esquemas nos deprimidos (p.e., Calvete, Estev&eacute;z, Arroyabe, &amp; Ruiz, 2005; Cl&aacute;udio, 2004; Oei &amp; Baranoff, 2007; Segal, 1988; Segal &amp; Vella, 1990; Williams, 1984). O papel dos esquemas no processamento de informa&ccedil;&atilde;o no sujeito deprimido, que como j&aacute; referimos seria distorcido no que concerne &agrave; informa&ccedil;&atilde;o auto-referente, &eacute; analisado por Clark, Beck, e Alford (1999) a tr&ecirc;s n&iacute;veis: </P >    <p>&ndash;	N&iacute;vel estrutural, nuclear para o processamento de informa&ccedil;&atilde;o, que seria constitu&iacute;do pelos esquemas que se relacionam com a vis&atilde;o de si, do mundo e do futuro i.e., a tr&iacute;ade cognitiva. A representa&ccedil;&atilde;o de si seria condicionada pela cren&ccedil;a de desprotec&ccedil;&atilde;o e de n&atilde;o ser amado. Encontra-se tamb&eacute;m neste n&iacute;vel do processamento de informa&ccedil;&atilde;o o esquema primitivo de perda. </P >    <p>&ndash;N&iacute;vel operacional, que seria controlado pela activa&ccedil;&atilde;o de um esquema prim&aacute;rio de perda que se tornaria hipervalente. Um esquema hipervalente seria aquele que sendo repetidamente activado por um dado padr&atilde;o de est&iacute;mulos, adquiria caracter&iacute;sticas de activa&ccedil;&atilde;o f&aacute;cil, r&aacute;pida e eficaz, tornando-se assim um esquema de f&aacute;cil acesso, com grande poder de influ&ecirc;ncia no processamento de informa&ccedil;&atilde;o e de muito dif&iacute;cil desactiva&ccedil;&atilde;o. Estes aspectos implicariam um processamento de informa&ccedil;&atilde;o negativo. </P >    <p>&ndash;N&iacute;vel de conceptualiza&ccedil;&atilde;o, que cont&eacute;m aspectos relacionados com o pensamento negativo, nomeadamente os enviesamentos negativos de informa&ccedil;&atilde;o (com principal incid&ecirc;ncia sobre a informa&ccedil;&atilde;o relacionada com o <I>self</I>) e as altera&ccedil;&otilde;es cognitivas. </P >    <p>As altera&ccedil;&otilde;es do processamento de informa&ccedil;&atilde;o do sujeito deprimido, intimamente relacionados com a representa&ccedil;&atilde;o de aspectos negativos do <I>self</I>, que levaria, segundo Clark, Beck, e Alford (1999), a um processo de selec&ccedil;&atilde;o dos aspectos negativos e consequentemente a respostas no mesmo registo, implicariam as distor&ccedil;&otilde;es cognitivas caracter&iacute;sticas desta altera&ccedil;&atilde;o: </P >    <p>&ndash;	Infer&ecirc;ncias arbitr&aacute;rias, que implicam o encontrar uma conclus&atilde;o espec&iacute;fica na aus&ecirc;ncia de evid&ecirc;ncias que a sustentem ou mesmo quando estas s&atilde;o contradit&oacute;rias. Estas infer&ecirc;ncias poderiam surgir de duas maneiras, por uma suposi&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o negativa que sobre o pr&oacute;prio os outros fariam ou por uma previs&atilde;o negativa de uma ocorr&ecirc;ncia; </P >    <p>&ndash;	Abstrac&ccedil;&atilde;o selectiva, em que o sujeito retirava um determinado detalhe, concordante com as suas cren&ccedil;as (Beck &amp; Emery, 1985) e habitualmente negativo, do contexto em que ele estava inserido, fundamentando a leitura de todo o acontecimento com base nesse detalhe, ainda que existissem outros mais relevantes; </P >    <p>&ndash;Hipergeneraliza&ccedil;&atilde;o, em que o sujeito constru&iacute;a uma regra ou uma conclus&atilde;o geral, fundamentada em v&aacute;rios acontecimentos isolados, que depois aplicaria para leitura de um grande n&uacute;mero de situa&ccedil;&otilde;es relacionadas ou n&atilde;o com os acontecimentos originais. Habitualmente surgiam em avalia&ccedil;&otilde;es negativas do <I>self </I>e, permitiriam arbitrariamente concluir a ocorr&ecirc;ncia continuada de um acontecimento negativo; </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash;	Maximiza&ccedil;&atilde;o e minimiza&ccedil;&atilde;o, em que o sujeito aumentava o valor do acontecimento negativo e minimizava os acontecimentos positivos; </P >    <p>&ndash;Personaliza&ccedil;&atilde;o, em que o sujeito auto-referenciava, embora sem evid&ecirc;ncia para o poder fazer, acontecimentos externos. Todos os acontecimentos externos negativos eram auto-referenciados com a consequente culpabiliza&ccedil;&atilde;o pela ocorr&ecirc;ncia; </P >    <p>&ndash;Pensamento dicot&oacute;mico, em que o sujeito dividia os acontecimentos em duas categorias extremadas, a negativa &ndash; preferencial para uso auto-referente &ndash; e a positiva. Assim, o sujeito utilizaria uma l&oacute;gica bin&aacute;ria de classifica&ccedil;&atilde;o. </P >    <P   align="" >Consideramos ser importante referir a no&ccedil;&atilde;o de estrutura de esquema na depress&atilde;o. Clark, Beck, e Alford (1999) consideraram que na depress&atilde;o estariam associados ao esquema mais primitivo de perda, outros esquemas que seriam activados. No deprimido seria observ&aacute;vel uma organiza&ccedil;&atilde;o cognitiva baseada neste esquema mais primitivo e que se caracterizaria por: </P >    <p>&ndash;	Esquema cognitivo conceptual, relacionado com uma perda real ou com uma amea&ccedil;a de perda; </P >    <p>&ndash;	Esquema afectivo que representaria a tristeza ou a altera&ccedil;&atilde;o de humor; </P >    <p>&ndash;	Esquema fisiol&oacute;gico relacionado com o cansa&ccedil;o; </P >    <p>&ndash;	Esquema comportamental que representaria a perda de actividade e uma necessidade de isolamento; </P >    <p>&ndash;	Esquema motivacional, relacionado com a perda de prazer ou de objectivos e o consequente sentimento de desprotec&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Estes cinco esquemas, relacionados com o automatismo caracter&iacute;stico do esquema primitivo, iriam impossibilitar a modifica&ccedil;&atilde;o da vis&atilde;o negativa do <I>self </I>e do mundo no sujeito deprimido. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como j&aacute; referimos, na depress&atilde;o existiria preferencialmente uma distor&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o auto-referente. Assim pensamos ser importante referir a sua representa&ccedil;&atilde;o e fun&ccedil;&atilde;o. Estes aspectos levam-nos &agrave;s no&ccedil;&otilde;es de esquema do <I>self</I>. </P >    <p>Um esquema do <I>self </I>seria uma esquema cognitivo conceptual, constitu&iacute;do por generaliza&ccedil;&otilde;es de viv&ecirc;ncias do sujeito, que tiveram lugar em diferentes dom&iacute;nios do processamento de informa&ccedil;&atilde;o e que dirigiram a informa&ccedil;&atilde;o auto-referente. </P >     <p>Um esquema depressivo do <I>self</I>, segundo Segal e Vella (1990), seria uma    organiza&ccedil;&atilde;o cognitiva constitu&iacute;da por representa&ccedil;&otilde;es    na mem&oacute;ria sem&acirc;ntica, de auto-descri&ccedil;&otilde;es ou auto-atribui&ccedil;&otilde;es.    Quando um elemento desta representa&ccedil;&atilde;o fosse activado desencadearia    a activa&ccedil;&atilde;o dos outros. Esta inter-rela&ccedil;&atilde;o entre    os elementos levaria o sujeito a uma manuten&ccedil;&atilde;o do processo de    auto-avalia&ccedil;&atilde;o, num registo consciente, mesmo quando as condi&ccedil;&otilde;es    que desencadearam esse processo j&aacute; tivessem cessado. </P >     <p>Clark, Beck, e Alford (1999) referiam a exist&ecirc;ncia das seguintes caracter&iacute;sticas nos esquemas de <I>self</I>: </P >    <p>&ndash;A complexidade e influ&ecirc;ncia dos esquemas do <I>self </I>decresceriam do n&uacute;cleo para a periferia; </P >    <p>&ndash;Existiria uma rela&ccedil;&atilde;o directamente proporcional entre o acesso a um esquema do <I>self </I>e a sensibilidade &agrave; informa&ccedil;&atilde;o; </P >    <p>&ndash;	Apresentariam diferentes graus de efic&aacute;cia e ambiguidade; </P >    <p>&ndash;	Revelariam representa&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&atilde;o com os outros; </P >    <p>&ndash;Os esquemas do <I>self </I>que se relacionavam com o processamento de informa&ccedil;&atilde;o interna, de forma diversificada e flex&iacute;vel, seriam mais fortes que os que se constitu&iacute;am com base num r&iacute;gido processamento da informa&ccedil;&atilde;o externa; </P >    <p>&ndash;Podiam representar o <I>self </I>em diferentes tempos e com base em perspectivas actuais ou em previs&otilde;es. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Poderiamos considerar tr&ecirc;s fun&ccedil;&otilde;es nos esquemas de <I>self</I>: </P >    <p>1)A informa&ccedil;&atilde;o negativa relacionada com o <I>self </I>seria mais eficaz e apresentaria uma maior facilidade de processamento e de evoca&ccedil;&atilde;o (Clark, Beck, &amp; Alford, 1999; Cl&aacute;udio, 2004). Assim esta informa&ccedil;&atilde;o negativa teria um papel nuclear no processamento de informa&ccedil;&atilde;o no sujeito deprimido. </P >    <p>2)	A avalia&ccedil;&atilde;o negativa das realiza&ccedil;&otilde;es do sujeito implicaria uma baixa auto-estima (Beck, 1976). </P >    <p>3)Os esquemas negativos do <I>self </I>controlariam todos os momentos do processamento de informa&ccedil;&atilde;o (Beck &amp; Freeman, 1990). </P >     <p>Outro factor importante para a vulnerabilidade &agrave; depress&atilde;o seria    a exist&ecirc;ncia de esquemas disfuncionais, constru&iacute;dos em per&iacute;odos    muito precoces da vida do sujeito, que ficariam inactivos. J&aacute; na idade    adulta um acontecimento externo poderia reactivar esse esquema iniciando assim    um processo de depress&atilde;o A no&ccedil;&atilde;o de esquema precoce desadaptativo    foi desenvolvida por Young (1990). Na perspectiva de Young estes esquemas, queseriam    cren&ccedil;as inflex&iacute;veis, possibilitariam a interac&ccedil;&atilde;o    com o meio e teriam a sua origem na viv&ecirc;ncia da crian&ccedil;a na rela&ccedil;&atilde;o    com as figuras que o cuidaram. Estes esquemas, embora desadaptados em outros    contextos, podiam ser funcionais i.e., adaptados na sua origem, no contexto    familiar. (Young &amp; Klosko, 1994). Os esquemas podiam posteriormente ficar    inibidos, contudo na vida adulta um dado acontecimento externo ou interpreta&ccedil;&atilde;o    deste poderia activar esse esquema desadaptativo o que implicaria uma resposta    do sujeito em forma de sintoma (Clark, Beck, &amp; Alford, 1999; Claudio, 2004;    Harris &amp; Curtin, 2002). A manuten&ccedil;&atilde;o dos esquemas no sujeito    adulto relacionava-se com a redu&ccedil;&atilde;o do conflito no processamento    de informa&ccedil;&atilde;o (Welburn, Coristine, Dagg, Pontefract, &amp; Jordan,    2002). Young, Klosko, e Weishaar (2003) defenderam que os esquemas precoce    desadaptativos seriam formados na inf&acirc;ncia e desenvolvidos ao longo da    vida, incidindo sobre uma tem&aacute;tica geral, que remetia para a rela&ccedil;&atilde;o    do sujeito de si consigo ou de si com os outros e constitu&iacute;dos por mem&oacute;rias,    quer impl&iacute;citas quer expl&iacute;citas, viv&ecirc;ncias emocionais e    aspectos sensitivos, relacionados com essas mem&oacute;rias. </P >     <p>Nesta perspectiva as necessidades emocionais b&aacute;sicas seriam: </P >    <p>&ndash;	Na rela&ccedil;&atilde;o com os outros, atrav&eacute;s do estabelecimento de v&iacute;nculos seguros; </P >    <p>&ndash;	Na aquisi&ccedil;&atilde;o de processos auton&oacute;micos que possibilitariam o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias e uma identidade pr&oacute;pria; </P >    <p>&ndash;	O estabelecimento de limites adequados e o desenvolvimento de factores relacionados com a resist&ecirc;ncia &agrave; frustra&ccedil;&atilde;o e &agrave; perseveran&ccedil;a na ac&ccedil;&atilde;o; </P >    <p>&ndash;	O desenvolvimento da capacidade de express&atilde;o emocional adequada; </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash;	O desenvolvimento da capacidade de express&atilde;o l&uacute;dica e de espontaneidade. </P >    <p>Young (1999) e Young, Klosko, e Weishaar (2003) consideraram uma divis&atilde;o entre esquemas incondicionais (mais precoces, constitu&iacute;dos por cren&ccedil;as incondicionais sobre si e sobre os outros, impenetr&aacute;veis &agrave; mudan&ccedil;a ou &agrave; ac&ccedil;&atilde;o do sujeito) e condicionais (mais tardios e que podiam permitir obter resultados interpret&aacute;veis como favor&aacute;veis, pelo sujeito, mesmo que &agrave; custa de comportamentos nocivos). Estes esquemas poderiam funcionar como compensa&ccedil;&atilde;o aos esquemas incondicionais. </P >    <p>Os esquemas teriam tamb&eacute;m implica&ccedil;&otilde;es nos modelos de rela&ccedil;&otilde;es interpessoais (Safran, 1990; Welburn, Coristine, Dagg, Pontefract, &amp; Jordan, 2002). </P >    <p>Young (1999) considerou a exist&ecirc;ncia de quatro experi&ecirc;ncias precoces relacionadas com a forma&ccedil;&atilde;o de esquemas desadaptativos: </P >     <p>1) Relacionadas com um baixa qualidade no suprir das necessidades da crian&ccedil;a.    Os esquemas que poderiam surgir seriam: Priva&ccedil;&atilde;o emocional e Abandono;  </P >     <p>2) Ocorr&ecirc;ncia de acontecimentos que conduziam a um processo traum&aacute;tico    na crian&ccedil;a. Os esquemas que poderiam estar associados seriam: Desconfian&ccedil;a/Abuso,    Defectividade/Vergonha e Vulnerabilidade ao dano; </P >     <P   align="" >3) Na rela&ccedil;&atilde;o com as figuras prestadoras de cuidado a crian&ccedil;a    seria privada do desenvolvimento dos processos auton&oacute;micos e do estabelecimento    de limites adequados. Os esquemas desadaptativos associados a estas experi&ecirc;ncias    seriam: Depend&ecirc;ncia/Incompet&ecirc;ncia ou Arrojo/ /Grandiosidade; </P >     <P   align="" >4) A crian&ccedil;a faria um processo selectivo de identifica&ccedil;&atilde;o    com uma das figuras parentais, reproduzindo o comportamento dessa figura ou    assumindo um papel oposto. O esquema desadaptativo associado seria a Priva&ccedil;&atilde;o    Emocional. </P >     <p>Young e Brown (1990), Young (1999) e Young, Klosko, e Weishaar (2003) preconizaram a exist&ecirc;ncia de dezasseis esquemas precoces desadaptativos, que hierarquizaram dividindo-os em seis dom&iacute;nios. </P >    <p>1)Dom&iacute;nio de Instabilidade/Separa&ccedil;&atilde;o, que estaria associado a uma expectativa negativa do sujeito perante o papel que as rela&ccedil;&otilde;es teriam no que concerne ao apoio, seguran&ccedil;a e estabilidade. Ficaria comprometido o estabelecimento de v&iacute;nculos adequados com os outros. O sujeito considerava que n&atilde;o conseguia obter na rela&ccedil;&atilde;o com os outros elementos que lhe permitiriam colmatar a suas necessidades de seguran&ccedil;a, cuidado afecto e estabilidade. Nesta &aacute;rea existiriam tr&ecirc;s esquemas precoces: </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash;Abandono &ndash; em que o sujeito consideraria n&atilde;o receber suporte emocional da parte das pessoas significantes, por estas se considerarem incapazes de o fazer ou pela perspectiva de morrerem; </P >    <p>&ndash;	Priva&ccedil;&atilde;o emocional &ndash; em que o sujeito considerava ser imposs&iacute;vel obter o afecto que necessitava; </P >    <p>&ndash;	Desconfian&ccedil;a &ndash; o sujeito desconfiava dos outros porque considerava que estes iriam de alguma forma maltrat&aacute;-lo, manipulando-o ou abusando dele. </P >    <p>2)Dom&iacute;nio de Enfraquecimento da Autonomia, que estaria associado com as expectativas do sujeito perante as aquisi&ccedil;&otilde;es do seu processo auton&oacute;mico. Altera&ccedil;&atilde;o na avalia&ccedil;&atilde;o das suas capacidades e das expectativas sobre o desempenho e as solicita&ccedil;&otilde;es externas. Grande dificuldade no estabelecimento de objectivos e no assumir de comportamentos que permitiriam os processos de individualiza&ccedil;&atilde;o no exterior do contexto familiar. Tamb&eacute;m esta &aacute;rea englobaria tr&ecirc;s esquemas desadaptativos: </P >    <P   align="" >&ndash;	Depend&ecirc;ncia funcional &ndash; em que o sujeito se julgava incapaz de gerir o seu quotidiano; &ndash; Vulnerabilidade ao preju&iacute;zo ou doen&ccedil;a &ndash; medo exagerado de uma ocorr&ecirc;ncia catastr&oacute;fica; </P >    <p>&ndash;	Depend&ecirc;ncia emocional &ndash; o sujeito necessitava de um envolvimento emocional excessivo, porque considerava que s&oacute; assim poderia sobreviver ou sentir-se bem. </P >    <p>3)	Dom&iacute;nio da Indesejabilidade, que se relacionava com o facto de o sujeito se considerar indesej&aacute;vel a todos os n&iacute;veis. Os tr&ecirc;s esquemas desadaptativos seriam: </P >    <p>&ndash;	Defici&ecirc;ncia &ndash; em que o sujeito consideraria que seria imposs&iacute;vel ser amado devido a ter uma defici&ecirc;ncia interna; </P >    <p>&ndash;	Indesejabilidade social &ndash; o sujeito acreditaria ter caracter&iacute;sticas externas que afastariam os outros de si; </P >    <p>&ndash;	Falhan&ccedil;o na realiza&ccedil;&atilde;o &ndash; o sujeito acreditaria que iria falhar em todas as realiza&ccedil;&otilde;es, j&aacute; que seria inferior aos outros. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>4)Dom&iacute;nio da Redu&ccedil;&atilde;o da Auto-express&atilde;o, que se    relacionava com a inibi&ccedil;&atilde;o emocional. Os sujeitos estabeleceriam    regras extremamente r&iacute;gidas. Marcada inibi&ccedil;&atilde;o e controlo    continuado sobre as manifesta&ccedil;&otilde;es espont&acirc;neas de afectos    ou de escolhas. Vivenciavam uma impossibilidade de actividade l&uacute;dica    e de busca pela obten&ccedil;&atilde;o de prazer. Englobava dois esquemas desadaptativos:  </P >     <p>&ndash;	Subjuga&ccedil;&atilde;o &ndash; o sujeito acreditava que devia secundarizar os seus desejos em fun&ccedil;&atilde;o dos desejos dos outros; </P >    <p>&ndash;	Inibi&ccedil;&atilde;o emocional &ndash; em que o sujeito considerava que se expressasse emo&ccedil;&otilde;es causaria mau estar nos outros. </P >     <p>5) Dom&iacute;nio de Redu&ccedil;&atilde;o da Gratifica&ccedil;&atilde;o, que    se caracterizava por uma hipervaloriza&ccedil;&atilde;o dos aspectos mais relacionados    com o dever, em detrimento dos aspectos mais positivos e prazerosos. A necessidade    de agradar ao outro levaria a uma secundariza&ccedil;&atilde;o de si e das suas    pr&oacute;prias necessidades. O sujeito acreditava que s&oacute; inibindo aquilo    que &eacute; ou precisa poderia ter o amor do outro e evitar o conflito. Agrupava    tr&ecirc;s esquemas desadaptativos: </P >     <p>&ndash;	Auto-sacrif&iacute;cio &ndash; o sujeito exacerbava aquilo que considerava ser o seu dever moral ou cuidado com os outros; </P >    <p>&ndash;	Padr&atilde;o r&iacute;gido &ndash; o sujeito exigia de si pr&oacute;prio padr&otilde;es de funcionamento inalcan&ccedil;&aacute;veis; </P >    <p>&ndash;	Negativismo &ndash; o sujeito acreditava que os aspectos negativos seriam imposs&iacute;veis de prevenir. </P >    <p>6)Dom&iacute;nio do Enfraquecimento dos Limites, associado a dificuldades ao n&iacute;vel dos limites das rela&ccedil;&otilde;es com o outro, na autodisciplina e no controlo das emo&ccedil;&otilde;es. Aus&ecirc;ncia de limites internos que dificultavam o autocontrolo e a resist&ecirc;ncia &agrave; frustra&ccedil;&atilde;o, impedindo o relacionamento adequado com os outros pela aus&ecirc;ncia de mecanismos de reciprocidade e de compreens&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o dos direitos do outro. Conteria dois esquemas desadaptativos: </P >    <p>&ndash;	Ignorar o direito do outro &ndash; o sujeito considerava poss&iacute;vel promover uma ac&ccedil;&atilde;o sem levar os outros em considera&ccedil;&atilde;o; </P >    <p>&ndash;	D&eacute;fice de auto-controlo &ndash; o sujeito acreditava que podia retirar import&acirc;ncia &agrave; autodisciplina e ao controlo da express&atilde;o emocional. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Podemos afirmar que tamb&eacute;m para Young e Brown (1990), Young (1990) e Schmidt, Joiner, Young, e Telch (1995) os pensamentos autom&aacute;ticos negativos teriam a sua g&eacute;nese nos enviesamentos no processamento de informa&ccedil;&atilde;o do <I>self </I>e do meio, por ac&ccedil;&atilde;o dos esquemas. </P >     <p>A rela&ccedil;&atilde;o entre os esquemas e a depress&atilde;o encontraria    suporte experimental num trabalho (Claudio, 2004), em que se observou a exist&ecirc;ncia    de uma rela&ccedil;&atilde;o entre alguns esquemas e a severidade da depress&atilde;o.    Quando os sujeitos apresentavam uma maior severidade da depress&atilde;o observaram-se    resultados siginificativamente superiores nos esquemas desadaptativos: Auto-sacrif&iacute;cio,    Priva&ccedil;&atilde;o emocional, Indesejabilidade Social, Inibi&ccedil;&atilde;o    Emocional, Padr&atilde;o R&iacute;gido, e D&eacute;fice do Auto-controlo. Os    outros esquemas desadaptativos n&atilde;o se revelaram sens&iacute;veis &agrave;    severidade da depress&atilde;o. Neste estudo observou-se tamb&eacute;m que os    sujeitos deprimidos apresentaram valores significativamente mais elevados comparativamente    com os sujeitos com perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico nos seguintes    esquemas desadaptativos: Indesejabilidade Social, Defici&ecirc;ncia, Subjuga&ccedil;&atilde;o    e Inibi&ccedil;&atilde;o Emocional. Quando se comparou os sujeitos deprimidos    com um grupo de sujeitos sem altera&ccedil;&atilde;o psicopatol&oacute;gica,    observou-se que os primeiros apresentavam valores significativamente mais elevados    em todos os esquemas com excep&ccedil;&atilde;o do D&eacute;fice de Auto-controlo.    Estes resultados refor&ccedil;avam a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o    entre os esquemas desadaptativos e a depress&atilde;o. Permitiriam tamb&eacute;m    apoiar a hip&oacute;tese de que existiam esquemas desadaptativos que seriam    mais caracter&iacute;sticos da depress&atilde;o. Num trabalho de Welburn, Coristine,    Pontefract, e Jordan (2002), observou-se uma rela&ccedil;&atilde;o entre os    esquemas Abandono e D&eacute;fice do Auto-controlo e a depress&atilde;o. No    caso do esquema Abandono remetia para o falhan&ccedil;o das rela&ccedil;&otilde;es    precoces. Num trabalho de Oei e Baranoff (2007) foi observada uma rela&ccedil;&atilde;o    entre os esquemas D&eacute;fice de Auto-controlo, Falhan&ccedil;o na realiza&ccedil;&atilde;o,    Defici&ecirc;ncia e Isolamento Social, e a depress&atilde;o. Outros trabalhos    que encontraram rela&ccedil;&atilde;o entre os esquemas e a depress&atilde;o    foram os de Stopa e Waters (2005); Calvete, Est&eacute;vez, Arroyabe, e Ruiz    (2005); Mason, Platts, e Tyson (2005). Todos estes trabalhos permitiam tamb&eacute;m    apoiar a hip&oacute;tese de que existiriam esquemas desadaptativos que seriam    mais caracter&iacute;sticos da depress&atilde;o. </P >     <p>&nbsp;</P >     <P   align="center" >OBJECTIVOS </P >    <p>Neste trabalho, em que analis&aacute;mos os dom&iacute;nios de esquemas nos sujeitos deprimidos comparando com sujeitos com perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico e com sujeitos sem altera&ccedil;&atilde;o psicopatol&oacute;gica, estabelecemos dois objectivos. </P >     <P   align="" >1) Verificar a rela&ccedil;&atilde;o entre as altera&ccedil;&otilde;es psico-patol&oacute;gicas    (depress&atilde;o e p&acirc;nico) e os dom&iacute;nios de esquemas desadaptativos.    A compara&ccedil;&atilde;o entre os grupos de sujeitos com altera&ccedil;&otilde;es    psicopatol&oacute;gicas e o grupo de sujeitos sem altera&ccedil;&atilde;o, pode    permitir clarificar o papel dos dom&iacute;nios dos esquemas desadaptativos    na g&eacute;nese e manuten&ccedil;&atilde;o de cada uma das altera&ccedil;&otilde;es    psicopatol&oacute;gicas. </P >     <P   align="" >2) Verificar a exist&ecirc;ncia de dom&iacute;nios de esquemas desadaptativos,    preferencialmente utilizados pelos sujeitos deprimidos, comparativamente com    os outros grupos em estudo e qual a sua rela&ccedil;&atilde;o com os &iacute;ndices    de depress&atilde;o. Estes dom&iacute;nios poderiam ent&atilde;o ser considerados    caracter&iacute;sticos da depress&atilde;o e serem utilizados em processo psicoterap&ecirc;utico.  </P >     <P   align="center" >M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p><I>Sujeitos com Diagn&oacute;stico de Depress&atilde;o Major. </I>Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o dos sujeitos na nossa amostra foram os seguintes: (1&ordm;) Apresentarem um ou mais epis&oacute;dios depressivos major. Consider&aacute;mos para classificar o epis&oacute;dio depressivo major os crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos do DSM IV; (2&ordm;) Estarem sem medica&ccedil;&atilde;o psicofarmacol&oacute;gica ou com medica&ccedil;&atilde;o estabilizada h&aacute; pelo menos tr&ecirc;s meses; (3&ordm;) Saberem ler e escrever; (4&ordm;) N&atilde;o terem altera&ccedil;&atilde;o marcada da acuidade visual. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra de sujeitos com depress&atilde;o major era constitu&iacute;da por um total de 42 indiv&iacute;duos. </P >    <p>Um grupo de 30 sujeitos foi objecto de duas avalia&ccedil;&otilde;es, com um intervalo de tr&ecirc;s meses. O objectivo da segunda avalia&ccedil;&atilde;o foi o se podermos comparar e relacionar os resultados no Question&aacute;rio de Esquemas, com eventuais diferen&ccedil;as na severidade da depress&atilde;o. </P >    <p>A proveni&ecirc;ncia dos sujeitos foi de v&aacute;rios servi&ccedil;os de Psicologia e Psiquiatria: </P >    <p>Da an&aacute;lise demogr&aacute;fica (ver Quadro 1) podemos observar: </P >    <p>&ndash;	A m&eacute;dia de idades dos sujeitos foi de 45.4 com um <I>DP</I>.=10.7. </P >    <p>&ndash;	A percentagem de sujeitos do sexo feminino (81%) foi muito superior &agrave; do sexo masculino (19%). </P >    <p>&ndash;	A amostra era maioritariamente constitu&iacute;da por indiv&iacute;duos casados (54.8%). </P >    <p>&ndash;	No que concerne &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas o maior valor percentual correspondia aos sujeitos com o 1&ordm; Ciclo &ndash; 33.2%. </P >    <p>&ndash;	A maior percentagem de sujeitos era constitu&iacute;da por <I>trabalhadores n&atilde;o especializados </I>&ndash; 38.1%. </P >    <p>&ndash;	A maioria dos sujeitos &ndash; 73.8% &ndash; estavam medicados com antidepressivos h&aacute; pelo menos tr&ecirc;s meses. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="center" >QUADRO 1 </P >     <P   align="center" ><I>Descri&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis de caracteriza&ccedil;&atilde;o das amostras de sujeitos com diagn&oacute;stico de depress&atilde;o major (Deprimidos), sujeitos com perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico (P&acirc;nico) e sujeitos sem altera&ccedil;&atilde;o psicopatol&oacute;gica (Normais)</I></P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/aps/v27n2/27n2a03t1.gif" width="657" height="386"></P >     
<P   align="" >&nbsp;</P >     <p><I>Sujeitos com Diagn&oacute;stico de Perturba&ccedil;&atilde;o de P&acirc;nico. </I>Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o na nossa amostra foram os seguintes: (1&ordm;) Apresentarem Perturba&ccedil;&atilde;o de P&acirc;nico, com ou sem Agorafobia, segundo os crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos do DSM IV; (2&ordm;) Estarem sem medica&ccedil;&atilde;o psicofarmacol&oacute;gica ou com medica&ccedil;&atilde;o estabilizada h&aacute; pelo menos tr&ecirc;s meses; (3&ordm;) Saberem ler e escrever; (4&ordm;) N&atilde;o terem altera&ccedil;&atilde;o marcada da acuidade visual. </P >    <p>Esta amostra foi constitu&iacute;da por 28 sujeitos. </P >    <p>Os sujeitos eram oriundos de diferentes servi&ccedil;os de Psicologia e de Psiquiatria. </P >     <p>Da an&aacute;lise do Quadro 1, podemos    observar: </P >     <p>&ndash;A m&eacute;dia et&aacute;ria registada foi 36.3 e <I>DP.=</I>7.9. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash;	A percentagem de sujeitos do sexo feminino (75%) era muito superior &agrave; do sexo masculino (25%). </P >    <p>&ndash;	A maioria dos sujeitos era casada (60.7%). </P >    <p>&ndash;	O maior valor percentual foi observado nos sujeitos com o Secund&aacute;rio, 28.6%. </P >    <p>&ndash;A n&iacute;vel socioecon&oacute;mico o maior valor percentual (39.3%) foi observado nos <I>trabalhadores n&atilde;o especializados</I>. </P >    <p>&ndash;	A maioria dos sujeitos &ndash; 60.7% &ndash; tinham medica&ccedil;&atilde;o ansiol&iacute;tica estabilizada h&aacute; pelo menos tr&ecirc;s meses e n&atilde;o estavam em psicoterapia. </P >    <p><I>Sujeitos sem Altera&ccedil;&atilde;o Psicopatol&oacute;gica. </I>Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o dos sujeitos na amostra foram: (1&ordm;) N&atilde;o existir hist&oacute;ria passada ou presente de altera&ccedil;&atilde;o psicopatol&oacute;gica; (2&ordm;) N&atilde;o existir hist&oacute;ria passada ou presente de tomada de psicof&aacute;rmacos; (3&ordm;) Saberem ler e escrever; (4&ordm;) N&atilde;o terem altera&ccedil;&atilde;o marcada da acuidade visual. </P >    <p>A amostra era constitu&iacute;da por um total de 51 sujeitos. Os sujeitos eram oriundos de diferentes locais de trabalho. </P >    <p>Da an&aacute;lise do Quadro 1, podemos observar: </P >    <p>&ndash;Apresentavam uma m&eacute;dia de idades de 39.7 anos e <I>DP</I>.=10.1. </P >    <p>&ndash;	Os sujeitos do sexo feminino representavam 77% da amostra, enquanto que o masculino apenas registava 23%. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash;	A maior percentagem dos sujeitos eram casados, 56.9%. </P >     <p>&ndash; As percentagens mais elevadas, 23.5%, observaram-se nos sujeitos com    o 1&ordm; Ciclo e com o Ensino Secund&aacute;rio. </P >     <p>&ndash;No n&iacute;vel socioecon&oacute;mico a maior percentagem, 47.1%, observou-se em sujeitos <I>trabalhadores n&atilde;o especializados</I>. </P >    <p>&ndash;	Nenhum dos sujeitos estava medicado. </P >    <p><I>Instrumentos </I></P >    <p><I>Entrevista Estruturada. </I>Neste trabalho utiliz&aacute;mos a Anxiety Disorders Interview Schedule for DSM-IV: Lifetime Version (ADIS-IV-L), de 1994, elaborada por Peter A. Di Nardo, Timothy A. Brown, e David H. Barlow. Esta entrevista permitiu-nos o estabelecimento de diagn&oacute;stico segundo os crit&eacute;rios do DSM-IV. Foram estes os crit&eacute;rios usados para a inclus&atilde;o dos sujeitos, quer na amostra de deprimidos, quer na de perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico. Traduzida para portugu&ecirc;s no Servi&ccedil;o de Psicologia M&eacute;dica do Hospital de Santa Maria. A revis&atilde;o da tradu&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o experimental foi realizada por n&oacute;s. </P >    <p><I>Escala da Depress&atilde;o de Hamilton. </I>A Escala de Depress&atilde;o de Hamilton, elaborada por Hamilton em 1957 e publicada pela primeira vez em 1960, permitia avaliar a severidade da depress&atilde;o de uma forma objectiva, j&aacute; que era o entrevistador que, atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o fornecida pelo sujeito, preenchia a escala, i.e., as respostas do sujeito seriam avaliadas por crit&eacute;rios clinicamente estabelecidos. </P >    <p>Utiliz&aacute;mos a vers&atilde;o traduzida para portugu&ecirc;s integrada na ADIS IV. </P >    <p><I>O Invent&aacute;rio da Depress&atilde;o de Beck. </I>Utiliz&aacute;mos o Invent&aacute;rio da Depress&atilde;o de Beck (BDI), para a avalia&ccedil;&atilde;o subjectiva da depress&atilde;o, j&aacute; que era uma escala de auto-preenchimento. Este Invent&aacute;rio, elaborado por Beck, Ward, Mendelson, Mock, e Erbaugh (1961), permitia avaliar de forma subjectiva a severidade da depress&atilde;o. Sendo de auto-avalia&ccedil;&atilde;o, na perspectiva de Bech (1990), fornecia uma avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida do sujeito. </P >    <p>Utiliz&aacute;mos uma tradu&ccedil;&atilde;o do BDI que fizemos em 1990, n&atilde;o publicada, que foi testada e corrigida numa popula&ccedil;&atilde;o de 1500 estudantes do ensino superior. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Invent&aacute;rio de Ansiedade Estado e Tra&ccedil;o (Forma Y). </I>Este invent&aacute;rio de auto-avalia&ccedil;&atilde;o de Spielberger (1983), permitia-nos avaliar os n&iacute;veis de ansiedade estado &ndash; Forma Y-1 &ndash; e ansiedade tra&ccedil;o &ndash; Forma Y-2. </P >    <p>A ansiedade estado referia-se ao n&iacute;vel de ansiedade desencadeado por uma situa&ccedil;&atilde;o num dado momento. A ansiedade tra&ccedil;o relacionava-se com a forma como o sujeito avaliava as situa&ccedil;&otilde;es, que no caso de sujeitos com resultados elevados se devia &agrave; atribui&ccedil;&atilde;o de caracter&iacute;sticas amea&ccedil;adoras a essas situa&ccedil;&otilde;es. </P >    <p>No nosso trabalho utiliz&aacute;mos a vers&atilde;o portuguesa, traduzida e amavelmente cedida por Am&eacute;rico Baptista. </P >    <p><I>Question&aacute;rio de Esquemas. </I>Este question&aacute;rio de auto-preenchimento permitiu avaliarmos aquilo que Young e Brown (1991) considerava os Esquemas Precoces desadaptativos. </P >     <p>O Question&aacute;rio era constitu&iacute;do por 123 em formas de afirma&ccedil;&otilde;es,    que englobam os 16 esquemas que comp&otilde;em os 6 dom&iacute;nios de esquemas:    Instabilidade e Separa&ccedil;&atilde;o; Enfraquecimento da Autonomia; Indesejabilidade;    Redu&ccedil;&atilde;o da Auto-Express&atilde;o; Redu&ccedil;&atilde;o da Gratifica&ccedil;&atilde;o;    Enfraquecimento dos Limites. </P >     <p>Utiliz&aacute;mos a vers&atilde;o portuguesa do Question&aacute;rio de Esquemas (Young &amp; Brown, 1990 e revisto em 1991), traduzido e adaptado por Jos&eacute; Pinto Gouveia e Margarida Robalo em 1994, que amavelmente nos foi cedida. </P >    <p><I>An&aacute;lise de resultados </I></P >    <p>O tratamento estat&iacute;stico utilizado foi a ANOVA, j&aacute; que se tratou de comparar os resultados de tr&ecirc;s grupos. Para se avaliar das diferen&ccedil;as entre os pares de grupos, utiliz&aacute;mos o teste <I>HSD de Tukey</I>, j&aacute; que era o mais potente, na condi&ccedil;&atilde;o de existirem v&aacute;rias compara&ccedil;&otilde;es, para avaliar as diferen&ccedil;as entre os pares de m&eacute;dias. Na compara&ccedil;&atilde;o entre a primeira e segunda avalia&ccedil;&atilde;o dos sujeitos deprimidos utiliz&aacute;mos o teste de <I>t de Student </I>para duas amostras emparelhadas. Previamente utiliz&aacute;mos, para os resultados obtidos em todos os instrumentos, o teste de <I>Kolmogorov-Smirnov </I>com a aplica&ccedil;&atilde;o da correc&ccedil;&atilde;o de <I>Lilliefors</I>, que nos indicou estarmos perante distribui&ccedil;&otilde;es normais. </P >    <p>Para as correla&ccedil;&otilde;es utiliz&aacute;mos o <I>coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson. </I>Devido &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplos testes de <I>t de Student </I>e de correla&ccedil;&otilde;es utiliz&aacute;mos a correc&ccedil;&atilde;o de <I>Bonferroni. </I></P >    <p>Da an&aacute;lise do Quadro 2, podemos observar: </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash;	Os sujeitos deprimidos apresentaram uma severidade da depress&atilde;o, avaliada pelo BDI, significativamente superior (<I>p</I>&lt;.05) aos outros dois grupos. </P >    <p>&ndash;	Quer na ansiedade estado quer na ansiedade tra&ccedil;o os sujeitos deprimidos apresentaram valores significativamente superiores (<I>p</I>&lt;.05) aos outros dois grupos. </P >     <p>&ndash; Os sujeitos com perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico apresentaram    na severidade da depress&atilde;o e na ansiedade estado e tra&ccedil;o valores    significativamente inferiores (<I>p</I>&lt;.05) em rela&ccedil;&atilde;o aos    sujeitos deprimidos e significativamente superiores (<I>p</I>&lt;.05) aos sujeitos    sem altera&ccedil;&atilde;o psicopatol&oacute;gica. </P >     <p>Desta an&aacute;lise podemos sublinhar tr&ecirc;s aspectos: </P >    <p>1)	Os sujeitos deprimidos, apresentaram valores indicadores de depress&atilde;o m&eacute;dia, com uma m&eacute;dia de ansiedade estado elevada e inferior &agrave; registada na ansiedade tra&ccedil;o. </P >     <p>2) Os sujeitos com perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico apresentaram valores    de severidade de depress&atilde;o ligeira, com a ansiedade estado com valores    elevados e superior &agrave; ansiedade tra&ccedil;o. </P >     <p>3)Os sujeitos sem altera&ccedil;&atilde;o psicopatologica apresentaram valores    que revelam aus&ecirc;ncia depress&atilde;o e m&eacute;dias de ansiedade estado    e tra&ccedil;o baixas e muito pr&oacute;ximas. </P >     <P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="center" >QUADRO 2 </P >     <P   align="center" ><I>M&eacute;dias (M), Desvio-Padr&atilde;o (DP) e signific&acirc;ncia da diferen&ccedil;a das m&eacute;dias entre os sujeitos deprimidos (Deprimidos), sujeitos com perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico (P&acirc;nico) e sujeitos sem altera&ccedil;&atilde;o psicopatol&oacute;gica (Normais), no Invent&aacute;rio de Depress&atilde;o de Beck (BDI) e no STAI Estado e Tra&ccedil;o </I></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"   ><img src="/img/revistas/aps/v27n2/27n2a03t2.gif" width="658" height="108"></P >     
<P   ><I>Nota: </I>(1).(9) &ndash; Diferen&ccedil;a significativa (<I>p</I>&lt;.05)    no teste de Tukey entre dois grupos numa dada escala. * = Diferen&ccedil;a significativa    (<I>p</I>&lt;.05) na ANOVA entre os tr&ecirc;s grupos. </P >     <p>&nbsp;</P >     <P   >Da an&aacute;lise do Quadro 3, podemos observar: </P >     <P   >&#8211; Os sujeitos deprimidos apresentaram valores significativamente superiores    (p&lt;.05) em todos os dom&iacute;nios de esquemas, quando comparados com os    sujeitos sem altera&ccedil;&otilde;es psicopatol&oacute;gicas.</P >     <P   > &#8211; Na compara&ccedil;&atilde;o entre os sujeitos deprimidos e os sujeitos    com perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico, observamos que os primeiros apresentaram    m&eacute;dias significativamente superiores (p&lt;.05), nos dom&iacute;nios    Indesejabilidade, Redu&ccedil;&atilde;o da Auto-express&atilde;o e Redu&ccedil;&atilde;o    da Gratifica&ccedil;&atilde;o.</P >     <P   > &#8211; Comprando sujeitos com perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico com    sujeitos sem altera&ccedil;&atilde;o psicopatol&oacute;gica, podemos observar    que os primeiros apresentaram valores significativamente superiores (p&lt;.05)    nos dom&iacute;nios Instabilidade, Enfraquecimento, Redu&ccedil;&atilde;o da    Auto-express&atilde;o e Redu&ccedil;&atilde;o da Gratifica&ccedil;&atilde;o.  </P >     <P   >Desta an&aacute;lise podemos sublinhar tr&ecirc;s aspectos:</P >     <P   > 1) Os sujeitos deprimidos apresentaram em todos os dom&iacute;nios de esquemas    desadaptativos n&iacute;veis de altera&ccedil;&atilde;o marcados.</P >     <P   > 2) Os dom&iacute;nios Indesejabilidade, Redu&ccedil;&atilde;o Auto- Express&atilde;o    e Redu&ccedil;&atilde;o de Gratifica&ccedil;&atilde;o, permitiram diferenciar    os sujeitos deprimidos dos sujeitos com perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico.  </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >3) Os dom&iacute;nios Indesejabilidade e Enfraquecimento dos limites, n&atilde;o    diferenciaram os sujeitos p&acirc;nico dos sujeitos sem altera&ccedil;&otilde;es    psicopatol&oacute;gicas. </P >     <P   >&nbsp; </P >     <P   align="center" >QUADRO 3 </P >     <P   align="center" ><I>M&eacute;dias (M), Desvio-Padr&atilde;o (DP) e signific&acirc;ncia da diferen&ccedil;a    das m&eacute;dias entre os sujeitos deprimidos (Deprimidos), sujeitos com perturba&ccedil;&atilde;o    de p&acirc;nico (P&acirc;nico) e sujeitos sem altera&ccedil;&atilde;o psicopatol&oacute;gica    (Normais), nos 6 dom&iacute;nios de esquemas desadaptativos</I></P >     <p align="center"><img src="/img/revistas/aps/v27n2/27n2a03t3.gif" width="658" height="153"></p>     
<P   ><I>Nota: </I>(1,3,6,8,11) = Diferen&ccedil;a significativa (<I>p</I>&lt;.01)    no teste de Tukey entre dois grupos de um dado dom&iacute;nio. (2,4,5,7,9,10,11,12,13)    = Diferen&ccedil;a significativa (<I>p</I>&lt;.05) no teste de Tukey entre dois    grupos de um dado dom&iacute;nio. * = Diferen&ccedil;a significativa (<I>p</I>&lt;.05)    na ANOVA entre os tr&ecirc;s grupos. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   align="center" >QUADRO 4 </P >    <P   align="center" ><I>M&eacute;dias (M), Desvio Padr&atilde;o (DP) e signific&acirc;ncia da diferen&ccedil;a das m&eacute;dias entre os sujeitos deprimidos (Deprimidos) na 1&ordf; e 2&ordf; avalia&ccedil;&atilde;o, na Escala de Hamilton para a Depress&atilde;o, no Invent&aacute;rio de Depress&atilde;o de Beck (BDI) e no STAI Estado e Tra&ccedil;o</I></P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/aps/v27n2/27n2a03t4.gif" width="655" height="123"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><I>Nota: </I>* = Diferen&ccedil;a significativa (<I>p</I>&lt;.05)    no teste de t de Student entre as m&eacute;dias dos dois grupos num dado dom&iacute;nio.    (1) e (2) = Diferen&ccedil;a significativa (<I>p</I>&lt;.05) entre as m&eacute;dias    do STAI Estado e Tra&ccedil;o num dado grupo. </P >     <p align="left">&nbsp;</P >     <p>Da an&aacute;lise do Quadro 4, podemos observar: </P >     <p>&#8211; Os sujeitos na 1&ordf; avalia&ccedil;&atilde;o apresentaram valores    significativamente mais elevados (p&lt;.05) na escala que avalia a depress&atilde;o.</P >     <p>&ndash;	A severidade da depress&atilde;o, avaliada pelo BDI, decrescia da 1&ordf; para a 2&ordf; avalia&ccedil;&atilde;o, embora esta diferen&ccedil;a n&atilde;o seja significativa. </P >    <p>&ndash;O STAI estado era significativamente mais elevada (<I>p</I>&lt;.05) na 1&ordf; avalia&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>&ndash;Em ambas as avalia&ccedil;&otilde;es o STAI estado era significativamente    superior (<I>p</I>&lt;.05) ao STAI tra&ccedil;o. </P >     <p>Desta an&aacute;lise podemos sublinhar cinco aspectos: </P >     <p>1) Na primeira avalia&ccedil;&atilde;o os sujeitos apresentaram &iacute;ndices    de depress&atilde;o mais elevados, quando foram avaliados pela Escala de Hamilton.  </P >     <p>2)	A severidade da depress&atilde;o, avaliada pelo BDI, n&atilde;o diferiu nos dois momentos de avalia&ccedil;&atilde;o. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3)	Os sujeitos avaliavam-se como menos deprimidos do que na realidade est&atilde;o. </P >    <p>4)	A ansiedade estado era significativamente mais elevada na 1&ordf; avalia&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>5) Em ambas as avalia&ccedil;&otilde;es a ansiedade estado era significativamente    superior &agrave; ansiedade tra&ccedil;o. </P >     <p>Da an&aacute;lise do Quadro 5, podemos observar: </P >     <p>&ndash;Na 1&ordf; avalia&ccedil;&atilde;o os dom&iacute;nios de esquemas desadaptativos, Redu&ccedil;&atilde;o da Auto-Express&atilde;o, Redu&ccedil;&atilde;o da Gratifica&ccedil;&atilde;o e Enfraquecimento dos Limites, apresentavam valores significativamente superiores (<I>p</I>&lt;.05) aos observados na 2&ordf; avalia&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>&ndash;	Os dom&iacute;nios de esquemas desadaptativos, Instabilidade, Enfraquecimento da Autonomia e Indesejabilidade, apresentavam na 1&ordf; avalia&ccedil;&atilde;o valores superiores, embora de forma n&atilde;o significativa. </P >    <p>Desta an&aacute;lise podemos sublinhar dois aspectos: </P >    <p>1)Os dom&iacute;nios de esquemas desadaptativos, Redu&ccedil;&atilde;o da Auto-Express&atilde;o, Redu&ccedil;&atilde;o da Gratifica&ccedil;&atilde;o e Enfraquecimento dos Limites foram sens&iacute;veis &agrave; varia&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de depress&atilde;o. </P >     <p>2) Os outros dom&iacute;nios de esquemas desadaptativos n&atilde;o sofreram    influ&ecirc;ncia significativa pela altera&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice    de depress&atilde;o.</P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">QUADRO 5 </P >     <p align="center"><i>M&eacute;dias (M), Desvio Padr&atilde;o (DP) e signific&acirc;ncia    da diferen&ccedil;a das m&eacute;dias entre os sujeitos deprimidos (Deprimidos)    na 1&ordf; e 2&ordf; avalia&ccedil;&atilde;o, nos diferentes dom&iacute;nios    do Question&aacute;rio de Esquemas</i></P >     <p align="center"><img src="/img/revistas/aps/v27n2/27n2a03t5.gif" width="658" height="156"></P >     
<p align="center">Nota: * = Diferen&ccedil;a significativa (p&lt;.05) no teste    de t de Student entre as m&eacute;dias dos dois grupos num dado dom&iacute;nio.</P >     <p align="center">&nbsp;</P >     <p>Da an&aacute;lise do Quadro 6, podemos observar:</P >     <p> &#8211; O Invent&aacute;rio da Depress&atilde;o de Beck apresentava correla&ccedil;&otilde;es    positivas significativas (p&lt;.01) com 5 dos seis dom&iacute;nios de esquemas    desadaptativos.Apenas o Dom&iacute;nio Enfraquecimento dos limites, n&atilde;o    apresentava correla&ccedil;&atilde;o significativa. </P >     <p>Desta an&aacute;lise podemos sublinhar dois aspectos: </P >     <p>1) A maioria dos dom&iacute;nios dos esquemas desadaptativos apresentava uma    rela&ccedil;&atilde;o com a severidade da depress&atilde;o.</P >     <p> 2) O Dom&iacute;nio Enfraquecimento dos Limites n&atilde;o se revelava sens&iacute;vel    &agrave; severidade da depress&atilde;o. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Da an&aacute;lise do Quadro 7, podemos observar:</P >     <p> &#8211; Todos os dom&iacute;nios de esquemas desadaptativos apresentavam correla&ccedil;&otilde;es    positivas significativas (p&lt;.01 ou p&lt;.05) com o STAI-Estado.</P >     <p>&#8211; Os dom&iacute;nios Enfraquecimento da Autonomia e Redu&ccedil;&atilde;o    da Auto-expres&atilde;o apresentavam correla&ccedil;&otilde;es positiva significativas    (p&lt;.01) com o STAI-Tra&ccedil;o. Existia tamb&eacute;m uma correla&ccedil;&atilde;o    positiva significativa (p&lt;.05) entre esta escala e o Dom&iacute;nio Indesejabilidade.  </P >     <p>Desta an&aacute;lise podemos sublinhar dois aspectos:</P >     <p>1) Todos os dom&iacute;nios de esquemas desadaptativos apresentavam uma rela&ccedil;&atilde;o,    nos sujeitos deprimidos, com a ansiedade estado.</P >     <p> 2) A rela&ccedil;&atilde;o da ansiedade tra&ccedil;o, com os dom&iacute;nios    de esquemas, nos sujeitos deprimidos, apenas se fazia sentir em tr&ecirc;s dom&iacute;nios.</P >     <p>&nbsp;</P >     <p align="center">QUADRO 6 </P >     <p align="center"><i>Correla&ccedil;&otilde;es significativas entre o Invent&aacute;rio    da Depress&atilde;o de Beck (BDI) e os dom&iacute;nios de Esquemas desadaptativos,    nos sujeitos deprimidos (n=42)</i></P >     <p align="center"><img src="/img/revistas/aps/v27n2/27n2a03t6.gif" width="321" height="115"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="center" >Nota: ** = r de Pearson significativo (p&lt;.01).</P >     <P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="center" >QUADRO 7 </P >     <P   align="center" ><i>Correla&ccedil;&otilde;es significativas entre o STAI Estado e o STAI Tra&ccedil;o    e os dom&iacute;nios de Esquemas desadaptativos, nos sujeitos deprimidos (n=42)</i></P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/aps/v27n2/27n2a03t7.gif" width="321" height="130"></P >     
<P   align="center" >Nota: ** = r de Pearson significativo (p&lt;.01); * = r de Pearson significativo    (p&lt;.05)</P >     <P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="center" >DISCUSS&Atilde;O</P >     <P   align="left" > Em rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro objectivo do nosso trabalho, podemos afirmar    que a abordagem pelos dom&iacute;nios de esquemas desadaptativos permitiu destrin&ccedil;ar    os grupos psicopatol&oacute;gicos (depress&atilde;o e p&acirc;nico) do grupo    de sujeitos sem altera&ccedil;&atilde;o psicopatol&oacute;gica. </P >     <P   align="left" >Comparando ambos os grupos com patologias com os sujeitos sem altera&ccedil;&atilde;o    psicopatol&oacute;gica verific&aacute;mos que no caso dos sujeitos deprimidos    a diferen&ccedil;a registava-se nos seis dom&iacute;nios de esquemas desadaptativos.    Os sujeitos p&acirc;nico diferenciavam-se em quatros dom&iacute;nios, o que    exclu&iacute;a os dom&iacute;nios Indesejabilidade e Enfraquecimento dos Limites.  </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="left" >Assim, podemos afirmar que os dom&iacute;nios dos esquemas desadaptativos seriam    sens&iacute;veis &agrave; altera&ccedil;&atilde;o psicopatol&oacute;gica, o    que vai no sentido da exist&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es dos esquemas    e por consequ&ecirc;ncia do processamento de informa&ccedil;&atilde;o e dos    processos mn&eacute;sicos, que est&atilde;o intimamente associados quer &agrave;    depress&atilde;o quer &agrave; perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico. Pelos    resultados que observ&aacute;mos podemos afirmar que estas altera&ccedil;&otilde;es    seriam mais marcadas na depress&atilde;o. </P >     <P   align="left" >Em rela&ccedil;&atilde;o ao segundo objectivo, encontr&aacute;mos tr&ecirc;s    dom&iacute;nios &#8211; Indesejabilidade, Redu&ccedil;&atilde;o da Auto-express&atilde;o    e Redu&ccedil;&atilde;o da Gratifica&ccedil;&atilde;o &#8211; que permitiam    distinguir os sujeitos deprimidos dos sujeitos p&acirc;nico. </P >     <P   align="left" >Qualquer dos tr&ecirc;s esquemas desadaptativos que integram o Dom&iacute;nio    da Indesejabilidade estava relacionado com a sintomatologia depressiva. A Defici&ecirc;ncia,    que se relacionaria com a suposi&ccedil;&atilde;o do sujeito de que ningu&eacute;m    o poderia amar devido a ter uma falha interna. O Isolamento Social, que se relacionaria    com a auto-imagem negativa do sujeito com o afastamento dos outros. O Falhan&ccedil;o    da Realiza&ccedil;&atilde;o, que estaria associado ao sujeito considerar que    n&atilde;o consegue realizar qualquer tarefa, j&aacute; que se avalia como inferior    aos outros. Este dom&iacute;nio n&atilde;o se revelou sens&iacute;vel ao aumento    do &iacute;ndice de depress&atilde;o. </P >     <P   align="left" >O dom&iacute;nio da Redu&ccedil;&atilde;o da Auto-Express&atilde;o estava associado    a um grande controlo e inibi&ccedil;&atilde;o da express&atilde;o dos afectos    e &agrave; impossibilidade de obter prazer. Este dom&iacute;nio, constitu&iacute;do    pelos esquemas Subjuga&ccedil;&atilde;o &#8211; que leva o sujeito a tornar    os desejos dos outros priorit&aacute;rios em rela&ccedil;&atilde;o aos seus    &#8211; e Inibi&ccedil;&atilde;o Emocional &#8211; o sujeito n&atilde;o pode    expressar as emo&ccedil;&otilde;es porque causa danos aos outros. Este dom&iacute;nio    estaria assim associado aos aspectos de secundariza&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o    ao outro e de impossibilidade de express&atilde;o dos afectos, que est&atilde;o    presentes na depress&atilde;o. O aumento da influ&ecirc;ncia deste dom&iacute;nio    relacionava-se com um &iacute;ndice de depress&atilde;o mais elevado. </P >     <P   align="left" >O dom&iacute;nio Redu&ccedil;&atilde;o da Gratifica&ccedil;&atilde;o, que estaria    associado ao primado do dever perante os outros e &agrave; secundariza&ccedil;&atilde;o    dos aspectos de prazer e de si pr&oacute;prio. Assim o sujeito acreditava que    deveria cuidar os outros de forma extremada &#8211; esquema de Auto-Sacrif&iacute;cio    &#8211; deve ter elevados padr&otilde;es de funcionamento, inating&iacute;veis    &#8211; esquema Padr&atilde;o R&iacute;gido &#8211; e que n&atilde;o &eacute;    poss&iacute;vel evitar os aspectos negativos da vida &#8211; esquema Negativismo.  </P >     <P   align="left" >Este dom&iacute;nio reflectia e refor&ccedil;ava as cren&ccedil;as do sujeito    deprimido de que tem um <i>self </i>negativo. Este dom&iacute;nio de esquemas    desadaptativos seria sens&iacute;vel ao &iacute;ndice de depress&atilde;o. </P >     <P   align="left" >Estes dom&iacute;nios de esquemas estariam intimamente relacionados com a rela&ccedil;&atilde;o    com os outros e neles podemos tamb&eacute;m observar a tr&iacute;ade cognitiva,    caracter&iacute;stica da depress&atilde;o. Tamb&eacute;m nas distor&ccedil;&otilde;es    cognitivas, que ocorreriam na depress&atilde;o, se podia observar a influ&ecirc;ncia    destes dom&iacute;nios de esquemas. </P >     <P   align="left" >Devido ao efeito destes dom&iacute;nios de esquemas desadaptativos no relacionamento    interpessoal o sujeito deprimido n&atilde;o conseguia construir uma rela&ccedil;&atilde;o    em que a reciprocidade estivesse presente, estando assim impedido de retirar    gratifica&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es, o que favorecia tamb&eacute;m    o isolamento. </P >     <P   align="left" >Consideramos que &eacute; fundamental numa interven&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica,    trabalhar estes dom&iacute;nios de esquemas com o sujeito deprimido, no que    concerne ao contexto de rela&ccedil;&otilde;es precoces em que os esquemas desadaptativos    foram constru&iacute;dos, nos efeitos que t&ecirc;m nos processos de selec&ccedil;&atilde;o,    codifica&ccedil;&atilde;o e evoca&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o,    nas implica&ccedil;&otilde;es no processamento de informa&ccedil;&atilde;o e    nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais. </P >     <P   align="left" >Estes dom&iacute;nios de esquemas poderiam tamb&eacute;m estar associados a tra&ccedil;os    de personalidade (Young, Klosko, &amp; Weishaar, 2003). Assim, a interven&ccedil;&atilde;o    psicoterap&ecirc;utica deveria incidir tamb&eacute;m sobre estes aspectos. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="left" >Seria interessante referir que o dom&iacute;nio Enfraquecimento dos Limites,    que embora n&atilde;o permitindo distinguir os sujeitos deprimidos dos sujeitos    p&acirc;nico, apresentou-se sens&iacute;vel ao &iacute;ndice de depress&atilde;o.    Assim, podemos afirmar que quando o &iacute;ndice de depress&atilde;o &eacute;    mais elevado o sujeito deprimido teria uma maior dificuldade de autocontrolo    e de resist&ecirc;ncia &agrave; frustra&ccedil;&atilde;o, que por consequ&ecirc;ncia    dificultaria a rela&ccedil;&atilde;o com os outros. </P >     <P   align="left" >&Eacute; importante referir que as correla&ccedil;&otilde;es observadas nos sujeitos    deprimidos, entre os dom&iacute;nios de esquemas e o BDI, refor&ccedil;ariam    a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o muito forte entre a depress&atilde;o    e os dom&iacute;nios de esquemas desadaptativos. Apenas o dom&iacute;nio Enfraquecimento    dos Limites n&atilde;o apresentou rela&ccedil;&atilde;o.</P >     <P   align="left" > Podemos tamb&eacute;m referir que todos os dom&iacute;nios de esquemas apresentaram    uma rela&ccedil;&atilde;o com a ansiedade estado, enquanto que apenas tr&ecirc;s    dom&iacute;nios &#8211; Enfraquecimento da Autonomia, Indesejabilidade, Redu&ccedil;&atilde;o    da Auto-Express&atilde;o. Estes resultados poderiam estar relacionados com o    aumento do n&iacute;vel de ansiedade destes sujeitos quando t&ecirc;m que realizar    uma tarefa. Contudo, julgamos importante em novos estudos tentar encontrar mais    factores explicativos para estas rela&ccedil;&otilde;es. </P >     <P   align="left" >Consideramos importante em futuros trabalhos relacionar os dom&iacute;nios de    esquemas desadaptativos com dois aspectos: </P >     <P   align="left" >1) Os estilos de vincula&ccedil;&atilde;o do sujeito, j&aacute; que os esquemas    desadaptativos se modelam com base nas rela&ccedil;&otilde;es precoces que este    estabelece com as figuras cuidadoras. </P >     <P   align="left" >2) Os estilos de rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, j&aacute; que est&atilde;o    intimamente relacionados com a estrutura de <i>self </i>do sujeito.</P >     <P   align="left" >&nbsp;</P >     <P   align="center" >REFER&Ecirc;NCIAS </P >     <!-- ref --><P   align="" >Beck, A. T. (1967). <I>Depression: Causes and treatment. </I>Philadelphia: University    of Pennsylvania Press. </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000271&pid=S0870-8231200900020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P   align="" >Beck, A. T. (1970). Cognitive therapy: Nature and relation to behavior therapy.    <I>Behavior Therapy</I>, <I>1</I>, 184-200. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="" >Beck, A. T. (1976). <I>Cognitive therapy of emotional disorders</I>. New York:    New American Library.</P >     <P   align="" >Bech, P. (1990). The proper use of rating scales in depression. <I>Focus on Depression,    4</I>, 76-85. </P >     <P   align="" >Beck, A. T., &amp; Emery, G. (1985). <I>Anxiety Disorders and phobias: A cognitive    perspective</I>. New York: Basic Books. </P >     <P   align="" >Beck, A. T., &amp; Freeman, A. (1990). <I>Cognitive therapy of personality disorders</I>.    New York: Guilford Press. </P >     <P   align="" >Beck, A. T., Rush, A. J., Shaw, B. F., &amp; Emery, G. (1979). <I>Cognitive therapy    of depression</I>. New York: Guilford Press. </P >     <P   align="" >Beck, A. T., Ward, C. H., Mendelson, M., Mock, J., &amp; Erbaugh, J. (1961).    An inventory for measuring depression. <I>Archives General Psychiatry</I>, <I>4</I>,    561-571. </P >     <p>Calvet, E., Est&eacute;vez, A., Arroyabe, E. L., &amp; Ruiz, P. (2005). The schema questionnaire &ndash; Short form: Structure and relationship with automatic thoughts and symptoms of Affective disorders. <I>European Journal of Psychological Assessment</I>, <I>21</I>, 90-99. </P >     <p>Clark, D. A., Beck, A. T., &amp; Alford, B. A. (1999). <I>Cognitive theory    and therapy of depression. </I>New York: John Wiley and sons. </P >     <p>Claudio, V. (2004). <I>Da trama das minhas mem&oacute;rias o </I><I>fio que    tece a depress&atilde;o: Esquecimento dirigido e </I><I>mem&oacute;ria autobiogr&aacute;fica    na depress&atilde;o major. </I>Lisboa: ISPA. </P >     <p>Hamilton, M. (1960). A rating scale for depression. <I>Journal Neurology Neurosurgery    and Psychiatry</I>, <I>23</I>, 56-62. </P >     ]]></body>
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<surname><![CDATA[Beck]]></surname>
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<year>1967</year>
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<publisher-name><![CDATA[University of Pennsylvania Press]]></publisher-name>
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