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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O peso da mente - Uma revisão de literatura sobre factores associados ao excesso de peso e obesidade e intervenção cognitivo-comportamental]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This literature review focus on excessive weight and obesity and their associated factors across the different phases of the life cycle. Moreover, this article evidences the prevalence rates of obesity and excessive weight in different age groups and in diverse countries. It is also examined the diet behaviour, its impact on cognitive performance, as well as the conceptualization of excessive food ingestion as an addictive behaviour. Finally, the efficacy of cognitive-behavioural interventions for weight loss, both for children/adolescents and adults, is explored.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Excesso de peso]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Intervenção cognitivo-comportamental]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Obesidade]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Cognitive-behavioural intervention]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Excessive weight]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Obesity]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P   align="justify" ><b>O peso da mente &ndash; Uma revis&atilde;o de literatura sobre factores associados    ao excesso de peso e obesidade e interven&ccedil;&atilde;o cognitivo-comportamental    (<a href="#1">*</a>) <a name="top1"></a></b></P >     <P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="right" ><a name="top2"></a>Filipa Pimenta (<a href="#2">**</a>)</P >     <P   align="right" > Isabel Leal (<a href="#2">**</a>) </P >     <P   align="right" >Jorge Branco (<a href="#3">***</a>) <a name="top3"></a></P >     <P   align="right" >Jo&atilde;o Maroco (<a href="#2">**</a>) </P >     <P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="center" >RESUMO </P >     <P   align="justify" >A presente revis&atilde;o de literatura foca os factores associados ao excesso    de peso em diferentes fases do ciclo de vida, bem como a preval&ecirc;ncia do    excesso de peso e obesidade nas v&aacute;rias faixas et&aacute;rias e em diferentes    pa&iacute;ses. &Eacute; tamb&eacute;m objecto de explora&ccedil;&atilde;o o    comportamento de dieta, o seu impacto no desempenho cognitivo, bem como a conceptualiza&ccedil;&atilde;o    da ingest&atilde;o de comida como comportamento aditivo. Explana-se, por fim,    a efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o cognitivo-comportamental para    a perda de peso, em crian&ccedil;as e adolescentes, assim como em adultos. </P >     <P   align="justify" ><I>Palavras chave: </I>Excesso de peso, Interven&ccedil;&atilde;o cognitivo-comportamental,    Obesidade. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="center" >ABSTRACT </P >     <P   align="justify" >This literature review focus on excessive weight and obesity and their associated    factors across the different phases of the life cycle. Moreover, this article    evidences the prevalence rates of obesity and excessive weight in different    age groups and in diverse countries. It is also examined the diet behaviour,    its impact on cognitive performance, as well as the conceptualization of excessive    food ingestion as an addictive behaviour. Finally, the efficacy of cognitive-behavioural    interventions for weight loss, both for children/adolescents and adults, is    explored. </P >     <P   align="justify" ><I>Key words: </I>Cognitive-behavioural intervention, Excessive weight, Obesity.  </P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="center" >INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >     <P   align="justify" >A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de declarou h&aacute; mais de dez anos a obesidade como uma epidemia, reconhecendo-a como uma amea&ccedil;a real &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica (OMS, 1998). Neste sentido, a investiga&ccedil;&atilde;o evidencia que a obesidade est&aacute; associada a uma crescente morbilidade e mortalidade e comporta um peso econ&oacute;mico tanto a n&iacute;vel pessoal, como a n&iacute;vel social (Nawaz &amp; Katz, 2001). </P >     <P   align="justify" >Dado que as taxas de preval&ecirc;ncia de obesidade t&ecirc;m vindo a crescer    em popula&ccedil;&otilde;es geneticamente est&aacute;veis, torna-se plaus&iacute;vel    que mudan&ccedil;as no ambiente e no estilo de vida tenham um forte contributo    para o aumento desta epidemia (Duvigneaud et al., 2007). Segundo Hakala, Rissanen,    Koskenvuo, Kaprio, e R&ouml;nnemaa (1999), diferen&ccedil;as em factores relacionados    com a fam&iacute;lia e trabalho podem ter conduzido a estilos de vida distintos    o que poder&aacute; explicar ganhos de peso diferentes verificados em estudos    com g&eacute;meos id&ecirc;nticos. </P >     <P   align="justify" >V&aacute;rios estudos documentam que a preval&ecirc;ncia de excesso de peso (ou seja, &iacute;ndice de massa corporal &ndash; IMC &ndash; entre 25 e 29,9 kg/m<Sup>2</Sup>) e de obesidade (IMC maior ou igual a 30 kg/m<Sup>2</Sup>) est&atilde;o a aumentar. Carmo et al. (2007) referem que a preval&ecirc;ncia de excesso de peso na popula&ccedil;&atilde;o adulta (18-64 anos), num estudo nacional conduzido entre 2003 e 2005 com 8.116 portugueses, &eacute; em m&eacute;dia 39,4% e de obesidade &eacute; igual a 14,2%. Os autores sublinham que se observou um aumento da preval&ecirc;ncia de excesso de peso/obesidade em Portugal, tendo passado de 49,6% (em 1995-1998) para 53,6% (no per&iacute;odo de 2003-2005). </P >     <P   align="justify" >No que concerne &agrave; popula&ccedil;&atilde;o juvenil, um estudo ingl&ecirc;s    documenta que a obesidade passou de 1,2% em 1984 para 6% em 2002/03 em rapazes;    nas raparigas verifica-se um aumento de 1,8% para 6,6%, comparando as datas    referidas anteriormente (Stamatakis, Primatesta, Chinn, Rona, &amp; Falascheti,    2005). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="center" >PREVAL&Ecirc;NCIA DE EXCESSO DE PESO E DE OBESIDADE E FACTORES ASSOCIADOS</P >     <P   align="justify" ><I>Crian&ccedil;as e adolescentes </I></P >    <P   align="justify" >Apesar de existirem factores individuais que potenciem o desenvolvimento de excesso de peso em crian&ccedil;as, o papel da fam&iacute;lia e do ambiente ir&aacute; contribuir igualmente para o desenvolvimento de comportamentos associados ao ganho de peso, especificamente a nutri&ccedil;&atilde;o e a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico (Odoms-Young &amp; Fitzgibbon, 2008). </P >    <P   align="justify" >Num estudo com 1.780 crian&ccedil;as francesas de 4 anos concluiu-se que a preval&ecirc;ncia de excesso de peso &eacute; de 9% e que antecedentes familiares de excesso de peso ou diabetes, bem como o tempo passado a ver televis&atilde;o, estavam associados &agrave; presen&ccedil;a de excesso de peso nesta idade (Jouret et al., 2007). </P >    <P   align="justify" >Padez, Mour&atilde;o, Moreira, e Rosado (2005) realizaram um estudo com 4.511 crian&ccedil;as portuguesas com idades compreendidas entre os 7 e os 9,5 anos e documentam que 20% das crian&ccedil;as tem excesso de peso e 11% apresenta obesidade. Um n&iacute;vel elevado de habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias dos pais (nomeadamente, licenciatura) foi evidenciado como um factor protector. </P >     <P   align="justify" >Os mesmos autores referem ainda que a obesidade de uma das figuras parentais    constitui um factor de risco, estando a obesidade materna mais fortemente associada    &agrave; obesidade/excesso de peso da crian&ccedil;a do que obesidade do pai.    Ser filho &uacute;nico associou-se significativamente a um IMC superior a 25    kg/m<Sup>2</Sup>. O tempo passado em frente &agrave; televis&atilde;o encontrava-se    igualmente relacionado com quadros de obesidade e de excesso de peso e o aumento    de horas de sono diminu&iacute;a o risco da crian&ccedil;a ter um peso acima    do normal (Padez, Mour&atilde;o, Moreira, &amp; Rosado, 2005). </P >     <P   align="justify" >Stamatakis et al. (2005) concluem, a partir de v&aacute;rios estudos que acumularam    28.601 crian&ccedil;as entre os 5 e os 10 anos, que o aumento de obesidade nesta    faixa et&aacute;ria &eacute; mais marcado entre menores de estrato socio-econ&oacute;mico    mais baixo. </P >     <P   align="justify" >Num estudo elaborado na China com 1.804 adolescentes, destaca-se que viver em zona urbana, o uso limitado de instala&ccedil;&otilde;es desportivas na escola, um estatuto socio-econ&oacute;mico elevado, a restri&ccedil;&atilde;o parental &agrave; compra de snacks, ter um parente com excesso de peso/obesidade e consumir refrigerantes mais do que quatro vezes por semana s&atilde;o factores relacionados com o excesso de peso ou obesidade nos participantes (Li, Dibley, Sibbritt, &amp; Yan, 2008). A literatura evidencia igualmente que, em adolescentes com excesso de peso, a auto-estima &eacute; um dos factores que parece mediar a rela&ccedil;&atilde;o negativa entre as provoca&ccedil;&otilde;es de que s&atilde;o alvo os jovens e a sua qualidade de vida. Sublinha-se ainda que nesta fase desenvolvimental o excesso de peso vai contribuir para a estigmatiza&ccedil;&atilde;o e para o empobrecido do funcionamento psicossocial (Stern, Mazzeo, Gerke, Porter, Bean, &amp; Laver, 2007). </P >    <P   align="justify" >De acordo com Strauss (2000), uma baixa auto-estima em crian&ccedil;as obesas relacionava-se com uma maior tristeza, isolamento e nervosismo. Wadden, Foster, Brownell, e Finley (1984) compararam crian&ccedil;as normais e obesas e concluem que n&atilde;o existem diferen&ccedil;as significativas entre elas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; auto-estima e que ambos os grupos evidenciam n&iacute;veis normais desta vari&aacute;vel psicol&oacute;gica. Decaluw&eacute;, Braet, e Fairburn (2003) exploram tamb&eacute;m a auto-estima e verificaram que crian&ccedil;as e adolescentes obesos com ingest&atilde;o compulsiva de alimentos manifestam uma menor auto-estima do que os jovens obesos sem ingest&atilde;o compulsiva. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Terres, Pinheiro, Horta, Pinheiro, e Horta (2006) encontraram uma preval&ecirc;ncia de excesso de peso e obesidade de 21% e 5 % numa amostra de adolescentes entre os 15 e os 18 anos. De acordo com os autores, e em concord&acirc;ncia com outros estudos j&aacute; referidos, verificou-se uma associa&ccedil;&atilde;o entre excesso de peso/obesidade e obesidade parental e matura&ccedil;&atilde;o sexual dos adolescentes. Comportamentos de dieta e sub-trac&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es estavam tamb&eacute;m associados a um maior risco de desenvolvimento de obesidade (Terres et al., 2006). </P >    <P   align="justify" >Noutro estudo com uma amostra representativa de 5.697 jovens portugueses, com idades compreendidas entre os 11 e os 16 anos, verificaram-se diferen&ccedil;as significativas entre jovens obesos e n&atilde;o-obesos no que concerne &agrave; pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico. Esta investiga&ccedil;&atilde;o destaca ainda que adolescentes obesos/com excesso de peso tinham maior probabilidade de percepcionarem o seu estado de sa&uacute;de como sendo pobre, relatavam uma maior dificuldade em fazer amigos e em ter comportamentos de dieta, manifestando ainda uma maior tend&ecirc;ncia para o isolamento social (Fonseca &amp; de Matos, 2005). Wadden e Stunkard (1985) reiteram estes dados referindo que a dificuldade em perder peso (ou em manter o peso perdido) poder&aacute; contribuir n&atilde;o s&oacute; para a diminui&ccedil;&atilde;o da auto-confian&ccedil;a, como tamb&eacute;m, caso a fam&iacute;lia e os pares manifestem incompreens&atilde;o perante a obesidade do familiar/ /par, para o aumento do isolamento psicossocial. </P >    <P   align="justify" >De acordo com Guo, Wu, Chumlea, e Roche (2002), um IMC elevado durante a inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia aumenta o risco para a presen&ccedil;a de excesso de peso ou de obesidade na idade adulta. De forma concordante, Whitaker, Wright, Pepe, Seidel, e Dietz (1997) destacam que a obesidade infantil aumenta o risco de desenvolvimento de obesidade na idade adulta, acrescentando que a exist&ecirc;ncia de pais obesos duplica esse risco, tanto em crian&ccedil;as obesas como n&atilde;o-obesas com menos de 10 anos. </P >    <P   align="justify" >A obesidade e o excesso de peso em adolescentes v&atilde;o ter consequ&ecirc;ncias negativas significativas a n&iacute;vel f&iacute;sico e psicossocial (Brennan, Walkley, Fraser, Greenway, &amp; Wilks, 2008; Padez et al., 2005). </P >    <P   align="justify" ><I>Jovens adultos </I></P >    <P   align="justify" >Num estudo que comparou estudantes universit&aacute;rios com peso normal e com excesso de peso, ficou demonstrado que os &uacute;ltimos manifestavam um medo maior de ingest&atilde;o compulsiva de alimentos, uma preocupa&ccedil;&atilde;o maior com a comida, um maior desejo de ser magro e mais comportamentos de dieta; verificou-se igualmente que o IMC m&eacute;dio aumentava com a idade e a inactividade f&iacute;sica (Desai, Miller, Staples, &amp; Bravender, 2008). </P >    <P   align="justify" >Foreyt (1987) cita v&aacute;rios estudos que evidenciam que as pessoas obesas s&atilde;o alvo de uma maior discrimina&ccedil;&atilde;o (no contexto acad&eacute;mico e laboral), e de preconceito e que as consequ&ecirc;ncias sociais e psicol&oacute;gicas da obesidade s&atilde;o mais graves no g&eacute;nero feminino. </P >    <P   align="justify" ><I>Adultos </I></P >    <P   align="justify" >No que respeita ao excesso de peso na adult&iacute;cia, uma investiga&ccedil;&atilde;o com 4.903 adultos belgas (com idades compreendidas entre os 18 e os 75 anos) verificou que, nos homens, o consumo (actual) de &aacute;lcool, de tabaco (no passado) ou uma visualiza&ccedil;&atilde;o de televis&atilde;o superior a 11 horas por semana estava relacionado com uma maior probabilidade de ter excesso de peso. Nas mulheres, ver televis&atilde;o por um per&iacute;odo superior a 9 horas semanais encontrava-se associado &agrave; exist&ecirc;ncia de um IMC entre 25 e 30kg/m<Sup>2</Sup>. Como factor protector importante o estudo evidencia a pr&aacute;tica de desporto, concretamente, mais do que 4 horas por semana para homens e mais do que 2,5 horas por semana para mulheres. No caso particular do g&eacute;nero feminino, Duvigneaud et al. (2007) acrescentam que um n&iacute;vel mais elevado de habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, assim como o consumo de tabaco actual, est&atilde;o relacionados com uma menor probabilidade de manifesta&ccedil;&atilde;o de excesso de peso. Esta conclus&atilde;o &eacute; congruente com os resultados obtidos por Carmo et al. (2007) que evidenciam que n&iacute;veis baixos de habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e de escal&atilde;o s&oacute;cio-econ&oacute;mico encontram-se relacionados com uma maior preval&ecirc;ncia de obesidade. </P >    <P   align="justify" >Allison, Grilo, Masheb, e Stunkard (2005) documentam que pessoas obesas com ingest&atilde;o compulsiva de alimentos manifestam uma maior ingest&atilde;o alimentar e mais perturba&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas do que pessoas obesas sem ingest&atilde;o compulsiva. No que concerne a pessoas com um IMC superior a 30, Wadden e Stunkard (1985) referem que pessoas obesas da popula&ccedil;&atilde;o geral n&atilde;o apresentam &iacute;ndices de psicopatologia mais elevados do que pessoas n&atilde;o-obesas. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Foreyt (1987) refere que s&atilde;o diagnosticadas, com frequ&ecirc;ncia, perturba&ccedil;&otilde;es emocionais em quadros de obesidade e que estas parecem ser consequ&ecirc;ncia, em vez da causa, do elevado peso. </P >    <P   align="justify" ><I>Idosos </I></P >     <P   align="justify" >V&aacute;rios estudos t&ecirc;m explorado a preval&ecirc;ncia de excesso de peso    e de obesidade em pessoas idosas. Assim, num estudo recente com uma amostra    de 6.843 pessoas de nacionalidade espanhola com mais de 60 anos encontrou-se    uma preval&ecirc;ncia de excesso de peso igual a 47,2% e de obesidade na ordem    dos 34,5%. A an&aacute;lise multivariada revelou que obesidade estava inversamente    relacionada com idade e directamente relacionada com o g&eacute;nero (nomeadamente,    feminino), habitat rural ou semi-urbano, sedentarismo e inexist&ecirc;ncia    de consumo de tabaco (Cea-Calvo et al., 2008). Uma outra investiga&ccedil;&atilde;o    realizada no M&eacute;xico com 4.605 participantes com mais de 60 anos encontra    igualmente uma rela&ccedil;&atilde;o inversa entre obesidade e idade, isto &eacute;,    a sua preval&ecirc;ncia diminui com o aumento da idade; os dados de preval&ecirc;ncia    de obesidade s&atilde;o um pouco menores do que os valores hom&oacute;nimos    do estudo espanhol (34,5%), ou seja, 21% (Ruiz-Arregui, Castillo-Mart&iacute;nez,    Orea-Tejeda, Mej&iacute;a-Arango, &amp; Miguel-Jaimes, 2007). Os autores referem   igualmente que um n&iacute;vel mais baixo de   habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias se relaciona com um menor   risco para o desenvolvimento de excesso de peso,   o que contrataria as conclus&otilde;es de Duvigneaud et   al. (2007) e de Carmo et al. (2007).</P >     <P   align="justify" >Outro estudo realizado nos Estados Unidos com uma amostra de 52.921 pessoas com    idades iguais ou superiores a 65 anos observou que 39% da amostra tinha excesso    de peso e 20% apresentava obesidade (Fuzhong, Fisher, &amp; Harmer, 2005). </P >     <P   align="justify" >Sublinha-se ainda que um IMC superior ao normal pode ter como comorbilidade a    doen&ccedil;a cardiovascular (Bailey, Michell, Hartman, Jensen, Still, &amp;    Smiciklas-Wright, 2007; Carmo et al., 2007; Mefferd, Nichols, Pakiz, &amp; Rock,    2007; Thomas, Bean, Pannier, Oppert, Guize, &amp; Benetos, 2005; Yang, Shiwaku,    Nabika, Masuda, &amp; Kobayashi, 2007) ou a diabetes mellitus tipo II (Pinhas-Hamiel,    Dolan, Daniels, Standiford, Khoury, &amp; Zeitler, 1996; van den Akker, Puiman,    Groen, Timman, Jongejan, &amp; Trijsburg, 2007) podendo ainda ter um impacto    negativo na qualidade de vida (Janicke et al., 2007; Mefferd et al., 2007; Stern    et al., 2007). </P >     <P   align="" >&nbsp; </P >     <P   align="center" >COMPORTAMENTO DE DIETA E DESEMPENHO COGNITIVO</P >     <P   align="justify" >Alguns estudos explanam que o comportamento de dieta se associa a comportamentos    problem&aacute;ticos e emo&ccedil;&otilde;es negativas (Ackard, Croll, &amp;    Kearney-Cooke, 2002; Teixeira et al., 2002) e com o aumento da resposta de stress    (Johnstone et al., 2004). Esta conclus&atilde;o n&atilde;o &eacute;, por&eacute;m,    consensual dado que outros estudos salientam que, durante a dieta, as pessoas    apresentam uma melhoria no humor deprimido, na ingest&atilde;o alimentar emocional    e nas atitudes disfuncionais, e ainda um aumento de controlo sobre o peso e    sobre o comportamento alimentar (Bryan &amp; Tiggemann, 2001). A disparidade    de conclus&otilde;es a este n&iacute;vel pode radicar no facto de as investiga&ccedil;&otilde;es    que concluem sobre a exist&ecirc;ncia de humor negativo focarem a sua pesquisa    no processo de tentativa de perder peso, enquanto os estudos que evidenciam    a exist&ecirc;ncia de humor positivo assentam na perda de peso bem-sucedida    (Green, Elliman, &amp; Kretsch, 2005). </P >     <P   align="justify" >No que concerne ao desempenho cognitivo destaca-se a conclus&atilde;o de que    n&atilde;o existe uma rela&ccedil;&atilde;o entre o IMC e o desempenho acad&eacute;mico,    emanada de um estudo realizado com 2.519 crian&ccedil;as e jovens americanos    (com idades compreendidas entre os 8 e os 16 anos). Contudo, observou-se uma    rela&ccedil;&atilde;o entre funcionamento cognitivo e o IMC: os resultados que    concernem &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o visuo-espacial e &agrave; capacidade    mental geral, conseguidos por crian&ccedil;as/jovens com excesso de peso ou    em risco de o desenvolver, foram mais baixos do que os resultados obtidos por    crian&ccedil;as/jovens com peso saud&aacute;vel (Li, Dai, Jackson, &amp; Zhang,    2008). Utilizando uma amostra diferente, Kuo et al. (2006) chegam a outras conclus&otilde;es    sobre este assunto no estudo que desenvolveram com 2.684 idosos (idades compreendidas    entre os 65 e os 94 anos): o design da investiga&ccedil;&atilde;o permite confirmar    que idosos com excesso de peso manifestaram melhor desempenho cognitivo em termos    de rapidez de mem&oacute;ria visuo-espacial e de racioc&iacute;nio do que sujeitos    com um peso normal, depois de controlar diversas vari&aacute;veis (tais como,    idade, g&eacute;nero, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, local do    estudo, etc.). Os participantes com obesidade de tipo I e II obtiveram igualmente    resultados significativamente superiores em termos de rapidez do processamento    visuo-espacial, em compara&ccedil;&atilde;o com o grupo de indiv&iacute;duos    com peso normal (Kuo et al., 2006). A restri&ccedil;&atilde;o alimentar pode    igualmente produzir um efeito na execu&ccedil;&atilde;o cognitiva: a literatura    demonstra que baixos n&iacute;veis de glucose no sangue, adquiridos atrav&eacute;s    da restri&ccedil;&atilde;o alimentar, t&ecirc;m um impacto no desempenho cognitivo,    nomeadamente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; rapidez de recupera&ccedil;&atilde;o    de mem&oacute;rias (Benton &amp; Sargent, 1992). </P >     <P   align="justify" >Tamb&eacute;m o apoio durante uma dieta pode ter um impacto a n&iacute;vel cognitivo. Green et al. (2005) compararam tr&ecirc;s grupos de mulheres na pr&eacute;-menopausa com excesso de peso &ndash; a fazer dieta de forma acompanhada, a fazer dieta sem qualquer apoio e sem estarem a fazer qualquer dieta (grupo de controlo) &ndash; e conclu&iacute;ram que as participantes na condi&ccedil;&atilde;o em que n&atilde;o recebiam qualquer apoio manifestaram uma vigil&acirc;ncia e uma fun&ccedil;&atilde;o de planeamento executivo significativamente mais pobres ap&oacute;s a primeira semana de dieta. Este grupo de mulheres em dieta sem qualquer apoio manifestou ainda uma subida significativa de cortisol (geralmente associado a uma resposta de stress) ap&oacute;s a primeira semana. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Ainda em rela&ccedil;&atilde;o ao desempenho cognitivo, destaca-se que Green,    Elliman, e Rogers (1997) conclu&iacute;ram que jovens que fazem dieta manifestam    uma mem&oacute;ria de trabalho significativamente menor &agrave; dos jovens    que assumidamente n&atilde;o fazem dieta, mas que apresentam restri&ccedil;&atilde;o    alimentar semelhante &agrave; dos participantes que fazem. Estes resultados    levam a crer que n&atilde;o &eacute; o n&iacute;vel de restri&ccedil;&atilde;o    alimentar, mas sim os pensamentos relacionados com comida (e irrelevantes para    a tarefa executada e que avalia o funcionamento cognitivo) que v&atilde;o consumir    parte da capacidade limitada de processamento. Noutro estudo, Green e Rogers    (1995) denotam que quando os sujeitos fazem dieta, em compara&ccedil;&atilde;o    com per&iacute;odos em que n&atilde;o o fazem, evidenciam uma vigil&acirc;ncia,    um tempo de reac&ccedil;&atilde;o e de recupera&ccedil;&atilde;o de palavras    mais fracos; nesta fase de dieta os valores de depress&atilde;o e ansiedade    n&atilde;o se modificam, mas o n&iacute;vel de restri&ccedil;&atilde;o aumenta.    Estes resultados apontam para a possibilidade do comportamento de dieta, acompanhado    de restri&ccedil;&atilde;o alimentar, ir exigir um esfor&ccedil;o acrescido    a recursos internos limitados, contribuindo para uma distractibilidade mais    f&aacute;cil. Assim, o comportamento empregue para emagrecer ou a percep&ccedil;&atilde;o    da necessidade de fazer dieta encontram-se relacionados com os d&eacute;fices    observados no desempenho cognitivo (Green &amp; Rogers, 1995). </P >     <P   align="justify" >Contudo, sublinha-se que alguns estudos referidos anteriormente foram elaborados com jovens mulheres com um peso saud&aacute;vel e que come&ccedil;aram a fazer dieta espontaneamente. Kretsch, Green, Fong, Elliman, e Johnson (1997) elaboraram um estudo com mulheres obesas entre os 25 e os 42 anos em dieta controlada durante 21 semanas e verificaram uma diminui&ccedil;&atilde;o no tempo de reac&ccedil;&atilde;o &ndash; tal como aferido no estudo de Green e Rogers (1995) &ndash; mas a capacidade de manter a aten&ccedil;&atilde;o, o desempenho motor e a mem&oacute;ria imediata mantiveram-se inalterados, ao contr&aacute;rio do que investiga&ccedil;&otilde;es anteriores com mulheres com peso normal conclu&iacute;ram. </P >    <P   align="justify" >Landers, Arent, e Lutz (2001) fazem igualmente refer&ecirc;ncia a estudos que demonstram altera&ccedil;&otilde;es na mem&oacute;ria de curto prazo subsequente a uma perda de peso r&aacute;pida, mas no seu estudo, que compara adolescentes que perderam peso rapidamente (5% do peso corporal) com pares que tiveram uma perda de peso inferior a 1% do peso corporal, n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;as significativas a n&iacute;vel cognitivo. Contrariamente, Choma, Sforzo, e Keller (1998) referem que jovens lutadores que experimentam uma perda r&aacute;pida de peso diferem de pares que n&atilde;o passaram pela perda de peso num curto espa&ccedil;o de tempo, no que concerne ao desempenho da mem&oacute;ria a curto prazo (por ex., recupera&ccedil;&atilde;o de uma hist&oacute;ria), tendo igualmente obtido valores significativamente inferiores em medidas de humor. Sublinha-se que todos os valores voltaram a aumentar (ficando perto dos valores pr&eacute;vios &agrave; perda de peso) depois de compensarem a diminui&ccedil;&atilde;o de peso. Todavia, os autores colocam a possibilidade dos resultados serem influenciados pela ansiedade, inerente &agrave; proximidade de uma competi&ccedil;&atilde;o, no caso dos jovens lutadores que passaram pela perda r&aacute;pida de peso (Choma et al., 1998). </P >    <P   align="justify" >A literatura documenta que a sugest&atilde;o tamb&eacute;m pode afectar a forma como a pessoa se alimenta, perde peso e percepciona a comida. Kirk e Griffey (1995) salientam que ler uma s&eacute;rie de sugest&otilde;es escritas antes de comer e beber ou ouvir uma cassete audio com v&aacute;rias sugest&otilde;es ter&aacute; um impacto significativo: as pessoas sujeitas a este tipo de condi&ccedil;&otilde;es perderam mais peso e diminu&iacute;ram a ingest&atilde;o cal&oacute;rica di&aacute;ria, em compara&ccedil;&atilde;o com um grupo de controlo. Os primeiros sujeitos apresentaram-se igualmente menos ansiosos, frustrados e deprimidos antes de comeram a sua comida favorita. </P >    <P   align="center" >INGEST&Atilde;O EXCESSIVA DE COMIDA COMO COMPORTAMENTO ADITIVO</P >    <P   align="justify" >No que respeita &agrave; ingest&atilde;o excessiva de comida, a investiga&ccedil;&atilde;o tem suportado o paralelismo entre esta e um comportamento aditivo; alguns autores comprovam esta semelhan&ccedil;a ao n&iacute;vel cognitivo e neuronal (Kelley, Schiltz, &amp; Landry, 2005). </P >    <P   align="justify" >Modelos de influ&ecirc;ncia, aplicados no contexto da depend&ecirc;ncia de droga, t&ecirc;m vindo a ser usados no contexto da obesidade. Assim, atrav&eacute;s de um processo de aprendizagem, determinados est&iacute;mulos alimentares v&atilde;o provocar uma hiperactiva&ccedil;&atilde;o antecipat&oacute;ria; o forte desejo por comida poder&aacute; depois despoletar a ingest&atilde;o excessiva de alimentos (Jansen, 1998; Rodin, Schank, &amp; Striegel-Moore, 1989). Desta forma, a val&ecirc;ncia afectiva (atitude positiva face ao est&iacute;mulo alimentar e que, por sua vez, vai influenciar o n&iacute;vel de motiva&ccedil;&atilde;o da pessoa) e a press&atilde;o interna para agir (que depende do n&iacute;vel de hiperactiva&ccedil;&atilde;o atingido perante o est&iacute;mulo alimentar) v&atilde;o explicar a ingest&atilde;o alimentar excessiva (Drobes, Miller, Hillman, Bradley, Cuthbert, &amp; Lang, 2001). Acrescenta-se que Craeynest, Crombez, Koster, Haerens, e Bourdeaudhuij (2008) referem que as pessoas apresentam uma maior hiper-activa&ccedil;&atilde;o perante comida rica em gordura do que face a alimentos magros, mas esta associa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; mediada pelo peso dos indiv&iacute;duos (isto &eacute;, tanto pessoas com excesso de peso como os indiv&iacute;duos com peso normal apresentavam uma maior activa&ccedil;&atilde;o perante alimentos ricos em gordura). Por&eacute;m, os autores explicam que a inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as no seu estudo entre ambos os grupos (jovens com excesso de peso e jovens com peso saud&aacute;vel) pode dever-se ao facto da diferen&ccedil;a de peso entre os dois grupos ser reduzida, supondo que talvez numa amostra com participantes clinicamente obesos estas diferen&ccedil;as pudessem ser experimentalmente comprovadas (Craeynest et al., 2008). </P >    <P   align="justify" >A Terapia Cognitivo-comportamental (TCC) tem comprovado a sua efic&aacute;cia no tratamento de m&uacute;ltiplas perturba&ccedil;&otilde;es, como por exemplo bulimia nervosa (Wilson, Fairburn, &amp; Agras, 1997), anorexia nervosa (Garner, Vitousek, &amp; Pike, 1997), perturba&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-stress traum&aacute;tico (Rothbaum, Meadows, Resick, &amp; Foy, 2000), perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico (Barlow &amp; Cerny, 1999), entre muitas outras. </P >    <P   align="justify" >No que respeita &agrave; perda de peso, a TCC tem igualmente demonstrado a sua efic&aacute;cia (Agras, Telch, Arnow, Eldredge, &amp; Marnell, 1997; Brennan et al., 2008; Calleja, Germ&aacute;n, Trincado, &amp; Lucas, 2007; Eichler, Zoller, Steurer, &amp; Bachmann, 2007; Gallagher, Jakicic, Napolitano, &amp; Marcus, 2006; Grilo &amp; Masheb, 2005, 2007; Jelalian, Mehlenbeck, Lloyd-Richardson, Birmaher, &amp; Wing, 2006; Kalodner &amp; DeLucia, 1991; Mefferd et al., 2007; Tsiros et al., 2008; van den Akker et al., 2007; Weber &amp; Wyne, 2006; Wilfley et al., 2002; Wilfley, Welch, &amp; Stein, 2003). </P >    <P   align="justify" >A este prop&oacute;sito Fairburn, Agras, Walsh, Wilson, e Stice (2004) referem que um bom preditor do resultado do tratamento &eacute; a resposta inicial. Grilo, Masheb, e Wilson (2006) e Grilo e Masheb (2007) suportam esta conclus&atilde;o, evidenciando que participantes com uma resposta r&aacute;pida (isto &eacute;, redu&ccedil;&atilde;o de 65% ou mais da ingest&atilde;o compulsiva de alimentos pela quarta semana de tratamento) t&ecirc;m uma maior probabilidade de manifestarem a remiss&atilde;o deste comportamento de ingest&atilde;o excessiva e compulsiva e apresentam perdas de peso superiores &agrave;s dos participantes que n&atilde;o manifestavam uma resposta r&aacute;pida. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >No que concerne ao apoio especializado no contexto do emagrecimento, existem evid&ecirc;ncias de que quando a perda de peso &eacute; feita com acompanhamento, o humor &eacute; mais positivo (Blackburn, 1993) e existe uma maior expectativa de sucesso (Lowe, Miller-Kovach, Frye, &amp; Phelan, 1999). </P >    <P   align="center" >INTERVEN&Ccedil;&Atilde;O COGNITIVO-COMPORTAMENTAL</P >    <P   align="justify" ><I>Crian&ccedil;as e adolescentes </I></P >    <P   align="justify" >Brennan et al. (2008) referem que a investiga&ccedil;&atilde;o desenvolvida sobre formas de tratamento eficaz para a obesidade e excesso de peso na adolesc&ecirc;ncia &eacute; ainda reduzida. Apesar da investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea ser insuficiente, a interven&ccedil;&atilde;o precoce eficaz na obesidade &eacute; crucial na preven&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento de comorbilidades e na diminui&ccedil;&atilde;o do risco de jovens virem a ser adultos obesos (van den Akker et al., 2007). </P >    <P   align="justify" >No que concerne &agrave; perda de peso em crian&ccedil;as e adolescentes, o envolvimento dos pais &eacute; importante para que os objectivos de diminui&ccedil;&atilde;o de peso e de manuten&ccedil;&atilde;o desta diminui&ccedil;&atilde;o sejam atingidos (van den Akker et al., 2007). </P >    <P   align="justify" >Uma investiga&ccedil;&atilde;o com adolescentes que comparou dois grupos, um em lista de espera (grupo de controlo) e o outro a receber dez sess&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o cognitivo-comportamental seguidas de dez contactos telef&oacute;nicos (ambos os formatos de interven&ccedil;&atilde;o &ndash; sess&otilde;es e chamadas telef&oacute;nicas &ndash; com uma frequ&ecirc;ncia semanal) concluiu que a psicoterapia conduz a uma diminui&ccedil;&atilde;o de peso, de IMC e da circunfer&ecirc;ncia da cintura. Apesar de n&atilde;o ter havido mudan&ccedil;as significativas no que concerne &agrave; pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico, a diminui&ccedil;&atilde;o do consumo de refrigerantes pode ter contribu&iacute;do de forma significativa para o sucesso da interven&ccedil;&atilde;o (Tsiros et al., 2008). </P >    <P   align="justify" >A literatura tamb&eacute;m evidencia que um programa de grupo cognitivo-comportamental para crian&ccedil;as e adolescentes (com idades entre os 8 e os 15 anos) pode ser eficaz na redu&ccedil;&atilde;o do peso atrav&eacute;s da adop&ccedil;&atilde;o de um estilo de vida saud&aacute;vel, desenvolvimento da auto-estima e de uma imagem positiva; os autores sublinham que &eacute; requerido o envolvimento dos pais no processo de mudan&ccedil;a (van den Akker et al., 2007). </P >    <P   align="justify" >Foi igualmente comprovado, atrav&eacute;s de uma interven&ccedil;&atilde;o comportamental com crian&ccedil;as com excesso de peso, que uma sess&atilde;o de exerc&iacute;cio f&iacute;sico de maior dura&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, quarenta minutos por dia, cinco vezes por semana (em compara&ccedil;&atilde;o com uma pr&aacute;tica mais breve do mesmo, concretamente, vinte minutos por dia, cinco vezes por semana) pode melhorar aspectos no funcionamento mental das crian&ccedil;as, importantes para o desenvolvimento social e cognitivo (Davis et al., 2007). </P >    <P   align="justify" >Brennan et al. (2008) documentam igualmente que treze sess&otilde;es individuais de entrevista motivacional e TCC, seguidas de nove sess&otilde;es de manuten&ccedil;&atilde;o, foram eficazes na melhoria da composi&ccedil;&atilde;o corporal, na sa&uacute;de cardiovascular, nas rotinas alimentares e de exerc&iacute;cio f&iacute;sico e ainda do funcionamento familiar e psicossocial de adolescentes com excesso de peso e obesidade. </P >     <P   align="justify" >O refor&ccedil;o de pares pode tamb&eacute;m desempenhar um papel importante    na mudan&ccedil;a. Assim, a compara&ccedil;&atilde;o de dois tipos de TCC com    a dura&ccedil;&atilde;o de 4 meses &ndash; nomeadamente, TCC de grupo com refor&ccedil;o    de pares e TCC de grupo e exerc&iacute;cio f&iacute;sico &ndash; concluiu que    ambos os tratamentos conduzem &agrave; perda de peso, mas mais participantes    da primeira interven&ccedil;&atilde;o (TCC com refor&ccedil;o de pares) conseguem    manter, de forma significativa, o peso perdido (35% <I>versus </I>12% para um    n&iacute;vel de signific&acirc;ncia igual a 0,042) 10 meses ap&oacute;s o in&iacute;cio    dos tratamentos (Jelalian et al., 2006). Parte do sucesso da TCC com refor&ccedil;o    de pares assenta no facto dos jovens da mesma idade servirem de modelos em rela&ccedil;&atilde;o    a comportamentos de sa&uacute;de positivos, numa altura desenvolvimental durante    a qual os adolescentes procuram a identifica&ccedil;&atilde;o com os pares.    As actividades de grupo neste programa inclu&iacute;am desafios f&iacute;sicos    e mentais com o intuito de aumentar a auto-confian&ccedil;a e desenvolver capacidades    sociais e de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas (Jelalian et al., 2006). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Epstein, Valoski, Kalarchian, e McCurley (1995) mostram que pode haver diferen&ccedil;as    na efic&aacute;cia dos programas delineados para crian&ccedil;as e adultos obesos,    dado que as crian&ccedil;as manifestam perdas de peso significativamente maiores    do que os seus pais. Esta conclus&atilde;o compreende-se &agrave; luz da evid&ecirc;ncia    de que a mudan&ccedil;a do estilo de vida atinge-se mais facilmente quando o    sedentarismo e h&aacute;bitos alimentares pouco saud&aacute;veis est&atilde;o    ainda pouco enraizados e quando a alimenta&ccedil;&atilde;o equilibrada e a    pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico s&atilde;o desenvolvidos durante    a inf&acirc;ncia (van den Akker et al., 2007). N&atilde;o obstante, v&aacute;rios    estudos mostram a efic&aacute;cia de interven&ccedil;&otilde;es cognitivo-comportamentais    para perda de peso em adultos. </P >     <P   align="justify" ><I>Adultos </I></P >    <P   align="justify" >Teixeira et al. (2002) destacam alguns factores que se associam ao insucesso de um programa de perda de peso para mulheres de meia-idade com excesso de peso ou obesidade. Assim, um maior n&uacute;mero de tentativas para emagrecer, avalia&ccedil;&otilde;es mais severas sobre o emagrecimento, uma maior percep&ccedil;&atilde;o de que o peso tem um grande impacto na qualidade de vida, uma baixa auto-motiva&ccedil;&atilde;o, uma maior insatisfa&ccedil;&atilde;o com o tamanho corporal e uma baixa auto-estima encontram-se correlacionados com uma menor perda de peso, no contexto de uma interven&ccedil;&atilde;o comportamental para esse efeito; os factores evidenciados ir&atilde;o ainda distinguir de forma significativa as participantes que respondem das que n&atilde;o respondem &agrave; interven&ccedil;&atilde;o. </P >    <P   align="justify" >A literatura esclarece que as interven&ccedil;&otilde;es cognitivo-comportamentais que desenvolvem a motiva&ccedil;&atilde;o e um conjunto de estrat&eacute;gias para ultrapassar os obst&aacute;culos &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de exerc&iacute;cio f&iacute;sico e de uma alimenta&ccedil;&atilde;o equilibrada constituem tratamentos psicol&oacute;gicos eficazes para a diminui&ccedil;&atilde;o de peso (Weber &amp; Wyne, 2006). </P >    <P   align="justify" >A investiga&ccedil;&atilde;o destaca igualmente que uma interven&ccedil;&atilde;o cognitivo-comportamental com a dura&ccedil;&atilde;o de 16 semanas &eacute; significativamente mais eficaz na redu&ccedil;&atilde;o do peso, do IMC, do per&iacute;metro da cintura e ancas, dos n&iacute;veis de colesterol e triglic&eacute;ridos, do que um grupo de controlo (nomeadamente, uma lista de espera) (Mefferd et al., 2007). </P >    <P   align="justify" >&Eacute; tamb&eacute;m salientado que &eacute; exequ&iacute;vel introduzir uma interven&ccedil;&atilde;o cognitivo-comportamental nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, com um formato de curso. A m&eacute;dia de peso perdido por participante, por altura da consulta de seguimento realizada 12 meses ap&oacute;s o final do tratamento, pode chegar aos 4kg (Eichler et al., 2007). </P >    <P   align="justify" >Kalodner e DeLucia (1991) compararam quatro tratamentos para o excesso de peso em 69 adultos, nomeadamente, apenas terapia comportamental, apenas TCC, terapia comportamental com educa&ccedil;&atilde;o nutricional e TCC com educa&ccedil;&atilde;o nutricional, verificando que os quatro tratamentos conduzem a uma mudan&ccedil;a positiva nos h&aacute;bitos alimentares. Concretamente, a interven&ccedil;&atilde;o comportamental conduziu a um aumento significativo do uso de estrat&eacute;gias de controlo do peso por parte dos participantes e os indiv&iacute;duos que estiveram num grupo com componente cognitiva manifestaram pensamentos mais adaptativos em rela&ccedil;&atilde;o ao peso. </P >    <P   align="justify" >A literatura demonstra ainda que um programa de grupo cognitivo-comportamental &eacute; t&atilde;o eficaz como uma psicoterapia interpessoal de grupo na recupera&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o compulsiva de alimentos em pessoas com excesso de peso (Wilfley et al., 2002; Wilfley et al., 2003). Grilo e Masheb (2005) confirmam a efic&aacute;cia de um programa de auto-ajuda cognitivo-comportamental de 12 semanas na perturba&ccedil;&atilde;o de ingest&atilde;o compulsiva, mas n&atilde;o na perda de peso. </P >    <P   align="justify" >Alguns autores defendem que, nos casos em que existe ingest&atilde;o compulsiva, os programas cognitivo-comportamentais ser&atilde;o eficazes na perda de peso se foram eficazes no tratamento da ingest&atilde;o compulsiva de alimentos. Agras et al. (1997) referem que um ano ap&oacute;s o t&eacute;rmino de um programa cognitivo-comportamental (associado a um programa complementar de perda de peso), mulheres obesas que tinham parado a ingest&atilde;o compulsiva durante a interven&ccedil;&atilde;o tinha perdido e mantido peso, mas as participantes que n&atilde;o conseguiram parar este comportamento ganharam peso. Assim, parar a ingest&atilde;o compulsiva de alimentos parece ser de crucial import&acirc;ncia para a redu&ccedil;&atilde;o de peso e, tal como este estudo comprova, tal &eacute; poss&iacute;vel com uma interven&ccedil;&atilde;o cognitivo-comportamental (com manuten&ccedil;&atilde;o de resultados at&eacute; pelo menos um ano). Eldredge et al. (1997) relatam que, no caso de indiv&iacute;duos que n&atilde;o conseguem reduzir a ingest&atilde;o compulsiva at&eacute; &agrave;s 12 sess&otilde;es de TCC, ser&aacute; ben&eacute;fico estender o tratamento psicol&oacute;gico dado que, pela vig&eacute;sima sess&atilde;o, pode ocorrer a diminui&ccedil;&atilde;o ou a remiss&atilde;o deste comportamento em participantes n&atilde;o-responsivos nas primeiras 12 sess&otilde;es. </P >    <P   align="justify" >Munsh et al. (2007) compararam dois tratamentos (cognitivo-comportamental e comportamental), ambos com 16 sess&otilde;es semanais, para a perda de peso numa amostra de oitenta mulheres com excesso de peso e ingest&atilde;o compulsiva de alimentos. Concluem que o primeiro &eacute; mais eficaz em reduzir a ingest&atilde;o compulsiva e que o programa comportamental conduz a uma maior perda de peso ap&oacute;s o t&eacute;rmino da interven&ccedil;&atilde;o. Contudo, no final de um ano n&atilde;o se detectam diferen&ccedil;as significativas entre ambos os grupos. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Tal como tinha sido anteriormente referido, a sugest&atilde;o pode ter um impacto positivo na perda de peso e na forma como o sujeito percepciona a comida (Kirk &amp; Griffey, 1995). Kirsch (1996) efectuou uma meta-an&aacute;lise sobre o efeito da conjuga&ccedil;&atilde;o de hipnose cl&iacute;nica com TCC e concluiu que a rela&ccedil;&atilde;o de peso sem hipnose &eacute; em m&eacute;dia 2,72kg enquanto a adi&ccedil;&atilde;o de hipnose ao programa cognitivo-comportamental permite uma perda de 5,37kg em m&eacute;dia (analizando os per&iacute;odos de p&oacute;s-tratamento e deseguimento). </P >    <P   align="justify" >Os h&aacute;bitos nutricionais e de exerc&iacute;cio f&iacute;sico foram igualmente modificados ap&oacute;s uma TCC de 12 sess&otilde;es semanais, numa amostra de indiv&iacute;duos com esquizofrenia, tendo sido observada uma diminui&ccedil;&atilde;o de peso no grupo experimental (Calleja et al., 2007). </P >    <P   align="justify" >No mesmo sentido, um estudo realizado tamb&eacute;m com uma amostra de participantes com esquizofrenia (e que experimenta um ganho significativo de peso devido &agrave; medica&ccedil;&atilde;o) comprova que 16 sess&otilde;es de terapia de grupo cognitivo-comportamental s&atilde;o eficazes na perda de peso, em compara&ccedil;&atilde;o com um grupo de controlo (Weber &amp; Wyne, 2006). As sess&otilde;es inclu&iacute;am <I>role playing</I>, estabelecimento de objec-tivos, gest&atilde;o da motiva&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento de capacidades para resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, an&aacute;lise de custo-benef&iacute;cio, explora&ccedil;&atilde;o de obst&aacute;culos &agrave; mudan&ccedil;a, informa&ccedil;&atilde;o sobre uma alimenta&ccedil;&atilde;o baixa em gordura e estabelecimento de plano para aumentar a actividade f&iacute;sica (Weber &amp; Wyne, 2006). No grupo de TCC os participantes perderam em m&eacute;dia 2,9% do peso corporal, enquanto no grupo de controlo os sujeitos perderam 0,6%. </P >    <P   align="justify" >Gallagher et al. (2006) defendem que uma interven&ccedil;&atilde;o que consiga aumentar a auto-efic&aacute;cia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico, recorrendo a estrat&eacute;gias cognitivas e comportamentais, pode conduzir &agrave; pr&aacute;tica mais frequente e/ou intensa de exerc&iacute;cio f&iacute;sico, o que por sua vez pode permitir uma perda de peso significativa. </P >     <P   align="justify" >&Eacute; de sublinhar ainda que Jordan, Canavan, e Steer (1985) chamam a aten&ccedil;&atilde;o    para o facto de que o uso de diferentes &iacute;ndices de mudan&ccedil;a de    peso, no contexto da avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia a longo prazo    da TCC para perda de peso, pode conduzir a conclus&otilde;es significativamente    diferentes, dependendo do &iacute;ndice que se utilizar. Ressalvando o explicitado    anteriormente, a literatura evidencia que a terapia cognitivocomportamental    &eacute; eficaz na perda de peso. </P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="center" >CONCLUS&Atilde;O </P >    <P   align="justify" >A literatura mostra-nos que existem v&aacute;rios factores, de natureza pessoal e contextual associados ao excesso de peso; estas evid&ecirc;ncias permitem que se identifique grupos de pessoas que se encontram em maior risco de desenvolver excesso de peso ou obesidade. </P >    <P   align="justify" >Tendo em conta as consequ&ecirc;ncias que um IMC superior a 24,9kg/m<Sup>2 </Sup>pode ter para a sa&uacute;de f&iacute;sica e psicol&oacute;gica da pessoa, implementar nos cuidados de sa&uacute;de tratamentos eficazes para a perda de peso &eacute; certamente um objectivo importante e premente, dado o aumento da preval&ecirc;ncia de excesso de peso/obesidade, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. E, tal como sublinham alguns autores, &eacute; poss&iacute;vel introduzir tratamentos relativamente breves e satisfatoriamente eficazes para a perda de peso, nomeadamente de orienta&ccedil;&atilde;o cognitivo-comportamental, nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios (Eichler et al., 2007). </P >    <P   align="justify" >Considerando que a percentagem de desis&ecirc;ncia e de sucesso baixo em programas de perda corresponde a uma grande parte dos sujeitos (Teixeira et al., 2002), sustenta-se que &eacute; crucial a adop&ccedil;&atilde;o do aumento da ades&atilde;o aos tratamento como um foco de interven&ccedil;&atilde;o. Pierce e Stoltenberg (1990) comprovam que a introdu&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas cognitivo-comportamentais para aumentar a motiva&ccedil;&atilde;o das pessoas para aderirem a um tratamento psicol&oacute;gico para perda de peso (e quando introduzidas antes do tratamento concretamente direccionado para a redu&ccedil;&atilde;o de peso), eficaz no aumento de ades&atilde;o ao mesmo, em compara&ccedil;&atilde;o com grupos de controlo. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Conclui-se assim que a investiga&ccedil;&atilde;o feita na &aacute;rea, e tal    como evidenciado anteriormente, aponta para a efic&aacute;cia de interven&ccedil;&otilde;es    breves cognitivo-comportamentais na diminui&ccedil;&atilde;o de peso, em pessoas    com excesso de peso e obesidade. </P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="center" >REFER&Ecirc;NCIAS </P >     <P   align="justify" >Ackard, D. M., Croll, J. K., &amp; Kearney-Cooke, A. (2002). Dieting frequency    among college females: Association with disordered eating, body image and related    psychological problems. <I>Journal of </I><I>Psychosomatic Research</I>, <I>52</I>(3),    129-136. </P >     <P   align="justify" >Agras, W. S., Telch, C. F., Arnow, B., Eldredge, K., &amp; Marnell, M. (1997).    One-year follow-up of cognitive-behavioral therapy for obese individuals with    binge eating disorder. <I>Journal of consulting </I><I>and Clinical Psychology</I>,    <I>65</I>(2), 343-347. </P >     <P   align="justify" >Allison, K. C., Grilo, C. M., Masheb, R. M., &amp; Stunkard, A. J. (2005). Binge    eating disorder and night eating syndrome: A comparative study of disordered    eating. <I>Journal of Consulting and Clinical Psychology</I>, <I>73</I>(6),    1107-1115. </P >     <P   align="justify" >Bailey, R., Michell, D. C., Hartman, T. J., Jensen, G. L., Still, C. D., &amp; Smiciklas-Wright, H. (2007). Waist circumference and cardiovascular risk factors among overweight and obese rural older adults: Gender differences. <I>The Federation of American Society for Experimental Biology Journal</I>, <I>21</I>(6), 1071-1075. </P >    <P   align="justify" >Barlow, D. H., &amp; Cerny, J. A. (1999). <I>Tratamento psicol&oacute;gico do p&acirc;nico</I>. Porto Alegre: Artmed (obra original em Ingl&ecirc;s, 1988). </P >    <P   align="justify" >Benton, D., &amp; Sargent, J. (1992). Breakfast, blood glucose and memory. <I>Biological Psychology</I>, <I>33</I>(2-3), 207-210. </P >    <P   align="justify" >Blackburn, G. L. (1993). Comparison of medically supervised and unsupervised approaches to weight loss and control. <I>Annals of Internal Medicine</I>, <I>119</I>(7), 714-718. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Brennan, L., Walkley, J., Fraser, S. F., Greenway, K., &amp; Wilks, R. (2008). Motivational interviewing and cognitive behaviour therapy in the treatment of adolescent overweight and obesity: Study design and methodology. <I>Contemporary Clinical Trials</I>, <I>29</I>(3), 359-375. </P >    <P   align="justify" >Bryan, J., &amp; Tiggemann, M. (2001). The effect of weight-loss dieting on cognitive performance and psychological well-being in overweight women. <I>Appetite</I>, <I>36</I>, 147-156. </P >    <P   align="justify" >Calleja, A. M. G., Germ&aacute;n, M. A. S., Trincado, M. R., &amp; Lucas, A. G. (2007). Programa de control de peso en personas con enfermedad mental grave del espectro psicotico. <I>Psicothema</I>, <I>19</I>(4), 640-645. </P >    <P   align="justify" >Carmo, I., Santos, O., Camolas, J., Vieira, J., Carreira, M., Medina, L., Reis, L., Myatt, J., &amp; Galv&atilde;o-Teles, A. (2007). Overweight and obesity in Portugal: National prevalence in 2003-2005. <I>Obesity Reviews</I>, <I>9</I>(1), 11-19. </P >    <P   align="justify" >Cea-Calvo, L., Moreno, B., Monereo, S., Gil-Guill&eacute;n, V., Lozano, J. V., Mart&iacute;-Canales, J. C., Llisterri, J. L., Aznar, J., Gonz&aacute;lez-Esteban, J., &amp; Red&oacute;n, J. (2008). Prevalence and related factors of overweight and obesity in Spanish population aged 60 years-old or older. The PREVICTUS study. <I>Medicina Cl&iacute;nica</I>, <I>131</I>(6), 205-210. </P >    <P   align="justify" >Choma, C. W., Sforzo, G. A., &amp; Keller, B. A. (1998). Impact of rapid <I>weight loss </I>on <I>cognitive </I>function in collegiate wrestlers. <I>Medicine &amp; Science in Sports and Exercise</I>, <I>30</I>(5), 746-749. </P >    <P   align="justify" >Craeynest, M., Crombez, G., Koster, E. H. W., Haerens, L., &amp; Bourdeaudhuij, I. (2008). Cognitive-motivational determinants of fat food consumption in overweight and obese youngsters: The implicit association between fat food and arousal. <I>Journal of Behavior Therapy and Experimental Psychiatry</I>, <I>39</I>, 354-368. </P >    <P   align="justify" >Davis, C., Tomporowski, P. D., Boyle, C. A., Wailer, J. L., Miller, P. H., Naglieri, J. A., &amp; Gregoski, M. (2007). Effects of Aerobic exercise on overweight children&rsquo;s cognitive functioning: A randomized controlled trial. <I>Research Quarterly for Exercise &amp; Sport</I>, <I>78</I>(5), 510-519. </P >    <P   align="justify" >Decaluw&eacute;, V., Braet, C., &amp; Fairburn, C. G. (2003). Binge eating in obese children and adolescents. <I>International Journal of Eating Disorders</I>, <I>33</I>(1), 78-84. </P >     <P   align="" >Desai, M. N., Miller, W. C., Staples, B., &amp; Bravender, T. (2008). Risk factors    associated with overweight and obesity in college students. <I>Journal of American    College Health</I>, <I>57</I>(1), 109-114. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="" >Drobes, D. J., Miller, E. J., Hillman, C. H., Bradley, M. M., Cuthbert, B. N.,    &amp; Lang, P. J. (2001). Food deprivation and emotional reactions to food cues:    Implications for eating disorders. <I>Biological Psychology</I>, <I>57</I>(1-3),    153-177. </P >     <P   align="" >Duvigneaud, N., Wijndaele, K., Deriemaeker, P., Philippaerts, R., Lefevre, J.,    Thomis, M., &amp; Duquet, W. (2007). Socio-economic and lifestyle <I>factors    </I>associated with <I>overweight </I>in Flemish adult men and women. <I>BMC    Public Health</I>, <I>7</I>, 23. </P >     <P   align="" >Eichler, K., Zoller, M., Steurer, J., &amp; Bachmann, L. M. (2007). <I>Cognitive</I>-behavioural    treatment for <I>weight loss </I>in primary care: a prospective study. <I>Swiss    Medical Weekly</I>, <I>137</I>, 35-36.</P >     <P   align="" > Eldredge, K. L., Agras, W. S., Arnow, B., Telch, C. F., Bell, S., Castonguay,    L., &amp; Marnell, M. (1997). The effects of extending cognitive-behavioral    therapy for binge eating disorder among initial treatment nonresponders. <I>International    Journal of Eating Disorders</I>, <I>21</I>, 347-352. </P >     <P   align="" >Epstein, L. H., Valoski, A. M., Kalarchian, M. A., &amp; McCurley, J. (1995).    Do children lose and maintain weight easier than adults: A comparison of child    and parent weight changes from six months to ten years. <I>Obesity Research</I>,    <I>3</I>(5), 411-417. </P >     <P   align="" >Fairburn, C. G., Agras, W. S., Walsh, B. T., Wilson, G. T., &amp; Stice, E. (2004).    Prediction of outcome in bulimia nervosa by early change in treatment. <I>American    Journal of Psychiatry</I>, <I>161</I>(12), 2322-2324. </P >     <P   align="" >Fonseca, H., &amp; de Matos, M. G. (2005). Perception of overweight and obesity    among Portuguese adolescents: An overview of associated factors. <I>European    Journal of Public Health</I>, <I>15</I>(3), 323-328. </P >     <P   align="" >Foreyt, J. P. (1987). Issues in assessment and treatment of obesity. <I>Journal    of Consulting and Clinical Psychology</I>, <I>55</I>, 677-684. </P >     <P   align="" >Fuzhong, L., Fisher, K. J., &amp; Harmer, P. (2005). Prevalence of overweight    and obesity in older U. S. adults: Estimates from 2003 behavioral risk factor    surveillance system survey. <I>Journal of American Geriatrics </I>Society, <I>53</I>(4),    737-739. </P >     <P   align="justify" >Gallagher, K. I., Jakicic, J. M., Napolitano, M. A., &amp; Marcus, B. H. (2006). Psychosocial Factors Related to Physical Activity and Weight Loss in Overweight Women, <I>Medicine &amp; Science in Sports &amp; Exercise</I>, <I>38</I>(5), 971-980. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Garner, D. M., Vitousek, K. M. &amp; Pike, K. M. (1997) Cognitive-behavioral therapy for anorexia nervosa. In D. M. Garner &amp; P. E. Garfinkel (Eds.), <I>Handbook of treatment for eating disorders </I>(pp. 94-144). New York: The Guilford Press. </P >    <P   align="justify" >Green, M. W., &amp; Rogers, P. J. (1995). Impaired cognitive functioning during spontaneous dieting. <I>Psychological Medicine</I>, <I>25</I>(5), 1003-1010. </P >    <P   align="justify" >Green, M. W., Elliman, N. A., &amp; Kretsch, M. J. (2005). Weight loss strategies, stress, and cognitive function: Supervised versus unsupervised dieting. <I>Psychoneuroendocrinology</I>, <I>30</I>(9), 908-918. </P >     <P   align="justify" >Green, M. W., Elliman, N. A., &amp; Rogers, P. J. (1997). Impaired cognitive    processing in dieters: Failure of attention focus or resource capacity limitation.    <I>British Journal of Health Psychology</I>, <I>2</I>(3), 259-267.</P >     <P   align="justify" > Grilo, C. M., &amp; Masheb, R. M. (2005). A randomized controlled comparison    of guided self-help cognitive behavioral therapy and behavioral weight loss    for binge eating disorder. <I>Behaviour Research and Therapy</I>, <I>43</I>(11),    1509-1525. </P >     <P   align="justify" >Grilo, C. M., Masheb, R. M., &amp; Wilson, G. T. (2006). Rapid response to treatment    for binge eating disorder. <I>Journal of Consulting and Clinical Psychology</I>,    <I>74</I>(3), 602-613. </P >     <P   align="justify" >Grilo, C. M., &amp; Masheb, R. M. (2007). Rapid response predicts binge eating    and weight loss in binge eating disorder: Findings from a controlled trial of    orlistat with guided self-help cognitive behavioral therapy. <I>Behaviour Research    and Therapy</I>, <I>45</I>(11), 2537-2550. </P >     <P   align="justify" >Guo, S. S., Wu, W., Chumlea, W. C., &amp; Roche, A. F. (2002). Predicting overweight    and obesity in adulthood from body mass index values in childhood and adolescence.    <I>The American Journal of Clinical Nutrition</I>, <I>76</I>(3), 653-658. </P >     <P   align="justify" >Hakala, P., Rissanen, A., Koskenvuo, M., Kaprio, J., &amp; R&ouml;nnemaa, T.    (1999). Environmental factors in the development of obesity in identical twins.    <I>International Journal of Obesity</I>, <I>23</I>, 746-753. </P >     <P   align="justify" >Janicke, D. M., Marciel, K. K., Ingerski, L. M., Novoa, W., Lowry, K. W., Sallinen,    B. J., &amp; Silverstein, J. H. (2007). Impact of psychosocial factors on quality    of life in overweight youth. <I>Obesity</I>, <I>15</I>(7), 1799-1807.</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" > Jansen, A. (1998). A learning model of binge eating: Cue reactivity and cue    exposure. <I>Behaviour Research and Therapy</I>, <I>36</I>(3), 257-272. </P >     <P   align="justify" >Jelalian, E., Mehlenbeck, R., Lloyd-Richardson, E. E., Birmaher, V., &amp; Wing,    R. R. (2006). &ldquo;Adventure therapy&rdquo; combined with cognitive-behavioral    treatment for overweight adolescents. <I>International Journal of Obesity</I>,    <I>30</I>, 31-39. </P >     <P   align="justify" >Johnstone, A. M., Faber, P., Andrew, R., Gibney, E. R., Elia, M., Lobley, G.,    Stubbs, R. J., &amp; Walker, B. R. (2004). Influence of short-term dietary weight    loss on cortisol secretion and metabolism in obese men. <I>European Journal    of Endocrinology</I>, <I>150</I>(2), 185-194.</P >     <P   align="justify" > Jordan, H. A., Canavan, A. J., &amp; Steer, R. A. (1985). Patterns of weight    change: The interval 6 to 10 years after initial weight loss in a cognitive-behavioral    treatment program. <I>Psychological Reports</I>, <I>57</I>(1), 195-203. </P >     <P   align="justify" >Jouret, B., Ahluwalia, N., Cristini, C., Dupuy, M., N&egrave;gre-Pages, L., Grandjean,    H., &amp; Tauber, M. (2007). Factors associated with overweight in preschool-age    children in southwestern France. <I>The American Journal of Clinical Nutrition</I>,    <I>85</I>(6), 1643-1649. </P >     <P   align="justify" >Kalodner, C. R., &amp; DeLucia, J. L. (1991). The individual and combined effects    of cognitive therapy and nutrition education as additions to a behavior modification    program for weight loss. <I>Addictive Behaviors</I>, <I>16</I>(5), 255-263.</P >     <P   align="justify" > Kelley, A. E., Schiltz, C. A., &amp; Landry, A. F. (2005). Neural systems recruited    by drug- and food-related cues: Studies of gene activation in corticolimbic    regions. <I>Physiology &amp; Behavior</I>, <I>86</I>(1/2), 11-14. </P >     <P   align="justify" >Kirk, C. C., &amp; Griffey, D. C. (1995). The effects of imagery and language    cognitive strategies on dietary intake, weight loss, and perception of food.    <I>Imagination, Cognition and Personality</I>, <I>15</I>(2), 145-157. </P >     <P   align="justify" >Kirsch, I. (1996). Hypnotic enhancement of cognitive-behavioral weight loss treatments:    Another meta-reanalysis. <I>Journal of Consulting and Clinical Psychology</I>,    <I>64</I>(3), 517-519.</P >     <P   align="justify" > Kretsch, M. J., Green, M. W., Fong, A. K. H., Elliman, N. A., &amp; Johnson,    H. L. (1997). Cognitive effects of a long-term weight reducing diet. <I>International    Journal of Obesity</I>, <I>21</I>, 14-21.</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" > Kuo, H. K., Jones, R. N., Milberg, W. P., Tennstedt, S., Talbot, L., Morris,    J. N., &amp; Lipsitz, L. (2006). Cognitive function in a normal-weight, overweight    and obese older adults: an analysis of the advanced cognitive training for independent    and vital elderly cohort. <I>Journal of American Geriatric Society</I>, <I>5</I>,    97-103. </P >     <P   align="justify" >Landers, D. M., Arent, S. M., &amp; Lutz, R. S. (2001). Affect and cognitive    performance in high school wrestlers undergoing rapid weight loss. <I>Journal    of Sports &amp; Exercise Psychology</I>, <I>23</I>(4), 307-316. </P >     <P   align="justify" >Li, Y., Dai, Q., Jackson, J. C., &amp; Zhang, J. (2008). Overweight is associated    with decreased cognitive functioning among school-age children and adolescents.    <I>Obesity</I>, <I>16</I>(8), 1809-1815. </P >     <P   align="justify" >Li, M., Dibley, M. J., Sibbritt, D., &amp; Yan, H. (2008). Factors associated with adolescents&rsquo; overweight and obesity at community, school and household levels in Xi&rsquo;an city, China: Results of hierarchical analysis. <I>European Journal of Clinical Nutrition</I>, <I>62</I>(5), 635-643. </P >    <P   align="justify" >Lowe, M. R., Miller-Kovach, K., Frye, N., &amp; Phelan, S. (1999). An initial evaluation of a commercial weight loss program: Short-term effects on weight, eating behavior, and mood. <I>Obesity Research</I>, 7(1), 51-59. </P >    <P   align="justify" >Mefferd, K., Nichols, J. F., Pakiz, B., &amp; Rock, C. L. (2007). A cognitive behavioral therapy intervention to promote weight loss improves body composition and blood lipid profiles among overweight breast cancer survivors. <I>Breast Cancer Research and Treatment</I>, <I>104</I>(2), 145-52. </P >    <P   align="justify" >Munsh, S., Biedert, E., Meyer, A., Michael, T., Schlup, B., Tuch, A., &amp; Margraf, J. (2007). A randomized comparision of cognitive-behavioral therapy and behavioural weight loss treatment for overweight individuals with binge eating disorder. <I>International Journal of Eating Disorders</I>, <I>40</I>, 102-113. </P >    <P   align="justify" >Nawaz, H., &amp; Katz, D. (2001). American college of preventive medicine practice policy statement: Weight management counseling of overweight adults. <I>American Journal of Preventive Medicine</I>, <I>21</I>(1), 73-78. </P >    <P   align="justify" >Odoms-Young, A. M., &amp; Fitzgibbon, M. (2008). Familial and environmental factors that contribute to pediatric overweight in African American populations: Implications for prevention and treatment. <I>Progress in Pediatric Cardiology</I>, <I>25</I>(2), 147-151. </P >    <P   align="justify" >OMS (1998). <I>Report of a WHO consultation on obesity. Preventing and managing the global epidemic</I>. Genebra: OMS. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Padez, C., Mour&atilde;o, I., Moreira, P., &amp; Rosado, V. (2005). Prevalence and risk factors for overweight and obesity in Portuguese children. <I>Acta Paediatrica</I>, <I>94</I>, 1550-1557. </P >    <P   align="justify" >Pierce, R. A., &amp; Stoltenberg, C. D. (1990). Increasing program persistence in professional weight loss programs involving cognitive self-persuasion. <I>Profession Psychology: Research and Practice</I>, <I>21</I>(3), 210-215. </P >    <P   align="justify" >Pinhas-Hamiel, O., Dolan, L. M., Daniels, S. R., Standiford, D., Khoury, P. R., &amp; Zeitler, P. (1996). Increased incidence of non-insulin-dependent diabetes mellitus among adolescents. <I>The Journal of Pediatrics</I>, <I>128</I>(5 pt 1), 608-615. </P >    <P   align="justify" >Rodin, J., Schank, D., &amp; Striegel-Moore, R. (1989). Psychological features of obesity. <I>The Medical Clinics of North America</I>, <I>73</I>(1), 47-66. </P >     <P   align="justify" >Rothbaum, B. O., Meadows, E. A., Resick, P., &amp; Foy, D. W. (2000). Cognitive-behavioral    therapy. In E. B. Foa, T. M. Keane, &amp; M. J. Friedman (Eds.), <I>Effective    Treatments for PTSD </I>(pp. 60-83). New York: the Guilford Press. </P >     <P   align="justify" >Ruiz-Arregui, L., Castillo-Mart&iacute;nez, L., Orea-Tejeda, A., Mej&iacute;a-Arango,    S., &amp; Miguel-Jaimes, A. (2007). Prevalence of self-reported <I>overweight</I>-obesity    and its association with socioeconomic and health <I>factors </I>among older    Mexican adults. <I>Salud P&uacute;blica de M&eacute;xico</I>, <I>49</I>(4),    482-487. </P >     <P   align="justify" >Stamatakis, E., Primatesta, P., Chinn, S., Rona, R., &amp; Falascheti, E. (2005).    Overweight and obesity trends from 1974 to 2003 in English children: What is    the role of socioeconomic factors? <I>Archives of Disease in Childhood</I>,    <I>90</I>(10), 999-1004. </P >     <P   align="justify" >Stern, M., Mazzeo, S. E., Gerke, C. K., Porter, J. S., Bean, M. K., &amp; Laver,    J. H. (2007). Gender, ethnicity, psychosocial factors, and quality of life among    severely overweight, treatment-seeking adolescents. <I>Journal of Pediatric    Psychology</I>, <I>32</I>(1), 90-94. </P >     <P   align="justify" >Strauss, R. S. (2000). Childhood obesity and self-esteem. <I>Pediatrics</I>,    <I>105</I>(1), 1-5. </P >     <P   align="justify" >Teixeira, P. J., Going, S. B., Houtkooper, L. B., Cussler, E. C., Martin, C.    J., Metcalfe, L. L., Finkenthal, N. R., Blew, R. M., &amp; Sardinha, L. B. (2002).    Weight loss readiness in middle-aged women: Psychosocial predictors of success    for behavioral weight reduction. <I>Journal of Behavioral Medicine</I>, <I>25</I>(6),    499-523.</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P   align="justify" > Terres, N. G., Pinheiro, R. T., Horta, B. L., Pinheiro, K. A., &amp; Horta,    L. L. (2006). Prevalence and factors associated to overweight and obesity in    adolescents. <I>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica</I>, <I>40</I>(4), 627-633.</P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231200900020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P   align="justify" > Thomas, F., Bean, K., Pannier, B., Oppert, J. M., Guize, L., &amp; Benetos,    A. (2005). Cardiovascular mortality in overweight subjects: The key role of    associated risk factors. <I>Hypertension</I>, <I>46</I>(4), 654-659. </P >     <P   align="justify" >Tsiros, M. D., Sinn, N., Brennan, L., Coates, A. M., Walkley, J. W., Petkov,    J., Howe, P. R., &amp; Buckley, J. D. (2008). Cognitive behavioral therapy improves    diet and body composition in overweight and obese adolescents. <I>The American    Journal of Clinical Nutrition</I>, <I>87</I>(5), 1134-1140. </P >     <P   align="justify" >van den Akker, E. L. T., Puiman, P. J., Groen, M., Timman, R., Jongejan, M. T.    M., &amp; Trijsburg, W. (2007). A cognitive behavioral therapy program for overweight    children. <I>The Journal of Pediatrics</I>, <I>151</I>(3), 280-283. </P >     <P   align="justify" >Wadden, T. A. &amp; Stunkard, A. J. (1985). Social and psychological consequences    of <I>obesity</I>. <I>Annals of Internal Medicine</I>, <I>103</I>, 1062-1067.  </P >     <P   align="justify" >Weber, M., &amp; Wyne, K. (2006). A cognitive/behavioral group intervention for    weight loss in patients treated with atypical antipsychotics. <I>Schizophrenia    Research</I>, <I>83</I>(1), 95-101. </P >     <P   align="justify" >Wadden, T. A., Foster, G. D., Brownell, K. D., &amp; Finley, E. (1984). Self-concept in obese and normal-weight children. <I>Journal of Consulting and Clinical Psychology</I>, <I>52</I>(6), 1104-1105. </P >    <P   align="justify" >Wilson, G. T., Fairburn, C. G., &amp; Agras, W. S. (1997). Cognitive-behavioral therapy for bulimia nervosa. In D. M. Garner &amp; P. E. Garfinkel (Eds.), <I>Handbook of treatment for eating disorders </I>(pp. 67-93). New York: The Guilford Press. </P >    <P   align="justify" >Whitaker, R. C., Wright, J. A., Pepe, M. S., Seidel, K. D., &amp; Dietz, W. H. (1997). Predicting obesity in young adulthood from childhood and parental obesity. <I>New England Journal of Medicine</I>, <I>337</I>(13), 869-873. </P >    <P   align="justify" >Wilfley, D., Welch, R., &amp; Stein, R. (2003). Group interpersonal psychotherapy may be as effective as group cognitive behavioural therapy for overweight people with binge eating disorder. <I>Evidence-Based Mental Health</I>, <I>6</I>(2), 56-57. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Wilfley, D. E., Welch, R. R., Stein, R. I., Spurrell, E. B., Cohen, L. R., Saelens,    B. E., Dounchis, J. Z., Frank, M. A., Wiseman, C. V., &amp; Matt, G. E. (2002).    A randomized comparison of group cognitive-behavioral therapy and group interpersonal    psychotherapy for the treatment of overweight individuals with binge-eating    disorder. <I>Archives of General Psychiatry</I>, <I>59</I>(8), 713-721. </P >     <P   align="justify" >Yang, J. J., Shiwaku, K., Nabika, T., Masuda, J., &amp; Kobayashi, S. (2007).    High frequency of cardiovascular risk factors in overweight adult Japanese subjects.    <I>Archives of Medical Research</I>, <I>38</I>(3), 337-344. </P >     <P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" >(<a href="#top1">*</a>)<a name="1"></a> Projecto financiado pela FCT (refer&ecirc;ncia    SFRH/BD/32359/2006) </P >     <P   align="justify" >(<a href="#top2">**</a>) <a name="2"></a>Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o    em Psicologia e Sa&uacute;de, Instituto Superior de Psicologia Aplicada. </P >     <P   align="justify" >(<a href="#top3">***</a>) <a name="3"></a>Maternidade Dr. Alfredo da Costa. </P >      ]]></body><back>
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