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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Se sinto como familiar sinto como positivo! Interferência da familiaridade no processo avaliativo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this paper we approach the idea that, the ease or fluency of information processing being subjectively experienced as feeling of familiarity with a positive affective tone, interfere with evaluative processing. The close association of familiarity and positive affect is here addressed within a affective priming paradigm. Participants were asked to evaluate a set of target stimuli previously tested for their valence. These targets were immediately preceded either by a familiar or a unfamiliar stimuli. Congruently with the familiarity-positive affect association, familiar stimuli facilitated evaluations (generate faster responses) of affective consistent targets (positive targets).]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Familiaridade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Primação afectiva]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Affective priming]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Familiarity]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"   ><b>Se sinto como familiar sinto como positivo! Interfer&ecirc;ncia da familiaridade    no processo avaliativo </b>     <P align="right"    >Teresa Garcia-Marques <a name="top1"></a><sup><a href="#1">(*)</a></sup> </P >     <P    >&nbsp;</P >     <P align="center"    >RESUMO </P >     <P    >Neste artigo abordamos a ideia de que o processamento fluente da informa&ccedil;&atilde;o    associado a uma experi&ecirc;ncia subjectiva de familiaridade, sendo sentido    positivamente, interfere com um processo avaliativo simult&acirc;neo. A estreita    associa&ccedil;&atilde;o entre familiaridade e afecto positivo &eacute; aqui    estudada num paradigma experimental de prima&ccedil;&atilde;o afectiva. Os participantes    do estudo apresentado avaliaram um conjunto de alvos, previamente testados para    a sua val&ecirc;ncia, com instru&ccedil;&otilde;es de rapidez de resposta. Estes    alvos eram imediatamente precedidos por um est&iacute;mulo familiar ou n&atilde;o    familiar. Em conson&acirc;ncia com a hip&oacute;tese de que o sentimento de    familiaridade tem val&ecirc;ncia positiva, os est&iacute;mulos familiares facilitaram    (tornaram mais r&aacute;pidas) as respostas a est&iacute;mulos com congru&ecirc;ncia    afectiva (os est&iacute;mulos positivos). </P >     <P    ><I>Palavras chave: </I>Familiaridade, Prima&ccedil;&atilde;o afectiva. </P >     <P    >&nbsp;</P >     <P align="center"    >ABSTRACT </P >     <P    >In this paper we approach the idea that, the ease or fluency of information processing    being subjectively experienced as feeling of familiarity with a positive affective    tone, interfere with evaluative processing. The close association of familiarity    and positive affect is here addressed within a affective priming paradigm. Participants    were asked to evaluate a set of target stimuli previously tested for their valence.    These targets were immediately preceded either by a familiar or a unfamiliar    stimuli. Congruently with the familiarity-positive affect association, familiar    stimuli facilitated evaluations (generate faster responses) of affective consistent    targets (positive targets). </P >     <P    ><I>Key words: </I>Affective priming, Familiarity. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >&nbsp;</P>     <P    >&nbsp;</P>     <P    >A hip&oacute;tese de que a &ldquo;facilidade ou o flu&ecirc;ncia de processamento    de informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, experimentada como um sentimento da familiaridade,    &eacute; um sentimento afectivo com val&ecirc;ncia positiva (veja, por exemplo,    Garcia-Marques, 1999; Jacoby &amp; Kelley, 1990; Pittman, 1992; Tichener, 1910)    &eacute; corroborada por um conjunto vasto de investiga&ccedil;&otilde;es. A    primeira evid&ecirc;ncia favor&aacute;vel a esta hip&oacute;tese &eacute;-nos    fornecida pelos trabalhos de Zajonc (1968) sobre o efeito de &ldquo;mera-exposi&ccedil;&atilde;o&rdquo;    e toda a investiga&ccedil;&atilde;o que da&iacute; adveio. Estes estudos demonstram    que a mera apresenta&ccedil;&atilde;o preliminar de um est&iacute;mulo alvo    (repeti&ccedil;&atilde;o) aumenta a prefer&ecirc;ncia por ele sentida (Harrison,    1977; veja Bornstein, 1989, para uma revis&atilde;o; Zajonc, 1968). A fun&ccedil;&atilde;o    entre o n&uacute;mero de apresenta&ccedil;&otilde;es pr&eacute;vias (repeti&ccedil;&otilde;es)    e a avalia&ccedil;&atilde;o positiva destes &eacute; linearmente positiva. Isto    &eacute;, quantas mais vezes um est&iacute;mulo for repetido (mais familiar    for) mais o tendemos a avaliar positivamente (i.e., sentimos um afecto positivo    pelo est&iacute;mulo). </P >     <P    >Desde o primeiros trabalhos de Zajonc (1968) centenas de estudos t&ecirc;m demonstrado    que est&iacute;mulos familiares activam reac&ccedil;&otilde;es emocionais positivas,    passando por gostar/prefer&ecirc;ncia (e.g., Zajonc, 1968), avaliar como mais    atractiva (e.g., Moreland &amp; Zajonc, 1982), avaliar como mais semelhante    (Moreland &amp; Beach, 1992; Moreland &amp; Zajonc, 1982), e, inclusivamente,    avaliar como mais famosa (Jacoby, Kelley, Brown, &amp; Jasechko, 1989) ou valida    (e.g., Arkes, Hackett, &amp; Boehm, 1989), </P >     <P    >A ideia de que a flu&ecirc;ncia de processamento experi&ecirc;ncia como familiaridade    &eacute; um sentimento positivo tamb&eacute;m recebe suporte indirecto dos dados    que t&ecirc;m sugerido que ambos os sentimentos podem ser induzidos de forma    similar em laborat&oacute;rio. Na realidade, se examinarmos os estudos de Stepper    e Strack (1993), verificamos que eles manipulam a experi&ecirc;ncia subjectiva    de recorda&ccedil;&atilde;o pedindo aos participantes que segurem uma caneta    s&oacute; com os l&aacute;bios ou s&oacute; com os dentes de forma a contra&iacute;rem    quer os m&uacute;sculos faciais <I>corrugator </I>quer o <I>zygomaticus </I>durante    uma tarefa de recorda&ccedil;&atilde;o. A contrac&ccedil;&atilde;o do m&uacute;sculo    <I>corrugator </I>(que produz o franzir de sobrancelhas) &eacute; vista como    associada a esfor&ccedil;o de recorda&ccedil;&atilde;o enquanto a contrac&ccedil;&atilde;o    do m&uacute;sculo zygomaticus (que produz um sorriso) induz uma sensa&ccedil;&atilde;o    de flu&ecirc;ncia na recorda&ccedil;&atilde;o. Os resultados obtidos neste estudo    corroboraram esta associa&ccedil;&atilde;o. Relevante para o argumento aqui    apresentado &eacute; o facto de que exactamente o mesmo padr&atilde;o de actividade    de muscular tem sido utilizado para induzir nos participantes de alguns estudos    um sentimento de negatividade (corrugator) ou de positividade (zygomaticus)    (e.g., Adelmann &amp; Zajonc, 1989; Bodenhausen, Kramer, &amp; Susser, 1994;    Laird, 1984; Strack, Martin, &amp; Stepper, 1988). Daqui se depreende que a    contrac&ccedil;&atilde;o muscular de positividade se associa ao um processamento    fluente, verificado para est&iacute;mulos familiares, e que a contrac&ccedil;&atilde;o    de negatividade se associa a um processamento dis-fluente, habitualmente verificado    para est&iacute;mulos n&atilde;o familiares. </P >     <P    >Os trabalhos de Garcia-Marques e colaboradores (Garcia-Marques, 1999; Garcia    Marques &amp; Mackie, 2000) tornam este facto expl&iacute;cito definindo familiaridade    como sendo um sentimento positivo. Fazem-no demonstrando que os indiv&iacute;duos    que foram expostos a est&iacute;mulos familiares reportam estar mais contentes    alegres e bem dispostos do que os que foram expostos a est&iacute;mulos n&atilde;o familiares.    Um estudo posterior de Monahan, Murphy, e Zajonc (2000) corrobora esses dados    ao demonstrar que a exposi&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via a um est&iacute;mulo,    n&atilde;o gera um sentimento totalmente dirigido para o est&iacute;mulo, mas    que tem um impacte geral e difuso na forma como o indiv&iacute;duo se sente    no momento de exposi&ccedil;&atilde;o ao est&iacute;mulo. </P >     <P    >A hip&oacute;tese da familiaridade ser um sentimento positivo &eacute; igualmente    suportada por estudos que utilizam medidas fisiol&oacute;gicas. Harmon-Jones    e Allen (2001) apresentaram fotografias familiares e n&atilde;o familiares aos    participantes dos seus estudos enquanto registavam a actividade dos m&uacute;sculos    faciais e de regi&otilde;es cerebrais. Os est&iacute;mulos familiares, contrariamente    aos n&atilde;o familiares, associaram-se &agrave; activa&ccedil;&atilde;o <I>zygomatica.    </I>Manipulando a flu&ecirc;ncia de processamento de est&iacute;mulos, Winkielman    e Cacioppo (2001) tamb&eacute;m nos fornecem dados a sugerir que o processamento    facilitado de itens &eacute; acompanhado da activa&ccedil;&atilde;o do m&uacute;sculo    facial associado ao sorriso (<I>zygomaticus</I>) n&atilde;o tendo qualquer efeito    no associado a um estado mais negativo (<I>corrugator</I>). </P >     <P    >Evid&ecirc;ncia suplementar &agrave; estreita associa&ccedil;&atilde;o entre    familiaridade e um sentir positivo &eacute; fornecida pelos trabalhos de Garcia-Marques,    Mackie, Claypool, e Garcia-Marques (2004) que revertem os efeitos da associa&ccedil;&atilde;o.    Estes trabalhos demonstram que tal como a exposi&ccedil;&atilde;o a est&iacute;mulos    familiares (com apresenta&ccedil;&atilde;o supra ou subliminar) promove avalia&ccedil;&otilde;es    mais positivas, tamb&eacute;m a activa&ccedil;&atilde;o de sentimentos positivos    promove avalia&ccedil;&otilde;es de maior familiaridade com os est&iacute;mulos.    Nos seus estudos, a associa&ccedil;&atilde;o subliminar de uma <I>happy-face    </I>com uma palavra induziu falsos reconhecimentos da palavra como tendo sido    apresentada numa lista pr&eacute;via. O facto de a familiaridade ser sentida    como positiva, permite que a activa&ccedil;&atilde;o de um sentimento de positividade    seja percebida como a activa&ccedil;&atilde;o de um sentimento de familiaridade    para com essa palavra. A interpreta&ccedil;&atilde;o err&oacute;nea de um sentimento    positivo como advindo da familiaridade da situa&ccedil;&atilde;o chega mesmo    a ser induzida quando esse sentir n&atilde;o est&aacute; associado ao est&iacute;mulo    em si, mas ao indiv&iacute;duo. Garcia-Marques et al. (2004) fornecem evid&ecirc;ncia    para esta possibilidade ao demonstrar que a indu&ccedil;&atilde;o de um estado    positivo nos seus participantes induziu a julgamentos de familiaridade. Tal    &ldquo;engano cognitivo&rdquo; &eacute; apenas verificado se nenhuma pista do    contexto chama aten&ccedil;&atilde;o para a verdadeira fonte do sentimento induzido    nos participantes (ver Claypool, Hall, Mackie, &amp; Garcia-Marques, 2008).  </P >     <P    >De forma semelhante os estudos de Phaf e Rotteveel (2005) sugerem a associa&ccedil;&atilde;o    de um estado positivo no participante como induzindo julgamentos de familiaridade.    No seu estudo eles levam os participantes a contrair os m&uacute;sculos faciais    (<I>zygomaticus </I>ou <I>corrugator</I>) com um procedimento semelhante ao    utilizado por Stepper e Strack (1993) enquanto faziam uma tarefa de reconhecimento.    Os falsos reconhecimentos, foram, como esperado, em maior n&uacute;mero na situa&ccedil;&atilde;o    indutora de sorriso. </P >     <P    >As consequ&ecirc;ncias da associa&ccedil;&atilde;o familiaridade poder&atilde;o    ser v&aacute;rias como o demonstram os tr&ecirc;s estudos relatados por Claypool,    Hugenberg, Housley, e Mackie (2007). Nestes estudos, os participantes reportaram    qu&atilde;o contentes ou zangados percebiam alvos familiares ou n&atilde;o familiares    e os seus resultados sugerem consistentemente que os alvos familiares s&atilde;o    sempre percebidos como mais felizes e menos zangados dos que os n&atilde;o familiares.    Tal facto sugere que os nossos conhecidos ter&atilde;o sempre maior probabilidade    de serem vistos como estando bem dispostos do que qualquer desconhecido. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Neste artigo adicionamos evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica &agrave;s implica&ccedil;&otilde;es    da associa&ccedil;&atilde;o de familiaridade com um afecto positivo. Procuraremos    demonstrar que a familiaridade de um est&iacute;mulo facilita a activa&ccedil;&atilde;o    de atitudes positivas e que est&iacute;mulos n&atilde;o familiares facilitam    a activa&ccedil;&atilde;o de atitudes negativas. Tal facto sugere que ser&aacute;    mais f&aacute;cil reportarmos um aspecto positivo de um indiv&iacute;duo conhecido    do que de um desconhecido onde se verifica maior facilidade em reportar os aspectos    negativos. </P >     <P    >Para estudar este fen&oacute;meno utiliz&aacute;mos o paradigma de prima&ccedil;&atilde;o    afectiva desenvolvido por Fazio e por seus colaboradores (Fazio, Sanbonmatsu,    Powell, &amp; Kardes, 1986; veja tamb&eacute;m Bargh, Chaiken, Govender, &amp;    Pratto, 1992; Bargh, Chaiken, Rayomond, &amp; Hymes, 1996; ver tamb&eacute;m    Garcia-Marques, 2005; Klauer, 1998). Fazio e colaboradores (1986) utilizaram    este paradigma como forma de demonstrar que objectos aos quais se associam atitudes    fortes induzem uma activa&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica dessas atitudes.    O paradigma permite, assim, inferir a val&ecirc;ncia de est&iacute;mulo apresentado    pelas suas consequ&ecirc;ncias no processamento de um est&iacute;mulo subsequente.  </P >     <P    >O pressuposto b&aacute;sico do paradigma de prima&ccedil;&atilde;o afectiva de    Fazio (Fazio et al., 1986) &eacute; a de que a utiliza&ccedil;&atilde;o de um    est&iacute;mulo primo com a mesma val&ecirc;ncia do est&iacute;mulo alvo facilita    a avalia&ccedil;&atilde;o deste &uacute;ltimo, enquanto est&iacute;mulos de    val&ecirc;ncia contr&aacute;ria inibem as respostas aos est&iacute;mulos alvo.    Utilizando como primos est&iacute;mulos aos quais se associam atitudes fortes    favor&aacute;veis ou desfavor&aacute;veis, Fazio e colaboradores demonstram    que estes promovem os efeitos de interfer&ecirc;ncia (facilita&ccedil;&atilde;o    e inibi&ccedil;&atilde;o) postulados. Tal padr&atilde;o de resultados corrobora    a hip&oacute;tese de que a mera presen&ccedil;a do objecto atitudinal activa    a sua val&ecirc;ncia. </P >     <P    >O racioc&iacute;nio aqui apresentado &eacute; id&ecirc;ntico ao de Fazio. Por    pressupormos que a presen&ccedil;a de um est&iacute;mulo familiar activa afectos    positivos, pressupomos que estes ir&atilde;o facilitar respostas de val&ecirc;ncia    congruente e dificultar respostas de val&ecirc;ncia incongruente. Assim, se    a familiaridade &eacute; um sentimento positivo, a utiliza&ccedil;&atilde;o    de est&iacute;mulos primos familiares produzir&atilde;o avalia&ccedil;&otilde;es    mais r&aacute;pidas de est&iacute;mulos positivos e avalia&ccedil;&otilde;es    mais lentas de est&iacute;mulos negativos. </P >     <P    >Nos estudos de Fazio pressup&otilde;e-se que os est&iacute;mulos primos activam uma atitude que seria positiva ou negativa. No nosso estudo, porque pressupomos que familiaridade sentida tem esta val&ecirc;ncia positiva, trabalhamos apenas com est&iacute;mulos de val&ecirc;ncia neutra. Al&eacute;m disso, pressupondo que a mera apresenta&ccedil;&atilde;o do est&iacute;mulo envolve a activa&ccedil;&atilde;o do sentimento de familiaridade, mesmo quando o indiv&iacute;duo n&atilde;o se apercebe do est&iacute;mulo em si. Assim, os nossos est&iacute;mulos primos s&atilde;o subliminares (10msc) e associados a dois n&iacute;veis de SOA (Stimulis Onset Asynchrony) baixos (10 e 110 msc). O SOA refere-se ao tempo que medeia o in&iacute;cio da apresenta&ccedil;&atilde;o do est&iacute;mulo primo e o in&iacute;cio da apresenta&ccedil;&atilde;o do est&iacute;mulo. Esperamos que os n&iacute;veis de interfer&ecirc;ncia sejam superiores nas condi&ccedil;&otilde;es de SOA mais baixas, dada a natureza autom&aacute;tica do processo em estudo. </P >     <P align="center">M&Eacute;TODO </P >     <P align="left"><I>Participantes </I></P >     <P    >Um total de 40 estudantes do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (31 mulheres), participaram na experi&ecirc;ncia definida por plano factorial 3 (n&iacute;veis da familiaridade) x 2 (alvos: positivos <I>vs. </I>negativo) x 3 (conjuntos de material) x 2 (n&iacute;veis de SOA), com os dois primeiros factores manipulados intra-participantes. </P >    <P    ><I>Material </I></P >    <P    >Utilizando as normas desenvolvidas por Garcia-Marques (2003), constru&iacute;ram-se 3 conjuntos de palavras com 2-3 s&iacute;labas que tinham sido avaliadas como &ldquo;neutras&rdquo; em termos de familiaridade (n&atilde;o diferem do ponto m&eacute;dio da escala de familiaridade). Um dos conjuntos tinha 30 palavras que tinham igualmente sido avaliadas como &ldquo;neutras&rdquo; em termos de val&ecirc;ncia (n&atilde;o diferem do ponto m&eacute;dio da escala de val&ecirc;ncia). O segundo conjunto, era constitu&iacute;do por 15 palavras avaliadas como positivas (as suas avalia&ccedil;&otilde;es diferem significativamente do ponto m&eacute;dio da escala de val&ecirc;ncia). O terceiro conjunto de palavras era constitu&iacute;do por 15 palavras avaliadas como negativas (diferem no sentido inverso do ponto m&eacute;dio da escala). As 30 palavras neutras foram divididas em tr&ecirc;s jogos que permitiram que a manipula&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de repeti&ccedil;&otilde;es (0 <I>vs. </I>1 <I>vs. </I>3) fosse contrabalan&ccedil;ada. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    ><I>Procedimento </I></P >    <P    >O estudo foi desenvolvido em 4 sess&otilde;es de 615 participantes. A distribui&ccedil;&atilde;o dos participantes pelas diferentes condi&ccedil;&otilde;es experimentais foi determinada pela atribui&ccedil;&atilde;o aleat&oacute;ria de um participante a um dos computadores que deram suporte ao experimento. Os participantes foram sentados em frente do ecr&atilde; do computador procurando-se garantir que os seus olhos ficassem na mesma linha e a uma dist&acirc;ncia de aproximadamente 30 cm do centro do ecr&atilde;. O experimento foi implementado com base no programa E-Prime. </P >    <P    >Na <I>fase da exposi&ccedil;&atilde;o</I>, foram instru&iacute;dos para dar aten&ccedil;&atilde;o a um conjunto de palavras que lhes era apresentada no centro do ecr&atilde; do computador com o objectivo de as memorizar. Para tal deveriam ler movendo os l&aacute;bios como se estivessem a ler em voz alta, apesar de n&atilde;o deixarem sair nenhum som, cada uma das palavras. Um total de 20 palavras do conjunto de palavras neutras foi apresentado, a um ritmo de uma palavra por cada 5 s. Dez destas palavras foram apresentadas apenas uma vez. As outras dez foram apresentadas 3 vezes de forma aleat&oacute;ria. O conjunto das palavras que eram repetidas e n&atilde;o repetidas foi contrabalan&ccedil;ado. </P >     <P    >A <I>tarefa intercalar (filler)</I>. Uma tarefa intercalar foi introduzida para    reduzir a probabilidade de alguma das palavras ser mantida na mem&oacute;ria    de trabalho dos participantes. Para esta tarefa os participantes deveriam identificar    o mais rapidamente poss&iacute;vel o sentido de uma seta que lhes surgia no    centro do ecr&atilde; pressionando uma das 4 teclas referentes &agrave;s duas    direc&ccedil;&otilde;es verticais e horizontais. Um total de 25 setas surgiu    no centro do ecr&atilde; para que o participante desempenhasse esta tarefa.  </P >     <P    >Na <I>fase de teste </I>todas as palavras alvo (positivas e negativas) foram    apresentadas com vista a serem avaliadas na sua val&ecirc;ncia pelo participante.    Este devia faz&ecirc;-lo pressionando, t&atilde;o r&aacute;pido quanto poss&iacute;vel,    a tecla S ou L que se associava a cada val&ecirc;ncia (contrabalanceadas inter-participantes).    Os tempos destas avalia&ccedil;&otilde;es feitas pelos participantes foram registados    constituindo a medida dependente deste experimento. Um ter&ccedil;o das palavras    positivas-alvo era precedido por uma palavra neutra (est&iacute;mulo primo)    que n&atilde;o tinha sido previamente apresentada (0), que tinha sido apresentada    uma vez (1) ou tr&ecirc;s vezes (3). O mesmo aconteceu para as palavras alvo-negativas.    Esta apresenta&ccedil;&atilde;o era por&eacute;m subliminar (pelo que os participantes    n&atilde;o se davam conta da sua presen&ccedil;a (10msec). A associa&ccedil;&atilde;o    especifica entre uma palavra primo e o seu alvo foi determinada aleatoriamente    pelo computador. Para metade dos participantes as palavras-alvo foram apresentados    imediatamente depois do est&iacute;mulo primo subliminar (SOA=0) enquanto para    outra metade a apresenta&ccedil;&atilde;o do est&iacute;mulo alvo era feita    apenas 110msec ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o do est&iacute;mulo primo    (SOA=110ms). Os participantes desta condi&ccedil;&atilde;o foram advertidos    para o facto de ap&oacute;s terem procedido &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o    de um est&iacute;mulo deveriam fixar os seus olhos no centro do ecr&atilde;    para poderem detectar o mais rapidamente poss&iacute;vel a apresenta&ccedil;&atilde;o    da palavra alvo. Neste estudo n&atilde;o se utilizou nenhuma m&aacute;scara    ou sinal a assinalar o centro do ecr&atilde;, com vista a controlar poss&iacute;veis    sentimentos de familiaridade com esses est&iacute;mulos (que anulassem os efeitos    da familiaridade dos est&iacute;mulos primos). Ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o    das 30 palavras, os participantes realizara um suposto &ldquo;teste de reconhecimento&rdquo;    cujo &uacute;nico objectivo foi o de justificar a fase de exposi&ccedil;&atilde;o.    No final esclareceram-se os participantes sobre o objectivo global do estudo    e agradeceu-se a sua participa&ccedil;&atilde;o. </P>     <P align="center"    >RESULTADOS </P >     <P    >Consider&aacute;mos para an&aacute;lise as lat&ecirc;ncias das respostas correctas dos participantes. Assim respostas associadas a uma identifica&ccedil;&atilde;o errada da val&ecirc;ncia do est&iacute;mulo n&atilde;o s&atilde;o inclu&iacute;das nesta an&aacute;lise. </P >     <P    >Para cada participante computou-se a lat&ecirc;ncia m&eacute;dia das respostas    correctas<a name="top2"></a><sup>[<a href="#2">1</a>] </sup>. Foram identificados    5 valores extremos (<I>outliers</I>) nesta vari&aacute;vel que foram exclu&iacute;dos    da an&aacute;lise dos dados: um participante cuja m&eacute;dia de tempo de resposta    era inferior a 400ms e quatro participantes cuja m&eacute;dia de respostas era    superior a 2000ms. </P >     <P    >Tomando como vari&aacute;vel dependente o logaritmo da m&eacute;dia de lat&ecirc;ncia    de respostas correctas procedeu-se a uma an&aacute;lise da vari&acirc;ncia 3    (Primos: n&iacute;veis de repeti&ccedil;&atilde;o) x 2 (val&ecirc;ncia: positivas    <I>vs</I>. negativas) x 2 (SOA: 0 <I>vs</I>. 110 msec). Esta an&aacute;lise    revelou apenas um efeito principal da val&ecirc;ncia da palavra-alvo, <I>F</I>(1,38)=13.76;    <I>p</I>=.001, indicando que os participantes demoraram mais tempo a avaliar    uma palavra como negativa (<I>M</I>=965.75ms) do que como positiva e (<I>M</I>=863.13ms).    Apesar de nenhum outro efeito atingir um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia    estat&iacute;stica convencional, a an&aacute;lise do padr&atilde;o dos dados    associados &agrave; interac&ccedil;&atilde;o de segunda ordem [<I>F</I>(2,76)=1,74;    <I>p</I>=.180], sugere a presen&ccedil;a dos efeitos esperados para n&iacute;veis    de SOA=0. Assim procedemos a an&aacute;lises das hip&oacute;teses apenas sobre    este n&iacute;vel de SOA, procurando perceber o poss&iacute;vel papel moderador    deste nos resultados. O contraste que testa directamente a nossa hip&oacute;tese    no n&iacute;vel de SOA=0, refere que o n&iacute;vel de familiaridade do est&iacute;mulo    primo (<I>trend linear </I>-1 0 +1) facilita (torna mais r&aacute;pidas) as    respostas congruentes (a est&iacute;mulos positivos +1) e inibe (tornam mais    lentas) avalia&ccedil;&otilde;es incongruentes (a est&iacute;mulos negativos    -1). Este contraste atinge signific&acirc;ncia estat&iacute;stica; <I>t</I>(38)=2.27;    <I>p</I>=.029. O residual quadr&aacute;tico deste contraste n&atilde;o atingiu    signific&acirc;ncia (<I>t</I>&lt;1). O alargamento do SOA, com a introdu&ccedil;&atilde;o    de um ecr&atilde; em branco entre o est&iacute;mulo primo e o est&iacute;mulo    alvo durante 100ms eliminou a identifica&ccedil;&atilde;o do impacto da repeti&ccedil;&atilde;o    nos tempos de avalia&ccedil;&atilde;o, <I>t</I>(38)&lt;1<a name="top3"></a><Sup>[<a href="#3">2</a>]</Sup>.  </P >     <P align="center"    >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"    >FIGURA 1 </P >     <P align="center"    ><i>Tempos de avaliação dos estímulos positivos e negativos </i><i>associados    a primos com 3 níveis de familiaridade (0, 1, 3), nas duas condições de SOA</i></P >     <P align="center"><img src="/img/revistas/aps/v27n4/27n4a01f1.jpg" width="518" height="245"></P >     
<P    >&nbsp;</P >     <P align="center"    >DISCUSS&Atilde;O </P >     <P>Formul&aacute;mos a hip&oacute;tese de que sendo a familiaridade um sentimento    positivo ela pode facilitar as avalia&ccedil;&otilde;es de est&iacute;mulos    positivos e interferir negativamente com a avalia&ccedil;&atilde;o de est&iacute;mulos    negativos. Test&aacute;mos esta hip&oacute;tese com um paradigma de prima&ccedil;&atilde;o    afectiva subliminar. Os dados sugerem que a apresenta&ccedil;&atilde;o de primos    subliminais familiares interfere com as avalia&ccedil;&otilde;es de est&iacute;mulos    subsequentemente apresentados. O padr&atilde;o esperado &eacute; apenas encontrado    com n&iacute;veis inferiores de SOA, sugerindo que o n&iacute;vel de repeti&ccedil;&atilde;o    pr&eacute;vio de um est&iacute;mulo primo facilita as avalia&ccedil;&otilde;es    positivas (reduzindo os tempos de resposta) ao mesmo tempo de dificulta as negativas    (aumentando os tempos de resposta). Estes dados sugerem que a apresenta&ccedil;&atilde;o    de um est&iacute;mulo previamente conhecido activa um sentimento de val&ecirc;ncia    positiva, o que &eacute; consistente com a hip&oacute;tese de que a familiaridade    &eacute; sentida positivamente. Mais, os dados sugerem que a presen&ccedil;a    de est&iacute;mulos familiares num dado contexto pode facilitar a manifesta&ccedil;&atilde;o    de atitudes positivas interferindo com a activa&ccedil;&atilde;o de atitudes    negativas. </P >     <P    >Esperava-se que os efeitos em estudo pudessem ser mais vis&iacute;veis com n&iacute;veis    de SOA inferiores, no entanto foi surpreendente o facto de os efeitos terem    sido totalmente anulados por um SOA de 110. Regra geral (ver Klauer, 1998) os    efeitos autom&aacute;ticos da val&ecirc;ncia de um est&iacute;mulo verificam-se    at&eacute; n&iacute;veis de SOA da ordem dos 300msc. Tal facto poder&aacute;    sugerir que a activa&ccedil;&atilde;o e desvanecimento dos efeitos de familiaridade    sejam de natureza diferente dos da val&ecirc;ncia aprendida como associada a    um objecto alvo. Apenas estudos posteriores nos poder&atilde;o esclarecer sobre    esse facto. Por agora, apenas sabemos que os estudos de prima&ccedil;&atilde;o    afectiva t&ecirc;m revelado alguma inconsist&ecirc;ncia sobre o n&iacute;vel    de SOA que favorece o impacto da dimens&atilde;o afectiva. Os nossos dados s&atilde;o    consistentes com aqueles que sugerem que o processo autom&aacute;tico subjacente    &agrave; activa&ccedil;&atilde;o do afecto que promove o efeito aqui em estudo    &eacute; s&oacute; detectado com SOAs muito curto &ndash; abaixo de 100ms (veja    Klauer, 1998 para uma revis&atilde;o). Um segundo aspecto a ter em considera&ccedil;&atilde;o    &eacute; o facto de no nosso estudo n&atilde;o termos utilizado m&aacute;scaras    para garantir a subliminaridade dos est&iacute;mulos primos. &Eacute; assim    poss&iacute;vel que na condi&ccedil;&atilde;o de SOA=110 a p&oacute;s-imagem    tenha permitido que pelo menos alguns participantes tenham detectado a presen&ccedil;a    dos est&iacute;mulos primos e que isso tenha interferido com o tempo das suas    avalia&ccedil;&otilde;es. </P >     <P    >N&atilde;o obstante estes pormenores, os dados obtidos sugerem, em conson&acirc;ncia    com a revis&atilde;o de literatura apresentada, que o sentimento de familiaridade,    sendo positivo, &eacute; pass&iacute;vel de suscitar prima&ccedil;&atilde;o    afectiva. O facto de os efeitos s&oacute; se verificarem em n&iacute;veis de    SOA muito curtos poder&aacute; obstar a que este facto tenha consequ&ecirc;ncias    sociais. No entanto no nosso dia-a-dia muitos est&iacute;mulos t&ecirc;m apresenta&ccedil;&atilde;o    simult&acirc;nea, o que m&iacute;mica esta situa&ccedil;&atilde;o experimental.    Assim &eacute; bem poss&iacute;vel que seja mais f&aacute;cil a express&atilde;o    de uma atitude positiva relativa a um alvo familiar do que n&atilde;o familiar    e o que o inverso se passe relativamente a alvos n&atilde;o familiares. Exemplificando.    A agradabilidade de um aspecto visual de uma pessoa poder&aacute; mais facilmente    ser acedida pela nossa mente se ela for familiar do que n&atilde;o familiar.    O car&aacute;cter positivo de um discurso de uma pessoa familiar poder&aacute;    ser mais facilmente percebido e o car&aacute;cter negativo do discurso de uma    pessoa n&atilde;o familiar ser mais facilmente percebido. </P >     <P    >&nbsp;</P >     <P align="center"    >REFER&Ecirc;NCIAS </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Adelmann, P. K., &amp; Zajong, R. B. (1989). Facial efference and the experience of emotion. <I>Annual review of Psychology</I>, <I>40</I>, 249-280. </P >    <P    >Arkes, Hal R., Catherine Hackett, &amp; Larry Boehm (1989). The generality of the relation between familiarity and judged validity. <I>Journal of Behavioral Decision Making, 2</I>(April-June), 81-94. </P >    <P    >Bargh, J. A., Chaiken, S., Govender, R., &amp; Pratto, F. (1992). The generality of the automatic attitude activation effect. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 62</I>(6), 893-912. </P >    <P    >Bargh, J. A., Chaiken, S., Raymond, P., &amp; Hymes, C. (1996). The automatic evaluation effect: Unconditional automatic attitude activation with a pronunciation task. <I>Journal of Experimental Social Psychology, 32</I>(1), 104-128. </P >    <P    >Bodenhausen, G., Kramer, G. P., &amp; Susser, K. (1994). Happiness and stereotypic thinking in social judgments. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 66</I>(4), 621-632. </P >    <P    >Bornstein, R. F. (1989). Exposure and affect: Overview and meta-analysis of research, 1968-1978. <I>Psychological Bulletin</I>, <I>106</I>, 265-289. </P >    <P    >Claypool, H. M., Hall, C. E., Mackie, D. M., &amp; Garcia-Marques, T. (2008). Positive mood, attribution, and the illusion of familiarity. <I>Journal of Experimental Social Psychology</I>, <I>44</I>, 721-728. </P >    <P    >Claypool, H. M., Hugenberg, K., Housley, M. K., &amp; Mackie, D. M. (2007). Familiar eyes are smiling: On the role of familiarity in the perception of facial affect. <I>European Journal of Social Psychology</I>, <I>37</I>, 856-866. </P >    <P    >Fazio, R. H., Sanbonmatsu, D. M., Powell, M. C., &amp; Kardes, F. R. (1986). On the automatic activation of attitudes. <I>Journal of Personality &amp; Social Psychology, 50</I>(2), 229-238. </P >    <P    >Garcia-Marques, T. (1999). The mind needs the heart. The mood-as-regulation-mechanism hypothesis. <I>Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento apresentada na Universidade de Lisboa. </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P    >Garcia-Marques, T. (2003). Avalia&ccedil;&atilde;o da familiaridade e da val&ecirc;ncia de palavras concretas e abstractas em lingua portuguesa. <I>Laborat&oacute;rio de Psicologia, 1</I>(1), 21-44. </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S0870-8231200900040000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P    >Garcia-Marques, T. (2005). Diferenciando &ldquo;prima&ccedil;&atilde;o afectiva&rdquo; de &ldquo;prima&ccedil;&atilde;o cognitiva&rdquo; <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXIII</I>(4), 437-448. </P >    <P    >Garcia-Marques, T., &amp; Mackie, D. M. (2000). The positive feeling of familiarity: Mood as an information processing regulation mechanism. In J. Forgas &amp; H. Bless (Eds<I>.</I>), <I>The message within: The role of subjective experiences in social cognition and behavior </I>(pp. 240-261). Philadelphia, PA: Psychology Press. </P >    <P    >Garcia-Marques, T., Mackie, D. M, Claypool, H. M, &amp; Garcia-Marques, L. (2004). Positivity can cue familiarity, <I>Personality and Social Psychology Bulletin, 30</I>, 1-9. </P >    <P    >Harmon-Jones, E., &amp; Allen, J. B. (2001). The role of affect in the mere exposure effect: Evidence from psychophysiological and individual differences approaches. <I>Personality and Social Psychology Bulletin, 27, </I>889-898. </P >    <P    >Harrison, A. A. (1977). Mere exposure. In L. Berkowitz (Ed.), A<I>dvances in experimental social psychology </I>(vol. 10, pp. 39-83). New York: Academic Press. </P >    <P    >Jacoby, L. L., &amp; Kelley, C. M. (1990). An episodic view of motivation: Unconscious influences of memory. In E. T. Higgins &amp; R. M. Sorrentino (Eds.), <I>Handbook of motivation and cognition </I>(vol. 2, pp. 201-233). New York, NY: Guilford Press. </P >    <P    >Jacoby, L. L., Kelley, C. M., Brown, J. &amp; Jasechko, J. (1989). Becoming famous overnight: Limits on the ability to avoid unconscious influences of the past. <I>Journal of Personality and Social Psychology</I>, <I>56</I>, 326-338. </P >    <P    >Klauer, K. C. (1998). Affective priming. <I>European Review of Social Psychology, 8</I>, 67-103. </P >    <P    >Laird, J. D. (1984). Self attribution of emotion: The effect of expressive behavior on the quality of emotional experience. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 29, </I>457-486. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Monahan, J. L., Murphy, S. T., &amp; Zajonc, R. B. (2000). Subliminal mere exposure: Specific, general and diffuse effects. <I>Psychological Science, 11</I>, 462-466. </P >    <P    >Moreland, R. L., &amp; Beach, S. (1992) Exposure effects in the classroom: The development of affinity among students. <I>Journal of Experimental Social Psychology, 28, </I>255-276. </P >    <P    >Moreland, R. L., &amp; Zajonc, R. B. (1982). Exposure effects in person perception: Familiarity, Similarity, and Attraction. <I>Journal of Experimental Social Psychology, 18</I>, 395-415. </P >     <P    >Phaf R. H., &amp; Rotteveel M. (2005). Affective modulation of recognition bias.    <I>Emotion, 5, </I>309-318. </P >     <P    >Pittman, T. S. (1992). Perception without awareness in the stream of behavior: Processes that produce and limit nonconscious biasing effects. In R. F. Bornstein &amp; T. S. Pittman (Eds.), <I>Perception without awareness </I>(pp. 277-296). New York: Guilford Press. </P >    <P    >Stepper, S., &amp; Strack, F. (1993). Proprioceptive determinants of emotional and non-emotional feelings. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 64</I>, 210-222. </P >    <P    >Strack, F., Martin, L. L., &amp; Stepper, S. (1988). Inhibiting and facilitating condition of facial expressions: A non-obtrusive test of the facial feedback hypothesis. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 54</I>, 768-777. </P >    <P    >Tichener, E. B. (1910). <I>A textbook of psychology</I>. New York: Macmillan. </P >    <P    >Winkielman, P., &amp; Cacioppo, J. T. (2001). Mind at ease puts a smile on the face: Psychophysiological evidence that processing facilitation elicits positive affect. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 81</I>, 989-1000. </P >    <P    >Zajonc, R. B. (1968). Attitudinal effects of mere exposure. <I>Journal of Personality and Social Psychology Monographs, 9</I>(2, Pt.2), 1-27. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"    >&nbsp;</P >     <P align="center"    >NOTAS</P >     <P    ><a name="2"></a><Sup>[<a href="#top2">1</a>] </Sup>Tratando-se de m&eacute;dias    de tempos de reac&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o simples Rts, os dados apresentaram    uma distribui&ccedil;&atilde;o normal, tendo sido apenas necess&aacute;rio retirar    os valores <I>outliers </I>com vista a verificar os pressupostos subjacentes    a uma an&aacute;lise de vari&acirc;ncia. </P>     <P    ><Sup><a name="3"></a>[<a href="#top3">2</a>]</Sup>A an&aacute;lise parcial apresentada    como suporte &agrave; hip&oacute;tese em estudo, n&atilde;o &eacute; isenta    de cr&iacute;tica. O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia .180 sendo marginal    &eacute; muito superior ao convencionalmente aceite. Aument&aacute;mos a credibilidade    da an&aacute;lise realizada sob um dos n&iacute;veis da vari&aacute;vel (SOA=0):    (a) por procedermos a um teste directo &agrave; hip&oacute;tese; (b) por demonstrarmos    que este contraste explica toda a variabilidade observada nos dados desse n&iacute;vel    (por aus&ecirc;ncia de efeito residual), e (c) por demonstrarmos que esse mesmo    contraste n&atilde;o explica qualquer variabilidade associada ao outro n&iacute;vel    dessa vari&aacute;vel (SOA&gt;0). </P>     <P    >&nbsp;</P>     <P    ><a name="1"></a><Sup><a href="#top1">(*)</a></Sup> Instituto Superior de Psicologia    Aplicada, Lisboa.</P>      ]]></body><back>
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<nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Garcia-Marques]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da familiaridade e da valência de palavras concretas e abstractas em lingua portuguesa]]></article-title>
<source><![CDATA[Laboratório de Psicologia]]></source>
<year>2003</year>
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<page-range>21-44</page-range></nlm-citation>
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<surname><![CDATA[Garcia-Marques]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diferenciando “primação afectiva” de “primação cognitiva”]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>2005</year>
<volume>XXIII</volume>
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<issue>4</issue>
<page-range>437-448</page-range></nlm-citation>
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