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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sindicato Nacional dos Psicólogos: Um caso de mudança]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,ISPA - Instituto Superior de Psicologia Aplicada  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims to analyze how the Portuguese National Union of Psychologists (Sindicato Nacional dos Psicólogos) has been influenced in organizational terms by the factors that have brought about the principal changes in its history. The central aim of the study is to provide a historical outline of the institution&#8217;s history, focused on its principal moments of change. By doing so, the study accomplishes it&#8217;s theoretical contribute by analyzing the history of the institution from an organizational phenomenon&#8217;s point of view - change. Inherent to completing this central aim was the need to identify which organizational life-cycle phase the SNP is currently in, as per the Hisrich and Peters model (2002). This case study is, primarily, descriptive in nature. Based on data collected from oral interviews, archives and other documentation, the study concludes that the history of the SNP has been influenced by seven key moments, and that in terms of the above-mentioned model, the institution is currently in a rebirth phase, or possibly even in a new growth phase.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Estudo de caso]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Organizational change]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"   ><b>Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos: Um caso de mudan&ccedil;a</b></p >     <P align="right"    >Marco Pinto Barreiros<a name="top1"></a><a href="#1">(*)</a> </p>     <p align="right">Patr&iacute;cia Jardim da Palma <a name="top1"></a><a href="#1">(*)</a></sup>  </P>     <P align="center"    >RESUMO </P>     <P >O presente estudo procura analisar de que forma foi o Sindicato Nacional dos    Psic&oacute;logos influenciado, a n&iacute;vel organizacional, pelos factores    que potenciaram os principais momentos de mudan&ccedil;a ocorridos ao longo    da sua hist&oacute;ria. O objectivo central do trabalho &eacute; descrever um    tra&ccedil;ado hist&oacute;rico da institui&ccedil;&atilde;o, centrado nos seus    principais momentos de mudan&ccedil;a. Ao n&iacute;vel bibliogr&aacute;fico,    o estudo apresenta o seu contributo no seu contexto espec&iacute;fico, ou seja,    descrevendo a hist&oacute;ria da institui&ccedil;&atilde;o, sob o ponto de vista    de um fen&oacute;meno organizacional &ndash; a mudan&ccedil;a. Inerente ao objectivo,    surgiu a necessidade de identificar a fase do ciclo de vida organizacional em    que se encontra o SNP, de acordo com o modelo de Hisrich e Peters (2002). Este    &eacute; um estudo de caso de car&aacute;cter essencialmente descritivo. Com    base em dados recolhidos a partir de entrevistas, documentos de arquivo e outra    documenta&ccedil;&atilde;o, concluiu-se que a hist&oacute;ria do SNP se centra    em sete momentos essenciais, encontrando-se a institui&ccedil;&atilde;o, no    presente, numa fase de renascimento, ou mesmo numa nova fase de crescimento,    de acordo com o referido modelo. </P >     <P    ><I>Palavras chave: </I>Estudo de caso, Mudan&ccedil;a organizacional, Sindicato    Nacional dos Psic&oacute;logos. </P >     <P    >&nbsp;</P >     <P align="center"    >ABSTRACT </P >     <P    >This study aims to analyze how the Portuguese National Union of Psychologists (Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos) has been influenced in organizational terms by the factors that have brought about the principal changes in its history. The central aim of the study is to provide a historical outline of the institution&rsquo;s history, focused on its principal moments of change. By doing so, the study accomplishes it&rsquo;s theoretical contribute by analyzing the history of the institution from an organizational phenomenon&rsquo;s point of view &ndash; change. Inherent to completing this central aim was the need to identify which organizational life-cycle phase the SNP is currently in, as per the Hisrich and Peters model (2002). This case study is, primarily, descriptive in nature. Based on data collected from oral interviews, archives and other documentation, the study concludes that the history of the SNP has been influenced by seven key moments, and that in terms of the above-mentioned model, the institution is currently in a rebirth phase, or possibly even in a new growth phase. </P >     <P    ><I>Key words: </I>Case study, National Union of Psychologists, Organizational    change. </P  >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >&nbsp;</P  >     <P    >&nbsp;</P  >      <P align="center"    >INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P  >     <P    >O presente artigo constitui um estudo de caso do Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos    portugueses, abordando a sua hist&oacute;ria, do ponto de vista de fen&oacute;menos    organizacionais, como a mudan&ccedil;a ou o ciclo de vida organizacional. Assim,    foi elaborado um estudo de car&aacute;cter descritivo, dado o contexto espec&iacute;fico    no qual foi efectuado e dada a exist&ecirc;ncia de escassos estudos de cariz    semelhante. Desta forma, n&atilde;o foram estabelecidas quaisquer hip&oacute;teses,    tendo os fen&oacute;menos emergido no decorrer da realiza&ccedil;&atilde;o do    estudo. </P >     <P    >O presente estudo revela-se pertinente na medida em que pretende analisar os    principais momentos de mudan&ccedil;a ocorridos ao longo da hist&oacute;ria    da institui&ccedil;&atilde;o. Esta an&aacute;lise permitir&aacute; ao Sindicato    Nacional dos Psic&oacute;logos possuir, do ponto de vista organizacional e,    mais concretamente, da mudan&ccedil;a, uma vis&atilde;o da sua hist&oacute;ria.    O estudo justifica-se, tamb&eacute;m, pelo facto de abordar uma ONG que n&atilde;o    tinha ainda sido alvo de qualquer estudo, acrescentando algumas conclus&otilde;es    a um sector espec&iacute;fico, inserido nas tem&aacute;ticas das mudan&ccedil;as    e do ciclo de vida das organiza&ccedil;&otilde;es. De um modo mais espec&iacute;fico,    o estudo descreve a hist&oacute;ria da institui&ccedil;&atilde;o, sob o ponto    de vista de um fen&oacute;meno organizacional &ndash; a mudan&ccedil;a, apresentando,    assim, o seu contributo para o conhecimento te&oacute;rico. Esta especificidade    permite o seu encaixe na literatura existente na tem&aacute;tica da mudan&ccedil;a    e do ciclo de vida organizacional na qual, ali&aacute;s, se sustenta. Neste    &acirc;mbito, a descri&ccedil;&atilde;o do ciclo de vida de uma ONG sob o ponto    de vista da mudan&ccedil;a organizacional representa uma perspectiva inovadora.  </P >     <P align="center"    >MUDAN&Ccedil;A ORGANIZACIONAL </P  >     <P    >Na sociedade p&oacute;s-capitalista, a mudan&ccedil;a passou a fazer parte da vida das organiza&ccedil;&otilde;es. As mudan&ccedil;as organizacionais  podem estar associadas a uma multiplicidade de objectivos. Em fun&ccedil;&atilde;o do objectivo proposto, tamb&eacute;m varia o n&iacute;vel ao qual a  mudan&ccedil;a &eacute; implementada (Tosi &amp; Carroll, 1982). Desta forma, mudan&ccedil;as ao n&iacute;vel individual encontramse habitualmente  associadas a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias ou adop&ccedil;&atilde;o de determinados comportamentos. Mudan&ccedil;as ao n&iacute;vel grupal  visam a promo&ccedil;&atilde;o de competitividade interna ou o aumento dos &iacute;ndices de coopera&ccedil;&atilde;o e, quando o objectivo se prende com  quest&otilde;es t&atilde;o abrangentes como os valores ou a cultura organizacional, verifica-se, necessariamente, a interven&ccedil;&atilde;o ao  n&iacute;vel da organiza&ccedil;&atilde;o. </P >    <P    >Importa esclarecer que os n&iacute;veis de mudan&ccedil;a n&atilde;o s&atilde;o estanques, sendo que uma mudan&ccedil;a num n&iacute;vel mais abrangente  obrigar&aacute;, muito provavelmente, a mudan&ccedil;as nos n&iacute;veis que o antecedem. Ali&aacute;s, de acordo com Caetano (2001), a  interven&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel individual &eacute; mesmo essencial, quando os objectivos passam por aumentos de produtividade. O mesmo n&iacute;vel de interven&ccedil;&atilde;o &eacute;, tamb&eacute;m, defendido por Cummings, Mohrman, Mohrman, e Ledford (1985), autores que preconizam que uma das fun&ccedil;&otilde;es da organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; a promo&ccedil;&atilde;o de determinados padr&otilde;es de comportamento. </P >     <P    >Segundo Caetano (2001), o conceito de mudan&ccedil;a organizacional representa    as diferen&ccedil;as poss&iacute;veis de verificar, ao longo do tempo, em diversas    dimens&otilde;es de uma organiza&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da an&aacute;lise    dessas dimens&otilde;es em momentos ou per&iacute;odos distintos da sua exist&ecirc;ncia.    J&aacute; para Van de Ven e Poole (1995, p. 516), o conceito traduz-se por uma    sequ&ecirc;ncia repetitiva de formula&ccedil;&atilde;o, implementa&ccedil;&atilde;o,    avalia&ccedil;&atilde;o e modifica&ccedil;&atilde;o dos objectivos, com base    naquilo que foi aprendido ou desejado pela organiza&ccedil;&atilde;o&rdquo;.    Tendo sido alvo de v&aacute;rias concep&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas, importar&aacute;    salientar a de Kurt Lewin (1951), que definiu o modelo &ldquo;Descongelamento,    mudan&ccedil;a e recongelamento&rdquo;. Para o autor, a insatisfa&ccedil;&atilde;o    face ao estado de uma organiza&ccedil;&atilde;o, ostentada por elementos desafiantes,    portadores de informa&ccedil;&atilde;o recolhida no exterior, conduz ao enfraquecimento    do sistema de valores da organiza&ccedil;&atilde;o, bem como de todos os outros    factores que contribuem para a manuten&ccedil;&atilde;o do &ldquo;status quo&rdquo;.    Mecanismos como a desconfirma&ccedil;&atilde;o, a indu&ccedil;&atilde;o de culpa    e a cria&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a psicol&oacute;gica, definidos    por Schein (1982), poder&atilde;o estar associados a este processo. A condu&ccedil;&atilde;o    do processo de mudan&ccedil;a chega ent&atilde;o &agrave; segunda fase, verificando-se    a implementa&ccedil;&atilde;o de novos valores, comportamentos e atitudes. Por    fim, o recongelamento corresponde a uma fase de estabiliza&ccedil;&atilde;o    das mudan&ccedil;as introduzidas, atrav&eacute;s da generaliza&ccedil;&atilde;o    de procedimentos e aprendizagens implicados pela mudan&ccedil;a. Porras e Silvers    (1991) adoptam uma vis&atilde;o substancialmente diferente, ao definirem um    modelo de mudan&ccedil;a planeada que assume o conceito de mudan&ccedil;a organizacional    enquanto resposta a um est&iacute;mulo ambiental relevante. Para os autores,    existem dois n&iacute;veis de interven&ccedil;&atilde;o num processo de mudan&ccedil;a    organizacional: um mais abrangente, transforma&ccedil;&atilde;o organizacional;    e um menos abrangente, desenvolvimento organizacional. Este &uacute;ltimo corresponde    a um modelo de mudan&ccedil;a mais tradicional, at&eacute; h&aacute; pouco considerado    sin&oacute;nimo de mudan&ccedil;a planeada. O primeiro, transforma&ccedil;&atilde;o    organizacional, assume propor&ccedil;&otilde;es diferentes, podendo incluir,    de acordo com os autores, a pr&oacute;pria vis&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o.  </P  >     <P    >A mudan&ccedil;a organizacional &eacute; influenciada por factores como a rela&ccedil;&atilde;o    com a envolvente, a din&acirc;mica das unidades que constituem a organiza&ccedil;&atilde;o    e as rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas entre essas unidades, bem como processos    pol&iacute;ticos associados a lutas pelo poder ou pela representatividade ou    ainda pelos recursos organizacionais (Kanter, 1992). Para Lawrence (1998), e    neste mesmo contexto, mudar uma organiza&ccedil;&atilde;o implica, necessariamente,    mudar as pessoas e as rela&ccedil;&otilde;es entre si estabelecidas. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    ><I>Tipos de mudan&ccedil;a organizacional </I></P >    <P    >Porras e Robertson (1994), definem a tipologia das mudan&ccedil;as organizacionais de acordo com dois vectores: a abrang&ecirc;ncia da mudan&ccedil;a e o facto de ser planeada ou n&atilde;o. </P >     <P    >De acordo com a Figura 1, verifica-se que os autores postulam quatro classifica&ccedil;&otilde;es    poss&iacute;veis para as mudan&ccedil;as organizacionais: incremental, evolucion&aacute;ria,    transformacional e revolucion&aacute;ria. Esta classifica&ccedil;&atilde;o resulta    da coloca&ccedil;&atilde;o da mudan&ccedil;a nos dois factores de an&aacute;lise    acima referidos. Assim, uma mudan&ccedil;a organizacional de primeira ordem    planeada denomina-se incremental, uma mudan&ccedil;a organizacional de segunda    ordem planeada designa-se transformacional, uma mudan&ccedil;a de primeira ordem    n&atilde;o planeada denomina-se evolucion&aacute;ria e uma mudan&ccedil;a de    segunda ordem n&atilde;o planeada designa-se revolucion&aacute;ria. Ser&aacute;    importante referir que as mudan&ccedil;as de segunda ordem implicam uma maior    abrang&ecirc;ncia do que as mudan&ccedil;as de primeira ordem. De acordo com    os autores, as mudan&ccedil;as de primeira ordem influenciam, essencialmente,    os n&iacute;veis pessoal e grupal da organiza&ccedil;&atilde;o, num impacto    reduzido da perspectiva organizacional, sendo que as mudan&ccedil;as de segunda    ordem se aplicam a n&iacute;veis funcionais mais abrangentes, incluindo o organizacional,    fazendo sentir os seus efeitos de uma forma inequ&iacute;voca. </P >     <P    >&nbsp;</P >     <P align="center"    >FIGURA 1 </P >     <P align="center"    ><I>Classifica&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as organizacionais (adaptado    de Porras e Robertson, 1994) </I></P>     <P align="center" ><img src="/img/revistas/aps/v27n4/27n4a03f1.jpg"> </P>     
<P>&nbsp;</P >     <P    >Apesar de classificadas de formas diferentes, as mudan&ccedil;as organizacionais    n&atilde;o dever&atilde;o ser perspectivadas como fen&oacute;menos isolados,    totalmente independentes de mudan&ccedil;as de outro tipo. Ali&aacute;s, a    teoria do equil&iacute;brio pontuado (Abernathy &amp; Utterback, 1978; Gersick,    1988; Tushman &amp; Rosenkopf, 1992; Tushman e Anderson, 1986; Tushman &amp;    Romanelli, 1985) defende mesmo que as mudan&ccedil;as radicais ocorrem no culminar    de um per&iacute;odo bastante rico em mudan&ccedil;as incrementais, marcando,    normalmente, o in&iacute;cio de um novo ciclo organizacional. O equil&iacute;brio    deste ciclo organizacional &eacute; novamente garantido a partir de pequenas    mudan&ccedil;as incrementais, que visam a adapta&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o    &agrave; envolvente. Brown e Eisenhardt (1997) adoptam uma perspectiva diferente,    propondo um modelo de mudan&ccedil;a cont&iacute;nua, de acordo com o qual as    organiza&ccedil;&otilde;es podem iniciar um processo de mudan&ccedil;a r&aacute;pida    e constante, atrav&eacute;s, por exemplo, da cria&ccedil;&atilde;o e lan&ccedil;amento    de novos produtos, num esfor&ccedil;o de adapta&ccedil;&atilde;o que se pretende    eficaz. </P >     <P    >Tratando-se de entidades constantemente expostas ao meio que as rodeia, e em permanente interac&ccedil;&atilde;o com o mesmo, os processos de mudan&ccedil;a organizacional s&atilde;o influenciados por diversos factores, de naturezas variadas. Assim, imp&otilde;e-se uma an&aacute;lise mais cuidada dos mesmos. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="left"    ><I>Factores de mudan&ccedil;a e obst&aacute;culos &agrave; mesma </I></P >     <P    >Kanter (1983) define cinco factores de mudan&ccedil;a essenciais: desvios da    tradi&ccedil;&atilde;o, que podem resultar de acasos, atrav&eacute;s da introdu&ccedil;&atilde;o    de pequenas varia&ccedil;&otilde;es num processo habitual, varia&ccedil;&otilde;es    essas que passam a constituir uma base experimental; eventos cr&iacute;ticos    ou encorajadores, de natureza externa, que requerem uma resposta r&aacute;pida    por parte da organiza&ccedil;&atilde;o; decis&otilde;es estrat&eacute;gicas,    tomadas com o objectivo de lidar com os factores acima descritos; impulsionadores    individuais, que implementam e motivam a implementa&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es    tomadas; e ve&iacute;culos de ac&ccedil;&atilde;o, que constituem os mecanismos    de comunica&ccedil;&atilde;o de processos, ao alcance da organiza&ccedil;&atilde;o.    Num processo de mudan&ccedil;a, uma organiza&ccedil;&atilde;o dever&aacute;    contar com todos estes factores o que, a acontecer, redundar&aacute; na &ldquo;institui&ccedil;&atilde;o    da inova&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Tamb&eacute;m a cultura &eacute; apontada    como factor de mudan&ccedil;a. Para Schein (1990), a cultura &eacute; perpetuada    atrav&eacute;s de processos de socializa&ccedil;&atilde;o, auxiliando a organiza&ccedil;&atilde;o    a manter os comportamentos e atitudes desejados, eliminando os restantes. Curioso    &eacute; verificar que o mesmo autor define o mesmo factor como um obst&aacute;culo    poderoso aos processos de mudan&ccedil;a organizacional. Este construto degenera    frequentemente em resist&ecirc;ncia &agrave; mudan&ccedil;a chegando, frequentemente,    a impossibilit&aacute;-la. Muitos autores se debru&ccedil;aram sobre esta tem&aacute;tica,    tendo, por exemplo, autores como Hannan, P&oacute;los, e Carroll (2003) identificado    a opacidade e a aspereza, suportados no conceito de arquitectura organizacional.    J&aacute; Cunha, Rego, Cunha, e Cabral-Cardoso (2004) apresentaram factores    como a resist&ecirc;ncia &agrave; mudan&ccedil;a e as rela&ccedil;&otilde;es    de poder. </P >     <P    >Todos os factores referidos podem assumir grande import&acirc;ncia no processo de an&aacute;lise do papel de uma mudan&ccedil;a no ciclo de vida de uma organiza&ccedil;&atilde;o. Esta integra&ccedil;&atilde;o &eacute; fulcral para a realiza&ccedil;&atilde;o do presente estudo, dado o car&aacute;cter dos seus objectivos. </P >     <P align="center"    >A ABORDAGEM DO CICLO DE VIDA ORGANIZACIONAL </P >     <P    ><I>A perspectiva de Hisrich e Peters </I></P >     <P    >Uma das abordagens que mais aten&ccedil;&atilde;o merece na realiza&ccedil;&atilde;o    do presente estudo &eacute; a abordagem do ciclo de vida. Van de Ven e Poole    (1995, citados por Caetano, 2001), definem esta interpreta&ccedil;&atilde;o    te&oacute;rica atrav&eacute;s da met&aacute;fora org&acirc;nica, met&aacute;fora    a partir da qual surge o conceito ciclo de vida. Assim, considera-se que as    organiza&ccedil;&otilde;es atravessam um ciclo de vida, que implica diversas    fases: cria&ccedil;&atilde;o, crescimento, matura&ccedil;&atilde;o e decl&iacute;nio.    Esta n&atilde;o &eacute;, no entanto, a &uacute;nica forma de materializar o    ciclo de vida de uma organiza&ccedil;&atilde;o, como se pode verificar a partir    da observa&ccedil;&atilde;o da Figura 2: </P >     <P    >&nbsp;</P >     <P align="center"    >FIGURA 2 </P >     <P align="center"    ><I>Ciclo de vida de uma organiza&ccedil;&atilde;o </I><I>(adaptado de Hisrich    e Peters, 2002) </I></P >     <P align="center"    ><img src="/img/revistas/aps/v27n4/27n4a03f2.jpg" width="398" height="334"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"    >&nbsp;</P >     <P    >Atrav&eacute;s da an&aacute;lise da Figura 2, verifica-se que a perspectiva de    Hisrich e Peters (2002) &eacute; ligeiramente diferente. Estes autores concebem    um ciclo de vida constitu&iacute;do por quatro momentos principais: a cria&ccedil;&atilde;o,    o in&iacute;cio do crescimento, o crescimento acelerado e matura&ccedil;&atilde;o.    Na fase denominada cria&ccedil;&atilde;o, que, de acordo com os autores, pode    durar entre cinco a sete anos, o crescimento &eacute; relativamente reduzido.    O pouco crescimento da organiza&ccedil;&atilde;o nesta fase encontra-se associado    &agrave;s dificuldades naturais que qualquer organiza&ccedil;&atilde;o encontra    na defini&ccedil;&atilde;o inicial da sua estrat&eacute;gia e na sua implementa&ccedil;&atilde;o    no sector de mercado em que se situa. Dever-se-&atilde;o ter em considera&ccedil;&atilde;o    todos os obst&aacute;culos colocados, tanto a n&iacute;vel financeiro como log&iacute;stico,    a uma organiza&ccedil;&atilde;o nos primeiros anos da sua exist&ecirc;ncia.  </P >     <P    >Seguidamente, surge a fase que os autores intitulam in&iacute;cio do crescimento.    Segundo os mesmos, esta fase poder-se-&aacute; estender por mais cinco anos    e representa o momento em que a organiza&ccedil;&atilde;o, depois de garantir    uma posi&ccedil;&atilde;o t&atilde;o segura quanto poss&iacute;vel, arranca    para um per&iacute;odo relativamente pr&oacute;spero da sua exist&ecirc;ncia.    Aqui, verifica-se j&aacute; uma defini&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica relativamente    segura que perspectiva a obten&ccedil;&atilde;o do visado sucesso. Numa terceira    fase, denominada fase do crescimento acelerado, a linha estrat&eacute;gica adoptada    recolhe os seus resultados. &Eacute; nesta fase que a organiza&ccedil;&atilde;o    mais prospera, evidenciando um crescimento que nunca antes se tinha verificado    neste ciclo. Finalmente, a organiza&ccedil;&atilde;o atinge a fase de matura&ccedil;&atilde;o.    Neste per&iacute;odo verifica-se uma estagna&ccedil;&atilde;o no que diz respeito    ao rendimento da organiza&ccedil;&atilde;o (&eacute; importante considerar que    o sucesso de diferentes organiza&ccedil;&otilde;es se afere atrav&eacute;s de    indicadores tamb&eacute;m eles diferentes), sendo que o futuro da organiza&ccedil;&atilde;o    vai depender da sua capacidade de se rejuvenescer, adaptar e entrar de novo    numa fase de grande prosperidade. Perspectivam-se, ent&atilde;o, duas alternativas    para a organiza&ccedil;&atilde;o: pode n&atilde;o revelar qualquer tipo de mecanismo    adaptativo e continuar na fase de matura&ccedil;&atilde;o, que, inevitavelmente,    degenera num per&iacute;odo de decl&iacute;nio no que concerne a produtividade    organizacional, podendo inclusivamente conduzir a organiza&ccedil;&atilde;o    ao seu fim ou, por outro lado, pode encetar processos de mudan&ccedil;a adaptativos,    que lhe permitam refor&ccedil;ar a sua capacidade competitiva. Se este for    o percurso trilhado, a organiza&ccedil;&atilde;o ter&aacute; a capacidade de    se rejuvenescer, o que a conduz a uma nova fase de crescimento acelerado (Hisrich    &amp; Peters, 2002). Deduz-se, deste modo, que, a partir de um determinado momento    da sua exist&ecirc;ncia, depois de sobreviverem &agrave; fase da cria&ccedil;&atilde;o    e de se estabelecerem no mercado, as organiza&ccedil;&otilde;es s&atilde;o continuamente    for&ccedil;adas a revelar mecanismos de mudan&ccedil;a evolutivos, que lhes    permitam acompanhar o ambiente competitivo apresentado pela envolvente. </P >        <P    >Apesar de se verificarem algumas diferen&ccedil;as, o modelo de Hisrich e Peters muito tem a ver com o modelo de Van de Ven e Poole (1995, citados por  Caetano, 2001). Assim, os &uacute;ltimos assumem tamb&eacute;m um modelo caracterizado por quatro fases, tal como referido anteriormente:  cria&ccedil;&atilde;o, crescimento, matura&ccedil;&atilde;o e decl&iacute;nio. Desta forma, os autores definem a cria&ccedil;&atilde;o tal como Hisrich e  Peters o fazem, sendo a descri&ccedil;&atilde;o do crescimento tamb&eacute;m ela id&ecirc;ntica. As principais diferen&ccedil;as ocorrem a partir da  defini&ccedil;&atilde;o da terceira fase. Para Van de Ven e Poole, o crescimento representa apenas uma fase, seguida imediatamente pela  matura&ccedil;&atilde;o e, posteriormente pelo decl&iacute;nio. A fase de matura&ccedil;&atilde;o descrita pelos autores &eacute; id&ecirc;ntica &agrave;  fase com o mesmo nome no modelo de Hisrich e Peters. No entanto, no modelo destes &uacute;ltimos, esta fase &eacute; apenas a quarta. </P >     <P    >T&ecirc;m sido conduzidos, ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, estudos que aplicam o paradigma do ciclo de vida organizacional a organiza&ccedil;&otilde;es de grandes dimens&otilde;es, de car&aacute;cter lucrativo. Tem sido essa, ali&aacute;s, a pedra angular da constru&ccedil;&atilde;o de praticamente toda a bibliografia que foca esta tem&aacute;tica. Deste facto s&atilde;o exemplos estudos como o de Kallunki e Silvola (2006), que abordou quest&otilde;es relacionadas com o ciclo de vida organizacional em 105 empresas finlandesas. &Eacute; neste particular que o presente estudo se destaca dos demais, ao procurar aplicar esse mesmo paradigma a uma organiza&ccedil;&atilde;o sem fins lucrativos, a um Sindicato, nomeadamente, ao Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos Portugueses. </P >     <P align="center"    >ORGANIZA&Ccedil;&Otilde;ES SEM FINS LUCRATIVOS </P >     <P   >De acordo com Barros (1997), as organiza&ccedil;&otilde;es sem fins lucrativos    apresentam, do ponto de vista econ&oacute;mico, uma s&eacute;rie de caracter&iacute;sticas    distintivas. Assim, existe um factor que define todas essas caracter&iacute;sticas.    Segundo o autor, este reside no facto de n&atilde;o se verificar distribui&ccedil;&atilde;o    de lucros gerados pela actividade e por uma actividade conducente ao bem-estar    social, sendo a oferta, portanto, definida por servi&ccedil;os e bens semi-p&uacute;blicos    ou semi-privados. Este sector acaba, ent&atilde;o por se situar entre os sectores    p&uacute;blico e privado, numa posi&ccedil;&atilde;o particularmente vantajosa    para desenvolver actividades outrora da responsabilidade do Estado. Para Drucker    (1990), a caracter&iacute;stica essencial das organiza&ccedil;&otilde;es em    fins lucrativos &eacute; a miss&atilde;o, o cumprimento dos seus objectivos,    sendo que estes dever&atilde;o ser actualizados com a regularidade exigida pela    situa&ccedil;&atilde;o. Como exemplo, o autor apresenta a institui&ccedil;&atilde;o    escolar, que se encontra em profunda crise pelo facto de n&atilde;o ter actualizado    a sua miss&atilde;o primordial: massificar a frequ&ecirc;ncia escolar entre    os jovens. Apresenta-se, a seguir, uma defini&ccedil;&atilde;o internacional    do Sector N&atilde;o Lucrativo, de acordo com Salomon e Anheier (1992): </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P align="center"    >FIGURA 3 </P >     <P align="center"   ><I>Classifica&ccedil;&atilde;o internacional do sector n&atilde;o </I><I>lucrativo    (adaptado de Salomon e Anheier, 1992) </I></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"   ><img src="/img/revistas/aps/v27n4/27n4a03f3.jpg" width="398" height="313"></P >     
<P>&nbsp;</P >     <P>Diversos autores propuseram modelos te&oacute;ricos acerca da fun&ccedil;&atilde;o    econ&oacute;mica das organiza&ccedil;&otilde;es sem fins lucrativos e os tra&ccedil;os    enumerados com maior frequ&ecirc;ncia prendiam-se com a maior fiabilidade apresentada    por estas organiza&ccedil;&otilde;es, pelo facto de n&atilde;o procurarem o    lucro, com o preenchimento de necessidades espec&iacute;ficas n&atilde;o cobertas    pelo sector p&uacute;blico e com a desigualdade s&oacute;cio-econ&oacute;mica,    factor este que contribui para o aumento da import&acirc;ncia das organiza&ccedil;&otilde;es    sem fins lucrativos. Estes tra&ccedil;os emergem das teorias propostas por Weisbrod    (1988), por exemplo. </P >     <P    >O presente trabalho incide sobre o Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos, uma organiza&ccedil;&atilde;o que, em concord&acirc;ncia com Salomon e Anheier (1992), est&aacute; inserida no grupo 10. </P >    <P    >Apresentou-se, assim, como um desafio abordar uma organiza&ccedil;&atilde;o que se enquadra neste perfil de acordo com os paradigmas te&oacute;ricos acima apresentados. Desta forma, aplicaram-se ao Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos modelos relevantes para as tem&aacute;ticas de mudan&ccedil;a e de ciclo de vida organizacional, de acordo com os objectivos a seguir expostos. </P >     <P align="center"    >OBJECTIVOS DO ESTUDO </P  >     <P    >O presente estudo apresenta um objectivo essencial: descrever o tra&ccedil;ado hist&oacute;rico do Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos, tendo por  base os principais momentos de mudan&ccedil;a ocorridos ao longo da exist&ecirc;ncia da institui&ccedil;&atilde;o. Este objectivo, para al&eacute;m de uma  contextualiza&ccedil;&atilde;o do Sindicato, permite ainda uma an&aacute;lise com vista a hipotetizar acerca dos factores que poder&atilde;o ter  potenciado os referidos momentos de mudan&ccedil;a. De modo a alcan&ccedil;ar este objectivo, identificou-se a necessidade de verificar em que fase do  ciclo de vida organizacional se encontra o Sindicato, o que representa ainda uma possibilidade de projectar o futuro da institui&ccedil;&atilde;o, tendo  por base o modelo de ciclo de vida adoptado para a realiza&ccedil;&atilde;o do presente estudo (modelo de Hisrich &amp; Peters, 2002). Para o cumprimento deste objectivo torna-se importante n&atilde;o s&oacute; o referido modelo, mas tamb&eacute;m os modelos te&oacute;ricos associados &agrave; tem&aacute;tica da mudan&ccedil;a organizacional, citados no cap&iacute;tulo respectivo. Ao n&iacute;vel te&oacute;rico, pretendeu-se que o presente artigo apresentasse o seu contributo descrevendo a hist&oacute;ria da institui&ccedil;&atilde;o sob o ponto de vista de um fen&oacute;meno organizacional &ndash; a mudan&ccedil;a. </P   >     <P align="center"    >M&Eacute;TODO </P >     <P    ><I>Delineamento </I></P >     <P    >O presente trabalho constitui um estudo de caso de car&aacute;cter descritivo.    De acordo com Yin (2001), o estudo de caso &eacute; a estrat&eacute;gia mais    adequada a adoptar quando se verifica um controlo reduzido sobre os eventos    e os fen&oacute;menos abordados, ou seja, quando a evolu&ccedil;&atilde;o das    vari&aacute;veis estudadas &eacute; independente da ac&ccedil;&atilde;o do investigador,    o que se verifica no presente trabalho. Assim, &ldquo;o estudo de caso permite    uma investiga&ccedil;&atilde;o para se preservar as caracter&iacute;sticas hol&iacute;sticas    e significativas dos eventos da vida real&rdquo; (Yin, 2001). Podendo tamb&eacute;m    adquirir um car&aacute;cter explicativo, o presente estudo serviu-se, de forma    mais insistente, das suas vertentes descritiva e explorat&oacute;ria. Ser&aacute;    importante considerar, tamb&eacute;m, que, de acordo com Platt (1992), o estudo    de caso &eacute; uma ferramenta exclusivamente explorat&oacute;ria, n&atilde;o    podendo ser utilizada para a confirma&ccedil;&atilde;o ou infirma&ccedil;&atilde;o    de hip&oacute;teses. Ultrapassando a simples an&aacute;lise hist&oacute;rica,    o estudo de caso permite associar evid&ecirc;ncias provenientes de m&uacute;ltiplas    origens, examinando comportamentos contempor&acirc;neos e dados hist&oacute;ricos,    sempre sem controlo sobre os comportamentos relevantes. Segundo Schramm (1971,    21), &ldquo;a principal tend&ecirc;ncia em todos os tipos de estudos de caso,    &eacute; que tenta esclarecer uma decis&atilde;o ou um conjunto de decis&otilde;es:    o motivo pelo qual foram tomadas, como foram implementadas e com que resultados&rdquo;.    Esta perspectiva introduz o t&oacute;pico da decis&atilde;o e da an&aacute;lise    dos resultados da sua implementa&ccedil;&atilde;o, o que se pode tornar relevante    num estudo que versa processos de mudan&ccedil;a organizacional. Esta estrat&eacute;gia    de investiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute;, no entanto, resum&iacute;vel    a este factor. Dado o seu car&aacute;cter abrangente (n&atilde;o se limita a    um simples levantamento de dados), permite investigar um ou mais fen&oacute;menos    inseridos no seu contexto da vida real, ainda que a fronteira entre aqueles    e esta n&atilde;o esteja claramente definida. De acordo com os crit&eacute;rios    definidos pelo autor, o presente trabalho constituir&aacute; um estudo de caso    &uacute;nico e hol&iacute;stico pois, por um lado, a tem&aacute;tica espec&iacute;fica    foi raramente estudada, sendo o estudo, por si s&oacute;, suficiente para responder    &agrave; quest&atilde;o colocada e, pelo outro, atentar&aacute; na natureza    global da organiza&ccedil;&atilde;o. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Ainda segundo Yin (2001), para a correcta realiza&ccedil;&atilde;o de um estudo de caso concorrem v&aacute;rios factores (e n&atilde;o necessariamente pela ordem apresentada). O primeiro prende-se com as qualidades que o estudo dever&aacute; apresentar: validade de constructo, que dever&aacute; ser assegurada atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplas fontes ao longo da realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho (no presente estudo, foram entrevistados diversos sujeitos, cuja informa&ccedil;&atilde;o facultada foi cruzada com os resultados de uma an&aacute;lise documental); a validade interna, que neste caso &eacute; dispens&aacute;vel pois o estudo assume um car&aacute;cter essencialmente descritivo/explorat&oacute;rio; a validade externa, na qual a generaliza&ccedil;&atilde;o efectuada n&atilde;o &eacute; estat&iacute;stica, mas sim te&oacute;rica, atrav&eacute;s da integra&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o num determinado modelo (neste caso particular, consideram-se modelos inseridos nas tem&aacute;ticas da mudan&ccedil;a organizacional e no ciclo de vida organizacional); e a replicabilidade, garantida atrav&eacute;s do desenvolvimento de um sistema de anota&ccedil;&atilde;o das fontes e documenta&ccedil;&otilde;es consultadas. Seguidamente, importa atentar tamb&eacute;m nas caracter&iacute;sticas do investigador que, de acordo com o autor, dever&aacute; fazer boas perguntas, ser bom ouvinte, revelar-se adapt&aacute;vel e flex&iacute;vel, ter uma no&ccedil;&atilde;o clara das quest&otilde;es em estudo e ser imparcial face a no&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-concebidas, por exemplo, a n&iacute;vel te&oacute;rico. </P >    <P    >Igualmente importante na elabora&ccedil;&atilde;o de um estudo de caso &eacute; a consulta de v&aacute;rias fontes de evid&ecirc;ncias. Das apontadas por Yin (2001), recorreu-se a tr&ecirc;s durante a realiza&ccedil;&atilde;o do presente estudo: realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas, consulta de arquivos e an&aacute;lise documental. Neste &uacute;ltimo caso, utilizou-se a documenta&ccedil;&atilde;o colocada &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o pelo SNP. </P >    <P    >O trabalho conta com a realiza&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s fases, inteiramente qualitativas, de recolha de dados. A primeira implica a aplica&ccedil;&atilde;o do primeiro gui&atilde;o de entrevista (gui&atilde;o I), a segunda constitui-se como uma fase de an&aacute;lise documental, ficando a aplica&ccedil;&atilde;o do segundo gui&atilde;o de entrevista (gui&atilde;o II) destinada &agrave; terceira fase de recolha de dados. </P >    <P    ><I>Amostra </I></P >    <P    >1&ordf; Fase de recolha de dados: amostra constitu&iacute;da por quatro participantes associados, em diferentes momentos hist&oacute;ricos, ao Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos. Os participantes apresentam idades compreendidas entre os 45 e os 75 anos, possuindo habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, pelo menos, ao n&iacute;vel do Mestrado em Psicologia, sendo que a maioria possui Doutoramento, encontrando-se ligada a fun&ccedil;&otilde;es de doc&ecirc;ncia universit&aacute;ria. </P >    <P    >3&ordf; Fase de recolha de dados: amostra igualmente constitu&iacute;da por quatro participantes (dois deles j&aacute; entrevistados na primeira fase de recolha de dados) associados, tamb&eacute;m, &agrave; Direc&ccedil;&atilde;o do Sindicato, em diferentes momentos da sua hist&oacute;ria. Mais uma vez, os participantes apresentam idades compreendidas entre os 45 e os 75 anos, possuindo habilita&ccedil;&otilde;es, pelo menos, ao n&iacute;vel do Mestrado em Psicologia, sendo que a maioria possui Doutoramento, encontrando-se ligada a fun&ccedil;&otilde;es de doc&ecirc;ncia universit&aacute;ria. </P >    <P    ><I>Instrumentos </I></P >     <P    >Foram utilizados dois gui&otilde;es de entrevista, um preliminar, e um segundo,    bem como todo o material colocado &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o pelo Sindicato    Nacional dos Psic&oacute;logos, como por exemplo, arquivos hist&oacute;ricos,    actas de reuni&otilde;es, documenta&ccedil;&otilde;es estatut&aacute;rias ou    relat&oacute;rios de congressos e encontros nacionais promovidos pela referida    institui&ccedil;&atilde;o. Na Tabela 1 encontram-se os objectivos e fontes utilizadas    para a constru&ccedil;&atilde;o dos gui&otilde;es de entrevista: </P >     <P    >&nbsp; </P >     <P align="center"    >TABELA 1 </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"    ><I>Objectivos e fontes utilizadas para a </I><I>constru&ccedil;&atilde;o dos    gui&otilde;es de entrevista </I></P >     <P align="center"    ><img src="/img/revistas/aps/v27n4/27n4a03t1.jpg" width="397" height="396"></P >     
<P    >&nbsp;</P >     <P    ><I>Procedimento </I></P >     <P    >Numa primeira fase, foram efectuadas quatro entrevistas preliminares, cuja an&aacute;lise    de conte&uacute;do revelou os principais momentos de mudan&ccedil;a ao longo    da hist&oacute;ria do Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos. Seguidamente,    procedeu-se &agrave; an&aacute;lise de toda a documenta&ccedil;&atilde;o colocada    &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o pelo Sindicato, atrav&eacute;s da qual se    esperava, por um lado, a obten&ccedil;&atilde;o de dados relevantes para a constru&ccedil;&atilde;o    do gui&atilde;o de entrevista a ser aplicado aos elementos constituintes da    amostra e, pelo outro, uma sistematiza&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica centrada    nos referidos momentos de mudan&ccedil;a organizacional. A partir deste ponto,    foi efectuado um cruzamento entre a informa&ccedil;&atilde;o fornecida pela    documenta&ccedil;&atilde;o disponibilizada e os dados obtidos por meio das entrevistas,    efectuando-se uma an&aacute;lise de conte&uacute;do, da qual foram extra&iacute;dos    os resultados do estudo. </P >     <P    >Os contactos para as entrevistas foram efectuados por via telef&oacute;nica, com o apoio de um actual dirigente do Sindicato, ligado &agrave; hist&oacute;ria do mesmo desde a sua cria&ccedil;&atilde;o. As entrevistas, de tipo semi-directivo, foram efectuadas nos consult&oacute;rios privados ou nos domic&iacute;lios dos participantes, tendo-se recorrido a um gravador para efectuar a grava&ccedil;&atilde;o da entrevista, grava&ccedil;&atilde;o essa previamente autorizada pelos participantes. Procedeu-se, seguidamente, &agrave; transcri&ccedil;&atilde;o das entrevistas e respectiva an&aacute;lise, tendo por base o modelo proposto por Huberman e Miles (1994). </P >     <P    >De acordo com os referidos autores, para quem este tipo de investiga&ccedil;&atilde;o    qualitativa constitui um trabalho de natureza criativa, subjectiva e n&atilde;o    padronizada, verificam-se v&aacute;rios passos no decorrer de uma an&aacute;lise    deste g&eacute;nero. Assim, o primeiro deles &eacute; a identifica&ccedil;&atilde;o    de conte&uacute;dos que apresentem semelhan&ccedil;as entre si, conte&uacute;dos    que possam ser agrupados. Posteriormente, e como resultado desta distin&ccedil;&atilde;o,    surge um momento de codifica&ccedil;&atilde;o, materializado na defini&ccedil;&atilde;o    de categorias mais amplas a n&iacute;vel conceptual, que abrangem os conte&uacute;dos    semelhantes entre si. &Eacute;, neste momento, importante referir que os conte&uacute;dos    apresentados foram fracturados e isolados do contexto em que se encontravam    no texto original. Ap&oacute;s o agrupamento e codifica&ccedil;&atilde;o em    categorias, procede-se a uma contabiliza&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos    agrupados, ap&oacute;s a qual se segue um novo per&iacute;odo de diferencia&ccedil;&atilde;o.    Nesta fase, verifica-se uma an&aacute;lise mais cuidada dos conte&uacute;dos    de cada categoria, o que permite, normalmente, a forma&ccedil;&atilde;o de sub-categorias.    Ainda segundo Huberman e Miles (1994), um novo per&iacute;odo de codifica&ccedil;&atilde;o    deve estar inerente ao processo de organiza&ccedil;&atilde;o l&oacute;gica dos    dados. Atrav&eacute;s desta organiza&ccedil;&atilde;o l&oacute;gica, os dados    tornam-se mais facilmente compreens&iacute;veis e, para al&eacute;m disso, relacion&aacute;veis    com a literatura. Foi precisamente este o processo levado a cabo no decorrer    do presente estudo, aquando da sistematiza&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise    dos resultados provenientes das entrevistas efectuadas. </P >     <P align="center"    >RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O </P >     <P    ><I>A organiza&ccedil;&atilde;o </I></P >    <P    >A coloca&ccedil;&atilde;o da descri&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o na sec&ccedil;&atilde;o destinada aos resultados e discuss&atilde;o do presente estudo justifica-se atrav&eacute;s de um &uacute;nico facto: a caracteriza&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o foi, com efeito, um dos resultados do trabalho, pois n&atilde;o existia qualquer forma de descri&ccedil;&atilde;o pormenorizada <I>a priori</I>. Desta forma, as duas primeiras fases da metodologia, correspondentes &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de um gui&atilde;o de entrevista e &agrave; consulta de documenta&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica colocada &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o pelo Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos serviram, essencialmente, para caracterizar a referida institui&ccedil;&atilde;o, sob a perspectiva hist&oacute;rica e funcional, isto &eacute;, permitiram uma an&aacute;lise &uacute;til para o presente estudo (tanto atrav&eacute;s da caracteriza&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o como no precioso aux&iacute;lio na defini&ccedil;&atilde;o do ciclo de vida da mesma) de acordo com pontos de vista diversos. </P >       ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Assim, o contexto s&oacute;cio-pol&iacute;tico aquando do aparecimento do Sindicato      Nacional dos Psic&oacute;logos, em 1972, foi descrito como turbulento, dada      a imin&ecirc;ncia de uma revolu&ccedil;&atilde;o em Portugal e da mudan&ccedil;a      de regime pol&iacute;tico, ambiente este aliado a um estado praticamente      embrion&aacute;rio da Psicologia em Portugal, que n&atilde;o era, ainda, vista      como uma ci&ecirc;ncia independente. Deste modo, a institui&ccedil;&atilde;o      acaba por surgir enquanto aglutinadora e defensora da classe, na perspectiva      de ser formada, em Portugal, uma verdadeira comunidade cient&iacute;fica de      Psicologia. A organiza&ccedil;&atilde;o passou, ao longo da sua hist&oacute;ria,      por per&iacute;odos turbulentos e por per&iacute;odos pr&oacute;speros, cuja      sucess&atilde;o ser&aacute; abordada, com maior detalhe, adiante. Foram aprovados      Estatutos em tr&ecirc;s ocasi&otilde;es: 1972, 1975 e 1981. Estas datas s&atilde;o      coincidentes com alguns dos momentos identificados por este estudo como momentos      marcantes na hist&oacute;ria da institui&ccedil;&atilde;o, o que, por si s&oacute;,      constitui um dado de an&aacute;lise relevante. Assim, e numa leitura mais      pr&oacute;xima destes tr&ecirc;s momentos, verifica-se a preocupa&ccedil;&atilde;o      do Sindicato em definir os seus objectivos e o seu &acirc;mbito de actua&ccedil;&atilde;o,      bem como os crit&eacute;rios de aceita&ccedil;&atilde;o de novos s&oacute;cios,      de acordo com a situa&ccedil;&atilde;o na qual se encontrava envolvido. Este      factor &eacute; coerente com os resultados obtidos, que apontam para causas      maioritariamente externas, no respeitante &agrave; ocorr&ecirc;ncia dos principais      momentos de mudan&ccedil;a da hist&oacute;ria da organiza&ccedil;&atilde;o.    </P >      <P    >Concluiu-se que as principais diferen&ccedil;as verificadas, no que diz respeito    aos objectivos do Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos, s&atilde;o introduzidas    pela aprova&ccedil;&atilde;o dos Estatutos em 1975, facto que se dever&aacute;,    muito provavelmente, ao ambiente s&oacute;cio-pol&iacute;tico vigente no pa&iacute;s    nessa data. Assim, nesta altura, s&atilde;o introduzidos nos objectivos da institui&ccedil;&atilde;o    conceitos como solidariedade ou reivindica&ccedil;&otilde;es colectivas. Ganha    tamb&eacute;m peso o car&aacute;cter associativo do Sindicato, ao assumir-se,    em definitivo, como um instrumento de representa&ccedil;&atilde;o e defesa    da classe trabalhadora. Em contrapartida, desaparecem as fun&ccedil;&otilde;es    pol&iacute;ticas anteriormente atribu&iacute;das aos organismos corporativos,    e perdem tamb&eacute;m relevo os pareceres emitidos por solicita&ccedil;&atilde;o    do Estado, pelo que o Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos deixa de ser,    a partir deste momento, um organismo de controlo dos profissionais que representa.    Para al&eacute;m destes objectivos principais, dos Estatutos aprovados em 1975    constam ainda compet&ecirc;ncias de car&aacute;cter claramente laboral, como    a fiscaliza&ccedil;&atilde;o e reclama&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o    de leis e conven&ccedil;&otilde;es colectivas de trabalho, a interven&ccedil;&atilde;o    nos processos disciplinares instaurados aos associados pelas entidades patronais,    a interven&ccedil;&atilde;o em caso de despedimento e a presta&ccedil;&atilde;o    de assist&ecirc;ncia sindical, atrav&eacute;s de apoio sindical ou outro que    se considere pertinente, nos casos de conflitos resultantes de rela&ccedil;&otilde;es    de trabalho. O mesmo movimento de liberta&ccedil;&atilde;o e abertura motiva    a mudan&ccedil;a de designa&ccedil;&atilde;o do Sindicato, que nesta fase se    denomina Sindicato Nacional dos Profissionais de Psicologia. Esta mudan&ccedil;a    &eacute; imposta pelo &acirc;mbito da institui&ccedil;&atilde;o. O Sindicato    passa a acolher, a partir de 1975, t&eacute;cnicos de orienta&ccedil;&atilde;o    profissional e respons&aacute;veis pela aplica&ccedil;&atilde;o de testes psicom&eacute;tricos,    bem como todos os diplomados pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada,    e n&atilde;o apenas doutores em Filosofia com disserta&ccedil;&otilde;es elaboradas    num ramo da Psicologia, como anteriormente. </P >     <P    >As mudan&ccedil;as introduzidas, no cap&iacute;tulo das compet&ecirc;ncias e objectivos do Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos, em 1981, s&atilde;o mais subtis. Deste documento fazem parte todos os objectivos aprovados em 1975, sendo feitas algumas introdu&ccedil;&otilde;es, nomeadamente ao n&iacute;vel do acompanhamento dos processos de atribui&ccedil;&atilde;o de carteira profissional, do controlo deontol&oacute;gico do exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o e do acompanhamento de carreiras. As grandes altera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o verificadas no que diz respeito &agrave;queles que podiam integrar o Sindicato. O movimento de abertura &eacute; ligeiramente corrigido, sendo necess&aacute;rio, para integrar o Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos, ter conclu&iacute;do um curso de Psicologia, em Portugal ou no estrangeiro, reconhecido pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o, ent&atilde;o, exclu&iacute;dos os elementos que, at&eacute; &agrave; data, n&atilde;o tivessem conclu&iacute;do uma licenciatura reconhecida em Psicologia. O mesmo n&atilde;o acontece com os profissionais habilitados com licenciatura, que exerceram at&eacute; 1975. Desta forma, o Sindicato demonstra um car&aacute;cter mais unit&aacute;rio, n&atilde;o excluindo aqueles que j&aacute; eram seus associados, seleccionando, no entanto, de uma forma mais rigorosa, o reconhecimento e habilita&ccedil;&atilde;o profissional de cada psic&oacute;logo. </P >    <P    >Foram, tamb&eacute;m, recolhidos dados relativos &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de s&oacute;cios do Sindicato ao longo da sua hist&oacute;ria, apresentando-se os resultados na Tabela 2: </P >     <P align="center"    >&nbsp;</P >     <P align="center"    >TABELA 2 </P >     <P align="center"    ><I>Evolu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de novos s&oacute;cios do SNP </I></P >     <P align="center"    ><i><img src="/img/revistas/aps/v27n4/27n4a03t2.jpg" width="392" height="120"></i></P >     
<P    >&nbsp;</P >     <P    >Atrav&eacute;s da leitura da Tabela 2, verifica-se que o n&uacute;mero de novos    s&oacute;cios do Sindicato iniciou a sua queda no decorrer da d&eacute;cada    de 80, tendo atingido o seu n&uacute;mero m&iacute;nimo na d&eacute;cada de    90: 310. A d&eacute;cada de 2000 revela uma invers&atilde;o desse processo,    iniciado h&aacute; cerca de 20 anos, com o aumento do n&uacute;mero de novos    s&oacute;cios para 500. Ser&aacute; importante referir que o primeiro dado,    que aponta 688 s&oacute;cios ao Sindicato na d&eacute;cada de 70, se reporta    a um per&iacute;odo posterior &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o de 1975. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    ><I>Hist&oacute;ria e ciclo de vida </I></P >     <P    >Associada ao cumprimento dos objectivos propostos para o presente estudo, surge    a an&aacute;lise dos principais momentos de mudan&ccedil;a ocorridos ao longo    da hist&oacute;ria do Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos em Portugal.    Esta leitura permitir&aacute;, como referido anteriormente, efectuar um tra&ccedil;ado    hist&oacute;rico da institui&ccedil;&atilde;o, bem como identificar a fase do    ciclo de vida das organiza&ccedil;&otilde;es que ela presentemente atravessa.    Tais dados revestem-se de grande import&acirc;ncia ao n&iacute;vel de uma an&aacute;lise    ao futuro pr&oacute;ximo do Sindicato. Desta forma, as mudan&ccedil;as encontradas    foram classificadas de acordo com o sistema proposto por Porras e Robertson    (1994): incremental, evolucion&aacute;ria, transformacional e revolucion&aacute;ria.    As duas primeiras constituem mudan&ccedil;as de primeira ordem, sendo que as    duas &uacute;ltimas s&atilde;o mudan&ccedil;as de segunda ordem. Ap&oacute;s    a an&aacute;lise de conte&uacute;do efectuada aos dados fornecidos pelos entrevistados,    chegou-se ao seguinte quadro: </P >     <P    >Ap&oacute;s a recolha e a sistematiza&ccedil;&atilde;o dos dados realizada de    acordo com a Tabela 3, procedeu-se &agrave; selec&ccedil;&atilde;o, de entre    todos os momentos de mudan&ccedil;a referidos pelos entrevistados, daqueles    considerados principais. Esta selec&ccedil;&atilde;o teve por base a classifica&ccedil;&atilde;o    dos momentos em si, sendo que praticamente todos os seleccionados se constituem    como mudan&ccedil;as de segundo grau, de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o    proposta por Porras e Robertson (1994) e, tamb&eacute;m, o contributo de um    perito. O perito, actual dirigente do Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos,    encontra-se ligado &agrave; institui&ccedil;&atilde;o desde a sua g&eacute;nese    encontrando-se, desta forma, numa posi&ccedil;&atilde;o privilegiada para validar    os momentos de mudan&ccedil;a que emergiram como resultados. Assim, este estudo    contemplar&aacute; como os principais momentos de mudan&ccedil;a ocorridos ao    longo da hist&oacute;ria do Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos, os seguintes:    cria&ccedil;&atilde;o do Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos, momento que    permite definir os estatutos, objectivos e directrizes da organiza&ccedil;&atilde;o    aquando da sua forma&ccedil;&atilde;o, extremamente importante para compreender    todos os processos de mudan&ccedil;a posteriormente desenrolados; ocupa&ccedil;&atilde;o    do Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos, momento que implicou um corte radical    com todos os princ&iacute;pios estrat&eacute;gicos e funcionais pelos quais    se regia o Sindicato at&eacute; ent&atilde;o e, como tal, de grande import&acirc;ncia    no contexto deste estudo; as duas mudan&ccedil;as de designa&ccedil;&atilde;o,    para Sindicato Nacional dos Profissionais de Psicologia, e o retorno a Sindicato    Nacional dos Psic&oacute;logos, pois tratam-se de altera&ccedil;&otilde;es de    denomina&ccedil;&atilde;o que implicaram consequ&ecirc;ncias profundas no que    diz respeito &agrave; estrutura da organiza&ccedil;&atilde;o; a ades&atilde;o    &agrave; Confedera&ccedil;&atilde;o Geral dos Trabalhadores Portugueses &ndash;    Intersindical Nacional (CGTP-IN) que, apesar de se tratar de uma mudan&ccedil;a    de primeira ordem, esteve na origem de altera&ccedil;&otilde;es de import&acirc;ncia    ocorridas no decorrer dos anos 80; a perda de atribui&ccedil;&atilde;o da carteira    profissional, que se constitui como um s&eacute;rio rev&eacute;s aos prop&oacute;sitos    do Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos e a ades&atilde;o &agrave; EFPA    (<I>European Federation of Psychologists&rsquo; Associations</I>), cuja escolha    se justifica pelo in&iacute;cio do processo de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s    directrizes europeias. </P >     <P    >&nbsp;</P >     <P align="center"    >TABELA 3 </P >     <P align="center"    ><i>Mudan&ccedil;as ocorridas ao longo da hist&oacute;ria do Sindicato Nacional    dos Psic&oacute;logos</i></P >     <P align="center"    ><img src="/img/revistas/aps/v27n4/27n4a03t3.jpg" width="663" height="649"></P >     
<P    >&nbsp;</P >     <P    >No caso do presente estudo, estas mudan&ccedil;as assumiram ainda um papel adicional:    constitu&iacute;ram elementos de grande import&acirc;ncia na caracteriza&ccedil;&atilde;o    da hist&oacute;ria do Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos, desde o momento    da sua funda&ccedil;&atilde;o, contribuindo, tamb&eacute;m, para a descri&ccedil;&atilde;o    do ciclo de vida da organiza&ccedil;&atilde;o. </P >     <P    ><I>Fase do ciclo de vida </I></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >De acordo com os resultados obtidos ao longo da realiza&ccedil;&atilde;o das    tr&ecirc;s fases que constitu&iacute;ram a metodologia do presente estudo, poder-se-&aacute;    afirmar que o Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos se encontra, actualmente,    numa fase de recria&ccedil;&atilde;o ou renascimento ou, ainda, numa nova fase    de crescimento. Esta classifica&ccedil;&atilde;o &eacute; feita de acordo com    o modelo proposto por Hisrich e Peters (2002), seleccionado pelo facto de ser    o mais recente dos modelos apresentados no enquadramento te&oacute;rico, bem    como pela prefer&ecirc;ncia por um modelo que contemple apenas quatro fases.    O modelo proposto pelos referidos autores &eacute;, ent&atilde;o, composto,    pelas seguintes fases: cria&ccedil;&atilde;o, in&iacute;cio do crescimento,    crescimento acelerado e matura&ccedil;&atilde;o. </P >     <P    >Os dados obtidos ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o do segundo gui&atilde;o    de entrevista, referentes &agrave; categoria denominada ades&atilde;o &agrave;    EFPA, demonstram que, neste momento, est&aacute; assegurada n&atilde;o apenas    a sobreviv&ecirc;ncia do Sindicato, como tamb&eacute;m um aumento crescente    da sua actividade no &acirc;mbito das suas fun&ccedil;&otilde;es. Para esta    situa&ccedil;&atilde;o contribuem, essencialmente, dois factores: o facto de    ser o Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos a organiza&ccedil;&atilde;o que    representa Portugal na EFPA (ser&aacute; importante relembrar que a Federa&ccedil;&atilde;o    apenas admite uma associa&ccedil;&atilde;o por pa&iacute;s) e a participa&ccedil;&atilde;o    portuguesa em comiss&otilde;es de trabalho t&atilde;o relevantes como a &Eacute;tica,    os Testes e as Psicoterapias. O primeiro factor transforma o Sindicato numa    institui&ccedil;&atilde;o fundamental no cap&iacute;tulo da liga&ccedil;&atilde;o    da pr&aacute;tica de Psicologia em Portugal &agrave; pr&aacute;tica de Psicologia    levada a cabo na Europa, representando, desta forma, quaisquer elementos, colectivos    ou individuais, que queiram expressar as suas ideias ou sugest&otilde;es junto    da EFPA. O segundo factor, sendo, tamb&eacute;m ele, veiculado atrav&eacute;s    do SNP, acaba por contribuir no processo de refor&ccedil;o do poder reivindicativo    da institui&ccedil;&atilde;o, no que diz respeito aos padr&otilde;es de qualidade    da pr&aacute;tica e do ensino de Psicologia em Portugal. </P >     <P    >Para refor&ccedil;ar esta classifica&ccedil;&atilde;o, da an&aacute;lise efectuada aos <I>outputs </I>obtidos a partir do primeiro gui&atilde;o de entrevista aplicado, consta tamb&eacute;m a refer&ecirc;ncia &agrave; ades&atilde;o &agrave; EFPA como um momento de viragem, contempor&acirc;neo do in&iacute;cio da (lenta) recupera&ccedil;&atilde;o levada a cabo pelo SNP, depois da grave crise da d&eacute;cada de 80. </P >     <P    >Assim, e numa perspectiva de caracteriza&ccedil;&atilde;o do ciclo de vida organizacional    do Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos, e ainda de acordo com o modelo    proposto por Hisrich e Peters (2002) pode afirmar-se que existe um momento de    cria&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o claramente identificado,    tanto a n&iacute;vel documental como pelos entrevistados: 1972. Posteriormente,    principalmente ap&oacute;s a ocupa&ccedil;&atilde;o do SNP, em 1975, e da sua    primeira mudan&ccedil;a de designa&ccedil;&atilde;o, ocorrida no mesmo ano,    o Sindicato inicia o seu crescimento, tanto a n&iacute;vel do n&uacute;mero    de s&oacute;cios, como a n&iacute;vel da interven&ccedil;&atilde;o laboral,    propondo-se inclusivamente &agrave; media&ccedil;&atilde;o de conflitos que    envolvessem rela&ccedil;&otilde;es de trabalho. O in&iacute;cio da d&eacute;cada    de 80, a segunda mudan&ccedil;a de designa&ccedil;&atilde;o e a invers&atilde;o    da evolu&ccedil;&atilde;o do panorama pol&iacute;tico ocorrida nesta fase mergulham    o Sindicato numa grave crise, durante a qual, poderia, inclusivamente, ter fechado    as suas portas. Enquadrada no modelo proposto pelos referidos autores, o Sindicato    entrava na sua fase de decl&iacute;nio, durante a qual demonstrou pouca disponibilidade    para apoiar os seus associados, perdeu um grande n&uacute;mero de s&oacute;cios    e o privil&eacute;gio da atribui&ccedil;&atilde;o da carteira profissional.    Este facto pode ser justificado pela maior exclusividade imposta no Sindicato    ap&oacute;s a sua segunda mudan&ccedil;a de designa&ccedil;&atilde;o, em 1981,    e pelo facto de fazer parte da CGTP-IN, associa&ccedil;&atilde;o de sindicatos    claramente identificada &agrave; esquerda, numa perspectiva pol&iacute;tica.    Assim, o Sindicato foi v&iacute;tima de uma pol&iacute;tica anti-sindical generalizada    &agrave; qual, dada a sua reduzida dimens&atilde;o, n&atilde;o resistiu. Um    terceiro factor que contribuiu para a perda de interesse dos psic&oacute;logos    no Sindicato que os representava poder&aacute; estar associado ao facto do reconhecimento    dos cursos de Psicologia nalgumas universidades ter sido j&aacute; alcan-&ccedil;ado,    pelo que, para muitos, o Sindicato tinha j&aacute; servido o seu prop&oacute;sito.    No final da fase de decl&iacute;nio, o Sindicato era uma institui&ccedil;&atilde;o    dificilmente contact&aacute;vel, sem funcion&aacute;rios a tempo inteiro, moribunda,    tal como descrita pelos entrevistados. Nesta altura, a defesa dos interesses    dos psic&oacute;logos estava, na sua maioria, entregue &agrave; CGTP. </P >        <P    >Foi nesta altura, no final da d&eacute;cada de 80, que se esbo&ccedil;ou uma      reac&ccedil;&atilde;o, com a ades&atilde;o &agrave; EFPA que, ap&oacute;s      v&aacute;rios anos de avan&ccedil;os e recuos, acabaria por se revelar frut&iacute;fera.      Este per&iacute;odo de forte indefini&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ter constitu&iacute;do      o in&iacute;cio da &ldquo;recria&ccedil;&atilde;o&rdquo; do Sindicato. Actualmente,      o Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos surge, tal como anteriormente referido,      como o elo de liga&ccedil;&atilde;o de Portugal &agrave; Europa, atrav&eacute;s      da sua representa&ccedil;&atilde;o na EFPA, como uma institui&ccedil;&atilde;o      de car&aacute;cter cient&iacute;fico respeit&aacute;vel, atestado pela participa&ccedil;&atilde;o      nas comiss&otilde;es de trabalho da Federa&ccedil;&atilde;o Europeia, apresentando-se      tamb&eacute;m como uma organiza&ccedil;&atilde;o a tempo inteiro, com funcion&aacute;rios      exclusivos, apta &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas da classe      profissional que representa e com os seus resultados consolidados. Assim,      e segundo o modelo de Hisrich e Peters (2002), o Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos      exibe, nesta fase, as caracter&iacute;sticas t&iacute;picas de uma organiza&ccedil;&atilde;o      na sua fase de crescimento. Ser&aacute; importante recordar que, de acordo      com os autores, a fase do crescimento se caracteriza pelo seguimento de uma      estrat&eacute;gia definida, associando-se a um per&iacute;odo pr&oacute;spero      da organiza&ccedil;&atilde;o, o que est&aacute; acontecer com o Sindicato      Nacional dos Psic&oacute;logos, ap&oacute;s a adop&ccedil;&atilde;o de uma      estrat&eacute;gia firme de identifica&ccedil;&atilde;o com as estruturas europeias      que lhe s&atilde;o correspondentes. Coerentes com a caracteriza&ccedil;&atilde;o      efectuada, bem como com a descri&ccedil;&atilde;o das fases feita pelo modelo,      s&atilde;o, tamb&eacute;m, os dados obtidos relativamente &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o      do n&uacute;mero de s&oacute;cios do Sindicato, que desceu no momento de maior      crise, entre as d&eacute;cadas de 80 e 90, tendo recuperado, encontrando-se      em crescendo, na d&eacute;cada de 2000. </P >       <P    ><I>Perspectivas futuras </I></P >    <P    >A perspectiva&ccedil;&atilde;o futura da evolu&ccedil;&atilde;o do Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos foi efectuada tendo por base o modelo de ciclo de vida organizacional, proposto por Hisrich e Peters (2002). Assim, as caracter&iacute;sticas potencialmente exibidas pela organiza&ccedil;&atilde;o nos diferentes cen&aacute;rios propostos s&atilde;o as previstas pelo modelo apresenum ponto de sobejo interesse: os factores que contribu&iacute;ram para a crise dos anos 80 foram essencialmente externos. Uma nova crise, desta natureza, a suceder, ficar-se-ia a dever a factores maioritariamente internos, o que contribui para a caracteriza&ccedil;&atilde;o do estado de maior estabilidade atingido pelo Sindicato Nacional dos Psic&oacute;logos, cerca de 20 anos volvidos. De qualquer das formas, esta perda de representatividade iria, por sua vez, contribuir para o desinvestimento a realizar &agrave; dimens&atilde;o europeia, entrando o SNP numa espiral de crise que poderia, por seu turno, culminar de dois modos diferentes: </P >     <p>&ndash; No primeiro modo, ressurgiriam os mecanismos de mudan&ccedil;a adaptativa,    esperan&ccedil;osamente a tempo de salvar a institui&ccedil;&atilde;o, tal    como sucedeu na crise ocorrida durante a d&eacute;cada de 80. Os mecanismos    pr&aacute;ticos e estrat&eacute;gicos a implementar s&atilde;o, neste caso,    imprevis&iacute;veis, pois tudo seria dependente do estado em que a organiza&ccedil;&atilde;o    se encontrasse, bem como das op&ccedil;&otilde;es colocadas perante os seus    dirigentes. Numa perspectiva te&oacute;rica, e sempre de acordo com o modelo    de Hisrich e Peters (2002), uma estrat&eacute;gia bem sucedida poderia repetir,    na continua&ccedil;&atilde;o do seguimento da l&oacute;gica proposta pelos autores,    o sucesso atingido h&aacute; cerca de 20 anos, quando se optou pela via europeia.    O SNP apareceria numa nova fase de recria&ccedil;&atilde;o, seguida de rein&iacute;cio    do crescimento, culminada por uma fase t&atilde;o prolongada quanto poss&iacute;vel    de crescimento acelerado. Recuperaria ao n&iacute;vel do n&uacute;mero de novos    associados, surgindo com novo vigor nas tarefas reivindicativas que lhe competem.    O reconhecimento impl&iacute;cito nestes acontecimentos permitir-lhe-ia recuperar    o seu papel na EFPA, enquanto interlocutor privilegiado das preocupa&ccedil;&otilde;es    da classe em Portugal </p>     <p  >&ndash; No segundo modo tudo se manteria de forma id&ecirc;ntica. A perda crescente de    representatividade e a diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de novos s&oacute;cios    mergulharia o Sindicato numa profunda crise, da qual acabaria por n&atilde;o    conseguir sair. Terminaria, muito provavelmente, em morte organizacional, apesar    desta ser uma fase que n&atilde;o &eacute; prevista pelo modelo preferencialmente    utilizado no decorrer da realiza&ccedil;&atilde;o do presente estudo. </p >       <P    >Ser&aacute; de grande import&acirc;ncia referir que os cen&aacute;rios apresentados s&atilde;o meras extrapola&ccedil;&otilde;es feitas com base nos pressupostos do modelo de ciclo de vida organizacional proposto por Hisrich e Peters (2002), n&atilde;o constituindo qualquer tipo de sugest&atilde;o estrat&eacute;gica endere&ccedil;ada &agrave; institui&ccedil;&atilde;o. Estas extrapola&ccedil;&otilde;es foram baseadas em dois pilares essenciais: a capacidade ou incapacidade futura do SNP para p&ocirc;r em pr&aacute;tica os mecanismos adaptativos referidos pelos autores no seu modelo; o percurso hist&oacute;rico do Sindicato, tal como analisado no presente trabalho, que demonstra que nas fases em que esses mecanismos foram aplicados, a organiza&ccedil;&atilde;o conseguiu crescer, o mesmo n&atilde;o sucedendo quando esses mecanismos se mantiveram inactivos. Esta associa&ccedil;&atilde;o entre o modelo te&oacute;rico utilizado e os resultados obtidos pelo estudo, que descrevem e analisam a hist&oacute;ria da institui&ccedil;&atilde;o, torna plaus&iacute;veis os cen&aacute;rios apresentados. &Eacute;, tamb&eacute;m, importante ter em considera&ccedil;&atilde;o que as previs&otilde;es efectuadas assumem a manuten&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es externas ao Sindicato, insinuando que este se movimentar&aacute; num ambiente social e organizacional semelhante ao vigente hoje em dia, manuten&ccedil;&atilde;o essa que poder&aacute; n&atilde;o se verificar. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Considera-se, no entanto, de grande pertin&ecirc;ncia avaliar at&eacute; que ponto determinadas estrat&eacute;gias poder&atilde;o ser ou n&atilde;o eficazes no processo de crescimento de uma organiza&ccedil;&atilde;o, dado que tal perspectiva&ccedil;&atilde;o pode constituir um ponto de verdadeiro interesse para o tecido organizacional. </P >    <P    >Ao n&iacute;vel te&oacute;rico, o contributo do presente estudo centra-se no facto de descrever o ciclo de vida de uma ONG sob o ponto de vista de um fen&oacute;meno organizacional: a mudan&ccedil;a. &Eacute; neste sentido que se insere na literatura existente acerca de mudan&ccedil;a e ciclo de vida das organiza&ccedil;&otilde;es. </P >     <P align="center"    >&nbsp;</P >     <P align="center"    >REFER&Ecirc;NCIAS </P >     <!-- ref --><P    >Abernathy, W., &amp; Utterback, J. (1978). Patterns of innovation in industry. In <I>Technology review</I>, <I>80</I>, 40-47. </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231200900040000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P    >Barros, C. (1997). <I>As institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-lucrativas e a ac&ccedil;&atilde;o social em Portugal </I>(1&ordf; ed.). Lisboa: Vulgata. </P >    <P    >Brown, S., &amp; Eisenhardt, K. (1997). The art of continuous change: Linking complexity theory and time-paced evolution in relentlessly shifting organizations. <I>Administrative science quarterly, 42</I>, 1-34. </P >     <P    >Caetano, A. (2001). Mudan&ccedil;a e interven&ccedil;&atilde;o organizacional.    In J. M. Ferreira, J. Neves, &amp; A. Caetano (Eds.), <I>Manual de psicossociologia    das organiza&ccedil;&otilde;es </I>(pp. 531-542). McGraw-Hill Higher Education.  </P >     <P    >Cumming, T. G., Mohrman, S. A., Mohrman, A. M., &amp; Ledford, G. E., Jr. (1985).    Organization design for the future: A collaborative research approach. In E.    E. Lawler, A. M. Mohrman Jr., S. A. Mohrman, G. E. Ledford, &amp; T. G. Cummings    (Eds.), <I>Doing research that is useful in theory and practice </I>(pp. 275-305).    San Francisco, CA: Jossey-Bass. </P >     <P    >Cunha, M. P., Rego, A., Cunha, R. C., &amp; Cabral-Cardoso, C. (2004). <I>Manual de comportamento organizacional e gest&atilde;o </I>(3&ordf; ed.). Lisboa: RH. </P >    ]]></body>
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