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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[&#8220;PApi - Pais por Inteiro&#8221; Programa de intervenção em grupo para o ajustamento pessoal e a promoção da coparentalidade positiva em pais divorciados]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article presents the intervention program for divorced parents, Pais por Inteiro (PApi). The main goals of this intervention program, which are supported by the revisited literature in which the article begins, are to promote a positive coparenting style, to help creating a binuclear family project and to help reflect about the interpersonal pathways of each divorced parent. These objectives are described as the three major psycho-therapeutic phases, from which these objectives evolve - exposure of the divorce processes, experience sharing and skills training and developmental change. In the end, the present article also offers a detailed clarification of the objectives, materials and activities which were planned for each one of the ten sessions that PApi involves.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Ajustamento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Coparentalidade]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><b>&ldquo;PApi &ndash; Pais por Inteiro&rdquo; Programa de interven&ccedil;&atilde;o    em grupo para </b><b>o ajustamento pessoal e a promo&ccedil;&atilde;o da</b></p>     <p align="center"><b>coparentalidade positiva em pais divorciados</b></p>     <P align="center"    >&nbsp;</P >     <P align="right">Diogo Lamela <a name="top0"></a><a href="#0">(*)</a></P>     <P align="right">Maria Castro <a href="#0">(*)</a></P>     <P align="right">Tiago Gon&ccedil;alves <a href="#0">(*)</a></P>     <P align="right">B&aacute;rbara Figueiredo <a href="#0">(*)</a></P>       <P align="center"    >&nbsp;</P >     <P align="center"    >RESUMO </P >     <P    >O presente artigo apresenta o programa de interven&ccedil;&atilde;o em grupo    para pais divorciados, <I>Pais por Inteiro (PApi)</I>. Fundamentados na revis&atilde;o    da literatura com a qual o artigo se inicia, os objectivos gerais do programa    &ndash; promover a coparentalidade positiva, a constru&ccedil;&atilde;o de um    projecto de binuclearidade familiar e a reflex&atilde;o e aprofundamento das    traject&oacute;rias individuais de cada pai &ndash; s&atilde;o descritos, assim    como as tr&ecirc;s macrocomponentes psicoterap&ecirc;uticas ao longo das quais    estes objectivos se desenvolvem &ndash; exposi&ccedil;&atilde;o dos processos    de div&oacute;rcio, partilha experiencial e treino de compet&ecirc;ncias e mudan&ccedil;a    desenvolvimental. O artigo oferece ainda, no final, uma mais detalhada clarifica&ccedil;&atilde;o    dos objectivos, materiais e actividades planeadas para cada das dez sess&otilde;es    que comp&otilde;em o <I>PApi</I>. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    ><I>Palavras chave: </I>Ajustamento, Coparentalidade, Div&oacute;rcio, Interven&ccedil;&atilde;o    em grupo, Traject&oacute;rias desenvolvimentais. </P >     <P    >&nbsp;</P >     <P align="center"    >ABSTRACT </P >     <P    >This article presents the intervention program for divorced parents, <I>Pais    por Inteiro (PApi</I>). The main goals of this intervention program, which are    supported by the revisited literature in which the article begins, are to promote    a positive coparenting style, to help creating a binuclear family project and    to help reflect about the interpersonal pathways of each divorced parent. These    objectives are described as the three major psycho-therapeutic phases, from    which these objectives evolve &ndash; exposure of the divorce processes, experience    sharing and skills training and developmental change. In the end, the present    article also offers a detailed clarification of the objectives, materials and    activities which were planned for each one of the ten sessions that <I>PAp</I>i    involves. </P >     <P    ><I>Key words: </I>Adjustment, Coparenting, Developmental pathways, Divorce, Group    intervention. </P >     <P    >&nbsp;</P >       <p>&nbsp;</p>     <p align="center">INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</P >     <p>O div&oacute;rcio &eacute; um processo din&acirc;mico, complexo,    que obriga a m&uacute;ltiplas mudan&ccedil;as individuais e familiares, sendo    por isso geralmente descrito como um per&iacute;odo de elevado stress psicossocial    para toda a fam&iacute;lia (Hetherington, 1993). Para al&eacute;m das quest&otilde;es    legais, os pais t&ecirc;m de adaptar-se a um novo estilo de vida, reorganizar-se    financeiramente, cuidar e auxiliar os filhos, bem como proceder, no per&iacute;odo    imediato ao div&oacute;rcio, ao luto da rela&ccedil;&atilde;o conjugal (Rogge,    Bradbury, Hahlweg, Engl, &amp; Thurmaier, 2006; Whiteside &amp; Becker, 2000).  </P >     <P    >No entanto, a separa&ccedil;&atilde;o conjugal n&atilde;o anuncia o fim da fam&iacute;lia. Como qualquer sistema humano auto-organizado e din&acirc;mico, a fam&iacute;lia &eacute; constitu&iacute;da por v&aacute;rios subsistemas e n&atilde;o  &eacute; por o subsistema conjugal se ter dissolvido que tamb&eacute;m ela se veja obrigada    a diluir-se (Hetherington &amp; Kelly, 2002). As rela&ccedil;&otilde;es familiares    mant&ecirc;m-se, embora com uma nova configura&ccedil;&atilde;o estrutural,    comunicacional e interaccional. &Eacute; uma certeza emp&iacute;rica que, para    que uma fam&iacute;lia com pais divorciados responda &agrave;s necessidades    desenvolvimentais dos seus elementos, &eacute; fundamental serem delimitadas    novas regras, novos pap&eacute;is, novos h&aacute;bitos que, em conjunto, ir&atilde;o    contribuir para um funcionamento saud&aacute;vel e ajustado da fam&iacute;lia    (Emery, 1999; Rogers, 2004). Ali&aacute;s, a compet&ecirc;ncia do ex-casal em    criar novos limites relacionais, novas din&acirc;micas comunicacionais e novos    c&oacute;digos de regula&ccedil;&atilde;o comportamental, est&aacute; fortemente    associada, em v&aacute;rios estudos, ao melhor ajustamento psicossocial quer    dos filhos quer dos pr&oacute;prios pais (Ahrons, 1981; Amato, 1993; Amato &amp;    Keith, 1991; Hetherington, 1993). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >A investiga&ccedil;&atilde;o indica ainda que &eacute; igualmente crucial demarcar    o passado conjugal da parentalidade presente, para ser exequ&iacute;vel construir    uma outra varia&ccedil;&atilde;o positiva da fam&iacute;lia. Os pais divorciaram-se    da sua rela&ccedil;&atilde;o conjugal, mas n&atilde;o da sua rela&ccedil;&atilde;o    parental (Ferrante, 2005; Macie, 2002). Os estudos emp&iacute;ricos mostram    todavia que, para a maioria dos pais, &eacute; muito dif&iacute;cil diferenciar    o papel conjugal do papel parental com o ex-c&ocirc;njuge (Macie, 2002). Quando    a ex-rela&ccedil;&atilde;o marital se emaranha com a rela&ccedil;&atilde;o coparental,    o estabelecimento de uma alian&ccedil;a parental refor&ccedil;ada, central no    ajustamento dos filhos depois do div&oacute;rcio, est&aacute; mais dificultada    (Camara &amp; Resnick, 1989; Dreman, 2000; Emery, 1982). Desta forma, a adapta&ccedil;&atilde;o    das crian&ccedil;as ao div&oacute;rcio dos pais &eacute; o resultado de uma    equa&ccedil;&atilde;o que congrega pelo menos tr&ecirc;s factores: (1) um padr&atilde;o    coparental cooperante (Adamsons &amp; Pasley, 2006; Maccoby, Depner, &amp; Mnookin,    1990; Maccoby, Buchanan, Mnookin, &amp; Dornbusch, 1993), caracterizado por    baixos n&iacute;veis de conflito interparental (Afifi &amp; Hamrick, 2006; Goodman,    Bonds, Sandler, &amp; Braver, 2004); (2) a cria&ccedil;&atilde;o de uma binucleari-dade    familiar efectiva (Macie, 2002); e (3) renovadas traject&oacute;rias pessoais    dos pais, carac-terizadas pela representa&ccedil;&atilde;o de novos pap&eacute;is    familiares, pela obten&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a financeira, pelo    desenvolvimento de novas redes de suporte e de um novo projecto pessoal que    seja satisfat&oacute;rio (Goodman et al., 2004; Sayer, 2006; Spanier &amp; Castro,    1979; Sweeper, 2004). </P >     <P    >Embora com apenas algumas d&eacute;cadas de exist&ecirc;ncia, a interven&ccedil;&atilde;o    psicol&oacute;gica no dom&iacute;nio do div&oacute;rcio &eacute; suscept&iacute;vel    de poder ser classificada em seis diferentes modalidades, como descrevemos a    seguir. </P >     <P    >1) A <I>terapia individual do div&oacute;rcio </I>centrada na reorganiza&ccedil;&atilde;o    psicol&oacute;gica p&oacute;s-div&oacute;rcio. V&aacute;rios modelos e paradigmas    te&oacute;ricos foram adaptados &agrave; terapia individual do div&oacute;rcio    (Kressel, 1980; Kressel &amp; Deutsch, 1977), mas &eacute; poss&iacute;vel identificar    alguns pontos em comuns. Num primeiro momento, &eacute; geralmente dado espa&ccedil;o    para a interven&ccedil;&atilde;o em crise, em que trabalhar o processo de luto    da rela&ccedil;&atilde;o conjugal &eacute; prioridade terap&ecirc;utica. De    seguida, a interven&ccedil;&atilde;o &eacute; dirigida &agrave; dissolu&ccedil;&atilde;o    adaptativa de poss&iacute;veis sentimentos de culpa causados pela ruptura relacional,    atrav&eacute;s da valida&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o emocional    dos sentimentos e do reenquadramento das emo&ccedil;&otilde;es negativas. Para,    finalmente, se lan&ccedil;ar os alicerces de novos projectos pessoais, num terceiro    momento (Storm &amp; Sprenkle, 1982). </P >     <P    >2) A <I>terapia familiar do div&oacute;rcio </I>que tem por finalidade contribuir para que a fam&iacute;lia desenvolva novos padr&otilde;es interactivos e comunicativos, mais funcionais e ajustados &agrave; sua nova realidade (Byng-Hall, 2000; Oz, 1994; Sommers-Flanagan &amp; Barr, 2005). A terapia familiar pode ser de grande utilidade para diluir e transformar padr&otilde;es relacionais desconstrutivos (muitas vezes respons&aacute;veis pelo div&oacute;rcio) e contribuir para a defini&ccedil;&atilde;o de novas fronteiras, limites, regras e potencialidades na fam&iacute;lia (Kruk, 1993; Moreland, Schwebel, Fine, &amp; Vess, 1982; Nock, 2000). </P >    <P    >3) A <I>regula&ccedil;&atilde;o do poder parental </I>que se caracteriza pela peritagem das compet&ecirc;ncias psicol&oacute;gicas e sociais dos progenitores  para o exerc&iacute;cio do poder parental (Antunes, Caridade, &amp; Pereira, 2005; Orenstein, 2006). </P >     <P    >4) A <I>interven&ccedil;&atilde;o em grupo com crian&ccedil;as </I>com a finalidade    principal de providenciar aos filhos de pais divorciados um espa&ccedil;o de    protec&ccedil;&atilde;o emocional, que permita a partilha dos sentimentos e    medos inerentes a esta exigente mudan&ccedil;a nas suas vidas (Gilman, Schneider,    &amp; Shulak, 2005; Pedro-Carroll, &amp; Cowen, 1985). Embora todos estes programas    adoptem uma esfera de partilha e suporte emocionais, s&atilde;o muito diversificados    os conte&uacute;dos sobre os quais incidem: dirigindo-se uns &agrave; preven&ccedil;&atilde;o    de pertur-ba&ccedil;&otilde;es psicopatol&oacute;gicas, enquanto outros versam    auxiliar a adapta&ccedil;&atilde;o instrumental da crian&ccedil;a, intervindo,    por exemplo, na manuten&ccedil;&atilde;o do rendimento acad&eacute;mico (Dent,    2001; Geelhoed, Blaisure, &amp; Geasler, 2001). </P >     <P    >5) Os <I>grupos de auto-ajuda </I>que visam a partilha de emo&ccedil;&otilde;es e a aceita&ccedil;&atilde;o experiencial entre indiv&iacute;duos divorciados e s&atilde;o, na maioria das vezes, mediados por um terapeuta (Dygard, Thuen, &amp; Solvang, 2000). </P >    <P    >6) A <I>interven&ccedil;&atilde;o em grupo com pais</I>, bastante difundida na cultura anglo-sax&oacute;nica, que pretende informar os pais acerca do impacto psicol&oacute;gico do processo pr&eacute;, durante e p&oacute;s div&oacute;rcio e dot&aacute;-los de t&eacute;cnicas de gest&atilde;o do comportamento dos filhos. As caracter&iacute;sticas, finalidades e modalidades deste tipo de interven&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o sucintamente descritas de seguida (para revis&atilde;o, cf. Blaisure &amp; Geasler, 2006). </P >    <P    >Dado que o div&oacute;rcio pode implicar desestabiliza&ccedil;&atilde;o emocional e vulnerabilidade psicopatol&oacute;gica nos diferentes membros da fam&iacute;lia (Jonhson &amp; Wu, 2002), v&aacute;rias ac&ccedil;&otilde;es foram desenvolvidas com pais em processo de div&oacute;rcio. A interven&ccedil;&atilde;o em grupo para pais divorciados tem backgrounds te&oacute;ricos distintos e assume uma diversidade de modalidades de ac&ccedil;&atilde;o, procurando dar respostas &agrave;s necessidades dos pais e das crian&ccedil;as na sua adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; nova realidade familiar. Importa, pois, conhecer as interven&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis, a forma como actuam, como se articulam, que potencialidades oferecem, quais as suas lacunas e que teorias as suportam. Seguindo esta preocupa&ccedil;&atilde;o, &eacute; cada vez mais vis&iacute;vel na literatura a publica&ccedil;&atilde;o de resultados de ensaios cl&iacute;nicos, na avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia de programas de interven&ccedil;&atilde;o em grupo com pais divorciados (Stewart, 2001). </P >    <P    >A maior parte das ac&ccedil;&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o com pais divorciados, cuja avalia&ccedil;&atilde;o de efic&aacute;cia foi publicada, insere-se em programas judiciais norte-americanos de regula&ccedil;&atilde;o do poder parental (Gilmour, 2004; Vera, 1993). A linha definidora destes programas &eacute; uma vertente psicoeducativa dirigida &agrave; aprendizagem de estrat&eacute;gias comportamentais de controlo do conflito, disputa e litig&acirc;ncia parentais. A generalidade da interven&ccedil;&atilde;o em grupo com pais divorciados tem vindo a centrar-se num modelo psicoeducacional de aprendizagem de compet&ecirc;ncias parentais, propondo a aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos supostamente &uacute;teis &agrave; interac&ccedil;&atilde;o de cada um dos pais com o(s) filho(s) (Goodman et al., 2004). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Poucos s&atilde;o os programas que se destinam a trabalhar e a refor&ccedil;ar a alian&ccedil;a coparental entre pais divorciados, dado que a maior parte n&atilde;o enfatiza a rela&ccedil;&atilde;o entre os pais como fundamental no desempenho do papel parental de cada um (Garber, 2004). H&aacute; contudo alguma diversidade nas matrizes terap&ecirc;uticas dos programas de interven&ccedil;&atilde;o com pais divorciados, pelo que &eacute; necess&aacute;rio fazer-se a distin&ccedil;&atilde;o entre: programas de interven&ccedil;&atilde;o em grupo com pais divorciados, centrados nos pais e programas de interven&ccedil;&atilde;o em grupo com pais divorciados, centrados nos filhos. </P >     <P    >Os programas de interven&ccedil;&atilde;o em grupo com pais divorciados, centrados    nos filhos perfazem a maioria dos programas publicados. T&ecirc;m como foco    de interven&ccedil;&atilde;o auxiliar os pais nas tarefas educativas essenciais    para o adequado desenvolvimento dos filhos e assisti-los nesta transi&ccedil;&atilde;o    familiar. Este tipo de programas especializou-se em melhorar a adapta&ccedil;&atilde;o    das crian&ccedil;as &agrave; disrup&ccedil;&atilde;o conjugal, atrav&eacute;s    da interven&ccedil;&atilde;o com os pais; n&atilde;o tendo por conseguinte como    finalidade principal contribuir para o ajustamento dos pais ao div&oacute;rcio    (Wolchik et al., 2000). </P >     <P    >Os programas de interven&ccedil;&atilde;o em grupo com pais divorciados, centrados nos pais, s&atilde;o conceptualmente mais ricos, uma vez que apostam  no fortalecimento da adapta&ccedil;&atilde;o dos pais ao div&oacute;rcio, contribuem para criar grupos de suporte, fomentam a partilha experencial e dotam  os pais de compet&ecirc;ncias para melhorar as suas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, principalmente com  o ex-c&ocirc;njuge, empenhando-se ainda na melhoria das suas compet&ecirc;ncias coparentais. O foco de interven&ccedil;&atilde;o directo &eacute; portanto a d&iacute;ade parental e n&atilde;o as crian&ccedil;as. </P >     <P    >Gilmour (2004) realizou uma aprofundada an&aacute;lise e avalia&ccedil;&atilde;o    dos programas de interven&ccedil;&atilde;o dedicados a pais divorciados. Na    sua pesquisa, concluiu que a maior parte dos programas focaliza-se apenas na    transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o sobre o processo de div&oacute;rcio,    como gerir e litigar no processo judicial e na explica&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica    do impacto do conflito no desenvolvimento dos filhos. Afirma que &eacute;, por    conseguinte, errado considerarem-se programas de interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica    muitos dos programas destinados a pais divorciados, visto que n&atilde;o se    preocupam com a mudan&ccedil;a e reflex&atilde;o terap&ecirc;uticas dos participantes.    A autora aconselha alguma prud&ecirc;ncia nas expectativas quanto &agrave; melhoria    da rela&ccedil;&atilde;o coparental entre pais divorciados. A sua extensa revis&atilde;o    aponta alguns caminhos sobre o que &eacute; que funciona do ponto de vista terap&ecirc;utico,    como &eacute; poss&iacute;vel alcan&ccedil;ar determinados objectivos terap&ecirc;uticos    e, principalmente, como avaliar o impacto da interven&ccedil;&atilde;o em grupo    com pais divorciados. </P >     <P    >Num estudo desenvolvido por Arbuthnot, Poole, e Gordon (1996) sobre 3.658 fam&iacute;lias, cujos pais tinham participado num grupo de interven&ccedil;&atilde;o &ndash; que incidia na adapta&ccedil;&atilde;o ao div&oacute;rcio e fortalecimento da alian&ccedil;a coparental &ndash; concluiu-se que os participantes, logo ap&oacute;s o t&eacute;rmino do programa, apresentavam melhorias no ajustamento ao div&oacute;rcio, mas n&atilde;o no controlo do conflito interparental. Contudo, na avalia&ccedil;&atilde;o de <I>follow-up </I>um ano ap&oacute;s, foram encontradas melhorias quer na comunica&ccedil;&atilde;o entre os pais participantes, quer no envolvimento dos pais que n&atilde;o residiam com a crian&ccedil;a na vida e educa&ccedil;&atilde;o dos seus filhos, em compara&ccedil;&atilde;o com os pais do grupo de controlo. Dessa forma, os programas que planificam e integram na sua metodologia de avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia momentos de <I>follow-up </I>fornecem indica&ccedil;&otilde;es mais claras acerca dos efeitos da participa&ccedil;&atilde;o dos pais nestes programas. </P >    <P    >Os desenhos terap&ecirc;uticos para interven&ccedil;&atilde;o com pais divorciados s&atilde;o diversos. No entanto, a literatura vem evidenciando que os semin&aacute;rios psicol&oacute;gicos s&atilde;o os que menor sucesso e efic&aacute;cia terap&ecirc;utica apresentam (Gilmour, 2004), uma vez que dotam os pais de conhecimentos te&oacute;ricos sobre o impacto do div&oacute;rcio nas crian&ccedil;as e adolescentes (Frieman, Garon, &amp; Garon, 2000), mas n&atilde;o os capacitam de meios e estrat&eacute;gias para assegurar um desenvolvimento ajustado dos filhos (Goodman et al., 2004). Segundo Stewart (2001), os programas em grupo dever&atilde;o ter por inten&ccedil;&atilde;o provocar a mudan&ccedil;a nos participantes e ser muito mais do que ensinamento de t&eacute;cnicas behavioristas no controlo do comportamento dos filhos. Os estudos evidenciam que grupos de interven&ccedil;&atilde;o orientados para a componente experiencial dos pais, ou centrados na valoriza&ccedil;&atilde;o das suas compet&ecirc;ncias, contribuem mais eficazmente para a mudan&ccedil;a do comportamento coparental do que m&eacute;todos passivos como os semin&aacute;rios, ac&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o e grupos de suporte (Gleasler &amp; Blaisure, 1998). </P >    <P    >Stone, McKenry, e Clark (1999) empreenderam uma avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa das aprecia&ccedil;&otilde;es e percep&ccedil;&otilde;es de pais do sexo masculino, participantes de grupos de interven&ccedil;&atilde;o no div&oacute;rcio. Os mesmos indicaram como extremamente &uacute;til: a informa&ccedil;&atilde;o sobre como o conflito interparental e o div&oacute;rcio podem afectar a vida dos filhos e a discuss&atilde;o e aprendizagem de t&eacute;cnicas de comunica&ccedil;&atilde;o e de coparentalidade. Num outro estudo, os tr&ecirc;s factores que mais contribu&iacute;ram para a mudan&ccedil;a terap&ecirc;utica nos participantes foram, em primeiro lugar, o sentimento de participar num grupo em que todos os membros est&atilde;o a passar pelo mesmo processo, em segundo, sentirem-se aceites e, em terceiro, a oportunidade de expressar sentimentos dif&iacute;ceis (Dygard et al., 2000). Na sua avalia&ccedil;&atilde;o do programa, os autores sustentaram que poderia ser relevante, em futuras reformula&ccedil;&otilde;es, dar ainda mais &ecirc;nfase ao processo experiencial. </P >    <P    >Os programas de interven&ccedil;&atilde;o em grupo com pais divorciados para serem eficazes devem, por conseguinte, assegurar o treino de compet&ecirc;ncias quer no controlo de conflito inter-parental, quer na cria&ccedil;&atilde;o de um compromisso coparental, atrav&eacute;s, por exemplo da produ&ccedil;&atilde;o de um plano parental (Arbuthnot &amp; Gordon, 1996; Garber, 2004; Gleasler &amp; Blaisur, 1998; Gilmour, 2004). De uma forma global, a investiga&ccedil;&atilde;o tem evidenciado a efic&aacute;cia destes programas na melhoria da parentalidade, da coparentalidade e do controlo dos conflitos interparentais (Dent, 2001; Ferrante, 2005; Gleasler &amp; Blaisur, 1998; Gilmour, 2004). </P >    <P    >O programa de interven&ccedil;&atilde;o em grupo <I>Pais por Inteiro </I>pode caracterizar-se por se direccionar &agrave; coparentalidade e &agrave;s traject&oacute;rias individuais dos pais divorciados, por incluir uma componente informacional e uma dimens&atilde;o experiencial e por fomentar o treino de compet&ecirc;ncias, promovendo uma mudan&ccedil;a desenvolvimental. A finalidade primordial do programa &eacute; contribuir para que os pais se sintam mais confiantes, positivos e adaptados no seu novo papel. No entanto, para isso &eacute; fundamental focar parte da aten&ccedil;&atilde;o do programa nas traject&oacute;rias desenvolvimentais dos participantes. Partimos da premissa que pais com traject&oacute;rias individuais seguras, bem adaptados ao per&iacute;odo posterior ao div&oacute;rcio, que partilham uma rela&ccedil;&atilde;o cooperativa com o ex-c&ocirc;njuge, conseguir&atilde;o ser melhores pais e estar mais vocacionados para as necessidades psicol&oacute;gicas dos filhos (Amato, 1993; Macie, 2002). O mote do programa &eacute;, por iner&ecirc;ncia, descentrar da parentalidade para centrar o programa nos pais e na coparentalidade. Dessa forma, n&atilde;o estamos apenas a propor trabalhar o &ldquo;Eu, pai/m&atilde;e&rdquo;, mas tamb&eacute;m &ldquo;Eu, como pessoa&rdquo; e &ldquo;Eu e o meu futuro&rdquo;. N&atilde;o h&aacute; muitos programas conhecidos que avancem sobre estes pressupostos (Gilmour, 2004). </P >    <P    >O <I>PApi </I>n&atilde;o poder&aacute; ser identificado como um programa psicoeducacional tradicional, uma vez que pretende proporcionar a discuss&atilde;o, doseada por alguma partilha de conhecimento psicol&oacute;gico, que deve ser introduzido como um suplemento &agrave;s conclus&otilde;es e conversa&ccedil;&otilde;es grupais. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Na nossa opini&atilde;o, &eacute; ainda importante sublinhar a dimens&atilde;o    ecol&oacute;gica do desenvolvimento humano, considerando que o comportamento    &eacute;, ao mesmo tempo, reflexo e produto de um conjunto de transac&ccedil;&otilde;es    interactivas entre os pais, os filhos, a fam&iacute;lia alargada, o emprego    e os pap&eacute;is sociais e c&iacute;vicos. Por outras palavras, ao tentar    fazer interven&ccedil;&atilde;o na d&iacute;ade coparental, n&atilde;o podemos    abandonar a premissa que os comportamentos n&atilde;o acontecem num vazio contextual.    Desta forma, este programa pretende dar respostas a algumas orienta&ccedil;&otilde;es    conceptuais que apontam para que a interven&ccedil;&atilde;o em grupo com pais    divorciados responda com efic&aacute;cia &agrave;s necessidades reais das fam&iacute;lias,    tendo por base as evolu&ccedil;&otilde;es conceptuais da psicologia e da psicopatologia    do desenvolvimento. </P >     <P    >A nosso ver, ser&aacute; relevante desenvolver um programa de car&aacute;cter    desenvolvimental, contribuindo com este projecto para um maior conhecimento    dos pais sobre si pr&oacute;prios, sobre como desempenhar de forma mais eficaz    as fun&ccedil;&otilde;es coparentais e qual o impacto das suas pr&aacute;ticas    no desenvolvimento dos seus filhos. Far&aacute;, pois, todo o sentido trabalhar    esta dimens&atilde;o dos cuidados emocionais e psicol&oacute;gicos e, desta    forma, contribuir para a melhoria das pr&aacute;ticas parentais j&aacute; existentes    e, em alguns casos, quebrar poss&iacute;veis ciclos de cuidados (co)parentais    coercivos ou inadequados, potencializando uma viv&ecirc;ncia da (co)parentalidade    mais saud&aacute;vel e satisfat&oacute;ria, quer para pais quer para as crian&ccedil;as.  </P >       <P align="center"    >OBJECTIVOS </P >     <P    ><I>Objectivos distais </I></P >     <P    >Adoptando uma perspectiva cognitivo-desenvolvimental, o <I>PApi </I>tem por objectivo    distal a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento de tr&ecirc;s grandes &aacute;reas,    junto dos pais divorciados: a coparenta-lidade positiva e cooperante, um projecto    de binuclearidade familiar e as traject&oacute;rias individuais de cada pai    &ndash; promo&ccedil;&atilde;o do &ldquo;Eu, como pessoa&rdquo;. </P >      <P    >O programa destina-se a pais cuja rela&ccedil;&atilde;o com o ex-c&ocirc;njuge    n&atilde;o permite ou permite com dificuldade uma alian&ccedil;a parental cooperativa.    Foi desenhado a pensar em auxiliar pais com hist&oacute;rias passadas e presentes    de conflito interparental, n&atilde;o olhando &agrave; sua intensidade, modela&ccedil;&atilde;o,    tipo, processo ou causas. A finalidade &eacute;, ent&atilde;o, contribuir para    uma mudan&ccedil;a psicol&oacute;gica que evite ou, pelo menos, atenue a frequ&ecirc;ncia,    dura&ccedil;&atilde;o e intensidade de m&eacute;todos e processos coparentais    desajustados e incompat&iacute;veis com o desenvolvimento adaptado de todos    os elementos da fam&iacute;lia. </P >     <P    ><I>Objectivos proximais </I></P >    <P    >1) Dar oportunidade aos pais de partilhar com outros pais que experienciam o div&oacute;rcio, os seus atritos conjugais e interparentais, bem como as suas dificuldades no exerc&iacute;cio da coparentalidade. </P >    <P    >Compilando as ideias base da investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica, &eacute; facilmente percept&iacute;vel que, para que os objectivos distais sejam alcan&ccedil;ados, isto &eacute; para que os pais sejam capazes de promover uma alian&ccedil;a coparental coesa, &eacute; vital fornecer ferramentas e oportunidades de reflex&atilde;o sobre as pr&aacute;ticas coparentais presentes. Justifica-se assim este primeiro objectivo proximal. </P >    <P    >&Eacute; tamb&eacute;m dado adquirido que a possibilidade de privar com outros com hist&oacute;rias de vida similares contribui para a diminui&ccedil;&atilde;o do sentimento de isolamento experiencial (Dygard et al., 2001). A constata&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o se &eacute; o &uacute;nico a passar por certas adversidades promove uma postura mais positiva e optimista. Por outro lado, uma atmosfera de seguran&ccedil;a, confidencialidade e perten&ccedil;a, encoraja os pais a partilhar sentimentos, condutas e cren&ccedil;as sobre o seu div&oacute;rcio, as suas rela&ccedil;&otilde;es interparentais, as potencialidades e dificuldades na adapta&ccedil;&atilde;o ao div&oacute;rcio e as suas vis&otilde;es acerca da (co)parentalidade. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >O grupo terap&ecirc;utico pode funcionar como uma base segura enquanto os participantes est&atilde;o a proceder &agrave; reorganiza&ccedil;&atilde;o das  suas vincula&ccedil;&otilde;es emocionais (Lamela &amp; Figueiredo, em prepara&ccedil;&atilde;o; Todorski, 1995). A explora&ccedil;&atilde;o dos processos  de vincula&ccedil;&atilde;o em <I>setting </I>psicoterap&ecirc;utico &eacute; excelentemente descrita por Byng-Hall (1991): <I>&ldquo;After a shift in the  pattern of relationships no one should feel left out, or end up withless, or no, access to an attachment figure. If that happens he or she may escalate attachment behavior and pull the whole system back to the status quo. Therapeutic moves that are successful in altering the whole pattern of relationships are often those that make sure that everyone... benefits from the changes&rdquo; </I>(p. 202). </P >    <P    >2)	Gerir as emo&ccedil;&otilde;es envolvidas na desvincula&ccedil;&atilde;o ao ex-c&ocirc;njuge </P >    <P    >O processo de div&oacute;rcio obriga os pais a adaptar-se a um conjunto de altera&ccedil;&otilde;es nas suas rotinas emocionais e comportamentais (Amato &amp; Keith, 1991). A dissolu&ccedil;&atilde;o conjugal n&atilde;o &eacute; apenas um processo legal, uma vez que obriga a uma desvincula&ccedil;&atilde;o afectiva ao ex-c&ocirc;njuge, para uma evolu&ccedil;&atilde;o pessoal mais positiva. Este processo de desvincula&ccedil;&atilde;o emocional, &eacute; na maior parte das vezes, temperado por sentimentos de raiva, frustra&ccedil;&atilde;o e impot&ecirc;ncia (Ceglian &amp; Gardner, 1999). Um dos objectivos do programa &eacute; levar os pais a reflectir sobre como esses sentimentos, por um lado, t&ecirc;m impacto na sua vida &iacute;ntima e pessoal e, por outro, distorcem a imagem parental que constru&iacute;ram do ex-c&ocirc;njuge. Reflex&otilde;es sobre o processo de desvincula&ccedil;&atilde;o &agrave; ex-rela&ccedil;&atilde;o, no sentido de resolver as emo&ccedil;&otilde;es envolvidas, s&atilde;o, por conseguinte, empreendidas no <I>PApi</I>. </P >     <P    >3) Ajudar os pais na gest&atilde;o do conflito interparental </P >     <P    >O segundo passo na constru&ccedil;&atilde;o de uma alian&ccedil;a coparental &eacute; o compromisso de evitar conflitos e disputas entre os ex-c&ocirc;njuges. Todavia, romper com padr&otilde;es de interac&ccedil;&atilde;o disfuncionais que se instalaram na forma como os pais vivem a sua rela&ccedil;&atilde;o, pode ser um exerc&iacute;cio de acentuada dificuldade (Macie, 2002). Para ajudar a diluir o conflito interparental, seja qual for a sua intensidade ou tonalidade, &eacute; necess&aacute;rio, num primeiro momento, levar os pais a perceber o impacto do conflito no desenvolvimento dos filhos e dos pr&oacute;prios e, num segundo momento, dot&aacute;-los de estrat&eacute;gias eficazes e de f&aacute;cil aplica&ccedil;&atilde;o para curto-circuitar o in&iacute;cio e a escalada do conflito. </P >    <P    >4) Envolver os pais num projecto de binuclearidade familiar </P >    <P    >Macie (2002) observou que jovens adultos cujos pais divorciados apostaram num projecto de binuclearidade familiar apresentavam menos problemas de adapta&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica do que jovens adultos cujos pais divorciados desenvolveram uma coparentalidade paralela, com pouca intencionalidade na constru&ccedil;&atilde;o em comum de um projecto de educa&ccedil;&atilde;o para os filhos. Criar dois n&uacute;cleos familiares pode ser tarefa dif&iacute;cil, pois os pais t&ecirc;m de encontrar um equil&iacute;brio apurado entre a privacidade individual e o acordo de regras b&aacute;sicas na educa&ccedil;&atilde;o e interac&ccedil;&atilde;o com os filhos. Um dos objectivos proximais do <I>PApi </I>&eacute;, por consequ&ecirc;ncia, proporcionar aos pais estrat&eacute;gias para criar dois lares, estabelecer regras para os filhos comuns ao n&uacute;cleo materno e paterno, sem contudo p&ocirc;r em causa a privacidade e o novo estilo de vida do ex-c&ocirc;njuge. A literatura mostra que uma das formas mais eficazes de auxiliar os pais a iniciarem um compromisso para a binuclearidade &eacute; atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de um plano parental, onde est&atilde;o estipulados as regras essenciais que devem ser implementadas por ambos os pais (Whiteside, 1998). </P >    <P    >O <I>PApi </I>convida os participantes no programa a criar, ajustar e gerir um plano parental. Este plano parental, para ser efectivo e eficaz, deve abranger e regulamentar seis dom&iacute;nios comuns &agrave; parentalidade: a alimenta&ccedil;&atilde;o, rotinas de sono, higiene, trabalhos de casa e expectativas similares sobre a disciplina e regula&ccedil;&atilde;o comportamental dos filhos (Covell, 1999; Tompkins, 1995; Trombetta, 1989). Esta actividade, desenvolvida em <I>role-playing</I>, &eacute; um excelente ensaio dos ajustamentos coparentais que os participantes dever&atilde;o estar capazes de realizar no futuro. </P >    <P    >5) Reflectir e aprofundar as traject&oacute;rias individuais de cada pai &ndash; promo&ccedil;&atilde;o do &ldquo;Eu, como pessoa&rdquo; </P >    <P    >Um dos objectivos do <I>PApi </I>&eacute; ajudar os participantes a reflectir sobre as suas op&ccedil;&otilde;es de futuro (Sweeper, 2004). Aprofundar a reflex&atilde;o acerca das traject&oacute;rias individuais permite que os pais definam novos objectivos para si enquanto pessoa e enquanto pais. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >6) Criar uma nova rede social de suporte </P >     <P    >Richmond e Christensen (2001) sustentam que a cria&ccedil;&atilde;o e a recupera&ccedil;&atilde;o    de redes sociais s&atilde;o um excelente indicador da qualidade do ajustamento    ao div&oacute;rcio. Por consequ&ecirc;ncia, o <I>PApi </I>pretende contribuir    para o surgimento de novas teias relacionais e sociais, bem como para o fortalecimento    das existentes. </P >     <P align="center"    >DESCRI&Ccedil;&Atilde;O-S&Iacute;NTESE DAS SESS&Otilde;ES </P >     <P    >De seguida, propomos um breve sum&aacute;rio das sess&otilde;es do <I>PApi</I>,    baseado no manual do dinamizador de grupo (Lamela, Gon&ccedil;alves, Castro    &amp; Figueiredo, 2007a), que apresenta a fundamenta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica    e descreve em pormenor a planifica&ccedil;&atilde;o, objectivos, actividades    e tempo proposto para cada uma das sess&otilde;es. No manual poder&aacute; ainda    encontrar algumas recomenda&ccedil;&otilde;es e precau&ccedil;&otilde;es na    aplica&ccedil;&atilde;o das sess&otilde;es. No final do manual, est&atilde;o    prototificadas as fichas informativas que, em qualquer caso, devem ser ajustadas    ao grupo presente. Ser&aacute; relevante referir que todas as sess&otilde;es    se iniciam com uma actividade de ambienta&ccedil;&atilde;o &agrave; sess&atilde;o,    denominada de &ldquo;quebra-gelo&rdquo;. </P >     <P align="center"    >SESS&Atilde;O 1: APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O E REPRESENTA&Ccedil;&Atilde;O </P >     <P    ><I>Objectivos </I></P >    <P    >A primeira sess&atilde;o &eacute; destinada &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o do programa. O objectivo &eacute; tamb&eacute;m come&ccedil;ar a criar um ambiente de grupo, propenso &agrave; partilha e coopera&ccedil;&atilde;o. Nesta sess&atilde;o, os participantes s&atilde;o ainda inquiridas a respeito de dimens&otilde;es de import&acirc;ncia para avaliar os poss&iacute;veis efeitos da interven&ccedil;&atilde;o em grupo. </P >    <P    ><I>Materiais </I></P >    <P    >Bateria de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-interven&ccedil;&atilde;o; Materiais para actividades de quebra-gelo; Ficha informacional sobre as orienta&ccedil;&otilde;es do programa e conte&uacute;dos que ser&atilde;o explorados. </P >    <P    ><I>Actividades </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >&Eacute; feita a apresenta&ccedil;&atilde;o do grupo e dos dinamizadores. Cada participante preenche individualmente os instrumentos necess&aacute;rios &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia do programa. Introduzem-se os objectivos, temas e tarefas que ser&atilde;o propostos durante a sess&atilde;o. Segue-se a exposi&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o (perguntas-respostas) dos conceitos-chave (Coparentalidade, Binuclearidade e Traject&oacute;rias) e da filosofia de interven&ccedil;&atilde;o em grupo <I>PApi</I>. O grupo &eacute; depois convidado a formar regras para o seu funcionamento. </P >     <P align="center"    >SESS&Atilde;O 2: UM ACORDO PARA O CUIDADO:    MISS&Atilde;O (IM)POSS&Iacute;VEL?       <p align="center">(PARTE I &ndash; OS COMPORTAMENTOS) </p>      <p><I>Objectivos </I> </P>     <P    >A finalidade desta sess&atilde;o &eacute; conduzir os participantes a reconhecer pistas e sinais de raiva, hostilidade e conflito interparental na rela&ccedil;&atilde;o com o ex-c&ocirc;njuge. Os pais s&atilde;o conduzidos a discutir sobre as raz&otilde;es que os levam a entrar em conflito com o ex-c&ocirc;njuge. &Eacute; tamb&eacute;m relevante propor que reflictam acerca de como a hostilidade e o conflito interparental tem impacto no desenvolvimento dos seus filhos. Discutir e reflectir acerca das estrat&eacute;gias que costumam ser utilizadas no controlo do conflito &eacute; um prop&oacute;sito principal desta sess&atilde;o. </P >    <P    ><I>Materiais </I></P >    <P    >Material para actividade quebra-gelo inicial; Q-Sort para o Conflito Interparental (Lamela et al., 2007a); Folhas para as Solu&ccedil;&otilde;es do conflito interparental; Ficha informacional sobre o tema da sess&atilde;o. </P >    <P    ><I>Actividades </I></P >    <P    >Depois da actividade quebra-gelo inicial, o tema da sess&atilde;o &eacute; introduzido, com uma breve defini&ccedil;&atilde;o de conflito interparental e de poss&iacute;veis estrat&eacute;gias para o resolver. De seguida, &eacute; pedido aos participantes que escrevam as perguntas que gostariam ver respondidas sobre o tema da sess&atilde;o, em 3 a 5 pequenos cart&otilde;es em branco que lhe s&atilde;o entregues para o efeito (as perguntas s&atilde;o respondidas na sess&atilde;o seguinte). Os pais s&atilde;o posteriormente conduzidos a discutir e reflectir acerca das situa&ccedil;&otilde;es de conflito interparental e das estrat&eacute;gias que costumam utilizar no controlo do conflito. </P >     <P align="center"    >SESS&Atilde;O 3: UM ACORDO PARA O CUIDADO:MISS&Atilde;O (IM)POSS&Iacute;VEL?  </p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">(PARTE II &ndash; AS EMO&Ccedil;&Otilde;ES)</p>      <P    ><I>Objectivos </I></P >     <P    >Responder &agrave;s perguntas postas pelos pais na sess&atilde;o anterior, oferecendo    um referencial psico-educacional para o conflito interparental (temas, tipologias,    causas e consequ&ecirc;ncias para os pais e crian&ccedil;as), &eacute; um primeiro    objectivo da sess&atilde;o. Depois de terem sido trabalhadas as componentes    comportamental e cognitiva-emocional envolvidas nos processos de conflito, o    prop&oacute;sito &eacute; reflectir com os participantes acerca do impacto desse    conflito nos diversos membros da fam&iacute;lia. Um segundo objectivo da sess&atilde;o    &eacute; pois considerar as consequ&ecirc;ncias emocionais do conflito nos pais    e em especial nas crian&ccedil;as. </P >     <P    ><I>Materiais </I></P >    <P    >Fichas informativas sobre a defini&ccedil;&atilde;o do conflito, as consequ&ecirc;ncias da exposi&ccedil;&atilde;o ao conflito e orienta&ccedil;&otilde;es de como identificar pistas indicadoras de conflito; Papel de Carta para todos os participantes; Ficha informatiza sobre o tema da sess&atilde;o. </P >    <P    ><I>Actividades </I></P >    <P    >A primeira actividade &eacute; dar resposta &agrave;s perguntas e d&uacute;vidas que os pais levantaram na sess&atilde;o anterior. A exposi&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica, que dever&aacute; ser interactiva e a mais sucinta poss&iacute;vel, versando o conflito parental e as suas consequ&ecirc;ncias, resume e d&aacute; consist&ecirc;ncia cient&iacute;fica a todas as reflex&otilde;es e actividades desenvolvidas. Num segundo momento, &eacute; lido um excerto de um di&aacute;rio de uma jovem mulher que relata a sua experi&ecirc;ncia como filha de pais divorciados. O excerto &eacute; um excelente mote para introduzir as mudan&ccedil;as emocionais que o div&oacute;rcio e o conflito litigante e disruptivo dos pais podem transportar para os filhos. Depois de uma breve discuss&atilde;o, os participantes s&atilde;o convidados, na sua qualidade de pais separados, a responder por carta aos sentimentos, medos e esperan&ccedil;as descritas no excerto apresentado. </P >     <P align="center"   >SESS&Atilde;O 4: ADEUS, AT&Eacute; SEMPRE! UM MAPA PRECISA-SE: FAZENDO OP&Ccedil;&Otilde;ES...  </P >     <P    ><I>Objectivos </I></P >    <P    >A finalidade da sess&atilde;o &eacute; proporcionar um espa&ccedil;o de partilha experiencial condicional, no qual os participantes t&ecirc;m oportunidade de compartilhar d&uacute;vidas, m&aacute;goas, ressentimentos e emo&ccedil;&otilde;es sobre o div&oacute;rcio e o per&iacute;odo de adapta&ccedil;&atilde;o que se sucedeu. Desta forma, o programa d&aacute; espa&ccedil;o aos pais para discutir as v&aacute;rias facetas do div&oacute;rcio, reflectindo se j&aacute; fizeram o div&oacute;rcio emocional do casamento. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    ><I>Materiais </I></P >    <P    >Material para actividade de acolhimento inicial; Ficha informativa sobre o tema da sess&atilde;o. </P >    <P    ><I>Actividades </I></P >    <P    >A sess&atilde;o &eacute; essencialmente destinada ao debate e &agrave; discuss&atilde;o. &Eacute; proposto aos participantes que, num primeiro momento, partilhem a sua vis&atilde;o sobre o div&oacute;rcio e o modo como alterou, positiva e negativamente, as suas vidas. Num segundo momento, o debate &eacute; orientado para os pais reflectirem sobre a seguinte quest&atilde;o: <I>&ldquo;Ser&aacute; que estou divorciado/a do meu casamento?&rdquo; </I></P >     <P align="center"    >SESS&Atilde;O 5: TRABALHANDO OS V&Iacute;NCULOS</P >     <P    ><I>Objectivos </I></P >    <P    >&Eacute; proposto auxiliar os participantes a iniciar um <I>equil&iacute;brio da vincula&ccedil;&atilde;o </I>depois do div&oacute;rcio (Lamela et al., em prepara&ccedil;&atilde;o; Todorski, 1995), atrav&eacute;s da reflex&atilde;o de express&otilde;es menos adaptativas de comportamentos de vincula&ccedil;&atilde;o que podem interferir com a resolu&ccedil;&atilde;o do div&oacute;rcio, causando dificuldades na futura co-parentilidade e no funcionamento familiar. </P >    <P    ><I>Materiais </I></P >    <P    >Cart&otilde;es do Q-set <I>Comportamentos de care-seeking antes e ap&oacute;s o div&oacute;rcio </I>(Lamela et al., 2007a); C&oacute;pias da actividade <I>Tricotando as minhas redes sociais </I>(Lamela et al., 2007a); Ficha informativa sobre o tema da sess&atilde;o. </P >    <P    ><I>Actividades </I></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Com a finalidade de sensibilizar os participantes para a ideia de que a adapta&ccedil;&atilde;o    ao div&oacute;rcio est&aacute; associada ao redireccionar da procura de cuidados    emocionais e instrumentais (diminuindo o relevo do ex-c&ocirc;njuge como figura    de vincula&ccedil;&atilde;o e prestador preferencial de cuidados), a sess&atilde;o    inicia-se com uma breve exposi&ccedil;&atilde;o interactiva seguida de debate    sobre o tema <I>rela&ccedil;&otilde;es conjugais enquanto rela&ccedil;&otilde;es    de vincula&ccedil;&atilde;o</I>. Posteriormente, &eacute; proposto aos participantes,    atrav&eacute;s dos cart&otilde;es do Q-set, que mencionem quais eram os cuidados    providenciados pelo ex-c&ocirc;njuge antes do casamento e como &eacute; que    os participantes satisfazem ou pensam satisfazer esses cuidados ap&oacute;s    o div&oacute;rcio, uma vez que a disponibilidade do ex-c&ocirc;njuge n&atilde;o    existe ou est&aacute; mais limitada. Por fim, os pais s&atilde;o convidados    a reflectirem individualmente sobre o n&uacute;mero de elementos da sua rede    social, bem como sobre a frequ&ecirc;ncia, intensidade, finalidade e grau de    satisfa&ccedil;&atilde;o desses contactos sociais. </P >     <P align="center"    >SESS&Atilde;O 6: GERINDO EMO&Ccedil;&Otilde;ES... </P >     <P    ><I>Objectivos </I></P >     <P    >Os participantes exploram as emo&ccedil;&otilde;es negativas, como a raiva e    ressentimento; a finalidade &eacute; reflectir sobre a adaptabilidade destas    emo&ccedil;&otilde;es. Um outro objectivo da sess&atilde;o &eacute; colocar    os pais a reconhecer e compreender os seus pensamentos distorcidos sobre o outro    pai, reflectindo sobre como a dissolu&ccedil;&atilde;o emocional do casamento    pode influenciar a rela&ccedil;&atilde;o coparental e os processos de identidade    individual (Will&eacute;n &amp; Montgomery, 2006). </P >     <P    ><I>Materiais </I></P >    <P    >Pap&eacute;is e l&aacute;pis de cor; C&oacute;pias dos enunciados das actividades da sess&atilde;o; Ficha informacional sobre o tema da sess&atilde;o. </P >    <P    ><I>Actividades </I></P >     <P    >A primeira actividade convida os pais a racionalizar as perdas e os ganhos do    div&oacute;rcio. De seguida, &eacute; apresentada a <I>&Aacute;rvore do Futuro</I>.    Esta actividade foi baseada no modelo em &aacute;rvore para as traject&oacute;rias    desenvolvimentais, teorizado por Sroufe (1997). A reflex&atilde;o pessoal centra-se    nas perguntas: <I>&ldquo;Eu daqui a 5 anos, como quero ser? O que &eacute; preciso    para atingi-lo? </I>e <I>&ldquo;Daqui a 5 anos, que tipo de rela&ccedil;&atilde;o    terei com o meu ex-c&ocirc;njuge?&rdquo; O que &eacute; preciso para atingi-lo?    </I>Estas actividades dever&atilde;o permitir descentrar os participantes do    presente e das caracter&iacute;sticas das rela&ccedil;&otilde;es no presente    e centr&aacute;-los no que poder&aacute; e dever&aacute; ser melhor no futuro,    orientando-os para a busca de solu&ccedil;&otilde;es e alternativas que possibilitar&atilde;o    o alcance dos objectivos. </P >     <P align="center"    >SESS&Atilde;O 7: OPERA&Ccedil;&Atilde;O STOP AO CONFLITO </P >     <P    ><I>Objectivos </I></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >&Eacute; apresentado aos participantes o ciclo de conflito. S&atilde;o mostradas    formas de evitar ou resolver o conflito. Os participantes s&atilde;o convidados    a desenvolver compet&ecirc;ncias efectivas de comunica&ccedil;&atilde;o e de    escuta e a discutir as vantagens de uma verdadeira comunica&ccedil;&atilde;o    entre pais na educa&ccedil;&atilde;o dos filhos. </P >     <P    ><I>Materiais </I></P >    <P    >Papel e c&oacute;pias do enunciado da actividade inicial de acolhimento; Ficha informacional sobre o tema da sess&atilde;o. </P >    <P    ><I>Actividades </I></P >     <P    >A sess&atilde;o inicia-se com a exposi&ccedil;&atilde;o interactiva das t&eacute;cnicas    de gest&atilde;o e controlo do conflito interparental. Desenvolve-se em volta    de um <I>role play </I>em pequeno grupo, em que os pais s&atilde;o convidados    a simular uma conversa em que um dos intervenientes est&aacute; motivado e empenhado    em provocar uma discuss&atilde;o e o outro ter&aacute; que utilizar as t&eacute;cnicas    que foram apresentadas. De seguida, os pap&eacute;is invertem-se. Escutar a    opini&atilde;o dos participantes ap&oacute;s esta actividade traz grandes benef&iacute;cios    no aperfei&ccedil;oamento das t&eacute;cnicas de gest&atilde;o e controlo do    conflito interparental. </P >     <P align="center"    >SESS&Atilde;O 8: OPERACIONALIZANDO O STOP AO CONFLITO </P >     <P    ><I>Objectivos </I></P >    <P    >A principal finalidade desta sess&atilde;o &eacute; dar continuidade pr&aacute;tica &agrave; sess&atilde;o anterior, atrav&eacute;s da valida&ccedil;&atilde;o e do <I>empowerment </I>das estrat&eacute;gias j&aacute; utilizadas pelos pais para o controlo e evitamento da hostilidade e conflito interparental. O segundo objectivo &eacute; apresentar e treinar algumas estrat&eacute;gias eficazes na gest&atilde;o do conflito na d&iacute;ade parental. </P >    <P    ><I>Materiais </I></P >     <P    >Cart&otilde;es do Q-set <I>Estrat&eacute;gias activas de gest&atilde;o do conflito    e promotoras de solu&ccedil;&otilde;es positivas de comunica&ccedil;&atilde;o    parental; </I>Ficha informacional sobre o tema da sess&atilde;o. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    ><I>Actividades </I></P >    <P    >Os participantes s&atilde;o convidados a debater as estrat&eacute;gias que foram trabalhadas na sess&atilde;o anterior. A finalidade &eacute; colocar os pais a reflectir sobre a viabilidade e efic&aacute;cia de tais estrat&eacute;gias. De seguida, s&atilde;o apresentados 20 cart&otilde;es, em cada um dos cart&otilde;es figura uma poss&iacute;vel estrat&eacute;gia de gest&atilde;o do conflito. Em pequenos grupos, os pais s&atilde;o conduzidos a debater sobre a fiabilidade e efic&aacute;cia das estrat&eacute;gias propostas. Por fim, os participantes s&atilde;o desafiados, atrav&eacute;s de um <I>role-play</I>, a p&ocirc;r em pr&aacute;tica supervisionada as estrat&eacute;gias que consideraram como mais v&aacute;lidas e promotoras de uma rela&ccedil;&atilde;o parental positiva. </P >     <P align="center"    >SESS&Atilde;O 9: PALAVRA-CHAVE: NEGOCIAR E NEGOCIAR E NEGOCIAR A BEM DOS NOSSOS    FILHOS    <BR> </P >     <P    ><I>Objectivos </I></P >     <P    >O objectivo primordial desta sess&atilde;o &eacute; levar os pais a compreender    os benef&iacute;cios, tanto para eles pr&oacute;prios como para os filhos, da    alian&ccedil;a e das estrat&eacute;gias de negocia&ccedil;&atilde;o de conflitos    coparentais. T&eacute;cnicas de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas e compet&ecirc;ncias    de gest&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o s&atilde;o debatidas e apresentadas    aos elementos do grupo. </P >     <P    ><I>Materiais </I></P >    <P    >Materiais para a actividade quebra-gelo inicial; Ficha informacional sobre t&eacute;cnicas de negocia&ccedil;&atilde;o interparental; Ficha informacional sobre o tema da sess&atilde;o. </P >    <P    ><I>Actividades </I></P >    <P    >Os participantes s&atilde;o convidados a debater os benef&iacute;cios para todos os membros da fam&iacute;lia, em especial para os filhos, da utiliza&ccedil;&atilde;o da negocia&ccedil;&atilde;o entre os pais. De seguida, e ap&oacute;s ter sido apresentado o conceito, as estrat&eacute;gias de constru&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de um plano parental, &eacute; proposto a cada pai que construa um plano parental ajustado &agrave;s necessidades da pr&oacute;pria fam&iacute;lia. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center"    >SESS&Atilde;O 10: SERMOS PAIS EM CONJUNTO &ndash; UMA EQUA&Ccedil;&Atilde;O PARA    TODA A VIDA </P >     <P    ><I>Objectivos </I></P >    <P    >O objectivo primordial &eacute; debater com os pais as consequ&ecirc;ncias que a participa&ccedil;&atilde;o no <I>PApi </I>teve na sua parentalidade e rela&ccedil;&atilde;o coparental. Escutar os participantes sobre a condu&ccedil;&atilde;o do programa &eacute; importante. </P >    <P    ><I>Materiais </I></P >    <P    >C&oacute;pias dos instrumentos utilizados na avalia&ccedil;&atilde;o do programa. </P >   <I>Actividades </I></P >     <P    >A actividade principal desta sess&atilde;o a materializar os passos que os pais    poder&atilde;o dar para melhorar a sua rela&ccedil;&atilde;o coparental com    o ex-c&ocirc;njuge. O debate final &eacute; destinado &agrave; compreens&atilde;o    das opini&otilde;es dos participantes quanto ao programa em si. Posteriormente,    procede-se &agrave; reaplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o    j&aacute; administrados no in&iacute;cio do programa. </P>     <P    >&nbsp;</P>     <P align="center"    ><a href="/img/revistas/aps/v27n4/27n4a05q1.jpg" target="_blank">QUADRO 1</a></P>     
<P align="center"    >&nbsp;</P >     <P align="center"    >CONCLUS&Atilde;O </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    ><I>Pais por Inteiro </I>&eacute; um programa de interven&ccedil;&atilde;o que foi concebido e desenvolvido no Servi&ccedil;o de Consulta Psicol&oacute;gica e Desenvolvimento Humano da Universidade do Minho. Actualmente, est&aacute; a decorrer a sua valida&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do Projecto de Estudo Longitudinal dos Processos e Traject&oacute;rias de Adapta&ccedil;&atilde;o Familiar ao Div&oacute;rcio. </P >     <P    >O programa <I>PApi </I>prev&ecirc; tr&ecirc;s momentos de avalia&ccedil;&atilde;o    da efic&aacute;cia psicoterap&ecirc;utica: um momento de pr&eacute;-interven&ccedil;&atilde;o,    um momento p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o e um momento <I>follow-up</I>,    12 meses ap&oacute;s a sua finaliza&ccedil;&atilde;o. O processo de valida&ccedil;&atilde;o    contar&aacute; com a participa&ccedil;&atilde;o de 100 d&iacute;ades parentais    no grupo experimental &ndash; ou seja, 200 participantes, divididos em grupos    de 10 elementos &ndash; e 100 d&iacute;ades parentais no grupo de controlo,    sendo que estes participantes n&atilde;o ser&atilde;o integrados em nenhuma    modalidade de interven&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica. </P >     <P    >A efic&aacute;cia do <I>PApi </I>ser&aacute; avaliada atrav&eacute;s da compara&ccedil;&atilde;o    dos resultados dos pais (participantes <I>versus </I>em lista de espera): (1)    <I>Question&aacute;rio de Levantamento S&oacute;cio-Demogr&aacute;fico </I>(QLSD,    Lamela, Pereira, Castro, Gon&ccedil;alves, &amp; Figueiredo, 2007) para reunir    informa&ccedil;&atilde;o sobre os dom&iacute;nios da vida dos participantes    que t&ecirc;m relevo para a valida&ccedil;&atilde;o; (2) <I>Question&aacute;rio    das Raz&otilde;es do Div&oacute;rcio </I>(QRaD, Lamela, Pereira, Castro, Gon&ccedil;alves,    &amp; Figueiredo, 2008); (3) <I>Brief Sympton Inventory </I>(BSI, Derogatis    &amp; Melisaratos, 1983; vers&atilde;o portuguesa Canavarro, 1999) para medir    os &iacute;ndices de psicopatologia geral; (4) <I>Divorce Adjustment Inventory    &ndash; Revised </I>(DAI-R; Portes, Smith, &amp; Brown, 2000; vers&atilde;o    portuguesa em valida&ccedil;&atilde;o por Gon&ccedil;alves, Lamela, Castro &amp;    Figueiredo, 2006) para avaliar o ajustamento ao div&oacute;rcio dos participantes;    (5) <I>Revised Conflict Tactics Scales </I>(CTS2, Straus, Hamby, Boney-McCoy,    &amp; Sugarman, 1996; vers&atilde;o portuguesa de Paiva &amp; Figueiredo, 2006)    para medir as t&eacute;cnicas de resolu&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o e negocia&ccedil;&atilde;o    de conflitos; (6) <I>Parenting Alliance Measure </I>(PAM, Abidin &amp; Konold,    1999; vers&atilde;o portuguesa em valida&ccedil;&atilde;o por Lamela, Gon&ccedil;alves,    Castro, &amp; Figueiredo, 2006). </P >     <P    >Dessa feita, <I>Pais por Inteiro </I>&eacute; um contributo para a interven&ccedil;&atilde;o    em grupo com pais divorciados em Portugal. Na avalia&ccedil;&atilde;o-piloto    da aplica&ccedil;&atilde;o da primeira vers&atilde;o do programa, melhorias    significativas foram registadas, no ajustamento ao div&oacute;rcio e na alian&ccedil;a    coparental nos pais participantes, em compara&ccedil;&atilde;o o grupo de controlo    (Lamela, Gon&ccedil;alves, Castro, &amp; Figueiredo, 2007b). Estes resultados    preliminares d&atilde;o conta que o <I>PApi &ndash; Pais por Inteiro </I>&eacute;    um programa que promove o ajustamento ao div&oacute;rcio dos pais, sublinhando    a coparentalidade, a binuclearidade e as traject&oacute;rias individuais como    nuclear &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o a esta nova configura&ccedil;&atilde;o    familiar. </P >     <P align="center"    >&nbsp;</P >     <P align="center"    >REFER&Ecirc;NCIAS </P >     <P    >Abidin, R. R., &amp; Konold, T. R. (1999). <I>Parenting alliance measure professional manual</I>. Odessa, FL: Psychological Assessment Resources. </P >     <P    >Adamsons, K., &amp; Pasley, K. (2006). Coparenting following divorce and relationship    dissolution. In M. Fine, &amp; J. Harvey (Eds.), <I>Handbook of divorce and    relationship dissolution </I>(pp. 241-261). Mahwah: Lawrence Erlbaum Associates.  </P >     <P    >Afifi, T., &amp; Hamrick, K. (2006). Communication processes that promote risk and resiliency in post-divorce families. In M. Fine, &amp; J. Harvey (Eds.), <I>Handbook of divorce and relationship  dissolution </I>(pp. 435-455). Mahwah: Lawrence Erlbaum Associates. </P >     <P    >Ahrons, C. R. (1981). The continuing coparental relationship between divorced spouses. <I>American Journal of Orthopsychiatry, 51</I>, 415-428. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Amato, P. R. (1993). Children&rsquo;s adjustment to divorce: Theories, hypotheses, and empirical support. <I>Journal of Marriage and the Family, 55</I>, 23-38. </P >    <P    >Amato, P. R., &amp; Keith, B. (1991). Parental divorce and the well-being of children: A meta-analysis. <I>Psychological Bulletin, 11, </I>26-46. </P >    <P    >Antunes, C., Caridade, S., &amp; Pereira, A. (2005). Avalia&ccedil;&atilde;o dos processos de regula&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio de poder paternal. In R. Abrunhosa &amp; C. Machado (Eds.), <I>Psicologia forense </I>(pp. 575-603). Coimbra: Quarteto. </P >    <P    >Arbuthnot, J., Poole, C., &amp; Gordon, D. (1996). Use of educational materials to modify stressful behaviours in pos-divorce parenting. <I>Journal of Divorce and Remarriage, 25</I>, 117-137. </P >     <P    >Blaisure, K., &amp; Geasler, M. (2006). Educational interventions for separating    and divorcing parents and their children. In M. Fine &amp; J. Harvey (Eds.),    <I>Hand-book of Divorce and Relationship Dissolution </I>(pp.    435-455). Mahwah: Lawrence Erlbaum Associates. </P >     <P    >Byng-Hall, J. (1991). <I>Living beyond loss. </I>New York: Norton. </P >    <P    >Byng-Hall, J. (2000). Therapist reflections: Diverse developmental pathways for the family. <I>Journal of Family Therapy, 22</I>, 264-272. </P >    <P    >Camara, A., &amp; Resnick, G. (1989). Styles of conflict resolution and cooperation between divorced parents: effects on child behaviour and adjustment. <I>American Journal of Orthopsychiatry, 59</I>, 560-575. </P >    <P    >Canavarro, M. C. (1999). Invent&aacute;rio de sintomas psicopatol&oacute;gicos &ndash; BSI. In M. R. Sim&otilde;es, M. Gon&ccedil;alves, &amp; L. S. Almeida (Eds.), <I>Testes e provas psicol&oacute;gicas em Portugal </I>(II vol., pp. 95-109). Braga: APPORT/SHO. </P >    <P    >Ceglian, C., &amp; Gardner, S. (1999). Attachment style: A risk for multiple marriages. <I>Journal of Divorce and Remarriage, 31, </I>125-139. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Covell, K. (1999). Promoting parenting plans: A new role for the psychologist as expert in custody disputes. <I>Expert Evidence, 7, </I>113-126. </P >    <P    >Dent, G. (2001). <I>The efficacy of group psychotherapy for improving children&rsquo;s adjustment during the divorce transition. </I>Trinity: Trinity Western University. </P >    <P    >Derogatis, L. R., &amp; Melisaratos, N. (1983). The brief symptom inventory: An introductory report. <I>Psychological Medicine, 13</I>, 595-605. </P >    <P    >Dreman, S. (2000). The influence of divorce on children. <I>Journal of Divorce and Remarriage, 32</I>, 41-71. </P >    <P    >Dygard, L., Thuen, F., &amp; Solvang, P. (2000). An evaluation of divorce support groups: A qualitative aproach. <I>Journal of Divorce and Remarriage, 32</I>, 141-147. </P >    <P    >Emery, R. (1982). Interparental conflict and the children of discord and divorce. <I>Psychological Bulletin, 92</I>, 310-330. </P >    <P    >Emery, R. (1999). Postdivorce family life for children: An overview of research and some implications for policy. In R. Thompson &amp; P. Amato (Eds.), <I>The postdivorce family: Children, parenting, and society </I>(pp. 3-27). London: Sage. </P >    <P    >Ferrante, J. (2005). <I>Co-parenting in intact and divorced families: Its impact on young adult adjustment</I>. Tese de Doutoramento, Universidade Virginia Commonwealth. </P >    <P    >Frieman, B., Garon, H., &amp; Garon, R. (2000). Parenting seminars for divorcing parents: One year later. <I>Journal of Divorce and Remarriage, 33</I>, 129-143. </P >    <P    >Garber, B. (2004). Directed co-parenting intervention: Conducting child-centered interventions in parallel with highly conflicted co-parents. <I>Professional Psychology: Research and Practice, 35</I>, 55-64. </P >    ]]></body>
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<source><![CDATA[Psicologia: Teoria e Prática]]></source>
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<page-range>14-39</page-range></nlm-citation>
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