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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of this research is to adapt The Brief version of Spousal Assault Risk Assessment (Kropp, Hart, & Belfrage, 2005) known by B-SAFER or SARA: PV to Portuguese population. The main goal is to introduce a systematic, standardized and practically useful framework for gathering and analyzing information to help the making decisions process about spousal assault risk assessment. The domestic violence teams from GNR and PSP used the SARA: PV and the Conflict Tactics Scale (CTS, Straus, 1979) into 87 cases of domestic violence in Lisbon. The results show us that the risk factors related with spousal assault history are more present than psychosocial adjustment. The offenders with a spousal assault history have higher results in the outcome of SARA: PV. We can identify positive and significant correlations between the two tools. It was concluded that reliability and validity levels were good for Portuguese population.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação de risco]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o de risco de viol&ecirc;ncia conjugal: Vers&atilde;o    para pol&iacute;cias (SARA: PV) (<a href="#1">*</a>) <a name="top1"></a></b></p>     <p><b>Iris Almeida (**), Cristina Soeiro (***) </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>(**) Docente no Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de Egas Moniz,    Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o Interdisciplinar Egas Moniz; e-mail: <a href="mailto:ialmeida@egasmoniz.edu.pt">ialmeida@egasmoniz.edu.pt</a>    / <a href="mailto:iris@sermais.com">iris@sermais.com</a>. </p>     <p>(***) Especialista Superior na Escola de Pol&iacute;cia Judici&aacute;ria.    Docente no Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de Egas Moniz/Centro    de Investiga&ccedil;&atilde;o Interdisciplinar Egas Moniz. </P >     <p>&nbsp;</p>     <P   align="left" ><b>RESUMO </b></P >     <p>O objectivo da presente investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; adaptar a checklist    Avalia&ccedil;&atilde;o de Risco de Viol&ecirc;ncia Conjugal: Vers&atilde;o    para Pol&iacute;cias (SARA: PV, Kropp, Hart, &amp; Belfrage, 2005) para a popula&ccedil;&atilde;o    portuguesa. Este instrumento avalia o risco de viol&ecirc;ncia conjugal, identificando    os factores que est&atilde;o associados ao risco reincid&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia.    Os instrumentos utilizados foram o SARA: PV e o Conflict Tactics Scale (CTS,    Straus, 1979), na vers&atilde;o portuguesa. A amostra foi recolhida pela GNR    e pela PSP. Participaram 87 v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal. Os resultados    mostram que os factores de risco associados &agrave; hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia    conjugal est&atilde;o mais presentes do que os associados ao ajustamento psicossocial.    Os agressores com hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia conjugal apresentam resultados    mais elevados nos resultados do SARA: PV. Os resultados mostram, ainda, correla&ccedil;&otilde;es    significativas e positivas entre ambos os instrumentos, indicando boas qualidades    psicom&eacute;tricas na sua adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o    portuguesa. </P >     <p><I>Palavras-chave: </I>Avalia&ccedil;&atilde;o de risco, Factores de risco,    Viol&ecirc;ncia conjugal. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="left" ><b>ABSTRACT </b></P >     <p>The purpose of this research is to adapt The Brief version of Spousal Assault    Risk Assessment (Kropp, Hart, &amp; Belfrage, 2005) known by B-SAFER or SARA:    PV to Portuguese population. The main goal is to introduce a systematic, standardized    and practically useful framework for gathering and analyzing information to    help the making decisions process about spousal assault risk assessment. The    domestic violence teams from GNR and PSP used the SARA: PV and the Conflict    Tactics Scale (CTS, Straus, 1979) into 87 cases of domestic violence in Lisbon.    The results show us that the risk factors related with spousal assault history    are more present than psychosocial adjustment. The offenders with a spousal    assault history have higher results in the outcome of SARA: PV. We can identify    positive and significant correlations between the two tools. It was concluded    that reliability and validity levels were good for Portuguese population. </P >     <p><I>Key-words: </I>Risk assessment, Risk factors, Spousal violence. </P >     <p>&nbsp;</p>        <p>A viol&ecirc;ncia conjugal &ndash; tamb&eacute;m referida como viol&ecirc;ncia    existente nos relacionamentos &ndash; &eacute; definida como qualquer tipo de    viol&ecirc;ncia, tentativa ou amea&ccedil;a f&iacute;sica perpetrada por um    homem ou uma mulher contra a pessoa com quem ele/ela, tem ou teve um relacionamento    &iacute;ntimo (Baldry, 2003). Esta defini&ccedil;&atilde;o &eacute; ampla e    inclui qualquer tipo de viol&ecirc;ncia (e.g., sexual, psicol&oacute;gica, verbal)    existente nos relacionamentos e n&atilde;o &eacute; limitada a relacionamentos    nos quais os companheiros est&atilde;o ou estiveram legalmente casados, nem    &eacute; limitada pelo sexo da v&iacute;tima ou perpetrador. A rela&ccedil;&atilde;o    pr&oacute;xima entre perpetrador e v&iacute;tima leva a que a viol&ecirc;ncia    seja mais frequente e s&eacute;ria, existindo uma maior probabilidade que a    viol&ecirc;ncia ocorra quando o perpetrador e a v&iacute;tima coabitam ou quando    contactam frequentemente (e.g., no decurso da separa&ccedil;&atilde;o/div&oacute;rcio    ou no decurso de visitas &agrave;s crian&ccedil;as). </P >     <p>A viol&ecirc;ncia conjugal &eacute; uma das formas mais comuns de viol&ecirc;ncia interpessoal em todo o mundo. Tamb&eacute;m &eacute; reconhecido que a viol&ecirc;ncia conjugal afecta de forma diferente homens e mulheres, sendo que as mulheres, mais do que os homens, tendem a ser, de forma mais continuada, v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia severa &ndash; incluindo o femic&iacute;dio &ndash;, e sofrem muito mais danos f&iacute;sicos e psicol&oacute;gicos (Baldry, 2003; Kroop, Hart, &amp; Belfrage, 2005; O&rsquo;Leary et al., 1989; Walker, 1989). </P >    <p>O n&uacute;mero de casos que envolve viol&ecirc;ncia conjugal traz dificuldades, para a pol&iacute;cia e para outros profissionais de justi&ccedil;a, em determinar quem mais necessita de assist&ecirc;ncia e que tipo de assist&ecirc;ncia. Quais os homens que possuem uma maior probabilidade de voltar a agredir ou amea&ccedil;ar a vida das suas companheiras? Quais os homens que devem ficar sujeitos a um programa de acompanhamento terap&ecirc;utico? Quais as mulheres que devem usufruir de medidas de protec&ccedil;&atilde;o? A resposta a quest&otilde;es como estas, depende da avalia&ccedil;&atilde;o de risco. </P >    <p>A maioria da investiga&ccedil;&atilde;o sobre a avalia&ccedil;&atilde;o de risco tem se concentrado na predi&ccedil;&atilde;o do comportamento criminal, procurando estabelecer quais os factores de risco que est&atilde;o associados &agrave; reincid&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia (Palmer, 2001). &Eacute; importante que os factores de risco que predizem a reincid&ecirc;ncia sejam conhecidos e que o seu conhecimento permita o desenvolvimento de medidas de avalia&ccedil;&atilde;o e programas de tratamento, tanto ao n&iacute;vel comunit&aacute;rio como ao n&iacute;vel prisional. A literatura refere que existem determinados factores que est&atilde;o associados ao aumento da probabilidade da reincid&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia (Gendreau, Little, &amp; Goggin, 1996; Palmer, 2001), tais como, hist&oacute;ria criminal (e.g., tipo e severidade da agress&atilde;o, condena&ccedil;&otilde;es anteriores), vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas, antecedentes familiares, factores sociais, factores situacionais e vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas. Estes factores podem ser divididos em dois tipos de preditores: vari&aacute;veis est&aacute;ticas que n&atilde;o se alteram (e.g., hist&oacute;ria criminal pr&eacute;via e antecedentes familiares) e vari&aacute;veis din&acirc;micas que podem sofrer altera&ccedil;&atilde;o ao longo do tempo (e.g., factores sociais, situacionais e psicol&oacute;gicos) e que podem conduzir a mudan&ccedil;as ao n&iacute;vel de risco (Simon, 1971, citado por Palmer, 2001). A vantagem de incluir vari&aacute;veis din&acirc;micas nos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o de risco est&aacute; associada com o desenvolvimento de programas de reabilita&ccedil;&atilde;o ou com as interven&ccedil;&otilde;es do sistema de justi&ccedil;a. </P >    <p>Assim, a avalia&ccedil;&atilde;o de risco da viol&ecirc;ncia conjugal pode ser definida como um processo de recolha de informa&ccedil;&atilde;o, acerca das pessoas envolvidas, para tomar decis&otilde;es de acordo com o risco de reincid&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia (Kropp, 2004; Kropp, Hart, Webster, &amp; Eaves, 1994, 1995, 1998). O principal objectivo da avalia&ccedil;&atilde;o de risco &eacute; a preven&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, a determina&ccedil;&atilde;o de quais os passos que devem ser tomados para minimizar os riscos. Mas isso n&atilde;o leva a que se consiga predizer se o perpetrador ir&aacute; ou n&atilde;o reincidir violentamente; para tal, ser&aacute; necess&aacute;rio avaliar outras premissas, tais como, natureza, imin&ecirc;ncia, severidade e frequ&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia (Hart, 2001; Mulvey &amp; Lidz, 1995). </P >    <p>De acordo com Kropp (2007) a avalia&ccedil;&atilde;o de risco de viol&ecirc;ncia conjugal compreende cinco princ&iacute;pios b&aacute;sicos: A utiliza&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplas fontes de informa&ccedil;&atilde;o, a identifica&ccedil;&atilde;o de factores de risco com suporte na literatura, o consentimento informado da v&iacute;tima, a utiliza&ccedil;&atilde;o de instrumentos com linhas de orienta&ccedil;&atilde;o e a gest&atilde;o do risco. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O primeiro princ&iacute;pio da avalia&ccedil;&atilde;o de risco requer que o avaliador obtenha m&uacute;ltiplas fontes de informa&ccedil;&atilde;o a partir de m&uacute;ltiplos m&eacute;todos. Idealmente, a avalia&ccedil;&atilde;o de risco de viol&ecirc;ncia conjugal deveria incluir uma entrevista com o agressor, uma entrevista com a v&iacute;tima, consulta do registo criminal, avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e outras fontes de informa&ccedil;&atilde;o consideradas relevantes pelo avaliador (Kropp, 2007). </P >    <p>O segundo princ&iacute;pio est&aacute; relacionado com a preocupa&ccedil;&atilde;o, por parte do avaliador/t&eacute;cnico, em apenas, considerar factores de risco com suporte te&oacute;rico e emp&iacute;rico: hist&oacute;ria de comportamento violento contra membros da fam&iacute;lia, conhecidos e estranhos; hist&oacute;ria de abusos f&iacute;sicos, sexuais e emocionais para com os parceiros &iacute;ntimos; acesso ou uso de armas; atitudes e comportamentos anti-sociais; relacionamentos inst&aacute;veis, incluindo hist&oacute;rico de separa&ccedil;&otilde;es ou div&oacute;rcios; presen&ccedil;a de eventos de vida stressantes, incluindo problemas financeiros, desemprego ou perdas recentes; v&iacute;tima ou testemunha de viol&ecirc;ncia na inf&acirc;ncia; problemas mentais ou perturba&ccedil;&otilde;es da personalidade; resist&ecirc;ncia &agrave; mudan&ccedil;a e motiva&ccedil;&atilde;o para o tratamento e atitudes que suportam a viol&ecirc;ncia (Kropp, 2007; Kropp &amp; Hart, 2000). </P >    <p>O terceiro princ&iacute;pio defende que &eacute; necess&aacute;ria alguma cautela quando se efectua a avalia&ccedil;&atilde;o de risco a partir de entrevistas com agressores conjugais, j&aacute; que estes podem minimizar ou negar a sua responsabilidade. Assim, &eacute; essencial a informa&ccedil;&atilde;o dada pela v&iacute;tima, desde que haja um foco de avalia&ccedil;&atilde;o em determinados dom&iacute;nios da vida do agressor e desde que a v&iacute;tima seja informada de todos os par&acirc;metros da avalia&ccedil;&atilde;o e que a informa&ccedil;&atilde;o fornecida pela v&iacute;tima possa ser comparada com a informa&ccedil;&atilde;o apresentada pelo agressor aquando da sua acusa&ccedil;&atilde;o (Kropp, 2007). </P >    <p>O quarto princ&iacute;pio est&aacute; relacionado com a exig&ecirc;ncia de se utilizar instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o de risco que contenham linhas orientadoras, j&aacute; que nos &uacute;ltimos anos tem havido uma prolifera&ccedil;&atilde;o de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o de risco de viol&ecirc;ncia conjugal (Dutton &amp; Kropp, 2000; Hilton &amp; Harris, 2004, citado por Kropp, 2007; Roehl &amp; Guertin, 1998, citado por Kropp, 2007), apesar de apenas alguns serem considerados empiricamente v&aacute;lidos. Hanson, Helmus, e Bourgon (2007) efectuaram uma meta-an&aacute;lise sobre avalia&ccedil;&atilde;o de risco de viol&ecirc;ncia conjugal e verificaram uma capacidade preditiva moderada para a maioria dos instrumentos utilizados para predizer a reincid&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia conjugal. Os instrumentos com maior suporte s&atilde;o: o <I>Danger Assessment </I>(DA, Campbell, 1995, citado por Kropp, 2007) que avalia o risco de femic&iacute;dio; o <I>Domestic Violence Screening Inventory </I>(DVSI, Williams &amp; Houghton, 2004) que foi concebido como um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o breve e que pode ser preenchido a partir do registo de hist&oacute;ria criminal do agressor; o <I>Ontario Domestic Assault Risk Assessment </I>(ODARA, Hilton, Harris, Rice, Lang, &amp; Cormier, 2004) que avalia a frequ&ecirc;ncia e a severidade das ofensas, a hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia e comportamento anti-social do agressor, os detalhes do &uacute;ltimo epis&oacute;dio violento e as circunst&acirc;ncias pessoais das v&iacute;timas; o <I>Risk (10) Screening Instrument </I>(Winkel, Wohlfarth, &amp; Blaauw, 2004) que operacionaliza os factores de risco a partir da vitimiza&ccedil;&atilde;o e o <I>Spousal Assault Risk Assessment </I>(SARA, Kropp, Hart, Webster, &amp; Eaves, 1994, 1995, 1998), um guia de avalia&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o do risco de viol&ecirc;ncia nos relacionamentos &iacute;ntimos. </P >    <p>O quinto e &uacute;ltimo princ&iacute;pio est&aacute; relacionado com a gest&atilde;o de risco, i.e., depois de se constatar se os factores de risco est&atilde;o ou n&atilde;o presentes, os avaliadores/t&eacute;cnicos devem identificar e determinar quais s&atilde;o as estrat&eacute;gias de gest&atilde;o mais relevantes. Os avaliadores devem seleccionar apropriadamente as estrat&eacute;gias de gest&atilde;o do risco, a partir de quatro categorias: monitoriza&ccedil;&atilde;o/ /vigil&acirc;ncia; avalia&ccedil;&atilde;o/tratamento; controlo/ /supervis&atilde;o e planos de seguran&ccedil;a da v&iacute;tima (Kropp, Hart, &amp; Lyon, 2002). </P >    <p>De facto, o foco da avalia&ccedil;&atilde;o deve ser centrado em decis&otilde;es acerca do indiv&iacute;duo, no que diz respeito &agrave; viol&ecirc;ncia conjugal, isto &eacute;, compreender as contrapartidas esperadas por parte do agressor e em que contexto &eacute; que foi exercida a viol&ecirc;ncia. A tarefa dos avaliadores &eacute; determinar se v&aacute;rios factores (e.g., atitudes acerca das mulheres, problemas de relacionamento, perturba&ccedil;&atilde;o mental) influenciaram ou ir&atilde;o influenciar decis&otilde;es futuras. O objectivo central da avalia&ccedil;&atilde;o de risco &eacute; efectuar uma avalia&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos para caracterizar o risco de futura viol&ecirc;ncia e desenvolver estrat&eacute;gias de gest&atilde;o para minimizar o risco, i.e., compreender como e porqu&ecirc; os indiv&iacute;duos escolhem agir violentamente e determinar quais os factores que podem contribuir para que o indiv&iacute;duo futuramente opte pela viol&ecirc;ncia (Hart, 2001; Kropp, 2004; Monahan, 1994). </P >    <p>A necessidade de avalia&ccedil;&atilde;o de risco da viol&ecirc;ncia conjugal parece &oacute;bvia. A quest&atilde;o que se mant&eacute;m &eacute; de saber qual ser&aacute; a melhor forma de conduzir a avalia&ccedil;&atilde;o de risco da viol&ecirc;ncia conjugal. Com o objectivo de colmatar os problemas associados &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o de risco, Kropp, Hart, Webster, e Eaves (1994, 1995, 1998) desenvolveram a checklist SARA a partir de uma cuidada revis&atilde;o de literatura sobre risco de viol&ecirc;ncia, com particular &ecirc;nfase na viol&ecirc;ncia conjugal. A avalia&ccedil;&atilde;o da fidelidade e da validade do SARA (Kropp &amp; Hart, 2000) a partir de seis amostras de agressores (<I>N</I>=2.681), mostrou n&iacute;veis moderados de consist&ecirc;ncia interna, boa validade convergente e divergente no que diz respeito a outras medidas relacionadas com o risco em geral e criminalidade violenta (Kropp, 2008; Kropp &amp; Hart, 2000). Os autores verificaram ainda que os agressores com elevado risco apresentavam hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia conjugal e reincid&ecirc;ncia criminal. A distribui&ccedil;&atilde;o dos resultados indicou que os agressores conjugais s&atilde;o um grupo heterog&eacute;neo no que concerne &agrave; presen&ccedil;a de factores de risco individuais e ao risco percebido (Kropp, 2008; Kropp &amp; Hart, 2000). A avalia&ccedil;&atilde;o das qualidades psicom&eacute;tricas do SARA mostra-se pertinente, uma vez que estas an&aacute;lises suportam alguma capacidade preventiva de viol&ecirc;ncia futura. </P >    <p>O SARA tem sido utilizado, ao longo do tempo, pelos profissionais de justi&ccedil;a, incluindo as for&ccedil;as policiais. Contudo, o SARA parece n&atilde;o ser um instrumento apropriado para ser utilizado pelos pol&iacute;cias (excepto para aqueles que trabalham em unidades especializadas de viol&ecirc;ncia conjugal), porque &eacute; muito extenso (constitu&iacute;do por 20 factores de risco) e requer avalia&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas relacionadas com a sa&uacute;de mental, tais como, perturba&ccedil;&otilde;es mentais e de personalidade (Kropp, 2008). Assim, o preenchimento do protocolo SARA exige uma grande responsabilidade dos utilizadores na aplica&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios, na disponibilidade de tempo, no conhecimento t&eacute;cnico e no conhecimento da hist&oacute;ria de vida do agressor. Para fazer frente a estas dificuldades os autores (Kropp, Hart, &amp; Belfrage, 2005) sentiram a necessidade de desenvolver um novo instrumento, o qual denominaram <I>Brief Spousal Assault Form for the Evaluation of Risk </I>(B-SAFER). </P >    <p>O B-SAFER, mais conhecido por SARA: PV (<I>Spousal Assault Risk Assessment: Police Version</I>) &eacute; um guia para a avalia&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o do risco de viol&ecirc;ncia nos relacionamentos &iacute;ntimos. Foi concebido especialmente para uso das for&ccedil;as policiais e outros profissionais de justi&ccedil;a, delimitando linhas orientadoras que t&ecirc;m a ver com a pr&aacute;tica de avalia&ccedil;&atilde;o de risco da viol&ecirc;ncia conjugal. O principal objectivo &eacute; introduzir uma sistematiza&ccedil;&atilde;o do processo, com utilidade pr&aacute;tica, para reunir e considerar informa&ccedil;&atilde;o que permita tomar decis&otilde;es acerca do risco inerente &agrave; viol&ecirc;ncia conjugal. O SARA: PV foi concebido a partir da literatura cient&iacute;fica e profissional existente acerca da viol&ecirc;ncia conjugal, incluindo os factores de risco do perpetrador e planos de seguran&ccedil;a da v&iacute;tima. </P >    <p>Com o objectivo de testar as qualidades do SARA: PV foi efectuado um estudo piloto em seis departamentos da Pol&iacute;cia Canadiana e na Pol&iacute;cia Nacional Sueca (Kropp, 2008). Inicialmente, os autores efectuaram uma an&aacute;lise de m&eacute;dias do n&uacute;mero total de factores de risco, quer avaliados no presente (durante as &uacute;ltimas quatro semanas), quer avaliados no passado (hist&oacute;ria de vida do indiv&iacute;duo anterior &agrave;s &uacute;ltimas quatro semanas). Os resultados mostraram que os casos de viol&ecirc;ncia conjugal no Canad&aacute; apresentavam um maior n&uacute;mero de factores de risco do que os casos de viol&ecirc;ncia na Su&eacute;cia, quer avaliados no presente quer avaliados no passado, sugerindo, assim, que os casos de viol&ecirc;ncia no Canad&aacute; apresentam um risco mais elevado. Esta interpreta&ccedil;&atilde;o &eacute; suportada pela distribui&ccedil;&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o de risco por parte do agente policial (Kropp, 2008). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Posteriormente foram efectuadas correla&ccedil;&otilde;es entre os factores de risco avaliados pelo SARA: PV e a percep&ccedil;&atilde;o de risco por parte do agente policial. Os resultados mostraram que existe uma associa&ccedil;&atilde;o entre os factores de risco e o risco percebido e &eacute; recomendado que haja mais interven&ccedil;&atilde;o nos casos considerados de risco elevado (Kropp, 2008). </P >     <p>O objectivo da presente investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; adaptar a checklist    Avalia&ccedil;&atilde;o de Risco de Viol&ecirc;ncia Conjugal: Vers&atilde;o    para Pol&iacute;cias (SARA: PV) para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa<Sup><a href="#n1">1</a></Sup>.    <a name="topn1"></a>Para a concretiza&ccedil;&atilde;o deste objectivo geral    e no sentido de ultrapassar os problemas associados &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o    de risco apresentados na literatura foram analisados os crit&eacute;rios de    fidelidade e de validade do SARA: PV a partir dos estudos de Kropp e Hart (2000)    e Kropp (2008). Neste sentido, a amostra estudada respondeu aos indicadores    do SARA: PV e da <I>Conflict Tactics Scale </I>(CTS, Straus, 1979) tal como    foi desenvolvido para os estudos das amostras italiana, grega, holandesa e lituana    (SARA Travels &ndash; S-Risk Assessment for Spousal Assessment in Europe, 2004).    A aplica&ccedil;&atilde;o da CTS visa contribuir para o estudo da validade de    constructo do SARA: PV. </P >     <P   align="center" >M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>Foram estudados nesta investiga&ccedil;&atilde;o 87 casos de viol&ecirc;ncia conjugal da zona de Lisboa e Vale do Tejo. As v&iacute;timas apresentavam idades compreendidas entre os 18 e os 62 anos de idade (<I>M=</I>38.72; <I>DP=</I>10.22). Relativamente &agrave; profiss&atilde;o, verifica-se que 28.7% trabalha na &aacute;rea dos servi&ccedil;os (e.g., empregada de balc&atilde;o, auxiliar de ac&ccedil;&atilde;o educativa), 17.2% s&atilde;o dom&eacute;sticas, 16.1% s&atilde;o oper&aacute;rias fabris, 13.8% encontram-se desempregadas, 9.2% s&atilde;o administrativas, 6.9% t&ecirc;m profiss&otilde;es especializadas (e.g., professora, terapeuta, educadora de inf&acirc;ncia), 4.6% t&ecirc;m profiss&otilde;es interm&eacute;dias (e.g., escritur&aacute;ria, banc&aacute;ria) e 3.4% est&atilde;o reformadas. </P >     <p>Aquando da den&uacute;ncia, verificou-se que a maioria (65.5%) das v&iacute;timas    nunca tinha apresentado queixa e que 34.5% j&aacute; tinham apresentado queixa    pelo crime de viol&ecirc;ncia conjugal (17.2% por viol&ecirc;ncia f&iacute;sica,    4.6% inj&uacute;rias e insultos, 1.1% amea&ccedil;as e 6.9% outras situa&ccedil;&otilde;es).    Apesar de ser a primeira vez que, algumas das v&iacute;timas, denunciaram o    crime, a maioria j&aacute; tinha hist&oacute;ria pr&eacute;via de viol&ecirc;ncia    conjugal (90.8%). Verificou-se ainda que a maioria das v&iacute;timas continua    a viver com o companheiro (57.5%), 21.8% vive sozinha, 17.2% vive em casa de    amigos ou familiares e apenas uma v&iacute;tima vive em casa de abrigo. </P >     <p>No que concerne aos filhos, a maioria das v&iacute;timas tem filhos da rela&ccedil;&atilde;o com o agressor (79.3%), 5.7% s&atilde;o filhos de rela&ccedil;&otilde;es anteriores e 2.3% s&atilde;o filhos da rela&ccedil;&atilde;o da v&iacute;tima com o agressor e filhos de outros relacionamentos. Quanto ao facto das crian&ccedil;as testemunharem as agress&otilde;es entre a v&iacute;tima e o agressor, cerca de 13.8% nunca testemunhou, 10.3% quase nunca, 34.5% algumas vezes, 17.2% frequentemente e 11.5% sempre. </P >    <p>Os agressores t&ecirc;m idades compreendidas entre os 20 e os 73 anos de idade (<I>M=</I>42.65; <I>DP=</I>10.35). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; profiss&atilde;o, verifica-se que 28.7% trabalha na &aacute;rea da constru&ccedil;&atilde;o civil, 21.8% t&ecirc;m profiss&otilde;es especializadas (e.g., operador de sistemas inform&aacute;ticos, engenheiro, m&eacute;dico), 19.5% trabalha na &aacute;rea dos servi&ccedil;os (e.g., empregado de balc&atilde;o, cozinheiro), 11.5% encontram-se desempregados, 3.4% s&atilde;o agentes de autoridade, 3.4% est&atilde;o reformados e os restantes desconhece-se a profiss&atilde;o. </P >    <p>Quanto &agrave; rela&ccedil;&atilde;o v&iacute;tima-agressor, a maioria (55.2%) t&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o conjugal, 23% vivem em uni&atilde;o de facto, 13.8% encontram-se separados e 6.9% divorciados. </P >    <p>Relativamente ao tempo de rela&ccedil;&atilde;o, varia entre um m&ecirc;s e 43 anos (<I>M=</I>14.55; <I>DP=</I>9.22), sendo que o primeiro epis&oacute;dio de viol&ecirc;ncia ocorreu entre um m&ecirc;s e os 32 anos de dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o (<I>M=</I>7.52; <I>DP=</I>8.45). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Instrumentos </I></P >    <p>Com o objectivo de adaptar o SARA: PV (Kropp, Hart, &amp; Belfrage, 2005) para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa procedeu-se &agrave; sua tradu&ccedil;&atilde;o, tendo sido utilizada na presente investiga&ccedil;&atilde;o a vers&atilde;o portuguesa do SARA: PV (traduzido por Almeida &amp; Soeiro, 2005). Depois de traduzido, comparou-se a vers&atilde;o traduzida com a vers&atilde;o original. Este trabalho foi desenvolvido com a colabora&ccedil;&atilde;o dos agentes de autoridade do grupo NMUME (N&uacute;cleo Mulher e Menor) da Guarda Nacional Republicana (GNR) e dos agentes de autoridade da Divis&atilde;o de Investiga&ccedil;&atilde;o Criminal do Comando Metropolitano da Pol&iacute;cia de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica (PSP). Nesta compara&ccedil;&atilde;o foram debatidos alguns pontos de discord&acirc;ncia tendo-se por consenso definido a vers&atilde;o final portuguesa. </P >     <p>O SARA: PV avalia dez factores de risco divididos em duas sec&ccedil;&otilde;es:    a primeira inclui cinco factores relacionados com a hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia    do perpetrador e a segunda inclui cinco factores de risco relacionados com o    ajustamento psicossocial, i.e., historial psicol&oacute;gico e funcionamento    social do perpetrador (Tabela 1). </P >     <p>&nbsp;</P >     <P   align="center" >TABELA 1 </P >    <P   align="center" ><I>Formato do SARA: PV </I></P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/aps/v28n1/28n1a13q1.jpg" width="695" height="250"></P >     
<P   align="center" >&nbsp;</P >     <p>H&aacute; ainda a possibilidade de registar factores de risco pouco comuns e que podem ser relevantes para a avalia&ccedil;&atilde;o de risco. No SARA: PV a presen&ccedil;a de cada factor de risco &eacute; codificada no presente (durante as &uacute;ltimas quatro semanas) e no passado (hist&oacute;ria de vida do indiv&iacute;duo anterior &agrave;s &uacute;ltimas quatro semanas). </P >    <p>A presen&ccedil;a dos factores de risco &eacute; codificada utilizando um formato de resposta de tr&ecirc;s pontos: &ldquo;Presente&rdquo; (o factor de risco est&aacute; efectivamente presente), &ldquo;eventualmente presente&rdquo; (o factor est&aacute; eventual ou parcialmente presente) e &ldquo;ausente&rdquo; (o factor de risco est&aacute; ausente). Se n&atilde;o existir informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel acerca de um determinado factor de risco, ou se a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; pouco fi&aacute;vel, o factor dever&aacute; ser avaliado como &ldquo;Omisso&rdquo;. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Finalmente, a avalia&ccedil;&atilde;o de risco &eacute; classificada em quatro    par&acirc;metros: Risco iminente nos pr&oacute;ximos dois meses, risco a longo    prazo para al&eacute;m dos dois meses, risco de extrema viol&ecirc;ncia ou morte    (avalia comportamentos extremos de viol&ecirc;ncia, nomeadamente hospitaliza&ccedil;&atilde;o    e homic&iacute;dio) e; risco de intensifica&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia    (avalia os comportamentos de viol&ecirc;ncia em termos de frequ&ecirc;ncia e    severidade). Todos os par&acirc;metros mencionados anteriormente s&atilde;o    codificados utilizando um formato de resposta de tr&ecirc;s pontos, de acordo    com o grau de empenho ou interven&ccedil;&atilde;o, de forma a prevenir a viol&ecirc;ncia    conjugal: &ldquo;Baixo&rdquo; significa que o indiv&iacute;duo n&atilde;o necessita    de qualquer interven&ccedil;&atilde;o ou estrat&eacute;gias de supervis&atilde;o    concebidas para gerir o risco de reincid&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia e que    n&atilde;o h&aacute; necessidade de controlo do pr&oacute;prio; &ldquo;Moderado&rdquo;    significa que o indiv&iacute;duo requer algumas estrat&eacute;gias de gest&atilde;o,    incluindo, pelo menos, vigil&acirc;ncia frequente; &ldquo;Elevado&rdquo; sugere    que existe uma necessidade urgente de desenvolver um plano de gest&atilde;o    de risco, que envolve (no m&iacute;nimo) advert&ecirc;ncias, aumento dos n&iacute;veis    de supervis&atilde;o, coloca&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo numa lista    priorit&aacute;ria para tratamento e agendar reavalia&ccedil;&otilde;es regulares.    Alguns casos de risco elevado requerem uma resposta de emerg&ecirc;ncia (e.g.,    hospitaliza&ccedil;&atilde;o, suspens&atilde;o da liberdade condicional). </P >     <p>A bateria utilizada na presente investiga&ccedil;&atilde;o integra, ainda, a vers&atilde;o portuguesa da CTS (Straus, 1979; traduzido por Almeida &amp; Soeiro, 2005), tal como foi definido pela coordena&ccedil;&atilde;o do projecto (SARA Travels &ndash; S-Risk Assessment for Spousal Assessment in Europe, 2004). A CTS &eacute; uma medida comportamental que consiste numa lista de quinze comportamentos dirigida a v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal, cujo formato de resposta &eacute; dicot&oacute;mico (Straus, 2007). Este instrumento avalia sete comportamentos referentes a viol&ecirc;ncia verbal/psicol&oacute;gica (e.g., nos &uacute;ltimos dois meses, o seu companheiro ou ex-companheiro tem sido ciumento, duvidando de si?) e oito referentes a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica (e.g., nos &uacute;ltimos dois meses, o seu companheiro ou ex-companheiro bateu-lhe ou deu-lhe pontap&eacute;s?). A referida escala foi aplicada antes da avalia&ccedil;&atilde;o de risco ser efectuada e dois meses ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o de risco via entrevista presencial e via telefone. Os coeficientes de fidelidade obtidos em diversos estudos t&ecirc;m variado entre .79 e .95 (Straus, 2007). </P >    <p><I>Procedimento </I></P >    <p>O presente estudo decorreu entre de Maio de 2005 e Maio de 2006. Os instrumentos foram aplicados a v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal aquando da apresenta&ccedil;&atilde;o de queixa, pelos agentes de autoridade do grupo NMUME (N&uacute;cleo Mulher e Menor) da GNR e pelos agentes de autoridade da Divis&atilde;o de Investiga&ccedil;&atilde;o Criminal do Comando Metropolitano da PSP. </P >    <p>A aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos engloba v&aacute;rias fases distintas que integram uma &uacute;nica sess&atilde;o: numa primeira fase, foram solicitados &agrave; v&iacute;tima dados de caracteriza&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-demogr&aacute;fica; numa segunda fase foi aplicada a CTS via entrevista presencial; numa terceira fase foi perguntado &agrave; v&iacute;tima a sua percep&ccedil;&atilde;o acerca da avalia&ccedil;&atilde;o de risco; numa quarta fase foram avaliados os factores de risco que constituem o SARA: PV; numa quinta fase foi perguntado novamente &agrave; v&iacute;tima a sua percep&ccedil;&atilde;o acerca da avalia&ccedil;&atilde;o de risco dela pr&oacute;pria e das crian&ccedil;as (caso existissem); numa sexta e &uacute;ltima fase foi efectuada uma avalia&ccedil;&atilde;o de risco por parte do agente policial (t&eacute;cnico). Esta sess&atilde;o tem a dura&ccedil;&atilde;o aproximada de uma a duas horas. </P >    <p>Posteriormente, numa segunda sess&atilde;o, as v&iacute;timas foram contactadas via telefone, ap&oacute;s dois meses da avalia&ccedil;&atilde;o de risco, e foi aplicada a CTS. </P >    <p>Ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos, os avaliadores (agentes policiais) codificaram a presen&ccedil;a dos dez factores de risco numa escala de tr&ecirc;s pontos (0=ausente; 1=parcialmente presente; 2=presente). Os itens omissos, devido a falta de informa&ccedil;&atilde;o, foram codificados como n&atilde;o respostas. </P >    <p>Com base nos factores de risco, foram calculados os resultados totais dos factores, quer avaliados no presente, quer avaliados no passado, que variam entre 0 e 20. Finalmente, os avaliadores codificaram a avalia&ccedil;&atilde;o de risco, que reflecte os seus julgamentos face &agrave; reincid&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia, tamb&eacute;m numa escala de tr&ecirc;s pontos (0=baixo; 1=moderado; 2=elevado). </P >    <P   align="center" >RESULTADOS </P >    <p><I>An&aacute;lise dos factores de risco atrav&eacute;s do SARA: PV </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Inicialmente foi analisada a distribui&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos para cada um dos factores de risco (os valores variam entre zero e dois), para as correspondentes sec&ccedil;&otilde;es (os valores variam entre zero e dez) e para o resultado global do SARA: PV (os valores variam entre zero e vinte). </P >    <p>A partir da an&aacute;lise da Tabela 2, verifica-se que os factores de risco com uma m&eacute;dia superior s&atilde;o os actos violentos (factor 1), quer nas &uacute;ltimas quatro semanas, quer anterior &agrave;s quatro semanas; e as amea&ccedil;as e pensamentos violentos (factor 2), a intensifica&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia (factor 3) e atitudes violentas (factor 5), anterior &agrave;s quatro semanas. Os resultados obtidos mostram ainda que a sec&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia conjugal (sec&ccedil;&atilde;o 1) apresenta mais factores de risco eventualmente presentes ou presentes do que a sec&ccedil;&atilde;o ajustamento psicossocial (sec&ccedil;&atilde;o 2). Verifica-se, ainda, que os resultados totais dos factores de risco s&atilde;o relativamente baixos e que h&aacute; uma maior preval&ecirc;ncia dos mesmos, anterior &agrave;s quatro semanas, i.e., os indiv&iacute;duos j&aacute; tinham hist&oacute;rico anterior ao incidente no qual resultou a queixa. </P >     <p>Ser&atilde;o apresentados de seguida os valores correspondentes &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o    de avalia&ccedil;&atilde;o de risco (baixo, moderado e elevado) efectuada pelo    t&eacute;cnico (agente policial) nos quatro par&acirc;metros: Risco iminente    nos pr&oacute;ximos dois meses, risco a longo prazo para al&eacute;m dos dois    meses, risco de extrema viol&ecirc;ncia ou morte e risco de intensifica&ccedil;&atilde;o    da viol&ecirc;ncia. </P >     <p>&nbsp;</P >     <P   align="center" >TABELA 2 </P >    <P   align="center" ><I>Distribui&ccedil;&atilde;o dos factores de risco codificados no presente e no passad</I><I>o </I><I>e das correspondentes sec&ccedil;&otilde;es do SARA: P</I><I>V </I><I>(Sec&ccedil;&atilde;o 1. Hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia conjugal e Sec&ccedil;&atilde;o 2. Ajustamento psicossocial</I><I>)</I></P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/aps/v28n1/28n1a13q2.jpg" width="693" height="334"></P >     
<P   align="center" >&nbsp;</P >     <p>A partir da an&aacute;lise da Tabela 3, verifica-se que a avalia&ccedil;&atilde;o    de risco efectuada pelo agente policial remete para uma maior tend&ecirc;ncia    para minimizar o risco elevado, considera que existe um risco moderado nos pr&oacute;ximos    dois meses e para al&eacute;m dos dois meses e um risco baixo de situa&ccedil;&otilde;es    de morte e intensifica&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">TABELA 3 </P >     <P   align="center" ><I>Percep&ccedil;&atilde;o de risco por parte do agente policial (SARA: PV </I>&ndash;    <I>Percentagem) </I></P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/aps/v28n1/28n1a13q3.jpg" width="334" height="210"></P >     
<P   align="center" >&nbsp;</P >     <p><I>An&aacute;lise dos indicadores de risco atrav&eacute;s da CTS </I></P >    <p>A CTS &eacute; uma escala que apresenta indicadores de risco avaliados em dois momentos diferentes: no momento em que &eacute; feita a entrevista (i.e., antes da avalia&ccedil;&atilde;o de risco) e dois meses ap&oacute;s esta avalia&ccedil;&atilde;o (i.e., via telefone). </P >     <p>Os resultados obtidos, antes da avalia&ccedil;&atilde;o de risco ter sido efectuada,    indicam uma m&eacute;dia de 3.83 (<I>DP</I>=2.04) para a viol&ecirc;ncia verbal/psicol&oacute;gica    (os valores variam entre 0 e 7) e uma m&eacute;dia de 2.53 (<I>DP</I>=2.04)    para a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica (os valores variam entre 0 e 8). Os resultados    ap&oacute;s os dois meses da avalia&ccedil;&atilde;o de risco apresentam uma    m&eacute;dia de 1.64 (<I>DP</I>=1.87) para a viol&ecirc;ncia verbal/psicol&oacute;gica    e uma m&eacute;dia de .47 (<I>DP</I>=1.36) para a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica.    Verifica-se assim que as m&eacute;dias dos indicadores de risco avaliados pela    CTS, antes e ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o de risco s&atilde;o relativamente    baixas. A m&eacute;dia mais elevada est&aacute; associada &agrave; viol&ecirc;ncia    verbal/ /psicol&oacute;gica antes da avalia&ccedil;&atilde;o de risco ter sido    efectuada. Verifica-se, ainda, um decr&eacute;scimo da viol&ecirc;ncia, quer    verbal/psicol&oacute;gica, quer f&iacute;sica ap&oacute;s dois meses decorridos    da avalia&ccedil;&atilde;o de risco. </P >     <p>Finalmente, foi analisada a situa&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o v&iacute;tima-agressor ap&oacute;s dois meses da avalia&ccedil;&atilde;o de risco ter sido efectuada. Os resultados mostram que n&atilde;o foram atribu&iacute;das quaisquer medidas ao agressor (e.g., deten&ccedil;&atilde;o, medida restritiva). As v&iacute;timas tomaram algumas decis&otilde;es relativas &agrave; sua situa&ccedil;&atilde;o, nomeadamente algumas abandonaram o agressor e foram viver para outro local (32.2%), outras separaram-se ou pediram o div&oacute;rcio (27.6%) e uma pequena percentagem mudou de cidade (2.3%). </P >     <p>Para al&eacute;m destas situa&ccedil;&otilde;es e ap&oacute;s dois meses da    avalia&ccedil;&atilde;o de risco, foi perguntado &agrave;s v&iacute;timas o    que sucedeu ao longo deste per&iacute;odo: 14.9% referiram que ainda est&atilde;o    a aguardar uma decis&atilde;o judicial, 11.5% referiram que o agressor mudou    o comportamento e que a rela&ccedil;&atilde;o est&aacute; est&aacute;vel, 8%    referiram que continuam a viver com o agressor, mas sem especificarem nada de    mais concreto relativamente &agrave; rela&ccedil;&atilde;o, 4.6% referiram que    o agressor voltou a amea&ccedil;ar ou a exercer viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica,    4.6% referiram que o agressor saiu do pa&iacute;s, 2.3% referiram situa&ccedil;&otilde;es    como o agressor n&atilde;o mudou o comportamento, o agressor persegue a v&iacute;tima,    a v&iacute;tima foi para casa abrigo, o agressor saiu de casa e o processo ainda    se encontra em investiga&ccedil;&atilde;o, 1.1% referiram outras situa&ccedil;&otilde;es    como continua a viver com o agressor, mas em quartos separados, a pol&iacute;cia    encontrou armas de fogo em casa do agressor, a v&iacute;tima n&atilde;o sabe    do paradeiro do agressor, a v&iacute;tima desistiu da acusa&ccedil;&atilde;o    formal, o agressor continua a consumir &aacute;lcool. </P >     <p>Ser&atilde;o apresentados de seguida os resultados relativos ao estudo da fidelidade e validade do SARA: PV e do CTS. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Fidelidade dos Instrumentos SARA: PV e CTS </I></P >    <p>Relativamente &agrave; fidelidade dos instrumentos utilizados apresentam-se de seguida os valores de consist&ecirc;ncia interna (<I>alpha de Cronbach) </I>do SARA: PV e da CTS. </P >     <p>As qualidades psicom&eacute;tricas do SARA: PV foram consideradas fidedignas.    A consist&ecirc;ncia interna foi de .89 para o global do instrumento, .83 para    a primeira sec&ccedil;&atilde;o (hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia) e .83 para    a segunda sec&ccedil;&atilde;o (ajustamento psicossocial). Relativamente &agrave;    avalia&ccedil;&atilde;o de risco foi obtido um coeficiente de .89. </P >     <p>As qualidades psicom&eacute;tricas do CTS, tamb&eacute;m, foram consideradas fidedignas. A consist&ecirc;ncia interna foi de .87 para o global do instrumento, .81 para a primeira sec&ccedil;&atilde;o (viol&ecirc;ncia verbal/psicol&oacute;gica) e .84 para a segunda sec&ccedil;&atilde;o (viol&ecirc;ncia f&iacute;sica). </P >    <p><I>Validade do SARA: PV </I></P >    <p>A an&aacute;lise da validade do SARA: PV &eacute; efectuada a partir da sua rela&ccedil;&atilde;o com um conjunto de vari&aacute;veis que se encontram associadas ao problema da viol&ecirc;ncia conjugal e que ir&atilde;o permitir considerar os aspectos relativos &agrave; validade concorrente, preditiva e convergente. </P >     <p>Foram efectuadas correla&ccedil;&otilde;es entre os factores de risco avaliados    a partir do SARA: PV e a avalia&ccedil;&atilde;o de risco efectuada pelo t&eacute;cnico    (Tabela 4). Os resultados mostram correla&ccedil;&otilde;es significativas e    moderadas entre os factores de risco e a avalia&ccedil;&atilde;o de risco efectuada    pelo t&eacute;cnico (agente policial). </P >     <p>&nbsp;</P >     <P   align="center" >TABELA 4 </P >     <P   align="center" ><I>Correla&ccedil;&otilde;es entre os factores de risco e a avalia&ccedil;&atilde;o    de risco efectuada pelo t&eacute;cnico </I></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="center" ><img src="/img/revistas/aps/v28n1/28n1a13q4.jpg" width="695" height="163"></P >     
<P   align="center" >&nbsp;</P >     <p>No sentido de analisar as rela&ccedil;&otilde;es estat&iacute;sticas que podem existir entre o SARA: PV e os dois indicadores de comportamento que se encontram associados &agrave; tem&aacute;tica da viol&ecirc;ncia ser&atilde;o apresentados os dados que relacionam o SARA: PV com as vari&aacute;veis hist&oacute;ria pr&eacute;via de viol&ecirc;ncia conjugal e reincid&ecirc;ncia criminal dos agressores. </P >    <p>Para analisar o impacto da vari&aacute;vel hist&oacute;ria pr&eacute;via de viol&ecirc;ncia conjugal, efectuou-se um teste <I>t-student </I>para diferen&ccedil;a de m&eacute;dias, no sentido de identificar poss&iacute;veis diferen&ccedil;as entre o grupo de agressores com hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia conjugal e o grupo sem este tipo de comportamento. Tendo presente que o instrumento se encontra dividido em factores de risco associados &agrave; vida actual da v&iacute;tima e do agressor (presente) e a factores de risco associados a aspectos passados, ser&atilde;o analisadas as m&eacute;dias para estes dois tipos de factores de risco. </P >     <p>Considerando os indicadores de risco presentes, obtiveram-se resultados significativos    para as sec&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia conjugal, ajustamento    psicossocial e resultado total (Tabela 5). </P >     <p>&nbsp;</P >     <p align="center">TABELA 5 </P >     <p align="center"><I>Compara&ccedil;&atilde;o entre o grupo com hist&oacute;ria    de viol&ecirc;ncia conjugal e o grupo sem hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia    conjugal </I></P >     <p align="center"><i><img src="/img/revistas/aps/v28n1/28n1a13q5.jpg" width="695" height="182"></i></P >     
<p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados mostram ser o grupo dos indiv&iacute;duos com hist&oacute;ria pr&eacute;via    de viol&ecirc;ncia conjugal que apresentam valores m&eacute;dios significativamente    mais elevados na sec&ccedil;&atilde;o hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia conjugal,    na sec&ccedil;&atilde;o ajustamento psicossocial actual e no resultado total    da escala. </P >     <p>Analisando os indicadores de risco passados, verifica-se que os indiv&iacute;duos com hist&oacute;ria pr&eacute;via de viol&ecirc;ncia conjugal apresentam valores significativamente mais elevados na sec&ccedil;&atilde;o ajustamento psicossocial e resultado total. Estes resultados indicam que os indiv&iacute;duos que apresentam hist&oacute;ria pr&eacute;via de viol&ecirc;ncia tendem a apresentar uma maior incid&ecirc;ncia nos factores de risco relacionados com o ajustamento psicossocial (e.g., hist&oacute;ria criminal, problemas de relacionamento, problemas no emprego, problemas relacionados com o abuso de subst&acirc;ncias, problemas de sa&uacute;de mental), mas tamb&eacute;m ao n&iacute;vel global, i.e., maior presen&ccedil;a de factores de risco. </P >    <p>Para al&eacute;m da an&aacute;lise do impacto da vari&aacute;vel hist&oacute;ria pr&eacute;via de viol&ecirc;ncia conjugal na avalia&ccedil;&atilde;o de risco conduzida a partir do SARA: PV, Kropp e Hart (2000) e Kropp (2008) analisaram tamb&eacute;m o impacto da vari&aacute;vel reincid&ecirc;ncia criminal. Assim, considerando a referida vari&aacute;vel, foi efectuado um teste <I>t-student </I>para analisar a diferen&ccedil;a de m&eacute;dias obtida no SARA: PV entre os grupos de agressores com e sem hist&oacute;ria criminal e n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas, ao contr&aacute;rio dos resultados obtidos pelos autores. </P >     <p>Para analisar a validade convergente, efectuaram-se an&aacute;lises correlacionais    entre a CTS e o SARA: PV. Na Tabela 6, s&atilde;o apresentadas as correla&ccedil;&otilde;es    entre os factores de risco obtidos pelo t&eacute;cnico aquando da an&aacute;lise    da hist&oacute;ria de vida presente e passada da v&iacute;tima. Os resultados    mostram correla&ccedil;&otilde;es significativas e positivas entre ambos os    instrumentos. Por um lado, verifica-se que antes da avalia&ccedil;&atilde;o    de risco ter sido efectuada existe uma associa&ccedil;&atilde;o mais manifesta    entre a viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica e o SARA: PV, i.e., verifica-se uma    maior presen&ccedil;a de comportamentos associados &agrave; viol&ecirc;ncia    verbal/psicol&oacute;gica e os factores de risco avaliados a partir do SARA:    PV. E por outro lado, verifica-se que ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o    de risco essa associa&ccedil;&atilde;o diminui e os comportamentos associados    &agrave; viol&ecirc;ncia f&iacute;sica emergem. </P >     <p>&nbsp;</P >     <P   align="center" >TABELA 6 </P >     <P   align="center" ><I>Correla&ccedil;&otilde;es entre o CTS e o SARA: PV </I></P >     <p align="center"><img src="/img/revistas/aps/v28n1/28n1a13q6.jpg" width="695" height="157"></P >     
<p align="center">&nbsp;</P >     <p>Posteriormente, foram efectuadas correla&ccedil;&otilde;es entre os itens avaliados    a partir do CTS e os par&acirc;metros da avalia&ccedil;&atilde;o de risco efectuada    pelo t&eacute;cnico a partir do SARA: PV (Tabela 7). As correla&ccedil;&otilde;es    encontradas s&atilde;o significativas e positivas. Verifica-se que a viol&ecirc;ncia    psicol&oacute;gica est&aacute; mais associada ao risco iminente e ao risco a    longo prazo, enquanto que a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica est&aacute; mais associada    ao risco de extrema viol&ecirc;ncia, ao risco de intensifica&ccedil;&atilde;o    da viol&ecirc;ncia e ao risco de viol&ecirc;ncia para com as crian&ccedil;as.  </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </P >     <p align="center">TABELA 7 </P >     <P   align="center" ><I>Correla&ccedil;&otilde;es entre os itens avaliados a partir do CTS e a avalia&ccedil;&atilde;o    de risco efectuada pelo t&eacute;cnico </I></P >     <P   align="center" ><i><img src="/img/revistas/aps/v28n1/28n1a13q7.jpg" width="696" height="164"></i></P >     
<p>&nbsp;</P >     <P   align="center" >DISCUSS&Atilde;O </P >     <p>Os dados obtidos a partir da adapta&ccedil;&atilde;o do SARA: PV para a popula&ccedil;&atilde;o    portuguesa, permitem-nos ultrapassar alguns problemas associados &agrave; escassez    de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o de risco de viol&ecirc;ncia conjugal    para a realidade policial portuguesa. A utiliza&ccedil;&atilde;o do SARA: PV    permite aos avaliadores diferenciarem os agressores em termos de factores de    risco individuais e quanto ao risco percebido, uma vez que as avalia&ccedil;&otilde;es    est&atilde;o relacionadas com crit&eacute;rios importantes e sistem&aacute;ticos.    Os resultados da presente investiga&ccedil;&atilde;o suportam a utiliza&ccedil;&atilde;o    do SARA: PV para tomar decis&otilde;es, relativas ao risco de viol&ecirc;ncia    conjugal, num contexto policial. </P >     <P>Relativamente &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o dos factores de risco, verific&aacute;mos    que a sec&ccedil;&atilde;o hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia conjugal apresenta    valores m&eacute;dios superiores &agrave; sec&ccedil;&atilde;o ajustamento psicossocial,    apesar dos factores de risco apresentarem m&eacute;dias muito baixas. Estes    resultados remetem-nos para uma maior facilidade dos agentes policiais em avaliarem    factores de risco relacionados com a hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia conjugal,    nomeadamente aquando da apresenta&ccedil;&atilde;o da queixa, j&aacute; que    procuram informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; viol&ecirc;ncia e &agrave;    sua intensifica&ccedil;&atilde;o ao longo do tempo. Este tipo de avalia&ccedil;&atilde;o    de risco, com aplica&ccedil;&atilde;o de um instrumento com linhas de orienta&ccedil;&atilde;o    espec&iacute;ficas n&atilde;o &eacute; comum ser utilizado pelas for&ccedil;as    policiais do nosso pa&iacute;s, e por esse motivo, poder&aacute; ter havido    uma tend&ecirc;ncia para minimizar o risco de alguns factores. </P >     <p>Quando comparamos os resultados dos casos de viol&ecirc;ncia conjugal portugueses com os canadianos e suecos (Kropp, 2008), verificamos que os resultados apresentados s&atilde;o relativamente mais baixos do que os canadianos, mas mais elevados do que os suecos nos factores de risco avaliados no passado. </P >    <p>Quanto &agrave; percep&ccedil;&atilde;o de risco, verific&aacute;mos que os agentes policiais, ainda t&ecirc;m uma tend&ecirc;ncia para minimizar o risco, nomeadamente quanto a situa&ccedil;&otilde;es de extrema viol&ecirc;ncia e intensifica&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia. H&aacute; uma maior percep&ccedil;&atilde;o de risco iminente nos pr&oacute;ximos dois meses e para al&eacute;m dos dois meses ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o. Em compara&ccedil;&atilde;o com os resultados do estudo de Kropp (2008), verifica-se que nos casos de viol&ecirc;ncia conjugal no Canad&aacute; h&aacute; uma maior percep&ccedil;&atilde;o de risco elevado do que os casos de viol&ecirc;ncia suecos e portugueses e que estes &uacute;ltimos apresentam uma realidade mais pr&oacute;xima. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A aplica&ccedil;&atilde;o da CTS e os seus indicadores contribu&iacute;ram para o estudo da validade de constructo do SARA: PV. Assim, verific&aacute;mos que os comportamentos menos violentos predominam e que h&aacute; um decr&eacute;scimo destes ap&oacute;s dois meses decorridos da avalia&ccedil;&atilde;o de risco. Relativamente &agrave; an&aacute;lise que foi feita ap&oacute;s dois meses decorridos da avalia&ccedil;&atilde;o de risco, verific&aacute;mos que apesar de os agentes policiais considerarem que o risco era moderado nos pr&oacute;ximos dois meses e para al&eacute;m dos dois meses, n&atilde;o foram atribu&iacute;das quaisquer medidas ao agressor ou desenvolvido qualquer plano de seguran&ccedil;a para as v&iacute;timas. </P >    <p>A partir da an&aacute;lise da fidelidade de ambos os instrumentos (SARA: PV e CTS) verific&aacute;mos que apresentam n&iacute;veis moderados e elevados de consist&ecirc;ncia interna. </P >    <p>No que diz respeito &agrave; validade do SARA: PV, em primeiro lugar, os resultados mostraram correla&ccedil;&otilde;es significativas e moderadas entre os factores de risco e o risco percebido, confirmando os dados da literatura (Kropp, 2008). </P >    <p>Verific&aacute;mos, ainda, que s&atilde;o os agressores com hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia conjugal que apresentam resultados mais elevados no resultado global do SARA: PV, bem como, nas respectivas sec&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as na sec&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia conjugal anterior &agrave;s quatro semanas e n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as entre os agressores com hist&oacute;rico de reincid&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia. Estes resultados remetem-nos para uma an&aacute;lise mais aprofundada destes dados, nomeadamente com a recolha de mais casos de outras zonas do pa&iacute;s, de forma a percebermos esta inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as. De um modo geral, pode considerar-se que os resultados obtidos replicam, de alguma forma, os resultados obtidos por Kropp e Hart (2000) aquando da valida&ccedil;&atilde;o do SARA, quanto &agrave; hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia conjugal, mas n&atilde;o quanto &agrave; reincid&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia. </P >    <p>Quanto &agrave; validade convergente verificaram-se correla&ccedil;&otilde;es significativas e positivas entre ambos os instrumentos. Contudo, &eacute; na correla&ccedil;&atilde;o entre a avalia&ccedil;&atilde;o de risco efectuada sobre aspectos do passado e os indicadores relativos &agrave; viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica e f&iacute;sica ap&oacute;s dois meses da avalia&ccedil;&atilde;o de risco que os resultados s&atilde;o expressivos, i.e., h&aacute; uma maior consci&ecirc;ncia do risco de reincid&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia. Este aspecto pode estar associado a limita&ccedil;&otilde;es inerentes &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o de indicadores que resultam de uma an&aacute;lise retrospectiva, o que limita a avalia&ccedil;&atilde;o do t&eacute;cnico. </P >    <p>Os resultados da presente investiga&ccedil;&atilde;o v&ecirc;m confirmar que de facto o risco &eacute; din&acirc;mico por natureza, j&aacute; que se verificaram altera&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s dois meses da avalia&ccedil;&atilde;o de risco. Mesmo que seja referido como est&aacute;tico, os factores de risco alteram-se ao longo do tempo, como resultado de mudan&ccedil;as na hist&oacute;ria do indiv&iacute;duo ou mudan&ccedil;as na informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel. Para estas pessoas, as mudan&ccedil;as podem ocorrer rapidamente. Por exemplo, um acto isolado de viol&ecirc;ncia conjugal pode alterar as decis&otilde;es relativas a v&aacute;rios factores de risco ou a exacerba&ccedil;&atilde;o de um &uacute;nico factor de risco pode alterar a decis&atilde;o do avaliador relativamente &agrave; prioridade do caso. A reavalia&ccedil;&atilde;o do risco encoraja &agrave; reformula&ccedil;&atilde;o dos planos de gest&atilde;o e ajuda os avaliadores a caracterizar o progresso do indiv&iacute;duo, positivo ou negativo, durante o tratamento ou supervis&atilde;o. </P >    <p>Kropp, Hart, Webster, e Eaves (1994, 1995, 1998) recomendam uma reavalia&ccedil;&atilde;o do risco a cada seis ou doze meses, ou sempre que &eacute; importante alterar alguma coisa. Em geral, quanto mais priorit&aacute;rios os casos, maior a necessidade de reavalia&ccedil;&atilde;o. Para casos avaliados com risco moderado, as reavalia&ccedil;&otilde;es devem ser mais frequentes, quinzenalmente e bimestralmente. Para os casos priorit&aacute;rios com risco elevado, as reavalia&ccedil;&otilde;es devem ser conduzidas semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente. Para os indiv&iacute;duos que ser&atilde;o institucionalizados durante muitos anos, pode ser poss&iacute;vel reavaliar o risco anualmente. </P >    <p>O processo de reavalia&ccedil;&atilde;o de risco deve ser similar ao administrado inicialmente, na medida em que o avaliador deve ter acesso &agrave;s entrevistas, hist&oacute;ria do caso, registo criminal, entre outros. A reavalia&ccedil;&atilde;o deve, contudo, ser menos longa. Se o avaliador tem contacto frequente com o indiv&iacute;duo, pode ser desnecess&aacute;ria a condu&ccedil;&atilde;o de novas entrevistas, bem como, a actualiza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o. As seguintes quest&otilde;es podem ajudar o avaliador a fazer recomenda&ccedil;&otilde;es acerca da revis&atilde;o do caso: Quando &eacute; que deve ser efectuada uma revis&atilde;o de rotina ou reavalia&ccedil;&atilde;o? Em que circunst&acirc;ncias o caso deve ser revisto ou reavaliado? </P >     <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es    das quais se destacam a falta de experi&ecirc;ncia dos agentes policiais em    desenvolverem avalia&ccedil;&otilde;es de risco de forma sistem&aacute;tica    e a amostra ser circunscrita &agrave; zona de Lisboa e Vale do Tejo. A estes    aspectos importa ainda acrescentar a aus&ecirc;ncia de uma cultura de avalia&ccedil;&atilde;o    e gest&atilde;o de risco que &eacute; transversal aos v&aacute;rios actores    do sistema de justi&ccedil;a e sistemas de apoio. Importa, no entanto, salientar    que este estudo pretendia ser uma experi&ecirc;ncia piloto que permitisse avaliar    qual a pertin&ecirc;ncia de um instrumento estruturado de avalia&ccedil;&atilde;o    de risco num contexto policial. Nesta perspectiva os resultados s&atilde;o motivadores,    no sentido de se alargar este trabalho a uma amostra de casos de viol&ecirc;ncia    conjugal mais abrangente, envolvendo desta forma um maior n&uacute;mero de t&eacute;cnicos    na avalia&ccedil;&atilde;o de risco. Torna-se assim poss&iacute;vel uma an&aacute;lise    mais detalhada da aplicabilidade e adequa&ccedil;&atilde;o desta metodologia    ao contexto do trabalho de pol&iacute;cia no que se refere &agrave; sua interven&ccedil;&atilde;o    nos contextos da gest&atilde;o de risco de viol&ecirc;ncia conjugal. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="center" ><b>REFER&Ecirc;NCIAS </b></P >     <p>Almeida, I., &amp; Soeiro, C. (2005). <I>Manual de avalia&ccedil;&atilde;o de risco de viol&ecirc;ncia conjugal: Vers&atilde;o para pol&iacute;cias (SARA: PV)</I>. Loures: Instituto Superior de Pol&iacute;cia Judici&aacute;ria e Ci&ecirc;ncias Criminais. </P >    <p>Baldry, A. C. (2003). &ldquo;Stick and stones hurt my bones but his glance and words hurt more&rdquo;: The impact of psychological abuse and physical violence by current and former partners on battered women in Italy. <I>International Journal of forensic Mental Health, 2</I>(1), 47-57. </P >     <!-- ref --><p>Dutton, D. G., &amp; Kropp, P. R. (2000). A review of domestic violence risk    instrument. <I>Trauma, </I><I>Violence &amp; Abuse, 1</I>, 171-181. </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201000010001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Gendreau, P., Little, T., &amp; Goggin, C. (1996). A meta-analysis of the predictors of adult offender recidivism: What works! <I>Criminology, 34</I>, 575-607. </P >     <p>Hanson, R. K., Helmus, L., &amp; Bourgon, G. (2007). <I>The validity or risk    assessments for intimate partner violence: A meta-analysis</I>. (User report    n&ordm; 2007-07). Ottawa: Public Safety Canada. Retirado em 24 de Julho de 2009    de <a href="http://www.publicsafety.gc.ca/res/cor/rep/_fl/vra_ipv_200707_e.pdf" target="_blank">http://www.publicsafety.gc.ca/res/cor/rep/_fl/vra_ipv_200707_e.pdf</a>  </P >     <p>Hart, S. D. (2001). Assessing and managing violence risk. In K. S. Douglas,    C. D. Webster, S. D. Hart, D. Eaves, &amp; J. R. P. Ogloff (Eds.), <I>HCR-20    violence risk management companion guide </I>(pp. 13-25). Burnaby, British Columbia:    Mental Health, Law &amp; Policy Institute, Simon Fraser University, and Department    of Mental Health Institute Law and Policy, Florida Mental Health Institute,    University of South Florida. </P >     <p>Hilton, N. Z., Harris, G. T., Rice, M. E., Lang, C., Cormier, C. A., &amp; Lines, K. J. (2004). A brief actuarial assessment for the prediction of wife assault recidivism: The Ontario domestic assault risk assessment. <I>Psychological Assessment, 16</I>, 267-275. </P >    <p>Kropp, P. R. (2004). Some questions regarding spousal assault risk assessment. <I>Violence Against Women, 10</I>(6), 676-697. </P >    <p>Kropp, P. R. (2007). Spousal assaulters. In C. D. Webster &amp; S. J. Hucker (Eds.), <I>Violence risk assessment and management </I>(pp. 123-131). Chichester: Wiley. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Kropp, P. R. (2008). Development of the Spousal Assault Risk Assessment Guide (SARA) and the Brief Spousal Assault Form for the Evaluation of Risk (B-SAFER). In A. C. Baldry &amp; F. W. Winkel (Eds.), <I>Intimate partner violence prevention and intervention: The risk assessment and management approach </I>(pp. 19-31). New York: Nova Science Publishers. </P >    <p>Kropp, P. R., &amp; Hart, S. D. (2000). <I>Spousal assault risk assessment </I>(SARA) guide: Reliability and validity in adult male offenders. <I>Law and Human Behavior, 24</I>(1), 101-118. </P >    <p>Kropp, P. R., Hart, S. D., &amp; Belfrage, H. (2005). <I>Brief spousal assault form for the evaluation of risk (B</I><I>-</I><I>SAFER): User manual</I>. Vancouver: Proactive Resolutions. </P >    <p>Kropp, P. R., Hart, S. D., &amp; Lyon, D. R. (2002). Risk assessment of stalkers: Some problems and possible solutions. <I>Criminal Justice and Behavior, 29</I>, 590-616. </P >    <p>Kropp, P. R., Hart, S. D., Webster, C. D., &amp; Eaves, D. (1994). <I>Manual for the spousal assault risk assessment guide</I>. Vancouver: British Columbia Institute on Family Violence. </P >    <p>Kropp, P. R., Hart, S. D., Webster, C. D., &amp; Eaves, D. (1995). <I>Manual for the spousal assault risk assessment guide </I>(2nd ed.). Vancouver, British Columbia Institute on Family Violence. </P >    <p>Kropp, P. R., Hart, S. D., Webster, C. D., &amp; Eaves, D. (1998). <I>Spousal assault risk assessment: User&rsquo;s guide</I>. Toronto: Multi-Health Systems. </P >    <p>Monahan, J. (1994). The causes of violence. <I>FBI Law Enforcement Bulletin, 63</I>(1), 11-15. </P >    <p>Mulvey, E. P., &amp; Lidz, C. W. (1995). Conditional prediction: A model for research on dangerousness to others in a new era. <I>International Journal of Law &amp; Psychiatry, 18 </I>(2), 117-143. </P >    <p>O&rsquo;Leary, K. D., Barling, J., Arias, I., Rosenbaum, A., Malone, J., &amp; Tyree, A. (1989). Prevalence and stability of physical aggression between spouses. <I>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 57</I>, 263-268. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Palmer, E. J. (2001). Risk assessment: Review of psychometric measures. In D. P. Farrington, C. R. Hollin, &amp; M. McMurran (Eds.), <I>Sex and violence: The psychology of crime and risk assessment </I>(pp. 7-22). London: Routledge Taylor &amp; Francis Group. </P >    <p>Straus, M. A. (1979). Measuring intrafamily conflict and violence: The conflict tactics scales. <I>Journal of Marriage and the Family, 41</I>, 75-88. </P >     <p>Straus, M. A. (2007). The conflict tactics scales. In N. A. Jackson (Eds.),    <I>Encyclopedia of domestic violence </I>(pp. 190-197). New York: Routledge    Taylor &amp; Francis Group. </P >     <p>Walker, L. E. (1989). Psychology and violence against women. <I>American Psychologist, 44</I>, 695-702. </P >    <p>Williams, K. R., &amp; Houghton, A. B. (2004). Assessing the risk of domestic violence reoffending: A validation study. <I>Law and Human Behavior, 28</I>, 437-455. </P >     <p>Winkel, F. W., Wohlfarth, T., &amp; Blaauw, E. (2004). Police referral to victim    support: The predictive and diagnostic value of the Risk (10) Screening Instrument.    <I>Crisis, 25</I>(3), 118-127. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>(<a href="#top1">*</a>) <a name="1"></a>O presente trabalho foi financiado    pelo Programa Daphne da Comiss&atilde;o Europeia (Ref. 2004-2-044-W &ndash;    SARA Travels &ndash; S-Risk Assessment for Spousal Assessment in Europe), no    qual colaboraram a Escola da Pol&iacute;cia Judici&aacute;ria (EPJ), a Guarda    Nacional Republicana (GNR) e a Pol&iacute;cia de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica    (PSP). </P >     <p><Sup><a href="#topn1">1</a> </Sup><a name="n1" id="n1"></a>Esta investiga&ccedil;&atilde;o    est&aacute; integrada no Programa Daphne da Comiss&atilde;o Europeia com a Coordena&ccedil;&atilde;o    Internacional da Prof. Doutora Anna Baldry da Universidade de N&aacute;poles    (It&aacute;lia), que visou aferir, para o contexto europeu, um instrumento de    avalia&ccedil;&atilde;o de risco de viol&ecirc;ncia conjugal, destinado &agrave;s    for&ccedil;as policiais. </P >      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Dutton]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. G.]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Kropp]]></surname>
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<source><![CDATA[Trauma, Violence & Abuse]]></source>
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