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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adolescentes institucionalizados: O papel das figuras significativas na predição da assertividade, empatia e autocontrolo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Institutionalized adolescents were analysed beyond family relationships, considering, according to an ecological perspective, relationships with significant adults in school (teachers and school staff) as well as with adults from institution staff. This study aims to determine the contribution of relational variables in the prediction of social skills like assertiveness, empathy and self-control in 109 institutionalized adolescents (Mage=16,19; SD=1,37). Besides that we also intend to test the meditational role of peer relationship to predict social skills. Structural equation modelling identified a model able to predict a indirect contribution of teachers and school staff in assertion and empathy, while peer relationship presents a direct effect on these variables. However we can&#8217;t confirm the mediator role of peer relationship in the association between quality of the relationship with teachers and school staff and development of social skills. Furthermore we find a direct effect of quality of relationships with institution staff on self-control skills. Institutionalized adolescents seem to be very sensitive to the quality of relationship with significant adults beyond family, perceiving different roles in adults from school and institutional context that permit development of different social skills.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Competências sociais]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Adolescentes institucionalizados: O papel das figuras significativas na    predi&ccedil;&atilde;o da assertividade, empatia e autocontrolo <a name="top1"></a><sup>(<a href="#1">*</a>)</sup>    </b></p>      <p>&nbsp;</p>        <p >Catarina Pinheiro Mota <sup><a name="top2"></a>(<a href="#2">**</a>)</sup>, Paula    Mena Matos<a name="top3"></a> <sup>(<a href="#3">***</a>)</sup></p>     <p >&nbsp;</p>      <p >RESUMO</p>      <p>Numa perspectiva ecol&oacute;gica foram analisadas as percep&ccedil;&otilde;es de 109 adolescentes institucionalizados (<i>M</i><sub>idade</sub>=16,19; <i>DP</i>=1,37) relativas &agrave; qualidade das rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas com adultos significativos na escola (professores e funcion&aacute;rios), bem como com funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o. Este estudo teve como objectivo determinar o contributo das vari&aacute;veis relacionais na predi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias sociais tais como a assertividade, a empatia e o autocontrolo. Pretendeu-se ainda testar o papel mediador da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o com os pares na predi&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias sociais. A an&aacute;lise mediante equa&ccedil;&otilde;es estruturais identificou um modelo capaz de predizer uma contribui&ccedil;&atilde;o indirecta dos professores e funcion&aacute;rios da escola na assertividade e na empatia, enquanto a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o com os pares apresentou um efeito directo nas mesmas vari&aacute;veis. N&atilde;o foi confirmado o papel mediador da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o aos pares na associa&ccedil;&atilde;o entre a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o com professores e os funcion&aacute;rios da escola e o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais. No entanto, encontrou-se um efeito directo da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o com os funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o nas compet&ecirc;ncias de autocontrolo. Adolescentes institucionalizados parecem ser sens&iacute;veis &agrave; qualidade da rela&ccedil;&atilde;o que estabelecem com adultos significativos para al&eacute;m da fam&iacute;lia, percebendo diferentes pap&eacute;is nos adultos do contexto escolar e da institui&ccedil;&atilde;o permitindo-lhes desenvolver diferentes compet&ecirc;ncias sociais. </p>      <p><i>Palavras-chave: </i>Compet&ecirc;ncias sociais, Funcion&aacute;rios da escola e institui&ccedil;&atilde;o, Institucionaliza&ccedil;&atilde;o, Pares, Professores. </p>      <p >&nbsp;</p>      <p >ABSTRACT</p>      <p>Institutionalized adolescents were analysed beyond family relationships, considering, according to an ecological perspective, relationships with significant adults in school (teachers and school staff) as well as with adults from institution staff. This study aims to determine the contribution of relational variables in the prediction of social skills like assertiveness, empathy and self-control in 109 institutionalized adolescents (<i>M</i><sub>age</sub>=16,19; <i>SD</i>=1,37). Besides that we also intend to test the meditational role of peer relationship to predict social skills. Structural equation modelling identified a model able to predict a indirect contribution of teachers and school staff in assertion and empathy, while peer relationship presents a direct effect on these variables. However we can&#8217;t confirm the mediator role of peer relationship in the association between quality of the relationship with teachers and school staff and development of social skills. Furthermore we find a direct effect of quality of relationships with institution staff on self-control skills. Institutionalized adolescents seem to be very sensitive to the quality of relationship with significant adults beyond family, perceiving different roles in adults from school and institutional context that permit development of different social skills. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Key-words: </i>Institution staff, Institutionalization, Peers, School staff, Social skills, Teachers. </p>      <p >&nbsp;</p>      <p >INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</p>        <p>O dom&iacute;nio afectivo e emocional das crian&ccedil;as e jovens institucionalizados    em Portugal parece constituir uma tem&aacute;tica ainda em crescimento no que    se refere ao desenvolvimento de estudos emp&iacute;ricos. &Agrave; luz da teoria    da vincula&ccedil;&atilde;o, o processo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o    pode ser acompanhado de sentimentos de perda, abandono e solid&atilde;o na medida    em que implica o confronto com a realidade de neglig&ecirc;ncia e insensibilidade    parental. A car&ecirc;ncia de uma base segura<sup><a name="topn1"></a><a href="#n1">1</a></sup><sup>    </sup>potencia um mecanismo de inseguran&ccedil;a emocional que poder&aacute;    conduzir a traject&oacute;rias desenvolvimentais desadaptativas (Grossmann &amp;    Grossmann, 2004). No entanto, mesmo quando em presen&ccedil;a de cen&aacute;rios    de maus tratos, ou da percep&ccedil;&atilde;o de neglig&ecirc;ncia parental,    seja ela de qualquer ordem, percebe-se que para os jovens, o estar inserido    num seio familiar &eacute; de alguma forma um factor de organiza&ccedil;&atilde;o    interna e de protec&ccedil;&atilde;o (Magalh&atilde;es, 2004). Consideramos    que conceber o modo como estes jovens encaram a &#8220;nova casa&#8221; &eacute;    fundamental no seu percurso desenvolvimental ps&iacute;quico e emocional. Torna-se    relevante perceber que os factores de risco que frequentemente s&atilde;o associados    &agrave; institucionaliza&ccedil;&atilde;o podem ser atenuados quando s&atilde;o    tidos em conta eventuais factores protectores relacionados com as circunst&acirc;ncias    contextuais e emocionais, tanto precedentes como no presente, dos jovens. </p>      <p>A perspectiva de reorganiza&ccedil;&atilde;o dos la&ccedil;os de vincula&ccedil;&atilde;o    e adapta&ccedil;&atilde;o resiliente aponta para, em alguns casos, ser poss&iacute;vel    manter liga&ccedil;&otilde;es afectivamente duradouras com figuras significativas    alternativas, ultrapassando as barreiras do risco. Nesta medida, e assumindo    uma perspectiva ecol&oacute;gica, consideramos que o desenvolvimento destes    jovens pode ser pautado pela viv&ecirc;ncia com outras figuras significativas    que podem dar respostas pessoais, afectivas e sociais de qualidade, potenciando    um desenvolvimento adaptativo. As experi&ecirc;ncias relacionais com estas figuras    cuidadoras v&atilde;o criando uma organiza&ccedil;&atilde;o interna que promove    o desenvolvimento de modelos internos din&acirc;micos<sup><a name="topn2"></a><a href="#n2">2</a>    </sup>mais positivos de si e dos outros nos jovens. De entre estas figuras apontamos    a rela&ccedil;&atilde;o com os professores, os funcion&aacute;rios da escola,    os pares e em especial os funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o onde    vivem (onde se incluem auxiliares, cuidadores, monitores e t&eacute;cnicos).  </p>      <p>Note-se que para os adolescentes institucionalizados o relacionamento professor-aluno bem como a rela&ccedil;&atilde;o funcion&aacute;rio da escola-aluno s&atilde;o muitas vezes vistos como um prolongamento e, em alguns casos, um movimento compensat&oacute;rio das rela&ccedil;&otilde;es parentais (Davis, 2003). Estas figuras tornam-se mais activas e mesmo fundamentais no processo de regula&ccedil;&atilde;o emocional e de integra&ccedil;&atilde;o psicossocial promovendo as compet&ecirc;ncias dos jovens e permitindo ao mesmo tempo a express&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es experienciadas. A percep&ccedil;&atilde;o dos jovens de que os adultos est&atilde;o dispostos a estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o &eacute; extremamente positiva no alcance das metas tra&ccedil;adas sejam elas a n&iacute;vel acad&eacute;mico, social ou emocional (Wentzel, 2002). </p>        <p>Desta forma, sabemos que se a rela&ccedil;&atilde;o com as figuras que rodeiam os jovens institucionalizados &eacute; indispens&aacute;vel, a rela&ccedil;&atilde;o com o professor &eacute; apenas um exemplo, j&aacute; que os jovens permanecem na escola grande parte do seu tempo. Quando existe disponibilidade e capacidade de escuta por parte do professor, os jovens sentem-se mais seguros ficando receptivos a uma poss&iacute;vel liga&ccedil;&atilde;o futura. Trata-se de apelar aos sentimentos do jovem numa atitude emp&aacute;tica e incondicionalmente aceitante, realizando &#8220;um trabalho de ensino por dentro e por fora&#8221; (Amado, Ribeiro, Lim&atilde;o, &amp; Pacheco, 2003). Neste sentido, a identifica&ccedil;&atilde;o afectiva com estas figuras pode ser relevante na natureza das traject&oacute;rias de vida potenciando o desenvolvimento da qualidade das rela&ccedil;&otilde;es com o exterior, nomeadamente atrav&eacute;s do desenvolvimento de compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o e confian&ccedil;a com os pares. </p>      <p>O grupo de pares representa para o jovem uma importante fonte de apoio e compreens&atilde;o, no entanto estas rela&ccedil;&otilde;es mostram-se, em alguns casos, demasiado l&aacute;beis. Apesar de relevantes para o desenvolvimento psicoafectivo e social, geralmente s&atilde;o de pouca durabilidade e consist&ecirc;ncia, pr&oacute;prias de uma fase de experimenta&ccedil;&atilde;o e estrutura&ccedil;&atilde;o interna. Por isso, tal como o par amoroso, nesta fase n&atilde;o consideramos que se tratem de liga&ccedil;&otilde;es que possam satisfazer os n&iacute;veis de seguran&ccedil;a necess&aacute;rios a vincula&ccedil;&otilde;es seguras, embora sejam considerados marcos relevantes na constru&ccedil;&atilde;o emocional do jovem. No entanto, o grupo de pares parece representar um excelente cen&aacute;rio de aprendizagem de compet&ecirc;ncias, de resolu&ccedil;&atilde;o de dificuldades, de autocontrolo e de manuten&ccedil;&atilde;o da proximidade relacional. A aceita&ccedil;&atilde;o do grupo no contexto escolar, e o sentimento de perten&ccedil;a ao mesmo mostram-se relevantes na predi&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias sociais e acad&eacute;micas, bem como da auto-estima (e.g., Gifford-Smith &amp; Brownell, 2003). Dito de outra forma, os pares assumem uma parte importante na vida dos adolescentes pelo acompanhar das mudan&ccedil;as (cognitivas, socio-emocionais, familiares, vocacionais e de imagem de si pr&oacute;prio), desafiando o sentido da identidade e da auto-estima (Soares, 1990), mudan&ccedil;as estas que aumentam a capacidade dos adolescentes e dos seus pares para estabelecerem verdadeiras rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o entre si (Freeman &amp; Brown, 2001; Nickerson &amp; Nagle, 2005). </p>      <p>Por outro lado, as liga&ccedil;&otilde;es de proximidade e afecto podem ainda    ser proporcionadas pelos funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o onde    o jovem vive. As rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas neste contexto podem alcan&ccedil;ar    a satisfa&ccedil;&atilde;o em muitas das dimens&otilde;es vinculativas necess&aacute;rias,    conferindo ao jovem uma maior sensa&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a. Todavia    esta liga&ccedil;&atilde;o depara muitas vezes com dificuldades que se prendem    com a despersonaliza&ccedil;&atilde;o e falta de disponibilidade pessoal por    parte dos adultos, o que inviabiliza a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es    com os jovens. Tal como apontam Yunes, Miranda, e Cuello (2004), muitas institui&ccedil;&otilde;es    apresentam um quadro de recursos humanos em n&uacute;mero insuficiente, o que    pressup&otilde;e dificuldades no cumprimento das tarefas. Por outro lado, poucos    membros das equipas assumem a import&acirc;ncia da presta&ccedil;&atilde;o de    cuidados emocionais e da educa&ccedil;&atilde;o para o crescimento psicol&oacute;gico    enquanto objectivos prim&aacute;rios do trabalho institucional. Ao mesmo tempo,    e tal como aponta Carvalho (2002), o esquema de trabalho associado a um elevado    absentismo, &agrave; rotatividade de funcion&aacute;rios e, ainda, a uma grande    desproporcionalidade de n&uacute;mero de jovens para um s&oacute; cuidador,    parecem dificultar a forma&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculos est&aacute;veis    e seguros. </p>        <p>Todavia a possibilidade dos jovens constru&iacute;rem rela&ccedil;&otilde;es est&aacute;veis e satisfat&oacute;rias com o professor e outros adultos dentro da pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o pode fomentar o ser aceite, neste caso a sensa&ccedil;&atilde;o de &#8220;estar em casa&#8221;, refor&ccedil;ando o sentimento de perten&ccedil;a e desenvolvendo um processo resiliente. Deste modo, numa perspectiva sist&eacute;mica o jovem institucionalizado, estando inserido no meio social, n&atilde;o est&aacute; livre da influ&ecirc;ncia de variadas figuras. Destaca-se a import&acirc;ncia da sensibilidade e disponibilidade destes adultos, sejam eles professores, funcion&aacute;rios ou amigos podendo resultar numa importante fonte de organiza&ccedil;&atilde;o interna dos afectos. Cuidar e educar com compromisso e responsabilidade social n&atilde;o depende da classe social ou do grau de escolaridade do profissional implicado, mas sim da capacidade de manifestar atitudes de empatia, reconhecer as necessidades do outro, expressar sentimentos de solidariedade, bem como impor regras e limites que reestruturam emocionalmente os jovens (Yunes, Miranda, &amp; Cuello, 2004). O autocontrolo est&aacute; implicitamente relacionado com a no&ccedil;&atilde;o de regras que para estes adolescentes poderia conferir importantes no&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a e apoio pessoal. Em muitos casos sabemos que o contacto com o seio familiar &eacute; escasso ou mesmo insuficiente. Neste sentido, a verdadeira acep&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lia passa a ser criada, ainda que lentamente, em torno das figuras que os jovens percebem como securizantes e que muitas vezes est&atilde;o f&iacute;sica e emocionalmente pr&oacute;ximas de si. A qualidade da liga&ccedil;&atilde;o com os funcion&aacute;rios das institui&ccedil;&otilde;es onde vivem &eacute; descrita, por isso, como uma vari&aacute;vel relevante na potencia&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a dos jovens. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Hellinckx e Colton (1993) salientam a crescente import&acirc;ncia da profissionaliza&ccedil;&atilde;o dos apoios na institucionaliza&ccedil;&atilde;o, a protec&ccedil;&atilde;o social de crian&ccedil;as e jovens enquanto &aacute;rea a valorizar, introduzindo padr&otilde;es de qualidade de servi&ccedil;os e o estudo das necessidades dos jovens por forma a adequar perfis de actua&ccedil;&atilde;o. Quando o jovem tem a oportunidade de se sentir cuidado e protegido, ele est&aacute; mais capaz de estabelecer rela&ccedil;&otilde;es afectivas com qualidade. Assiste-se a uma mudan&ccedil;a na forma de encarar a vida, deixando de lutar pela sobreviv&ecirc;ncia para passar a ter objectivos de vida com metas afectivas sem limite. </p>          <p>&nbsp;</h5>      <p ><b>ESTUDO EMP&Iacute;RICO</b></h5>      <p >&nbsp;</h5>      <p >OBJECTIVOS</p>        <p>Real&ccedil;ando o papel desempenhado pelas liga&ccedil;&otilde;es afectivas para al&eacute;m da fam&iacute;lia, o objectivo principal deste estudo prende-se com a an&aacute;lise da contribui&ccedil;&atilde;o da qualidade das liga&ccedil;&otilde;es estabelecidas com os professores e os funcion&aacute;rios da escola, os funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o, bem como dos pares para a predi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias sociais, como a empatia, a assertividade e o autocontrolo em adolescentes institucionalizados portugueses. Por outra parte, pretende-se testar o papel mediador da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o com os pares na predi&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias sociais. </p>        <p>&nbsp;</p>      <p >M&Eacute;TODO</p>      <p >&nbsp;</p>      <p ><i>Participantes</i></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra &eacute; composta por 109 adolescentes institucionalizados em casas de acolhimento e orfanatos, com um tempo de estadia na institui&ccedil;&atilde;o entre um espa&ccedil;o de meses (menos de 1 ano) e os 15 anos (<i>M</i><sub>estadia</sub><sub> na institui&ccedil;&atilde;o em anos=6,02</sub>; <i>DP</i>=3,9); 81 s&atilde;o do g&eacute;nero feminino e 28 do g&eacute;nero masculino, com idades compreendidas entre os 14 e os 19 anos (<i>M</i>=16,19; <i>DP</i>=1,37), e a frequentar o ensino secund&aacute;rio entre o 7&ordm; e o 12&ordm; ano (<i>M</i><sub>ano de escolaridade=9,02</sub>; <i>DP</i>=1,65). </p>      <p><i>&nbsp;</i></p>      <p><i>Instrumentos </i></p>        <p><i>Inventory of Parent and Peer Attachment &#8211; IPPA </i>(Armsden &amp; Greenberg, 1987; Adapta&ccedil;&atilde;o de Ferreira &amp; Costa, 1998). O IPPA &eacute; um question&aacute;rio de auto-relato que tem como objectivo avaliar a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o com os pais, pai e m&atilde;e respectivamente, assim como, com os pares aplic&aacute;vel a adolescentes e jovens adultos. Foi usada apenas a vers&atilde;o pares, sendo constitu&iacute;da por 25 itens com uma distribui&ccedil;&atilde;o por 3 dimens&otilde;es: <i>Confian&ccedil;a </i>(compreens&atilde;o, respeito parental e confian&ccedil;a m&uacute;tua &#8211; &#8220;Os meus amigos compreendem-me&#8221;); <i>Comunica&ccedil;&atilde;o </i>(em extens&atilde;o e qualidade &#8211; &#8220;Quando n&oacute;s discutimos alguma coisa, os meus amigos t&ecirc;m em conta a minha opini&atilde;o&#8221;); <i>Aliena&ccedil;&atilde;o </i>(detectando sentimentos de isolamento &#8211; &#8220;Falar dos meus problemas com os meus amigos faz-me sentir envergonhado&#8221;). A sua realiza&ccedil;&atilde;o &eacute; feita mediante resposta tipo <i>Likert</i><i> </i>com 6 pontos (desde o &#8220;Concordo Totalmente&#8221; ao &#8220;Discordo Totalmente&#8221;). A an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna na presente amostra revelou valores adequqdos de consist&ecirc;ncia interna mediante o <i>alpha</i><i> de Cronbach</i>: .82 para a dimens&atilde;o aliena&ccedil;&atilde;o; .86 para comunica&ccedil;&atilde;o e .86 para confian&ccedil;a. A an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria revela que os principais &iacute;ndices de ajustamento indicam que o IPPA apresenta um ajustamento adequado, sendo que os valores de GFI (.967), AGFI (.929) e CFI (.975) denotam valores acima de .90, assim como os &iacute;ndices de RMR (.029) e RMSEA (.074) apresentam valores abaixo de .080 (Bollen, 1986; MacCallum, Widaman, Preacher, &amp; Hong, 2001; Yuan, 2005). </p>        <p><i>Question&aacute;rio de Liga&ccedil;&atilde;o aos Professores e Funcion&aacute;rios &#8211; QLPF </i>(Mota &amp; Matos, 2005)<i>. </i>Trata-se de um question&aacute;rio de auto-relato constru&iacute;do na sequ&ecirc;ncia das dificuldades em encontrar um instrumento capaz de avaliar a qualidade das liga&ccedil;&otilde;es a figuras afectivamente significativas para al&eacute;m das figuras parentais. Neste sentido, o question&aacute;rio pretende avaliar a percep&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia da liga&ccedil;&atilde;o aos professores e funcion&aacute;rios da escola e funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o. Foi constru&iacute;da uma vers&atilde;o original constitu&iacute;da por 14 itens distribu&iacute;dos em duas dimens&otilde;es &#8211; <i>professores: </i>&#8220;Fico triste quando algum professor se zanga comigo&#8221; e <i>funcion&aacute;rios da escola: </i>&#8220;Sinto que alguns dos funcion&aacute;rios da escola est&atilde;o dispon&iacute;veis para me ajudar&#8221;, sendo acrescentados mais 14 itens referentes aos <i>funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o: </i>&#8220;Alguns funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o onde vivo ficam preocupados comigo&#8221;. Alguns instrumentos foram usados como refer&ecirc;ncia para a defini&ccedil;&atilde;o dos itens do question&aacute;rio, entre eles destaca-se a <i>Family</i><i> Environment Scale &#8211; FES </i>(Moos &amp; Moos, 1986, adaptado por Matos &amp; Fontaine, 1992), que faz refer&ecirc;ncia ao relacionamento familiar, assim como a <i>Escala do sentido de comunidade para adolescentes </i>(Zani, Cicognani, &amp; Albanesi, 2001), relacionado com o sentido de comunidade e a percep&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a face ao s&iacute;tio e das pessoas onde vive. Cada um dos itens utiliza uma escala de resposta tipo <i>Likert</i>, com seis alternativas de resposta, desde &#8220;Discordo Totalmente&#8221; a &#8220;Concordo Totalmente&#8221;. Os resultados obtidos nos testes, respectivamente, Teste de <i>Kaiser-Meyer-Olkin</i><i> (KMO)=.</i>744 e Teste de <i>Barlett</i>=976,34; <i>p</i>=.000, consideram preenchidos os requisitos b&aacute;sicos para a realiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise factorial. Foi realizada uma <i>rota&ccedil;&atilde;o varimax </i>em 3 componentes principais sendo que os resultados revelam que os itens n&atilde;o saturam nos factores originalmente propostos aquando da constru&ccedil;&atilde;o do instrumento (funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o, professores e funcion&aacute;rios da escola), pelo que a estrutura se organiza em dois componentes, por um lado os funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o (consist&ecirc;ncia interna de .88 mediante <i>alpha</i><i> de Cronbach</i>) e por outro lado, professores e funcion&aacute;rios da escola (consist&ecirc;ncia interna de .88 mediante <i>alpha</i><i> de Cronbach</i>); estrutura que por si s&oacute; poder&aacute; fazer sentido se pensarmos que os adolescentes percebem a diferen&ccedil;a de contextos, o que poderia ter implica&ccedil;&otilde;es na forma como desenvolvem as suas liga&ccedil;&otilde;es e la&ccedil;os afectivos. </p>        <p><i>Social Skills Questionnaire </i>(Gresham &amp; Elliott, 1990; Adapta&ccedil;&atilde;o de Mota, Lemos, &amp; Matos, no prelo). O <i>Social Skills Questionnaire faz parte do Social Skills Rating System </i>(SSRS), sistema de avalia&ccedil;&atilde;o constitu&iacute;do por diversas escalas de registo do comportamento. Este sistema foi desenvolvido no intuito de satisfazer requisitos da avalia&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia social e de servir de base para o planeamento de interven&ccedil;&otilde;es nesta &aacute;rea. Trata-se de um question&aacute;rio de auto-relato, na sua vers&atilde;o para estudantes, de n&iacute;vel do 7&ordm; ao 12&ordm; ano. &Eacute; constitu&iacute;do por 39 itens aos quais o aluno responde, incluindo 2 par&acirc;metros, em primeiro lugar, &agrave; frequ&ecirc;ncia do comportamento e, em segundo, &agrave; escala de import&acirc;ncia, na qual o aluno especifica a import&acirc;ncia dada a determinado comportamento. Os itens centram-se em comportamentos positivos e em compet&ecirc;ncias pr&oacute;-sociais, incluindo tamb&eacute;m uma breve avalia&ccedil;&atilde;o de comportamentos problem&aacute;ticos e a compet&ecirc;ncia acad&eacute;mica. O instrumento contempla a avalia&ccedil;&atilde;o de quatro dimens&otilde;es: compreens&atilde;o, assertividade, empatia e auto-controlo. A an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna foi realizada mediante o <i>alpha</i><i> de Cronbach</i>, sendo calculada para as 4 dimens&otilde;es separadamente: <i>coopera&ccedil;&atilde;o </i>(&#8220;Ou&ccedil;o os adultos quando eles est&atilde;o a falar comigo&#8221;, <i>assertividade </i>(&#8220;Fa&ccedil;o amizades com facilidade&#8221;), <i>empatia </i>(&#8220;Digo coisas agrad&aacute;veis aos outros quando eles fazem coisas bem&#8221;) e <i>autocontrolo </i>(&#8220;Ignoro os outros colegas quando eles me gozam ou insultam&#8221;), assim como para o total, a n&iacute;vel da frequ&ecirc;ncia e import&acirc;ncia, variando entre .58 e .87. Foi realizada a an&aacute;lise factorial explorat&oacute;ria mediante a <i>rota&ccedil;&atilde;o varimax </i>com 4 componentes principais, onde os resultados revelam que alguns itens saturam em factores diferentes dos originalmente propostos pelos autores (item 3, 6, 9, 14, 19, 20, 31, 36 e 37). Mediante a an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria de primeira e segunda ordem concluiu-se a pertin&ecirc;ncia da elimina&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o coopera&ccedil;&atilde;o, obtendo-se posteriormente valores dos &iacute;ndices de ajustamento adequados para o que seria teoricamente esperado (segundo Bollen, 1986; MacCallum, Widaman, Preacher, &amp; Hong, 2001; Yuan, 2005, acima de .90 para AGFI, GFI, CFI e valores abaixo de .080 para os &iacute;ndices RMR e RMSEA) (Mota, Lemos, &amp; Matos, no prelo). </p>        <p><i>&nbsp;</i></p>      <p><i>Procedimento </i></p>        <p>Tratando-se de um estudo transversal, a recolha dos dados foi realizada num s&oacute; momento em 13 institui&ccedil;&otilde;es de acolhimento da regi&atilde;o norte e centro de Portugal (sendo exclu&iacute;das as institui&ccedil;&otilde;es fechadas cujos jovens ingressaram por comportamentos desviantes). A aplica&ccedil;&atilde;o teve lugar nas institui&ccedil;&otilde;es fora do hor&aacute;rio escolar, sendo realizada com a presen&ccedil;a de um respons&aacute;vel da institui&ccedil;&atilde;o e apoiada pela equipa de investiga&ccedil;&atilde;o. Aquando da administra&ccedil;&atilde;o foram apresentados os objectivos gerais do estudo, pelo que, tratando-se de uma administra&ccedil;&atilde;o colectiva, foram dadas instru&ccedil;&otilde;es <i>standard </i>de esclarecimento no que diz respeito ao preenchimento dos question&aacute;rios de auto-relato, real&ccedil;ando em todo momento o car&aacute;cter sigiloso da informa&ccedil;&atilde;o inerente aos question&aacute;rios, assim como a &iacute;ndole volunt&aacute;ria da participa&ccedil;&atilde;o no estudo. A ordem dos question&aacute;rios foi invertida aleatoriamente no intuito de evitar o enviesamento dos resultados derivados do factor cansa&ccedil;o e sequ&ecirc;ncia dos instrumentos. </p>        <p><i>&nbsp;</i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Estrat&eacute;gia de an&aacute;lise de dados </i></p>        <p>Os dados foram analisados de acordo com um modelo de equa&ccedil;&otilde;es estruturais &#8211; SEM (programa EQS 6.1.). Esta an&aacute;lise combina em si os constructos das an&aacute;lises factoriais, an&aacute;lises de caminhos (<i>path</i><i> analyses</i>) e regress&otilde;es, compondo rela&ccedil;&otilde;es de causalidade e interdepend&ecirc;ncia entre as vari&aacute;veis, decompondo os efeitos totais em efeitos directos e indirectos e testando os &iacute;ndices de ajustamento no modelo global (Shipley, 1999). Tratando-se de uma t&eacute;cnica confirmat&oacute;ria, mais do que explorat&oacute;ria, pretendeu-se determinar a validade do modelo te&oacute;rico constru&iacute;do neste estudo. Foi usado o m&eacute;todo de m&aacute;xima verosimilhan&ccedil;a, tendo sido previamente testada a normalidade da amostra em estudo. O modelo apresentou &iacute;ndices de ajustamento dentro dos valores cr&iacute;ticos, a referir GFI, AGFI e CFI acima de .90, assim como os &iacute;ndices de RMR e RMSEA com valores abaixo de .080, segundo autores como Byrne (2006). A magnitude dos valores observados, descritos mais adiante, constituem os valores &#946; significativos e estandardizados. </p>        <p>&nbsp;</p>      <p >RESULTADOS</p>        <p>Analisando os resultados apresentados na Figura 1, observamos que a qualidade da liga&ccedil;&atilde;o estabelecida com os funcion&aacute;rios da escola e os professores se mostra positivamente relacionada com a comunica&ccedil;&atilde;o e confian&ccedil;a na rela&ccedil;&atilde;o com os pares (.42). Por outra parte, a qualidade das liga&ccedil;&otilde;es aos pares manifesta um efeito positivo na empatia e na assertividade (.39), sendo que estas compet&ecirc;ncias pela sua associa&ccedil;&atilde;o ao estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es e &agrave; maior facilidade de express&atilde;o dos sentimentos, deixam adivinhar um efeito significativo na adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial dos jovens. </p>      <p>A an&aacute;lise segundo o <i>Sobel</i><i> Test </i>(Baron &amp; Kenny, 1986) permitiu observar a inexist&ecirc;ncia de efeitos mediadores da qualidade da liga&ccedil;&atilde;o aos professores e funcion&aacute;rios da escola para as compet&ecirc;ncias sociais atrav&eacute;s da qualidade da liga&ccedil;&atilde;o aos pares. Todavia analisando a decomposi&ccedil;&atilde;o dos efeitos (mediante o valo de &#946; estandardizado, o erro no seu valor n&atilde;o estandardizado e a probabilidade com signific&acirc;ncia de 0.5) constatou-se a exist&ecirc;ncia de efeitos indirectos (.16) (Preacher &amp; Hayes, 2004). </p>      <p>Por &uacute;ltimo, acrescentamos ainda que a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o estabelecida com os funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o apresenta um efeito positivo na compet&ecirc;ncia de autocontrolo (.28), facto que nos leva a pensar que os funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o enquanto figuras extremamente presentes na vida dos adolescentes potenciam alguma capacidade de resolu&ccedil;&atilde;o e pondera&ccedil;&atilde;o face &agrave;s diversas situa&ccedil;&otilde;es. </p>        <p>Apontamos ainda o facto de que as an&aacute;lises comportaram inicialmente todas vari&aacute;veis tendo em conta as dimens&otilde;es originais de cada instrumento no intuito de perceber quais as rela&ccedil;&otilde;es que fariam sentido de acordo com as predi&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas, e se a presen&ccedil;a destas vari&aacute;veis estaria ajustada para responder &agrave;s principais quest&otilde;es deste estudo. Contudo uma das dimens&otilde;es foi retirada do modelo, a dimens&atilde;o de aliena&ccedil;&atilde;o, na liga&ccedil;&atilde;o aos pares. A decis&atilde;o de remover esta vari&aacute;vel prendeu-se com o facto de n&atilde;o se encontrar suficientemente correlacionada com as demais vari&aacute;veis da dimens&atilde;o, n&atilde;o garantindo que todas as vari&aacute;veis estivessem a ser medidas em apenas um constructo. Por outra parte a presen&ccedil;a desta dimens&atilde;o inserida na respectiva vari&aacute;vel impediu a obten&ccedil;&atilde;o de &iacute;ndices de ajustamento adequados que permitissem compreender a relev&acirc;ncia das vari&aacute;veis relacionais nas compet&ecirc;ncias sociais. </p>        <p>&nbsp;</p>      <p >FIGURA 1</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><i>Modelo final representativo da influ&ecirc;ncia da liga&ccedil;&atilde;o    aos professores e funcion&aacute;rios da escola, funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o    e pares nas compet&ecirc;ncias sociais dos adolescentes institucionalizados</i></p>     <p >&nbsp;</p>      <p > <img src="/img/revistas/aps/v28n2/28n2a01f1.jpg" width="861" height="440"></p>      
<p >&nbsp;</p>        <p>&nbsp;</p>      <p >DISCUSS&Atilde;O</p>        <p>De acordo com o que poder&iacute;amos esperar e tendo como base a teoria da vincula&ccedil;&atilde;o, a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o desenvolvida com os adultos significativos potenciaria uma percep&ccedil;&atilde;o positiva de si enquanto figura merecedora de apoio emocional. Todavia lembramos que a institucionaliza&ccedil;&atilde;o implica para o jovem o deslocamento dos seus contextos afectivos, estando muitas vezes as figuras parentais estreitamente ligadas com a idealiza&ccedil;&atilde;o de suporte afectivo. Por conseguinte, podemos equacionar que talvez a qualidade da liga&ccedil;&atilde;o criada com os adultos da escola possa inicialmente suscitar sentimentos de revolta ou eventual culpabilidade face &agrave; institucionaliza&ccedil;&atilde;o. Esta quest&atilde;o levanta frequentemente barreiras emocionais impedindo os jovens de aceitar o apoio emocional dos professores e dos funcion&aacute;rios da escola por receio de enfrentar novas perdas (Schuengel &amp; van Ijzendoorn, 2001). Crittenden (1992) sugere a este prop&oacute;sito que os adolescentes institucionalizados, que desencadeiam comportamentos agressivos ou hostis, mostram express&otilde;es maladaptativas de um desejo de proximidade e aceita&ccedil;&atilde;o. Justamente de acordo com esta autora, a forma como estes adolescentes gerem as suas rela&ccedil;&otilde;es baseia-se nos modelos internos criados nas suas experi&ecirc;ncias de vincula&ccedil;&atilde;o passadas. Em fun&ccedil;&atilde;o dessas experi&ecirc;ncias, muitas vezes de cuidados ambivalentes e inconsistentes, neglig&ecirc;ncia, abuso ou agress&atilde;o, as crian&ccedil;as e jovens constroem os significados da figura de vincula&ccedil;&atilde;o. Nesta medida, n&atilde;o &eacute; estranho por isso perceber que mesmo na presen&ccedil;a de uma qualidade da rela&ccedil;&atilde;o, mais emp&aacute;tica e sens&iacute;vel, seja moroso para os adolescentes sentirem-se queridos e canalizarem a agress&atilde;o e a viol&ecirc;ncia para comportamentos de vincula&ccedil;&atilde;o. Tomacz (2001) refere que adolescentes que sofreram qualquer tipo de maus-tratos parecem ter mais dificuldades em deixar-se ajudar, logo o desenvolvimento de rela&ccedil;&otilde;es com os funcion&aacute;rios, em que esteja presente um envolvimento afectivo e liga&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o segura durante a perman&ecirc;ncia dos jovens na escola pode ser um experi&ecirc;ncia emocional relevante e uma &#8220;segunda oportunidade&#8221; para a constru&ccedil;&atilde;o de modelos internos adaptativos. </p>      <p>Os resultados do presente estudo v&ecirc;m ao encontro desta quest&atilde;o na medida em que a qualidade da liga&ccedil;&atilde;o aos funcion&aacute;rios da escola e aos professores prediz directamente a qualidade da liga&ccedil;&atilde;o desenvolvida com os pares e um efeito indirecto no desenvolvimento das compet&ecirc;ncias de empatia e assertividade. Desta feita, adolescentes menos defensivos sugerem uma maior disponibilidade emocional, o que se reflecte na qualidade da rela&ccedil;&atilde;o com os professores e funcion&aacute;rios da escola, denotando por sua vez mais predisposi&ccedil;&atilde;o para se relacionarem com os pares, sendo estes encarados muitas vezes com simetria nas viv&ecirc;ncias emocionais. Por conseguinte, adolescentes institucionalizados que sentem proximidade nas rela&ccedil;&otilde;es com os pares, est&atilde;o mais capazes de expressar as suas ideias e sentimentos envolvendo-se de forma positiva e emp&aacute;tica na rela&ccedil;&atilde;o com os demais, n&atilde;o sendo estranho, por isso, que este sentimento de perten&ccedil;a e de realiza&ccedil;&atilde;o potencie o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais nestes jovens. </p>      <p>Por &uacute;ltimo, sublinhamos ainda neste modelo a introdu&ccedil;&atilde;o de uma nova figura que revelou ser importante para os adolescentes institucionalizados; falamos dos funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o (onde se incluem directores, t&eacute;cnicos e auxiliares) que se destacaram pelo seu efeito positivo sobre as compet&ecirc;ncias sociais, nomeadamente pelo efeito no autocontrolo. Nesta medida, constatamos que os funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o representam um importante papel no trabalho interno destes jovens, potenciando o desenvolvimento de limites internos e externos que se traduzem em indicadores de maturidade. A proximidade que pauta esta rela&ccedil;&atilde;o adv&eacute;m de uma viv&ecirc;ncia di&aacute;ria com os jovens, pelo que os funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o podem ser mais ou menos percebidos num papel de parentalidade sempre que se encontram dispon&iacute;veis para conter as ang&uacute;stias, medos, expectativas e alegrias dos jovens. Destacamos que a qualidade desta rela&ccedil;&atilde;o para al&eacute;m de carinho e afecto aporta tamb&eacute;m elementos referentes aos limites sendo consideradas quest&otilde;es extremamente organizadoras no mundo destes jovens. </p>      <p>Nesta medida jovens cujo autocontrolo &eacute; baixo tornam-se mais vulner&aacute;veis para desajustamentos futuros, condicionando possivelmente o desenvolvimento relacional (Loeber, 1990). Contudo Hughes, Cavell, e Jackson (1999) referem nos seus estudos longitudinais a influ&ecirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es de suporte entre os jovens e os adultos significativos, concluindo que rela&ccedil;&otilde;es positivas atenuavam de forma relevante a falta de autocontrolo (nomeadamente comportamentos agressivos) com os professores e o grupo de pares. Hamre e Pianta (2001) testarem um modelo similar com vista a moderar o risco de jovens com d&eacute;fice de autocontrolo. Os resultados revelaram que os relacionamentos com os adultos significativos (onde se incluem professores, funcion&aacute;rios da escola e da institui&ccedil;&atilde;o) caracterizados pelo menor conflito e depend&ecirc;ncia prediziam baixo risco de infrac&ccedil;&otilde;es disciplinares, suspens&otilde;es escolares bem como uma rela&ccedil;&atilde;o mais positiva com os professores. Deste modo, a figura dos funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o acresce em muitas situa&ccedil;&otilde;es a seguran&ccedil;a que os jovens podem desenvolver nas suas rela&ccedil;&otilde;es, e esta quest&atilde;o torna-se ainda mais pertinente se tivermos em conta jovens provenientes de configura&ccedil;&otilde;es familiares menos convencionais como &eacute; o caso da institucionaliza&ccedil;&atilde;o. Schuengel e van Ijzendoorn (2001) suportam esta ideia na medida em que a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o estabelecida pelos funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o pode ser um indicador do ajustamento pessoal e social dos adolescentes. Por conseguinte, e segundo os autores, as necessidades afectivas parecem ser t&atilde;o fortes que a liga&ccedil;&atilde;o com os diversos funcion&aacute;rios como os auxiliares ou os cozinheiros (mesmo que o seu papel na institui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se prenda com a interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica) pode resultar num importante suporte para os adolescentes. Em qualquer caso, a seguran&ccedil;a aportada por qualquer funcion&aacute;rio da institui&ccedil;&atilde;o pode ter consequ&ecirc;ncias terap&ecirc;uticas muito ben&eacute;ficas na forma como os adolescentes se relacionam com o exterior. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em suma, o presente trabalho permitiu reflectir sobre alguns aspectos fundamentais para o conhecimento da organiza&ccedil;&atilde;o emocional e social no processo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o. Apontamos as rela&ccedil;&otilde;es com figuras exteriores &agrave; fam&iacute;lia, nomeadamente o contexto escolar e especialmente as rela&ccedil;&otilde;es na institucionaliza&ccedil;&atilde;o que aparecem na literatura pouco referenciadas enquanto preditoras de uma base segura permitindo o desenvolvimento da assertividade, empatia e autocontrolo. Desta forma, pretendeu-se aportar uma vis&atilde;o sobre a import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o estabelecida com os professores, funcion&aacute;rios da escola e funcion&aacute;rios da institui&ccedil;&atilde;o, dando relev&acirc;ncia ao seu contributo no crescimento e na diferencia&ccedil;&atilde;o pessoal dos adolescentes institucionalizados. Ressalta-se que a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o com estas figuras significativas pode inclusive assumir contornos compensat&oacute;rios em especial com adolescentes cujos contextos apresentam graus de risco consider&aacute;veis. </p>        <p>Neste sentido, algumas indica&ccedil;&otilde;es futuras de investiga&ccedil;&atilde;o poderiam ir ao encontro de an&aacute;lises comparativas da qualidade das rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas em diferentes contextos familiares, alargando o n&uacute;mero de participantes (o n&uacute;mero de institui&ccedil;&otilde;es), bem como as vari&aacute;veis preditas para al&eacute;m das compet&ecirc;ncias sociais (nomeadamente estrat&eacute;gias de <i>coping</i>, a auto-estima, entre outros). Por &uacute;ltimo, o modelo constru&iacute;do teve como base um pressuposto te&oacute;rico, pelo que salientamos algumas limita&ccedil;&otilde;es que se prenderam com o facto de ser um estudo transversal, n&atilde;o permitindo uma compara&ccedil;&atilde;o dos resultados observados ao longo do tempo. Da mesma forma, poderiam ter sido feitas associa&ccedil;&otilde;es bidireccionais nas vari&aacute;veis relacionais no intuito de garantir a medida de um constructo, contudo, o modelo apenas representou liga&ccedil;&otilde;es unidireccionais, assumindo-se esta intencionalidade &agrave; luz de uma base te&oacute;rica. Como abordagem final, ressaltamos que o presente estudo permitiu o uso de uma t&eacute;cnica que n&atilde;o s&oacute; determina a vari&acirc;ncia e testa a signific&acirc;ncia de vari&aacute;veis observadas, mas tamb&eacute;m trabalha com vari&aacute;veis latentes. Ao mesmo tempo possibilitou a elabora&ccedil;&atilde;o de modelos concorrentes, considerando a an&aacute;lise dos erros e observa&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o permitindo indicar modelos alternativos (Mitchell, 1992). </p>      <p >&nbsp;</p>      <p >REFER&Ecirc;NCIAS</p>      <p>Amado, J., Ribeiro, F., Lim&atilde;o, I., &amp; Pacheco, V. (2003). <i>A escola e os alunos institucionalizados</i>. Lisboa: Departamento da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica: Grafis CRL. </p>        <p>Armsden, G. C., &amp; Greenberg, M. T. (1987). The inventory of parent and peer attachment: Individual differences and their relationship to psychological well-being in adolescence. <i>Journal of Youth and Adolescence</i>, <i>16</i>, 427-454. </p>      <p>Baron, R. M., &amp; Kenny, D. A. (1986). The moderator-mediator variable distinction in social psychological research: Conceptual, strategic, and statistical considerations. <i>Journal of Personality &amp; Social Psychology</i>, <i>51</i>, 1173-1182. </p>      <!-- ref --><p>Bollen, K. A. (1986). Sample size and Bentler and Bonett&#8217;s nonnormed fit index, <i>Psychometrika</i>, <i>51</i>, 375-377. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0870-8231201000020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Bowlby, J. (1988). <i>A secure base: Parent-child attachment and healthy human development. </i>London: Basic Books. </p>      <p>Byrne, B. M. (2006). <i>Structural equation modelling with EQS: Basic concepts, applications, and programming </i>(2nd ed.). New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Carvalho, A. M. (2002). Crian&ccedil;as institucionalizadas e desenvolvimento: Possibilidades e desafios. In E. Rocha Lordelo, A. M. Almeida Carvalho, &amp; S. H. Koller (Eds.), <i>Inf&acirc;ncia brasileira e contextos de desenvolvimento. </i>S&atilde;o Paulo/Salvador: Casa do Psic&oacute;logo &amp; UFBA. </p>      <p>Crittenden, P. M. (1992). Quality of attachment in the preschool years. <i>Development and Psychopathology, 4, </i>209-243. </p>      <p>Davis, H. A. (2003). Conceptualizing the role and influence of student-teacher relationships on children&#8217;s social and cognitive development. <i>Educational Psychologist</i>, <i>38</i>, 207-234. </p>      <p>Ferreira, M., &amp; Costa, M. E. (1998). <i>Inventory of peer and parental attachment</i>. Adapta&ccedil;&atilde;o do instrumento. Manuscrito n&atilde;o publicado. Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto. </p>      <p>Freeman, H., &amp; Brown, B. B. (2001). Primary attachment to parents and peers during adolescence: Differences by attachment style. <i>Journal of Youth and Adolescence</i>, <i>30</i>, 653-675. </p>      <p>Gifford-Smith, M. E., &amp; Brownell, C. A. (2003) Childhood peer relationships: Social acceptance, friendships, and peer networks. <i>Journal of School Psychology</i>, <i>41</i>, 235-284. </p>      <p>Gresham, F. M., &amp; Elliott, S. N. (1990). <i>Social skills rating system: Manual</i>. Circle Pines, MN: American Guidance Service. </p>        <p>Grossmann, K. E., &amp; Grossmann, K. (2004). Universality of human social attachment as an adaptive process. In C. S. Carter, L. Ahnert, K. E. Grossmann, S. B. Hrdy, M. E. Lamb, S. W. Porges, &amp; N. Sachser (Eds.), <i>Attachment and bonding: A new synthesis</i>. Dahlem Workshop Report 92 (pp. 199-229). Cambridge; MA: The MIT Press. </p>        <p>Hamre, B. K., &amp; Pianta, R. C. (2001). Early teacher-child relationships and the trajectory of children&#8217;s school outcomes through eighth grade. <i>Child Development</i>, <i>72</i>, 625-638. </p>      <p>Hellinckx, W., &amp; Colton, M. (1993). Residential and foster care in the E.C. In M. Colton &amp; W. Hellinckx (Eds.), <i>Child care in the EC</i>. Aldershot: Arena. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Hughes, J. N., Cavell, T. A., &amp; Jackson, T. (1999). Influence of teacher-student relationship on childhood aggression: A prospective study. <i>Journal of Clinical Child Psychology, 28, </i>173-184. </p>      <p>Loeber, R. (1990). Development ad risk factors of juvenile antisocial behaviour and delinquency. <i>Clinical Psychology Review, 10, </i>1-42. </p>      <p>MacCallum, R. C., Widaman, K. F., Preacher, K. J., &amp; Hong, S. (2001). Sample size in factor analyses: The role of model error. <i>Multivariate</i><i> Behavioral Research</i>, <i>36, </i>611-637. </p>      <p>Magalh&atilde;es, T. (2004). <i>Maus tratos</i><i> em crian&ccedil;as e jovens </i>(3&ordf; ed.). Coimbra: Quarteto Editora. </p>      <p>Matos, P. M., &amp; Fontaine, M. (1992). <i>Family</i><i> environment scale &#8211; FES. Adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa. Manuscrito n&atilde;o-publicado</i>. Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto. </p>      <p>Mitchell, R. J. (1992). Testing evolutionary and ecological hypotheses using pat analysis and structural equation modelling. <i>Functional</i><i> Ecology</i>, <i>6</i>, 123-129. </p>      <p>Mota, C. P., &amp; Matos, P. M. (2005). <i>Question&aacute;rio de liga&ccedil;&atilde;o a professores e funcion&aacute;rios &#8211; QLPF. </i>Manuscrito n&atilde;o publicado. Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto. </p>      <p>Mota, C. P., Lemos, M., &amp; Matos, P. M. (no prelo). Propriedades psicom&eacute;tricas do social skills questionnaire &#8211; Vers&atilde;o portuguesa da forma para estudantes (7&ordm;-12&ordm;). <i>Spanish Journal of Psychology.</i><i> </i></p>      <p>Nickerson, A. B., &amp; Nagle, R. J. (2005). Parent and peer attachment in late childhood and early adolescence. <i>Journal of Early Adolescence, 25</i>, 223-249. </p>      <p>Preacher, K. J., &amp; Hayes, A. F. (2004). SPSS and SAS procedures for estimating indirect effects in simple mediation models. <i>Behavior</i><i> Research Methods, Instruments, &amp; Computers</i>, <i>4, </i>717-731. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Schuengel, C., &amp; van Ijzendoorn, M. H. (2001). Attachment in mental health institutions: A critical review of assumptions, clinical implications, and research strategies. <i>Attachment &amp; Human Development, 3, </i>304-323. </p>      <p>Shipley, B. (1999). Testing causal causal explanations in organismal biology: Causation, correlation and structural equation modelling. <i>Oikos</i>, <i>86</i>, 374-382. </p>      <p>Soares, I. (1990). O grupo de pares e a amizade. In B. P. Campos (Ed.), <i>Psicologia do desenvolvimento e educa&ccedil;&atilde;o em jovens </i>(pp. 93-138). Lisboa: Universidade Aberta. </p>      <p>Tolmacz, R (2001). The secure-base function in a therapeutic community for adolescents. <i>Therapeutic Communities, 22</i>, 115-130. </p>        <p>Wentzel, K. R. (2002). Are effective teachers like good parents? Teaching styles and student adjustment in early adolescence. <i>Child Development</i>, <i>73</i>, 287-301. </p>        <p>Yuan, K. H. (2005). Fit indices versus test statistics. <i>Multivariate</i><i> Behavioral Research</i>, <i>40</i>, 115-148. </p>      <p>Yunes, M. A. M., Miranda, A. T., &amp; Cuello, S. E. S. (2004). Um olhar ecol&oacute;gico para os riscos e as oportunidades de desenvolvimento de crian&ccedil;as e adolescentes institucionalizados. In S. H. Koller (Ed.), <i>Abordagem ecol&oacute;gica do desenvolvimento humano: Experi&ecirc;ncia no Brasil </i>(pp. 193-214)<i>. </i>Editora Casa do Psic&oacute;logo. </p>        <p>Zani, B., Cicognani, E., &amp; Albanesi, C. (2001). Adolescents&#8217; sense of community and feeling of unsafety in urban environment. <i>Journal</i><i> of Community &amp; Applied Social Psychology</i>, <i>11, </i>475-489. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p ><b>NOTAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>      <p><sup>(<a href="#top1">*</a>)</sup>&nbsp;<a name="1"></a> O presente estudo    integra um projecto de investiga&ccedil;&atilde;o mais alargado financiado pela    FCT (Ref&ordf;. PTDC/PSI/65416/2006). </p>      <p><sup>(<a href="#top2">**</a>)<a name="2"></a></sup>&nbsp; Psic&oacute;loga    Cl&iacute;nica. Professora Auxiliar da Univ. de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto    Douro (UTAD). Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia &#8211; Edif&iacute;cio    do CIFOP &#8211; Rua Dr. Manuel Cardona, Apartado 1013, 5001-558 Vila Real;    Investigadora do Centro de Psicologia da Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias    da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto. E-mail: <a href="mailto:catppmota@utad.pt">catppmota@utad.pt</a>  </p>      <p><sup>(<a href="#top3">***</a>)</sup>&nbsp; <a name="3"></a>Professora Auxiliar    da Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da    Universidade do Porto, Rua Dr. Manuel Pereira da Silva, 4200-392 Porto, Portugal;    Tel. +351226079700; Fax. +3512260 79725; Investigadora do Centro de Psicologia    da Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da    Universidade do Porto. E-mail: <a href="mailto:pmmatos@fpce.up.pt">pmmatos@fpce.up.pt</a>  </p>     <p>&nbsp;</p>      <p><sup><a href="#topn1">1</a><a name="n1"></a> </sup>A <i>base segura </i>implica    o sentimento de confian&ccedil;a em si que se prende com uma elabora&ccedil;&atilde;o    precoce de correspond&ecirc;ncia afectiva por parte de uma figura de apoio e    protec&ccedil;&atilde;o acess&iacute;vel e dispon&iacute;vel (Bowlby, 1988).  </p>      <p><sup><a href="#topn2">2</a> </sup><a name="n2"></a>Os <i>modelos internos din&acirc;micos    </i>integram mapas cognitivos, representa&ccedil;&otilde;es de esquemas que    o indiv&iacute;duo constr&oacute;i e tem sobre si pr&oacute;prio e o seu comportamento,    bem como dos outros e do mundo e cuja complexifica&ccedil;&atilde;o tende a    aumentar (Bowlby, 1988). </p>      <p>&nbsp;</p>        ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Bollen]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sample size and Bentler and Bonett&#8217;s nonnormed fit index]]></article-title>
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<page-range>375-377</page-range></nlm-citation>
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