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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Educação, diferença e psicologia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The models guiding the intervention of the educational psychologist suggest a multiplicity of opportunities / options that each professional will have to take. Research has long suggested that learning together leads all students to better results (e.g., Johnson & Johnson, 1990, 1994; Slavin, 1991). Although many psychologists still work only with an individual perspective, the purpose of this paper is to discuss the ways in which the educational psychology can create and sustain authentic inclusion settings. This is based on Vigotsky&#8217;s belief that all children, in spite of their disabilities, should have access to the regular school system. Starting from the analysis of three key aspects inclusion, special education needs and psychology; it concludes with some suggestions that help define how the educational psychology can contribute to the success of all students in the regular school system.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Inclusão]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Psicologia educacional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b >Educa&ccedil;&atilde;o, diferen&ccedil;a e psicologia</b></p>      <p >&nbsp;</p>     <p >S&eacute;rgio Gaitas <sup><a name="top1"></a>(<a href="#1">*</a>)</sup>, Jos&eacute;    Morgado <sup>(<a href="#1">*</a>)</sup></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>RESUMO </p>      <p >Os modelos orientadores da interven&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo educacional sugerem uma multiplicidade de oportunidades/op&ccedil;&otilde;es que cada profissional ter&aacute; que fazer. A investiga&ccedil;&atilde;o tem sugerido que a aprendizagem cooperativa conduz todos os alunos a uma melhor efic&aacute;cia na aprendizagem. Apesar de muitos psic&oacute;logos ainda adoptarem uma perspectiva de interven&ccedil;&atilde;o individual, o objectivo deste ensaio &eacute; discutir as diferentes abordagens atrav&eacute;s dos quais a interven&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo educacional cria e sustenta modelos de educa&ccedil;&atilde;o inclusiva. Este ensaio tem por base a convic&ccedil;&atilde;o de Vigotsky de que todas as crian&ccedil;as, independentemente das suas necessidades, devem ter direito a frequentar a escola de ensino regular. Iniciando com a an&aacute;lise de tr&ecirc;s eixos essenciais: inclus&atilde;o, necessidades educativas especiais e psicologia; termina com algumas sugest&otilde;es que ajudam a definir o modo como a psicologia educacional pode contribuir para o sucesso de todos os alunos no ensino regular. </p>      <p ><i>Palavras-chave</i>: Inclus&atilde;o, Necessidades educativas especiais, Psicologia educacional. </p>      <p >&nbsp;</p>      <p >ABSTRACT </p>      <p >The models guiding the intervention of the educational psychologist suggest a multiplicity of opportunities / options that each professional will have to take. Research has long suggested that learning together leads all students to better results (e.g., Johnson &amp; Johnson, 1990, 1994; Slavin, 1991). Although many psychologists still work only with an individual perspective, the purpose of this paper is to discuss the ways in which the educational psychology can create and sustain authentic inclusion settings. This is based on Vigotsky&#8217;s belief that all children, in spite of their disabilities, should have access to the regular school system. Starting from the analysis of three key aspects inclusion, special education needs and psychology; it concludes with some suggestions that help define how the educational psychology can contribute to the success of all students in the regular school system. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><i>Key-words: </i>Educational psychology, Inclusion, Special educations needs. </p>      <p >&nbsp;</p>      <p >Na actualidade, a perspectiva sociocultural da educa&ccedil;&atilde;o assume cada vez mais um papel de refer&ecirc;ncia. Esse interesse deve-se a diversos factores, entre eles o lugar de destaque e a aceita&ccedil;&atilde;o, cada vez mais generalizada, de uma vis&atilde;o dos processos escolares de ensino e aprendizagem apoiada nas teorias socioconstrutivistas. Para estas, a aprendizagem &eacute; concebida como um processo de constru&ccedil;&atilde;o, com um car&aacute;cter intrinsecamente social, interpessoal e comunicativo, e o ensino como um processo complexo de estrutura&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o, mediante diversos apoios e suportes dessa constru&ccedil;&atilde;o (Coll, 2004; Pontecorvo, 2003; Pontecorvo, Ajello, &amp; Zucchermaglio, 2005). &Eacute; portanto, um processo no qual a diversidade presente em todos os alunos representa um papel exclusivo e absolutamente necess&aacute;rio como fonte de desenvolvimento cognitivo e social. </p>      <p >Importa tamb&eacute;m referir a crescente import&acirc;ncia atribu&iacute;da ao efeito positivo da utiliza&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos de aprendizagem cooperativa sobre a realiza&ccedil;&atilde;o escolar. Quando se investiga comparativamente os diferentes m&eacute;todos de aprendizagem (cooperativo, competitivo e individualista) os resultados revelam inequivocamente a mesma tend&ecirc;ncia: uma maior efic&aacute;cia da aprendizagem cooperativa no que respeita ao sucesso educativo (e.g., Darnon, Doll, &amp; Butera, 2007; Johnson &amp; Johnson, 1990, 1994; Johnson, Maruyama, Johnson, Nelson, &amp; Skon, 1981; Qin, Johnson, &amp; Johnson, 1995; Slavin, 1991, 1996, 1998). </p>      <p >Outros contributos (e.g., Johnson &amp; Johnson 1998; Putnam, 1998) voltam a corroborar esta posi&ccedil;&atilde;o. Suportam que quanto maior a diversidade entre os alunos, maior a possibilidade de esta ser mobilizada positivamente, potenciando processos de coopera&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, &iacute;ndices superiores de desenvolvimento. </p>      <p >De uma forma geral, o sucesso da aprendizagem cooperativa, frente a outros modelos de organiza&ccedil;&atilde;o da aprendizagem, verifica-se em rela&ccedil;&atilde;o a todos os tipos de estudantes, independentemente do g&eacute;nero, da etnia e da compet&ecirc;ncia acad&eacute;mica, pois existem ganhos para os alunos mais e menos competentes (e.g., Mata, 2001; Monteiro, 1996; Slavin, 1991). </p>      <p >Assim, a recorrente preocupa&ccedil;&atilde;o de que a aprendizagem cooperativa pode prejudicar os alunos mais competentes n&atilde;o se verifica emp&iacute;rica nem teoricamente, servindo-nos da teoria de Vigotsky para explicitar os benef&iacute;cios que ambos retiram na interac&ccedil;&atilde;o entre sujeitos mais e menos competentes (Pontecorvo, Ajello, &amp; Zucchermaglio, 2005). </p>      <p >Retomando o pensamento de Vygotsky (1924), todos os m&eacute;ritos das escolas de ensino especial s&atilde;o comprometidos por um pressuposto evidente: independentemente do diagn&oacute;stico a que estejam sujeitos os alunos, a escola especial (ou um qualquer diagn&oacute;stico m&eacute;dico), tranca os seus alunos especiais no c&iacute;rculo estreito do seu colectivo. Este sistema cria um pequeno mundo, separado, delimitado por um hor&aacute;rio (escolar), onde tudo &eacute; ajustado e adaptado &agrave; incapacidade das crian&ccedil;as. </p>        <p >Neste ambiente tudo fixa a aten&ccedil;&atilde;o no problema da crian&ccedil;a, comprometendo-a exactamente por essa mesma raz&atilde;o. Aqui, n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o existe desenvolvimento, como tamb&eacute;m todas as for&ccedil;as na crian&ccedil;a que a teriam ajudado, posteriormente, a introduzir-se na vida sociocultural ficam sistematicamente fragilizadas (Tudge, 2002). </p>      <p >Como Vygotsky (1924) indica na sua discuss&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com <i>necessidades educativas especiais</i>, as modifica&ccedil;&otilde;es que surgem no contexto da educa&ccedil;&atilde;o podem ter consequ&ecirc;ncias profundamente negativas no processo de desenvolvimento pois, uma vez marcada com um estigma, a crian&ccedil;a &eacute; colocada em circunst&acirc;ncias sociais completamente diferentes e o seu trajecto de desenvolvimento segue uma direc&ccedil;&atilde;o completamente nova (Tudge, 2002). N&atilde;o significa que o autor tenha concebido o processo de desenvolvimento como unidireccional, onde as crian&ccedil;as com incapacidades s&atilde;o de algum modo mais limitadas num cont&iacute;nuo de desenvolvimento, mas postulou que o desenvolvimento pode proceder ao longo de linhas inteiramente separadas. Sustenta que isto seria especialmente verdadeiro quando as crian&ccedil;as foram etiquetadas e tratadas de acordo com essa etiqueta (Tudge, 2002). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Em simult&acirc;neo, Vigotsky (1938/1988) considera que as crian&ccedil;as com um qualquer compromisso intelectual que n&atilde;o s&atilde;o expostas ao pensamento abstracto na sua educa&ccedil;&atilde;o (porque supostamente s&atilde;o apenas capazes de pensamento concreto), s&atilde;o conduzidas, a longo prazo, &agrave; inibi&ccedil;&atilde;o das capacidades de pensamento abstracto que ainda possam mobilizar. Como exemplo h&aacute; ind&iacute;cios que o dom&iacute;nio inicial da linguagem depende fortemente de uma primeira prepara&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, somos levados a pensar que grande parte das brincadeiras das crian&ccedil;as deve ser entendida como um exerc&iacute;cio do aprender, apropriar-se com e do mundo social que a rodeia (Vygotsky, 1924). Deste ponto de vista, podemos considerar que todos os mecanismos de apoio que sejam desenvolvidos, tendo por base um pressuposto m&eacute;dico que substitui o paradigma educacional, direccionam todo o processo de aprendizagem para a incapacidade da crian&ccedil;a e n&atilde;o a acompanham na introdu&ccedil;&atilde;o na cultura e vida social, no contexto que um dia a ir&aacute; acolher, inibindo as capacidades das crian&ccedil;as e mascarando os processos educativos. </p>      <p >Em &uacute;ltima an&aacute;lise, uma vez que todos os instrumentos s&atilde;o sociais porque se encontram fora do organismo, estamos a negar o acesso &agrave; cultura e ao desenvolvimento das fun&ccedil;&otilde;es mentais superiores (Vygotsky, 1924), pois o seu desenvolvimento &eacute; adquirido sob a influ&ecirc;ncia da necessidade &#8220;if a child has no need to think, then he will never think&#8221; (p. 166). A aprendizagem humana, tal como o desenvolvimento, prev&ecirc; uma natureza social determinada e um processo a partir do qual as crian&ccedil;as entram na vida intelectual da sociedade (Moll, 2002; Vigotsky, 1938/1988; Wertsch, 1985, 1993). </p>      <p >Bacon cit. por Bruner (1996, p. 199) refere que &#8220;nem a m&atilde;o nem o intelecto valem muito por si mesmos, apenas com instrumentos e ajudas &eacute; que se aperfei&ccedil;oam (ou completam) as coisas&#8221; </p>      <p >Por essa raz&atilde;o, crian&ccedil;as que foram sujeitas a ambientes redutores evidenciam, muitas vezes, uma debilidade de intelig&ecirc;ncia que s&oacute; poder&aacute; ser compensada atrav&eacute;s de en&eacute;rgicas medidas de enriquecimento (Bruner, 1999), colocando &ecirc;nfase numa avalia&ccedil;&atilde;o essencialmente educacional. </p>      <p >Vigotsky (1938/1988) afasta-se de todas as teorias que at&eacute; ent&atilde;o tentaram relacionar desenvolvimento e aprendizagem, sustentando que todo o funcionamento psicol&oacute;gico do indiv&iacute;duo tem profundas ra&iacute;zes sociais. Segundo o autor, cada fun&ccedil;&atilde;o aparece a dois n&iacute;veis no desenvolvimento cultural da crian&ccedil;a. Primeiro ela manifesta-se a n&iacute;vel interpessoal, como categoria interpsicol&oacute;gica e, apenas posteriormente, a n&iacute;vel da crian&ccedil;a como categoria intrapsicol&oacute;gica. </p>      <p >Podemos sintetizar esta ideia referindo que em vez de ajudar as crian&ccedil;as a contornar potenciais mundos isolados, a nossa escola especial ou os diagn&oacute;sticos precipitados e descontextualizados da vida social, normalmente desenvolvem nos alunos tend&ecirc;ncias que os dirigem em direc&ccedil;&atilde;o a um maior isolamento, n&atilde;o apenas social, mas igualmente individual, desconhecendo e levando ao esquecimento das suas capacidades (Vygotsky, 1924), pois &eacute; na rela&ccedil;&atilde;o com os outros que nos conhecemos. </p>        <p >Numa perspectiva sociocultural do desenvolvimento, entrar numa cultura significa n&atilde;o s&oacute; receber, incorporar essa mesma cultura, mas tamb&eacute;m o enriquecimento dos processos de desenvolvimento cognitivo. Todas estas raz&otilde;es fazem com que a educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as fique paralisada e eleve uma educa&ccedil;&atilde;o dita especial, com todos os custos inerentes, a quase nada (Vygotsky, 1924). </p>      <p >A educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as tem que ser vista como um problema social. O nosso trabalho ser&aacute; desenvolver, tanto quanto nos for poss&iacute;vel, os instrumentos intelectuais de rela&ccedil;&atilde;o com o mundo exterior. A quest&atilde;o central &eacute; a natureza dos problemas que as crian&ccedil;as podem encontrar na sua entrada no mundo social e naturalmente cultural (Vygotsky, 1924). </p>      <p >Vygotsky (1924) postulou que as crian&ccedil;as com qualquer incapacidade mental ou f&iacute;sica devem ver assegurada a sua educa&ccedil;&atilde;o na escola do ensino regular e n&atilde;o educadas com crian&ccedil;as com a mesma incapacidade. O autor considerou, como j&aacute; referimos, que se as crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncias f&iacute;sicas ou mentais fossem educadas separadamente das crian&ccedil;as consideradas normais o seu desenvolvimento procederia de um modo totalmente diferente, e n&atilde;o ben&eacute;fico, levando &agrave; inevit&aacute;vel cria&ccedil;&atilde;o de pessoas com dificuldades na rela&ccedil;&atilde;o com o mundo e consigo pr&oacute;prias (Tudge, 2002). </p>      <p >Assim, para determinar a natureza e o caminho do desenvolvimento, torna-se essencial examinar o ambiente social no qual o desenvolvimento ocorre. Isto &eacute; igualmente verdadeiro para as crian&ccedil;as que n&atilde;o t&ecirc;m &agrave; partida nenhum tipo de restri&ccedil;&atilde;o na participa&ccedil;&atilde;o social (Tudge, 2002). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >O que est&aacute; em quest&atilde;o n&atilde;o &eacute; tanto o diagn&oacute;stico, mas sim as formas de aceder ao meio cultural que nos define enquanto humanos e nos permitem adquirir os instrumentos socioculturais historicamente desenvolvidos. </p>      <p >A psicologia e a educa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o duas &aacute;reas de saber onde, desde h&aacute; v&aacute;rios anos, se regista um aprofundamento do conhecimento, tendo-se constitu&iacute;do no interior de cada uma delas v&aacute;rias disciplinas bem diferenciadas o que permite, naturalmente, uma especificidade cada vez maior das tem&aacute;ticas envolvidas. Apesar disso, estes dois dom&iacute;nios encontram-se profundamente ligados, existindo entre eles v&aacute;rios pontos de intersec&ccedil;&atilde;o (Fonseca, Seabra-Santos, &amp; Gaspar, 2007). Estes pontos de intersec&ccedil;&atilde;o s&atilde;o facilmente percept&iacute;veis atrav&eacute;s da an&aacute;lise hist&oacute;rica do desenvolvimento da psicologia educacional como disciplina, percebendo-se a sua rela&ccedil;&atilde;o com as fun&ccedil;&otilde;es mais significativas que a psicologia foi assumindo (COP, 2008). </p>      <p >Alcan&ccedil;ado o princ&iacute;pio gen&eacute;rico da escolaridade obrigat&oacute;ria, o desafio que se coloca &agrave; escola &eacute; que esta possa responder com qualidade &agrave; diversidade dos alunos (Morgado, 2003a, 2004), surgindo a necessidade de fazer desaparecer a ideia ing&eacute;nua da exist&ecirc;ncia de turmas homog&eacute;neas (Meirieu, 1997; Niza, 1996). Deste modo, o desafio que os sistemas educativos de todo o mundo ter&atilde;o de aceitar &eacute; a capacidade de desenvolverem uma educa&ccedil;&atilde;o inclusiva que procura o sucesso com e para todos os alunos (Ainsow &amp; C&eacute;sar, 2006). </p>      <p >Poder&iacute;amos ser levados a pensar que este desafio est&aacute; directamente relacionado com os pa&iacute;ses mais pobres, onde milh&otilde;es de crian&ccedil;as n&atilde;o conseguem aceder a nenhuma forma de educa&ccedil;&atilde;o formal (Bellamy, 1999). Por&eacute;m, em pa&iacute;ses mais desenvolvidos, incluindo Portugal, o desafio permanece. Assistimos a n&iacute;veis elevados de insucesso e abandono, muitos jovens abandonam a escola sem qualifica&ccedil;&otilde;es, acedendo a percursos paralelos ao ensino regular, ou ainda crian&ccedil;as que preferem seguir outro percurso porque a escola, na forma como se revela, em nada parece ser relevante para as suas vidas (C&eacute;sar &amp; Oliveira, 2005). </p>      <p >Igualmente Ainscow (1997) considera que, no que respeita &agrave; inclus&atilde;o de todos os alunos no sistema educativo, muito h&aacute; a fazer, pois existem muitas crian&ccedil;as que s&atilde;o exclu&iacute;das, vendo o seu direito a aprender negado porque a qualidade de ensino n&atilde;o &eacute; satisfat&oacute;ria ou ainda porque a organiza&ccedil;&atilde;o das escolas e das salas de aula n&atilde;o oferece condi&ccedil;&otilde;es de sucesso &agrave; aprendizagem e &agrave; participa&ccedil;&atilde;o de todos eles. </p>      <p >Face a estes desafios, o discurso da inclus&atilde;o tem paulatinamente ganho um lugar de destaque e discuss&atilde;o por todo o mundo, continuando a ser em muitos pa&iacute;ses um debate por vezes bastante confuso, tornando-se dif&iacute;cil perceber o rumo que as pol&iacute;ticas e as pr&aacute;ticas educacionais parecem levar (Ainscow &amp; C&eacute;sar, 2006; Lindsay, 2007). </p>        <p >Em alguns pa&iacute;ses, a educa&ccedil;&atilde;o inclusiva &eacute; vista como um mecanismo que permite assistir crian&ccedil;as sinalizadas como especiais no ensino regular (Ainscow &amp; C&eacute;sar, 2006). Na actualidade, parece assumir um significado mais profundo e abrangente. A educa&ccedil;&atilde;o inclusiva &eacute; uma resposta adequada e considerada como um direito face &agrave; diversidade presente entre os alunos (Unesco, 1997, 2000, 2001). Considerando a diferen&ccedil;a de paradigmas compreende-se a inevitabilidade do debate sobre educa&ccedil;&atilde;o inclusiva entre todos os profissionais ligados &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, e por conseguinte nos psic&oacute;logos educacionais. </p>      <p >O psic&oacute;logo educacional tem sido muitas vezes caracterizado como o respons&aacute;vel por preservar um sistema de categoriza&ccedil;&atilde;o baseado numa forma de racional pseudo-cient&iacute;fico, permitindo e dando suporte a uma forma paralela de educa&ccedil;&atilde;o designada por especial (Hick, 2000). Tal poder&aacute; ser uma heran&ccedil;a das transforma&ccedil;&otilde;es fundamentais que surgiram no campo da psicologia tal como na pr&oacute;pria defini&ccedil;&atilde;o do papel do psic&oacute;logo educacional. Contudo, estes profissionais podem desempenhar uma fun&ccedil;&atilde;o fundamental na actualiza&ccedil;&atilde;o dos modos de trabalhar e no suporte a pr&aacute;ticas verdadeiramente inclusivas, como adiante procuraremos estabelecer. </p>      <p >O desenvolvimento da educa&ccedil;&atilde;o especial envolveu uma s&eacute;rie de est&aacute;dios nos quais os sistemas educativos exploraram diferentes formas de responder &agrave;s necessidades educativas dos alunos (Ainscow &amp; C&eacute;sar, 2006). </p>      <p >Todavia, o estudo do trabalho dos investigadores que se dedicam ao tema da educa&ccedil;&atilde;o especial leva a considerar que at&eacute; chegarmos ao conceito de educa&ccedil;&atilde;o inclusiva percorremos um longo percurso, considerando o movimento integrativo como a &#8220;raiz&#8221; do movimento inclusivo (Almeida &amp; Rodrigues, 2006). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Uma an&aacute;lise hist&oacute;rica da educa&ccedil;&atilde;o especial revela que, inicialmente, esta tomava a forma de escolas separadas de ensino especial que frequentemente levavam a um sistema de ensino paralelo aqueles alunos que precisavam de uma resposta educativa diferenciada (Correia &amp; Cabral, 1999). Ainda hoje a educa&ccedil;&atilde;o especial &eacute; muitas vezes tida como um suplemento do ensino regular, noutros casos &eacute; deveras um sistema paralelo (Ainscow &amp; C&eacute;sar, 2006). </p>      <p >Em termos evolutivos, importa considerar o esfor&ccedil;o inicial para integrar os alunos especiais nas escolas de ensino regular, por exemplo, transplantando turmas inteiras de alunos caracterizados como tendo <i>necessidades educativas especiais </i>para o ensino regular. Esta tentativa de articula&ccedil;&atilde;o foi acompanhada de profundas mudan&ccedil;as na organiza&ccedil;&atilde;o da escola, no curr&iacute;culo, na forma&ccedil;&atilde;o dos professores e nos modos e estrat&eacute;gias de ensinar, o que resultou, inevitavelmente, na forma&ccedil;&atilde;o de mais barreiras na implementa&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas inclusivas (Freire &amp; C&eacute;sar, 2003). &Eacute; hoje clara a necessidade de profundas altera&ccedil;&otilde;es no contexto da escola para que a filosofia da inclus&atilde;o seja efectivamente posta em pr&aacute;tica (Hick, 2000). </p>      <p >A avalia&ccedil;&atilde;o das necessidades dos alunos era sustentada por um modelo cl&iacute;nico e psicom&eacute;trico, ou seja, um paradigma m&eacute;dico-pedag&oacute;gico (Felgueiras, 1994), em que as necessidades das crian&ccedil;as eram percebidas como d&eacute;fices individuais e a interven&ccedil;&atilde;o assumia uma natureza essencialmente remediativa (Dyson &amp; Millward, 1997). </p>      <p >As dificuldades na aprendizagem eram considerados como exclusivamente centrados nas crian&ccedil;as, em consequ&ecirc;ncia, o psic&oacute;logo trabalha com elas de forma individual, num ambiente separado, aplicando testes e usando o resultado destes para prever a probabilidade de sucesso. Desta forma, os testes t&ecirc;m um valor absoluto, inquestion&aacute;vel, sendo o processo de aprendizagem concebido como uma tarefa individual, onde a comunidade educativa (e.g., escola, fam&iacute;lia, pares) tem baixo grau de influ&ecirc;ncia (Farrel, 2006). </p>      <p >De acordo com Niza (1996), apenas com o relat&oacute;rio Warnock em 1978, do qual se destaca o conceito de <i>Necessidades Educativas Especiais</i>, teve in&iacute;cio a passagem de um modelo cl&iacute;nico para um modelo educacional, onde o desenvolvimento desta abordagem tem como principal consequ&ecirc;ncia a defini&ccedil;&atilde;o da escola regular como estrutura respons&aacute;vel por todos os alunos (Morgado, 2003a). </p>        <p >Contudo, apesar das grandes evolu&ccedil;&otilde;es, a insatisfa&ccedil;&atilde;o com a evolu&ccedil;&atilde;o dos processos de integra&ccedil;&atilde;o exigiram mudan&ccedil;as de base nas pol&iacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o (Booth &amp; Ainscow, 1998). </p>      <p >Uma das principais preocupa&ccedil;&otilde;es &eacute; a forma como os alunos passam a ser rotulados como tendo <i>necessidades educativas especiais</i>, pois o modelo m&eacute;dico continua a ser o modelo veiculado, explicando as dificuldades educacionais apenas em termos de d&eacute;fices das crian&ccedil;as (Ainscow &amp; C&eacute;sar, 2006; Booth &amp; Ainscow, 2002), fazendo-nos muitas vezes esquecer a quest&atilde;o essencial: por que raz&atilde;o a escola falha em ensinar com sucesso todas as crian&ccedil;as? </p>      <p >Nos &uacute;ltimos anos a educa&ccedil;&atilde;o especial, na forma de ensino paralelo, tem sido questionada tanto do ponto de vista da sua efic&aacute;cia, como na perspectiva dos direitos humanos (Ainscow, Farrel, &amp; Tweddle, 2000; Ainscow, Booth, Dyson, Farrel, Frankham, Gallannaugh, Howes, &amp; Smith, 2006; Kluth, 2005; Lindsay, 2007). </p>      <p >Morgado (2003a), numa revis&atilde;o de literatura sobre os potenciais benef&iacute;cios da educa&ccedil;&atilde;o inclusiva para os alunos com dificuldades, para os seus pares e para os professores e t&eacute;cnicos que com eles trabalham, sublinha que educa&ccedil;&atilde;o inclusiva remete necessariamente para uma reorganiza&ccedil;&atilde;o profunda da escola e do curr&iacute;culo, das estrat&eacute;gias e modos de ensino, da forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais (docentes e n&atilde;o docentes), entre outros. </p>      <p >Desta forma, criar condi&ccedil;&otilde;es de evolu&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica e pol&iacute;tica a n&iacute;vel da educa&ccedil;&atilde;o, &eacute; sin&oacute;nimo de abandonar um modelo educativo assente na integra&ccedil;&atilde;o escolar de um grupo entendido como especial. &Eacute; procurar reestruturar as escolas e o modo como respondem &agrave;s necessidades individuais de cada crian&ccedil;a (Clark, Dyson, &amp; Millward, 1997). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Perante estes desafios a comunidade internacional tem elevado a discuss&atilde;o sobre educa&ccedil;&atilde;o inclusiva a uma plataforma de destaque, revelando um crescente interesse (Ainscow &amp; C&eacute;sar, 2006). </p>        <p >&nbsp;</p>      <p >EDUCA&Ccedil;&Atilde;O INCLUSIVA </p>        <p >Uma an&aacute;lise recente da pesquisa internacional (Ainscow et al., 2006) mostra-nos que ainda existem cinco perspectivas diferentes de abordar a educa&ccedil;&atilde;o inclusiva, o que naturalmente reflecte a evolu&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o especial e a forma como os sistemas educativos t&ecirc;m respondido &agrave; diferen&ccedil;a. </p>      <p >1)&nbsp; Inclus&atilde;o enquanto educa&ccedil;&atilde;o dos alunos com defici&ecirc;ncia e/ou <i>necessidades educativas especiais </i>nas escolas do ensino regular; </p>      <p >2)&nbsp; Inclus&atilde;o enquanto reposta para alunos com problemas de comportamento; </p>      <p >3)&nbsp; Inclus&atilde;o enquanto educa&ccedil;&atilde;o de todos os grupos de alunos que possam eventualmente correr o risco de exclus&atilde;o; </p>      <p >4)&nbsp; Inclus&atilde;o enquanto promo&ccedil;&atilde;o de uma escola para todos (o que muitas vezes &eacute; entendido como integra&ccedil;&atilde;o, assimila&ccedil;&atilde;o da diferen&ccedil;a, normaliza&ccedil;&atilde;o); </p>      <p >5)&nbsp; Inclus&atilde;o enquanto educa&ccedil;&atilde;o para todos. </p>      <p >Esta grada&ccedil;&atilde;o transparece as posi&ccedil;&otilde;es de quem defende a inclus&atilde;o como sendo uma forma de resposta para grupos de alunos mais vulner&aacute;veis e aqueles que entendem inclus&atilde;o como uma abordagem mais transformadora da escola (Ainscow &amp; C&eacute;sar, 2006; Ainscow, Farrel, &amp; Tweddle, 2000). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Baseando-se numa concep&ccedil;&atilde;o transformadora, educa&ccedil;&atilde;o inclusiva diz assim respeito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o de todas as crian&ccedil;as nas escolas de ensino regular (Udvari-Solner &amp; Thousend, 1995). </p>      <p >O movimento de educa&ccedil;&atilde;o para todos (na ess&ecirc;ncia, escola inclusiva) teve um grande impulso a partir da confer&ecirc;ncia mundial sobre a edu&ccedil;&atilde;o para todos, realizada em Jomtien, na Tail&acirc;ndia, em 1990, e mais tarde na confer&ecirc;ncia mundial sobre <i>necessidades educativas especiais</i>, em Salamanca, em 1994. </p>      <p >O des&iacute;gnio estruturante resultante das confer&ecirc;ncias remete para as escolas do ensino regular a responsabilidade de responder &agrave;s necessidades individuais de todo e qualquer aluno. Assume-se indubitavelmente que o princ&iacute;pio de desenvolvimento de escolas inclusivas consiste em &#8220;que todos os alunos devem aprender juntos, sempre que poss&iacute;vel, independentemente das dificuldades e das diferen&ccedil;as que apresentam. As escolas inclusivas devem reconhecer e satisfazer as necessidades diversas dos seus alunos, adaptando-se aos v&aacute;rios estilos e ritmos de aprendizagem, de modo a garantir um bom n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o para todos, atrav&eacute;s de curr&iacute;culos adequados, de uma boa organiza&ccedil;&atilde;o escolar, de estrat&eacute;gias pedag&oacute;gicas, de utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos e de uma coopera&ccedil;&atilde;o com toda a comunidade&#8221; (UNESCO, 1994, p. 7).</p>        <p >De acordo com o definido na declara&ccedil;&atilde;o de Salamanca (1994), &#8220;as escolas inclusivas s&atilde;o os meios mais capazes para combater as atitudes discriminat&oacute;rias, criando comunidades abertas e solid&aacute;rias, constituindo uma sociedade inclusiva a atingindo a educa&ccedil;&atilde;o para todos&#8221; (p. 9). Questiona-se definitivamente a educa&ccedil;&atilde;o inclusiva como uma resposta espec&iacute;fica do ensino regular para os alunos categorizados com <i>necessidades educativas especiais</i>, para os alunos com mau comportamento ou, especificamente, para qualquer outro grupo de alunos potencialmente em risco. </p>      <p >A educa&ccedil;&atilde;o inclusiva passa a ter um significado mais amplo, pois esta engloba qualquer esp&eacute;cie de marginaliza&ccedil;&atilde;o (que possa ser experimentada por qualquer crian&ccedil;a), independentemente da sua categoriza&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o com as siglas NEE (Ainscow, Farrel, &amp; Tweddle, 2000; Ainscow, Howes, Farrel, &amp; Frankham, 2003; Ballard, 1997; Booth &amp; Ainscow, 1998, 2002; Messiou, 2006). Trata-se de uma educa&ccedil;&atilde;o que se considera justa, apropriada e com pr&aacute;ticas e modos de trabalho que visem responder com qualidade &agrave;s necessidades de todos os alunos (Correia, 2001; Hegarty, 1994; Kugelmass, 2006; Morgado, 2003b). </p>      <p >Adoptando esta vis&atilde;o mais abrangente, a escola n&atilde;o fica apenas preocupada com a categoriza&ccedil;&atilde;o dos alunos, pois tamb&eacute;m lhe &eacute; poss&iacute;vel, e desej&aacute;vel, identificar e intervir em outros factores que possam estar a bloquear a participa&ccedil;&atilde;o de qualquer aluno, recorrendo a v&aacute;rios recursos presentes na comunidade (Ainscow &amp; Angelides 2000), nomeadamente as pr&oacute;prias caracter&iacute;sticas individuais dos alunos, que s&atilde;o encaradas como oportunidades para enriquecer as aprendizagens (Ainscow, Howes, Farrel, &amp; Frankham, 2003; C&eacute;sar, 2003; Kluth, 2005; Sheehy, Rix, Nind, &amp; Simmons, 2004). Assim, o movimento para uma escola inclusiva est&aacute; verdadeiramente preocupado com a transforma&ccedil;&atilde;o da escola para que esta possa ir ao encontro das necessidades de todos os alunos. </p>      <p >Apesar da import&acirc;ncia que cada vez mais assume a ideia de educa&ccedil;&atilde;o inclusiva, existem ainda diferentes leituras do que &eacute; e do que preconiza. &Eacute; necess&aacute;rio reflectir e n&atilde;o assumir que existe uma aceita&ccedil;&atilde;o total da filosofia da educa&ccedil;&atilde;o inclusiva (Freire &amp; C&eacute;sar, 2005; Lindsay, 2007). </p>      <p >Do ponto de vista dos direitos a inclus&atilde;o &eacute; inquestion&aacute;vel contudo, surgem d&uacute;vidas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua efic&aacute;cia. Lindsay (2007), da an&aacute;lise que faz de um conjunto de estudos sobre a efic&aacute;cia da inclus&atilde;o, revela que os trabalhos s&atilde;o inconclusivos no que diz respeito &agrave;s suas vantagens. Contudo, no que diz respeito aos estudos do processo, tamb&eacute;m analisados, real&ccedil;a que a pr&aacute;tica dos professores est&aacute; no cora&ccedil;&atilde;o do ensino eficaz, e que uma pr&aacute;tica diferenciada e de qualidade leva &agrave; efic&aacute;cia de resultados. Tal parece evidenciar um paradoxo. Ou a avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia &eacute; realizada independentemente de todas as outras vari&aacute;veis, nomeadamente, o contexto e as adequa&ccedil;&otilde;es no contexto onde elas ocorrem. </p>      <p >Por outro lado, existem muitos professores do ensino regular resistentes &agrave; ideia de inclus&atilde;o, como tamb&eacute;m existem institui&ccedil;&otilde;es de ensino especial que defendem um sistema paralelo, provavelmente num impulso de auto-justifica&ccedil;&atilde;o e sobreviv&ecirc;ncia. Existem ainda aqueles que acreditam que pequenas unidades especializadas nas escolas regulares podem apoiar os professores com materiais, equipamentos, estrat&eacute;gias, etc., para que sejam sempre estes os principais respons&aacute;veis pelos seus alunos (Ainscow &amp; C&eacute;sar, 2006). </p>      <p >Deste modo, com todo o desenvolvimento que temos vindo a assistir, torna-se fundamental repensar a fun&ccedil;&atilde;o do conceito <i>necessidades educativas especiais </i>na nossa escola. Se reconhecermos que as dificuldades experienciadas pelos alunos resultam da interac&ccedil;&atilde;o entre a forma como as escolas est&atilde;o hoje organizadas, os m&eacute;todos de ensino dos professores e os pr&oacute;prios alunos, facilmente iremos conseguir progredir no sentido de melhorar a qualidade da escola e responder positivamente &agrave; diversidade (Ainscow &amp; Angelides, 2000; Ainscow, Howes, Farrel, &amp; Frankham, 2003; C&eacute;sar, 2003). </p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p >A inclus&atilde;o parte de um conjunto de valores que v&ecirc; o acesso ao ensino regular como um direito. Foca-se no desafio de tentar promover a participa&ccedil;&atilde;o na vida da escola, como uma comunidade, de todos os alunos. Desta forma, deixa de fazer sentido o conceito de <i>necessidades educativas especiais</i>, pois qualquer aluno em algum momento pode correr o risco de ser exclu&iacute;do, necessitando de uma aten&ccedil;&atilde;o diferenciada (Ainscow, Farrel, &amp; Tweddle, 2000; Hick, 2000), sem que para isso seja necess&aacute;rio um procedimento burocr&aacute;tico. Neste processo o professor &eacute; responsabilizado para que com autonomia promova o sucesso para todos os seus alunos. </p>      <p >Neste contexto, a Escola de Inclus&atilde;o &eacute; a que garante o direito de acesso &agrave; equidade para o sucesso de todos os alunos (Niza, 1996). </p>        <p >&nbsp;</p>      <p >PSICOLOGIA EDUCACIONAL E EDUCA&Ccedil;&Atilde;O INCLUSIVA</p>        <p >Na sequ&ecirc;ncia da an&aacute;lise de um conjunto de trabalhos, te&oacute;ricos e de investiga&ccedil;&atilde;o, que pretendem enquadrar o paradigma da educa&ccedil;&atilde;o inclusiva (e.g., Ainscow, 2000; Ainscow &amp; Angelides, 2000; Ainscow, Howes, Farrel, &amp; Frankham, 2003; C&eacute;sar, 2003; Morgado, 2003a; Putnam, 1998; Sheehy, Rix, Nind, &amp; Simmons, 2004; Villa &amp; Thousand, 2003), consideraremos o papel do psic&oacute;logo educacional neste universo. </p>      <p >Os psic&oacute;logos educacionais t&ecirc;m agora o desafio de poder contribuir para a conceptualiza&ccedil;&atilde;o, adequa&ccedil;&atilde;o e efic&aacute;cia da educa&ccedil;&atilde;o para todas as crian&ccedil;as (Lindsay, 2007), podendo operacionalizar um conjunto de vari&aacute;veis que veremos mais &agrave; frente. Se os psic&oacute;logos educacionais n&atilde;o quiserem aceitar o desafio e mostrarem de que forma podem contribuir para o desenvolvimento de pr&aacute;ticas inclusivas, correm seriamente o risco de se tornarem uma figura irrelevante para as crian&ccedil;as do pr&oacute;ximo s&eacute;culo (Hick, 2000). </p>      <p >Hardman (1998) sustenta que, de uma forma geral, os psic&oacute;logos educacionais defendem modelos de interven&ccedil;&atilde;o inclusivos ligando-os predominantemente &agrave; teoria s&oacute;cioconstructivista da aprendizagem. Num estudo que a autora realizou sobre as atitudes dos psic&oacute;logos educacionais, concluiu que genericamente s&atilde;o mais a favor de modos interven&ccedil;&atilde;o inclusivos do que podemos inferir atrav&eacute;s das suas decis&otilde;es e formas de trabalhar. </p>      <p >De acordo com Hardman (1998), essa conclus&atilde;o parece sugerir que as decis&otilde;es de categorizar os alunos com <i>necessidades educativas especiais </i>e recomend&aacute;-los para um sistema paralelo de ensino n&atilde;o dependem fortemente das atitudes e cren&ccedil;as individuais dos psic&oacute;logos, mas sim das estruturas existentes e das suas solicita&ccedil;&otilde;es, nomeadamente as escolas de ensino especial. </p>      <p >Simultaneamente, num estudo mais recente sobre as pr&aacute;ticas dos psic&oacute;logos educacionais realizado em 10 pa&iacute;ses diferentes, onde Portugal n&atilde;o figura, os resultados demonstram que a sua principal fun&ccedil;&atilde;o &eacute; trabalhar com crian&ccedil;as com <i>necessidades educativas especiais </i>e recomend&aacute;-las para o ensino especial. Esta &eacute; a tarefa que os psic&oacute;logos mais realizam em 8 dos 10 pa&iacute;ses que participaram no estudo (Jimerson, Graydon, Farrel, Kikas, Hatzichristou, Boce, &amp; Bashi, 2004). </p>      <p >Parecem ainda constituir-se como constrangimentos &agrave; ac&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos as percep&ccedil;&otilde;es que professores e os pr&oacute;prios &oacute;rg&atilde;os administrativos, t&ecirc;m relativamente ao seu papel e modelo preferencial de interven&ccedil;&atilde;o. Um estudo realizado em 8 pa&iacute;ses, n&atilde;o envolvendo Portugal, sobre a percep&ccedil;&atilde;o que os professores t&ecirc;m sobre o papel do psic&oacute;logo educacional, revelou que os professores esperam que o psic&oacute;logo desenvolva preferencialmente trabalho com os alunos com <i>necessidades educativas especiais</i>, identificando-os e sugerindo que continuem os seus estudos numa escola a que chamam especial (Farrel, Jimerson, Kalambouka, &amp; Benoit, 2005). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Tamb&eacute;m Gilman e Gabriel (2004), nos Estados Unidos, num trabalho da mesma natureza, mas realizado com os &oacute;rg&atilde;os administrativos das escolas, verificaram que as suas percep&ccedil;&otilde;es v&atilde;o no mesmo sentido que o estudo anterior, por&eacute;m com representa&ccedil;&otilde;es ainda mais fortes. </p>      <p >Assim, em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho com crian&ccedil;as com <i>necessidades educativas especiais </i>e o seu encaminhamento para escolas de ensino especial, as pr&aacute;ticas dos psic&oacute;logos parecem ajudar a manter e a perpetuar um sistema de ensino paralelo. </p>      <p >Todos estes resultados parecem ir de encontro &agrave; afirma&ccedil;&atilde;o que C&eacute;sar e Santos (2006) realizam, ou seja, parece ser relativamente f&aacute;cil articularmos com os ideais associados &agrave; educa&ccedil;&atilde;o inclusiva, contudo, &eacute; muito mais dif&iacute;cil transform&aacute;-los em pr&aacute;ticas. </p>        <p >Farrel (2006) diz-nos que este modelo de interven&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos educacionais &eacute; uma heran&ccedil;a da pr&oacute;pria constitui&ccedil;&atilde;o da psicologia enquanto ci&ecirc;ncia, em que os psic&oacute;logos tinham como fun&ccedil;&atilde;o principal medir o Q.I., o que legitimava o encaminhamento de alunos para escolas de ensino especial. </p>      <p >O autor refere ainda que &eacute; oportuno analisar o percurso de forma&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos e o que aprendem. Faz notar que na sua maioria, os textos introdut&oacute;rios de psicologia sugerem que aprendemos mais sobre o comportamento humano se nos focarmos numa perspectiva individual. Corremos o risco de adoptarmos uma perspectiva m&eacute;dica/psicom&eacute;trica do desenvolvimento humano, onde todos os sucessos e fracassos s&atilde;o unicamente atribu&iacute;dos ao ser psicol&oacute;gico individual. Neste contexto, Lucas, Blazek, Raley, e Washington (2005) real&ccedil;am que, atrav&eacute;s da an&aacute;lise realizada de textos de introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; psicologia, existe uma falta de representa&ccedil;&atilde;o da psicologia educacional na sua dimens&atilde;o sociocultural. </p>      <p >Farrel (2006) salienta que esta perspectiva poder&aacute; influenciar fortemente a explora&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as individuais e, na sequ&ecirc;ncia dos trabalhos de Alfred Binet em 1905, encontrar em medidas individuais (nomeadamente o Q.I.) explica&ccedil;&otilde;es para poss&iacute;veis dificuldades de aprendizagem e comportamento. </p>      <p >Na actualidade, comprovada a inefic&aacute;cia de um sistema paralelo, naturalmente segregado de educa&ccedil;&atilde;o (Dyson &amp; Millward, 1997; Farrel &amp; Ainscow, 2002; Kluth, 2005) e, apesar dos testes psicom&eacute;tricos terem sido &uacute;teis para o r&aacute;pido desenvolvimento da profiss&atilde;o (e.g., Reschly, 2000), dispomos de outros recursos que se tornam fundamentais envolver no processo de ensino-aprendizagem. Por exemplo, a pr&oacute;pria escola, o diversificado grupo de alunos, as fam&iacute;lias e a comunidade envolvente, de forma a potenciar todos os agente educativos (Morgado, 2001). </p>      <p >Conceber a aprendizagem como um fen&oacute;meno est&aacute;tico e meramente individual, &eacute; desprezar a sua natureza intrinsecamente (Vigotsky, 1938/1988, /1934/2007). Este paradigma &eacute; suportado por variad&iacute;ssima literatura (e.g., Ainscow, Howes, Farrel, &amp; Frankham, 2003; C&eacute;sar, 2003; C&eacute;sar &amp; Oliveira, 2005; Gilly, 1995; Kutnick &amp; Kington, 2005; Monteiro, 2003; Peixoto &amp; Monteiro, 1999a,b; Perret-Clermont, Pontecorvo, Resnick, Zittoun, &amp; Burge, 2004; Salonen, Vauras, &amp; Efklides 2005). </p>      <p >Face &agrave; multiplicidade de interpreta&ccedil;&otilde;es devidas ao r&aacute;pido desenvolvimento da profiss&atilde;o, Pontecorvo (2003) esclarece todos os equ&iacute;vocos e centra a tem&aacute;tica fundamental da psicologia da educa&ccedil;&atilde;o na din&acirc;mica que se gera entre o ensino e a aprendizagem. </p>      <p >Desta forma, como poder&aacute; o psic&oacute;logo educacional desenvolver o seu trabalho de modo verdadeiramente inclusivo? </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Apesar de, no seu desenvolvimento hist&oacute;rico, a psicologia educacional surgir intimamente ligada &agrave;s crian&ccedil;as com <i>necessidades educativas especiais</i>, em livros recentes, tendo como tem&aacute;tica a psicologia da educa&ccedil;&atilde;o, os t&oacute;picos abordados incluem gest&atilde;o de sala de aula, desenvolvimento social, estrat&eacute;gias de aprendizagem, rela&ccedil;&atilde;o professor-aluno, motiva&ccedil;&atilde;o para aprender, aprendizagem cooperativa, aprender a ler, desenvolvimento da linguagem escrita, entre outros (e.g., Fonseca, Seabra-Santos, &amp; Gaspar, 2007; Miranda &amp; Bahia, 2005; Pontecorvo, 2003). </p>      <p >Deste modo, parece existir uma redefini&ccedil;&atilde;o do papel do psic&oacute;logo da educa&ccedil;&atilde;o, tendo agora como principal objectivo a reflex&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o sobre o comportamento humano, em situa&ccedil;&otilde;es educativas e de forma&ccedil;&atilde;o, de desenvolvimento pessoal e colectivo, desenvolvendo respectivamente as capacidades das pessoas individualmente, em grupos e institui&ccedil;&otilde;es (COP, 2008). </p>      <p >O trabalho individual com as crian&ccedil;as poder&aacute; ser necess&aacute;rio contudo, o psic&oacute;logo educacional, deve trabalhar com grupos de alunos e/ou professores, com professores de apoio ou at&eacute; mesmo ao n&iacute;vel da escola, apoiando projectos, ajudando a desenvolver compet&ecirc;ncias e conhecimento nos profissionais que trabalham com as crian&ccedil;as e entre as pr&oacute;prias crian&ccedil;as, promovendo uma educa&ccedil;&atilde;o inclusiva (Cameron &amp; Monsen, 2005) e estimulando a constitui&ccedil;&atilde;o de comunidades de aprendizagem (Ainscow, Howes, Farrel, &amp; Frankham, 2003). O psic&oacute;logo educacional actua ainda em colabora&ccedil;&atilde;o com outros profissionais em diferentes n&iacute;veis, formais e n&atilde;o formais, em todos os aspectos psicol&oacute;gicos que podem interferir na aprendizagem independentemente da origem pessoal, social, etc. (COP, 2008). </p>        <p >Podemos ent&atilde;o considerar que a &aacute;rea de ac&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo parece assumir contornos cada vez mais abrangentes, tentando evitar os erros cometidos no passado, e conseguindo criar condi&ccedil;&otilde;es para que, se necess&aacute;rio, todas as crian&ccedil;as tenham oportunidade para recuperar as aprendizagens sem que a mobiliza&ccedil;&atilde;o de procedimentos adicionais estejam aprisionados em formas burocr&aacute;ticas de identifica&ccedil;&atilde;o de necessidades especiais e, em consequ&ecirc;ncia disso, discrimina&ccedil;&atilde;o e exclus&atilde;o (Baxter &amp; Frederikson, 2005). </p>      <p >De acordo com Baxter e Frederikson (2005), existe assim uma &aacute;rea mais abrangente para o campo da psicologia educacional, pois esta deixa de estar ligada directamente aos alunos com <i>necessidades educativas especiais</i>, mas passa a integrar todos os alunos que possam, em algum momento do seu percurso escolar, precisar de uma resposta diferente das rotinas impostas pela escola. Isto leva o psic&oacute;logo a estar implicado em todas as problem&aacute;ticas inerentes &agrave; institui&ccedil;&atilde;o escolar, por exemplo, abandono escolar, insucesso, iliteracia, exclus&atilde;o social, desemprego, gravidez adolescente, etc. </p>      <p >Desta forma, os autores postulam que esta realidade s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel se os psic&oacute;logos actualizarem modelos de trabalho para modelos de natureza mais inclusiva, centrando esses modelos nos alunos, identificando e envolvendo toda a comunidade educativa (pais, professores, auxiliares, comunidade envolvente, etc.) no progresso e bem-estar dos alunos. </p>      <p >Paige (1998) prop&otilde;e uma revis&atilde;o do que pode ser o trabalho do psic&oacute;logo em contexto escolar e centra essa revis&atilde;o em quatro pilares essenciais: </p>      <p >1)&nbsp; Actualizar os modos de ensino e adapta&ccedil;&otilde;es curriculares </p>      <p >O psic&oacute;logo pode articular com os professores um conjunto de estrat&eacute;gias que v&atilde;o ao encontro das necessidades dos alunos, contextualizando essas aprendizagens e adoptando uma perspectiva s&oacute;cioconstructivista, usufruindo das vantagens da aprendizagem cooperativa. Esta articula&ccedil;&atilde;o permite ir ao encontro das necessidades dos alunos, por outras palavras, ajudar a desenvolver estrat&eacute;gias para apoiar a aprendizagem dos alunos que est&atilde;o a experimentar dificuldades, adequando as formas de ensinar &agrave; sua singularidade, isto &eacute;, promovendo diferencia&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica (e.g., Amado &amp; Freire, 2005; Marchesi &amp; Martin, 1998; Mastropieri &amp; Scruggs, 2000; Moretto, 2002; Perrenoud, 1997; Tomlinson, 2001), ou ainda, como nos dizem Correia e Rodrigues (1999), contextualizar as aprendizagens ao n&iacute;vel da escola, ao n&iacute;vel da turma e ao n&iacute;vel do aluno. </p>      <p >2)&nbsp; Desenvolver de planos de ac&ccedil;&atilde;o centrados nos alunos </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >O psic&oacute;logo, juntamente com os professores, o aluno, a fam&iacute;lia e outros agentes educativos, deve desenvolver planos de interven&ccedil;&atilde;o fundamentados numa avalia&ccedil;&atilde;o exaustiva das necessidades de cada aluno, utilizando uma caracteriza&ccedil;&atilde;o gen&eacute;rica dos seus interesses e motiva&ccedil;&otilde;es para melhor acomodar as suas necessidades, sendo o aluno o maior recurso nesse sentido (e.g., Correia &amp; Rodrigues, 1999; David &amp; Capraro, 2001; Gregory &amp; Chapman, 2002; Morgado, 2001; Niza, 1998; Salend, 2001; Tomlinson &amp; Allan, 2002). </p>      <p >3)&nbsp; Facilitar a constru&ccedil;&atilde;o de uma rede social e de amizades para todos os alunos </p>      <p >Assente no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias pessoais e socais, no papel dos pares e no trabalho cooperativo, a constru&ccedil;&atilde;o de uma rede social representa uma dimens&atilde;o determinante para a aprendizagem e implementa&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas inclusivas (David &amp; Capraro, 2001; Johnson &amp; Johnson, 1998; Kutnick &amp; Kington, 2005; Pontecorvo, 2003; Powell, 1999; Salend, 1999, 2001; Sprinthall &amp; Sprinthall, 1993). Estudos recentes parecem revelar que um baixo envolvimento social na escola e os baixos n&iacute;veis de colabora&ccedil;&atilde;o entre os profissionais que nela trabalham (nomeadamente os professores), s&atilde;o fortes contributos para o abandono escolar (Nicoulaidou &amp; Ainscow, 2005; Raley, 2007). </p>        <p >4)&nbsp; Envolver toda a escola e profissionais facilitando mudan&ccedil;as institucionais pr&oacute;inclus&atilde;o </p>      <p >O psic&oacute;logo educacional, tomando partido da sua &aacute;rea abrangente de interven&ccedil;&atilde;o, poder&aacute; envolver e tentar comprometer os profissionais das escolas em pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas inclusivas. </p>      <p >A inclus&atilde;o tem que necessariamente assumir um papel de destaque nas pol&iacute;ticas educativas, onde o papel dos &oacute;rg&atilde;os administrativos tem uma import&acirc;ncia extrema na implementa&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas inclusivas (Ainscow, Farrel, &amp; Tweddle, 2000). </p>      <p >Tentando sintetizar as r&aacute;pidas modifica&ccedil;&otilde;es que o papel do psic&oacute;logo tem vindo a sofrer, o Col&eacute;gio Oficial dos Psic&oacute;logos de Espanha (COP, 2008) avan&ccedil;a com uma proposta actualizada e bastante clara. O psic&oacute;logo educacional pode estar assim envolvido em tr&ecirc;s grandes fun&ccedil;&otilde;es: avalia&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o. Apesar das tr&ecirc;s grandes fun&ccedil;&otilde;es serem interdependentes, tentaremos esclarecer cada uma delas. </p>      <p >A avalia&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser realizada em distintas &aacute;reas do funcionamento psicol&oacute;gico, atendendo &agrave; problem&aacute;tica e &agrave;s necessidades, dando sempre prioridade &agrave; funcionalidade, analisando detalhadamente todas as vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas que se conjugam nos contextos de educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o e, naturalmente, a avalia&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;prios contextos. Esta avalia&ccedil;&atilde;o inclui a identifica&ccedil;&atilde;o e a descri&ccedil;&atilde;o de cada problem&aacute;tica, bem como a elabora&ccedil;&atilde;o de hip&oacute;teses e estrat&eacute;gias para a sua resolu&ccedil;&atilde;o. S&oacute; atrav&eacute;s de uma avalia&ccedil;&atilde;o exaustiva do que os alunos sabem &eacute; que se poder&aacute; planificar o que precisam de aprender e desenvolver (e.g., Pereira, 2005). </p>      <p >No que diz respeito &agrave; preven&ccedil;&atilde;o, a psicologia educacional procura promover condi&ccedil;&otilde;es para um melhor desenvolvimento das capacidades de todos os intervenientes, adequando as respostas dos sistemas educativo e social &agrave;s necessidades individuais, com o intuito &uacute;ltimo de minimizar o surgimento de dificuldades. A preven&ccedil;&atilde;o pode ainda dizer respeito ao apoio de diferentes agentes educativos (pais, professores, auxiliares, outros elementos da comunidade), na procura de respostas a problemas concretos (e.g., preven&ccedil;&atilde;o da toxicodepend&ecirc;ncia) ou projectos mais transversais (educa&ccedil;&atilde;o para a cidadania) (Baxter &amp; Frederickson, 2005). </p>      <p >Ainda de acordo com Baxter e Frederickson (2005), apesar de existirem diferentes n&iacute;veis de preven&ccedil;&atilde;o, prim&aacute;ria, secund&aacute;ria e terci&aacute;ria, os custos sociais do abandono escolar s&atilde;o alt&iacute;ssimos. Assim, as iniciativas dos psic&oacute;logos educacionais t&ecirc;m sempre impacto na preven&ccedil;&atilde;o, pois o objectivo &uacute;ltimo &eacute; promover o desenvolvimento e a aprendizagem das crian&ccedil;as, minimizando os problemas futuros. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Os autores fazem ainda notar que &eacute; extremamente dif&iacute;cil aos psic&oacute;logos educacionais realizarem preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria e secund&aacute;ria com todas as crian&ccedil;as. Todavia, s&atilde;o dos profissionais mais qualificados para desenvolver ac&ccedil;&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o, treino e supervis&atilde;o de outros agentes educativos com um papel fundamental na preven&ccedil;&atilde;o. </p>      <p >Retomando o Col&eacute;gio Oficial dos Psic&oacute;logos de Espanha (2008), no que concerne &agrave; interven&ccedil;&atilde;o, podemos considerar diferentes dimens&otilde;es, tendo sempre presente as vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas que interv&ecirc;m nos processos educativos, bem como os diferentes intervenientes. Como principais &acirc;mbitos de interven&ccedil;&atilde;o surgem: </p>      <p >1)&nbsp; Interven&ccedil;&atilde;o nas necessidades educativas dos alunos </p>      <p >A psicologia educacional est&aacute; presente desde as primeiras etapas do ciclo de vida, prevenindo e detectando atrasos de desenvolvimento, desadapta&ccedil;&otilde;es funcionais, ps&iacute;quicas e sociais. Realiza uma avalia&ccedil;&atilde;o/interven&ccedil;&atilde;o psico-educativa com o objectivo de adequar os recursos sociais e institucionais aos recursos individuais, incidindo a sua interven&ccedil;&atilde;o na promo&ccedil;&atilde;o da qualidade do acto educativo, nas pr&oacute;prias compet&ecirc;ncias dos alunos ou outras dificuldades percebidas na avalia&ccedil;&atilde;o. </p>      <p >2)&nbsp; Orienta&ccedil;&atilde;o escolar e profissional </p>      <p >O desenvolvimento escolar e vocacional &eacute;, antes de mais, um processo de interven&ccedil;&atilde;o, onde o psic&oacute;logo pretende ajudar as pessoas a reunir um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es e gerir um processo de decis&atilde;o. Constitui-se como uma dimens&atilde;o integradora do desenvolvimento psicol&oacute;gico global, aprofundando o conhecimento individual e facilitando a tomada de decis&otilde;es. Os testes vocacionais s&atilde;o uma forma complementar de recolha de informa&ccedil;&atilde;o sobre o conhecimento de si. O objectivo geral &eacute; o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias de modo a promover autonomia na gest&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o pessoal, tomando as suas pr&oacute;prias decis&otilde;es. </p>        <p >3)&nbsp; Contexto educativo </p>      <p >O psic&oacute;logo pode ajudar os professores a melhorar a qualidade dos processos educativos, adequando a forma de ensinar &agrave; diversidade dos alunos. Morgado (2003a) desenvolve um modelo que assenta a gest&atilde;o diferenciada da sala de aula em seis grandes dimens&otilde;es, que pretendem contribuir para a inclus&atilde;o de todos os alunos e, consequentemente, para a qualidade da escola (Planeamento; Organiza&ccedil;&atilde;o do Trabalho dos Aluno; Clima Social; Avalia&ccedil;&atilde;o; Actividades; Materiais). </p>      <p >Lindsay (2007) refere, no estudo que realiza sobre a investiga&ccedil;&atilde;o dos processos desenvolvidos em sala de aula, que a ac&ccedil;&atilde;o actualizada do professor (que poder&aacute; ser assente nas seis dimens&otilde;es vistas anteriormente) &eacute; a que permite aos alunos alcan&ccedil;arem bons resultados num contexto de educa&ccedil;&atilde;o inclusiva. </p>      <p >4)&nbsp; Forma&ccedil;&atilde;o e apoio familiar </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >A psicologia educacional pode estar ao servi&ccedil;o do contexto familiar, dinamizando ac&ccedil;&otilde;es de informa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o, realizando interven&ccedil;&atilde;o na melhoria das rela&ccedil;&otilde;es sociais e familiares, promovendo programas e projectos que promovam o envolvimento e a participa&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia na escola e nas aprendizagens dos alunos. </p>      <p >5)&nbsp; Interven&ccedil;&atilde;o socioeducativa </p>      <p >O psic&oacute;logo interv&eacute;m nas rela&ccedil;&otilde;es existentes entre as actividades educativas e a comunidade onde ocorrem, assim como em factores culturais e sociais que condicionem as capacidades educativas. Pode tamb&eacute;m ajudar a dinamizar projectos mais transversais, como por exemplo, no dom&iacute;nio da interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria. </p>      <p >Hick (2000) define como o grande desafio para os psic&oacute;logos educacionais, apesar de existir j&aacute; alguma resist&ecirc;ncia neste processo (Gonzalez, Nelson, &amp; Gutkin, 2004), o desenvolvimento de pr&aacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o inclusiva atrav&eacute;s de modelos de &#8220;consultation&#8221;, que podemos definir como consultoria e orienta&ccedil;&atilde;o. </p>      <p >Farrel (2006), da an&aacute;lise internacional que realiza sobre o significado do termo &#8220;consultation&#8221;, encontra m&uacute;ltiplos significados. Contudo refere que, na ess&ecirc;ncia, independentemente da palavra que utilizamos para nos referir a este processo, ele diz respeito antes de mais, &agrave; capacidade que o psic&oacute;logo tem para maximizar o impacto da sua ac&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento e na aprendizagem das crian&ccedil;as. Para isso &eacute; necess&aacute;rio que tenha um conhecimento exaustivo e pormenorizado da pr&oacute;pria crian&ccedil;a e do contexto onde ela se move (escola, fam&iacute;lia e comunidade &#8211; &#8220;sistema&#8221;), para conseguir desenvolver rela&ccedil;&otilde;es de suporte com todas as pessoas que trabalham dentro e com o sistema, incluindo as pr&oacute;prias crian&ccedil;as, adoptando uma postura de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas. A tarefa do psic&oacute;logo &eacute; contribuir para organizar os diferentes pap&eacute;is e responsabilidades dentro do &#8220;sistema&#8221; de forma a rentabilizar recursos para alcan&ccedil;ar os mesmos objectivos &#8211; o sucesso escolar e educativo. </p>      <p >Segundo o autor esta abordagem promove uma forma flex&iacute;vel de trabalhar, focando-se na capacidade que a escola tem para se tornar inclusiva, ou seja, de qualidade, apoiando todas as crian&ccedil;as com uma pan&oacute;plia diversificada de necessidades. </p>      <p >A exclus&atilde;o escolar (quer na forma de insucesso ou de abandono) tem sido fortemente atribu&iacute;da &agrave; press&atilde;o competitiva que professores e alunos t&ecirc;m sido sujeitos. </p>      <p >Lindsay (1997), numa realidade que poderia ser a nossa, afirma que o valor veiculado pelos governos tem sido o da competi&ccedil;&atilde;o em detrimento da coopera&ccedil;&atilde;o. As escolas mais populares est&atilde;o em posi&ccedil;&atilde;o de escolherem os seus alunos e o respectivo financiamento que se lhe segue, em vez de os pais e os pr&oacute;prios alunos exercerem o seu direito de escolha de uma escola, preferencialmente a da sua &aacute;rea de resid&ecirc;ncia. A exclus&atilde;o ascende a n&iacute;veis inaceit&aacute;veis e as escolas facilmente rejeitam alunos. </p>      <p >Neste contexto, apenas desenvolvendo de uma forma pr&oacute;-activa, pr&aacute;ticas mais inclusivas, os psic&oacute;logos educacionais v&atilde;o conseguir desenraizar a sua ac&ccedil;&atilde;o de modos de funcionamento individuais, definindo um estatuto e um papel actualizados para a profiss&atilde;o (Hick, 2005). </p>        <p >&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >CONCLUS&Atilde;O </p>      <p >Este trabalho pretendeu discutir alguns dos problemas que os psic&oacute;logos educacionais t&ecirc;m que enfrentar para desenvolver o seu trabalho com qualidade. Sugere que a pr&oacute;pria hist&oacute;ria do desenvolvimento da profiss&atilde;o, onde modos de trabalho individuais ainda s&atilde;o assumidos como a &uacute;nica forma trabalhar, se constitui como uma barreira ao seu desenvolvimento. A consequ&ecirc;ncia directa &eacute; que a comunidade educativa espera isso mesmo do psic&oacute;logo, a adop&ccedil;&atilde;o de um paradigma de trabalho essencialmente individual. </p>      <p >A figura cl&aacute;ssica do psic&oacute;logo educacional, que existe algures num s&iacute;tio inacess&iacute;vel a quem a ele precisa de recorrer, ou que surge com m&aacute;gicas propostas de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, muitas vezes desadequadas, tem necessariamente que desaparecer. &Eacute; imprescind&iacute;vel que articule o seu trabalho com toda a comunidade educativa, conseguindo adequar o seu conhecimento ao conhecimento j&aacute; existente nos contextos onde trabalha. O psic&oacute;logo pode servir como um agente securizante para ajudar os professores a progressivamente modificar/melhorar/manter, ou apenas a reflectirem a adequa&ccedil;&atilde;o das suas pr&aacute;ticas, tendo por base as teorias da aprendizagem e modelos de ensino eficaz. </p>      <p >&Eacute; no confronto di&aacute;rio com a vida na escola que a psicologia educacional melhor pode promover uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade. Vivendo com os professores &#8220;lado-a-lado&#8221; as problem&aacute;ticas emergentes na institui&ccedil;&atilde;o escolar, desenvolvendo mecanismos que promovam a aprendizagem para todos os alunos, n&atilde;o permitindo que progressivamente mais alunos virem as costas ao seu pr&oacute;prio futuro. </p>      <p >A psicologia educacional define-se, como um trabalho em comunidade, articulado com diferentes agentes e em que o desenvolvimento institucional e o trabalho por projectos s&atilde;o fortemente encorajados. </p>      <p >Assente no desenvolvimento da sociedade, a psicologia educacional assume-se como uma profiss&atilde;o em desenvolvimento e com toda a pertin&ecirc;ncia social. </p>      <p >Em Portugal, apesar de uma hist&oacute;ria relativamente curta, o desenvolvimento da profiss&atilde;o, com a cria&ccedil;&atilde;o de oportunidades de trabalho, &eacute; inevit&aacute;vel. </p>      <p >Internacionalmente realiza-se esse percurso, os pa&iacute;ses verdadeiramente desenvolvidos fazem crescer a literatura relativa &agrave; import&acirc;ncia do papel do psic&oacute;logo educacional, criticando os modelos de interven&ccedil;&atilde;o tradicionais. Inequivocamente, os psic&oacute;logos educacionais podem fazer a diferen&ccedil;a no suporte a pr&aacute;ticas inclusivas, ou seja, melhorar a qualidade da nossa escola, a qualidade das aprendizagens, a qualidade do ensino, a qualidade de vida e, claro, colocar o pa&iacute;s na rota do t&atilde;o esperado desenvolvimento econ&oacute;mico. </p>      <p >O respeito pela diversidade &eacute; a &uacute;nica forma de garantir uma sociedade mais justa no futuro onde, naturalmente, ao elegermos o modelo da escola inclusiva como um modelo preferencial, estamos a adoptar um desafio profissional. </p>      <p >Para terminar, e ao mesmo tempo prolongar a reflex&atilde;o, gostar&iacute;amos de deixar dois pensamentos de Jerome Bruner (1999): </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p style='margin-left:18.0pt;text-align:justify'><i>Aquilo que pode tornar o psic&oacute;logo uma for&ccedil;a poderosa &eacute;, digamos, o seu vivo sentido do que &eacute; poss&iacute;vel. Ele pode e deve fornecer o leque total de alternativas para desafiar a sociedade a escolher </i>(p. 43). </p>      <p style='margin-left:18.0pt;text-align:justify'><i>(...) Mas uma teoria da educa&ccedil;&atilde;o, que tem de se encontrar no &acirc;mago da psicologia educativa, est&aacute; principalmente relacionada com o modo de preparar ambientes para optimizar a aprendizagem segundo diversos crit&eacute;rios (...) &Eacute; a psicologia, mais do que qualquer outra disciplina, que possui as ferramentas para explorar os limites da perfectibilidade humana </i>(p. 58). </p>      <p >&nbsp;</p>      <p >REFER&Ecirc;NCIAS </p>     <p >Ainscow, M. (1997). Educa&ccedil;&atilde;o para todos: Torn&aacute;-la uma    realidade. In M. Ainscow, G. Portes, &amp; M. Wang (Eds.), <i>Dimens&otilde;es    formativas: Caminhos para as escolas inclusivas </i>(pp. 13-31). Lisboa: Instituto    de Inova&ccedil;&atilde;o Educacional. </p>      <p >Ainscow, M. (2000). The next step for special education: Supporting the development of inclusive practices. <i>British Journal of Special Education, 27</i>(2), 76-80. </p>        <p >Ainscow, M., &amp; Angelides, A. (2000). Making sense of the role of culture in school improvement. <i>School Effectiveness and School Improvement, 11</i>(2), 145-163. </p>        <p >Ainscow, M., &amp; C&eacute;sar, M. (2006) Inclusive education ten years after Salamanca: Setting the agenda. <i>European Journal of Psychology of Education, 21</i>(3), 231-238. </p>      <p >Ainscow, M., Farrel, P., &amp; Tweddle, D. (2000). Developing policies for inclusive education: A study of the role of local education authorities. <i>International Journal of Inclusive Education, 4</i>(3), 211-229. </p>      <p >Ainscow, M., Howes, A., Farrell, P., &amp; Frankham, J. (2003). Making sense of the development of inclusive practices. <i>European Journal of Special Needs Education</i>, <i>18</i>(2), 227-242. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Ainscow, M., Booth, T., Dyson, A., Farrel, P., Frankham, J., Gallannaugh, F., Howes, A., &amp; Smith, R. (2006). <i>Improving schools, developing inclusion. </i>London: Routledge. </p>      <p >Almeida, A., &amp; Rodrigues, D. (2006). <i>A percep&ccedil;&atilde;o dos professores do 1&ordm; C.E.B. e educadores de inf&acirc;ncia sobre valores inclusivos e as suas pr&aacute;ticas. </i>Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Faculdade de Motricidade Humana, Lisboa. </p>      <p >Amado, J., &amp; Freire, I. (2005). A Gest&atilde;o da sala de aula. In L. Miranda &amp; S. Bahia (Eds.), <i>Psicologia da educa&ccedil;&atilde;o, temas de desenvolvimento, aprendizagem e ensino </i>(pp. 311-331). Lisboa: Rel&oacute;gio D&#8217;&Aacute;gua. </p>      <p >Ballard, K. (1997). Researching disability and inclusive education: Participation, construction and interpretation. <i>International Journal of Inclusive Education, 1</i>(3), 243-256. </p>      <p >Baxter, J., &amp; Frederickson, N. (2005). Every child matters: Can educational psychology contribute to radical reform? <i>Educational psychology in Practice, 21</i>(2), 87-102. </p>      <p >Bellamy, C. (1999). <i>The state of the world&#8217;s children: Education.    </i>Consultado em 12 de Setembro de 2007 atrav&eacute;s de <a href="http://www.unicef.org" target="_blank">http://www.unicef.org</a>  </p>      <p >Booth, T., &amp; Ainscow, M. (1998). <i>From them to us: An international study of inclusion in education. </i>London: Routledge. </p>      <p >Booth, T., &amp; Ainscow, M. (2002). <i>The index for inclusion </i>(2nd ed.). Bristol: Centre for Studies on Inclusive Education. </p>      <p >Bruner, J. (1996). <i>Cultura da educa&ccedil;&atilde;o. </i>Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70. </p>      <p >Bruner, J. (1999). <i>Para uma teoria da educa&ccedil;&atilde;o. </i>Lisboa: Rel&oacute;gio d&#8217;&Aacute;gua. (Obra original publicada em 1966) </p>      ]]></body>
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<body><![CDATA[<p >Darnon, C., Doll, S., &amp; Butera, F. (2007). Dealing with a disagreeing partner: Relational and epistemic conflict elaboration. <i>European Journal of Psychology of Education, XXII(3)</i>, 227-242. </p>      <p >David, H. L., &amp; Capraro, R. M. (2001). Strategies for teaching in heterogeneous environments while building a classroom community. <i>Education, 122(1), </i>80-86. </p>      <p >Dyson, A., &amp; Millward, A. (1997). The reform of special education or the transformation of mainstream schools? In J. Pijl, C. Meijer, &amp; S. Hegarty (Eds.), <i>Inclusive education &#8211; A global agenda </i>(pp. 51-67). London: Routledge. </p>      <p >Farrel, P. (2006). Developing inclusive practices among educational psychologists: Problems and possibilities. <i>European Journal of Psychology of Education, 21</i>(3), 293-304. </p>      <p >Farrel, P., &amp; Ainscow, M. (Eds.). (2002). <i>Making special education inclusive. </i>London: Fulton. </p>      <p >Farrel, P., Jimerson, S., Kalambouka, A., &amp; Benoit, J. (2005). Teacher&#8217;s perceptions of schools psychologists in different countries. <i>School Psychology International, 26</i>(5), 525-544. </p>      <!-- ref --><p >Felgueiras, I. (1994). As crian&ccedil;as com necessidades educativas especiais: Como as educar? <i>Inova&ccedil;&atilde;o, 7</i>(1), 23-25. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201000020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p >Fonseca, A., Seabra-Santos, M., &amp; Gaspar, M. (Eds.). (2007). <i>Psicologia da educa&ccedil;&atilde;o: Novos e velhos temas. </i>Coimbra: Almedina. </p>      <p >Freire, S., &amp; C&eacute;sar, M. (2003). Inclusive ideals/ inclusive practice: How far is dream from reality? Five comparative case studies. <i>European Journal of Special Needs Education, 18</i>(3), 341-354. </p>      <p >Gilman, R., &amp; Gabriel, S. (2004). Perceptions of school psychological services by education professionals: Results from a multi-state survey pilot. <i>School Psychology Review, 33, </i>271-287. </p>      ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p >NOTAS</p>      <p ><a name="1" id="1"></a>(<a href="#top1">*</a>)</sup> ISPA &#8211; Instituto    Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa, Portugal; E-mail:    <a href="mailto:sergiogaitas@gmail.com">sergiogaitas@gmail.com</a> / <a href="mailto:jmorgado@ispa.pt">jmorgado@ispa.pt    </a></p>      <p>&nbsp;</p>           ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A organização social do trabalho de aprendizagem no 1º ciclo do ensino básico]]></article-title>
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