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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Modelo lógico de um programa de intervenção comunitária - GerAcções]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The logic models are a succinct way to show and illustrate how a project was designed and is being developed and outlines the main elements of the project. The logic model of GerAccões&#8217; program is presented. It was developed as a form of strategic planning, which has been used for a continuous improvement program, and now at the end of program for evaluation planning. The components of the GerAcções logic model are: (1) Mission of the program - involving people who live or work in the borough of Santa Maria de Belém (Lisbon), as key members in promoting their interests and to solve their problems in order to build a healthy community, (2) Resources - partnerships, coalitions and community sponsors, (3) Goals - General: Involving children and young people, families and seniors in their own development process, as well as community involvement and partners in the social network for an integrated intervention in the process of building a healthy community, and Specific: The community empowerment, health promotion and violence prevention, wellbeing and quality of life (4) Activities - Advisory Board Intervention in schools, Roadmap of leisure areas, Youth Center and Senior Center, Parental Training, Social Commission, European Neighbours' Day, Publications, (5) Schedule - from March 2006 until February 2010, (6) Results - greater knowledge regarding the positive health behaviours, increasing personal and social skills for children and young people, parents increase their knowledge and skills of positive communication, increasing community participation, establishment of networks of formal and informal support; (7) Indicators - number of participants, knowledge and skills achieved, changing attitudes and conditions, (8) Measures - quantitative, such as surveys and scales, and qualitative, focus group discussions and interviews (9) Sustainability and (10) Evaluation. The evaluation of GerAcções program is pertinent at this point, providing information about the value and importance of the program through systematic investigation. The assessment takes a target and the information provided will be used to facilitate the decision of the direction of actions.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Empowerment]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Modelo l&oacute;gico de um programa de interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria &#8211; GerAc&ccedil;&otilde;es</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Susana Fonseca Carvalhosa <sup>(*)</sup>, Ana Domingos <sup>(**)</sup>, C&aacute;tia Sequeira <sup>(**)</sup></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><sup>(*)</sup>&nbsp; Departamento de Psicologia, ISCTE &#8211; Instituto Universit&aacute;rio    de Lisboa, Ala Aut&oacute;noma, Av. das For&ccedil;as Armadas, 1649-026 Lisboa,    Portugal; E-mail: <a href="mailto:susana.carvalhosa@iscte.pt">Susana.Carvalhosa@iscte.pt</a>.</a></p>     <p><sup>(**)</sup> Programa GerAc&ccedil;&otilde;es. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p>RESUMO</p>      <p>Os modelos l&oacute;gicos s&atilde;o uma maneira sucinta de mostrar e ilustrar como um projecto foi concebido e est&aacute; a ser desenvolvido e resume os principais elementos do projecto. O modelo l&oacute;gico do programa GerAcc&otilde;es &eacute; apresentado. Foi desenvolvido como uma forma de planeamento estrat&eacute;gico, que vem sendo utilizado para uma melhoria cont&iacute;nua do programa e, agora, no final deste, para o planeamento da avalia&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>Os componentes do modelo l&oacute;gico do GerAc&ccedil;&otilde;es s&atilde;o: (1) Miss&atilde;o do programa &#8211; envolver as pessoas que moram ou trabalham na Freguesia de Santa Maria de Bel&eacute;m (Lisboa), como os membros-chave na promo&ccedil;&atilde;o dos seus interesses e na resolu&ccedil;&atilde;o dos seus problemas, afim de construir uma comunidade saud&aacute;vel; (2) Recursos &#8211; parcerias, coliga&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias e patrocinadores; (3) Objectivos &#8211; Gerais: envolvimento de crian&ccedil;as e jovens, fam&iacute;lias e seniores no seu pr&oacute;prio processo de desenvolvimento, bem como o envolvimento da comunidade e parceiros da rede social para uma interven&ccedil;&atilde;o integrada no processo de constru&ccedil;&atilde;o de uma comunidade saud&aacute;vel, e Espec&iacute;ficos: o <i>empowerment </i>comunit&aacute;rio, a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia, o bem-estar e qualidade de vida; (4) Actividades &#8211; Conselho Consultivo, a interven&ccedil;&atilde;o nas escolas, Roteiro de espa&ccedil;os l&uacute;dicos, Centro Jovem e Centro S&eacute;nior, Forma&ccedil;&atilde;o Parental, Comiss&atilde;o Social de Freguesia, Dia Europeu dos Vizinhos, Publica&ccedil;&otilde;es; (5) Cronograma &#8211; desde Mar&ccedil;o de 2006 at&eacute; Fevereiro de 2010; (6) Resultados &#8211; maior conhecimento em rela&ccedil;&atilde;o aos comportamentos positivos para a sa&uacute;de, o aumento das compet&ecirc;ncias pessoais e sociais para as crian&ccedil;as e os jovens, os pais aumentarem seus conhecimentos e compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o positiva, aumentar a participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, estabelecimento de redes de suporte formais e informais; (7) Indicadores &#8211; n&uacute;mero de participantes, conhecimentos e compet&ecirc;ncias alcan&ccedil;ados, mudan&ccedil;a de atitudes e de condi&ccedil;&otilde;es; (8) Medidas &#8211; quantitativa como inqu&eacute;ritos e aplica&ccedil;&atilde;o de escalas, e qualitativas como grupos de discuss&atilde;o e entrevistas; (9) Sustentabilidade; e (10) Avalia&ccedil;&atilde;o. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A avalia&ccedil;&atilde;o do programa GerAc&ccedil;&otilde;es &eacute; pertinente, neste momento, providenciando informa&ccedil;&atilde;o sobre o valor e a import&acirc;ncia do programa atrav&eacute;s de investiga&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica. A avalia&ccedil;&atilde;o tem um objectivo e as informa&ccedil;&otilde;es fornecidas ser&atilde;o usadas para facilitar a decis&atilde;o do rumo das ac&ccedil;&otilde;es. </p>      <p><i>Palavras chave: Empowerment</i>, Interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, Modelo l&oacute;gico. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p>ABSTRACT</p>      <p>The logic models are a succinct way to show and illustrate how a project was designed and is being developed and outlines the main elements of the project. The logic model of GerAcc&otilde;es&#8217; program is presented. It was developed as a form of strategic planning, which has been used for a continuous improvement program, and now at the end of program for evaluation planning. The components of the GerAc&ccedil;&otilde;es logic model are: (1) Mission of the program &#8211; involving people who live or work in the borough of Santa Maria de Bel&eacute;m (Lisbon), as key members in promoting their interests and to solve their problems in order to build a healthy community, (2) Resources &#8211; partnerships, coalitions and community sponsors, (3) Goals &#8211; General: Involving children and young people, families and seniors in their own development process, as well as community involvement and partners in the social network for an integrated intervention in the process of building a healthy community, and Specific: The community empowerment, health promotion and violence prevention, wellbeing and quality of life (4) Activities &#8211; Advisory Board Intervention in schools, Roadmap of leisure areas, Youth Center and Senior Center, Parental Training, Social Commission, European Neighbours' Day, Publications, (5) Schedule &#8211; from March 2006 until February 2010, (6) Results &#8211; greater knowledge regarding the positive health behaviours, increasing personal and social skills for children and young people, parents increase their knowledge and skills of positive communication, increasing community participation, establishment of networks of formal and informal support; (7) Indicators &#8211; number of participants, knowledge and skills achieved, changing attitudes and conditions, (8) Measures &#8211; quantitative, such as surveys and scales, and qualitative, focus group discussions and interviews (9) Sustainability and (10) Evaluation. </p>      <p>The evaluation of GerAc&ccedil;&otilde;es program is pertinent at this point, providing information about the value and importance of the program through systematic investigation. The assessment takes a target and the information provided will be used to facilitate the decision of the direction of actions. </p>      <p><i>Key words: </i>Community intervention, Empowerment, Logic model. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p>A interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria destina-se a trabalhar em colabora&ccedil;&atilde;o e parceria com as comunidades para abordar as preocupa&ccedil;&otilde;es locais ou esperan&ccedil;as de melhoria (Trickett, 2009). Este tipo de interven&ccedil;&atilde;o pode ser definida como sendo as influ&ecirc;ncias planificadas na vida de um pequeno grupo, organiza&ccedil;&atilde;o ou comunidade, com o objectivo de prevenir/reduzir a desorganiza&ccedil;&atilde;o social ou pessoal e promover o bem-estar da comunidade (Kelly, Snowden, &amp; Munoz, 1977). A interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria tem como objectivo espec&iacute;fico provocar uma mudan&ccedil;a na comunidade. No campo da interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, real&ccedil;a-se a cria&ccedil;&atilde;o dos recursos comunit&aacute;rios com as ac&ccedil;&otilde;es concretizadas pela pr&oacute;pria comunidade com maior ou menor &iacute;ndice de apoio externo, partindo-se do princ&iacute;pio que as comunidades possuem os potenciais recursos para gerarem o seu pr&oacute;prio desenvolvimento. </p>      <p>Fairweather, Sanders, Cresslar, e Maynard (1974) apresentam um conjunto de etapas que ser&atilde;o importantes para a descri&ccedil;&atilde;o do processo de interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria: (1) caracterizar a comunidade onde se vai intervir, assim como identificar e caracterizar o grupo ou grupo social que possam participar nesta interven&ccedil;&atilde;o; (2) determinar o grau de concord&acirc;ncia entre os interesses expressos pelo programa e os interesses da pr&oacute;pria comunidade; (3) identificar as fontes actuais e potenciais de conflito entre grupos com influ&ecirc;ncia, tendo em conta que as mudan&ccedil;as provocadas pelas din&acirc;micas se alteram; (4) organizar as estruturas ou espa&ccedil;os de encontro, onde os elementos da comunidade se encontram para debater as actividades propostas pelo programa de interven&ccedil;&atilde;o, de modo a que possa produzir efeitos nas decis&otilde;es a n&iacute;vel local, governamental; (5) envolver os membros da comunidade na planifica&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o do programa de ac&ccedil;&atilde;o e na clarifica&ccedil;&atilde;o dos limites do programa comunit&aacute;rio; e (6) definir os objectivos, estabelecendo as prioridades, e seleccionando os m&eacute;todos e tipos de interven&ccedil;&atilde;o. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ainda, Trickett (2009) destaca a import&acirc;ncia da compreens&atilde;o do contexto da comunidade como prel&uacute;dio para a interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria. Essa &ecirc;nfase vai incentivar um reconhecimento de que as comunidades n&atilde;o s&atilde;o, muitas vezes, culturalmente homog&eacute;neas, que alguns costumes locais podem ser considerados prejudiciais ou em oposi&ccedil;&atilde;o aos valores da interven&ccedil;&atilde;o, e que for&ccedil;as em diferentes n&iacute;veis ecol&oacute;gicas e segmentos do contexto da comunidade podem estar em conflito e mesmo em oposi&ccedil;&atilde;o sobre a forma de lidar com quest&otilde;es locais. </p>      <p>Ao n&iacute;vel da interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e no que diz respeito &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o de programas, existem predominantemente duas abordagens diferentes, a &#8220;<i>top-down</i>&#8221; e a &#8220;<i>bottom-</i>up&#8221;. Cada uma delas tem caracter&iacute;sticas muito diferentes e distintas uma da outra. De acordo com Laverack e Labonte (2000), os programas <i>top-down </i>seguem um ciclo pr&eacute;-determinado, que se apoia na responsabilidade individual, seguindo uma orienta&ccedil;&atilde;o com enfoque no deficit e na solu&ccedil;&atilde;o de problemas versus os programas <i>bottom-up</i>, que se apoiam no <i>empowerment</i>, seguindo uma orienta&ccedil;&atilde;o com enfoque capacidade e na melhoria de compet&ecirc;ncias. Esta &uacute;ltima abordagem, &eacute; aquela que mais se adequa aos programas de interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, uma vez que se procura apoiar a comunidade na identifica&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es que s&atilde;o importantes e relevantes para suas vidas, e permitir-lhes desenvolver estrat&eacute;gias para a resolu&ccedil;&atilde;o dessas quest&otilde;es. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p>MODELO L&Oacute;GICO</p>      <p>Os modelos l&oacute;gicos s&atilde;o uma maneira concisa de mostrar como um programa &eacute; concebido e planeado, pois numa folha de papel, resumem-se os principais elementos de um programa. Os modelos l&oacute;gicos fazem a articula&ccedil;&atilde;o entre os resultados do programa (a curto, m&eacute;dio e longo prazo), com actividades, outputs e inputs (ou recursos) e tamb&eacute;m podem incluir a teoria e os pressupostos subjacentes ao programa (NOAA, 2004). </p>      <p>Os modelos l&oacute;gicos t&ecirc;m in&uacute;meros usos e benef&iacute;cios. Assim, de acordo com Watson (2000), um modelo l&oacute;gico pode ser utilizado para: (1) Planeamento Estrat&eacute;gico e Desenvolvimento de um Programa &#8211; este processo far&aacute; com que se identifique a vis&atilde;o do programa, os princ&iacute;pios subjacentes ao programa, assim como o funcionamento do programa; (2) Comunica&ccedil;&otilde;es eficazes &#8211; o modelo l&oacute;gico permite que se forne&ccedil;a uma imagem r&aacute;pida do programa e os resultados desejados aos investidores, &agrave; equipa de trabalho, aos pol&iacute;ticos, aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social, ou a outros colegas; (3) Planeamento da Avalia&ccedil;&atilde;o &#8211; um modelo l&oacute;gico fornece uma estrutura de base para uma avalia&ccedil;&atilde;o, ao identificar os resultados esperados baseados no design do programa e coloca esses resultados de um modo mensur&aacute;vel; (4) Aprendizagem e Melhoria Cont&iacute;nua &#8211; o modelo l&oacute;gico fornece um ponto de refer&ecirc;ncia, atrav&eacute;s do qual os progressos alcan&ccedil;ados na obten&ccedil;&atilde;o dos resultados desejados podem ser medidos, de uma forma cont&iacute;nua. </p>      <p>N&atilde;o existe uma maneira certa de construir um modelo l&oacute;gico. Na literatura existem muitas abordagens e o modelo l&oacute;gico pode assumir muitas formas. De acordo com Frechtling (2002), um modelo t&iacute;pico utiliza apenas quatro categorias &#8211; inputs, actividades, resultados a curto-prazo e resultados a longo prazo. Uma vez que neste modelo, nos parece que n&atilde;o se abordam alguns elementos cr&iacute;ticos de um programa de interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, n&atilde;o existe detalhe suficiente, nem fornecem evid&ecirc;ncia sobre a efic&aacute;cia do programa, apresentamos de seguida uma outra abordagem. </p>      <p>Um modelo l&oacute;gico pode ter, na nossa perspectiva, dez componentes do programa que est&atilde;o ligados por setas direccionais. Estes componentes s&atilde;o: (1) Miss&atilde;o, (2) Recursos, (3) Objectivos Gerais e Espec&iacute;ficos, (4) Actividades, (5) Cronograma, (6) Resultados, (7) Indicadores, (8) Medidas, (9) Sustentabilidade, e (10) Avalia&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>A Miss&atilde;o &eacute; uma &#8220;grande figura&#8221; ou o impacto final desejado para o programa. Esta pode ser dif&iacute;cil ou at&eacute; mesmo imposs&iacute;vel de medir ou quantificar (NOAA, 2004) e a raz&atilde;o porque &eacute; dif&iacute;cil ou imposs&iacute;vel de medi-la &eacute; porque ela n&atilde;o &eacute; espec&iacute;fica. Pergunte a si mesmo &#8220;Qual &eacute; a minha perspectiva de longo prazo ou meta para crian&ccedil;as, adultos ou fam&iacute;lias da minha comunidade, ou para a minha comunidade como um todo?&#8221; (Watson, 2000). Elabore a resposta em uma ou duas frases e utilize essa declara&ccedil;&atilde;o como Miss&atilde;o do programa. </p>      <p>Os Recursos do programa incluem os recursos humanos, financeiros, organizacionais e os recursos da comunidade que um programa tem &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o (W. K. Kellogg Foundation, 2001). </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os Objectivos Gerais pretendem descrever os impactos ou resultados do programa nos participantes e/ou na quest&atilde;o &#8220;Como &eacute; que ir&atilde;o mudar? Como ser&aacute; que a situa&ccedil;&atilde;o actual, no que diz respeito a esta quest&atilde;o, ir&aacute; mudar?&#8221; (NOAA, 2004). Os Objectivos Espec&iacute;ficos, tamb&eacute;m segundo o mesmo autor, descrevem o impacto espec&iacute;fico do programa, n&atilde;o podendo ser vagos e necessitando de produzir ac&ccedil;&otilde;es observ&aacute;veis. </p>      <p>As Actividades dependem do foco do programa e estas s&atilde;o os servi&ccedil;os ou as interven&ccedil;&otilde;es que o programa usa para implementar as estrat&eacute;gias. Pergunte a si mesmo &#8220;No dia-a-dia, o que &eacute; que a equipa da minha organiza&ccedil;&atilde;o faz? Quais os servi&ccedil;os que n&oacute;s fornecemos?&#8221; (Watson, 2000). Poss&iacute;veis actividades incluem o desenvolvimento de curr&iacute;culos ou materiais, desenvolvimento das infra-estruturas, realiza&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&otilde;es, supervis&atilde;o ou divulga&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. </p>      <p>O Cronograma tem em considera&ccedil;&atilde;o o per&iacute;odo total de tempo em que se espera que o programa decorra. De acordo com esse per&iacute;odo temporal, as actividades podem ser calendarizadas, programadas e executadas, de um modo coerente e articulado. </p>      <p>Os Resultados podem ser definidos como o elemento mensur&aacute;vel do programa. Os resultados s&atilde;o mudan&ccedil;as espec&iacute;ficas nos participantes do programa, como comportamento, conhecimentos, compet&ecirc;ncias, estatuto e n&iacute;vel de funcionamento (W. K. Kellogg Foundation, 2001). Este componente do modelo l&oacute;gico ir&aacute; for&ccedil;&aacute;-lo n&atilde;o s&oacute; a identificar quais os resultados do programa, mas tamb&eacute;m como os vai medir. Pergunte a si mesmo &#8220;No trabalho que o meu programa faz, o que &eacute; que n&oacute;s esperamos afectar directamente? Que resultados &eacute; que estamos dispostos a alcan&ccedil;ar, atrav&eacute;s da nossa responsabilidade directa? O que se pode atingir realisticamente?&#8221; (Watson, 2000). </p>      <p>Os Indicadores s&atilde;o elementos mensur&aacute;veis dos resultados desejados que reflectem mudan&ccedil;as substanciais nas pessoas, pol&iacute;ticas ou sistemas em toda a comunidade. Considere estas perguntas sugeridas por Watson (2000) quando escolher os seus indicadores &#8220;O indicador &eacute; relevante, ele permite-lhe conhecer o resultado esperado? O indicador &eacute; definido e os dados s&atilde;o recolhidos da mesma forma ao longo do tempo? Os dados est&atilde;o dispon&iacute;veis? Ser&aacute; que o indicador vai fornecer informa&ccedil;&otilde;es suficientes sobre a condi&ccedil;&atilde;o ou resultado para convencer tanto os patrocinadores como os c&eacute;pticos? O indicador &eacute; quantitativo?&#8221;. </p>      <p>As Medidas s&atilde;o as fontes dos dados necess&aacute;rios para monitorizar os indicadores e da&iacute; os resultados. Pergunte a si mesmo &#8220;Agora que eu identifiquei as medidas, como vou obter os dados necess&aacute;rios, da forma mais eficiente em termos de recursos?&#8221; (Watson, 2000). </p>      <p>A Sustentabilidade do programa pode-se definir como o processo de garantir um sistema adaptativo de preven&ccedil;&atilde;o e uma inova&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel que pode ser integrado em opera&ccedil;&otilde;es em curso, para beneficiar as diversas partes interessadas (Johnson, Hays, Center, &amp; Daley, 2004). A sustentabilidade pode incluir, assim, o refor&ccedil;ar e/ou manter das estruturas formais e v&iacute;nculos, dos pap&eacute;is e ac&ccedil;&otilde;es de lideran&ccedil;a, dos recursos, das pol&iacute;ticas e dos procedimentos, ou ainda a especializa&ccedil;&atilde;o, todos eles para sustentar a inova&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>Por fim, a Avalia&ccedil;&atilde;o que de acordo com Frechtling (2002) &eacute; um processo din&acirc;mico que pode ser &uacute;til para desenvolver, modificar ou redesenhar projectos; acompanhar ou monitorizar a implementa&ccedil;&atilde;o dos componentes de um programa aos participantes; e analisar os resultados alcan&ccedil;ados. </p>      <p>Os modelos l&oacute;gicos n&atilde;o s&atilde;o r&iacute;gidos nos seus elementos. Estes, de um modo geral, s&atilde;o fluxogramas que apresentam uma sequ&ecirc;ncia de passos l&oacute;gicos na implementa&ccedil;&atilde;o do programa e na obten&ccedil;&atilde;o dos resultados desejados (Cooksy, Gill, &amp; Kelly, 2001). Al&eacute;m desta flexibilidade, onde n&atilde;o existe apenas um modelo correcto e onde as componentes podem variar, o modelo l&oacute;gico tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; algo est&aacute;tico, onde a reformula&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua faz parte do pr&oacute;prio processo de desenvolvimento e de avalia&ccedil;&atilde;o do programa de interven&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PROGRAMA GerAc&ccedil;&otilde;es</p>      <p>A Junta de Freguesia de Santa Maria de Bel&eacute;m, no &acirc;mbito do pelouro da Ac&ccedil;&atilde;o Social em colabora&ccedil;&atilde;o com o Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), pelo Departamento de Forma&ccedil;&atilde;o Permanente, deu in&iacute;cio em Mar&ccedil;o de 2006 a um programa denominado &#8220;GerAc&ccedil;&otilde;es&#8221; que pretende gerar ac&ccedil;&otilde;es para, com e entre as diferentes gera&ccedil;&otilde;es (do infantil ao s&eacute;nior) da freguesia, na perspectiva de promover um maior desenvolvimento individual e comunit&aacute;rio visando uma comunidade potencialmente saud&aacute;vel. Este programa surgiu da necessidade de envolver todos os fregueses, independentemente da idade, do g&eacute;nero, do estrato social, da ra&ccedil;a ou etnia, da orienta&ccedil;&atilde;o religiosa, sexual ou pol&iacute;tico-partid&aacute;ria, ou desvantagem f&iacute;sica ou ps&iacute;quica. Esta interven&ccedil;&atilde;o tem uma abordagem <i>bottom-up </i>e tem como princ&iacute;pio actuar de acordo com as potencialidades, necessidades e os interesses da popula&ccedil;&atilde;o, afim de promover qualidade de vida e bem-estar atrav&eacute;s da adop&ccedil;&atilde;o de estilos de vida saud&aacute;veis. </p>      <p>A metodologia implementada no projecto, atende &agrave; perspectiva ecol&oacute;gica (Bronfenbrenner, 1979) na interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, ou seja, que a comunidade &eacute; constitu&iacute;da por um conjunto de sistemas ecol&oacute;gicos, tais como: os pr&oacute;prios, as rela&ccedil;&otilde;es directas que estes estabelecem com a fam&iacute;lia, os amigos, a escola, o bairro (microssistemas), a rela&ccedil;&atilde;o entre os diferentes microssistemas (mesossistemas), as rela&ccedil;&otilde;es n&atilde;o directas que se estabelecem (mesossistemas) e as cren&ccedil;as, valores e cultura que influenciam o indiv&iacute;duo e n&atilde;o influenciados por este (macrossistema). Ainda a rela&ccedil;&atilde;o temporal (cronossistema) tende ser considerada numa interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria. Neste sentido, as estrat&eacute;gias delineadas baseiam-se nos seguintes princ&iacute;pios: o bem-estar individual, que depende de m&uacute;ltiplos componentes, ligados &agrave; condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, mental e espiritual, e &agrave; forma como o indiv&iacute;duo se relaciona com o ambiente (Moser, 2003); o sentimento de comunidade, que est&aacute; associado ao sentimento de perten&ccedil;a e de identifica&ccedil;&atilde;o com a comunidade em que se integram (McMillan &amp; Chavis, 1986); a justi&ccedil;a social, que se prende com a distribui&ccedil;&atilde;o justa e com equidade dos recursos, oportunidades, obriga&ccedil;&otilde;es e poder de negocia&ccedil;&atilde;o, numa sociedade como um todo (Prilleltensky, 1999, citado por Dalton, Elias, &amp; Wandersman, 2001); a participa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os, a qual leva a que os indiv&iacute;duos mantenham os seus pap&eacute;is sociais no decurso da vida (Pedlar, Dupuis, &amp; Gilbert, 1996); a colabora&ccedil;&atilde;o e for&ccedil;a da comunidade, cuja atitude de coopera&ccedil;&atilde;o constitui uma das formas mais importantes de interac&ccedil;&atilde;o positiva (Johnson &amp; Johnson, 1992); o respeito pela diversidade humana que por sua vez envolve a aceita&ccedil;&atilde;o genu&iacute;na de diversas pessoas e grupos, como iguais (Dalton, Elias, &amp; Wandersman, 2001); e a fundamenta&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica, com suma import&acirc;ncia por permitir prover um conhecimento pr&eacute;vio, embora generalizado e hipoteticamente n&atilde;o aplic&aacute;vel ao contexto em causa mas, cujas ela&ccedil;&otilde;es permitem identificar e compreender as problem&aacute;ticas e construir respostas adequadas. </p>        <p>O GerAc&ccedil;&otilde;es optou pelo desenvolvimento e desenho de um modelo l&oacute;gico do programa como uma forma de planeamento estrat&eacute;gico, afim de identificar os principais pressupostos te&oacute;ricos do programa no &acirc;mbito do desenvolvimento comunit&aacute;rio. Estes foram (i) o <i>empowerment </i>&#8211; que corresponde ao processo e consequ&ecirc;ncias de esfor&ccedil;os para exercer controlo e influ&ecirc;ncia sobre decis&otilde;es que afectam a nossa vida, o funcionamento organizacional e a qualidade de vida comunit&aacute;ria (Zimmerman, 1998), tomarem decis&otilde;es, agirem assertivamente e desta forma, promoverem o seu pr&oacute;prio desenvolvimento e o desenvolvimento da sua comunidade; (ii) o sentimento de comunidade &#8211; que consiste no sentimento de identifica&ccedil;&atilde;o e de perten&ccedil;a a uma comunidade (Obst, Smith &amp; Zinkiewicz, 2002), em que domina o compromisso do grupo em satisfazer as necessidades dos seus membros, sendo que, o esp&iacute;rito comunit&aacute;rio criado &eacute; resultante e proporcional ao grau de interac&ccedil;&atilde;o e aos la&ccedil;os gerados (McMillan &amp; Chavis, 1986); e (iii) as coliga&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias &#8211; que assumem especial import&acirc;ncia pela sua influ&ecirc;ncia positiva ao n&iacute;vel do desenvolvimento comunit&aacute;rio, estas remetem para a cria&ccedil;&atilde;o de uma rela&ccedil;&atilde;o colaborativa que implique uma atitude de coopera&ccedil;&atilde;o, enquanto forma de interac&ccedil;&atilde;o pautada por uma interdepend&ecirc;ncia positiva dos membros da comunidade entre si, individualmente ou de forma organizada, com os t&eacute;cnicos de interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria (Johnson &amp; Johnson, 1992), e em que ambas as partes contribuam para o estabelecimento de objectivos e para o processo de tomada de decis&atilde;o (Kelly, 1986), identifica&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de recursos perspectivando a sustentabilidade das interven&ccedil;&otilde;es. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p>MODELO L&Oacute;GICO DO GerAc&ccedil;&otilde;es</p>      <p>Os componentes do modelo l&oacute;gico do GerAc&ccedil;&otilde;es s&atilde;o: (1) Miss&atilde;o do programa &#8211; envolver as pessoas que moram ou trabalham na Freguesia de Santa Maria de Bel&eacute;m (Lisboa), como os membros-chave na promo&ccedil;&atilde;o dos seus interesses e na resolu&ccedil;&atilde;o dos seus problemas, afim de construir uma comunidade saud&aacute;vel; (2) Recursos &#8211; parcerias, coliga&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias e patrocinadores; (3) Objectivos do programa &#8211; que se dividem em Objectivos Gerais: envolvimento de crian&ccedil;as e jovens, fam&iacute;lias e seniores no seu pr&oacute;prio processo de desenvolvimento, bem como o envolvimento da comunidade e parceiros da rede social para uma interven&ccedil;&atilde;o integrada no processo de constru&ccedil;&atilde;o de uma comunidade saud&aacute;vel; e Objectivos Espec&iacute;ficos &#8211; o <i>empowerment </i>comunit&aacute;rio, a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia, o bem-estar e qualidade de vida; (4) Actividades &#8211; Conselho Consultivo, a interven&ccedil;&atilde;o nas escolas, Roteiro de espa&ccedil;os l&uacute;dicos, Centro Jovem e Centro S&eacute;nior, Forma&ccedil;&atilde;o Parental, Comiss&atilde;o Social de Freguesia, Dia Europeu dos Vizinhos, Publica&ccedil;&otilde;es; (5) Cronograma &#8211; desde Mar&ccedil;o de 2006 at&eacute; Fevereiro de 2010; (6) Resultados &#8211; maior conhecimento em rela&ccedil;&atilde;o aos comportamentos positivos para a sa&uacute;de, o aumento das compet&ecirc;ncias pessoais e sociais para as crian&ccedil;as e os jovens, os pais aumentarem seus conhecimentos e compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o positiva, aumentar a participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, estabelecimento de redes de suporte formais e informais; (7) Indicadores &#8211; n&uacute;mero de participantes, conhecimentos e compet&ecirc;ncias alcan&ccedil;ados, mudan&ccedil;a de atitudes e de condi&ccedil;&otilde;es; (8) Medidas &#8211; quantitativa como inqu&eacute;ritos e aplica&ccedil;&atilde;o de escalas, e qualitativas como grupos de discuss&atilde;o e entrevistas; (9) Sustentabilidade; e (10) Avalia&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><a href="/img/revistas/aps/v28n3/28n3a08f1.jpg" target="_blank">FIGURA 1</a></p>      
<p><i>Modelo l&oacute;gico do programa GerAc&ccedil;&otilde;es</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><i>Miss&atilde;o</i></p>      <p>O Miss&atilde;o do GerAc&ccedil;&otilde;es foi delineado ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o de um Diagn&oacute;stico &agrave; Freguesia de Santa Maria de Bel&eacute;m. Este obteve como fontes de informa&ccedil;&atilde;o, os pr&oacute;prios Fregueses, os autarcas, profissionais e interven&ccedil;&otilde;es e estudos pr&eacute;vios na Freguesia. Assim, como resposta &agrave;s necessidades e potencialidades da comunidade, o GerAc&ccedil;&otilde;es surge com a Miss&atilde;o de envolver todos os fregueses de Santa Maria de Bel&eacute;m (Lisboa), como os actores na promo&ccedil;&atilde;o dos seus interesses e na resolu&ccedil;&atilde;o dos seus problemas, afim de construir uma comunidade cada vez mais saud&aacute;vel (Carvalhosa, Domingos, &amp; Sequeira, 2007). Foi a partir desta ideia que se construiu e desenvolveu todo o programa. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><i>Recursos</i></p>      <p>Nesta Freguesia, os recursos dispon&iacute;veis s&atilde;o muito diversificados, desde institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas a privadas, que funcionam na Freguesia ou que atendem a popula&ccedil;&atilde;o da Freguesia, de &aacute;reas da sa&uacute;de &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, da justi&ccedil;a &agrave; ac&ccedil;&atilde;o social e ao lazer. Deste modo, e de acordo com a miss&atilde;o do GerAc&ccedil;&otilde;es, algumas parceiras e coliga&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias foram sendo desenvolvidas. Das coliga&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias, salientamos a Comiss&atilde;o Social de Freguesia. Destacamos as principais entidades com que se estabeleceram parcerias, a Escola EB1 do Bairro do Restelo (ex-63), a Escola EB2, 3 de Paula Vicente, a Escola Secund&aacute;ria Marqu&ecirc;s de Pombal, as Associa&ccedil;&otilde;es de Pais das escolas referidas, o Hospital S. Francisco Xavier, a Comiss&atilde;o de Protec&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens de Lisboa Ocidental, a Cruz Vermelha Portuguesa (Delega&ccedil;&atilde;o Regional de Lisboa), a Pol&iacute;cia de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica &#8211; Esquadra de Bel&eacute;m, a Escola de Actores, o Corpo Nacional de Escutas, atrav&eacute;s do Agrupamento 80 de Bel&eacute;m, o Centro Paroquial de Santa Maria de Bel&eacute;m, o Centro Cultural de Bel&eacute;m, as corpora&ccedil;&otilde;es de Bombeiros (Campo de Ourique e Linda-a-Pastora), o Museu da Electricidade, o Museu do Regimento de Sapadores, o Espa&ccedil;o Aprender a Brincar, as Piscinas Municipais do Restelo, o Col&eacute;gio &#8220;As Descobertas&#8221;, a Casa Pia de Lisboa, o Centro de T&eacute;nis de Monsanto, as colectividades da Freguesia (Sport Bom Sucesso, Clube Sportivo de Pedrou&ccedil;os, Bel&eacute;m Clube, Academia Dram&aacute;tica Familiar, Sociedade Musical de Instru&ccedil;&atilde;o Libertada, Associa&ccedil;&atilde;o Regional de Vela do Centro), a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional contra a Osteoporose, a Associa&ccedil;&atilde;o de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares, a Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de e o servi&ccedil;o de Alcoologia do Instituto da Droga e da Toxicodepend&ecirc;ncia. </p>      <p>Ao n&iacute;vel dos patrocinadores, seja em ac&ccedil;&otilde;es ou projectos pontuais ou aqueles que possibilitaram a execu&ccedil;&atilde;o do GerAc&ccedil;&otilde;es, acentuamos a import&acirc;ncia da C&acirc;mara Municipal de Lisboa, atrav&eacute;s do Intervir, do Envelhecimento Saud&aacute;vel e do Praia-Campo, o Instituto Portugu&ecirc;s da Juventude, atrav&eacute;s dos Programas de Ocupa&ccedil;&atilde;o dos Tempos Livres e a pr&oacute;pria Junta de Freguesia de Santa Maria de Bel&eacute;m. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><i>Objectivos gerais e espec&iacute;ficos </i></p>      <p>Os Objectivos Gerais estabelecidos pelo GerAc&ccedil;&otilde;es com a comunidade, s&atilde;o quatro, divididos pela popula&ccedil;&atilde;o-alvo da Freguesia: (1) o envolvimento das crian&ccedil;as e jovens no seu pr&oacute;prio processo de desenvolvimento, (2) o envolvimento fam&iacute;lias no seu pr&oacute;prio processo de desenvolvimento, (3) o envolvimento dos seniores no seu pr&oacute;prio processo de desenvolvimento, e (4) o envolvimento da comunidade e parceiros da rede social para uma interven&ccedil;&atilde;o integrada no processo de constru&ccedil;&atilde;o de uma comunidade saud&aacute;vel. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes Objectivos, que constituem a linha orientadora do programa GerAc&ccedil;&otilde;es, passam pela constru&ccedil;&atilde;o de comunidades saud&aacute;veis, onde se exige uma mudan&ccedil;a tanto a n&iacute;vel dos comportamentos de um vasto conjunto de indiv&iacute;duos, mas tamb&eacute;m a mudan&ccedil;a das condi&ccedil;&otilde;es ou factores sociais que afectam a sa&uacute;de e o desenvolvimento comunit&aacute;rio. </p>      <p>De modo a especificar os objectivos j&aacute; descritos, o GerAc&ccedil;&otilde;es prop&otilde;e-se a, para cada objectivo geral, promover o impacto do programa ao n&iacute;vel (i) do <i>empowerment </i>comunit&aacute;rio, (ii) da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e da preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia, e (iii) do bem-estar e da qualidade de vida. O <i>empowerment </i>comunit&aacute;rio &eacute; o processo que assegura que os membros da comunidade t&ecirc;m a oportunidade e a capacidade para partilhar, dar a conhecer e usar as suas perspectivas, individual e/ou colectivamente, no processo de tomada de decis&atilde;o, em situa&ccedil;&otilde;es que afectam as suas vidas e por conseguinte a comunidade (Vince, Page, &amp; Duffy, 2008). A qualidade de vida &eacute; um dos requisitos importantes para a constru&ccedil;&atilde;o de comunidades saud&aacute;veis. Na ideia de qualidade de vida est&aacute; impl&iacute;cito a cria&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos de vida saud&aacute;veis, como: o bem-estar f&iacute;sico, psicol&oacute;gico, emocional e mental, mas tamb&eacute;m a rela&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia, os amigos, o emprego ou com outras circunst&acirc;ncias da vida, estando estreitamente associada &agrave; percep&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos sobre a sua posi&ccedil;&atilde;o na vida, ao seu enquadramento cultural e &agrave;s pr&oacute;prias expectativas e preocupa&ccedil;&otilde;es (Vido &amp; Fernandes, 2007). Deste modo, a qualidade de vida associa sa&uacute;de e bem-estar. O <i>empowerment </i>comunit&aacute;rio, ao ser reconhecido como um processo que possibilita aos indiv&iacute;duos tomar o controlo do seu pr&oacute;prio ambiente, f&iacute;sico, psicol&oacute;gico, econ&oacute;mico, social e/ou cultural (Fetterman &amp; Wandersman, 2004), revela-se fundamental no que respeita &agrave; qualidade de vida, especificamente, ao n&iacute;vel da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, mediante a informa&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos para tomar decis&otilde;es conscientes ao n&iacute;vel dos comportamentos de risco e/ou protectores, e tamb&eacute;m da equidade na sa&uacute;de, estando relacionado com as oportunidades reais dos indiv&iacute;duos no acesso &agrave; sa&uacute;de, ao n&iacute;vel do conhecimento e do poder de influ&ecirc;ncia/controlo dos factores determinantes da sua sa&uacute;de (Becker, Edmundo, Nunes, Bonatto, &amp; Souza, 2004). De igual modo, o <i>empowerment </i>comunit&aacute;rio assume um papel relevante no campo da preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia. A viol&ecirc;ncia, definida pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (2002) como o uso intencional da for&ccedil;a ou poder numa forma de amea&ccedil;a ou efectivamente, contra si mesmo, outra pessoa ou grupo ou comunidade, que ocasiona ou tem grandes probabilidades de ocasionar les&atilde;o, morte, dano ps&iacute;quico, altera&ccedil;&otilde;es do desenvolvimento e priva&ccedil;&otilde;es, tem amea&ccedil;ado o desenvolvimento dos povos e afectado a qualidade de vida erosionando o tecido social. Tendo em conta que a viol&ecirc;ncia se enra&iacute;za nos fundamentos das rela&ccedil;&otilde;es sociais, o <i>empowerment </i>enquanto processo interaccional que contribui para a promo&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es sociais positivas (Maria, 2008) constitui um dos princ&iacute;pios de interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria com impacto positivo na preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><i>Actividades</i></p>      <p>As Actividades do GerAc&ccedil;&otilde;es s&atilde;o muito diversas e incluem v&aacute;rios projectos. O Conselho Consultivo pretende ser o ponto de liga&ccedil;&atilde;o com a comunidade, de modo a que se estabele&ccedil;am os objectivos, as actividades e os resultados com a comunidade e n&atilde;o simplesmente para a comunidade. Procura-se que este grupo seja uma pe&ccedil;a-chave no GerAc&ccedil;&otilde;es ao informar, alertar, sugerir e discutir sobre os interesses e as necessidades da pr&oacute;pria comunidade, englobando os fregueses de v&aacute;rias faixas et&aacute;rias, ou seja, dos jovens aos seniores, ao longo de todo o decorrer do programa GerAc&ccedil;&otilde;es. </p>      <p>A interven&ccedil;&atilde;o nas escolas surgiu da necessidade expressa pelos directores de turma, pelos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o e/ou pelos psic&oacute;logos das v&aacute;rias escolas da Freguesia. Este projecto prende-se com a promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais e com a promo&ccedil;&atilde;o de comportamentos de sa&uacute;de, procurando envolver os alunos, os professores, a fam&iacute;lia e toda a comunidade. Este projecto acompanha os anos lectivos e o calend&aacute;rio escolar, variando assim as suas estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o, de ano para ano.</p>      <p>O roteiro de espa&ccedil;os l&uacute;dicos &eacute; uma ferramenta criada afim de proporcionar a todas as crian&ccedil;as e jovens e &agrave;s respectivas fam&iacute;lias, melhores condi&ccedil;&otilde;es e mais informa&ccedil;&otilde;es para brincar, jogar ou estar, ao ar livre, nos espa&ccedil;os de lazer da Freguesia. </p>      <p>No Centro Jovem incluem-se todas as actividades para as crian&ccedil;as e os jovens da Freguesia, que s&atilde;o realizadas por per&iacute;odos temporais diferentes e algumas apenas sazonalmente. As actividades do Centro Jovem s&atilde;o o Praia-Bel&eacute;m-Jovem que procura dar resposta &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o de tempo de f&eacute;rias; as Salas de Estudo que procura n&atilde;o s&oacute; ser um espa&ccedil;o onde se possa ter recursos para estudar (como por exemplo, computador com acesso &agrave; internet), mas tamb&eacute;m a dinamiza&ccedil;&atilde;o desse espa&ccedil;o ser feita por outros jovens; o Skate On Bel&eacute;m que pretende aumentar a ades&atilde;o e a participa&ccedil;&atilde;o dos jovens e aumentar os comportamentos de sa&uacute;de, atrav&eacute;s da reestrutura&ccedil;&atilde;o do Skate Parque de Pedrou&ccedil;os, da cria&ccedil;&atilde;o de uma escola de skate que fomente a educa&ccedil;&atilde;o entre pares e da dinamiza&ccedil;&atilde;o de eventos ligados &agrave; pr&aacute;tica da modalidade; e a Campanha de Preven&ccedil;&atilde;o do Alcoolismo Juvenil que tem o prop&oacute;sito de sensibilizar os jovens para as problem&aacute;ticas associadas ao consumo excessivo de &aacute;lcool, atrav&eacute;s da dinamiza&ccedil;&atilde;o de sess&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e da promo&ccedil;&atilde;o de um percurso interactivo alusivo &agrave; problem&aacute;tica. </p>      <p>Por seu lado, no Centro S&eacute;nior desenvolvem-se diversas actividades sugeridas e desenvolvidas pelos pelos seniores da Freguesia. As actividades do Centro S&eacute;nior incluem as Campanhas da Sa&uacute;de onde se pretende mensalmente informar, formar, alertar, prevenir e consciencializar a popula&ccedil;&atilde;o de Bel&eacute;m sobre comportamentos e estilos de vida saud&aacute;veis; o Grupo de Folclore e Etnogr&aacute;fico que procura reconstruir a hist&oacute;ria da Freguesia e divulgar as tradi&ccedil;&otilde;es locais; e, o Grupo de Teatro que elabora as pe&ccedil;as de teatro, os cen&aacute;rios e o guarda-roupa, tendo ensaios semanalmente. Al&eacute;m destas actividades ainda &eacute; promovido pelo Centro S&eacute;nior um conjunto de actividades pontuais como visitas a exposi&ccedil;&otilde;es ou outros eventos, a participa&ccedil;&atilde;o em workshops e a comemora&ccedil;&atilde;o do Dia Internacional do Idoso. </p>      <p>No projecto da Forma&ccedil;&atilde;o Parental desenvolve-se a realiza&ccedil;&atilde;o de sess&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o sobre tem&aacute;ticas pertinentes para os pais e encarregados de educa&ccedil;&atilde;o, assim como a dinamiza&ccedil;&atilde;o de alguns espa&ccedil;os ou eventos das escolas, em conjunto com as Associa&ccedil;&otilde;es de Pais. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O GerAc&ccedil;&otilde;es est&aacute; integrado na Comiss&atilde;o Social de Freguesia, onde se procura a uni&atilde;o de for&ccedil;as e o rentabilizar de recursos, trabalhando em conjunto com todas as institui&ccedil;&otilde;es, entidades p&uacute;blicas e privadas sem fins lucrativos, que trabalham na Freguesia ou que d&atilde;o resposta &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es da Freguesia, para delinear respostas adequadas, afim de responder &agrave;s necessidades das pessoas da Freguesia. </p>      <p>A comemora&ccedil;&atilde;o do Dia Europeu dos Vizinhos procura promover rela&ccedil;&otilde;es de vizinhan&ccedil;a e o contacto entre os moradores de um determinado lugar (pr&eacute;dio, rua, bairro). O GerAc&ccedil;&otilde;es incentiva a comunidade na realiza&ccedil;&atilde;o desta celebra&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>As actividades incluem ainda as Publica&ccedil;&otilde;es, assim o GerAc&ccedil;&otilde;es contribui para o Boletim da Junta de Freguesia com a publica&ccedil;&atilde;o mensal de not&iacute;cias referentes &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o de actividades a dinamizar ou j&aacute; dinamizadas. Tamb&eacute;m foi elaborada uma publica&ccedil;&atilde;o, que se disponibilizou a toda a comunidade intitulada &#8220;GerAc&ccedil;&otilde;es: Interven&ccedil;&atilde;o Comunit&aacute;ria em Santa Maria de Bel&eacute;m&#8221;. Ainda se procura divulgar o GerAc&ccedil;&otilde;es em Semin&aacute;rios ou Congressos, tendo j&aacute; apresentado v&aacute;rias comunica&ccedil;&otilde;es orais e posters em eventos cient&iacute;ficos nacionais e internacionais. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><i>Cronograma</i></p>      <p>O programa teve in&iacute;cio em Mar&ccedil;o de 2006, ap&oacute;s um conjunto de dilig&ecirc;ncias efectuadas entre a Junta de Freguesia de Santa Maria de Bel&eacute;m e o ISPA. No primeiro ano do programa, procurou-se aprofundar o diagn&oacute;stico da Freguesia, estabelecer liga&ccedil;&atilde;o com alguns elementos-chave da comunidade e desenvolver as ac&ccedil;&otilde;es que davam resposta &agrave;s quest&otilde;es priorit&aacute;rias. No segundo ano do programa, deu-se continuidade &agrave;s ac&ccedil;&otilde;es avaliadas como positivas e necess&aacute;rias e desenvolveram-se esfor&ccedil;os no sentido de alargar a rede do GerAc&ccedil;&otilde;es. No terceiro ano do programa, algumas das ac&ccedil;&otilde;es e das estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o foram reformuladas, ap&oacute;s uma avalia&ccedil;&atilde;o da implementa&ccedil;&atilde;o do programa e neste quarto ano, al&eacute;m da continuidade, procura-se at&eacute; Fevereiro de 2010, avaliar o impacto do GerAc&ccedil;&otilde;es. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><i>Resultados</i></p>      <p>Os Resultados desejados pelo GerAc&ccedil;&otilde;es baseiam-se nos objectivos delineados e nas actividades desenvolvidas. Assim espera-se que, em toda a comunidade envolvida, haja um maior conhecimento em rela&ccedil;&atilde;o aos comportamentos positivos para a sa&uacute;de, se verifique o aumento das compet&ecirc;ncias pessoais e sociais das crian&ccedil;as e dos jovens, que os pais aumentem os seus conhecimentos e compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o positiva, que aumente a participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria ao longo de todo o programa e, ainda, que se estabele&ccedil;am redes de suporte formais e informais em toda a Freguesia. </p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Indicadores</i></p>      <p>Os Indicadores para os resultados apresentados foram constru&iacute;dos de modo a possibilitar a avalia&ccedil;&atilde;o do programa GerAc&ccedil;&otilde;es. Estes incluem o n&uacute;mero de participantes em cada uma das actividades realizadas, os conhecimentos e as compet&ecirc;ncias alcan&ccedil;adas pelos participantes e a mudan&ccedil;a de atitudes e de condi&ccedil;&otilde;es de e em toda a comunidade. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><i>Medidas</i></p>      <p>De modo a recolher toda a informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria, foram elaboradas diferentes tipos de medidas, de acordo com os indicadores. As medidas s&atilde;o tanto quantitativas como qualitativas. As medidas quantitativas incluem inqu&eacute;ritos e aplica&ccedil;&atilde;o de escalas. As medidas qualitativas incluem os grupos de discuss&atilde;o (<i>focus group</i>) e entrevistas. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><i>Sustentabilidade</i></p>      <p>A Sustentabilidade do programa inclui a manuten&ccedil;&atilde;o das estruturas formais como &eacute; o caso de alguns projectos. Dos projectos sustent&aacute;veis destacamos as Campanhas da Sa&uacute;de, a Campanha de Preven&ccedil;&atilde;o do Alcoolismo Juvenil, o Servi&ccedil;o de Mobilidade dos Fregueses, o Grupo de Teatro, a interven&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel da promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias sociais na Escola, a dinamiza&ccedil;&atilde;o da Biblioteca Escolar, as Actividades de Ver&atilde;o, o Roteiro dos Espa&ccedil;os L&uacute;dicos, a comemora&ccedil;&atilde;o do Dia Europeu dos Vizinhos, a Comiss&atilde;o Social de Freguesia, o Centro Jovem e o Centro S&eacute;nior. Mas a sustentabilidade do programa GerAc&ccedil;&otilde;es n&atilde;o passa s&oacute; pela manuten&ccedil;&atilde;o das estruturas formais, mas tamb&eacute;m pela capacita&ccedil;&atilde;o de alguns fregueses para assumir, assegurar e mobilizar outros pares em diversas ac&ccedil;&otilde;es, enquanto l&iacute;deres e, ainda, uma mudan&ccedil;a no que diz respeito aos recursos dispon&iacute;veis para a comunidade e &agrave; forma como as pol&iacute;ticas e as ac&ccedil;&otilde;es s&atilde;o implementadas. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o</i></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A avalia&ccedil;&atilde;o do GerAc&ccedil;&otilde;es tem um objectivo e tem sido realizada desde o in&iacute;cio do programa e acompanha o seu desenvolvimento de um modo cont&iacute;nuo, de modo que as informa&ccedil;&otilde;es fornecidas s&atilde;o usadas para facilitar a decis&atilde;o do rumo das ac&ccedil;&otilde;es. O tipo de avalia&ccedil;&atilde;o tem, assim, quanto ao uso, uma componente formativa, uma vez que de acordo com Frechtling (2002) a componente formativa avalia continuadamente as actividades para melhorar o programa. O tipo de avalia&ccedil;&atilde;o tem, tamb&eacute;m quanto ao foco, uma componente no processo, que avalia a forma como se implementam as actividades e uma componente nos resultados, que avalia a quantidade de servi&ccedil;os que se oferecem (Frechtling, 2002). </p>      <p>Nesta fase do programa GerAc&ccedil;&otilde;es, torna-se muito pertinente providenciar informa&ccedil;&atilde;o relevante sobre o valor e a import&acirc;ncia do programa atrav&eacute;s de investiga&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica. </p>      <p>&nbsp;</p>      <p>DISCUSS&Atilde;O</p>      <p>Este modelo l&oacute;gico fornece uma representa&ccedil;&atilde;o visual do programa GerAc&ccedil;&otilde;es e um modo de compreender as liga&ccedil;&otilde;es entre os v&aacute;rios componentes do programa. O modelo l&oacute;gico foi &uacute;til para a equipa t&eacute;cnica, para a equipa de supervis&atilde;o, para os patrocinadores, para os autarcas e para os elementos do Conselho Consultivo, pois possibilitou trabalhar em conjunto, para desenvolver o modelo &agrave; medida que o programa ia sendo implementado, uma vez que faz as liga&ccedil;&otilde;es entre os recursos, os objectivos, as actividades e os resultados, de um modo expl&iacute;cito. </p>      <p>Al&eacute;m da utiliza&ccedil;&atilde;o do modelo l&oacute;gico do &#8220;GerAc&ccedil;&otilde;es&#8221; para o planeamento estrat&eacute;gico, pois permitiu identificar os principais pressupostos te&oacute;ricos do programa, este vem sendo utilizado, tamb&eacute;m, para uma melhoria cont&iacute;nua do programa e para uma forma de divulgar o programa. O desenho do modelo l&oacute;gico &eacute; uma ferramenta &uacute;til e pr&aacute;tica, pois possibilita analisar ao longo do desenvolvimento do programa, se os resultados que est&atilde;o a ser alcan&ccedil;ados est&atilde;o a progredir no sentido dos resultados desejados, e no caso negativo, permite o reformular dos mesmos. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o, possibilitou uma forma de mais facilmente e eficazmente descrever e explicar o programa aos autarcas, aos elementos respons&aacute;veis pela supervis&atilde;o cient&iacute;fica e financeira, a outras equipas de interven&ccedil;&atilde;o e ainda a acad&eacute;micos, a n&iacute;vel nacional e internacional. </p>      <p>Ainda, o modelo l&oacute;gico est&aacute; a ser utilizado agora, no final do programa, para o planeamento da avalia&ccedil;&atilde;o. Com base nos componentes do modelo l&oacute;gico, a avalia&ccedil;&atilde;o est&aacute; a ser delineada com vista a recolher os indicadores necess&aacute;rios, de modo a que se possa medir se os resultados esperados foram alcan&ccedil;ados e qual o impacto do GerAc&ccedil;&otilde;es na comunidade de Santa Maria de Bel&eacute;m. </p>      <p>Dos benef&iacute;cios do modelo l&oacute;gico do programa GerAc&ccedil;&otilde;es destacamos algumas, tamb&eacute;m referidas por outros autores (Kaplan &amp; Garrett, 2005; W. K. Kellogg Foundation, 2001). Assim a utiliza&ccedil;&atilde;o do modelo l&oacute;gico permitiu encontrar &#8220;lacunas&#8221; na teoria ou na l&oacute;gica do programa e trabalhar para os resolver, facilitou a comunica&ccedil;&atilde;o entre as diversas partes envolvidas no programa (comunidade, t&eacute;cnicos, autarcas, patrocinadores), construiu uma compreens&atilde;o partilhada daquilo que o programa &eacute; e da forma como as partes trabalham em conjunto, permitiu um trabalho de relacionamento mais f&aacute;cil, atrav&eacute;s de uma estrutura l&oacute;gica e linguagem comuns, possibilitou construir consensos e promover a colabora&ccedil;&atilde;o, foca a aten&ccedil;&atilde;o nas mais importantes liga&ccedil;&otilde;es entre as actividades e os resultados, fornece uma maneira de envolver as partes interessadas na concep&ccedil;&atilde;o, em todo o processo e na avalia&ccedil;&atilde;o, e, ainda, o fortalecimento do programa, avaliando os pressupostos subjacentes. </p>      <p>Embora o modelo l&oacute;gico aqui apresentado se centre num programa de interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria numa Freguesia da cidade de Lisboa, este pode ser aplic&aacute;vel a qualquer &aacute;rea envolvendo o desenvolvimento de programas ou projectos, a implementa&ccedil;&atilde;o e/ou a avalia&ccedil;&atilde;o. </p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>REFER&Ecirc;NCIAS</p>      <!-- ref --><p>Becker, D., Edmundo, K., Nunes, N., Bonatto, D., &amp; Souza, R. (2004). <i>Empowerment </i>e avalia&ccedil;&atilde;o participativa em um programa de desenvolvimento local e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. <i>Ci&ecirc;ncias &amp; Sa&uacute;de Colectiva, 9</i>(3), 655-667. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201000030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1979). <i>The ecology of human development</i>. Cambridge: Harvard University Press. </p>      <p>Carvalhosa, S. F., Domingos, A., &amp; Sequeira, C. (2007). GerAc&ccedil;&otilde;es. In S. F. Carvalhosa &amp; J. Ornelas (Coords.), <i>GerAc&ccedil;&otilde;es: Interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria em Santa Maria de Bel&eacute;m </i>(pp. 4-16). Lisboa: Junta de Freguesia de Santa Maria de Bel&eacute;m. </p>      <p>Cooksy, L. J., Gill, P., &amp; Kelly, P. A. (2001). The program logic model as an integrative framework for a multimethod evaluation. <i>Evaluation and Program Planning, 24</i>, 119-128. </p>      <p>Dalton, J., Elias, M., &amp; Wandersman, A. (2001). <i>Community Psychology: Linking individuals and communities. </i>Belmont, CA: Wadsworth.</p>      <p>Fairweather, G. W., Sanders, D. H., Cresslar, D. L., &amp; Maynard, H. (1974). <i>Creating change in mental  health organizations. </i>New York: Pergamon. </p>      <p>Fetterman, D., &amp; Wandersman, A. (2004). Empowerment evaluation principles in practice. New York: The Guilford Press. </p>      <p>Frechtling, J. (2002). <i>The 2002 user-friendly handbook for project evaluation</i>. Arlington, VA: National Science Foundation. </p>      <p>Johnson, D. W., &amp; Johnson, R. T. (1992). Positive interdependence: Key to effective cooperation. In R. Hert-Lazarowitz &amp; N. Miller (Orgs.), <i>Interaction in cooperative groups: The theoretical anatomy of groups learning </i>(pp. 174-199). United Kingdom: Cambridge University Press. </p>      ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (2002). <i>World report on violence and health</i>. Geneva: Author. </p>      <p>Pedlar, A., Dupuis, S., &amp; Gilbert, A. (1996). Resumption of role status through leisure in later life. <i>Leisure Sciences, 18</i>(3), 259-276. </p>      <p>Trickett, E. J. (2009). Multilevel community-based culturally situated interventions and community impact: An ecological perspective. <i>American Journal of Community Psychology, 43</i>, 257-266. </p>      <p>Vido, B. M., &amp; Fernandes, Q. R. (2007). Qualidade de vida: considera&ccedil;&otilde;es    sobre conceito e instrumentos de medida. <i>Online Brazilian Journal of Nursing,    6</i>(2). Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/23308" target="_blank">http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/23308</a></p>      <p>Vince, J., Page, L., &amp; Duffy, B. (2008). <i>Searching the impact of empowerment</i>. Ipsos MORI Social Research Institute. </p>      <p>W. K. Kellogg Foundation. (2001). <i>Logic model development guide</i>. Battle Creek, MI: Author. </p>      <p>Watson, S. (2000). <i>Using results to improve the lives of children and families:    A guide for public-private child care partnerships</i>. Child Care Partnership    Project, available at <a href="http://nccic.org/ccpartnerships/results.pdf" target="_blank">nccic.org/ccpartnerships/results.pdf</a>.  </p>      <p>Zimmerman, M. (1998). Empowerment and community participation: A review for    the next millennium. In J. Ornelas (Ed.), <i>II Congresso Europeu de Psicologia    Comunit&aacute;ria </i>(pp. 17-42). Lisboa: ISPA.</p>       ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Examinando a congruência pessoa-ambiente: O principal desafio para a Psicologia Ambiental]]></article-title>
<source><![CDATA[Estudos de Psicologia]]></source>
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