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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A intervenção centrada na família e na comunidade: O hiato entre as evidências e as práticas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The gap between research and practice, translated in fewer practices using evidence-based knowledge, is a problem that concerns the early intervention researchers in Portugal. Trough this work we try to understand, based on a case study, if, in this context (Portuguese) the family centered practices adopted, are corresponded or similar to those assumed currently as evidence-based. Our goal was not to generalize the results, but get a deeper comprehension on the implementation of those practices, in a descriptive and process based format, allowing the identification of possible areas of improvement. The results show existing gaps at the professional practices level, giving us clues for reflection which can be useful to promote the practices quality and to future research aiming to study some of the questions raised in this study such as: the need to enhance the range of responses as a function of the problems faced; a higher efficacy on: the ISFP use, the social support networks mobilization for the families, the resources and services coordination, the training and supervision of professionals.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Diversificação de respostas]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Response diversification]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P   ><B>A interven&ccedil;&atilde;o centrada na fam&iacute;lia e na comunidade: O hiato entre as evid&ecirc;ncias e as pr&aacute;ticas </B></P >     <P   ><b>Isabel Chaves de Almeida</B><I>*  </I></b></P >     <P   >*Instituto Superior de Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncias (ISEC) </P >     <P   ><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <P   >O hiato entre a investiga&ccedil;&atilde;o e a pr&aacute;tica, que se traduz numa deficiente utiliza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas baseadas em evid&ecirc;ncias, &eacute; uma quest&atilde;o que preocupa muitos investigadores no campo da Interven&ccedil;&atilde;o Precoce. Neste trabalho procur&aacute;mos perceber, atrav&eacute;s dum estudo de caso, se, entre n&oacute;s, &agrave; ades&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas centradas na fam&iacute;lia, correspondiam de facto conte&uacute;dos e/ou pr&aacute;ticas id&ecirc;nticas &agrave;s que hoje se defendem com base em evid&ecirc;ncias. O nosso objectivo n&atilde;o era a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados, mas a compreens&atilde;o da implementa&ccedil;&atilde;o destas pr&aacute;ticas de uma forma mais descritiva e processual, identificando eventuais &aacute;reas a aperfei&ccedil;oar. Os resultados apontam para a exist&ecirc;ncia de lacunas a n&iacute;vel das pr&aacute;ticas dos profissionais que nos deixam pistas de reflex&atilde;o que podem ser &uacute;teis, quer para a melhoria da qualidade das pr&aacute;ticas, quer para futuras investiga&ccedil;&otilde;es que visem aprofundar algumas das quest&otilde;es levantadas, tais como: a necessidade de diversificar as respostas em fun&ccedil;&atilde;o das problem&aacute;ticas, bem como a necessidade de uma maior efic&aacute;cia a n&iacute;vel da utiliza&ccedil;&atilde;o do PIAF, da mobiliza&ccedil;&atilde;o das redes de apoio social da fam&iacute;lia, da coordena&ccedil;&atilde;o recursos e servi&ccedil;os, da forma&ccedil;&atilde;o e supervis&atilde;o dos profissionais e da investiga&ccedil;&atilde;o. </P >    <P   ><B>Palavras-chave: </B>Diversifica&ccedil;&atilde;o de respostas, Hiato entre investiga&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica, Interven&ccedil;&atilde;o centrada na fam&iacute;lia, Interven&ccedil;&atilde;o precoce, Pr&aacute;ticas baseadas em evid&ecirc;ncias. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   ><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >The gap between research and practice, translated in fewer practices using evidence-based knowledge, is a problem that concerns the early intervention researchers in Portugal. Trough this work we try to understand, based on a case study, if, in this context (Portuguese) the family centered practices adopted, are corresponded or similar to those assumed currently as evidence-based. Our goal was not to generalize the results, but get a deeper comprehension on the implementation of those practices, in a descriptive and process based format, allowing the identification of possible areas of improvement. The results show existing gaps at the professional practices level, giving us clues for reflection which can be useful to promote the practices quality and to future research aiming to study some of the questions raised in this study such as: the need to enhance the range of responses as a function of the problems faced; a higher efficacy on: the ISFP use, the social support networks mobilization for the families, the resources and services coordination, the training and supervision of professionals. </P >     <P   ><B>Key-words: </B>Early intervention, Evidence-based practices, Family centered intervention, Gap between research and practice, Response diversification. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   >Nas conclus&otilde;es do relat&oacute;rio do <I>Committee on Integrating the Science of Early Childhood Development </I>(Shonkoff &amp; Phillips, 2000), refere-se que existem hoje evidencias suficientes para se afirmar que programas que desenvolvem interven&ccedil;&otilde;es cuidadosamente desenhadas, com objectivos bem definidos podem influenciar o comportamento dos pais e o desenvolvimento das crian&ccedil;as, quer com defici&ecirc;ncias ou incapacidade diagnosticadas, quer em situa&ccedil;&atilde;o de desvantagem socioecon&oacute;mica e/ou com fam&iacute;lias disruptivas. </P >    <P   >Os programas que hoje se consideram de qualidade no &acirc;mbito da interven&ccedil;&atilde;o precoce (IP), enquadram-se nas teorias actuais do desenvolvimento, nomeadamente, nas teorias transaccionais, bioecol&oacute;gicas e sist&eacute;micas (Bronfenbrenner, 1995; Bronfenbrenner &amp; Morris, 1998; Lerner, 2002; Sameroff, 1995; Sameroff &amp; Fiese, 1990, 2000; Turnbull &amp; Turnbull, 1986; Wachs, 2000), que se foram progressivamente afirmando nesta &aacute;rea, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para a import&acirc;ncia das interac&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas que se estabelecem entre a crian&ccedil;a e o meio envolvente e para o impacto directo e indirecto que os diferentes contextos t&ecirc;m no seu desenvolvimento. </P >     <p>Entre as caracter&iacute;sticas dos programas de qualidade, comprovadas pela evid&ecirc;ncia, destacam-se: a individualiza&ccedil;&atilde;o, uma interven&ccedil;&atilde;o centrada na fam&iacute;lia (ICF), baseada na comunidade, no trabalho em equipa transdisciplinar e na coordena&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, desenvolvida nos ambientes naturais de apren dizagem da crian&ccedil;a, embebida nas rotinas di&aacute;rias e tendo como refer&ecirc;ncia uma perspectiva funcional. </P >    <p>No modelo proposto por Dunst (1985, 2000), vamos encontrar o enfatizar destas pr&aacute;ticas. A caracter&iacute;stica mais inovadora deste modelo &eacute;, desde o seu in&iacute;cio, a &ecirc;nfase que d&aacute; &agrave; componente do apoio social, que funciona como uma fonte de oportunidades e de experi&ecirc;ncias do meio envolvente contribuindo para introduzir varia&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento da crian&ccedil;a, actuando como uma modalidade de IP (Dunst, 2000). O autor defende interven&ccedil;&otilde;es que, contrariando a depend&ecirc;ncia tradicional dos profissionais e dos servi&ccedil;os, se baseiem essencialmente na mobiliza&ccedil;&atilde;o das redes sociais de apoio informal das fam&iacute;lias (Almeida, 2009). </P >    <p>No seu mais recente <I>Modelo de Terceira Gera&ccedil;&atilde;o Baseado na Evid&ecirc;ncia </I>(Dunst, 2000, 2005), mais abrangente do que os anteriores, sublinha, ainda, outros aspectos importantes das influ&ecirc;ncias envolvimentais e do seu papel nas interven&ccedil;&otilde;es, real&ccedil;ando as caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a e da interac&ccedil;&atilde;o pais-crian&ccedil;a. </P >    <p>Este <I>modelo de terceira gera&ccedil;&atilde;o</I>, assenta num conjunto de quatro componentes (as oportuni dades de aprendizagem da crian&ccedil;a, o apoio &agrave;s compet&ecirc;ncias dos pais, os recursos da fam&iacute;lia/ /comunidade e as pr&aacute;ticas de ajuda centradas na fam&iacute;lia) que visam assegurar, que as experi&ecirc;ncias e oportunidades proporcionadas &agrave;s crian&ccedil;as, pais e fam&iacute;lias, influenciam a promo&ccedil;&atilde;o das suas capacidades e que os profissionais conduzem as interven&ccedil;&otilde;es de uma forma consistente com o quadro de refer&ecirc;ncia proposto (Dunst, 2005). Para al&eacute;m destas quatro componentes principais, o modelo inclui tr&ecirc;s elementos resultantes da sua intersec&ccedil;&atilde;o (cen&aacute;rios de actividade di&aacute;ria, estilos de interac&ccedil;&atilde;o parental e oportunidades de participa&ccedil;&atilde;o dos pais) que nos v&atilde;o permitir operacionalizar as pr&aacute;ticas que proporcionam a optimiza&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento da crian&ccedil;a. Passamos a descrever sucintamente as caracter&iacute;sticas das <I>pr&aacute;ticas de ajuda centradas na fam&iacute;lia, </I>bem como dos elementos de intersec&ccedil;&atilde;o, cuja an&aacute;lise nos permite compreender, numa interven&ccedil;&atilde;o, como &eacute; que ela &eacute; conduzida, ou seja, aquilo que &eacute;, de facto, realizado. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>As pr&aacute;ticas de ajuda centradas na fam&iacute;lia </I>s&atilde;o pr&aacute;ticas individualizadas, flex&iacute;veis e responsivas &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es e prioridades da fam&iacute;lia que visam o seu envolvimento activo com vista &agrave; obten&ccedil;&atilde;o dos recursos que desejam e que s&atilde;o necess&aacute;rios para alcan&ccedil;ar os objectivos por si identificados. Estas pr&aacute;ticas incluem componentes relacionais e participativas. A <I>componente relacional </I>inclui pr&aacute;ticas associadas: (i) a boas compet&ecirc;ncias cl&iacute;nicas (escuta activa, empatia, respeito, ...) e (ii) a atitudes e cren&ccedil;as positivas do profissional relativamente &agrave; fam&iacute;lia. A <I>componente participativa </I>inclui pr&aacute;ticas que s&atilde;o: (i) individualizadas, flex&iacute;veis e responsivas &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es e prioridades da fam&iacute;lia e (ii) proporcionam oportunidades para que a fam&iacute;lia se envolva activamente nas escolhas e tomadas de decis&atilde;o, promovendo a colabora&ccedil;&atilde;o fam&iacute;lia-profissional e a participa&ccedil;&atilde;o activa da fam&iacute;lia (Wilson &amp; Dunst, 2005). </P >    <p>Os <I>estilos de interac&ccedil;&atilde;o dos pais</I>, dizem respeito &agrave; forma como estes respondem, interagem, apoiam e encorajam a crian&ccedil;a. Pr&aacute;ticas interactivas caracterizadas pela responsividade do adulto &agrave;s actividades iniciadas e dirigidas pela crian&ccedil;a e que criam oportunidades para ela praticar compet&ecirc;ncias emergentes e desenvolver compet&ecirc;ncia j&aacute; adquiridas, s&atilde;o mais suscept&iacute;veis de promover o desenvolvimento da crian&ccedil;a, bem como a auto-estima e compet&ecirc;ncia dos pais. </P >    <p>As <I>oportunidades de participa&ccedil;&atilde;o dos pais</I>, referem-se &agrave;s interac&ccedil;&otilde;es entre os pais e os elementos das suas redes de apoio social, que influenciam as suas atitudes, cren&ccedil;as e comporta mentos, com efeitos na interac&ccedil;&atilde;o pais-crian&ccedil;a e, consequentemente, no desenvolvimento desta. </P >    <p>Os <I>cen&aacute;rios de actividade di&aacute;ria</I>, s&atilde;o os locais, em que ocorrem as actividades di&aacute;rias da fam&iacute;lia e da comunidade com as suas caracter&iacute;sticas, sociais e f&iacute;sicas, que incluem a interac&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a com os indiv&iacute;duos e o meio f&iacute;sico e que constituem fontes de oportunidades naturais de aprendizagem da crian&ccedil;a no contexto da vida familiar e comunit&aacute;ria. S&atilde;o estas oportunidades naturais de aprendizagem que devem ser aproveitadas, no dia-a-dia, pelos prestadores de cuidados, devendo, os profissionais de IP, trabalhar com estes no sentido de os sensibilizar para a sua eficaz rentabiliza&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Preocup&aacute;mo-nos, aqui, em explanar brevemente este <I>Modelo de Terceira Gera&ccedil;&atilde;o Baseado na Evid&ecirc;ncia </I>j&aacute; que ele nos serviu de grelha de an&aacute;lise no trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o que passaremos a apresentar (Almeida, 2009). </P >     <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o surgiu do desejo de se tentar perceber, se &agrave; grande ades&atilde;o &agrave; ICF que, desde o in&iacute;cio, se constatou no nosso pa&iacute;s, correspondiam, de facto, conte&uacute;dos e/ou pr&aacute;ticas id&ecirc;nticas &agrave;s originalmente propostas, baseadas em evid&ecirc;ncias. </P >     <p>Sabemos que se trata de uma pr&aacute;tica exigente que obriga a uma mudan&ccedil;a de atitude por parte dos profissionais, que ter&atilde;o de passar de especialistas a parceiros da fam&iacute;lia e de uma pr&aacute;tica tradicional, dentro de um modelo, muitas vezes, monodisciplinar e centrado na crian&ccedil;a, para um modelo de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os transdisciplinar, centrado na fam&iacute;lia e no meio envolvente. Ali&aacute;s, as dificuldades na operacionaliza&ccedil;&atilde;o deste modelo est&atilde;o empiricamente bem comprovadas quer nos EUA (Bailey, 1994; Bailey, Buysse, Edmonson, &amp; Smith, 1992, cit., Bailey, 1994; Mahoney &amp; O&rsquo;Sullivan, 1990, cit., Bailey, 1994; Mahoney, O&rsquo;Sullivan, &amp; Fors, 1989, cit., Bailey, 1994; Turnbull, Turbiville &amp; Turnbull, 2000), quer entre n&oacute;s (Bairr&atilde;o &amp; Almeida, 2002; Flor, 2001; Mendes, 2001; Mota, 2000; Pimentel, 2005; Serrano, 2003). </P >     <p>Procurou-se, assim, tra&ccedil;ar uma panor&acirc;mica geral da situa&ccedil;&atilde;o da IP e da utiliza&ccedil;&atilde;o do modelo de ICF em Portugal analisando a sua adequa&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas que hoje se defendem baseadas em evid&ecirc;ncias. O fen&oacute;meno em an&aacute;lise &ndash; o desenvolvimento de programas de IP n um modelo de ICF &ndash; &eacute; estudado com base (1) no testemunho de especialistas e de profissionais de interven&ccedil;&atilde;o precoce de todo o pa&iacute;s, bem como (2) num estudo de caso, incidindo num Programa de IP (PIP) desenvolvido numa institui&ccedil;&atilde;o da cidade de Lisboa, que tinha como modelo te&oacute;rico de refer&ecirc;ncia a ICF. Neste artigo apresentamos, apenas, o estudo de caso. </P >     <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Desenho do estudo e quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recorreu-se ao m&eacute;todo de estudo de caso instrumental<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, para tentar compreender, num contexto espec&iacute;fico, como &eacute; posta em pr&aacute;tica a ICF: qual o grau de efici&ecirc;ncia na presta&ccedil;&atilde;o destes servi&ccedil;os, traduzido na utiliza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas baseadas em evid&ecirc;ncias, qual o seu efeito junto das fam&iacute;lias, e quais as mudan&ccedil;as, a n&iacute;vel das crian&ccedil;as e fam&iacute;lias, percepcionadas pelas fam&iacute;lias e pelos t&eacute;cnicos. </P >    <p>Trata-se de um estudo, de car&aacute;cter explorat&oacute;rio e descritivo, com o objectivo, n&atilde;o de demonstrar os efeitos de uma pr&aacute;tica com vista &agrave; sua generaliza&ccedil;&atilde;o, mas avaliar se a interven&ccedil;&atilde;o corresponde &agrave;quilo que dela se espera, identificando eventuais &aacute;reas a aperfei&ccedil;oar (Dunst &amp; Bruder, 2002). Pretendeu-se, atrav&eacute;s de uma descri&ccedil;&atilde;o detalhada, que os leitores de experimentem aquilo que Stake (1994, p. 240) designa como <I>experi&ecirc;ncia vicariante </I>e que conduz &agrave; <I>generaliza&ccedil;&atilde;o naturalista</I>, ou seja, conseguir que o estes passem a conhecer algumas das tem&aacute;ticas que s&atilde;o abordadas como se as tivesse experimentado, num verdadeiro processo de transfer&ecirc;ncia de conhecimento do investigador para o leitor. </P >    <p>Utiliza-se um modelo misto paralelo, em que se recorre em simult&acirc;neo a abordagens qualitativas e quantitativas dentro das v&aacute;rias fases da investiga&ccedil;&atilde;o. O desenho utilizado &eacute; um desenho longitudinal transverso que nos permite analisar, durante uma fase do seu percurso, o desenvolvimento de algumas interven&ccedil;&otilde;es. </P >    <p>A investiga&ccedil;&atilde;o assenta em sete quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o que, no seu conjunto, visam: </P >     <blockquote>       <p>&ndash; 	A avalia&ccedil;&atilde;o, de forma global, da utiliza&ccedil;&atilde;o da ICF.     <br>     &ndash; 	A caracteriza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas tendo em conta as dimens&otilde;es: pr&aacute;ticas de ajuda centradas na fam&iacute;lia (componentes relacional e participativa); oportunidades de aprendizagem da crian&ccedil;a; apoio &agrave;s compet&ecirc;ncias dos pais; apoios/recursos da fam&iacute;lia/comunidade (Dunst, 2000, 2005). <br >     &ndash;A identifica&ccedil;&atilde;o de eventuais mudan&ccedil;as positivas introduzidas pelo programa na crian&ccedil;a/ /fam&iacute;lia. <br >     &ndash;A avalia&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias com o programa. </p> </blockquote>     <p><I>Participantes </I></P >    <p>No total foram seleccionadas 37 crian&ccedil;as entre os 0 aos 3 anos, com altera&ccedil;&otilde;es do desenvol vimento ou em risco e suas fam&iacute;lias, atendidas pelo PIP, que tiveram uma interven&ccedil;&atilde;o durante um per&iacute;odo m&iacute;nimo de um ano. Na fase final este grupo ficou reduzido a 21 crian&ccedil;as. </P >    <p><I>Instrumentos e procedimentos </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os m&eacute;todos e instrumentos utilizados visaram recolher dois tipos de dados: (i) os que permitem fazer uma avalia&ccedil;&atilde;o global do PIP; (ii) os que se destinam a avaliar os programas individuais de cada crian&ccedil;a/fam&iacute;lia. Dentro destes &uacute;ltimos, h&aacute; ainda que distinguir entre aquele, com base no qual se desenvolve a an&aacute;lise principal e os restantes que dizem respeito &agrave;s an&aacute;lises complementares. </P >    <p>No desenho do estudo inclu&iacute;ram-se tr&ecirc;s momentos de recolha de dados: um primeiro momento antes de se iniciar a interven&ccedil;&atilde;o, um segundo no in&iacute;cio da interven&ccedil;&atilde;o e um terceiro ap&oacute;s cerca de um ano do seu in&iacute;cio. </P >    <p>De seguida, passamos a apresentar sucintamente os diferentes m&eacute;todos de recolha e an&aacute;lise dos dados, referindo os instrumentos utilizados<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. </P >    <p><I>M&eacute;todos de recolha e de an&aacute;lise dos dados </I></P >    <p>Utilizou-se uma metodologia mista para a recolha e an&aacute;lise dos dados: entrevista semi-estruturada, question&aacute;rios com quest&otilde;es abertas e escalas de registo ou de verifica&ccedil;&atilde;o de tipo Likert, a n&iacute;vel da recolha, e an&aacute;lise de conte&uacute;do<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a> e estat&iacute;sticas descritivas e inferenciais, a n&iacute;vel da an&aacute;lise. </P >    <p>Na <a href="#t1">Tabela 1</a> pode ver-se uma s&iacute;ntese dos v&aacute;rios m&eacute;todos de an&aacute;lise de dados e correspondentes m&eacute;todos de recolha e instrumentos. Para as diferentes escalas de registo ou de verifica&ccedil;&atilde;o de comportamento de tipo Likert test&aacute;mos a fiabilidade ou coer&ecirc;ncia interna das escalas utilizando o coeficiente &alpha; de Cronbach. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a02t1.jpg" width="555" height="461"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Passamos agora a descrever as an&aacute;lises efectuadas, distinguindo entre as que constituem a an&aacute;lise principal e as an&aacute;lises complementares. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>An&aacute;lise principal </I></P >    <p>Nesta an&aacute;lise recorremos, essencialmente, &agrave; estat&iacute;stica inferencial, utilizando o teste de diferen&ccedil;as de m&eacute;dias (teste <I>t </I>de Student) para amostras emparelhadas. </P >    <p><I>An&aacute;lises complementares </I></P >    <p>Nas an&aacute;lises que correspondem a situa&ccedil;&otilde;es em que a recolha decorreu num &uacute;nico momento, n&atilde;o pressupondo portanto compara&ccedil;&otilde;es, recorreu-se apenas &agrave; estat&iacute;stica descritiva, an&aacute;lises de frequ&ecirc;ncias e m&eacute;dias. </P >    <p>Nas an&aacute;lises em que se pretendia avaliar a exist&ecirc;ncia, ou n&atilde;o, de diferen&ccedil;as no mesmo grupo de sujeitos em duas situa&ccedil;&otilde;es ou momentos diferentes, utiliz&aacute;mos o teste <I>t </I>de diferen&ccedil;a de m&eacute;dias para amostras emparelhadas. </P >    <p>Quando se pretendeu verificar se existiam rela&ccedil;&otilde;es significativas entre os resultados obtidos com os instrumentos utilizados nestas an&aacute;lises complementares e outras vari&aacute;veis, recorremos aos coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman e de Cramer. </P >    <p>APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O DOS RESULTADOS  </P >    <p>Devido ao grande n&uacute;mero de instrumentos utilizados, s&oacute; apresentamos aqui com mais detalhe os resultados da an&aacute;lise principal. No que diz respeito &agrave;s an&aacute;lises complementares, limitamo-nos a apresentar um resumo das respectivas conclus&otilde;es. </P >    <p>An&aacute;lise principal: Avalia&ccedil;&atilde;o dos programas relativamente ao grau de utiliza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas centradas na fam&iacute;lia. </P >    <p>Escala &ldquo;Orienta&ccedil;&atilde;o Familiar da Comunidade e dos Servi&ccedil;os &ndash; FOCAS (vers&atilde;o para os profissionais e vers&atilde;o para as fam&iacute;lias). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta escala (adaptada de Family Orientation of Community and Agency Services &ndash; FOCAS, Family Version of the Family Orientation of Community and Agency Services &ndash; FOCAS, Bailey &amp; McWilliam, s/d), foi utilizada para avaliar a percep&ccedil;&atilde;o que as m&atilde;es e os t&eacute;cnicos tinham do grau de envolvimento da fam&iacute;lia no programa, ou seja, o grau de utiliza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas centradas na fam&iacute;lia. </P >    <p>Trata-se de uma escala de registo ou de verifica&ccedil;&atilde;o de comportamentos, tipo Likert, de 9 pontos, com 12 itens relativos a diferentes componentes dos programas de interven&ccedil;&atilde;o precoce centrados na fam&iacute;lia. Os itens s&atilde;o id&ecirc;nticos para os profissionais e para a fam&iacute;lia. Os inquiridos devem, para cada item, responder duas vezes: uma relativamente &agrave;s <I>pr&aacute;ticas reais </I>ou <I>t&iacute;picas</I>, ou seja, &agrave; forma como decorreu o programa e outra relativamente &agrave;s <I>pr&aacute;ticas ideais</I>, ou seja, &agrave; forma como eles gostariam que o programa tivesse decorrido. </P >    <p>Nos estudos realizados sobre a consist&ecirc;ncia interna da escala, utilizando o teste de Alfa de Cronbach, encontraram-se os seguintes valores: .88 na vers&atilde;o para fam&iacute;lias e .90 na vers&atilde;o para profissionais (McWilliam &amp; Snyder, 1994, cit. Applequist &amp; Bailey, 2000). </P >    <p>Neste trabalho, a escala foi aplicada, separadamente, &agrave;s m&atilde;es e aos t&eacute;cnicos ap&oacute;s cerca de um ano do in&iacute;cio da interven&ccedil;&atilde;o. Passamos agora a apresentar a an&aacute;lise dos resultados encontrados, calculados atrav&eacute;s de testes <I>t </I>de Student para amostras emparelhadas, com o objectivo de ajuizar da exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre: (1) pr&aacute;ticas reais e ideais no grupo das m&atilde;es e no grupo dos t&eacute;cnicos; bem como (2) entre as pr&aacute;ticas reais e ideais avaliadas pelas m&atilde;es e as pr&aacute;ticas reais e ideais avaliadas pelos t&eacute;cnicos. </P >    <p>Na <a href="#t2">Tabela 2</a> apresentam-se as m&eacute;dias e desvios-padr&atilde;o (estes entre par&ecirc;ntesis) encontrados para o grupo de m&atilde;es e o grupo de t&eacute;cnicos relativamente aos valores das pr&aacute;ticas reais e ideais, e as diferen&ccedil;as entre as respectivas m&eacute;dias (testes <I>t </I>de Student). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a02t2.jpg" width="556" height="614"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <P   >Da <a href="#t3">Tabela 3</a>, constam os valores das m&eacute;dias e desvios-padr&atilde;o, bem como as diferen&ccedil;as entre as primeiras relativamente &agrave;s pr&aacute;ticas reais no grupo das m&atilde;es e dos t&eacute;cnicos, e &agrave;s pr&aacute;ticas ideais nos mesmos dois grupos. </P >     <P   >&nbsp;</P ><a name="t3">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   ><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a02t3.jpg" width="552" height="583"></P >     
<P   >&nbsp;</P >     <P   >Passamos, em seguida, a apresentar, na <a href="#t4">Tabela 4</a>, uma s&uacute;mula das an&aacute;lises realizadas, quer para o total da escala, quer para os v&aacute;rios itens agrupados em 5 conjuntos, de acordo com as suas caracter&iacute;sticas. </P >     <P   >&nbsp;</P ><a name="t4">     <P   ><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a02t4.jpg" width="561" height="1542"></P >     
<P   >&nbsp;</P >     <p>Do conjunto dos resultados retiram-se como principais conclus&otilde;es: </P >     <blockquote>       <p>&ndash; 	M&atilde;es e t&eacute;cnicos consideram que a pr&aacute;tica do programa j&aacute; se enquadra, em parte, dentro de uma interven&ccedil;&atilde;o centrada na fam&iacute;lia, que valorizam: quanto mais o programa &eacute; centrado na fam&iacute;lia, maior o seu grau de satisfa&ccedil;&atilde;o. <br >     &ndash; Parece existir uma boa comunica&ccedil;&atilde;o e um trabalho de conjunto efectivo entre pais e t&eacute;cnicos.     <br>     &ndash; 	O grupo de t&eacute;cnicos mostra-se insatisfeitos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas, referindo que desejariam que o seu trabalho tivesse sido mais centrado na fam&iacute;lia, com uma participa&ccedil;&atilde;o mais activa da fam&iacute;lia. Comparativamente, o grupo de m&atilde;es mostra-se menos exigente e deseja um menor o grau de participa&ccedil;&atilde;o. Isto &eacute; particularmente saliente nos dois itens relacionados com a participa&ccedil;&atilde;o dos pais na avalia&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a e na tomada de decis&otilde;es. <br >     &ndash;Tanto as m&atilde;es como os t&eacute;cnicos desejam um trabalho mais eficaz a n&iacute;vel da coordena&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os da comunidade. </p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sintetizando, parece-nos poder concluir que o programa de IP tem j&aacute; um enfoque na fam&iacute;lia, embora seja, ainda, necess&aacute;rio algum trabalho no sentido de conseguir aceder a uma verdadeira ICF, que m&atilde;es e t&eacute;cnicos valorizam e que, estes &uacute;ltimos assumem j&aacute; praticar. De facto, os t&eacute;cnicos pareciam ter a convic&ccedil;&atilde;o de estar a trabalhar mais dentro dos par&acirc;metros duma ICF do que aquilo que acontecia na realidade, o que &eacute; comum a outras investiga&ccedil;&otilde;es (Applequist &amp; Bailey, 2000; Bairr&atilde;o &amp; Almeida, 2002; Flor, 2001; McWilliam, Snyder, Harbin, Porter, &amp; Munn 2000; Mendes, 2001; Mota, 2000; Pimentel, 2005; Serrano, 2003). </P >    <p>De salientar, ainda, a grande sintonia entre as respostas das m&atilde;es e dos t&eacute;cnicos, apontando para a fiabilidade da informa&ccedil;&atilde;o e para uma boa comunica&ccedil;&atilde;o e troca de informa&ccedil;&atilde;o entre os dois grupos, componente importante de uma ICF. </P >    <p><I>An&aacute;lises complementares </I></P >    <p><I>&bull; 	</I><I>Para a avalia&ccedil;&atilde;o das expectativas das fam&iacute;lias em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; interven&ccedil;&atilde;o </I></P >    <p>&ndash; 	<I>Question&aacute;rio sobre as expectativas das fam&iacute;lias relativamente ao programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce </I></P >    <p>Question&aacute;rio, constru&iacute;do para o efeito, tendo como refer&ecirc;ncia o question&aacute;rio <I>Family Expectations for Intervention Services </I>de Huntington, Simeonsson, Sturtz e Zipper (1995), que visa avaliar as expectativas da fam&iacute;lia relativamente &agrave;s respostas proporcionadas pelo PIP, ao processo de avalia&ccedil;&atilde;o/interven&ccedil;&atilde;o, bem como a exist&ecirc;ncia de outro tipo de expectativas respeitantes a aspira&ccedil;&otilde;es que as fam&iacute;lias pudessem sentir, mas que, por considerarem que poderiam n&atilde;o estar no &acirc;mbito das respostas proporcionadas pelo PIP, normalmente n&atilde;o refeririam. </P >    <p>Pretendiam-se avaliar estes aspectos antes que a fam&iacute;lia tivesse um contacto directo com o PIP, pelo que o question&aacute;rio era enviado pelo correio, solicitando-se que a fam&iacute;lia o trouxesse j&aacute; preenchido na sua primeira visita ao servi&ccedil;o. </P >    <p>O question&aacute;rio &eacute; constitu&iacute;do por 9 quest&otilde;es abertas e 4 fechadas. No tratamento das respostas encontradas, recorreu-se &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do e &agrave; an&aacute;lise de frequ&ecirc;ncias, tendo-se chegado &agrave;s seguintes conclus&otilde;es: </P >    <p>A maioria das fam&iacute;lias: </P >     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash;Espera uma resposta dirigida &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o da problem&aacute;tica do seu filho; <br >     &ndash; 	Deseja ter um papel activo no processo de avalia&ccedil;&atilde;o/interven&ccedil;&atilde;o, tem uma ideia do tipo de papel que quer desempenhar e deseja que a interven&ccedil;&atilde;o decorra no contexto natural de vida da crian&ccedil;a; <br >     &ndash; 	Embora refira que gostaria de ter outro tipo de ajudas, para al&eacute;m da que &eacute; normalmente a pr&aacute;tica dos servi&ccedil;os de interven&ccedil;&atilde;o, tem grande dificuldade em concretizar quais. </p> </blockquote>     <p><I>&bull; 	</I><I>Para a identifica&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas globais do ambiente familiar </I></P >    <p>&ndash; 	<I>Question&aacute;rio: Indicadores da fam&iacute;lia </I></P >    <p>O question&aacute;rio <I>Indicadores da Fam&iacute;lia </I>(adaptado de <I>F.A.M.I.L.I.E.S Index</I>, Simeonsson &amp; Bailey, 1987) destina-se a ajuizar aquilo que os autores designam como &ldquo;fontes de apoio interno&rdquo;, ou seja, as caracter&iacute;sticas gerais do ambiente familiar, no que diz respeito &agrave;s suas atitudes, valores, caracter&iacute;sticas pessoais e estilos adaptativos. Analisa, ainda, a forma como as fam&iacute;lias avaliam a sua qualidade de vida. </P >    <p>&Eacute; constitu&iacute;do por uma escala de registo ou de verifica&ccedil;&atilde;o de tipo Likert de 5 pontos, com 8 itens e por 2 quest&otilde;es abertas e foi aplicado logo no in&iacute;cio do programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce. </P >    <p>Na an&aacute;lise dos dados relativos a este question&aacute;rio recorreu-se &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do e &agrave; estat&iacute;stica descritiva (an&aacute;lise de frequ&ecirc;ncias e m&eacute;dias). </P >    <p>Na an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna da escala, para os participantes deste estudo encontr&aacute;mos um valor de &alpha;=.87, o que nos leva a concluir que a escala se pode considerar fi&aacute;vel (superior a .70). </P >    <p>Principais conclus&otilde;es: </P >     <blockquote>       <p>&ndash;Os resultados apontam para a exist&ecirc;ncia de dois sub-grupos dentro da amostra, um com mais recursos financeiros, que aparece associado a um clima afectivo mais rico, que se traduz numa melhor qualidade de vida e outro com as caracter&iacute;sticas opostas. <br >     &ndash;Nas situa&ccedil;&otilde;es de risco ambiental, o clima afectivo, a motiva&ccedil;&atilde;o para a mudan&ccedil;a e o sentimento de controlo sobre as suas vidas tendem a aparecer diminu&iacute;dos. </p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>&bull; 	</I><I>Para a avalia&ccedil;&atilde;o das ideias dos t&eacute;cnicos sobre os programas de interven&ccedil;&atilde;o e sobre os seus resultados </I></P >    <p>Estas an&aacute;lises visam conhecer, do ponto de vista dos t&eacute;cnicos, a forma como decorreram os programas de interven&ccedil;&atilde;o precoce e os seus resultados. Estas informa&ccedil;&otilde;es, cruzadas com as das fam&iacute;lias, possibilitam uma triangula&ccedil;&atilde;o com as an&aacute;lises cruzadas dos resultados da FOCAS das m&atilde;es e dos profissionais. Tivemos, ainda, a preocupa&ccedil;&atilde;o de cruzar as respostas ao question&aacute;rio <I>Ideias dos profissionais relativamente &agrave; forma como decorreram os Programas de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce, </I>com informa&ccedil;&otilde;es resultantes de recolhas informais junto dos profissionais e da consulta dos processos das crian&ccedil;as, com o objectivo de clarificar e, por vezes, pormenorizar melhor as respostas de forma a termos um retrato, o mais fiel poss&iacute;vel, da realidade. </P >    <p>1. 	<I>Question&aacute;rio: Ideias dos profissionais relativamente &agrave; forma como decorreram os programas de interven&ccedil;&atilde;o precoce </I></P >    <p>Question&aacute;rio, constru&iacute;do para o efeito, com base na revis&atilde;o da literatura e no conhecimento sobre a realidade, com o objectivo de recolher dados sobre as ideias dos profissionais relativas &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es com as crian&ccedil;as e fam&iacute;lias da amostra de quem eram o t&eacute;cnico respons&aacute;vel. Preenchiam um question&aacute;rio para cada crian&ccedil;a/fam&iacute;lia, pelo menos, um ano ap&oacute;s o in&iacute;cio da interven&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>O question&aacute;rio &eacute; composto por 13 quest&otilde;es abertas e 1 de escolha m&uacute;ltipla, que, no seu conjunto, abrangem aspectos relacionados com a forma como decorreram as sess&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o, aspectos considerados pelos profissionais como mais trabalhados no conjunto de cada programa, aspectos relacionados com a forma como decorreram as reuni&otilde;es com participa&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia e as reuni&otilde;es com outros servi&ccedil;os. No tratamento dos dados recorreu-se &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do e &agrave; an&aacute;lise de frequ&ecirc;ncias. Apresentamos, em seguida, uma breve s&iacute;ntese dos resultados encontrados. </P >    <p>No que diz respeito &agrave;s sess&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o: </P >     <blockquote>       <p>&ndash;De acordo com o habitual nestas situa&ccedil;&otilde;es, no que se refere &agrave; periodicidade, presen&ccedil;as, materiais utilizados e aspectos mais trabalhados. <br >     &ndash;Aten&ccedil;&atilde;o insuficiente &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de um curr&iacute;culo e &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do domic&iacute;lio e da creche como contextos de interven&ccedil;&atilde;o. <br >     No que diz respeito &agrave;s reuni&otilde;es com a presen&ccedil;a da fam&iacute;lia:     <br>     &ndash;Pouco frequentes e com uma presen&ccedil;a restrita e vari&aacute;vel de profissionais, o que aponta para uma op&ccedil;&atilde;o em n&atilde;o integrar a fam&iacute;lia na equipa e para a inexist&ecirc;ncia de um procedimento comum delineado em termos de equipa. <br >     &ndash; Utiliza&ccedil;&atilde;o insuficiente do PIAF: n&atilde;o foi utilizado em casos com situa&ccedil;&otilde;es familiares mais problem&aacute;ticas, que ter&atilde;o sido mais dif&iacute;ceis para os profissionais. <br >     No que diz respeito &agrave;s reuni&otilde;es com outros servi&ccedil;os: <br   >     &ndash; 	Periodicidade insuficiente e com um n&uacute;mero restrito de profissionais do PIP presentes, o que aponta para a inexist&ecirc;ncia de um trabalho em rede com servi&ccedil;os e recursos da comunidade. <br >     &ndash; A escassa presen&ccedil;a das fam&iacute;lias p&otilde;e em causa a parceria pais-profissionais e a tomada de decis&atilde;o da fam&iacute;lia. </p> </blockquote>     <p>2. 	<I>Question&aacute;rio: Ideias dos profissionais sobre os resultados dos programas de interven&ccedil;&atilde;o precoce </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Question&aacute;rio, constru&iacute;do &agrave; semelhan&ccedil;a do anterior com o objectivo de recolher dados sobre as ideias dos t&eacute;cnicos no que respeita aos efeitos das interven&ccedil;&otilde;es desenvolvidas com as crian&ccedil;as e fam&iacute;lias da amostra de quem eram o t&eacute;cnico respons&aacute;vel. Preenchiam um question&aacute;rio para cada crian&ccedil;a/fam&iacute;lia, pelo menos, um ano ap&oacute;s o in&iacute;cio da interven&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>&Eacute; constitu&iacute;do por um diferenciador sem&acirc;ntico com 8 itens, que foi tratado como uma escala de Likert, e 4 quest&otilde;es abertas focando aspectos relacionados com os objectivos iniciais dos profissionais, os aspectos mais conseguidos da interven&ccedil;&atilde;o; os menos conseguidos e a forma como, na opini&atilde;o destes, a fam&iacute;lia &ldquo;sentiu&rdquo; a interven&ccedil;&atilde;o. Para a an&aacute;lise destas quest&otilde;es recorremos ao m&eacute;todo da an&aacute;lise de conte&uacute;do, tendo chegado aos seguintes resultados: </P >     <blockquote>       <p>&ndash;Os profissionais desejam e tentam intervir junto das fam&iacute;lias, mas continuam a ter mais facilidade no trabalho que desenvolvem com a crian&ccedil;a. <br >     &ndash; Os programas com avalia&ccedil;&otilde;es mais positivas, maior ades&atilde;o das fam&iacute;lias, melhor relacionamento fam&iacute;lia-profissionais e que cumpriram melhor as expectativas dos profissionais, s&atilde;o os que aparecem associados a situa&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as com problem&aacute;ticas mais graves. Corresponder&atilde;o a uma maior incid&ecirc;ncia de trabalho na crian&ccedil;a. <br >     &ndash; Os programas com avalia&ccedil;&otilde;es menos positivas, e em que foi mais problem&aacute;tica a pr&aacute;tica de uma ICF, s&atilde;o os que decorreram com fam&iacute;lias de risco ambiental. Corresponder&atilde;o a uma maior incid&ecirc;ncia de trabalho na fam&iacute;lia. </p> </blockquote>     <p><I>&bull; 	</I><I>Para a avalia&ccedil;&atilde;o das ideias das fam&iacute;lias sobre o desenvolvimento dos seus filhos, as suas preo cupa&ccedil;&otilde;es, necessidades e redes sociais de apoio </I></P >    <p>O conjunto de instrumentos respeitantes a esta an&aacute;lise destina-se a analisar a exist&ecirc;ncia de mudan&ccedil;a na avalia&ccedil;&atilde;o que as fam&iacute;lias fazem dos aspectos relacionados com a crian&ccedil;a: progressos no desenvolvimento e altera&ccedil;&otilde;es na avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida dos seus filhos; bem como: mudan&ccedil;as a n&iacute;vel das principais preocupa&ccedil;&otilde;es das fam&iacute;lias, das suas necessidades de apoio e da composi&ccedil;&atilde;o da sua rede de apoio social. Com este objectivo foram utilizados, no in&iacute;cio da interven&ccedil;&atilde;o e passado cerca de um ano, quatro instrumentos que passamos a descrever. </P >    <p>1. 	<I>Question&aacute;rio aos pais: Avalia&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a </I></P >    <p>Com este question&aacute;rio pretend&iacute;amos obter uma avalia&ccedil;&atilde;o, feita pelos pais, relativamente &agrave;s compet&ecirc;ncias da crian&ccedil;a e &agrave; sua evolu&ccedil;&atilde;o, assim como, perceber de que forma eles avaliavam a qualidade de vida dos seus filhos. </P >    <p>O question&aacute;rio &eacute; constitu&iacute;do por 4 quest&otilde;es abertas: as 3 primeiras foram retiradas do instrumento <I>The Family&rsquo;s Assessment </I>(Kjerland &amp; Kovach, 1990) e a &uacute;ltima do <I>Secondary Conditions and Quality of Life, Parent Version, </I>de Simeonsson (1998). Recorremos ao m&eacute;todo da an&aacute;lise de conte&uacute;do para a an&aacute;lise das respostas, tendo-se conclu&iacute;do que: </P >     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash; 	De um modo geral, os pais referem uma evolu&ccedil;&atilde;o positiva dos seus filhos.     <br>     &ndash; 	Em m&eacute;dia, as fam&iacute;lias consideram &ldquo;boa&rdquo; ou &ldquo;muito boa&rdquo; a qualidade de vida dos seus filhos. Avaliam positivamente tendo por base, principalmente, o bom enquadramento familiar e negativamente, sobretudo devido a dificuldades econ&oacute;micas. As respostas das fam&iacute;lias s&atilde;o bastante semelhantes nos dois momentos de avalia&ccedil;&atilde;o.     <br>   </p> </blockquote>     <p>2. 	<I>Question&aacute;rio: Preocupa&ccedil;&otilde;es da fam&iacute;lia </I></P >    <p>Utiliz&aacute;mos o question&aacute;rio <I>Preocupa&ccedil;&otilde;es da Fam&iacute;lia </I>(adaptado de <I>Secondary Conditions and Quality of Life. Parent Version</I>, de Simeonsson, 1998) para caracterizar as principais preocupa&ccedil;&otilde;es das fam&iacute;lias relativamente ao problema do seu filho e avaliar se a interven&ccedil;&atilde;o tinha reduzido essas preocupa&ccedil;&otilde;es. </P >    <p>Este question&aacute;rio &eacute; constitu&iacute;do por uma escala de registo ou de verifica&ccedil;&atilde;o de tipo Likert de 4 pontos, com 7 itens e por duas quest&otilde;es abertas. Na an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna dos dados da escala encontr&aacute;mos um valor de &alpha;=.80, tanto no primeiro momento como no segundo momento. </P >    <p>Na an&aacute;lise comparativa dos resultados da escala nos dois momentos de recolha de dados, utiliz&aacute;mos o teste <I>t </I>de diferen&ccedil;a de m&eacute;dias para amostras emparelhadas. As quest&otilde;es abertas foram analisadas recorrendo &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do. </P >    <p>Apresentamos, em seguida, as principais conclus&otilde;es encontradas: </P >     <blockquote>       <p>&ndash; 	As fam&iacute;lias sentem-se inseguras relativamente &agrave; problem&aacute;tica do seu filho e ao seu futuro, assim como com a sua pr&oacute;pria compet&ecirc;ncia para lidar com a crian&ccedil;a e saber estimul&aacute;-la. As fam&iacute;lias que avaliam de forma mais negativa a qualidade de vida dos seus filhos t&ecirc;m, tamb&eacute;m, associado determinado tipo de preocupa&ccedil;&otilde;es, nomeadamente econ&oacute;micas.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     &ndash; 	O factor econ&oacute;mico revelou-se importante, distinguindo um grupo de fam&iacute;lias que revela insatisfa&ccedil;&atilde;o com as condi&ccedil;&otilde;es de habita&ccedil;&atilde;o, condi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas e disponibilidade, em termos de tempo, para se ocupar da crian&ccedil;a.     <br>     &ndash; 	O programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce n&atilde;o parece ter introduzido qualquer modifica&ccedil;&atilde;o relativamente a estas preocupa&ccedil;&otilde;es.     <br>   </p> </blockquote>     <p>3. 	<I>Escala das fun&ccedil;&otilde;es de apoio </I></P >    <p>Utiliz&aacute;mos a <I>Escala das Fun&ccedil;&otilde;es de Apoio </I>(adaptada de <I>Support Functions Scale, </I>Dunst, Trivette, &amp; Deal, 1988) para avaliar as necessidades de apoio sentidas pelas fam&iacute;lias. &Eacute; constitu&iacute;da por uma escala de registo ou de verifica&ccedil;&atilde;o de tipo Likert de 5 pontos, com 12 itens. Na an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna dos dados da escala encontr&aacute;mos um valor de &alpha;=.82 para o primeiro momento de recolha de dados e de &alpha;=.75 para o segundo momento, o que se pode considerar aceit&aacute;vel. </P >    <p>As an&aacute;lises realizadas recorremos a estat&iacute;sticas descritivas (m&eacute;dia e desvio-padr&atilde;o) para caracterizar as necessidades de apoio das fam&iacute;lias e &agrave; estat&iacute;stica inferencial (teste t de diferen&ccedil;a de m&eacute;dias para amostras emparelhadas) a fim de avaliar se o programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce tinha reduzido essas necessidades, tendo chegado &agrave;s seguintes conclus&otilde;es: </P >     <blockquote>       <p>&ndash; 	A interven&ccedil;&atilde;o parece ter permitido estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a com o t&eacute;cnico, mas aparentemente n&atilde;o reduziu as suas necessidades de apoio, nem em rela&ccedil;&atilde;o a si pr&oacute;prias, nem em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; estimula&ccedil;&atilde;o do seu filho, nem no facilitar do acesso aos servi&ccedil;os.     <br>     &ndash; 	Aparece um grupo de fam&iacute;lias, caracterizado por referir necessidades econ&oacute;micas, com necessidades de apoio espec&iacute;ficas.     <br>     &ndash; 	A interven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o introduziu modifica&ccedil;&otilde;es significativas nas necessidades de apoio sentidas pelas fam&iacute;lias.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </p> </blockquote>     <p>4. 	<I>Escala de apoio social </I></P >    <p>A <I>Escala de Apoio Social </I>(adaptado de <I>Social Support Scale, </I>Dunst, Trivette, &amp; Deal, 1988) &eacute; complementar da anterior e destina-se a avaliar os recursos de que as fam&iacute;lias disp&otilde;em para responder &agrave;s necessidades a&iacute; focadas. A sua aplica&ccedil;&atilde;o em dois momentos permitiu avaliar se o programa tinha introduzido alguma modifica&ccedil;&atilde;o relativamente a esses recursos. </P >    <p>Esta escala, concebida como uma escala nominal, foi ajustada a uma escala de Likert de 5 pontos, a fim de tornar poss&iacute;vel um estudo quantitativo das respostas e permitir uma an&aacute;lise conjunta com a <I>Escala das Fun&ccedil;&otilde;es de Apoio</I>. Na an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna dos dados da escala, encontr&aacute;mos um valor de &alpha;=.81 para o primeiro momento de recolha de dados e de &alpha;=.70 para o segundo momento, o que se pode considerar aceit&aacute;vel. </P >    <p>O tipo de an&aacute;lises realizadas foi id&ecirc;ntico aos anteriores, estat&iacute;sticas descritivas e inferenciais. Passamos a apresentar as principais conclus&otilde;es: </P >    <p>A interven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o introduziu modifica&ccedil;&otilde;es significativas na rede social de apoio das fam&iacute;lias, designadamente junto daquelas que mais necessitavam: fam&iacute;lias com m&atilde;es com um n&iacute;vel de escolaridade baixo associado a dificuldades econ&oacute;micas. </P >    <p><I>&bull; 	</I><I>Para a avalia&ccedil;&atilde;o das ideias das m&atilde;es sobre os programas de interven&ccedil;&atilde;o e sobre os seus resultad os </I></P >    <p>Esta an&aacute;lise, complementar da anterior, fornece-nos informa&ccedil;&atilde;o, do ponto de vista das m&atilde;es, sobre a forma como decorreu o programa de interven&ccedil;&atilde;o, o seu relacionamento com os t&eacute;cnicos, os resultados obtidos e as suas expectativas futuras. S&atilde;o dados, em parte, confirmat&oacute;rios e, em parte, complementares em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; FOCAS e que nos permitem, ainda, o cruzamento com os dados referentes &agrave;s ideias dos t&eacute;cnicos, possibilitando uma triangula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o e a avalia&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a e de partilha de informa&ccedil;&atilde;o entre m&atilde;es e t&eacute;cnicos. </P >    <p><I>Gui&atilde;o de entrevista </I></P >    <p>O gui&atilde;o de entrevista semi-estruturado, foi constru&iacute;do para o efeito, com base na revis&atilde;o da literatura e na nossa experi&ecirc;ncia e conhecimento da realidade em estudo, sendo em seguida discutido com dois especialistas de IP e efectuados alguns ajustes. De acordo com esse gui&atilde;o procurava-se, principalmente, saber que resposta as m&atilde;es esperavam do PIP, quais os aspectos mais trabalhados pelos t&eacute;cnicos, aspectos considerados positivos e a modificar, a rela&ccedil;&atilde;o com o t&eacute;cnico respons&aacute;vel, as mudan&ccedil;as sentidas e satisfa&ccedil;&atilde;o com a interven&ccedil;&atilde;o, as for&ccedil;as da fam&iacute;lia, rede social de apoio, preocupa&ccedil;&otilde;es e expectativas perante o futuro. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As entrevistas, com uma dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de cerca de uma hora, foram realizadas pelo menos, um ano ap&oacute;s o in&iacute;cio do programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce. Para o seu tratamento recorreu-se &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do, tendo-se chegado &agrave;s seguintes conclus&otilde;es: </P >     <blockquote>       <p>&ndash; 	Todas as m&atilde;es se dizem satisfeitas com a interven&ccedil;&atilde;o e a maioria afirma ter um bom relacionamento com o t&eacute;cnico respons&aacute;vel.     <br>     &ndash; 	Aspectos positivos mais frequentemente salientados: os relacionados com os progressos e a interven&ccedil;&atilde;o com a crian&ccedil;a e a d&iacute;ade, nomeadamente, a passagem de etrat&eacute;gias educativas, seguida da empatia/sensibilidade dos t&eacute;cnicos e apoio e aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es da fam&iacute;lia.     <br>     &ndash; 	&Eacute; o t&eacute;cnico respons&aacute;vel quem lidera a interven&ccedil;&atilde;o, pedindo a opini&atilde;o da fam&iacute;lia.     <br>     &ndash; 	Existe uma grande sintonia entre as respostas das m&atilde;es e as dos t&eacute;cnicos sobre as principais actividades desenvolvidas durante a interven&ccedil;&atilde;o, o que aponta para a partilha de informa&ccedil;&atilde;o e para a fidelidade dos dados.     <br>   </p> </blockquote>     <p>Foi identificado um grupo consider&aacute;vel de m&atilde;es em situa&ccedil;&atilde;o de mal-estar, a merecer uma aten&ccedil;&atilde;o particular, em parte coincidente com outro, tamb&eacute;m numa situa&ccedil;&atilde;o de grande vulnerabilidade, que se sente sem apoio na resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas. Cerca de metade das m&atilde;es est&aacute; optimista perante o futuro, enquanto a outra metade se sente insegura. </P >    <p>CONCLUS&Otilde;ES E RECOMENDA&Ccedil;&Otilde;ES </P >    <p>Para uma compreens&atilde;o de conjunto dos resultados que acab&aacute;mos de expor foi utilizado como principal grelha de an&aacute;lise o <I>modelo de interven&ccedil;&atilde;o precoce de ter</I><I>ceira gera&ccedil;&atilde;o, baseado na evid&ecirc;ncia </I>(Dunst, 2000, 2005), que apresent&aacute;mos no in&iacute;cio. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, de acordo com este modelo, pensamos poder afirmar, com base nas nas an&aacute;lises realizadas, que relativamente &agrave; ICF as pr&aacute;ticas dos profissionais deste estudo de caso correspondem &agrave;s principais caracter&iacute;sticas da componente relacional das pr&aacute;ticas de ajuda centradas na fam&iacute;lia, mas t&ecirc;m ainda muitas lacunas no que diz respeito &agrave; componente participativa dessas mesmas pr&aacute;ticas. A sua pr&aacute;tica desenvolve-se, dentro de um modelo bastante tradicional assente em sess&otilde;es semanais, muitas vezes em contexto institucional, aconselhamento, apoio e passagem de estrat&eacute;gias educativas &agrave; fam&iacute;lia. </P >    <p>Assim, identific&aacute;mos como aspectos mais problem&aacute;ticos destas pr&aacute;ticas: (i) a n&iacute;vel das pr&aacute;ticas de ajuda centradas na fam&iacute;lia, o facto de n&atilde;o se verificar um envolvimento mais activo das fam&iacute;lias nas escolhas e tomada de decis&otilde;es ao longo de todo o processo de avalia&ccedil;&atilde;o/interven&ccedil;&atilde;o, a par da sua n&atilde;o integra&ccedil;&atilde;o na equipa e duma utiliza&ccedil;&atilde;o deficit&aacute;ria do PIAF, ou mesmo, da sua n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o; (ii) a n&iacute;vel das restantes dimens&otilde;es do <I>modelo de interven&ccedil;&atilde;o precoce de terceira gera&ccedil;&atilde;o, </I>salienta-se: uma utiliza&ccedil;&atilde;o insuficiente dos cen&aacute;rios de actividade di&aacute;ria das crian&ccedil;as e fam&iacute;lias, com reflexos negativos a n&iacute;vel de um aproveitamento eficaz das oportunidades de aprendizagem da crian&ccedil;a, a aus&ecirc;ncia de uma pr&aacute;tica direccionada para o fortalecimento das redes de apoio social da fam&iacute;lia, nomeadamente, das informais, bem como a n&atilde;o exist&ecirc;ncia de um trabalho no sentido do desenvolvimento de uma rede integrada de servi&ccedil;os e de recursos de IP a funcionar na comunidade, tal como a evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica recomenda e as fam&iacute;lias mostram desejar. Estas lacunas t&ecirc;m sido detectadas em v&aacute;rias investiga&ccedil;&otilde;es desenvolvidas neste &acirc;mbito (Applequist &amp; Bailey, 2000; Bairr&atilde;o &amp; Almeida, 2002; Dunst, 2000, 2006; Dunst &amp; Bruder, 2002; Dunst, Trivette, &amp; Deal, 1988; Flor, 2001; Harbin, McWilliam, &amp; Gallagher, 2000; Mendes, 2001; McWilliam, Snyder, Harbin, Porter, &amp; Munn 2000; Mota, 2000; Mott &amp; Dunst, 2006; Serrano, 2003). </P >    <p>As fam&iacute;lias e os t&eacute;cnicos referem que o PIP introduziu, principalmente, mudan&ccedil;as nas interven&ccedil;&otilde;es mais direccionadas para a crian&ccedil;a (promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento da crian&ccedil;a e aumento de compet&ecirc;ncias dos pais). Estas eram, por&eacute;m, menos vis&iacute;veis nas interven&ccedil;&otilde;es mais direccionadas para a fam&iacute;lia (mantinham-se as suas preocupa&ccedil;&otilde;es globais e necessidades de apoio). </P >    <p>Quanto &agrave; qualidade de vida da crian&ccedil;a, as m&atilde;es avaliam-na de forma positiva associada a bom ambiente familiar e negativa associada dificuldades econ&oacute;micas. Por sua vez, no conjunto das m&atilde;es, 16 (76%) referem n&atilde;o ter tempo para si pr&oacute;prias, destas 9 (43%) transmitem um sentimento de mal-estar e metade sente-se insegura perante o futuro. </P >    <p>Os profissionais, por sua vez, manifestam o desejo de melhorar a interven&ccedil;&atilde;o, mas consideram que as insufici&ecirc;ncias detectadas se devem &agrave;s caracter&iacute;sticas das fam&iacute;lias, ou seja, a raz&otilde;es que lhes s&atilde;o exteriores. Seria necess&aacute;rio um esfor&ccedil;o de reflex&atilde;o e auto-avalia&ccedil;&atilde;o destes profissionais, a par de um empenho no sentido de conseguir criar nas fam&iacute;lias o desejo de uma maior participa&ccedil;&atilde;o. Isto &eacute; tanto mais importante quanto, no que diz respeito aos efeitos positivos da interven&ccedil;&atilde;o, a componente participativa das pr&aacute;ticas de ajuda centradas na fam&iacute;lia tem um papel mais importante do que a relacional (Dunst, 2005). </P >    <p>No entanto, apesar destas lacunas, as fam&iacute;lias est&atilde;o satisfeitas com os servi&ccedil;os que receberam. Aparentemente, o que as fam&iacute;lias desejam em primeiro lugar &eacute; um trabalho direccionado para o desenvolvimento da crian&ccedil;a e esta &eacute;, tamb&eacute;m, a &aacute;rea para a qual, por norma, os profissionais est&atilde;o mais bem treinados. Estes resultados s&atilde;o coincidentes com os de v&aacute;rias outras pesquisas (Bailey, Buysse, Edmonson, &amp; Smith, 1992, Mahoney &amp; O&rsquo;Sullivan, 1990, Mahoney, O&rsquo;Sullivan, &amp; Fors, 1989, todos citados Bailey, 1994; Gallagher, 1997, Kochaneck &amp; Brady, 1995, McMilliam, Tocci, &amp; Harbin, 1998, todos citados Harbin, McWilliam &amp; Gallagher, 2000; Turnbull, Turbiville, &amp; Turnbull, 2000). Esta constata&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve, por&eacute;m, p&ocirc;r em d&uacute;vida a import&acirc;ncia de uma interven&ccedil;&atilde;o dirigida &agrave; unidade familiar no seu conjunto para a qual, ali&aacute;s, apontam os resultados desta pesquisa. </P >    <p>Numa an&aacute;lise mais fina, com base nos 2 sub-grupos identificados: um com mais recursos financeiros, com um bom ambiente familiar e uma rede de apoio familiar consistente e outro, com dificuldades econ&oacute;micas, uma rede de apoio social fr&aacute;gil associada, por vezes, a problemas sociais, car&ecirc;ncias a n&iacute;vel da habita&ccedil;&atilde;o e a uma fraca coes&atilde;o familiar, encontramos resultados diferentes, que podem ser uma pista importante, quer a n&iacute;vel da pr&aacute;tica, quer a n&iacute;vel de futuras investiga&ccedil;&otilde;es. </P >    <p>Verificou-se que a interven&ccedil;&atilde;o do PIP foi em grande parte ao encontro das necessidades do primeiro grupo. Respondeu &agrave;s necessidades espec&iacute;ficas da crian&ccedil;a, desenvolveu um bom relacionamento com a fam&iacute;lia, passando informa&ccedil;&otilde;es relativamente &agrave; problem&aacute;tica da crian&ccedil;a, proporcionando algum apoio relativamente &agrave;s d&uacute;vidas e ang&uacute;stias que esta pudesse causar, servindo de orienta&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a alguns servi&ccedil;os do exterior e passando estrat&eacute;gias educativas &agrave;s fam&iacute;lias que facilitaram e enriqueceram a sua interac&ccedil;&atilde;o com a crian&ccedil;a. </P >    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao segundo grupo, a interven&ccedil;&atilde;o foi id&ecirc;ntica, mas as caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas deste grupo fizeram sobressair as insufici&ecirc;ncias das pr&aacute;ticas. A inexist&ecirc;ncia de um trabalho direccionado para o fortalecimento das redes de apoio social das fam&iacute;lias, para a sua inclus&atilde;o na comunidade e a aus&ecirc;ncia de uma rede integrada de servi&ccedil;os e de recursos, potenciaram as fragilidades destas fam&iacute;lias, caracterizadas, precisamente, pelas dificuldades econ&oacute;micas aliadas &agrave; exclus&atilde;o ou, pelo menos, dif&iacute;cil inclus&atilde;o social, traduzida no isolamento e mal-estar transmitido por um n&uacute;mero consider&aacute;vel de m&atilde;es. Uma resposta tradicional, como &eacute; a do PIP &eacute; importante, mas n&atilde;o &eacute; suficiente para as necessidades destas crian&ccedil;as e fam&iacute;lias, que, devido &agrave; sua problem&aacute;tica complexa, exigem as respostas integradas e sist&eacute;micas que o PIP n&atilde;o conseguiu proporcionar. </P >    <p>A exist&ecirc;ncia de redes mais fr&aacute;geis no caso das fam&iacute;lias com baixo n&iacute;vel socioecon&oacute;mico e as suas necessidades financeiras, de cuidados de sa&uacute;de e de condi&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas de habita&ccedil;&atilde;o foram tamb&eacute;m evidenciadas no nosso pa&iacute;s atrav&eacute;s de um trabalho desenvolvido por Serrano (2003). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes trabalhos, v&ecirc;m chamar a aten&ccedil;&atilde;o para uma quest&atilde;o sempre presente na realidade portuguesa e que deveria ser mais seriamente considerada. Proporcionar alternativas e condi&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas a n&iacute;vel da qualidade de vida das fam&iacute;lias, principalmente daquelas com crian&ccedil;as com NEE, &eacute; essencial para que estas consigam investir adequadamente nos seus filhos, o que se ir&aacute; traduzir positivamente a n&iacute;vel do seu desenvolvimento. Como refere Farran (1990), para que se constatem resultados verdadeiramente satisfat&oacute;rios com estas popula&ccedil;&otilde;es, ser&aacute; necess&aacute;rio trabalhar numa perspectiva ecol&oacute;gica do desenvolvimento abrangendo todo o meio envolvente da crian&ccedil;a e introduzindo altera&ccedil;&otilde;es nas condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de vida das fam&iacute;lias. Enquanto os programas se focarem na mudan&ccedil;a a n&iacute;vel da crian&ccedil;a e considerarem a fam&iacute;lia como parte do problema, sendo alvo de programas de educa&ccedil;&atilde;o parental, sem que seja verdadeiramente trabalhado o seu efectivo fortalecimento dificilmente se conseguir&aacute; introduzir mudan&ccedil;a. </P >    <p>H&aacute;, portanto que intervir de forma diversificada, tendo em conta as caracter&iacute;sticas das diferentes problem&aacute;ticas, e dar uma aten&ccedil;&atilde;o especial ao caso das situa&ccedil;&otilde;es de risco ambiental e, nomeadamente, &agrave;quelas que incluem um acumulo de condi&ccedil;&otilde;es de vulnerabilidade, que colocam desafios muito particulares aos quais a maioria dos profissionais n&atilde;o est&aacute; preparada para responder. </P >    <p>Esta &eacute; uma das principais &aacute;reas que esta pesquisa nos permite identificar como necessitando de ser melhoradas e que se prende directamente quer com a elegibilidade e os procedimentos para a definir, quer com a forma&ccedil;&atilde;o e supervis&atilde;o dos profissionais. </P >    <p>Poder-se-ia apontar para uma diversifica&ccedil;&atilde;o das respostas considerando que as crian&ccedil;as com atraso de desenvolvimento ou defici&ecirc;ncias identificadas, sem outros factores de risco associados, poderiam beneficiar com uma interven&ccedil;&atilde;o mais dirigida para a sua problem&aacute;tica espec&iacute;fica e para a passagem de estrat&eacute;gia educativas aos prestadores de cuidados; as crian&ccedil;as com atraso de desenvolvimento ou defici&ecirc;ncias identificadas com factores de risco ambiental associados exigiriam uma interven&ccedil;&atilde;o sist&eacute;mica; enquanto que para as crian&ccedil;as sem altera&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento, mas com factores de risco em n&uacute;mero inferior a quatro (considerado por Benn (1993) o ponto charneira para um aumento substancial do efeito do risco, aumentando em 10 vezes a probabilidade de surgir um atraso de desenvolvimento), poderia ser suficiente a inclus&atilde;o em creche ou jardim-de-inf&acirc;ncia de alta qualidade, a par de um apoio sistem&aacute;tico &agrave; fam&iacute;lia. </P >    <p>As lacunas encontradas nas pr&aacute;ticas destes t&eacute;cnicos apontam igualmente para o indispens&aacute;vel investimento na forma&ccedil;&atilde;o, tanto mais que neste caso se tratava de profissionais com vasta experi&ecirc;ncia e, j&aacute; com bastante forma&ccedil;&atilde;o. Esta, dever&aacute; ter uma componente pr&aacute;tica importante e incidir, nomeadamente, no trabalho com a fam&iacute;lia, principalmente em casos com risco ambiental associado, no desenvolvimento do PIAF, na interven&ccedil;&atilde;o em ambientes naturais e dirigida aos prestadores de cuidados e no trabalho em rede com servi&ccedil;os e recursos da comunidade. </P >    <p>A supervis&atilde;o das equipas, enquanto processo de forma&ccedil;&atilde;o continuado, dever&aacute; tamb&eacute;m constituir um instrumento essencial para garantir a qualidade das pr&aacute;ticas. Por&eacute;m, h&aacute; que distinguir entre os pap&eacute;is da coordena&ccedil;&atilde;o e da supervis&atilde;o. Estes aparecem por vezes sobrepostos, com os equ&iacute;vocos e perigos da&iacute; decorrentes, tais como a frequente confus&atilde;o entre coordena&ccedil;&atilde;o e supervis&atilde;o, ou a sua efectiva&ccedil;&atilde;o por algu&eacute;m com quem existe, para todos os efeitos, uma rela&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica e que est&aacute; demasiado envolvido nas situa&ccedil;&otilde;es e na pr&oacute;pria din&acirc;mica da equipa (Almeida, 2010). </P >    <p>Como referimos anteriormente opt&aacute;mos por recorrer neste estudo a m&eacute;todos mistos, tal como recomendam Shonkoff e Phillips (2000) para estudos desta natureza. Com esta op&ccedil;&atilde;o tivemos eventualmente ganhos em termos de uma compreens&atilde;o mais aprofundada do nosso objecto de investiga&ccedil;&atilde;o, de uma forma descritiva e processual, mas em contrapartida n&atilde;o se tornou poss&iacute;vel generalizar com base nos resultados obtidos. Assim, pensamos que uma sugest&atilde;o interessante relativa a futuras investiga&ccedil;&otilde;es seria o retomar de algumas quest&otilde;es levantadas por esta pesquisa, recorrendo a amostras representativas que permitissem a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados. Importantes seriam, tamb&eacute;m, investiga&ccedil;&otilde;es incidindo sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o do PIAF, estudos que permitissem identificar quer indicadores objectivos das dimens&otilde;es &ldquo;envolvimento activo&rdquo;, &ldquo;poder de decis&atilde;o&rdquo; das fam&iacute;lias e &ldquo;passagem de estrat&eacute;gias&rdquo; dos profissionais, quer as principais dificuldades com que os estes se deparam em fun&ccedil;&atilde;o das problem&aacute;ticas espec&iacute;ficas, assim como estudos comparativos incidindo na implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias espec&iacute;ficas com fam&iacute;lias de risco ambiental. </P >    <p>Finalmente e de acordo com recomenda&ccedil;&otilde;es internacionais (Odom, Brantlinger, Gerastes, Horner, Thompson, &amp; Harris, 2005; Shonkoff &amp; Phillips, 2000), fica uma chamada de aten&ccedil;&atilde;o para a import&acirc;ncia do desenvolvimento de uma investiga&ccedil;&atilde;o com forte liga&ccedil;&atilde;o ao terreno, sempre com a preocupa&ccedil;&atilde;o da implementa&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas baseadas em evid&ecirc;ncias. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Almeida, I. C. (2009). <I>Estudos sobre a interven&ccedil;&atilde;o precoce em Portugal: Ideias dos especialistas, dos profissionais e das fam&iacute;lias</I>. Lisboa: Instituto Nacional para a Reabilita&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201100010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Almeida, I. C. (2010). O modelo de interven&ccedil;&atilde;o centrado na fam&iacute;lia: Da teoria &agrave; pr&aacute;tica. <I>Revista Diversidades, ano 7</I>(27), 12-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201100010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Applequist, K. L., &amp; Bailey, D. B. (2000). Navajo caregivers&rsquo; perceptions of early intervention services. <I>Journal of Early Intervention, 23</I>(1), 47-61. </P >    <!-- ref --><p>Bailey Jr., D. B. (1994). Working with families of children with special needs. In M. Wolery &amp; J. S. Wilbers (Eds.), <I>Including children with special needs in early intervention programs. </I>Washington: NAEYC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201100010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Bailey Jr., D. B., &amp; McWilliam R. A. (s/d). <I>Family Orientation of Community and Agency Services &ndash; FOCAS. </I>Frank Porter Graham Child Development Center, University of North Carolina at Chapel Hill. </P >    <p>Bailey Jr., D. B., &amp; McWilliam R. A. (s/d). <I>Family Version of the Family Orientation of Community and Agency Services &ndash; FOCAS</I>. Frank Porter Graham Child Development Center, University of North Carolina at Chapel Hill. </P >    <!-- ref --><p>Bailey Jr., D. B., McWilliam, R. A., Darkes, L. A., Hebbeler, K., Simeonsson, R., Spiker, D., &amp; Wagner, M. (1998). Family outcomes in early intervention: A framework for program evaluation and efficacy research. <I>Excepcional Children, 64</I>(3), 313-328.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-8231201100010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bairr&atilde;o, J., &amp; Almeida, I. C. (2002). <I>Contributos para o estudo das pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o precoce em Portugal. </I>Lisboa: Departamento da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica, NOEEE, Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-8231201100010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Benn, R. (1993). Conceptualizing eligibility for early intervention services. In D. Bryant &amp; M. Graham (Eds.), <I>Implementing early intervention &ndash; From research to effective practice. </I>New York: The Guilford Press. </P >    <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1995). The bioecological model from a life course perspective: Reflections of a participant observer. In P. Moen, G. H. Elder, Jr., &amp; L&uuml;scher (Eds.) <I>Examining lives in context. Perspectives of the ecology of human development. </I>Washington, D. C.: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-8231201100010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U., &amp; Morris, P. A. (1998). The ecology of developmental processes. In W. Damon &amp; R. M. Lerner (Eds<I>.</I>). <I>Handbook of child psychology </I>(5th ed.). Vol. 1: <I>Theoretical models of human development. </I>New York: John Wileys and Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-8231201100010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dunst, C. J. (1985). Rethinking Early Intervention. <I>Analysis and Intervention in Developmental Disabilities, 5</I>, 165-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-8231201100010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dunst, C. J. (2000). Revisiting &ldquo;Rethinking early intervention&rdquo;. <I>Topics in Early Childhood Special Education, 20</I>(2), 95-104. </P >    <!-- ref --><p>Dunst, C. J. (2005). Framework for practicing evidence-based early childhood intervention and family support. <I>CASEinPoint. </I>Retirado em 20/02/07 de <a href="http://fipp.org/caseinpoint/caseinpoint_vol1_no1.pdf" target="_blank">http://fipp.org/caseinpoint/caseinpoint_vol1_no1.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0870-8231201100010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dunst, C. J. (2006). Parent-mediated everyday child learning opportunities: I. Foundations and operationalization. <I>CASEinPoint. </I>Retirado em 20/02/07 de <a href="http://fipp.org/caseinpoint/caseinpoint_vol2_no2.pdf" target="_blank">http://fipp.org/caseinpoint/caseinpoint_vol2_no2.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0870-8231201100010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dunst, C. J., &amp; Bruder, M. B. (2002). Values outcomes of service coordination, early intervention and natural environments. <I>Council for Exceptional Children, 68</I>(3), 361-375.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0870-8231201100010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Dunst, C. J., Trivette, C. M., &amp; Deal, A. G. (1988). <I>Enabling and empowering families &ndash; Principles and guidelines for practice</I>. Cambridge: Brookline Books. </P >     <!-- ref --><p>Farran, D. C. (1990). Effects of intervention with disadvantaged and disabled children: A decada review. In S. J. Meisels &amp; J. P. Shonkoff (Eds.), <I>Handbook of early intervention </I>(pp. 361-386). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0870-8231201100010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Flor, M. (2001). <I>Avaliar para melhor intervir: o caso de tr&ecirc;s programas de interven&ccedil;&atilde;o precoce. </I>Monografia de Licenciatura. Lisboa: Instituto Superior de Psicologia Aplicada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S0870-8231201100010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Harbin, G. L., McWilliam, R. A., &amp; Gallagher, J. J. (2000). Services for young children with disabilities and their families in S. J. Meisels &amp; J. P Shonkoff (Eds.), <I>Handbook of early intervention </I>(pp. 387-415). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S0870-8231201100010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Huntington, G., Simeonsson, R., Sturtz, J., &amp; Zipper; I. (1995). <I>Family Expectations for Intervention Services. </I>Frank Porter Graham Child Development Center, University of North Carolina at Chapel Hill. NC 275998180.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S0870-8231201100010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kjerland, L., &amp; Kovach, J. (1990). Family-staff collaboration for tailored infant assessment. In E. Gibbs &amp; D. Teti (Eds.), <I>Interdisciplinary assessment of infants </I>(pp. 287-298). Baltimore, MD: Paul H. Brookes Publishing Co.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S0870-8231201100010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lerner, R. M. (2002). <I>Concepts and theories of human development </I>(3rd ed.). Mahwah, New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates, Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S0870-8231201100010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>McWilliam, R. A., Snyder, P., Harbin, G. L., Porter, P., &amp; Munn, D. (2000). Professionals&rsquo; and families&rsquo; perceptions of family-centered practices in infant-toddler services. <I>Early Education &amp; Development, 11</I>(4), 519-538. </P >    <!-- ref --><p>Mendes, M. A. (2001). <I>Avalia&ccedil;&atilde;o de programas de interven&ccedil;&atilde;o precoce</I>. Monografia de Licenciatura. Lisboa: Instituto Superior de Psicologia Aplicada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000222&pid=S0870-8231201100010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Miles, M. B., &amp; Hubermann, A. M. (1994). <I>An expanded sourcebook &ndash; Qualitative data analysis </I>(2nd ed.). Thousand Oaks: Sage Publications. </P >    <!-- ref --><p>Mota, M. C. (2000). <I>Subs&iacute;dios para o estudo das pr&aacute;ticas em interven&ccedil;&atilde;o precoce. </I>Tese de Mestrado apresentada na Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S0870-8231201100010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mott, D. W., &amp; Dunst, C. J. (2006). Influences of resource-based intervention practices on parent and child outcomes. <I>CASEinPoint. </I>Retirado em 18-02-07 de <a href="http://fipp.org/caseinpoint/caseinpoint_vol2_no6.pdf" target="_blank">http://fipp.org/caseinpoint/caseinpoint_vol2_no6.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000227&pid=S0870-8231201100010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Odom, S. L, Brantlinger, E., Gersten, R., Horner, R. H., Thompson, B., &amp; Harris, K. R. (2005). Research in special education: Scientific methods and evidence-basd practices. <I>Exceptional Children, 71</I>(2), 137-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000229&pid=S0870-8231201100010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pimentel, J. (2005). <I>Interven&ccedil;&atilde;o focada na fam&iacute;lia: Desejo ou realidade</I>. Lisboa: Secretariado Nacional para a Reabilita&ccedil;&atilde;o e Integra&ccedil;&atilde;o das Pessoas com Defici&ecirc;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000231&pid=S0870-8231201100010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sameroff, A. J. (1995). General systems theories and developmental psychopathology. In D. Cicchetti &amp; D. J. Cohen (Eds.), <I>Developmental psychopathology</I>. Vol. 1: <I>Theory and methods </I>(pp. 659-695). New York: John Wiley and Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000233&pid=S0870-8231201100010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sameroff, A. J., &amp; Fiese, B. H. (1990). Transactional regulation and early intervention. In S. J. Meisels &amp; J. P. Shonkoff (Eds.), <I>Handbook of early childhood intervention</I>. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000235&pid=S0870-8231201100010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sameroff, A. J., &amp; Fiese, B. H. (2000). Transactional regulation: The development ecology of early intervention. In J. P. Shonkoff &amp; J. Meisels (Eds.), <I>Handbook of early childhood intervention </I>(2nd ed., pp. 135-159). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000237&pid=S0870-8231201100010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Serrano, A. M. (2003) <I>Formal and informal resources among families with children with special needs in the District of Braga, Portugal</I>. Tese de Doutoramento apresentada no Instituto de Estudos da Crian&ccedil;a da Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000239&pid=S0870-8231201100010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Shonkoff, J. P., &amp; Phillips, D. A. (2000). <I>From neurons to neighbourhoods: The science of early childhood development. </I>Washington: National Academy Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000241&pid=S0870-8231201100010000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P   >Simeonsson, R. (1998). <I>Secondary Conditions and Quality of Life (Parent Version)</I>. Frank Porter Graham Child Development Center, University of North Carolina at Chapel Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000243&pid=S0870-8231201100010000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Simeonsson, R., &amp; Bailey, D. (1987). <I>F.A.M.I.L.I.E.S Index</I>. Frank Porter Graham Child Development Center, University of North Carolina at Chapel Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000245&pid=S0870-8231201100010000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Stake, R. E. (1994). Case studies. In N. K. Denzin &amp; Y. S. Lincoln (Eds.), <I>Handbook of qualitative research </I>(pp. 236-247). Thousand Oaks: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000247&pid=S0870-8231201100010000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Turnbull, A. P., &amp; Turnbull, H. R. (1996). <I>Families, professionals, and exceptionality: A special partnership</I>. Columbus: Merrill Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000249&pid=S0870-8231201100010000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Turnbull, A. P., Turbiville, V., &amp; Turnbull, H. R. (2000). Evolution of family-professional partnerships: Collective empowerment as the model for the early twenty-first century. In J. P. Shonkoff &amp; J. Meisels (Eds.), <I>Handbook of early intervention </I>(2nd ed., pp. 630-650). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000251&pid=S0870-8231201100010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >Wachs, T. D. (2000). Necessary but not sufficient &ndash; The respective roles of single and multiple influences on individual development. Washington, DC: American Psychological Association. </P >    <!-- ref --><P   >Wilson, L. L., &amp; Dunst, C. J. (2005). Checklist for assessing adherence to family-centered practices. <I>CASEtools</I>. Retirado em 28/11/06 de <a href="http://www.fippcase.org/casetools/casetools_vol1_no1.pdf" target="_blank">http://www.fippcase.org/casetools/casetools_vol1_no1.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000254&pid=S0870-8231201100010000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   ><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <P   >A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Isabel Pires de Almeida, Instituto Superior de Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncias, Alameda das Linhas de Torres, 179, 1750-142 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:isabel.almeida@isec.universitas.pt">isabel.almeida@isec.universitas.pt</a> </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   >NOTAS</P >     <P   ><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup>Tipo de estudo de caso em que o caso estudado tem um interesse secund&aacute;rio, funciona como um facilitador, para permitir a melhor compreens&atilde;o de uma quest&atilde;o que nos interessa particularmente ou o aperfei&ccedil;oamento de uma teoria. O objectivo n&atilde;o &eacute; o de generalizar estes resultados a popula&ccedil;&otilde;es ou universos, mas compreender os processos que lhes est&atilde;o subjacentes. </P >     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup>Devido ao grande n&uacute;mero de instrumentos usados, e para tornar a leitura mais fluente, limitam-nos a referi-los no ponto seguinte, fazendo uma breve descri&ccedil;&atilde;o destes na apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> Nestas an&aacute;lises os dados foram sujeitos a sucessivas recodifica&ccedil;&otilde;es at&eacute; se atingir um &iacute;ndice de concord&acirc;ncia intercodifica&ccedil;&otilde;es superior a 90% (Miles &amp; Huberman, 1994). </P >      ]]></body><back>
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