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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Redes de apoio social em famílias multiculturais, acompanhadas no âmbito da intervenção precoce: Um estudo exploratório]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Research in early intervention has shown that social support network is crucial in supporting families of young children at risk or with disabilities, having positive effects on the functioning of individuals, families and in child behavior and development. Families of ethnic minorities, including immigrants may experience adverse conditions due to moving away from their informal network socio-cultural difficulties resulting from the immigration process. In Portugal, we have witnessed a large influx of immigrants which makes our reality a multicultural one and explains why many of the children and families followed in IP programs have different cultural and ethnic backgrounds. Considering the lack of research about this subject we conducted an exploratory research study with 42 mothers (28 Portuguese and 14 PALOP - African countries with Portuguese language) living in Loures and enrolled in Early Intervention Programs. Results show that these mothers generally perceive the formal networks of support as more available and useful. In addiction the informal support networks are significantly less useful for PALOPs mother&#8217;s in comparison to Portuguese mothers. Early intervention may therefore play a crucial role in supporting this type of families by helping them restructuring and developing their social support network in the new socio-cultural context.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Apoio social]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Redes de apoio social em fam&iacute;lias multiculturais, acompanhadas no &acirc;mbito da interven&ccedil;&atilde;o precoce: Um estudo explorat&oacute;rio<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> </B></P >     <p><b>Maria Teresa Brand&atilde;o*; F&aacute;tima Pereira Craveirinha** </b></P >     <p>*Professora Auxiliar, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade T&eacute;cnica de Lisboa;</P >     <p> **Mestre em Educa&ccedil;&atilde;o Especial pela FMH-UTL, Educadora Especializada no Agrupamento de Escolas da Bobadela </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o em IP tem mostrado que a rede social &eacute; fundamental no apoio &agrave;s fam&iacute;lias de crian&ccedil;as em idades baixas com problemas de desenvolvimento, tendo efeitos positivos no funcionamento pessoal, familiar, bem como no comportamento e desenvolvimento da crian&ccedil;a. As fam&iacute;lias inclu&iacute;das em minorias &eacute;tnicas, nomeadamente imigrantes podem experimentar condi&ccedil;&otilde;es particularmente adversas, devido ao afastamento dos elementos da sua rede informal e dificuldades de ordem socio </B>cultural. Em Portugal, temos assistido a uma grande entrada de imigrantes o que torna a nossa realidade multicultural e faz com que muitas das crian&ccedil;as e fam&iacute;lias acompanhadas em programas de IP tenham origens culturais e &eacute;tnicas diversas, tema muito pouco estudado. Realizamos um estudo explorat&oacute;rio com 42 m&atilde;es (28 portuguesas e 14 dos PALOP) residentes no Concelho de Loures e apoiadas em Programas de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce locais, tendo verificado que globalmente estas m&atilde;es percepcionam as redes de apoio formal como mais dispon&iacute;veis e &uacute;teis. As redes de apoio informal s&atilde;o significativa mente menos &uacute;teis para as m&atilde;es dos PALOP do que para as m&atilde;es portuguesas. A interven&ccedil;&atilde;o precoce poder&aacute; pois desempenhar um papel crucial no apoio a este tipo de fam&iacute;lias colaborando na reestrutura&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento da sua rede de apoio social no novo contexto sociocultural. </P >     <p><B>Palavras-chave: </B>Apoio social, Diversidade cultural, PALOPs, Fam&iacute;lias de crian&ccedil;as com NEE, Redes formais e informais. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>Research in early intervention has shown that social support network is crucial in supporting families of young children at risk or with disabilities, having positive effects on the functioning of individuals, families and in child behavior and development. Families of ethnic minorities, including immigrants may experience adverse conditions due to moving away from their informal network socio-cultural difficulties resulting from the immigration process. In Portugal, we have witnessed a large influx of immigrants which makes our reality a multicultural one and explains why many of the children and families followed in IP programs have different cultural and ethnic backgrounds. Considering the lack of research about this subject we conducted an exploratory research study with 42 mothers (28 Portuguese and 14 PALOP &ndash; African countries with Portuguese language) living in Loures and enrolled in Early Intervention Programs. Results show that these mothers generally perceive the formal networks of support as more available and useful. In addiction the informal support networks are significantly less useful for PALOPs mother&rsquo;s in comparison to Portuguese mothers. Early intervention may therefore play a crucial role in supporting this type of families by helping them restructuring and developing their social support network in the new socio-cultural context. </P >     <p><b>Key-words: </b>Cultural diversity, Families of children with special needs, Informal and formal support networks, PALOPs, Social support. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >    <p>Numa sociedade, como a nossa, que valoriza primordialmente a independ&ecirc;ncia e auto-sufici&ecirc;ncia, nem sempre &eacute; f&aacute;cil  obter ajuda em fases cr&iacute;ticas da vida, particularmente quando se &eacute; progenitor de crian&ccedil;as em idades precoces.  A import&acirc;ncia do apoio social tem sido fen&oacute;meno largamente estudado, nos &uacute;ltimos anos (Cochran &amp; Niego, 1995; Serrano,  2003), sendo un&acirc;nime o consenso sobre o impacto positivo no desenvolvimento humano em qualquer fase do seu ciclo de vida e particularmente no suporte ao desempenho da fun&ccedil;&atilde;o parental, particularmente em crian&ccedil;as em risco ou com problemas de desenvolvimento. O apoio fornecido pela rede social &eacute; visto, actualmente, como um factor importante para o bem-estar f&iacute;sico e mental dos indiv&iacute;duos (Bailey et al., 2006; Trivette &amp; Dunst, 2005) e tem sido alvo de aten&ccedil;&atilde;o dos profissionais de diversas &aacute;reas, entre as quais se inclui a Interven&ccedil;&atilde;o Precoce (IP). </P >     <p>Os conceitos de apoio social e redes de apoio social s&atilde;o importantes na nossa compreens&atilde;o sobre os indiv&iacute;duos, as fam&iacute;lias e as comunidades, porque, como refere Serrano (2003), permitem-nos conhecer mais sobre o dia-a-dia das pessoas nas comunidades e tamb&eacute;m porque sugerem formas alternativas de apoio, colocando uma &ecirc;nfase menor nos tratamentos ou interven&ccedil;&otilde;es formais e maior nos acontecimentos que ocorrem naturalmente no contexto das rela&ccedil;&otilde;es de apoio, os quais n&atilde;o s&atilde;o do foro profissional. Em 1985, Dunst destaca claramente o conceito de apoio social, ao definir a Interven&ccedil;&atilde;o Precoce como: &ldquo;a presta&ccedil;&atilde;o de apoio &agrave;s fam&iacute;lias de crian&ccedil;as de idades baixas por membros das redes de apoio formal e informal, as quais t&ecirc;m impacto directo e indirecto sobre os pais, a fam&iacute;lia e o funcionamento da crian&ccedil;a&rdquo; (Dunst, 2000, p. 95). </P >    <p>Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, diversas investiga&ccedil;&otilde;es (e.g., Dunst, 1999; Dunst, Trivette, &amp; Jodry, 1997), vieram confirmar que as pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o precoce t&ecirc;m mais probabilidades de sucesso quando v&atilde;o ao encontro das necessidades das crian&ccedil;as e das fam&iacute;lias, definidas em termos de recursos e apoio necess&aacute;rios, de forma a conseguir melhorar o funcionamento familiar. Assim, providenciar e mobilizar recursos e apoios dever&aacute; ser uma das preocupa&ccedil;&otilde;es fundamentais dos programas actuais de interven&ccedil;&atilde;o precoce centrados na fam&iacute;lia, para que os seus efeitos sejam, de facto, eficazes e duradouros. </P >    <p>APOIO SOCIAL E RECURSOS </P >    <p>Dunst, em 2000, actualizando a defini&ccedil;&atilde;o de IP que tinha sugerido em 1985, prop&otilde;e ligeiras altera&ccedil;&otilde;es &agrave; mesma ao dizer que a Interven&ccedil;&atilde;o Precoce consiste no fornecimento de apoio e recursos &agrave;s fam&iacute;lias de crian&ccedil;as e idades baixas, por parte dos membros da rede de apoio social informal e formal, que influenciam de modo directo e indirecto, a crian&ccedil;a, os pais e o funcionamento da fam&iacute;lia, ampliando assim o leque de suportes de que as fam&iacute;lias necessitam. Esta modifica&ccedil;&atilde;o decorre da adop&ccedil;&atilde;o dum modelo ecol&oacute;gico de interven&ccedil;&atilde;o baseada-nos-recursos (Trivette, Dunst, &amp; Deal, 1997) que concebem a IP n&atilde;o s&oacute; como uma forma de proporcionar servi&ccedil;os prestados por profissionais, mas tamb&eacute;m como forma de ajudar a mobilizar os variados tipos de apoios e recursos existentes na comunidade, com o objectivo de irem ao encontro das necessidades espec&iacute;ficas da crian&ccedil;a e da fam&iacute;lia, incluindo, assim, uma s&eacute;rie de experi&ecirc;ncias e oportunidades de apoio, n&atilde;o limitadas &agrave;quelas que os programas de interven&ccedil;&atilde;o precoce e os profissionais poder&atilde;o ter para oferecer. Ao falarem de recursos, Trivette et al. (1997), referem-se ao amplo leque que enquadra os poss&iacute;veis tipos de ajuda ou apoio comunit&aacute;rio (e.g., informa&ccedil;&atilde;o, experi&ecirc;ncias, oportunidades, etc.) que podem ser mobilizados e utilizados para dar resposta &agrave;s necessidades dos indiv&iacute;duos ou dos grupos. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para Dunst, Trivette e Deal (1988, in Dunst et al., 1997, p. 501), &ldquo;o apoio social inclui a ajuda e a assist&ecirc;ncia de car&aacute;cter emocional, psicol&oacute;gico, associativo, informativo, instrumental ou material, prestada pelos membros das redes de apoio social, que influenciam, de forma positiva, o receptor de tal ajuda&rdquo;, promovendo a sua sa&uacute;de e bem-estar, tal como a sua adapta&ccedil;&atilde;o aos acontecimentos da vida e o seu desenvolvimento Esse apoio pode ser providenciado por indiv&iacute;duos ou por unidades sociais (fam&iacute;lia, por exemplo) em resposta a necessidades de ajuda e assist&ecirc;ncia (Dunst &amp; Trivette, 1992). As rela&ccedil;&otilde;es que fornecem o apoio podem operar atrav&eacute;s de v&aacute;rios n&iacute;veis do contexto ecol&oacute;gico onde se incluem as rela&ccedil;&otilde;es pr&oacute;ximas e &iacute;ntimas, rela&ccedil;&otilde;es de amizade, liga&ccedil;&otilde;es com a fam&iacute;lia alargada e contactos formais ou informais na comunidade (Crnic &amp; Stormshak, 1997). Dunst, Trivette e Deal (1988), a partir de uma an&aacute;lise dos estudos realizados pelos pr&oacute;prios e outros autores salientam que o apoio social e os recursos ao n&iacute;vel extra-familiar s&atilde;o considerados as maiores fontes de ajuda e assist&ecirc;ncia necess&aacute;ria para a fam&iacute;lia ir ao encontro das suas necessidades e das necessidades individuais dos seus elementos. O apoio social &eacute; pois um constructo de natureza multidimensional, que interage de forma complexa com outros factores, tanto intrapessoais como interpessoais e que se reflecte no comportamento (Dunst &amp; Trivette, 1992; Saranson, Pierce, &amp; Saranson, 1990, in Dunst et al., 1997). </P >     <p>Diversos estudos no dom&iacute;nio do apoio social t&ecirc;m procurado conhecer as componentes e as dimens&otilde;es deste constructo, as rela&ccedil;&otilde;es entre os seus componentes e saber at&eacute; que ponto diferentes aspectos do apoio social podem relacionar-se com as altera&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel do funcionamento familiar e individual (Dunst &amp; Trivette, 1992). Dunst et al. (1988) sugerem que o <I>apoio social </I>pode ser observado segundo cinco componentes que incluem dimens&otilde;es distintas que se interrelacionam: </P >     <blockquote>       <p>&ndash; 	Apoio relacional &ndash; quantidade das rela&ccedil;&otilde;es sociais existentes.     <br>     &ndash; 	Apoio estrutural &ndash; caracter&iacute;sticas das redes sociais de apoio (densidade, estabilidade, consist&ecirc;ncia, frequ&ecirc;ncia de contactos, e reciprocidade nas rela&ccedil;&otilde;es). <br >     &ndash; 	Apoio funcional &ndash; fonte, tipo (material, instrumental, emocional, etc.), quantidade e qualidade do apoio prestado.     <br>     &ndash; 	Apoio constitucional &ndash; conjunto das necessidades sentidas, recursos dispon&iacute;veis e congru&ecirc;ncia entre uns e outros. <br >     &ndash; 	Satisfa&ccedil;&atilde;o com o apoio &ndash; medida em que o apoio &eacute; percepcionado como &uacute;til e satisfat&oacute;rio. </p> </blockquote>     <p>A divis&atilde;o do &ldquo;apoio social&rdquo; em componentes e a subdivis&atilde;o destas em dimens&otilde;es veio facilitar a tarefa dos investigadores que pretendiam avaliar este constructo, permitindo-lhes ir para al&eacute;m da avalia&ccedil;&atilde;o do apoio social de forma global e focar aspectos particulares bem como os seus efeitos espec&iacute;ficos em determinados indiv&iacute;duos (Brand&atilde;o Coutinho, 1999). </P >    <p>APOIO SOCIAL, PARENTALIDADE E DESENVOLVIMENTO DA CRIAN&Ccedil;A </P >    <p>Armstrong, Birnie-Lefcovitch e Ungar (2005) bem como Cochran e Niego (1995), entre muitos outros autores, sugerem que o apoio social tem efeitos positivos na fun&ccedil;&atilde;o parental e consequentemente, na promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento da crian&ccedil;a. Parece actuar de dois modos diferenciados, tendo impacto directo nos adultos cuidadores da crian&ccedil;a, ao modificar as suas cren&ccedil;as, atitudes, conhecimentos ou comportamentos e indirecto nas crian&ccedil;as ou, podendo actuar directamente na crian&ccedil;a atrav&eacute;s dos contactos desta com os membros da rede social dos pais ou cuidadores (Cochran &amp; Niego, 1995). </P >     <p>Armstrong et al. (2005) e Beckman, Robinson, Rosenberg e Filer (1994), entre outros, referem o apoio social como um mecanismo protector que, apesar de n&atilde;o eliminar, tem a capacidade de filtrar ou amorter o impacto de factores de risco afectando assim, positivamente, o bem-estar familiar, a qualidade da fun&ccedil;&atilde;o parental e a resili&ecirc;ncia das crian&ccedil;as em diversas conjunturas de vida. Se a fam&iacute;lia constitui o principal contexto de desenvolvimento da crian&ccedil;a, a influ&ecirc;ncia do apoio social que ela recebe vai reflectir-se, directa e indirectamente, na crian&ccedil;a (Crnic &amp; Stormshak, 1997), o que &eacute; bem explicado atrav&eacute;s da teoria do sistema social, conforme o modelo de Dunst et al. (1988), segundo a qual o apoio social influencia directamente a sa&uacute;de e o bem-estar dos pais, o que se repercute no funcionamento familiar, que por sua vez vai influenciar o estilo de interac&ccedil;&otilde;es que se estabelecem entre os pais e a crian&ccedil;a. Em s&iacute;ntese, o desenvolvimento e comportamento da crian&ccedil;a podem ser influenciados n&atilde;o s&oacute; de forma directa, mas tamb&eacute;m indirectamente pelo apoio social prestado &agrave; fam&iacute;lia (Dunst &amp; Trivette, 1992). Como refere Bronfenbrenner (1979) o desenvolvimento da crian&ccedil;a &eacute; afectado por acontecimentos em contextos em que ela nem sequer est&aacute; presente. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>V&aacute;rias investiga&ccedil;&otilde;es vieram comprovar os benef&iacute;cios que o apoio social e os recursos extra-familiares podem ter n&atilde;o s&oacute; na redu&ccedil;&atilde;o do stresse dos familiares das crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia, como estrat&eacute;ga de &ldquo;coping&rdquo; (Seligman &amp; Darling, 2007) mas a muitos outros n&iacute;veis, como vimos em cima. Num estudo em que participaram 45 m&atilde;es, Dunst et al. (1988) salientam a rela&ccedil;&atilde;o entre a adequa&ccedil;&atilde;o dos recursos e a sa&uacute;de e o bem-estar da m&atilde;e, com a consequente maior disponibilidade desta para aderir ao programa de interven&ccedil;&atilde;o com a crian&ccedil;a e a manifesta&ccedil;&atilde;o de comportamentos e atitudes mais positivas. As m&atilde;es com um adequado nivel de apoio social parecem ter maior capacidade para iniciar a interac&ccedil;&atilde;o com a crian&ccedil;a e para responder &agrave;s suas solicita&ccedil;&otilde;es (Dunst &amp; Trivette 1986, in Crockenberg, 1988). Dunst et al. (1997) referem que quanto maior &eacute; a rede social mais possibilidades haver&aacute; de uma adapta&ccedil;&atilde;o com sucesso, por parte dos pais, sendo que esta vari&aacute;vel &eacute; particularmente importante para as m&atilde;es, n&atilde;o parecendo ter o mesmo efeito nos pais. Crnic e Stormshak (1997) apontam um outro estudo de Melson, Ladd e Hsu (1993) que encontrou evid&ecirc;ncias positivas dos efeitos, directos e indirectos do apoio da rede social materna, no funcionamento cognitivo e social da crian&ccedil;a, parecendo ser o primeiro influenciado directamente pela dimens&atilde;o e qualidade dessa rede de apoio social. Como salientam Seligman e Darling (2007), os recursos e as redes de apoio social de que a fam&iacute;lia de uma crian&ccedil;a com defici&ecirc;ncia disp&otilde;e, s&atilde;o factores determinantes para a melhoria da qualidade de vida dessas crian&ccedil;as e suas fam&iacute;lias. </P >    <p>REDES DE APOIO SOCIAL </P >    <p>Cobb (1976), define a rede social pessoal como um conjunto de indiv&iacute;duos que providenciam informa&ccedil;&atilde;o e levam o sujeito a sentir-se amado, considerado e a sentir que algu&eacute;m se preocupa com ele. S&atilde;o, segundo Cochran e Niego (1995) as pessoas que fazem a diferen&ccedil;a, na vida dum indiv&iacute;duo. Dunst et al. (1988) distinguem dois tipos de apoio social ou redes de apoio: </P >     <blockquote>       <p>&ndash; 	A rede informal de apoio que inclui os familiares, os amigos, os vizinhos, os colegas e os grupos sociais (e.g., associa&ccedil;&otilde;es religiosas, clubes, etc.). <br >     &ndash; 	A rede formal de apoio que engloba os profissionais (e.g., m&eacute;dicos, educadores, assistentes sociais, etc.) e institui&ccedil;&otilde;es (hospitais, servi&ccedil;os e programas de interven&ccedil;&atilde;o precoce, seguran&ccedil;a social, etc.) que est&atilde;o organizadas formalmente para prestar assist&ecirc;ncia a quem dela necessita. </p> </blockquote>     <p>As fontes inclu&iacute;das nestes dois tipos de redes podem providenciar diversos tipos de apoio, indo ao encontro das necessidades sentidas pela fam&iacute;lia da crian&ccedil;a com defici&ecirc;ncia. Kazak e Marvin (1984) analisaram a rede de apoio social de fam&iacute;lias de crian&ccedil;as com sp&iacute;na b&iacute;fida, segundo tr&ecirc;s componentes: dimens&atilde;o, densidade e fronteiras, conclu&iacute;ndo que as suas redes sociais eram densas, o que fazia crer que as pessoas que disponibilizavam ajuda, se conheciam entre elas e interagiam umas com as outras. Consideraram importante acrescentar duas outras caracter&iacute;sticas a observar nas redes sociais: reciprocidade (grau em que a ajuda &eacute; dada e recebida) e &ldquo;dimensionalidade&rdquo; da rede (quantidade de fun&ccedil;&otilde;es em que uma rela&ccedil;&atilde;o pode ser &uacute;til). Relativamente a esta &uacute;ltima caracter&iacute;stica, os mesmos investigadores sugerem que os elementos da rede social que s&atilde;o capazes de proporcionar m&uacute;ltiplos tipos de ajuda, s&atilde;o encarados como &ldquo;fortes apoiantes&rdquo; e contribuem para uma adapta&ccedil;&atilde;o positiva dos pais. </P >     <p>Os pais de uma crian&ccedil;a com defici&ecirc;ncia ou altera&ccedil;&atilde;o grave no seu desenvolvimento, podem sentir necessidade de apoio, logo ap&oacute;s o diagn&oacute;stico inicial e essa necessidade pode prolongarse ao longo do seu ciclo de vida. O apoio prestado pelas redes de apoio informal tem sido frequentemente apontado, pelos pais, como o mais importante para a sua fam&iacute;lia (Bailey, 1994, cit. in Almeida, 2000). Neste &acirc;mbito, o apoio do c&ocirc;njuge &eacute; apontado em v&aacute;rios estudos com pais e m&atilde;es de crian&ccedil;as portadoras de defici&ecirc;ncia, como o mais importante de todos (Fewell, 1986; Kazak &amp; Marvin, 1984). Num estudo recente efectuado por Suzuki (2010), com pais de crian&ccedil;as de idades baixas e sem pro blemas, o apoio do c&ocirc;njuge associou-se positivamente a uma redu&ccedil;&atilde;o do stresse parental e melhoria do sentimento de autoefic&aacute;cia parental. No caso das m&atilde;es solteiras, Dunst, Trivette e Cross (1986) referem que elas se encontram, habitualmente, mais isoladas do ponto de vista social, trabalham mais horas, a sua rede social &eacute; menos est&aacute;vel, sentem grande necessidade de apoio da fam&iacute;lia e da comunidade, mas recebem menos apoio do que as m&atilde;es casadas. Relativamente aos irm&atilde;os das crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia eles podem tornar-se os principais apoios dos pais, particularmente se existe uma irm&atilde; mais velha, ela pode assumir a responsabilidade de &ldquo;tomar conta&rdquo; do irm&atilde;o com necessidades especiais (Fewell, 1986). A mesma autora refere tamb&eacute;m, que relativamente &agrave; fam&iacute;lia alargada, qualquer que seja o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico e a cultura, esta pode assumir um papel importante no apoio &agrave; fam&iacute;lia da crian&ccedil;a com defici&ecirc;ncia. Com as altera&ccedil;&otilde;es que o sistema familiar tem vindo a sofrer, actualmente, predominam as fam&iacute;lias nucleares e j&aacute; s&atilde;o menos frequentes as fam&iacute;lias alargadas que vivem sob o mesmo tecto, por&eacute;m, ainda que separados geograficamente, os parentes podem constituir uma rede de apoio activa. Sonnek (1986) sugere que a rede social dos pais de crian&ccedil;as portadoras de defici&ecirc;ncia &eacute;, habitualmente, menor do que a dos pais de crian&ccedil;as sem necessidades especiais e isso deve-se especialmente &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da rede familiar dos primeiros. </P >     <p>Perante uma situa&ccedil;&atilde;o de crise, como o nascimento de uma crian&ccedil;a com defici&ecirc;ncia, os pais, voltam-se para os seus pr&oacute;prios pais, esperando apoio (Sonnek, 1986), sendo os av&oacute;s, habitualmente, referidos como importante fonte de apoio para os pais nesta situa&ccedil;&atilde;o, pois podem proporcionar apoio tanto a n&iacute;vel material como psicol&oacute;gico e emocional. Contudo a forma como os av&oacute;s desempenham o seu papel pode ser bastante diversa e nem sempre proporcionam o apoio que os pais esperam deles. Segundo Sandler (1998), devemos ter em conta que, os av&oacute;s de uma crian&ccedil;a com defici&ecirc;ncia, podem necessitar de ajuda para perceber o tipo de problema que o seu neto tem e de que forma podem ajud&aacute;-lo ou ser &uacute;teis &agrave; fam&iacute;lia nessa situa&ccedil;&atilde;o. Dar conselhos aos pais faz parte do papel que, tradicionalmente, lhes &eacute; atribu&iacute;do mas, ainad e segundo o mesmo autor, quando esses conselhos &ldquo;n&atilde;o s&atilde;o desejados, s&atilde;o incorrectos ou antiquados&rdquo; e n&atilde;o s&atilde;o seguidos pelos pais, podem surgir conflitos e os av&oacute;s deixam de ser vistos como elementos prestadores de apoio e podem passar a ser fontes de stresse para a fam&iacute;lia. </P >    <p>Os amigos parecem ter uma import&acirc;ncia &uacute;nica, dando alento quando os pais precisam, ouvindo-os, proporcionando-lhes uma pausa no seu dia-a-dia ou um momento de descontrac&ccedil;&atilde;o. Tal como os vizinhos, podem proporcionar apoio durante espa&ccedil;os de tempo curtos, tomando conta da crian&ccedil;a, fornecendo alimentos em caso de doen&ccedil;a ou cuidando da casa quando a fam&iacute;lia se ausenta (Fewell, 1986). Nas suas perman&ecirc;ncias frequentes em salas de espera de consult&oacute;rios, hospitais ou cl&iacute;nicas, alguns pais de crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia encontram novos amigos noutros pais de crian&ccedil;as com o mesmo tipo de problemas (Seligman &amp; Darling, 2007). Os pais de outras crian&ccedil;as em situa&ccedil;&atilde;o similar poder&atilde;o dar o apoio de que a fam&iacute;lia necessita: diminuir o isolamento e a solid&atilde;o, fornecer informa&ccedil;&atilde;o acerca de recursos ou estrat&eacute;gias a adoptar para enfrentar os problemas do dia-a-dia. Os &ldquo;grupos de pais&rdquo; s&atilde;o outra forma dos pais encontrarem novos amigos que com eles partilhem interesses, que os compreendam e apoiem e criam a possibilidade de encontros para catarse, ajuda m&uacute;tua e defesa dos seus interesses. Em Portugal, n&atilde;o s&atilde;o ainda muito vulgares este tipo de grupos para ajuda m&uacute;tua, contudo, o seu valor &eacute; de considerar, tendo em conta o apoio emocional e instrumental que podem proporcionar aos elementos da fam&iacute;lia. </P >    <p>Como vimos, os membros da fam&iacute;lia, os amigos e as pessoas e grupos da comunidade, podem ter um papel importante, ajudando os pais de crian&ccedil;as com necessidades especiais a fazer a sua adapta&ccedil;&atilde;o e a enfrentar com sucesso a sua tarefa (Seligman &amp; Darling, 2007), mas, o apoio &agrave; fam&iacute;lia tamb&eacute;m surge das rela&ccedil;&otilde;es que se v&atilde;o estabelecendo com profissionais de diversas institui&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os e que fazem parte da rede de apoio formal (e.g., servi&ccedil;os de saude, educa&ccedil;&atilde;o e seguran&ccedil;a social). O papel desses profissionais pode ser fundamental, especialmente quando as fam&iacute;lias est&atilde;o longe dos seus parentes, se encontram isoladas, ou se deparam com atitudes negativas por parte da fam&iacute;lia alargada ou dos elementos da comunidade onde vivem. Quando a fam&iacute;lia tem poucos amigos e familiares dispon&iacute;veis para a apoiar, pode ser crucial o papel dos elementos da comunidade que fazem parte da rede de apoio formal (Kazak &amp; Marvin, 1984), podendo ser, para muitas fam&iacute;lias, a &uacute;nica de que disp&otilde;em. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os profissionais podem assumir um papel importante junto das fam&iacute;lias, providenciando a informa&ccedil;&atilde;o de que necessitam e ajudar as fam&iacute;lias nas fases iniciais do seu processo de adapta&ccedil;&atilde;o, prevenindo ou reduzindo potenciais dificuldades (Dale, 1996). O profissional de interven&ccedil;&atilde;o precoce dos nossos dias, como elemento da rede de apoio formal da fam&iacute;lia, dever&aacute; assumir pap&eacute;is diferentes consoante as situa&ccedil;&otilde;es e a sua ac&ccedil;&atilde;o poder&aacute; marcar definitivamente o percurso de vida daquela fam&iacute;lia e da crian&ccedil;a. </P >    <p>APOIO SOCIAL E DIVERSIDADE CULTURAL </P >    <p>O interesse pelas quest&otilde;es culturais que afectam as fam&iacute;lias de crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncias &eacute;, como refere Harry (2002), assunto relativamente recente mas, priorit&aacute;rio.Como constat&aacute;mos, uma rede de apoio social adequada &eacute; fundamental para o bem-estar da fam&iacute;lia e para a sua integra&ccedil;&atilde;o na comunidade e em princ&iacute;pio, uma fam&iacute;lia mais isolada, poder&aacute; ter mais dificuldade em lidar com os seus problemas e com os problemas que a crian&ccedil;a com defici&ecirc;ncia vai originar. No entanto deveremos estar atentos &agrave; diversidade das fam&iacute;lias tamb&eacute;m no que diz respeito a este aspecto pois, enquanto algumas t&ecirc;m uma rede social pouco extensa e isso lhes basta, outras sentem necessidade de uma rede mais alargada. A diversidade cultural das fam&iacute;lias tamb&eacute;m pode reflectir-se ao n&iacute;vel das suas redes de apoio social. Nos EUA, onde a multiplicidade de culturas e etnias &eacute; conhecida, v&aacute;rios autores que t&ecirc;m desenvolvido investiga&ccedil;&otilde;es com fam&iacute;lias oriundas de outras culturas (e.g., afro-americanos, latino-americanos, asiatico-americanos), procurando conhecer a situa&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias de imigrantes de diferentes etnias e as varia&ccedil;&otilde;es em v&aacute;rios dom&iacute;nios, entre os quais as suas necessidades e o apoio social de que beneficiam. </P >     <p>Blanes, Correa e Bailey (1999), analisaram as necessidades e o apoio social de dois grupos de fam&iacute;lias porto riquenhas com crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia, tendo como vari&aacute;vel comparativa o pa&iacute;s onde residiam &ndash; Porto Rico ou EUA. Os resultados indicaram diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel da disponibilidade das redes de apoio social dos dois grupos: as m&atilde;es que residiam em Porto Rico percepcionavam mais fontes de apoio do que as que residiam nos EUA. Noutro estudo de Cho, Singer e Brenner (2000), com fam&iacute;lias coreanas de crian&ccedil;as com perturba&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento que residiam na Coreia e nos EUA, verificou-se que as fam&iacute;lias imigrantes nos EUA beneficiavam de melhores servi&ccedil;os do que as que permaneciam na Coreia mas, por outro lado, perdiam a sua rede de apoio informal, da qual fazia parte a sua fam&iacute;lia alargada, que n&atilde;o os tinha acompanhado. Segundo os referidos investigadores, nas fam&iacute;lias de coreanos residentes nos EUA destacava-se o forte apoio emocional por parte do c&ocirc;njuge, parecendo verificar-se um refor&ccedil;o na liga&ccedil;&atilde;o do casal perante as dificuldades que tinham de enfrentar juntos. Cho et al. (2000) salientaram ainda, que o pr&oacute;prio processo de imigra&ccedil;&atilde;o pode provocar altera&ccedil;&otilde;es significativas na fam&iacute;lia destas crian&ccedil;as e no caso de imigrantes recentes, a l&iacute;ngua pode constituir um obst&aacute;culo adicional no acesso aos servi&ccedil;os. </P >     <p>Noutros estudos com grupos minorit&aacute;rios (e.g., Garc&iacute;a-Preto, 1982, Manns, 1981, Rotunno &amp; McGoldrick, 1982, Williams &amp; Williams, 1979, in Seligman &amp; Darling, 2007) e em rela&ccedil;&atilde;o a fam&iacute;lias africanas residentes nos EUA, verificou-se que independentemente do seu n&iacute;vel socioecon&oacute;mico, estas tinham habitualmente, uma rede de apoio familiar bastante mais alargada do que as fam&iacute;lias de origem americana. Os padr&otilde;es de ajuda m&uacute;tua eram habitualmente mais fortes nas fam&iacute;lias de origem africana, contudo, quando existia um filho com defici&ecirc;ncia, a m&atilde;e era a principal respons&aacute;vel por cuidar da crian&ccedil;a, com ajuda da sua filha mais velha. Mas, enquanto nalgumas comunidades os parentes vivem em estreita proximidade e o apoio desses elementos &eacute; significativo, noutras, &eacute; normal o isolamento da fam&iacute;lia nuclear, relativamente aos outros familiares. Nas fam&iacute;lias asi&aacute;ticas (japonesas e chinesas), a unidade da fam&iacute;lia nuclear &eacute; altamente valorizada, encarando os problemas da fam&iacute;lia como privados, mostrando-se reticentes em revelar a elementos exteriores a esse n&uacute;cleo familiar, as suas dificuldades em lidar com a situa&ccedil;&atilde;o (Cho et al., 2000; Seligman &amp; Darling, 2007). Em pa&iacute;ses cada vez mais multiculturais, estudos deste tipo, podem ser fundamentais para fornecerem aos profissionais um maior conhecimento acerca das fam&iacute;lias alvo da interven&ccedil;&atilde;o precoce e facilitarem a oportunidade de providenciar de servi&ccedil;os culturalmente adequados &agrave;s crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia e suas fam&iacute;lias (Blanes et al., 1999). </P >    <p>Em Portugal, pa&iacute;s de origem de muitos emigrantes, embora n&atilde;o exista uma diversidade popula cional t&atilde;o acentuada como nos EUA, temos vindo a assistir a um grande fluxo de imigrantes proveni entes n&atilde;o s&oacute; dos PALOP, como tamb&eacute;m do Brasil, de pa&iacute;ses do Leste Europeu e da China e algumas das crian&ccedil;as apoiadas no &acirc;mbito de programas de IP s&atilde;o oriundas destas fam&iacute;lias. A avalia&ccedil;&atilde;o adequada da rede de apoio social da fam&iacute;lia ser&aacute; um dos passos iniciais do processo de avalia&ccedil;&atilde;o permitindo ao profissional focar a sua aten&ccedil;&atilde;o na mobiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos que ir&atilde;o ao encontro das necessidades identificadas pela fam&iacute;lia (Dunst &amp; Trivette, 1992). Segundo Crnic e Stormshak (1997) &eacute; importante conhecer a disponibilidade das fontes de apoio e as rela&ccedil;&otilde;es potencialmente apoiantes, contudo, reconhecem que o conhecimento objectivo da dimens&atilde;o ou da densidade da rede social, n&atilde;o &eacute; suficiente para perceber o processo de apoio. O facto de existir determinada fonte de apoio dispon&iacute;vel, n&atilde;o significa que essa seja uma fonte de apoio efectivo (Dunst &amp; Trivette, 1992) pois disponibilidade, como referem Crnic e Stormshak (1997) n&atilde;o implica fun&ccedil;&atilde;o nem efic&aacute;cia. Assim afirmam que, por vezes, a indica&ccedil;&atilde;o pelos membros da fam&iacute;lia do seu n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o com o apoio que recebem de v&aacute;rias fontes, parece ser o processo que melhor define o apoio social de que a fam&iacute;lia disp&otilde;e. Entrevistas, observa&ccedil;&otilde;es, conversas informais ou escalas de avalia&ccedil;&atilde;o podem ser meios de dar a conhecer ao profissional as op&ccedil;&otilde;es de apoio da rede social da fam&iacute;lia. </P >    <p>Considerando a escassez de estudos nacionais sobre esta tem&aacute;tica, pretende-se com o presente estudo, conhecer as opini&otilde;es de m&atilde;es com crian&ccedil;as portadoras de defici&ecirc;ncia ou em risco de atraso grave de desenvolvimento, em idade pr&eacute;-escolar, apoiadas no &acirc;mbito da Interven&ccedil;&atilde;o Precoce e oriundas de fam&iacute;lias multiculturais, sobre a disponibilidade das suas redes de apoio social (formais e informais) bem como a percep&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de utilidade das mesmas. Do objectivo geral que acabamos de referir, decorrem objectivos especificos que passamos a enunciar: </P >     <blockquote>       <p>&ndash; 	Caracterizar os participantes quanto aos tipos de apoio social de que usufruem, n&uacute;mero de fontes dispon&iacute;veis e utilidade das mesmas. <br >     &ndash; 	Relacionar a quantidade de fontes dispon&iacute;veis com a utilidade das mesmas. <br >     &ndash; 	Relacionar a disponibilidade e utilidade das redes de apoio com vari&aacute;veis relacionadas com a crian&ccedil;a (idade, problem&aacute;tica, situa&ccedil;&atilde;o educativa, frequ&ecirc;ncia de creche ou Jardim de Inf&acirc;ncia), com a m&atilde;e (idade, n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o, situa&ccedil;&atilde;o profissional, se vive sozinha ou com compa nheiro, n&uacute;mero de filhos, nacionalidade) e a fam&iacute;lia (anos de resid&ecirc;ncia no local e classe social). <br >     &ndash; 	Verificar se h&aacute; diferen&ccedil;as significativas nas percep&ccedil;&otilde;es relativas ao apoio social e sua utilidade entre m&atilde;es com origens culturais diversas. </p> </blockquote>     <p>M&Eacute;TODO  </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Participantes </I></P >    <p>Neste estudo foram inclu&iacute;das, 42 m&atilde;es residentes no Concelho de Loures, com filhos entre os 12 meses e os 6 anos de idade, portadores de algum tipo de defici&ecirc;ncia ou em risco de atraso grave do seu desenvolvimento.Trata-se duma amostra de conveni&ecirc;ncia, pois todas fam&iacute;lias eram apoiadas pelo Programa de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce de Loures e de Sacav&eacute;m. Destas 42 m&atilde;es, 28 (66.7%) s&atilde;o de nacionalidade portuguesa e 14 (33.3%) s&atilde;o origin&aacute;rias de pa&iacute;ses africanos de l&iacute;ngua oficial portuguesa (PALOP). T&ecirc;m filhos com problemas de desenvolvimento, sendo 26 rapazes (61.9%) e 16 raparigas (38.1%), com idades compreendidas entre 1 e 6 anos (<I>M</I>=3.76; <I>SD</I>=1.7). Relativamente &agrave;s patologias, 31% tem problemas cognitivos, 7.1% sensoriais, 33.3% motores, 4.8% perturba&ccedil;&otilde;es do espectro do autismo, 14.3% atraso global de desenvolvimento e 9.5% multidefici&ecirc;ncia. Estas crian&ccedil;as encontram-se, maioritariamente, 40.5% em IPSS, 33.3% em Jardins de Inf&acirc;ncia p&uacute;blicos, 7.1% em privados e 19% no domic&iacute;lio. As idades das m&atilde;es variam entre os 20 e os 46 anos, embora a maior parte delas se situe no escal&atilde;o et&aacute;rio entre os 31 e os 40 anos (52.4%), 38.1% entre os 20 e os 30 anos, 31% entre os 31 e os 35 anos e 9.5% de m&atilde;es com idades compreendidas entre os 41 e os 46 anos. Relativamente &aacute; escolaridade, o n&iacute;vel mais elevado de educa&ccedil;&atilde;o formal atingido pela maior parte das m&atilde;es situa-se entre o 4&ordm; ano e o 9&ordm; ano de escolaridade (45.2%). Uma percentagem grande das m&atilde;es (23.8%) n&atilde;o tem nem 4 anos de escolaridade, 28,6% t&ecirc;m entre 9 a 12 anos e apenas 2.4%, possuem bacharelatos ou cursos superiores. Quase metade das m&atilde;es (45.2%) trabalha fora de casa, em empregos fixos (26.2%) ou a contrato (19%), exercendo profiss&otilde;es n&atilde;o especializadas. Cerca de 40.5% destas m&atilde;es encontra-se desempregada ou &eacute; dom&eacute;stica (9.5%) e duas encontram-se em &ldquo;licen&ccedil;a para atendimento a crian&ccedil;as com doen&ccedil;as cr&oacute;nicas ou defici&ecirc;ncia&rdquo; (4.8%). </P >    <p>O n&uacute;mero de filhos por agregado familiar varia entre 1 e 5, mas a situa&ccedil;&atilde;o mais frequente &eacute; a de filho &uacute;nico (40%), sendo a m&eacute;dia de 2.07 e o <I>SD</I>=1.15. A maior parte das crian&ccedil;as (81%) frequenta creches ou Jardins de Inf&acirc;ncia (IPSS, rede p&uacute;blica ou particulares) e uma minoria (19%) n&atilde;o frequenta qualquer estabelecimento educativo, permanecendo durante o dia no domic&iacute;lio, ao cuidado da m&atilde;e, av&oacute; ou ama. Predomina a fam&iacute;lia nuclear tradicional que inclui m&atilde;e, pai e crian&ccedil;a(s) (66.7%), embora existam fam&iacute;lias monoparentais (7.1%) e algumas em que coabitam outros familiares maternos (19%). Nos restantes 7.1%, verifica-se a exist&ecirc;ncia dum modelo familiar mais alargado que inclui para al&eacute;m da m&atilde;e e do pai e filhos, outros familiares. </P >    <p>O pai da crian&ccedil;a apresenta n&iacute;veis de instru&ccedil;&atilde;o ligeiramente superiores aos das suas companheiras, revelando menor taxa de analfabetismo (16.7%), sendo que 52.4% tem forma&ccedil;&atilde;o at&eacute; ao 9&ordm; ano de escolaridade. Os restantes 26. 2%, s&atilde;o pais com o 12&ordm; ano e 4,8% com forma&ccedil;&atilde;o superior. Tamb&eacute;m no que respeita &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de emprego as condi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o mais favor&aacute;veis com apenas 11.9% dos pais desempregados, 49.5% com contrato fixo e 19% com contrato a termo. Os restantes 28.6% referem-se a outras situa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o esclarecidas. Quanto &agrave; classe social das fam&iacute;lias contactadas e de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o internacional de Graffar, 45.2% situam-se na classe m&eacute;dia-baixa, 38.1% na classe m&eacute;dia, 9.5%, na classe baixa incluem-se e 7.1% na classe m&eacute;dia-alta. </P >    <p>Estas fam&iacute;lias residem em diversas freguesias do Concelho de Loures, na sua grande maioria em zonas urbanas. O tempo de resid&ecirc;ncia na zona &eacute; vari&aacute;vel, sendo que 45.2% residem h&aacute; mais de 10 anos na freguesia onde as contact&aacute;mos, 16.7% entre 5 e 9 anos e 38.1% h&aacute; menos de 5 anos. </P >    <p><I>Instrumentos </I></P >     <p>Para darmos resposta &agrave;s quest&otilde;es definidas, utiliz&aacute;mos dois instrumentos: ficha para de Caracte riza&ccedil;&atilde;o das Fam&iacute;lias constru&iacute;da com base na Escala de Graffar, adaptada por Amaro (1990, in Costa, Leit&atilde;o, Santos, &amp; Fino, 1996), &agrave; qual acrescent&aacute;mos mais algumas quest&otilde;es que consideramos pertinentes. Assim, esta ficha era constitu&iacute;da por v&aacute;rios itens agrupados em quatro partes: I &ndash; Crian&ccedil;a &ndash; idade, g&eacute;nero, tipo de problem&aacute;tica, frequ&ecirc;ncia de creche/Jardim Inf&acirc;ncia; II &ndash; Pais &ndash; idade, n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o, profiss&atilde;o, situa&ccedil;&atilde;o de emprego, nacionalidade; III &ndash; Agregado familiar &ndash; elementos do agregado familiar, n&uacute;mero de filhos, n&uacute;mero de pessoas que coabitam, fonte principal de rendimento; IV &ndash; Zona onde habita a fam&iacute;lia tipo de habita&ccedil;&atilde;o, anos de resid&ecirc;ncia no local. Para caracterizar a quantidade e qualidade do apoio social percepcionado pelas fam&iacute;lias, seleccionamos a Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o do Apoio Social &agrave; Fam&iacute;lia, no original &ldquo;Family Support Scale&rdquo; &ndash; FSS (Dunst, Jenkins, &amp; Trivette, 1984), na vers&atilde;o portuguesa traduzida e adaptada por Brand&atilde;o e Xavier (1997, in Brand&atilde;o Coutinho, 1999). Este instrumento &eacute; bastante frequente na literatura, de f&aacute;cil utiliza&ccedil;&atilde;o e apresenta boas qualidades psicom&eacute;tricas (Dunst et al., 1984, 1997). Permite avaliar algumas das componentes do apoio social que Dunst et al. (1988) identificaram, nomeadamente a componente relacional (quantidade das rela&ccedil;&otilde;es sociais existentes) e a componente funcional do apoio (disponibilidade e utilidade das mesmas). De um modo operacional, esta escala permite avaliar quais as fontes de apoio social dispon&iacute;veis bem como a percep&ccedil;&atilde;o do seu grau de utilidade, para quem cuida de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar, com defici&ecirc;ncia ou em risco de desenvolvimento. </P >     <p>A &ldquo;Family Support Scale&rdquo; (FSS), considerada uma escala de auto-resposta, &eacute; constitu&iacute;da por 19 itens e nas fontes de apoio referidas inclui n&atilde;o s&oacute; indiv&iacute;duos (esposa/o, parentes, amigos, m&eacute;dicos, etc.) como grupos (igreja e associa&ccedil;&otilde;es a ela ligadas, grupos de pais, etc.) posicionados em diferentes n&iacute;veis ecol&oacute;gicos. Pediu-se &agrave;s m&atilde;es que indicassem se cada fonte estava ou n&atilde;o dispon&iacute;vel e at&eacute; que ponto cada uma delas era considerada &uacute;til para elas e para a sua fam&iacute;lia, assinalando, &agrave; frente de cada uma das afirma&ccedil;&otilde;es o seu n&iacute;vel de concord&acirc;ncia com a escala de pontua&ccedil;&atilde;o (&ldquo;Likert&rdquo;), de 0 a 5: 0 = n&atilde;o dispon&iacute;vel; 1=n&atilde;o ajuda; 2=por vezes, ajuda; 3=geralmente ajuda; 4=ajuda muito; 5=ajuda imenso. A express&atilde;o &ldquo;n&atilde;o dispon&iacute;vel&rdquo; era escolhida quando a fonte de apoio em causa n&atilde;o existia ou quando se verificava outra situa&ccedil;&atilde;o que levava a n&atilde;o poder considerar essa fonte como potencialmente dispon&iacute;vel (e.g., Afastamento devido a motivos de ordem geogr&aacute;fica). A pontua&ccedil;&atilde;o obtida na totalidade dos itens da FSS fornece informa&ccedil;&otilde;es sobre a percep&ccedil;&atilde;o das m&atilde;es acerca do <I>grau de utilidade das suas redes de apoio social</I>. A quantidade dos itens apontados como n&atilde;o dispon&iacute;veis (pontuados com 0), permitiu-nos obter informa&ccedil;&otilde;es sobre o n&uacute;mero de potenciais fontes de apoio n&atilde;o dispon&iacute;veis e a soma dos restantes itens (n&atilde;o pontuados com 0) deu-nos o n&uacute;mero de fontes de apoio dispon&iacute;veis. O somat&oacute;rio das cota&ccedil;&otilde;es das respostas aos diferentes itens permite obter diferentes subescalas tais como: </P >     <blockquote>       <p>&ndash; Grau de utilidade das redes informais familiares (somat&oacute;rio dos itens 1, 2, 3,4, 5, e 8)     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     &ndash; Grau de utilidade das redes informais de amigos (somat&oacute;rio dos itens 6, 7, 9, 10 e 11)     <br>     &ndash; Grau de utilidade das redes informais grupos sociais (somat&oacute;rio dos itens 12, 13 e 14)     <br>     &ndash; Grau de utilidade das redes formais de profissionais (somat&oacute;rio dos itens 15 e 18)     <br>     &ndash; Grau de utilidade das redes formais de servi&ccedil;os (somat&oacute;rio dos itens 16, 17 e 19)     <br>     &ndash; Grau de utilidade das redes informais &ndash; valor total (somat&oacute;rio das subescalas A, B e C)     <br>     &ndash; Grau de utilidade das redes formais &ndash; valor total (somat&oacute;rio das subescalas D e E)     <br>     &ndash; Grau de utilidade das redes sociais &ndash; valor total (somat&oacute;rio das subescalas F e G)     <br>   </p> </blockquote>     <p><I>Procedimentos </I></P >    <p>Tendo em vista a selec&ccedil;&atilde;o dos participantes, contact&aacute;mos os respons&aacute;veis pelos Projectos de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce de Loures e de Sacav&eacute;m e a partir da consulta das listas de crian&ccedil;as sinalizadas por ambos os projectos e a beneficiar de interven&ccedil;&atilde;o, tendo sido seleccionadas as crian&ccedil;as em situa&ccedil;&atilde;o de risco estabelecido ou com atraso no seu desenvolvimento psicomotor, com idades compreendidas entre os 0 e os 6 anos. Ap&oacute;s a recolha desses dados, foram contactadas, pessoalmente, as educadoras de apoio dessas crian&ccedil;as a quem foi apresentada a proposta de estudo e solicitada colabora&ccedil;&atilde;o. Das vinte e duas docentes que prestavam apoio no &acirc;mbito dos dois projectos de inter ven&ccedil;&atilde;o precoce do concelho de Loures, colaboraram, quinze educadoras que entraram em contacto com as m&atilde;es das crian&ccedil;as que lhes foram referenciadas por n&oacute;s. A aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos foi presencial, como forma de reduzir poss&iacute;veis erros resultantes de dificuldades de interpreta&ccedil;&atilde;o. As educadoras marcaram com cada uma das m&atilde;es um local, dia e hora consoante a disponibilidade das mesmas e, na data agendada, foi efectuada, pelas educadoras, a aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos, em situa&ccedil;&atilde;o individualizada com a presen&ccedil;a da m&atilde;e. Nos casos de iliteracia, os instrumentos foram lidos &agrave;s m&atilde;es e a educadora registou as respostas. Todos os dados foram recolhidos at&eacute; Dezembro de 2002. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>RESULTADOS </P >    <p>Os resultados da aplica&ccedil;&atilde;o da FSS revelaram uma grande diversidade de situa&ccedil;&otilde;es, tanto no que diz respeito &agrave; quantidade de fontes de apoio potencialmente dispon&iacute;veis (disponibilidade), como ao n&iacute;vel de utilidade dessas fontes. </P >    <p>Relativamente &agrave; <I>disponibilidade das redes </I>e conforme se pode observar no <a href="#q1">Quadro 1</a> (observando a coluna &ndash; <I>N&atilde;o dispon&iacute;vel</I>), as fontes consideradas como mais dispon&iacute;veis, pelas m&atilde;es participantes neste estudo, correspondem aos profissionais e servi&ccedil;os, apenas 1 e 2 m&atilde;es respectivamente as consideram como n&atilde;o dispon&iacute;veis.</P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q1">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a03q1.jpg" width="554" height="379"></P >     
<p>&nbsp; </P >     <p>Ao analisarmos o quadro anterior e, considerando o n&uacute;mero de m&atilde;es que assinalaram as diferentes fontes de apoio, como n&atilde;o dispon&iacute;veis, podemos inferir que as fontes de apoio mais apontadas como dispon&iacute;veis s&atilde;o, por ordem decrescente: os profissionais, os servi&ccedil;os, o programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce, o m&eacute;dico, os vizinhos e a crechejJardim de inf&acirc;ncia. Constatamos que, &agrave; excep&ccedil;&atilde;o de uma (os vizinhos), as fontes referidas como mais dispon&iacute;veis incluem-se na rede formal de apoio social. </P >    <p>Relativamente &agrave;s fontes de apoio da rede informal e logo a seguir aos vizinhos, aparecem como mais dispon&iacute;veis, o c&ocirc;njuge e os amigos maternos. Quanto &agrave;s fontes de apoio menos dispon&iacute;veis, verificamos que eram os grupos de pais, seguidas dos grupos sociais e dos filhos. </P >    <p>A an&aacute;lise destes dados leva-nos a considerar que, para estas m&atilde;es e fam&iacute;lias, as fontes de apoio formal (os servi&ccedil;os e os profissionais) parecem estar mais dispon&iacute;veis do que as fontes de apoio informal (familiares, amigos ou grupos sociais). Verificaremos a seguir, se tal tend&ecirc;ncia &eacute; confirmada pela an&aacute;lise dos resultados por tipo de rede (formal e informal). </P >    <p>Como j&aacute; referimos atr&aacute;s, quando apresent&aacute;mos a FSS, esta escala pode fornecer diferentes tipos de informa&ccedil;&otilde;es sobre a disponibilidade e utilidade das fontes de apoio social consideradas individualmente ou, como anteriormente referimos, englobadas em constructos mais amplos definidos como redes de apoio social informal e formal, resultantes da aglutina&ccedil;&atilde;o de determinados tipos de fontes. Com esse objectivo, agrup&aacute;mos os itens da escala original em diferentes subescalas ou redes, consoante o tipo de apoio. Assim, e para al&eacute;m do constucto mais gen&eacute;rico &ndash; Rede de apoio social global, que engloba a totalidade dos itens, obtivemos duas escalas, que correspondem aos dois principais tipos de redes (formal e informal) que foram posteriormente divididas ainda em cinco subescalas, das quais duas inclu&iacute;das na rede formal (profissionais e servi&ccedil;os) e tr&ecirc;s inclu&iacute;das na rede informal (familiares, n&atilde;o familiares e grupos sociais). Assim, no <a href="#q2">Quadro 2</a>, apresentamos as diferentes redes que correspondem a escalas e respectivas subescalas, fazendolhes corresponder os valores m&iacute;nimos e m&aacute;ximos, a m&eacute;dia, o desvio padr&atilde;o, bem como um valor ajustado, relativamente &agrave; disponibilidade de cada uma das redes de apoio social destas fam&iacute;lias. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P ><a name="q2">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a03q2.jpg" width="554" height="301"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Dado que o n&uacute;mero de fontes de apoio inclu&iacute;das em cada rede n&atilde;o &eacute; id&ecirc;ntico, n&atilde;o poder&iacute;amos efectuar uma compara&ccedil;&atilde;o entre as m&eacute;dias obtidas nas diferentes redes de apoio. Assim, para podermos comparar (intra-grupo) os resultados apresentados relativamente &agrave; disponibilidade por tipo de rede (subescala), calcul&aacute;mos um <I>valor m&eacute;dio ajustado</I>, tendo em conta o valor m&aacute;ximo de fontes dispo n&iacute;veis em cada subescala (disponibilidade de todos os itens inclu&iacute;dos nessa subescala) e calculando a percentagem correspondente ao valor da m&eacute;dia encontrada em cada subescala, por exemplo: </P >    <p><I>Rede de apoio informal </I>&ndash; m&aacute;ximo de itens potencialmente dispon&iacute;veis=14 </P >     <blockquote>       <blockquote>         <blockquote>           <p align="">M&eacute;dia de itens dispon&iacute;veis=8.64 </p>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     <p align=""><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a03e1.jpg" width="460" height="42"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conforme podemos observar no <a href="#q2">Quadro 2</a>, os resultados apontam para uma maior disponibilidade das redes de apoio formal nestas fam&iacute;lias. </P >     <p>Relativamente &agrave; rede de apoio informal, aquela onde se verifica maior variabilidade, neste grupo (<I>SD</I>=3.54), as fontes de apoio mais dispon&iacute;veis correspondem a indiv&iacute;duos n&atilde;o familiares (vizinhos e amigos maternos) <I>vma</I>=67.6, seguidos dos familiares (c&ocirc;njuge e pais maternos) com <I>vma</I>=63.2 e finalmente dos grupos sociais (grupos sociais, associa&ccedil;&otilde;es relacionadas com a igreja, grupos de pais) com <I>vma</I>=48.3. Os grupos de pais para al&eacute;m de serem dos menos dispon&iacute;veis s&atilde;o tamb&eacute;m apontados como os menos &uacute;teis. Quanto ao valor global da rede social destas fam&iacute;lias, observamos que os valores m&iacute;nimos e m&aacute;ximos encontrados (3 e 19), tal como o desvio padr&atilde;o (<I>SD</I>=13.92) se distribuem de modo bastante diversificado, espelhando a variedade de situa&ccedil;&otilde;es em que estas fam&iacute;lias se encontram. </P >    <p>Quanto &agrave; <I>utilidade </I>das fontes e conforme podemos observar os valores no <a href="#q1">Quadro 1</a> e ilustrado visualmente no <a href="#g1">Gr&aacute;fico 1</a>, a partir da an&aacute;lise do n&iacute;vel m&eacute;dio de utilidade por fonte de apoio, verificamos: </P >     <blockquote>       <p>&ndash; 	A creche/jardim de inf&acirc;ncia apresenta o n&iacute;vel mais elevado em termos de utilidade, seguida dos profissionais, dos filhos, do programa de interven&ccedil;&atilde;o precoce, dos servi&ccedil;os e do c&ocirc;njuge.     <br>     &ndash; 	Os pais maternos situam-se a seguir ao c&ocirc;njuge e antes do m&eacute;dico de fam&iacute;lia ou pediatra, que &eacute; a menos pontuada das fontes de apoio formal, em termos de n&iacute;vel de utilidade m&eacute;dia, mas que apresenta um valor de utilidade superior ao da maior parte das fontes de apoio informais.     <br>     &ndash; 	As fontes de apoio informais relacionadas com a m&atilde;e da crian&ccedil;a - pais, outros familiares e amigos maternos apresentam um n&iacute;vel de utilidade bastante superior ao das fontes de apoio relacionadas com o pai da crian&ccedil;a &ndash; pais, outros familiares e amigos paternos.     <br>     &ndash; 	Os vizinhos e a igreja n&atilde;o parecem ser das fontes sentidas como mais &uacute;teis, contudo, apresentam um valor m&eacute;dio de utilidade superior ao dos colegas e outros pais e tamb&eacute;m ao dos pais e familiares do c&ocirc;njuge e amigos deste.     <br>     &ndash; 	Os valores mais baixos referem-se &agrave; utilidade do apoio de grupos sociais e grupos de pai. Por&eacute;m, ser&aacute; de real&ccedil;ar que cinco das m&atilde;es contactadas afirmaram receber ajuda de grupos de pais, o que poderemos associar ao facto de se terem realizado alguns encontros de pais de crian&ccedil;as com Trissomia 21, promovidos pelos projectos de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce do concelho de Loures.  </p>       <p>&nbsp;</p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="g1"><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a03g1.jpg" width="378" height="455"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Considerando o grau de utilidade das redes de apoio social, n&atilde;o por fontes mas por tipo de rede, apresentamos a seguir os valores m&aacute;ximos e m&iacute;nimos obtidos, a m&eacute;dia, o desvio padr&atilde;o e o <I>valor m&eacute;dio ajustado</I>. Uma vez mais (como no caso da disponibilidade) para ser poss&iacute;vel proceder a uma compara&ccedil;&atilde;o entre os valores obtidos nas diferentes redes, opt&aacute;mos, por calcular um <I>valor m&eacute;dio ajustado</I>, ou seja a percentagem correspondente &agrave; m&eacute;dia encontrada em cada subescala, tendo em conta o valor m&aacute;ximo que se podia obter, se todos os itens inclu&iacute;dos estivessem pontuados com o grau de utilidade m&aacute;ximo (5=&ldquo;ajuda imenso&rdquo;). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q3">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a03q3.jpg" width="547" height="304"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Analisando conjuntamente os dados relativos &agrave; disponibilidade e utilidade podemos dizer que, as fontes da rede informal mais dispon&iacute;veis fazem parte da rede dos n&atilde;o familiares (vizinhos e amigos maternos) e n&atilde;o coincidem com as fontes da rede informal sentidas como mais &uacute;teis, que se incluem na rede de familiares (filhos, c&ocirc;njuge e pais maternos). No que diz respeito aos filhos, verifica-se o fen&oacute;meno contr&aacute;rio, pois, eles s&atilde;o das fontes de apoio menos dispon&iacute;veis, nestas fam&iacute;lias (com um n&uacute;mero de filhos pouco elevado, por agregado familiar), mas, quando est&atilde;o dispon&iacute;veis, s&atilde;o considerados como muito &uacute;teis. Quanto aos familiares e amigos da fam&iacute;lia, apesar de apresentarem n&iacute;veis de disponibilidade id&ecirc;nticos, os familiares e amigos maternos s&atilde;o referidos como significativamente mais &uacute;teis do que os familiares e amigos paternos. </P >    <p>Seguidamente e com o objectivo de verificarmos se existia algum tipo de associa&ccedil;&atilde;o entre a disponibilidade e a utilidade das redes, utilizamos o <I>r </I>de Pearson, para proceder a cruzamentos todos os tipos de redes e verificamos que, conforme podemos observar no <a href="#q4">Quadro 4</a>, existe uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre a disponibilidade e a utilidade das redes de apoio, para todas elas. Se analisarmos estas componentes por tipo de rede, constatamos que tamb&eacute;m existe uma correla&ccedil;&atilde;o positiva e significativa entre a disponibilidade e o n&iacute;vel de utilidade tanto da rede formal (<I>r</I>=0.67; <I>p</I>&le;.01) como da rede informal (<I>r</I>=0.77; <I>p</I>&le;.01), mais forte nesta &uacute;ltima. Ou seja, quanto maior &eacute; a rede de apoio, mais elevada &eacute; a percep&ccedil;&atilde;o da sua utilidade. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q4">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a03q4.jpg" width="553" height="331"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>Como observamos no <a href="#q4">Quadro 4</a>, encontr&aacute;mos uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre os valores da disponibilidade e da utilidade das redes de apoio, em todas as subescalas consideradas. Contudo, o valor mais elevado entre disponibilidade e utilidade verifica-se na rede informal constitu&iacute;da pelos familiares (<I>r</I>=0.81; <I>p</I>&le;.01), o que significa que quando o n&uacute;mero de fontes de apoio familiares dispon&iacute;veis &eacute; maior, esta rede de apoio &eacute; percepcionada tamb&eacute;m como mais &uacute;til. </P >     <p>Quisemos, ainda, analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre determinadas vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas e o n&iacute;vel de utilidade da rede de apoio social destas fam&iacute;lias e verific&aacute;mos uma correla&ccedil;&atilde;o positiva e significativa (<I>p</I>&lt;.01) entre o n&uacute;mero de anos de resid&ecirc;ncia da fam&iacute;lia no mesmo local e o n&iacute;vel de utilidade da rede de apoio informal familiares (<I>r</I><Sub>s</Sub>=0.33; <I>p</I>&le;.01). Ao contr&aacute;rio, verificamos, uma correla&ccedil;&atilde;o negativa entre a classe social e a utilidade da rede informal (<I>r</I><Sub>s</Sub>=-0.36; <I>p</I>&le;.01), o que parece indicar que quanto mais baixa &eacute; o enquadramento social, mais o apoio que parecem sentir, por parte dos seus familiares e amigos. A an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es entre o n&iacute;vel de apoio percepcionado e as vari&aacute;veis: idade da crian&ccedil;a e da m&atilde;e, estado civil e situa&ccedil;&atilde;o de emprego da m&atilde;e, n&atilde;o revelou resultados significativos. </P >    <p>Quisemos, por fim, proceder &agrave; compara&ccedil;&atilde;o entre as m&atilde;es de nacionalidade portuguesa e PALOP no que se referia &agrave; percep&ccedil;&atilde;o da utilidade das redes, para o qual utilizamos o teste <I>t </I>de Student e um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de <I>p</I>&le;.05. </P >    <p>Assim e como podemos observar no <a href="#q5">Quadro 5</a>, observaram-se diferen&ccedil;as significativas entre ambos os grupos, relativamente ao apoio sentido por parte das m&atilde;es, relativamente &agrave;s redes de apoio informal total e em ambas as suas subdivis&otilde;es, sendo claro que as m&atilde;es de origem portuguesa sentem significativamente mais apoio (<I>M</I>=20.71) do que as m&atilde;es nascidas dos PALOP (<I>M</I>=14.79). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q5">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a03q5.jpg" width="554" height="238"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>Os resultados revelaram uma grande diversidade de situa&ccedil;&otilde;es, tanto no que diz respeito &agrave; quantidade de fontes de apoio potencialmente dispon&iacute;veis, como ao n&iacute;vel de utilidade dessas fontes. Contudo, constat&aacute;mos que, de forma global, existe uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre a dimens&atilde;o da rede de apoio e a satisfa&ccedil;&atilde;o com a mesma (sensa&ccedil;&atilde;o de utilidade). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerando os dois tipos de rede de apoio social: informal (familiares, n&atilde;o familiares e grupos sociais) e formal (profissionais e servi&ccedil;os), verificamos uma maior disponibilidade e utilidade das redes de apoio formal destas fam&iacute;lias, o que &eacute; concordante com outros estudos que evidenciam que em grupos de m&atilde;es mais desfavorecidos socialmente, como &eacute; o caso destas m&atilde;es, os servi&ccedil;os e os profis sionais s&atilde;o percepcionados como aqueles que prestam mais ajuda, quando comparados com a rede informal. Brand&atilde;o Coutinho (1999), embora com um grupo de m&atilde;es socioeconomicamente mais favorecido, tamb&eacute;m se verificou que as redes de apoio formal eram tamb&eacute;m percepcionadas como mais &uacute;teis, pelas fam&iacute;lias. Relativamente &agrave; rede de apoio informal, que &eacute; aquela naqual se verifica maior varia&ccedil;&atilde;o, as fontes de apoio mais dispon&iacute;veis para estas m&atilde;es, correspondem a indiv&iacute;duos n&atilde;o familiares (vizinhos e amigos maternos), seguidos dos familiares (c&ocirc;njuge e pais maternos) e dos grupos sociais (associa&ccedil;&otilde;es relacionadas com a igreja, grupos de pais) que s&atilde;o tamb&eacute;m apontados como os menos &uacute;teis, o que tamb&eacute;m &eacute; concordante com Brand&atilde;o Coutinho (1999). A percep&ccedil;&atilde;o de reduzida utilidade dos grupos sociais deve-se, possivelmente, ao facto deste tipo de grupos n&atilde;o ser ainda habitual em Portugal, contrariamente ao que acontece nos EUA (Fewell, 1986). Entre n&oacute;s, embora se denote um crescendo no movimento associativo de pais, &agrave; data da recolha destes dados, ests eram ainda pouco percept&iacute;veis e &uacute;teis para as fam&iacute;lias que integraram o estudo. </P >    <p>Curiosamente, as fontes da rede informal mais dispon&iacute;veis, que como vimos fazem parte da rede dos n&atilde;o familiares (vizinhos e amigos maternos), n&atilde;o coincidem com as fontes da rede informal consideradas como mais &uacute;teis e que se incluem na rede de familiares (filhos, c&ocirc;njuge e pais maternos). Esta situa&ccedil;&atilde;o vem confirmar como referem Crnic e Stormshak (1997) que o facto de algu&eacute;m estar dispon&iacute;vel n&atilde;o significa que seja efectivamente &uacute;til. No que diz respeito aos filhos, verifica-se o fen&oacute;meno contr&aacute;rio, pois, eles s&atilde;o das fontes de apoio menos dispon&iacute;veis nestas fam&iacute;lias (o filho &uacute;nico &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o mais comum neste grupo), mas quando est&atilde;o dispon&iacute;veis, s&atilde;o consideradas como muito &uacute;teis o que tamb&eacute;m &eacute; coincidente com Fewell (1986) que refere que os irm&atilde;os mais velhos, especialmente do sexo feminino, podem ser os principais apoios dos pais junto da crian&ccedil;a com necessidades especiais. </P >    <p>No que diz respeito &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas e o n&iacute;vel de utilidade da rede de apoio social destas fam&iacute;lias, verific&aacute;mos que o tempo de resid&ecirc;ncia na zona e a classe social s&atilde;o de considerar. Por um lado, quando as fam&iacute;lias residem h&aacute; mais tempo no local, as m&atilde;es referem mais apoio por parte da sua rede informal e por outro lado, as m&atilde;es de classe social mais baixa, apontam maior utilidade das suas fontes de apoio informal. Compreende-se que uma fam&iacute;lia residente no local h&aacute; mais tempo, numa zona onde possivelmente coabitam elementos da sua fam&iacute;lia alargada e onde j&aacute; conseguiu organizar uma rede de apoio informal, est&aacute; numa situa&ccedil;&atilde;o diferente de outra que deixou a sua zona de origem e est&aacute; afastada dos seus familiares. </P >    <p>Existem diferen&ccedil;as entre os grupos se considerarmos a vari&aacute;vel nacionalidade, que distingue as fam&iacute;lias nascidas em Portugal das fam&iacute;lias imigrantes dos PALOP, pois verificamos que para as m&atilde;es imigrantes dos PALOP, mais do que para as m&atilde;es portuguesas, as redes de apoio informais s&atilde;o consideravelmente menos &uacute;teis. Bailey, Nelson, Hebbeler e Spiker (2007) num estudo recente com uma amostra americana representativa (<I>N</I>=2100 pais) sobre as rela&ccedil;&otilde;es entre o apoio social formal e informal em fam&iacute;lias de crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncias, real&ccedil;am o modo diverso de actua&ccedil;&atilde;o dos dois tipos de redes e reafirmam a import&acirc;ncia da rede informal, no processo de adapta&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia. No caso destas fam&iacute;lias imigrantes de origem africana, com crian&ccedil;as portadoras de defici&ecirc;ncias, a vinda para Portugal est&aacute;, frequentemente, relacionada com a procura de um diagn&oacute;stico ou de uma interven&ccedil;&atilde;o que seja mais adequada &agrave; situa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a e a que n&atilde;o t&ecirc;m acesso no seu pa&iacute;s de origem. As fam&iacute;lias que v&ecirc;m por estas raz&otilde;es, t&ecirc;m filhos com problemas graves e enfrentam grandes dificuldades ao chegarem a um pa&iacute;s que n&atilde;o conhecem e onde a l&iacute;ngua, apesar de oficialmente ser a mesma, pode constituir apenas uma das barreiras com que se deparam. A rede de apoio informal &eacute; sentida como menos &uacute;til, o que constitui um forte indicador de isolamento social, o que refor&ccedil;a as investiga&ccedil;&otilde;es que sugerem que a imigra&ccedil;&atilde;o tem um impacto importante no sistema familiar e altera, entre outros aspectos, a sua rede de apoio social (Blanes et al., 1999). As fam&iacute;lias imigrantes, sofrem o afastamento da sua fam&iacute;lia alargada e a consequente aus&ecirc;ncia do apoio proveniente das suas rela&ccedil;&otilde;es pessoais e podem necessitar de mais apoio das redes formais (profissionais, servi&ccedil;os) e de encontrar outras fontes de apoio informais no seu novo pa&iacute;s. Considerando a import&acirc;ncia destas no processo de adapta&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia aos problemas de desenvolvimento da crian&ccedil;a, ser&aacute; fundamental ajudar as fam&iacute;lias a aceder e construir redes de apoio informal (Bailey et al., 2007). </P >    <p>Em s&iacute;ntese, a maior disponibilidade e utilidade da rede formal de apoio social destas fam&iacute;lias e menor disponibilidade da sua rede informal, pode, em parte, ser explicada pelas caracter&iacute;sticas deste grupo, nomeadamente o baixo n&iacute;vel de literacia e a precariedade socioecon&oacute;mica evidentes. Al&eacute;m do mais, aproximadamente dois ter&ccedil;os destas fam&iacute;lias s&atilde;o origin&aacute;rias de fora do concelho, onde residem actualmente, e parte delas s&atilde;o de uma cultura diferente da maioria das fam&iacute;lias da zona. Para estas fam&iacute;lias, que se v&ecirc;em afastadas da sua zona de origem, onde deixaram familiares e amigos, o apoio da rede formal vai assumir um papel fundamental e pode ser percepcionado pelos pais, como mais &uacute;til do que o proporcionado pela rede de apoio informal. Quando a fam&iacute;lia tem menos amigos e poucos familiares dispon&iacute;veis para a apoiar ou os que existem n&atilde;o ajudam muito, pode ser crucial o papel dos elementos da comunidade que fazem parte da rede de apoio formal (Kazak &amp; Marvin, 1984). Por outro lado, o facto de as m&atilde;es contactadas residirem no concelho de Loures, dos seus filhos serem alvo do apoio dos projectos de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce locais, poder&atilde;o explicar tamb&eacute;m a percep&ccedil;&atilde;o de maior disponibilidade e utilidade da rede formal de apoio (profissionais, servi&ccedil;os, programas de interven&ccedil;&atilde;o precoce). &Agrave; data da realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo, existiam no concelho de Loures, dois projectos de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce (Sacav&eacute;m e Loures) fruto da articula&ccedil;&atilde;o entre servi&ccedil;os de Educa&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de locais, que proporcionavam para al&eacute;m de uma consulta de desenvolvimento, o apoio domicili&aacute;rio, ou apoio em estabelecimento educativo, a crian&ccedil;as em situa&ccedil;&atilde;o de risco bem como &agrave;s respectivas fam&iacute;lias. </P >    <p>Por fim, de acordo com a literatura, as redes de apoio social formal e informal de que a fam&iacute;lia de uma crian&ccedil;a com defici&ecirc;ncia, ou em risco de atraso grave de desenvolvimento disp&otilde;e, s&atilde;o factores determinantes para a melhoria da qualidade de vida dessas crian&ccedil;as e fam&iacute;lias e para que elas consigam atingir a normaliza&ccedil;&atilde;o do seu estilo de vida (Seligman &amp; Darling, 2007). Nestas fam&iacute;lias, especialmente nas imigrantes, a rede de apoio informal &eacute; mais reduzida e sentida como menos &uacute;til e a rede de apoio formal tende a assumir maior import&acirc;ncia. Conforme referem Blanes et al. (1999) a interven&ccedil;&atilde;o precoce pode desempenhar um papel crucial no apoio a fam&iacute;lias imigrantes com crian&ccedil;as com necessidades especiais, reestruturando e desenvolvendo a sua rede de apoio no novo contexto sociocultural, no sentido do seu bem-estar e do da sua crian&ccedil;a com necessidades especiais, pelo que a mobiliza&ccedil;&atilde;o de fontes de apoio informal existentes na comunidade dever&aacute; ser uma prioridade para a qual os profissionais de IP, atrav&eacute;s duma adequada forma&ccedil;&atilde;o dever&atilde;o estar preparados, possuindo as compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias para implementarem pr&aacute;ticas verdadeiramente centradas na fam&iacute;lia e culturalmente sens&iacute;veis. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Almeida, I. (2000). Evolu&ccedil;&atilde;o das teorias e modelos de interven&ccedil;&atilde;o precoce: Caracteriza&ccedil;&atilde;o de uma pr&aacute;tica de qualidade. <I>Cadernos CEACF, 15/16</I>, 29-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201100010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Armstrong, M., Birnie-Lefcovitch, S., &amp; Ungar, M. (2005).Pathways between social support, family well being, quality of parenting, and child resilience: What we know. <I>Journal of Child and Family Studies, 14, 269-</I><I>281. </I>DOI: 10.1007/s10826-005-5054-4/j.cfstudies.2010.12.04.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201100010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Bailey, D., Nelson, L., Hebbeler, K., &amp; Spiker, D. (2007). Modelling the impact of formal and informal supports for young children with disabilities and their families. <I>Pediatrics, 120</I>, 992-1001. Originally published online Sep 24, 2007. DOI: 10.1542/peds.2006-2775.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201100010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Bailey, D, Skinner, D., Correa, E., Arcia, E., Reynes-Blanes, M., Rodriguez, P. , Montilla, E., &amp; Skinner, M. (2006). Needs and supports reported by Latino families of young children with developmental disabilities. American <I>Journal on Mental Retardation</I>, <I>104</I>(5), 437-451.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201100010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Beckman, P. , Robinson, C., Rosenberg, S., &amp; Filer, J. (1994). Family involvement in early intervention: The evolution of family centred service. In L. Johnson, M. Montagne, B. Jordan, J. Gallagher, P. Hutinger, &amp; M. Karnes (Eds.), <I>Meeting early intervention challenges-issues from birth to three </I>(2nd ed., pp. 13-32). Baltimore: Paul H. Brookes Publishing Co.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201100010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Blanes, M., Correa, V., &amp; Bailey, D. (1999). Perceived needs of and support for Puerto Rican mothers of young children with disabilities. <I>Topics in Early Childhood Special Education</I>, <I>19</I>(1), 54-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201100010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Brand&atilde;o Coutinho, T. (1999). <I>Interven&ccedil;&atilde;o precoce: Estudo dos efeitos de um programa de forma&ccedil;&atilde;o parental destinado a pais de crian&ccedil;as com S&iacute;ndroma de Down </I>(Tese de Doutoramento). Lisboa: Faculdade de Motricidade Humana, Universidade T&eacute;cnica de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201100010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1979). <I>Ecology of human development: Experiments by nature and design</I>. London: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201100010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cho, S., Singer, G., &amp; Brenner, M. (2000).Adaptation and accommodation to young children with disabilities: A comparison of Korean and Korean American parents. <I>Topics in Early Childhood Special Education, 20</I>, 236-250.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201100010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cobb, S. (1976). Social support as a moderate of life stress. <I>Psychossomatic Medicine</I>, <I>38</I>(5), 300-314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201100010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cochran, M., &amp; Niego, S. (1995). Parenting and social networks. In M.H. Bornstein (Ed.), <I>Handbook of parenting: Status and social conditions of parenting </I>(pp. 393-418). NY: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201100010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Costa, A., Leit&atilde;o, F., Santos, J., &amp; Fino, J. (1996). <I>Curr&iacute;culos funcionais </I>(vol. I). Lisboa: Instituto de Inova&ccedil;&atilde;o Educacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201100010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Crnic, K., &amp; Stormshak, E. (1997). The Effectiveness of providing social support for families of children at risk. In M. Guralnick (Ed.), <I>The effectiveness of early intervention </I>(pp. 209-225). Seattle: Paul H. Brookes Publishing Co.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201100010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Crockenberg, S. (1988). Social Support and Parenting. In H. Fitzgerald, B. Lester, &amp; M. Yogman (Eds.), <I>Theory and research in behavioral pediatrics </I>(pp. 141-174). New York: Plenum Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201100010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dale, N. (1996). <I>Working with families of children with special needs: Partnership and practice. </I>London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201100010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Dunst, C. (1985). Rethinking early intervention. <I>Analysis and intervention in Developmental Disabilities</I>, <I>5</I>, 165-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201100010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dunst, C. (1999). Placing parent education in conceptual and empirical context. <I>Topics in Early Childhood Special Education, 19</I>(3), 141-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201100010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Dunst, C. (2000). Revisiting &ldquo;rethinking early intervention&rdquo;. <I>Topics in Early Childhood Special Education</I>, <I>20</I>(2), 95-104. </P >     <!-- ref --><p>Dunst, C., &amp; Trivette, C. (1992). Assessment of social support in early intervention programs. In S. Meisels &amp; P.J. Shonkoff (Eds), <I>Handbook of early childhood intervention </I>(pp. 326-349). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201100010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Dunst, C., Jenkins, V., &amp; Trivette, C. (1984). The family support scale: Reliability and validity. <I>The Journal of Individual, Family and Community Wellness</I>, <I>1</I>(4), 45-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201100010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Dunst, C., Trivette, C., &amp; Cross, A. (1986). Roles and support networks of mothers of handicapped children. In R. Fewell &amp; P. Vadasy (Eds.), <I>Families of handicapped children &ndash; Needs and supports across de life span </I>(pp. 167-192). Austin Texas: Pro-Ed. </P >    <!-- ref --><p>Dunst, C., Trivette, C., &amp; Deal, A. (1988). <I>Enabling and empowering families: Principles and guidelines for practice</I>. Cambridge: Brookline Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201100010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dunst, C., Trivette, C., &amp; Jodry, W. (1997). Influences of social support on children with disabilities and their families. In M. Guralnick (Ed.), <I>The effectiveness of early intervention </I>(pp. 499-522). Seattle: Paul H. Brookes Publishing Co.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201100010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Fewell, R. (1986). A handicapped child in the family. In R. Fewell &amp; P. Wadasy (Eds.), <I>Families of handicapped children &ndash; Needs and supports across the life span </I>(pp. 3-34). Austin Texas: Pro-Ed. </P >    <!-- ref --><p>Harry, B. (2002). Trends and issues in serving culturally diverse families of children with disabilities. <I>The Journal of Special Education</I>, <I>30</I>(3), 131-138.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201100010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kazak, A., &amp; Marvin, R. (1984). Differences, difficulties and adaptation: Stress and social networks in families with a handicapped child. <I>Family Relations</I>, <I>33</I>, 67-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-8231201100010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sandler, A. (1998). Grandparents of children with disabilities: A closer look. <I>Education and Training in Mental Retardation and Developmental Disabilities</I>, <I>33</I>(4), 350-356.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-8231201100010000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Seligman, M., &amp; Darling, R. (2007). <I>Ordinary families, special children: A systems approach to childhood disability </I>(3rd ed.). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0870-8231201100010000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Serrano, A. (2003). <I>Formal and informal resources among families with young children with special needs in the District of Braga</I>, Portugal (Tese de doutoramento). Universidade do Minho, Instituto de Estudos da Crian&ccedil;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0870-8231201100010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Sonnek, I. (1986). Grandparents and the extended family of handicapped children. In R. Fewell &amp; P. Vadasy (Eds.), <I>Families of handicapped children &ndash; Needs and supports across the life span </I>(pp. 99-120). Austin Texas: Pro-Ed. </P >    <!-- ref --><p>Suzuki, S. (2010). The effects of marital support, social network support, and parenting stress on parenting: Self-efficacy among mothers of young children in Japan. <I>Journal of Early Childhood Research</I>, <I>8</I>(1), 40-66. Doi: 10.1177/1476718X09345506 </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-8231201100010000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Trivette, C. &amp; Dunst, C. (2005). Community-based parent support programs. In R. Tremblay, R. Barr, &amp; R. Peters (Eds.) <I>Encyclopedia on early childhood development </I>[online]. Montreal, Quebec: Centre of Excellence for Early Childhood Development, 1-8. Retirado em 4 Janeiro de 2011 de <a href="http://www.child-encyclopedia.com/documents/Trivette-DunstANGxp.pdf" target="_blank">http://www.child-encyclopedia.com/documents/Trivette-DunstANGxp.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201100010000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Trivette, C., Dunst, C., &amp; Deal, A. (1997). Resource-based approach to early intervention. In K. Thurman, J. Cornwell, &amp; S. Gottwald (Eds.), <I>Contexts of early intervention: Systems and settings </I>(pp. 73-92). Baltimore: Paul H. Brookes Publishing Co.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-8231201100010000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Maria Teresa Brand&atilde;o, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade T&eacute;cnica de Lisboa, Estrada da Costa, 1495-688 Cruz Quebrada. E-mail:   <a href="mailto:teresabrandao@gmail.com">teresabrandao@gmail.com</a> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>NOTAS</P >     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup>Artigo elaborado com base na disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado de F&aacute;tima Pereira Craveirinha.</P >      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pathways between social support, family well being, quality of parenting, and child resilience: What we know]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Child and Family Studies]]></source>
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