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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Interacções sociais e comunicativas entre uma criança com perturbação do espectro do autismo e os seus pares sem necessidades educativas especiais: Estudo de caso]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[With this study we observed the social and communicative interactions between a child with ASD and their peers without special needs, on two occasions. During play among children with ASD and two peers without special needs, in the presence of an adult. And then, the same activity without the adult. The objectives were: analise the adult role and the way the interactions occurs and identify social and communicative behaviors. At the end of the study we found that the child with ASD has a passive role, and their peers rarely have responded to her comments. Thus, interactions proved to be basic and not reciprocal, in the sense that, each moment, there was only one turn-taking. When the adult was present, the child with ASD demonstrated more social and communicative behaviors. These issues highlight the need and importance of specific training of peers without special needs, to interact with children with ASD, in order to maximize the opportunities during social and communicative interactions, in kindergardens.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Actividades lúdicas]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Social and communicative interaction]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Interac&ccedil;&otilde;es sociais e comunicativas entre uma crian&ccedil;a com perturba&ccedil;&atilde;o do espectro  do autismo e os seus pares sem necessidades educativas especiais: Estudo de caso </B></P >     <p><b>Ana Gaspar*; Ana Maria Serrano** </b></P >     <p>*Getting It &ndash; Pediatria e Desenvolvimento, Psikontacto &ndash; N&uacute;cleo de Forma&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o Terap&ecirc;utica; </P >     <p>**Universidade do Minho, Braga </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Neste estudo observ&aacute;mos as interac&ccedil;&otilde;es sociais e comunicativas, numa sala de jardim-de-inf&acirc;ncia, entre uma crian&ccedil;a com PEA e os seus pares sem NEE, em dois momentos (actividade l&uacute;dica entre a crian&ccedil;a com PEA e dois pares sem NEE, na presen&ccedil;a de um adulto e depois sem a presen&ccedil;a do adulto). O estudo tem como objectivos: analisar o papel do adulto e a forma como decorrem as interac&ccedil;&otilde;es e identificar comportamentos sociais e comunicativos presentes. No final do estudo verific&aacute;mos que a crian&ccedil;a com PEA tomou um papel passivo e, os seus pares, raramente deram seguimento aos coment&aacute;rios que fez durante as interac&ccedil;&otilde;es. As interac&ccedil;&otilde;es foram b&aacute;sicas e pouco rec&iacute;procas. Na presen&ccedil;a do adulto, a crian&ccedil;a com PEA utilizou uma maior variedade de comportamentos sociais e comunicativos. Estes aspectos alertam para a necessidade e import&acirc;ncia de treino espec&iacute;fico dos pares sem NEE das crian&ccedil;as com PEA, de forma a maximizar as oportunidades sociais e comunicativas na sala de jardim-de-inf&acirc;ncia. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Actividades l&uacute;dicas, Interac&ccedil;&otilde;es sociais e comunicativas, Jardim-de-inf&acirc;ncia, Perturba&ccedil;&atilde;o do espectro do autismo. </P >       <p>&nbsp;</P >       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >       <P   >With this study we observed the social and communicative interactions between a child with ASD and their peers without special needs, on two occasions. During play among children with ASD and two peers without special needs, in the presence of an adult. And then, the same activity without the adult. The objectives were: analise the adult role and the way the interactions occurs and identify social and communicative behaviors. At the end of the study we found that the child with ASD has a passive role, and their peers rarely have responded to her comments. Thus, interactions proved to be basic and not reciprocal, in the sense that, each moment, there was only one turn-taking. When the adult was present, the child with ASD demonstrated more social and communicative behaviors. These issues highlight the need and importance of specific training of peers without special needs, to interact with children with ASD, in order to maximize the opportunities during social and communicative interactions, in kindergardens. </P >       <P   ><B>Key-words: </B>Autism spectrum disorder, Kindergarden, Play, Social and communicative interaction. </P >       <p>&nbsp;</p>       <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </p>       <p>A adapta&ccedil;&atilde;o dos pais &agrave;s vari&aacute;veis emocionais, cognitivas, sociais e comunicativas das suas crian&ccedil;as dever&aacute; ser um dos principais focos de aten&ccedil;&atilde;o na avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias, com crian&ccedil;as com necessidades educativas especiais (NEE) (Barnett, Clements, Estrin-Kaplan, &amp; Fialka, 2003). No caso espec&iacute;fico das fam&iacute;lias com crian&ccedil;as com perturba&ccedil;&atilde;o do espectro do autismo (PEA), &agrave; medida que se observam os primeiros sinais de alarme, os pais deparam-se com o desenvolvimento at&iacute;pico dos seus filhos, encarando a necessidade de uma avalia&ccedil;&atilde;o cuidada e de uma interven&ccedil;&atilde;o que v&aacute; ao encontro das expectativas e necessidades da fam&iacute;lia. O acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma das maiores preocupa&ccedil;&otilde;es das fam&iacute;lias, principalmente quando nestas existem crian&ccedil;as com necessidades educativas especiais (NEE). Associada a esta preocupa&ccedil;&atilde;o, surge a necessidade cada vez mais presente que os pais t&ecirc;m, quer por motivos pessoais, quer financeiros ou econ&oacute;micos, de colocar os seus filhos em servi&ccedil;os de educa&ccedil;&atilde;o, durante grande parte do dia. Ao fazerem-no, os pais esperam que os seus filhos possam usufruir de experi&ecirc;ncias que maximizem as suas compet&ecirc;ncias desenvolvimentais, de forma divertida e estimulante. A realiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o surgiu com o intuito de responder a algumas quest&otilde;es: Como s&atilde;o as interac&ccedil;&otilde;es entre uma crian&ccedil;a com PEA e os seus pares sem NEE? Qual o papel que o adulto tem nestas interac&ccedil;&otilde;es? O comportamento das crian&ccedil;as com PEA, durante as interac&ccedil;&otilde;es com os seus pares sem NEE, mant&eacute;m-se na presen&ccedil;a e na aus&ecirc;ncia do adulto? </P >   </P > </P >       <p>Segundo Wolfberg (2003) e (Wetherby &amp; Prizant, 2000), o autismo &eacute; uma perturba&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento, que prevalece durante toda a vida e que, tipicamente, surge nos primeiros tr&ecirc;s anos de vida. Resultado de uma condi&ccedil;&atilde;o complexa que afecta o normal funcionamento do c&eacute;rebro, uma crian&ccedil;a com autismo pode apresentar altera&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel do comportamento, aprendizagem e desenvolvimento. Trata-se de uma altera&ccedil;&atilde;o neurodesenvolvimental caracterizada por uma &ldquo;tr&iacute;ade de dificuldades&rdquo; ao n&iacute;vel das rela&ccedil;&otilde;es sociais, comunica&ccedil;&atilde;o e imagina&ccedil;&atilde;o, a que se associam comportamentos repetitivos e estereotipados e interesses restritos (American Psychiatric Association, 2002). Estes comportamentos surgem, muitas vezes, depois de uma regress&atilde;o, ap&oacute;s um per&iacute;odo de desenvolvimento dito normal (Landa, 2007). </P >    <p>O termo &ldquo;espectro&rdquo; &eacute; utilizado para reflectir a heterogeneidade de indiv&iacute;duos que se enquadram neste tipo de diagn&oacute;stico, com diferentes manifesta&ccedil;&otilde;es e caracter&iacute;sticas desenvolvimentais. Por isso, &eacute; poss&iacute;vel encontrar-se, neste <I>continuum, </I>indiv&iacute;duos que, no dom&iacute;nio da comunica&ccedil;&atilde;o, podem apresentar dificuldades que v&atilde;o desde a aus&ecirc;ncia total de comunica&ccedil;&atilde;o verbal, &agrave; presen&ccedil;a de discurso fluente, apenas com lacunas ao n&iacute;vel da componente pragm&aacute;tica da linguagem. Socialmente, os indiv&iacute;duos diagnosticados com PEA demonstram comportamentos que v&atilde;o desde alheamento completo, a activo envolvimento social, com limita&ccedil;&otilde;es qualitativas (Simpson &amp; Myles, 1998, referido por Murdock, Cost, &amp; Tieso, 2007). </P >    <p>Apesar de muitos indiv&iacute;duos com PEA possu&iacute;rem linguagem verbal oral, nem sempre esta &eacute; funcional e satisfaz as suas necessidades di&aacute;rias. Geralmente, esta &eacute; a dificuldade que maior impacto tem na sociedade e, particularmente, na fam&iacute;lia (Rogers, 2006). Mesmo as crian&ccedil;as que desenvolvem fala, t&ecirc;m grandes lacunas na sua componente pragm&aacute;tica. O discurso &eacute; caracterizado pela presen&ccedil;a de ecol&aacute;lia imediata e diferida, invers&otilde;es pronominais e lacunas na compreens&atilde;o da linguagem verbal oral (Wetherby &amp; Prizant, 2000). </P >    <p>Os programas de interven&ccedil;&atilde;o precoce e as escolas que recebem estas crian&ccedil;as deparam-se com a dificuldade em entender, qual a melhor estrat&eacute;gia e metodologia de interven&ccedil;&atilde;o a utilizar (Levy, Kim, &amp; Olive, 2006; Stahmer &amp; Carter, 2005). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para Dunst e Bruder (2002), a casa, a comunidade, os contextos de creche e jardim-de-inf&acirc;ncia e quaisquer outros locais, cen&aacute;rios e actividades em que as crian&ccedil;as t&ecirc;m oportunidades e experi&ecirc;ncias de aprendizagem, s&atilde;o contextos naturais. Relativamente &agrave; sala do jardim-de-inf&acirc;ncia, enquanto contexto natural, n&atilde;o basta que a crian&ccedil;a l&aacute; esteja fisicamente, &eacute; preciso inclu&iacute;-la, maximizar o desenvolvimento de &aacute;reas cr&iacute;ticas e fomentar a comunica&ccedil;&atilde;o, compreens&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o entre crian&ccedil;as, com e sem defici&ecirc;ncia (Briker, 1995). </P >    <p>De acordo com Cavallaro, Haney e Cabello (1993), existe um conjunto de estrat&eacute;gias fundamentais, para que as crian&ccedil;as com NEE tenham sucesso nas salas inclusivas. Os autores agrupam-nas em quatro categorias: manuten&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as, capacidade de resposta &agrave;s crian&ccedil;a, a estrutura&ccedil;&atilde;o do ambiente de media&ccedil;&atilde;o do adulto, e media&ccedil;&atilde;o de pares. Segundo Levy, Kim e Olive (2006), as interven&ccedil;&otilde;es que revelam efeitos mais positivos s&atilde;o: envolvimento parental; interven&ccedil;&otilde;es comportamentais intensivas; interven&ccedil;&atilde;o precoce multimodal; interven&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel da linguagem e fala e; procedimentos baseados na interac&ccedil;&atilde;o, por imita&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Guralnick e Paul-Brown (1999) referiu que, uma das maiores expectativas das pr&aacute;ticas inclusivas &eacute; que se formem rela&ccedil;&otilde;es sociais entre crian&ccedil;as com e sem NEE, se estas se familiarizarem em ambientes de educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar. Segundo o investigador, todas as crian&ccedil;as levam para um ambiente social, como &eacute; o jardim-de-inf&acirc;ncia, um conjunto de habilidades de interac&ccedil;&atilde;o social, interesses espec&iacute;ficos em determinadas actividades e expectativas de que as outras pessoas compartilhem os seus sistemas de regras. </P >    <p>Muitas das aquisi&ccedil;&otilde;es relacionadas com as compet&ecirc;ncias sociais, em crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar, ocorrem nas salas do jardim-de-inf&acirc;ncia no decorrer das actividades l&uacute;dicas (Ball, 1996). </P >    <p>As crian&ccedil;as adquirem linguagem durante as trocas sociais e estas requerem capacidades de inicia&ccedil;&atilde;o de uma conversa e de resposta &agrave; iniciativa dos outros num processo rec&iacute;proco de trocas comunicativas, de tomar e dar a vez (Reynolds &amp; Holdgrafer, 1998). </P >    <p>O desenvolvimento s&oacute;cio-comunicativo tem sido associado ao <I>scaffolding</I><sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> , realizado pelos adultos durante as interac&ccedil;&otilde;es com as crian&ccedil;as, e &agrave;s trocas comunicativas que ocorrem durante as interac&ccedil;&otilde;es crian&ccedil;a-crian&ccedil;a (Guralnick &amp; Paul-Brown, 1999). </P >    <p>Durante as interac&ccedil;&otilde;es recorremos a v&aacute;rias fun&ccedil;&otilde;es comunicativas atrav&eacute;s de uma variedade de meios verbais e n&atilde;o verbais (ex.: fun&ccedil;&otilde;es comunicativas &ndash; pedir, protestar, comentar...; meios de comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; olhar, tocar, vocaliza&ccedil;&otilde;es, discurso...). Neste sentido, cada tentativa de comunica&ccedil;&atilde;o que a crian&ccedil;a fa&ccedil;a deve ser encarada como uma poss&iacute;vel iniciativa comunicativa, para interagir com algu&eacute;m ou, para brincar com alguma coisa, mesmo quando ela o expresse de forma subtil ou, pouco clara (Wolfberg, 2003). </P >    <p>Nas interac&ccedil;&otilde;es com os adultos as crian&ccedil;as t&ecirc;m oportunidade de tomar a vez na comunica&ccedil;&atilde;o e praticar as suas compet&ecirc;ncias comunicativas. Jogos sociais e conversas agrad&aacute;veis entre os cuidadores e as crian&ccedil;as est&atilde;o na base da aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades conversacionais (Bruner, 1975). </P >    <p>Segundo Craig-Unkefer e Kaiser (2002) os modelos providos pelo adulto, durante as actividades l&uacute;dicas, parecem influenciar a quantidade e qualidade da conversa entre pares. Contudo os autores real&ccedil;am a import&acirc;ncia de efectuar mais investiga&ccedil;&otilde;es a este n&iacute;vel para perceber, de forma mais espec&iacute;fica, a efic&aacute;cia de dos componentes &ndash; presen&ccedil;a do adulto e modelos fornecidos pelos pares &ndash; nas interac&ccedil;&otilde;es comunicativas. </P >     <p>De acordo com Cavallaro, Haney e Cabello (1993), o aspecto mais original das interven&ccedil;&otilde;es com crian&ccedil;as com NEE, que ocorrem em salas inclusivas &eacute; o papel do adulto. Nestas situa&ccedil;&otilde;es, o adulto n&atilde;o &eacute; s&oacute; o fornecedor, ou o fornecedor prim&aacute;rio, de instru&ccedil;&otilde;es e de actividades para as crian&ccedil;as. Pelo contr&aacute;rio, o adulto dever&aacute; ser visto como um facilitador, baseando-se nas oportunidades que surgem no contexto da sala, para promover as aprendizagens das crian&ccedil;as. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Est&aacute; bem documentado na literatura que, entre crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar com um desenvolvimento dito normal, ocorrem extensivas trocas comunicativas (Corsaro, 1985; Garvey, 1984; Guralnick &amp; Paul-Brown, 1999; Odom, 2007). At&eacute; por volta dos dezoito meses, as crian&ccedil;as est&atilde;o preparadas para tomar e dar a vez em interac&ccedil;&otilde;es com os seus pares. Pelos quatro anos de idade, as crian&ccedil;as desenvolvem compet&ecirc;ncias mais elaboradas de iniciar, manter e terminar os turnos de conversa&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Em contraste, crian&ccedil;as com NEE, geralmente, interagem com menos frequ&ecirc;ncia, com os seus pares. Quando estas interac&ccedil;&otilde;es se verificam, as crian&ccedil;as com NEE usam linguagem menos complexa do ponto de vista de organiza&ccedil;&atilde;o sint&aacute;ctica, fazem mais pedidos com ac&ccedil;&otilde;es e partilham, ou solicitam, menos informa&ccedil;&atilde;o (Guralnick &amp; Paul-Brown, 1999). </P >    <p>Num estudo que pretendia compreender a liga&ccedil;&atilde;o entre as dificuldades na linguagem e as interac&ccedil;&otilde;es entre pares, Britton, Fujiki, Spencer e Robinson (1997) verificaram que as crian&ccedil;as com perturba&ccedil;&otilde;es da linguagem est&atilde;o em risco de apresentar dificuldades nas interac&ccedil;&otilde;es (iniciar e manter), ficando assim em desvantagem nas rela&ccedil;&otilde;es com os seus pares. Entre os factores que influenciam esta situa&ccedil;&atilde;o, salientam-se: a pobre capacidade lingu&iacute;stica; as limitadas capacidades sociais, ou fracasso, na tentativa de interac&ccedil;&atilde;o com os seus pares. </P >    <p>Guralnick, Connor, Hammond, Gottman e Kinnish (1996) verificaram que, num estudo que pretendia comparar as interac&ccedil;&otilde;es sociais entre crian&ccedil;as com perturba&ccedil;&otilde;es da comunica&ccedil;&atilde;o e os seus pares sem NEE, as primeiras envolveram-se em menos interac&ccedil;&otilde;es sociais positivas. </P >     <p>Conversaram menos com os seus pares, nos momentos entre actividades, tiveram menos sucesso nas suas iniciativas comunicativas e foram menos directivas do que os seus pares. N&atilde;o obstante, os dois grupos revelaram compet&ecirc;ncias ao n&iacute;vel da capacidade de manuten&ccedil;&atilde;o nas actividades l&uacute;dicas, minimiza&ccedil;&atilde;o de conflitos, envolvimento com os pares em actividades e resposta &agrave;s iniciativas dos outros. </P >    <p>De acordo com Owen-DeSchryver, Carr e Blakeley-Smith (2008), num estudo realizado com tr&ecirc;s crian&ccedil;as com PEA em idade escolar e os seus pares sem NEE, cujo objectivo era aumentar as interac&ccedil;&otilde;es sociais, houve um incremento das iniciativas e respostas das crian&ccedil;as com PEA. Num estudo semelhante Ball (1996) constatou que a presen&ccedil;a de pares sem NEE foi fundamental para manter as crian&ccedil;as com PEA integradas na sala de jardim-de-inf&acirc;ncia. Enquanto as crian&ccedil;as sem NEE faziam jogo simb&oacute;lico, as crian&ccedil;as com PEA observavam-nas e ao longo do tempo come&ccedil;aram a iniciar interac&ccedil;&otilde;es com os seus pares sem NEE. Mais ainda, todas crian&ccedil;as aumentaram a sua auto-estima, as suas compet&ecirc;ncias ao n&iacute;vel da linguagem oral e estabeleceram rela&ccedil;&otilde;es de amizade. </P >    <p>Um dos aspectos importantes do ensino de estrat&eacute;gias a crian&ccedil;as com PEA est&aacute; relacionado com a motiva&ccedil;&atilde;o. Se uma crian&ccedil;a com PEA n&atilde;o estiver motivada para uma aprendizagem, tende a retomar comportamentos at&iacute;picos e esteriotipados (Ball, 1996). Este aspecto deve ser tido em considera&ccedil;&atilde;o, pelos pais e cuidadores. </P >    <p>Num estudo realizado com 15 crian&ccedil;as e jovens com PEA Calloway, Myles e Earles (1999) registaram avan&ccedil;os no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias, tanto nas fun&ccedil;&otilde;es como nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, substituindo formas mais primitivas de comunica&ccedil;&atilde;o por formas mais avan&ccedil;adas. Tanto os pr&eacute; como os p&oacute;s testes revelaram que, as fun&ccedil;&otilde;es e meios de comunica&ccedil;&atilde;o mais utilizados estavam relacionados com a regula&ccedil;&atilde;o de comportamento (ex.: apontar, mostrar, aproximar-se, pedir um objecto, protestar/recusar, vocaliza&ccedil;&otilde;es, ecol&aacute;lia). Estes reguladores foram mais utilizados do que qualquer outra fun&ccedil;&atilde;o comunicativa. A aten&ccedil;&atilde;o conjunta foi a fun&ccedil;&atilde;o menos utilizada. Embora se tenham verificado varia&ccedil;&otilde;es individuais no uso de fun&ccedil;&otilde;es e meios de comunica&ccedil;&atilde;o mais elaborados, todos os participantes demonstraram progressos no desenvol vimento de compet&ecirc;ncias comunicativas. </P >    <p>As crian&ccedil;as com PEA podem envolver-se em situa&ccedil;&otilde;es espor&aacute;dicas de &ldquo;faz-de-conta&rdquo;, mas o seu jogo &eacute; pouco flex&iacute;vel e revelam falta de consci&ecirc;ncia dos objectivos que lhe est&atilde;o subjacentes (Sherratt, 2002). Mesmo as que apresentam capacidades verbais mais desenvolvidas, tendem a evitar a interac&ccedil;&atilde;o com os pares ou, tornam-se passivas dando uma contribui&ccedil;&atilde;o muito limitada para o desenvolvimento da actividade l&uacute;dica. Quando tentam entrar no jogo, particularmente no jogo f&iacute;sico, fazem-no de forma inadequada (Wing &amp; Attwood, 1987, citados por Hess, 2006). </P >    <p>Sherrat (2002) verificou que, num estudo que desenvolveu com cinco crian&ccedil;as com PEA em idade pr&eacute;-escolar, todas foram capazes de usar alguns actos simb&oacute;licos durante as actividades l&uacute;dicas. Este estudo sugere ainda que, alguns dos actos simb&oacute;licos n&atilde;o foram resultado de replica&ccedil;&atilde;o de modelos, mas sim espont&acirc;neos. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>M&Eacute;TODO </P >    <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o utiliza uma metodologia qualitativa, tratando-se de um estudo de caso de car&aacute;cter explorat&oacute;rio. A investiga&ccedil;&atilde;o ocorreu durante dez sess&otilde;es num jardim-de-inf&acirc;ncia. Uma das investigadoras foi tamb&eacute;m observadora participante. Ao longo do estudo foram registados comportamentos observados durante as interac&ccedil;&otilde;es em grelhas pr&eacute;-estabelecidas pelas investigadoras (Anexos <a href ="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a05aa.jpg">A</a> e <a href ="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a05ab.jpg">B</a>). Neste estudo recorreu-se a uma amostragem do tipo temporal aleat&oacute;ria e sistem&aacute;tica. </P >    
<p><I>Participantes </I></P >    <p>O grupo que fez parte do estudo era composto por vinte e uma crian&ccedil;as, doze raparigas e nove rapazes com idades compreendidas entre os quatro e os cinco anos. A crian&ccedil;a com PEA tinha cinco anos de idade. Utilizava palavras soltas com inten&ccedil;&atilde;o comunicativa e, por vezes, fazia frases simples e respondia a perguntas. </P >    <p><I>Contexto </I></P >    <p>As observa&ccedil;&otilde;es efectuadas ocorreram numa sala de jardim-de-inf&acirc;ncia de uma institui&ccedil;&atilde;o particular, durante o per&iacute;odo da manh&atilde;. Na sala, juntamente com o grupo de crian&ccedil;as, estavam dois adultos a tempo inteiro (uma educadora de inf&acirc;ncia e uma auxiliar). A investigadora, enquanto terapeuta da fala, frequentou a sala em situa&ccedil;&otilde;es pontuais, pelo que s&oacute; durante a investiga&ccedil;&atilde;o a sua presen&ccedil;a e a da outra observadora, se efectuaram de forma sistem&aacute;tica. </P >    <p><I>Recolha e an&aacute;lise dos dados </I></P >    <p>Para a recolha de dados foram criadas duas grelhas de observa&ccedil;&atilde;o com o intuito de identificar, de forma mais precisa, os comportamentos sociais e comunicativos presentes nas interac&ccedil;&otilde;es entre a crian&ccedil;a com PEA e os seus pares sem NEE. Os comportamentos seleccionados para as grelhas, ap&oacute;s a revis&atilde;o da literatura efectuada foram: <I>Faz contacto ocular; Cumprimenta/Agradece; Faz alter </I><I></I><I>n&acirc;ncia de turnos; Segue instru&ccedil;&otilde;es; Responde a perguntas; Toma iniciativa comunicativa; Faz coment&aacute;rios; Faz perguntas; Pede ajuda/Solicita informa&ccedil;&atilde;o; Recusa/Nega; e Pede desculpa. </I></P >    <p>As duas grelhas s&atilde;o iguais, quanto ao n&uacute;mero e tipo de comportamentos analisados, mas diferem quanto aos interlocutores presentes durante as actividades l&uacute;dicas. A primeira grelha (ver <a href ="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a05aa.jpg">Anexo A</a>) refere-se &agrave;s interac&ccedil;&otilde;es sociais e comunicativas que ocorreram durante a presen&ccedil;a da investigadora, da crian&ccedil;a com PEA e de dois pares sem NEE, nas actividades l&uacute;dicas, durante 10 minutos. Na segunda grelha (ver <a href ="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a05ab.jpg">Anexo B</a>), registam-se os comportamentos quando s&oacute; est&atilde;o presentes a crian&ccedil;a com PEA e os seus pares sem NEE, a brincar durante 6 minutos. A contabiliza&ccedil;&atilde;o dos comporta mentos sociais e comunicativos, na primeira fase da observa&ccedil;&atilde;o iniciou-se, a partir do quarto minuto de observa&ccedil;&atilde;o, pois nos primeiros tr&ecirc;s minutos, a investigadora planeia e organiza com as crian&ccedil;as a actividade l&uacute;dica (ver <a href ="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a05ac.jpg">Anexo C</a>). Num acto comunicativo, poder&atilde;o ocorrer mais do que um compor tamento comunicativo, pelo que todos os comportamentos que ocorreram foram contabilizados (ex.: na resposta a uma quest&atilde;o, recusa, sem utilizar ecol&aacute;lia. Neste caso, foram contabilizados os comportamentos <I>responde sem ecol&aacute;lia e r</I><I>ecusa/nega</I>). </P >    
<p>Para a an&aacute;lise dos dados obtidos verificaram-se quais os comportamentos sociais e comunica tivos presentes durante as interac&ccedil;&otilde;es nas actividades l&uacute;dicas, identificaram-se quais as semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as entre os dois momentos em que ocorreram as observa&ccedil;&otilde;es e verificou-se qual a varia&ccedil;&atilde;o dos comportamentos ao longo das 10 observa&ccedil;&otilde;es. Sempre que poss&iacute;vel procedeu-se ao enquadramento dos resultados obtidos com os estudos cient&iacute;ficos revistos. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Crit&eacute;rios de confian&ccedil;a </I></P >    <p>Guba e Lincoln (1989) citados por Mertens e McLauglin (1995) referem que os conceitos de credibilidade, transferibilidade e confirmabilidade e dependabilidade utilizados na metodologia qualitativa, correspondem, respectivamente, aos conceitos de validade interna, validade externa, crit&eacute;rios de confian&ccedil;a e objectividade utilizados na metodologia quantitativa. </P >     <p>Neste estudo, para minimizar o facto de uma investigadora ser tamb&eacute;m observadora partici pante, recorreu-se a um segundo observador n&atilde;o participante, numa das etapas da observa&ccedil;&atilde;o. Na primeira etapa os comportamentos comunicativos presentes resultaram dos dados de um s&oacute; observador. Por&eacute;m, os coment&aacute;rios efectuados pela crian&ccedil;a com PEA e pelos seus pares, as iniciativas comunicativas verbais e as recusas/nega&ccedil;&otilde;es foram assinalados em conson&acirc;ncia, pelos dois elementos, pois essas informa&ccedil;&otilde;es foram partilhadas. Na segunda etapa, o n&uacute;mero de comportamentos comunicativos resultou da concord&acirc;ncia entre a investigadora e a observadora. S&oacute; quando os comportamentos comunicativos foram assinalados por ambas, de forma independente, &eacute; que foram considerados presentes. A an&aacute;lise dos registos das duas observadoras mostra que houve uma concord&acirc;ncia de 94%. Foi utilizada tamb&eacute;m a t&eacute;cnica de triangula&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do recurso aos dois observadores e, ao enquadramento dos dados obtidos com os dos estudos que, previamente, se analisaram. </P >    <p>Para garantir validade externa procurou-se fazer uma descri&ccedil;&atilde;o minuciosa do contexto em que ocorreram as observa&ccedil;&otilde;es e das estrat&eacute;gias e orienta&ccedil;&otilde;es dadas pela investigadora, nos momentos em que foi observadora participante, para que o crit&eacute;rio de transferibilidade fosse respeitado. </P >    <p>Para assegurar a confirmabilidade e a dependabilidade do estudo foi elaborado um di&aacute;rio reflexivo, com as datas das observa&ccedil;&otilde;es efectuadas, o tipo de actividades que foram desenvolvidas e recolha de notas pertinentes recolhidas durante as observa&ccedil;&otilde;es. </P >    <p>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS E CONCLUS&Otilde;ES </P >    <p>Uma an&aacute;lise mais global dos dados, permite-nos afirmar que todos os comportamentos que fazem parte das grelhas de observa&ccedil;&atilde;o elaboradas estiveram presentes. Nas interac&ccedil;&otilde;es com os seus pares sem NEE, durante as actividades l&uacute;dicas, os comportamentos mais utilizados pela crian&ccedil;a com PEA foram: <I>Responde a quest&otilde;es; Segue instru&ccedil;&otilde;es e; Faz coment&aacute;rios</I>, como se pode observar na <a href="#f1">Figura 1</a>. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a05f1.jpg" width="566" height="396"></P >     
<p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes comportamentos parecem ser indicadores de um papel mais passivo na comunica&ccedil;&atilde;o, uma vez que, ao responder a perguntas e ao seguir instru&ccedil;&otilde;es, a crian&ccedil;a com PEA s&oacute; tomou o papel de receptor. Quando fez coment&aacute;rios eles n&atilde;o tiveram impacto no interlocutor, isto &eacute;, raramente desencadearam altern&acirc;ncias de turnos. O que foi referido pode ir ao encontro dos autores que sugerem que, as crian&ccedil;as com NEE, dependendo das suas caracter&iacute;sticas, poder&atilde;o ser vistas como mais passivas e menos interactivas (Elgas &amp; Linch, 1998). </P >    <p>Outro aspecto que observamos na <a href="#f1">Figura 1</a> &eacute; a exist&ecirc;ncia de um comportamento comunicativo que ocorreu mais vezes &ndash; <I>faz coment&aacute;rios &ndash; </I>durante as actividades l&uacute;dicas, s&oacute; com os pares. Por outro lado, os tr&ecirc;s comportamentos que ocorreram menos vezes e, nenhuma vez nas interac&ccedil;&otilde;es s&oacute; com pares, foram: <I>Cumprimenta/agradece; Faz perguntas e; Pede ajuda</I>. A justifica&ccedil;&atilde;o parece dever-se ao facto de estes comportamentos s&oacute; terem ocorrido em situa&ccedil;&otilde;es extremas (limiar da frustra&ccedil;&atilde;o/grande motiva&ccedil;&atilde;o, no caso de <I>Pede ajuda e Faz perguntas</I>, respectivamente); quando a crian&ccedil;a com PEA foi induzida pelo adulto (ex.: na 7&ordf; observa&ccedil;&atilde;o) ou; por imita&ccedil;&atilde;o social. Esta an&aacute;lise remete-nos para um aspecto importante que referimos na revis&atilde;o da literatura, que chama a aten&ccedil;&atilde;o para a import&acirc;ncia da motiva&ccedil;&atilde;o na aprendizagem das crian&ccedil;as com PEA (Ball, 1996). Neste caso espec&iacute;fico, s&oacute; quando estava muito motivada &eacute; que a crian&ccedil;a com PEA interagiu de forma mais clara, aumentando o seu tom de voz e mostrando mais expressividade. </P >    <p>Outra das considera&ccedil;&otilde;es que pode ser feita da an&aacute;lise da <a href="#f1">Figura 1</a> &eacute; o facto de, nas actividades mediadas pelo adulto, estar presente uma maior variedade de comportamentos. Este aspecto est&aacute; de acordo com o que Cavallaro, Haney e Cabello (1993) e Bruner (1975) defendem. Segundo eles, quando o adulto envolve as crian&ccedil;as nas interac&ccedil;&otilde;es, reformulando enunciados, modelando, dando sugest&otilde;es e pistas, colocando quest&otilde;es e incentivando-as a participar em novas experi&ecirc;ncias, alarga o n&uacute;mero de fun&ccedil;&otilde;es e meios de comunica&ccedil;&atilde;o que podem utilizar. </P >     <p>Alguns dos comportamentos mais utilizados pela crian&ccedil;a com PEA, neste estudo, v&atilde;o ao encontro dos resultados obtidos por Calloway, Myles e Earles (1999), que verificaram que as fun&ccedil;&otilde;es e meios de comunica&ccedil;&atilde;o mais utilizados por um grupo de crian&ccedil;as com PEA estavam relacionados com a regula&ccedil;&atilde;o de comportamento (ex.: apontar, mostrar, aproximar-se, pedir um objecto, protestar/recusar, vocaliza&ccedil;&otilde;es, ecol&aacute;lia). Neste estudo, dois dos comportamentos mais utilizados pela crian&ccedil;a com PEA enquadram-se nesta lista (<I>segue instru&ccedil;&otilde;es e responde com ecol&aacute;lia</I>), correlacionando-se com a <I>ecol&aacute;lia e mostrar</I>. No entanto, quanto &agrave;s fun&ccedil;&otilde;es comunicativas o mesmo n&atilde;o se verifica. Ao contr&aacute;rio do estudo referido, nesta investiga&ccedil;&atilde;o, a crian&ccedil;a com PEA s&oacute; pediu ajuda/solicitou uma vez, enquanto o adulto participou nas interac&ccedil;&otilde;es e, nunca o fez nas actividades l&uacute;dicas s&oacute; com os seus pares. </P >    <p>Em seguida passamos a analisar o impacto do adulto no tipo e n&uacute;mero de comportamentos sociais e comunicativos evidenciados pela crian&ccedil;a com PEA durante os dois momentos de observa&ccedil;&atilde;o (presen&ccedil;a e aus&ecirc;ncia do adulto). </P >    <p>A investigadora foi uma observadora participante moderada, uma vez que observou e participou, n&atilde;o em todas, mas em algumas, das actividades realizadas (Mertens &amp; McLaughlin, 1995). Neste sentido, s&oacute; poderemos, tal como fizemos anteriormente, verificar se, a sua contribui&ccedil;&atilde;o, enquanto participante, teve impacto nos comportamentos da crian&ccedil;a com PEA. Pela an&aacute;lise da <a href="#f2">Figura 2</a>, verificamos que, a crian&ccedil;a com PEA apresentou mais comportamentos na presen&ccedil;a do adulto em todas as observa&ccedil;&otilde;es, excepto na 5&ordf; Observa&ccedil;&atilde;o, onde teve menos e, na 6&ordf; Observa&ccedil;&atilde;o onde apresentou o mesmo n&uacute;mero. Isto parece indicar que, o adulto, representou um papel de facilitador e esteve atento ao contexto, para alargar as oportunidades de participa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a com NEE, tal como defendem Cavallaro, Haney e Cabello (1993) e Bruner (1975). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a05f2.jpg" width="576" height="340"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Curiosamente, as observa&ccedil;&otilde;es, nas etapas em que o adulto esteve presente, onde ocorreram menos (5&ordf; Observa&ccedil;&atilde;o) ou, o mesmo n&uacute;mero (6&ordf; Observa&ccedil;&atilde;o) de comportamentos que na actividade s&oacute; com os pares, s&atilde;o tamb&eacute;m as observa&ccedil;&otilde;es onde ocorreram menos comportamentos, no geral, no caso das actividades onde o adulto esteve presente. Essas observa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o tamb&eacute;m das que se verificaram menos comportamentos utilizados pela crian&ccedil;a com PEA, no caso das actividad es s&oacute; com os pares. Poss&iacute;veis explica&ccedil;&otilde;es para os factos referidos, sobre n&uacute;mero de comportam entos s&atilde;o: Nas duas observa&ccedil;&otilde;es, a crian&ccedil;a com PEA n&atilde;o respondeu oralmente para onde queria ir brincar, dirigindo-se apenas para o local pretendido (5&ordf; Observa&ccedil;&atilde;o) ou seguiu um colega (6&ordf; Observa&ccedil;&atilde;o). Estes aspectos podem revelar que n&atilde;o se tratou de uma verdadeira motiva&ccedil; &atilde;o, mas de curiosidade sobre o que os amigos estavam a fazer. Assim, o uso de poucos comportamentos comunicativos poder-se-&aacute; dever &agrave; pouca motiva&ccedil;&atilde;o (Ball, 1996). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outra explica&ccedil;&atilde;o poder&aacute; estar relacionada com o facto de, n&atilde;o se tratar de uma actividade preferenc ial da crian&ccedil;a com PEA. Neste sentido, o facto de ser mais dif&iacute;cil e desafiante fez com que ela se centrasse mais no que estava a fazer, ficando menos dispon&iacute;vel para a interac&ccedil;&atilde;o (Pierce-Jordan  &amp; Lifter, 2005) O uso de menos comportamentos, tamb&eacute;m poder&aacute; estar relacionado com o facto de, a crian&ccedil;a com PEA ter sido menos solicitada pelos seus pares. Todas as crian&ccedil;as estavam envolvidas nas suas constru&ccedil;&otilde;es, interagindo pouco, nas duas situa&ccedil;&otilde;es. </P >    <p>Quando analisados os tipos de comportamentos que ocorreram, na actividade s&oacute; com os pares, verificamos que a crian&ccedil;a com PEA, na &uacute;ltima observa&ccedil;&atilde;o, apresentou mais dois tipos de compor ta mentos (<I>Faz contacto ocular e Responde sem ecol&aacute;lia</I>) para al&eacute;m dos que apresentou na 1&ordf; Observa&ccedil;&atilde;o (<I>Faz coment&aacute;rios e Recusa</I>). Este facto remete-nos para um dos argumentos a favor da inclus&atilde;o na idade pr&eacute;-escolar que considera que esta promove o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais e comportamentais durante as actividades l&uacute;dicas (Bailey, McWilliam, Buysse, &amp; Wesley, 1998). </P >    <p>Ainda atrav&eacute;s da interpreta&ccedil;&atilde;o da <a href="#f2">Figura 2</a>, podemos verificar que, a 4&ordf; Observa&ccedil;&atilde;o &ndash; Jogo de constru&ccedil;&atilde;o com &iacute;manes, foi onde a crian&ccedil;a com PEA apresentou mais comportamentos sociais e comunicativos, nas duas primeiras fases da observa&ccedil;&atilde;o. A crian&ccedil;a utilizou os seguintes comporta mentos: <I>Segue instru&ccedil;&otilde;es; Responde com ecol&aacute;lia; Responde sem ecol&aacute;lia; Faz coment&aacute;rios; Toma iniciativa comunicativa; Recusa/nega. </I>Este &eacute; o jogo preferido da crian&ccedil;a com PEA e poder&aacute; ser uma explica&ccedil;&atilde;o plaus&iacute;vel para a sua participa&ccedil;&atilde;o mais activa durante a actividade l&uacute;dica indo ao encontro das conclus&otilde;es que Pierce-Jordan e Lifter (2005) obtiveram num estudo e que alertam para o facto de as crian&ccedil;as exibirem mais comportamentos sociais, quando envolvidas em actividades l&uacute;dicas que s&atilde;o f&aacute;ceis para elas. Tratando-se de um jogo familiar e preferencial para a crian&ccedil;a com PEA, provavelmente estava mais dispon&iacute;vel para interagir com os seus pares e mais motivada. </P >     <p>Ainda da an&aacute;lise da <a href="#f2">Figura 2</a>, verificamos que n&atilde;o houve um aumento dos comportamentos sociais e comunicativos ap&oacute;s a presen&ccedil;a do adulto, como &eacute; sugerido por Craig-Unkefer e Kaiser (2002). Este facto remete-nos para um factor importante e que est&aacute; relacionado com a necessidade de criar programas espec&iacute;ficos que, visem aumentar as compet&ecirc;ncias comunicativas e de interac&ccedil;&atilde;o social das crian&ccedil;as com PEA e dos seus pares sem NEE, de acordo com as suas necessidades, como referem Owen-DeSchryver e colaboradores (2008). Das v&aacute;rias crian&ccedil;as que participaram no estudo, duas delas destacaram-se, por apresentarem compet&ecirc;ncias comunicativas e de interac&ccedil;&atilde;o social mais evidentes (procuraram manter contacto ocular; utilizaram diversas fun&ccedil;&otilde;es comunicativas; esperaram a reac&ccedil;&atilde;o dos seus pares; partilharam os brinquedos; revelaram compet&ecirc;ncias de jogo elaboradas) e, por procurarem seguir as orienta&ccedil;&otilde;es dadas pela investigadora (chamar a crian&ccedil;a com PEA; pedir-lhe opini&atilde;o; tentar que olhasse nos seus olhos...), mas nem todos as crian&ccedil;as sem NEE o conseguiram fazer. </P >     <p>Outra an&aacute;lise que se revelou interessante ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o desta investiga&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionada com as respostas dadas pela crian&ccedil;a com PEA. Ao longo das observa&ccedil;&otilde;es, nem sempre a crian&ccedil;a com PEA respondeu &agrave;s solicita&ccedil;&otilde;es dos seus pares e, muitas vezes, quando respondeu recorreu &agrave; ecol&aacute;lia, repetindo parte da quest&atilde;o. Nesse sentido, consider&aacute;mos pertinente fazer uma an&aacute;lise mais detalhada deste comportamento espec&iacute;fico, ao longo das 10 Observa&ccedil;&otilde;es, como mostra a <a href="#f3">Figura 3</a><I>. </I></P >     <p>&nbsp;</P ><a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a05f3.jpg" width="565" height="340"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Da an&aacute;lise da <a href="#f3">Figura 3</a><I>, </I>verificamos que o n&uacute;mero de quest&otilde;es colocadas durante as v&aacute;rias observa&ccedil;&otilde;es foi sempre superior &agrave;s respostas dadas pela crian&ccedil;a com PEA, com a excep&ccedil;&atilde;o das 5&ordf; e 6&ordf; observa&ccedil;&otilde;es, onde a crian&ccedil;a com PEA respondeu a todas as perguntas que lhe foram colocadas. Este aspecto vai ao encontro da literatura, quando &eacute; referido que, uma das caracter&iacute;sticas das crian&ccedil;as com PEA &eacute; a falta de resposta quando lhe s&atilde;o direccionadas quest&otilde;es (Rapin, 2006). </P >     <p>A 8&ordf; observa&ccedil;&atilde;o foi quando se colocaram mais quest&otilde;es e quando a crian&ccedil;a com PEA deu mais respostas. No entanto e, analisando a rela&ccedil;&atilde;o entre as perguntas efectuadas e as respostas dadas ao longo das dez observa&ccedil;&otilde;es, verificamos que, n&atilde;o foi pelos pares e o adulto terem colocado mais quest&otilde;es que a crian&ccedil;a com PEA foi mais eficaz. Esta an&aacute;lise reporta-nos para o que Rocissano e Yatchmink (1983) verificaram num estudo cujo objectivo era analisar as interac&ccedil;&otilde;es m&atilde;e-filho. Segundo eles, as m&atilde;es mais directivas, que d&atilde;o muitas ordens, colocam muitas quest&otilde;es e, redireccionam o foco de aten&ccedil;&atilde;o dos seus filhos para o que consideram ser mais importante, contribuem para que a linguagem desenvolvida pelas crian&ccedil;as seja menos complexa. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&atilde;o obstante, o que foi referido parece estar tamb&eacute;m relacionado com perfil comunicativo do adulto e dos pares. Se tivermos em considera&ccedil;&atilde;o que, tal como verific&aacute;mos na <a href="#f1">Figura 1</a><I>, </I>dois dos comportamentos sociais e comunicativos que a crian&ccedil;a com PEA mais utilizou ao longo das 10 observa&ccedil;&otilde;es foram <I>segue instru&ccedil;&otilde;es e responde com ecol&aacute;lia</I>. Este aspecto denota alguma directividade dos interlocutores e passividade da crian&ccedil;a com PEA. Neste sentido, parece-nos que, no futuro, ser&aacute; importante procurar modificar este perfil mais directivo, para maximizar as potencialidades comunicativas e lingu&iacute;sticas da crian&ccedil;a com PEA. </P >     <p>Numa an&aacute;lise mais espec&iacute;fica da <a href="#f3">Figura 3</a>, centrando-nos agora no tipo de respostas dadas pela crian&ccedil;a com PEA, verificamos que, apenas em duas situa&ccedil;&otilde;es esta deu mais respostas sem ecol&aacute;lia do que com ecol&aacute;lia. Estas situa&ccedil;&otilde;es correspondem &agrave; 4&ordf; e &agrave; 8&ordf; observa&ccedil;&atilde;o. Se analisarmos o que aconteceu na 4&ordf; observa&ccedil;&atilde;o, percebemos que e, como j&aacute; coment&aacute;mos anteriormente, o facto de se tratar da sua actividade preferida parece ter contribu&iacute;do para um uso mais espont&acirc;neo da linguagem. </P >     <p>Em conclus&atilde;o e indo ao encontro de uma das quest&otilde;es iniciais &ndash; <I>Como s&atilde;o as interac&ccedil;&otilde;es entre </I><I>uma crian&ccedil;a com PEA e os seus pares sem NEE? </I>&ndash; Podemos referir que, no caso em estudo, a crian&ccedil;a com PEA tomou um papel mais passivo que os seus pares e estes raramente deram seguimento aos coment&aacute;rios que fez. Assim, revelaram-se interac&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas e pouco rec&iacute;procas, no sentido em que apenas houve uma altern&acirc;ncia de turnos. </P >    <p>Quanto &agrave;s quest&otilde;es: <I>Qual o papel que o adulto tem nestas interac&ccedil;&otilde;es? O comportamento das crian&ccedil;as com PEA, durante as interac&ccedil;&otilde;es com os seus pares sem NEE mant&eacute;m-se, na presen&ccedil;a e na aus&ecirc;ncia do adulto? </I>Apenas podemos inferir que, quando o adulto esteve presente, a crian&ccedil;a com PEA utilizou mais comportamentos sociais e comunicativos. Neste sentido, o papel do adulto parece ter sido o de facilitar e promover a utiliza&ccedil;&atilde;o de novas fun&ccedil;&otilde;es e meios de comunica&ccedil;&atilde;o, pelo Jo&atilde;o e; incentivar e modelar os seus pares a variarem as perguntas, instru&ccedil;&otilde;es e coment&aacute;rios que lhe faziam. </P >    <p>Durante o estudo foram surgindo novas quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o relacionadas com os pares sem NEE: <I>Qual o tipo de influ&ecirc;ncia que o perfil comunicativo e de interac&ccedil;&atilde;o dos pares sem NEE t&ecirc;m no tipo de comportamentos sociais e comunicativos utilizados pela crian&ccedil;a com PEA? Que perfil comunicativo e social dever&aacute; ser o dos pares sem NEE, das crian&ccedil;as com PEA, para facilitarem a interac&ccedil;&atilde;o e a comunica&ccedil;&atilde;o? </I>Com este estudo n&atilde;o foi poss&iacute;vel responder a tais quest&otilde;es, mas elas dever&atilde;o ser alvo de investiga&ccedil;&atilde;o em estudos futuros. </P >    <p>PROPOSTAS PARA O FUTURO </P >    <p>No futuro ser&aacute; importante fazer uma an&aacute;lise mais detalhada do tipo de selec&ccedil;&atilde;o e de caracter&iacute;sticas que os pares das crian&ccedil;as com PEA devem possuir, para fazerem parte de programas de treino de interac&ccedil;&otilde;es sociais e comunicativas com crian&ccedil;as com PEA. Tal como verificamos no estudo, o perfil comunicativo dos pares parece ter interferido com os comportamentos demonstrados pela crian&ccedil;a com PEA. Mais, ser&aacute; relevante identificar, de forma mais detalhada quais os comportamentos comunicativos que ocorrem, apenas mediante a facilita&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o do adulto nas interac&ccedil;&otilde;es com os pares e, as crian&ccedil;as sem NEE e, quais se devem apenas aos pares sem NEE. </P >    <p>Analisar as vantagens, desvantagens e possibilidades de interven&ccedil;&atilde;o, ao n&iacute;vel de terapia da fala, ou outras &aacute;reas de conhecimento, num contexto como o da sala de jardim-de-inf&acirc;ncia, poder&aacute; ser um tema pertinente para investiga&ccedil;&atilde;o. Ali&aacute;s, em rela&ccedil;&atilde;o a esta tem&aacute;tica, Scott, McWilliam e Mayhew (1999) referem que, para maximizar a efic&aacute;cia dos servi&ccedil;os de interven&ccedil;&atilde;o precoce &eacute; fundamental uma abordagem integrativa. Para uma inclus&atilde;o de sucesso a fam&iacute;lia, os educadores/professores e outros t&eacute;cnicos t&ecirc;m de comunicar entre si. Terapias inclusivas envolvem a coordena&ccedil;&atilde;o das actividades educativas com as actividades terap&ecirc;uticas, para que todas as pessoas envolvidas nos servi&ccedil;os prestados &agrave; crian&ccedil;a e &agrave; sua fam&iacute;lia trabalhem em conjunto. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>American Psychiatric Association (2002). <I>DSM-IV-TR &ndash; Manual de diagn&oacute;stico e estat&iacute;stica das perturba&ccedil;&otilde;es mentais </I>(4&ordf; ed.). Lisboa: CLIMEPSI Editores. </P >    <!-- ref --><p>Ball, J. (1996). <I>Increasing social interaction of preschoolers with autism trought relationships with typical developing peers. </I>E. D. Practium Report, Nova Southeastern University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201100010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bailey, D. B., McWilliam, R. A., Buysse, V., Wesley, P. (1998). Inclusion in the context of competing values in early childhood education. <I>Early Childhood Research Quarterly</I><I>, 13</I>(1), 27-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201100010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Barnett, D., Clements, M., Estrin-Kaplan, M., &amp; Fialka, J. (2003). Building new dreams: Supporting parents&rsquo; adaptation to their child with special needs<I>. Infants and young Children, 16</I>(3), 184-200. </P >    <!-- ref --><p>Briker, D. (1995). The challenge of inclusion. <I>Journal of Early Intervention</I>, <I>19</I>(3), 179-194.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-8231201100010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Britton, B., Fujiki, M., Spencer, J. C., &amp; Robinson, L. A. (1997). The ability of children with specific language impairment to access a participate in an ongoing interaction. <I>Journal of Speech, Language and Hearing </I><I>Research</I>, <I>40</I>, 1011-1025.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-8231201100010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bruner, J. (1975). The ontogenesis of speech acts. <I>Journal of Child Language, 2</I>, 1-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201100010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Calloway, C., Myles, B., &amp; Earles, T. (1999). The development of communicative functions and means in students with autism. <I>Focus on Autism and Other Developmental Disabilities, 14</I>, 140-149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201100010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cavallaro, C., Haney, C., &amp; Cabello, B. (1993). Developmentally appropriate strategies for promoting full participation in early childhood settings. <I>Topics in Early Childhood Special Education, 13</I>, 293-307.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201100010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Corsaro, W. (1985). <I>Friendship and peer culture in the early years. </I>Greenwich: Ablex Publishing Corp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201100010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Craig-Unkefer, L., &amp; Kaiser, A. (2002). Improving the social communication skills of at-risk preschool children in a play context. <I>Topics in Early Childhood Special Education, 22</I>, 3-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201100010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dunst, C., &amp; Bruder, M.B. (2002). Valued outcomes of service coordination, early Intervention and natural environments. <I>Exceptional Children</I>, <I>68</I>(3), 361-375.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201100010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Elgas, P. M., &amp; Lynch, E. (1998). Play. In L. J. Johnson, M. J. LaMontagne, P. Elgas, &amp; A. Bauer (Eds.), <I>Early chilhood education: Blending theory, blending practice</I>. Baltimore: Paul Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201100010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Garvey, C. (1984). <I>Children&rsquo;s talk. </I>Cambridge: Harvard University Press. </P >    <!-- ref --><p>Guralnick, M., &amp; Paul-Brown, D. (1999). The nature and meaning of social integration for young children with mild developmental delays in inclusive settings. <I>Journal of Early Intervention, 22</I>, 70-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201100010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Guralnick, M. J., Connor, R., Hammond, M., Gottman, J. M., &amp; Kinnish, K. (1996). Immediate effects of mainstreamed settings on the social interactions and social integration of preschool children. <I>American Journal on Mental Retardation, 100</I>, 359-377.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201100010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Hess, L. (2006). I would like to play but I don&rsquo;t know how: A case study of pretend play in autism. <I>Child Language Teaching and Therapy, 22</I>, 97-116. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Landa, R. (2007). Early communication development and intervention for children with autism. <I>Mental Retardation and Developmental Disabilities Research Reviews, 13</I>, 16-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201100010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Levy, S., Kim, A., &amp; Olive, M. (2006). Interventions for young children with autism: A synthesis of the literature. <I>Journal of Focus on Autism and other developmental disabilities, 21</I>(1), 55-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201100010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mertens, D., &amp; McLaughlin. (1995). <I>Research methods in special education</I>. Applied social research methods series (37). London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201100010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Murdock, L. C., Cost, H. C., &amp; Tieso, C. (2007). Measurement of social communication skills of children with autism spectrum disorders with typical peers. <I>Focus on Autism and other Developmental Disor</I><I>ders</I>, <I>22</I>(3), 160-172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201100010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Odom, S. L. (2007). <I>Alargando a roda &ndash; A inclus&atilde;o das crian&ccedil;as com necessidades educativas especiais na educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar. </I>Porto: Porto Editora. </P >    <!-- ref --><p>Owen-DeSchryver, E., Carr, C., &amp; Blakeley-Smith (2008). Promoting social interactions between students with autism spectrum disorders and their peers in inclusive school settings. <I>Focus Autism Other Dev</I><I>. Disabl., 23</I>, 15-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201100010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pierce-Jordan, S., &amp; Lifter, K. (2005). Interaction of social and play behaviors in preschoolers with and without pervasive developmental disorder. <I>Topics in Early Childhood Special Education, 25</I>, 34-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201100010000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rapin, I. (2006). Language and its development in autism spectrum disorders. In D. Riva, I. Rapin, &amp; G. Zardini (Eds.), <I>Language: Normal and pathological development</I>. John Libbey Eurotext: Montrouge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201100010000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Reynolds, M., &amp; Holdgrafer, G. (1998). Social-communicative interactions of preschool children with developmental delays in integrated settings: An exploratory study. <I>Topics in Early Childhood Special Education, 18</I>, 235-242.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201100010000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Rogers, S. (2006). Evidence-based interventions for language development in young children with autism. In T. Charman &amp; W. Stone (Eds.), <I>Social &amp; communication development in autism spectrum disorders: Early identification, diagnosis &amp; intervention. </I>Guildford Press: Nova Iorque.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201100010000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rocissano, L., <I>&amp; </I>Yatchmink, Y. (1983). Language skill and interactive patterns in prematurely born toddlers. <I>Child Development, 54</I>, 1229-1241.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201100010000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Scott, S. M., McWilliam, R. A., &amp; Mayhew, L. (1999). Integrating therapies into the classroom. <I>Young </I><I>Exceptional Children, 2</I>, 15-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201100010000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sherrat, D. (2002). Developing pretend play in children with autism: A case study. <I>Autism, 6</I>, 169-179.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201100010000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Stahmer, A. C., &amp; Carter, C. (2005). An empirical examination of toddler development in inclusive childcare. <I>Early Child Development and Care, 174</I>(4), 321-333.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201100010000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Wetherby, A., &amp; Prizant, B. (2000). <I>Autism spectrum disorders: A transaccional developmental perspective </I>(9). New York: Paul H Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201100010000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Wolfberg, P. (2003). <I>Peer play and autism spectrum: The art of guiding children&rsquo;s socialization and imagination</I>. Kansas: Autism Asperger Publishing Co. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ana Gaspar Getting it, Pediatria e desen</B>volvimento Lda., Rua Professor Melo Adri&atilde;o, 217, 4100-340 Porto. E-mail: <a href="mailto:anacdsgaspar@gmail.com">anacdsgaspar@gmail.com</a> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>NOTAS</P >     <P   ><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup>Optou-se por n&atilde;o traduzir este conceito, com receio de n&atilde;o encontra palavra na L&iacute;ngua Portuguesa que o defina de forma clara. Este conceito &eacute; associado &agrave; vis&atilde;o de &ldquo;andaime&rdquo;, uma vez que, &agrave; medida que a crian&ccedil;a vai mostrando novas compet&ecirc;ncias, o adulto aumenta a dificuldade com o intuito de alargar as suas oportunidades de aprendizagem.</P >     <P   >&nbsp;</P >     <p><a href ="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a05aa.jpg">ANEXO A</a></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><a href ="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a05ab.jpg">ANEXO B</a></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><a href ="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a05ac.jpg">ANEXO C</a></P >     
 ]]></body><back>
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