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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Práticas de intervenção precoce baseadas nas rotinas: Um projecto de formação e investigação]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article describes the work developed by the Grupo Técnico de Investigação (GTI), which resulted from a partnership between the Associação Nacional de Intervenção Precoce (ANIP) and different national universities with the scientific orientation of Professor Robin McWilliam. The aim of such partnership was to organize and implement a training course for Early Childhood Intervention (ECI) professionals designed to promote family centred routines based interventions. The conceptual framework underlying this training model is based on developmental-contextual theories, which sustain ECI practices embedded in everyday learning opportunities in natural environments. According to this perspective, McWilliam (2005) refers the concepts of engagement, independence and social relations, as well as four dimensions of the learning process in educational contexts, namely environment, activities, approach and interactions, and specifies how they can be used to plan intervention strategies that promote the quality of child interactions. The components of the training model are described, as well as subsequent research lines.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Contextos naturais de aprendizagem]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P   ><B>Pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o precoce baseadas nas rotinas: Um projecto de forma&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o </B></P >     <p><b>Isabel Chaves de Almeida*; Leonor Carvalho**; Viviana Ferreira**; Catarina Grande***; Sandra Lopes**; Ana Isabel Pinto***; Gabriela Portugal****; Paula Santos*****; Ana Maria Serrano****** </b></P >    <p>*Instituto Superior de Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncias; </P >     <p>**Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce; </P >     <p>***Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto; </P >     <p>****Universidade de Aveiro &ndash; Departamento de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o; </P >     <p>*****Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce; Universidade de Aveiro &ndash; Departamento de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o; </P >     <p>******Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce; Universidade do Minho &ndash; Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo apresenta o trabalho desenvolvido pelo Grupo T&eacute;cnico de Investiga&ccedil;&atilde;o (GTI), que resultou de uma parceria da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce (ANIP) com diferentes institui&ccedil;&otilde;es do ensino superior nacionais e que contou com a orienta&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica do Professor Robin McWilliam. Esta parceria teve como objectivo organizar e implementar uma forma&ccedil;&atilde;o para profissionais de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce (IP) designada a promover pr&aacute;ticas centradas na fam&iacute;lia e baseadas nas rotinas. O enqua dramento conceptual subjacente a este modelo de forma&ccedil;&atilde;o baseia-se em teorias desenvolvimentais-contextualistas que fundamentam pr&aacute;ticas de IP inseridas em oportunidades de aprendizagem em contextos naturais. De acordo com esta perspectiva McWilliam (2005) refere os conceitos de envolvimento, independ&ecirc;ncia e rela&ccedil;&otilde;es sociais, bem como quatro dimens&otilde;es do processo de ensinoaprendizagem em contextos de educa&ccedil;&atilde;o, nomeadamente ambiente, actividades, abordagem inicial e interac&ccedil;&otilde;es, e especifica como estes podem ser utilizados para planificar interven&ccedil;&otilde;es promotoras da qualidade das interac&ccedil;&otilde;es da crian&ccedil;a. S&atilde;o descritas as componentes do modelo de forma&ccedil;&atilde;o, bem como linhas de investiga&ccedil;&atilde;o decorrentes deste projecto. </P >     <p><B>Palavras-chave: </B>Contextos naturais de aprendizagem, Forma&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o em IPI, Rotinas. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>This article describes the work developed by the Grupo T&eacute;cnico de Investiga&ccedil;&atilde;o (GTI), which resulted from a partnership between the Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce (ANIP) and different national universities with the scientific orientation of Professor Robin McWilliam. The aim of such partnership was to organize and implement a training course for Early Childhood Intervention (ECI) professionals designed to promote family centred routines based interventions. The conceptual framework underlying this training model is based on developmental-contextual theories, which sustain ECI practices embedded in everyday learning opportunities in natural environments. According to this perspective, McWilliam (2005) refers the concepts of engagement, independence and social relations, as well as four dimensions of the learning process in educational contexts, namely environment, activities, approach and interactions, and specifies how they can be used to plan intervention strategies that promote the quality of child interactions. The components of the training model are described, as well as subsequent research lines. </P >     <p><B>Key-words: </B>Training and research in early intervention, Natural environment, Routines. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>&nbsp;</P >     <p>O presente projecto de forma&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o surgiu a partir de um desafio lan&ccedil;ado pelo Prof. Robin McWilliam<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> no Congresso da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce (ANIP) realizado em 2006. Iniciado em Julho de 2007, teve como objectivo construir uma forma&ccedil;&atilde;o, com base na tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o de um instrumento de trabalho que permitisse avaliar as necessidades das fam&iacute;lias e intervir nas rotinas &ndash; o Routines-Based Interview (RBI; McWilliam, 2003). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com o apoio inicial da Funda&ccedil;&atilde;o Luso-Americana, constituiu-se o <I>Grupo T&eacute;cnico de Investiga&ccedil;&atilde;o (GTI)</I>, que resultou do estabelecimento de parcerias entre a ANIP, as Universidades de Aveiro, Porto e Minho, e o Instituto Superior de Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncias, tendo como filosofia comum, a abordagem centrada na fam&iacute;lia em Interven&ccedil;&atilde;o Precoce.</P >    <p>BASES CONCEPTUAIS DAS PR&Aacute;TICAS DE IP BASEADAS NAS ROTINAS:  APRENDIZAGEM DA CRIAN&Ccedil;A NOS PRIMEIROS ANOS DE VIDA</P >     <p>A forma como a Interven&ccedil;&atilde;o Precoce (IP) &eacute; conceptualizada e implementada &eacute; determinante, quando se pretende obter efeitos ben&eacute;ficos, quer para as crian&ccedil;as quer para as fam&iacute;lias. Assim, os ambientes naturais de aprendizagem do dia-a-dia, as experi&ecirc;ncias e oportunidades normalizadoras, bem como o envolvimento activo e co-responsabiliza&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, constituem ingredientes fundamentais do pensamento actual sobre como conseguir tais benef&iacute;cios (Dunst, Raab, Trivette, &amp; Swanson, 2010). Nesta perspectiva, as rotinas da fam&iacute;lia passaram a ter uma relev&acirc;ncia fundamental em IP, acompanhando as mudan&ccedil;as paradigm&aacute;ticas de uma interven&ccedil;&atilde;o centrada na crian&ccedil;a para uma interven&ccedil;&atilde;o centrada na fam&iacute;lia (Bernheimer &amp; Keogh, 1995). As pr&aacute;ticas de IP embutidas nas rotinas s&atilde;o congruentes com a presta&ccedil;&atilde;o de ajuda centrada na fam&iacute;lia (Dunst, Hamby, Trivette, Raab, &amp; Bruder, 2002). Estas pr&aacute;ticas implicam um modelo de colabora&ccedil;&atilde;o entre profissionais e pais em que estes &uacute;ltimos s&atilde;o capazes de tomar decis&otilde;es informadas. </P >    <p>Os servi&ccedil;os de IP providenciados em resposta &agrave;s necessidades espec&iacute;ficas das crian&ccedil;as e suas fam&iacute;lias devem ser prestados, sempre que poss&iacute;vel, de forma embutida nas actividades e rotinas di&aacute;rias dos ambientes naturais onde as crian&ccedil;as passam a maior parte do seu tempo de aprendizagem. O apoio na aprendizagem deve ser concretizado de formas diversificadas que incluam experi&ecirc;ncias de aprendizagem para as crian&ccedil;as com necessidades especiais nos seus ambientes naturais e <I>rotinas </I>di&aacute;rias nos diferentes espa&ccedil;os, nomeadamente na creche, jardim-deinf&acirc;ncia e em casa (McWilliam 2007). O brincar dever&aacute; ser considerado como o ve&iacute;culo privilegiado para a aquisi&ccedil;&atilde;o dos objectivos de aprendizagem (Widerstrom, 2004). As <I>rotinas </I>s&atilde;o definidas como sendo repetitivas, previs&iacute;veis, que permitem a altern&acirc;ncia de turnos (dar e tomar a vez), rituais ou actividades (Yoder &amp; Warren, 1993). A caracter&iacute;stica de previsibilidade das rotinas &eacute; muito importante para a aprendizagem das crian&ccedil;as, na medida em que elas podem despender mais aten&ccedil;&atilde;o e energia exclusivamente na aprendizagem de novas aptid&otilde;es. As rotinas s&atilde;o eficazes quando apresentam um n&iacute;vel moderado de novidade, o que faz com que as crian&ccedil;as n&atilde;o sintam as actividades nem pouco interessantes, que as levem a desistir delas, nem demasiado excitantes que as levem a despender demasiada energia na sua explora&ccedil;&atilde;o. O n&iacute;vel moderado de novidade da rotina, conseguido quando se junta um elemento novo ou um aspecto diferente numa rotina previs&iacute;vel e familiar, &eacute; o momento ideal para a aprendizagem de novas compet&ecirc;ncias (Warren &amp; Horn, 1996). O envolvimento e a aprendizagem embutida nas rotinas s&atilde;o conceitos associados e constituem elementos essenciais do ensino eficaz que, por sua vez, conduzem &agrave; aprendizagem e generaliza&ccedil;&atilde;o eficazes (Warren &amp; Horn, 1996). Contudo, esta metodologia pressup&otilde;e uma boa colabora&ccedil;&atilde;o entre todos os parceiros e requer uma planifica&ccedil;&atilde;o complexa entre os educadores de inf&acirc;ncia do sistema regular, os diferentes profissionais dos servi&ccedil;os de educa&ccedil;&atilde;o especial e os pais, assim como a elabora&ccedil;&atilde;o de um plano para a sua implementa&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>As rotinas fazem parte do dia-a-dia de todos n&oacute;s (McWilliam, 2003). Todas as fam&iacute;lias t&ecirc;m as suas rotinas, do mesmo modo que todos os educadores t&ecirc;m rotinas nas suas salas. No entanto, estas rotinas variam de indiv&iacute;duo para indiv&iacute;duo, n&atilde;o s&oacute; no que diz respeito &agrave;s actividades identificadas, mas tamb&eacute;m quanto ao processo de implementa&ccedil;&atilde;o. Alguns seguem-nas de uma forma invari&aacute;vel e sistem&aacute;tica, enquanto outros, embora mantenham um padr&atilde;o, s&atilde;o mais flex&iacute;veis na sua sequ&ecirc;ncia (Almeida, 2009). Daqui decorre a necessidade de, caso a caso, se fazer uma avalia&ccedil;&atilde;o individualizada e cuidadosa das rotinas di&aacute;rias relativas a cada crian&ccedil;a. Importa, por&eacute;m, que obede&ccedil;am a determinadas condi&ccedil;&otilde;es: serem identificadas pelo prestador de cuidados, corresponderem ao seu interesse e ao da crian&ccedil;a, manterem a sequ&ecirc;ncia, promoverem interac&ccedil;&otilde;es positivas, integrarem objectivos funcionais que se traduzam em resultados positivos e significativos, serem flex&iacute;veis e adapt&aacute;veis, serem relativamente breves, serem previs&iacute;veis, ocorrerem com frequ&ecirc;ncia e permitirem a utiliza&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias compet&ecirc;ncias proporcionando, de uma forma natural, as oportunidades de treino, indispens&aacute;veis &agrave; aprendizagem (Bricker &amp; Cripe, 1992; Goldstein, 2003; Woods-Cripe, 1999). </P >    <p>Uma pr&aacute;tica de interven&ccedil;&atilde;o baseada nas rotinas &eacute; uma componente essencial de um modelo centrado na fam&iacute;lia e na comunidade, que privilegia, necessariamente, a identifica&ccedil;&atilde;o das rotinas, actividades e acontecimentos que ocorrem nos v&aacute;rios contextos de vida da crian&ccedil;a. &Eacute; importante perceber, com as fam&iacute;lias e com os educadores, como decorre o dia-a-dia da crian&ccedil;a, mas &eacute; igualmente importante que eles percebam a relev&acirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o de actividades, que para eles s&atilde;o triviais (banho, alimenta&ccedil;&atilde;o, mudan&ccedil;a da fralda, ida &agrave; casa de banho, vestir, hora de dormir...), como oportunidades de ensino e aprendizagem, portanto, promotoras de desenvolvimento. </P >    <p>Importa, por&eacute;m, n&atilde;o esquecer que aquelas que podem ser &oacute;ptimas rotinas para a aprendizagem nuns casos, n&atilde;o o ser&atilde;o noutros. A alimenta&ccedil;&atilde;o, por exemplo, pode ser ideal para uma fam&iacute;lia, mas n&atilde;o o ser&aacute;, certamente, para outra com uma crian&ccedil;a com dificuldades a n&iacute;vel alimentar. Por outro lado, tamb&eacute;m conv&ecirc;m ter presente que as rotinas, tal com a vida das pessoas, n&atilde;o s&atilde;o est&aacute;ticas, mas din&acirc;micas e que, gradual (o nascimento de um irm&atilde;o...) ou abruptamente (uma doen&ccedil;a, a perda de um emprego...) podem alterar-se. Uma interven&ccedil;&atilde;o com base nas rotinas tem de ser suficientemente flex&iacute;vel para se adaptar a todas as circunst&acirc;ncias, tendo sempre como objectivo final proporcionar interac&ccedil;&otilde;es positivas entre a crian&ccedil;a e os seus prestadores de cuidados. </P >    <p>Sabe-se hoje que as crian&ccedil;as em idades precoces aprendem atrav&eacute;s de interac&ccedil;&otilde;es repetidas de uma forma dispersa ao longo do tempo e n&atilde;o nos breves per&iacute;odos em que decorrem as interven&ccedil;&otilde;es. Sabe-se, tamb&eacute;m, que, se as interven&ccedil;&otilde;es dos profissionais t&ecirc;m pouco efeito directamente na crian&ccedil;a, t&ecirc;m um impacto importante na melhoria das compet&ecirc;ncias e da autoconfian&ccedil;a dos pais, fam&iacute;lias e outros prestadores de cuidados, que por sua vez t&ecirc;m uma influ&ecirc;ncia grande na promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento da crian&ccedil;a (McWilliam, 2003). </P >    <p>Daqui decorre a perspectiva actual que defende uma interven&ccedil;&atilde;o nos ambientes naturais de vida da crian&ccedil;a, por oposi&ccedil;&atilde;o ao contexto cl&iacute;nico tradicional. No entanto, importa real&ccedil;ar que o conceito de &ldquo;ambientes naturais&rdquo; se refere n&atilde;o s&oacute; a <I>onde</I>, mas tamb&eacute;m, e principalmente, a <I>como </I>a interven&ccedil;&atilde;o ocorre. </P >    <p>Neste sentido, Dunst e colaboradores recomendam a utiliza&ccedil;&atilde;o da designa&ccedil;&atilde;o <I>ambientes naturais de aprendizagem </I>definidos como: </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p><I>&ldquo;.... a casa, a comunidade e os cen&aacute;rios onde est&atilde;o as crian&ccedil;as em idades precoces e onde elas aprendem e desenvolvem as suas compet&ecirc;ncias e capacidades. Ambientes naturais de aprendizagem incluem os locais, os cen&aacute;rios e as actividades onde as crian&ccedil;as, do nascimento aos 3 anos, teriam normalmente oportunidades e experi&ecirc;ncias de aprendizagem&rdquo; </I>(Dunst &amp; Bruder, 2002, p. 365). </p> </blockquote>     <p>Esta defini&ccedil;&atilde;o inclui, portanto, a fam&iacute;lia, a vida na comunidade e a creche ou o jardim-de-inf&acirc;ncia, entendendo-os como contextos que proporcionam m&uacute;ltiplas oportunidades para experi&ecirc;ncias de aprendizagem, constituindo assim &oacute;ptimos cen&aacute;rios de interven&ccedil;&atilde;o. O papel do profissional dever&aacute; ser o de apoiar os v&aacute;rios prestadores de cuidados, ajudando-os a identificar e aproveitar as oportunidades naturais de aprendizagem que ocorrem nas rotinas de vida di&aacute;ria da crian&ccedil;a e que v&atilde;o ao encontro dos seus interesses. </P >    <p>A valoriza&ccedil;&atilde;o dos ambientes naturais como proporcionando oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento para as crian&ccedil;as, tem sido desde h&aacute; d&eacute;cadas, o foco de aten&ccedil;&atilde;o de muitos antropologistas, psic&oacute;logos e educadores (Dunst, Trivette, Humphries, Raab, &amp; Roper, 2001). Este enfoque nos contextos naturais da crian&ccedil;a pode ser revisitado em v&aacute;rios autores nomeadamente, Mead (1954), naquilo que ela designou por &ldquo;situa&ccedil;&otilde;es de vida di&aacute;ria&rdquo; e no contributo que estas d&atilde;o para explicar as diferen&ccedil;as individuais na aprendizagem e desenvolvimento das crian&ccedil;as, providenciando os contextos f&iacute;sicos, sociais e culturais para a aprendizagem. Tamb&eacute;m Piaget, ao descrever os princ&iacute;pios de desenvolvimento nos primeiros anos de vida nos remete para a import&acirc;ncia da experi&ecirc;ncia no dia-a-dia da crian&ccedil;a. A intelig&ecirc;ncia pode ser alterada atrav&eacute;s da experi&ecirc;ncia e as crian&ccedil;as constroem o seu conhecimento com uma atitude reflexiva &ndash; questionando quando se envolvem no contexto, atrav&eacute;s da resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, avaliando situa&ccedil;&otilde;es discrepantes, da constante reavalia&ccedil;&atilde;o dos acontecimentos, manipulando e experimentando tudo o que as rodeia (aprendizagem auto-dirigida, dirigida pelos interesses da crian&ccedil;a). Deste modo, o desenvolvimento cognitivo resulta das interac&ccedil;&otilde;es ocorridas entre a crian&ccedil;a e o ambiente. Se proporcionarmos &agrave; crian&ccedil;a diversas experi&ecirc;ncias ambientais, ela &eacute; capaz de identificar diversas ideias, problemas, quest&otilde;es e de relacionar objectos e situa&ccedil;&otilde;es, identificar analogias e diferen&ccedil;as, isto &eacute;, desenvolve uma compreens&atilde;o cognitiva mais elaborada do mundo que a rodeia. Ambientes de risco, incluindo aqueles criados pela exist&ecirc;ncia de necessidades especiais, poder&atilde;o limitar a aprendizagem de processos cognitivos mais sofisticados. A incapacidade de uma crian&ccedil;a atingir as metas cognitivas propostas por um determinado est&aacute;dio ir&aacute; influenciar a aquisi&ccedil;&atilde;o de formas mais elaboradas de pensamento cognitivo, o que vem demonstrar claramente n&atilde;o s&oacute; a import&acirc;ncia de um ambiente enriquecido no potenciar do desenvolvimento, como tamb&eacute;m real&ccedil;ar a import&acirc;ncia de experi&ecirc;ncias precoces. </P >    <p>Outro dos te&oacute;ricos cognitivos que deu particular aten&ccedil;&atilde;o &agrave; dimens&atilde;o s&oacute;cio-cultural do desenvolvimento precoce foi o psic&oacute;logo russo Vygotsky (1978, 1987). Assim como Piaget, tamb&eacute;m Vygotsky refere que um beb&eacute;, ao nascer, possui padr&otilde;es motores e sensoriais, mas sublinhou que, se o desenvolvimento n&atilde;o for orientado por indiv&iacute;duos de uma determinada cultura, o resultado ser&aacute; um ser n&atilde;o humano. Sustentava que o prestador de cuidados influenciava a coordena&ccedil;&atilde;o e generaliza&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es motores e sensoriais atrav&eacute;s da linguagem interiorizada pela crian&ccedil;a. Deste modo, a linguagem e o pensamento tornam-se bastante mais interligados. Para Vygotsky, os processos abstractos desenvolvem-se a partir da interac&ccedil;&atilde;o social. Atrav&eacute;s de actividades conjuntas com membros mais velhos e experientes da sociedade, as crian&ccedil;as aprendem a dominar as ditas actividades e a pensar de uma forma que fa&ccedil;a sentido na sua cultura. Vygotsky desenvolveu um conceito chamado <I>zona de desenvolvimento pr&oacute;ximo </I>para explicar como isto acontece. Refere-se ao hiato entre o desempenho actual de uma crian&ccedil;a numa dada &aacute;rea e o seu potencial desempenho no caso de receber orienta&ccedil;&atilde;o de algu&eacute;m mais capacitado. Vygotsky sublinhava o papel de pessoas com mais compet&ecirc;ncias, por exemplo, um adulto ou um outro companheiro num n&iacute;vel mais avan&ccedil;ado, que, baseando-se nas capacidades anteriormente adquiridas, ajudavam as crian&ccedil;as a progredirem nas suas <I>zonas de desenvolvimento pr&oacute;ximo</I>. </P >    <p>Mais recentemente, Rogoff (1994) enfatiza a import&acirc;ncia das comunidades de aprendizagem que promovem rela&ccedil;&otilde;es de colabora&ccedil;&atilde;o entre o adulto e a crian&ccedil;a, o papel que a linguagem desempenha na media&ccedil;&atilde;o da aprendizagem e como essa aprendizagem se torna interiorizada sendo depois traduzida em ac&ccedil;&atilde;o noutros momentos e contextos, assim como a import&acirc;ncia da orienta&ccedil;&atilde;o e do espa&ccedil;o em que ocorre a aprendizagem (pr&oacute;ximo ou distante). </P >    <p>As crian&ccedil;as participam nas actividades da sua comunidade, interagindo com outras crian&ccedil;as e com adultos, em situa&ccedil;&otilde;es de rotina, bem como situa&ccedil;&otilde;es de colabora&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita (tanto na presen&ccedil;a umas das outras como em actividades socialmente estruturadas), preparando-se para a participa&ccedil;&atilde;o em acontecimentos ou experi&ecirc;ncias futuras atrav&eacute;s do processo de participa&ccedil;&atilde;o (Rogoff, 1994). </P >    <p>Bronfenbrenner (1992) real&ccedil;a que a aprendizagem e o desenvolvimento s&atilde;o uma fun&ccedil;&atilde;o conjunta das caracter&iacute;sticas individuais e ambientais e dos processos que medeiam as interac&ccedil;&otilde;es entre a crian&ccedil;a em desenvolvimento, outras pessoas e o ambiente n&atilde;o social. </P >     <p>Estes princ&iacute;pios s&atilde;o v&aacute;lidos para <I>todas </I>as crian&ccedil;as e ajudam a desenhar a interven&ccedil;&atilde;o no ambiente natural da crian&ccedil;a, a melhorar as interac&ccedil;&otilde;es entre os diferentes elementos respons&aacute;veis pelo desenvolvimento da crian&ccedil;a (pais e os diversos profissionais), e a providenciar um meio de expandir as compet&ecirc;ncias motoras, l&uacute;dicas, cognitivas, s&oacute;cio-emocionais e de comunica&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a. Esta pr&aacute;tica de avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o para as crian&ccedil;as pequenas, deve substituir um enfoque restrito na aquisi&ccedil;&atilde;o de aptid&otilde;es espec&iacute;ficas em sess&otilde;es de terapia individual. Se os profissionais de IP insistirem em utilizar esta abordagem tradicional, de providenciar apoio/terapia num ambiente cl&iacute;nico ou fora dos contextos naturais, eles n&atilde;o v&atilde;o poder saber como &eacute; que essa crian&ccedil;a realmente se comporta no seu ambiente natural, o que faz com que a vejam &ldquo;atrav&eacute;s de uma lente desconectada&rdquo; (Hanft &amp; Pilkington 2000, p. 6). </P >    <p>OS CONCEITOS DE ENVOLVIMENTO, INDEPEND&Ecirc;NCIA E RELA&Ccedil;&Otilde;ES SOCIAIS </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Abordagens actuais do desenvolvimento enfatizam o modo como as interac&ccedil;&otilde;es da crian&ccedil;a durante as suas experi&ecirc;ncias precoces com o ambiente f&iacute;sico e social podem favorecer ou impedir processos de aprendizagem e de desenvolvimento (Bronfenbrenner, 1979; Sameroff &amp; Chandler, 1975; Sameroff &amp; Fiese, 1990, 2000). O envolvimento, enquanto factor de aprendizagem e dimens&atilde;o do desenvolvimento cognitivo precoce, pode ser visto como um factor mediador nos processos desenvolvimentais e um &iacute;ndice da compet&ecirc;ncia da crian&ccedil;a (Pinto, 2006). </P >    <p>O envolvimento foi definido como <I>a quantidade de tempo que a crian&ccedil;a despende a interagir activa ou atentamente com o seu ambiente (com adultos, pares ou materiais) de uma forma desenvolvimental e contextualmente adequada em diferentes n&iacute;veis de compet&ecirc;ncia </I>(de Kruif, McWilliam, &amp; Ridley, no prelo; McWilliam &amp; Bailey, 1992, 1995). Esta &eacute; a no&ccedil;&atilde;o de envolvimento individual de uma crian&ccedil;a que, para al&eacute;m de considerar a quantidade de <I>tempo </I>que esta passa envolvida, inclui a determina&ccedil;&atilde;o da qualidade desse envolvimento, isto &eacute;, a avalia&ccedil;&atilde;o do <I>tipo </I>e <I>n&iacute;vel </I>dos comportamentos da crian&ccedil;a. O <I>tipo </I>de interac&ccedil;&atilde;o engloba interac&ccedil;&otilde;es sociais (com adultos ou pares) e interac&ccedil;&otilde;es com objectos e com o <I>self</I>, constituindo, assim, um dom&iacute;nio exaustivo, na medida em que todos os comportamentos podem ser classificados num dos tipos de envolvimento (McWilliam, 2005). O crit&eacute;rio de <I>adequa&ccedil;&atilde;o desenvolvimental </I>requer que o comportamento seja adequado &agrave;s capacidades e n&iacute;vel desenvolvimental da crian&ccedil;a e o crit&eacute;rio de <I>adequa&ccedil;&atilde;o contextual </I>requer que o comportamento seja adequado &agrave; actividade que est&aacute; a ser realizada e &agrave;s expectativas da situa&ccedil;&atilde;o. Estes crit&eacute;rios estiveram na base da defini&ccedil;&atilde;o dos diferentes <I>n&iacute;veis </I>de envolvimento, que por sua vez s&atilde;o exaustivos e mutuamente exclusivos e est&atilde;o organizados numa hierarquia de car&aacute;cter desenvolvimental, com os comportamentos a variarem de um n&iacute;vel inferior, tal como aten&ccedil;&atilde;o ocasional e envolvimento indiferenciado, para um n&iacute;vel de envolvimento mais sofisticado, tal como os n&iacute;veis de envolvimento construtivo, codificado, simb&oacute;lico e persistente (McWilliam &amp; de Kruif, 1998) Este conceito foi operacionalizado num sistema de codifica&ccedil;&atilde;o designado <I>Engagement Quality Observation System III </I>(E-Qual III; McWilliam &amp; de Kruif, 1998), j&aacute; estudado em Portugal (Aguiar, 2009; Grande, no prelo; Pinto, 2006; Pinto, Nunes, Cruz, &amp; Aguiar, 2006). </P >     <p>Recentemente, McWilliam (2005) prop&otilde;e uma abordagem conceptual sobre as vari&aacute;veis que influenciam o envolvimento (ver <a href="#f1">Figura 1</a>), nomeadamente: (a) rela&ccedil;&otilde;es com os objectos (e.g., envolvimento com materiais); (b) rela&ccedil;&otilde;es sociais (e.g., envolvimento com adultos e pares), (c) o efeito de caracter&iacute;sticas ambientais e (d) a influ&ecirc;ncia da matura&ccedil;&atilde;o nos n&iacute;veis de compet&ecirc;ncia da crian&ccedil;a &ndash; o envolvimento torna-se mais sofisticado com o incremento da idade desenvolvi mental (de Kruif &amp; McWilliam, 1999; McWilliam &amp; Bailey, 1995; Pinto, 2006). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a06f1.jpg" width="450" height="258"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o refere que diferentes rotinas t&ecirc;m efeitos distintos, quer na quantidade, quer no n&iacute;vel de envolvimento (Almqvist, 2006; de Kruif, Zully, McWilliam, Scarborough, &amp; Sloper, 1998; McWilliam, Trivette, &amp; Dunst, 1985). De acordo com diferentes autores referidos por Grande (no prelo) o ambiente pode ser modificado para promover o envolvimento, nomeadamente atrav&eacute;s de diferentes estrat&eacute;gias e estilos de ensino. McWilliam (2005) sugere, ainda, m&eacute;todos de promo&ccedil;&atilde;o do envolvimento, alertando, todavia, para a necessidade de prevenir a ocorr&ecirc;ncia de n&iacute;veis baixos de envolvimento. Neste sentido o autor sugere uma cuidadosa organiza&ccedil;&atilde;o do ambiente f&iacute;sico e do ambiente social, na mesma linha de ideias de McWilliam, de Kruif e Zulli (2002) que conceptualizam quatro dimens&otilde;es/contextos de ensino-aprendizagem em contextos de educa&ccedil;&atilde;o formal &ndash; ambiente, actividades, abordagem inicial e interac&ccedil;&otilde;es, como podendo ser utilizados para promover a quantidade e a qualidade das interac&ccedil;&otilde;es da crian&ccedil;a: (a) o ambiente diz respeito &agrave; ecologia dos contextos de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia, no qual as outras tr&ecirc;s dimens&otilde;es operam, tendo um impacto indirecto nas interac&ccedil;&otilde;es entre o educador e as crian&ccedil;as. Inclui as pol&iacute;ticas e filosofias de gest&atilde;o que podem influenciar tudo aquilo que os educadores desenvolvem (e.g., o r&aacute;cio adulto:crian&ccedil;a, o tamanho das salas, o n&iacute;vel educativo dos educadores, as cren&ccedil;as dos educadores sobre o ensino e a aprendizagem, a selec&ccedil;&atilde;o do curr&iacute;culo); (b) a dimens&atilde;o relativa &agrave;s actividades planeadas diz respeito &agrave;s decis&otilde;es e escolhas di&aacute;rias do educador sobre as actividades em que as crian&ccedil;as v&atilde;o participar durante o dia, reflectindo a planifica&ccedil;&atilde;o das actividades e experi&ecirc;ncias da sala. No entanto, enquanto o ambiente reflecte o contexto de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia como um todo, a planifica&ccedil;&atilde;o das actividades representa a modifica&ccedil;&atilde;o do ambiente individual da sala, em fun&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o dos educadores &ndash; iniciada uma actividade cabe ao educador decidir <I>quem </I>abordar e <I>quando </I>o fazer; (c) a abordagem inicial &ndash; esta dimens&atilde;o de ensino diz respeito &agrave; primeira iniciativa do educador na interac&ccedil;&atilde;o com a crian&ccedil;a (<I>teacher turn</I>). Inclui o papel global que o educador assume durante as actividades, bem como a decis&atilde;o de <I>quando</I>, <I>onde </I>e <I>porque </I>determinada interac&ccedil;&atilde;o vai ocorrer. Assim que o educador tenha abordado uma crian&ccedil;a, a interac&ccedil;&atilde;o estabelecida pode influenciar o envolvimento; (c) as interac&ccedil;&otilde;es &ndash; esta dimens&atilde;o representa os comportamentos verbais e n&atilde;o-verbais que o educador utiliza quando a interac&ccedil;&atilde;o se inicia e caracteriza-se pelo modo como o educador continua a interac&ccedil;&atilde;o (e.g., pedidos, expans&otilde;es, elabora&ccedil;&otilde;es, elogios). </P >    <p>O modelo proposto por McWilliam em rela&ccedil;&atilde;o aos contextos de educa&ccedil;&atilde;o formal pode e deve ser utilizado relativamente a outros contextos de vida da crian&ccedil;a, nomeadamente o domic&iacute;lio. Assim, ao focalizar o envolvimento da crian&ccedil;a, devemos considerar a ocorr&ecirc;ncia de varia&ccedil;&otilde;es no seu comportamento, ir ao encontro dos seus interesses e evitar pr&aacute;ticas que diminuam o seu envolvimento (e.g., algumas terapias), ou que n&atilde;o o incrementem (e.g., ensinar capacidades isoladas com base em testes ou curr&iacute;culos que n&atilde;o s&atilde;o fundamentadas nas rotinas naturais da crian&ccedil;a). Assim, o foco deve ser na <I>independ&ecirc;ncia </I>e <I>nas rela&ccedil;&otilde;es sociais </I>(Grande, no prelo). Por <I>independ&ecirc;ncia, </I>os autores referem a realiza&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma, pelas crian&ccedil;as, de rotinas di&aacute;rias, pelo que o ambiente deve ser suficientemente cativante de forma a impulsionar as suas iniciativas, devendo o prestador de cuidados fornecer suporte, facilitar a continuidade e promover interac&ccedil;&otilde;es que elaborem essas iniciativas. Deste modo, a crian&ccedil;a independente &eacute; a que aprende, com apoio m&iacute;nimo, as compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias &agrave; sua participa&ccedil;&atilde;o nas rotinas di&aacute;rias, resolve problemas e explora o ambiente (McWilliam, 2005). </P >    <p>Por &uacute;ltimo, e de acordo com o modelo, <I>as rela&ccedil;&otilde;es sociais </I>s&atilde;o constitu&iacute;das por duas classes de comportamento, sendo a primeira a <I>comunica&ccedil;&atilde;o </I>(capacidade de exprimir necessidades, desejos e opini&otilde;es e de ser compreendido pelos outros) e a segunda a <I>capacidade de se dar bem com os outros </I>(interagir de um modo pr&oacute;-social, evitando a agress&atilde;o e a oposi&ccedil;&atilde;o, potencialmente estabelecendo amizades). O autor sugere, ainda, formas de promo&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es sociais da crian&ccedil;a. Na rela&ccedil;&atilde;o com os adultos, &eacute; referida a relev&acirc;ncia da implica&ccedil;&atilde;o destes em conversa&ccedil;&otilde;es positivas; nas rela&ccedil;&otilde;es sociais da crian&ccedil;a com os seus pares, &eacute; real&ccedil;ada a import&acirc;ncia de as salas inclu&iacute;rem crian&ccedil;as de diferentes idades. Neste modelo &eacute;, ainda sublinhada a utiliza&ccedil;&atilde;o de comportamentos de apoio positivos, na medida em que implica envolver a crian&ccedil;a como forma de preven&ccedil;&atilde;o, refor&ccedil;ando, deste modo, os comportamentos desejados. A crian&ccedil;a que estabelece rela&ccedil;&otilde;es sociais bem sucedidas exprime-se de forma adequada, interage com os pares nas rotinas e segue essas rotinas. Estas compet&ecirc;ncias v&atilde;o facilitar e possibilitar que os pares e os adultos iniciem interac&ccedil;&otilde;es com a crian&ccedil;a (McWilliam, 2005). </P >    <p>MODELO DE INTERVEN&Ccedil;&Atilde;O PRECOCE EM CONTEXTOS NATURAIS </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com o <I>Modelo de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce em Contextos Naturais </I>(IPeCN), McWilliam (2010) prop&otilde;e uma &ldquo;ponte&rdquo; entre a filosofia e as pr&aacute;ticas de IP, um sistema abrangente e coordenado de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, atrav&eacute;s da articula&ccedil;&atilde;o de cinco componentes te&oacute;rico-pr&aacute;ticas, baseadas na filosofia e na investiga&ccedil;&atilde;o, que suportam o desempenho profissional em IP (ver <a href="#q1">Quadro 1</a>). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q1">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a06q1.jpg" width="550" height="210"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>O modelo IPeCN assenta em duas ideias chave: </P >    <p>1) 	<I>Toda a interven&ccedil;&atilde;o com a crian&ccedil;a ocorre entre as visitas dos especialistas. </I>Na verdade, as crian&ccedil;as n&atilde;o aprendem em interven&ccedil;&otilde;es intensivas, num determinado momento; aprendem ao longo do tempo, de modo cont&iacute;nuo, no contexto de rela&ccedil;&otilde;es de afecto com os seus principais prestadores de cuidados. Investiga&ccedil;&atilde;o actual referida por Nugent (2005) e Santos (2007) sobre rela&ccedil;&otilde;es entre a crian&ccedil;a e a fam&iacute;lia, sugere que, qualquer que seja a estrutura da fam&iacute;lia, a qualidade e a estabilidade das rela&ccedil;&otilde;es intrafamiliares s&atilde;o as vari&aacute;veis com a influ&ecirc;ncia mais significativa no saud&aacute;vel crescimento e desenvolvimento da crian&ccedil;a. Ent&atilde;o, em que dever&atilde;o os profissionais de IP concentrar os seus esfor&ccedil;os? A <a href="#f2">Figura 2</a> ilustra a resposta a esta quest&atilde;o. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a06f2.jpg" width="450" height="191"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>2) 	<I>Os principais prestadores de cuidados (i.e., pais e educadores) precisam de partilhar os objectivos estabelecidos para a crian&ccedil;a. </I>Quem possibilita &agrave; crian&ccedil;a oportunidades de aprendizagem no per&iacute;odo entre as visitas do especialista? Se o principal prestador de cuidados n&atilde;o foi envolvido na avalia&ccedil;&atilde;o de necessidades e consequente planifica&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o &eacute; prov&aacute;vel que inclua, <I>de facto</I>, esses conte&uacute;dos na sua interven&ccedil;&atilde;o, em especial se n&atilde;o emergirem naturalmente das suas rotinas ou n&atilde;o tiverem relev&acirc;ncia directa para si. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com base nestes pressupostos, o autor prop&otilde;e os seguintes componentes do modelo: </P >    <p>1) 	<I>Compreens&atilde;o da ecologia da fam&iacute;lia </I></P >    <p><I>O ecomapa </I></P >     <p>O desenvolvimento do ecomapa responde a diversas ordens de necessidades que surgem na interven&ccedil;&atilde;o com fam&iacute;lias em IP. Atrav&eacute;s do ecomapa, o profissional de IP visiona a constela&ccedil;&atilde;o relacional da fam&iacute;lia e a respectivas redes de suporte formal e informal (Serrano, 2007). Al&eacute;m da relev&acirc;ncia que esta informa&ccedil;&atilde;o reveste para o profissional, o processo de constru&ccedil;&atilde;o do ecomapa tem a virtualidade de ajudar a fam&iacute;lia a identificar as suas pr&oacute;prias fontes de suporte, promovendo o seu <I>locus </I>de controlo interno, a sua autonomia; refor&ccedil;a, ainda, a rela&ccedil;&atilde;o profissional &ndash; fam&iacute;lia, pois evidencia o interesse do profissional n&atilde;o s&oacute; pela crian&ccedil;a, mas pela fam&iacute;lia no seu todo, na sua envolv&ecirc;ncia e unicidade. N&atilde;o existe um modo &uacute;nico de construir o ecomapa; contudo, qualquer processo deve ser norteado pela import&acirc;ncia de evidenciar as fontes de suporte que envolvem a fam&iacute;lia e a crian&ccedil;a. </P >    <p>2) <I>Avalia&ccedil;&atilde;o das necessidades funcionais centrada na fam&iacute;li</I><I>a  </I><I>A entrevista baseada nas rotinas (EBR</I><I>)  </I></P >    <p>&Eacute; imprescind&iacute;vel realizar uma avalia&ccedil;&atilde;o de necessidades baseada nas rotinas; a entrevista &eacute; a respectiva pr&aacute;tica principal e constitui, neste enquadramento, o m&eacute;todo por excel&ecirc;ncia para chegar &agrave; equa&ccedil;&atilde;o dos objectivos funcionais (ou comportamentos-alvo). Os objectivos funcionais para a crian&ccedil;a s&atilde;o os que se destinam &agrave;s necessidades de participa&ccedil;&atilde;o ou envolvimento, independ&ecirc;ncia e rela&ccedil;&otilde;es sociais. &Eacute; preciso garantir que, efectivamente, as prioridades da fam&iacute;lia se reflectem no PIAF &ndash; <I>sabemos que muitos PIAF&rsquo;s continuam essencialmente focados na crian&ccedil;a </I>(Jung &amp; Baird, 2003). Os objectivos precisam de ser, a um tempo, abrangentes que baste e suficientemente espec&iacute;ficos; as estrat&eacute;gias, inequivocamente contingentes com o problema identificado. Finalmente, outros prestadores de cuidados, para al&eacute;m da fam&iacute;lia, t&ecirc;m de estar envolvidos, comprometidos com o PIAF. A EBR pode dar resposta a todas estas necessidades. </P >    <p>Neste enquadramento, rotinas s&atilde;o &ldquo;actividades que ocorrem naturalmente e com alguma regularidade&rdquo;. Incluem eventos de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados, bem como momentos de lazer, relaxe. Uma EBR permite-nos organizar uma lista de eventos di&aacute;rios da vida da fam&iacute;lia; por&eacute;m, sabendo que nem tudo o que &eacute; relevante para o desenvolvimento da crian&ccedil;a ocorre nas rotinas, perguntaremos primeiro pelas principais preocupa&ccedil;&otilde;es que a fam&iacute;lia tem; no fim, em pergunta aberta, criaremos espa&ccedil;o para a fam&iacute;lia referir ainda o que desejar. </P >    <p>McWilliam (1992), identifica cinco est&aacute;dios na EBR: </P >     <blockquote>       <p>I) Prepara&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia e do educador (se existir) para a entrevista;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     II) <I>Entrevista Baseada nas Rotinas </I>(EBR) propriamente dita;          <br>     III) Selec&ccedil;&atilde;o dos objectivos pela fam&iacute;lia;     <br>     IV) Registo dos objectivos e estrat&eacute;gias pelos profissionais, segundo o <I>input </I>da fam&iacute;lia;     <br>     V) Revis&atilde;o nos meses subsequentes. </p> </blockquote>     <P   >&nbsp;</P >     <blockquote>       <p>I) 	<I>Prepara&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia e do educador (se existir) para a entrevista </I>&ndash; Consiste simplesmente em pedir &agrave; fam&iacute;lia e ao educador (da creche/jardim-de-inf&acirc;ncia) (creche/JI) que (eventualmente) acompanhe a crian&ccedil;a, que pensem nas rotinas e eventos dos respectivos contextos, e que considerem qu&atilde;o bem a crian&ccedil;a funciona em cada uma dessas rotinas. O profissional de IP informar&aacute; previamente que a estrutura da reuni&atilde;o de planifica&ccedil;&atilde;o vai ser &ldquo;rotinas&rdquo;. Haver&aacute; formul&aacute;rios dispon&iacute;veis para quem precisar deles. Outra dimens&atilde;o da prepara&ccedil;&atilde;o ser&aacute; decidir quem vai estar presente e onde ser&aacute; feita a EBR; devem ser oferecidas &agrave; fam&iacute;lia v&aacute;rias op&ccedil;&otilde;es.     <br>     II) 	<I>Entrevista Baseada nas Rotinas propriamente dita </I>&ndash; Come&ccedil;a com as fam&iacute;lias a relatarem as suas rotinas, garantindo-se que o que prevalece &eacute; o ponto de vista da fam&iacute;lia e a sua realidade. A seguir, o educador relata as rotinas da creche ou jardim-de-inf&acirc;ncia &ndash; isto, se o profissional de IP for capaz de entrevistar a fam&iacute;lia e o educador na mesma reuni&atilde;o. Podem dinamizar a EBR uma ou duas pessoas; se houver uma segunda pessoa, pode tomar notas, registar dados num instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento da crian&ccedil;a (com base nos dados que v&atilde;o surgindo sobre o funcionamento da crian&ccedil;a durante as rotinas), manter ocupadas as crian&ccedil;as que estiverem na sala, ajudar a formular as quest&otilde;es... Quaisquer quest&otilde;es dever&atilde;o ser colocadas durante a discuss&atilde;o sobre as rotinas; n&atilde;o se reservar&aacute; um tempo para o especialista colocar quest&otilde;es mais directamente ligadas &agrave; sua disciplina. Os profissionais n&atilde;o d&atilde;o conselhos, n&atilde;o se refugiam numa posi&ccedil;&atilde;o de &ldquo;peritos&rdquo;, adulterando assim o equil&iacute;brio da escuta, da comunica&ccedil;&atilde;o. Se come&ccedil;a a ser alvo de conselhos, &eacute; prov&aacute;vel que a fam&iacute;lia se torne menos confidente sobre o que acontece durante as suas rotinas. Para cada rotina, o entrevistador formula indirectamente seis quest&otilde;es: (1) O que fazem todas as outras pessoas? (nas rotinas da fam&iacute;lia, isto refere-se a outros membros da fam&iacute;lia; nas rotinas da creche/JI, tem a ver com as outras crian&ccedil;as); (2) O que faz a crian&ccedil;a?; (3) Como &eacute; o envolvimento da crian&ccedil;a &ndash; como e quanto participa ela na rotina? (4) Como &eacute; a independ&ecirc;ncia da crian&ccedil;a &ndash; quanto pode a crian&ccedil;a fazer por si mesma? (5) Como s&atilde;o as suas rela&ccedil;&otilde;es sociais &ndash; como &eacute; que a crian&ccedil;a comunica e se relaciona com os outros? (6) Qu&atilde;o satisfeito/a est&aacute; o prestador de cuidados com a rotina? Esta &eacute; a grande quest&atilde;o; se o desejar, o entrevistador pode dispor de uma escala de pontua&ccedil;&atilde;o para a satisfa&ccedil;&atilde;o com a rotina; o formul&aacute;rio da EBR tem um espa&ccedil;o para registar uma pontua&ccedil;&atilde;o de 1 a 5. <I>Para as rotinas da creche/JI, a quest&atilde;o n&atilde;o tem a ver com a satisfa&ccedil;&atilde;o do educador com a rotina, mas com o ajuste entre a rotina e a crian&ccedil;a</I>; tamb&eacute;m para este efeito, o formul&aacute;rio da EBR tem uma escala de 1 a 5, para usar se necess&aacute;rio. </p> </blockquote>     <p>Durante a EBR, a pessoa que est&aacute; tomar notas assinala as preocupa&ccedil;&otilde;es que emergem, que ser&atilde;o poss&iacute;veis objectivos, para mais facilmente serem detectadas, no final, quando se estiver a assessorar a fam&iacute;lia na prioriza&ccedil;&atilde;o das necessidades e formula&ccedil;&atilde;o de objectivos; o pr&oacute;prio formul&aacute;rio oferece uma alternativa para este efeito. Sublinha-se que estes ainda n&atilde;o s&atilde;o os objectivos escolhidos pelos pais &ndash; s&atilde;o apenas preocupa&ccedil;&otilde;es (haver&aacute; 10-20 numa EBR t&iacute;pica). No fim da entrevista, o entrevistador l&ecirc; alto as notas, ajudando os pais a lembrarem-se de potenciais &aacute;reas problem&aacute;ticas, e a seleccionarem 6-10 objectivos, ordenando-os em fun&ccedil;&atilde;o da prioridade que atribuem a cada um. A EBR conduz a objectivos funcionais &ndash; s&ecirc;-lo-&atilde;o na medida em que (i) especificarem o que a crian&ccedil;a ou a fam&iacute;lia far&atilde;o, (ii) partirem da identifica&ccedil;&atilde;o de uma necessidade do contexto, e (iii) forem importantes para o prestador de cuidados. Este processo implica e evidencia plena confian&ccedil;a na tomada de decis&atilde;o pela fam&iacute;lia. </P >    <p>Quando um profissional de IP se depara com uma quest&atilde;o/preocupa&ccedil;&atilde;o sua sobre um aspecto desenvolvimental da crian&ccedil;a: (i) deve questionar-se se essa &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o funcional: s&oacute; porque a crian&ccedil;a n&atilde;o domina uma compet&ecirc;ncia constante de um teste, n&atilde;o significa necessariamente que ele tem algum significado na vida da crian&ccedil;a; (ii) o profissional de IP pode conseguir incluir oportunidades de aprendizagem relacionadas com essa compet&ecirc;ncia, no que for planificado para um objectivo equacionado pela fam&iacute;lia; (iii) por outro lado, eticamente, os profissionais de IP t&ecirc;m a obriga&ccedil;&atilde;o de dar &agrave;s fam&iacute;lias toda a informa&ccedil;&atilde;o de que disp&otilde;em, por isso, se sabem que o facto de a crian&ccedil;a estar a falhar em alguma dimens&atilde;o, pode fazer perigar o seu progresso desenvolvimental, devem mencion&aacute;-lo &ndash; assegurando-se de que a sua informa&ccedil;&atilde;o &eacute; baseada na evid&ecirc;ncia, e n&atilde;o apenas no <I>lugar comum </I>em IP que &eacute; &ldquo;todos os deficits t&ecirc;m de ser trabalhados&rdquo;. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A EBR tende a ser mais espec&iacute;fica do que muitos PIAF&rsquo;s (McWilliam et al., 1998) e tende a ter mais objectivos ao n&iacute;vel da fam&iacute;lia (McWilliam, 2010). A lista de objectivos funcionais &eacute; o principal produto que se pretende obter atrav&eacute;s da EBR. </P >    <p>3) <I>Servi&ccedil;os transdisciplinares </I></P >    <p><I>Abordagem &ldquo;principal prestador de cuidados&rdquo; </I></P >    <p>No modelo IPeCN, um profissional oferece apoio semanal &agrave; fam&iacute;lia, tendo na rectaguarda uma equipa de outros profissionais que partilham a interven&ccedil;&atilde;o, participando activamente na reflex&atilde;o/ /avalia&ccedil;&atilde;o sobre o desempenho profissional, e respectiva planifica&ccedil;&atilde;o. O apoio realiza-se, sempre que poss&iacute;vel e necess&aacute;rio, atrav&eacute;s de visitas conjuntas com o prestador de cuidados/educador, se a crian&ccedil;a frequenta creche/JI. A intensidade/frequ&ecirc;ncia das visitas depende das necessidades da crian&ccedil;a, da fam&iacute;lia e do educador. </P >    <p>4) <I>Visitas baseadas em apoio centrado na fam&iacute;lia </I></P >    <p>O apoio (a prestar &agrave; fam&iacute;lia) &eacute; <I>o </I>objectivo neste modelo, contrastando com o tipo de visita que tantas vezes envolve o &ldquo;saco de brinquedos&rdquo;, transportando para o domic&iacute;lio o modelo cl&iacute;nico de interven&ccedil;&atilde;o. Foram identificados tr&ecirc;s tipos de apoio como base para a IP centrada na fam&iacute;lia, baseada em apoio domicili&aacute;rio (McWilliam &amp; Scott, 2001, cit. McWilliam, 2010): emocional, material e informativo. McWilliam et al. (1998) identificaram cinco caracter&iacute;sticas de profissionais de IP centrados na fam&iacute;lia, que se reportam claramente &agrave; dimens&atilde;o do apoio emocional: ser positivo, responsivo e sens&iacute;vel, orientar-se para a totalidade da fam&iacute;lia e desenvolver com ela uma rela&ccedil;&atilde;o de amizade<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. O apoio material consiste em duas categorias: o financeiro e equipamento e materiais. O apoio informativo consiste em quatro tipos de informa&ccedil;&atilde;o que a maioria das fam&iacute;lias pretende: desenvolvimento da crian&ccedil;a; defici&ecirc;ncia da crian&ccedil;a; servi&ccedil;os e recursos; e o que fazer com a crian&ccedil;a. </P >    <p>Para apoiar os profissionais que t&ecirc;m dificuldade em transitar de uma &ldquo;actua&ccedil;&atilde;o saco de brinquedos&rdquo; para uma abordagem baseada em apoio centrado na fam&iacute;lia, McWilliam criou o Vanderbilt Home Visit Script (2004), que atrav&eacute;s de uma s&eacute;rie de quest&otilde;es orientadoras, guia o profissional de IP no decurso da visita domicili&aacute;ria. </P >    <p>5) <I>Consultoria colaborativa em contextos de inf&acirc;ncia </I></P >    <p>Quando a crian&ccedil;a em apoio frequenta creche ou JI, o profissional de IP tamb&eacute;m visita esses contextos, em que os prestadores de cuidados principais s&atilde;o os educadores ou substitutos; s&atilde;o eles que, adicionalmente &agrave; fam&iacute;lia, passam com a crian&ccedil;a horas suficientes para <I>fazer diferen&ccedil;a </I>na sua traject&oacute;ria desenvolvimental. </P >    <p>O profissional de IP (especialista, face ao educador regular) pode intervir de seis formas diferentes, que podem considerar-se um <I>continuum </I>desde o mais segregado (a) at&eacute; ao mais integrado (f) (McWilliam, 1996): </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p>a) Retirar a crian&ccedil;a da sala/turma e dar-lhe apoio individualizado; </p>       <p>b) Retirar a crian&ccedil;a da sala/turma com um pequeno grupo e trabalhar em pequeno grupo; </p>       <p>c) Dar apoio individualizado &agrave; crian&ccedil;a no contexto da sala/turma; </p>       <p>d) Dar apoio &agrave; crian&ccedil;a no contexto de uma actividade de grupo, na sala/turma; </p>       <p>e) Dar apoio individualizado &agrave; crian&ccedil;a no contexto das rotinas do grupo; </p>       <p>f) Consultoria pura &ndash; o educador da creche/JI assume toda a interven&ccedil;&atilde;o directa com a crian&ccedil;a. </p> </blockquote>     <p>No estudo, que decorreu durante dois anos, desenvolvido por McWilliam (1996), as alternativas que provaram ser mais eficazes, foram (1&ordm;) o apoio em contexto de rotinas e (2&ordm;) o apoio no grupo, na sala/turma; presumivelmente, porque desse modo, o educador do regular tinha oportunidade de ver e/ou participar na interven&ccedil;&atilde;o que o especialista dinamizava, podendo dar continuidade no per&iacute;odo entre visitas daquele. Por outro lado, tamb&eacute;m o especialista podia aprender com o educador do regular o melhor modo de trabalhar em contexto de sala/turma. Foram identificados ingredientes-chave para o sucesso de programas de apoio &agrave; integra&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com necessidades especiais em contextos regulares de educa&ccedil;&atilde;o (McWilliam, 2010): </P >     <blockquote>       <p>(1) O especialista deve partilhar com o educador da creche/JI as suas expectativas; devem ambos discutir o que cada um gostaria que o outro fizesse quando o especialista est&aacute; presente; (2) o especialista deve estabelecer regras de base para maximizar o impacto positivo e minimizar eventuais aspectos que &ldquo;corram mal&rdquo;; e.g., se, durante o processo, o especialista permanece na sala de aula, se as rotinas v&atilde;o ser ajustadas para &ldquo;acomodar&rdquo; o especialista (n&atilde;o interferindo ele com elas); (3) o especialista deve ser humilde &ndash; respeitar o educador regular, e o facto de estar no ambiente dele; (4) independentemente do m&eacute;todo usado, o especialista deve comunicar com o educador; (5) a equipa deve usar avalia&ccedil;&atilde;o baseada nas rotinas para ter objectivos funcionais; &eacute; muito mais f&aacute;cil integrar objectivos funcionais, do que n&atilde;o funcionais, sendo mais prov&aacute;vel que os educadores integrem estrat&eacute;gias tendentes a atingir objectivos funcionais; (6) o especialista deve usar consultoria colaborativa; isto significa decidir com o educador (a) quais s&atilde;o os problemas, (b) quais s&atilde;o as solu&ccedil;&otilde;es, e (c) se as solu&ccedil;&otilde;es est&atilde;o a resultar. </p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PROCESSO DE CONSTRU&Ccedil;&Atilde;O DA FORMA&Ccedil;&Atilde;O </P >     <p>A constitui&ccedil;&atilde;o do Grupo T&eacute;cnico e de Investiga&ccedil;&atilde;o (GTI) resultou do estabelecimento de uma parceria s&oacute;lida, entre a ANIP e as institui&ccedil;&otilde;es do ensino superior nacionais referidas, e permitiu o desenvolvimento do Projecto &ldquo;Pr&aacute;ticas de IP baseadas nas Rotinas: um projecto de forma&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o&rdquo;, sob a orienta&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica do Professor Robin McWilliam. </P >    <p>O objectivo geral do projecto visava contribuir para a melhoria da Qualidade dos Servi&ccedil;os de IP em Portugal, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de um Grupo Alargado de Formadoras (GAF), que dinamizasse ac&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o, a n&iacute;vel nacional, e disponibilizasse recursos t&eacute;cnicos espec&iacute;ficos (traduzidos e adaptados &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa) aos profissionais de IP. O GAF &eacute; constitu&iacute;do por elementos representativos das v&aacute;rias regi&otilde;es do pa&iacute;s, propostos pelos cinco parceiros do Projecto (GTI), de acordo com crit&eacute;rios de experiencia em forma&ccedil;&atilde;o e dom&iacute;nio dos conceitos da Interven&ccedil;&atilde;o Precoce Centrada na Fam&iacute;lia e Pr&aacute;ticas baseadas nas Rotinas. Esta equipa seria capacitada para implementar uma Oficina de Forma&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel nacional, que foi constru&iacute;da com base nos conceitos do Modelo de McWilliam, ap&oacute;s uma Forma&ccedil;&atilde;o para Formadores orientada pelo pr&oacute;prio, em Novembro de 2007. </P >    <p>O processo de concretiza&ccedil;&atilde;o deste projecto decorreu de forma faseada, desde a constitui&ccedil;&atilde;o do GTI at&eacute; &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da Oficina de Forma&ccedil;&atilde;o &ndash; Piloto em Setembro de 2010 (Cf. <a href="#q2">Quadro 2</a>), sendo a base deste trabalho as reuni&otilde;es peri&oacute;dicas do grupo de Parceiros GTI e o trabalho em parceria a&iacute; alcan&ccedil;ado. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q2">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a06q2.jpg" width="550" height="279"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Ap&oacute;s a organiza&ccedil;&atilde;o da Oficina de Forma&ccedil;&atilde;o &ldquo;Pr&aacute;ticas de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce baseadas nas Rotinas: como promover a participa&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia?&rdquo;, foram realizados dois Ensaios Gerais, como o objectivo de partilhar, com o GAF, o programa e os conte&uacute;dos da forma&ccedil;&atilde;o constru&iacute;dos at&eacute; ao momento e aferir os procedimentos comuns. O segundo Ensaio foi realizado ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o do Professor Robin McWilliam, em Maio de 2010, onde foram actualizados os conte&uacute;dos da Oficina de Forma&ccedil;&atilde;o, de acordo com o seu feedback. </P >    <p>A Oficina de Forma&ccedil;&atilde;o tem a dura&ccedil;&atilde;o de 25 horas e divide-se em dois momentos: um primeiro momento de forma&ccedil;&atilde;o no Modelo IPeCN, onde o principal enfoque &eacute; a Entrevista Baseada nas Rotinas, e um segundo momento de <I>follow-up</I>, tr&ecirc;s meses ap&oacute;s a forma&ccedil;&atilde;o, onde s&atilde;o exploradas as experi&ecirc;ncias de aplica&ccedil;&atilde;o da EBR pelos formandos. Em Setembro de 2010, foi realizada a Oficina de Forma&ccedil;&atilde;o-Piloto com dois formadores do GTI e tendo como formandos vinte e quatro profissionais da Estrutura de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce de Aveiro, elementos das doze equipas de interven&ccedil;&atilde;o directa existentes no distrito. At&eacute; Dezembro de 2010, as formadoras acompanhar&atilde;o este grupo &agrave; dist&acirc;ncia, sendo ent&atilde;o concretizado o momento de <I>follow-up</I>, terminando assim a avalia&ccedil;&atilde;o do Projecto. </P >    <p>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No momento em que estamos a terminar a primeira fase deste projecto, com o modelo da oficina de forma&ccedil;&atilde;o criado e avaliado, queremos real&ccedil;ar como uma importante mais-valia, a partilha e a troca de saberes e experi&ecirc;ncias que resultou da exist&ecirc;ncia de um grupo de trabalho, com profissionais de diferentes institui&ccedil;&otilde;es, acad&eacute;micas e outras, com um mesmo modelo te&oacute;rico e um mesmo empenho em apostar no futuro da IP entre n&oacute;s. </P >    <p>Na segunda fase, que vamos agora iniciar, propomo-nos disseminar este modelo que, acreditamos, poder&aacute; ajudar os profissionais a desenvolver pr&aacute;ticas centradas na fam&iacute;lia e baseadas nas rotinas, que permitir&atilde;o planificar interven&ccedil;&otilde;es promotoras da qualidade das interac&ccedil;&otilde;es da crian&ccedil;a, contribuindo, assim, para a melhoria das pr&aacute;ticas de IP. </P >    <p>A par da dissemina&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o, toda a equipa de trabalho considera fundamental o apoio ao desenvolvimento de projectos de investiga&ccedil;&atilde;o que permitam, por exemplo, avaliar o impacto desta forma&ccedil;&atilde;o nos profissionais de IP, bem como a divulga&ccedil;&atilde;o desses mesmos resultados. Nesta perspectiva, est&aacute; prevista a realiza&ccedil;&atilde;o de um estudo em que, atrav&eacute;s da compara&ccedil;&atilde;o dos Planos Individuais de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce (PIIP) antes e ap&oacute;s a forma&ccedil;&atilde;o, se procurar&aacute; avaliar o impacto desta forma&ccedil;&atilde;o nas compet&ecirc;ncias de equa&ccedil;&atilde;o de objectivos funcionais. </P >    <p>Ainda no &acirc;mbito da investiga&ccedil;&atilde;o que surgiu no seguimento deste projecto, est&aacute; a ser realizado um estudo que procura analisar que dimens&otilde;es de funcionalidade, tal como documentada pela Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Sa&uacute;de &ndash; vers&atilde;o para Crian&ccedil;as e Jovens (CIF-CJ; WHO, 2005), surgem da an&aacute;lise da Entrevista Baseada nas Rotinas (EBR) e da Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o das Percep&ccedil;&otilde;es dos Educadores acerca das Rotinas e do Envolvimento da Crian&ccedil;a (EAPERE), bem como dimens&otilde;es que, n&atilde;o estando presentes na CIF-CJ, possam emergir da an&aacute;lise de conte&uacute;do das entrevistas, possibilitando uma maior especifica&ccedil;&atilde;o de alguns dom&iacute;nios da classifica&ccedil;&atilde;o, especialmente no que refere &agrave;s componentes dos factores ambientais e da participa&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Uma outra linha de investiga&ccedil;&atilde;o prevista, relaciona-se com o estudo da percep&ccedil;&atilde;o dos pais acerca das pr&aacute;ticas baseadas nas rotinas e da mudan&ccedil;a que foi provocada na fam&iacute;lia com a utiliza&ccedil;&atilde;o do Modelo IPeCN, mais concretamente da Entrevista Baseada nas Rotinas. A avalia&ccedil;&atilde;o dos efeitos do processo de consultoria colaborativa &eacute;, ainda, um aspecto que interessar&aacute; explorar. </P >    <p>Assim, aliando o processo de forma&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento de trabalhos de pesquisa, cremos estar a contribuir para a passagem de informa&ccedil;&atilde;o/conhecimento relevante a uma cada vez maior utiliza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas baseadas na evid&ecirc;ncia, hoje vivamente recomendadas. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Aguiar, C. (2009). <I>Comportamentos interactivos maternos e envolvimento da crian&ccedil;a. </I>Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201100010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Alberoni, F. (1991). <I>A amizade</I>. Lisboa: Bertrand.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201100010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Almeida, I. C. (2009). <I>Estudos sobre a interven&ccedil;&atilde;o precoce em Portugal: Ideias dos especialistas, dos profissionais e das fam&iacute;lias</I>. Lisboa: Instituto Nacional para a Reabilita&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201100010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Almqvist, L. (2006). Patterns of engagement in young children with and without developmental delay. <I>Journal of Policy and Practice in Intellectual Disabilities</I>, <I>3</I>(1), 65-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201100010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bernheimer, L. P., &amp; Keogh, B. K. (1995) Weaving interventions into the fabric of everyday life: Narratives and explanations at dinner table. <I>Journal of Narrative and Life History, 4</I>(3), 331-352.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201100010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bricker, D., &amp; Cripe, J. W. (1992). <I>An activity-based approach to early intervention</I>. Baltimore, MD: Paul H. Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201100010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1979). <I>The ecology of human development: Experiments by nature and design</I>. Cambridge, MA: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201100010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1992). Ecological systems theory. In R. Vasta (Ed.), <I>Six theories of child develpoment: Revised formulations and current issues </I>(pp. 187-248). Philadelphia: Jessica Kingsley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201100010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>De Kruif, R. E. L., &amp; McWilliam, R. A. (1999). Multivariate relationships among development age, global engagement and observed child engagement. <I>Early Childhood Research Quarterly</I>, <I>14</I>, 515-536.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201100010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>De Kruif, R. E. L., McWilliam, R. A., &amp; Ridley, S. M. (no prelo). <I>Effects of child characteristics and teacher interaction behaviors on children&rsquo;s observed engagement. </I>University of North Carolina, Chapel Hill. </P >    <!-- ref --><p>De Kruif, R. E. L., Zully, R. A., McWilliam, R. A., Scarborough, A. A., &amp; Sloper, K. M. (1998). <I>Cases of responsiveness and directivenesss and different levels of teaching. </I>University of North Carolina, Chapel Hill. Manuscrito n&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201100010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dunst, C. J. &amp; Bruder, M. B. (2002). Values outcomes of service coordination, early intervention and natural environments. <I>Council for Exceptional Children, 68</I>(3), 361-375.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201100010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dunst, C.J., Raab, M., Trivette, C., &amp; Swanson, J. (2010). Community-based everyday child learning opportunities. In R. MacWilliam (Ed.), <I>Working with families of children with special needs </I>(pp. 60-81)<I>. </I>New York.NY: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201100010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dunst, C., Trivette, C., Humphries, T., Raab, M., &amp; Roper, N. (2001). Contrasting approaches to natural learning environment interventions. <I>Infants and Young Children</I>, <I>14</I>(2), 48-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201100010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Dunst, C. J., Hamby, D. Trivette, C. M., Raab, M., &amp; Bruder, M. B. (2002). Young children&rsquo;s participation in everyday family and community activity. <I>Psychological Reports, 91</I>, 875-897. </P >    <!-- ref --><p>Goldstein, H. (2003). <I>Naturalistic approaches to communication intervention for children with developmental disabilities</I>. Semin&aacute;rio de Doutoramento. Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201100010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Grande, C. (no prelo). <I>Estudo do impacto das interac&ccedil;&otilde;es educadora-crian&ccedil;a no envolvimento das crian&ccedil;as com necessidades educativas especiais em contexto de creche e de jardim-de-inf&acirc;ncia</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento a apresentar na Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201100010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hanft, B. E., &amp; Pilkington, K. O. (2000). Therapy in natural environments. The means or end goal for early intervention? <I>Infants and Young Children, 12</I>(4), 1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201100010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Jung, L. A., &amp; Baird, S. M. (2003). Effects of service coordinator variables on individualized family service plans. <I>Journal of Early Intervention, 25</I>, 206-218.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201100010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McWilliam, R. A. (1992). <I>Family-centered intervention planning: A routines-based approach. </I>Tucson, AZ: Communication Skill Builders.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201100010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McWilliam, R. A. (1996). A program of research on integrated <I>versus </I>isolated treatment in early intervention. In R. A. McWilliam (Ed.), Rethinking pull-out services in early intervention: A professional resource (pp. 49-70). Baltimore, MD: Paul H. Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201100010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McWilliam, R. A. (2003). The primary-service-provider model for home-and-community-based services. <I>Psicologia, XVII</I>(1), 115-135.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201100010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>McWilliam, R. A. (2004). <I>The Vanderbilt Home Visit Script</I>. Center for Child Development, Vanderbilt University Medical Center, Nashville, TN.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201100010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McWilliam, R. A. (2005). <I>Foundations for learning in a modern society</I>. Nashville, Tennessee: Center for Child Development, Vanderbilt University Medical Center. Manuscrito n&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201100010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McWilliam, R. (2007): <I>Engaging every child in the preschool classroom</I>. Baltimore, MD: Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201100010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McWilliam, R. (2010). Early intervention in natural environments: A five-component model. <I>Early Steps</I>. <a href="http://www.siskin.org/www/docs/112.180/" target="_blank">http://www.siskin.org/www/docs/112.180/</a>, 01-10-2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201100010000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>McWilliam, R. A., &amp; Bailey, D. B. (1992). Promoting engagement and mastery. In D. B. Bailey &amp; M. Wolery (Eds.), <I>Teaching infants and preschoolers with disabilities </I>(2nd ed., pp. 230-255). New York: MacMillan Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201100010000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>McWilliam, R. A., &amp; Bailey, D. B. (1995). Effects of classroom social structure and disability on engagement. <I>Topics in Early Childhood Special Education</I>, <I>15</I>, 123-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201100010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McWilliam, R. A., &amp; de Kruif, R. E. L. (1998). Engagement quality observation system III (E-Qual III). Frank Porter Graham Child Development Center, University of North Carolina at Chapel Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201100010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McWilliam, R. A., de Kruif, R. E. L., &amp; Zulli, R. A. (2002). The observed construction of teaching: four contexts. <I>Journal of Research in Childhood Education</I>, <I>16</I>, 148-161.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201100010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McWilliam, R. A., Trivette, C. M., &amp; Dunst, C. J. (1985). Behavior engagement as a measure of the efficacy of early intervention. <I>Analysis and Intervention on Developmental Disabilities</I>, <I>5</I>, 59-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201100010000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Mead, M. (1954). Research on primitive children. In L. Carmichel (Ed.), <I>Manual of child psychology </I>(pp. 735-780). New York, NY: Willey.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201100010000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Nugent, K. (2005). As necessidades comportamentais do beb&eacute; e da fam&iacute;lia. In J. Gomes-Pedro (Ed.), <I>Mais crian&ccedil;a. As necessidades irredut&iacute;veis </I>(1&ordf; ed., pp. 125-142). Lisboa: Cl&iacute;nica Universit&aacute;ria de Pediatria.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201100010000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pinto, A. I. (2006). <I>O envolvimento da crian&ccedil;a em contexto de creche: os efeitos de caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a, da qualidade do contexto e das interac&ccedil;&otilde;es educativas. </I>Disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento n&atilde;o publicada. Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o. Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201100010000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Pinto. A. I, Nunes C., Cruz, O., &amp; Aguiar, C. (2006). O sistema de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade do envolvimento III &ndash; Um estudo comparativo. In C. Machado, L. Almeida, M. Gon&ccedil;alves, &amp; V. Ramalho (Orgs.), <I>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica: Formas e contextos </I>(vol. XI, pp. 807-819). Braga: Psiquil&iacute;brios Edi&ccedil;&otilde;es. </P >    <!-- ref --><p>Rogoff, B. (1994). <I>Aprendices de pensamiento</I>. Barcelona: Paid&oacute;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201100010000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sameroff, A. J., &amp; Chandler, M. J. (1975). Reproductive risk and the continuum of caretaking casualty. In F. D. Horowitz, M. Hetherington, S. Scarr-Salapatek, &amp; G. Siegel (Eds.), <I>Review of child development research </I>(vol. 4, pp. 187-244). Chicago: University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-8231201100010000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sameroff, A. J., &amp; Fiese, B. H. (1990). Transactional regulation and early intervention. In S. J. Meisels &amp; J. P. Shonkoff (Eds.), <I>Handbook of early childhood intervention </I>(pp. 119-149). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-8231201100010000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sameroff, A. J., &amp; Fiese, B. H. (2000). Transactional regulation: The development ecology of early intervention. In J. P. Shonkoff &amp; J. Meisels (Eds.), <I>Handbook of early childhood intervention </I>(2nd ed., pp. 135-159). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-8231201100010000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Santos, P. (2007). <I>Promovendo um processo de constru&ccedil;&atilde;o de uma cultura de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento n&atilde;o publicada. Departamento de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o. Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0870-8231201100010000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Serrano (2007). <I>Redes sociais de apoio e a sua relev&acirc;ncia para a interven&ccedil;&atilde;o precoce</I>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0870-8231201100010000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vygotsky, L. S. (1978). <I>Mind in society</I>. Cambridge: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0870-8231201100010000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vygotsky, L. S. (1987). <I>Thought and language</I>. Cambridge: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0870-8231201100010000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Warren, S. F., &amp; Horn, E. M. (1996). Generalization issues in providing integrated services. In R. A. McWilliam (Ed.), <I>Rethinking pull-out services in early intervention </I>(pp. 121-143). Baltimore, MD: Paul Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0870-8231201100010000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>WHO &ndash; World Health Organization. (2005). <I>Guia do principiante: Para uma linguagem comum de funciona </I><I></I><I>lidade, incapacidade e sa&uacute;de &ndash; CIF</I>. Lisboa: SNRIPD. </P >    <!-- ref --><p>Widerstrom, A. H. (2004). <I>Achieving learning goals through play</I>. Baltimore, MD: Paul Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0870-8231201100010000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Woods-Cripe (1999). <I>Desenvolvimento de programas de interven&ccedil;&atilde;o precoce com base nas rotinas di&aacute;rias</I>. Semin&aacute;rio de Doutoramento. Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0870-8231201100010000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Yoder, P. J., &amp; Warren, S. F. (1993): Can developmentally delayed children&rsquo;s language development be enhanced through prelinguistic intervention? In A. Kaiser &amp; D. Gray (Eds.), <I>Enhancing children&rsquo;s communication. Research foundations for intervention </I>(pp. 35-61). Baltimore, MD: Paul Brookes. </P >    <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Isabel Chaves de Almeida Instituto Superior de Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncias, Alameda das Linhas de Torres, 179, 1750-142 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:isabel.chaves@netcabo.pt">isabel.chaves@netcabo.pt</a> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>NOTAS</P >     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup>Director do Siskin Center for Child and Family Research, Chattanooga, EUA. </P >     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup>A amizade deve ser leal, sincera, l&iacute;mpida. O amigo deve querer o bem do amigo, n&atilde;o por palavras, mas concretamente. Deve estar presente no momento da necessidade. (...) Na amizade n&atilde;o se pode enganar, n&atilde;o se pode fazer mal. Nem mesmo uma &uacute;nica vez. Na amizade &eacute; necess&aacute;rio saber ver a virtude do outro e dar-lhe valor. O amigo deve ser aberto, cheio de vida, divertido (Alberoni, 1991: 194).</P >      ]]></body><back>
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