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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O envolvimento de crianças com necessidades educativas especiais em contexto de creche e de jardim-de-infância]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of this study is to analyse observed engagement in children with disabilities included in child care/preschool settings in the Metropolitan Area of Porto, comparing levels and types of engagement in two different settings: in the presence of a special education teacher; in the absence of this professional. The ABILITIES Index (Simeonsson & Bailey, 1991) was used to obtain children&#8217;s disability profiles and the Engagement Quality Observation System III (McWilliam & de Kruif, 1998) was used to measure children&#8217;s observed engagement behaviour. Based on children&#8217;s interactive competencies during play situations or daily routines, engagement has been studied as a variable with learning and developmental value illustrating children&#8217;s daily experiences as well as the quality of the opportunities provided in their educational contexts. Results indicate that the sophistication and the focus of children&#8217;s engagement are influenced by children&#8217;s characteristics (age and disability level), as well as by factors of their educational environment (presence/absence of special education teacher), underlining the relevance of this line of research, and providing empirical evidence on the engagement construct as an indicator of interactive processes with developmental value.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Envolvimento da criança]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Inclusão]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Necessidades educativas especiais (NEE)]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Qualidade de contextos de educação de infância]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Child involvement]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Inclusion]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Special educational needs]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P   ><B>O envolvimento de crian&ccedil;as com necessidades educativas especiais em contexto de creche e de jardim-de-inf&acirc;ncia </B></P >     <P   ><b>Catarina Grande*; Ana Isabel Pinto** </b></P >     <P   >*Bolseira de Doutoramento da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (SFRH/21605/2005). Orientadores: Joaquim Bairr&atilde;o e Ana Isabel Pinto; </P >     <P   >**Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto </P >     <P   ><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <P   >Este estudo pretende analisar o envolvimento observado em 50 crian&ccedil;as com incapacidades integradas em contexto de creche/jardim-de-inf&acirc;ncia da &Aacute;rea Metropolitana do Porto, comparando os n&iacute;veis e tipos de envolvimento observado em dois contextos de actividade: na presen&ccedil;a da educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial e na sua aus&ecirc;ncia. O perfil de incapacidade das crian&ccedil;as foi obtido com base no &Iacute;ndex de Capacidades (Simeonsson &amp; Bailey, 1991) e os dados de envolvimento observado foram obtidos atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o do Engagement Quality Observation System III (McWilliam &amp; de Kruif, 1998). Centrando-se nas compet&ecirc;ncias interactivas da crian&ccedil;a em situa&ccedil;&otilde;es de jogo ou em actividades de rotina, o envolvimento tem sido estudado como um factor de aprendizagem e desenvolvimento que ilustra as experi&ecirc;ncias di&aacute;rias da crian&ccedil;a, bem como a qualidade das oportunidades que lhe s&atilde;o proporcionadas nos seus contextos educativos. Os resultados indicam que a sofistica&ccedil;&atilde;o, bem como o foco de envolvimento da crian&ccedil;a s&atilde;o influenciados por caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a (idade e grau de incapacidade), bem como por factores do meio educativo em que ela interage (presen&ccedil;a da educadora de educa&ccedil;&atilde;o especial), sublinhado a relev&acirc;ncia desta linha de investiga&ccedil;&atilde;o e fornecendo evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica acerca do construto de envolvimento enquanto indicador de processos interactivos com valor desenvolvimental. </P >    <P   ><B>Palavras-chave: </B>Envolvimento da crian&ccedil;a, Inclus&atilde;o, Necessidades educativas especiais (NEE), Qualidade de contextos de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia. </P >     <P   >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   ><b>ABSTRACT</b></P >     <P   >The purpose of this study is to analyse observed engagement in children with disabilities included in child care/preschool settings in the Metropolitan Area of Porto, comparing levels and types of engagement in two different settings: in the presence of a special education teacher; in the absence of this professional. The ABILITIES Index (Simeonsson &amp; Bailey, 1991) was used to obtain children&rsquo;s disability profiles and the Engagement Quality Observation System III (McWilliam &amp; de Kruif, 1998) was used to measure children&rsquo;s observed engagement behaviour. Based on children&rsquo;s interactive competencies during play situations or daily routines, engagement has been studied as a variable with learning and developmental value illustrating children&rsquo;s daily experiences as well as the quality of the opportunities provided in their educational contexts. Results indicate that the sophistication and the focus of children&rsquo;s engagement are influenced by children&rsquo;s characteristics (age and disability level), as well as by factors of their educational environment (presence/absence of special education teacher), underlining the relevance of this line of research, and providing empirical evidence on the engagement construct as an indicator of interactive processes with developmental value. </P >     <P   ><b>Key-words</b><I>: </I>Child involvement, Inclusion, Quality of early childhood education contexts, Special educational needs. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >    <P   >Para facilitar a inclus&atilde;o de crian&ccedil;as com Necessidades Educativas Especiais (NEE) e garantir a sua participa&ccedil;&atilde;o nos contextos de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia &eacute; fundamental assegurar que a crian&ccedil;a estabele&ccedil;a m&uacute;ltiplos pap&eacute;is no seu ambiente pr&oacute;ximo, de uma forma adequada ao seu n&iacute;vel de desenvolvimento, interagindo com outros significativos, com os objectos e com as caracter&iacute;sticas do meio. Sabemos hoje que a crian&ccedil;a n&atilde;o &eacute; um receptor passivo influenciado pelo ambiente, mas um participante activo que actua no meio envolvente sendo simultaneamente por ele influenciado. Tendo como referencial te&oacute;rico a perspectiva desenvolvimental-sist&eacute;mica do desenvolvimento humano procuramos, no presente estudo, analisar interac&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas entre <I>a pessoa em </I><I>desenvolvimento e o meio circundante </I>(Bronfenbrenner &amp; Morris, 1998), nomeadamente as interac&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas e cont&iacute;nuas entre as crian&ccedil;as com incapacidades e a experi&ecirc;ncia que lhes &eacute; proporcionada num dos microssistemas em que participam, os contextos de creche ou de jardim</B>-de-inf&acirc;ncia inclusivos (Sameroff &amp; Fiese, 1990, 2000), traduzidas na qualidade do seu envolvimento nestes contextos. </P >     <p>De acordo com esta perspectiva (Bronfenbrenner, 1979, 2005; Sameroff &amp; Fiese, 1990, 2000), o estudo da ecologia dos contextos pr&eacute;-escolares inclusivos inclui, n&atilde;o s&oacute; as caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a e as caracter&iacute;sticas do ambiente, mas tamb&eacute;m as interac&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas que se estabelecem entre estas ao longo do tempo. Assim, o estudo das interac&ccedil;&otilde;es que as crian&ccedil;as com incapacidades estabelecem com os seus pares, com os objectos e com os adultos nos seus contextos de vida di&aacute;ria, assume uma relev&acirc;ncia fundamental na explica&ccedil;&atilde;o dos resultados desenvolvimentais e dos factores que os influenciam. </P >     <p>A escassez de dados que ilustrem caracter&iacute;sticas processuais a n&iacute;vel microssist&eacute;mico relativas ao apoio educativo prestado &agrave;s crian&ccedil;as com NEE no nosso pa&iacute;s, particularmente entre os 0 e os 6 anos de idade, sugere a necessidade de estudar as pr&aacute;ticas desenvolvidas e as interac&ccedil;&otilde;es que estas crian&ccedil;as estabelecem num dos seus contextos de vida di&aacute;ria &ndash; contexto de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia. Deste modo, o presente estudo pretende caracterizar o perfil de envolvimento de crian&ccedil;as com NEE em contextos de creche e pr&eacute;-escolar inclusivos, em duas situa&ccedil;&otilde;es: na presen&ccedil;a do educador da educa&ccedil;&atilde;o especial e na aus&ecirc;ncia deste profissional. Tem ainda como objectivo estudar a rela&ccedil;&atilde;o entre caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a com NEE, nomeadamente a idade cronol&oacute;gica e o perfil da incapacidade, e a qualidade e foco do seu envolvimento. </P >    <p>O conceito de <I>envolvimento </I>foi definido por McWilliam e Bailley (1992, 1995) como <I>a quantidade de tempo que a crian&ccedil;a passa a interagir activa ou atentamente com o seu ambiente (com adultos, pares ou materiais) de uma forma desenvolvimental e contextualmente adequada em diferentes n&iacute;veis de compet&ecirc;ncia, isto &eacute;, </I>implica que o comportamento seja adequado &agrave;s capacidades e &agrave; idade desenvolvimental da crian&ccedil;a e, ainda, que seja adequado &agrave; actividade que est&aacute; a ser realizada, tendo em conta as expectativas relativamente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o (McWilliam &amp; de Kruif, 1998). Com base nesta defini&ccedil;&atilde;o os autores especificam 9 n&iacute;veis de qualidade do envol vimento, organizados numa hierarquia de n&iacute;veis de sofistica&ccedil;&atilde;o desenvolvimental decrescentes: persistente, simb&oacute;lico, codificado, construtivo, diferenciado, aten&ccedil;&atilde;o focalizada, indiferenciado, aten&ccedil;&atilde;o ocasional e n&atilde;o envolvido. Os comportamentos de n&iacute;vel superior da hierarquia desenvolvimental (i.e., persist&ecirc;ncia, comportamento simb&oacute;lico, comportamento codificado e comportamento construtivo) comp&otilde;em o n&iacute;vel de envolvimento sofisticado e s&atilde;o considerados indicadores de sofistica&ccedil;&atilde;o cognitiva. Os comportamentos de n&iacute;vel inferior (i.e., comportamento indiferenciado e aten&ccedil;&atilde;o ocasional) s&atilde;o agrupados na categoria de envolvimento n&atilde;o sofisticado (cf. <a href="#q3">Quadro 3</a>). Os tipos de envolvimento est&atilde;o igualmente organizados numa hierarquia desenvolvimental em que o envolvimento com pares constitui o n&iacute;vel mais elevado do foco de envolvimento da crian&ccedil;a, e o envolvimento social (i.e. com pares ou adultos) &eacute; considerado desenvolvimentalmente mais elaborado do que o n&atilde;o social (i.e., com objectos ou <I>self</I>). Os n&iacute;veis e tipos de envolvimento s&atilde;o mutuamente exclusivos e exaustivos. Deste modo, pode considerarse um conceito abrangente, por estudar uma dimens&atilde;o quantitativa das interac&ccedil;&otilde;es (tempo que a crian&ccedil;a passa em interac&ccedil;&atilde;o com vari&aacute;veis ambientais) e por incluir descritores relativos &agrave; qualidade desses comportamentos interactivos (Malmskog &amp; McDonnel, 1999). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a07q1.jpg" width="491" height="173"></P >     
<p>&nbsp;</P ><a name="q2">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a07q2.jpg" width="559" height="748"></P >     
<p>&nbsp;</P ><a name="q3">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a07q3.jpg" width="559" height="586"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea tem sublinhado a rela&ccedil;&atilde;o entre o envolvimento e os resultados desenvolvimentais da crian&ccedil;a, pelo que o envolvimento tem sido considerado um bom indicador da compet&ecirc;ncia da crian&ccedil;a (de Kruif, McWilliam, Ridley, &amp; Wakely, 2000; Pinto, Barros, Aguiar, Pessanha, &amp; Bairr&atilde;o, 2006) e uma condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria, se n&atilde;o suficiente, para a aprendizagem e para a mudan&ccedil;a desenvolvimental (McWilliam &amp; Bailey, 1992). Estes autores referem, assim, que os n&iacute;veis de envolvimento podem ser considerados descritores qualitativos que possibilitam a identifica&ccedil;&atilde;o de diferen&ccedil;as nos processos cognitivos subjacentes &agrave; aprendizagem (McWilliam, Trivette, &amp; Dunst, 1985). A persist&ecirc;ncia face a tarefas desafiantes, a orienta&ccedil;&atilde;o para objectivos, a compet&ecirc;ncia e a motiva&ccedil;&atilde;o para a mestria s&atilde;o constructos relacionados com o envolvimento (Malmskog &amp; McDonnel, 1999). O envolvimento possibilita a operacionaliza&ccedil;&atilde;o de tais processos, na medida em que &eacute; determinado com base na observa&ccedil;&atilde;o de comportamentos interactivos das crian&ccedil;as (fixa&ccedil;&atilde;o visual, a manipula&ccedil;&atilde;o, as vocaliza&ccedil;&otilde;es, a aproxima&ccedil;&atilde;o ou afecto). </P >    <p>A literatura na &aacute;rea tem igualmente real&ccedil;ado que, servi&ccedil;os de elevada qualidade t&ecirc;m um impacto significativo no envolvimento das crian&ccedil;as e efeitos positivos no seu desenvolvimento cognitivo e social (de Kruif et al., 2000; NAEYC, 1997). Deste modo, quando o envolvimento &eacute; sistematica mente promovido na sala as crian&ccedil;as t&ecirc;m maior probabilidade de participar em actividades desenvolvimentalmente adequadas com pares, adultos e materiais (de Kruif &amp; McWilliam, 1999). Assim, quanto maior a propor&ccedil;&atilde;o de envolvimento adequado e de elevado n&iacute;vel, mais eficaz ter&aacute; sido o ambiente de aprendizagem (de Kruif &amp; McWilliam, 1999; McCormick, Noonan, &amp; Heck, 1998). </P >    <p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas tem havido uma crescente preocupa&ccedil;&atilde;o por parte dos investigadores da &aacute;rea da interven&ccedil;&atilde;o precoce em estudar a forma como a crian&ccedil;a com NEE despende o seu tempo nos contextos pr&eacute;-escolares (Wolery, Strain, &amp; Bailey, 1992; como citado em Hamilton, 2005). </P >    <p>As linhas de orienta&ccedil;&atilde;o da National Association for the Education of Young Children (Bredekamp, 1987) para as pr&aacute;ticas desenvolvimentalmente adequadas, salientam a import&acirc;ncia da promo&ccedil;&atilde;o do envolvimento nos programas de interven&ccedil;&atilde;o precoce (McCormick et al., 1998). Algumas das vari&aacute;veis referidas pela literatura como estando relacionadas com o envolvimento s&atilde;o o estatuto de incapacidade, o tipo e a natureza das actividades na sala e o comportamento do professor (McCormick et al., 1998). Estudos que procuraram estabelecer a rela&ccedil;&atilde;o entre a incapacidade e o envolvimento em contextos pr&eacute;-escolares inclusivos, verificaram especificidades no envolvimento de crian&ccedil;as com incapacidades, mesmo quando controlada a idade desenvolvimental (McWilliam &amp; Bailey, 1995). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo estes autores, as crian&ccedil;as com incapacidades tinham tend&ecirc;ncia para estar envolvidas menos tempo e em n&iacute;veis baixos. Os resultados indicaram que, as crian&ccedil;as com incapacidades estavam envolvidas durante menos tempo com adultos, menos tempo em envolvimento atencional com pares (e.g., ver e ouvir) e menos tempo envolvidas em tarefas de n&iacute;vel mais elevado (e.g., resolver problemas, fazer-de-conta ou a construir). McWilliam e Scarborough (1997) aferiram que as crian&ccedil;as com incapacidades passavam propor&ccedil;&otilde;es consider&aacute;veis de tempo envolvidas em comportamentos diferenciados e de aten&ccedil;&atilde;o, comportamentos considerados de n&iacute;vel inferior. </P >    <p>Burstein (1986) encontrou uma rela&ccedil;&atilde;o entre a incapacidade, o tipo e a estrutura&ccedil;&atilde;o das actividades e o envolvimento. As crian&ccedil;as com incapacidades demonstravam maior envolvimento quando participavam em actividades de pequeno grupo promovidas pelas crian&ccedil;as. Numa pesquisa relatada por McCormick e colaboradores (1998) sobre a integra&ccedil;&atilde;o social de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar com incapacidades, os autores verificaram que as crian&ccedil;as com incapacidades tinham n&iacute;veis mais elevados de envolvimento com os pares durante actividades de brincadeira e de jogo dram&aacute;tico do que em actividades funcionais (e.g., com &aacute;gua) ou construtivas (e.g., recorte, pintura). Adicional mente, verificaram que as crian&ccedil;as se envolviam mais com os pares em actividades dirigidas pelas crian&ccedil;as em pequeno grupo, do que em actividades dirigidas pelo adulto em grande grupo. </P >    <p>A literatura documenta uma associa&ccedil;&atilde;o entre a aten&ccedil;&atilde;o que o educador presta &agrave; crian&ccedil;a e o envolvimento em contextos inclusivos. Para as crian&ccedil;as com desenvolvimento t&iacute;pico, a aten&ccedil;&atilde;o do educador parece estar associada com n&iacute;veis mais baixos de envolvimento com os pares e n&iacute;veis mais elevados de envolvimento na tarefa (Cole, Meyer, Vandecook, &amp; McQuater, 1986; Fagot, 1973; Hamilton &amp; Gordon, 1978; como citados em McCormick et al., 1998). Para as crian&ccedil;as com incapacidades os estudos n&atilde;o s&atilde;o conclusivos. Diversos estudos citados por McCormick e colaboradores (1998) verificaram que a aten&ccedil;&atilde;o do educador diminui o envolvimento com os pares. No entanto, outras pesquisas verificaram o oposto: a aten&ccedil;&atilde;o do educador promovia o envolvimento com os pares (Frederiks et al., 1978; Kohl, Beckman &amp; Swenson-Pierce, 1984; como citado em McCormick et al., 1998). Em 1993, Hundert, Mahoney e Hopkins conduziram uma pesquisa para estudar a associa&ccedil;&atilde;o entre a aten&ccedil;&atilde;o do educador do ensino regular e de apoio educativo e o envolvimento com os pares no contexto pr&eacute;-escolar. Os autores conclu&iacute;ram que as crian&ccedil;as com incapacidades se envolviam mais com os pares quando faziam parte de um grupo que era o foco de aten&ccedil;&atilde;o do educador de apoio. </P >    <p>McCormick e colaboradores (1998) realizaram um estudo para identificar o efeito de algumas vari&aacute;veis, nomeadamente o estatuto de incapacidade, o tipo e a natureza das actividades e as caracter&iacute;sticas do educador de apoio, no envolvimento que crian&ccedil;as com incapacidades apresentam com os pares, com os adultos e com as actividades, em contextos inclusivos. Os resultados do estudo indicaram que a vari&aacute;vel caracter&iacute;sticas das actividades se relacionava significativamente com o envolvimento, sendo que as actividades de pequeno grupo se encontravam associadas com maior envolvimento com pares. A vari&aacute;vel estatuto de incapacidade n&atilde;o revelou um efeito significativo no envolvimento. Os autores verificaram ainda uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre a utiliza&ccedil;&atilde;o de comportamentos facilitadores e apoiantes pelos educadores e o envolvimento das crian&ccedil;as com os adultos: as crian&ccedil;as envolviam-se mais quando os adultos eram facilitadores, positivos, n&atilde;o directivos e quando utilizavam estrat&eacute;gias de gest&atilde;o suaves. </P >    <p>A qualidade do envolvimento em crian&ccedil;as com incapacidades pode ser atribu&iacute;da &agrave; especificidade das respostas dadas por estas crian&ccedil;as a condi&ccedil;&otilde;es ambientais comuns a todo o grupo de pares ou ao facto de estas crian&ccedil;as terem acesso a diferentes interac&ccedil;&otilde;es, condi&ccedil;&otilde;es ambientais e actividades em contextos de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia (Almqvist, 2006). </P >    <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>Participaram neste estudo 50 crian&ccedil;as com NEE que frequentavam creches e jardins-de-inf&acirc;ncia da &Aacute;rea Metropolitana do Porto, tendo a amostra sido obtida com base numa rela&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as com NEE atendidas em contexto de creche e de jardim-de-inf&acirc;ncia fornecida pela Direc&ccedil;&atilde;o Regional de Educa&ccedil;&atilde;o do Norte. Solicitou-se a colabora&ccedil;&atilde;o dos Conselhos Executivos dos Agrupamentos de Escola para procederem &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o deste estudo junto dos educadores de apoio das crian&ccedil;as, convidando-os a participar. Os educadores que aceitaram participar foram contactados com a finalidade de se explicar os objectivos do estudo. Por fim, foi solicitada por escrito a colabora&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o e a autoriza&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia. </P >    <p>A idade cronol&oacute;gica das crian&ccedil;as participantes variava entre 29 e 58 meses (cf. <a href="#q1">Quadro 1</a>). Estas crian&ccedil;as frequentavam 50 salas de actividades de creches e jardins-de-inf&acirc;ncia da &Aacute;rea Metropolitana do Porto pertencentes a 50 institui&ccedil;&otilde;es (21 jardins de inf&acirc;ncia p&uacute;blicos, 15 institui&ccedil;&otilde;es particulares de solidariedade social e 14 institui&ccedil;&otilde;es particulares com fins lucrativos). O <a href="#q1">Quadro 1</a> apresenta as caracter&iacute;sticas das 50 crian&ccedil;as participantes (32 do g&eacute;nero masculino e 18 do g&eacute;nero feminino). </P >     <p><I>Medidas </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Medida do envolvimento observado</I>. Para a codifica&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de envolvimento das crian&ccedil;as foi utilizado o Sistema de Avalia&ccedil;&atilde;o da Qualidade do Envolvimento III (SAQE III), traduzido e adaptado por Pinto, Aguiar, Barros e Cruz (2004), com base no E-QUAL III (McWilliam &amp; de Kruif, 1998). O E-QUAL III constitui um procedimento de amostragem por momentos no tempo para a codifica&ccedil;&atilde;o do envolvimento observado de uma crian&ccedil;a. Os comportamentos de envolvimento s&atilde;o codificados no final de intervalos de 15 segundos durante sess&otilde;es de observa&ccedil;&atilde;o de 15 minutos (num total de 60 observa&ccedil;&otilde;es por sess&atilde;o). Em cada amostra de tempo s&atilde;o registados dois c&oacute;digos: o primeiro relativo ao n&iacute;vel de envolvimento (i.e. persistente, simb&oacute;lico, codificado, construtivo, diferenciado, aten&ccedil;&atilde;o focalizada, indiferenciado, aten&ccedil;&atilde;o ocasional e n&atilde;o envolvido) e o segundo relativo ao tipo ou foco de envolvimento (i.e., pares, adultos, objectos e self). Os n&iacute;veis e tipos de envolvimento s&atilde;o mutuamente exclusivos e exaustivos. No final de cada intervalo de observa&ccedil;&atilde;o o observador (alertado por um sinal sonoro proveniente de um leitor com auricular) codifica o comportamento numa folha de registo. Em cada sess&atilde;o de observa&ccedil;&atilde;o, as frequ&ecirc;ncias de cada c&oacute;digo s&atilde;o somadas e o resultado &eacute; dividido pelo tempo total da sess&atilde;o para se obter uma percentagem estimada de tempo de envolvimento. As defini&ccedil;&otilde;es dos nove n&iacute;veis e tipos de envolvimento s&atilde;o apresentadas no <a href="#q2">Quadro 2</a>. </P >     <p><I>Medida do perfil de incapacidade. </I>O &Iacute;ndex de Capacidades (ABILITIES INDEX, Simeonsson &amp; Bailey, 1991) foi utilizado para descrever as capacidades e as limita&ccedil;&otilde;es do funcionamento das crian&ccedil;as participantes. O aspecto central deste &Iacute;ndex &eacute; a avalia&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas com base num intervalo capacidade-incapacidade. O &Iacute;ndex foi desenhado para enquadrar as seguintes caracter&iacute;sticas: (1) nove &aacute;reas do funcionamento da crian&ccedil;a que reflectem um perfil de capacidade relativamente est&aacute;vel; (2) para cada dimens&atilde;o, o funcionamento &eacute; definido operacionalmente atrav&eacute;s da classifica&ccedil;&atilde;o em 6 n&iacute;veis ordinais (<I>Normal</I>, <I>Suspeita de disfun&ccedil;&atilde;o</I>, <I>Disfun&ccedil;&atilde;o ligeira</I>, <I>Disfun&ccedil;&atilde;o moderada</I>, <I>Disfun&ccedil;&atilde;o severa</I>, <I>Disfun&ccedil;&atilde;o profunda</I>) que reflectem sucessivos n&iacute;veis de incapacidade; (3) os n&iacute;veis ordinais s&atilde;o caracterizados em termos funcionais e n&atilde;o t&eacute;cnicos, de modo a facilitar a atribui&ccedil;&atilde;o de classifica&ccedil;&otilde;es tanto pelos pais como pelos profissionais; (4) a classifica&ccedil;&atilde;o pode ser baseada em avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, podendo incluir a observa&ccedil;&atilde;o, o conhecimento pr&eacute;vio da crian&ccedil;a e/ou outra informa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica; (5) as classifica&ccedil;&otilde;es reflectem padr&otilde;es mais relativos do que absolutos das capacidades/incapacidades; (6) as classifica&ccedil;&otilde;es permitem tra&ccedil;ar um perfil hol&iacute;stico das diferen&ccedil;as intraindividuais; (7) o perfil enfatiza as capacidades e as incapacidades relevantes para a interven&ccedil;&atilde;o individualizada; e (8) o perfil minimiza a categoriza&ccedil;&atilde;o e a rotulagem (Simeonsson, Bailey, Smith, &amp; Buysse, 1995). O ABILITIES &eacute; um acr&oacute;nimo que representa as nove &aacute;reas e fornece um perfil que possibilitar&aacute; uma compreens&atilde;o geral das capacidades e incapacidades da crian&ccedil;a nessas &aacute;reas, apresentadas no <a href="#q3">Quadro 3</a>. </P >     <p>Este &Iacute;ndex &eacute; um meio de agrupar as crian&ccedil;as com base na similaridade funcional em substitui&ccedil;&atilde;o &agrave; sua etiologia (Simeonsson &amp; Scarborough, 2001). Para calcular um resultado final a classifica&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;da em cada uma das nove dimens&otilde;es &eacute; multiplicada pela respectiva pondera&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, efectuando-se, em seguida, o somat&oacute;rio dos valores obtidos (Daley, Simeonsson, &amp; Carlson, 2006). Este somat&oacute;rio deve ser, segundo os autores, apenas utilizado para fins de investiga&ccedil;&atilde;o. </P >    <p><I>Procedimento </I></P >    <p><I>Treino e acordo inter-observadores. </I>Os tr&ecirc;s observadores da equipa de recolha de dados foram treinados na codifica&ccedil;&atilde;o do Envolvimento, com base no SAQE III at&eacute; ser obtido um acordo interobservadores de 90% nos n&iacute;veis e tipos de envolvimento. Assim, de modo a obter acordo com a equipa do Quality and Engagement Study (2001), foram codificadas inicialmente 15 sess&otilde;es (de 15 minutos) de registo em v&iacute;deo para treino, tendo sido obtido um acordo m&eacute;dio de 91.63%. Posteriormente, foram codificadas 21 sess&otilde;es com base em registos de v&iacute;deo de crian&ccedil;as com NEE em contexto de creche e de jardim-de-inf&acirc;ncia com um total de 98.44% de acordo. Este per&iacute;odo de treino permitiu a ampla discuss&atilde;o dos crit&eacute;rios de codifica&ccedil;&atilde;o. Por fim, procedeu-se &agrave; codifica&ccedil;&atilde;o de 15 sess&otilde;es de observa&ccedil;&atilde;o ao vivo de crian&ccedil;as com NEE integradas em creches e jardim-de-inf&acirc;ncia e que n&atilde;o fazem parte da amostra do presente estudo. A percentagem de acordo obtida foi de 99% para os nove n&iacute;veis de envolvimento. O acordo inter-observadores foi igualmente verificado ao longo do processo de recolha de dados. </P >    <p><I>Recolha de dados </I></P >    <p>Ap&oacute;s obten&ccedil;&atilde;o da autoriza&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias e das institui&ccedil;&otilde;es onde as crian&ccedil;as estavam integradas iniciamos o processo de recolha de dados. Na primeira observa&ccedil;&atilde;o o observador respons&aacute;vel preenchia dois question&aacute;rios com base numa breve entrevista &agrave; educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial: (a) um question&aacute;rio sobre a crian&ccedil;a (caracter&iacute;sticas da fam&iacute;lia, elegibilidade, apoio, percurso educativo, etc.), (b) um question&aacute;rio sobre a educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial (dados demogr&aacute;ficos, anos de servi&ccedil;o, forma&ccedil;&atilde;o, etc.). Era ainda entregue a esta educadora o &Iacute;ndex de Capacidades (Simeonsson &amp; Bailey, 1991) para que o preenchesse em conjunto com a educadora do ensino regular, de modo a descrever as capacidades e as limita&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as. O hor&aacute;rio para observa&ccedil;&atilde;o do envolvimento era combinado previamente, com os educadores, para coincidir com momentos planeados para actividade de jogo livre. Por actividades de jogo livre entendeu-se actividades em que a educadora permitia a livre escolha de materiais, dava liberdade &agrave; crian&ccedil;a para iniciar e finalizar a actividade e encorajava uma variedade de comportamentos (de Kruif &amp; McWilliam, 1999). </P >     <p>Cada crian&ccedil;a foi observada, ao vivo, no decurso de oito sess&otilde;es de 15 minutos em actividades de jogo livre, realizadas em 4 dias diferentes: (a) quatro sess&otilde;es na presen&ccedil;a do educador da educa&ccedil;&atilde;o especial; e (b) quatro sess&otilde;es quando este profissional n&atilde;o estava presente. O acordo interobservadores foi verificado no decurso do procedimento de recolha de dados em 25% do total das sess&otilde;es de observa&ccedil;&atilde;o (100 sess&otilde;es de acordo). No <a href="#q4">Quadro 4</a> s&atilde;o apresentados os dados relativos ao acordo interobservadores e ao Coeficiente Kappa<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> nos diferentes n&iacute;veis e tipos de envolvimento. A percentagem de acordo para os noves n&iacute;veis de envolvimento varia entre 97.28% e 99.01% (<I>M</I>=97.85%) e os coeficientes Kappa variam entre .55 e .95 (<I>M</I>=.88), indicando um n&iacute;vel de acordo entre substancial e quase perfeito (Landis &amp; Koch, 1977). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q4">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a07q4.jpg" width="559" height="307"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><I>An&aacute;lise de dados </I></P >    <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a de estudos pr&eacute;vios (Aguiar, 2009; Pinto, 2006; Raspa, McWilliam, &amp; Ridley, 2001) alguns n&iacute;veis de envolvimento foram combinados para dar origem &agrave;s vari&aacute;veis comp&oacute;sitas envolvimento sofisticado (soma de envolvimento persistente, envolvimento simb&oacute;lico, envolvimento codificado e envolvimento construtivo) e envolvimento n&atilde;o sofisticado (soma de envolvimento indiferenciado e aten&ccedil;&atilde;o ocasional). Dois tipos de envolvimento foram igualmente combinados para dar origem &agrave; vari&aacute;vel comp&oacute;sita envolvimento social (soma de envolvimento com pares e envolvimento com adultos). </P >    <p>Primeiramente foram realizadas an&aacute;lises descritivas de forma a caracterizar o perfil de envolvimento das crian&ccedil;as nos dois contextos de actividade (na presen&ccedil;a e na aus&ecirc;ncia da educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial). Seguidamente e com o objectivo de determinar se os perfis interactivos diferiam em fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia da educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial recorremos ao Teste de Wilcoxon, tendo em conta que a distribui&ccedil;&atilde;o das var&aacute;veis n&atilde;o respeitava as exig&ecirc;ncias de uma distribui&ccedil;&atilde;o normal. Posteriormente, e segundo as recomenda&ccedil;&otilde;es da American Psychological Association (Wilkinson &amp; APA Task Force on Statistical Inference, 1999) os resultados foram interpretados com base no &iacute;ndice do tamanho do efeito que foi calculado mediante a convers&atilde;o dos valores <I>Z </I>em valores <I>r</I>, atrav&eacute;s da f&oacute;rmula sugerida por Rosenthal (1991) e recomendada por Field (2005). Os valores obtidos com base nesta f&oacute;rmula foram interpretados de acordo com crit&eacute;rios sugeridos por Cohen (1992): um <I>r </I>de.10 foi considerado pequeno e revela uma associa&ccedil;&atilde;o fraca, um <I>r </I>de.30 foi considerado m&eacute;dio e revela uma associa&ccedil;&atilde;o moderada e um <I>r </I>de .50 foi interpretado como grande, revelando uma associa&ccedil;&atilde;o forte. Finalmente foi determinada a associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis em estudo (idade cronol&oacute;gica, perfil de incapacidade e n&iacute;veis e tipos de envolvimento observado), atrav&eacute;s do c&aacute;lculo do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman. A op&ccedil;&atilde;o por esta medida de associa&ccedil;&atilde;o relaciona-se com a viola&ccedil;&atilde;o do pressuposto de normalidade. O significado dos resultados das correla&ccedil;&otilde;es foi interpretado, de acordo com os crit&eacute;rios definidos por Cohen (1992). </P >    <p>RESULTADOS  </P >     <p>Tal como se pode verificar no <a href="#q5">Quadro 5</a>, a an&aacute;lise das percentagens m&eacute;dias de envolvimento permitiu verificar que, para todas as crian&ccedil;as, independentemente de a educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial estar ou n&atilde;o presente na sala, estas passavam mais de metade do seu tempo em comportamentos de tipo diferenciado, isto &eacute;, a interagir activamente e de forma convencional com o meio sem objectivo, sendo o n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o focalizada o segundo comportamento de envolvimento mais frequente. Globalmente, os n&iacute;veis de envolvimento menos frequentes foram o persistente e o simb&oacute;lico. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q5">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a07q5.jpg" width="551" height="270"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>&Eacute; de real&ccedil;ar que, quando o educador da educa&ccedil;&atilde;o especial n&atilde;o est&aacute; na sala de actividades, a percentagem de tempo que as crian&ccedil;as com NEE passam no n&iacute;vel de envolvimento sofisticado diminui, o que parece dever-se a uma redu&ccedil;&atilde;o para cerca de metade nos comportamento codificados (que integram aquele n&iacute;vel<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>). Por outro lado, nesta situa&ccedil;&atilde;o aumenta substancialmente, para todas as crian&ccedil;as, a percentagem de tempo em n&iacute;veis mais baixos de envolvimento, nomeadamente em comportamentos indiferenciados e em aten&ccedil;&atilde;o ocasional, bem como o tempo que passam n&atilde;o-envolvidas. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados descritivos obtidos para o tipo de envolvimento s&atilde;o apresentados no <a href="#q6">Quadro 6</a>. Relativamente ao foco de envolvimento das crian&ccedil;as, na presen&ccedil;a da educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial, a maior frequ&ecirc;ncia em envolvimento social deve-se a interac&ccedil;&otilde;es mais frequentes com adultos, seguindo-se o envolvimento com objectos. No entanto, quando este profissional n&atilde;o estava no contexto de sala de actividades, as crian&ccedil;as passavam cerca de metade do tempo envolvidas com os objectos, seguindo-se o envolvimento com os pares. Nas duas situa&ccedil;&otilde;es o envolvimento com <I>self </I>foi o menos observado, embora quase triplique quando o educador da educa&ccedil;&atilde;o especial n&atilde;o est&aacute; presente. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q6">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a07q6.jpg" width="553" height="172"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Em seguida determinamos em que medida a qualidade e o foco de envolvimento da crian&ccedil;a variavam em fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a/aus&ecirc;ncia da educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial. Os resultados obtidos s&atilde;o apresentados no <a href="#q7">Quadro 7</a>. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q7">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a07q7.jpg" width="554" height="337"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Verificaram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, correspondendo a tamanhos do efeito moderados indicando que, na aus&ecirc;ncia da educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial, as crian&ccedil;as passavam mais tempo n&atilde;o envolvidas e em n&iacute;veis de envolvimento n&atilde;o sofisticado, nomeadamente em comportamentos indiferenciados e em aten&ccedil;&atilde;o ocasional, e menos tempo em comportamentos sofisticados, nomeadamente a comunicar atrav&eacute;s de uma forma de linguagem compreens&iacute;vel (comportamentos codificados). Relativamente ao foco de envolvimento verificaram-se diferen&ccedil;as significativas, correspondendo a efeitos entre moderados e grandes, em todos os tipos de envolvimento, indicando que, na aus&ecirc;ncia da educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial as crian&ccedil;as com incapacidades passavam mais tempo envolvidas com objectos, com o <I>self </I>e com pares e menos tempo em interac&ccedil;&atilde;o com os adultos. </P >    <p>Relativamente ao perfil de incapacidade, as crian&ccedil;as revelaram valores entre 30.80 e 143.70 (<I>M</I>=64.70; <I>DP=</I>23.80), indicando que, em m&eacute;dia, as crian&ccedil;as t&ecirc;m um perfil de incapacidade no intervalo correspondente &agrave; Suspeita de Disfun&ccedil;&atilde;o. Pela an&aacute;lise do <a href="#q8">Quadro 8</a> podemos verificar que mais de metade das crian&ccedil;as se encontra no intervalo correspondente ao perfil <I>Normal, </I>seguindose uma menos propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as no perfil de Suspeita de <I>Disfun&ccedil;&atilde;o </I>e no perfil de <I>Disfun&ccedil;&atilde;o ligeira </I>e apenas 2 crian&ccedil;as se situam no intervalo relativo &agrave; <I>Disfun&ccedil;&atilde;o moderada</I>. Verific&aacute;mos, ainda, que nenhuma das crian&ccedil;as da nossa amostra se situava nos intervalos relativos ao perfil de <I>Disfun&ccedil;&atilde;o severa </I>e ao perfil de <I>Disfun&ccedil;&atilde;o profunda</I>. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P ><a name="q8">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a07q8.jpg" width="553" height="172"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>O <a href="#q9">Quadro 9</a> apresenta as correla&ccedil;&otilde;es obtidas entre as caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a (idade cronol&oacute;gica e perfil de incapacidades) e os n&iacute;veis e tipos de envolvimento, na presen&ccedil;a e na aus&ecirc;ncia da educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q9">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n1/29n1a07q9.jpg" width="553" height="388"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><I>Idade cronol&oacute;gica </I></P >    <p>A an&aacute;lise das correla&ccedil;&otilde;es permitiu verificar associa&ccedil;&otilde;es positivas de efeito moderado entre envolvimento sofisticado e a idade cronol&oacute;gica, na presen&ccedil;a bem como na aus&ecirc;ncia da educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial, indicando que as crian&ccedil;as mais velhas t&ecirc;m tend&ecirc;ncia a passar mais tempo em envolvimento sofisticado, nomeadamente a utilizar linguagem como forma de comunica&ccedil;&atilde;o (envolvimento codificado) ou a realizar constru&ccedil;&otilde;es com materiais (envolvimento construtivo). </P >    <p>Relativamente ao tipo de envolvimento, verificamos que as associa&ccedil;&otilde;es entre os tipos de envolvimento e a idade cronol&oacute;gica s&atilde;o, na generalidade fracas para as duas situa&ccedil;&otilde;es. Salientamos, no entanto, que a associa&ccedil;&atilde;o positiva entre a idade cronol&oacute;gica e o envolvimento com objectos &eacute; superior quando a educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial est&aacute; presente na sala de actividades. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Perfil de incapacidades </I></P >    <p>No que diz respeito &agrave;s associa&ccedil;&otilde;es entre envolvimento e o perfil de incapacidades das crian&ccedil;as, quer na presen&ccedil;a, quer na aus&ecirc;ncia da educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial, verificou-se uma associa&ccedil;&atilde;o negativa forte entre o n&iacute;vel de envolvimento sofisticado e o perfil de incapacidades, indicando que as crian&ccedil;as com menos incapacidades despendem mais tempo em comportamentos de n&iacute;vel superior, nomeadamente em envolvimento construtivo e utiliza&ccedil;&atilde;o de linguagem compreens&iacute;vel (ver <a href="#q2">Quadro 2</a>). </P >     <p>Foram, no entanto encontradas diferen&ccedil;as na natureza das associa&ccedil;&otilde;es entre o perfil de incapacidade e o envolvimento dependendo da presen&ccedil;a/aus&ecirc;ncia da educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial para os n&iacute;veis diferenciado, indiferenciado e n&atilde;o envolvido indicando que, quando a educadora est&aacute; presente na sala as crian&ccedil;as passam menos tempo em envolvimento activo n&atilde;o orientado para objectivos ou exibindo comportamentos de n&iacute;vel baixo ou inadequados. </P >     <p>Relativamente ao tipo de envolvimento das crian&ccedil;as verificou-se um padr&atilde;o id&ecirc;ntico de associa&ccedil;&otilde;es entre o perfil de incapacidade e o foco de envolvimento, na presen&ccedil;a e na aus&ecirc;ncia da educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial indicando que, em geral, as crian&ccedil;as com mais incapacidade passam menos tempo em interac&ccedil;&atilde;o com objectos e mais tempo em interac&ccedil;&atilde;o com adultos e com o <I>self. </I>No entanto, &eacute; de real&ccedil;ar que, quando a educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial n&atilde;o est&aacute; presente na sala, a associa&ccedil;&atilde;o entre o perfil de incapacidade e o envolvimento consigo pr&oacute;pria torna-se mais expressiva, passando de fraca a moderada. </P >     <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>Os resultados obtidos neste estudo contribuem para uma melhor compreens&atilde;o da forma como as crian&ccedil;as com incapacidade passam o seu tempo em contextos inclusivos, isto &eacute;, para compreender a qualidade das interac&ccedil;&otilde;es destas crian&ccedil;as com o meio (pares, adultos e objectos) num dos seus contextos de vida di&aacute;ria. Estes dados poder&atilde;o, assim, contribuir para elucidar a natureza dos processos proximais em crian&ccedil;as com incapacidades e as caracter&iacute;sticas dos factores que os influenciam. </P >    <p>Os nossos resultados v&atilde;o de encontro aos dados apresentados por McWilliam e Bailey (1995), na medida em que indicam que, de forma global, crian&ccedil;as com incapacidades est&atilde;o envolvidas menos tempo em tarefas de n&iacute;vel mais elevado (e.g., resolver problemas, fazer-de-conta ou a construir) e passam propor&ccedil;&otilde;es mais elevadas de tempo em n&iacute;veis baixos de envolvimento e n&atilde;o envolvidas. Os resultados obtidos v&atilde;o igualmente no mesmo sentido de resultados de estudos pr&eacute;vios que analisaram o envolvimento de crian&ccedil;as com desenvolvimento t&iacute;pico em contextos de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia (de Kruif &amp; McWilliam, 1999; de Kruif, McWilliam, &amp; Ridley, no prelo; Pinto, 2006; Raspa et al., 2001), que indicaram que menores propor&ccedil;&otilde;es de envolvimento sofisticado e mais tempo em n&atilde;o envolvimento estavam associados a imaturidade desenvolvimental. Tamb&eacute;m de acordo com os resultados destes estudos, as crian&ccedil;as do presente estudo passam elevadas propor&ccedil;&otilde;es no n&iacute;vel de envolvimento diferenciado indicando que, em percentagens elevadas de tempo, estas n&atilde;o est&atilde;o envolvidas, nem em comportamentos sofisticados (e.g., resolu&ccedil;&atilde;o de problemas), nem em comportamentos n&atilde;o sofisticados (e.g., ac&ccedil;&otilde;es repetitivas). De acordo com estudos pr&eacute;vios o n&iacute;vel de envolvimento diferenciado encontra-se associado a imaturidade desenvolvimental (McWilliam &amp; Scarborough, 1997; Pinto, 2006). </P >    <p>Foi tamb&eacute;m poss&iacute;vel constatar, tal como &eacute; referido pela literatura, que a qualidade e foco de envolvimento das crian&ccedil;as com NEE s&atilde;o influenciados por caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a, bem como pelas propriedades do contexto (Burstein, 1986; de Kruif &amp; McWilliam, 1999; McCormick, Noonan, &amp; Heck, 1998; McWilliam &amp; Bailey, 1995). </P >    <p>Relativamente &agrave;s caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a, os dados obtidos indicam que o n&iacute;vel de sofistica&ccedil;&atilde;o do envolvimento das crian&ccedil;as aumenta &agrave; medida que a idade da crian&ccedil;a aumenta, isto &eacute;, verifica-se uma frequ&ecirc;ncia mais elevada de envolvimento em comportamentos sofisticados, tais como comportamentos codificados ou de jogo construtivo em crian&ccedil;as mais velhas. Estes dados s&atilde;o convergentes com a investiga&ccedil;&atilde;o sobre o envolvimento da crian&ccedil;a com desenvolvimento t&iacute;pico em contexto de creche na &Aacute;rea Metropolitana do Porto, onde se verificou que a idade cronol&oacute;gica das crian&ccedil;as influenciava o n&iacute;vel de envolvimento dos seus comportamentos em contextos educativos, isto &eacute; as crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar passavam mais tempo em comportamentos sofisticados quando comparadas com crian&ccedil;as em idade de creche (Pinto, Nunes, Cruz, &amp; Aguiar, 2006). Estes dados confirmam que o envolvimento pode ser considerado uma medida da compet&ecirc;ncia interactiva da crian&ccedil;a, podendo assim ser utilizada em substitui&ccedil;&atilde;o a medidas formais de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva da crian&ccedil;a. </P >    <p>Quanto ao foco de envolvimento, os resultados indicam que as crian&ccedil;as passam grande parte do tempo envolvidas com objectos e com adultos e menos tempo envolvidas com os pares. A percentagem de tempo que as crian&ccedil;as se envolvem com os objectos indica que estas passam cerca de metade do seu tempo em envolvimento n&atilde;o-social. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; elevada percentagem de tempo que as crian&ccedil;as passam a interagir com os adultos, quando comparado com a propor&ccedil;&atilde;o passada em interac&ccedil;&atilde;o com os pares, os valores podem ser, em parte, explicados pelo facto de estas crian&ccedil;as terem apoio e quando o educador se aproxima e interage, a actividade deixa de ser orientada pela crian&ccedil;a e a interac&ccedil;&atilde;o assume um car&aacute;cter di&aacute;dico educador-crian&ccedil;a. Este facto poder&aacute; igualmente explicar a percentagem relativamente elevada de tempo que as crian&ccedil;as passam em comportamentos codificados, isto &eacute;, utilizando uma linguagem compreens&iacute;vel para comunicar sobre objectos ou acontecimentos do seu contexto imediato. Este resultado &eacute; consistente com os de McCormick e colaboradores (1998) que verificaram uma diminui&ccedil;&atilde;o da interac&ccedil;&atilde;o com os pares quando a interac&ccedil;&atilde;o com os adultos aumentava. </P >    <p>Os dados indicam, ainda, que as crian&ccedil;as mais velhas t&ecirc;m tend&ecirc;ncia passar mais tempo em interac&ccedil;&atilde;o com os objectos e menos tempo com os adultos da sala. Estudos pr&eacute;vios em contextos de creche verificaram que, &agrave; medida que a idade cronol&oacute;gica e a idade desenvolvimental aumentam, a frequ&ecirc;ncia da interac&ccedil;&atilde;o com os pares aumenta e a interac&ccedil;&atilde;o com adultos diminui (Pinto, Barros, Aguiar, Pessanha, &amp; Bairr&atilde;o, 2006; McWilliam &amp; Bailey, 1995). Nas crian&ccedil;as observadas n&atilde;o verific&aacute;mos esta &uacute;ltima associa&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave; idade cronol&oacute;gica, o que poder&aacute; dever-se ao impacte de outras caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a, tal como a incapacidade, e de factores contextuais, nomeadamente a presen&ccedil;a da educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial. </P >    <p>A associa&ccedil;&atilde;o de magnitude moderada entre a idade cronol&oacute;gica e o envolvimento com objectos poder&aacute; ser justificada pelo facto de, no presente estudo, crian&ccedil;as mais velhas passarem mais tempo em envolvimento construtivo (e.g., manipular objectos para criar, fazer, ou construir). De facto, de acordo com o sistema de cota&ccedil;&atilde;o do EQUAL-III (McWilliam, &amp; de Kruif, 1998), quando a crian&ccedil;a est&aacute; envolvida em comportamentos construtivos, considera-se exclusivamente como foco de interac&ccedil;&atilde;o, o tipo de envolvimento com os objectos. </P >    <p>Os resultados verificados relativamente &agrave;s associa&ccedil;&otilde;es entre o tipo de envolvimento e o perfil de incapacidade permitem concluir que as crian&ccedil;as com mais incapacidades se envolvem menos com os objectos e mais consigo pr&oacute;prias, mesmo na presen&ccedil;a da educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial. Este dado &eacute; preocupante, pois indica que as crian&ccedil;as com maior severidade de incapacidades t&ecirc;m menor probabilidade de se envolverem em interac&ccedil;&otilde;es sociais com os pares durante as actividades e maior probabilidade de permanecer em actividades solit&aacute;rias. Pierce-Jordan e Lifter (2005) apontam como poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para estas dificuldades o facto de existirem d&eacute;fices nos comportamentos de jogo e nos comportamentos sociais de crian&ccedil;as com incapacidades que poder&atilde;o ter influ&ecirc;ncia na sua capacidade para integrar compet&ecirc;ncias de coordena&ccedil;&atilde;o social nas actividades de jogo em processos de aprendizagem. </P >    <p>Em suma, no presente estudo, as crian&ccedil;as com um n&iacute;vel mais elevado de incapacidades despendem menos tempo em envolvimento de n&iacute;vel superior e mais tempo n&atilde;o envolvidas (e.g., falta de ocupa&ccedil;&atilde;o, olhar fixamente no vazio, vaguear sem objectivo, chorar, queixar-se, actos agressivos ou destrutivos e comportamento de infrac&ccedil;&atilde;o de regras) ou envolvidas com adultos e com o <I>self</I>, tanto na presen&ccedil;a do educador da educa&ccedil;&atilde;o especial como na aus&ecirc;ncia deste profissional. Deste modo, a interven&ccedil;&atilde;o junto das crian&ccedil;as com NEE deve privilegiar a promo&ccedil;&atilde;o de comportamentos sociais a desenvolver em actividades de jogo onde a crian&ccedil;a &eacute; bem sucedida. </P >    <p>Os dados obtidos permitiram verificar que, para todas as crian&ccedil;as, quando a educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial est&aacute; presente na sala de actividades, estas passam significativamente mais tempo envolvidas em comportamentos sofisticados, nomeadamente a comunicar com linguagem compreens&iacute;vel e passam menos tempo envolvidas em comportamentos passivos ou de n&iacute;vel inferior (i.e., aten&ccedil;&atilde;o ocasional e comportamentos repetitivos - indiferenciados) e menos tempo n&atilde;o-envolvidas no contexto de actividade. Estes resultados indicam que a presen&ccedil;a da educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial promove n&iacute;veis mais elevados de envolvimento nas crian&ccedil;as observadas. </P >    <p>Relativamente ao tipo de envolvimento, quando a educadora da educa&ccedil;&atilde;o especial est&aacute; presente, as crian&ccedil;as com incapacidades despendem mais tempo com adultos e interagem menos com os seus pares e com objectos, isto &eacute;, a participa&ccedil;&atilde;o social com pares e a autonomia das crian&ccedil;as na explora&ccedil;&atilde;o do ambiente, parecem n&atilde;o estar a ser promovidas. Estes dados s&atilde;o convergentes com os resultados da investiga&ccedil;&atilde;o de Chandler (1991) e Meyer e colaboradores (1987) (como citados em McCormick et al., 1998) que verificaram que a aten&ccedil;&atilde;o do educador est&aacute; associada a uma redu&ccedil;&atilde;o do envolvimento com os pares. Investiga&ccedil;&otilde;es nesta &aacute;rea sugerem que algumas formas de interac&ccedil;&atilde;o adulto-crian&ccedil;a podem interferir com a interac&ccedil;&atilde;o com os pares (McCormick et al., 1998). Em contextos pr&eacute;-escolares inclusivos foram verificadas correla&ccedil;&otilde;es negativas entre a quantidade de tempo que as crian&ccedil;as passam a interagir com pares e a quantidade de tempo que as crian&ccedil;as passam a interagir com os educadores (Burstein, 1986; McWilliam &amp; Bailey, 1995). </P >     <p>Em conclus&atilde;o, os resultados apresentados permitem confirmar que o envolvimento &eacute; um conceito que possibilita documentar a import&acirc;ncia de vari&aacute;veis dos contextos de educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia na sofistica&ccedil;&atilde;o desenvolvimental das ac&ccedil;&otilde;es da crian&ccedil;a, bem como o grau em que estas exprimem compet&ecirc;ncias socialmente adequadas durante as suas interac&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Num modelo de escola inclusiva a informa&ccedil;&atilde;o sobre o conceito de envolvimento da crian&ccedil;a e formas de o operacionalizar, poder&aacute; ser pertinente, quer ao n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o dos educadores de inf&acirc;ncia e dos educadores da educa&ccedil;&atilde;o especial, quer nas pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o junto de crian&ccedil;as com incapacidade. Os resultados obtidos apontam para a necessidade de se contribuir para a melhoria das experi&ecirc;ncias que se proporcionam a estas crian&ccedil;as em contextos inclusivos. A observa&ccedil;&atilde;o e documenta&ccedil;&atilde;o acerca do envolvimento que estas crian&ccedil;as v&atilde;o demonstrando nas diferentes rotinas de vida di&aacute;ria, poder&aacute; fornecer indicadores fundamentais para a planifica&ccedil;&atilde;o educativa, no sentido de fomentar a participa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a com NEE nas actividades do grupo de uma forma consistente e desenvolvimentalmente adequada, facilitando, assim, a sua interac&ccedil;&atilde;o com as outras crian&ccedil;as. Se a crian&ccedil;a tem dificuldade em interagir com os pares ou em utilizar os objectos de forma adequada, o educador deve integrar-se na situa&ccedil;&atilde;o de jogo livre e modelar novos comportamentos (Quality and Engagement Study, 2001). S&oacute; assim, se poder&aacute; promover o envolvimento em n&iacute;veis mais sofisticados e consequentemente promover o desenvolvimento global das crian&ccedil;as. </P >     <p>Uma primeira limita&ccedil;&atilde;o do nosso estudo diz respeito ao tamanho da amostra. Como consequ&ecirc;ncia, os resultados obtidos ao n&iacute;vel da quantidade e da qualidade das interac&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as com NEE, podem estar sobrestimados uma vez que a constitui&ccedil;&atilde;o da amostra foi determinada por conveni&ecirc;ncia. Deste modo, n&atilde;o foi poss&iacute;vel seleccionar as crian&ccedil;as com base no seu perfil de funcionalidade, abrangendo um leque mais vasto de graus de incapacidade dos participantes, pelo que como recomenda&ccedil;&atilde;o em futuras investiga&ccedil;&otilde;es propomos um maior n&uacute;mero de participantes e a utiliza&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios relacionados com o tipo, a severidade e a complexidade da incapacidade da crian&ccedil;a, vari&aacute;veis necess&aacute;rias para obter uma caracteriza&ccedil;&atilde;o mais ampla das crian&ccedil;as que frequentam os contextos inclusivos. No entanto, o nosso objectivo foi estudar as crian&ccedil;as com NEE de forma a caracteriz&aacute;-las num cont&iacute;nuo de capacidades em diferentes dom&iacute;nios de funcionalidade, assumindo que s&atilde;o as caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a nesses dom&iacute;nios, em substitui&ccedil;&atilde;o ao diagn&oacute;stico ou a categorias, que t&ecirc;m maior influ&ecirc;ncia na sua participa&ccedil;&atilde;o em contextos inclusivos. </P >    <p>Uma outra limita&ccedil;&atilde;o diz respeito &agrave; representatividade da amostra, quer pelo facto de o processo n&atilde;o obedecer a selec&ccedil;&atilde;o aleat&oacute;ria, o que permitiria uma amostra diversificada em termos educativos e s&oacute;cio-econ&oacute;micos, quer pelo facto de as crian&ccedil;as e fam&iacute;lias residirem no distrito do Porto, n&atilde;o permitindo generalizar os resultados a n&iacute;vel nacional. No presente estudo optamos por estudar e caracterizar o envolvimento de crian&ccedil;as com NEE. Consideramos, todavia, que em futuras pesquisas seria interessante incluir crian&ccedil;as com desenvolvimento t&iacute;pico permitindo comparar o envolvimento de crian&ccedil;as com e sem incapacidades inclu&iacute;das no mesmo contexto educativo e possibilitando a identifica&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de envolvimento que s&atilde;o mais problem&aacute;ticos em ambos os grupos. Esta an&aacute;lise permitir&aacute; compreender diferen&ccedil;as no n&iacute;vel de participa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e sugerir estrat&eacute;gias para a planifica&ccedil;&atilde;o e para a interven&ccedil;&atilde;o de modo a promover a qualidade da sua participa&ccedil;&atilde;o, independ&ecirc;ncia e rela&ccedil;&otilde;es sociais, considerados os tr&ecirc;s pilares no processo de envolvimento em contextos de vida real (McWilliam, 2005). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente aos educadores, foi nossa op&ccedil;&atilde;o incluir na amostra apenas os educadores da educa&ccedil;&atilde;o especial, uma vez que se pretendia estudar o efeito da presen&ccedil;a/aus&ecirc;ncia destes profissionais no envolvimento das crian&ccedil;as com NEE. No entanto, consideramos que em estudos futuros ser&aacute; importante estudar, tamb&eacute;m, o efeito das interac&ccedil;&otilde;es do educador titular do grupo no envolvimento de todas as crian&ccedil;as da sala, com e sem incapacidades. De facto, as crian&ccedil;as permanecem a maior parte do seu tempo com o educador titular do grupo, cujo papel &eacute; singular nas experi&ecirc;ncias que lhes s&atilde;o proporcionadas, nomeadamente atrav&eacute;s de uma organiza&ccedil;&atilde;o do contexto da sala de actividades e da promo&ccedil;&atilde;o de interac&ccedil;&otilde;es positivas com os pares, com os objectos e com o adulto que possibilite propor&ccedil;&otilde;es elevadas de n&iacute;veis sofisticados de envolvimento. </P >    <p>Consideramos que em futuras pesquisas dever&atilde;o ser contempladas outras caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a, do processo e do contexto referidas na literatura como tendo influ&ecirc;ncia na qualidade da participa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a com e sem incapacidades. Assim, ao n&iacute;vel da crian&ccedil;a ser&aacute; interessante considerar outras vari&aacute;veis, nomeadamente o temperamento da crian&ccedil;a, as compet&ecirc;ncias sociais e a idade desenvolvimental. Ao n&iacute;vel do processo seria relevante analisar e estudar a interac&ccedil;&atilde;o social entre pares com e sem desenvolvimento t&iacute;pico. A literatura tem sublinhado que as crian&ccedil;as com incapacidades s&atilde;o socialmente menos interactivas pelo que h&aacute; necessidade de mais investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea, de forma a clarificar o contributo de outros factores como o atraso ao n&iacute;vel da linguagem expressiva e problemas no processamento de informa&ccedil;&atilde;o associados a situa&ccedil;&otilde;es de car&aacute;cter social (Guralnick &amp; Groom, 1987). </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Aguiar, C. (2009). <I>Comportamentos interactivos maternos e envolvimento da crian&ccedil;a. </I>Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201100010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Almqvist, L. (2006). Patterns of engagement in young children with and without developmental delay. <I>Journal of Policy and Practice in Intellectual Disabilities, 3</I>, 65-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201100010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bredekamp, S. (1987). <I>Developmentally appropriate practice in early childhood programs serving children from birth through age eight </I>(expanded ed.). Washington, DC: National Association for the Education of Young Children.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201100010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1979). T<I>he ecology of human development: Experiments by nature and design</I>. Cambridge, MA: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201100010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (Ed.). (2005). <I>Making human beings human: Bioecological perspectives on human development</I>. London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201100010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U., &amp; Morris, P. A. (1998). The ecology of developmental processes. In W. Damon &amp; R. M. Lerner (Eds.), <I>Handbook of child psychology </I>(5th ed., vol.1, pp. 993-1028). New York: John Wileys.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201100010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Burstein, N. D. (1986). The effects of classroom organization on mainstreamed preschool children. <I>Exceptional Children, 52</I>, 425-434.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201100010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cohen, J. (1960). A coefficient of agreement for nominal scales. <I>Education and Psychological Measurement, </I><I>20</I>, 37-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201100010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cohen, J. (1992). Quantitative methods in psychology: A power primer. <I>Psychological Bulletin, 112, </I>155-159.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201100010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>de Kruif, R. E. L., &amp; McWilliam, R. A. (1999). Multivariate relationships among development age, global engagement and observed child engagement. <I>Early Childhood Research Quarterly</I><I>, 14, </I>515-536.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201100010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>de Kruif, R. E. L., McWilliam, R. A., &amp; Ridley, S. M. (no prelo). <I>Effects of child characteristics and teacher interaction behaviors on children&rsquo;s observed engagement</I>. University of North Carolina at Chapel Hill. </P >    <p>de Kruif, R. E. L., McWilliam, R. A., Ridley, S. M., &amp; Wakely, M. B. (2000). Classification of teachers&rsquo; interaction behaviors in early childhood classrooms. <I>Early Childhood Research Quarterly</I><I>, 15</I>, 247-268. </P >    <!-- ref --><p>Field, A. (2005). <I>Discovering statistics using SPSS </I>(2nd ed.). London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201100010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Guralnick, M. J., &amp; Groom, J. M. (1987). Dyadic peer interactions of mildly delayed and nonhandicapped preschool children. <I>American Journal of Mental Deficiency</I>, <I>92</I>, 178-193.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201100010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hamilton, D. (2005). An ecobehavioural analysis of interactive engagement of children with developmental disabilities with their peers in inclusive. <I>International Journal of Disability, Development and Education, </I><I>52</I>(2), 121-137.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201100010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hundert, J., Mahoney, W., &amp; Hopkins, B. (1993). The relationship between the peer interaction of children with disabilities in integrated preschools and resource and classroom teacher behaviours. <I>Topics in Early </I><I>Childhood Special Education, 13</I>, 328-343.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201100010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Landis, J. R., &amp; Koch, G. G. (1977). The measurement of observer agreement for categorical data. <I>Biometrics, 33</I>, 159-174.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201100010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Malmskog, S., &amp; McDonnel, A. P. (1999). Teacher-mediated facilitation of engagement by children with developmental delays in inclusive preschools. <I>Topics in Early Childhood Special Education, 19(</I>4), 203-216.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201100010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>McCormick, L., Noonan, M. J., &amp; Heck, R. (1998). Variables affecting engagement in inclusive preschool classrooms. <I>Journal of Early Intervention, 21, </I>160-176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201100010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>McWilliam, R. A. (2005). <I>Foundations for learning in a modern society </I>(manuscrito n&atilde;o publicado). Nashville, Tennessee: Center for Child Development, Vanderbilt University Medical Center.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201100010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McWilliam, R. A, &amp; Scarborough, A. A. (1997). <I>Global and observed engagement in young children with and </I><I>without disabilities </I>(manuscrito n&atilde;o publicado). University of North Carolina at Chapel Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201100010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>McWilliam, R. A., &amp; Bailey, D. B. (1992). Promoting engagement and mastery. In D. B. Bailey &amp; M. Wolery (Eds.), <I>Teaching infants and preschoolers with disabilities </I>(2nd ed., pp 230-255). New York: Mac Millan Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201100010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>McWilliam, R. A., &amp; Bailey, D. B. (1995). Effects of classroom social structure and disability on engagement. <I>Topics in Early Childhood Special Education, 15</I>, 123-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201100010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McWilliam, R. A., &amp; de Kruif, R. E. L. (1998). Engagement quality observation system III (E-Qual III). Frank Porter Graham Child Development Center, University of North Carolina at Chapel Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201100010000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>McWilliam, R. A., Trivette, C. M., &amp; Dunst, C. J. (1985). Behavior engagement as a measure of the efficacy of early intervention. <I>Analysis and Intervention on Developmental Disabilities, 5</I>, 59-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201100010000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>NAEYC (1997). <I>Developmentally appropriate practice in early childhood programs serving children from birth trough age 8</I>. Washington, DC: Author.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201100010000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pierce-Jordan, S., &amp; Lifter, K. (2005). Interaction of social and play behaviors in preschoolers with and without pervasive developmental disorder. <I>Topics in Early Childhood Special Education, 25, </I>34-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201100010000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Pinto, A. I., Aguiar, C., Barros, S., &amp; Cruz, O. (2004). O sistema de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade do envolvimento III:  Um procedimento de avalia&ccedil;&atilde;o do envolvimento da crian&ccedil;a em contexto de creche. In C. Machado, L. Almeida, M. Gon&ccedil;alves, &amp; V. Ramalho (Orgs.), <I>Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica: Formas e Contextos, X</I>, 441-448.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201100010000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Pinto, A. I., Barros, S., Aguiar, C., Pessanha, M., &amp; Bairr&atilde;o, J. (2006). Rela&ccedil;&otilde;es entre idade desenvolvimental, dimens&otilde;es do comportamento adaptativo e envolvimento observado. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica</I>, <I>XXIV</I>(4), 447-466.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201100010000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pinto, A.I. (2006). <I>O envolvimento da crian&ccedil;a em contexto de creche: Os efeitos de caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a, </I><I>da qualidade do contexto e das interac&ccedil;&otilde;es educativas </I>(disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento n&atilde;o publicada). Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o,Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201100010000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Pinto, A. I, Nunes C., Cruz, O., &amp; Aguiar, C. (2006). O sistema de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade do envolvimento III &ndash; Um estudo comparativo. In C. Machado, L. Almeida, M. Gon&ccedil;alves, &amp; V. Ramalho (Orgs.), <I>Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica: Formas e Contextos, XI</I>, 807-819. </P >     <!-- ref --><p>Quality and Engagement Study. (2001). <I>The quality and engagement study final report</I>. Frank Porter Graham Child Development Center, University of North Carolina at Chapel Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201100010000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Raspa, M. J., McWilliam, R. A., &amp; Ridley S. M. (2001). Child care quality and children&rsquo;s engagement<I>. Early Education and Development, 12</I>, 209-224. </P >    <!-- ref --><p>Rosenthal (1991). <I>Meta-analytic procedur</I><I>es for social research </I>(revised). Newbury Park, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201100010000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Sameroff, A. J., &amp; Fiese, B. H. (1990). Transactional regulation and early intervention. In S. J. Meisels &amp; J. P. Shonkoff (Eds.), <I>Handbook of early childhood intervention </I>(pp. 119-149). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201100010000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P   >Sameroff, A. J., &amp; Fiese, B. H. (2000). Transactional regulation: The development ecology of early intervention. In J. P. Shonkoff &amp; J. Meisels (Eds.), <I>Handbook of early childhood intervention </I>(2nd ed., pp. 135-159). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201100010000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Simeonsson, R. J., &amp; Bailey, D. B. (1991). <I>ABILITIES Index</I>. Chapel Hill, NC: Frank Porter Graham Development Center, University of North Carolina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201100010000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><P   >Simeonsson, R. J., &amp; Scarborough, A. (2001). Issues in clinical assessment. In R. J. Simeonsson &amp; S. L. Rosenthal (Eds.), <I>Psychological and developmental assessment of children with developmental disabilities </I>(pp. 17-31). New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201100010000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><P   >Simeonsson, R. J., Bailey, D. B., Smith, T. M., Buysse, V. (1995). Young children with disabilities: Functional assessment by teachers. <I>Journal of Developmental and Physical Disabilities, 7</I>(4), 267-284.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201100010000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Wilkinson, L., &amp; The Task Force on Statistical Inference (1999). Statistical methods in psychology journals. <I>American Psychologist, 54, </I>594-604.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201100010000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >&nbsp;</P >     <P   ><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <P   >A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Catarina Grande, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Manuel Pereira da Silva, 4200-392 Porto. E-mail: <a href="mailto:cgrande@fpce.up.pt">cgrande@fpce.up.pt</a> </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   >NOTAS</P >     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup>Audi&ccedil;&atilde;o=1.8; Compet&ecirc;ncias Sociais=1.4; Comportamento inadequado=1.7; Fun&ccedil;&atilde;o Intelectual=2.0; Membros, m&atilde;os=1.5; Membros bra&ccedil;os=1.4; Membros; pernas=1.6; Compreens&atilde;o=1.2; Express&atilde;o=1.0; Tonicidade-hipertonia=1.5; Tonicidade-hipotonia=1.4; Sa&uacute;de geral=1.5; Vis&atilde;o=1.7). </P >     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup>Os valores do coefiente Kappa (Cohen, 1960) variam entre -1 (total desacordo) e 1 (acordo perfeito). Landis e Koch (1977) classificam os valores de Kappa segundo a robustez do acordo: .01&lt;k&lt;.20 &ndash; ligeiro; .21&lt;k&lt;.40 &ndash; razo&aacute;vel; .41&lt;k&lt;.80 &ndash; substancial; .81&lt;k&lt;1.00 &ndash; quase perfeito. </P >     <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> Ver <a href="#q2">Quadro 2</a>.</P >      ]]></body><back>
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