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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A contratransferência na clínica psicanalítica contemporânea]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Currently, the counter-transference has gained relevance in the therapeutic context, to be seen as a working instrument of the psychotherapist. The objective was to understand how the countertransference has been used by psychoanalytic psychotherapists in order to deepen the knowledge on how occurs in clinical practice. We interviewed three psychotherapists, chosen by the criterion of convenience. The reports were arranged in four categories defined a priori from the literature review and goals for research. The results showed that the counter-transference was regarded as a tool that helps in understanding the patient and what happens in the session. It is used as a therapeutic resource, but its use raises care. One of the interviewees did not reveal his counter-transference, while the other two reveal in some situations. Anger, irritation and impotence were considered difficult feelings of counter-transference, as well as those caused by patients with disorders of character, sexual perversion and addiction. It was concluded that psychotherapists who participated in the study take into account the feelings and the unconscious meanings of what occurs between therapist-patient, whereas the real person of the psychotherapist also through the entire analytical process.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Contratransferência]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>A contratransfer&ecirc;ncia na cl&iacute;nica psicanal&iacute;tica contempor&acirc;nea</B> </P >      <p><b>C&iacute;ntia Wolff<Sup>*</Sup>; Denise Falcke<Sup>** </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Psic&oacute;loga graduada pela Universidade do Vale do Rio dos SINOS (UNISINOS); </P >     <p><Sup>** </Sup>Psic&oacute;loga, Doutora em Psicologia, Professora do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Atualmente, a contratransfer&ecirc;ncia tem adquirido relev&acirc;ncia no contexto terap&ecirc;utico, passando a ser vista como instrumento de trabalho do psicoterapeuta. O objetivo deste trabalho foi compreender como a contratransfer&ecirc;ncia vem sendo utilizada por psicoterapeutas psicanal&iacute;ticos, a fim de aprofundar o conhecimento sobre como ela se manifesta na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Foram entrevistados tr&ecirc;s psicoterapeutas, escolhidos pelo crit&eacute;rio de conveni&ecirc;ncia. Os relatos foram dispostos em quatro categorias definidas <I>a priori </I>a partir da revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica e dos objetivos tra&ccedil;ados para a pesquisa. Os resultados revelaram que a contratransfer&ecirc;ncia foi considerada como uma ferramenta que auxilia na compreens&atilde;o do paciente e daquilo que se passa na sess&atilde;o. &Eacute; utilizada como recurso terap&ecirc;utico, mas seu uso suscita cuidados. Um dos entrevistados n&atilde;o revela sua contratransfer&ecirc;ncia, enquanto os outros dois revelam em algumas situa&ccedil;&otilde;es. Raiva, irrita&ccedil;&atilde;o e impot&ecirc;ncia foram consideradas como sentimentos contratransferenciais de dif&iacute;cil manejo, assim como aqueles causados por pacientes com transtornos de car&aacute;ter, pervers&atilde;o sexual e depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica. Concluiu-se que os psicoterapeutas que participaram do estudo levam em considera&ccedil;&atilde;o os sentimentos e significados inconscientes do que ocorre entre a dupla terapeuta-paciente, considerando que a pessoa real do psicoterapeuta tamb&eacute;m atravessa todo o processo anal&iacute;tico. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Contratransfer&ecirc;ncia, Psican&aacute;lise, Psicoterapia. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>Currently, the counter-transference has gained relevance in the therapeutic context, to be seen as a working instrument of the psychotherapist. The objective was to understand how the countertransference has been used by psychoanalytic psychotherapists in order to deepen the knowledge on how occurs in clinical practice. We interviewed three psychotherapists, chosen by the criterion of convenience. The reports were arranged in four categories defined a priori from the literature review and goals for research. The results showed that the counter-transference was regarded as a tool that helps in understanding the patient and what happens in the session. It is used as a therapeutic resource, but its use raises care. One of the interviewees did not reveal his counter-transference, while the other two reveal in some situations. Anger, irritation and impotence were considered difficult feelings of counter-transference, as well as those caused by patients with disorders of character, sexual perversion and addiction. It was concluded that psychotherapists who participated in the study take into account the feelings and the unconscious meanings of what occurs between therapist-patient, whereas the real person of the psychotherapist also through the entire analytical process. </P >     <p><B>Key-words: </B>Conter-transference, Psychoanalysis, Psychotherapy. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >    <p>A discuss&atilde;o sobre o tema contratransfer&ecirc;ncia passou por v&aacute;rias etapas, iniciando com a cria&ccedil;&atilde;o do termo por Freud em 1910. Seguiram-se a publica&ccedil;&atilde;o do artigo de Paula Heimann e as contribui&ccedil;&otilde;es de Heirich Racker na d&eacute;cada de 40, a utiliza&ccedil;&atilde;o, nos anos 70 e 80, do conceito total&iacute;stico de contratransfer&ecirc;ncia e, por fim, o entendimento de contratransfer&ecirc;ncia atual, que se foca na revis&atilde;o e cautela de sua utiliza&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>A contratransfer&ecirc;ncia pode ser chamada de diversas formas, como por exemplo: identifica&ccedil;&atilde;o projetiva, campo anal&iacute;tico, terceiro anal&iacute;tico, conceito de personagens e mundos poss&iacute;veis na sess&atilde;o e contra-identifica&ccedil;&atilde;o projetiva (Zaslavsky &amp; Santos, 2006). Ap&oacute;s sua cria&ccedil;&atilde;o por Freud, em 1910, o conceito de contratransfer&ecirc;ncia ocupou, durante 40 anos, um lugar perif&eacute;rico dentro da psican&aacute;lise. O construto criado estava relacionado &agrave;s rea&ccedil;&otilde;es emocionais inconscientes despertadas no analista pelo paciente. Esta concep&ccedil;&atilde;o at&eacute; hoje pode ser aceita, por&eacute;m, naquela &eacute;poca, Freud (1910/1990), por considerar que a contratransfer&ecirc;ncia se formava atrav&eacute;s de sentimentos e rea&ccedil;&otilde;es neur&oacute;ticas inconscientes do analista, a julgou prejudicial ao tratamento e considerou que ela deveria ser evitada. Zaslavsky e Santos (2006), estudando os postulados de Freud, consideram que ele a caracteriza como resistencial, pois estaria ligada ao que denominou de &ldquo;pontos cegos&rdquo; do terapeuta. </P >    <p>Provavelmente esse seja um dos motivos que fez com que, durante muito tempo, a contratransfer&ecirc;ncia fosse deixada de lado do contexto cl&iacute;nico (Bernardi, 2002). Ampliando tal entendimento, Etchegoyen (1987) acredita que o &ldquo;desinteresse&rdquo; pela contratransfer&ecirc;ncia estaria tamb&eacute;m ligado ao fato de que &eacute; muito inc&ocirc;modo o terapeuta se ver e se reconhecer no paciente que trata, pois, dessa forma, se abandona a ilus&oacute;ria id&eacute;ia de superioridade frente ao analisando. Racker (1986), por sua vez, destaca ainda que esse esquecimento poderia ter ocorrido em fun&ccedil;&atilde;o da resist&ecirc;ncia dos analistas em rela&ccedil;&atilde;o aos seus pr&oacute;prios sentimentos e a representa&ccedil;&atilde;o da contratransfer&ecirc;ncia. </P >    <p>Com o fim da Segunda Guerra Mundial, de acordo com Leit&atilde;o (2003), os analistas come&ccedil;aram a atender pacientes com diversos problemas mentais e isso fez com que eles experimentassem emo&ccedil;&otilde;es perturbadoras. Assim sendo, alguns autores come&ccedil;aram a relatar fen&ocirc;menos contratransferenciais. Em 1949/1978, Winnicott escreve &ldquo;&Oacute;dio na Contratransfer&ecirc;ncia&rdquo;, n&atilde;o se detendo em descrever a contratransfer&ecirc;ncia, mas refletindo sobre como lidar com determinados sentimentos que o paciente desperta no terapeuta. </P >    <p>Apesar da exist&ecirc;ncia de alguns estudos entre as d&eacute;cadas de 10 e 40, muitos autores atribuem a Paula Heimann e Henrich Racker o m&eacute;rito de &ldquo;descobridores&rdquo; da contratransfer&ecirc;ncia (Eizirick &amp; Lewkowics, 2005; Etchegoyen, 1987; Zaslavsky &amp; Santos, 2005). Paula Heimann publicou um artigo, em 1950, onde descrevia a contratransfer&ecirc;ncia como uma cria&ccedil;&atilde;o do paciente. Sendo assim, os sentimentos despertados no terapeuta provinham do pr&oacute;prio analisando. Ela acreditava que a contratransfer&ecirc;ncia era instrumento de investiga&ccedil;&atilde;o dos processos inconscientes do paciente (Heimann, 1950/1995). Entretanto, seus estudos n&atilde;o foram t&atilde;o aprofundados quanto os de Racker. Dedicando-se ao estudo da contratransfer&ecirc;ncia, Racker (1986) acreditava que transfer&ecirc;ncia e contratransfer&ecirc;ncia n&atilde;o podem ser vistas como algo separado e est&atilde;o sempre se inter-relacionando. Suas contribui&ccedil;&otilde;es ainda hoje s&atilde;o estudadas e utilizadas. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dessa forma, da d&eacute;cada de 50 em diante, a contratransfer&ecirc;ncia voltou a ser estudada e passou a ser vista como um dos principais fatores de mudan&ccedil;a no tratamento anal&iacute;tico e um instrumento de trabalho. Zaslavsky e Santos (2005) apontam que os estudos sobre o tema mudaram consideravelmente o paradigma da psican&aacute;lise, pois se passou a questionar e criticar o trabalho do analista. Agora, o que acontece no processo anal&iacute;tico n&atilde;o diz respeito somente ao paciente, mas aquilo que a dupla (terapeuta/paciente) est&aacute; produzindo (Bernardi, 2002; Etchegoyen, 1987; Gabbard, 1998; Laplanche &amp; Pontalis, 1991; Manfredi, 1998; Zaslavsky &amp; Santos, 2005). Neste sentido, pode-se considerar que o analista n&atilde;o &eacute; apenas um int&eacute;rprete, mas tamb&eacute;m objeto de transfer&ecirc;ncia (Etchegoyen, 1987). Se assim for, transfer&ecirc;ncia &eacute; aquilo que o paciente traz e contratransfer&ecirc;ncia seria a resposta do analista a esse material. Para Zaslavsky e Santos (2005), a contratransfer&ecirc;ncia n&atilde;o diz respeito somente aos sentimentos que s&atilde;o despertados no analista pelo paciente, mas a forma como o terapeuta utiliza sua subjetividade para poder compreender melhor o que est&aacute; se passando na sess&atilde;o. Os mesmos autores ainda nos colocam que atrav&eacute;s dos sentimentos do analista, pode-se perceber n&atilde;o somente aquilo que o paciente diz, mas, principalmente, aquilo que ele n&atilde;o diz. Manfredi (1998) acrescenta que o certo sobre a contratransfer&ecirc;ncia &eacute; que ela tem as mesmas ra&iacute;zes da transfer&ecirc;ncia, formando um &uacute;nico processo. </P >    <p>A contratransfer&ecirc;ncia, ent&atilde;o, seria o resultado das identifica&ccedil;&otilde;es que o terapeuta faz com o paciente, podendo ter tr&ecirc;s significados: obst&aacute;culo, instrumento de compreens&atilde;o do paciente e, por fim, campo onde o analisando pode adquirir uma experi&ecirc;ncia viva e diferente da que teve originalmente (Racker, 1986). Na vis&atilde;o de Eizirick e Lewkowics (2005), Racker apresentou uma vis&atilde;o mais total&iacute;stica da contratransfer&ecirc;ncia, incluindo seus aspectos conscientes e inconscientes. </P >    <p>Racker (1986), aprofundando ainda mais a an&aacute;lise do fen&ocirc;meno contratransferencial, criou os conceitos de contratransfer&ecirc;ncia indireta e direta, que, por sua vez, se dividem em identifica&ccedil;&atilde;o concordante e complementar. Contratransfer&ecirc;ncia indireta seria aquela que est&aacute; relacionada a pessoas pr&oacute;ximas ao paciente (fam&iacute;lia, amigos, colegas de trabalho) e a direta se refere &agrave;s respostas do pr&oacute;prio analista diante do paciente. Quando aquilo que &eacute; do outro se internaliza no terapeuta, atrav&eacute;s das proje&ccedil;&otilde;es do analisando, chamamos de identifica&ccedil;&atilde;o concordante. J&aacute; na identifica&ccedil;&atilde;o complementar, o terapeuta se identifica com o objeto interno do paciente, pois passa a ser tratado como tal (Bernardi, 2002; Eizirick &amp; Lewkowics, 2005 Etchegoyen, 1987; Leit&atilde;o, 2003; Racker, 1986; Zaslavsky &amp; Santos, 2005). Etchegoyen (1987) contribui ainda com a id&eacute;ia de que a identifica&ccedil;&atilde;o concordante est&aacute; ligada &agrave; empatia e expressa a compreens&atilde;o do analista, enquanto que a complementar est&aacute; ligada a uma maior quantidade de conflito. </P >     <p>Grinberg (1995) postula que, por conta das identifica&ccedil;&otilde;es projetivas do paciente voltadas para o analista, este &uacute;ltimo se  v&ecirc; for&ccedil;ado inconscientemente a assumir um determinado papel. A esse fen&ocirc;meno ele deu o nome de  contra-identifica&ccedil;&atilde;o projetiva. Na sua concep&ccedil;&atilde;o, fica evidente que o analista n&atilde;o participa com seus  conflitos; pois todo o material &eacute; entendido como sendo proveniente das proje&ccedil;&otilde;es do paciente. Contrariando o pensamento de  Grinberg, a no&ccedil;&atilde;o de campo psicanal&iacute;tico, enfatizada por Baranger (1992), prop&otilde;e a cria&ccedil;&atilde;o, no campo  anal&iacute;tico, de uma nova forma&ccedil;&atilde;o que &eacute; produzida por um compartilhamento de pensamentos fantasm&aacute;ticos. Isso  quer dizer que a hist&oacute;ria pessoal de ambos os participantes (terapeuta e paciente) est&aacute; presente e que cada um ir&aacute; ocupar  um papel imagin&aacute;rio estereotipado na sess&atilde;o (Bernardi, 2002).</P>     <p>Partindo desse pressuposto, a sess&atilde;o anal&iacute;tica passa a ser vista como aquilo que acontece entre paciente e terapeuta e n&atilde;o somente diz respeito a um ou a outro (Bernardi, 2002) e a estrutura dessa dupla &ldquo;se constitui pelo interjogo de identifica&ccedil;&otilde;es projetivas e introjetivas, com seu corol&aacute;rio de contra-identifica&ccedil;&otilde;es&rdquo; (Zaslavsky &amp; Santos, 2005, p. 3). </P >    <p>Corroborando tal id&eacute;ia, Odgen (1996) afirma que, num contexto anal&iacute;tico, n&atilde;o h&aacute; separa&ccedil;&atilde;o entre paciente e terapeuta; eles, na realidade, n&atilde;o existem se n&atilde;o for entre si. Cria ent&atilde;o o conceito de &ldquo;terceiro anal&iacute;tico&rdquo;, que seria &ldquo;o produto de uma dial&eacute;tica &uacute;nica produzida por entre as subjetividades separadas do analista e do analisando dentro do setting anal&iacute;tico&rdquo; (p. 60). Para que ocorra um bom processo terap&ecirc;utico, este &ldquo;terceiro anal&iacute;tico&rdquo; deve ser superado e as subjetividades dos indiv&iacute;duos em separado, por&eacute;m interdependentes, devem ser reapropriadas. Nesse meio tempo, cada um dos participantes (terapeuta e paciente) vai desempenhar um papel inconsciente na fantasia do outro, ou seja, entre terapeuta e paciente se cria um espa&ccedil;o subjetivo e &eacute; nesse mesmo espa&ccedil;o que v&atilde;o surgir os fen&ocirc;menos inconscientes e conscientes. </P >    <p>Partilhando de concep&ccedil;&atilde;o semelhante, Ferro (1997) acredita que o campo anal&iacute;tico, criado nestas circunst&acirc;ncias, est&aacute; habitado por personagens e &eacute; onde circulam pap&eacute;is, criando espa&ccedil;os para a mudan&ccedil;a. A cada sess&atilde;o, estes elementos mudam, dando espa&ccedil;o para a cria&ccedil;&atilde;o das mais diferentes narrativas. Sampaio (2005), dissertando sobre a concep&ccedil;&atilde;o de campo anal&iacute;tico, considera que &eacute; &ldquo;um lugar espa&ccedil;o-temporal no qual s&atilde;o narradas hist&oacute;rias criadas em um conjunto a partir das &lsquo;turbul&ecirc;ncias emocionais&rsquo; ativadas pelo encontro anal&iacute;tico&rdquo; (p. 3). Por sua vez, Figueiredo (2003) entende que a contratransfer&ecirc;ncia &eacute; uma resposta do analista frente &agrave;s transfer&ecirc;ncias do paciente e considera que uma condi&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica dentro do trabalho anal&iacute;tico, embora traga alguns obst&aacute;culos, &eacute; &ldquo;deixar-se colocar diante do sofrimento antes mesmo de saber do que e de quem se trata&rdquo; (p. 2). </P >    <p>Esta caracter&iacute;stica da contratransfer&ecirc;ncia como sendo algo inter-relacional e intersubjetiva &eacute; um modelo dominante nas pr&aacute;ticas psicanal&iacute;ticas atuais. Ela d&aacute; &ecirc;nfase ao que acontece entre o terapeuta e o paciente e leva em considera&ccedil;&atilde;o aquilo que est&aacute; se passando na mente dos dois. Isso faz com que a pessoa do analista se torne presen&ccedil;a inevit&aacute;vel, pois h&aacute; uma comunica&ccedil;&atilde;o inconsciente acontecendo na sess&atilde;o (Saad, 2007). Nesse sentido, pode-se dizer que: </P >     <blockquote>       <p>a pessoa real do analista est&aacute; no centro da psican&aacute;lise contempor&acirc;nea e refere-se &agrave; influ&ecirc;ncia que as suas caracter&iacute;sticas pessoais t&ecirc;m sobre o processo da an&aacute;lise. O analista &eacute; &lsquo;revelado&rsquo; no processo, nos seus sil&ecirc;ncios e nas suas falas, como o &eacute; na escrita e nos relatos cl&iacute;nicos que faz. E o &eacute; at&eacute; mais do que desejaria (Saad, 2007, p. 3). </p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Manfredi (1998) acrescenta que as tend&ecirc;ncias atuais da contratransfer&ecirc;ncia s&atilde;o: (1) acreditar que ela n&atilde;o &eacute; mais produto s&oacute; do paciente; (2) entender que uma das grandes dificuldades &eacute; diferenciar uma contratransfer&ecirc;ncia normal de uma patol&oacute;gica; (3) acreditar que apenas tolerar a contratrans </B>fer&ecirc;ncia j&aacute; pode ser visto como terap&ecirc;utico; (4) tentar fazer o processo inverso e ver o que tem do terapeuta no paciente e (5) refletir sobre se a contratransfer&ecirc;ncia deve ser revelada ou n&atilde;o ao paciente. </P >    <p>Considerando que a contratransfer&ecirc;ncia tem adquirido maior relev&acirc;ncia no contexto terap&ecirc;utico nos dias atuais, passando a ser vista como instrumento de trabalho do psicoterapeuta, sendo ele psiquiatra, psicoterapeuta ou psicanalista, este estudo buscou explorar como ela vem sendo utilizada por profissionais da &aacute;rea, visando aprofundar o conhecimento sobre como se manifesta na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. </P >    <p>M&Eacute;TODO </P >    <p>O estudo constitui-se numa pesquisa de natureza qualitativa, realizada atrav&eacute;s de um estudo explorat&oacute;rio com psicoterapeutas cl&iacute;nicos que se utilizam do referencial psicanal&iacute;tico na sua pr&aacute;tica profissional. </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>Participaram da pesquisa tr&ecirc;s psicoterapeutas cl&iacute;nicos que utilizam em sua pr&aacute;tica o referencial psicanal&iacute;tico. Suas idades variaram entre 30 e 46 anos. Cada um deles possui consult&oacute;rio pr&oacute;prio, onde foram realizadas as entrevistas. Um dos entrevistados era do sexo masculino e duas do sexo feminino. </P >    <p><I>Instrumento </I></P >    <p>Para coleta de dados, foi realizada uma entrevista semi-estruturada contendo perguntas cujo foco era investigar de que forma a contratransfer&ecirc;ncia estava presente em sua pr&aacute;tica cl&iacute;nica. As perguntas foram as seguintes: </P >    <p   >&ndash; O que voc&ecirc; entende como contratransfer&ecirc;ncia? <br >&ndash; De que forma voc&ecirc; usa este recurso em sua pr&aacute;tica cl&iacute;nica? <br >&ndash; Voc&ecirc; revela sua contratransfer&ecirc;ncia para o paciente? <br >&ndash; Em sua opini&atilde;o, que tipo de sentimentos contratransferenciais &eacute; de dif&iacute;cil manejo?</p >    <p>Al&eacute;m disso, foi solicitado ao profissional que ele relatasse algum caso que havia atendido e os sentimentos contratransferenciais despertados. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Procedimentos de coleta e an&aacute;lise de dados </I></P >    <p>Os participantes foram escolhidos pelo crit&eacute;rio de conveni&ecirc;ncia, atrav&eacute;s da indica&ccedil;&atilde;o de conhe cidos. Inicialmente, foi estabelecido contato telef&ocirc;nico com os psicoterapeutas, convidando-os para participar do estudo. As entrevistas foram agendadas e realizadas, por solicita&ccedil;&atilde;o deles, no consult&oacute;rio de cada um. Cada participante assinou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, demonstrando concord&acirc;ncia com o estudo. As entrevistas tiveram a dura&ccedil;&atilde;o, em m&eacute;dia, de 21 (vinte e um) minutos. Todas foram gravadas e posteriormente transcritas. Foi realizada uma an&aacute;lise de conte&uacute;do (Bardin, 1991) para a descri&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o dos dados. A autora sugere a organiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise dividida em tr&ecirc;s etapas: </P >    <p><I>Pr&eacute;-an&aacute;lise: </I>&Eacute; a fase em que s&atilde;o sistematizadas e operacionalizadas as id&eacute;ias iniciais. Trata-se de uma etapa de organiza&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o estruturada. Tem como objetivo fazer com que o material a ser analisado seja preparado, para que se possam elaborar indicadores para a interpreta&ccedil;&atilde;o propriamente dita; </P >    <p><I>Explora&ccedil;&atilde;o do material: </I>&Eacute; o momento da realiza&ccedil;&atilde;o dos passos previamente desenvolvidos, configurando a defini&ccedil;&atilde;o das categorias de an&aacute;lise. Para que os dados sejam devidamente levantados &eacute; necess&aacute;rio proceder de modo sistem&aacute;tico e fazer uma explora&ccedil;&atilde;o adequada. </P >    <p><I>Tratamento dos resultados: </I>Os resultados brutos, j&aacute; levantados, agora s&atilde;o trabalhados de forma a se tornarem significativos. Se forem significativos, efetivamente se pode propor infer&ecirc;ncias e realizar a interpreta&ccedil;&atilde;o a prop&oacute;sito dos objetivos do estudo. </P >    <p>APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O E DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS </P >    <p>A partir da realiza&ccedil;&atilde;o das entrevistas e da leitura exaustiva do material, os dados foram analisados conforme quatro categorias de an&aacute;lise criadas <I>a priori</I>, a partir dos dados da revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica e dos objetivos definidos para o estudo, a saber: conceito de contratransfer&ecirc;ncia, forma de utiliza&ccedil;&atilde;o da contratransfer&ecirc;ncia na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, revela&ccedil;&atilde;o e dificuldade de manejo da contratransfer&ecirc;ncia. A seguir s&atilde;o apresentadas as categorias, com exemplos ilustrativos do conte&uacute;do trazido pelos participantes, ao mesmo tempo em que j&aacute; se apresenta a integra&ccedil;&atilde;o com os pressupostos te&oacute;ricos descritos na revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica. </P >     <p>A categoria 1 est&aacute; ligada ao conceito de contratransfer&ecirc;ncia e abrange os conte&uacute;dos relacionados ao entendimento que os terapeutas t&ecirc;m sobre a defini&ccedil;&atilde;o do conceito de contratransfer&ecirc;ncia. A contratransfer&ecirc;ncia foi definida pelos participantes como &ldquo;um conjunto de emo&ccedil;&otilde;es e sentimentos que despertam no terapeuta, causados pela rela&ccedil;&atilde;o transferencial do paciente&rdquo; (terapeuta 3). Palhares (2008) aponta que a rela&ccedil;&atilde;o transferencial induz o terapeuta a uma resposta emocional frente ao analisando, ou seja, os afetos do analista se tornam presentes na sess&atilde;o, constituindo a contratransfer&ecirc;ncia. Joseph (1995), citado por Zaslavsky e Santos (2005), acredita que muito do que se entende da transfer&ecirc;ncia do paciente est&aacute; ligado &agrave; compreens&atilde;o da forma como ele age sobre o terapeuta. O analisando aciona algo na transfer&ecirc;ncia para que o terapeuta possa vivenciar o que ele vivencia e, com isso, fazer com o mesmo atue que nem ele. Desta forma, o analista s&oacute; capta a transfer&ecirc;ncia atrav&eacute;s de sua contratransfer&ecirc;ncia, ou seja, pelos sentimentos que o paciente despertou nele. </P >    <p>Indo mais al&eacute;m, a terapeuta 2 a considerou como a &ldquo;capacidade de se disponibilizar pro outro [...] essa capacidade de sermos um &lsquo;para excita&ccedil;&atilde;o&rsquo;, de acolhermos aquilo em n&oacute;s, identificarmos e traduzirmos ao paciente, para poder usar na transfer&ecirc;ncia, na terapia [...] essa disponibilidade de sermos um pano de fundo, algo que o paciente vai poder usar do jeito dele&rdquo;. Soares (2005) chama isso de empatia, ou seja, em parte o terapeuta precisa se identificar com o paciente e poder observar suas pr&oacute;prias rea&ccedil;&otilde;es. Para Sampaio (2005), a contratransfer&ecirc;ncia pode ser vista como um instrumento na elabora&ccedil;&atilde;o de insights e no conhecimento do paciente. A empatia, a responsabilidade e o cuidado para com o outro impulsionam esse mecanismo. O terapeuta deve estar disposto a receber e conter as proje&ccedil;&otilde;es do paciente (Etchegoyen, 1987). </P >    <p>Os terapeutas, nas entrevistas, de certa forma, demonstram confus&atilde;o sobre a origem do material: &ldquo;a rela&ccedil;&atilde;o tem dois lados, porque da mesma maneira que a gente vai conhecendo as rea&ccedil;&otilde;es do paciente, ele tamb&eacute;m vai reconhecendo as nossas. Ele tamb&eacute;m vai criando sentimentos contratranferenciais nele e chega um momento que n&atilde;o fica bem claro o que pertence a quem&rdquo; (terapeuta 3); &ldquo;eu procuro ver o que est&aacute; se passando comigo, para identificar se esse material n&atilde;o &eacute; exclusivamente do paciente ou se &eacute; s&oacute; do paciente. Penso, sim, isso, transferencialmente, &eacute; s&oacute; do paciente&rdquo; (terapeuta 1). Observa-se que, na maioria das vezes, procuram situ&aacute;-lo como material do paciente. Com rela&ccedil;&atilde;o a este t&oacute;pico, Heiman (1950/1995) j&aacute; colocava que a contratransfer&ecirc;ncia &eacute; vista como algo complexo, contendo proje&ccedil;&otilde;es do analista e da rela&ccedil;&atilde;o transfer&ecirc;nciacontratransfer&ecirc;ncia no aqui-e-agora. O que tem se buscado hoje, n&atilde;o &eacute; somente o entendimento das proje&ccedil;&otilde;es e identifica&ccedil;&otilde;es do analisando. Cada vez mais, se olha para o processo entre terapeuta e paciente. A nova estrutura que ser&aacute; criada n&atilde;o pertence a um ou a outro, mas &agrave;quilo que est&aacute; sendo criado entre eles (Bernardi, 2002). Brenner (1982), citado por Gabbard (1998), ainda acrescenta que a contratransfer&ecirc;ncia no terapeuta e a transfer&ecirc;ncia do paciente s&atilde;o processos similares e o que os difere &eacute; a forma como elas ser&atilde;o manejadas. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A contratransfer&ecirc;ncia foi considerada por todos os entrevistados como uma ferramenta que auxilia no entendimento do inconsciente do paciente. &ldquo;&Eacute; uma ferramenta que nos auxilia a entender o inconsciente do paciente&rdquo; (terapeuta 2); &ldquo;ela &eacute; uma ferramenta fundamental em todo o processo terap&ecirc;utico&rdquo; (terapeuta 1). Esta defini&ccedil;&atilde;o est&aacute; de acordo com a de v&aacute;rios autores que tamb&eacute;m valorizam a utiliza&ccedil;&atilde;o da contratransfer&ecirc;ncia como importante instrumento de trabalho do terapeuta (Eizirick &amp; Lewkowics, 2005; Etchegoyen, 1987; Gabbard, 1998; Heiman, 1950/1995; Sampaio, 2005; Soares, 2005; Zaslavsky &amp; Santos, 2005, 2006). Com isso, ela auxilia na investiga&ccedil;&atilde;o dos processos inconscientes do paciente, assim como seu diagn&oacute;stico e grau de regress&atilde;o. Para que isto aconte&ccedil;a, o analista deve consultar sempre sua resposta emocional, levando em conta tanto elementos inconscientes como as pessoas reais do terapeuta e do paciente. Esse processo se torna mais dif&iacute;cil e demanda mais aten&ccedil;&atilde;o para perceber as manifesta&ccedil;&otilde;es emocionais e comportamentais da dupla (Eirizick &amp; Lewkowics, 2005). </P >    <p>Com rela&ccedil;&atilde;o ao que foi descrito acima, Racker (1986) acredita que podemos sentir e compreender o que o paciente sente e faz na rela&ccedil;&atilde;o com o analista atrav&eacute;s da contratransfer&ecirc;ncia e que, portanto, o terapeuta pode intervir ou interferir no processo terap&ecirc;utico. O principal instrumento de trabalho do terapeuta &eacute; ele mesmo. Sendo assim, a forma como ele utiliza as teorias e t&eacute;cnicas psicanal&iacute;ticas atravessa todo o encontro anal&iacute;tico. Um analisando e um terapeuta n&atilde;o existem de forma separada. A contratransfer&ecirc;ncia torna o terapeuta mais respons&aacute;vel pelo seu trabalho; ele n&atilde;o fica &agrave; margem do processo, pelo contr&aacute;rio, participa dele (Etchegoyen, 1987; Ogden, 1996; Soares, 2005; Zaslavsky &amp; Santos, 2006). </P >    <p>A categoria 2 relaciona-se ao entendimento da forma como os terapeutas se utilizam da contratransfer&ecirc;ncia em sua pr&aacute;tica cl&iacute;nica, assim como alguns cuidados pertinentes a essa utiliza&ccedil;&atilde;o. A contratransfer&ecirc;ncia pode ser sentida atrav&eacute;s de um mal estar e &eacute; necess&aacute;rio tentar entender qual o papel do paciente nisso e ocupar-se em pensar no efeito do retorno dessa perturba&ccedil;&atilde;o do terapeuta sobre o paciente (Zaslavsky &amp; Santos, 2005). Antes de realizar qualquer interven&ccedil;&atilde;o baseada em seus sentimentos sobre o paciente, o terapeuta deve, em primeiro lugar, tolerar e elaborar seus pr&oacute;prios impulsos, sempre pensando de que forma eles se relacionam com aquilo que est&aacute; sendo sentido (Eizirick &amp; Lewkowics, 2005). </P >    <p>Como exemplo disso, o terapeuta 3 fez algumas contribui&ccedil;&otilde;es: &ldquo;Primeiro assim: quando um paciente desperta um sentimento em mim, eu tento ver as coisas que ele me traz de rela&ccedil;&otilde;es com outras pessoas. Se esse sentimento que ele desperta em mim, ele desperta nas outras rela&ccedil;&otilde;es, a&iacute; confirma a contratransfer&ecirc;ncia [...] Um paciente que d&aacute; sono, cansa&ccedil;o, a gente se desinteressa. De repente, ele &eacute; um chato que, quando ele vai falar, as outras pessoas tamb&eacute;m se desinteressam. Ent&atilde;o esse sentimento que eu tenho em mim, eu tento ver se nas rela&ccedil;&otilde;es que ele me traz se repetem&rdquo;. Gabbard (1998) acrescenta que a contratransfer&ecirc;ncia precisa de uma monitoriza&ccedil;&atilde;o constante do terapeuta, que tem de estar ligado a todos os tipos de sentimentos despertados pelo paciente durante a sess&atilde;o. Al&eacute;m disso, ele precisa estar sempre fazendo uma an&aacute;lise da raiz desses sentimentos dentro do contexto de suas rela&ccedil;&otilde;es passadas. A hist&oacute;ria pessoal de cada um dos envolvidos na an&aacute;lise (que inclui as intensidades, a irracionalidade, as rea&ccedil;&otilde;es inadequadas, exageradas, defensivas &ndash; tanto hostis como amorosas) deve ser valorizada no contexto. A partir do momento em que terapeuta e paciente se encontram, ali tamb&eacute;m se encontram as viv&ecirc;ncias de acontecimentos passados de ambas as partes, que ser&aacute; atualizada no tempo anal&iacute;tico (Palhares, 2008). </P >    <p>A terapeuta 2 revelou a utiliza&ccedil;&atilde;o da contratransfer&ecirc;ncia inclusive na defini&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias terap&ecirc;uticas: &ldquo;Eu acho que a contratransfer&ecirc;ncia, n&atilde;o ajuda s&oacute; a identificar o que se passa com o paciente e na rela&ccedil;&atilde;o, como ela ajuda a dar o enquadre pro tratamento, por exemplo, de quanto em quanto tempo tu vais ver aquela pessoa. Porque, se ela ta agredindo, &eacute; porque o processo est&aacute; indo r&aacute;pido demais pra ela. Ent&atilde;o, temos que ir mais devagar. Nesse sentido, ajuda a ver o tipo de interven&ccedil;&atilde;o que vamos utilizar&rdquo;. De uma forma ou de outra, o terapeuta participa da constru&ccedil;&atilde;o intersubjetiva do setting anal&iacute;tico, dando contornos para aquilo que est&aacute; sendo vivenciado pela dupla (Ogden, 1996). Bernardi (2002) julga necess&aacute;rio que aconte&ccedil;am dois olhares dentro da sess&atilde;o anal&iacute;tica e que eles n&atilde;o devem acontecer de formas separadas. O primeiro est&aacute; ligado ao material associativo trazido pelo paciente e o segundo &eacute; uma auto-observa&ccedil;&atilde;o do analista na rela&ccedil;&atilde;o com o mesmo. Dessa rela&ccedil;&atilde;o surgem as bases para a condu&ccedil;&atilde;o do processo terap&ecirc;utico. </P >     <p>Foram levantados aspectos com rela&ccedil;&atilde;o aos cuidados com a utiliza&ccedil;&atilde;o dessa ferramenta. As falas dos terapeutas revelaram alguns receios em rela&ccedil;&atilde;o ao momento e ao jeito de utilizar a contratransfer&ecirc;ncia: &ldquo;Jamais eu uso em paciente que est&aacute; em avalia&ccedil;&atilde;o. Com o paciente em in&iacute;cio de tratamento, a contratransfer&ecirc;ncia &eacute; perigosa&rdquo; (terapeuta 1); &ldquo;A contratransfer&ecirc;ncia serve para conseguirmos pensar &lsquo;isso aqui &eacute; um sintoma, isso aqui n&atilde;o &eacute; pra mim, ent&atilde;o vamos ver o que eu posso fazer com isso&rsquo;. Mas, &agrave;s vezes, quando ela vem muito forte &eacute; um momento em que eu tento me cuidar ao m&aacute;ximo pra n&atilde;o fazer nenhuma interven&ccedil;&atilde;o baseada nela [...] Esse &eacute; o problema de quando a gente n&atilde;o conhece os nossos sintomas, de que eles nos paralisem. Quando a gente conhece, &oacute;timo, a gente consegue ajudar o paciente melhor&rdquo;. &Eacute; necess&aacute;rio fazer uma diferencia&ccedil;&atilde;o daquilo que pertence &agrave; realidade interna do terapeuta e aquilo que pertence ao paciente, pois, se olharmos somente por um &acirc;ngulo, isso pode gerar erros (Manfredi, 1998). Em alguns momentos, o terapeuta corre o risco de perder sua empatia e neutralidade. Se isso ocorrer e ele n&atilde;o conseguir superar, significa que o paciente lhe projetou algo que torna o terapeuta inadequado para aquele caso em particular (Etchegoyen, 1987). </P >    <p>Etchegoyen (1987), assim como Zaslavsky e Santos (2005), nos alerta que o terapeuta deve analisar primeiro seu conflito, ver o ele tem de rela&ccedil;&atilde;o com o conflito do paciente e observar como aparece nesse &uacute;ltimo. Quando esse processo se cumprir, o terapeuta poder&aacute; ter condi&ccedil;&otilde;es de interpret&aacute;-lo para o paciente, pois assim ele n&atilde;o estar&aacute; mais falando de si, mas daquilo que aconteceu com o paciente. Caso contr&aacute;rio, ele s&oacute; estar&aacute; tentando se livrar da perturba&ccedil;&atilde;o sentida. O terapeuta 3 contribui nesse sentido: &ldquo;Quando tu vai fazer uma interpreta&ccedil;&atilde;o contratransferencial, geralmente ela tem que ser uma interpreta&ccedil;&atilde;o centrada no terapeuta e n&atilde;o no paciente, para n&atilde;o passar s&oacute; pra ele a responsabilidade&rdquo;. </P >    <p>Os terapeutas 1 e 2 ainda falaram sobre quando a contratransfer&ecirc;ncia pode paralisar ou &ldquo;destruir&rdquo; o processo terap&ecirc;utico: &ldquo;A contratransfer&ecirc;ncia &eacute; melhor quando bloqueia, do que quando destr&oacute;i. Prefiro que bloqueie, que a gente pare com aquilo ali e que nada aconte&ccedil;a e que se possa, em alguns momentos, fazer um corte e dizer: &lsquo;a gente continua na outra semana, porque eu acho que hoje n&atilde;o vai dar mais&rsquo;. Mas t&ecirc;m pacientes que v&atilde;o se sentir extremamente agredidos ou abandonados e tu n&atilde;o pode agir assim, tem que ficar ali at&eacute; o fim da sess&atilde;o, porque ele quer viver aquilo ali contigo ent&atilde;o &eacute; melhor que n&atilde;o se fa&ccedil;a nada, porque &agrave;s vezes a sensa&ccedil;&atilde;o est&aacute; pra al&eacute;m da nossa capacidade de gest&atilde;o ps&iacute;quica. Ent&atilde;o, &eacute; melhor bloquear do que o terapeuta atuar tamb&eacute;m&rdquo; (terapeuta 2); &ldquo;Pode chegar a um ponto de criar um obst&aacute;culo, de travar [...] mas, &agrave; medida que se entende o que ocorre, se torna mais f&aacute;cil. O terapeuta consegue diminui essas travas&rdquo; (terapeuta 1). </P >    <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s cita&ccedil;&otilde;es acima, Sampaio (2005) coloca que quando o terapeuta se v&ecirc; perdido em seus sentimentos, ele precisa se perguntar a fun&ccedil;&atilde;o que essa perturba&ccedil;&atilde;o emocional desempenha no interior do paciente e que tipo de afeto o mesmo est&aacute; demonstrando no momento. Se for moment&acirc;neo e se desfizer, a contratransfer&ecirc;ncia est&aacute; funcionando bem. Caso contr&aacute;rio, se os sentimentos permanecem, &eacute; porque o terapeuta n&atilde;o soube toler&aacute;-los e pode ent&atilde;o volt&aacute;-los para si mesmo ou projetar no paciente. O terapeuta tem de estar ciente de seus pr&oacute;prios limites, pois algumas de suas dificuldades, por mais empenho que o mesmo fa&ccedil;a, continuar&atilde;o a existir. Os limites do terapeuta, em conluio com os limites do paciente, podem provocar impasses no andamento do processo terap&ecirc;utico (Saad, 2007). </P >    <p>Outras vezes, interpreta&ccedil;&otilde;es prematuras podem provocar culpa no paciente, recha&ccedil;o, aumentando as defesas, promovendo regress&otilde;es e at&eacute; causando a interrup&ccedil;&atilde;o do tratamento. Uma avalia&ccedil;&atilde;o errada sobre o paciente pode at&eacute; mesmo influenciar e distorcer a contratransfer&ecirc;ncia do analista, levando-o a atitudes irritadas ou ressentidas, o que se reflete, por sua vez, no comportamento do analisando (Saad, 2007; Soares, 2005). Etchegoyen (1987) disserta que o conte&uacute;do e a forma da interpreta&ccedil;&atilde;o expressam, &agrave;s vezes, a contratransfer&ecirc;ncia. A maioria das rea&ccedil;&otilde;es contratransferenciais, quando n&atilde;o &eacute; transformada em instrumentos t&eacute;cnicos, &eacute; encaminhada para uma interpreta&ccedil;&atilde;o errada ou ent&atilde;o mal formulada. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerando a possibilidade de &ldquo;destrui&ccedil;&atilde;o&rdquo; pelo uso inadequado da contratransfer&ecirc;ncia, o terapeuta 3 trouxe um caso em que ela pode ter sido mal utilizada e, portanto, atuada: &ldquo;Tem uma paciente que tem dificuldade de se vincular. Ent&atilde;o ela veio para terapia contando uma hist&oacute;ria de que precisava muito se tratar, mas muito vazio, e ela n&atilde;o me convenceu de que ela precisava de tratamento. Ent&atilde;o eu intervi assim: &lsquo;Eu n&atilde;o estou convencido de que tu precisas de tratamento&rsquo;[...] Ela n&atilde;o voltou na pr&oacute;xima sess&atilde;o. Talvez foi uma atua&ccedil;&atilde;o da minha contratransfer&ecirc;ncia. Foi uma contratransfer&ecirc;ncia mal utilizada, porque na cabe&ccedil;a da paciente, o fato de ela me procurar, vir na consulta, era manifesta&ccedil;&atilde;o de um desejo. Sendo assim, ou eu coloquei mal, ou eu percebi uma contratransfer&ecirc;ncia. Hoje eu tenho essa d&uacute;vida, se foi uma contratransfer&ecirc;ncia, ou se de fato eu percebi que ela n&atilde;o estava motivada para se tratar, at&eacute; onde era contratransfer&ecirc;ncia e at&eacute; onde n&atilde;o era&rdquo;. </P >     <p>Outra quest&atilde;o que foi apontada quanto &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da contratransfer&ecirc;ncia diz respeito ao saber diferenciar o que &eacute; do paciente e o que &eacute; do terapeuta. A terapeuta 2 faz uma contribui&ccedil;&atilde;o nesse sentido: &ldquo;n&atilde;o &eacute; excluir, &eacute; utilizar o que &eacute; meu junto, para poder entender o que &eacute; dele [paciente] e o que &eacute; meu, porque sempre tem coisas nossas&rdquo;. Nesse sentido, os terapeutas consideram que a identifica&ccedil;&atilde;o da origem do material (apesar de confusa, como descrita na categoria anterior) &eacute; importante de ser realizada para que se utilize da contratransfer&ecirc;ncia terapeuticamente. Racker (1986) nos fala da <I>contratransfer&ecirc;ncia concordante</I>, que seria uma contratransfer&ecirc;ncia onde o ego do terapeuta identifica-se com o ego, o id e o superego do paciente, conseguindo diferenciar o que pertence a si e o que pertence ao paciente. Por&eacute;m, em algum outro momento, pode surgir o que Grimberg (1995) chamou de contra-identifica&ccedil;&atilde;o projetiva. Este conceito est&aacute; relacionado ao fato de o terapeuta n&atilde;o perceber, conscientemente, a identifica&ccedil;&atilde;o projetiva maci&ccedil;a do paciente, passando a desempenhar o papel, mesmo que inconscientemente, que o paciente incitou dentro de si. </P >    <p>A categoria 3 de an&aacute;lise abarca o posicionamento dos entrevistados sobre o costume de revelar ou n&atilde;o seus sentimentos contratransferenciais para o paciente e os motivos que os levam a tal ato. Com rela&ccedil;&atilde;o a este quesito, os entrevistados tiveram respostas bem diferentes: &ldquo;N&atilde;o, eu n&atilde;o revelo, acho perigoso revelar&rdquo; (terapeuta 1); &ldquo;Depende muito da situa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; claro que nunca se revela na hora.&rdquo; (terapeuta 2) e &ldquo;Tenho o costume de revelar. N&atilde;o todas as vezes, mas, em algumas vezes, eu revelo&rdquo; (terapeuta 3). Manfredi (1998), Eizirick e Lewkowics (2005) apontam que uma das controv&eacute;rsias atuais se refere, predominantemente, a melhor maneira de utilizar a contratransfer&ecirc;ncia, bem como a todos os cuidados necess&aacute;rios para a inclus&atilde;o no processo de entender os acontecimentos do campo, incluindo sua revela&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>Interpretar qualquer tipo de material vindo do paciente merece cuidado. Chama-se de interpreta&ccedil;&atilde;o toda interven&ccedil;&atilde;o verbal, por meio da qual, o terapeuta torna consciente o material inconsciente do paciente, de uma maneira afetiva e significativa para o &uacute;ltimo. Ela deve ser comunicada ao paciente, quando este for capaz de entend&ecirc;-la, n&atilde;o s&oacute; intelectualmente, mas principalmente com afetos correspondentes (Soares, 2005). Bernardi (2002) acredita que ela sirva como recurso no processo anal&iacute;tico que faz com que o paciente tenha insights. Baranger (1992) nos fala que a escolha do momento de interpretar (ponto de urg&ecirc;ncia) deve levar em considera&ccedil;&atilde;o o que est&aacute; se passando dentro do campo intersubjetivo, que engloba ambos os participantes. </P >    <p>Os motivos de n&atilde;o revelar a contratransfer&ecirc;ncia variaram entre: &ldquo;Eu acho perigoso. Tecnicamente, a gente est&aacute; fugindo da neutralidade, da abstin&ecirc;ncia, est&aacute; revelando quest&otilde;es nossas... a n&atilde;o ser uma contratransfer&ecirc;ncia de emo&ccedil;&atilde;o&rdquo; (terapeuta 1); &ldquo;Eu acho que, para certos pacientes, uma interpreta&ccedil;&atilde;o &eacute; uma agress&atilde;o. Ent&atilde;o, a contratransfer&ecirc;ncia te ajuda muito a poder entender a situa&ccedil;&atilde;o para alguns pacientes mais inteiros. [...] Mas tem paciente que o terapeuta s&oacute; vai utilizar a contratransfer&ecirc;ncia para saber o que o paciente est&aacute; precisando, que tipo de postura temos que ter&rdquo; (terapeuta 2). Manfredi (1998) e Etchegoyen (1987) revelam que a maioria dos terapeutas &eacute; contra a revela&ccedil;&atilde;o, mas acreditam que ela aconte&ccedil;a com bastante freq&uuml;&ecirc;ncia na pr&aacute;tica cl&iacute;nica dos mesmos. Manfredi (1998), declarando que tamb&eacute;m &eacute; contra essa pr&aacute;tica, acredita que, fazendo isso, estaria colocando preocupa&ccedil;&otilde;es para o paciente que n&atilde;o vem dele. Por&eacute;m, tentar esconder alguns sentimentos que ficam transparentes para o paciente pode fazer com que o paciente acredite que o analista n&atilde;o tem coragem de enfrentar aquilo que est&aacute; acontecendo no setting. Al&eacute;m desse argumento contra a revela&ccedil;&atilde;o, a mesma autora ainda cita outros: (1) pode gratificar em demasia o paciente; (2) ela s&oacute; serve para atender as necessidades do analista, pois tudo que o analista consegue &ldquo;resistir&rdquo; e &ldquo;tolerar&rdquo; ajuda tamb&eacute;m ao paciente e (3) o analista pode alcan&ccedil;ar o que deseja por outros meios que n&atilde;o a revela&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>O terapeuta 3 comentou que tem o costume de revelar sua contratransfer&ecirc;ncia em certas ocasi&otilde;es. Ele apontou como justificativa para a revela&ccedil;&atilde;o o enriquecimento do processo terap&ecirc;utico: &ldquo;Eu acho que enriquece o processo terap&ecirc;utico e tamb&eacute;m nos ajuda a lidar com a situa&ccedil;&atilde;o e com os sentimentos que est&atilde;o dentro da gente. Ent&atilde;o, quando eu consigo devolver para o paciente, eu consigo tir&aacute;-lo de dentro de mim. Eu devolvo para que ele consiga compreender. Ele vai poder examinar se isso que aconteceu na rela&ccedil;&atilde;o comigo n&atilde;o acontece em outras rela&ccedil;&otilde;es da vida dele e, com isso, ele vai ter um conhecimento&rdquo;. Sampaio (2005, p. 1) acredita que: </P >     <blockquote>       <p>instrumentalizando seu pr&oacute;prio inconsciente para a interpreta&ccedil;&atilde;o, o analista introjeta a comunica&ccedil;&atilde;o do paciente e elabora as informa&ccedil;&otilde;es captadas, compre endendo o paciente dentro de si, oferece-lhe sentido. </p> </blockquote>     <p>Al&eacute;m disso, o paciente pode descobrir, atrav&eacute;s da revela&ccedil;&atilde;o dos sentimentos do terapeuta, o que ele provoca nas outras pessoas com as quais convive. Isso auxiliaria a fun&ccedil;&atilde;o continente do terapeuta, demarcando uma margem, um limite que o paciente n&atilde;o pode atravessar sem sofrer outras perdas (Etchegoyen, 1987; Manfredi, 1998; Zaslavsky &amp; Santos, 2006). </P >     <p>Outros motivos que levam alguns terapeutas a expor seus sentimentos contratransferenciais para o paciente podem ser listados, segundo Manfredi (1998) e Zaslavsky e Santos (2006), como: (1)  a revela&ccedil;&atilde;o confirma ao paciente seu senso de realidade diante de algumas situa&ccedil;&otilde;es; (2) mostra ao paciente a honestidade e a humanidade do analista; (3) se o terapeuta admitir sua pr&oacute;pria transfer&ecirc;ncia, isso abriria portas para que o paciente se sentisse encorajado para fazer o mesmo e (4)  revelar pode por fim a alguns impasses criados na rela&ccedil;&atilde;o paciente-terapeuta, que n&atilde;o puderam ser resolvidos de outra forma. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Corroborando a id&eacute;ia de confirma&ccedil;&atilde;o do senso de realidade do paciente, o terapeuta 3 exemplifica: &ldquo;O terapeuta diz: &lsquo;realmente eu me irritei contigo, ent&atilde;o vamos examinar o porque eu fiquei irritado. Tu percebeu bem&rsquo;. Eu n&atilde;o posso dizer que eu n&atilde;o fiquei irritado, porque se n&atilde;o o paciente vai achar que eu estou atacando o senso de realidade dele. Se eu digo: &lsquo;Ah n&atilde;o, eu n&atilde;o estou irritado contigo&rsquo; e, na verdade, tive alguma rea&ccedil;&atilde;o, eu fico como se estivesse delirando junto com ele. Ent&atilde;o tem que ter um cuidado, porque justamente para estes pacientes mais graves, o terapeuta negar o senso de realidade e o sentimento que ele despertou em ti pode estar agravando o lado psic&oacute;tico&rdquo;. Winicott (1949/1978) n&atilde;o se preocupava em esconder, por exemplo, sua raiva ou sua intoler&acirc;ncia e isso, muitas vezes, s&oacute; confirmava a percep&ccedil;&atilde;o que o paciente tinha do que estava acontecendo. Assim, essa revela&ccedil;&atilde;o ajudava o paciente a resistir a sua pr&oacute;pria raiva e realimentava o senso de realidade do mesmo.   </P > </P ></P >     <p>Quando se escolhe comunicar ao paciente alguma interpreta&ccedil;&atilde;o baseada na contratransfer&ecirc;ncia, &eacute; necess&aacute;rio primeiramente tentar ajudar o paciente a falar sobre o que est&aacute; o deixando perturbado (Ogden, 1996). N&atilde;o &eacute; adequado se utilizar dela quando os sentimentos despertados no terapeuta n&atilde;o est&atilde;o de acordo com o material levantado pelo paciente, pois esse material pode n&atilde;o ter liga&ccedil;&atilde;o direta com o paciente ou pode estar muito longe de sua consci&ecirc;ncia. Entretanto, o fato de o enquadre exigir que s&oacute; falemos do paciente n&atilde;o exclui a possibilidade de enxergarmos nossos erros e nossos conflitos (Etchegoyen, 1987), pois &ldquo;n&atilde;o se trata de aclarar o que o analista sentiu, mas de como o paciente sentiu e de respeitar o que ele pensou&rdquo; (p. 161). </P >    <p>Por fim, a categoria 4 est&aacute; relacionada a alguns sentimentos e tipos de patologia que s&atilde;o de dif&iacute;cil manejo para o terapeuta diante de sua contratransfer&ecirc;ncia. Surgiram diversos sentimentos contratransferenciais que os terapeutas t&ecirc;m dificuldade de manejar entre eles a impot&ecirc;ncia, o sentimento de perda, o medo, a raiva, a irrita&ccedil;&atilde;o, o recha&ccedil;o e o desprezo. </P >    <p>O enlace da transfer&ecirc;ncia-contratransfer&ecirc;ncia traz muitas inquieta&ccedil;&otilde;es para o analisando e tamb&eacute;m para o analista. A parte que cabe ao analista &eacute; a de poder suportar ser tocado na transfer&ecirc;ncia, pela raiva, pela irrita&ccedil;&atilde;o, pela indiferen&ccedil;a, pela repeti&ccedil;&atilde;o e, at&eacute; mesmo, pelo amor, sem deixar de estar ligado com o outro (Palhares, 2008). Racker (1986) revela que uma conduta perversamente agressiva provoca certo grau de ang&uacute;stia perseguidora e agress&atilde;o reativa no analista. Isso pode ocorrer porque o terapeuta se identificou com partes do ego do paciente que est&atilde;o dissociadas ou projetadas sobre ele, ou com objetos internos pr&oacute;prios, o que fez com que ele se sentisse amea&ccedil;ado ou atacado. Os terapeutas 2 e 3 revelaram dificuldade de manejo da contratransfer&ecirc;ncia quando ela envolve sentimentos relacionados &agrave; agressividade: &ldquo;acho muito dif&iacute;cil de lidar com a raiva&rdquo; (terapeuta 2). &ldquo;A irrita&ccedil;&atilde;o &eacute; um sentimento dif&iacute;cil de lidar, porque temos que sentir, absorver ela dentro de ti e transformar para que n&atilde;o chegue para o paciente como uma coisa de bateu, levou. [...] Mas essas quest&otilde;es mais agressivas, que fogem muito do controle, acho que isso &eacute; uma quest&atilde;o dif&iacute;cil. [...] Assim como o recha&ccedil;o e o desprezo, porque o terapeuta vai querer se livrar daquela pessoa, n&atilde;o vai querer estar com ela.&rdquo; (terapeuta 3). </P >     <p>Sampaio (2005) nos fala que as disfun&ccedil;&otilde;es que aparecem no campo anal&iacute;tico podem ser sinalizadas por atua&ccedil;&otilde;es do paciente, gerando tamb&eacute;m disfun&ccedil;&otilde;es no funcionamento mental do analista. A introje&ccedil;&atilde;o profunda e prolongada do material do paciente muitas vezes sobrecarrega o terapeuta, gerando sentimento de incapacidade, impot&ecirc;ncia e reativando pontos n&atilde;o resolvidos no mesmo. Os terapeutas 1 e 2 falaram da dificuldade de lidar com os sentimentos de impot&ecirc;ncia: &ldquo;a impot&ecirc;ncia, se sentir impotente em rela&ccedil;&atilde;o a uma situa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (terapeuta 1); &ldquo;o medo &eacute; uma coisa que tenho dificuldade de lidar. Quando eu sinto que um paciente possa vir a se machucar, aparece o meu receio de n&atilde;o poder fazer nada, a impot&ecirc;ncia&rdquo; (terapeuta 2). </P >    <p>A impot&ecirc;ncia tamb&eacute;m est&aacute; associada &agrave;s viv&ecirc;ncias de perda assinaladas pelo terapeuta 3: &ldquo;Esse tipo de sentimento de perda, de impot&ecirc;ncia, de querer ajudar algu&eacute;m que vai morrer, que tem um c&acirc;ncer ou uma outra situa&ccedil;&atilde;o, leva o terapeuta a tamb&eacute;m entrar no luto, porque se est&aacute; investindo em algu&eacute;m que vai morrer e o terapueta tamb&eacute;m vai perder afetivamente no tratamento. S&atilde;o sentimentos dif&iacute;ceis da gente lidar&rdquo; (terapeuta 3). Saint-Martin (1998), ao descrever sua experi&ecirc;ncia com pacientes oncol&oacute;gicos graves, revela que a confronta&ccedil;&atilde;o com sua impot&ecirc;ncia diante dos casos, e o esfacelamento do corpo, atingiam em cheio seus componentes narc&iacute;sicos, dificultando o processo terap&ecirc;utico. </P >    <p>Com rela&ccedil;&atilde;o a algum tipo de patologia que gere sentimentos contratransferenciais de dif&iacute;cil manejo, o terapeuta 3 pontuou: &ldquo;Se aparece um ped&oacute;filo no consult&oacute;rio &eacute; uma dificuldade. Acho que para a maioria das pessoas. Ele vai te descrevendo aquela situa&ccedil;&atilde;o e o teraputa vai ficando com nojo. Ent&atilde;o ele n&atilde;o quer estar ali, quer te livrar do paciente. A gente fica louco para que ele n&atilde;o volte na outra consulta. [...] Do mesmo modo nos casos de transtorno de car&aacute;ter, pervers&atilde;o sexual, essas coisas. Eu acho bem mais dif&iacute;cil. [...] Atender uma hist&eacute;rica, se tu &eacute; meio inexperiente e n&atilde;o entende que aquilo ali &eacute; uma doen&ccedil;a e que n&atilde;o &eacute; sexualizado, que n&atilde;o &eacute; tes&atilde;o, que &eacute; uma necessidade pra ela te conquistar, &eacute; dif&iacute;cil porque favorece com que o terapeuta possa atuar e ir para as vias de fato, o que vai se tornar um problema grave&rdquo;. Gomes e Neto (2006), ao relacionar sentimentos contratransferenciais com histeria, citam que o terapeuta possa alimentar sentimentos de culpa, de ser especial e admirado pelo paciente, mas principalmente se sente desesperan&ccedil;oso e impotente. No atendimento de pacientes com patologias graves, onde o processo transfer&ecirc;ncia-contratransfer&ecirc;ncia se torna mais intenso e regressivo, ativando partes soturnas do terapeuta, &ldquo;a id&eacute;ia de padr&otilde;es de respostas ou pap&eacute;is do analista em fun&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es de comportamento e funcionamento do paciente&rdquo; (Zaslavsky &amp; Santos, 2005) se torna ainda mais importante. </P >    <p>Antonelli (2006), ao falar sobre os sentimentos despertados no analista diante de pacientes dif&iacute;ceis, mais especificamente, pacientes <I>borderline</I>, declara que a turbul&ecirc;ncia emocional disposta ali faz com que surjam sentimentos de amor e &oacute;dio para com o paciente. Em momentos onde a ang&uacute;stia toma conta do analista, &eacute; necess&aacute;rio que ele permane&ccedil;a sendo continente para com o material que o paciente traz, abrindo caminho para a compreens&atilde;o do mesmo. &Agrave; medida que os sentimentos dif&iacute;ceis v&atilde;o se acomodando dentro do terapeuta, ele abre espa&ccedil;o para visualizar outras formas de interven&ccedil;&otilde;es, que n&atilde;o s&atilde;o aquelas que o paciente inconscientemente incute nele. Nos dias atuais, de acordo com Manfredi (1998, p. 136): </P >     <blockquote>       <p>[...] estamos enfrentando patologias mais graves, como estados lim&iacute;trofes e dist&uacute;rbios narcisistas de personalidade e para isso precisamos tirar de dentro de n&oacute;s emo&ccedil;&otilde;es mais violentas, estados de esp&iacute;ritos nada passageiros, pra n&atilde;o falar de tempestades contratransferenciais inconscientes. </p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dependentes qu&iacute;micos ou pacientes com tra&ccedil;os obsessivos tamb&eacute;m foram citados como patologias de dif&iacute;cil manejo. &ldquo;O dependente qu&iacute;mico, o tra&ccedil;o de personalidade compulsivo, &eacute; algo com maior dificuldade. Os obsessivos compulsivos, as manias, elas s&atilde;o complicadas, porque daqui a pouco, se o terapeuta sentou diferente na poltrona, o paciente j&aacute; fica extremamente ansioso com aquilo.&rdquo; (terapeuta 1); &ldquo;S&atilde;o tra&ccedil;os da personalidade que acabam gerando uma depress&atilde;o cr&ocirc;nica, n&atilde;o org&acirc;nica, que o rem&eacute;dio vai ajudar, mas &eacute; aquela pessoa de mal com a vida, sempre reclamando, poucos amigos, carente de rela&ccedil;&atilde;o. Ent&atilde;o &eacute; um sentimento muito dif&iacute;cil e que &eacute; muito comum hoje em dia [...] hoje &eacute; uma realidade que &eacute; o uso de crack e drogas. Como o principal mecanismo de defesa &eacute; nega&ccedil;&atilde;o, proje&ccedil;&atilde;o e intelectualiza&ccedil;&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil&rdquo; (terapeuta 3). </P >    <p>Occhini e Teixeira (2008) apontam que o tratamento de dependentes qu&iacute;micos &eacute; uma tarefa &aacute;rdua que requer muito cuidado por parte dos profissionais envolvidos. Uma das dificuldades encontradas nesse processo &eacute; justamente a falta de reconhecimento do problema pelo pr&oacute;prio paciente, que espera quase sempre por uma cura milagrosa e menos trabalhosa. A resist&ecirc;ncia ao tratamento &eacute; presen&ccedil;a constante, gerando muita frustra&ccedil;&atilde;o no profissional que cuida deste tipo de paciente. </P >    <p>Com base nos dados expostos acima e no seu embasamento te&oacute;rico, podemos afirmar que a contratransfer&ecirc;ncia realmente existe dentro do contexto anal&iacute;tico, se tornando parte essencial dele. Por todos os entrevistados, ela foi vista como ferramenta de trabalho que ajuda na compreens&atilde;o do que se cria na sess&atilde;o, ligando o que se passa na mente do paciente com o que se passa no analista. A utiliza&ccedil;&atilde;o desse instrumento varia de profissional para profissional, o que pode estar ligado ao tempo de forma&ccedil;&atilde;o do terapeuta, assim como sua idade e experi&ecirc;ncia em atendimentos, dados estes n&atilde;o contemplados nessa pesquisa. Por&eacute;m, como citado anteriormente, &eacute; imprescind&iacute;vel se ter cuidados com seu uso. O pr&oacute;prio fato de revelar ou n&atilde;o a contratransfer&ecirc;ncia ao paciente j&aacute; est&aacute; ligado &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da mesma e nesta quest&atilde;o observou-se diferen&ccedil;as entre os terapeutas. Podemos citar a impot&ecirc;ncia, a raiva e a irrita&ccedil;&atilde;o como sentimentos contratransferenciais de dif&iacute;cil manejo e dependentes qu&iacute;micos, pacientes com transtornos de personalidade graves, pervers&otilde;es sexuais e tra&ccedil;os obsessivos como aqueles que geram maior desconforto contratransferencial no terapeuta. Contudo, vale salientar que cada terapeuta tem sua hist&oacute;ria de vida e o que gera dificuldade em um pode n&atilde;o necessariamente gerar em outro. </P >    <p>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS </P >    <p>A contratransfer&ecirc;ncia vem se constituindo, ao longo dos anos, como uma ferramenta indispen s&aacute;vel em todo e qualquer processo terap&ecirc;utico. Embora tenha passado por algumas modifica&ccedil;&otilde;es, ela geralmente &eacute; conceituada como o conjunto de rea&ccedil;&otilde;es inconscientes que o paciente desperta no analista. Os tr&ecirc;s terapeutas entrevistados demonstraram conhecimento da conceitua&ccedil;&atilde;o, apesar de terem dificuldade em defini-la objetivamente. De acordo com Leit&atilde;o (2003), os analistas reconhecem que descrever o conceito de contratransfer&ecirc;ncia &eacute; uma tarefa muito complexa, pois est&aacute; em jogo identifica&ccedil;&otilde;es tanto do paciente, quanto do terapeuta, incluindo aqui a hist&oacute;ria e a personalidade real desse &uacute;ltimo. Por este motivo, o foco atual est&aacute; naquilo que a dupla produz entre si e n&atilde;o o que cada um produz separadamente (Leit&atilde;o, 2003). Os terapeutas, apesar de falarem que o material da contratransfer&ecirc;ncia &eacute; fruto da rela&ccedil;&atilde;o, quando tentaram exemplificar situa&ccedil;&otilde;es, acabaram preponderantemente situando os conte&uacute;dos como sendo do paciente, provavelmente ainda em uma tentativa de manterem a neutralidade. Por exemplo, a terapeuta 1 disse ter cuidado ao utilizar a contratransfer&ecirc;ncia, pois isso estaria infringindo a regra da neutralidade. </P >    <p>N&atilde;o se pode negar que ela existe e que deve ser utilizada como recurso terap&ecirc;utico, por&eacute;m, como descrito anteriormente, seu uso suscita cuidados. Umas das controv&eacute;rsias atuais &eacute; qual a melhor forma de utiliz&aacute;-la na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Dentro dessa discuss&atilde;o, a revela&ccedil;&atilde;o de sentimentos contratransferenciais divide opini&otilde;es. Este estudo evidenciou os diferentes pontos de vista, na medida em que cada um dos participantes tinha um posicionamento espec&iacute;fico em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; revela&ccedil;&atilde;o. Manfredi (1998) acredita que, para se debater melhor este tema, &eacute; necess&aacute;rio que se incluam outros fatores, como o tipo de patologia, o tipo de car&aacute;ter do terapeuta e a qualidade dos sentimentos contratransferenciais. </P >    <p>Diversos s&atilde;o os sentimentos despertados dentro de uma sess&atilde;o, por&eacute;m alguns deles s&atilde;o capazes de paralisar o andamento da psicoterapia. Paralisar ou &ldquo;destruir&rdquo;, como referiu a terapeuta 2, dependendo do quanto o terapeuta reconhece seus sentimentos e utiliza-os na contratransfer&ecirc;ncia. Para que o terapeuta possa suportar at&eacute; mesmo os sentimentos mais destrutivos, &eacute; necess&aacute;rio que ele conhe&ccedil;a seus pr&oacute;prios limites, contando, para isso, com a ajuda de supervis&atilde;o e an&aacute;lise pessoal, se for necess&aacute;rio (Saad, 2007; Zaslavsky &amp; Santos, 2005). Foram citados como sentimentos mais dif&iacute;ceis de lidar a raiva, a impot&ecirc;ncia e a irrita&ccedil;&atilde;o, o que pode servir de alerta para que os terapeutas tomem cuidado em identif&iacute;c&aacute;-los durante o processo anal&iacute;tico. </P >    <p>Ao final desse trabalho, a certeza que ficou &eacute; a de que a contratransfer&ecirc;ncia segue com quest&otilde;es sem respostas. Traduzir a pr&aacute;tica cl&iacute;nica em palavras &eacute; muitas vezes contradit&oacute;rio ao que realmente se passa nesse espa&ccedil;o. Isto porque as palavras tentam descrever algo que est&aacute; na dimens&atilde;o do comunic&aacute;vel e aquilo que se d&aacute; na viv&ecirc;ncia cl&iacute;nica ultrapassa o que se tenta objetivar na escrita. Portanto, a possibilidade de se descrever o que acontece na cl&iacute;nica est&aacute; em manter a tens&atilde;o entre aquilo que &eacute; partilhado e aquilo que n&atilde;o se compartilha a n&atilde;o ser atrav&eacute;s da arte ou da transfer&ecirc;ncia (Palhares, 2008). Descrever algo sobre contratransfer&ecirc;ncia n&atilde;o seria diferente. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Antonelli, E. (2006). O amor e o &oacute;dio na contratransfer&ecirc;ncia. <I>II Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental e VIII Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental. </I>S&atilde;o Paulo. Anais 2006 &ndash; Trabalhos completos. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.fundamentalpsychopathology.org/anais2006/4.27.3.4.htm" target="_blank">http://www.fundamentalpsychopathology.org/anais2006/4.27.3.4.htm</a>. Acesso em maio 2009. </P >    <!-- ref --><p>Baranger, M. (1992). A mente do analista: Da escuta &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o. <I>Revista Brasileira de Psican&aacute;lise, 26</I>(4), 573-586.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201100020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bardin, L. (1991). <I>An&aacute;lise de conte&uacute;do</I>. Lisboa: Persona Edi&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201100020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bernardi, B. L. (2002). Contratransfer&ecirc;ncia: Uma perspectiva a partir da Am&eacute;rica Latina. <I>Livro Anual </I><I>de Psican&aacute;lise, XVI</I>, 215-234.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201100020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Eizirick, C. L., Lewkowics, S. (2005). Contratransfer&ecirc;ncia. In C. Eizirik et al. (Eds.), <I>Psicoterapia de orienta&ccedil;&atilde;o anal&iacute;tica: Fundamentos te&oacute;ricos e cl&iacute;nicos. </I>Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201100020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Etchegoyen, R. H. (1987). <I>Fundamentos da t&eacute;cnica psicanal&iacute;tica. </I>Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201100020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ferro, A. (1997). O di&aacute;logo anal&iacute;tico: Mundos poss&iacute;veis e transforma&ccedil;&otilde;es no campo. In A. Ferro (Ed.), <I>Na sala de an&aacute;lise: Emo&ccedil;&otilde;es, relatos, transforma&ccedil;&otilde;es. </I>Rio de Janeiro: Imago.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201100020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Figueiredo, L. C. (2003). Transfer&ecirc;ncia, contratransfer&ecirc;ncia e outras coisinhas mais. In L. C. Figueiredo (Ed.), <I>Elementos para a cl&iacute;nica contempor&acirc;nea. </I>S&atilde;o Paulo: Escuta (pp. 127-158).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201100020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Freud, S. (1910/1990). As perspectivas futuras da terap&ecirc;utica psicanal&iacute;tica. In S. Freud (Ed.), <I>Obras psicol&oacute;gicas completas de Sigmund Freud, XI</I>. Rio de Janeiro: Imago.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201100020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gabbard, G. (1998). Os princ&iacute;pios b&aacute;sicos da psiquiatria din&acirc;mica. In G. Gabbard (Ed.), <I>Psiquiatria psicodin&acirc;mica. </I>Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201100020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Gomes, F. G. C., &amp; Neto, G. A. R. M. (2006). Transfer&ecirc;ncia e contratransfer&ecirc;ncia no discurso psicanal&iacute;tico p&oacute;s-freudiano sobre a histeria. <I>Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica CESUMAR, 8</I>(1), 83-94. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.cesumar.br/pesquisa/periodicos/index.php/iccesumar/article/viewFile/128/66" target="_blank">http://www.cesumar.br/pesquisa/periodicos/index.php/iccesumar/article/viewFile/128/66</a>. Acesso em maio 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201100020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Grinberg, L. (1995). Consideraciones acerca de la transfer&ecirc;ncia y la contratransfer&ecirc;ncia en la supervisi&oacute;n. In L. Grinberg (Ed.), <I>El psicoan&aacute;lisis es cosa de dos. </I>Valencia: Promolibro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201100020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Heimann, P. (1950/1995). Sobre a contratransfer&ecirc;ncia. <I>Revista Psicanal&iacute;tica SPPA, 2</I>(1), 171-176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201100020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Laplanche, J., &amp; Pontalis, J. B. (1991). <I>Vocabul&aacute;rio de psican&aacute;lise</I>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201100020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Leit&atilde;o, L. G. (2003) Contratransfer&ecirc;ncia: Uma revis&atilde;o na literatura do conceito. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 23</I>(2), 175-183. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aps/v21n2/v21n2a04.pdf" target="_blank">http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aps/v21n2/v21n2a04.pdf</a>. Acesso em mar&ccedil;o 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201100020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Manfredi, S. T. (1998). Tend&ecirc;ncias atuais a respeito da contratransfer&ecirc;ncia. In S. T. Manfredi (Ed.), <I>As certezas perdidas da psican&aacute;lise cl&iacute;nica </I>(pp. 134-144). Rio de Janeiro: Imago.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201100020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Occhini, M. F., &amp; Teixeira, M. G. (2008). Atendimentos a pacientes dependentes de drogas: Atua&ccedil;&atilde;o conjunta do psic&oacute;logo e do psiquiatra. <I>Estudos de Psicologia (Natal), 11</I>(2). Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X2006000200012&lng=en&nrm=iso&tlng=pt" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-294X2006000200012&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt</a>. Acesso em abril 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201100020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ogden, T. H. (1996). <I>Os sujeitos da psican&aacute;lise. </I>S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201100020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Palhares, M. C. A. (2008). Transfer&ecirc;ncia e contratransfer&ecirc;ncia: A cl&iacute;nica viva. <I>Revista Brasileira de Psican&aacute;lise, 42</I>(1). 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(1986). <I>Estudos sobre t&eacute;cnica psicanal&iacute;tica. </I>Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201100020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Saad, A. A. C. (2007). O impasse no contexto da psican&aacute;lise contempor&acirc;nea. <I>XXI Congresso Brasileiro de Psican&aacute;lise. </I>Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.spbsb.org.br/forum2/textos/impasse.doc" target="_blank">http://www.spbsb.org.br/forum2/textos/impasse.doc</a>. Acesso em 25 mar&ccedil;o 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201100020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sampaio, L. B. P. (2005). Contratransfer&ecirc;ncia: Uma das perspectivas de campo. <I>Sociedade de psican&aacute;lise da cidade do Rio de Janeiro, 21</I>(24). Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.spcrj.org.br/artigos/artigos_marco_luciabeatriz.htm" target="_blank">http://www.spcrj.org.br/artigos/artigos_marco_luciabeatriz.htm</a>. Acesso em abril 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201100020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Saint-Martin, C. L. (1998). O processo de subjetiva&ccedil;&atilde;o na cl&iacute;nica psicanal&iacute;tica com diagn&oacute;stico precoce do c&acirc;ncer. <I>Revista Latino Americana de Psicopatologia Fundamental, I</I>(3). Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.fundamentalpsychopathology.org/art/set8/8.pdf" target="_blank">http://www.fundamentalpsychopathology.org/art/set8/8.pdf</a>. Acessado em 20 maio 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201100020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Soares, P. F. B. (2005). Interven&ccedil;&otilde;es do terapeuta e pontos de urg&ecirc;ncia. In C. L. Eizirick et al. (Eds.), <I>Psicoterapia de orienta&ccedil;&atilde;o pnal&iacute;tica: Fundamentos te&oacute;ricos e cl&iacute;nicos. </I>Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201100020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Winnicott, D. W. (1978). O &oacute;dio na contratransfer&ecirc;ncia. In D. Winnicott (Ed.), <I>Da pediatria &agrave; psican&aacute;lise. </I>Rio de Janeiro: Francisco Alves.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201100020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Zaslavsky, J., &amp; Santos, M. J. P. (2006). Tend&ecirc;ncias atuais da contratransfer&ecirc;ncia. In J. Zaslavsky &amp; M. J. P. Santos (Eds.), <I>Contratransfer&ecirc;ncia teoria e pr&aacute;tica clinica. </I>Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201100020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Zaslavsky, J., &amp; Santos, M. J. P. (2005). Contratransfer&ecirc;ncia em psicoterapia e psiquiatria hoje. <I>Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, 27</I>(3). Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ arttext&pid=S010181082005000300008&lng=es&nrm=iso&tlng=es" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ arttext&amp;pid=S010181082005000300008&amp;lng=es&amp;nrm=iso&amp;tlng=es</a> Acessado em 17 mar&ccedil;o 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201100020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Denise Falcke, Rua Alberto Silva, 1015/302, Vila Ipiranga &ndash; Porto Alegre/RS &ndash; Brasil, CEP 91370-001. 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