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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Que integração em psicoterapia: Um estudo descritivo das práticas de psicoterapeutas Portugueses]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Integration in psychotherapy has grown in Portugal and its prevalence among psychotherapists has been studied. However, little is known with regards to the types and ways this integration is taking place. The present study sought to explore and describe the way psychotherapists integrate interventions from different theoretical models. Its main goal was to investigate if integration was performed in a systematic way, responsive to the patient&#8217;s characteristics, and based on empirical evidence. Sixty five psycho therapists participated in the study (78% female, mean age of 32 years old), with a range of clinical experience (0.5-20 years) and different theoretical orientations. Participants responded to a questionnaire, developed based on the Systematic Treatment Selection model, using both a quantitative and a qualitative approach. Results showed that the way Portuguese psychotherapists integrate interventions is very diverse, varying from the systematic use of empirically based principles to the development of unique models. Two main clusters of psychotherapists emerged with respect to theoretical orientation: (1) psychoanalytic and psychodynamic therapists, who less often identify with other models (and vice-versa) and (2) cognitive, behavioral, humanistic and systemic therapists, who identified often among these models. Psycho therapists who identified more with the theoretical models of humanistic and integrative approaches reported to be more responsive to patient characteristics when choosing intervention types. Implications for practice and training of psychotherapists in Portugal are discussed.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Integração em psicoterapia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Que integra&ccedil;&atilde;o em psicoterapia: Um estudo descritivo das pr&aacute;ticas de psicoterapeutas Portugueses </B></P >     <p><b>Andr&eacute; Cravo<Sup>*</Sup>; Carla Moleiro<Sup>** </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>E.S.C.A. &ndash; Espa&ccedil;o para a Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do Adolescente; </P >     <p><Sup>** </Sup>ISCTE &ndash; Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa / CIS </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A integra&ccedil;&atilde;o em psicoterapia tem sido crescente e estudada em termos da sua preval&ecirc;ncia em Portugal. Contudo, pouco se sabe acerca do tipo e forma de integra&ccedil;&atilde;o realizada pelos psicoterapeutas portugueses. O presente estudo procurou explorar e descrever a forma como os psicoterapeutas integram interven&ccedil;&otilde;es de diversos modelos psicoterap&ecirc;uticos. O seu objectivo geral foi investigar se a integra&ccedil;&atilde;o era feita de forma sistem&aacute;tica, responsiva &agrave;s caracter&iacute;sticas dos pacientes, e baseada na evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica. Participaram no estudo 65 psicoterapeutas (78% do sexo feminino, idade m&eacute;dia de 32 anos), com experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica variada (0.5-20 anos) e distintas orienta&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas. Os participantes responderam a um question&aacute;rio, desenvolvido a partir do Modelo de Selec&ccedil;&atilde;o Sistem&aacute;tica, utilizando uma metodologia quantitativa e qualitativa. Os resultados demonstraram que as formas de integra&ccedil;&atilde;o dos psicoterapeutas portugueses s&atilde;o muito diversas, variando entre a utiliza&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica de princ&iacute;pios emp&iacute;ricos e o desenvolvimento de modelos &uacute;nicos. Emergiram dois grupos de psicoterapeutas principais no que diz respeito &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica: (1) os que se identificam como din&acirc;micos e psicanal&iacute;ticos, que relatam identificar-se pouco com outros modelos te&oacute;ricos (e vice</B>-versa) e (2) os que se identificam como cognitivos, comportamentais, humanistas e sist&eacute;micos, que reportam identificar-se mais com modelos dentro deste grupo. Os psicoterapeutas que se identificaram mais com as orienta&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas humanista e integrativa tenderam a referir ser mais responsivos a caracter&iacute;sticas do paciente na escolha de interven&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o discutidas implica&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica e a forma&ccedil;&atilde;o de psicoterapeutas em Portugal. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Integra&ccedil;&atilde;o em psicoterapia, Modelo de selec&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica, Pr&aacute;ticas baseadas na evid&ecirc;ncia, Psicoterapeutas portugueses. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>Integration in psychotherapy has grown in Portugal and its prevalence among psychotherapists has been studied. However, little is known with regards to the types and ways this integration is taking place. The present study sought to explore and describe the way psychotherapists integrate interventions from different theoretical models. Its main goal was to investigate if integration was performed in a systematic way, responsive to the patient&rsquo;s characteristics, and based on empirical evidence. Sixty five psycho therapists participated in the study (78% female, mean age of 32 years old), with a range of clinical experience (0.5-20 years) and different theoretical orientations. Participants responded to a questionnaire, developed based on the Systematic Treatment Selection model, using both a quantitative and a qualitative approach. Results showed that the way Portuguese psychotherapists integrate interventions is very diverse, varying from the systematic use of empirically based principles to the development of unique models. Two main clusters of psychotherapists emerged with respect to theoretical orientation: (1) psychoanalytic and psychodynamic therapists, who less often identify with other models (and vice-versa) and (2) cognitive, behavioral, humanistic and systemic therapists, who identified often among these models. Psycho therapists who identified more with the theoretical models of humanistic and integrative approaches reported to be more responsive to patient characteristics when choosing intervention types. Implications for practice and training of psychotherapists in Portugal are discussed. </P >     <p><B>Key-words: </B>Evidence based practices, Portuguese psychotherapists, Psychotherapy integration, Systematic treatment selection. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >    <p>No &acirc;mbito internacional da pr&aacute;tica da psicoterapia, a integra&ccedil;&atilde;o &eacute; um dos movimentos que caracteriza o campo da psicoterapia nos &uacute;ltimos anos (Norcross &amp; Goldfried, 2005). Tamb&eacute;m em Portugal, o fen&oacute;meno da integra&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica tem sido alvo de um grande interesse e crescimento (Vasco, 1999, 2008; Vasco, Santos, &amp; Silva, 2003). Os psicoterapeutas tendem, desde modo, a fazer uso de interven&ccedil;&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas de modelos te&oacute;ricos distintos na sua pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Contudo, pouco se sabe acerca de como integram essas t&eacute;cnicas e modelos (de que forma, com que extens&atilde;o, com car&aacute;cter te&oacute;rico ou meramente pr&aacute;tico, etc.). </P >     <p>Dado que existe uma tend&ecirc;ncia t&atilde;o acentuada nos &uacute;ltimos anos para a integra&ccedil;&atilde;o, consideramos pertinente a realiza&ccedil;&atilde;o de um estudo que investigasse como &eacute; feita esta integra&ccedil;&atilde;o por psico terapeutas portugueses e se a mesma tem em considera&ccedil;&atilde;o as caracter&iacute;sticas dos pacientes, de acordo com a literatura emp&iacute;rica. Defendemos que, para a compreens&atilde;o da responsividade ao paciente, &eacute; necess&aacute;rio ter em considera&ccedil;&atilde;o as suas caracter&iacute;sticas para al&eacute;m do diagn&oacute;stico, como o d&eacute;fice funcional e a complexidade do problema; o apoio social do paciente; a resist&ecirc;ncia; o estilo de <I>coping</I>; o estilo de vincula&ccedil;&atilde;o; entre outras (Beutler, Clarkin, &amp; Bongar, 2000; Castonguay &amp; Beutler, 2005; Moleiro, 2005), conforme tem sido testemunhado pela revis&atilde;o da literatura de mais de 50 anos de investiga&ccedil;&atilde;o em psicoterapia. </P >     <p>Assim, o presente estudo tem como objectivo geral contribuir para o aprofundamento da tem&aacute;tica da integra&ccedil;&atilde;o em psicoterapia no que se refere &agrave; explora&ccedil;&atilde;o da forma como psico terapeutas portugueses fazem uso de princ&iacute;pios de mudan&ccedil;a empiricamente validados, de forma a serem mais responsivos com cada cliente. &Eacute; o nosso objectivo compreender (1) como &eacute; feita a integra&ccedil;&atilde;o pelos psicoterapeutas portugueses, (2) se essa &eacute; feita de forma sistem&aacute;tica, (3) de forma baseada nos conhecimentos emp&iacute;ricos da investiga&ccedil;&atilde;o em psicoterapia respondendo &agrave;s caracte r&iacute;sticas de cada paciente em particular. </P >    <p><I>Integra&ccedil;&atilde;o em psicoterapia </I></P >    <p>A ideia de cria&ccedil;&atilde;o de pontes que atravessassem as diferentes orienta&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas foi brevemente considerada na d&eacute;cada de 30, mas s&oacute; em meados de 1980 &eacute; que come&ccedil;ou a ganhar popularidade (Norcross &amp; Goldfried, 2005). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto, apenas em 1967, Lazarus introduziu o conceito de &ldquo;eclectismo t&eacute;cnico&rdquo;, que se refere &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas de diferentes sistemas te&oacute;ricos sem que para isso tivessem que necessariamente aceitar as linhas te&oacute;ricas subjacentes aos mesmos. Assim, o princ&iacute;pio seria a utilidade das t&eacute;cnicas &ndash; o empirismo &ndash; e n&atilde;o as bases te&oacute;ricas. Estas ideias foram mais tarde expandidas e revistas no desenvolvimento do seu modelo multimodal (Lazarus, 1992). </P >    <p>Na investiga&ccedil;&atilde;o em psicoterapia, a d&eacute;cada de 70 foi marcada pelo trabalho seminal de Luborsky, Singer e Luborsky (1975), em que os autores analisaram as primeiras duas d&eacute;cadas de investiga &ccedil;&otilde;es controladas de psicoterapia. O resultado da an&aacute;lise de toda esta literatura foi intitulado de &ldquo;Veredicto do p&aacute;ssaro Dodo&rdquo; &ndash; &ldquo;<I>Todos ganham e todos merecem pr&eacute;mios</I>&rdquo;, uma alus&atilde;o ao c&eacute;lebre livro da <I>Alice no Pa&iacute;s das Maravilhas</I>. Estes autores n&atilde;o s&oacute; validaram que uma grande percen tagem de pacientes beneficiava significativamente com a psicoterapia, como ainda, Luborsky et al. (1975) determinaram que, entre estudos comparativos das diferentes formas de psicoterapia, n&atilde;o encontravam diferen&ccedil;as significativas sistem&aacute;ticas entre os modelos. Desta forma, defenderam que as diferentes formas de psicoterapia possu&iacute;am v&aacute;rios factores comuns &ndash; como a rela&ccedil;&atilde;o com o terapeuta, a sugest&atilde;o, a empatia, a credibilidade e o suporte, entre outros &ndash; e que seriam estes os respons&aacute;veis pela aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas entre os modelos no que diz respeito &agrave; sua efic&aacute;cia. </P >    <p>No ano de 1983, Beutler desenvolveu um modelo tendo por base a pergunta que se tornara cada vez mais proeminente (embora j&aacute; referida por Gordon Paul nos anos 60): &ldquo;Qual a terapia mais apropriada para que tipo de problema, por qual terapeuta, para que paciente?&rdquo; (Beutler, 1983). Nascia, assim, a psicoterapia ecl&eacute;ctica sistem&aacute;tica (<I>Systematic Treatment Selection</I>; STS; Beutler &amp; Clarkin, 1990), que seria uma tentativa de fazer corresponder os procedimentos e estrat&eacute;gias terap&ecirc;uticas aos padr&otilde;es e caracter&iacute;sticas do paciente, para al&eacute;m do seu diagn&oacute;stico, de uma forma sistem&aacute;tica e organizada (e n&atilde;o tentativa e erro ou simples &ldquo;intui&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica&rdquo;). Pretendia igualmente fazer uso de princ&iacute;pios que pudessem ser transversais a todos os modelos terap&ecirc;uticos, por integrarem conceitos e mecanismos comuns a todos eles. A STS (Beutler &amp; Clarkin, 1990; Beutler, Clarkin, &amp; Bongar, 2000) e a sua aplica&ccedil;&atilde;o &agrave; psicoterapia individual (intitulada &ldquo;Terapia Prescritiva&rdquo;; Beutler &amp; Harwood, 2000) evoluiu e sofreu altera&ccedil;&otilde;es ao longo de um conjunto de estudos e ensaios cl&iacute;nicos (como por exemplo o projecto CAT, NIDA, entre outros; ver Beutler, Moleiro, &amp; Harwood, 2003; Beutler, Moleiro, Malik, Harwood, et al., 2003; Moleiro, 2003). Come&ccedil;ou por ser uma abordagem de eclectismo t&eacute;cnico, que foi evoluindo para uma perspectiva de interven&ccedil;&otilde;es baseadas em princ&iacute;pios empiricamente validados. Assim, o resultado de revis&otilde;es te&oacute;ricas e emp&iacute;ricas, bem como estudos retrospectivos e prospectivos, conduziram &agrave; confirma&ccedil;&atilde;o de um conjunto de princ&iacute;pios com base nos quais qualquer psicoterapeuta, independentemente da sua orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e do tipo de psicopatologia apresentada pelo cliente, pode iniciar e conduzir uma interven&ccedil;&atilde;o eficaz. Eles permitem, deste modo, a selec&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias e procedimentos que poder&atilde;o facilitar a interven&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica e maximizar o seu sucesso. Pretendem, por isso, ser princ&iacute;pios flex&iacute;veis, baseados na investiga&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o exaustivos. Em seguida apresentamos alguns dos princ&iacute;pios de mudan&ccedil;a propostos por Beutler e Harwood (2000), na recente revis&atilde;o da STS: </P >     <blockquote>       <p>&ndash;O progn&oacute;stico est&aacute; positivamente relacionado com o suporte social, e negativamente associado ao d&eacute;fice funcional observado ou gravidade do quadro cl&iacute;nico. <br >     &ndash; A probabilidade e magnitude de mudan&ccedil;a s&atilde;o aumentadas nos clientes com problemas mais complexos ou cr&oacute;nicos pela utiliza&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es com m&uacute;ltiplos indiv&iacute;duos (grupo, fam&iacute;lia e casal). <br >     &ndash; Os clientes com maior d&eacute;fice funcional beneficiam de interven&ccedil;&otilde;es mais intensas (maior dura&ccedil;&atilde;o, maior frequ&ecirc;ncia, mais modalidades de interven&ccedil;&atilde;o, podendo inclusivamente recorrer a medica&ccedil;&atilde;o). <br >     &ndash; A mudan&ccedil;a terap&ecirc;utica ser&aacute; maior quando o terapeuta &eacute; competente e promove a confian&ccedil;a, aceita&ccedil;&atilde;o, valida&ccedil;&atilde;o, colabora&ccedil;&atilde;o e respeito na rela&ccedil;&atilde;o com o cliente, e o faz num ambiente apoiante e que promove maior seguran&ccedil;a. <br >     &ndash;A mudan&ccedil;a terap&ecirc;utica &eacute; mais prov&aacute;vel quando o cliente &eacute;, de alguma forma, exposto a objectos ou alvos de evitamento comportamental ou emocional. <br >     &ndash;A mudan&ccedil;a terap&ecirc;utica &eacute; maior quando o equil&iacute;brio relativo das interven&ccedil;&otilde;es favorece o uso de t&eacute;cnicas dirigidas &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o de sintomas ou aprendizagem de compet&ecirc;ncias com clientes externalizadores (caracterizados por impulsividade, orienta&ccedil;&atilde;o para a ac&ccedil;&atilde;o, procura de est&iacute;mulos, extrovers&atilde;o, entre outros), ou, favorece o uso de t&eacute;cnicas dirigidas para o insight e para a rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica com clientes internalizadores (habitualmente autoreflexivos, introvertidos, auto-cr&iacute;ticos, evitantes, entre outros). <br >     &ndash; 	A mudan&ccedil;a terap&ecirc;utica &eacute; maior quando a directividade do terapeuta e das interven&ccedil;&otilde;es est&aacute; inversamente relacionada com o n&iacute;vel de react&acirc;ncia do cliente. <br >     &ndash;A probabilidade de mudan&ccedil;a terap&ecirc;utica &eacute; maior quando o n&iacute;vel de desconforto emocional do cliente &eacute; moderado, isto &eacute;, n&atilde;o &eacute; nem excessivamente elevado, nem excessivamente baixo. Decorre deste princ&iacute;pio que deve ser feito o uso de interven&ccedil;&otilde;es ou t&eacute;cnicas que promovam a diminui&ccedil;&atilde;o da activa&ccedil;&atilde;o e/ou desconforto emocional com clientes cuja activa&ccedil;&atilde;o &eacute; muito elevada, e o aumento da experi&ecirc;ncia emocional com aqueles que denotam pouca ou nenhuma activa&ccedil;&atilde;o. </p> </blockquote>     <p><I>A integra&ccedil;&atilde;o em psicoterapia em Portugal </I></P >    <p>O movimento da integra&ccedil;&atilde;o em psicoterapia tem conhecido, em Portugal, nos &uacute;ltimos anos avan&ccedil;os bastante significativos. Estes avan&ccedil;os t&ecirc;m sido levados a cabo por um grupo de psicoterapeutas e investigadores, designadamente pelo contributo de Vasco (1999, 2008; Vasco, Santos, &amp; Silva, 2003). </P >    <p>Segundo um estudo desenvolvido por Vasco (1999), pode dizer-se que as orienta&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas mais comuns em Portugal s&atilde;o a anal&iacute;tica/din&acirc;mica e a cognitiva/comportamental, com uma representa tividade de cerca de 30% para cada uma. Existe uma menor percentagem de psico terapeutas, cerca de 11%, que usam modelos te&oacute;ricos de cariz sist&eacute;mico e humanista (designada mente, Rogerianos). Ainda, estima-se que existem cerca de 18% de psicoterapeutas que se identificam como integrativos, combinando diferentes orienta&ccedil;&otilde;es: cognitivo-comportamental/ /human&iacute;stica (13.22%); psicodin&acirc;mica/sist&eacute;mica (11.5%); cognitivo-comportamental/sist&eacute;mica (10.4%); e psicodin&acirc;mica/human&iacute;stica (9.3%). </P >    <p>Ainda num estudo levado a cabo por Vasco, Santos e Silva (2003) sobre as caracter&iacute;sticas dos psicoterapeutas portugueses, com uma amostra de 190 participantes, estes constataram que a orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica mais frequente foi a cognitiva-comportamental (30.2%), seguida, de perto, pela anal&iacute;tica-psicodin&acirc;mica (29.1%), e pela ecl&eacute;ctica (i.e., integra&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel das t&eacute;cnicas; 18.1%). Neste estudo um menor n&uacute;mero de psicoterapeutas referiu ser sist&eacute;mico (11.5%) e humanista (11%). Esta investiga&ccedil;&atilde;o revelou que a pr&aacute;tica psicoterap&ecirc;utica se efectua principalmente em contexto liberal, com uma m&eacute;dia de 14 pacientes semanais que se situam, em m&eacute;dia entre os 20 e os 49 anos. </P >    <p>Vasco, Santos e Silva (2003, p. 493) tra&ccedil;aram o perfil do psicoterapeuta portugu&ecirc;s da seguinte forma: &ldquo;(...) &eacute; do sexo feminino, tem forma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-graduada com uma dura&ccedil;&atilde;o de cinco anos, de orienta&ccedil;&atilde;o essencialmente psicodin&acirc;mica ou cognitiva, fez terapia pessoal, considerando-a muito importante para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica, exerce em regime liberal, na modalidade individual ou familiar, e os seus pacientes s&atilde;o maioritariamente adultos (entre os 20 e os 50 anos) com sintomatologia ligeira ou grave&rdquo;. Estes autores chamam a aten&ccedil;&atilde;o para o facto que, se tomarmos como termo de compara&ccedil;&atilde;o um estudo anterior sobre as caracter&iacute;sticas dos psicoterapeutas portugueses (Vasco, 1994), existem algumas diferen&ccedil;as dignas de destaque: &ldquo;(...) o aumento significativo do n&uacute;mero absoluto de terapeutas; o aumento da despropor&ccedil;&atilde;o entre terapeutas femininos e masculinos &ndash; maior n&uacute;mero de terapeutas do sexo feminino; um maior n&uacute;mero de terapeutas psic&oacute;logos, comparativamente &agrave;s outras profiss&otilde;es; um aumento do tempo de treino formal; um aumento do n&uacute;mero de terapeutas em supervis&atilde;o; um aumento do n&uacute;mero de terapeutas que recorre a terapia pessoal; um aumento do tempo m&eacute;dio de experi&ecirc;ncia dos psicoterapeutas; um aumento do n&uacute;mero de terapeutas em pr&aacute;tica privada; e um aumento do n&uacute;mero de terapeutas que se consideram integrativos&rdquo; (Vasco, Santos, &amp; Silva, 2003, p. 493). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mais recentemente, Vasco (2008) afirmou que o n&uacute;mero de psicoterapeutas que se consideram integrativos em Portugal pode ascender a mais de 25%, dependendo da forma como se define integra&ccedil;&atilde;o. Na sua investiga&ccedil;&atilde;o usando um crit&eacute;rio bastante exigente, obteve o valor de 18% (escolhendo valores acima de 3 numa escala de 0-5, sendo que as orienta&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas da mesma fam&iacute;lia n&atilde;o foram consideradas separadamente, como a cognitivo-comportamental). Todavia, se o crit&eacute;rio n&atilde;o fosse t&atilde;o rigoroso, este valor poderia situar-se por volta dos 80%. Sendo assim, pode-se afirmar que existe um interesse cada vez mais florescente e uma maior aceita&ccedil;&atilde;o das perspectivas integrativas em Portugal. </P >     <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Defini&ccedil;&atilde;o do problema e objectivos </I></P >    <p>A literatura especializada na &aacute;rea da integra&ccedil;&atilde;o em psicoterapia revela que h&aacute; uma aumento significativo do n&uacute;mero de psicoterapeutas que se identificam como integrativos ou ecl&eacute;cticos, ou que de algum modo fazem uso de t&eacute;cnicas e/ou conceitos derivados de distintos modelos te&oacute;ricos em psicoterapia. No entanto, a revis&atilde;o da literatura denota que o aumento do n&uacute;mero de modelos integrativos em psicoterapia foi igualmente significativo. Paralelamente, pouco sabemos acerca da forma como estes psicoterapeutas integrativos efectivamente fazem essa integra&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Simultaneamente, a literatura sobre investiga&ccedil;&atilde;o em psicoterapia das &uacute;ltimas d&eacute;cadas tem salientado o papel das pr&aacute;ticas baseadas na evid&ecirc;ncia, atrav&eacute;s do enfoque nas interven&ccedil;&otilde;es suportadas por estudos emp&iacute;ricos (Chambless et al., 1996; Nathan &amp; Gorman, 2002; Roth &amp; Fonagy, 2006). Nesse sentido, e em seguimento &agrave; STS, Castonguay e Beutler (2005) propuseram um conjunto de princ&iacute;pios de mudan&ccedil;a empiricamente validados. Estes constituem um trabalho de um conjunto de <I>experts </I>que derivou dos princ&iacute;pios do modelo de selec&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica, expandido para diferentes diagn&oacute;sticos: perturba&ccedil;&otilde;es depressivas, ansiosas, de abuso de subst&acirc;ncias e de personalidade. Este trabalho recente trouxe suporte quer para a ideia de que, independentemente da orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica, &eacute; poss&iacute;vel extrair um conjunto de princ&iacute;pios com base emp&iacute;rica que aumentam a probabilidade de benef&iacute;cios para os pacientes; quer para a import&acirc;ncia de sistematizar a forma como adequar as interven&ccedil;&otilde;es aos pacientes e &agrave;s suas caracter&iacute;sticas diagn&oacute;sticas e para al&eacute;m do diagn&oacute;stico. </P >    <p>Desta forma, o presente estudo tem como objectivo geral contribuir para o aprofundamento da tem&aacute;tica da integra&ccedil;&atilde;o em psicoterapia no que se refere &agrave; explora&ccedil;&atilde;o da forma como psicoterapeutas portugueses fazem uso de princ&iacute;pios de mudan&ccedil;a empiricamente validados, de forma a serem mais responsivos com cada cliente. &Eacute; o nosso objectivo compreender como &eacute; feita a integra&ccedil;&atilde;o pelos psicoterapeutas portugueses; se &eacute; realizada de forma sistem&aacute;tica; e se &eacute; baseada nos conhecimentos emp&iacute;ricos da investiga&ccedil;&atilde;o em psicoterapia respondendo &agrave;s caracter&iacute;sticas de cada paciente em particular. </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>A presente amostra foi constitu&iacute;da por 65 participantes, dos quais 62 eram psic&oacute;logos (95.5%), dois eram psiquiatras (3%) e uma participante era assistente social (1.5%). Estes psic&oacute;logos, psiquiatras e assistentes sociais exerciam a sua pr&aacute;tica cl&iacute;nica na &aacute;rea metropolitana da Grande Lisboa e foram contactados atrav&eacute;s das institui&ccedil;&otilde;es onde trabalhavam, como hospitais, centros de sa&uacute;de e consult&oacute;rios particulares; ou atrav&eacute;s das Sociedades ou Associa&ccedil;&otilde;es de Psicoterapia onde receberam forma&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica espec&iacute;fica ou treino psicoterap&ecirc;utico. </P >    <p>Da totalidade dos participantes, 48 (75%) eram do sexo feminino e 16 (25%) do sexo masculino (um/a participante n&atilde;o identificou o sexo). A m&eacute;dia de idades dos participantes foi de 32 anos. Dos 65 participantes neste estudo, 33 eram psicoterapeutas (51%), um participante era psicanalista (1.5%) e outro assistente social (1.5%), sendo que os restantes se identificaram como psic&oacute;logos cl&iacute;nicos. No que diz respeito &agrave;s suas especialidades, pode-se afirmar que 57 dos participantes eram da &aacute;rea de cl&iacute;nica, dois eram da &aacute;rea forense mas com forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea de cl&iacute;nica, e um dos participantes tinha especializa&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da pedopsiquiatria. Nenhuma outra especialidade foi identificada. Os participantes apresentaram um m&iacute;nimo de experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica de 6 meses (equivalente ao est&aacute;gio acad&eacute;mico) e um m&aacute;ximo de 20 anos, sendo que a m&eacute;dia de anos de pr&aacute;tica foi de cinco anos e sete meses. Relativamente ao treino dos participantes, 40 (62%) indicaram que se encontravam em treino e 25 (39%) referiram que n&atilde;o se encontram em treino. No que concerne &agrave; qualifica&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, 57 (88%) referiu possuir uma licenciatura de 5 anos e 8 (12%) dos participantes revelaram possuir o grau acad&eacute;mico de mestrado com 7 anos de forma&ccedil;&atilde;o. Dos 65 participantes neste estudo, 45 (69%) revelaram que pertencem a sociedades e 20 (31%) referiram que n&atilde;o pertencem a qualquer sociedade ou associa&ccedil;&atilde;o profissional. </P >    <p><I>Instrumento </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O instrumento utilizado na recolha dos dados foi um question&aacute;rio elaborado neste estudo sobre as pr&aacute;ticas dos psicoterapeutas portugueses constitu&iacute;do por perguntas de resposta aberta e fechada. Este teve por base dois question&aacute;rios j&aacute; largamente utilizados na literatura de investiga&ccedil;&atilde;o em psicoterapia. </P >    <p>A parte deste question&aacute;rio referente &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra foi baseada no &ldquo;<I>SPR Collaborative Research Network</I>&rdquo;, criado e dinamizado por David Orlinsky (ver Orlinsky &amp; Ronnestad, 2004) na Universidade de Chicago e na tradu&ccedil;&atilde;o do mesmo pelo grupo de investiga&ccedil;&atilde;o coordenado por Vasco e colegas (2003), intitulado &ldquo;Question&aacute;rio Comum dos Psicoterapeutas&rdquo;. A segunda parte do question&aacute;rio, referente &agrave;s pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas, foi desenvolvida com base no question&aacute;rio de Beutler, intitulado &rdquo;<I>STS Clinical Rating Form</I>&rdquo; (Beutler &amp; Harwood, 2000), recentemente adaptado por Moreira, Gon&ccedil;alves e Beutler (2005), denominado &ldquo;Protocolo de Avalia&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica (PAC-SST)&rdquo;. </P >    <p>No que concerne ao &ldquo;Question&aacute;rio Comum dos Psicoterapeutas&rdquo;, este faz parte dum estudo internacional sobre a identidade e o desenvolvimento dos psicoterapeutas, que vem sendo conduzido desde 1989 pelo &ldquo;<I>SPR Collaborative Research Network</I>&rdquo; (CRN) da <I>Society for Psychotherapy Research</I>. Este estudo foi utilizado em mais de 16 pa&iacute;ses no &ldquo;<I>International Study of the Development of Pscychotherapists</I>&rdquo; (Orlinsky &amp; Ronnestad, 2004). Destacamos os estudos publicados em Portugal e Espanha por Vasco e colegas (2003), e por Alonso, &Aacute;vila, Caro, Coscoll&aacute;, Rodriguez e Orlinsky (2006), respectivamente. Este question&aacute;rio &eacute; de auto-preenchimento e &eacute; composto por 440 itens, nos quais os psicoterapeutas respondem a quest&otilde;es sobre aspectos relativos ao seu treino profissional, experi&ecirc;ncia profissional, desenvolvimento como psicoterapeutas, terapia pessoal, orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica, desenvolvimento actual, pr&aacute;tica actual, trabalho terap&ecirc;utico actual, caracter&iacute;sticas pessoais e opini&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; psicoterapia em Portugal. No nosso estudo, apenas a sec&ccedil;&atilde;o referente aos dados demogr&aacute;ficos e &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o da orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica. </P >    <p>No que respeita ao &ldquo;Protocolo de Avalia&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica (PAC-SST)&rdquo; (ver Beutler &amp; Harwood, 2000), adaptado por Moreira, Gon&ccedil;alves e Beutler (2005), este &eacute; constitu&iacute;do por 44 itens e &eacute; composto por v&aacute;rias sec&ccedil;&otilde;es, a saber: o historial do paciente, o suporte social, o sofrimento e severidade subjectivos, a complexidade do problema, a personalidade e estilo de <I>coping</I>, e por &uacute;ltimo, a resist&ecirc;ncia do paciente. </P >    <p>Assim, relativamente ao instrumento utilizado para o nosso estudo, este foi composto por 63 itens e apresentou na sua constitui&ccedil;&atilde;o uma primeira parte de quest&otilde;es relativas aos dados demogr&aacute;ficos, ao treino profissional, orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e pr&aacute;tica psicoterap&ecirc;utica actual, que foram baseados no &ldquo;Question&aacute;rio Comum dos Psicoterapeutas&rdquo;, adaptado por Vasco e colegas (2003). O nosso objectivo nesta primeira parte do question&aacute;rio foi a caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra. Para a identifica&ccedil;&atilde;o da orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica do psicoterapeuta, no presente e no passado, era colocada a pergunta &ldquo;At&eacute; que ponto orienta a sua pr&aacute;tica terap&ecirc;utica [actual/passada] por cada uma das perspectivas te&oacute;ricas seguintes?&rdquo;, colocando-se a possibilidade de identificarem para cada orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica o seu grau de identifica&ccedil;&atilde;o numa escala de Likert de 0 (zero, correspondente a nada) a 5 (correspondente a muito). As op&otilde;es inclu&iacute;am Psicanal&iacute;tica/Psicodin&acirc;mica, Comporta mental, Cognitiva, Humanista, Sist&eacute;mica, Integrativa ou Ecl&eacute;ctica, bem como a possibilidade de serem acrescentados outros modelos. A segunda parte do nosso instrumento tinha como objectivo perceber se os psicoterapeutas fazem essa integra&ccedil;&atilde;o de forma baseada nos conhecimentos emp&iacute;ricos da investiga&ccedil;&atilde;o em psicoterapia respondendo &agrave;s caracter&iacute;sticas de cada paciente em particular &ndash; 13 itens a que chamados &ldquo;escala de responsividade integrativa&rdquo; &agrave;s caracter&iacute;sticas do paciente. Para tal, base&aacute;mo-nos no &ldquo;Protocolo de Avalia&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica (PAC-SST)&rdquo;, adaptado por Moreira, Gon&ccedil;alves e Beutler (2005), no sentido de construirmos quest&otilde;es fechadas e abertas em que os participantes pudessem referir como t&ecirc;m em conta nas suas interven&ccedil;&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas vari&aacute;veis como o diagn&oacute;stico, o n&iacute;vel de sofrimento subjectivo, o d&eacute;fice funcional, a sensibilidade interpessoal, a complexidade do problema, a rede de apoio social, a resist&ecirc;ncia do paciente, o estilo de <I>coping</I>, o estilo de vincula&ccedil;&atilde;o, o estilo de comunica&ccedil;&atilde;o, o est&aacute;dio de mudan&ccedil;a e o <I>insight </I>dos pacientes. Em seguida apresentamos dois exemplos de quest&otilde;es de resposta fechada: &ldquo;Com que frequ&ecirc;ncia considera o est&aacute;dio de mudan&ccedil;a (fase de prepara&ccedil;&atilde;o para efectuar mudan&ccedil;as) do paciente na escolha das interven&ccedil;&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas?&rdquo;; e &ldquo;Com que frequ&ecirc;ncia considera o estilo de vincula&ccedil;&atilde;o (representa&ccedil;&otilde;es internas das rela&ccedil;&otilde;es significativas que se reflectem nos comportamentos) do paciente na escolha das interven&ccedil;&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas?&rdquo;. Estas quest&otilde;es de resposta fechada eram respondidas numa escala de Likert, de 0 a 5, mantendo a consist&ecirc;ncia no estilo de resposta com a primeira sec&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio. Seguidamente a cada uma destas quest&otilde;es, era apresentada uma pergunta aberta &ldquo;De que forma considera o est&aacute;dio de mudan&ccedil;a (...)?&rdquo; ou &ldquo;De que forma utiliza o estilo de vincula&ccedil;&atilde;o na escolha das suas interven&ccedil;&otilde;es?&rdquo;. No que diz respeito &agrave;s quest&otilde;es de resposta aberta, estas tinham um espa&ccedil;o para os participantes poderem escrever as suas respostas, de acordo com a pergunta formulada. </P >    <p>O conte&uacute;do e formula&ccedil;&atilde;o dos itens integrantes da vers&atilde;o final do question&aacute;rio foram elaborados ap&oacute;s o pr&eacute;-teste de uma vers&atilde;o &ldquo;piloto&rdquo;, junto de uma popula&ccedil;&atilde;o constitu&iacute;da por quinze profissionais (psic&oacute;logos e psiquiatras). Por fim, essa vers&atilde;o foi apresentada a um conjunto de tr&ecirc;s <I>experts </I>que a criticaram, e s&oacute; ent&atilde;o a vers&atilde;o final foi elaborada. </P >    <p><I>Procedimento </I></P >    <p>Os question&aacute;rios foram distribu&iacute;dos em hospitais, centros de sa&uacute;de, consult&oacute;rios particulares e Associa&ccedil;&otilde;es ou Sociedade de Psicoterapia, na regi&atilde;o metropolitana da Grande Lisboa. Cerca de 200 question&aacute;rios foram distribu&iacute;dos, constituindo-se a taxa de resposta na ordem dos 32.5%. Aos participantes foi pedido para assinalarem as suas respostas, fazerem um c&iacute;rculo na melhor alternativa ou para elaborarem uma breve resposta escrita, sendo que n&atilde;o existiam respostas certas ou erradas. A participa&ccedil;&atilde;o dos psicoterapeutas foi volunt&aacute;ria, sendo assegurado o anonimato dos seus dados pessoais e das suas respostas, de acordo com os c&oacute;digos de &eacute;tica e deontol&oacute;gicos internacionais (APA, 2002; FEAP, 1995). Assim que os question&aacute;rios estavam devidamente preenchidos, o investigador era chamado aos locais de entrega dos mesmos para proceder &agrave; sua recolha. </P >    <p>Os resultados quantitativos da medida foram analisados com recurso ao programa de an&aacute;lise estat&iacute;stica SPSS. O processo de an&aacute;lise de dados qualitativos foi feito atrav&eacute;s da an&aacute;lise de conte&uacute;do (Bauer, 2000). Para esse efeito, todas as respostas a perguntas abertas foram transcritas. A an&aacute;lise de conte&uacute;do pretendeu reduzir o texto a segmentos com significado. Desta forma, a an&aacute;lise de conte&uacute;do cont&eacute;m dois aspectos importantes: (1) um elemento de car&aacute;cter mais mec&acirc;nico, que se prende com a divis&atilde;o dos dados em unidades e sub-divis&atilde;o ou organiza&ccedil;&atilde;o em categorias; e (2) um outro elemento de car&aacute;cter mais interpretativo, que envolve a determina&ccedil;&atilde;o do significado destas categorias no que diz respeito aos objectivos do estudo (Millward, 1995). As categorias de informa&ccedil;&atilde;o foram derivadas de forma mista, isto &eacute;, por um lado, aberta &agrave; informa&ccedil;&atilde;o que surgia a partir dos dados (i.e., transcri&ccedil;&otilde;es) e, por outro lado, guiada pela literatura. Assim, &agrave; medida que as respostas foram sendo analisadas foram surgindo, atrav&eacute;s das respostas dos participantes, diversas categorias que foram posteriormente listadas. Foi feita a descri&ccedil;&atilde;o de cada categoria, posteriormente as categorias comparadas entre participantes de forma a perceber quais os temas mais reportados. Por fim, a contagem da frequ&ecirc;ncia de cada categoria foi realizada, seguindo uma metodologia de an&aacute;lise de conte&uacute;do quantitativa (Bauer, 2000). </P >    <p>RESULTADOS </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apresentam-se em primeiro lugar os resultados descritivos respeitantes &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica identificada pelos participantes neste estudo (<a href="#t1">Tabela 1</a>). A maior parte referiu que se orienta actualmente por uma linha psicanal&iacute;tica/psicodin&acirc;mica, sendo que em segundo e em terceiro lugares se apresentaram as linhas cognitiva e humanista, respectivamente, como sendo as mais utilizadas. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a03t1.jpg" width="553" height="203"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Como pode ser observado na <a href="#t1">Tabela 1</a>, numa escala de 0 a 5, a m&eacute;dia dos participantes que referiram seguir actualmente uma orienta&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica/psicodin&acirc;mica foi 3.14. A m&eacute;dia relativa ao modelo te&oacute;rico psicanal&iacute;tico/psicodin&acirc;mico no in&iacute;cio a sua carreira era 2.98. No que diz respeito &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica cognitiva, esta obteve uma m&eacute;dia actual de 2.91, enquanto a orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica humanista encontrou uma m&eacute;dia de 2.56 As m&eacute;dias actuais mais baixas foram encontradas na linha de orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica comportamental (2.26) e sist&eacute;mica (1.89). Finalmente, no que concerne &agrave; m&eacute;dia dos participantes que referiram seguir actualmente uma orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica integrativa/ecl&eacute;ctica, esta foi de 3.21. </P >    <p>Dos participantes que referiram identificar a sua pr&aacute;tica com cada orienta&ccedil;&atilde;o acima do ponto m&eacute;dio da escala (i.e., 3-5), a maioria (77%) indicou pertencer a uma sociedade. Designadamente, 72% dos participantes que subscreveram o modelo psicodin&acirc;mico/anal&iacute;tico indicaram pertencer a uma sociedade, bem como 81% dos comportamentais, 76% dos cognitivos, 77% dos humanistas, 82% dos sist&eacute;micos e 75% dos integrativos. Paralelamente, foi calculada percentagem de participantes que referiram identificar a sua pr&aacute;tica com cada orienta&ccedil;&atilde;o acima do ponto m&eacute;dio da escala (i.e., 3-5) com o facto de se encontrar em forma&ccedil;&atilde;o. Assim, verificou-se que 59% dos se identificaram bastante ou muito com o modelo psicodin&acirc;mico/anal&iacute;tico, 56% dos comporta mentais, 57% dos cognitivos, 54% dos humanistas, 52% dos sist&eacute;micos e 47% dos integrativos afirmaram encontrar-se em forma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-graduada. </P >    <p>A an&aacute;lise dos resultados em termos das interven&ccedil;&otilde;es reportadas pelos psicoterapeutas iniciou-se atrav&eacute;s do estudo do pr&oacute;prio question&aacute;rio e das suas caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas. A an&aacute;lise psicom&eacute;trica dos 13 itens que constitu&iacute;ram a escala de responsividade integrativa &agrave;s caracter&iacute;sticas do cliente revelou que o alfa de Cronbach foi 0.929. Este valor foi revelador de uma excelente consist&ecirc;ncia entre os itens, sendo que as correla&ccedil;&otilde;es entre cada item e o total variaram entre 0.546 e 0.802. </P >    <p>Foram calculadas as m&eacute;dias e o desvio-padr&atilde;o para cada um dos itens e para a escala total de responsividade. Esses resultados s&atilde;o apresentados na <a href="#t2">Tabela 2</a>. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a03t2.jpg" width="553" height="296"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>Nesta tabela salientou-se o facto de que as vari&aacute;veis que tiveram uma m&eacute;dia mais elevada (i.e., as que mais frequentemente s&atilde;o consideradas pelos cl&iacute;nicos) foram o sofrimento subjectivo/ /sofrimento ps&iacute;quico (3.56), o <I>insight </I>(3.50) e a complexidade/cronicidade (3.31). As vari&aacute;veis que tiveram as m&eacute;dias mais baixas foram o Eixo I (1.97), o Eixo II (2.13) e o estilo de comunica&ccedil;&atilde;o (2.64), respectivamente. O total de responsividade de todos os itens foi 2.99, num m&aacute;ximo de 5. </P >    <p>A quest&atilde;o referente &agrave; compara&ccedil;&atilde;o entre grupos de psicoterapeutas que se identificavam com diferentes orienta&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas foi explorada atrav&eacute;s de correla&ccedil;&otilde;es. Este facto deveu-se &agrave; forma como a identifica&ccedil;&atilde;o com cada orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica foi avaliada, num cont&iacute;nuo entre 0 e 5, podendo incluir simultaneamente elementos de v&aacute;rias escolas te&oacute;ricas, ao contr&aacute;rio de outros estudos onde a orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica se avalia de forma categorial e mutuamente exclusiva. Assim, sendo quer a vari&aacute;vel &ldquo;orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica&rdquo;, quer a vari&aacute;vel &ldquo;responsividade integrativa&rdquo; de car&aacute;cter cont&iacute;nuo, foi estudada a sua associa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de correla&ccedil;&otilde;es. Os resultados s&atilde;o apresentados na <a href="#t3">Tabela 3</a>. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="t3">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a03t3.jpg" width="553" height="203"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>De acordo com a <a href="#t3">Tabela 3</a>, verificou-se que a identifica&ccedil;&atilde;o com a orienta&ccedil;&atilde;o humanista estava positivamente associada &agrave; responsividade integrativa (<I>r</I>=.46, <I>p</I>&lt;.01). O mesmo foi encontrado para a identifica&ccedil;&atilde;o com a orienta&ccedil;&atilde;o integrativa (<I>r</I>=.33, <I>p</I>&lt;.01). Por outras palavras, quanto mais humanistas ou quanto mais integrativos se identificavam os psicoterapeutas, maiores os seus resultados no &iacute;ndice de responsividade ao paciente. Por seu lado, a identifica&ccedil;&atilde;o com a orienta&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica ou anal&iacute;tica, comportamental, cognitiva, e sist&eacute;mica n&atilde;o se revelaram associadas de forma significativa com a responsividade (<I>r</I>=.28, <I>r</I>=.29, <I>r</I>=.13, <I>ns</I>, respectivamente). Dito de outro modo, psicoterapeutas que indicaram valores mais elevados na identifica&ccedil;&atilde;o com estas orienta&ccedil;&otilde;es tiveram resultados muito vari&aacute;veis na escala de responsividade, n&atilde;o estando nem positiva, nem negativamente associados a esta. </P >    <p>A <a href="#t3">Tabela 3</a> revelou ainda a associa&ccedil;&atilde;o negativa e forte entre a identifica&ccedil;&atilde;o com a orienta&ccedil;&atilde;o psicodin&acirc;mica ou anal&iacute;tica, e a identifica&ccedil;&atilde;o com outras orienta&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas, nomeadamente a comportamental (<I>r</I>=-.67, <I>p</I>&lt;.01), a cognitiva (<I>r</I>=-.64, <I>p</I>&lt;.01) e a humanista (<I>r</I>=-.57, <I>p</I>&lt;.01). Este resultado revelou que os psicoterapeutas din&acirc;micos que participaram neste estudo tenderam a n&atilde;o se identificar com as restantes orienta&ccedil;&otilde;es. Do mesmo modo, pode afirmar-se que os psico terapeutas que subscreveram com valores mais elevados as orienta&ccedil;&otilde;es comportamental, cognitiva e humanista revelaram identificar-se menos com a orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica anal&iacute;tica/din&acirc;mica. </P >    <p>Um outro conjunto de modelos surgiu associado de forma positiva. Os psicoterapeutas que reportaram valores mais elevados para a orienta&ccedil;&atilde;o comportamental, cognitiva, humanista e sist&eacute;mica revelaram identificar-se significativamente tamb&eacute;m com os outros modelos (correla&ccedil;&otilde;es entre <I>r</I>=.40 e <I>r</I>=.88, <I>p</I>&lt;.01). Contudo, estes psicoterapeutas n&atilde;o se identificaram necessariamente como integrativos, sendo essa correla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o significativa. </P >    <p>Das respostas qualitativas dos cl&iacute;nicos, salientamos as referentes ao tipo de integra&ccedil;&atilde;o efectuada pelos participantes. As respostas a essa quest&atilde;o foram analisadas e s&atilde;o apresentadas na <a href="#t4">Tabela 4</a>. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P ><a name="t4">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a03t4.jpg" width="553" height="252"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Evidenciou-se o facto de que 22 dos participantes (46%) que responderam &agrave; quest&atilde;o (<I>n</I>=47) referiram que o tipo de integra&ccedil;&atilde;o que fazem das v&aacute;rias t&eacute;cnicas terap&ecirc;uticas depende do tipo de problem&aacute;tica e dos pacientes, e que o fazem mantendo-se na mesma linha te&oacute;rica. Dezoito (38%) dos participantes referiram que a escolha das diferentes t&eacute;cnicas depende do tipo de problem&aacute;tica e dos pacientes, mas que integram linhas te&oacute;ricas diferentes, momento a momento em terapia. </P >    <p>Por outro lado, dois psicoterapeutas (4%) referiram que a sua integra&ccedil;&atilde;o &eacute; feita com base num &ldquo;modelo &uacute;nico&rdquo; e um terapeuta (2%) referiu que integra&ccedil;&atilde;o &eacute; feita &ldquo;com bom senso e com bom gosto&rdquo;. </P >    <p>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS </P >    <p>O presente estudo procurou explorar e descrever a forma como uma amostra de psicoterapeutas portugueses, na &aacute;rea metropolitana de Lisboa, integram interven&ccedil;&otilde;es de diversos modelos psicoterap&ecirc;uticos. O seu objectivo geral foi investigar se a integra&ccedil;&atilde;o era feita de forma sistem&aacute;tica, responsiva &agrave;s caracter&iacute;sticas dos pacientes, e baseada na evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica. </P >    <p>Em primeiro lugar, os dados revelam que a orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica dos psicoterapeutas foi bastante diversa, encontrando-se de um modo geral uma semelhan&ccedil;a entre a orienta&ccedil;&atilde;o identificada no in&iacute;cio da pr&aacute;tica cl&iacute;nica e na experi&ecirc;ncia profissional actual. Contudo, a orienta&ccedil;&atilde;o comportamental foi a &uacute;nica orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica que revelou um aparente decr&eacute;scimo no n&uacute;mero de participantes, entre a identifica&ccedil;&atilde;o do modelo te&oacute;rico comportamental no passado e no presente. Evidenciou-se tamb&eacute;m que, de todas as orienta&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas, o modelo integrativo/ecl&eacute;ctico foi o que se apresentou como sendo mais utilizado actualmente pelos psicoterapeutas do nosso estudo, seguido dos modelos psicodin&acirc;mico e cognitivo. Estes resultados encontram-se genericamente em conson&acirc;ncia com o estudo de Vasco, Santos e Silva (2003), &agrave; excep&ccedil;&atilde;o do facto de que, no nosso estudo, foi a orienta&ccedil;&atilde;o integrativa/ecl&eacute;ctica a mais frequente. Os psicoterapeutas que mais se identificaram com a orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica din&acirc;mica/psicanal&iacute;tica foram os que indicaram orientar menos a sua pr&aacute;tica por outros modelos te&oacute;ricos. Os psicoterapeutas que mais se identificaram com a orienta&ccedil;&atilde;o comportamental, cognitiva, humanista e sist&eacute;mica referiram identificar-se com os outros modelos, mas foram os que menos subscreveram o modelo din&acirc;mico/psicanal&iacute;tico. Estes dados s&atilde;o igualmente consistentes com os resultados do estudo de Vasco (1992), no qual este autor concluiu que &ldquo;tomados em conjunto, os dados portugueses relativos &agrave;s combina&ccedil;&otilde;es e tipo de eclectismo revelam que a amplitude do eclectismo portugu&ecirc;s &eacute; bastante limitada, dado que as combina&ccedil;&otilde;es mais frequentes s&atilde;o constitu&iacute;das por perspectivas aparentadas&rdquo; (Vasco, 1992, p. 267). </P >    <p>Salientamos, por&eacute;m, que a identifica&ccedil;&atilde;o da orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica dos psicoterapeutas n&atilde;o assume, de nenhum modo, que estes constituam grupos homog&eacute;neos. A vis&atilde;o desta complexidade e diversi dade de formas de exercer a sua pr&aacute;tica cl&iacute;nica &eacute; traduzida na pr&oacute;pria forma como esta vari&aacute;vel foi avaliada, neste estudo e muitos outros (Alonso, &Aacute;vila, Caro, Coscoll&aacute;, Rodriguez, &amp; Orlinsky, 2006; Orlinsky &amp; Ronnestad, 2004; Vasco et al 2003), permitindo uma gradua&ccedil;&atilde;o da identifica&ccedil;&atilde;o, bem como identifica&ccedil;&otilde;es a m&uacute;ltiplos modelos simultaneamente. Este facto &eacute; consistente, por exemplo, com os resultados de estudos recentes que revelam que psicoterapeutas cognitivocomportamentais (ver Malik, Beutler, Alimohamed, Gallagher-Thompson, &amp; Thompson, 2003) e psicoterapeutas din&acirc;micos e psicanalistas (ver Sandell, Blomberg, Lazar, Carlson, Broberg, &amp; Schubert, 2000) constituem grupos heterog&eacute;neos e que fazem uso de um diversificado conjunto de t&eacute;cnicas. </P >    <p>Os psicoterapeutas que se identificaram mais com as orienta&ccedil;&otilde;es humanista e os integrativa reportaram, de acordo com as suas respostas aos itens que compunham o &iacute;ndice de responsividade, a ser mais responsivos &agrave;s caracter&iacute;sticas do paciente. Por seu lado, a identifica&ccedil;&atilde;o com a orienta&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica ou anal&iacute;tica, comportamental, cognitiva, e sist&eacute;mica n&atilde;o se revelou associada de forma significativa com a responsividade. Por outras palavras, os psicoterapeutas que mais se identificam com estas &uacute;ltimas orienta&ccedil;&otilde;es apresentam uma grande variabilidade no que diz respeito &agrave; forma como adequam as suas interven&ccedil;&otilde;es a cada paciente, existindo aqueles que fazem um ajustamento responsivo &agrave;s caracter&iacute;sticas dos pacientes e aqueles que n&atilde;o o fazem de forma habitual. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste estudo revelou-se que a maioria dos psicoterapeutas referiu que o tipo de integra&ccedil;&atilde;o das v&aacute;rias t&eacute;cnicas terap&ecirc;uticas depende do tipo de problem&aacute;tica e dos pacientes, e que o fazem mantendo-se na mesma linha te&oacute;rica. Uma percentagem menor de terapeutas referiu que a escolha das diferentes t&eacute;cnicas depende do tipo de problem&aacute;tica dos pacientes, integrando t&eacute;cnicas de modelos de orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica diferente, momento a momento em terapia. Este tipo de integra&ccedil;&atilde;o &eacute; consistente com o &ldquo;modelo de complementaridade paradigm&aacute;tica&rdquo; (Vasco &amp; Concei&ccedil;&atilde;o, s.d.). </P >    <p>De facto, tendo como referente os princ&iacute;pios de mudan&ccedil;a em psicoterapia baseados no modelo integrativo de selec&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica propostos por Beutler e Harwood (2000), foram poucos os psicoterapeutas que mostraram fundamentar a escolha das suas t&eacute;cnicas de interven&ccedil;&atilde;o em princ&iacute;pios validados por dados emp&iacute;ricos. </P >    <p>Assim, relativamente &agrave; rede de apoio social, salienta-se que a maior parte dos psicoterapeutas referiu que &ldquo;a rede social traz benef&iacute;cios para o trabalho terap&ecirc;utico&rdquo;, sem que explicassem de que forma. Como Beutler e Harwood (2000) referiram, o progn&oacute;stico encontra-se positivamente relacionado com o apoio social, e negativamente associado ao d&eacute;fice funcional. </P >    <p>De outro modo, tamb&eacute;m em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; complexidade/cronicidade, nenhum terapeuta referiu que a probabilidade ou magnitude de mudan&ccedil;a podem ser aumentadas pela utiliza&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplos indiv&iacute;duos (grupo, fam&iacute;lia, casal), sendo que apenas alguns psicoterapeutas revelaram que esta vari&aacute;vel pode ser genericamente utilizada como preditor de mudan&ccedil;a. </P >    <p>Por outro lado, relativamente ao d&eacute;fice funcional, pode-se afirmar que a maior parte dos psico terapeutas est&atilde;o em parte em conson&acirc;ncia com Beutler e Harwood (2000), pois afirmaram que utilizavam o d&eacute;fice funcional para determinar a escolha das t&eacute;cnicas de interven&ccedil;&atilde;o, integrando modelos te&oacute;ricos diferentes. De facto, estes autores afirmaram que os pacientes com maior d&eacute;fice funcional beneficiam de interven&ccedil;&otilde;es mais intensas e com mais modalidades de interven&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>No que concerne ao estilo de <I>coping</I>, Beutler e Harwood (2000) afirmaram que &ldquo;a mudan&ccedil;a &eacute; maior quando o equil&iacute;brio relativo das interven&ccedil;&otilde;es favorece o uso de t&eacute;cnicas dirigidas &agrave; elimi na&ccedil;&atilde;o de sintomas ou aprendizagem de compet&ecirc;ncias com clientes externalizadores, ou, favorece o uso de t&eacute;cnicas dirigidas para o <I>insight </I>e para a rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica com internaliza dores&rdquo;. No nosso estudo, a maioria dos psicoterapeutas encontra-se alinhada com este princ&iacute;pio, embora n&atilde;o na totalidade, pois referem a utiliza&ccedil;&atilde;o dos estilos de <I>coping </I>apenas para fazer o levantamento das estrat&eacute;gias adequadas que o paciente usa, no sentido de as validar ou promover (ou no seu inverso, no sentido da invalida&ccedil;&atilde;o ou elimina&ccedil;&atilde;o). </P >     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vari&aacute;vel resist&ecirc;ncia, alguns participantes no nosso estudo indicaram a utiliza&ccedil;&atilde;o desta vari&aacute;vel para &ldquo;ajustar a postura&rdquo; do psicoterapeuta, o que parece poder coadunar-se (embora de forma muito lata) com o princ&iacute;pio de mudan&ccedil;a que refere que a mudan&ccedil;a terap&ecirc;utica &eacute; maior quando a directividade do terapeuta e das interven&ccedil;&otilde;es est&aacute; inversamente relacionada com o n&iacute;vel de react&acirc;ncia do cliente (Beutler &amp; Harwood, 2000). </P >    <p>No que respeita ao sofrimento subjectivo, Beutler e Harwood (2000) referem &ldquo;que a probabi lidade de mudan&ccedil;a terap&ecirc;utica &eacute; maior quando o n&iacute;vel de desconforto emocional do cliente &eacute; moderado, isto &eacute;, n&atilde;o &eacute; nem excessivamente elevado, nem excessivamente baixo. Decorre deste princ&iacute;pio que deve ser feito o uso de interven&ccedil;&otilde;es ou t&eacute;cnicas que promovam a diminui&ccedil;&atilde;o da activa&ccedil;&atilde;o e/ou desconforto emocional com clientes cuja activa&ccedil;&atilde;o &eacute; muito elevada, e o aumento da experi&ecirc;ncia emocional com aqueles que denotam pouca ou nenhuma activa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Dos participantes da nossa investiga&ccedil;&atilde;o, salienta-se que uma parte significativa referiu utilizar esta vari&aacute;vel para determinar as t&eacute;cnicas de interven&ccedil;&atilde;o, integrando modelos te&oacute;ricos distintos, embora n&atilde;o tenha referido que tipo de t&eacute;cnicas, nem de que forma. </P >    <p>Segundo Meyer e Pilkonis (2002, citados por Moleiro, 2005), os pacientes com vincula&ccedil;&otilde;es seguras beneficiam mais da psicoterapia, sendo que os dismissivos [<I>dismissive; </I>padr&atilde;o de vincula&ccedil;&atilde;o obtido atrav&eacute;s na an&aacute;lise da <I>Adult Attachment Interview</I>, AAI] podem necessitar de interven&ccedil;&otilde;es mais activas na promo&ccedil;&atilde;o da express&atilde;o emocional e os preocupados podem precisar de maior conten&ccedil;&atilde;o afectiva. De acordo com o nosso estudo, alguns psicoterapeutas revelaram utilizar o estilo de vincula&ccedil;&atilde;o para perceber o padr&atilde;o de vincula&ccedil;&atilde;o do paciente e para que o mesmo fosse interpretado na rela&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica. Todavia, n&atilde;o explicaram de que forma fazem uso dessa &ldquo;interpreta&ccedil;&atilde;o&rdquo;. </P >     <p>No que concerne &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do est&aacute;dio de mudan&ccedil;a, salientamos o facto de alguns psicoterapeutas terem referido a utiliza&ccedil;&atilde;o desta vari&aacute;vel para chegarem &agrave; fase de ac&ccedil;&atilde;o, embora nenhum dos participantes tenha explicado de que forma. Assim, neste estudo, nenhum dos psicoterapeutas referiu a utiliza&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas, cognitivas ou experienciais para os primeiros dois est&aacute;dios de mudan&ccedil;a (pr&eacute;-contempla&ccedil;&atilde;o e contempla&ccedil;&atilde;o), como postulado pelo modelo transte&oacute;rico (Prochaska &amp; Norcross, 2002). De igual modo, os participantes n&atilde;o referiram o uso preferencial de t&eacute;cnicas comportamentais e existenciais com pacientes nos est&aacute;dios de ac&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o (Prochaska &amp; Norcross, 2002). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; de referir que o presente estudo levanta quest&otilde;es de implica&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas, pr&aacute;ticas, e de forma&ccedil;&atilde;o dos psicoterapeutas portugueses. Ao n&iacute;vel &eacute;tico, s&atilde;o diversos os c&oacute;digos deontol&oacute;gicos em psicologia que defendem que os psic&oacute;logos devem basear o seu trabalho no conhecimento cient&iacute;fico e profissional estabelecido na disciplina, esfor&ccedil;ando-se por garantir n&iacute;veis altos de compet&ecirc;ncia no seu trabalho (ver e.g., APA, 2002; , 2005). A necessidade de forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e de tomar conhecimento de avan&ccedil;os cr&iacute;ticos ao n&iacute;vel te&oacute;rico e emp&iacute;rico encontra-se intrinsecamente associada ao princ&iacute;pio da compet&ecirc;ncia e &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de <I>boas pr&aacute;ticas</I>. Deste modo, parece-nos importante salientar a relev&acirc;ncia de uma pr&aacute;tica &eacute;tica em psicoterapia, informada na ci&ecirc;ncia. </P >    <p>Considera-se de vital import&acirc;ncia que os psicoterapeutas se mantenham criticamente atentos &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o e inova&ccedil;&otilde;es em psicoterapia, para que desta forma possam suportar as suas decis&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas, momento a momento em psicoterapia, em dados emp&iacute;ricos fundamentados. Como afirmou Vasco (1992, p. 310), &ldquo;os futuros terapeutas deveriam ser encorajados a dar um peso significativo &agrave; sua filosofia e valores pessoais na escolha de orienta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica, sem esquecer, obviamente, a efic&aacute;cia diferencial dos diferentes tipos de interven&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Este movimento, j&aacute; referido anteriormente, tem-se traduzido num crescimento das pr&aacute;ticas baseadas na evid&ecirc;ncia (Chambless et al., 1996; Nathan &amp; Gorman, 2002; Roth &amp; Fonagy, 2006). Tendo este movimento come&ccedil;ado dentro do territ&oacute;rio da medicina, este tem igualmente marcado de forma significativa a pr&aacute;tica da psicologia cl&iacute;nica e da psicoterapia, particularmente nos pa&iacute;ses anglo-sax&oacute;nicos. </P >    <p>As limita&ccedil;&otilde;es do nosso estudo sugerem que a futura explora&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise das vari&aacute;veis tratadas deve efectuar-se com amostras de maior dimens&atilde;o. A generaliza&ccedil;&atilde;o e representatividade dos resultados encontra-se limitada pela amostra (tamanho e homegeneidade geogr&aacute;fica). Refere-se tamb&eacute;m que seria interessante fazer estudos com metodologias longitudinais no sentido de explorar a forma como os psicoterapeutas desenvolvem ao longo do tempo a integra&ccedil;&atilde;o de diversas t&eacute;cnicas na sua pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Para al&eacute;m disso, o instrumento utilizado foi baseado em medidas de autopreenchimento, que se encontram sempre sujeitas a distor&ccedil;&otilde;es e a enviesamentos associados &agrave; desejabilidade social. N&atilde;o houve, por isso, um controlo sobre a forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica p&oacute;s-graduada dos mesmos em escolas de psicoterapia, nem a perten&ccedil;a a sociedades espec&iacute;ficas. Salienta-se tamb&eacute;m como limita&ccedil;&atilde;o o facto da an&aacute;lise qualitativa dos dados ser realizada pelo investigador, que n&atilde;o &eacute; <I>cego </I>&agrave;s hip&oacute;teses da investiga&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o tendo sido poss&iacute;vel a codifica&ccedil;&atilde;o por um juiz independente para verificar o consenso entre ju&iacute;zes. </P >    <p>Deste modo, consideramos importante este estudo ser replicado com uma amostra maior, tendo por objectivo a extens&atilde;o da representatividade dos resultados e consequente caracteriza&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica cl&iacute;nica dos psicoterapeutas portugueses. Estudos futuros de vari&aacute;veis pessoais e profissionais dos psicoterapeutas constituem o caminho mais promissor para a compreens&atilde;o da figura do psicoterapeuta e para o desenvolvimento epistemol&oacute;gico desta classe. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >     <!-- ref --><p>Alonso, M., &Aacute;vila, A., Caro, I., Coscoll&aacute;, A., Rodriguez, S., &amp; Orlinsky, D. (2006). Theoretical orientations of Spanish psychotherapists: Integration and eclecticism as modern and postmodern cultural trends. <I>Journal </I><I>of Psychotherapy Integration</I>, <I>16</I>(4), 398-416.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-8231201100020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>American Psychological Association (APA). (2002). Ethical principles of psychologists and code of conduct. <I>American Psychologist, 57</I>, 1060-1073.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-8231201100020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bauer, M. W. (2000). Classical content analysis: A review. In M. W. Bauer &amp; G. Gaskell (Eds.), <I>Qualitative researching with text, image and sound </I>(pp. 131-151)<I>. </I>London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201100020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Beutler, L. E. (1983). <I>Eclectic psychotherapy: A systematic approach. </I>Boston, MA: Allyn &amp; Bacon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201100020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Beutler, L. E., &amp; Clarkin, J. (1990). <I>Systematic treatment selection: Toward targeted therapeutic interventions</I>. New York: Brunner/Mazel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201100020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Beutler, L. E., &amp; Harwood, T. M. (2000). <I>Prescriptive psychotherapy</I>. New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201100020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Beutler, L. E., Clarkin, J. F., &amp; Bongar, B. (2000). <I>Guidelines for the systematic treatment of the depressed patient. </I>New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201100020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Beutler, L. E., Moleiro, C., Malik, M., &amp; Harwood, M. (2003). A new twist on empirically supported treatments. <I>Revista Internacional de Psicologia Cl&iacute;nica y De La Salud/International Journal of Clinical and Health Psychology, 3</I>(3), 423-437.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201100020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Beutler, L. E., Moleiro, C., Malik, M., Harwood, T. M., Romanelli, R., Gallagher-Thompson, D., &amp; Thompson, L. (2003). A comparison of the Dodo, EST, and ATI factors among comorbid stimulant-dependent, depressed patients<I>. Clinical Psychology &amp; Psychotherapy, 10</I>, 69-85<I>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201100020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </I></P >     <!-- ref --><p>Castonguay, L. G., &amp; Beutler, L. E. (Eds.). (2005). <I>Principles of therapeutic change that work</I>. New York, NY: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201100020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Chambless, D. L., Sanderson, W. C., Sholam, V., Johnson, S. B., Pope, K. S., Crist-Christoph, P., Baker, M., Johnson, B., Woody, S. R., Sue, S., Beutler, L. E., Williams, D. A., &amp; McCurry, S. (1996). An update on empirically validated therapies. <I>The Clinical Psychologist, 49</I>(2), 5-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201100020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Federa&ccedil;&atilde;o Europeia de Associa&ccedil;&atilde;o de Psic&oacute;logos (FEAP). (1995). <I>C&oacute;digo de &eacute;tica para os psic&oacute;logos</I>. Atenas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201100020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Federa&ccedil;&atilde;o Europeia de Associa&ccedil;&atilde;o de Psic&oacute;logos (FEAP). (2005). <I>C&oacute;digo de &eacute;tica para os psic&oacute;logos</I>. Atenas: Autor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201100020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lazarus, A. A. (1992). Multimodal therapy: Technical eclecticism with minimal integration. In J. C. Norcross &amp; M. R. Goldfried (Eds.), <I>Handbook of psychotherapy integration</I>. New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201100020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Luborshy, L., Singer, B., &amp; Luborsky, L. (1975). Comparative studies of psychotherapies: Is it true that &ldquo;Everyone has won and all must have prizes&rdquo;? <I>Archives of General Psychiatry, 32</I>, 995-1008. </P >    <!-- ref --><p>Malik, M. L., Beutler, L. E., Alimohamed, S., Gallagher-Thompson, D., &amp; Thompson, L. (2003). Are all cognitive therapies alike? A comparison of cognitive and noncognitive therapy process and implications for the application of empirically supported treatments. <I>Journal of Consulting &amp; Clinical Psychology, 71</I>(1), 150-158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201100020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Meyer, B., &amp; Pilkonis, P. A. (2002). Attachment style. In J. C. Norcross (Ed.), <I>Psychotherapy relationships that work: Therapist contributions and responsiveness to patient needs. </I>New York, NY: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201100020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Millward, L. (1995). Focus Groups. In G. Breakwell, S. Hammond, &amp; C. Fife-Schaw (Eds.), <I>Research methods </I><I>in psychology </I>(pp. 274-292). London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201100020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Moleiro, C. (2003). <I>Change in therapy: A model of the effects of systematic treatment selection variables and quality of alliance on individual growth</I>. Tese de doutoramento n&atilde;o publicada, Universidade da Calif&oacute;rnia em Santa B&aacute;rbara.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201100020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Moleiro, C. (2005). Sobre o(a) cliente e para al&eacute;m do diagn&oacute;stico: Contributos para a optimiza&ccedil;&atilde;o da tomada de decis&atilde;o cl&iacute;nica. <I>Psychologica, 39</I>, 37-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201100020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Moreira, P., Gon&ccedil;alves, O., &amp; Beutler, L. E. (2005). <I>M&eacute;todos de selec&ccedil;&atilde;o de tratamento: O melhor para cada paciente. </I>Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201100020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Nathan, P. E., &amp; Gorman, J. M. (Eds.). (2002). <I>A guide to tr</I><I>eatments that work </I>(2nd ed.). New York, NY: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201100020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Norcross, J. C., &amp; Goldfried, M. R. (2005). <I>Handbook of psychotherapy integration </I>(2nd ed.). New York, NY: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201100020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Orlinsky, D., &amp; Ronnestad, M. H. (Eds.). (2004). <I>How psychotherapists develop: A study of therapeutic work and professional growth</I>. Washigton, DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201100020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Prochaska, J. O., &amp; Norcross, J. C. (2002). Stages of change. In J. C. Norcross (Ed.), <I>Psychotherapy relationships that work: THerapist contributions and responsiveness to patient needs. </I>New York, NY: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201100020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Roth, A., &amp; Fonagy, P. (Eds.). (2006). <I>What works for whom? A critical review of psychotherapy research </I>(2nd ed.). New York, NY: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201100020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Sandell, R., Blomberg, J., Lazar, A., Carlsson, J., Broberg, J., &amp; Schubert, J. (2000). Varieties of long-term outcome among patients in psychoanalysis and long-term psychotherapy &ndash; A review of findings in the Stockholm Outcome of Psychoanalysis and Psychotherapy Project (STOPPP). <I>International Journal of Psychoanalysis, 81</I>, 921-942. </P >    <p>Vasco, A. B. (1992). <I>&ldquo;Psicoterapeuta, conhece-te a ti pr&oacute;prio!&rdquo;: Caracter&iacute;sticas, cren&ccedil;as metate&oacute;ricas, estilos terap&ecirc;uticos e desenvolvimento epistemol&oacute;gico dos psicoterapeutas portugueses. </I>Disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento em Psicologia, apresentada na Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Lisboa. </P >    <!-- ref --><p>Vasco, A. B. (1994). Psicoterapeutas portugueses: Caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas, actividades profissionais, perspectivas te&oacute;ricas e satisfa&ccedil;&atilde;o com o treino e com a carreira. <I>Psicologia</I>, <I>IX</I>, 405-428.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201100020000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vasco, A. B. (1999). <I>Characterizing Portuguese psychotherapists: The 80s and the 90s. </I>Paper presented at the 30th Annual International Meeting of the Society for Psychotherapy Research, Braga, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201100020000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Vasco, A. B. (2001). <I>&ldquo;En casa del herrero, cuchillo de palo&rdquo;: Sobre la necessidad de integration de modelos integrativos. </I>Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada na &ldquo;XVII International Conference of the Society for the Exploration of Psychotherapy Integration&rdquo;, Santiago, Chile. </P >    <!-- ref --><p>Vasco, A. B. (2008). Psychotherapy integration in Portugal, <I>Journal of Psychotherapy Integration</I>, <I>18</I>(1), 70-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201100020000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vasco, A. B., &amp; Concei&ccedil;&atilde;o, N. (s.d.). <I>Entre nuvens e rel&oacute;gio: Sequ&ecirc;ncia temporal de objectivos estrat&eacute;gicos e integra&ccedil;&atilde;o em psicoterapia</I>. Manuscrito n&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201100020000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vasco, A. B., Santos, O., &amp; Silva, F. (2003). Psicoterapia sim! Efic&aacute;cia, efectividade e psicoterapeutas (em Portugal). <I>Psicologia, 17</I>(2), 485-495.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201100020000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Andr&eacute; Cravo, E.S.C.A. &ndash; Espa&ccedil;o para a Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do Adolescente, Rua Quirino da Fonseca, 17, 1&ordm;Dto, 1000-251 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:cravorama@gmail.com">cravorama@gmail.com</a> </P >     <p>O presente trabalho foi desenvolvido pelo primeiro autor no &acirc;mbito da Tese de Mestrado em Mudan&ccedil;a e Desenvolvi mento em Psicoterapia, na Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Lisboa (FPCE-UL), com a orienta&ccedil;&atilde;o da segunda autora.</P >      ]]></body><back>
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