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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O lugar dos brinquedos: Semelhanças e singularidades das escolhas de crianças brasileiras e portuguesas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims to identify the kinds of toys more used by children and to verify differences about gender and age of Brazilian and Portuguese children. The participants in the research included 259 Brazilian children and 172 Portuguese children. All of these children attended the first four years of elementary school and they are between 6 and 10 years old. Data were collected by a scale of toys designed specifically for this study. By analyzing the data some similarities could be found between these two samples about the characterization of toys. Boys of both samples demonstrated a predilection for the use of toys that require a more intense physical activity. The youngest children of the Brazilian sample showed to be more predisposed to use toys that promote and stimulate the motor and social development. In the Portuguese sample, in turn, significant differences in the use of toys among children from different school levels were not found.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>O lugar dos brinquedos: Semelhan&ccedil;as e singularidades das escolhas de crian&ccedil;as brasileiras e portuguesas </B></P >     <p><b>Sheila Tatiana Duarte Cordazzo<Sup>*</Sup>; Mauro Lu&iacute;s Vieira<Sup>*</Sup>; Ana Maria Tom&aacute;s de Almeida<Sup>** </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Universidade Federal de Santa Catarina; </P >     <p><Sup>** </Sup>Universidade do Minho </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo teve como objetivo identificar os tipos de brinquedos mais usados pelas crian&ccedil;as e verificar as diferen&ccedil;as existentes quanto ao g&eacute;nero e &agrave; idade de crian&ccedil;as brasileiras e portuguesas. Participaram da pesquisa 259 crian&ccedil;as no Brasil e 172 crian&ccedil;as em Portugal. Todas as crian&ccedil;as frequentavam os quatro primeiros anos do ensino b&aacute;sico e tinham entre 6 e 12 anos de idade. Os dados foram recolhidos por meio de uma escala de brinquedos elaborada especificamente para este estudo. Atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos dados constatou-se que, quanto &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o dos brinquedos, muitas semelhan&ccedil;as entre as duas amostras foram encontradas. Os meninos de ambas as amostras apresentaram maior utiliza&ccedil;&atilde;o de brinquedos que exigem actividades f&iacute;sicas intensas. As crian&ccedil;as mais jovens da amostra brasileira utilizaram com maior frequ&ecirc;ncia brinquedos que promovem e estimulam o desenvolvimento motor e social. Na amostra portuguesa n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas na utiliza&ccedil;&atilde;o dos brinquedos entre os diferentes n&iacute;veis escolares das crian&ccedil;as. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Brinquedos, Cultura, Escola. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>This study aims to identify the kinds of toys more used by children and to verify differences about gender and age of Brazilian and Portuguese children. The participants in the research included 259 Brazilian children and 172 Portuguese children. All of these children attended the first four years of elementary school and they are between 6 and 10 years old. Data were collected by a scale of toys designed specifically for this study. By analyzing the data some similarities could be found between these two samples about the characterization of toys. Boys of both samples demonstrated a predilection for the use of toys that require a more intense physical activity. The youngest children of the Brazilian sample showed to be more predisposed to use toys that promote and stimulate the motor and social development. In the Portuguese sample, in turn, significant differences in the use of toys among children from different school levels were not found. </P >     <p><B>Key-words: </B>Culture, School, Toys. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>Os brinquedos ocupam um lugar privilegiado na vida das crian&ccedil;as. Tal posi&ccedil;&atilde;o deve-se &agrave; imensa motiva&ccedil;&atilde;o que as crian&ccedil;as apresentam para as brincadeiras. Motiva&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o &eacute; estranha ao mercado dos brinquedos que anualmente cresce de modo gradual, procurando acompanhar os costumes locais, a moda regional e seguir as tradi&ccedil;&otilde;es culturais de suas localidades. </P >    <p>Por&eacute;m, independente da sua forma ou cor, a fun&ccedil;&atilde;o do brinquedo &eacute; a brincadeira. Com os brinquedos as crian&ccedil;as fantasiam, imaginam e criam diversas possibilidades de brincadeiras. Na brincadeira, as crian&ccedil;as estimulam aspectos essenciais do desenvolvimento infantil. Al&eacute;m de favorecer as interac&ccedil;&otilde;es sociais, a brincadeira d&aacute; azo a que experimentem diferentes modalidades de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos, pratiquem diversas habilidades sociais, exprimam sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es e desenvolvam de estrat&eacute;gias para a sua regula&ccedil;&atilde;o (Bomtempo, 1999; Henriot, 1989; Pellegrini &amp; Smith, 1998; Silva, Pontes, Silva, Magalh&atilde;es, &amp; Bichara, 2006; Vygotsky, 1998). A aprendizagem tamb&eacute;m &eacute; beneficiada atrav&eacute;s do brincar, j&aacute; que as crian&ccedil;as que brincam demonstram estarem mais receptivas a aprender e a lidar com conte&uacute;dos escolares (Dohme, 2002). </P >    <p>Brinquedos cada vez mais criativos e com tecnologias mais avan&ccedil;adas ganham com intensidade lugar no mercado e favorecem a economia mundial. Contudo, os brinquedos tradicionais e simples, como bolas, carrinhos e bonecas, n&atilde;o perdem o seu espa&ccedil;o, independente do contexto onde se encontram. </P >     <p>A confec&ccedil;&atilde;o de brinquedos e o seu uso datam desde a era pr&eacute;-hist&oacute;rica. Delgado (2005) ao fazer uma busca sobre brinquedos antigos afirma que nossos ancestrais da &Aacute;sia e &Aacute;frica fizeram os primeiros esbo&ccedil;os conhecidos de bonecas, confeccionadas de terracota. No Jap&atilde;o foram encontradas as primeiras bolas, feitas de fibra de bambu e datadas de aproximadamente 4000 a.C. Na regi&atilde;o da Mesopot&acirc;mia foram encontrados objectos que se acredita serem os primeiros pi&otilde;es e jogos de tabuleiro que datam de aproximadamente 3000 a.C. Somente no s&eacute;culo XIX &eacute; que os brinquedos come&ccedil;aram a ser comercializados. Seus maiores comerciantes eram alem&atilde;es e os seus brinquedos, considerados como objectos de luxo, eram vendidos exclusivamente para os filhos dos nobres. A partir desta altura, a ind&uacute;stria e a comercializa&ccedil;&atilde;o dos brinquedos cresceram de forma gradativa e exponencial (Delgado, 2005). </P >     <p>Actualmente, os brinquedos e jogos electr&oacute;nicos, como v&iacute;deo games, cd- roms, computadores para crian&ccedil;as, rob&ocirc;s, bonecas que interagem com as crian&ccedil;as, carros e outros objetos movidos &agrave; dist&acirc;ncia, com controles remotos, ganharam o cen&aacute;rio l&uacute;dico infantil. Contudo, mesmo a tecnologia oferecendo diversos recursos e possibilidades, o dom&iacute;nio do brincar ainda pertence &agrave; crian&ccedil;a. E, parafraseando Delgado (2005), nenhum brinquedo, por mais complexo ou avan&ccedil;ado que seja, substitui o encanto da simplicidade da bola, da boneca ou simplesmente da imagina&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, que pode transformar um simples cabo de vassoura em um imponente cavalo. </P >    <p>CLASSIFICA&Ccedil;&Atilde;O DOS BRINQUEDOS </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Actualmente existem diversas maneiras de classificar ou categorizar os brinquedos. Existem classifica&ccedil;&otilde;es de acordo com os materiais utilizados, graus de dificuldades e idade cronol&oacute;gica das crian&ccedil;as. Esta &uacute;ltima particularmente &eacute; muito empregada pelas ind&uacute;strias de brinquedos. Al&eacute;m destas, existem classifica&ccedil;&otilde;es etnol&oacute;gicas, filogen&eacute;ticas, pedag&oacute;gicas e psicol&oacute;gicas (Michelet, 1998). </P >    <p>Para a crian&ccedil;a a brincadeira tem um fim em si mesma, mas para Garon (1998), o adulto que vai disponibilizar o objecto para a crian&ccedil;a tem uma outra forma de v&ecirc;-lo. A autora ressalta que o brinquedo, visto pela percep&ccedil;&atilde;o do adulto, deve ser um objecto que possa auxiliar a crian&ccedil;a em suas etapas de desenvolvimento. Com base nesta forma de pensar, Garon (1998) criou o sistema ESAR, que &eacute; um sistema de organizar e de classificar os brinquedos de acordo com as teorias Piagetianas. O acr&ocirc;nimo ESAR resume a classifica&ccedil;&atilde;o proposta pela autora, e se remete a jogos de: Exerc&iacute;cio, Simb&oacute;licos, Acoplamento, Regras simples ou complexas. </P >    <p>Outro tipo de classifica&ccedil;&atilde;o foi estabelecido pela ICCP<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> e &eacute; baseado na observa&ccedil;&atilde;o direta da brincadeira. Esta classifica&ccedil;&atilde;o &eacute; apresentada em dois esquemas (Michelet, 1998), sendo que um parte da fun&ccedil;&atilde;o do brinquedo e outro do desenvolvimento infantil. Desta forma, a classifica&ccedil;&atilde;o ficou estruturada em dois quadros, sendo o primeiro a classifica&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e o segundo a classifica&ccedil;&atilde;o por fam&iacute;lias de brinquedos. A classifica&ccedil;&atilde;o por fam&iacute;lias de brinquedos &eacute; baseada nas similaridades dos brinquedos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s influ&ecirc;ncias que estes causam no desenvolvimento infantil. Nesta classifica&ccedil;&atilde;o, Michelet (1998) faz uma distribui&ccedil;&atilde;o dos brinquedos de acordo com as suas respectivas influ&ecirc;ncias no desenvolvimento infantil. Os brinquedos est&atilde;o divididos em sete categorias, que s&atilde;o: (1) actividades sens&oacute;rio- motoras; (2) actividades f&iacute;sicas; (3) actividades intelectuais; (4) mundo t&eacute;cnico; (5) desenvolvimento afetivo; (6) actividades criativas e (7) rela&ccedil;&otilde;es sociais. Considera-se neste trabalho que as aproxima&ccedil;&otilde;es epistemol&oacute;gicas e metodol&oacute;gicas da classifica&ccedil;&atilde;o por fam&iacute;lias de brinquedos, fornecidas pelo ICCP, s&atilde;o adequadas e contribuir&atilde;o para atingir os objetivos propostos neste estudo. </P >     <p>A fun&ccedil;&atilde;o do brinquedo &eacute; a brincadeira. O brinquedo tem como princ&iacute;pio estimular a brincadeira e convidar a crian&ccedil;a para esta atividade. A brincadeira &eacute; definida como uma actividade livre, que n&atilde;o pode ser delimitada e que, ao gerar prazer, possui um fim em si mesma. Um elenco de autores como Bichara (1994), Bomtempo, Hussein e Zamberlan (1986), Dohme (2002), Friedmann (1996), Negrine (1994) e Kishimoto (1999) confirmam e refor&ccedil;am a afirmativa anterior. Bichara (1994) e Bomtempo e cols. (1986) colocam que a brincadeira &eacute; uma atividade espont&acirc;nea e proporciona &agrave; crian&ccedil;a condi&ccedil;&otilde;es saud&aacute;veis ao seu desenvolvimento biopsicossocial. Dohme (2002) e Friedmann (1996) incluem que a brincadeira tem caracter&iacute;sticas de uma situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o estruturada. Para Kishimoto (1999), o brincar tem a prioridade das crian&ccedil;as que possuem flexibilidade para ensaiar novas combina&ccedil;&otilde;es de ideias e de comportamentos. </P >     <p>Nos relatos sobre a brincadeira infantil, Vygotsky (1998) afirma que esta &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o imagin&aacute;ria criada pela crian&ccedil;a e onde ela pode, no mundo da fantasia, satisfazer desejos at&eacute; ent&atilde;o imposs&iacute;veis para a sua realidade. Portanto, o brincar &ldquo;&eacute; imagina&ccedil;&atilde;o em ac&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Bomtempo, 1997; Friedmann, 1996). Para Vygotsky (1998), o brincar nasce da necessidade de um desejo frustrado pela realidade. Elkonin (1998) amplia essa senten&ccedil;a quando afirma que os objetos, ao terem seus significados substitu&iacute;dos, transformam-se em signos para a crian&ccedil;a. Desta forma, &ldquo;a crian&ccedil;a n&atilde;o faz distin&ccedil;&atilde;o entre o brinquedo e o que ele significa, mas a utilidade que ter&aacute; nas representa&ccedil;&otilde;es que ser&atilde;o feitas com ele&rdquo; (Biscoli, 2005, p. 29). </P >    <p>DIFEREN&Ccedil;AS NO BRINCAR </P >    <p>Conforme as crian&ccedil;as crescem suas motiva&ccedil;&otilde;es se alteram. Leontiev (1994) j&aacute; afirmava que o comportamento de brincar evolui juntamente com a crian&ccedil;a. Ao nascerem, os beb&ecirc;s praticam brincadeiras explorat&oacute;rias e de exerc&iacute;cio. Pelas brincadeiras explorat&oacute;rias, sem a intencionalidade deliberada ou planeada, os beb&eacute;s tomam conhecimento do mundo que os rodeia e os exerc&iacute;cios repetitivos lhes auxiliam a dominar as habilidades motoras e sensoriais que rapidamente evoluem para n&iacute;veis mais complexos. Os tipos de brinquedos mais utilizados nesta faixa et&aacute;ria s&atilde;o os peluches, chocalhos e diversos tipos de brinquedos que fazem as crian&ccedil;as explorarem os diferentes sons, diferentes texturas e cores (Friedmann, 1996). </P >    <p>Por volta dos tr&ecirc;s anos de idade a capacidade de simboliza&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as j&aacute; est&aacute; estabelecida (Vygotsky, 1998). Com isso, come&ccedil;am a aparecer as brincadeiras de faz-de-conta. Pelo faz-de</B>conta as crian&ccedil;as criam, imaginam e reinventam os objetos e acontecimentos que as rodeiam. O faz-de-conta promove na crian&ccedil;a a oportunidade de interagir com outras crian&ccedil;as, experimentar diferentes papeis sociais, expressar sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m de contribuir para a transmiss&atilde;o cultural (Broug&egrave;re &amp; Wajskop, 1997; Kishimoto, 1998). Brinquedos que imitam objetos reais, como instrumentos m&eacute;dicos, carros, avi&otilde;es, lou&ccedil;as e ferramentas ou r&eacute;plicas de animais, pessoas e beb&eacute;s induzem as crian&ccedil;as ao faz-de-conta. </P >    <p>Quando a crian&ccedil;a ingressa na idade escolar, por volta dos seis anos de idade, o faz-de-conta apresenta um decl&iacute;nio e d&aacute; lugar aos jogos de regras. Os jogos de regras, sem a intencionalidade, auxiliam as crian&ccedil;as a apropriarem-se das regras que regem a sociedade, bem como a experimentarem diferentes estrat&eacute;gias para vencer um determinado jogo (Isidro &amp; Almeida, 2003). De um ponto de vista s&oacute;cio-cognitivo, ao testarem diferentes estrat&eacute;gias, as crian&ccedil;as descobrem destrezas e desenvolvem habilidades cognitivas diversificadas, num cen&aacute;rio social que as mobilizam a coordenarem-se continuamente com os outros, a cumprir e a fazer cumprir as regras convencionadas. Existe um incont&aacute;vel n&uacute;mero de jogos de regras que v&atilde;o desde os mais simples, como jogos de percurso e de dados, aos mais complexos, como o xadrez e as damas. </P >    <p>&Eacute; tamb&eacute;m durante a idade escolar que as crian&ccedil;as, de acordo com Papalia, Olds e Feldman (2006), mais exercitam actividades f&iacute;sicas intensas. Atrav&eacute;s das brincadeiras com actividades f&iacute;sicas as crian&ccedil;as testam suas habilidades e tentam superar limites f&iacute;sicos (Pellegrini &amp; Smith, 1998). Os jogos que incluem a presen&ccedil;a de uma bola, como o futebol, o basquetebol e o voleibol induzem actividades f&iacute;sicas intensas e o desenvolvimento do dom&iacute;nio das habilidades motoras. Outros tipos de brinquedos, como bicicletas, patins, <I>skates </I>e cordas, tamb&eacute;m incentivam a actividade f&iacute;sica intensa e auxiliam as crian&ccedil;as a dominarem seus movimentos e a exercitarem os aspectos necess&aacute;rios para uma boa motricidade, tais como o equil&iacute;brio e as no&ccedil;&otilde;es de esquema corporal, temporal e percep&ccedil;&atilde;o viso-motora (Rosa Neto, 2002). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Al&eacute;m das distin&ccedil;&otilde;es encontradas nas brincadeiras de crian&ccedil;as de diferentes idades, tamb&eacute;m existem diferen&ccedil;as entre os sexos. Uma s&eacute;rie de pesquisadores, tais como Benenson, Apostoleris e Paernass (1997), Martin e Fabes (2001), Souza e Rodrigues (2002), Ponte e Magalh&atilde;es (2003) e Silva et al. (2006), afirmam que as distin&ccedil;&otilde;es de g&eacute;nero nas brincadeiras come&ccedil;am a aparecer por volta do terceiro ano de vida da crian&ccedil;a e se intensificam com o passar do tempo. A partir dos cinco anos de idade, aproximadamente, os meninos j&aacute; apresentam uma tend&ecirc;ncia maior que as meninas para brincarem de forma diferenciada e em grupos segregados (Souza &amp; Rodrigues, 2002). </P >    <p>Queiroz, Maciel e Branco (2006) afirmam que os adultos, pais e educadores, muitas vezes oferecem &agrave;s crian&ccedil;as brinquedos que s&atilde;o marcados por uma estereotipia sexual, ou seja, brinquedos que s&atilde;o, de acordo com uma conven&ccedil;&atilde;o social, exclusivos para meninos ou para meninas. Essa imposi&ccedil;&atilde;o de estereotipia sexual leva as crian&ccedil;as &agrave;s brincadeiras definidas pelo g&eacute;nero. Silva et al. (2006) afirmam que, embora no mundo dos adultos as estereotipias estejam diminuindo, com homens e mulheres exercendo os mesmo pap&eacute;is, entre as crian&ccedil;as as pesquisas ainda revelam comportamentos e posturas sexualmente estereotipadas. Silva et al. (2006) afirmam que os meninos utilizam mais brincadeiras que envolvem actividades f&iacute;sicas intensas, desafio, competi&ccedil;&atilde;o e confronto. As meninas preferem brincadeiras mais calmas e voltadas para o faz-de-conta. Quanto aos brinquedos, Wanderlind, Martins, Hansen, Macarini e Vieira (2006) afirmam que as meninas preferem brincar com objetos que lembram a vida real, como objetos dom&eacute;sticos e bonecas. J&aacute; os meninos gostam de brincar com blocos, ve&iacute;culos, ferramentas e objetos que indicam temas mais irreais, como super-her&oacute;is e monstros. </P >    <p>Independente das quest&otilde;es de g&eacute;nero, as brincadeiras e motiva&ccedil;&otilde;es l&uacute;dicas das crian&ccedil;as em idade escolar s&atilde;o pouco investigadas quando comparadas com as pesquisas realizadas em crian&ccedil;as menores. Isto &eacute; o que afirmam Biscoli (2005) e Cordazzo, Martins, Macarini e Vieira (2007). Estes autores constataram que existem profundas lacunas na investiga&ccedil;&atilde;o do comportamento de brincar em crian&ccedil;as escolares. Tais lacunas podem comprometer o entendimento das caracter&iacute;sticas do desenvolvimento destas crian&ccedil;as. E, como afirmam Carvalho, Alves e Gomes (2005), para as crian&ccedil;as em idade escolar, a brincadeira caracteriza-se como um dos principais processos em que s&atilde;o desenvolvidas suas capacidades e potencialidades. </P >    <p>Com base nestas constata&ccedil;&otilde;es este estudo tem por objetivo identificar quais os tipos de brinquedos mais utilizados pelas crian&ccedil;as e verificar as diferen&ccedil;as existentes quanto ao g&eacute;nero e &agrave; idade em dois contextos s&oacute;cio-culturais distintos, um brasileiro e outro portugu&ecirc;s. A identifica&ccedil;&atilde;o das prefer&ecirc;ncias das crian&ccedil;as auxilia pais e profissionais, que pretendem estimular o desenvolvimento das crian&ccedil;as, e oferecerem brinquedos e objetos que est&atilde;o de acordo com a motiva&ccedil;&atilde;o infantil. Reconhecer as motiva&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as tamb&eacute;m pode auxiliar na compreens&atilde;o das caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas do desenvolvimento infantil. </P >    <p>Perante tal objetivo &eacute; lan&ccedil;ada a hip&oacute;tese de que existam diferen&ccedil;as significativas entre as prefer&ecirc;ncias pelos tipos de brinquedos das crian&ccedil;as dos dois contextos observados. Tamb&eacute;m se espera encontrar diferen&ccedil;as significativas entre as prefer&ecirc;ncias de meninos e de meninas. E hipotetiza-se que as crian&ccedil;as mais jovens prefiram os brinquedos motores enquanto as mais velhas optem por diversificados tipos de brinquedos (Kishimoto, 1998; Martin &amp; Fabes, 2001; Pellegrini &amp; Smith, 1998; Silva et al., 2006). </P >    <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>Participaram deste estudo 431 crian&ccedil;as que frequentavam os quatro primeiros anos do ensino b&aacute;sico. A m&eacute;dia de idade das crian&ccedil;as variou entre 5,7 anos e 11,9 anos (<I>M</I>=8,2 anos de idade). O <a href="#q1">Quadro 1</a> descreve a distribui&ccedil;&atilde;o de alunos por sexo e ano escolar em cada pa&iacute;s. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q1">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a07q1.jpg" width="552" height="163"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>O crit&eacute;rio para a escolha das escolas partiu das facilidades de inser&ccedil;&atilde;o dos investigadores neste ambiente. Foi escolhida uma escola do contexto sul brasileiro, situada em Florian&oacute;polis, SC e outra escola no contexto norte portugu&ecirc;s, localizada em Braga. 60,09% (259) das crian&ccedil;as pertenciam &agrave; amostra brasileira e 40% (172) &agrave; amostra portuguesa. Dentro da amostra brasileira, 57,1% das crian&ccedil;as eram meninos e 42,9% eram meninas. Na amostra portuguesa a distribui&ccedil;&atilde;o entre os sexos &eacute; de 48,25% de meninos e 51,74% de meninas. </P >    <p><I>Instrumento e procedimentos </I></P >    <p>Para responder ao objetivo deste estudo e identificar quais os tipos de brinquedos mais utilizados e preferidos pelas crian&ccedil;as foi elaborada uma escala de brinquedos, denominada EBRINQ. A elabora&ccedil;&atilde;o da escala constou de duas fases. Na primeira fase foi realizada uma recolha para verificar quais os brinquedos que s&atilde;o mais conhecidos pelas crian&ccedil;as do 1&ordm; ao 4&ordm; ano do ensino b&aacute;sico. Para isso foram utilizados os procedimentos descritos em Cordazzo (2003) em que uma pesquisadora foi &agrave;s salas de aula das crian&ccedil;as e, em forma de jogo, perguntava que brinquedos elas utilizavam. Em sistema de rod&iacute;zio, cada crian&ccedil;a falava de um brinquedo e a seguinte n&atilde;o poderia repetir o mesmo brinquedo. Desta forma, foi feito o invent&aacute;rio dos brinquedos e jogos mais conhecidos das crian&ccedil;as desta faixa et&aacute;ria. </P >     <p>Na segunda fase os brinquedos citados pelas crian&ccedil;as foram categorizados de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica por fam&iacute;lias de brinquedos proposta pela ICCP (Michelet, 1998). Por fim, foi elaborada a escala, com 25 itens, que se enquadravam em tr&ecirc;s dimens&otilde;es: motora, cognitiva e social. Estas dimens&otilde;es basearam-se na classifica&ccedil;&atilde;o por fam&iacute;lia de brinquedos proposta por Michelet (1998). Para tanto foram escolhidas as fam&iacute;lias de brinquedos condizentes aos brinquedos para actividades f&iacute;sicas, intelectuais e sociais. Cada item correspondia a um brinquedo ou jogo. A escala ainda continha itens que poderiam indicar estimula&ccedil;&atilde;o em mais de um aspecto do desenvolvimento infantil. Por exemplo, a bola pode ser utilizada tanto em um tipo de brincadeira motora quanto social, o domin&oacute; al&eacute;m de ser um brinquedo que estimula a cogni&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; social. Para resolver esta quest&atilde;o, alguns tipos de brinquedos constaram em mais de uma classifica&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>Para a aplica&ccedil;&atilde;o da escala EBRINQ na amostra portuguesa foi realizada uma adapta&ccedil;&atilde;o ao contexto. A adapta&ccedil;&atilde;o da escala tamb&eacute;m constou de duas fases. A primeira foi semelhante &agrave; realizada no Brasil, em que uma pesquisadora foi &agrave;s salas das crian&ccedil;as e estas relataram, em forma de jogo, os brinquedos utilizados por elas. Com estes dados em m&atilde;os, os investigadores reuniram os nomes dos brinquedos conhecidos pelas crian&ccedil;as da amostra portuguesa. A segunda fase constou de uma compara&ccedil;&atilde;o com a escala EBRINQ aplicada no Brasil. Os brinquedos citados pelas crian&ccedil;as portuguesas, que j&aacute; constavam na escala, permaneceram. Outros brinquedos possu&iacute;am apenas a nomenclatura diferente, como &eacute; o caso do quebra-cabe&ccedil;a que em Portugal &eacute; conhecido como <I>puzzle</I>. Para estes itens foi realizada somente a troca dos nomes. Por&eacute;m, existiam alguns itens na escala que n&atilde;o foram citados pelas crian&ccedil;as portuguesas, o que comprovava o desconhecimento delas sobre tipos de brinquedos. Para resolver esta quest&atilde;o estes itens foram substitu&iacute;dos por outros tipos de brinquedos, citados pelas crian&ccedil;as, diferentes da amostra brasileira, mas que pertenciam &agrave; mesma dimens&atilde;o de an&aacute;lise proposta pela ICCP. O <a href="#q2">Quadro 2</a> apresenta a disposi&ccedil;&atilde;o dos itens na escala de acordo com as suas dimens&otilde;es de an&aacute;lise. Os itens que foram modificados para a amostra Portuguesa encontram-se entre par&ecirc;nteses na escala. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q2">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a07q2.jpg" width="555" height="424"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Os itens que permaneceram iguais nas duas escalas foram: bicicleta, bola, bonecos, corda, damas, domin&oacute;, fantoches, i&ocirc;-i&ocirc;, jogo de mem&oacute;ria, jogos inform&aacute;ticos, instrumentos musicais, patins, pi&otilde;es e <I>skate</I>. Os brinquedos que apenas modificaram a nomenclatura para a adapta&ccedil;&atilde;o ao referencial sem&acirc;ntico das crian&ccedil;as foram: baralho por cartas, blocos de constru&ccedil;&atilde;o por legos, jogos de percurso por jogos de tabuleiro, jogos did&aacute;ticos por jogos para aprender, <I>playground </I>por parque de brincadeiras, quebra-cabe&ccedil;a por <I>puzzle </I>e palavras cruzadas por ca&ccedil;a-palavras. Os outros itens, por n&atilde;o terem sido citados pelas crian&ccedil;as da amostra portuguesa, foram substitu&iacute;dos por brinquedos com fun&ccedil;&otilde;es semelhantes ou que se enquadravam na mesma dimens&atilde;o de an&aacute;lise. Sendo assim, foram substitu&iacute;dos os seguintes itens: mico-preto por bingo, pipa por bal&otilde;es, peteca por plasticina e trilha por quatro em linha. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A escala possu&iacute;a tr&ecirc;s n&iacute;veis de mensura&ccedil;&atilde;o (&ldquo;n&atilde;o brinco&rdquo;, &ldquo;brinco poucas vezes&rdquo; e &ldquo;brinco muitas vezes&rdquo;) que pontuava a frequ&ecirc;ncia de uso para cada brinquedo. As crian&ccedil;as do 2&ordm; ao 4&ordm; anos escolares responderam &agrave; escala de forma coletiva, em suas respectivas classes. As crian&ccedil;as do 1&ordm; ano, por ainda n&atilde;o dominarem a leitura, responderam de forma individual e com o aux&iacute;lio dos investigadores, que liam cada item para cada crian&ccedil;a. Ap&oacute;s preencher a escala as crian&ccedil;as eram instru&iacute;das a assinalar o item referente ao seu brinquedo predileto entre os listados. </P >    <p><I>An&aacute;lise dos dados </I></P >    <p>Com os dados fornecidos pela escala foi poss&iacute;vel, al&eacute;m de identificar os tipos de brinquedos mais utilizados e preferidos pelas crian&ccedil;as, tamb&eacute;m verificar as suas respectivas diferen&ccedil;as quanto ao sexo e ano escolar das crian&ccedil;as. Para as an&aacute;lises descritivas foram utilizados os crit&eacute;rios de m&eacute;dia, desvio padr&atilde;o e percentagem. As diferen&ccedil;as entre sexo e ano escolar, por n&atilde;o se tratar de uma distribui&ccedil;&atilde;o normal, foram calculadas com o aux&iacute;lio dos testes n&atilde;o param&eacute;tricos <I>U </I>de <I>Mann</I><I>whitney </I>e a prova H de <I>Kruskal Wallis. </I>Para serem definidas em que grupos se encontravam as diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas apontadas pelo teste Kruskal Wallis, foram comparados os maiores valores do <I>rank </I>m&eacute;dio com os menores valores de cada vari&aacute;vel entre os grupos. </P >    <p>RESULTADOS </P >    <p>Com o intuito de identificar os tipos de brinquedos mais utilizados pelas crian&ccedil;as da amostra brasileira e portuguesa, foi aplicada a escala EBRINQ. A an&aacute;lise dos dados est&aacute; dividida em dois blocos distintos, um trata dos resultados obtidos pela an&aacute;lise individual de cada item e outro pela an&aacute;lise das dimens&otilde;es que comp&otilde;em a escala EBRINQ. </P >    <p><I>An&aacute;lise por item </I></P >    <p>Na medida em que a escala EBRINQ apresenta tr&ecirc;s n&iacute;veis de mensura&ccedil;&atilde;o ela &eacute; identificada como uma escala de n&iacute;vel ordinal e, assim sendo, &eacute; analisada a partir da frequ&ecirc;ncia das respostas. Desta forma, para verificar quais os brinquedos mais utilizados pelas crian&ccedil;as foi escolhido o crit&eacute;rio da percentagem. Convencionalmente, ao se tratar de valores em percentagem, &eacute; consi derado um &iacute;ndice significativo aquele que apresenta um valor superior a 70% das respostas (Fagundes, 1999). Contudo, em ambas as amostras, nenhum item da escala alcan&ccedil;ou tal pontua&ccedil;&atilde;o. Sendo assim, foi considerada como uma tend&ecirc;ncia das amostras os itens que superaram 50% nas respostas das crian&ccedil;as. Este par&acirc;metro de 50% foi considerado relevante para indicar tend&ecirc;ncias porque representa uma concentra&ccedil;&atilde;o da maioria das respostas das crian&ccedil;as. </P >    <p>Utilizando o crit&eacute;rio dos 50% na an&aacute;lise por itens, constatou-se que, na amostra brasileira, h&aacute; uma tend&ecirc;ncia para as crian&ccedil;as rejeitarem, ou n&atilde;o utilizarem, os seguintes tipos de brinquedos: blocos de constru&ccedil;&atilde;o, damas, fantoches, i&ocirc;-i&ocirc;, jogos de percurso, jogos did&aacute;ticos, mico-preto, patins, peteca e pi&atilde;o. Na amostra portuguesa os brinquedos tidos pelas crian&ccedil;as como n&atilde;o utilizados foram semelhantes aos da amostra brasileira, por&eacute;m em menor n&uacute;mero. Os brinquedos rejeitados pelos portugueses foram: fantoches, jogos de tabuleiro, bingo, patins e quatro em linha. </P >    <p>Entre os brinquedos mais utilizados, indicados nas respostas das crian&ccedil;as brasileiras est&atilde;o: a bicicleta, a bola e os jogos inform&aacute;ticos. Entre as crian&ccedil;as portuguesas foram citados a bicicleta, a bola, os jogos para aprender (jogos did&aacute;ticos), os jogos inform&aacute;ticos, a plasticina e o parque de brincadeiras (<I>playground</I>). Observa-se aqui uma maior concentra&ccedil;&atilde;o de tipos de brinquedos na amostra portuguesa em compara&ccedil;&atilde;o com a brasileira. Os outros tipos de brinquedos apresentaram uma distribui&ccedil;&atilde;o homog&eacute;nea entre os n&iacute;veis de mensura&ccedil;&atilde;o da escala EBRINQ. </P >    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s diferen&ccedil;as entre as respostas dos meninos e das meninas, considerando o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de <I>p</I>&le;0,05, os valores de <I>U </I>mostraram que, entre as crian&ccedil;as da amostra brasileira, os meninos demonstraram ter uma tend&ecirc;ncia significativamente maior que as meninas para utilizar os seguintes brinquedos: bola (<I>U</I>=-6,39; <I>p</I>&le;0,00), jogos inform&aacute;ticos (<I>U</I>=-4,29; <I>p</I>&le;0,00), pi&atilde;o (<I>U</I>=-2,57; <I>p</I>&le;0,01), pipa (<I>U</I>=-4,09; <I>p</I>&le;0,00), e <I>skate </I>(<I>U</I>=-5,14; p&le;0,00). Na amostra portuguesa, entre os brinquedos mais utilizados pelos meninos incluem-se a bola (<I>U</I>=-6,79; <I>p</I>&le;0,00), o pi&atilde;o (<I>U</I>=-2,60; <I>p</I>&le;0,00) e o <I>skate </I>(<I>U</I>=-4,10; <I>p</I>&le;0,00). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As meninas brasileiras, quando comparadas com os meninos, utilizaram mais os brinquedos: bonecos (<I>U</I>=-3,68; <I>p</I>&le;0,00), cordas (<I>U</I>=-7,94; <I>p</I>&le;0,00), fantoches (<I>U</I>=-2,38; <I>p</I>&le;0,01), mem&oacute;rias (<I>U</I>=-2,45; <I>p</I>&le;0,01), musicais (<I>U</I>=-2,19; <I>p</I>&le;0,02), patins (<I>U</I>=-4,19; <I>p</I>&le;0,00), <I>playground</I>s (<I>U</I>=-2,78; <I>p</I>&le;0,00) e quebra-cabe&ccedil;as (<I>U</I>=-3,82; <I>p</I>&le;0,00). As meninas portuguesas indicaram utilizar mais bonecos (<I>U</I>=-7,44; p&le;0,00), cordas (<I>U</I>=-7,23; <I>p</I>&le;0,00), fantoches (<I>U</I>=-2,74; p&le;0,00) e bal&otilde;es (<I>U</I>=-2,05; p&le;0,04) que os meninos portugueses. </P >     <p>Em ambas as amostras, com excep&ccedil;&atilde;o dos jogos inform&aacute;ticos, os meninos indicaram utilizar mais os brinquedos que exigem actividade f&iacute;sica, tais como bola, pi&atilde;o, pipa e <I>skate</I>. Os outros tipos de brinquedos obtiveram &iacute;ndices de utiliza&ccedil;&atilde;o semelhantes entre meninos e meninas. J&aacute; as meninas apresentaram uma diversidade maior de utiliza&ccedil;&atilde;o de brinquedos quando comparadas com os meninos. Ou seja, n&atilde;o demonstraram estar limitadas aos brinquedos que exigem actividades f&iacute;sicas. Elas apontaram utilizar tanto brinquedos de actividades f&iacute;sicas (cordas, patins, <I>playground</I>, bal&otilde;es), quanto brinquedos que exigem habilidades sociais (boneco e fantoche) e cognitivas (de mem&oacute;ria, musicais e quebra-cabe&ccedil;a). </P >    <p>Tamb&eacute;m tomando como ponto de refer&ecirc;ncia <I>p</I>&lt;0,05 foi poss&iacute;vel detectar quais os brinquedos mais utilizados em cada ano escolar. Tanto no Brasil quanto em Portugal as crian&ccedil;as do 1&ordm; ano escolar apresentaram diferen&ccedil;a significativa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras crian&ccedil;as em um n&uacute;mero maior de brinquedos. No Brasil, os brinquedos mais utilizados pelas crian&ccedil;as do 1&ordm; ano, em rela&ccedil;&atilde;o aos outros n&iacute;veis escolares foram: blocos de constru&ccedil;&atilde;o [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=11,52; <I>p</I>&le;0,00], bonecos [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=11,31; <I>p</I>&le;0,01], cordas [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=12,42; <I>p</I>&le;0,00], domin&oacute;s [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=8,67; <I>p</I>&le;0,04], fantoches [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=18,95; <I>p</I>&le;0,00], mico [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=14,05; <I>p</I>&le;0,00], musicais [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=8,32; <I>p</I>&le;0,04], peteca [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=11,65; <I>p</I>&le;0,00], pi&atilde;o [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=9,09; <I>p</I>&le;0,02], pipa [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=7,72; <I>p</I>&le;0,05], <I>playground </I>[&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=35,94; <I>p</I>&le;0,00], quebra-cabe&ccedil;as [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=14,30; <I>p</I>&le;0,00] e <I>skate </I>[&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=15,39; <I>p</I>&le;0,00]. Em Portugal, os brinquedos de maior frequ&ecirc;ncia no 1&ordm; ano foram: cartas [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=9,02; <I>p</I>&le;0,02], legos [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=10,46; <I>p</I>&le;0,01], bal&otilde;es [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=8,47; p&le;0,03] e <I>puzzles </I>[&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=9,60; <I>p</I>&le;0,02]. </P >    <p>Para os outros n&iacute;veis escolares foram relativamente poucos os brinquedos que apresentaram diferen&ccedil;as significativas de utiliza&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a outros. Na amostra brasileira foi encontrada uma diferen&ccedil;a significativa no jogo de damas [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=8,67; <I>p</I>&le;0,03] para as crian&ccedil;as do 3&ordm; ano escolar. Na amostra portuguesa, foi tamb&eacute;m no 3&ordm; ano escolar que se destacou a prefer&ecirc;ncia por um brinquedo em particular, obtendo o ca&ccedil;a-palavras maior prefer&ecirc;ncia por compara&ccedil;&atilde;o com os outros [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=14,32; <I>p</I>&le;0,00]. No 4&ordm; ano escolar n&atilde;o se evidenciaram diferen&ccedil;as significativas para nenhum tipo de brinquedo em ambas as amostras. </P >    <p>Tamb&eacute;m foi solicitado que as crian&ccedil;as apontassem qual era o tipo de brinquedo predileto dentre os que estavam descritos na escala. Cada crian&ccedil;a apontava apenas um brinquedo. O crit&eacute;rio da percentagem foi utilizado nesta an&aacute;lise. Dos brinquedos apontados pelas crian&ccedil;as como prediletos destacam-se na amostra brasileira: bola, jogos inform&aacute;ticos, bicicleta e boneco. Entre as crian&ccedil;as portuguesas foram apontados como prediletos: bola, boneco, bicicleta, skate e patins. Estes dados conferem com os apresentados anteriormente, a respeito dos brinquedos mais utilizados. Percebe-se, portanto, uma coer&ecirc;ncia entre as respostas das crian&ccedil;as, uma vez que os brinquedos prediletos s&atilde;o tamb&eacute;m os apontados como mais utilizados por elas. </P >    <p><I>An&aacute;lise por dimens&otilde;es </I></P >    <p>A escala EBRINQ tem os seus itens distribu&iacute;dos em tr&ecirc;s dimens&otilde;es. As dimens&otilde;es dizem respeito ao desenvolvimento infantil motor, cognitivo e social. O objectivo das an&aacute;lises dentro das dimens&otilde;es era de descobrir se as crian&ccedil;as utilizavam com maior ou menor frequ&ecirc;ncia uma determinada categoria de brinquedo. A princ&iacute;pio n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as de utiliza&ccedil;&atilde;o dos tipos de brinquedos nas duas amostras estudadas. Contudo, tamb&eacute;m foram realizadas an&aacute;lises por sexo e ano escolar das crian&ccedil;as com o intuito de se obterem dados mais precisos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s amostras. </P >    <p>A an&aacute;lise das diferen&ccedil;as por sexo dentro de cada dimens&atilde;o da escala EBRINQ revelou que, em ambas as amostras, n&atilde;o ocorreram diferen&ccedil;as significativas entre meninos e meninas nas escolhas dos brinquedos. A <a href="#f1">Figura 1</a> exp&otilde;e esses dados. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a07f1.jpg" width="531" height="371"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>A <a href="#f1">Figura 1</a> demonstra que, nas duas amostras estudadas, n&atilde;o existem diferen&ccedil;as significativas entre meninos e meninas quando s&atilde;o analisadas as diferentes dimens&otilde;es da escala EBRINQ. Os valores da amostra brasileira s&atilde;o maiores porque o n&uacute;mero de escalas respondidas no Brasil (<I>n</I>=259) foi maior que em Portugal (<I>n</I>=172). </P >     <p>Por outro lado, na compara&ccedil;&atilde;o dos dados entre os anos escolares das crian&ccedil;as constata-se que existem algumas diferen&ccedil;as significativas. As diferen&ccedil;as foram encontradas apenas no primeiro ano escolar da amostra brasileira, que mostrou utilizar muito mais os brinquedos motores [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=21,81; p&lt;0,00] e sociais [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(3)=11,04; p&lt;0,05] do que os outros anos. Esses dados indicam que, dentro da amostra analisada, as crian&ccedil;as menores est&atilde;o mais predispostas a utilizar brinquedos que promovem e estimulam o desenvolvimento motor e social. </P >     <p>Contudo, na amostra portuguesa, os resultados foram diferentes. Como pode ser visualizado na <a href="#f2">Figura 2</a>, n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas em nenhuma dimens&atilde;o quando analisadas entre os diferentes anos escolares das crian&ccedil;as. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a07f2.jpg" width="553" height="383"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>Em suma, os dados obtidos pela aplica&ccedil;&atilde;o da escala EBRINQ revelaram que, na an&aacute;lise por item, em ambas as amostras os meninos utilizam com maior frequ&ecirc;ncia brinquedos que exigem actividades f&iacute;sicas intensas. J&aacute; as meninas utilizam tipos de brinquedos diversificados. Na an&aacute;lise por dimens&otilde;es da escala EBRINQ foi constatado que as crian&ccedil;as, em ambas as amostras, utilizam todo o tipo de brinquedos de forma indiscriminada e homog&eacute;nea. N&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas quanto ao sexo das crian&ccedil;as na escolha dos brinquedos. No que se refere ao ano escolar das crian&ccedil;as foram encontradas diferen&ccedil;as somente na amostra brasileira. As crian&ccedil;as mais jovens da amostra brasileira indicaram estarem mais predispostas a utilizarem os brinquedos que promovem e estimulam o desenvolvimento motor e social. </P >    <p>Uma poss&iacute;vel justificativa para a baixa utiliza&ccedil;&atilde;o de alguns brinquedos, tais como fantoches, jogos de percurso, patins, bingo, quatro em linha, etc. pode ser o fato de talvez as crian&ccedil;as n&atilde;o terem estes tipos de brinquedos &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o, em suas casas e ambientes que frequentam. Contudo, at&eacute; a aus&ecirc;ncia destes tipos de brinquedos pode indicar a falta de motiva&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as para os solicitarem. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tamb&eacute;m se constata que muitos dos brinquedos tidos como rejeitados pelas crian&ccedil;as, tanto do Brasil quanto de Portugal, s&atilde;o de conting&ecirc;ncia social; &eacute; o caso das damas, fantoches, jogos de percurso, mico-preto, peteca, bingo e o quatro em linha. Infere-se que o facto de as crian&ccedil;as n&atilde;o utilizarem estes jogos pode indicar a aus&ecirc;ncia de parceiros de brincadeira. A aus&ecirc;ncia de parceiros nas brincadeiras restringe as trocas sociais e culturais que s&atilde;o necess&aacute;rias para a forma&ccedil;&atilde;o de conceitos das crian&ccedil;as. Assim como a segrega&ccedil;&atilde;o sexual, a falta de parceiros para brincar limita os tipos de actividades das crian&ccedil;as. As brincadeiras em d&iacute;ades e grupos auxiliam as crian&ccedil;as a aprenderem diferentes comportamentos e estilos de interac&ccedil;&atilde;o social que ir&atilde;o promover o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais de forma imediata e futura (Martin &amp; Fabes, 2001). </P >    <p>As diferen&ccedil;as de g&eacute;nero foram encontradas somente na an&aacute;lise por itens da escala. Em conformidade com o que Papalia et al. (2006) e Silva et al. (2006) apresentam, os meninos de ambas as amostras possuem maior predisposi&ccedil;&atilde;o para actividades f&iacute;sicas intensas, tais como correr, saltar, lutar. Por este motivo utilizam brinquedos que promovem e incentivam este tipo de actividade. Entre as meninas, como foi apresentada na an&aacute;lise por itens, foi observada uma maior abrang&ecirc;ncia de prefer&ecirc;ncias. Este dado indica que as meninas, independente da amostra estudada, est&atilde;o mais abertas a diferentes possibilidades de brincadeiras. E, assim como afirmam Silva et al. (2006), as meninas s&atilde;o mais bem-sucedidas, quando comparadas com os rapazes, na tarefa de ampliar espa&ccedil;os e de experimentar situa&ccedil;&otilde;es diferentes. Isto significa que as meninas est&atilde;o usufruindo de possibilidades diversificadas de interac&ccedil;&atilde;o social e de aprendizagem. </P >    <p>Assim como foram encontradas diferen&ccedil;as de g&eacute;nero, a an&aacute;lise por itens tamb&eacute;m revelou diferen&ccedil;as por ano escolar das crian&ccedil;as. O facto de as crian&ccedil;as do primeiro ano escolar, de ambas as amostras, utilizarem mais brinquedos que as outras crian&ccedil;as est&aacute; de acordo com os dados encontrados em Cordazzo e Vieira (2008). Estes autores, que tamb&eacute;m pesquisaram o brincar de crian&ccedil;as em idade escolar, afirmam que as crian&ccedil;as mais jovens possuem um leque maior de possibilidades de brincadeiras, enquanto as crian&ccedil;as mais velhas, com a aproxima&ccedil;&atilde;o da puberdade, reduzem o n&uacute;mero de brincadeiras para darem espa&ccedil;o a outras atividades e comportamentos. </P >    <p>As diferen&ccedil;as encontradas nos brinquedos utilizados entre as crian&ccedil;as das duas amostras indicam as peculiaridades de cada contexto. Assim como afirma Delgado (2005) os brinquedos expressam as caracter&iacute;sticas regionais e sociais, com os aspectos de moda e cultura de cada contexto. Em conformidade com esta afirma&ccedil;&atilde;o, Broug&egrave;re e Wajskop (1997) tamb&eacute;m apontam que os brinquedos das crian&ccedil;as s&atilde;o objectos culturais que possuem significados e representa&ccedil;&otilde;es que podem mudar de acordo com a cultura, o contexto e a &eacute;poca. </P >    <p>Na an&aacute;lise por dimens&otilde;es da escala foi observado que as crian&ccedil;as, de ambas as amostras, brincam com todos os tipos de brinquedos. N&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas quanto ao sexo neste tipo de an&aacute;lise. Isto indica que, de acordo com a distribui&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es da escala, as crian&ccedil;as brincam com todos os tipos de brinquedos, motores, sociais e cognitivos, independente de seu sexo. Estes dados entram em contradi&ccedil;&atilde;o com os encontrados na an&aacute;lise por itens, que revelou prefer&ecirc;ncia dos meninos por brinquedos motores, e com pesquisas e estudos anteriores, tais como os dados encontrados em Souza e Rodrigues (2002); Wanderlind et al. (2006); Silva et al. (2006); e Queiroz et al. (2006). Tais diferen&ccedil;as podem apontar para poss&iacute;veis falhas na distribui&ccedil;&atilde;o dos itens nas dimens&otilde;es da escala e para a necessidade de uma nova reestrutura&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es. Uma possibilidade e sugest&atilde;o para novos estudos seria ampliar a escala, tanto nos itens quanto nos n&iacute;veis de mensura&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Na an&aacute;lise das dimens&otilde;es n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as quanto ao sexo das crian&ccedil;as, mas quanto ao ano escolar algumas diferen&ccedil;as puderam ser observadas. As diferen&ccedil;as foram encontradas somente na amostra brasileira, a qual indicou que as crian&ccedil;as do primeiro ano escolar utilizam com mais frequ&ecirc;ncia os brinquedos considerados motores e sociais do que as outras crian&ccedil;as. O facto de as crian&ccedil;as menores estarem mais predispostas para utilizarem brinquedos motores do que as outras crian&ccedil;as confirma os dados relatados por Pellegrini e Smith (1998) e Rosa Neto (2002). Tais autores confirmam as necessidades das crian&ccedil;as mais novas de testarem e dominarem suas habilidades motoras, pois elas se encontram em plena fase de desenvolvimento da psicomotricidade e descoberta de novas habilidades. Os brinquedos sociais, principalmente os que envolvem o faz-de-conta, tamb&eacute;m s&atilde;o os preferidos das crian&ccedil;as mais jovens conforme afirma&ccedil;&otilde;es de Broug&egrave;re e Wajskop (1997); e Kishimoto (1998). </P >    <p>No entanto, essas diferen&ccedil;as foram encontradas somente na amostra brasileira. Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para este facto est&aacute; nas diferen&ccedil;as culturais encontradas entre os dois contextos. Inferese que o contexto brasileiro d&ecirc; mais valor &agrave;s habilidades motoras e sociais do que o contexto portugu&ecirc;s. Tal valoriza&ccedil;&atilde;o influencia nas escolhas das brincadeiras das crian&ccedil;as. E, assim como afirmam Vygotsky (1998) e Broug&egrave;re e Wajskop (1997), as brincadeiras das crian&ccedil;as s&atilde;o reflexos da sua cultura e situa&ccedil;&atilde;o social, espacial e temporal. </P >    <p>CONCLUS&Atilde;O </P >    <p>De acordo com os dados apresentados neste trabalho observou-se que foram encontradas poucas diferen&ccedil;as entre as escolhas dos brinquedos, por parte das crian&ccedil;as das duas amostras pesquisadas. Tal afirma&ccedil;&atilde;o comprova que algumas caracter&iacute;sticas do brincar tem forte probabilidade de aparecer de forma semelhante em contextos sociais e culturais diferentes. </P >    <p>Por outro lado, as diferen&ccedil;as encontradas apontam para as peculiaridades culturais encontradas em cada contexto. Outra infer&ecirc;ncia para as poucas diferen&ccedil;as encontradas entre as escolhas dos brinquedos nas duas amostras pode estar associada ao n&iacute;vel de mensura&ccedil;&atilde;o da escala EBRINQ, que s&oacute; possu&iacute;a tr&ecirc;s n&iacute;veis &ldquo;n&atilde;o brinco&rdquo;, &ldquo;Brinco poucas vezes&rdquo; e &ldquo;Brinco muitas vezes&rdquo;. Isto pode ser apontado como uma limita&ccedil;&atilde;o do estudo e uma sugest&atilde;o para futuras pesquisas com crian&ccedil;as. Os n&iacute;veis de mensura&ccedil;&atilde;o poderiam ser elevados para quatro, ou seja, poderia ser inclu&iacute;do o n&iacute;vel &ldquo;brinco algumas vezes&rdquo;. Com essa mudan&ccedil;a na escala espera-se encontrar mudan&ccedil;as significativas nos resultados. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A hip&oacute;tese lan&ccedil;ada de que as crian&ccedil;as mais jovens optem mais por brinquedos motores do que as mais velhas foi confirmada. Contudo, tais resultados foram encontrados somente na amostra brasileira. Mais uma vez evidenciam-se as caracter&iacute;sticas de cada contexto, influenciando nas atitudes e escolhas das crian&ccedil;as. </P >    <p>As diferen&ccedil;as de sexo foram encontradas somente na an&aacute;lise por itens. Tal indica&ccedil;&atilde;o aponta para poss&iacute;veis falhas na estrutura das dimens&otilde;es da escala. Isto indica a necessidade de outras fontes de investiga&ccedil;&atilde;o, com diferentes recursos e instrumentos. Sugere-se, portanto, a observa&ccedil;&atilde;o do brincar das crian&ccedil;as e entrevistas com os pais e professores. A investiga&ccedil;&atilde;o do brincar das crian&ccedil;as em outras amostras, tais como crian&ccedil;as de outros pa&iacute;ses, tamb&eacute;m pode revelar diferentes resultados e acrescentar para a compreens&atilde;o das caracter&iacute;sticas do desenvolvimento e do brincar infantil. </P >    <p>Por fim, &eacute; importante destacar que estudos dessa natureza, envolvendo compara&ccedil;&otilde;es transculturais, s&atilde;o importantes na medida em que nos permitem apreciar diferen&ccedil;as e/ou semelhan&ccedil;as entre culturas. Partindo do pressuposto de que o brincar faz parte da inf&acirc;ncia do ser humano e de que ele &eacute; modulado por condi&ccedil;&otilde;es ambientais e culturais distintas, nos permite valorizar e incentivar aspectos que s&atilde;o fundamentais para o desenvolvimento infantil. Embora estejamos inseridos em um contexto que nos exige cada vez mais habilidades para aprender tarefas que d&ecirc;em conta da complexidade social e tecnol&oacute;gica que vivemos, &eacute; necess&aacute;rio prestar aten&ccedil;&atilde;o a aspectos b&aacute;sicos do ser humano. Isso n&atilde;o s&oacute; em termos f&iacute;sicos, mas tamb&eacute;m psicol&oacute;gicos. O brincar insere-se nesse contexto e engloba diferentes dimens&otilde;es do desenvolvimento (motor, cognitivo, emocional e social). </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Benenson, J. F., Apostoleris, N. H., &amp; Parnass, J. (1997). Age and sex differences in dyadic and group interaction. <I>Developmental Psychology</I>, <I>33</I>(3), 538-543.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201100020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bichara, I. D. (1994). <I>Um estudo etol&oacute;gico da brincadeira de faz-de-conta em crian&ccedil;as de 3-7 Anos. </I>Tese de doutorado n&atilde;o publicada, Instituto de Psicologia da USP, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201100020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Biscoli, I. &Acirc;. (2005). <I>Atividade l&uacute;dica uma an&aacute;lise da produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica brasileira no per&iacute;odo de 1995 a 2001</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado) Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o. Centro de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o. Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&oacute;polis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201100020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bomtempo, E. (1997). <I>Brincando se aprende: Uma trajet&oacute;ria de produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. </I>Tese de livre-doc&ecirc;ncia, Instituto de Psicologia da USP, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201100020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bomtempo, E. (1999). Brinquedo e educa&ccedil;&atilde;o: na escola e no lar. <I>Psicologia Escola e Educa&ccedil;&atilde;o, 3</I>(1), 61-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201100020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bomtempo, E., Hussein, C. L., &amp; Zamberlan, M. A. T. (1986). <I>Psicologia do brinquedo: Aspectos te&oacute;ricos e </I><I>metodol&oacute;gicos. </I>S&atilde;o Paulo: Editora da USP Nova Stella.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201100020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Broug&egrave;re, G., &amp; Wajskop, G. (1997). <I>Brinquedo e cultura </I>(2&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo: Cortez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201100020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Carvalho, A. M., Alves, M. M. F., &amp; Gomes, P. L. D. (2005). Brincar e educa&ccedil;&atilde;o: concep&ccedil;&otilde;es e possibilidades. <I>Psicologia em Estudo</I>, <I>10</I>(2), 217-226.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201100020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cordazzo, S. T. D. (2003). <I>Caracteriza&ccedil;&atilde;o das brincadeiras de crian&ccedil;as em idade escolar. </I>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Psicologia, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o Psicologia, Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&oacute;polis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201100020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cordazzo, S. T. D., &amp; Vieira, M. L. (2008). Caracteriza&ccedil;&atilde;o de brincadeiras de crian&ccedil;as em idade escolar. <I>Psicologia Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 21</I>(3), 365-373.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201100020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cordazzo, S. T. D., Martins, G. D. F., Macarini, S. M., &amp; Vieira, M. L. (2007). Perspectivas no estudo do brincar: Um levantamento bibliogr&aacute;fico. <I>Revista Aletheia</I>, <I>26</I>(1), 122-136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201100020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Delgado Neto, G. G. (2005). Uma contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; metodologia de projeto para o desenvolvimento de jogos e brinquedos infantis. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Universidade Estadual de Campinas: Faculdade de engenharia mec&acirc;nica, Campinas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201100020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dohme, V. A. (2002). <I>Atividades l&uacute;dicas na educa&ccedil;&atilde;o</I>: O caminho de tijolos amarelos do aprendizado. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. S&atilde;o Paulo: Universidade Presbiteriana Mackenzie.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201100020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Elkonin, D. B. (1998). <I>Psicologia do jogo. </I>(A. Carvalho, Trad.)<I>. </I>S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201100020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Fagundes, A. J. F. M. (1999). <I>Descri&ccedil;&atilde;o, defini&ccedil;&atilde;o e registr</I><I>o de comportamento </I>(12&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo: EDICON.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201100020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Friedmann, A. (1996). <I>O direito de brincar: </I><I>A brinquedoteca </I>(4&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo: Abrinq.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201100020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Garon, D. (1998). Classifica&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise de materiais l&uacute;dicos: O sistema ESAR. In Friedmann, Aflalo, Andrade, &amp; Altaman (Orgs.), <I>O direito de brincar: A brinquedoteca </I>(4&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Sociais: Abrinq.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201100020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Henriot, J. (1989). <I>Sous couleur de jouer: La m&eacute;taphore ludique. </I>Paris: Jos&eacute; Corti.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201100020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Isidro, A., &amp; Almeida, A. T. M. (2003). Projecto Educar para a conviv&ecirc;ncia social: O jogo no curr&iacute;culo escolar. <I>Cadernos encontro: O museu a escola e a comunidade. </I>Centro de Estudos da Crian&ccedil;a, Universidade do Minho, Braga.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201100020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kishimoto, T. M. (1998). <I>O brincar e suas teorias</I>. S&atilde;o Paulo: Pioneira.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201100020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kishimoto, T. M. (1999). <I>Jogo, brinquedo, brincadeira e educa&ccedil;&atilde;o. </I>S&atilde;o Paulo: Cortez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201100020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Leontiev, A. N. (1994). Os princ&iacute;pios psicol&oacute;gicos da brincadeira pr&eacute;-escolar. In Vygotsky, Luria, &amp; Leontiev (Orgs.), <I>Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem</I>. S&atilde;o Paulo: Moraes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201100020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Martin, C. L., &amp; Fabes, R. A. (2001). The stability and consequences of young children&rsquo;s same-sex peer interactions. <I>Developmental Psychology</I>, <I>37</I>(3), 431-446. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Michelet, A. (1998). Classifica&ccedil;&atilde;o de jogos e brinquedos: A classifica&ccedil;&atilde;o ICCP. In Friedmann, Aflalo, Andrade, &amp; Altaman (Orgs.), <I>O direito de brincar: A brinquedoteca </I>(4&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Sociais: Abrinq.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201100020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Negrine, A. S. (1994). <I>Aprendizagem e desenvolvimento infantil: Simbolismo e jogo </I>(1&ordf; ed.). Porto Alegre: Prodil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201100020000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Papalia, D., Olds, S. W., &amp; Feldman, R. D. (2006). Desenvolvimento humano (Trad. Daniel Bueno, 8a ed.). Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201100020000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pellegrini, A. D., &amp; Smith, P.K. (1998). Physical activity play: The nature and function of a neglected aspect of play<I>. Child Development, 69</I>, 577-598.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201100020000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pontes, F. A. R., &amp; Magalh&atilde;es, C. M. C. (2003). A transmiss&atilde;o da cultura da brincadeira: Algumas possibilidades de investiga&ccedil;&atilde;o. <I>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica</I>, <I>16</I>(1), 117-124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201100020000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Queiroz, N. L. N., Maciel, D. A., &amp; Branco, A. U. (2006). Brincadeira e desenvolvimento infantil: Um olhar sociocultural construtivista. <I>Paid&eacute;ia</I>, <I>16</I>(34), 169-179.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201100020000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rosa Neto, F. (2002). <I>Manual de avalia&ccedil;&atilde;o motora</I>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201100020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Silva, L. I. C., Pontes, F. A. R., Silva, S. D. B., Magalh&atilde;es, C. M. C., &amp; Bichara, I. D. (2006). Diferen&ccedil;as de g&eacute;neros nos grupos de brincadeira na rua: A hip&oacute;tese de aproxima&ccedil;&atilde;o unilateral. <I>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, </I>19(1), 114-121.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201100020000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Souza, F., &amp; Rodrigues, M. M. P. (2002). A segrega&ccedil;&atilde;o sexual na intera&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as de 8 e 9 anos. <I>Psicologia Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, </I>1<I>,</I>5(3), 489-496.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201100020000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vygotsky, L. S. (1998). <I>A forma&ccedil;&atilde;o social da mente: O desenvolvimento dos processos psicol&oacute;gicos superiores </I>(4&ordf; ed.,. C. Neto, L. S. Menna Barreto, S. C. Afeche, Trads.). S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201100020000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Wanderlind, F., Martins, G. D. F., Hansen, J., Macarini, S. M., &amp; Vieira, M. V. (2006). Diferen&ccedil;as de g&eacute;nero no brincar de crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares e escolares na brinquedoteca. <I>Paid&eacute;ia, 16</I>(34), 263-273.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201100020000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ana Almeida, Instituto de Estudos da Crian&ccedil;a, Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga. E-mail: <a href="mailto:aalmeida@ie.uminho.pt">aalmeida@ie.uminho.pt</a> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>NOTAS</P >     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup>ICCP &ndash; International Council for Children&rsquo;s Play.</P >      ]]></body><back>
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