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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[&#8220;Os Inempregáveis&#8221;: Estudos de caso sobre os impactos psicossociais do não-emprego em licenciados portugueses]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[World-wide, labour relations change and a new category of higher educated workers emerges: The nonemployable, that although congregate years of professional experience, never had employment in the sense of a juridical relationship (employment contract without term). While studies about nonemployment are scarce, abond studies on job-loss. Thus, in this study we intend: To explore the psychosocial impacts of involuntary nonemployment in Portuguese higher educated workers the coping strategies used to deal with those impacts. We selected the multiple case study and the interview to trace the life history. The six cases are nonemployable, involuntarily in a precarious work situation or without work activity. We use the software Nvivo to analyse data. The results show more impacts (negative and positive) in the condition of precarious work than in nonwork activity and we found more positive impacts than those indicate by the literature. The &#8220;active focalization&#8221; is the most used coping strategy. We finalize proposing clues for future investigation and initiatives to stop nonemployment.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>&ldquo;Os Inempreg&aacute;veis&rdquo;: Estudos de caso sobre os impactos psicossociais do n&atilde;o-emprego em licenciados portugueses </B></P >     <p><b>Patr&iacute;cia Ara&uacute;jo<Sup>*</Sup>; Filomena Jord&atilde;o<Sup>** </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Universidade Jean Piaget, Benguela, Angola; </P >     <p><Sup>** </Sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Mundialmente, as rela&ccedil;&otilde;es laborais transformam-se e emerge uma nova categoria de trabalhadores licenciados: Os &ldquo;inempreg&aacute;veis&rdquo; ou sem-emprego. Estes re&uacute;nem experi&ecirc;ncia profissional, mas nunca tiveram uma rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica de emprego (contrato de trabalho sem termo). Enquanto os estudos sobre desemprego s&atilde;o abundantes, estudos sobre o &ldquo;inemprego&rdquo; s&atilde;o escassos. Pretendemos neste estudo explorar os impactos psicossociais do n&atilde;o-emprego involunt&aacute;rio em licenciados portugueses e as estrat&eacute;gias de <I>coping </I>utilizadas para lidar com esses impactos. Optou-se pelo m&eacute;todo de estudo de caso m&uacute;ltiplo e pela entrevista para tra&ccedil;ar a hist&oacute;ria de vida de seis licenciados &ldquo;inempreg&aacute;veis&rdquo;, involuntariamente em situa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria ou sem-actividade laboral. Recorreu-se ao NVivo para an&aacute;lise dos dados. Os resultados evidenciam mais impactos (negativos e positivos) nas situa&ccedil;&otilde;es laborais prec&aacute;rias do que na n&atilde;o-actividade laboral e, mais impactos positivos do que a literatura indiciava. A &ldquo;focaliza&ccedil;&atilde;o activa&rdquo; &eacute; a estrat&eacute;gia de <I>coping </I>mais utilizada pelos sujeitos. Finalizamos propondo pistas para futuras investiga&ccedil;&otilde;es e de combate ao n&atilde;o-emprego. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Coping, Emprego, Impactos Psicossociais, N&atilde;o-emprego, Precariedade laboral, Trabalho. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>World-wide, labour relations change and a new category of higher educated workers emerges: The nonemployable, that although congregate years of professional experience, never had employment in the sense of a juridical relationship (employment contract without term). While studies about nonemployment are scarce, abond studies on job-loss. Thus, in this study we intend: To explore the psychosocial impacts of involuntary nonemployment in Portuguese higher educated workers the <I>coping </I>strategies used to deal with those impacts. We selected the multiple case study and the interview to trace the life history. The six cases are nonemployable, involuntarily in a precarious work situation or without work activity. We use the software Nvivo to analyse data. The results show more impacts (negative and positive) in the condition of precarious work than in nonwork activity and we found more positive impacts than those indicate by the literature. The &ldquo;active focalization&rdquo; is the most used <I>coping </I>strategy. We finalize proposing clues for future investigation and initiatives to stop nonemployment. </P >     <p><B>Key-words</B>: Coping, Employment, Nonemployment, Precarious work, Psychosocial impacts, Work. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>Durante milhares de anos, ningu&eacute;m soube o que era um emprego, pois &ldquo;o emprego &eacute; um fen&oacute;meno da modernidade&rdquo; (Woleck, 2002: 2). Todos sabiam o que significava trabalhar. &ldquo;As pessoas n&atilde;o tinham empregos no sentido fixo e unit&aacute;rio, faziam servi&ccedil;os na forma de um fluxo constantemente mutante de tarefas&rdquo; (Woleck, 2002: 8), sem saber o significado de hierarquia, benef&iacute;cios sociais ou subs&iacute;dios. &Eacute; na revolu&ccedil;&atilde;o industrial que surgem os empregos, enquadrados na figura de contrato de trabalho. Em menos de 200 anos, todos parecem desej&aacute;-los, rendidos &agrave; ilus&atilde;o do pleno emprego (Gon&ccedil;alves &amp; Coimbra, 2002). Em 1776, Adam Smith (1999) afirmou que a sociedade transformou o ser humano, necessariamente, num detentor de emprego, e na realidade assim &eacute;, sendo o emprego o caminho &ldquo;para a seguran&ccedil;a, sucesso e satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades de sobreviv&ecirc;ncia&rdquo; (Woleck, 2002: 8)<I>. </I></P >    <p>Recentemente, o &ldquo;emprego decresceu em, praticamente, todas as na&ccedil;&otilde;es&rdquo; (Woleck, 2002: 9), e os trabalhadores t&ecirc;m de se adaptar a novas formas de organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho que, na realidade, s&atilde;o neologismos para velhas pr&aacute;ticas (Kov&aacute;cs, 2004). Referimo-nos por ex., ao empreende </B>dorismo, <I>Networking, Alliances, Spin-off</I><I>&rsquo;s </I>e <I>New ventures </I>(Kallerberg, 2000), formas que apesar de darem respostas &uacute;teis &agrave; economia, fazem emergir variadas situa&ccedil;&otilde;es laborais prec&aacute;rias indesejadas pelos trabalhadores, que j&aacute; fundaram movimentos contra estas (ex.,&ldquo;FERVE&rdquo;, a organiza&ccedil;&atilde;o europeia &ldquo;May DAY&rdquo;, etc.). </P >    <p>As pessoas sempre esperaram que, estudando mais tempo, teriam garantia de emprego (Castro &amp; Pego, 2000) mas, na verdade, a constru&ccedil;&atilde;o da carreira de jovens licenciados &eacute; hoje feita de uma forma diferente do que aconteceu at&eacute; aqui e assiste-se, principalmente em licenciados, ao aparecimento de uma nova forma categoria de trabalhadores: <I>Os Sem-Emprego</I>, ou adoptando a express&atilde;o de Castel (1998, cit. in Brand&atilde;o, 2002: 144), <I>os inempreg&aacute;veis ou &ldquo;inempregados&rdquo;. </I>Trata-se de indiv&iacute;duos com qualifica&ccedil;&otilde;es que, apesar de possu&iacute;rem experi&ecirc;ncia profissional, nunca tiveram &ndash; apesar de o desejarem &ndash; um v&iacute;nculo laboral sem termo, ou seja, uma rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica de emprego. Como refere Kov&aacute;cs (2004: 63) &ldquo;parece existir um desencontro entre as expectativas dos trabalhadores e as pol&iacute;ticas de emprego. Os estudos indicam que as expectativas da maior parte dos trabalhadores incidem sobre a estabilidade do emprego, mas os meios pol&iacute;ticos e empresariais tentam impor as formas flex&iacute;veis (sobretudo prec&aacute;rias)&rdquo;. </P >     <p>Dado que se trata ent&atilde;o de uma tem&aacute;tica recente e que carece de an&aacute;lise cuidada, o objectivo do nosso estudo &eacute; estudar os impactos do n&atilde;o-emprego em licenciados em situa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;oemprego ou inemprego. </P >    <p>ENQUADRAMENTO TE&Oacute;RICO </P >    <p><I>Trabalho, emprego, &ldquo;inemprego&rdquo; e carreira </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Comecemos por clarificar os conceitos chave para abordagem da nossa problem&aacute;tica. <I>Trabalho</I>, do latim <I>tripaliu </I>(&ldquo;tr&ecirc;s paus&rdquo;) designava &ldquo;um aparelho para sujeitar os cavalos que n&atilde;o se deixavam ferrar&rdquo; (Priberam, s/d). Na ci&ecirc;ncia humana podemos defini-lo por &ldquo;qualquer ac&ccedil;&atilde;o sobre a natureza, pessoas ou ideias com objectivos de aumentar o seu valor para uso futuro&rdquo; (Roberts et al., cit. in Fryer &amp; Payne, 1986: 236). Muitas ac&ccedil;&otilde;es s&atilde;o trabalho (dom&eacute;stico, estudar, etc.) mas n&atilde;o s&atilde;o emprego. Emprego &eacute; a &ldquo;troca contratual, institucionalmente regulamentada, entre duas partes, em que uma vende, e a outra compra trabalho, normalmente por dinheiro, mas tamb&eacute;m poder&aacute; ser por bens ou servi&ccedil;os&rdquo; (<I>idem</I>: 236). A rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica de emprego &eacute; contratualizada por um &ldquo;contrato de trabalho&rdquo;, escrito ou oral, que al&eacute;m de definir as condi&ccedil;&otilde;es do emprego, &eacute; tamb&eacute;m um contrato psicol&oacute;gico (Rousseau, 1997). A palavra <I>emprego </I>surge na l&iacute;ngua inglesa em 1400 e, at&eacute; ao s&eacute;culo XVIII, era &ldquo;uma determinada tarefa e nunca se referia a um papel ou a uma posi&ccedil;&atilde;o numa organiza&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Woleck, 2002: 7) e s&oacute; a partir do s&eacute;culo XIX, passou a designar &ldquo;o trabalho realizado nas f&aacute;bricas ou nas burocracias das na&ccedil;&otilde;es em fase de industrializa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (<I>ibidem</I>). </P >    <p>O <I>Desemprego </I>&eacute; definido como &ldquo;falta de emprego&rdquo; (Priberam, s/d), e desempregado como &ldquo;sem-emprego; desocupado&rdquo; (<I>ibidem</I>). O prefixo &ldquo;des&rdquo; faz-nos crer que se trata de algu&eacute;m que j&aacute; teve emprego e o perdeu, mas na l&iacute;ngua portuguesa, designa indistintamente quem o perdeu e quem nunca o teve. A defini&ccedil;&atilde;o como &ldquo;desocupado&rdquo; n&atilde;o est&aacute; plenamente correcta, pois ser desempregado n&atilde;o &eacute; n&atilde;o ter trabalho, j&aacute; que muitas actividades de trabalho continuam (Fryer &amp; Payne, 1986). </P >    <p>Nesta investiga&ccedil;&atilde;o consideramos como conceitos diferentes o <I>desemprego</I>, ou seja, a perda de um emprego conquistado anteriormente, e &ldquo;<I>inemprego</I>&rdquo; ou <I>n&atilde;o-emprego</I>, situa&ccedil;&atilde;o em que se encontra a pessoa que nunca teve uma rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica de emprego (contrato de trabalho sem termo). O &ldquo;inemprego&rdquo; integra ent&atilde;o a <I>n&atilde;o-actividade laboral </I>(a pessoa est&aacute; actualmente sem actividade laboral, mas pode j&aacute; ter trabalhado precariamente) e as <I>situa&ccedil;&otilde;es laborais prec&aacute;rias </I>ou <I>trabalho prec&aacute;rio </I>(cf. <a href="#q1">Quadro 1</a>). Do latim <I>Precarius </I>&eacute; &ldquo;aquele que pede, suplica, implora&rdquo; (Ferreira, 1994: 925) e encontram-se terminologias diversas, em Portugal e noutros pa&iacute;ses, como trabalho flex&iacute;vel, at&iacute;pico, prec&aacute;rio (Treu, 1992), ou contingente (<I>Contingent Work</I>) que Polivka e Nardone (1989) definem como todo o trabalho que n&atilde;o &eacute; a tempo inteiro, n&atilde;o &eacute; permanente, n&atilde;o possui remunera&ccedil;&atilde;o fixa e n&atilde;o possui v&iacute;nculo laboral. Segundo Kov&aacute;cs (2004: 35) &ldquo;a precariedade refere-se &ldquo;ao trabalho mal pago, pouco reconhecido, &agrave; instabilidade do emprego, &agrave; amea&ccedil;a do desemprego, &agrave; restri&ccedil;&atilde;o dos direitos sociais e tamb&eacute;m &agrave; falta de perspectivas de evolu&ccedil;&atilde;o profissional<I>&rdquo;. </I>Vaz (2002: 2) define diversos tipos de trabalho prec&aacute;rio como o trabalho &ldquo;a tempo parcial, tempor&aacute;rio, o trabalho independente e no domic&iacute;lio&rdquo;, aos quais acrescentamos outras (cf. <a href="#q1">Quadro 1</a>). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q1">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a08q1.jpg" width="562" height="302"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Para Kov&aacute;cs (2004: 37) existe flexibilidade &ldquo;<I>precarizante e a qualificante</I>&rdquo;, sendo que a precarizante se subdivide em &ldquo;est&aacute;vel e transit&oacute;ria&rdquo;. Estamos interessados nas situa&ccedil;&otilde;es de flexibilidade precarizante est&aacute;vel, a situa&ccedil;&atilde;o em que se permanece quando n&atilde;o se consegue escalar para o emprego, ficando anos em trabalho prec&aacute;rio e intermitente (Kov&aacute;cs, 2004). Desenvolvemos cinco exemplos de flexibilidade precarizante, por serem aqueles que emergiram na nossa recolha de dados; (a) o <I>trabalho ilegal, n&atilde;o-enquadrado</I>, ou seja, fora de situa&ccedil;&otilde;es contratualizadas, muitas vezes esquecidas pela investiga&ccedil;&atilde;o (Jahoda, 1981); (b) os <I>contratos a prazo</I>, a termo, ou por tempo determinado, que durante d&eacute;cadas funcionou como &ldquo;uma fase de experimenta&ccedil;&atilde;o uma esp&eacute;cie de processo de pr&eacute;-recrutamento de trabalhadores efectivos&rdquo; (Kov&aacute;cs, 2004: 37), mas que hoje &ldquo;resulta sim, muitas vezes, numa nova situa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria&rdquo; (ibidem); (c) Os <I>programas de est&aacute;gios </I>ou semelhantes, como programas de ocupa&ccedil;&atilde;o de tempos livres, emergem como um novo tipo de precariedade, pois n&atilde;o trazem benef&iacute;cios sociais e muitos s&atilde;o os jovens que permanecem nestas situa&ccedil;&otilde;es, quando na realidade j&aacute; s&atilde;o profissionais; (d) O <I>trabalho independente </I>e o <I>falso independente</I>. O primeiro est&aacute; enquadrado juridicamente atrav&eacute;s do contrato de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o que &ldquo;&eacute; aquele em que uma das partes se obriga a proporcionar &agrave; outra certo resultado do seu trabalho intelectual ou manual&rdquo; (Cap&iacute;tulo IX, Artigo 1154.&ordm; do C&oacute;digo Civil Portugu&ecirc;s). Por&eacute;m, se a actividade &eacute; desenvolvida mensalmente na mesma entidade com remunera&ccedil;&atilde;o igual, considera-se juridicamente, que existe uma rela&ccedil;&atilde;o de emprego, e s&atilde;o estes os falsos independentes, que laboram como se de contratados a termo se tratassem, para que as empresas se esquivem de encargos fiscais e sociais; (e) Por &uacute;ltimo, o <I>subemprego</I>. Os jovens s&atilde;o estimulados &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de uma licenciatura mas n&atilde;o encontrando emprego, ingressam no subemprego, definido como &ldquo;a situa&ccedil;&atilde;o em que o empregado desempenha fun&ccedil;&otilde;es que requerem habilita&ccedil;&otilde;es inferiores &agrave;s que possui&rdquo; (Priberam, s/d). </P >    <p>Os licenciados v&atilde;o assim, encontrando formas de construir a sua carreira, conceito que come&ccedil;a a ganhar novos significados. A carreira seria a &ldquo;soma das experi&ecirc;ncias relacionadas com o trabalho que se desenvolvem ao longo da vida de uma pessoa<I>&rdquo; </I>(Greenhaus, 1987, cit. in Castro &amp; Pego, 2000: 14)<I>. </I>Mas a realidade do desenvolvimento da carreira &eacute; &ldquo;hoje brutalmente diferente&rdquo; (Castro &amp; Pego, 2000: 14) para os licenciados que alternam emprego, desemprego e n&atilde;o-emprego para os quais ningu&eacute;m os preparou, n&atilde;o deixando, entretanto, de desenvolver um &ldquo;moderno&rdquo; tipo de carreira que se aproxima &ldquo;do seu sentido etimol&oacute;gico prim&aacute;rio, no qual a carreira era uma vereda, um caminho estreito e dif&iacute;cil de percorrer&rdquo; (<I>idem</I>: 18). </P >    <p><I>A import&acirc;ncia da perten&ccedil;a a uma organiza&ccedil;&atilde;o laboral (de estar empregado) </I></P >    <p>O trabalho &ldquo;&eacute; um motor da integra&ccedil;&atilde;o social&rdquo; (Durkheim, 1985, cit. in Brand&atilde;o, 2002: 143) e ser trabalhador equivale &ldquo;n&atilde;o s&oacute; a um status fun&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica na sociedade, mas tamb&eacute;m a um conjunto de protec&ccedil;&otilde;es sociais que se foram desenvolvendo durante o s&eacute;culo XX&rdquo; (Brand&atilde;o, 2002: 143). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O trabalho &eacute; o nosso facto social total, j&aacute; que estrutura a nossa rela&ccedil;&atilde;o com o mundo e as nossas rela&ccedil;&otilde;es sociais e, por isso, somos uma sociedade baseada no trabalho, ainda que muitos nos queiram fazer-nos sair dela (Habermas, 1985, cit. in M&eacute;da, 1999). A fun&ccedil;&atilde;o social das organiza&ccedil;&otilde;es vai mais al&eacute;m, j&aacute; que as pessoas passam grande parte das suas vidas nestas e s&atilde;o imbu&iacute;das pelos valores organizacionais (e vice-versa). </P >    <p>Clarke e Critcher (1985, cit. in Glyptis, 1989) referem cinco necessidades satisfeitas pelo emprego: (a) a estrutura&ccedil;&atilde;o do tempo; (b) a partilha de experi&ecirc;ncias fora do contexto familiar; (c) a uni&atilde;o de indiv&iacute;duos em torno de objectivos que ultrapassam os seus pr&oacute;prios; (d) a obten&ccedil;&atilde;o de status e identidade e, (e) o refor&ccedil;o da actividade, isto &eacute;, sentir que o que faz &ldquo;vale a pena&rdquo; e contribui para algo maior. A perten&ccedil;a a uma organiza&ccedil;&atilde;o laboral poder&aacute; ser mais importante para os licenciados, pois desenvolvem expectativas vocacionais elevadas e, logo, poder&atilde;o sentir mais impactos pois a &ldquo;instabilidade profissional (...) gera nos jovens a amarga sensa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o saber o que fazer com tanta escolaridade e/ou qualifica&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Castro &amp; Pego, 2000: 14). </P >    <p><I>Impactos psicossociais do &ldquo;inemprego&rdquo; ou n&atilde;o-emprego </I></P >    <p>O n&atilde;o-emprego &eacute; ent&atilde;o a situa&ccedil;&atilde;o em que se encontram os licenciados que n&atilde;o conseguem conquistar uma rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica de emprego acabando por ser um &ldquo;<I>n&atilde;o-acontecimento</I>&rdquo; (Menezes, Matos, &amp; Costa, 1989: 95), ou seja, um acontecimento esperado mas que acaba por n&atilde;o se verificar. A tarefa de documentar os impactos psicossociais destas situa&ccedil;&otilde;es fica, desde logo, dificultada pois a literatura mescla as situa&ccedil;&otilde;es de perda de emprego com as de n&atilde;o-conquista de emprego. N&atilde;o encontrando estudos sobre n&atilde;o-emprego, basear-nos-emos na literatura existente acerca de fen&oacute;menos semelhantes, como &eacute; o caso do desemprego, trabalho n&atilde;o-permanente, inseguran&ccedil;a no trabalho e outros. </P >    <p>A viv&ecirc;ncia do n&atilde;o-emprego jamais poder&aacute; ser generalizada, pois a forma como cada um vivencia esta situa&ccedil;&atilde;o varia com as suas caracter&iacute;sticas pessoais (locus de controlo, auto-conceito, valor atribu&iacute;do ao trabalho, expectativas vocacionais, caracter&iacute;sticas s&oacute;ciodemogr&aacute;ficas, etc.). Pessoas com emprego poder&atilde;o tamb&eacute;m experienciar a insatisfa&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m, a remunera&ccedil;&atilde;o mensal permite alcan&ccedil;ar uma liberdade econ&oacute;mica que o &ldquo;inempreg&aacute;vel&rdquo; poder&aacute; n&atilde;o desfrutar. </P >    <p>Pensamos que um dos impactos psicossociais do n&atilde;o-emprego ser&aacute; o adiamento de projectos pessoais como, por exemplo, o &ldquo;retardamento da decis&atilde;o de ter filhos (...) fruto de quest&otilde;es econ&oacute;micas e sociais como s&atilde;o o prosseguimento dos estudos, a necessidade sentida pelos jovens de se estabilizarem economicamente antes de casarem ou terem filhos e as dificuldades de inser&ccedil;&atilde;o laboral&rdquo; (Ferreira, Fernandes, Vieira, Puga, &amp; Barrisco, 2006: 74) e, por outro lado, o adiamento da independ&ecirc;ncia, j&aacute; que a sa&iacute;da de casa dos pais faz-se cada vez mais tarde (Ag&ecirc;ncia Lusa, 2006: 1). </P >    <p><I>Impactos da n&atilde;o-actividade laboral </I></P >    <p>O interesse psicossocial no desemprego remonta aos estudos cl&aacute;ssicos realizados durante guerras (Strandh, 2002). Um dos mais antigos artigos &eacute; o de Eisenberg e Lazarsfeld (1938) que mostra as reac&ccedil;&otilde;es negativas das pessoas face ao desemprego, e &eacute; certo que provoca graves repercuss&otilde;es psicol&oacute;gicas e sociais (Rodrigues &amp; Rodrigues, 1987). Em pessoas de classe m&eacute;dia e com maior qualifica&ccedil;&atilde;o, &eacute; visto como algo a esconder, pois &eacute; considerado mais estigmatizante do que noutras classes (McFadyen, 1995), j&aacute; que o facto de possu&iacute;rem mais qualifica&ccedil;&otilde;es leva a supor que arranjam emprego mais facilmente (Fineman, 1987, cit. in McFadyen, 1995). </P >     <p>Destacamos tr&ecirc;s grandes teorias acerca dos efeitos psicol&oacute;gicos do desemprego (Winefield, 2002): A teoria da priva&ccedil;&atilde;o, a teoria do des&acirc;nimo aprendido e a teoria da inibi&ccedil;&atilde;o &agrave; ag&ecirc;ncia Pessoal. A <I>teoria da priva&ccedil;&atilde;o</I>, de Jahoda (1981, 1987) defende que a aus&ecirc;ncia de emprego tem dois grandes efeitos principais: (a) o minar do estatuto social e identidade e (b) a exclus&atilde;o de um prop&oacute;sito maior na sociedade; Distingue benef&iacute;cios manifestos do emprego (ex., obten&ccedil;&atilde;o de rendimentos) de benef&iacute;cios latentes, que servem para manter os la&ccedil;os com a realidade e que s&atilde;o: (a) estrutura temporal, (b) contacto social, (c) objectivos externos, (d) status e identidade, e (e) actividade obrigat&oacute;ria. J&aacute; a <I>teoria do des&acirc;nimo aprendido </I>(Peterson, Maier, &amp; Seligman, 1993) afirma que os desempregados t&ecirc;m maior probabilidade de des&acirc;nimo e perda de auto-estima e depress&atilde;o, se tiverem locus de controlo interno. Finalmente, a <I>teoria da inibi&ccedil;&atilde;o &agrave; ag&ecirc;ncia Pessoal </I>de David Fryer (1986), uma alternativa &agrave; teoria de Jahoda, assume que as pessoas s&atilde;o agentes intrinsecamente motivados, fundamentalmente pr&oacute;activos e independentes e as consequ&ecirc;ncias negativas do desemprego prendem-se com o facto de ele inibir o exerc&iacute;cio da ag&ecirc;ncia pessoal. </P >     <p>Outras teorias identificam est&aacute;dios na viv&ecirc;ncia da perda de um emprego (Eisenberg &amp; Lazarsfeld, 1938; K&uuml;bler-Ross, 1992), em suma, caracterizados por: (a) choque inicial; (b) optimismo, com procura de emprego intensa, (c) pessimismo, ansiedade e d&uacute;vida, quando os esfor&ccedil;os falham e, (d) resigna&ccedil;&atilde;o, deteriora&ccedil;&atilde;o fisico-ps&iacute;quica e fatalismo. No caso do &ldquo;inem prego&rdquo; ou n&atilde;o-emprego n&atilde;o existe choque inicial, mas julgamos que as outras fases se adequam. Quanto a sentimentos associados os estudos focam-se maioritariamente na baixa auto-estima (McFadyen, 1995). Kaufman (1982) cita agressividade, des&acirc;nimo, desespero, inibi&ccedil;&atilde;o, apatia, culpabilidade, perda de identidade, desorienta&ccedil;&atilde;o e Waters (2000) refere sintomas psiqui&aacute;tricos, desesperan&ccedil;a, diminui&ccedil;&atilde;o do controle percebido, auto-estima e moral e satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. Podemos acrescentar sentimentos de degrada&ccedil;&atilde;o, vergonha, falhan&ccedil;o e inadequa&ccedil;&atilde;o (Kelvin, 1980, cit. in Glyptis, 1989), ansiedade acrescida (Rousseau, 1997), e stresse causado pela culpa, preocupa&ccedil;&atilde;o com a perda do rendimento e dificuldades em planear o futuro (Glyptis, 1989). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Argolo (2001) prova uma forte associa&ccedil;&atilde;o entre dificuldades financeiras advindas do desemprego e o sofrimento emocional e Fryer e Payne (1986: 259) referem que a rela&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia e amigos poder&aacute; &ldquo;tornar-se emocionalmente mais carregada, stressante e problem&aacute;tica&rdquo;. S&atilde;o os jovens que sofrem de maior frustra&ccedil;&atilde;o e confus&atilde;o de identidade (Gurney, 1980) e que t&ecirc;m maior tend&ecirc;ncia a autoculpabilizar-se (Hutson &amp; Jenkins, 1989, cit. in McFadyen, 1995: 12). O desemprego est&aacute; relacionado com risco de impactos adversos na sa&uacute;de e estilos de vida menos saud&aacute;veis (Benach, Muntaner, Amable, &amp; Benavides, 2002), e com separa&ccedil;&atilde;o e div&oacute;rcio (Liem &amp; Liem, 1988), neglig&ecirc;ncia e abusos infantis (Steinberg, Catalano, &amp; Dooley, 1981), alcoolismo (Catalano, Dooley, Wilson, &amp; Houch, 1993) e impactos na sa&uacute;de f&iacute;sica (Kessler, House, &amp; Turner, 1987), comportamento criminal (Allan &amp; Steffensmeier, 1989), morte causada por acidentes rodovi&aacute;rios (Leigh &amp; Waldon, 1998, cit. in Vinokur, 1997: 58) e suic&iacute;dio (Orellano, 2005). </P >    <p>A inexist&ecirc;ncia do v&iacute;nculo laboral poder&aacute; causar desvincula&ccedil;&atilde;o emocional (<I>Desgarramiento emocional</I>) traduzida em perda de vitalidade, sensa&ccedil;&atilde;o de inferioridade e depress&atilde;o (Matraj, 2000, cit. in Orellano, 2005) e &ldquo;poder&aacute; ter como consequ&ecirc;ncia a desaprendizagem e a perda de qualifi ca&ccedil;&otilde;es&rdquo; (Kov&aacute;cs, 2004: 62). </P >    <p>Vejamos perspectivas positivas. A psicologia positiva surge &ldquo;em reac&ccedil;&atilde;o &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o que a psicologia tem tido com aspectos negativos e patol&oacute;gicos do comportamento humanos&rdquo; (Luthans, 2002: 58) e porque &ldquo;pouca aten&ccedil;&atilde;o estava a ser dada aos pontos fortes e &agrave;s caracter&iacute;sticas positivas das pessoas&rdquo; (<I>ibidem</I>). Julgamos que a situa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o-actividade laboral poder&aacute; ser um momento de reflex&atilde;o, reorienta&ccedil;&atilde;o e reconvers&atilde;o profissional, e uma oportunidade para se dedicar a outras &aacute;reas que n&atilde;o a profissional. </P >    <p>Estudos organizacionais prev&ecirc;em que as transi&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o cada vez menos disruptivas &agrave; medida que as pessoas desenvolvem capacidades de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; mudan&ccedil;a (Weick, 1995, cit. in Rousseu, 1997) e que as expectativas pessoais e defini&ccedil;&otilde;es de sucesso colocam o desemprego como uma oportunidade para evolu&ccedil;&atilde;o pessoal (Mirvis &amp; Hall, 1994). </P >    <p><I>Impactos das situa&ccedil;&otilde;es laborais prec&aacute;rias </I></P >    <p>S&atilde;o poucos os estudos sobre o impacto do trabalho ou contratos tempor&aacute;rios (Parker, Griffin, &amp; Sprigg, 2002) e muitos iniciaram-se atrav&eacute;s do constructo da inseguran&ccedil;a no trabalho que actua como um stressor cr&oacute;nico (Benach et al., 2002), pois colaboradores expostos a constante inseguran&ccedil;a no trabalho s&atilde;o mais suscept&iacute;veis a doen&ccedil;as (<I>idem</I>) Em Portugal, a Comiss&atilde;o do Livro Branco das Rela&ccedil;&otilde;es Laborais (2007: 78) afirma que &ldquo;os &ldquo;recibos verdes&rdquo; demonstraram menos optimismo perante o futuro do que outros prec&aacute;rios, como os contratados a termo<I>&rdquo;, </I>denunciando diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel dos impactos dos v&aacute;rios tipos de precariedade. </P >    <p>O trabalho flex&iacute;vel pode trazer perigos para a sa&uacute;de do trabalhador (Benach et al., 2002), (<I>idem</I>), efeitos negativos ao n&iacute;vel da sa&uacute;de mental (Burchall, 1994, cit. in Parker, Griffin, &amp; Sprigg, 2002) e tamb&eacute;m dos seus c&ocirc;njuges e filhos (Vinokur, Schul, Vuori, &amp; Price, 2000), instabilidade no trabalho e menor envolvimento nas decis&otilde;es da empresa (Parker, Griffin, &amp; Sprigg, 2002). Por outro lado, mudan&ccedil;as nas rela&ccedil;&otilde;es laborais podem conduzir a maiores exig&ecirc;ncias no desempenho profissional (Herriot &amp; Pemberton, 1995). </P >    <p>Quanto ao subemprego, julgamos que o impacto negativo mais claro &eacute; o baixar o n&iacute;vel de expectativa e aspira&ccedil;&atilde;o profissional e j&aacute; em 1938, Eisenberg e Lazarsfeld (1938: 367) afirmavam que &ldquo;a necessidade de evitar o falhan&ccedil;o tornar-se-&aacute; maior do que a necessidade de manter o seu n&iacute;vel de aspira&ccedil;&atilde;o o mais elevado poss&iacute;vel, e consequentemente o n&iacute;vel de aspira&ccedil;&atilde;o baixar&aacute;&rdquo;. Economistas e gestores defendem que o trabalho contingente &eacute; necess&aacute;rio para enfrentar flutua&ccedil;&otilde;es de mercado, mas outros (Polivka &amp; Nardone, 1989) defendem que conduzir&aacute; a (a) degrada&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rios (b) diminui&ccedil;&atilde;o de benef&iacute;cios, (c) perda de seguran&ccedil;a, (d) n&atilde;o acesso &agrave; forma&ccedil;&atilde;o profissional, (e) perda de posi&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a dos trabalhadores (e movimentos sindicais), (f) baixa lealdade organizacional e, (e) diminui&ccedil;&atilde;o de qualidade e produtividade dos trabalhadores. </P >    <p>Poucos s&atilde;o os impactos positivos documentados j&aacute; que estudos &ldquo;acerca de como o trabalho facilita os prop&oacute;sitos humanos est&atilde;o em falta e s&atilde;o raros os estudos sobre seus efeitos positivos na sa&uacute;de&rdquo; (Ryff &amp; Singer, 1998: 8)<I>. </I>Gon&ccedil;alves e Coimbra (2002), numa amostra maiorit&aacute;ria de licenciados (64,9%), encontraram uma &ldquo;dimens&atilde;o emocional positiva do trabalho&rdquo;, na qual se inclui a &ldquo;Satisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, &ldquo;Interessante&rdquo;, &ldquo;Prazer&rdquo; e &ldquo;Ocupar&rdquo;. Ainda, o trabalho flex&iacute;vel pode significar uma menor press&atilde;o no trabalho (Russell-Gardner &amp; Jackson, 1995, cit. in Parker, Griffin, &amp; Sprigg, 2002). Para Miner e Robinson (1994) no futuro, as mudan&ccedil;as laborais ser&atilde;o banais e promover&atilde;o a aprendizagem individual e organizacional. Uma nova express&atilde;o designa estes trabalhadores com grande capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o e (muitas vezes, involuntariamente) em constante mudan&ccedil;a de organiza&ccedil;&otilde;es: os &ldquo;<I>Portfolio Workers</I>&rdquo; (Handy, 1990, cit. in Kalleberg, 2000). </P >    <p>Apesar das perspectivas negativas sobre estas novas formas de estruturar a vida e o trabalho (Sennet, 2001), estas poder&atilde;o conduzir a uma mudan&ccedil;a pois &ldquo;hoje, e de forma contradit&oacute;ria, uma das marcas do sucesso &eacute; a mudan&ccedil;a de profiss&atilde;o, de emprego ou empresa&rdquo; (Castro &amp; Pego, 2000: 16). Por fim, partilh&aacute;mos da opini&atilde;o que estas diferentes classes de trabalhadores poder&atilde;o conduzir a uma polariza&ccedil;&atilde;o: &ldquo;trabalhadores de tempo integral <I>vs</I>. trabalhadores com menos seguran&ccedil;a&rdquo; (Singer, 1995, cit. in Woleck, 2002: 9). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Coping com o n&atilde;o-emprego ou &ldquo;inemprego&rdquo; </I></P >    <p>Santos, Ribeiro e Guimar&atilde;es (2003) definem <I>coping </I>como o conjunto de esfor&ccedil;os realizados, mais centrados no problema ou nas emo&ccedil;&otilde;es, para lidar com uma situa&ccedil;&atilde;o, independentemente do seu resultado. Apesar do interesse crescente no <I>coping </I>com o desemprego (Waters, 2000) s&atilde;o escassas as teorias sobre este (McFadyen, 1995), e quanto ao n&atilde;o-emprego s&atilde;o inexistentes, por isso, utilizaremos perspectivas sobre <I>coping </I>com o desemprego. </P >    <p>Num primeiro momento, em que o <I>coping </I>era visto como est&aacute;tico, Jahoda (1972) apresenta a 4 estilos de <I>coping </I>com o desemprego: <I>&ldquo;</I>(a) recuperado, (b) resignado, (c) desesperado (d) ap&aacute;tico&rdquo;. Posteriormente, entendeu-se que os esfor&ccedil;os de <I>coping </I>est&atilde;o sempre em evolu&ccedil;&atilde;o e, logo, as influ&ecirc;ncias do meio envolvente e a avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva que a pr&oacute;pria pessoa faz da situa&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m um papel determinante (Waters, 2000). </P >    <p>Leana e Feldman (1990) referem outros tipos de <I>coping</I>: (a) &ldquo;centrado no problema&rdquo; ou seja, procura activa de emprego, e (b) &ldquo;centrado nos sintomas&rdquo; que inclui procurar apoio financeiro e suporte social. Kinicki e Latack (1990) contribuem definindo (a) o <I>coping </I>pelo controle (m&eacute;todos activos de redu&ccedil;&atilde;o do stress) e (b) o <I>coping </I>pela fuga ou evitamento (ignorar ou fugir do foco do stress), sendo este comum em pessoas de classe m&eacute;dia e com qualifica&ccedil;&otilde;es (McFadyen, 1995). </P >     <p>Alguns estudos demonstraram que (a) as pessoas tendem a usar mais do que uma estrat&eacute;gia de <I>coping </I>para fazer face a uma situa&ccedil;&atilde;o stressora (Folkman &amp; Lazarus, 1985); (b) as pessoas que se consideram religiosas, t&ecirc;m um sofrimento menor face &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de desemprego (Argolo, 2001), (c) o apoio social, da fam&iacute;lia, colegas de profiss&atilde;o e grupos da comunidade minimiza o stress associado ao desemprego (Rodrigues &amp; Rodrigues, 1987: 124); (d) o <I>coping </I>centrado nas emo&ccedil;&otilde;es &eacute; mais comum em grupos que percepcionam a situa&ccedil;&atilde;o como incontrol&aacute;vel (McFadyen, 1995). </P >     <p>Por &uacute;ltimo, encontramos uma perspectiva integradora, constru&iacute;da a partir de uma an&aacute;lise cr&iacute;tica de diversas escalas de <I>coping, </I>que decidimos utilizar na nossa investiga&ccedil;&atilde;o: O modelo de Esparb&eacute;s, Sordes-Ader e Tap (1996, cit. in Tap, Costa, &amp; Alves, 2005), que articula as tr&ecirc;s componentes humanas (cognitiva, afectiva e comportamental) e considera seis grandes estrat&eacute;gias de <I>coping</I>: (a) Focaliza&ccedil;&atilde;o, (b) Suporte Social, (c) Retraimento, (d) Convers&atilde;o, (e) Controle e (f) Recusa. Estas estrat&eacute;gias subdividem-se em &ldquo;<I>coping percebido como positivo</I>&rdquo; e &ldquo;<I>coping percebido como negativo</I>&rdquo; tendo em conta a desejabilidade social (Pronost &amp; Tap, 1996, cit. in Tap, Costa, &amp; Alves, 2005: 51)., pois &ldquo;o controle, suporte social e focaliza&ccedil;&atilde;o eram percebidas como positivas, enquanto o retraimento e recusa como negativas (...), as negativas podem ser eficazes a curto-prazo, pois permitem uma dada dist&acirc;ncia face um contexto insuport&aacute;vel&rdquo; (<I>ibidem</I>). </P >     <p><I>&ldquo;Inemprego&rdquo; e desemprego em licenciados portugueses </I></P >    <p>Apresentaremos algumas estat&iacute;sticas actuais relevantes que ajudam a enquadrar a tem&aacute;tica no contexto nacional. Comparado com a Europa, Portugal tem um n&uacute;mero de licenciados baixo &ndash; por exemplo, o Norte de Portugal possui apenas 7.2% de licenciados (Eurostat, 2005) &ndash; e tem menos empregados com habilita&ccedil;&atilde;o superior &ndash; apenas 13%, contra os 31% de Espanha e os 24% da m&eacute;dia europeia (<I>ibidem</I>). </P >     <p>Os licenciados representam 9% do total de desempregados (mais de 50% destes t&ecirc;m entre 25 e 34 anos) e &eacute; a &aacute;rea de &ldquo;Ci&ecirc;ncias sociais e do comportamento&rdquo; que regista mais inscritos na procura do 1.&ordm; emprego (Gabinete de Planeamento, Estrat&eacute;gia, Avalia&ccedil;&atilde;o e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, 2007). </P >     <p>Quanto &agrave; precariedade, Portugal apresenta tamb&eacute;m uma taxa de precariedade superior &agrave; m&eacute;dia europeia, que era de 14,5% em 2005, ocupando o terceiro lugar do <I>ranking </I>dos mais prec&aacute;rios, a seguir &agrave; Espanha e Pol&oacute;nia (Mateus, 2007). Ainda segundo Mateus (<I>idem</I>), em 2000 o Instituto Nacional de estat&iacute;stica reportava que 27% dos trabalhadores portugueses (1,3 milh&otilde;es) tinham um contrato a termo ou desempenhavam fun&ccedil;&otilde;es a recibos verdes e, em 2006, este n&uacute;mero aumentou para 29%. AAdministra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica Central possui tamb&eacute;m 117 mil trabalhadores com v&iacute;nculos prec&aacute;rios (<I>ibidem</I>). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo um inqu&eacute;rito a licenciados do ano de 2006 da Universidade do Porto (Gon&ccedil;alves, Menezes, &amp; Martins, 2009): (a) 9,3% afirmavam-se desempregados e 70,1% em situa&ccedil;&atilde;o de precariedade contratual; (b) 7,4% encontravam-se em forma&ccedil;&atilde;o ou est&aacute;gios (excluindo os inscritos em estudos p&oacute;s-graduados); e (c) 29,3% exerceram ou ainda exercem trabalhos espor&aacute;dicos, maioritariamente em &ldquo;Servi&ccedil;os Administrativos, Inform&aacute;ticos e <I>Call Centers&rdquo; </I>(<I>idem</I>: 22). </P >    <p>Ainda assim n&atilde;o temos um panorama realista da situa&ccedil;&atilde;o nacional por variados motivos como, por exemplo, (a) n&atilde;o existem estat&iacute;sticas sobre cada situa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria particular, (b) nem todos os licenciados se inscrevem em Centros de Emprego, (c) muitos licenciados encontram-se em est&aacute;gios, subemprego ou outras situa&ccedil;&otilde;es e, logo, n&atilde;o s&atilde;o contabilizados como &ldquo;inempregados&rdquo;. </P >    <p>Existem 4 mil licenciados inscritos como desempregados, e seria ousado afirmar que existem tamb&eacute;m milhares de &ldquo;inempregados&rdquo; licenciados, mas &eacute; certo que &ldquo;as condi&ccedil;&otilde;es de empregabili dade dos diplomados t&ecirc;m-se deteriorado seja em termos salariais, seja no v&iacute;nculo laboral a que se submetem seja ainda na possibilidade de promo&ccedil;&atilde;o, ao passo que os empregadores t&ecirc;m tido a oportunidade de aumentar as exig&ecirc;ncias ao recrutar pessoas cada vez mais qualificadas a custos menores&rdquo; (Marques, 2004: 171)<I>. </I></P >    <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Objectivos de estudo e quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o </I></P >    <p>O objectivo deste estudo &eacute; documentar, identificar e reflectir sobre os impactos do n&atilde;o-emprego, procurando responder a duas quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o: (a): Qual o impacto psicossocial do n&atilde;o-emprego ou &ldquo;inemprego&rdquo;, na forma de n&atilde;o-actividade laboral ou situa&ccedil;&atilde;o laboral prec&aacute;ria involunt&aacute;rias, em licenciados portugueses? e (b): Quais as estrat&eacute;gias de <I>coping </I>que utilizam para lidar com essas consequ&ecirc;ncias? </P >    <p><I>M&eacute;todo </I></P >     <p>Perante uma tem&aacute;tica pouco estudada e at&eacute; ao momento n&atilde;o explorada em pormenor, opt&aacute;mos pela utiliza&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo de estudo de caso m&uacute;ltiplo do tipo descritivo e explorat&oacute;rio (Yin, 1994). Estamos assim interessados na an&aacute;lise aprofundada de um n&uacute;mero restrito de casos e n&atilde;o na obten&ccedil;&atilde;o de resultados generaliz&aacute;veis. Utilizamos a &ldquo;Hist&oacute;ria de Vida&rdquo;, de cariz psicobiogr&aacute;fico, na qual a &ldquo;pessoa se conta no interior de um trama de acontecimentos&rdquo; (Poirier, Clapier-Valladon, &amp; Raybaut, 1999: 32), e o entrevistador recolhe o saber espec&iacute;fico de que o entrevistado &eacute; portador, &ldquo;explorando uma parte da sua vida e focalizando-se em determinadas situa&ccedil;&otilde;es vividas&rdquo; (<I>idem</I>: 51). </P >     <p><I>Casos </I></P >    <p>O estudo desenvolveu-se a partir de contactos angariados numa fase preliminar (question&aacute;rio online) e, foram encontradas, com dificuldade, pessoas dispostas a dar o seu contributo voluntariamente. Participaram neste estudo seis licenciados (Casos 1, 2, 3, 4, 5, e 6: Por Exemplo &ldquo;c3&rdquo;) que nunca tiveram uma rela&ccedil;&atilde;o de emprego e se encontravam, no momento da entrevista, sem-actividade laboral ou em situa&ccedil;&atilde;o laboral prec&aacute;ria. T&ecirc;m entre 25 e 33 anos de idade, 2 pertencem ao sexo masculino e 4 ao sexo feminino e habitam nas &aacute;reas de Porto e Braga. Todos possuem uma licenciatura obtida em &aacute;reas cient&iacute;ficas (Educa&ccedil;&atilde;o, Psicologia, Inform&aacute;tica de Gest&atilde;o, Secretariado de Gest&atilde;o, Engenharia Ambiental e Educa&ccedil;&atilde;o Social) e institui&ccedil;&otilde;es distintas, entre 1998 e 2007. Todos est&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;inemprego&rdquo;, tendo vivenciado j&aacute; v&aacute;rios tipos desta situa&ccedil;&atilde;o (cf. <a href="#q2">Quadro 2</a>). Quanto &agrave; sua caracteriza&ccedil;&atilde;o profissional &ldquo;oficial&rdquo;, tr&ecirc;s est&atilde;o sem actividade laboral e os outros tr&ecirc;s s&atilde;o trabalhadores independentes. No entanto, ao apurar a situa&ccedil;&atilde;o &ldquo;real&rdquo;, apenas um est&aacute; sem actividade laboral, dois s&atilde;o falsos independentes e outro &eacute; colaborador n&atilde;o enquadrado. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P ><a name="q2">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a08q2.jpg" width="552" height="191"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><I>T&eacute;cnica de recolha de dados </I></P >    <p>A t&eacute;cnica eleita para a recolha a hist&oacute;ria de vida foi a entrevista semi-estruturada, tendo como ponto de partida um gui&atilde;o constru&iacute;do numa investiga&ccedil;&atilde;o anterior (Ara&uacute;jo, 2003). Esse gui&atilde;o foi enriquecido com perguntas espec&iacute;ficas sobre n&atilde;o-emprego, principalmente relacionadas com as situa&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias. Para apurar se &ldquo;o conte&uacute;do do instrumento era relevante para o objectivo formulado&rdquo; (Leite, 2008: 180), realiz&aacute;mos uma entrevista de pr&eacute;-teste a uma licenciada que n&atilde;o foi tida em conta para a an&aacute;lise dos dados, concluindo que o instrumento apurava o que se desejava (validade de conte&uacute;do) e era totalmente funcional no decorrer da entrevista. No final, o gui&atilde;o de entrevista apresentava um total de 13 perguntas/partes, subdivididas em sub-quest&otilde;es espec&iacute;ficas e uma tabela para preencher dados sociobiogr&aacute;ficos. As primeiras quest&otilde;es do gui&atilde;o recolhiam a hist&oacute;ria de vida (ex., Conte-me, em breves linhas, como decorreu a sua inf&acirc;ncia? E a adoles c&ecirc;ncia?) e, de seguida, colocavam-se quest&otilde;es relacionadas com a hist&oacute;ria profissional (ex., Em que empresas/fun&ccedil;&otilde;es trabalhou e sob que regimes legais?). Numa &uacute;ltima parte do gui&atilde;o explorava-se os impactos do &ldquo;inemprego&rdquo; (ex., Que &aacute;reas da sua vida sente que foram afectadas? O que sente perante a estas situa&ccedil;&otilde;es?) e questionava-se os entrevistados sobre a sua forma de lidar com essas consequ&ecirc;ncias. </P >    <p><I>Procedimento </I></P >    <p>Depois de reunir os contactos dos entrevistados atrav&eacute;s do question&aacute;rio online da fase preliminar, as entrevistas foram marcadas. Realizaram-se entre Maio e Julho de 2008 e foram integralmente gravadas ap&oacute;s o consentimento escrito de cada participante (totalizando mais de 10 horas de grava&ccedil;&atilde;o). </P >    <p><I>T&eacute;cnica de an&aacute;lise de dados </I></P >    <p>Foi escolhida a an&aacute;lise de conte&uacute;do, do tipo descritivo, que &ldquo;tem por finalidade enumerar ou descrever as caracter&iacute;sticas dos fen&oacute;menos&rdquo; (Ferrari, cit. in Leite, 2008: 208). Numa primeira fase, as entrevistas foram transcritas e introduzidas no NVivo (QSR Nvivo Version 7.0), depois foi feita uma leitura explorat&oacute;ria de todos os documentos e finalmente foram analisados, codificados e categorizados todos os dados. </P >    <p>REDU&Ccedil;&Atilde;O DOS DADOS, AN&Aacute;LISE E DISCUSS&Atilde;O </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Redu&ccedil;&atilde;o dos dados </I></P >    <p>Ap&oacute;s a recolha dos dados, apur&aacute;mos seis hist&oacute;rias de vida. Segundo Vala (1986: 126) &ldquo;n&atilde;o h&aacute; modelos ideais em an&aacute;lise de conte&uacute;do [pois] as regras do processo inferencial que subjaz &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do devem ser ditadas pelos referentes te&oacute;ricos e pelos objectivos do investigador&rdquo; e, por isso, utilizou-se uma t&eacute;cnica mista, tripartida, de categoriza&ccedil;&atilde;o. Em <I>primeiro lugar</I>, os diversos referenciais te&oacute;ricos serviram para definir algumas categorias <I>a priori </I>(ex., impactos provindos da revis&atilde;o te&oacute;rica). No caso das estrat&eacute;gias de <I>coping </I>utiliz&aacute;mos todas as defini&ccedil;&otilde;es do modelo de Esparb&eacute;s et al. (1996, cit. in Tap, Costa, &amp; Alves, 2005), apenas efectuando uma (ligeira) mudan&ccedil;a na categoria &ldquo;suporte social&rdquo;, a qual alargamos para incluir n&atilde;o s&oacute; a procura de apoio junto de familiares e amigos, como tamb&eacute;m junto de servi&ccedil;os &agrave; comunidade como sugeriu McFadyen (1995) e o apoio de grupos da mesma categoria social ou redes sociais de apoio, como sugere Breakwell (1986, cit. in McFadyen, 1995)<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. Em <I>segundo lugar</I>, usamos as quest&otilde;es do pr&oacute;prio gui&atilde;o de entrevista. <I>Por &uacute;ltimo</I>, em caso de aus&ecirc;ncia de refer&ecirc;ncias te&oacute;ricas, base&aacute;mo-nos nos dados recolhidos para a gera&ccedil;&atilde;o das categorias (ex., alguns impactos psicossociais). </P >     <p>O sistema de categorias foi sendo aperfei&ccedil;oado, &agrave; medida que os dados indiciavam a necessidade criar, reformular ou juntar categorias, e no final, cont&aacute;mos com um sistema de 93 categorias. Destas categorias, 8 s&atilde;o free nodes/categorias livres, e 85 s&atilde;o <I>tree nodes/categorias interligadas</I>, sendo 3 as categorias &ldquo;M&atilde;es&rdquo; e 82 as categorias &ldquo;Filhas&rdquo;. As categorias livres n&atilde;o ser&atilde;o alvo de an&aacute;lise, bem como algumas categorias interligadas, uma vez que n&atilde;o correspondem a nenhuma das nossas quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o, antes serviram para enriquecer a entrevista e aprofundar a rela&ccedil;&atilde;o entrevistador-entrevistado. As categorias interligadas &ldquo;M&atilde;es&rdquo; s&atilde;o: (a) Coping com o n&atilde;o-emprego, (b) Hist&oacute;ria profissional e (c) Hist&oacute;ria de vida. As categorias que ser&atilde;o alvo de an&aacute;lise s&atilde;o o (a) <I>Coping com o n&atilde;o-emprego</I>, com treze categorias e 878 unidades de registo e (b) as 45 categorias relativas ao impacto do n&atilde;o-emprego, com 1832 unidades de registo. As categorias analisadas totalizam assim 59 categorias, com um total de 2825 unidades de registo (cf. <a href="#a1">Ap&ecirc;ndice 1</a>). </P >     <p>AN&Aacute;LISE DAS QUEST&Otilde;ES DE INVESTIGA&Ccedil;&Atilde;O </P >    <p><I>Impacto psicossocial do &ldquo;Inemprego&rdquo; ou n&atilde;o-emprego em Licenciados </I></P >    <p><I>Impactos positivos e negativos da n&atilde;o-actividade laboral: </I>No <a href="#q3">Quadro 3</a> apresentam-se os resultados relativos a: (a) <I>Impactos negativos</I>, com 6 categorias (a categorias &ldquo;sentimentos&rdquo; subdivide-se em 3 subcategorias), e (b) <I>Impactos positivos</I>, onde surgem 3 categorias. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q3">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a08q3.jpg" width="554" height="522"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Os impactos negativos mais verbalizados s&atilde;o a &ldquo;<I>Perda de Benef&iacute;cios Sociais e Outros&rdquo; </I>e a &ldquo;<I>Dificuldade em planear o Futuro&rdquo;</I>, enquanto que o sentimento dominante &eacute; o de &ldquo;<I>Tristeza, </I><I>injusti&ccedil;a&rdquo;</I>. Os impactos positivos s&atilde;o bastante menos, por&eacute;m &eacute; a &ldquo;<I>Evolu&ccedil;&atilde;o Pessoal&rdquo; </I>a mais referida e, nos sentimentos positivos, uma entrevistada refere &ldquo;<I>Esperan&ccedil;a, Atitude positiva&rdquo;</I>. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Algumas verbaliza&ccedil;&otilde;es dos participantes ilustram os impactos negativos da n&atilde;o-actividade laboral: (a) &ldquo;Senti aquela frustra&ccedil;&atilde;o, aquela ansiedade e j&aacute; me bateu a tristeza mesmo (...) &eacute; um investimento que &eacute; feito, uma pessoa estuda, dedica-se a uma coisa e as coisas n&atilde;o surgem. &Eacute; complicado&rdquo; (c1); (c) &ldquo;Mesmo sentimentos de tristeza (...) de injusti&ccedil;a porque depois n&atilde;o vejo ningu&eacute;m a fazer nada por n&oacute;s&rdquo; (c1); (b) &ldquo;Filhos a&iacute; sem d&uacute;vida, isso deix&aacute;mos completamente porque ainda n&atilde;o temos qualquer estabilidade&rdquo; (c5); (c) &ldquo;Sinto-me injusti&ccedil;ada, sinto-me injusti&ccedil;ada&rdquo; (c6). </P >    <p><I>Impactos positivos e negativos das situa&ccedil;&otilde;es laborais prec&aacute;rias: </I>Foram codificadas 13 categorias como impactos negativos e, 4 subcategorias de categoria sentimentos (cf. <a href="#q4">Quadro 4</a>). Em primeiro lugar surge a categoria &ldquo;<I>Instabilidade ou Degrada&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rios</I>&rdquo;, seguida por &ldquo;<I>Perda de Benef&iacute;cios e Impostos acrescidos</I>&rdquo; e por &ldquo;<I>Procurar, aceitar ou Acumular Outros Trabalhos&rdquo;</I>. O sentimento negativo mais referido &eacute; a &ldquo;<I>Injusti&ccedil;a, Frustra&ccedil;&atilde;o, Inseguran&ccedil;a</I>&rdquo;, seguido da &ldquo;<I>Insatisfa&ccedil;&atilde;o, desmotiva&ccedil;&atilde;o</I>&rdquo;. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q4">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a08q4.jpg" width="557" height="515"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Escolhemos algumas frases essenciais para ilustrar os impactos negativos face &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias: (a) &ldquo;Pensar em vida futura, nem pensar! Como a situa&ccedil;&atilde;o est&aacute; (...) &eacute; complicado (...) n&atilde;o estou a fazer descontos, n&atilde;o estou com nada legalizado&rdquo; (c1); (b) &ldquo;Quer trabalhe quer n&atilde;o tenho de pagar &agrave; Seguran&ccedil;a Social (...) se todos trabalham na mesma empresa (...) deviam de ter a mesma lei, n&atilde;o &eacute;?&rdquo; (c2); (c) &ldquo;Era muito injusto (...) comecei a desmotivar, porque via em rela&ccedil;&atilde;o a outros colegas, eu n&atilde;o tinha direito a f&eacute;rias (...) Injusti&ccedil;ada, chateada, pensava...Porque &eacute; que estive tanto tempo a estudar n&atilde;o faz sentido, realmente, n&atilde;o faz sentido!&rdquo; (c4); (d) &ldquo;Se me centrasse s&oacute; na situa&ccedil;&atilde;o em que eu vivia, entrava numa depress&atilde;o mesmo muito profunda porque eu sentia-me mesmo... achava que... aquilo n&atilde;o podia estar a acontecer&rdquo; (c4). </P >    <p>Quanto a impactos positivos encontr&aacute;mos 10 categorias (cf. <a href="#q5">Quadro 5</a>). Os impactos positivos mais percepcionados s&atilde;o a &ldquo;<I>Satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho&rdquo;</I>, seguida da &ldquo;<I>Aprendizagem Individual e Organizacional&rdquo;</I>, a &ldquo;<I>Experi&ecirc;ncia e Reconhecimento Profissional&rdquo; </I>e, em quarto lugar, a &ldquo;<I>Obten&ccedil;&atilde;o de rendimentos, Independ&ecirc;ncia&rdquo;</I>. Quanto aos sentimentos positivos, surge a categoria &ldquo;<I>Esperan&ccedil;a, Optimismo</I>&rdquo; em 5 dos 6 casos. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q5">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a08q5.jpg" width="554" height="336"></P >     
<p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Vejamos algumas afirma&ccedil;&otilde;es dos entrevistados no &acirc;mbito dos impactos positivos das situa&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias: (a) &ldquo;Eu gostei da experi&ecirc;ncia, &eacute; bom. Foi uma experi&ecirc;ncia na altura agrad&aacute;vel (...) Esperava conseguir o reconhecimento&rdquo; (c2); (b) &ldquo;N&atilde;o tenho contrato mas tamb&eacute;m se aparecer outra coisa n&atilde;o tenho que avisar&rdquo; (c3); (c) &ldquo;Isto trouxe-me experi&ecirc;ncia profissional que era coisa que n&atilde;o tinha, n&atilde;o &eacute;? Deu-me (...) algum sentido de vida, de realiza&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m pelos trabalhos que fiz e pronto envolveu-me um bocado no mundo do trabalho coisa que n&atilde;o tinha no&ccedil;&atilde;o do que era e passei a ter&rdquo; (c5). </P >    <p><I>Impactos do &ldquo;Inemprego&rdquo; ou n&atilde;o-emprego: S&iacute;ntese </I></P >    <p>Encontramos impactos e sentimentos negativos semelhantes na situa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o-actividade laboral e situa&ccedil;&otilde;es laborais prec&aacute;rias (cf. <a href="#q6">Quadros 6</a>). No entanto, as situa&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias revelam mais impactos negativos (13 categorias) do que a n&atilde;o-actividade laboral (6 categorias). Seleccion&aacute;mos propositadamente tr&ecirc;s casos em situa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o-actividade laboral e outros tr&ecirc;s em situa&ccedil;&atilde;o laboral prec&aacute;ria, por&eacute;m, estas diferen&ccedil;as podem ser tamb&eacute;m explicadas pelo facto de todos terem vivenciado diversas situa&ccedil;&otilde;es laborais prec&aacute;rias e, logo ter tido muito mais a dizer sobre os impactos negativos destas, do que sobre n&atilde;o-actividade laboral. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q6">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a08q6.jpg" width="555" height="530"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>A condi&ccedil;&atilde;o que maior diferen&ccedil;a apresenta &eacute; a dos impactos positivos, dos quais emergem mais categorias nas situa&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias (10 categorias) do que nas de n&atilde;o-actividade laboral (3 categorias). Encontramos sentimentos positivos semelhantes nas duas situa&ccedil;&otilde;es. </P >     <p><I>Coping com o &ldquo;inemprego&rdquo; ou n&atilde;o-emprego </I></P >     <p>Adaptando o j&aacute; referido modelo integrador de Esparb&eacute;s et al. (1996, cit. in Tap, Costa, &amp; Alves, 2005), decidiu-se analisar o <I>coping </I>face ao n&atilde;o-emprego como um todo, devido ao facto dos entrevistados terem j&aacute; vivenviado diversas situa&ccedil;&otilde;es de inemprego e se referirem &agrave;s formas de lidar com a n&atilde;o-actividade e com as situa&ccedil;&otilde;es laborais prec&aacute;rias de forma indistinta. As estrat&eacute;gias mais presentes nas verbaliza&ccedil;&otilde;es s&atilde;o a <I>Focaliza&ccedil;&atilde;o</I>, seguida da <I>Convers&atilde;o </I>e, em terceiro lugar, o <I>Suporte Social</I>. Incluindo os subtipos de estrat&eacute;gias de <I>copin</I>g, &eacute; a <I>Focaliza&ccedil;&atilde;o activa </I>que re&uacute;ne maior n&uacute;mero de verbaliza&ccedil;&otilde;es (74), seguida da <I>Focaliza&ccedil;&atilde;o cognitiva </I>(62) e, em terceiro lugar, surge o <I>Suporte social </I>(50), em quarto lugar surge a <I>Focaliza&ccedil;&atilde;o emocional </I>e s&oacute; depois, em quinto lugar, surge a estrat&eacute;gia de <I>Convers&atilde;o comportamental </I>(cf. <a href="#q7">Quadro 7</a>). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q7">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a08q7.jpg" width="552" height="474"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Apresentamos excertos de frases para ilustrar as estrat&eacute;gias utilizadas: (a) <I>Convers&atilde;o Comportamental </I>&ldquo;H&aacute; aqui estrat&eacute;gias que eu utilizava, mediante o tipo de emprego eu adaptava o meu curr&iacute;culo (...) quando pediam o 12&ordm; ano, eu j&aacute; n&atilde;o dizia que tinha p&oacute;s gradua&ccedil;&atilde;o e a Licen ciatura<I>&rdquo; </I>(c4); (b) <I>Focaliza&ccedil;&atilde;o Activa</I>: &ldquo;Fui respondendo aos an&uacute;ncios do jornal que apareciam (...) Internet, fui directamente inscrever-me &agrave;s empresas (...) a empresas de trabalho tempor&aacute;rio (...) Mais! &Agrave; volta de 1000 [candidaturas]&rdquo; (c4); (c) <I>Focaliza&ccedil;&atilde;o Cognitiva</I>: &ldquo;Passa por decis&otilde;es pol&iacute;ticas (...), &eacute; a mentalidade dos empres&aacute;rios (...), dos gestores, porque se criam cursos que n&atilde;o s&atilde;o necess&aacute;rios (...) Portugal &eacute; o pa&iacute;s com menos licenciados e com mais licenciados no desem prego, portanto deve ser um problema de gest&atilde;o (c2)&rdquo;; (d) <I>Retraimento </I>&ldquo;Quando tenho um problema tento n&atilde;o pensar nele (c3)&rdquo;; (e) <I>Suporte Social </I>&ldquo;Vou morar porque o meu namorado tamb&eacute;m tem um emprego est&aacute;vel (...) a minha m&atilde;e diz que isto n&atilde;o &eacute; vida para ningu&eacute;m (...) o meu namorado diz que eu j&aacute; devia ter arranjado outra coisa (c3)&rdquo;. </P >     <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p><I>Impactos da n&atilde;o-actividade laboral </I></P >    <p>Como referiu Jahoda (1981, 1987), existe perda de benef&iacute;cios latentes do emprego, como &eacute; o caso do minar do estatuto social e a exclus&atilde;o de um prop&oacute;sito maior na sociedade, que conseguimos entrever pela categoria &ldquo;<I>frustra&ccedil;&atilde;o, inutilidade</I>&rdquo;. A perda de benef&iacute;cios manifestos &eacute; &oacute;bvia ao observar as categorias de <I>&ldquo;instabilidade financeira e perda de benef&iacute;cios sociais&rdquo;</I>.A depress&atilde;o (Matraj, 2000, cit. in Orellano, 2005) e baixa auto-estima (Waters, 2000) tamb&eacute;m se podem aqui entrever na categoria: &ldquo;<I>Tristeza, Injusti&ccedil;a</I>&rdquo;. No entanto, a express&atilde;o &ldquo;<I>injusti&ccedil;a</I>&rdquo; nunca foi encontrada na literatura e talvez seja mais vis&iacute;vel na nossa amostra por se tratar de licenciados. A categoria &ldquo;<I>incapacidade de planear o futuro</I>&rdquo;, indicia inibi&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia pessoal (Fryer, 1986) e s&atilde;o muitas as afirma&ccedil;&otilde;es que demonstram esta inibi&ccedil;&atilde;o como, por exemplo, o adiamento da parentalidade, como afirmava Ferreira (Ferreira et al., 2006). Tamb&eacute;m Glyptis (1989) havia associado as dificuldades em fazer planos para o futuro ao stresse associado ao desemprego. Um outro impacto que a literatura nos indicava era a degrada&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia ou amigos (Fryer &amp; Payne, 1986: 259). Apesar dos entrevistados n&atilde;o o terem verbalizado dessa forma, a categoria &ldquo;<I>Depend&ecirc;ncia de familiares ou outros</I>&rdquo; sugere potencial altera&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es familiares, por exemplo, pelas palavras da c1 &ldquo;Tive de comprar outro [computador] para trabalhar e tiveram de ser os meus pais, mais uma vez s&atilde;o os meus pais&rdquo;. Sobre o impacto negativo &ldquo;<I>aceitar outros trabalhos</I>&rdquo; abaixo das suas qualifica&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o existiam estudos, da&iacute; que &eacute; f&aacute;cil concluir que o subemprego e os seus impactos t&ecirc;m sido pouco estudados. Por &uacute;ltimo, surge a categoria &ldquo;<I>culpabiliza&ccedil;&atilde;o</I>&rdquo;, tamb&eacute;m referida na literatura (Glyptis, 1989; Kaufman, 1982), em que o pr&oacute;prio ou outros o culpabilizam, neste caso por n&atilde;o ter actividade laboral. </P >    <p>Quanto aos impactos positivos, algumas verbaliza&ccedil;&otilde;es confirmam o facto de ver esta situa&ccedil;&atilde;o como uma oportunidade de evolu&ccedil;&atilde;o pessoal. A categoria com mais verbaliza&ccedil;&otilde;es &eacute; &ldquo;<I>Esperan&ccedil;a, atitude positiva</I>&rdquo;. A psicologia positiva est&aacute; ainda em evolu&ccedil;&atilde;o mas a esperan&ccedil;a &eacute; um dos contructos estudados. Snyder (2000, cit. in Luthans, 2002: 62) explora este conceito de forma mais abrangente referindo que &ldquo;ter esperan&ccedil;a (<I>being hopeful</I>) &eacute; acreditar que se pode planear objectivos, descobrir como atingi-los e motivar-se a si pr&oacute;prio para os atingir&rdquo;. A categoria &ldquo;<I>tempo livre</I>&rdquo;, ou mais tempo livre dispon&iacute;vel, n&atilde;o havia sido referida na literatura, por&eacute;m os entrevistados sentem que se trata de um impacto positivo de pouca dura, como refere a c6 &ldquo;Ao princ&iacute;pio sabe bem o primeiro dia, o segundo, a primeira semana, poder ir passear, ir dar uma volta...&rdquo;. </P >    <p>Quanto &agrave; oportunidade de reorienta&ccedil;&atilde;o e reconvers&atilde;o profissional, por um lado, pode n&atilde;o ser uma hip&oacute;tese para as pessoas que at&eacute; gostam da sua profiss&atilde;o. Por outro, arriscamos dizer que n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil obter esse tipo de apoio, baseando-nos em algumas unidades de registo: &ldquo;No Centro de Emprego tamb&eacute;m tinha inscrito, n&atilde;o &eacute;. &Eacute; um local referenciado. Nunca fui chamado para nada&rdquo; (c); &ldquo;Centros de emprego &eacute; quase nula, &eacute; quase nula... porque se calhar est&atilde;o l&aacute; para preencher estat&iacute;sticas. Nunca fui chamado&rdquo; (c5). Pelo contr&aacute;rio, estes servi&ccedil;os acabam at&eacute; por promover algumas situa&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias como os est&aacute;gios consecutivos (c5) e at&eacute; o subemprego, como foi o caso da c4: &ldquo;Fui chamada pelo Centro de emprego (...) eles pediam uma pessoa com o 12&ordm; ano, na &aacute;rea administrativa, falaram nas condi&ccedil;&otilde;es, no sal&aacute;rio e, e eu tive de aceitar, n&atilde;o &eacute;?&rdquo; </P >    <p>Por &uacute;ltimo, &eacute; poss&iacute;vel entrever semelhan&ccedil;as entre as teorias dos est&aacute;dios na viv&ecirc;ncia da perda de um emprego (Eisenberg &amp; Lazarsfeld, 1938; K&uuml;bler-Ross, 1992) e os nossos casos &ldquo;inempreg&aacute;veis&rdquo;. Estes, n&atilde;o apresentando o choque inicial, apresentaram tamb&eacute;m atitudes pessimistas e resigna&ccedil;&atilde;o; Por&eacute;m, pensamos que os licenciados correm o risco de viver mais prolongadas fases de <I>optimismo</I>, com procura de emprego intensa, mesclada com momentos das outras fases, como, por exemplo, a sensa&ccedil;&atilde;o de frustra&ccedil;&atilde;o. </P >    <p><I>Impactos das situa&ccedil;&otilde;es laborais prec&aacute;rias </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma grande parte dos impactos previstos na revis&atilde;o te&oacute;rica como <I>negativos</I>, para qualquer situa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria, surgiram nos nossos resultados. A &ldquo;<I>Instabilidade ou degrada&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rios</I>&rdquo; &eacute; a categoria com mais verbaliza&ccedil;&otilde;es, referida por todos os casos, o que j&aacute; esper&aacute;vamos pela literatura revista (Parker, Griffin, &amp; Sprigg, 2002; Polivka &amp; Nardone, 1989). </P >    <p>A categoria &ldquo;<I>perda de benef&iacute;cios sociais e impostos acr</I><I>escidos</I>&rdquo;, referida por todos os casos, havia sido parcialmente documentada na revis&atilde;o te&oacute;rica, por&eacute;m os impostos acrescidos (porque pagam mais do que um trabalhador a contrato de trabalho sem termo ou at&eacute; a prazo!) n&atilde;o foram referidos na literatura. Um trabalhador prec&aacute;rio em Portugal paga seguran&ccedil;a social, imposto sobre o rendimento (IRS), eventualmente IVA e nem sequer tem direito a subs&iacute;dio de desemprego, o que n&atilde;o acontece em todos os pa&iacute;ses da Europa, como, por exemplo, em Espanha (Branco, 2007). As categorias &ldquo;<I>Injusti&ccedil;a, frustra&ccedil;&atilde;o, inseguran&ccedil;a</I>&rdquo; e &ldquo;<I>Procurar, aceitar ou acumular outros trabalhos</I>&rdquo;, n&atilde;o aparecem documentadas na revis&atilde;o te&oacute;rica, mas como vimos os nossos casos j&aacute; incorrem em pr&aacute;ticas surpreendentes como omitir a licenciatura do seu <I>Curriculum Vitae </I>e aceitar trabalho muito abaixo das suas qualifica&ccedil;&otilde;es (subemprego), por vezes, para evitar pagar a carga de impostos exagerada do trabalho prec&aacute;rio na sua profiss&atilde;o, acumulando por vezes dois ou mais trabalhos (como foi o caso da c6). A categoria &ldquo;<I>Incapacidade de planear o futuro</I>&rdquo;, referida por todos os entrevistados, espelhada de novo a inibi&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia pessoal (Fryer 1986) e apesar da teoria de Fryer ter sido concebida para explicar os efeitos do desemprego, a inibi&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia pessoal &eacute; tamb&eacute;m aqui notada seja por abdicar de comprar casa, casar ou constituir fam&iacute;lia. </P >    <p>Algumas unidades de registo codificadas corroboram as perspectivas de que o trabalho flex&iacute;vel poderia trazer perigos para a sa&uacute;de do trabalhador (Benach et al., 2002) como, por exemplo, a c3 afirma &ldquo;N&atilde;o consigo fazer exerc&iacute;cio f&iacute;sico (...) n&atilde;o tenho tempo para mim, nem para estar com a minha fam&iacute;lia, (...) vou de fim-de-semana, estou com a cabe&ccedil;a l&aacute; mas com a mente noutro s&iacute;tio&rdquo;, enquanto a C6, que sempre a alternou situa&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias, diz &ldquo;Fiquei muito cansada, foi desgastante. Para mim foi muito desgastante&rdquo;. </P >     <p>Na literatura hav&iacute;amos encontrado uma refer&ecirc;ncia ao facto de algumas mudan&ccedil;as nas rela&ccedil;&otilde;es laborais levarem a maiores exig&ecirc;ncias no desempenho profissional (Herriot &amp; Pemberton, 1995) e aqui surge algo semelhante: A categoria &ldquo;<I>Maior Responsabilidade ou Tarefas</I>&rdquo;. Vejamos a afirma&ccedil;&atilde;o da c4, licenciada, contratada a prazo numa categoria menor do que as suas habilita&ccedil;&otilde;es, como administrativa, &ldquo;Como eu tinha habilita&ccedil;&otilde;es superiores come&ccedil;aram a dar-me mais responsa bilidades porque viam que conseguia fazer e continuava&rdquo;. Ora, sendo prec&aacute;ria, poderia esperar-se o impacto positivo de menor press&atilde;o no trabalho, por&eacute;m em vez disso, s&atilde;o-lhes exigidas maiores responsabilidades, logo, podemos pensar que at&eacute; ter&aacute; maior qualidade e produtividade uma vez que &eacute; sobrequalificada, o que n&atilde;o deixa de ser &ldquo;explora&ccedil;&atilde;o&rdquo; advinda do subemprego. </P >     <p>As &ldquo;<I>Desloca&ccedil;&otilde;es constantes</I>&rdquo; s&atilde;o tamb&eacute;m um impacto novo dos nossos resultados. Estas desloca&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se referem a mudar de organiza&ccedil;&atilde;o por exemplo, de m&ecirc;s em m&ecirc;s ou ano em ano, mas sim &agrave; pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria em que o sujeito est&aacute; <I>naquele momento </I>que implica, por exemplo, para o c2, andar na sua pr&oacute;pria viatura a fazer entrevistas, no caso da c3 e c4 ministrar forma&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rios s&iacute;tios e, no caso da c6 trocar constantemente de transportes p&uacute;blicos para manter as v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias que possu&iacute;a no momento. </P >    <p>A categoria &ldquo;<I>Depend&ecirc;ncia Familiar ou de outros</I>&rdquo; n&atilde;o havia sido referida por&eacute;m este impacto parece-nos de elevada import&acirc;ncia pois, por exemplo, a c3 ir&aacute; viver com o namorado por ele ter um emprego, o c5 est&aacute; mais descansado por a mulher ter um emprego e o c2 ainda vive na casa dos pais e necessita do seu apoio. </P >    <p>A baixa lealdade organizacional tinha sido referida na literatura (Polivka &amp; Nardone, 1989). No caso da c3, esta baixa lealdade est&aacute; em parte relacionada com o facto de lhe ter sido prometido um contrato que nunca chegou e no caso da c6, deve-se &agrave; entrevistada observar injusti&ccedil;as como contrata&ccedil;&atilde;o de pessoas sem licenciatura para a mesma fun&ccedil;&atilde;o que exercia. Um impacto negativo novo &eacute; a &ldquo;<I>Exclusividade com a organiza&ccedil;&atilde;o</I>&rdquo;, que poder&aacute; parecer ir&oacute;nico e injusto, por se tratar de uma situa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria. A entrevistada 4 foi contratada a prazo como administrativa pela pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o que lhe concedeu o grau de licenciada, e tratando-se de um contrato num organismo p&uacute;blico, ter&aacute; de pedir aprova&ccedil;&atilde;o para poder ministrar forma&ccedil;&atilde;o (aos s&aacute;bados) como licenciada, na sua &aacute;rea, para a qual a pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o a formou. </P >    <p>Apenas dois casos afirmaram se <I>culpabilizar </I>pela situa&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m a literatura n&atilde;o nos relevava este impacto negativo em trabalhadores prec&aacute;rios, aparecendo apenas em estudos sobre desem prego (Glyptis, 1989; Kaufman, 1982: 124). A c4 culpabiliza-se porque nem sempre fez as escolhas mais acertadas, enquanto que o c2 culpabiliza-se por se ter acomodado &agrave; situa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria. </P >    <p>A categoria &ldquo;<I>Sensa&ccedil;&atilde;o de trabalho inacabado</I>&rdquo;, n&atilde;o referida na literatura, surge em dois casos, mas n&atilde;o &eacute; caso para descur&aacute;-la, uma vez que representa at&eacute; impactos para a sociedade em geral. Um dos casos (c5) alternou est&aacute;gios profissionais com trabalho n&atilde;o-enquadrado numa autarquia em projectos ambientais e a outra (c6) em projectos de interven&ccedil;&atilde;o social. Estas tem&aacute;ticas de elevada import&acirc;ncia social, uma vez que se relacionam com interven&ccedil;&otilde;es sociais junto de popula&ccedil;&otilde;es carenciadas ou projectos ambientais, poderiam ter um maior grau de sucesso se mantivessem os mesmos profissionais a realizar as suas interven&ccedil;&otilde;es ao longo do tempo. </P >    <p>No que respeita aos <I>impactos positivos</I>, encontramos mais do que o que seria de esperar atendendo &agrave; revis&atilde;o te&oacute;rica, o que ser explicado pela maior capacidade de reflex&atilde;o dos licenciados ou comprovar que realmente s&atilde;o quase inexistentes os estudos neste campo espec&iacute;fico. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A categoria mais abordada, e que todos os casos verbalizaram, &eacute; a &ldquo;<I>Aprendizagem individual e organizacional</I>&rdquo; o que corrobora a opini&atilde;o de Miner e Robinson (1994). Alguns impactos positivos percepcionados pelos entrevistados que s&atilde;o reveladoras (por ordem de frequ&ecirc;ncia): (a) a &ldquo;<I>Satis </I><I>fa&ccedil;&atilde;o no trabalho&rdquo; </I>(esta satisfa&ccedil;&atilde;o respeita ao trabalho que se desenvolve e n&atilde;o ao tipo de v&iacute;nculo que possui), que j&aacute; havia sido referida na literatura (Gon&ccedil;alves e Coimbra (2002), (b) o &ldquo;<I>Reconhe </I><I>cimento e experi&ecirc;ncia profissional&rdquo; </I>(c) a &ldquo;obten&ccedil;&atilde;o de rendimentos&rdquo;, (d) &ldquo;<I>Sentimentos de esperan&ccedil;a e optimismo&rdquo; </I>e (e) a &ldquo;<I>Possibilidade de arranjar oportunidades&rdquo;, </I>por exemplo, atrav&eacute;s do alargamento da rede de contactos. </P >    <p>Kov&aacute;cs (2004: 51) referia que a precariedade poderia permitir escalar para &ldquo;um emprego est&aacute;vel com perspectiva de carreira&rdquo;, o que explica algumas destas categorias, pois os licenciados podem entender, e com algum fundo de verdade, que, para escalar para um emprego est&aacute;vel &eacute; necess&aacute;rio alargar a rede de contactos e obter experi&ecirc;ncia profissional. Por&eacute;m, isto pode demonstrar uma outra predisposi&ccedil;&atilde;o &ndash; qui&ccedil;&aacute; mais t&iacute;pica em licenciados: Estar disposto a submeter-se a situa&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias para trabalhar em algo que gostam. </P >    <p>Por &uacute;ltimo, 5 dos 6 casos mostram-se <I>optimistas e esperan&ccedil;ados </I>com a situa&ccedil;&atilde;o (e note-se que na n&atilde;o-actividade laboral apenas um entrevistada demonstrava sentimentos de esperan&ccedil;a). N&atilde;o sabemos se esta esperan&ccedil;a se mant&eacute;m em licenciados no n&atilde;o-emprego (ou at&eacute; no desemprego) h&aacute; mais anos, pois os nossos casos, ao momento da entrevista, haviam obtido a sua licenciatura nos &uacute;ltimos 9 anos. Logo, o tempo de n&atilde;o-emprego poder&aacute; tamb&eacute;m influenciar a exist&ecirc;ncia deste optimismo e esperan&ccedil;a e, por isso, salientamos mais uma vez a necessidade de mais estudos no &acirc;mbito da psicologia positiva. </P >    <p>Um novo impacto positivo surge em 3 casos: &ldquo;<I>Benef&iacute;cios sociais do contrato a prazo</I>&rdquo;. Apesar de prec&aacute;rio, o contrato a prazo permite pagar menos impostos e possuir uma breve garantia de tempo de trabalho. A palavra &ldquo;Ocupar&rdquo; j&aacute; havia surgido na nossa revis&atilde;o te&oacute;rica (Gon&ccedil;alves &amp; Coimbra, 2002), associada &agrave; &ldquo;dimens&atilde;o emocional positiva do trabalho&rdquo;, e &ldquo;<I>Ter uma ocupa&ccedil;&atilde;o&rdquo; </I>&eacute; para 4 dos 6 casos um impacto positivo. </P >    <p>A &ldquo;<I>Aus&ecirc;ncia de v&iacute;nculo</I>&rdquo;, referida por dois casos, &eacute; uma categoria complexa, pois &eacute; vista tamb&eacute;m como um impacto negativo. Aqui, &eacute; vista como um impacto positivo, pois quando o entrevistado arranjar melhor situa&ccedil;&atilde;o laboral n&atilde;o t&ecirc;m de dar pr&eacute;-aviso &agrave; empresa (mesmo assim a c4 esperou que a entidade patronal encontrasse uma nova colaboradora e ainda treinou a nova &ldquo;falsa independente&rdquo; que foi ocupar a sua fun&ccedil;&atilde;o). </P >    <p>Em &uacute;ltimo lugar surge a categoria &ldquo;<I>Menor contacto com a hierarquia</I>&rdquo; apenas da parte da c3. A c3, &ldquo;falsa independente&rdquo;, possui um ambiente de trabalho que considera desagrad&aacute;vel e, por isso, o facto de n&atilde;o estar sempre na empresa &eacute; visto como uma oportunidade de n&atilde;o contactar tanto com a hierarquia, que, importa relembrar, segundo o c&oacute;digo do trabalho nem sequer existe para os trabalhadores independentes... </P >    <p>Em jeito de conclus&atilde;o, temos de refor&ccedil;ar que se trata de observar a realidade de uma forma qualitativa e atenta aos pormenores e, por isso, n&atilde;o nos devemos centrar nos resultados quantitativos. De facto, a partir do momento em que um caso sente esse impacto, ele merece a nossa reflex&atilde;o. No entanto, &eacute; importante reflectir que nos casos de n&atilde;o-actividade laboral encontr&aacute;mos 6 impactos negativos e 3 impactos positivos, enquanto que nas situa&ccedil;&otilde;es laborais prec&aacute;rias obtivemos 16 impactos negativos e 10 impactos positivos: Os impactos negativos s&atilde;o aproximadamente o dobro dos positivos em ambas as situa&ccedil;&otilde;es. Muitos impactos negativos s&atilde;o semelhantes aos do desemprego e alguns impactos positivos das situa&ccedil;&otilde;es laborais prec&aacute;rias poder&atilde;o ser semelhantes aos verbalizados por colaboradores satisfeitos com o seu emprego. N&atilde;o devemos, no entanto, cair na tenta&ccedil;&atilde;o de pensar que, dado isto, as situa&ccedil;&otilde;es laborais prec&aacute;rias s&atilde;o uma alternativa ao emprego, porque n&atilde;o s&atilde;o, s&atilde;o sim, alternativas ao trabalho, que deveriam ser provis&oacute;rias e, principalmente, volunt&aacute;rias. </P >    <p><I>Impactos do &ldquo;inemprego&rdquo; ou n&atilde;o-emprego: Uma s&iacute;ntese </I></P >    <p>Discutidos os resultados das duas situa&ccedil;&otilde;es, importa compreender o n&atilde;o-emprego no seu conjunto. A contribui&ccedil;&atilde;o das tr&ecirc;s teorias que abordamos sobre os efeitos psicol&oacute;gicos do desem prego (como foi visto anteriormente, a teoria de Fryer, a teoria de Jahoda e a teoria de Seligman) foi valiosa para esta primeira tentativa de compreens&atilde;o do &ldquo;inemprego&rdquo;, no entanto, pensamos que &eacute; necess&aacute;ria uma teoria aplicada e integradora para o &ldquo;inemprego&rdquo;, em especial, em licenciados. </P >    <p>A inibi&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia pessoal &eacute; bastante &oacute;bvia no &ldquo;inemprego&rdquo; e a teoria da priva&ccedil;&atilde;o de Jahoda parece enquadrar-se muito facilmente, uma vez que est&atilde;o presentes a perda de benef&iacute;cios manifestos do emprego apesar de, no caso das situa&ccedil;&otilde;es laborais prec&aacute;rias, estarem satisfeitos alguns dos benef&iacute;cios latentes. N&atilde;o parece que (para j&aacute;) sofram de des&acirc;nimo aprendido, uma vez que demonstram grande proactividade nas suas estrat&eacute;gias de <I>coping</I>. Por&eacute;m, os licenciados podem ocultar esse des&acirc;nimo aprendido, pois como vimos o desemprego em pessoas com maior qualifi ca&ccedil;&atilde;o, &eacute; percepcionado como algo que deve ser escondido pois &eacute; visto com mais estigmatizante do que noutras classes (McFadyen, 1995). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O desemprego, e pensamos que tamb&eacute;m o n&atilde;o-emprego, em idade jovem atrasa o desenvol vimento psicossocial saud&aacute;vel, pois impede o desenvolvimento da identidade ocupacional (Gurney, 1980). Nos nossos casos pouco podemos opinar, todavia, podemos reflectir que poder&atilde;o n&atilde;o a ter t&atilde;o bem definida como outros colaboradores com um emprego, dadas as constantes mudan&ccedil;as de trabalho. Poder&iacute;amos ir mais longe, afirmando que os licenciados poder&atilde;o n&atilde;o resolver a crise &ldquo;Generatividade <I>vs</I>. Estagna&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Rabello &amp; Passos, 2002), j&aacute; que, nos nossos casos, estes licenciados n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o obt&ecirc;m um emprego como t&ecirc;m dificuldade em se realizarem noutros &acirc;mbitos (casar, comprar casa, ter filhos). </P >    <p>Por &uacute;ltimo, hav&iacute;amos reflectido acerca de um poss&iacute;vel retardamento de uma s&eacute;rie de projectos pessoais como, por exemplo, constituir fam&iacute;lia (Ferreira et al., 2006) e sabemos que &ldquo;os jovens portugueses saem mais tarde de casa dos pais, adiam o casamento e os filhos e sujeitam-se a empregos prec&aacute;rios&rdquo; (Ag&ecirc;ncia Lusa, 2006: 1). Pens&aacute;mos que os nossos resultados v&ecirc;m ao encontro destes dados, uma vez que apenas 2 dos nossos 5 entrevistados s&atilde;o casados, apenas um teve um filho recentemente e 2 ainda vivem em casa dos pais. &Eacute; &oacute;bvio que este adiamento trar&aacute; implica&ccedil;&otilde;es sociais graves como a descida da natalidade e o aumento do &iacute;ndice de envelhecimento, cujos n&uacute;meros s&atilde;o j&aacute; preocupantes: &ldquo;112 idosos por cada 100 jovens&rdquo; (Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, 2008: 1). </P >    <p><I>Coping com o &ldquo;inemprego&rdquo; ou n&atilde;o-emprego </I></P >    <p>Confirm&aacute;mos que as pessoas tendem a usar mais do que uma estrat&eacute;gia de <I>coping </I>(Folkman &amp; Lazarus, 1985), no nosso caso at&eacute;, todos os casos recorrem a pelo menos 8 das 10 estrat&eacute;gias de <I>coping</I>. A mais utilizada &eacute; a <I>focaliza&ccedil;&atilde;o activa</I>, ou seja centrada no problema e na procura activa de emprego que &eacute; que traz maior probabilidade de emprego (Leana &amp; Feldman, 1990), logo parece-nos que os casos est&atilde;o no bom caminho. Por outro lado, podemos reflectir criticamente, pois as pessoas com uma personalidade activa e trabalhadora s&atilde;o t&atilde;o activas no emprego como no desemprego (Fryer &amp; Payne, 1986). De seguida surge a <I>focaliza&ccedil;&atilde;o cognitiva </I>(analisar a situa&ccedil;&atilde;o) e s&oacute; depois a <I>focaliza&ccedil;&atilde;o emocional</I>. Esta pode ser um elemento preocupante pois este tipo de <I>coping </I>&eacute; encontrado principalmente em grupos que percepcionam a situa&ccedil;&atilde;o como incontrol&aacute;vel (McFadyen, 1995). A <I>convers&atilde;o comportamental</I>, &eacute; tamb&eacute;m muito utilizada, o que significa que os licenciados est&atilde;o a mudar os seus comportamentos face ao problema, o que pode ser visto como positivo e adaptativo mas representa, em muitos casos, a omiss&atilde;o da licenciatura do seu <I>Curriculum Vitae</I>, passar a aceitar outros trabalhos (subemprego), concorrer para o estrangeiro, etc. As categorias de <I>controlo</I>, <I>aceita&ccedil;&atilde;o </I>e <I>convers&atilde;o pelos valores </I>t&ecirc;m menor ades&atilde;o, e muitas verbaliza&ccedil;&otilde;es desta &uacute;ltima coincidem com tentativas dos entrevistados em se manterem optimistas perante o n&atilde;o-emprego. </P >    <p>O pressuposto de McFadyen (1995) que o <I>coping </I>pela fuga ou evitamento &eacute; mais comum em pessoas de classe m&eacute;dia e com qualifica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o &eacute; observado, ali&aacute;s s&atilde;o as estrat&eacute;gias menos utilizadas. Conclu&iacute;mos que os licenciados no &ldquo;inemprego&rdquo; ou n&atilde;o-emprego do nosso estudo est&atilde;o a adoptar maioritariamente estrat&eacute;gias de &ldquo;<I>coping percepcionadas como positivas</I>&rdquo; (Pronost &amp; Tap, 1996, cit. in Tap, Costa, &amp; Alves, 2005: 51) e estrat&eacute;gias que poder&atilde;o conduzir mais facilmente ao reemprego (Leana &amp; Feldman, 1990), ao inv&eacute;s de adoptar estrat&eacute;gias negativas. Por outro lado, os casos podem estar a responder consoante a desejabilidade social e pelo estigma associado &agrave; rotula&ccedil;&atilde;o de desempregado (McFadyen, 1995). Outra reflex&atilde;o que poder&iacute;amos fazer &eacute; se pessoas com elevada qualifica&ccedil;&atilde;o, com pouco tempo de n&atilde;o-emprego ou com idades abaixo dos 33 anos, n&atilde;o ter&atilde;o mais tend&ecirc;ncia a utilizar estrat&eacute;gias de <I>coping </I>positivo, ao inv&eacute;s de negativo. </P >    <p>REFLEX&Otilde;ES FINAIS </P >    <p><I>Limita&ccedil;&otilde;es e pistas para investiga&ccedil;&otilde;es futuras </I></P >    <p>Reflectimos que poder&iacute;amos ter inclu&iacute;do no gui&atilde;o de entrevista, quest&otilde;es como, por exemplo: </P >    <p>(1) Se pudesse construir a sua carreira ideal, como seria? e (2) Quais s&atilde;o para si a vantagens e desvantagens de ter emprego? E trabalho? Estas quest&otilde;es permitir-nos-ia perceber exactamente o que cada entrevistado deseja do seu trabalho, da sua carreira e do seu emprego. Aproveitando para deixar uma pista para uma poss&iacute;vel investiga&ccedil;&atilde;o futura, num estudo mais alargado, poder-se-ia inclusive fazer a compara&ccedil;&atilde;o entre os impactos negativos e positivos de <I>possuir emprego </I>com os de <I>nunca ter tido emprego </I>(n&atilde;o-emprego) com os de <I>perder um emprego </I>(desemprego). Ali&aacute;s, &eacute; fulcral que n&atilde;o s&oacute; a investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica aborde estes campos em separado, como tamb&eacute;m os organismos oficiais ligados &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de emprego distingam as suas interven&ccedil;&otilde;es. </P >    <p>Em segundo lugar, o gravador pode ter sido inibidor mas &eacute; incontorn&aacute;vel. Sugerimos que investiga&ccedil;&otilde;es futuras investiguem este tema utilizando uma abordagem mista, qualitativa e quantitativa, utilizando por exemplo, a entrevista focada na viv&ecirc;ncia do &ldquo;inemprego&rdquo; e, como complemento, a administra&ccedil;&atilde;o de escalas espec&iacute;ficas (ex., escala de auto-estima, auto efic&aacute;cia, optimismo, etc.). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Numa perspectiva ecol&oacute;gica (Bronfrenbrenner, 1979) e se a oportunidade se proporcionasse, seria interessante entrevistar uma ou mais pessoas pr&oacute;ximas do entrevistado (por ex., o c&ocirc;njuge, um amigo, etc.). Por outro lado, devido &agrave; sua complexidade, esta tem&aacute;tica deveria ser abordada numa perspectiva multidisciplinar, recorrendo, por exemplo, a entrevistas com gestores e empregadores acerca da precariedade, a avalia&ccedil;&otilde;es da sa&uacute;de mental do indiv&iacute;duo em &ldquo;inemprego&rdquo; e <I>follow-up </I>(estudo longitudinal), a compara&ccedil;&atilde;o das avalia&ccedil;&otilde;es de desempenho de colaboradores permanentes e n&atilde;o-permanentes, a avalia&ccedil;&otilde;es do funcionamento familiar, a inqu&eacute;ritos sobre as representa&ccedil;&otilde;es sociais acerca de empregados, &ldquo;inempregados&rdquo; e desempregados, etc. </P >    <p><I>Sugest&otilde;es de Iniciativas para promo&ccedil;&atilde;o de emprego </I></P >     <p>Gostar&iacute;amos de aqui deixar algumas sugest&otilde;es de iniciativas para promo&ccedil;&atilde;o de emprego em Portugal; (a) Uma maior fiscaliza&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es, p&uacute;blicas e privadas, &eacute; urgente; (b) Maior incentivo &agrave; contrata&ccedil;&atilde;o sem termo e &agrave; contrata&ccedil;&atilde;o de quadros superiores licenciados; (c) Repensar a medida dos est&aacute;gios profissionais para licenciados (e outras qualifica&ccedil;&otilde;es), impondo limites; (d)  &Eacute; urgente repensar a excessiva carga de impostos em trabalhadores prec&aacute;rios ou implementar apoio social no desemprego para estes trabalhadores, como ocorreu em Espanha (Branco, 2007); (e) Incentivar os &ldquo;falsos independentes&rdquo; a recorrer a vias judiciais para provar que na realidade o que possuem &eacute; um contrato de trabalho sem termo n&atilde;o oficializado; (f) Mais medidas positivas, ao inv&eacute;s de remediadoras, devem ser tomadas. Por exemplo, incentivo &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o dos licenciados no interior de Portugal, incentivos &agrave; natalidade, isen&ccedil;&atilde;o de impostos na contrata&ccedil;&atilde;o de licenciados com filhos menores ou idosos a cargo; (g) Uma medida integradora e positiva, seria criar um &ldquo;Centro de Inser&ccedil;&atilde;o Profissional para Licenciados&rdquo;, semelhante ao IEFP, mas ligado ao Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e do Ensino Superior, j&aacute; que este &eacute; que cria licenciados e cursos, deve tamb&eacute;m ser responsabilizado e apoiar na inser&ccedil;&atilde;o dos mesmos; (h) Maior aposta no empreendedorismo, com medidas fiscais e de sensibiliza&ccedil;&atilde;o desde tenra idade, por exemplo, aumentando os escassos Servi&ccedil;os de Psicologia e Orienta&ccedil;&atilde;o de escolas b&aacute;sicas e secund&aacute;rias. </P >     <p><I>Coment&aacute;rios finais </I></P >    <p>Integrar a palavra &ldquo;inemprego&rdquo; no dicion&aacute;rio de l&iacute;ngua portuguesa &eacute; realmente urgente, pois n&atilde;o faz sentido continuar a denominar &ldquo;desemprego&rdquo; as v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es que partilham algumas pare cen&ccedil;as. O &ldquo;inemprego&rdquo;, demonstrou ter muitos mais caminhos para trilhar. Em todo o mundo &ldquo;o n&iacute;vel de produtividade est&aacute; a crescer enquanto decrescem os &iacute;ndices de emprego&rdquo; (Woleck, 2002: 12), logo, compreende-se que perante isto rapidamente as organiza&ccedil;&otilde;es concluam que &eacute; mais rent&aacute;vel ter trabalhadores prec&aacute;rios do que &ldquo;empregados&rdquo;. </P >    <p>Enquanto Azevedo (1999) considerou que ir&iacute;amos ingressar em constantes voos de borboleta, uma entrevistada afirmou que &ldquo;<I>tinha de ser como a formiga</I>&rdquo;, amealhando e poupando enquanto tem trabalho porque logo ficar&atilde;o sem trabalho e sem dinheiro. Os licenciados &ldquo;inempreg&aacute;veis&rdquo;, apesar de n&atilde;o terem emprego n&atilde;o est&atilde;o &ldquo;desprofissionalizados&rdquo;, pois possuem uma &ldquo;identidade de trabalho&rdquo; (McFadyen, 1995: 2) bem definida, o que os leva a se inserirem na categoria profis sional ao inv&eacute;s de se inserirem na categoria &ldquo;desempregados&rdquo; ou &ldquo;inempregados&rdquo;. Se o estatuto socio profissional confere ao sujeito o sentido da sua dignidade e da realiza&ccedil;&atilde;o da sua cidadania&rdquo; (Schnapper, 1998, cit. in Gon&ccedil;alves &amp; Coimbra, 2002), os &ldquo;inempregados&rdquo; mant&ecirc;m o estatuto profissional, mas n&atilde;o o estatuto &ldquo;<I>s&oacute;cio</I>&rdquo;-profissional. Os n&atilde;o-empregados &ldquo;est&atilde;o humilhados constituindo-se numa nova forma de exclus&atilde;o social&rdquo; (Schnapper, 1998, cit. in Gon&ccedil;alves &amp; Coimbra, 2002: 4). Esta exclus&atilde;o social segundo Castel (1998, cit. in Brand&atilde;o, 2002: 143), faz surgir a <I>&ldquo;desfilia&ccedil;&atilde;o&rdquo;, </I>ou seja, a &ldquo;condi&ccedil;&atilde;o caracterizada pela aus&ecirc;ncia de inscri&ccedil;&atilde;o do sujeito em estruturas portadoras de sentido&rdquo;. O desfiliado &ldquo;n&atilde;o &eacute; um exclu&iacute;do, pois n&atilde;o est&aacute; fora da sociedade, mas est&aacute; distante do centro de coes&atilde;o desta&rdquo; (<I>ibidem</I>). Ademais se atrav&eacute;s do emprego que os jovens desenvolvem a sua identidade social (Eggleston, 1983, cit. in McFadyen, 1995), ficamos sem saber que identidade social estaremos a promover. </P >    <p>&Eacute; urgente ponderar a situa&ccedil;&atilde;o sob todos os pontos de vista: Se estamos licenciar &ldquo;inempreg&aacute;veis&rdquo; (a maioria em ci&ecirc;ncias sociais e humanas), das tr&ecirc;s, uma: (a) ou <I>n&atilde;o incentivamos &agrave; obten&ccedil;&atilde;o </I>da licenciatura, reduzindo as vagas no ensino superior ou (b) <I>criamos empregos </I>para todos, como diz Woleck (2002: 13) &ldquo;se cada sociedade n&atilde;o criar estrat&eacute;gias e pol&iacute;ticas adequadas ao trabalhador, corre-se o risco de retornar formas primitivas de explora&ccedil;&atilde;o do trabalho e de aprofundamento do caos social&rdquo; ou (c) <I>criamos reais alternativas </I>ao emprego, que n&atilde;o sejam precariedade. Destas duas &uacute;ltimas alternativas, a &uacute;ltima parece a mais cred&iacute;vel. </P >    <p>Mas o que mais limita a nossa compreens&atilde;o dos impactos do &ldquo;inemprego&rdquo; &eacute; a aus&ecirc;ncia de um modelo integrador social e laboral. Winefield (2002) previa que, no futuro, as &aacute;reas de investiga&ccedil;&atilde;o do stress ocupacional e do desemprego unir-se-iam, e n&oacute;s prevemos que, em breve, teremos de unir, mas estudar em separado, o &ldquo;stress no emprego&rdquo; com &ldquo;stress no desemprego&rdquo; e &ldquo;stress no n&atilde;o-emprego&rdquo;. </P >    <p>Neste panorama complexo e incerto, e sem d&uacute;vida numa fase de transi&ccedil;&atilde;o, resta-nos reafirmar a necessidade de aprofundar esta tem&aacute;tica. As organiza&ccedil;&otilde;es parecem j&aacute; estar prontas para estas mudan&ccedil;as, por&eacute;m as pessoas ainda n&atilde;o est&atilde;o preparadas para abandonar a ideia de pleno emprego e a mudan&ccedil;a dos tempos parece n&atilde;o mudar t&atilde;o facilmente as vontades. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >     <!-- ref --><p>Ag&ecirc;ncia Lusa. (2006). <I>Jovens saem mais tarde de casa, adiam casamento e t&ecirc;m emprego prec&aacute;rio. </I>03 Dezembro. Acedido Fevereiro 2009 e Dispon&iacute;vel em <a href="http://site2.caleidoscopio.online.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=331&Itemid=73" target="_blank">Http://site2.caleidoscopio.online.pt/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=331&amp;Itemid=73</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201100020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Allan, E., &amp; Steffensmeier, D. (1989). Youth, underemployment and property crime: Differential effects of Job availability and Job quality on juvenile and young adult arrest rates. <I>American Sociological Review</I>, <I>54</I>, 107-123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201100020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Ara&uacute;jo, P. (2003). <I>Impactos da n&atilde;o-perten&ccedil;a a uma organiza&ccedil;&atilde;o laboral</I>. Investiga&ccedil;&atilde;o de &ldquo;Semin&aacute;rio&rdquo;, do 5&ordm; ano da Licenciatura em Psicologia (Orient.: Professora Doutora Filomena Jord&atilde;o). Porto: Arquivo FPCEUP. </P >     <!-- ref --><p>Argolo, J. (2001). <I>O impacto do desemprego sobre o bem-estar psicol&oacute;gico dos trabalhadores da Cidade do </I><I>Natal. </I>[Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado]. Acedido em Janeiro de 2009 e Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.teses.usp.br/" target="_blank">http://www.teses.usp.br/</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201100020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Azevedo, J. (1999). <I>Voos de borboleta: Escola, trabalho e profiss&atilde;o</I>. Porto: ASA Eds.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201100020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Benach, J., Muntaner, C., Amable, M., &amp; Benavides, F. (2002). The consequences of flexible work for health: Are we looking at the right place? <I>Journal of Epidemiology and Community Health</I>, Jun.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201100020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Branco, R. (2007). Los aut&oacute;nomos tendr&aacute;n derecho al paro en 2009 si cotizan unos 30 euros m&aacute;s. <I>Jornal El Pa&iacute;s. </I>12 de Outubro. Acedido em Dezembro de 2007 e Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.elpais.com/articulo/economia/autonomos/tendrran/derecho/paro/2009/cotizan/euros/elpepueco/20071008elpepieco_2/Tes" target="_blank">http://www.elpais.com/articulo/economia/autonomos/tendrran/derecho/paro/2009/cotizan/euros/elpepueco/20071008elpepieco_2/Tes</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201100020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Brand&atilde;o, A. (2002). Conceitos e coisas: Robert Castel, a &ldquo;desfilia&ccedil;&atilde;o&rdquo; e a pobreza urbana no Brasil. <I>Revista Emancipa&ccedil;&atilde;o</I>, <I>2</I>(1), 141-157. </P >     <!-- ref --><p>Bronfrenbrenner, U. (1979). <I>The ecology of human development: Experiments by nature and design</I>. Cambridge, MA. Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201100020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Catalano, R., Dooley, D., Wilson, G., &amp; Houch, R. (1993). Job loss and alcohol abuse: A test using data from epidemiologic catchment area project. <I>Journal of Health and Social Behavior</I>, <I>34</I>, 215-225.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201100020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Castro, J., &amp; Pego, A. (2000). A carreira j&aacute; n&atilde;o &eacute; o que era. <I>Cadernos de Consulta Psicol&oacute;gica</I>, <I>15-16</I>, 13-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201100020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Comiss&atilde;o do Livro Branco das Rela&ccedil;&otilde;es Laborais. (2007). <I>Livro branco das rela&ccedil;&otilde;es laborais. Novembro</I>. Minist&eacute;rio do Trabalho e da Solidariedade Social. Acedido em Janeiro de 2009 e Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.mtss.gov.pt" target="_blank">http://www.mtss.gov.pt</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201100020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Eisenberg, P., &amp; Lazarsfeld,P. F. (1938). The psychological effects of unemployment. <I>Psychological Bulletin</I>, <I>35</I>, 358-390.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0870-8231201100020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Eurostat. (2005). <I>Regional diversity illustrated through figures: Data on the 268 regions of the EU25, Romania and Bulgaria</I>. 13 October 2005; News release. Acedido em Dezembro de 2007 e Dispon&iacute;vel em <a href="http://epp.eurostat.cec.eu.int/pls/portal/docs/page/pgp_prd_cat_prerel/pge_cat_prerel_year_2005/pge_cat_prerel_year_2005_month_10/113102005enbp.pdf" target="_blank">http://epp.eurostat.cec.eu.int/pls/portal/docs/page/pgp_prd_cat_prerel/pge_cat_prerel_year_2005/pge_cat_prerel_year_2005_month_10/113102005enbp.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0870-8231201100020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ferreira, A. (1994). <I>Dicion&aacute;rio de Latim-Portugu&ecirc;s</I>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201100020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ferreira, V. (Coord.), Fernandes, A., Vieira, J, Puga, P., &amp; Barrisco, S. (2006). <I>A condi&ccedil;&atilde;o juvenil portuguesa na viragem do mil&eacute;nio</I>. Colec&ccedil;&atilde;o Estudos Sobre Juventude, n.&ordm; 10, Instituto Portugu&ecirc;s da Juventude: Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-8231201100020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Folkman, S., &amp; Lazarus, R. (1985). If it changes it must be a process: Study of emotion and coping during three stages of a college examination. <I>Journal of Personality and Social Psychology</I>, <I>48</I>, 150-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-8231201100020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Fryer, D. (1986). Employement deprivation and personal agency during unemployement: A critical Discussion of Jahoda&rsquo;s explanation of the psychological effects of unemployment. <I>Social Behaviour</I>, <I>1</I>(1), 3-23. </P >    <!-- ref --><p>Fryer, D., &amp; Payne, R. (1986). Being unemployed: A review of the literature on the psychological experience of unemployment. In Cary Cooper &amp; Ivan Robertson (Eds.), <I>International Review of Industrial and Organizational Psychology </I>(pp. 235-278). London.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-8231201100020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Gabinete de Planeamento, Estrat&eacute;gia, Avalia&ccedil;&atilde;o e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais. (2007). <I>&Agrave; procura de empr</I><I>ego dos diplomados desempregados com habilita&ccedil;&atilde;o superior</I>. Estudo GPEARI. Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Ensino Superior. Acedido em Dezembro de 2008 e Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.estatisticas.gpeari.mctes.pt/index.php?id_categoria=21&id_item=203372" target="_blank">http://www.estatisticas.gpeari.mctes.pt/index.php?id_categoria=21&amp;id_item=203372</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-8231201100020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Glyptis, S. (1989). <I>Leisure and unemployment</I>. London: Milton Keynes Open University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-8231201100020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, C., &amp; Coimbra, J. (2002). <I>Significados constru&iacute;dos em torno da experi&ecirc;ncia Profissional/T</I><I>rabalho</I>. Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada no IV Congresso Internacional de Forma&ccedil;&atilde;o Norte de Portugal/Galiza. Porto, 28-29 de Novembro. Acedido em Agosto de 2008 e Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.psicologia.com.pt/artigos/imprimir.php?codigo=A0119" target="_blank">http://www.psicologia.com.pt/artigos/imprimir.php?codigo=A0119</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-8231201100020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, C, Menezes, I., &amp; Martins, C. (2009). <I>Transi&ccedil;&atilde;o para o trabalho dos licenciados da universidade do Porto </I>(2005-2006). Observat&oacute;rio do Emprego. Acedido em Fevereiro de 2009 e Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.up.pt" target="_blank">http://www.up.pt</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0870-8231201100020000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gurney, R.M. (1980). The Effects of Unemployment on the psychological developments of school-leavers. <I>Journal of Occupational Psychology</I>, <I>53</I>, 205-213.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-8231201100020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Herriot, P., &amp; Pemberton, C. (1995). <I>New deals: The revolution in managerial careers</I>. Chichester: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-8231201100020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. (2008). <I>Estat&iacute;sticas do Emprego: 3&ordm; trimestre de 2008</I>. 18 de Novembro de 2008. Acedido em Fevereiro de 2009 e Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ine.pt" target="_blank">http://www.ine.pt</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0870-8231201100020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jahoda, M. (1972). <I>The sociography of an unemployed comunnity: Marienthal</I>. London: Tavistock.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0870-8231201100020000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Jahoda, M. (1981). Work, employment and unemployment: Values, theories and approaches in social research. <I>American Psychologist</I>, <I>36</I>(2),184-191.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0870-8231201100020000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Jahoda, M. (1987) <I>Empleo y desempleo: Un an&aacute;lisis socio-psicol&oacute;gico</I>. Madrid: Morata Ed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S0870-8231201100020000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kalleberg, A. (2000). Non standard employment relations: Part-time, temporary and contract work. <I>Annual Review of Sociology</I>, <I>26</I>, 341-365.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S0870-8231201100020000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Kaufman, H. (1982). Professionals in search of work &ndash; Coping with the stress of job loss and underemployment. New York: John Wiley and Sons. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kessler, R, House, J., &amp; Turner, J. (1987). Unemployment and health in a community sample. <I>Journal of Sealth and Social Beh</I>aviour, <I>28</I>, 51-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S0870-8231201100020000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kinicki, A., &amp; Latack, J. (1990). Explication of the construct of coping with involuntary job loss. <I>Journal of Vocational Behavior</I>, <I>36</I>, 339-360.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S0870-8231201100020000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kov&aacute;cs, I. (2004). Emprego flex&iacute;vel em Portugal. <I>Sociologias</I>, <I>12</I>, 32-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S0870-8231201100020000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>K&uuml;bler-Ross, E.(1992). <I>Sobre a morte e o morrer</I>. S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&atilde;o Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S0870-8231201100020000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Leana, C. R., &amp; Feldman, D.C. (1990). Individual responses to job loss: Empirical findings from two field studies. <I>Human Relations</I>, <I>43</I>, 1155-1181.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S0870-8231201100020000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Leite, F. (2008). <I>Metodologia cient&iacute;fica: M&eacute;todos e t&eacute;cnicas de pesquisa</I>. S. Paulo: Ideias e Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S0870-8231201100020000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Liem, R., &amp; Liem, J. (1988). The psychological effects of unemployment on workers and their families. <I>Journal of Social Issues</I>, <I>44</I>, 87-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S0870-8231201100020000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Luthans, F. (2002). Positive organizational behavior: Developing and managing psychological strengths. <I>Academy of Management Executive</I>, <I>16</I>(1), 57-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000227&pid=S0870-8231201100020000800039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Marques, A. (2004). Mercados profissionais e (di)vis&otilde;es identit&aacute;rias de jovens engenheiros. <I>Sociologia</I>, <I>14</I>, 165-194.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000229&pid=S0870-8231201100020000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mateus, C. (2007). Mais prec&aacute;rios no Norte. <I>Expresso Emprego</I>. 18 Agosto. Acedido em Dezembro de 2007 e Dispon&iacute;vel em <a href="http://aeiou.expressoemprego.pt/scripts/Actueel/display-article.asp?ID=1786" target="_blank">http://aeiou.expressoemprego.pt/scripts/Actueel/display-article.asp?ID=1786</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000231&pid=S0870-8231201100020000800041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McFadyen, R. (1995). Threatened identities: Unemployed people. <I>Current Psychology</I>, <I>14</I>(3), 233-257.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000232&pid=S0870-8231201100020000800042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>M&eacute;da, D. (1999). <I>O Trabalho: Um Valor em Vias de Extin&ccedil;&atilde;o</I>. Lisboa: Fim de S&eacute;culo Eds.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000234&pid=S0870-8231201100020000800043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Menezes, I. Matos, P., &amp; Costa, M. (1989). Consulta psicol&oacute;gica e transi&ccedil;&atilde;o Universidade-Mundo do Trabalho. <I>Cadernos de Consulta Psicol&oacute;gica</I>, <I>5</I>, 95-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000236&pid=S0870-8231201100020000800044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Miner, A., &amp; Robinson, D. (1994). Organization and population level learning as engines for career transitions. <I>Journal of Organizational Behavior</I>, <I>15</I>, 345-364.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000238&pid=S0870-8231201100020000800045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mirvis, P., &amp; Hall, D. (1994). Psychological sucess and the boundaryless career. <I>Journal of Organizational Behavior, 15</I>, 365-380.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000240&pid=S0870-8231201100020000800046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Orellano, M. (2005). <I>Salud mental y trabajo: Consecuencias Psicossociales de la globalizaci&oacute;n econ&oacute;mica y la precarizaci&oacute;n laboral (El Caso Argentino</I>). Actas do VII Congresso Nacional de Estudios del Trabajo (ASET). Acedido em Janeiro de 2010 e Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.aset.org.ar/congresos/7/14006.pdf" target="_blank">http://www.aset.org.ar/congresos/7/14006.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000242&pid=S0870-8231201100020000800047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Parker, S., Griffin, M., &amp; Sprigg, A. (2002). Effect of temporary contracts on perceived work characteristics and job strain: A longitudinal study. <I>Personnel Psychology</I>, <I>55</I>(Autumn), 689-719.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000243&pid=S0870-8231201100020000800048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Peterson, C. Maier, S., &amp; Seligman, M. (1993). <I>Learned helplessness</I>. Oxford University Press: Oxford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000245&pid=S0870-8231201100020000800049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Poirier, J., Clapier-Valladon, S., &amp; Raybaut, P. (1999). <I>Hist&oacute;rias de vida: Teoria e pr&aacute;tica </I>(2&ordf; ed.). Oeiras: Celta Ed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000247&pid=S0870-8231201100020000800050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Polivka, A., &amp; Nardone, T. (1989).On the definition of &ldquo;contingent work&rdquo;. <I>Monthly Labour Review</I>, December, 9-16. </P >    <!-- ref --><p>Priberam. (s/d). <I>Dicion&aacute;rio da l&iacute;ngua Portuguesa online</I>. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.priberam.pt/" target="_blank">http://www.priberam.pt/</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000250&pid=S0870-8231201100020000800052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rabello, E., &amp; Passos, J. (2002). <I>Erikson e a teoria psicossocial do desenvolvimento</I>. Acedido em Agosto de 2008 e Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.josesilveira.com/artigos/erikson.pdf" target="_blank">http://www.josesilveira.com/artigos/erikson.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000251&pid=S0870-8231201100020000800053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rodrigues, B., &amp; Rodrigues, H. (1987). Consulta psicol&oacute;gica e desemprego. <I>Cadernos de Consulta Psicol&oacute;gica, 3</I>, 123-126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000252&pid=S0870-8231201100020000800054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rousseau, D. (1997). Organizacional behavior in the new organizacional era. <I>Annual Review of Psychology, 48</I>, 515-546 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000254&pid=S0870-8231201100020000800055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ryff, C., &amp; Singer, B. (1998). The contours of positive human health<I>. Psychological Inquiry</I>, <I>9</I>(1), 1-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000255&pid=S0870-8231201100020000800056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Santos, L., Ribeiro, J., &amp; Guimar&atilde;es, L. (2003). Estudo de uma escala de cren&ccedil;as e de estrat&eacute;gias de <I>coping </I>atrav&eacute;s do lazer. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica</I>, <I>XXI</I>(4), 441-451.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000257&pid=S0870-8231201100020000800057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sennet, R.(2001). <I>A corros&atilde;o do car&aacute;cter: As consequ&ecirc;ncias pessoais do trabalho no novo capitalismo. </I>Colec&ccedil;&atilde;o Repensar. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Terramar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000259&pid=S0870-8231201100020000800058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Smith, A. (1999 [1776]). <I>A riqueza das na&ccedil;&otilde;es</I>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000261&pid=S0870-8231201100020000800059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Steinberg, L. Catalano, R., &amp; Dooley, D. (1981). Economic antecedents of child abuse and neglect. <I>Child Development</I>, <I>52</I>(3), 975-985.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000263&pid=S0870-8231201100020000800060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Strandh, M. (2002). Different exit routes from unemployment and their impact on mental well-being: The role of the economic situation and the predictability of the life course. <I>Work, Employment &amp; Society</I>, <I>14</I>(3), 459-479.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000265&pid=S0870-8231201100020000800061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Tap, P., Costa, E., &amp; Alves, M. (2005). Escala Toulousiana de Coping (ETC). Estudo da adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. <I>Psicologia, Sa&uacute;de e Doen&ccedil;as</I>, <I>VI</I>(1), 47-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000267&pid=S0870-8231201100020000800062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Treu, T. (1992). Labour flexibility in Europe. <I>International Labour Review</I>, <I>131</I>, 497-512.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000269&pid=S0870-8231201100020000800063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vala, J. (1986). An&aacute;lise de conte&uacute;do. In A. Silva &amp; J. Pinto (Orgs.), <I>Metodologia das ci&ecirc;ncias sociais </I>(14&ordf; ed., pp. 100-128). Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000271&pid=S0870-8231201100020000800064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Vaz, I. (2002). <I>As novas formas de trabalho e a flexibilidade do mercado de trabalho</I>. Actas do IV Congresso Portugu&ecirc;s de Sociologia. Oeiras, Celta Ed. [CD-ROM].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000273&pid=S0870-8231201100020000800065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vinokur, A. (1997). Job Security: Unemployment. In J. M. Stellman (Ed.), <I>Encyclopedia of occupational health and safety </I>(4th ed., pp. 34.31-34.32). Geneva: International Labor Office.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000275&pid=S0870-8231201100020000800066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vinokur, A., Schul, Y., Vuori, J., &amp; Price, R. (2000). Two years after a job-loss: Long term impact of the jobs program on reemployment and mental health. <I>Journal of Occupational Health Psychology</I>, <I>5</I>(1), 32-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000277&pid=S0870-8231201100020000800067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Waters, L. (2000). Coping with unemployment: A literature review and presentation of a new model. <I>International Journal of Management Review</I>, <I>2</I>(2), 169-182.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000279&pid=S0870-8231201100020000800068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Winefield, A. H. (2002). Unemployment, underemployment, occupational stress and psychological well-being. <I>Australian Journal of Management</I>, <I>27</I>(Special Issue), 137-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000281&pid=S0870-8231201100020000800069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Woleck, A. (2002). O trabalho, a ocupa&ccedil;&atilde;o e o emprego: Uma perspectiva hist&oacute;rica. <I>Revista de Divulga&ccedil;&atilde;o T&eacute;cnico-cient&iacute;fica do Instituto Catarinense de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o, 1 </I>(Janeiro), 33-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000283&pid=S0870-8231201100020000800070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Yin, R. (1994). Case Study Research: Design and Methods (2nd ed.). <I>Applied social research methods </I>(vol. 5). Newbury Park, California: SAGE Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000285&pid=S0870-8231201100020000800071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Patr&iacute;cia Ara&uacute;jo, Universidade Jean Piaget, Benguela, Angola. E-mail: <a href="mailto:pattaraujo@gmail.com">pattaraujo@gmail.com</a> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>NOTAS</P >     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup>O GPEARI &ndash; Gabinete de Planeamento, Estrat&eacute;gia, Avalia&ccedil;&atilde;o e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais pertence ao Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Ensino Superior e levou a cabo este estudo tendo em conta apenas as inscri&ccedil;&otilde;es formalizadas por licenciados em Centros de Emprego, pertencentes ao IEFP. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup>Inclu&iacute;mos servi&ccedil;os de apoio &agrave; comunidade de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas como Seguran&ccedil;a Social, UNIVA&rsquo;s, IEFP, redes sociais espec&iacute;ficas de licenciados (Sites de emprego, associa&ccedil;&otilde;es profissionais, etc.), pois consider&aacute;mo-los suportes bastante espec&iacute;ficos, funcionando como centros de partilha de estrat&eacute;gias e reflex&otilde;es. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>&nbsp;</P ><a name="a1">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a08a1.jpg" width="564" height="823"></P >     
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