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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Para uma revisão da abordagem multidimensional das impressões de personalidade: O culto, o irresponsável, o compreensivo e o arrogante]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The two-dimensional structure of the implicit theories of personality (Rosenberg, Nelson, & Vivekananthan, 1968) is revisited in two studies. The first study sought to obtain the two original dimensions (social and intellectual), replicating the work of Rosenberg and colleagues. For this purpose, personality traits used in the original study were translated into Portuguese. In the second study we used traces generated spontaneously by a sample of Portuguese participants. Thus, the first study assesses the impact of 40 years of cultural changes in the dimensions originally identified and the second seeks to expand the validity of the original theoretical proposal. Data analysis using the multidimensional scaling and cluster analysis confirms the timeliness and importance of two-dimensional implicit theory while suggesting some changes in the content of evaluative dimensions.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Para uma revis&atilde;o da abordagem multidimensional das impress&otilde;es de personalidade: O culto, o irrespons&aacute;vel, o compreensivo e o arrogante </B></P >     <p><b>M&aacute;rio B. Ferreira<Sup>*</Sup>; Leonel Garcia-Marques<Sup>*</Sup>; Hugo Toscano<Sup>**</Sup>; Jo&atilde;o Carvalho<Sup>*</Sup>; Sara Hag&aacute;<Sup>*** </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa; </P >     <p><Sup>** </Sup>Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa / Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o Social afecto ao ISCTE &ndash; Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa; </P >     <p><Sup>*** </Sup>Departamento de Psicologia Social e das Organiza&ccedil;&otilde;es, ISCTE &ndash; Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A estrutura bidimensional das teorias impl&iacute;citas de personalidade (Rosenberg, Nelson, &amp; Vivekananthan, 1968) &eacute; revisitada em dois estudos. O primeiro estudo procurou obter as duas dimens&otilde;es originais (social e intelectual), replicando o trabalho de Rosenberg e colaboradores. Para o efeito, tra&ccedil;os de personalidade utilizados no estudo original foram traduzidos para portugu&ecirc;s. No segundo estudo utilizaram-se tra&ccedil;os espontaneamente gerados por uma amostra de participantes portugueses. Assim, o primeiro estudo avalia o impacto de 40 anos de mudan&ccedil;as culturais nas dimens&otilde;es identificadas originalmente e o segundo procura ampliar a validade da proposta te&oacute;rica original. A an&aacute;lise de dados recorrendo ao Escalonamento Multidimensional e &agrave; An&aacute;lise de Clusters confirma a actualidade e import&acirc;ncia da teoria impl&iacute;cita bidimensional embora sugerindo algumas mudan&ccedil;as no conte&uacute;do das dimens&otilde;es avaliativas. </P >     <p><B>Palavras-chave: </B>Desejabilidade social e intelectual, Escalonamento multidimensional, Estrutura bidimensional de tra&ccedil;os, Teorias impl&iacute;citas de personalidade. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>The two-dimensional structure of the implicit theories of personality (Rosenberg, Nelson, &amp; Vivekananthan, 1968) is revisited in two studies. The first study sought to obtain the two original dimensions (social and intellectual), replicating the work of Rosenberg and colleagues. For this purpose, personality traits used in the original study were translated into Portuguese. In the second study we used traces generated spontaneously by a sample of Portuguese participants. Thus, the first study assesses the impact of 40 years of cultural changes in the dimensions originally identified and the second seeks to expand the validity of the original theoretical proposal. Data analysis using the multidimensional scaling and cluster analysis confirms the timeliness and importance of two-dimensional implicit theory while suggesting some changes in the content of evaluative dimensions. </P >     <p><B>Key-words: </B>Implicit theories of personality, Multidimensional scaling, Social and intellectual desirability, Two-dimensional structure of traits. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>&ldquo;Olhamos para uma pessoa e imediatamente se forma em n&oacute;s uma impress&atilde;o do seu car&aacute;cter. Um olhar, algumas palavras, s&atilde;o o suficiente para nos contar uma hist&oacute;ria sobre algo extremamente complexo. Sabemos que tais impress&otilde;es se formam com uma espantosa rapidez e com uma grande facilidade&rdquo; (Asch, 1946, p. 258). </P >    <p>Ao formar impress&otilde;es de personalidade as pessoas revelam uma extraordin&aacute;ria aptid&atilde;o para ir al&eacute;m da informa&ccedil;&atilde;o dada de formas que s&atilde;o caracter&iacute;sticas, sistem&aacute;ticas e previs&iacute;veis (Asch, 1946). Por exemplo, se o Filipe nos parece muito simp&aacute;tico, estamos normalmente dispostos a assumir que ele &eacute; provavelmente sens&iacute;vel e divertido. A quest&atilde;o &oacute;bvia que esta extraordin&aacute;ria capacidade inferencial levanta e para a qual Solomon Asch nunca achou uma resposta satisfat&oacute;ria &eacute;: O que fundamenta este processo altamente inferencial? </P >     <p>Com efeito, foi necess&aacute;rio esperar mais de duas d&eacute;cadas de investiga&ccedil;&atilde;o em psicologia para que a quest&atilde;o inicialmente colocada por Asch fosse cabalmente respondida: as pessoas possuem representa&ccedil;&otilde;es mentais (largamente partilhadas) sobre a forma como diferentes tra&ccedil;os de personalidade tendem a co-variar num mesmo indiv&iacute;duo. Estas representa&ccedil;&otilde;es ou teorias impl&iacute;citas que temos sobre a personalidade obedecem por um lado a um princ&iacute;pio de consist&ecirc;ncia avaliativa e, por outro, a uma diferencia&ccedil;&atilde;o entre duas dimens&otilde;es avaliativas: social e intelectual. Rosenberg, Nelson e Vivekananthan (1968) foram pioneiros na sugest&atilde;o de uma teoria impl&iacute;cita de personalidade (TIP) bidimensional onde vigoram as duas dimens&otilde;es acima referidas que se subdividem em quatro quadrantes representados por tra&ccedil;os de personalidade da dimens&atilde;o social e de val&ecirc;ncia positiva; tra&ccedil;os da dimens&atilde;o social e val&ecirc;ncia negativa; tra&ccedil;os da dimens&atilde;o intelectual e val&ecirc;ncia positiva; e tra&ccedil;os da dimens&atilde;o intelectual de val&ecirc;ncia negativa. </P >     <p>O presente artigo revisita a teoria impl&iacute;cita de personalidade bidimensional proposta por Rosenberg e colaboradores (1968), com o objectivo de avaliar o impacto de 40 anos de mudan&ccedil;as culturais nas dimens&otilde;es identificadas originalmente e estender a validade da proposta te&oacute;rica original. Mais especificamente, o primeiro estudo procura replicar a investiga&ccedil;&atilde;o inicial destes autores usando o mesmo material (i.e., tradu&ccedil;&atilde;o directa dos tra&ccedil;os de personalidade em l&iacute;ngua inglesa usados originalmente), seguindo o mesmo procedimento, e aplicando o mesmo m&eacute;todo de redu&ccedil;&atilde;o da dimensionalidade. A confirmar-se, no presente caso, uma estrutura bidimensional da personalidade tal como foi proposta pelos autores h&aacute; cerca de 40 anos atr&aacute;s (tendo agora como participantes jovens estudantes portugueses que nasceram e cresceram num ambiente cultural substancialmente diferente do dos anos 60), tratar-se-&aacute; de um forte indicador da robustez e do car&aacute;cter basilar desta teoria impl&iacute;cita na maneira como formamos impress&otilde;es de personalidade. </P >    <p>Por outro lado, os tra&ccedil;os de personalidade originalmente usados foram seleccionados por terem sido previamente inclu&iacute;dos em estudos com relev&acirc;ncia te&oacute;rica para o trabalho de Rosenberg e colaboradores (e.g., Asch, 1946; Wishner, 1960) ou por raz&otilde;es que se prendiam com o balanceamento do material em termos de val&ecirc;ncia (e.g., frequ&ecirc;ncia relativa na lista de tra&ccedil;os de personalidade de val&ecirc;ncia positiva e negativa). Estas op&ccedil;&otilde;es de escolha, embora razo&aacute;veis, deixam em aberto a possibilidade de os tra&ccedil;os de personalidade utilizados n&atilde;o corresponderem aos tra&ccedil;os tipicamente usados pelas pessoas no seu quotidiano. Por outras palavras, fica por saber o grau em que os resultados encontrados podem dever-se &agrave; natureza relativamente peculiar ou at&iacute;pica dos tra&ccedil;os de personalidade com que se pediu aos participantes para formar impress&otilde;es. Esta cr&iacute;tica, n&atilde;o pondo directamente em causa a validade da teoria impl&iacute;cita bidimensional da personalidade, introduz claras limita&ccedil;&otilde;es ao seu potencial grau de abrang&ecirc;ncia. O segundo estudo testou empiricamente esta quest&atilde;o come&ccedil;ando por uma tarefa de gera&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea de tra&ccedil;os de personalidade que os participantes normalmente usam para descrever a personalidade das pessoas e, numa segunda fase (com uma nova amostra de participantes da mesma popula&ccedil;&atilde;o de estudantes universit&aacute;rios), aplicando o procedimento de categoriza&ccedil;&atilde;o original (Rosenberg et al., 1968). O grau de converg&ecirc;ncia, que se verificar entre os resultados de ambos os estudos, permitir&aacute; avaliar a abrang&ecirc;ncia e validade da abordagem te&oacute;rica original. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Antes de os estudos serem apresentados, far-se-&aacute; uma breve revis&atilde;o cr&iacute;tica da literatura sobre teorias impl&iacute;citas da personalidade com o prop&oacute;sito de fundamentar empiricamente e enquadrar teoricamente os objectivos do presente trabalho. Procurar-se-&aacute; identificar alguns aspectos metodol&oacute;gicos fundamentais subjacentes &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o em teorias impl&iacute;citas da personalidade; compreender a hist&oacute;ria da sua origem e desenvolvimento at&eacute; &agrave; proposta te&oacute;rica de Rosenberg e colaboradores (1968); demonstrar o car&aacute;cter fundamental e a vasta aplicabilidade te&oacute;rica das duas dimens&otilde;es avaliativas (social e intelectual) no &acirc;mbito de diversos tipos de julgamentos sociais. </P >    <p>TEORIAS IMPL&Iacute;CITAS DE PERSONALIDADE </P >    <p>Na primeira revis&atilde;o da literatura sobre percep&ccedil;&atilde;o de pessoas, Bruner e Tagiuri (1954) introduziram o termo &ldquo;teoria impl&iacute;cita de personalidade&rdquo; para descrever a hip&oacute;tese de que as pessoas percepcionam rela&ccedil;&otilde;es inferenciais entre atributos ou tra&ccedil;os. Esta hip&oacute;tese inicial surge de uma concep&ccedil;&atilde;o <I>gest&aacute;ltica </I>da forma&ccedil;&atilde;o de impress&otilde;es (Asch, 1946), em que o todo (a impress&atilde;o) &eacute; mais do que a soma das partes (cada um dos tra&ccedil;os). Segundo esta no&ccedil;&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o de pessoas, as pessoas procuram formar uma impress&atilde;o coerente e &uacute;nica, demonstrando uma tend&ecirc;ncia para irem al&eacute;m da informa&ccedil;&atilde;o dada (Bruner, 1957). Este processo inferencial permite</B>-lhes completar a impress&atilde;o que se forma do alvo, por exemplo, atrav&eacute;s da infer&ecirc;ncia da presen&ccedil;a de tra&ccedil;os a partir de outros tra&ccedil;os presentes no alvo (Asch, 1946). Com a crescente influ&ecirc;ncia da psicologia cognitiva, estas rela&ccedil;&otilde;es inferenciais entre tra&ccedil;os consolidaram-se definitivamente como um reflexo de uma estrutura de conhecimento ou representa&ccedil;&atilde;o mental partilhada pelas pessoas. </P >    <p>No in&iacute;cio foram desenvolvidas concep&ccedil;&otilde;es sobre uma poss&iacute;vel estrutura ou representa&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre tra&ccedil;os (Cronbach, 1955; Jones, 1954; Kelley, 1955; Steiner, 1954) em que, de uma forma global, o conceito de TIP referia-se: (1) a categorias que a pessoa aplica para descrever a amplitude de habilidades, atitudes, interesses, caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas, tra&ccedil;os, e valores que percepciona em si e nos outros; (2) e a cren&ccedil;as que uma pessoa mant&eacute;m acerca de quais as caracter&iacute;sticas percepcionadas que se tendem a conjugar ou n&atilde;o. Estas teorias s&atilde;o catalogadas de &ldquo;senso-comum&rdquo;, &ldquo;leigas&rdquo; e &ldquo;na&iacute;ves&rdquo; para se distinguirem de teorias cient&iacute;ficas de personalidade, uma vez que se referem a teorias partilhadas por todas as pessoas acerca das rela&ccedil;&otilde;es existentes entre caracter&iacute;sticas da personalidade. S&atilde;o tamb&eacute;m caracterizadas como &ldquo;impl&iacute;citas&rdquo; porque essas categorias e cren&ccedil;as n&atilde;o s&atilde;o declaradas explicitamente pelas pessoas, mas inferidas das descri&ccedil;&otilde;es espont&acirc;neas e das expectativas formadas ao longo do tempo sobre indiv&iacute;duos e grupos particulares. </P >    <p>Do ponto de vista metodol&oacute;gico, Cronbach (1955, 1958) forneceu uma concep&ccedil;&atilde;o de teoria impl&iacute;cita de personalidade que permitiu enquadrar a investiga&ccedil;&atilde;o na procura de validar uma estrutura das rela&ccedil;&otilde;es entre tra&ccedil;os. Segundo o autor, a teoria leiga deveria corresponder a mais do que rela&ccedil;&otilde;es entre tra&ccedil;os. Especificamente, sugeriu que o uso de uma s&eacute;rie de escalas de classifi ca&ccedil;&atilde;o na descri&ccedil;&atilde;o pessoal de um alvo permitia uma distribui&ccedil;&atilde;o de pontos num espa&ccedil;o multi variado (Cronbach, 1955, 1958). A teoria impl&iacute;cita seria uma representa&ccedil;&atilde;o em termos das m&eacute;dias, vari&acirc;ncias e covari&acirc;ncias desse espa&ccedil;o multivariado: a m&eacute;dia seria considerada como um estere&oacute;tipo ou prot&oacute;tipo; a vari&acirc;ncia como a tend&ecirc;ncia para diferenciar numa dada dimens&atilde;o; e a covari&acirc;ncia como a rela&ccedil;&atilde;o percebida entre tra&ccedil;os. </P >    <p>A partir de ent&atilde;o foram realizados diversos estudos que procuraram validar uma poss&iacute;vel estrutura ou dimens&otilde;es que permitissem compreender as rela&ccedil;&otilde;es entre os diferentes tra&ccedil;os. Embora alguns destes estudos tenham surgido com o objectivo de propor uma taxonomia de tra&ccedil;os (e.g., Wiggins, 1979), no presente trabalho iremos focar-nos nos estudos que avaliaram as rela&ccedil;&otilde;es entre tra&ccedil;os enquanto categorias descritivas da personalidade das pessoas. </P >    <p>Apesar de na maioria dos estudos no &acirc;mbito das TIP se obter pelo menos uma matriz de rela&ccedil;&otilde;es de tra&ccedil;os, existem diferen&ccedil;as tanto na forma como essas rela&ccedil;&otilde;es foram estabelecidas, como nas an&aacute;lises realizadas nessa matriz de tra&ccedil;os. Do ponto de vista metodol&oacute;gico podemos enquadrar essas diferen&ccedil;as nas seguintes fases: (1) atribui&ccedil;&atilde;o de tra&ccedil;os a objectos sociais; (2) cria&ccedil;&atilde;o da matriz de tra&ccedil;os; (3) interpreta&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre tra&ccedil;os; (4) redu&ccedil;&atilde;o da matriz de tra&ccedil;os numa matriz mais b&aacute;sica; (5) interpreta&ccedil;&atilde;o da matriz b&aacute;sica. N&atilde;o sendo intuito deste trabalho fazer uma revis&atilde;o dos aspectos metodol&oacute;gicos (para uma revis&atilde;o ver Schneider, 1973), importa referir dois aspectos fundamentais. </P >    <p>O primeiro refere-se &agrave; forma como se obt&eacute;m a medida da rela&ccedil;&atilde;o entre os tra&ccedil;os. A este respeito &eacute; importante mencionar o facto de os estudos explicitamente enquadrados na valida&ccedil;&atilde;o das TIP perspectivarem a rela&ccedil;&atilde;o entre tra&ccedil;os enquanto conceitos presentes nas pessoas. Ou seja, a rela&ccedil;&atilde;o estabelecida n&atilde;o pretende ser simplesmente ao n&iacute;vel sem&acirc;ntico (e.g., semelhan&ccedil;a no significado do tra&ccedil;o), mas antes que reflicta a tend&ecirc;ncia para diferentes tra&ccedil;os caracterizarem uma mesma pessoa. </P >    <p>O segundo aspecto refere-se &agrave;s t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas utilizadas na simplifica&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o complexa entre os tra&ccedil;os (e.g., an&aacute;lise de clusters, an&aacute;lise factorial, escalonamento multidimen sional). Este &eacute; um aspecto importante e caracter&iacute;stico da literatura sobre as TIP, verificando-se uma enorme preocupa&ccedil;&atilde;o com os pr&oacute;s e contras no uso de diferentes t&eacute;cnicas na valida&ccedil;&atilde;o da estrutura das TIP. Contudo, o pressuposto subjacente a todas elas &eacute; globalmente partilhado e referese &agrave; possibilidade de extrac&ccedil;&atilde;o de categorias ou factores comuns a uma grande amostra de itens, neste caso de tra&ccedil;os. Para al&eacute;m disso, o uso de diferentes t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas, embora possa revelar algumas diferen&ccedil;as pontuais, no geral n&atilde;o parece implicar representa&ccedil;&otilde;es ou dimens&otilde;es diferentes (Powell &amp; Juhnke, 1983; Rosenberg &amp; Sedlak, 1972). </P >    <p>A mesma consist&ecirc;ncia e coer&ecirc;ncia nos principais factores ou dimens&otilde;es que parecem constituir a representa&ccedil;&atilde;o das TIP s&atilde;o encontradas em diversos estudos, apesar das diferentes abordagens usadas nas outras etapas metodol&oacute;gicas apontadas acima. De seguida analisamos que factores subjazem a essa representa&ccedil;&atilde;o. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>OS BONS E OS MAUS: A MAIS SIMPLES TEORIA IMPL&Iacute;CITA DE PERSONALIDADE </P >    <p>Formulada em psicologia social como um axioma do pensamento humano por Fritz Heider (1946), a procura de consist&ecirc;ncia avaliativa foi desde o in&iacute;cio apontada como um princ&iacute;pio b&aacute;sico de associa&ccedil;&atilde;o entre tra&ccedil;os. Segundo este princ&iacute;pio, tra&ccedil;os da mesma val&ecirc;ncia tendem a ser inferidos, ou seja, tra&ccedil;os positivos s&atilde;o inferidos de tra&ccedil;os igualmente positivos e, em contraponto, tra&ccedil;os negativos inferidos de tra&ccedil;os tamb&eacute;m negativos. Num estudo cl&aacute;ssico que demonstra esta rela&ccedil;&atilde;o simples entre os tra&ccedil;os, Bruner, Shapiro e Tagiuri (1958) pediram aos participantes para realizarem infer&ecirc;ncias directas de um tra&ccedil;o para outro. Uma quest&atilde;o t&iacute;pica era: &ldquo;Suponha que uma pessoa &eacute; inteligente, qu&atilde;o prov&aacute;vel &eacute; que essa pessoa tamb&eacute;m seja fi&aacute;vel (medida numa escala num&eacute;rica)?&rdquo; Os resultados demonstraram consistentemente que um tra&ccedil;o positivo (e.g., culto ou simp&aacute;tico) era inferido de outro tra&ccedil;o tamb&eacute;m positivo (inteligente), ocorrendo o mesmo para tra&ccedil;os negativos. Neste estudo, a consist&ecirc;ncia avaliativa revelou-se como o &uacute;nico factor subjacente &agrave;s infer&ecirc;ncias realizadas pelos participantes. O mesmo princ&iacute;pio de associa&ccedil;&atilde;o foi encontrado consistentemente por Osgood e Ware (citados por Osgood, 1962) apesar de terem um objectivo cl&iacute;nico de desenvolver um instrumento (Diferencial de Personalidade) que permitisse diferenciar indiv&iacute;duos usando a linguagem natural de personalidade. Novamente foram pedidos julgamentos tra&ccedil;o-para-tra&ccedil;o, em que os participantes avaliavam a probabilidade de co-ocorr&ecirc;ncia numa escala de diferencial sem&acirc;ntico, na qual se encontravam tra&ccedil;os com significado oposto nos extremos (e.g., simp&aacute;tico e antip&aacute;tico). Recorrendo a uma an&aacute;lise factorial verificaram um factor avaliativo geral que explicava 58% e 69% da vari&acirc;ncia total para duas amostras<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. </P >    <p>Este factor avaliativo foi permanentemente encontrado independentemente: da metodologia de classifica&ccedil;&atilde;o de pessoas (e.g., Podell, 1961; Schneider, 1973); da quantidade de tra&ccedil;os avaliados e consequentemente da complexidade da sua estrutura relacional (Digman &amp; Takemoto-Chock, 1981); da t&eacute;cnica estat&iacute;stica utilizada para derivar os factores ou dimens&otilde;es subjacentes (Powell &amp; Juhnke, 1983). Por outro lado, a consist&ecirc;ncia avaliativa parece manter-se independentemente da pessoa que classifica (leigos ou profissionais cl&iacute;nicos) e o tipo de pessoa classificada (conhecido ou desconhecido; Passini &amp; Norman, 1966). </P >     <p>Dada a replicabilidade deste factor avaliativo geral no tipo de rela&ccedil;&otilde;es entre tra&ccedil;os que as pessoas inferem, Brown (1965, 1986) considerou-o como a mais simples das TIP. Contudo, acreditar que este factor se aplica isoladamente parece muito improv&aacute;vel e simplista, quer do ponto de vista do julgamento real de pessoas e da representa&ccedil;&atilde;o leiga de personalidade, quer do ponto de vista da verdadeira co-ocorr&ecirc;ncia dos tra&ccedil;os nas pessoas. Como exemplo aned&oacute;tico, pensemos na nossa pr&oacute;pria personalidade. N&atilde;o temos somente caracter&iacute;sticas positivas ou negativas. Tal implicaria uma divis&atilde;o entre pessoas boas e m&aacute;s. No entanto, n&atilde;o podemos ignorar a sua relev&acirc;ncia ao constituir uma teoria impl&iacute;cita que os participantes t&ecirc;m relativamente &agrave; forma como os tra&ccedil;os tendem a estar associados nas pessoas, tal como evidenciado nos estudos acima descritos. De seguida apresentamos uma concep&ccedil;&atilde;o bidimensional da estrutura das TIP que vai para al&eacute;m deste factor avaliativo. </P >     <P   >OS (IN)SOCI&Aacute;VEIS E OS (IN)COMPETENTES: A ESTRUTURA BIDIMENSIONAL DAS TEORIAS IMPL&Iacute;CITAS DE PERSONALIDADE </P >    <p>Rosenberg, Nelson e Vivekananthan (1968) propondo o uso de uma t&eacute;cnica estat&iacute;stica recente na altura chamada Escalonamento Multidimensional (<I>Multidimensional Scaling</I>) sugeriram duas dimens&otilde;es impl&iacute;citas nas teorias leigas da personalidade. Os autores pediram explicitamente a mais de 100 participantes que agrupassem um conjunto de 64 tra&ccedil;os<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> em diferentes categorias (m&aacute;ximo dez), tendo como crit&eacute;rio de agrupamento os tra&ccedil;os que pensavam co-ocorrer num mesmo indiv&iacute;duo. Ou seja, para uma mesma categoria deveriam ser colocados os tra&ccedil;os que tenderiam a existir na mesma pessoa. Os participantes deveriam basear-se num n&uacute;mero de pessoas que conhecessem (e.g., parentes, amigos, figuras p&uacute;blicas), equivalendo uma pessoa a uma categoria. Assim, cada tra&ccedil;o apenas podia pertencer a uma categoria. </P >    <p>Posteriormente, de forma a criarem matrizes de rela&ccedil;&atilde;o entre tra&ccedil;os, os autores usaram uma medida de dissocia&ccedil;&atilde;o entre cada par de tra&ccedil;os. Esta medida baseava-se na subtrac&ccedil;&atilde;o da propor&ccedil;&atilde;o de participantes que consideraram os tra&ccedil;os como pertencentes &agrave; mesma categoria ao n&uacute;mero total de participantes. Por exemplo, se 9 dos 69 participantes acharam que caloroso e inteligente tendiam a co-ocorrer numa mesma pessoa, a medida de dissocia&ccedil;&atilde;o para este par de tra&ccedil;os seria 60. As matrizes de dissocia&ccedil;&atilde;o foram sujeitas &agrave; t&eacute;cnica de Escalonamento Multidimensional que sintetizou numa representa&ccedil;&atilde;o euclidiana as rela&ccedil;&otilde;es existentes entre os diferentes tra&ccedil;os. Esta t&eacute;cnica permite que a natureza das rela&ccedil;&otilde;es entre os tra&ccedil;os de personalidade seja representada graficamente, tendo em conta o n&uacute;mero de dimens&otilde;es impostas para a compreens&atilde;o dos dados. A selec&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de dimens&otilde;es deve respeitar dois crit&eacute;rios principais em conjunto. Primeiro, deve-se ter em considera&ccedil;&atilde;o a pouca distor&ccedil;&atilde;o da real representa&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis (tra&ccedil;os) que a simplifica&ccedil;&atilde;o nas dimens&otilde;es implica. Para tal, &eacute; utilizada uma medida de distor&ccedil;&atilde;o designada de <I>stress</I>, em que um menor valor significa menor distor&ccedil;&atilde;o. O segundo crit&eacute;rio refere-se &agrave; compreensibilidade dos dados, ou seja, se menos ou mais dimens&otilde;es permitem compreender melhor a rela&ccedil;&atilde;o entre tra&ccedil;os. Rosenberg e colaboradores testaram diferentes representa&ccedil;&otilde;es (uni, bi e tridimensionais) e procuraram validar essas representa&ccedil;&otilde;es estatisticamente, chegando &agrave; conclus&atilde;o que a representa&ccedil;&atilde;o bidimensional (<I>stress</I>=9%) seria a mais adequada de acordo com os crit&eacute;rios anteriormente referidos. </P >     <p>A solu&ccedil;&atilde;o bidimensional encontra-se representada graficamente (ver <a href ="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a09f1.jpg">Figura 1</a>) e permite identificar quatro dom&iacute;nios do significado dos tra&ccedil;os. Analisando o gr&aacute;fico verificamos a exist&ecirc;ncia de duas dimens&otilde;es quase independentes, uma referente a caracter&iacute;sticas intelectuais da personalidade e outra a caracter&iacute;sticas sociais. Por sua vez, uma an&aacute;lise em termos dos extremos de cada dimens&atilde;o permite-nos observar que cada dimens&atilde;o apresenta um p&oacute;lo com tra&ccedil;os avaliativamente positivos e outro com tra&ccedil;os negativos. Os dois eixos n&atilde;o s&atilde;o totalmente ortogonais sugerindo que os tra&ccedil;os dos p&oacute;los positivos e negativos de cada dimens&atilde;o est&atilde;o ligeiramente associados. Apesar de nesta estrutura bidimensional existir uma divis&atilde;o com base na val&ecirc;ncia dos tra&ccedil;os, esta revela-se contudo insuficiente para considerar o agrupamento das duas dimens&otilde;es. Pelo que n&atilde;o &eacute; considerado como o &uacute;nico princ&iacute;pio de associa&ccedil;&atilde;o que guia a infer&ecirc;ncia de tra&ccedil;os. </P >     
<p>Esta estrutura bidimensional proposta por Rosenberg e colaboradores (1968) tornou-se a mais coerente e consistente das teorias impl&iacute;citas de personalidade, tendo sido validada em diversos estudos esta concep&ccedil;&atilde;o de duas dimens&atilde;o &ndash; social e intelectual &ndash; subjacentes ao julgamento social (e.g., Abele &amp; Wojciszke, 2007; Abele, Cuddy, Yzerbyt, &amp; Judd, 2008; Cuddy, Fiske, &amp; Glick, 2008; Friendly &amp; Glucksberg, 1970; Hamilton &amp; Fallot, 1974; Lydon, Jamieson, &amp; Zanna, 1988; Reeder &amp; Brewer, 1979; Wojciszke, 2005; Zanna &amp; Hamilton, 1972). O pr&oacute;prio Rosenberg replicou esta estrutura utilizando, por exemplo, diferentes tipos de julgamentos para al&eacute;m da co-ocorr&ecirc;ncia numa mesma pessoa (e.g., <I>ratings </I>de similaridade) e outras t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas (e.g., an&aacute;lise classificat&oacute;ria), obtendo de uma forma consistente estas duas dimens&otilde;es (Gara &amp; Rosenberg, 1981; Rosenberg &amp; Jones, 1972; Rosenberg &amp; Olshan, 1970; Rosenberg &amp; Sedlak, 1972). </P >    <p>SOCIABILIDADE E COMPET&Ecirc;NCIA: DIMENS&Otilde;ES UNIVERSAIS DA COGNI&Ccedil;&Atilde;O SOCIAL  </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mais recentemente, a investiga&ccedil;&atilde;o sobre diversos julgamentos sociais (e.g., percep&ccedil;&atilde;o inter pessoal, percep&ccedil;&atilde;o de grupos sociais e auto-percep&ccedil;&atilde;o) tem convergido para a evid&ecirc;ncia de que duas dimens&otilde;es fundamentais subjazem esses julgamentos (ver <I>special issue </I>do <I>European Journal of </I><I>Social Psychology</I>, Abele, Cuddy, Yzerbyt, &amp; Judd, 2008). Estas dimens&otilde;es t&ecirc;m sido apelidadas de diferentes formas consoante o objecto do julgamento. Por exemplo, na &aacute;rea da percep&ccedil;&atilde;o de grupos ou estere&oacute;tipos os investigadores referem-se &agrave;s dimens&otilde;es de <I>warmth </I>e <I>competence </I>(Cuddy et al., 2008; Fiske, Cuddy, Glick, &amp; Xu, 2002), no caso da investiga&ccedil;&atilde;o sobre o <I>self </I>ou o g&eacute;nero s&atilde;o mencionadas de <I>communion </I>e <I>agency </I>(Abele, 2003; Abele &amp; Wojciszke, 2007), ou no caso da percep&ccedil;&atilde;o interpessoal de <I>morality </I>e <I>competence </I>(Wojciszke, 2005). Muitas outras nomenclaturas s&atilde;o utilizadas (ver Abele, Cuddy, Judd, &amp; Yzerbyt, 2008), mas as dimens&otilde;es no geral referem-se ao mesmo tipo de julgamentos. A primeira dimens&atilde;o (e.g., <I>warmth</I>, <I>communion</I>, <I>morality</I>) &eacute; represen tada por tra&ccedil;os de natureza social de ambas as val&ecirc;ncias. S&atilde;o exemplos desta dimens&atilde;o tra&ccedil;os positivos como caloroso, amig&aacute;vel, honesto e tra&ccedil;os negativos como frio, n&atilde;o confi&aacute;vel e desonesto. A segunda dimens&atilde;o (e.g., <I>competence</I>, <I>agency</I>) &eacute; representada por tra&ccedil;os referentes &agrave; capacidade ou efici&ecirc;ncia do alvo, sendo caracter&iacute;sticos desta dimens&atilde;o tra&ccedil;os positivos como competente, assertivo, ambicioso e inteligente, e tra&ccedil;os negativos como indeciso, passivo, pregui&ccedil;oso e ineficaz. </P >    <p>Segundo Wojciszke, Bazinska e Jaworski (1998) as duas dimens&otilde;es representam 82% das varia&ccedil;&otilde;es na percep&ccedil;&atilde;o social que as pessoas realizam no seu dia-a-dia. Quando as pessoas formam impress&otilde;es dos outros, <I>warmth </I>e <I>competence </I>funcionam como dimens&otilde;es b&aacute;sicas, que servem para descrever as pessoas na sua totalidade. Recentemente, alguns autores argumentam que a organiza&ccedil;&atilde;o dos tra&ccedil;os nestas duas dimens&otilde;es n&atilde;o &eacute; acidental, mas antes funcional. Ou seja, segundo estas perspectivas ambas as dimens&otilde;es reflectem desafios que os humanos enfrentaram ao longo da sua evolu&ccedil;&atilde;o. A primeira necessidade relacionada com a procura de aceita&ccedil;&atilde;o e comunh&atilde;o social e a segunda relacionada com a procura de manifestar habilidades, compet&ecirc;ncias e o alcan&ccedil;o de estatuto. </P >    <p>A evid&ecirc;ncia reunida at&eacute; ao momento parece convergir para a hip&oacute;tese proposta por Rosenberg e colaboradores (1968) de que existem duas dimens&otilde;es importantes na representa&ccedil;&atilde;o dos tra&ccedil;os em cogni&ccedil;&atilde;o social e particularmente nas teorias que as pessoas partilham em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma como os tra&ccedil;os tendem a co-ocorrer nas pessoas (e grupos). No &acirc;mbito da percep&ccedil;&atilde;o de pessoas, esta TIP bidimensional assemelha-se a estruturas de conhecimento ou esquemas mentais que se v&atilde;o organizando com a experi&ecirc;ncia e que permitem guiar de forma gradual o processamento da informa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da categoriza&ccedil;&atilde;o do alvo nas dimens&otilde;es (Hamilton, Katz, &amp; Leirer, 1980; Hong, Levy, &amp; Chiu, 2001; Levy, Plaks, Hong, Chiu, &amp; Dweck, 2001). Embora estas duas dimens&otilde;es fundamentais tenham recebido forte apoio no &acirc;mbito da proposta das TIP a representa&ccedil;&atilde;o bidimen sional avan&ccedil;ada por Rosenberg e colaboradores n&atilde;o tem sido alvo de estudo desde a d&eacute;cada de 80. </P >    <p>OBJECTIVOS DOS PRESENTES ESTUDOS </P >    <p>Quatro d&eacute;cadas ap&oacute;s o estudo seminal de Rosenberg e colaboradores (1968) reavaliamos a estrutura bidimensional ent&atilde;o proposta. O objectivo central &eacute; saber at&eacute; que ponto as duas dimens&otilde;es encontradas no estudo original (e mais recentemente, em rela&ccedil;&atilde;o a diversos julgamentos sociais), continuam a permitir uma compreens&atilde;o adequada das TIP. </P >    <p>Apesar do desfasamento temporal entre o estudo inicial (Rosenberg et al., 1968) e o presente, esperamos encontrar a mesma estrutura bidimensional. Assim, no Estudo 1, usando um procedimento muito pr&oacute;ximo do original, isto &eacute;, a mesma lista de tra&ccedil;os de personalidade (traduzida para portugu&ecirc;s) e a mesma tarefa de categoriza&ccedil;&atilde;o de tra&ccedil;os (i.e., atribuir os tra&ccedil;os de personalidade que tendem a co-ocorrer na mesma pessoa), esperamos encontrar uma estrutura bidimensional cujos quatro quadrantes correspondam a tra&ccedil;os de personalidade da dimens&atilde;o social positiva; da dimens&atilde;o social negativa; da dimens&atilde;o intelectual positiva; ou da dimens&atilde;o intelectual negativa. </P >    <p>Por outro lado, a investiga&ccedil;&atilde;o sobre TIP tem largamente ignorado poss&iacute;veis mudan&ccedil;as de conte&uacute;do relativamente aos tra&ccedil;os que melhor representam as duas dimens&otilde;es avaliativas. Isto apesar de haver evid&ecirc;ncias em &aacute;reas de investiga&ccedil;&atilde;o relacionadas, por exemplo no &acirc;mbito da percep&ccedil;&atilde;o de grupos, de que os tra&ccedil;os que as pessoas consideram representativos de determinados grupos tendem a mudar ao longo do tempo e de acordo com mudan&ccedil;as na sociedade (e.g., Devine &amp; Elliot, 1995; Madon, Guyll, Aboufadel, Montiel, Smith, Palumbo, &amp; Jussim, 2001). Uma das consequ&ecirc;ncias desta lacuna na literatura das TIP &eacute; que ficamos sem saber se os tra&ccedil;os de personalidade usados na investiga&ccedil;&atilde;o original de Rosenberg e colaboradores (1968) e tamb&eacute;m no estudo 1 aqui apresentado, correspondem, hoje em dia, aos tra&ccedil;os normalmente usados na descri&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o da personalidade que realizamos no quotidiano ou se, embora mantendo-se a mesma estrutura bidimensional, houve mudan&ccedil;as nos tra&ccedil;os de personalidade espec&iacute;ficos que melhor representam as duas dimens&otilde;es desta estrutura. Para abordar esta quest&atilde;o, no Estudo 2 repete-se o procedimento to Estudo 1 mas usando para o efeito novos tra&ccedil;os espontaneamente gerados pelos nossos participantes numa tarefa de descri&ccedil;&otilde;es de personalidade. Desta forma, com o Estudo 2 &eacute; poss&iacute;vel (a) averiguar se houve mudan&ccedil;as nos tra&ccedil;os tipicamente usados na descri&ccedil;&atilde;o da personalidade desde o estudo de Rosenberg e colaboradores (1968); (b) testar e estender a validade da proposta te&oacute;rica original. </P >    <p>Em suma, no Estudo 1 traduziram-se os 64 tra&ccedil;os-est&iacute;mulo utilizados no estudo original de Rosenberg e colaboradores (1968). No Estudo 2 utilizaram-se tra&ccedil;os-est&iacute;mulo recolhidos de descri&ccedil;&otilde;es livres produzidas por uma amostra diferente de participantes. Em ambos os estudos amostras diferentes de participantes realizaram julgamentos de co-ocorr&ecirc;ncia dos tra&ccedil;os-est&iacute;mulo, ou seja, avaliaram a tend&ecirc;ncia para os tra&ccedil;os coincidirem numa mesma pessoa. Tal como no estudo original, os tra&ccedil;os foram repartidos no m&aacute;ximo por 10 categorias, correspondendo cada categoria a uma pessoa hipot&eacute;tica. Posteriormente os dados dos dois estudos foram compilados em duas matrizes de co-ocorr&ecirc;ncia e analisados recorrendo &agrave;s t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas de Escalonamento Multidimensional e de An&aacute;lise de <I>Clusters</I>. </P >    <p>ESTUDO 1 </P >    <p>Neste primeiro estudo procurou-se averiguar se a estrutura bidimensional encontrada por Rosenberg e colaboradores (1968) se mant&eacute;m uma representa&ccedil;&atilde;o adequada das rela&ccedil;&otilde;es de proximidade dos 64 tra&ccedil;os utilizados no seu estudo<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. Para tal, traduziram-se para portugu&ecirc;s os tra&ccedil;os que os autores usaram, existindo assim neste estudo uma correspond&ecirc;ncia exacta com os tra&ccedil;os utilizados no estudo original. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>Vinte e quatro estudantes universit&aacute;rios (16 do g&eacute;nero feminino), do 3&ordm; ano do curso de Psicologia da Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Lisboa, participaram neste estudo em troca de cr&eacute;ditos para a realiza&ccedil;&atilde;o de uma cadeira. </P >     <p><I>Selec&ccedil;&atilde;o de tra&ccedil;os </I></P >     <p>Os tra&ccedil;os usados no presente estudo correspondem, como mencionado, a uma tradu&ccedil;&atilde;o dos 64 tra&ccedil;os utilizados no estudo de Rosenberg e colaboradores (1968). Entre estes tra&ccedil;os, 39 fizeram parte do material utilizado em investiga&ccedil;&otilde;es anteriores, nomeadamente nos estudos de Asch (1946) e de Wishner (1960), e os restantes 25 foram escolhidos a partir das normas de Anderson (1965) de forma a equilibrar a lista de tra&ccedil;os numa dimens&atilde;o avaliativa. </P >    <p><I>Procedimento </I></P >    <p>Cada participante recebeu 64 tiras de papel, cada uma com um dos tra&ccedil;os-est&iacute;mulo impresso. Era-lhe ent&atilde;o pedido, que distribu&iacute;sse essas 64 tiras de papel por 10 agrupamentos, representando cada um desses agrupamentos uma pessoa que conhecesse (e.g., amigo, parente, figura p&uacute;blica). Os participantes eram explicitamente instru&iacute;dos a pensar em pessoas bastante diferentes entre si, uma vez que cada tra&ccedil;o apenas poderia ser colocado num s&oacute; agrupamento, e a juntar (ou separar) os tra&ccedil;os-est&iacute;mulo consoante estes co-ocorressem (ou n&atilde;o) nas pessoas que tinham em mente. Caso o participante sentisse que um dado tra&ccedil;o n&atilde;o poderia ser inclu&iacute;do em nenhum dos agrupa mentos anteriormente formados, era-lhe dada a possibilidade de utilizar uma categoria denominada de &ldquo;miscel&acirc;nea&rdquo;. </P >    <p>Ap&oacute;s esta tarefa de agrupamento, era pedido aos participantes que transcrevessem o conte&uacute;do das categorias rec&eacute;m-formadas para uma folha com 11 c&eacute;lulas. Os participantes deveriam inscrever em cada c&eacute;lula os tra&ccedil;os que tinham agrupado numa mesma categoria, ou seja, os tra&ccedil;os que a seu ver co-ocorriam numa determinada pessoa. Uma das c&eacute;lulas correspondia &agrave; categoria &ldquo;miscel&acirc;nea&rdquo; que servia para acomodar os tra&ccedil;os n&atilde;o inclu&iacute;dos em nenhum dos outros agrupamentos. </P >    <p>RESULTADOS </P >    <p>Tal como no trabalho original de Rosenberg e colaboradores (1968) os dados obtidos foram analisados recorrendo ao escalonamento multidimensional. Este m&eacute;todo estat&iacute;stico &eacute; empregue usualmente com fins explorat&oacute;rios e a sua finalidade &eacute; a de propiciar a descoberta de dimens&otilde;es substantivas subjacentes aos dados de forma a que as rela&ccedil;&otilde;es de semelhan&ccedil;a/proximidade entre os dados investigados se tornem mais intelig&iacute;veis. Traduzindo semelhan&ccedil;a em termos de dist&acirc;ncias (e.g., dist&acirc;ncias euclidianas), o escalonamento multidimensional proporciona uma representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica (para um n&uacute;mero m&aacute;ximo de tr&ecirc;s dimens&otilde;es) do padr&atilde;o de proximidade entre os dados. Esta t&eacute;cnica &eacute; particularmente &uacute;til para extrair significado de extensos conjuntos de dados, que assim se tornam visualmente explor&aacute;veis e interpret&aacute;veis. A medida de ajustamento dos dados &agrave; configura&ccedil;&atilde;o multidimensional &eacute; comummente designada por <I>stress</I>, e quanto menor o seu valor, melhor a adequa&ccedil;&atilde;o dos dados &agrave; representa&ccedil;&atilde;o em causa. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Partindo da medida de associa&ccedil;&atilde;o de tra&ccedil;os, foi computada uma matriz de frequ&ecirc;ncia de coocorr&ecirc;ncia dos tra&ccedil;os num mesmo agrupamento (i.e., para cada par de tra&ccedil;os, contabilizaram-se os participantes que consideraram que determinada pessoa sua conhecida os possu&iacute;a em simult&acirc;neo). Os tra&ccedil;os inclu&iacute;dos na categoria &ldquo;miscel&acirc;nea&rdquo; foram codificados como n&atilde;o coocorrendo com nenhum outro tra&ccedil;o para aquele participante. Esta matriz serviu de base &agrave; an&aacute;lise de escalonamento multidimensional. </P >     <p>Replicando o padr&atilde;o obtido por Rosenberg e colaboradores (1968), os dados ajustam-se aceitavelmente a uma configura&ccedil;&atilde;o bidimensional (<I>stress</I>=0.24)<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>, com os tra&ccedil;os variando simultaneamente no grau em que s&atilde;o desej&aacute;veis em contextos sociais e intelectuais (ver <a href ="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a09f2.jpg">Figura 2</a>)<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>. Os tra&ccedil;os representados na &aacute;rea inferior esquerda (e.g., est&uacute;pido, superficial) podem ser caracterizados como desfavor&aacute;veis para o desempenho de actividades intelectuais, sendo que &agrave; medida que se percorre a diagonal, at&eacute; ao canto superior direito, os tra&ccedil;os ganham em desejabilidade neste dom&iacute;nio (e.g., inteligente, determinado). Ao longo da outra diagonal distribuem-se tra&ccedil;os relativos a contextos sociais, desde os mais desej&aacute;veis, no canto inferior direito (e.g., caloroso, tolerante), at&eacute; aos mais indesej&aacute;veis, na &aacute;rea superior esquerda (e.g., frio, insoci&aacute;vel)<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>. </P >     
<p>De forma a avaliar a adequa&ccedil;&atilde;o de uma reparti&ccedil;&atilde;o dos tra&ccedil;os por quatro <I>clusters</I>, representando os quatro quadrantes desta configura&ccedil;&atilde;o bidimensional, realizou-se ainda uma an&aacute;lise de <I>clusters</I>, utilizando o algoritmo <I>k-means</I>. A utiliza&ccedil;&atilde;o deste m&eacute;todo, em contraste com outros m&eacute;todos de an&aacute;lise de <I>clustering</I>, &eacute; especialmente indicada quando se disp&otilde;e &agrave; partida de hip&oacute;teses sobre o n&uacute;mero mais adequado de <I>clusters </I>para a agrega&ccedil;&atilde;o dos dados. A aplica&ccedil;&atilde;o do algoritmo <I>k-means </I>permite, ent&atilde;o, formar o n&uacute;mero de <I>clusters </I>fixo (neste caso quatro), agregando os casos de forma a maximizar a variabilidade entre <I>clusters </I>e a minimizar a variabilidade dentro de cada <I>cluster</I>. No final do procedimento pode aceder-se tamb&eacute;m &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o dos pontos m&eacute;dios de cada <I>cluster</I>, designados por centr&oacute;ides, e &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es de dist&acirc;ncia de cada ponto (neste caso, tra&ccedil;o) ao centr&oacute;ide do seu <I>cluster</I>. </P >     <p>A composi&ccedil;&atilde;o dos quatro <I>clusters </I>resultantes desta an&aacute;lise pode ser consultada na <a href="#t1">Tabela 1</a>, com os tra&ccedil;os mais pr&oacute;ximos do centr&oacute;ide de cada <I>cluster </I>a surgirem nas primeiras posi&ccedil;&otilde;es. A forma standard de validar as solu&ccedil;&otilde;es obtidas em an&aacute;lises de <I>cluster </I>em <I>k-means </I>&eacute; da aferir, atrav&eacute;s de um coeficiente de Snedecor (ANOVA), se efectivamente como se pretende, a dist&acirc;ncia m&eacute;dia intra-<I>cluster </I>&eacute; menor do que a inter-<I>cluster</I>, quer para cada <I>cluster </I>no seu conjunto, quer para cada item inserido em cada um dos <I>clusters </I>(ver e.g., Scott &amp; Knott, 1974). Assim, foram realizadas an&aacute;lises de vari&acirc;ncia efectuadas sobre esta solu&ccedil;&atilde;o de <I>clusters </I>que permitiram comprovar que as vari&acirc;ncias das dist&acirc;ncias entre <I>clusters </I>s&atilde;o significativamente superiores &agrave;s vari&acirc;ncias das dist&acirc;ncias dentro dos <I>clusters </I>(&agrave; excep&ccedil;&atilde;o do caso do tra&ccedil;o caprichoso), legitimando assim a agrega&ccedil;&atilde;o dos tra&ccedil;os em quatro <I>clusters</I>. No que se refere ao significado dos tra&ccedil;os, tanto a sua distribui&ccedil;&atilde;o pelos <I>clusters </I>como as suas rela&ccedil;&otilde;es de dist&acirc;ncia aos centr&oacute;ides validam a estrutura bidimensional do espa&ccedil;o sem&acirc;ntico destes 64 tra&ccedil;os e a interpreta&ccedil;&atilde;o desta configura&ccedil;&atilde;o recorrendo &agrave;s propriedades de desejabilidade social e intelectual: nos <I>clusters </I>1 e 2 surgem agregados tra&ccedil;os de maior e menor desejabilidade intelectual, respectivamente (com os tra&ccedil;os mais pr&oacute;ximos do centr&oacute;ide, <I>inteligente </I>e <I>est&uacute;pido</I>, a representarem bastante bem p&oacute;los desta dimens&atilde;o), enquanto nos <I>clusters </I>3 e 4 se re&uacute;nem tra&ccedil;os de maior e menor desejabilidade social (sendo <I>leal </I>e <I>pessimista </I>os tra&ccedil;os mais pr&oacute;ximos dos respectivos centr&oacute;ides). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a09t1.jpg" width="553" height="346"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Note-se ainda que os eixos representados na <a href ="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a09f2.jpg">Figura 2</a> (com base nos tra&ccedil;os que melhor representam cada um dos p&oacute;los das duas dimens&otilde;es intelectual e social) n&atilde;o s&atilde;o ortogonais. Em vez disto, os p&oacute;los negativos e positivos de cada dimens&atilde;o aproximam-se mais do que seria de esperar se a rela&ccedil;&atilde;o entre a dimens&atilde;o intelectual e social fosse de perfeita independ&ecirc;ncia. Este padr&atilde;o de resultados sugere uma correla&ccedil;&atilde;o positiva embora baixa entre as duas dimens&otilde;es o que est&aacute; em linha com o que &eacute; tipicamente encontrado na investiga&ccedil;&atilde;o sobre TIP. </P >    
<p>ESTUDO 2 </P >    <p>O segundo estudo visa verificar se uma estrutura bidimensional, interpretada apelando &agrave;s dimens&otilde;es de desejabilidade social e intelectual, permite tamb&eacute;m uma representa&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o adequada das rela&ccedil;&otilde;es entre os tra&ccedil;os que os participantes factualmente evocam com mais frequ&ecirc;ncia em tarefas de descri&ccedil;&atilde;o livre. Assim, para este estudo partiu-se de uma tarefa de gera&ccedil;&atilde;o de tra&ccedil;os (descri&ccedil;&atilde;o livre) para uma tarefa em tudo semelhante &agrave; do primeiro estudo (agrupamento de tra&ccedil;os). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>Vinte e cinco estudantes universit&aacute;rios (15 do g&eacute;nero feminino), do 4&ordm; ano do curso de Psicologia da Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Lisboa, realizaram as tarefas de descri&ccedil;&atilde;o livre em troca de cr&eacute;ditos para a realiza&ccedil;&atilde;o de uma cadeira. </P >    <p>Outros vinte e sete estudantes universit&aacute;rios (19 do g&eacute;nero feminino), do 3&ordm; ano do curso de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Lisboa, participaram na tarefa de agrupamento de tra&ccedil;os, tendo tamb&eacute;m recebido cr&eacute;ditos para a realiza&ccedil;&atilde;o de uma cadeira. </P >    <p><I>Selec&ccedil;&atilde;o de tra&ccedil;os </I></P >    <p>A selec&ccedil;&atilde;o dos tra&ccedil;os-est&iacute;mulo a utilizar na tarefa de agrupamento de tra&ccedil;os (Estudo 2 propriamente dito) foi baseada nos resultados de quatro tarefas de descri&ccedil;&atilde;o livre. Foi pedido aos participantes que escrevessem descri&ccedil;&otilde;es curtas (contendo aproximadamente cinco tra&ccedil;os) de quatro tipos de alvo. Os alvos variavam em duas dimens&otilde;es consideradas importantes na literatura (e.g., Hampson, 1998): agradabilidade (i.e., algu&eacute;m que o participante gostasse ou n&atilde;o) e familiaridade (i.e., algu&eacute;m que o participante conhecesse pessoalmente ou n&atilde;o), potenciando desta forma a obten&ccedil;&atilde;o de tra&ccedil;os de ambas as val&ecirc;ncias (positiva e negativa) e de diferentes amplitudes (mais gen&eacute;ricos e mais particulares). A partir destas descri&ccedil;&otilde;es foram seleccionados os 45 tra&ccedil;os positivos e os 45 tra&ccedil;os negativos mais frequentes num total de 90 tra&ccedil;os de personalidade. </P >    <p><I>Procedimento </I></P >    <p>Na tarefa de agrupamento de tra&ccedil;os, foi uma vez mais pedido aos participantes que fizessem julgamentos de co-ocorr&ecirc;ncia de tra&ccedil;os numa mesma pessoa, recorrendo ao mesmo procedimento do Estudo 1. A &uacute;nica diferen&ccedil;a residia no material, uma vez que para este estudo foram utilizados os tra&ccedil;os obtidos a partir de tarefas de descri&ccedil;&atilde;o livre, representando desta forma um conjunto de tra&ccedil;os mais pr&oacute;ximo dos naturalmente utilizados pelos participantes (ao inv&eacute;s de tra&ccedil;os impostos pelo investigador). </P >    <p>RESULTADOS  </P >     <p>Comp&ocirc;s-se uma nova matriz de frequ&ecirc;ncia de co-ocorr&ecirc;ncia dos diversos pares de tra&ccedil;os e repetiram-se as mesmas an&aacute;lises do Estudo 1. O ajustamento a uma configura&ccedil;&atilde;o bidimensional, representada na <a href ="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a09f3.jpg">Figura 3</a>, &eacute; de novo aceit&aacute;vel (<I>stress</I>=0.22) e interpret&aacute;vel recorrendo &agrave;s dimens&otilde;es de desejabilidade social e intelectual<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>Tra&ccedil;os que variam no grau em que remetem para caracter&iacute;sticas mais ou menos desej&aacute;veis no dom&iacute;nio intelectual distribuem-se ao longo de uma das diagonais, desde o canto superior direito (e.g., eficaz, competente) at&eacute; ao canto inferior esquerdo (e.g., incompetente, incapaz). Ao longo da outra diagonal, podem encontrar-se tra&ccedil;os associados a contextos sociais, desde os menos favor&aacute;veis no canto superior esquerdo (e.g., intriguista, arrogante) at&eacute; aos mais favor&aacute;veis no canto inferior direito (e.g., divertido, generoso)<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>. </P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise de <I>clusters</I>, segundo a t&eacute;cnica <I>k-means</I>, for&ccedil;ando a solu&ccedil;&atilde;o a quatro <I>clusters</I>, revelou-se novamente satisfat&oacute;ria, uma vez que para todos os casos (&agrave; excep&ccedil;&atilde;o do tra&ccedil;o <I>autorit&aacute;rio</I>) as vari&acirc;ncias das dist&acirc;ncias entre <I>clusters </I>suplantaram significativamente as das dist&acirc;ncias dentro dos <I>clusters</I>. Apresentam-se na <a href="#t2">Tabela 2</a> os tra&ccedil;os que comp&otilde;em cada um dos <I>clusters </I>ordenados ascendentemente pela sua dist&acirc;ncia ao centr&oacute;ide do <I>cluster </I>respectivo. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a09t2.jpg" width="554" height="451"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Mais uma vez os <I>clusters </I>apresentam-se bastante homog&eacute;neos no que se refere &agrave; desejabilidade social e intelectual dos tra&ccedil;os que os comp&otilde;em, refor&ccedil;ando a validade destas duas propriedades tamb&eacute;m para a interpreta&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es subjacentes ao grau de associa&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica entre os 90 tra&ccedil;os gerados por participantes portugueses 40 anos depois dos trabalhos de Rosenberg e colaboradores (1968). Nos <I>clusters </I>1 e 2 encontram-se tra&ccedil;os de maior e menor desejabilidade intelectual (tra&ccedil;os como <I>culto </I>e <I>irrespons&aacute;vel </I>surgem mais ao centro dos respectivos <I>clusters</I>), enquanto nos <I>clusters </I>3 e 4 est&atilde;o agrupados tra&ccedil;os de maior e menor desejabilidade social, respectivamente (com <I>compreensivo </I>e <I>arrogante </I>como tra&ccedil;os mais pr&oacute;ximos dos centr&oacute;ides). </P >     <p>Uma das diferen&ccedil;as observ&aacute;veis entre os resultados destes dois estudos &eacute; a que remete para a rela&ccedil;&atilde;o de determinados tra&ccedil;os com os outros elementos do seu <I>cluster</I>. Considerando os <I>clusters </I>1 e 2 (dimens&atilde;o de desejabilidade intelectual), por exemplo, pode verificar-se que os tra&ccedil;os (traduzidos) mais pr&oacute;ximos do centr&oacute;ide no Estudo 1, designadamente <I>inteligente </I>e <I>est&uacute;pido</I>, ocupam agora uma posi&ccedil;&atilde;o muito mais perif&eacute;rica nos respectivos <I>clusters </I>(ali&aacute;s, o tra&ccedil;o <I>est&uacute;pido </I>no contexto de tra&ccedil;os gerados e utilizados no Estudo 2 situa-se no <I>cluster </I>4 juntamente com tra&ccedil;os de cariz socialmente indesej&aacute;vel). Em contraste, os tra&ccedil;os que no presente estudo ocupam uma posi&ccedil;&atilde;o mais central nos <I>clusters </I>1 e 2 (<I>culto, h&aacute;bil, motivado </I>e <I>irrespons&aacute;vel, desmotivado, </I><I>inculto</I>) parecem remeter por um lado para designa&ccedil;&otilde;es eventualmente mais &ldquo;politicamente correctas&rdquo; e, por outro, para atributos menos &ldquo;inatos&rdquo; e mais &ldquo;responsabilizantes&rdquo; do seu detentor. </P >    <p>Mais uma vez, os eixos representados na <a href ="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a09f3.jpg">Figura 3</a> (com base nos tra&ccedil;os que melhor representam cada um dos p&oacute;los das duas dimens&otilde;es intelectual e social) n&atilde;o s&atilde;o ortogonais, sugerindo uma correla&ccedil;&atilde;o positiva embora baixa entre as duas dimens&otilde;es o que est&aacute; em linha com resultados anteriores (e.g., Rosenberg et al., 1968). </P >    
<p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>Como os resultados dos dois estudos evidenciam, houve uma replica&ccedil;&atilde;o do estudo original de Rosenberg e colaboradores (1968) formando-se uma representa&ccedil;&atilde;o bidimensional da personalidade em que est&atilde;o presentes as dimens&otilde;es intelectual e social de val&ecirc;ncia positiva e negativa. Deste modo, a estrutura bidimensional das impress&otilde;es de personalidade encontrada no estudo original realizado na Universidade de Emory &eacute; em grande medida a mesma da encontrada por n&oacute;s cerca de 40 anos depois com base em respostas de estudantes universit&aacute;rios portugueses. </P >    <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o vai ao encontro das conclus&otilde;es mais recentes dos estudos de percep&ccedil;&atilde;o interpessoal que convergem no facto de existirem duas dimens&otilde;es fundamentais subjacentes aos processos interpessoais (ver <I>special issue </I>do <I>European Journal of Social Psychology</I>, Abele, Cuddy, Yzerbit, &amp; Judd, 2008). Assim, apesar de poderem ter nomes diferentes (e.g., Abele, Cuddy, Judd, &amp; Yzerbyt, 2008), as dimens&otilde;es encontradas no nosso estudo s&atilde;o representadas pelo mesmo tipo de tra&ccedil;os e correspondem a duas dimens&otilde;es avaliativas, uma de natureza social e outra intelectual. Deste modo, o nosso estudo &eacute; mais uma evid&ecirc;ncia para a universalidade da estrutura bidimensional das teorias impl&iacute;citas da personalidade, que apesar de revelar mudan&ccedil;as pontuais no que respeita &agrave; import&acirc;ncia relativa de tra&ccedil;os de personalidade espec&iacute;ficos permanece equivalente no que respeita &agrave; sua estrutura formal e aos seus conte&uacute;dos gerais. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que respeita &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre estas duas dimens&otilde;es fundamentais das TIP a investiga&ccedil;&atilde;o passada assim como os resultados aqui reportados mostram a exist&ecirc;ncia de uma correla&ccedil;&atilde;o moderada mas positiva entre a dimens&atilde;o avaliativa social e a dimens&atilde;o intelectual. Esta correla&ccedil;&atilde;o &eacute; normalmente interpretada como sendo uma manifesta&ccedil;&atilde;o do efeito de halo (e.g., Thorndike, 1920), ou seja, a tend&ecirc;ncia para pensar numa pessoa em abstracto como globalmente boa ou m&aacute; e para generalizar este julgamento a qualidades ou atributos de personalidade discretos como tra&ccedil;os de personalidade<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>. </P >     <p>Tal como em replica&ccedil;&otilde;es anteriores, &eacute; poss&iacute;vel no presente caso identificar exemplos de mudan&ccedil;as que aparentemente ocorreram na disposi&ccedil;&atilde;o relativa dos tra&ccedil;os traduzidos (Estudo 1) e dos tra&ccedil;os gerados (Estudo 2). Relativamente ao nosso primeiro estudo pode ser verificado, por exemplo, que tra&ccedil;os como <I>reservado </I>e <I>audacioso </I>que s&atilde;o neutrais na estrutura bidimensional de Rosenberg et al. (1968), est&atilde;o presentes neste estudo nas dimens&otilde;es social negativa e intelectual positiva, respectivamente. Por outro lado alguns tra&ccedil;os que no estudo original surgiam como &ldquo;bons representantes&rdquo; das dimens&otilde;es de personalidade, como por exemplo, <I>austero </I>que era um tra&ccedil;o claramente social negativo perde import&acirc;ncia relativa sendo inclu&iacute;do no Estudo 1 no p&oacute;lo intelectual positivo mas bastante afastado do respectivo centr&oacute;ide. </P >     <p>Este tipo de varia&ccedil;&otilde;es pode ser o resultado de influ&ecirc;ncias temporais, visto que esta replica&ccedil;&atilde;o foi realizada 40 anos depois do estudo original de Rosenberg et al. (1968). Tal como as replica&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea dos estere&oacute;tipos demonstraram, poder&aacute; haver uma mudan&ccedil;a no conte&uacute;do dos estere&oacute;tipos das pessoas, mantendo-se a exist&ecirc;ncia da estrutura de conhecimento. Um caso paradigm&aacute;tico &eacute; o da famosa trilogia de Princeton (Gilbert, 1951; Karlins, Coffman, &amp; Walters, 1969; Katz &amp; Braly, 1933) onde se pode verificar varia&ccedil;&otilde;es no conte&uacute;do dos estere&oacute;tipos de estudo para estudo. Ou seja, aquilo que os sujeitos consideram mais t&iacute;pico de determinados grupos depende do momento em que &eacute; realizado o estudo. Da mesma forma, no caso das impress&otilde;es de personalidade alguns dos tra&ccedil;os considerados mais tipicamente positivos ou negativos ao n&iacute;vel intelectual e social no estudo de Rosenberg et al. (1968) parecem sofrer alguma varia&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as socioculturais ao longo do tempo. De facto, para al&eacute;m do Estudo 1 apresentar uma disposi&ccedil;&atilde;o diferente dos tra&ccedil;os de personalidade do estudo Rosenberg e colaboradores, o Estudo 2 mostrou que os pr&oacute;prios tra&ccedil;os, na sua maioria, n&atilde;o correspondem aos do estudo original. Com efeito, dos 90 tra&ccedil;os obtidos menos de 20% correspondem aos tra&ccedil;os originais de Rosenberg e colaboradores (1968). </P >    <p>No entanto, esta mudan&ccedil;a de tra&ccedil;os n&atilde;o implicou mudan&ccedil;as a n&iacute;vel das dimens&otilde;es de personalidade subjacentes. As dimens&otilde;es avaliativas, social e intelectual, mant&ecirc;m-se mas, sobretudo no caso da dimens&atilde;o intelectual, as pessoas consideram como melhor representantes desta dimens&atilde;o tra&ccedil;os que dependem mais de qualidades merit&oacute;rias. Por exemplo, os tra&ccedil;os <I>persistente</I>, <I>culto </I>e <I>motivado </I>s&atilde;o considerados como mais intelectualmente positivos do que tra&ccedil;os que s&atilde;o geralmente considerados como tendo uma elevada carga gen&eacute;tica, como <I>inteligente. </I>O mesmo acontece no p&oacute;lo negativo desta dimens&atilde;o, em que, por exemplo, os tra&ccedil;os <I>irrespons&aacute;vel, desmotivado </I>e <I>inculto </I>t&ecirc;m uma maior carga negativa do que o tra&ccedil;o <I>burro</I>. </P >    <p>Os resultados encontrados relativos &agrave; mudan&ccedil;a de conte&uacute;do da estrutura bidimensional das teorias impl&iacute;citas da personalidade podem ser vistos como an&aacute;logos aos de Devine e Elliot (1995; ver tamb&eacute;m Madon et al., 2001, Estudo 2) que verificaram uma mudan&ccedil;a nos conte&uacute;dos dos estere&oacute;tipos dos diversos grupos &eacute;tnicos em fun&ccedil;&atilde;o do tempo. Contudo, &eacute; importante n&atilde;o perder de vista as conclus&otilde;es fundamentais que se podem retirar dos estudos aqui reportados e da investiga&ccedil;&atilde;o sobre as teorias impl&iacute;citas da personalidade em geral: apesar de mudan&ccedil;as de conte&uacute;do que progressivamente redefinem um pouco o que &eacute; considerado mais relevante para cada dimens&atilde;o das impress&otilde;es de personalidade, a teoria impl&iacute;cita bidimensional da personalidade mant&eacute;m uma estrutura largamente inalterada que inclui duas dimens&otilde;es avaliativas, uma social e a outra intelectual. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Abele, A. E. (2003). The dynamics of masculine-agentic and feminine-communal traits: Findings from a prospective study. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 85</I>, 768-776.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201100020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Abele, A. E., Cuddy, A. J., Judd, C. M., &amp; Yzerbyt, V. Y. (2008). Fundamental dimensions of social judgment: Introduction to the special issue. <I>European Journal of Social Psychology</I><I>, 38</I>, 1063-1065.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201100020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Abele, A. E., &amp; Wojciszke, B. (2007). Agency and communion from the perspective of self versus others. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 93</I>, 751-763.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201100020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Abele, A. E., Cuddy, A. J., Yzerbyt, V. Y., &amp; Judd, C. M. (Eds.). (2008). Universal dimensions of social perception: Communion and agency [Special issue]. <I>European Journal of Social Psychology, 38</I>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201100020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Anderson, N. H. (1965). Averaging <I>versus </I>adding as a stimulus-combination rule in impression formation. <I>Journal of Experimental Psychology, 4</I>, 394-400.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201100020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Asch, S. E. (1946). Forming impressions of personality. <I>Journal of Abnormal and Social Psychology, 41</I>, 258-290.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201100020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Brown, R. W. (1965, 1986). <I>Social psychology</I>. New York: Free Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201100020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bruner, J. S. (1957). Going beyond the information given. In H. Gruber, G. Terrell, &amp; E. M. Wertheimer (Eds.), <I>Contemporary approaches to cognition </I>(pp. 258-290). Cambridge, MA: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201100020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bruner, J. S., &amp; Tagiuri, R. (1954). The perception of people. In G. Lindzey (Ed.), <I>Handbook of social psychology </I>(vol. 2, pp. 634-654)<I>. </I>Cambridge, MA: Addison-Wesley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201100020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Bruner, J. S., Shapiro, D., &amp; Tagiuri, R. (1958). The meaning of traits in isolation and in combination. In R. Tagiuri &amp; L. Petrullo (Eds.), <I>Person perception and interpersonal behavior </I>(pp. 277-288). Stanford: Stanford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201100020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Cronbach, L. J. (1955). Processes affecting scores on understanding of others and assuming &ldquo;similarity&ldquo;. <I>Psychological Bulletin, 52</I>, 177-193. </P >     <!-- ref --><p>Cronbach, L. J. (1958). Proposals leading to analytic treatment of social perception scores. In R. Tagiuri &amp; L. Petrullo (Eds.), <I>Person perception and interpersonal behavior </I>(pp. 353-379). Stanford: Stanford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201100020000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cuddy, A., Fiske, S., &amp; Glick, P. (2008). Warmth and competence as universal dimensions of social perception: The stereotype content model and the BIAS map. <I>Advances in Experimental Social Psychology, 40</I>, 61-149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201100020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Devine, P. G., &amp; Elliot, A. J. (1995). Are racial stereotypes <I>really </I>fading? The Princeton trilogy revisited. <I>Personality and Social Psychology Bulletin</I>, <I>21</I>, 1139-1150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201100020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Digman, J. M., &amp; Takemoto-Chock, N. E. (1981). Factors in the national language of personality: Re-analysis, comprehension, and interpretation of six major studies. <I>Multivariate Behavioral Research, 17</I>, 149-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201100020000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Fiske, S. T., Cuddy, A. J. C., Glick, P., &amp; Xu, J. (2002). A model of (often mixed) stereotype content: Competence and warmth respectively follow from perceived status and competition. <I>Journal of Personality and Social </I><I>Psychology, 82</I>, 878-902.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201100020000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Friendly, M. L., &amp; Glucksberg, S. (1970). On the description of subcultural lexicons: A multidimensional approach. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 14</I>, 55-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201100020000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gara, M. A., &amp; Rosenberg, S. (1981). Linguistic factors in implicit personality theory. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 41</I>, 450-457.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201100020000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Garcia-Marques, T., &amp; Garcia-Marques, L. (Eds.). (2004). <I>Processando informa&ccedil;&atilde;o sobre os outros I: Forma&ccedil;&atilde;o de impress&otilde;es de personalidade e representa&ccedil;&atilde;o cognitiva de pessoas </I>(p. 117). Lisboa: ISPA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201100020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gilbert, G. M. (1951). Stereotype persistence and change among college students. <I>Journal of Abnormal and Social Psychology</I>, <I>46</I>, 245-254.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201100020000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hamilton, D. L., &amp; Fallot, R. D. (1974). Information salience as a weighting factor in impression formation. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 30</I>, 444-448.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201100020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Hamilton, D. L., Katz, L. B., &amp; Leirer, V. O. (1980). Organizational processes in impression formation. In R. Hastie, T. M. Ostrom, E. B. Ebbesen, R. S. Wyer, Jr., D. L. Hamilton, &amp; D. E. Carlston (Eds.), <I>Person memory: The cognitive basis of social perception</I>. Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201100020000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hampson, S. E. (1998). When is an inconsistency not an inconsistency? Trait reconciliation processes in personality description and impression formation. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 74</I>, 102-117.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201100020000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Heider, F. (1946). Attitudes and cognitive organization. <I>Journal of Psychology, 21</I>, 107-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201100020000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hong, Y., Levy, S. R., &amp; Chiu, C. (2001). The contribution of the lay theories approach to the study of groups. <I>Personality and Social Psychology Review, 5</I>, 98-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201100020000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Jones, E. E. (1954). Authoritarianism as a determinant of first-impression formation. <I>Journal of Personality, 23</I>, 107-127.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201100020000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Judd, C. M., James-Hawkins, L., Yzerbyt, V., &amp; Kashima, Y. (2005). Fundamental dimensions of social judgment: Understanding the relations between judgments of competence and warmth. <I>Journal of Personality and Social Psychology</I>, <I>89</I>, 899-913.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201100020000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Karlins, M., Coffman, T. L., &amp; Walters, G. (1969). On the fading of social stereotypes: Studies in three generations of college students. <I>Journal of Personality and Social Psychology</I>, <I>13</I>, 1-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201100020000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Katz, D., &amp; Braly, K. W. (1933). Racial stereotypes of one-hundred college students. <I>Journal of Abnormal and Social Psychology</I>, <I>28</I>, 280-290.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201100020000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kelley, G. A. (1955). <I>The psychology of personal constructs</I>. New York: Norton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201100020000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kervyn, N., Yzerbyt, V. Y., Demoulin, S., &amp; Judd, C. M. (2008). Competence and warmth in context: The compensatory nature of stereotypic views of national groups. <I>European Journal of Social Psychology, 38</I>, 1175-1183.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201100020000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kervyn, N., Yzerbyt, V., Judd, C., &amp; Nunes, A. (in press). A question of compensation: The social life of the fundamental dimensions of social perception. <I>Journal of Personality and Social Psychology.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201100020000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Levy, S. R., Plaks, J. E., Hong, Y., Chiu, C., &amp; Dweck, C. S. (2001). Static <I>versus </I>dynamic theories and the perception of groups: Different routes to different destinations. <I>Personality and Social Psychology Review, 5</I>, 156-168.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201100020000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lydon, J., Jamieson, D., &amp; Zanna, M. (1988). Interpersonal similarity and the social and intellectual dimensions of first impressions. <I>Social Cognition, 6</I>, 269-286.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201100020000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Madon, S., Guyll, M., Aboufadel, K., Montiel, E., Smith, A., Palumbo, P., &amp; Jussim, L. (2001). Ethnic and national stereotypes: The Princeton trilogy revisited and revised. <I>Personality and Social Psychology Bulletin, 27</I>, 996-1010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201100020000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Osgood, C. E. (1962). Studies on the generality of affective meaning systems. <I>American Psychologist, 17</I>, 10-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201100020000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Passini, F. T., &amp; Norman, W. T. (1966). A universal conception of personality structure? <I>Journal of Personality and Social Psychology, 4</I>, 44-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201100020000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Podell, J. E. (1961). A comparison of generalization and adaptation-level as theories of connotation. <I>Journal of Abnormal and Social Psychology, 62</I>, 594-597.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201100020000900038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Powell, S. R., &amp; Juhnke, R. G. (1983). Statistical models of implicit personality theory: A comparison. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 44</I>, 911-922.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201100020000900039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Reeder, G. D., &amp; Brewer, M. B. (1979). A schematic model of dispositional attribution in interpersonal perception. <I>Psychological Review, 86</I>, 61-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201100020000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Rosenberg, S., &amp; Jones, R. A. (1972). A method for investigating and representing a person&rsquo;s implicit theory of personality: Theodore Dreiser&rsquo;s view of people. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 22</I>, 372-386. </P >    <!-- ref --><p>Rosenberg, S., &amp; Olshan, K. (1970). Evaluative and descriptive aspects in personality perception. <I>Journal of Personality and Social Psychology</I>, <I>16</I>, 619-626.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-8231201100020000900042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rosenberg, S., &amp; Sedlak, A. (1972). Structural representations of implicit personality theory. In L. Berkowitz (Ed.), <I>Advances in experimental social psychology </I>(vol. 6, pp. 235-297). San Diego, CA: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0870-8231201100020000900043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rosenberg, S., Nelson, C., &amp; Vivekananthan, P. S. (1968). A multidimensional approach to the structure of personality impressions. <I>Journal of Personality and Social Psychology</I>, <I>9</I>, 283-294.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0870-8231201100020000900044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Schneider, D. J. (1973). Implicit personality theory: A review. <I>Psychological Bulletin, 79</I>, 294-309.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-8231201100020000900045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Steiner, I. D. (1954). Ethnocentrism and tolerance of trait inconsistency. <I>Journal of Abnormal and Social Psychology, 49</I>, 349-354.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201100020000900046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Thorndike, E. L. (1920). A constant error on psychological rating. <I>Journal of Applied Psychology, 4</I>, 25-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-8231201100020000900047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Wiggins, J. S. (1979). A psychological taxonomy of trait-descriptive terms: The interpersonal domain. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 37</I>, 395-412.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-8231201100020000900048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Wishner, J. (1960). Reanalysis of &ldquo;impressions of personality&rdquo;. <I>Psychological Review</I>, <I>67</I>, 96-112. </P >    <!-- ref --><p>Wojciszke, B. (2005). Morality and competence in person and self perception. <I>European Review of Social Psychology, 16</I>, 155-188.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-8231201100020000900050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Wojciszke, B., Bazinska, R., &amp; Jaworski, M. (1998). On the dominance of moral categories in impression formation. <I>Personality and Social Psychology Bulletin, 24</I>, 1245-1257.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-8231201100020000900051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Yzerbyt, V. Y., Provost, V., &amp; Corneille, O. (2005). Not so competent but warm... Really? Compensatory stereotypes in the French-speaking world. <I>Group Processes and Intergroup Relations, 8</I>, 291-308.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-8231201100020000900052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Zanna, M., &amp; Hamilton, D. L. (1972). Attribute dimensions and patterns of trait inferences. <I>Psychonomic Science, 27</I>, 353-354.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-8231201100020000900053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: M&aacute;rio B. Ferreira, Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa, Alameda da Universidade, 1649-013 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:mferreira@fp.ul.pt">mferreira@fp.ul.pt</a></P >     <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o foi parcialmente financiada pelo programa Sapiens da FCT (PTDC/PSI/66864/2006). </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>NOTAS</P >     <p> <Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup>&Eacute; importante referir que Osgood (1962) identificou duas outras dimens&otilde;es: pot&ecirc;ncia (<i>potency</i>) e actividade (<i>activity</i>). </P >     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup>Destes tra&ccedil;os os primeiros 11 tra&ccedil;os foram os tra&ccedil;os-est&iacute;mulo usados nos estudos de Asch (1946) e de Wishner (1960). Os restantes tra&ccedil;os que podem ser agrupados em pares de opostos &ndash; os pares de ant&oacute;nimos 12-13, 1415, ..., 38-39, como por exemplo prudente-impulsivo ou feliz-infeliz , foram retirados das listas de verifica&ccedil;&atilde;o de Asch (1946) e de Wishner (1960). Os restantes tra&ccedil;os foram retirados de Anderson (1965) e apesar de n&atilde;o apresentarem claros pares de ant&oacute;nimos, foram contrabalan&ccedil;ados de modo a que metade tivesse val&ecirc;ncia positiva e a outra metade val&ecirc;ncia negativa. </P >     <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> Por raz&otilde;es que se prendem com constrangimentos computacionais existentes na altura do estudo original de Rosenberg et al. (1968), os autores foram obrigados a reduzir o n&uacute;mero de tra&ccedil;os considerados para an&aacute;lise de 64 para 60. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></sup>Importa referir que no presente estudo, visto tratar-se de uma replica&ccedil;&atilde;o, a finalidade da an&aacute;lise foi a de verificar se o espa&ccedil;o bidimensional se mant&eacute;m uma representa&ccedil;&atilde;o adequada das rela&ccedil;&otilde;es de proximidade entre tra&ccedil;os, afastando-se deste modo de uma an&aacute;lise de car&aacute;cter meramente explorat&oacute;rio. Assim sendo, por um lado, s&atilde;o aceit&aacute;veis maiores n&iacute;veis de <I>stress </I>e, por outro lado, tomar-se-&atilde;o como v&aacute;lidas as dimens&otilde;es identificadas e validadas na literatura desde os trabalhos de Rosenberg e colaboradores (1968), desde que a interpreta&ccedil;&atilde;o dos eixos continue a dar sentido &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es encontradas entre os tra&ccedil;os. </P >     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Os eixos representando as duas dimens&otilde;es foram neste caso identificados com base nos quatro tra&ccedil;os mais pr&oacute;ximos dos respectivos centr&oacute;ides de cada um dos quatro <I>clusters</I>. Estes <I>clusters </I>representam os quatro quadrantes da configura&ccedil;&atilde;o bidimensional obtidos na An&aacute;lise de <I>Clusters</I>. </P >     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Ainda de forma semelhante ao que acontecera no estudo original, uma terceira dimens&atilde;o seria admiss&iacute;vel (<I>stress</I>=0.16) e interpret&aacute;vel em termos de varia&ccedil;&atilde;o na propriedade activo-passivo (exemplos de tra&ccedil;os em p&oacute;los opostos desta dimens&atilde;o s&atilde;o <I>dominador </I>e <I>submisso</I>). </P >     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Tal como para o Estudo 1, os eixos representando as duas dimens&otilde;es foram neste caso identificados com base nos quatro tra&ccedil;os mais pr&oacute;ximos dos respectivos centr&oacute;ides de cada um dos quatro <I>clusters</I>. </P >     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> No que se refere a uma eventual adi&ccedil;&atilde;o de dimens&otilde;es, se bem que o ajustamento dos dados a uma representa&ccedil;&atilde;o tridimensional seja superior (<I>stress</I>=0.16), o significado subjacente a esta terceira dimens&atilde;o &eacute; dificilmente interpret&aacute;vel, n&atilde;o contribuindo para a compreensibilidade dos dados. </P >     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Curiosamente, estudos recentes de Yzerbyt, Provost e Corneille (2005, ver tamb&eacute;m Kervyn, Yzerbyt, Demoulin, &amp; Judd, 2008; Kervyn, Yzerbyt, Judd, &amp; Nunes, in press), mostram que quando dois alvos sociais (e.g., Belgas e Franceses) s&atilde;o avaliados nas duas dimens&otilde;es fundamentais da teoria bidimensional num contexto explicitamente comparativo ocorre, n&atilde;o um efeito de halo, mas um efeito de compensa&ccedil;&atilde;o (e.g., os Belgas s&atilde;o avaliados como mais calorosos do que os Franceses e os Franceses como mais competentes do que os Belgas). O impacto destes resultados para a teoria bidimensional da personalidade ainda n&atilde;o &eacute; claro, n&atilde;o existindo de momento nenhuma explica&ccedil;&atilde;o integrativa deste efeito de diferencia&ccedil;&atilde;o entre alvos. Judd, James-Hawkins, Yzerbyt e Kashima (2005) mostraram igualmente que quando os participantes avaliam um s&oacute; alvo social descrito apenas numa das dimens&otilde;es (intelectual ou social), a avalia&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o n&atilde;o manipulada manifesta um claro efeito de halo. E de forma geral, na maioria da investiga&ccedil;&atilde;o em forma&ccedil;&atilde;o de impress&otilde;es as duas dimens&otilde;es apresentam uma correla&ccedil;&atilde;o positiva moderada.</P >      ]]></body><back>
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