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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Burnout, satisfação com a vida, depressão e carga horária em professores]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of the present investigation was to study the relationship between burnout, satisfaction with life, depression and the workload in teachers of several teaching levels, in a sample of 308 teachers, 123 of the male gender and 185 of the female gender, with an age average of 41,63 years old (SD=10,12). The following measures were used: Maslach Burnout Inventory (Maslach, Jackson, & Leiter, 1996), Satisfaction with Life Scale (Diener, 1984) and Beck Depression Inventory (Beck, Steer & Garbin, 1988). The results showed that teachers with a larger workload presented more symptoms of depression, but the data didn&#8217;t show a relationship with burnout or satisfaction with life. Women showed higher levels of burnout, in terms of depersonalization and emotional exhaustion in comparison to men.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Burnout, satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, depress&atilde;o e carga hor&aacute;ria em professores </B></P >     <p><b>Ana Paula Rodrigues Gomes<Sup>*</Sup>; S&oacute;nia dos Reis Quint&atilde;o<Sup>** </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Agrupamento de escolas Eug&eacute;nio dos Santos, Lisboa; </P >     <p><Sup>** </Sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas da Universidade Nova de Lisboa; CEDOC &ndash; Centro de Estudos de Doen&ccedil;as Cr&oacute;nicas </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Foi objectivo da presente investiga&ccedil;&atilde;o estudar a rela&ccedil;&atilde;o entre o burnout, a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, a depress&atilde;o e a carga hor&aacute;ria em docentes de v&aacute;rios n&iacute;veis de ensino, numa amostra de 308 professores, 123 do sexo masculino e 185 do sexo feminino, com uma m&eacute;dia de idades de 41,63 anos (<I>DP</I>=10,12). Foram utilizados: Invent&aacute;rio de Burnout de Maslach (Maslach, Jackson, &amp; Leiter, 1996), Satisfaction with Life Scale (Diener, 1984) e Beck Depression Inventory (Beck, Steer, &amp; Garbin, 1988). Os resultados obtidos mostraram que os docentes com maior carga hor&aacute;ria apresentaram mais sintomas de depress&atilde;o, mas n&atilde;o revelaram rela&ccedil;&atilde;o com o burnout nem com a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. As mulheres apresentaram valores superiores de burnout, ao n&iacute;vel da despersonaliza&ccedil;&atilde;o e de exaust&atilde;o emocional relativamente aos homens. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Burnout, Carga hor&aacute;ria, Docentes, Depress&atilde;o, Satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>The purpose of the present investigation was to study the relationship between burnout, satisfaction with life, depression and the workload in teachers of several teaching levels, in a sample of 308 teachers, 123 of the male gender and 185 of the female gender, with an age average of 41,63 years old (<I>SD</I>=10,12). The following measures were used: Maslach Burnout Inventory (Maslach, Jackson, &amp; Leiter, 1996), Satisfaction with Life Scale (Diener, 1984) and Beck Depression Inventory (Beck, Steer &amp; Garbin, 1988). </P >     <P   >The results showed that teachers with a larger workload presented more symptoms of depression, but the data didn&rsquo;t show a relationship with burnout or satisfaction with life. Women showed higher levels of burnout, in terms of depersonalization and emotional exhaustion in comparison to men. </P >     <P   ><B>Key-words: </B>Burnout, Depression, Satisfaction with life, Teachers, Workload. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>O desenvolvimento do conceito de burnout como fen&oacute;meno psicol&oacute;gico teve origem nos Estados Unidos da Am&eacute;rica em meados da d&eacute;cada de setenta. Uma defini&ccedil;&atilde;o actualizada e amplamente aceite foi a proposta por Maslach, Schaufeli e Leiter (2001), que define burnout como uma resposta prolongada a stressores cr&oacute;nicos a n&iacute;vel pessoal e relacional no trabalho, determinado a partir das dimens&otilde;es conhecidas como, exaust&atilde;o emocional, despersonaliza&ccedil;&atilde;o, e reduzida realiza&ccedil;&atilde;o profissional. Nesta defini&ccedil;&atilde;o fica patente o car&aacute;cter tridimensional da s&iacute;ndroma de burnout que afecta, por um lado a n&iacute;vel pessoal (exaust&atilde;o emocional: sensa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o poder dar mais de si a n&iacute;vel emocional), por outro lado, a n&iacute;vel social (despersonaliza&ccedil;&atilde;o: atitude distante perante o trabalho e as pessoas em geral, at&eacute; mesmo para com os colegas) e a n&iacute;vel profissional (falta de realiza&ccedil;&atilde;o pessoal: sensa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o realizar adequadamente as tarefas e de se considerar incompetente). </P >    <p>Ao contr&aacute;rio do que ocorre com a maioria das perturba&ccedil;&otilde;es mentais, o burnout &eacute; pouco estigmatizante para o indiv&iacute;duo, dado que ao reconhec&ecirc;-lo se enfatizam determinantes contextuais, de natureza socioprofissional, n&atilde;o se atribuindo qualquer tipo de culpa ao indiv&iacute;duo. Sendo um processo que surge como consequ&ecirc;ncia do stresse laboral cr&oacute;nico no qual se combinam vari&aacute;veis de car&aacute;cter individual, social e organizacional &eacute; considerado, na actualidade, como um dos danos laborais de car&aacute;cter psicossocial mais importante. Trata-se, por isso, de um s&iacute;ndroma com conota&ccedil;&otilde;es afectivas negativas que afecta os trabalhadores nos diferentes n&iacute;veis, pessoal, social e laboral. </P >    <p>Embora o burnout afecte v&aacute;rias profiss&otilde;es, o seu estudo centra-se especialmente na &aacute;rea do ensino e servi&ccedil;os de sa&uacute;de, por serem actividades que envolvem intenso contacto com pessoas (Maslach &amp; Leiter, 1999). </P >     <p>Ensinar &eacute; uma actividade, em geral, altamente stressante com repercuss&otilde;es evidentes na sa&uacute;de e no desempenho profissional dos docentes (Reis, Ara&uacute;jo, Carvalho, Barbalho, &amp; Silva, 2006). </P >    <p>Kyriacou (1987) e Friedman (1991) afirmam que a experi&ecirc;ncia de stress no professor deve ser entendida como uma amea&ccedil;a ao seu bem-estar e auto-estima, podendo levar ao desenvolvimento de sentimentos negativos, como a desmotiva&ccedil;&atilde;o e a insatisfa&ccedil;&atilde;o, que na pr&aacute;tica se manifestam pela diminui&ccedil;&atilde;o da qualidade das actividades desenvolvidas na sala de aula, o que pode acabar por traduzir-se em efeitos indesej&aacute;veis no rendimento acad&eacute;mico dos alunos. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Num estudo realizado com professores de uma escola secund&aacute;ria do distrito do Porto, onde se avaliaram diversos indicadores relacionados com o trabalho e o bem-estar pessoal (sa&uacute;de f&iacute;sica, stresse, burnout e satisfa&ccedil;&atilde;o profissional), os resultados revelaram valores acima dos 30% de stresse ocupacional e de 13% ao n&iacute;vel da preval&ecirc;ncia de esgotamento e v&aacute;rios problemas de sa&uacute;de f&iacute;sica (Gomes, Silva, Mourisco, Silva, Mota, &amp; Montenegro, 2006). </P >    <p>Desta forma, &eacute; previs&iacute;vel que exista uma rela&ccedil;&atilde;o estreita entre burnout e a satisfa&ccedil;&atilde;o da vida em geral, tal como Lloyd, Steiner e Shannon (1994) defendem. De acordo com Hayes e Weathington (2007), a desvaloriza&ccedil;&atilde;o pessoal provocada pelo burnout medeia a rela&ccedil;&atilde;o entre o optimismo e a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. J&aacute; Demerouti, Bakker, Nachreiner e Schaufeli (2000), num estudo que teve por base um modelo de burnout e satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, defendem que o burnout tem um papel mediador entre as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. </P >    <p>A inclus&atilde;o da problem&aacute;tica da depress&atilde;o torna-se pertinente, uma vez que, em todo o mundo existem milh&otilde;es de deprimidos, havendo um estudo muito recente sobre a preval&ecirc;ncia das doen&ccedil;as mentais em Portugal, levado a cabo pela Universidade de Harvard, Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de e Universidade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas, com uma amostra representativa da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, de 3849 pessoas, tendo apresentado uma preval&ecirc;ncia de 7.9% para as perturba&ccedil;&otilde;es depressivas em Portugal (World Mental Health Consortium, 2010). </P >    <p>Num estudo de Fonseca, Chaves e Gouveia (2006), os autores referem que embora os professores pare&ccedil;am gozar de afectos positivos e satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, contrariamente, pontuam alto em depress&atilde;o e no bem-estar geral e que este facto parece estar ligado aos aspectos da s&iacute;ndrome de burnout. </P >    <p>As exig&ecirc;ncias quantitativas do emprego (por exemplo, demasiado trabalho para o tempo dispon&iacute;vel) t&ecirc;m sido estudadas por pesquisadores, e os resultados apoiam a no&ccedil;&atilde;o geral de que o burnout &eacute; a resposta a uma sobrecarga. A carga de trabalho experimentada e a press&atilde;o quanto ao tempo est&atilde;o fortemente e consistentemente relacionadas com o burnout, em particular na dimens&atilde;o da exaust&atilde;o emocional (Maslach, Schaufeli, &amp; Leiter, 2001). Neste sentido, van Horn, Schaufeli, Greenglass e Burke (1997), conclu&iacute;ram que o n&uacute;mero de horas de trabalho dos docentes est&aacute; positivamente relacionado com o burnout. </P >    <p>O fen&oacute;meno burnout e a sua eventual rela&ccedil;&atilde;o com a depress&atilde;o t&ecirc;m sido objecto de investiga&ccedil;&atilde;o. Um estudo de teste &agrave; validade discriminante do burnout em contraste com a depress&atilde;o, realizado por Reime e Steiner (2001), indicou a validade para o burnout diferenciando-o da depress&atilde;o. </P >    <p>Em estudos realizados, alguns autores acreditam que a depress&atilde;o pode seguir-se ao burnout, sendo que altos n&iacute;veis de exig&ecirc;ncia psicol&oacute;gica, baixos n&iacute;veis de liberdade de decis&atilde;o e de apoio social no trabalho, e stresse devido a trabalho inadequado s&atilde;o preditores significantes para subsequente depress&atilde;o (Iacovides, Fountoulakis, Kaprinis, &amp; Kaprinis, 2003; Mausner-Dorsch &amp; Eaton, 2000). Sugere-se tamb&eacute;m que, embora sejam entidades separadas, partilham v&aacute;rias caracter&iacute;sticas, especialmente nas formas mais graves de burnout, e em indiv&iacute;duos vulner&aacute;veis com baixos n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o no seu trabalho di&aacute;rio (Iacovides et al., 2003). </P >    <p>Diante da hip&oacute;tese de que a susceptibilidade para depress&atilde;o se associa ao aumento de risco para desenvolvimento de burnout, Nyklicek e Pop (2005) avaliaram os &iacute;ndices pessoais, hist&oacute;ria familiar de depress&atilde;o e sintomas de burnout e os resultados do seu estudo confirmaram essa hip&oacute;tese. </P >    <p>Com base no exposto, foi objectivo do presente estudo proceder &agrave; an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es entre o burnout, a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, a depress&atilde;o e a carga hor&aacute;ria em docentes de v&aacute;rios n&iacute;veis de ensino. </P >    <p>Assim, como primeira hip&oacute;tese era esperado que os docentes com uma maior carga hor&aacute;ria apresentassem maior intensidade de burnout, menor satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e mais depress&atilde;o. Como segunda hip&oacute;tese, esper&aacute;vamos, ainda, n&atilde;o encontrar diferen&ccedil;as entre os sexos para a intensidade de burnout e que os homens apresentassem valores mais elevados do que as mulheres na dimens&atilde;o de Despersonaliza&ccedil;&atilde;o. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>Foi recolhida uma amostra de conveni&ecirc;ncia de 308 professores, 123 do sexo masculino e 185 do sexo feminino, da zona de Lisboa, com uma m&eacute;dia de idades de 41,63 anos (<I>DP</I>=10,12). Participaram neste estudo professores do primeiro ao terceiro ciclo e do ensino secund&aacute;rio e universit&aacute;rio. A maior parte dos participantes eram casados, professores do 3&ordm; ciclo ou secund&aacute;rio, com um per&iacute;odo de lecciona&ccedil;&atilde;o misto, professores efectivos (Quadro de Nomea&ccedil;&atilde;o Definitiva e de Zona Pedag&oacute;gica), n&atilde;o tinham outros cargos e n&atilde;o trabalhavam a uma grande dist&acirc;ncia do local de resid&ecirc;ncia. </P >    <p><I>Medidas </I></P >    <p><I>Frequ&ecirc;ncia e Intensidade de Burnout. </I>Avaliada atrav&eacute;s do <I>Maslach Burnout Inventory </I>(MBI; Maslach, Jackson, &amp; Leiter, 1996). &Eacute; uma medida de auto-avalia&ccedil;&atilde;o que mede a frequ&ecirc;ncia e a intensidade da exaust&atilde;o profissional. &Eacute; composta por 22 itens, com formato de resposta numa escala tipo <I>Likert </I>de 7 pontos (&ldquo;1 &ndash; Nunca&rdquo; a &ldquo;7 &ndash; Todos os Dias&rdquo;). &Eacute; composta por 3 factores que formam 3 sub-escalas que caracterizam o burnout: exaust&atilde;o emocional (E.E), composta por 9 itens, avalia situa&ccedil;&otilde;es que exprimem sentimentos de esgotamento emocional no trabalho; despersonaliza&ccedil;&atilde;o (D.P), composta por 5 itens, que avalia situa&ccedil;&otilde;es que exprimem sentimentos de desvaloriza&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia, sentido ou interesse e realiza&ccedil;&atilde;o pessoal (R.P.), composta por 8 itens, que avalia sentimentos de compet&ecirc;ncia e realiza&ccedil;&atilde;o pessoal no trabalho. Valores mais elevados nos factores de exaust&atilde;o emocional e despersonaliza&ccedil;&atilde;o e valores mais baixos no factor de realiza&ccedil;&atilde;o pessoal traduzem maiores n&iacute;veis de burnout. </P >    <p>O estudo das suas qualidades psicom&eacute;tricas evidenciou valores de consist&ecirc;ncia interna (alfa de Cronbach) adequados todas as sub-escalas e para a escala total (Maslach, Jackson, &amp; Leiter, 1996). Visto n&atilde;o se conhecerem as caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas desta escala para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, foi efectuado o estudo da consist&ecirc;ncia interna nas tr&ecirc;s dimens&otilde;es, tendo-se encontrado valores </B>&alpha; de Cronbach de 0,89 para a exaust&atilde;o emocional, 0,57 para a despersonaliza&ccedil;&atilde;o e 0,79 para a realiza&ccedil;&atilde;o pessoal. </P >    <p><I>Satisfa&ccedil;&atilde;o com a Vida</I>. Avaliada pela <I>Satisfaction with Life Scale </I>(SWLS; Diener, 1984). Esta escala, que pretende avaliar o ju&iacute;zo subjectivo que cada indiv&iacute;duo faz sobre a qualidade da pr&oacute;pria vida, &eacute; constitu&iacute;da por 5 itens de resposta tipo Likert de 7 pontos, de 1 (discordo totalmente) a 7 (concordo totalmente). A medida permite um resultado total que varia de 5 a 35, no sentido de maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. </P >    <p>A SWLS foi validada, pela primeira vez em Portugal, por Neto, Barros e Barros (1990), num estudo realizado com base numa amostra de 308 professores do ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio. Os autores encontraram uma consist&ecirc;ncia interna (atrav&eacute;s do &alpha; de Cronbach) de 0,78, tendo a an&aacute;lise factorial em componentes principais revelado a exist&ecirc;ncia de um s&oacute; factor, contribuindo para 53,1% da vari&acirc;ncia. A presente amostra apresentou um &alpha; de Cronbach superior (0,86). </P >    <p><I>Depress&atilde;o</I>. Avaliada pela <I>Beck Depression Inventory </I>(BDI; Beck, Steer &amp; Garbin, 1988), vers&atilde;o portuguesa (Serra, Firmino, Mira, Silva, &amp; Fernandes, 1989). A escala &eacute; constitu&iacute;da por 21 grupos de quatro afirma&ccedil;&otilde;es. Em cada grupo as afirma&ccedil;&otilde;es s&atilde;o cotadas de zero a tr&ecirc;s pontos e est&atilde;o apresentadas da cota&ccedil;&atilde;o mais baixa para a mais alta, dependendo da severidade do sintoma, existindo uma ou mais perguntas com a mesma cota&ccedil;&atilde;o. Os resultados obtidos neste question&aacute;rio correspondem ao somat&oacute;rio dos valores atribu&iacute;dos a cada afirma&ccedil;&atilde;o, podendo assumir resultados entre 0 e 63, no sentido de maior depress&atilde;o. </P >    <p>Quanto &agrave;s caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas, uma meta-an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna do BDI forneceu uma m&eacute;dia de 0,81 (&alpha; de Cronbach) para popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o cl&iacute;nica (Beck et al., 1988). A consist&ecirc;ncia interna obtida na presente amostra mostrou-se adequada com um &alpha; de Cronbach de 0,88. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Procedimento </I></P >    <p>A recolha da amostra decorreu em diversos estabelecimentos de ensino de Lisboa e periferia. Ap&oacute;s autoriza&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o de gest&atilde;o das escolas, a aplica&ccedil;&atilde;o do protocolo foi realizada na sala dos professores durante o intervalo das aulas. Foi pedido o preenchimento aos participantes, tendo sido dada, previamente, informa&ccedil;&atilde;o acerca do objectivo do estudo e do tipo de participa&ccedil;&atilde;o pretendida, da confidencialidade e anonimato, da possibilidade de desist&ecirc;ncia no decorrer da avalia&ccedil;&atilde;o, assim como da inexist&ecirc;ncia de respostas correctas ou incorrectas. </P >    <p>As medidas foram aplicadas pela seguinte ordem: Question&aacute;rio de Dados Demogr&aacute;ficos, Invent&aacute;rio de Burnout de Maslach (MBI), Escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (SWLS) e Escala de Depress&atilde;o de Beck (BDI). </P >    <p>Os dados recolhidos foram introduzidos numa base de dados, tendo os procedimentos estat&iacute;sticos sido efectuados pelo Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) vers&atilde;o 17.0 para Windows. Para estudar as diferen&ccedil;as entre grupos foi utilizado o teste t de Student para duas amostras independentes, por se tratar de vari&aacute;veis num&eacute;ricas, que cumprem os pressupostos para a utiliza&ccedil;&atilde;o de testes param&eacute;tricos. Para a an&aacute;lise das correla&ccedil;&otilde;es foi utilizado o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson para associa&ccedil;&otilde;es entre duas vari&aacute;veis num&eacute;ricas e o coeficiente de Spearman para associa&ccedil;&otilde;es entre uma vari&aacute;vel num&eacute;rica e outra n&atilde;o num&eacute;rica. </P >    <p>RESULTADOS </P >    <p><I>Diferen&ccedil;as entre sexos para a Satisfa&ccedil;&atilde;o com a Vida, Depress&atilde;o e Dimens&otilde;es de Burnout </I></P >    <p>A <a href="#t1">Tabela 1</a> mostra os dados descritivos e os resultados da compara&ccedil;&atilde;o entre homens e mulheres, atrav&eacute;s do teste <I>t </I>de Student para amostras independentes, relativamente &agrave;s vari&aacute;veis em estudo. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a10t1.jpg" width="554" height="176"></P >     
<p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os sexos para a depress&atilde;o [<I>t</I>(303)=-3,67; <I>p</I>&lt;0,000], para a exaust&atilde;o emocional [<I>t</I>(305)=-5,05; <I>p</I>&lt;0,000] e para a despersona liza&ccedil;&atilde;o [<I>t</I>(293)=-3,44; <I>p</I>=0,001] .As mulheres apresentaram valores superiores aos homens em todas as dimens&otilde;es referidas, ver <a href="#t1">Tabela 1</a>.</P >     <p><I>Correla&ccedil;&otilde;es entre a Carga hor&aacute;ria total e a Satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, depress&atilde;o e dimens&otilde;es de Burnout </I></P >     <p>A carga hor&aacute;ria correlacionou-se de forma fraca mas positiva e estatisticamente significativa com a depress&atilde;o, com um valor de correla&ccedil;&atilde;o de <I>r</I>=0,16 (<I>p</I>=0,004), sendo que os participantes com uma maior carga hor&aacute;ria total apresentavam valores superiores de depress&atilde;o. </P >    <p><I>Correla&ccedil;&otilde;es entre as Vari&aacute;veis ligadas &agrave; Profiss&atilde;o e a Satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, Depress&atilde;o e dimens &otilde;es de Burnout </I></P >    <p>A <a href="#t2">Tabela 2</a> mostra os coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman obtidos pelo estudo das associa&ccedil;&otilde;es entre as dimens&otilde;es ligadas &agrave; profiss&atilde;o e a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, depress&atilde;o e dimens&otilde;es de Burnout. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n2/29n2a10t2.jpg" width="555" height="213"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>A satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida correlacionou-se de forma fraca mas positiva e estatisticamente significativa com o n&iacute;vel de ensino, com um valor de correla&ccedil;&atilde;o de rho=0,20 (<I>p</I>=0,001) e correlacionou-se de forma fraca e negativa mas estatisticamente significativa com a carga lectiva semanal, com um valor de correla&ccedil;&atilde;o de rho=-0,18 (<I>p</I>=0,002). Os resultados demonstram que os professores que leccionavam em n&iacute;veis de ensino superiores e com cargas lectivas semanais inferiores, apresentavam maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. </P >     <p>A depress&atilde;o correlacionou-se de forma fraca mas positiva e estatisticamente significativa com o tempo de servi&ccedil;o, a carga lectiva semanal e o v&iacute;nculo profissional, com valores de correla&ccedil;&atilde;o entre rho=0,17 (<I>p</I>=0,003; v&iacute;nculo profissional) e rho=0,22 (<I>p</I>&lt;0,000; carga lectiva semanal) e correlacionou-se de forma fraca e negativa mas estatisticamente significativa com o n&iacute;vel de ensino, com um valor de correla&ccedil;&atilde;o de rho=-0,28 (<I>p</I>&lt;0,000). Os resultados revelam que os professores que t&ecirc;m mais tempo de servi&ccedil;o, leccionavam em n&iacute;veis de ensino inferiores, com carga lectiva semanal superior e v&iacute;nculo profissional mais definitivo, revelavam mais depress&atilde;o. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A exaust&atilde;o emocional correlacionou-se de forma fraca e negativa mas estatisticamente significativa com o n&iacute;vel de ensino, com um valor de correla&ccedil;&atilde;o de rho=-0,15 (<I>p</I>=0,011). Os resultados demonstram que os professores que leccionavam em n&iacute;veis de ensino inferiores, apresentavam maior exaust&atilde;o emocional. </P >    <p>A realiza&ccedil;&atilde;o pessoal correlacionou-se de forma fraca e negativa mas estatisticamente significativa com o v&iacute;nculo profissional com um valor de correla&ccedil;&atilde;o de rho=-0,13 (<I>p</I>=0,023). Os resultados demonstram que os professores que tinham um v&iacute;nculo profissional menos definitivo apresentavam maior realiza&ccedil;&atilde;o pessoal. Visto o v&iacute;nculo profissional estar associado muito significativamente com a idade, foi efectuada uma correla&ccedil;&atilde;o parcial entre o v&iacute;nculo profissional e a realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, controlando a idade, e os resultados mostram n&atilde;o haver rela&ccedil;&atilde;o entre as duas dimens&otilde;es (<I>p</I>&gt;0,05). </P >    <p>&Eacute; ainda de salientar que nenhuma das dimens&otilde;es do burnout se correlacionou de forma estatisticamente com a carga hor&aacute;ria, seja lectiva, n&atilde;o lectiva ou com outros cargos (<I>p</I>&gt;0,05), ver <a href="#t2">Tabela 2</a>. </P >     <p><I>Correla&ccedil;&otilde;es entre as dimens&otilde;es de Burnout e Satisfa&ccedil;&atilde;o com a Vida e Depress&atilde;o </I></P >    <p>A satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida correlacionou-se de forma fraca mas positiva e estatisticamente significativa com a realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, com um valor de correla&ccedil;&atilde;o de <I>r</I>=0,16 (<I>p</I>=0,005) e correlacionou-se de forma fraca e negativa mas estatisticamente significativa com a exaust&atilde;o emocional e despersonaliza&ccedil;&atilde;o , com valores de correla&ccedil;&atilde;o de <I>r</I>=-.28 (<I>p</I>&lt;.000) e <I>r</I>=-0,19 (<I>p</I>=0,001), respectivamente. Os resultados demonstram que os professores com menor exaust&atilde;o emocional, menor despersonaliza&ccedil;&atilde;o e maior realiza&ccedil;&atilde;o pessoal apresentavam maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. </P >    <p>A depress&atilde;o correlacionou-se de forma moderada, positiva e estatisticamente significativa com a exaust&atilde;o emocional e a despersonaliza&ccedil;&atilde;o, com valores de correla&ccedil;&atilde;o de <I>r</I>=0,50 (<I>p</I>&lt;0,000) e <I>r</I>=0,33 (<I>p</I>&lt;0,000) e, respectivamente e correlacionou-se de forma fraca e negativa mas estatisticamente significativa com a realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, com um valor de correla&ccedil;&atilde;o de <I>r</I>=-0,23 (<I>p</I>&lt;0,000) Os resultados demonstram que os professores com maior exaust&atilde;o emocional, maior despersonaliza&ccedil;&atilde;o e menor realiza&ccedil;&atilde;o pessoal apresentavam mais depress&atilde;o. </P >    <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>Foi objectivo deste estudo proceder &agrave; an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es entre o burnout, a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, a depress&atilde;o e a carga hor&aacute;ria em docentes de v&aacute;rios n&iacute;veis de ensino. </P >    <p>Tal como esperado, os docentes com uma maior carga hor&aacute;ria apresentaram mais sintomas de depress&atilde;o, confirmando a hip&oacute;tese colocada e o defendido na literatura (Muhwezi, Agreen, Neema, Maganda, &amp; Musisi, 2008). Contudo n&atilde;o foi encontrada a rela&ccedil;&atilde;o defendida em estudos anteriores entre a carga hor&aacute;ria e a intensidade de burnout, mesmo quando o efeito da depress&atilde;o foi controlado (van Horn, Schaufeli, Greenglass, &amp; Burke, 1997) ou com a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (Budderberg-Fischer, Klaghofer, Stamm, Siegrist, &amp; Buddeberg, 2008). Estas diferen&ccedil;as podem ser justificadas pelo facto do burnout e a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida estarem a ser influenciadas por outras vari&aacute;veis que n&atilde;o a carga hor&aacute;ria. Como a carga hor&aacute;ria dos professores &eacute; estabelecida por lei, n&atilde;o alcan&ccedil;a n&iacute;veis extremos como em outros tipos de profiss&otilde;es. Talvez s&oacute; nestes casos extremos a carga hor&aacute;ria influencie negativamente o bem-estar da pessoa. </P >    <p>Ao contr&aacute;rio do colocado em hip&oacute;tese, as mulheres apresentaram valores superiores de burnout quando comparadas com os homens, o que contraria alguns estudos anteriores que referiam n&atilde;o existirem diferen&ccedil;as entre os g&eacute;neros para a intensidade de burnout (Burke, 1989; Trigo, Teng, &amp; Hallak, 2007), mas confirma o defendido noutros estudos (Greenglass, 1991; Pines, 1997; Toker, Shirom, Shapina, Berliner, &amp; Melamed, 2007). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contrariamente ao encontrado na literatura (Burke, 1989; Greenglass, 1991; Rupert, &amp; Kent, 2007; Russell, Altmaier, &amp; van Velzen, 1987) que defende que os homens apresentam valores mais elevados do que as mulheres na dimens&atilde;o de Despersonaliza&ccedil;&atilde;o, os resultados demonstraram valores superiores para as mulheres, infirmando assim a hip&oacute;tese colocada. A discrep&acirc;ncia de resultados pode dever-se a que grande parte dos estudos encontrados na literatura s&atilde;o realizados com amostras que incluem diversas profiss&otilde;es e n&atilde;o s&oacute; professores, sendo desta forma poss&iacute;vel que outras vari&aacute;veis possam ter influenciado os seus resultados, como por exemplo o facto de tradicionalmente os homens terem posi&ccedil;&otilde;es hier&aacute;rquicas superiores &agrave;s mulheres e tamb&eacute;m pelo tipo de profiss&otilde;es mais escolhidas pelas mulheres envolverem uma fun&ccedil;&atilde;o cuidadora. No presente estudo, todos os participantes t&ecirc;m a mesma profiss&atilde;o, n&atilde;o havendo esta influ&ecirc;ncia. </P >    <p>Os resultados demonstraram n&iacute;veis superiores de exaust&atilde;o emocional nas mulheres, tal como referido em estudos anteriores (Burke, 1989; Greenglass, 1991; Reis, Ara&uacute;jo, Carvalho, Barbalho, &amp; Silva, 2006). </P >    <p>Foram encontradas igualmente diferen&ccedil;as entre sexos para a depress&atilde;o, sendo tal como defendido em estudos anteriores (Hyde, Mezulis, &amp; Abramson, 2008; Toker, et al., 2007) as mulheres a apresentar mais sintomatologia depressiva. </P >    <p>Os resultados demonstraram ainda que os professores que apresentavam maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida eram, tal como encontrado na literatura, os que leccionavam em n&iacute;veis de ensino mais elevados (Pereira, 1999) e os que tinham menor carga lectiva semanal (Barnett &amp; Gareis, 2000; Galambos &amp; Walters, 1992). Os professores com mais sintomas de depress&atilde;o eram os que leccionavam em n&iacute;veis de ensino inferiores e que tinham maior carga hor&aacute;ria, tal como defendido por Galambos e Walters (1992) e os que apresentaram mais tempo de servi&ccedil;o e um v&iacute;nculo mais definitivo, ao contr&aacute;rio de defendido por D&rsquo;Souza, Strazdins, Lim, Brom e Rodgers (2003) que indica que em situa&ccedil;&otilde;es de mais inseguran&ccedil;a existe mais depress&atilde;o. As diferen&ccedil;as entre a literatura e o presente estudo pode ser justificada pelas especificidades da profiss&atilde;o de professor, pois se por um lado a inseguran&ccedil;a pode causar depress&atilde;o, existem outros factores stressantes e considerados de risco envolvidos nesta profiss&atilde;o, como o lidar com indisciplina, o cansa&ccedil;o acumulado dos anos e a idade. Ainda contrariamente ao defendido na literatura (Antoniou, Polychroni, &amp; Vlachakis, 2006; Lau, Yuen, &amp; Chan, 2005) que defende que os professores mais novos apresentam maior burnout, no presente estudo foram os professores com mais tempo de servi&ccedil;o que apresentaram maiores valores de burnout. Esta diferen&ccedil;a de resultados pode dever-se a que, talvez os professores mais novos tenham ainda uma maior toler&acirc;ncia aos aspectos mais negativos da profiss&atilde;o. </P >    <p>Os professores que relataram mais exaust&atilde;o emocional foram os que leccionavam em n&iacute;veis de ensino inferior. N&atilde;o foi encontrada literatura que confirme ou infirme este resultado, apenas um estudo de van Horn e colaboradores (1997) que refere que os professores que ensinam em anos lectivos inferiores t&ecirc;m mais burnout, mas apenas nas duas componentes (despersonaliza&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o pessoal), n&atilde;o encontrando rela&ccedil;&atilde;o com a exaust&atilde;o emocional. </P >    <p>Os resultados revelaram que a realiza&ccedil;&atilde;o pessoal era superior nos professores com um v&iacute;nculo menos definitivo e que se sentiam mais prejudicados com a dist&acirc;ncia entre a sua morada e a escola, podendo estes dados indicar que provavelmente ser&atilde;o outras as vari&aacute;veis que t&ecirc;m influ&ecirc;ncia na realiza&ccedil;&atilde;o pessoal. Embora Esteve (1999) considere que as mudan&ccedil;as excessivas num curto espa&ccedil;o de tempo possam provocar problemas &agrave; sa&uacute;de dos profissionais, Chaves e Fonseca (2006) verificaram o oposto, defendendo que essas mudan&ccedil;as do contexto da vida docente podem estar a influenciar positivamente o bem-estar, na medida em que est&atilde;o a fazer um investimento na carreira profissional, refor&ccedil;ando o sentimento de satisfa&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o do seu trabalho. </P >    <p>Foi ainda constatado que os professores com menor exaust&atilde;o emocional, menor despersonaliza&ccedil;&atilde;o, maior realiza&ccedil;&atilde;o pessoal e menos burnout, apresentavam maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, tal como defendido por outros autores (Carlotto &amp; C&acirc;mara, 2007; Demerouti et al., 2000; Duran, Extremera, Montalban, &amp; Rey, 2005; Grossi, Perski, Evengard, Blomkvist, &amp; Orth-Gomer, 2003; Hayes &amp; Weathington, 2007; Lloyd, Steiner, &amp; Shannon, 1994). </P >    <p>Os resultados demonstram, tamb&eacute;m, que os professores com maior exaust&atilde;o emocional, maior despersonaliza&ccedil;&atilde;o e menor realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, apresentavam mais depress&atilde;o, tal como encontrado em estudos anteriores (Iacovides et al., 2003; Mausner-Dorsch &amp; Eaton, 2000; Nyklicek &amp; Pop, 2005; Reime &amp; Steiner, 2001; Toker et al., 2007; Trigo et al., 2007). </P >    <p>Como limita&ccedil;&atilde;o ao estudo podemos referir o facto de que s&oacute; foi recolhida amostra no distrito de Lisboa, n&atilde;o sendo a amostra representativa da popula&ccedil;&atilde;o de professores portugueses. </P >    <p>Sugerimos para estudos futuros que seria interessante incluir uma escala de valores de vida, de modo a poder comparar as mesmas dimens&otilde;es deste estudo, mas entre professores, que apresentem como um dos principais valores de vida a realiza&ccedil;&atilde;o profissional e o lado econ&oacute;mico, e os professores com outros tipos principais de valores de vida. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estudos no &acirc;mbito do burnout e depress&atilde;o, em professores, s&atilde;o muito importantes devido ao contexto em que os professores trabalham. Neste sentido, importa saber, a n&iacute;vel estrutural, que condi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o importantes fornecer aos professores que lhes permitam um bom desempenho da sua profiss&atilde;o, como por exemplo a dist&acirc;ncia de casa &agrave; escola; por outro lado, a n&iacute;vel cl&iacute;nico, saber que sintomatologia est&aacute; associada &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de trabalho dos professores. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >     <!-- ref --><p>Antoniou, A. S., Polychroni, F., &amp; Vlachakis, A. N. (2006). Gender and age differences in occupational stress and Professional burnout between primary and high-school teachers in Greece. <I>Journal of Managerial </I><I>Psychology, 7, </I>682-690.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-8231201100020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Barnett, R. C., &amp; Gareis, K. C. (2000). Reduced-hours Job-role quality and life satisfaction among married women physicians with children. <I>Psychology of Women Quarterly, 4, </I>358-364.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-8231201100020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Beck, T., Steer, R. A., &amp; Garbin, M. G. (1988). Psychometric properties of the Beck Depression Inventory: Twenty-five years of evaluation. <I>Clinical Psychology Review, 8</I>, 77-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-8231201100020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Budderberg-Fischer, B., Klaghofer, R., Stamm, M., Siegrist, J., &amp; Buddeberg, C. (2008). Work stress and reduced health in young psysicians: prospective evidence from swiss residents. <I>International Archives of </I><I>Occupational and Environmental Health, 1, </I>31-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-8231201100020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Burke, R. A. G. (1989). Psychological Burnout among men and women in teaching: An examination of the Cherniss model. <I>Human Relation, 42, </I>261-273.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201100020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Carlotto, M. S., &amp; C&acirc;mara, S. G. (2007). Preditores da s&iacute;ndrome de burnout em professores. <I>Revista Semestral da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, 1, </I>101-110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201100020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Chaves, S. S. S., &amp; Fonseca, P. N. (2006). Trabalho docente: Que aspectos sociodemogr&aacute;ficos e ocupacionais predizem o bem-estar subjectivo? <I>Psico, 1, </I>75-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201100020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Demerouti, E., Bakker, A. B., Nachreiner, F., &amp; Schaufeli, W. B. (2000). A model of burnout and life satisfaction amongst nurses. <I>Journal of Advanced Nursing, 2, </I>454-464.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201100020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Diener, E. (1984). Subjective well-being. <I>Psychological Bulletin, 95, </I>542-575.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201100020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Duran, M., Extremera, N., Montalban, F. M., &amp; Rey, L. (2005). Engagement and burnout in teaching environment: Analysis of their relationships with Job and life satisfaction in a sample of teachers. <I>Revista de Psicologia del Trabajo y de las Organizaciones, 21, </I>145-158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201100020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>D&rsquo;Souza, R. M., Strazdins, L., Lim, L. L., Brom, D. H., &amp; Rodgers, B. (2003). Works and health in a contemporary society: Demands, control, and insecurity. <I>Jounal of Epidemiology and Community Health, 11, </I>849-854. </P >    <!-- ref --><p>Esteve, J. M. (1999). <I>O mal-estar docente: A sala de aula e a sa&uacute;de dos professores</I>. S&atilde;o Paulo: EDUSC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201100020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Fonseca, P. N., Chaves, S. S. S., &amp; Gouveia, V. V. (2006). Professores do ensino fundamental e bem-estar subjectivo: Uma explica&ccedil;&atilde;o baseada em valores. <I>Psico &ndash; USF, 1, </I>45-52. </P >    <!-- ref --><p>Friedman, I., (1991). High- and low-burnout schools: School culture aspects to teacher burnout. <I>Journal of Educational Research, 84</I>, 325-333.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201100020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Galambos, N. L., &amp; Walters, B. J. (1992). Work hours, schedule inflexibility, and stree in dual-earner spouses. <I>Canadian Journal of Behavioral Science, 3, </I>290-302.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201100020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Gomes, A. R., Silva, M. J., Mourisco, S., Silva, S., Mota, A., &amp; Montenegro, N. (2006). Problemas e desafios no exerc&iacute;cio da actividade docente: Um estudo sobre o stress, &ldquo;burnout&rdquo;, sa&uacute;de f&iacute;sica e satisfa&ccedil;&atilde;o professional em professors do 3&ordm; ciclo e ensino secund&aacute;rio. <I>Revista Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o, 19, </I>67-93. </P >    <!-- ref --><p>Greenglass, E. R. (1991). Burnout and gender: Theoretical and organizational implications. <I>Canadian Psychology, 4, </I>562-574.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201100020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Grossi, G., Perski, A., Evengard, B., Blomkvist, V., &amp; Orth-Gomer, K. (2003). Psysiological correlate of burnout among women. <I>Journal of Psychomatic Research, 55, </I>309-316.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201100020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hayes, C. T., &amp; Weathington, B. L. (2007). Optimism, stress, life satisfaction, and job burnout in restaurants managers. <I>The American Journal of Psychology, 6, </I>565-579.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201100020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hyde, J. S., Mezulis, A. H., &amp; Abramson, L. Y. (2008). The ABCs of depression: Integrating affective, biological, and cognitive models to explain the emergence of the gender difference in depression. <I>Psychological Review, 2, </I>291-313.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201100020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Iacovides, A., Fountoulakis, K.N., Kaprinis, S., &amp; Kaprinis, G. (2003). The relationship between job stress, burnout and clinical depression. <I>Journal of Affective Disorders, 75, </I>209-221.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201100020001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kyriacou, C. (1987). Teacher stress: Prevalence, sources and symptoms. <I>British Journal of Educational Psychology, 48</I>, 159-167.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201100020001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lau, P. S. Y., Yuen, M. T., &amp; Chan, R. M. C. (2005). Do demographic characteristics make a difference to burnout among Hong Kong secondary school teachers? <I>Social Indicators research, 1, </I>491-516.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201100020001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lloyd, S., Streiner, D., &amp; Shannon, S. (1994). Burnout, depression, life and job satisfaction among Canadian emergency physicians. <I>The American Journal of Emergency Medicine, 4, </I>559-565.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201100020001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Maslach, C., &amp; Leiter, M. P. (1999). <I>Fonte de prazer ou desgaste? Guia para vencer o stress na empresa. </I>Campinas, SP: Papirus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201100020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Maslach, C., Jackson, S. E., &amp; Leiter, M. P. (1996). <I>The Maslach burnout inventory: Test manual. </I>Palo Alto, CA: Consulting Psychologist Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201100020001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Maslach, C., Schaufeli, W. B., &amp; Leiter, M. P. (2001). Job burnout. <I>Annual Review of Psychology, 52, </I>397-422.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201100020001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mausner-Dorsch, H., &amp; Eaton, W. W. (2000). Psychosocial work environment and depression: Epidemiologic assessment of the demand-control model. <I>American Journal of Public Health, 11, </I>1765-1770.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201100020001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Muhwezi, W. W., Agreen, H., Neema, S., Maganda, A. K., &amp; Musisi, S. (2008). Life events associated with major depression in ugandan primary healthcare (PHC) patients: Issues of cultural specify. <I>The International Journal of Social Psychiatry, 2, </I>144-163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201100020001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Neto, F., Barros, J. H., &amp; Barros, A. (1990). Satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. In L. Almeida, R. Santiago, P. Silva, O. Caetano, &amp; J. Marques (Eds.) <I>Ac&ccedil;&atilde;o educativa: An&aacute;lise psico-social </I>(pp. 105-117). Leiria: ESEL/APPORT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201100020001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Nyklicek, I., &amp; Pop, V. J. (2005). Past and family depression predict current symptoms of Professional burnout. <I>Journal of Affective Disorders, 1, </I>63-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201100020001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pereira, J. E. D. (1999). As licenciaturas e as novas pol&iacute;ticas educacionais para a forma&ccedil;&atilde;o docente. <I>Educa&ccedil;&atilde;o e Sociedade, 20</I>, 109-125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201100020001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Pines, A. (1997). Gender differences in burnout: Israellis&rsquo; responses to the intifada. <I>European Psychologist, 1, </I>28-34. </P >    <!-- ref --><p>Reis, E. J. F. B., Ara&uacute;jo, T. M., Carvalho, F. M., Barbalho, L., &amp; Silva, M. O. (2006). Doc&ecirc;ncia e exaust&atilde;o emocional. <I>Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Sociedade, 94, </I>229-253.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201100020001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Reime, B., &amp; Steiner, I. (2001). Burned-out or depressive? An empirical study regarding the construct validity of burnout in contrast to depression. <I>Psychotherapy, Psychosomatik, Mediznische Psychologie, 51</I>, 304-307.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201100020001000035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rupert, P. A., &amp; Kent, J. S. (2007). Gender and work setting differences in career-sustaining behaviors and burnout among professional psychologists. <I>Professional Psychology, 1, </I>88-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201100020001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Russell, D. W., Altmaier, E., &amp; van Velzen, D. (1987). Job-related stress, social support, and burnout among classroom teachers. <I>Journal of Applied Psychology, 2, </I>269-274.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201100020001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Serra, A. V., Firmino, H., Mira, M., Silva, M., &amp; Fernandes, M. (1989). Estados de tens&atilde;o emocional, solid&atilde;o e sentimentos depressivos na popula&ccedil;&atilde;o em geral. <I>Psiquiatria Cl&iacute;nica, 3, </I>149-155.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201100020001000038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Toker, S., Shirom, A., Shapira, I., Berliner, S., &amp; Melamed, S. (2007). The association between burnout, depression, anxiety, and inflammation. <I>Journal of Occupational Health Psychology, 4, 344-362.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201100020001000039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </I></P >    <!-- ref --><p>Trigo, T. R., Teng, C. T., &amp; Hallak, J. E. C. (2007). S&iacute;ndrome de burnout ou estafa profissional e os transtornos psiqui&aacute;tricos. <I>Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica, 5, </I>223-233.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201100020001000040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>van Horn, J. E., Schaufeli, W. B., Greenglass, E. R., &amp; Burke, R. J. (1997). A canadian-dutch comparison of teachers&rsquo;burnout. <I>Psychological Reports, 2, </I>371-382. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>World Mental Health Consortium. (2010). <I>Primeiros resultados do estudo epidemiol&oacute;gico nacional de sa&uacute;de mental</I>. Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada na Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201100020001000042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>&nbsp;</P >     <P   ><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <P   >A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: S&oacute;nia Quint&atilde;o, Edif&iacute;cio World Trade Center, Av. do Brasil, n&ordm;1, 3&ordm; andar, sala 2, 1749-008 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:sonia.quintao@fcm.unl.pt">sonia.quintao@fcm.unl.pt</a></P >      ]]></body><back>
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