<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312011000300001</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perfis de aprendizagem de estudantes do ensino superior: Abordagens ao estudo, concepções de aprendizagem e preferências por diferentes tipos de ensino]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Valadas]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sandra Cristina Andrade Teodósio dos Santos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Fernando Ribeiro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Faísca]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luís Miguel Madeira]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade do Algarve Centro de Investigação sobre o Espaço e as Organizações ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade do Algarve Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Departamento de Psicologia]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>07</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>07</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>29</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>369</fpage>
<lpage>389</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312011000300001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312011000300001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312011000300001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Tendo por base o trabalho de Entwistle e colaboradores sobre a forma como os estudantes do ensino superior percepcionam e vivem as experiências de aprendizagem, foram objectivos centrais do presente trabalho, por um lado, conhecer e analisar os significados atribuídos por estudantes à aprendizagem, ao estudo e às preferências por tipos de ensino e, neste sentido, perceber de que forma os estudantes conceptualizam o que lhes é exigido em termos de aprendizagem na universidade; e por outro, compreender se serão divergentes as abordagens ao estudo e as concepções de aprendizagem de estudantes de diferentes áreas científicas e anos. Foram consideradas as percepções dos estudantes em relação ao ambiente de ensino-aprendizagem, entendidas como indicadores que influenciam o que os estudantes pensam sobre o ensino, o estudo e a aprendizagem (preferências por tipos de aulas e de ensino). Considerando a proximidade dos constructos, quisemos ainda relacionar as abordagens à aprendizagem com as concepções de aprendizagem (reprodutivas e significativas) e com a preferência por formas de ensino e de instrução diversificadas. Foi também nossa intenção definir perfis em função das formas como os estudantes abordam o estudo e a aprendizagem. O estudo realizado assume uma natureza descritiva, correlacional e não experimental, tendo sido desenvolvido com 568 estudantes de uma instituição universitária do sul do país. Os resultados obtidos permitem-nos afirmar a existência de algumas diferenças significativas em função do ano e do domínio científico, bem como identificar perfis dissonantes em termos das formas como os estudantes abordam o estudo e a aprendizagem.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Based on the work of Entwistle and colleagues about how students perceive and live learning experiences, the main aims of the present study were: first, to understand and to analyze meanings attributed to learning, to study and preferences for types of teaching, in order to understand how students conceptualize what is required from them in terms of learning in Higher Education; second, to understand if students&#8217; approaches to studying and conceptions of learning differ according to the scientific areas and course years. Furthermore, if differences were found, our intention was to analyze its meanings, what seems most relevant in terms of learning pathways for those involved. In this sense, we considered the perceptions of students regarding teaching and learning, as indicators that influence what students think about teaching, studying and learning (preferences for types of lectures and teaching). Considering the proximity between constructs we wanted to further relate the approaches to learning with the conceptions of learning (reproductive and significant) and, the preference for diversified types of learning and of instructions. It was also our intention to set profiles according to the ways the students approach study and learning. This descriptive, correlational and non experimental study design was developed with a sample of 568 students at a university in the south of a European country. The results supported the hypothesis that there are some significant differences in terms of year of course and of the scientific domain, and allowed us to set profiles according to the ways students perceive study and learning tasks.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Abordagens ao estudo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[ASSIST]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Concepções de aprendizagem]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Estudantes universitários]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Approaches to studying]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[ASSIST]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[College students]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Conceptions of learning]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><B>Perfis de aprendizagem de estudantes do ensino superior: Abordagens ao estudo, concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem e prefer&ecirc;ncias por diferentes tipos de ensino </B></p>     <P   ><b>Sandra Cristina Andrade Teod&oacute;sio dos Santos Valadas<Sup>*</Sup>, Fernando Ribeiro Gon&ccedil;alves<Sup>* </Sup>e Lu&iacute;s Miguel Madeira Fa&iacute;sca<Sup>** </Sup></b></P >     <P   ><Sup>* </Sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o sobre o Espa&ccedil;o e as Organiza&ccedil;&otilde;es &ndash; CIEO, Universidade do Algarve; </P >     <P   ><Sup>** </Sup>Departamento de Psicologia, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais, Universidade do Algarve </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <P   >Tendo por base o trabalho de Entwistle e colaboradores sobre a forma como os estudantes do ensino superior percepcionam e vivem as experi&ecirc;ncias de aprendizagem, foram objectivos centrais do presente trabalho, por um lado, conhecer e analisar os significados atribu&iacute;dos por estudantes &agrave; aprendizagem, ao estudo e &agrave;s prefer&ecirc;ncias por tipos de ensino e, neste sentido, perceber de que forma os estudantes conceptualizam o que lhes &eacute; exigido em termos de aprendizagem na universidade; e por outro, compreender se ser&atilde;o divergentes as abordagens ao estudo e as concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem de estudantes de diferentes &aacute;reas cient&iacute;ficas e anos. Foram consideradas as percep&ccedil;&otilde;es dos estudantes em rela&ccedil;&atilde;o ao ambiente de ensino-aprendizagem, entendidas como indicadores que influenciam o que os estudantes pensam sobre o ensino, o estudo e a aprendizagem (prefer&ecirc;ncias por tipos de aulas e de ensino). Considerando a proximidade dos constructos, quisemos ainda relacionar as abordagens &agrave; aprendizagem com as concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem (reprodutivas e significativas) e com a prefer&ecirc;ncia por formas de ensino e de instru&ccedil;&atilde;o diversificadas. Foi tamb&eacute;m nossa inten&ccedil;&atilde;o definir perfis em fun&ccedil;&atilde;o das formas como os estudantes abordam o estudo e a aprendizagem. O estudo realizado assume uma natureza descritiva, correlacional e n&atilde;o experimental, tendo sido desenvolvido com 568 estudantes de uma institui&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria do sul do pa&iacute;s. Os resultados obtidos permitem-nos afirmar a exist&ecirc;ncia de algumas diferen&ccedil;as significativas em fun&ccedil;&atilde;o do ano e do dom&iacute;nio cient&iacute;fico, bem como identificar perfis dissonantes em termos das formas como os estudantes abordam o estudo e a aprendizagem. </P >    <P   ><B>Palavras-chave: </B>Abordagens ao estudo; ASSIST; Concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem; Estudantes universit&aacute;rios. </P >     <P   >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   ><b>ABSTRACT</b></P >     <P   >Based on the work of Entwistle and colleagues about how students perceive and live learning experiences, the main aims of the present study were: first, to understand and to analyze meanings attributed to learning, to study and preferences for types of teaching, in order to understand how students conceptualize what is required from them in terms of learning in Higher Education; second, to understand if students&rsquo; approaches to studying and conceptions of learning differ according to the scientific areas and course years. Furthermore, if differences were found, our intention was to analyze its meanings, what seems most relevant in terms of learning pathways for those involved. In this sense, we considered the perceptions of students regarding teaching and learning, as indicators that influence what students think about teaching, studying and learning (preferences for types of lectures and teaching). Considering the proximity between constructs we wanted to further relate the approaches to learning with the conceptions of learning (reproductive and significant) and, the preference for diversified types of learning and of instructions. It was also our intention to set profiles according to the ways the students approach study and learning. This descriptive, correlational and non experimental study design was developed with a sample of 568 students at a university in the south of a European country. The results supported the hypothesis that there are some significant differences in terms of year of course and of the scientific domain, and allowed us to set profiles according to the ways students perceive study and learning tasks. </P >    <P   ><B>Key-words: </B>Approaches to studying, ASSIST, College students, Conceptions of learning. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >    <P   >A investiga&ccedil;&atilde;o (Valadas, 2007; Valadas &amp; Ribeiro Gon&ccedil;alves, 2008; Valadas, Ribeiro Gon&ccedil;alves, &amp; Fa&iacute;sca, 2009a,b) que apresentamos neste artigo tem na base o trabalho desenvolvido por Entwistle e colaboradores sobre as concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem e as abordagens ao estudo, bem como as investiga&ccedil;&otilde;es mais relevantes decorrentes do trabalho destes autores. </P >     <P   >Enquanto vari&aacute;vel determinante do processo de ensino-aprendizagem, a forma como os estudantes do ensino superior aprendem e constroem conhecimento sobre as tarefas que t&ecirc;m que desempenhar, tem surgido na literatura com as mais diversas designa&ccedil;&otilde;es: orienta&ccedil;&otilde;es para o estudo, abordagens &agrave; aprendizagem, comportamentos de estudo, abordagens ao estudo, ou ainda concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem. </P >     <p>Sobre as quest&otilde;es da aprendizagem, alguns autores colocam a &ecirc;nfase nas vari&aacute;veis contextuais e ambientais, bem como nas percep&ccedil;&otilde;es dos estudantes sobre o ambiente de aprendizagem, as quais podem influenci&aacute;-los no uso de abordagens classificadas como profundas ou superficiais &agrave;s tarefas de aprendizagem (Entwistle &amp; Ramsden, 1983; Gow &amp; Kember, 1990; Trigwell &amp; Prosser, 1991a,b). Nesta linha de pensamento, nos estudos iniciais sobre a aprendizagem no ensino superior, Entwistle e Ramsden (1983) referiam que um ambiente de trabalho percebido como &aacute;rduo, e com menos liberdade na aprendizagem, se relacionava com uma orienta&ccedil;&atilde;o reprodutiva; enquanto o ensino percebido como eficaz, e uma maior liberdade na aprendizagem, se reportava a uma orienta&ccedil;&atilde;o significativa. &Eacute;, pois, na perspectiva de Entwistle e seus colaboradores que nos situamos. </P >    <p>Vimos que a investiga&ccedil;&atilde;o na Europa sobre as concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem e abordagens ao estudo teve na base os estudos qualitativos conduzidos em Inglaterra e na Su&eacute;cia nos anos 70, tendo sido identificadas tr&ecirc;s abordagens predominantes: uma abordagem profunda, baseada na compreens&atilde;o do significado dos materiais de estudo; uma abordagem superficial, que envolvia a memoriza&ccedil;&atilde;o tendo em vista atingir os resultados m&iacute;nimos nos testes; e uma abordagem estrat&eacute;gica, utilizada sobretudo para obten&ccedil;&atilde;o das classifica&ccedil;&otilde;es mais elevadas. Em termos globais, a op&ccedil;&atilde;o por uma destas abordagens, em detrimento de outras, parecia depender do conte&uacute;do, do contexto e das exig&ecirc;ncias particulares de cada tarefa (Laurillard, 1979, 1987; Entwistle &amp; Tait, 1990; Meyer &amp; Watson, 1991; Marton, 1976; Ramsden, 1979). </P >    <p>Investiga&ccedil;&otilde;es posteriores aos estudos originais (e.g., Eley, 1992; Lonka &amp; Lindblom-Yl&auml;nne, 1996; Minnaert &amp; Van der Hulst, 2000; Vermetten, Lodewijk, &amp; Vermunt, 1999; Vermetten, Vermunt, &amp; Lodewijks, 2002; Vermunt &amp; Vermetten, 2004), recorrendo a question&aacute;rios, confirmaram que os mesmos estudantes podem adoptar diferentes abordagens, em fun&ccedil;&atilde;o das exig&ecirc;ncias das disciplinas (Eley, 1992), da qualidade do ensino (Vermetten et al., 1999) e da natureza da avalia&ccedil;&atilde;o (Scouller, 1998), ainda que dentro do mesmo ambiente de aprendizagem (Lindblom-Yl&auml;nne &amp; Lonka, 1999, 2000, 2001). Lindblom-Yl&auml;nne (1999) e Vermunt e Verloop (1999) falam na exist&ecirc;ncia de uma disson&acirc;ncia nas orienta&ccedil;&otilde;es para o estudo, defendendo que esta decresce &agrave; medida que os estudantes v&atilde;o progredindo nos seus estudos, ainda que possam existir est&aacute;dios transit&oacute;rios de aumento da disson&acirc;ncia, aquando da mudan&ccedil;a de orienta&ccedil;&atilde;o (Vermunt &amp; Minnaert, 2003). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tamb&eacute;m Richardson (2005) considera que os estudantes t&ecirc;m, de facto, acesso a concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem caracterizadas por diferentes graus de sofistica&ccedil;&atilde;o, sendo poss&iacute;vel a utiliza&ccedil;&atilde;o de concep&ccedil;&otilde;es menos elaboradas em situa&ccedil;&otilde;es com um grau de exig&ecirc;ncia inferior. Eley (1992), por seu turno, encontrou uma varia&ccedil;&atilde;o substancial na forma como diferentes estudantes percebiam os requisitos numa mesma disciplina. No seu entender, se os efeitos dos factores contextuais s&atilde;o mediados pelas percep&ccedil;&otilde;es dos estudantes do ambiente acad&eacute;mico, as interven&ccedil;&otilde;es s&oacute; ser&atilde;o efectivas se tamb&eacute;m permitirem modificar as percep&ccedil;&otilde;es daqueles. A este prop&oacute;sito, Sadlo e Richardson (2003) referem que diferentes estudantes, a frequentar as mesmas disciplinas, mostram varia&ccedil;&otilde;es significativas nas suas abordagens ao estudo, mesmo quando s&atilde;o consideradas as diferen&ccedil;as individuais nas suas percep&ccedil;&otilde;es das aulas. Para os autores os estudantes tendem a optar por uma abordagem ao estudo em detrimento de outra, em fun&ccedil;&atilde;o das concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem e das percep&ccedil;&otilde;es de si enquanto aprendizes. </P >    <p>A revis&atilde;o da literatura que efectu&aacute;mos (Valadas, 2007) permitiu-nos perceber que esta quest&atilde;o tem sido investigada atrav&eacute;s das mais diversas perspectivas. Marton e S&auml;lj&ouml; (1997), por exemplo, descreviam formas qualitativamente distintas de conceber a aprendizagem. Nas suas investiga&ccedil;&otilde;es, Entwistle e colaboradores encontraram formas mais significativas e outras mais reprodutivas de aprendizagem, correspondendo as primeiras a abordagens profundas e estas &uacute;ltimas a abordagens de natureza superficial. Nesta linha de pensamento, a primeira quest&atilde;o que nos surgiu foi: de que forma &eacute; que os estudantes conceptualizam o que lhes &eacute; exigido em termos de aprendizagem na universidade? </P >    <p>Pretendemos, pois, num &acirc;mbito mais descritivo, inventariar as caracter&iacute;sticas do grupo a ser estudado e conhecer e identificar as percep&ccedil;&otilde;es dos estudantes sobre o contexto de aprendizagem e de ensino. Quisemos perceber de que forma os estudantes conceptualizam o que lhes &eacute; exigido em termos de aprendizagem na universidade; compreender se s&atilde;o divergentes as abordagens ao estudo e as concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem de estudantes de diferentes &aacute;reas cient&iacute;ficas e anos e, ainda, relacionar as abordagens com as concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem (reprodutivas e significativas) e com a prefer&ecirc;ncia por formas de ensino e de instru&ccedil;&atilde;o diversificadas. A defini&ccedil;&atilde;o de perfis em fun&ccedil;&atilde;o das formas como os estudantes abordam o estudo e a aprendizagem assumiu-se como um outro objectivo deste estudo. </P >    <p>M&Eacute;TODO </P >    <p>Face aos objectivos apresentados, pela natureza dos fen&oacute;menos e das vari&aacute;veis em presen&ccedil;a, remetemos a presente investiga&ccedil;&atilde;o para o paradigma quantitativo, n&atilde;o experimental. </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>Para caracterizar a amostra deste estudo, foi considerado um conjunto de vari&aacute;veis, cuja informa&ccedil;&atilde;o foi recolhida atrav&eacute;s de um question&aacute;rio s&oacute;cio-demogr&aacute;fico constru&iacute;do para o efeito. </P >    <p>Por motivos de natureza te&oacute;rica, a amostra foi organizada em fun&ccedil;&atilde;o do dom&iacute;nio cient&iacute;fico e do ano de licenciatura (estudantes do 1&ordm; e &uacute;ltimos anos dos cursos) que os participantes frequentavam na altura do processo de recolha de dados. No total, foram inquiridos 568 estudantes do ensino superior p&uacute;blico universit&aacute;rio, que estudavam numa universidade do sul do pa&iacute;s. </P >    <p>Considerando o n&uacute;mero reduzido de estudantes que frequentam o 5&ordm; ano (<I>N</I>=19), opt&aacute;mos, para efeitos de tratamento, por integrar estes sujeitos com os do 4&ordm; ano. A vari&aacute;vel ano foi, deste modo, codificada em termos de estudantes <I>finalistas </I>(4&ordm; e 5&ordm; anos), por oposi&ccedil;&atilde;o aos <I>caloiros </I>(1&ordm; ano). </P >    <p>No que se refere ao dom&iacute;nio cient&iacute;fico, opt&aacute;mos por respeitar o agrupamento natural existente na universidade (integram a amostra estudantes de 32 cursos, que frequentavam cursos em cinco faculdades distintas): Ci&ecirc;ncias Econ&oacute;micas e Empresariais (CEE), Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais (CHS), Ci&ecirc;ncias do Mar e do Ambiente (CMA), Ci&ecirc;ncias e Tecnologia (CT) e Engenharias de Recursos Naturais (ERN). Avan&ccedil;amos com a descri&ccedil;&atilde;o da amostra (<I>N</I>=568) tendo em conta as vari&aacute;veis dom&iacute;nio cient&iacute;fico, ano, g&eacute;nero, idade e curso. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As Faculdades mais representadas s&atilde;o as de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais (25.4%) e de Ci&ecirc;ncias e Tecnologias (24.1%). No que respeita ao ano, observamos superioridade dos estudantes dos &uacute;ltimos anos do curso (54.9%), face aos que frequentam o 1&ordm; ano (45.1%). O teste do qui</B>quadrado<Sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a> </Sup>revelou a exist&ecirc;ncia de uma associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis dom&iacute;nio e ano frequentado (&chi;<Sup><I>2</I></Sup>=61.678; g.l.=4; <I>p=</I>0.000). A associa&ccedil;&atilde;o resulta de uma maior incid&ecirc;ncia de finalistas nas Ci&ecirc;ncias do Mar e do Ambiente e nas Ci&ecirc;ncias e Tecnologias, e de uma maior percentagem de caloiros no dom&iacute;nio das Ci&ecirc;ncias Econ&oacute;micas e Empresariais. </P >     <p>Quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o dos estudantes em fun&ccedil;&atilde;o do dom&iacute;nio cient&iacute;fico e do g&eacute;nero, a maior parte (<I>N</I>=348) &eacute; do g&eacute;nero feminino (61.3%). No que respeita &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o dos g&eacute;neros pelos diferentes dom&iacute;nios cient&iacute;ficos, verifica-se existir uma associa&ccedil;&atilde;o significativa entre estas duas vari&aacute;veis (&chi;<Sup><I>2</I></Sup>=67.208; g.l.=4; <I>p=</I>0.000): nas Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais observa-se uma frac&ccedil;&atilde;o significativamente superior de estudantes do g&eacute;nero feminino, enquanto nas Ci&ecirc;ncias e Tecnologias predominam estudantes do g&eacute;nero masculino; nas restantes &aacute;reas cient&iacute;ficas a incid&ecirc;ncia dos dois g&eacute;neros &eacute; equilibrada. </P >    <p>No que se refere &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o do ano e do g&eacute;nero, embora a percentagem de estudantes do g&eacute;nero feminino seja ligeiramente superior entre os caloiros, n&atilde;o se observa associa&ccedil;&atilde;o significativa entre estas duas vari&aacute;veis (&chi;<Sup><I>2</I></Sup>=0.243; g.l.=1; <I>p=</I>0.622). </P >    <p>As idades dos inquiridos distribuem-se entre os 18 e os 48 anos (<I>M</I>=22.28; <I>DP</I>=4.29; Mo=21). Na altura da recolha dos dados, os estudantes do 1&ordm; ano apresentavam uma m&eacute;dia et&aacute;ria de cerca de 21 anos (<I>M</I>=20.57) e os dos &uacute;ltimos anos, uma m&eacute;dia pr&oacute;xima dos 24 anos de idade (<I>M</I>=23.69); indicando os resultados no teste <I>t </I>de <I>student </I>que esta diferen&ccedil;a &eacute; estatisticamente significativa (<I>t</I>=-9.259; g.l.=566; <I>p</I>=0.000). Os estudantes da &aacute;rea das Ci&ecirc;ncias e Tecnologias eram, em m&eacute;dia, mais velhos (<I>M</I>=23.39) do que os que frequentavam os outros dom&iacute;nios. Os estudantes de Economia e Gest&atilde;o eram os que manifestavam uma m&eacute;dia et&aacute;ria mais baixa (<I>M</I>=21.32). Os resultados da an&aacute;lise estat&iacute;stica demonstraram que estas diferen&ccedil;as s&atilde;o significativas (<I>F</I>=5.186; g.l.=4, 563; <I>p</I>=0.000). </P >    <p>No que diz respeito &agrave; an&aacute;lise da idade em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero, os rapazes que participaram neste estudo apresentam uma m&eacute;dia et&aacute;ria de 22.57 anos (<I>DP</I>=4.18; Mo=23) e as raparigas de 22.10 (<I>DP</I>=4.35; Mo=21), n&atilde;o se observando diferen&ccedil;as significativas entre as duas m&eacute;dias (<I>t</I>=1.287; g.l.=566; <I>p</I>=0.199). </P >    <p><I>Instrumentos </I></P >    <p>Na presente investiga&ccedil;&atilde;o foram utilizados como instrumentos a vers&atilde;o portuguesa do <I>Approaches and S</I><I>tudy Skills Inventory for Students &ndash; short version </I>(ASSIST) (Tait, Entwistle, &amp; McCune, 1998; Valadas, 2007<Sup><a href="#2">2</a><a name="top2"></a></Sup>; Valadas, Ribeiro Gon&ccedil;alves, &amp; Fa&iacute;sca, 2009a,b) e um question&aacute;rio s&oacute;cio-demogr&aacute;fico (Valadas, 2007). </P >     <p>O ASSIST constitui o &uacute;ltimo, de uma linha de invent&aacute;rios (o ASI &ndash; <I>Approaches to Study Inventory </I>&ndash; e o RASI &ndash; <I>Revised Approaches to Study Inventory</I>) desenhados para medir as diferen&ccedil;as individuais nas abordagens &agrave; aprendizagem dos estudantes do ensino superior (Valadas, 2007). Este invent&aacute;rio resulta assim de um desenvolvimento a partir do ASI, incluindo subescalas adicionais com vista a integrar a descri&ccedil;&atilde;o dos processos relativos n&atilde;o s&oacute; ao estudo, mas tamb&eacute;m &agrave;s reac&ccedil;&otilde;es ao ensino. A vers&atilde;o mais recente, traduzida pelos autores (Valadas, 2007; Valadas, Ribeiro Gon&ccedil;alves, &amp; Fa&iacute;sca, 2009a,b), mede as abordagens &agrave; aprendizagem em tr&ecirc;s dimens&otilde;es ou escalas distintas: Profunda, Estrat&eacute;gica e Instrumental &ndash; esta &uacute;ltima definida por Tait e colaboradores (1998) como Superficial Ap&aacute;tica. S&atilde;o tr&ecirc;s as sec&ccedil;&otilde;es do instrumento: a primeira &ndash; o que &eacute; aprender? &ndash; remete para as concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem descritas por Marton e S&auml;lj&ouml; (1976a,b) e posteriormente desenvolvidas por Hattie, Biggs e Purdie (1996); a segunda sec&ccedil;&atilde;o do invent&aacute;rio diz respeito &agrave;s abordagens ao estudo, que resultam da perspectiva de Marton e S&auml;lj&ouml; (1976a,b, 1997) sobre as abordagens &agrave; aprendizagem, em articula&ccedil;&atilde;o com as descri&ccedil;&otilde;es de Entwistle e Ramsden (1983) e Ramsden e Entwistle (1981) relativas a uma abordagem estrat&eacute;gica; a terceira sec&ccedil;&atilde;o remete para as prefer&ecirc;ncias por diferentes tipos de aulas e de ensino. Trata-se de um conjunto de itens em que se pede ao estudante que indique at&eacute; que ponto valoriza ou n&atilde;o diferentes tipos de aulas, exames, cursos e livros. Teoricamente, as respostas a estes itens reflectem dois factores latentes: suporte da compreens&atilde;o e transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, que correspondem &agrave;s abordagens profunda e superficial ap&aacute;tica, respectivamente (Valadas, 2007). Por fim, uma &uacute;ltima quest&atilde;o refere-se ao trabalho escolar j&aacute; avaliado, numa escala de 1 (bastante mau) a 9 (muito bom). O estudante &eacute; aqui questionado sobre o seu aproveitamento e desempenho com base n&atilde;o s&oacute; na sua auto-percep&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m no feedback recebido ao longo do semestre. </P >     <p>Foi tamb&eacute;m nossa inten&ccedil;&atilde;o conhecer os estudantes do ensino superior no que diz respeito a algumas vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas e ao seu percurso escolar. Estes dados assumem-se como essenciais n&atilde;o s&oacute; para caracterizar a nossa amostra, mas tamb&eacute;m para a an&aacute;lise das vari&aacute;veis em estudo, tendo sido recolhidos atrav&eacute;s de um question&aacute;rio s&oacute;cio-demogr&aacute;fico que integrava v&aacute;rias dimens&otilde;es, num total de 19 quest&otilde;es. A primeira parte do question&aacute;rio remete para dados de natureza pessoal (g&eacute;nero, idade, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e profiss&atilde;o dos progenitores, ano e curso que frequenta). Na segunda parte pretendemos conhecer alguns aspectos relacionados com o momento de entrada para o ensino superior, nomeadamente desloca&ccedil;&atilde;o da resid&ecirc;ncia, nota de acesso, a op&ccedil;&atilde;o pelo curso (1&ordf;, 2&ordf;, 3&ordf;, outra). Por &uacute;ltimo, duas quest&otilde;es: uma, relativa &agrave; m&eacute;dia do n&uacute;mero de horas dedicadas ao estudo por semana e, outra, &agrave; assiduidade &agrave;s aulas. </P >    <p><I>Procedimentos de recolha e an&aacute;lise de dados </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os instrumentos foram aplicados em situa&ccedil;&atilde;o de aula, no 2&ordm; semestre de frequ&ecirc;ncia dos respectivos anos de escolaridade e cursos, conclu&iacute;dos todos os procedimentos de obten&ccedil;&atilde;o das autoriza&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias junto dos respons&aacute;veis das faculdades e cursos. </P >    <p>Para a an&aacute;lise dos resultados na aprendizagem em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero, dom&iacute;nio cient&iacute;fico e ano, utiliz&aacute;mos metodologias de compara&ccedil;&atilde;o de grupos (teste <I>t </I>de <I>student </I>e an&aacute;lise de vari&acirc;ncia). </P >     <p>Al&eacute;m das an&aacute;lises correlacionais, opt&aacute;mos por realizar a an&aacute;lise de clusters como m&eacute;todo alternativo, por permitir agrupar os sujeitos com resultados semelhantes nas diferentes subescalas do ASSIST (e, por este motivo, compar&aacute;veis), tendo em vista obter uma melhor visualiza&ccedil;&atilde;o das orquestra&ccedil;&otilde;es no estudo apresentadas pelos estudantes individualmente. Trata-se de um procedimento de estat&iacute;stica multivariada para detectar grupos homog&eacute;neos nos dados (Pestana &amp; Gageiro, 2003), e organizar um conjunto de entidades (indiv&iacute;duos ou objectos) para as quais &eacute; conhecida informa&ccedil;&atilde;o detalhada (Pereira, 2004). De acordo com Pestana e Gageiro (2003) esta an&aacute;lise &eacute; particularmente &uacute;til quando existe a suspeita de que a amostra n&atilde;o &eacute; homog&eacute;nea, como &eacute; o caso. Este tipo de procedimento agrupa os sujeitos em fun&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel, de tal modo que os que pertencem a um mesmo grupo sejam t&atilde;o semelhantes quanto poss&iacute;vel, e sempre mais semelhantes aos elementos do mesmo grupo do que a elementos dos restantes grupos. Para este efeito, utiliz&aacute;mos o m&eacute;todo <I>k-means</I>, especialmente adequado para amostras de grande dimens&atilde;o. &Agrave; semelhan&ccedil;a dos trabalhos que Entwistle e colaboradores desenvolveram, recorrendo &agrave; metodologia <I>k-means </I>(Entwistle, s/d; Entwistle &amp; Brennan, 1971; Entwistle &amp; Ramsden, 1983; Long, 2003; McCune &amp; Entwistle, 2000), a an&aacute;lise de clusters baseou-se nas respostas da amostra total ao n&iacute;vel das subescalas do invent&aacute;rio ASSIST. Todavia, pelo facto de o m&eacute;todo <I>k-means </I>se socorrer de medidas euclidianas de dist&acirc;ncia, consider&aacute;mos mais correcto que os clusters fossem definidos com base nas vari&aacute;veis padronizadas e n&atilde;o nas vari&aacute;veis originais. Assim, com o objectivo de encontrar uma solu&ccedil;&atilde;o que nos facultasse informa&ccedil;&atilde;o detalhada sobre os diferentes modos como os estudantes estudam e aprendem, procedemos a diversas tentativas para identificar agrupamentos relativamente homog&eacute;neos e em n&uacute;mero que permitisse uma caracteriza&ccedil;&atilde;o suficientemente exaustiva das abordagens ao estudo presentes na amostra. Foram examinadas as solu&ccedil;&otilde;es de dois, tr&ecirc;s, quatro, cinco, seis e oito clusters. Este conjunto pr&eacute;vio de an&aacute;lises levounos a optar pela solu&ccedil;&atilde;o em quatro clusters<Sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a></Sup>, pois apenas nesta solu&ccedil;&atilde;o se identificaram grupos com caracter&iacute;sticas suficientemente est&aacute;veis e distintas que permitissem uma interpreta&ccedil;&atilde;o clarifi cadora<Sup><a href="#4">4</a><a name="top4"></a></Sup>. A op&ccedil;&atilde;o por este n&uacute;mero de clusters justifica-se com os estudos referenciados, bem como pela necessidade de n&atilde;o for&ccedil;ar a inclus&atilde;o dos sujeitos num n&uacute;mero demasiadamente restrito de clusters. A selec&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis a incluir na an&aacute;lise foi crucial, pois resultados enganadores ou inapropriados podem dever-se &agrave; exclus&atilde;o de vari&aacute;veis importantes (Maroco, 2003). De destacar que n&atilde;o existe qualquer tipo de depend&ecirc;ncia entre as vari&aacute;veis consideradas, uma vez que os grupos se definem por si mesmo sem que se possa falar de uma rela&ccedil;&atilde;o causal entre as vari&aacute;veis utilizadas. Neste sentido, os m&eacute;todos s&atilde;o explorat&oacute;rios e a ideia era a de gerar hip&oacute;teses em vez de test&aacute;-las, o que implicou uma valida&ccedil;&atilde;o posterior dos resultados atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de outros m&eacute;todos estat&iacute;sticos (Pestana &amp; Gageiro, 2003), nomeadamente a an&aacute;lise de vari&acirc;ncia (ANOVA) e um <I>post hoc test </I>(teste Tukey). </P >     <p>Para todos os tratamentos recorremos ao programa de tratamento de dados estat&iacute;sticos SPSS (vers&atilde;o 14.0). </P >    <p>RESULTADOS </P >    <p>Passemos &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados, em fun&ccedil;&atilde;o dos objectivos formulados. </P >    <p>No que se refere &agrave; nossa inten&ccedil;&atilde;o de <I>conhecer e analisar os significados atribu&iacute;dos por estudantes &agrave; aprendizagem, ao estudo e &agrave;s prefer&ecirc;ncias por tipos de ensino</I>, pela sua pertin&ecirc;ncia, come&ccedil;amos por apresentar o perfil m&eacute;dio da amostra relativamente &agrave;s tr&ecirc;s abordagens ao estudo medidas pelo ASSIST (escalas) &ndash; <I>Abordagem Profunda </I>(AP), <I>Abordagem Superficial Ap&aacute;tica </I>(ASA) e <I>Abordagem Estrat&eacute;gica </I>(AE). Para tal, recorremos &agrave; an&aacute;lise de vari&acirc;ncia bifactorial (<I>General Linear Model</I>) (<a href="#f1">Figura 1</a>). </P >     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a01f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>Abordagens </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A figura apresentada mostra-nos que as tr&ecirc;s abordagens diferem significativamente entre si (<I>F</I>=402.421; g.l.=2, 1130; <I>p=</I>0.000), pontuando os estudantes mais alto na escala AP e mais baixo na escala ASA. </P >    <p>Al&eacute;m das abordagens &agrave; aprendizagem, foram tamb&eacute;m medidas as <I>concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem </I>(subescala CA) e <I>prefer&ecirc;ncias por diferentes tipos de aulas e de ensino </I>(subescala PTAE) &ndash; sec&ccedil;&otilde;es 1 e 3 do ASSIST<Sup><a href="#5">5</a><a name="top5"></a></Sup>. Globalmente, os estudantes que integraram a amostra estudada parecem apresentar concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem mais significativas e preferir aulas e tipos de ensino que se enquadram numa perspectiva profunda da aprendizagem. Os resultados no teste t para amostras emparelhadas demonstraram a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as com significado estat&iacute;stico em termos m&eacute;dios, tendo-se observado pontua&ccedil;&otilde;es superiores na subescala CA &ndash; <I>Orienta&ccedil;&atilde;o Significativa</I>, face &agrave; <I>Orienta&ccedil;&atilde;o Reprodutiva </I>(<I>t</I>=-17.597; g.l.=565; <I>p</I>=0.000). Tamb&eacute;m no que se refere &agrave; subes cala PTAE &ndash; <I>Profunda, </I>observ&aacute;mos pontua&ccedil;&otilde;es significativamente superiores relativamente &agrave; subescala PTAE &ndash; <I>Superficial </I>(<I>t</I>=2.510; g.l.=565; <I>p</I>=0.012). </P >     <p>Ao tentarmos <I>compreender se ser&atilde;o divergentes as abordagens ao estudo e as concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem de estudantes de diferentes &aacute;reas cient&iacute;ficas e anos</I>, os resultados obtidos permitem-nos afirmar a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre g&eacute;neros na <I>Abordagem Estrat&eacute;gica </I>e em todas as subescalas que a integram, &agrave; excep&ccedil;&atilde;o de um resultado marginal na subescala <I>aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s exig&ecirc;ncias de avalia&ccedil;&atilde;o</I>: na amostra estudada, os estudantes do g&eacute;nero feminino parecem obter pontua&ccedil;&otilde;es significativamente superiores naquela abordagem &agrave;s obtidas pelos estudantes do g&eacute;nero masculino. Apesar de os dois g&eacute;neros obterem pontua&ccedil;&otilde;es pr&oacute;ximas na escala ASA, foram encontradas diferen&ccedil;as significativas especificamente no que diz respeito &agrave;s subescalas <I>falta de objectivo </I>&ndash; subescala FO (<I>t</I>=2.318; <I>p</I>=0.021), <I>restri&ccedil;&atilde;o ao programa </I>&ndash; subescala RP (<I>t</I>=4.149; <I>p</I>=0.000) e <I>medo do fracasso </I>&ndash; subescala MF (<I>t</I>=4.558; <I>p</I>=0.000). Apenas na subescala <I>medo do </I><I>fracasso </I>os estudantes do g&eacute;nero feminino obtiveram pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas do que os rapazes. N&atilde;o se observaram diferen&ccedil;as na AP, tanto a n&iacute;vel das escalas, como das subescalas. A <a href="#t1">Tabela 1</a> permite uma visualiza&ccedil;&atilde;o destes resultados. </P >      <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a01t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>No que se refere aos resultados para as <I>concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem </I>e <I>prefer&ecirc;ncias por diferentes tipos de aulas e de ensino </I>obtidos nos dois g&eacute;neros, as an&aacute;lises revelaram efeitos significativos do g&eacute;nero em todas as subescalas, &agrave; excep&ccedil;&atilde;o da subescala PTAE, teoricamente relacionada com uma <I>Abordagem Superficial </I>(<I>t</I>=0.223; <I>p</I>=0.824). S&atilde;o as raparigas que obt&ecirc;m pontua&ccedil;&otilde;es significativamente mais altas nas tr&ecirc;s subescalas, apesar da magnitude da diferen&ccedil;a ser reduzida. </P >    <p>Segue-se a compara&ccedil;&atilde;o entre abordagens em fun&ccedil;&atilde;o do <I>dom&iacute;nio cient&iacute;fico </I>(<a href="#t2">Tabela 2</a>) e do <I>ano </I>(<a href="#t3">Tabela 3</a>), onde s&atilde;o apresentados os valores m&eacute;dios nas pontua&ccedil;&otilde;es das escalas. </P >      <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a01t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>   <a name="t3"> <img src="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a01t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados indicam a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas em fun&ccedil;&atilde;o do dom&iacute;nio cient&iacute;fico para as tr&ecirc;s abordagens &agrave; aprendizagem. Os estudantes da &aacute;rea das Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais parecem diferir significativamente dos restantes (com excep&ccedil;&atilde;o dos das Engenharias de Recursos Naturais) na <I>Abordagem Profunda, </I>obtendo pontua&ccedil;&otilde;es sistematicamente mais elevadas (<I>F</I>=6.499; g.l.=4, 561; <I>p</I>=0.000). Observaram-se resultados semelhantes nas subescalas que integram esta abordagem, excluindo a subescala <I>uso de dados</I>. Na <I>Abordagem Superficial Ap&aacute;tica</I>, os alunos dos cursos das Ci&ecirc;ncias Econ&oacute;micas e Empresariais e das Ci&ecirc;ncias e Tecnologias apresentam m&eacute;dias significativamente superiores, diferindo dos das CHS, das CMA e das ERN (<I>F</I>=7.695; g.l.=4, 561; <I>p=</I>0.000). De referir que na subescala <I>medo do fracasso </I>n&atilde;o se observaram diferen&ccedil;as com valor estat&iacute;stico, ao contr&aacute;rio dos resultados obtidos nas restantes subescalas. A <I>Abordagem Estrat&eacute;gica </I>parece ser a mais adoptada pelos estudantes das Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais (<I>F</I>=3.242; g.l.=4, 561; <I>p=</I>0.012), tendo obtido as pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas nas subescalas que revelaram diferen&ccedil;as com significado estat&iacute;stico. De referir que as &uacute;nicas subescalas que integram a AE que revelaram diferen&ccedil;as foram a <I>aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s exig&ecirc;ncias de avalia&ccedil;&atilde;o </I>e a <I>monitoriza&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia</I>, onde s&atilde;o os estudantes das Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais e os da Engenharia de Recursos Naturais a diferirem significativamente dos restantes. </P >       <p>Quanto aos resultados para as <I>concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem </I>(CA) e <I>prefer&ecirc;ncias por diferentes tipos de aulas e de ensino </I>(PTAE), tamb&eacute;m ao n&iacute;vel destas subescalas encontr&aacute;mos efeitos signi ficativos do dom&iacute;nio cient&iacute;fico: os estudantes das CHS obt&ecirc;m resultados m&eacute;dios significativamente superiores aos alunos dos restantes dom&iacute;nios, quer ao n&iacute;vel da subescala CA &ndash; <I>Orienta&ccedil;&atilde;o Signifi </I><I></I><I>cativa </I>(<I>F</I>=2.921; g.l.=4,562; <I>p</I>=0.021), quer da subescala PTAE <I>(Profunda</I>) (<I>F</I>=13.579; g.l.=4,562; <I>p</I>=0.000) &ndash; de referir que, nesta &uacute;ltima subescala, observ&aacute;mos pontua&ccedil;&otilde;es igualmente elevadas para os estudantes das ERN e das CMA, comparativamente com os das CT e das CEE. Nas dimens&otilde;es superficial e reprodutiva, encontr&aacute;mos resultados com significado estat&iacute;stico, sendo que a perten&ccedil;a &agrave; Faculdade de Economia (FE) parece determinar os resultados na subescala PTAE (<I>Superficial</I>) (<I>F</I>=2.576; g.l.=4,562; <I>p</I>=0.037). Relativamente &agrave; subescala CA &ndash; <I>Orienta&ccedil;&atilde;o Reprodutiva</I>, os resultados s&atilde;o menos claros: os estudantes do dom&iacute;nio das Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais, do Mar e do Ambiente e da Engenharia de Recursos Naturais, pontuaram significativamente mais alto do que os das Ci&ecirc;ncias Econ&oacute;micas e Empresariais (<I>F</I>=3.444; g.l.=4,562; <I>p</I>=0.009). </P >    <p>Os resultados em fun&ccedil;&atilde;o do ano mostram a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas ao n&iacute;vel das subescalas <I>falta de objectivo</I>, <I>falta de compreens&atilde;o </I>e <I>gest&atilde;o do tempo</I>. No que se refere &agrave; primeira subescala s&atilde;o os estudantes finalistas os que parecem manifestar mais comportamentos caracter&iacute;s ticos de aus&ecirc;ncia de objectivos (<I>t</I>=-3.676; g.l.=563; <I>p</I>=0.000), enquanto os caloiros parecem possuir mais dificuldade em compreender a informa&ccedil;&atilde;o recebida, ao pontuarem mais nesta subescala (<I>t</I>=2.794; g.l.=563; <I>p</I>=0.005). Na subescala <I>gest&atilde;o do tempo</I>, os estudantes finalistas parecem revelar maior capacidade de gerir o tempo livre, ainda que a amplitude da diferen&ccedil;a n&atilde;o seja muito grande (<I>t</I>=-2.120; g.l.=563; <I>p</I>=0.034). Apresentamos de seguida os resultados no teste <I>t </I>de <I>student </I>para a vari&aacute;vel ano. </P >       <p>Nos resultados para as restantes subescalas, foram observadas diferen&ccedil;as com significado esta t&iacute;stico apenas ao n&iacute;vel da subescala PTAE (<I>Superficial</I>): os estudantes inquiridos que frequentam o 1&ordm; ano dos cursos de licenciatura preferem aulas e m&eacute;todos de ensino que apelam mais a abordagens superficiais &agrave; aprendizagem, do que os estudantes finalistas (<I>t</I>=2.870; g.l.=563; <I>p</I>=0.004). </P >    <p>Quanto &agrave;s <I>rela&ccedil;&otilde;es entre abordagens, concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem (reprodutivas e significa </I><I></I><I>tivas) e prefer&ecirc;ncias por tipos de ensino</I>, os resultados das an&aacute;lises correlacionais n&atilde;o s&atilde;o muito claros, tendo-se observado associa&ccedil;&otilde;es significativas entre escalas e subescalas que se assumem, por natureza, divergentes. Destacam-se as correla&ccedil;&otilde;es positivas com significado estat&iacute;stico entre a escala AP (Abordagem Profunda) e a subescala CA &ndash; Reprodutiva (<I>r</I>=0.216), bem como entre a escala AE (Abordagem Estrat&eacute;gica) e a referida subescala (<I>r</I>=0.194). A <a href="#t4">tabela</a> que se segue permite uma visualiza&ccedil;&atilde;o dos resultados encontrados. </P >     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"> <img src="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a01t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>        <p>Um outro resultado inesperado diz respeito &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es entre a subescala CA &ndash; Reprodutiva e a escala ASA (Abordagem Superficial Ap&aacute;tica), em que se observaram coeficientes negativos com significado estat&iacute;stico (<I>r</I>=-0.135) quando, teoricamente, seriam de esperar associa&ccedil;&otilde;es positivas significativas, considerando a natureza das vari&aacute;veis em causa. Estes resultados conduzem-nos, at&eacute; certo ponto, a questionar a robustez destas subescalas, ao mesmo tempo que v&ecirc;m confirmar, uma vez mais, a natureza correlacional da rela&ccedil;&atilde;o entre as escalas Profunda e Estrat&eacute;gica. </P >    <p>A <a href="#t5">Tabela 5</a> apresenta a distribui&ccedil;&atilde;o da amostra segundo os quatro clusters obtidos, numa tentativa de <I>definir perfis em fun&ccedil;&atilde;o de um conjunto de vari&aacute;veis </I>j&aacute; referidas<B>, </B>podendo-se constatar que o grupo que integra mais estudantes &eacute; o cluster 3 (30%). </P >      <p>&nbsp;</p> <a name="t5"> <img src="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a01t5.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Procedemos em seguida &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o dos clusters encontrados, primeiro com base nas vari&aacute;veis que permitiram a sua constitui&ccedil;&atilde;o (subescalas do ASSIST) e depois recorrendo &agrave;s restantes vari&aacute;veis analisadas neste estudo. Tendo em vista uma caracteriza&ccedil;&atilde;o detalhada dos clusters criados, apresentam-se em seguida as m&eacute;dias das escalas e subescalas do ASSIST (<a href="#t6">Tabela 6</a>) para cada um dos quatro agrupamentos de estudantes. Nesta compara&ccedil;&atilde;o indicam-se ainda os resultados da an&aacute;lise de vari&acirc;ncia e a correspondente medida de magnitude do efeito (&eta;<Sup>2</Sup>), de forma a poder avaliar quais as vari&aacute;veis mais respons&aacute;veis pela diferencia&ccedil;&atilde;o entre os clusters<Sup><a href="#6">6</a><a name="top6"></a></Sup>. </P >      <p>&nbsp;</p> <a name="t6"> <img src="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a01t6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Pela an&aacute;lise da tabela observamos, tal como previsto, que existem diferen&ccedil;as significativas entre clusters para todas as vari&aacute;veis apresentadas (<I>p</I>=0.000). Tal n&atilde;o nos surpreende, uma vez que foram as subescalas do ASSIST que permitiram identificar os grupos. Informa&ccedil;&atilde;o mais pertinente &eacute;-nos dada pelos valores do <I>partial eta-square </I>(&eta;<Sup>2</Sup>), que permite avaliar em que medida a vari&acirc;ncia de cada vari&aacute;vel &eacute; explicada pela parti&ccedil;&atilde;o da amostra introduzida pelos agrupamentos identificados. </P >     <p>Em termos de caracteriza&ccedil;&atilde;o dos clusters, verificamos, pela an&aacute;lise dos valores m&eacute;dios obtidos nas escalas e subescalas, que o cluster com maior pontua&ccedil;&atilde;o na dimens&atilde;o profunda e estrat&eacute;gica da aprendizagem &eacute; o cluster 1, distinguindo-se significativamente do cluster 2 e do cluster 4 (s&atilde;o os que obt&ecirc;m pontua&ccedil;&otilde;es mais baixas nestas dimens&otilde;es). Por oposi&ccedil;&atilde;o, o cluster 4, quando comparado com os restantes, revelou pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias superiores nas subescalas da <I>Abordagem Superficial Ap&aacute;tica </I>&ndash; os estudantes que integram o cluster 1 pontuam significativamente menos nas escalas e subescalas da ASA. Se atendermos ao <I>eta-square</I>, a <I>Abordagem Estrat&eacute;gica </I>parece ser aquela que mais diferencia os grupos, uma vez que &eacute; nesta escala que o <I>eta-square </I>assume valores mais elevados. De referir que este tipo de an&aacute;lise permite dizer que certas vari&aacute;veis discriminam mais ou menos os clusters. Uma chamada de aten&ccedil;&atilde;o para as m&eacute;dias obtidas na subescala <I>medo do fracasso</I>: ainda que se trate de um indicador de uma abordagem superficial ap&aacute;tica, os alunos que integram os diferentes clusters apresentam pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias elevadas, revelando medo de fracassar nos seus estudos. </P >        <p>Para uma melhor compreens&atilde;o das particularidades, importa caracterizar globalmente os perfis de cada cluster. A <a href="#f2">figura</a> que a seguir se apresenta caracteriza os clusters por perfis. Opt&aacute;mos por uma apresenta&ccedil;&atilde;o das pontua&ccedil;&otilde;es padronizadas, considerando que estamos a fazer compara&ccedil;&otilde;es entre escalas. J&aacute; vimos que as tr&ecirc;s escalas n&atilde;o pontuam igualmente (por exemplo, h&aacute; uma tend&ecirc;ncia global na amostra para se pontuar menos na escala superficial e mais na profunda). Deste modo, a perspectiva dada pela figura com os valores padronizados permite evidenciar melhor as caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas dos perfis dos quatro clusters<Sup><a href="#7">7</a><a name="top7"></a></Sup>. </P >     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a01f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p>O Cluster 1 integra estudantes com pontua&ccedil;&otilde;es altas na Abordagem Profunda e na Estrat&eacute;gica e baixas na Abordagem Superficial Ap&aacute;tica, tendo sido designado de <I>orienta&ccedil;&atilde;o transformativa e significativa</I>. Estes estudantes apresentavam h&aacute;bitos de estudo mais orientados para o significado e a compreens&atilde;o, assumindo-se as suas concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem mais construtivistas por natureza. A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; compreender atrav&eacute;s de an&aacute;lises conceptuais efectivas. Em termos estrat&eacute; gicos, o aluno assume como fim &uacute;ltimo a obten&ccedil;&atilde;o das classifica&ccedil;&otilde;es escolares mais altas, organi zando o tempo e distribuindo os seus esfor&ccedil;os nesse sentido. A aten&ccedil;&atilde;o &eacute; centrada nos ind&iacute;cios da avalia&ccedil;&atilde;o, esfor&ccedil;ando-se por perceber as prefer&ecirc;ncias do professor. Estes alunos revelam-se, assim, pouco superficiais na forma como estudam e aprendem. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Cluster 2 inclui estudantes com n&iacute;veis m&eacute;dios na Abordagem Estrat&eacute;gica e na Abordagem Superficial Ap&aacute;tica e baixos na Abordagem Profunda. Este cluster foi por n&oacute;s designado de <I>disso </I><I></I><I>n&acirc;ncia no estudo</I>, por integrar combina&ccedil;&otilde;es de orienta&ccedil;&otilde;es ou escalas. Remetemos esta designa&ccedil;&atilde;o para o enquadramento te&oacute;rico, onde fazemos refer&ecirc;ncia &agrave; possibilidade de existirem disson&acirc;ncias e instrumenta&ccedil;&otilde;es nos h&aacute;bitos de estudo. Os autores referem-se a rela&ccedil;&otilde;es de inadap ta&ccedil;&atilde;o t&iacute;picas entre orienta&ccedil;&otilde;es e escalas, combinando orienta&ccedil;&otilde;es significativas e reprodutivas &ndash; indicadoras de uma orienta&ccedil;&atilde;o desorganizada do estudo e da aprendizagem. </P >    <p>O Cluster 3 abarca o maior n&uacute;mero de estudantes, com pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias em todas as abordagens &agrave; aprendizagem &ndash; <I>instrumenta&ccedil;&otilde;es mistas do estudo</I>. </P >    <p>Por fim, o Cluster 4 designado de <I>aprendizagem reprodutiva ou superficial </I>compreende estudantes com pontua&ccedil;&otilde;es baixas nas abordagens Profunda e Estrat&eacute;gica e altas na Abordagem Superficial Ap&aacute;tica. Os estudantes preocupam-se essencialmente em completar tarefas, o que implica um n&iacute;vel de envolvimento pessoal baixo. Predominam comportamentos rotineiros e a memoriza&ccedil;&atilde;o sem reflex&atilde;o, bem como a resolu&ccedil;&atilde;o procedimental de problemas. A aprendizagem &eacute; percebida como uma imposi&ccedil;&atilde;o externa. </P >    <p>Se tomarmos em considera&ccedil;&atilde;o a forma como os clusters diferem nas vari&aacute;veis adicionais que n&atilde;o foram inclu&iacute;das na sua defini&ccedil;&atilde;o, obteremos uma visualiza&ccedil;&atilde;o mais clara da natureza destes agrupamentos e das caracter&iacute;sticas dos estudantes neles reunidos. Segue-se a compara&ccedil;&atilde;o entre clusters em fun&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis <I>g&eacute;nero</I>, <I>ano </I>e <I>dom&iacute;nio cient&iacute;fico </I>(<a href="#t7">Tabela 7</a>). </P >     <p>&nbsp;</p> <a name="t7"> <img src="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a01t7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>        <p>Os resultados no teste do qui-quadrado indicam diferen&ccedil;as entre clusters em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero (&chi;<Sup><I>2</I></Sup>=18.38; g.l.=3; <I>p=</I>0.000) e do dom&iacute;nio cient&iacute;fico (&chi;<Sup><I>2</I></Sup>=33.03; g.l.=12; <I>p</I>=0.001), mas n&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o do ano (&chi;<Sup><I>2</I></Sup>=1.12; g.l.=3; <I>p=</I>0.772). O Cluster 4 integra mais rapazes do que raparigas, enquanto no Cluster 1 se observa uma percentagem significativamente superior de raparigas. </P >    <p>No que se refere ao dom&iacute;nio cient&iacute;fico, observamos que o Cluster 4 &eacute; constitu&iacute;do maioritariamente por estudantes das CEE e das CT, o Cluster 1 integra mais alunos das CHS e, por fim, o Cluster 3 revelou uma frac&ccedil;&atilde;o superior de estudantes quer das CHS, quer das CT. </P >    <p>S&atilde;o os estudantes do g&eacute;nero masculino e que frequentam os cursos de licenciatura da FCT e da FE a pontuar mais alto no cluster 4, caracter&iacute;stico de uma aprendizagem de tipo superficial e reprodutiva. Pelo contr&aacute;rio, as raparigas que estudam na FCHS revelaram aprendizagens de tipo transformativo e significativo. </P >    <p>CONCLUS&Otilde;ES </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em termos globais, se atendermos aos resultados obtidos nas an&aacute;lises diferenciais para as quest&otilde;es da <I>aprendizagem</I>, os estudantes que integram a amostra estudada parecem apresentar concep&ccedil;&otilde;es significativas e preferir aulas e tipos de ensino que se enquadram numa perspectiva profunda da aprendizagem. A abordagem profunda parece relacionar-se com uma concep&ccedil;&atilde;o de aprendizagem enquanto &ldquo;transforma&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Meyer, 1999) e tamb&eacute;m com uma prefer&ecirc;ncia por estilos de ensino que encorajam e desafiam a compreens&atilde;o (Entwistle &amp; Tait, 1990). Uma abordagem profunda ao estudo assume-se, at&eacute; certo ponto, como um fim em si mesmo, principalmente numa etapa em que a capacidade de aprender ao longo da vida tem sido reconhecida como um pr&eacute;-requisito determinante para o sucesso educativo e vocacional. Um dado paralelo indica que os estudantes que adoptam uma abordagem superficial ap&aacute;tica (relacionada com concep&ccedil;&otilde;es reprodutivas) preferem um ensino transmissivo e em que o estudante oriente a sua aprendizagem para os requisitos da avalia&ccedil;&atilde;o, no sentido de atingir n&iacute;veis m&iacute;nimos de sucesso acad&eacute;mico. </P >    <p>N&atilde;o obstante os resultados encontrados, importa reflectir sobre algumas especificidades, em particular no que diz respeito &agrave;s diferen&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero, do ano e do dom&iacute;nio cient&iacute;fico. </P >    <p>Relativamente &agrave; vari&aacute;vel g&eacute;nero, vimos que s&atilde;o as raparigas a revelar mais comportamentos de estudo caracter&iacute;sticos de uma orienta&ccedil;&atilde;o significativa, o que significa dizer que estudam tendo em vista atingir o melhor desempenho poss&iacute;vel, no sentido de obter maior sucesso. De acordo com Entwistle (1995) o fim &uacute;ltimo &eacute; obter as classifica&ccedil;&otilde;es escolares mais altas, organizando o tempo e distribuindo esfor&ccedil;os. Na amostra estudada s&atilde;o as raparigas a valorizar mais os indicadores de avalia&ccedil;&atilde;o, esfor&ccedil;ando-se por perceber quais as prefer&ecirc;ncias do professor. Neste sentido, organizam de forma adequada as condi&ccedil;&otilde;es e os materiais de estudo, dedicando-se frequentemente &agrave; revis&atilde;o de mat&eacute;rias anteriores. Tamb&eacute;m na Abordagem Superficial Ap&aacute;tica, cuja inten&ccedil;&atilde;o &eacute; atingir os requisitos m&iacute;nimos da tarefa, observ&aacute;mos resultados interessantes, apesar da proximidade nas respostas em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero: as raparigas mostraram maior medo de fracassar nos estudos, enquanto que os rapazes parecem preferir professores que sigam estritamente o programa da disciplina, tendo revelado ainda comportamentos caracter&iacute;sticos de aus&ecirc;ncia de objectivos. </P >    <p>Quanto &agrave; vari&aacute;vel ano frequentado, por um lado, s&atilde;o os estudantes dos &uacute;ltimos anos que parecem revelar menos objectivos em termos de frequ&ecirc;ncia do ensino superior, resultado este que pode encontrar justifica&ccedil;&atilde;o no facto de estarem a terminar o curso. Na verdade, trata-se de um momento da vida acad&eacute;mica que pode surgir como &ldquo;desorganizador&rdquo; e caracterizado por viv&ecirc;ncias dif&iacute;ceis. Por outro lado, s&atilde;o tamb&eacute;m estes estudantes a mostrar maior capacidade de gest&atilde;o do tempo, o que pode sugerir a aquisi&ccedil;&atilde;o desta compet&ecirc;ncia ao longo da frequ&ecirc;ncia de um curso superior. Pelo contr&aacute;rio, os caloiros apresentaram maiores dificuldades na compreens&atilde;o das mat&eacute;rias. Recordamos que o 1&ordm; ano de frequ&ecirc;ncia de uma institui&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria apresenta particularidades, que se assumem substancialmente distintas das viv&ecirc;ncias do ensino secund&aacute;rio. </P >     <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a do que Ramsden (1988a, 1988b) postulou em termos te&oacute;ricos &ndash; as abordagens caracterizavam-se por manifesta&ccedil;&otilde;es diferentes em fun&ccedil;&atilde;o dos dom&iacute;nios acad&eacute;micos &ndash; a perten&ccedil;a, na amostra estudada, a um determinado dom&iacute;nio cient&iacute;fico parece ser fundamental para a adop&ccedil;&atilde;o de abordagens diferenciadas. Os resultados encontrados mostraram, por um lado, que o facto de os estudantes frequentarem cursos de licenciatura da Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais se assume como determinante para a op&ccedil;&atilde;o por abordagens de tipo profundo e estrat&eacute;gico. Por outro lado, estes alunos t&ecirc;m como objectivo a compreens&atilde;o, existindo uma forte interac&ccedil;&atilde;o com o conte&uacute;do de aprendizagem. Assim, numa perspectiva estrat&eacute;gica, relacionam as novas ideias com conhecimentos anteriores e os conceitos adquiridos com a experi&ecirc;ncia quotidiana. O fim &uacute;ltimo ser&aacute; o de atingir as melhores classifica&ccedil;&otilde;es, organizando, para tal, o seu tempo de estudo e rentabilizando o esfor&ccedil;o (Entwistle, 1986) &ndash; o que remete para a capacidade de monitorizar a efic&aacute;cia (Entwistle, McCune, &amp; Walker, 2001) e para uma aten&ccedil;&atilde;o especial ao processo de avalia&ccedil;&atilde;o (Pintrich &amp; Garcia, 1994; Vermunt, 1998). Neste sentido, falamos em sentido de responsabilidade em rela&ccedil;&atilde;o a si mesmo, aos outros e &agrave; sociedade em geral (Meyer, 2001). Estes estudantes s&atilde;o tamb&eacute;m mais capazes de discernir e utilizar os aspectos distintivos do ambiente de aprendizagem em que se situam (Meyer, 1991; Meyer, Parsons, &amp; Dunne, 1990a,b); e de redefinir os processos envolvidos na aprendizagem em fun&ccedil;&atilde;o de cada disciplina, o que &eacute; revelador de estrat&eacute;gias profundas &agrave; aprendizagem. </P >     <p>Para Ramsden (2003), na &aacute;rea das humanidades, uma abordagem profunda envolve usualmente a constru&ccedil;&atilde;o de significados pessoais (procura de significado) na realiza&ccedil;&atilde;o da tarefa. Na mesma linha, Entwistle (1995) defendia que nas humanidades e nas ci&ecirc;ncias sociais em geral, as cons tru&ccedil;&otilde;es individuais podem reflectir a experi&ecirc;ncia pessoal de uma forma muito mais signifi cativa do que nas ci&ecirc;ncias ditas exactas. Por oposi&ccedil;&atilde;o, foram os estudantes dos cursos de licenciatura da Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologias e da Faculdade de Economia a revelar pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias significativamente superiores na Abordagem Superficial Ap&aacute;tica. Os seus comportamentos de estudo parecem caracterizar-se por uma aus&ecirc;ncia de objectivos em termos do que pretendem com a frequ&ecirc;ncia de um determinado curso, bem como dificuldades de compreens&atilde;o das mat&eacute;rias e uma maior valoriza&ccedil;&atilde;o do cumprimento dos programas das disciplinas por parte dos docentes. Estes estudantes parecem fazer depender o seu estudo de um ensino &ldquo;tipo sebenta&rdquo;, optando pela memoriza&ccedil;&atilde;o de factos e conceitos, sem preocupa&ccedil;&atilde;o com a compreens&atilde;o e com a reflex&atilde;o sobre os mesmos. A tarefa &eacute; considerada como uma imposi&ccedil;&atilde;o do exterior e o estudante com concep&ccedil;&otilde;es reprodutivas prefere um ensino fundamentalmente transmissivo, em que a aprendizagem seja dirigida para as exig&ecirc;ncias da avalia&ccedil;&atilde;o. Este tipo de abordagem &eacute; acompanhado da valoriza&ccedil;&atilde;o do programa, de uma falta de compreens&atilde;o e de objectivos, e ainda do medo de falhar. </P >    <p>Um dos principais contributos da an&aacute;lise de clusters foi o de permitir avaliar de que forma se comportavam as abordagens, isto &eacute;, se era poss&iacute;vel falar em disson&acirc;ncias ou combina&ccedil;&otilde;es teorica mente sem sentido, se os subgrupos se distinguiam claramente entre si, se os estudantes se situavam mais num tipo de abordagem do que noutro. </P >    <p>Os resultados nos quatro clusters em fun&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis relativas &agrave; aprendizagem indicam que a <I>Abordagem Estrat&eacute;gica </I>parece ser aquela que mais diferencia os grupos, considerando que &eacute; nesta escala que encontramos aspectos suficientemente distintivos. </P >     <p>Relativamente ao facto de a generalidade dos estudantes, independentemente do cluster a que pertenciam, ter revelado medo de fracassar nos estudos (subescala indicadora de uma Abordagem Superficial Ap&aacute;tica), tamb&eacute;m Long (2003) se refere a resultados id&ecirc;nticos. Para o autor, o facto de os estudantes que utilizam abordagens profundas e estrat&eacute;gicas demonstrarem medo de falhar os estudos, n&atilde;o &eacute;, de todo, inexplic&aacute;vel em termos conceptuais, defendendo em simult&acirc;neo que estudantes com sucesso acad&eacute;mico utilizam tamb&eacute;m, moderadamente, abordagens profundas e demonstram uma propens&atilde;o para a <I>restri&ccedil;&atilde;o ao programa </I>e <I>falta de compreens&atilde;o</I>. Este facto assume especial interesse, mas constitui raramente um sinal imediato de disson&acirc;ncia prejudicial, especialmente se os estudantes revelarem abordagens estrat&eacute;gicas &agrave; aprendizagem. Para Long (2003) uma eventual disson&acirc;ncia opera no microambiente do aprendiz individual e pode remeter para a aus&ecirc;ncia significativa de m&eacute;todos de estudo, para uma falha na reac&ccedil;&atilde;o apropriada &agrave; mudan&ccedil;a de subsistema educativo, ou ainda para capacidades metacognitivas pouco desenvolvidas &ndash; estes assumem-se como aspectos a investigar particularmente interessantes. </P >     <p>Quando caracterizados os perfis para cada cluster, encontr&aacute;mos diferen&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero e do dom&iacute;nio cient&iacute;fico, sendo as diferen&ccedil;as significativas apenas observ&aacute;veis entre o cluster 4 (aprendizagem reprodutiva ou superficial) e o cluster 1 (orienta&ccedil;&atilde;o significativa e transformativa). Em termos globais, as raparigas que frequentam cursos de licenciatura da &aacute;rea das Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais, parecem apresentar h&aacute;bitos de estudo mais orientados para o significado e a compreens&atilde;o, assumindo-se as suas concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem como construtivistas por natureza. Por oposi&ccedil;&atilde;o, os rapazes que integram o cluster 4, maioritariamente pertencentes &agrave;s Ci&ecirc;ncias e Tecnologias e &agrave;s Ci&ecirc;ncias Econ&oacute;micas, preocupam-se essencialmente em completar tarefas, o que implica um n&iacute;vel de envolvimento pessoal baixo. S&atilde;o frequentes comportamentos rotineiros e a memoriza&ccedil;&atilde;o sem reflex&atilde;o, sendo a aprendizagem percebida como uma imposi&ccedil;&atilde;o externa. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Porque nenhum trabalho est&aacute; isento de limita&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o podemos deixar de referir que, no que se refere ao desenho, apenas dispomos de uma medida isolada realizada num &uacute;nico momento temporal. Opt&aacute;mos, pois, por um desenho de tipo transversal para estudar efeitos causais entre vari&aacute;veis. Ora, para poder estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o de causa-efeito &eacute; necess&aacute;ria, entre outras, uma sequ&ecirc;ncia temporal entre as vari&aacute;veis, em que a vari&aacute;vel causa deve preceder no tempo a vari&aacute;vel efeito. Este requisito s&oacute; pode ser respeitado quando a investiga&ccedil;&atilde;o se realiza com base num desenho longitudinal. Tamb&eacute;m a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos &eacute; question&aacute;vel, ainda que n&atilde;o fosse esse o nosso prop&oacute;sito. Os resultados encontram-se limitados aos estudantes que frequentavam o ensino universit&aacute;rio e que se encontravam presentes nas aulas no momento da recolha dos dados. Em virtude da forma como estes foram recolhidos, os estudantes que preencheram os instrumentos possu&iacute;am, provavelmente, caracter&iacute;sticas particulares e podem, no limite, ter ajustado as suas respostas aos itens dos question&aacute;rios para satisfazer os objectivos da investiga&ccedil;&atilde;o &ndash; desejabilidade social. Neste sentido, investiga&ccedil;&otilde;es futuras dever&atilde;o centrar-se na replica&ccedil;&atilde;o com estudantes de outros <I>Campi </I>e de outras institui&ccedil;&otilde;es universit&aacute;rias. </P >    <p>Uma outra limita&ccedil;&atilde;o que importa destacar remete para o uso de instrumentos de auto-resposta para avaliar as abordagens &agrave; aprendizagem dos estudantes. Na opini&atilde;o de Richardson (2004) question&aacute;rios como o ASSIST, pretendem monitorizar a forma como os estudantes conduzem a sua aprendizagem acad&eacute;mica regular. Estes instrumentos podem ser adaptados para se referirem a aulas individuais, mas na verdade n&atilde;o se referem a situa&ccedil;&otilde;es muito espec&iacute;ficas. Deste modo, seria mais correcto afirmar que avaliam as predisposi&ccedil;&otilde;es dos estudantes para conduzir a aprendizagem de formas particulares (Biggs, 1993; Kember &amp; Gow, 1989). </P >    <p>Se considerarmos a investiga&ccedil;&atilde;o sobre a aprendizagem dos estudantes no ensino superior resultante das entrevistas iniciais de Marton (1976), percebemos que a validade dos relatos depende da persist&ecirc;ncia dos epis&oacute;dios mentais enquanto objectos presentes na mem&oacute;ria a longo prazo. Para Ericsson e Simon (1980) os resultados obtidos imediatamente ap&oacute;s a tarefa em quest&atilde;o, assumem-se normalmente como um reflexo do processamento cognitivo. Contudo, os question&aacute;rios sobre as formas de aprender dos estudantes requerem respostas cumulativas e retrospectivas sobre o modo como conduzem tarefas acad&eacute;micas. A quest&atilde;o &eacute; que dificilmente os estudantes conseguir&atilde;o reter e aceder a registos na mem&oacute;ria a longo prazo das actividades mentais envolvidas. Neste caso, os seus relatos basear-se-&atilde;o, pelo menos parcialmente, em infer&ecirc;ncias e na reconstru&ccedil;&atilde;o resultante das suas teorias subjectivas e impl&iacute;citas (Ericsson &amp; Simon, 1980, 1984; Nisbett &amp; Wilson, 1977; White, 1989, cit. in Richardson, 2004). </P >    <p>Nas suas investiga&ccedil;&otilde;es S&auml;lj&ouml; (1988) referia-se &agrave; necessidade de os investigadores aceitarem que as categorias de descri&ccedil;&atilde;o encontradas resultavam das suas pr&oacute;prias constru&ccedil;&otilde;es, e que outros investigadores podiam chegar a conclus&otilde;es diferentes com base nos mesmos dados. Neste sentido, devemos ler os resultados com precau&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o assumindo que se trata de realidades objectivas isentas de erro e &agrave;s quais podemos aceder atrav&eacute;s de observa&ccedil;&otilde;es imparciais e objectivas. Pelo contr&aacute;rio, devemos entend&ecirc;-los simplesmente como formas de discurso presentes das pr&aacute;ticas interpretativas dos sujeitos. Tamb&eacute;m Richardson (2004) partilha desta opini&atilde;o, considerando que devemos ser cautelosos nas interpreta&ccedil;&otilde;es, considerando a sua aplica&ccedil;&atilde;o a grupos sociais, culturais ou &eacute;tnicos diferentes dos originais. </P >    <p>Numa perspectiva mais sociol&oacute;gica do fen&oacute;meno Richardson (2005) defende que quando os estudantes s&atilde;o questionados sobre o que entendem por aprendizagem, est&atilde;o sim a reportar-se a tipos particulares de interac&ccedil;&atilde;o social que podem ser descritos como aprendizagem. Estes tipos de interac&ccedil;&atilde;o podem exigir varia&ccedil;&otilde;es qualitativas, dependendo da estrutura criada por diferentes tipos de institui&ccedil;&otilde;es, no sentido de facilitar o ensino e a aprendizagem. Na medida em que formas mais avan&ccedil;adas e elaboradas de aprender implicam estrutura&ccedil;&otilde;es e organiza&ccedil;&atilde;o distintas, as mudan&ccedil;as qualitativas podem manifestar-se como uma hierarquia com um grau de complexidade crescente. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <p>Biggs, J. B. (1993). What do inventories of students&rsquo; learning processes really measure? A theoretical review and clarification. <I>British Journal of Educational Psychology, 63 </I>(1)<I>, </I>3-19. </P >    <!-- ref --><p>Eley, M. G. (1992). Differential adoption of study approaches within individual students. <I>Higher Education, 23, </I>231-254.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201100030000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Entwistle, N. (s/d). <I>Scoring key for the Approaches and Study Skills Inventory for Students (ASSIST). </I>Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.tla.ed.ac.uk/etl/questionnaires/ASSIST.pdf" target="_blank">http://www.tla.ed.ac.uk/etl/questionnaires/ASSIST.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201100030000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Entwistle, N. (1986). O ensino e a qualidade da aprendizagem no ensino superior. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica</I>, <I>1</I>(5), 141-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201100030000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Entwistle, N. J. (1995). Introduction: Influences of instructional settings on learning and cognitive Development &ndash; Findings from European research programs. <I>Educational Psychologist, 30</I>(1), 1-3. </P >     <p>Entwistle, N. J., &amp; Brennan,T. (1971) The academic performance of students, 2 &ndash; Types of successful students. <I>British Journal of Educational Psychology, 41</I>, 258-267. </P >    <!-- ref --><p>Entwistle, N. J., &amp; Ramsden, P. (1983). <I>Understanding student learning</I>. London: Croom Helm.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201100030000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Entwistle, N. J., &amp; Tait, H. (1990). Approaches to learning, evaluations of teaching, and preferences for contrasting academic environments. <I>Higher Education</I>, <I>19, </I>169-194.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201100030000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Entwistle, N. J., McCune, V., &amp; Walker, P. (2001). Conceptions, styles and approaches within higher education: Analytical abstractions and everyday experience. In R. Sternberg &amp; Li-F. Zhang (Eds.), <I>Perspectives on thinking, learning, and cognitive styles </I>(pp. 103-136). Mahwah, NJ, US: Lawrence Erlbaum Associates Inc., Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201100030000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ericsson, K. A., &amp; Simon, H. A. (1980). Verbal reports as data. <I>Psychological Review</I>, <I>87</I>, 215-251.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201100030000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ericsson, K. A., &amp; Simon, H. A. (1984). <I>Protocol analysis: Verbal reports as data</I>. Cambridge, MA: Bradford Books/MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201100030000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gow, L., &amp; Kember, D. (1990). Does higher education promote independent learning? <I>Higher Education, 19, </I>307-322.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201100030000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hattie, J., Biggs, J., &amp; Purdie, N. (1996). Effects of learning skills interventions on student learning: A metaanalysis. <I>Review of Educational Research, 66</I>(2)<I>, </I>99-136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201100030000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kember, D., &amp; Gow, L. (1989). A model of student approaches to learning encompassing ways to influence and change approaches. <I>Instructional Science, 18, </I>263-288.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201100030000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Laurillard, D. (1979). The processes of student learning. <I>Higher Education</I>, <I>8, </I>395-409.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201100030000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Laurillard, D. (1987). The different forms of learning in psychology and education. In J. T. E. Richardson, M. W. Eysenck, &amp; D. Warren-Piper (Eds.), <I>Student learning: Research in education and cognitive psychology</I>. Milton Keynes: SRHE/Open University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201100030000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Lindblom-Yl&auml;nne, S. (1999). <I>Studying in a traditional medical curriculum &ndash; S</I><I>tudy success, orientations to studying, and problems that arise</I>. Doctoral dissertation, University of Helsinki, Helsinki, Finland. Helsinki: Yliopistopaino. </P >    <p>Lindblom-Yl&auml;nne, S., &amp; Lonka, K. (1999). Indivudal ways of interacting with the learning environment &ndash; Are they related to study success? <I>Learning and Instruction, 9, </I>1-18. </P >    <!-- ref --><p>Lindblom-Yl&auml;nne, S., &amp; Lonka, K. (2000). Dissonant study orchestrations of high-acieving university students. <I>European Journal of Psychology of Education, 15</I>(1)<I>, </I>19-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201100030000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lindblom-Yl&auml;nne, S., &amp; Lonka, K. (2001). Students&rsquo; perceptions of assessment practices in a traditional medical curriculum. <I>Advances in Health Sciences Education, 6, </I>121-140. </P >    <!-- ref --><p>Long, W. F. (2003). Dissonance detected by cluster analysis of responses to the approaches and study skills inventory for students. <I>Studies in Higher Education</I>, <I>28</I>(1)<I>, </I>21-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201100030000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lonka, K., &amp; Lindblom-Yl&auml;nne, S. (1996). Epistemologies, conceptions of learning, and study practices in medicine and psychology. <I>Higher Education</I>, <I>31</I>(1)<I>, </I>5-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201100030000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Maroco, J. (2003). <I>An&aacute;lise estat&iacute;stica com utiliza&ccedil;&atilde;o do SPSS </I>(2&ordf; ed.). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo, Lda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201100030000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Marton, F. (1976). What does it take to learn? Some implications of an alternative view of learning. In N. Entwistle (Ed.), <I>Strategies for research and development in higher education</I>. Amsterdam: Swets and Zeitlinger.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201100030000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Marton, F., &amp; S&auml;lj&ouml;, R. (1976a). On qualitative differences in learning, I &ndash; Outcome and process. <I>British Journal of Educational Psychology, 46</I>(1)<I>, </I>4-11. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Marton, F., &amp; S&auml;lj&ouml;, R. (1976b). On qualitative differences in learning, II &ndash; Outcome as a function of the learner&rsquo;s conception of the task. <I>British Journal of Educational Psychology, 46</I>(1)<I>, </I>115-127. </P >    <!-- ref --><p>Marton, F., &amp; S&auml;lj&ouml;, R. (1997). Approaches to learning. In F. Marton, D. J. Hounsell, &amp; N. J. Entwistle (Eds.), <I>The experience of learning: Implications for teaching and studying in higher education </I>(2nd ed., pp. 3958). Edinburgh: Scottish Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201100030000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>McCune, V., &amp; Entwistle, N. (2000). <I>The deep approach to learning: Analytic abstraction and idiosyncratic development. </I>Paper presented at the Innovations in Higher Education Conference, 30 August &ndash; 2 September 2000, Helsinki. </P >    <p>Meyer, J. H. F. (1999). Variation in contrasting forms of &lsquo;memorising&rsquo; and associated variables. <I>British Journal of Educational Psychology</I>, <I>70</I>(2), 163-176. </P >    <!-- ref --><p>Meyer, J. H. F. (1991). Study orchestration: the manifestation, interpretation and consequences of contextualised approaches to studying. <I>Higher Education</I>, <I>22, </I>297-316.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201100030000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Meyer, J. H. F. (2001). <I>An overview of the development and application of the Reflections on Learning Inventory (RoLI). </I>Paper presented at a symposium on the use of the RoLI, Kings&rsquo; College, London. </P >    <p>Meyer, J. H. F., &amp; Watson, R. M. (1991). Evaluating the quality of student learning II &ndash; Study orchestration and the curriculum. <I>Higher Education, 16, </I>251-275 </P >    <!-- ref --><p>Meyer, J. H. F., Parsons, P., &amp; Dunne, T. T. (1990a). Individual study orchestrations and their association with learning outcome. <I>Higher Education, 20</I>(1)<I>, </I>67-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201100030000100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Meyer, J. H. F., Parsons, P., &amp; Dunne, T. T. (1990b). Study orchestration and learning outcome: Evidence of association over time among disadvantaged students. <I>Higher Education, 20</I>, 245-269.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201100030000100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Minnaert, A., &amp; Van der Hulst, F. (2000). <I>A comparison of the (in)stability of student learning patterns in a traditional versus a student oriented learning environment</I>. Paper presented at the International Conference on Innovations in Higher Education 2000, Helsinki, Finland, 30 August-2 September.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201100030000100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Nisbett, R., &amp; Wilson, T. (1977). Telling more than we can know: Verbal reports on mental processes. <I>Psychological Review, 84, </I>231-259.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201100030000100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pereira, A. (2004). <I>Guia pr&aacute;tico de utiliza&ccedil;&atilde;o do SPSS: An&aacute;lise de dados para ci&ecirc;ncias sociais e psicologia. </I>Lisboa: S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201100030000100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pestana, M. H., &amp; Gageiro, J. N. (2003). <I>An&aacute;lise de dados para ci&ecirc;ncias sociais: A complementaridade do SPSS </I>(3&ordf; ed.). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo, Lda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-8231201100030000100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pintrich, P. R., &amp; Garc&iacute;a, T. (1994). Self-regulated learning in college students: Knowledge, strategies, and motivation. In P. R. Pintrich, D. R. Brown, &amp; C. E. Weinstein (Eds.), <I>Student motivation, cognition, and learning: Essays in honour of Wilberg J. McKeachie </I>(pp. 113-133). Hillsdale, NJ: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201100030000100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Ramsden, P. (1979). Student learning and perceptions of the academic environment. <I>Higher Education, 8, </I>411-427.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201100030000100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Ramsden, P. (1988a). <I>Improving learning: New perspectives</I>. London: Kogan Page.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-8231201100030000100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ramsden, P. (1988b). Context and strategy: Situational influences on learning. In R. R. Schmeck (Ed.), <I>Learning strategies and learning styles </I>(pp. 159-184). New York: Plenum Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-8231201100030000100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ramsden, P. (2003). <I>Learning to teach in higher education </I>(2nd ed.). London &amp; New York: Routledge Falmer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0870-8231201100030000100043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Ramsden, P., &amp; Entwistle, N. J. (1981). Effects of academic departments on students&rsquo; approaches to studying. <I>British Journal of Educational Psychology, 51, </I>368-383. </P >    <!-- ref --><p>Richardson, J. T. E. (2004). Methodological issues in questionnaire-based research on student learning in higher education. <I>Educational Psychology Review</I>, <I>16</I>(4)<I>, </I>347-358.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201100030000100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Richardson, J. T. E. (2005). Learning as cognitive development. What is learned at the university? The social and organizational mediation of university learning: A project funded by the economic and social research council as part of its teaching and learning research programme<I>. Project Research Seminar, </I>21-23 September 2005, Clare College, Cambridge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-8231201100030000100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sadlo, G., &amp; Richardson, J. T. E. (2003). Approaches to studying and perceptions of the academic environment in students folowing prblem-based curricula. <I>Higher Education Research and Development, 22, </I>253-274.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-8231201100030000100047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>S&auml;lj&ouml;, R. (1988). Learning in educational settings: Methods of inquiry. In P. Ramsden (Ed.), <I>Improving learning: </I><I>New perspectives </I>(pp. 32-48). London: Kogan Page.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0870-8231201100030000100048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Scouller, K. (1998). The influence of assessment method on students&rsquo; learning approaches: Multiple choice question examination versus assignment essay. <I>Higher Education</I>, <I>35, </I>453-472. </P >    <!-- ref --><p>Tait, H., Entwistle, N. J., &amp; McCune, V. S. (1998). ASSIST: A reconceptualisation of the appoaches to studying inventory. In C. Rust (ed.), <I>Improving student learning: Improving students as learners. </I>Oxford: Oxford Brookes University, Oxford Centre for Staff and Learning Development.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-8231201100030000100050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Trigwell, K., &amp; Prosser, M. (1991a). Relating approaches to study and quality of learning outcomes at the course level. <I>British Journal of Educational Psychology, 61, </I>265-275.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0870-8231201100030000100051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Trigwell, K., &amp; Prosser, M. (1991b). Improving the quality of student learning: The influence of learning context and student approaches to learning on learning outcomes. <I>Higher Education</I>, <I>22, </I>251-266.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0870-8231201100030000100052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Valadas, S. (2007). <I>Sucesso acad&eacute;mico e desenvolvimento cognitivo em estudantes universit&aacute;rios: Estudo das abordagens e concep&ccedil;&otilde;es de aprendizagem. </I>Tese de Doutoramento apresentada &agrave; Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais da Universidade do Algarve (texto policopiado).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0870-8231201100030000100053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Valadas, S. T., &amp; Ribeiro Gon&ccedil;alves, F. (2008). Academic success and competencies for learning in Portuguese higher education students: A quantitative investigation. <I>4th International Conference on Higher Education: New challenges and emerging roles for human and social development </I>(30th March to 2th April, Barcelona). Available at: <a href="https://upcommons.upc.edu/revistes/bitstream/2099/5730/1/a_valadas.pdf" target="_blank">https://upcommons.upc.edu/revistes/bitstream/2099/5730/1/a_valadas.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0870-8231201100030000100054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Valadas, S. T., Ribeiro Gon&ccedil;alves, F. R., &amp; Fa&iacute;sca, L. M. (2009a). Approaches to study in higher education Portuguese students: A Portuguese version of the Approaches and Study Skills Inventory for Students (ASSIST). <I>Higher Education</I>, <I>59, </I>DOI 10.1007/s10734-009-9246-5, Online First.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0870-8231201100030000100055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Valadas, S. T., Ribeiro Gon&ccedil;alves, F., &amp; Fa&iacute;sca, L. M. (2009b). Estudo de tradu&ccedil;&atilde;o, adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o do ASSIST numa amostra de estudantes universit&aacute;rios portugueses. <I>Revista Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o</I>, <I>22</I>(2), 191-217.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0870-8231201100030000100056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vermetten, Y., Lodewijks, H., &amp; Vermunt, J. (1999). Consistency and variability of learning strategies in different university courses. <I>Higher Education</I>, <I>37, </I>1-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S0870-8231201100030000100057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vermetten, Y., Vermunt, J., &amp; Lodewijks, H. (2002). Powerful learning environments? How university students differ in their response to instructional measures. <I>British Journal of Educational Psychology, 12</I>, 263-284.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S0870-8231201100030000100058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vermunt, J. (1998). The regulation of constructive learning processes. <I>British Journal of Educational Psychology</I>, <I>68</I>(2)<I>, </I>149-171.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S0870-8231201100030000100059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vermunt, J., &amp; Minnaert, A. (2003). Dissonance in student learning patterns: When to revise theory? <I>Studies in </I><I>Higher Education</I>, <I>28</I>(1), 49-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S0870-8231201100030000100060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vermunt, J., &amp; Verloop, N. (1999). Congruence and friction between learning and teaching. <I>Learning and Instruction, 9, </I>257-280.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0870-8231201100030000100061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vermunt, J., &amp; Vermetten, Y. (2004). Patterns in student learning: Relationships between learning strategies, conceptions of learning, and learning orientations. <I>Educational Psychology Review</I>, <I>16</I>(4), 359-384.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S0870-8231201100030000100062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Sandra Cristina Andrade Teod&oacute;sio dos Santos Valadas, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o sobre o Espa&ccedil;o e as Organiza&ccedil;&otilde;es &ndash; CIEO, Universidade do Algarve, Campus de Gambelas, 8005-139 Faro. E-mail: <a href="mailto:svaladas@ualg.pt">svaladas@ualg.pt</a> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >    <p>NOTAS</p>     <p><sup><a href="#top1">1</a><a name="1"></a> </sup>A utiliza&ccedil;&atilde;o de testes estat&iacute;sticos nesta fase permite confirmar se a diferen&ccedil;a entre os valores observados e esperados &eacute; considerada significativamente diferente no universo, ou se pelo contr&aacute;rio, resulta apenas de erros amostrais. A identifica&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es de associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis caracterizadoras da amostra permite uma an&aacute;lise mais rigorosa dos resultados que adiante se apresentam. Na verdade, uma vez que a an&aacute;lise dos resultados se baseia grandemente na compara&ccedil;&atilde;o de grupos, &eacute; importante saber se esses grupos s&atilde;o ou n&atilde;o independentes, para apreender o real significado de eventuais associa&ccedil;&otilde;es encontradas nos dados. </P >     <p><sup><a href="#top2">2</a><a name="2"></a> </sup>Sobre os procedimentos de tradu&ccedil;&atilde;o, adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o do ASSIST, consultar Valadas (2007) e Valadas, Ribeiro Gon&ccedil;alves e Fa&iacute;sca (2009). </P >     <p><sup><a href="#top3">3</a><a name="3"></a></sup> Ao contr&aacute;rio dos m&eacute;todos aglomerativos, no algoritmo <I>k-means </I>as caracter&iacute;sticas que definem os clusters v&atilde;o mudando de solu&ccedil;&atilde;o para solu&ccedil;&atilde;o, &agrave; medida que se aumenta o n&uacute;mero de clusters solicitados. Por tal raz&atilde;o, importa avaliar a estabilidade dos agrupamentos encontrados. O procedimento por n&oacute;s seguido para avaliar a estabilidade das solu&ccedil;&otilde;es de dois, tr&ecirc;s, quatro, cinco, seis e oito clusters consistiu em averiguar se os indiv&iacute;duos reunidos num determinado cluster de uma solu&ccedil;&atilde;o em k grupos se mantinham agrupados quando se procedia a uma an&aacute;lise com um n&uacute;mero maior de clusters (procedimento similar foi utilizado por Entwistle, s/d; Entwistle &amp; Brennan, 1971; Entwistle &amp; Ramsden, 1983; Long, 2003; McCune &amp; Entwistle, 2000). Conseguiu-se, assim, identificar grupos homog&eacute;neos de estudantes que se mantinham mais ou menos coesos nas an&aacute;lises em dois, tr&ecirc;s e quatro clusters. As solu&ccedil;&otilde;es com maior n&uacute;mero de clusters levaram a uma fragmenta&ccedil;&atilde;o excessiva da amostra, pelo que se optou pela solu&ccedil;&atilde;o com quatro agrupamentos. </P >     <p><sup><a href="#top4">4</a><a name="4"></a> </sup>Foram realizados alguns procedimentos para avaliar a estabilidade da solu&ccedil;&atilde;o em quatro clusters. Um destes procedimentos consistiu em excluir de cada cluster os estudantes que mais se afastassem do respectivo centr&oacute;ide (20% dos estudantes de cada cluster). Excluir aqueles estudantes que, por n&atilde;o poderem ser colocados em mais nenhum outro cluster, foram for&ccedil;ados pela an&aacute;lise <I>k-means </I>a integrar o mais pr&oacute;ximo, permitiu-nos obter clusters mais homog&eacute;neos, mais &ldquo;puros&rdquo;. De seguida, procedemos &agrave; compara&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias obtidas pelos clusters originais e pelos clusters homogeneizados nas diferentes subescalas do ASSIST, n&atilde;o tendo sido encontradas diferen&ccedil;as significativas entre os dois tipos de clusters. Este resultado indica que a solu&ccedil;&atilde;o encontrada possui n&iacute;veis de homogeneidade satisfat&oacute;rios, pelo que opt&aacute;mos por n&atilde;o eliminar nenhum estudante dos clusters encontrados. </P >     <p><sup><a href="#top5">5</a><a name="5"></a> </sup>Diversas vers&otilde;es do ASSIST t&ecirc;m sido utilizadas em estudos com objectivos bastante diferentes, nomeada mente para investigar as raz&otilde;es que est&atilde;o na base de um fraco desempenho em estudantes do 1.&ordm; ano da universidade. As abordagens profunda, estrat&eacute;gica e superficial ap&aacute;tica foram tratadas como escalas &uacute;nicas, mas as componentes motivacionais (&ldquo;motivos relacionados&rdquo;) foram mantidas separadas. </P >     <p><sup><a href="#top6">6</a><a name="6"></a></sup> Como o algoritmo <I>k-means </I>delineia os clusters, maximizando as diferen&ccedil;as entre clusters e minimizando as diferen&ccedil;as intra-clusters, n&atilde;o se pode atribuir qualquer valor estat&iacute;stico aos n&iacute;veis de signific&acirc;ncia da an&aacute;lise de vari&acirc;ncia apresentada (Maroco, 2003). No entanto, tanto o valor da estat&iacute;stica <I>F</I>, como o valor da medida da magnitude do efeito (<I>partial eta-square</I>, &eta;<Sup>2</Sup>), permitem avaliar em que vari&aacute;veis s&atilde;o mais evidentes as diferen&ccedil;as entre os quatro clusters. No caso espec&iacute;fico da magnitude do efeito, o <I>partial eta-square </I>avalia que frac&ccedil;&atilde;o da varia&ccedil;&atilde;o total dos dados (efeito + erro) se deve &agrave;s diferen&ccedil;as entre clusters (efeito), pelo que valores pr&oacute;ximos de 1 indicam que as diferen&ccedil;as entre clusters se sobrep&otilde;em claramente &agrave;s diferen&ccedil;as no interior do cluster. </P >     <p><sup><a href="#top7">7</a><a name="7"></a> </sup>Com o objectivo de proceder a uma classifica&ccedil;&atilde;o qualitativa dos n&iacute;veis de adop&ccedil;&atilde;o das diferentes abordagens ao estudo pelos estudantes inclu&iacute;dos em cada cluster, definiram-se tr&ecirc;s classes de valores (alta, m&eacute;dia e baixa) para categorizar as pontua&ccedil;&otilde;es obtidas nas tr&ecirc;s abordagens. Para isso recorreu-se aos tercis das distribui&ccedil;&otilde;es destas vari&aacute;veis. Assim, os estudantes com pontua&ccedil;&otilde;es superiores a 16.2, foram classificados como apresentando uma <I>Abordagem Profunda </I>alta; estudantes com pontua&ccedil;&otilde;es entre 14.9 e 16.1 foram classificados como tendo uma <I>Abordagem Profunda </I>m&eacute;dia e estudantes com pontua&ccedil;&atilde;o inferior a 14.9 foram classificados com uma <I>Abordagem Profunda </I>baixa. Do mesmo modo, aqueles com uma <I>Abordagem Estrat&eacute;gica </I>alta obteriam pontua&ccedil;&otilde;es superiores a 15.04, m&eacute;dia entre 13.55 e 15.04, baixa inferior a 13.55. Estudantes com uma <I>Abordagem Superficial Ap&aacute;tica </I>alta, teriam pontua&ccedil;&otilde;es superiores a 13.02, m&eacute;dia entre 11.26 e 13.02, baixa pontua&ccedil;&otilde;es inferiores a 11.26. </P >      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Biggs]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What do inventories of students&#8217; learning processes really measure?: A theoretical review and clarification]]></article-title>
<source><![CDATA[British Journal of Educational Psychology]]></source>
<year>1993</year>
<volume>63</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>3-19</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Eley]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Differential adoption of study approaches within individual students]]></article-title>
<source><![CDATA[Higher Education]]></source>
<year>1992</year>
<volume>23</volume>
<page-range>231-254</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Entwistle]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Scoring key for the Approaches and Study Skills Inventory for Students (ASSIST)]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Entwistle]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O ensino e a qualidade da aprendizagem no ensino superior]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>1986</year>
<volume>1</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>141-154</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Entwistle]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Introduction: Influences of instructional settings on learning and cognitive Development - Findings from European research programs]]></article-title>
<source><![CDATA[Educational Psychologist]]></source>
<year>1995</year>
<volume>30</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>1-3</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Entwistle]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brennan]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The academic performance of students, 2: Types of successful students]]></article-title>
<source><![CDATA[British Journal of Educational Psychology]]></source>
<year>1971</year>
<volume>41</volume>
<page-range>258-267</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Entwistle]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ramsden]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Understanding student learning]]></source>
<year>1983</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Croom Helm]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Entwistle]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tait]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Approaches to learning, evaluations of teaching, and preferences for contrasting academic environments]]></article-title>
<source><![CDATA[Higher Education]]></source>
<year>1990</year>
<volume>19</volume>
<page-range>169-194</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Entwistle]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McCune]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Walker]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Conceptions, styles and approaches within higher education: Analytical abstractions and everyday experience]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Sternberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zhang]]></surname>
<given-names><![CDATA[Li-F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Perspectives on thinking, learning, and cognitive styles]]></source>
<year>2001</year>
<page-range>103-136</page-range><publisher-loc><![CDATA[Mahwah^eNJ NJ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lawrence Erlbaum Associates Inc.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ericsson]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simon]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Verbal reports as data]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Review]]></source>
<year>1980</year>
<volume>87</volume>
<page-range>215-251</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ericsson]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simon]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Protocol analysis: Verbal reports as data]]></source>
<year>1984</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge^eMA MA]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Bradford Books/MIT Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gow]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kember]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Does higher education promote independent learning?]]></article-title>
<source><![CDATA[Higher Education]]></source>
<year>1990</year>
<volume>19</volume>
<page-range>307-322</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hattie]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Biggs]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Purdie]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of learning skills interventions on student learning: A metaanalysis]]></article-title>
<source><![CDATA[Review of Educational Research]]></source>
<year>1996</year>
<volume>66</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>99-136</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kember]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gow]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A model of student approaches to learning encompassing ways to influence and change approaches]]></article-title>
<source><![CDATA[Instructional Science]]></source>
<year>1989</year>
<volume>18</volume>
<page-range>263-288</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Laurillard]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The processes of student learning]]></article-title>
<source><![CDATA[Higher Education]]></source>
<year>1979</year>
<volume>8</volume>
<page-range>395-409</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Laurillard]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The different forms of learning in psychology and education]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Richardson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. T. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Eysenck]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Warren-Piper]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Student learning: Research in education and cognitive psychology]]></source>
<year>1987</year>
<publisher-name><![CDATA[Milton Keynes: SRHE/Open University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lindblom-Ylänne]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Studying in a traditional medical curriculum: Study success, orientations to studying, and problems that arise]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Helsinki ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Yliopistopaino]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lindblom-Ylänne]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lonka]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Indivudal ways of interacting with the learning environment: Are they related to study success?]]></article-title>
<source><![CDATA[Learning and Instruction]]></source>
<year>1999</year>
<volume>9</volume>
<page-range>1-18</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lindblom-Ylänne]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lonka]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dissonant study orchestrations of high-acieving university students]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Psychology of Education]]></source>
<year>2000</year>
<volume>15</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>19-32</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lindblom-Ylänne]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lonka]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Students&#8217; perceptions of assessment practices in a traditional medical curriculum]]></article-title>
<source><![CDATA[Advances in Health Sciences Education]]></source>
<year>2001</year>
<volume>6</volume>
<page-range>121-140</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Long]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dissonance detected by cluster analysis of responses to the approaches and study skills inventory for students]]></article-title>
<source><![CDATA[Studies in Higher Education]]></source>
<year>2003</year>
<volume>28</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>21-35</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lonka]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lindblom-Ylänne]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Epistemologies, conceptions of learning, and study practices in medicine and psychology]]></article-title>
<source><![CDATA[Higher Education]]></source>
<year>1996</year>
<volume>31</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>5-24</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maroco]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise estatística com utilização do SPSS]]></source>
<year>2003</year>
<edition>2ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Sílabo, Lda.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marton]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What does it take to learn?: Some implications of an alternative view of learning]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Entwistle]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Strategies for research and development in higher education]]></source>
<year>1976</year>
<publisher-loc><![CDATA[Amsterdam ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Swets and Zeitlinger]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marton]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Säljö]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[On qualitative differences in learning, I: Outcome and process]]></article-title>
<source><![CDATA[British Journal of Educational Psychology]]></source>
<year>1976</year>
<month>a</month>
<volume>46</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>4-11</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marton]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Säljö]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[On qualitative differences in learning, II: Outcome as a function of the learner&#8217;s conception of the task]]></article-title>
<source><![CDATA[British Journal of Educational Psychology]]></source>
<year>1976</year>
<month>b</month>
<volume>46</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>115-127</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marton]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Säljö]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Approaches to learning]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Marton]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hounsell]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Entwistle]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The experience of learning: Implications for teaching and studying in higher education]]></source>
<year>1997</year>
<edition>2nd</edition>
<page-range>3958</page-range><publisher-loc><![CDATA[Edinburgh ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Scottish Academic Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McCune]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Entwistle]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The deep approach to learning: Analytic abstraction and idiosyncratic development]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2000</year>
<conf-name><![CDATA[ Innovations in Higher Education Conference]]></conf-name>
<conf-date>30 August - 2 September 2000</conf-date>
<conf-loc>Helsinki </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Meyer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Variation in contrasting forms of &#8216;memorising&#8217; and associated variables]]></article-title>
<source><![CDATA[British Journal of Educational Psychology]]></source>
<year>1999</year>
<volume>70</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>163-176</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Meyer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Study orchestration: the manifestation, interpretation and consequences of contextualised approaches to studying]]></article-title>
<source><![CDATA[Higher Education]]></source>
<year>1991</year>
<volume>22</volume>
<page-range>297-316</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Meyer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An overview of the development and application of the Reflections on Learning Inventory (RoLI)]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2001</year>
<conf-name><![CDATA[ symposium on the use of the RoLI, Kings&#8217; College]]></conf-name>
<conf-loc>London </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Meyer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Watson]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluating the quality of student learning II: Study orchestration and the curriculum]]></article-title>
<source><![CDATA[Higher Education]]></source>
<year>1991</year>
<volume>16</volume>
<page-range>251-275</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Meyer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Parsons]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dunne]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Individual study orchestrations and their association with learning outcome]]></article-title>
<source><![CDATA[Higher Education]]></source>
<year>1990</year>
<month>a</month>
<volume>20</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>67-89</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Meyer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Parsons]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dunne]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Study orchestration and learning outcome: Evidence of association over time among disadvantaged students]]></article-title>
<source><![CDATA[Higher Education]]></source>
<year>1990</year>
<month>b</month>
<volume>20</volume>
<page-range>245-269</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Minnaert]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Van der Hulst]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A comparison of the (in)stability of student learning patterns in a traditional versus a student oriented learning environment]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2000</year>
<conf-name><![CDATA[ International Conference on Innovations in Higher Education]]></conf-name>
<conf-date>2000</conf-date>
<conf-loc>Helsinki </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nisbett]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wilson]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Telling more than we can know: Verbal reports on mental processes]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Review]]></source>
<year>1977</year>
<volume>84</volume>
<page-range>231-259</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Guia prático de utilização do SPSS: Análise de dados para ciências sociais e psicologia]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sílabo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pestana]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gageiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise de dados para ciências sociais: A complementaridade do SPSS]]></source>
<year>2003</year>
<edition>3ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Sílabo, Lda]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pintrich]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[García]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Self-regulated learning in college students: Knowledge, strategies, and motivation]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Pintrich]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brown]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weinstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Student motivation, cognition, and learning: Essays in honour of Wilberg J. McKeachie]]></source>
<year>1994</year>
<page-range>113-133</page-range><publisher-loc><![CDATA[Hillsdale^eNJ NJ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Erlbaum]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ramsden]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Student learning and perceptions of the academic environment]]></article-title>
<source><![CDATA[Higher Education]]></source>
<year>1979</year>
<volume>8</volume>
<page-range>411-427</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ramsden]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Improving learning: New perspectives]]></source>
<year>1988</year>
<month>a</month>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Kogan Page]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ramsden]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Context and strategy: Situational influences on learning]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Schmeck]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Learning strategies and learning styles]]></source>
<year>1988</year>
<month>b</month>
<page-range>159-184</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Plenum Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ramsden]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Learning to teach in higher education]]></source>
<year>2003</year>
<edition>2nd</edition>
<publisher-loc><![CDATA[London & New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge Falmer]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ramsden]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Entwistle]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of academic departments on students&#8217; approaches to studying]]></article-title>
<source><![CDATA[British Journal of Educational Psychology]]></source>
<year>1981</year>
<volume>51</volume>
<page-range>368-383</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Richardson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. T. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Methodological issues in questionnaire-based research on student learning in higher education]]></article-title>
<source><![CDATA[Educational Psychology Review]]></source>
<year>2004</year>
<volume>16</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>347-358</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Richardson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. T. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Learning as cognitive development. What is learned at the university? The social and organizational mediation of university learning: A project funded by the economic and social research council as part of its teaching and learning research programme]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2005</year>
<conf-name><![CDATA[ Project Research Seminar]]></conf-name>
<conf-date>21-23 September 2005</conf-date>
<conf-loc>Cambridge </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sadlo]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Richardson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. T. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Approaches to studying and perceptions of the academic environment in students folowing prblem-based curricula]]></article-title>
<source><![CDATA[Higher Education Research and Development]]></source>
<year>2003</year>
<volume>22</volume>
<page-range>253-274</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Säljö]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Learning in educational settings: Methods of inquiry]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Ramsden]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Improving learning: New perspectives]]></source>
<year>1988</year>
<page-range>32-48</page-range><publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Kogan Page]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Scouller]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The influence of assessment method on students&#8217; learning approaches: Multiple choice question examination versus assignment essay]]></article-title>
<source><![CDATA[Higher Education]]></source>
<year>1998</year>
<volume>35</volume>
<page-range>453-472</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tait]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Entwistle]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McCune]]></surname>
<given-names><![CDATA[V. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[ASSIST: A reconceptualisation of the appoaches to studying inventory]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Rust]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Improving student learning: Improving students as learners]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford Brookes University, Oxford Centre for Staff and Learning Development]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Trigwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Prosser]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relating approaches to study and quality of learning outcomes at the course level]]></article-title>
<source><![CDATA[British Journal of Educational Psychology]]></source>
<year>1991</year>
<month>a</month>
<volume>61</volume>
<page-range>265-275</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B52">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Trigwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Prosser]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Improving the quality of student learning: The influence of learning context and student approaches to learning on learning outcomes]]></article-title>
<source><![CDATA[Higher Education]]></source>
<year>1991</year>
<month>b</month>
<volume>22</volume>
<page-range>251-266</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B53">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Valadas]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Sucesso académico e desenvolvimento cognitivo em estudantes universitários: Estudo das abordagens e concepções de aprendizagem]]></source>
<year>2007</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B54">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Valadas]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Academic success and competencies for learning in Portuguese higher education students: A quantitative investigation]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2008</year>
<conf-name><![CDATA[4th International Conference on Higher Education: New challenges and emerging roles for human and social development]]></conf-name>
<conf-loc>Barcelona </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B55">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Valadas]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Faísca]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Approaches to study in higher education Portuguese students: A Portuguese version of the Approaches and Study Skills Inventory for Students (ASSIST)]]></article-title>
<source><![CDATA[Higher Education]]></source>
<year>2009</year>
<month>a</month>
<volume>59</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B56">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Valadas]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Faísca]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo de tradução, adaptação e validação do ASSIST numa amostra de estudantes universitários portugueses]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Educação]]></source>
<year>2009</year>
<month>b</month>
<volume>22</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>191-217</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B57">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vermetten]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lodewijks]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vermunt]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Consistency and variability of learning strategies in different university courses]]></article-title>
<source><![CDATA[Higher Education]]></source>
<year>1999</year>
<volume>37</volume>
<page-range>1-21</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B58">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vermetten]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vermunt]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lodewijks]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Powerful learning environments?: How university students differ in their response to instructional measures]]></article-title>
<source><![CDATA[British Journal of Educational Psychology]]></source>
<year>2002</year>
<volume>12</volume>
<page-range>263-284</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B59">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vermunt]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The regulation of constructive learning processes]]></article-title>
<source><![CDATA[British Journal of Educational Psychology]]></source>
<year>1998</year>
<volume>68</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>149-171</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B60">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vermunt]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Minnaert]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dissonance in student learning patterns: When to revise theory?]]></article-title>
<source><![CDATA[Studies in Higher Education]]></source>
<year>2003</year>
<volume>28</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>49-61</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B61">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vermunt]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Verloop]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Congruence and friction between learning and teaching]]></article-title>
<source><![CDATA[Learning and Instruction]]></source>
<year>1999</year>
<volume>9</volume>
<page-range>257-280</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B62">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vermunt]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vermetten]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patterns in student learning: Relationships between learning strategies, conceptions of learning, and learning orientations]]></article-title>
<source><![CDATA[Educational Psychology Review]]></source>
<year>2004</year>
<volume>16</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>359-384</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
