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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Erros ortográficos e competências metalinguísticas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Research carried out in several orthographies confirmed the influence of phonological and morphological awareness in orthographic performance. Our aim is to analyse how phonological and morphological awareness are connected with different types of orthographic misspelling of 2nd and 4th grade children and clarify the nature of the relation between phonological and morphological awareness and misspelling on words with contextual restrictions misspelling on words with morphological restrictions and misspelling on regular words. Our results show significant negative and moderate correlations between phonological awareness and the 3 types of misspellings. The same kinds of correlations were obtained between morphological awareness and misspelling on contextual words and misspelling on morphological words. There were not found any correlation between morphological awareness and phonetic misspellings.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Consciência fonológica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Erros ortogr&aacute;ficos e compet&ecirc;ncias metalingu&iacute;sticas </B></p>    <p><b>Ana Cristina Silva<Sup>* </Sup> e V&eacute;ronique Ribeiro<Sup>* </Sup></b></P >    <p><Sup>* </Sup>UIPCDE, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A consci&ecirc;ncia e fonol&oacute;gica e morfol&oacute;gica t&ecirc;m sido associadas com o desempenho ortogr&aacute;fico. Pretende-se neste estudo analisar o modo como as duas compet&ecirc;ncias metalingu&iacute;sticas est&atilde;o relacionadas com a natureza dos erros ortogr&aacute;ficos cometidos por crian&ccedil;as do 2&ordm; e 4&ordm; anos e clarificar a natureza da liga&ccedil;&atilde;o entre a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica e fonol&oacute;gica e os erros em palavras com regras contextuais, erros em palavras associadas a regras morfol&oacute;gicas e erros em palavras regulares. Os resultados apontam para correla&ccedil;&otilde;es significativas negativas e moderadas entre a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica e os tr&ecirc;s tipos de erros. As mesmas correla&ccedil;&otilde;es foram encontradas entre a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica e os erros associados &agrave;s restri&ccedil;&otilde;es contextuais e morfol&oacute;gicas, n&atilde;o tendo sido encontrado nenhuma rela&ccedil;&atilde;o com erros estritamente fon&eacute;ticos. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica, Consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica, Ortografia. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Research carried out in several orthographies confirmed the influence of phonological and morphological awareness in orthographic performance. Our aim is to analyse how phonological and morphological awareness are connected with different types of orthographic misspelling of 2nd and 4th grade children and clarify the nature of the relation between phonological and morphological awareness and misspelling on words with contextual restrictions misspelling on words with morphological restrictions and misspelling on regular words. Our results show significant negative and moderate correlations between phonological awareness and the 3 types of misspellings. The same kinds of correlations were obtained between morphological awareness and misspelling on contextual words and misspelling on morphological words. There were not found any correlation between morphological awareness and phonetic misspellings. </P >    <p><B>Key-words: </B>Morphological awareness, Orthography, Phonological awareness. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>O SISTEMA ORTOGR&Aacute;FICO PORTUGU&Ecirc;S </P >    <p>Aprender a escrever correctamente, respeitando as conven&ccedil;&otilde;es ortogr&aacute;ficas, &eacute; uma das tarefas principais dos primeiros anos de escolaridade. Algumas crian&ccedil;as adquirem facilmente compe </B>t&ecirc;ncias ortogr&aacute;ficas, enquanto que, para outras, a aprendizagem da ortografia revela-se uma luta permanente, sendo que muitas delas deixam a escola apresentando graves defici&ecirc;ncias na ortografia. </P >     <p>Os sistemas ortogr&aacute;ficos organizam-se segundo princ&iacute;pios fonogr&aacute;ficos (relativos &agrave; nota&ccedil;&atilde;o que as letras fazem dos sons) e semiogr&aacute;ficos (relativos &agrave; nota&ccedil;&atilde;o que os grafemas ou grupos de grafemas fazem de unidades significativas), sendo diferentes quanto &agrave; transpar&ecirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es grafo-fon&eacute;ticas. Algumas l&iacute;nguas escritas, como o finland&ecirc;s, s&atilde;o consideradas transparentes dada a regularidade das normas ortogr&aacute;ficas, outras, como o ingl&ecirc;s, em que a ortografia de muitas palavras depende da memoriza&ccedil;&atilde;o lexical, s&atilde;o designadas como opacas. A ortografia do portugu&ecirc;s situa-se num n&iacute;vel interm&eacute;dio quanto &agrave; regularidade das rela&ccedil;&otilde;es grafo-fon&eacute;ticas (Meireles &amp; Correa, 2005), na medida em que a mesma letra pode ter mais do que um valor fon&eacute;tico e um determinado fonema pode ser representado por mais do que uma letra. De acordo com Fernandes, Ventura, Querido e Morais (2008), as 18 consoantes do portugu&ecirc;s europeu podem ser representadas por 29 letras. Na ortografia portuguesa existem tr&ecirc;s tipos de rela&ccedil;&otilde;es regulares: directas, contextuais e morfol&oacute;gico-gramaticais. As rela&ccedil;&otilde;es directas s&atilde;o aquelas em que cada letra corresponde a um s&oacute; som e vice-versa, seja qual for a sua posi&ccedil;&atilde;o na palavra. Esta rela&ccedil;&atilde;o implica uma regularidade absoluta na correspond&ecirc;ncia entre letra e som. Por exemplo, as rela&ccedil;&otilde;es entre as letras &ldquo;p&rdquo;, &ldquo;b&rdquo;, &ldquo;t&rdquo;, &ldquo;d&rdquo;, &ldquo;f&rdquo; e &ldquo;v&rdquo; e os fonemas que as representam, s&atilde;o directas (Meireles &amp; Correa, 2005). </P >     <p>As rela&ccedil;&otilde;es regulares contextuais s&atilde;o aquelas em que &eacute; poss&iacute;vel predizer a escrita correcta da palavra tendo em conta o contexto, ou seja, a posi&ccedil;&atilde;o que a letra ocupa na palavra ou a letra que se lhe segue. Por exemplo, a nasaliza&ccedil;&atilde;o da s&iacute;laba que vier antes das letras &ldquo;p&rdquo; e &ldquo;b&rdquo;, &eacute; obtida pela utiliza&ccedil;&atilde;o da letra &ldquo;m&rdquo;, como na palavra &ldquo;pomba&rdquo; ou &ldquo;rampa&rdquo; e n&atilde;o atrav&eacute;s da letra &ldquo;n&rdquo;, que &eacute; usada nos restantes casos, como em &ldquo;manta&rdquo; ou &ldquo;linda&rdquo;. </P >    <p>As rela&ccedil;&otilde;es regulares morfol&oacute;gico-gramaticais dizem respeito aos casos em que &eacute; necess&aacute;rio recorrer &agrave; gram&aacute;tica e, principalmente, &agrave; morfologia, para chegar &agrave; grafia correcta de uma palavra. Por exemplo, a escolha do sufixo &ldquo;-eza&rdquo; ou &ldquo;-esa&rdquo; depende da categoria gramatical da palavra em quest&atilde;o, isto &eacute;, se for um adjectivo derivado de um substantivo ser&aacute; escrita com &ldquo;s&rdquo;, como no caso de &ldquo;chinesa&rdquo;; se for um substantivo derivado de um adjectivo, ser&aacute; escrita com a letra &ldquo;z&rdquo;, como em &ldquo;pureza&rdquo; (Meireles &amp; Correa, 2005). O portugu&ecirc;s, sendo uma l&iacute;ngua relativamente regular, apresenta uma estrutura morfol&oacute;gica complexa (Mota, Anibal, &amp; Lima, 2008). </P >    <p>O processamento ortogr&aacute;fico de palavras por parte dos adultos durante a actividade de escrita &eacute; concebido por v&aacute;rios autores (Frith, 1985), como seguindo um modelo de duas vias, nomeadamente uma via fonol&oacute;gica (n&atilde;o lexical) e uma via lexical, dependendo da consist&ecirc;ncia ou inconsist&ecirc;ncia da ortografia das palavras, ou da sua frequ&ecirc;ncia. Do ponto de vista te&oacute;rico, a natureza da conex&atilde;o funcional e da interac&ccedil;&atilde;o entre a via fonol&oacute;gica e lexical n&atilde;o est&aacute; completa mente esclarecida (Fayol &amp; Gombert, 2002), mas, a maior das vezes os adultos, ao escreverem, seguem a via lexical, a qual implica conhecimentos de diferentes n&iacute;veis &ndash; grafemas, s&iacute;labas, morfemas e palavras. </P >    <P   >HABILIDADES METALINGU&Iacute;STICAS E APRENDIZAGEM DA ORTOGRAFIA: A INFLU&Ecirc;NCIA DA CONSCI&Ecirc;NCIA FONOL&Oacute;GICA E DA CONSCI&Ecirc;NCIA MORFOL&Oacute;GICA </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica refere-se &agrave; habilidade de analisar e manipular os componentes sonoros das palavras, nomeadamente rimas, s&iacute;labas e fonemas (Adams, 1998). A capacidade de identificar os fonemas enquanto unidades distintas e separ&aacute;veis tem sido fortemente associado ao sucesso da aprendizagem da leitura e escrita (Bus, Marinus, &amp; van Ijzendoorn, 1999; Ehri, Nunes, Sthal, &amp; Willows, 2001). Esta rela&ccedil;&atilde;o foi igualmente encontrada para o portugu&ecirc;s (Meireles &amp; Correa, 2005; Silva, 2003). </P >     <p>Fracas compet&ecirc;ncias ao n&iacute;vel da consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica t&ecirc;m sido associadas a dificuldades na aquisi&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico e a problemas nos progressos infantis ao n&iacute;vel do desempenho ortogr&aacute;fico (Morais &amp; Teberosky, 1994). Contudo, este tipo de compet&ecirc;ncias n&atilde;o permite, s&oacute; por si, a aquisi&ccedil;&atilde;o da ortografia, sendo, no entanto, a base inicial da aprendizagem da ortografia. Nunes e Bryant (2006) desenvolveram um estudo de interven&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel da consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica e morfol&oacute;gica. Os autores compararam o efeito um programa de treino da consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica com o efeito de um programa de treino da consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica na aprendizagem da leitura e da escrita. O grupo que treinou a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica, assim como o grupo que treinou a cons ci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica, fizeram mais progressos na leitura de palavras do que as crian&ccedil;as do grupo de controlo. Mas apenas o grupo que treinou a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica obteve melhores resultados na escrita de palavra cuja ortografia estava associada a restri&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas. Em termos gerais, este estudo confirma a influ&ecirc;ncia das duas compet&ecirc;ncias metalingu&iacute;sticas na apropria&ccedil;&atilde;o da linguagem escrita. Fayol, Thevenin, Jarousse e Toteream (1999) demonstraram, por seu lado, o predom&iacute;nio de estrat&eacute;gias fonol&oacute;gicas nas fases iniciais da aquisi&ccedil;&atilde;o do sistema ortogr&aacute;fico na escrita de morfemas mudos que marcam o n&uacute;mero de nomes e verbos. </P >     <p>Assim, &agrave; medida que a crian&ccedil;a avan&ccedil;a na aprendizagem da escrita, a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica assume maior import&acirc;ncia no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias ortogr&aacute;ficas, mesmo em sistemas ortogr&aacute;ficos relativamente transparentes como o portugu&ecirc;s. Carlisle (1995) define consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica como a habilidade de reflectir acerca dos morfemas, ou seja as menores unidades lingu&iacute;sticas que t&ecirc;m significado pr&oacute;prio. Estes podem dividir-se em duas classes: em ra&iacute;zes, que representam o n&uacute;cleo m&iacute;nimo de uma constru&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica; e em afixos, que se repartem pelos prefixos e sufixos, dando origem a processos de morfologia derivacional ou flexional. Existem pelo menos tr&ecirc;s tipos de conhecimentos subjacentes ao reconhecimento dos processos de forma&ccedil;&atilde;o de palavras morfologicamente complexas. As crian&ccedil;as tem de aprender a rela&ccedil;&atilde;o entre a palavra base e as formas derivadas; tem de conhecer tamb&eacute;m as mudan&ccedil;as sint&aacute;cticas associadas aos afixos flexionais e as restri&ccedil;&otilde;es ortogr&aacute;ficas associadas &agrave; liga&ccedil;&atilde;o entre os afixos e as palavras base (S&eacute;n&eacute;chal &amp; Kearnan, 2007). </P >    <p>V&aacute;rios estudos t&ecirc;m evidenciado o efeito da consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica na escrita infantil. Uma investiga&ccedil;&atilde;o de Carlisle (1988) demonstrou que crian&ccedil;as entre os 9 e os 13 anos t&ecirc;m maior probabilidade de escrever correctamente as palavras quando conhecem os radicais. Treiman, Cassar e Zukowsky (1994) demonstrou que crian&ccedil;as com idades compreendidas entre os 5 e os 9 anos apresentam maior probabilidade de escrever correctamente um certo som alveolar no fim da palavra quanto era o som final de um morfema correspondente ao radical do que quando n&atilde;o era. Este estudo, entre outros, sugere que as crian&ccedil;as estabelecem uma rela&ccedil;&atilde;o entre os radicais de palavras e a escrita. Alguns estudos indicam ainda que as crian&ccedil;as tem mais facilitada em notar correctamente, do ponto de vista ortogr&aacute;fico, os morfemas flexionais do que os derivacionais (Deacon &amp; Bryant, 2005). </P >    <p>&Eacute; ainda assinalado na literatura a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o de independ&ecirc;ncia entre o efeito da consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica e o efeito da consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica na aprendizagem da ortografia. Deacon e Kirby (2004) realizaram um estudo acerca desta rela&ccedil;&atilde;o e, ao investigarem a morfologia flexional, demonstraram que a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica contribui para um melhor desempenho na leitura, tendo este facto sido verificado em todas as tarefas propostas (leitura de palavras simples, pseudopalavras e compreens&atilde;o leitura) independentemente do contributo da consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica. </P >    <p>Perfetti (1997) chama a aten&ccedil;&atilde;o para o facto de aquisi&ccedil;&atilde;o da ortografia implicar um conjunto de unidades lingu&iacute;sticas morfol&oacute;gicas segmentais a relacionar com unidades de escrita. Assim sendo, ao analisar a aprendizagem da ortografia &eacute; necess&aacute;rio ir al&eacute;m da consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica, sendo que a apreens&atilde;o da estrutura segmental das palavras n&atilde;o se revela suficiente para uma escrita correcta, uma vez que, para al&eacute;m da tomada de consci&ecirc;ncia dos segmentos orais das palavras, uma ortografia correcta implica a consci&ecirc;ncia de regras contextuais e de regras derivacionais da l&iacute;ngua (Nunes &amp; Bryant, 2006). </P >    <p>Em conclus&atilde;o, a literatura demonstrou que tanto a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica como a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica tem impacto na aprendizagem da leitura e da escrita. A maior parte dos estudos existentes centram-se mais especificamente no efeito de uma ou de outra destas habilidades metalingu&iacute;sticas na aquisi&ccedil;&atilde;o da ortografia. Por outro lado, a pesquisa tem incidido mais sobre o efeito de cada uma destas compet&ecirc;ncias no desempenho ortogr&aacute;fico de uma forma gen&eacute;rica, n&atilde;o existindo muitos estudos, cujo objectivo seja proceder &agrave; an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o entre a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica e fonol&oacute;gica e os diferentes tipos de erros ortogr&aacute;ficos (nomeadamente erros associados a regras contextuais e morfol&oacute;gicas e erros estritamente fon&eacute;ticos). </P >    <p>OBJECTIVOS  </P >    <p>O objectivo deste estudo &eacute; analisar o modo como a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica (compet&ecirc;ncias metalingu&iacute;sticas de reflex&atilde;o sobre a estrutura morfol&oacute;gica das palavras) e consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica (habilidade para reflectir acerca da estrutura sonora da fala) est&atilde;o relacionadas com a natureza dos erros ortogr&aacute;ficos cometidos por crian&ccedil;as do 2&ordm; e 4&ordm; anos de escolaridade. Mais precisamente, pretende-se clarificar a natureza da liga&ccedil;&atilde;o entre a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica e fonol&oacute;gica e os erros em palavras contextuais (palavras cuja ortografia depende de uma regra contextual), erros em palavras associadas a regras morfol&oacute;gicas e erros em palavras regulares (palavras cuja escrita correcta depende de uma an&aacute;lise da estrutura fon&eacute;tica das palavras), apresentando diferentes graus de complexidade na sua estrutura sil&aacute;bica. Este tipo de investiga&ccedil;&atilde;o foi realizada noutros pa&iacute;ses (S&eacute;n&eacute;chal, 2000), focando-se especificamente na rela&ccedil;&atilde;o entre a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica e o desempenho ortogr&aacute;fico. Como mencion&aacute;mos anteriormente, cada sistema ortogr&aacute;fico apresenta as suas pr&oacute;prias especificidades, sendo importante precisar este tipo de conex&otilde;es no sistema ortogr&aacute;fico portugu&ecirc;s. </P >     <p>Assim sendo, este estudo pretende averiguar e dar resposta &agrave;s seguintes quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o: </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="" >Quest&atilde;o 1 Ser&aacute; que existem diferen&ccedil;as significativas na natureza dos erros ortogr&aacute;ficos come tidos em fun&ccedil;&atilde;o do ano de escolaridade? Quest&atilde;o 2 Ser&aacute; que a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica est&aacute; relacionada com o desempenho ortogr&aacute;fico na tarefa de ditado, nas crian&ccedil;as do 2&ordm; e 4&ordm; anos? Quest&atilde;o 3 Ser&aacute; que a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica est&aacute; relacionada com o desempenho ortogr&aacute;fico na tarefa de ditado, nas crian&ccedil;as do 2&ordm; e 4&ordm; anos? Quest&atilde;o 4 Como &eacute; que a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica est&aacute; relacionada com os tipos de erros estrita mente fon&eacute;ticos, contextuais e morfol&oacute;gicos? Quest&atilde;o 5 Como &eacute; que a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica est&aacute; relacionada com os tipos de erros estrita mente fon&eacute;ticos, contextuais e morfol&oacute;gicos? </P >    <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>Os participantes deste estudo s&atilde;o crian&ccedil;as do 2&ordm; e 4&ordm; anos de escolaridade, com idade m&iacute;nima de 6 anos e m&aacute;xima de 12 anos, com uma m&eacute;dia de idades de 9 anos e um desvio-padr&atilde;o com o valor de 1,235, que frequentam uma das escolas de 1&ordm; Ciclo, pertencente ao Agrupamento de Escolas de Odivelas. A inclus&atilde;o das crian&ccedil;as no estudo dependeu da autoriza&ccedil;&atilde;o escrita dos pais. A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 40 sujeitos e o presente estudo adopta uma abordagem quantitativa correlacional. Os dados foram recolhidos em distintos momentos, utilizando-se o m&eacute;todo de amostragem por conveni&ecirc;ncia, uma vez que foram as turmas que se mostraram mais interessadas e receptivas a participar no estudo em quest&atilde;o. </P >    <p><I>Instrumentos </I></P >    <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o implicou a utiliza&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios instrumentos que tinham como objectivo avaliar a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica, a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica e o desempenho ortogr&aacute;fico. </P >    <p><I>Tarefa de consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica </I></P >    <p><I>Tarefa de supress&atilde;o do fonema inicial </I></P >     <p>Esta sub-prova faz parte da Bateria de Provas Fonol&oacute;gicas de Silva (2003), sendo constitu&iacute;da por 24 itens. Nesta tarefa &eacute; pedido &agrave; crian&ccedil;a que pronuncie o que resta de uma palavra, quando &eacute; retirado o fonema inicial, dando origem a uma n&atilde;o-palavra na l&iacute;ngua portuguesa. As palavras s&atilde;o apresentadas com um suporte figurativo. N&atilde;o foram usadas palavras come&ccedil;adas por vogais pois o fonema inicial iria coincidir com a s&iacute;laba. </P >     <p>O objectivo desta prova &eacute; avaliar a capacidade infantil em manipular as unidades fon&eacute;micas, tendo sido elaborada de acordo com os procedimentos descritos por Yopp (1995). Metade dos itens &eacute; constitu&iacute;da por palavras monossil&aacute;bicas e a outra metade por palavras bissil&aacute;bicas. No que diz respeito aos 12 itens monossil&aacute;bicos, metade tinham uma estrutura CVC e os restantes uma estrutura CVV. Cada resposta correcta foi cotada com um ponto e as erradas com zero pontos, podendo os resultados variar entre os 0 e os 24 pontos. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Opt&aacute;mos por realizar a tarefa de supress&atilde;o do fonema inicial, tendo em conta que as habilidades de manipula&ccedil;&atilde;o fonol&oacute;gica s&atilde;o das mais complexas (Rosner &amp; Simon, 1971). Sendo os participantes do 2&ordm; e 4&ordm; ano de escolaridade, e uma vez que existe uma estreita associa&ccedil;&atilde;o entre a aprendizagem da leitura e o sucesso em tarefas fon&eacute;micas (Alegria, Morais, &amp; Content, 1987), seria prov&aacute;vel que estas crian&ccedil;as apresentassem j&aacute; algum dom&iacute;nio em tarefas mais f&aacute;ceis do que esta, como por exemplo tarefas de s&iacute;ntese e an&aacute;lise fon&eacute;mica. Assim, a escolha por esta prova decorre do facto de ser, a par com as tarefas de invers&atilde;o fonol&oacute;gica, das mais dif&iacute;ceis neste dom&iacute;nio (Silva, 2003). </P >    <p><I>Tarefa de consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica </I></P >    <p><I>Prova de interpreta&ccedil;&atilde;o de pseudopalavras (Rosa, 2003) </I></P >    <p>Esta prova foi constru&iacute;da com base num instrumento similar criado por Nunes, Bryant e Bindman (1997) e utilizado em estudos realizados com crian&ccedil;as inglesas. </P >    <p>Este instrumento avalia se as crian&ccedil;as conseguem analisar os morfemas constitutivos, as ra&iacute;zes e os afixos, nos est&iacute;mulos de pseudopalavras, aceder aos seus significados independentes e consider&aacute;-los juntamente com o objectivo de interpretar a &ldquo;nova&rdquo; palavra. &Eacute; medida desta forma a capacidade das crian&ccedil;as acederem, reconhecerem e interpretarem os morfemas. </P >    <p>Cada est&iacute;mulo &eacute; formado por morfemas existentes na l&iacute;ngua portuguesa, raiz e um afixo, numa combina&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o forma uma palavra. Esta combina&ccedil;&atilde;o controla o acesso lexical directo do significado do est&iacute;mulo e lida apenas com processos derivacionais. </P >    <p>Por exemplo, na pseudopalavra &ldquo;inalegre&rdquo;, formada pelo prefixo &ldquo;in-&rdquo; mais a raiz &ldquo;alegre&rdquo;, a crian&ccedil;a tem de: </P >    <p>1) analisar correctamente o morfema &ldquo;in-&rdquo; + &ldquo;alegre&rdquo;; </P >    <p>2) aceder aos significados do prefixo (=nega&ccedil;&atilde;o) e a raiz (=alegre) e depois; </P >    <p>3) consider&aacute;-los juntos para produzir um significado global &ndash; &ldquo;n&atilde;o estar alegre&rdquo;. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesta escala as pseudopalavras eram apresentadas sem contexto e tem 14 itens. Por exemplo, era dito &agrave; crian&ccedil;a: &ldquo;Vou dizer-te uma palavra que eu inventei &lsquo;desfeliz&rsquo;. Se esta palavra existisse o que significaria? O que significa &lsquo;desfeliz&rsquo;?&rdquo; As respostas das crian&ccedil;as eram cotadas como correctas (1) quando a explica&ccedil;&atilde;o dada inclu&iacute;a o significado da raiz e do afixo. Era cotado como errado (0) quando apenas um morfema era correctamente reorganizado (por exemplo, &lsquo;in<B>alegre&rsquo; </B>explicado como &lsquo;alegre&rsquo; e n&atilde;o como &ldquo;n&atilde;o estar alegre&rdquo;, ou uma resposta n&atilde;o adequada). A cota&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima era de 0 e a m&aacute;xima era de 14. </P >     <p><I>Tarefa de avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho ortogr&aacute;fico </I></P >    <p><I>Tarefa de ditado </I></P >    <p>O objectivo desta prova &eacute; avaliar o desempenho ortogr&aacute;fico. A tarefa &eacute; constitu&iacute;da por 40 palavras que eram ditadas &agrave;s crian&ccedil;as. A ordem de apresenta&ccedil;&atilde;o das palavras de cada item foi definida aleatoriamente. A instru&ccedil;&atilde;o dada &eacute; a seguinte: &ldquo;Vou ditar uma palavra e ter&aacute;s de escrever nessa folha a palavra que eu ditei. Escreve da maneira que achas que est&aacute; correcta.&rdquo; </P >    <p>Cada acerto foi cotado com 0 pontos e cada reprodu&ccedil;&atilde;o errada foi cotada com 1 ponto. Os resultados podem variar entre 0 e 40 pontos. A <a href="#topt1">tabela</a> que se segue cont&eacute;m as palavras da tarefa de ditado. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="topt1"></a></P >     <p>TABELA 1 </P >    <p><I>Lista das palavras ditadas </I></P ><TABLE   align="center" border=0 cellspacing=0 cellpadding=2 ><TR    ><TD    align="left" width="72"  valign="top" height="13"  >Arroz </TD ><TD    align="center" width="122"  valign="top" height="13"  >Vozes </TD ><TD    align="center" width="122"  valign="top" height="13"  >Clar&atilde;o </TD ><TD    align="center" width="123"  valign="top" height="13"  >Pr&oacute;ximo </TD ><TD    align="right" width="90"  valign="top" height="13"  >Mel&otilde;es </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="72"  valign="middle" height="19"  >Irm&atilde;o </TD ><TD    align="center" width="122"  valign="middle" height="19"  >Jovens </TD ><TD    align="center" width="122"  valign="middle" height="19"  >Trincha </TD ><TD    align="center" width="123"  valign="middle" height="19"  >Zarolho </TD ><TD    align="right" width="90"  valign="middle" height="19"  >Pan&ccedil;a </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="72"  valign="middle" height="18"  >Oval </TD ><TD    align="center" width="122"  valign="middle" height="18"  >Quadros </TD ><TD    align="center" width="122"  valign="middle" height="18"  >Quebrou </TD ><TD    align="center" width="123"  valign="middle" height="18"  >Exer&ccedil;o </TD ><TD    align="right" width="90"  valign="middle" height="18"  >Andan&ccedil;a </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="72"  valign="middle" height="17"  >Unhas </TD ><TD    align="center" width="122"  valign="middle" height="17"  >Disco </TD ><TD    align="center" width="122"  valign="middle" height="17"  >Flauta </TD ><TD    align="center" width="123"  valign="middle" height="17"  >Cenoura </TD ><TD    align="right" width="90"  valign="middle" height="17"  >Arrozal </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="72"  valign="middle" height="19"  >T&aacute;xi </TD ><TD    align="center" width="122"  valign="middle" height="19"  >Pombal </TD ><TD    align="center" width="122"  valign="middle" height="19"  >Plantei </TD ><TD    align="center" width="123"  valign="middle" height="19"  >Girassol </TD ><TD    align="right" width="90"  valign="middle" height="19"  >Folhagem </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="72"  valign="middle" height="17"  >Raiz </TD ><TD    align="center" width="122"  valign="middle" height="17"  >Mentiu </TD ><TD    align="center" width="122"  valign="middle" height="17"  >Glut&otilde;es </TD ><TD    align="center" width="123"  valign="middle" height="17"  >Lavrador </TD ><TD    align="right" width="90"  valign="middle" height="17"  >Movedi&ccedil;o </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="72"  valign="middle" height="19"  >Noite </TD ><TD    align="center" width="122"  valign="middle" height="19"  >Blusa </TD ><TD    align="center" width="122"  valign="top" height="19"  >&Aacute;guias </TD ><TD    align="center" width="123"  valign="middle" height="19"  >Serpentes </TD ><TD    align="right" width="90"  valign="middle" height="19"  >Delicadeza </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="72"  valign="bottom" height="12"  >Xailes </TD ><TD    align="center" width="122"  valign="bottom" height="12"  >Fritar </TD ><TD    align="center" width="122"  valign="bottom" height="12"  >Hortel&atilde; </TD ><TD    align="center" width="123"  valign="bottom" height="12"  >Cristal </TD ><TD    align="right" width="90"  valign="bottom" height="12"  >Firmeza </TD ></TR ></TABLE >    <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As palavras usadas cobrem todo o tipo de correspond&ecirc;ncias grafo-fon&eacute;ticas existentes no portugu&ecirc;s europeu. </P >     <p><I>Categoriza&ccedil;&atilde;o dos erros ortogr&aacute;ficos </I></P >    <p>Para que fosse poss&iacute;vel analisar os tipos de erros cometidos pelos participantes deste estudo, procedemos &agrave; sua classifica&ccedil;&atilde;o seguindo a tipologia de erros utilizada nos trabalhos realizados por Morais e Teberosky (1994) e por S&aacute; (2006), que iremos apresentar de seguida. </P >    <p>Os erros de Tipo 1 s&atilde;o referentes aos erros que implicam as regras contextuais. S&atilde;o erros que n&atilde;o respeitam as regras de contexto, onde a posi&ccedil;&atilde;o que a letra ocupa na palavra, determina o som produzido. Deste modo, para uma escolha correcta do grafema a utilizar, &eacute; necess&aacute;rio a observa&ccedil;&atilde;o das letras antecedentes e subsequentes (por exemplo: escrever &ldquo;p&aacute;saro&rdquo; em vez de &ldquo;p&aacute;ssaro&rdquo;). </P >    <p>Os erros de Tipo 2 s&atilde;o os erros morfol&oacute;gicos. Estes erros infringem as regras ortogr&aacute;ficas que tornam uma norma o uso de sufixos de deriva&ccedil;&atilde;o e flex&atilde;o por crit&eacute;rios morfossint&aacute;ticos, isto &eacute;, pelas regras de forma&ccedil;&atilde;o de palavras e pela fun&ccedil;&atilde;o que a palavra exerce na frase (por exemplo: escrever &ldquo;delicadesa&rdquo; em vez de &ldquo;delicadeza&rdquo;). </P >    <p>Os erros de Tipo 3 dizem respeito aos erros fon&eacute;ticos. S&atilde;o erros em que a correspond&ecirc;ncia fonema/grafema &eacute; incorrecta, levando a uma altera&ccedil;&atilde;o da forma sonora da palavra ou onde se verifica uma omiss&atilde;o ou adi&ccedil;&atilde;o inadequada de grafemas (por exemplo: escrever &ldquo;pobal&rdquo; em vez de &ldquo;pombal&rdquo;). </P >    <p>A an&aacute;lise dos erros ortogr&aacute;ficos assim como a sua categoriza&ccedil;&atilde;o foi realizada atrav&eacute;s dos erros cometidos, pelas crian&ccedil;as, na prova de ditado. </P >    <p>Foram ainda encontrados outro tipo de erros, como erros etimol&oacute;gicos e erros de acentua&ccedil;&atilde;o que por serem residuais n&atilde;o foram considerados neste estudo. </P >    <p><I>Procedimento </I></P >     <p>As crian&ccedil;as foram avaliadas individualmente em duas sess&otilde;es de cerca de vinte minutos. Na primeira sess&atilde;o foram realizadas as tarefas de consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica e fonol&oacute;gica e na &uacute;ltima o ditado. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>RESULTADOS </P >    <p>Ser&atilde;o apresentados em primeiro lugar os resultados obtidos referentes &agrave;s diferen&ccedil;as encon tradas, na natureza dos tipos de erros cometidos pelas crian&ccedil;as do 2&ordm; e 4&ordm; anos de escolaridade, na tarefa de ditado. Para tal recorreu-se &agrave; compara&ccedil;&atilde;o das medianas obtidas para cada tipo de erro: Tipo 1 &ndash; erros relativos a regras contextuais; Tipo 2 &ndash; erros morfol&oacute;gicos; Tipo 3 &ndash; erros fon&eacute;ticos. Utilizou-se o teste de Wilcoxon Mann-Whitney para apresentar as diferen&ccedil;as entre os grupos no que respeita &agrave; natureza do tipo de erros, cujos resultados constam da <a href="#topt2">Tabela 2</a>. </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><a name="topt2"></a></P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a02t2.jpg" width="468" height="143"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise da tabela verifica-se que as crian&ccedil;as do 2&ordm; ano cometem mais erros, dos tr&ecirc;s tipos (Tipo 1 &ndash; erros relativos a regras contextuais; Tipo 2 &ndash; erros morfol&oacute;gicos; Tipo 3 &ndash; erros fon&eacute;ticos) do que as crian&ccedil;as do 4&ordm; ano e que essas diferen&ccedil;as s&atilde;o estatisticamente significativas. </P >    <p>Estes resultados sugerem o que seria esperado, ou seja, que as crian&ccedil;as que frequentam o 2&ordm; ano de escolaridade dessem mais erros, uma vez que estas ainda se encontram a desenvolver determinadas compet&ecirc;ncias ortogr&aacute;ficas que as do 4&ordm; ano j&aacute; &eacute; suposto terem adquirido. </P >    <p>Para analisar como as vari&aacute;veis consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica, consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica e desempenho ortogr&aacute;fico est&atilde;o relacionadas utilizou-se o teste de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman uma vez que n&atilde;o se verificaram os pressupostos de normalidade. Constatou-se uma correla&ccedil;&atilde;o positiva, moderada e significativa entre o desempenho ortogr&aacute;fico e a prova de supress&atilde;o do fonema inicial (Rho=0,53; <I>p</I>&lt;0,001). </P >    <p>Por outro lado, foi igualmente poss&iacute;vel verificar que a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica est&aacute; relacionada com o desempenho ortogr&aacute;fico. Pode constatar-se que a correla&ccedil;&atilde;o entre o desempenho ortogr&aacute;fico e a prova de interpreta&ccedil;&atilde;o de pseudopalavras sem contexto que avalia a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica &eacute; positiva, moderada e significativa (Rho=0,48; <I>p</I>&lt;0,001). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para verificar a forma como a prova de consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica estaria relacionada com os diferentes tipos de erros ortogr&aacute;ficos cometidos na prova de ditado por ambos os grupos, utilizou-se o teste de Spearman, pois mais uma vez n&atilde;o se verificaram os pressupostos de normalidade.</P >     <p>Pela an&aacute;lise da <a href="#topt3">Tabela 3</a>, observa-se uma correla&ccedil;&atilde;o significativa, negativa e moderada entre os resultados da prova de supress&atilde;o do fonema inicial e os tr&ecirc;s tipos de erro. Com o objectivo de averiguar a rela&ccedil;&atilde;o entre a prova de consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica e os tipos de erros cometidos pelos dois grupos na prova de ditado, utilizou-se o teste de Spearman pois, mais uma vez, n&atilde;o se verificaram os pressupostos de normalidade. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="topt3"></a></P >     <p>TABELA 3 </P >    <p><I>Rela&ccedil;&atilde;o entre a prova de consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica e </I><B><I>o</I></B><I>s tipos de erros ortogr&aacute;ficos </I></P ><TABLE   align="center" border=0 cellspacing=0 cellpadding=2 ><TR    ><TD    align="left" width="211"  valign="top" height="14"  >Tipo de erro </TD ><TD    align="center" width="111"  valign="top" height="14"  >Tipo 1 </TD ><TD    align="center" width="117"  valign="top" height="14"  >Tipo 2 </TD ><TD    align="right" width="89"  valign="top" height="14"  >Tipo 3 </TD ></TR ><hr><TR    >   <TD    align="left" width="211"  valign="middle" height="20"  ><br ><hr>     Supress&atilde;o do fonema inicial (24 Itens) </TD >   <TD    align="center" width="111"  valign="middle" height="20"  ><hr>Rho=-0,32* </TD ><TD    align="center" width="117"  valign="middle" height="20"  ><hr>Rho=-0,33* </TD ><TD    align="right" width="89"  valign="middle" height="20"  ><hr>Rho=-0,48* </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="211"  valign="top" height="13"  ></TD><TD    align="center" width="111"  valign="top" height="13"  ><I>p</I>=0,042 </TD ><TD    align="center" width="117"  valign="top" height="13"  ><I>p</I>=0,048 </TD ><TD    align="right" width="89"  valign="top" height="13"  ><I>p</I>=0,002 </TD ></TR ></TABLE >     <p><I>Nota</I>. 	*Correla&ccedil;&atilde;o significativa a 0,01; Erro tipo 1 &ndash; erros relativos a regras contextuais; Erro tipo 2 &ndash; erros morfol&oacute;gicos; Erro tipo 3 &ndash; erros fon&eacute;ticos. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>A <a href="#topt4">Tabela 4</a> evidencia que a prova de interpreta&ccedil;&atilde;o de pseudopalavras sem contexto est&aacute; correlacionada negativa, moderada e significativamente com os tipos de erros relativos a regras contextuais e morfol&oacute;gico, mas n&atilde;o com os erros estritamente fon&eacute;ticos. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="topt4"></a></P >     <p>TABELA 4 </P >    <p><I>Rela&ccedil;&atilde;o entre as provas de consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica e os tipos de erro ortogr&aacute;ficos </I></P ><TABLE   align="center" border=0 cellspacing=0 cellpadding=2 ><TR    ><hr><TD    align="left" width="155"  valign="top" height="15"  >Tipo de erro </TD ><TD    align="right" width="166"  valign="top" height="15"  >Tipo 1 </TD ><TD    align="center" width="119"  valign="top" height="15"  >Tipo 2 </TD ><TD    align="right" width="83"  valign="top" height="15"  >Tipo 3 </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="155"  valign="middle" height="19"  ><hr>IPPa (14 Itens) </TD ><TD    align="right" width="166"  valign="middle" height="19"  ><hr>Rho=0,34* </TD ><TD    align="center" width="119"  valign="middle" height="19"  ><hr>Rho=0,47* </TD ><TD    align="right" width="83"  valign="middle" height="19"  ><hr>Rho=0,03 </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="155"  valign="top" height="13"  ></TD><TD    align="right" width="166"  valign="top" height="13"  ><I>p</I>=0,029 </TD ><TD    align="center" width="119"  valign="top" height="13"  ><I>p</I>=0,003 </TD ><TD    align="right" width="83"  valign="top" height="13"  ><I>p</I>=0,080 </TD ></TR ></TABLE >    <p><I>Nota</I>. 	*Correla&ccedil;&atilde;o significativa a 0,05; Erro tipo 1 &ndash; erros relativos a regras contextuais; Erro tipo 2 &ndash; erros morfol&oacute;gicos; Erro tipo 3 &ndash; erros fon&eacute;ticos; IPPa &ndash; Interpreta&ccedil;&atilde;o de pseudopalavras sem contexto. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>Relativamente &agrave; primeira quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o, a qual incide sobre as diferen&ccedil;as existentes na natureza dos erros ortogr&aacute;ficos em fun&ccedil;&atilde;o do ano de escolaridade, verificou-se, como esperado, que existe um decr&eacute;scimo na frequ&ecirc;ncia dos tr&ecirc;s tipos de erros, com o aumento do ano de escolaridade. Constatou-se tamb&eacute;m que o tipo de erro mais frequente no 2&ordm; ano de escolaridade foi o tipo de erro fon&eacute;tico. Os resultados obtidos v&atilde;o ao encontro dos resultados e Morais e Teberosky, (1994), os quais evidenciam ser este o tipo de erro mais frequente neste n&iacute;vel de escolaridade, quer no portugu&ecirc;s europeu quer no portugu&ecirc;s do Brasil. </P >    <p>Os nossos dados apontam para uma correla&ccedil;&atilde;o significativa e moderada entre as tarefas que avaliam a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica (prova de supress&atilde;o do fonema inicial), e a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica (prova de interpreta&ccedil;&atilde;o de pseudopalavras sem contexto) e o desempenho ortogr&aacute;fico. Estes resultados apontam para a import&acirc;ncia de ambas as formas de reflex&atilde;o metalingu&iacute;stica para a evolu&ccedil;&atilde;o no desempenho ortogr&aacute;fico, na linha do que outros autores defendem (Carlisle, 1996; Morais &amp; Teberosky, 1994). Este ponto de vista &eacute; igualmente confirmado no estudo de Nunes e Bryant (2006), o qual demonstra que tanto o treino da consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica como o treino da morfol&oacute;gica tem efeitos na evolu&ccedil;&atilde;o do desempenho ortogr&aacute;fico ainda que de forma diferente. </P >    <p>Quando procedemos a uma an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o entre a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica e os diferentes tipos de erros ortogr&aacute;ficos, encontramos uma rela&ccedil;&atilde;o negativa e moderada entre o desempenho na tarefa de supress&atilde;o do fonema inicial e os erros contextuais, morfol&oacute;gicos e os erros estritamente fon&eacute;ticos, sendo naturalmente a correla&ccedil;&atilde;o mais elevada para este &uacute;ltimo tipo de erro. Estes resultados v&ecirc;m corroborar a hip&oacute;tese de que a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica contribui de forma independente da consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica para a evolu&ccedil;&atilde;o do desempenho ortogr&aacute;fico (Deacon &amp; Kirby, 2004). Estes dados sugerem a possibilidade de que a habilidade infantil em decompor as palavras nos seus segmentos fon&eacute;ticos, favorece a tomada de consci&ecirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o entre a posi&ccedil;&atilde;o dos sons e a letra a usar no contexto. Por outro lado, esta mesma compet&ecirc;ncia poder&aacute; facilitar a apreens&atilde;o da sequ&ecirc;ncia de sons que correspondem a unidades morfem&aacute;ticas. Nesta mesma linha Fowler e Liberman (1995) consideram que os aspectos fonol&oacute;gicos influenciam o processamento morfol&oacute;gico, sobretudo no caso em que a nota&ccedil;&atilde;o dos morfemas tem uma rela&ccedil;&atilde;o transparente com as letras a usar. </P >    <p>Tamb&eacute;m encontr&aacute;mos uma rela&ccedil;&atilde;o negativa moderada entre consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica e os erros morfol&oacute;gicos por um lado e os erros contextuais, por outro. Esta rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi, contudo, encontrada para os erros estritamente fon&eacute;ticos. O primeiro dado vai ao encontro de v&aacute;rios estudos que demonstram que a capacidade para manipular as estruturas morfol&oacute;gicas da l&iacute;ngua, estaria relacionada com a aquisi&ccedil;&atilde;o da ortografia (Carlisle, 1988). Tamb&eacute;m para o portugu&ecirc;s foi demonstrado que a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica parece influenciar os progressos ortogr&aacute;ficos quando a grafia correcta das palavras implica a compreens&atilde;o de aspectos morfol&oacute;gicos da l&iacute;ngua (Meireles &amp; Correa, 2005; Rosa, 2003). A rela&ccedil;&atilde;o entre a consci&ecirc;ncia morfol&oacute;gica e a correcta ortografia de palavras que implicam regras contextuais nunca foi demonstrada e necessita de posterior aprofundamento. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Silva (2003), um ensino eficaz dever&aacute; centrar-se na crian&ccedil;a e n&atilde;o nos agentes educativos. Consequentemente, &eacute; importante que os professores desenvolvam din&acirc;micas que envolvam as propriedades e especificidades dos objectos da aprendizagem. Neste contexto, e na linha de outros autores (Bousquet, Cogis, Ducard, Massonet, &amp; Jaffr&eacute;, 1999; Karmilloff-Smith, 1992), assumimos a posi&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica de que conduzir as crian&ccedil;as &agrave; compreens&atilde;o dos princ&iacute;pios subjacentes &agrave; ortografia constituir&aacute; um poderoso meio de melhorar a sua performance ortogr&aacute;fica. Incluem-se neste &acirc;mbito as actividades que treinam a capacidade para pensar a estrutura das palavras ao n&iacute;vel dos seus fonemas e dos seus morfemas. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Adams, M. (1998). <I>Beginning to read: Thinking and learning about print </I>(10th ed.) Cambridge: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201100030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Alegria, J., Morais, J., &amp; Content, A. (1987). Segmental awareness: Respectable, useful and almost always necessary. <I>Cahiers de Psychologie Cognitive</I>, <I>5</I>(7), 514-519.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201100030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Bousquet, S., Cogis, D., Ducard, D., Massonnet, J., &amp; Jaffr&eacute;, J.-P. (1999). Acquisition de l&rsquo;orthographe et mondes cognitifs. <I>Revue Fran&ccedil;aise de P&eacute;dagogie</I>, <I>126</I>, 23-37. </P >    <!-- ref --><p>Bus, A., Marinus, H., &amp; Ijzendoorn, V. (1999). Phonological awareness and early reading: A meta-analysis of experimental training studies. <I>Journal of Educational Psychology</I>, <I>91</I>, 403-414.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201100030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Carlisle, J. F. (1988). Knowledge of derivational morphology and spelling ability in fourth, sixth and eighth graders. <I>Applied Psycholinguistics, 9, </I>247-266.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201100030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Carlisle, J. (1995). Morphological awareness and early reading achievement. In L. Feldman (Org.), <I>Morphological aspects of language processing. </I>Hillsdale: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201100030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Carlisle, J. (1996). An exploratory study of morphological errors in children&rsquo;s written stories. <I>Reading and Writing: An Interdisciplinary Journal, 8</I>, 61-72. </P >    <p>Deacon, S. H., &amp; Bryant, P. (2005). The strength of children&rsquo;s knowledge of the role of root morphemes in the spelling of derived words. <I>Journal of Child Language</I>, <I>32</I>, 375&ndash;389. </P >    <p>Deacon, S., &amp; Kirby, J. (2004). Morphological Awareness: Just &ldquo;more phonological&rdquo;? The roles of morphological and phonological awareness in reading development. <I>Applied Psycholinguistics, 25</I>, 223-238. </P >    <p>Ehri, L. C., Nunes S. R., Sthal, S. A., &amp; Willows, D. M. (2001). Systematic phonics instruction helps students learn to read: Evidence from the National Reading Panel&rsquo;s meta-analysis. <I>Review of Educational Research, 71, </I>393-447. </P >    <!-- ref --><p>Fayol, M., Thevenin, M., Jarousse, J., &amp; Totereau, C. (1999). From learning to teaching to learning French written morphology. In T. Nunes (Ed.), <I>Learning to read: An integrated view from research and practice</I>. Kluwer Academic Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201100030000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Fayol, M., &amp; Gombert, J. E. (2002). L&rsquo;apprentissage de la lecture et de l&rsquo;&eacute;criture. In J. A. Rondal &amp; E. Esperet (Eds.), <I>Manuel de psychology de l&rsquo;enfant</I>. Bruxelles: Mardaga. </P >    <!-- ref --><p>Fernandes, S., Ventura, P., Querido, L., &amp; Morais, J. (2008). Reading and spelling acquisition in European Portuguese: A preliminary study. <I>Reading and Writing, 21</I>(8), 805-821.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201100030000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Fowler, A. E., &amp; Liberman, Y. (1995). The role of phonology and orthography in morphological awareness. In L.B. Feldman (Ed.), <I>Morphological aspects of language processing </I>(pp. 157-188). Hillsdale, NJ: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201100030000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Frith, U. (1985). Beneath the surface of developmental dyslexia. In K. E. Patterson, J. C. Marshall, &amp; M. Colthear (Eds.), <I>Surface dyslexia: Cognitive and neuropsychological studies of phonological reading </I>(pp. 301-330). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201100030000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Karmiloff-smith, A. (1992). <I>Beyond modularity: A developmental perspective on cognitive science</I>. MA: Mit Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201100030000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Meireles, E. S., &amp; Correa, J. (2005). Regras contextuais e morfossint&aacute;ticas na aquisi&ccedil;&atilde;o da ortografia da l&iacute;ngua portuguesa por crian&ccedil;as. <I>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 21, </I>77-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201100030000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Morais, A., &amp; Teberosky, A. (1994). Erros e transgress&otilde;es infantis na ortografia do portugu&ecirc;s. <I>Discursos</I>, <I>8</I>, 15-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201100030000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Mota, M., Anibal, L., &amp; Lima, S. (2008). A morfologia derivacional contribui para a leitura e escrita no portugu&ecirc;s. <I>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 21, </I>311-318.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201100030000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Nunes, T., Bryant, P., &amp; Bindman, M. (1997). Spelling and grammar &ndash; The necsed move. In L. Rieben, M. Fayol, &amp; C. Perfetti (Eds.), <I>Learning to spell: Research, theory, and practice across Languages </I>(pp. 61-80). Mahwah: Lawrence Earlbaum Associates, Inc. </P >    <!-- ref --><p>Nunes, T., &amp; Bryant, P. (2006). Improving literacy by teaching morphemes. Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201100030000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Perfetti, C. (1997). The psycholinguistics of spelling and reading. In L. Rieben, M. Fayol, &amp; C. Perfetti (Eds.), <I>Learning to Spell: research, theory, and practice across languages </I>(pp. 61-80). Mahwah: Lawrence Erlbaum Associates, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201100030000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rosa, J. (2003). <I>Morphological awareness and spelling development. </I>(Tese de Doutoramento em Psicologia Aplicada). Oxford: Oxford Brookes University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201100030000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rosner, J., &amp; Simon, D. P. (1971). The auditory analyses test: An initial report. <I>Journal of Learning Disabilities, 4</I>, 384-392.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201100030000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>S&aacute;, J. (2006). <I>O desenvolvimento da escrita ortogr&aacute;fica em adultos tardiamente escolarizados</I>. Tese de Doutoramento, Universidade Federal do Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201100030000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>S&eacute;n&eacute;chal, M. (2000). Morphological effects in children&rsquo;s spelling of French words. <I>Canadian Journal of Experimental Psychology, 54</I>, 76-85. </P >    <!-- ref --><p>S&eacute;n&eacute;chal, M., &amp; Kearnan, K. (2007). The role of morphology in reading and spelling. <I>Advances in Child Development and Behavior, 297</I>, 326.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201100030000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Silva, A. C. (2003). <I>At&eacute; &agrave; descoberta do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico</I>. Coimbra: Dinalivro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201100030000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Treiman, R., Cassar, M., &amp; Zukowsky, A. (1994). What kinds of linguistic information do children use in spelling? The case of flaps. <I>Child Development</I>, <I>65</I>, 1318-1329.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201100030000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Yopp, H. K. (1995). A test for assessing phonemic awareness in young children<I>. The Reading Teacher, 49</I>(1), 20-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201100030000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>Os autores gostariam de agradecer a todas as crian&ccedil;as que aceitaram participar neste estudo e o apoio da UIPCDE, ISPA-IU. </P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ana Cristina Silva, UIPCDE, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:ana.csilva@ispa.pt">ana.csilva@ispa.pt</a> </P >      ]]></body><back>
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