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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Representações de vinculação na infância: Competência verbal, estabilidade e mudança]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Attempting to identify individual differences in the way children tend to enact a variety of attachment related scenarios, the Attachment Story Completion Task (ASCT, Bretherton & Ridgeway, 1990) has been used in various cultures, being considered a key narrative methodology in the field. Although ASCT&#8217;s both clinical and empirical value is widely acknowledged, more research seems to be needed to fully confirm its discriminative validity from measures of verbal competence, as well as to clarify reliability issues. This study aims to contribute to a better understanding of the instrument in the Portuguese population, especially in what concerns the potential influence of age and verbal I.Q. in participants&#8217; performance. 159 pre-school and school age children (M=66.11, SD=9.96) participated in the study. Children&#8217;s performance in each of the stories was assessed using a continuous security scale rated by independent trained coders. No significant correlations were found between security scores and social-demographic variables, or children&#8217;s age. However, a weak positive association was found with verbal I.Q., estimated with the WPPSI-R (Wechsler, 1989) [r=.16, p(unilateral)<.05]. Temporal stability was examined in a sub-sample (n=34), after an 11 months period. Security scores were higher in the second evaluation, in terms of group&#8217;s mean [t(33)=2.50, p(unilateral)<.01, d=.49], but there was moderate stability (r=.33, p<.05, n=34) when security was considered at the intra-individual level. Data also supports the idea that, along development, there are bidirectional influences between the organization of attachment representations and children&#8217;s verbal capacities.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Estabilidade temporal da segurança de vinculação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Representa&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o na inf&acirc;ncia: Compet&ecirc;ncia verbal, estabilidade e mudan&ccedil;a </B></p>     <p><B>Joana Maia<Sup>*</Sup>, Manuela Ver&iacute;ssimo<Sup>*</Sup>, Bruno Ferreira<Sup>*</Sup>, L&iacute;gia Monteiro<Sup>* </Sup>e Marta Antunes<Sup>* </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>UIPCDE, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio </P >      <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Visando identificar diferen&ccedil;as individuais no modo como as crian&ccedil;as encenam uma variedade de situa&ccedil;&otilde;es relacionadas com a vincula&ccedil;&atilde;o, o Attachment Story Completion Task (ASCT, Bretherton &amp; Ridgeway, 1990) tem sido utilizado em diferentes culturas, sendo uma das metodologias narrativas de completamento de hist&oacute;rias mais utilizadas durante o per&iacute;odo pr&eacute;-escolar. N&atilde;o obstante o vasto reconhecimento do seu valor, tanto cl&iacute;nico como emp&iacute;rico, mais estudos revelam-se indispens&aacute;veis para confirmar a validade discriminativa do ASCT face a medidas de compet&ecirc;ncia verbal, bem como para clarificar alguns aspectos relacionados com a sua fiabilidade. Procurando contribuir para uma melhor compreens&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o do instrumento na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, o presente estudo debru&ccedil;a</B>se especificamente sobre a potencial influ&ecirc;ncia da idade e do Q.I. verbal nas respostas dadas pelas crian&ccedil;as. O ASCT foi aplicado a 159 crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar e escolar (<I>M</I>=66.11, <I>DP</I>=9.96), tendo o desempenho dos sujeitos ao longo da tarefa sido analisado atrav&eacute;s de uma escala cont&iacute;nua de seguran&ccedil;a, por investigadores independentes, previamente treinados. Os valores de seguran&ccedil;a (quer hist&oacute;ria a hist&oacute;ria, quer no conjunto das hist&oacute;rias) n&atilde;o apresentaram associa&ccedil;&otilde;es relevantes com nenhuma das vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas consideradas, nem com a idade dos participantes. Foi, no entanto, encontrada uma associa&ccedil;&atilde;o positiva, de fraca intensidade com o Q.I. verbal, estimado atrav&eacute;s da WPPSI-R [Wechsler, 1989) (<I>r</I>=.16, <I>p</I>(unilateral)&lt;.05]. A estabilidade da medida foi explorada numa sub-amostra de 34 sujeitos, ap&oacute;s um intervalo temporal de, aproximadamente, 11 meses. Verificou-se que, embora haja uma tend&ecirc;ncia para o desempenho global dos sujeitos ser avaliado, em termos da m&eacute;dia grupal, de forma significativamente mais elevada [<I>t</I>(33)=2.50, p(unilateral)&lt;.01, <I>d</I>=.49], quando avaliada intra-sujeitos, a seguran&ccedil;a mostra-se moderadamente est&aacute;vel (<I>r</I>=.33, <I>p</I>&lt;.05, <I>n</I>=34). Final mente, foram encontradas evid&ecirc;ncias que sugerem influ&ecirc;ncias rec&iacute;procas, ao longo do desenvolvi mento, entre aspectos associados &agrave; seguran&ccedil;a das representa&ccedil;&otilde;es e capacidade verbal. </P >     <p><B>Palavras-chave: </B>Estabilidade temporal da seguran&ccedil;a de vincula&ccedil;&atilde;o, Metodologias narrativas, Representa&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Attempting to identify individual differences in the way children tend to enact a variety of attachment related scenarios, the <I>Attachment Story Completion T</I><I>ask </I>(ASCT, Bretherton &amp; Ridgeway, 1990) has been used in various cultures, being considered a key narrative methodology in the field. Although ASCT&rsquo;s both clinical and empirical value is widely acknowledged, more research seems to be needed to fully confirm its discriminative validity from measures of verbal competence, as well as to clarify reliability issues. This study aims to contribute to a better understanding of the instrument in the Portuguese population, especially in what concerns the potential influence of age and verbal I.Q. in participants&rsquo; performance. 159 pre-school and school age children (<I>M</I>=66.11, <I>SD</I>=9.96) participated in the study. Children&rsquo;s performance in each of the stories was assessed using a continuous security scale rated by independent trained coders. No significant correlations were found between security scores and social-demographic variables, or children&rsquo;s age. However, a weak positive association was found with verbal I.Q., estimated with the WPPSI-R (Wechsler, 1989) [<I>r</I>=.16, <I>p</I>(unilateral)&lt;.05]. Temporal stability was examined in a sub-sample (<I>n</I>=34), after an 11 months period. Security scores were higher in the second evaluation, in terms of group&rsquo;s mean [<I>t</I>(33)=2.50, <I>p</I>(unilateral)&lt;.01, <I>d</I>=.49], but there was moderate stability (<I>r</I>=.33, <I>p</I>&lt;.05, <I>n</I>=34) when security was considered at the intra-individual level. Data also supports the idea that, along development, there are bidirectional influences between the organization of attachment representations and children&rsquo;s verbal capacities. </P >    <p><B>Key-words: </B>Attachment representations, Narrative semi-projective measures, Temporal stability in attachment representations. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >     <p>A qualidade das rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o experienciadas durante a inf&acirc;ncia tem sido empirica mente confirmada enquanto plataforma importante no delinear de traject&oacute;rias desenvolvimentais conducentes a distintos graus de compet&ecirc;ncia e de adapta&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-emocional (ver revis&atilde;o de Weinfield, Sroufe, Egeland, &amp; Carlson, 2008). Neste contexto, os Modelos Internos Din&acirc;micos de Vincula&ccedil;&atilde;o (MID), met&aacute;fora conceptual introduzida por Bowlby (1969/1982, 1973) que descreve um conjunto organizado de cren&ccedil;as e expectativas rudimentares, activamente constru&iacute;das pela crian&ccedil;a, com base nas suas experi&ecirc;ncias interactivas di&aacute;rias relativas &agrave; acessibilidade, sensitividade e responsividade dos seus principais cuidadores, assumem um papel particularmente relevante (ver revis&otilde;es de Bretherton &amp; Munholland, 2008; Thompson, 2008). </P >     <p>Tomando como pressuposto que os MID, progressivamente organizados segundo crescentes graus de complexidade, s&atilde;o suscept&iacute;veis de influenciar significativamente diversas dimens&otilde;es do funcionamento inter-pessoal dos sujeitos, revela-se fundamental a valida&ccedil;&atilde;o de instrumentos capazes de, em idades precoces, avaliarem a organiza&ccedil;&atilde;o emergente destes modelos, esperandose que tal avalia&ccedil;&atilde;o possa contribuir para a identifica&ccedil;&atilde;o de caracter&iacute;sticas e de factores, tanto de risco como de resili&ecirc;ncia, no funcionamento psicol&oacute;gico infantil. </P >    <p>Desenvolvido por Bretherton e Ridgeway (1990) o <I>Attachment Story Completion T</I><I>ask </I>(ASCT) procura captar diferen&ccedil;as individuais na forma como as crian&ccedil;as constroem narrativas em torno de cen&aacute;rios do quotidiano familiar relacionados com a vincula&ccedil;&atilde;o. Aplic&aacute;vel a partir dos 3 anos, consiste numa entrevista de cerca de 30 minutos, durante a qual, com a ajuda de uma fam&iacute;lia de pequenas figuras mold&aacute;veis (i.e., pai, m&atilde;e, filho &ldquo;protagonista&rdquo; e respectivo irm&atilde;o/&atilde;, ambos do mesmo g&eacute;nero da crian&ccedil;a entrevistada), s&atilde;o apresentados 6 in&iacute;cios de hist&oacute;rias, sendo pedido &agrave; crian&ccedil;a que complete cada hist&oacute;ria livremente. Embora o limite et&aacute;rio de aplica&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o original do instrumento fossem os 6 anos, posteriormente foram sugeridas algumas altera&ccedil;&otilde;es ao procedimento e &agrave; cota&ccedil;&atilde;o que o tornam aplic&aacute;vel a crian&ccedil;as at&eacute; aos 9 anos de idade (e.g., Granot &amp; Mayseless, 2001). </P >    <p>N&atilde;o obstante a ampla aceita&ccedil;&atilde;o do ASCT enquanto instrumento de significativa utilidade cl&iacute;nica e emp&iacute;rica (e.g., Page, 2001; Page &amp; Bretherton, 2001) continuam a ser necess&aacute;rios estudos para legitimar de forma inequ&iacute;voca a sua validade convergente e discriminativa. Neste sentido, mostrase vital a clarifica&ccedil;&atilde;o da poss&iacute;vel influ&ecirc;ncia da idade, bem como de diferen&ccedil;as inter-individuais ao n&iacute;vel da compet&ecirc;ncia lingu&iacute;stica, na qualidade das respostas apresentadas pelos sujeitos, sendo tamb&eacute;m imprescind&iacute;veis mais dados suscept&iacute;veis de nos informarem sobre o grau de estabilidade temporal da medida. Visando explorar estes tr&ecirc;s aspectos numa amostra de crian&ccedil;as portuguesas, em idade pr&eacute;-escolar ou j&aacute; no in&iacute;cio da escolaridade, o presente estudo insere-se neste esfor&ccedil;o de clarifica&ccedil;&atilde;o. </P >    <p><I>MID e o problema da avalia&ccedil;&atilde;o: O mapa n&atilde;o &eacute; o territ&oacute;rio </I></P >    <p>Muitos estudos t&ecirc;m utilizado o ASCT em diversos contextos e em diversas culturas (e.g., Pierrehumbert et al., 2009), tanto em amostras normativas como em grupos com caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas, nomeadamente, filhos de pais divorciados (e.g., Page &amp; Bretherton, 2001), crian&ccedil;as que se encontram institucionalizadas (Torres, Maia, Ver&iacute;ssimo, Fernandes, &amp; Silva, 2010), ou que foram adoptadas (Vorria et al., 2006). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto, como discutido por Bretherton (2005), uma quest&atilde;o central em torno do ASCT e de instrumentos similares [e.g., <I>Attachment Doll-Play Interview </I>(Oppenheim, 1997); <I>The Manchester Attachment Story Task </I>(Green, Stanley, Smith, &amp; Goldwyn, 2000)] &eacute; saber o que &eacute; que estes, realmente, avaliam. Com a generalidade dos artigos a refugiar-se na assump&ccedil;&atilde;o de que, a partir das narrativas produzidas pelas crian&ccedil;as &eacute; poss&iacute;vel inferir sobre a qualidade das suas <I>representa&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o</I>, um conceito de teor excessivamente abrangente, esta quest&atilde;o crucial est&aacute; longe de estar respondida (ver Bretherton &amp; Munholland, 2008; Steele et al., 2003). </P >    <p>Efectivamente, n&atilde;o sendo especificado o que &eacute; que pode (e n&atilde;o pode) ser inclu&iacute;do neste conceito, a adop&ccedil;&atilde;o desta terminologia n&atilde;o &eacute; suficiente para nos informar sobre se estamos a falar de equivalentes de MID organizados na esteira da hist&oacute;ria relacional precoce com cuidadores espec&iacute;ficos, de representa&ccedil;&otilde;es das interac&ccedil;&otilde;es familiares actuais, de modelos de rela&ccedil;&atilde;o generalizados, essencialmente ilustrativos das estrat&eacute;gias de relacionamento inter-pessoal adoptadas pelos sujeitos, ou de aproxima&ccedil;&otilde;es a um tipo de conhecimento muito particular organizado sob a forma de <I>script de base segura </I>(para uma familiariza&ccedil;&atilde;o com esta abordagem consultar Waters &amp; Waters, 2006). </P >    <p>Subsistem tamb&eacute;m d&uacute;vidas quanto &agrave; maior ou menor extens&atilde;o em que os MID podem ser suscept&iacute;veis de processamento conscientes. Neste sentido, v&aacute;rios autores t&ecirc;m vindo a desafiar a ideia de que os MID s&atilde;o, ou invariavelmente inconscientes, ou totalmente conscientes, avan&ccedil;ando antes a possibilidade de que, embora largamente perme&aacute;veis a influ&ecirc;ncias conscientes, estas repre senta&ccedil;&otilde;es possam estar tamb&eacute;m sujeitas a processos cognitivos conscientes que se alteram ao longo do desenvolvimento. Por outro lado, &eacute; importante notar que, apesar de nas suas interac&ccedil;&otilde;es quotidianas, os sujeitos n&atilde;o estarem normalmente conscientes de que os seus MID est&atilde;o activados e a operar, tal n&atilde;o significa que n&atilde;o consigam reflectir sobre alguns aspectos dos mesmos, se chamados a examinar mais atentamente estas rela&ccedil;&otilde;es pr&oacute;ximas, ou se confrontados com altera &ccedil;&otilde;es inesperadas no comportamento dos seus parceiros relacionais (ver Bretherton, 2005; Bretherton &amp; Munholland, 2008; Thompson, 2008). Com efeito, estas ideias podem j&aacute; ser encontradas na teoriza&ccedil;&atilde;o original, quando Bowlby (1969/1982) sugere que, n&atilde;o obstante a sua natureza tendencialmente n&atilde;o consciente, muitos dos processos mentais de que o sujeito tem uma consci&ecirc;ncia mais aguda acontecem no &acirc;mbito da organiza&ccedil;&atilde;o dos MID, durante a confirma&ccedil;&atilde;o da sua consist&ecirc;ncia interna, extrapola&ccedil;&atilde;o, ou revis&atilde;o, em suma, quando estes servem de base para a orquestra&ccedil;&atilde;o de novos planos direccionados. </P >    <p>Motivadas pelos dados reportados por Main, Kaplan e Cassidy (1985) e por Cassidy (1988) que sugeriam a domin&acirc;ncia da  interac&ccedil;&atilde;o com a m&atilde;e na constru&ccedil;&atilde;o dos MID de vincula&ccedil;&atilde;o primordiais, Bretherton e Ridgeway  (1990) come&ccedil;aram por teorizar que as instru&ccedil;&otilde;es criadas para </P ><OL   type="a" ><OL   ><LI   align="justify" >o ASCT evocavam predominantemente, no funcionamento psicol&oacute;gico infantil, o modelo operativo do <I>self </I>com a m&atilde;e. Esta primeira  ideia foi refor&ccedil;ada pelo estudo seminal de Bretherton, Ridgeway e Cassidy (1990) reportando continuidade entre a seguran&ccedil;a das  representa&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o inferidas a partir da qualidade das narrativas de crian&ccedil;as com 37 meses e a  seguran&ccedil;a do comportamento de vincula&ccedil;&atilde;o destas &agrave; m&atilde;e, avaliado tanto de forma retrospectiva como concorrente.  A qualidade das narrativas mostrou tamb&eacute;m, como seria de antever em termos te&oacute;ricos, ser predita pela sensitividade e capacidade  de <I>insight </I>materno reportadas pelas m&atilde;es na <I>Parent Attachment Interview </I>(Bretherton, Biringen, Ridgeway, Maslin, &amp;  Sherman, 1989), mostrando-se relacionada igualmente com vari&aacute;veis da din&acirc;mica familiar (e.g., satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal,  coes&atilde;o e capacidade adaptativa). No entanto, limitando a confirma&ccedil;&atilde;o da validade de constructo do ASCT, foram encontradas   associa&ccedil;&otilde;es significativas com medidas da personalidade da crian&ccedil;a (e.g., timidez e sociabilidade) e do seu desenvolvimento   s&oacute;cio-cognitivo e verbal. </P ></LI ><LI   align="justify" >Mantendo-se em aberto se, nos casos em que se registaram altera&ccedil;&otilde;es significativas no contexto da interac&ccedil;&atilde;o  pais-filhos, as narrativas nos informam mais sobre a realidade actual da crian&ccedil;a ou sobre a matriz relacional dos primeiros anos de vida,  de natureza predominantemente pr&eacute;-verbal, o ASCT tem apresentado concord&acirc;ncia com medidas que avaliam, quer na primeira  inf&acirc;ncia, quer de forma contempor&acirc;nea, a seguran&ccedil;a do comportamento de vincula&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a &agrave;  m&atilde;e (e.g., Bretherton, Prentiss, &amp; Ridgeway, 1990; Bretherton, Ridgeway, &amp; Cassidy, 1990; Gloger-Tippelt, Gomille, K&ouml;nig,  &amp; Vetter, 2002; Silva et al., 2008; Smeekens, Riksen-Walraven, &amp; Van Bakel, 2009; Solomon, George, &amp; DeJong, 1995; Wong et al.,  <I>in press</I>), embora sejam de referir algumas excep&ccedil;&otilde;es (e.g., Carvalho, Martins, Martins, Os&oacute;rio, Tereno, &amp; Soares,  2010; Trapolini, Ungerer, &amp; McMahon, 2007). </P ></LI ></OL >     <p>Refor&ccedil;ando a tese de que nas narrativas poder&atilde;o ser postas em cena essencialmente reencena &ccedil;&otilde;es das interac&ccedil;&otilde;es quotidianas, o instrumento tem ainda evidenciado associa&ccedil;&otilde;es positivas com medidas concorrentes que avaliam a qualidade dos comportamentos maternos dirigidos &agrave; crian&ccedil;a (e.g., Goodman, Aber, Berlin, &amp; Brooks-Gunn, 1998; Laible, Carlo, Torquati, &amp; Ontai, 2004) e, em direc&ccedil;&atilde;o oposta, com a presen&ccedil;a actual (mas n&atilde;o passada) de sintomatologia depressiva nas m&atilde;es (Trapolini, et al., 2007). Liga&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m, tamb&eacute;m, sido encontradas com medidas que avaliam o estado mental das m&atilde;es relativamente &agrave;s suas pr&oacute;prias experi&ecirc;ncias de vincula&ccedil;&atilde;o (Gloger-Tippelt et al., 2002; Miljkovitch, Pierrehumbert, Bretherton, &amp; Halfon, 2004) e a qualidade das narrativas produzidas por estas quando convidadas a dar continuidade a cen&aacute;rios hipot&eacute;ticos, tanto no &acirc;mbito do contexto relacional pais-filhos como de casal, relevantes para a vincula&ccedil;&atilde;o (Wong et al., in press). </P >     <p>Por outro lado, &eacute; de notar que, embora a maioria das investiga&ccedil;&otilde;es realizadas at&eacute; &agrave; data se limitem &agrave; an&aacute;lise de vari&aacute;veis maternas, alguns dados (e.g., K&ouml;nig, Gloger-Tippelt, &amp; Zweyer, 2007; Miljkovitch et al., 2004) alertam para a necessidade de ser substancialmente mais considerada nos futuros <I>designs </I>emp&iacute;ricos a an&aacute;lise daquilo que podem ser os contributos desenvolvimentais espec&iacute;ficos e combinados, a curto e a longo prazo, das interac&ccedil;&otilde;es com os dois progenitores, bem como de vari&aacute;veis relevantes da din&acirc;mica familiar e de casal para a estrutura&ccedil;&atilde;o de representa&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o seguras (ver contributos, neste &acirc;mbito, de Monteiro &amp; Ver&iacute;ssimo, 2010). </P >    <p><I>ASCT, comunica&ccedil;&atilde;o emocional e constru&ccedil;&atilde;o de significado </I></P >    <p>Optando por enfatizar factores relacionados com a regula&ccedil;&atilde;o emocional, com os processos interpessoais de atribui&ccedil;&atilde;o de significado e com o pr&oacute;prio desenvolvimento cognitivo, em detrimento da utiliza&ccedil;&atilde;o do termo MID, que consideram remeter em excesso para n&iacute;veis do funcionamento intra-ps&iacute;quico, Oppenheim e Waters (1995) prop&otilde;em que metodologias deste g&eacute;nero poder&atilde;o avaliar essencialmente as compet&ecirc;ncias das crian&ccedil;as para constru&iacute;rem, e partilharem, narrativas em torno de assuntos emocionalmente carregados. Nesta linha de pensamento, aten&ccedil;&atilde;o &eacute; dada ao facto de a situa&ccedil;&atilde;o de aplica&ccedil;&atilde;o da tarefa de completamento de hist&oacute;rias poder constituir um momento fortemente indutor de ansiedade para a crian&ccedil;a: confrontada com temas relacionais complexos e tendencialmente conflituosos, com a ac&ccedil;&atilde;o a ser deixada no seu cl&iacute;max, &eacute;-lhe exigido que, regulando a tens&atilde;o emocional suscitada por cada instru&ccedil;&atilde;o, resolva de forma coerente o problema apresentado, ao mesmo tempo que tem de permanecer em interac&ccedil;&atilde;o com um adulto desconhecido. </P >    <p>Apoiando-se na tese avan&ccedil;ada por Bowlby (1973) de que a exist&ecirc;ncia de uma comunica&ccedil;&atilde;o crian&ccedil;a/cuidador caracterizada pela abertura emocional (condi&ccedil;&atilde;o que permite &agrave; d&iacute;ade metacomunicar sobre aspectos da pr&oacute;pria rela&ccedil;&atilde;o que possam ser menos satisfat&oacute;rios, clarificar expectativas m&uacute;tuas e negociar formas de alcan&ccedil;ar objectivos comuns e independentes) &eacute; vital para a elabora&ccedil;&atilde;o de modelos seguros, Oppenheim e Waters (1995) sugerem que o que poder&aacute; levar as crian&ccedil;as com vincula&ccedil;&otilde;es seguras a apresentarem um melhor desempenho neste tipo de tarefas &eacute; o facto de, ao longo do seu desenvolvimento, terem repetidamente acesso a experi&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o emocional rec&iacute;proca com os cuidadores. Estando habituadas a envolverem-se com estes na co-constru&ccedil;&atilde;o de narrativas coerentes sobre eventos significativos, sejam estes do passado, do presente, ou hipot&eacute;ticos, &eacute; expect&aacute;vel que estas crian&ccedil;as lidem melhor com situa&ccedil;&otilde;es deste g&eacute;nero (ver Bost et al., 2006; Oppenheim, Koren-Karie, &amp; Sagi-Schwartz, 2007). </P >    <p>Defendendo desde a cria&ccedil;&atilde;o do ASCT (ver Bretherton, 1990) que as respostas ao ASCT n&atilde;o dever&atilde;o ser tratadas enquanto equivalentes das medidas de organiza&ccedil;&atilde;o comportamental da vincula&ccedil;&atilde;o, Inge Bretherton valoriza a perspectiva avan&ccedil;ada por estes autores. No entanto, defende que esta teoriza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; necessariamente incompat&iacute;vel com o pressuposto de que as narrativas reflectem quer aspectos do funcionamento inter-pessoal dos sujeitos, quer conte&uacute;dos da sua din&acirc;mica intra-ps&iacute;quica. Neste sentido, Bretherton (1995) espera que an&aacute;lises cuidadas das respostas ao ASCT permitam cada vez mais aos investigadores p&ocirc;r em evid&ecirc;ncia liga&ccedil;&otilde;es relevantes, e teoricamente expect&aacute;veis, entre, a internaliza&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o aberta e emocionalmente sens&iacute;vel com as figuras parentais, compet&ecirc;ncias de modula&ccedil;&atilde;o do afecto da pr&oacute;pria crian&ccedil;a, sentimentos de (in)seguran&ccedil;a vivenciados e express&otilde;es, que poder&atilde;o ser mais ou menos coerentes, de alguns conte&uacute;dos dos seus modelos internos, relativos tanto &agrave;s figuras de vincula&ccedil;&atilde;o como ao <I>self. </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Debrucemo-nos, agora, sobre alguns dos pontos mais pertinentes em torno da utiliza&ccedil;&atilde;o do ASCT e de instrumentos an&aacute;logos, cuja clarifica&ccedil;&atilde;o &eacute; crucial se o objectivo &eacute; defender a sua utiliza&ccedil;&atilde;o, tanto em contexto cl&iacute;nico como de investiga&ccedil;&atilde;o. Neste contexto, &eacute; de notar que, embora constitua um dos pontos mais pol&eacute;micos em torno da validade da utiliza&ccedil;&atilde;o deste tipo de metodologias, uma vez que tem sido discutida extensamente por n&oacute;s noutros contextos (e.g., Maia, Ver&iacute;ssimo, Ferreira, Santos, Antunes, ..., &amp; Silva, in press), a quest&atilde;o da potencial influ&ecirc;ncia do g&eacute;nero n&atilde;o ser&aacute; abordada no presente trabalho. </P >    <p><I>Qualidade das narrativas e compet&ecirc;ncia verbal </I></P >     <p>Ainda que a inclus&atilde;o de uma fam&iacute;lia de figuras mold&aacute;veis e a considera&ccedil;&atilde;o, na an&aacute;lise das narrativas, das encena&ccedil;&otilde;es e comportamentos n&atilde;o verbais dos sujeitos visem precisamente contornar as limita&ccedil;&otilde;es verbais das crian&ccedil;as mais pequenas, &eacute; ineg&aacute;vel que vari&aacute;veis de natureza lingu&iacute;stica (e.g., grau de compreens&atilde;o verbal, conhecimentos lexicais, gramaticais e de vocabul&aacute;rio) continuam a ter um peso consider&aacute;vel neste tipo de tarefas. Embora reconhecendo que diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel das capacidades lingu&iacute;sticas podem afectar largamente tanto a extens&atilde;o em que as crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar s&atilde;o capazes de assimilar correctamente as instru&ccedil;&otilde;es dadas, como o seu &agrave; vontade em termos de produ&ccedil;&atilde;o oral e, em especial, a sua compet&ecirc;ncia narrativa, isto &eacute;, a capacidade para criar um enredo e construir uma hist&oacute;ria, &eacute; de registar, todavia, que a maioria dos estudos tende a n&atilde;o controlar estes aspectos. Excep&ccedil;&otilde;es existem, no entanto, que alertam para o facto de alguma da variabilidade inter-individual encontrada nas metodologias de completamento de hist&oacute;rias, sobretudo em crian&ccedil;as mais novas e tamb&eacute;m quando s&atilde;o utilizados sistemas de cota&ccedil;&atilde;o focados na elabora&ccedil;&atilde;o discursiva e na coer&ecirc;ncia das narrativas (por oposi&ccedil;&atilde;o a sistemas de an&aacute;lise de temas, ou baseados apenas na inclus&atilde;o/exclus&atilde;o de crit&eacute;rios narrativos espec&iacute;ficos), poder ser, pelo menos numa pequena parte, fun&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento verbal geral dos sujeitos (e.g., Bretherton, Prentiss, &amp; Ridgeway, 1990; Bretherton, Ridgeway, &amp; Cassidy, 1990; Goodman et al., 1998; Steele et al., 2003). </P >     <p>Por outro lado, &eacute; de notar que, no que diz respeito &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de instrumentos an&aacute;logos na popula&ccedil;&atilde;o adulta e adolescente, a capacidade discriminativa da seguran&ccedil;a narrativa face a aspectos de natureza puramente lingu&iacute;stica e/ou cognitiva tem vindo a ser francamente assegurada (ver Elliot, Tini, Fetten, &amp; Saunders, 2003; Monteiro &amp; Ver&iacute;ssimo, 2010; Vaughn et al., 2006; Waters &amp; Rodrigues-Doolabh, 2001). </P >    <p><I>Varia&ccedil;&otilde;es decorrentes da idade no ASCT e ontogenia dos MID </I></P >    <p>Apesar de, desde a sua publica&ccedil;&atilde;o, o ASCT ter vindo a ser aplicado numa consider&aacute;vel amplitude et&aacute;ria, o facto de os investigadores habitualmente recorrerem a sistemas de cota&ccedil;&atilde;o distintos tem comprometido a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos comparativos, bem como a determina&ccedil;&atilde;o de valores normativos e de medidas de refer&ecirc;ncia para cada idade. Tamb&eacute;m os dados relativos ao que poder&atilde;o ser influ&ecirc;ncias espec&iacute;ficas da idade se t&ecirc;m mostrado contradit&oacute;rios. Se alguns estudos n&atilde;o reportam qualquer associa&ccedil;&atilde;o, outros encontram correla&ccedil;&otilde;es positivas significativas entre esta e a organiza&ccedil;&atilde;o e a qualidade das narrativas produzidas, mesmo quando s&atilde;o controladas diferen&ccedil;as inter-individuais em termos de vocabul&aacute;rio (e.g., Goodman et al., 1998). </P >    <p>Embora seja de considerar a possibilidade de, ao longo do tempo, poderem entrar em jogo factores maturativos intra-subjectivos, aquisi&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-cognitivas e aspectos inerentes &agrave; pr&oacute;pria evolu&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o com os cuidadores que possivelmente contribuem para que os sujeitos mais velhos recebam pontua&ccedil;&otilde;es mais altas em tarefas deste g&eacute;nero, &eacute; de notar que, at&eacute; ao momento, apenas escassas tentativas t&ecirc;m sido feitas para descrever a ontogenia dos MID. </P >    <p>Percorrendo as fases de organiza&ccedil;&atilde;o do sistema de vincula&ccedil;&atilde;o, Bowlby (1969/1982), diz-nos que durante as primeiras duas fases &ndash; <I>Orienta&ccedil;&atilde;o e sinais com uma discrimina&ccedil;&atilde;o limitada das figuras e Orienta&ccedil;&atilde;o e sinais dirigidos para uma (ou mais) figura(s) discriminada</I>(s) &ndash; a manuten&ccedil;&atilde;o de um grau razo&aacute;vel de proximidade ao cuidador permanece como o maior objectivo da crian&ccedil;a. Na primeira fase, que em condi&ccedil;&otilde;es normativas dura cerca de 8 a 12 semanas, o beb&eacute; aprende a diferenciar entre o <I>self </I>e o outro, come&ccedil;ando a compreender estados de humor, a antecipar prefer&ecirc;ncias e avers&otilde;es, formando progressivamente expectativas espec&iacute;ficas rudimentares sobre como os outros respondem aos seus sinais pela associa&ccedil;&atilde;o entre interac&ccedil;&otilde;es presentes e passadas. Integrando os conhecimentos existentes sobre o que cognitivamente sucede, contemporaneamente, no per&iacute;odo sens&oacute;rio-motor Piagetiano, Marvin e Britner (2008, p. 275) sup&otilde;em que os MID emergentes t&ecirc;m uma natureza muito primitiva, resumindo-se a &ldquo;<I>internal on-again, off-again experiences</I>&rdquo; associadas &agrave; activa&ccedil;&atilde;o e t&eacute;rmino de comportamentos discretos. Na segunda fase, o beb&eacute; assume maior responsabilidade pelo estabelecimento e manuten&ccedil;&atilde;o de contacto com os cuidadores, sendo capaz de exercer um maior controlo sobre a interac&ccedil;&atilde;o e aumentando tamb&eacute;m a sua capacidade para reconhecer e diferenciar os cuidadores principais. No entanto, n&atilde;o pode ainda conceber estes cuidadores como tendo uma exist&ecirc;ncia separada da sua experi&ecirc;ncia subjectiva. </P >    <p>Durante a 3&ordf; fase &ndash; <I>Manuten&ccedil;&atilde;o da proximidade com uma figura discriminada atrav&eacute;s da locomo&ccedil;&atilde;o e de sinais </I>&ndash; que come&ccedil;a aproximadamente entre o 6&ordm; e o 9&ordm; m&ecirc;s de vida, o beb&eacute; desenvolve capacidades s&oacute;cio-cognitivas de referencia&ccedil;&atilde;o social, imita&ccedil;&atilde;o, reciprocidade e de aten&ccedil;&atilde;o partilhada, que lhe permitem utilizar informa&ccedil;&atilde;o sobre liga&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas entre outras pessoas e objectos para guiar o seu pr&oacute;prio comportamento, sendo capaz de recorrer a sinais, verbais e n&atilde;o verbais, de uma forma intencional, dirigida a objectivos. Simultaneamente, adquire compreens&atilde;o de si pr&oacute;prio enquanto sujeito activo, com identidade psicol&oacute;gica e f&iacute;sica, come&ccedil;ando tamb&eacute;m a identificar quais as ac&ccedil;&otilde;es pessoais e condi&ccedil;&otilde;es do meio que podem conduzir a emo&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas nos outros, fazendo, assim, as suas primeiras estimativas com poder preditivo. Embora agora expectavelmente mais complexos, os MID est&atilde;o ainda organizados a um n&iacute;vel processual, sendo restrita a capacidade do sujeito para apreender a magnitude das suas estrat&eacute;gias comportamentais, bem como a influ&ecirc;ncia que as mesmas podem ter sobre o comportamento da figura de vincula&ccedil;&atilde;o (Bowlby, 1969/1982). </P >    <p>Por volta do terceiro ano de vida, as rela&ccedil;&otilde;es entre a crian&ccedil;a e os seus principais cuidadores come&ccedil;am a assumir a forma de uma <I>parceria corrigida por objectivos</I>. Durante esta fase, as expectativas sobre os atributos interactivos dos cuidadores s&atilde;o progressivamente elaboradas pela crian&ccedil;a &agrave; medida que se desenvolvem as capacidades para avaliar e compreender os estados mentais destes (i.e., os seus objectivos, interesses, pontos de vista, desejos e necessidades) como potencialmente distintos dos seus e como tendo uma influ&ecirc;ncia preponderante no comportamento dos mesmos. Se durante o despontar desta fase a crian&ccedil;a depende ainda fortemente da presen&ccedil;a f&iacute;sica da figura de vincula&ccedil;&atilde;o para lidar com as situa&ccedil;&otilde;es de ang&uacute;stia e de desconforto emocional, num segundo momento, ser&aacute; j&aacute; capaz de operar internamente, com base nas representa&ccedil;&otilde;es constru&iacute;das, de forma a adaptar os seus comportamentos aos comportamentos e objectivos desta mesma figura. Por outro lado, come&ccedil;ar&aacute; tamb&eacute;m a tentar influenciar os planos de ac&ccedil;&atilde;o dessa figura com o intuito de os tornar mais convergentes com os seus. Por exemplo, ao elaborar os seus pr&oacute;prios planos para alcan&ccedil;ar proximidade, a crian&ccedil;a ser&aacute; cada vez mais capaz de tecer considera&ccedil;&otilde;es sobre os objectivos independentes da figura de vincula&ccedil;&atilde;o, podendo, em fun&ccedil;&atilde;o destes, inibir comportamentos de vincula&ccedil;&atilde;o (ver Marvin &amp; Britner, 2008). Estando agora reunidas as condi&ccedil;&otilde;es para que, integrados os objectivos e planos da crian&ccedil;a e da sua figura de vincula&ccedil;&atilde;o, a d&iacute;ade possa negociar planos de ac&ccedil;&atilde;o partilhados, &eacute; tamb&eacute;m esta maior capacidade representacional que possibilita e potencia o afastamento f&iacute;sico e consequente explora&ccedil;&atilde;o do ambiente, uma vez que, gra&ccedil;as &agrave; representa&ccedil;&atilde;o internalizada, a seguran&ccedil;a inicialmente derivada da presen&ccedil;a f&iacute;sica do cuidador passa a ser, nas palavras de Timothy Page (2001, p. 354), &ldquo;<I>increasingly portable&rdquo;</I>. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Estabilidade temporal no ASCT </I></P >    <p>Distinto, mas intimamente relacionado com aquele que acaba de ser enunciado, outro ponto igualmente pouco explorado prende-se com a escassez de estudos longitudinais suscept&iacute;veis de nos informarem sobre a consist&ecirc;ncia temporal das respostas das crian&ccedil;as ao ASCT. </P >    <p>Comparando narrativas produzidas pelo mesmo grupo de sujeitos, aos 37 e aos 54 meses de idade, Bretherton, Prentiss e Ridgeway (1990) reportaram que, embora as resolu&ccedil;&otilde;es dadas aos problemas suscitados pelas diferentes instru&ccedil;&otilde;es fossem fundamentalmente do mesmo tipo, nas respostas dos 54 meses eram discern&iacute;veis elementos estil&iacute;sticos sinalizadores de crescentes conquistas desenvolvimentais, nomeadamente, uma maior diferencia&ccedil;&atilde;o dos pap&eacute;is atribu&iacute;dos &agrave;s diferentes figuras e sub-sistemas familiares, interac&ccedil;&otilde;es entre as personagens retratadas de forma mais complexa e fornecimento de finais mais completos (e.g., ap&oacute;s a resolu&ccedil;&atilde;o do problema &eacute; inclu&iacute;da a encena&ccedil;&atilde;o do retorno &agrave; &ldquo;normalidade&rdquo; do dia-a-dia familiar). </P >     <p>Reanalisando os mesmos dados, mas agora com as narrativas a serem avaliadas em termos da sua proximidade a uma estrutura cognitiva protot&iacute;pica que alguns autores (ver Waters &amp; Waters, 2006) t&ecirc;m vindo a designar por <I>script de base segura</I>, Waters, Rodrigues e Ridgeway (1998) comprovaram que, entre os 37 e os 54 meses, o n&uacute;mero m&eacute;dio de &ldquo;unidades l&oacute;gicas&rdquo; no conjunto das narrativas (i.e., ideias distintas expressas verbalmente ou inferidas a partir das ac&ccedil;&otilde;es das personagens) aumentou praticamente para o dobro. No entanto, os resultados apoiaram tamb&eacute;m a tese de que existe continuidade ao n&iacute;vel da organiza&ccedil;&atilde;o das representa&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o, com o n&uacute;mero de ideias e a proximidade ao referido script de base-segura a apresentarem, inter-idade, correla&ccedil;&otilde;es positivas significativas moderadas (respectivamente, .38 e .49). </P >     <p>Tamb&eacute;m estudos longitudinais que examinam as respostas dos sujeitos &agrave; <I>MacArthur Story S</I><I>tem Battery </I>(ver Bretherton &amp; Oppenheim, 2003) t&ecirc;m posto em evid&ecirc;ncia quer sinais de razo&aacute;vel concord&acirc;ncia temporal no padr&atilde;o de respostas intra-sujeito, quer sinais de mudan&ccedil;as desenvolvimentais que parecem caminhar no sentido de maior complexidade verbal, diferencia&ccedil;&atilde;o l&oacute;gica e integra&ccedil;&atilde;o emocional (e.g., Oppenheim, Nir, Warren, &amp; Emde, 1997). </P >    <p>&Eacute; de notar, por&eacute;m, que a conceptualiza&ccedil;&atilde;o da continuidade e da seguran&ccedil;a da organiza&ccedil;&atilde;o da vincula&ccedil;&atilde;o em termos opostos e mutuamente exclusivos se tem vindo a revelar uma abordagem te&oacute;rica-emp&iacute;rica insuficiente para explicar os dados fornecidos pela maioria da investiga&ccedil;&atilde;o de cariz longitudinal realizada nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas (e.g., Vaughn, Egeland, Sroufe, &amp; Waters, 1979; Waters, Merrick, Treboux, Crowell, &amp; Albersheim, 2000; Weinfield, Sroufe, &amp; Egeland, 2000). A este prop&oacute;sito, dizem-nos Vaughn et al. (2006) que, embora os pressupostos da Teoria da Vincula&ccedil;&atilde;o relativos aos processos de constru&ccedil;&atilde;o dos MID sejam suscept&iacute;veis de abarcar, simultaneamente e de forma integrativa, tanto a ideia de mudan&ccedil;a como de continuidade, n&atilde;o pode, contudo, ser negado que a demonstra&ccedil;&atilde;o de estabilidade nos padr&otilde;es de organiza&ccedil;&atilde;o da vincula&ccedil;&atilde;o ao longo de diferentes intervalos temporais, (assim como de alguma prediz&iacute;vel instabilidade em fun&ccedil;&atilde;o de grandes altera&ccedil;&otilde;es contextuais e/ou em momentos de elevado stress relacional (ver Treboux, Crowell, &amp; Waters, 2004; Waters &amp; Hamilton, 2000), constitui uma das maiores evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas da utilidade deste paradigma explicativo para a compreens&atilde;o, a largo prazo, do desenvolvimento s&oacute;cio emocional e relacional dos sujeitos. </P >    <p>No entanto, uma vez que qualquer estima&ccedil;&atilde;o de continuidade ter&aacute; sempre de atender &agrave; validade das medidas envolvidas [quest&atilde;o que, como discutido por Solomon e George (2008), se tem afigurado recorrentemente problem&aacute;tica em toda a investiga&ccedil;&atilde;o realizada fora do &acirc;mbito das medidas observacionais da 1&ordf; inf&acirc;ncia] parece-nos que este objectivo poder&aacute; evidenciar-se especialmente delicado na idade pr&eacute;-escolar e durante a transi&ccedil;&atilde;o para a escolaridade, per&iacute;odos grandemente sens&iacute;veis a mudan&ccedil;as desenvolvimentais e caracterizados por intenso avan&ccedil;o cognitivo, durante os quais representa&ccedil;&otilde;es mais simplistas pr&eacute;vias podem ser alteradas por novas capacidades de compreens&atilde;o. </P >    <p><I>Continuidade versus Mudan&ccedil;a &agrave; luz da Teoria da Vincula&ccedil;&atilde;o: &eacute; preciso que algo mude para que tudo possa ficar igual? </I></P >    <p>Embora a Teoria da Vincula&ccedil;&atilde;o (Bowlby, 1969/1982, 1973) recuse atribuir um car&aacute;cter determinista aos MID, recusa bem patente no adjectivo din&acirc;micos que qualifica estes modelos como estando abertos a revis&atilde;o, &eacute; real&ccedil;ada a tend&ecirc;ncia para a sua continuidade esperando-se que, depois de consolidados, permane&ccedil;am relativamente est&aacute;veis ao longo da vida. Neste contexto, tem vindo a ser avan&ccedil;ado que a tend&ecirc;ncia para uma crescente estabiliza&ccedil;&atilde;o na organiza&ccedil;&atilde;o dos MID durante a inf&acirc;ncia pode ser explicada pelos processos de adapta&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca e pelas expectativas m&uacute;tuas que se estabelecem entre a crian&ccedil;a e os cuidadores e que refor&ccedil;am o padr&atilde;o de interac&ccedil;&atilde;o, contribuindo para tornar estes modelos consideravelmente resistentes &agrave; mudan&ccedil;a (ver Bretherton, 1990). </P >    <p>No entanto, alguma confus&atilde;o parece subsistir em torno do que significam os, &agrave; primeira vista antag&oacute;nicos, conceitos de mudan&ccedil;a e de continuidade, com sobreposi&ccedil;&otilde;es constantes de outros conceitos s&iacute;miles, mas n&atilde;o iguais (como transforma&ccedil;&atilde;o, modifica&ccedil;&atilde;o e elabora&ccedil;&atilde;o, ou inalterabili dade e estabilidade, por exemplo). Poder&aacute; ser importante, neste ponto, distinguir o que podem ser ent&atilde;o mudan&ccedil;as qualitativas e mudan&ccedil;as quantitativas. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No primeiro caso referimo-nos a mudan&ccedil;as em termos de seguran&ccedil;a/inseguran&ccedil;a represen tacional, possivelmente provocadas pelo confronto com experi&ecirc;ncias relacionais que p&otilde;em em causa representa&ccedil;&otilde;es previamente constru&iacute;das, ou com experi&ecirc;ncias, n&atilde;o necessariamente descon firmat&oacute;rias, mas significativas que implicam reorganiza&ccedil;&atilde;o cognitiva, afectiva e compor tamental. A este respeito, Bowlby (1969/1982) afirma que, para que sejam &uacute;teis, os MID t&ecirc;m de ser constantemente actualizados. Se este processo de actualiza&ccedil;&atilde;o geralmente se assemelha a um <I>feedback </I>cont&iacute;nuo de modifica&ccedil;&otilde;es graduais, praticamente impercept&iacute;veis, sempre que o indiv&iacute;duo se confronta com eventos de grande porte, sejam estes positivos ou negativos, (e.g., casar, ter um filho, ser inesperadamente promovido no emprego, morte de algu&eacute;m importante, adoecer gravemente, div&oacute;rcio), poder&atilde;o ser poss&iacute;veis mudan&ccedil;as radicais nestes modelos. No entanto, Bowlby (1969/1982) salvaguarda que a experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica habitualmente mostra que estas, supostamente necess&aacute;rias, revis&otilde;es nos MID nem sempre s&atilde;o f&aacute;ceis, ou mesmo pass&iacute;veis de serem realizadas (ver contributos sobre continuidade e mudan&ccedil;a nas representa&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com historial de institucionaliza&ccedil;&atilde;o, pr&eacute; e p&oacute;s adop&ccedil;&atilde;o de Steele, Hodges, Kaniuk, &amp; Steele, 2010). </P >    <p>No caso das mudan&ccedil;as quantitativas referimo-nos antes a altera&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da complexidade e organiza&ccedil;&atilde;o estrutural dos modelos. Altera&ccedil;&otilde;es que podem ocorrer em virtude da emerg&ecirc;ncia de capacidades cognitivas mais sofisticadas ao longo do desenvolvimento (como as capacidades de codifica&ccedil;&atilde;o, de interpreta&ccedil;&atilde;o, de simboliza&ccedil;&atilde;o e de mem&oacute;ria para experi&ecirc;ncias relacionais) a par com a maior autonomia da pr&oacute;pria crian&ccedil;a face &agrave;s figuras de vincula&ccedil;&atilde;o (ver Marvin &amp; Britner, 2008). </P >    <p>Dizem-nos Delius, Bovenscheu e Spangler (2008) que, enquanto mudan&ccedil;as qualitativas podem ocorrer como consequ&ecirc;ncia de mudan&ccedil;as ambientais/contextuais, mudan&ccedil;as desenvolvimentais na complexidade e organiza&ccedil;&atilde;o estrutural do MID s&atilde;o necess&aacute;rias para permitir o seu funcionamento adequado<I>. </I>Ideia refor&ccedil;ada por Bretherton e Munholland (2008) ao defenderem que a manuten&ccedil;&atilde;o de uma rela&ccedil;&atilde;o de vincula&ccedil;&atilde;o segura exige que os embrion&aacute;rios MID da inf&acirc;ncia sejam actualizados em fun&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias cognitivas, comunicativas e sociais que se desenvolvem durante a inf&acirc;ncia e a adolesc&ecirc;ncia, sendo de destacar o papel da linguagem e da comunica&ccedil;&atilde;o crian&ccedil;a/cuidador neste processo. Neste sentido, estas autoras advogam que, no contexto te&oacute;rico-emp&iacute;rico da Teoria da Vincula&ccedil;&atilde;o, a quest&atilde;o simplista da continuidade versus mudan&ccedil;a dever&aacute; antes lugar &agrave; quest&atilde;o inevitavelmente mais complexa da continuidade da seguran&ccedil;a em face de mudan&ccedil;a desenvolvimental. </P >    <p><I>Objectivos </I></P >     <p>Dando continuidade aos trabalhos realizados at&eacute; ao momento com o ASCT em Portugal (e.g., Benavente, Justo, &amp; Ver&iacute;ssimo, 2009; Carvalho et al., 2010; Silva et al., 2008; Torres et al., 2010), o presente estudo procura contribuir para a aprecia&ccedil;&atilde;o da validade te&oacute;rica/emp&iacute;rica do ASCT na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Visa especificamente: (1) analisar algumas das suas caracter&iacute;sticas psicom&eacute; tricas numa amostra normativa de crian&ccedil;as com idades compreendidas entre os 3 e os 7 anos, nomea da mente, a validade interna e discriminativa do instrumento; (2) analisar poss&iacute;veis associa&ccedil;&otilde;es entre a seguran&ccedil;a do desempenho no ASCT (nas v&aacute;rias hist&oacute;rias e no conjunto das hist&oacute;rias) e a idade dos participantes; (3) Finalmente, numa sub-amostra de crian&ccedil;as, &eacute; explorada a quest&atilde;o da estabilidade temporal do ASCT, ap&oacute;s um intervalo de tempo de, aproximadamente, 11 meses. </P >     <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>Participaram neste estudo 159 crian&ccedil;as, 79 do sexo feminino e 80 do sexo masculino. Os participantes integram um projecto longitudinal que analisa o desenvolvimento s&oacute;cio-emocional infantil entre os 2 anos e meio e a entrada para o Primeiro Ciclo do Ensino B&aacute;sico, tendo sido recrutados para o estudo atrav&eacute;s das institui&ccedil;&otilde;es de ensino que frequentam. &Agrave; data das observa&ccedil;&otilde;es iniciais (que decorreram de 2007 a 2010), as crian&ccedil;as tinham idades compreendidas entre os 41 e os 89 meses (<I>M</I>=66.11, <I>DP</I>=9.96). Todas as crian&ccedil;as s&atilde;o provenientes de fam&iacute;lias bi-parentais, &agrave; excep&ccedil;&atilde;o de 9 que vivem com as m&atilde;es tendo, contudo, um contacto regular com os pais. A sua idade de entrada no Jardim-de-Inf&acirc;ncia varia entre os 4 e os 62 meses (<I>M</I>=17.18, <I>DP</I>=14.46), passando entre 2 a 11 horas/dia (<I>M</I>=8.09, <I>DP</I>=1.59) nesse contexto. As idades das m&atilde;es estavam compreendidas entre os 26 e os 47 anos (<I>M=</I>35.92, <I>DP</I>=4.05) e as dos pais entre os 27 e os 53 anos (<I>M</I>=37.94, <I>DP</I>=5.10). As habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias das m&atilde;es variam entre os 9 e os 23 anos de escolaridade (<I>M</I>=15.11, <I>DP</I>=2.84) e as dos pais entre os 4 e os 19 anos (<I>M</I>=14.87, <I>DP</I>=3.39). Na sua grande maioria, ambos os pais trabalham fora de casa, pertencendo todas as fam&iacute;lias a um n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&oacute;mico m&eacute;dio ou m&eacute;dio alto. </P >    <p><I>Instrumentos </I></P >    <p><I>Attachment Story Completion Task (ASCT, Bretherton &amp; Ridgeway, 1990) </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recriando cen&aacute;rios do quotidiano familiar de uma fam&iacute;lia de pequenas figuras, o ASCT &eacute; composto por um conjunto de breves instru&ccedil;&otilde;es que d&atilde;o in&iacute;cio a 6 hist&oacute;rias distintas, a serem completadas pela crian&ccedil;a. Para assegurarmos que esta compreende o procedimento e para que se possa familiarizar com o entrevistador e com o material, a primeira hist&oacute;ria (<I>Bolo de Anivers&aacute;rio</I>) mostra o in&iacute;cio da festa de anos do filho protagonista, tratando-se de uma hist&oacute;ria com car&aacute;cter neutro, que n&atilde;o &eacute; posteriormente cotada. No segundo in&iacute;cio de hist&oacute;ria (<I>Sumo Entornado &ndash; SE</I>), enquanto a fam&iacute;lia est&aacute; sentada &agrave; mesa a almo&ccedil;ar, o filho protagonista estica o bra&ccedil;o para tentar alcan&ccedil;ar o copo de sumo, acabando, inadvertidamente, por o deitar ao ch&atilde;o. A terceira hist&oacute;ria (<I>Joelho Magoado &ndash; JM</I>) inicia-se com a fam&iacute;lia a passear num parque onde existe uma rocha alta. A dada altura, ao subir sozinho &agrave; rocha, o filho protagonista cai, ferindo-se no joelho. A quarta hist&oacute;ria a ser apresentada (<I>Monstro no Quarto &ndash; MQ) </I>mostra os pais na sala-de-estar a dizerem boa-noite ao filho protagonista. Este encaminha-se sozinho para o quarto, mas, ao chegar perto da cama, a luz apaga-se subitamente e ouve-se um ru&iacute;do forte e estranho, dizendo o entrevistador &agrave; crian&ccedil;a que h&aacute; um monstro no quarto. A pen&uacute;ltima hist&oacute;ria (<I>Partida &ndash; PA</I>) come&ccedil;a com os pais a dizerem aos filhos que ter&atilde;o de partir em viagem, mas que a vizinha (figura introduzida apenas nas duas &uacute;ltimas hist&oacute;rias) ficar&aacute; a tomar conta deles at&eacute; ao dia seguinte. Finalmente, na &uacute;ltima hist&oacute;ria (<I>Reencontro &ndash; RE</I>), sendo dito que passou j&aacute; um dia desde a partida dos pais, a vizinha comunica aos 2 irm&atilde;os que estes est&atilde;o a regressar da viagem. </P >    <p><I>Wechsler Preschool and Primary Scale of Intelligence &ndash; Revised (WPPSI-R &ndash; Wechsler, 1989) </I></P >    <p>De forma a controlar potenciais efeitos na qualidade das narrativas produzidas decorrentes de diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel da capacidade lexical e da compreens&atilde;o verbal foram aplicados os testes verbais (i.e., Informa&ccedil;&atilde;o, Compreens&atilde;o, Aritm&eacute;tica, Vocabul&aacute;rio e Semelhan&ccedil;as) da forma revista da WPPSI<I>, </I>aferida para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Seabra-Santos et al., 2003) </P >    <p><I>Procedimento </I></P >     <p>Ambos os instrumentos foram aplicados de forma individual e em ocasi&otilde;es distintas por membros independentes, previamente treinados, da equipa de investiga&ccedil;&atilde;o. As aplica&ccedil;&otilde;es foram realizadas nas institui&ccedil;&otilde;es de ensino, em salas disponibilizadas para o efeito, tendo decorrido com o entrevistador e a crian&ccedil;a sentados, em situa&ccedil;&atilde;o de face a face, existindo uma mesa entre ambos onde foi sendo disposto o material. </P >     <p><I>Aplica&ccedil;&atilde;o e cota&ccedil;&atilde;o do ASCT </I></P >    <p>O entrevistador come&ccedil;a por apresentar os elementos da fam&iacute;lia &agrave; crian&ccedil;a, pedindo-lhe que d&ecirc; um nome a cada um dos filhos, bem como &agrave; figura da vizinha. Uma altera&ccedil;&atilde;o ao procedimento original introduzida pelo nosso estudo consistiu na substitui&ccedil;&atilde;o da figura da av&oacute; pela figura de uma vizinha. Esta decis&atilde;o prende-se com as especificidades culturais das fam&iacute;lias portuguesas, nas quais, contrariamente ao que tende a acontecer nas fam&iacute;lias americanas, as crian&ccedil;as t&ecirc;m por h&aacute;bito passar muito tempo com os av&oacute;s, ficando em casa destes frequentemente aos fins-de-semana e durante as f&eacute;rias. Uma vez que a hist&oacute;ria da <I>Partida </I>visa avaliar a reac&ccedil;&atilde;o do filho protagonista quando colocado, sem a presen&ccedil;a dos pais, numa situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o habitual e moderadamente stressante, parece-nos desej&aacute;vel esta op&ccedil;&atilde;o. Num segundo momento, o entrevistador diz &agrave; crian&ccedil;a: <I>&ldquo;Vamos fazer umas hist&oacute;rias com a nossa fam&iacute;lia. Eu come&ccedil;o a contar e depois tu continuas, est&aacute; </I><I>bem?&rdquo;. </I>De modo a facilitar o envolvimento da crian&ccedil;a na tarefa, &eacute;-lhe pedido, no final de cada hist&oacute;ria, que ajude a dispor o cen&aacute;rio para a hist&oacute;ria seguinte. </P >    <p>As aplica&ccedil;&otilde;es duraram, em m&eacute;dia, 15 a 20 minutos. Todas as entrevistas foram filmadas, tendo a avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho dos participantes sido feita com base no visionamento dos v&iacute;deos, por um investigador previamente treinado, estranho &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de recolha dos dados, bem como a qualquer outra informa&ccedil;&atilde;o sobre estes. Para cada entrevista, o processo de cota&ccedil;&atilde;o demorou entre 45 minutos a 1.5 horas, dependendo da complexidade do material. De acordo com os procedimentos descritos por Maia, Ver&iacute;ssimo, Ferreira, Silva, Fernandes (2009), os valores de seguran&ccedil;a foram atribu&iacute;dos ao longo de uma escala de 8 pontos, em fun&ccedil;&atilde;o da complexidade da resolu&ccedil;&atilde;o dada ao problema central levantado em cada in&iacute;cio de hist&oacute;ria e da coer&ecirc;ncia da narrativa produzida, tendo sido igualmente tidos em conta par&acirc;metros associados ao processo narrativo, nomeadamente, conhecimento emocional revelado, emo&ccedil;&atilde;o geral expressa, comportamento n&atilde;o verbal, flu&ecirc;ncia do discurso, grau de investimento na tarefa e qualidade da interac&ccedil;&atilde;o com o entrevistador. </P >    <p>Do conjunto total de 159 entrevistas, 107 (&asymp;67%) foram escolhidas ao acaso e igualmente cotadas, de forma aut&oacute;noma, por pelo menos um de 3 outros elementos da equipa de investiga&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m estes previamente treinados e desconhecedores de quaisquer outras informa&ccedil;&otilde;es sobre os participantes. Para as 5 hist&oacute;rias cotadas o acordo inter-ju&iacute;zes (calculado como correla&ccedil;&otilde;es intra-classes) variou entre .87 e .93, com 80% dos valores a divergirem menos de meio ponto na escala de 1-8. Neste conjunto de entrevistas, o valor final, para cada uma das 535 narrativas analisadas, foi obtido atrav&eacute;s da m&eacute;dia das pontua&ccedil;&otilde;es dadas pelos v&aacute;rios investigadores. </P >    <p><I>Segunda recolha de dados </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Numa fase posterior deste estudo, com o objectivo de testar a estabilidade do ASCT, tanto este instrumento como os testes verbais da WPPSI-R foram aplicados novamente a 34 participantes (15 raparigas, 19 rapazes), tendo as reaplica&ccedil;&otilde;es sido realizadas, sensivelmente, 11 meses ap&oacute;s a primeira recolha de dados (<I>M</I>=10.60, <I>DP=</I>2.81). </P >    <p>Aquando da reaplica&ccedil;&atilde;o do instrumento a estes 34 sujeitos, assegurou-se a cota&ccedil;&atilde;o independente das narrativas por pares de investigadores que desconheciam as pontua&ccedil;&otilde;es obtidas pelos sujeitos aquando da primeira avalia&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m neste caso o acordo inter-ju&iacute;zes se mostrou elevado (coeficientes das correla&ccedil;&otilde;es intra-classes variaram entre .88 e .96). </P >    <p>RESULTADOS </P >    <p><I>Seguran&ccedil;a no ASCT: Resultados descritivos </I></P >    <p>A caracteriza&ccedil;&atilde;o descritiva das pontua&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a atribu&iacute;das ao desempenho dos sujeitos, em cada hist&oacute;ria, &eacute; dada na <a href="#topt1">Tabela 1</a>. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="topt1"></a>     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a03t1.jpg" width="462" height="134"></P >    
<p>&nbsp;</P >     <p>Depois de termos verificado que, em cada uma das 5 hist&oacute;rias, os valores de assimetria e de achatamento das pontua&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a n&atilde;o revelavam problemas de assimetria graves que justificassem a utiliza&ccedil;&atilde;o de medidas correctivas para a viola&ccedil;&atilde;o do pressuposto da normalidade, e face &agrave; impossibilidade de validar o pressuposto da esfericidade [<I>W</I>=.79, &chi;<Sup><I>2</I></Sup>(9)=36.27, <I>p</I>&lt;.001], uma ANOVA de medidas repetidas com correc&ccedil;&atilde;o de <I>Huynh-Feldt </I>(&epsilon;=.91) revelou que, inter-hist&oacute;rias, n&atilde;o existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas em termos da seguran&ccedil;a m&eacute;dia associada ao desempenho global dos sujeitos na tarefa [<I>F</I>(3.63, 573.34)=2.14, <I>p=</I>.08]. </P >     <p>A partir do c&aacute;lculo da m&eacute;dia das pontua&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a obtidas pelos sujeitos em cada uma das 5 hist&oacute;rias, foi estimada uma nova vari&aacute;vel: seguran&ccedil;a total (<I>M</I>=5.53, <I>DP</I>=1.00). Verificou-se que 111 dos 159 participantes apresentaram valores de seguran&ccedil;a total acima de 5 pontos, na escala de 1 a 8. Baseando-nos nas especificidades do sistema de cota&ccedil;&atilde;o utilizado, podemos assim concluir que, ao longo da aplica&ccedil;&atilde;o do ASCT, o desempenho da maioria das crian&ccedil;as da nossa amostra (~70%) caracterizou-se pela constru&ccedil;&atilde;o de narrativas essencialmente coerentes, nas quais o &ldquo;problema relacional&rdquo; inerente a cada hist&oacute;ria foi reconhecido e resolvido de forma positiva e completa. Tendo conseguido exteriorizar um leque diverso, maioritariamente ajustado, de afectos, estas crian&ccedil;as foram capazes de integrar aspectos tanto positivos como negativos na produ&ccedil;&atilde;o da trama das narrativas, finalizando-as, de uma forma geral, com a encena&ccedil;&atilde;o do retorno da interac&ccedil;&atilde;o familiar &agrave; normalidade. Finalmente, tenderam ainda a evidenciar conhecimento emocional adequado e investiram na tarefa com destreza e espontaneidade, hipotetizando-se que desempenhos deste tipo possam ser facilitados pela exist&ecirc;ncia de seguran&ccedil;a ao n&iacute;vel das representa&ccedil;&otilde;es internas das experi&ecirc;ncias relacionais. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como seria de esperar numa amostra normativa, apenas uma minoria de 5 crian&ccedil;as (3%) obteve valores nesta vari&aacute;vel inferiores ou iguais a 3 pontos, limite que a escala estabelece para a identifica&ccedil;&atilde;o de desempenhos caracterizados pela provis&atilde;o de narrativas inintelig&iacute;veis (i.e., pautadas por sucess&otilde;es de eventos lacunares com car&aacute;cter agressivo e bizarro), ou por bloqueio emocional extremo e evitamento massivo da tarefa, perfil de respostas a partir do qual podemos inferir inseguran&ccedil;a extrema, ou mesmo desorganiza&ccedil;&atilde;o, ao n&iacute;vel da representa&ccedil;&atilde;o mental das experi&ecirc;ncias de vincula&ccedil;&atilde;o. Com o discurso destas crian&ccedil;as a caracterizar-se pela disflu&ecirc;ncia e com as figuras parentais a serem representadas de modo francamente negativo, nas suas narrativas os &ldquo;problemas relacionais&rdquo; ou n&atilde;o foram sequer reconhecidos ou, depois de lhes ter sido dada uma resolu&ccedil;&atilde;o, que em alguns casos at&eacute; foi ben&eacute;fica, ocorreu uma invers&atilde;o emocional severa, ou um evento bizarro. Se, em alguns casos, o comportamento n&atilde;o verbal dos sujeitos se pautou pela agita&ccedil;&atilde;o motora, pelo exacerbar de emo&ccedil;&otilde;es inapropriadas e por tentativas de controlo da situa&ccedil;&atilde;o de aplica&ccedil;&atilde;o, noutros casos sobressaiu uma marcada inexpressividade, a par com a adop&ccedil;&atilde;o de um comportamento de retirada na interac&ccedil;&atilde;o com o investigador. </P >    <p>Os remanescentes 28% dos participantes obtiveram valores de seguran&ccedil;a total interm&eacute;dios (i.e., maiores que 3 e at&eacute; 5). Mostrando alguma relut&acirc;ncia na interac&ccedil;&atilde;o com o entrevistador e necessitando, por vezes, de diversos incentivos deste para darem continuidade &agrave; tarefa, este grupo de sujeitos construiu narrativas ou muito curtas, nas quais apenas foi dada uma resolu&ccedil;&atilde;o de ordem funcional para os problemas em foco, ou, quando mais extensas, atravessadas por elementos de incoer&ecirc;ncia, hipotetizando-se que na base de respostas com estas caracter&iacute;sticas possam estar representa&ccedil;&otilde;es predominantemente inseguras das experi&ecirc;ncias relacionais. </P >    <p><I>Validade interna do ASCT </I></P >    <p>A validade interna do instrumento foi amplamente atestada pelo facto de todas as hist&oacute;rias apresentarem entre si correla&ccedil;&otilde;es (<I>Pearson</I>) positivas estatisticamente significativas, de moderada a elevada intensidade (<I>r </I>entre .49 e .71, <I>p</I>&lt;.001), estando todas tamb&eacute;m fortemente associadas &agrave; vari&aacute;vel seguran&ccedil;a total (<I>r </I>entre .79 e .84, <I>p</I>&lt;.001). Os resultados obtidos encontram-se dentro dos valores de correla&ccedil;&atilde;o reportados em estudos pr&eacute;vios envolvendo, tamb&eacute;m, medidas de tipo cont&iacute;nuo (e.g., Waters et al., 1998) e s&atilde;o consistentes com os obtidos por Silva et al. (2008) e por Torres et al. (2010) para crian&ccedil;as portuguesas. O Alfa de <I>Cronbach </I>para a seguran&ccedil;a total &eacute; de .87, sendo compar&aacute;vel aos valores obtidos em trabalhos anteriores, quando o foco da cota&ccedil;&atilde;o foi, por exemplo, a coer&ecirc;ncia (e.g., Laible et al., 2004), ou o n&uacute;mero de &ldquo;unidades l&oacute;gicas&rdquo; presentes em cada narrativa (e.g., Waters et al., 1998). </P >    <p><I>Validade discriminativa do ASCT: vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas e QI verbal </I></P >    <p>Comprovando a validade discriminativa do ASCT relativamente a vari&aacute;veis familiares de tipo s&oacute;cio-demogr&aacute;fico, consideradas n&atilde;o especialmente relevantes no &acirc;mbito da Teoria da Vincula&ccedil;&atilde;o, nenhuma associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa foi encontrada entre a seguran&ccedil;a do desempenho dos sujeitos na tarefa, a idade e as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias de ambos os pais. Expectavelmente, tamb&eacute;m n&atilde;o foram encontradas quaisquer associa&ccedil;&otilde;es salientes com a idade de entrada da crian&ccedil;a para o Jardim-de-Inf&acirc;ncia, nem com o n&uacute;mero de horas di&aacute;rias que passa neste, aspectos que a investiga&ccedil;&atilde;o tem vindo a assegurar n&atilde;o terem, pelo menos isoladamente, uma influ&ecirc;ncia directa de tipo linear, na seguran&ccedil;a das rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o estabelecidas com os cuidadores (ver revis&atilde;o de Lamb &amp; Sternberg, 1990). </P >    <p>Analisando os Quocientes de Intelig&ecirc;ncia Verbal (<I>M</I>=95.76, <I>DP</I>=13.32), dispon&iacute;veis para 157 dos 159 participantes, verificou-se que 85% destes valores se encontravam situados entre aqueles que a WPPSI-R assume como sendo os limites, inferior e superior, de um funcionamento verbal de n&iacute;vel m&eacute;dio. Utilizando-se Coeficientes de Correla&ccedil;&atilde;o de <I>Pearson </I>(testes unilaterais) analisaram-se as rela&ccedil;&otilde;es entre a seguran&ccedil;a (de cada hist&oacute;ria e total) e o Q.I. Verbal. </P >    <p>Embora de fraca intensidade, observaram-se correla&ccedil;&otilde;es positivas significativas entre o Q.I. Verbal e a seguran&ccedil;a nas hist&oacute;rias <I>Monstro no Quarto </I>e <I>Partida </I>[respectivamente, <I>r</I>=.18 e <I>r=</I>.19, <I>p</I>(unilateral)&lt;.05] e tamb&eacute;m no conjunto das 5 hist&oacute;rias [<I>r</I>=.16, <I>p</I>(unilateral)&lt;.05]. </P >    <p><I>Seguran&ccedil;a no ASCT e idade </I></P >    <p>No que respeita &agrave; associa&ccedil;&atilde;o entre a seguran&ccedil;a, hist&oacute;ria a hist&oacute;ria, e a idade, nenhum dos coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o atingiu a signific&acirc;ncia, tendo-se mantido esta aus&ecirc;ncia de efeitos estatisticamente significativos quando considerada a seguran&ccedil;a total (<I>r</I>=-.02, <I>p</I>=.78). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Consist&ecirc;ncia temporal da seguran&ccedil;a no ASCT </I></P >    <p>Atrav&eacute;s de testes <I>t-</I>student para amostras independentes, come&ccedil;&aacute;mos por confirmar que os 34 sujeitos a quem o ASCT e os sub-testes verbais da WPPSI-R foram aplicados por duas vezes n&atilde;o diferiam significativamente dos restantes 125 sujeitos da amostra inicial, tanto em termos de Q.I. verbal [<I>t</I>(155)=-.23, <I>p</I>=.82], como em termos de seguran&ccedil;a total <I>t</I>(157)=.80, <I>p</I>=.43). Verific&aacute;mos, contudo, que por compara&ccedil;&atilde;o com a restante amostra, este grupo de 34 crian&ccedil;as apresentava uma m&eacute;dia de idades significativamente mais baixa [<I>t</I>(157)=-5.98, <I>p</I>&lt;.001], tendo &agrave; data da primeira observa&ccedil;&atilde;o entre 41 e 69 meses de idade (<I>M=</I>56.81, <I>DP</I>=5.12) </P >    <p>J&aacute; na sub-amostra, aferimos que, entre avalia&ccedil;&otilde;es, os valores do Q.I. verbal se mantiveram correlacionados (<I>r</I>=.58, <I>p</I>&lt;.001) tendo um teste <I>t-</I>student para amostras emparelhas revelado que n&atilde;o existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os valores m&eacute;dios da primeira passagem e os valores m&eacute;dios 11 meses depois [respectivamente, <I>M</I>=93.94, <I>DP</I>=12.37 e <I>M</I>=96.56, <I>DP</I>=13.01, com <I>t</I>(33)=-1.3, <I>p</I>=.20, <I>n</I>=34]. Todavia, quando compar&aacute;mos os valores m&eacute;dios da seguran&ccedil;a total do primeiro momento (<I>M</I>=5.67, <I>DP=</I>.87) com os valores m&eacute;dios da seguran&ccedil;a total do segundo momento (<I>M</I>=6.09, <I>DP</I>=.14), verific&aacute;mos que o desempenho dos sujeitos tendia a receber pontua&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a significativamente mais altas aquando da segunda passagem do instrumento, com esta diferen&ccedil;a a apresentar uma dimens&atilde;o de efeito m&eacute;dia [<I>t</I>(33)=2.50, <I>p</I>(unilateral)&lt;.01, <I>d=</I>.49]. </P >    <p>Tal como hav&iacute;amos verificado na amostra total, tamb&eacute;m nesta sub-amostra os desempenhos das crian&ccedil;as com maiores valores de Q.I. Verbal receberam tendencialmente pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas. Todavia, nesta sub-amostra nenhuma das pontua&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a (tanto da primeira como da segunda aplica&ccedil;&atilde;o do ASCT) evidenciou qualquer associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa com o Q.I. verbal concorrente dos sujeitos, padr&atilde;o de resultados que pensamos deverse ao n&uacute;mero reduzido de sujeitos inclu&iacute;dos na an&aacute;lise. Tamb&eacute;m n&atilde;o foi observada qualquer associa&ccedil;&atilde;o significativa quando relacion&aacute;mos o primeiro Q.I. verbal com os valores de seguran&ccedil;a da segunda aplica&ccedil;&atilde;o. No entanto, a seguran&ccedil;a total da primeira passagem do ASCT apresentou uma correla&ccedil;&atilde;o significativa positiva (teste unilateral), de magnitude moderada, com o Q.I. Verbal do segundo momento mesmo depois de, mediante a realiza&ccedil;&atilde;o de uma correla&ccedil;&atilde;o parcial, termos controlado o Q.I. verbal do primeiro momento (<I>r</I>=.43, <I>p</I>&lt;.01). </P >    <p>Foram depois examinadas as associa&ccedil;&otilde;es existentes entre as pontua&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a das duas aplica&ccedil;&otilde;es. De forma a assegurarmos que o padr&atilde;o associativo encontrado n&atilde;o podia simplesmente ser explicado pela continuidade previamente encontrada ao n&iacute;vel da compet&ecirc;ncia lingu&iacute;stica dos sujeitos, realiz&aacute;mos correla&ccedil;&otilde;es parciais controlando o QI verbal dos 2 momentos. Os resultados encontram-se na <a href="#topt2">Tabela 2</a>. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="topt2"></a>     <p>TABELA 2 </P >    <p><I>Correla&ccedil;&otilde;es parciais (controlando para os Q.I.&rsquo;s verbais 1 e 2</I><I>)  </I><I>entre as pontua&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a das duas aplica&ccedil;&otilde;es realizadas (n=34</I><I>)  </I></P ><TABLE   align="center" border=0 cellspacing=0 cellpadding=2 ><TR    ><TH   align="left" width="116"  valign="top" height="14"  >Hist&oacute;rias ASCT </TH ><TH   align="center" width="74"  valign="top" height="14"  >SE2 </TH ><TH   align="center" width="60"  valign="top" height="14"  >JM2 </TH ><TH   align="center" width="58"  valign="top" height="14"  >MQ2 </TH ><TH   align="center" width="56"  valign="top" height="14"  >PA2 </TH ><TH   align="center" width="59"  valign="top" height="14"  >RE2 </TH ><TH   align="center" width="102"  valign="top" height="14"  >Seguran&ccedil;a total 2 </TH ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="116"  valign="bottom" height="19"  >SE1 </TH ><TD    align="center" width="74"  valign="bottom" height="19"  >.29&#1090; </TD ><TD    align="center" width="60"  valign="bottom" height="19"  >-.05 </TD ><TD    align="center" width="58"  valign="bottom" height="19"  >.12 </TD ><TD    align="center" width="56"  valign="bottom" height="19"  >-.14 </TD ><TD    align="center" width="59"  valign="bottom" height="19"  >-.09 </TD ><TD    align="center" width="102"  valign="bottom" height="19"  >.06 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="116"  valign="middle" height="14"  >JM1 </TH ><TD    align="center" width="74"  valign="middle" height="14"  >.25&#1090; </TD ><TD    align="center" width="60"  valign="middle" height="14"  >.55** </TD ><TD    align="center" width="58"  valign="middle" height="14"  >.22 </TD ><TD    align="center" width="56"  valign="middle" height="14"  >.17 </TD ><TD    align="center" width="59"  valign="middle" height="14"  >.00 </TD ><TD    align="center" width="102"  valign="middle" height="14"  >.33* </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="116"  valign="middle" height="15"  >MQ1 </TH ><TD    align="center" width="74"  valign="middle" height="15"  >.52** </TD ><TD    align="center" width="60"  valign="middle" height="15"  >.36* </TD ><TD    align="center" width="58"  valign="middle" height="15"  >.24&#1090; </TD ><TD    align="center" width="56"  valign="middle" height="15"  >.06 </TD ><TD    align="center" width="59"  valign="middle" height="15"  >.25&#1090; </TD ><TD    align="center" width="102"  valign="middle" height="15"  >.41* </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="116"  valign="middle" height="13"  >PA1 </TH ><TD    align="center" width="74"  valign="middle" height="13"  >.30* </TD ><TD    align="center" width="60"  valign="middle" height="13"  >.20 </TD ><TD    align="center" width="58"  valign="middle" height="13"  >-.01 </TD ><TD    align="center" width="56"  valign="middle" height="13"  >.04 </TD ><TD    align="center" width="59"  valign="middle" height="13"  >.19 </TD ><TD    align="center" width="102"  valign="middle" height="13"  >.21 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="116"  valign="middle" height="14"  >RE1 </TH ><TD    align="center" width="74"  valign="middle" height="14"  >.25&#1090; </TD ><TD    align="center" width="60"  valign="middle" height="14"  >.02 </TD ><TD    align="center" width="58"  valign="middle" height="14"  >.09 </TD ><TD    align="center" width="56"  valign="middle" height="14"  >-.07 </TD ><TD    align="center" width="59"  valign="middle" height="14"  >.26&#1090; </TD ><TD    align="center" width="102"  valign="middle" height="14"  >.17 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="116"  valign="middle" height="14"  >Seguran&ccedil;a total 1 </TH ><TD    align="center" width="74"  valign="middle" height="14"  >.44** </TD ><TD    align="center" width="60"  valign="middle" height="14"  >.30* </TD ><TD    align="center" width="58"  valign="middle" height="14"  >.18 </TD ><TD    align="center" width="56"  valign="middle" height="14"  >.02 </TD ><TD    align="center" width="59"  valign="middle" height="14"  >.18 </TD ><TD    align="center" width="102"  valign="middle" height="14"  >.33* </TD ></TR ></TABLE >    <p><I>Nota</I>.<Sup>&#1090;</Sup><I>p</I>&lt;.10, <Sup>*</Sup><I>p</I>&lt;.05, <Sup>**</Sup><I>p</I>&lt;.01 </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mesmo depois de controlarmos a estabilidade inter-individual ao n&iacute;vel do Q.I. verbal, foi encontrada uma associa&ccedil;&atilde;o positiva significativa, de intensidade moderada, entre a seguran&ccedil;a total nos dois momentos considerados (<I>r</I>=.33, <I>p</I>&lt;.05, <I>n=</I>34). &Eacute; de notar que, na an&aacute;lise da continuidade temporal, hist&oacute;ria a hist&oacute;ria, a do Joelho Magoado &eacute; &uacute;nica na qual o desempenho dos sujeitos apresenta consider&aacute;vel estabilidade (<I>r</I>=.55, <I>p</I>&lt;.01). Por outro lado, a seguran&ccedil;a da hist&oacute;ria <I>Monstro no Quarto</I>, parece ser a que mais se relaciona com a seguran&ccedil;a total do desempenho dos sujeitos 11 meses depois. </P >    <p>Finalmente, atrav&eacute;s da an&aacute;lise gr&aacute;fica do diagrama de dispers&atilde;o das pontua&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a total na primeira e na segunda observa&ccedil;&atilde;o, foi poss&iacute;vel identificar tr&ecirc;s crian&ccedil;as que claramente se afastavam da tend&ecirc;ncia geral das restantes (uma rapariga e dois rapazes, com pontua&ccedil;&otilde;es de <I>M</I>1=7.13; 4.88; 6.07 e, respectivamente, de <I>M</I>2=5.30; 7.50; 3.80). Verifica-se que a magnitude da correla&ccedil;&atilde;o parcial (controlando os Q.I. verbais) das pontua&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a total nos dois momentos, depois da remo&ccedil;&atilde;o destes tr&ecirc;s <I>outliers, </I>sobe praticamente para o dobro (<I>r=</I>.63, <I>p</I>&lt;.001, <I>n=</I>31). </P >    <p>DISCUSS&Atilde;O  </P >    <p>O presente estudo teve como objectivo principal contribuir para uma melhor compreens&atilde;o da validade te&oacute;rica e da adequa&ccedil;&atilde;o psicom&eacute;trica do ASCT na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Para tal, este instrumento foi aplicado a uma amostra normativa de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar ou a frequentar j&aacute; o primeiro ano de escolaridade, juntamente com os testes verbais da WPPSI-R. </P >    <p>A tend&ecirc;ncia de distribui&ccedil;&atilde;o das pontua&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a encontrada na nossa amostra (70% de crian&ccedil;as com desempenhos que sugerem representa&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o seguras) &eacute; compar&aacute;vel &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o de resultados reportada, em termos de classifica&ccedil;&otilde;es A-B-C-D, no estudo de Bretherton et al. (Bretherton, Prentiss, &amp; Ridgeway, 1990; Bretherton, Ridgeway, &amp; Cassidy, 1990). Tendo em conta que estes padr&otilde;es de distribui&ccedil;&atilde;o se aproximam daqueles encontrados nos estudos de refer&ecirc;ncia, em amostras normativas, com a Situa&ccedil;&atilde;o Estranha (e.g., Ainsworth, Blehar, Waters, &amp; Wall, 1978; van IJzendoorn &amp; Kroonenberg, 1988), parece-nos que os resultados encontrados no presente estudo, ainda que de forma indirecta, v&atilde;o no sentido de confirmar a validade te&oacute;rica do ASCT, e concretamente da Escala de Seguran&ccedil;a (ver Maia et al., 2009) utilizada neste estudo, na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. </P >    <p>Os nossos resultados suportam extensamente a validade interna do instrumento com correla&ccedil;&otilde;es positivas, entre moderadas e fortes, a serem encontradas inter-hist&oacute;rias, traduzindo o Alfa de <I>Cronbach </I>do conjunto das hist&oacute;rias n&iacute;veis elevados de fiabilidade. </P >    <p>Relativamente &agrave; validade discriminativa do ASCT, esta foi assegurada relativamente a vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas (i.e., idade e habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias dos pais, idade de entrada da crian&ccedil;a para a institui&ccedil;&atilde;o de ensino e n&uacute;mero de horas di&aacute;rias que passa nesta) que n&atilde;o se espera que estejam directamente relacionadas com a vincula&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Atendendo a que dois dos aspectos mais salientes no sistema de cota&ccedil;&atilde;o por n&oacute;s utilizado incluem a an&aacute;lise da coer&ecirc;ncia das narrativas produzidas e a flu&ecirc;ncia discursiva, o facto de a associa&ccedil;&atilde;o encontrada entre a seguran&ccedil;a total e o Q.I. verbal dos sujeitos ser apenas de fraca intensidade, parece-nos razoavelmente confirmat&oacute;rio da validade discriminativa do ASCT face a diferen&ccedil;as inter-individuais de natureza exclusivamente lingu&iacute;stica. &Eacute; de notar que, curiosamente, as duas hist&oacute;rias em que a associa&ccedil;&atilde;o com o Q.I. verbal atinge a signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (<I>Monstro no Quarto </I>e <I>Partida</I>) s&atilde;o aquelas face &agrave;s quais a maioria das crian&ccedil;as mostrou maior desagrado, chegando mesmo alguns participantes a manifestarem abertamente ao entrevistador vontade de passar para a hist&oacute;ria seguinte. Embora n&atilde;o se tenham registado diferen&ccedil;as significativas nas pontua&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a inter-hist&oacute;rias, tal leva-nos a especular que, por compara&ccedil;&atilde;o com as restantes, estas duas hist&oacute;rias possam remeter para conte&uacute;dos de natureza mais ansiog&eacute;nica (i.e., medo da noite e de dormir sozinho, vulnerabilidade face ao perigo, ansiedade de separa&ccedil;&atilde;o e receio de abandono...) subjectivamente experienciados pelas crian&ccedil;as destas idades como mais dif&iacute;ceis de elaborar verbalmente, motivo pelo qual supomos que diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel do Q.I. verbal se possam, neste caso, fazer notar. </P >    <p>Apesar de a amostra do estudo geral abranger per&iacute;odos et&aacute;rios marcados por conquistas desenvolvimentais notavelmente distintas (desde a emerg&ecirc;ncia da compet&ecirc;ncia narrativa dos 3 anos at&eacute; todas as aquisi&ccedil;&otilde;es lingu&iacute;sticas e s&oacute;cio-cognitivas subjacentes &agrave; transi&ccedil;&atilde;o para a escola ridade), n&atilde;o foram verificadas quaisquer associa&ccedil;&otilde;es significativas entre a idade e o desempenho dos sujeitos no ASCT, o que nos parece fortalecer a legitimidade da utiliza&ccedil;&atilde;o do instrumento numa consider&aacute;vel amplitude et&aacute;ria. </P >    <p>Finalmente, &agrave; semelhan&ccedil;a do que tem vindo a acontecer em investiga&ccedil;&otilde;es longitudinais em que esta problem&aacute;tica &eacute; focada, quer com o ASCT e com instrumentos semelhantes (e.g., Green et al., 2000; Oppenheim et al., 1997; Waters et al., 1998), quer com metodologias narrativas especifica mente desenvolvidas para a idade adulta (e.g., Vaughn et al., 2006), o nosso estudo p&ocirc;s em evid&ecirc;ncia uma tend&ecirc;ncia clara para a continuidade na organiza&ccedil;&atilde;o global das respostas dos sujeitos: mesmo depois de controlados potenciais efeitos decorrentes da continuidade verificada ao n&iacute;vel do Q.I. verbal, a seguran&ccedil;a total inicial est&aacute; associada &agrave; seguran&ccedil;a total avaliada aproximadamente 11 meses depois. Todavia, j&aacute; no que diz respeito &agrave; estabilidade hist&oacute;ria a hist&oacute;ria [e contrariamente ao que foi reportado no estudo de Vaughn et al. (2006) com adultos], esta foi francamente questionada, o que nos parece refor&ccedil;ar a tese de que tamb&eacute;m no dom&iacute;nio da representa&ccedil;&atilde;o mental e durante este per&iacute;odo et&aacute;rio, a seguran&ccedil;a da vincula&ccedil;&atilde;o dever&aacute; necessaria mente ser conceptualizada em termos de um padr&atilde;o organizado e coerente do comportamento, da cogni&ccedil;&atilde;o e do afecto (ver Sroufe &amp; Waters, 1977) e n&atilde;o enquanto simples somat&oacute;rio de conte&uacute;dos verbais espec&iacute;ficos e discretos. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em face dos resultados, pensamos ainda que n&atilde;o &eacute; de descartar a possibilidade de uma segunda passagem do instrumento poder p&ocirc;r em evid&ecirc;ncia uma dessensibiliza&ccedil;&atilde;o dos sujeitos &agrave;s instru&ccedil;&otilde;es das hist&oacute;rias, com a inerente diminui&ccedil;&atilde;o da ansiedade a contribuir para ligeiras varia&ccedil;&otilde;es, a favor de um melhor desempenho. Com efeito, &agrave; semelhan&ccedil;a do reportado por Bretherton e Oppenheim (2003) tamb&eacute;m no nosso estudo, aquando da segunda passagem do ASCT, muitas crian&ccedil;as referiram lembrar-se de conte&uacute;dos relativos &agrave; primeira aplica&ccedil;&atilde;o. No entanto, pensamos igual mente que a ideia mais importante a retirar destes dados, &agrave; primeira vista contradit&oacute;rios, &eacute; a necessidade de as quest&otilde;es da potencial influ&ecirc;ncia espec&iacute;fica da idade e de como pode a aferi&ccedil;&atilde;o da estabilidade temporal ser adequadamente testada neste contexto, continuarem a ser melhor clarificadas em pr&oacute;ximas investiga&ccedil;&otilde;es. </P >     <p>Neste sentido, sobretudo quando os investigadores planeiam incluir na sua investiga&ccedil;&atilde;o grupos de crian&ccedil;as com faixas et&aacute;rias muito distintas, consideramos pertinente que, previamente &agrave; recolha dos dados, seja questionada a susceptibilidade diferencial, em termos de activa&ccedil;&atilde;o emocional, que estes grupos podem apresentar aos est&iacute;mulos presentes nas instru&ccedil;&otilde;es. A este prop&oacute;sito, embora sejam necess&aacute;rios mais estudos para confirmar a sua utilidade, parece-nos interessante a sugest&atilde;o de Granot e Mayseless (2001) de que, na aplica&ccedil;&atilde;o do ASCT a crian&ccedil;as em idade escolar, sejam introduzidas algumas altera&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o estas: (a) na instru&ccedil;&atilde;o <I>Joelho Magoado</I>, ap&oacute;s a queda da crian&ccedil;a, esta referir que o joelho est&aacute; a deitar sangue; (b) na instru&ccedil;&atilde;o <I>Monstro no Quarto</I>, substituir o monstro por uma &ldquo;figura assustadora&rdquo;; (c) na hist&oacute;ria da <I>Partida</I>, a aus&ecirc;ncia dos pais &eacute; prolongada para 3 dias e a personagem do irm&atilde;o (ou irm&atilde;) &eacute; retirada para que n&atilde;o possa ser utilizada como figura alternativa de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados. </P >     <p>Por outro lado, pensamos que, pelo menos nos anos pr&eacute;-escolares, especial cuidado tem de ser dado a vari&aacute;veis da esfera s&oacute;cio-cognitiva, que podem influenciar a qualidade das respostas dos sujeitos, contribuindo para a confus&atilde;o entre o que podem ser discrep&acirc;ncias no plano narrativo devidas a aspectos do desenvolvimento (e.g., crescentes capacidades de tomada de perspectiva, abandono de falsas cren&ccedil;as, aquisi&ccedil;&atilde;o de maior autonomia) e discrep&acirc;ncias suscept&iacute;veis de serem atribu&iacute;das a diferen&ccedil;as efectivas (no caso dos estudos longitudinais a <I>mudan&ccedil;as</I>) na seguran&ccedil;a da vincula&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>A prop&oacute;sito desta quest&atilde;o, Bretherton e Oppenheim (2003) d&atilde;o um exemplo relativo ao tipo de resolu&ccedil;&atilde;o habitualmente dada, no ASCT, &agrave; instru&ccedil;&atilde;o <I>Monstro no Quarto</I>, retirado de dados n&atilde;o publicados recolhidos pela primeira autora, que nos parece paradigm&aacute;tico: se aos 3 anos os sujeitos tendem a p&ocirc;r as figuras dos pais a &ldquo;livrarem-se&rdquo; por algum m&eacute;todo do monstro, aos 4 anos e meio, &eacute; mais prov&aacute;vel que estas mesmas figuras relembrem &agrave; crian&ccedil;a protagonista que os monstros n&atilde;o existem, explicando-lhes que provavelmente estariam j&aacute; a sonhar ou que o monstro que viram seria apenas uma sombra estranha e ajudando-o a voltar a adormecer. Como seria de esperar, as hist&oacute;rias dos 4 anos e meio n&atilde;o apenas se mostram mais coerentes e menos fantasiosas, como &eacute; poss&iacute;vel perceber que os sujeitos adquiriram j&aacute; alguma compreens&atilde;o sobre falsas cren&ccedil;as. No entanto, o mais importante a reter ser&aacute; o facto de ambas as resolu&ccedil;&otilde;es (i.e., estrat&eacute;gia comportamental e estrat&eacute;gia cognitiva) se afigurarem indicativas de representa&ccedil;&otilde;es positivas das figuras parentais, surgindo estas como capazes de proteger os filhos e de metabolizar as emo&ccedil;&otilde;es negativas que estes possam estar a vivenciar. </P >     <p>Naturalmente, reconhecemos que uma das maiores lacunas do nosso estudo se prende com a inexist&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o sobre eventuais acontecimentos significativos, tanto positivos como negativos, que possam ter ocorrido na vida dos participantes ao longo de 11 meses (e.g., nascimento de irm&atilde;os, mudan&ccedil;a de casa, div&oacute;rcio, desemprego de um dos pais, morte de algum familiar, av&oacute;s irem viver para a mesma casa, ou, por exemplo, altera&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da rotina laboral permitirem que pais passem mais (e melhor) tempo com os filhos) suscept&iacute;veis de influenciarem a qualidade das viv&ecirc;ncias relacionais no contexto familiar. </P >    <p>Pensamos, tamb&eacute;m, que outra da forte limita&ccedil;&atilde;o deste estudo decorre da aus&ecirc;ncia de dados descritivos tanto relativos ao tipo de conte&uacute;dos concretos abordados nas narrativas (e.g., que resolu&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica &eacute; dada a cada problema) como relativos a aspectos de natureza mais estil&iacute;stica (e.g., n&uacute;mero total de palavras ou de eventos narrados, quantidade de incentivos necess&aacute;rios por parte do entrevistador, etc.) que nos permitam comparar mais detalhadamente os desempenhos da primeira e da segunda aplica&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Por outro lado, o facto de, longitudinalmente, (mesmo depois de termos controlado a influ&ecirc;ncia do Q.I. verbal concorrente) termos encontrado uma associa&ccedil;&atilde;o positiva entre a seguran&ccedil;a total da sub-amostra de 34 sujeitos no ASCT e o seu Q.I. verbal avaliado quase um ano depois (<I>r</I>=.43, <I>p</I>&lt;.01), vai no sentido de que, ao longo do desenvolvimento, interagem influ&ecirc;ncias bidireccionais entre seguran&ccedil;a da vincula&ccedil;&atilde;o e aspectos cognitivos, em particular os de tipo verbal (ver Greig &amp; Howe, 2001; Stievenart, Roskam, Meunier, &amp; van de Moortele, 2011). Assim, se &eacute; certo que os avan&ccedil;os lingu&iacute;sticos tornam poss&iacute;veis, ou pelo menos amplificam, as capacidades narrativas dos sujeitos para descrever verbalmente as suas experi&ecirc;ncias, tamb&eacute;m &eacute; de esperar, todavia, que tendo por base a natureza das interac&ccedil;&otilde;es verbais com os cuidadores, sobretudo quando estas remetem para situa&ccedil;&otilde;es que possam ser vivenciadas como negativas (i.e., confusas, assustadoras, frustrantes, culpabilizantes, ou no limite, traum&aacute;ticas), estes venham a adquirir gradualmente um estilo comunicativo e caracter&iacute;sticas discursivas suscept&iacute;veis de criarem e/ou de perpetuarem determinados padr&otilde;es de interac&ccedil;&atilde;o relacional (Steele et al., 2003). Deste modo, no contexto de rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o seguras, desafiadas por trocas comunicativas de elevada qualidade e de crescente complexidade com os cuidadores, ser&aacute; tamb&eacute;m prov&aacute;vel que as crian&ccedil;as se possam sentir mais estimuladas (e tenham efectivamente mais condi&ccedil;&otilde;es) para desenvolver as suas compet&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas. </P >    <p>Em s&iacute;ntese, pensamos que os resultados deste estudo oferecem amplo suporte para a validade de utiliza&ccedil;&atilde;o do ASCT na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, ao mesmo tempo que contribuem para um entendimento mais amplo do que poder&atilde;o ser diferentes evolu&ccedil;&otilde;es, necessariamente multifactoriais e multi-determinadas (ver Weinfield et al., 2008), da (in)seguran&ccedil;a das representa&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o na inf&acirc;ncia. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ainsworth, M., Blehar, M., Waters, E., &amp; Wall, S. (1978). <I>Patterns of attachment: A psychological study of the strange situation</I>. Oxford, England: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201100030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Benavente, R., Justo, J., &amp; Ver&iacute;ssimo, M. (2009). Os efeitos dos maus-tratos e da neglig&ecirc;ncia sobre as representa&ccedil;&otilde;es da vincula&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica</I>, <I>27</I>(1), 21-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201100030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Bost, K., Shin, N., McBride, B., Brown, G., Vaughn, B., Coppola, G., Ver&iacute;ssimo, M., Monteiro, L., &amp; Korth, B. (2006). Maternal secure base scripts, children&rsquo;s attachment security, and mother-child narrative styles. <I>Attachment &amp; Human Development</I>, <I>8</I>(3), 241-260. </P >    <!-- ref --><p>Bowlby, J. (1973). <I>Attachment and loss</I>: <I>Separation, anxiety, and anger </I>(vol. 2). New York, NY: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201100030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bowlby, J. (1982). <I>Attachment and loss</I>: <I>Attachment </I>(vol. 1, 2nd rev. ed.). New York, NY: Basic Books (Original work published, 1969). <I>Journal</I>, <I>11</I>(3), 237-252.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201100030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bretherton, I. (1990). Communication patterns, internal working models, and the intergenerational transmission of attachment relationships. <I>Infant Mental Health Journal</I>, <I>11</I>(3), 237-252.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201100030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bretherton, I. (1995). Commentary: A communication perspective on attachment relationships and internal working models. In E. Waters, B. E. Vaughn, G. Posada, &amp; K. Kondo-Ikemura (Eds.), Caregiving, cultural, and cognitive perspectives on secure-base behavior and working models: New growing points of attachment theory and research. <I>Monographs of Society for Research in Child Development, 60</I>(2-3, Serial No. 244), 310-329.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201100030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bretherton, I. (2005). In pursuit of the internal working model construct and its relevance to attachment relationships. In K. E. Grossmann, K. Grossmann, &amp; E. Waters (Eds.), <I>Attachment from infancy to adulthood: The major longitudinal studies </I>(pp. 13-47). New York, NY: Guilford Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201100030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bretherton, I., &amp; Munholland, K. (2008). Internal working models in attachment relationships: Elaborating a central construct in attachment theory. In J. Cassidy &amp; P. R. Shaver (Eds.), <I>Handbook of attachment: Theory, research, and clinical applications </I>(2nd ed., pp. 102-127). New York, NY: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201100030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bretherton, I., &amp; Oppenheim, D. (2003). The MacArthur Story Stem Battery: development, administration, reliability, validity, and reflections about meaning. In R. N. Emde, D. P. Wolf, &amp; D. Oppenheim (Eds.), <I>Revealing the inner worlds of young children: The MacArthur Story Stem Battery and parent-child narratives </I>(pp. 55-89). New York, NY: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201100030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Bretherton, I., &amp; Ridgeway, D. (1990). Story completion tasks to assess young children&rsquo;s internal working model of child and parent in the attachment relationship. In M. Greenberg, D. Cicchetti, &amp; E. M. Cummings (Eds.), <I>Attachment in the preschool years. Theory, research and intervention </I>(pp. 300-305). Chicago: The University of Chicago Press. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bretherton, I., Prentiss, C., &amp; Ridgeway, D. (1990). Children&rsquo;s representations of family relationships in a story completion task at 37 and 54 months. In I. Bretherton &amp; M. Watson (Eds.), <I>Children&rsquo;s perspectives on the family &ndash; New Directions in Child Development series </I>(vol. 48, pp. 85-105). San Francisco: Jossey-Bass. </P >    <!-- ref --><p>Bretherton, I., Ridgeway, D., &amp; Cassidy, J. (1990). Assessing internal working models of the attachment relationship: An attachment story completion task for 3-year-olds. In M. Greenberg, D. Cicchetti, &amp; E. M. Cummings (Eds.), <I>Attachment during the preschool years: Theory, research, and intervention </I>(pp. 273308). Chicago, IL US: University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201100030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bretherton, I., Biringen, Z., Ridgeway, D., Maslin, C., &amp; Sherman, M. (1989). Attachment: The parental perspective. <I>Infant Mental Health Journal</I>, <I>10</I>(3), 203-221.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201100030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Carvalho, M., Martins, C., Martins, E., Os&oacute;rio, A., Tereno, S., &amp; Soares, I. (2010, Fevereiro). <I>(Des)continuidade entre a qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o na 1&ordf; inf&acirc;ncia e representa&ccedil;&atilde;o da vincula&ccedil;&atilde;o aos 3 anos</I>. Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada no VII Simp&oacute;sio Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia<I>, </I>Braga, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201100030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cassidy, J. (1988). Child mother attachment and the self in six-year olds. <I>Child Development, 59, </I>121-134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201100030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Delius, A., Bovenschen, I., &amp; Spangler, G. (2008). The inner working model as a &lsquo;theory of attachment&rsquo;: Development during the preschool years. <I>Attachment &amp; Human Development</I>, <I>10</I>(4), 395-414. doi:10.1080/14616730802461425. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Elliott, M., Tini, M., Fetten, E., &amp; Saunders, A. (2003, March). Attachment scripts in adult man and adolescent males. In H. Waters &amp; E. Waters (Chairs), <I>Script-like representations of secure base experience: Evidence </I><I>of cross-age, cross-cultural, and behavioral links</I>. Poster symposium presented at the Biennial Meetings of the Society for Research in Child Development, Tampa, FL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201100030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Gloger-Tippelt, G., Gomille, B., K&ouml;nig, L., &amp; Vetter, J. (2002). Attachment representations in 6-year-olds: Related longitudinally to the quality of attachment in infancy and mothers&rsquo; attachment representations. <I>Attachment &amp; Human Development</I>, <I>4</I>(3), 318-339. </P >    <p>Goodman, G., Aber, J., Berlin, L., &amp; Brooks-Gunn, J. (1998). The relations between maternal behaviors and urban preschool children&rsquo;s internal working models of attachment security. <I>Infant Mental Health Journal</I>, <I>19</I>(4), 378-393. </P >    <!-- ref --><p>Granot, D., &amp; Mayseless, O. (2001). Attachment security and adjustment to school in middle childhood. <I>International Journal of Behavioral Development</I>, <I>25</I>(6), 530-541.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201100030000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Green, J., Stanley, C., Smith, V., &amp; Goldwyn, R. (2000). A new method of evaluating attachment representations in young school-age children: The Manchester Child Attachment Story Task. <I>Attachment &amp; Human Development</I>, <I>2</I>(1), 48-70. doi:10.1080/146167300361318 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201100030000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Greig, A., &amp; Howe, D. (2001). Social understanding, attachment security of preschool children and maternal mental health. <I>British Journal of Developmental Psychology</I>, <I>19</I>(3), 381-393. doi:10.1348/02615100 1166164 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201100030000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>K&ouml;nig, L., Gloger-Tippelt, G., &amp; Zweyer, K. (2007). Bindungsverhalten zu Mutter und Vater und Bindungsrepr&auml;sentation bei Kindern im Alter von f&uuml;nf und sieben Jahren. <I>Praxis der Kinderpsychologie und Kinderpsychiatrie</I>, <I>56</I>(5), 445-462.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201100030000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Laible, D., Carlo, G., Torquati, J., &amp; Ontai, L. (2004). Children&rsquo;s perceptions of family relationships as assessed in a doll story completion task: Links to parenting, social competence, and externalizing behavior. <I>Social Development</I>, <I>13</I>(4), 551-569. </P >    <!-- ref --><p>Lamb, M. E., &amp; Sternberg, K. J. (1990). Do we really know how day care affects children? <I>Journal of Applied </I><I>Developmental Psychology, 11</I>(3), 351-379. doi:10.1016/0193-3973(90)90015-C </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201100030000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Maia, J., Ver&iacute;ssimo, M., Ferreira, B., Silva, F., &amp; Fernandes, M. (2009). <I>Adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa do Attachment Story Completion Task &ndash; Manual de aplica&ccedil;&atilde;o e cota&ccedil;&atilde;o: Dimens&atilde;o Cont&iacute;nua de Seguran&ccedil;a</I>. Manuscrito n&atilde;o publicado. Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa. </P >    <!-- ref --><p>Main, M., Kaplan, N., &amp; Cassidy, J. (1985). Security in infancy, childhood, and adulthood. A move to the level of representation. In I. Bretherton &amp; E. Waters (Eds.), Growing points in attachment theory and research. <I>Monographs of the Society for Research in Child Development</I>, <I>50</I>, 66-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201100030000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Marvin, R. S., &amp; Britner, P. A. (2008). Normative development: The ontogeny of attachment. In J. Cassid, &amp; P.R. Shaver (Eds.), <I>Handbook of attachment theory: Research and clinical applications </I>(2nd ed., pp. 269-294). New York, NY: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201100030000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Miljkovitch, R., Pierrehumbert, B., Bretherton, I., &amp; Halfon, O. (2004). Associations between parental and child attachment representations. <I>Attachment &amp; Human Development</I>, <I>6</I>(3), 305-325. doi:10.1080/1461673041 2331281557 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201100030000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Monteiro, L. &amp; Ver&iacute;ssimo, M. (2010). <I>An&aacute;lise do fen&oacute;meno de base segura em contexto familiar: A especificidade das rela&ccedil;&otilde;es crian&ccedil;a/m&atilde;e e crian&ccedil;a/pai</I>. Textos Universit&aacute;rios de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas. Lisboa: F.C.T., Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201100030000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Oppenheim, D. (1997). The Attachment Doll-play Interview for preschoolers. <I>International Journal of Behavioral Development</I>, <I>20</I>(4), 681-697. doi:10.1080/016502597385126 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201100030000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oppenheim, D., &amp; Waters, H. S. (1995). Narrative processes and attachment representations: Issues of development and assessment. In E. Waters, B. E. Vaughn, G. Posada, &amp; K. Kondo-Ikemura (Eds.), Caregiving, cultural, and cognitive perspectives on secure-base behavior and working models: New growing points of attachment theory and research. <I>Monographs of Society for Research in Child Development, 60</I>, 197-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201100030000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Oppenheim, D., Koren-Karie, N., &amp; Sagi-Schwartz, A. (2007). Emotion dialogues between mothers and children at 4.5 and 7.5 years: Relations with children&rsquo;s attachment at 1 year. <I>Child Development, 78, </I>38-52. </P >    <p>Oppenheim, D., Nir, A., Warren, S., &amp; Emde, R. (1997). Emotion regulation in mother-child narrative co-construction: Associations with children&rsquo;s narratives and adaptation. <I>Developmental Psychology</I>, <I>33</I>(2), 284-294. </P >    <!-- ref --><p>Page, T. F. (2001). Attachment themes in the family narratives of preschool children: A qualitative analysis. <I>Child &amp; Adolescent Social W</I><I>ork Journal</I>, <I>18</I>(5), 353-375. doi:10.1023/A:1012555323631 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-8231201100030000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Page, T., &amp; Bretherton, I. (2001). Mother- and father-child attachment themes in the story completions of preschoolers from post-divorce families: Do they predict relationships with peers and teachers? <I>Attachment and Human Development</I>, <I>3</I>, 1-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201100030000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pierrehumbert, B., Santelices, M., Ib&aacute;&ntilde;ez, M., Alberdi, M., Ongari, B., Roskam, I., Stievenart, M., Spencer, R., Rodr&iacute;guez, A., &amp; Borghini, A. (2009). Gender and attachment representations in the preschool years: Comparisons between five countries. <I>Journal of Cross-Cultural Psychology</I>, <I>40</I>(4), 543-566. doi:10.1177/ 0022022109335181 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201100030000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Seabra-Santos, M. J., Sim&otilde;es, M. R., Albuquerque, C. P., Pereira, M. M., Almeida, L. S., Ferreira, C., Lan&ccedil;a, C., &amp; Lopes, A. F. (2003). Escala de Intelig&ecirc;ncia de Wechsler para a idade pr&eacute;-escolar e prim&aacute;ria &ndash; Forma Revista (W.P.P.S.I.-R.). In M. M. Gon&ccedil;alves, M. R. Sim&otilde;es, L. S. Almeida, &amp; C. Machado (Coords.), <I>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica: Instrumentos validados para a popula&ccedil;&atilde;o </I>(vol. 1, pp.197-219). Coimbra: Quarteto. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Silva, F., Fernandes, M., Ver&iacute;ssimo, M., Shin, N., Vaughn, B. E., &amp; Bost, K. K. (2008). A concord&acirc;ncia entre o comportamento de base segura com a m&atilde;e nos primeiros anos de vida e os modelos internos din&acirc;micos no pr&eacute;-escolar. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 26</I>(3), 411-422.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201100030000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Smeekens, S., Riksen-Walraven, J., &amp; Van-Bakel, H. (2009). The predictive value of different infant attachment measures for socioemotional development at age 5 years. <I>Infant Mental Health Journal</I>, <I>30</I>(4), 366-383. doi:10.1002/imhj.20219 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201100030000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Solomon, J., &amp; George, C. (2008) The measurement of attachment security and related constructs in infancy and early childhood. In J. Cassidy, &amp; P. R. Shaver (Eds.), <I>Handbook of attachment theory. Research and clinical applications </I>(2nd ed., pp. 383-416). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-8231201100030000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sroufe, L., &amp; Waters, E. (1977). Attachment as an organizational construct. <I>Child Development</I>, <I>48</I>(4), 11841199. doi:10.1111/1467-8624.ep10398712 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201100030000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Steele, M., Hodges, J., Kaniuk, J., &amp; Steele, H. (2010). Mental representation and change: Developing attachment relationships in an adoption context. <I>Psychoanalytic Inquiry</I>, <I>30</I>(1), 25-40. doi:10.1080/07351690 903200135 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-8231201100030000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Steele, M., Steele, H., Woolgar, M., Yabsley, S., Fonagy, P., Johnson, D., &amp; Croft, C. (2003). An attachment perspective on children&rsquo;s emotion narratives: Links across generations. In R. N. Emde, D. P. Wolf, &amp; D. Oppenheim (Eds.), <I>Revealing the inner worlds of young children: The MacArthur Story Stem Battery and parent-child narratives </I>(pp. 163-181). New York, NY: Oxford University Press. </P >    <p>Stievenart, M., Roskam, I., Meunier, J., &amp; van de Moortele, G. (2011). The reciprocal relation between children&rsquo;s attachment representations and their cognitive ability. <I>International Journal of Behavioral Development</I>, <I>35</I>(1), 58-66. Retrieved from EBSCO<I>host</I>. </P >    <!-- ref --><p>Thompson, R. A. (2008). Attachment-related mental representations: Introduction to the special issue. <I>Attachment &amp; Human Development</I>, <I>10</I>(4), 347-358. doi:10.1080/14616730802461334 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-8231201100030000300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Torres, N., Maia, J., Ver&iacute;ssimo, M., Fernandes, M., &amp; Silva, F. (2010). Attachment security representations in institutionalized children and children living with their families: Links to problem behavior<I>. Clinical Psychology &amp; Psychotherapy</I>, <I>18: </I>n/a. doi: 10.1002/cpp.739.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0870-8231201100030000300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Trapolini, T., Ungerer, J., &amp; Mcmahon, C. (2007). Maternal depression and children&rsquo;s attachment representations during the preschool years. <I>British Journal of Developmental Psychology</I>, <I>25</I>(2), 247-261. </P >    <p>Treboux, D., Crowell, J. A., &amp; Waters, E. (2004). When &ldquo;new&rdquo; meets &ldquo;old&rdquo;: Configurations of adult attachment representations and their implications for marital functioning. <I>Developmental Psychology, 40</I>(2), 295-314. doi:10.1037/0012-1649.40.2.295 </P >    <!-- ref --><p>van Ijzendoorn, M.H., &amp; Kroonenberg, P.M. (1988). Cross-cultural patterns of attachment: A meta-analysis of the Strange Situation. <I>Child Development</I>, <I>59</I>, 147-156.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-8231201100030000300051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Vaughn, B., Egeland, B., Sroufe, L., &amp; Waters, E. (1979). Individual differences in infant-mother attachment at twelve and eighteen months: Stability and change in families under stress. <I>Child Development</I>, <I>50</I>(4), 971-975. doi:10.1111/1467-8624.ep7251685 </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-8231201100030000300052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vaughn, B. E., Ver&iacute;ssimo, M., Coppola, G., Bost, K. K., Shin, N., McBride, B., Krzysik, L., &amp; Korth, B. (2006). Maternal attachment script representations: Longitudinal stability and associations with stylistic features of maternal narratives. <I>Attachment &amp; Human Development</I>, <I>8</I>(3), 199-208. doi:10.1080/14616730600856024 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0870-8231201100030000300053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vorria, P., Papaligoura, Z., Sarafidou, J., Kopakaki, M., Dunn, J., Van IJzendoorn, M. H., &amp; Kontopoulou, A. (2006). The development of adopted children after institutional care: A follow-up study. <I>Journal of Child Psychology &amp; Psychiatry</I>, <I>47</I>(12), 1246-1253. doi:10.1111/j.1469-7610.2006.01666.x </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-8231201100030000300054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Waters, E., &amp; Hamilton, C. E. (2000). The stability of attachment security from infancy to adolescence and early adulthood: General introduction. <I>Child Development, 71</I>(3), 678-683. Retrieved from EBSCOhost.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0870-8231201100030000300055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Waters, H. S., &amp; Rodrigues-Doolabh, L. (2001, April). Are attachment scripts the building blocks of attachment representations? Narrative assessment of representations and the AAI. In H. Waters &amp; E. Waters (Chairs), <I>Narrative Measures of Attachment for Adults</I>. Poster symposium presented at the Biennial Meetings of the Society for Research in Child Development, Minneapolis, MN.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0870-8231201100030000300056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Waters, H., &amp; Waters, E. (2006). The attachment working models concept: Among other things, we build script-like representations of secure base experiences. <I>Attachment &amp; Human Development</I>, <I>8</I>(3), 185-197. doi:10.1080/14616730600856016 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0870-8231201100030000300057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Waters, H. S., Rodrigues, L. M., &amp; Ridgeway, D. (1998). Cognitive underpinnings of narrative attachment assessment. <I>Journal of Experimental Child Psychology, 71</I>, 211-234.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0870-8231201100030000300058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Waters, E., Merrick, S., Treboux, D., Crowell, J., &amp; Albersheim, L. (2000). Attachment security in infancy and in early adulthood: A 20-years longitudinal study. <I>Child Development</I>, <I>71</I>, 684-689.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0870-8231201100030000300059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Wechsler, D. (1989)<I>. WPPSI-R - Wechsler Preschool and Primary Scale of Intelligence &ndash; Revised</I>. San Antonio: The Psychological Corporation. </P >    <!-- ref --><p>Weinfield, N. S., Sroufe, L. A., &amp; Egeland, B. (2000). Attachment from infancy to early adulthood in a high-risk sample: Continuity, discontinuity, and their correlates. <I>Child Development, 71</I>(3), 695-702.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S0870-8231201100030000300061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Weinfield, N., Sroufe, L., Egeland, B., &amp; Carlson, E. (2008) Individual differences in infant caregiver attachment: Conceptual and empirical aspects of security. In J. Cassidy &amp; P. R. Shaver (Eds.), <I>Handbook of attachment theory. 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Os autores gostariam ainda de agradecer a colabora&ccedil;&atilde;o de todos os colegas da linha 1 &ndash; Psicologia do Desenvolvimento, da UIPCDE, ISPA-IU, pelos seus coment&aacute;rios valiosos e colabora&ccedil;&atilde;o na recolha e cota&ccedil;&atilde;o de dados. </P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Manuela Ver&iacute;ssimo, UIPCDE, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:mveriss@ispa.pt">mveriss@ispa.pt</a> </P >      ]]></body><back>
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