<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312011000300004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Influência da paridade na adaptação da transição para a maternidade em grávidas infectadas pelo VIH e grávidas sem condição médica associada]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marco]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Cristina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Hospitais da Universidade de Coimbra Departamento de Medicina de Materno-Fetal Unidade de Intervenção Psicológica]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra FPCE Instituto de Psicologia Cognitiva, Desenvolvimento Vocacional e Social]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>07</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>07</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>29</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>425</fpage>
<lpage>438</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312011000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312011000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312011000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[No presente estudo empírico procuramos explorar a influência da paridade na adaptação na transição para a maternidade de grávidas seropositivas para o VIH e grávidas sem condição médica de risco associada. Noventa e oito mulheres (47 grávidas seropositivas para o VIH e 51 grávidas sem patologia médica associada) foram avaliadas durante o segundo trimestre de gravidez e dois a quatro dias após o parto. O protocolo de avaliação era composto por uma ficha de dados sociodemográficos e grelhas clínicas e obstétricas, e por instrumentos de auto-resposta, destinados a avaliar a sintomatologia psicopatológica (Brief Symptom Inventory), a reactividade emocional (Emotional Assessment Scale) e a qualidade de vida (WHOQOL-Bref). Os resultados obtidos mostram que, para ambos os grupos, a multiparidade se encontra associada a maiores dificuldades de adaptação na transição para a maternidade, de forma mais acentuada entre as mulheres infectadas pelo VIH. O maior poder discriminativo, em função da paridade, registou-se nos domínios Relações sociais e Ambiente, na faceta geral de qualidade de vida e na dimensão Ansiedade. Ao longo do tempo, a maior estabilidade individual registou-se entre as multíparas dos dois grupos e a menor estabilidade entre as primíparas infectadas pelo VIH. Os resultados do nosso estudo apoiam a existência de diferentes padrões e trajectórias de adaptação das grávidas primíparas e multíparas e, essencialmente, a importância de considerar intervenções diferenciadas para cada um dos grupos.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the present empirical study, we intend to determine the influence of parity in the adaptation in transition to motherhood among HIV-positive pregnant women and pregnant women without associated medical risk. Ninety-eight women (47 HIV-positive and pregnant women and 51 pregnant women without medical risk) were assessed during the second trimester of pregnancy and 2 to 4 days postpartum. The assessment protocol consisted of social-demographic, clinical and obstetric grids; and self-report questionnaires designed to assess psychological symptom patterns (Brief Symptom Inventory), emotional reactivity (Emotional Assessment Scale), and quality of life (WHOQOL-Bref). Our results showed that multiparity is associated with worse adaptation in the transition to motherhood, more prominently among HIV-infected women. The highest discriminative power, regarding parity, was observed in the Social Relationships and Environment domains, in the general facet of quality of life as well as in the dimension Anxiety. Throughout time, the highest individual stability was reported among multiparous women and the lowest stability was observed in HIV-infected primiparous women. Our findings supported the existence of different patterns and trajectories of adaptation for primiparous and multiparous women and, essentially, suggested the importance of differential interventions concerning each group.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Adaptação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Maternidade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Paridade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[VIH]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Adaptation]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[HIV]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Motherhood]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Parity]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><B>Influ&ecirc;ncia da paridade na adapta&ccedil;&atilde;o da transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade em gr&aacute;vidas infectadas pelo VIH e gr&aacute;vidas sem condi&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica associada </B></p>     <p><B>Marco Pereira<Sup>*  </Sup>e Maria Cristina Canavarro<Sup>** </Sup></B></P >    <p><Sup>* </Sup>Bolseiro de P&oacute;s-Doutoramento da FCT (SFRH/BPD/44435/2008), Unidade de Interven&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica do Departamento de Medicina de Materno-Fetal dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Instituto de Psicologia Cognitiva, Desenvolvimento Vocacional e Social da Universidade de Coimbra;</P >     <p> <Sup>** </Sup>Unidade de Interven&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica do Departamento de Medicina de Materno-Fetal dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Instituto de Psicologia Cognitiva, Desenvolvimento Vocacional e Social da Universidade de Coimbra, FPCE, Universidade de Coimbra </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>No presente estudo emp&iacute;rico procuramos explorar a influ&ecirc;ncia da paridade na adapta&ccedil;&atilde;o na transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade de gr&aacute;vidas seropositivas para o VIH e gr&aacute;vidas sem condi&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica de risco associada. Noventa e oito mulheres (47 gr&aacute;vidas seropositivas para o VIH e 51 gr&aacute;vidas sem patologia m&eacute;dica associada) foram avaliadas durante o segundo trimestre de gravidez e dois a quatro dias ap&oacute;s o parto. O protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o era composto por uma ficha de dados sociodemogr&aacute;ficos e grelhas cl&iacute;nicas e obst&eacute;tricas, e por instrumentos de auto-resposta, destinados a avaliar a sintomatologia psicopatol&oacute;gica (<I>Brief Symptom Inventory</I>), a reactividade emocional (<I>Emotional Assessment Scale</I>) e a qualidade de vida (<I>WHOQOL-Bref</I>). Os resultados obtidos mostram que, para ambos os grupos, a multiparidade se encontra associada a maiores dificuldades de adapta&ccedil;&atilde;o na transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade, de forma mais acentuada entre as mulheres infectadas pelo VIH. O maior poder discriminativo, em fun&ccedil;&atilde;o da paridade, registou-se nos dom&iacute;nios Rela&ccedil;&otilde;es sociais e Ambiente, na faceta geral de qualidade de vida e na dimens&atilde;o Ansiedade. Ao longo do tempo, a maior estabilidade individual registou-se entre as mult&iacute;paras dos dois grupos e a menor estabilidade entre as prim&iacute;paras infectadas pelo VIH. Os resultados do nosso estudo apoiam a exist&ecirc;ncia de diferentes padr&otilde;es e traject&oacute;rias de adapta&ccedil;&atilde;o das gr&aacute;vidas prim&iacute;paras e mult&iacute;paras e, essencialmente, a import&acirc;ncia de considerar interven&ccedil;&otilde;es diferenciadas para cada um dos grupos. </P >     <p><B>Palavras-chave: </B>Adapta&ccedil;&atilde;o, Maternidade, Paridade, VIH. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>In the present empirical study, we intend to determine the influence of parity in the adaptation in transition to motherhood among HIV-positive pregnant women and pregnant women without associated medical risk. Ninety-eight women (47 HIV-positive and pregnant women and 51 pregnant women without medical risk) were assessed during the second trimester of pregnancy and 2 to 4 days postpartum. The assessment protocol consisted of social-demographic, clinical and obstetric grids; and self-report questionnaires designed to assess psychological symptom patterns (<I>Brief Symptom Inventory</I>), emotional reactivity (<I>Emotional Assessment Scale</I>), and quality of life (<I>WHOQOL-Bref</I>). Our results showed that multiparity is associated with worse adaptation in the transition to motherhood, more prominently among HIV-infected women. The highest discriminative power, regarding parity, was observed in the Social Relationships and Environment domains, in the general facet of quality of life as well as in the dimension Anxiety. Throughout time, the highest individual stability was reported among multiparous women and the lowest stability was observed in HIV-infected primiparous women. Our findings supported the existence of different patterns and trajectories of adaptation for primiparous and multiparous women and, essentially, suggested the importance of differential interventions concerning each group. </P >    <p><B>Key-words: </B>Adaptation, HIV, Motherhood, Parity. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >     <p>O nascimento de um filho constitui uma das principais transi&ccedil;&otilde;es interpessoais durante o in&iacute;cio da vida adulta. Tal como outras transi&ccedil;&otilde;es, ser pai/m&atilde;e &eacute; um ponto de viragem durante o qual o curso de vida de um indiv&iacute;duo toma uma nova direc&ccedil;&atilde;o, requerendo adapta&ccedil;&atilde;o ou mudan&ccedil;a no estilo de vida e identidades pessoais (Salmela-Aro, Nurmi, Saisto, &amp; Halmesm&auml;ki, 2000). Neste sentido, assume-se que a forma de lidar com uma transi&ccedil;&atilde;o particular do ciclo de vida &eacute; sempre influenciada pelas experi&ecirc;ncias pr&eacute;vias com transi&ccedil;&otilde;es semelhantes (Oliveira, 2006). </P >     <p>As experi&ecirc;ncias de primiparidade t&ecirc;m sido amplamente exploradas, quer na adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade/parentalidade (Cronin, 2003; Delle Fave, &amp; Massimini, 2004; Delmore-Ko, Pancer, Hunsberger, &amp; Pratt, 2000; Fleming, Ruble, Flett, &amp; Shaul, 1988; Gameiro, Moura Ramos, &amp; Canavarro, 2009; Harwood, McLean, &amp; Durkin, 2007; Porter &amp; Hsu, 2003; Tarka, Paunonen, &amp; Laipalla, 2000a,b) quer na satisfa&ccedil;&atilde;o com a rela&ccedil;&atilde;o conjugal (Hackle &amp; Ruble, 1992; Shapiro, Gottman, &amp; Carr&egrave;re, 2000). Centrando-nos de forma mais particular na viv&ecirc;ncia da m&atilde;e, esta experi&ecirc;ncia pode ser, pelas mais variadas raz&otilde;es, um acontecimento dif&iacute;cil para a mulher, representando um conjunto de novos desafios, designadamente porque implica o assumir de um novo papel enquanto prestadora de cuidados, bem como o tomar de decis&otilde;es importantes respeitantes a si pr&oacute;pria, &agrave;s suas rela&ccedil;&otilde;es com os outros e com o contexto social em geral e, em especial, porque obriga a &ldquo;um comprometimento da mulher com novas tarefas para as quais pode n&atilde;o estar totalmente preparada&rdquo; (Kendell, 1978, p. 77). </P >    <p>N&atilde;o &eacute; de espantar, portanto, que o nascimento de um primeiro filho constitua um per&iacute;odo de stresse acrescido e necessidade de algum reajustamento. Wilkinson (1999), procurando avaliar as varia&ccedil;&otilde;es de humor de mulheres prim&iacute;paras e mult&iacute;paras, avaliadas entre o segundo trimestre de gravidez e o primeiro trimestre ap&oacute;s o nascimento do beb&eacute;, verificou que as mulheres prim&iacute;paras apresentaram em todos os momentos de avalia&ccedil;&atilde;o n&iacute;veis mais elevados de afecto positivo e mais baixos de afecto negativo. A &uacute;nica excep&ccedil;&atilde;o verificou-se no per&iacute;odo subsequente ao parto (10 dias depois), durante o qual as prim&iacute;paras apresentaram maior humor negativo que as mult&iacute;paras. Nesta linha, numa revis&atilde;o sobre factores de risco de perturba&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas no puerp&eacute;rio, Figueiredo (2000) verificou que as mulheres prim&iacute;paras t&ecirc;m menor risco de desenvolver perturba&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas durante a gravidez, mas no p&oacute;s-parto t&ecirc;m duas vezes mais probabilidade de ficarem mentalmente doentes do que as mulheres mult&iacute;paras. </P >     <p>Pelo que foi exposto, tal n&atilde;o implica que o nascimento de um filho que n&atilde;o o primeiro n&atilde;o tenha impacto na vida da mulher (casal). Neste sentido, afigura-se-nos como central a ideia expressa por Goldberg e Michaels (1988), e defendida tamb&eacute;m por Stewart (1990), de que esta segunda transi&ccedil;&atilde;o, podendo ser menos dram&aacute;tica, &eacute; certamente mais complexa. Do ponto de vista emp&iacute;rico, esta posi&ccedil;&atilde;o tem sido largamente documentada. Por exemplo, no p&oacute;s-parto, Skari, Skrenden, Malt, Dalholt, Ostensen, Egeland e Emblem (2004) verificaram que a multiparidade era um preditor de perturba&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica materna. No mesmo sentido, Wilkinson (1995) verificou que os indiv&iacute;duos com mais de um filho, avaliados tr&ecirc;s meses ap&oacute;s o parto, reportavam maiores n&iacute;veis de perturba&ccedil;&atilde;o e menores n&iacute;veis de bem-estar, quando comparados com sujeitos que tiveram o primeiro filho. Evid&ecirc;ncia marginal de que a multiparidade era factor de risco para depress&atilde;o p&oacute;s-natal foi igualmente encontrada por Johnstone, Boyce, Hickey, Morris-Yates e Harris (2001). </P >     <p>No contexto nacional, Carvalho, Loureiro e Sim&otilde;es (2007) n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas na depress&atilde;o (avaliada pelo <I>Beck Depression Inventory</I>) nem na psicossintomatologia entre prim&iacute;paras e mult&iacute;paras avaliadas durante a gravidez. J&aacute; Gameiro et al. (2008), num estudo com avalia&ccedil;&otilde;es realizadas nos primeiros dias p&oacute;s-parto e ap&oacute;s oito meses, verificaram que as m&atilde;es prim&iacute;paras denotam maiores dificuldades de adapta&ccedil;&atilde;o, avaliada atrav&eacute;s de medidas como stresse, psicopatologia e reactividade emocional, imediatamente ap&oacute;s o parto. Por&eacute;m, as m&atilde;es mult&iacute;paras apresentam uma evolu&ccedil;&atilde;o menos favor&aacute;vel que as prim&iacute;paras nos meses subsequentes ao parto, reflectida, essencialmente, em n&iacute;veis aumentados de reactividade emocional negativa. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No &acirc;mbito da infec&ccedil;&atilde;o por VIH, s&atilde;o escassos os estudos que se debru&ccedil;aram sobre as experi&ecirc;ncias pr&eacute;vias de gravidez/maternidade na adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade. Neste contexto, esta vari&aacute;vel tem sido sobretudo usada na caracteriza&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria reprodutiva e na identifica&ccedil;&atilde;o de perfis de gravidas seropositivas para o VIH (e.g., Romanelli, Kakehasi, Tavares, Melo, Goulart, Aguiar, &amp; Pinto, 2006). Num estudo nacional, Pereira e Canavarro (2007) analisaram a vari&aacute;vel paridade, mas n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;as com significa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica na adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; gravidez. </P >    <p>Finalmente, no que se prende com a adapta&ccedil;&atilde;o relacional, e considerando a satisfa&ccedil;&atilde;o com a rela&ccedil;&atilde;o conjugal, a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o da gr&aacute;vida com o companheiro depende de um conjunto alargado de factores, entre os quais se inclui tamb&eacute;m a paridade, tendo diversos estudos demonstrado a exist&ecirc;ncia de maior satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal entre as gr&aacute;vidas ou pu&eacute;rperas prim&iacute;paras (Belsky, Spanier, &amp; Rovine, 1993; Gameiro et al., 2009; Windridge &amp; Berryman, 1996). Ainda no plano relacional, o mesmo n&atilde;o acontece em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; compet&ecirc;ncia parental, j&aacute; que tem sido assinalada maior percep&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia entre as m&atilde;es mult&iacute;paras (Gameiro et al., 2009). </P >    <p>Em s&iacute;ntese, e partindo da evid&ecirc;ncia de que a paridade tem sido pouco estudada enquanto determinante na adapta&ccedil;&atilde;o na transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade em mulheres infectadas pelo VIH, no presente estudo estabelecemos como hip&oacute;tese que as mulheres que se encontram gr&aacute;vidas do primeiro filho tender&atilde;o a manifestar menores dificuldades de adapta&ccedil;&atilde;o pessoal durante a gravidez e maiores dificuldades de adapta&ccedil;&atilde;o pessoal no p&oacute;s-parto. No plano relacional, e &agrave; semelhan&ccedil;a da literatura revista, esperamos encontrar maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a rela&ccedil;&atilde;o conjugal entre as mulheres prim&iacute;paras e maior percep&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia parental entre as mult&iacute;paras. </P >    <p>O presente estudo teve como avaliar a influ&ecirc;ncia da paridade na adapta&ccedil;&atilde;o pessoal (avaliada em termos de sintomatologia psicopatol&oacute;gica, reactividade emocional e qualidade de vida &ndash; QdV) e relacional (satisfa&ccedil;&atilde;o com a rela&ccedil;&atilde;o conjugal, satisfa&ccedil;&atilde;o com a rela&ccedil;&atilde;o com o beb&eacute;, percep&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados ao beb&eacute; e percep&ccedil;&atilde;o de realiza&ccedil;&atilde;o materna) na transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade em gr&aacute;vidas infectadas pelo VIH e gr&aacute;vidas sem patologia m&eacute;dica associada. </P >    <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >     <p>O presente estudo emp&iacute;rico baseia-se nas respostas de dois grupos. O grupo cl&iacute;nico (GC-VIH) foi composto por 47 mulheres gr&aacute;vidas infectadas pelo VIH, com uma m&eacute;dia (<I>M</I>) de idade de 28.74 anos e desvio-padr&atilde;o (<I>DP</I>) de 6.01 anos (M&iacute;nimo: 18; M&aacute;ximo: 39). O grupo de controlo (GC) &ndash; gr&aacute;vidas sem condi&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica de risco associada &ndash; foi constitu&iacute;do por 51 mulheres com uma idade m&eacute;dia de 29.53 anos e <I>DP </I>de 4.06 anos (M&iacute;nimo: 18; M&aacute;ximo: 37). No <a href="#topq1">Quadro 1</a>, apresentam-se as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas dos dois grupos. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="topq1"></a><img src="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a04q1.jpg">     
<p>&nbsp;</P >     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao planeamento da gravidez, e considerando planeamento e conhecimento do estado serol&oacute;gico, esta foi planeada por 17.8% das gr&aacute;vidas seropositivas (sem conhecimento); oito mulheres (12.9%) planearam a gravidez conhecendo o seu estado serol&oacute;gico de positividade; 28.9% n&atilde;o planeou a gravidez e n&atilde;o conhecia a exist&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o; e 35.6% das mulheres n&atilde;o planeou a gravidez, mas conhecia o seu estado serol&oacute;gico. Em termos globais, a gravidez foi planeada por 38.6% das mulheres seropositivas. No GC, a gravidez foi planeada por 84.3% das mulheres. Entre os dois grupos, esta diferen&ccedil;a foi estatisticamente significativa, &chi;<Sup><I>2</I></Sup>(1)=21.180; <I>p</I>=.001. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; experi&ecirc;ncia pr&eacute;via de gravidez/maternidade, no GC-VIH verificou-se que 25 mulheres (53.2%) se encontravam gr&aacute;vidas do primeiro filho. No GC a percentagem de prim&iacute;paras &eacute; de 58.8%. Esta diferen&ccedil;a n&atilde;o se revelou estatisticamente significativa, &chi;<Sup><I>2</I></Sup>(1)=0.315; <I>p</I>=.575. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que se prende com as caracter&iacute;sticas associadas &agrave; infec&ccedil;&atilde;o por VIH, verificou-se que a principal  circunst&acirc;ncia conducente &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico de infec&ccedil;&atilde;o por VIH foi a <I>gravidez</I>.  Vinte e duas (46.8%) mulheres tiveram conhecimento da sua infec&ccedil;&atilde;o durante as rotinas da actual gravidez, 4.3% das mulheres  tiveram conhecimento do seu estado serol&oacute;gico numa gravidez anterior, 31.9% das mulheres conheceram a sua seropositividade por rotina  m&eacute;dica, 10.6% realizou o teste por iniciativa pr&oacute;pria e 6.4% das mulheres referiram outra causa. </P >    <p>No que se reporta &agrave;s vias de transmiss&atilde;o, as rela&ccedil;&otilde;es heterossexuais foram a principal causa de infec&ccedil;&atilde;o para a maioria das mulheres (63.8%). Oito (17%) mulheres contra&iacute;ram a infec&ccedil;&atilde;o devido a comportamentos associados &agrave; toxicodepend&ecirc;ncia, uma (2.1%) refere cont&aacute;gio por transfus&atilde;o e oito (17%) referem desconhecer a origem da infec&ccedil;&atilde;o. Parece importante sublinhar a percentagem de casos que refere desconhecer a proveni&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o pelo VIH/SIDA, que foi de 17%. </P >    <p><I>Procedimentos </I></P >    <p>Os dois grupos de gr&aacute;vidas foram recrutados nos servi&ccedil;os de Obstetr&iacute;cia da Maternidade Dr. Daniel de Matos (MDM) &ndash; &Aacute;rea de Gest&atilde;o Integrada de Sa&uacute;de Materno-Fetal dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) e na Maternidade Dr. Alfredo da Costa (MAC; Lisboa), entre Abril de 2003 e Maio de 2008. O estudo &eacute; prospectivo e longitudinal, contemplando dois momentos de avalia&ccedil;&atilde;o: segundo trimestre de gravidez e dois a quatro dias ap&oacute;s o parto. A amostragem foi efectuada por conveni&ecirc;ncia nas duas institui&ccedil;&otilde;es mencionadas. </P >    <p>Para a recolha de dados, foi feito previamente um pedido de colabora&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria no estudo, explicada a natureza e os objectivos do mesmo, garantida a confidencialidade e o anonimato das respostas aos question&aacute;rios, e assinado o consentimento informado, previamente aprovado pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o dos HUC e pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da MAC. </P >    <p><I>Instrumentos </I></P >    <p><I>Ficha de dados sociodemogr&aacute;ficos e grelhas cl&iacute;nicas </I></P >    <p>Do protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o faziam parte uma ficha de dados sociodemogr&aacute;ficos e duas grelhas de informa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica: uma de natureza obst&eacute;trica, incidindo sobre os antecedentes obst&eacute;tricos e a actual gravidez; e uma segunda relativa &agrave; hist&oacute;ria m&eacute;dica da infec&ccedil;&atilde;o por VIH, compreendendo dados sobre a infec&ccedil;&atilde;o [em concreto: dura&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o; tempo de conhecimento da infec&ccedil;&atilde;o; contexto de realiza&ccedil;&atilde;o do teste VIH; categoria de transmiss&atilde;o; condi&ccedil;&atilde;o serol&oacute;gica do companheiro; e, no caso de ter filhos anteriores &agrave; actual gravidez, dados sobre o conhecimento da infec&ccedil;&atilde;o no momento em que engravidou e a situa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica actual do(s) filho(s)]. </P >    <p><I>Brief Symptom Inventory (BSI) </I></P >    <p>O BSI [Derogatis, 1993; Vers&atilde;o portuguesa (VP): Canavarro, 2007] &eacute; constitu&iacute;do por 53 itens, sendo que o indiv&iacute;duo dever&aacute; classificar o grau em que cada problema o afectou durante a &uacute;ltima semana, numa escala de tipo <I>Likert</I>, de cinco pontos, cotado de 0 (Nunca) a 4 (Muit&iacute;ssimas Vezes). O BSI avalia sintomatologia psicopatol&oacute;gica em termos de nove dimens&otilde;es b&aacute;sicas de psicopato </B>logia: somatiza&ccedil;&atilde;o; obsess&otilde;es-compuls&otilde;es; sensibilidade interpessoal; depress&atilde;o; Ansiedade; Hostilidade; Ansiedade F&oacute;bica; Idea&ccedil;&atilde;o Paran&oacute;ide e Psicoticismo &ndash; e tr&ecirc;s &iacute;ndices globais: &Iacute;ndice Geral de Sintomas (IGS); Total de Sintomas Positivos (TSP) e &Iacute;ndice de Sintomas Positivos (ISP). Os valores das caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas da vers&atilde;o nacional do BSI atestaram a sua consist&ecirc;ncia interna (Canavarro, 2007). O &alpha; de Cronbach (quer dos diversos itens do invent&aacute;rio, quer os valores globais das escalas) encontraram-se entre .70 e .80, &agrave; excep&ccedil;&atilde;o dos valores encontrados para as escalas de <I>Ansiedade F&oacute;bica </I>(.624) e de <I>Psicoticismo </I>(.621). Os valores das correla&ccedil;&otilde;es <I>split-half </I>e os coeficientes de Spearman-Brown surgiram tamb&eacute;m como dados indicativos da boa consist&ecirc;ncia interna da escala. No presente estudo, o &alpha; de Cronbach foi de .96 para o total da escala e, para as dimens&otilde;es, variou entre .60 (<I>Ansiedade F&oacute;bica</I>) e .86 (<I>Depress&atilde;o</I>). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Emotional Assessment Scale (EAS) </I></P >    <p>A EAS (Carlson, Collins, Stewart, Porzelius, Nitz, &amp; Lind, 1989; VP: Moura Ramos, 2006) tem como objectivo medir a reactividade emocional. Trata-se de uma escala constitu&iacute;da por 24 itens, que correspondem a descri&ccedil;&otilde;es de emo&ccedil;&otilde;es consideradas fundamentais (Medo, Felicidade, Ansiedade, Culpa, C&oacute;lera, Surpresa e Tristeza), sendo especialmente &uacute;til na medida de n&iacute;veis moment&acirc;neos e de mudan&ccedil;a de emo&ccedil;&otilde;es. Para cada uma das emo&ccedil;&otilde;es descritas o indiv&iacute;duo dever&aacute; posicionar-se no local que lhe parecer mais adequado para representar o modo como se sente no momento actual. A forma de medi&ccedil;&atilde;o utilizada para avaliar o grau de cada emo&ccedil;&atilde;o consiste numa escala visual anal&oacute;gica, com valor m&iacute;nimo igual a 0 (zero), localizado no extremo esquerdo da escala e com a indica&ccedil;&atilde;o &ldquo;o menos poss&iacute;vel&rdquo;, e valor m&aacute;ximo igual a 100 (cem), situado no extremo direito e com a indica&ccedil;&atilde;o &ldquo;o mais poss&iacute;vel&rdquo;, na qual o sujeito dever&aacute; colocar a sua resposta. Esta escala apresenta boas caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas demonstrando ser adequada ao estudo da reactividade emocional dos indiv&iacute;duos perante uma determinada situa&ccedil;&atilde;o. No estudo original o a de Cronbach variou entre .70 e .91 (Carlson et al., 1989) demonstrando ser adequada ao estudo da reactividade emocional dos indiv&iacute;duos perante uma determinada situa&ccedil;&atilde;o. Na vers&atilde;o portuguesa (Moura Ramos, 2006) os valores do &alpha; de Cronbach atestaram tamb&eacute;m a boa consist&ecirc;ncia interna da escala [variando entre .73 (<I>C&oacute;lera</I>) e .88 (<I>Felicidade</I>)]. Na presente amostra, o &alpha; de Cronbach variou entre .68 (<I>Surpresa</I>) e .81 (<I>Felicidade</I>). </P >    <p><I>World Health Organization Quality of Life (WHOQOL-Bref) </I></P >    <p>O WHOQOL-Bref (WHOQOL Group, 1998; VP: Vaz Serra et al., 2006) destina-se a avaliar a qualidade de vida. Este instrumento &eacute; composto por 26 itens e est&aacute; organizado em quatro dom&iacute;nios: F&iacute;sico, Psicol&oacute;gico, Rela&ccedil;&otilde;es Sociais e Ambiente, e 24 facetas espec&iacute;ficas. Cada faceta &eacute; avaliada atrav&eacute;s de uma pergunta, correspondente a um item, &agrave; excep&ccedil;&atilde;o da faceta sobre QdV em geral, que &eacute; avaliada atrav&eacute;s de dois itens, um correspondente &agrave; QdV em geral e outro &agrave; percep&ccedil;&atilde;o geral da sa&uacute;de. Este instrumento apresentou, de acordo com os estudos originais (WHOQOL Group, 1998), valores aceit&aacute;veis de consist&ecirc;ncia interna, considerando o &alpha; de Cronbach de cada um dos quatro dom&iacute;nios, que oscilou entre .66 (<I>Rela&ccedil;&otilde;es Sociais</I>) e .84 (<I>F&iacute;sico</I>). No estudo de valida&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o de Portugal (Vaz Serra et al., 2006), o WHOQOL-Bref demonstrou ter tamb&eacute;m boas propriedades psicom&eacute;tricas. O &alpha; de Cronbach apresentou n&iacute;veis aceit&aacute;veis, quer se considerem os 26 itens (.92); ou os 4 dom&iacute;nios: <I>F&iacute;sico </I>(.87), <I>Psicol&oacute;gico </I>(.84), <I>Rela&ccedil;&otilde;es Sociais </I>(.64) e <I>Ambiente </I>(.78). No presente estudo, o &alpha; de Cronbach foi de .90 para o total dos itens e oscilou, relativamente aos dom&iacute;nios, entre .72 (<I>Psicol&oacute;gico</I>) e .80 (<I>F&iacute;sico</I>). </P >    <p><I>Escalas de adjectivos: Avalia&ccedil;&atilde;o dos dom&iacute;nios conjugal e parental </I></P >    <p>Neste estudo, utiliz&aacute;mos igualmente escalas de adjectivos para avaliar as dimens&otilde;es relativas aos dom&iacute;nios conjugal e parental, nomeadamente: satisfa&ccedil;&atilde;o com a rela&ccedil;&atilde;o conjugal; satisfa&ccedil;&atilde;o com a rela&ccedil;&atilde;o com o beb&eacute;; percep&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia materna; e percep&ccedil;&atilde;o de realiza&ccedil;&atilde;o materna. Estas escalas t&ecirc;m esta designa&ccedil;&atilde;o na medida em que apresentam um cont&iacute;nuo de adjectivos ou julgamentos referentes a uma determinada situa&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o elaboradas de forma semelhante &agrave;s escalas visuais anal&oacute;gicas, distinguindo-se pela introdu&ccedil;&atilde;o de descritores adicionais interm&eacute;dios (Streiner &amp; Norman, 1995). </P >    <p><I>An&aacute;lises estat&iacute;sticas </I></P >    <p>Na an&aacute;lise estat&iacute;stica dos dados foi utilizado o programa estat&iacute;stico SPSS (<I>Statistical Package for the Social Sciences</I>) (vers&atilde;o 15.0). Numa primeira fase, para a caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica da amostra e dos diferentes grupos que a comp&otilde;em recorremos &agrave; estat&iacute;stica descritiva (frequ&ecirc;ncias relativas, m&eacute;dias e desvios-padr&atilde;o). Com o objectivo de averiguar a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre os dois grupos de estudo relativamente aos indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o mencionados, recorremos &agrave; estat&iacute;stica inferencial. Concretamente, recorremos ao procedimento de an&aacute;lise univariada da vari&acirc;ncia (ANOVA), concretamente &agrave; 2x2 ANOVA, em que as vari&aacute;veis independentes (VIs) foram o grupo (GC-VIH <I>versus </I>GC) e a paridade (prim&iacute;para <I>versus </I>mult&iacute;para). Para an&aacute;lise da estabilidade ao longo do tempo nos diferentes indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o recorremos ao teste n&atilde;oparam&eacute;trico para amostras emparelhadas (Teste de Wilcoxon) e &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es de Spearman. Os testes estat&iacute;sticos com probabilidades inferiores a .05 foram considerados estatisticamente significativos. </P >    <p>RESULTADOS </P >    <p><I>Adapta&ccedil;&atilde;o pessoal </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados que se seguem, e dado o elevado n&uacute;mero de indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o em estudo, s&atilde;o referidos apenas os indicadores que revelaram um efeito principal de uma das VIs ou efeitos de interac&ccedil;&atilde;o com significa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica. As m&eacute;dias marginais estimadas, relativamente aos resultados do primeiro momento de avalia&ccedil;&atilde;o, constam do <a href="#topq2">Quadro 2</a>. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="topq2"></a>     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a04q2.jpg" width="463" height="533"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>No <a href="#topq3">Quadro 3</a> encontram-se os resultados da ANOVA 2x2, relativamente aos indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o que registaram efeitos estatisticamente significativos. Foi poss&iacute;vel verificar que o efeito principal da exist&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o por VIH &eacute; estatisticamente significativo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; generalidade das dimens&otilde;es. Com efeito, a compara&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias marginais (cf. coluna da direita do <a href="#topq2">Quadro 2</a>) indica que as gr&aacute;vidas do GC-VIH apresentam resultados superiores aos das gr&aacute;vidas do GC nas dimens&otilde;es de psicopatologia e reactividade emocional e inferiores nos indicadores de qualidade de vida. </P >    <p>&nbsp;</P ><a name="topq3"></a>     <p>QUADRO 3 </P >    <p><I>Indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o dos grupos em estudo e da paridade</I><I>:  </I><I>An&aacute;lises univariadas da vari&acirc;nci</I><I>a  </I></P ><TABLE   align="center" border=0 cellspacing=0 cellpadding=2 ><TR    ><TH   colspan=2 align="left" width="284"  valign="top" height="13"  >    <div align="right">Grupo &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</div></TH ><TH   align="center" width="141"  valign="top" height="13"  >Paridade </TH ><TH   align="center" width="99"  valign="top" height="13"  >Interac&ccedil;&atilde;o </TH ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="148"  valign="middle" height="14"  >Depress&atilde;o </TH ><TD    align="center" width="137"  valign="middle" height="14"  >4.33* </TD ><TD    align="center" width="141"  valign="middle" height="14"  >1.83 </TD ><TD    align="right" width="99"  valign="middle" height="14"  >0.46 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="148"  valign="top" height="11"  >Ansiedade </TH ><TD    align="center" width="137"  valign="top" height="11"  >2.97 </TD ><TD    align="center" width="141"  valign="top" height="11"  >6.45* </TD ><TD    align="right" width="99"  valign="top" height="11"  >1.54 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="148"  valign="middle" height="12"  >Hostilidade </TH ><TD    align="center" width="137"  valign="middle" height="12"  >0.80 </TD ><TD    align="center" width="141"  valign="middle" height="12"  >4.30* </TD ><TD    align="right" width="99"  valign="middle" height="12"  >1.42 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="148"  valign="middle" height="12"  >Psicoticismo </TH ><TD    align="center" width="137"  valign="middle" height="12"  >4.84* </TD ><TD    align="center" width="141"  valign="middle" height="12"  >4.84* </TD ><TD    align="right" width="99"  valign="middle" height="12"  >2.50 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="148"  valign="top" height="14"  >ISP </TH ><TD    align="center" width="137"  valign="top" height="14"  >7.64** </TD ><TD    align="center" width="141"  valign="top" height="14"  >2.44 </TD ><TD    align="right" width="99"  valign="top" height="14"  >1.35 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="148"  valign="middle" height="14"  >Ansiedade </TH ><TD    align="center" width="137"  valign="middle" height="14"  >9.07** </TD ><TD    align="center" width="141"  valign="middle" height="14"  >2.85 </TD ><TD    align="right" width="99"  valign="middle" height="14"  >0.10 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="148"  valign="middle" height="12"  >Medo </TH ><TD    align="center" width="137"  valign="middle" height="12"  >18.24*** </TD ><TD    align="center" width="141"  valign="middle" height="12"  >2.24 </TD ><TD    align="right" width="99"  valign="middle" height="12"  >0.06 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="148"  valign="middle" height="13"  >Culpa </TH ><TD    align="center" width="137"  valign="middle" height="13"  >8.21** </TD ><TD    align="center" width="141"  valign="middle" height="13"  >2.13 </TD ><TD    align="right" width="99"  valign="middle" height="13"  >0.26 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="148"  valign="top" height="11"  >C&oacute;lera </TH ><TD    align="center" width="137"  valign="top" height="11"  >6.58* </TD ><TD    align="center" width="141"  valign="top" height="11"  >1.65 </TD ><TD    align="right" width="99"  valign="top" height="11"  >0.99 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="148"  valign="middle" height="13"  >Surpresa </TH ><TD    align="center" width="137"  valign="middle" height="13"  >9.53** </TD ><TD    align="center" width="141"  valign="middle" height="13"  >0.06 </TD ><TD    align="right" width="99"  valign="middle" height="13"  >0.91 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="148"  valign="top" height="13"  >Tristeza </TH ><TD    align="center" width="137"  valign="top" height="13"  >9.91** </TD ><TD    align="center" width="141"  valign="top" height="13"  >0.24 </TD ><TD    align="right" width="99"  valign="top" height="13"  >0.14 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="148"  valign="middle" height="14"  >Rela&ccedil;&otilde;es sociais </TH ><TD    align="center" width="137"  valign="middle" height="14"  >9.66** </TD ><TD    align="center" width="141"  valign="middle" height="14"  >6.28* </TD ><TD    align="right" width="99"  valign="middle" height="14"  >0.00 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="148"  valign="top" height="11"  >Ambiente </TH ><TD    align="center" width="137"  valign="top" height="11"  >2.06 </TD ><TD    align="center" width="141"  valign="top" height="11"  >10.40** </TD ><TD    align="right" width="99"  valign="top" height="11"  >0.05 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="148"  valign="middle" height="12"  >Faceta geral de QdV </TH ><TD    align="center" width="137"  valign="middle" height="12"  >34.51*** </TD ><TD    align="center" width="141"  valign="middle" height="12"  >6.61* </TD ><TD    align="right" width="99"  valign="middle" height="12"  >2.17 </TD ></TR ></TABLE >    <p><I>Nota. </I><Sup>*</Sup><I>p</I>&lt;.05; <Sup>**</Sup><I>p</I>&lt;.01; <Sup>***</Sup><I>p</I>&lt;.001. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>J&aacute; no que respeita &agrave; paridade (cf. m&eacute;dias marginais do ter&ccedil;o inferior do <a href="#topq2">Quadro 2</a>), os resultados permitem-nos verificar que, nas dimens&otilde;es referidas, as mulheres mult&iacute;paras apresentam resultados superiores de psico-sintomatologia, maior reactividade emocional negativa e menor QdV. No total, foram encontrados efeitos principais da paridade em tr&ecirc;s dimens&otilde;es do BSI, nos dom&iacute;nios <I>Rela&ccedil;&otilde;es Sociais </I>e <I>Ambiente </I>e na <I>Faceta Geral de QdV </I>(cf. <a href="#topq3">Quadro 3</a>). Pela leitura do mesmo quadro, podemos tamb&eacute;m verificar que nenhum efeito de interac&ccedil;&atilde;o se mostrou estatisticamente significativo. </P >     <p>No segundo momento de avalia&ccedil;&atilde;o, e procedendo ao mesmo conjunto de an&aacute;lises, verificaram-se efeitos principais da vari&aacute;vel grupo nas emo&ccedil;&otilde;es <I>Ansiedade</I>, <I>F</I>(1,71)=4.46, <I>p</I>=.038, e <I>Culpa</I>, <I>F</I>(1,71)=7.49, <I>p</I>=.008, bem como no dom&iacute;nio <I>Rela&ccedil;&otilde;es Sociais</I>, <I>F</I>(1,65)=7.04, <I>p</I>=.010 e na <I>Faceta Geral de QdV</I>, <I>F</I>(1,65)=19.55, <I>p</I>&lt;.001. Relativamente &agrave; experi&ecirc;ncia pr&eacute;via de gravidez (paridade) n&atilde;o se registaram efeitos significativos. </P >     <p><I>Adapta&ccedil;&atilde;o relacional </I></P >    <p>Considerando a adapta&ccedil;&atilde;o relacional, relativamente &agrave; paridade, os dados obtidos apontam igualmente para a inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as em tr&ecirc;s dos quatros indicadores. Na <I>percep&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia parental </I>registou-se um efeito significativo da vari&aacute;vel paridade, <I>F</I>(1,62)=4.46, <I>p</I>=.035, com as mulheres mult&iacute;paras a apresentar valores mais elevados (Prim&iacute;para &ndash; <I>M</I>=5.58 <I>versus </I>Mult&iacute;para &ndash; <I>M</I>=6.12). Na <I>satisfa&ccedil;&atilde;o com a rela&ccedil;&atilde;o conjugal </I>(Prim&iacute;para &ndash; <I>M</I>=5.43 <I>versus </I>Mult&iacute;para &ndash; <I>M</I>=4.85; <I>p</I>=.050) a diferen&ccedil;a aproximou-se do limiar de significa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica. </P >    <p><I>Estabilidade da adapta&ccedil;&atilde;o ao longo do tempo </I></P >    <p>Para al&eacute;m da an&aacute;lise da adapta&ccedil;&atilde;o nos dois momentos de avalia&ccedil;&atilde;o considerados, entendemos tamb&eacute;m ser importante analisar a forma como a adapta&ccedil;&atilde;o evolui ao longo do tempo, ou seja, se a evolu&ccedil;&atilde;o &eacute; diferencial para as prim&iacute;paras e para as mult&iacute;paras. Na presente an&aacute;lise, esta vari&aacute;vel foi considerada, simultaneamente, no contexto de (in)exist&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o por VIH. </P >    <p>Em termos de estabilidade absoluta (avaliada atrav&eacute;s do Teste de Wilcoxon), globalmente, verificou-se uma diminui&ccedil;&atilde;o da psicossintomatologia entre os dois momentos de avalia&ccedil;&atilde;o, sem que as diferen&ccedil;as tenham sido estatisticamente significativas. As excep&ccedil;&otilde;es registaram-se entre as mulheres mult&iacute;paras seropositivas para o VIH, grupo em que se verificaram diferen&ccedil;as significativas entre as duas avalia&ccedil;&otilde;es na dimens&atilde;o <I>Ansiedade </I>(<I>z=</I>-2.30; <I>p</I>=.022) e no <I>ISP </I>(<I>z=</I>-1.99; <I>p</I>=.046). </P >    <p>No que diz respeito &agrave; reactividade emocional, a tend&ecirc;ncia geral foi de diminui&ccedil;&atilde;o, ao longo do tempo, da reactividade emocional negativa e de aumento na <I>Felicidade</I>. Esta emo&ccedil;&atilde;o aumentou de forma estatisticamente significativa entre as mulheres mult&iacute;paras, quer do grupo cl&iacute;nico (<I>z=</I>-2.48; <I>p</I>=.013) quer do grupo de controlo (<I>z=</I>-2.72; <I>p</I>=.006). De igual forma, nestes mesmos grupos, verificou-se uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa na emo&ccedil;&atilde;o <I>Ansiedade</I>, nomeadamente: GC-VIH (<I>z=</I>-2.87; <I>p</I>=.004) e GC (<I>z=</I>-2.30; <I>p</I>=.022). No grupo de prim&iacute;paras do GC observou-se igualmente uma mudan&ccedil;a (aumento) significativa na emo&ccedil;&atilde;o <I>Surpresa </I>(<I>z=</I>-3.12; <I>p</I>=.002). </P >    <p>Finalmente, e no que se prende com a QdV, entre as mulheres mult&iacute;paras registou-se um aumento em todos os dom&iacute;nios e na faceta geral. Em termos grupais, a &uacute;nica diferen&ccedil;a verificou-se no dom&iacute;nio <I>F&iacute;sico</I>: GC-VIH (<I>z=</I>-2.10; <I>p</I>=.035) e GC (<I>z=</I>-3.00; <I>p</I>=.003). Neste dom&iacute;nio, observou-se igualmente um aumento significativo no grupo das prim&iacute;paras do GC-VIH (<I>z=</I>-3.06; <I>p</I>=.002). J&aacute; entre as mulheres prim&iacute;paras registou-se uma diminui&ccedil;&atilde;o nos dom&iacute;nios das <I>Rela&ccedil;&otilde;es Sociais </I>em ambos os grupos (cl&iacute;nico e controlo) e no dom&iacute;nio <I>Ambiente</I>, apenas no grupo de prim&iacute;paras do GC-VIH. Nas prim&iacute;paras do GC foram encontradas diferen&ccedil;as entre os dois momentos nos dom&iacute;nios <I>Psicol&oacute;gico </I>(<I>z=</I>-2.21; <I>p</I>=.027), onde se registou um aumento do primeiro para o segundo momento de avalia&ccedil;&atilde;o, e <I>Rela&ccedil;&otilde;es Sociais </I>(<I>z=</I>-2.44; <I>p</I>=.015). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; <I>Faceta Geral de QdV</I>, a &uacute;nica diferen&ccedil;a com significa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica verificou-se entre as mult&iacute;paras do GC-VIH (<I>z=</I>-2.26; <I>p</I>=.024), que apresentam um resultado mais elevado no segundo momento de avalia&ccedil;&atilde;o. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Globalmente, os resultados permitem atestar a continuidade grupal na adapta&ccedil;&atilde;o. A fim de avaliar a estabilidade e/ou mudan&ccedil;a individual, recorremos &agrave; an&aacute;lise das correla&ccedil;&otilde;es de Spearman entre os indicadores avaliados na gravidez e no p&oacute;s-parto. Os resultados obtidos encontram-se expressos no <a href="#topq4">Quadro 4</a>. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="topq4"></a>     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a04q4.jpg" width="463" height="358"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>A partir da leitura do <a href="#topq4">Quadro 4</a>, verificamos que, de forma geral, as mulheres mult&iacute;paras apresentam maior estabilidade temporal e continuidade individual na adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; gravidez e ao nascimento de um filho (observada atrav&eacute;s das correla&ccedil;&otilde;es significativas entre os dois momentos de avalia&ccedil;&atilde;o), sendo tal estabilidade especialmente evidente no que se refere &agrave; psicossintoma tologia. Considerando a exist&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o por VIH, a an&aacute;lise dos resultados permite-nos constatar que a estabilidade individual &eacute; superior entre as mulheres do GC. Considerando apenas as prim&iacute;paras, as mulheres seropositivas para o apresentam not&oacute;ria descontinuidade individual, ainda que os dados relativos &agrave; estabilidade absoluta apontem para a estabilidade grupal. </P >     <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>A literatura cient&iacute;fica tem sublinhado o impacto que o nascimento de um filho tem na vida dos pais, n&atilde;o sendo, todavia, muito clara sobre as particularidades inerentes ao facto de ser ou n&atilde;o o primeiro. No contexto da infec&ccedil;&atilde;o por VIH, que seja do nosso conhecimento, este aspecto n&atilde;o tem sido empiricamente estudado. No presente estudo procur&aacute;mos, ent&atilde;o, compreender melhor essas diferen&ccedil;as, no que respeita &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; gravidez e aos primeiros dias subsequentes ao parto. </P >    <p>Na revis&atilde;o de literatura, relat&aacute;mos que o nascimento de um filho, em particular o primeiro, est&aacute; associado a uma adapta&ccedil;&atilde;o complexa, implicando uma maior perturba&ccedil;&atilde;o que o nascimento de um outro filho. Partimos, neste sentido, do pressuposto de que a primiparidade pode constituir um importante factor de vulnerabilidade na adapta&ccedil;&atilde;o materna, sobretudo no p&oacute;s-parto. De acordo com o hipotetizado, e consistente com o estudo de Wilkinson (1999) e com a revis&atilde;o de Figueiredo (2000), durante a gravidez, as mulheres prim&iacute;paras apresentaram resultados inferiores de psicossin tomatologia, menor reactividade emocional negativa e melhor QdV. No total, foram encontrados efeitos principais da experi&ecirc;ncia pr&eacute;via de gravidez/maternidade em tr&ecirc;s dimens&otilde;es de psicopato logia e nos dom&iacute;nios <I>Rela&ccedil;&otilde;es Sociais </I>e <I>Ambiente </I>e na Faceta Geral de QdV. No segundo momento de avalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se registaram quaisquer diferen&ccedil;as relativamente &agrave; paridade, ainda que os dados apontem para maiores n&iacute;veis de psicossintomatologia, maior reactividade emocional negativa e menor QdV entre as m&atilde;es mult&iacute;paras. </P >    <p>Stewart (1990) alerta para as reorganiza&ccedil;&otilde;es exigidas ao sistema parental preexistente e diversos autores (e.g., Goldberg &amp; Michaels, 1988; Hakulinen, Paunonen, White, &amp; Wilson, 1997) defendem inclusive que esta segunda transi&ccedil;&atilde;o, podendo ser menos dram&aacute;tica, &eacute; certamente mais complexa (e.g., pela antecipa&ccedil;&atilde;o dos novos pap&eacute;is no n&uacute;cleo familiar). Face ao exposto, n&atilde;o ser&aacute; surpreendente que as mulheres mult&iacute;paras reportem n&iacute;veis mais elevados nos indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o de val&ecirc;ncia negativa. </P >    <p>J&aacute; no que respeita &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o relacional, embora n&atilde;o tenhamos encontrado diferen&ccedil;as com significa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica, os resultados apontam para melhores valores de satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal entre as mulheres prim&iacute;paras, o que tem sido demonstrado em estudos internacionais (Belsky, Spanier, &amp; Rovine,1993; Windridge &amp; Berryman, 1996) e nacionais (Gameiro et al., 2009), bem como para melhor percep&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia materna entre as mulheres mult&iacute;paras, tamb&eacute;m semelhante ao demonstrado em estudos nacionais conduzidos em amostras de gr&aacute;vidas sem risco m&eacute;dico associado (Gameiro et al., 2009; Oliveira, 2006). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entre a gravidez e o p&oacute;s-parto, os resultados da estabilidade absoluta e relativa apontam para padr&otilde;es e traject&oacute;rias de adapta&ccedil;&atilde;o diferentes. Globalmente, verificou-se uma melhoria na adap ta&ccedil;&atilde;o dos quatro grupos considerados, por&eacute;m, registaram-se traject&oacute;rias individuais diferenciadas, com as mulheres prim&iacute;paras seropositivas para o VIH a evidenciar menor estabilidade individual. Estes resultados alertam para a import&acirc;ncia de considerar, no &acirc;mbito da gravidez, interven&ccedil;&otilde;es diferenciadas. </P >    <p>Este aspecto chama a aten&ccedil;&atilde;o, contudo, para uma importante limita&ccedil;&atilde;o do presente estudo, que considerou apenas avalia&ccedil;&otilde;es durante a gravidez e p&oacute;s-parto. Neste sentido, pensamos que a op&ccedil;&atilde;o por um desenho longitudinal mais longo, que avaliasse a adapta&ccedil;&atilde;o at&eacute; aos seis meses ap&oacute;s o nascimento do beb&eacute;, poderia ajudar a melhor compreender as traject&oacute;rias destes grupos. Este ponto revela-se de extrema relev&acirc;ncia dado que, entre as gr&aacute;vidas seropositivas, aos primeiros seis meses est&aacute; associada uma grande incerteza e dificuldade de gest&atilde;o emocional, que se prende com a confirma&ccedil;&atilde;o (positiva ou negativa) do diagn&oacute;stico de infec&ccedil;&atilde;o do beb&eacute;. Por outro lado, e dado o consenso de que a transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade &eacute; um fen&oacute;meno eminentemente complexo e multideterminado (Belsky &amp; Jaffee, 2006) reconhecemos a import&acirc;ncia de estudar a influ&ecirc;ncia da paridade em conjunto com outros determinantes (sociodemogr&aacute;ficos; reprodutivos) da adapta&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Os objectivos centrais da presente investiga&ccedil;&atilde;o situam-se num plano relativamente pr&oacute;ximo da interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, pelo que n&atilde;o podemos deixar de responder &agrave; inevit&aacute;vel quest&atilde;o sobre as implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas (cl&iacute;nicas) das posi&ccedil;&otilde;es defendidas e dos resultados obtidos. No mesmo sentido, parece-nos imprescind&iacute;vel alertar para a prem&ecirc;ncia que as rotinas de planeamento familiar podem assumir neste contexto. </P >    <p>A identifica&ccedil;&atilde;o das mulheres que apresentem factores de risco de desenvolver estados emocionais negativos durante a gravidez &eacute; indispens&aacute;vel. A paridade assume, na nossa &oacute;ptica, e tendo em conta a experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica que temos vindo a desenvolver numa Maternidade, uma import&acirc;ncia central. Esta vari&aacute;vel entendemo-la, tamb&eacute;m, indissoci&aacute;vel da vari&aacute;vel planeamento da gravidez. Esta dupla considera&ccedil;&atilde;o pode constituir uma importante pista futura de investiga&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Adicionalmente, e considerando que o grupo cl&iacute;nico do nosso estudo pertence, na larga maioria, ao n&iacute;vel socioecon&oacute;mico baixo, ter aten&ccedil;&atilde;o a este factor &eacute; um aspecto importante para as mulheres (casais) carenciadas(os), uma vez que contribui para prevenir a exist&ecirc;ncia de um elevado n&uacute;mero de filhos, muito al&eacute;m das suas possibilidades e recursos financeiros. </P >    <p>Do ponto de vista psicol&oacute;gico defendemos, &agrave; semelhan&ccedil;a de outros autores (Gameiro et al., 2009) que a interven&ccedil;&atilde;o (aconselhamento) dever&aacute; passar por uma componente educativa sobre aspectos pr&aacute;ticos de cuidados di&aacute;rios e, ao mesmo tempo, permitir ventilar emo&ccedil;&otilde;es e discutir preocupa&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; antecipa&ccedil;&atilde;o do (novo) papel de cuidadora. Este aspecto, no contexto da infec&ccedil;&atilde;o VIH, tem especial import&acirc;ncia, na medida em que, nas primeiras seis semanas ap&oacute;s o nascimento do beb&eacute;, cabe &agrave;s m&atilde;es (geralmente) a responsabilidade de administrar o xarope de AZT. Adicionalmente, assume-se como central um aconselhamento psicol&oacute;gico no p&oacute;s-parto, dada a exist&ecirc;ncia de evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica de que, com frequ&ecirc;ncia, as mulheres negligenciam as suas necessidades (em termos de sa&uacute;de pessoal) em detrimento das necessidades e cuidados dos filhos e outros significativos (Aranda-Naranjo &amp; Davis, 2001; Herbert &amp; Bachanas, 2002), que poder&atilde;o igualmente estar infectados (Armistead &amp; Forehand, 1995). </P >    <p>N&atilde;o obstante as in&uacute;meras especificidades desta infec&ccedil;&atilde;o, e independentemente de esta tem&aacute;tica discorrer entre concep&ccedil;&otilde;es da maternidade como proibida ou aceit&aacute;vel, reconhecemos, como Sherr (2005), que as mulheres infectadas enfrentam os mesmos desafios parentais que todas as mulheres, por&eacute;m, s&atilde;o as especificidades da infec&ccedil;&atilde;o VIH, os diferentes contextos individuais, bem como as diferentes traject&oacute;rias e padr&otilde;es de adapta&ccedil;&atilde;o que devem, em contexto cl&iacute;nico, orientar a nossa posi&ccedil;&atilde;o enquanto psic&oacute;logos de uma Maternidade. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >     <!-- ref --><p>Aranda-Naranjo, B., &amp; Davis, R. (2001). Psychosocial and cultural considerations. In J. R. Anderson (Ed.), <I>A </I><I>guide to the clinical care of women with HIV </I>(pp. 275-287). Health Resources and Services Administrators. HIV/AIDS Bureau.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-8231201100030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Armistead, L., &amp; Forehand, R. (1995). From whom the bell tolls: Parenting decisions and challenges faced by mothers who are HIV seropositive. <I>Clinical Psychology Science and Practice, 2</I>, 239-250.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201100030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Belsky, J., &amp; Jafee, S. R. (2006). The multiple determinants of parenting. In D. Cicchetti &amp; D.J. Cohen (Eds.), <I>Developmental psychopathology. Vol. 3: Risk, disorder, and adaptation </I>(2nd ed., pp. 38-85). Hoboken: John Wiley &amp; Sons, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201100030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Belsky, J., Spanier, G. B., &amp; Rovine, M. (1993). Stability and change in marriage across the transition to the parenthood. <I>Journal of Marriage and the Family, 45</I>, 553-556.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201100030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Canavarro, M. C. (2007). Invent&aacute;rio de Sintomas Psicopatol&oacute;gicos (BSI): Uma revis&atilde;o cr&iacute;tica dos estudos realizados em Portugal. In M.R. Sim&otilde;es, C. Machado, M. Gon&ccedil;alves, &amp; L. Almeida (Coords.) <I>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica: Instrumentos validados para a popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa </I>(vol. III, pp. 305-331)<I>. </I>Coimbra: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201100030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Carlson, C. R., Collins, F. L., Stewart, J. F., Porzelius, J., Nitz, J. A., &amp; Lind, C. O. (1989). The assessment of emotional reactivity: A scale development and validation study. <I>Journal of Psychopathology and Behavioral Assessment</I>, <I>11</I>(4), 313-325.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201100030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Carvalho, P., Loureiro, M., &amp; Sim&otilde;es, M. R. (2007). Gravidez e risco psicopatol&oacute;gico. <I>Psychologica, 46</I>, 105-124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201100030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Cronin, C. (2003). First-time mothers: Identifying their needs, perceptions and experiences. <I>Journal of Clinical Nursing, 12</I>, 260-267.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201100030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Delle Fave, A., &amp; Massimini, F. (2004). Parenthood and the quality of experience in daily life: A longitudinal study. <I>Social Indicators Research, 67</I>, 75-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201100030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Delmore-Ko, P., Pancer, S. M., Hunsberger, B., &amp; Pratt, M. (2000). Becoming parent: The relation between prenatal expectation and postnatal experience. <I>Journal of Family Psychology, 14</I>(4), 625-640.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201100030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Derogatis, L. R. (1993). <I>BSI &ndash; Brief Symptom Inventory: Administration, scoring and procedures manual</I>. Minneapolis: Natural Computers System. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Figueiredo, B. (2000). Psicopatologia do desenvolvimento da maternidade. In I. Soares (Ed.), <I>Psicopatologia do desenvolvimento: Traject&oacute;rias (in)adaptativas ao longo da vida </I>(pp. 347-380). Coimbra: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201100030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Fleming, A. S., Ruble, D. N., Flett, G. L., &amp; Shaul, D. L. (1988). Postpartum adjustment in first-time mothers: Relation between mood, maternal attitudes, and mother-infant interactions. <I>Developmental Psychology, 24</I>(1), 71-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201100030000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gameiro, S., Moura Ramos, M., &amp; Canavarro, M. C. (2009). Maternal adjustment to the birth of a child: Primiparity <I>versus </I>multiparity. <I>Journal of Reproductive and Infant Psychology, 27</I>, 269-286<I>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201100030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </I></P >     <!-- ref --><p>Goldberg, W. A., &amp; Michaels, G. Y. (1988). The transition to parenthood: Synthesis and future directions. In G.Y. Michaels &amp; W. Goldberg (Eds.), <I>The transition to parenthood: Current theory and practice </I>(pp. 343360). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201100030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Hackle, L. S., &amp; Ruble, D. N. (1992). Changes in the marital relationship after the first baby is born: Predicting the impact of expectancy disconfirmation. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 62</I>(6), 944-957.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201100030000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hakulinen, T., Paunonen, M., White, M. A., &amp; Wilson, M. E. (1997). Dynamics of families during third trimester of pregnancy in southwest Finland. <I>International Journal of Nursing Studies, 34</I>(4), 270-277.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201100030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Harwood, K., McLean, N., &amp; Durkin, K. (2007). First-time mothers&rsquo; expectations of parenthood: What happens when optimistic expectations are not matched by later experiences. <I>Developmental Psychology, 43</I>(1), 1-12. </P >     <p>Herbert, S. E., &amp; Bachanas, P. (2002). HIV/AIDS. In S. G. Kornstein &amp; A. H. Clayton (Eds.), <I>Women&rsquo;s mental health: A comprehensive textbook </I>(pp. 452-466). New York: The Guilford Press. </P >    <!-- ref --><p>Johnstone, S. J., Boyce, P. M., Hickey, A. R., Morris-Yates, A. D., &amp; Harris, M. G. (2001). Obstetric risk factors for postnatal depression in urban and rural community samples. <I>Australian and New Zealand Journal of Psychiatry, 35</I>, 69-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201100030000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kendell, R. E. (1978). Childbirth as an aetiological agent. In M. Sandler (Ed.), <I>Mental illness in pregnancy and the puerperium </I>(pp. 69-79). Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201100030000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Moura Ramos, M. (2006). <I>Adapta&ccedil;&atilde;o materna e paterna ao nascimento de um filho: Percursos e contextos de influ&ecirc;ncia. </I>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado apresentada &agrave; Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201100030000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Oliveira, C. (2006). <I>Desafios e contextos de influ&ecirc;ncia na adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; maternidade: Um estudo longitudinal em popula&ccedil;&atilde;o sem risco m&eacute;dico</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado apresentada &agrave; Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201100030000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pereira, M., &amp; Canavarro, M. C. (2007). Vulnerabilidade de g&eacute;nero e outras dimens&otilde;es de influ&ecirc;ncia na adapta&ccedil;&atilde;o ao VIH/SIDA e &agrave; gravidez e maternidade. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXV</I>(3), 503-515<I>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201100030000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </I></P >    <p>Porter, C. L., &amp; Hsu, H.-C. (2003). First-time mothers&rsquo; perceptions of efficacy during transition to motherhood: Links to infant temperament. <I>Journal of Family Psychology, 17</I>(1), 54-64. </P >    <!-- ref --><p>Romanelli, R. M., Kakehasi, F. M., Tavares, M. C., Melo, V. H., Goulart, L. H., Aguiar, R. A., &amp; Pinto, J. A. (2006). Perfil das gestantes infectadas pelo HIV atendidas em pr&eacute;-natal de alto risco de refer&ecirc;ncia de Belo Horizonte. <I>Revista Brasileira de Sa&uacute;de Materno-Infantil, 6</I>(3), 329-334.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201100030000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Salmela-Aro, K., Nurmi, J. E., Saisto, T., &amp; Halmesm&auml;ki, E. (2000). Women&rsquo;s and men&rsquo;s personal goals during transition to parenthood. <I>Journal of Family Psychology, 14</I>(2), 171-186. </P >    <!-- ref --><p>Shapiro, A. F., Gottman, J. M., &amp; Carr&egrave;re, S. (2000). The baby and the marriage: Identifying factors that buffer against decline in marital satisfaction after first baby arrives. <I>Journal of Family Psychology, 14</I>(1), 59-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201100030000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sherr, L. (2005). Women and HIV. In K. Citron, M. J. Brouillette, &amp; A. Beckett (Eds.), <I>HIV and Psychiatry: A training and resource manual </I>(pp. 215-235). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201100030000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Skari, H., Skreden, M., Malt, U. F., Dalholt, M., Ostensen, A. B., Egeland, T., &amp; Emblem, R. (2004). Comparative levels of psychological distress, stress symptoms, depression, and anxiety after childbirth: A prospective population-based study of mothers and fathers. <I>BJOG: An International Journal of Obstetrics and Gynaecology, 109</I>(10), 1154-1163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201100030000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Stewart, R. B. (1990). <I>The second child: Family transition and adjustment</I>. Newbury Park: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201100030000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Streiner, D. L., &amp; Norman, G. (1995). <I>Health measurements scales: </I><I>A practical guide to their development and use </I>(2nd ed.). Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201100030000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Tarka, M. T., Paunonen, M., &amp; Laipalla, P. (2000a). First-time mothers and child care when the child is 8 months old. <I>Journal of Advanced Nursing, 31</I>(1), 20-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201100030000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Tarka, M. T., Paunonen, M., &amp; Laipalla, P. (2000b). How first-time mothers cope with childcare while still in maternity yard. <I>International Journal of Nursing Practice, 6</I>, 97-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201100030000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vaz Serra, A., Canavarro, M. C., Sim&otilde;es, M. R., Pereira, M., Gameiro, S., Quartilho, M. J., Paredes, T. (2006). Estudos psicom&eacute;tricos do instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (WHOQOL-Bref) para Portugu&ecirc;s de Portugal. <I>Psiquiatria Cl&iacute;nica, 27</I>(1), 41-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201100030000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>WHOQOL Group. (1998). Development of World Health Organization WHOQOL-Bref Quality of Life Assessment. <I>Psychological Medicine, 28</I>, 551-558.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201100030000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Wilkinson, R. B. (1995). Changes in psychological health and the marital relationship through childbearing: Transition or process as stressor? <I>Australian Journal of Psychology, 47</I>(2), 86-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201100030000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Wilkinson, R. B. (1999). Mood changes in mothers and fathers through childbearing: Are the blues so blue? <I>Psychology &amp; Health, 14</I>, 847-858.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201100030000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Windridge, K. C., &amp; Berryman, J. C. (1996). Maternal adjustment and maternal attitudes during pregnancy and early motherhood in women of 35 and over. <I>Journal of Reproductive and Infant Psychology, 14</I>(1), 45-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201100030000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>O presente estudo foi financiado pela Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional para a Infec&ccedil;&atilde;o VIH/sida (Proc. 11-7.3/2004) e por uma bolsa da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (SFRH/BD/19126/2004) e foi desenvolvido no &acirc;mbito do Grupo de Investiga&ccedil;&atilde;o Rela&ccedil;&otilde;es, Desenvolvimento e Sa&uacute;de, da Unidade I&amp;D Instituto de Psicologia Cognitiva, Desenvolvimento Vocacional e Social (FEDER/POCTI-SFA-160-192). </P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Marco Pereira, Instituto de Psicologia Cognitiva, Desenvolvimento Vocacional e Social da Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra, Rua do Col&eacute;gio Novo, Apartado 6153, 3001-802 Coimbra. E-mail: <a href="mailto:marcopereira@fpce.uc.pt">marcopereira@fpce.uc.pt</a> </P >      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Aranda-Naranjo]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Davis]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychosocial and cultural considerations]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Anderson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A guide to the clinical care of women with HIV]]></source>
<year>2001</year>
<page-range>275-287</page-range><publisher-name><![CDATA[Health Resources and Services Administrators. HIV/AIDS Bureau]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Armistead]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Forehand]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[From whom the bell tolls: Parenting decisions and challenges faced by mothers who are HIV seropositive]]></article-title>
<source><![CDATA[Clinical Psychology Science and Practice]]></source>
<year>1995</year>
<volume>2</volume>
<page-range>239-250</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Belsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jafee]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The multiple determinants of parenting]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Cicchetti]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cohen]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Developmental psychopathology: Risk, disorder, and adaptation]]></source>
<year>2006</year>
<volume>3</volume>
<edition>2nd</edition>
<page-range>38-85</page-range><publisher-loc><![CDATA[Hoboken ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[John Wiley & Sons, Inc.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Belsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Spanier]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rovine]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Stability and change in marriage across the transition to the parenthood]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Marriage and the Family]]></source>
<year>1993</year>
<volume>45</volume>
<page-range>553-556</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI): Uma revisão crítica dos estudos realizados em Portugal]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Avaliação psicológica: Instrumentos validados para a população Portuguesa]]></source>
<year>2007</year>
<volume>III</volume>
<page-range>305-331</page-range><publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Quarteto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carlson]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Collins]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stewart]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Porzelius]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nitz]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lind]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The assessment of emotional reactivity: A scale development and validation study]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Psychopathology and Behavioral Assessment]]></source>
<year>1989</year>
<volume>11</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>313-325</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Loureiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gravidez e risco psicopatológico]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychologica]]></source>
<year>2007</year>
<volume>46</volume>
<page-range>105-124</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cronin]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[First-time mothers: Identifying their needs, perceptions and experiences]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Clinical Nursing]]></source>
<year>2003</year>
<volume>12</volume>
<page-range>260-267</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Delle Fave]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Massimini]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parenthood and the quality of experience in daily life: A longitudinal study]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Indicators Research]]></source>
<year>2004</year>
<volume>67</volume>
<page-range>75-106</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Delmore-Ko]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pancer]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hunsberger]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pratt]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Becoming parent: The relation between prenatal expectation and postnatal experience]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Psychology]]></source>
<year>2000</year>
<volume>14</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>625-640</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Derogatis]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[BSI - Brief Symptom Inventory: Administration, scoring and procedures manual]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[Minneapolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Natural Computers System]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Figueiredo]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Psicopatologia do desenvolvimento da maternidade]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Soares]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicopatologia do desenvolvimento: Trajectórias (in)adaptativas ao longo da vida]]></source>
<year>2000</year>
<page-range>347-380</page-range><publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Quarteto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fleming]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ruble]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Flett]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shaul]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Postpartum adjustment in first-time mothers: Relation between mood, maternal attitudes, and mother-infant interactions]]></article-title>
<source><![CDATA[Developmental Psychology]]></source>
<year>1988</year>
<volume>24</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>71-81</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gameiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moura Ramos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Maternal adjustment to the birth of a child: Primiparity versus multiparity]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Reproductive and Infant Psychology]]></source>
<year>2009</year>
<volume>27</volume>
<page-range>269-286</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goldberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Michaels]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. Y.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The transition to parenthood: Synthesis and future directions]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Michaels]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.Y.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Goldberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The transition to parenthood: Current theory and practice]]></source>
<year>1988</year>
<page-range>343360</page-range><publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hackle]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ruble]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Changes in the marital relationship after the first baby is born: Predicting the impact of expectancy disconfirmation]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Personality and Social Psychology]]></source>
<year>1992</year>
<volume>62</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>944-957</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hakulinen]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paunonen]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[White]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wilson]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dynamics of families during third trimester of pregnancy in southwest Finland]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Nursing Studies]]></source>
<year>1997</year>
<volume>34</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>270-277</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Harwood]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McLean]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Durkin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[First-time mothers&#8217; expectations of parenthood: What happens when optimistic expectations are not matched by later experiences]]></article-title>
<source><![CDATA[Developmental Psychology]]></source>
<year>2007</year>
<volume>43</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>1-12</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Herbert]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bachanas]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[HIV/AIDS]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Kornstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clayton]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Women&#8217;s mental health: A comprehensive textbook]]></source>
<year>2002</year>
<page-range>452-466</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Johnstone]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boyce]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hickey]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morris-Yates]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harris]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Obstetric risk factors for postnatal depression in urban and rural community samples]]></article-title>
<source><![CDATA[Australian and New Zealand Journal of Psychiatry]]></source>
<year>2001</year>
<volume>35</volume>
<page-range>69-74</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kendell]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Childbirth as an aetiological agent]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Sandler]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Mental illness in pregnancy and the puerperium]]></source>
<year>1978</year>
<page-range>69-79</page-range><publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moura Ramos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Adaptação materna e paterna ao nascimento de um filho: Percursos e contextos de influência]]></source>
<year>2006</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Desafios e contextos de influência na adaptação à maternidade: Um estudo longitudinal em população sem risco médico]]></source>
<year>2006</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vulnerabilidade de género e outras dimensões de influência na adaptação ao VIH/SIDA e à gravidez e maternidade]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>2007</year>
<volume>XXV</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>503-515</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Porter]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hsu]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.-C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[First-time mothers&#8217; perceptions of efficacy during transition to motherhood: Links to infant temperament]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Psychology]]></source>
<year>2003</year>
<volume>17</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>54-64</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Romanelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kakehasi]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tavares]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Melo]]></surname>
<given-names><![CDATA[V. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Goulart]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aguiar]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perfil das gestantes infectadas pelo HIV atendidas em pré-natal de alto risco de referência de Belo Horizonte]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Saúde Materno-Infantil]]></source>
<year>2006</year>
<volume>6</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>329-334</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Salmela-Aro]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nurmi]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Saisto]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Halmesmäki]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Women&#8217;s and men&#8217;s personal goals during transition to parenthood]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Psychology]]></source>
<year>2000</year>
<volume>14</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>171-186</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Shapiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gottman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carrère]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The baby and the marriage: Identifying factors that buffer against decline in marital satisfaction after first baby arrives]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Family Psychology]]></source>
<year>2000</year>
<volume>14</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>59-70</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sherr]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Women and HIV]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Citron]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brouillette]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Beckett]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[HIV and Psychiatry: A training and resource manual]]></source>
<year>2005</year>
<page-range>215-235</page-range><publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Skari]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Skreden]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Malt]]></surname>
<given-names><![CDATA[U. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dalholt]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ostensen]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Egeland]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Emblem]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comparative levels of psychological distress, stress symptoms, depression, and anxiety after childbirth: A prospective population-based study of mothers and fathers]]></article-title>
<source><![CDATA[BJOG: An International Journal of Obstetrics and Gynaecology]]></source>
<year>2004</year>
<volume>109</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>1154-1163</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stewart]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The second child: Family transition and adjustment]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[Newbury Park ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sage Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Streiner]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Norman]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Health measurements scales: A practical guide to their development and use]]></source>
<year>1995</year>
<edition>2n</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tarka]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paunonen]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Laipalla]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[First-time mothers and child care when the child is 8 months old]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Advanced Nursing]]></source>
<year>2000</year>
<month>a</month>
<volume>31</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>20-26</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tarka]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paunonen]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Laipalla]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[How first-time mothers cope with childcare while still in maternity yard]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Nursing Practice]]></source>
<year>2000</year>
<month>b</month>
<volume>6</volume>
<page-range>97-104</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vaz Serra]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gameiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Quartilho]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paredes]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudos psicométricos do instrumento de avaliação da qualidade de vida da Organização Mundial de Saúde (WHOQOL-Bref) para Português de Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[Psiquiatria Clínica]]></source>
<year>2006</year>
<volume>27</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>41-49</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<collab>WHOQOL Group</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Development of World Health Organization WHOQOL-Bref Quality of Life Assessment]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Medicine]]></source>
<year>1998</year>
<volume>28</volume>
<page-range>551-558</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wilkinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Changes in psychological health and the marital relationship through childbearing: Transition or process as stressor?]]></article-title>
<source><![CDATA[Australian Journal of Psychology]]></source>
<year>1995</year>
<volume>47</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>86-92</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wilkinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mood changes in mothers and fathers through childbearing: Are the blues so blue?]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychology & Health]]></source>
<year>1999</year>
<volume>14</volume>
<page-range>847-858</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Windridge]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berryman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Maternal adjustment and maternal attitudes during pregnancy and early motherhood in women of 35 and over]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Reproductive and Infant Psychology]]></source>
<year>1996</year>
<volume>14</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>45-55</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
