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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Terapia cognitivo-comportamental: A preparação do paciente com transtorno de pânico para as exposições agorafóbicas interoceptivas e in vivo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: This study in cognitive-behavioural therapy (CBT) was to demonstrate the preparation of the patient with panic disorder for agoraphobic exposures. Techniques have been used for exhibitions interceptive their own bodily sensations and in vivo exposure to feared situations or places. Methodology: 50 individuals divided in two Groups of 25 participants each one. Group 1 undertook 10 weekly, individual sessions of CBT of one hour duration with use of medication. Group 2, control, only used medication without CBT. The medication prescribed consisted of tricyclic anti-depressants and selective inhibitors of the re-uptake of serotonin. At the beginning and at the end of the medical and psychological interventions evaluation instruments were applied. Results: We observed a significant difference between baseline and final in a group 1, such as: reduction in panic attacks, anticipatory anxiety, agoraphobia avoidance and fear of bodily sensations. In the global assessment of functioning scale, an increase in the overall well-being of 60.8% to 72.5% among patients in group 1 with therapy, unlike the second group 2 without therapy. Conclusion: The procedures used for exposures, were considered essential in the preparation of patients with panic disorder, to be able to face up to panic attacks and subsequent agoraphobic situations.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Ansiedade]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Terapia cognitivo-comportamental: A prepara&ccedil;&atilde;o do paciente com transtorno de p&acirc;nico para as exposi&ccedil;&otilde;es agoraf&oacute;bicas interoceptivas e in vivo </B></p>     <p><B>Anna Lucia Spear King<Sup>* </Sup>, Alexandre Martins Valen&ccedil;a<Sup>** </Sup>, Adriana Cardoso de Oliveira e Silva<Sup>*** </Sup>, Aline Sardinha<Sup>**** </Sup>, Michelle Nigri Levitan<Sup>**** </Sup> e Antonio Egidio Nardi<Sup>***** </Sup></B></P >    <p><Sup>* </Sup>Psic&oacute;loga, Mestre em Sa&uacute;de Mental, Doutoranda em Sa&uacute;de Mental e Pesquisadora do Laborat&oacute;rio de P&acirc;nico e Respira&ccedil;&atilde;o (LABPR) do Instituto de Psiquiatria (IPUB) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Instituto Nacional de Ci&ecirc;ncia Tecnol&oacute;gica Translational Medicine (INCT-TM);</P >     <p> <Sup>** </Sup>Professor Adjunto de Psiquiatria e Sa&uacute;de Mental do Centro de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas &ndash; Universidade Federal Fluminense (UFF). Pesquisador do LABPR/IPUB/UFRJ e INCT-TM.;</P >     <p> <Sup>*** </Sup>PhD. Professora Adjunta e Coordenadora do Laborat&oacute;rio de Tanatologia e Psicometria da Universidade Federal Fluminense (UFF); Vice-coordenadora do LABPR/IPUB/UFRJ e INCT-TM; </P >     <p><Sup>**** </Sup>Psic&oacute;loga. Pesquisadora do LABPR/IPUB/UFRJ e INCT-TM; </P >     <p><Sup>***** </Sup>Professor Titular, Faculdade de Medicina, Instituto de Psiquiatria &ndash; UFRJ. Coordenador do LABPR/IPUB/UFRJ e INCT-TM </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: O estudo com terapia cognitivo-comportamental (TCC) procurou demonstrar a prepara&ccedil;&atilde;o do paciente com transtorno do p&acirc;nico para exposi&ccedil;&otilde;es agoraf&oacute;bicas. Foram usadas as t&eacute;cnicas das exposi&ccedil;&otilde;es interoceptivas, &agrave;s pr&oacute;prias sensa&ccedil;&otilde;es corporais, e in vivo, a locais ou situa&ccedil;&otilde;es temidas. Metodologia: 50 indiv&iacute;duos, divididos em dois grupos de 25 participantes cada um. O grupo 1 realizou 10 sess&otilde;es de TCC semanais e individuais com uma hora de dura&ccedil;&atilde;o e fez uso de medicamentos e o grupo 2, controle, usou apenas medica&ccedil;&atilde;o sem TCC. A medica&ccedil;&atilde;o prescrita consistiu em antidepres </B>sivos tric&iacute;clicos e inibidores seletivos de recapta&ccedil;&atilde;o da serotonina. Foram aplicados instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio e ao fim das interven&ccedil;&otilde;es m&eacute;dica e psicol&oacute;gica. Resultados: Observamos uma diferen&ccedil;a significativa entre a avalia&ccedil;&atilde;o inicial e final no grupo 1, como: redu&ccedil;&atilde;o nos ataques de p&acirc;nico, ansiedade antecipat&oacute;ria, esquiva agorafobia e medo das sensa&ccedil;&otilde;es corporais. Na escala de avalia&ccedil;&atilde;o global do funcionamento, um aumento do bem-estar global de 60.8% a 72.5% entre pacientes do grupo 1 com terapia, diferentemente do grupo 2 sem terapia. Conclus&otilde;es: As t&eacute;cnicas de TCC para as exposi&ccedil;&otilde;es foram consideradas essenciais na prepara&ccedil;&atilde;o dos pacientes com transtorno de p&acirc;nico, para enfrentarem os ataques de p&acirc;nico e as situa&ccedil;&otilde;es agoraf&oacute;bicas subseq&uuml;entes. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Ansiedade, Exposi&ccedil;&atilde;o, Fobias, P&acirc;nico. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     <P   >Objective: This study in cognitive-behavioural therapy (CBT) was to demonstrate the preparation of the patient with panic disorder for agoraphobic exposures. Techniques have been used for exhibitions interceptive their own bodily sensations and in vivo exposure to feared situations or places. Methodology: 50 individuals divided in two Groups of 25 participants each one. Group 1 undertook 10 weekly, individual sessions of CBT of one hour duration with use of medication. Group 2, control, only used medication without CBT. The medication prescribed consisted of tricyclic anti-depressants and selective inhibitors of the re-uptake of serotonin. At the beginning and at the end of the medical and psychological interventions evaluation instruments were applied. Results: We observed a significant difference between baseline and final in a group 1, such as: reduction in panic attacks, anticipatory anxiety, agoraphobia avoidance and fear of bodily sensations. In the global assessment of functioning scale, an increase in the overall well-being of 60.8% to 72.5% among patients in group 1 with therapy, unlike the second group 2 without therapy. Conclusion: The procedures used for exposures, were considered essential in the preparation of patients with panic disorder, to be able to face up to panic attacks and subsequent agoraphobic situations. </P >    <P   ><B>Key-words: </B>Anxiety, Exposure, Panic, Phobia. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >    <p>O transtorno de p&acirc;nico (TP) (American Psychiatry Association &ndash; APA, 2001) se caracteriza pela presen&ccedil;a de ataques de ansiedade agudos, frequentes e recorrentes, seguidos de sintomas f&iacute;sicos e cognitivos, a partir de associa&ccedil;&otilde;es equivocadas das sensa&ccedil;&otilde;es corporais (SC) relacionadas como pren&uacute;ncio de algo grave ou alguma doen&ccedil;a em potencial. </P >     <p>De acordo com a teoria cognitiva (Carvalho, Nardi, &amp; Rang&eacute;, 2008), devido a esta cogni&ccedil;&atilde;o distorcida, o indiv&iacute;duo estabelece um padr&atilde;o mal adaptativo de comportamento, e a partir da&iacute;, come&ccedil;a a n&atilde;o conseguir mais identificar as SC como rea&ccedil;&otilde;es naturais provenientes do mecanismo fisiol&oacute;gico de adapta&ccedil;&atilde;o (Barlow, 1988). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os indiv&iacute;duos com TP passam a temer as SC e frequentemente em determinadas situa&ccedil;&otilde;es de estresse, costumam ter ataques de p&acirc;nico (AP) (Noyes &amp; Crowe, 1986). Estes s&atilde;o descritos como traum&aacute;ticos, agressivos e imprevis&iacute;veis. Em seguida, alguns comportamentos s&atilde;o evidenciados, como na restri&ccedil;&atilde;o da vida social e no desenvolvimento de esquivas agoraf&oacute;bicas, como um m&eacute;todo de lidar com a antecipa&ccedil;&atilde;o dos AP e com a ansiedade antecipat&oacute;ria (Beck, 1997). </P >     <p>A terapia cognitivo-comportamental (TCC) (Haby, Donnelly, Corry, &amp; Vos, 2006) tem como caracter&iacute;stica ser uma modalidade psicoter&aacute;pica breve e bastante recomendada no tratamento do TP. Seus m&eacute;todos incluem psicoeduca&ccedil;&atilde;o (t&eacute;cnicas did&aacute;ticas para o indiv&iacute;duo aprender a lidar com a ansiedade e conhecimento amplo pelo paciente do transtorno em quest&atilde;o), exerc&iacute;cios de respira&ccedil;&atilde;o, exerc&iacute;cios de relaxamento e t&eacute;cnicas cognitivas. A reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva (RC), que consiste no indiv&iacute;duo dar um novo significado aos padr&otilde;es equivocados de pensamentos, &eacute; um procedimento de grande import&acirc;ncia na TCC. Finalmente, as t&eacute;cnicas de exposi&ccedil;&atilde;o interoceptiva (EI) &agrave;s pr&oacute;prias SC, que objetivam corrigir as interpreta&ccedil;&otilde;es catastr&oacute;ficas dos sintomas f&iacute;sicos experimentados pelo paciente, e a exposi&ccedil;&atilde;o in vivo (EIV) do indiv&iacute;duo a lugares ou situa&ccedil;&otilde;es temidas. Estas interven&ccedil;&otilde;es s&atilde;o consideradas as principais aplicadas no tratamento, a fim de que o paciente com TP possa superar as esquivas agoraf&oacute;bicas (Manfro, Heldt, Cordioli, &amp; Otto, 2008). </P >     <p>A finalidade das t&eacute;cnicas de EI e EIV &eacute; atuar no tratamento do paciente para auxiliar na remiss&atilde;o dos componentes cognitivos disfuncionais atrelados &agrave; esquiva agoraf&oacute;bica e aos sintomas auton&ocirc; micos evidenciados no TP. A TCC segundo Rang&eacute; (2001), demonstra ser bastante eficaz quando comparada a grupos-controle, tratamentos psicofarmacol&oacute;gicos e outras formas de psicoterapias. </P >    <p>A EI e a EIV podem se dar por interm&eacute;dio dos exerc&iacute;cios de indu&ccedil;&atilde;o dos sintomas (EIS) (Muotri, Nunes, &amp; Bernik, 2007) e do contato pessoal do sujeito com locais ou situa&ccedil;&otilde;es particularmente definidos como estressantes. A supera&ccedil;&atilde;o bem sucedida pelo paciente das etapas iniciais do tratamento &eacute; considerada primordial para o sucesso dos passos subsequentes. A partir das frequentes exposi&ccedil;&otilde;es, o paciente passa a constituir novos recursos internos que o capacitam a permanecer naturalmente em contato prolongado com as pr&oacute;prias SC. O indiv&iacute;duo adquire percep&ccedil;&otilde;es internas, externas e cognitivas com novo significado. Aonde antes, funcionava um padr&atilde;o negativo de pensamento que desencadeava a ansiedade situacional ou os AP (Carvalho et al., 2008), agora funciona um padr&atilde;o positivo de pensamento que resulta em equil&iacute;brio e calma. </P >    <p>O ideal &eacute; que as EI e EIV sejam planejadas, repetidas sistematicamente e que durem at&eacute; que a ansiedade diminua de maneira significativa ou cesse, de modo a promover a habitua&ccedil;&atilde;o (Muotri et al., 2007). </P >    <p>O objetivo do estudo &eacute; descrever a prepara&ccedil;&atilde;o dos pacientes com TP com agorafobia, para as EI e EIV, com as t&eacute;cnicas da TCC, e relatar as experi&ecirc;ncias e resultados obtidos com esses tipos de interven&ccedil;&otilde;es. </P >    <p>METODOLOGIA </P >    <p><I>Sele&ccedil;&atilde;o dos pacientes </I></P >    <p>Os pacientes com TP com agorafobia foram diagnosticados por m&eacute;dicos psiquiatras da equipe do Laborat&oacute;rio de P&acirc;nico e Respira&ccedil;&atilde;o (LABPR) do Instituto de Psiquiatria (IPUB) da Universi dade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto Nacional de Ci&ecirc;ncia Translational Medicine (INCT-TM), de acordo com os crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos do Manual Diagn&oacute;stico e Estat&iacute;stico de Transtornos Mentais (APA, 2001) e do instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o SCID-I (Structured Clinical Interview Diagnostic) (First, Spitzer, Gibbon, &amp; Williams, 1997). O estudo foi composto de 50 pacientes volunt&aacute;rios divididos em dois grupos. O grupo 1, com 25 indiv&iacute;duos, recebeu 10 sess&otilde;es de TCC e usou medica&ccedil;&atilde;o. O grupo 2, &ldquo;controle&rdquo;, tamb&eacute;m com 25 indiv&iacute;duos, recebeu apenas medica&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o na pesquisa foram para pacientes maiores de 18 anos de ambos os sexos com o diagn&oacute;stico de TP com agorafobia, sem comorbidades graves. Os pacientes que apresen taram depend&ecirc;ncia de &aacute;lcool ou drogas, retardo mental ou outros transtornos mentais graves foram exclu&iacute;dos da pesquisa. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os pacientes, que concordaram em participar do estudo, assinaram um &ldquo;Termo de Consenti mento Livre e Esclarecido&rdquo; e tomaram conhecimento de todos os procedimentos realizados, aprovados pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica para pesquisa do IPUB/UFRJ. </P >    <p>Com a finalidade de comparar os resultados dos dois grupos ap&oacute;s as interven&ccedil;&otilde;es, foram aplicados no in&iacute;cio e ao final da pesquisa, os seguintes instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o: invent&aacute;rio Beck de ansiedade (Beck, Epstein, Brown, &amp; Steer, 1998); invent&aacute;rio de ansiedade tra&ccedil;o-estado (Spielberg, Gorusch, &amp; Lushene, 1970); escala de incapacidade de Sheehan (Sheeham, 1983); escala de avalia&ccedil;&atilde;o global do funcionamento (EIXO V) (APA, 2001)<Sub>; </Sub>question&aacute;rio de medos e fobias (Mark &amp; Mathews, 1979); question&aacute;rio de cogni&ccedil;&otilde;es agoraf&oacute;bicas (Chambless, Caputo, Bright, &amp; Gallagher, 1984); question&aacute;rio de sensa&ccedil;&otilde;es corporais (Chambless et al., 1984) e escala para p&acirc;nico e agorafobia (Bandelow, 1999). </P >    <p><I>Farmacoterapia </I></P >    <p>A conduta m&eacute;dica consistiu na prescri&ccedil;&atilde;o de antidepressivos tric&iacute;clicos (ADT) ou inibidores seletivos de capta&ccedil;&atilde;o de serotonina (ISRS) com reavalia&ccedil;&atilde;o quinzenal e o encaminhamento para TCC. </P >    <p><I>Terapia cognitivo comportamental </I></P >    <p>As 10 sess&otilde;es de TCC foram baseadas em estudo anterior (King, Valen&ccedil;a, Melo-Neto, &amp; Nardi, 2007), com algumas modifica&ccedil;&otilde;es e adapta&ccedil;&otilde;es apropriadas &agrave;s caracter&iacute;sticas dos pacientes em quest&atilde;o. O conte&uacute;do das sess&otilde;es foi distribu&iacute;do da seguinte forma: educa&ccedil;&atilde;o sobre o TP com os conceitos did&aacute;ticos b&aacute;sicos sobre ansiedade, agorafobia, p&acirc;nico e hiperventila&ccedil;&atilde;o. E tamb&eacute;m, exerc&iacute;cios de reeduca&ccedil;&atilde;o da respira&ccedil;&atilde;o (ERR), exerc&iacute;cios de relaxamento muscular progressivo (RMP) (Jacobson, 1938) e a elabora&ccedil;&atilde;o de uma hierarquia dos &ldquo;medos do paciente&rdquo; do menor ao mais causador de estresse. Procuramos ainda, durante as sess&otilde;es, identificar as cogni&ccedil;&otilde;es distorcidas do paciente e promover uma reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva destes pensamentos negativos que resultavam quase sempre em AP e nervosismo. Destacamos nas sess&otilde;es os exerc&iacute;cios de indu&ccedil;&atilde;o dos sintomas (EIS), os exerc&iacute;cios de EI, e os exerc&iacute;cios de EIV que receberam aten&ccedil;&atilde;o especial por se tratarem do objetivo do estudo. Ao final dos exerc&iacute;cios e das sess&otilde;es, procur&aacute;vamos sempre refor&ccedil;ar as conquistas dos pacientes, manter os ganhos do tratamento e observar e trabalhar as dificuldades emergentes dos procedimentos. </P >    <p>Os pacientes foram incentivados a aplicar as estrat&eacute;gias cognitivas em casa, como a de se expor a mudan&ccedil;as de temperaturas e a exerc&iacute;cios f&iacute;sicos, entre outros. Esta pr&aacute;tica deveria ser di&aacute;ria, com a finalidade de induzir SC e aprender a tolerar essas sensa&ccedil;&otilde;es, sozinho, apenas com a capacita&ccedil;&atilde;o obtida nas sess&otilde;es e sem aux&iacute;lio do terapeuta. </P >    <p>O aprendizado na primeira fase do tratamento de que as SC de p&acirc;nico n&atilde;o s&atilde;o realmente perigosas &eacute; primordial para a supera&ccedil;&atilde;o da agorafobia e controle do p&acirc;nico. </P >    <p><I>Modelo padr&atilde;o das 10 sess&otilde;es de TCC </I></P >    <p><I>1&ordf; Sess&atilde;o: </I>educa&ccedil;&atilde;o sobre a trajet&oacute;ria do TP. Elabora&ccedil;&atilde;o da hierarquia das situa&ccedil;&otilde;es temidas pelo paciente. Instru&ccedil;&atilde;o do paciente em t&eacute;cnicas de relaxamento, repetidas sempre que necess&aacute;rio. ERR: Colocar a m&atilde;o acima do est&ocirc;mago, sentir o ar passar pelo diafragma, percebendo o movi mento abdominal a cada respira&ccedil;&atilde;o. Inspirar lentamente pelo nariz contar at&eacute; tr&ecirc;s, prender a respira&ccedil;&atilde;o contar at&eacute; tr&ecirc;s, e expirar lentamente o ar pela boca contando at&eacute; seis. Repetir algumas vezes seguidas essa respira&ccedil;&atilde;o. Em seguida, realizamos com o indiv&iacute;duo o RMP onde se procura trabalhar tencionando por dez segundos e em seguida relaxando por mais dez segundos quatro grupamentos musculares. S&atilde;o eles: (1) face; (2) bra&ccedil;os, ombros, peito e pesco&ccedil;o; (3) abd&ocirc;men, coluna, &oacute;rg&atilde;os genitais e (4) pernas e p&eacute;s. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>2&ordf; Sess&atilde;o: </I>explica&ccedil;&atilde;o do mecanismo fisiol&oacute;gico de &ldquo;luta e fuga&rdquo; (Barlow, 1988), verificar a semelhan&ccedil;a entre as sensa&ccedil;&otilde;es provenientes desse mecanismo, comparadas com as SC que emergem do p&acirc;nico. Realizamos o ERR, usado constantemente no decorrer das sess&otilde;es. Quando se consegue alterar os pensamentos referentes &agrave; capacidade de lidar com as situa&ccedil;&otilde;es temidas, se &eacute; capaz de controlar os sintomas f&iacute;sicos. </P >    <p><I>3&ordf; Sess&atilde;o: </I>apresentamos o modelo de hiperventila&ccedil;&atilde;o que se define como um ritmo e uma profundidade de respira&ccedil;&atilde;o exagerada para as necessidades do corpo em um momento espec&iacute;fico. Realizamos com o paciente sentado um EIS de hiperventila&ccedil;&atilde;o: Inspirar e expirar profundamente por 90 segundos, observar as rea&ccedil;&otilde;es do paciente e explicar a raz&atilde;o dos sintomas emergentes. Realizar o ERR. O paciente deve entender que a ansiedade antecipat&oacute;ria &eacute; caracterizada pelo pensamento antecipado, geralmente negativo, das situa&ccedil;&otilde;es temidas. Mesmo em uma situa&ccedil;&atilde;o segura se a mente interpretar como insegura, o corpo reagir&aacute; com uma mensagem de perigo produzindo sintomas. </P >    <p><I>4&ordf; Sess&atilde;o: </I>EIS: sentar, olhar fixo para a luz durante um minuto e depois levantar r&aacute;pido e tentar ler algum escrito. Analisamos com o paciente as sensa&ccedil;&otilde;es presentes e os padr&otilde;es de pensamentos negativos, catastr&oacute;ficos e repetitivos que ocorreram. O paciente come&ccedil;a a entender a origem dos sintomas e ao perceber que s&atilde;o inofensivos, aprende a lidar com eles. Em seguida, realizamos um ERR. </P >    <p><I>5&ordf; Sess&atilde;o: </I>explana&ccedil;&atilde;o dos conceitos sobre SC que podem ser acentuadas devido &agrave; situa&ccedil;&atilde;o ou subst&acirc;ncias. Exemplo: exercitar-se ou mexer-se rapidamente, mudan&ccedil;as bruscas de temperatura, luzes piscando, uso de cafe&iacute;na, &aacute;lcool, medicamentos e padr&otilde;es irregulares de respira&ccedil;&atilde;o. O p&acirc;nico tem suas ra&iacute;zes no medo das sensa&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas (Rang&eacute;, 2001). Realizamos com o paciente um EIS: girar no lugar por um minuto, depois parar, compreender as SC ocorridas e dar um novo significado favor&aacute;vel &agrave;s rea&ccedil;&otilde;es evidenciadas. Em seguida, o ERR. </P >    <p><I>6&ordf; Sess&atilde;o: </I>no TP algumas queixas dos pacientes s&atilde;o, por exemplo: &ldquo;n&atilde;o consigo respirar&rdquo;, ou &ldquo;vou sufocar&rdquo;. Explicamos que &eacute; natural respirar excessivamente quando se est&aacute; ansioso. O corpo busca mais energia na forma de oxig&ecirc;nio para se preparar para lidar com o perigo. Quando o oxig&ecirc;nio n&atilde;o &eacute; usado na mesma propor&ccedil;&atilde;o em que &eacute; consumido, resulta em hiperventila&ccedil;&atilde;o. Relembramos os conceitos da hiperventila&ccedil;&atilde;o e repetimos o EIS da 4&ordf;. Sess&atilde;o, em seguida o ERR. </P >    <p><I>7&ordf; Sess&atilde;o: </I>educa&ccedil;&atilde;o sobre RC. O modo como os eventos s&atilde;o interpretados &eacute; que determina a natureza das rea&ccedil;&otilde;es emocionais resultantes (Rang&eacute;, 2001). O paciente deve procurar identificar e dar um novo significado as cogni&ccedil;&otilde;es mal-adaptativas espec&iacute;ficas. S&atilde;o esclarecidos os conceitos de ansiedade antecipat&oacute;ria (AA) e esquiva agoraf&oacute;bica (EA) (Beck, Stanley, Baldwin, Deagle, &amp; Averill, 1994). O paciente costuma ter mitos em rela&ccedil;&atilde;o aos AP, como: &ldquo;acho que vou perder o controle&rdquo;, &ldquo;acho que vou morrer&rdquo;, &ldquo;penso que estou tendo um ataque card&iacute;aco&rdquo;, &ldquo;acho que estou ficando louco&rdquo;, entre outros. O paciente &eacute; instru&iacute;do a questionar e contestar suas suposi&ccedil;&otilde;es e cren&ccedil;as distorcidas e a se concentrar nas probabilidades real&iacute;sticas, reunindo evid&ecirc;ncias e maneiras de lidar com os eventos. </P >    <p><I>8&ordf; Sess&atilde;o: </I>A EI refere-se ao medo aprendido de estados internos. Certas sensa&ccedil;&otilde;es de terror, similares a medos antes experimentados, costumam sinalizar poss&iacute;veis novos AP (Muotri et al., 2007)<Sup>. </Sup>O est&iacute;mulo autom&aacute;tico gerado intensifica as sensa&ccedil;&otilde;es temidas, criando um c&iacute;rculo vicioso. Realizamos dois EIS: o de se sentar colocando a cabe&ccedil;a entre as pernas durante 30 segundos, depois levantar rapidamente e olhar para o teto. E outro o de segurar a respira&ccedil;&atilde;o at&eacute; n&atilde;o ag&uuml;entar mais girando em torno de si mesmo por 30 segundos. Em seguida, analisamos os sintomas e SC emergentes e, com as t&eacute;cnicas da RC, procuramos entender as causas que os originaram dando um novo significado aos pensamentos negativos. Realizamos o ERR. </P >    <p><I>9&ordf; Sess&atilde;o: </I>Realizamos tr&ecirc;s EIS: repetimos o exerc&iacute;cio da 5&ordf; sess&atilde;o e os dois da 8&ordf; sess&atilde;o seguidos do ERR. A fim de o indiv&iacute;duo associar o sintoma com a causa, explicamos que os sintomas foram provenientes de altera&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas a partir de um motivo desencadeador. Diferentemente do que o paciente pensava que as SC surgiam do nada, sem motivo aparente. Antes, o paciente fazia uma associa&ccedil;&atilde;o distorcida dos fatos, interpretava a taquicardia, suores, falta de ar, entre outros, como sinal de morte iminente ou perda de controle e n&atilde;o como decorrentes de fatos espec&iacute;ficos desencadeadores. </P >    <p><I>10&ordf; Sess&atilde;o: </I>um EIS: o paciente de p&eacute;, virar a cabe&ccedil;a de um lado para o outro durante 30 segundos, parar e tenta fixar os olhos em um ponto na parede. Repetimos depois o EIS da 3<Sup>a </Sup>sess&atilde;o e em seguida, recuperamos o equil&iacute;brio f&iacute;sico e respirat&oacute;rio do paciente com o ERR e o RMP. Avaliamos as SC resultantes e procuramos, em conjunto com o paciente, entender as causas que originaram essas sensa&ccedil;&otilde;es. Introduzimos o conceito de EIV que se refere a confrontar o paciente com locais ou situa&ccedil;&otilde;es agoraf&oacute;bicas. Explicamos que a agorafobia &eacute; mantida pelo medo de se entrar em p&acirc;nico ou pela experi&ecirc;ncia de certas SC. </P >    <p>O confronto real com a situa&ccedil;&atilde;o temida &eacute; repetido, v&aacute;rias vezes, com cada item proveniente de uma hierarquia elaborada inicialmente a partir do relado dos medos descritos pelo pr&oacute;prio paciente. Come&ccedil;amos pelo contato do paciente com a situa&ccedil;&atilde;o ou local menos provocador de ansiedade e repetimos este confronto algumas vezes, at&eacute; chegarmos ao local ou situa&ccedil;&atilde;o mais causadora de estresse. Pedimos ao paciente para praticar a EIV sempre que tiver oportunidade. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Revemos as EIV realizadas pelos pacientes, incentivamos as repeti&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas dos exerc&iacute;cios e discutimos as dificuldades nos procedimentos. O comportamento de supera&ccedil;&atilde;o deve ser incentivado em lugar das precau&ccedil;&otilde;es desnecess&aacute;rias. Lembrar que fugir dos EIV refor&ccedil;a a manuten&ccedil;&atilde;o do medo. O terapeuta estimula pensamentos sobre as tarefas evitadas e ajuda o paciente nas RC. Comentamos o fato de que os diagn&oacute;sticos adicionais tendem a diminuir ap&oacute;s o tratamento para o TP. Por ex: as comorbidades com a depress&atilde;o, a ansiedade generalizada e alguns aspectos da fobia social. Reafirmamos que a resposta do medo &eacute; inofensiva, passageira e control&aacute;vel e as SC surgem e desaparecem, sem que precisem ser evitadas. </P >    <p>Ap&oacute;s o t&eacute;rmino de todas as etapas da pesquisa, reavaliamos os dois grupos com os mesmos instrumentos iniciais. Observando as mudan&ccedil;as ocorridas, os benef&iacute;cios, preju&iacute;zos e diferen&ccedil;as ocasionadas devido ao grupo 1 estar recebendo acompanhamento com TCC e medica&ccedil;&atilde;o, comparado com o grupo 2, controle, que apenas fez uso de medica&ccedil;&atilde;o sem TCC. </P >    <p><I>An&aacute;lise estat&iacute;stica </I></P >    <p>Na caracteriza&ccedil;&atilde;o dos grupos, os testes foram realizados com os valores identificados no in&iacute;cio do tratamento. As an&aacute;lises foram produzidas, com a finalidade de medir a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as, entre o in&iacute;cio e o final do tratamento. Assim, pode-se perceber a efic&aacute;cia das a&ccedil;&otilde;es empreendidas. </P >    <p>O objetivo foi identificar as diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, entre os resultados iniciais e finais dos testes. Para esse fim, foi utilizada ANOVA de medidas repetidas sendo adotado valor <I>p</I>&lt;0,05 para determinar signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. O processamento e an&aacute;lise dos dados foram realizados utilizando o programa SPSS (vers&atilde;o 17.0). </P >    <p>CARACTERIZA&Ccedil;&Atilde;O DOS PARTICIPANTES </P >    <p>Os dados s&oacute;cio-demogr&aacute;ficos descritivos da popula&ccedil;&atilde;o em geral demonstraram que em ambos os grupos, 78% eram do sexo masculino e 22% do sexo feminino. Em rela&ccedil;&atilde;o ao estado civil, 42% de casados, 36% de solteiros e 22% de separados/divorciados. No que diz respeito &agrave; escolaridade, 28% tinham o 1&ordm; Grau completo, 38% tinham o 2&ordm; Grau completo e 34% tinham n&iacute;vel Superior/P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Quanto &agrave; Comorbidade cl&iacute;nica (CC), 42% n&atilde;o apresentaram comorbidades cl&iacute;nicas e 58% tinham alguma comorbidade cl&iacute;nica. Entre outras comorbidades cl&iacute;nicas pesquisadas: As doen&ccedil;as cardiovasculares, metab&oacute;licas, imunol&oacute;gicas e reumatol&oacute;gicas. </P >    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao Tabagismo: 44% nunca fumaram; 14% fumantes e 42% fumaram e pararam. </P >    <p><I>Dados s&oacute;cio-demogr&aacute;ficos descritos por grupo </I></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a05t1.jpg"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><I>Resultados dos testes </I></P >    <p>Ao final do estudo, os pacientes do grupo 1 que receberam TCC com medica&ccedil;&atilde;o, apresentaram significativa redu&ccedil;&atilde;o dos AP, ansiedade antecipat&oacute;ria, esquiva agoraf&oacute;bica e medo das sensa&ccedil;&otilde;es corporais em rela&ccedil;&atilde;o ao grupo 2 que recebeu apenas medica&ccedil;&atilde;o sem a terapia. Na escala de avalia&ccedil;&atilde;o global do funcionamento, o grupo 1 aumentou o bem-estar global de 60.8% para 72.5%, diferentemente do grupo 2. Observamos que 72% da amostra de ambos os grupos apresentava o subtipo respirat&oacute;rio e 28% o subtipo n&atilde;o respirat&oacute;rio. No subtipo respirat&oacute;rio, os seguintes sintomas respirat&oacute;rios deveriam estar proeminentes na vig&ecirc;ncia dos AP: sensa&ccedil;&atilde;o de sufoca&ccedil;&atilde;o, dificuldade de respirar, parestesias, tontura e medo de morrer (Briggs, Strech, &amp; Brandon, 1993). </P >    <p>A TCC associada &agrave; medica&ccedil;&atilde;o foi eficaz no grupo 1, comparados ao grupo 2 controle, em pacientes com TP com agorafobia. Os resultados dos testes foram caracterizados, segundo dados s&oacute;cio-demogr&aacute;ficos, presen&ccedil;a de pacientes com comorbidade ps&iacute;quica e f&iacute;sica e administra&ccedil;&atilde;o de medicamentos. </P >    <p>Quanto a medica&ccedil;&atilde;o, 44% do grupo 1 recebeu ADT e 56% ISRS e no grupo 2 64% recebeu ADT e 36% os ISRS. </P >    <p>Os resultados dos testes do grupo 1 e grupo 2 foram representados na <a href="#topt2">Tabela 2</a>. Dos testes aplicados, 6 (67%) apresentaram resultados positivos. Ex: na escala de p&acirc;nico e agorafobia os resultados foram satisfat&oacute;rios na diminui&ccedil;&atilde;o dos sintomas de ansiedade antecipat&oacute;ria de 2.9% para 2.1%; dos ataques de p&acirc;nico de 1.4% para 0.7%; da esquiva agoraf&oacute;bica de 2.4% para 1.6%.Na escala de avalia&ccedil;&atilde;o global do funcionamento (APA, 2001), com classifica&ccedil;&atilde;o de zero a cem, considerou o funcionamento psicol&oacute;gico, social e ocupacional em um <I>continuum </I>hipot&eacute;tico de sa&uacute;de-doen&ccedil;a mental, o grupo 1 obteve um aumento estat&iacute;stico significativo no bem-estar global de 60.8% para 72.5%. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="topt2"></a>     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a05t2.jpg" width="462" height="246"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>No question&aacute;rio de cogni&ccedil;&otilde;es agoraf&oacute;bicas (Chambless et al., 1984), o grupo 1 apresentou diminui&ccedil;&atilde;o da perda de controle de 2.8% para 2.1%, e em rela&ccedil;&atilde;o a temores quanto aos problemas f&iacute;sicos, de 2.6% para 2.0%. </P >     <p>Outro ponto importante verificado no grupo 1 foi conferido por interm&eacute;dio do question&aacute;rio de sensa&ccedil;&otilde;es corporais (Chambless et al., 1984), onde foram avaliados alguns dos principais sintomas decorrentes do TP, como: taquicardia falta de ar, tonturas, formigamentos, n&aacute;usea, sudorese, desorienta&ccedil;&atilde;o, entre outros. Os resultados demonstraram redu&ccedil;&atilde;o geral de 3.1% para 2.4% em todos estes aspectos. </P >    <p>Na escala de p&acirc;nico e agorafobia (Bandelow, 1999), observamos redu&ccedil;&atilde;o nos AP de 1.4% para 0.7%; na esquiva agoraf&oacute;bica de 2.4% para 1.6%, e na ansiedade antecipat&oacute;ria de 2.9% para 2.1%. Os resultados revelam que em geral o grupo 1 conseguiu reduzir de 27.9% para 18.6% alguns dos principais comportamentos evidentes no TP. </P >    <p>Observamos tamb&eacute;m, diferen&ccedil;as significativas no grupo 1,em rela&ccedil;&atilde;o aos seguintes testes: &ndash; Invent&aacute;rio de ansiedade de Beck (Beck et al., 1998) apresentando redu&ccedil;&atilde;o da ansiedade geral de 34.9% para 20.0%; Na escala de incapacidade de Sheehan (Sheehan, 1983) com redu&ccedil;&atilde;o da incapacidade do indiv&iacute;duo no trabalho de 5.2% para 0.4%; na vida social de 4.8% para 22% e na vida familiar de 4.6% para 1.8%. Isto demonstra que em geral o grupo 1 reduziu o sentimento de incapacidade pessoal de 14.6% para 4.4%. </P >    <p>Os resultados da escala de Sheehan demonstram que o &uacute;nico fator relevante para se compreender a diferen&ccedil;a de valores das escalas de Sheehan &ldquo;Total&rdquo; e Sheehan &ldquo;Trabalho&rdquo; &eacute; a forte associa&ccedil;&atilde;o que estes possuem para aqueles que t&ecirc;m comorbidade psiqui&aacute;trica, quando controlado pelas demais vari&aacute;veis. Vale notar que o grupo 2, controle, possui mais indiv&iacute;duos com comorbidades psiqui&aacute;tricas do que entre as do grupo 1. Este fator talvez explique a distin&ccedil;&atilde;o dos resultados dos testes de Sheehan &ldquo;Total&rdquo; e &ldquo;Trabalho&rdquo;. A comorbidade psiqui&aacute;trica de depress&atilde;o &eacute; respons&aacute;vel por sintomas depressivos que podem interferir no trabalho e na vida social do indiv&iacute;duo. </P >    <p>A varia&ccedil;&atilde;o da escala de Sheehan em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &ldquo;Fam&iacute;lia&rdquo;, apresentou resultado significativo quando comparadas &agrave;s m&eacute;dias finais do grupo 1 e do grupo 2 controle. Este deixa de ser relevante quando o resultado &eacute; controlado pelas demais vari&aacute;veis. Isto significa que, se de fato h&aacute; diferen&ccedil;as entre o grupo 1 e o grupo 2 controle, talvez se devam apenas ao tratamento medicamentoso, seja com ou sem TCC. </P >    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao grupo 2 &ldquo;controle&rdquo;, de todos os testes aplicados apenas 2 apresentaram resultados estatisticamente significativos que podem ser observados na <a href="#topt2">Tabela 2</a>. Estes resultados dizem respeito a uma melhora relacionada a escala Sheehan no aspecto aumento de capacidade para o trabalho e para relacionamentos sociais, e tamb&eacute;m na escala de avalia&ccedil;&atilde;o global do funcionamento no aspecto geral (APA, 2001). </P >    <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>Os dados do estudo corroboram com os resultados de outras pesquisas (King et al., 2007), de que a combina&ccedil;&atilde;o da TCC com a farmacoterapia produz resultados superiores a essas terap&ecirc;uticas isoladas. A qualidade de vida avaliada pelos pr&oacute;prios pacientes melhorou, com redu&ccedil;&atilde;o do comportamento f&oacute;bico-hipocondr&iacute;aco (Torres &amp; Crespaldi, 2002) conseq&uuml;ente dos ganhos terap&ecirc;uticos. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A maioria das pesquisas tamb&eacute;m restringe sua amostra a pacientes sem agorafobia ou com agorafobia leve, deixando desconhecida a efic&aacute;cia de tratamentos cognitivo-comportamentais em pacientes com agorafobias mais graves (Hofman &amp; Spiegel, 1999). Na amostra por n&oacute;s estudada, todos os pacientes apresentavam agorafobia acentuada. </P >    <p>Um estudo realizado (King, Valen&ccedil;a, &amp; Nardi, 2008) com pacientes com TP com agorafobia, do subtipo respirat&oacute;rio, foram usados exerc&iacute;cios espec&iacute;ficos de indu&ccedil;&atilde;o de sintomas de hiperventila&ccedil;&atilde;o, com a finalidade de se produzir sintomas semelhantes aos do p&acirc;nico. O objetivo deste estudo (King et al., 2008) foi &agrave; RC de determinados padr&otilde;es negativos de comportamento, e a resposta e compreens&atilde;o dos indiv&iacute;duos de que os sintomas manifestos eram inofensivos e poss&iacute;veis de manejo. No presente estudo tamb&eacute;m foi poss&iacute;vel observar a import&acirc;ncia da RC na popula&ccedil;&atilde;o estudada. A contribui&ccedil;&atilde;o desta t&eacute;cnica deve ser ressaltada para a redu&ccedil;&atilde;o da constela&ccedil;&atilde;o sintomatol&oacute;gica do TP. </P >    <p>Durante a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo, observou-se que a evolu&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria do tratamento do paciente com TP depende de v&aacute;rios procedimentos, entre eles, o uso da medica&ccedil;&atilde;o prescrita ap&oacute;s avalia&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica, conjuntamente com as t&eacute;cnicas da TCC como: EIS, RC, ERR e RMP. Ao final dos EIS, os pacientes come&ccedil;aram a perceber que as sensa&ccedil;&otilde;es produzidas pelos exerc&iacute;cios, semelhantes as do p&acirc;nico, n&atilde;o produziam as conseq&uuml;&ecirc;ncias temidas, eram inofensivas e causadas por est&iacute;mulos espec&iacute;ficos. </P >    <p>Essa pr&aacute;tica permite que o paciente encontre a capacidade de realizar RC individuais adequadas e perca o medo de estar sozinho com suas pr&oacute;prias SC. Com isso, percebe que a rea&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas que emergem das SC durante os exerc&iacute;cios s&atilde;o normais, que pode lidar com elas, e que n&atilde;o s&atilde;o provenientes de algo grave. Observou-se que os pacientes com TP com agorafobia perderam o medo das SC naturais que resultavam de altera&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas na medida em que percebiam, por interm&eacute;dio dos EIS, que estas tinham um motivo desencadeador, diferentemente do que pensavam que as SC surgiam do nada. Antes, o paciente fazia uma associa&ccedil;&atilde;o distorcida dos fatos, interpretava a taquicardia, suores, falta de ar, entre outros, como sinal de morte iminente ou perda de controle. </P >    <p>Segundo Barlow (1988), as t&eacute;cnicas propostas de exposi&ccedil;&atilde;o EI as pr&oacute;prias SC e EIV &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es temidas, s&atilde;o amplamente eficazes e fundamentais na redu&ccedil;&atilde;o das rea&ccedil;&otilde;es de ansiedade f&oacute;bica. De acordo com Dyck (1996), a exposi&ccedil;&atilde;o do paciente &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es geradoras de ansiedade, ao longo do tratamento, deve agir como uma habitua&ccedil;&atilde;o e para uma resposta de redu&ccedil;&atilde;o da ansiedade diante de est&iacute;mulos geradores de ansiedade social, patol&oacute;gica e social. </P >    <p>Em outro estudo (Carvalho et al., 2008) foi verificada a efic&aacute;cia das interven&ccedil;&otilde;es cognitiva, comportamental e de sua combina&ccedil;&atilde;o. Deve-se atentar para o aprimoramento de importantes aspectos metodol&oacute;gicos em estudos que avaliam a efic&aacute;cia da TCC, visando obten&ccedil;&atilde;o de resultados cada vez mais fidedignos que possam apontar direcionamentos que contribuam para o refinamento das t&eacute;cnicas utilizadas. </P >    <p>As t&eacute;cnicas dos EIS em ambiente &ldquo;seguro&rdquo; de laborat&oacute;rio foram essenciais para reduzir e/ou extinguir os sintomas hiperventilat&oacute;rios, entre outros. Os procedimentos de EI e EIV foram considerados fundamentais na evolu&ccedil;&atilde;o do tratamento e permitiu preparar os pacientes com TP, de modo eficaz, para enfrentarem as situa&ccedil;&otilde;es agoraf&oacute;bicas subseq&uuml;entes. Apesar de ter algumas limita&ccedil;&otilde;es, os resultados deste estudo mostram a import&acirc;ncia da TCC e suas v&aacute;rias t&eacute;cnicas, no tratamento do TP com agorafobia. Entre as limita&ccedil;&otilde;es est&atilde;o uma popula&ccedil;&atilde;o pequena de volunt&aacute;rios para o estudo, uma diferen&ccedil;a na idade dos participantes e o uso de dois tipos de medica&ccedil;&atilde;o os ADT e os ISRS. Acreditamos que s&atilde;o necess&aacute;rias pesquisas com medica&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas para que os resultados possam ser considerados mais fidedignos. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>American Psychological Association (APA). (2001). <I>Diagnostic and statistical manual of mental disorders </I>(5th ed.). Washington, DC: Author.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-8231201100030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bandelow, B. (1999). <I>Panic and Agoraphobia Scale (PAS). </I>Seattle, WA: Hogrefe &amp; Huber Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201100030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Barlow, D. H. (1988). <I>Anxiety and its disorders: the nature and treatment of anxiety and panic</I>. New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201100030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Beck, A. T. (1997). <I>Terapia cognitiva: Teoria e pr&aacute;tica</I>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201100030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Beck, A. T., Epstein, N., Brown, G., &amp; Steer, R. A. (1998). An inventory for measuring clinical anxiety: psychometric properties. <I>J. Consult. Clin. Psycho., 56</I>, 893-897.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201100030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Beck, A. T., Stanley M. A., Baldwin L. E., Deagle, E. A., &amp; Averill, P. M. (1994). Comparison of cognitive therapy and relaxation training for panic disorder. <I>J. Consult. Clin. Psycho., 62</I>(4), 818-826.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201100030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Briggs, A. C., Stretch, D. D., &amp; Brandon, S. (1993). Subtyping of the panic disorder by symptom profile. <I>British Journal of Psychiatry, 163</I>, 201-209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201100030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Carvalho, M. R, Nardi, A. E, &amp; Rang&eacute;, B. (2008). Comparison between cognitive, behavioral and cognitive-behavioral approaches in the treatment of panic disorder<I>. Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica, 35</I>(2), 66-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201100030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Chambless, D. L., Caputo, G. C., Bright, P., &amp; Gallagher, R. (1984). Assessment of &ldquo;fear of fear&rdquo; in agoraphobics: The Body Sensations Questionnaire and the Agoraphobic Cognitions Questionnaire. <I>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 52</I>(6), 1090-1097. </P >    <!-- ref --><p>Dyck, R. (1996). Non-drug treatment for social phobia. <I>Intern. Clin. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Haby, M. M., Donnelly, M., Corry, J., &amp; Vos, T. (2006). Cognitive behavioral therapy for depression, panic disorder and generalized anxiety disorder: A metaregression of factors that may predict outcome. <I>Aust. N. </I><I>Z.</I><I> J. Psychiatry, 40</I>, 9-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201100030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Hofmann, S. G, &amp; Spiegel, D. A. (1999). Panic control treatment and its applications. <I>J. Psychother. Pract. Res., 8</I>(1), 3-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201100030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Jacobson, E. (1938). Progressive relaxation. Chicago: University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201100030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>King, A. L. S., Valen&ccedil;a, A. M., &amp; Nardi, A. E. (2008). Hiperventila&ccedil;&atilde;o: A terapia cognitivo-comportamental e a t&eacute;cnica dos exerc&iacute;cios de indu&ccedil;&atilde;o dos sintomas no transtorno de p&acirc;nico. <I>Revista Portuguesa de Pneumologia, 14</I>(2), 303-308.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201100030000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>King, A. L. S., Valen&ccedil;a, A. M., Melo-Neto, V. L., &amp; Nardi, A. E. (2007). A import&acirc;ncia do foco da terapia Cognitivo-Comportamental direcionada &agrave;s sensa&ccedil;&otilde;es corporais no transtorno de p&acirc;nico: Relato de caso. <I>Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica, 34</I>(4), 191-195.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201100030000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Manfro, G. G., Heldt, E., Cordioli, A. V., &amp; Otto, M. W. (2008). Terapia cognitivo-comportamental no transtorno de p&acirc;nico. <I>Revista Brasileira de Psiquiatria, 30</I>(II), 581-587.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201100030000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Marks, I. M., &amp; Mathews, A. M. (1979). Brief standard self-rating for phobic patients. Fear and Phobia Questionnaire. <I>Behavior Research Therapy, 17</I>, 263-267.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201100030000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Muotri, R. W., Nunes, R. P., &amp; Bernik, M. A. (2007). Exerc&iacute;cio aer&oacute;bio como terapia de exposi&ccedil;&atilde;o a est&iacute;mulos interoceptivos no tratamento do transtorno de p&acirc;nico. <I>Revista Brasileira de medicina do esporte, 13</I>(5), 327-330.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201100030000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Noyes, Jr., &amp; Crowe, R. R. (1986). Panic disorder and agoraphobia. <I>DM, 32</I>, 389-444.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201100030000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rang&eacute;, B. (2001). Transtorno de p&acirc;nico e agorafobia. In B. Rang&eacute; (Org.), <I>Psicoterapias cognitivo-comporta </I><I></I><I>mentais: Um di&aacute;logo com a psiquiatria </I>(pp. 145-82). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201100030000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sheehan, D. V. (1983). <I>The Anxiety Disease. Sheehan Disability Scale</I>. New York, NY: Charles Scribner&rsquo;s Sons. </P >    <!-- ref --><p>Spilberg, C. D., Gorusch, R. L., &amp; Lushene, R. E. (1970). Manual for the State-Trait Anxiety Inventory. Consulting Psychologists Press. Palo Alto, CA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201100030000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Torres, A. B, &amp; Crespaldi, A. L. (2002). Panic disorder and hypochondriasis: A review. <I>Revista Brasileira de Psiquiatria, 24</I>(3), 144-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201100030000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   >Agradecimentos: Instituto Nacional de Ci&ecirc;ncia Tecnol&oacute;gica Translational Medicine (INCT-TM) e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq).</P >     <P   > <a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Anna Lucia Spear King, Rua Almirante Gomes Pereira, 8 (casa). Urca. Cep 22291-170. Rio de Janeiro-RJ, Brasil. E-mail: <a href="mailto:annaluciaking@gmail.com">annaluciaking@gmail.com</a> </P >     ]]></body>
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