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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliações em situações de risco e perigo para as crianças: Um roteiro organizador]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Assessment is a core activity of professionals working with families with at-risk or in-danger, particularly maltreated children. Assessment is an activity orientated for the production of information which provides an answer to a specific set of pre-determined questions in order to facilitate decision-making. Based on a literature review this article presents a map of organization of assessments in cases of risk or danger, distinguishing different levels of assessment and describing a set of questions to facilitate the collection of information.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Avalia&ccedil;&otilde;es em situa&ccedil;&otilde;es de risco e perigo para as crian&ccedil;as: Um roteiro organizador </B></p>     <p><B>Ana Teixeira de Melo<Sup>* </Sup>e Madalena Alarc&atilde;o<Sup>** </Sup></B></P >     <p><Sup>* </Sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra; </P >     <p><Sup>** </Sup>Bolseira da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; uma componente central das actividades dos profissionais que interv&ecirc;m junto de fam&iacute;lias com crian&ccedil;as em situa&ccedil;&atilde;o de risco e perigo, nomeadamente em casos de maltrato. Uma avalia&ccedil;&atilde;o constitui uma actividade orientada para a produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o que possa dar resposta a um conjunto espec&iacute;fico de quest&otilde;es pr&eacute;-determinadas e que facilite um determinado processo de tomada de decis&atilde;o. A partir da revis&atilde;o da literatura, apresenta-se um roteiro organizador das avalia&ccedil;&otilde;es em situa&ccedil;&otilde;es de perigo e de risco, diferenciando os diferentes n&iacute;veis de avalia&ccedil;&atilde;o e enunciando um conjunto de quest&otilde;es facilitadoras da recolha de informa&ccedil;&atilde;o. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Avalia&ccedil;&atilde;o; Crian&ccedil;as em perigo; Crian&ccedil;as em risco; Maltrato. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >     <P   >Assessment is a core activity of professionals working with families with at-risk or in-danger, particularly maltreated children. Assessment is an activity orientated for the production of information which provides an answer to a specific set of pre-determined questions in order to facilitate decision-making. Based on a literature review this article presents a map of organization of assessments in cases of risk or danger, distinguishing different levels of assessment and describing a set of questions to facilitate the collection of information. </P >    <P   ><B>Key-words: </B>Assessment, At-risk children, child maltreatment, Endangered children. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >    <p>O trabalho, no campo da protec&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o dos direitos da crian&ccedil;a, foi largamente influenciado, nos &uacute;ltimos anos, pelo clima de press&atilde;o criado pela mediatiza&ccedil;&atilde;o de casos de danos severos ou mesmo de morte de crian&ccedil;as na sequ&ecirc;ncia de maus tratos. Nos inqu&eacute;ritos e estudos conduzidos, foram sublinhadas algumas vulnerabilidades associadas &agrave; actua&ccedil;&atilde;o dos profissionais: adop&ccedil;&atilde;o de procedimentos de avalia&ccedil;&atilde;o cientificamente pouco sustent&aacute;veis e desconhecimento dos factores de risco identificados na literatura da especialidade; processos de tomada de decis&atilde;o inconsistentes; insuficiente capacidade de reflex&atilde;o cr&iacute;tica; dificuldades na constru&ccedil;&atilde;o e adequa&ccedil;&atilde;o dos planos de interven&ccedil;&atilde;o, face &agrave;s caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas dos casos e &agrave; insuficiente prepara&ccedil;&atilde;o dos profissionais (Cicchinelli, 1995, citado por White &amp; Walsh, 2006; Farmer, 1999; Osmo &amp; Benbenishty, 2004; Warner, 2003). Mas a investiga&ccedil;&atilde;o tem tamb&eacute;m chamado a aten&ccedil;&atilde;o para a exist&ecirc;ncia de problemas na utiliza&ccedil;&atilde;o, integra&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o que &eacute; produzida no decurso dos processos de avalia&ccedil;&atilde;o (MacDonald, 2001). Em Portugal, a necessidade de orienta&ccedil;&otilde;es mais precisas para guiar as pr&aacute;ticas de avalia&ccedil;&atilde;o, de instrumentos estandardizados e validados e de forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais, t&ecirc;m sido aspectos apontados como urgentes (Comiss&atilde;o Nacional de Protec&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens em Risco, 2009; Torres, 2008). </P >     <p>Os apelos para o desenvolvimento de metodologias de avalia&ccedil;&atilde;o rigorosas, que contribuam para a protec&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as, para a promo&ccedil;&atilde;o do seu desenvolvimento e para a disponibiliza&ccedil;&atilde;o adequada de servi&ccedil;os (DePanfilis, 1996; English &amp; Pecora, 1994) t&ecirc;m vindo a crescer em v&aacute;rios pa&iacute;ses. Durante algum tempo, e nalguns sistemas de protec&ccedil;&atilde;o, a aten&ccedil;&atilde;o dos profissionais e investigadores focalizou-se nos casos mais graves e, quase exclusivamente, na avalia&ccedil;&atilde;o do risco (Baird &amp; Wagner, 2000; Baird, Wagner, Healy, &amp; Johnson, 1999). A ideia de controlo e predi&ccedil;&atilde;o passou a dominar, com consequ&ecirc;ncias negativas como a burocratiza&ccedil;&atilde;o e desumaniza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os, a patologiza&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias, a sobre-simplifica&ccedil;&atilde;o da sua realidade e a desvaloriza&ccedil;&atilde;o das suas necessidades (Goddard, Saunders, Stanley, &amp; Tucci, 1999; Houston &amp; Griffiths, 2000; Reder &amp; Lucey, 1995). Contudo, o desenvolvimento e implementa&ccedil;&atilde;o de alguns sistemas de avalia&ccedil;&atilde;o impulsionaram uma importante reflex&atilde;o sobre os modelos de avalia&ccedil;&atilde;o (Calder, 2002; Childrens&rsquo; Research Center, 2008; Department of Health, 2000; Horwath, 2001; Platt, 2001; Wald &amp; Woolverton, 1990), tendo em vista o ajustamento e desenvolvimento positivos futuros das crian&ccedil;as. </P >     <p>Neste artigo, propomo-nos reflectir sobre as avalia&ccedil;&otilde;es em situa&ccedil;&otilde;es de risco e perigo ponde </B>rando o seu prop&oacute;sito e a import&acirc;ncia das quest&otilde;es que as orientam. Para o efeito, consideraremos uma defini&ccedil;&atilde;o de perigo correspondente &agrave; apresentada na Lei de Protec&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens em Perigo (Lei 147/99), conforme definido no artigo 3. Assim, e de acordo com a referida Lei Portuguesa, ser&aacute; considerada em situa&ccedil;&atilde;o de perigo a crian&ccedil;a que: (a) est&aacute; abandonada ou vive entregue a si pr&oacute;pria; (b) sofre maus tratos f&iacute;sicos ou ps&iacute;quicos ou &eacute; v&iacute;tima de abusos sexuais; (c) n&atilde;o recebe os cuidados ou a afei&ccedil;&atilde;o adequados &agrave; sua idade e situa&ccedil;&atilde;o pessoal; (d) &eacute; obrigada a actividades ou trabalhos excessivos ou inadequados &agrave; sua idade, dignidade e situa&ccedil;&atilde;o pessoal ou prejudiciais &agrave; sua forma&ccedil;&atilde;o ou desenvolvimento; (e) est&aacute; sujeita, de forma directa ou indirecta, a comportamentos que afectam gravemente a sua seguran&ccedil;a ou o seu equil&iacute;brio emocional; (f) assume comportamentos ou se entrega a actividades ou consumos que afectam gravemente a sua sa&uacute;de, seguran&ccedil;a, forma&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o ou desenvolvimento sem que os pais, o representante legal ou quem tenha a guarda de facto, se lhes oponham de modo adequado a remover essa situa&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, falar de risco implica um conjunto de conceitos associados a mecanismos complexos cujo papel, no desenvolvimento humano, a investiga&ccedil;&atilde;o tem procurado entender (Cicchetti, 2006). N&atilde;o sendo objectivo deste artigo rever a literatura neste campo, adoptaremos uma defini&ccedil;&atilde;o simplificada de crian&ccedil;a em risco, considerando-a aquela em cujo percurso desenvolvimental &eacute; poss&iacute;vel identificar um conjunto de factores relacionados com a crian&ccedil;a (e.g., factores constitucionais ou desenvolvimentais), com as suas circunst&acirc;ncias familiares (e.g., capacidade parental; din&acirc;mica do funcionamento familiar), sociais (e.g., vizinhan&ccedil;a; situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica; qualidade da rede social) e ambientais (e.g., qualidade do ambiente f&iacute;sico dom&eacute;stico; qualidade do ambiente comunit&aacute;rio) que est&atilde;o associados, de acordo com a investiga&ccedil;&atilde;o, a uma maior probabilidade de desajustamento futuro (Cummings, Davies, &amp; Campbell, 2000; Werner &amp; Smith, 1992). Enquanto numa situa&ccedil;&atilde;o de perigo a crian&ccedil;a enfrenta circunst&acirc;ncias que, no imediato, s&atilde;o amea&ccedil;adoras da sua integridade f&iacute;sica e psicol&oacute;gica, numa situa&ccedil;&atilde;o de risco o dano &eacute; menos imediato, embora prov&aacute;vel no futuro, podendo tamb&eacute;m falar-se de risco para a exposi&ccedil;&atilde;o ao perigo, por exemplo, risco de maltrato. A no&ccedil;&atilde;o de risco adoptada engloba, ainda, aquilo que alguns autores e sistemas de protec&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m definido como crian&ccedil;as &ldquo;em necessidade&rdquo; (Department of Health, 2000; Little, Axford, &amp; Morpeth, 2004), ou seja crian&ccedil;as que, na aus&ecirc;ncia de interven&ccedil;&atilde;o, podem ver o seu desenvolvimento afectado ou que, tendo j&aacute; estado expostas a situa&ccedil;&otilde;es de adversidade, que resultaram nalgum dano ou perturba&ccedil;&atilde;o para o seu desenvolvimento, necessitam de um apoio especializado que as ajude a compensar ou remediar o dano. Neste artigo, entenderemos por crian&ccedil;as todos os indiv&iacute;duos com idade inferior a 18 anos. Tomando estes conceitos como base, apresentamos, assim, uma proposta de organiza&ccedil;&atilde;o de n&iacute;veis e modalidades de avalia&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es de risco e de perigo, organizando a informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica existente e procurando contribuir para a constru&ccedil;&atilde;o de uma linguagem partilhada por profissionais e investigadores. </P >    <p>ENQUADRAMENTO DAS AVALIA&Ccedil;&Otilde;ES EM SITUA&Ccedil;&Otilde;ES DE RISCO E PERIGO </P >    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o, no quadro da protec&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, pode ser entendida como um conjunto de actividades organizadas e orientadas para dar resposta a um conjunto de quest&otilde;es pr&eacute;definidas, no sentido de produzir informa&ccedil;&atilde;o que permita uma tomada de decis&atilde;o informada (Horwath, 2001; MacDonald, 2001; Munro, 2008; White &amp; Walsh, 2006). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O trabalho avaliativo deve constituir-se como um espa&ccedil;o e um tempo de reflex&atilde;o, para os profissionais e para a pr&oacute;pria fam&iacute;lia. A legitimidade e raz&atilde;o de ser da avalia&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m que ser inequivocamente explicitadas perante a fam&iacute;lia, pelo que &eacute; importante que o profissional saiba fundamentar a sua necessidade para poder discuti-la com a fam&iacute;lia de uma forma clara (Cirillo &amp; DiBlasio, 1992; Saint-Jacques, Drapeau, Lessard, &amp; Beaudoin, 2006). Esta justifica&ccedil;&atilde;o, na maioria das situa&ccedil;&otilde;es, prende-se com os indicadores de perigo ou de risco e com a liga&ccedil;&atilde;o destes &agrave; seguran&ccedil;a e bem-estar actual e futuro da crian&ccedil;a, sendo certo que a valoriza&ccedil;&atilde;o que &eacute; feita dos mesmos deve estar cientificamente suportada pela investiga&ccedil;&atilde;o e enquadrada pelos valores e pr&aacute;ticas que uma sociedade define, num determinado momento, como sendo desejadas e necess&aacute;rias para que sejam prestados cuidados m&iacute;nimos apropriados &agrave;s crian&ccedil;as. </P >    <p>Correspondendo a um processo de &ldquo;recolha e aprecia&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o revelante para um prop&oacute;sito identificado&rdquo; (Adcock, 2001, p. 76), a avalia&ccedil;&atilde;o deve decorrer num contexto em que as quest&otilde;es que a orientam e as decis&otilde;es que dela dependem s&atilde;o inequivocamente explicitadas. Esta dimens&atilde;o &eacute; fundamental porque a avalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode responder a quest&otilde;es que n&atilde;o tenham sido colocadas previamente (Budd, 2005). </P >    <p>A literatura sobre avalia&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es de risco psicossocial e perigo &eacute; dispersa, por vezes confusa e mesmo contradit&oacute;ria. Diferentes termos s&atilde;o utilizados para referenciar formas de avalia&ccedil;&atilde;o semelhantes e as mesmas express&otilde;es s&atilde;o aplicadas a diferentes racionais, modalidades e finalidades da avalia&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Numa tentativa de contribuir para a clarifica&ccedil;&atilde;o de conceitos, para uma maior clareza e transpar&ecirc;ncia do pensamento organizador das pr&aacute;ticas dos profissionais que trabalham no terreno, propomos um roteiro para avalia&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lias com crian&ccedil;as em situa&ccedil;&atilde;o de risco e/ou de perigo, com diferentes n&iacute;veis e modalidades de avalia&ccedil;&atilde;o, associados a quest&otilde;es orientadoras da avalia&ccedil;&atilde;o e a processos de tomada de decis&atilde;o. Para cada n&iacute;vel de avalia&ccedil;&atilde;o poderiam ser referidas v&aacute;rias metodologias, procedimentos e instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o, enquadrados por racionais distintos. N&atilde;o cabendo, no &acirc;mbito deste artigo, a sua revis&atilde;o, espera-se que a proposta apresentada facilite, no entanto, uma an&aacute;lise e escolha posteriores que permitam n&atilde;o s&oacute; dar resposta &agrave;s quest&otilde;es de avalia&ccedil;&atilde;o como apoiar o processo de tomada de decis&atilde;o associado. A escolha dos m&eacute;todos ou instrumentos dever&aacute; ser ponderada, tamb&eacute;m, em fun&ccedil;&atilde;o, do quadro de refer&ecirc;ncias te&oacute;ricas preferido do profissional ou do investigador. </P >    <p>UM ROTEIRO ORGANIZADOR DAS AVALIA&Ccedil;&Otilde;ES  EM SITUA&Ccedil;&Otilde;ES DE PERIGO E DE RISCO  </P >    <p>Afirmamos, anteriormente, que um processo de avalia&ccedil;&atilde;o deve ser orientado para responder a um conjunto pr&eacute;-determinado de quest&otilde;es, a que est&atilde;o associadas decis&otilde;es que dever&atilde;o servir o </P >    <p>superior interesse da crian&ccedil;a (Lei de Protec&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens em Perigo, Lei n.&ordm; 147/99 de 1 de Setembro). </P >    <p>A <a href="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a06f1.jpg" width="669" height="665">Figura 1</a> apresenta a proposta de um roteiro de organiza&ccedil;&atilde;o das avalia&ccedil;&otilde;es em diferentes n&iacute;veis, esquematizando-se a sequ&ecirc;ncia e a complementaridade das mesmas, em diferentes momentos de tratamento de um caso, e os pontos-chave de decis&atilde;o. </P >     
<p>&nbsp;</p>    <p><a href="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a06f1.jpg" width="669" height="665">FIGURA 1</a></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>Tomando como ponto de partida o contexto de trabalho de profissionais com compet&ecirc;ncia em mat&eacute;ria de promo&ccedil;&atilde;o e protec&ccedil;&atilde;o, a quem seja sinalizada uma situa&ccedil;&atilde;o de perigo ou de risco psicossocial para uma crian&ccedil;a, h&aacute; um primeiro conjunto de quest&otilde;es (<a href="#q1">Quadro 1</a>) (Children&rsquo;s Research Center, 2008; DePanfilis &amp; Salus, 2003; MacDonald, 2001; Munro, 2008; Righthand, Kerr, &amp; Drach, 2003) que importa colocar e que exploraremos nos pontos seguintes, por n&iacute;vel. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q1">     <p>QUADRO 1 </P >    <p><I>Quest&otilde;es orientadoras por n&iacute;vel e modalidade de avalia&ccedil;&atilde;o </I></P ><hr>    <p>1&ordm; NIVEL &ndash; Quest&otilde;es: Triagem da sinaliza&ccedil;&atilde;o/den&uacute;ncia </P >    <p>a) O que sucedeu que motivou a den&uacute;ncia/sinaliza&ccedil;&atilde;o? </P >    <P   align="" >b) Que tipo de preocupa&ccedil;&otilde;es h&aacute; com a crian&ccedil;a? H&aacute; indicadores de perigo? H&aacute; indicadores de maus tratos? 1) De que tipo de maus tratos se trata, qual a dura&ccedil;&atilde;o, frequ&ecirc;ncia e severidade? Que tipo de rela&ccedil;&atilde;o tem a crian&ccedil;a com o eventual perpetrador? Qual a sua situa&ccedil;&atilde;o no momento presente? c) Que tipo de preocupa&ccedil;&otilde;es h&aacute; com a crian&ccedil;a? H&aacute; indicadores de risco psicossocial significativos? </P >    <p>1) H&aacute; factores e mecanismos relacionados com a crian&ccedil;a, com a fam&iacute;lia ou o seu contexto de vida que a literatura tem apontado como aumentando a probabilidade de desajustamento futuro da crian&ccedil;a? Quais? A que resultados desenvolvimentais t&ecirc;m estado associados? Como operam e interagem entre si? A crian&ccedil;a revela alguns sinais de adapta&ccedil;&atilde;o positiva? </P ><hr>    <P   align="" >2&ordm; N&Iacute;VEL &ndash; Quest&otilde;es 2A: Avalia&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a imediata a) A crian&ccedil;a pode ser considerada segura no momento actual? 1) O que pode acontecer se nada for feito? Quais s&atilde;o os indicadores actuais de perigo/seguran&ccedil;a imediata para a crian&ccedil;a? b) &Eacute; poss&iacute;vel adoptarem-se ac&ccedil;&otilde;es para que a crian&ccedil;a possa ser considerada segura no seu meio/fora do seu meio natural de vida (e.g., elabora&ccedil;&atilde;o de um plano de seguran&ccedil;a?). H&aacute; condi&ccedil;&otilde;es que garantam a viabilidade e cumprimento de um plano de seguran&ccedil;a para manuten&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a na fam&iacute;lia/noutros contextos (e.g., medida de acolhimento)? </P ><hr>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="" >2&ordm; N&Iacute;VEL &ndash; Quest&otilde;es 2B: Avalia&ccedil;&atilde;o do tipo e foco das necessidades a) Trata-se de uma situa&ccedil;&atilde;o de risco ou de dificuldades focalizadas? 1) A fam&iacute;lia experimenta dificuldades ou uma exposi&ccedil;&atilde;o recente a factores de risco? As necessidades, dificuldades ou factores de risco identificados s&atilde;o reduzidos, em n&uacute;mero, e focalizados, em &aacute;reas particulares do funcionamento individual, familiar, ambiental e social? Se a fam&iacute;lia fosse apoiada nessas dificuldades seria poss&iacute;vel restringir os encaminhamentos a dois servi&ccedil;os? Os problemas podem ser facilmente explicados por um n&uacute;mero reduzido de vari&aacute;veis? 2) A exposi&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia a contextos de pobreza ou outros contextos marcados por outras formas de adversidade (e.g., viol&ecirc;ncia comunit&aacute;ria) &eacute; recente? Que recursos tem a fam&iacute;lia (internos ou externos) para lidar com essas formas de adversidade? b) Trata-se de uma situa&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplos desafios e/ou m&uacute;ltiplos riscos? 1) As necessidades, dificuldades ou factores de risco identificados distribuem-se por diferentes &aacute;reas do funcionamento individual, familiar, ambiental e social? As dificuldades ou factores de risco identificados s&atilde;o m&uacute;ltiplos? As dificuldades ou exig&ecirc;ncias m&uacute;ltiplas com que a fam&iacute;lia lida podem exceder a sua capacidade de resposta/<I>coping</I>? Se a fam&iacute;lia fosse encaminhada para servi&ccedil;os especializados, focados em cada uma das suas necessidades, teriam que ser feitos mais do que dois encaminhamentos? 2) A fam&iacute;lia desenvolveu-se em contextos de pobreza e desfavorecimento, ou em contextos marcados por outras formas de adversidade (e.g., viol&ecirc;ncia comunit&aacute;ria), a que pode ter estado associada uma exposi&ccedil;&atilde;o prolongada a stressores e menores oportunidades de obten&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de recursos? </P ><hr>    <p>3&ordm; N&Iacute;VEL &ndash; Quest&otilde;es 3: Avalia&ccedil;&atilde;o da (re)emerg&ecirc;ncia do perigo (focada na predi&ccedil;&atilde;o) </P >    <p>a) Qual o tipo de dano poss&iacute;vel para a crian&ccedil;a e prov&aacute;vel gravidade do mesmo, caso ocorra? </P >    <p>b) Qual a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia ou re-ocorr&ecirc;ncia de mau trato ou de reaparecimento das circunst&acirc;ncias de perigo no futuro? Qual a probabilidade de dano futuro para a crian&ccedil;a? </P ><hr>    <p>4&ordm; N&Iacute;VEL &ndash; Quest&otilde;es 4A: Avalia&ccedil;&atilde;o do risco de (re)emerg&ecirc;ncia do perigo (focada na gest&atilde;o e compreens&atilde;o) </P >    <p>a) Que tipo de decis&otilde;es t&ecirc;m que ser tomadas relativamente ao n&iacute;vel e natureza do risco/probabilidade de (re)emerg&ecirc;ncia de maus tratos ou das circunst&acirc;ncias de perigo identificadas? H&aacute; necessidade de interven&ccedil;&atilde;o? </P >    <p>b) Os factores associados &agrave; (re)ocorr&ecirc;ncia de maltrato, ou de reaparecimento de outras circunst&acirc;ncias de perigo no futuro, s&atilde;o pass&iacute;veis de serem alterados? &Eacute; poss&iacute;vel geri-los adequadamente de modo a manter o risco controlado? </P >    <p>c) Que factores podem contribuir para diminuir a probabilidade e controlar o risco de (re)ocorr&ecirc;ncia de mau trato ou outras circunst&acirc;ncias de perigo? </P >    <p>d) Qual a disponibilidade e capacidade da fam&iacute;lia para desenvolver ac&ccedil;&otilde;es que permitam gerir adequadamente os factores associados a uma maior probabilidade de ocorr&ecirc;ncia ou re-ocorr&ecirc;ncia de maltrato ou de outras circunst&acirc;ncias de perigo? </P ><hr>    <p>4&ordm; N&Iacute;VEL &ndash; Quest&otilde;es 4B: Avalia&ccedil;&atilde;o compreensiva </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>a) Quais os principais factores de risco e protec&ccedil;&atilde;o associados ao percurso de desenvolvimento da fam&iacute;lia e da crian&ccedil;a? Como interagem entre si os factores de risco e protec&ccedil;&atilde;o? </P >    <p>b) Que tipo de factores est&atilde;o especificamente implicados no aparecimento e/ou manuten&ccedil;&atilde;o dos problemas identificados? Que outros factores interagem com eles, constrangendo-os ou potenciando-os? </P >    <p>c) Que objectivos seriam adequados para um plano de mudan&ccedil;a tendo em conta a natureza e extens&atilde;o dos problemas/preocupa&ccedil;&otilde;es/necessidades? Quais os resultados m&iacute;nimos a atingir para que a crian&ccedil;a possa ser considerada segura/para que se considere que se aumentam as probabilidades de desenvolvimento positivo futuro da crian&ccedil;a? </P >    <p>d) Que tipo de estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o podem ser implementadas tendo em conta as decis&otilde;es a serem tomadas e os resultados a serem atingidos? Quais as op&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis e quais as vantagens e desvantagens? Como devem ser combinadas ou integradas as estrat&eacute;gias num plano de interven&ccedil;&atilde;o? </P ><hr>    <p>4&ordm; N&Iacute;VEL &ndash; Quest&otilde;es 4C: Avalia&ccedil;&atilde;o do potencial de mudan&ccedil;a </P >    <p>a) A fam&iacute;lia est&aacute; dispon&iacute;vel para mudar? </P >    <p>b) A fam&iacute;lia tem capacidade para envolver-se num processo de mudan&ccedil;a? Qual o potencial da fam&iacute;lia para operacionalizar as mudan&ccedil;as necess&aacute;rias para garantir condi&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas de seguran&ccedil;a e bem-estar para a crian&ccedil;a? </P >    <p>c) Est&aacute; dispon&iacute;vel um tipo de interven&ccedil;&atilde;o que possa apoiar a fam&iacute;lia no processo de mudan&ccedil;a e/ou na obten&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de recursos necess&aacute;rios &agrave; mesma? Que tipo de interven&ccedil;&atilde;o &eacute; mais adequado? Em que medida a fam&iacute;lia est&aacute; capaz de beneficiar dessa interven&ccedil;&atilde;o? </P ><hr>    <p>5&ordm; N&Iacute;VEL &ndash; Quest&otilde;es 5A: Avalia&ccedil;&atilde;o do processo e resultado do projecto de suporte para a mudan&ccedil;a </P >    <p>a) O projecto de suporte para a mudan&ccedil;a foi implementado como esperado? As componentes do projecto foram implementadas como esperado? As caracter&iacute;sticas dos servi&ccedil;os eram adequadas tendo em conta os resultados esperados? A fam&iacute;lia recebeu a quantidade de servi&ccedil;os esperada? A qualidade dos servi&ccedil;os prestados foi adequada? &Eacute; necess&aacute;rio e/ou vi&aacute;vel a revis&atilde;o do projecto de suporte para a mudan&ccedil;a? </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>b) Os objectivos eram adequados e realistas? Foram atingidos conforme previsto? Quais os resultados positivos e negativos? Quais as consequ&ecirc;ncias dos mesmos para a crian&ccedil;a, a curto, m&eacute;dio e longo prazo? &Eacute; necess&aacute;ria uma revis&atilde;o dos objectivos? A que n&iacute;vel? </P >    <p>c) Os resultados positivos e negativos podem ser associados &agrave; fam&iacute;lia e ao projecto de apoio ou melhor explicados por outros factores? Que explica&ccedil;&otilde;es alternativas h&aacute;? Quais as consequ&ecirc;ncias dessas explica&ccedil;&otilde;es para a avalia&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de manuten&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as? H&aacute; indicadores de condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as? </P ><hr>    <p>5&ordm; N&Iacute;VEL &ndash; Quest&otilde;es 5B: Avalia&ccedil;&atilde;o do processo e resultado do projecto de interven&ccedil;&atilde;o. Confirma&ccedil;&atilde;o de indicadores ou re-avalia&ccedil;&atilde;o </P >    <p>a) Em que medida as mudan&ccedil;as s&atilde;o sustent&aacute;veis/ a fam&iacute;lia tem capacidade para mant&ecirc;-las? Em que medida as mudan&ccedil;as podem ser atribu&iacute;das &agrave; fam&iacute;lia? Em que medida a fam&iacute;lia foi capaz de se adaptar a circunst&acirc;ncias imprevistas e de ajustar o seu funcionamento em fun&ccedil;&atilde;o das mesmas? </P >    <p>b) Em que medida o n&iacute;vel de risco de (re)emerg&ecirc;ncia do perigo foi gerido como esperado? Em que medida o n&iacute;vel de risco actual permite encerrar o caso? </P >    <p>c) Apesar das mudan&ccedil;as, h&aacute; necessidades que justifiquem um encaminhamento para servi&ccedil;os especializados ou servi&ccedil;os universais de apoio &agrave; fam&iacute;lia e &agrave; crian&ccedil;a que possam contribuir para a promo&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis ao desenvolvimento da fam&iacute;lia e da crian&ccedil;a? </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><I>1&ordm; N&iacute;vel </I></P >    <p>A resposta &agrave;s quest&otilde;es de triagem do caso (1&ordm; n&iacute;vel) deve contribuir para decidir pelo arquivamento da sinaliza&ccedil;&atilde;o/den&uacute;ncia ou seguimento do caso para um 2&ordm; n&iacute;vel de avalia&ccedil;&atilde;o (<a href="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a06f1.jpg" width="669" height="665">Figura 1</a>). Desta avalia&ccedil;&atilde;o resulta, assim, uma decis&atilde;o sobre o tipo e enquadramento do caso. Alguns modelos de avalia&ccedil;&atilde;o disp&otilde;em de gui&otilde;es orientadores para a condu&ccedil;&atilde;o das avalia&ccedil;&otilde;es iniciais e para defini&ccedil;&atilde;o da prioridade da resposta (e.g., Children&rsquo;s Research Center, 2008). A informa&ccedil;&atilde;o recolhida pode configurar uma situa&ccedil;&atilde;o de perigo o que exige que, numa etapa seguinte se responda &agrave;s quest&otilde;es de n&iacute;vel 2 (<a href="#q1">Quadro 1</a>, 2&ordm; n&iacute;vel, quest&otilde;es 2A). </P >    
<p>A informa&ccedil;&atilde;o recolhida pode, contudo, evidenciar n&atilde;o uma situa&ccedil;&atilde;o de perigo mas sim de risco. Com efeito, podem existir mecanismos, relacionados com as caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a, com o seu percurso de desenvolvimento e/ou com as circunst&acirc;ncias familiares, sociais e ambientais de vida, que est&atilde;o associados a um aumento da probabilidade de desenvolvimento de perturba&ccedil;&otilde;es futuras ou de bloqueio desenvolvimental. De facto, h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es em que a fam&iacute;lia poderia beneficiar de apoio para satisfazer as suas necessidades (Thorpe &amp; Bilson, 1998) e activar ou fortalecer mecanismos de protec&ccedil;&atilde;o (Rutter, 1990). Tratando-se de um caso de risco ou necessidade, mas n&atilde;o de perigo (<a href="#q1">Quadro 1</a>, 1&ordm; n&iacute;vel), h&aacute; que conduzir uma avalia&ccedil;&atilde;o preliminar do tipo e foco de necessidades da fam&iacute;lia (<a href="#q1">Quadro 1</a>, 2&ordm; n&iacute;vel, quest&otilde;es 2B). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><I>2&ordm; N&iacute;vel </I></P >    <p><I>2&ordm; N&iacute;vel, quest&otilde;es 2A </I></P >    <p>Caso, no n&iacute;vel 1, tenha sido identificada uma situa&ccedil;&atilde;o de perigo, &eacute; essencial decidir sobre a necessidade de se desenvolverem interven&ccedil;&otilde;es que garantam a seguran&ccedil;a imediata da crian&ccedil;a. H&aacute;, assim, que dar resposta a quest&otilde;es da avalia&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a imediata da crian&ccedil;a (<a href="#q1">Quadro 1</a>, 2&ordm; n&iacute;vel, quest&otilde;es 2A). Esta avalia&ccedil;&atilde;o deve decorrer o mais rapidamente poss&iacute;vel, existindo orienta&ccedil;&otilde;es para que n&atilde;o ultrapasse os 7 dias que se seguem a uma den&uacute;ncia (Children&rsquo;s Research Center, 2008; Fowler, 2003). Tem havido algum esfor&ccedil;o de avalia&ccedil;&atilde;o do impacto da implementa&ccedil;&atilde;o de protocolos de avalia&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a que, noutros pa&iacute;ses, t&ecirc;m apresentado resultados positivos na preven&ccedil;&atilde;o da reincid&ecirc;ncia dos maus tratos (Children&rsquo;s Research Center, 2008; Fluke, Edwards, Bussey, Wells, &amp; Johnson, 2001). A avalia&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a, independentemente dos m&eacute;todos ou instrumentos em que se apoie, dever&aacute; permitir decidir pela manuten&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a na fam&iacute;lia, com a elabora&ccedil;&atilde;o de um plano de seguran&ccedil;a nos casos em que o perigo imediato resida no ambiente familiar, ou pela sua coloca&ccedil;&atilde;o em ambientes em que possa ser considerada segura (e.g., acolhimento familiar; acolhimento junto de pessoa id&oacute;nea; acolhimento em institui&ccedil;&atilde;o) (DePanfilis &amp; Salus, 2003; Fowler, 2003). Os resultados desta avalia&ccedil;&atilde;o devem informar sobre as condi&ccedil;&otilde;es existentes para a constru&ccedil;&atilde;o de planos de seguran&ccedil;a detalhados (DePanfilis &amp; Salus, 2003; Fowler, 2003; Turnell &amp; Edwards, 1999; Turnell &amp; Essex, 2006). </P >    <p>Encontrando-se garantida a seguran&ccedil;a imediata da crian&ccedil;a h&aacute; que prosseguir de modo a salvaguardar a sua seguran&ccedil;a a m&eacute;dio e longo prazo e, inclusivamente, durante a pr&oacute;pria interven&ccedil;&atilde;o, passando-se para as quest&otilde;es de n&iacute;vel 3. </P >    <p><I>2&ordm; N&iacute;vel, quest&otilde;es 2B </I></P >    <p>Os resultados desta avalia&ccedil;&atilde;o devem ajudar o profissional a identificar n&atilde;o s&oacute; os processos de risco psicossocial particularmente salientes na traject&oacute;ria de desenvolvimento da fam&iacute;lia e da crian&ccedil;a mas, tamb&eacute;m, os mecanismos de protec&ccedil;&atilde;o e as dimens&otilde;es em que s&atilde;o mais salientes (Masten, 2007; Masten &amp; Reed, 2005). Face &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es de necessidade, a decis&atilde;o de intervir justifica-se quando &eacute; poss&iacute;vel ajudar a fam&iacute;lia a identificar mais facilmente os seus recursos e dificuldades, a desenvolver adequadas estrat&eacute;gias de <I>coping </I>e a activar mecanismos de protec&ccedil;&atilde;o. Nalgumas situa&ccedil;&otilde;es, contudo, pode considerar-se que a actua&ccedil;&atilde;o profissional n&atilde;o trar&aacute; benef&iacute;cio ou n&atilde;o produzir&aacute; resultados que a fam&iacute;lia n&atilde;o consiga alcan&ccedil;ar por si pr&oacute;pria, mobilizando os recursos dispon&iacute;veis. Justificando-se uma interven&ccedil;&atilde;o profissional h&aacute;, ent&atilde;o, que dar resposta a quest&otilde;es (<a href="#q1">Quadro 1</a>, 2&ordm; n&iacute;vel, quest&otilde;es 2B) que permitam distinguir entre dois tipos de casos: (a) situa&ccedil;&otilde;es em que existem necessidades, riscos ou problemas relativamente focalizados; (b) situa&ccedil;&otilde;es de fam&iacute;lias que lidam com m&uacute;ltiplos desafios e em cujos percursos de vida &eacute; poss&iacute;vel identificarem-se m&uacute;ltiplos riscos que, n&atilde;o raramente, interagem entre si de forma complexa. No primeiro caso, as fam&iacute;lias podem ser directamente encaminhadas para servi&ccedil;os de apoio (n&atilde;o mais de dois) que ofere&ccedil;am respostas especializadas para os problemas identificados. Estes servi&ccedil;os podem ser de cariz terap&ecirc;utico (e.g., terapia familiar; psicoterapia individual, etc.), de aconselhamento (e.g., aconselhamento conjugal ou parental; orienta&ccedil;&atilde;o profissional) ou educativo (e.g., educa&ccedil;&atilde;o parental; apoio social), mas s&atilde;o sempre focalizados numa determinada dimens&atilde;o do funcionamento da crian&ccedil;a, dos prestadores de cuidados, da fam&iacute;lia, ou das suas circunst&acirc;ncias de vida. </P >    <p>Nas situa&ccedil;&otilde;es de m&uacute;ltiplos desafios, problemas ou riscos, tendo em conta a multiplicidade de &aacute;reas em que s&atilde;o identificadas dificuldades, este tipo de actua&ccedil;&atilde;o, na aus&ecirc;ncia de um planeamento cuidadoso, pode revelar-se inadequado e mesmo problem&aacute;tico, contribuindo para o agravamento das dificuldades da fam&iacute;lia, para a multiplica&ccedil;&atilde;o dos riscos e problemas (Alegret &amp; Baulenas, 1997; Colapinto, 1995; Sousa, 2005). Estas s&atilde;o situa&ccedil;&otilde;es complexas que exigem uma compreens&atilde;o mais integradora e sist&eacute;mica do caso. O profissional dever&aacute; explicitar, junto da fam&iacute;lia, as raz&otilde;es pelas quais considera que as suas actuais circunst&acirc;ncias de vida e as suas dificuldades constituem um risco e de que forma podem contribuir negativamente para a constru&ccedil;&atilde;o das traject&oacute;rias de desenvolvimento das crian&ccedil;as. Partindo de uma defini&ccedil;&atilde;o comum de preocupa&ccedil;&otilde;es, mesmo que n&atilde;o totalmente coincidente entre profissionais e fam&iacute;lias, aqueles devem convid&aacute;-las a envolverem-se num processo de avalia&ccedil;&atilde;o mais aprofundado que informe a elabora&ccedil;&atilde;o de um plano de apoio elaborado &ldquo;&agrave; medida&rdquo; das necessidades da fam&iacute;lia. Nestes casos, o contacto da fam&iacute;lia com os profissionais, despoletado pela sinaliza&ccedil;&atilde;o/den&uacute;ncia, deve ser entendido, por uns e por outros, como uma oportunidade que a fam&iacute;lia tem de ser apoiada tendo em vista o seu fortalecimento e a melhoria das suas circunst&acirc;ncias de vida (Cirillo &amp; DiBlasio, 1992; Dale &amp; Fellows, 1999). As avalia&ccedil;&otilde;es com fam&iacute;lias multidesafiadas com crian&ccedil;as em situa&ccedil;&atilde;o de risco aproximar-se-&atilde;o, assim, em determinado momento, dos processos de avalia&ccedil;&atilde;o com fam&iacute;lias com crian&ccedil;as em situa&ccedil;&atilde;o de perigo, no n&iacute;vel 4. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><I>3&ordm; N&iacute;vel </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A avalia&ccedil;&atilde;o do risco de (re)ocorr&ecirc;ncia de maus-tratos &eacute;, por certo, o tipo de avalia&ccedil;&atilde;o mais debatido na literatura mas tamb&eacute;m aquele relativamente ao qual h&aacute;, provavelmente, mais contradi&ccedil;&otilde;es e indefini&ccedil;&otilde;es (DePanfilis, 1996; Wald &amp; Wolverton, 1990). Regra geral, &eacute; entendida como a avalia&ccedil;&atilde;o da probabilidade de ocorr&ecirc;ncia ou de re-ocorr&ecirc;ncia de maus tratos ou neglig&ecirc;ncia futura (English &amp; Pecora, 1994). Uma vez que o termo avalia&ccedil;&atilde;o do risco pode ser facilmente confundido com a avalia&ccedil;&atilde;o de mecanismos de risco psicossocial, optamos por utilizar a express&atilde;o avalia&ccedil;&atilde;o do risco de (re)emerg&ecirc;ncia de perigo, particularmente de maus tratos. </P >    <p>Falar da avalia&ccedil;&atilde;o do risco de (re)emerg&ecirc;ncia do perigo do implica, assim, falar de probabilidades e, por conseguinte, da &ldquo;incerteza de resultados&rdquo; (Calder, 2002, p. 7). Da resposta &agrave;s quest&otilde;es da avalia&ccedil;&atilde;o do risco de re-emerg&ecirc;ncia de maus tratos (<a href="#q1">Quadro 1</a>, 3&ordm; n&iacute;vel), ou de outras situa&ccedil;&otilde;es de perigo, e da gravidade que se estima estar associada a esses eventos, poder&atilde;o depender decis&otilde;es relacionadas, por exemplo, com o grau de controlo e monitoriza&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o (e.g., situa&ccedil;&otilde;es de maior risco exigem maior vigil&acirc;ncia) ou com a intensidade e modalidade da mesma (e.g., situa&ccedil;&otilde;es de maior risco s&atilde;o mais indicadas para um trabalho de maior proximidade, no domic&iacute;lio ou na comunidade, do que para trabalho em contexto de gabinete, e para contactos mais frequentes e/ou mais intensivos). Por outro lado, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel garantir, para todas as fam&iacute;lias, o acesso a determinados servi&ccedil;os, este tipo de avalia&ccedil;&atilde;o pode ajudar a estabelecer um crit&eacute;rio para defini&ccedil;&atilde;o de prioridades e, por exemplo, de ordena&ccedil;&atilde;o dos casos em lista de espera nos servi&ccedil;os (DePanfilis, 1996; English &amp; Pecora, 1994). </P >    <p>Podemos falar de duas grandes abordagens de avalia&ccedil;&atilde;o da (re)emerg&ecirc;ncia dos maus tratos e neglig&ecirc;ncia: as abordagens actuariais e as abordagens cl&iacute;nicas ou consensuais. Os modelos actuariais procuram dar resposta &agrave;s quest&otilde;es da avalia&ccedil;&atilde;o por recurso a m&eacute;todos formais, assentes em modelos estat&iacute;sticos de predi&ccedil;&atilde;o do maltrato, a partir da identifica&ccedil;&atilde;o de factores de risco fortemente associados ao mesmo (MacDonald, 2001; Munro, 2008). De entre as vantagens associadas &agrave;s abordagens actuariais encontram-se uma maior validade e fidelidade emp&iacute;rica, quando comparada com a obtida por m&eacute;todos de decis&atilde;o cl&iacute;nica, na estima&ccedil;&atilde;o do risco de maltrato futuro (Baird, &amp; Wagner, 2000; Baird et al., 1999; Doueck, English, DePanfilis, &amp; Moote, 1993). A estimativa realizada pode compreender uma an&aacute;lise da gravidade associada ao fen&oacute;meno previsto (Munro, 2008). Estas abordagens n&atilde;o est&atilde;o, contudo, isentas de cr&iacute;tica e v&aacute;rios autores t&ecirc;m alertado, entre outros aspectos: (a) para os perigos da instrumentaliza&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o com as fam&iacute;lias no processo de avalia&ccedil;&atilde;o; (b) para a neglig&ecirc;ncia de factores importantes para uma compreens&atilde;o mais aprofundada do caso e do significado que o risco assume, num determinado contexto; (c) para a cria&ccedil;&atilde;o de ilus&otilde;es de falsa seguran&ccedil;a e mecaniza&ccedil;&atilde;o de procedimentos, particularmente entre profissionais inexperientes; (d) para o facto de as necessidades das crian&ccedil;as poderem n&atilde;o ser verdadeiramente entendidas e endere&ccedil;adas; (e) para as limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas dos estudos, que exigem um car&aacute;cter longitudinal; (f) para as vulnerabilidades psicom&eacute;tricas que os instrumentos continuam a apresentar, nomeadamente no que diz respeito &agrave;s margens de erro que est&atilde;o associadas &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o de falsos positivos e negativos (Calder, 2002; Goddard et al., 1999; Munro, 2004; Righthand et al., 2003; Wald &amp; Woolverton, 1990). Porque centrada na predi&ccedil;&atilde;o, colocamos a avalia&ccedil;&atilde;o actuarial da (re)emerg&ecirc;ncia do perigo num 3&ordm; n&iacute;vel de avalia&ccedil;&atilde;o (<a href="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a06f1.jpg" width="669" height="665">Figura 1</a>), dando resposta a um conjunto particular de perguntas (<a href="#q1">Quadro 1</a>, 3&ordm; n&iacute;vel, quest&otilde;es 3). Este tipo de abordagem poder&aacute; ser &uacute;til numa fase inicial de avalia&ccedil;&atilde;o como forma de fazer uma primeira triagem que permita, por exemplo, estabelecer um crit&eacute;rio de prioridade para gest&atilde;o de listas de espera de casos que ser&atilde;o tratados no n&iacute;vel 4. Por outro lado, na aus&ecirc;ncia de indicadores claros para a defini&ccedil;&atilde;o do tipo de caso, mas quando continuem a subsistir d&uacute;vidas ap&oacute;s as averigua&ccedil;&otilde;es iniciais, poder-se-&aacute; justificar, com a identifica&ccedil;&atilde;o de um n&iacute;vel de risco elevado, a continua&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o para aprofundamento do caso de modo a garantir-se uma resposta mais adequada. Por exemplo, poder&aacute; justificar-se a manuten&ccedil;&atilde;o de um processo de promo&ccedil;&atilde;o e protec&ccedil;&atilde;o em que os indicadores de maltrato, sendo amb&iacute;guos ou n&atilde;o confirmados, se fazem acompanhar, n&atilde;o obstante, de um n&iacute;vel de risco elevado para o maltrato. Neste caso, a avalia&ccedil;&atilde;o justificaria a passagem do caso para um n&iacute;vel 4, para uma avalia&ccedil;&atilde;o mais aprofundada. </P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><I>4&ordm; N&iacute;vel </I></P >    <p><I>4&ordm; N&iacute;vel, quest&otilde;es 4A </I></P >    <p>Os modelos consensuais de avalia&ccedil;&atilde;o do risco, assentes no julgamento e decis&atilde;o cl&iacute;nica, tendem a apresentar resultados menos favor&aacute;veis em termos de validade preditiva e fidelidade intercotadores, e a estarem mais sujeitos a enviezamentos decorrentes das experi&ecirc;ncias e caracter&iacute;sticas do avaliador (Doueck et al., 1993; MacDonald, 2001; Munro, 2008). N&atilde;o obstante, e dependendo dos modelos, podem melhor captar as especificidades de cada caso e contribuir para uma rela&ccedil;&atilde;o mais positiva entre os profissionais e as fam&iacute;lias (Munro, 2008; Wald &amp; Woolverton, 1990). Neste n&iacute;vel de avalia&ccedil;&atilde;o, consideramos, por isso, que os m&eacute;todos de car&aacute;cter mais cl&iacute;nico s&atilde;o pertinentes, sozinhos ou combinados com outros. Ali&aacute;s, alguns autores defendem o desenvolvimento e implementa&ccedil;&atilde;o de abordagens integradoras, que combinem o melhor das evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas dispon&iacute;veis com um julgamento cl&iacute;nico devidamente orientado e suportado pela teoria e pela investiga&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m pela experi&ecirc;ncia e pela pr&aacute;tica, nomeadamente pela capacidade de adequar o conhecimento adquirido &agrave; situa&ccedil;&atilde;o particular de uma determinada fam&iacute;lia (Calder, 2002; Cash, 2001; Children&rsquo;s Research Center, 2008; MacDonald, 2001; Munro, 2008; Shlonsky &amp; Wagner, 2005; Schwalbe, 2008; Wald &amp; Woolverton, 1990). A avalia&ccedil;&atilde;o do risco de(re)emerg&ecirc;ncia dos maus tratos, nesta perspectiva, aproxima-se e desenvolve-se em estreita liga&ccedil;&atilde;o com uma avalia&ccedil;&atilde;o compreensiva, de que falaremos adiante, pelo que a colocamos num 4&ordm; n&iacute;vel de avalia&ccedil;&atilde;o (<a href="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a06f1.jpg" width="669" height="665">Figura 1</a>), respondendo a quest&otilde;es (<a href="#q1">Quadro 1</a>, 4&ordm; n&iacute;vel, quest&otilde;es 4A) que se articulam directamente com as da referida avalia&ccedil;&atilde;o compreensiva (<a href="#q1">quadro 1</a>, 4&ordm; n&iacute;vel, quest&otilde;es 4B). O tipo de avalia&ccedil;&atilde;o abordado neste ponto pode ser mais indicado para os casos de perigo do que de risco, muito embora n&atilde;o se exclua a sua adequa&ccedil;&atilde;o nestes &uacute;ltimos na medida em que, nestes casos, podem verificarse factores de risco especialmente associados &agrave; emerg&ecirc;ncia de situa&ccedil;&otilde;es de perigo, particularmente de maltrato. </P >    
<p><I>4&ordm; N&iacute;vel, quest&otilde;es 4B </I></P >    <p>Neste 4&ordm; n&iacute;vel de avalia&ccedil;&atilde;o (<a href="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a06f1.jpg" width="669" height="665">Figura 1</a>), o profissional deve dar resposta a quest&otilde;es que permitam uma avalia&ccedil;&atilde;o compreensiva da situa&ccedil;&atilde;o (Calder, 2002; Cooper, 1997; MacDonald, 2001; Munro, 2008; Rightand et al., 2003; Wald &amp; Wolverton, 1990). O processo de recolha de informa&ccedil;&atilde;o deve ser organizado com o objectivo de compreender que sentido assume o maltrato/outra situa&ccedil;&atilde;o perigo, bem como a manuten&ccedil;&atilde;o do risco psicossocial, e em que medida a fam&iacute;lia est&aacute; capaz de o ultrapassar. No &acirc;mbito da avalia&ccedil;&atilde;o compreensiva, &eacute; importante construir hip&oacute;teses sobre o modo como os factores de risco e de protec&ccedil;&atilde;o, identificados na traject&oacute;ria desenvolvimental de uma crian&ccedil;a, podem interagir de modo a aumentar ou diminuir as probabilidades de ajustamento e desenvolvimento positivo futuro da mesma (<a href="#q1">quadro 1</a>, 4&ordm; n&iacute;vel, quest&otilde;es 4B). Falar de avalia&ccedil;&atilde;o compreensiva implica, habitualmente, falar de uma avalia&ccedil;&atilde;o que decorre no &acirc;mbito de um enquadramento ecol&oacute;gico e que procura compreender o contributo dos factores individuais, familiares e sociais, e da sua interac&ccedil;&atilde;o, para o aparecimento e manuten&ccedil;&atilde;o dos problemas identificados bem como para a promo&ccedil;&atilde;o de alternativas aos mesmos (Cooper, 1997; Jack, 2001). Este tipo de avalia&ccedil;&atilde;o &eacute;, frequentemente, equiparado a uma avalia&ccedil;&atilde;o de necessidades na medida em que permite identificar dimens&otilde;es associadas &agrave; promo&ccedil;&atilde;o do bem-estar e seguran&ccedil;a da crian&ccedil;a que podem constituir-se como foco de interven&ccedil;&atilde;o (Schwalbe, 2008; Wald &amp; Woolverton, 1990). Trata-se de uma avalia&ccedil;&atilde;o tendencialmente multi ou interdisciplinar que est&aacute; dependente de um claro enquadramento te&oacute;rico que facilite a formula&ccedil;&atilde;o de hip&oacute;teses e a integra&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o (Adcock, 2001; MacDonald, 2001). Sem este enquadramento, a avalia&ccedil;&atilde;o traduz-se num acumular de dados sem sentido e, por conseguinte, pouco &uacute;teis. A explicita&ccedil;&atilde;o do racional te&oacute;rico e das premissas em que assenta a an&aacute;lise da informa&ccedil;&atilde;o &eacute;, ali&aacute;s, na considera&ccedil;&atilde;o de alguns autores, um crit&eacute;rio de qualidade das avalia&ccedil;&otilde;es (MacDonald, 2001). </P >    
<p>A avalia&ccedil;&atilde;o compreensiva deve permitir tomar decis&otilde;es acerca do desenho do projecto de interven&ccedil;&atilde;o informando quais as dimens&otilde;es e processos que mais facilmente podem contribuir para a dissolu&ccedil;&atilde;o dos problemas e/ou para os resultados desejados e que devem constituir foco priorit&aacute;rio de aten&ccedil;&atilde;o. Esta avalia&ccedil;&atilde;o deve, ainda, informar sobre os processos que devem ser focados em primeiro lugar e sobre a articula&ccedil;&atilde;o de diferentes componentes de um projecto de interven&ccedil;&atilde;o (e.g., que actividade/servi&ccedil;o se deve seguir a qual, quando, como e em que condi&ccedil;&otilde;es). &Eacute;, ainda, esta avalia&ccedil;&atilde;o que permitir&aacute; definir objectivos adequados a cada caso e indicadores de avalia&ccedil;&atilde;o. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em Portugal, escasseiam protocolos de avalia&ccedil;&atilde;o compreensiva devidamente avaliados e validados, bem como modelos com racionais te&oacute;ricos integradores que orientem os profissionais na condu&ccedil;&atilde;o de uma avalia&ccedil;&atilde;o com o mesmo teor, e que facilitem a constru&ccedil;&atilde;o de hip&oacute;teses compreensivas de caso que respeitem o car&aacute;cter multidimensional e multideterminado de muitas situa&ccedil;&otilde;es de risco psicossocial ou de perigo. Noutros pa&iacute;ses, alguns modelos de avalia&ccedil;&atilde;o cumprem, entre outras, as fun&ccedil;&otilde;es de ajudar o profissional a considerar um conjunto diversificado de factores em fun&ccedil;&atilde;o de uma compreens&atilde;o ecol&oacute;gica das necessidades das crian&ccedil;as, como &eacute; o caso da <I>Framework for the Assessment of Children in Need and Their Families </I>(e.g.; Jack, 2001; Rose, 2001). No entanto, muitos dos modelos dispon&iacute;veis n&atilde;o prescrevem um racional te&oacute;rico que permita elaborar hip&oacute;teses compreensivas integradoras relativas aos processos que podem estar implicados na manuten&ccedil;&atilde;o das vulnerabilidades identificadas ou na activa&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as e de processos de mudan&ccedil;a familiares. </P >    <p><I>4&ordm; N&iacute;vel, quest&otilde;es 4C </I></P >    <p>No quadro de uma interven&ccedil;&atilde;o protectiva, o processo avaliativo n&atilde;o pode ficar completo se n&atilde;o se procura dar resposta a quest&otilde;es de avalia&ccedil;&atilde;o do potencial de mudan&ccedil;a da fam&iacute;lia (<a href="/img/revistas/aps/v29n3/29n3a06f1.jpg" width="669" height="665">Figura 1</a>, 4&ordm;n&iacute;vel de avalia&ccedil;&atilde;o, <a href="#q1">Quadro 1</a>, quest&otilde;es 4C) (Carr, 2006; Cirillo &amp; DiBlasio, 1991; Dale, Green, &amp; Fellows, 2005; Fitzpatrick, 1995). Este potencial diz respeito &agrave; sua capacidade para promover din&acirc;micas familiares que potenciem o bem-estar e o desenvolvimento saud&aacute;vel da crian&ccedil;a, alteradas que possam ser algumas das condi&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-familiares adversas com que se confronta bem como aos significados que atribui aos v&aacute;rios riscos a que est&atilde;o a sujeitos os seus elementos mais jovens. A avalia&ccedil;&atilde;o deste potencial permite n&atilde;o s&oacute; hipotetizar quais ser&atilde;o, no futuro, as consequ&ecirc;ncias das decis&otilde;es tomadas, no presente, relativamente &agrave;s (in)compet&ecirc;ncias do sistema familiar, mas possibilita, tamb&eacute;m, a defini&ccedil;&atilde;o dos contornos particulares da interven&ccedil;&atilde;o familiar a realizar (e.g., que tipo de estrat&eacute;gias podem ser mais eficazes considerando o padr&atilde;o de mudan&ccedil;a e aprendizagem da fam&iacute;lia) e da capacidade da fam&iacute;lia beneficiar da mesma. Esta avalia&ccedil;&atilde;o dever&aacute; facilitar a decis&atilde;o sobre a viabilidade da implementa&ccedil;&atilde;o de um projecto de interven&ccedil;&atilde;o familiar (e com que caracter&iacute;sticas) ou sobre a elabora&ccedil;&atilde;o de projectos de interven&ccedil;&atilde;o alternativos &agrave; fam&iacute;lia (e.g., prepara&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a para adop&ccedil;&atilde;o; medidas de promo&ccedil;&atilde;o de autonomia de vida do jovem, etc.) Muito embora a investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea seja escassa, a literatura tem chamado a aten&ccedil;&atilde;o para algumas dimens&otilde;es potencialmente importantes a ter presentes na avalia&ccedil;&atilde;o do potencial de mudan&ccedil;a das fam&iacute;lias, propondo alguns indicadores (e.g., capacidade dos prestadores de cuidados de empatizarem com a crian&ccedil;a e de colocarem as necessidades desta acima das suas; capacidade de reflex&atilde;o; desconforto com o problema; reconhecimento do contributo pessoal dos prestadores de cuidados para o problema e para as solu&ccedil;&otilde;es; capacidade de envolvimento da fam&iacute;lia na experimenta&ccedil;&atilde;o de comportamentos, pensamentos e emo&ccedil;&otilde;es alternativas, etc.) e sugerindo alguns procedimentos de suporte a esta avalia&ccedil;&atilde;o (e.g., realiza&ccedil;&atilde;o de algumas sess&otilde;es que permitam &agrave; fam&iacute;lia ensaiar mudan&ccedil;as e avaliar as estrat&eacute;gias mais adequadas para a facilitar) (Carr, 2006; Cirillo &amp; DiBlasio, 1992; Fitzpatrick, 1995; Horwath &amp; Morrison, 2001; Righthand et al., 2003). No entanto, desconhecemos instrumentos validados que apoiem os profissionais na recolha, s&iacute;ntese e an&aacute;lise da informa&ccedil;&atilde;o para avalia&ccedil;&atilde;o do potencial de mudan&ccedil;a. A resposta &agrave;s quest&otilde;es de avalia&ccedil;&atilde;o do potencial de mudan&ccedil;a da fam&iacute;lia devem contribuir para que se decida por um projecto de interven&ccedil;&atilde;o familiar, com selec&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias mais adequadas, ou por medidas e projectos alternativos que permitam salvaguardar a seguran&ccedil;a e o bem-estar na crian&ccedil;a. </P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><I>5&ordm; N&iacute;vel </I></P >    <p>Durante e ap&oacute;s a implementa&ccedil;&atilde;o de um projecto de suporte para a mudan&ccedil;a, a avalia&ccedil;&atilde;o decorre num 5&ordm; n&iacute;vel em que &eacute; avaliado o processo de implementa&ccedil;&atilde;o e os resultados obtidos (<a href="#q1">Quadro 1</a>, 5&ordm; n&iacute;vel, quest&otilde;es 5A). Os resultados desta avalia&ccedil;&atilde;o oferecem indicadores sobre a necessidade de revis&atilde;o do projecto de suporte para a mudan&ccedil;a, sobre a sua continuidade ou conclus&atilde;o. Esta avalia&ccedil;&atilde;o conduzir&aacute;, ent&atilde;o, a uma avalia&ccedil;&atilde;o para confirma&ccedil;&atilde;o dos indicadores de mudan&ccedil;a e reavalia&ccedil;&atilde;o da (re)emerg&ecirc;ncia de perigo. Caso se considere que o projecto de interven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi adequado, ou que a fam&iacute;lia n&atilde;o efectuou as mudan&ccedil;as necess&aacute;rias, pode ser necess&aacute;rio rever a avalia&ccedil;&atilde;o compreensiva e do potencial de mudan&ccedil;a. Caso contr&aacute;rio, haver&aacute; que avaliar se h&aacute; condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para a sustenta&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as (<a href="#q1">Quadro 1</a>, 5&ordm; n&iacute;vel, quest&otilde;es 5B). O ciclo da avalia&ccedil;&atilde;o pode, assim, terminar, no n&iacute;vel 5, ou ser retomado, ainda que com varia&ccedil;&otilde;es, nos n&iacute;veis 3 e 4. </P >     <p>Esta re-avalia&ccedil;&atilde;o pode conduzir a v&aacute;rios cen&aacute;rios desde a revis&atilde;o dos projectos de suporte para a mudan&ccedil;a familiar &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o de projectos de interven&ccedil;&atilde;o alternativos &agrave; fam&iacute;lia, passando pela continua&ccedil;&atilde;o do suporte para a mudan&ccedil;a ou pelo encerramento do processo, com ou sem encaminhamento para servi&ccedil;os que prestem apoio pontual ou focalizado em necessidades particulares da fam&iacute;lia, quando adequado. </P >    <p>CONCLUS&Atilde;O </P >    <p>Propusemos, neste artigo, uma reflex&atilde;o sobre as avalia&ccedil;&otilde;es em situa&ccedil;&otilde;es de risco psicossocial e de perigo, particularmente de maus tratos, para as crian&ccedil;as. Apresentamos aquilo que consideramos ser uma estrutura organizadora do planeamento da avalia&ccedil;&atilde;o, desde as etapas mais precoces de condu&ccedil;&atilde;o de um processo ao seu encerramento, no contexto de actua&ccedil;&atilde;o no sistema de promo&ccedil;&atilde;o e protec&ccedil;&atilde;o, conforme definido na Lei de Protec&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens em Perigo (Lei n.&ordm; 147/99 de 1 de Setembro). O roteiro descrito reflecte, assim, um processo semi-estruturado de tomada de decis&atilde;o orientado pelas respostas obtidas face a conjuntos de quest&otilde;es correspondentes a diferentes n&iacute;veis de avalia&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>&Eacute; nosso entendimento que a constru&ccedil;&atilde;o de uma linguagem e de um quadro de refer&ecirc;ncia partilhado pode facilitar uma melhor articula&ccedil;&atilde;o entre profissionais, intra e inter n&iacute;veis de actua&ccedil;&atilde;o neste sistema, sublinhando a complementaridade do seu trabalho nos diferentes n&iacute;veis e modalidades de avalia&ccedil;&atilde;o. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Idealmente, um ciclo completo de avalia&ccedil;&otilde;es deve, num n&iacute;vel inicial de contacto com uma situa&ccedil;&atilde;o de uma crian&ccedil;a sinalizado por risco ou perigo, permitir a defini&ccedil;&atilde;o do tipo e enquadra mento (inclusivamente legal) do caso e do seguimento a dar ao mesmo. Num segundo n&iacute;vel deve haver lugar, nos casos de maus tratos e outras formas de perigo, para o desenvolvimento e implementa&ccedil;&atilde;o de avalia&ccedil;&otilde;es e interven&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a. Por outro lado, enquanto os casos de necessidades focalizadas podem ser referenciados para servi&ccedil;os especializados, os casos de m&uacute;ltiplos desafios e riscos devem ser devidamente identificados e encaminhados para avalia&ccedil;&otilde;es de um n&iacute;vel multissist&eacute;mico. Num terceiro n&iacute;vel, os casos de maus tratos devem ser avaliados considerando-se a probabilidade e gravidade da (re)emerg&ecirc;ncia do perigo de modo a decidir-se sobre o grau de urg&ecirc;ncia, controlo, monitoriza&ccedil;&atilde;o e intensidade associada a qualquer interven&ccedil;&atilde;o que venha a ser equacionada. Num quarto n&iacute;vel, a avalia&ccedil;&atilde;o deve permitir construir uma hip&oacute;tese &uacute;til para a compreens&atilde;o do significado do risco de (re)ocorr&ecirc;ncia de maus tratos ou de outras formas de perigo bem como das din&acirc;micas de risco e protec&ccedil;&atilde;o associadas &agrave;s traject&oacute;rias desenvolvimentais da crian&ccedil;a e da fam&iacute;lia. Esta avalia&ccedil;&atilde;o deve, assim, permitir a identifica&ccedil;&atilde;o de processos chave a serem considerados num projecto de interven&ccedil;&atilde;o, bem como a selec&ccedil;&atilde;o e combina&ccedil;&atilde;o das suas componentes. Por outro lado, deve permitir julgar sobre a viabilidade de um projecto de suporte para a mudan&ccedil;a familiar ou sobre a necessidade de elabora&ccedil;&atilde;o de projectos de vida alternativos &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o ou reunifica&ccedil;&atilde;o familiar. Num quinto n&iacute;vel de avalia&ccedil;&atilde;o deve ser poss&iacute;vel avaliar-se em que medida o processo de implementa&ccedil;&atilde;o desses projectos contribuiu para os resultados obtidos e em que medida estes garantem seguran&ccedil;a e condi&ccedil;&otilde;es facilitadoras do desenvolvimento positivo da crian&ccedil;a. Deste modo, da avalia&ccedil;&atilde;o no quinto n&iacute;vel decorrem decis&otilde;es relacionadas com o encerramento do caso, com a revis&atilde;o dos projectos de interven&ccedil;&atilde;o centrados na fam&iacute;lia ou com o desenho de projectos de vida alternativos para a crian&ccedil;a. Para tal, pode ser necess&aacute;rio, neste n&iacute;vel, proceder-se a uma avalia&ccedil;&atilde;o de confirma&ccedil;&atilde;o dos indicadores de mudan&ccedil;a, a uma re-avalia&ccedil;&atilde;o do risco bem como a uma revis&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o compreensiva e do potencial de mudan&ccedil;a da fam&iacute;lia. </P >    <p>Cada etapa do processo no trabalho com fam&iacute;lias com crian&ccedil;as em situa&ccedil;&atilde;o de risco e perigo est&aacute; associado a pr&aacute;ticas avaliativas que devem ser guiadas por quest&otilde;es claras, pertinentes e focalizadas, para que as decis&otilde;es se substanciem numa l&oacute;gica coerente e em crit&eacute;rios os mais claros poss&iacute;veis. Cabe aos profissionais identificarem qual o n&iacute;vel em que devem posicionar-se num determinado momento do processo e articular a sua actua&ccedil;&atilde;o com aquilo que resultou das avalia&ccedil;&otilde;es em n&iacute;veis anteriores e aquilo que &eacute; esperado em etapas posteriores do processo. </P >    <p>Como limita&ccedil;&otilde;es da proposta apresentada pode apontar-se o facto de n&atilde;o oferecer indica&ccedil;&otilde;es concretas sobre os m&eacute;todos e instrumentos a utilizar, sobre os crit&eacute;rios de qualidade no processo de recolha da informa&ccedil;&atilde;o nem sobre a natureza da rela&ccedil;&atilde;o estabelecida com a fam&iacute;lia no decorrer do processo. A aus&ecirc;ncia de refer&ecirc;ncia a estas quest&otilde;es, bem como &agrave; conceptualiza&ccedil;&atilde;o do papel da fam&iacute;lia no processo de mudan&ccedil;a, n&atilde;o deve ser entendida como desvaloriza&ccedil;&atilde;o das mesmas pois resulta apenas do facto de que a sua discuss&atilde;o ultrapassaria os objectivos deste artigo. O roteiro proposto poder&aacute; servir de enquadramento a um debate sobre as vantagens e limita&ccedil;&otilde;es de diferentes metodologias e instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o, bem como sobre os pressupostos que lhes subjazem e paradigmas que os enquadram (Houston &amp; Griffits, 2000), nos diferentes n&iacute;veis e modalidades de avalia&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Consideramos que este roteiro pode, ainda, facilitar uma comunica&ccedil;&atilde;o mais eficaz entre profissionais e acad&eacute;micos, nomeadamente, para que os primeiros sejam capazes de fazer pedidos mais claros aos segundos e para que estes melhor percebam as dificuldades e necessidades dos primeiros. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <p>Adcock, M. (2001). How to synthesize information and make judgments. In J. Horwath (Org.), <I>The child&rsquo;s world. Assessing children in need </I>(pp. 75-97). London: Jessica Kingsley Publishers. </P >    <!-- ref --><p>Alegret, J., &amp; Baulenas, G. (1997). La intervenci&oacute;n. In M. Coletti &amp; J. L. Linares (Orgs.), <I>Las fam&iacute;lias multiproblem&aacute;ticas </I>(pp. 125-165). Barcelona: Paid&oacute;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201100030000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Baird, C., &amp; Wagner, D. (2000). The relative validity of actuarial and consensus-based risk assessment systems. <I>Children and Youth Services Review, 22</I>(11/12), 839-871.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201100030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Baird, C., Wagner, D., Healy, T., &amp; Johnson, K. (1999). Risk assessment in child protective services: Consensus and actuarial model reliability. <I>Child Welfare League of America, LXXVIII</I>(6), 723-748.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201100030000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Budd, K. S. (2005). Assessing parenting capacity in a child welfare context. <I>Children and Youth Services Review, 27, </I>429-444.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201100030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Calder, M. (2002). A framework for conducting risk assessment. <I>Child Care in Practice, 8</I>(1), 7-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201100030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Carr, A. (2006). <I>Family therapy: Concepts, process and practice </I>(2nd ed.). Chichester: John Wiley Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201100030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cash, S. J. (2001). Risk assessment in child welfare: The art and science. <I>Children and Y</I><I>outh Services Review, 23</I>(11), 811-830.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201100030000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Children&rsquo;s Research Center. (2008). <I>The structured decision making model. An evidence based approach to </I><I>human services</I>. Madison, WI: Children&rsquo;s Research Center. Retirado em 30 Agosto 2010 de <a href="http://www.nccd-crc.org/crc/c_pubs_main.html" target="_blank">http://www.nccd-crc.org/crc/c_pubs_main.html</a> </P >     <!-- ref --><p>Cicchetti, D. (2006). Development and psychopathology. In D. Cicchetti &amp; D. J. Cohen (Eds.), <I>Developmental psychopath</I>ology (2nd ed., pp. 1-23). New Jersey: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201100030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cirillo, S., &amp; DiBlasio, P. (1992). <I>Families that abuse. </I>New York: W. W. Norton &amp; Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201100030000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Colapinto, J. A. (1995). Dilution of family process in social services: Implications for treatment of neglectful families. <I>Family Process, 34, </I>59-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201100030000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Comiss&atilde;o Nacional de Protec&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens em Risco. (2009). <I>Relat&oacute;rio anual de avalia&ccedil;&atilde;o da actividade das Comiss&otilde;es de Protec&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens</I>. Lisboa: Comiss&atilde;o Nacional de Protec&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens em Risco.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201100030000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cooper, E. (1997). Identifying those at risk for physically abusing children: Literature review. BC Institute on Family Violence. Retirado em 10 de Dezembro 2008 de <a href="http://www.bcifv.org/pubs/Identifying%20Those%20At%20Risk.pdf" target="_blank">http://www.bcifv.org/pubs/Identifying%20 Those%20At%20Risk.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201100030000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cummings, E. M., Davies, P. T., &amp; Campbell, S. B. (2000). <I>Developmental psychopathology and family process. Theory, research and clinical implications. </I>New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201100030000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dale, P., &amp; Fellows, R. (1999). Independent child protection assessments: Incorporating a therapeutic focus from an integrated service context. <I>Child Abuse Review, 8</I>, 4-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201100030000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>DePanfilis, D. (1996). Implementing child mistreatment risk assessment systems: Lesson from theory. <I>Administration in Social Work, 20</I>(2), 41-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201100030000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>DePanfilis, D., &amp; Salus, M. K. (2003). <I>Child protective services: A guide for caseworkers. </I>U.S. Department of Health and Human Services. Administration on Children and Familiars, Administration on Children, Youth and Families. Children&rsquo;s Bureau. Office on Child Abuse and Neglect. Retirado em Outubro de 2006 de <a href="http://www.childwelfare.gov/pubs/usermanuals/cps/cps.pdf" target="_blank">http://www.childwelfare.gov/pubs/usermanuals/cps/cps.pdf</a> </P >     <!-- ref --><p>Department of Health (2000). <I>Framework for the assessment of children in need and their families</I>. London: Stationery Office.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201100030000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Doueck, H. J., English, D. J., DePanfilis, D., &amp; Moote, G. T. (1993). Decision-making in child protective services: A comparison of selected risk-assessment systems. <I>Child Welfare League of America, LXXII</I>(5), 441-452.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201100030000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>English, D. J., &amp; Pecora, P. J. (1994). Risk assessment as a practice method in child protective services. <I>Child Welfare, 73</I>(5), 451-473.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201100030000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Farmer, E. (1999). Holes in the safety net: The strengths and weaknesses of child protection procedures. <I>Child and Family Social Work, 4, </I>193-302.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201100030000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Fitzpatrick, G. (1995). Assessing treatability. In P. Reder &amp; C. Lucey (Orgs.), <I>Assessment of parenting. Psychiatric and psychological contributions </I>(pp. 102-117). Hove: Brunner-Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201100030000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Fluke, J., Edwards, M., Bussey, M., Wells, S., &amp; Johnson, W. (2001). Reducing recurrence in child protective services: Impact of a targeted safety protocol. <I>Child Maltreatment, 6</I>(3), 207-218.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201100030000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Fowler, J. (2003). <I>A practitioner&rsquo;s tool for child protection and the assessment of parents. </I>London: Jessica Kingsley Publishers. </P >    <!-- ref --><p>Goddard, C. R., Saunders, B. J., Stanley, J. R., &amp; Tucci, J. (1999). Structured risk assessment procedures: Instruments of abuse? <I>Child Abuse Review, 8</I>, 251-263.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201100030000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Horwath, J. (2001). Assessing the world of children in need. Background and context. In J. Horwath (Org.), <I>The child&rsquo;s world. Assessing children in need </I>(pp. 23-34). London: Jessica Kingsley Publishers. </P >    <p>Horwath, J., &amp; Morrison, T. (2001). Assessment of parental motivation to change. In J. Horwath (Org.), <I>The child&rsquo;s world. Assessing children in need </I>(pp. 98-113). London: Jessica Kingsley Publishers. </P >    <!-- ref --><p>Houston, S., &amp; Griffiths, H. (2000). Reflections on risk in child protection: Is it time for a shift in paradigms? <I>Child and Family Social Work, 5</I>, 1-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201100030000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Jack, G. (2001). Ecological perspectives in assessing children and families. In J. Horwath (Org.), <I>The child&rsquo;s world. Assessing children in need </I>(pp. 53-74). London: Jessica Kingsley Publishers. </P >    <p>Lei n.&ordm; 147/99 de 1 de Setembro. Lei de protec&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e jovens em perigo. <I>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, I S&eacute;rie A, N.&ordm; 204, </I>6115-6132. </P >    <!-- ref --><p>Little, M., Axford, N., &amp; Morpeth, L. (2004). Research review: Risk and protection in the context of services for children in need. <I>Child and Family Social Work, 9, 105-117.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201100030000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </I></P >    <!-- ref --><p>MacDonald, G. (2001). <I>Effective interventions for child abuse and neglect. An evidence-based approach to planning and evaluating interventions</I>. West Sussex: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201100030000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Masten, A. S. (2007). Resilience in developing systems: Progress and promise as the fourth wave rises. <I>Development and Psychopathology, 19</I>, 921-930.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201100030000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Masten, A. S., &amp; Reed, M. (2005). Resilience in development. In C. R. Snyder &amp; S. J. Lopez (Orgs.), <I>Handbook of positive psychology </I>(pp. 74-88). New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201100030000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Munro, E. (2004). A simpler way to understand the results of risk assessment instruments. <I>Children and Youth Services Review, 26, </I>873-883.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201100030000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Munro, E. (2008). <I>Effective child protection </I>(2nd ed.). London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-8231201100030000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Osmo, R., &amp; Benbenishty, R. (2004). Children at risk: Rationales for risk assessments and interventions. <I>Children and Youth Services Review, 26, </I>1155-1173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201100030000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Platt, D. (2001). Refocusing children&rsquo;s services: Evaluation of an initial assessment process. <I>Child and Family Social Work, 6, </I>139-148. </P >    <!-- ref --><p>Reder, P., &amp; Lucey, C. (1995). Significant issues in the assessment of parenting. In P. Reder &amp; C. Lucey (Orgs.), <I>Assessment of parenting. Psychiatric and psychological contributions </I>(pp. 3-17). Hove: Brunner-Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201100030000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Righthand, S., Kerr, B., &amp; Drach, K. (2003). <I>Child maltreatment risk assessments. An evaluation guide. </I>New York: The Haworth Maltreatment and Trauma Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201100030000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Rose, W. (2001). Assessing children in need and their families. In J. Horwath (Org.), <I>The child&rsquo;s world. Assessing children in need </I>(pp. 35-49). London: Jessica Kingsley Publishers. </P >     <!-- ref --><p>Rutter, M. (1990). Psychosocial resilience and protective mechanism. In J. Rolf, A. S. Masten, D. Cicchetti, &amp; K. H. Nuechterlein (Orgs.), <I>Risk and protective factors in the development of psychopathology </I>(pp. 191-214). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0870-8231201100030000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Saint-Jacques, M. C., Drapeau, S., Lessard, G., &amp; Beaudoin, A. (2006). Parent involvement practices in child protection: A matter of know-how and attitude. <I>Child and Adolescent Social Work Journal, 23</I>(2), 196-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0870-8231201100030000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Schwalbe, C. S. (2008). Strengthening the integration of actuarial risk assessment with clinical judgment in evidence based practice framework. <I>Children and Youth Services Review, 30, </I>1458-1464.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-8231201100030000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Shlonsky, A., &amp; Wagner, D. (2005). The next step: Integrating actuarial risk assessment and clinical judgment into an evidence-based practice Framework in CPS case management. <I>Children and Youth Services Review, </I><I>27, </I>409-427.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201100030000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Sousa, L. (2005). <I>Fam&iacute;lias multiproblem&aacute;ticas</I>. Coimbra: Quarteto editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-8231201100030000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Thorpe, D., &amp; Bilson, A. (1998). From protection to concern: Child protection careers without apologies. <I>Children and Society, 12, </I>373-386.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-8231201100030000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Torres A. (Coord.). (2008). <I>Estudo de diagn&oacute;stico e avalia&ccedil;&atilde;o das Comiss&otilde;es de Protec&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens</I>. Lisboa: Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos de Sociologia, Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias do Trabalho e da Empresa. Retirado em 15 de Agosto de 2010 de <a href="http://www.cnpcjr.pt/relatorio_iscte.asp" target="_blank">http://www.cnpcjr.pt/relatorio_iscte.asp</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-8231201100030000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Turnell, A., &amp; Edwards, S. (1999). <I>Signs of safety. A solution and safety oriented approach to child protection casework</I>. New York: W. W. Norton &amp; Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-8231201100030000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Turnell, A., &amp; Essex, S. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><P   >White, A., &amp; Walsh, P. (2006). <I>Risk assessment in child welfare: An issues paper</I>. Ashville, NSW: Center for Parenting &amp; Research, Research, Funding &amp; Business Analysis Division, NSW Department of Community Services.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0870-8231201100030000600054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   >Este trabalho foi desenvolvido no &acirc;mbito de uma bolsa de doutoramento (SFRH/BD/39912/2007), atribu&iacute;da &agrave;   primeira autora pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia.</P>     <P   ><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P>     <P>   A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ana Teixeira de Melo, Rua Manuel Pinto Canedo, 161, 1&ordm; esq., Hab. 12, 4430-140 Vila Nova de Gaia. E-mail: <a href="mailto:anamelopsi@gmail.com">anamelopsi@gmail.com</a></P >      ]]></body><back>
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