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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caracterização do uso do preservativo em jovens adultos portugueses]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Algarve Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Departamento de Psicologia]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[HIV infection rates have increased among Portuguese young adults, as in Europe and United Stated of America. Considering the pertinence of this fact this study aimed to characterize condom use among Portuguese young adults. The 1138 young adults that answered to the questionnaire disclosed an inconsistent use, more usual among older individuals with a steady partner. Sexual behaviors and condom use are identical among men and women, despite other studies indicate otherwise. Although having a condom use high intention, there is a gap between intention and behavior. More studies are necessary to understand condom use in a way to promote individual as social health, in the scope of sexual transmitted infections.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Caracteriza&ccedil;&atilde;o do uso do preservativo em jovens adultos portugueses </B></p>     <p><b>Alexandra Gomes<Sup>* </Sup>e Cristina Nunes<Sup>** </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Departamento de Psicologia da Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais, Universidade do Algarve </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O n&uacute;mero de infec&ccedil;&otilde;es de VIH tem aumentado entre os jovens adultos, em Portugal, como na Europa e Estados Unidos da Am&eacute;rica. Considerando este facto, este estudo tinha como objectivo caracterizar o uso do preservativo nos jovens adultos Portugueses. As respostas fornecidas por 1138 jovens adultos evidenciam uma utiliza&ccedil;&atilde;o inconsistente, principalmente nos indiv&iacute;duos mais velhos e que t&ecirc;m parceiro est&aacute;vel. Os comportamentos sexuais e uso do preservativo s&atilde;o id&ecirc;nticos entre homens e mulheres, ao contr&aacute;rio de outros estudos desenvolvidos. Apesar de se verificar que os jovens adultos t&ecirc;m uma inten&ccedil;&atilde;o de uso elevada, o seu comportamento mostra-se discrepante. S&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos para compreender a utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo de forma a promover a sa&uacute;de individual e colectiva, no que concerne a infec&ccedil;&otilde;es sexualmente transmiss&iacute;veis. </P >     <p><B>Palavras-chave: </B>Jovens adultos, Uso do preservativo, VIH/SIDA. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>HIV infection rates have increased among Portuguese young adults, as in Europe and United Stated of America. Considering the pertinence of this fact this study aimed to characterize condom use among Portuguese young adults. The 1138 young adults that answered to the questionnaire disclosed an inconsistent use, more usual among older individuals with a steady partner. Sexual behaviors and condom use are identical among men and women, despite other studies indicate otherwise. Although having a condom use high intention, there is a gap between intention and behavior. More studies are necessary to understand condom use in a way to promote individual as social health, in the scope of sexual transmitted infections. </P >    <p><B>Key-words: </B>Condom use, HIV/AIDS, Young adults. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >    <p>Os jovens adultos s&atilde;o, neste momento, um dos maiores grupos de risco relativamente ao VIH e a outras infec&ccedil;&otilde;es sexualmente transmiss&iacute;veis. Tem-se verificado um aumento sistem&aacute;tico de infectados com VIH entre os indiv&iacute;duos jovens adultos, devido a contactos sexuais desprotegidos (Instituto Nacional de Sa&uacute;de [INS], 2009; UNAIDS, 2008). </P >    <p>Actualmente, em Portugal e de acordo com o &uacute;ltimo relat&oacute;rio do Instituto Nacional de Sa&uacute;de (2009) conhecem-se 34 888 casos de infec&ccedil;&atilde;o por VIH nos diferentes est&aacute;dios, dos quais 40% se devem a infec&ccedil;&atilde;o por contacto heterossexual. A maior parte dos casos est&aacute; compreendida entre os 20 e os 39 anos de idade. Verifica-se que, desde 2004, a tend&ecirc;ncia para novos casos de infec&ccedil;&atilde;o &eacute; relativa a jovens heterossexuais. </P >    <p>De acordo com a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (2009), o uso do preservativo de forma consistente e correcta, ser&aacute; um dos meios prim&aacute;rios para garantir a sa&uacute;de individual e colectiva. No entanto, a sua utiliza&ccedil;&atilde;o de forma consistente, continua aqu&eacute;m do necess&aacute;rio para prevenir o alastramento de infec&ccedil;&otilde;es como o VIH. </P >    <p>Os diversos relat&oacute;rios e estudos desenvolvidos em Portugal, nos &uacute;ltimos anos, evidenciam uma utiliza&ccedil;&atilde;o inconsistente, por parte de toda a popula&ccedil;&atilde;o. Parece existir uma preval&ecirc;ncia da p&iacute;lula face ao preservativo, pela sua vertente anti-concepcional que n&atilde;o interfere com o prazer durante a rela&ccedil;&atilde;o sexual. </P >    <P   >O Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas (2004) observou que cerca de 69% da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa utiliza o preservativo de forma inconsistente. No entanto, o relat&oacute;rio do estudo n&atilde;o permite observar diferen&ccedil;as estratificadas pelo grupo et&aacute;rio. </P >     <p>O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (2005), no relat&oacute;rio nacional sobre o estado do VIH/SIDA, verificou que os indiv&iacute;duos com idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos utilizam o preservativo de forma relativamente consistente (55%). No entanto, h&aacute; uma percentagem semelhante de indiv&iacute;duos que o fazem com inconsist&ecirc;ncia. Este mesmo relat&oacute;rio verifica uma redu&ccedil;&atilde;o no consumo de preservativos entre os anos de 2004 e 2005 na ordem do milh&atilde;o e meio de unidades. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (2007) conduziu, nos anos de 2005 e 2006, o 4&ordm; Inqu&eacute;rito Nacional de Sa&uacute;de. Este relat&oacute;rio permitiu observar que o preservativo n&atilde;o &eacute; a op&ccedil;&atilde;o mais utilizada pelas mulheres. A frequ&ecirc;ncia de n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o nas idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos &eacute; cerca de 80%, e de 39% entre os 20 e os 24 anos. &Eacute; de observar que este relat&oacute;rio apenas se preocupou com a medi&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o focando a sua consist&ecirc;ncia. </P >    <p>Alguns estudos realizados em Portugal sugerem uma utiliza&ccedil;&atilde;o inconsistente do preservativo (Amaro, Fraz&atilde;o, Pereira, &amp; Teles, 2004; Mu&ntilde;oz-Silva, S&aacute;nchez-Garc&iacute;a, Martins, &amp; Nunes, 2009; Mu&ntilde;oz-Silva, S&aacute;nchez-Garc&iacute;a, Nunes, &amp; Martins, 2007). </P >    <p>O preservativo &eacute; o m&eacute;todo mais utilizado entre as camadas mais jovens dos estudantes universit&aacute;rios, tend&ecirc;ncia que decresce com o aumento da idade e que &eacute; mais comum entre homens (Reis &amp; Matos, 2008; Reis, Ramiro, &amp; Matos, 2009). Por&eacute;m, n&atilde;o foi realizada uma an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia com que este &eacute; utilizado nas suas rela&ccedil;&otilde;es sexuais. Esta tend&ecirc;ncia observa-se igualmente no resto da Europa e nos Estados Unidos da Am&eacute;rica. </P >    <p>De acordo com o relat&oacute;rio global da UNAIDS (2008) Portugal &eacute; um dos pa&iacute;ses da Europa onde se verificam mais novos casos de infec&ccedil;&atilde;o de VIH. Na Europa, como em Portugal, o contacto sexual desprotegido &eacute;, neste momento, uma das causas mais comuns de infec&ccedil;&atilde;o pelo VIH. </P >    <p>Herida e colaboradores (2007) observaram que na Europa, em geral, o contacto heterossexual &eacute; agora a forma mais comum de infec&ccedil;&atilde;o, sendo que 10% dos novos casos surgem nas idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos. </P >    <p>Os Estados Unidos da Am&eacute;rica s&atilde;o igualmente flagelados por um aumento anual de casos de VIH. Cerca de um ter&ccedil;o destes novos casos devem-se a contactos heterossexuais desprotegidos, sendo a segunda causa de infec&ccedil;&atilde;o, a seguir aos contactos homossexuais desprotegidos (UNAIDS, 2008). Observa-se, igualmente, que cerca de 40% dos jovens americanos n&atilde;o utilizaram o preservativo na &uacute;ltima rela&ccedil;&atilde;o sexual (CDC, 2008). Para Collins, Ellickson, Orlando e Klein (2005), o aumento de infec&ccedil;&otilde;es entre os jovens adultos poder&aacute; ser respons&aacute;vel por um aumento exponencial de infec&ccedil;&otilde;es de VIH entre a popula&ccedil;&atilde;o dos Estados Unidos da Am&eacute;rica. </P >    <p>Apesar destes dados, observa-se que em Portugal h&aacute; poucos estudos que analisem de forma sistem&aacute;tica o uso do preservativo. A inclus&atilde;o da necessidade de uso do preservativo nas medidas de protec&ccedil;&atilde;o contra a pandemia do VIH/SIDA pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (2009) torna pertinente a exist&ecirc;ncia de estudos que tenham como objectivo central a medi&ccedil;&atilde;o do uso do preservativo, mais precisamente entre os jovens adultos. </P >    <p>Como tal, foi nosso objectivo desenvolver um estudo que permitisse verificar qual o estado da utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo pelos jovens adultos portugueses. </P >    <p>M&Eacute;TODO </P >    <p>Este estudo tinha como objectivo medir e descrever o uso do preservativo pelos jovens adultos portugueses. Para realizar este objectivo desenhou-se um estudo descritivo, transversal, em que se pretendeu abranger uma amostra representativa da popula&ccedil;&atilde;o de jovens adultos. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Amostra </I></P >    <p>A amostra foi recolhida de forma n&atilde;o probabil&iacute;stica, recorrendo &agrave;s universidades, escolas profis sionais e centros de forma&ccedil;&atilde;o profissional. Procurou-se abranger os jovens adultos portugueses de forma alargada. De forma a serem eleg&iacute;veis para a amostra, os participantes deveriam ter entre 18 e 25 anos. Os participantes que n&atilde;o cumpriam este requisito foram exclu&iacute;dos das an&aacute;lises realizadas. </P >    <p>A amostra final, na qual se baseia este estudo, &eacute; de 1138 participantes, com uma m&eacute;dia de idade de 20,93 anos (&plusmn;2,110), dos quais 33% s&atilde;o homens e 67% s&atilde;o mulheres (ver <a href="#t1">Tabela 1</a>). Cerca de 14,5% da amostra &eacute; trabalhador-estudante e 1,5% dos participantes s&atilde;o casados ou vivem em uni&atilde;o de facto. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a01t1.jpg" width="493" height="155"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><I>Medidas </I></P >     <p>Foram avaliados a hist&oacute;ria sexual e o comportamento de uso do preservativo dos participantes. </P >    <p><I>Hist&oacute;ria sexual </I></P >    <p>Foi questionado aos participantes se j&aacute; tinham tido rela&ccedil;&otilde;es sexuais completas (sim/n&atilde;o), com que idade tinha iniciado a sua vida sexual, a idade do primeiro parceiro sexual, o tipo de rela&ccedil;&otilde;es sexuais praticadas (vaginais, orais, e/ou anais), o n&uacute;mero total de parceiros, o n&uacute;mero de parceiros nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses, e ainda se tinham um parceiro est&aacute;vel de momento (sim/n&atilde;o). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Uso do preservativo </I></P >    <p>Foi questionado aos participantes com que frequ&ecirc;ncia costuma utilizar o preservativo nas suas rela&ccedil;&otilde;es sexuais e se utilizou o preservativo na &uacute;ltima rela&ccedil;&atilde;o sexual. Foram pedidas estimativas quanto &agrave; n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo nos &uacute;ltimos 3 e 6 meses. Foram ainda utilizadas quest&otilde;es para verificar a inten&ccedil;&atilde;o de uso no futuro (em que medida tem a certeza que vai utilizar preservativo na sua pr&oacute;xima rela&ccedil;&atilde;o sexual) e para avaliar o papel do participante na decis&atilde;o de utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo (em que medida toma parte na decis&atilde;o de usar, ou n&atilde;o, um preservativo; e em que medida considera que a decis&atilde;o de utilizar preservativo &eacute; tomada em conjunto com o seu parceiro). </P >    <p>Todas as quest&otilde;es utilizaram uma escala tipo Likert, de 7 pontos (1 &ndash; Nada; 7 &ndash; Totalmente), &agrave; excep&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo na &uacute;ltima rela&ccedil;&atilde;o sexual (dicot&oacute;mica) e da n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos 3 e 6 meses (resposta aberta). </P >    <p><I>Procedimento </I></P >    <p>Foi obtida a autoriza&ccedil;&atilde;o de recolha de dados junto dos Reitores da totalidade das Universidades p&uacute;blicas Portuguesas, bem como aos Directores das Escolas Profissionais e Centros de Forma&ccedil;&atilde;o Profissional, que realizassem cursos com jovens adultos, com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos. Para agilizar a recolha e reduzir os custos, foi criada uma p&aacute;gina da internet com o respectivo question&aacute;rio. </P >    <p>Ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o dos Reitores e Directores dos referidos organismos, foi enviado um correio electr&oacute;nico, por via institucional, que requeria a participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria dos estudantes num estudo que visava a observa&ccedil;&atilde;o do comportamento sexual dos jovens adultos. </P >    <p>A primeira p&aacute;gina do question&aacute;rio pretendia que os participantes fornecessem o seu consenti mento informado, pelo que aqueles que pretendessem participar no estudo teriam que seleccionar a op&ccedil;&atilde;o &ldquo;pretendo participar&rdquo;. Caso n&atilde;o pretendessem participar, existia uma op&ccedil;&atilde;o an&aacute;loga que fechava automaticamente a p&aacute;gina. </P >    <p>Ap&oacute;s o preenchimento do question&aacute;rio, era oferecida a possibilidade de conhecerem os resultados do estudo. Para tal, era fornecido o correio electr&oacute;nico do investigador respons&aacute;vel, que daria resposta a esta solicita&ccedil;&atilde;o ou a esclarecimentos adicionais. </P >    <p>RESULTADOS </P >    <p>Os dados foram analisados estatisticamente atrav&eacute;s do software PASW (SPSS v.18). Foi observado o comportamento geral da amostra e as diferen&ccedil;as patentes entre sexos. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Hist&oacute;ria sexual </I></P >    <p>A maioria dos participantes reportou j&aacute; ter iniciado a sua vida sexual (72,9%). Relativamente ao tipo de rela&ccedil;&otilde;es sexuais, a pr&aacute;tica mais comum refere-se &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es vaginais e orais (26,0%), seguido das exclusivamente vaginais (22,0%), e do conjunto de todas as pr&aacute;ticas, vaginais, orais e anais (20,1%). A m&eacute;dia da idade da primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual situa-se nos 17,51&plusmn;3,487 anos; a m&eacute;dia de idade do parceiro da primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual &eacute; de 19,44&plusmn;5,635. Relativamente ao n&uacute;mero total de parceiros a m&eacute;dia da amostra geral &eacute; de 3,36&plusmn;5,717, sendo que a m&eacute;dia de parceiros nos &uacute;ltimos 3 meses situa-se nos 1,126&plusmn;3,518. Ao momento do question&aacute;rio 54,8% da amostra referia ter parceiro. </P >    <p>Observaram-se, igualmente, poss&iacute;veis diferen&ccedil;as entre homens e mulheres relativamente &agrave; hist&oacute;ria sexual dos participantes (ver <a href="#t2">Tabela 2</a>). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a01t2.jpg" width="552" height="291"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Os dados sugerem que os homens e as mulheres n&atilde;o diferem significativamente em nenhum dos aspectos da hist&oacute;ria sexual descrita. </P >     <p><I>Uso do preservativo </I></P >     <p>A m&eacute;dia de utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo, nesta amostra, foi de 4,86&plusmn;2,207 com uma mediana de 6. Cerca de 57,66% dos participantes que j&aacute; iniciaram a sua vida sexual, afirmaram ter utilizado preservativo na &uacute;ltima rela&ccedil;&atilde;o sexual. Para al&eacute;m destas medidas, procurou-se ainda apurar quantas vezes n&atilde;o ter&aacute; sido utilizado o preservativo, em dois espa&ccedil;os temporais: 6 meses e &uacute;ltimo m&ecirc;s. Em m&eacute;dia, nos &uacute;ltimos 6 meses, os participantes n&atilde;o utilizaram o preservativo 10,29&plusmn;22,077 vezes, e no &uacute;ltimo m&ecirc;s teria sido uma m&eacute;dia de 3,31&plusmn;11,100. Observa-se, portanto, alguma inconsist&ecirc;ncia ao n&iacute;vel da amostra geral. </P >     <p>Relativamente &agrave; inten&ccedil;&atilde;o futura de uso do preservativo, observou-se uma m&eacute;dia de 5,29&plusmn;2,24. Este valor, superior &agrave; m&eacute;dia de utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo, indica uma inten&ccedil;&atilde;o alta para a utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que concerne &agrave; decis&atilde;o de utilizar o preservativo, os participantes, em geral, consideraram ser uma decis&atilde;o mais individual (5,18&plusmn;1,523), mas tamb&eacute;m a classificaram como sendo uma decis&atilde;o tomada em conjunto com o parceiro (6,13 &plusmn;1,591). </P >    <p>Na <a href="#t3">Tabela 3</a> apresentamos as diferen&ccedil;as encontradas entre homens e mulheres. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="t3">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a01t3.jpg" width="550" height="308"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Como podemos observar, homens e mulheres n&atilde;o diferiram ao n&iacute;vel da utiliza&ccedil;&atilde;o do preserva tivo, n&atilde;o apresentaram diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel da inten&ccedil;&atilde;o de uso, nem ao n&iacute;vel da tomada de decis&atilde;o. </P >     <p><I>An&aacute;lise de clusters por hist&oacute;ria sexual e comportamento de uso do preservativo </I></P >    <p>De forma a analisar a possibilidade de existirem grupos de indiv&iacute;duos, que se diferenciam por padr&otilde;es comportamentais distintos, foi realizada uma an&aacute;lise de clusters. Na an&aacute;lise foram considerados todas as quest&otilde;es da hist&oacute;ria sexual (&agrave; excep&ccedil;&atilde;o do tipo de rela&ccedil;&otilde;es sexuais) como do comportamento do uso do preservativo. </P >    <p>Optou-se pela utiliza&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo hier&aacute;rquico de clusters para definir o n&uacute;mero de clusters, utilizando o <I>R</I><Sup><I>2 </I></Sup>como crit&eacute;rio de decis&atilde;o do n&uacute;mero de grupos a reter, de acordo com a sugest&atilde;o de Maroco (2003). O m&eacute;todo seleccionado para agregar os sujeitos foi o de Ward, com a medida do quadrado da dist&acirc;ncia euclidiana. Foram guardadas as solu&ccedil;&otilde;es de 2 a 10 clusters. O crit&eacute;rio do <I>R</I><Sup><I>2 </I></Sup>mede, qu&atilde;o diferentes s&atilde;o os grupos formados em cada passo do algoritmo, entendendo-se como a raz&atilde;o entre a soma dos quadrados dos grupos e a soma dos quadrados totais para cada uma das vari&aacute;veis usadas na an&aacute;lise (Maroco, 2003). </P >    <p>Neste caso procura-se um n&uacute;mero de clusters que retenha uma percentagem significativa da variabilidade total das vari&aacute;veis consideradas. Os c&aacute;lculos foram efectuados, como sugerido pelo autor, atrav&eacute;s da ANOVA. O resultado est&aacute; sumarizado na <a href="#f1">Figura 1</a>. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P ><a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a01f1.jpg" width="498" height="306"></P >     
<p>&nbsp;</p>     <p>Procurou-se um n&uacute;mero de clusters que retivesse uma percentagem significativa da variabili dade das vari&aacute;veis consideradas. A diferen&ccedil;a entre a variabilidade retida entre a primeira solu&ccedil;&atilde;o (2 clusters) e a segunda solu&ccedil;&atilde;o (3 clusters) &eacute; evidente. A partir dessa solu&ccedil;&atilde;o a variabili dade aumenta, mas n&atilde;o de forma t&atilde;o ostensiva. Consider&aacute;mos a solu&ccedil;&atilde;o de 3 clusters como sendo satisfat&oacute;ria, dado que o aumento do n&uacute;mero de clusters dividiria o grupo com menos elementos, dificultando a interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados. </P >    <p>O resultado final evidenciou 3 clusters, ou grupos de sujeitos, com m&eacute;dias significativamente diferentes ao n&iacute;vel do n&uacute;mero de parceiros total, n&uacute;mero de parceiros nos &uacute;ltimos 3 meses, ao n&iacute;vel da utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo, do uso do preservativo na &uacute;ltima rela&ccedil;&atilde;o sexual, do n&uacute;mero de vezes que o preservativo n&atilde;o foi utilizado nos &uacute;ltimos 6 meses e 1 m&ecirc;s, da inten&ccedil;&atilde;o de uso, e ainda ao n&iacute;vel da decis&atilde;o individual no que concerne ao uso do preservativo (<I>p</I>&lt;0,050). N&atilde;o foram encon tradas diferen&ccedil;as significativas ao n&iacute;vel das idades da primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual, quer do participante, quer do parceiro, nem ao n&iacute;vel da tomada de decis&atilde;o em conjunto com o parceiro (<I>p</I>&gt;0,050). </P >    <p>Para ilustrar melhor as diferen&ccedil;as entre os grupos, foi elaborado um gr&aacute;fico de linhas, cujos pontos m&aacute;ximos representam as m&eacute;dias de cada vari&aacute;vel, distribu&iacute;das pelos 3 clusters formados. Dada a natureza nominal da utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo na &uacute;ltima rela&ccedil;&atilde;o sexual e da exist&ecirc;ncia de um parceiro ao momento do question&aacute;rio, foi realizado um teste de independ&ecirc;ncia, de forma a compreender a associa&ccedil;&atilde;o entre as respostas e os clusters. Nestes casos particulares, surge o valor a que o cluster est&aacute; significativamente associado. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a01f2.jpg" width="493" height="414"></P >     
<p>&nbsp;</p>     <p>O primeiro grupo parece ser formado por indiv&iacute;duos com menor n&uacute;mero de parceiros, que n&atilde;o t&ecirc;m um parceiro actual e que mostram alguma const&acirc;ncia de parceiros nos &uacute;ltimos 3 meses. A utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo &eacute; a mais consistente dos 3 grupos, tendo utilizado preservativo na &uacute;ltima rela&ccedil;&atilde;o sexual, tendo uma m&eacute;dia muito inferior a qualquer um dos outros grupos relativamente &agrave; n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos 6 meses e no &uacute;ltimo m&ecirc;s. S&atilde;o tamb&eacute;m os indiv&iacute;duos que t&ecirc;m a inten&ccedil;&atilde;o de utiliza&ccedil;&atilde;o mais elevada, e que consideram a utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo como sendo uma decis&atilde;o mais individual. Este cluster re&uacute;ne o maior n&uacute;mero de participantes, com um total de 631 sujeitos. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O segundo e terceiro clusters t&ecirc;m totais inferiores. O segundo cluster agrega 82 sujeitos, que se diferenciam do primeiro cluster pelo uso inconsistente do preservativo e por uma baixa inten&ccedil;&atilde;o futura. T&ecirc;m um maior n&uacute;mero de rela&ccedil;&otilde;es sexuais sem preservativo nos &uacute;ltimos 6 meses e 1 m&ecirc;s. T&ecirc;m um maior n&uacute;mero de parceiros, t&ecirc;m parceiro actualmente e parecem ter cerca de 1 a 2 parceiros nos &uacute;ltimos 3 meses. Consideram o uso do preservativo como sendo uma decis&atilde;o menos individual, quando comparado com o primeiro cluster. </P >    <p>O terceiro, e &uacute;ltimo, cluster resume 32 sujeitos com um comportamento quase exclusivo de n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo, que tamb&eacute;m evidenciam um maior n&uacute;mero de parceiros, tanto no geral como nos &uacute;ltimos 3 meses. Revelam a menor inten&ccedil;&atilde;o de utiliza&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s grupos. </P >    <p><I>An&aacute;lise multivariada entre clusters e vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas </I></P >    <p>Para evidenciar poss&iacute;veis diferen&ccedil;as entre os clusters ao n&iacute;vel das restantes vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas, foi conduzida teste de independ&ecirc;ncia para as vari&aacute;veis nominais e uma an&aacute;lise discriminante para as vari&aacute;veis intervalares. </P >    <p>As vari&aacute;veis consideradas na an&aacute;lise referem-se &agrave; idade dos participantes, &agrave; religi&atilde;o (N&atilde;o tem; Cat&oacute;lico/Crist&atilde;o, Budista, e Outras), &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica (Bloco de Esquerda, CDU, PS, PSD, PP, N&atilde;o tem, Outra), ao grau de religiosidade, ao grau de actividade pol&iacute;tica, estado civil (Solteiro, Casado), ao agregado familiar (Vive s&oacute;; Vive com Fam&iacute;lia Directa &ndash; Pais; Vive com Fam&iacute;lia Indirecta &ndash; Av&oacute;s, tios, primos; Vive com Fam&iacute;lia Directa &ndash; c&ocirc;njuge e filhos) e &agrave; actividade profissional (Estudante ou Trabalhador-estudante). </P >    <p>As vari&aacute;veis nominais consideradas s&atilde;o independentes dos clusters, n&atilde;o existindo uma associa&ccedil;&atilde;o significativa entre ambas (Religi&atilde;o <I>p</I>=0,603; Orienta&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica <I>p</I>=0,067; Grau de Religiosidade <I>p</I>=0,601; Grau de Actividade Pol&iacute;tica <I>p</I>=0,709; Estado Civil <I>p</I>=0,400; Agregado Familiar <I>p</I>=0,743; Actividade Profissional <I>p</I>=0,162). </P >    <p>A an&aacute;lise discriminante classificou correctamente 79,7% dos casos originais, o que poder&aacute; ser indicador que as vari&aacute;veis introduzidas t&ecirc;m algum poder discriminante. Relativamente &agrave; homogeneidade da matriz de vari&acirc;ncia-covari&acirc;ncia, pode-se afirmar que n&atilde;o devemos rejeitar <I>H</I><Sub>0 </Sub>[<I>M </I>de Box=6,688, <I>F</I><Sub>(12)</Sub>=0,562, <I>p</I>=0,874], pelo que podemos supor que o pressuposto da homogeneidade das vari&acirc;ncias est&aacute; cumprido neste caso. Contudo, o teste para igualdade das m&eacute;dias entre grupos apenas apresenta diferen&ccedil;as significativas ao n&iacute;vel da idade dos participantes [&lambda;=0,990, <I>F</I><Sub>(727)</Sub>=3,693, <I>p</I>=0,025], pelo que apenas esta vari&aacute;vel tem poder discriminante entre grupos. A religiosidade e a actividade pol&iacute;tica dos participantes n&atilde;o apresentam um efeito significativo que permita considerar a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel dos clusters (<I>p</I>&gt;0,050). Da mesma forma, a primeira fun&ccedil;&atilde;o discriminante apresenta uma correla&ccedil;&atilde;o can&oacute;nica de 0,105, e n&atilde;o est&aacute; significativamente associada &agrave; segunda fun&ccedil;&atilde;o (&chi;<Sup><I>2</I></Sup>=8,554, <I>p</I>=0,200). Como tal, &eacute; de notar que apesar de apenas a idade ter poder discriminante, esta n&atilde;o ser&aacute; muito relevante na diferencia&ccedil;&atilde;o dos grupos. N&atilde;o obstante, os indiv&iacute;duos do 3&ordm; grupo apresentam uma idade superior aos restantes. </P >    <p><I>Compara&ccedil;&atilde;o com estudos referentes ao uso do preservativo </I></P >    <p>De forma a contextualizar os dados na literatura actual, foi ainda realizada uma compara&ccedil;&atilde;o entre diversos estudos que mediram a utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo em amostras de jovens adultos. Para tal, foi realizada uma pesquisa, tendo como palavras base &ldquo;uso preservativo&rdquo; ou &ldquo;condom use&rdquo;, quando referenciadas no t&iacute;tulo e &ldquo;jovem* adult*&rdquo; ou &ldquo;young adult*&rdquo; referenciadas nos t&oacute;picos ou palavras-chave. Os anos de pesquisa centraram-se nos &uacute;ltimos 5, isto &eacute;, desde 2005 a 2010. </P >    <p>A pesquisa originou 6 artigos desenvolvidos em Portugal, atrav&eacute;s do motor de pesquisa <I>ScholarGoogle</I>, com permiss&atilde;o de acesso a todos, e 31 artigos atrav&eacute;s da base de dados da <I>ISI &ndash; Web of Knowledge</I>. Relativamente aos artigos Portugueses, 4 eram adequados &agrave; compara&ccedil;&atilde;o a este estudo. Dos artigos retirados da <I>Web of Knowledge </I>apenas 8 artigos reuniam as condi&ccedil;&otilde;es de acessibilidade e de semelhan&ccedil;a com este estudo. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <P   ><a href ="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a01t4.jpg" width="914" height="618">TABELA 4</a> </P >     
<P   >&nbsp;</P >     <p>De forma a tornar mais ilustrativa as semelhan&ccedil;as entre os estudos, representaram-se em gr&aacute;fico os estudos com medidas mais semelhantes. Os dados referentes ao uso do preservativo foram agrupados em tr&ecirc;s medidas: uso consistente (7 na escala de Likert), uso inconsistente (6-2 na escala de Likert) e n&atilde;o uso (1 na escala de Likert). Da mesma forma, dados como &ldquo;algumas vezes&rdquo;, &ldquo;normalmente&rdquo; ou &ldquo;ocasionalmente&rdquo; foram considerados como um uso inconsistente. Os dados s&atilde;o apresentados na <a href="#f3">Figura 3</a>. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a01f3.jpg" width="489" height="318"></P >     
<p>&nbsp;</p>     <p>Como se pode observar, o uso do preservativo &eacute; inconsistente nas diversas amostras. Os dados mais semelhantes ao deste estudo s&atilde;o referentes ao estudo de Leigh e colaboradores (2008), que utilizaram uma amostra de jovens adultos norte-americanos e cujos dados parecem ser muito semelhantes aos obtidos com a nossa amostra portuguesa. </P >    <p>De forma semelhane, o estudo de Mu&ntilde;oz-Silva e colaboradores (2009) evidencia m&eacute;dias de utili za&ccedil;&atilde;o do preservativo muito semelhantes &agrave;s reportadas pelos homens e pelas mulheres neste estudo. </P >    <p>No entanto, parece existir uma grande dispers&atilde;o de resultados, em parte devido &agrave;s diferentes medidas utilizadas pelos diferentes estudos. Os estudos referentes &agrave; amostra brasileira e asi&aacute;tica revelam as maiores percentagens de n&atilde;o uso, quando comparadas com as outras amostras. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>O aumento de casos de VIH entre jovens adultos tem evidenciado a relev&acirc;ncia de estudos que se preocupam com a utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo. Em Portugal, como na Europa e nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, a preval&ecirc;ncia de infec&ccedil;&otilde;es em jovens adultos, por contacto heterossexual, cresceu nos &uacute;ltimos anos, tornando-se um risco consider&aacute;vel para a popula&ccedil;&atilde;o em geral (Collins et al., 2005). </P >    <p>Este estudo tinha como principal objectivo caracterizar a utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo nos jovens adultos portugueses. Foi conduzido um estudo transversal, que contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 1134 jovens adultos, de ambos os sexos. Apesar de o objectivo contemplar a caracteriza&ccedil;&atilde;o do comportamento de uso do preservativo dos jovens adultos portugueses, n&atilde;o podemos deixar de observar a exist&ecirc;ncia de uma maioria expressiva de participantes universit&aacute;rios (apenas cerca de 11% n&atilde;o s&atilde;o universit&aacute;rios). A dificuldade em recolher uma amostra significativa de indiv&iacute;duos que n&atilde;o fa&ccedil;am parte do meio universit&aacute;rio poder&aacute; ter enviesado os resultados obtidos. </P >     <p>De uma forma em geral, &eacute; sugerido na literatura que os estudantes universit&aacute;rios utilizam mais o preservativo do que os estudantes n&atilde;o universit&aacute;rios (Bailey et al., 2008). Esta amostra &eacute; constitu&iacute;da maioritariamente por estudantes universit&aacute;rios, com um n&uacute;mero muito reduzido de participantes externos ao sistema universit&aacute;rio. Simultaneamente, os indiv&iacute;duos com uma escolaridade mais elevada t&ecirc;m uma maior probabilidade de utilizarem m&eacute;todos contraceptivos (Martin, 2005). Como tal, de ora em diante dever&aacute; considerar-se que a denomina&ccedil;&atilde;o de jovens adultos pretende apenas designar jovens adultos universit&aacute;rios ou estudantes universit&aacute;rios. </P >     <p>Os resultados apontam para uma utiliza&ccedil;&atilde;o inconsistente do preservativo, o que est&aacute; de acordo com investiga&ccedil;&otilde;es anteriores (Amaro et al., 2004; Mu&ntilde;oz-Silva et al., 2009; Reis &amp; Matos, 2008). No entanto, n&atilde;o se verificou que os homens utilizassem significativamente mais o preservativo do que as mulheres, como indicam alguns estudos realizados em Portugal (Reis &amp; Matos, 2007; Reis, Ramiro, &amp; Matos, 2009). </P >     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo parece obedecer a diferentes padr&otilde;es. A an&aacute;lise de clusters realizada evidencia tr&ecirc;s grupos diferentes. O grupo mais comum representa os indiv&iacute;duos que utilizam o preservativo de uma forma pouco inconsistente, mas que parecem estar predispostos a utilizar o preservativo. O segundo grupo parece diferenciar-se deste primeiro por ter um parceiro sexual no momento da resposta e por uma utiliza&ccedil;&atilde;o mais inconsistente do preservativo. Finalmente, o terceiro grupo parece ser aquele que corre mais riscos, evidenciando uma clara n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo. Os grupos n&atilde;o apresentam diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel das vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas, &agrave; excep&ccedil;&atilde;o da idade. O terceiro grupo apresenta uma m&eacute;dia de idades superior ao primeiro grupo. Este dado parece sugerir que os indiv&iacute;duos mais velhos t&ecirc;m menos probabilidade de utilizar o preservativo, o que se verifica em estudos com amostras portuguesas (Reis &amp; Matos, 2008) como com amostras internacionais (Adefuye, Abiona, Balogun, &amp; Lukobo-Durrell, 2009). </P >     <p>A presen&ccedil;a de um parceiro est&aacute;vel parece ser, igualmente, um indicador da diminui&ccedil;&atilde;o de utiliza&ccedil;&atilde;o do uso do preservativo bem como da inten&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o do mesmo, j&aacute; que aos grupos de indiv&iacute;duos que est&aacute; associada a exist&ecirc;ncia de um parceiro est&aacute; igualmente correlacionado uma utiliza&ccedil;&atilde;o mais inconsistente do preservativo. Este resultado &eacute; semelhante a outros encontrados em estudos nacionais e internacionais (Bogart et al., 2005; Gomes &amp; Nunes, 2008a,b). Os dados parecem validar o estudo de Mu&ntilde;oz-Silva e colaboradores (2009), dado que os resultados de utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo s&atilde;o muito semelhantes, tanto para homens como para mulheres na amostra portuguesa. </P >    <p>Relativamente a outros aspectos da hist&oacute;ria sexual, homens e mulheres da amostra em estudo parecem n&atilde;o diferir. Estudos anteriores apontam para a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel da idade em que se inicia a vida sexual, com os homens a terem a primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual mais cedo do que as mulheres (Reis &amp; Matos, 2008). N&atilde;o obstante, o presente estudo indica um claro equil&iacute;brio entre homens e mulheres, que indicam que a m&eacute;dia da primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual se situa entre os 17 e os 18 anos. Observa-se, igualmente uma m&eacute;dia de parceiros semelhante para homens e para mulheres, evidenciando-se at&eacute; uma ligeira superioridade para as mulheres. O n&uacute;mero de homens e mulheres com parceiro, no momento de resposta ao question&aacute;rio, foi igualmente, semelhante. </P >    <p>As diferen&ccedil;as entre homens e mulheres nesta &aacute;rea t&ecirc;m conduzido continuamente a resultados pouco consistentes. Enquanto alguns estudos sugerem a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel cognitivo e comportamental (e.g., Parsons, Halkitis, Bimbi, &amp; Borkowski, 2000), outros sugerem que homens e mulheres apresentam comportamentos semelhantes (Boileau, Zunzunegui, &amp; Rashed, 2009). Neste estudo, v&aacute;rios factores podem ter interagido conduzindo a este resultado e a sua conjun&ccedil;&atilde;o parece ser bastante particular, pelo que estes resultados devem ser interpretados com algumas reservas. </P >    <p>Seria de esperar que devido ao duplo padr&atilde;o sexual que se considera activo nas sociedades ocidentais, como a portuguesa, que os homens apresentassem uma menor utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo (Crawford &amp; Popp, 2003; Saavedra, Magalh&atilde;es, Soares, Ferreira, &amp; Leit&atilde;o, 2007). Contudo, nesta amostra os participantes parecem n&atilde;o se deixar afectar por este padr&atilde;o sexual, ali&aacute;s como se observa em outros estudos (Marks &amp; Fraley, 2005). Este facto poder&aacute; ficar a deverse, n&atilde;o exclusivamente a uma aparente equidade entre homens e mulheres, mas sim a uma maioria de mulheres na amostra. &Eacute; ainda de considerar que as condi&ccedil;&otilde;es de resposta ao question&aacute;rio n&atilde;o foram controladas, devido &agrave; estrat&eacute;gia utilizada, podendo os participantes ter sentido alguma press&atilde;o para responderem de determinada maneira. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Parece tamb&eacute;m ser relevante que homens e mulheres descrevem comportamentos id&ecirc;nticos, quer ao n&iacute;vel da hist&oacute;ria sexual, quer ao n&iacute;vel da utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo. A inten&ccedil;&atilde;o de utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo pode considerar-se elevada para a amostra, o que poder&aacute; indicar que os jovens adultos est&atilde;o alertados para a necessidade de utilizarem protec&ccedil;&atilde;o contra infec&ccedil;&otilde;es sexualmente transmiss&iacute;veis. Consideram, tamb&eacute;m, que a decis&atilde;o de utilizar o preservativo &eacute; essencialmente pessoal. No entanto, o comportamento actual mostra uma discrep&acirc;ncia entre a utiliza&ccedil;&atilde;o e a inten&ccedil;&atilde;o de uso do preservativo. </P >     <p>Dever&aacute; ser considerado que os motivos que caracterizam a n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo se devem maioritariamente &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de outros m&eacute;todos contraceptivos (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2005). O preservativo parece rivalizar com a p&iacute;lula, que surge como o m&eacute;todo mais comum de contracep&ccedil;&atilde;o entre mulheres jovens adultas, e cuja utiliza&ccedil;&atilde;o aumenta com a idade (Reis &amp; Matos, 2008). Apesar de os indiv&iacute;duos reconhecerem a import&acirc;ncia da SIDA, apenas uma parte desses indiv&iacute;duos considera este um problema pessoal, revelando ainda algum desconhecimento face &agrave;s formas de transmiss&atilde;o do VIH (ISCSP, 2004). Efectivamente, os indiv&iacute;duos parecem reconhecer o risco, mas esta percep&ccedil;&atilde;o diminui consideravelmente quando se considera o risco pessoal e as experi&ecirc;ncias individuais (Amaro et al., 2004). </P >     <p>Por outro lado, a utiliza&ccedil;&atilde;o da p&iacute;lula &eacute; bastante expressiva nas amostras portuguesas. O estudo de Mu&ntilde;oz-Silva e colaboradores (2009) revela que este m&eacute;todo &eacute; mais comum entre os indiv&iacute;duos que t&ecirc;m um parceiro est&aacute;vel. No entanto, este facto aumenta substancialmente o risco dos jovens adultos &agrave;s infec&ccedil;&otilde;es sexualmente transmiss&iacute;veis. </P >     <p>A estabilidade do parceiro poder&aacute;, portanto, ser vista como uma situa&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a, envolvendo heur&iacute;sticas relativas ao VIH e &agrave; rela&ccedil;&atilde;o amorosa/sexual que conduzem a uma menor utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo. Alguns estudos evidenciam que ideias relacionadas com a fidelidade, o amor e a confian&ccedil;a no parceiro conduzem a uma diminui&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo e a um enviesamento do risco real de infec&ccedil;&otilde;es sexualmente transmiss&iacute;veis (Gebhardt, Kuyper, &amp; Greunsven, 2003; Vizeu Camargo &amp; Biousfield, 2009).</P >     <p>Quando comparamos os resultados da amostra portuguesa com amostras de outros pa&iacute;ses, observa-se que estes variam bastante de acordo com as culturas de origem. O estudo actual parece indicar que em Portugal h&aacute; mais indiv&iacute;duos a utilizar o preservativo do que em outros estudos com amostras da Am&eacute;rica do Sul, &Aacute;sia e &Aacute;frica do Sul (Hendriksen, Pettitfor, Lee, Coates, &amp; Rees, 2007; Juarez &amp; Mart&iacute;n, 2006; Ma et al., 2009) apesar de esta utiliza&ccedil;&atilde;o ser maioritariamente inconsistente. Os resultados mais semelhantes s&atilde;o &agrave;s amostras americanas (Leigh et al., 2008) evidenciando que Portugal poder&aacute; estar a seguir a mesma tend&ecirc;ncia observada nos EUA, em que o risco de VIH est&aacute; a deixar de ser caracter&iacute;stica de grupos de risco, para passar a ser mais generalizada. Efectivamente, a UNAIDS (2008) caracteriza o sexo desprotegido como sendo a maior amea&ccedil;a &agrave; sa&uacute;de colectiva, colocando o VIH/SIDA numa perspectiva pand&eacute;mica tamb&eacute;m ao n&iacute;vel dos pa&iacute;ses desenvolvidos.  </P > </P >     <p>Como tal, os resultados deste estudo permitem concluir que os jovens adultos universit&aacute;rios poder&atilde;o estar em risco de contrair infec&ccedil;&otilde;es sexualmente transmiss&iacute;veis, dada a uma inconsist&ecirc;ncia ao n&iacute;vel da utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo. Esta tend&ecirc;ncia parece ser comum a outros pa&iacute;ses, e permite validar estudos anteriores com amostras portuguesas. </P >    <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo parece diminuir consideravelmente com a exist&ecirc;ncia de um parceiro est&aacute;vel, tend&ecirc;ncia essa que aumenta com a idade do jovem adulto, colocando os indiv&iacute;duos mais velhos num risco maior. </P >    <p>A amostra em causa n&atilde;o evidencia diferen&ccedil;as comportamentais entre homens e mulheres, que s&atilde;o muitas vezes focadas ao longo da literatura. A homogeneidade dos comportamentos poder&aacute; validar a metodologia da recolha de dados por computador, diminuindo o n&iacute;vel de desejabilidade social que &eacute; caracter&iacute;stico dos estudos de auto-resposta com a presen&ccedil;a de um investigador. Deveremos sempre considerar que os estudos que utilizam esta metodologia de recolha de dados podem acarretar erros de mem&oacute;ria ou enviesamentos, que n&atilde;o s&atilde;o pass&iacute;veis de controlo, apesar de serem mais vantajosos (menos morosos e custosos) que as entrevistas (Gomes &amp; Nunes, 2008a,b). </P >    <p>O n&atilde;o equil&iacute;brio entre o n&uacute;mero de homens e mulheres poder&aacute; sempre ser discutido como estando na origem dos dados verificados. N&atilde;o obstante, os dados s&atilde;o semelhantes a outros estudos realizados com amostras portuguesas e com medidas id&ecirc;nticas de uso do preservativo (Mu&ntilde;oz-Silva et al., 2009), pelo que se considera que n&atilde;o ter&aacute; tido um impacto significativo nos resultados obtidos. </P >    <p>S&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos que explorem a utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo de forma a aumentar a sua utiliza&ccedil;&atilde;o, de forma consistente, em faixas et&aacute;rias em que a preval&ecirc;ncia do VIH parece aumentar de forma consider&aacute;vel, contornando aspectos como a idade e a exist&ecirc;ncia de parceiros est&aacute;veis. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Adefuye, A. S., Abiona, T. C., Balogun, J. A., &amp; Lukobo-Durrell, M. (2009). HIV sexual risk behaviors and perception of risk among college students: Implications for planning interventions. <I>BMC Public Health, 9</I>(1), 281.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201100040000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Amaro, F., Fraz&atilde;o, C., Pereira, M. E., &amp; Teles, L. C. (2004). HIV/AIDS risk perception, attitudes and sexual behaviour in Portugal. <I>International Journal of STD &amp; AIDS, 15</I>, 56-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201100040000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bailey, J. A., Fleming, C. B., Henson, J. N., Catalano, R. F., &amp; Haggerty, K. P. (2008). Sexual risk behavior 6 months post-high school: Associations with college attendance, living with a parent, and prior risk behavior. <I>Journal of Adolescent Health, 42</I>(6), 573-579.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201100040000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bogart, L. M., Kral, A. H., Scott, A., Anderson, R., Flynn, N., Gilbert, M. L., &amp; Bluthenthal, R. N. (2005). Condom attitudes and behaviors among injection drug users participating in California syringe exchange programs. <I>AIDS and Behavior, 9</I>(4), 423-432.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201100040000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Boileau, C., Zunzunegui, M. V., &amp; Rashed, S. (2009). Gender differences in unsafe sexual behavior among young people in urban Mali. <I>Aids Care-Psychological and Socio-Medical Aspects of AIDS/HIV, 21</I>(8), 1014-1024.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201100040000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Centers for Disease Control and Prevention [CDC]. (2008). Youth risk behavior surveillance. <I>Surveillance Summaries</I>, 2007. MMWR, 57, SS-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201100040000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Certain, H. E., Harahan, B. J., Saewyc, E. M., &amp; Fleming, M. F. (2009). Condom use in heavy drinking college students: The importance of always using condoms. <I>Journal of American College Health, 58</I>(3), 187-193.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201100040000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Collins, R. L., Ellickson, P. L., Orlando, M., &amp; Klein, D. J. (2005). Isolating the nexus of substance use, violence and sexual risk for HIV infection among young adults in the United States. <I>AIDS and Behavior, 9</I>(1), 73-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201100040000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Crawford, M., &amp; Popp, D. (2003) Sexual double standards: A review and methodological critique of two decades of research. <I>Journal of Sex Research, 40</I>(1), 13-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201100040000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gebhardt, W. A., Kuyper, L., &amp; Dusseldorp, E. (2006). Condom use at first intercourse with a new partner in female adolescents and young adults: The role of cognitive planning and motives for having sex. <I>Archives of Sexual Behavior, 35</I>(2), 217-233.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201100040000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gebhardt, W. A., Kuyper, L., &amp; Greunsven, G. (2003). Need for intimacy in relationships and motives for sex as determinants of adolescent condom use. <I>Journal of Adolescent Health, 33, </I>154-164.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201100040000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Gomes, A., &amp; Nunes, C. (2008a). Comportamentos sexuais de risco &ndash; Um estudo com estudantes universit&aacute;rios. <I>Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado &ndash; Documento n&atilde;o publicado</I>. </P >    <!-- ref --><p>Gomes, A., &amp; Nunes, C. (2008b). Sexualidade e metodologia: Uma an&aacute;lise retrospectiva para uma recolha de dados eficiente. <I>PSICO, 39</I>(2), 246-254.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201100040000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hendriksen, E. S., Pettifor, A., Lee, S. J., Coates, T. J., &amp; Rees, H. (2007). Predictors of condom use among young adults in South Africa: The reproductive health and HIV research unit national youth survey. <I>American Journal of Public Health, 97</I>(7), 1241-1248.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201100040000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Herida, M., Alix, J., Devaux, I., Likatavicius, G., Desenclos, J. C., Matic, S., Ammon, A., &amp; Nardone, A. (2007) HIV/AIDS in Europe: Epidemiological situation in 2006 and a new framework for surveillance. <I>Euro Surveill, 12</I>(47), pii=3312.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201100040000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica [INE]. (2007). <I>4&ordm; Inqu&eacute;rito Nacional de Sa&uacute;de 2006/2006</I>. Lisboa: Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201100040000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Instituto Nacional de Sa&uacute;de [INS]. (2009). <I>Infec&ccedil;&atilde;o VIH/SIDA &ndash; A situa&ccedil;&atilde;o em Portugal a 31 de Dezembro de 2008</I>. Lisboa: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &ndash; Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge. </P >    <!-- ref --><p>Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas [ISCSP]. (2004). <I>Estudo sobre opini&otilde;es, atitudes e comportamentos relacionados com a SIDA</I>. Comiss&atilde;o Nacional de Luta Contra a SIDA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201100040000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Juarez, F., &amp; Mart&iacute;n, T. C. (2006). Safe sex versus safe love? Relationship context and condom use among male adolescents in the favelas of Recife, Brazil. <I>Archives of Sexual Behavior, 35</I>(1), 25-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201100040000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kim, S., Rosa, M., Trepka, M. J., &amp; Kelley, M. (2007). Condom use among unmarried students in a Hispanic-serving university. <I>AIDS Education and Prevention, 19</I>(5), 448-461.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201100040000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Leigh, B. C., Vanslyke, J. G., Hoope, M.J., et al. (2008). Drinking and condom use: Results from an event-based daily diary. <I>AIDS Behavior, 12, </I>104-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201100040000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ma, Q., Ono-Kihara, M., Cong, L., et al. (2009). Behavioral and psychosocial predictors of condom use among university students in Eastern China. <I>AIDS Care, 21</I>(2), 249-259.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201100040000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Marks, M. J., &amp; Fraley, R. C. (2005). The sexual double standard: Fact or fiction? <I>Sex Roles, 52</I>(3/4), 175-186.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201100040000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Maroco, J. (2003). <I>An&aacute;lise Estat&iacute;stica com utiliza&ccedil;&atilde;o do SPSS </I>(2&ordf; ed). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201100040000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Martin, T. C. (2005). Contraceptive use patterns among Spanish single youth. European <I>Journal of Contraception and Reproductive Health Care, 10</I>(4), 219-228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201100040000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. (2005). <I>HIV/AIDS epidemic status at-a-glance: Portugal National Report 2005. </I>Lisboa: Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional para a infec&ccedil;&atilde;o de VIH/SIDA &ndash; Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. </P >    <!-- ref --><p>Mu&ntilde;oz-Silva, A., S&aacute;nchez-Garc&iacute;a, M., Martins, A., &amp; Nunes, C. (2009). Gender differences in HIV-related sexual behavior among college students from Spain and Portugal. <I>The Spanish Journal of Psychology, 12 </I>(2), 485-495.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201100040000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mu&ntilde;oz-Silva, A., S&aacute;nchez-Garc&iacute;a, M., Nunes, C., &amp; Martins, A. (2007). AIDS prevention in late adolescent college students from Spain and Portugal. <I>Public Health</I>, <I>121</I>(9), 673-681.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201100040000100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de [OMS]. (2009). <I>Priority interventions HIV/AIDS: prevention, treatment and care in the health sector</I>. World Health Organization, HIV/AIDS Department [<a href="http://www.who.int/hiv/pub/priority_interventions_web.pdf" target="_blank">http://www.who.int/hiv/pub/priority_interventions_web.pdf</a>] </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-8231201100040000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Parsons, J. T., Halkitis, P. N., Bimbi, D., &amp; Borkowski, T. (2000). Perceptions of the benefits and costs associated with condom use and unprotected sex among late adolescent college students. <I>Journal of Adolescence, 23, </I>377-391.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201100040000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Reis, M., &amp; Matos, M. G. (2007). Conhecimentos e atitudes face ao uso de m&eacute;todos contraceptivos e &agrave; preven&ccedil;&atilde;o das ISTs em jovens. <I>Revista Lus&oacute;fona de Ci&ecirc;ncias e tecnologias da Sa&uacute;de, 4</I>(1), 23-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201100040000100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Reis, M., &amp; Matos, M. G. (2008). Contracep&ccedil;&atilde;o em jovens universit&aacute;rios portugueses. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXVI</I>(1), 71-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201100040000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Reis, M., Ramiro, L., &amp; Matos, M. G. (2009). Contracep&ccedil;&atilde;o, parceiros ocasionais e consumo de subst&acirc;ncias em jovens portugueses. <I>Revista Lus&oacute;fona de Ci&ecirc;ncias e Tecnologias da Sa&uacute;de, 6</I>(2), 206-214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201100040000100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Saavedra, L., Magalh&atilde;es, S., Soares, D., Ferreira, S., &amp; Leit&atilde;o, F. (2007). G&eacute;nero, cultura e sexualidade em jovens portuguesas e portugueses: Um programa de educa&ccedil;&atilde;o sexual. In <I>IV Congresso Astur-Galaico de Sociologia</I>, 23 a 24 de Mar&ccedil;o de 2007, Coru&ntilde;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-8231201100040000100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>UNAIDS (2008). <I>Report on the Global AIDS Epidemic 2008</I>. UNAIDS Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-8231201100040000100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vizeu Camargo, B., &amp; Bousfield, A. B. (2009). Social representations, risk behaviors and AIDS. <I>The Spanish Journal of Psychology</I>, <I>12</I>(2), 565-575.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0870-8231201100040000100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
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