<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312011000400002</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A adaptação ao cancro da mama nas fases de diagnóstico e sobrevivência: Será o investimento na aparência um factor explicativo relevante?]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Helena]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Cristina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>29</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>505</fpage>
<lpage>520</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312011000400002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312011000400002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312011000400002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O investimento na aparência é um factor importante na explicação das diferenças individuais na adaptação às alterações corporais associadas ao cancro da mama. Esta variável refere-se à importância atribuída pelo indivíduo à sua aparência física e engloba as facetas saliência auto-avaliativa (SAV; grau em que o indivíduo considera que a sua aparência integra a sua identidade e permite aferir o seu valor pessoal) e saliência motivacional (SM; grau em que o indivíduo está atento ou valoriza a gestão da aparência, de forma a acentuar a sua atractividade física). Este estudo pretende analisar o papel destas duas facetas na adaptação às fases de diagnóstico e sobrevivência da doença. A amostra engloba 82 mulheres recentemente diagnosticadas com cancro da mama e 86 sobreviventes. Verificou-se a ausência de diferenças significativas entre os grupos nas duas facetas do investimento. Simultanea mente, constatou-se que ambas as facetas contribuíram para a explicação de diversos indicadores de adaptação, particularmente no grupo de sobreviventes, estando a SM associada a resultados mais adaptativos e a SAV a resultados mais disfuncionais. Este trabalho demonstra que a compreensão do valor que a mulher atribui à sua aparência é extremamente importante para a sua adaptação, em ambas as fases do cancro da mama.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Appearance investment is an important factor for the explanation of individual differences in the adjustment to breast cancer-related appearance changes. It concerns the importance an individual places on their appearance and encompasses the self-evaluative salience facet (SES; the importance an individual places on physical appearance for their definition of self-worth) and motivational salience facet (MS; the individual&#8217;s efforts to be or feel attractive). This study aims to analyse its role on the adjustment to the diagnosis and survival phases of the disease. The sample encompasses 82 newly-diagnosed breast cancer patients and 86 breast cancer survivors. No differences were observed between groups on both facets of investment. Additionally, both facets contributed to the explanation of several adjustment indicators, particularly among survivors, with SM being associated with more adaptive indicators and SES with more dysfunctional outcomes. This study demonstrates that understanding the value that women attributes to their appearance is extremely important for their adjustment, in both phases of breast cancer.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Adaptação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cancro da mama]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Investimento na aparência]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Saliência auto-avaliativa]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Saliência motivacional]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Adjustment]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Appearance investment]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Breast cancer]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Motivational salience]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Self-evaluative salience]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>A adapta&ccedil;&atilde;o ao cancro da mama nas fases de diagn&oacute;stico e sobreviv&ecirc;ncia: Ser&aacute; o investimento na apar&ecirc;ncia um factor explicativo relevante? </b></p>     <p><b>Helena Moreira<Sup>* </Sup>e Maria Cristina Canavarro<Sup>* </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O investimento na apar&ecirc;ncia &eacute; um factor importante na explica&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as individuais na adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es corporais associadas ao cancro da mama. Esta vari&aacute;vel refere-se &agrave; import&acirc;ncia atribu&iacute;da pelo indiv&iacute;duo &agrave; sua apar&ecirc;ncia f&iacute;sica e engloba as facetas sali&ecirc;ncia auto-avaliativa (SAV; grau em que o indiv&iacute;duo considera que a sua apar&ecirc;ncia integra a sua identidade e permite aferir o seu valor pessoal) e sali&ecirc;ncia motivacional (SM; grau em que o indiv&iacute;duo est&aacute; atento ou valoriza a gest&atilde;o da apar&ecirc;ncia, de forma a acentuar a sua atractividade f&iacute;sica). Este estudo pretende analisar o papel destas duas facetas na adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s fases de diagn&oacute;stico e sobreviv&ecirc;ncia da doen&ccedil;a. A amostra engloba 82 mulheres recentemente diagnosticadas com cancro da mama e 86 sobreviventes. Verificou-se a aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas entre os grupos nas duas facetas do investimento. Simultanea </B>mente, constatou-se que ambas as facetas contribu&iacute;ram para a explica&ccedil;&atilde;o de diversos indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o, particularmente no grupo de sobreviventes, estando a SM associada a resultados mais adaptativos e a SAV a resultados mais disfuncionais. Este trabalho demonstra que a compreens&atilde;o do valor que a mulher atribui &agrave; sua apar&ecirc;ncia &eacute; extremamente importante para a sua adapta&ccedil;&atilde;o, em ambas as fases do cancro da mama. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Adapta&ccedil;&atilde;o, Cancro da mama, Investimento na apar&ecirc;ncia, Sali&ecirc;ncia auto-avaliativa, Sali&ecirc;ncia motivacional. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Appearance investment is an important factor for the explanation of individual differences in the adjustment to breast cancer-related appearance changes. It concerns the importance an individual places on their appearance and encompasses the self-evaluative salience facet (SES; the importance an individual places on physical appearance for their definition of self-worth) and motivational salience facet (MS; the individual&rsquo;s efforts to be or feel attractive). This study aims to analyse its role on the adjustment to the diagnosis and survival phases of the disease. The sample encompasses 82 newly-diagnosed breast cancer patients and 86 breast cancer survivors. No differences were observed between groups on both facets of investment. Additionally, both facets contributed to the explanation of several adjustment indicators, particularly among survivors, with SM being associated with more adaptive indicators and SES with more dysfunctional outcomes. This study demonstrates that understanding the value that women attributes to their appearance is extremely important for their adjustment, in both phases of breast cancer. </P >    <p><I><b>Key-words</b>: </I>Adjustment, Appearance investment, Breast cancer, Motivational salience, Self-evaluative salience. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >    <p>O cancro da mama &eacute; um acontecimento adverso e potencialmente traum&aacute;tico, que tem, habitualmente, um impacto muito significativo no funcionamento psicossocial da mulher e na sua qualidade de vida (QdV; Breitbart &amp; Holland, 1993; Hewitt, Herdman, &amp; Holland, 2004). Efectivamente, esta doen&ccedil;a pode conduzir ao desenvolvimento de n&iacute;veis elevados de perturba&ccedil;&atilde;o emocional, n&atilde;o s&oacute; por ser percepcionada pela mulher como uma amea&ccedil;a &agrave; sua vida mas, tamb&eacute;m, por estar associada a um conjunto de tratamentos, geralmente prolongados e aversivos. </P >     <p>Os tratamentos para o cancro da mama, tal como a quimioterapia ou a mastectomia, implicam, na maioria dos casos, altera&ccedil;&otilde;es significativas na imagem corporal da mulher (Hopwood, Fletcher, Lee, &amp; Al-Ghazal, 2001; Rumsey &amp; Harcourt, 2005). Estas modifica&ccedil;&otilde;es, nomeadamente a alop&eacute;cia ou a amputa&ccedil;&atilde;o da mama, s&atilde;o frequentemente sentidas pelas doentes como mais pertur badoras e com maior interfer&ecirc;ncia no seu bem-estar psicol&oacute;gico do que outros efeitos secund&aacute;rios dos tratamentos como, por exemplo, as n&aacute;useas ou a fadiga (White, 2002). Simultaneamente, podem funcionar como lembran&ccedil;as v&iacute;vidas e constantes da doen&ccedil;a e dos tratamentos, intensifi cando o medo de uma recidiva (Rumsey &amp; Harcourt, 2005; White, 2002). </P >     <p>No processo de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es corporais existem importantes diferen&ccedil;as individuais. Se algumas mulheres sentem grandes dificuldades em lidar com estas modifica&ccedil;&otilde;es, outras apresentam uma boa adapta&ccedil;&atilde;o quando confrontadas com as mesmas situa&ccedil;&otilde;es (Petronis, Carver, Antoni, &amp; Weiss, 2003; White, 2000, 2002). Por este motivo, &eacute; importante identificar e compreender as raz&otilde;es subjacentes a uma maior vulnerabilidade ou resili&ecirc;ncia perante as referidas altera&ccedil;&otilde;es, identificando potenciais factores protectores e de risco. De acordo com Petronis et al. (2003), estes factores podem incluir, por exemplo, o tipo de cirurgia, o tipo de tratamento adjuvante, algumas caracter&iacute;sticas de personalidade (e.g., optimismo/pessimismo), as estrat&eacute;gias de <I>coping </I>ou as diferen&ccedil;as no autoesquema sexual. Segundo os mesmos autores, um outro importante factor na explica&ccedil;&atilde;o destas diferen&ccedil;as individuais, e sobre o qual se centra o presente trabalho, diz respeito ao <I>investimento na apar&ecirc;ncia</I>, ou seja, &agrave; import&acirc;ncia cognitiva, emocional e comportamental atribu&iacute;da pelo indiv&iacute;duo &agrave; sua imagem corporal (Carver et al., 1998; Cash, 2002; Cash &amp; Labarge, 1996). </P >    <p>O investimento na apar&ecirc;ncia &eacute; um componente central do conceito de imagem corporal. Actualmente e, em grande medida, devido ao contributo do modelo desenvolvido por Cash (2002), considera-se que a imagem corporal &eacute; um constructo multidimensional, constitu&iacute;do por duas dimens&otilde;es essenciais: por um lado, as percep&ccedil;&otilde;es e, por outro, as atitudes relativas ao pr&oacute;prio corpo (Cash, 2002; Cash &amp; Labarge, 1996). Enquanto a primeira dimens&atilde;o diz respeito &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo relativamente ao seu corpo, a segunda, relaciona-se com os sentimentos (componente avaliativa/afectiva) e com os pensamentos e cren&ccedil;as associados &agrave; sua imagem corporal (componente cognitiva/de investimento) (Cash, 2002; Cash &amp; Szymanski, 1995). </P >    <p>Intrinsecamente associado ao conceito de investimento, encontra-se o conceito de esquemas da apar&ecirc;ncia, desenvolvido por Cash e Labarge (1996). Este, baseia-se na defini&ccedil;&atilde;o de autoesquema de Markus (1977), segundo a qual um auto-esquema consiste nas &ldquo;generaliza&ccedil;&otilde;es cognitivas acerca do <I>self</I>, que derivam da experi&ecirc;ncia passada e que organizam e guiam o processamento de informa&ccedil;&atilde;o relacionada com o <I>self</I>&rdquo; (p. 64). Assim, os esquemas da apar&ecirc;ncia referem-se &agrave;s generaliza&ccedil;&otilde;es cognitivas acerca da import&acirc;ncia, do significado e dos efeitos que a apar&ecirc;ncia tem na vida do indiv&iacute;duo (Cash &amp; Labarge, 1996), desempenhando, deste modo, um importante papel no processamento de informa&ccedil;&atilde;o, ao influenciarem a aten&ccedil;&atilde;o, a mem&oacute;ria e a interpreta&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o relacionada com a apar&ecirc;ncia f&iacute;sica (Altabe &amp; Thompson, 1996; Cash &amp; Labarge, 1996; Cash, Melnyk, &amp; Hrabosky, 2004; Hargreaves &amp; Tiggemann, 2002). </P >    <p>De acordo com Cash (2002), o investimento &eacute; constitu&iacute;do por duas facetas distintas: a <I>sali&ecirc;ncia auto-avaliativa </I>(SAV) e a <I>sali&ecirc;ncia motivacional </I>(SM). A SAV diz respeito ao grau em que o indiv&iacute;duo considera que a sua apar&ecirc;ncia integra a sua identidade e permite aferir o seu valor pessoal e o seu auto-conceito, bem como a cren&ccedil;as de que a sua apar&ecirc;ncia desempenha um papel instru mental nas suas experi&ecirc;ncias emocionais e sociais (Cash, Melnyk, &amp; Hrabosky, 2004; Ip &amp; Jarry, 2008; Jakatdar, Cash, &amp; Engle, 2006). Por sua vez, a SM refere-se ao grau em que o indiv&iacute;duo est&aacute; atento ou valoriza a gest&atilde;o da apar&ecirc;ncia, de forma a acentuar a sua atractividade, ou seja, est&aacute; relacionada com os esfor&ccedil;os dirigidos para a melhoria ou manuten&ccedil;&atilde;o de um determinado n&iacute;vel de atractividade f&iacute;sica (Cash, Melnyk, &amp; Hrabosky, 2004; Ip &amp; Jarry, 2008). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A investiga&ccedil;&atilde;o tem mostrado que entre estas duas dimens&otilde;es do investimento existem diferen&ccedil;as fundamentais. Enquanto a SAV parece reflectir atitudes tendencialmente disfuncionais, a SM parece n&atilde;o ser necessariamente patol&oacute;gica se o objectivo do indiv&iacute;duo for apenas manter um determinado n&iacute;vel de atractividade, desde que os esfor&ccedil;os implementados sejam independentes de cren&ccedil;as sobre a import&acirc;ncia da apar&ecirc;ncia para o auto-valor (Cash, Phillips, Santos, &amp; Hrabosky, 2004; Ip &amp; Jarry, 2008). Efectivamente, alguns estudos t&ecirc;m evidenciado que a SAV &eacute; mais disfuncional, associando-se a um maior n&uacute;mero de distor&ccedil;&otilde;es cognitivas relacionadas com a imagem corporal (Jakatdar et al., 2006), a maior insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal (Cash, Phillips, et al., 2004), a menor auto-estima (Cash, Melnyk, &amp; Hrabosky, 2004) e interfer&ecirc;ncia em v&aacute;rias &aacute;reas do funcionamento psicossocial (Cash, 2005; Ip &amp; Jarry, 2008). Em doentes com cancro da mama t&ecirc;m sido encontrados resultados semelhantes. Por exemplo, Moreira, Silva e Canavarro (2010) verificaram que uma maior SAV estava associada a uma pior QdV social e psicol&oacute;gica e a n&iacute;veis superiores de depress&atilde;o, tendo-se verificado associa&ccedil;&otilde;es opostas com a SM. Num estudo posterior, Moreira e Canavarro (2010) observaram ainda que a SAV e a SM avaliadas numa fase inicial da doen&ccedil;a prediziam a sintomatologia depressiva na fase de recupera&ccedil;&atilde;o, estando a SAV associada a n&iacute;veis superiores de depress&atilde;o e a SM, pelo contr&aacute;rio, a n&iacute;veis inferiores. </P >    <p>Embora a investiga&ccedil;&atilde;o em Psico-oncologia tenha vindo a dedicar-se cada mais &agrave; compreens&atilde;o do impacto das altera&ccedil;&otilde;es corporais na adapta&ccedil;&atilde;o individual e mesmo relacional &agrave; doen&ccedil;a, o papel do investimento tem sido largamente negligenciado, tendo sido abordado maioritariamente de forma indirecta. Carver et al. (1998) foram pioneiros nesta &aacute;rea, ao estudarem directamente o papel desta vari&aacute;vel numa amostra de doentes com cancro da mama. Os seus resultados corro boraram a sua hip&oacute;tese inicial de que o impacto emocional da cirurgia seria maior nas mulheres cuja auto-estima depende em grande medida da sua apar&ecirc;ncia, ou seja, mostraram que o investimento pode ser um factor de vulnerabilidade para um conjunto de dificuldades psicol&oacute;gicas ap&oacute;s a cirurgia. Contudo, verificaram tamb&eacute;m que esta vari&aacute;vel funcionou igualmente como um factor protector ou &ldquo;recurso psicol&oacute;gico&rdquo; (p. 172), na medida em que atenuou o impacto negativo da doen&ccedil;a na percep&ccedil;&atilde;o de atractividade e de desejabilidade sexual da mulher (Carver et al., 1998). </P >    <p>Petronis et al. (2003) procuraram replicar os resultados encontrados por Carver et al. (1998), utilizando para esse efeito uma amostra maior de mulheres com cancro da mama. No entanto, constataram que o investimento na apar&ecirc;ncia n&atilde;o predizia n&iacute;veis superiores de perturba&ccedil;&atilde;o emocional, o que, segundo os autores, levanta algumas quest&otilde;es sobre a import&acirc;ncia desta vari&aacute;vel enquanto factor de vulnerabilidade para uma pior adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a (Petronis et al., 2003). No entanto, os autores chamam a aten&ccedil;&atilde;o para algumas limita&ccedil;&otilde;es do seu estudo que poder&atilde;o ter condicionado os resultados referidos, particularmente o momento em que as doentes foram avaliadas (pouco tempo ap&oacute;s o t&eacute;rmino dos tratamentos adjuvantes, altura em que, segundo os autores, poder&aacute; n&atilde;o ser a mais apropriada para avaliar esta vari&aacute;vel). </P >    <p>Tamb&eacute;m Lichtenthal, Cruess, Clark e Ming (2005) procuraram avaliar a influ&ecirc;ncia do investimento na adapta&ccedil;&atilde;o de doentes ou pessoas em risco de melanoma maligno, tendo observado que os sujeitos que investiam mais na sua apar&ecirc;ncia apresentavam n&iacute;veis inferiores de adapta&ccedil;&atilde;o, medida pela fadiga e stress percebido. </P >    <p>Para al&eacute;m dos estudos referidos, este constructo foi tamb&eacute;m considerado no modelo te&oacute;rico cognitivo-comportamental de compreens&atilde;o da imagem corporal em doentes oncol&oacute;gicos, desenvolvido por White (2000, 2002). De acordo com este modelo, para os indiv&iacute;duos cuja autoimagem &eacute; fundamental na determina&ccedil;&atilde;o do seu valor pessoal, as altera&ccedil;&otilde;es resultantes de uma doen&ccedil;a oncol&oacute;gica ir&atilde;o ter, com maior probabilidade, um impacto negativo maior, podendo determinar uma pior adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a (White, 2000). </P >    <p><I>Objectivos e hip&oacute;teses </I></P >    <p>Dada a escassa investiga&ccedil;&atilde;o sobre o investimento na apar&ecirc;ncia no campo da Psico-oncologia e, especificamente, em doentes com cancro da mama, este estudo foi desenvolvido com o principal objectivo de explorar o papel desta vari&aacute;vel na adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial de uma amostra de mulheres recentemente diagnosticadas com cancro da mama e sobreviventes desta doen&ccedil;a. </P >    <p>A adapta&ccedil;&atilde;o foi operacionalizada atrav&eacute;s de diferentes indicadores. Actualmente, n&atilde;o existe ainda uma defini&ccedil;&atilde;o consensual de adapta&ccedil;&atilde;o, embora v&aacute;rios autores considerem que esta diz essencial mente respeito &agrave; QdV e aos estados emocionais (B&aacute;rez, Blasco, Fern&aacute;ndez-Castro, &amp; Viladrich, 2009; Butler et al., 2006; Stanton, Danoff-Burg, &amp; Huggins, 2002). Contudo, uma compreens&atilde;o mais abrangente da adapta&ccedil;&atilde;o a uma doen&ccedil;a, nomeadamente o cancro da mama, exige que se considerem tamb&eacute;m outros aspectos ou &aacute;reas de vida que poder&atilde;o, igualmente, ser influenciados pela doen&ccedil;a. Neste sentido, foram inclu&iacute;dos n&atilde;o s&oacute; os indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o habitualmente analisados na Psico-oncologia, como a QdV psicol&oacute;gica e a adapta&ccedil;&atilde;o emocional (sintomatologia ansiosa e depres siva), mas tamb&eacute;m outras vari&aacute;veis, como o medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa dos outros e o desconforto com a apar&ecirc;ncia f&iacute;sica. </P >    <p>Especificamente, o presente trabalho apresenta os seguintes objectivos: </P ><DL   ><DT   >(1) </DT ><DD   >Comparar dois grupos distintos de doentes, correspondentes a duas fases do cancro da mama (fase de diagn&oacute;stico recente e sobreviv&ecirc;ncia), relativamente &agrave;s duas facetas do inves timento. Considerando que o investimento &eacute; definido como uma vari&aacute;vel estrutural e, por isso, est&aacute;vel, n&atilde;o s&atilde;o esperadas diferen&ccedil;as entre os dois grupos avaliados. </DD ><DT   >(2) </DT ><DD   >Explorar o contributo da SAV e da SM para a explica&ccedil;&atilde;o de diversos indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o, em ambas as fases da doen&ccedil;a. O investimento na apar&ecirc;ncia pode ser um impor tante factor na explica&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as individuais na adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a e &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es na imagem corporal, podendo funcionar n&atilde;o s&oacute; como um factor de vulnerabilidade para diversas dificuldades psicol&oacute;gicas, mas tamb&eacute;m, como Carver et al. (1998) salientaram, como um factor protector, atenuando o impacto da doen&ccedil;a em algumas &aacute;reas. O papel da faceta SM, quanto potencial factor protector e o papel da faceta SAV, quanto potencial factor de vulnerabilidade, ser&atilde;o explorados. Assim, esperamos que a SM funcione como um factor protector, predizendo melhores resultados adaptativos, nomeadamente, uma melhor QdV psicol&oacute;gica, n&iacute;veis inferiores de ansiedade e depress&atilde;o, menor medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa dos outros, e menor desconforto com a apar&ecirc;ncia; contrariamente, esperamos que a SAV funcione como um factor de vulnerabilidade, predizendo uma pior QdV psicol&oacute;gica, n&iacute;veis superiores de ansiedade e depress&atilde;o, maior ansiedade social e maior desconforto com a apar&ecirc;ncia f&iacute;sica. </DD ></DL >    <p>METODOLOGIA </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Participantes e procedimento </I></P >    <p>A amostra &eacute; constitu&iacute;da por um total de 168 mulheres, distribu&iacute;das por dois grupos distintos: </P >     <p>(1)    <br>     <blockquote>       <p>82 mulheres recentemente diagnosticadas com cancro da mama; e (2) 86 mulheres sobrevi ventes de cancro da mama, consideradas livres de doen&ccedil;a.    <br>O grupo de mulheres recentemente diagnosticadas com cancro da mama (G1) foi recrutado no servi&ccedil;o de Ginecologia dos HUC, aquando o seu internamento para realiza&ccedil;&atilde;o de cirurgia da mama (mastectomia ou cirurgia conservadora). Foram utilizados os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: (1) diagn&oacute;stico prim&aacute;rio de cancro da mama;</p> </blockquote>     <p>(2) </p>     <blockquote>       <p>tempo m&aacute;ximo de diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a de 4 meses; </p> </blockquote> <DL   >   <DT   >(3)</DT ><DD   > n&atilde;o realiza&ccedil;&atilde;o anterior de qualquer tratamento neo-adjuvante; (4) idade igual ou superior a 18 anos; e (5) capacidade para ler e escrever Portugu&ecirc;s. As doentes foram convidadas a participar no estudo durante o per&iacute;odo em que estavam internadas, tendo-lhes sido explicados, numa entrevista individual, os objectivos da investiga&ccedil;&atilde;o, o papel do investigador e do participante e as normas de confidencialidade subjacentes ao estudo. Nesta entrevista, e quando as doentes aceitavam participar no estudo, eram preenchidos o consentimento informado e a ficha de dados sociodemo gr&aacute;ficos, dadas as instru&ccedil;&otilde;es de preenchimento dos question&aacute;rios e esclarecidas quaisquer d&uacute;vidas relacionadas com estes. O protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o era preenchido posteriormente pela doente e entregue aos investigadores durante o per&iacute;odo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o. A informa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica das doentes foi obtida atrav&eacute;s da consulta dos respectivos processos cl&iacute;nicos hospitalares. Todas as doentes tinham j&aacute; conhecimento pr&eacute;vio do seu diagn&oacute;stico e a sua inclus&atilde;o no estudo era do conhecimento da equipa m&eacute;dica respons&aacute;vel. </DD ></DL >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O grupo de sobreviventes de cancro da mama (G2) foi recrutado nas diversas extens&otilde;es da associa&ccedil;&atilde;o de voluntariado &ldquo;Movimento Vencer e Viver&rdquo;, do N&uacute;cleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (<I>n</I>=52) e no Servi&ccedil;o de Ginecologia dos HUC (<I>n</I>=34). Foram utilizados como crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: (1) aus&ecirc;ncia de diagn&oacute;stico actual de recidiva da doen&ccedil;a ou de uma qualquer outra doen&ccedil;a oncol&oacute;gica; (2) n&atilde;o realiza&ccedil;&atilde;o de tratamentos adjuvantes (quimioterapia ou radioterapia) h&aacute; pelo menos um ano; (3) idade igual ou superior a 18 anos; e (4) capacidade para ler e escrever Portugu&ecirc;s. As participantes recrutadas no &ldquo;Movimento Vencer e Viver&rdquo; eram volunt&aacute;rias nessa mesma associa&ccedil;&atilde;o ou mulheres que se dirigiram ao movimento para adquirir algum material disponibilizado na mesma (e.g., pr&oacute;tese mam&aacute;ria). A todas as participantes foram explicados os objectivos do estudo, o papel do investigador e do respondente e as regras de confidencialidade subjacentes &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o. &Agrave;quelas que concordaram participar foi entregue o protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o, o consentimento informado e um envelope pr&eacute;-pago e endere&ccedil;ado, para que posteriormente devolvessem os question&aacute;rios preenchidos por correio. A informa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica foi auto-relatada pelas respondentes. Paralelamente, foi recrutado no Servi&ccedil;o de Ginecologia dos HUC um grupo de sobreviventes que se encontravam internadas para cirurgia de reconstru&ccedil;&atilde;o da mama ou ooforectomia (abla&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica dos ov&aacute;rios). A recolha dos dados seguiu os procedimentos anteriormente descritos para o mesmo hospital. </P >    <p>As caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas e sociodemogr&aacute;ficas da amostra s&atilde;o apresentadas no <a href ="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a02q1.jpg">Quadro 1</a>. </P >      
<p>Relativamente &agrave;s principais caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas, n&atilde;o foram encontradas dife ren&ccedil;as estatisticamente significativas entre os grupos. De uma forma geral, todas as participantes apresentam uma idade m&eacute;dia entre os 52 e os 54 anos, sendo maioritariamente casadas ou unidas de facto e apresentando, na sua maioria, um n&iacute;vel b&aacute;sico de escolaridade. </P >    <p>No que diz respeito &agrave;s caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas, os grupos apresentaram diferen&ccedil;as significativas em algumas vari&aacute;veis. Relativamente ao tempo decorrido desde o diagn&oacute;stico, o G1 apresentou um tempo m&eacute;dio de 1.48 meses e o G2 de 93.58 meses, tendo esta diferen&ccedil;a sido estatisticamente significativa, <I>F</I>(1,146)=108.42, <I>p</I>&le;.001. Embora o tipo de cancro mais frequente em ambos os grupos tenha sido o carcinoma ductal invasivo (CDI), verificaram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas na distribui&ccedil;&atilde;o pelas diferentes categorias de diagn&oacute;stico, &chi;<I>&sup2;</I>(4, <I>N</I>=115)=11.91, <I>p=</I>.036. Quanto ao tipo de cirurgia, enquanto a grande maioria das participantes do G1 realizou cirurgia conservadora, a maior parte das sobreviventes efectuou mastectomia, tendo, portanto, esta diferen&ccedil;a sido tamb&eacute;m significativa, &chi;<I>&sup2;</I>(1, <I>N</I>=163)=53.17, <I>p</I>&le;.001. Por fim, os grupos apresentaram-se significativamente diferentes entre si no tipo de tratamento, &chi;<I>&sup2;</I>(3, <I>N</I>=162)=132.84, <I>p</I>&le;.001, uma vez que nenhuma doente do G1 tinha ainda iniciado qualquer tipo de tratamento adjuvante. </P >    <p><I>Instrumentos </I></P >     <p><I>Investimento na apar&ecirc;ncia</I>. Para avaliar o investimento na apar&ecirc;ncia, foi utilizada a vers&atilde;o Portuguesa do Invent&aacute;rio de Esquemas da Apar&ecirc;ncia Revisto [ASI-R] (<I>The Appearance Schemas Inventory &ndash; Revised</I>; Cash, Melnyl, &amp; Hrabosky, 2004; Vers&atilde;o Portuguesa: Nazar&eacute;, Moreira, &amp; Canavarro, 2010). Trata-se de um question&aacute;rio de auto-resposta constitu&iacute;do por 20 itens, divididos em duas subescalas: (1) a <I>sali&ecirc;ncia auto-avaliativa </I>(SAV), composta por 12 itens, refere-se &agrave;s cren&ccedil;as que o indiv&iacute;duo tem acerca da forma como o seu aspecto f&iacute;sico influencia o seu valor pessoal ou social e a sua identidade (e.g., <I>A minha apar&ecirc;ncia &eacute; uma parte importante daquilo que sou</I>); (2) a <I>sali&ecirc;ncia motivacional </I>(SM), que inclui 8 itens, avalia os esfor&ccedil;os implementados pelo indiv&iacute;duo para manter ou aumentar a sua atractividade f&iacute;sica e gerir a sua apar&ecirc;ncia (e.g., <I>Tento ser fisicamente t&atilde;o atraente quanto consigo). </I>As quest&otilde;es s&atilde;o respondidas com base numa escala de Likert de 5 pontos (1=<I>Discordo fortemente </I>a 5=<I>Concordo fortemente</I>), oscilando a pontua&ccedil;&atilde;o final de cada subescala entre 1 e 5. Pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas reflectem um maior n&iacute;vel de investimento esquem&aacute;tico na apar&ecirc;ncia. Na presente amostra, o G1 apresentou um valor de <I>alpha </I>de Cronbach para a faceta SAV de .74 e o G2 de .75; j&aacute; na faceta SM, o G1 apresentou um valor de .75 e o G2 de .76. </P >     <p><I>Desconforto com a apar&ecirc;ncia. </I>Para avaliar o desconforto ou inibi&ccedil;&atilde;o com a apar&ecirc;ncia foi utilizada a vers&atilde;o Portuguesa da <I>The Derriford Appearance Scale 24 </I>[DAS24] (Carr, Moss, &amp; Harris, 2005). Este instrumento &eacute; constitu&iacute;do por 24 itens (e.g., <I>At&eacute; que ponto se sente angustiado(a) quando se olha ao espelho ou v&ecirc; o seu reflexo numa janela?; Evito despir-me em frente ao meu/&agrave; minha companheiro</I>) e a pontua&ccedil;&atilde;o final da escala oscila entre 10 e 96, sendo que 10 quest&otilde;es s&atilde;o cotadas de 1 a 4 e 14 quest&otilde;es de 0 (<I>n&atilde;o aplic&aacute;vel</I>) a 4. Pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas reflectem um n&iacute;vel mais elevado de constrangimento com a apar&ecirc;ncia. Observaram-se n&iacute;veis adequados de consist&ecirc;ncia interna (G1=.86 e G2=.91). </P >    <p><I>Medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa dos outros. </I>Foi utilizada a vers&atilde;o Portuguesa do instrumento <I>Fear of Negative Evaluation </I>[FNE] (Watson &amp; Friend, 1969). Trata-se de um question&aacute;rio de auto-resposta, constitu&iacute;do por 30 itens, que pretende avaliar a expectativa e o medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa dos outros e o evitamento de situa&ccedil;&otilde;es sociais avaliativas (e.g., <I>Receio com frequ&ecirc;ncia que os outros notem os meus defeitos; Tenho receio que os outros n&atilde;o me aprovem</I>). Ao contr&aacute;rio da vers&atilde;o original, que adopta uma escala de resposta do tipo verdadeiro/falso, a vers&atilde;o portuguesa &eacute; constitu&iacute;da por uma escala de tipo Likert, na qual os sujeitos devem posicionar-se relativamente &agrave; forma como o item caracteriza a sua maneira de ser (1=<I>descreve de um modo nada caracter&iacute;stico a minha maneira de ser </I>a 5=<I>descreve de um modo muit&iacute;ssimo caracter&iacute;stico a minha maneira de ser</I>). A pontua&ccedil;&atilde;o total varia entre 30 e 150, sendo que pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas reflectem um maior medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa dos outros. Na presente amostra o valor de alpha de Cronbach foi de .74 para o G1 e de .65 para o G2. </P >    <p><I>Qualidade de vida psicol&oacute;gica</I>. Para avaliar a QdV psicol&oacute;gica foi utilizada a vers&atilde;o breve do <I>World Health Organization Quality of Life </I>para Portugu&ecirc;s de Portugal [WHOQOL-Bref] (WHOQOL group, 1998a, 1998b; Vers&atilde;o Portuguesa: Vaz Serra et al., 2006). Este instrumento &eacute; uma medida gen&eacute;rica, multidimensional e multicultural, que permite a avalia&ccedil;&atilde;o subjectiva da QdV, podendo ser utilizada num vasto conjunto de perturba&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas, doen&ccedil;as f&iacute;sicas e em indiv&iacute;duos da popula&ccedil;&atilde;o geral. &Eacute; constitu&iacute;do por 26 quest&otilde;es, duas relativas &agrave; percep&ccedil;&atilde;o geral de QdV e &agrave; percep&ccedil;&atilde;o geral de sa&uacute;de (que constituem a faceta geral), e as restantes 24 respeitantes a cada uma das 24 facetas espec&iacute;ficas que constituem o instrumento (e.g., actividade sexual, dor e desconforto, apoio social). Estas facetas organizam-se em quatro dom&iacute;nios distintos: F&iacute;sico, Psicol&oacute;gico, Rela&ccedil;&otilde;es Sociais e Ambiente. No presente trabalho apenas foi utilizado o dom&iacute;nio Psicol&oacute;gico da qualidade de vida. Este instrumento utiliza uma escala de resposta do tipo <I>Likert </I>de 5 pontos, sendo as quest&otilde;es respondidas atrav&eacute;s de quatro tipos de escalas (dependendo do conte&uacute;do da pergunta): intensidade, capacidade, frequ&ecirc;ncia e avalia&ccedil;&atilde;o. A pontua&ccedil;&atilde;o para cada dom&iacute;nio varia entre 0 e 100, sendo que valores mais elevados representam uma melhor QdV. Na presente amostra, a subescala de QdV Psicol&oacute;gica apresentou valores de <I>alpha de Cronbach </I>de .76 e de .77 para o G1 e o G2, respectivamente. </P >     <p><I>Sintomatologia depressiva e ansiosa. </I>Para avaliar a presen&ccedil;a de sintomatologia depressiva e ansiosa foi utilizada a escala de Depress&atilde;o e Ansiedade Hospitalar [HADS] (Zigmond &amp; Snaith, 1983; Vers&atilde;o Portuguesa: Pais-Ribeiro et al., 2007). Este instrumento &eacute; constitu&iacute;do por 14 quest&otilde;es, que se distribuem por dois factores (depress&atilde;o e ansiedade) e utiliza uma escala de resposta de tipo Likert com quatro op&ccedil;&otilde;es de resposta (0 a 3), variando a pontua&ccedil;&atilde;o total para cada subescala entre 0 e 21. Pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas correspondem a n&iacute;veis mais elevados de sintomatologia depressiva e/ou ansiosa. Na presente amostra, o G1 apresentou um valor de consist&ecirc;ncia interna de .90 para a ansiedade e .80 para a depress&atilde;o, e o G2 de .87 para a ansiedade e .74 para a depress&atilde;o. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Dados sociodemogr&aacute;ficos. </I>Foi utilizada uma ficha de dados sociodemogr&aacute;ficos e cl&iacute;nicos para avalia&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es relevantes relacionadas com o contexto sociodemogr&aacute;fico das participantes e com aspectos centrais da sua doen&ccedil;a e/ou tratamentos. </P >    <p><I>An&aacute;lises estat&iacute;sticas </I></P >     <p>O tratamento estat&iacute;stico dos dados foi realizado recorrendo ao pacote estat&iacute;stico SPSS, vers&atilde;o 17. Para a caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra recorreu-se &agrave; estat&iacute;stica descritiva (frequ&ecirc;ncias relativas, m&eacute;dias, desvios-padr&atilde;o), tendo-se utilizado o teste do qui-quadrado e a an&aacute;lise de vari&acirc;ncia univariada (ANOVA) para a an&aacute;lise de diferen&ccedil;as nas caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas entre os grupos. </P >     <p>Para explorar as diferen&ccedil;as de m&eacute;dias nas facetas do investimento entre os dois grupos em estudo, efectuou-se uma an&aacute;lise de vari&acirc;ncia multivariada (MANOVA)&rdquo;. </P >    <p>Com o objectivo de testar se a SM e se a SAV contribuem para a explica&ccedil;&atilde;o da vari&acirc;ncia dos diferentes indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o, foram efectuadas an&aacute;lises de regress&atilde;o linear hier&aacute;rquica m&uacute;ltipla, para cada grupo cl&iacute;nico estudado. Previamente, foram calculadas as correla&ccedil;&otilde;es de <I>Pearson </I>entre as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas cont&iacute;nuas e as vari&aacute;veis dependentes, bem como as correla&ccedil;&otilde;es <I>point-biseral </I>quando as primeiras eram dicot&oacute;micas, para avaliar a necessidade de controlar estatisticamente o seu efeito nas an&aacute;lises de regress&atilde;o posteriores. O tipo de tratamento (com 4 categorias: quimioterapia, radioterapia, quimioterapia e radioterapia e nenhum tratamento) foi transformado em 3 vari&aacute;veis <I>dummy, </I>utilizando como grupo de refer&ecirc;ncia a n&atilde;o realiza&ccedil;&atilde;o de qualquer tratamento adjuvante. Assim, as an&aacute;lises de regress&atilde;o foram efectuadas em dois blocos, tendo sido introduzidas num primeiro bloco as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e/ou cl&iacute;nicas signi ficativamente correlacionadas com a vari&aacute;vel dependente e, num segundo bloco, uma ou ambas as facetas do investimento (m&eacute;todo <I>enter</I>). Apenas foram inclu&iacute;das na equa&ccedil;&atilde;o as facetas significativamente correlacionadas com a vari&aacute;vel dependente. Quando nenhuma covari&aacute;vel se correlacionava significativamente com a vari&aacute;vel dependente, uma ou ambas as facetas do investimento foram introduzidas simultaneamente em apenas um bloco. </P >    <p>A signific&acirc;ncia estat&iacute;stica foi definida como <I>p&lt;</I>.05, mas diferen&ccedil;as marginalmente significativas foram tamb&eacute;m reportadas, <I>p</I>&lt;.10. O Eta quadrado parcial (<I>&eta;</I><Sub><I>p</I></Sub><I>&sup2;</I>) foi usado como medida da magnitude do efeito na MANOVA e o coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o (R&sup2;) nas regress&otilde;es m&uacute;ltiplas. </P >    <p>RESULTADOS </P >    <p><I>O investimento na apar&ecirc;ncia em fases distintas da doen&ccedil;a </I></P >    <p>Foram analisadas as diferen&ccedil;as entre os grupos nas pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias das facetas SAV e SM. A MANOVA revelou que o efeito multivariado do grupo n&atilde;o &eacute; estatisticamente significativo, Pillai&rsquo;s trace=.017, <I>F</I>(2,161)=1.42, <I>p</I>=.244, <I>&eta;&sup2;</I><Sub><I>p</I></Sub>=.02, n&atilde;o se tendo prosseguindo, deste modo, para a an&aacute;lise univariada em cada vari&aacute;vel dependente. </P >    <p><I>Investimento e adapta&ccedil;&atilde;o </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Diagn&oacute;stico recente de cancro da mama. </I>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise das correla&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis em estudo (ver <a href ="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a02q2.jpg">Quadro 2</a>), verificou-se que a faceta SAV apenas se encontra significativamente correlacionada com o medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa dos outros (<I>r</I>=.30, <I>p</I>=.023) e com o desconforto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; apar&ecirc;ncia (<I>r</I>=.50, <I>p</I>&le;.001). Por sua vez, a faceta SM apenas se correlaciona significativamente com a depress&atilde;o (<I>r</I>=-.24, <I>p</I>=.045). </P >      
<p>No que diz respeito &agrave;s associa&ccedil;&otilde;es encontradas entre as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas e as vari&aacute;veis dependentes significativamente correlacionadas com as facetas do investimento, observaram-se correla&ccedil;&otilde;es significativas entre o medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa dos outros, o estado civil (<I>r</I>=.27, <I>p</I>=.035) e a idade (<I>r</I>=-.32, <I>p</I>=.012) e entre o desconforto com a apar&ecirc;ncia e a dura&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a (<I>r</I>=.24, <I>p</I>=.044). Estas vari&aacute;veis foram, assim, controladas nas an&aacute;lises de regress&atilde;o posteriores. </P >     <p>Assim, relativamente ao modelo para o medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa dos outros, <I>F</I>(3,55)=5.08, <I>p=</I>.004, pode verificar-se, no <a href="#q3">Quadro 3</a>, que contribuiu para a explica&ccedil;&atilde;o de 21.7% da vari&acirc;ncia total, tendo a SAV contribu&iacute;do individualmente para 8.1% dessa vari&acirc;ncia. No que diz respeito ao desconforto com a apar&ecirc;ncia, o modelo final foi igualmente significativo, <I>F</I>(2,64)=16.22, <I>p</I>&le;.001, explicando 33.6% da vari&acirc;ncia total, tendo a inclus&atilde;o da SAV, no segundo bloco, contribu&iacute;do para a explica&ccedil;&atilde;o de 27.9% dessa mesma vari&acirc;ncia. Por fim, observou-se que 5.5% da vari&acirc;ncia total da depress&atilde;o foi explicada pela faceta SM, num modelo igualmente significativo, <I>F</I>(1,71)=4.15, <I>p=</I>.045. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q3">     <p>QUADRO 3 </P >    <p><I>An&aacute;lises de regress&atilde;o &ndash; Diagn&oacute;stico recente de cancro da mama </I></P ><TABLE   align="center" border=0 cellspacing=0 cellpadding=2 ><TR    ><TH   colspan=2 align="left" width="284"  valign="top" height="15"  >    <div align="right"><I>R</I>&sup2; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</div></TH ><TH   align="center" width="155"  valign="top" height="15"  >&Delta;<I>R&sup2; </I></TH ><TH   align="center" width="91"  valign="top" height="15"  >&beta; Final </TH ></TR ><TR    ><TH   colspan=2 align="left" width="284"  valign="middle" height="18"  ><I>Medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa </I></TH ><TD    align="center" width="155"  valign="top" height="18"  ></TD><TD    align="center" width="91"  valign="top" height="18"  ></TD></TR ><TR    ><TH   align="left" width="165"  valign="middle" height="10"  >Bloco 1: Estado civila </TH ><TD    align="center" width="119"  valign="top" height="10"  ></TD><TD    align="center" width="155"  valign="top" height="10"  ></TD><TD    align="right" width="91"  valign="middle" height="10"  >.21 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="165"  valign="bottom" height="17"  >Idadeb </TH ><TD    align="center" width="119"  valign="top" height="17"  >.136 </TD ><TD    align="center" width="155"  valign="top" height="17"  >.136* </TD ><TD    align="right" width="91"  valign="bottom" height="17"  >-.22 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="165"  valign="middle" height="14"  >Bloco 2: SAV </TH ><TD    align="center" width="119"  valign="middle" height="14"  >.217 </TD ><TD    align="center" width="155"  valign="middle" height="14"  >.081* </TD ><TD    align="right" width="91"  valign="middle" height="14"  >.29* </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="165"  valign="middle" height="17"  ><I>Desconforto com a apar&ecirc;ncia </I></TH ><TD    align="center" width="119"  valign="top" height="17"  ></TD><TD    align="center" width="155"  valign="top" height="17"  ></TD><TD    align="right" width="91"  valign="top" height="17"  ></TD></TR ><TR    ><TH   align="left" width="165"  valign="top" height="12"  >Bloco 1: Dura&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;ac </TH ><TD    align="center" width="119"  valign="top" height="12"  >.057 </TD ><TD    align="center" width="155"  valign="top" height="12"  >.057* </TD ><TD    align="right" width="91"  valign="top" height="12"  >.17 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="165"  valign="top" height="13"  >Bloco 2: SAV </TH ><TD    align="center" width="119"  valign="top" height="13"  >.336 </TD ><TD    align="center" width="155"  valign="top" height="13"  >.279*** </TD ><TD    align="right" width="91"  valign="top" height="13"  >.53*** </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="165"  valign="middle" height="17"  ><I>Depress&atilde;o </I></TH ><TD    align="center" width="119"  valign="top" height="17"  ></TD><TD    align="center" width="155"  valign="top" height="17"  ></TD><TD    align="right" width="91"  valign="top" height="17"  ></TD></TR ><TR    ><TH   align="left" width="165"  valign="bottom" height="8"  >Bloco 1: SM </TH ><TD    align="center" width="119"  valign="bottom" height="8"  >.055 </TD ><TD    align="center" width="155"  valign="bottom" height="8"  >.055* </TD ><TD    align="right" width="91"  valign="bottom" height="8"  >-.24* </TD ></TR ></TABLE >    <p>Nota. 	*<I>p</I>&lt;.05, ** <I>p</I>&lt;.01, *** <I>p</I>&lt;.001; <Sup>a</Sup>0=solteira, divorciada ou vi&uacute;va, 1=casada ou unida de facto, <Sup>b</Sup>idade em anos, <Sup>c</Sup>dura&ccedil;&atilde;o em meses. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><I>Sobreviventes de cancro da mama. </I>No grupo de sobreviventes encontraram-se diversas associa&ccedil;&otilde;es significativas entre as duas facetas do investimento e as vari&aacute;veis dependentes em estudo (ver <a href ="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a02q2.jpg">Quadro 2</a>). Assim, a faceta SAV correlacionou-se significativamente com o medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa dos outros (<I>r</I>=.44, <I>p</I>&le;.001), com o desconforto com a apar&ecirc;ncia (<I>r</I>=.34, <I>p</I>=.004) e marginalmente com a ansiedade (<I>r</I>=.20, <I>p</I>=.077). J&aacute; a faceta SM apresentou associa&ccedil;&otilde;es significativas com o dom&iacute;nio psicol&oacute;gico da QdV (<I>r</I>=.27, <I>p</I>=.014), com a depress&atilde;o (<I>r</I>=-.30, <I>p</I>=.007) e com a ansiedade (<I>r</I>=-.28, <I>p</I>=.012). </P >    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas e as vari&aacute;veis de adapta&ccedil;&atilde;o correlacionadas com as facetas do investimento, constatou-se que o medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa dos outros se associou significativamente com a vari&aacute;vel <I>dummy </I>de tratamento &ldquo;nenhum tratamento <I>vs. </I>quimioterapia&rdquo; (<I>r</I>=.25, <I>p</I>=.039); o desconforto com a apar&ecirc;ncia com o estado civil (<I>r</I>=.25, <I>p</I>=.042); por fim, a depress&atilde;o correlacionou-se com a realiza&ccedil;&atilde;o de reconstru&ccedil;&atilde;o (<I>r</I>=-.22, <I>p</I>=.046). </P >    <p>Tal como &eacute; poss&iacute;vel observar no <a href="#q4">Quadro 4</a>, foram encontrados diversos modelos preditores no grupo de sobreviventes. Assim, para o medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa dos outros, o modelo observado, <I>F</I>(2,63)=10.23, <I>p</I>&le;.001, contribuiu para a explica&ccedil;&atilde;o de 24.6% da vari&acirc;ncia total, da qual 18.1% &eacute; explicada apenas pela faceta SAV. O modelo encontrado para o desconforto com a apar&ecirc;ncia foi tamb&eacute;m significativo, <I>F</I>(2,63)=7.23, <I>p</I>&le;.001, explicando 18.7% da vari&acirc;ncia total, tendo a faceta SAV contribu&iacute;do individualmente para a explica&ccedil;&atilde;o de 13.9% dessa mesma vari&acirc;ncia. </P >    <p>&nbsp;</P ><a name="q4">     <p>QUADRO 4 </P >    <p><I>An&aacute;lises de regress&atilde;o &ndash; sobreviventes de cancro da mama </I></P ><TABLE   align="center" border=0 cellspacing=0 cellpadding=2 ><TR    ><TH   colspan=2 align="left" width="346"  valign="top" height="15"  >    <div align="right"><I>R</I>&sup2; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</div></TH ><TH   align="center" width="113"  valign="top" height="15"  >&Delta;<I>R&sup2; </I></TH ><TH   align="center" width="70"  valign="top" height="15"  >&beta; Final </TH ></TR ><TR    ><TH   colspan=2 align="left" width="346"  valign="middle" height="20"  ><I>Medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa </I></TH ><TD    align="center" width="113"  valign="top" height="20"  ></TD><TD    align="center" width="70"  valign="top" height="20"  ></TD></TR ><TR    ><TH   align="left" width="212"  valign="top" height="12"  >Bloco 1: Tratamento 1a </TH ><TD    align="center" width="134"  valign="top" height="12"  >.065 </TD ><TD    align="center" width="113"  valign="top" height="12"  >.065* </TD ><TD    align="right" width="70"  valign="top" height="12"  >.23* </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="212"  valign="middle" height="15"  >Bloco 2: SAV </TH ><TD    align="center" width="134"  valign="middle" height="15"  >.246 </TD ><TD    align="center" width="113"  valign="middle" height="15"  >.181*** </TD ><TD    align="right" width="70"  valign="middle" height="15"  >.43*** </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="212"  valign="middle" height="17"  ><I>Desconforto com a apar&ecirc;ncia </I></TH ><TD    align="center" width="134"  valign="top" height="17"  ></TD><TD    align="center" width="113"  valign="top" height="17"  ></TD><TD    align="right" width="70"  valign="top" height="17"  ></TD></TR ><TR    ><TH   align="left" width="212"  valign="top" height="12"  >Bloco 1: Estado civilb </TH ><TD    align="center" width="134"  valign="middle" height="12"  >.048 </TD ><TD    align="center" width="113"  valign="middle" height="12"  >.048&dagger; </TD ><TD    align="right" width="70"  valign="middle" height="12"  >.27* </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="212"  valign="middle" height="15"  >Bloco 2: SAV </TH ><TD    align="center" width="134"  valign="middle" height="15"  >.187 </TD ><TD    align="center" width="113"  valign="middle" height="15"  >.139** </TD ><TD    align="right" width="70"  valign="middle" height="15"  >.38** </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="212"  valign="middle" height="18"  ><I>Dom&iacute;nio Psicol&oacute;gico QdV </I></TH ><TD    align="center" width="134"  valign="top" height="18"  ></TD><TD    align="center" width="113"  valign="top" height="18"  ></TD><TD    align="right" width="70"  valign="top" height="18"  ></TD></TR ><TR    ><TH   align="left" width="212"  valign="top" height="13"  >Bloco 1: SM </TH ><TD    align="center" width="134"  valign="top" height="13"  >.073 </TD ><TD    align="center" width="113"  valign="top" height="13"  >.073* </TD ><TD    align="right" width="70"  valign="top" height="13"  >.27* </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="212"  valign="middle" height="18"  ><I>Depress&atilde;o </I></TH ><TD    align="center" width="134"  valign="top" height="18"  ></TD><TD    align="center" width="113"  valign="top" height="18"  ></TD><TD    align="right" width="70"  valign="top" height="18"  ></TD></TR ><TR    ><TH   align="left" width="212"  valign="top" height="13"  >Bloco 1: Reconstru&ccedil;&atilde;o mam&aacute;riac </TH ><TD    align="center" width="134"  valign="top" height="13"  >.047 </TD ><TD    align="center" width="113"  valign="top" height="13"  >.047* </TD ><TD    align="right" width="70"  valign="top" height="13"  >-.17 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="212"  valign="middle" height="14"  >Bloco 2: SM </TH ><TD    align="center" width="134"  valign="middle" height="14"  >.116 </TD ><TD    align="center" width="113"  valign="middle" height="14"  >.069* </TD ><TD    align="right" width="70"  valign="middle" height="14"  >-.27* </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="212"  valign="middle" height="16"  ><I>Ansiedade </I></TH ><TD    align="center" width="134"  valign="top" height="16"  ></TD><TD    align="center" width="113"  valign="top" height="16"  ></TD><TD    align="right" width="70"  valign="top" height="16"  ></TD></TR ><TR    ><TH   align="left" width="212" height="24"  >Bloco 1: SM Bloco 2: SAV </TH > <TD    align="center" width="134"  valign="middle" height="24"  >.202 </TD ><TD    align="center" width="113"  valign="middle" height="24"  >.202*** </TD ><TD    align="right" width="70"  valign="bottom" height="24"  >-.45***     <br>.39*** </TD ></TR ></TABLE >    <p><I>Nota</I><I>. 	</I>&dagger;<I>p</I>&lt;.10, *<I>p</I>&lt;.05, **<I>p</I>&lt;.01, ***<I>p</I>&lt;.001; <Sup>a</Sup>Nenhum tratamento <I>vs. </I>quimioterapia, <Sup>b</Sup>0=solteira, divorciada ou vi&uacute;va, 1=casada ou unida de facto, <Sup>c</Sup>0=n&atilde;o, 1=sim. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>J&aacute; no que diz respeito &agrave; faceta SM, verificou-se contribuir significativamente para a explica&ccedil;&atilde;o de 7.3% da vari&acirc;ncia do dom&iacute;nio psicol&oacute;gico da QdV, <I>F</I>(1,80)=6.33, <I>p=</I>.014. Relativamente &agrave; depres s&atilde;o, observou-se que a mesma faceta explicou individualmente 6.9% da vari&acirc;ncia, <I>F</I>(2,77)=5.06, <I>p=</I>.009. Por fim, tamb&eacute;m a ansiedade foi parcialmente explicada pela SM e pela SAV, tendo as duas vari&aacute;veis contribu&iacute;do para a explica&ccedil;&atilde;o de 20.2% da vari&acirc;ncia total, <I>F</I>(2,76)=9.63, <I>p</I>&le;.001. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>O presente estudo teve como principal objectivo investigar o papel das duas facetas do investi mento na adapta&ccedil;&atilde;o a duas fases distintas da doen&ccedil;a, explorando simultaneamente as diferentes fun&ccedil;&otilde;es da SAV e da SM. De uma forma global, os resultados corroboraram a nossa hip&oacute;tese de que a SAV funcionaria como um factor de vulnerabilidade, associando-se a piores resultados adaptativos, e de que a SM funcionaria como um factor protector, associando-se a melhores resultados a este n&iacute;vel. Estes dados v&atilde;o, assim, ao encontro dos resultados encontrados em estudos anteriores, tanto naqueles conduzidos em amostras da popula&ccedil;&atilde;o geral (e.g., Cash, 2005; Cash, Melnyk, &amp; Hrabosky, 2004; Jakatdar et al., 2006), como nos estudos desenvolvidos com doentes com cancro da mama (Moreira &amp; Canavarro, 2010; Moreira et al., 2010), evidenciando que estas duas facetas desempenham pap&eacute;is distintos e mesmo opostos no processo de adapta&ccedil;&atilde;o ao cancro da mama e &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es corporais resultantes. </P >     <p>Quanto ao primeiro objectivo espec&iacute;fico do presente trabalho, que passava por comparar os dois grupos de participantes relativamente &agrave;s facetas do investimento, os resultados encontrados corroboraram a nossa hip&oacute;tese inicial. Ou seja, n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as entre doentes recentemente diagnosticadas e sobreviventes de cancro da mama nas duas facetas que constituem o investimento na apar&ecirc;ncia. Esta &eacute; uma vari&aacute;vel estrutural, que reflecte o conte&uacute;do e a activa&ccedil;&atilde;o do esquema da apar&ecirc;ncia. De acordo com o modelo te&oacute;rico de Cash (2002), este esquema resulta de aprendizagens e experi&ecirc;ncias passadas e consiste num conjunto de generaliza&ccedil;&otilde;es cognitivas, relativamente est&aacute;veis e solidificadas, sobre a import&acirc;ncia e as fun&ccedil;&otilde;es da imagem corporal na vida do indiv&iacute;duo. N&atilde;o sendo um conceito est&aacute;tico, tamb&eacute;m n&atilde;o se caracteriza por uma mudan&ccedil;a f&aacute;cil ou r&aacute;pida perante determinados acontecimentos, n&atilde;o sendo por isso de esperar a sua mudan&ccedil;a ao longo do curso da doen&ccedil;a. No entanto, &eacute; interessante observar que, n&atilde;o obstante esta semelhan&ccedil;a, no grupo de sobreviventes, as facetas do investimento contribu&iacute;ram para a explica&ccedil;&atilde;o de um maior n&uacute;mero de indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o, por compara&ccedil;&atilde;o com o grupo de diagn&oacute;stico recente. Este resultado sugere-nos que, apesar da semelhan&ccedil;a em termos das pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias nas facetas do investimento, a import&acirc;ncia que estas t&ecirc;m na explica&ccedil;&atilde;o de diversos indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o &eacute; diferente consoante a fase da doen&ccedil;a. </P >     <p>Assim, verific&aacute;mos que, no grupo de mulheres sobreviventes de cancro da mama, a SAV associou-se particularmente &agrave;s vari&aacute;veis dependentes relacionadas com a adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&oacute;pria imagem corporal e com a ansiedade social (i.e., desconforto com a apar&ecirc;ncia e medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa dos outros), vari&aacute;veis estas mais pr&oacute;ximas de constructos como a auto-estima e o auto-conceito. Assim, s&atilde;o as mulheres que mais fazem depender a sua auto-estima e o seu auto-valor da sua imagem corporal que se sentem mais constrangidas e desconfort&aacute;veis com a mesma, temendo uma avalia&ccedil;&atilde;o negativa por parte dos outros em interac&ccedil;&otilde;es sociais. As altera&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas decorrentes da doen&ccedil;a e dos tratamentos, que podem persistir durante anos (e.g., amputa&ccedil;&atilde;o da mama), parecem constituir uma amea&ccedil;a acrescida para estas mulheres, dificultando a sua adapta&ccedil;&atilde;o. Adicionalmente, tal como Petronis et al. (2003) assinalaram, o grau de amea&ccedil;a imposto pelo cancro da mama depende do grau em que a doente investe na sua apar&ecirc;ncia, o que por sua vez, ir&aacute; reflectir-se no seu bem-estar psicol&oacute;gico, social e sexual. </P >    <p>J&aacute; a SM, associou-se, neste grupo, aos indicadores gerais de adapta&ccedil;&atilde;o, como a QdV psicol&oacute;gica e os estados emocionais. No entanto, &eacute; importante assinalar que a percentagem de vari&acirc;ncia explicada &eacute; reduzida, existindo, portanto, outros factores com maior influ&ecirc;ncia na explica&ccedil;&atilde;o destas vari&aacute;veis, n&atilde;o explorados no &acirc;mbito deste trabalho. Ainda assim, os resultados parecem indicar que a implementa&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os dirigidos &agrave; melhoria da imagem corporal, bem como uma atitude proactiva relativamente &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es corporais vividas, contribui para uma melhor QdV psicol&oacute;gica, bem como para n&iacute;veis inferiores de sintomatologia depressiva e ansiosa. </P >    <p>No grupo de mulheres recentemente diagnosticadas com cancro da mama, as facetas do investi mento contribu&iacute;ram para a explica&ccedil;&atilde;o de um menor n&uacute;mero de indicadores. Assim, enquanto a SAV contribuiu para a explica&ccedil;&atilde;o de n&iacute;veis superiores de ansiedade social e desconforto com a apar&ecirc;ncia, a SM apenas se associou a n&iacute;veis inferiores de depress&atilde;o, explicando uma pequena percentagem da vari&acirc;ncia total desta vari&aacute;vel. Assim, nesta fase inicial da doen&ccedil;a, o investimento parece n&atilde;o desempenhar um papel t&atilde;o relevante na adapta&ccedil;&atilde;o da mulher, por compara&ccedil;&atilde;o com a fase de sobreviv&ecirc;ncia. Tal como alguns autores t&ecirc;m assinalado (Bloom, Stewart, Johnston, &amp; Banks, 1998; Fobair, Stwart, Chang, D&rsquo;Onorio, Banks, &amp; Bloom, 2005; Spencer et al., 1999), numa fase inicial do cancro da mama, as principais preocupa&ccedil;&otilde;es da doente tendem a relacionar-se com quest&otilde;es ligadas &agrave; sua sa&uacute;de f&iacute;sica e sobreviv&ecirc;ncia e n&atilde;o tanto com a sua imagem corporal, que apenas surge como tema central mais tarde. Outros factores, como as estrat&eacute;gias de <I>coping</I>, as representa&ccedil;&otilde;es da doen&ccedil;a, o apoio social recebido, a rela&ccedil;&atilde;o conjugal, entre outros, poder&atilde;o nesta fase adquirir maior poder explicativo, devendo, por isso, ser explorados em estudos posteriores, de forma a obter-se uma maior compreens&atilde;o do processo de adapta&ccedil;&atilde;o a esta fase do cancro da mama. </P >    <p>Em suma, ambas as facetas do investimento mostraram ser relevantes para a explica&ccedil;&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o a esta doen&ccedil;a. A SM parece funcionar como um factor protector, podendo proporcionar &agrave; mulher um sentimento de controlo sobre a sua imagem corporal. Por exemplo, a implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias (e.g., uso de pr&oacute;teses capilares, maquilhagem, etc.) que lhe permitam melhorar a sua imagem pode ser perspectivada como uma estrat&eacute;gia de controlo sobre a sua apar&ecirc;ncia, conduzindo a resultados mais positivos, como melhor QdV psicol&oacute;gica e menor sintomatologia ansiosa e depressiva. Por outro lado, a SAV pode ser perspectivada como um factor de vulnerabilidade, predizendo piores resultados como, por exemplo, um maior desconforto com a apar&ecirc;ncia e maior ansiedade social. Efectivamente, acreditar que a apar&ecirc;ncia &eacute; um importante determinante do auto-valor e da auto-estima parece deixar a mulher mais vulner&aacute;vel a uma maior insatisfa&ccedil;&atilde;o corporal e a uma maior preocupa&ccedil;&atilde;o com a avalia&ccedil;&atilde;o dos outros. </P >    <p>Algumas limita&ccedil;&otilde;es inerentes a este estudo devem ser consideradas na interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados. Em primeiro lugar, a natureza transversal do estudo limita a compreens&atilde;o do processo din&acirc;mico de adapta&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m o estabelecimento de conclus&otilde;es sobre a rela&ccedil;&atilde;o causal entre o investimento na apar&ecirc;ncia e os diferentes indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o. Em segundo lugar, o grupo de sobreviventes &eacute; quase totalmente constitu&iacute;do por doentes mastectomizadas, ao contr&aacute;rio do grupo de doentes recentemente diagnosticadas, o que limita a compara&ccedil;&atilde;o entre grupos e a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados a outras sobreviventes submetidas a outro tipo de cirurgia. </P >    <p>Apesar das limita&ccedil;&otilde;es assinaladas, este estudo oferece dados importantes sobre o papel do investimento na apar&ecirc;ncia na adapta&ccedil;&atilde;o de mulheres com cancro da mama ou sobreviventes desta doen&ccedil;a. Para al&eacute;m de abordar uma &aacute;rea insuficientemente estudada, o presente trabalho apresenta como vantagens a inclus&atilde;o de v&aacute;rios resultados de adapta&ccedil;&atilde;o e a utiliza&ccedil;&atilde;o do instrumento ASI-R, que permite a distin&ccedil;&atilde;o entre as facetas SM e SAV. </P >    <p><I>Conclus&otilde;es e implica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A compreens&atilde;o da import&acirc;ncia e do valor que a mulher atribui &agrave; sua apar&ecirc;ncia f&iacute;sica revelouse, assim, de extrema import&acirc;ncia para um conjunto de indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o, corroborando a opini&atilde;o de Pruzinsky e Cash (2002), de que qualquer avan&ccedil;o na compreens&atilde;o da imagem corporal deve basear-se, em primeiro lugar, na compreens&atilde;o fundamental da natureza do investimento, na medida em que a apar&ecirc;ncia objectiva n&atilde;o &eacute; necessariamente indicativa da experi&ecirc;ncia subjectiva da mesma. Como tal, estudos que tenham como objecto de estudo a imagem corporal, seja em doentes oncol&oacute;gicos, como noutro tipo de popula&ccedil;&otilde;es, dever&atilde;o ter em conta esta premissa, procurando compreender e analisar a influ&ecirc;ncia do investimento nos seus resultados. </P >    <p>A um n&iacute;vel pr&aacute;tico, importa que os profissionais de sa&uacute;de tenham em considera&ccedil;&atilde;o que nem todas as mulheres reagem da mesma forma &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es na apar&ecirc;ncia decorrentes da cirurgia e/ou dos tratamentos, existindo a este n&iacute;vel importantes diferen&ccedil;as individuais. Como tal, &eacute; muito importante que seja efectuada uma correcta avalia&ccedil;&atilde;o da valoriza&ccedil;&atilde;o que a mulher atribui &agrave; sua imagem para que ao longo das fases da doen&ccedil;a possam ser implementadas, se necess&aacute;rio, estrat&eacute;gias adequadas a cada caso particular. </P >     <p>Os nossos resultados, ao mostrarem que a SAV se encontra associada a um conjunto de resultados inadaptativos apontam para a necessidade de se proceder a uma avalia&ccedil;&atilde;o cuidada desta vari&aacute;vel. Estas mulheres, que se encontram em maior risco de um percurso inadaptativo ao longo do curso da doen&ccedil;a, poder&atilde;o beneficiar de uma maior discuss&atilde;o (idealmente antes da cirurgia) das poss&iacute;veis altera&ccedil;&otilde;es que a sua apar&ecirc;ncia poder&aacute; sofrer, no sentido de, por um lado, prevenir poss&iacute;veis dificuldades ao lidar com essas mesmas modifica&ccedil;&otilde;es e, por outro, trabalhar estrat&eacute;gias que facilitem a viv&ecirc;ncia das mesmas. Por exemplo, pode ser muito relevante para estas doentes que, no per&iacute;odo de internamento hospitalar, a equipa de enfermagem e/ou de psicologia, prepare e acompanhe a doente no momento em que esta v&ecirc; pela primeira vez a cicatriz ap&oacute;s a cirurgia; mostre as pr&oacute;teses mam&aacute;rias tempor&aacute;rias e ajude a doente a utiliz&aacute;-las e adaptar-se a elas antes da alta hospitalar; transmita informa&ccedil;&atilde;o sobre as pr&oacute;teses mam&aacute;rias definitivas (como utilizar, qual o seu aspecto, onde pode obt&ecirc;-las, etc.), entre outros aspectos. &Eacute; importante que estas estrat&eacute;gias sejam utilizadas por rotina, com todas as doentes; no entanto, consideramos que para as doentes que mais investem na sua apar&ecirc;ncia, estas podem assumir especial import&acirc;ncia, podendo contribuir para a preven&ccedil;&atilde;o de futuras dificuldades. Parece-nos igualmente importante que as op&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas sejam detalhadamente debatidas com estas doentes, apresentando-se a possibilidade de cirurgia reconstrutiva sempre que as doentes efectuem mastectomia. </P >     <p>Adicionalmente, julgamos que uma interven&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica dirigida a estas doentes dever&aacute; contemplar um trabalho cognitivo sobre os esquemas da apar&ecirc;ncia que determinam, subsequente mente, o investimento feito sobre a mesma, bem como estrat&eacute;gias comportamentais que trabalhem a auto-estima e o valor pessoal da mulher. Ambas teriam como objectivo central desconfirmar o conte&uacute;do do esquema e, deste modo, intervir sobre o processamento de informa&ccedil;&atilde;o, influenciando a aten&ccedil;&atilde;o, a mem&oacute;ria e a interpreta&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o relacionada com a apar&ecirc;ncia f&iacute;sica (Cash &amp; Labarge, 1996; Cash, Melnyk, &amp; Hrabosky, 2004; Hargreaves &amp; Tiggemann, 2002), bem como as emo&ccedil;&otilde;es e as estrat&eacute;gias de coping relacionadas com a imagem corporal (Cash, 2002). Tendo em conta que qualquer interven&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica dever&aacute; ser teoricamente sustentada, conside ramos que os modelos de Cash (2002) e de White (2002) poder&atilde;o e dever&atilde;o sustentar conceptual mente as estrat&eacute;gias referidas. </P >    <p>Os nossos resultados mostraram tamb&eacute;m que uma maior SM se encontra associada, de uma forma geral, a resultados mais adaptativos. Estes dados parecem, assim, apontar para a import&acirc;ncia de incentivar a doente a implementar comportamentos dirigidos &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o ou melhoria da sua apar&ecirc;ncia f&iacute;sica. Tal poder&aacute; passar por estrat&eacute;gias simples, como o cuidar da imagem e do vestu&aacute;rio, usar pr&oacute;teses mam&aacute;rias ou efectuar cirurgia reconstrutiva, entre outras. Pela import&acirc;ncia que estes comportamentos poder&atilde;o ter na adapta&ccedil;&atilde;o da mulher, os profissionais de sa&uacute;de que acompanham a doente ao longo de diferentes etapas t&ecirc;m um papel muito importante na divulga&ccedil;&atilde;o e no incentivo destas estrat&eacute;gias. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Altabe, M., &amp; Thompson, J. (1996). Body image: A cognitive self-schema construct? <I>Cognitive Therapy and Research, 20</I>, 171-193.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201100040000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>B&aacute;rez, M., Blasco, T., Fern&aacute;ndez-Castro, J., &amp; Viladrich, C. (2009). Perceived control and psychological distress in women with breast cancer: A longitudinal study. <I>Journal of Behavioural Medicine, 32, </I>187-196.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201100040000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bloom, J., Stewart, S., Johnston, M., &amp; Banks, P. (1998). Intrusiveness of illness and quality of life in young women with breast cancer. <I>Psycho-Oncology, 7</I>, 89-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201100040000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Breitbart, W., &amp; Holland, J. (1993). Symptom control and quality of life. In W. Breitbart &amp; J. C. Holland (Eds.), <I>Psychiatric aspects of symptom management in cancer patients </I>(pp. XVII-XIX). Washington: American Psychiatric Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201100040000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Butler, L., Downe-Wamboldt, B., Melanson, P., Coulter, L., Keefe, J., Singleton, J., et al. (2006). Prevalence, correlates and costs of patients with poor adjustment to mixed cancers. <I>Cancer Nursing, 29</I>, 9-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201100040000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Carr, T., Moss, T., &amp; Harris, D. (2005). The DAS24: A short form of the Derriford Appearance Scale DAS59 to measure individual responses to living with problems of appearance. <I>British Journal of Health Psychology, </I><I>10</I>, 285-298.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201100040000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Carver, C., Pozo-Kaderman, C., Price, A., Noriega, V., Harris, S., Derhagopian, R., et al. (1998). Concern about aspects of body image and adjustment to early stage breast cancer. <I>Psychosomatic Medicine, 60</I>, 168-174.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201100040000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cash, T. (2002). Cognitive-behavioural perspectives on body image. In T. Cash &amp; T. Pruzinsky (Eds.), <I>Body image: A handbook of theory, research, and clinical practice </I>(pp. 38-46). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201100040000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cash, T. (2005). The influence of sociocultural factors on body image: Searching for constructs. <I>Clinical Psychology: Science &amp; Practice, 12</I>, 438-442.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201100040000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cash, T., &amp; Labarge, A. (1996). Development of the Appearance Schemas Inventory: A new cognitive body image assessment. <I>Cognitive Therapy and Research, 20</I>, 37-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201100040000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cash, T., &amp; Szymanski, M. (1995). The development and validation of the Body-Image Ideals Questionnaire. <I>Journal of Personality Assessment, 64</I>(3), 466-477.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201100040000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cash, T., Melnyk, S., &amp; Hrabosky, J. (2004). The assessment of body image investment: An extensive revision of the Appearance Schemas Inventory. <I>International Journal of Eating Disorders, 35</I>, 305-316.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201100040000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Cash, T., Phillips, K., Santos, M., &amp; Hrabosky, J. (2004). Measuring &ldquo;negative body image&rdquo;: Validation of the Body Image Disturbance Questionnaire in a nonclinical population. <I>Body Image, 1</I>, 363-372. </P >    <p>Fobair, P., Stewart, S., Chang, S., D&rsquo;Onorio, C., Banks, P., &amp; Bloom, J. (2005). Body image and sexual problems in young women with breast cancer. <I>Psycho-Oncology, 15</I>(7), 579-594. </P >    <!-- ref --><p>Hargreaves, D., &amp; Tiggemann, M. (2002). The role of appearance schematicity in the development of adolescent body dissatisfaction. <I>Cognitive Therapy and Research, 26</I>(6), 691-700.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201100040000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hewitt, M., Herdman, R., &amp; Holland, J. (Eds.). (2004). <I>Meeting Psychosocial needs of women with breast cancer</I>. Washington: The National Academies Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201100040000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hopwood, P., Fletcher, I., Lee, A., &amp; Al Ghazal, S. (2001). A body image scale for use with cancer patients. <I>European Journal of Cancer, 37, </I>189-197.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201100040000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ip, K., &amp; Jarry, J. (2008). Investment in body image for self-definition results in greater vulnerability to the thin media than does investment in appearance management. <I>Body Image, 5</I>, 59-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201100040000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Jakatdar, T., Cash, T., &amp; Engle, E. (2006). Body-image thought processes: The development and initial validation of the Assessment of Body-Image Cognitive Distortions. <I>Body Image, 3</I>, 325-333.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201100040000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lichtenthal, W., Cruess, D., Clark, V., &amp; Ming, M. (2005). Investment in body image among patients diagnosed with or at risk for malignant melanoma. <I>Body Image, 2</I>, 41-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201100040000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Markus, H. (1977). Self-schemata and processing information about the self. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 35</I>, 63-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201100040000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Moreira, H., &amp; Canavarro, M. C. (2010). A Longitudinal study about the body image and psychosocial adjustment of breast cancer patients during the course of the disease. <I>European Journal of Oncology </I><I>Nursing, 14, </I>263-270<I>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201100040000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </I></P >     <!-- ref --><p>Moreira, H., Silva, S., &amp; Canavarro, M. C. (2010). The role of appearance investment in the adjustment of women with breast cancer. <I>Psycho-Oncology</I>, <I>19</I>, 959-966.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201100040000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Nazar&eacute;, B., Moreira, H., &amp; Canavarro, M. C. (2010). Uma perspectiva cognitivo-comportamental sobre o investimento esquem&aacute;tico na apar&ecirc;ncia: Estudos psicom&eacute;tricos do Invent&aacute;rio de Esquemas sobre a Apar&ecirc;ncia &ndash; Revisto (ASI-R). <I>Laborat&oacute;rio de Psicologia, 8</I>(1), 21-36. </P >     <!-- ref --><p>Pais-Ribeiro, J., Silva, I., Ferreira, T., Martins, A., Meneses, R., &amp; Baltar, M. (2007). Validation Study of a Portuguese version of the hospital anxiety and depression scale. <I>Psychology, Health &amp; Medicine, 12</I>(2), 225-237<I>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201100040000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </I></P >     <!-- ref --><p>Petronis, V., Carver, C., Antoni, M., &amp; Weiss, S. (2003). Investment in body image and psychosocial well-being among women treated for early stage breast cancer: Partial replication and extension. <I>Psychology and Health, 18</I>(1), 1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201100040000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pruzinsky, T., &amp; Cash, T. (2002). Understanding body images: Historical and contemporary perspectives. In T. Cash &amp; T. Pruzinsky (Eds.), <I>Body image: A handbook of theory, research, and clinical practice </I>(pp. 3-12). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201100040000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rumsey, N., &amp; Harcourt, D. (2005). <I>The psychology of appearance. </I>New York: Open University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201100040000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Spencer, S., Lehman, J., Wynings, C., Arena, P., Carver, C., Antoni, M., et al. (1999). Concerns about breast cancer and relations to psychosocial well-being in a multiethnic sample of early-stage patients. <I>Health Psychology</I>, <I>18</I>, 159-168.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201100040000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Stanton, A., Danoff-Burg, S., &amp; Huggins, M. (2002). The first year after breast cancer diagnosis: Hope and coping strategies as predictors of adjustment<I>. Psycho-Oncology</I>, <I>11</I>(2), 93-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201100040000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vaz Serra, A., Canavarro, M. C., Sim&otilde;es, M. R., Pereira, M., Quartilho, M., Rijo, D., et al. (2006). Estudos psicom&eacute;tricos do instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (WHOQOL-Bref) para Portugu&ecirc;s de Portugal. <I>Psiquiatria Cl&iacute;nica, 27</I>(2), 41-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201100040000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Watson, A., &amp; Friend, R. (1969). Measurement of social-evaluative anxiety. <I>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 33, </I>448-457.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201100040000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>White, C. (2000). Body image dimensions and cancer: A heuristic cognitive behavioural model. <I>Psycho-Oncology, 9</I>, 183-192.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201100040000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>White, C. (2002). Body images in oncology. In T. Cash &amp; T. Pruzinsky (Eds.), <I>Body image: A handbook of theory, research, and clinical practice </I>(pp. 379-386). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201100040000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>WHOQOL Group (1998a). The World Health Organization Quality of Life Assessment (WHOQOL): Development and general psychometric properties. <I>Social Science &amp; Medicine, 46</I>(12), 1569-1585.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201100040000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>WHOQOL Group (1998b). Development of the World Health Organization WHOQOL-BREF Quality of Life Assessment. <I>Psychological Medicine, 28</I>, 551-558.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201100040000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Zigmond, A. P., &amp; Snaith, R. P. (1983). The Hospital and Depression Scale. <I>Acta Psychiatrica Scandinavica, 67</I>, 361-370.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201100040000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Helena Moreira, Grupo de Investiga&ccedil;&atilde;o Rela&ccedil;&otilde;es, Desenvolvimento e Sa&uacute;de, Instituto de Psicologia Cognitiva e Desenvolvimento Vocacional e Social (IPCDVS), Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade de Coimbra, Rua do Col&eacute;gio Novo, Apartado 6153, 3001-802 Coimbra. E-mail: <a href="mailto:hmoreira@fpce.uc.pt">hmoreira@fpce.uc.pt</a> </P >      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Altabe]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thompson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Body image: A cognitive self-schema construct?]]></article-title>
<source><![CDATA[Cognitive Therapy and Research]]></source>
<year>1996</year>
<volume>20</volume>
<page-range>171-193</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bárez]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Blasco]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernández-Castro]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Viladrich]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Perceived control and psychological distress in women with breast cancer: A longitudinal study]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Behavioural Medicine]]></source>
<year>2009</year>
<volume>32</volume>
<page-range>187-196</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bloom]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stewart]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Johnston]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Banks]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Intrusiveness of illness and quality of life in young women with breast cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Psycho-Oncology]]></source>
<year>1998</year>
<volume>7</volume>
<page-range>89-100</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Breitbart]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Holland]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Symptom control and quality of life]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Breitbart]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Holland]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psychiatric aspects of symptom management in cancer patients]]></source>
<year>1993</year>
<page-range>XVII-XIX</page-range><publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[American Psychiatric Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Butler]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Downe-Wamboldt]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Melanson]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coulter]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Keefe]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Singleton]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prevalence, correlates and costs of patients with poor adjustment to mixed cancers]]></article-title>
<source><![CDATA[Cancer Nursing]]></source>
<year>2006</year>
<volume>29</volume>
<page-range>9-16</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carr]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moss]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harris]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The DAS24: A short form of the Derriford Appearance Scale DAS59 to measure individual responses to living with problems of appearance]]></article-title>
<source><![CDATA[British Journal of Health Psychology]]></source>
<year>2005</year>
<volume>10</volume>
<page-range>285-298</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carver]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pozo-Kaderman]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Price]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Noriega]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harris]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Derhagopian]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Concern about aspects of body image and adjustment to early stage breast cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychosomatic Medicine]]></source>
<year>1998</year>
<volume>60</volume>
<page-range>168-174</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cash]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cognitive-behavioural perspectives on body image]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Cash]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pruzinsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Body image: A handbook of theory, research, and clinical practice]]></source>
<year>2002</year>
<page-range>38-46</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cash]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The influence of sociocultural factors on body image: Searching for constructs]]></article-title>
<source><![CDATA[Clinical Psychology: Science & Practice]]></source>
<year>2005</year>
<volume>12</volume>
<page-range>438-442</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cash]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Labarge]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Development of the Appearance Schemas Inventory: A new cognitive body image assessment]]></article-title>
<source><![CDATA[Cognitive Therapy and Research]]></source>
<year>1996</year>
<volume>20</volume>
<page-range>37-50</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cash]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Szymanski]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The development and validation of the Body-Image Ideals Questionnaire]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Personality Assessment]]></source>
<year>1995</year>
<volume>64</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>466-477</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cash]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Melnyk]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hrabosky]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The assessment of body image investment: An extensive revision of the Appearance Schemas Inventory]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Eating Disorders]]></source>
<year>2004</year>
<volume>35</volume>
<page-range>305-316</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cash]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Phillips]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hrabosky]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measuring &#8220;negative body image&#8221;: Validation of the Body Image Disturbance Questionnaire in a nonclinical population]]></article-title>
<source><![CDATA[Body Image]]></source>
<year>2004</year>
<volume>1</volume>
<page-range>363-372</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fobair]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stewart]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chang]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[D&#8217;Onorio]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Banks]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bloom]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Body image and sexual problems in young women with breast cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Psycho-Oncology]]></source>
<year>2005</year>
<volume>15</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>579-594</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hargreaves]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tiggemann]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The role of appearance schematicity in the development of adolescent body dissatisfaction]]></article-title>
<source><![CDATA[Cognitive Therapy and Research]]></source>
<year>2002</year>
<volume>26</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>691-700</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hewitt]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Herdman]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Holland]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Meeting Psychosocial needs of women with breast cancer]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The National Academies Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hopwood]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fletcher]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lee]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Al Ghazal]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A body image scale for use with cancer patients]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Cancer]]></source>
<year>2001</year>
<volume>37</volume>
<page-range>189-197</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ip]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jarry]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Investment in body image for self-definition results in greater vulnerability to the thin media than does investment in appearance management]]></article-title>
<source><![CDATA[Body Image]]></source>
<year>2008</year>
<volume>5</volume>
<page-range>59-69</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jakatdar]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cash]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Engle]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Body-image thought processes: The development and initial validation of the Assessment of Body-Image Cognitive Distortions]]></article-title>
<source><![CDATA[Body Image]]></source>
<year>2006</year>
<volume>3</volume>
<page-range>325-333</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lichtenthal]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cruess]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clark]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ming]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Investment in body image among patients diagnosed with or at risk for malignant melanoma]]></article-title>
<source><![CDATA[Body Image]]></source>
<year>2005</year>
<volume>2</volume>
<page-range>41-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Markus]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Self-schemata and processing information about the self]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Personality and Social Psychology]]></source>
<year>1977</year>
<volume>35</volume>
<page-range>63-78</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A Longitudinal study about the body image and psychosocial adjustment of breast cancer patients during the course of the disease]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Oncology Nursing]]></source>
<year>2010</year>
<volume>14</volume>
<page-range>263-270</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The role of appearance investment in the adjustment of women with breast cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Psycho-Oncology]]></source>
<year>2010</year>
<volume>19</volume>
<page-range>959-966</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nazaré]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uma perspectiva cognitivo-comportamental sobre o investimento esquemático na aparência: Estudos psicométricos do Inventário de Esquemas sobre a Aparência - Revisto (ASI-R)]]></article-title>
<source><![CDATA[Laboratório de Psicologia]]></source>
<year>2010</year>
<volume>8</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>21-36</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pais-Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Meneses]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baltar]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Validation Study of a Portuguese version of the hospital anxiety and depression scale]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychology, Health & Medicine]]></source>
<year>2007</year>
<volume>12</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>225-237</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Petronis]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carver]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Antoni]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weiss]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Investment in body image and psychosocial well-being among women treated for early stage breast cancer: Partial replication and extension]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychology and Health]]></source>
<year>2003</year>
<volume>18</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>1-13</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pruzinsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cash]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Understanding body images: Historical and contemporary perspectives]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Cash]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pruzinsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Body image: A handbook of theory, research, and clinical practice]]></source>
<year>2002</year>
<page-range>3-12</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rumsey]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harcourt]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The psychology of appearance]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Open University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Spencer]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lehman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wynings]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Arena]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carver]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Antoni]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Concerns about breast cancer and relations to psychosocial well-being in a multiethnic sample of early-stage patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Psychology]]></source>
<year>1999</year>
<volume>18</volume>
<page-range>159-168</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stanton]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Danoff-Burg]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Huggins]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The first year after breast cancer diagnosis: Hope and coping strategies as predictors of adjustment]]></article-title>
<source><![CDATA[Psycho-Oncology]]></source>
<year>2002</year>
<volume>11</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>93-102</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vaz Serra]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Quartilho]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rijo]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudos psicométricos do instrumento de avaliação da qualidade de vida da Organização Mundial de Saúde (WHOQOL-Bref) para Português de Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[Psiquiatria Clínica]]></source>
<year>2006</year>
<volume>27</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>41-49</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Watson]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Friend]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measurement of social-evaluative anxiety]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Consulting and Clinical Psychology]]></source>
<year>1969</year>
<volume>33</volume>
<page-range>448-457</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[White]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Body image dimensions and cancer: A heuristic cognitive behavioural model]]></article-title>
<source><![CDATA[Psycho-Oncology]]></source>
<year>2000</year>
<volume>9</volume>
<page-range>183-192</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[White]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Body images in oncology]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Cash]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pruzinsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Body image: A handbook of theory, research, and clinical practice]]></source>
<year>2002</year>
<page-range>379-386</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<collab>WHOQOL Group</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The World Health Organization Quality of Life Assessment (WHOQOL): Development and general psychometric properties]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Science & Medicine]]></source>
<year>1998</year>
<month>a</month>
<volume>46</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>1569-1585</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<collab>WHOQOL Group</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Development of the World Health Organization WHOQOL-BREF Quality of Life Assessment]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Medicine]]></source>
<year>1998</year>
<month>b</month>
<volume>28</volume>
<page-range>551-558</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zigmond]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Snaith]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Hospital and Depression Scale]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Psychiatrica Scandinavica]]></source>
<year>1983</year>
<volume>67</volume>
<page-range>361-370</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
