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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ser adolescente e ser mãe: Investigação da gravidez adolescente em adolescentes brasileiras e portuguesas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study aimed to investigate sociodemographic characteristics among pregnant adolescent in Brazil (n=4) and Portugal (n=4). It used a qualitative design with multiple-case study (N=8). In addition, it employed a semi-structured interview in order to explore some domains of adolescent&#8217;s life. The present study will present some of these results: context of pregnancy, couple&#8217;s relationship, current life, school attendance and plans for the future. The interviews were content analysed by an inter-judges agreement. According to the interviews, it was observed that in both countries pregnancy tends to appear on a specific social context which is characterized by school absence and few perspectives for the future. Besides, all the pregnancies occurred on established relationships. The pregnancy was also described as an event which allows some changes in life like the wish to come back to school. The participants of the study, either from Brazil or Portugal, had similar reports. Characterized by poor school attendance as well as by a lack of opportunities for the future, the precarious context of development was identified as transcultural. Although, we consider that the present research allow identify some of the characteristics of adolescents who become pregnant. By this means, public policies could be reinforced and improved.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Ser adolescente e ser m&atilde;e: Investiga&ccedil;&atilde;o da gravidez adolescente em adolescentes brasileiras e portuguesas</B> </p>     <p><b>Eva Diniz Bensaja dei Schir&ograve;<Sup>* </Sup>e S&iacute;lvia Helena Koller<Sup>* </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Universidade Federal do Rio Grande do Sul </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente artigo teve como objectivo investigar qualitativamente as caracter&iacute;sticas associadas &agrave; gravidez durante a adolesc&ecirc;ncia num grupo de adolescentes brasileiras (<I>n</I>=4) e portuguesas (<I>n</I>=4). Recorreu-se ao estudo de casos m&uacute;ltiplos (<I>N</I>=8) em que se utilizou uma entrevista semi-estruturada. A entrevista teve por objectivo investigar v&aacute;rias dimens&otilde;es de vida da adolescente. No presente artigo foram seleccionadas as seguintes vari&aacute;veis: contexto em que surgiu a gravidez, rela&ccedil;&atilde;o com o companheiro, vida actual, rela&ccedil;&atilde;o com a escola, perspectiva de planos futuros. As entrevistas foram submetidas a uma an&aacute;lise de conte&uacute;do com acordo inter-ju&iacute;zes. A an&aacute;lise das respostas revelou que o aparecimento da gravidez, nas adolescentes entrevistadas, tende a associar-se ao contexto social de desenvolvimento, marcado pelo abando escolar e falta de perspectivas para o futuro. Relativamente &agrave; gravidez verificou-se que ocorre, predominantemente, em rela&ccedil;&otilde;es consideradas est&aacute;veis. Foram relatadas tentativas de mudan&ccedil;a de vida decorrentes da gravidez, como o desejo de voltar a estudar, por exemplo. N&atilde;o foram registadas diferen&ccedil;as nas falas das participantes dos dois pa&iacute;ses investigados. A fragilidade do contexto de desenvolvimento, marcado pelo insucesso escolar e pela falta de perspectivas de futuro, foi identificada como um elemento transcultural. A identifica&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas psicossociais das adolescentes que engravidam foi considerada importante, permitindo o aprimoramento de programas de preven&ccedil;&atilde;o junto ao grupo de adolescentes. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Brasil, Contexto de desenvolvimento, Escolaridade, Gravidez adolescente, Portugal. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The present study aimed to investigate sociodemographic characteristics among pregnant adolescent in Brazil (<I>n=4) </I>and Portugal (<I>n=4). </I>It used a qualitative design with multiple-case study (<I>N</I>=8). In addition, it employed a semi-structured interview in order to explore some domains of adolescent&rsquo;s life. The present study will present some of these results: context of pregnancy, couple&rsquo;s relationship, current life, school attendance and plans for the future. The interviews were content analysed by an inter-judges agreement. According to the interviews, it was observed that in both countries pregnancy tends to appear on a specific social context which is characterized by school absence and few perspectives for the future. Besides, all the pregnancies occurred on established relationships. The pregnancy was also described as an event which allows some changes in life like the wish to come back to school. The participants of the study, either from Brazil or Portugal, had similar reports. Characterized by poor school attendance as well as by a lack of opportunities for the future, the precarious context of development was identified as transcultural. Although, we consider that the present research allow identify some of the characteristics of adolescents who become pregnant. By this means, public policies could be reinforced and improved. </P >    <p><B>Key-words: </B>Adolescent pregnancy, Development context, Scholarship, Social relationships. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>&nbsp;</P >     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o da gravidez durante a adolesc&ecirc;ncia &eacute; pertinente porque, al&eacute;m de ocorrer num per&iacute;odo de crise desenvolvimental (Steinberg &amp; Morris, 2001), poder&aacute; condicionar o desenvol </B>vimento da adolescente, tanto do ponto de vista pessoal, como profissional. Assim, a gravidez adolescente &eacute; encarada como um desafio altamente exigente para os elementos nela envolvidos (Levandowski &amp; Piccinini, 2004; Soares, Marques, Martins, Figueiredo, Jongenelen, &amp; Matos, 2002). Vive-se uma &ldquo;dupla crise&rdquo;: da adolesc&ecirc;ncia e da gravidez (Soares et al., 2002), o que implica a concilia&ccedil;&atilde;o de tarefas duplas: as desenvolvimentais associadas ao per&iacute;odo de vida e as do exerc&iacute;cio da maternidade. Por esse motivo, a gravidez adolescente seria encarada como um evento n&atilde;o-normativo, comprometedor da constru&ccedil;&atilde;o de identidade e de autonomia dos adoles centes que se tornam pais e do filho destes (Altman, 2007; Figueiredo et al., 2000). </P >     <p>A preocupa&ccedil;&atilde;o com as repercuss&otilde;es que a gravidez pode ter no desenvolvimento da adolescente, por ocorrer numa idade em que n&atilde;o seria esperada, tornaram-na um assunto alvo de aten&ccedil;&atilde;o. Em 2002, essa tem&aacute;tica foi um dos temas de especial realce no relat&oacute;rio da Comiss&atilde;o Europeia, preci samente pelos riscos psicossociais a ela associados. A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (WHO, 2002) caracteriza a adolesc&ecirc;ncia como o per&iacute;odo situado entre os 12 e os 18 anos, embora a nomenclatura de gravidez adolescente abranja o per&iacute;odo situado entre os 10 e os 19 anos de idade maternos (WHO, 2002). </P >     <p>Portugal, relativamente aos pa&iacute;ses da Comunidade Europeia, ocupa o segundo lugar no &iacute;ndice de gravidez adolescente (Instituto Nacional de Estat&iacute;stica [INE], 1998). Do total de 27 pa&iacute;ses que, actualmente comp&otilde;em a Uni&atilde;o Europeia, Portugal ocupa o 8&ordm; lugar em taxa de fertilidade adoles cente (Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas [ONU], 2009). Apesar de o pa&iacute;s apresentar &iacute;ndices elevados, ao longo dos anos, tem-se assistido ao decr&eacute;scimo dos seus valores. Em 2000, 20% dos partos regis tados corresponderam a gravidezes adolescentes, por&eacute;m em 2006 este n&uacute;mero diminuiu para os 17% (INE, 2006) e para os 16,5% em 2007 (ONU, 2009). Tamb&eacute;m o Brasil tem assistido &agrave; queda dos &iacute;ndices de natalidade adolescente. At&eacute; 2003, o pa&iacute;s registava o aumento do n&uacute;mero de adolescentes que tinham filhos, enquanto, actualmemnte, se regista uma diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de partos para m&atilde;es adolescentes (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios [PNAD], 2010). Dados do Minis t&eacute;rio da Sa&uacute;de do Brasil (2006) revelam que 17.628 adolescentes (10-14 anos) e 490.716 adolescentes (15-19 anos) engravidaram em 1994. Enquanto em 2003, este valor aumentou, respectivamente, para 27.239 e 645.806 adolescentes. Os &uacute;ltimos dados sobre gravidez durante a adolesc&ecirc;ncia no pa&iacute;s a que se tem acesso s&atilde;o do IBGE e reportam a 2007. Segundo esses registos, 19,3% dos nascimentos registados foram de m&atilde;es com idade compreendida entre os 15 e os 19 anos e 0,8% referiam-se a m&atilde;es com menos de 14 anos (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica [IBGE], 2008). </P >    <p>A necessidade de estudar os contextos de desenvolvimento justifica-se pelas suas associa&ccedil;&otilde;es com gravidez durante a adolesc&ecirc;ncia (Figueiredo, 2001; Pantoja, 2003). A investiga&ccedil;&atilde;o dos contextos de desenvolvimento permite identificar, n&atilde;o s&oacute; o aparecimento da gravidez, mas tamb&eacute;m as reper cuss&otilde;es que pode tomar no trajecto de vida dos adolescentes. As consequ&ecirc;ncias da gravidez adolescente, nomeadamente no percurso escolar, profissional e de projectos futuros, dependem de m&uacute;ltiplos factores, como: n&iacute;vel social de origem, suporte familiar e apoio geral recebido (Canavarro &amp; Pereira, 2001; Heilborn et al., 2002). Neste sentido, entende-se que a gravidez durante a adoles c&ecirc;ncia resulta de v&aacute;rios factores que se relacionam entre si (Figueiredo, 2001; Galland, 1997). </P >    <p>Uma multiplicidade de cen&aacute;rios podem ser encontrados num epis&oacute;dio de gravidez durante a adolesc&ecirc;ncia (Heilborn et al., 2002), j&aacute; que n&atilde;o ocorre num grupo homog&eacute;neo de pessoas, com caracter&iacute;sticas comuns, dos quais se pretende estabelecer rela&ccedil;&otilde;es e tirar conclus&otilde;es. Estas diferentes vis&otilde;es s&atilde;o corroboradas por estudos que utilizam delineamentos distintos (Duncan, 2007). Segundo o autor, os estudos quantitativos apresentam as gr&aacute;vidas adolescentes como um grupo social de risco, em particular pelo meio de vulnerabilidade social de onde prov&ecirc;m. Contudo, esta &eacute; uma concep&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o pode ser estabelecida <I>a priori</I>, porque cada uma das adolescentes que comp&otilde;e esse grupo tem uma hist&oacute;ria pessoal, da qual emerge a sua gravidez. Portanto, uma an&aacute;lise contextual ecol&oacute;gica &eacute; imprescind&iacute;vel (Cerqueira-Santos, Paludo, Diniz, &amp; Koller, 2010). Esta vis&atilde;o &eacute; frequentemente partilhada pelos estudos de delineamento qualitativo (Duncan, 2007). Assim, o desenvolvimento individual da adolescente &eacute; encarado como resultante da influ&ecirc;ncia da comunidade, cultura e sociedade em que se est&aacute; inserido. Desse modo, o desenvolvimento e a qualidade dos cuidados prestados ao beb&eacute; s&atilde;o influenciados pelas caracter&iacute;sticas das pessoas apoiantes da m&atilde;e e do contexto no qual esta rela&ccedil;&atilde;o se estabelece (Bigras &amp; Paquette, 2007). </P >    <p>Face ao exposto, considera-se que a gravidez durante a adolesc&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; homog&eacute;nea e as suas repercuss&otilde;es dependem de diversos factores: hist&oacute;ria desenvolvimental; idade e recurso psico l&oacute;gico dos pais; n&iacute;vel socioecon&oacute;mico; rede de apoio social; contexto em que surgiu a gravidez; e as caracter&iacute;sticas do beb&eacute; (Esteves &amp; Menandro, 2005; Figueiredo, Pacheco, &amp; Magarinho, 2004). Ademais, quanto maior o n&uacute;mero de recursos internos e externos presentes no contexto de desenvolvimento, maior o sucesso da unidade familiar (Figueiredo et al., 2000). Neste sentido, seria redutor encarar a gravidez adolescente numa perspectiva causal, j&aacute; que pode surgir numa multiplicidade de situa&ccedil;&otilde;es. &Eacute; um acontecimento que pode ser vivido de forma inesperada ou, pelo contr&aacute;rio, surgir num contexto de desejo e planeamento (Figueiredo et al., 2000). Assim, o presente estudo teve como objectivo investigar as configura&ccedil;&otilde;es associadas ao aparecimento da gravidez durante a adolesc&ecirc;ncia. Pretende-se, tamb&eacute;m, investigar o contexto associado &agrave; ocorr&ecirc;ncia da gravidez durante a adolesc&ecirc;ncia, em dois pa&iacute;ses de diferente configura&ccedil;&atilde;o social (Portugal e Brasil), assim como as suas repercuss&otilde;es na vida da adolescente. Optou-se por um delinamento qualitativo como meio de aceder &agrave; abrang&ecirc;ncia do fen&oacute;meno (Yin, 2001/2002). O estudo foi desenvolvido em dois contextos s&oacute;cio-culturais distintos, j&aacute; que ambos apresentam uma elevada incid&ecirc;ncia de gravidez adolescente, embora com distintas configura&ccedil;&otilde;es sociais. Esse foi considerado um aspecto central no presente estudo, j&aacute; que est&atilde;o atestadas as influ&ecirc;ncias do contexto de desenvolvimento tanto no aparecimento da gravidez adolescente, quanto nas suas repercuss&otilde;es no desenvolvimento individual (Figueiredo, 2001; Heilborn et al., 2002; Pantoja, 2003). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>Oito adolescentes, de n&iacute;vel socio-econ&oacute;mico baixo, cuja gravidez se situava entre o final do segundo/in&iacute;cio do terceiro trimestre de gesta&ccedil;&atilde;o (ver <a href="#t1">Tabela 1</a>). Foram contactadas quatro gr&aacute;vidas adolescente no Brasil, Porto Alegre e quatro em Portugal, Lisboa, com caracter&iacute;sticas equivalentes. Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o da amostra foram definidos de acordo com os objectivos do estudo: idade dos participantes (14-19 anos), experi&ecirc;ncia de primeira gravidez, aus&ecirc;ncia de anomalias fetais ou de indicadores de risco na gesta&ccedil;&atilde;o; perten&ccedil;a a um n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&oacute;mico baixo. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="t1">     <p>TABELA 1 </P >    <p><I>Caracter&iacute;sticas Biosociodemogr&aacute;ficas das Participantes (N=8)</I><Sup>a </Sup></P ><TABLE   align="center" border=0 cellspacing=0 cellpadding=2 ><TR    ><TD    align="left" width="71"  valign="top" height="15"  >Nome </TD ><TD    align="left" width="101"  valign="top" height="15"  >Cidade </TD ><TD    align="center" width="65"  valign="top" height="15"  >Idade </TD ><TD    align="center" width="137"  valign="top" height="15"  >Escolaridade (ano)b </TD ><TD    align="center" width="153"  valign="top" height="15"  >Com quem mora </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="71"  valign="bottom" height="18"  >Maria Ana </TD ><TD    align="left" width="101"  valign="bottom" height="18"  >Lisboa </TD ><TD    align="center" width="65"  valign="bottom" height="18"  >17 </TD ><TD    align="center" width="137"  valign="bottom" height="18"  >9&ordm; </TD ><TD    align="center" width="153"  valign="bottom" height="18"  >Bisav&oacute; </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="71"  valign="middle" height="14"  >Cristina </TD ><TD    align="left" width="101"  valign="middle" height="14"  >Lisboa </TD ><TD    align="center" width="65"  valign="middle" height="14"  >18 </TD ><TD    align="center" width="137"  valign="middle" height="14"  >9&ordm; </TD ><TD    align="center" width="153"  valign="middle" height="14"  >Pai e irm&atilde; </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="71"  valign="middle" height="14"  >Paula </TD ><TD    align="left" width="101"  valign="middle" height="14"  >Lisboa </TD ><TD    align="center" width="65"  valign="middle" height="14"  >16 </TD ><TD    align="center" width="137"  valign="middle" height="14"  >9&ordm; </TD ><TD    align="center" width="153"  valign="middle" height="14"  >Pais, irm&atilde;s e av&oacute; </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="71"  valign="top" height="14"  >Alexandra </TD ><TD    align="left" width="101"  valign="top" height="14"  >Lisboa </TD ><TD    align="center" width="65"  valign="top" height="14"  >18 </TD ><TD    align="center" width="137"  valign="top" height="14"  >9&ordm; </TD ><TD    align="center" width="153"  valign="top" height="14"  >Namorado, m&atilde;e e padrasto </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="71"  valign="top" height="14"  >B&aacute;rbara </TD ><TD    align="left" width="101"  valign="top" height="14"  >Porto Alegre </TD ><TD    align="center" width="65"  valign="top" height="14"  >15 </TD ><TD    align="center" width="137"  valign="top" height="14"  >2&ordm;, Ensino M&eacute;dio </TD ><TD    align="center" width="153"  valign="top" height="14"  >Pais e irm&atilde;o </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="71"  valign="top" height="14"  >Andressa </TD ><TD    align="left" width="101"  valign="top" height="14"  >Porto Alegre </TD ><TD    align="center" width="65"  valign="top" height="14"  >16 </TD ><TD    align="center" width="137"  valign="top" height="14"  >6&ordf; S&eacute;rie </TD ><TD    align="center" width="153"  valign="top" height="14"  >Pais, prima e namorado </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="71"  valign="top" height="14"  >Suellen </TD ><TD    align="left" width="101"  valign="top" height="14"  >Porto Alegre </TD ><TD    align="center" width="65"  valign="top" height="14"  >18 </TD ><TD    align="center" width="137"  valign="top" height="14"  >1&ordm;, Ensino M&eacute;dio </TD ><TD    align="center" width="153"  valign="top" height="14"  >Pais, irm&atilde; e namorado </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="71"  valign="middle" height="12"  >Joana </TD ><TD    align="left" width="101"  valign="middle" height="12"  >Porto Alegre </TD ><TD    align="center" width="65"  valign="middle" height="12"  >15 </TD ><TD    align="center" width="137"  valign="middle" height="12"  >1&ordm;, Ensino M&eacute;dio </TD ><TD    align="center" width="153"  valign="middle" height="12"  >Sogra e namorado </TD ></TR ></TABLE >    <p><I>Nota</I>. 	<Sup>a </Sup>Os nomes das participantes foram alterados, de forma a manter a sua confidencialidade; <Sup>b </Sup>O 9&ordm; ano de escolaridade, em Portugal, correspondia aos nove anos de ensino obrigat&oacute;rio que, recentemente, aumentou para 12 anos. O Ensino M&eacute;dio constitui-se por dois anos de estudo ap&oacute;s o Ensino Fundamental, que vai at&eacute; &agrave; oitava s&eacute;ria. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><I>Instrumentos </I></P >     <p><I>Entrevista semi-estruturada</I>: Foi elaborada<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> uma entrevista semi-estruturada com base na a literatura e na <I>Entrevista sobre gesta&ccedil;&atilde;o e as expectativas das gestantes </I>(GIDEP). Com esta entre vista, procurou investigar-se o contexto de vida em que surgiu a gravidez, mudan&ccedil;as de vida decor rentes da gravidez e perspectivas de vida futuras. A entrevista constituiu-se por perguntas abertas, organizadas em sete eixos tem&aacute;ticos principais: dados socio-demogr&aacute;ficos, vida sexual, gravidez, apoio familiar/social, percurso escolar, transforma&ccedil;&otilde;es no trajecto de vida e planos futuros. Neste artigo ser&atilde;o apresentados apenas os resultados de sobre a gravidez e reac&ccedil;&otilde;es a esta, vida actual e perspectivas de futuro. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Procedimentos </I></P >    <p>No Brasil, as participantes foram convidadas a participar na pesquisa durante a consulta pr&eacute;-natal de um hospital p&uacute;blico. Antes do in&iacute;cio da entrevista, era apresentado &agrave; participante o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, no qual se apresentava os objectivos da pesquisa, os procedimentos adoptados e, por fim, se convidava a participante. Esse procedimento foi adoptado em ambos os pa&iacute;ses, embora no Brasil, a pesquisa tenha sido aprovada em um Comit&eacute; de &Eacute;tica. </P >    <p>As entrevistas foram realizadas numa sala da pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. Todas as entrevistas foram gravadas e, posteriormente, transcritas. Em Portugal, o procedimento adoptado foi seme lhante. Tomou-se o cuidado de escolher uma institui&ccedil;&atilde;o com alguma afinidade com a popula&ccedil;&atilde;o entrevistada em Porto Alegre. Por esse motivo optou-se por um centro de sa&uacute;de p&uacute;blico, no qual fossem realizadas consultas de pr&eacute;-natal, situado num bairro popular da cidade de Lisboa. O convite para participa&ccedil;&atilde;o no estudo e realiza&ccedil;&atilde;o das entrevistas foi realizado nas mesmas condi&ccedil;&otilde;es de <I>setting</I>, em ambos os pa&iacute;ses. </P >    <p>As entrevistas foram analisadas segundo o modelo de an&aacute;lise de conte&uacute;do qualitativa, com o objectivo de aceder &agrave; descri&ccedil;&atilde;o das participantes sobre a experi&ecirc;ncia de gravidez. Foram criadas categorias de an&aacute;lise com o objectivo de identificar as principais caracter&iacute;sticas associadas, foram definidas categorias de an&aacute;lise, como contexto de aparecimento da gravidez, mudan&ccedil;as decorrentes da gravidez, plano futuros. Cada uma dessas categorias ser&aacute; apresentada detalhadamente na sec&ccedil;&atilde;o dos Resultados e Discuss&atilde;o. Os dados foram analisados por meio da an&aacute;lise de conte&uacute;do (Bardin, 1977), qualitativa (Laville &amp; Dionne, 1999). As entrevistas foram transcritas e submetidas a repetidas leituras horizontais e verticais (Yin, 2001/2002), de modo a colocar as falas das participantes em cada uma das categorias definidas. No entanto, a partir das falas das participantes, novas categorias de an&aacute;lise foram criadas e outras removidas. Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o de todas as entrevistas, a autora e dois investigadores cotaram de modo independente as respostas das adolescentes, de forma a assegurar a qualidade da classifica&ccedil;&atilde;o. Calculou-se o &iacute;ndice Kappa, tradutor do n&iacute;vel de concord&acirc;ncia entre ju&iacute;zes. O &iacute;ndice obtido foi 72,4%, que, segundo Robson (1993)<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> &eacute; considerado bom. Esse &iacute;ndice foi calculado para o total de categorias e individualmente para cada uma das categorias e sub-categorias. </P >    <p>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>Em seguida, apresentam-se as categorias de resposta integradas com a discuss&atilde;o, ilustrada pelas falas das participantes que a representam. </P >    <p><I>Gravidez </I></P >    <p>A categoria foi criada ao investigar-se o contexto em que surgiu a gravidez. Perante a pergunta &ldquo;<I>Como soube que estava gr&aacute;vida?&rdquo; </I>as participantes tenderam a descrever a confirma&ccedil;&atilde;o da gravidez, ora como uma surpresa, ora como um evento previs&iacute;vel. </P >    <p><I>N&atilde;o fui logo fazer o teste, porque de outras vezes, que tinha atrasos j&aacute; tinha feito e dava negativo. Por isso, desta vez eu quis esperar mais para n&atilde;o me desapontar de novo e quando ficou uma semana sem vir, eu fiz o teste e deu logo positivo&rdquo; </I>(Cristina, 18 anos, Lisboa). </P >     <p><I>&ldquo;No ano passado eu j&aacute; tinha engravidado, mas tive um aborto e depois, desde a&iacute;, ficamos com vontade de engravidar de novo</I>. <I>Esta n&atilde;o foi como a outra, que foi uma surpresa, meio um acidente e esta n&atilde;o, planeamos&rdquo; </I>(Alexandra, 18 anos, Lisboa)<I>. </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>&ldquo;J&aacute; foi tarde, s&oacute; aos tr&ecirc;s meses e meio e foi s&oacute; mesmo por causa dos v&oacute;mitos que eu comecei a ver que se passava alguma coisa. Foi assim, eu ao in&iacute;cio andava atenta, mas como me apareceu </I><I>o per&iacute;odo nunca mais liguei. Depois no outro j&aacute; n&atilde;o apareceu e eu comecei a ficar mais </I><I>assustada (...) depois a minha m&atilde;e levou-me ao hospital e pronto&rdquo; </I>(Paula, 16 anos, Lisboa)<I>. Logo no primeiro m&ecirc;s eu soube, mas a&iacute; eu n&atilde;o contei para a m&atilde;e, n&eacute;. At&eacute; ao terceiro m&ecirc;s eu fiquei assim. Mas no terceiro m&ecirc;s a m&atilde;e me levou ao m&eacute;dico e a&iacute; tive que contar para ela&rdquo; </I>(Suellen, 18 anos, Porto Alegre). </P >     <p>As respostas obtidas nesta unidade tem&aacute;tica revelaram m&uacute;ltiplos cen&aacute;rios face &agrave; gravidez. A diversidade de respostas estaria, possivelmente, associada &agrave;s diversas realidades de vida de cada participante (Duncan, 2007; Figueiredo, 2001). Assistiu-se &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de dois grupos naturais associados ao contexto em que surgiu a gravidez (inesperada <I>vs</I>. desejada), que foram transversais &agrave; nacionalidade de origem. Cada gravidez foi relatada como um evento espec&iacute;fico, embora nenhuma delas tenha surgido de uma rela&ccedil;&atilde;o ocasional. Algumas participantes, de ambos os pa&iacute;ses, expressaram o desejo de engravidar. Nestes casos, a gravidez teria surgido num contexto de &ldquo;plano&rdquo;, encarada como uma tarefa desenvolvimental (Duncan, 2007). Desse modo, a gravidez poderia ser entendida como um indicador da pr&oacute;pria realidade de vida das adolescentes. A gravidez seria geradora de um sentido que at&eacute; a&iacute; n&atilde;o existia e, por isso, seria encarada como algo positivo (Figueiredo, 2001). O facto de algumas das adolescentes revelarem expressamente o desejo de engravidar revelaria a inexist&ecirc;ncia de uma adolesc&ecirc;ncia convencional, mas a exist&ecirc;ncia de m&uacute;ltiplas adolesc&ecirc;ncias (Cerqueira-Santos et al., 2010). Esse &eacute; um aspecto que evidencia a import&acirc;ncia do contexto no processo de desenvolvimento, j&aacute; que os desejos de vida e de metas a alcan&ccedil;ar s&atilde;o fortemente influenciadas pelo meio de desenvolvimento, os recursos nele existentes e as interac&ccedil;&otilde;es estabelecidas (Bronfenbrenner, 1979/1996, 2001/2005). </P >    <p><I>Reac&ccedil;&atilde;o &agrave; descoberta da gravidez </I></P >    <p>A reac&ccedil;&atilde;o &agrave; descoberta da gravidez foi descrita como mobilizadora de v&aacute;rios sentimentos. Em alguns casos, a gravidez foi descrita como um acontecimento confuso, gerador de sentimentos contra dit&oacute;rios, e perante o qual se faz o balanceamento entre a alegria e a felicidade, mas tamb&eacute;m o medo: </P >    <p>&ldquo;<I>Quando descobri, d&aacute; assim aquela esp&eacute;cie de medo. Fiquei contente, mas de in&iacute;cio n&atilde;o estava </I><I>assim &agrave; espera que acontecesse, porque j&aacute; tinha passado muito tempo&rdquo; </I>(Cristina, 18 anos, Lisboa). <I>&ldquo;N&atilde;o sei muito bem, foi uma confus&atilde;o de muitas coisas, nem sei dizer. Era uma coisa que eu queria, mas d&aacute; sempre aquela surpresa quando vimos que &eacute; verdade </I>(...) <I>fiquei muito contente, porque era uma coisa que queria muito&rdquo; </I>(Alexandra, 18 anos, Lisboa)<I>. </I></P >     <p><I>&ldquo;Quando a m&atilde;e contou &ldquo;tu est&aacute;s gr&aacute;vida&rdquo; eu fiquei assim sem reac&ccedil;&atilde;o (...). Eu fiquei feliz, mas tamb&eacute;m assim, um pouco preocupada (...). Eu estou no segundo ano e tinha medo de ir parar de estudar, mas agora eu j&aacute; sei que n&atilde;o vou parar, ent&atilde;o &eacute; mais f&aacute;cil&rdquo; </I>(B&aacute;rbara, 15 anos, Porto Alegre). </P >    <p>Existiu, tamb&eacute;m, em algumas participantes, a apreens&atilde;o perante a gravidez, em particular pela implica&ccedil;&atilde;o desse acontecimento na sua vida futura: </P >     <p><I>&ldquo;Na altura entrei em p&acirc;nico, super nova, a come&ccedil;ar a minha carreira de pasteleira&rdquo; </I>(Maria Ana, 17 anos, Lisboa). </P >     <p><I>&ldquo;Ah, no come&ccedil;o eu fiquei assustada, porque, &ldquo;poh, gr&aacute;vida, agora?!&rdquo;. A&iacute; eu pensei na escola, </I><I>nessas coisas como ia fazer. Mas depois fui-me acostumando e agora adoro a ideia e estou </I><I>muito feliz&rdquo; </I>(Joana, 15 anos, Porto Alegre). </P >     <p>Ou pelo &ldquo;medo&rdquo; de contar a not&iacute;cia a terceiros: </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>&ldquo;Medo, medo mesmo, primeiro de como a minha fam&iacute;lia ia reagir, principalmente o meu pai&rdquo; </I>(Paula, 16 anos, Lisboa). </P >     <p><I>&ldquo;Ah, fiquei com medo </I>(Entrevistadora &ndash; Medo do qu&ecirc;?) <I>De contar, vergonha assim dos outros, </I><I>por ter feito uma asneira dessas&rdquo; </I>(Andressa, 16 anos, Porto Alegre). </P >     <p>Apesar de tr&ecirc;s participantes terem manifestado o desejo de ter um filho, apenas uma delas manifestou um sentimento de clara felicidade, aquando a descoberta: <I>&ldquo;Eu fiquei bem feliz, na verdade eu j&aacute; queria um bebezinho&rdquo; </I>(Suellen, 18 anos, Porto Alegre). </P >    <p>As respostas das participantes revelam a diversidade de reac&ccedil;&otilde;es perante um mesmo evento &ndash; gravidez. Em alguns casos, a confirma&ccedil;&atilde;o da gravidez foi encarada como algo de positivo, enquanto em outros se assistiu &agrave; dificuldade de lidar com ela. Tal como descrito na literatura (Canavarro &amp; Pereira, 2001; Moore &amp; Brooks-Gunn, 2002), a descoberta da gravidez tendeu a gerar sentimentos contradit&oacute;rios e confusos, nos quais se misturaram alegria, felicidade, com medo, ang&uacute;stia e incerteza em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro. A presen&ccedil;a dos sentimentos colidentes pode ser justificada pelas implica&ccedil;&otilde;es que trazem para o futuro de vida da adolescente, os seus projectos, mas tamb&eacute;m a reac&ccedil;&atilde;o dos outros e do grupo de pares. Este aspecto foi muito valorizado pelas participantes do estudo, que tenderam a descrever a reac&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia como negativa ao acontecimento. </P >    <p>As dificuldades da maternidade adolescente tendem a ser atribu&iacute;das &agrave; concomit&acirc;ncia de dois momentos de vida, considerados muito exigentes: a adolesc&ecirc;ncia e a maternidade (Esteves &amp; Menandro, 2005; Levandowski &amp; Piccinini, 2004; Soares et al., 2002). As falas das adolescentes tamb&eacute;m expressaram esse conflito: a necessidade de assegurar o seu futuro, nomeadamente, a perman&ecirc;ncia na escola e o cuidado do beb&eacute;. O receio quanto ao futuro foi tamb&eacute;m um aspecto evidenciado pelas adolescentes. Por um lado, esse receio poderia estar associado a incertezas. Por outro lado, o medo poderia estar associado a uma consci&ecirc;ncia de que teriam feito algo que n&atilde;o era esperado, n&atilde;o correspondente &agrave;s expectativas familiares (Dias &amp; Lopes, 2003). Uma das participantes mencionou mesmo o sentimento de vergonha por estar gr&aacute;vida, j&aacute; que a sua gravidez era a prova de um comportamento errado que tinha tido, o que comprovaria esta tese. </P >    <p>As participantes revelaram-se cientes da exig&ecirc;ncia do papel de m&atilde;e. A gravidez pareceu ser utilizada como um momento no qual se procedeu a essa reflex&atilde;o e planeamento para o futuro. Neste sentido, observou-se que o processo de gravidez nas adolescentes foi semelhante ao das mulheres adultas, uma vez que a gravidez foi encarada como um per&iacute;odo de reflex&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio para receber o beb&eacute; (Brazelton &amp; Cramer, 1989/2001). Acredita-se que &eacute; pela possibilidade de pensar, sentir e organizar o futuro que se constituiria a liga&ccedil;&atilde;o ao beb&eacute; e assim preparar-se-ia o exerc&iacute;cio da maternidade (Piccinini et al., 2004). </P >    <p><I>Reac&ccedil;&atilde;o do pai do beb&eacute; </I></P >    <p>Investigou-se a reac&ccedil;&atilde;o do pai do beb&eacute; &agrave; not&iacute;cia de gravidez. Em certos casos esta reac&ccedil;&atilde;o foi negativa, levando mesmo ao t&eacute;rmino da rela&ccedil;&atilde;o, enquanto em outros conduziu a uma nova etapa da rela&ccedil;&atilde;o existente. Tr&ecirc;s participantes descreveram a reac&ccedil;&atilde;o do seu companheiro como negativa: </P >    <P   ><I>&ldquo;Ele de in&iacute;cio come&ccedil;ou a fazer planos (...) ficou todo contente (...). Dizia a toda a gente que i</I><I>a  </I><I>ter uma menina, mesmo sem saber se era ou n&atilde;o. Dizia aos amigos que ia atinar, ia organiza</I><I>r  </I><I>as coisas, arranjar trabalho certo. Ficou todo contente, na altura (...). Hoje ele diz que n&atilde;o que</I><I>r  </I><I>saber do filho, que s&oacute; em tribunal &eacute; que o assume&rdquo; </I>(Maria Ana, 17 anos, Lisboa).  </P >    <P   >&ldquo;<I>O meu namorado dizia que tamb&eacute;m queria, mas afinal quando aconteceu, de in&iacute;cio ele fico</I><I>u  </I><I>contente, mas depois come&ccedil;ou a dizer que n&atilde;o queria o beb&eacute;, que o filho n&atilde;o era dele e acabe</I><I>i  </I><I>por ficar sozinha (...). Quando, finalmente aconteceu, ele ficou arrependido e zang&aacute;mo-nos</I><I>&rdquo;  </I>(Cristina, 18 anos, Lisboa).</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   > &ldquo;<I>J&aacute; andava com ele h&aacute; um ano e meio (...) aconteceu isto e ele p&ocirc;s-me os patins (...). </I>(Entrevistadora: Terminaram quando lhe contaste que estavas gr&aacute;vida?) <I>N&atilde;o, n&atilde;o foi logo que ele soube</I><I>.    </I><I>Porque ele soube e ficou contente, s&oacute; que depois come&ccedil;ou a ver muitos problemas (...) come&ccedil;o</I><I>u  </I><I>a fugir ao assunto e agora n&atilde;o me diz nada&rdquo; </I>(Paula, 16 anos, Lisboa). </P >     <P   >As outras participantes descreveram a reac&ccedil;&atilde;o do seu companheiro como positiva, at&eacute; porque em muitos dos casos este j&aacute; era um desejo pr&eacute;vio do rapaz. </P >    <P   ><I>&ldquo;Ele ficou muito contente, j&aacute; com a outra tinha ficado e est&aacute;vamos &agrave; espera desta. Ele est&aacute; </I><I>muito feliz, ainda para mais um rapaz, como todo o pai quer&rdquo; </I>(Alexandra, 18 anos, Lisboa). <I>&ldquo;Eu contei </I>(para o namorado). <I>Quando eu contei para ele, ele n&atilde;o acreditou de maneira nenhuma, n&atilde;o imaginou que isso fosse acontecer (...). Ele perguntou &ldquo;Como?!&rdquo;. Ele disse que n&atilde;o tinha como, mas eu disse que tinha que haver porque eu estava, n&eacute;? Depois a minha m&atilde;e falou para ele. Agora ele est&aacute; muito contente, todo feliz&rdquo; </I>(B&aacute;rbara, 15 anos, Porto Alegre). </P >     <P   ><I>&ldquo;Ele ficou feliz, imagina, tudo o que ele queria&rdquo; </I>(Joana, 15 anos, Porto Alegre)<I>. </I></P >    <P   >Todas as participantes revelaram manter rela&ccedil;&otilde;es de namoro est&aacute;veis antes de engravidar e, em todos os casos, o namoro tinha mais de um ano, o que est&aacute; de acordo com outras pesquisas (Abeche, Murmann, Baptista, &amp; Capp, 2007; Coleman &amp; Carter, 2006; Gravad, 2006). N&atilde;o obstante, a reac&ccedil;&atilde;o do companheiro &agrave; gravidez foi variada nos oito casos investigados. Registou-se uma diferen&ccedil;a de atitude perante a gravidez, relativamente aos companheiros dos dois pa&iacute;ses. Em Portugal, os parceiros tenderam a afastar-se perante a ocorr&ecirc;ncia de gravidez. No entanto, os companheiros brasileiros mantiveram-se junto &agrave; sua namorada, apoiando-a na sua decis&atilde;o e expressando o desejo de cons tru&iacute;rem uma vida comum. Apesar da reduzida dimens&atilde;o da amostra, que impossibilita generaliza&ccedil;&otilde;es, poderia-se discutir se as diferen&ccedil;as de atitude n&atilde;o derivariam das pr&oacute;prias caracter&iacute;sticas da adolesc&ecirc;ncia nos pa&iacute;ses investigados. Em Portugal, um pa&iacute;se europeu, a adolesc&ecirc;ncia seria marcada pela liberdade individual, em que a autonomia se sobrep&otilde;e ao compromisso, j&aacute; que a adolesc&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; uma &eacute;poca considerada para exercer responsabilidades (Arnett, 2007). Assim, a paternidade n&atilde;o faria parte desta etapa, pela responsabiliza&ccedil;&atilde;o e comprometimento que exigiria (Douglass, 2007). Pelo contr&aacute;rio, no Brasil, a maioria da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; constitu&iacute;da por uma classe social com menos poder aquisitivo, em que a passagem para a idade adulta n&atilde;o implicaria a liberdade individual, mas antes a constru&ccedil;&atilde;o de uma fam&iacute;lia e assump&ccedil;&atilde;o das responsabilidades da vida adulta, da qual a paternidade faria parte (Galambos &amp; Mart&iacute;nez, 2007). Assim, os adolescentes brasileiros revelam um maior compromisso com as tarefas da adultice (Datafolha, 2008), em que assumir o papel de cuidadores e provedores da fam&iacute;lia seria uma forma de demonstrarem o seu papel de adultos (Abeche et al., 2007; Coleman &amp; Carter, 2006; Gravad, 2006). </P >    <P   ><I>Vida actual a avalia&ccedil;&atilde;o do futuro </I></P >    <P   >Esta categoria foi delineada com o objectivo de identificar como se organizava a vida das adolescentes no momento em que engravidaram (trabalhar, estudar). Al&eacute;m disso, procurou identificar-se tamb&eacute;m a exist&ecirc;ncia dos projectos existentes para o seu futuro e como a gravidez era inserida nesses projectos. </P >    <p><I>Principal ocupa&ccedil;&atilde;o </I></P >    <p>Nesta sub-categoria sistematizaram-se as ocupa&ccedil;&otilde;es das adolescentes aquando a gravidez: </P >    <p><I>&ldquo;Estava a trabalhar </I>(quando engravidou)<I>, j&aacute; tinha terminado o est&aacute;gio e estava a trabalhar </I><I>num restaurante&rdquo; </I>(Maria Ana, 17 anos, Lisboa). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>&ldquo;Trabalhava numa loja de roupa, agora sou respons&aacute;vel de sec&ccedil;&atilde;o&rdquo; </I>(Cristina, 18 anos, Lisboa). </P >     <p>&ldquo;<I>Trabalhava </I>(quando engravidou) <I>l&aacute; no sal&atilde;o&rdquo; </I>(como auxiliar de cabeleireira; Alexandra, 18 anos, Lisboa). </P >     <p><I>&ldquo;Estava a trabalhar, fazia aplica&ccedil;&atilde;o de &ldquo;strass&rdquo;&rdquo; </I>(Suellen, 18 anos, Porto Alegre). </P >    <p>Outras participantes mencionaram a frequ&ecirc;ncia escolar: </P >     <p><I>&ldquo;Estava a estudar, a fazer um curso profissional de pr&aacute;ticas administrativas&rdquo; </I>(Paula, 16 anos, Lisboa). </P >     <p><I>&ldquo;Estudo, no segundo ano do ensino m&eacute;dio&rdquo; </I>(B&aacute;rbara, 15 anos, Porto Alegre). </P >    <p><I>&ldquo;Eu estava estudando, a&iacute; eu continuei estudando, depois que eu descobri que estava gr&aacute;vida&rdquo; </I>(Joana, 15 anos, Porto Alegre). </P >     <p>As respostas revelaram que quatro das participantes estavam a trabalhar no momento em que engravidaram: tr&ecirc;s eram portuguesas e uma brasileira. As restantes participantes estudavam. As adolescentes portuguesas apresentaram uma idade superior &agrave;s brasileiras, o que poderia explicar a maior inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho. Segundo dados do INE (2010) 65,7% dos jovens portugueses com idades compreendidas entre os 15-34 anos abandonam a escola ap&oacute;s a conclus&atilde;o do ensino obrigat&oacute;rio &ndash; m&eacute;dia de idades de 19 anos. Desta forma constata-se que estas participantes est&atilde;o inseridas no perfil m&eacute;dio da popula&ccedil;&atilde;o da sua faixa et&aacute;ria, j&aacute; que tamb&eacute;m todas elas completaram o ensino obrigat&oacute;rio, momento a partir do qual optaram por come&ccedil;ar a trabalhar. Estes dados s&atilde;o semelhantes &agrave;queles obtidos em outros estudos (Carvacho, Mello, Morais, &amp; Silva, 2008; Figueiredo, 2003) nos quais se verifica que a baixa-escolaridade tende a ser um elemento comum nas adolescentes que engravidam o que condicionaria a sua pr&oacute;pria perspectiva de vida. </P >    <p>As adolescentes que engravidaram tenderam a abandonar a escola num momento anterior &agrave; gravidez (Figueiredo, 2001; Figueiredo et al., 2004). Al&eacute;m disso, estavam inseridas num emprego prec&aacute;rio (Breheny &amp; Stephens, 2007; Moore &amp; Brooks-Gunn, 2002). Esse facto indicaria que a gravidez poderia ter surgido pela pouca realiza&ccedil;&atilde;o em determinadas &aacute;reas consideradas centrais nessa fase do desenvol vimento, nomeadamente o sucesso escolar (Canavarro &amp; Pereira, 2001; Heilborn et al., 2002). A realiza&ccedil;&atilde;o escolar &eacute; descrita como uma vari&aacute;vel associada &agrave; preven&ccedil;&atilde;o da gravidez adolescente (Levandowski &amp; Piccinini, 2004; Moore &amp; Brooks-Gunn, 2002; Woodword, Horwood, &amp; Fergusson, 2001). A rela&ccedil;&atilde;o entre sucesso escolar e gravidez parece estar associada, precisamente, &agrave; vis&atilde;o de vida que os adolescentes com bom desempenho acad&eacute;mico constroem em que a gravidez passa a ser encarada como um obst&aacute;culo para a vida que pretendem ter (Almeida, Aquino, &amp; Barros, 2006). Deste modo, &eacute; imposs&iacute;vel dissociar a ocorr&ecirc;ncia da gravidez durante a adolesc&ecirc;ncia com o contexto de desenvolvimento das adolescentes (Bronfenbrenner, 2001/2005; Figueiredo, 2001). </P >    <p><I>Projectos futuros </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Investigou os projectos que as adolescentes tinham para o seu futuro e as modifica&ccedil;&otilde;es que esses projectos sofreram ap&oacute;s o aparecimento da gravidez: </P >    <p><I>&ldquo;Ah, vai mudar um pouco, n&eacute;? Mas eu n&atilde;o vou parar de estudar, vou continuar. Assim, de manh&atilde; ela vai ficar um pouco com a minha m&atilde;e, de tarde fica com a minha av&oacute; e depois eu fico com ela&rdquo; </I>(B&aacute;rbara, 15 anos, Porto Alegre). </P >    <p>Uma participante descreveu projectos que surgiram a partir da gravidez, pela vontade de se autonomizar relativamente &agrave; sua fam&iacute;lia: </P >    <p><I>&ldquo;Vou come&ccedil;ar a tirar a carta e embora s&oacute; possa come&ccedil;ar a conduzir aos 18 isso j&aacute; ajuda. Depois disso e terminando o est&aacute;gio, os meus pais tamb&eacute;m me v&atilde;o ajudar a encontrar uma casa. Porque a casa j&aacute; n&atilde;o &eacute; muito grande, vivo eu, os meus pais, as minhas irm&atilde;s e a minha bisav&oacute; e l&aacute; est&aacute;, acho que uma beb&eacute; precisa de um espa&ccedil;o com menos gente para crescer, de mais espa&ccedil;o. N&atilde;o quero continuar na casa dos meus pais, quero ultrapassar isso e ser s&oacute; eu e ela, num espa&ccedil;o nosso&rdquo; </I>(Paula, 16 anos, Lisboa). </P >    <p>Duas participantes mencionaram projectos futuros, que reflectiam a necessidade de conciliar o estudo com o trabalho: </P >    <p><I>&ldquo;Eu vou voltar </I>(para a escola) <I>ano que vem. Mas eu vou ter que estudar de noite, n&eacute;? (...). A&iacute; euvou estudar &agrave; noite e a minha m&atilde;e fica com o nen&eacute;. &Eacute; que eu queria fazer o curso de secretariado (...). Pretendo estar trabalhando. Trabalhando e estudando&rdquo; </I>(Andressa, 16 anos, Porto Alegre). </P >    <p><I>&ldquo;Voltar a estudar, arrumar um emprego (...). Quero continuar a estudar, para depois arranjar um emprego melhor. Vou ter que ter um emprego, estudo e o meu filho ali no meio, mas acho que apesar de ser muita coisa, tudo isso &eacute; importante para mim. A&iacute; vou ver o jeito mais f&aacute;cil de eu conseguir estudar, trabalhar e cuidar dele, &eacute; meio dif&iacute;cil, mas vou tentar&rdquo; </I>(Joana, 15 anos, Porto Alegre). </P >    <p><I>&ldquo;Por exemplo a minha ideia de ir para a pol&iacute;cia tamb&eacute;m &eacute; por causa disso, de lhe querer darum futuro melhor. &Eacute; diferente ela dizer que a m&atilde;e dela trabalha numa loja de roupa ou que &eacute; pol&iacute;cia. N&atilde;o &eacute; s&oacute; ter o gosto da profiss&atilde;o, mas ter um futuro, mais seguro, &eacute; outro estatuto&rdquo; </I>(Cristina, 18 anos, Lisboa). </P >     <p>As falas obtidas nesta sub-categoria revelam os projectos futuros, das adolescentes, associados ao aparecimento da gravidez. O aparecimento da gravidez foi descrito como motivador para o reingresso na escola. A valoriza&ccedil;&atilde;o do estudo foi transversal a todas as participantes, mesmo para aquelas que j&aacute; n&atilde;o frequentavam a escola (Dias, 2009; Seamark &amp; Lings, 2004). </P >    <p>Tamb&eacute;m nesta sub-categoria n&atilde;o se registaram diferen&ccedil;as nas falas das participantes, em rela&ccedil;&atilde;o aos seus pa&iacute;ses de origem. A defini&ccedil;&atilde;o de projectos futuros, comumente, tendeu e a ser permeada por expectativas e defini&ccedil;&otilde;es individuais. N&atilde;o obstante, a gravidez surge como um evento, a partir do qual se definem novos objectivos de vida para si e o seu filho. Nesse sentido, poder-se-&aacute; afirmar que a maternidade &eacute; um evento de vida transformador, tamb&eacute;m na adolescente, que se passa a conceptualizar como m&atilde;e, assim como pelas exig&ecirc;ncias desse papel (Brazelton &amp; Cramer, 1989; Piccinini et al., 2004). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS </P >     <p>A an&aacute;lise das respostas obtidas revela o contexto de precariedade social, em que tende a surgir a gravidez durante a adolesc&ecirc;ncia, marcado pelo insucesso escolar e aus&ecirc;ncia de especializa&ccedil;&atilde;o profissional, associado a rela&ccedil;&otilde;es de namoro com reltiva dura&ccedil;&atilde;o. Essa configura&ccedil;&atilde;o contribuiria para o n&atilde;o evitamento da gravidez adolescente (Duncan, 2007). Um aspecto que sobressaiu, no presente estudo foi a similiridade das falas das participantes de ambos os pa&iacute;ses, assim como dos seus trajectos de vida. Considerou-se que esse seria um resultado central, resultante de um estudo qualitativo que permite conhecer em profundidade as caracter&iacute;sticas das adolescentes que engravidam (Duncan, 2007). </P >     <p>Verificou-se assim que, nos casos estudados, a gravidez durante a adolesc&ecirc;ncia foi um evento de vida que foi al&eacute;m da configura&ccedil;&atilde;o socio-econ&oacute;mica do pa&iacute;s no qual emergiu &ndash; macrossistema. Seria ent&atilde;o um acontecimento influenciado pelas caracter&iacute;sticas pessoais de quem a vive e no meio com o qual se tem directamente contacto &ndash; microssistema (Bronfenbrenner, 2001/2005). Apesar das diferen&ccedil;as socioecon&oacute;micas dos dois pa&iacute;ses (Portugal e Brasil), as falas das participantes foram equivalentes: revelam vidas e trajectos comuns. Esse dado revelaria como a adolesc&ecirc;ncia n&atilde;o seria um conceito universal (Cerqueira-Santos et al., 2010), mas espec&iacute;fico ao contexto de desenvolvimento e suas oportunidades, conforme apontado por Arnett (2007), Douglass (2007) e Galambos e Mart&iacute;nez (2007). Nesse sentido, a gravidez adolescente imp&otilde;emse como um evento, na falta de outras realiza&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis. A gravidez durante a adolesc&ecirc;ncia funcionaria como um indicador da fragilidade social e para que seja combatida, far-se-ia necess&aacute;ria a transforma&ccedil;&atilde;o do contexto social (Coley &amp; Chase-Lansdale, 1998; Duncan 2007). </P >    <p>Apesar disso, surgiram preocupa&ccedil;&otilde;es relativamente a este grupo e aos seus filhos. Uma vez que os adolescentes prov&ecirc;m de um n&iacute;vel socioecon&oacute;mico baixo, marcado pela falta de oportunidades, no qual se desenvolver&atilde;o os seus filhos, poder&aacute; assistir-se a uma eterniza&ccedil;&atilde;o do ciclo de pobreza. Para que tal n&atilde;o aconte&ccedil;a, seria necess&aacute;ria a transforma&ccedil;&atilde;o social, para que estes adolescentes pudessem passar a desenvolver um sentido de futuro. Uma vez que a maioria das gravidezes registadas ocorreu em adolescentes que apresentavam vulnerabilidades sociais, o que apontou a necessidade de se criarem programas de interven&ccedil;&atilde;o junto a este grupo e suas fam&iacute;lias, de forma a minimizar os riscos existentes. Dessa forma, estes adolescentes teriam capacidade de desenvolver uma parentalidade mais respons&aacute;vel e, assim, oferecer um contexto desenvolvimental aos seus filhos, no qual existissem menos constrangimentos. </P >    <p>A realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo permitiu, pela an&aacute;lise da fala das participantes, significar o contexto de vida em que muitas das gravidezes adolescentes tendem a ocorrer. Esse foi um aspecto considerado central, que pode ser incorporado em campanhas de preven&ccedil;&atilde;o, especialmente dirigidas a adolescentes identificadas como estando em situa&ccedil;&atilde;o de insucesso escolar e/ou com companheiro mais velho. Os resultados obtidos nesta pesquisa s&atilde;o considerados indicadores de um fen&oacute;meno complexo e multidimensional, como a gravidez durante a adolesc&ecirc;ncia. </P >    <p>N&atilde;o obstante, algumas limita&ccedil;&otilde;es ao estudo podem ser apontadas, nomeadamente o recurso a uma amostra de reduzida dimens&atilde;o e n&atilde;o representativa da popula&ccedil;&atilde;o o que impede as genraliza&ccedil;&otilde;es dos resultados obtidos. Contudo, Duncan (2007) aponta a import&acirc;ncia da realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisas qualitativas que permita a explora&ccedil;&atilde;o de aspectos de vida da adolescente, pr&eacute;vios &agrave; sua gravidez, que acabam por ser negligenciados em pesquisas quantitativas. Outra limita&ccedil;&atilde;o seria a aus&ecirc;ncia de triangula&ccedil;&atilde;o dos dados obtidos com outras fontes de informa&ccedil;&atilde;o, como o relato de pais e professores. Inicialmente, pretendia-se entrevistar, tamb&eacute;m, os companheiros das adoles centes, mas devido &agrave;s caracter&iacute;sticas amostrais (aus&ecirc;ncia do companheiro) tal n&atilde;o foi poss&iacute;vel. Esse seria um aspecto importante a ser considerado em pesquisas futuras. </P >    <p>Contudo, considera-se a pertin&ecirc;ncia dos achados, em particular, por permitir aceder directa mente &agrave; viv&ecirc;ncia das adolescentes que engravidam, nomeadamente pela escuta do seu trajecto de vida, as suas fragilidades, mas tamb&eacute;m as suas expectativas. Esse &eacute; um factor que permite um entendimento mais profundo de um evento complexo (Laville &amp; Dion, 1999; Robson, 1993), como &eacute; o caso da gravidez durante a adolesc&ecirc;ncia, pela multiplicidade de vari&aacute;veis envolvidas. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS  </P >    <!-- ref --><p>Abeche, A. M., Maurmann, C. B., Baptista, A. L., &amp; Capp, E. (2007). Aspectos s&oacute;cio-econ&oacute;micos do parceiro da adolescente gestante. <I>Revista do Hospital de Cl&iacute;nicas de Porto Alegre, 27</I>(1), 5-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201100040000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Almeida, M. C., Aquino, E. M., &amp; Barros, A. P. (2006). Trajet&oacute;ria escolar e gravidez na adolesc&ecirc;ncia entre jovens de tr&ecirc;s capitais brasileiras. <I>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Rio de Janeiro, 22</I>(7), 1397-1409.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201100040000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Altman, H. (2007). A sexualidade adolescente como foco de investimento pol&iacute;tico-social. <I>Educa&ccedil;&atilde;o em Revista, 46</I>, 287-310.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201100040000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Arnet, J. J. (2007). Emerging adulthood: What is it, and what is it good for? <I>Child Development Perspectives, 1</I>(2), 68-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201100040000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bardin, L. (1977). <I>An&aacute;lise de conte&uacute;do</I>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201100040000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bigras, M., &amp; Paquette, D. (2007). Estudo pessoa-processo-contexto da qualidade das intera&ccedil;&otilde;es entre m&atilde;e-adolescente e seu beb&ecirc;. <I>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Colectiva, 12</I>(5), 1167-1174.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201100040000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Brazelton, T. B., &amp; Cramer, B. G. (1989/2001). <I>A rela&ccedil;&atilde;o mais precoce: Os pais, os beb&eacute;s e a interac&ccedil;&atilde;o precoce. </I>Lisboa: Terramar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201100040000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Breheny, M., &amp; Stephens, C. (2007). Individual responsibility and social constraint: The construction of adolescent motherhood in social scientific research. <I>Culture, Health and Sexuality, 9</I>(4), 333-346.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201100040000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1979/1996). A ecologia do desenvolvimento humano: Experimentos naturais e planejados. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201100040000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (2001/2005). The bioecological theory of human development. In U. Bronfenbrenner (Ed.), <I>Making human beings human: Bioecological perspectives on human development </I>(pp. 3-15). Thousand Oaks, CA: SAGE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201100040000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Canavarro, M. C., &amp; Pereira, A. I. (2001). Gravidez e maternidade na adolesc&ecirc;ncia: Perspectivas te&oacute;ricas. In M. C. Canavarro (Ed.), <I>Psicologia da gravidez e da maternidade </I>(pp. 323-355). Coimbra: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201100040000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Carvacho, I. E., Mello, M. B., Morais, S. S., &amp; Silva, J. L. (2008). Factores associados ao acesso anterior a servi&ccedil;os de sa&uacute;de por adolescentes gestantes. <I>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 42</I>(5), 886-894.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201100040000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cerqueira-Santos, E., Paludo, S., Diniz, E., &amp; Koller, S. H. (2010). Gravidez na adolesc&ecirc;ncia: An&aacute;lise contextual de risco e prote&ccedil;&atilde;o. <I>Psicologia em Estudo, 15</I>(1), 72-85. DOI: 10.1590/S1413-73722010000100009 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201100040000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Coleman, L., &amp; Cater, S. (2006). &lsquo;Planned&rsquo; teenage pregnancy: Perspectives of young women from disadvantaged backgrounds in England. <I>Journal of Youth Studies, 9</I>(5), 593-614. </P >    <!-- ref --><p>Coley, R. L., &amp; Chase-Lansdale, L. (1998). Adolescent pregnancy and parenthood: Recent evidence and future directions. <I>American Psychologist, 53</I>(2), 152-166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201100040000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Datafolha &ndash; Instituto de Pesquisas. (2008). <I>Jovens brasileiros. </I>Retrieved on July 30<Sup>th</Sup>, 2008 from <a href="http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=700" target="_blank">http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=700</a> </P >     <!-- ref --><p>Dias, A. C. (2009). An&aacute;lise das expectativas de jovens que vivenciaram a gravidez na juventude. In R. C. Lib&oacute;rio &amp; S. H. Koller (Eds.), <I>Juventude brasileira: Fatores de risco e prote&ccedil;&atilde;o</I>. S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201100040000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dias, A. C., &amp; Lopes, R. C. (2003). Representa&ccedil;&otilde;es de maternidade de m&atilde;es jovens e suas m&atilde;es. <I>Psicologia em Estudo, 8</I>, 63-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201100040000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Douglass, C. B. (2007). From duty to desire: Emerging adulthood in Europe and its consequences. <I>Child Development Perspectives, 1</I>(2), 101-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201100040000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Duncan, S. (2007). What&rsquo;s the problem with teenage parents? And what&rsquo;s the problem with policy? <I>Critical Social Policy, 27</I>(3), 307-334. </P >    <!-- ref --><p>Esteves, J. R., &amp; Menandro, P. R. M. (2005). Trajet&oacute;rias de vida: Repercuss&otilde;es da maternidade adolescente na biografia de mulheres que viveram tal experi&ecirc;ncia. <I>Estudos de Psicologia</I>, <I>10</I>(3), 363-370.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201100040000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Figueiredo, B. (2001). Maternidade na adolesc&ecirc;ncia: Do risco &agrave; preven&ccedil;&atilde;o. <I>Revista Portuguesa de Psicossom&aacute;tica, 3</I>(2), 221-237.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201100040000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Figueiredo, B., Pacheco, A., &amp; Magarinho, R. (2004). Utentes da consulta externa de gr&aacute;vidas adolescentes da Maternidade J&uacute;lio Dinis entre os anos de 2000 e 2003. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXII</I>(3), 551-570.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201100040000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Figueiredo, B., Matos, R., Magarinho, R., Martins, C., Jongenelen, I., Guedes, A., Lopes, L., Gameiro, H., &amp; Soares, I. (2000). Ser jovem e ser m&atilde;e: Um programa de interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica para m&atilde;es adolescentes. In J. Ribeiro, I. Leal, &amp; M. Dias (Eds.), <I>Actas do 3&ordm; Congresso Nacional de Psicologia da Sa&uacute;de </I>(pp. 1126). Lisboa: ISPA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201100040000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Galambos, N. L., &amp; Martinez, M. L. (2007). Poised for emerging adulthood in Latin Am&eacute;rica: A pleasure for the privileged. <I>Child Development Perspectives, 1</I>(2), 109-114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201100040000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Galland, O. (1997). Leaving home and family relationships in France. <I>Journal of Family Issues, 18</I>(6), 645-670.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201100040000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Gravad. (2006). Pesquisa de Adolescentes no Brasil. Retrieved June 10, 2008 from <a href="http://www.portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/marco_teorico_referencial.pdf" target="_blank">www.portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/marco_teorico_referencial.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201100040000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Heilborn, M., Salem, T, Knauth, D, Aquino, E, Bozon, M, Rohden, F., Victora, C., Mccallum, C., &amp; Brand&atilde;o, E. (2002). Aproxima&ccedil;&otilde;es socioantropol&oacute;gicas sobre a gravidez na adolesc&ecirc;ncia. <I>Horizontes Antropol&oacute;gicos, 8</I>, 3-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201100040000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). (2008). Retrieved on September 12, 2009 from <a href="http://www.IBGE.gov.br" target="_blank">www.IBGE.gov.br</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201100040000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE). (1998). <I>Anu&aacute;rio estat&iacute;stico de Portugal, 1998. </I>Retrieved on June 10, 2008 from <a href="http://www.ine.pt" target="_blank">www.ine.pt</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201100040000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE). (2006). <I>Anu&aacute;rio estat&iacute;stico de Portugal de 2006</I>. Retrieved on June, 10, 2011from <a href="http://www.ine.pt" target="_blank">www.ine.pt</a> </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201100040000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE).( 2010). Retrieved on June, 12, 2010 from <a href="http://www.ine.pt" target="_blank">www.ine.pt</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201100040000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Laville, C., &amp; Dionne, J. (1999). An&aacute;lise de conte&uacute;do. In C. Laville &amp; J. Dionne (Eds.), <I>A constru&ccedil;&atilde;o do saber: Manual de metodologia da pesquisa em Ci&ecirc;ncias Humanas </I>(pp. 214-235). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201100040000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Levandowski, D. C., &amp; Piccinini, C. A. (2004). Paternidade na adolesc&ecirc;ncia: Aspectos te&oacute;ricos e emp&iacute;ricos. <I>Revista Brasileira de Desenvolvimento Humano, 14</I>(1), 51-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201100040000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de do Brasil. (2006). <I>Marco te&oacute;rico e referencial da sa&uacute;de sexual e reprodutiva de adolescentes e jovens. </I>Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201100040000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Moore, M. R., &amp; Brooks-Gunn, J. (2002). Adolescent parenthood. In M. H. Bornstein (Ed.), <I>Handbook of parenting: Being and becoming a parent </I>(vol. 3, pp. 173-213). Nova Iorque: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201100040000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. (2009). <I>Portugal: Equility indicators. </I>Retrived on June 9, 2011 from <a href="http://www.eclac.cl/oig/indicators/Portugal/Portugal.htm" target="_blank">http://www.eclac.cl/oig/indicators/Portugal/Portugal.htm</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201100040000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Pantoja, A. L. (2003). &ldquo;Ser algu&eacute;m na vida&rdquo;: Uma an&aacute;lise s&oacute;cio-antropol&oacute;gica da gravidez/maternidade na adolesc&ecirc;ncia, em Bel&eacute;m do Par&aacute;, Brasil. <I>Caderno de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 19</I>(2), 335-343. </P >    <p>Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios (PNAD). (2010). <I>S&iacute;ntese de indicadores &ndash; 2009</I>. Retrieved on September 10, 2010 from <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2009/" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2009/</a> </P >     <!-- ref --><p>Piccinini, C. A., Silva, M. R., Gon&ccedil;alves, T. R., Lopes, R. S., &amp; Tudge, J. (2004). O envolvimento paterno durante a gesta&ccedil;&atilde;o. <I>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 17</I>(3), 303-314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201100040000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Robson, C. (1993). <I>Real world research. </I>Oxford: Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201100040000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Seamark, C. J., &amp; Lings, P. (2004). Positive experiences of teenage motherhood: A qualitative study. <I>British Journal of General Practice, 54</I>, 813-818.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-8231201100040000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Soares, I., Marques, M. C., Martins, C., Figueiredo, B., Jongenelen, I., &amp; Matos, I. (2002). Gravidez e maternidade na adolesc&ecirc;ncia: Um estudo longitudinal. In M. C. Canavarro (Ed.), <I>Psicologia da gravidez e da maternidade </I>(pp. 359-407). Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201100040000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Steinberg, L., &amp; Morris, A. S. (2001). Adolescent development. <I>Annual Review of Psychology</I>, <I>52</I>, 83-110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201100040000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Woodward, L. J., Horwood, L. J., &amp; Fergusson, D. M. (2001). Teenage pregnancy: Cause for concern. <I>New Zeland Medical Journal, 114(</I>1135), 301-303.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-8231201100040000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>World Health Association (WHO). (2002). <I>Relat&oacute;rio</I>. Retrieved on June 10, 2008 from <a href="http://www.dianova.pt/index" target="_blank">www.dianova.pt/index</a> </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-8231201100040000300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Yin, R. K. (2001/2002). <I>Estudo de caso: Planejamento e m&eacute;todos. </I>Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201100040000300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Eva Diniz Bensaja dei Schir&ograve;, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Instituto de Psicologia/CEP-RUA, Ramiro Barcelos, 2600, sala 104, 90035-003 Porto Alegre, RS, Brasil. E-mail: <a href="mailto:eva.diniz@gmail.com">eva.diniz@gmail.com</a> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>NOTAS</P >     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Espec&iacute;fica &agrave; gravidez adolescente. </P >     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> O autor define o &iacute;ndice como Suficiente quando situado entre 0,40-0,60, Bom nos valores compreendidos entre 0,60-0,75 e Excelente quando superior a 0,75. </P >      ]]></body><back>
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