<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312011000400007</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tradução e validação da Escala de Resiliência para Estudantes do Ensino Superior]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marta Filipa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[Teresa Sousa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Coimbra Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>29</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>579</fpage>
<lpage>591</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312011000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312011000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312011000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O conceito de resiliência, enquanto capacidade do indivíduo manifestar uma adaptação positiva em face de situações adversas, tem interessado, nas últimas décadas, os investigadores que procuram compreender os percursos de desenvolvimento em situações de risco ou vulnerabilidade. Num âmbito mais restrito, alguns autores têm tentado criar instrumentos que capturem a percepção que os sujeitos têm de serem (ou não) capazes de enfrentar situações difíceis ou potencialmente stressantes. Nesta linha, a Resilience Scale, de Wagnild e Young (1993), surge como uma das hipóteses de avaliação em adultos. Apresentam-se neste trabalho os dados preliminares da tradução e validação desta escala para estudantes do Ensino Superior (451 sujeitos da ESTeS de Coimbra). Constituída por 25 itens, cotados numa escala de Likert de 7 pontos, a Escala de Resiliência apresenta boa consistência interna (&#945; de .98), correlações item-total entre 0.20 e 0.59, sugerindo a análise factorial exploratória uma estrutura de 5 factores (diferente da estrutura encontrada pelos autores originais da escala) que explica 52,5% da variância total; correlaciona-se ainda negativamente e de forma significativa com a Ansiedade-Traço (STAI-Y, de Spielberger, 1983).]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Over the last decades, the concept of resilience (ability to overcome adverse situations through a positive adaptation) has interested researchers who try to explain the development pathways in risk or vulnerability situations. More specifically, some authors have tried to create scales to evaluate the perception of someone being (or not) able to face harsh or potentially stressful situations. The Resilience Scale (Wagnild & Young, 1993) appears to be an effective instrument to evaluate resilience in adults. The present work shows the primary data regarding translation and validation of resilience scale in Portuguese college students (451 students of College of Health Technology of Coimbra). This scale presents 25 items, scoring on a Likert scale with 7 points, with good internal consistency (&#945;=.98), item-total correlations between .20/ .59, and an exploratory factorial analysis revealing 5 factors (different from the structure found by the original authors) that explained 52,5% of the total variance; also, there was a negative and significant correlation between resilience and the trait of anxiety, measured by the STAI-Y (Spielberger, 1983).]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ensino superior]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Escala de resiliência]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Inventário de traço de ansiedade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Resiliência]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[College students]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Resilience]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Resilience scale]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[State-trait anxiety inventory]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><B>Tradu&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o da Escala de Resili&ecirc;ncia para Estudantes do Ensino Superior </B></p>     <p><b>Marta Filipa Oliveira<Sup>* </Sup> e Teresa Sousa Machado<Sup>** </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Coimbra, Instituto Polit&eacute;cnico de Coimbra / Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra;</P >     <p> <Sup>** </Sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>      <p>O conceito de resili&ecirc;ncia, enquanto capacidade do indiv&iacute;duo manifestar uma adapta&ccedil;&atilde;o positiva em face de situa&ccedil;&otilde;es adversas, tem interessado, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, os investigadores que procuram compreender os percursos de desenvolvimento em situa&ccedil;&otilde;es de risco ou vulnerabilidade. Num &acirc;mbito mais restrito, alguns autores t&ecirc;m tentado criar instrumentos que capturem a percep&ccedil;&atilde;o que os sujeitos t&ecirc;m de serem (ou n&atilde;o) capazes de enfrentar situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis ou potencialmente stressantes. Nesta linha, a <I>Resilience Scale</I>, de Wagnild e Young (1993), surge como uma das hip&oacute;teses de avalia&ccedil;&atilde;o em adultos. Apresentam-se neste trabalho os dados preliminares da tradu&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o desta escala para estudantes do Ensino Superior (451 sujeitos da ESTeS de Coimbra). Constitu&iacute;da por 25 itens, cotados numa escala de Likert de 7 pontos, a <I>Escala de Resili&ecirc;ncia </I>apresenta boa consist&ecirc;ncia interna (</B>&alpha; de .98), correla&ccedil;&otilde;es item-total entre 0.20 e 0.59, sugerindo a an&aacute;lise factorial explorat&oacute;ria uma estrutura de 5 factores (diferente da estrutura encontrada pelos autores originais da escala) que explica 52,5% da vari&acirc;ncia total; correlaciona-se ainda negativamente e de forma significativa com a Ansiedade-Tra&ccedil;o (STAI-Y, de Spielberger, 1983). </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Ensino superior, Escala de resili&ecirc;ncia, Invent&aacute;rio de tra&ccedil;o de ansiedade, Resili&ecirc;ncia. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >     <P   >Over the last decades, the concept of resilience (ability to overcome adverse situations through a positive adaptation) has interested researchers who try to explain the development pathways in risk or vulnerability situations. More specifically, some authors have tried to create scales to evaluate the perception of someone being (or not) able to face harsh or potentially stressful situations. The Resilience Scale (Wagnild &amp; Young, 1993) appears to be an effective instrument to evaluate resilience in adults. The present work shows the primary data regarding translation and validation of resilience scale in Portuguese college students (451 students of College of Health Technology of Coimbra). This scale presents 25 items, scoring on a Likert scale with 7 points, with good internal consistency (&alpha;=.98), item-total correlations between .20/ .59, and an exploratory factorial analysis revealing 5 factors (different from the structure found by the original authors) that explained 52,5% of the total variance; also, there was a negative and significant correlation between resilience and the trait of anxiety, measured by the STAI-Y (Spielberger, 1983). </P >    <P   ><B>Key-words: </B>College students, Resilience, Resilience scale, State-trait anxiety inventory. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   >&nbsp;</P >     <blockquote>       <p>&ldquo;If you think you can do a thing, or think you can&rsquo;t do a thing, you&rsquo;re right&rdquo; (Henry Ford, cit. in Wagnild &amp; Collins, 2009, p. 30) </p> </blockquote>     <p>O termo <I>resili&ecirc;ncia </I>surge hoje em numerosos textos de psicologia salientando a vontade dos investigadores compreenderem a possibilidade do desenvolvimento adaptativo poder ocorrer em ambientes de adversidade. A resili&ecirc;ncia, em termos gerais, refere-se &ldquo;&agrave; adapta&ccedil;&atilde;o positiva manifes tada em face de experi&ecirc;ncias negativas&rdquo; (Masten &amp; Gewirtz, 2008, p. 22). Pode ser definida como capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s (ou <I>nas</I>) adversidades, estando conotada com a ideia de for&ccedil;a interior, compet&ecirc;ncia, flexibilidade, <I>coping </I>bem sucedido (Wagnild &amp; Collins, 2009). Em sentido inverso, a resili&ecirc;ncia encontra-se associada negativamente com a depress&atilde;o, percep&ccedil;&atilde;o de stress e ansiedade (Wagnild &amp; Collins, 2009). O estudo da resili&ecirc;ncia aparece assim associado &agrave; considera&ccedil;&atilde;o do risco ou vulnerabilidades no desenvolvimento, sendo precursor do interesse pelo t&oacute;pico o trabalho de Norman Garmezy ao procurar compreender a natureza e origem da esquizo frenia, estudando o desenvolvimento de crian&ccedil;as filhas de pais com doen&ccedil;as mentais (Masten &amp; Powell, 2003). Se se tornou claro que os dist&uacute;rbios mentais (intra-familiares) sugeriam a presen&ccedil;a de influ&ecirc;ncias gen&eacute;ticas &ndash; criando susceptibilidades que seriam potenciadas pelas adversidades do seu ambiente &ndash; por outro lado, investigadores desenvolvimentais observaram que alguns dos beb&eacute;s e crian&ccedil;as seriam mais sens&iacute;veis (ou reactivas) do que outros, &agrave;s experi&ecirc;ncias ambientais negativas (Masten &amp; Gewirstz, 2008). Multiplicaram-se entretanto as investiga&ccedil;&otilde;es em redor dos factores de risco para o desenvolvimento (e.g., prematuridade, pobreza, maus-tratos, modelamento da viol&ecirc;ncia), com as ressalvas dos <I>modelos desenvolvimentais </I>a destacar que o efeito dos factores de risco traduziria uma sinergia, conjugando diversas influ&ecirc;ncias e tendo efeitos bi-direccionais na crian&ccedil;a e contexto (Masten &amp; Gewirstz, 2008; Wright &amp; Masten, 2006). As vari&aacute;veis que promovem (ou inibem) a resili&ecirc;ncia t&ecirc;m sido estudadas quer no <I>sujeito</I>, na <I>fam&iacute;lia</I>, na <I>comunidade</I>, como no <I>grupo cultural </I>(Gillespie &amp; Allen-Craig, 2009; Naglieri &amp; LeBuffe, 2006), traduzindo as influ&ecirc;ncias do modelo de Brofenbrenner no desenvolvimento. Recorde-se que, para o autor, o desenvolvimento ocorre numa interac&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua entre a crian&ccedil;a e o ambiente pr&oacute;ximo, sendo que este &uacute;ltimo, por seu turno, &eacute; afectado (e afecta) os contextos (progressivamente mais afastados) nos quais a crian&ccedil;a se insere (e.g., Papalia, Olds, &amp; Feldman, 2008). </P >     <p>A defini&ccedil;&atilde;o de resili&ecirc;ncia proposta no <I>Dicion&aacute;rio de Psicopatologia da Crian&ccedil;a e Adolescente</I>, sugere que o conceito seja usado &ldquo;(...) para distinguir e propor conceptualmente as disposi&ccedil;&otilde;es identific&aacute;veis de determinados indiv&iacute;duos para atravessar, sem danos sens&iacute;veis, acontecimentos da vida com alto risco&rdquo; (Houzel, Emmanuelli, &amp; Moggio, 2004, p. 884). <I>Risco </I>e <I>resili&ecirc;ncia </I>s&atilde;o ent&atilde;o dois conceitos que tendem a surgir juntos nas an&aacute;lises do desenvolvimento. &Eacute; ainda no mesmo Dicion&aacute;rio que se pode ler: &ldquo;Risco, vulnerabilidade, resili&ecirc;ncia poderiam ser propostos como trip&eacute; axial da preven&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Houzel et al., 2004, p. 885). </P >    <p>Autores que t&ecirc;m estudado a resili&ecirc;ncia em adultos idosos sugerem que a resili&ecirc;ncia pode aumentar na vida adulta, traduzindo, nesses casos, o efeito dos sucessos anteriores em lidar com a adversidade (Bauman, Adams &amp; Waldo, 2001; Wagnild &amp; Collins, 2009), ou, no caso dos muito idosos, quando conseguem identificam factores como autonomia, controlo e suporte social nas suas vidas (Bauman et al., 2001). As ra&iacute;zes para a resili&ecirc;ncia s&atilde;o encontradas na inf&acirc;ncia, eventualmente nas primeiras rela&ccedil;&otilde;es, que contribuem (ou n&atilde;o) para que o indiv&iacute;duo possa superar os obst&aacute;culos (em termos de tarefas ou desafios desenvolvimentais) com que se vai deparando. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Salienta-se sempre a no&ccedil;&atilde;o de que a influ&ecirc;ncia dos factores de risco nunca pode ser entendida como determinista e absolutista, no desenvolvimento, mas apenas probabil&iacute;stica j&aacute; que a mani festa&ccedil;&atilde;o de perturba&ccedil;&otilde;es no sujeito resulta da interac&ccedil;&atilde;o entre factores de risco e factores de protec&ccedil;&atilde;o (Anaut, 2002). Trata-se de uma combina&ccedil;&atilde;o de factores ou vari&aacute;veis diversas, podendo ser encarada como um equil&iacute;brio de for&ccedil;as (Anaut, 2002). Nesta &oacute;ptica, a resili&ecirc;ncia pode ser vista como resultado do equil&iacute;brio desenvolvimental entre <I>factores de risco </I>&ndash; i.e., vari&aacute;veis capazes de aumentar a proba bilidade do sujeito desenvolver perturba&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas ou do comportamento, e que podem situar-se, como dissemos, no indiv&iacute;duo, fam&iacute;lia, meio social (e.g., depress&atilde;o da m&atilde;e, doen&ccedil;a cr&oacute;nica, pobreza, criminalidade); e <I>factores de pr</I><I>otec&ccedil;&atilde;o </I>&ndash; i.e. factores que medeiam a reac&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de risco, amortecendo o efeito do risco e, correlativamente, as suas consequ&ecirc;ncias negativas (Anaut, 2002; Jenkins, 2008). Tamb&eacute;m estes podem ser individuais (e.g., temperamento, QI), ou contextuais (e.g., suporte familiar e extra-familiar) (Machado &amp; Fonseca, 2009; Rutter, 1990). Note-se que os estudos hoje tendem a ser mais precisos contemplando n&atilde;o apenas a presen&ccedil;a <I>versus </I>aus&ecirc;ncia de um eventual factor (e.g., protector) que se esteja a estudar, mas a sua <I>qualidade </I>(e.g., &ldquo;a crian&ccedil;a sofre com a presen&ccedil;a do pai se este for antisocial, mas beneficia se este n&atilde;o o for&rdquo;, in Rutter, 2003, p. 489). </P >    <p>O <I>risco </I>&ndash; enquanto probabilidade elevada de um resultado negativo &ndash; raramente ocorre isolado e, nesta linha de investiga&ccedil;&atilde;o, a identifica&ccedil;&atilde;o do risco n&atilde;o implica a identifica&ccedil;&atilde;o de um indiv&iacute;duo, mas de um grupo (Wright &amp; Masten, 2006). Tomando exemplos menos dram&aacute;ticos do que os analisados nos estudos cl&aacute;ssicos acerca do conceito, se considerarmos o caso dos estudantes universit&aacute;rios que saem de casa para estudar &ndash; assumindo esta sa&iacute;da, metaforicamente, como uma nova <I>Situa&ccedil;&atilde;o Estranha </I>(Kenny, 1987) &ndash; podemos identificar determinadas vari&aacute;veis que potenciam o risco de inadapta&ccedil;&otilde;es desenvolvimentais (e.g., elevados n&iacute;veis de introvers&atilde;o, isolamento, pertencer a minorias, estar num ambiente estranho e/ou culturalmente muito diverso, consumo excessivo de &aacute;lcool, padr&otilde;es inseguros de vincula&ccedil;&atilde;o, aus&ecirc;ncia de estrat&eacute;gias activas de <I>coping</I>) (Li, 2008; Machado, 2007; Machado &amp; Oliveira, 2007; Pereira, 2006) &ndash; compensadas, ou n&atilde;o, consoante os recursos internos do sujeito [e.g., um padr&atilde;o <I>seguro-aut&oacute;nomo </I>e <I>coping activo </I>(Li, 2008)], ou do ambiente pr&oacute;ximo. </P >     <p>Para al&eacute;m do <I>risco, </I>o segundo ponto-chave na an&aacute;lise da resili&ecirc;ncia &eacute; a constata&ccedil;&atilde;o de que o indiv&iacute;duo &ldquo;est&aacute; bem&rdquo;, ou seja, a sua adapta&ccedil;&atilde;o tendo em conta as tarefas desenvolvimentais espec&iacute; ficas (no <I>seu </I>per&iacute;odo da vida) (Bauman et al., 2001; Masten &amp; Powell, 2003; Wright &amp; Masten, 2006). Retomando o exemplo dos universit&aacute;rios, ter&iacute;amos a aus&ecirc;ncia de patologia e adequa&ccedil;&atilde;o nas tarefas de desenvolvimento da sua idade (e.g., sucesso acad&eacute;mico, boas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais) (Arnett, 2000, 2001; Masten &amp; Powell, 2003). McCarthy, Lambert e Moller (2006) analisam o papel mediador de dois tipos de recursos psicol&oacute;gicos (que podemos considerar caracter&iacute;sticas resilientes) &ndash; capacidade geral para lidar com o stresse e capacidade espec&iacute;fica para regular o afecto negativo &ndash; na rela&ccedil;&atilde;o entre vincula&ccedil;&atilde;o aos pais e adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; Universidade, tendo verificado o efeito &ldquo;amortecedor&rdquo; de ambas as capacidades referidas. </P >     <p>Embora dificilmente encontremos uma defini&ccedil;&atilde;o &uacute;nica, existe uma no&ccedil;&atilde;o central que liga a resi li&ecirc;ncia ao <I>coping </I>bem sucedido, ou ao ultrapassar o risco e a adversidade, ou ao desenvolvimento de compet&ecirc;ncias perante o stresse severo (Doll &amp; Lyon, 1998; Jenkins, 2008; Rutter, 1979). Ou, em termos mais restritos, a resili&ecirc;ncia &eacute; associada &agrave; capacidade do indiv&iacute;duo sobreviver a um trauma, ou seja, &agrave; sua resist&ecirc;ncia face a condi&ccedil;&otilde;es adversas e a sua capacidade em desenvolver respostas adaptativas (Anaut, 2002). A resili&ecirc;ncia surge assim como conceito multidimensional e, para diversos autores, deve ser encarada mais enquanto um &ldquo;processo flu&iacute;do do que enquanto um tra&ccedil;o fixo&rdquo; (Bauman et al., 2001, p. 3) &ndash; querendo isto dizer que um indiv&iacute;duo que manifesta resili&ecirc;ncia numa situa&ccedil;&atilde;o (ou est&aacute;dio) da vida, pode n&atilde;o o manifestar noutra(o) (Bauman et al., 2001). Outros preferem consider&aacute;-la enquanto caracter&iacute;stica <I>natural </I>do sujeito (e.g., Kobasa, 1987, cit. in Li, 2008). </P >    <p>Mais &uacute;til do que considerar estas quest&otilde;es em termos de o indiv&iacute;duo &ldquo;apresentar&rdquo; ou &ldquo;n&atilde;o apresentar&rdquo; caracter&iacute;sticas resilientes, &eacute; a quest&atilde;o de sabermos (com precis&atilde;o) o tipo de exig&ecirc;ncias que t&ecirc;m maior probabilidade de &ldquo;p&ocirc;r &agrave; prova&rdquo; a prossecu&ccedil;&atilde;o das tarefas desenvolvimentais de cada per&iacute;odo da vida (ou seja, que <I>p&otilde;em &agrave; prova a resili&ecirc;ncia) </I>&ndash; e j&aacute; o sabemos em larga medida (cf. e.g., Bauman, et al., 2001; Masten &amp; Powell, 2003). </P >    <p>Uma das dificuldades no estudo da resili&ecirc;ncia refere-se ao facto de, em rigor, a sua considera&ccedil;&atilde;o (i.e., da sua presen&ccedil;a/efeito) ser inferencial: &ldquo;(...) a avalia&ccedil;&atilde;o da resili&ecirc;ncia &eacute; <I>inferencial</I>, a partir do exame do risco e dos factores de adapta&ccedil;&atilde;o positiva (Naglieri &amp; LeBuffe, 2006, p. 109). A mesma ideia surge em Jenkins (2008), quando refere que os ju&iacute;zos que fazemos (leia-se acerca da presen&ccedil;a de resili&ecirc;ncia) incidem sobre a an&aacute;lise da exposi&ccedil;&atilde;o dos sujeitos a factores que t&ecirc;m o <I>potencial </I>de induzir perturba&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento normativo &ndash; numa minoria de sujeitos, esse potencial n&atilde;o &eacute; concretizado. Encontramos assim muito mais informa&ccedil;&otilde;es acerca das caracter&iacute;sticas da resili&ecirc;ncia do que <I>avalia&ccedil;&otilde;es </I>sobre resili&ecirc;ncia (Wagnild &amp; Collins, 2009). Esta dificuldade n&atilde;o tem entravado todavia a tentativa dos investigadores criarem instrumentos que permitam apreender o &ldquo;potencial&rdquo; dos sujeitos reagirem positivamente aos obst&aacute;culos que eventualmente surjam na sua traject&oacute;ria desenvolvimental &ndash; por exemplo, obst&aacute;culos &agrave; adequada concretiza&ccedil;&atilde;o de tarefas desenvolvimentais (Masten &amp; Powell, 2003). Esses factores de protec&ccedil;&atilde;o (potenciais) s&atilde;o encontrados na literatura sobre a resili&ecirc;ncia. A percep&ccedil;&atilde;o de si-mesmo como resiliente tem sido vista como promovendo a pr&oacute;pria resili&ecirc;ncia (Gillespie &amp; Allen-Craig, 2009; Rew, Taylor-Seehafer, Thomas, &amp; Yockey, 2001) &ndash; o que tem sido usado na elabora&ccedil;&atilde;o de programas de interven&ccedil;&atilde;o, por exemplo, com adolescentes em risco (Gillespie &amp; Allen-Craig, 2009). </P >    <p>Em termos globais, t&ecirc;m sido considerados como sistemas de protec&ccedil;&atilde;o (b&aacute;sicos) do desenvolvi mento humano, o sistema de vincula&ccedil;&atilde;o, sistema de auto-efic&aacute;cia, ou seja, a motiva&ccedil;&atilde;o para a mestria, auto-regula&ccedil;&atilde;o (i.e., regula&ccedil;&atilde;o emocional e do comportamento, controlo dos impulsos), desenvol vimento cognitivo e aprendizagem (Masten &amp; Powell, 2003). Nesta linha de ideias, Wagnild e Young (1993) propuseram um instrumento para avaliar a percep&ccedil;&atilde;o que o sujeito tem de si pr&oacute;prio enquanto capaz (ou n&atilde;o) de enfrentar eventuais situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis e/ou imprevistas, ser perseverante, aut&oacute;nomo e ter uma percep&ccedil;&atilde;o positiva de si mesmo; trata-se da <I>Resilience Scale, </I>cuja tradu&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lises preliminares de adapta&ccedil;&atilde;o, numa amostra de estudantes do ensino superior, aqui apresentamos. </P >     <p>A <I>Escala de Resili&ecirc;ncia </I>(Wagnild &amp; Young, 1993) &ndash; definindo a resili&ecirc;ncia enquanto cren&ccedil;as acerca da sua pr&oacute;pria compet&ecirc;ncia e aceita&ccedil;&atilde;o de si mesmo e da vida de modo a promover a adapta&ccedil;&atilde;o individual &ndash; &eacute; um instrumento de auto-relato, composto por 25 itens, organizados segundo uma escala tipo Lickert de 7 pontos (sendo o valor 1 correspondente a &ldquo;discordo total mente&rdquo;, o valor 4 corres pondente a &ldquo;n&atilde;o concordo nem discordo&rdquo;, e o valor 7 significando que o sujeito &ldquo;concorda totalmente&rdquo; com a afirma&ccedil;&atilde;o), podendo variar entre 25 e 175, indicando os resultados mais elevados maior resili&ecirc;ncia (Rew et al., 2001; Wagnild &amp; Collins, 2009; Wagnild &amp; Young, 1993). Um resultado abaixo dos 121 &eacute; considerado pelos autores originais indicativo de &ldquo;reduzida resili&ecirc;ncia&rdquo;; um resultado entre 121 e 145 &eacute; considerado como &ldquo;resili&ecirc;ncia moderada&rdquo;, e acima dos 145 &eacute; considerado de &ldquo;moderada elevada&rdquo; a &ldquo;resili&ecirc;ncia elevada&rdquo;. Admite-se ainda que cada item possa ser usado &ndash; em contexto cl&iacute;nico &ndash; como &ldquo;pretexto&rdquo; para discuss&atilde;o com o sujeito (Wagnild &amp; Collins, 2009). O sujeito responde consoante concorda ou n&atilde;o &ndash; aplicando a si pr&oacute;prio &ndash; com a descri&ccedil;&atilde;o que &eacute; feita em cada um dos itens (e.g., &ldquo;Sou uma pessoa determinada&rdquo;, &ldquo;Estou bem comigo pr&oacute;prio&rdquo;), ou relativamente &agrave; forma como se comporta em situa&ccedil;&otilde;es que envolvam algum stresse (e.g., &ldquo;Quando me encontro numa situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil, costumo sair dela&rdquo;, &ldquo;Sou capaz de me adaptar facilmente a situa&ccedil;&otilde;es imprevistas&rdquo;). </P >     <p>Com o objectivo de avaliar a validade concorrente da <I>Escala de Resili&ecirc;ncia</I>, analisou-se a sua rela&ccedil;&atilde;o com o grau de <I>ansiedade </I>(enquanto tra&ccedil;o) &ndash; dado ser sugerido que a resili&ecirc;ncia se correlaciona negativamente com a ansiedade, bem como com uma elevada percep&ccedil;&atilde;o de stresse e depress&atilde;o (Wagnild &amp; Collins, 2009). </P >    <p>O <I>tra&ccedil;o de ansiedade </I>constitui uma dimens&atilde;o relativamente est&aacute;vel do indiv&iacute;duo, que se vai formando desde cedo, sendo influenciado pelas experi&ecirc;ncias precoces; pode ser agudizado pelas rela&ccedil;&otilde;es que o indiv&iacute;duo vai estabelecendo ao longo da vida com outras figuras significativas (e.g., amigos, professores), as quais podem, por sua vez, contribuir para uma valoriza&ccedil;&atilde;o negativa do sujeito ou retrac&ccedil;&atilde;o do amor (Spielberger, Pollans, &amp; Worden, 1984). Refere-se &agrave; tend&ecirc;ncia que as pessoas ter&atilde;o para perceber determinadas situa&ccedil;&otilde;es como perigosas, ou amea&ccedil;adoras, respondendo-lhes com um aumento de ansiedade. A avalia&ccedil;&atilde;o do tra&ccedil;o de ansiedade &eacute; relativa &agrave; frequ&ecirc;ncia com que o indiv&iacute;duo manifestou <I>ansiedade-estado </I>no passado e a probabilidade de a manifestar no futuro; sendo que a <I>ansiedade-estado </I>tem um cariz transit&oacute;rio, enquanto a <I>ansiedade-tra&ccedil;o </I>tem um car&aacute;cter mais permanente. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tem sido referido que os indiv&iacute;duos com um tra&ccedil;o de ansiedade elevado experienciam, muitas vezes, sentimentos de incerteza quanto ao futuro, dificuldades na resolu&ccedil;&atilde;o de tarefas e cren&ccedil;as (frequentemente infundadas) de que algo de mal lhes ir&aacute; acontecer; estudos com estudantes do ensino superior revelam correla&ccedil;&otilde;es positivas entre este tra&ccedil;o e uma percep&ccedil;&atilde;o negativa de si pr&oacute;prio e dos outros (Dilma&ccedil;, Hamarta, &amp; Arslan, 2009). Um dos instrumentos usuais na avalia&ccedil;&atilde;o da ansiedade &eacute; o <I>State-Trait Anxiety Inventory-Y </I>(STAI-Y, de Spielberger, 1983, com adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa de Santos &amp; Silva, 1997) &ndash; instrumento de auto-relato constitu&iacute;do por 10 itens aos quais o sujeito deve responder em que medida &eacute; que o que est&aacute; descrito no item (e.g., &ldquo;Sinto-me nervoso(a) e inquieto(a)&rdquo;; &ldquo;Tenho pensamentos que me perturbam&rdquo;) corresponde &agrave; forma como se sente, de uma forma geral (0 &ndash; &ldquo;Nada&rdquo;; 1 &ndash; &ldquo;Um pouco&rdquo;; 2 &ndash; &ldquo;Moderadamente&rdquo;; 3 &ndash; &ldquo;Muito&rdquo;). O score mais elevado do sujeito nesta escala revela um tra&ccedil;o de ansiedade mais acentuado. O STAI j&aacute; foi adaptado em mais de 30 l&iacute;nguas para investiga&ccedil;&atilde;o transcultural e pr&aacute;tica cl&iacute;nica, tendo revelado de uma forma consistente boas qualidades psicom&eacute;tricas; na sua adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa (Santos &amp; Silva, 1997), o Invent&aacute;rio de Tra&ccedil;o de Ansiedade revelou boa consist&ecirc;ncia interna (alfa de Cronbach de 0.86) e correla&ccedil;&otilde;es item-total entre .30 e .59, pelo que este instrumento foi tamb&eacute;m usado no presente estudo. </P >    <p>M&Eacute;TODO  </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>O estudo foi realizado com alunos do Ensino Superior, da Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Coimbra, onde se recolheu uma amostra representativa dos 4 anos e dos 7 cursos ministrados na Institui&ccedil;&atilde;o. Foi utilizada uma t&eacute;cnica de amostragem por conveni&ecirc;ncia j&aacute; que o investigador avaliou os alunos a que tinha acesso mais facilmente. </P >    <p>A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 451 sujeitos (dos 800 alunos que frequentavam a institui&ccedil;&atilde;o no ano lectivo 2008-2009). O crit&eacute;rio de inclus&atilde;o na amostra foi a frequ&ecirc;ncia em qualquer um dos cursos, sendo o crit&eacute;rio de exclus&atilde;o a idade igual ou superior a 27 anos (estes alunos mais velhos s&atilde;o, habitualmente, sujeitos com caracter&iacute;sticas diferentes da maioria &ndash; e.g., estudantes trabalha dores, licenciados noutras &aacute;reas, ingresso por concurso especial). </P >     <p>Na amostra total temos 82 sujeitos do sexo masculino (18.2%) e 369 do sexo feminino (81.8%), o que representa a realidade da institui&ccedil;&atilde;o (frequentada maioritariamente por raparigas). As idades encontram-se compreendidas entre os 18 e os 26 anos, sendo a idade m&eacute;dia de 20,3 anos. A distribui&ccedil;&atilde;o por ano escolar (<a href="#q1">Quadro 1</a>) e curso (<a href="#q2">Quadro 2</a>) est&aacute; representada nos quadros que se seguem, verificando-se que a amostra se distribui de forma predominantemente uniforme pelos 7 cursos da institui&ccedil;&atilde;o e pelos 4 anos lectivos de cada curso. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q1">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a07q1.jpg" width="552" height="95"></P >     
<p>&nbsp;</P ><a name="q2">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a07q2.jpg" width="558" height="124"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><I>Procedimentos </I></P >    <p>O processo de tradu&ccedil;&atilde;o da <I>Resilence Scale </I>(Wagnild &amp; Young, 1993) seguiu os procedimentos aconselhados (i.e., tradu&ccedil;&atilde;o da escala original por 3 peritos na &aacute;rea, sendo cada uma dessas tradu&ccedil;&otilde;es sujeita a retrovers&atilde;o por outros 3 peritos com conhecimento de l&iacute;ngua inglesa); finalmente, foram comparadas cada uma destas tr&ecirc;s vers&otilde;es com a vers&atilde;o original, seleccionandose, por an&aacute;lise de conte&uacute;do, os itens com maior grau de semelhan&ccedil;a &agrave; escala original, e estes foram ent&atilde;o traduzidos para l&iacute;ngua portuguesa. A vers&atilde;o final da escala com os 25 itens seleccionados manteve as 7 op&ccedil;&otilde;es de resposta (tal como a original). </P >    <p>A recolha de dados ocorreu na ESTeS &ndash; Coimbra, em sala de aula. Antes de fornecer os instrumentos impressos em papel, o investigador informou os sujeitos sobre os objectivos gerais da investiga&ccedil;&atilde;o, bem como sobre o anonimato e a confidencialidade dos dados que iriam fornecer, tendo estes, dado o seu consentimento pr&eacute;vio, relativo &agrave; participa&ccedil;&atilde;o na investiga&ccedil;&atilde;o em causa. </P >    <p>O primeiro instrumento entregue foi o <I>Invent&aacute;rio de Tra&ccedil;o de Ansiedade </I>(Spielberger, 1983), tendo sido dadas algumas instru&ccedil;&otilde;es de preenchimento, nomeadamente que estes deveriam responder pensando na forma como habitualmente se &ldquo;costumavam sentir&rdquo;. De seguida, foi entregue a <I>Escala de Resili&ecirc;ncia </I>(Wagnild &amp; Young, 1983), e igualmente explicado que assina lassem o grau em que consideravam que os itens melhor os descreveriam. </P >    <p>Os dados foram processados e analisados estatisticamente com o intuito de avaliar as proprie dades psicom&eacute;tricas da vers&atilde;o portuguesa da <I>Escala de Resili&ecirc;ncia</I>. </P >    <p>RESULTADOS </P >    <p><I>Distribui&ccedil;&atilde;o da amostra pelas vari&aacute;veis em estudo </I></P >    <p>No que diz respeito ao comportamento da amostra em rela&ccedil;&atilde;o aos resultados obtidos nos instru mentos de avalia&ccedil;&atilde;o, apresentamos de seguida as m&eacute;dias, desvios-padr&atilde;o, valores m&iacute;nimos e m&aacute;ximos para cada instrumento (<a href="#q3">Quadro 3</a>), e separadamente para rapazes e raparigas (<a href="#q4">Quadro 4</a>). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q3">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a07q3.jpg" width="558" height="97"></P >     
<p>&nbsp;</P ><a name="q4">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a07q4.jpg" width="550" height="111"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Verifica-se, pela leitura do <a href="#q4">Quadro 4</a>, que existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre as m&eacute;dias obtidas por raparigas e rapazes nas escalas de ansiedade-tra&ccedil;o e de resili&ecirc;ncia, sendo que as raparigas se percepcionam, em m&eacute;dia, como sendo mais ansiosas que os rapazes, e menos resilientes. </P >    <p><I>Consist&ecirc;ncia interna e correla&ccedil;&atilde;o entre os itens e escala total </I></P >    <p>Com o objectivo de averiguar a fidelidade da <I>Escala de Resili&ecirc;ncia </I>procedeu-se &agrave; an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna atrav&eacute;s do c&aacute;lculo do Alfa de Cronbach e dos valores das correla&ccedil;&otilde;es dos itens com a escala total (corrigidos). O Alfa de Cronbach obtido para a amostra actual foi de 0.89, sendo este valor indicativo de uma boa consist&ecirc;ncia interna (superior a 0.80) (cit. in Silva &amp; Campos, 1998). Relativamente &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es item-total, estas oscilaram entre 0.20 e 0.59, havendo apenas um item que apresentou uma correla&ccedil;&atilde;o de 0.14 com a escala total; estes valores respeitam os crit&eacute;rios defendidos por alguns autores, respeitantes aos valores m&iacute;nimos e m&aacute;ximos das correla&ccedil;&otilde;es &ndash; que se dever&atilde;o situar entre os 0.20 / 0.30 e 0.70 / 0.80 (cit. in Silva &amp; Campos, 1998). </P >    <p><I>An&aacute;lise factorial </I></P >    <p>Avaliou-se, de seguida, a validade factorial da <I>Escala de Resili&ecirc;ncia</I>. No estudo original de Wagnild e Young (1993) foram encontrados dois factores principais que os autores designaram por <I>compet&ecirc;ncia pessoal </I>e <I>aceita&ccedil;&atilde;o de si pr&oacute;prio e da vida. </I>No presente estudo, a an&aacute;lise factorial rea lizada com o objectivo de confirmar a exist&ecirc;ncia destes dois factores revelou apenas 37.8% da vari&acirc;ncia total explicada, pelo que procedemos, numa segunda fase, a uma an&aacute;lise factorial explo rat&oacute;ria, tendo obtido uma distribui&ccedil;&atilde;o dos itens por cinco factores que explicavam 52.5% da vari&acirc;ncia total. </P >    <p>Apresenta-se no <a href="#q5">Quadro 5</a> a distribui&ccedil;&atilde;o dos itens da Escala de Resili&ecirc;ncia pelos 5 factores resultantes da an&aacute;lise factorial explorat&oacute;ria com rota&ccedil;&atilde;o varimax. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P ><a name="q5">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a07q5.jpg" width="547" height="517"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Observando o <a href="#q5">Quadro 5</a>, nota-se que grande parte dos itens saturam no 1&ordm; Factor e 2&ordm; Factor, enquanto os restantes se distribuem de forma uniforme pelos outros factores. O 1&ordm; e o 2&ordm; factor explicam grande parte da vari&acirc;ncia total, sendo que os restantes 3 factores explicam cerca de 5% cada um. Fazendo uma an&aacute;lise de conte&uacute;do, encontramos uma dimens&atilde;o comum a todos os itens pertencentes a um mesmo factor. O <I>Factor 1 </I>corresponde &agrave; cren&ccedil;a que o sujeito ter&aacute; em si pr&oacute;prio enquanto percep&ccedil;&atilde;o positiva; o <I>Factor 2 </I>tem a ver com a percep&ccedil;&atilde;o de auto-disciplina, referindo-se &agrave; an&aacute;lise que o sujeito far&aacute; da sua capacidade de se auto-organizar na resolu&ccedil;&atilde;o de tarefas; o <I>Factor 3 </I>avalia uma dimens&atilde;o mais aut&oacute;noma do indiv&iacute;duo, traduzida na capacidade para resolver as coisas, sozinho; o <I>Factor 4 </I>avalia a capacidade de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, focando a forma como o sujeito enfrentar&aacute; as situa&ccedil;&otilde;es; o <I>Factor 5 </I>relaciona-se com a avalia&ccedil;&atilde;o de uma percep&ccedil;&atilde;o mais positiva da vida, sem excesso de preocupa&ccedil;&otilde;es. Foi, ent&atilde;o, proposta a seguinte designa&ccedil;&atilde;o para cada um dos factores: <I>Factor 1 </I>&ndash; Compet&ecirc;ncia pessoal; <I>Factor 2 </I>&ndash; Auto-disciplina; <I>Factor 3 </I>&ndash; Autonomia; <I>Factor 4 </I>&ndash; Resolu&ccedil;&atilde;o de problemas; <I>Factor 5 </I>&ndash; Optimismo. Designa&ccedil;&otilde;es que constituem, para o presente estudo, os nomes das 5 sub-escalas da vers&atilde;o portuguesa da <I>Escala de Resili&ecirc;ncia. </I></P >    <p>Ap&oacute;s isto verific&aacute;mos a consist&ecirc;ncia interna destas 5 sub-escalas, obtendo os valores de alfa de Cronbach exibidos no <a href="#q6">Quadro 6</a>. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q6">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a07q6.jpg" width="552" height="140"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Verificamos, assim, que os valores de alfa de Cronbach para as sub-escalas &ldquo;Compet&ecirc;ncia Pessoal&rdquo; e &ldquo;Auto-disciplina&rdquo; s&atilde;o indicativos de uma boa consist&ecirc;ncia interna, enquanto para as sub-escalas de &ldquo;Autonomia&rdquo;, &ldquo;Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas&rdquo; e &ldquo;Optimismo&rdquo; os valores est&atilde;o um pouco abaixo do desej&aacute;vel (provavelmente pelo n&uacute;mero reduzido de itens que comp&otilde;em estas sub-escalas). </P >    <p>Procedemos, a seguir, &agrave; an&aacute;lise dos coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o entre cada item e respectiva sub-escala, bem como a contribui&ccedil;&atilde;o particular do item para a fidelidade das sub-escalas a que pertence atrav&eacute;s dos coeficientes de alfa de Cronbach excluindo o item (<a href="#q7">Quadro 7</a>). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P ><a name="q7">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a07q7.jpg" width="555" height="410"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Verificamos, pela leitura do quadro, que os valores de correla&ccedil;&atilde;o dos itens com a sub-escala a que pertencem se situam dentro dos valores aceit&aacute;veis (.29 &ndash; .67) e que a remo&ccedil;&atilde;o de qualquer item n&atilde;o far&aacute; aumentar o valor de alfa de Cronbach da sub-escala a que pertence. </P >    <p><I>Validade de conte&uacute;do e concorrente </I></P >    <p>Com o objectivo de avaliar a validade de conte&uacute;do desta estrutura de 5 factores, correlacion&aacute;mos as sub-escalas entre si e com a escala total, tendo obtido os resultados expressos no <a href="#q8">Quadro 8</a>. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q8">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a07q8.jpg" width="555" height="198"></P >    
<p>&nbsp;</P >     <p>Verificamos que, &agrave; excep&ccedil;&atilde;o da correla&ccedil;&atilde;o entre as sub-escalas <I>resolu&ccedil;&atilde;o de problemas </I>e <I>opti </I><I></I><I>mismo, </I>todas as sub-escalas se relacionam entre si e com a escala total de forma muito significativa (<I>p</I>&lt;.01), sendo mais elevados os valores das correla&ccedil;&otilde;es entre a escala total e respectivas subescalas; os mais baixos valores referem-se &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es entre a sub-escala de <I>optimismo </I>e as de <I>auto-disciplina </I>e <I>autonomia. </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para avaliar a validade concorrente da <I>Escala de Resili&ecirc;ncia, </I>compar&aacute;mos estes resultados com os resultados obtidos no tra&ccedil;o de ansiedade &ndash; <I>Invent&aacute;rio de Tra&ccedil;o de Ansiedade </I>(Santos &amp; Silva, 1997; Spielberger, 1983) &ndash; que se julga variar de forma proporcionalmente inversa &agrave; resili&ecirc;ncia. Os resultados das correla&ccedil;&otilde;es obtidas encontram-se no <a href="#q9">Quadro 9</a>. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q9">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a07q9.jpg" width="555" height="118"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Observando o <a href="#q10">quadro</a> seguinte, verifica-se que a resili&ecirc;ncia se correlaciona de forma negativa com o tra&ccedil;o de ansiedade, sendo o valor desta correla&ccedil;&atilde;o altamente significativo. Verifica-se ainda que a correla&ccedil;&atilde;o entre resili&ecirc;ncia e ansiedade-tra&ccedil;o &eacute; mais forte nas raparigas &ndash; sugerindo que os sujeitos (particularmente as raparigas) que se percepcionam como mais resilientes, consideram-se, tamb&eacute;m, menos ansiosas. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q10">     <p><img src="/img/revistas/aps/v29n4/29n4a07q10.jpg" width="548" height="128"></P >    
<p>&nbsp;</P >    <p>Efectuaram-se ainda correla&ccedil;&otilde;es entre as 5 sub-escalas de resili&ecirc;ncia, encontradas na presente vers&atilde;o, e o tra&ccedil;o de ansiedade (<a href="#q10">Quadro 10</a>). </P >     <p>Com base neste quadro, as 5 sub-escalas de resili&ecirc;ncia correlacionam-se, de forma significativa, com a Escala de Ansiedade-Tra&ccedil;o, sendo que a sub-escala de <I>compet&ecirc;ncia pessoal </I>apresenta o valor da correla&ccedil;&atilde;o mais elevado. Sendo este valor negativo, podemos inferir que quanto &ldquo;mais competente&rdquo; o sujeito se percepciona, menos ansioso ser&aacute;. As sub-escalas de <I>auto-disciplina, autonomia, resolu&ccedil;&atilde;o de problemas </I>e <I>optimismo </I>relacionam-se, tamb&eacute;m, de forma significativa e negativa, com a Escala de Ansiedade-Tra&ccedil;o. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>O objectivo inicial deste trabalho consistia em encontrar uma escala de resili&ecirc;ncia que pudesse ser traduzida e adaptada &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa &ndash; a <I>Resilience Scale </I>de Wagnild e Young (1993) pareceu-nos uma boa op&ccedil;&atilde;o. Com efeito, tem demonstrado boas qualidades psicom&eacute;tricas e tem sido utilizada em diversas investiga&ccedil;&otilde;es, com amostras variadas (<I>e.g., </I>adolescentes, jovens adultos e idosos) (Bauman et al., 2001; Gillespie &amp; Allen-Craig, 2009; Wagnild &amp; Collins, 2009). </P >    <p>Os resultados obtidos no presente trabalho permitem-nos concluir sobre as boas propriedades psicom&eacute;tricas do instrumento. De facto, a sua consist&ecirc;ncia interna revelada pelo valor de 0.89 no Alfa de Cronbach, e os valores das correla&ccedil;&otilde;es de cada item com a escala total entre 0.20 e 0.59 mostram que o instrumento tem uma boa fidelidade. A distribui&ccedil;&atilde;o obtida (em 5 factores) que explica 52.5% da vari&acirc;ncia total, com pesos factoriais dos itens a variar entre .47 e .77, sugerem que o instrumento tem validade factorial. No entanto, os valores de alfa de Cronbach para as subescalas de <I>autonomia, resolu&ccedil;&atilde;o de problemas </I>e <I>optimismo </I>encontram-se um pouco abaixo do desej&aacute;vel, sendo tamb&eacute;m nestas tr&ecirc;s sub-escalas que os valores de correla&ccedil;&atilde;o item-total s&atilde;o inferiores (entre .29 e .48) e o valor da correla&ccedil;&atilde;o entre <I>optimismo </I>e <I>resolu&ccedil;&atilde;o de problemas </I>n&atilde;o se revelou significativo (tendo as correla&ccedil;&otilde;es entre <I>optimismo </I>e <I>auto-disciplina </I>e <I>optimismo </I>e <I>autonomia </I>sido as mais baixas, respectivamente de <I>r</I>=.18** e <I>r</I>=.22**). </P >    <p>A Escala de Resili&ecirc;ncia mostrou ainda boa validade concorrente, ao correlacionar-se de forma negativa e significativa (<I>r</I>=-.55**) com a Ansiedade-tra&ccedil;o, sugerindo, em conson&acirc;ncia com a teoria, que os indiv&iacute;duos que se percepcionam como mais resilientes se sentem geralmente menos ansiosos. </P >     <p>Na nossa amostra, os rapazes percepcionaram-se como mais resilientes do que as raparigas, sendo a correla&ccedil;&atilde;o entre a resili&ecirc;ncia e a ansiedade-tra&ccedil;o mais forte para as raparigas. Estas diferen&ccedil;as entre os sexos mereceriam maior aprofundamento e controlo &ndash; traduzir&atilde;o &ldquo;reais&rdquo; diferen&ccedil;as de resili&ecirc;ncia, ou diferentes n&iacute;veis de &ldquo;exig&ecirc;ncia&rdquo; na avalia&ccedil;&atilde;o pessoal? Uma amostra mais equitativa entre rapazes e raparigas (ou, noutros per&iacute;odos do ciclo de vida) poderia, eventualmente, conduzir a resultados diversos. A organiza&ccedil;&atilde;o em cinco factores &ndash; aqui encontrada &ndash; merecer&aacute; ser novamente testada, uma vez que difere da organiza&ccedil;&atilde;o original (h&aacute; que ter em conta especificidades culturais usualmente encontradas em preval&ecirc;ncia de <I>locus-controlo interno </I>ou <I>externo </I>&ndash; nomeadamente em sujeitos destas idades &ndash; e que podem influenciar esta distribui&ccedil;&atilde;o). Futuros estudos poder&atilde;o ajudar a confirmar a estrutura de 5 factores sugerida no presente estudo ou, pelo contr&aacute;rio, confirmar a estrutura bifactorial dos autores originais. </P >     <p>A <I>Escala de Resili&ecirc;ncia </I>de Wagnild e Young tem sido tamb&eacute;m utilizada como &ldquo;pretexto&rdquo; para discuss&atilde;o sobre a percep&ccedil;&atilde;o do sujeito na vida, em contexto cl&iacute;nico, nomeadamente quando acompanhada de quest&otilde;es abertas sobre (entre outros) o &ldquo;sentido da vida&rdquo;, &ldquo;perseveran&ccedil;a&rdquo;, &ldquo;equanimidade&rdquo; (Wagnild &amp; Collins, 2009) e tamb&eacute;m em contexto terap&ecirc;utico (Gillespie &amp; Allen-Craig, 2009; Rew et al., 2001). Admitimos, como Wagnild e Collins (2009), que os indiv&iacute;duos &ldquo;s&atilde;o <I>resilientes </I>at&eacute; um certo ponto&rdquo;; por vezes, pelos mais diversos motivos (e.g., acumula&ccedil;&atilde;o de factores de risco, doen&ccedil;a f&iacute;sica, morte de um familiar, solid&atilde;o, div&oacute;rcio, receio do futuro) a resili&ecirc;ncia enfraquece &ndash; pelo que a (re)avalia&ccedil;&atilde;o faz todo o sentido em diferentes fases do ciclo de vida. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <p>Anaut, M. (2002). <I>A resili&ecirc;ncia &ndash; Ultrapassar os traumatismos. </I>Lisboa: Climepsi Editores. </P >    <!-- ref --><p>Arnett, J. J. (2000). Emerging adulthood: A theory of development from the late teens through the twenties. <I>American Psychologist, 55</I>(5), 469-480.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201100040000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Arnett, J. J. (2001). Conceptions of the transition to adulthood: Perspectives from adolescence through midlife. <I>Journal of Adult Development, 8, </I>133-143.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201100040000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bauman, S., Adams, J. H., &amp; Waldo, M. (2001). Resilience in the oldest-old. <I>Counseling and Human Development, 34</I>(2), 1-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201100040000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dilma&ccedil;, B., Hamarta, E., &amp; Arslan, C. (2009). Analysing the trait anxiety and locus of control of undergraduates in terms of attachment styles. <I>Educational Sciences: Theory and Practice, 9</I>(1)<I>, </I>143- 159.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201100040000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Doll, B., &amp; Lyon, M. A. (1998). Risk and resilience: Implications for the delivery of educational and mental health services in schools. <I>School Psychology Review, 27</I>(3), 348-364.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201100040000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gillespie, E., &amp; Allen-Craig, S. (2009). The enhancement of resilience via a wilderness therapy program: A preliminary investigation. <I>Australian Journal of Outdoor Education 13</I>(1), 39-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201100040000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Houzel, D., Emmanuelli, M., &amp; Moggio, F. (Coords.). (2004). <I>Dicion&aacute;rio de psicopatologia da crian&ccedil;a e do adolescente. </I>Lisboa: Climepsi (ed. original, 2000).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201100040000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Jenkins, J. (2008). Psychosocial adversity and resilience. In M. Rutter, D. Bishop, D. Pine, S, Scott, J. Stevens, et al. (Eds.), <I>Rutter&rsquo;s child and adolescent psychiatry </I>(5th ed., pp. 377-391). Blackwell Publishing. </P >    <!-- ref --><p>Kenny, M. E. (1987). The extent and function of parental attachment among first-year College students. <I>Journal of Youth and Adolescence, 16</I>(1), 17-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201100040000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Li, M.-H. (2008). Relationships among stress coping, secure attachment, and the trait of resilience among Taiwanese College students. <I>College Student Journal, 42</I>(2), 312-325.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201100040000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, T. S. (2007). Padr&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o aos pais em adolescentes e jovens adultos e adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; Universidade. <I>Revista Portuguesa de Pedagogia, 41</I>(2), 5-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201100040000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Machado, T. S., &amp; Fonseca, A. C. (2009). Desenvolvimento adaptativo em jovens portugueses: Ser&aacute; significativa a rela&ccedil;&atilde;o com os pais? <I>INFAD Revista de Psicologia, 1</I>(3), 461-468.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201100040000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, T. S., &amp; Oliveira, M. (2007). Vincula&ccedil;&atilde;o aos pais em adolescentes portugueses: O estudo de Coimbra. <I>Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o, VI</I>(1), 97-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201100040000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Masten, A. S., &amp; Powell, J. L. (2003). A resilience framework for research, policy, and practice. In S. S. Luthar (Ed.), <I>Resilience and vulnerability. Adaptation in the context of childhood adversities </I>(pp. 1-25). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201100040000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Masten, A. S., &amp; Gewirtz, A. H. (2008). Vulnerability and resilience in early child development. In K. McCartney &amp; D. Phillips, D. (Eds.), <I>Blackwell handbook of early childhood development </I>(pp. 22-41). MA: Blackwell Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201100040000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>McCarthy, C. J., Lambert, R. G., &amp; Moller, N. P. (2006). Preventive resources and emotion regulation expectancies as mediators between attachment and College students&rsquo; stress outcomes. <I>International Journal of Stress Management, 13</I>(1), 1-22. </P >    <!-- ref --><p>Naglieri, J. A., &amp; LeBuffe, P. A. (2006). Measuring resilience in children. From theory to practice. In S. Goldstein &amp; R. B. Brooks (Eds.), <I>Handbook of resilience in children </I>(pp. 107-121). New York: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201100040000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Papalia, D. E., Olds, S. W., &amp; Feldman, R. D. (2008). <I>A child&rsquo;s world. Infancy through adolescence </I>(11th ed.). New York: McGraw-Hill Higher Education. </P >    <!-- ref --><p>Pereira, A. S. (2006). Aconselhamento psicol&oacute;gico no Ensino Superior. In M. C. Taborda Sim&otilde;es et al. (Eds.), <I>Psicologia do desenvolvimento. Temas de investiga&ccedil;&atilde;o </I>(pp. 159-183). Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201100040000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rew, L., Taylor-Seehafer, M., Thomas, M. Y., &amp; Yockey, R. D. (2001). Correlates of resilience in homeless adolescents. <I>Journal of Nursing Scholarship, 33</I>(1), 33-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201100040000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Rutter, M. (1979). Protective factors in children&rsquo;s responses to stress and disadvantage. In M. W. Kent &amp; J. E. Rolf (Eds.), <I>Primary prevention of psychopathology: Social competence in children </I>(vol. 3, pp. 49-79). Hanover, NH: University Press of New England. </P >     <!-- ref --><p>Rutter, M. (1990). Psychosocial resilience and protective mechanisms. In J. Roll, A. S. Masten, D. Cicchetti, K. H. Nuechterlein, &amp; S. Weintraub (Eds.), <I>Risk and protective factors in the development of psychopathology </I>(pp. 181-214). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201100040000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Rutter, M. (2003). Genetic influences on risk and protection. Implications for understanding resilience. In S. S. Luthar (Ed.), <I>Resilience and vulnerability. Adaptation in the context of childhood adversities </I>(pp. 489-509). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201100040000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Santos, S. C., &amp; Silva, D. R. (1997). Adapta&ccedil;&atilde;o do Stait-Trait Anxiety Inventory (STAI) &ndash; Forma Y para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa: Primeiros dados. <I>Revista Portuguesa de Psicologia, 32, </I>85-98. </P >    <!-- ref --><p>Silva, D. R., &amp; Campos, R. (1998). Alguns dados normativos do Invent&aacute;rio de Estado-Tra&ccedil;o de Ansiedade Forma Y (STAI) de Spielberger para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. <I>Revista Portuguesa de Psicologia, 33, </I>71-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201100040000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Spielberger, C. D. (1983). <I>Manual for the Stait-Trait Anxiety Inventory STAI (Form Y) (&ldquo;Self Evaluation Questionnaire&rdquo;). </I>Palo Alto: Consulting Psychologists Press, Inc. </P >     <!-- ref --><p>Spielberger, C. D., Pollans, C. H., &amp; Worden, T. J. (1984). Anxiety disorders. In S. M. Turner &amp; M. Hersen (Eds.), <I>Adult Psychopathology: A behavioral perspective </I>(pp. 613-630). New York: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201100040000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><P   >Wagnild, G. M., &amp; Collins, J. A. (2009). Assessing resilience. <I>Journal of Psychosocial Nursing, 47</I>(12), 28-33. [vers&atilde;o online] </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201100040000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P   >Wagnild, G. M., &amp; Young, H. M. (1993). Development and Psychometric evaluation of the Resilience Scale. <I>Journal of Nursing Measurement, 1</I>(2), 165-178.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201100040000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P   >Wright, A. O., &amp; Masten, A. S. (2006). Resilience processes in development. Fostering positive adaptation in the context of adversity. In S. Goldstein &amp; R. B. Brooks (Eds.), <I>Handbook of resilience in children </I>(pp. 17-37). New York: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201100040000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   ><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <P   >A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Marta Filipa Oliveira, Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Coimbra, Instituto Polit&eacute;cnico de Coimbra, Rua 5 de Outubro, S. Martinho do Bispo, Apartado 7006, 3046-854 Coimbra. E-mail: <a href="mailto:marta5875@estescoimbra.pt">marta5875@estescoimbra.pt</a> </P >      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Anaut]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A resiliência: Ultrapassar os traumatismos]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Climepsi Editores]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Arnett]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Emerging adulthood: A theory of development from the late teens through the twenties]]></article-title>
<source><![CDATA[American Psychologist]]></source>
<year>2000</year>
<volume>55</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>469-480</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Arnett]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Conceptions of the transition to adulthood: Perspectives from adolescence through midlife]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Adult Development]]></source>
<year>2001</year>
<volume>8</volume>
<page-range>133-143</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bauman]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Adams]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Waldo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Resilience in the oldest-old]]></article-title>
<source><![CDATA[Counseling and Human Development]]></source>
<year>2001</year>
<volume>34</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>1-19</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dilmaç]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hamarta]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Arslan]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Analysing the trait anxiety and locus of control of undergraduates in terms of attachment styles]]></article-title>
<source><![CDATA[Educational Sciences: Theory and Practice]]></source>
<year>2009</year>
<volume>9</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>143- 159</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Doll]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lyon]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Risk and resilience: Implications for the delivery of educational and mental health services in schools]]></article-title>
<source><![CDATA[School Psychology Review]]></source>
<year>1998</year>
<volume>27</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>348-364</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gillespie]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Allen-Craig]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The enhancement of resilience via a wilderness therapy program: A preliminary investigation]]></article-title>
<source><![CDATA[Australian Journal of Outdoor Education]]></source>
<year>2009</year>
<volume>13</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>39-49</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Houzel]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Emmanuelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moggio]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Dicionário de psicopatologia da criança e do adolescente]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Climepsi]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jenkins]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychosocial adversity and resilience]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Rutter]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bishop]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pine]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Scott]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stevens]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Rutter&#8217;s child and adolescent psychiatry]]></source>
<year>2008</year>
<edition>5th</edition>
<page-range>377-391</page-range><publisher-name><![CDATA[Blackwell Publishing]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kenny]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The extent and function of parental attachment among first-year College students]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Youth and Adolescence]]></source>
<year>1987</year>
<volume>16</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>17-29</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Li]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.-H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relationships among stress coping, secure attachment, and the trait of resilience among Taiwanese College students]]></article-title>
<source><![CDATA[College Student Journal]]></source>
<year>2008</year>
<volume>42</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>312-325</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Padrões de vinculação aos pais em adolescentes e jovens adultos e adaptação à Universidade]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Pedagogia]]></source>
<year>2007</year>
<volume>41</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>5-28</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fonseca]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desenvolvimento adaptativo em jovens portugueses: Será significativa a relação com os pais?]]></article-title>
<source><![CDATA[INFAD Revista de Psicologia]]></source>
<year>2009</year>
<volume>1</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>461-468</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vinculação aos pais em adolescentes portugueses: O estudo de Coimbra]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia e Educação]]></source>
<year>2007</year>
<volume>VI</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>97-116</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Masten]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Powell]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A resilience framework for research, policy, and practice]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Luthar]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Resilience and vulnerability: Adaptation in the context of childhood adversities]]></source>
<year>2003</year>
<page-range>1-25</page-range><publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Masten]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gewirtz]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Vulnerability and resilience in early child development]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[McCartney]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Phillips]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Blackwell handbook of early childhood development]]></source>
<year>2008</year>
<page-range>22-41</page-range><publisher-loc><![CDATA[^eMA MA]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Blackwell Publishing]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McCarthy]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lambert]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moller]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Preventive resources and emotion regulation expectancies as mediators between attachment and College students&#8217; stress outcomes]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Stress Management]]></source>
<year>2006</year>
<volume>13</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>1-22</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Naglieri]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LeBuffe]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measuring resilience in children: From theory to practice]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Goldstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brooks]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of resilience in children]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>107-121</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Springer]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Papalia]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Olds]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Feldman]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A child&#8217;s world: Infancy through adolescence]]></source>
<year>2008</year>
<edition>11th</edition>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[McGraw-Hill Higher Education]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aconselhamento psicológico no Ensino Superior]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C. Taborda]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicologia do desenvolvimento: Temas de investigação]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>159-183</page-range><publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Almedina]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rew]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Taylor-Seehafer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thomas]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. Y.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yockey]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Correlates of resilience in homeless adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Nursing Scholarship]]></source>
<year>2001</year>
<volume>33</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>33-40</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rutter]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Protective factors in children&#8217;s responses to stress and disadvantage]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Kent]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rolf]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Primary prevention of psychopathology: Social competence in children]]></source>
<year>1979</year>
<volume>3</volume>
<page-range>49-79</page-range><publisher-loc><![CDATA[Hanover^eNH NH]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University Press of New England]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rutter]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychosocial resilience and protective mechanisms]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Roll]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Masten]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cicchetti]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nuechterlein]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weintraub]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Risk and protective factors in the development of psychopathology]]></source>
<year>1990</year>
<page-range>181-214</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rutter]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Genetic influences on risk and protection: Implications for understanding resilience]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Luthar]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Resilience and vulnerability: Adaptation in the context of childhood adversities]]></source>
<year>2003</year>
<page-range>489-509</page-range><publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptação do Stait-Trait Anxiety Inventory (STAI) - Forma Y para a população portuguesa: Primeiros dados]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Psicologia]]></source>
<year>1997</year>
<volume>32</volume>
<page-range>85-98</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Campos]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Alguns dados normativos do Inventário de Estado-Traço de Ansiedade Forma Y (STAI) de Spielberger para a população portuguesa]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Psicologia]]></source>
<year>1998</year>
<volume>33</volume>
<page-range>71-89</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Spielberger]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Manual for the Stait-Trait Anxiety Inventory STAI (Form Y) (&#8220;Self Evaluation Questionnaire&#8221;)]]></source>
<year>1983</year>
<publisher-loc><![CDATA[Palo Alto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Consulting Psychologists Press, Inc.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Spielberger]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pollans]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Worden]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Anxiety disorders]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Turner]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hersen]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Adult Psychopathology: A behavioral perspective]]></source>
<year>1984</year>
<page-range>613-630</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Wiley]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wagnild]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Collins]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assessing resilience]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Psychosocial Nursing]]></source>
<year>2009</year>
<volume>47</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>28-33</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wagnild]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Young]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Development and Psychometric evaluation of the Resilience Scale]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Nursing Measurement]]></source>
<year>1993</year>
<volume>1</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>165-178</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wright]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Masten]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Resilience processes in development: Fostering positive adaptation in the context of adversity]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Goldstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brooks]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of resilience in children]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>17-37</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Springer]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
