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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Psicologia da Justiça em Portugal: Uma viagem partilhada com Carla Machado]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper reflects the contributions of Carla Machado as a researcher in three different areas of Psychology and Law in Portugal: Psychology of Deviant Behaviour, Criminology/Victimology and Forensic Psychology. In this sense, attention is given to her seminal work in fundamental issues such as insecurity and fear of crime, intimate partnership violence and forensic psychological evaluation, among others.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>A Psicologia da Justi&ccedil;a em Portugal: Uma viagem partilhada com Carla Machado </B></p>     <p><b>Rui Abrunhosa Gon&ccedil;alves* </b></P >     <p>*Escola de Psicologia da Universidade do Minho </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este texto reflecte o envolvimento de Carla Machado em tr&ecirc;s &aacute;reas distintas de investiga&ccedil;&atilde;o dentro da Psicologia da Justi&ccedil;a em Portugal, correspondentes a diferentes etapas do seu percurso enquanto investigadora: a Psicologia do Comportamento Desviante, a Criminologia/Vitimologia e a Psicologia Forense. Deste modo, procura-se ilustrar o enorme contributo dado por esta investigadora em temas fundamentais relacionados com a inseguran&ccedil;a e o medo do crime, a viol&ecirc;ncia nas rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas e a avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica forense, entre outros. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Criminologia/Vitimologia, Psicologia do Comportamento Desviante, Psicologia Forense, Psicologia da Justi&ccedil;a. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>This paper reflects the contributions of Carla Machado as a researcher in three different areas of Psychology and Law in Portugal: Psychology of Deviant Behaviour, Criminology/Victimology and Forensic Psychology. In this sense, attention is given to her seminal work in fundamental issues such as insecurity and fear of crime, intimate partnership violence and forensic psychological evaluation, among others. </p>       <p><B>Key-words: </B>Criminology/Victimology, Forensic Psychology, Psychology and Law, Psychology of Deviant Behaviour. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>&nbsp;</P >     <p>Em dois textos recentes (e.g., Gon&ccedil;alves, 2010; Gon&ccedil;alves &amp; Machado, 2011) consubstanci&aacute;mos os principais avan&ccedil;os da Psicologia da Justi&ccedil;a em Portugal sem esquecer alguns contributos hist&oacute;ricos, mais remotos e mais recentes, que permitem hoje dizer que se trata de um campo de saber de indiscut&iacute;vel pujan&ccedil;a e afirma&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica entre n&oacute;s. Esta relev&acirc;ncia actual apoia-se num conjunto de nomes e respectivas publica&ccedil;&otilde;es que surgem como marcas indel&eacute;veis da evolu&ccedil;&atilde;o de um dom&iacute;nio que ainda h&aacute; 25 anos atr&aacute;s n&atilde;o era mais que uma miragem no horizonte cient&iacute;fico portugu&ecirc;s. </P >    <p>Em 1996 definimos a Psicologia da Justi&ccedil;a como a aplica&ccedil;&atilde;o da psicologia nos v&aacute;rios campos que a justi&ccedil;a lhe franqueia (e.g., Gon&ccedil;alves, 1996) pelo que a partir desta concep&ccedil;&atilde;o alargada &eacute; poss&iacute;vel encontrar refer&ecirc;ncias ao trabalho dos psic&oacute;logos em &aacute;reas t&atilde;o distintas como a justi&ccedil;a de menores (c&iacute;vel e penal), a vitimologia, a psicologia forense, a psicologia criminal, a psicologia penitenci&aacute;ria e a criminologia em geral, entre outras. Os contributos de Carla Machado para a Psicologia da Justi&ccedil;a s&atilde;o mais evidentes nos &acirc;mbitos da Vitimologia e da Psicologia Forense, com algumas incurs&otilde;es pela Criminologia. O presente texto pretende ilustrar essa contribui&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o sendo uma an&aacute;lise profunda e exaustiva do seu pensamento cient&iacute;fico ensaia, ainda assim, a homenagem poss&iacute;vel de quem com ela partilhou alguns desses contributos e a saudade do muito que ainda haveria para partilhar, no trabalho e na vida quotidiana<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. </P >    <p>PSICOLOGIA DO COMPORTAMENTO DESVIANTE </P >     <p>Os anos oitenta do s&eacute;culo passado marcaram uma profunda viragem nos contributos nacionais da Psicologia para os contextos de Justi&ccedil;a, sendo de real&ccedil;ar que este movimento foi feito nos dois sentidos, isto &eacute;, a Psicologia procurou a Justi&ccedil;a mas esta tamb&eacute;m foi ao encontro daquela. No contexto acad&eacute;mico, por impulso do Prof. C&acirc;ndido da Agra, assiste-se &agrave; institucionaliza&ccedil;&atilde;o no quadro da Licenciatura em Psicologia da Universidade do Porto, de uma &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o pr&eacute;graduada e p&oacute;s-graduada denominada &ldquo;Psicologia do Comportamento Desviante&rdquo; em que a t&oacute;nica &eacute; claramente colocada sobre os fen&oacute;menos da anti-socialidade em geral e da toxicodepend&ecirc;ncia em particular (cf., Agra, 1986). Foi nesse &ldquo;caldo de cultura&rdquo; que se iniciou a forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica de Carla Machado que culminaria com a defesa da sua tese de doutoramento sobre a tem&aacute;tica da inseguran&ccedil;a e do medo do crime (e.g., Machado, 2004)<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. Este objecto de estudo, embora inicialmente relevante para a investigadora, cedeu entretanto passo a outros, como adiante veremos. Contudo, n&atilde;o deixou de representar um dos seus gostos peculiares de investiga&ccedil;&atilde;o retomado ali&aacute;s em texto recente (e.g., Machado &amp; Manita, 2009). </P >     <p>Um percurso de investigador cient&iacute;fico, sobretudo num dom&iacute;nio aplicado da ci&ecirc;ncia psicol&oacute;gica como &eacute; o da Psicologia da Justi&ccedil;a, beneficia claramente de um contacto directo com os objectos de estudo. Assim, &eacute; muito pouco prov&aacute;vel que se possa discorrer ou teorizar sobre delinquentes ou v&iacute;timas de crimes, sem ter um contacto frequente com os mesmos. Talvez tamb&eacute;m por isso, Carla Machado nunca foi unicamente uma acad&eacute;mica, sendo que s&oacute; abra&ccedil;ou em pleno essa carreira depois de ter sido durante alguns anos &ndash; logo ap&oacute;s a licenciatura conclu&iacute;da em 1990 &ndash; T&eacute;cnica no ent&atilde;o Instituto de Reinser&ccedil;&atilde;o Social. E &eacute; na entrada para a carreira acad&eacute;mica na Universidade do Minho, em meados dos anos noventa, que se v&atilde;o cruzar anteriores experi&ecirc;ncias profissionais com novos p&oacute;los de interesses de investiga&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. </P >    <p>CRIMINOLOGIA E VITIMOLOGIA </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No in&iacute;cio dos anos noventa e novamente pela m&atilde;o do Prof. C&acirc;ndido da Agra, surge a primeira P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Criminologia na Faculdade de Psicologia do Porto (e.g., Agra, 1992) que se transforma no embri&atilde;o que ir&aacute; vingar mais tarde na Faculdade de Direito da mesma Universidade, mas j&aacute; travestida de licenciatura. Tamb&eacute;m nesta etapa, Carla Machado produz um trabalho de reflex&atilde;o te&oacute;rica sobre o conceito de perigosidade (e.g., Machado, 1994a). Em boa verdade, o saber criminol&oacute;gico sempre ser&aacute; objecto das suas preocupa&ccedil;&otilde;es, quer como pano de fundo para o enquadramento te&oacute;rico geral de algumas das suas investiga&ccedil;&otilde;es (e.g., Machado, 2004; Machado &amp; Gon&ccedil;alves, 2003c) quer enquanto interesse na &aacute;rea da doc&ecirc;ncia acad&eacute;mica, nomeadamente em disciplinas que versam conte&uacute;dos directamente ligados &agrave;s teorias criminol&oacute;gicas ou &agrave; Vitimologia, que, de alguma forma, representa uma &aacute;rea de saber que se autonomizou progressivamente da Criminologia<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> (e.g., Machado &amp; Gon&ccedil;alves, 2003c). </P >     <p>De facto, ser&aacute; na Vitimologia que centrar&aacute; os seus principais esfor&ccedil;os, quer na candidatura bem sucedida a projectos de investiga&ccedil;&atilde;o nacionais<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> e mesmo na parceria em projectos internacionais, quer na orienta&ccedil;&atilde;o de teses de mestrado e doutoramento. Em ambos os casos, &eacute; vis&iacute;vel uma extensa produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, ali&aacute;s materializada nalguns dos artigos constantes deste n&uacute;mero tem&aacute;tico, mas que come&ccedil;ou desde logo na investiga&ccedil;&atilde;o sobre a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica em parceria com Marlene Matos (e.g., Machado &amp; Matos, 2001; Matos &amp; Machado, 1997, 1999). Ser&aacute; todavia imprescind&iacute;vel destacar os livros &ldquo;Viol&ecirc;ncia e V&iacute;timas de Crimes, volumes I e II&rdquo;, que foram objecto de mais do que uma edi&ccedil;&atilde;o (e.g., Machado &amp; Gon&ccedil;alves, 2002a,b, 2003a,b, 2008)<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a> e, sobretudo, as obras mais recentes editadas j&aacute; com a chancela da Psiquil&iacute;brios (e.g., Machado, 2010a,b). Tais obras constituem marcos incontorn&aacute;veis dos estudos vitimol&oacute;gicos nacionais, as primeiras porque re&uacute;nem textos dos principais autores nacionais neste dom&iacute;nio do saber, funcionando assim como porta de entrada para o estudo desta ci&ecirc;ncia entre n&oacute;s e as segundas porque j&aacute; reflectem o empenho da autora/coordenadora na reflex&atilde;o sobre novas realidades dentro da Vitimologia ou apresentam dados consolidados do seu estudo em Portugal, contemplando actores e contextos distintos. De facto, e n&atilde;o obstante o desenvolvimento cient&iacute;fico que se verificou neste dom&iacute;nio a partir do come&ccedil;o dos anos noventa, inicialmente cingido aos inqu&eacute;ritos de vitima&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel nacional (e.g., Almeida, 1993; Almeida &amp; Al&atilde;o, 1995) ou local (e.g., Carvalho, 1991) e mais tarde expandido para outras objectos de estudo mais espec&iacute;ficos (e.g., viol&ecirc;ncia conjugal, abuso sexual infantil, maus tratos infantis,...), era imperioso produzir e compilar entre n&oacute;s reflex&atilde;o te&oacute;rica robusta, semelhante &agrave; que j&aacute; existia noutros pa&iacute;ses. E nesse sentido, as obras acima referidas (e.g., Machado, 2010a,b; Machado &amp; Gon&ccedil;alves, 2002a,b, 2003a,b, 2008) cumprem esse destino. </P >     <p>O percurso de Carla Machado no dom&iacute;nio da Vitimologia segue assim a evolu&ccedil;&atilde;o e as contra di&ccedil;&otilde;es da pr&oacute;pria disciplina (e.g., Goodey, 2005), deslocando o foco da vitima&ccedil;&atilde;o criminal para um conjunto mais alargado de situa&ccedil;&otilde;es lesivas dos direitos humanos ou ainda &ldquo;abandonando&rdquo; o objecto mais tradicional da vitima&ccedil;&atilde;o dos sujeitos individuais (e.g., a crian&ccedil;a maltratada, a mulher batida), para se alargar &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es com os fen&oacute;menos de vitima&ccedil;&atilde;o colectiva (e.g., terrorismo, genoc&iacute;dio, viol&ecirc;ncia institucional e de Estado). Os livros que acab&aacute;mos de referenciar s&atilde;o a prova inequ&iacute;voca dessa capacidade de transcend&ecirc;ncia cient&iacute;fica que Carla Machado sempre revelou. </P >    <p>PSICOLOGIA FORENSE </P >     <p>A Psicologia Forense tem como objecto a avalia&ccedil;&atilde;o de sujeitos directamente envolvidos em processos judiciais, sejam eles do foro c&iacute;vel ou penal, sobretudo em fases pr&eacute;-sentenciais, funcionando como elemento de ajuda &agrave; tomada de decis&atilde;o judicial. Neste sentido, o seu objecto esgota-se no campo da sua aplica&ccedil;&atilde;o. Dito de outro modo, a Psicologia Forense responde a problemas pr&aacute;ticos suscitados por entidades (e.g., pol&iacute;cias, tribunais, comiss&otilde;es de protec&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e jovens) ou por sujeitos particulares, e consubstancia-se em aplica&ccedil;&otilde;es e produtos concretos (e.g., avalia&ccedil;&otilde;es, depoimentos, pareceres, relat&oacute;rios). N&atilde;o obstante, ela necessita e beneficia dos desenvolvimentos operados em v&aacute;rios quadrantes da Psicologia (e.g., Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica, Psicopatologia, Psicologia do Desenvolvimento,...) no sentido de optimizar os seus procedimentos em ordem &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de resultados mais robustos. </P >     <p>Como tivemos oportunidade de referir detalhadamente em dois textos recentes (e.g., Gon&ccedil;alves, 2010; Gon&ccedil;alves &amp; Machado, 2011), a Psicologia Forense &eacute; um dos dom&iacute;nios que mais se tem expandido em Portugal e que mais visibilidade tem dado aos psic&oacute;logos nacionais. E, sem d&uacute;vida, que foi este o dom&iacute;nio em que mais trabalhei em conjunto com Carla Machado. De um lado, no arranque e consolida&ccedil;&atilde;o da Unidade de Consulta de Psicologia da Justi&ccedil;a da Universidade do Minho que, desde 1998, se tem dedicado de forma consistente &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o pericial forense e &agrave; interven&ccedil;&atilde;o sobre v&iacute;timas e agressores (e.g., Caridade, Machado, &amp; Gon&ccedil;alves, 2006). Do outro, na sistema tiza&ccedil;&atilde;o de protocolos de avalia&ccedil;&atilde;o forense, bem como na reflex&atilde;o sobre o papel do psic&oacute;logo em tribunal e as quest&otilde;es t&eacute;cnicas e &eacute;ticas que devem nortear o trabalho do perito de psicologia forense (e.g., Gon&ccedil;alves &amp; Machado, 2005; Machado et al., 1994; Matos, Gon&ccedil;alves, &amp; Machado, 2011). </P >    <p>Adicionalmente, deve-se a Carla Machado, a preocupa&ccedil;&atilde;o em desenvolver e validar instrumentos espec&iacute;ficos de avalia&ccedil;&atilde;o forense de v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia familiar e conjugal (e.g., Machado, Gon&ccedil;alves, &amp; Matos, 2000a,b; Machado, Gon&ccedil;alves, &amp; Matos, 2008; Machado, Matos, &amp; Gon&ccedil;alves, 2008; Martins &amp; Machado, 2008), que hoje constituem marcos incontorn&aacute;veis da pr&aacute;tica pericial dos psic&oacute;logos forenses nacionais. Ainda na mesma linha de reflex&atilde;o e teoriza&ccedil;&atilde;o sobre a pr&aacute;tica pericial forense, podemos encontrar v&aacute;rios textos que reflectem o seu pensamento esclarecido, desde sempre, sobre estas tem&aacute;ticas (e.g., Machado, 1993, 2005, 2006). </P >    <p>De facto, se h&aacute; &aacute;rea em que Carla Machado investiu profundamente foi a da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e especificamente a da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica forense. J&aacute; num dos seus primeiros escritos, ainda enquanto t&eacute;cnica do Instituto de Reinser&ccedil;&atilde;o Social, essa preocupa&ccedil;&atilde;o est&aacute; presente (e.g., Machado, 1994b). Tamb&eacute;m data dessa altura a sua participa&ccedil;&atilde;o num grupo de trabalho da ent&atilde;o Associa&ccedil;&atilde;o dos Psic&oacute;logos Portugueses envolvido na produ&ccedil;&atilde;o de um prot&oacute;tipo de um c&oacute;digo &eacute;tico e deontol&oacute;gico para os psic&oacute;logos ligados aos contextos jur&iacute;dico-penais (e.g., Machado et al., 1994). </P >    <p>Numa outra vertente mais geral, destaca-se a sua participa&ccedil;&atilde;o na organiza&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios congressos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a> e em obras colectivas sobre os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica entretanto aferidos, adaptados ou especificamente produzidos em contexto nacional<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>, para al&eacute;m daqueles que concebeu no contexto dos v&aacute;rios projectos de investiga&ccedil;&atilde;o que conduziu (e.g., Machado, Gon&ccedil;alves, &amp; Matos, 2000a,b, 2008; Machado, Matos, &amp; Gon&ccedil;alves, 2008; Martins &amp; Machado, 2008). Por tudo isto, &eacute; muito dif&iacute;cil encontrar hoje, em Portugal, um trabalho cient&iacute;fico na &aacute;rea da psicologia forense, sobretudo quando envolve procedimentos de avalia&ccedil;&atilde;o de v&iacute;timas, que n&atilde;o cite contributos te&oacute;ricos ou de investiga&ccedil;&atilde;o autorados por Carla Machado. </P >    <p>CONCLUS&Atilde;O </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este texto evocativo de uma viagem partilhada pela Psicologia da Justi&ccedil;a n&atilde;o devia terminar aqui. Ou ent&atilde;o s&oacute; deveria ser escrito daqui a muitos anos. Ou mesmo nunca ser escrito. Devia continuar por tudo aquilo que dele se adivinha. De facto, em 2010 e j&aacute; em 2011, Carla Machado foi (co)autora de quatro livros (e.g., Machado, 2010a,b; Machado et al., 2011; Matos, Gon&ccedil;alves, &amp; Machado, 2011). Desenhava igualmente um perfil de colabora&ccedil;&otilde;es internacionais em &aacute;reas pouco exploradas por investigadores nacionais da Psicologia, como a viol&ecirc;ncia de estado, a viol&ecirc;ncia institucional, o tr&aacute;fico de seres humanos ou o terrorismo (e.g., Machado, 2010a; Machado, Matos, &amp; Barbosa, 2009) como, ali&aacute;s, fica patente em algumas contribui&ccedil;&otilde;es deste n&uacute;mero especial. E tamb&eacute;m dera o seu contributo num projecto relacionado com a criminalidade feminina (e.g., Matos &amp; Machado, 2007) de onde ainda se esperavam algumas publica&ccedil;&otilde;es conjuntas. Continuava a perseguir &ldquo;paix&otilde;es antigas&rdquo; como a viol&ecirc;ncia sexual nas rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas (e.g., Caridade &amp; Machado, 2011) ou as quest&otilde;es culturais em torno da viol&ecirc;ncia (e.g., Barbeiro &amp; Machado, 2011). Estava, portanto, tudo em aberto para esta investigadora extraordin&aacute;ria da Psicologia da Justi&ccedil;a. E talvez por isso me pare&ccedil;a t&atilde;o adequado reproduzir aqui excertos do poema &ldquo;Sauda&ccedil;&atilde;o a Walt Whitman&rdquo; de &Aacute;lvaro de Campos: </P >     <blockquote>       <p><I>..</I><I>.      </I><I>Abram-me todas as janelas</I><I>!      </I></p>       <p><I>Arranquem-me todas as portas</I><I>!    </I></p>       <p><I>Puxem a casa toda para cima de mim</I><I>!    </I></p>       <p><I>Quero viver em liberdade no ar</I><I>,    </I></p>       <p><I>Quero ter gestos fora do meu corpo</I><I>,    </I></p>       <p><I>Quero correr como a chuva pelas paredes abaixo</I><I>,    </I></p>       <p><I>N&atilde;o quero fechos nas portas</I><I>!    </I></p>       <p><I>N&atilde;o quero fechaduras nos cofres</I><I>!    </I></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Quero intercalar-me, imiscuir-me, ser levado</I><I>,    </I></p>       <p><I>S&oacute; para n&atilde;o estar sempre aqui sentado e quiet</I><I>o      </I><I>..</I><I>.      </I></p> </blockquote>     <P   >&ldquo;Sentada e quieta&rdquo; foi algo que nunca fez parte da natureza de Carla Machado. Ainda bem para a Psicologia da Justi&ccedil;a portuguesa. Ainda bem para todos aqueles que, no futuro, queiram dedicar-se a esta &aacute;rea do saber psicol&oacute;gico. Para aprender com o seu exemplo de rigor, compet&ecirc;ncia e dedica&ccedil;&atilde;o. Ainda bem, para mim. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><P   >Agra, C. (1986). Projecto da psicologia transdisciplinar do comportamento desviante e auto-organizado. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, IV</I>(3/4), 311-318.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S0870-8231201200010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Agra, C. (1992). Justi&ccedil;a s&aacute;bia, ci&ecirc;ncia justa. O sentido hist&oacute;rico de um acordo. <I>Boletim da Universidade do Porto, 2</I>(14-15), 47-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S0870-8231201200010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Almeida, M. R. C. (1993). <I>Inqu&eacute;rito de vitima&ccedil;&atilde;o 1992. </I>Lisboa: Gabinete de Estudos e Planeamento do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S0870-8231201200010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Almeida, M. R. C., &amp; Al&atilde;o, A. P. (1995). <I>Inqu&eacute;rito de vitima&ccedil;&atilde;o 1994. </I>Lisboa: Gabinete de Estudos e Planeamento do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S0870-8231201200010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <P   >Barbeiro A., &amp; Machado, C. (2011). Investiga&ccedil;&atilde;o qualitativa e abordagem psico-cultural do desvio. <I>Ousar integrar &ndash; Revista de Reinser&ccedil;&atilde;o Social e Prova, 8</I>, 93-106. </P >     <!-- ref --><P   >Caridade, S., &amp; Machado, C (2011). Viol&ecirc;ncia sexual nas rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas juvenis: Da preval&ecirc;ncia &agrave; preven&ccedil;&atilde;o. In A. I. Sani (Coord.), <I>Temas de vitimologia. Realidades emergentes na vitima&ccedil;&atilde;o e respostas sociais </I>(pp. 33-59). Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S0870-8231201200010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Caridade, S., Machado, C., &amp; Gon&ccedil;alves, R. A. (2006). Avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o em contextos de justi&ccedil;a: O exemplo da Unidade de Psicologia da Justi&ccedil;a da Universidade do Minho. <I>Revista do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, 27, </I>215-249.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S0870-8231201200010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Carvalho, H. (1991). Vitimologia e medo do crime. <I>Pol&iacute;cia e Justi&ccedil;a, 1, </I>11-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S0870-8231201200010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, R. A. (1996). Psicologia da justi&ccedil;a: Um longo passado para uma designa&ccedil;&atilde;o recente. <I>Psicologia: Teoria, Investiga&ccedil;&atilde;o e Pr&aacute;tica, 1</I>, 207-218.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S0870-8231201200010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, R. A. (2010). Psicologia forense em Portugal: Uma hist&oacute;ria de responsabilidades e desafios. <I>An&aacute;lise </I><I>Psicol&oacute;gica, 28</I>(1), 107-115.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S0870-8231201200010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, R. A., &amp; Machado, C. (Coords.). (2005). <I>Psicologia forense. </I>Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S0870-8231201200010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, R. A., &amp; Machado, C. (2011). Psicologia da justi&ccedil;a em Portugal: Desenvolvimentos, conquistas e desafios. In M.P. Lopes, P. Palma, R. B&aacute;rtolo-Ribeiro, &amp; M.P. Cunha (Coords.), <I>Psicologia Aplicada </I>(pp. 175-188). Lisboa: Editora RH.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0870-8231201200010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Goodey, J. (2005). <I>Victims and victimology. Research, policy and practice</I>. London: Pearson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0870-8231201200010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Machado, C. (1993). Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica em contexto legal: Em busca da unidade perdida. In L. S. Almeida &amp; I. S Ribeiro (Orgs.), <I>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica: Formas e contextos </I>(vol. I, pp. 29-36). Braga: APPORT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0870-8231201200010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C. (1994a). Perigosidade criminal: Avalia&ccedil;&atilde;o, interroga&ccedil;&otilde;es, alternativas... In L. S. Almeida &amp; I. S Ribeiro (Orgs.), <I>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica: Formas e contextos </I>(vol. II, pp. 91-100). Braga: APPORT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0870-8231201200010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C. (1994b). Rorschach em contexto legal: Aplica&ccedil;&otilde;es e investiga&ccedil;&atilde;o. In Miguel M. Gon&ccedil;alves (Ed.), <I>Rorschach na avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica. Aspectos te&oacute;ricos e an&aacute;lise de casos </I>(pp. 101-110). Braga: Sistemas Humanos e Organizacionais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0870-8231201200010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Machado, C. (2000). <I>Discursos do medo, imagens do &ldquo;Outro&rdquo;. Estudos sobre inseguran&ccedil;a urbana na cidade do Porto</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento n&atilde;o-publicada. Braga: Universidade do Minho. </P >    <p>Machado, C. (2004). <I>Crime e inseguran&ccedil;a: Discursos do medo, imagens do &ldquo;Outro&rdquo;. </I>Porto: Editorial Not&iacute;cias. </P >    <!-- ref --><p>Machado, C. (2005). Evolu&ccedil;&otilde;es paradigm&aacute;ticas na avalia&ccedil;&atilde;o forense. <I>Psicologia. Teoria, Investiga&ccedil;&atilde;o e Pr&aacute;tica, </I><I>10</I>, 47-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0870-8231201200010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Machado, C. (2006). Psicologia forense: Desenvolvimentos, cientificidade e limita&ccedil;&otilde;es. <I>Revista do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, 106</I>, 5-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0870-8231201200010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C. (Coord.). (2010a). <I>Novas formas de vitima&ccedil;&atilde;o criminal. </I>Braga: Psiquilibrios Edi&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0870-8231201200010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C. (Coord.). (2010b). <I>Vitimologia: Das novas abordagens te&oacute;ricas &agrave;s novas pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o</I>. Braga: Psiquilibrios Edi&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0870-8231201200010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Machado, C., &amp; Gon&ccedil;alves, R. A. (Coords.). (2002a). <I>Viol&ecirc;ncia e v&iacute;timas de crimes </I>(vol. I &ndash; Adultos). Coimbra: Quarteto. </P >    <p>Machado, C., &amp; Gon&ccedil;alves, R. A. (Coords.). (2002b). <I>Viol&ecirc;ncia e v&iacute;timas de crimes </I>(vol. II &ndash; Crian&ccedil;as). Coimbra: Quarteto. </P >    <p>Machado, C., &amp; Gon&ccedil;alves, R. A. (Coords.). (2003a). <I>Viol&ecirc;ncia e v&iacute;timas de crimes </I>(vol. I &ndash; Adultos, 2&ordf;. ed.). Coimbra: Quarteto. </P >    <p>Machado, C., &amp; Gon&ccedil;alves, R. A. (Coords.). (2003b). <I>Viol&ecirc;ncia e v&iacute;timas de crimes </I>(vol. II &ndash; Crian&ccedil;as, 2&ordf;. ed.). Coimbra: Quarteto. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Machado, C., &amp; Gon&ccedil;alves, R. A. (2003c). Vitimologia e criminologia. In C. Machado e R. A. Gon&ccedil;alves (Coords.), <I>Viol&ecirc;ncia e v&iacute;timas de crimes </I>(vol. I &ndash; Adultos, 2&ordf;. ed., pp. 11-41). Coimbra: Quarteto. </P >    <p>Machado, C., &amp; Gon&ccedil;alves, R. A. (Coords.). (2008). <I>Viol&ecirc;ncia e v&iacute;timas de crimes </I>(vol. II &ndash; Crian&ccedil;as, 3&ordf; ed. revista e aumentada). Coimbra: Quarteto. </P >    <!-- ref --><p>Machado, C., &amp; Manita, C. (2009). Fear of crime: Methodological considerations from a biannual survey in the city of Oporto. <I>The European Journal of Psychology Applied to Legal Context, 10</I>(1), 69-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-8231201200010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C., &amp; Matos, M. (2001). A interven&ccedil;&atilde;o narrativa com um grupo de mulheres maltratadas: Da desconstru&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o de v&iacute;tima &agrave; reconstru&ccedil;&atilde;o de identidades preferenciais. In O. Gon&ccedil;alves &amp; M. Gon&ccedil;alves (Orgs.), <I>Psicoterapia, discurso e narrativa</I>. Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-8231201200010000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C., Gon&ccedil;alves, M., Almeida, L., &amp; Sim&otilde;es, M. R. (2011). <I>Instrumentos e contextos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica </I>(vol. 1). Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-8231201200010000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Machado, C., Gon&ccedil;alves, M., &amp; Matos, M. (2000a). ECAS &ndash; <I>Escala de Cren&ccedil;as sobre o Abuso Sexual</I>. Universidade Minho: IEP. </P >    <p>Machado, C., Gon&ccedil;alves, M., &amp; Matos, M. (2000b). <I>ECV &ndash; Escala de Cren&ccedil;as sobre a Viola&ccedil;&atilde;o</I>. Universidade do Minho: IEP. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Machado, C., Gon&ccedil;alves, M. M., &amp; Matos, M. (2008). <I>Manual da Escala de Cren&ccedil;as sobre Puni&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica (E.C.P.F.) e Invent&aacute;rio de Pr&aacute;ticas Educativas Parentais (I.P.E.). </I>Braga: Psiquil&iacute;brios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201200010000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Machado, C., Matos, R., &amp; Barbosa, M. (2009). State violence and right to peace: Portuguese perspectives. In K. Malley-Morrisson (Ed.), <I>State violence and the right to peace: An international survey of the views of ordinary people </I>(pp. 33-46). Westport, USA: Praeger.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201200010000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Machado, C., Matos, M., &amp; Gon&ccedil;alves, M. M. (2008). <I>Manual da Escala de Cren&ccedil;as sobre Viol&ecirc;ncia Conjugal (E.C.V.C.) e do Invent&aacute;rio de Viol&ecirc;ncia Conjugal (I.V.C.). </I>Braga: Psiquil&iacute;brios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201200010000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Machado, C., Almeida, C., Vieira, H., C&oacute;ias, J. O., Ventura, J. P., Castro, J., &amp; Gon&ccedil;alves, R. A. (1994). Proposta de regulamenta&ccedil;&atilde;o de um c&oacute;digo &eacute;tico e deontol&oacute;gico para os psic&oacute;logos que trabalham em contextos jur&iacute;dico-penais. <I>Textos do I Semin&aacute;rio &ldquo;Deontologia Profissional do Psic&oacute;logo&rdquo; </I>(pp. 40-43). Braga: APPORT. </P >    <p>Martins, S., &amp; Machado, C. (2008). <I>ECVS &ndash; Escala de Cren&ccedil;as de Viol&ecirc;ncia Sexual </I>(vers&atilde;o para investiga&ccedil;&atilde;o). Braga: CiPsi-UM. </P >    <!-- ref --><p>Matos, M., Gon&ccedil;alves, R. A., &amp; Machado, C. (Coords.). (2011). <I>Manual de psicologia forense: Contextos, pr&aacute;ticas e desafios. </I>Braga: Psiquil&iacute;brios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201200010000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Matos, M., &amp; Machado, C. (1997). Viol&ecirc;ncia conjugal e a experi&ecirc;ncia de vitimiza&ccedil;&atilde;o: A entrevista qualitativa de avalia&ccedil;&atilde;o. In I. M. Gon&ccedil;alves, Iolanda S. Ribeiro, S. Ara&uacute;jo, C. Machado, L. S. Almeida, &amp; M. Sim&otilde;es (Orgs.), <I>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica &ndash; Formas e contextos </I>(vol. V, pp. 183-196). Braga: APPORT. </P >    <!-- ref --><p>Matos, M., &amp; Machado, C. (1999). Viol&ecirc;ncia conjugal e modelo de interven&ccedil;&atilde;o em crise. <I>Psicologia: Teoria, Investiga&ccedil;&atilde;o e Pr&aacute;tica, 4</I>(2), 373-388.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201200010000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Matos, R., &amp; Machado, C. (2007). Trayectorias de vida de mujeres en la c&aacute;rcel: narrativas del crimen y de la reclusi&oacute;n. In. R. Arce, F. Fari&ntilde;a, E. Alfaro, C. Civera, &amp; F. Tortosa (Eds.), <I>Psicolog&iacute;a jur&iacute;dica. Violencia y v&iacute;ctimas </I>(pp. 197-206). Valencia: Sociedad Espa&ntilde;ola de Psicolog&iacute;a Jur&iacute;dica y Forense.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201200010000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Rui Abrunhosa Gon&ccedil;alves, Escola de Psicologia, Campus de Gualtar, 4710-Braga. E-mail: <a href="mailto:rabrunhosa@psi.uminho.pt">rabrunhosa@psi.uminho.pt</a> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>NOTAS</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Por tudo isto, as refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas apresentadas apenas constituem um mero indicador daquilo que constitui a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de Carla Machado, procurando-se apenas que as mesmas reflictam os seus contributos no &acirc;mbito das tem&aacute;ticas consideradas. </P >     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> Esta refer&ecirc;ncia corresponde ao livro editado em 2004 que &eacute; um suced&acirc;neo da tese de doutoramento defendida anos antes na Universidade do Minho (e.g., Machado, 2000). </P >     <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> Esta circunst&acirc;ncia constitui, ali&aacute;s, um dos primeiros pontos de uni&atilde;o entre o meu percurso profissional e o de Carla Machado j&aacute; que, tal como ela, eu tamb&eacute;m me &ldquo;iniciei&rdquo; na tem&aacute;tica da viol&ecirc;ncia e da justi&ccedil;a num contexto pr&aacute;tico &ndash; como T&eacute;cnico nos Servi&ccedil;os Prisionais &ndash; que, ao cabo de alguns anos, abandonei para integrar a vida acad&eacute;mica. </P >     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Enquanto docente na Universidade do Minho, Carla Machado assegurou as disciplinas de &ldquo;Vitimologia&rdquo; e de &ldquo;Psicossociologia do Crime I e II&rdquo;, a par de outras constantes dos actuais ou anteriores planos curriculares da Licenciatura em Psicologia, Mestrado em Psicologia da Justi&ccedil;a, Mestrado Integrado em Psicologia e Curso de Doutoramento em Psicologia da Justi&ccedil;a. </P >     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> No &acirc;mbito dos financiamentos concedidos pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Carla Machado obteve uma s&eacute;rie de projectos aprovados: &ldquo;Enquadramento cultural da viol&ecirc;ncia contra mulheres e crian&ccedil;as&rdquo; (POCTI/PSI/37770/2001); &ldquo;Viol&ecirc;ncia nas rela&ccedil;&otilde;es juvenis de intimidade&rdquo; (PTDC/PSI/65852/2006); &ldquo;Vitima&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla de mulheres socialmente exclu&iacute;das: intersec&ccedil;&atilde;o de significados e traject&oacute;rias para a mudan&ccedil;a&rdquo; (PTDC/PSI-APL/113885/2009). </P >     <p> <Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> O desaparecimento da Editora Quarteto em 2009 fez com que estas obras sejam hoje de dif&iacute;cil acesso, para al&eacute;m de impossibilitar legalmente a sua reprodu&ccedil;&atilde;o, enquanto tal. </P >     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Referimo-nos &agrave; s&eacute;rie de congressos &ldquo;Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica &ndash; Formas e contextos&rdquo;, iniciados em 1993 sob a batuta de Leandro Almeida e onde Carla Machado participou activamente na respectiva organiza&ccedil;&atilde;o, sobretudo a partir da edi&ccedil;&atilde;o de 1995. </P >     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Os primeiros livros desta s&eacute;rie foram editados pela Editora Quarteto sendo que o &uacute;ltimo, em que Carla Machado &eacute; a primeira autora, surge j&aacute; sob a chancela da Editora Almedina (e.g., Machado, Gon&ccedil;alves, Almeida, &amp; Sim&otilde;es, 2011).</P >      ]]></body><back>
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<source><![CDATA[Psicología jurídica: Violencia y víctimas]]></source>
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