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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Psicologia Forense em Portugal: novos rumos na consolidação da relação com o sistema de justiça]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article reflects on the latest developments of Forensic Psychology in Portugal, particularly in one of the most important areas of interface between psychology and the justice system - the forensic psychological assessment and the contribution of psychology to judicial decision making. While highlighting the major contributions of Carla Machado to the development of this area, we point out paths to achieve the consolidation of the relationship between psychology and law.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>A Psicologia Forense em Portugal &ndash; novos rumos na consolida&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o com o sistema de justi&ccedil;a </B></p>     <p><b>Celina Manita* e Carla Machado**</b></P >     <p>*FPCE, Universidade do Porto; </P >     <p>**Escola de Psicologia da Universidade do Minho </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Neste artigo refletimos sobre os mais recentes desenvolvimentos da psicologia forense em Portugal, numa das mais importantes &aacute;reas de interface entre a psicologia e o sistema de justi&ccedil;a &ndash; a avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica forense e o contributo da psicologia para a tomada de decis&atilde;o judicial. Ao mesmo tempo que se faz um levantamento dos principais contributos do trabalho de Carla Machado para esta &aacute;rea, s&atilde;o apontados caminhos a percorrer na consolida&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre a psicologia e o direito. </P >     <p><B>Palavras-chave: </B>Abuso sexual de crian&ccedil;as, Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica Forense, Psicologia Forense, Regula&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio das responsabilidades parentais, Testemunho da crian&ccedil;a, Tomada de decis&atilde;o judicial. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>This article reflects on the latest developments of Forensic Psychology in Portugal, particularly in one of the most important areas of interface between psychology and the justice system &ndash; the forensic psychological assessment and the contribution of psychology to judicial decision making. While highlighting the major contributions of Carla Machado to the development of this area, we point out paths to achieve the consolidation of the relationship between psychology and law. </P >     <p><B>Key-words: </B>Child custody, Child sexual abuse, Child testimony, Forensic Expertises, Forensic Psychology, Judicial Decision Making, Psychological Forensic Assessment. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>&nbsp;</P >     <p><I>&ldquo;&Eacute; curioso, mas viver consiste em construir mem&oacute;rias futuras.&rdquo; </I></P >    <p>Ernesto Sabato, em El T&uacute;nel </P >    <p>Permitam-me que inicie, de forma aparentemente paradoxal, um texto em co-autoria com uma introdu&ccedil;&atilde;o na primeira pessoa e um texto de car&aacute;cter cient&iacute;fico com uma cita&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria. Para mim, as co-autorias s&atilde;o momentos privilegiados de constru&ccedil;&atilde;o partilhada. Partilha do que foi debatido, analisado, pensado, planificado, realizado a duas ou mais m&atilde;os, partilha do que apenas foi antecipado em conjunto, partilha do que foi um dia a constru&ccedil;&atilde;o de uma mem&oacute;ria futura. Partilha de conhecimentos, mas tamb&eacute;m de afectos. </P >    <p>Tive, felizmente, ao longo de 26 anos, a oportunidade de realizar in&uacute;meras co-autorias com a Carla Machado, quer as que ficaram escritas ou foram tornadas p&uacute;blicas no quadro de projectos de investiga&ccedil;&atilde;o e que, por isso, podem ser lidas, analisadas e apropriadas por qualquer leitor/observador dos nossos trabalhos conjuntos, quer as que n&atilde;o foram registadas em papel ou em qualquer outro suporte, mas foram sendo entusiasticamente constru&iacute;das ao longo de anos de partilha, de reflex&atilde;o conjunta, de an&aacute;lise e discuss&atilde;o aprofundada dos mais variados temas, de contraponto de opini&otilde;es, de sugest&otilde;es rec&iacute;procas, de profundo respeito pelas nossas diferen&ccedil;as pessoais e, acima de tudo, de uma especial e inabal&aacute;vel amizade. Subjacente a estes di&aacute;logos constantes, uma elevada sintonia de pensamento e de vis&atilde;o da sociedade e da ac&ccedil;&atilde;o humana e de muitos dos seus fen&oacute;menos, designadamente dos fen&oacute;menos relacionados com o crime, a viol&ecirc;ncia e a vitima&ccedil;&atilde;o e, genericamente, com a &aacute;rea da psicologia forense. </P >     <p>Por tudo isto, o desafio de escrever este texto <I>com </I>a Carla parecia, &agrave; partida, uma tarefa f&aacute;cil. Ambas reflectimos e escrevemos v&aacute;rias vezes sobre a evolu&ccedil;&atilde;o da psicologia forense em Portugal e os seus novos rumos e desafios, ambas investigamos e intervimos nesta &aacute;rea h&aacute; j&aacute; muitos anos, ambas participamos activamente na constru&ccedil;&atilde;o dos di&aacute;logos actualmente existentes entre psic&oacute;logos e os diferentes actores judiciais nacionais, ambas procuramos regularmente opini&otilde;es e sugest&otilde;es uma da outra em diferentes fases do nosso envolvimento neste percurso. Rapidamente percebi, por&eacute;m, que, sendo as co-autorias especiais momentos de crescimento conjunto, de cria&ccedil;&atilde;o e complexifica&ccedil;&atilde;o do pensamento, elas se tornam tamb&eacute;m dolorosos momentos de consciencializa&ccedil;&atilde;o da insustent&aacute;vel falta, do irremedi&aacute;vel vazio, quando foram iniciadas e activamente prolongadas no tempo a duas vozes e, de repente, se v&ecirc;em conclu&iacute;das apenas a uma m&atilde;o, ainda que a traduzir ecos internos vivos de di&aacute;logos outrora, e ainda agora, mantidos. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este texto, feito com a Carla, n&atilde;o poderia, por isso, deixar de ser tamb&eacute;m um texto <I>sobre </I>e <I>para </I>a Carla, n&atilde;o s&oacute; pelas partilhas continuadas, mas porque n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel escrever sobre a evolu&ccedil;&atilde;o da psicologia forense em Portugal, as suas pr&aacute;ticas e quadros te&oacute;ricos, as suas potencialidades e limita&ccedil;&otilde;es, os seus obst&aacute;culos e desafios, sem citar a vasta obra que Carla Machado produziu nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas, sem destacar o contributo fundamental e incontorn&aacute;vel que deu para o desenvolvimento desta &aacute;rea no nosso pa&iacute;s (e.g., Gon&ccedil;alves &amp; Machado, 2005, 2011; Machado, 1993, 1994b, 2005a,b, 2006; Machado &amp; Gon&ccedil;alves, 2002a,b, 2005a,b, 2008; Matos, Gon&ccedil;alves, &amp; Machado, 2011). N&atilde;o exagerar&iacute;amos sequer se diss&eacute;ssemos que tudo o que &eacute; feito, hoje em dia, nesta &aacute;rea, em Portugal, &eacute; directa ou indirectamente afectado pelo seu pensamento e ac&ccedil;&atilde;o, recorre aos seus produtos te&oacute;ricos e emp&iacute;ricos, aplica os instrumentos que nos legou, segue as reflex&otilde;es e alertas que nos deixou. </P >     <p>Na sua extensa produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e na sua diversificada e produtiva interven&ccedil;&atilde;o, a Carla Machado teve oportunidade de abordar todas as quest&otilde;es centrais da psicologia forense, sejam as transforma&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas e epistemol&oacute;gicas que esta sofreu, sejam as an&aacute;lises conceptuais indispens&aacute;veis neste dom&iacute;nio, sejam quest&otilde;es relacionadas com as potencialidades, desafios e limita&ccedil;&otilde;es da psicologia forense e com as comunica&ccedil;&otilde;es e descomunica&ccedil;&otilde;es entre a psicologia e o direito (Gon&ccedil;alves &amp; Machado, 2005, 2011; Machado, 1993, 1994a, 2005a, 2006, no prelo; Machado &amp; Gon&ccedil;alves, 2005a,b), sejam elabora&ccedil;&otilde;es em torno das teorias ou quadros te&oacute;ricos, pr&aacute;ticas, metodologias e instrumentos que suportam e enformam a pr&aacute;tica do psic&oacute;logo forense e, em particular, a pr&aacute;tica pericial (Gon&ccedil;alves &amp; Machado, 2005; Machado, 2005a,b; Machado &amp; Gon&ccedil;alves, 2005a; Matos, Gon&ccedil;alves, &amp; Machado, 2011), sejam as quest&otilde;es conexas da vitimologia e da criminologia, a compreens&atilde;o das din&acirc;micas da vitima&ccedil;&atilde;o, a vitima&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria e secund&aacute;ria, a protec&ccedil;&atilde;o das v&iacute;timas mais vulner&aacute;veis no contacto com o sistema de justi&ccedil;a (Machado, 1996, 2004b, 2005c, 2010a,b; Machado &amp; Gon&ccedil;alves, 1999; Machado &amp; Gon&ccedil;alves, 2002a,b; Machado &amp; Matos, 2001; Machado, Gon&ccedil;alves, Matos, &amp; Dias, 2007). Trabalhou, tamb&eacute;m, a forma com os actores judiciais concebem a vitima&ccedil;&atilde;o e a v&iacute;tima, concebem o ofensor, concebem a din&acirc;mica relacional entre ambos, concebem a psicologia, concebem a pr&aacute;tica psicol&oacute;gica forense e o seu contributo para a realiza&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a e tinha iniciado, recentemente, uma colabora&ccedil;&atilde;o com Manita e Matos num estudo de largo espectro sobre a tomada de decis&atilde;o judicial e o papel das per&iacute;cias, do testemunho do psic&oacute;logo e das vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas, entre outras vari&aacute;veis extra-judiciais, na tomada de decis&atilde;o, sobre o qual nos iremos debru&ccedil;ar um pouco mais neste artigo. Por fim, e provavelmente uma das vertentes mais conhecidas e utilizadas da sua produ&ccedil;&atilde;o, reflectiu sobre as grelhas e metodologias de avalia&ccedil;&atilde;o e produziu, individualmente e em colabora&ccedil;&atilde;o com outros investigadores, protocolos e instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica forense amplamente utilizados no nosso pa&iacute;s, designadamente no que diz respeito &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, dos maus tratos a crian&ccedil;as e da viol&ecirc;ncia sexual (e.g., Caridade, Machado, &amp; Gon&ccedil;alves, 2006; Machado, 2005b; Machado &amp; Gon&ccedil;alves, 2005a; Machado, Gon&ccedil;alves, &amp; Matos, 2000a,b, 2008a,b; Matos, Gon&ccedil;alves, &amp; Machado, 2011).</P >     <p>J&aacute; em fases anteriores do seu percurso cient&iacute;fico a Carla se preocupara com a forma como o crime &eacute; representado em Portugal, as rela&ccedil;&otilde;es entre o consumo de drogas e a viol&ecirc;ncia e o crime, o sentimento de inseguran&ccedil;a e o medo que gera e a forma como isso condiciona a rela&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os com a justi&ccedil;a (e.g., Machado, 2004a; Machado &amp; Manita, 1991, 1997, 2000, 2009; Manita &amp; Machado, 1999). Da mesma forma, estudou dimens&otilde;es menos conhecidas da viol&ecirc;ncia e da vitima&ccedil;&atilde;o e suas rela&ccedil;&otilde;es com o g&eacute;nero, a pol&iacute;tica e a justi&ccedil;a, como a viol&ecirc;ncia de estado, a viol&ecirc;ncia estrutural, as invisibilidades das viol&ecirc;ncias perpetradas nas rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas entre pessoas do mesmo sexo ou a viol&ecirc;ncia perpetrada pelas mulheres (e.g., Barbosa, Machado, Matos, &amp; Barbeiro, no prelo; Dias &amp; Machado, 2008, no prelo; Machado, 2010a,b; Machado, Dias, &amp; Coelho, 2010; Machado, Matos, &amp; Barbosa, 2009; Sousela, Machado, &amp; Manita, 2007).</P >     <p>N&atilde;o haveria, portanto, espa&ccedil;o num &uacute;nico artigo para retomar todas as quest&otilde;es relativas &agrave; psicologia forense que por n&oacute;s foram abordadas noutros contextos. Por isso, a op&ccedil;&atilde;o aqui ser&aacute; a de, mais do que definir e analisar as evolu&ccedil;&otilde;es, potencialidades e dificuldades da psicologia forense no nosso pa&iacute;s, tem&aacute;tica j&aacute; abordada em textos anteriores e que aqui iremos apenas aflorar, apontar um dos caminhos que pensamos ser fundamental para a promo&ccedil;&atilde;o de um di&aacute;logo mais eficaz e para a consolida&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre a psicologia e o sistema de justi&ccedil;a nos pr&oacute;ximos anos: o contributo da psicologia para a tomada de decis&atilde;o judicial e para a preven&ccedil;&atilde;o da vitima&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria de testemunhas particularmente vulner&aacute;veis, em particular, das crian&ccedil;as. </P >    <p>DEFINI&Ccedil;&Otilde;ES E CAMPO DE AC&Ccedil;&Atilde;O DA PSICOLOGIA FORENSE:  REDUZIDOS CONSENSOS  </P >    <p>A defini&ccedil;&atilde;o de psicologia forense e a sua distin&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas afins, como a psicologia da justi&ccedil;a, a psicologia jur&iacute;dica, a psicologia legal, a psicologia criminal ou a psicologia do comportamento desviante, entre outras, n&atilde;o &eacute; simples nem consensual. Para alguns autores a psicologia do comportamento desviante ser&aacute; o conceito mais abrangente de todos, pois est&aacute; para al&eacute;m das dimens&otilde;es criminais ou judiciais, embora as englobe tamb&eacute;m. Este &eacute; um construto que traduz uma vasta gama de teorias e pr&aacute;ticas centradas em objectos que partilham entre si uma dada forma de desvio: desvio da norma legal, da norma social, desvio dos padr&otilde;es culturais, desvio desenvolvimental, etc., podendo este desvio ser patol&oacute;gico ou normativo, anter&oacute;grado ou retr&oacute;grado, criminal e n&atilde;o criminal (aqui se integrando fen&oacute;menos como os do crime e da delinqu&ecirc;ncia juvenil, antissocialidade, subculturas juvenis, sentimento de inseguran&ccedil;a, abuso de drogas e &aacute;lcool, rela&ccedil;&otilde;es entre crime e droga, prostitui&ccedil;&atilde;o, entre muitos outros, mas tamb&eacute;m a pobreza e a exclus&atilde;o social, a marginalidade, o estigma, ou at&eacute; certos tipos de doen&ccedil;a mental ou de defici&ecirc;ncias). N&atilde;o sendo, contudo, t&atilde;o especificamente orientado para o interface psicologia-justi&ccedil;a, acaba por ser preterido pela maior parte dos autores que interv&ecirc;m ou investigam neste dom&iacute;nio e que preferem designa&ccedil;&otilde;es como as de psicologia da justi&ccedil;a, legal, forense ou criminal. </P >     <p>Elas n&atilde;o s&atilde;o, contudo, equivalentes entre si. De entre estas, a psicologia da justi&ccedil;a ser&aacute;, para a maioria dos autores, a &aacute;rea disciplinar mais ampla, na medida em que englobar&aacute; todo o conjunto de saberes oriundos da psicologia aplicados &agrave; compreens&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o ou interven&ccedil;&atilde;o nos diversos fen&oacute;menos definidos pela aplica&ccedil;&atilde;o da Justi&ccedil;a. Esta defini&ccedil;&atilde;o de psicologia da justi&ccedil;a aproxima-a do que outros autores, designadamente os de origem franc&oacute;fona, consideram ser a psicologia legal &ndash; conceito que incluiria todos os potenciais dom&iacute;nios de trabalho que ocorrem no interface entre a psicologia e a lei (Ogloff &amp; Finkelman, 1999; Viaux, 2003) &ndash; ou a psicologia jur&iacute;dica, enquanto &aacute;rea da psicologia aplicada que fornece contributos para um melhor exerc&iacute;cio do Direito (Arce, 2005), concep&ccedil;&atilde;o usada sobretudo em pa&iacute;ses de l&iacute;ngua espanhola. </P >     <p>Por sua vez, a psicologia forense, embora encontre em alguns autores uma defini&ccedil;&atilde;o de mais amplo espectro &ndash; como Viaux (2003) que considera que o objecto da psicologia forense s&atilde;o todas as circunst&acirc;ncias que ligam o sujeito e a lei &ndash;, &eacute; definida pela maioria dos autores como uma subdisciplina da psicologia da justi&ccedil;a que se ocupa da aplica&ccedil;&atilde;o do conhecimento psicol&oacute;gico ao servi&ccedil;o da tomada de decis&atilde;o judicial, sendo, nisso, fundamentalmente, uma actividade pericial (Blackburn, 2006; Gon&ccedil;alves, 1996, 2010; Gon&ccedil;alves &amp; Machado, 2005, 2011). Ou, nas palavras de Haward (1981), &eacute; um ramo da psicologia aplicada que diz respeito &agrave; recolha, exame e apresenta&ccedil;&atilde;o da prova para fins judiciais e, nesse sentido, &eacute; sempre uma aplica&ccedil;&atilde;o a um caso legal espec&iacute;fico. </P >    <p>J&aacute; a psicologia criminal parece ser mais f&aacute;cil de definir e delimitar, dada a sua centra&ccedil;&atilde;o no estudo do crime e do criminoso, suas causas, din&acirc;micas, processos e consequ&ecirc;ncias, modalidades de preven&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o. Ao contr&aacute;rio da psicologia forense, que alarga o seu raio de ac&ccedil;&atilde;o a quest&otilde;es do direito civil, familiar, laboral, etc, a psicologia criminal apenas abarca as quest&otilde;es directamente relacionadas com fen&oacute;menos criminais (Hollin, 1989). </P >    <p>A &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo forense abarca, portanto, dom&iacute;nios t&atilde;o variados como os da avalia&ccedil;&atilde;o forense de v&iacute;timas e arguidos em processos crime, de pais e filhos envolvidos em processos de regula&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio das responsabilidades parentais ou de adop&ccedil;&atilde;o, na avalia&ccedil;&atilde;o do dano p&oacute;s-traum&aacute;tico, na avalia&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da promo&ccedil;&atilde;o e protec&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e no &acirc;mbito tutelar educativo, entre outros; assim como a psicologia do testemunho, a investiga&ccedil;&atilde;o policial, o acompanhamento de testemunhas particularmente vulner&aacute;veis em tribunal, o apoio a decis&otilde;es relacionadas com a reinser&ccedil;&atilde;o social, a execu&ccedil;&atilde;o de penas, entre outros. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O que encontramos &eacute;, no fundo, uma terminologia variada usada para definir uma ampla &aacute;rea de interfaces entre a Psicologia e o Direito/Justi&ccedil;a, n&atilde;o sendo nosso objectivo neste texto discutir qual a terminologia mais correcta, mas sim, analisar alguns dos seus dom&iacute;nios de interface e apontar caminhos de consolida&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre a psicologia e o direito e, mais globalmente, entre a psicologia e o sistema de justi&ccedil;a. Uma rela&ccedil;&atilde;o que, no nosso pa&iacute;s, depois de ultrapassadas diversas dificuldades e resist&ecirc;ncias, conhece, actualmente, um franco desenvolvimento, com melhorias significativas ao n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o, da investiga&ccedil;&atilde;o e das pr&aacute;ticas aplicadas em contexto judicial. </P >    <p>PARA SUPERAR AS DESCOMUNICA&Ccedil;&Otilde;ES ENTRE PSICOLOGIA E DIREITO </P >    <p>Desde os finais do s&eacute;culo XIX que os saberes e pr&aacute;ticas da psicologia se v&ecirc;m cruzando com os do direito e com diferentes problemas associados &agrave; administra&ccedil;&atilde;o da Justi&ccedil;a, a come&ccedil;ar pela avalia&ccedil;&atilde;o da personalidade criminal e da perigosidade, evoluindo para a interven&ccedil;&atilde;o junto de delinquentes e criminosos e a reinser&ccedil;&atilde;o social, as quest&otilde;es relativas ao testemunho, mem&oacute;ria, capacidade de testemunhar, credibilidade e veracidade do testemunho, o apoio &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o criminal, o apoio a v&iacute;timas, a compreens&atilde;o das dimens&otilde;es psicol&oacute;gicas que afectam a tomada de decis&atilde;o judicial, entre outros (Gon&ccedil;alves &amp; Machado, 2005, 2011; Machado, 1994a, 2005a,b; Manita, 1996, 1998, 1999, 2001). </P >    <p>Entre as duas Guerras Mundiais, a psicologia forense, como a psicologia aplicada em geral, experienciou uma quebra, s&oacute; recuperando em meados dos anos 40 e 50, &eacute;poca em que os psic&oacute;logos come&ccedil;am a ser aceites como peritos na avalia&ccedil;&atilde;o do estado mental e na avalia&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia e responsabilidade criminal. Na d&eacute;cada de 60 os psic&oacute;logos come&ccedil;am a ser chamados a pronunciarse sobre a credibilidade das testemunhas e, j&aacute; nos anos 70, a psicologia forense ganha maior reconhecimento e estatuto, assistindo-se a um aumento da literatura e da forma&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea, incluindo, hoje em dia, duas grandes &aacute;reas: o estudo de aspectos do comportamento humano directamente relacionados com o processo legal (e.g., mem&oacute;ria e testemunho das testemunhas, tomada de decis&atilde;o do juiz e dos j&uacute;ris, comportamento criminal) e a pr&aacute;tica profissional do psic&oacute;logo no sistema legal, sendo desenvolvidos diversos guias de boas pr&aacute;ticas e de conduta &eacute;tica neste contexto. </P >    <p>Apesar de se terem iniciado h&aacute; mais de 100 anos, as inter-rela&ccedil;&otilde;es entre a Psicologia e o Direito n&atilde;o est&atilde;o ainda totalmente consolidadas. Os contributos da psicologia forense para o exerc&iacute;cio da justi&ccedil;a s&atilde;o reconhecidos, mas nem sempre adequadamente compreendidos ou integrados por este, existindo tens&otilde;es e descomunica&ccedil;&otilde;es que resultam de diferentes quest&otilde;es, entre as quais, o facto de estas &aacute;reas do saber assentarem em pressupostos filos&oacute;ficos e terem objectivos diferentes, as diferentes concep&ccedil;&otilde;es sobre a ac&ccedil;&atilde;o humana e sobre as causas do comportamento que possuem, as diferentes linguagens que usam, os diferentes m&eacute;todos e teorias em que assentam ou com base nos quais interv&ecirc;m, assim como a exist&ecirc;ncia de concep&ccedil;&otilde;es diferentes sobre o pr&oacute;prio conceito de Lei (Manita, 1998; Rua, 2006). </P >    <p>Mesmo que persistam algumas dificuldades, a crescente procura da psicologia forense pelos tribunais, indicia, pelo menos, que esta tem servido com alguma efic&aacute;cia os interesses e necessidades do sistema de justi&ccedil;a. Esta inter-rela&ccedil;&atilde;o tem vindo a ser melhorada nos &uacute;ltimos anos, atrav&eacute;s do apelo m&uacute;tuo &agrave; partilha de conhecimentos, nomeadamente, no contexto da investiga&ccedil;&atilde;o e da forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais de ambas as &aacute;reas. </P >    <p>J&aacute; em momentos anteriores analisamos as diferen&ccedil;as paradigm&aacute;ticas e conceptuais entre a Psicologia e o Direito, designadamente ao n&iacute;vel da concep&ccedil;&atilde;o de verdade e de causalidade, da linguagem utilizada e da constru&ccedil;&atilde;o que cada disciplina faz do que &eacute; a &ldquo;natureza humana&rdquo; (Gon&ccedil;alves &amp; Machado, 2011; Machado, 1993, 2005a, 2006; Manita, 1998, 1999, 2001), pelo que n&atilde;o iremos repeti-lo aqui. Salientaremos apenas o facto de o psic&oacute;logo forense actuar num campo pleno de constrangimentos jur&iacute;dicos e conceptuais, o que lhe limita a liberdade decis&oacute;ria, e, paralelamente, imp&otilde;e a necessidade de melhorar as linguagens de interface entre as duas &aacute;reas e de aprofundar o conhecimento que os actores de cada uma t&ecirc;m da outra. </P >    <p>Uma das &aacute;reas em que se t&ecirc;m desenvolvido mais esfor&ccedil;os nesse sentido &eacute; a da avalia&ccedil;&atilde;o do testemunho, muito associada &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da veracidade e da simula&ccedil;&atilde;o em contexto judicial e, em particular, a da avalia&ccedil;&atilde;o do testemunho de crian&ccedil;as v&iacute;timas de abuso sexual, tendo surgido, a este n&iacute;vel, diversas recomenda&ccedil;&otilde;es sobre a forma de melhor conduzir uma entrevista com uma crian&ccedil;a, de forma a maximizar a informa&ccedil;&atilde;o recolhida e a minimizar a sugestionabilidade (e.g., Bull, 1994; Bull &amp; Carson, 1999; Cashmore, 2002; Machado, 2005b). </P >    <p>Apesar de serem diversos os protocolos e metodologias usados e elevada a discord&acirc;ncia entre diferentes investigadores, h&aacute; alguns aspectos que recolhem j&aacute; algum consenso, como referimos anteriormente, numa an&aacute;lise integradora e cr&iacute;tica dos consensos e controv&eacute;rsias em mat&eacute;ria de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica forense do abuso sexual (Machado, 2005b, 2006, no prelo; Manita, 2003, 2005), designadamente, no que diz respeito &agrave;s din&acirc;micas e consequ&ecirc;ncias do abuso sexual, aos indicadores de veracidade, aos indicadores comportamentais de mentira, aos factores que podem contribuir para a produ&ccedil;&atilde;o de falsos testemunhos, &agrave; detec&ccedil;&atilde;o da simula&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica. </P >    <p>Tamb&eacute;m a este n&iacute;vel come&ccedil;am a surgir j&aacute; alguns resultados pr&aacute;ticos da investiga&ccedil;&atilde;o desenvolvida no nosso pa&iacute;s nos &uacute;ltimos anos, ao n&iacute;vel dos protocolos, metodologias e instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica (Fonseca, 2009; Fonseca, Sim&otilde;es, Sim&otilde;es, &amp; Pinho, 2006; Gon&ccedil;alves &amp; Machado, 2005; Machado, 2005a,b; Machado &amp; Gon&ccedil;alves, 2005a; Machado, Gon&ccedil;alves, &amp; Matos, 2000a,b, 2008; Machado, Matos, &amp; Gon&ccedil;alves, 2008; Magalh&atilde;es &amp; Ribeiro, 2007; Peixoto, 2011; Peixoto, Ribeiro, &amp; Lamb, 2011; Peixoto, Ribeiro, &amp; Manita, 2008), assim como ao n&iacute;vel do desenvolvimento de novos procedimentos que protejam a crian&ccedil;a durante a sua participa&ccedil;&atilde;o no processo judicial, como acontece nas &ldquo;declara&ccedil;&otilde;es para mem&oacute;ria futura&rdquo; (Caridade, Ferreira, &amp; Carmo, 2011). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A evolu&ccedil;&atilde;o do conhecimento nesta &aacute;rea permitiu, efectivamente, o aperfei&ccedil;oamento das t&eacute;cnicas de entrevista, assim como dos procedimentos judiciais envolvidos na recolha do testemunho da crian&ccedil;a. Para al&eacute;m do desenvolvimento de novos protocolos de entrevista e guias de boas pr&aacute;ticas, j&aacute; em curso, talvez seja de testar, num futuro breve, a utiliza&ccedil;&atilde;o em Portugal de tecnologias de apoio ao testemunho da crian&ccedil;a v&iacute;tima, como acontece j&aacute; no Brasil, com o recurso ao circuito de v&iacute;deo fechado nos tribunais que aderiram ao projecto do &ldquo;depoimento sem dano&rdquo; (Ratke, 2009) &ndash; procedimento que permite ao juiz analisar as interac&ccedil;&otilde;es entre o entrevistador e a crian&ccedil;a sem a sujeitar a um testemunho presencial em sede de julgamento e a um eventual confronto com o abusador (Connolly, Price, &amp; Read, 2006; Snow, Helm, &amp; Martin, 2004; Vandervort, 2006). De acordo com dados da pesquisa cient&iacute;fica, a utiliza&ccedil;&atilde;o desta metodologia diminui a sugestionabilidade, facilita o testemunho e promove a recolha de informa&ccedil;&otilde;es com maior qualidade. Contudo, parece existir uma desvaloriza&ccedil;&atilde;o do valor probat&oacute;rio do testemunho quando realizado nestas condi&ccedil;&otilde;es (Oliveira, 2011). </P >    <p>Em Portugal, ainda n&atilde;o se avan&ccedil;ou para a utiliza&ccedil;&atilde;o do circuito interno de v&iacute;deo, mas avan&ccedil;ou-se j&aacute; significativamente no esfor&ccedil;o de optimiza&ccedil;&atilde;o do testemunho da crian&ccedil;a em tribunal e de diminui&ccedil;&atilde;o do risco de vitima&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria que, em muitos casos, resulta de um incorrecto contacto com o contexto judicial e do subsequente desconforto e desequil&iacute;brio emocional (Caridade, Ferreira, &amp; Carmo, 2011). No entanto, a sua aplica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o permitiu ainda colmatar todas as falhas, designadamente, as que se relacionam com a realiza&ccedil;&atilde;o de outras inquiri&ccedil;&otilde;es no decurso do inqu&eacute;rito judicial, com o autor e os procedimentos de inquiri&ccedil;&atilde;o, com as caracter&iacute;sticas do local onde se realiza a audi&ccedil;&atilde;o e com alguma indetermina&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel das fun&ccedil;&otilde;es dos intervenientes neste procedimento (Caridade, Ferreira, &amp; Carmo, 2011; Oliveira, 2011; Peixoto, 2011; Ribeiro, 2009). A psicologia forense ter&aacute;, aqui, entendemos, um papel fundamental. </P >    <p>NOVOS RUMOS NA CONSOLIDA&Ccedil;&Atilde;O DA RELA&Ccedil;&Atilde;O COM O SISTEMA DE JUSTI&Ccedil;A:  CONTRIBUTOS DA PSICOLOGIA PARA A DECIS&Atilde;O JUDICIAL  E PARA A PREVEN&Ccedil;&Atilde;O DA VITIMA&Ccedil;&Atilde;O SECUND&Aacute;RIA  </P >    <p>Apesar de ser um dos assuntos mais trabalhados pela psicologia forense europeia e norte-americana, n&atilde;o &eacute; muita, nem recente, a literatura sobre o modo como se processa a tomada de decis&atilde;o judicial. Pensar que os ju&iacute;zes s&atilde;o decisores puramente racionais e que apenas decidem depois de analisarem cuidadosamente todos os dados apurados durante o processo, &eacute;, no fundo, acreditar na &ldquo;mitologia da tomada de decis&atilde;o legal&rdquo; (Kunin, Ebbesen, &amp; Konecni, 1992), pois a mente humana n&atilde;o reproduz a realidade com a qual contacta, produz interpreta&ccedil;&otilde;es sobre a mesma, com base nas suas experi&ecirc;ncias pessoais e culturais, no sistema de cren&ccedil;as e valores de cada magistrado, da pol&iacute;tica, da religi&atilde;o, entre outros factores. Concordamos, por isso, com Drobak e North (2008) quando defendem que a tomada de decis&atilde;o judicial n&atilde;o ocorre no &ldquo;vazio&rdquo;, derivando, antes, da conjuga&ccedil;&atilde;o de diversos factores (e.g., normas judiciais, leis constitucionais, &eacute;tica, deontologia, pol&iacute;tica, educa&ccedil;&atilde;o, sociedade, caracter&iacute;sticas pessoais do juiz). Cada juiz possui a sua filosofia judicial que deriva da conjuga&ccedil;&atilde;o do sistema formal/normativo judicial com o seu sistema pessoal de cren&ccedil;as e percep&ccedil;&otilde;es &uacute;nicas sobre a realidade de cada processo que tem em m&atilde;os. </P >     <p>Fari&ntilde;a, Arce e Novo (2005) corroboram as conclus&otilde;es acima mencionadas ao defenderem que a ancoragem<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> &eacute; um factor determinante na tomada de decis&atilde;o judicial. Al&eacute;m disso, os autores mostram-se preocupados com ind&iacute;cios de que os ju&iacute;zes n&atilde;o est&atilde;o conscientes das suas atitudes preconceituosas e dos seus comportamentos discriminat&oacute;rios, sustentados por estere&oacute;tipos de g&eacute;nero, entre outros. Essa preocupa&ccedil;&atilde;o ganha particular relevo na sequ&ecirc;ncia das investiga&ccedil;&otilde;es desenvolvidas no &acirc;mbito da sociologia que demonstraram que os ju&iacute;zes de ambos os sexos tendem a recorrer aos sistemas de cren&ccedil;as e valores sobre a natureza e o papel socialmente atribu&iacute;do &agrave;s mulheres e aos homens na esfera familiar e na sociedade (estere&oacute;tipos de g&eacute;nero) para proferir a sua decis&atilde;o (Salinas, 2003). </P >     <p>Outros estudos revelam que, perante um elevado n&uacute;mero de informa&ccedil;&otilde;es, os decisores as usam &ldquo;muito mais a partir do facto de elas serem conformes &agrave; sua filosofia do que em fun&ccedil;&atilde;o da natureza dessas informa&ccedil;&otilde;es&rdquo;. Estes tentar&atilde;o encontrar, antes de mais, aquilo a que Simon chamou uma &ldquo;solu&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria&rdquo;, perante uma enorme diversidade de constrangimentos, &ldquo;num contexto complexo, em que m&uacute;ltiplas racionalidades individuais, de alguma maneira, fazem repercutir os efeitos das suas decis&otilde;es sobre outras m&uacute;ltiplas racionalidades&rdquo; (Pais, 2004, p. 92). Gigerenzer, Todd e The ABC Research Group (1999) reportam-se tamb&eacute;m ao conceito de &ldquo;one-reason decision making&rdquo;, ou decis&otilde;es fundadas em apenas um motivo que, segundo alguns autores, s&atilde;o mais frequentes quando os Magistrados se debatem com a escassez de tempo (Parente, 2009; Parente &amp; Manita, 2010).</P >     <p>Verifica-se, assim, que o processo de tomada de decis&atilde;o judicial, al&eacute;m da an&aacute;lise factual e da aplica&ccedil;&atilde;o da Lei e dos princ&iacute;pios legais, implica a interpreta&ccedil;&atilde;o e a aplica&ccedil;&atilde;o subjectiva dessa Lei e dos c&acirc;nones do Direito, por seres humanos que, como qualquer outro decisor, n&atilde;o deixam de ser afectadas por dimens&otilde;es subjectivas, n&atilde;o s&oacute; pessoais, sociais, culturais e contextuais, como processuais. A tomada de decis&atilde;o judicial, n&atilde;o &eacute;, portanto, um processo mec&acirc;nico de aplica&ccedil;&atilde;o da lei e, para ser mais adequado e justo, deve ser apoiado em procedimentos sistem&aacute;ticos e estandardizados, nos conhecimentos cient&iacute;ficos e nos dados da investiga&ccedil;&atilde;o sobre as dimens&otilde;es &ldquo;extra-judiciais&rdquo; a valorar, assim como na individualiza&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o dos casos e no conhecimento espec&iacute;fico e detalhado da v&iacute;tima (Alisson, Kebbel, &amp; Lewis, 2006). </P >     <p>E, como defende Braman (2010), se o juiz tem a responsabilidade de tentar diminuir o erro na tomada de decis&atilde;o, as ci&ecirc;ncias sociais, em particular a Psicologia, t&ecirc;m a responsabilidade de estudar as caracter&iacute;sticas, din&acirc;micas e limita&ccedil;&otilde;es da tomada de decis&atilde;o legal e de ajudar os magistrados a proceder a tomadas de decis&atilde;o mais sustentadas. Uma das vertentes em que esta colabora&ccedil;&atilde;o mais se tem vindo a desenvolver no nosso pa&iacute;s &eacute; a da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica forense e do seu contributo para a decis&atilde;o judicial. </P >    <p>No ordenamento judicial portugu&ecirc;s, quando &eacute; tomada uma decis&atilde;o judicial, tem de ser elaborada uma senten&ccedil;a/ac&oacute;rd&atilde;o onde, resumidamente, &ldquo;deve o tribunal procurar explicar qual a raz&atilde;o por que considerou provada uma dada factualidade com base em algumas das provas produzidas e n&atilde;o noutras, dando visibilidade e tornando p&uacute;blica a forma como, em concreto, valorou as provas produzidas&rdquo; (Latas, 2006, p. 89). Entre as provas que s&atilde;o analisadas e valoradas pelo julgador, est&atilde;o as per&iacute;cias psicol&oacute;gicas, cada vez mais solicitadas em diferentes situa&ccedil;&otilde;es, designadamente em casos de abuso sexual de menores, regula&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio das responsabilidades parentais, algumas &aacute;reas criminais e processos de promo&ccedil;&atilde;o e protec&ccedil;&atilde;o. As per&iacute;cias s&atilde;o, &agrave; luz do C&oacute;digo de Processo Penal portugu&ecirc;s, meios de prova cujo recurso se justifica quando, para a compreens&atilde;o ou an&aacute;lise dos factos, s&atilde;o necess&aacute;rios conhecimentos t&eacute;cnicos e cient&iacute;ficos que o decisor n&atilde;o possua. </P >     <p>A valora&ccedil;&atilde;o da per&iacute;cia psicol&oacute;gica &eacute;, assim, parte integrante da ac&ccedil;&atilde;o do julgador, que, durante o seu processo decis&oacute;rio vai ter de lhe atribuir um peso probat&oacute;rio maior ou menor, com base nos seus conhecimentos e convic&ccedil;&otilde;es, mesmo que essa valora&ccedil;&atilde;o possa exigir, na maior parte dos casos, conhecimentos cient&iacute;ficos que transcendem a forma&ccedil;&atilde;o que &eacute; dada aos ju&iacute;zes. Os poucos estudos desenvolvidos no nosso pa&iacute;s a este n&iacute;vel revelam, que, durante este processo de an&aacute;lise e valora&ccedil;&atilde;o subjacente &agrave; tomada de decis&atilde;o judicial, um mesmo relat&oacute;rio pericial pode conduzir a diferentes interpreta&ccedil;&otilde;es por parte de diferentes profissionais envolvidos no sistema judicial que, muitas vezes, n&atilde;o partilham uma linguagem comum. Pais (2004, p. 353), por exemplo, concluiu na sua investiga&ccedil;&atilde;o que &ldquo;... apesar das repercuss&otilde;es dos relat&oacute;rios nas decis&otilde;es dos Ju&iacute;zes, parece que ela [a per&iacute;cia] n&atilde;o &eacute; assumida (ou compreendida) por quem, de facto, interv&eacute;m directamente na produ&ccedil;&atilde;o de um discurso acerca do sujeito criminoso&rdquo;. Urge, portanto, o desenvolvimento de grelhas e linguagens de interface que permitam melhorar esta partilha e torn&aacute;-la mais compreens&iacute;vel para todas as partes envolvidas no processo judicial. Essa &eacute; uma das vias de investimento futuro, ao n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o e da investiga&ccedil;&atilde;o em Portugal. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tendo em conta esta realidade e a sua complexidade, come&ccedil;aram a surgir, nos &uacute;ltimos anos, os primeiros estudos nacionais sobre a tomada de decis&atilde;o judicial e o contributo da psicologia e da actividade pericial psicol&oacute;gica forense e m&eacute;dico-legal para essa tomada de decis&atilde;o judicial em diferentes &aacute;reas do Direito (e.g., Braga &amp; Matos, 2007; Carvalho, 2007; Castro, Martins, Machado, &amp; Gon&ccedil;alves, 2006; Faria, 2010; Henriques &amp; Pais, 2006; Machado, 2008; Oliveira, 2011; Pais, 2004; Parente, 2009; Parente &amp; Manita, 2010; Ribeiro, 2008; Sacau, J&ograve;lluskin, Sani, Rodrigues, &amp; Gon&ccedil;alves, 2009; Silva, 2008), com destaque para os trabalhos j&aacute; desenvolvidos na Universidade do Porto e na Universidade do Minho e para o projecto de largo espectro que est&aacute; em curso, actualmente, sob orienta&ccedil;&atilde;o de Celina Manita e Marlene Matos, na defini&ccedil;&atilde;o inicial do qual teve um importante contributo a Carla Machado. </P >    <p>No panorama internacional existem j&aacute; in&uacute;meras publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas sobre as influ&ecirc;ncias judiciais e extra-judiciais no processo de tomada de decis&atilde;o. A compreens&atilde;o de cada uma destas influ&ecirc;ncias implica um aprofundamento do estudo das caracter&iacute;sticas do julgador, da v&iacute;tima e do ofensor, das caracter&iacute;sticas do crime, das per&iacute;cias forenses e per&iacute;cias m&eacute;dico-legais e das caracter&iacute;sticas do contexto em que s&atilde;o tomadas estas decis&otilde;es. Por exemplo, Wright (1995), examinando senten&ccedil;as produzidas em casos de abuso sexual de menores, atrav&eacute;s do recurso a metodologias quantitativas e qualitativas, demonstrou que a interpreta&ccedil;&atilde;o da lei est&aacute; dependente de constru&ccedil;&otilde;es sociais em torno do abuso sexual de menores existentes na mente dos decisores judiciais. </P >    <p>Os dados desta investiga&ccedil;&atilde;o s&atilde;o refor&ccedil;ados pelos de outras, por exemplo, v&aacute;rios autores conclu&iacute;ram que a idade da v&iacute;tima influencia o julgamento porque as pessoas t&ecirc;m maior probabilidade de acreditar em crian&ccedil;as mais novas do que nos testemunhos de crian&ccedil;as mais velhas, tal como confiam mais em crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia mental do que em crian&ccedil;as com uma intelig&ecirc;ncia m&eacute;dia, porque as primeiras s&atilde;o consideradas mais verdadeiras e honestas e, ao mesmo tempo, como n&atilde;o tendo a compet&ecirc;ncia cognitiva necess&aacute;ria para elaborar ou sustentar falsas acusa&ccedil;&otilde;es. Os autores referem, tamb&eacute;m, a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o do sexo do juiz, designadamente no que respeita ao julgamento de crian&ccedil;as v&iacute;timas de abuso sexual, tendendo as ju&iacute;zas a decidir mais frequentemente em benef&iacute;cio das v&iacute;timas do que dos agressores. Ao n&iacute;vel ainda do abuso sexual de menores, a literatura indica a idade (desenvolvimento das compet&ecirc;ncias mentais), o n&iacute;vel de envolvimento, a qualidade e o detalhe do relato, os aspectos emocionais (e.g., sentimentos de culpa, vergonha, desconforto) e a sugestionabilidade como os factores mais influentes nas percep&ccedil;&otilde;es dos ju&iacute;zes e na valora&ccedil;&atilde;o que &eacute; feita do testemunho da crian&ccedil;a v&iacute;tima de abuso sexual (Holcomb &amp; Jacquin, 2007; Leander, Christianson, Svedin, &amp; Granhag, 2007; Warren &amp; McGough, 1996). </P >     <p>Ao n&iacute;vel da decis&atilde;o judicial em casos de regula&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio das responsabilidades parentais, Lowery (1981) realizou um estudo quantitativo para analisar a import&acirc;ncia atribu&iacute;da por 57 ju&iacute;zes e por 23 magistrados do MP aos dez factores considerados por Bratt<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> no processo de tomada de decis&atilde;o judicial a este n&iacute;vel. Os resultados indicam que os ju&iacute;zes relevam sobretudo a maturidade e a responsabilidade parental (e.g., estabilidade psicoemocional dos progenitores; sentido da responsabilidade percepcionado pelas figuras parentais; estabilidade e estatuto financeiro; capacidade de manter o contacto da crian&ccedil;a com a sua comunidade de origem). Na mesma linha, Felner, Primavera, Terra, Farber e Bishop (1985) utilizaram duas amostras, uma constitu&iacute;da por 350 magistrados e outra por 158 ju&iacute;zes do supremo tribunal, e verificaram que a maioria dos actores judici&aacute;rios defende a atribui&ccedil;&atilde;o da guarda, unilateralmente, &agrave; m&atilde;e (42% dos ju&iacute;zes e 30% dos procuradores). Contudo, se a rela&ccedil;&atilde;o entre os progenitores se pautar pela coopera&ccedil;&atilde;o, pela comunica&ccedil;&atilde;o positiva, pela motiva&ccedil;&atilde;o para a co-parentalidade e pela proximidade geogr&aacute;fica, a guarda partilhada &eacute; percepcionada pela maioria como a solu&ccedil;&atilde;o ideal para a crian&ccedil;a. Al&eacute;m disso, os participantes relevam dois factores decisivos na tomada de decis&atilde;o: as caracter&iacute;sticas dos progenitores (e.g., estabilidade emocional e compet&ecirc;ncias parentais) e os factores situacionais (e.g., recursos financeiros, disponibilidade de tempo para cuidar da crian&ccedil;a, estabilidade da situa&ccedil;&atilde;o de vida, estrat&eacute;gias parentais). </P >     <p>Weinberg (1998) explorou o efeito da presen&ccedil;a de duas vari&aacute;veis da personalidade nas atitudes e no acto decis&oacute;rio de 396 ju&iacute;zes, no &acirc;mbito da regula&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio das responsabilidades parentais. O autor verificou que as atitudes, a hist&oacute;ria e a personalidade do magistrado influenciam a tomada de decis&atilde;o neste tipo de jurisdi&ccedil;&atilde;o, evidenciando a presen&ccedil;a de estere&oacute;tipos de g&eacute;nero nas decis&otilde;es dos participantes (e.g., as ju&iacute;zas tendem a privilegiar a progenitora feminina, pois consideram-na mais competente do que a figura paterna no cuidado aos filhos; 75% defende que as crian&ccedil;as de tenra idade devem estar junto das m&atilde;es; e 65% afirma que os rapazes mais velhos devem ficar com os pais). A totalidade da amostra receia que a informa&ccedil;&atilde;o de que disp&otilde;e seja insuficiente para tomar decis&otilde;es consistentes com o superior interesse do menor. Por &uacute;ltimo, o autor prop&otilde;e a sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos ju&iacute;zes para o efeito do seu quadro de refer&ecirc;ncias pessoais na tomada de decis&atilde;o nesta &aacute;rea, por vezes, em detrimento do benef&iacute;cio do menor. </P >     <p>Diferentes estudos (e.g., Arce, Fari&ntilde;a, &amp; Ceijo, 2005; Wallace &amp; Koerner, 2003) revelam que os ju&iacute;zes n&atilde;o consideram que as suas cren&ccedil;as, valores e experi&ecirc;ncias de vida influenciem as suas decis&otilde;es relativamente &agrave; regula&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio das responsabilidades parentais. Contudo, nesses estudos detectaram-se influ&ecirc;ncias de estere&oacute;tipos de g&eacute;nero nos ac&oacute;rd&atilde;os. Esta discrep&acirc;ncia entre as percep&ccedil;&otilde;es dos magistrados e as suas atitudes e pr&aacute;ticas judiciais &eacute; preocupante, uma vez que o n&atilde;o reconhecimento da influ&ecirc;ncia dos quadros de refer&ecirc;ncia pessoais dificulta o seu controlo durante o processo de tomada de decis&atilde;o. </P > </P >     <p> Em Israel, Hacker (2005) entrevistou 27 profissionais (ju&iacute;zes, legisladores e terapeutas) e 40 progenitores divorciados com o intuito de analisar a percep&ccedil;&atilde;o destes relativamente &agrave; conceptualiza&ccedil;&atilde;o de maternidade e de paternidade e &agrave; sua negocia&ccedil;&atilde;o durante o processo de div&oacute;rcio, e constatou que a maioria dos participantes concordava com a ideia de que a maternidade &eacute;, inevitavelmente, diferente e melhor do que a paternidade no que respeita &agrave;s compet&ecirc;ncias inerentes ao cuidado di&aacute;rio dos filhos, devido &agrave; predisposi&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica materna (&ldquo;instinto maternal&rdquo;). Este estere&oacute;tipo restringe, obviamente, o direito &agrave; igualdade de g&eacute;nero na parentalidade e influencia directamente a tomada de decis&atilde;o relativamente &agrave; regula&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio das responsabilidades parentais, apesar de os entrevistados terem, simultaneamente, consci&ecirc;ncia de que o conceito de maternidade se encontra em mudan&ccedil;a. Curiosamente, a totalidade dos sujeitos entrevistados defendeu a manuten&ccedil;&atilde;o do contacto entre o pai e a crian&ccedil;a, embora os benef&iacute;cios desse contacto n&atilde;o fossem claramente identificados. </P ></P >     <p>Em Portugal, Parente (2009) e Parente e Manita (2010) conclu&iacute;ram, atrav&eacute;s de um estudo qualitativo, que as percep&ccedil;&otilde;es sobre a maternidade e a paternidade de um grupo de magistrados entrevistados espelhavam padr&otilde;es comportamentais e sistemas de valores culturais tradicionais, ainda hoje amplamente difundidos na nossa sociedade (e.g., a mulher, na maior parte dos casos, continua a ser considerada uma melhor cuidadora e a figura principal de refer&ecirc;ncia das crian&ccedil;as, obtendo, em conson&acirc;ncia, ap&oacute;s o div&oacute;rcio, a guarda ou a resid&ecirc;ncia habitual das mesmas), n&atilde;o obstante terem consci&ecirc;ncia de que alguns progenitores masculinos t&ecirc;m, actualmente, uma atitude mais participativa no cuidado di&aacute;rio dos filhos e que, ap&oacute;s o div&oacute;rcio, se apresentam mais reivindicativos na disputa da guarda/resid&ecirc;ncia habitual dos filhos. Concluem, ainda, que, apesar de o ordenamento jur&iacute;dico portugu&ecirc;s impor o superior interesse do menor, a igualdade de g&eacute;nero entre os progenitores e a motiva&ccedil;&atilde;o destes para cooperarem no exerc&iacute;cio das responsabilidades parentais como crit&eacute;rios fundamentais na determina&ccedil;&atilde;o da atribui&ccedil;&atilde;o da guarda ou da resid&ecirc;ncia habitual da crian&ccedil;a, durante o processo decisional os estere&oacute;tipos de g&eacute;nero acabavam por ter um peso mais determinante, pondo em causa estes crit&eacute;rios de igualdade. </P >    <p>O estudo de A. Machado (2008) permite-nos tamb&eacute;m conhecer o impacto das per&iacute;cias psicol&oacute;gicas nas senten&ccedil;as/decis&atilde;o judicial neste &acirc;mbito, tendo a autora conclu&iacute;do que a per&iacute;cia psicol&oacute;gica se assume como um importante instrumento no aux&iacute;lio &agrave; decis&atilde;o dos magistrados e revelando tamb&eacute;m a influ&ecirc;ncia de algumas concep&ccedil;&otilde;es tradicionais na determina&ccedil;&atilde;o da guarda das crian&ccedil;as e do regime de visitas. </P >    <p>No que diz respeito &agrave; tomada de decis&atilde;o em casos de crimes sexuais, o estudo de Braga e Matos (2007) d&aacute;-nos algumas pistas sobre que factores se revelam como agravantes e atenuantes na determina&ccedil;&atilde;o da medida da pena nos crimes sexuais. Como factores agravantes, destacam-se os relacionados com as caracter&iacute;sticas da v&iacute;tima, como a idade (quanto mais jovem, mais grave), caracter&iacute;sticas individuais (por exemplo, quando exibe d&eacute;fices cognitivos), situa&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-familiar, impacto f&iacute;sico e social do crime, resist&ecirc;ncia (ou impossibilidade de resistir) da v&iacute;tima ao acto violento e rela&ccedil;&atilde;o com o ofensor (a exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima entre esta e o ofensor e a quebra dessa rela&ccedil;&atilde;o). A idade da v&iacute;tima foi, por outro lado, considerada como factor atenuante quando esta era mais velha. O impacto psicol&oacute;gico causado &agrave; v&iacute;tima foi tamb&eacute;m referido como factor agravante e a sua aus&ecirc;ncia como factor atenuante. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao n&iacute;vel do abuso sexual de menores, os v&aacute;rios estudos j&aacute; realizados (Carvalho, 2007; Faria, 2010; Oliveira, 2011; Ribeiro, 2008; Silva, 2008) no nosso pa&iacute;s t&ecirc;m vindo a revelar que as per&iacute;cias psicol&oacute;gicas forenses s&atilde;o, quase unanimemente, reconhecidas como fundamentais para a tomada de decis&atilde;o judicial, seja pelos actores judici&aacute;rios, seja pelos psic&oacute;logos forense, seja, ainda, pelos profissionais da medicina legal, mais n&atilde;o seja, porque nestes casos o testemunho dos menores &eacute;, n&atilde;o raras vezes, o &uacute;nico meio de prova, para al&eacute;m do relat&oacute;rio pericial. </P >    <p>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise de relat&oacute;rios de per&iacute;cias de sexologia forense e de relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica forense de casos de abuso sexual intra-familiar, analisando n&atilde;o s&oacute; a forma como o testemunho da crian&ccedil;a era valorado, mas tamb&eacute;m o processo de encaminhamento dos casos da cl&iacute;nica m&eacute;dico-legal para a avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, Carvalho (2007) concluiu que o testemunho da crian&ccedil;a &eacute; valorado positivamente pela maioria dos profissionais de ambas as &aacute;reas. Quer nos relat&oacute;rios da sexologia forense quer nos da psicologia forense, o testemunho da crian&ccedil;a foi relevado e valorizado, embora de forma diferente, dada a natureza distinta dos dois tipos de peritagem e dos seus instrumentos e metodologias. Existe alguma variabilidade inter-peritos quanto &agrave; decis&atilde;o de encaminhar as crian&ccedil;as abusadas para avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica forense &ndash; a tend&ecirc;ncia dominante &eacute; para esse envio ser concretizado, ainda que algumas excep&ccedil;&otilde;es tenham sido referidas (crian&ccedil;as com menos de 3 anos ou que ainda n&atilde;o adquiriram as compet&ecirc;ncias verbais m&iacute;nimas, deficientes mentais, casos em que a hist&oacute;ria de abuso n&atilde;o merece credibilidade ou de rela&ccedil;&otilde;es sexuais consentidas entre namorados). Estes dados s&atilde;o corroborados pelos do estudo de Silva (2008). </P >    <p>Nos relat&oacute;rios de per&iacute;cia psicol&oacute;gica, a produ&ccedil;&atilde;o de um testemunho relativo ao abuso, pela crian&ccedil;a, foi sempre valorada, independentemente de essa valora&ccedil;&atilde;o ocorrer no sentido da confirma&ccedil;&atilde;o ou infirma&ccedil;&atilde;o da sua veracidade, tendo-se constatado, por&eacute;m, que na maioria dos casos em que a crian&ccedil;a fez o relato do alegado abuso, o perito identificou no seu relato v&aacute;rios dos indicadores de veracidade descritos na literatura. Mais de metade das crian&ccedil;as avaliadas demonstrou capacidade para distinguir a verdade da mentira e a fantasia da realidade, factor relevante para a avalia&ccedil;&atilde;o do testemunho da crian&ccedil;a durante o processo de avalia&ccedil;&atilde;o, quando este &eacute; produzido. A revela&ccedil;&atilde;o foi mais frequente nas crian&ccedil;as mais velhas e a revela&ccedil;&atilde;o de abuso perpetrado pelo pai e pelo irm&atilde;o foi menos frequente do que a relativa a outros familiares, o que poder&aacute; estar relacionado com a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o afectiva mais pr&oacute;xima e consequente maior ambival&ecirc;ncia emocional da crian&ccedil;a, com uma maior preocupa&ccedil;&atilde;o com a reac&ccedil;&atilde;o da restante fam&iacute;lia e do pr&oacute;prio agressor face &agrave; revela&ccedil;&atilde;o do abuso, ou um maior receio das consequ&ecirc;ncias que possam decorrer da revela&ccedil;&atilde;o, tal como demonstram outros estudos (Carvalho, 2007). </P >    <p>Ribeiro (2008) e Faria (2010), em estudos qualitativos realizados com base na an&aacute;lise de conte&uacute;do de senten&ccedil;as/ac&oacute;rd&atilde;os e na realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas a magistrados e psic&oacute;logos forenses, constataram, por seu turno, que as per&iacute;cias psicol&oacute;gicas &agrave;s v&iacute;timas, em processos de abuso sexual de crian&ccedil;as, s&atilde;o valoradas pelos decisores judiciais no processo de tomada de decis&atilde;o. Em geral, as decis&otilde;es judiciais s&atilde;o concordantes com as conclus&otilde;es das per&iacute;cias psicol&oacute;gicas, no que os seus resultados s&atilde;o concordantes com os de Castro, Martins, Machado e Gon&ccedil;alves (2006), mas aquelas autoras constataram que nem sempre o modo de valora&ccedil;&atilde;o &eacute; devidamente clarificado e que este varia em fun&ccedil;&atilde;o dos decisores, envolvendo forte variabilidade e subjectividade. Constataram-se, ainda, algumas diferen&ccedil;as na posi&ccedil;&atilde;o de psic&oacute;logos forenses e magistrados, designadamente quanto aos elementos que mais s&atilde;o valorados nos relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica forense, &agrave; fase do processo judicial tida como privilegiada para a solicita&ccedil;&atilde;o da per&iacute;cia e &agrave; eventual influ&ecirc;ncia de vari&aacute;veis extralegais na tomada de decis&atilde;o judicial (Faria, 2010; Ribeiro, 2008). </P >    <p>Paralelamente, as per&iacute;cias m&eacute;dico-legais continuam a ser tidas como mais objectivas e importantes para a decis&atilde;o (Ribeiro, 2008; Silva, 2008). Atendendo a que, na maior parte dos casos, os resultados das per&iacute;cias m&eacute;dico-legais n&atilde;o s&atilde;o conclusivas, devido &agrave; aus&ecirc;ncia de sequelas f&iacute;sicas ou &agrave; exist&ecirc;ncia de alguns ind&iacute;cios n&atilde;o patogn&oacute;micos, o testemunho da crian&ccedil;a acaba por se transformar no meio de prova central, apoiado, por vezes, pela per&iacute;cia psicol&oacute;gica forense. Por essa raz&atilde;o, a recolha e a compreens&atilde;o do testemunho da crian&ccedil;a, assim como a sua protec&ccedil;&atilde;o m contexto judicial, dever&atilde;o constituir algumas das preocupa&ccedil;&otilde;es centrais da psicologia forense e do Direito. </P >    <p>S&atilde;o hoje reconhecidas algumas quest&otilde;es que os magistrados devem considerar quando interagem com a crian&ccedil;a e avaliam a qualidade do seu testemunho. As crian&ccedil;as percebem, organizam e pensam sobre o mundo e sobre as suas experi&ecirc;ncias de modo diferente do dos adultos; apresentam, inevitavelmente, um n&iacute;vel de desenvolvimento cognitivo, emocional, lingu&iacute;stico inferior ao dos adultos; identificam, armazenam, recordam, evocam e narram eventos de uma forma diferente; s&atilde;o, em termos gerais, mais facilmente sugestionadas por quest&otilde;es mal formuladas; diferem do adulto na compreens&atilde;o das terminologias jur&iacute;dicas e das constru&ccedil;&otilde;es lingu&iacute;sticas complexas; n&atilde;o reagem bem a registos comunicacionais hostis. Logo, a sua percep&ccedil;&atilde;o do processo judicial, do que ocorre numa sala de audi&ecirc;ncia, do que &eacute; suposto fazer e acontecer, a sua reac&ccedil;&atilde;o e a sua colabora&ccedil;&atilde;o, entre muitas outras coisas, &eacute; muito diferente da dos adultos, designadamente da dos ju&iacute;zes, magistrados do minist&eacute;rio p&uacute;blico e advogados. E &eacute; aos adultos envolvidos no processo judicial, incluindo o psic&oacute;logo forense, que compete ajustar os seus procedimentos e estrat&eacute;gias comunicacionais &agrave;s caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a, n&atilde;o o oposto. </P >    <p>Recentemente, Oliveira (2011) analisou a abordagem que a justi&ccedil;a portuguesa faz do testemunho das crian&ccedil;as v&iacute;timas de abuso sexual, atrav&eacute;s de entrevistas a actores judici&aacute;rios e psic&oacute;logos forenses. A investiga&ccedil;&atilde;o e as percep&ccedil;&otilde;es dos t&eacute;cnicos descrevem a viv&ecirc;ncia processual das crian&ccedil;as como traumatizante, mas n&atilde;o concretizam o papel dos profissionais de justi&ccedil;a nestas din&acirc;micas, lacuna que a autora tentou colmatar. Concluiu, entre outras coisas, que, n&atilde;o obstante os esfor&ccedil;os de adapta&ccedil;&atilde;o dos procedimentos &agrave;s caracter&iacute;sticas das crian&ccedil;as e de redu&ccedil;&atilde;o do risco de vitima&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria, persistem estrat&eacute;gias vitimizadoras, designadamente a inadequa&ccedil;&atilde;o de alguns procedimentos e a tend&ecirc;ncia para obrigar a crian&ccedil;a a testemunhar diversas vezes. O depoimento para mem&oacute;ria futura, que pretendia contribuir para que a crian&ccedil;a testemunhasse apenas uma vez, n&atilde;o tem estado a ser concretizado adequadamente, existindo uma grande discrep&acirc;ncia ao n&iacute;vel das dilig&ecirc;ncias processuais e da condu&ccedil;&atilde;o da entrevista da crian&ccedil;a durante o depoimento (e.g., papel do psic&oacute;logo que acompanha a crian&ccedil;a, estilo da inquiri&ccedil;&atilde;o e das quest&otilde;es colocadas, espa&ccedil;o onde &eacute; feito o depoimento, grava&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o do mesmo), dados consonantes com os que obteve Peixoto (2011). </P >     <p>Se conduzida inadequadamente, a participa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a no Sistema de Justi&ccedil;a pode resultar numa experi&ecirc;ncia traum&aacute;tica, insecurizante e desestruturante, mas a vitima&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria n&atilde;o &eacute; inevit&aacute;vel. Se bem conduzida, essa experi&ecirc;ncia podem ser vividas de forma positiva e, inclusivamente, ajudar a crian&ccedil;a v&iacute;tima a superar os sentimentos de incapacidade e responsabilidade/culpabilidade t&atilde;o frequentemente associados &agrave;s experi&ecirc;ncias abusivas e a retomar o sentido de re-autoria da sua hist&oacute;ria desenvolvimental (Ribeiro, 2009; Ribeiro &amp; Manita, 2007). Torna-se, assim, essencial conciliar a avalia&ccedil;&atilde;o dos factos, o processo de obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o/prova e as exig&ecirc;ncias do sistema legal com o bem-estar e a protec&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a e evitar a vitima&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria da crian&ccedil;a v&iacute;tima e testemunha (Alberto, 2004; Carmo, 2010; Pace &amp; Precey, 2002; Ribeiro, 2009). </P >     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o tem revelado a exist&ecirc;ncia de algumas vari&aacute;veis moderadoras do potencial impacto traum&aacute;tico, com destaque para o grau de conhecimento que a crian&ccedil;a tem sobre os procedimentos e o funcionamento judicial e sobre a import&acirc;ncia e as raz&otilde;es de ser chamada a testemunhar, o seu n&iacute;vel de prepara&ccedil;&atilde;o para aquele acto, a possibilidade de esclarecer d&uacute;vidas e colocar quest&otilde;es sobre as suas percep&ccedil;&otilde;es, os seus receios e expectativas, a qualidade da interac&ccedil;&atilde;o entre a crian&ccedil;a e os profissionais envolvidos, designadamente a disponibilidade, a atitude de partilha, a din&acirc;mica de co-autoria e a contextualiza&ccedil;&atilde;o da colabora&ccedil;&atilde;o (Melton, 1992; Quas, Wallin, Horwitz, Davis, &amp; Lyon, 2009; Ribeiro, 2009). Os actores judici&aacute;rios envolvidos no contacto com crian&ccedil;as v&iacute;timas e testemunhas devem ser capazes de compreender a necessidade de desenvolver protocolos de entrevista flex&iacute;veis (e.g., evitando as quest&otilde;es focalizadas, evoluindo de quest&otilde;es gerais para espec&iacute;ficas e de quest&otilde;es abertas para fechadas, evitando as quest&otilde;es directivas e sugestivas), a import&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o especializada (e.g., sobre o desenvolvimento infantil, as din&acirc;micas e consequ&ecirc;ncias do abuso, as caracter&iacute;sticas da mem&oacute;ria e do testemunho em crian&ccedil;as) e as implica&ccedil;&otilde;es da repeti&ccedil;&atilde;o do testemunho para a crian&ccedil;a (Arnold &amp; Fields, 2009; DeVoe &amp; Taller, 2002; Magalh&atilde;es &amp; Ribeiro, 2007; Ribeiro, 2009). </P >    <p>Esta &eacute;, tamb&eacute;m, uma das vias abertas para o desenvolvimento futuro da psicologia forense e para a consolida&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre a psicologia e o sistema de justi&ccedil;a. Esse caminho ser&aacute; seguramente percorrido se todos os que trabalham nesta &aacute;rea fizerem o que a Carla Machado n&atilde;o deixou de fazer at&eacute; ao &uacute;ltimo dia da sua vida, mesmo quando as for&ccedil;as falhavam &ndash; trabalhar, ler, escrever, reflectir, investigar, ter uma interven&ccedil;&atilde;o activa, de cidadania, lutar pelo crescimento, reconhecimento e autonomiza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea da justi&ccedil;a e/ou forense como &aacute;rea com objectivos, metodologias, teorias, preocupa&ccedil;&otilde;es sociais e &eacute;ticas, especificidades, que a distinguem de outros ramos da psicologia, como a cl&iacute;nica. Esse foi um legado e um imperativo &eacute;tico que ela nos deixou e que nos cumpre prosseguir. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Comecemos pelas lacunas que ela pr&oacute;pria, oportunamente, elencou: o investimento na forma&ccedil;&atilde;o especializada nesta &aacute;rea; a constru&ccedil;&atilde;o ou valida&ccedil;&atilde;o para Portugal de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o especificamente forenses; a defini&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o dos roteiros de avalia&ccedil;&atilde;o usados por cada institui&ccedil;&atilde;o; a compara&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos e t&eacute;cnicas utilizadas por diferentes institui&ccedil;&otilde;es, com vista &agrave; melhoria dos procedimentos de cada uma e, se poss&iacute;vel, &agrave; sua maior uniformiza&ccedil;&atilde;o; o desenvolvimento de melhores estruturas e conte&uacute;dos para os relat&oacute;rios de per&iacute;cia psicol&oacute;gica forense; a promo&ccedil;&atilde;o da celeridade nas avalia&ccedil;&otilde;es, sem preju&iacute;zo da sua qualidade; a liga&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica forense &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o; o desenvolvimento do conhecimento sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o judicial dos pareceres psicol&oacute;gicos (e.g., o que &eacute; valorado pelo Tribunal, porqu&ecirc;, que dimens&otilde;es do parecer interferem nessa valora&ccedil;&atilde;o) e as condi&ccedil;&otilde;es que podem afectar a conclus&atilde;o formulada, assim como o reconhecimento dos limites da avalia&ccedil;&atilde;o produzida (Machado, 2006). </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS  </P >    <!-- ref --><p>Alberto, I. (2004). <I>Maltrato e Trauma na Inf&acirc;ncia</I>. Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0870-8231201200010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Alisson, L., Kebbell, M., &amp; Lewis, P. (2006). Considerations for experts in assessing the credibility of recovered memories of child sexual abuse: The importance of maintaining a case-specific focus. <I>Psychology, Public Policy and Law, 12</I>(4), 419-441.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-8231201200010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Arce, R. (2005). La construcci&oacute;n de la psicolog&iacute;a jur&iacute;dica en Europa y su status actual. In R. A. Gon&ccedil;alves &amp; C. Machado (Coords.), <I>Psicologia forense </I>(pp. 103-114)<I>. </I>Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-8231201200010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Arce, R., Fari&ntilde;a, F., &amp; Seijo, D. (2005). Razonamientos judiciales en procesos de separaci&oacute;n. <I>Psicothema, 17</I>(1), 57-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-8231201200010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Arnold, R., &amp; Fields, R. (2009). Asking the tough questions: How to examine a child witness in sexual abuse Cases. <I>The Jury Expert, 21</I>(3), 32-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-8231201200010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Barbosa, M., Machado, C., Matos, R., &amp; Barbeiro, A. (no prelo). <I>Discursos sociais sobre a viol&ecirc;ncia de Estado: Um estudo qualitativo</I>. </P >     <!-- ref --><p>Blackburn, R. (2006). Rela&ccedil;&otilde;es entre psicologia e direito. In A. C. Fonseca, M. R. Sim&otilde;es, M. C. T. Sim&otilde;es, &amp; M. S. Pinho (Eds.), <I>Psicologia forense </I>(pp. 25-49). Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0870-8231201200010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Braga, T., &amp; Matos, M. (2007). Crimes sexuais: Agravantes e atenuantes na determina&ccedil;&atilde;o da medida da pena. <I>Revista do CEJ, 7</I>, 141-164.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0870-8231201200010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Braman, E. (2010). Searching for constraint in legal decision making. In D. Klein &amp; G. Mitchell (Eds.), <I>The psychology of judicial decision making </I>(pp. 203-217). New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-8231201200010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bull, R. (1994). Innovative techniques for the questioning of child witness, especially those who are young and those with learning disability. In M. Zaragoza, J. Graham, G. Hall, R. Hirschman, &amp; Y. Ben-Porath (Eds.), <I>Memory and testimony in the child witness. Applied psychology: Individual, social and community issues </I>(pp. 179-194). Thousand Oaks: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-8231201200010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Bull, R., &amp; Carson, D. (Eds.). (1999). <I>Handbook of psychology in legal contexts</I>. London: Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-8231201200010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Caridade, S., Ferreira, C., &amp; Carmo, R. (2011). Declara&ccedil;&otilde;es para mem&oacute;ria futura de menores v&iacute;timas de crimes sexuais: Orienta&ccedil;&otilde;es para t&eacute;cnicos habilitados. In M. Matos, R. Abrunhosa, &amp; C. Machado (Eds.), <I>Manual de psicologia forense: Contextos, pr&aacute;ticas e desafios </I>(pp. 65-85). Braga: Psiquilibrios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-8231201200010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Caridade, S., Machado, C., &amp; Gon&ccedil;alves, R.A. (2006). Avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o em contextos de justi&ccedil;a: O exemplo da Unidade de Psicologia da Justi&ccedil;a da Universidade do Minho. <I>Revista do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, 27</I>, 215-249.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-8231201200010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Carmo, R. (2010). A justi&ccedil;a e o abuso de crian&ccedil;as e jovens. Um caminho em constante constru&ccedil;&atilde;o. In T. Magalh&atilde;es (Coord.), <I>Abuso de crian&ccedil;as e jovens: Da suspeita ao diagn&oacute;stico </I>(pp. 189- 203). Lisboa: Lidel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-8231201200010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Carvalho, L. (2007). <I>A valora&ccedil;&atilde;o do testemunho da crian&ccedil;a v&iacute;tima de abuso sexual intra-familiar no contexto da avalia&ccedil;&atilde;o forense</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado apresentada &agrave; Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201200010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Cashmore, J. (2002). Innovative procedures for child witness. In H. Westcott, G. Davies, &amp; R. Bull (Eds.), <I>Children&rsquo;s testimony. A handbook of psychological research and forensic practice </I>(pp. 203-217). Chichester: Wiley. </P >    <!-- ref --><p>Castro, A. J., Martins, A. S., Machado, C., &amp; Gon&ccedil;alves, R. A. (2006) Per&iacute;cias psicol&oacute;gicas, senten&ccedil;as judiciais: Que rela&ccedil;&atilde;o? <I>Poster apresentado no Congresso Internacional de Psicologia Forense</I>. Braga, Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201200010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Connolly, D., Price, H., &amp; Read, D. (2006). Predicting expert social science testimony in criminal prosecutions of historic child sexual abuse. <I>Legal and Criminological Psychology, 11</I>, 55-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201200010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>DeVoe, E., &amp; Taller, K. (2002). Questioning strategies in interviews with children who may have been sexually abused. <I>Child Welfare, LXXXI</I>(1), 5-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201200010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dias, A. R., &amp; Machado, C. (2008). G&eacute;nero e viol&ecirc;ncia conjugal: Uma rela&ccedil;&atilde;o cultural. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 26</I>(4), 571-586.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201200010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dias, A. R., &amp; Machado, C. (no prelo). Amor e viol&ecirc;ncia na intimidade: Da ess&ecirc;ncia &agrave; constru&ccedil;&atilde;o social. <I>Psicologia e Sociedade</I>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201200010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Drobak, J. N., &amp; North, D. C. (2008). Understanding judicial decision-making: The importance of constraints on non-rational deliberations. <I>Journal of Law &amp; Policy, 26</I>, 131-152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201200010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Faria, C. (2010). <I>Contributos para a compreens&atilde;o da decis&atilde;o judicial em casos de abuso sexual de menores</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado apresentada &agrave; Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201200010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Fari&ntilde;a, F., Arce, R., &amp; Novo, M. (2005). Que es la psicolog&iacute;a jur&iacute;dica? In R. Arce, F. Fari&ntilde;a, &amp; M. Nuevo (Eds.), <I>Psicologia jur&iacute;dica </I>(pp. 9-20). Santiago de Compostela: Xunta de Galicia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201200010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Felner, R. D., Primavera, J., Terre, L., Farber, S. S., &amp; Bishop, T. A. (1985). Child custody: Practices and perspectives of legal professionals. <I>Journal of Child Psychology, 14</I>(1), 27-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201200010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Fonseca, A. C. (Ed.). (2009). <I>Psicologia e justi&ccedil;a</I>. Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201200010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Fonseca, A. C., Sim&otilde;es, M. R., Sim&otilde;es, M. C. T., &amp; Pinho, M. S. (Eds.). (2006). <I>Psicologia forense</I>. Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201200010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gigerenzer, G., Todd, P. M., &amp; The ABC Research Group. (1999). <I>Simple heuristics that make us smart</I>. New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201200010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, R. A. (1996). Psicologia da justi&ccedil;a: Um longo passado para uma designa&ccedil;&atilde;o recente. <I>Psicologia: Teoria, Investiga&ccedil;&atilde;o e Pr&aacute;tica, 1</I>, 207-218.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201200010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, R. A. (2010). Psicologia forense em Portugal: Uma hist&oacute;ria de responsabilidades e desafios. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 28</I>(1), 107-115.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201200010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, R. A., &amp; Machado, C. (Coords.). (2005). <I>Psicologia forense. </I>Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201200010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, R. A., &amp; Machado, C. (2011). Psicologia da justi&ccedil;a em Portugal: Desenvolvimentos, conquistas e desafios. In M. P. Lopes, P. J. Palma, R. B&aacute;rtolo-Ribeiro, &amp; M. P. Cunha (Coords.), <I>Psicologia aplicada </I>(pp. 175-188). Lisboa: Editora RH.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201200010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hacker, D. (2005). Motherhood, fatherhood and law: Child custody and visitation in Israel. <I>Social and Legal Studies, 14</I>(3), 409-431.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201200010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Haward, L. R. C. (1981). <I>Forensic psychology</I>. London: Batsford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201200010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Henriques, I. B., &amp; Pais, L. G. (2006). Compreender como os magistrados compreendem: Um estudo do processo de tomada de decis&atilde;o jur&iacute;dico-judicial. In C. Machado, L. S. Almeida, M. Gon&ccedil;alves, &amp; V. Ramalho (Coords.). <I>Actas da XI Confer&ecirc;ncia Internacional Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica: Formas e contextos</I>. Braga: Psiquil&iacute;brios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201200010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Holcomb, M., &amp; Jacquin, K. (2007). Juror perceptions of child eyewitness testimony in a sexual abuse trial. <I>Journal of Child Sexual Abuse, 6</I>(2), 79-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201200010000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hollin, C. (1989). <I>Psychology and crime: An introduction to criminological psychology</I>. London: Routledge Kegan and Paul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201200010000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kunin, C. C., Ebbesen, E. B., &amp; Konecni, V. J. (1992). An archival study of decision-making in child custody disputes. <I>Journal of Clininal Psychology, 48</I>(4), 564-572.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201200010000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Latas, A. (2006). Processo penal: Caracteriza&ccedil;&atilde;o sum&aacute;ria e prova pericial. In A. Fonseca, M. Sim&otilde;es, M. T. Sim&otilde;es, &amp; M. Pinho (Eds.), <I>Psicologia forense</I>. Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201200010000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Leander, L., Christianson, S., Svedin, C., &amp; Granhag, P. (2007). Judges, lay judges, and police officers&rsquo; beliefs about factors affecting children&rsquo;s testimony about sexual abuse. <I>The Journal of Psychology, 141</I>(4), 341-357. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lowery, C. R. (1981). Child custody decisions in divorce proceedings: A survey of judges. <I>Profissional Psychology, 12</I>(4), 492-497.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201200010000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, A. P. G. (2008). <I>Regula&ccedil;&atilde;o do poder paternal: Impacto da per&iacute;cia psicol&oacute;gica na decis&atilde;o judicial</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado apresentada &agrave; Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201200010000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C. (1993). Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica em contexto legal: Em busca da unidade perdida. In L. S. Almeida &amp; I. S. Ribeiro (Orgs.), <I>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica: Formas e contextos </I>(vol. I, pp. 29-36). Braga: APPORT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201200010000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C. (1994a). Perigosidade criminal: Avalia&ccedil;&atilde;o, interroga&ccedil;&otilde;es, alternativas... In L. S. Almeida &amp; I. S. Ribeiro (Orgs.), <I>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica: Formas e contextos </I>(vol. II, pp. 91-100). Braga: APPORT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201200010000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Machado, C. (1994b). Rorschach em contexto legal: Aplica&ccedil;&otilde;es e investiga&ccedil;&atilde;o. In Miguel M. Gon&ccedil;alves (Ed.), <I>O Rorschach na avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica. Aspectos te&oacute;ricos e an&aacute;lise de casos </I>(pp. 101-110). Braga: Sistemas Humanos e Organizacionais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201200010000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Machado, C. (1996). Maus-tratos de menores, vitimiza&ccedil;&atilde;o e poder: Proposta de um modelo integrado de an&aacute;lise. <I>Psicologia: Teoria, Investiga&ccedil;&atilde;o e Pr&aacute;tica, 1</I>(1), 133-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201200010000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Machado, C. (2004a). <I>Crime e inseguran&ccedil;a: Discursos do medo, imagens do &ldquo;Outro&rdquo;</I>. Lisboa: Editorial Not&iacute;cias. </P >    <!-- ref --><p>Machado, C. (2004b). Interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica com v&iacute;timas de crimes: Dilemas te&oacute;ricos, t&eacute;cnicos e emocionais. <I>International Journal of Clinical and Health Psychology, 4</I>(2), 399-411.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201200010000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C. (2005a). Evolu&ccedil;&otilde;es paradigm&aacute;ticas na avalia&ccedil;&atilde;o forense. <I>Psicologia: Teoria, Investiga&ccedil;&atilde;o e </I><I>Pr&aacute;tica, 10</I>(1), 47-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201200010000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C. (2005b). Avalia&ccedil;&atilde;o da credibilidade de alega&ccedil;&otilde;es de abuso sexual: Consensos e controv&eacute;rsias. <I>Psicologia, Educa&ccedil;&atilde;o e Cultura, IX</I>(2), 513-534.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201200010000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C. (2005c). Viol&ecirc;ncia nas fam&iacute;lias portuguesas. Um estudo representativo na regi&atilde;o Norte. <I>Psychologica, 39, </I>173-194.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-8231201200010000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C. (2006). Psicologia forense: Desenvolvimentos, cientificidade e limita&ccedil;&otilde;es. <I>Revista do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, 106</I>, 5-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201200010000400051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Machado, C. (no prelo). <I>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica for</I><I>ense: Evolu&ccedil;&otilde;es, paradigmas e limita&ccedil;&otilde;es</I>. </P >    <!-- ref --><p>Machado, C. (Coord.). (2010a). <I>Novas formas de vitima&ccedil;&atilde;o criminal</I>. Braga: Psiquilibrios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201200010000400052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C. (Coord.). (2010b). <I>Vitimologia: Das novas abordagens te&oacute;ricas &agrave;s novas pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o</I>. Braga: Psiquilibrios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201200010000400053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C., &amp; Gon&ccedil;alves, M. (1999). Psicoterapia com crian&ccedil;as abusadas sexualmente: Da exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; re-autoria. <I>Psicologia: Teoria, Investiga&ccedil;&atilde;o e Pr&aacute;tica, 2</I>, 347-364.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201200010000400054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Machado, C., &amp; Gon&ccedil;alves, R. A. (Coords.). (2002a). <I>Viol&ecirc;ncia e v&iacute;timas de crimes </I>(vol. I &ndash; Adultos). Coimbra: Quarteto. </P >    <p>Machado, C., &amp; Gon&ccedil;alves, R. A. (Coords.). (2002b). V<I>iol&ecirc;ncia e v&iacute;timas de crimes </I>(vol. II &ndash; Crian&ccedil;as). Coimbra: Quarteto. </P >     <!-- ref --><p>Machado, C., &amp; Gon&ccedil;alves, R. A. (2005a). Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica forense: Caracter&iacute;sticas, problemas t&eacute;cnicos e quest&otilde;es &eacute;ticas. In R. A. Gon&ccedil;alves &amp; C. Machado (Coords.), <I>Psicologia Forense </I>(pp. 19-31). Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201200010000400057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Machado, C., &amp; Gon&ccedil;alves, R. A. (2005b). O psic&oacute;logo como testemunha forense. In R. A. Gon&ccedil;alves &amp; C. Machado (Coords.), <I>Psicologia forense </I>(pp. 345-351). Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-8231201200010000400058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Machado, C., &amp; Gon&ccedil;alves, R. A. (Coords.). (2008). <I>Viol&ecirc;ncia e v&iacute;timas de crimes </I>(vol. II &ndash; Crian&ccedil;as, 3&ordf; ed. revista e aumentada). Coimbra: Quarteto. </P >     <!-- ref --><p>Machado, C., Dias, A. R., &amp; Coelho, C. (2010). Culture and wife abuse. An overview of theory, research and practice. In G. S. Shoham, P. Knepper, &amp; M. Kett (Eds.), <I>International handbook of victimology </I>(pp. 639-668). Florida: CRC Press/Taylor and Francis Group.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-8231201200010000400060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Machado, C., Gon&ccedil;alves, M., &amp; Matos, M. (2000a). <I>ECAS &ndash; Escala de Cren&ccedil;as sobre o Abuso Sexual</I>. Universidade Minho: IEP. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Machado, C., Gon&ccedil;alves, M., &amp; Matos, M. (2000b). <I>ECV &ndash; Escala de Cren&ccedil;as sobre a Viola&ccedil;&atilde;o</I>. Universidade do Minho: IEP. </P >    <!-- ref --><p>Machado, C., Gon&ccedil;alves, M., &amp; Matos, M. (2008). <I>Manual da Escala de Cren&ccedil;as sobre Puni&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica (E.C.P.F.) e Invent&aacute;rio de Pr&aacute;ticas Educativas Parentais (I.P.E.)</I>. Braga: Psiquil&iacute;brios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-8231201200010000400063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C., Gon&ccedil;alves, M., Matos, M., &amp; Dias, A.R. (2007). Child and partner abuse: Self-reported prevalence and attitudes in the north of Portugal. <I>Child Abuse &amp; Neglect, 31</I>, 657-670.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0870-8231201200010000400064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Machado, C., &amp; Manita, C. (1991). As traseiras da cidade: A S&eacute;. In L. Fernandes &amp; C. Agra (Coords.), <I>Uma topografia urbana das drogas (estudo explorat&oacute;rio no Porto) </I>(pp. 58-80). Lisboa: Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a &ndash; Gabinete de Coordena&ccedil;&atilde;o e Planeamento do Combate &agrave; Droga. </P >    <!-- ref --><p>Machado, C., &amp; Manita, C. (1997). Percep&ccedil;&otilde;es e figuras do medo na cidade do Porto. In C. da Agra (Dir.), <I>Inseguran&ccedil;a urbana na cidade do Porto: Estudos interdisciplinares </I>(vol. II). Porto: Observat&oacute;rio Permanente de Seguran&ccedil;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-8231201200010000400066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C., &amp; Manita, C. (2000). <I>Percep&ccedil;&otilde;es e figuras do medo na cidade do Porto: Resultados de tr&ecirc;s anos de investiga&ccedil;&atilde;o</I>. Porto: Observat&oacute;rio Permanente de Seguran&ccedil;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-8231201200010000400067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Machado, C., &amp; Manita, C. (2009). Fear of crime: Methodological considerations from a biannual survey in the city of Oporto. <I>The European Journal of Psychology Applied to Legal Context, 10</I>(1), 69-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0870-8231201200010000400068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C., &amp; Matos, M. (2001). A interven&ccedil;&atilde;o narrativa com um grupo de mulheres maltratadas: Da desconstru&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o de v&iacute;tima &agrave; reconstru&ccedil;&atilde;o de identidades preferenciais. In O. Gon&ccedil;alves &amp; M. Gon&ccedil;alves (Orgs.), <I>Psicoterapia, discurso e narrativa</I>. Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0870-8231201200010000400069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Machado, C., Matos, M., &amp; Gon&ccedil;alves, M. M. (2008). <I>Manual da Escala de Cren&ccedil;as sobre Viol&ecirc;ncia Conjugal (E.C.V.C.) e do Invent&aacute;rio de Viol&ecirc;ncia Conjugal (I.V.C.)</I>. Braga: Psiquil&iacute;brios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0870-8231201200010000400070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Machado, C., Matos, R., &amp; Barbosa, M. (2009). State violence and right to peace: Portuguese perspectives. In K. Malley-Morrisson (Ed.), <I>State violence and the right to peace: An international survey of the views of ordinary people </I>(pp. 33-46). Westport, USA: Praeger.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0870-8231201200010000400071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Magalh&atilde;es, T., &amp; Ribeiro, C. (2007). A colheita de informa&ccedil;&atilde;o a v&iacute;timas de crimes sexuais. <I>Acta M&eacute;dica Portuguesa, 20</I>, 439-445.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S0870-8231201200010000400072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Manita, C. (1996). Y-a-t-il une &ldquo;personnalit&eacute; criminelle?&rdquo; &ndash; Une &eacute;tude d&rsquo;&eacute;valuation dans le domaine de la criminalit&eacute;. <I>Revue International de Criminologie et de Police T&eacute;chnique, 1</I>, 105-113. </P >    <!-- ref --><p>Manita, C. (1998). <I>Auto-organiza&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e transgress&atilde;o. An&aacute;lise emp&iacute;rico-cr&iacute;tica de duas figuras do comportamento desviante: criminosos e consumidores de drogas</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento apresentada &agrave; Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S0870-8231201200010000400074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Manita, C. (1999). Para uma cr&iacute;tica do conceito de personalidade criminal. <I>Psicologia: Teoria, Investiga&ccedil;&atilde;o e </I><I>Pr&aacute;tica, 2</I>, 309-322.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0870-8231201200010000400075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Manita, C. (2001). O conceito de perigosidade. <I>Subjudice, 22/23</I>, 37-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S0870-8231201200010000400076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Manita, C. (2003). Quando as portas do medo se abrem... Do impacto psicol&oacute;gico ao(s) testemunho(s) de crian&ccedil;as v&iacute;timas de abuso sexual. <I>Actas do Encontro &ldquo;Cuidar da Justi&ccedil;a de Crian&ccedil;as e Jovens &ndash; </I><I>A Fun&ccedil;&atilde;o dos Ju&iacute;zes Sociais&rdquo; </I>(pp. 229-253). Coimbra: Almedina. </P >     <!-- ref --><p>Manita, C. (2005). Din&acirc;micas e consequ&ecirc;ncias do abuso sexual de menores. Elementos para uma cr&iacute;tica das leituras abusivas do fen&oacute;meno como comportamento adictivo ou como consequ&ecirc;ncia de depend&ecirc;ncias. In L. Patr&iacute;cio &amp; M. Guitart (Coords.), <I>Colect&acirc;nea de textos das Taipas </I>(vol. XIV, pp. 41-57). Lisboa: CAT das Taipas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S0870-8231201200010000400078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Manita, C., &amp; Machado, C. (1999). Percep&ccedil;&otilde;es e figuras do medo na cidade do Porto. In C. da Agra (Dir.), <I>Inseguran&ccedil;a urbana na cidade do Porto. Estudos interdisciplinar</I><I>es </I>(vol. I). Porto: Observat&oacute;rio Permanente de Seguran&ccedil;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S0870-8231201200010000400079&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Matos, M., Gon&ccedil;alves, R. A., &amp; Machado, C. (Coords.). (2011). <I>Manual de psicologia forense: Contextos, pr&aacute;ticas e desafios</I>. Braga: Psiquil&iacute;brios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S0870-8231201200010000400080&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Matos, M., &amp; Machado, C. (1999). Viol&ecirc;ncia conjugal e modelo de interven&ccedil;&atilde;o em crise. <I>Psicologia: Teoria, </I><I>Investiga&ccedil;&atilde;o e Pr&aacute;tica, 4</I>(2), 373-388.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000227&pid=S0870-8231201200010000400081&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Melton, G. (1992). Children as partners for justice: Next steps for developmentalists: Comentary. <I>Monographs of the Society for Research in Child Development, 57</I>(5), 153-159.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000229&pid=S0870-8231201200010000400082&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Neto, F. (1998). <I>Psicologia social </I>(vol. I). Lisboa: Universidade Aberta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000231&pid=S0870-8231201200010000400083&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ogloff, J. P., &amp; Finkelman, D. (1999). Psychology and law: An overview. In R. Roesch, S. D. Hart, &amp; J. R. P. Ogloff (Eds.), <I>Psychology and law: The state of the discipline </I>(pp. 1-20). New York, NY: Kluwer Academic/Plenum Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000233&pid=S0870-8231201200010000400084&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Oliveira, S. (2011). <I>Testemunho e revitimiza&ccedil;&atilde;o: A abordagem da justi&ccedil;a</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado apresentada &agrave; Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000235&pid=S0870-8231201200010000400085&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Pace, M., &amp; Precey, G. (2002). Children protection concerns when questioning children. In H. Westcott, G. Davies, &amp; R. Bull (Eds.), <I>Children&rsquo;</I><I>s testimony. A handbook of psychological research and forensic practice </I>(pp. 37-50).Chichester: Wiley. </P >    <!-- ref --><p>Pais, L. G. (2004). <I>Uma hist&oacute;ria das liga&ccedil;&otilde;es entre a psicologia e o direito em Portugal: Per&iacute;cias psiqui&aacute;tricas m&eacute;dico-legais e per&iacute;cias sobre a personalidade como analisadores</I>. Tese de Doutoramento apresentada &agrave; Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000238&pid=S0870-8231201200010000400087&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Parente, C. (2009). <I>Responsabilidades parentais: O discurso dos actores judici&aacute;rios e a tomada de decis&atilde;o judicial</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado apresentada &agrave; Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000240&pid=S0870-8231201200010000400088&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Parente, C., &amp; Manita, C. (2010). Tomada de decis&atilde;o judicial na regula&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio das responsabilidades parentais: Estudo explorat&oacute;rio sobre algumas vari&aacute;veis que a podem influenciar. <I>Actas do VII Simp&oacute;sio Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia </I>(pp. 357-3367).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000242&pid=S0870-8231201200010000400089&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Peixoto, C. (2011). <I>Avalia&ccedil;&atilde;o da cr</I><I>edibilidade de alega&ccedil;&otilde;es de abuso sexual de crian&ccedil;as: Uma perspectiva psicol&oacute;gica forense</I>. Tese de Doutoramento apresentada &agrave; Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000244&pid=S0870-8231201200010000400090&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Peixoto, C., Ribeiro, C., &amp; Lamb, M. E. (2011). Forensic interview protocol in sexual abuse: Why and what for? In T. Magalhaes (Ed.), <I>To improve the management of child abuse and neglect </I>(pp. 133-159). Porto: Portuguese Society for the Study of Child Abuse and Neglect (SPECAN).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000246&pid=S0870-8231201200010000400091&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Peixoto, C., Ribeiro, C., &amp; Manita, C. (2008). Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica forense das capacidades parentais. <I>Revista da SPTM, 11</I>(2), 142-156.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000248&pid=S0870-8231201200010000400092&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Quas, J., Wallin, A., Horwitz, B., Davis, E., &amp; Lyon, T. (2009). Maltreated children&rsquo;s understanding of and emotional reactions to dependency court involvement. <I>Behavioral Sciences and the Law, 27</I>, 97-117. </P >    <!-- ref --><p>Ratke, B. (2009). Depoimento sem dano. <I>Revista do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Estado de G&oacute;ias, 17</I>, 21-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000251&pid=S0870-8231201200010000400094&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ribeiro, C. (2009). <I>A crian&ccedil;a na justi&ccedil;a. Traject&oacute;rias e significados do processo judicial em crian&ccedil;as v&iacute;timas de abuso sexual intra-familiar</I>. Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000253&pid=S0870-8231201200010000400095&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ribeiro, C., &amp; Manita, C. (2007). Crian&ccedil;as v&iacute;timas de abuso sexual intra-familiar: significados do envolvimento no processo judicial e do papel dos magistrados. <I>Revista do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, 28</I>, 110, 47-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000255&pid=S0870-8231201200010000400096&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ribeiro, V. (2008). <I>Valora&ccedil;&atilde;o da per&iacute;cia psicol&oacute;gica forense: A import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e do testemunho do perito na tomada de decis&atilde;o judicial em processos de abuso sexual de crian&ccedil;as</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado apresentada &agrave; Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000257&pid=S0870-8231201200010000400097&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rua, F. (2006). <I>Avalia&ccedil;&atilde;o da personalidade em contexto penal: (des)Comunica&ccedil;&otilde;es criminol&oacute;gicas entre Direito e Psicologia</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado apresentada &agrave; Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000259&pid=S0870-8231201200010000400098&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sacau, A., J&ograve;lluskin, G., Sani, A., Rodrigues, A., &amp; Gon&ccedil;alves, S. (2009). A tomada de decis&atilde;o judicial em contexto criminal: A constru&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e o debate emp&iacute;rico em torno do objecto. In <I>Manual de psicologia forense e de exclus&atilde;o social. Rotas de investiga&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o</I>. Lisboa: Universidade Lus&oacute;fona.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000261&pid=S0870-8231201200010000400099&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Salinas, E. I. (2003). Las juezas en los tribunales, cortes y salas constitucionales. <I>X Encuentro de Presidentes y Magistrados de los Tribunales, Cortes y Salas Constitucionales de Am&eacute;rica Latina</I>. Santiago de Chile: Tribunal Constitucional de Bol&iacute;via.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000263&pid=S0870-8231201200010000400100&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Silva, S. (2008). <I>A investiga&ccedil;&atilde;o forense e a tomada de decis&atilde;o judicial em casos de abuso sexual de menores: O processo de encaminhamento e de valoriza&ccedil;&atilde;o do testemunho da v&iacute;tima</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado apresentada &agrave; Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000265&pid=S0870-8231201200010000400101&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Snow, M., Helm, H., &amp; Martin, E. (2004). Play therapy as a court testimony: A case study. <I>International Journal of Play Therapy, 13</I>(2), 75-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000267&pid=S0870-8231201200010000400102&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sousela, L., Machado, C., &amp; Manita<B>, </B>C. (2007). Viol&ecirc;ncia &iacute;ntima no feminino: Contextos, motivos e significados. <I>Revista do CEJ, 7</I>, 165-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000269&pid=S0870-8231201200010000400103&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Vandervort, F. (2006). Videotaping investigative interviews of children cases of child sexual abuse: One community&rsquo;s approach. <I>The Journal of Criminal Law and Criminology, 96</I>(4), 1353-1416. </P >    <!-- ref --><p>Viaux, J.-L. (2003). <I>Psychologie l&eacute;gale</I>. Paris: Frison-Roche.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000272&pid=S0870-8231201200010000400105&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Wallace, S. R., &amp; Koerner, S. S. (2003). Influence of child and family factors on judicial decisions in contested custody cases. <I>Family Relations, 52</I>(2), 180-188.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000274&pid=S0870-8231201200010000400106&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Warren, A., &amp; McGough (1996). Research on child suggestibility: Implications for the investigative interview. In B. Bottoms &amp; G. Goodman (Eds.), <I>International perspectives on child abuse and child testimony: Psychological research and law </I>(pp. 12-38). Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000276&pid=S0870-8231201200010000400107&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Weinberg, D. C. (1998). <I>The effect of personality upon judicial attitudes and decision-making in contested custody cases</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o apresentada para obten&ccedil;&atilde;o do grau de Doutor, na &aacute;rea de especializa&ccedil;&atilde;o em Psicologia Cl&iacute;nica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000278&pid=S0870-8231201200010000400108&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Wright, M. (1995). <I>Trends in decisions made by the court of appeal of Ontario regarding child sexual abuse</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento submetida &agrave; Faculty Social Work, Toronto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000280&pid=S0870-8231201200010000400109&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Celina Manita, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto. Rua Alfredo Allen. 4200-135 Porto. E-mail: <a href="mailto:celina@fpce.up.pt">celina@fpce.up.pt</a> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>NOTAS</P >     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> &Eacute; um dos processos de forma&ccedil;&atilde;o das representa&ccedil;&otilde;es sociais. Atrav&eacute;s da classifica&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o dos elementos da realidade social permite construir &ldquo;uma rede de significa&ccedil;&otilde;es&rdquo; sobre esses elementos que ser&aacute; integrada cognitivamente no sistema de pensamento pr&eacute;-existente, transformando-o. I.e., a ancoragem gere a articula&ccedil;&atilde;o entre tr&ecirc;s fun&ccedil;&otilde;es-base da representa&ccedil;&atilde;o, a saber, a fun&ccedil;&atilde;o de orienta&ccedil;&atilde;o das condutas e das rela&ccedil;&otilde;es sociais, fun&ccedil;&atilde;o de interpreta&ccedil;&atilde;o da realidade e fun&ccedil;&atilde;o cognitiva de integra&ccedil;&atilde;o da novidade (Neto, 1998). </P >     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> Factores essenciais na determina&ccedil;&atilde;o do Superior Interesse do Menor: (1) A vontade da crian&ccedil;a; (2) a vontade dos pais; (3) relacionamento entre a crian&ccedil;a e os restantes membros da fam&iacute;lia; (4) desenvolvimento psicol&oacute;gico da crian&ccedil;a; (5) sa&uacute;de f&iacute;sica e mental da crian&ccedil;a e do progenitor que ir&aacute; residir habitualmente com a crian&ccedil;a; (6) evid&ecirc;ncias sobre a responsabilidade parental; (7) valores morais dos progenitores; (8) condi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;mico-financeiras dos progenitores; (9) condi&ccedil;&otilde;es habitacionais de ambos os pais; e (10) opini&atilde;o de outros profissionais (Bratt, 1997, in Lowery, 1981).</P >      ]]></body><back>
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