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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Intervenção em grupo com vítimas de violência doméstica: Uma revisão da sua eficácia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[After being socially recognized, domestic violence has been having a significant expression in Portuguese surveys. Moreover, due to the high costs associated with this problem (e.g., physical and mental health), the intervention by specialized professionals in this area is now more relevant, being the woman victim the main target. Within the last years, several psychotherapeutic modalities addressing women victims were developed, being group intervention one of those. The aim of the present work is to give a clear picture of the state of the art concerning research on efficacy of group intervention with women victim of domestic violence, as well as critically reflect on its&#8217; potential. After reviewing international literature (e.g., Cox & Stolberg, 1991; McBride, 2001; Rinfret-Raynor & Cantin, 1997; Tutty, Bidgood, & Rothery, 1993), it is possible to recognize group intervention as one of the most common intervention with victims, often assessed as being useful and with a positive impact (e.g., Trimpey, 1989, as cited in McBride, 2001; Tutty et al., 1993). Finally, major challenges on the development of empirical studies on this intervention are pointed out, as well as implications for practitioners in order to develop group intervention with women victim of domestic violence.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Interven&ccedil;&atilde;o em grupo com v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica: Uma revis&atilde;o da sua efic&aacute;cia </B></p>     <p><b>Marlene Matos*; Andreia Machado**; Anita Santos*** e Carla Machado**** </b></P >     <p>*Escola de Psicologia, Universidade do Minho; </P >     <p>**Bolseira de Investiga&ccedil;&atilde;o, Escola de Psicologia, Universidade do Minho; </P >     <p>***Escola de Psicologia, Universidade do Minho e ISMAI &ndash; Instituto Superior da Maia; </P >     <p>****Escola de Psicologia, Universidade do Minho </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Ap&oacute;s o reconhecimento social, a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica tem adquirido progressivamente uma express&atilde;o significativa nas estat&iacute;sticas criminais no nosso pa&iacute;s. Paralelamente, atendendo aos elevados custos que habitualmente est&atilde;o associados a esta experi&ecirc;ncia (e.g., sa&uacute;de f&iacute;sica e psicol&oacute;gica), a actua&ccedil;&atilde;o de profissionais especializados nesta &aacute;rea foi assumindo cada vez mais relev&acirc;ncia, constituindo-se a mulher v&iacute;tima como um dos principais alvos da interven&ccedil;&atilde;o. Nesse contexto, assistiu-se nos &uacute;ltimos anos ao desenvolvimento de diferentes modalidades psicoterap&ecirc;uticas dirigidas a essa popula&ccedil;&atilde;o, entre as quais a interven&ccedil;&atilde;o em grupo. O objectivo deste trabalho consiste, pois, em sistematizar o conhecimento actual sobre a efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o em grupo com mulheres v&iacute;timas desse tipo de viol&ecirc;ncia, reflectindo criticamente sobre as suas potencialidades. Ap&oacute;s uma revis&atilde;o da literatura internacional (e.g., Cox &amp; Stolberg, 1991; McBride, 2001; Rinfret-Raynor &amp; Cantin, 1997; Tutty, Bidgood, &amp; Rothery, 1993), constata-se que essa &eacute; uma das mais comuns modalidades de interven&ccedil;&atilde;o facultadas &agrave;s v&iacute;timas, revelando-se &uacute;til e com grande impacto junto dessas mulheres (e.g., Trimpey, 1989, citado por McBride, 2001; Tutty et al., 1993). Finalmente, a partir dos estudos dispon&iacute;veis, apontamos os principais desafios no desenvolvimento de estudos emp&iacute;ricos neste contexto, bem como algumas implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas para a implementa&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es em grupo com esta popula&ccedil;&atilde;o. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B>Palavras-chave: </B>Estudos de efic&aacute;cia, Interven&ccedil;&atilde;o em grupo, Mulheres v&iacute;timas, Viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica. </P >      <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>After being socially recognized, domestic violence has been having a significant expression in Portuguese surveys. Moreover, due to the high costs associated with this problem (e.g., physical and mental health), the intervention by specialized professionals in this area is now more relevant, being the woman victim the main target. Within the last years, several psychotherapeutic modalities addressing women victims were developed, being group intervention one of those. The aim of the present work is to give a clear picture of the state of the art concerning research on efficacy of group intervention with women victim of domestic violence, as well as critically reflect on its&rsquo; potential. After reviewing international literature (e.g., Cox &amp; Stolberg, 1991; McBride, 2001; Rinfret-Raynor &amp; Cantin, 1997; Tutty, Bidgood, &amp; Rothery, 1993), it is possible to recognize group intervention as one of the most common intervention with victims, often assessed as being useful and with a positive impact (e.g., Trimpey, 1989, as cited in McBride, 2001; Tutty et al.<I>, </I>1993). Finally, major challenges on the development of empirical studies on this intervention are pointed out, as well as implications for practitioners in order to develop group intervention with women victim of domestic violence. </p>     <p><B>Key-words: </B>Domestic violence, Efficacy research, Group intervention, Women victim. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >    <p>A viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, durante muitos anos, permaneceu oculta na privacidade das fam&iacute;lias. No entanto, desde a d&eacute;cada de setenta, diversos olhares t&ecirc;m sido lan&ccedil;ados sobre o fen&oacute;meno, transformando-o num problema &agrave; escala mundial. Desde ent&atilde;o, passou a ser objecto de investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e motivou a defini&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a combater. </P >     <p>No nosso pa&iacute;s, foram v&aacute;rios os factores que concorreram para esse crescente reconhecimento social do fen&oacute;meno e para que este assumisse progressivamente um lugar de relevo na sociedade em geral. Em 2007, um inqu&eacute;rito &agrave; popula&ccedil;&atilde;o revelou uma preval&ecirc;ncia de 38.1% de viol&ecirc;ncia contra as mulheres (Lisboa, 2008). Al&eacute;m disso, tal como no inqu&eacute;rito an&aacute;logo de 1995, os resultados de 2007 revelaram que a viol&ecirc;ncia mais prevalente &eacute; a psicol&oacute;gica (53.9%), seguida da viol&ecirc;ncia f&iacute;sica (22.6%) e da viol&ecirc;ncia sexual (19.1%). O local de maior risco para a ocorr&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia persiste em ser a pr&oacute;pria habita&ccedil;&atilde;o e o marido continua a ser maioritariamente o agressor (72.7%) (Lisboa, 2008). Mais recentemente, em 2010, nas estat&iacute;sticas nacionais, a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica constituiu-se como o terceiro crime mais participado (<I>N</I>=31235), representando 7.3% do total das den&uacute;ncias &agrave;s for&ccedil;as de seguran&ccedil;a. A viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica domina as participa&ccedil;&otilde;es (76%), seguida da viol&ecirc;ncia f&iacute;sica (74%) (DGAI, 2010). De modo complementar, no mesmo ano, os indicadores ainda provis&oacute;rios do homic&iacute;dio conjugal informavam que foram mortas 43 mulheres de acordo com a Uni&atilde;o de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR, 2010). </P >     <p>V&aacute;rios estudos t&ecirc;m documentado os elevados custos que habitualmente est&atilde;o associados a esta problem&aacute;tica (e.g., familiares, sociais), condicionando a sa&uacute;de f&iacute;sica e psicol&oacute;gica da mulher (e.g., Koss, Ingram, &amp; Pepper, 2001; Stark, 2001; Stark &amp; Flitcraft, 1996). As mulheres que est&atilde;o expostas &agrave; viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica reportam altos n&iacute;veis de utiliza&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de e est&atilde;o em risco de desenvolver perturba&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e psiqui&aacute;trica (Campbell, 1998). A par disso, apresentam dificuldades comportamentais, emocionais e relacionais, para al&eacute;m do potencial car&aacute;cter incapacitante e destrutivo dos maus-tratos (e.g., homic&iacute;dio e suic&iacute;dio). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim sendo, a elevada preval&ecirc;ncia, o impacto significativo da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica a curto e a longo prazo, bem como os custos financeiros que lhe est&atilde;o associados vieram refor&ccedil;ar o desenvolvimento de uma interven&ccedil;&atilde;o apropriada dirigida ao agressor e &agrave; v&iacute;tima e tamb&eacute;m da sua avalia&ccedil;&atilde;o (Constantino, Kim, &amp; Crane, 2005). </P >    <p>No que respeita &agrave; v&iacute;tima, e atendendo ao n&uacute;mero crescente de pedidos de ajuda, tornou-se necess&aacute;rio desenvolver modalidades<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> de interven&ccedil;&atilde;o inovadoras e eficazes dirigidas &agrave; mulher. Ainda que de modo insuficiente, nos &uacute;ltimos anos t&ecirc;m sido documentadas diferentes modalidades psicoterap&ecirc;uticas de interven&ccedil;&atilde;o nesta problem&aacute;tica. Internacionalmente, a literatura reporta interven&ccedil;&otilde;es de car&aacute;cter individual, em grupo e, ainda, a terapia de casal (cf. Lundy &amp; Grossman, 2001). </P >    <p>Em Portugal, tem assumido lugar de destaque a interven&ccedil;&atilde;o em crise (Matos &amp; Machado, 1999), a interven&ccedil;&atilde;o de inspira&ccedil;&atilde;o feminista (Neves &amp; Nogueira, 2004) e a psicoterapia narrativa no formato individual (Matos &amp; Gon&ccedil;alves, 2002, 2005) e de grupo (Machado &amp; Matos, 2001). </P >    <p>No plano cient&iacute;fico, os estudos nacionais t&ecirc;m-se dirigido principalmente para a caracteriza&ccedil;&atilde;o do fen&oacute;meno, sobretudo a n&iacute;vel da sua preval&ecirc;ncia e do impacto causado &agrave;s v&iacute;timas. H&aacute; estudos recentes sobre o processo de mudan&ccedil;a da mulher (Matos, 2006; Santos, 2008) mas continuam ausentes investiga&ccedil;&otilde;es acerca da efic&aacute;cia das interven&ccedil;&otilde;es preconizadas. Ali&aacute;s, embora a interven&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea assuma cada vez mais relev&acirc;ncia e express&atilde;o, a literatura &eacute; consensual quanto &agrave; insufici&ecirc;ncia de estudos que reportem a efic&aacute;cia da maioria das interven&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis para as v&iacute;timas (Lundy &amp; Grossman, 2001). </P >    <p>VIOL&Ecirc;NCIA DOM&Eacute;STICA: INTERVEN&Ccedil;&Atilde;O EM GRUPO COM MULHERES V&Iacute;TIMAS </P >    <p>Uma parte significativa do que conhecemos sobre a interven&ccedil;&atilde;o com mulheres vitimadas pelos seus parceiros deriva dos poucos estudos publicados sobre a efic&aacute;cia das interven&ccedil;&otilde;es em grupo. Apesar desta modalidade poder assumir diferentes filosofias (e.g., grupos de suporte ou de auto</B>ajuda), neste espa&ccedil;o reflectiremos sobretudo acerca dos grupos terap&ecirc;uticos. </P >     <p>O surgimento da interven&ccedil;&atilde;o em grupo dirigida a mulheres maltratadas deve-se, em grande parte, aos movimentos feministas dos anos sessenta e setenta (Wilson, 1997). Este tipo de interven&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou por ser implementado nas casas abrigo, uma vez que as mulheres viviam em comunidade, surgindo a necessidade de intervir num formato grupal (Tutty &amp; Rothery, 2002). Refira-se, ali&aacute;s, que a experi&ecirc;ncia de interven&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica em grupo decorre da inten&ccedil;&atilde;o, habitualmente manifestada pela v&iacute;tima, de partilhar a sua experi&ecirc;ncia com outras mulheres com trajectos de vida semelhantes. </P >     <p>Segundo Tutty e colaboradores (1993), no plano internacional, o trabalho em grupo &eacute; a forma de interven&ccedil;&atilde;o mais comum junto de mulheres que viveram experi&ecirc;ncias de abuso. Uma das principais vantagens desta modalidade de interven&ccedil;&atilde;o reside no facto de quebrar o isolamento a que estas mulheres est&atilde;o, muitas vezes, sujeitas. O contexto do grupo permite-lhes ainda validar a sua experi&ecirc;ncia, receber informa&ccedil;&atilde;o, dar e receber suporte (e.g., emocional), bem como perceber que o seu problema n&atilde;o &eacute; &uacute;nico e que existem formas alternativas de lidar com a situa&ccedil;&atilde;o. Assim, o grupo pode ajudar a mulher &ldquo;a perceber que n&atilde;o est&aacute; s&oacute; e que os seus sentimentos de confus&atilde;o, medo e desespero s&atilde;o reais e partilhados por outras mulheres&rdquo; (Webb, 1992, p. 209). Nalguns casos, o grupo fornece tamb&eacute;m o suporte social necess&aacute;rio para a tomada de decis&otilde;es. </P >     <p>Muitos autores recomendam que a interven&ccedil;&atilde;o em grupo assuma uma perspectiva feminista, na medida em que esta condena a viol&ecirc;ncia, retira a responsabilidade da v&iacute;tima situando-a no agressor, reconhece a forma como a sociedade perpetua essa viol&ecirc;ncia e foca-se na viol&ecirc;ncia em detrimento das interac&ccedil;&otilde;es do casal (Hartman, 1983, citado por Tutty &amp; Rothery, 2002; Pressman, 1984, citado por Tutty et al., 1993). </P >    <p>Em 1984, Pressman (citado por Tutty et al., 1993) procurou definir as linhas orientadoras para a interven&ccedil;&atilde;o nesta problem&aacute;tica. Estas acabaram por se assumir como temas comuns aos grupos de interven&ccedil;&atilde;o entretanto documentados na literatura sobre o tema. Nesse contexto, a nega&ccedil;&atilde;o e/ou minimiza&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia necessitam de ser identificadas, reconhecidas e trabalhadas de forma apoiante, atrav&eacute;s da educa&ccedil;&atilde;o acerca das din&acirc;micas violentas. A par disso, a mulher precisa tamb&eacute;m de explorar as raz&otilde;es que a levaram a permanecer numa rela&ccedil;&atilde;o violenta, de forma a reduzir o seu sentimento de culpa. Nesse sentido, muitos grupos abordam a forma como as cren&ccedil;as relativas aos pap&eacute;is tradicionais masculino e feminino legitimam a viol&ecirc;ncia na intimidade. Concomitantemente, apoiar as mulheres a identificar formas de resistir ao abuso, a protegerem-se a si e aos seus filhos s&atilde;o outros objectivos. Da&iacute; que a seguran&ccedil;a da mulher (e dos filhos) seja priorit&aacute;ria na interven&ccedil;&atilde;o e, por isso, &eacute; muitas vezes necess&aacute;rio tra&ccedil;ar um plano de seguran&ccedil;a desde o in&iacute;cio do grupo. Igualmente, &eacute; importante permitir &agrave; mulher sentir e expressar raiva por ter sido vitimizada, bem como proporcionar um espa&ccedil;o para esta lidar a perda da esperan&ccedil;a que tinha na rela&ccedil;&atilde;o e, nalguns casos, ajud&aacute;-la a fazer o luto da rela&ccedil;&atilde;o que terminou. Finalmente, o sentimento de isolamento &eacute; atenuado se a mulher desenvolver la&ccedil;os fortes que possam evoluir para redes de suporte informais que sobrevivam ao grupo (Tutty &amp; Rothery, 2002). McBride (2001) destaca ainda como principal vantagem da terapia em grupo o empoderamento que esta concede &agrave; mulher ao dot&aacute;-la de compet&ecirc;ncias para tomar as suas pr&oacute;prias decis&otilde;es e fazer escolhas. Em s&iacute;ntese, espera-se que estas linhas orientadoras potenciem o impacto positivo do grupo na auto-estima e sentido de efic&aacute;cia da mulher. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Est&atilde;o descritos na literatura alguns exemplos que demonstram que a interven&ccedil;&atilde;o em grupo se tem multiplicado. Est&atilde;o documentadas, por exemplo, experi&ecirc;ncias desenvolvidas junto de mulheres com Perturba&ccedil;&atilde;o de Stress P&oacute;s-Traum&aacute;tico (e.g., Schlee, Heyman, &amp; O&rsquo;Leary, 1998) e junto de mulheres idosas abusadas (e.g., Brandl, Hebbert, Rozwadowski, &amp; Spangler, 2003). Contudo, e como j&aacute; afirm&aacute;mos antes, tem sido conduzida pouca investiga&ccedil;&atilde;o acerca da efic&aacute;cia das interven&ccedil;&otilde;es com v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica (Tutty, Bidgood, &amp; Rothery, 1996). De seguida, reflectimos sobre os estudos existentes nesta &aacute;rea, de modo a fornecer ao leitor uma vis&atilde;o geral sobre a efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o em grupo. </P >    <p>INTERVEN&Ccedil;&Atilde;O EM GRUPO COM MULHERES V&Iacute;TIMAS: QUAL A SUA EFIC&Aacute;CIA? </P >    <p>Em 1991, Holiman e Schilit conduziram uma interven&ccedil;&atilde;o em grupo psico-educacional com mulheres v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia na intimidade (<I>n</I>=12), cujo objectivo era ajudar as participantes a aprender a centrar-se em si. Recorreram sobretudo a t&eacute;cnicas cognitivas, expressivas e de suporte social. A interven&ccedil;&atilde;o envolveu dez sess&otilde;es de grupo, cada uma com duas horas de dura&ccedil;&atilde;o. A sess&atilde;o inicial consistia numa orienta&ccedil;&atilde;o geral &agrave;s participantes. Da segunda &agrave; quinta sess&atilde;o inclu&iacute;ram uma parte inicial de cariz psico-educacional, seguida de uma hora de actividades de grupo. As &uacute;ltimas quatro sess&otilde;es centravam-se no trabalho emocional (Abel, 2000). O <I>design </I>utilizado foi quase-experimental, com pr&eacute; e p&oacute;s-teste. No que se refere aos resultados, foram encontradas melhorias significativas no que se refere &agrave; raiva e &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o geral. No entanto, este estudo enfrentou algumas limita&ccedil;&otilde;es, tais como a amostra reduzida, medidas insuficientes e a aus&ecirc;ncia de grupo de controlo (Abel, 2000). </P >     <p>Cox e Stoltenberg publicaram, tamb&eacute;m em 1991, a avalia&ccedil;&atilde;o de um programa de interven&ccedil;&atilde;o em grupo dirigido a mulheres v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia na intimidade. Recorrendo a uma amostra maior (<I>n</I>=21) e a uma metodologia experimental. Os autores desenharam uma investiga&ccedil;&atilde;o com os seguintes objectivos: (a) avaliar as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para aumentar as oportunidades das mulheres sa&iacute;rem da rela&ccedil;&atilde;o abusiva; e (b) identificar interven&ccedil;&otilde;es que possam ajudar as mulheres a lidar com problem&aacute;ticas como o desenvolvimento pessoal, o ajustamento social e a orienta&ccedil;&atilde;o vocacional (Abel, 2000). A interven&ccedil;&atilde;o levada a cabo assumiu um cariz psico-educacional, decorria tr&ecirc;s vezes por semana, num total de doze horas e era conduzida por duas facilitadoras. A interven&ccedil;&atilde;o continha cinco m&oacute;dulos integrando v&aacute;rias t&eacute;cnicas: (1) terapia cognitiva, orientada para melhorar o auto-conceito da mulher, as suas compet&ecirc;ncias relacionais e a sua prepara&ccedil;&atilde;o para o mundo do trabalho; (2) assertividade e compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o, com o objectivo de conhecer os seus direitos e praticar compet&ecirc;ncias orientadas para a sua defesa. Uma vez que aumentar a assertividade da v&iacute;tima encerra o risco de agress&atilde;o, este m&oacute;dulo poderia incluir tamb&eacute;m compet&ecirc;ncias de seguran&ccedil;a (e.g., identificar pistas do abuso, desenvolver planos de fuga, treinar o auto-controlo emocional); (3) resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, envolvendo quest&otilde;es como a defini&ccedil;&atilde;o do problema, a gera&ccedil;&atilde;o de alternativas de resposta, a tomada de decis&otilde;es e a verifica&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o destas; (4) aconselhamento vocacional, incluindo o despiste de &aacute;reas de interesse e compet&ecirc;ncia, a identifica&ccedil;&atilde;o de recursos de forma&ccedil;&atilde;o profissional e o treino de procura de emprego e, finalmente, (5) a tomada de consci&ecirc;ncia de si e do seu corpo, momento em que se encorajava a mulher a discutir aspectos relacionados com a auto-imagem, nomeadamente em termos corporais. Na implementa&ccedil;&atilde;o deste programa foi utilizada uma multiplicidade de estrat&eacute;gias, incluindo discuss&otilde;es de grupo, estrat&eacute;gias mais did&aacute;cticas e t&eacute;cnicas de disputa cognitiva. No que toca aos resultados, os autores conclu&iacute;ram que n&atilde;o havia diferen&ccedil;as significativas entre o grupo terap&ecirc;utico e o grupo de controlo e que em ambos houve uma melhoria na auto-estima. Apesar de tudo, num dos dois grupos terap&ecirc;uticos registou-se adicionalmente melhorias ao n&iacute;vel da ansiedade e depress&atilde;o. O reduzido grupo de participantes (menos de dez participantes em cada grupo), bem como a aus&ecirc;ncia de avalia&ccedil;&atilde;o de <I>follow-up </I>s&atilde;o as principais limita&ccedil;&otilde;es apontadas a este estudo. </P >     <p>Por sua vez, Tutty, Bidgood e Rothery (1993) levaram a cabo doze grupos de suporte, cujo objectivo era colocar um fim &agrave; viol&ecirc;ncia, atrav&eacute;s da (1) educa&ccedil;&atilde;o das participantes acerca do papel feminino e masculino, (2) (re)constru&ccedil;&atilde;o da sua auto-estima e (3) ajuda no desenvolvimento de planos concretos. As sess&otilde;es de grupo estendiam-se ao longo de dez a doze semanas. Cada sess&atilde;o de grupo durava de duas a tr&ecirc;s horas. As facilitadoras eram mulheres provenientes das v&aacute;rias &aacute;reas do trabalho social (Abel, 2000). O estudo de efic&aacute;cia revelou, com uma amostra total de 76 participantes, com <I>design </I>quase-experimental e com pr&eacute; e p&oacute;s-teste, ganhos substanciais, nomeadamente ao n&iacute;vel do aumento do sentimento de inclus&atilde;o/suporte emocional, da auto-estima, do <I>locus </I>de controlo interno e da diminui&ccedil;&atilde;o do <I>stress </I>percebido, bem como das atitudes tradicionais em rela&ccedil;&atilde;o ao casamento e &agrave; fam&iacute;lia. Verificaram-se, ainda, altera&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel do funcionamento marital (e.g., maior express&atilde;o de afecto, menos comportamentos de controlo) e uma diminui&ccedil;&atilde;o (embora n&atilde;o cessa&ccedil;&atilde;o) dos comportamentos abusivos. Os autores n&atilde;o deixam, contudo, de fazer refer&ecirc;ncia a um conjunto vari&aacute;veis de processo que podem condicionar os resultados num formato de interven&ccedil;&atilde;o em grupo: o tamanho do grupo, os n&iacute;veis de participa&ccedil;&atilde;o, a circunst&acirc;ncia da mulher completar ou n&atilde;o todo o processo, a influ&ecirc;ncia dos facilitadores (e.g., tipo de orienta&ccedil;&atilde;o e de forma&ccedil;&atilde;o &ndash; psic&oacute;logos, assistentes sociais), a experi&ecirc;ncia de participa&ccedil;&atilde;o da mulher em grupos anteriores, a idade da mulher, o facto de coabitar ou n&atilde;o com o parceiro. Em geral, estas condi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o tinham um efeito significativo nos resultados, mas existiam algumas diferen&ccedil;as no <I>follow-up </I>ap&oacute;s seis meses. </P >    <p>Um outro estudo quase-experimental foi desenvolvido por Rinfret-Raynor e Cantin (1997) com o objectivo de comparar o efeito de diferentes filosofias de interven&ccedil;&atilde;o, entre tr&ecirc;s grupos, envolvendo um total de sessenta mulheres vitimadas pelos parceiros. Um grupo foi conduzido de acordo com a orienta&ccedil;&atilde;o feminista, o segundo baseou-se na teoria feminista individual e o terceiro grupo recebeu uma interven&ccedil;&atilde;o <I>standard </I>(aquela que normalmente as institui&ccedil;&otilde;es estatais fornecem). Embora inicialmente com o intuito de utilizar um <I>desig</I>n experimental, os autores tiveram muitas dificuldades no recrutamento das participantes. Os dados foram recolhidos atrav&eacute;s de entrevistas em quatro momentos diferentes: um primeiro momento no pr&eacute;-teste; um segundo momento no p&oacute;s-teste um m&ecirc;s depois da interven&ccedil;&atilde;o; no <I>follow-up </I>ap&oacute;s 6 meses e, finalmente, no <I>follow-up </I>ap&oacute;s um ano. As vari&aacute;veis estudadas foram o tipo de terapia, o tipo de viol&ecirc;ncia, a auto-estima, as estrat&eacute;gias de <I>coping</I>, a assertividade, o ajustamento social, o ajustamento do casamento e o ajustamento da d&iacute;ade. Este estudo demonstrou a efic&aacute;cia das abordagens estudadas no trabalho com mulheres v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia na intimidade. Curiosamente, os autores n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;as entre as diferentes orienta&ccedil;&otilde;es: as mulheres mudaram, por norma, nos tr&ecirc;s tipos de interven&ccedil;&atilde;o. Estes resultados s&atilde;o encorajadores, na medida em que se percebeu que, dando ajuda adequada &agrave;s v&iacute;timas, estas s&atilde;o capazes de descobrir recursos pessoais e sociais, de forma a eliminar ou diminuir a viol&ecirc;ncia que experienciam. Igualmente, s&atilde;o capazes de reconstruir a sua vida pessoal e social, &agrave; medida que experienciam melhores condi&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-econ&oacute;micas, aumentam a sua auto-estima, melhoram a assertividade e o ajustamento social e promovem a sua condi&ccedil;&atilde;o geral de sa&uacute;de (Rinfret-Raynor &amp; Cantin, 1997). De referir que as mudan&ccedil;as que ocorreram nas participantes foram significativas, principalmente em duas &aacute;reas: na diminui&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia e nas vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas afectadas pela viol&ecirc;ncia (Rinfret-Raynor &amp; Cantin, 1997). </P >     <p>J&aacute; o estudo desenvolvido por McBride (2001) teve como objectivo determinar os resultados de um programa de interven&ccedil;&atilde;o psico-educacional de duas fases que tinha sido oferecido, ao longo de muitos anos, a mulheres que estavam a ser ou tinham sido abusadas pelo parceiro. Cada grupo era altamente estruturado e baseava-se em t&eacute;cnicas feministas e cognitivo-comportamentais. A primeira fase era desenhada para introduzir as din&acirc;micas do abuso, bem como para avaliar o seu impacto nas participantes. A segunda fase, mais centrada em problem&aacute;ticas consequentes ao abuso, abordava a culpa, a vergonha, as din&acirc;micas da fam&iacute;lia de origem e a comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o saud&aacute;vel. A autora utilizou um <I>design </I>quase-experimental, com pr&eacute; e p&oacute;s-teste e avaliou tr&ecirc;s grupos, com uma amostra total de 189 participantes. As vari&aacute;veis estudadas foram: a auto-estima, a depress&atilde;o, o impacto do abuso em termos de sintomas intrusivos relacionados com essa experi&ecirc;ncia abusiva (tais como sentimentos, ideias ou pesadelos) e o impacto do abuso quanto a evitar pensamentos, sentimentos ou situa&ccedil;&otilde;es associadas ao evento traum&aacute;tico. Foram encontradas melhorias estatisticamente significativas em todas as vari&aacute;veis estudadas. Neste sentido, na primeira fase verificou-se uma redu&ccedil;&atilde;o de sintomas intrusivos, enquanto na segunda fase foi encontrada uma maior redu&ccedil;&atilde;o nos sintomas depressivos. As mulheres que obtiveram resultados mais baixos tinham em comum o facto de n&atilde;o ter emprego, n&atilde;o ter escolaridade, ter hist&oacute;ria psiqui&aacute;trica, j&aacute; ter tido acompanhamento psicol&oacute;gico e n&atilde;o ter suporte social. Relativamente &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es deste estudo, salienta-se a aus&ecirc;ncia de grupo de controlo e a selec&ccedil;&atilde;o n&atilde;o aleat&oacute;ria das participantes, bem como a utiliza&ccedil;&atilde;o de medidas de auto-relato e ainda a discrepante ecologia dos grupos (e.g., diferentes facilitadores em diferentes fases; diferentes estilos dos facilitadores; ru&iacute;do da sala onde se realizavam os grupos; assiduidade dos membros do grupo; disponibiliza&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o de comida e &aacute;gua &agrave;s participantes; compreensibilidade dos materiais distribu&iacute;dos). Os autores tamb&eacute;m n&atilde;o estudaram a import&acirc;ncia do suporte social, admitindo no entanto que o deveriam ter feito. </P >     <p>Em 2004, foi desenhada por Schwartz, Magee, Griffin e Dupuis uma interven&ccedil;&atilde;o em grupo para prevenir os factores de risco e aumentar os factores protectores associados &agrave; viol&ecirc;ncia no namoro e &agrave; viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica. O grupo recorreu a uma interven&ccedil;&atilde;o psico-educacional manualizada para abordar as quest&otilde;es de g&eacute;nero, pap&eacute;is sociais e conflitos, bem como atitudes saud&aacute;veis (e n&atilde;o saud&aacute;veis), compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o de raiva, ou seja, factores habitualmente relacionados com o envolvimento em rela&ccedil;&otilde;es violentas na intimidade. A amostra era constitu&iacute;da por vinte e oito participantes (seis grupos) que participaram em quatro sess&otilde;es de grupo, cada uma de hora e meia. O grupo experimental (<I>n</I>=30) foi comparado com o grupo de controlo (<I>n</I>=30) que recebeu interven&ccedil;&atilde;o <I>standard</I>. Os resultados obtidos suportam a efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o preconizada j&aacute; que permitiu modificar os factores que facilitam o envolvimento neste tipo de rela&ccedil;&otilde;es n&atilde;o saud&aacute;veis. Nesse sentido, o grupo experimental, quando comparados os resultados do pr&eacute; e do p&oacute;s-teste, registou uma diminui&ccedil;&atilde;o na aceita&ccedil;&atilde;o dos estere&oacute;tipos tradicionais dos pap&eacute;is de g&eacute;nero e, ainda, no uso de estrat&eacute;gias de redu&ccedil;&atilde;o de escalada do conflito e de atribui&ccedil;&otilde;es negativas acerca do alvo da raiva. Al&eacute;m disso, o grupo experimental tamb&eacute;m demonstrou um aumento significativo na capacidade de express&atilde;o emocional, de gest&atilde;o da raiva e na adop&ccedil;&atilde;o de atitudes saud&aacute;veis. No que se refere a limita&ccedil;&otilde;es, destacam-se: o tamanho reduzido da amostra; a utiliza&ccedil;&atilde;o de instrumentos de auto-relato; a varia&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas do facilitador e da composi&ccedil;&atilde;o do grupo; a especificidade da popula&ccedil;&atilde;o (i.e., estudantes de uma universidade) e a aus&ecirc;ncia de <I>follow-up. </I></P >    <p>Mais recentemente, o estudo piloto de Constantino, Kim e Crane (2005) testou a efic&aacute;cia de uma interven&ccedil;&atilde;o em grupo, a n&iacute;vel do suporte social, com v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia na intimidade que residiam numa casa abrigo (<I>n</I>=24). A interven&ccedil;&atilde;o foi desenhada em oito sess&otilde;es semanais, sendo cada sess&atilde;o de noventa minutos. O principal objectivo era fornecer recursos e informa&ccedil;&atilde;o acerca dos recursos dispon&iacute;veis na comunidade. No que se refere ao <I>design</I>, recorreu-se a instrumentos para avaliar a sa&uacute;de geral, que foram examinados no pr&eacute; e p&oacute;s teste, utilizando-se ainda um grupo de controlo. Os autores conclu&iacute;ram que as interven&ccedil;&otilde;es no suporte social, com mulheres v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia na intimidade que se encontrem em casas abrigo, s&atilde;o eficazes no que respeita a melhorar a sua sa&uacute;de geral e resultam numa menor utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de (Constantino et al., 2005). As participantes melhoraram quanto aos sintomas de <I>stress</I>, quanto &agrave; percep&ccedil;&atilde;o de suporte social e reportaram ainda uma menor utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. </P >    <p>Na <a href ="/img/revistas/aps/v30n1-2/30n1-2a08t1.jpg">Tabela 1</a> sistematizamos um conjunto de dimens&otilde;es que caracterizam, de modo mais amplo, os estudos de efic&aacute;cia descritos. </P >    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em s&iacute;ntese, a partir da <a href ="/img/revistas/aps/v30n1-2/30n1-2a08t1.jpg">Tabela 1</a>, constata-se que a maioria dos estudos internacionais docu mentam o sucesso da modalidade de interven&ccedil;&atilde;o em grupo, anunciando-a como &uacute;til para este tipo de popula&ccedil;&atilde;o, nomeadamente ajudando a recuperar o controlo sobre a sua vida e a diminuir a viol&ecirc;ncia que experienciam (e.g., Rinfret-Raynor &amp; Cantin, 1997). Muitos dos estudos publicados (cf. Cox &amp; Stoltenberg, 1991; Holiman &amp; Schilt, 1991; Rinfret-Raynor &amp; Cantin, 1997; Tutty et al., 1993) encontraram ainda melhorias estatisticamente significativas noutras &aacute;reas, como por exemplo aumento da auto-estima, das compet&ecirc;ncias pessoais e sociais, diminui&ccedil;&atilde;o da raiva e da depress&atilde;o, altera&ccedil;&otilde;es positivas de atitudes face ao casamento e &agrave; fam&iacute;lia, diminui&ccedil;&atilde;o da toler&acirc;ncia ao abuso a que est&atilde;o expostas. Alguns autores (e.g., Machado &amp; Matos, 2001) afirmam, em complementaridade, que a terapia de grupo revela um grande pragmatismo na abordagem dos problemas trazidos por este tipo de clientes e uma significativa efic&aacute;cia na consolida&ccedil;&atilde;o dos resultados constru&iacute;dos a n&iacute;vel individual. </P >     
<p>De acordo com Rinfret-Raynor e Cantin (1997) h&aacute; factores comuns a estas interven&ccedil;&otilde;es que explicam o seu sucesso, tais como: (1) uma perspectiva feminista sobre o problema; (2) o trabalho centrado na mulher, em detrimento do casal ou da fam&iacute;lia; (3) a &ecirc;nfase em (re)contruir a auto-estima, o desenvolvimento pessoal e a autonomia e, por fim, (4) o trabalho emocional. </P >    <p>No que se refere aos objectivos de interven&ccedil;&atilde;o, ainda que se encontrem algumas diferen&ccedil;as entre os estudos, percebe-se que estes v&atilde;o de encontro &agrave;s metas habitualmente tra&ccedil;adas no trabalho t&eacute;cnico com esta popula&ccedil;&atilde;o. Estes incluem, entre outros, a redu&ccedil;&atilde;o do isolamento, o aumento da auto-estima e do auto-conceito, a planifica&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a pessoal, a educa&ccedil;&atilde;o acerca do ciclo da viol&ecirc;ncia, a promo&ccedil;&atilde;o da tomada de decis&atilde;o, a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, a consciencializa&ccedil;&atilde;o acerca do papel feminino e masculino na sociedade, o treino da assertividade e o empoderamento. </P >    <p>Quanto &agrave; filosofia de interven&ccedil;&atilde;o, conclui-se que predominam as interven&ccedil;&otilde;es de cariz psico-educacional (Cox &amp; Stoltenberg, 1991; Holiman &amp; Schilit, 1991; McBride, 2001; Schwartz et al.<I>, </I>2004), com orienta&ccedil;&atilde;o cognitivo-comportamental e feminista (Cox &amp; Stoltenberg, 1991; Holiman &amp; Schilit, 1991; McBride, 2001; Rinfret-Raynor &amp; Cantin, 1997). </P >    <p>Em termos de formato, em m&eacute;dia, os grupos decorrem ao longo de oito a dez sess&otilde;es (Constantino et al., 2005; Holiman &amp; Schilit, 1991; McBride, 2001; Tutty et al., 1993), tal como recomendado pela literatura sobre a interven&ccedil;&atilde;o em grupo (e.g., Yalom, 1995). Relativamente &agrave; estrutura dos programas de interven&ccedil;&atilde;o e &agrave;s t&eacute;cnicas utilizadas, assistimos a alguma homogenidade entre as propostas. Assim, tal como Fleming (1979, citado por Margolin, Sibner, &amp; Gleberman, 1988) recomenda, assiste-se ao uso simult&acirc;neo de t&eacute;cnicas did&aacute;cticas (e.g., exposi&ccedil;&atilde;o de temas, biblioterapia), treino de compet&ecirc;ncias (e.g., <I>role-playing</I>, relaxamento, gest&atilde;o da raiva) e, ainda, a modalidades de interven&ccedil;&atilde;o menos estruturadas, tais como as discuss&otilde;es de grupo. </P >     <p>Contudo, apesar das m&uacute;ltiplas recomenda&ccedil;&otilde;es &agrave; interven&ccedil;&atilde;o em grupo, esta modalidade n&atilde;o est&aacute; imune a cr&iacute;ticas. Desde logo, um dos problemas identificados &eacute; a escassez dos estudos publicados at&eacute; ao momento acerca da efic&aacute;cia destas interven&ccedil;&otilde;es. Al&eacute;m disso, como se constata atrav&eacute;s da <a href ="/img/revistas/aps/v30n1-2/30n1-2a08t1.jpg">Tabela 1</a>, os estudos dispon&iacute;veis sobre os resultados da terapia de grupo com mulheres v&iacute;timas conhecem um conjunto de limita&ccedil;&otilde;es, nomeadamente metodol&oacute;gicas. As amostras envolvidas nos estudos s&atilde;o normalmente pequenas, como se pode verificar nos estudos de Cox e Stoltenberg (1991, <I>n</I>=21), e de Holiman e Schilits&rsquo;s (1991, <I>n</I>=12), a t&iacute;tulo de exemplo. Outro constrangimento importante tem sido o facto de raramente serem contemplados grupos de controlo &ndash; apenas tr&ecirc;s dos estudos inclu&iacute;dos nesta revis&atilde;o tinham grupo de controlo &ndash; nem avalia&ccedil;&otilde;es de <I>follow-up &ndash; </I>relatados apenas em duas investiga&ccedil;&otilde;es. Os problemas relacionados com a confidencialidade, a centraliza&ccedil;&atilde;o das sess&otilde;es em determinados temas e o facto deste formato nem sempre responder &agrave;s necessidades individuais dos seus membros s&atilde;o outras cr&iacute;ticas frequentemente apontadas (Hamby, 1998). </P >     
<p>Contudo, e n&atilde;o obstante essas lacunas, os resultados encontrados at&eacute; ao momento podem ser interpretados como fornecendo evid&ecirc;ncia inicial da efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o em grupo com mulheres v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia na intimidade (Tutty &amp; Rothery, 2002), a qual carece ser mais comprovada. Nesse contexto, persistem muitos <I>desafios para a investiga&ccedil;&atilde;o </I>da interven&ccedil;&atilde;o em grupo nesta problem&aacute;tica, nomeadamente: </P >     <blockquote>       <p>1) 	Selec&ccedil;&atilde;o aleat&oacute;ria das participantes: A viol&ecirc;ncia na intimidade tra&ccedil;a um percurso que nem a pr&oacute;pria v&iacute;tima consegue controlar (Davies, Lyon, &amp; Monti-Cantania, 1998, citado por Zink &amp; Putman, 2005). A v&iacute;tima quebra o segredo acerca desta problem&aacute;tica selectivamente e escolhe onde quer pedir ajuda e que tipo de ajuda precisa, fazendo estas escolhas com base na sua capacidade para lidar com o abuso e para procurar apoio (Zink, Elder, &amp; Jacobson, 2004, citado por Zink &amp; Putman, 2005). Dessa forma, uma selec&ccedil;&atilde;o aleat&oacute;ria de participantes torna-se uma tarefa complexa. Adicionalmente, pode ser dif&iacute;cil seleccionar as v&iacute;timas para os diferentes tipos de interven&ccedil;&atilde;o (grupo, individual). O mais importante &eacute; ir de encontro &agrave;s necessidades individuais da v&iacute;tima e aos seus desejos que dependem, muitas vezes, da forma como elas est&atilde;o a lidar com a viol&ecirc;ncia. </p>       <p>2) <I>Utiliza&ccedil;&atilde;o de grupo de controlo: </I>Constituir uma amostra de controlo (nomeadamente aleat&oacute;rio) &eacute; um dos maiores desafios. A utiliza&ccedil;&atilde;o da lista de espera nesta problem&aacute;tica, enquanto grupo de controlo, coloca tamb&eacute;m quest&otilde;es &eacute;ticas importantes, como a de n&atilde;o providenciar apoio numa situa&ccedil;&atilde;o em que pode estar em causa a vida de uma v&iacute;tima. </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3) <I>Avalia&ccedil;&atilde;o de seguimento (follow-up): </I>Monitorizar os resultados de uma interven&ccedil;&atilde;o ao longo do tempo &eacute; um outro dos grandes desafios devido &agrave; mobilidade das v&iacute;timas por motivos de seguran&ccedil;a. Como consequ&ecirc;ncia, os estudos longitudinais, al&eacute;m de muito dispendiosos, implicam um grande esfor&ccedil;o e um trabalho muito exigente por parte dos investigadores. </p>       <p>4) <I>Selec&ccedil;&atilde;o criteriosa dos instrumentos utilizados: </I>Os estudos nesta &aacute;rea s&atilde;o habitualmente criticados porque os resultados s&atilde;o obtidos atrav&eacute;s de medidas de auto-relato (Wathen &amp; McInerney, 2003, citado por Zink &amp; Putman, 2005). Para al&eacute;m disso, a an&aacute;lise dos instrumentos utilizados demonstrou a aus&ecirc;ncia de consenso acerca deste aspecto j&aacute; que raramente o mesmo instrumento &eacute; utilizado nos v&aacute;rios estudos (cf. <a href ="/img/revistas/aps/v30n1-2/30n1-2a08t1.jpg">Tabela 1</a>). A acrescentar, medidas para avaliar a qualidade de vida e o estado de sa&uacute;de normalmente n&atilde;o s&atilde;o utilizadas (Ramsay et al., 2002, citado por Zink &amp; Putman, 2005) e s&atilde;o poucos os instrumentos dispon&iacute;veis criados especificamente para esta popula&ccedil;&atilde;o maltratada. </p> </blockquote>     
<p>Ainda assim, com base nos estudos dispon&iacute;veis, &eacute; poss&iacute;vel reunir um conjunto de <I>implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas</I>, que poder&atilde;o aumentar a qualidade das interven&ccedil;&otilde;es em grupo implementadas para que estas sejam efectivamente facilitadoras de mudan&ccedil;as qualitativas na vida das participantes. Assim, inicialmente, importa fazer uma avalia&ccedil;&atilde;o eficaz para determinar se as participantes possuem recursos, estrat&eacute;gias de <I>coping </I>e resist&ecirc;ncia emocional para ingressar num grupo. Outras vari&aacute;veis que, igualmente, se recomendam avaliar s&atilde;o: (1) perceber se a mulher possui os recursos b&aacute;sicos de vida, tais como condi&ccedil;&otilde;es habitacionais, alimenta&ccedil;&atilde;o, acesso a transportes; (2) avaliar os constrangimentos externos que possam facilitar a desist&ecirc;ncia do grupo (e.g., n&atilde;o ter com quem deixar os filhos; viver numa situa&ccedil;&atilde;o de alto risco de viol&ecirc;ncia, na qual o parceiro restringe os movimentos da mulher); (3) avaliar se <I>stressores </I>actuais presentes na vida das participantes est&atilde;o a diminuir as suas capacidades de <I>coping </I>ou os recursos de que disp&otilde;e; e iv) determinar se a mulher est&aacute; emocionalmente pronta para uma experi&ecirc;ncia em grupo (McBride, 2001). Todas estas sugest&otilde;es<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> visam assegurar que as participantes est&atilde;o prontas para integrar a interven&ccedil;&atilde;o em grupo e para garantir/aumentar a perman&ecirc;ncia destas no grupo. Para al&eacute;m disso, essa informa&ccedil;&atilde;o permitir&aacute; adequar os procedimentos a adoptar &agrave;s respectivas participantes. </P >    <p>Al&eacute;m disso, com vista ao desenvolvimento de estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o empiricamente validadas, seria igualmente importante estudar as vari&aacute;veis que contribuem para uma interven&ccedil;&atilde;o em grupo com sucesso (McBride, 2001). Tutty e colaboradores deram o mote nesse campo ao analisar v&aacute;rios grupos e din&acirc;micas situacionais utilizadas no seu estudo de 1993, como por exemplo o tamanho do grupo e a sua assiduidade, o n&uacute;mero de facilitadores do grupo, bem como as caracter&iacute;sticas individuais das participantes (e.g., idade, situa&ccedil;&atilde;o actual da rela&ccedil;&atilde;o). </P >     <p>Por outro lado, torna-se relevante conduzir investiga&ccedil;&otilde;es no sentido de comparar/contrastar estudos nas diferentes modalidades dispon&iacute;veis de interven&ccedil;&otilde;es em grupo para ajudar a identificar quais permitem uma melhoria significativa do bem-estar da v&iacute;tima. Por exemplo, est&aacute; por documentar se existem diferen&ccedil;as nas interven&ccedil;&otilde;es em grupo que (1) s&atilde;o abertas ou fechadas; (2) s&atilde;o compostas por mulheres que est&atilde;o na rela&ccedil;&atilde;o ou que sa&iacute;ram da rela&ccedil;&atilde;o; (3) s&atilde;o psico-educacionais ou n&atilde;o estruturadas. </P >     <p>Tornou-se tamb&eacute;m claro, ao longo desta an&aacute;lise, a indispensabilidade da avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados terap&ecirc;uticos da interven&ccedil;&atilde;o em grupo. Al&eacute;m de perceber &ldquo;quanto&rdquo; mudou com a interven&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s do estudo da mudan&ccedil;a do ponto de vista estat&iacute;stico, seria ainda imperativo conduzir estudos acerca dos processos psicoterap&ecirc;uticos. Assim, ter&iacute;amos acesso ao &ldquo;como&rdquo; as mulheres empreenderam mudan&ccedil;as realmente significativas na sua vida. Para este efeito seriam necess&aacute;rios <I>designs </I>de an&aacute;lise do processo terap&ecirc;utico, com recurso a metodologias qualitativas. Paralelamente, outra &aacute;rea de interesse seria dar voz &agrave;s mulheres acerca das interven&ccedil;&otilde;es em grupo em que participaram, atrav&eacute;s de entrevistas que captassem a sua narrativa ap&oacute;s o t&eacute;rmino do grupo. </P >    <p>Estas orienta&ccedil;&otilde;es para o estudo da interven&ccedil;&atilde;o em grupo com mulheres v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia na intimidade t&ecirc;m como objectivo &uacute;ltimo promover o conhecimento sobre a mudan&ccedil;a das mesmas, de modo a informar os psic&oacute;logos que actuam nesta &aacute;rea acerca da(s) forma(s) mais adequada(s) de intervir nestas situa&ccedil;&otilde;es. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Abel, E. M. (2000). Psychosocial treatments for battered woman: A review of empirical research. <I>Research on Social Work Practice</I>, <I>10</I>(1), 55-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S0870-8231201200010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Brandl, B., Hebert, M., Rozwadowski, J., &amp; Spangler, D. (2003). Feeling safe, feeling strong: Support groups for older abused woman. <I>Violence Against </I><I>Woman</I>, <I>9</I>(12), 1490-1503.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S0870-8231201200010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Campbell, J. C. (1998). Making the health care system an empowerment zone for battered women: Health consequences, policy recommendations, introduction and overview. In J. C. Campbell (Ed.), <I>Empowering </I><I>survivors of abuse </I>(pp. 3-22). Thousand Oaks: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0870-8231201200010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Constantino, R., Kim, Y., &amp; Crane, P. (2005). Effects of a social support intervention on health outcomes in residents of a domestic violence shelter: A pilot study. <I>Issues in Mental Health Nursing, 26, </I>575-590.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0870-8231201200010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cox, J. W., &amp; Stoltenberg, C. D. (1991). Evaluation of a treatment program for battered wives<I>. Journal of Family Violence, 6</I>, 395-403.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0870-8231201200010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Administra&ccedil;&atilde;o Interna (DGAI). (2010). <I>Viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica. An&aacute;lise das ocorr&ecirc;ncias participadas &agrave;s for&ccedil;as de seguran&ccedil;a durante o ano de 2010</I>. Retirado de (<a href="http://www.dgai.mai.gov.pt/cms/files/conteudos/VD_Relatorio%20Anual_2010_2_5_2011.pdf" target="_blank">http://www.dgai.mai.gov.pt/cms/files/conteudos/VD_Relatorio%20Anual_2010_2_5_2011.pdf</a>) </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0870-8231201200010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Hamby, S. (1998). Partner violence. Preventive and intervention. In J. Jasinski &amp; L. Williams (Eds.), <I>Partner violence &ndash; A comprehensive review of 20 years research </I>(pp. 211-260). Thousand Oaks: Sage. </P >    <!-- ref --><p>Holiman, M., &amp; Schilit, R. (1991). Aftercare for battered women: How to encourage the maintenance of change. <I>Psychotherapy</I>, <I>29</I>, 345-353.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0870-8231201200010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Koss, M. P., Ingram, M., &amp; Pepper, S. L. (2001). Male partner violence: Relevance to health care providers. In A. Baum, T. A. Revenson, &amp; J. E. Singer (Eds.), <I>Handbook of health psychology </I>(pp. 541-557). Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0870-8231201200010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Lisboa, M. (2008). <I>Inqu&eacute;rito Nacional Viol&ecirc;ncia de G&eacute;nero. Apresenta&ccedil;&atilde;o de resultados</I>. Lisboa: SociNova/ CesNova, FCSH-UNL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-8231201200010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lundy, M., &amp; Grossman, S. (2001). Clinical research and practice with battered women: What we know, what we need to know. <I>Trauma, Violence &amp; Abuse, 2</I>(2), 120-141.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-8231201200010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Machado, C., &amp; Matos, M. (2001). A interven&ccedil;&atilde;o narrativa com um grupo de mulheres maltratadas: Da desconstru&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o de v&iacute;tima &agrave; reconstru&ccedil;&atilde;o de identidades preferenciais. In M. Gon&ccedil;alves &amp; O. Gon&ccedil;alves (Eds.), <I>Psicoterapia, discurso e narrativa: A constru&ccedil;&atilde;o conversacional da mudan&ccedil;a </I>(pp. 207-234)<I>. </I>Coimbra: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-8231201200010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Matos, M. (2006). <I>Viol&ecirc;ncia nas rela&ccedil;&otilde;es de intimidade: Estudo sobre a mudan&ccedil;a terap&ecirc;utica na mulher</I>. Tese de doutoramento n&atilde;o publicada. Braga: Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia, Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-8231201200010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Matos, M., &amp; Gon&ccedil;alves, M. (2002). Espa&ccedil;os identit&aacute;rios na vitima&ccedil;&atilde;o conjugal: Da narrativa problem&aacute;tica &agrave; narrativa preferencial. <I>Psychologica, 29</I>, 53-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-8231201200010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Matos, M., &amp; Gon&ccedil;alves, M. (2005). Narratives on marital violence: The construction of change through re-authoring. In R. Abrunhosa, R. Roesch, C. Machado, C. Soeiro, &amp; F. Winkel (Eds.), <I>Assessment, intervention and legal issues with offenders and victims</I>. Bruxelas: Politea.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-8231201200010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Matos, M., &amp; Machado, C. (1999). Viol&ecirc;ncia conjugal e o modelo de interven&ccedil;&atilde;o em crise. <I>Psicologia: Teoria, Investiga&ccedil;&atilde;o e Pr&aacute;tica, 2, </I>373-388<I>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-8231201200010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </I></P >    <!-- ref --><p>Margolin, G., Sibner, L. G., &amp; Gleberman, L. (1988). Wife battering. In V. B. Van Hasselt, A. S. Bellack, R. L. Morrison, &amp; M. Hersen (Eds.), <I>Handbook of marital violence </I>(pp. 89-118). New York: Plenum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-8231201200010000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McBride, D. L. (2001). <I>Groups for abused women: Treatment outcome</I>. Dissertation submitted to the faculty of graduate studies for the degree of doctor of philosophy to Department of Applied Psychology of The University of Calgary, Alberta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201200010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Neves, S., &amp; Nogueira, C. (2004). Terapias feministas, interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e viol&ecirc;ncia na intimidade: Uma leitura feminista cr&iacute;tica. <I>Psychologica, 36</I>, 15-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201200010000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rinfret-Raynor, M., &amp; Cantin, S. (1997). Feminist therapy for battered women: An assessment. In G. K. Kantor &amp; J. L. Jasinski (Eds.), <I>Out of the darkness: Contemporary perspectives on family violence </I>(pp. 219-234). Thousand Oaks: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201200010000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Santos, A. (2008). A mudan&ccedil;a narrativa no processo terap&ecirc;utico de re-autoria. Tese de doutoramento n&atilde;o publicada. Braga: Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia, Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201200010000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Schwartz, J., Magee, M., Griffin, L., &amp; Dupuis, C. (2004). Effects of a group preventive intervention on risk and protective factors related to dating violence. <I>Group Dynamics: Theory, Research, and Pratice, 8</I>, 221-231.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201200010000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Schlee, K. A., Heyman, R. E., &amp; O&rsquo;Leary, K. D. (1998). Group treatment for spouse abuse: Are women with PTSD appropriate participants? <I>Journal of Family Violence, 13</I>(1), 1-19. </P >    <!-- ref --><p>Stark, E. (2001). Health interventions with battered women: From crisis intervention to complex social prevention. In C. M. Renzetti, J. L. Edleson, &amp; R. K. Bergen (Eds.), <I>Sourcebook on violence against women </I>(pp. 345-369). Thousand Oaks: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201200010000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Stark, E., &amp; Flitcraft, A. (1996). <I>Women at risk. Domestic violence and women&rsquo;s health</I>. London: Sage. </P >    <!-- ref --><p>Tutty, L. M., &amp; Rothery, M. (2002). Beyond shelters: Support groups and community-based advocacy for abused women. In A. Roberts (Ed.), <I>Handbook of domestic violence intervention strategies: Policies, programs, and legal remedies </I>(pp. 396-418). Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201200010000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Tutty, L. M., Bidgood, B., &amp; Rothery, M. (1993). Support groups for battered women: Research on their efficacy. <I>Journal of Family Violence, 8</I>(4), 325-343.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201200010000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Tutty, L. M., Bidgood, B., &amp; Rothery, M. (1996). Evaluating the effect of group process and client variables in support groups for battered women. <I>Research on Social Work Practice, 6</I>(3), 308-324. doi: 10.1177/ 104973159600600303 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201200010000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>UMAR. (2010). Observat&oacute;rio de mulheres assassinadas. Retirado de <a href="http://www.umarfeminismos.org" target="_blank">www.umarfeminismos.org</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201200010000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Walker, R., Logan, T. K., Jordan, C. E., &amp; Campbell, J. C. (2004). An integrative review of separation in the context of victimization: Consequences and implications for women. <I>Trauma, V</I><I>iolence &amp; Abuse, 5</I>(2), 143-193.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201200010000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Webb, W. (1992). Treatment issues and cognitive behavior techniques with battered women. <I>Journal of Family Violence, 7</I>, 205-217.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201200010000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Wilson, K. J. (1997). <I>When violence begins at home</I>. CA: Hunter House Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201200010000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Yalom, I. (1995). <I>The theory and practice of group psychotherapy. </I>New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201200010000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Zink, T., &amp; Putnam, F. (2005). Intimate partner violence research in the health care setting: What are appropriate and feasible methodological standards? <I>Journal of interpersonal violence</I>, <I>20</I>(4), 365-372.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201200010000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Marlene Matos, Escola de Psicologia (EPsi), Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga. E-mail: <a href="mailto:mmatos@psi.uminho.pt">mmatos@psi.uminho.pt</a> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>NOTAS</P >     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> A este respeito, importa ressalvar que n&atilde;o existe uma interven&ccedil;&atilde;o &uacute;nica dirigida a todas as situa&ccedil;&otilde;es, nem t&atilde;o pouco uma forma de ajuda considerada mais eficaz a partir de uma componente singular (Walker, Logan, Jordan, &amp; Campbell, 2004). </P >     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> Outras boas pr&aacute;ticas est&atilde;o documentadas em Matos e Machado (2011). Viol&ecirc;ncia Dom&eacute;stica: Interven&ccedil;&atilde;o em grupo com mulheres v&iacute;timas. <I>Manual para profissionais. </I>Lisboa: CIG.</P >      ]]></body><back>
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