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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper aims to reflect about a reality that is still hidden in the national context - stalking - and to analyze the factors that compete to fear as a result of this kind of victimization. The study was conducted with a sample of 236 participants that had reported being a target of stalking in some point of their lives. Victim&#8217;s age, sex, and also being victim of surveillance by the stalker have emerged as predictors of fear as a consequence of stalking. Therefore, results suggest that the effects of this type of violence should be understood and located in the sociocultural tissue, being necessary a greater investment in research and practices for acting against this phenomenon.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Vitima&ccedil;&atilde;o por stalking: Preditores do medo </B></p>     <p><b>Marlene Matos*; Helena Grangeia**;  C&eacute;lia Ferreira* e Vanessa Azevedo* </b></P >     <p>*Escola de Psicologia, Universidade do Minho; </P >     <p>**Departamento de Ci&ecirc;ncias Sociais e do Comportamento, Instituto Superior da Maia e Escola de Psicologia, Universidade do Minho </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo pretende reflectir sobre uma realidade ainda pouco conhecida no contexto nacional &ndash; o stalking &ndash; e analisar os factores que concorrem para o sentimento de medo face a esta experi&ecirc;ncia de vitima&ccedil;&atilde;o. O estudo foi conduzido junto de uma amostra de 236 participantes que relataram ter sido alvo de stalking em algum momento das suas vidas. O sexo e a idade da v&iacute;tima, assim como ser alvo de vigil&acirc;ncia pelo stalker emergiram como preditores do medo face a este tipo de vitima&ccedil;&atilde;o. Os resultados sugerem que os efeitos deste tipo de viol&ecirc;ncia devem ser compreendidos e localizados no tecido s&oacute;cio-cultural, sendo necess&aacute;rio um maior investimento ao n&iacute;vel da investiga&ccedil;&atilde;o e das pr&aacute;ticas para fazer face a este fen&oacute;meno. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Ass&eacute;dio, Medo, Stalking, Vitima&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>This paper aims to reflect about a reality that is still hidden in the national context &ndash; <I>stalking </I>&ndash; and to analyze the factors that compete to fear as a result of this kind of victimization. The study was conducted with a sample of 236 participants that had reported being a target of <I>stalking </I>in some point of their lives. Victim&rsquo;s age, sex, and also being victim of surveillance by the stalker have emerged as predictors of fear as a consequence of <I>stalking</I>. Therefore, results suggest that the effects of this type of violence should be understood and located in the sociocultural tissue, being necessary a greater investment in research and practices for acting against this phenomenon. </P >     <p><B>Key-words: </B>Fear, Harassment, <I>Stalking</I>, Victimization. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >    <p>Este artigo pretende reflectir sobre uma realidade ainda camuflada no contexto nacional &ndash; a vitima&ccedil;&atilde;o por <I>stalking </I>&ndash; reconhecida como um problema social e de justi&ccedil;a criminal em diferentes pa&iacute;ses ocidentais. Este fen&oacute;meno carece de visibilidade em Portugal, n&atilde;o obstante estarem j&aacute; em desenvolvimento um conjunto de estudos que t&ecirc;m vindo a revelar a sua dimens&atilde;o e as suas conse </B>qu&ecirc;ncias (cf. Grangeia &amp; Matos, 2011). Procura-se assim actualizar e informar o debate sobre as necessidades de caracteriza&ccedil;&atilde;o e actua&ccedil;&atilde;o sobre uma forma de vitima&ccedil;&atilde;o que contabiliza 19.5% de v&iacute;timas, de acordo com o estudo de preval&ecirc;ncia, representativo da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, com idade superior a 16 anos (<I>N</I>=1210; Matos, Grangeia, Ferreira, &amp; Azevedo, 2011). </P >    <p>Atendendo &agrave; dimens&atilde;o subjectiva desta experi&ecirc;ncia de vitima&ccedil;&atilde;o (e.g., Grangeia &amp; Matos, 2009), importa analisar o <I>medo </I>j&aacute; que este &eacute; um dos indicadores que, nos pa&iacute;ses em que o <I>stalking </I>constitui crime, tem contribu&iacute;do para delimitar as fronteiras de legitima&ccedil;&atilde;o social e legal deste fen&oacute;meno e (im)possibilitando, consequentemente, a valida&ccedil;&atilde;o desta experi&ecirc;ncia como forma de vitima&ccedil;&atilde;o (Dunn, 2002; Kamir, 2001). Esta an&aacute;lise assume especial import&acirc;ncia no contexto hist&oacute;rico-social em que o presente estudo foi desenvolvido pelo facto de, em Portugal, a pr&aacute;tica de <I>stalking </I>n&atilde;o ser reconhecida legalmente como crime e dificilmente entendida pela sociedade (e at&eacute; pelo pr&oacute;prio alvo) como um comportamento desviante (Grangeia &amp; Matos, 2009, 2011). </P >     <p>Interessa assim analisar quais os factores que concorrem para a experi&ecirc;ncia de medo face a um cen&aacute;rio de <I>stalking</I>. </P >    <p>CONTEXTUALIZA&Ccedil;&Atilde;O E CARACTERIZA&Ccedil;&Atilde;O DO STALKING </P >     <p>O conceito de <I>stalking </I>surge no final do s&eacute;culo XX, sendo actualmente reconhecido como uma forma particular de viol&ecirc;ncia interpessoal. Pode ser definido como um &ldquo;padr&atilde;o de comportamentos de ass&eacute;dio persistente, que se traduz em formas diversas de comunica&ccedil;&atilde;o, contacto, vigil&acirc;ncia e monitoriza&ccedil;&atilde;o de uma pessoa &ndash; alvo&rdquo; (Grangeia &amp; Matos, 2010, p. 124). Sheridan, Blaauw e Davies (2003) real&ccedil;am o car&aacute;cter singular desta forma de viol&ecirc;ncia, sublinhando que a conduta do <I>stalker </I>pode envolver n&atilde;o mais que a repeti&ccedil;&atilde;o de ac&ccedil;&otilde;es comuns e rotineiras, tidas como inofensivas noutros contextos. Ainda assim, a generalidade dos autores reconhece que o <I>stalking </I>inclui um espectro diversificado de comportamentos, desde actos aparentemente in&oacute;cuos (e.g., oferecer flores) at&eacute; estrat&eacute;gias explicitamente intimidat&oacute;rias (e.g., amea&ccedil;as, persegui&ccedil;&atilde;o), que tendem a escalar ao longo do tempo e que podem mesmo associar-se a formas de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica e/ou sexual (cf. Spitzberg &amp; Cupach, 2007). Mesmo que n&atilde;o atinjam o extremo mais severo do <I>continuum </I>de comportamentos, as estrat&eacute;gias de vitima&ccedil;&atilde;o por <I>stalking</I>, pela sua natureza cr&oacute;nica e intrusiva, constituem uma verdadeira campanha de ass&eacute;dio, capaz de comprometer fortemente o bem-estar e qualidade de vida da v&iacute;tima. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Importa considerar que a defini&ccedil;&atilde;o de <I>stalking </I>apresenta especiais constrangimentos em contextos em que o <I>stalking </I>n&atilde;o &eacute; formal e socialmente reconhecido como forma de viol&ecirc;ncia interpessoal, como &eacute; o caso portugu&ecirc;s, estando por isso especialmente vulner&aacute;vel a mecanismos de legitima&ccedil;&atilde;o cultural (Grangeia, Ferreira, Matos, &amp; Gon&ccedil;alves, 2008). Complementarmente, o termo <I>stalking </I>n&atilde;o encontra tradu&ccedil;&atilde;o conceptual satisfat&oacute;ria numa &uacute;nica palavra portuguesa, pelo que opt&aacute;mos por utilizar a express&atilde;o <I>ass&eacute;dio persistente </I>no sentido de apreender as din&acirc;micas e caracter&iacute;sticas representadas pelo termo em ingl&ecirc;s. Efectivamente, e apesar do <I>stalking </I>n&atilde;o reflectir ainda uma aten&ccedil;&atilde;o global, a emerg&ecirc;ncia deste conceito permitiu reunir numa &uacute;nica categoria comportamentos distintos que at&eacute; ent&atilde;o permaneciam desagregados, proporcionando um entendimento comum entre diferentes audi&ecirc;ncias (cf. Grangeia &amp; Matos, 2011). </P >    <p>Decorridas mais de duas d&eacute;cadas de estudos no panorama internacional, o impacto da vitima&ccedil;&atilde;o por <I>stalking </I>est&aacute; j&aacute; bem documentado, sendo frequentemente associado a consequ&ecirc;ncias negativas em diferentes esferas da vida da v&iacute;tima, compreendendo altera&ccedil;&otilde;es do estilo de vida (e.g., Amar, 2006; Dressing, Kuehner, &amp; Gass, 2005; Hall, 1998; Tjaden &amp; Thoennes, 1998), impacto na sa&uacute;de f&iacute;sica (e.g., Centers for Disease Control, 2000; Path&eacute; &amp; Mullen, 1997, citados por Kuehner, Gass, &amp; Dressing, 2007) e na sa&uacute;de mental, incluindo medo, hipervigil&acirc;ncia, desconfian&ccedil;a e sentimentos de abandono ou falta de controlo (Mullen, Path&eacute;, &amp; Purcell, 2001) mas tamb&eacute;m sintomatologia e dist&uacute;rbios psiqui&aacute;tricos, salientando-se os sintomas depressivos e, especialmente, os sintomas ansiosos e traum&aacute;ticos (e.g., Blaauw, Winkel, Arensman, Sheridan, &amp; Freeve, 2002; Kamphuis &amp; Emmelkamp, 2001; Mechanic, Uhlmansiek, Weaver, &amp; Resick, 2002; Nicastro, Cousins, &amp; Spitzberg, 2000; Path&eacute; &amp; Mullen, 1997, citados por Kuehner et al., 2007; Purcell, Path&eacute;, &amp; Mullen, 2005). Os elevados custos que esta conduta acarreta para as v&iacute;timas, conduziram &agrave; descri&ccedil;&atilde;o do <I>stalking </I>como &ldquo;terrorismo psicol&oacute;gico&rdquo; (Hall, 1998, p. 133) e &agrave; compara&ccedil;&atilde;o do seu n&iacute;vel de impacto aos efeitos traum&aacute;ticos de um desastre de avi&atilde;o (Kamphuis &amp; Emmelkamp, 2001). De facto, o car&aacute;cter intermitente, arbitr&aacute;rio e discricion&aacute;rio dos comportamentos, faz desta experi&ecirc;ncia algo imprevis&iacute;vel e da amea&ccedil;a uma sensa&ccedil;&atilde;o constante, potenciando dessa forma os efeitos negativos experienciados pelas v&iacute;timas (Collins &amp; Wilkas, 2001; Kamphuis &amp; Emmelkamp, 2000). </P >    <p>Os dados acumulados neste dom&iacute;nio contribu&iacute;ram decisivamente para refor&ccedil;ar o potencial efeito nocivo desta forma de vitima&ccedil;&atilde;o, muitas vezes entendida como &ldquo;meramente incomodativa&rdquo;, permitindo a valida&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia das v&iacute;timas e justificando o investimento em medidas de actua&ccedil;&atilde;o direccionadas &agrave; redu&ccedil;&atilde;o das suas dificuldades (Mullen et al., 2001). </P >    <p>VITIMA&Ccedil;&Atilde;O POR STALKING: O MEDO COMO CRIT&Eacute;RIO DE DEFINI&Ccedil;&Atilde;O </P >    <p>Devido &agrave; necessidade de delimitar as fronteiras do <I>stalking</I>, quer para efeitos da sua mensura&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o (do ponto de vista da investiga&ccedil;&atilde;o), como para a sua criminaliza&ccedil;&atilde;o (perspectiva jur&iacute;dico-legal), o impacto tem surgido junto de alguns autores como um importante elemento de defini&ccedil;&atilde;o, circunscrevendo o fen&oacute;meno a uma experi&ecirc;ncia negativa, que deve ser n&atilde;o s&oacute; vivenciada pelo alvo, mas tamb&eacute;m compreendida socialmente enquanto tal. Assim, enquanto ofensa criminal (ainda circunscrita a alguns pa&iacute;ses ocidentais, dos quais se exclui Portugal), o <I>stalking </I>envolve tipicamente a presen&ccedil;a de diferentes elementos estruturais &ndash; a linha de conduta, a inten&ccedil;&atilde;o do ofensor e as consequ&ecirc;ncias implicadas &ndash; sendo normalmente identificado como um padr&atilde;o de comportamentos repetidos, intencionais, n&atilde;o desejados pelo(s) alvo(s) e que induz medo nas suas v&iacute;timas ou que, em alternativa, &eacute; percebido como amea&ccedil;ador ou atemorizador por uma &ldquo;pessoa razo&aacute;vel&rdquo; (Spitzberg &amp; Cupach, 2007). De facto, na maioria das jurisdi&ccedil;&otilde;es, a percep&ccedil;&atilde;o da v&iacute;tima sobre a conduta do <I>stalker </I>como amea&ccedil;adora ou indutora de medo &eacute; fulcral para a sua ilegalidade (e.g., EUA). O impacto pode ser acedido atrav&eacute;s de crit&eacute;rios subjectivos &ndash; acedidos atrav&eacute;s da experi&ecirc;ncia da v&iacute;tima &ndash; ou objectivos &ndash; estabelecidos pela reac&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica que seria esperada de uma &ldquo;pessoa razo&aacute;vel&rdquo; face &agrave; situa&ccedil;&atilde;o. A inclus&atilde;o de um crit&eacute;rio objectivo assegura que a defini&ccedil;&atilde;o desta ofensa n&atilde;o dependa exclusivamente das respostas de cada v&iacute;tima (Dennison &amp; Thomson, 2005; McEwan, Mullen, &amp; MacKenzie, 2007; Purcell, Path&eacute;, &amp; Mullen, 2004a). N&atilde;o obstante, fazer depender a tipifica&ccedil;&atilde;o deste crime de um ju&iacute;zo externo (que se pretende objectivo), para al&eacute;m de n&atilde;o atender &agrave;s idiossincrasias de cada caso, ignora as influ&ecirc;ncias s&oacute;cio-culturais que pesam nesse julgamento (e.g., Kamir, 2001). </P >    <p>Nos pa&iacute;ses em que o crit&eacute;rio <I>medo </I>se constitui como crit&eacute;rio de defini&ccedil;&atilde;o legal (e.g., Canada, Reino Unido, v&aacute;rios Estados Norte-americanos), esta op&ccedil;&atilde;o reflecte-se necessariamente na investiga&ccedil;&atilde;o sobre a preval&ecirc;ncia do fen&oacute;meno, constrangendo desta forma a identifica&ccedil;&atilde;o das v&iacute;timas &agrave;quelas que experienciam medo como resultado do <I>stalking </I>(e.g., Tjaden &amp; Thonnes, 1998). N&atilde;o obstante, alguns te&oacute;ricos e investigadores questionam-se sobre a legitimidade da defini&ccedil;&atilde;o legal do <I>stalking </I>sustentada na resposta da v&iacute;tima, uma vez que nem todas as v&iacute;timas experienciam um impacto negativo (e.g., Dietz &amp; Martin, 2007; Dunn, 2002; Cupach &amp; Spitzberg, 2002). Ali&aacute;s, quando comparado com outras ofensas criminais como a viola&ccedil;&atilde;o ou a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, o crime de <I>stalking </I>revela-se &uacute;nico por converter (em algumas jurisdi&ccedil;&otilde;es) a resposta emocional da v&iacute;tima, assim como a sua razoabilidade, num elemento central do crime (Dunn, 2002; Kamir, 2001). Neste sentido, Tjaden, Thonnes e Allison (2002) compararam as taxas de preval&ecirc;ncia do <I>stalking </I>obtidas a partir da defini&ccedil;&atilde;o legal e da defini&ccedil;&atilde;o idiossincr&aacute;tica dos participantes do <I>National Violence Against Women Survey </I>(cf. Tjaden &amp; Thonnes, 1998). Entre os resultados alcan&ccedil;ados, real&ccedil;a-se que quando utilizada a auto-defini&ccedil;&atilde;o como v&iacute;tima de <I>stalking </I>comparativamente &agrave; defini&ccedil;&atilde;o legal, as taxas de preval&ecirc;ncia aumentavam exponencialmente, quer o n&uacute;mero de mulheres v&iacute;timas &ndash; de 8.1% para 12.1% &ndash; quer o n&uacute;mero de homens v&iacute;timas &ndash; de 2.2% para 6.2%. As autoras real&ccedil;aram ainda que 60% das pessoas que se auto-definiram como v&iacute;timas mas n&atilde;o o eram legalmente, n&atilde;o se enquadrando na defini&ccedil;&atilde;o legal por n&atilde;o preencherem o crit&eacute;rio de <I>medo</I>. Claramente para estes indiv&iacute;duos n&atilde;o &eacute; relevante a presen&ccedil;a de consequ&ecirc;ncias nefastas para definir a sua experi&ecirc;ncia de vitima&ccedil;&atilde;o, afastando-se deste modo do enquadramento legal destes casos. </P >    <p>VITIMA&Ccedil;&Atilde;O POR STALKING: O MEDO COMO RESPOSTA  </P >    <p>A experi&ecirc;ncia emp&iacute;rica tem demonstrado que a percep&ccedil;&atilde;o das v&iacute;timas relativamente ao stalking &eacute; incerta, podendo variar num cont&iacute;nuo de reac&ccedil;&otilde;es e emo&ccedil;&otilde;es, desde o aborrecimento e a irrita&ccedil;&atilde;o, at&eacute; elevados n&iacute;veis de medo e amea&ccedil;a (Cupach &amp; Spitzberg, 2002). Concep&ccedil;&otilde;es mais abrangentes do <I>stalking </I>(e.g., &ldquo;Intrus&atilde;o Relacional Obsessiva&rdquo;, Cupach &amp; Spitzberg, 1998), n&atilde;o dependentes do impacto negativo como crit&eacute;rio de defini&ccedil;&atilde;o, contemplam inclusivamente a possibilidade destes actos terem um impacto positivo, como nos casos em que a persist&ecirc;ncia mesmo que n&atilde;o desejada pelo alvo promova o (r)estabelecimento da rela&ccedil;&atilde;o de intimidade (e.g., Langhinrichsen-Rohling, Palarea, Cohen, &amp; Rohling, 2002). </P >    <p>Importa considerar que o limite que se estabelece entre a legitimidade ou conformidade e a ilegitimidade varia &ldquo;n&atilde;o s&oacute; de pessoa para pessoa, mas tamb&eacute;m de rela&ccedil;&atilde;o para rela&ccedil;&atilde;o e de cultura para cultura&rdquo; (Cupach &amp; Spitzberg, 2004, p. 27). Neste sentido, determinantes s&oacute;cio-culturais, relacionais e pessoais devem ser pesados na compreens&atilde;o do impacto do <I>stalking</I>. </P >    <p>Os repert&oacute;rios culturais do romance e da paix&atilde;o, assim como a adop&ccedil;&atilde;o de <I>scripts </I>genderizados de cortejamento, poder&atilde;o explicar a ambival&ecirc;ncia (sobretudo numa fase inicial) relatada pelas v&iacute;timas de <I>stalking </I>(Dunn, 2002; Emerson, Ferris, &amp; Gardner, 1998). Tamb&eacute;m o sexo parece desempenhar um papel relevante na forma como o stalking &eacute; percepcionado, uma vez que as mulheres tendencialmente percepcionam a persegui&ccedil;&atilde;o e ass&eacute;dio persistente como mais amea&ccedil;adora que os homens (cf. Spitzberg, Cupach, &amp; Ciceraro, 2010, para uma meta-an&aacute;lise). Estes dados suportam a hip&oacute;tese de que homens e mulheres experienciam de forma diferente o mesmo tipo de comportamento, pelo que as ac&ccedil;&otilde;es perpetradas pelos homens ser&atilde;o interpretadas mais seriamente pelas mulheres e, por isso, perspectivadas como mais amea&ccedil;adoras (Davis &amp; Frieze, 2002). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&atilde;o obstante, experi&ecirc;ncias que afectam negativamente algumas mulheres n&atilde;o afectam todas elas. Portanto, h&aacute; que n&atilde;o descurar outros factores, caracter&iacute;sticas e din&acirc;micas, as quais podem patrocinar ou, pelo contr&aacute;rio, obstar os efeitos negativos do <I>stalking</I>. A este respeito, importa analisar com detalhe o estudo desenvolvido por Dietz e Martin (2007) que explora os padr&otilde;es de medo das mulheres v&iacute;timas de <I>stalking </I>identificadas no <I>National Violence Against Women Survey</I>, j&aacute; referido anteriormente (Tjaden &amp; Thonnes, 1998). Interessa salientar a interseccionalidade de factores que predizem o facto de algumas mulheres reportarem medo como consequ&ecirc;ncia da experi&ecirc;ncia de <I>stalking </I>e de outras n&atilde;o o fazerem (um quarto das v&iacute;timas identificadas). Os resultados deste estudo apontam algumas caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas que aumentam a probabilidade das mulheres experienciarem medo: as mulheres afro-americanas (em contraste com as caucasianas), mais velhas e vi&uacute;vas (comparativamente com as solteiras) e com n&iacute;vel de escolaridade inferior que o ensino superior t&ecirc;m menor probabilidade de experienciarem medo. Relativamente &agrave;s caracter&iacute;sticas e din&acirc;micas do <I>stalking, </I>enumera-se como preditores significativos de medo: um maior n&uacute;mero de experi&ecirc;ncias de <I>stalking</I>, o facto do <I>stalker </I>ser parceiro ou ex-parceiro da v&iacute;tima ou um familiar do sexo masculino (em oposi&ccedil;&atilde;o ao <I>stalking </I>por desconhecidos) e, ainda, os m&eacute;todos f&iacute;sicos e de comunica&ccedil;&atilde;o utilizados no <I>stalking</I>. </P >     <p>Considerando o medo como uma medida do impacto negativo, e uma vez que a sua presen&ccedil;a associa-se intrinsecamente &agrave; presen&ccedil;a de dano psicossocial, pela sua dimens&atilde;o amea&ccedil;adora, importa atender aos factores de risco que contribuem para um maior dano neste dom&iacute;nio. Assim, no que concerne as caracter&iacute;sticas do alvo, sabe-se que as mulheres v&iacute;timas apresentam habitualmente maior impacto psicol&oacute;gico e social que os homens v&iacute;timas. Paralelamente, a adop&ccedil;&atilde;o de algumas estrat&eacute;gias de reac&ccedil;&atilde;o &agrave; vitima&ccedil;&atilde;o caracterizadas pela passividade e evitamento face ao problema poder&aacute; contribuir, a longo prazo, para um impacto mais negativo. As vulnerabilidades pr&eacute;vias de cada indiv&iacute;duo contribuem igualmente para a maior extens&atilde;o do impacto da vitima&ccedil;&atilde;o (cf. McEwan, Mullen, &amp; Purcell, 2007). Relativamente &agrave;s t&aacute;cticas do(a) <I>stalker</I>, quanto mais intrusivas (Blaauw et al., 2002) e diversas (Johnson &amp; Kercher, 2009) maior o impacto da vitima&ccedil;&atilde;o. A presen&ccedil;a de amea&ccedil;as, devido &agrave; percep&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade, parece explicar melhor o impacto negativo do que propriamente a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica (cf. McEwan et al., 2007). A dura&ccedil;&atilde;o do <I>stalking </I>surge como factor especialmente relevante para a extens&atilde;o do dano psicossocial potencial na v&iacute;tima: quanto maior a dura&ccedil;&atilde;o do <I>stalking</I>, maior o dano potencial, sendo particularmente relevante que o limite para al&eacute;m de duas semanas de dura&ccedil;&atilde;o foi empiricamente estabelecido como preditor do <I>stalking </I>vir a prolongar-se durante v&aacute;rios meses ou anos (Purcell, Path&eacute;, &amp; Mullen, 2004b). </P >     <p>Por &uacute;ltimo, salienta-se a import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o do risco contemplar a an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via entre v&iacute;tima e <I>stalker </I>e das motiva&ccedil;&otilde;es subjacentes &agrave; perpetra&ccedil;&atilde;o de <I>stalking</I>. Relativamente &agrave; dimens&atilde;o relacional, o risco de dano psicossocial &eacute; superior para v&iacute;timas de <I>stalkers </I>ex-parceiros e para aquelas perseguidas em contexto laboral (cf. Mullen et al., 2006). Socorrendo-nos da tipologia de <I>stalkers </I>desenvolvida por Mullen, Path&eacute; e Purcell (2000) e por Mullen, Path&eacute;, Purcell e Stuart (1999) que cruzam os dois eixos de an&aacute;lise (rela&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via e motiva&ccedil;&otilde;es) destacam-se os <I>stalkers rejeitados </I>como aqueles que elevam todos os tipos de risco: viol&ecirc;ncia, persist&ecirc;ncia, reincid&ecirc;ncia e dano (cf. Mullen et al., 2006). Estes <I>stalkers </I>perseguem habitualmente no contexto de uma ruptura de uma rela&ccedil;&atilde;o de proximidade, geralmente &iacute;ntima, como forma de vingan&ccedil;a e/ou com o prop&oacute;sito de reatar a rela&ccedil;&atilde;o (Mullen et al., 1999, 2000). Neste grupo incluem-se, normalmente, os <I>stalkers </I>ex-parceiros que partilham das caracter&iacute;sticas (t&aacute;cticas e din&acirc;micas do <I>stalking</I>), descritas anteriormente e que elevam o risco de dano psicossocial. Salienta-se que o risco de viol&ecirc;ncia aumenta quanto mais pr&oacute;xima a rela&ccedil;&atilde;o entre v&iacute;tima e <I>stalker </I>(Purcell, Path&eacute;, &amp; Mullen, 2002). No entanto, o <I>stalking </I>por desconhecidos tende a ser percepcionado como causando maior alarme e apreens&atilde;o na v&iacute;tima (Path&eacute;, Mullen, &amp; Purcell, 2001). Apesar de alguns resultados contradit&oacute;rios, a rela&ccedil;&atilde;o v&iacute;tima-<I>stalker </I>surge como uma dimens&atilde;o que tipicamente condiciona as percep&ccedil;&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o face a cen&aacute;rios hipot&eacute;ticos de <I>stalking </I>(cf. Dennison, 2007). Alguns estudos sobre percep&ccedil;&otilde;es sociais (e.g., Phillips, Quirk, Rosenfeld, &amp; O&rsquo;Connor, 2004; Scott &amp; Sheridan, 2011; Sheridan, Gillett, Davies, Blaauw, &amp; Patel, 2003) confirmam a vig&ecirc;ncia da imagem estereotipada do <I>stalker </I>como algu&eacute;m estranho e perigoso, refor&ccedil;adora da apreens&atilde;o p&uacute;blica face a estas situa&ccedil;&otilde;es. </P >    <p>Descritas as idiossincrasias de uma experi&ecirc;ncia negativa face &agrave; vitima&ccedil;&atilde;o por <I>stalking</I>, e mais especificamente da reac&ccedil;&atilde;o de medo, salienta-se a import&acirc;ncia de conhecer quais os factores que, em Portugal, contribuem para essa resposta por parte das v&iacute;timas. Assim, a partir de uma amostra recolhida em todo o pa&iacute;s (<I>N</I>=1210), pretendeu-se identificar os preditores do medo entre os participantes que relataram ter sido alvo de <I>stalking </I>em algum momento das suas vidas, definido como a <I>experi&ecirc;ncia de algu&eacute;m que &eacute; alvo, por parte de outra pessoa, de um interesse e uma aten&ccedil;&atilde;o continuados, mas indesejados. </I></P >    <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>A amostra deste estudo &eacute; constitu&iacute;da por 236 participantes (67.8% do sexo feminino), com idades compreendidas entre os 16 e os 94 anos (<I>M</I>=38.28, <I>DP</I>=16.56). Tal como se pode ver na <a href="#t1">Tabela 1</a>, a vasta maioria da amostra &eacute; de nacionalidade portuguesa (94.9%). Apenas 36.6% referiu manter-se numa rela&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima formalizada. Relativamente &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas, 41.2% dos participantes frequentavam apenas o ensino b&aacute;sico, 32.9% o ensino secund&aacute;rio/profissional e cerca de 26% frequentaram o ensino superior. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="t1">     <p align="center">TABELA 1 </P >    <p align="center"><I>Caracter&iacute;sticas s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas da amostra </I></P > <TABLE   align="center" border=0 cellspacing=0 cellpadding=2 >   <TR    >     <TD    align="left"  valign="top" height="10"  >&nbsp;<hr></TD >     <hr><TD    align="left"  valign="top" height="10"  >&nbsp;<hr></TD >     <TD    align="right"  valign="top" height="10"  >%<hr></TD >   </TR >   <TR    ><TD    align="left" width="153"  valign="top" height="10"  >Sexo </TD ><TD    align="left" width="277"  valign="top" height="10"  >Feminino </TD ><TD    align="right" width="97"  valign="top" height="10"  >67.8 </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="153"  valign="top" height="14"  ></TD><TD    align="left" width="277"  valign="top" height="14"  >Masculino </TD ><TD    align="right" width="97"  valign="top" height="14"  >32.2 </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="153"  valign="middle" height="15"  >Nacionalidade </TD ><TD    align="left" width="277"  valign="middle" height="15"  >Portuguesa </TD ><TD    align="right" width="97"  valign="middle" height="15"  >94.9 </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="153"  valign="top" height="13"  ></TD><TD    align="left" width="277"  valign="top" height="13"  >Outra </TD ><TD    align="right" width="97"  valign="top" height="13"  >5.1 </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="153"  valign="middle" height="15"  >Estado Civil </TD ><TD    align="left" width="277"  valign="middle" height="15"  >Sem rela&ccedil;&atilde;o formalizada </TD ><TD    align="right" width="97"  valign="middle" height="15"  >63.4 </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="153"  valign="top" height="14"  ></TD><TD    align="left" width="277"  valign="top" height="14"  >Com rela&ccedil;&atilde;o formalizada </TD ><TD    align="right" width="97"  valign="top" height="14"  >36.6 </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="153"  valign="middle" height="14"  >Habilita&ccedil;&otilde;es Liter&aacute;rias </TD ><TD    align="left" width="277"  valign="middle" height="14"  >At&eacute; ao Ensino B&aacute;sico </TD ><TD    align="right" width="97"  valign="middle" height="14"  >41.2 </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="153"  valign="top" height="13"  ></TD><TD    align="left" width="277"  valign="top" height="13"  >Ensino Secund&aacute;rio / Profissional </TD ><TD    align="right" width="97"  valign="top" height="13"  >32.9 </TD ></TR ><TR    ><TD    align="left" width="153"  valign="top" height="11"  >&nbsp;<hr></TD><TD    align="left" width="277"  valign="top" height="11"  >Frequ&ecirc;ncia do Ensino Superior     ]]></body>
<body><![CDATA[<br><hr></TD ><TD    align="right" width="97"  valign="top" height="11"  >25.9     <br><hr></TD ></TR ></TABLE >     <p>&nbsp;</P >     <p>MATERIAIS E PROCEDIMENTOS </P >     <p>A recolha de dados foi realizada atrav&eacute;s do &ldquo;Invent&aacute;rio de Vitima&ccedil;&atilde;o por <I>Stalking</I>&rdquo; (IVS; Matos, Grangeia, Ferreira, &amp; Azevedo, 2009), um instrumento que permite detectar a preval&ecirc;ncia de vitima&ccedil;&atilde;o por <I>stalking </I>e explorar essa experi&ecirc;ncia em v&aacute;rios par&acirc;metros. O IVS &eacute; constitu&iacute;do por vinte e dois itens, os quais se encontram organizados em cinco sec&ccedil;&otilde;es: dados s&oacute;cio-demogr&aacute;ficos; preval&ecirc;ncia da vitima&ccedil;&atilde;o ao longo da vida; perfis, din&acirc;micas e cen&aacute;rios de vitima&ccedil;&atilde;o; impacto da experi&ecirc;ncia; e procura/avalia&ccedil;&atilde;o do apoio. </P >    <p>O crit&eacute;rio de vitima&ccedil;&atilde;o decorre da auto-identifica&ccedil;&atilde;o pelos participantes, isto &eacute;, resulta de uma resposta afirmativa face &agrave; quest&atilde;o &ldquo;<I>ao longo da sua vida alguma vez foi alvo de ass&eacute;dio persistente, que consiste na experi&ecirc;ncia de algu&eacute;m que &eacute; alvo, por parte de outra pessoa, de um interesse continuado, mas indesejado?</I>&rdquo; </P >    <p>O projecto de investiga&ccedil;&atilde;o onde se inscreve o actual estudo reuniu uma amostra representativa da popula&ccedil;&atilde;o nacional, sendo eleg&iacute;veis indiv&iacute;duos, de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 16 anos. Para garantir a qualidade dos relatos foram estabelecidos alguns crit&eacute;rios de exclus&atilde;o, nomeadamente: indiv&iacute;duos que n&atilde;o compreendessem e/ou falassem fluentemente portugu&ecirc;s, que evidenciassem estar sob o efeito de &aacute;lcool ou drogas e/ou que aparentassem d&eacute;fice cognitivo/atraso mental. </P >    <p>A recolha de dados decorreu entre Abril e Junho de 2010, atrav&eacute;s de entrevistas cara-a-cara, realizadas em todo o territ&oacute;rio nacional. Ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o do estudo e obten&ccedil;&atilde;o do consenti mento informado, procedeu-se &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do IVS. </P >    <p>As an&aacute;lises estat&iacute;sticas, cujos resultados ser&atilde;o de seguida apresentados, foram realizadas atrav&eacute;s do <I>software </I>inform&aacute;tico <I>Statistical Package for Social Sciences </I>(SPSS; vers&atilde;o 17.0 para Windows). </P >    <p>RESULTADOS </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Medo face &agrave; experi&ecirc;ncia de stalking </I></P >    <p>Face &agrave; quest&atilde;o &ldquo;<I>Como se sentiu relativamente a essa experi&ecirc;ncia?&rdquo;</I>, a maioria dos participantes (68.2%, <I>n</I>=161) reportou algum n&iacute;vel de medo como consequ&ecirc;ncia da vitima&ccedil;&atilde;o por stalking (i.e., <I>Um pouco assustado/a </I>ou <I>Muito assustado/a</I>). Por seu turno, 31.8% da amostra (<I>n</I>=75) referiu n&atilde;o ter sentido qualquer medo na sequ&ecirc;ncia da campanha de <I>stalking </I>sofrida (i.e., &ldquo;<I>Nada assustado/a</I>&rdquo;). </P >    <p><I>Medo e caracter&iacute;sticas da v&iacute;tima, do stalker e din&acirc;micas de stalking </I></P >    <p><I>Medo e caracter&iacute;sticas da v&iacute;tima </I></P >    <p>Tal como se ilustra na <a href="#t2">Tabela 2</a>, foi encontrada uma rela&ccedil;&atilde;o significativa entre o medo e o sexo da v&iacute;tima [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(1)=17.165, <I>p</I>&lt;.001], assim como entre o medo e o estado civil [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(1)=7.7, <I>p</I>&lt;.01], sendo que mais v&iacute;timas mulheres e mais v&iacute;timas sem rela&ccedil;&atilde;o formalizada reportaram ter sentido medo na sequ&ecirc;ncia da campanha de <I>stalking </I>sofrida. </P >    <p>&nbsp;</P ><a name="t2">     <p align="center">TABELA 2 </P >    <p align="center"><I>Medo e caracter&iacute;sticas da v&iacute;tima </I></P ><TABLE   align="center" border=0 cellspacing=0 cellpadding=2 >   <TR    >    <hr> <TH   align="left"  valign="middle" height="16"  >&nbsp;</TH >     <TD    align="left"  valign="middle" height="16"  >&nbsp;</TD >     <TD    align="center"  valign="middle" height="16"  ><b>Sem relato </b></TD >     <TD    align="center"  valign="middle" height="16"  ><b>Com relato</b></TD >     <TD    align="center"  valign="top" height="16"  ></TD>   </TR >   <TR    >     <TH   align="left"  valign="middle" height="16"  >&nbsp;</TH >     <TD    align="left"  valign="middle" height="16"  >&nbsp;</TD >     <TD    align="center"  valign="middle" height="16"  ><b>de medo </b></TD >     <TD    align="center"  valign="middle" height="16"  ><b>de medo</b></TD >     <TD    align="center"  valign="top" height="16"  ></TD>   </TR >   <TR    >     <TH   align="left"  valign="middle" height="16"  >&nbsp;<hr></TH >     <TD    align="left"  valign="middle" height="16"  >&nbsp;<hr></TD >     <TD    align="center"  valign="middle" height="16"  ><b>(%) </b>    <br><hr></TD >     <TD    align="center"  valign="middle" height="16"  ><b>(%) </b>    <br><hr></TD >     <TD    align="center"  valign="top" height="16"  ><b>&chi;<i>2</i>(1) </b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br><hr></TD>   </TR >   <TR    ><TH   align="left" width="231"  valign="middle" height="16"  >Sexo (<I>N</I>=236) </TH ><TD    align="left" width="215"  valign="middle" height="16"  >Feminino </TD ><TD    align="center" width="104"  valign="middle" height="16"  >15.7 </TD ><TD    align="center" width="115"  valign="middle" height="16"  >52.1 </TD ><TD    align="center" width="96"  valign="top" height="16"  ></TD></TR ><TR    ><TH   align="left" width="231"  valign="top" height="11"  ></TH><TD    align="left" width="215"  valign="top" height="11"  >Masculino </TD ><TD    align="center" width="104"  valign="top" height="11"  >16.1 </TD ><TD    align="center" width="115"  valign="top" height="11"  >16.1 </TD ><TD    align="center" width="96"  valign="top" height="11"  >17.165*** </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="231"  valign="middle" height="15"  >Nacionalidade (<I>N</I>=226) </TH ><TD    align="left" width="215"  valign="middle" height="15"  >Portuguesa </TD ><TD    align="center" width="104"  valign="middle" height="15"  >31.6 </TD ><TD    align="center" width="115"  valign="middle" height="15"  >63.2 </TD ><TD    align="center" width="96"  valign="middle" height="15"  >3.267a </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="231"  valign="top" height="11"  ></TH><TD    align="left" width="215"  valign="top" height="11"  >Outra </TD ><TD    align="center" width="104"  valign="top" height="11"  >.4 </TD ><TD    align="center" width="115"  valign="top" height="11"  >4.7 </TD ><TD    align="center" width="96"  valign="top" height="11"  ></TD></TR ><TR    ><TH   align="left" width="231"  valign="middle" height="15"  >Estado Civil (<I>N</I>=227) </TH ><TD    align="left" width="215"  valign="middle" height="15"  >Sem rela&ccedil;&atilde;o formalizada </TD ><TD    align="center" width="104"  valign="middle" height="15"  >16.2 </TD ><TD    align="center" width="115"  valign="middle" height="15"  >47.2 </TD ><TD    align="center" width="96"  valign="top" height="15"  ></TD></TR ><TR    ><TH   align="left" width="231"  valign="top" height="12"  ></TH><TD    align="left" width="215"  valign="top" height="12"  >Com rela&ccedil;&atilde;o formalizada </TD ><TD    align="center" width="104"  valign="top" height="12"  >15.7 </TD ><TD    align="center" width="115"  valign="top" height="12"  >20.9 </TD ><TD    align="center" width="96"  valign="top" height="12"  >7.7** </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="231"  valign="middle" height="14"  >Habilita&ccedil;&otilde;es Liter&aacute;rias (<I>N</I>=220) </TH ><TD    align="left" width="215"  valign="middle" height="14"  >At&eacute; ao Ensino B&aacute;sico </TD ><TD    align="center" width="104"  valign="middle" height="14"  >14.9 </TD ><TD    align="center" width="115"  valign="middle" height="14"  >26.3 </TD ><TD    align="center" width="96"  valign="middle" height="14"  >1.27 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="231"  valign="top" height="11"  >&nbsp;<hr></TH><TD    align="left" width="215"  valign="top" height="11"  >Mais do que o Ensino B&aacute;sico     <br><hr></TD ><TD    align="center" width="104"  valign="top" height="11"  >17.1     <br><hr></TD ><TD    align="center" width="115"  valign="top" height="11"  >41.7     <br><hr></TD ><TD    align="center" width="96"  valign="top" height="11"  >&nbsp;<hr></TD></TR ></TABLE >     <blockquote>       <blockquote>         <blockquote>           <p><I>Nota</I><I>. 	</I>**<I>p</I>&lt;.01; ***<I>p</I>&lt;.001; <Sup>a</Sup>Mais de 20% das c&eacute;lulas apresentaram uma frequ&ecirc;ncia esperada inferior a 5, sendo utilizado como refer&ecirc;ncia o valor de signific&acirc;ncia de Fisher. </p>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     <P   >&nbsp;</P >     <P   >Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade, verificou-se existirem diferen&ccedil;as significativas ao n&iacute;vel do medo [<I>t</I>(234)=2.60, <I>p</I>&lt;.05], sendo que as v&iacute;timas que reportaram tal reac&ccedil;&atilde;o s&atilde;o mais jovens do que aquelas que o n&atilde;o experienciaram, respectivamente: <I>M</I>=36.39 anos (<I>d.p.</I>=15.55) <I>vs. M</I>=42.33 anos (<I>d.p.</I>=17.98). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   ><I>Medo e caracter&iacute;sticas do stalker </I>Considerando as caracter&iacute;sticas do <I>stalker</I>, verificou-se existir uma rela&ccedil;&atilde;o significativa entre o sexo daquele e o medo [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(1)=22.471, <I>p</I>&lt;.001], tal como se pode observar na <a href="#t3">Tabela 3</a>. Assim, a maioria das v&iacute;timas que sentiu medo foi alvo de <I>stalking </I>por parte de um homem. </P >     <P   >&nbsp;</P ><a name="t3">     <p align="center">TABELA 3 </P >    <p align="center"><I>Medo e caracter&iacute;sticas do stalker </I></P ><TABLE   align="center" border=0 cellspacing=0 cellpadding=2 >   <TR    ><hr>     <TH   align="left"  valign="top" height="27"  >&nbsp;</TH >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  >&nbsp;</TD >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  ><b>Sem relato </b></TD >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  ><b>Com relato </b></TD >     <TD    align="center"  valign="bottom" height="27"  >&nbsp;</TD >   </TR >   <TR    >     <TH   align="left"  valign="top" height="27"  >&nbsp;</TH >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  >&nbsp;</TD >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  ><b>de medo </b></TD >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  ><b>de medo </b></TD >     <TD    align="center"  valign="bottom" height="27"  ><b>&chi;<i>2</i>(1) </b></TD >   </TR >   <TR    >     <TH   align="left"  valign="top" height="27"  >&nbsp;<hr></TH >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  ><b>&nbsp;</b>      <hr></TD >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  ><b>(%)     <br>     </b>      <hr></TD >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  ><b>(%)    <br>     </b>      <hr></TD >     <TD    align="center"  valign="bottom" height="27"  ><b>&nbsp;</b>      <hr></TD >   </TR >   <TR    ><TH   align="left" width="215"  valign="top" height="27"  >Sexo (<I>N</I>=222) </TH ><TD    align="left" width="336"  valign="middle" height="27"  >Feminino Masculino </TD ><TD    align="left" width="82"  valign="middle" height="27"  >15.3 14.4 </TD ><TD    align="left" width="130"  valign="middle" height="27"  >14 56.3 </TD ><TD    align="center" width="72"  valign="bottom" height="27"  >22.471*** </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="215"  valign="top" height="26"  >Rela&ccedil;&atilde;o com a v&iacute;tima (<I>N</I>=234)     <br>&nbsp;<hr></TH ><TD    align="left" width="336"  valign="top" height="26"  >(Ex) parceiro &iacute;ntimo N&atilde;o (ex) parceiro &iacute;ntimo     <br>&nbsp;<hr></TD ><TD    align="left" width="82"  valign="top" height="26"  >6 23.1     <br>&nbsp;<hr></TD ><TD    align="left" width="130"  valign="top" height="26"  >22.6 45.3     <br>&nbsp;<hr></TD ><TD    align="center" width="72"  valign="top" height="26"  >.67     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>&nbsp;<hr></TD ></TR ></TABLE >     <blockquote>       <blockquote>         <blockquote>           <p><I>Nota</I><I>. 	</I>***<I>p</I>&lt;.001. </p>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     <p>&nbsp;</P >     <p><I>Medo e din&acirc;micas de stalking </I></P >    <p>Tal como se ilustra na <a href="#t4">Tabela 4</a>, a experi&ecirc;ncia de medo relaciona-se significativamente com diferentes comportamentos de <I>stalking</I>, nomeadamente perseguir [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(1)=15.114, <I>p</I>&lt;.001]; amea&ccedil;ar a v&iacute;tima e/ou a pessoas pr&oacute;ximas [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(1)=14.433, <I>p</I>&lt;.001]; vasculhar, roubar ou apoderar-se de objectos pessoais [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(1)=4.21, <I>p</I>&lt;.05]; invadir a propriedade da v&iacute;tima [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(1)=7.245, <I>p</I>&lt;.01]; aparecer em locais habitualmente frequentados por aquela [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(1)=4.561, <I>p</I>&lt;.05]; amea&ccedil;ar fazer mal a si pr&oacute;prio/a [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(1)=4.95, <I>p</I>&lt;.05]; vigiar [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(1)=16.303, <I>p</I>&lt;.001]; agredir ou prejudicar pessoas pr&oacute;ximas da v&iacute;tima [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(1)=8.041, <I>p</I>&lt;.01]; e agredir a v&iacute;tima [&chi;<Sup><I>2</I></Sup>(1)=8.59, <I>p</I>&lt;.01]. Em qualquer dos casos, apenas uma minoria dos participantes que afirmaram ter sido alvo destes comportamentos n&atilde;o relataram medo face &agrave; campanha de <I>stalking</I>. </P >    <p>&nbsp;</P ><a name="t4">     <p align="center">TABELA 4 </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><I>Medo e din&acirc;micas de stalking </I></P ><TABLE   align="center" border=0 cellspacing=0 cellpadding=2 >   <TR    >     <hr>     <TH   align="left"  valign="top" height="27"  >&nbsp;</TH >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  >&nbsp;</TD >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  ><b>Sem relato </b></TD >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  ><b>Com relato </b></TD >     <TD    align="center"  valign="bottom" height="27"  >&nbsp;</TD >   </TR >   <TR    >     <TH   align="left"  valign="top" height="27"  >&nbsp;</TH >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  >&nbsp;</TD >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  ><b>de medo </b></TD >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  ><b>de medo </b></TD >     <TD    align="center"  valign="bottom" height="27"  ><b>&chi;<i>2</i>(1) </b></TD >   </TR >   <TR    >     <TH   align="left"  valign="top" height="27"  >&nbsp;         <hr></TH >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  ><b>&nbsp;</b>         <hr></TD >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  ><b>(%)     <br>       </b>         <hr></TD >     <TD    align="left"  valign="middle" height="27"  ><b>(%)    <br>       </b>         <hr></TD >     <TD    align="center"  valign="bottom" height="27"  ><b>&nbsp;</b>         <hr></TD >   </TR >    <TR    ><TH   align="left" width="280"  valign="middle" height="30"  >Dura&ccedil;&atilde;o (<I>N</I>=235) </TH ><TD    align="left" width="269"  valign="middle" height="30"  >At&eacute; 1 m&ecirc;s (inclusive) Mais do que 1 m&ecirc;s </TD ><TD    align="left" width="86"  valign="middle" height="30"  >11.5 20.4 </TD ><TD    align="left" width="83"  valign="middle" height="30"  >21.7 46.4 </TD ><TD    align="center" width="110"  valign="top" height="30"  >.392 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="280"  valign="middle" height="27"  >Frequ&ecirc;ncia (<I>N</I>=236) </TH ><TD    align="left" width="269"  valign="middle" height="27"  >Di&aacute;ria ou semanalmente Mensalmente ou menos </TD ><TD    align="left" width="86"  valign="middle" height="27"  >24.6 7.2 </TD ><TD    align="left" width="83"  valign="middle" height="27"  >59.3 8.9 </TD ><TD    align="center" width="110"  valign="top" height="27"  >3.507 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="280"  valign="top" height="27"  >N.&ordm; de <I>stalkers </I>(<I>N</I>=236) </TH ><TD    align="left" width="269"  valign="middle" height="27"  >Apenas por uma pessoa Por mais do que uma pessoa </TD ><TD    align="left" width="86"  valign="bottom" height="27"  >14.4 </TD ><TD    align="left" width="83"  valign="bottom" height="27"  >25.8 </TD ><TD    align="center" width="110"  valign="bottom" height="27"  >1.179 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="280"  valign="top" height="27"  ><I>Perseguiu-me </I>(<I>N</I>=235) </TH ><TD    align="left" width="269"  valign="middle" height="27"  >Sim N&atilde;o </TD ><TD    align="left" width="86"  valign="middle" height="27"  >8.1 23.4 </TD ><TD    align="left" width="83"  valign="middle" height="27"  >36.2 32.3 </TD ><TD    align="center" width="110"  valign="top" height="27"  >15.114*** </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="280"  valign="top" height="27"  ><I>Tentou entrar em contacto comigo </I>(<I>N</I>=236) </TH ><TD    align="left" width="269"  valign="middle" height="27"  >Sim N&atilde;o </TD ><TD    align="left" width="86"  valign="middle" height="27"  >26.7 5.1 </TD ><TD    align="left" width="83"  valign="middle" height="27"  >52.5 15.7 </TD ><TD    align="center" width="110"  valign="top" height="27"  >1.516 </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="280"  valign="top" height="28"  ><I>Amea&ccedil;ou e/ou amea&ccedil;ou pessoaspr&oacute;ximas </I>(<I>N</I>=236) </TH ><TD    align="left" width="269"  valign="middle" height="28"  >Sim N&atilde;o </TD ><TD    align="left" width="86"  valign="middle" height="28"  >3.4 28.4 </TD ><TD    align="left" width="83"  valign="middle" height="28"  >23.3 44.9 </TD ><TD    align="center" width="110"  valign="bottom" height="28"  >14.433*** </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="280"  valign="top" height="27"  ><I>Filmou ou tirou-me fotografias sem autoriza&ccedil;&atilde;o </I>(<I>N</I>=236) </TH ><TD    align="left" width="269"  valign="middle" height="27"  >Sim N&atilde;o </TD ><TD    align="left" width="86"  valign="middle" height="27"  >1.3 30.5 </TD ><TD    align="left" width="83"  valign="middle" height="27"  >3 65.3 </TD ><TD    align="center" width="110"  valign="top" height="27"  >.015a </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="280"  valign="top" height="28"  ><I>Vasculhou, roubou ou apoderou-se de objectos </I>(<I>N</I>=236) </TH ><TD    align="left" width="269"  valign="middle" height="28"  >Sim N&atilde;o </TD ><TD    align="left" width="86"  valign="middle" height="28"  >3.4 28.4 </TD ><TD    align="left" width="83"  valign="middle" height="28"  >14.8 53.4 </TD ><TD    align="center" width="110"  valign="bottom" height="28"  >4.210* </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="280"  valign="top" height="27"  ><I>Invadiu a minha propriedade </I>(<I>N</I>=236) </TH ><TD    align="left" width="269"  valign="middle" height="27"  >Sim N&atilde;o </TD ><TD    align="left" width="86"  valign="middle" height="27"  >2.1 29.7 </TD ><TD    align="left" width="83"  valign="middle" height="27"  >14.0 54.2 </TD ><TD    align="center" width="110"  valign="top" height="27"  >7.245** </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="280"  valign="top" height="28"  ><I>Apareceu em locais que costumo frequentar </I>(<I>N</I>=236) </TH ><TD    align="left" width="269"  valign="middle" height="28"  >Sim N&atilde;o </TD ><TD    align="left" width="86"  valign="middle" height="28"  >15.3 16.5 </TD ><TD    align="left" width="83"  valign="middle" height="28"  >42.8 25.4 </TD ><TD    align="center" width="110"  valign="top" height="28"  >4.561* </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="280"  valign="top" height="27"  ><I>Amea&ccedil;ou fazer mal a si pr&oacute;prio/a </I>(<I>N</I>=236) </TH ><TD    align="left" width="269"  valign="top" height="27"  >Sim N&atilde;o </TD ><TD    align="left" width="86"  valign="top" height="27"  >3.0 28.8 </TD ><TD    align="left" width="83"  valign="top" height="27"  >14.4 53.8 </TD ><TD    align="center" width="110"  valign="top" height="27"  >4.950* </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="280"  valign="top" height="28"  ><I>Vigiou ou pediu a algu&eacute;m para me vigiar </I>(<I>N</I>=236) </TH ><TD    align="left" width="269"  valign="middle" height="28"  >Sim N&atilde;o </TD ><TD    align="left" width="86"  valign="middle" height="28"  >5.9 25.8 </TD ><TD    align="left" width="83"  valign="middle" height="28"  >31.4 36.9 </TD ><TD    align="center" width="110"  valign="top" height="28"  >16.303*** </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="280"  valign="top" height="27"  ><I>Agrediu ou prejudicou pessoas pr&oacute;ximas </I>(<I>N</I>=236) </TH ><TD    align="left" width="269"  valign="middle" height="27"  >Sim N&atilde;o </TD ><TD    align="left" width="86"  valign="middle" height="27"  >1.3 30.5 </TD ><TD    align="left" width="83"  valign="middle" height="27"  >11.9 56.4 </TD ><TD    align="center" width="110"  valign="bottom" height="27"  >8.041** </TD ></TR ><TR    ><TH   align="left" width="280"  valign="top" height="25"  ><I>Agrediu-me f&iacute;sica e/ou sexualmente </I>(<I>N</I>=235)     <br><hr></TH ><TD    align="left" width="269"  valign="top" height="25"  >Sim N&atilde;o     <br>&nbsp;<hr></TD ><TD    align="left" width="86"  valign="top" height="25"  >0 31.9     <br>&nbsp;<hr></TD ><TD    align="left" width="83"  valign="top" height="25"  >7.2 60.9     <br>&nbsp;<hr></TD ><TD    align="center" width="110"  valign="top" height="25"  >8.590**     <br>&nbsp;<hr></TD ></TR ></TABLE >     <blockquote>       <blockquote>         ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>           <p><I>Nota</I><I>. 	</I>+<I>p</I>&lt;.10; *<I>p</I>&lt;.05; **<I>p</I>&lt;.01; ***<I>p</I>&lt;.001; <Sup>a</Sup>Mais de 20% das c&eacute;lulas apresentaram uma frequ&ecirc;ncia esperada inferior a 5, sendo utilizado como refer&ecirc;ncia o valor de signific&acirc;ncia de Fisher. </p>           <p>&nbsp;</p>     </blockquote>   </blockquote> </blockquote>     <p>Por sua vez, existe uma rela&ccedil;&atilde;o marginalmente significativa entre o medo e a frequ&ecirc;ncia dos comportamentos, sendo que a maioria das v&iacute;timas que referiu ter sido alvo de <I>stalking </I>num registo di&aacute;rio ou semanal reportou sentimento de medo. </P >     <p>PREDITORES DO MEDO </P >     <p>Com base numa an&aacute;lise de regress&atilde;o log&iacute;stica<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> (m&eacute;todo <I>Enter</I>), procedemos &agrave; previs&atilde;o da vari&acirc;ncia do sentimento de medo a partir das vari&aacute;veis que, nas an&aacute;lises anteriores, se mostraram significativamente relacionadas com este. Os preditores foram inseridos em tr&ecirc;s blocos, tal como se ilustra na <a href="#t5">Tabela 5</a>: no primeiro bloco introduziram-se as caracter&iacute;sticas da v&iacute;tima, no segundo introduziram-se as caracter&iacute;sticas do <I>stalker </I>e, no terceiro bloco, introduziram-se as din&acirc;micas do <I>stalking</I>. Desde logo, importa destacar que o modelo se revelou estaticamente significativo em todos os momentos da an&aacute;lise. </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="t5">     <p align="center">TABELA 5 </P >    <p align="center"><I>Preditores do sentimento de medo face &agrave; experi&ecirc;ncia de vitima&ccedil;&atilde;o por stalking </I></P     >     ]]></body>
<body><![CDATA[<TABLE       align="center" border=0 cellspacing=0 cellpadding=2     >       <TR       ><hr>         <TH       align="left"  valign="top" height="16"      >&nbsp;</TH     >         <TH      ]]></body>
<body><![CDATA[ align="left"  valign="top" height="16"      ></TH>         <TH       colspan=4 align="right"  valign="top" height="16"      >&nbsp;</TH     >         <TH       align="right"  valign="top" height="16"      >&nbsp;</TH     >     ]]></body>
<body><![CDATA[    <TH       align="center"  valign="top" height="16"      >&nbsp;</TH     >         <TH       align="center"  valign="top" height="16"      >&nbsp;</TH     >         <TH       align="center"  valign="middle" height="16"      ]]></body>
<body><![CDATA[>&nbsp;</TH     >         <TH       align="right"  valign="top" height="16"      >&nbsp;</TH     >         <TH       colspan=3 align="center"  valign="top" height="16"      >95% I.C. para OR<hr> </TH     >     ]]></body>
<body><![CDATA[    <TH       align="left"  valign="top" height="16"      >&nbsp;</TH     >       </TR     >       <TR       >         <TH       align="left"  valign="top" height="16"      ]]></body>
<body><![CDATA[>&nbsp;</TH     >         <TH       align="left"  valign="top" height="16"      ></TH>         <TH       colspan=4 align="right"  valign="top" height="16"      >&nbsp;</TH     >         <TH      ]]></body>
<body><![CDATA[ align="right"  valign="top" height="16"      >&nbsp;</TH     >         <TH       align="center"  valign="top" height="16"      >&nbsp;</TH     >         <TH       align="center"  valign="top" height="16"      >&nbsp;</TH     ]]></body>
<body><![CDATA[>         <TH       align="center"  valign="middle" height="16"      >&nbsp;</TH     >         <TH       align="right"  valign="top" height="16"      >Odds </TH     >         <TH      ]]></body>
<body><![CDATA[ colspan=3 align="center"  valign="top" height="16"      >&nbsp;</TH     >         <TH       align="left"  valign="top" height="16"      >&nbsp;</TH     >       </TR     >     <TR       ]]></body>
<body><![CDATA[>       <TH       align="left" width="42"  valign="top" height="16"      >Bloco        <hr> </TH     ><TH       align="left" width="431"  valign="top" height="16"      >&nbsp;       <hr></TH><TH       colspan=4 align="right"  valign="top" height="16"      ]]></body>
<body><![CDATA[>B        <hr></TH     ><TH       align="right" width="64"  valign="top" height="16"      >S.E.        <hr></TH     ><TH       align="center" width="48"  valign="top" height="16"      >Wald        <hr></TH     ]]></body>
<body><![CDATA[><TH       align="center" width="17"  valign="top" height="16"      ><I>df       <hr> </I></TH     ><TH       align="center" width="32"  valign="middle" height="16"      ><I>p        <hr></I></TH     ><TH       align="right" width="41"  valign="top" height="16"      ]]></body>
<body><![CDATA[>Ratio        <hr></TH     ><TH       colspan=2 align="center"  valign="top" height="16"      >Inferior        <hr></TH     ><TH       align="center" width="61"  valign="top" height="16"      >Superior        <hr></TH     ]]></body>
<body><![CDATA[><TH       align="left" width="114"  valign="top" height="16"      >Modelo        <hr></TH     ></TR     ><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="middle" height="18"      >1 </TH     ><TH      ]]></body>
<body><![CDATA[ align="left" width="431"  valign="middle" height="18"      >Sexo da v&iacute;tima </TH     ><TD        colspan=4 align="right"  valign="middle" height="18"      >-1.512 </TD     ><TD        align="right" width="64"  valign="middle" height="18"      >.337 </TD     ><TD        align="center" width="48"  valign="middle" height="18"      ]]></body>
<body><![CDATA[>20.161 </TD     ><TD        align="center" width="17"  valign="middle" height="18"      >1 </TD     ><TD        align="center" width="32"  valign="middle" height="18"      >.000 </TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="middle" height="18"      >4.535 </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        colspan=2 align="center"  valign="middle" height="18"      >2.344 </TD     ><TD        align="center" width="61"  valign="middle" height="18"      >8.774 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="middle" height="18"      >&chi;<I>2</I>(3)=30.195*** </TD     ></TR     ]]></body>
<body><![CDATA[><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="top" height="14"      ></TH><TH       align="left" width="431"  valign="middle" height="14"      >Idade da v&iacute;tima </TH     ><TD        colspan=4 align="right"  valign="middle" height="14"      >-.016 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="right" width="64"  valign="middle" height="14"      >.011 </TD     ><TD        align="center" width="48"  valign="middle" height="14"      >2.089 </TD     ><TD        align="center" width="17"  valign="middle" height="14"      >1 </TD     ><TD        align="center" width="32"  valign="middle" height="14"      ]]></body>
<body><![CDATA[>.148 </TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="middle" height="14"      >.984 </TD     ><TD        colspan=2 align="center"  valign="middle" height="14"      >.963 </TD     ><TD        align="center" width="61"  valign="middle" height="14"      >1.006 </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="14"      ></TD></TR     ><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="top" height="16"      ></TH><TH       align="left" width="431"  valign="middle" height="16"      >Estado civil </TH     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ colspan=4 align="right"  valign="middle" height="16"      >-.683 </TD     ><TD        align="right" width="64"  valign="middle" height="16"      >.360 </TD     ><TD        align="center" width="48"  valign="middle" height="16"      >3.603 </TD     ><TD        align="center" width="17"  valign="middle" height="16"      ]]></body>
<body><![CDATA[>1 </TD     ><TD        align="center" width="32"  valign="middle" height="16"      >.058 </TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="middle" height="16"      >1.981 </TD     ><TD        colspan=2 align="center"  valign="middle" height="16"      >.978 </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="center" width="61"  valign="middle" height="16"      >4.011 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="16"      ></TD></TR     ><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="middle" height="19"      >2 </TH     ]]></body>
<body><![CDATA[><TH       align="left" width="431"  valign="middle" height="19"      >Sexo da v&iacute;tima </TH     ><TD        colspan=4 align="right"  valign="middle" height="19"      >-.812 </TD     ><TD        align="right" width="64"  valign="middle" height="19"      >.486 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="center" width="48"  valign="middle" height="19"      >2.800 </TD     ><TD        align="center" width="17"  valign="middle" height="19"      >1 </TD     ><TD        align="center" width="32"  valign="middle" height="19"      >.094 </TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="middle" height="19"      ]]></body>
<body><![CDATA[>2.254 </TD     ><TD        colspan=2 align="center"  valign="middle" height="19"      >.870 </TD     ><TD        align="center" width="61"  valign="middle" height="19"      >5.837 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="middle" height="19"      >&chi;<I>2</I>(4)=34.246*** </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[></TR     ><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="top" height="14"      ></TH><TH       align="left" width="431"  valign="middle" height="14"      >Idade da v&iacute;tima </TH     ><TD        colspan=4 align="right"  valign="middle" height="14"      >-.019 </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="right" width="64"  valign="middle" height="14"      >.011 </TD     ><TD        align="center" width="48"  valign="middle" height="14"      >2.809 </TD     ><TD        align="center" width="17"  valign="middle" height="14"      >1 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="center" width="32"  valign="middle" height="14"      >.094 </TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="middle" height="14"      >.981 </TD     ><TD        colspan=2 align="center"  valign="middle" height="14"      >.960 </TD     ><TD        align="center" width="61"  valign="middle" height="14"      ]]></body>
<body><![CDATA[>1.003 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="14"      ></TD></TR     ><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="top" height="14"      ></TH><TH       align="left" width="431"  valign="middle" height="14"      >Estado civil </TH     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        colspan=4 align="right"  valign="middle" height="14"      >-.630 </TD     ><TD        align="right" width="64"  valign="middle" height="14"      >.363 </TD     ><TD        align="center" width="48"  valign="middle" height="14"      >3.011 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="center" width="17"  valign="middle" height="14"      >1 </TD     ><TD        align="center" width="32"  valign="middle" height="14"      >.083 </TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="middle" height="14"      >1.877 </TD     ><TD        colspan=2 align="center"  valign="middle" height="14"      ]]></body>
<body><![CDATA[>.922 </TD     ><TD        align="center" width="61"  valign="middle" height="14"      >3.825 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="14"      ></TD></TR     ><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="top" height="17"      ]]></body>
<body><![CDATA[></TH><TH       align="left" width="431"  valign="middle" height="17"      >Sexo do <I>stalker </I></TH     ><TD        colspan=4 align="right"  valign="middle" height="17"      >.999 </TD     ><TD        align="right" width="64"  valign="middle" height="17"      >.496 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="center" width="48"  valign="middle" height="17"      >4.055 </TD     ><TD        align="center" width="17"  valign="middle" height="17"      >1 </TD     ><TD        align="center" width="32"  valign="middle" height="17"      >.044 </TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="middle" height="17"      ]]></body>
<body><![CDATA[>.368 </TD     ><TD        colspan=2 align="center"  valign="middle" height="17"      >.132 </TD     ><TD        align="center" width="61"  valign="middle" height="17"      >.974 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="17"      ></TD></TR     ]]></body>
<body><![CDATA[><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="middle" height="19"      >3 </TH     ><TH       align="left" width="431"  valign="middle" height="19"      >Sexo da v&iacute;tima </TH     ><TD        colspan=4 align="right"  valign="middle" height="19"      >-1.763 </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="right" width="64"  valign="middle" height="19"      >.669 </TD     ><TD        align="center" width="48"  valign="middle" height="19"      >6.945 </TD     ><TD        align="center" width="17"  valign="middle" height="19"      >1 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="center" width="32"  valign="middle" height="19"      >.008 </TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="middle" height="19"      >5.829 </TD     ><TD        colspan=2 align="center"  valign="middle" height="19"      >1.571 </TD     ><TD        align="center" width="61"  valign="middle" height="19"      ]]></body>
<body><![CDATA[>21.626 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="middle" height="19"      >&chi;<I>2</I>(14)=95.853*** </TD     ></TR     ><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="top" height="14"      ></TH><TH       align="left" width="431"  valign="middle" height="14"      ]]></body>
<body><![CDATA[>Idade da v&iacute;tima </TH     ><TD        colspan=4 align="right"  valign="middle" height="14"      >-.047 </TD     ><TD        align="right" width="64"  valign="middle" height="14"      >.015 </TD     ><TD        align="center" width="48"  valign="middle" height="14"      >9.540 </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="center" width="17"  valign="middle" height="14"      >1 </TD     ><TD        align="center" width="32"  valign="middle" height="14"      >.002 </TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="middle" height="14"      >.954 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ colspan=2 align="center"  valign="middle" height="14"      >.925 </TD     ><TD        align="center" width="61"  valign="middle" height="14"      >.983 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="14"      ></TD></TR     ><TR       ><TH      ]]></body>
<body><![CDATA[ align="left" width="42"  valign="top" height="14"      ></TH><TH       align="left" width="431"  valign="middle" height="14"      >Estado civil </TH     ><TD        colspan=4 align="right"  valign="middle" height="14"      >-.344 </TD     ><TD        align="right" width="64"  valign="middle" height="14"      >.458 </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="center" width="48"  valign="middle" height="14"      >.564 </TD     ><TD        align="center" width="17"  valign="middle" height="14"      >1 </TD     ><TD        align="center" width="32"  valign="middle" height="14"      >.453 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="right" width="41"  valign="middle" height="14"      >1.410 </TD     ><TD        colspan=2 align="center"  valign="middle" height="14"      >.575 </TD     ><TD        align="center" width="61"  valign="middle" height="14"      >3.457 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="14"      ]]></body>
<body><![CDATA[></TD></TR     ><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="top" height="15"      ></TH><TH       align="left" width="431"  valign="middle" height="15"      >Sexo do <I>stalker </I></TH     ><TD        colspan=4 align="right"  valign="middle" height="15"      >1.200 </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="right" width="64"  valign="middle" height="15"      >.654 </TD     ><TD        align="center" width="48"  valign="middle" height="15"      >3.362 </TD     ><TD        align="center" width="17"  valign="middle" height="15"      >1 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="center" width="32"  valign="middle" height="15"      >.067 </TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="middle" height="15"      >.301 </TD     ><TD        colspan=2 align="center"  valign="middle" height="15"      >.084 </TD     ><TD        align="center" width="61"  valign="middle" height="15"      ]]></body>
<body><![CDATA[>1.086 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="15"      ></TD></TR     ><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="top" height="14"      ></TH><TH       colspan=5 align="left"  valign="middle" height="14"      >Frequ&ecirc;ncia dos </TH     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="right" width="64"  valign="top" height="14"      ></TD><TD        align="right" width="48"  valign="top" height="14"      ></TD><TD        align="center" width="17"  valign="top" height="14"      ></TD><TD        align="center" width="32"  valign="top" height="14"      ></TD><TD        align="center" width="41"  valign="top" height="14"      ]]></body>
<body><![CDATA[></TD><TD        colspan=3 align="right"  valign="top" height="14"      ></TD><TD        align="center" width="114"  valign="top" height="14"      ></TD></TR     ><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="top" height="12"      ></TH><TH       colspan=2 align="left"  valign="top" height="12"      ]]></body>
<body><![CDATA[>comportamentos </TH     ><TD        colspan=3 align="right"  valign="top" height="12"      >-.502 </TD     ><TD        align="right" width="64"  valign="top" height="12"      >.544 </TD     ><TD        align="center" width="48"  valign="top" height="12"      >.854 </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="center" width="17"  valign="top" height="12"      >1 </TD     ><TD        align="center" width="32"  valign="top" height="12"      >.355 </TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="top" height="12"      >1.652 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ colspan=2 align="center"  valign="top" height="12"      >.569 </TD     ><TD        align="center" width="61"  valign="top" height="12"      >4.795 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="12"      ></TD></TR     ><TR       ><TH      ]]></body>
<body><![CDATA[ align="left" width="42"  valign="top" height="15"      ></TH><TH       colspan=2 align="left"  valign="top" height="15"      ><I>Perseguiu-me </I></TH     ><TD        colspan=3 align="right"  valign="middle" height="15"      >.793 </TD     ><TD        align="right" width="64"  valign="middle" height="15"      >.459 </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="center" width="48"  valign="middle" height="15"      >2.992 </TD     ><TD        align="center" width="17"  valign="middle" height="15"      >1 </TD     ><TD        align="center" width="32"  valign="middle" height="15"      >.084 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="right" width="41"  valign="middle" height="15"      >.452 </TD     ><TD        colspan=2 align="center"  valign="middle" height="15"      >.184 </TD     ><TD        align="center" width="61"  valign="middle" height="15"      >1.111 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="15"      ]]></body>
<body><![CDATA[></TD></TR     ><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="top" height="26"      ></TH><TH       colspan=4 align="left"  valign="top" height="26"      ><I>Amea&ccedil;ou-me e/ou amea&ccedil;oupessoas pr&oacute;ximas </I></TH     ><TD        align="right" width="47"  valign="bottom" height="26"      >.862 </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="right" width="64"  valign="bottom" height="26"      >.622 </TD     ><TD        align="center" width="48"  valign="bottom" height="26"      >1.923 </TD     ><TD        align="center" width="17"  valign="bottom" height="26"      >1 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="center" width="32"  valign="bottom" height="26"      >.166 </TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="bottom" height="26"      >.422 </TD     ><TD        colspan=2 align="center"  valign="bottom" height="26"      >.125 </TD     ><TD        align="center" width="61"  valign="bottom" height="26"      ]]></body>
<body><![CDATA[>1.428 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="26"      ></TD></TR     ><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="top" height="37"      ></TH><TH       colspan=4 align="left"  valign="top" height="37"      ><I>Vasculhou, roubou ou apoderou-se de objectos pessoais </I></TH     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="right" width="47"  valign="bottom" height="37"      >4.014 </TD     ><TD        align="right" width="64"  valign="bottom" height="37"      >.681 </TD     ><TD        align="center" width="48"  valign="bottom" height="37"      >.370 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="center" width="17"  valign="bottom" height="37"      >1 </TD     ><TD        align="center" width="32"  valign="bottom" height="37"      >.543 </TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="bottom" height="37"      >.661 </TD     ><TD        colspan=2 align="center"  valign="bottom" height="37"      ]]></body>
<body><![CDATA[>.174 </TD     ><TD        align="center" width="61"  valign="bottom" height="37"      >2.510 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="37"      ></TD></TR     ><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="top" height="11"      ]]></body>
<body><![CDATA[></TH><TH       colspan=5 align="left"  valign="middle" height="11"      ><I>Invadiu a minha </I></TH     ><TD        align="right" width="64"  valign="top" height="11"      ></TD><TD        align="right" width="48"  valign="top" height="11"      ></TD><TD        align="center" width="17"  valign="top" height="11"      ></TD><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="center" width="32"  valign="top" height="11"      ></TD><TD        align="center" width="41"  valign="top" height="11"      ></TD><TD        colspan=3 align="right"  valign="top" height="11"      ></TD><TD        align="center" width="114"  valign="top" height="11"      ></TD></TR     ><TR       ><TH      ]]></body>
<body><![CDATA[ align="left" width="42"  valign="top" height="24"      ></TH><TH       colspan=3 align="left"  valign="top" height="24"      ><I>propriedade ou for&ccedil;ou aentrada em minha casa </I></TH     ><TD        colspan=2 align="right"  valign="bottom" height="24"      >-1.302 </TD     ><TD        align="right" width="64"  valign="bottom" height="24"      >.886 </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="center" width="48"  valign="bottom" height="24"      >2.159 </TD     ><TD        align="center" width="17"  valign="bottom" height="24"      >1 </TD     ><TD        align="center" width="32"  valign="bottom" height="24"      >.142 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="right" width="41"  valign="bottom" height="24"      >3.675 </TD     ><TD        align="center" width="72"  valign="bottom" height="24"      >.648 </TD     ><TD        colspan=2 align="center"  valign="bottom" height="24"      >20.857 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="24"      ]]></body>
<body><![CDATA[></TD></TR     ><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="top" height="27"      ></TH><TH       colspan=3 align="left"  valign="middle" height="27"      ><I>Apareceu em locais que costumo frequentar </I></TH     ><TD        colspan=2 align="right"  valign="bottom" height="27"      >-.027 </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="right" width="64"  valign="bottom" height="27"      >.438 </TD     ><TD        align="center" width="48"  valign="bottom" height="27"      >.004 </TD     ><TD        align="center" width="17"  valign="bottom" height="27"      >1 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="center" width="32"  valign="bottom" height="27"      >.951 </TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="bottom" height="27"      >1.027 </TD     ><TD        align="center" width="72"  valign="bottom" height="27"      >.436 </TD     ><TD        colspan=2 align="center"  valign="bottom" height="27"      ]]></body>
<body><![CDATA[>2.422 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="27"      ></TD></TR     ><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="top" height="26"      ></TH><TH       colspan=3 align="left"  valign="top" height="26"      ><I>Amea&ccedil;ou fazer mal a si pr&oacute;prio/a </I></TH     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        colspan=2 align="right"  valign="bottom" height="26"      >.805 </TD     ><TD        align="right" width="64"  valign="bottom" height="26"      >.793 </TD     ><TD        align="center" width="48"  valign="bottom" height="26"      >1.030 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="center" width="17"  valign="bottom" height="26"      >1 </TD     ><TD        align="center" width="32"  valign="bottom" height="26"      >.310 </TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="bottom" height="26"      >.447 </TD     ><TD        align="center" width="72"  valign="bottom" height="26"      ]]></body>
<body><![CDATA[>.094 </TD     ><TD        colspan=2 align="center"  valign="bottom" height="26"      >2.116 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="26"      ></TD></TR     ><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="top" height="26"      ]]></body>
<body><![CDATA[></TH><TH       colspan=3 align="left"  valign="top" height="26"      ><I>Vigiou ou pediu a algu&eacute;m para me vigiar </I></TH     ><TD        colspan=2 align="right"  valign="bottom" height="26"      >1.812 </TD     ><TD        align="right" width="64"  valign="bottom" height="26"      >.596 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="center" width="48"  valign="bottom" height="26"      >9.252 </TD     ><TD        align="center" width="17"  valign="bottom" height="26"      >1 </TD     ><TD        align="center" width="32"  valign="bottom" height="26"      >.002 </TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="bottom" height="26"      ]]></body>
<body><![CDATA[>.163 </TD     ><TD        align="center" width="72"  valign="bottom" height="26"      >.051 </TD     ><TD        colspan=2 align="center"  valign="bottom" height="26"      >.525 </TD     ><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="26"      ></TD></TR     ]]></body>
<body><![CDATA[><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="top" height="26"      ></TH><TH       colspan=3 align="left"  valign="top" height="26"      ><I>Agrediu ou prejudicou pessoas pr&oacute;ximas </I></TH     ><TD        colspan=2 align="right"  valign="bottom" height="26"      >2.304 </TD     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ align="right" width="64"  valign="bottom" height="26"      >1.244 </TD     ><TD        align="center" width="48"  valign="bottom" height="26"      >3.431 </TD     ><TD        align="center" width="17"  valign="bottom" height="26"      >1 </TD     ><TD        align="center" width="32"  valign="bottom" height="26"      ]]></body>
<body><![CDATA[>.064 </TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="bottom" height="26"      >.100 </TD     ><TD        align="center" width="72"  valign="bottom" height="26"      >.009 </TD     ><TD        colspan=2 align="center"  valign="bottom" height="26"      >1.143 </TD     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="26"      ></TD></TR     ><TR       ><TH       align="left" width="42"  valign="top" height="13"      >&nbsp;<hr></TH><TH       colspan=3 align="left"  valign="middle" height="13"      ><I>Agrediu-me fisicamente <hr></I></TH     ><TD       ]]></body>
<body><![CDATA[ colspan=2 align="right"  valign="middle" height="13"      >19.300 <hr></TD     ><TD        align="right" width="64"  valign="middle" height="13"      >7723.282 <hr></TD     ><TD        align="center" width="48"  valign="middle" height="13"      >.000 <hr></TD     ><TD        align="center" width="17"  valign="middle" height="13"      ]]></body>
<body><![CDATA[>1 <hr></TD     ><TD        align="center" width="32"  valign="middle" height="13"      >.998 <hr></TD     ><TD        align="right" width="41"  valign="middle" height="13"      >.000<hr> </TD     ><TD        align="center" width="72"  valign="middle" height="13"      >.000 <hr></TD     ]]></body>
<body><![CDATA[><TD        colspan=2 align="center"  valign="top" height="13"      >&nbsp;<hr></TD><TD        align="left" width="114"  valign="top" height="13"      >&nbsp;<hr></TD></TR     ></TABLE     >     <blockquote>       <p><I>Nota</I><I>. 	</I>Vari&aacute;vel a predizer: Sentimento de medo (0=Sem medo, 1=Com medo); Preditores dicot&oacute;micos: Sexo da v&iacute;tima (0=Fem., 1=Masc.); Estado civil (0=S/rela&ccedil;&atilde;o formalizada; 1=C/rela&ccedil;&atilde;o formalizada); Sexo do <I>stalker </I>(0=Fem., 1=Masc.); Frequ&ecirc;ncia dos comportamentos (0=Mensalmente ou menos, 1=Diaria ou semanalmente); Ocorr&ecirc;ncia dos diferentes comportamentos (0=N&atilde;o, 1=Sim); ***<I>p</I>&lt;.001. </p> </blockquote>     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O modelo com as caracter&iacute;sticas da v&iacute;tima explicou entre 13.3% e 19.1% da vari&acirc;ncia (<I>Cox &amp; Snell R Square </I>e <I>Nagelkerke R Square</I>, respectivamente) e classificou correctamente 74.4% dos casos. Neste caso, apenas o sexo da v&iacute;tima revelou uma contribui&ccedil;&atilde;o individual estatisticamente significativa na predi&ccedil;&atilde;o do sentimento de medo, sendo que as v&iacute;timas mulheres evidenciaram maior probabilidade de relatar aquele efeito face ao <I>stalking </I>de que eram alvo. </P >    <p>A introdu&ccedil;&atilde;o do sexo do <I>stalker </I>no segundo bloco contribuiu para aumentar ligeiramente o poder preditivo do modelo, quer ao n&iacute;vel da vari&acirc;ncia explicada (de 15% a 21.1%, <I>Cox &amp; Snell R Square </I>e <I>Nagelkerke R Square</I>, respectivamente), quer ao n&iacute;vel da percentagem de casos correctamente classificados (76%). Ali&aacute;s, o sexo do <I>stalker </I>assumiu destaque neste modelo (&uacute;nico preditor estatisticamente significativo), com os <I>stalkers </I>do sexo masculino a evidenciarem maior probabilidade de despoletar apreens&atilde;o nas respectivas v&iacute;timas. </P >    <p>As vari&aacute;veis inclu&iacute;das no terceiro bloco, relativas &agrave;s din&acirc;micas do <I>stalking</I>, vieram acrescentar um contributo ainda mais importante na predi&ccedil;&atilde;o do sentimento de medo, tendo o modelo passado a explicar de 36.5% a 52.4% da vari&acirc;ncia (<I>Cox &amp; Snell R Square </I>e <I>Nagelkerke R Square</I>, respectivamente) e a classificar correctamente 82% dos casos. Neste caso, tr&ecirc;s preditores exerceram uma contribui&ccedil;&atilde;o individual estatisticamente significativa na predi&ccedil;&atilde;o do sentimento de medo: o sexo da v&iacute;tima (preditor mais forte), a idade da v&iacute;tima e o ser-se alvo de vigil&acirc;ncia pelo stalker. Pudemos, assim, concluir que as v&iacute;timas do sexo feminino, mais novas e aquelas que relataram ter sido vigiadas pelo <I>stalker </I>ou por algu&eacute;m em seu nome tinham maior probabilidade de sentir medo face &agrave; campanha de <I>stalking </I>sofrida. </P >    <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>Tendo em considera&ccedil;&atilde;o os resultados descritos, &eacute; importante compreender de que modo estes se articulam com as conclus&otilde;es de outros estudos e como poder&atilde;o ser interpretados atendendo &agrave;s perspectivas actuais sobre o medo. </P >    <p>Em primeiro lugar, importa reflectir acerca do requisito da experi&ecirc;ncia de medo para a defini&ccedil;&atilde;o e reconhecimento da vitima&ccedil;&atilde;o por <I>stalking</I>. Neste estudo, quase 70% dos participantes referiu ter sentido algum medo decorrente da experi&ecirc;ncia de <I>stalking</I>, valor que se assemelha ao verificado por Dietz e Martin (2007), que conclu&iacute;ram que cerca de tr&ecirc;s quartos das v&iacute;timas relataram medo. Assim, mesmo perante a adop&ccedil;&atilde;o de um crit&eacute;rio mais restrito na identifica&ccedil;&atilde;o desta forma de viti ma&ccedil;&atilde;o, conclui-se que o <I>stalking</I>, para al&eacute;m de consistir numa experi&ecirc;ncia prevalente na sociedade portuguesa, traduz-se geralmente num impacto negativo para as suas v&iacute;timas. Este dado alertanos para a necessidade de incluir o <I>stalking </I>na agenda p&uacute;blica, no sentido da implementa&ccedil;&atilde;o de medidas concretas face a esta forma de viol&ecirc;ncia interpessoal, que permanece ainda oculta ou dissi mulada nos planos de ac&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica contra a viol&ecirc;ncia (e.g., legisla&ccedil;&atilde;o adequada, planos nacionais de interven&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o). Importa ainda estabelecer que, caso o medo tivesse sido previamente adoptado como crit&eacute;rio de defini&ccedil;&atilde;o, cerca de 30% dos participantes que se auto-identificaram como tendo sido alvo de <I>stalking, </I>em algum momento da sua vida, teriam sido exclu&iacute;dos <I>a priori </I>do grupo de v&iacute;timas. &Eacute; igualmente relevante considerar as experi&ecirc;ncias desses participantes, ainda que o medo n&atilde;o tenha sido experienciado. Fazer depender a vitima&ccedil;&atilde;o de um crit&eacute;rio de impacto implicaria assumir o medo como uma experi&ecirc;ncia objectiva e n&atilde;o como um construto social (cf. Dietz &amp; Martin, 2007). Esta assump&ccedil;&atilde;o revela-se de extrema import&acirc;ncia no contexto nacional uma vez que o n&atilde;o reconhecimento desta forma de vitima&ccedil;&atilde;o alimenta a interpreta&ccedil;&atilde;o desta conduta &agrave; luz de mecanismos de legitima&ccedil;&atilde;o da conduta, minimiza&ccedil;&atilde;o da gravidade e desresponsa biliza&ccedil;&atilde;o dos ofensores, por exemplo, atrav&eacute;s da romantiza&ccedil;&atilde;o de certos comportamentos (cf. Grangeia et al., 2008). Para al&eacute;m disso, o impacto da vitima&ccedil;&atilde;o por <I>stalking </I>n&atilde;o se esgota no medo; pelo contr&aacute;rio, a pan&oacute;plia e diversidade de reac&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis, quer ao n&iacute;vel do impacto negativo, quer do positivo, est&aacute; amplamente documentada pela literatura (cf. Cupach &amp; Spitzberg, 2004 para uma revis&atilde;o). Assim sendo, &eacute; prov&aacute;vel que alguns dos participantes identificados como v&iacute;timas possam ter sofrido outras repercuss&otilde;es decorrentes da experi&ecirc;ncia de vitima&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o o medo. </P >    <p>Apesar de ser compreens&iacute;vel o esfor&ccedil;o de operacionalizar a defini&ccedil;&atilde;o de <I>stalking </I>recorrendo ao crit&eacute;rio de medo, este pode tornar-se altamente limitador &ndash; j&aacute; que promove a elimina&ccedil;&atilde;o preliminar de potenciais v&iacute;timas &ndash; e at&eacute; mesmo segregador &ndash; na medida em que n&atilde;o atende, nem valida igualitariamente todas as experi&ecirc;ncias de vitima&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>De modo a aprofundar estes resultados, entendemos ser elucidativo atentar aos preditores da experi&ecirc;ncia de medo. </P >    <p>No que concerne &agrave;s caracter&iacute;sticas da v&iacute;tima, o sexo parece desempenhar um papel crucial, sendo que o grupo das v&iacute;timas que relatam ter experienciado medo &eacute; constitu&iacute;do sobretudo por mulheres (52.1% <I>vs. </I>16.1%). Esta tend&ecirc;ncia vai de encontro com os resultados encontrados noutros estudos (cf. meta-an&aacute;lise de Spitzberg et al., 2010). </P >    <p>Apesar das mulheres apresentarem, neste estudo, uma taxa de vitima&ccedil;&atilde;o superior que os homens (67.8% e 32.2%, respectivamente), interessa compreender os processos e mecanismos mais complexos &ndash; nomeadamente s&oacute;cio-culturais &ndash; que parecem estar envolvidos na diferencia&ccedil;&atilde;o entre homens e mulheres no que concerne ao medo. Numa outra investiga&ccedil;&atilde;o, Sutton e Farral (2005) exploraram a associa&ccedil;&atilde;o entre a desejabilidade social e a experi&ecirc;ncia de medo e conclu&iacute;ram que os homens que se mostraram mais sens&iacute;veis &agrave; desejabilidade social relatavam menores n&iacute;veis de medo, o que n&atilde;o acontecia nas mulheres; al&eacute;m disso, quando a vari&aacute;vel &ldquo;desejabilidade social&rdquo; era controlada, homens e mulheres apresentavam valores id&ecirc;nticos no que concerne ao medo. Neste sentido, a desejabilidade social deve ser considerada para a an&aacute;lise dos resultados (especialmente no caso dos homens v&iacute;timas), uma vez que n&atilde;o relatar medo n&atilde;o significa necessariamente que n&atilde;o o tenham experienciado. A confirmar-se esta tend&ecirc;ncia em estudos futuros, importa considerar as implica&ccedil;&otilde;es decorrentes da dificuldade dos homens v&iacute;timas de <I>stalking </I>em assumir as consequ&ecirc;ncias negativas da sua experi&ecirc;ncia. Por exemplo, Thompson, Dennison e Stewart (2010) alertam para o facto de ocorrer um menor recurso &agrave; ajuda policial nos casos em que os homens minimizam o medo e desvalorizam as ac&ccedil;&otilde;es de uma mulher <I>stalker</I>. Dessa forma, para al&eacute;m de contribuir para a nega&ccedil;&atilde;o da vitima&ccedil;&atilde;o, minimiza&ccedil;&atilde;o da gravidade e para a protela&ccedil;&atilde;o da den&uacute;ncia e procura de apoio, a sua experi&ecirc;ncia poder&aacute; permanecer oculta e n&atilde;o validada socialmente. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O g&eacute;nero, enquanto mecanismo social, parece contribuir significativamente para a constru&ccedil;&atilde;o diferenciada das experi&ecirc;ncias de medo vivenciadas por homens e mulheres. Neste sentido, segundo Hollander (2001), a feminilidade (no sentido da sua representa&ccedil;&atilde;o hegem&oacute;nica) associa-se a imagens de fragilidade, delicadeza e indefesa, que legitimam n&atilde;o s&oacute; sentir (como tamb&eacute;m expor) a experi&ecirc;ncia de medo; por outro lado, a masculinidade pressup&otilde;e bravura, for&ccedil;a e modera&ccedil;&atilde;o nas manifesta&ccedil;&otilde;es emocionais, o que desfavorece a express&atilde;o do medo. Este autor acrescenta a estas caracter&iacute;sticas as no&ccedil;&otilde;es de vulnerabilidade e de perigosidade face &agrave; viol&ecirc;ncia; segundo o autor, a primeira &eacute; parte integrante da constru&ccedil;&atilde;o de feminilidade, enquanto a segunda se integra na constru&ccedil;&atilde;o da masculinidade. De facto, estas imagens do que &eacute; ser homem e mulher podem repercutir-se ao n&iacute;vel quer do impacto psicol&oacute;gico e social (aquele que confere maior visibilidade &agrave; vitima&ccedil;&atilde;o e que parece ser mais permitido &agrave; mulher), quer das respostas (esperando-se que a mulher reaja com maior passividade e evitamento e assim condicionando a percep&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade), influindo significativamente no relato de medo. Em suma, sendo o <I>stalking </I>uma experi&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia e percepcionando-se as mulheres como mais vulner&aacute;veis, far&aacute; sentido que experienciem e reportem com mais facilidade o sentimento de medo. </P >    <p>Quando se analisam exclusivamente as caracter&iacute;sticas da v&iacute;tima note-se que, contrariamente ao estudo de Dietz e Martin (2007), o estado civil n&atilde;o se revelou preditor da experi&ecirc;ncia de medo. Contudo, importa referir que estes autores privilegiaram uma an&aacute;lise por pares sucessivos, o que condiciona a compara&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o obstante, verifica-se que as v&iacute;timas sem uma rela&ccedil;&atilde;o formalizada aparecem significativamente mais associadas ao relato da experi&ecirc;ncia de medo, quando comparadas com aqueles que tinham uma rela&ccedil;&atilde;o formalizada (47.2% <I>vs. </I>20.9%). Estes dados poder&atilde;o ser explicados pelo facto da aus&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o de intimidade poder contribuir para uma maior percep&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade, contrariamente &agrave; exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&otilde;es percepcionadas como securizantes. </P >    <p>Quando se exploraram de forma conjunta as caracter&iacute;sticas da v&iacute;tima e do <I>stalker</I>, verificou-se que o sexo do <I>stalker </I>era o &uacute;nico preditor significativo do medo. Interessa lembrar que, na amostra de v&iacute;timas que relataram medo como consequ&ecirc;ncia da vitima&ccedil;&atilde;o, 56.3% foram perseguidas por algu&eacute;m do sexo masculino, enquanto que para 16% a <I>stalker </I>era mulher. Uma vez mais, importa referir as quest&otilde;es da identidade de g&eacute;nero, mais especificamente a ideia de perigosidade associada &agrave; masculinidade (hegem&oacute;nica) (Hollander, 2001). Neste sentido, o facto de o sexo da v&iacute;tima perder influ&ecirc;ncia neste bloco pode ser sintom&aacute;tico da percep&ccedil;&atilde;o do perigo em fun&ccedil;&atilde;o do sexo do perpetrador, isto &eacute;, quando a conduta de <I>stalking </I>&eacute; levada a cabo por um indiv&iacute;duo do sexo masculino &eacute; percepcionada como mais amea&ccedil;adora. Neste sentido, para Grangeia e Matos (2009), as percep&ccedil;&otilde;es sobre a experi&ecirc;ncia de <I>stalking </I>reflectem diferen&ccedil;as de g&eacute;nero, o que refor&ccedil;a a natureza cultural deste tipo de fen&oacute;meno. No seu estudo com 3381 estudantes universit&aacute;rios portugueses, as mulheres v&iacute;timas de <I>stalking </I>identificaram a sua experi&ecirc;ncia como mais assustadora e avaliaram a conduta do ofensor como mais grave do que as v&iacute;timas do sexo masculino. Enquanto ofensoras, as mulheres revelaram tamb&eacute;m maior censura da sua conduta do que os homens ofensores, avaliando-a como mais grave. Tamb&eacute;m de acordo com Davis e Frieze (2002), homens e mulheres apresentam percep&ccedil;&otilde;es diferenciadas do mesmo acontecimento, sendo que quando o perpetrador &eacute; homem as ac&ccedil;&otilde;es s&atilde;o avaliadas pelas mulheres como mais s&eacute;rias e indutoras de medo. Uma vez mais, o g&eacute;nero parece influenciar a forma como se avalia o perigo e a seguran&ccedil;a envolvida nas situa&ccedil;&otilde;es. Segundo um estudo realizado por Madriz (1997) que, atrav&eacute;s de <I>focus group </I>e de entrevistas, explorou as imagens ideais de v&iacute;tima e de criminoso numa amostra constitu&iacute;da por 140 mulheres, verificou-se que a maioria das participantes descreveu &ldquo;o criminoso ideal&rdquo; como um homem com uma figura f&iacute;sica corpolenta, imoral, cruel, irracional, violento e com dificuldades s&eacute;rias no controlo dos impulsos; por outro lado, &ldquo;a v&iacute;tima ideal&rdquo; era apresentada como uma mulher com uma figura f&iacute;sica fr&aacute;gil, inocente, passiva, vulner&aacute;vel e inofensiva. </P >    <p>Por fim, a an&aacute;lise conjunta das caracter&iacute;sticas quer da v&iacute;tima, quer do <I>stalker</I>, bem como das din&acirc;micas de vitima&ccedil;&atilde;o permitiu superar o poder preditivo dos blocos anteriores, classificando correctamente mais de 80% dos casos, o que sugere que a experi&ecirc;ncia de medo decorre de uma interac&ccedil;&atilde;o complexa de vari&aacute;veis de diferentes &iacute;ndoles. Assim, quando se atentam &agrave;s vari&aacute;veis que integram o bloco, verifica-se que o maior preditor &eacute; o sexo da v&iacute;tima, sendo que quando a v&iacute;tima &eacute; mulher a probabilidade de ter relatado medo &eacute; quase seis vezes superior, comparativamente aos participantes masculinos. No terceiro bloco, a idade da v&iacute;tima apresentase tamb&eacute;m como um preditor significativo da experi&ecirc;ncia de medo, o que corrobora os resultados verificados por Dietz e Martin (2007). Desta forma, parece que as v&iacute;timas mais novas parecem experienciar um grau de medo superior. De acordo com os mesmos autores, esta vulnerabilidade decorrente da idade poder&aacute; explicar-se quer por efeitos de <I>cohorte </I>(i.e., maior sensibilidade e consciencializa&ccedil;&atilde;o face a estas quest&otilde;es), bem como devido &agrave;s experi&ecirc;ncias anteriores, sugerindo que a exposi&ccedil;&atilde;o a este tipo de viv&ecirc;ncias permite desenvolver um conjunto de compet&ecirc;ncias e recursos que inibiriam o sentimento de medo. Outro motivo subjacente a esta tend&ecirc;ncia poder&aacute; prender-se com aspectos associados aos rituais de cortejamento que poder&atilde;o legitimar uma postura mais permissiva e aos quais os participantes mais jovens, pela fase desenvolvimental em que se encontram, poder&atilde;o estar mais expostos. </P >    <p>Quanto aos comportamentos de <I>stalking</I>, saliente-se que apenas a vigil&acirc;ncia pelo/a <I>stalker </I>ou por terceiros incumbidos por este/a &eacute; um preditor significativo da experi&ecirc;ncia de medo. Atendendo ao car&aacute;cter proeminentemente intimidat&oacute;rio, predat&oacute;rio e intrusivo do acto, este resultado era expect&aacute;vel. De facto, a vigil&acirc;ncia enquadra-se nas &ldquo;ac&ccedil;&otilde;es subtis capazes de funcionar como lembretes constantes da vulnerabilidade&rdquo; (Keane, 1995, p. 451). Curiosamente outros comporta mentos percepcionados pelo senso-comum como geradores de medo &ndash; tais como a presen&ccedil;a de amea&ccedil;a expl&iacute;cita ou a ocorr&ecirc;ncia de agress&atilde;o &ndash; n&atilde;o se revelaram factores discriminantes da experi&ecirc;ncia de medo. Ora, uma vez mais, este dado problematiza o crit&eacute;rio de medo, sobretudo quando compreende a perspectiva de um ju&iacute;zo externo incorporado no conceito de pessoa &ldquo;razo&aacute;vel&rdquo;, na medida em que os actos que as pessoas poder&atilde;o percepcionar como geradores de medo poder&atilde;o n&atilde;o corresponder &agrave; realidade e percep&ccedil;&otilde;es da v&iacute;tima. De facto, num estudo desenvolvido por Dennison (2007), junto de uma amostra da comunidade (<I>N</I>=868), com o prop&oacute;sito de identificar, entre outras vari&aacute;veis, a influ&ecirc;ncia da inten&ccedil;&atilde;o (presen&ccedil;a e aus&ecirc;ncia de amea&ccedil;a) na antecipa&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia de medo em casos de <I>stalking</I>, verificou-se que nos cen&aacute;rios em que a amea&ccedil;a era expl&iacute;cita os participantes percepcionavam como superior a probabilidade de sentir medo. Por tudo isto, defende-se, &agrave; semelhan&ccedil;a de outros autores (e.g., Kamir, 2001), que uma avalia&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias de <I>stalking </I>assente exclusivamente num ju&iacute;zo externo negligencia quer as idiossincrasias, quer as influ&ecirc;ncias s&oacute;cio-culturais. </P >    <p>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS </P >    <p>Desconhecendo-se a exist&ecirc;ncia de estudos anteriores acerca dos preditores do medo em v&iacute;timas de <I>stalking </I>de ambos os sexos, este estudo assume um car&aacute;cter pioneiro e, por isso, os resultados dever&atilde;o ser encarados com cautela. Neste sentido, carecem quer de replica&ccedil;&atilde;o, quer de aprofundamento atrav&eacute;s de estudos de &iacute;ndole qualitativa, que permitam explorar com mais detalhe as circunst&acirc;ncias, experi&ecirc;ncias e traject&oacute;rias que potenciam ou inibem o relato de medo pelas v&iacute;timas. </P >    <p>Uma das limita&ccedil;&otilde;es do estudo prende-se com a constitui&ccedil;&atilde;o dos grupos, na medida em que as v&iacute;timas que sentiram &ldquo;pouco&rdquo; ou &ldquo;muito&rdquo; medo foram aglomeradas num &uacute;nico grupo (&ldquo;com experi&ecirc;ncia de medo&rdquo;). Uma an&aacute;lise comparativa destes grupos permitiria destrin&ccedil;ar vari&aacute;veis comuns e espec&iacute;ficas envolvidas nos diferentes graus de medo. </P >    <p>Espera-se, no entanto, que este estudo contribua para o reconhecimento e consciencializa&ccedil;&atilde;o social de um fen&oacute;meno de vitima&ccedil;&atilde;o interpessoal que afecta de modo expressivo a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa e que &eacute; percepcionado, na maioria dos casos, como uma experi&ecirc;ncia indutora de medo. Naturalmente, o medo acarreta custos pessoais significativos, repercutindo-se em diferentes esferas da vida da v&iacute;tima mas tamb&eacute;m socialmente. Evidenciou-se tamb&eacute;m que os efeitos da vitima&ccedil;&atilde;o por <I>stalking </I>n&atilde;o dependem apenas da conduta do ofensor. Pelo contr&aacute;rio, resultam da intersec&ccedil;&atilde;o de factores que, na sua complexidade, devem ser compreendidos e localizados no contexto sociocultural. O <I>stalking </I>&eacute;, assim, uma experi&ecirc;ncia subjectiva e deve ser encarado como um problema social relevante. Urge pois a implica&ccedil;&atilde;o social e pol&iacute;tica de forma a prevenir a sua ocorr&ecirc;ncia e revitima&ccedil;&atilde;o, responsabilizar os/as ofensores/as e diminuir as dificuldades das v&iacute;timas. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <p>Amar, A. F. (2006). College women&rsquo;s experience of stalking: Mental health symptoms and changes in routines. <I>Archives of Psychiatric Nursing</I>, <I>20</I>, 108-116. </P >    <!-- ref --><p>Blaauw, E., Winkel, F. W., Arensman, E., Sheridan, S., &amp; Freeve, A. (2002). The toll of stalking: The relationship between features of stalking and psychopathology. <I>Journal of Interpersonal Violence</I>, <I>17</I>, 50-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001015&pid=S0870-8231201200010001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Centers for Disease Control. (2000). Prevalence and health consequences of stalking &ndash; Louisiana 1998-1999. <I>Morbidity and Mortality Weekly Report, 49</I>, 653-655. </P >    <!-- ref --><p>Collins, M. 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Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001020&pid=S0870-8231201200010001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Cupach, W. R., &amp; Spitzberg, B. H. (2002). Obsessive relational intrusion: Incidence, perceived severity, and coping. In K. E. Davis, I. H. Frieze, &amp; R. D. Maiuro (Eds.), <I>Stalking: Perspectives on victims and perpetrators </I>(pp. 138-160). New York: Springer Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001022&pid=S0870-8231201200010001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cupach, W. R., &amp; Spitzberg, B. H. (2004). <I>The dark side of relationship pursuit: From attraction to obsession and stalking. </I>New Jersey &amp; London: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001024&pid=S0870-8231201200010001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Davis, K. E., &amp; Frieze, I. H. (2002). Research on stalking: What do we know and where do we go? In K. E. Davis, I. H. Frieze, &amp; R. D. Maiuro (Eds.), <I>Stalking: Perspectives on victims and perpetrators </I>(pp. 353-375). New York: Springer Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001026&pid=S0870-8231201200010001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Dennison, S. D. (2007). Interpersonal relationships and stalking: Identifying when to intervene. <I>Law and Human Behavior</I>, <I>31</I>, 353-367.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001028&pid=S0870-8231201200010001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dennison, S. M., &amp; Thomson, D. M. (2005). Criticisms or plaudits for stalking laws? What psycholegal research tells us about proscribing stalking. <I>Psychology, Public, Policy, and Law</I>, <I>11</I>, 384-404.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001030&pid=S0870-8231201200010001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dietz, N. A., &amp; Martin, P. Y. (2007). Women who are stalked: Questioning the fear standard. <I>Violence Against Women</I>, <I>13</I>, 750-776.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001032&pid=S0870-8231201200010001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dressing, H., Kuehner, C., &amp; Gass, P. (2005). Lifetime prevalence and impact of stalking in a European population: Epidemiological data from a middle-sized German city. <I>British Journal of Psychiatry</I>, <I>187</I>, 168-172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001034&pid=S0870-8231201200010001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dunn, J. L. (2002). <I>Courting disaster: Intimate stalking, culture, and criminal justice. </I>New York: Aldine de Gruyter.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001036&pid=S0870-8231201200010001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Emerson, R. E., Ferris, K. 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(2009, Setembro). <I>Courtship persistence and stalking: How do Portuguese young adults establish the limits of love? </I>Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada na 19th Conference of the European Association of Psychology and Law (EAPL), Sorrento, It&aacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001040&pid=S0870-8231201200010001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Grangeia, H., &amp; Matos, M. (2010). Stalking: Consensos e controv&eacute;rsias. In C. Machado (Coord.) <I>Novas formas de vitima&ccedil;&atilde;o criminal </I>(pp. 121-166). Braga: Psiquil&iacute;brios Edi&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001042&pid=S0870-8231201200010001300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Grangeia, H., &amp; Matos, M. (2011). Da invisibilidade ao reconhecimento do stalking. In A. I. Sani (Coord.) <I>Temas de vitimologia: Realidades emer</I><I>gentes na vitima&ccedil;&atilde;o e respostas sociais </I>(pp. 61-84). Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001044&pid=S0870-8231201200010001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Grangeia, H., Ferreira, C., Matos, M., &amp; Gon&ccedil;alves, R. A. (2008, Julho) Recognition and criminalization of stalking: Practical implications. Poster apresentado na 18th Conference of the European Association of Psychology and Law, Maastritcht, Holanda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001046&pid=S0870-8231201200010001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hall, D. M. (1998). The victims of stalking. In J. R. Meloy (Ed.), <I>The psychology of stalking: Clinical and forensic perspectives </I>(pp. 113-137). San Diego, CA: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001048&pid=S0870-8231201200010001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hollander, J. A. (2001). Vulnerability and dangerousness: The construction of gender through conversation about violence. <I>Gender &amp; Society</I>, <I>15</I>(1), 83-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001050&pid=S0870-8231201200010001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Johnson, M., &amp; Kercher, G. (2009). Identifying predictors of negative psychological reactions to stalking victimization. <I>Journal of Interpersonal Violence, 24</I>(5), 866-882.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001052&pid=S0870-8231201200010001300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kamir, O. (2001). <I>Every breath you take: Stalking narratives and the law</I>. The Ann Arbor, MI: University of Michingan Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001054&pid=S0870-8231201200010001300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Kamphuis, J. H., &amp; Emmelkamp, P. M. G. (2000). Stalking &ndash; A contemporary challenge for forensic and clinical psychiatry. <I>British Journal of Psychiatry</I>, <I>176</I>, 206-209. </P >    <!-- ref --><p>Kamphuis, J. H., &amp; Emmelkamp, P. M. G. (2001). Traumatic distress among support seeking female victims of stalking. <I>American Journal of Psychiatry</I>, <I>158</I>, 795-798.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001057&pid=S0870-8231201200010001300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Keane, C. (1995). Victimization and fear: Assessing the role of offender and offense. <I>Canadian Journal of Criminology, 37</I>, 431-455.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001059&pid=S0870-8231201200010001300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Kuehner, C., Gass, P., &amp; Dressing, H. (2007). Increased risk of mental disorders among lifetime victims of stalking &ndash; Findings from a community study. <I>European Psychiatry</I>, <I>22</I>, 142-145. </P >    <!-- ref --><p>Langhinrichsen-Rohling, J., Palarea, R. E., Cohen, J., &amp; Rohling, M. L. (2002). Breaking up is hard to do: Unwanted pursuit behaviors following the dissolution of a romantic relationship. In K. E. Davis, I. H. Frieze, &amp; R. D. Maiuro (Eds.), <I>Stalking: Perspectives on victims and perpetrators </I>(pp. 212-236). New York: Springer Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001062&pid=S0870-8231201200010001300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Madriz, E. I. (1997). Images of criminals and victims: A study on women&rsquo;s fear and social control. <I>Gender &amp; Society</I>, <I>11</I>, 342-356. </P >    <!-- ref --><p>Matos, M., Grangeia, H., Ferreira, C., &amp; Azevedo, V. (2009). <I>Invent&aacute;rio de vitima&ccedil;&atilde;o por stalking</I>. Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001065&pid=S0870-8231201200010001300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Matos, M., Grangeia, H., Ferreira, C., &amp; Azevedo, V. (2011). <I>Inqu&eacute;rito de vitima&ccedil;&atilde;o por stalking</I>. Relat&oacute;rio de Investiga&ccedil;&atilde;o. Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001067&pid=S0870-8231201200010001300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McEwan, T. E., Mullen, P. E., &amp; Mackenzie, R. (2007). Anti-stalking legislation in practice: Are we meeting community needs? <I>Psychiatry, Psychology</I><I>, and Law</I>, <I>14</I>, 207-217.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001069&pid=S0870-8231201200010001300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McEwan, T., Mullen, P. E., &amp; Purcell, R. (2007). Identifying risk factors in stalking: A review of current research. <I>International Journal of Law and Psychiatry, 30</I>, 19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001071&pid=S0870-8231201200010001300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mechanic, M. B., Uhlmansiek, M. H., Weaver, T. L., &amp; Resick, P. A. (2002). The impact of severe stalking experienced by acutely battered women: An examination of violence, psychological symptoms and strategic responding. In K. E. Davis, I. H. Frieze, &amp; R. D. Maiuro (Eds.), <I>Stalking: Perspectives on victims and perpetrators </I>(pp. 89-111). New York: Springer Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001073&pid=S0870-8231201200010001300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mullen, P. E., Path&eacute;, M., &amp; Purcell, R. (2000). <I>Stalkers and their victims</I>. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001075&pid=S0870-8231201200010001300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mullen, P. E., Path&eacute;, M., &amp; Purcell, R. (2001). Stalking: New constructions of human behaviour. <I>Australian and New Zealand of Psychiatry, 35</I>, 9-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001077&pid=S0870-8231201200010001300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mullen, P. E., Path&eacute;, M., Purcell, R., &amp; Stuart, G. W. (1999). Study of stalkers. <I>American Journal of Psychiatry</I>, <I>156</I>, 1244-1249.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001079&pid=S0870-8231201200010001300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mullen, P. E., MacKenzie, R., Ogloff, J. R. P., Path&eacute;, M., McEwan, T. E., &amp; Purcell, R. (2006). Assessing and managing the risks in the stalking situation. <I>Journal of the American Academy of Psychiatry and the Law</I>, <I>34</I>(4), 439-450.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001081&pid=S0870-8231201200010001300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Nicastro, A. M., Cousins, A. V., &amp; Spitzberg, B. H. (2000). The tactical face of stalking. <I>Journal of Criminal Justice</I>, <I>28</I>, 69-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001083&pid=S0870-8231201200010001300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pallant, J. (2007). <I>SPSS. Survival Manual. </I>London: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001085&pid=S0870-8231201200010001300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Path&eacute;, M., Mullen, P. E., &amp; Purcell, R. (2001). Management of victims of stalking. <I>Advances in Psychiatric Treatment</I>, <I>7</I>, 399-406.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001087&pid=S0870-8231201200010001300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Phillips, L., Quirk, R., Rosenfeld, B., &amp; O&rsquo;Connor, M. (2004). Is it stalking? Perceptions of stalking among college undergraduates. <I>Criminal Justice and Behavior</I>, <I>31</I>, 73-96. </P >    <!-- ref --><p>Purcell, R., Path&eacute;, M., &amp; Mullen, P. E. (2002). The prevalence and nature of stalking in the Australian community. <I>Australian and New Zealand Journal of Psychiatry, </I>36, 114-120.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001090&pid=S0870-8231201200010001300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Purcell, R., Path&eacute;, M., &amp; Mullen, P. E. (2004a). Stalking: Defining and prosecuting a new category of offending. <I>International Journal of Law and Psychiatry, 27</I>, 157-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001092&pid=S0870-8231201200010001300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Purcell, R., Path&eacute;, M., &amp; Mullen, P. E. (2004b). When do repeated intrusions become stalking? <I>The Journal of Forensic Psychiatric &amp; Psychology</I>, <I>15</I>, 571-583.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001094&pid=S0870-8231201200010001300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Purcell, R., Path&eacute;, M., &amp; Mullen, P. E. (2005). Association between stalking victimization and psychiatric morbidity in a random community sample. <I>British Journal of Psychiatry</I>, <I>187</I>, 416-420.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001096&pid=S0870-8231201200010001300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Scott, A. J., &amp; Sheridan, L. (2011). &lsquo;Reasonable&rsquo; perceptions of stalking: The influence of conduct severity and the perpetrator-target relationship. <I>Psychology, Crime and Law</I>. <I>17</I>, 331-343. </P >    <!-- ref --><p>Sheridan, L. P., Blaauw, E., &amp; Davies, G. M. (2003). Stalking: Knowns and unknowns. <I>Trauma, Violence, &amp; Abuse</I>, <I>4</I>, 148-162.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001099&pid=S0870-8231201200010001300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Sheridan, L., Gillett, R., Davies, G. M., Blaauw, E., &amp; Patel, D. (2003). &lsquo;There&rsquo;s no smoke without fire&rsquo;: Are male ex-partners perceived as more &lsquo;entitled&rsquo; to stalk than acquaintance or stranger stalkers? <I>British Journal of Psychology</I>, <I>94</I>, 87-98. </P >    <!-- ref --><p>Spitzberg, B. H., &amp; Cupach, W. R. (2007). The state of art of stalking: Taking stock of the emerging literature. <I>Aggression and Violent Behavior</I>, <I>12</I>, 64-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001102&pid=S0870-8231201200010001300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Spitzberg, B. H., Cupach, W. R., &amp; Ciceraro, L. (2010). Sex differences in stalking and obsessive relational intrusion: Two meta-analyses. <I>Partner Abuse, 1</I>, 259-285.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001104&pid=S0870-8231201200010001300050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sutton, R. M., &amp; Farral, S. (2005). Gender, socially desirable responding and the fear of crime. <I>British Journal of Criminology</I>, <I>45</I>, 212-224.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001106&pid=S0870-8231201200010001300051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Thompson, C. M., Dennison, S. M., &amp; Stewart, A. (2010). Are female stalkers more violent than male stalkers? Understanding gender differences in stalking violence using contemporary sociocultural beliefs. <I>Sex Roles</I>. DOI: 10.1007/s11199-010-9911-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001108&pid=S0870-8231201200010001300052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Tjaden, P., &amp; Thoennes, N. (1998). <I>Stalking in America: Findings from National Violence Against Women Survey. </I>Washington, DC: National Institute of Justice and Centres for Disease Control and Prevention.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001110&pid=S0870-8231201200010001300053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Tjaden, P., Thonnes, N., &amp; Allison, C. J. (2002). Comparing stalking victimization from legal and victim perspective. In K. E. Davis, I. H. Frieze, &amp; R. D. Maiuro (Eds.), <I>Stalking: Perspectives on victims and perpetrators </I>(pp. 9-30). New York: Springer Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=001112&pid=S0870-8231201200010001300054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Marlene Matos, Escola de Psicologia (EPsi), Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga. E-mail: <a href="mailto:mmatos@psi.uminho.pt">mmatos@psi.uminho.pt</a>  </P >     <p>Este trabalho &eacute; financiado por Fundos FEDER atrav&eacute;s do Programa Operacional Factores de Competitividade    &ndash; COMPETE e por Fundos Nacionais atrav&eacute;s da FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia e da CIG &ndash;    Comiss&atilde;o para a Cidadania e Igualdade de G&eacute;nero no &acirc;mbito do projecto &ldquo;Stalking em Portugal: Preval&ecirc;ncia,    impacto e interven&ccedil;&atilde;o&rdquo; (PIHM/VG/0090/2008). </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   >NOTAS</P >     <P   ><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup>As an&aacute;lises preliminares revelaram estarem cumpridos os pressupostos subjacentes &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o deste tipo de an&aacute;lise, nomeadamente dimens&atilde;o adequada da amostra; frequ&ecirc;ncias esperadas/observadas adequadas para os preditores dicot&oacute;micos; aus&ecirc;ncia de multicolinearidade e de <I>outliers </I>(Pallant, 2007).</P >      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Amar]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. F.]]></given-names>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[College women&#8217;s experience of stalking: Mental health symptoms and changes in routines]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Psychiatric Nursing]]></source>
<year>2006</year>
<volume>20</volume>
<page-range>108-116</page-range></nlm-citation>
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