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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The dominant culture sends out powerful messages about rape, sex and violence. Many studies postulated that conceptions of what events constitute sexual violence are influenced by the attitudes of those in their immediate social network. Sexist attitudes and rape-supporting beliefs have long been linked to relationship aggression and sexual violence. Attitudes toward sexual violence seem to be linked to traditional gender-role stereotypes, in particular those related to sexual behavior. The ECVS measures the degree to which a person sustains false information about sexual violence (false beliefs about sexual violence that are used to justify sexual violence and trivialize its effects on the victims). High scores indicate that a person is more tolerant to sexual violence. The ECVS was administered to a national sample of 1.000 university students. The psychometric properties of the ECVS were examined. Using principal components analysis we presented five independent factors. The scale has an alpha coefficient (internal consistency reliability) of .91. The implications of these findings are discussed in terms of the ability of the ECVS to detect attitudes and beliefs associated with sexual violence and to subsequently develop appropriate educational and intervention programs to address and ultimately prevent sexual aggression.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Escala de Cren&ccedil;as sobre Viol&ecirc;ncia Sexual (ECVS) </B></p>     <p><b>S&oacute;nia Martins*; Carla Machado*;  Rui Abrunhosa* e Celina Manita** </b></P >     <p>*Escola de Psicologia, Universidade do Minho; </P >     <p>**Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A incorpora&ccedil;&atilde;o e partilha das concep&ccedil;&otilde;es culturais dominantes acerca da sexualidade, da viol&ecirc;ncia, da viola&ccedil;&atilde;o e de outras formas de viol&ecirc;ncia sexual t&ecirc;m consequ&ecirc;ncias tanto para a vida dos indiv&iacute;duos como para a vida em sociedade. Atitudes sexistas e cren&ccedil;as legitimadoras da viola&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m consistentemente sido associadas com uma maior probabilidade de agress&atilde;o e viol&ecirc;ncia sexual. As atitudes face &agrave; viol&ecirc;ncia sexual parecem tamb&eacute;m estar associadas com os pap&eacute;is tradicionais de g&eacute;nero, sobretudo os que se prendem directamente com o comportamento sexual. A ECVS mede o grau de toler&acirc;ncia/aceita&ccedil;&atilde;o do sujeito quanto ao uso de viol&ecirc;ncia desta natureza. Quanto mais elevada for a pontua&ccedil;&atilde;o total da escala, mais elevado ser&aacute; o grau de toler&acirc;ncia/aceita&ccedil;&atilde;o do sujeito quanto ao uso de viol&ecirc;ncia sexual. A ECVS foi administrada a uma amostra nacional de 1000 estudantes universit&aacute;rios, analisando-se as suas caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas. A an&aacute;lise factorial de componentes principais (com rota&ccedil;&atilde;o <I>varimax</I>) permitiu obter cinco factores. A consist&ecirc;ncia interna da escala, obtida atrav&eacute;s do coeficiente <I>alpha de cronbach</I>, &eacute; de 0.91. Discutem-se as implica&ccedil;&otilde;es dos resultados obtidos, quer em termos da an&aacute;lise da capacidade da ECVS para detectar atitudes e cren&ccedil;as associadas com a viol&ecirc;ncia sexual, quer em termos da an&aacute;lise do seu contributo na constru&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de programas de interven&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Atitudes, Cren&ccedil;as, Mitos sobre viola&ccedil;&atilde;o, Viol&ecirc;ncia sexual. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>The dominant culture sends out powerful messages about rape, sex and violence. Many studies postulated that conceptions of what events constitute sexual violence are influenced by the attitudes of those in their immediate social network. Sexist attitudes and rape-supporting beliefs have long been linked to relationship aggression and sexual violence. Attitudes toward sexual violence seem to be linked to traditional gender-role stereotypes, in particular those related to sexual behavior. The ECVS measures the degree to which a person sustains false information about sexual violence (false beliefs about sexual violence that are used to justify sexual violence and trivialize its effects on the victims). High scores indicate that a person is more tolerant to sexual violence. The ECVS was administered to a national sample of 1.000 university students. The psychometric properties of the ECVS were examined. Using principal components analysis we presented five independent factors. The scale has an alpha coefficient (internal consistency reliability) of .91. The implications of these findings are discussed in terms of the ability of the ECVS to detect attitudes and beliefs associated with sexual violence and to subsequently develop appropriate educational and intervention programs to address and ultimately prevent sexual aggression. </P >     <p><B>Key-words: </B>Attitudes and rape-supporting beliefs, Rape myths, Sexual violence. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >     <p>A ECVS mede o grau de toler&acirc;ncia/aceita&ccedil;&atilde;o do sujeito quanto ao uso de viol&ecirc;ncia de natureza sexual. A necessidade de constru&ccedil;&atilde;o da escala foi sentida a partir da constata&ccedil;&atilde;o da inexist&ecirc;ncia de instrumentos aferidos para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa neste dom&iacute;nio e insere-se num projecto mais vasto de investiga&ccedil;&atilde;o (incorporado no projecto &ldquo;Viol&ecirc;ncia nas Rela&ccedil;&otilde;es Juvenis de Intimidade&rdquo; &ndash; PTDC/PSI/65852/2006, financiado pela FCT e coordenado pela Professora Doutora Carla Machado) que, globalmente, pretende: (a) disponibilizar instrumentos de investiga&ccedil;&atilde;o, adaptados para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, no dom&iacute;nio da viol&ecirc;ncia sexual; (b) recolher dados sobre a preval&ecirc;ncia e incid&ecirc;ncia dos diferentes tipos de viol&ecirc;ncia sexual (i.e., contactos sexuais indesejados, coer&ccedil;&atilde;o sexual, tentativa de viola&ccedil;&atilde;o e viola&ccedil;&atilde;o) junto de jovens adultos, estudantes universit&aacute;rios, com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos de idade, tanto ao n&iacute;vel da vitima&ccedil;&atilde;o quer como da perpetra&ccedil;&atilde;o; (c) conhecer o posicionamento destes jovens face a estas formas de viol&ecirc;ncia (procurando identificar o grau de toler&acirc;ncia/legitima&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a estes comportamentos e as cren&ccedil;as espec&iacute;ficas que concorrem para a sua legitima&ccedil;&atilde;o); (d) analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre atitudes e comportamentos abusivos e identificar factores sociodemogr&aacute;ficos e formativos associados &agrave;s cren&ccedil;as e comportamentos sexualmente abusivos; (e) explorar eventuais factores preditores das atitudes legitimadoras da viol&ecirc;ncia sexual e dos comportamentos sexualmente abusivos; e, (f) reflectir sobre o uso de diferentes metodologias e diferentes <I>designs </I>de investiga&ccedil;&atilde;o. De mencionar, tamb&eacute;m, que a elabora&ccedil;&atilde;o da escala percorreu v&aacute;rias etapas (tal como explicitaremos mais em baixo), tendo sempre como alvo estudantes universit&aacute;rios. </P >     <p>HIST&Oacute;RIA </P >    <p>Trata-se de uma escala que foi constru&iacute;da elaborada a partir da &ldquo;Escala de Cren&ccedil;as sobre a Viola&ccedil;&atilde;o (ECV)&rdquo; (Matos, Machado, &amp; Gon&ccedil;alves, no prelo). Esta &uacute;ltima &eacute; constitu&iacute;da por 29 itens, constru&iacute;dos a partir da observa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica de v&iacute;timas de viola&ccedil;&atilde;o, da revis&atilde;o da literatura sobre mitos e cren&ccedil;as culturais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia sexual, da observa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica de violadores e do que &eacute; veiculado na literatura a respeito das estrat&eacute;gias cognitivas de legitima&ccedil;&atilde;o do comportamento sexualmente abusivo. </P >    <p>Os itens est&atilde;o constru&iacute;dos segundo a concep&ccedil;&atilde;o de que as v&iacute;timas ser&atilde;o do g&eacute;nero feminino e os seus perpetradores do g&eacute;nero masculino. Os 29 itens da escala correlacionam-se fortemente com o seu total (as correla&ccedil;&otilde;es variam entre um m&iacute;nimo de .41 e um m&aacute;ximo de .76). A consist&ecirc;ncia interna da ECV, obtida atrav&eacute;s do coeficiente <I>alpha </I>de Cronbach, &eacute; de .93. A an&aacute;lise factorial de componentes principais (rota&ccedil;&atilde;o varimax) permitiu obter tr&ecirc;s factores que, no seu conjunto, explicam 53.5% da vari&acirc;ncia da escala. O primeiro factor [&ldquo;legitima&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia pelo consentimento feminino&rdquo;] explica 43.8%, o segundo [&ldquo;legitima&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia atrav&eacute;s do comportamento sexual pr&eacute;vio da mulher&rdquo;] explica 5.2% e, o terceiro [&ldquo;legitima&ccedil;&atilde;o da viola&ccedil;&atilde;o pela normalidade do ofensor&rdquo;] explica 4.5% da vari&acirc;ncia. </P >     <p>Face ao exposto, importa mencionar que a constru&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o da ECVS passou por diferentes etapas, nomeadamente: (a) adapta&ccedil;&atilde;o dos itens da ECV de forma a comportar uma linguagem n&atilde;o <I>genderizada </I>(de modo a que ambos os g&eacute;neros possam ser conceptualizados como potenciais v&iacute;timas e/ou agressores), assim como um <I>continuum </I>de comportamentos sexualmente violentos (e n&atilde;o apenas a viola&ccedil;&atilde;o); (b) reflex&atilde;o falada dos itens, junto de um grupo de 15 jovens universit&aacute;rios com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos de idade, da Universidade do Minho, e junto da equipa de investiga&ccedil;&atilde;o (cerca de 10 colegas investigadores), de modo a analisar o modo como a formula&ccedil;&atilde;o dos itens era interpretado, nomeadamente as dificuldades ou ambiguidades apresentadas pelos mesmos. Esta fase conduziu &agrave; altera&ccedil;&atilde;o na forma de apresenta&ccedil;&atilde;o ou formula&ccedil;&atilde;o de alguns itens. No final, a escala ficou com trinta itens; (c) primeiro estudo das qualidades psicom&eacute;tricas da escala, com uma amostra de conveni&ecirc;ncia, composta por 700 estudantes do ensino superior, com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos de idade, da regi&atilde;o Norte do pa&iacute;s; e, (d) um novo estudo, conduzido com a vers&atilde;o definitiva da escala, administrada a uma amostra representativa (quanto ao g&eacute;nero, &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o e regi&atilde;o de Portugal Continental), constitu&iacute;da por 1000 estudantes do ensino superior, com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos de idade. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>FUNDAMENTA&Ccedil;&Atilde;O TE&Oacute;RICA </P >    <p>Os comportamentos sexuais, &agrave; semelhan&ccedil;a do que acontece com os restantes comportamentos humanos, s&atilde;o constrangidos pelas normas sociais e culturais dominantes, que imp&otilde;em determinados padr&otilde;es de comportamento sexual, sendo o g&eacute;nero apontado como o principal factor de discrimina&ccedil;&atilde;o do que constitui um comportamento aceit&aacute;vel/n&atilde;o aceit&aacute;vel (Freese, Moya, &amp; Meg&iacute;as, 2004). </P >     <p>Desde os anos 70, em particular a partir dos primeiros estudos de Brownmillher (1975) sobre o tema, v&aacute;rias investiga&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m procurado compreender como &eacute; que as atitudes de g&eacute;nero (e.g., Burt, 1980; Ong &amp; Ward, 1999; Ryckman, Kaczor, &amp; Thornton, 1992) e/ou mitos de aceita&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia sexual contribuem para esta forma de viol&ecirc;ncia e se relacionam com as reac&ccedil;&otilde;es &agrave; mesma. Apesar de diferentes estudos conduzidos recentemente come&ccedil;arem a documentar que, na generalidade, os participantes tendem a discordar com a afirma&ccedil;&atilde;o expressa de mitos sobre a viol&ecirc;ncia sexual (e.g., Brady, Chrisler, Hosdale, OsoWiecki, &amp; Veal, 1991; Carmody &amp; Washinghton, 2001; Golge, Yavuz, Muderrisoglu, &amp; Yavuz, 2003; Hinck &amp; Thomas, 1999; McDonald &amp; Kline, 2004; Vrij &amp; Kirby, 2002), ainda se continuam a registar algumas cren&ccedil;as legitimadoras desta forma de viol&ecirc;ncia, nomeadamente as de que: (a) relativamente &agrave;s mulheres, estas acusam injustamente os homens de viola&ccedil;&atilde;o; a viola&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; prejudicial; aquelas gostam da ou desejam a viola&ccedil;&atilde;o e provocam a agress&atilde;o ou merecem ser violadas, devido ao seu comporta </B>mento inapropriado ou de &ldquo;risco&rdquo;; e, que raramente s&atilde;o perpetradoras desta viol&ecirc;ncia contra os homens; e, (b) relativamente aos homens, estes n&atilde;o podem ser, ou raramente s&atilde;o, v&iacute;timas de agress&atilde;o sexual; que estas agress&otilde;es s&oacute; acontecem em pris&otilde;es e s&atilde;o cometidas por violadores homossexuais. </P >     <p>Neste sentido, e como referem Freese e colaboradores (2004), perceber as atitudes face &agrave; viol&ecirc;ncia sexual permite-nos perceber como &eacute; que as pessoas reagem e se comportam face &agrave;s v&iacute;timas e aos agressores. Tal facto &eacute; de extrema relev&acirc;ncia na medida em que estas atitudes podem ser sustentadas quer por perpetradores quer por v&iacute;timas e s&atilde;o, frequentemente, pautadas pela culpabiliza&ccedil;&atilde;o da v&iacute;tima, minimiza&ccedil;&atilde;o do impacto psicol&oacute;gico do crime e justifica&ccedil;&atilde;o do comportamento do agressor. Estas atitudes e cren&ccedil;as influenciam quer a manifesta&ccedil;&atilde;o e toler&acirc;ncia da viol&ecirc;ncia sexual (Proite, Donnells, &amp; Benton, 1993), quer a ades&atilde;o aos estere&oacute;tipos sexuais tradicionais de masculinidade e feminilidade (Zweing, Barber, &amp; Eccles, 1997). </P >    <p>Por exemplo, a probabilidade de usar a for&ccedil;a num encontro sexual tem aparecido positivamente associada a sentimentos de hostilidade face &agrave;s mulheres, &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o de mitos de viol&ecirc;ncia sexual e &agrave; cren&ccedil;a de que a mulher deseja ou merece ser violada (Feltey, Ainslie, &amp; Geib, 1991). De modo semelhante, outros estudos t&ecirc;m documentado que, quando os homens s&atilde;o socializados de modo a serem dominantes e agressivos, tendem a guiar-se por uma &ldquo;cultura da hipermasculinidade&rdquo;, com o suporte de pares que fomentam a agress&atilde;o sexual e legitimam mitos e cren&ccedil;as sexuais agressivos (Rozee &amp; Koss, 2001). </P >    <p>Por sua vez, os estudos conduzidos com o intuito de compreender as atribui&ccedil;&otilde;es para os diferentes tipos de agress&atilde;o sexual t&ecirc;m conclu&iacute;do que os indiv&iacute;duos consideram a agress&atilde;o sexual cometida por um estranho como um crime mais s&eacute;rio e mais traumatizante (f&iacute;sica e psicologicamente) para a v&iacute;tima do que a agress&atilde;o, mesmo que com caracter&iacute;sticas muito semelhantes, cometida por um conhecido (e.g., Bell, Kuriloff, &amp; Lottes, 1994; Bridges, 1991; Perry, McLondon, &amp; Foley, 1994; Szymanski, Devlin, Chrisler, &amp; Vyse, 1993). O mesmo se verifica nos estudos que procuram comparar atitudes relativamente &agrave; viola&ccedil;&atilde;o por um estranho e &agrave; viola&ccedil;&atilde;o marital (e.g., Monson, Byrd, &amp; Langhinrichsen-Rohling, 1996; Sullivan &amp; Mosher, 1990). </P >    <p>Em todas estas investiga&ccedil;&otilde;es se constatou que as mulheres tendem a avaliar a viola&ccedil;&atilde;o mais severamente do que os homens (Bell et al., 1994; Bridges, 1991; Monson et al., 1996; Szymanki et al., 1993). Por&eacute;m, quando se compara a viola&ccedil;&atilde;o por um conhecido ou namorado com a viola&ccedil;&atilde;o perpetrada por um desconhecido, quer os homens quer as mulheres tendem a percepcionar a primeira como mais atribu&iacute;vel &agrave;s caracter&iacute;sticas da v&iacute;tima do que a segunda (Monson, Langhinrichsen-Rohling, &amp; Biderup, 2000). </P >    <p>Importa ainda reflectir sobre os estudos que procuraram perceber o tipo de informa&ccedil;&atilde;o que as pessoas tendem a considerar na formula&ccedil;&atilde;o de julgamentos atribucionais face &agrave; viola&ccedil;&atilde;o. Krah&eacute; (1991), por exemplo, registou como vari&aacute;veis frequentemente consideradas: &ldquo;o grau de resist&ecirc;ncia da v&iacute;tima, o consumo de &aacute;lcool ou exist&ecirc;ncia de les&otilde;es f&iacute;sicas, a amea&ccedil;a ou uso de uma arma por parte do violador e as circunst&acirc;ncias em que a viola&ccedil;&atilde;o ocorreu (incluindo a hora do dia e o local da agress&atilde;o)&rdquo; (p. 227). Outros estudos sustentam que factores como a aus&ecirc;ncia ou presen&ccedil;a de resist&ecirc;ncia por parte da v&iacute;tima (Ong et al., 1999) ou as rela&ccedil;&otilde;es entre a v&iacute;tima e o perpetrador (Bell et al., 1994; Monson et al., 1996) podem influenciar estas atitudes, sendo que a probabilidade de a v&iacute;tima ser responsabilizada pela sua vitima&ccedil;&atilde;o &eacute; elevada quando ela &eacute; conhecida do violador (Bell et al., 1994; Bridges &amp; Mcgrail, 1989). </P >     <p>Uma revis&atilde;o mais aprofundada destes trabalhos permite concluir que, relativamente aos estudos que se centraram na viola&ccedil;&atilde;o das mulheres, sobretudo nos mais antigos, as pessoas tendem a acreditar no &ldquo;cl&aacute;ssico&rdquo; estere&oacute;tipo da viola&ccedil;&atilde;o perpetrada por um estranho (e.g., Estrich, 1987; Ryan, 1988). O facto &eacute; que, mesmo na actualidade, quando &eacute; pedido &agrave;s pessoas para descreverem o que entendem por uma &ldquo;t&iacute;pica viola&ccedil;&atilde;o&rdquo; (&ldquo;cred&iacute;vel&rdquo;, &ldquo;genu&iacute;na&rdquo;, &ldquo;real&rdquo;), estas tendem a descrever um acontecimento que ocorre na rua, &agrave; noite, em que as v&iacute;timas est&atilde;o sozinhas e desprotegidas e, subitamente, s&atilde;o atacadas por um estranho. &Eacute; curioso notar que, relativamente &agrave; v&iacute;tima, factores como esta vestir roupa &ldquo;provocante&rdquo;, conhecer o agressor, estar alcoolizada e ter passado tempo com aquele no momento que precedeu a agress&atilde;o e, no caso do agressor, factores como este usar arma e recorrer a actos agressivos para tentar consumar a viola&ccedil;&atilde;o, tendem a n&atilde;o ser imediatamente mencionados (Anderson, 2007). </P >     <p>N&atilde;o menos relevante &eacute; a conclus&atilde;o de que este estere&oacute;tipo da &ldquo;real&rdquo; viola&ccedil;&atilde;o, associada &agrave; perpetra&ccedil;&atilde;o por um estranho, tamb&eacute;m est&aacute; presente no discurso de v&aacute;rios profissionais, entre os quais m&eacute;dicos, pol&iacute;cias, advogados e ju&iacute;zes (Du Mont, Miller, &amp; Myhr, 2003; Ferreira, 2004; Kassing &amp; Prieto, 2003). Existem mesmo evid&ecirc;ncias de que estes discursos se imiscuem na avalia&ccedil;&atilde;o que estes profissionais fazem dos casos de viola&ccedil;&atilde;o, traduzindo-se na classifica&ccedil;&atilde;o que fazem dos mesmos como &ldquo;fortes&rdquo; e &ldquo;fracos&rdquo; (Estrich, 1987; Larcombe, 2002). Mais especifica mente, um caso &ldquo;forte&rdquo;, percepcionado como uma situa&ccedil;&atilde;o em que a probabilidade de se conseguir uma condena&ccedil;&atilde;o &eacute; significativa, &eacute; um caso cujas caracter&iacute;sticas se aproximam do estere&oacute;tipo da &ldquo;real viola&ccedil;&atilde;o&rdquo;. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alguns autores (e.g., Wood &amp; Rennie, 1994) alertam para o facto de que esta tend&ecirc;ncia &eacute; tamb&eacute;m, frequentemente, observada nas pr&oacute;prias v&iacute;timas. Por outras palavras, as v&iacute;timas raramente definem um epis&oacute;dio sexual como abusivo se o mesmo n&atilde;o se aproximar dessa percep&ccedil;&atilde;o estereo tipada do que &eacute; uma &ldquo;verdadeira viola&ccedil;&atilde;o&rdquo; &ndash; o que, obviamente, conduz a baixas taxas de den&uacute;ncia (Estrich, 1987). Contudo, mais recentemente, outros autores (e.g., Gavey, 2005), sugerem que estamos a assistir a uma mudan&ccedil;a nas cren&ccedil;as p&uacute;blicas em torno do estere&oacute;tipo da viola&ccedil;&atilde;o. Esta mudan&ccedil;a paulatina tem sido associada a um conjunto de factores, entre os quais se encontram a eros&atilde;o do suporte cultural para os mitos de viola&ccedil;&atilde;o e para as atitudes tradicionais face aos pap&eacute;is sexuais (Orcutt &amp; Faison, 1988), a crescente discuss&atilde;o nos <I>media </I>sobre as viola&ccedil;&otilde;es cometidas no contexto das rela&ccedil;&otilde;es de intimidade (Gavey, 2005), e uma maior &ecirc;nfase na den&uacute;ncia e discuss&atilde;o dos mitos de viola&ccedil;&atilde;o nos jornais e nas revistas (Verberg, Desmarais, Wood, &amp; Senn, 2000). Esta modifica&ccedil;&atilde;o estar&aacute; mesmo a conduzir, na &oacute;ptica de alguns investigadores, a uma rela&ccedil;&atilde;o estatisti camente significativa entre a diminui&ccedil;&atilde;o de cren&ccedil;as e mitos sobre a viola&ccedil;&atilde;o e o incremento de den&uacute;ncias de viola&ccedil;&otilde;es cometidas por agressores conhecidos das v&iacute;timas (Hinck &amp; Thomas 1999). </P >    <p>Um estudo internacional recente (Krahn, 2004) parece ser demonstrativo desta mudan&ccedil;a, na medida em que, quando foi pedido &agrave;s participantes para descreverem uma experi&ecirc;ncia sexual coerciva recente, se verificou que relatavam, frequentemente, uma viola&ccedil;&atilde;o perpetrada por um namorado ou conhecido. Al&eacute;m disso, quando se questionou se essas situa&ccedil;&otilde;es correspondiam a uma &ldquo;verdadeira&rdquo; viola&ccedil;&atilde;o, a maioria concordou, apenas discordando quanto ao facto de o sexo oral ou &ldquo;digital&rdquo; constitu&iacute;rem viola&ccedil;&atilde;o &ndash; o que mostra que muitas outras mudan&ccedil;as cognitivas precisam ainda de ocorrer. </P >    <p>A verdade &eacute; que um n&uacute;mero consider&aacute;vel de mulheres &eacute; alvo de viol&ecirc;ncia sexual em circuns t&acirc;ncias diferentes das que s&atilde;o contempladas neste estere&oacute;tipo (e.g., Lonsway &amp; Fitzgerald, 1994). Como refere Estrich (1987), a &ldquo;verdadeira viola&ccedil;&atilde;o&rdquo; (isto &eacute;, a mais frequente) acontece entre duas pessoas que se conhecem e em que o agressor n&atilde;o bate na v&iacute;tima nem a amea&ccedil;a com uma arma. </P >    <p>J&aacute; quando se analisam os estudos em torno da viol&ecirc;ncia sexual cometida contra homens adultos, verifica-se que esta s&oacute; muito recentemente tem ganho terreno na investiga&ccedil;&atilde;o, nomeadamente no campo da psicologia social (Anderson, 1999; Anderson, Beatti &amp; Spencer, 2001; Isely &amp; Gehrenseck-Shim, 1997). Al&eacute;m disso, verifica-se, &agrave; semelhan&ccedil;a do que se regista no caso das v&iacute;timas mulheres, que existe uma subrepresenta&ccedil;&atilde;o desta realidade nas estat&iacute;sticas oficiais (Anderson, 2007). Entre as principais raz&otilde;es evocadas para a n&atilde;o den&uacute;ncia encontra-se o medo dos homens v&iacute;timas de serem desacreditados, culpabilizados ou questionados quanto &agrave; sua orienta&ccedil;&atilde;o sexual (Scarce, 1997). </P >     <p>A literatura documenta, ainda, que a ignor&acirc;ncia e a descren&ccedil;a face ao fen&oacute;meno da agress&atilde;o sexual dos homens t&ecirc;m contribu&iacute;do para a perpetua&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios mitos em torno desta proble m&aacute;tica. Mais especificamente, estudos realizados com o objectivo de perceber as concep&ccedil;&otilde;es dos participantes relativamente &agrave; viola&ccedil;&atilde;o dos homens (e.g., Struckman-Johnson &amp; Struckman-Johnson, 1992), identificaram diversas percep&ccedil;&otilde;es estereotipadas, como, por exemplo, que &ldquo;os homens adultos s&oacute; podem ser violados na pris&atilde;o&rdquo;, &ldquo;os homens que s&atilde;o violados s&atilde;o homossexuais&rdquo;, &ldquo;os homens s&atilde;o demasiado fortes para serem violados&rdquo;. Outras ideias comuns s&atilde;o as de que, para ser uma &ldquo;verdadeira v&iacute;tima&rdquo;, o homem tem de ser mais pequeno que o seu agressor, que nestas situa&ccedil;&otilde;es o violador e/ou a v&iacute;tima s&atilde;o homossexuais, e que a v&iacute;tima dever&aacute; sentir culpa pela agress&atilde;o sexual de que foi alvo (Anderson, 2007; Struckman-Johnson &amp; Struckman-Johnson, 1992). O estado da arte leva-nos, portanto, a concordar com autores como Donnelly e Kenyon (1996), quando referem que o conhecimento em torno da viola&ccedil;&atilde;o cometida contra homens se encontra no mesmo est&aacute;dio em que o saber sobre a viola&ccedil;&atilde;o das mulheres se encontrava h&aacute; v&aacute;rios anos atr&aacute;s, apesar de existir um longo caminho a percorrer ainda, tamb&eacute;m nesta &uacute;ltima &aacute;rea. </P >     <p>O que parece indiscut&iacute;vel e consensual &eacute; o facto de o g&eacute;nero dos participantes afectar as suas percep&ccedil;&otilde;es do que constitui uma &ldquo;t&iacute;pica viola&ccedil;&atilde;o das mulheres&rdquo; e uma &ldquo;t&iacute;pica viola&ccedil;&atilde;o dos homens&rdquo;. Mais concretamente, os estudos revelam que os homens concordam mais com mitos sobre a viola&ccedil;&atilde;o do que as mulheres (Brady et al., 1991; Davies, Pollard, &amp; Archer, 2001; Geiger, Fisher, &amp; Eshet, 2004; Hinck &amp; Thomas, 1999), culpam mais as v&iacute;timas (White &amp; Kurpius, 2002) e sustentam atitudes menos tolerantes face &agrave;s mesmas (Jiminez &amp; Abreu, 2003; Nagel, Matsuo, McIntyre, &amp; Morrison, 2005; William &amp; Pollard, 2003). Autores como Doherty e Anderson (1998) concluem que tal realidade decorre &ldquo;da natureza altamente <I>genderizada </I>da viola&ccedil;&atilde;o e das expectativas culturais que norteiam as rela&ccedil;&otilde;es sexuais e suas transgress&otilde;es&rdquo; (p. 229). </P >    <p>O que &eacute; interessante notar &eacute; que esta menor identifica&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m se estende &agrave; viola&ccedil;&atilde;o dos homens (Anderson, 2007). Por outras palavras, a investiga&ccedil;&atilde;o evidencia que os homens culpam mais as v&iacute;timas homens do que as mulheres (Mitchell, Hirshman, &amp; Hall, 1999), concordam mais com os mitos sobre a viola&ccedil;&atilde;o masculina (Struckman-Johnson &amp; Struckman-Johnson, 1999) e s&atilde;o mais homof&oacute;bicos (Anderson, 2004; Burt &amp; DeMello, 2002). Quanto a este &uacute;ltimo aspecto, algumas investiga&ccedil;&otilde;es (e.g., Anderson &amp; Doherty, 2004; Davies, 2002; Davies &amp; McCartney, 2003) constataram que a homofobia se torna mais saliente quando os homens n&atilde;o se identificam com as v&iacute;timas envolvidas e quando o incidente &eacute; descrito como envolvendo v&iacute;timas &ldquo;<I>gay</I>&rdquo;. </P >    <p>Alguns autores procuraram averiguar os factores que contribuem para esta reac&ccedil;&atilde;o hostil e homof&oacute;bica &agrave; viola&ccedil;&atilde;o dos homens. Identificaram como factores preponderantes a reduzida simpatia com homens posicionados num papel n&atilde;o-dominante, assim como a cren&ccedil;a de que os homens v&iacute;timas s&atilde;o homossexuais, com um estilo de vida pautado pelo envolvimento em sexo casual e indiscriminado (Scarce, 1997; West, 2000). Neste sentido, Davies (2002) considera que esta associa&ccedil;&atilde;o entre a viola&ccedil;&atilde;o dos homens e a homossexualidade pode ser uma maneira de os participantes expressarem a sua homofobia. </P >    <p>A percep&ccedil;&atilde;o da viola&ccedil;&atilde;o masculina por parte dos homens parece, ali&aacute;s, estar associada a uma combina&ccedil;&atilde;o da masculinidade hegem&oacute;nica (Kite &amp; Whitley, 1996) com estrat&eacute;gias de distanciamento/defensividade emocional (Bell et al., 1994; Shaver, 1970). Por exemplo, Anderson e Doherty (2004) verificaram que os homens tendem a distanciar-se de certos incidentes de viola&ccedil;&atilde;o envolvendo v&iacute;timas homens, descrevendo-os em termos sexuais e homof&oacute;bicos, de modo a deixarem a sua masculinidade intacta e a negarem a possibilidade de se poderem tornar v&iacute;timas deste tipo de agress&atilde;o. As autoras verificaram tamb&eacute;m que as cren&ccedil;as homof&oacute;bicas estavam positivamente correlacionadas com a atribui&ccedil;&atilde;o de culpabilidade aos homens v&iacute;timas de viola&ccedil;&atilde;o e com a cren&ccedil;a de que as v&iacute;timas sofrem um impacto menor se a penetra&ccedil;&atilde;o for uma pr&aacute;tica sexual normal na sua vida (i.e., se o homem for homossexual), acreditando, portanto, que o trauma ser&aacute; maior para as v&iacute;timas que nunca experienciaram este tipo de contacto sexual. </P >    <p>Como tentativas de explicar esta diferente identifica&ccedil;&atilde;o de homens e mulheres com as v&iacute;timas de viola&ccedil;&atilde;o, t&ecirc;m ainda sido avan&ccedil;ados os argumentos de que as mulheres t&ecirc;m maior probabilidade de ser agredidas sexualmente (DeKeseredy, Schwartz, &amp; Trait, 1993; Koss, Gidycz, &amp; Wisniewski, 1987) e o facto de estas experimentarem quotidianamente o medo de uma potencial viola&ccedil;&atilde;o (Verberg, 1998). Por outro lado, historicamente, as mulheres foram quase sempre as v&iacute;timas da viol&ecirc;ncia, ao passo que os homens quase sempre encarnaram o papel de perpetradores. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Partindo deste pressuposto, Anderson (2007) considera que os homens t&ecirc;m um menor conhecimento sobre o fen&oacute;meno porque s&atilde;o menos v&iacute;timas, t&ecirc;m poucos amigos que o foram, os <I>media </I>s&atilde;o mais omissos no que respeita &agrave; viola&ccedil;&atilde;o dos homens do que &agrave; das mulheres e, consequentemente, este &eacute; um tema que raramente surge na sua interac&ccedil;&atilde;o social. A autora entende, assim, que os homens, por possu&iacute;rem menor conhecimento ou empatia para com as v&iacute;timas de viola&ccedil;&atilde;o, quando lhes &eacute; pedido para verbalizarem o que constitui uma &ldquo;verdadeira viola&ccedil;&atilde;o&rdquo; tendem a recorrer ao estere&oacute;tipo da perpetra&ccedil;&atilde;o da agress&atilde;o por um estranho &ndash; fazendo-o quer em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; viola&ccedil;&atilde;o das mulheres quer em rela&ccedil;&atilde;o aos homens, por extrapola&ccedil;&atilde;o de um cen&aacute;rio para outro. Em contrapartida, Anderson considera que &eacute; esperado que as mulheres conhe&ccedil;am melhor o fen&oacute;meno e, como tal, se identifiquem mais proximamente com as v&iacute;timas. Refere ainda que, dadas as mudan&ccedil;as que t&ecirc;m ocorrido na percep&ccedil;&atilde;o da viola&ccedil;&atilde;o das mulheres, &eacute; esperado que as mulheres saibam que a viola&ccedil;&atilde;o por algu&eacute;m conhecido &eacute; mais frequente do que por um estranho e tendam a incluir esta situa&ccedil;&atilde;o nas suas descri&ccedil;&otilde;es, extrapolando este conhecimento para a viola&ccedil;&atilde;o dos homens. </P >    <p>No plano das implica&ccedil;&otilde;es destes dados, salientamos que a n&atilde;o percep&ccedil;&atilde;o deste tipo de viol&ecirc;ncia como algo de grave tem consequ&ecirc;ncias negativas extremas para a v&iacute;tima, ao n&iacute;vel da sua recupera&ccedil;&atilde;o (Kubany, Abueg, Owens, Brennan, Kaplan, &amp; Watson, 1995), da den&uacute;ncia do crime e da interven&ccedil;&atilde;o do sistema judicial, que acaba por passar a mensagem aos agressores de que a lei n&atilde;o pode punir as suas ac&ccedil;&otilde;es e, simultaneamente, contribui para o sentimento de inseguran&ccedil;a e desamparo das v&iacute;timas (Freese et al., 2004; Koss, 1992). Tal torna-se particularmente significativo se considerarmos que estas v&iacute;timas, mais do que as de outros crimes graves, j&aacute; tendem a silenciar a sua vitima&ccedil;&atilde;o (Koss, 1992). </P >    <p>ESTUDOS REALIZADOS EM PORTUGAL </P >    <p><I>Etapas e objectivos </I></P >    <p>O primeiro estudo realizado com a ECVS teve por objectivo analisar as qualidades psicom&eacute;tricas da escala e decorreu durante o ano lectivo de 2007/2008. Um segundo estudo foi conduzido no ano lectivo de 2008/2009, j&aacute; com a vers&atilde;o definitiva da escala, e com uma amostra representativa de estudantes do ensino superior, residentes em Portugal Continental, com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos de idade. Este segundo estudo permitiu-nos replicar, globalmente, as an&aacute;lises estat&iacute;sticas anteriormente realizadas, no que se refere &agrave;s propriedades psicom&eacute;tricas da escala, nomeadamente, no que diz respeito &agrave; sua precis&atilde;o e validade, que apresentaremos mais adiante. De salientar que, ao longo deste artigo e para que o leitor possa acompanhar os diferentes passos realizados, iremos apresentar os resultados de ambos os estudos efectuados, ressaltando, contudo, os resultados do segundo estudo, dada a maior representatividade da amostra que lhe serve de base. </P >    <p><I>Amostras e metodologia </I></P >    <p>Tal como mencionado anteriormente, foi realizado um estudo piloto, com uma amostra de conveni&ecirc;ncia, composta por 700 sujeitos [319 Homens (45.6%) e 381 mulheres (54.4%)], com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos de idade [<I>M</I>=20.01; <I>DP</I>=1.654]. Esta amostra foi recolhida em quatro estabelecimentos de ensino superior da zona Norte do Pa&iacute;s. </P >    <p>O segundo estudo permitiu alargar esta amostra e torn&aacute;-la mais representativa, abrangendo 1000 estudantes do ensino superior [462 Homens (46.2%) e 538 Mulheres, (53.8%)], com idades compreendidas entre os 18-24 anos de idade (<I>M</I>=20.21 anos de idade; <I>DP</I>=1.72). A amostra foi calculada segundo a informa&ccedil;&atilde;o disponibilizada pelo Observat&oacute;rio da Ci&ecirc;ncia e do Ensino Superior, derivada do tratamento dos resultados obtidos pelo inqu&eacute;rito estat&iacute;stico anual DIMAS, controlando as vari&aacute;veis: g&eacute;nero, regi&atilde;o do pa&iacute;s (definidas de forma concordante com o que &eacute; definido pelo Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, com base nos Censos para Portugal Continental, sendo este dimensionamento baseado no erro absoluto, com um grau de confian&ccedil;a de 95%) e diferentes &aacute;reas de forma&ccedil;&atilde;o (definidas de acordo com a Portaria n&ordm; 256/2005 de 16 de Mar&ccedil;o do <I>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</I>). Os quadros seguintes permitem analisar, de forma mais detalhada, os dados formativos e sociodemogr&aacute;ficos que caracterizam os participantes deste segundo estudo (cf. Quadro <a href="#q1">1</a> e <a href="#q2">2</a>). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q1">     <p><img src="/img/revistas/aps/v30n1-2/30n1-2a14q1.jpg" width="521" height="314"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P ><a name="q2">     <p><img src="/img/revistas/aps/v30n1-2/30n1-2a14q2.jpg" width="522" height="265"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><I>Dados qualitativos e quantitativos dos itens </I></P >     <p>A escala &eacute; composta por 30 itens, apresentados com uma escala de resposta de cinco pontos (desde 1=discordo totalmente at&eacute; 5=concordo totalmente). Nenhum dos itens foi eliminado, uma vez que todos se mostraram adequados do ponto de vista da validade de conte&uacute;do, da dispers&atilde;o e do poder discriminativo. </P >    <p><I>Resultados no &acirc;mbito da precis&atilde;o </I></P >    <p>A escala, na sua vers&atilde;o final, &eacute; constitu&iacute;da por trinta itens. Os itens apresentam uma correla&ccedil;&atilde;o com a pontua&ccedil;&atilde;o total da escala que varia entre 0.397 e 0.796. A consist&ecirc;ncia interna da escala, obtida atrav&eacute;s do coeficiente <I>alpha </I>de cronbach &eacute;, segundo os dados recolhidos no estudo piloto, de 0.905 e, no segundo estudo, de 0.908. Trata-se, por conseguinte, de uma escala com elevado grau de consist&ecirc;ncia interna. </P >    <p><I>Resultados relativos &agrave; validade </I></P >    <p>Na an&aacute;lise da estrutura factorial dos resultados, opt&aacute;mos pela an&aacute;lise da ECVS em componentes principais com rota&ccedil;&atilde;o <I>varimax</I>. Os resultados apontam para a exist&ecirc;ncia de cinco factores que, no seu conjunto, explicam 48.602% da vari&acirc;ncia dos resultados no primeiro estudo e 48.896% no segundo. </P >    <p>As an&aacute;lises estat&iacute;sticas efectuadas &agrave;s escalas da ECVS revelam valores de adequa&ccedil;&atilde;o para o &iacute;ndice de Kaiser-Meyer-Olkin (de 0.921 no primeiro estudo e de 0.929 no segundo). O teste de esfericidade de Bartlett tamb&eacute;m apresenta valores adequados em ambos os estudos (nomeadamente &chi;<Sup><I>2</I></Sup>=6591.634; gl=435; <I>p</I>=0.000 no que se refere ao primeiro e &chi;<Sup><I>2</I></Sup>=9433.568; gl=435; <I>p</I>=0.000 no segundo). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De salientar que a estrutura factorial obtida no primeiro estudo foi reproduzida no segundo, tal como ser&aacute; descrito de seguida. Mais especificamente, verific&aacute;mos que o factor 1 explica 13.492% da vari&acirc;ncia comum, no primeiro estudo, e 14.197% no segundo. A an&aacute;lise dos itens que o integram (em particular 2, 6 e 22), de acordo com a respectiva satura&ccedil;&atilde;o, levou-nos a concluir que este integra um conjunto de cren&ccedil;as que legitimam ou minimizam a viol&ecirc;ncia sexual mediante a refer&ecirc;ncia &agrave; exist&ecirc;ncia de um passado sexual entre ofensor e v&iacute;tima e &agrave; aus&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica durante o acto sexual praticado. Denomin&aacute;mos este factor de &ldquo;representa&ccedil;&atilde;o estereotipada da viola&ccedil;&atilde;o&rdquo; (cf. <a href="#q3">Quadro 3</a>). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q3">     <p><img src="/img/revistas/aps/v30n1-2/30n1-2a14q3.jpg" width="522" height="464"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>O factor 2 explica 10.741% da vari&acirc;ncia comum no primeiro estudo e 10.794% no segundo. Os itens que o integram, em particular os que nele t&ecirc;m maior peso e lhe s&atilde;o espec&iacute;ficos (e.g., 13, 26 e 27), criam a no&ccedil;&atilde;o de que a viol&ecirc;ncia poder&aacute; ser justific&aacute;vel em fun&ccedil;&atilde;o de certas condutas da v&iacute;tima. Por outras palavras, permitem a legitima&ccedil;&atilde;o ou minimiza&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia sexual atrav&eacute;s do comportamento pr&eacute;vio da v&iacute;tima, quer no que toca ao seu passado sexual (e.g., provocat&oacute;rio ou sexualizado, prom&iacute;scuo) quer no que respeita &agrave; sua exposi&ccedil;&atilde;o a situa&ccedil;&otilde;es de risco (e.g., frequentando locais com m&aacute; reputa&ccedil;&atilde;o ou consumindo estupefacientes). O comportamento sexual pr&eacute;vio da v&iacute;tima parece ser interpretado como evid&ecirc;ncia de que a agress&atilde;o sexual n&atilde;o existiu ou foi menos grave. De igual modo, a exposi&ccedil;&atilde;o ao risco, parece ser interpretada como evid&ecirc;ncia de que a v&iacute;tima merece ou det&eacute;m parte da culpa da agress&atilde;o. Design&aacute;mos este factor de &ldquo;provoca&ccedil;&atilde;o da v&iacute;tima&rdquo; (cf. <a href="#q4">Quadro 4</a>). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q4">     <p><img src="/img/revistas/aps/v30n1-2/30n1-2a14q4.jpg" width="522" height="252"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>O factor 3 explica 8.650% da vari&acirc;ncia comum no primeiro estudo e 9.070% no segundo. A an&aacute;lise dos itens que o integram (em particular o 17, 18 e 19), de acordo com a respectiva satura&ccedil;&atilde;o no factor, levou-nos a concluir que este integra um conjunto de cren&ccedil;as que legitimam a viol&ecirc;ncia sexual com base na ideia de que a v&iacute;tima consente ou induz a rela&ccedil;&atilde;o sexual, desejando-a e sentindo prazer com a mesma. Denomin&aacute;mos este factor de &ldquo;consentimento da v&iacute;tima&rdquo; (cf. <a href="#q5">Quadro 5</a>). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q5">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v30n1-2/30n1-2a14q5.jpg" width="519" height="203"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>O factor 4 explica 8.322% da vari&acirc;ncia comum no primeiro estudo e 7.579% no segundo. A an&aacute;lise dos itens que o integram, de acordo com a respectiva satura&ccedil;&atilde;o, levou-nos a concluir que este engloba um conjunto de cren&ccedil;as que legitimam ou minimizam a viol&ecirc;ncia sexual mediante a ideia de que os ofensores e as v&iacute;timas deste tipo de viol&ecirc;ncia possuem caracter&iacute;sticas que os tornam diferentes da restante popula&ccedil;&atilde;o, criando no&ccedil;&atilde;o de &ldquo;falsa invulnerabilidade&rdquo;. Design&aacute;mos este factor de &ldquo;falsa no&ccedil;&atilde;o de invulnerabilidade pessoal&rdquo; (cf. <a href="#q6">Quadro 6</a>). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q6">     <p><img src="/img/revistas/aps/v30n1-2/30n1-2a14q6.jpg" width="521" height="207"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>O factor 5 explica 7.397% da vari&acirc;ncia comum no primeiro estudo e 7.256% no segundo. Os itens que o integram (em particular o 14 e o 20) criam a no&ccedil;&atilde;o de que a viol&ecirc;ncia poder&aacute; ser minimizada/desvalorizada mediante a nega&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia sexual, a interpreta&ccedil;&atilde;o de que as queixas de viola&ccedil;&atilde;o ou tentativa de viola&ccedil;&atilde;o constituem sinais de arrependimento p&oacute;s-facto ou vontade de vingan&ccedil;a. Denomin&aacute;mos este factor de &ldquo;falsas alega&ccedil;&otilde;es&rdquo; (cf. <a href="#q7">Quadro 7</a>). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q7">     <p><img src="/img/revistas/aps/v30n1-2/30n1-2a14q7.jpg" width="522" height="218"></P >     
<p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Procedimentos de aplica&ccedil;&atilde;o e correc&ccedil;&atilde;o </I></P >     <p>A escala pode ser administrada individualmente ou em grupo, sem tempo limite. Os itens s&atilde;o cotados de um a cinco e, uma vez que est&atilde;o todos formulados no mesmo sentido, a pontua&ccedil;&atilde;o total da escala &eacute; obtida pelo somat&oacute;rio directo das respostas a cada um dos itens. Pode ainda ser calculada a nota para cada factor, pela soma da pontua&ccedil;&atilde;o dos itens que o integram. </P >    <p>INTERPRETA&Ccedil;&Atilde;O DOS RESULTADOS </P >    <p>A pontua&ccedil;&atilde;o total da escala mede o grau de toler&acirc;ncia/aceita&ccedil;&atilde;o do sujeito quanto ao uso da viol&ecirc;ncia sexual. A pontua&ccedil;&atilde;o em cada um dos factores permite-nos perceber melhor o tipo de cren&ccedil;as espec&iacute;ficas envolvidas nesta toler&acirc;ncia &agrave; viol&ecirc;ncia. </P >    <p>CONCLUS&Atilde;O  </P >    <p>Este trabalho tinha como objectivo validar a ECVS na popula&ccedil;&atilde;o de estudantes universit&aacute;rios, esperando, desta forma, constituir uma mais valia na investiga&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da viol&ecirc;ncia sexual. Esperamos, assim, ter contribu&iacute;do para validar um instrumento que futuramente possa permitir uma avalia&ccedil;&atilde;o mais adequada das atitudes face &agrave; viol&ecirc;ncia sexual, permitindo o desenvolvimento de ac&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o mais eficazes. </P >    <p>Resumindo, a escala apresentada representa um esfor&ccedil;o de medida da toler&acirc;ncia face &agrave; viol&ecirc;ncia sexual e de compreens&atilde;o dos factores envolvidos na justifica&ccedil;&atilde;o da mesma. Os resultados do estudo das caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas do instrumento revelam valores bastante satisfat&oacute;rios ao n&iacute;vel da precis&atilde;o e da validade. De destacar que, apesar de a amostra utilizada no segundo estudo ser razoavelmente alargada e representativa dos estudantes do ensino superior no que respeita ao g&eacute;nero, &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o e zona de Portugal continental, seria importante que investiga&ccedil;&otilde;es futuras nesta &aacute;rea sejam feitas com outras popula&ccedil;&otilde;es.</P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Anderson, I. (1999). Characterological and behavioural blame in conversations about female and male rape. <I>Journal of Language and Social Psychology, 18</I>, 377-394.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-8231201200010001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Anderson, I. (2004). Explaining negative rape victim perception: Homophobia and the male rape victim. <I>Current Research in Social Psychology, 10</I>, 44-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201200010001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Anderson, I. (2007). What is a typical rape? Effects of victim and participant gender in female and male rape perceptions. <I>British Journal of Social Psychology, 46</I>, 225-245.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201200010001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Anderson, I., &amp; Doherty, K. (2004). Making sense of male rape: Constructions of gender, sexuality and experience of rape victims. <I>Journal of Community and Applied Social Psychology, 14</I>, 85-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201200010001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Anderson, I., Beatti, G., &amp; Spencer, C. (2001). Can blaming victims of rape be logical? Attribution theory and discourse analytic perspectives. <I>Human Relations, 54</I>, 453-475.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201200010001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Bell, R., Kuriloff, P., &amp; Lottes, I. (1994). Understanding attributions of blame in stranger rape and date rape situations: An examination of gender, race, identification, and student&rsquo;s social perceptions of rape victims. <I>Journal of Appied Social Psychology, 14</I>, 1719-1734. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Brady, E., Chrisler, J., Hosdale, D., Osowiecki, D., &amp; Veal, T. (1991). Date rape: Avoidance strategies, and attitudes toward victims. <I>Journal of Social Psychology, 131</I>, 417-429.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201200010001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bridges, J. (1991). Perceptions of date rape and stranger rape: A difference in sex role expectations and rape-supportive beliefs. <I>Sex Roles, 24</I>, 291-307.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201200010001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Bridges, S., &amp; McGrail, A. (1989). Attributions of responsibility for date and stranger rape. <I>Sex Roles, 21</I>, 273-287.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201200010001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Brownmiller, S. (1975). <I>Against our will: Men, women, and rap</I>e. New York: Bantam.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201200010001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Burt, R. (1980). Cultural myths and supports for rape. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 38</I>, 217-230.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201200010001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Burt, D., &amp; De Mello, L. (2002). Attribution of rape blame as a function of victim gender and sexuality, and perceived similarity to the victim. <I>Journal of Homosexuality, 43</I>, 39-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201200010001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Carmody, D., &amp; Washington, L. (2001). Rape myths acceptance among college women. <I>Journal of Interpersonal Violence, 16</I>, 424-437.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201200010001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Davies, M. (2002). Male sexual assault victims: A selective review of the literature and implications for support services. <I>Aggression and Violent Behavior, 7</I>, 203-214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201200010001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Davies, M., &amp; McCartney, S. (2003). Effects of gender sexuality on judgments of victim blame and rape myth acceptance in a depicted male rape. <I>Journal of Community and Applied Social Psychology, 13</I>, 391-398.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201200010001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Davies, M., Pollard, P., &amp; Archer, J. (2001). The influence of victim gender and sexual orientation on judgments of the victim in a depicted stranger rape. <I>Violence and Victims, 16</I>, 607-619.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201200010001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>DeKeseredy, W., Schwartz, M., &amp; Trait, K. (1993). Sexual assault and stranger aggression on a Canadian university campus. <I>Sex Roles, 28</I>, 263-277.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201200010001400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Doherty, K., &amp; Anderson, I. (1998). Talking about rape: Perpetuating rape supportive culture. <I>Psychologist, 11</I>, 583-587.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201200010001400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Donnelly, D., &amp; Kenyon, S. (1996). Honey, we don&rsquo;t do men: Gender stereotypes and the provision of services to sexually assaulted males. <I>Journal of Interpersonal Violence, 11</I>, 441-448. </P >    <p>Du Mont, J., Miller, K., &amp; Myhr, T (2003). The role of &ldquo;real rape&rdquo; and &ldquo;real victim&rdquo; stereotypes in the police reporting practices of sexually assaulted women. <I>Violence </I><I>Against Women, 9, </I>466-486. </P >    <!-- ref --><p>Estrich, S. (1987). <I>Real Rape</I>. Cambridge, MA: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201200010001400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Feltey, K., Ainslie, J., &amp; Geib, A. (1991). Sexual Coercion attitudes among high school students: The influence of gender and rape education. <I>Youth and Society</I><I>, 23, </I>229-250.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201200010001400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ferreira, C. (2004). O discurso dos ju&iacute;zes sobre a viola&ccedil;&atilde;o. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Psicologia da Justi&ccedil;a. Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201200010001400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Freese, B., Moya, M., &amp; Meg&iacute;as, J. (2004). Social perception of rape: How rape myth acceptance modulates the influence of situational factors. <I>Journal of Interpersonal Violence, 9</I>, 143-161.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201200010001400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gavey, N. (2005). <I>Just Sex? The cultural scaffolding of rape. </I>New York: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201200010001400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Geiger, B., Fisher, M., &amp; Eshet, Y. (2004). Date-rape-supporting and victim-blaming attitudes among high school students in a multi-ethnic society. <I>Journal of Interpersonal Violence, 19</I>, 406-607.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201200010001400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Golge, B., Yavuz, F., Muderrisoglu, S., &amp; Yavuz, S. (2003). Turkish University Student&rsquo;s Attitudes Toward Rape. <I>Sex Roles, 49</I>, 653-662. </P >    <!-- ref --><p>Hinck, S., &amp; Thomas, R. (1999). Rape myth acceptance in college students: How far have we come? <I>Sex Roles, 40, </I>815-832.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201200010001400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Isely, P., &amp; Gehrenbeck-Shim, D. (1997). Sexual assault of men in the community. <I>Journal of Community Psychology, 25</I>, 159-166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201200010001400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Jiminez, J., &amp; Abreu, J. (2003). Race and sex effects on attitudinal perceptions of acquaintance rape. <I>Journal of Counseling Psychology, 50</I>, 252-256.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201200010001400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kassing, L., &amp; Prieto, L. (2003). The rape myth and blame-based of counselors-in-training toward male victims of rape. <I>Journal of Counseling and Development, 81</I>, 455-462.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201200010001400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kite, M., &amp; Whitley, B. (1996). Sex differences in attitudes toward heterosexual persons behaviors and civil rights: A meta-analysis. <I>Personality and Social Psychology Bulletin, 22</I>, 336-353.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201200010001400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Koss, M. (1992). The underdetection of rape: Methodological choices influence incidence estimates. <I>Journal of Social Issues, 48</I>, 61-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201200010001400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Krah&eacute;, B. (1991). Social psychology issues in the study of rape. <I>European Review of Social Psychology</I><I>, 2</I>, 279-309.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201200010001400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Krahn, A. (2004). Calling it rape: Differences in experiences of women who do or do not label their sexual assault as rape. <I>Psychology of Women Quarterly</I><I>, 27</I>, 233-242.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201200010001400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Koss, M., Gidycz, C., Wisniewski, N. (1987). The scope of rape: Incidence and prevalence of sexual aggression and victimization in a national sample of higher education students. <I>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 55</I>, 162-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201200010001400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kubany, E., Abueg, F., Owens, J., Brennan, J., Kaplan, A., &amp; Watson, S. (1995). Initial examination of a multidimensional model of trauma related guilt: Applications to combat veterans and battered women. <I>Journal of Psychopathology and Behavioral Assessment, 17</I>, 353-376.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201200010001400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Larcombe, W. (2002). The &ldquo;ideal victim vs. successful rape complainants: Not what you might expect&rdquo;. <I>Feminist Legal Studies, 10</I>, 131-148. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lonsway, K., &amp; Fitzgeralg, L. (1994). Rape myths: In review. <I>Psychology of Women Quarterly</I><I>, 18</I>, 133-164.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201200010001400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Machado, C., Gon&ccedil;alves, M., &amp; Matos, M. (no prelo). Escala de Cren&ccedil;as sobre Viola&ccedil;&atilde;o. Braga: Universidade do Minho. </P >    <!-- ref --><p>McDonald, T., &amp; Kline, L. (2004). Perceptions of appropriate punishment for committing date rape. Male college students recommend lenient punishment. <I>College Student Journal, 38</I>, 44-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201200010001400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mitchell, D., Hirschman, R., &amp; Hall, N. (1999). Attributions of victim responsibility, pleasure and trauma in male rape. <I>Journal of Sex Research, 36</I>, 369-373.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201200010001400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Monson, C., Byrd, G., &amp; Langhinrichsen-Rohling, J. (1996). To have and to hold. Perceptions of marital rape. <I>Journal of Interpersonal Violence, 15</I>, 1156-1174.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201200010001400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Monson, C., Langhinrichsen-Rohling, J., &amp; Biderup, T. (2000). Does &ldquo;no&rdquo; really mean &ldquo;no&rdquo; after you say &ldquo;yes&rdquo;?: Attributions about date and marital rape. <I>Journal of Interpersonal Violence, 15</I>, 1156-1174. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Nagel, B., Matsuo, H., McIntyre, K., &amp; Morrison, N. (2005). Attitudes toward victims of rape: Effects of gender, race, religion, and social class. <I>Journal of Interpersonal Violence, 20</I>, 725-737.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201200010001400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ong, A., &amp; Ward, C. (1999). The effects of sex and power schemas, attitudes toward women, and victim resistance on rape attributions. <I>Journal of Applied Social Psychology</I><I>, 29</I>, 362-376.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201200010001400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Orcutt, J., &amp; Faison, R. (1988). Sex-role attitude change and reporting of rape victimization, 1973-1985. <I>Sociological Quarterly, 29</I>, 589-605.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201200010001400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Perry, L., McLondon, K., &amp; Foley, L. (1994). Male and female perceptions of date rape. <I>Journal of Social Behavior and Personality, 9</I>, 421-428.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201200010001400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Proite, R., Dannells, M., &amp; Benton, S. (1993). Gender, sex-role stereotypes, and attribution of responsibility for date and acquaintance rape. <I>Journal of College Student Development, 34</I>, 411-417.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201200010001400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rozee, P., &amp; Koss, M. (2001). Strategies and dispositional correlates of sexual coercion perpetrated by women: An exploratory investigation. <I>Sex Roles, 45</I>, 103-115.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201200010001400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ryan, K. (1988). Rape and seduction scripts. <I>Psychology of Women Quarterly</I><I>, 12</I>, 237-245.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201200010001400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Ryckman, R., Kaczor, L., &amp; Thornton, B. (1992). Traditional and non-traditional women&rsquo;s attributions of responsibility to physically resistive and nonresistive rape victims. <I>Journal of Applied Social Psychology</I><I>, 22</I>, 1453-1463. </P >    <!-- ref --><p>Scarce, M. (1997). <I>Male and male-rape: The hidden toll of stigma and shame</I>. New York and London: Plenum Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201200010001400052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Shaver, K. G. (1970). Defensive Attribution: Effects of severity and relevance on the responsibility assigned for an accident. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 14</I>, 101-113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-8231201200010001400053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Struckman-Johnson, C., &amp; Struckman-Johnson, D. (1992). Acceptance of male rape myths among college men and women. <I>Sex Roles, 27</I>, 85-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-8231201200010001400054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Struckman-Johnson, C., &amp; Strucman-Johnson, D. (1999). The dynamics and impact of sexual coercion of men by women. In P. Anderson &amp; C. Strucman-Johnson (Eds), <I>Sexually aggressive women: Current perspectives and controversies </I>(pp. 121-143). New York: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-8231201200010001400055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sullivan, J., &amp; Mosher, D. (1990). Acceptance of guided imagery of marital rape as a function of macho personality. <I>Violence and Victims, 5</I>, 275-286.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0870-8231201200010001400056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Szymanski, L., Devlin, A., Chrisler, J., &amp; Vyse, S. (1993). Gender role and attitudes toward rape in male and female college students. <I>Sex Roles, 29</I>, 37-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0870-8231201200010001400057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Verberg, N. (1998). Fear of rape. <I>Journal of Human Sexuality, 5</I>, 161-173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0870-8231201200010001400058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Verberg, N., Desmarais, S., Wood, E., &amp; Senn, C. (2000). Gender differences in survey respondent&rsquo;s written definitions of date rape. <I>Canadian Journal of Human Sexuality, 9, </I>181-191. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Vrij, A., &amp; Kirby, E. (2002). Sex differences in interpreting male-female dyad interactions: Male&rsquo;s predominance in perceiving sexual intent. <I>International Review of Victimology, 9</I>, 289-297. </P >    <p>William, V., &amp; Pollard, P. (2003). Likelihood of acquaintance rape as a function of male&rsquo;s sexual expectations, disappointment, and adherence to rape-conductive attitudes. <I>Journal of Social and Personal relationships, 20</I>, 637-661. </P >    <!-- ref --><p>West, M. (2000). Homophobia: Covert and overt. In G. Mezey &amp; M. King (Eds.), <I>Male victims of sexual assault. Oxford: Oxford University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0870-8231201200010001400062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </I></P >    <!-- ref --><p>Wood, L., &amp; Rennie, H. (1994). Formulating rape: The discursive construction of victims and villains. <I>Discourse and Society, 5</I>, 125-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0870-8231201200010001400063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Zweing, J., Barber, B., &amp; Eccles (1997). Sexual coercion and well-being in young adulthood: Comparisons by gender and college students. <I>Journal of Interpersonal Violence, 12</I>, 291-308.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0870-8231201200010001400064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: S&oacute;nia Martins, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Cl&iacute;nica Forense (CICLIF), Porto. E-mail: <a href="mailto:scostamartins@gmail.com">scostamartins@gmail.com</a> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>Este texto foi elaborado no &acirc;mbito do Projecto &ldquo;Viol&ecirc;ncia nas Rela&ccedil;&otilde;es Juvenis de Intimidade&rdquo; financiado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia (PTDC/PSI/65852/2006), coordenado por Carla Machado.</P >      ]]></body><back>
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