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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Escolha intertemporal: Enquadramento, sinal e diferimento das suas consequências]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[According to the normative model of intertemporal choice, the Discounted Utility Model (Samuelson, 1937), the utility of a future outcome is discounted exponentially as a function of its delay. There is ample evidence that people do not comply with this proposition. In this study, 280 subjects performed a matching task in order to verify a new anomaly to exponential discounting, as well as four well known anomalies in the literature: The delay effect, the magnitude effect, the sign effect, and the delay-speedup asymmetry. The new anomaly is an interaction between the framing, sign, and delay to the outcomes: In gains, the delay effect is more pronounced in the delay frame than in the speedup frame; in losses, the reverse occurs. All anomalies were verified. We advance an explanation of the interaction effect in terms of diminishing sensitivity to delays.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Escolha intertemporal: Enquadramento, sinal e diferimento das suas consequ&ecirc;ncias </B></P >     <p><b>Pedro Le Mattre de Carvalho<Sup>*</Sup>; Marc Scholten<Sup>*</Sup>; Duarte Pimentel<Sup>*</Sup>; Gui Gon&ccedil;alves<Sup>*</Sup>; Manuela Faia Correia<Sup>** </Sup></b></P >    <p><Sup>* </Sup>ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio; </P >     <p><Sup>** </Sup>Universidade Lus&iacute;ada </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>De acordo com o modelo normativo da escolha intertemporal, o Modelo de Utilidade Descontada (Samuelson, 1937), a utilidade de uma consequ&ecirc;ncia futura &eacute; descontada exponencialmente consoante o diferimento. H&aacute; &acirc;mpla evid&ecirc;ncia de que as pessoas n&atilde;o cumprem este pressuposto. Neste estudo, 280 sujeitos realizaram uma tarefa de emparelhamento (ou matching) de forma a verificar a presen&ccedil;a de uma nova anomalia ao desconto exponencial, bem como quatro anomalias mais conhecidas na literatura: O efeito de diferimento, o efeito de magnitude, o efeito de sinal e a assimetria adiamento</B>-adiantamento. A nova anomalia &eacute; uma interac&ccedil;&atilde;o entre o enquadramento, o sinal, e o diferimento das consequ&ecirc;ncias: Em ganhos, o efeito de diferimento &eacute; mais pronunciado num enquadramento de adiamento do que num enquadramento de adiantamento; em perdas, o inverso acontece. Todas as anomalias foram verificadas. Avan&ccedil;amos uma explica&ccedil;&atilde;o do efeito interactivo em termos de sensibilidade decrescente a diferimentos. </P >     <p><B>Palavras-chave: </B>Adiamento-adiantamento, Diferimento, Escolha intertemporal, Interac&ccedil;&atilde;o, Magnitude, Sinal. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>According to the normative model of intertemporal choice, the Discounted Utility Model (Samuelson, 1937), the utility of a future outcome is discounted exponentially as a function of its delay. There is ample evidence that people do not comply with this proposition. In this study, 280 subjects performed a <I>matching </I>task in order to verify a new anomaly to exponential discounting, as well as four well known anomalies in the literature: The delay effect, the magnitude effect, the sign effect, and the delay-speedup asymmetry. The new anomaly is an interaction between the framing, sign, and delay to the outcomes: In gains, the delay effect is more pronounced in the delay frame than in the speedup frame; in losses, the reverse occurs. All anomalies were verified. We advance an explanation of the interaction effect in terms of diminishing sensitivity to delays. </P >     <p><B>Key-words: </B>Delay, Delay-speedup, Interaction, Intertemporal choice, Magnitude, Sign. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>ENQUADRAMENTO TE&Oacute;RICO </P >    <p><I>Introdu&ccedil;&atilde;o </I></P >    <p>As escolhas intertemporais podem ser definidas como &ldquo;decis&otilde;es que envolvem um compro misso entre custos e benef&iacute;cios que ocorrem em diferentes momentos&rdquo; (Frederick, Loewenstein, &amp; O&rsquo;Donoghue, 2002) e apresentam-se como uma &aacute;rea de estudo particularmente abrangente, dado que a maior parte das decis&otilde;es, econ&oacute;micas e n&atilde;o s&oacute;, envolvem consequ&ecirc;ncias diferidas. Como e quanto poupar ou investir, aceitar ou n&atilde;o uma proposta de emprego, o n&iacute;vel de escolari dade a obter ou o tipo de regime alimentar a seguir s&atilde;o alguns exemplos deste tipo de escolhas. Como tal, embora fruto de reflex&atilde;o e consequente objecto de estudo da ci&ecirc;ncia econ&oacute;mica, as escolhas intertemporais t&ecirc;m tamb&eacute;m vindo a ser abordadas em &aacute;reas como a sa&uacute;de (Redelmeier &amp; Heller, 1993), o ambiente (Hardisty &amp; Weber, 2009), consequ&ecirc;ncias intergeracionais (Chapman, 2001), desempenho escolar (Kirby, Winston, &amp; Santiesteban, 2005), depend&ecirc;ncia de subst&acirc;ncias como o tabaco (Baker, Johnson, &amp; Bickel, 2003) ou coca&iacute;na (Woolverton, Myerson, &amp; Green, 2007) e mais recentemente no &acirc;mbito das neuroci&ecirc;ncias (Carter, Meyer, &amp; Huettel, 2010). </P >    <p>As an&aacute;lises formais de decis&otilde;es intertemporais t&ecirc;m sido desde o in&iacute;cio da sua aplica&ccedil;&atilde;o baseadas no conceito de &ldquo;desconto&rdquo;<I>, </I>que na ci&ecirc;ncia econ&oacute;mica est&aacute; relacionado com a taxa marginal de substitui&ccedil;&atilde;o entre o consumo corrente e o consumo futuro (Benzion, Rapoport, &amp; Yagil, 1989) e, embora os estudos efectuados sobre escolha intertemporal englobem uma vasta variedade de contextos e objectos de escolha, existe um consenso alargado na literatura de que as consequ&ecirc;ncias futuras s&atilde;o descontadas (ou desvalorizadas) comparativamente a consequ&ecirc;ncias imediatas (Soman et al., 2005). Este efeito &eacute; normalmente designado como <I>prefer&ecirc;ncia intertemporal positiva </I>e, apesar de ter sido inicialmente fundamentado por pouco mais que a introspec&ccedil;&atilde;o e observa&ccedil;&otilde;es pessoais (Frederick et al., 2002), tornou-se uma das bases de reflex&atilde;o sobre a tem&aacute;tica. </P >     <p>A pr&oacute;xima sec&ccedil;&atilde;o far&aacute; uma breve revis&atilde;o dos m&eacute;todos de estudo e a alguns termos relevantes para a compreens&atilde;o deste trabalho abordando-se de seguida o modelo normativo da escolha inter temporal, o Modelo de Utilidade Descontada de Samuelson (1937). As seguintes sec&ccedil;&otilde;es discutem as anomalias encontradas na literatura que contestam a validade do modelo, que ser&atilde;o o foco deste trabalho, e um dos principais modelos alternativos propostos, o Modelo de Desconto Hiperb&oacute;lico, introduzindo a literatura relevante e respectiva l&oacute;gica que culmina nas hip&oacute;teses deste estudo. </P >    <p><I>O estudo da escolha intertemporal </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma grande parte dos estudos sobre escolha intertemporal pode ser dividida em dois grupos. O primeiro, onde este estudo se inclui, estuda o desconto impl&iacute;cito nas escolhas dos indiv&iacute;duos quando confrontados com op&ccedil;&otilde;es que envolvam uma dimens&atilde;o temporal de forma a descrever padr&otilde;es e tend&ecirc;ncias de prefer&ecirc;ncia consoante configura&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas dessas op&ccedil;&otilde;es ou identificar mecanismos que expliquem as escolhas intertemporais. O segundo grupo de estudos foca-se no desenvolvimento, axiomatiza&ccedil;&atilde;o ou testagem de modelos descritivos que procuram descrever o comportamento face a estas escolhas. Estes modelos tomam por base as evid&ecirc;ncias identificadas no primeiro grupo de estudos de forma a poderem contabiliz&aacute;-las e assim descrever como as escolhas intertemporais s&atilde;o efectuadas. </P >    <p>Embora o desconto seja uma das dimens&otilde;es mais estudadas na escolha intertemporal, Berns, Laibson e Loewenstein (2007) nomeiam tr&ecirc;s outros mecanismos que segundo a literatura t&ecirc;m-se demonstrado relevantes para a compreens&atilde;o da tem&aacute;tica: A &ldquo;antecipa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, o &ldquo;auto-controlo&rdquo; e a &ldquo;representa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. A antecipa&ccedil;&atilde;o refere-se &agrave; capacidade dos indiv&iacute;duos em imaginar e experienciar sensa&ccedil;&otilde;es na antecipa&ccedil;&atilde;o de eventos futuros, o auto-controlo diz respeito &agrave;s tens&otilde;es experienciadas pelos sujeitos quando tentam implementar uma decis&atilde;o com consequ&ecirc;ncias futuras na presen&ccedil;a da tenta&ccedil;&atilde;o do consumo imediato e a representa&ccedil;&atilde;o refere-se &agrave; forma como a pessoa interpreta ou enquadra um conjunto de op&ccedil;&otilde;es. Este estudo considera o desconto juntamente com a representa&ccedil;&atilde;o das op&ccedil;&otilde;es. Nesta sec&ccedil;&atilde;o ser&aacute; feita uma breve revis&atilde;o dos m&eacute;todos de estudo, modelos, mensura&ccedil;&atilde;o do desconto e termos associados que ser&atilde;o relevantes para a compreens&atilde;o deste trabalho. </P >    <p><I>Escolha intertemporal sobre valores monet&aacute;rios. </I>Devido &agrave; sua conveni&ecirc;ncia e aplicabilidade, um dos m&eacute;todos mais utilizados para estudar o desconto em escolhas intertemporais &eacute; atrav&eacute;s de escolhas que envolvam valores monet&aacute;rios onde os investigadores tipicamente pedem aos sujeitos para escolher entre recompensas menores e imediatas ou maiores e experienciadas mais tarde (Magen, Dweck, &amp; Gross, 2008). Neste estudo ser&atilde;o utilizadas duas op&ccedil;&otilde;es monet&aacute;rias: Uma consequ&ecirc;ncia menor mas mais imediata e uma consequ&ecirc;ncia maior mas mais tardia, como, por exemplo, &ldquo;receber &euro;100 daqui a 1 m&ecirc;s&rdquo; e &ldquo;receber &euro;150 daqui a 6 meses&rdquo;. Estas op&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o referidas respectivamente como SS (smaller, sooner) e LL (larger, later). A sua designa&ccedil;&atilde;o formal &eacute; <I>SS</I>=(<I>x</I><Sub><I>S</I></Sub>, <I>t</I><Sub><I>S</I></Sub>) e <I>LL</I>=(<I>x</I><Sub><I>L</I></Sub>, <I>t</I><Sub><I>L</I></Sub>), onde <I>x </I>&eacute; a consequ&ecirc;ncia e <I>t </I>&eacute; o tempo at&eacute; &agrave; consequ&ecirc;ncia. </P >    <p><I>O procedimento experimental de matching e o enquadramento temporal. </I>Considerando duas op&ccedil;&otilde;es monet&aacute;rias, dois dos procedimentos experimentais mais comuns para investigar o desconto intertemporal s&atilde;o as chamadas tarefas de <I>Escolha </I>e tarefas de <I>Matching</I>. Nas tarefas de <I>Escolha </I>s&atilde;o apresentadas op&ccedil;&otilde;es que envolvam uma dimens&atilde;o temporal e &eacute; pedido ao sujeito que escolha a op&ccedil;&atilde;o prefer&iacute;vel entre elas. Numa tarefa de <I>Matching</I>, como as utilizadas neste estudo, &eacute; pedido aos sujeitos que ao serem confrontados com uma op&ccedil;&atilde;o de base, por exemplo <I>SS</I>, &ldquo;preencham&rdquo; uma segunda op&ccedil;&atilde;o, neste caso <I>LL</I>, de forma a que ambas as op&ccedil;&otilde;es tenham um &ldquo;valor&rdquo; semelhante. Um exemplo concreto desta tarefa seria preencher a seguinte afirma&ccedil;&atilde;o: </P >     <p>&ldquo;Em vez de receber &euro;120 hoje, aceito adiar o recebimento se receber no m&iacute;nimo &euro; _____ daqui a 9 meses&rdquo;. </P >     <p>O exemplo descrito descreve uma tarefa com o tipo de enquadramento designado na literatura como de &ldquo;adiamento&rdquo;, ou seja, em que a op&ccedil;&atilde;o base se situa no imediato e &eacute; pedido ao sujeito para considerar o valor dessa op&ccedil;&atilde;o &ldquo;adiada&rdquo;, no entanto nem todas as decis&otilde;es intertemporais consistem em adiar e um enquadramento de &ldquo;adiantamento&rdquo; poder&aacute; ser operacionalizado pelo preenchimento da op&ccedil;&atilde;o SS tendo por base a op&ccedil;&atilde;o LL, o inverso do exemplo anterior: </P >     <p>Em vez de receber &euro;120 daqui a 9 meses, aceito adiantar o recebimento se receber no m&iacute;nimo &euro; _____ hoje. </P >     <p><I>Medidas de desconto. </I>No que concerne ao c&aacute;lculo e an&aacute;lise do desconto intertemporal impl&iacute;cito em escolhas, estudos anteriores t&ecirc;m utilizado dois termos para capturar o grau de desconto: A taxa de desconto e o factor de desconto (Soman et al., 2005). A <I>taxa de desconto </I>representa a propor&ccedil;&atilde;o em que a utilidade ou valor de uma op&ccedil;&atilde;o diminui por unidade de tempo e &eacute; designada no presente texto como &rho;. A <I>frac&ccedil;&atilde;o de desconto </I>representa o inverso da taxa de desconto, ou seja, a propor&ccedil;&atilde;o da utilidade ou valor que permanece por unidade de tempo e ser&aacute; designada como &delta;. Assim temos: </P >     <p><a name="e1"><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e1.jpg" width="84" height="34"> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(1) </P >     
<p>&Eacute; de notar que valores mais elevados de &rho; representam mais desconto, enquanto que valores mais elevados de &delta; representam menos desconto. Este estudo utilizar&aacute; como medida de desconto a frac&ccedil;&atilde;o de desconto &delta; e o grau de desconto ser&aacute; sempre discutido em termos do seu valor e respectivas varia&ccedil;&otilde;es. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>O Benchmark Model e o c&aacute;lculo do desconto. </I>Segundo Scholten e Read (2010) &eacute; pr&aacute;tica comum assumir-se que as pessoas fazem escolhas intertemporais descontando o valor de consequ&ecirc;ncias futuras, atribuindo valores descontados &agrave;s op&ccedil;&otilde;es e posteriormente comparando estes valores descontados. A maioria dos modelos descritivos formulados na literatura sugerem que este efeito do tempo na utilidade ou valor de um momento ou sequ&ecirc;ncia de consumo pode ser capturado por uma fun&ccedil;&atilde;o de desconto <I>d(t)</I>. Esta fun&ccedil;&atilde;o de desconto especifica assim o peso que ser&aacute; atribu&iacute;do &agrave;s consequ&ecirc;ncias de escolhas experienciadas em diferentes momentos no tempo, sendo que <I>d</I>(0)=1 representando aus&ecirc;ncia de desconto para uma consequ&ecirc;nca imediata. A fun&ccedil;&atilde;o de desconto mais utilizada &eacute; a chamada fun&ccedil;&atilde;o de desconto exponencial (Chabris, Laibson, &amp; Schuldt, 2008) em que: </P > <img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e2.jpg">     
<p>Os modelos de desconto exponencial assumem que o valor presente decresce numa propor&ccedil;&atilde;o fixa por unidade de tempo em que se tem que esperar por uma recompensa, ou seja que o valor futuro &eacute; descontado exponencialmente consoante o diferimento (Kirby, 1997). Por outras palavras, a ideia principal destes modelos &eacute; que a fun&ccedil;&atilde;o de desconto &eacute; constante ao longo do tempo, portanto quanto mais diferimento associado a uma op&ccedil;&atilde;o de consumo proporcionalmente menor o peso que lhe ser&aacute; atribu&iacute;do (a fun&ccedil;&atilde;o de desconto decresce em propor&ccedil;&otilde;es constantes). Tendo em conta duas op&ccedil;&otilde;es <I>SS</I>=(<I>x</I><Sub><I>S</I></Sub>, <I>t</I><Sub><I>S</I></Sub>) e <I>LL</I>=(<I>x</I><Sub><I>L</I></Sub>, <I>t</I><Sub><I>L</I></Sub>), os seus respectivos valores descontados poder&atilde;o ser representados como: </P > <img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e3.jpg">    
<p>Numa tarefa de <I>Matching</I>, procura-se o ponto de indiferen&ccedil;a entre <I>SS </I>e <I>LL</I>, isto &eacute;, o ponto em que os valores descontados s&atilde;o iguais: </P >     <p><a name="e2"><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e4.jpg">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(2)  </P > </p>     
<p>Este modelo emp&iacute;rico de desconto exponencial sobre valores monet&aacute;rios, tamb&eacute;m designado <I>Benchmark Model, </I>permite-nos obter a frac&ccedil;&atilde;o de desconto &delta;: </p>     <p><a name="e3"><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e5.jpg"> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(3) </P >    
<p>A t&iacute;tulo de exemplo, se um indiv&iacute;duo &eacute; indiferente entre receber &euro;100 hoje e &euro;150 daqui a &frac12; ano ao realizar uma tarefa de <I>Matching</I>, temos: </P ><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e6.jpg">    
<p>pelo que a frac&ccedil;&atilde;o de desconto impl&iacute;cita na sua resposta &eacute;:  </P > <img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e7.jpg">     
<p>Considerando a <a href="#e1">equa&ccedil;&atilde;o (1)</a> podemos a partir do valor da frac&ccedil;&atilde;o de desconto &delta; obtido atrav&eacute;s da <a href="#e3">equa&ccedil;&atilde;o (3)</a> calcular a taxa de desconto &rho;: </P > <img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e8.jpg">     
<p>Ou seja, neste exemplo, o indiv&iacute;duo desconta consequ&ecirc;ncias futuras em 56% por ano. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <a href="#e3">equa&ccedil;&atilde;o (3)</a> &eacute; utilizada para calcular a frac&ccedil;&atilde;o de desconto num enquadramento de &ldquo;adiamento&rdquo; e de &ldquo;adiantamento&rdquo;. No primeiro caso, <I>x</I><Sub><I>S </I></Sub>&eacute; fornecido pelo experimentador e <I>x</I><Sub><I>L </I></Sub>pelo sujeito; no segundo caso, <I>x</I><Sub><I>L </I></Sub>&eacute; fornecido pelo experimentador e <I>x</I><Sub><I>S </I></Sub>pelo sujeito. </P >     <p><I>O Modelo de Utilidade Descontada (MUD) </I></P >    <p>Uma das principais aplica&ccedil;&otilde;es do <I>Benchmark Model </I>&eacute; a valida&ccedil;&atilde;o das implica&ccedil;&otilde;es do modelo normativo da literatura econ&oacute;mica, o Modelo de Utilidade Descontada de Samuelson (1937). Um dos principais objectivos na formula&ccedil;&atilde;o deste modelo foi criar um modelo de escolha intertemporal generaliz&aacute;vel que pudesse ser aplicado a m&uacute;ltiplos horizontes temporais e implementar a ideia de que a an&aacute;lise de compromissos intertemporais requeria uma medida cardinal de utilidade (Frederick et al., 2002). </P >    <p>Desde a sua introdu&ccedil;&atilde;o, embora n&atilde;o apresentado como um modelo com validade descritiva pelo autor, o MUD tem dominado as an&aacute;lises econ&oacute;micas de escolha intertemporal (Loewenstein &amp; Prelec, 1992) principalmente pela sua simplicidade e pelo facto de condensar todas as poss&iacute;veis determinantes psicol&oacute;gicas da escolha intertemporal num &uacute;nico par&acirc;metro: A fun&ccedil;&atilde;o de desconto. Outra das raz&otilde;es do sucesso do MUD foi a sua axiomatiza&ccedil;&atilde;o por Koopmans (1960) que em conjunto com a pr&oacute;pria formula&ccedil;&atilde;o de Samuelson levou os economistas a considerar algumas caracter&iacute;sticas ou pressupostos na an&aacute;lise da escolha intertemporal assumidas pelo pr&oacute;prio modelo. </P >    <p>O MUD assume que as pessoas avaliam os pr&oacute;s e contras resultantes de uma decis&atilde;o da mesma forma que os mercados financeiros avaliam ganhos e perdas, descontando exponencialmente o valor de uma situa&ccedil;&atilde;o de acordo com o seu diferimento no tempo (Berns et al., 2007), desta forma, os custos e benef&iacute;cios distribu&iacute;dos no tempo podem ser comparados atrav&eacute;s do desconto da utilidade futura por um factor constante. O MUD, segundo a terminologia at&eacute; agora utilizada, pode ser representado por: </P ><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e9.jpg">    
<p>Neste modelo, &delta; <Sup><I>t </I></Sup>representa uma fun&ccedil;&atilde;o de desconto exponencial, como expresso no <I>Benchmark Model</I>. Por outro lado, <I>u</I>(<I>c+x</I><Sub><I>t</I></Sub>) &eacute; uma fun&ccedil;&atilde;o c&ocirc;ncava de utilidade instant&acirc;nea onde <I>c </I>representa um n&iacute;vel de consumo base. Tendo em conta duas op&ccedil;&otilde;es <I>SS </I>e <I>LL</I>, as suas respectivas utilidades descontadas segundo o modelo ser&atilde;o dadas por: </P ><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e10.jpg">    
<p>Embora o MUD tenha em conta a utilidade, o m&eacute;todo comum de calcular o desconto assume que a fun&ccedil;&atilde;o de utilidade &eacute; linear tendo em conta a magnitude do objecto de escolha (Frederick et al., 2002). Considerando valores monet&aacute;rios relativamente baixos como os utilizados neste estudo e tendo em conta que uma fun&ccedil;&atilde;o de utilidade c&ocirc;ncava como pressuposta pelo MUD &eacute; aproximadamente linear para consequ&ecirc;ncias de pequena magnitude, podemos assim assumir que qualquer varia&ccedil;&atilde;o da frac&ccedil;&atilde;o de desconto na <a href="#e2">equa&ccedil;&atilde;o (2)</a> seria igualmente identificada numa frac&ccedil;&atilde;o derivada da igualdade entre <I>U</I>(<I>SS</I>) e <I>U</I>(<I>LL</I>), dado que <I>U</I>(<I>c+x</I>) &ndash; <I>U</I>(<I>c-x</I>) &asymp; <I>U</I>(<I>c</I>). </P >     <p><I>Anomalias ao desconto exponencial </I></P >    <p>A investiga&ccedil;&atilde;o sobre escolhas intertemporais tem encontrado diversos exemplos de que as pessoas violam os pressupostos do MUD quando confrontadas com configura&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de escolhas (Prelec &amp; Loewenstein, 1991). O presente estudo foca-se em quatro destas anomalias: O efeito de diferimento, o efeito de magnitude, o efeito de sinal e a assimetria adiamento-adiantamento, bem como a interac&ccedil;&atilde;o entre o diferimento, sinal e adiamento-adiantamento. </P >    <p><I>Efeito de diferimento. </I>O efeito de diferimento foi inicialmente testado por Thaler (1981) e posteriormente verificado em v&aacute;rios estudos (ex., Kirby &amp; Herrnstein, 1995; McAlvanhah, 2010; Scholten &amp; Read, 2006). Segundo este efeito, tamb&eacute;m designado como o efeito da diferen&ccedil;a comum, as prefer&ecirc;ncias entre duas op&ccedil;&otilde;es diferidas alteram-se quando ambos os diferimentos s&atilde;o aumentados por um per&iacute;odo constante (Loewenstein &amp; Prelec, 1992). Num exemplo dado por Thaler (1981), um sujeito pode preferir uma ma&ccedil;&atilde; hoje a duas amanh&atilde; mas preferir duas ma&ccedil;&atilde;s daqui a um ano mais um dia a uma ma&ccedil;&atilde; daqui a um ano. Esta invers&atilde;o de prefer&ecirc;ncia &eacute; designada na ci&ecirc;ncia econ&oacute;mica como inconsist&ecirc;ncia din&acirc;mica (Strotz, 1955-1956). Representando o exemplo e medindo <I>t </I>em dias: </P ><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e11.jpg">    
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<body><![CDATA[<P   >no entanto,  </P ><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e12.jpg">    
<p>Segundo o MUD a prefer&ecirc;ncia deveria manter-se id&ecirc;ntica, dado que, segundo os pressupostos do modelo, o grau em que as consequ&ecirc;ncias futuras s&atilde;o descontadas sobre um determinado intervalo &eacute; independente do diferimento at&eacute; ao in&iacute;cio do intervalo. </P >     <p>No seu estudo, Thaler (1981) observou esta inconsist&ecirc;ncia aos pressupostos normativos, dado que o valor m&eacute;dio de &delta; identificado apresentou-se menor (mais desconto) para adiar curtos espa&ccedil;os de tempo do que para longos, num enquadramento de adiamento. O tipo de desconto demonstrado por este efeito, tamb&eacute;m por si s&oacute; considerado uma anomalia &eacute; denominado de desconto hiperb&oacute;lico e pode ser considerado o primeiro padr&atilde;o de comportamento observado que &eacute; inconsistente com o MUD (Berns et al., 2007). </P >     <p><I>Efeito de magnitude. </I>Tamb&eacute;m inicialmente verificado por Thaler (1981) e provavelmente a anomalia mais robusta na escolha intertemporal (Scholten &amp; Read, 2010), o efeito de magnitude consiste no facto de quantias mais pequenas serem mais descontadas do que grandes quantias, isto &eacute;, menor &delta; para menores magnitudes, como observado no estudo de Thaler. Um exemplo deste efeito &eacute; algu&eacute;m ser indiferente entre receber &euro;100 no imediato e &euro;200 em 6 meses mas preferir receber &euro;2000 em 6 meses do que &euro;1000 no imediato: </P ><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e13.jpg">    
<P   >no entanto,  </P > <img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e14.jpg">     
<p>Segundo os pressupostos do MUD ambas as prefer&ecirc;ncias deveriam ser semelhantes (para pequenas magnitudes dada a fun&ccedil;&atilde;o de utilidade aproximadamente linear) dado que a propor&ccedil;&atilde;o de aumento no valor em ambas as situa&ccedil;&otilde;es &eacute; id&ecirc;ntica. </P >    <p><I>Efeito de sinal. </I>O terceiro efeito encontrado no estudo de Thaler (1981) &eacute; o designado como efeito de sinal, que sugere como observado pelo autor que as situa&ccedil;&otilde;es que envolvem ganhos s&atilde;o mais descontadas (menor &delta;) que as situa&ccedil;&otilde;es que envolvem perdas. Este efeito foi tamb&eacute;m identificado por outros estudos (Redelmeier &amp; Heller, 1993; Xu, Liang, Wang, Li, &amp; Jiang, 2009; Yates &amp; Watts, 1975). Um exemplo deste efeito &eacute; um indiv&iacute;duo ser indiferente entre ganhar &euro;100 no imediato e &euro;200 em 6 meses e tamb&eacute;m ser indiferente entre pagar &euro;100 no imediato e &euro;150 em 6 meses: </P >    <p> <img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e15.jpg">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(6)</p>      
<P   >portanto:</P >     <P   ><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e16.jpg">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(7) </P >    
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<body><![CDATA[<p>O MUD assume implicitamente, ao n&atilde;o distinguir ambos os tipos de &ldquo;sinal&rdquo;, que o grau de desconto devia ser semelhante nas duas situa&ccedil;&otilde;es o que levaria a que as prefer&ecirc;ncias fossem id&ecirc;nticas nas equa&ccedil;&otilde;es (6) e (7), o que n&atilde;o se verifica neste exemplo. </P >    <p><I>Assimetria adiamento-adiantamento. </I>Inicialmente verificada por Loewenstein (1988), a anomalia designada como assimetria adiamento-adiantamento tem particular relev&acirc;ncia neste estudo. A ideia principal do autor foi verificar como seria a varia&ccedil;&atilde;o no grau de desconto em diferentes tipos de enquadramento e para esse efeito construiu uma tarefa que consistia em tr&ecirc;s tipos de quest&otilde;es formuladas de forma a identificar as prefer&ecirc;ncias relativas dos sujeitos entre o consumo imediato e o consumo diferido (Shelley, 1993): Um enquadramento de &ldquo;adiamento&rdquo; em que era pedido aos sujeitos que preenchessem o valor que pagariam por um tipo de consumo imediato e a quantia m&iacute;nima que aceitariam para adiar esse consumo, um enquadramento de &ldquo;adiantamento&rdquo; em que era pedido aos sujeitos que preenchessem o valor actual de um tipo de consumo futuro e a quantia m&aacute;xima que pagariam para eliminar a espera por esse consumo e um enquadramento &ldquo;neutro&rdquo; onde era pedido o valor actual de um tipo de con-sumo tanto no imediato como no futuro. O verificado por Loewenstein (1988) foi que o desconto era mais pronunciado (menor &delta;) no enquadramento de adiamento do que no de adiantamento. Esta prefer&ecirc;ncia assim&eacute;trica entre os dois enquadramentos demonstra a chamada assimetria adiamentoadiantamento, outro efeito n&atilde;o contabilizado pelo MUD. Outra observa&ccedil;&atilde;o dos resultados de Loewenstein (1988) &eacute; que o enquadramento neutro suscitou o menor desconto (maior &delta;) dos tr&ecirc;s enquadramentos propostos. No estudo do autor apenas foram contabilizados ganhos. Estes resultados, e a assimetria adiamento-adiantamento verificada, foram explicados por Loewenstein (1988) tendo por base a exist&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es nos pontos de refer&ecirc;ncia suscitados psicologicamente pelo enquadramento. Em ambos os enquadramentos de adiamento e adiantamento os sujeitos &ldquo;colocamse&rdquo; temporalmente no momento de consumo inicialmente proposto e quando lhes &eacute; sugerida uma altera&ccedil;&atilde;o, o desvio da expectativa inicial &eacute; interpretado ou como um ganho ou como uma perda consoante o ponto de refer&ecirc;ncia inicial, ou seja, adiar um ganho &eacute; interpretado como uma perda imediata e adiant&aacute;-lo &eacute; interpretado como um ganho imediato. Como, segundo a <I>Prospect Theory </I>(Kahneman &amp; Tversky, 1979), existe uma tend&ecirc;ncia para a avers&atilde;o &agrave;s perdas, adiar um ganho suscitar&aacute; um maior desconto (menor &delta;) do que adiant&aacute;-lo. </P >    <p><I>O Modelo de Desconto Hiperb&oacute;lico </I></P >    <p>Tendo em conta as anomalias encontradas na literatura e a consequente incapacidade do MUD em prev&ecirc;-las, diversos modelos alternativos foram sugeridos. Entre os primeiros e mais conhecidos encontram-se o modelo hiperb&oacute;lico (Loewenstein &amp; Prelec, 1992; Mazur, 1987; Myerson &amp; Green, 1995). Uma das principais vantagens descritivas do modelo hiperb&oacute;lico relativamente aos modelos exponenciais &eacute; que as suas fun&ccedil;&otilde;es de desconto contabilizam o padr&atilde;o de desconto hiperb&oacute;lico encontrado na literatura. Uma das fun&ccedil;&otilde;es de desconto hiperb&oacute;lico mais simples &eacute; a de Mazur (1987) que pode ser representada por: </P ><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e17.jpg">    
<p>Nesta fun&ccedil;&atilde;o, onde <I>k </I>representa um par&acirc;metro que reflecte o grau de desconto, a principal diferen&ccedil;a relativamente &agrave;s fun&ccedil;&otilde;es de desconto exponenciais &eacute; que o valor de <I>t </I>est&aacute; no denominador da frac&ccedil;&atilde;o (quanto menor o valor inicial de <I>t</I>, maior o impacto de diferimento adicional). Este tipo de modelo hiperb&oacute;lico tem um par&acirc;metro. Modelos de dois par&acirc;metros foram tamb&eacute;m sugeridos, como o de Loewenstein e Prelec (1992), que &eacute; o seguinte: </P ><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01e18.jpg">    
<p>Nesta fun&ccedil;&atilde;o, &beta; representa um par&acirc;metro que reflecte o grau de desconto e &alpha; &eacute; o desconto hiperb&oacute;lico (i.e., grau de desvio relativamente ao desconto exponencial). Quando &beta;<I>=</I>&alpha; e &alpha;<I>=</I>&kappa; temos a fun&ccedil;&atilde;o anterior. </P >    <p>De acordo com o modelo de Loewenstein e Prelec (1992), os indiv&iacute;duos n&atilde;o avaliam utilidade como assumido no MUD mas sim &ldquo;valor&rdquo;, e como tal &eacute; adoptada uma vers&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o de valor introduzida por Kahneman e Tversky (1979). Considerando esta fun&ccedil;&atilde;o de valor, o modelo assume cinco pressupostos que contemplam as anomalias descritas na sec&ccedil;&atilde;o anterior: Depend&ecirc;ncia de um ponto de refer&ecirc;ncia (as pessoas n&atilde;o avaliam <I>c </I>+ <I>x</I>, mas apenas <I>x</I>), sensibilidade decrescente (o equivalente de desconto hiperb&oacute;lico), avers&atilde;o &agrave;s perdas (contemplando a assimetria adiamento-adiantamento), maior elasticidade em perdas do que em ganhos (contemplando o efeito de sinal) e elasticidade crescente com consequ&ecirc;ncias maiores (contemplando o efeito de magnitude). </P >    <p>De uma forma geral os modelos de desconto hiperb&oacute;lico t&ecirc;m demonstrado descrever melhor os resultados experimentais que os modelos exponenciais (Green, Fristoe, &amp; Myerson, 1994; Kirby &amp; Marakovic, 1995; Rachlin, 1989), no entanto, alguns outros modelos t&ecirc;m surgido na literatura que contabilizam o crescente n&uacute;mero de evid&ecirc;ncias que desafiam os pressupostos normativos (e.g., Scholten &amp; Read, 2010). </P >    <p><I>Enquadramento, sinal e diferimento </I></P >    <p>Embora os efeitos de sinal, diferimento e enquadramento tenham sido documentados in&uacute;meras vezes na literatura, poucos estudos discutiram a rela&ccedil;&atilde;o entre eles. Este ser&aacute; o foco deste trabalho, particularmente os efeitos de sinal e diferimento tendo em conta a varia&ccedil;&atilde;o do enquadramento temporal. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Enquadramento e sinal. </I>Benzion et al. (1989) foram os primeiros autores a verificar a exist&ecirc;ncia dos efeitos documen tados por Thaler (1981) incorporando o enquadramento adiamento-adiantamento proposto por Loewenstein (1988). O que os autores observaram foi que a frac&ccedil;&atilde;o de desconto, como verificado por Loewenstein (1988), era inferior numa situa&ccedil;&atilde;o de adiamento do que numa situa&ccedil;&atilde;o de adiantamento para ganhos. No entanto, em situa&ccedil;&otilde;es de perda, a tend&ecirc;ncia invertia-se, ou seja, a frac&ccedil;&atilde;o de desconto era superior em situa&ccedil;&otilde;es de adiamento. Os efeitos de magnitude e diferimento apresentaram-se id&ecirc;nticos aos encontrados por Thaler em ambos os enquadramentos. Estes resultados apoiam a explica&ccedil;&atilde;o de Loewenstein para a assimetria adiamento-adiantamento, pois se adiar um ganho representa uma perda imediata e adiantar um ganho representa um ganho imediato, o inverso ir&aacute; suceder-se numa situa&ccedil;&atilde;o de perda, ou seja, adiar uma perda representa um ganho imediato e adiantar uma perda representa uma perda imediata gerando a varia&ccedil;&atilde;o no desconto inversa em ambos os enquadramentos para ganhos e perdas. Este ser&aacute; o primeiro objectivo deste estudo: Averiguar como o enquadramento temporal modera a frac&ccedil;&atilde;o de desconto em situa&ccedil;&otilde;es de ganhos e em situa&ccedil;&otilde;es de perdas e replicar os resultados de Benzion et al. (1989), hipotetizando a assimetria adiamento-adiantamento inversa em ganhos e perdas como observado pelos autores. </P >     <p>Embora estes resultados demonstrem uma poss&iacute;vel rela&ccedil;&atilde;o entre enquadramento temporal e o efeito de sinal, Benzion et al. (1989) e Thaler (1981) discutiram o efeito de sinal como um efeito independente do enquadramento. A terceira condi&ccedil;&atilde;o de enquadramento proposta por Loewenstein, o enquadramento neutro, tamb&eacute;m n&atilde;o foi explorada. Shelley (1993) discutiu esta poss&iacute;vel rela&ccedil;&atilde;o entre efeito de sinal e enquadramento. A ideia principal da autora foi averiguar se as diferen&ccedil;as encontradas no grau de desconto por Benzion et al. (1989) e Thaler (1981) se deviam exclusiva mente &agrave;s diferen&ccedil;as de sinal ou a uma interac&ccedil;&atilde;o entre sinal e enquadramento. Se estas diferen&ccedil;as fossem exclusivamente um resultado do sinal proposto, situa&ccedil;&otilde;es de ganhos deveriam suscitar frac&ccedil;&otilde;es de desconto inferiores do que situa&ccedil;&otilde;es de perdas mesmo que n&atilde;o fosse proposta uma altera&ccedil;&atilde;o ao momento de consumo (Shelley, 1993), por outras palavras, o efeito de sinal deveria tamb&eacute;m ser observado num enquadramento temporal neutro. O que Shelley (1993) verificou foi que, como previa, os valores de &delta; no enquadramento neutro se situavam entre os valores do enquadra mento de adiamento e de adiantamento tanto para ganhos como perdas. Este ser&aacute; o segundo objectivo deste estudo: Averiguar as implica&ccedil;&otilde;es do enquadramento temporal na frac&ccedil;&atilde;o de desconto numa situa&ccedil;&atilde;o onde n&atilde;o seja destacada explicitamente uma situa&ccedil;&atilde;o de adiamento ou de adiantamento (situa&ccedil;&atilde;o neutra) e replicar os resultados de Shelley (1993) hipotetizando que os valores da frac&ccedil;&atilde;o de desconto na condi&ccedil;&atilde;o neutra se encontrar&atilde;o entre os valores das outras duas condi&ccedil;&otilde;es tanto em ganhos como em perdas. </P >     <p>Um padr&atilde;o inconsistente &eacute; que, no estudo de Loewenstein (1988), a frac&ccedil;&atilde;o de desconto para ganhos no enquadramento neutro n&atilde;o se situou entre as outras duas condi&ccedil;&otilde;es (adiamento e adiantamento) como no estudo de Shelley (1993), mas obteve um valor mais elevado. A magnitude das quantias monet&aacute;rias no estudo de Loewenstein (1988) foi a segunda maior quantia, de entre quatro, no estudo de Shelley (1993). O resultado de Loewenstein (1988) foi tamb&eacute;m observado no estudo de Shelley (1993), no entanto, apenas para as duas magnitudes altas. Neste estudo espera-se obter valores como os encontrados por Shelley (1993) dadas as quantias monet&aacute;rias de pequena magnitude utilizadas, no entanto, permanece uma quest&atilde;o explorat&oacute;ria. </P >    <p><I>Enquadramento, sinal, e diferimento. </I>Os estudos efectuados por Loewenstein (1988), Benzion et al. (1989) e Shelley (1993), embora foquem a modera&ccedil;&atilde;o do enquadramento na escolha inter-temporal, n&atilde;o discutem explicitamente como as diferen&ccedil;as de ponto de refer&ecirc;ncia nos enquadramentos de adiamento e adiantamento poder&atilde;o influenciar o padr&atilde;o de desconto e a prefer&ecirc;ncia intertemporal positiva. Esta rela&ccedil;&atilde;o foi estudada por Malkoc e Zauberman (2006), que, no seu estudo verificaram uma nova anomalia: Numa situa&ccedil;&atilde;o de ganhos, a taxa de desconto decresce mais com o diferimento num enquadra mento de adiamento do que num enquadramento de adiantamento. Por outras palavras, a prefe r&ecirc;ncia intertemporal positiva demonstrou-se presente numa situa&ccedil;&atilde;o de adiamento, como identificada anteriormente na literatura (e.g., Thaler, 1981), no entanto, num enquadramento de adiamento, embora presente, este padr&atilde;o revelou-se menos acentuado, demonstrando menor prefer&ecirc;ncia pelo consumo imediato. </P >    <p>Os autores explicaram esta assimetria tendo por base um mecanismo cognitivo, a objectividade das representa&ccedil;&otilde;es mentais subjacente aos dois enquadramentos. Esta explica&ccedil;&atilde;o tem por base dois construtos te&oacute;ricos: A teoria dos n&iacute;veis de constru&ccedil;&atilde;o e o <I>&ldquo;blocking&rdquo;. </I></P >    <p>Segundo a teoria dos n&iacute;veis de constru&ccedil;&atilde;o, a dist&acirc;ncia temporal afecta a resposta dos sujeitos face a eventos futuros devido a uma altera&ccedil;&atilde;o na forma como estes representam mentalmente estes eventos (Trope &amp; Liberman, 2003), os eventos pr&oacute;ximos s&atilde;o representados a um n&iacute;vel mais concreto e os eventos distantes s&atilde;o representados a um n&iacute;vel mais abstracto. Segundo Malkoc e Zauberman (2006), este efeito levar&aacute; a que uma situa&ccedil;&atilde;o em que o ponto de refer&ecirc;ncia seja temporalmente mais pr&oacute;ximo (enquadramento de adiamento) suscite representa&ccedil;&otilde;es mentais mais concretas do momento de consumo do que uma situa&ccedil;&atilde;o em que o ponto de refer&ecirc;ncia inicial seja temporalmente mais distante (enquadramento de adiantamento). Esta objectividade das represen ta&ccedil;&otilde;es iniciais ir&aacute; assim, segundo os autores, influenciar o processo de decis&atilde;o atrav&eacute;s de uma forma de &ldquo;<I>blocking</I>&rdquo;, ou seja, as associa&ccedil;&otilde;es iniciais (mais acess&iacute;veis) v&atilde;o bloquear a activa&ccedil;&atilde;o de associa&ccedil;&otilde;es posteriores. Numa situa&ccedil;&atilde;o de adiamento, as representa&ccedil;&otilde;es mentais concretas iniciais bloqueiam a activa&ccedil;&atilde;o de representa&ccedil;&otilde;es abstractas suscitadas pelo consumo futuro e na situa&ccedil;&atilde;o de adiantamento d&aacute;-se o inverso, as representa&ccedil;&otilde;es mentais abstractas iniciais bloqueiam a activa&ccedil;&atilde;o de representa&ccedil;&otilde;es mentais concretas suscitadas pelo adiantamento. Como numa situa&ccedil;&atilde;o de adiantamento as representa&ccedil;&otilde;es iniciais s&atilde;o menos concretas levam a uma prefer&ecirc;ncia intertemporal positiva menos acentuada explicando os resultados. </P >     <p>Outra poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para os resultados de Malkoc e Zauberman (2006) que n&atilde;o foi contabilizada pelos autores &eacute; a sensibilidade decrescente (Kahneman &amp; Tversky, 1979) face ao diferimento. De acordo com a sensibilidade decrescente, o impacto marginal de uma consequ&ecirc;ncia ser&aacute; menor quando esta estiver mais distante do ponto de refer&ecirc;ncia, o que por si s&oacute; pode explicar a assimetria verificada: O efeito de enquadramento ser&aacute; mais forte para diferimentos curtos do que para diferimentos longos levando a que o efeito de diferimento seja mais pronunciado num enquadramento de adiamento do que num enquadramento de adiantamento. No entanto, esta explicac&atilde;o alternativa pressup&otilde;e um resultado diferente para uma situac&atilde;o de perdas do que o expect&aacute;vel de acordo com a explicac&atilde;o cognitiva de Malkoc e Zauberman (2006): Se em ganhos, o efeito de diferimento &eacute; mais pronunciado num enquadramento de adiamento do que num enquadramento de adiantamento; em perdas, o inverso ir&aacute; acontecer. Enquanto, segundo Malkoc e Zauberman (2006), seria expect&aacute;vel que o padr&atilde;o fosse semelhante nas duas situa&ccedil;&otilde;es dado que a objectividade das representa&ccedil;&otilde;es mentais permanece id&ecirc;ntica para ganhos e perdas. </P >     <p>O estudo de Malkoc e Zauberman (2006), no entanto, n&atilde;o contabilizou situa&ccedil;&otilde;es de perdas nem uma condi&ccedil;&atilde;o de enquadramento neutro. Este ser&aacute; o terceiro objectivo deste estudo: Averiguar de que forma o enquadramento temporal, incluindo um enquadramento neutro, modera o padr&atilde;o de desconto tendo em conta diferentes horizontes temporais em situa&ccedil;&otilde;es de ganhos e de perdas. </P >    <p>Hipotetiza-se para ganhos verificar a assimetria no padr&atilde;o de desconto no enquadramento de adiamento e adiantamento como encontrada por Malkoc e Zauberman (2006) no entanto em perdas espera-se encontrar um padr&atilde;o inverso, ou seja, menos acentuado em adiamento do que adianta mento. Se este padr&atilde;o inverso se verificar para perdas, a sensibilidade decrescente face ao diferi mento &eacute; demonstrada como o mecanismo explicativo da assimetria verificada e n&atilde;o a objectividade das representa&ccedil;&otilde;es mentais como inicialmente sugerido pelos autores. </P >    <p>A acentua&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o de desconto no enquadramento neutro ser&aacute; uma quest&atilde;o explorat&oacute;ria. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Hip&oacute;teses </I></P >    <p>Como discutido nas sec&ccedil;&otilde;es anteriores este trabalho foca-se particularmente na assimetria adiamento-adiantamento e sua interac&ccedil;&atilde;o com os efeitos de sinal e diferimento e tem tr&ecirc;s hip&oacute;teses: </P >    <p><I>Hip&oacute;tese 1: </I>A assimetria adiamento-adiantamento ser&aacute; inversa em ganhos e perdas, isto &eacute;, os valores m&eacute;dios de &delta; ser&atilde;o menores no enquadramento de adiamento do que no enquadramento de adiantamento para ganhos, mas menores no enquadramento de adiantamento do que no enquadramento de adiamento para perdas. </P >    <p><I>Hip&oacute;tese 2: </I>Os valores m&eacute;dios de &delta; na condi&ccedil;&atilde;o neutra ir&atilde;o se situar entre os valores das outras duas condi&ccedil;&otilde;es (adiamento e adiantamento) tanto em ganhos como em perdas. </P >    <p><I>Hip&oacute;tese 3: </I>Para ganhos o efeito hiperb&oacute;lico (menores taxas de desconto para diferimentos maiores) ser&aacute; mais acentuado no enquadramento de adiamento do que no de adiantamento, no entanto, para perdas, ser&aacute; menos acentuado no enquadramento de adiantamento do que no de adiamento, demonstrando uma interac&ccedil;&atilde;o entre o diferimento, sinal e enquadramento das consequ&ecirc;ncias. </P >    <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Contexto e procedimento </I></P >    <p>Este estudo experimental enquadra-se num contexto de campo, &eacute; transversal e de car&aacute;cter confirmat&oacute;rio e explorat&oacute;rio. Foi realizado atrav&eacute;s de um question&aacute;rio concebido e disponibilizado na plataforma online Qualtrics tendo por base uma amostragem por conveni&ecirc;ncia recrutada pessoalmente ou atrav&eacute;s de e-mail de forma a procurar obter homogeneidade entre vers&otilde;es do question&aacute;rio respondidas e faixas et&aacute;rias. </P >    <p><I>Instrumento </I></P >    <p>Foram constru&iacute;das quatro vers&otilde;es de um question&aacute;rio que consistia em 8 tarefas de <I>Matching </I>com realiza&ccedil;&atilde;o por ordem aleat&oacute;ria (gerada pela plataforma online) tendo em conta um design de 3 (enquadramento: adiamento, adiantamento, neutro) x2 (diferimento: 0,5 anos; 2 anos) x2 (sinal: ganho, perda) x2 (magnitude: &euro;100, &euro;900) em que a vari&aacute;vel enquadramento foi manipulada &ldquo;<I>between subjects</I>&rdquo; e as restantes &ldquo;<I>within subjects</I>&rdquo;. Procurou-se distribuir os participantes pelas quatro vers&otilde;es dos question&aacute;rios que variavam de acordo com o enquadramento, uma vers&atilde;o para adiamento, uma vers&atilde;o para adiantamento e duas vers&otilde;es para o enquadramento neutro. As tarefas nas vers&otilde;es de adiamento e adiantamento estavam expostas no formato dos seguintes exemplos: </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Adiamento: </I>&ldquo;Voc&ecirc; tem o direito a receber &euro;100 hoje. Pode, em vez disso, optar por adiar o recebimento, e receber mais daqui a 2 anos. </P >    <p>Abaixo, especifique a menor quantia que aceitaria receber daqui a 2 anos em vez de receber &euro;100 hoje: </P >    <p>Em vez de receber &euro;100 hoje, aceito adiar o recebimento se recebo no m&iacute;nimo &euro; ________ daqui a 2 anos. Se for menos, n&atilde;o aceito adiar.&rdquo; </P >    <p><I>Adiantamento: </I>&ldquo;Voc&ecirc; tem direito a receber &euro;100 daqui a 2 anos. Pode, em vez disso, optar por adiantar o recebimento, e receber menos hoje. </P >    <p>Abaixo, especifique a menor quantia que aceitaria receber hoje em vez de receber &euro;100 daqui a 2 anos: </P >    <p>Em vez de receber &euro;100 daqui a 2 anos, aceito adiantar o recebimento se receber no m&iacute;nimo &euro; _____ hoje. Se for menos, n&atilde;o aceito adiantar.&rdquo; </P >    <p>As tarefas neutras foram criadas de forma a n&atilde;o suscitar um ponto de refer&ecirc;ncia inicial e como tal duas vers&otilde;es foram concebidas para efeitos de contra balanceamento trocando o est&iacute;mulo (SS ou LL) inicial e por conseguinte alterando o enquadramento de adiamento ou adiantamento impl&iacute;cito. As tarefas nas vers&otilde;es neutras estavam expostas no seguinte formato: </P >    <p>&ldquo;Considere a seguinte afirma&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Para mim, receber &euro;100 hoje &eacute; t&atilde;o bom como receber X daqui a 2 anos&rdquo;. </P >    <p>Abaixo, especifique o valor de X para o qual a afirma&ccedil;&atilde;o se aplica melhor a si:  Para mim, receber &euro;100 hoje &eacute; t&atilde;o bom como receber &euro; _____ daqui a 2 anos.&rdquo;  </P >    <p><I>Participantes </I></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os question&aacute;rios foram realizados por 280 sujeitos entre os 17 e os 65 anos de idade, sendo que 105 destes estavam na faixa et&aacute;ria dos 17 aos 25 anos (apenas 1 tinha 17 anos), 116 na faixa et&aacute;ria dos 26 aos 45 anos e 57 na faixa et&aacute;ria dos 46 aos 65 anos. 148 dos participantes realizaram os question&aacute;rios com enquadramento neutro (74 participantes para cada vers&atilde;o) e 132 realizaram os question&aacute;rios com enquadramento de adiamento ou adiantamento (66 participantes para cada enquadramento). 152 sujeitos eram do sexo feminino e 126 do sexo masculino. No que concerne a habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias 2 dos participantes tinham entre o 5&ordm; e o 9&ordm; ano de escolaridade, 41 entre o 10&ordm; e o 12&ordm; ano, 175 possu&iacute;am licenciatura, 46 possu&iacute;am mestrado e 14 eram doutorados. A n&iacute;vel de ocupa&ccedil;&atilde;o 94 sujeitos eram estudantes, 165 estavam empregados, 12 estavam de momento desempregados e 7 eram reformados. 2 dos participantes n&atilde;o revelaram idade, g&eacute;nero, ocupa&ccedil;&atilde;o e habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias. Dos 280 participantes, 90 apresentaram maior desconto para o diferimento de 0,5 anos do que para o de 2 anos em pelo menos uma das tarefas (demonstrando uma prefer&ecirc;ncia intertemporal negativa) o que demonstra n&atilde;o terem compreendido ou respeitado as tarefas e como tal, foram exclu&iacute;dos da an&aacute;lise estat&iacute;stica de forma a n&atilde;o enviesar os resultados. A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi realizada para os restantes 190 participantes (<I>N</I>=190). </P >     <p>RESULTADOS  </P >    <p>Os resultados s&atilde;o apresentados na <a href="#f1">Figura 1</a>. A signific&acirc;ncia estat&iacute;stica foi avaliada atrav&eacute;s de uma ANOVA de design misto para os valores de log(&delta;), de forma a verificar a presen&ccedil;a dos quatro efeitos em estudo e suas interac&ccedil;&otilde;es (efeito de diferimento, efeito de magnitude, efeito de sinal e assimetria adiamento-adiantamento). A transforma&ccedil;&atilde;o logar&iacute;tmica foi usada para alcan&ccedil;ar uma vari&aacute;vel intervalar. Para efeitos de an&aacute;lise os enquadramento de adiamento e adiantamento s&atilde;o referidos como &ldquo;enquadramento enviesado&rdquo; e o &ldquo;tipo de enquadramento&rdquo; refere-se ao enquadra mento enviesado e neutro. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="f1"><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a01f1.jpg"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><I>Efeito de diferimento </I></P >    <p>O efeito de diferimento mostrou-se estatisticamente significativo, <I>F</I>(1,186)=81.41, <I>p</I>=.00. Os valores de log(&delta;) mostraram-se inferiores para o diferimento de 0,5 anos do que para o de 2 anos demonstrando maior desconto para o diferimento a curto prazo (<a href="#f1">Figura 1.1</a>). </P >     <p><I>Efeito de magnitude </I></P >    <p>No que diz respeito ao efeito de magnitude, este mostrou-se estatisticamente significativo, <I>F</I>(1,186)=26.97, <I>p</I>=.00, sendo que para o montante de &euro;100 os valores de log(&delta;) apresentaram-se menores do que para o de &euro;900, exibindo um maior grau de desconto para o valor de menor magnitude (<a href="#f1">Figura 1.1</a>). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Efeito de sinal </I></P >    <p>O efeito de sinal foi estatisticamente significativo, <I>F</I>(1,186)=13.66, <I>p=</I>.00, sendo que os valores de log(&delta;) para as tarefas que envolviam ganhos foram inferiores do que para as que envolviam perdas, revelando um maior grau de desconto para ganhos (<a href="#f1">Figura 1.1</a>). </P >     <p><I>Assimetria adiamento-adiantamento e efeito de sinal </I></P >    <p>Relativamente &agrave; assimetria adiamento-adiantamento, esta foi estatisticamente significativa, <I>F</I>(1,186)=21.40, <I>p=</I>.00, sendo que o efeito apenas se verificou nos enquadramentos enviesados (adiamento e adiantamento) e n&atilde;o no enquadramento neutro (<a href="#f1">Figura 1.2</a>). Em confirma&ccedil;&atilde;o &agrave; Hip&oacute;tese 1, os valores de log(&delta;) foram menores no enquadramento de adiamento do que no enquadramento de adiantamento para ganhos, no entanto, foram superiores no enquadramento de adiamento do que no enquadramento de adiantamento para perdas. Em confirma&ccedil;&atilde;o &agrave; Hip&oacute;tese 2, os valores m&eacute;dios de &delta; na condi&ccedil;&atilde;o neutra situaram-se entre os valores das outras duas condi&ccedil;&otilde;es (adiamento e adiantamento) tanto em ganhos como em perdas. </P >     <p><I>Interac&ccedil;&atilde;o entre diferimento, sinal, e enquadramento </I></P >    <p>O efeito assim&eacute;trico no padr&atilde;o de desconto foi estatisticamente significativo <I>F</I>(1,186)=15.52, <I>p=</I>.00. Os valores de log(&delta;) demonstram que o padr&atilde;o de desconto para ganhos tendo em conta ambos os horizontes temporais (0,5 e 2 anos) foi mais acentuado no enquadramento de adiamento do que no de adiantamento, no entanto para perdas o efeito inverteu-se, demonstrando uma maior acentua&ccedil;&atilde;o no enquadramento de adiantamento do que no de adiamento (<a href="#f1">Figura 1.2</a>). Esta assimetria apenas foi verificada em ambos os enquadramentos enviesados (adiamento e adianta mento) e n&atilde;o no enquadramento neutro. Em suma, a Hip&oacute;tese 3, central na nossa investiga&ccedil;&atilde;o, foi confirmada. </P >     <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>O principal foco deste estudo s&atilde;o algumas das anomalias do desconto exponencial, com principal &ecirc;nfase na assimetria adiamento-adiantamento. Embora os restantes efeitos abordados (diferimento, magnitude e sinal) tenham sido demonstrados v&aacute;rias vezes na literatura sobre escolha intertemporal, o efeito de enquadramento e a sua interac&ccedil;&atilde;o com os efeitos de sinal e de diferimento permanece menos explorado e como tal foi o principal objectivo deste trabalho. </P >    <p>As tr&ecirc;s primeiras anomalias descritas na literatura foram comprovadas nos resultados. O efeito de diferimento (Thaler, 1981) demonstrou-se presente dada a tend&ecirc;ncia geral dos participantes em terem descontado mais o diferimento de 0,5 anos do que o diferimento de 2 anos revelando um maior n&iacute;vel de impaci&ecirc;ncia para as consequ&ecirc;ncias a curto prazo do que para as consequ&ecirc;ncias a longo prazo. O efeito de sinal (Thaler, 1981) foi tamb&eacute;m identificado, j&aacute; que o grau de desconto dos sujeitos mostrou-se superior para ganhos do que para perdas, mostrando uma maior impaci&ecirc;ncia para consequ&ecirc;ncias positivas e uma avers&atilde;o &agrave;s perdas. Os n&iacute;veis superiores de desconto para o montante de &euro;100 do que para o montante de &euro;900 nos resultados ilustram o efeito de magnitude (Thaler, 1981), revelando uma maior impaci&ecirc;ncia para consequ&ecirc;ncias de menor magnitude. </P >    <p>Relativamente &agrave; assimetria adiamento-adiantamento (Loewenstein, 1988), os resultados demonstram que o efeito se verificou para o enquadramento enviesado em ganhos como identifi cado inicialmente por Loewenstein (1988), isto &eacute;, verificou-se um maior grau de desconto no enquadramento de adiamento do que no enquadramento de adiantamento. Para perdas, foi identifi cada a tend&ecirc;ncia contr&aacute;ria como demonstrada por Benzion et al. (1989), ou seja, os participantes descontaram mais as perdas no enquadramento de adiantamento do que no enquadramento de adiamento, comprovando a Hip&oacute;tese 1. Com a introdu&ccedil;&atilde;o de um enquadramento neutro, os resultados demonstram que a assimetria adiamento-adiantamento assim como o efeito de sinal n&atilde;o se verificaram neste tipo de enquadramento, notando-se mesmo a tend&ecirc;ncia inversa (i.e., as perdas foram mais descontadas que os ganhos) como verificado por Shelley (1993), o que demonstra que o efeito de sinal como considerado por Thaler (1981) foi gerado por uma interac&ccedil;&atilde;o do sinal com o enquadramento de adiamento impl&iacute;cito utilizado pelo autor, comprovando o estudo de Shelley (1993) e a Hip&oacute;tese 2, pois se o efeito de sinal fosse um efeito isolado iria ocorrer mesmo na aus&ecirc;ncia de um enquadramento enviesado, o que n&atilde;o se demonstrou. O efeito de sinal pode assim ser entendido como o resultado da interac&ccedil;&atilde;o do sinal com o pr&oacute;prio enquadramento, j&aacute; que qualquer escolha que envolva uma combina&ccedil;&atilde;o de ambos os elementos resulta num sinal impl&iacute;cito, adiar um ganho &eacute; uma perda, adiantar um ganho &eacute; um ganho, adiar uma perda &eacute; um ganho e adiantar uma perda &eacute; uma perda. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Comparando os resultados deste estudo no que diz respeito &agrave; assimetria adiamentoadiantamento com os resultados de Shelley (1993) e os de Loewenstein (1988) &eacute; de notar que no estudo de Shelley (1993) ambos os valores de &delta; para perdas e ganhos no enquadramento neutro se situaram entre os valores de &delta; para os enquadramentos de adiamento e de adiantamento. No estudo de Loewenstein (1988), feito com um enquadramento neutro apenas para ganhos, o enquadramento neutro demonstrou o menor grau de desconto (maior &delta;) de todos os enquadra mentos. &Eacute; interessante verificar que Shelley (1993) explicou esta diferen&ccedil;a de resultados com a magnitude dos valores inclu&iacute;dos nas tarefas de ambos os estudos, sendo que o mesmo efeito encontrado por Loewenstein (1988) se encontrava no estudo de Shelley (1993) mas apenas para magnitudes maiores. Neste estudo apenas o valor de &delta; para perdas no enquadramento neutro se situou entre os enquadramentos enviesados, sendo que o enquadramento neutro para ganhos demonstrou o menor grau de desconto (maior &delta;) de todos os enquadramentos como no estudo de Loewenstein (1988), no entanto pode-se assumir que as magnitudes em causa (&euro;100 e &euro;900) s&atilde;o relativamente pequenas, o que n&atilde;o coincide com a varia&ccedil;&atilde;o encontrada nos resultados de Shelley (1993) e sua explica&ccedil;&atilde;o. Outra observa&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos &eacute; que neste estudo o maior grau de desconto (de qualquer combina&ccedil;&atilde;o enquadramento/sinal) foi atribu&iacute;do a perdas no enquadramento de adiantamento, enquanto no estudo de Shelley (1993) e Benzion et al. (1989) o maior grau de desconto foi atribu&iacute;do a ganhos no enquadramento de adiamento. </P >    <p>No que diz respeito &agrave; Hip&oacute;tese 3, os resultados de Malkoc e Zauberman (2006) foram confirmados, j&aacute; que o padr&atilde;o de desconto tendo em conta ambos os diferimentos em estudo foi mais acentuado para ganhos no enquadramento de adiamento do que no enquadramento de adiantamento, demonstrando uma assimetria. Neste estudo, o mesmo efeito foi explorado numa condi&ccedil;&atilde;o de perdas, e comprovando a hip&oacute;tese avan&ccedil;ada, a acentua&ccedil;&atilde;o mostrou-se inversa, ou seja, na situa&ccedil;&atilde;o de perdas o padr&atilde;o de desconto foi mais acentuado no enquadramento de adiantamento do que no enquadramento de adiamento. Este resultado revela que a explica&ccedil;&atilde;o adiantada pelos autores de que a assimetria no padr&atilde;o de desconto &eacute; o resultado da objectividade das representa&ccedil;&otilde;es mentais associadas a cada enquadramento n&atilde;o se demonstra suficiente, pois embora possam existir factores cognitivos associados &agrave; forma que as escolhas intertemporais s&atilde;o processadas e efectuadas, a assimetria na acentua&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o de desconto tendo em conta ambos os sinais n&atilde;o deveria ser diferente j&aacute; que a objectividade das representa&ccedil;&otilde;es mentais permanece id&ecirc;ntica com a varia&ccedil;&atilde;o de sinal. O que este resultado demonstra &eacute; que a assimetria no padr&atilde;o de desconto pode ser explicada atrav&eacute;s da sensibilidade decrescente associada ao diferimento, j&aacute; que esta ir&aacute; acentuar o efeito da assimetria adiamento-adiantamento no diferimento mais longo atenuando o padr&atilde;o de desconto e assim gerando a assimetria em causa. </P >    <p>Em suma, embora algumas pequenas varia&ccedil;&otilde;es nos resultados em compara&ccedil;&atilde;o com outros estudos, as tr&ecirc;s hip&oacute;teses foram confirmadas. Metodologicamente poder-se-&aacute; considerar a amostragem por conveni&ecirc;ncia e a pr&oacute;pria realiza&ccedil;&atilde;o online dos question&aacute;rios como uma poss&iacute;vel limita&ccedil;&atilde;o deste trabalho. Tendo em conta o recrutamento directo dos participantes &eacute; de considerar uma restri&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel de aspectos demogr&aacute;ficos ou socioculturais da amostra. A pr&oacute;pria natureza do question&aacute;rio (tarefas repetitivas e de escolhas monet&aacute;rias fict&iacute;cias) como o facto de ter sido realizado online podem tamb&eacute;m ter contribu&iacute;do para uma realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas pouco ponderada, o que pode explicar a percentagem consider&aacute;vel de question&aacute;rios removidos da an&aacute;lise estat&iacute;stica (32%). Uma outra limita&ccedil;&atilde;o a considerar neste tipo de estudo &eacute; tamb&eacute;m os factores cognitivos que possam gerar as respostas dos participantes, o que &eacute; imposs&iacute;vel de contabilizar no tipo de metodologia utilizada. Embora pouco aprofundado na literatura, a pr&oacute;pria tend&ecirc;ncia para a sobrevaloriza&ccedil;&atilde;o de <I>SS </I>em detrimento de <I>LL </I>pode n&atilde;o resultar de simples &ldquo;impaci&ecirc;ncia&rdquo; ou ser uma demonstra&ccedil;&atilde;o de prefer&ecirc;ncia intertemporal positiva, isto porque o dinheiro &eacute; um bem &ldquo;multiplic&aacute;vel&rdquo;. Como tal, embora possamos assumir que n&atilde;o seja uma pr&aacute;tica generalizada, o sujeito pode calcular o consumo imediato n&atilde;o pelo consumo imediato em si, mas pelo consumo futuro que o consumo imediato lhe ir&aacute; permitir atrav&eacute;s de ferramentas de investimento ou outros c&aacute;lculos da mesma natureza que visem consequ&ecirc;ncias mais vantajosas na perspectiva do sujeito do que a op&ccedil;&atilde;o diferida como inicialmente apresentada na tarefa (e que possam implicar o n&atilde;o consumo do bem imediato preferido). </P >     <p>Concluindo, este estudo n&atilde;o s&oacute; contribuiu para a confirma&ccedil;&atilde;o de algumas das anomalias do desconto exponencial mais discutidas na literatura: O efeito de diferimento (Thaler, 1981), o efeito de magnitude (Thaler, 1981), o efeito de sinal (Thaler, 1981) e a assimetria adiamento-adiantamento (Loewenstein, 1988) como abordou as rela&ccedil;&otilde;es entre alguns destes efeitos menos exploradas, mais concretamente as interac&ccedil;&otilde;es entre a assimetria adiamento-adiantamento com o efeito de sinal e o efeito de diferimento. Os resultados obtidos suportam a exist&ecirc;ncia do efeito da assimetria adiamento-adiantamento inverso para ganhos e para perdas (i.e., maior desconto no enquadramento de adiamento para ganhos e menor desconto no enquadramento de adiantamento para perdas) como inicialmente verificado por Benzion et al. (1989). Com a adi&ccedil;&atilde;o de um enquadramento neutro, os resultados suportam a hip&oacute;tese de Shelley (1993) de que o efeito de sinal n&atilde;o &eacute; um efeito independente mas sim o resultado de uma interac&ccedil;&atilde;o entre enquadramento e sinal. Com a adi&ccedil;&atilde;o do sinal &ldquo;perdas&rdquo; na an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o entre o enquadramento e o diferimento, os resultados obtidos n&atilde;o s&oacute; comprovam a exist&ecirc;ncia de uma assimetria no padr&atilde;o de desconto em adiamento e adiantamento na condi&ccedil;&atilde;o de ganhos como demonstrado por Malkoc e Zauberman (2006), como demonstram a assimetria inversa no padr&atilde;o de desconto para perdas (i.e., maior acentua&ccedil;&atilde;o no enquadramento de adiamento do que no de adiantamento para ganhos e maior acentua&ccedil;&atilde;o no enquadramento de adiantamento do que no de adiamento para perdas) o que revelou a sensibilidade decrescente associada ao diferimento como mecanismo explicativo deste efeito. A objectividade das representa&ccedil;&otilde;es mentais, mecanismo inicialmente adiantado pelos autores como a explica&ccedil;&atilde;o do fen&oacute;meno &eacute; desta forma revelada como uma explica&ccedil;&atilde;o incompleta. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Baker, F., Johnson, M. W., &amp; Bickel, W. K. (2003). Delay discounting in current and never-before cigarette smokers: Similarities and differences across commodity, sign, and magnitude. <I>Journal of Abnormal Psychology, 112</I>, 382-392.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201200020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Benzion, U., Rapoport, A., &amp; Yagil, J. (1989). Discount rates inferred from decisions: An experimental study. <I>Management Science, 35</I>, 270-284.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201200020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Berns, G. S., Laibson, D., &amp; Loewenstein, G. (2007). Intertemporal choice &ndash; Toward an integrative framework. <I>Trends in Cognitive Sciences, 11</I>(11), 482-488. </P >    <!-- ref --><p>Carter, R. M., Meyer, J. R., &amp; Huettel, S. A. (2010). Functional neuroimaging of intertemporal choice models: A review. <I>Journal of Neuroscience, Psychology, and Economics, 3</I>(1), 27-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201200020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Chabris, C. F., Laibson, D. I., &amp; Schuldt, J. P. (2008). Intertemporal choice. In S. Durlauf &amp; L. Blume (Eds.), <I>The New Palgrave Dictionary of Economics </I>(2nd ed.). London: Palgrave Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201200020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Chapman, G. B. (2001). Time preferences for the very long term. <I>Acta Psychologica, 108</I>, 95-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201200020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Frederick, S., Loewenstein, G., &amp; O&rsquo;Donoghue, T. (2002). Time discounting and time preference: A critical review. <I>Journal of Economic Literature, 40</I>, 351-401. </P >    <!-- ref --><p>Green, L., Fristoe, N., &amp; Myerson, J. (1994). Temporal discounting and preference reversals in choice between delayed outcomes. <I>Psychonomic Bulletin &amp; Review, 1</I>, 383-389.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201200020000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hardisty, D. J., &amp; Weber, E. U. (2009). Discounting future green: Money <I>versus </I>the environment. <I>Journal of Experimental Psychology, 138</I>(3), 329-340.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201200020000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kahneman, D., &amp; Tversky, A. (1979). Prospect theory: An analysis of decision under risk. <I>Econometrica, 47</I>(2), 263-291.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201200020000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kirby, K. N. (1997). Bidding on the future: Evidence against normative discounting of delayed rewards. <I>Journal of Experimental Psychology: General, 126</I>(1), 54-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201200020000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kirby, K. N., &amp; Herrnstein, R. J. (1995). Preference reversals due to myopic discounting of delayed reward. <I>Psychological Science, 6</I>(2), 83-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201200020000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kirby, K., &amp; Marakovic, N. (1995). Modeling myopic decisions: Evidence for hyperbolic delay-discounting within subjects and amounts. <I>Organizational Behavior and Human Processes, 64</I>, 22-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201200020000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kirby, K. N., Winston, G. C., &amp; Santiesteban, M. (2005). Impatience and grades: Delay-discount rates correlate negatively with college GPA. <I>Learning and Individual Differences, 15</I>(3), 213-222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201200020000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Koopmans, T. C. (1960). Stationary ordinal utility and impatience. <I>Econometrica, 28</I>(2), 287-309.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201200020000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Loewenstein, G. (1988). Frames of mind in intertemporal choice. <I>Management Science, 34</I>(2), 200-214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201200020000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Loewenstein, G., &amp; Prelec, D. (1992). Anomalies in intertemporal choice: Evidence and an interpretation. <I>The Quarterly Journal of Economics, 107</I>(2), 573-597.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201200020000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McAlvanah, P. (2010). Subadditivity, patience, and utility: The effects of dividing time intervals. <I>Journal of Economic Behavior and Organization, 76, </I>325-337.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201200020000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Magen, E., Dweck, C., &amp; Gross, J. (2008). The hidden zero effect, representing a single choice as an extended sequence reduces impulsive choice. <I>Psychological Science, 19</I>(7), 648-649.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201200020000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Malkoc, S. A., &amp; Zauberman, G. (2006). Deferring <I>versus </I>expediting consumption: The effect of outcome concreteness on sensitivity to time horizon. <I>Journal of Marketing Research, 43</I>, 618-627.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201200020000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mazur, J. E. (1987). An adjustment procedure for studying delayed reinforcement. In Commons, Mazur, Nevin, &amp; Rachlin (Eds.), <I>Quantitative analyses of behaviour (vol. V): The effect of delay and intervening events on reinforcement value </I>(pp. 55-73). New Jersey: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201200020000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Myerson, J., &amp; Green, L. (1995). Discounting of delayed rewards: Models of individual choice. <I>Journal of the Experimental Analysis of Behaviour, 64</I>, 263-276.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201200020000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Prelec, D., &amp; Loewenstein, G. (1991). Decision making over time and under uncertainty: A common approach. <I>Management Science, 37</I>(7), 770-786.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201200020000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rachlin, H. (1989). <I>Judgment, decision and choice. </I>New York: W. H. Freeman and Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201200020000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Redelmeier, D., &amp; Heller, D. (1993). Time preference in medical decision making and cost &ndash; Effectiveness analysis. <I>Medical Decision Making, 13</I>(3), 212-217. </P >    <!-- ref --><p>Samuelson, P. (1937). A note on measurement of utility. <I>Review of Economic Studies, 4</I>, 155-161.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201200020000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Scholten, M., &amp; Read, D. (2006). Discounting by intervals: A generalized model of intertemporal choice. <I>Management Science, 52, </I>1426-1438.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-8231201200020000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Scholten, M., &amp; Read, D. (2010). The psychology of intertemporal tradeoffs. <I>Pscyhological Review, 117</I>(3), 925-944.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-8231201200020000100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Shelley, M. K. (1993). Outcome signs, question frames and discount rates. <I>Management Science, 39</I>(7), 806-815.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0870-8231201200020000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Soman, D., Ainslie, G., Frederick, S., Li, X., Lynch, J., Moreau, P., Mitchell, A., Read, D., Sawyer, A., Trope, Y., Wertenbroch, K., &amp; Zauberman, G. (2005). The psychology of intertemporal discounting: Why are distant events valued differently from proximal ones? <I>Marketing Letters</I>, <I>16</I>(3-4), 347-360.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0870-8231201200020000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Strotz, R. H. (1955-1956). Myopia and inconsistency in dynamic utility maximization. <I>The Review of Economic Studies, 23</I>(3), 165-180.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-8231201200020000100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Thaler, R. (1981). Some empirical evidence on dynamic inconsistency. <I>Economics Letters, 8</I>, 201-207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201200020000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Trope, Y., &amp; Liberman, N. (2003). Temporal construal. <I>Psychological Review, 110</I>(3), 403-421.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-8231201200020000100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Woolverton, W. L., Myerson, J., &amp; Green, L. (2007). Delay discounting of cocaine by rhesus monkeys. <I>Experimental and Clinical Psychopharmacology, 15</I>(3), 238-244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-8231201200020000100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Xu, L., Liang, Z.-Y., Wang, K., Li, S., &amp; Jiang, T. (2009). Neural mechanism of intertemporal choice: From discounting future gains to future losses. <I>Brain Research </I>(1261), 65-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-8231201200020000100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Yates, J. F., &amp; Watts, R. A. (1975). Preferences for deferred loss. <I>Organizational Behavior and Human Performance, 13</I>, 294-306.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0870-8231201200020000100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Marc Scholten, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco 34, 1149-041 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:scholten@ispa.pt">scholten@ispa.pt</a> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>Trabalho financiado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (FCT), programa POCI 2010 e projecto PTDC/PSI-PCO/101447/2008.</P >     ]]></body>
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