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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Que idade tem o trabalhador mais velho? Um contributo para a definição do conceito de trabalhador mais velho]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study aims to contribute in the definition of older worker concept, through the identification of the ages that define this life&#8217;s stage. It also explores the possibility of defining this concept using an imaginary line that draws back through time, in order to protect self-esteem and a positive self-image. A sample of 177 persons participated in the present study, with ages between 17 and 76 years old. The older worker&#8217;s age was defined as an interval, whose limits were found using a questionnaire specially developed. The findings suggest that the &#8220;older worker&#8221; has between 53 and 65 years of age, and it is pointed to people that are in a transitory phase: close to end their active life and entering retirement. The results show, in one hand, a small positive correlation between participant&#8217;s age and the lower limit of &#8220;older worker&#8221;, and, on the other hand, a small negative correlation between participant&#8217;s age and the interval&#8217;s range. The results are consistent with the idea of an imaginary line that draws back through time, as the person gets older.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Que idade tem o trabalhador mais velho? Um contributo para a defini&ccedil;&atilde;o do conceito de trabalhador mais velho </B></p>     <p><b>Ant&oacute;nio Fula<Sup>*</Sup>; Virg&iacute;lio Amaral<Sup>**</Sup>; Ana Abra&atilde;o<Sup>*** </Sup></b></P >    <p><Sup>* </Sup>Instituto do Emprego e Forma&ccedil;&atilde;o Profissional; </P >     <p><Sup>** </Sup>Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra; </P >     <p><Sup>** </Sup>Instituto Superior de L&iacute;nguas e Administra&ccedil;&atilde;o, Santar&eacute;m </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo procura contribuir para a defini&ccedil;&atilde;o do conceito de trabalhador mais velho, atrav&eacute;s da identifica&ccedil;&atilde;o das idades que definem esta fase da vida. Explora ainda a possibilidade de este conceito ser definido com recurso a uma linha imagin&aacute;ria que recuar&aacute; no tempo de modo a proteger a auto</B>-estima e auto-imagem positiva. Participaram neste estudo 177 pessoas, com idades compreendidas entre os 17 e os 76 anos. A idade do trabalhador mais velho foi concebida como um intervalo, em que o limite inferior e superior foi aferido atrav&eacute;s de um question&aacute;rio desenvolvido para o efeito. Os resultados apontam para que o trabalhador mais velho seja uma pessoa entre os 53 e os 65 anos de idade, sendo que essa categoria &eacute; atribu&iacute;da a pessoas que se encontram numa fase transit&oacute;ria, perto do final da sua vida activa e da entrada na reforma. Os resultados mostram, por um lado uma correla&ccedil;&atilde;o positiva baixa entre a idade dos participantes e o limite inferior da idade do &ldquo;trabalhador mais velho&rdquo;, e por outro, uma correla&ccedil;&atilde;o negativa baixa entre a idade dos participantes e a amplitude do intervalo. Estes resultados sugerem que idade de entrada na categoria de trabalhador mais velho &eacute; definida por uma linha imagin&aacute;ria que vai recuando mediante o avan&ccedil;o da idade de quem a atribui. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Etarismo, Idade, Trabalhador mais velho. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>The present study aims to contribute in the definition of older worker concept, through the identification of the ages that define this life&rsquo;s stage. It also explores the possibility of defining this concept using an imaginary line that draws back through time, in order to protect self-esteem and a positive self-image. A sample of 177 persons participated in the present study, with ages between 17 and 76 years old. The older worker&rsquo;s age was defined as an interval, whose limits were found using a questionnaire specially developed. The findings suggest that the &ldquo;older worker&rdquo; has between 53 and 65 years of age, and it is pointed to people that are in a transitory phase: close to end their active life and entering retirement. The results show, in one hand, a small positive correlation between participant&rsquo;s age and the lower limit of &ldquo;older worker&rdquo;, and, on the other hand, a small negative correlation between participant&rsquo;s age and the interval&rsquo;s range. The results are consistent with the idea of an imaginary line that draws back through time, as the person gets older. </P >     <p><B>Key-words: </B>Age, Ageism, Older worker. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>&nbsp;</P >     <blockquote>       <p><I>&ldquo;Tener empleo no es s&oacute;lo un trabajo y un salario; es tener un lugar en la sociedad&rdquo; </I></p>       <blockquote>         <p>(D&iacute;az &amp; Luceras, citados por Blanch, 1996, p. 95) </p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>   </blockquote> </blockquote>     <p>TEND&Ecirc;NCIAS DEMOGR&Aacute;FICAS E ENVELHECIMENTO DA POPULA&Ccedil;&Atilde;O ACTIVA </P >     <p>O envelhecimento populacional tem colocado novos desafios &agrave; sociedade em geral, na medida em que esta se tem deparado com dificuldades crescentes no desenvolvimento de formas de lidar com as especificidades desta popula&ccedil;&atilde;o e com as disputas intergeracionais, principalmente no local de trabalho. No entanto, este fen&oacute;meno n&atilde;o &eacute; recente. Segundo Pestana (2003), &ldquo;os diversos estudos demogr&aacute;ficos realizados (...) permitem constatar que o aumento da popula&ccedil;&atilde;o idosa &eacute; um fen&oacute;meno que ocorre h&aacute; j&aacute; v&aacute;rios s&eacute;culos, &agrave; escala global [que] tem vindo a acentuar-se ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas no contexto do progresso mundial, nomeadamente por efeito de avan&ccedil;os muito significativos nos dom&iacute;nios da higiene, da nutri&ccedil;&atilde;o e da medicina&rdquo; (p. 17). Este fen&oacute;meno de envelhecimento populacional &eacute; caracter&iacute;stico dos pa&iacute;ses mais desenvolvidos do hemisf&eacute;rio norte (com excep&ccedil;&atilde;o do Jap&atilde;o) nomeadamente, os europeus (Kinsella &amp; Velkoff, 2001). Nestes pa&iacute;ses nota-se ainda o facto de os idosos estarem n&atilde;o apenas a aumentar como tamb&eacute;m, eles pr&oacute;prios, a envelhecer, verificando-se um maior ritmo de crescimento da parcela da popula&ccedil;&atilde;o idosa mais idosa (Pestana, 2003). De facto, este autor refere que a popula&ccedil;&atilde;o europeia se encontra a envelhecer e o seu ritmo de crescimento a abrandar, tend&ecirc;ncia que n&atilde;o tem sido, todavia, mais dram&aacute;tica por for&ccedil;a do saldo migrat&oacute;rio positivo que tem vindo a registar-se nos &uacute;ltimos 15 anos. </P >     <p>No entanto, os fluxos migrat&oacute;rios n&atilde;o t&ecirc;m compensado a baixa natalidade, pelo que pa&iacute;ses como a Gr&eacute;cia, It&aacute;lia, &Aacute;ustria, Su&eacute;cia e Dinamarca apresentam j&aacute; um saldo natural n&atilde;o s&oacute; descendente, como negativo (Pestana, 2003). Marcado pela praticamente duplica&ccedil;&atilde;o do contingente populacional nacional nos &uacute;ltimos 100 anos, o desenvolvimento demogr&aacute;fico de Portugal &eacute; no entanto caracterizado por flutua&ccedil;&otilde;es significativas. De facto, o ritmo de crescimento tem sido menos ditado pelo saldo natural dos portugueses e mais pelos movimentos migrat&oacute;rios que se registaram ao longo do s&eacute;culo, como por exemplo, o fen&oacute;meno do retorno das ex-col&oacute;nias portuguesas em &Aacute;frica (Barreto, 2000). Presentemente, e como resultado desta evolu&ccedil;&atilde;o, a forma da estrutura et&aacute;ria portuguesa, deixou de ter uma configura&ccedil;&atilde;o piramidal para se assemelhar mais a um cogumelo. Segundo dados do Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE), durante as pr&oacute;ximas d&eacute;cadas, os cen&aacute;rios elaborados prev&ecirc;em um ligeiro rejuvenescimento da popula&ccedil;&atilde;o ou um envelhecimento acentuado (cen&aacute;rio mais e menos optimista respectivamente). No entanto, mesmo o primeiro caso, que prev&ecirc; uma ligeira retoma do &iacute;ndice de fecundidade, implica uma maior preponder&acirc;ncia dos idosos face aos jovens. </P >     <p>Estas evolu&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas ir&atilde;o ter em breve, implica&ccedil;&otilde;es importantes na dimens&atilde;o e estrutura da popula&ccedil;&atilde;o activa, pois com a diminui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o jovem, a taxa de reposi&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o activa ir&aacute; decrescer. Ao n&iacute;vel governamental, este facto poder&aacute; implicar uma nova forma de analisar a realidade demogr&aacute;fica que se apresenta. Na verdade, para al&eacute;m da possibilidade da importa&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o-de-obra estrangeira, e de uma maior integra&ccedil;&atilde;o das mulheres no mercado de trabalho, s&oacute; os estratos mais velhos da popula&ccedil;&atilde;o ainda em idade activa se apresentam como recursos vi&aacute;veis para manter um n&iacute;vel aceit&aacute;vel de produtividade e sustentabilidade social a longo prazo. Assim, e &ldquo;ap&oacute;s largos anos a estimular a reforma antecipada dos trabalhadores mais velhos, como meio de combater o desemprego juvenil e apoiar as empresas na adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as estruturais da economia, os Governos europeus decidiram inflectir as suas pol&iacute;ticas e pretendem, agora, reter tais trabalhadores por mais tempo no mercado de trabalho&rdquo; (Pestana, 2003, p. 14). Em termos da operacionaliza&ccedil;&atilde;o dessas pol&iacute;ticas, ser&aacute; importante, n&atilde;o s&oacute; motivar as pessoas a continuarem a sua actividade laboral durante mais anos, como tamb&eacute;m providenciar condi&ccedil;&otilde;es de acesso ao emprego (Centeno, 2007). </P >    <p>ACESSO AO EMPREGO E DISCRIMINA&Ccedil;&Atilde;O ET&Aacute;RIA </P >    <p>Se bem que a situa&ccedil;&atilde;o do acesso ao emprego possa ser considerada como nominalmente positiva, uma vez que Portugal apresenta taxas de actividade de trabalhadores com mais de 55 anos superiores a 50%, esta &eacute; tamb&eacute;m uma situa&ccedil;&atilde;o complexa (Centeno, 2007). Verificamos assim que, para al&eacute;m dos problemas de qualifica&ccedil;&atilde;o com reflexos significativos na empregabilidade e valoriza&ccedil;&atilde;o salarial que o mercado faz das suas compet&ecirc;ncias e capacidades, a din&acirc;mica para a antecipa&ccedil;&atilde;o da sa&iacute;da do mercado de trabalho aparenta ser muito forte (Centeno, 2007). </P >    <p>Um dos problemas que atinge os trabalhadores mais velhos, no que diz respeito ao acesso ao emprego, &eacute; o facto de estes trabalhadores receberem muito menos ofertas de emprego que os mais jovens (cerca de 1/3 das ofertas dos jovens adultos) e possu&iacute;rem apenas cerca de 10% das oportunidades de forma&ccedil;&atilde;o, sendo que os sal&aacute;rios que conseguem obter em novos empregos se encontram muito longe da m&eacute;dia para os mesmos n&iacute;veis et&aacute;rios e de habilita&ccedil;&otilde;es (Centeno, 2007). </P >    <p>Consciente de que esta discrimina&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria ou etarismo (<I>ageism</I>) &eacute; considerada pela Uni&atilde;o Europeia e pelos seus cidad&atilde;os como presente de forma generalizada na sociedade (Special Eurobarometer 296), a Comiss&atilde;o Europeia tem definido pol&iacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o e combate &agrave; discri mina&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria, intensificando a luta contra o etarismo em todas as suas formas. A Comiss&atilde;o Europeia adoptou uma defini&ccedil;&atilde;o ampla de etarismo, baseada nas cren&ccedil;as acerca do impacto do envelhecimento biol&oacute;gico em pessoas de todas as idades, relacionando-se assim com o preconceito ao longo do percurso de vida e abrangendo tanto a discrimina&ccedil;&atilde;o face &agrave;s gera&ccedil;&otilde;es mais novas (e.g., falta de maturidade), como &agrave;s mais velhas (e.g., falta de flexibilidade, baixa motiva&ccedil;&atilde;o) (O&rsquo;Cinneide, 2005). </P >     <p>Esta defini&ccedil;&atilde;o &eacute; relativamente diferente da utilizada pela investiga&ccedil;&atilde;o efectuada no contexto da gerontologia, que de uma forma geral, tem adoptado formula&ccedil;&otilde;es mais estritas, familiares e directas, definindo o etarismo como uma forma de discrimina&ccedil;&atilde;o contra pessoas mais velhas, fundamentada na idade. Apesar das diferen&ccedil;as entre as formula&ccedil;&otilde;es cl&aacute;ssicas da defini&ccedil;&atilde;o estrita (Butler, 1975; Comfort, 1977), ambas remetem para o pensamento estereotipado das pessoas mais velhas, tratando-as como uma categoria distinta dos outros seres humanos &ldquo;normais&rdquo;, associando o etarismo ao conflito social e estabelecendo um paralelismo com o racismo (Bytheway, 2005). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar de caracterizado por um grande n&uacute;mero de adjectivos negativos (ver Kite &amp; Johnson, 1988 para uma metan&aacute;lise), tal como o sexismo, o estigma face &agrave; idade possui uma natureza mista (Richeson &amp; Shelton, 2006), sendo que, de acordo com os estere&oacute;tipos predominantes, os idosos s&atilde;o considerados como debilitados mas queridos (Fiske &amp; Taylor, 2008), e alvo de preconceitos como a pena e a simpatia (Cuddy, Norton, &amp; Fiske, 2005). Este paternalismo &eacute; normalmente reservado a grupos com resultados negativos aos quais n&atilde;o possa ser imputada culpa (Fiske, Cuddy, Glick, &amp; Xu, 2002). Podemos observar algumas semelhan&ccedil;as ou paralelismos com as outras formas de discrimina&ccedil;&atilde;o mais conhecidas. Assim, podemos verificar que, tal como nas categorias de g&eacute;nero e ra&ccedil;a, o estere&oacute;tipo da pessoa mais velha possui subcategorias representativas de subgrupos respeitados, odiados e inofensivos (Brewer, Dull, &amp; Lui, 1981; Hummert, Garstka, Shaner, &amp; Strahm, 1994, 1995), que a idade &eacute; uma das tr&ecirc;s primeiras categorias a serem mais rapidamente percepcionadas por outra pessoa<Sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a> </Sup>(Fiske, 1998), que tal como o g&eacute;nero, a idade divide as pessoas entre fam&iacute;lias, mas que tal como a ra&ccedil;a, diferentes grupos et&aacute;rios vivem em circunst&acirc;ncias segregadas (Fiske &amp; Taylor, 2008). No entanto, e de forma d&iacute;spar da ra&ccedil;a ou do g&eacute;nero, o etarismo lida com uma linha divis&oacute;ria intergrupal male&aacute;vel que a maioria das pessoas tem esperan&ccedil;a de ultrapassar durante a sua vida, mas em que ao mesmo tempo, temem a implica&ccedil;&atilde;o da sua pr&oacute;pria mortalidade no conceito (Fiske &amp; Taylor, 2008). Ou seja, as pessoas querem chegar a velhas, mas t&ecirc;m medo da implica&ccedil;&atilde;o que isso tr&aacute;s: estar perto da sua morte. Verificamos tamb&eacute;m que os adultos mais velhos s&atilde;o vistos como sendo incompetentes social, cognitiva e fisicamente (e.g., Pasupathi, Carstensen, &amp; Tsai, 1995) pelo que as pessoas n&atilde;o t&ecirc;m qualquer pressa de se verem como &ldquo;velhas&rdquo;. </P >     <p>De facto, embora as pessoas reconhe&ccedil;am a sua idade cronol&oacute;gica, estas v&ecirc;m a &ldquo;velhice&rdquo; como um alvo em movimento que recua &agrave; medida que a pessoa se aproxima dessa &ldquo;linha imagin&aacute;ria&rdquo; (Seccombe &amp; Ishii-Kuntz, 1991). Esta fronteira imagin&aacute;ria pode ser perpetuamente deslocada &agrave; medida que as pessoas resistem &agrave; sua entrada no grupo das pessoas mais velhas, utilizando por exemplo, uma mais r&aacute;pida auto-atribui&ccedil;&atilde;o de termos estereot&iacute;picos jovens do que termos estereot&iacute;picos associados &agrave; velhice (Hummert, Garstka, O&rsquo;Brien, Greenwald, &amp; Mellott, 2002). Esta desloca&ccedil;&atilde;o est&aacute; ligada com a constru&ccedil;&atilde;o de defesas face &agrave;s agress&otilde;es que os conte&uacute;dos estereot&iacute;picos provocam &agrave; auto-estima, construindo para si, &ldquo;amortecedores cognitivos&rdquo;. Estas agress&otilde;es ocorrem de forma comum, pelo menos na cultura americana, onde n&atilde;o &eacute; aplicado o conceito de politicamente correcto no que diz respeito ao etarismo, ao contr&aacute;rio do que acontece com o sexismo ou o racismo (Levy &amp; Banaji, 2002), pelo que se verifica que as pessoas n&atilde;o inibem a manifesta&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos estereot&iacute;picos como nos outros tipos de discrimina&ccedil;&atilde;o. A exist&ecirc;ncia de amortecedores cognitivos que auxiliam as pessoas a lidarem com este tipo de agress&otilde;es e com os estere&oacute;tipos associados &agrave; velhice (e directamente relacionados com a morte) &eacute; proposta por Fiske e Taylor (2008), quando referem que a <I>Terror Management Theory </I>(TMT), teoria que tenta estudar os processos atrav&eacute;s dos quais as pessoas lidam com o conhecimento da sua morte, tamb&eacute;m se aplica aos estere&oacute;tipos et&aacute;rios e &agrave; sali&ecirc;ncia da mortalidade (Greenberg, Schimel, &amp; Mertens, 2002). </P >     <p>Esta teoria refere que, as pessoas quando lembradas da certeza da sua pr&oacute;pria finitude, depreciam os exogrupos (grupo dos outros) (Fiske &amp; Taylor, 2008). A TMT sugere assim, v&aacute;rias defesas contra a sali&ecirc;ncia cognitiva da morte colocada pelos adultos mais velhos, a saber, segrega&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, tal como a institucionaliza&ccedil;&atilde;o (verificada junto das faixas et&aacute;rias mais avan&ccedil;adas), e segrega&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, caracterizada pelos estere&oacute;tipos e ep&iacute;tetos atribu&iacute;dos aos mais velhos (Fiske &amp; Taylor, 2008). Estes autores referem ainda que, quando as tentativas de distanciamento falham, a exposi&ccedil;&atilde;o a adultos mais velhos podem resultar nas respostas previstas pela TMT, ou seja, esfor&ccedil;os de compensa&ccedil;&atilde;o da auto-estima, deprecia&ccedil;&atilde;o de exogrupos e favorecimento de endogrupos (grupo pr&oacute;prio ou de perten&ccedil;a). </P >    <p>Constatamos assim que, o etarismo envolve um alvo em movimento, em que as pessoas anseiam e temem juntar-se a este exogrupo de fronteiras flex&iacute;veis. Apercebemo-nos tamb&eacute;m que levanta quest&otilde;es sobre a mortalidade e distanciamento emocional, que pode levar pessoas mais novas a adoptar estere&oacute;tipos negativos face a adultos mais velhos de modo a afastarem-se, protegendo-se a si mesmos (Snyder &amp; Miene, 1994). Esta activa&ccedil;&atilde;o dos estere&oacute;tipos negativos, poder&aacute; estar na origem da exclus&atilde;o social e econ&oacute;mica no mercado de emprego, ou impedir o acesso dos trabalhadores mais velhos &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de novas qualifica&ccedil;&otilde;es por via da forma&ccedil;&atilde;o ou promo&ccedil;&atilde;o dentro das organiza&ccedil;&otilde;es (para uma an&aacute;lise mais detalhada, ver Maurer, Wrenn, &amp; Weiss, 2003). No entanto, uma quest&atilde;o subsiste: quem &eacute; este trabalhador mais velho, alvo de actos discriminat&oacute;rios, e quais s&atilde;o as caracter&iacute;sticas que o definem? </P >    <p>DEFINI&Ccedil;&Atilde;O DE TRABALHADOR MAIS VELHO </P >    <p>Quando &eacute; efectuada uma refer&ecirc;ncia a trabalhador mais velho, entendemos por trabalhador (de forma gen&eacute;rica), algu&eacute;m que exerce uma actividade que &eacute; objecto de uma remunera&ccedil;&atilde;o, negligenciando aqui outras considera&ccedil;&otilde;es sobre as diferen&ccedil;as &ndash; existentes &ndash; entre trabalho e emprego. No entanto, esta defini&ccedil;&atilde;o permanece d&uacute;bia, no que concerne ao significado de &ldquo;mais velho&rdquo;. Ao procurar por uma defini&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel institucional, atrav&eacute;s de uma pesquisa por pol&iacute;ticas ou programas dirigidos aos trabalhadores mais velhos, detectamos que este termo parece n&atilde;o estar claramente definido. Assim, em Portugal, talvez por n&atilde;o existirem programas espec&iacute;ficos para trabalhadores de uma faixa et&aacute;ria mais avan&ccedil;ada, n&atilde;o se nos apresenta uma defini&ccedil;&atilde;o para a idade do trabalhador mais velho. </P >    <p>J&aacute; noutros pa&iacute;ses europeus, se bem que estes programas existam, na descri&ccedil;&atilde;o das diferentes medidas e iniciativas, a defini&ccedil;&atilde;o de idade pode variar entre mais de 45 anos (e.g., Espanha), e mais de 50 (e.g., B&eacute;lgica, Reino Unido), sendo que a Holanda possui j&aacute; programas para pessoas com mais de 40 anos (De Man, Soir, Shanahan, Ribeiro, &amp; Santamarta, 2003). Esta &uacute;ltima defini&ccedil;&atilde;o &eacute; partilhada pelos Estados Unidos da Am&eacute;rica, pa&iacute;s em que o trabalhador mais velho &eacute; definido legalmente como toda a pessoa na for&ccedil;a de trabalho com idade igual ou superior a 40 anos (Age Discrimination in Employment Act of 1967). </P >    <p>No que diz respeito &agrave; produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica sobre o tema, tamb&eacute;m n&atilde;o se nos apresenta uma defini&ccedil;&atilde;o concreta, quest&atilde;o esta que foi de alguma forma levantada por Maurer et al. (2003), destacando a relev&acirc;ncia deste assunto nas investiga&ccedil;&otilde;es sobre a idade &ldquo;because there is no universal operationalization of the term&rdquo; (p. 257). Na literatura cient&iacute;fica, as defini&ccedil;&otilde;es s&atilde;o igualmente variadas, desde os 35 anos e mais (Downs, 1967; Newsham, 1969), dos 36 aos 60 (Caplan &amp; Schooler, 1990), dos 55 aos 67 (Elias, Elias, Robbins, &amp; Gage, 1987), e dos 58 aos 84 (Zandri &amp; Charness, 1989). A confus&atilde;o aumenta quando muitos destes estudos estabelecem estes crit&eacute;rios sem qualquer raz&atilde;o l&oacute;gica ou argumenta&ccedil;&atilde;o coerente (e.g., Downs, 1967; Elias et al., 1987; Zandri &amp; Charness, 1989), enquanto outros usam uma separa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da mediana para separar os participantes em grupos mais novos e mais velhos (e.g., Caplan &amp; Schooler, 1990). Numa revis&atilde;o de 105 estudos que definiam o termo &ldquo;trabalhador mais velho&rdquo; (<I>older worker</I>), Ashbaugh e Fay (1987) verificaram que a idade cronol&oacute;gica m&eacute;dia para as operacionaliza&ccedil;&otilde;es do conceito era de 53.4 anos. Maurer et al. (2003) consideraram esta idade como uma idade razo&aacute;vel para definir o valor mais baixo do termo &ldquo;trabalhador mais velho&rdquo;, mas que esta deveria ser considerada em rela&ccedil;&atilde;o com o contexto. Mas a quest&atilde;o poder&aacute; n&atilde;o ser tanto do contexto como sugerido em Maurer et al. (2003), referindo-se ao contexto cultural ou organizacional, mas mais ao grupo de perten&ccedil;a do indiv&iacute;duo num determinado momento, ou dizendo-o de outra forma, recorrendo &agrave; sua imagem identit&aacute;ria ou <I>self </I>percebido. </P >    <p>O SELF COMO PONTO DE REFER&Ecirc;NCIA </P >    <p>O conceito de self &eacute; importante n&atilde;o s&oacute; para o entendimento de como as pessoas se percepcionam a si mesmas e regulam o seu comportamento, mas tamb&eacute;m para providenciar uma lente atrav&eacute;s da qual seja poss&iacute;vel interpretar as qualidades e comportamentos de outras pessoas (Fiske &amp; Taylor, 2008). A constru&ccedil;&atilde;o do real &eacute; efectuada a partir do nosso ponto de vista, algo que come&ccedil;a a ser comprovado por evid&ecirc;ncias advindas do estudo das bases neuronais do comportamento, que apontam para o facto de que informa&ccedil;&atilde;o auto-relevante &eacute; preferida a informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o relevantes para o pr&oacute;prio (Fiske &amp; Taylor, 2008). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mas esta ideia de que o self ser&aacute; utilizado como ponto de refer&ecirc;ncia &eacute; apontada por outros estudos. Enquanto que alguns autores (Campbell, 1986; Mullen &amp; Goethals, 1990; Suls &amp; Wan, 1987) apontam para o facto de que as pessoas assumem que os outros partilham das suas fraquezas mas que as suas qualidades s&atilde;o &uacute;nicas, outros (e.g., Schimel, Pyszczynski, Greenberg, O&rsquo;Mahen, &amp; Arndt, 2000), sugerem que as pessoas se distanciam de outras pessoas que acreditam que partilham das suas fraquezas. Verificamos ainda que existe uma tend&ecirc;ncia para atribuir as nossas qualidades a alvos atraentes (Granberg &amp; Brent, 1980; Miller &amp; Marks, 1982) e projectar os nossos atributos indesejados em alvos pouco atraentes ou desfavor&aacute;veis (e.g., Sherwood, 1979). Na verdade, at&eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o de estere&oacute;tipos pode ajudar a invalidar a per&iacute;cia (<I>expertise</I>) daqueles que nos v&ecirc;em negativamente, desacreditando um avaliador para minimizar os efeitos negativos da cr&iacute;tica &agrave; auto-estima, servindo assim um prop&oacute;sito de auto-aprimoramento (<I>self-enhancement</I>) (Fiske &amp; Taylor, 2008). Isto implica que o self &ldquo;actively constructs the social world, to a large degree, in its own image&rdquo; (Fiske &amp; Taylor, 2008, p. 130), avaliando positivamente tudo o que lhe &eacute; semelhante, e afastando tudo o que lhe &eacute; desagrad&aacute;vel ou amea&ccedil;ador. </P >    <p>Este facto pode de alguma forma explicar algumas diferen&ccedil;as no fen&oacute;meno de discrimina&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria, em que se verifica, se bem que n&atilde;o de forma consensual, que os jovens discriminam mais os mais velhos, demonstrando um tratamento diferenciado ancorado nas diferen&ccedil;as intergrupais. </P >    <p>Os diferentes resultados obtidos nos estudos efectuados levam-nos a esperar que respondentes mais velhos possuam avalia&ccedil;&otilde;es mais positivas da velhice do que pessoas mais novas (Kite, Stockdale, Witley, &amp; Johnson, 2005), e que pessoas mais novas e homens, possuam atitudes mais discriminat&oacute;rias face a pessoas mais velhas (Rupp, Vodanovich, &amp; Cred&eacute;, 2005). </P >    <p>Tendo em considera&ccedil;&atilde;o o exposto, somos levados a considerar a hip&oacute;tese de que a idade do conceito de trabalhador mais velho &eacute; definida n&atilde;o s&oacute; a partir de cren&ccedil;as socialmente partilhadas, mas tamb&eacute;m a partir da pr&oacute;pria idade percebida. Dito de outro modo, o conceito de trabalhador mais velho ser&aacute; definido com recurso a uma linha imagin&aacute;ria que recuar&aacute; no tempo de modo a proteger a auto-estima e auto-imagem positiva. </P >    <p>Este estudo tentar&aacute; assim investigar qual &eacute; a idade que comummente &eacute; associada ao conceito de trabalhador mais velho atrav&eacute;s da estat&iacute;stica descritiva associada, bem como tentar perceber quais s&atilde;o as vari&aacute;veis que influenciam a atribui&ccedil;&atilde;o de uma idade a esse conceito. Para esbo&ccedil;ar uma tentativa de resposta a esta segunda quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o, com base na revis&atilde;o de literatura efectuada, elabor&aacute;mos as seguintes hip&oacute;teses. </P >    <p>Devido &agrave;s implica&ccedil;&otilde;es para a sua mortalidade associadas ao grupo dos mais velhos (Fiske &amp; Taylor, 2008), a pessoa vai diferenciar-se desse grupo de modo a proteger a auto-estima e manter uma identidade social positiva (Tajfel, 1983), recuando uma linha imagin&aacute;ria que define a sua perten&ccedil;a (Seccombe &amp; Ishii-Kuntz, 1991), manifestada por uma associa&ccedil;&atilde;o positiva entre a idade do participante e a m&eacute;dia de idades atribu&iacute;da ao conceito de trabalhador mais velho. </P >    <p>Decorrente do fen&oacute;meno de conhecimento do grupo de atribui&ccedil;&atilde;o (Quattrone &amp; Jones, 1980), a idade do participante est&aacute; negativamente associada com a amplitude das idades atribu&iacute;das ao conceito de trabalhador mais velho. </P >    <p>E finalmente, uma vez que as pessoas se auto-atribuem mais tra&ccedil;os jovens (Hummert et al., 2002) (positivos) do que idosos, far&aacute; sentido que a categoria &ldquo;jovem&rdquo; se estenda de modo a comportar a idade do participante, e que logo, possua um comportamento inverso no que diz respeito &agrave; amplitude mas semelhante relativamente &agrave; m&eacute;dia. </P >    <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma vez que n&atilde;o se pretendia aceder a uma classe de indiv&iacute;duos com caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas, mas sim, alcan&ccedil;ar uma boa amplitude et&aacute;ria dos participantes, a amostra em estudo foi seleccionada de forma n&atilde;o-probabil&iacute;stica, por conveni&ecirc;ncia. Este estudo contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 177 pessoas de ambos os sexos (58 do g&eacute;nero masculino, 115 do g&eacute;nero feminino e 4 de g&eacute;nero desconhecido), com idades compreendidas entre os 17 e os 76 anos, com uma idade m&eacute;dia de 37.4 anos (<I>DP</I>=13.4). Em termos de ocupa&ccedil;&atilde;o<Sup><a href="#2">2</a><a name="top2"></a></Sup>, 142 participantes trabalhavam, 49 eram estudantes e 11 eram reformados. Dos 177 question&aacute;rios inicialmente recolhidos, 3 foram rejeitados por n&atilde;o se encontrarem devidamente preenchidos. </P >     <p><I>Instrumento </I></P >     <p>De modo a poder aceder &agrave;s idades atribu&iacute;das a cada uma das express&otilde;es em estudo, nomeada mente a express&atilde;o trabalhador mais velho, foi desenvolvida uma escala de nota&ccedil;&atilde;o. Apesar da idade poder ser inquirida atrav&eacute;s de valores puramente num&eacute;ricos, procurou-se levar os participantes a entender a quest&atilde;o como enquadrada numa perspectiva da idade como um cont&iacute;nuo, iniciando a escala no 1 e terminando-a no 100. </P >     <p>Procurou-se desenvolver uma escala de simples preenchimento, em que os participantes pudessem assinalar a sua resposta sem imposi&ccedil;&atilde;o de limites de precis&atilde;o. De facto, este instrumento procurou dificultar respostas baseadas em n&uacute;meros precisos, utilizando para isso uma escala decimal. </P >    <p>Para al&eacute;m de procurar explorar alternativas a classes et&aacute;rias pr&eacute;-concebidas, este instrumento procurou tamb&eacute;m explorar um conjunto de outros conceitos ligados &agrave; express&atilde;o principal em estudo, que de alguma forma pudessem fornecer algumas pistas sobre esta tem&aacute;tica. Foram assim inclu&iacute;dos no instrumento as express&otilde;es est&iacute;mulo Jovem, Jovem Licenciado, Trabalhador, Trabalhador Mais Velho, Reformado, Maturidade e Aprendizagem ao Longo da Vida. Estes conceitos foram obtidos atrav&eacute;s de uma pesquisa em jornais de grande tiragem. </P >    <p>Este instrumento possui duas alternativas de respostas, a saber, as respostas precisas ou completas e as respostas vagas. As respostas precisas ou completas s&atilde;o fornecidas atrav&eacute;s de uma amplitude de idades, com a sinaliza&ccedil;&atilde;o da idade m&iacute;nima e m&aacute;xima, dando uma interpreta&ccedil;&atilde;o relativamente clara do seu significado. As respostas vagas s&atilde;o assim denominadas por serem fornecidas atrav&eacute;s da sinaliza&ccedil;&atilde;o de apenas uma idade, sem que seja dada qualquer orienta&ccedil;&atilde;o &agrave; resposta. Esta orienta&ccedil;&atilde;o refere-se &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o da resposta dada. Por exemplo, ao atribuir a idade &ldquo;55&rdquo; &agrave; express&atilde;o &ldquo;trabalhador mais velho&rdquo;, podem existir, pelo menos, tr&ecirc;s interpreta&ccedil;&otilde;es, a saber, (a) s&oacute; as pessoas com 55 &eacute; que s&atilde;o trabalhadores mais velhos, (b) a partir dos 55 anos uma pessoa pode ser considerada como trabalhador mais velho, ou ainda, (c) 55 anos &eacute; a idade m&eacute;dia dos trabalhadores mais velhos. </P >    <p>Para este estudo, ser&atilde;o tratadas como vari&aacute;veis independentes a idade, o g&eacute;nero e o tipo de ocupa&ccedil;&atilde;o dos participantes, e como vari&aacute;veis dependentes, as idades atribu&iacute;das ao conceito de trabalhador mais velho, bem como as idades atribu&iacute;das aos outros conceitos apensos. </P >    <p><I>Procedimento </I></P >    <p>Os inqu&eacute;ritos foram entregues aos participantes e recolhidos posteriormente, fornecendo instru&ccedil;&otilde;es id&ecirc;nticas em todas as situa&ccedil;&otilde;es. Em seguida, foi efectuada uma an&aacute;lise estat&iacute;stica simples, verificando as m&eacute;dias de idades obtidas, as amplitudes, correla&ccedil;&otilde;es entre as m&eacute;dias de idades atribu&iacute;das aos conceitos e as idades dos inquiridos, correla&ccedil;&otilde;es entre a amplitude das idades atribu&iacute;das e as idades dos inquiridos. As associa&ccedil;&otilde;es entre vari&aacute;veis foram estudadas com recurso &agrave; separa&ccedil;&atilde;o de casos entre respostas precisas e vagas, de forma a minimizar enviesamentos decorrentes da forma de cota&ccedil;&atilde;o do instrumento. Para evitar efeitos de preced&ecirc;ncia nas express&otilde;es est&iacute;mulo, os question&aacute;rios foram contrabalanceados, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de duas vers&otilde;es, em que a ordem das express&otilde;es foi invertida. </P >    <p>RESULTADOS </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Resultados globais </I></P >    <p>Neste estudo s&atilde;o analisados os casos na sua totalidade, analisando de forma descritiva, cada vari&aacute;vel como um intervalo. Concebemos aqui cada conceito, tomando por exemplo o conceito de trabalhador mais velho, como possuindo uma idade m&iacute;nima &ndash; seguindo o exemplo, a idade em que uma pessoa come&ccedil;a a ser considerada como velha para trabalhar &ndash; e uma idade m&aacute;xima &ndash; a idade em que &eacute; suposto a pessoa deixar de trabalhar &ndash; definindo assim um intervalo de idades para cada um dos conceitos em estudo. Para nos referirmos aos extremos de cada vari&aacute;vel, utilizamos os valores m&eacute;dios do valor m&iacute;nimo assinalado e os valores m&eacute;dios do valor m&aacute;ximo. Em seguida, utilizamo-nos do valor m&eacute;dio obtido com o conjunto das observa&ccedil;&otilde;es (respostas precisas e vagas) para centrar o nosso intervalo. A variabilidade do intervalo &eacute; estudada atrav&eacute;s da medida de amplitude. </P >     <p>Da observa&ccedil;&atilde;o dos dados descritivos apresentados na <a href="#t1">Tabela 1</a>, destacam-se os valores obtidos para as vari&aacute;veis Jovem e Jovem Licenciado. Considerando os limites encontrados, o conceito de Jovem Licenciado parece estar incluso no conceito anterior de Jovem, n&atilde;o s&oacute; na sua dimens&atilde;o sem&acirc;ntica, mas tamb&eacute;m pelos valores encontrados. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="t1"><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a03t1.jpg" width="492" height="154"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>No entanto, n&atilde;o se verifica a mesma situa&ccedil;&atilde;o nos conceitos de Trabalhador e Trabalhador Mais Velho. De facto, constatamos que o intervalo que corresponde &agrave; vari&aacute;vel Trabalhador Mais Velho n&atilde;o se encontra em uni&atilde;o com o intervalo referente &agrave; vari&aacute;vel Trabalhador, ao contr&aacute;rio do encontrado para as vari&aacute;veis Jovem e Jovem Licenciado. </P >    <p><I>Resultados referentes &agrave;s respostas precisas </I></P >    <p>De modo a poder efectuar a an&aacute;lise &agrave;s respostas precisas dadas pelos participantes &agrave; express&atilde;o est&iacute;mulo Trabalhador Mais Velho, foram seleccionados os casos que possu&iacute;am uma amplitude superior a zero na vari&aacute;vel Trabalhador Mais Velho Amplitude, calculada atrav&eacute;s da subtrac&ccedil;&atilde;o do valor m&iacute;nimo observado pelo valor m&aacute;ximo. Ap&oacute;s essa selec&ccedil;&atilde;o de casos, foram efectuadas as respectivas estat&iacute;sticas descritivas e as correla&ccedil;&otilde;es que permitiram testar as hip&oacute;teses propostas. </P >    <p>A amostra ficou composta por 126 participantes (82 mulheres e 44 homens), com idades compreendidas entre os 17 e os 74 anos (<I>MD</I>=35.9, <I>DP</I>=11.9). Em termos de ocupa&ccedil;&atilde;o, e de forma n&atilde;o exclusiva, 104 eram trabalhadores, 36 eram estudantes e 5 eram reformados. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que diz respeito aos resultados obtidos, relativamente &agrave; vari&aacute;vel Trabalhador Mais Velho M&iacute;nimo, verific&aacute;mos valores entre 10 e 71 anos, com um valor m&eacute;dio de 51.7, relativamente aproximado dos valores globais. Relativamente &agrave; vari&aacute;vel Trabalhador Mais Velho M&aacute;ximo, verificou-se um valor m&iacute;nimo de 40 e um valor m&aacute;ximo de 100, limitado pelo valor m&aacute;ximo da escala utilizada, tendo apresentado uma m&eacute;dia de 68.5 anos, valor ligeiramente acima dos resultados globais. A m&eacute;dia da vari&aacute;vel Trabalhador Mais Velho M&eacute;dia situa-se nos 60.1 anos. Os valores oscilam entre os 30 e os 85 anos, sendo de uma forma global, bastante aproximados dos resultados para a totalidade das respostas. Relativamente &agrave; vari&aacute;vel Trabalhador Mais Velho Amplitude, podemos verificar que este varia entre o 1 e os 62 anos de amplitude, sendo que o valor m&eacute;dio da varia&ccedil;&atilde;o se situa nos 16.8. Verifica-se aqui um valor mais acentuado do que o observado para os resultados globais. Para testar a exist&ecirc;ncia de uma associa&ccedil;&atilde;o positiva entre a idade dos participantes e a m&eacute;dia do intervalo das idades atribu&iacute;das &agrave; express&atilde;o Trabalhador Mais Velho, foi utilizado o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman, uma vez que as vari&aacute;veis n&atilde;o seguem uma distribui&ccedil;&atilde;o normal. </P >    <p>Tal como podemos observar na <a href="#t2">Tabela 2</a>, os valores indicam uma correla&ccedil;&atilde;o positiva muito baixa mas significativa, entre a m&eacute;dia do intervalo e a idade dos participantes (<i>p</i>=.039). Quando analisamos os valores obtidos segundo o g&eacute;nero (<a href="#t3">Tabela 3</a>), podemos observar que n&atilde;o existe correla&ccedil;&atilde;o entre a m&eacute;dia do intervalo e a idade dos participantes masculinos, e que a associa&ccedil;&atilde;o entre as duas vari&aacute;veis &eacute; mais acentuada nas mulheres apesar de n&atilde;o significativa para um <i>alpha </i>de .05 (<i>p</i>=.052). Relativamente &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o dos participantes, os resultados obtidos indicam uma associa&ccedil;&atilde;o moderada entre a idade m&eacute;dia atribu&iacute;da &agrave; express&atilde;o Trabalhador Mais Velho, e a idade dos participantes que declararam ser trabalhadores e estudantes (<i>n</i>=23, <i>r</i><sub><i>s</i></sub>=.490, <i>p</i>=.018). Nas restantes possibilidades verificamos que essa correla&ccedil;&atilde;o &eacute; nula ou n&atilde;o analis&aacute;vel devido &agrave;s caracter&iacute;sticas da amostra recolhida. Podemos verificar que a associa&ccedil;&atilde;o entre a idade e o limite m&iacute;nimo do intervalo da idade atribu&iacute;da aos Trabalhadores Mais Velhos &eacute; mais acentuada (<i>p</i>=.001), mas praticamente nula entre a idade e o limite m&aacute;ximo atribu&iacute;do. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="t2"><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a03t2.jpg"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><a name="t3"><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a03t3.jpg"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Novamente, ao analisarmos as diferen&ccedil;as entre g&eacute;neros, podemos verificar que existe uma correla&ccedil;&atilde;o positiva significativa entre o limite m&iacute;nimo e a idade nas mulheres, mas que o mesmo n&atilde;o ocorre para os homens. N&atilde;o foram detectadas associa&ccedil;&otilde;es significativas entre o limite m&aacute;ximo e a idade para ambos os sexos. </P >     <p>Relativamente &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o dos participantes, pode-se verificar uma correla&ccedil;&atilde;o moderada entre o limite m&iacute;nimo e a idade dos participantes trabalhadores-estudantes mas n&atilde;o nos participantes apenas trabalhadores ou ocupados de outras formas. Essa associa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se verifica entre o limite m&aacute;ximo do intervalo e a idade dos participantes para qualquer uma das ocupa&ccedil;&otilde;es. </P >     <p>Relativamente &agrave; segunda hip&oacute;tese em estudo, observando os resultados obtidos (<a href="#t2">Tabela 2</a>), verificamos que existe uma correla&ccedil;&atilde;o baixa negativa entre a amplitude do intervalo e a idade dos participantes. Podemos verificar na <a href="#t3">Tabela 3</a>, que essa correla&ccedil;&atilde;o existe tanto para os participantes do g&eacute;nero masculino como para o g&eacute;nero feminino. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente aos resultados obtidos por ocupa&ccedil;&atilde;o, verificamos que existe uma associa&ccedil;&atilde;o negativa significativa entre a idade e a amplitude do intervalo para os trabalhadores (<I>r</I><Sub><I>s</I></Sub>=-.236, <I>p</I>=.035). Esta associa&ccedil;&atilde;o &eacute; mais acentuada para os trabalhadores-estudantes (<I>r</I><Sub><I>s</I></Sub>=-.679, <I>p</I>&gt;.001), mas nula para os apenas estudantes (<I>n</I>=13, <I>r</I><Sub><I>s</I></Sub>=-.092, <I>p</I>=.766). </P >    <p>Para verificar o comportamento da vari&aacute;vel Jovem, foi igualmente efectuada uma selec&ccedil;&atilde;o dos casos em que a vari&aacute;vel apresentava uma amplitude superior a zero, de modo a poder efectuar o mesmo tipo de c&aacute;lculos que foram operados para a vari&aacute;vel Trabalhador Mais Velho. A amostra ficou assim composta por 136 participantes (89 mulheres e 47 homens), com idades compreen didas entre os 18 e os 76 anos (<I>MD</I>=35.9, <I>DP</I>=12.7). O limite m&iacute;nimo da vari&aacute;vel Jovem situa-se nos 15.8 anos e o limite m&aacute;ximo nos 33 anos, valores relativamente pr&oacute;ximos dos observados nos resultados globais, tal como a m&eacute;dia do intervalo observada (<I>MD</I>=24.4, <I>DP</I>=8.8). J&aacute; a amplitude observada nesta amostra (<I>MD</I>=17.2) &eacute; relativamente superior da verificada nos resultados globais. Relativamente a esta vari&aacute;vel, n&atilde;o foram detectadas quaisquer associa&ccedil;&otilde;es significativas com a idade dos participantes, verificando-se que na maioria dos casos, as correla&ccedil;&otilde;es encontradas assumiam valores pr&oacute;ximos de zero. </P >    <p><I>Resultados referentes &agrave;s respostas vagas </I></P >    <p>Para efectuar a an&aacute;lise &agrave;s respostas vagas dadas pelos participantes &agrave; express&atilde;o est&iacute;mulo Trabalhador Mais Velho, foram seleccionados os casos que possu&iacute;am uma amplitude igual a zero na vari&aacute;vel Trabalhador Mais Velho Amplitude. Ap&oacute;s essa selec&ccedil;&atilde;o de casos foram efectuadas a respectiva descri&ccedil;&atilde;o dos casos e as correla&ccedil;&otilde;es que permitiram testar as hip&oacute;teses em estudo. Esta amostra &eacute; composta por 47 participantes (33 mulheres e 14 homens) com idades compreendidas entre os 18 e os 76 anos (<I>MD</I>=41.4, <I>DP</I>=16.2). </P >    <p>No que diz respeito aos resultados obtidos, na vari&aacute;vel Trabalhador Mais Velho verific&aacute;mos valores entre os 33 e os 80 anos, com um valor m&eacute;dio de 58.3 anos, valores equivalentes aos registados nos resultados globais e nas respostas precisas, referentes &agrave; vari&aacute;vel Trabalhador Mais Velho M&eacute;dia. Na aus&ecirc;ncia do pressuposto da normalidade das distribui&ccedil;&otilde;es amostrais, foi utilizado mais uma vez o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman, para testar a exist&ecirc;ncia de uma associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis em estudo. </P >    <p>Relativamente &agrave; primeira hip&oacute;tese em estudo, podemos verificar que n&atilde;o existe qualquer associa&ccedil;&atilde;o entre a vari&aacute;vel Trabalhador Mais Velho e a idade dos participantes (<I>r</I><Sub><I>s</I></Sub>=-.078, <I>p</I>=.602). Quando analisamos essa rela&ccedil;&atilde;o por g&eacute;nero, verificamos a exist&ecirc;ncia de resultados semelhantes, encontrando uma rela&ccedil;&atilde;o nula relativamente ao g&eacute;nero feminino (<I>r</I><Sub><I>s</I></Sub>=-.037, <I>p</I>=.838), e uma correla&ccedil;&atilde;o negativa n&atilde;o significativa para o g&eacute;nero masculino (<I>r</I><Sub><I>s</I></Sub>=-.318, <I>p</I>=.268). Devido &agrave; dimens&atilde;o da amostra, n&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel efectuar a an&aacute;lise correlacional por ocupa&ccedil;&atilde;o dos participantes. Estes dados n&atilde;o replicam de forma nenhuma os verificados nas respostas precisas, n&atilde;o dando suporte &agrave;s hip&oacute;teses em estudo. </P >    <p>Para a vari&aacute;vel Jovem, foi novamente efectuada uma selec&ccedil;&atilde;o dos casos em que a vari&aacute;vel Jovem Amplitude assumia um valor igual a zero. A amostra ficou composta por 37 participantes (26 mulheres e 11 homens) com idades entre os 20 e os 76 anos (<I>MD</I>=43, <I>DP</I>=14.5). A vari&aacute;vel apresentou uma m&eacute;dia de 29.9 anos, valor um pouco superior &agrave; m&eacute;dia do intervalo verificada nas respostas precisas. Novamente, n&atilde;o foram encontradas quaisquer associa&ccedil;&otilde;es significativas entre a vari&aacute;vel Jovem e a idade dos participantes, mesmo analisando a vari&aacute;vel por g&eacute;nero e por ocupa&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>O conceito de trabalhador mais velho surge operacionalizado de forma diversa, n&atilde;o s&oacute; na investiga&ccedil;&atilde;o sobre discrimina&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria no local de trabalho (Maurer et al., 2003), mas tamb&eacute;m nos programas vocacionados para diminuir os efeitos do etarismo no acesso ao emprego por parte de pessoas mais velhas (De Man et al., 2003). Esta dificuldade de operacionaliza&ccedil;&atilde;o do conceito dificulta, n&atilde;o s&oacute; a investiga&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m a defini&ccedil;&atilde;o de programas de interven&ccedil;&atilde;o adequados. </P >    <p>Conforme j&aacute; foi referido anteriormente, o cerne desta quest&atilde;o n&atilde;o residir&aacute; tanto na componente laboral do conceito, que remete claramente para facto de que o trabalhador mais velho &eacute; algu&eacute;m que desenvolve uma actividade laboral no mercado de emprego, mas sim na defini&ccedil;&atilde;o do que &eacute; &ldquo;mais velho&rdquo;. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De modo a encontrarmos uma defini&ccedil;&atilde;o para este conceito, desenvolvemos um question&aacute;rio que, concebendo a idade como um cont&iacute;nuo, e atribuindo ao conceito de trabalhador mais velho associado, n&atilde;o uma idade espec&iacute;fica, mas antes a um intervalo de idades, procurou revelar a(s) idade(s) do trabalhador mais velho. </P >    <p>Este estudo revelou antes de mais, uma converg&ecirc;ncia entre o limite m&iacute;nimo do intervalo do conceito de trabalhador mais velho (53.5 anos) e o valor encontrado (53.4) por Ashbaugh e Fay (1987), facto que sugere uma inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as culturais na defini&ccedil;&atilde;o deste conceito. </P >    <p>J&aacute; os restantes resultados obtidos denotam uma certa associa&ccedil;&atilde;o com a realidade objectiva, na medida em que alguns dos valores verificados, se aproximam bastante dos observados na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Verificamos assim, que o limite m&aacute;ximo do conceito de trabalhador mais velho (65.7 anos) parece ancorado na idade legal de reforma em Portugal, e que o limite m&iacute;nimo do conceito de reformado (62.2 anos) se aproxima muito dos 62.9 anos, idade m&eacute;dia de reforma verificada de facto em Portugal (Centeno, 2007). </P >     <p>Verificamos ainda que o valor da esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida &agrave; nascen&ccedil;a (78.5 anos) verificado em Portugal (INE, 2007a) &eacute; bastante semelhante aos valores m&aacute;ximos encontrados para o conceito de reformado (78.3 anos) e para o conceito de aprendizagem ao longo da vida (79.9 anos). Tamb&eacute;m a idade referida para o limite m&aacute;ximo do conceito de trabalhador (56 anos) reflecte de alguma forma os resultados encontrados por Centeno (2007), em que se verificou &ldquo;uma clara tend&ecirc;ncia dos indiv&iacute;duos para que a antecipa&ccedil;&atilde;o da idade da reforma seja um objectivo dos seus ciclos de vida&rdquo; (p. 127). &Eacute; ainda de referir que a amplitude do intervalo do conceito de trabalhador (32.2 anos), se encontra claramente de acordo com o tempo necess&aacute;rio de carreira contributiva para aceder legalmente &agrave; reforma em Portugal. </P >     <p>Relativamente &agrave;s vari&aacute;veis relacionadas com a juventude, notamos, n&atilde;o s&oacute; que o intervalo de idades para o conceito de jovem licenciado (22.6 &ndash; 30.2 anos) se assemelha ao intervalo de idades que compreende a maioria dos diplomados do ensino superior (22 &ndash; 26 anos) (INE, 2007b), mas tamb&eacute;m que este conceito parece estar incluso no conceito de jovem. Este &uacute;ltimo dado, n&atilde;o ser&aacute; surpreendente, na medida em que j&aacute; a dimens&atilde;o sem&acirc;ntica das express&otilde;es indica essa liga&ccedil;&atilde;o ou sobreposi&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>No entanto, notamos tamb&eacute;m que um conceito muitas vezes associado &agrave;s pessoas mais velhas &ndash; a maturidade (O&rsquo;Cinneide, 2005) &ndash; surgiu neste estudo afastado das pessoas mais velhas. O intervalo encontrado para o conceito, limitado entre os valores de 28.1 e os 51.7 anos, exclui o intervalo de idades definido para os trabalhadores mais velhos. Verificamos assim que este conceito n&atilde;o se sobrep&ocirc;s ao conceito de trabalhador mais velho, mas antes a um intervalo n&atilde;o explorado, que se inicia quando a pessoa come&ccedil;a a deixar de ser Jovem e termina quando come&ccedil;a a ser (Trabalhador) Mais Velho. </P >     <p>Constatamos tamb&eacute;m que, apesar da sua dimens&atilde;o sem&acirc;ntica apontar para um resultado semelhante ao encontrado com as vari&aacute;veis ligadas &agrave; juventude, o conceito de trabalhador se sobrep&otilde;e de alguma forma, mas n&atilde;o totalmente, ao conceito de trabalhador mais velho, diferenciando-se assim dos resultados encontrados com as vari&aacute;veis Jovem e Jovem Licenciado. Neste caso, o conceito de trabalhador n&atilde;o cont&eacute;m o conceito de trabalhador mais velho, parecendo antes existir uma transi&ccedil;&atilde;o de um conceito para outro, em que se verifica a possibilidade de o conceito de trabalhador mais velho poder existir de forma independente do conceito de trabalhador ou de reformado, talvez como fase transit&oacute;ria entre estes. </P >    <p>Os resultados obtidos relativamente &agrave; associa&ccedil;&atilde;o entre a idade dos participantes e a defini&ccedil;&atilde;o do conceito de trabalhador mais velho apontam para a exist&ecirc;ncia de varia&ccedil;&otilde;es significativas entre as idades atribu&iacute;das ao limite inferior do conceito, mas n&atilde;o relativamente ao limite superior. Enquanto este &uacute;ltimo parece estar ancorado na idade legal para a reforma, o limite inferior parece flutuar consoante a idade de alguns participantes. De facto, foram verificadas diferen&ccedil;as na magnitude das associa&ccedil;&otilde;es relativamente ao g&eacute;nero e &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o dos participantes, proporcionando alguma heterogeneidade aos resultados obtidos. </P >    <p>O facto de os dados apontarem para a n&atilde;o exist&ecirc;ncia de uma associa&ccedil;&atilde;o entre o limite m&aacute;ximo da idade do trabalhador mais velho parece indiciar uma menor depend&ecirc;ncia de factores internos para a caracteriza&ccedil;&atilde;o do conceito atrav&eacute;s da idade. Dito de outro modo, enquanto o limite inferior parece ser definido tendo-se a si como ponto de refer&ecirc;ncia, o limite superior do conceito parece ser definido externamente, presumivelmente com recurso &agrave; idade legal de reforma socialmente reconhecida. </P >    <p>Ainda assim, apesar de n&atilde;o se ter verificado uma associa&ccedil;&atilde;o relativamente ao limite superior do conceito de trabalhador mais velho, as associa&ccedil;&otilde;es positivas encontradas no limite inferior revelaram-se suficientemente fortes, influenciando os valores m&eacute;dios, permitindo encontrar correla&ccedil;&otilde;es positivas entre a idade dos participantes e a m&eacute;dia de idades atribu&iacute;da &agrave; express&atilde;o &ldquo;trabalhador mais velho&rdquo;, e correla&ccedil;&otilde;es negativas entre a idade e a amplitude do intervalo de idades para a mesma express&atilde;o. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Existiram no entanto, diferen&ccedil;as nos resultados encontrados nas respostas precisas e vagas, sendo que os dados obtidos atrav&eacute;s das respostas vagas n&atilde;o deram suporte &agrave;s hip&oacute;teses em estudo. Estes resultados contradit&oacute;rios podem surgir da possibilidade de as respostas vagas poderem ter sido escolhidas por pessoas que n&atilde;o tenham compreendido o question&aacute;rio. Seria necess&aacute;ria uma maior recolha de informa&ccedil;&atilde;o, de modo a explicar as diferen&ccedil;as encontradas. </P >    <p>Considerando os resultados observados e a magnitude das associa&ccedil;&otilde;es encontradas, somos levados a confirmar parcialmente que a idade do participante est&aacute; positivamente associada com a m&eacute;dia de idades atribu&iacute;da ao conceito de trabalhador mais velho, na medida em que factores ligados com a identidade social e a perten&ccedil;a grupal dos participantes parecem estar ligados com a atribui&ccedil;&atilde;o de uma idade ao conceito de trabalhador mais velho. Esta confirma&ccedil;&atilde;o &eacute; feita de forma parcial pois seria expect&aacute;vel um igual comportamento nas respostas precisas e vagas, facto que n&atilde;o se verificou, sendo que os dados obtidos nas respostas precisas v&atilde;o de encontro ao esperado, mas n&atilde;o &eacute; encontrado suporte para esta hip&oacute;tese quando analisados os resultados referentes &agrave;s respostas precisas. </P >    <p>Os resultados obtidos parecem suportar a hip&oacute;tese de que a idade do participante est&aacute; negativamente associada com a amplitude das idades atribu&iacute;das ao conceito de trabalhador mais velho. No entanto, estes resultados poderiam ser apenas reflexo da utiliza&ccedil;&atilde;o de um limite superior para a idade do trabalhador mais velho por refer&ecirc;ncia a factores externos. Ou seja, a diminui&ccedil;&atilde;o da amplitude do intervalo &agrave; medida que a idade avan&ccedil;a, poderia ser devida ao recuo da &ldquo;linha imagin&aacute;ria&rdquo; indiciada pelas associa&ccedil;&otilde;es encontradas entre o limite inferior do conceito de trabalhador mais velho e a idade dos participantes. Mas uma vez que, relativamente &agrave; amplitude, os resultados s&atilde;o semelhantes entre homens e mulheres, algo n&atilde;o verificado na vari&aacute;vel Trabalhador Mais Velho M&iacute;nimo, e que os resultados obtidos revelam uma magnitude diferente ao n&iacute;vel da ocupa&ccedil;&atilde;o dos participantes, parecem existir suficientes ind&iacute;cios para que um maior conhecimento do exogrupo, influencie negativamente a amplitude do intervalo de idades atribu&iacute;do ao conceito. </P >    <p>Confirmamos assim a hip&oacute;tese de que a idade do participante est&aacute; negativamente associada com a amplitude das idades atribu&iacute;das ao conceito de trabalhador mais velho, decorrente do fen&oacute;meno do conhecimento do grupo de atribui&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>No entanto, n&atilde;o encontramos suporte nos dados que permitissem a confirma&ccedil;&atilde;o de que a categoria &ldquo;jovem&rdquo; se comportasse de forma inversa ao conceito de trabalhador mais velho relativamente &agrave; amplitude, e de forma semelhante a este relativamente &agrave; m&eacute;dia. A inexist&ecirc;ncia de associa&ccedil;&otilde;es entre esta vari&aacute;vel e a idade dos participantes foi um facto surpreendente, na medida em que outros estudos (Hummert et al., 2002) fariam prever essa associa&ccedil;&atilde;o. Somos assim levados a infirmar a hip&oacute;tese de que a categoria &ldquo;jovem&rdquo; se expanda de modo a comportar a idade do participante, assumindo um comportamento inverso &agrave; categoria de &ldquo;trabalhador mais velho&rdquo; no que diz respeito &agrave; amplitude, mas semelhante a este relativamente &agrave; m&eacute;dia. </P >    <p>De forma mais expl&iacute;cita, os resultados deste estudo apontam para que o trabalhador mais velho seja uma pessoa entre os 53 e os 65 anos de idade, sendo que essa categoria &eacute; atribu&iacute;da de forma passageira, a pessoas que se encontram numa fase transit&oacute;ria, perto do final da sua vida activa e da entrada na reforma. No entanto, a idade de entrada nesta categoria &eacute; definida por uma linha imagin&aacute;ria que vai recuando mediante o avan&ccedil;o da idade de quem a atribui. </P >    <p>Uma das raz&otilde;es para as pessoas a resistirem &agrave; sua identidade como idosas &eacute; a implica&ccedil;&atilde;o que essa identifica&ccedil;&atilde;o possui: a proximidade com a morte. A outra raz&atilde;o est&aacute; ligada com o facto de o poderem fazer. A diferen&ccedil;a &eacute; clara: enquanto a ra&ccedil;a e o g&eacute;nero s&atilde;o atribu&iacute;dos &agrave; nascen&ccedil;a, a pessoa vai adquirindo a sua idade gradualmente. Isto possibilita que, &agrave; medida que a pessoa envelhece, n&atilde;o tenha necessariamente de internalizar os estere&oacute;tipos associados. </P >    <p>Devemos no entanto ressalvar que, embora este estudo procure oferecer um modesto contributo para a defini&ccedil;&atilde;o do conceito de trabalhador mais velho, n&atilde;o subscrevemos a premissa de o definir em t&atilde;o latos crit&eacute;rios. A adop&ccedil;&atilde;o de um conceito que assenta em dois &uacute;nicos pressupostos, a saber, a actividade laboral (exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o) e a idade cronol&oacute;gica dos indiv&iacute;duos, que ao mesmo tempo que categoriza um conjunto demasiado heterog&eacute;neo de indiv&iacute;duos, remete para dimens&otilde;es e atributos pouco favor&aacute;veis aos mesmos, &eacute;, n&atilde;o s&oacute; discriminat&oacute;ria, como atentat&oacute;ria aos direitos dos indiv&iacute;duos que se v&ecirc;em indevidamente caracterizados (Bytheway, 2005). </P >    <p>Se bem que a defini&ccedil;&atilde;o de uma idade para o conceito possa auxiliar na defini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o mais focalizadas e eficazes, dever-se-&aacute; ponderar a exist&ecirc;ncia um conjunto de dimens&otilde;es ligadas com a experi&ecirc;ncia profissional e/ou com o percurso de carreira e/ ou com o contexto laboral presente, que poder&aacute; levar certos indiv&iacute;duos a comportarem-se de forma menos aceite pelos restantes actores organizacionais (que pode estar a ser indevidamente ligada &agrave; quest&atilde;o da idade cronol&oacute;gica). </P >    <p>Este trabalho colocou alguns desafios metodol&oacute;gicos, nomeadamente ao n&iacute;vel da escala utilizada. Os resultados contradit&oacute;rios obtidos relativamente &agrave;s respostas precisas e vagas necessitam de ser investigados em maior detalhe, uma vez que n&atilde;o seria previs&iacute;vel uma diferen&ccedil;a daquela magnitude nas respostas. Tamb&eacute;m a verifica&ccedil;&atilde;o de uma maior associa&ccedil;&atilde;o positiva entre a idade atribu&iacute;da ao conceito de trabalhador mais velho e a idade nas participantes do sexo feminino e para os trabalhadores-estudantes de forma recorrente, merece ser estudada em maior detalhe, possivelmente atrav&eacute;s das teorias ligadas &agrave; cogni&ccedil;&atilde;o social. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <p>Age Discrimination in Employment Act of 1967. Consultado em linha a 10 de Janeiro de 2008 em: <a href="http://www.eeoc.gov/policy/adea.html" target="_blank">http://www.eeoc.gov/policy/adea.html</a> </P >     <!-- ref --><p>Ashbaugh, D., &amp; Fay, C. (1987). The threshold for aging in the workplace. <I>Research on Aging, 9</I>(3), 417-427.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201200020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Barreto, A. (2000). Portugal e a Europa: Quatro d&eacute;cadas. In A. Barreto (Org.), <I>A situa&ccedil;&atilde;o social em Portugal, 1960-1999 </I>(vol. 2, pp. 37-75). Lisboa: Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201200020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Blanch, J. (1996). Psicolog&iacute;a social del trabajo. In J. &Aacute;lvaro, A. Garrido, &amp; J. Torregosa (Eds.), <I>Psicolog&iacute;a social aplicada </I>(pp. 85-119). Madrid: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201200020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Brewer, M., Dull, V., &amp; Lui, L. (1981). Perceptions of the elderly: Stereotypes as prototypes. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 41</I>(4), 656-670.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201200020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Butler, R. N. (1975). <I>Why survive? Being old in America. </I>New York: Harper and Row.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201200020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bytheway, B. (2005). Ageism and age categorization. <I>Journal of Social Issues, 61</I>(2), 361-374.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201200020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Campbell, J. D. (1986). Similarity and uniqueness: The effects of attribute type, relevance, and individual differences in self-esteem an depression. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 50, </I>281-294.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201200020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Caplan, L., &amp; Schooler, C. (1990). The effects of analogical training models and age on problem-solving in a new domain. <I>Experimental Aging Research, 16</I>(3), 151-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201200020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Centeno, L. (2007). <I>Envelhecimento e perspectivas de luta contra as barreiras da idade no emprego </I>[Colec&ccedil;&atilde;o Estudos n. 38]. Lisboa: Instituto do Emprego e Forma&ccedil;&atilde;o Profissional, I.P.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201200020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Comfort, A. (1977). <I>A good age. </I>Londres: Mitchell Beazley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201200020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cuddy, A., Norton, M., &amp; Fiske, S. (2005). This old stereotype: The pervasiveness and persistence of the elderly stereotype. <I>Journal of Social Issues, 61</I>(2), 267-285.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201200020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>De Man, G., Soir, J., Shanahan, C., Ribeiro, C., &amp; Santamarta, E. G. (2003). <I>Initiatives des SPE pour la promotion du vieillissement actif &ndash; Rapport du Groupe d&rsquo;Experts. </I>Relat&oacute;rio n&atilde;o publicado. </P >    <!-- ref --><p>Downs, S. (1967). Labour Turnover in Two Public Service Organisations. <I>Occupational Psychology, 41</I>(2/3), 137-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201200020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Elias, P., Elias, M., Robbins, M., &amp; Gage, P. (1987). Acquisition of word-processing skills by younger, middle-age, and older adults. <I>Psychology and Aging, 2</I>(4), 340-348.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201200020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fiske, S. (1998) Stereotyping, prejudice, and discrimination. In D. Gilbert, S. Fiske, &amp; G. Lindzey (Eds.), <I>The handbook of social psychology </I>(pp. 357-411). New York: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201200020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Fiske, S., &amp; Taylor, S. (2008). <I>Social cognition: From brains to culture. </I>New York: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201200020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Fiske, S., Cuddy, A., Glick, P., &amp; Xu, J. (2002). A model of (often mixed) stereotype content: Competence and warmth respectively follow from perceived status and competition. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 82</I>(6), 878-902.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201200020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Granberg, D., &amp; Brent, E. (1980). Perceptions of issue positions of presidential candidates. <I>American Scientist, 68</I>(6), 617-646.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201200020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Greenberg, J., Schimel, J., &amp; Mertens, A. (2002). Ageism: Denying the face of the future. <I>Ageism: Stereotyping and prejudice against older persons </I>(pp. 27-48). Cambridge, MA US: The MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201200020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hummert, M., Garstka, T., Shaner, J., &amp; Strahm, S. (1994). Stereotypes of the elderly held by young, middle-aged, and elderly adults. <I>Journals of Gerontology, 49</I>(5), 240-249.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201200020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hummert, M., Garstka, T., Shaner, J., &amp; Strahm, S. (1995). Judgments about stereotypes of the elderly: Attitudes, age associations, and typicality ratings of young, middle-aged, and elderly adults. <I>Research on Aging, 17</I>(2), 168-189.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201200020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Hummert, M., Garstka, T., O&rsquo;Brien, L., Greenwald, A., &amp; Mellott, D. (2002). Using the implicit association test to measure age differences in implicit social cognitions. <I>Psychology and Aging, 17</I>(3), 482-495. </P >    <!-- ref --><p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. (2007a). <I>T&aacute;buas de mortalidade</I>. Consultado em linha a 17 de Janeiro de 2009 em: <a href="http://www.ine.pt" target="_blank">http://www.ine.pt</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201200020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. (2007b). <I>Dados sobre diplomados do ensino superior (N&ordm;) por sexo e idade. </I>Consultados em linha a 17 de Janeiro de 2009 em: <a href="http://www.ine.pt" target="_blank">http://www.ine.pt</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201200020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kinsella, K., &amp; Velkoff, V. (2001). <I>An aging world: 2001 </I>(Series P95/01-1). Washington, DC: U.S. Census Bureau.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201200020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kite, M., &amp; Johnson, B. (1988). Attitudes toward older and younger adults: A meta-analysis. <I>Psychology and Aging, 3</I>(3), 233-244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201200020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kite, M., Stockdale, G., Whitley, B., &amp; Johnson, B. (2005). Attitudes toward younger and older adults: An updated meta-analytic review. <I>Journal of Social Issues, 61</I>(2), 241-266.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201200020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Levy, B., &amp; Banaji, M. (2002). Implicit ageism. <I>Ageism: Stereotyping and prejudice against older persons </I>(pp. 49-75). Cambridge: The MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201200020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Maurer, T., Wrenn, K., &amp; Weiss, E. (2003). Toward understanding and managing stereotypical beliefs about older workers&rsquo; ability and desire for learning and development. In J. Martocchio &amp; G. Ferris (Eds.), <I>Research in personnel and human resources management </I>(vol. 22, pp. 253-285). Oxford: Elsevier. </P >    <!-- ref --><p>Miller, N., &amp; Marks, G. (1982). Assumed similarity between self and other: Effect of expectation of future interaction with that other. <I>Social Psychology Quarterly, 45</I>(2), 100-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201200020000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mullen, B., &amp; Goethals, G. (1990). Social projection, actual consensus and valence. <I>British Journal of Social Psychology, 29</I>(3), 279-282.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201200020000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Newsham, D. (1969). <I>The challenge of change to the adult trainee: A study of labour turnover during and following training of middle-aged men and women for new skills </I>(ERIC Document Reproduction Service No. ED030033).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201200020000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>O&rsquo;Cinneide, C. (2005). <I>Age discrimination and European law. </I>Luxembourg: Office for Official Publications of the European Communities.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201200020000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pasupathi, M., Carstensen, L., &amp; Tsai, J. (1995). <I>Ageism in interpersonal settings. The social psychology of interpersonal discrimination </I>(pp. 160-182). New York, NY US: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201200020000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Pestana, N. (2003). <I>Trabalhadores mais velhos: Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e pr&aacute;ticas empresariais. </I>Lisboa: Minist&eacute;rio da Seguran&ccedil;a Social e do Trabalho &ndash; Direc&ccedil;&atilde;o-Geral do Emprego e das Rela&ccedil;&otilde;es de Trabalho. </P >    <!-- ref --><p>Quattrone, G., &amp; Jones, E. (1980). The perception of variability within in-groups and out-groups: Implications for the law of small numbers. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 38, </I>141-152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-8231201200020000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Richeson, J. A., &amp; Shelton, J. N. (2006). A social psychological perspective on the stigmatization of older adults. In L. L. Carstensen &amp; C. R. Hartel (Eds.), National Research Council, <I>When I&rsquo;m 64 </I>(pp. 174-208). Committee on Aging Frontiers in Social Psychology, Personality, and Adult Developmental Psychology. Washington, DC: The National Academies Press. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rupp, D., Vodanovich, S., &amp; Cred&eacute;, M. (2005). The multidimensional nature of ageism: Construct validity and group differences. <I>Journal of Social Psychology, 145</I>(3), 335-362.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201200020000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Schimel, J., Pyszczynski, T., Greenberg, J., O&rsquo;Mahen, H., &amp; Arndt, J. (2000). Running from the shadow: Psychological distancing from others to deny characteristics people fear in themselves. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 78</I>(3), 446-462. </P >    <!-- ref --><p>Seccombe, K., &amp; Ishii-Kuntz, M. (1991). Perceptions of problems associated with aging: Comparisons among four older age cohorts. <I>The Gerontologist, 31</I>(4), 527-533.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-8231201200020000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sherwood, G. G. (1979). Classical and attributive projection: Some new evidence. <I>Journal of Abnormal Psychology, 88</I>, 635-640.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201200020000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Snyder, M., &amp; Miene, P. (1994). Stereotyping of the elderly: A functional approach. <I>British Journal of Social Psychology, 33</I>(1), 63-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-8231201200020000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Special Eurobarometer 296. (2008). <I>Discrimination in European Union. Perceptions, experiences and attitudes. </I>Wave 69.1. Publicado pela Comiss&atilde;o Europeia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-8231201200020000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Suls, J., &amp; Wan, C. (1987). In search of the false-uniqueness phenomenon: Fear and estimates of social consensus. <I>Journal of Personality and Social Psychology, 52</I>(1), 211-217.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-8231201200020000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Tajfel, H. (1983). <I>Grupos humanos e categorias sociais. </I>Lisboa: Livros Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0870-8231201200020000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Zandri, E., &amp; Charness, N. (1989). Training older and younger adults to use software. <I>Educational Gerontology, 15</I>(6), 615-631.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0870-8231201200020000300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Virg&iacute;lio Amaral, Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Col&eacute;gio de S. Jer&oacute;nimo, Pra&ccedil;a D. Dinis, Apartado 3087, 3001-401 Coimbra, Portugal. E-mail: <a href="mailto:vamaral@ces.uc.pt">vamaral@ces.uc.pt</a></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>NOTAS</P >     <p><Sup><a href="#top1">1</a><a name="1"></a> </Sup>As outras duas caracter&iacute;sticas s&atilde;o o g&eacute;nero e a etnia. </P >     <p><Sup><a href="#top2">2</a><a name="2"></a></Sup>As categorias n&atilde;o eram exclusivas, pelo que existiram participantes que assinalaram ser trabalhadores e estudantes. No entanto, n&atilde;o foi efectuada aqui essa categoriza&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica.</P >      ]]></body><back>
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