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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O prolongamento da transição para a idade adulta e o conceito de adultez emergente: Especificidades do contexto português e brasileiro]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In late modern societies, the normative regulation of life courses in the transition to adulthood has become more lenient, delaying the fulfillment of adult roles up to the end of the third decade of life, and thus creating the conditions for more flexible and private life trajectories. The transformations occurred in post-industrial societies lead to the emergence of new concepts and theories in the realm of Developmental Psychology, from which we selected the theory of emerging adulthood for further exploration and discussion. In this article, the importance and utility of emerging adulthood as a new developmental period is discussed, considering the dynamic interactions between personal agency and the macro-structures that allow a better understanding of young people&#8217;s status in post-modern societies. The characteristics of this theory are also explored in the light of Portuguese society, since emerging adulthood is mainly experienced inside the parental home, as family is the main source of support in an increasingly precarious environment. Finally, a comparison between the Portuguese and Brazilian reality is established, discussing the similarities and differences between both countries.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>O prolongamento da transi&ccedil;&atilde;o para a idade adulta e o conceito de adultez emergente: Especificidades do contexto portugu&ecirc;s e brasileiro </B></P >     <p><b>T&acirc;nia Brand&atilde;o<Sup>*</Sup>; Lu&iacute;sa Saraiva<Sup>*</Sup>; Paula Mena Matos<Sup>* </Sup></b></P >    <p><Sup>* </Sup>Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A diminui&ccedil;&atilde;o da regula&ccedil;&atilde;o normativa das traject&oacute;rias de transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta, nas sociedades da modernidade tardia, favoreceu o prolongamento da condi&ccedil;&atilde;o juvenil at&eacute; ao final da terceira d&eacute;cada de vida e a progressiva privatiza&ccedil;&atilde;o e flexibiliza&ccedil;&atilde;o dos percursos biogr&aacute;ficos. As novas caracter&iacute;sticas das sociedades p&oacute;s-industriais levaram &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de novos conceitos e perspectivas no &acirc;mbito da Psicologia do Desenvolvimento, das quais se destaca a teoria da adultez emergente. Neste artigo discute-se a pertin&ecirc;ncia e a utilidade do conceito de idade adulta emergente enquanto per&iacute;odo de desenvolvimento, interpretando-o &agrave; luz das din&acirc;micas de interac&ccedil;&atilde;o entre ag&ecirc;ncia individual e as condi&ccedil;&otilde;es que configuram a estrutura de oportunidades, para uma melhor compreens&atilde;o do estatuto dos jovens na sociedade contempor&acirc;nea. Procura-se, ainda, analisar a aplicabilidade das novas perspectivas de transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta ao contexto portugu&ecirc;s, considerando que este per&iacute;odo de explora&ccedil;&atilde;o e experimenta&ccedil;&atilde;o &eacute; vivido pela maioria dos jovens no seio da fam&iacute;lia de origem, principal fonte de apoio num clima de crescente precariedade. Finalmente, estabelece-se uma compara&ccedil;&atilde;o com a realidade brasileira, explorando semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as entre os dois pa&iacute;ses. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Brasil, Idade adulta emergente, Portugal, Transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>In late modern societies, the normative regulation of life courses in the transition to adulthood has become more lenient, delaying the fulfillment of adult roles up to the end of the third decade of life, and thus creating the conditions for more flexible and private life trajectories. The transformations occurred in post-industrial societies lead to the emergence of new concepts and theories in the realm of Developmental Psychology, from which we selected the theory of emerging adulthood for further exploration and discussion. In this article, the importance and utility of emerging adulthood as a new developmental period is discussed, considering the dynamic interactions between personal agency and the macro-structures that allow a better understanding of young people&rsquo;s status in post-modern societies. The characteristics of this theory are also explored in the light of Portuguese society, since emerging adulthood is mainly experienced inside the parental home, as family is the main source of support in an increasingly precarious environment. Finally, a comparison between the Portuguese and Brazilian reality is established, discussing the similarities and differences between both countries. </P >     <p><B>Key-words: </B>Brazil, Emerging adulthood, Portugal, Transition to adulthood. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>TRANSFORMA&Ccedil;&Otilde;ES SOCIOCULTURAI</B>S  E O PROLONGAMENTO DA TRANSI&Ccedil;&Atilde;O PARA A VIDA ADULTA  </P >    <p>O s&eacute;culo XX caracterizou-se por transforma&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas e sociais que modificaram irremediavelmente as sociedades ocidentais. Assistiu-se &agrave; queda da import&acirc;ncia das meta-narra tivas inclusivas que davam sentido e significado &agrave; vida e que permitiam a constru&ccedil;&atilde;o de um mundo ordenado e previs&iacute;vel, e a uma agudiza&ccedil;&atilde;o do processo de individualiza&ccedil;&atilde;o da sociedade (Coimbra, 2005). Pode-se afirmar que, a partir dos anos 70 do s&eacute;culo XX, existiu uma diminui&ccedil;&atilde;o da regula&ccedil;&atilde;o normativa das traject&oacute;rias de transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta, associada a uma valoriza&ccedil;&atilde;o da autonomia acima da interdepend&ecirc;ncia comunit&aacute;ria e das obriga&ccedil;&otilde;es sociais (Dougalss, 2007). Como refere Arnett (2006a), h&aacute; 40 anos um jovem de 22 ou 23 anos esperava tornar-se adulto, assumindo como ponto de refer&ecirc;ncia o casamento, a paternidade e a obten&ccedil;&atilde;o de um emprego est&aacute;vel. Actualmente, pela desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o dos marcadores sociais que definiam os modos de transi&ccedil;&atilde;o entre as etapas de vida, os indiv&iacute;duos t&ecirc;m que assumir a responsabilidade de construir significado para a sua traject&oacute;ria de vida (Bauman, 2001). De acordo com Pais (2001), as transi&ccedil;&otilde;es do jovem no p&oacute;s-guerra eram como viagens de comboio, em que cada um entrava onde podia (dependendo da classe, g&eacute;nero e qualifica&ccedil;&otilde;es), mas o destino j&aacute; estava pr&eacute;-definido. Hoje, as transi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o como as viagens de autom&oacute;vel, em que &eacute; a experi&ecirc;ncia do condutor que determina a escolha do caminho perante uma infinidade de itiner&aacute;rios poss&iacute;veis. Assim, Bauman (2001) elege como as marcas fundamentais da modernidade tardia a inseguran&ccedil;a, a incerteza e o risco que se reflectem numa crescente desregula&ccedil;&atilde;o, privatiza&ccedil;&atilde;o e flexibiliza&ccedil;&atilde;o das traject&oacute;rias individuais. </P >     <p>Estas transforma&ccedil;&otilde;es de ordem social, econ&oacute;mica e cultural traduziram-se num aumento consistente da idade m&eacute;dia ao primeiro casamento, da idade m&eacute;dia ao nascimento do primeiro filho, na presen&ccedil;a de percursos escolares mais longos e consequente inser&ccedil;&atilde;o mais tardia no mercado de trabalho, na liberaliza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es sexuais e a um aumento da coabita&ccedil;&atilde;o, bem como numa maior instabilidade residencial (Arnett, 2006a, 2007a). Assim, a aus&ecirc;ncia de controlo, expectativas e prescri&ccedil;&otilde;es sociais levaram ao prolongamento da condi&ccedil;&atilde;o juvenil e tornaram a regula&ccedil;&atilde;o normativa das traject&oacute;rias de transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta cada vez mais lenientes (Billari, 2004), proporcionando um per&iacute;odo mais ou menos extenso de explora&ccedil;&atilde;o de futuros poss&iacute;veis e de instabilidade at&eacute; ao compromisso em investimentos a longo prazo (Arnett, 2006a). </P >    <p>A constata&ccedil;&atilde;o de que a transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta se prolongou at&eacute; quase ao in&iacute;cio da terceira d&eacute;cada de vida levou v&aacute;rios autores da &aacute;rea da psicologia do desenvolvimento a conferir especial aten&ccedil;&atilde;o a esta fase, procurando denomin&aacute;-la e distingui-la de outros per&iacute;odos do ciclo vital. Foram v&aacute;rios os termos sugeridos: adolesc&ecirc;ncia, adolesc&ecirc;ncia prolongada, juventude, jovens adultos, transi&ccedil;&atilde;o para a idade adulta e adultos emergentes (Arnett, 2000; Erikson, 1976; Keniston, 1971; Levinson, 1986). No entanto, apesar de n&atilde;o existir consenso em rela&ccedil;&atilde;o ao termo a utilizar, a maioria dos autores salienta como marcas deste per&iacute;odo como a explora&ccedil;&atilde;o, a experimenta&ccedil;&atilde;o, a mudan&ccedil;a e a instabilidade. Erikson (1976) fala-nos de uma adolesc&ecirc;ncia prolongada nas sociedades industrializadas, marcada pela oportunidade de explorar pap&eacute;is e valores, provocando um adiamento dos compromissos que caracterizam a idade adulta. Al&eacute;m disso, refere a import&acirc;ncia de existir uma morat&oacute;ria psicossocial, ou seja, defende a exist&ecirc;ncia de um &ldquo;per&iacute;odo de espera concedido a algu&eacute;m (...) que se caracteriza por uma toler&acirc;ncia selectiva por parte da sociedade e uma actividade l&uacute;dica por parte do jovem&rdquo; (p. 157). Assim, o jovem tem uma certa liberdade para ensaiar pap&eacute;is e valores, profiss&otilde;es e relacionamentos, antes de assumir compromissos e responsabilidades para a vida futura, que o transformariam num adulto. Por seu lado, Levinson (1986) refere que o per&iacute;odo dos 17 aos 33 anos, a que d&aacute; o nome de est&aacute;dio principiante de desenvolvimento, &eacute; marcado por uma s&eacute;rie de mudan&ccedil;as e instabilidade, quer a n&iacute;vel profissional, quer a n&iacute;vel afectivo, partilhando a ideia de Erikson em rela&ccedil;&atilde;o ao per&iacute;odo de experimenta&ccedil;&atilde;o e &agrave; morat&oacute;ria concedida pela sociedade para a constru&ccedil;&atilde;o da identidade. O autor (Levinson, 1986) d&aacute; &ecirc;nfase ao processo de individua&ccedil;&atilde;o e separa&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia de origem que acontece durante este per&iacute;odo de vida, bem como &agrave; autonomia e responsabilidade que devem ser desenvolvidas. Keniston (1971), por sua vez, criou o termo juventude para designar esta fase do desenvolvimento. Num contexto americano, marcado por conflitos entre jovens e sociedade, o autor caracteriza este per&iacute;odo como um momento de grande tens&atilde;o e instabilidade existindo uma resist&ecirc;ncia por parte dos jovens em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s normas sociais. </P >    <p>Mais recentemente, Arnett (2000, 2007a) prop&otilde;e, n&atilde;o apenas o aparecimento de um novo conceito, mas a defini&ccedil;&atilde;o de um novo per&iacute;odo de desenvolvimento nas sociedades industriais que se situa entre os 18 e os 25 anos e implica tarefas e caracter&iacute;sticas distintas. Justifica a necessidade de uma nova terminologia pela plasticidade, volatilidade e heterogeneidade que caracteriza este per&iacute;odo e o torna distinto da adolesc&ecirc;ncia, sem que, ao mesmo tempo, se tenham assumido por completo todas as responsabilidades da vida adulta. Nesta proposta est&aacute; impl&iacute;cita, por&eacute;m, e em nosso entender, uma componente cultural e hist&oacute;rica que &eacute; indispens&aacute;vel para compreender por que raz&atilde;o este per&iacute;odo da vida n&atilde;o &eacute; universal, ou seja, n&atilde;o &eacute; vivenciado do mesmo modo, nem tem a mesma dura&ccedil;&atilde;o, em todas as culturas, aspecto a que voltaremos mais adiante. </P >    <p>Esta nova etapa de desenvolvimento &eacute; definida como a idade da instabilidade, a idade das possibilidades, a idade em que n&atilde;o se &eacute; adolescente nem adulto, mas algo entre os dois, a idade em que se est&aacute; centrado em si pr&oacute;prio e a idade das explora&ccedil;&otilde;es identit&aacute;rias (Arnett, 2000, 2006a). As dimens&otilde;es da instabilidade e das possibilidades est&atilde;o relacionadas, principalmente, com a diversidade de percursos que procedem da conclus&atilde;o do ensino secund&aacute;rio e da sa&iacute;da de casa dos pais e que proporcionam as condi&ccedil;&otilde;es para os jovens explorarem o dom&iacute;nio da educa&ccedil;&atilde;o, do amor e do trabalho, j&aacute; que os pais n&atilde;o exercem tanto controlo e os indiv&iacute;duos ainda n&atilde;o ocupam pap&eacute;is institucionais como o de marido ou mulher, pai ou m&atilde;e que colocam constrangimentos &agrave; mobilidade (Arnett, 2006c). Para al&eacute;m disso, estudos com adultos emergentes americanos revelam a manifesta&ccedil;&atilde;o de um sentimento subjectivo de n&atilde;o se sentir nem adolescente nem adulto, sendo que na esfera social existem significados amb&iacute;guos e indefinidos associados a este per&iacute;odo. De facto, a defini&ccedil;&atilde;o do estatuto de adulto parece reportar-se, cada vez mais, &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de aspectos psicol&oacute;gicos (capacidade de aceitar responsabilidade por si pr&oacute;prio, tomar decis&otilde;es e tornar-se financeiramente independente) e menos de car&aacute;cter sociol&oacute;gico (como aspectos socio-demogr&aacute; ficos, de responsabilidade familiar, transi&ccedil;&otilde;es legais/cronol&oacute;gicas ou de papel) (Arnett, 2001; Facio &amp; Miccoci, 2003; Mendon&ccedil;a, 2007; Petrogiannis, 2011; Shulman &amp; Ben-Artzi, 2003). Finalmente, os adultos emergentes s&atilde;o descritos como indiv&iacute;duos centrados em si pr&oacute;prios, livres para explorar e realizar escolhas independentes e investidos em compreender qual &eacute; o seu lugar no mundo e os objectivos que pretendem atingir (Arnett, 2006a). &Eacute; esta conjuntura socio-cultural e a emerg&ecirc;ncia de novas estruturas cognitivas que permitem uma maior compreens&atilde;o e reflex&atilde;o acerca de si pr&oacute;prios e a explora&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria, antes de se realizarem compromissos e escolhas mais definitivas (Labouvie-Vief, 2006). Neste sentido, a integra&ccedil;&atilde;o supra-ordenada das identifica&ccedil;&otilde;es do passado de modo a construir continuidade e unicidade de significado (Erikson, 1976), n&atilde;o &eacute; mais uma tarefa primordial apenas da adolesc&ecirc;ncia, sendo que aspectos fundamentais da forma&ccedil;&atilde;o da identidade t&ecirc;m lugar nesta nova etapa de desenvolvimento que constitui mais um passo na transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta. </P >    <P   >IDADE ADULTA EMERGENTE: EST&Aacute;DIO DE DESENVOLVIMENTO OU SINTOMA DE UMA NOVA SOCIEDADE </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora as mudan&ccedil;as nos padr&otilde;es sociais, culturais e demogr&aacute;ficos tenham, indiscutivelmente, levado ao enfraquecimento das macro-estruturas e marcadores sociais e demogr&aacute;ficos que definiam os processos de transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta e provocado transforma&ccedil;&otilde;es profundas na transi&ccedil;&atilde;o entre o sistema de ensino e o mercado de trabalho (C&ocirc;t&eacute;, 2006), justificando a emerg&ecirc;ncia de um per&iacute;odo de desenvolvimento com caracter&iacute;sticas distintas, &eacute; poss&iacute;vel encontrar algumas fragilidades e limita&ccedil;&otilde;es na perspectiva de Arnett (2006a). A cr&iacute;tica formulada por Bynner (2005) prende-se com a t&oacute;nica colocada na instabilidade e liberdade, alertando para a exist&ecirc;ncia de constrangimentos estruturais e mecanismos de exclus&atilde;o e desigualdade social que marcam a viv&ecirc;ncia dos adultos emergentes. Assim, defende que as caracter&iacute;sticas definidas por Arnett t&ecirc;m implica&ccedil;&otilde;es e significados distintos para os jovens, sendo que o conceito de heterogeneidade das traject&oacute;rias de vida n&atilde;o &eacute; suficientemente compreensivo. Al&eacute;m disso, torna-se essencial perceber se este contexto de transforma&ccedil;&atilde;o, em que se privilegiam os recursos pessoais em detrimento dos sociais, pode contribuir para o aumento ou para a diminui&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais, tendo em conta o car&aacute;cter de reorganiza&ccedil;&atilde;o e de reestrutura&ccedil;&atilde;o de projectos de vida que estas mudan&ccedil;as provocam (Coimbra, 2008). No entanto, Arnett (2006b, 2007a) defende que os factores estruturais t&ecirc;m apenas um peso relativo na viv&ecirc;ncia de ser um adulto emergente, o que n&atilde;o significa deixar de reconhecer que o prolongamento da transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta tem consequ&ecirc;ncias ambiva lentes para o indiv&iacute;duo e para a sociedade. </P >    <p>Bynner (2005) acrescenta, tamb&eacute;m, que considerar que a idade adulta emergente corresponde a um adiamento das tarefas normativas da entrada na vida adulta implica continuar a definir o estatuto de adulto atrav&eacute;s de marcadores socio-demogr&aacute;ficos, sendo que se pode afirmar que esta defini&ccedil;&atilde;o dos marcadores como objectivos para a entrada na idade adulta n&atilde;o tem em conta a enorme diversidade das experi&ecirc;ncias individuais nas traject&oacute;rias biogr&aacute;ficas. Para al&eacute;m disso, ao incluir a idade adulta emergente como um est&aacute;dio interm&eacute;dio de desenvolvimento, parece assumirse que a idade adulta &eacute; algo est&aacute;vel e plenamente atingido nalgum momento da vida, n&atilde;o tendo em conta a plasticidade e reversibilidade dos processos de desenvolvimento (Hendry &amp; Kloep, 2007). Assim, C&ocirc;t&eacute; e Bynner (2008) questionam o valor explicativo do conceito de adultez emergente, descrevendo-o como uma met&aacute;fora que expressa uma mudan&ccedil;a subjectiva na percep&ccedil;&atilde;o da transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta, mas que se constitui apenas como uma reac&ccedil;&atilde;o a mudan&ccedil;as estruturais e econ&oacute;micas nas sociedades individualizadas. De facto, todas as mudan&ccedil;as descritas na primeira sec&ccedil;&atilde;o deste trabalho s&atilde;o de ordem socio-econ&oacute;mica, sendo que as transforma&ccedil;&otilde;es no plano psicol&oacute;gico podem ser interpretadas como um mecanismo de <I>coping </I>para lidar com a instabilidade do mercado de trabalho e a anomia social na regula&ccedil;&atilde;o da sociedade, em que o significado de <I>ser adulto </I>se alterou profundamente. Deste modo, admitir a adultez emergente como um novo per&iacute;odo de desenvolvimento, ao mesmo tempo que se defende que este per&iacute;odo &eacute; social e culturalmente determinado (n&atilde;o &eacute; experienciado por todos os jovens nem com a mesma dura&ccedil;&atilde;o para todos) seria admitir que existem jovens que &ldquo;saltam&rdquo; uma etapa do ciclo vital sem que isso se traduza necessariamente num preju&iacute;zo desenvolvimental. No entanto, Arnett (2007b) defende que a especificidade hist&oacute;rica e cultural da adultez emergente n&atilde;o retira valor explicativo ao conceito, pois este traduz um fen&oacute;meno actual e que, com maior ou menor express&atilde;o, &eacute; experimentado globalmente. </P >    <p>Por esta raz&atilde;o, parece relevante analisar o contexto em que a maioria dos estudos sobre adultez emergentes foi desenvolvida. A maioria dos estudos existentes (cf. Arnett 2000, 2001, 2006a) &eacute; realizada com estudantes universit&aacute;rios da classe m&eacute;dia branca, podendo-se questionar a generaliza&ccedil;&atilde;o destas caracter&iacute;sticas a jovens de diferentes meios socio-econ&oacute;micos e educacionais. Um conceito relevante para compreender a variabilidade e heterogeneidade de percursos poss&iacute;veis na transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta parece ser o de <I>capital identit&aacute;rio </I>(C&ocirc;t&eacute;, 2006), que d&aacute; conta da desigualdade nos recursos e possibilidades para construir deliberada e intencionalmente um sentido para a exist&ecirc;ncia. De facto, nem todos temos os mesmos recursos e possibilidades para construir deliberadamente e intencionalmente um sentido para a exist&ecirc;ncia. Isto implica que fomos individualizados mas n&atilde;o somos indiv&iacute;duos, o que significa que a <I>individualiza&ccedil;&atilde;o desenvolvimental </I>de que fala C&ocirc;t&eacute; &eacute;, na maioria das vezes, uma <I>individualiza&ccedil;&atilde;o por defeito</I>. A diferen&ccedil;a reside, precisamente, na aus&ecirc;ncia de escolha, j&aacute; que a total liberdade para escolher resulta quase sempre na absten&ccedil;&atilde;o da escolha (Bauman, 2001). Os jovens s&atilde;o arrebatados pelo leque de op&ccedil;&otilde;es e confrontados com um fardo demasiado pesado para uma pessoa s&oacute;, procurando solu&ccedil;&otilde;es biogr&aacute;ficas para contradi&ccedil;&otilde;es sist&eacute;micas (Beck, 1992). </P >    <p>De facto, estudos realizados em Portugal demonstram que, a par dos jovens da &ldquo;nova classe m&eacute;dia&rdquo;, que usufruem de um &ldquo;estatuto de estudante&rdquo; e de um estilo de vida com caracter&iacute;sticas semelhantes &agrave;s salientadas na teoria de Arnett, Portugal ainda conta com uma larga percentagem de jovens que t&ecirc;m uma entrada precoce no mercado de trabalho, marcada pelo insucesso escolar e por poucas perspectivas de emprego, quase sempre tempor&aacute;rio e/ou mal remunerado (Guerreiro &amp; Abrantes, 2004; Pais, 2001). Embora a volatilidade da hiper-modernidade possa ser ben&eacute;fica para aqueles equipados para lidar com a morat&oacute;ria &ndash; proporcionando-lhes possibilidades e liberdade sem precedentes &ndash; para a grande maioria dificilmente se pode dizer que a instabilidade seja reflexo de uma escolha pessoal ou associada ao desejo de experimenta&ccedil;&atilde;o, mas &eacute; antes resultado de constrangimentos socio-econ&oacute;micos que configuram a estrutura de oportunidades dispon&iacute;vel e t&ecirc;m contribu&iacute;do para a diminui&ccedil;&atilde;o do estatuto social dos jovens e para um aumento de traject&oacute;rias de vida prec&aacute;rias (C&ocirc;t&eacute; &amp; Bynner, 2008; Hendry &amp; Kloep, 2007; Pais, 2001). Por esta raz&atilde;o, o debate entre o peso das estruturas e o papel da ag&ecirc;ncia individual tem estado no centro na an&aacute;lise das traject&oacute;rias de transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta, e parece ser necess&aacute;rio considerar a articula&ccedil;&atilde;o entre estas duas dimens&otilde;es para uma melhor compreens&atilde;o do estatuto dos jovens nas sociedades contempor&acirc;neas (Pais, Cairns, &amp; Papp&aacute;mikail, 2005). De facto, uma investiga&ccedil;&atilde;o realizada em Portugal com adultos emergentes de n&iacute;veis socioecon&oacute;micos e habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas distintas revelou que o capital identit&aacute;rio acumulado parece depender de vari&aacute;veis como o g&eacute;nero, idade e habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e estar associado &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de um sentido de maturidade adulta. Por&eacute;m, a antecipa&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is e responsabilidades adultas (medido atrav&eacute;s das cren&ccedil;as de auto-efic&aacute;cia) parece influenciar a resolu&ccedil;&atilde;o da identidade adulta, independentemente das condi&ccedil;&otilde;es estruturais em que se inserem os jovens (Oliveira, 2008). </P >    <p>Por esta raz&atilde;o, considerou-se relevante analisar a aplicabilidade e utilidade deste novo conceito na an&aacute;lise das especificidades do contexto europeu, mais concretamente o portugu&ecirc;s, fazendo uma refer&ecirc;ncia comparativa com o contexto brasileiro, tendo em conta a import&acirc;ncia dos factores institucionais e estruturais nos modos de transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta. </P >    <p>OS ADULTOS EMERGENTES NA EUROPA &ndash; O CASO PORTUGU&Ecirc;S </P >    <p>Apesar de a proposta de Arnett (2000) resultar de estudos com jovens americanos, o autor defende o alargamento deste fen&oacute;meno cultural a todas as sociedades p&oacute;s-industriais, sendo que existe uma forte converg&ecirc;ncia entre a Europa e os Estados Unidos da Am&eacute;rica, ambos caracterizados por um sistema econ&oacute;mico neo-liberal globalizado. No entanto, existem diferen&ccedil;as nas pol&iacute;ticas institucionais, sociais e econ&oacute;micas dos diferentes pa&iacute;ses europeus que levam &agrave; heterogeneidade nas traject&oacute;rias de transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta, sendo pertinente considerar o caso espec&iacute;fico de Portugal, inserindo-o no conjunto dos pa&iacute;ses do Sul da Europa (Arias &amp; Hern&aacute;ndez, 2007; Billari, 2004; Buhl &amp; Lanz, 2007; Douglass, 2007). </P >    <p>Os regimes pol&iacute;ticos dos pa&iacute;ses mediterr&acirc;nicos s&atilde;o caracterizados pela aus&ecirc;ncia de medidas sociais de apoio &agrave; autonomia, o que contribui para o acentuar dos la&ccedil;os fortes entre a fam&iacute;lia, constituindo esta a principal fonte de suporte para os seus membros num ambiente de crescente pre cariedade (Billari, 2004; Guerreiro &amp; Abrantes, 2004; Petrogiannis, 2011). Em Portugal, pode-se considerar que estas mudan&ccedil;as levaram a uma (re)organiza&ccedil;&atilde;o e (re)configura&ccedil;&atilde;o das din&acirc;micas familiares num regime de <I>welfare family</I>, suscitando, por isso, a emerg&ecirc;ncia de novas culturas de relacionamento intergeracional e novas modalidades de apoio familiar &agrave;s traject&oacute;rias juvenis e processos de transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta (Pais, 2001; Papp&aacute;mikail, 2004). </P >     <p>Dados do Eurostat (2009) demonstram que, em 2007, as mulheres saem em m&eacute;dia de casa aos 28.5 anos e os homens aos 29.5, valores que revelam uma realidade distinta de pa&iacute;ses como a Holanda e a Finl&acirc;ndia em que isto tende a ocorrer entre os 20 e 24. Assim, em 2005, 84% das mulheres e 89% dos homens entre os 18 e os 24 anos vivem com os pais, e entre os 25 e os 29 anos, 44% das mulheres e 60% dos homens continuam em casa (Eurostat, 2008). Para al&eacute;m disso, a grande maioria parece sair de casa para casar (Portugal tem uma taxa bruta de nupcialidade de 4.1&permil;, I.N.E., 2010c), pelo que o per&iacute;odo de instabilidade e experimenta&ccedil;&atilde;o residencial (em que o indiv&iacute;duo vive s&oacute;, com amigos, ou coabita com um parceiro rom&acirc;ntico) parece conhecer uma express&atilde;o muito mais reduzida. De facto, embora sejam dados com mais de 10 anos, resultados do Eurostat de 1996 dizem-nos que 31% dos jovens europeus entre os 16 e os 29 vivem em uni&atilde;o de facto, sendo que em Portugal apenas 11% o fazem (Leite, 2003). Por outro lado, em 2005, das mulheres e homens que saem de casa entre os 25 e os 29 anos, apenas 5% das mulheres e 7% dos homens foram viver sozinhos (62% das mulheres e 50% dos homens vivem em casal com filhos) (Eurostat, 2008). Por &uacute;ltimo, &eacute; necess&aacute;rio referir a tend&ecirc;ncia, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, para o aumento da idade m&eacute;dia ao primeiro casamento (30.2 anos para os homens e 28.6 para as mulheres, I.N.E., 2010c) e a diminui&ccedil;&atilde;o acentuada da fecundidade em Portugal, com valores inferiores ao limiar de substitui&ccedil;&atilde;o de gera&ccedil;&otilde;es, que &eacute; de 2.1 filhos por mulher (entre 2005 e 2008, o &iacute;ndice sint&eacute;tico de fecundidade ajustado aos efeitos de tempo<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> &eacute; de 1.51, Oliveira, 2009). </P >     <p>Para interpretar este conjunto de dados estat&iacute;sticos &agrave; luz das din&acirc;micas familiares no contexto portugu&ecirc;s, parece ser especialmente relevante considerar os estudos realizados em outros pa&iacute;ses mediterr&acirc;nicos como Gr&eacute;cia (Petrogiannis, 2011) e It&aacute;lia (Scabini, Marta, &amp; Lanz, 2006). As autoras italianas referem que nas fam&iacute;lias mediterr&acirc;nicas a transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta ocorre no interior da fam&iacute;lia, podendo ser entendida como um processo lento e progressivo de reestrutura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o com os pais baseado na cren&ccedil;a da necessidade de prolongar a coabita&ccedil;&atilde;o, quer por factores objectivos (dificuldade em conseguir o primeiro emprego e a inseguran&ccedil;a econ&oacute;mica), quer devido &agrave; possibilidade de pais e filhos obterem vantagens rec&iacute;procas deste &ldquo;atraso&rdquo; na transi&ccedil;&atilde;o. Da perspectiva dos jovens ter dentro de casa espa&ccedil;os de autonomia e liberdade permitelhes uma experi&ecirc;ncia &ldquo;controlada&rdquo; da vida adulta, contando com o apoio e seguran&ccedil;a da fam&iacute;lia durante a forma&ccedil;&atilde;o e na entrada num mercado de trabalho prec&aacute;rio e inst&aacute;vel (Eurostat, 2009; Scabini, 2000). Por outro lado, os pais est&atilde;o hoje dispon&iacute;veis para apoiar os filhos por um per&iacute;odo mais alargado, prolongando a sua fun&ccedil;&atilde;o generativa, j&aacute; sem os problemas relacionais comummente associados &agrave; adolesc&ecirc;ncia. Dentro da fam&iacute;lia tendem a adoptar uma postura participativa e mais igualit&aacute;ria com os filhos, sendo que as representa&ccedil;&otilde;es de incerteza e inseguran&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro s&atilde;o partilhadas entre gera&ccedil;&otilde;es. Deste modo, &eacute; poss&iacute;vel que a gera&ccedil;&atilde;o dos adultos e idosos, que usufrui de uma estabilidade financeira, procure proporcionar maior liberdade aos jovens para investir nos estudos, na carreira e no lazer, promovendo a perman&ecirc;ncia em casa dos pais por op&ccedil;&atilde;o, mesmo quando j&aacute; disp&otilde;em de rendimento pr&oacute;prio (Pais, 2001). Apesar do car&aacute;cter extremamente positivo deste apoio no desenvolvimento de uma &eacute;tica de experimenta&ccedil;&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o para a constru&ccedil;&atilde;o da identidade num contexto familiar seguro, esta fam&iacute;lia &ldquo;longa&rdquo; pode trazer uma perigosa estabilidade e cristaliza&ccedil;&atilde;o que impede a individua&ccedil;&atilde;o bem sucedida ao quebrar a continuidade geracional quando desencoraja os jovens de &ldquo;deixar o ninho&rdquo; (Scabini, 2000; Scabini et al, 2006). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro aspecto que &eacute; interessante destacar &eacute; que, tal como se verifica na sociedade italiana, em Portugal grande parte dos jovens parece sair de casa para casar. Assim, nos pa&iacute;ses do sul da Europa, o envolvimento numa rela&ccedil;&atilde;o rom&acirc;ntica pode constituir-se quase como um <I>passaporte </I>para a vida adulta, facilitando o desenvolvimento de projectos futuros (Lanz &amp; Tagliabue, 2007), sendo que parece existir uma associa&ccedil;&atilde;o cultural entre esta transi&ccedil;&atilde;o e a capacidade para o desenvolvimento de uma rela&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima est&aacute;vel com um par rom&acirc;ntico. Um estudo de Petrogiannis (2011) com estudantes universit&aacute;rios gregos revelou que, a par da utiliza&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios individualistas (p. ex., viver sozinho, ser financeiramente independente) para a defini&ccedil;&atilde;o do que &eacute; <I>ser adulto</I>, os jovens parecem valorizar mais a import&acirc;ncia dos la&ccedil;os familiares e do respeito e considera&ccedil;&atilde;o pelos outros do que os jovens da Am&eacute;rica do Norte (Arnett, 2001). O autor considera que estas diferen&ccedil;as reflectem, por um lado os efeitos da globaliza&ccedil;&atilde;o na adop&ccedil;&atilde;o de uma identidade europeia, mas ao mesmo tempo a manuten&ccedil;&atilde;o de diferen&ccedil;as culturais que levam &agrave; integra&ccedil;&atilde;o de aspectos distintos da cultura mediterr&acirc;nica nas traject&oacute;rias de transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta. </P >     <p>O prolongamento dos estudos e a instabilidade do mercado de trabalho parecem estar, igualmente, associados ao adiamento da sa&iacute;da de casa dos pais. Ao n&iacute;vel da educa&ccedil;&atilde;o, em 2009, 56% dos jovens portugueses (20-24) tinham completado 12 anos de escolaridade (50% dos homens e 61% das mulheres), valor inferior &agrave; m&eacute;dia da Europa dos 27, que foi de 79% (I.N.E., 2010c). Este valor representa uma subida relevante na escolaridade da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, e favorece a cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es para a viv&ecirc;ncia de uma transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta cada vez menos linear, mais individualizada, e em que as tarefas desenvolvimentais do adulto emergente ganham protagonismo. A percentagem dos jovens desempregados no conjunto da popula&ccedil;&atilde;o desempregada &eacute; das mais elevadas da U. E. (os jovens entre os 15 e os 24 correspondem a 20% da popula&ccedil;&atilde;o desempregada em 2009), o mesmo acontecendo com o emprego tempor&aacute;rio, cujo crescimento tem sido 10 vezes superior ao do emprego permanente (Guerreiro &amp; Pegado, 2006; I.N.E., 2011). Para al&eacute;m disso, Pais (2001) defende que as estat&iacute;sticas de desemprego n&atilde;o t&ecirc;m correspond&ecirc;ncia directa com o desemprego real, j&aacute; que &eacute; &ldquo;dif&iacute;cil&rdquo; alcan&ccedil;ar o estatuto de desempregado (&eacute; preciso que na semana em que foi inquirido tenha procurado activamente trabalho e, por isso, n&atilde;o contempla, por exemplo, os que est&atilde;o dispon&iacute;veis e &agrave; espera, os que desistiram de procurar, os que foram estudar porque n&atilde;o arranjavam emprego). Por esta raz&atilde;o, se considerarmos, por exemplo a taxa de n&atilde;o emprego no ano 2000, 16.5% (que &eacute; dada pelo quociente entre os exclu&iacute;dos do sistema de educa&ccedil;&atilde;o e do mercado de trabalho e o total da popula&ccedil;&atilde;o, excluindo estudantes e reformados) esta &eacute; mais do dobro da taxa de desemprego, 6.4%, para os jovens entre os 15 e 24 anos. </P >     <p>Uma investiga&ccedil;&atilde;o de Aassve, Billari, Mazzuco e Ongaro (2002), realizada atrav&eacute;s de dados do European Community Household Panel (ECHP), revelou que o emprego e o sal&aacute;rio tendem a ser factores cruciais para os jovens dos pa&iacute;ses do Sul da Europa relativamente &agrave; decis&atilde;o de sair de casa dos pais, ao contr&aacute;rio dos jovens de outros pa&iacute;ses europeus, por exemplo, dos pa&iacute;ses n&oacute;rdicos para quem estes factores t&ecirc;m peso fraco. Segundo dados do Eurostat (2009), quando inquiridos sobre as principais raz&otilde;es para o prolongamento da co-resid&ecirc;ncia com os pais, os adultos emergentes portugueses d&atilde;o &ecirc;nfase a raz&otilde;es relacionadas com a depend&ecirc;ncia econ&oacute;mica e a decis&atilde;o de casar mais tarde, mas tamb&eacute;m com o conforto da casa dos pais sem ter de assumir grandes responsabilidades. </P >    <p>A an&aacute;lise destes dados demogr&aacute;ficos permite concluir que, para estudar o conceito de adultez emergente em Portugal, &eacute; necess&aacute;rio considerar a co-resid&ecirc;ncia de duas gera&ccedil;&otilde;es de adultos, sendo que os filhos vivem o per&iacute;odo de explora&ccedil;&atilde;o e instabilidade, salientado por Arnett, dentro da fam&iacute;lia de origem, colocando desafios e exig&ecirc;ncias particulares &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es entre os elementos e &agrave; fam&iacute;lia enquanto sistema. Para al&eacute;m disso, sugere-se que este per&iacute;odo definido para a idade adulta emergente (entre os 18 e os 25 anos) n&atilde;o &eacute; suficientemente compreensivo para o contexto europeu e portugu&ecirc;s, j&aacute; que as transi&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas como, por exemplo, a idade m&eacute;dia ao primeiro casamento, tendem a ocorrer mais tardiamente (Buhl &amp; Lanz, 2007). </P >    <p>OS ADULTOS EMERGENTES NO BRASIL: UMA REALIDADE (N&Atilde;O) T&Atilde;O PR&Oacute;XIMA </P >    <p>O fen&oacute;meno do prolongamento da condi&ccedil;&atilde;o juvenil tamb&eacute;m tem sido objecto de investiga&ccedil;&atilde;o nos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica do Sul (cf. Galambos &amp; Mart&iacute;nez, 2007), especialmente no Brasil (p. ex., Henriques, Jablonski, &amp; F&eacute;res-Carneiro, 2004; Silveira, 2004; Wendling &amp; Wagner, 2005) e na Argentina (p. ex., Facio &amp; Micocci, 2003). Embora com caracter&iacute;sticas socioecon&oacute;micas distintas do contexto europeu e da Am&eacute;rica do Norte, parece ser poss&iacute;vel identificar tra&ccedil;os comuns que justificam a emerg&ecirc;ncia de um novo estatuto de adulto, especialmente em determinados estratos sociais. Tendo Arnett (2000, 2007a) definido a adultez emergente como um per&iacute;odo culturalmente constru&iacute;do e baseado no adiamento das responsabilidades antes associadas &agrave; entrada na vida adulta, parece ser relevante questionar a exist&ecirc;ncia deste novo per&iacute;odo de desenvolvimento em sociedades cujas pol&iacute;ticas de apoio social e educacional n&atilde;o s&atilde;o, ainda, generalizadas a toda a popula&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>De facto, a maioria dos estudos consultados que remetem a emerg&ecirc;ncia deste fen&oacute;meno, utilizam como refer&ecirc;ncia as classes m&eacute;dias urbanas e escolarizadas de grandes cidades brasileiras &ndash; Rio de Janeiro, S&atilde;o Paulo, Porto Alegre (cf. Henriques et al., 2004; Silveira, 2004) &ndash; cujas caracter&iacute;sticas, expostas a seguir, s&atilde;o semelhantes &agrave;s descritas para as sociedades do Sul da Europa. </P >     <p>Henriques e colaboradores (2004) sugerem que com a acultura&ccedil;&atilde;o dos valores individualistas ocidentais na sociedade brasileira est&aacute; a emergir uma nova gera&ccedil;&atilde;o de jovens que se distingue da gera&ccedil;&atilde;o dos seus pais pelo adiamento da sa&iacute;da de casa, apelidando-a, por isso, de &ldquo;gera&ccedil;&atilde;o canguru&rdquo;, pela analogia com a bolsa marsupial. Estes jovens caracterizam-se por um elevado investimento educacional e na vida profissional que n&atilde;o &eacute; acompanhado pelas oportunidades de inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho, percepcionado como competitivo, inseguro e inst&aacute;vel (Silveira, 2004). Deste modo, a perman&ecirc;ncia na casa dos pais &eacute; justificada pela vontade de manter o n&iacute;vel de conforto e o estatuto social e favorecida por um clima de permissividade (p. ex. a exist&ecirc;ncia de liberdade sexual no interior da casa parental) e de rela&ccedil;&otilde;es familiares mais igualit&aacute;rias, baseadas no di&aacute;logo e numa postura de companheirismo (Henriques et al., 2003; Wendling &amp; Wagner, 2005). Tal como na sociedade portuguesa, parecem existir vantagens rec&iacute;procas para a conviv&ecirc;ncia prolongada, em que a fam&iacute;lia funciona como ref&uacute;gio e fonte principal de apoio, num clima em que a falta de confian&ccedil;a nas estruturas pol&iacute;ticas leva ao fortalecimento dos la&ccedil;os relacionais (Facio &amp; Micocci, 2003; Henriques et al., 2004; Pais, 2001). Um estudo realizado na Argentina, em todo semelhante ao j&aacute; descrito anteriormente realizado por Petrogiannis (2011), revelou que, tal como nas sociedades mediterr&acirc;nicas, as capacidades familiares e os valores associados ao respeito e considera&ccedil;&atilde;o pelos outros s&atilde;o mais valorizados pelos jovens argentinos do que pelos da Am&eacute;rica do Norte na defini&ccedil;&atilde;o do estatuto de adulto. </P >    <p>Assim, a perman&ecirc;ncia no seio familiar parece ser vista como uma oportunidade para a explora&ccedil;&atilde;o e o investimento pessoal, baseada numa &eacute;tica de experimenta&ccedil;&atilde;o e hedonismo, apenas poss&iacute;vel atrav&eacute;s do apoio parental devido &agrave;s dificuldades financeiras e de inser&ccedil;&atilde;o em cargos profissionais que permitam a reprodu&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel social da fam&iacute;lia de origem (Galambos &amp; Mart&iacute;nez, 2007; Henriques et al., 2003, Silveira, 2004). Por esta raz&atilde;o, pode-se afirmar que a viv&ecirc;ncia deste per&iacute;odo de instabilidade e explora&ccedil;&atilde;o est&aacute; intimamente relacionada com as estruturas socio-econ&oacute;micas de cada pa&iacute;s, e no modo como estas configuram as traject&oacute;rias poss&iacute;veis de transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta. Nas sociedades mediterr&acirc;nicas e sul-americanas, os valores familiares, associados &agrave; aus&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas de apoio &agrave; emancipa&ccedil;&atilde;o, favorecem a emerg&ecirc;ncia de padr&otilde;es distintos na aquisi&ccedil;&atilde;o de um estatuto de adulto descritos por Arnett (Andrade, 2010; Galambos &amp; Mart&iacute;nez, 2007). </P >     <p>Dados estat&iacute;sticos referentes &agrave; educa&ccedil;&atilde;o no Brasil revelam, n&atilde;o s&oacute;, uma baixa m&eacute;dia de escolariza&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m disparidades consider&aacute;veis entre diferentes estados e regi&otilde;es. Em 2009, o brasileiro m&eacute;dio de 15 ou mais anos de idade tem 7.5 anos de estudo, o que &eacute; inferior, <I>inclusive</I>, &agrave; escolaridade obrigat&oacute;ria. No que diz respeito aos jovens dos 18 aos 24 anos, apenas 38% completaram os 11 anos de estudo, sendo que a maioria frequenta um n&iacute;vel de ensino abaixo do recomendado para a sua faixa et&aacute;ria. A t&iacute;tulo de compara&ccedil;&atilde;o, em 2009, tal como foi referido acima, 56% dos jovens portugueses entre os 20 e os 24 anos completaram pelo menos 12 anos de escolaridade, sendo que a taxa real de escolariza&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> para o ensino secund&aacute;rio &eacute; de 68% (I.N.E., 2010c). No entanto, &eacute; necess&aacute;rio salientar que existe uma disparidade entre regi&otilde;es do Brasil expressa, por exemplo, na distribui&ccedil;&atilde;o dos jovens estudantes entre os 18 e os 24 anos por n&iacute;veis de ensino: enquanto 64% dos estudantes da regi&atilde;o Sul frequentam o ensino superior, apenas 30% dos estudantes do Nordeste o fazem, encontrando-se a maioria a frequentar o ensino m&eacute;dio. Ainda assim, a participa&ccedil;&atilde;o dos jovens entre os 18 e os 24 no ensino superior aumentou de 22% para 48% em 10 anos (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, 2010). Embora n&atilde;o dispondo de dados id&ecirc;nticos para a realidade portuguesa, as estat&iacute;sticas que se referem &agrave; percentagem de jovens entre os 18 e os 22 que se encontram a frequentar a ensino superior, tendo como refer&ecirc;ncia a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa na mesma faixa et&aacute;ria, tamb&eacute;m revelam disparidades regionais em Portugal. Verifica-se que 31% de jovens portugueses entre os 18 e os 22 anos frequentam a universidade, sendo que, por exemplo, na regi&atilde;o de Lisboa esta percentagem ascende aos 44%, mas apenas 9% nos A&ccedil;ores (I.N.E., 2010a). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que diz respeito a dados estat&iacute;sticos relacionados com a vida familiar, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (2007), as mulheres tendem a casar mais cedo, sendo que a idade m&eacute;dia ao primeiro casamento &eacute; de 26 anos para as mulheres e 29 anos para os homens e a taxa de fecundidade se situa em 1.94 filhos. As estat&iacute;sticas mostram que as jovens com mais anos de escolaridade t&ecirc;m metade do n&uacute;mero de filhos das jovens com menos anos de escolaridade, sendo que as primeiras t&ecirc;m, em m&eacute;dia, 1.68 e as segundas, 3.19 filhos em 2007. Al&eacute;m disso, as jovens com mais escolaridades s&atilde;o m&atilde;es mais tarde, em m&eacute;dia aos 27.8 anos, comparativamente &agrave; m&eacute;dia de 25.2 anos das jovens com menos escolaridade (I.B.G.E., 2010). Deste modo, parece ser poss&iacute;vel afirmar que factores como a escolaridade parecem estar associados &agrave; adop&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es demogr&aacute;ficos distintos que configuram realidades mais ou menos pr&oacute;ximas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; que foi descrita na sec&ccedil;&atilde;o anterior. A t&iacute;tulo de exemplo, se for considerada a taxa de nupcialidade em 2008 no Brasil, esta &eacute; de 6.7, valor superior ao encontrado em Portugal e noutros pa&iacute;ses europeus (cf. I.N.E., 2010b), mas uma an&aacute;lise mais fina a partir da s&iacute;ntese de indicadores sociais realizada pelo I.B.G.E. (2010) revela que, enquanto no estado do Acre a taxa de nupcialidade &eacute; 12, no Rio Grande do Sul &eacute; apenas 4.5, valor muito pr&oacute;ximo do portugu&ecirc;s. </P >    <p>Estes exemplos pretendem evidenciar que grande parte da bibliografia dispon&iacute;vel apenas parece apreender as experi&ecirc;ncias e viv&ecirc;ncias de uma camada reduzida e privilegiada da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, correndo-se o risco, ao considerar a adultez emergente como per&iacute;odo de desenvolvimento, de classificar a viv&ecirc;ncia da maioria dos jovens de contextos mais desfavorecidos como marginal ou n&atilde;o normativa. De facto, a idade &eacute; uma vari&aacute;vel relevante para conseguir prever mas n&atilde;o explicar fen&oacute;menos desenvolvimentais, j&aacute; que esta &eacute; indissoci&aacute;vel de outras como a cultura, a classe social e o g&eacute;nero que introduzem um vi&eacute;s na leitura de processos normativos de desenvolvimento (Hendry &amp; Kloep, 2007). </P >    <p>Neste sentido, seria interessante tentar explorar as consequ&ecirc;ncias da incerteza e inseguran&ccedil;a das sociedades individualizadas nos significados de se tornar adulto para jovens com menos recursos pessoais e financeiros. Isto n&atilde;o significaria, necessariamente, que o conceito de adultez emergente n&atilde;o se aplica &agrave; maioria dos jovens brasileiros, mas antes que a exclus&atilde;o social e a precariedade tamb&eacute;m podem ser vistas como uma consequ&ecirc;ncia das mudan&ccedil;as estruturais nas sociedades contempor&acirc;neas, em que o adiamento da transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta pode corresponder a uma dificuldade de integra&ccedil;&atilde;o social e profissional (C&ocirc;t&eacute; &amp; Bynner, 2008; Hamilton &amp; Hamilton, 2006). Tendo em conta que a individualiza&ccedil;&atilde;o radical levou a uma transforma&ccedil;&atilde;o nos objectivos da sociedade, cada vez menos inclusivas e mais exclusivas, pode-se afirmar que a certeza dos pobres e dos miser&aacute;veis levam a valorizar a import&acirc;ncia da incerteza, da instabilidade e do risco (caracter&iacute;sticas salientadas por Arnett na descri&ccedil;&atilde;o da teoria da adultez emergente), em que a possibilidade de mobilidade se apresenta como a nova fonte de poder (Gane, 2001; Rezende, 2007). Nos pa&iacute;ses sul-americanos, nos quais se registam as maiores desigualdades entre ricos e pobres, pode-se afirmar que a pobreza limita francamente as possibilidades de explora&ccedil;&atilde;o, empurrando os jovens para assumir pap&eacute;is e responsabilidades de adulto com vista &agrave; subsist&ecirc;ncia (Galambos &amp; Mart&iacute;nez, 2007). </P >    <p>CONCLUS&Atilde;O  </P >    <p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas tem-se assistido a um prolongamento da transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta, fundado em mudan&ccedil;as no sistema educativo e laboral e transforma&ccedil;&otilde;es na esfera da vida privada, como a idade m&eacute;dia ao primeiro casamento e &agrave; paternidade. O aparecimento de teorias como a da adultez emergente reflectem a necessidade de descrever e compreender as novas formas de atribuir sentido e significado ao conceito de adulto em diferentes contextos. No entanto, se a globaliza&ccedil;&atilde;o permitiu a difus&atilde;o e partilha de valores entre jovens de diversos pontos do globo, as din&acirc;micas entre a ag&ecirc;ncia individual e as estruturas pol&iacute;ticas e econ&oacute;micas n&atilde;o se processam de igual modo em todas as sociedades. Por esta raz&atilde;o, parece ser mais relevante considerar que a idade adulta emergente &eacute; um sintoma (C&ocirc;t&eacute; &amp; Bynner, 2008), j&aacute; que o que &eacute; id&ecirc;ntico nas diferentes sociedades s&atilde;o as mudan&ccedil;as socioecon&oacute;micas a que foram sujeitas. Assim, mais do que definir caracter&iacute;sticas e tarefas gerais para os adultos emergentes, talvez seja pertinente explorar quais as respostas poss&iacute;veis elaboradas pelos jovens para se integrarem num clima de incerteza e anomia sem precedentes. Admitir esta fase como um novo per&iacute;odo de desenvolvimento, seria admitir que as motiva&ccedil;&otilde;es, objectivos e a experi&ecirc;ncia subjectiva da necessidade de explora&ccedil;&atilde;o assumem um significado semelhante atrav&eacute;s de diferentes culturas e estratos sociais. As mudan&ccedil;as observadas a um plano global parecem traduzir-se na progressiva agudiza&ccedil;&atilde;o da individualiza&ccedil;&atilde;o e dificuldade em generalizar e categorizar traject&oacute;rias de vida, pela diminui&ccedil;&atilde;o da linearidade na adop&ccedil;&atilde;o de diferentes pap&eacute;is e da resolu&ccedil;&atilde;o de tarefas de desenvolvimento anteriormente conotadas com a idade adulta. </P >    <p>Por estas raz&otilde;es, dificilmente se pode considerar este per&iacute;odo et&aacute;rio como aquele em que o indiv&iacute;duo est&aacute; mais liberto de normas, constrangimentos e regula&ccedil;&otilde;es sociais na constru&ccedil;&atilde;o de uma identidade, podendo-se afirmar que as traject&oacute;rias biogr&aacute;ficas correspondem &agrave;s escolhas poss&iacute;veis no seio das oportunidades estruturais. Utilizando uma perspectiva ecol&oacute;gica e sist&eacute;mica do desenvolvimento, os <I>guetos </I>em que cada um se insere determinam a capacidade para construir e imaginar <I>selves </I>poss&iacute;veis em futuros poss&iacute;veis (Law, 1991), sendo que o papel da Psicologia procura centrar-se no alargamento desse conjunto de <I>selves </I>atrav&eacute;s de uma explora&ccedil;&atilde;o reconstrutiva do investimento da rela&ccedil;&atilde;o com o mundo (Coimbra, Campos, &amp; Imagin&aacute;rio, 1994). Capacitar os jovens para construir um sentido de <I>self </I>flex&iacute;vel num mundo contradit&oacute;rio, amb&iacute;guo e imprevis&iacute;vel pretende evitar leituras gen&eacute;ricas e simplistas que traduzem pol&iacute;ticas de culpabiliza&ccedil;&atilde;o das v&iacute;timas. Deste modo, para promover a capacidade de ag&ecirc;ncia individual, e uma verdadeira <I>individualiza&ccedil;&atilde;o desenvolvimental </I>(cf. C&ocirc;t&eacute;, 2006), &eacute; pertinente utilizar uma l&oacute;gica de empoderamento na interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica (cf. Menezes, 2007), para dotar os adultos emergentes de ferramentas para elaborar uma perspectiva cr&iacute;tica e de mudan&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o aos seus contextos. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <p>Aassve, A., Billari, F. C., Mazzuco, S., &amp; Ongaro, F. (2002). Leaving home ain&rsquo;t easy: A comparative longitudinal analysis of ECHP data. <I>Journal of European Social Policy, 12</I>(4), 259-292. </P >    <!-- ref --><p>Andrade, C. (2010). Transi&ccedil;&atilde;o para a idade adulta: Das condi&ccedil;&otilde;es sociais &agrave;s implica&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 2</I>, 255-267.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S0870-8231201200020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Arias, D. F., &amp; Hern&aacute;ndez, A. M. (2007). Emerging adulthood in Mexican and Spanish youth: Theories and realities. <I>Journal of Adolescent Research, 22</I>(5), 476-503.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S0870-8231201200020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Arnett, J. J. (2000). Emerging adulthood: A theory of development from the late teens through the twenties. <I>American Psychologist, 55</I>, 469-480.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S0870-8231201200020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Arnett, J. J. (2001). Conceptions of the transition to adulthood: Perspectives from adolescence through midlife. <I>Journal of Adult Development, 8</I>(2), 133-143.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S0870-8231201200020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Arnett, J. J. (2006a). Emerging adulthood: Understanding the new way of coming of age. In J. J. Arnett &amp; J. L. Tanner (Eds.), <I>Emerging adults in America: Coming of age in the 21</I><Sup><I>st </I></Sup><I>century </I>(pp. 3-19). Washington, DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S0870-8231201200020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Arnett, J. J. (2006b). Emerging adulthood in Europe: A response to Bynner. <I>Journal of Youth Studies, 9</I>(1), 111-123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S0870-8231201200020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Arnett, J. J. (2006c). The psychology of emerging adulthood: What is known, and what remains to be known? In J. J. Arnett &amp; J. L. Tanner (Eds.), <I>Emerging adults in America: coming of age in the 21st century </I>(pp. 303-330). Washington, DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S0870-8231201200020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Arnett, J. J. (2007a). Emerging adulthood: What is it, and what is it good for? <I>Child Development Perspectives, 1</I>(2), 68-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0870-8231201200020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Arnett, J. J. (2007b). Emerging adulthood, a 21st century theory: A rejoinder to Hendry and Kloep. <I>Child Development Perspectives, 1</I>(2), 80-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0870-8231201200020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bauman, Z. (2001). <I>The individualized society</I>. Cambridge: Polity Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0870-8231201200020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Beck, U. (1992). <I>Risk society: Towards a new modernity</I>. London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0870-8231201200020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Billari, F. C. (2004). Becoming an adult in Europe: A macro(/micro)-demographic perspective. <I>Demographic Research, 3</I>, 14-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0870-8231201200020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Buhl, H. M., &amp; Lanz, M. (2007). Emerging adulthood in Europe: Common traits and variability across five European countries. <I>Journal of Adolescent Research, 22</I>(5), 439-443.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0870-8231201200020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bynner, J. (2005). Rethinking the youth phase of the life-course: The case for emerging adulthood? <I>Journal of Youth Studies, 8</I>(4), 367-384.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-8231201200020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Coimbra, J. L. (2005). Subjective perceptions of uncertainty and risk in contemporary societies: affective-educational implications. In I. Menezes, J. L. Coimbra, &amp; B. P. Campos (Eds.), <I>The affective dimension of education: European perspectives </I>(pp. 3-12). Porto: Centro de Psicologia da FPCE-UP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-8231201200020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Coimbra, S. (2008). <I>Estudo diferencial de auto-efic&aacute;cia e resili&ecirc;ncia na antecipa&ccedil;&atilde;o da vida adulta. </I>Tese de Doutoramento apresentada &agrave; Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-8231201200020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Coimbra, J. L., Campos, B. P., &amp; Imagin&aacute;rio, L. (1994). <I>Career intervention from a psychological perspective: Definition of the main ingredients of an ecological-developmental methodology. </I>Paper presented at the 23rd International Congress of Applied Psychology (Madrid).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-8231201200020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>C&ocirc;t&eacute;, J. E. (2006). Emerging adulthood as an institutionalized moratorium: Risks and benefits of identity formation. In J. J. Arnett &amp; J. L. Tanner (Eds.), <I>Emerging adults in America: Coming of age in the 21st century </I>(pp. 85-116). Washington, DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-8231201200020000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>C&ocirc;t&eacute;, J. E., &amp; Bynner, J. M. (2008). Changes in the transition to adulthood in the UK and Canada: The role of structure and agency in emerging adulthood. <I>Journal of Youth Studies, 11</I>(3), 251-268.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-8231201200020000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Douglass, C. B. (2007). From duty to desire: Emerging adulthood in Europe and its consequences. <I>Child Development Perspectives, 1</I>(2), 101-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-8231201200020000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Erikson, E. H. (1976). <I>Identidade: Juventude e crise </I>(2&ordf; ed., trad. A. Cabral). Rio de Janeiro, Brasil: Zahar Editores (trabalho original publicado em 1968).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-8231201200020000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Eurostat. (2009). <I>Youth in Europe: A statistical portrait</I>. Luxembourg: Publications Office of the European Union.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201200020000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Facio, A., &amp; Micocci, F. (2003). Emerging adulthood in Argentina. <I>New Directions for Child and Adolescent Development, 100</I>, 21-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201200020000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Galambos, N. L., &amp; Mart&iacute;nez, M. L. (2007). Poised for emerging adulthood in Latin America: A pleasure for the privileged. <I>Child Development Perspectives</I>, <I>1</I>(<I>2</I>), 109-114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201200020000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gane, N. (2001). Zygmunt Bauman: Liquid modernity and beyond. <I>Acta Sociologica, 44</I>, 267-275.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201200020000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Guerreiro, M. das D., &amp; Abrantes, P. (2004). Moving into adulthood in a southern European country: Transitions in Portugal. <I>Portuguese Journal of Social Science</I>, <I>3</I>(3), 191-209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201200020000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Guerreiro, M. das D., &amp; Pegado, E. (Coords.). (2006). <I>Os jovens e o mercado de trabalho: Caracteriza&ccedil;&atilde;o, estrangulamentos &agrave; integra&ccedil;&atilde;o efectiva na vida activa e a efic&aacute;cia das pol&iacute;ticas</I>. Lisboa: Direc&ccedil;&atilde;o Geral de Estudos, Estat&iacute;stica e Planeamento do Minist&eacute;rio do Trabalho e da Solidariedade social.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201200020000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hamilton, S. F., &amp; Hamilton, M. A. (2006). School, work and emerging adulthood. In J. J. Arnett &amp; J. L. Tanner (Eds.), <I>Emerging adults in America: Coming of age in the 21st century </I>(pp. 257-277). Washington, DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201200020000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Hendry, L. B., &amp; Kloep, M. (2007). Conceptualizing emerging adulthood: Inspecting the emperor&rsquo;s new clothes? <I>Child Development Perspectives,1</I>(2), 74-79. </P >    <p>Henriques, C. R., Jablonski, B., &amp; F&eacute;res-Carneiro, T. (2004). A &ldquo;gera&ccedil;&atilde;o canguru&rdquo;: Algumas quest&otilde;es sobre o prolongamento da conviv&ecirc;ncia familiar. <I>PSICO, 35</I>(2), 195-205. </P >     <!-- ref --><p>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. (2007). <I>Estat&iacute;sticas do registro civil 2007</I>. Consultado a 14 de Abril de 2011 em <a href="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1278&%20id_pagina=1" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1278&amp;%20id_pagina=1</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201200020000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. (2010). <I>S&iacute;ntese de indicadores sociais: Uma an&aacute;lise das condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o brasileira 2010</I>. Rio de Janeiro: Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o, Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, IBGE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201200020000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. (2010a). <I>Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico de Portugal 2009</I>. Lisboa: Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, IP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201200020000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. (2010b). <I>Homens e mulheres em Portugal</I>. Lisboa: Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, IP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201200020000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. (2010c). <I>Indicadores sociais &ndash; 2009</I>. Lisboa: Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, IP. </P >    <p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. (2011). <I>Portugal em n&uacute;meros &ndash; 2009</I>. Lisboa: Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, IP. </P >    <!-- ref --><p>Keniston, K. (1971). <I>Youth and dissent: The rise of a new opposition</I>. New York: Harcourt Brace Jovanvich.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201200020000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Labouvie-Vief, G. (2006). Emerging structures of adult thought. In J. J. Arnett &amp; J. L. Tanner (Eds.), <I>Emerging adults in America: Coming of age in the 21st century </I>(pp. 59-84). Washington, DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201200020000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lanz, M., &amp; Tagliabue, S. (2007). Do I really need someone in order to become an adult? Romantic relationships during emerging adulthood in Italy. <I>Journal of Adolescent Research, 22</I>(5), 531-549.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201200020000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Law, B. (1991). Community interaction in the theory and practice of careers work. In B. P. Campos (Ed.), <I>Psychological intervention and human development </I>(pp. 151-162). Porto: Instituto de Consulta Psicol&oacute;gica, Forma&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201200020000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Leite, S. (2003). A uni&atilde;o de facto em Portugal. <I>Revista de Estudos Demogr&aacute;ficos, 33</I>, 95-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201200020000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Levinson, D. (1986). A conception of adult development. <I>American Psychology, 41</I>, 3-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201200020000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mendon&ccedil;a, M. (2007). <I>Processo de transi&ccedil;&atilde;o e percep&ccedil;&atilde;o de adultez: An&aacute;lise diferencial dos marcadores identit&aacute;rios em jovens</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado n&atilde;o publicada, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201200020000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Menezes, I. (2007). <I>Interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria: Uma perspectiva psicol&oacute;gica</I>. Porto: Livpsic.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201200020000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Oliveira, I. T. (2009). O adiamento da fecundidade em Portugal (1980-2008). <I>Revista de Estudos Demogr&aacute;ficos, 46</I>, 17-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201200020000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Oliveira, J. (2008). <I>A auto-efic&aacute;cia como capital de identidade na transi&ccedil;&atilde;o para a adultez</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado n&atilde;o publicada, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201200020000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pais, J. M. (2001). <I>Ganchos, tachos e biscates</I>. Porto: Ambar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201200020000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pais, J. M., Cairns, D., &amp; Papp&aacute;mikail, L. (2005). Jovens europeus: Retrato da diversidade. <I>Tempo Social, 17</I>(2), 109-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201200020000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Papp&aacute;mikail, L. (2004). Rela&ccedil;&otilde;es intergeracionais, apoio familiar e transi&ccedil;&otilde;es juvenis para a vida adulta em Portugal. <I>Sociologia, Problemas e Pr&aacute;ticas, 46</I>, 91-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201200020000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Petrogiannis, K. (2011). Conceptions of the transition to adulthood in a sample of Greek higher education students. <I>International Journal of Psychology and Psychological Therapy, 11</I>(1), 121-137.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201200020000400051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rezende, M. J. (2007). A globaliza&ccedil;&atilde;o e os desafios da a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica num contexto de concentra&ccedil;&atilde;o de riqueza e poder: As reflex&otilde;es de Zygmunt Bauman e Celso Furtado. <I>Estudos Sociales, 16</I>(30), 11-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201200020000400052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Scabini, E. (2000). Parent-child relationships in Italian families: Connectedness and autonomy in the transition to adulthood. <I>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 16</I>(1), 23-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201200020000400053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Scabini, E., Marta, E., &amp; Lanz, M. (2006). <I>The transition to adulthood and family relations: An intergenerational perspective</I>. London: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201200020000400054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Shulman, S., &amp; Ben-Artzi, E. (2003). Age-related differences in the transition form adolescence and links with family relationships. <I>Journal of Adult Development, 10</I>(4), 217-225.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201200020000400055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Silveira, P. G. (2004). <I>Ninho cheio: A perman&ecirc;ncia do adulto jovem em sua fam&iacute;lia de origem. </I>Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado n&atilde;o publicada, Faculdade de Psicologia, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201200020000400056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Wendling, M. I., &amp; Wagner, A. (2005). Saindo de casa dos pais: A constru&ccedil;&atilde;o de uma nova identidade familiar. In A. Wagner (Coord.), <I>Como se perpetua a fam&iacute;lia? A transmiss&atilde;o dos modelos familiares </I>(pp. 123-134). Porto Alegre: EdiPUCRS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201200020000400057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: T&acirc;nia Brand&atilde;o, Lu&iacute;sa Saraiva ou Paula Mena Matos, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Dr. Manuel Pereira da Silva, 4200-392, Porto, Portugal. E-mail: <a href="mailto:taniabrandao60@hotmail.com">taniabrandao60@hotmail.com</a></P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>NOTAS</P >     <p><Sup><a href="#top1">1</a><a name="1"></a></Sup>&ldquo;O &iacute;ndice sint&eacute;tico de fecundidade cl&aacute;ssico indica a descend&ecirc;ncia m&eacute;dia final das mulheres, caso as taxas espec&iacute;ficas de fecundidade permanecessem constantes durante toda a vida f&eacute;rtil das mulheres; o &iacute;ndice ajustado segundo os efeitos de tempo indica qual o n&uacute;mero m&eacute;dio de filhos que as mulheres teriam no final da sua vida reprodutiva se o adiamento da fecundidade se mantiver constante&rdquo; (Oliveira, 2009, p. 20). </P >     <p><Sup><a href="#top2">2</a><a name="2"></a> </Sup>A taxa real de escolariza&ccedil;&atilde;o corresponde &agrave; rela&ccedil;&atilde;o percentual entre o n&uacute;mero de alunos matriculados num determinado ciclo de estudos, em idade normal de frequ&ecirc;ncia desse ciclo, e a popula&ccedil;&atilde;o residente dos mesmos n&iacute;veis et&aacute;rios (I.N.E., 2010c).</P >      ]]></body><back>
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