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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article aims to present some ethological perspectives on early peer relationships. Firstly we discuss the research work of the 1970s about the dominance hierarchies in preschool-age children. Then we discussed the concept of affiliation and in particular the studies on how to identify affiliative structures in groups of children in preschool. Given the difficulties presented by the interpretation of behavioral sociograms an alternative method is presented to identify subgroups of children with affiliation profiles: the evolution of this methodology is described. Finally, we discuss the possible links between the concepts of dominance and affiliation.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Etologia Humana]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Afilia&ccedil;&atilde;o e domin&acirc;ncia em grupos de crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares </B></p>    <p><b>Ant&oacute;nio J. Santos<Sup>* </Sup></b></P >    <p><Sup>* </Sup>UIPCDE, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente artigo tem como objectivo apresentar algumas perspectivas etol&oacute;gicas acerca das primeiras rela&ccedil;&otilde;es entre pares. De inicio s&atilde;o discutidos os trabalhos da d&eacute;cada de 70 sobre a hierarquia de domin&acirc;ncia em crian&ccedil;as de idade pr&eacute; escolar. De seguida &eacute; discutido o conceito de afilia&ccedil;&atilde;o e em particular os estudos sobre a identifica&ccedil;&atilde;o das estruturas afiliativas em grupos de crian&ccedil;as no pr&eacute;</B>-escolar. Face &agrave;s dificuldades encontradas com a interpreta&ccedil;&atilde;o dos sociogramas comportamentais &eacute; apresentado uma alternativa de identificar subgrupos de crian&ccedil;as com perfis de afilia&ccedil;&atilde;o e a evolu&ccedil;&atilde;o deste tipo de metodologia. Finalmente, discutem-se poss&iacute;veis pontes entre os conceitos de afilia&ccedil;&atilde;o e domin&acirc;ncia. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Afilia&ccedil;&atilde;o, Domin&acirc;ncia, Etologia Humana. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>This article aims to present some ethological perspectives on early peer relationships. Firstly we discuss the research work of the 1970s about the dominance hierarchies in preschool-age children. Then we discussed the concept of affiliation and in particular the studies on how to identify affiliative structures in groups of children in preschool. Given the difficulties presented by the interpretation of behavioral sociograms an alternative method is presented to identify subgroups of children with affiliation profiles: the evolution of this methodology is described. Finally, we discuss the possible links between the concepts of dominance and affiliation. </P >     <p><B>Key-words: </B>Affiliation, Dominance, Human Ethology. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>PERSPECTIVAS ETOL&Oacute;GICAS ACERCA DAS PRIMEIRAS RELA&Ccedil;&Otilde;ES ENTRE PARES </P >    <p>Durante a maior parte do s&eacute;culo XX, estere&oacute;tipos, quer populares como cient&iacute;ficos, sobre o desenvolvimento da crian&ccedil;a sugeriam que, em particular entre os 30 e os 72 meses de idade, as rela&ccedil;&otilde;es entre pares eram infrequentes, breves, muitas vezes competitivas e/ou agressivas e, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, inconsequentes. Os adultos (i.e., pais, familiares, cuidadores sem rela&ccedil;&atilde;o de parentesco) eram considerados como as fontes prim&aacute;rias de socializa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as, os pares em termos de idade eram, pelo contr&aacute;rio, considerados como tendo nenhuma ou muito pouca influ&ecirc;ncia at&eacute; &aacute; entrada na escolaridade formal (entre os 5 e os 7 anos de idade). Estes estere&oacute;tipos eram sustentados, em parte, pelo facto da vasta maioria das crian&ccedil;as ter sido criada nas suas resid&ecirc;ncias por familiares, normalmente pelas m&atilde;es, e n&atilde;o ter sido tipicamente inserida em culturas de pares at&eacute; &agrave; escolaridade prim&aacute;ria. </P >    <p>Por&eacute;m, a partir de 1960 e continuando at&eacute; ao presente, for&ccedil;as econ&oacute;micas, pol&iacute;ticas e sociais motivaram as mulheres (incluindo as m&atilde;es de crian&ccedil;as de tenra idade) a entrar no mercado de trabalho e consequentemente, um n&uacute;mero crescente de crian&ccedil;as foi exposto a grupos de pares muito antes do in&iacute;cio da escolaridade formal. No final do s&eacute;culo passado, a maioria das crian&ccedil;as deixou de ser cuidada exclusivamente por pais e familiares at&eacute; &agrave; escolaridade prim&aacute;ria. Coincid&ecirc;ncia &agrave; parte, os estere&oacute;tipos relativos &agrave; influ&ecirc;ncia socializadora dos pares foi tamb&eacute;m reconsiderada (i.e., Apolloni &amp; Cook, 1975). </P >    <p>Em diversos programas de investiga&ccedil;&atilde;o (i.e., Bronson, 1981; Howes, 1980, 1985; Mueller &amp; Rich, 1976; Strayer &amp; Trudel, 1984), equipas independentes de investigadores da Am&eacute;rica do Norte referenciaram o potencial para, e a actualiza&ccedil;&atilde;o de, epis&oacute;dios ricos e extensos de brincadeira entre as crian&ccedil;as na primeira inf&acirc;ncia, bem como assinalaram rela&ccedil;&otilde;es onde se coordenam afilia&ccedil;&atilde;o e poder emergentes dessas interac&ccedil;&otilde;es (e.g., Howes, 1983, 1987; Strayer &amp; Trudel, 1984). No seu conjunto, tais estudos demonstraram que as crian&ccedil;as, mesmo mais novas que os 8-10 meses, t&ecirc;m quer a motiva&ccedil;&atilde;o como as compet&ecirc;ncias comportamentais necess&aacute;rias para iniciar e manter transac&ccedil;&otilde;es sociais com os colegas, especialmente se estiverem familiarizadas com eles em resultado de um contacto di&aacute;rio no contexto de cuidados institucionais (i.e., creche ou jardim-deinf&acirc;ncia). Importa sublinhar, que foram tamb&eacute;m descritos resultados semelhantes em estudos interculturais (i.e., Musatti &amp; Panni, 1981; Stefani &amp; Camaioni, 1983; Zaslow, 1980), indicando que as ent&atilde;o reconhecidas, capacidades sociais precoces das crian&ccedil;as n&atilde;o se tratavam de um fen&oacute;meno localizado ou espec&iacute;fico da Am&eacute;rica do Norte. </P >    <p>&Agrave; medida que os resultados relativos &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es entre pares em creches e infant&aacute;rios eram filtrados atrav&eacute;s dos jornais e manuais de psicologia do desenvolvimento, muitos cientistas do desenvolvimento reconsideravam a sua posi&ccedil;&atilde;o acerca da import&acirc;ncia da exposi&ccedil;&atilde;o aos pares e das experi&ecirc;ncias durante os primeiros anos, e iniciavam novos programas de investiga&ccedil;&atilde;o destinados a documentar o curso e as consequ&ecirc;ncias de tais experi&ecirc;ncias. Tais programas continuaram e expandiram-se ao longo de mais de 25 anos (ver as revis&otilde;es recentes de Goldman &amp; Buysse, 2007; Hay, Caplan, &amp; Nash, 2009). </P >    <p>As novas e modificadas perspectivas acerca das compet&ecirc;ncias sociais e das possibilidades de relacionamento das crian&ccedil;as at&eacute; aos 3 anos de idade alargaram-se tamb&eacute;m para as crian&ccedil;as mais velhas (3-5 anos de idade), sendo estas manifestamente mais capazes nos dom&iacute;nios da linguagem, motor e cognitivo, comparativamente aos colegas mais novos que se encontravam em programas de educa&ccedil;&atilde;o e cuidado na 1&ordf; inf&acirc;ncia. A expans&atilde;o de programas de cuidados infantis nas &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX tamb&eacute;m decorreu numa &eacute;poca de entusiasmo renovado face &agrave; observa&ccedil;&atilde;o naturalista do comportamento humano por parte dos cientistas desenvolvimentais que tinham sido treinados nos m&eacute;todos e conceitos da etologia social (i.e., Crook, 1970a; Kummer, 1971). Crook (1970b) sugeriu que tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas ou tra&ccedil;os interdependentes do comportamento social deveriam ser os t&oacute;picos desta nova disciplina: (1&ordm;) o estudo comparativo da estrutura social e do comportamento comunicativo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s din&acirc;micas do habitat f&iacute;sico; (2&ordm;) as an&aacute;lises das rela&ccedil;&otilde;es entre a organiza&ccedil;&atilde;o social em grupos est&aacute;veis e tra&ccedil;os gerais das din&acirc;micas da popula&ccedil;&atilde;o; e (3&ordm;) o estudo dos processos comportamentais que mant&ecirc;m a estrutura do grupo, regulam a mudan&ccedil;a social e que determinam o sucesso reprodutivo diferencial de membros individuais dos grupos. </P >    <p>Ainda que os et&oacute;logos sociais partilharem um interesse profundo pelo estudo das adapta&ccedil;&otilde;es e da sua ontogenia com os et&oacute;logos cl&aacute;ssicos (i.e., Tinbergen, 1951), tendiam a estar menos interessados na constru&ccedil;&atilde;o de etogramas (i.e., descri&ccedil;&otilde;es compreensivas dos padr&otilde;es comportamentais t&iacute;picos das esp&eacute;cies) e na identifica&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es fixos de ac&ccedil;&atilde;o no fluxo interactivo das esp&eacute;cies que observavam. Os et&oacute;logos sociais focavam-se, antes, nos constrangimentos ecol&oacute;gicos (sociais e f&iacute;sicos) inerentes &agrave; actividade social dos animais nos grupos, e nas consequ&ecirc;ncias destes constrangimentos ao n&iacute;vel das hist&oacute;rias de vida e da aptid&atilde;o inclusiva dos membros do grupo. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar das diferen&ccedil;as, no que diz respeito aos objectivos da etologia social <I>vs. </I>etologia cl&aacute;ssica, os investigadores de ambas as orienta&ccedil;&otilde;es partilham um compromisso no que concerne &agrave; observa&ccedil;&atilde;o natural das esp&eacute;cies nos seus ambientes naturais enquanto meio primordial de recolha de dados. Em princ&iacute;pio, um et&oacute;logo inicia contacto com a esp&eacute;cie alvo passando muitas horas &ldquo;no terreno&rdquo; observando os sujeitos na sua vida di&aacute;ria e notando regularidades e rotinas no curso do seu comportamento. Os et&oacute;logos n&atilde;o presumem conhecer <I>a priori, </I>quer a topografia (i.e., movimentos motores, estruturas f&iacute;sicas envolvidas no comportamento), quer o significado funcional dos padr&otilde;es comportamentais. Em vez disso, as observa&ccedil;&otilde;es iniciais providenciam as bases para a elabora&ccedil;&atilde;o de categorias de comportamento e dos contextos nos quais estas categorias de comportamento s&atilde;o observadas. As observa&ccedil;&otilde;es posteriores destes contextos providenciam as bases para caracterizar a utilidade funcional (i.e., para que serve o comportamento) e a signific&acirc;ncia adaptativa destes comportamentos nas v&aacute;rias categorias. No seu conjunto, os et&oacute;logos cl&aacute;ssicos e os sociais desde Lorenz (i.e., 1937, 1958), Tinbergen (1951) e Eibl-Eibesfeldt (1989) a Bateson (2002), Crook (1970) e Kummer (1971), basearam-se nas suas observa&ccedil;&otilde;es de comportamentos de animais para ilustrarem e explicarem a biologia do comportamento. Por volta de 1960, os estudos etol&oacute;gicos sociais foram iniciados num grande n&uacute;mero de fam&iacute;lias de mam&iacute;feros, incluindo primatas, e foi apenas uma quest&atilde;o de tempo at&eacute; que as teorias e m&eacute;todos da etologia social de primatas n&atilde;o-humanos fossem alargados de forma a inclu&iacute;rem crian&ccedil;as humanas como objecto de estudo. </P >    <p>ETOLOGIA SOCIAL DAS CRIAN&Ccedil;AS:  A COORDENA&Ccedil;&Atilde;O DA DOMIN&Acirc;NCIA E AFILIA&Ccedil;&Atilde;O  </P >    <p>A migra&ccedil;&atilde;o de et&oacute;logos de v&aacute;rias esp&eacute;cies de primatas para o estudo das crian&ccedil;as humanas teve v&aacute;rias consequ&ecirc;ncias. Devido ao facto de muitos primatas habitantes de savanas viverem em grupos com parti&ccedil;&otilde;es de juvenis, era esperado que o foco inicial dos et&oacute;logos de crian&ccedil;as fosse nos seus grupos em vez de nas d&iacute;ades adulto-crian&ccedil;a (embora a teoria da vincula&ccedil;&atilde;o de Bowlby apresentasse conex&otilde;es expl&iacute;citas com a etologia e tivesse enfatizado as interac&ccedil;&otilde;es e rela&ccedil;&otilde;es adulto-crian&ccedil;a). Por outro lado, na medida em que grupos pequenos de crian&ccedil;as de idade pr&eacute;escolar se encontravam, geralmente, mais dispon&iacute;veis para observa&ccedil;&atilde;o do que as crian&ccedil;as em contextos escolares formais, muitos dos primeiros estudos de etologia da crian&ccedil;a focaram-se nessas faixas et&aacute;rias (i.e., McGrew, 1972; Strayer &amp; Strayer, 1976; Vaughn &amp; Waters, 1980). Finalmente, os et&oacute;logos sociais de primatas tinham identificado os processos e princ&iacute;pios geradores de coes&atilde;o e dispers&atilde;o grupais enquanto cr&iacute;ticos para a compreens&atilde;o da estrutura do grupo (i.e., Kummer, 1968). Estes processos e dimens&otilde;es estruturais (i.e., afilia&ccedil;&atilde;o e domin&acirc;ncia) tornaram-se os primeiros e principais t&oacute;picos analisados nos estudos etol&oacute;gicos sociais de crian&ccedil;as (i.e., McGrew, 1972; Sluckin &amp; Smith, 1977; Strayer, 1980a; Strayer &amp; Strayer, 1976). </P >    <p>Ap&oacute;s observa&ccedil;&otilde;es iniciais para que os investigadores ficassem familiarizados com as rotinas caracter&iacute;sticas de um grupo particular, foram derivadas medidas de comportamentos dispersivos e coesivos, usando-se um n&uacute;mero limitado de padr&otilde;es espec&iacute;ficos de ac&ccedil;&atilde;o agon&iacute;sticos e afiliativos (i.e., Strayer, 1980a). Os comportamentos dispersivos cont&ecirc;m v&aacute;rias formas de ataque, amea&ccedil;a e competi&ccedil;&atilde;o, enquanto a coes&atilde;o social inclui orienta&ccedil;&atilde;o di&aacute;dica, aproxima&ccedil;&atilde;o social, contacto af&aacute;vel e partilha de objectos. Apesar das categorias coesivas e dispersivas se sobreporem em conte&uacute;do &agrave;s categorias de comportamento pr&oacute;-social e anti-social, que foram usadas com regularidade nos estudos tradicionais de psicologia infantil para caracterizarem crian&ccedil;as individualmente, os et&oacute;logos infantis observaram que os comportamentos coesivos e dispersivos co-ocorrem frequentemente ou podem ser vistos sequencialmente numa d&iacute;ade que esteja a interagir, quando a d&iacute;ade &eacute; observada ao longo do tempo (i.e., Strayer, 1980a). Al&eacute;m disso, as crian&ccedil;as mais dominantes eram frequentemente os alvos das inicia&ccedil;&otilde;es afiliativas por parte de crian&ccedil;as menos dominantes. Aparentemente, pelo menos algumas crian&ccedil;as nos grupos observados tinham prefer&ecirc;ncia por pares de estatuto de domin&acirc;ncia mais elevado como parceiros interactivos, sugerindo a possibilidade das actividades coesivas e dispersivas estarem mais intimamente relacionadas no interior de unidades sociais di&aacute;dicas e mais abrangentes, do que as categorias de comportamento pr&oacute;-social e anti-social implicam no n&iacute;vel individual. Esta observa&ccedil;&atilde;o ecoava um tema central dos estudos de grupos de primatas n&atilde;o-humanos, na medida em que muitas trocas afiliativas entre os membros destes grupos reflectem rela&ccedil;&otilde;es na hierarquia de domin&acirc;ncia do grupo (i.e., Seyfarth, 1977). </P >    <p>As dimens&otilde;es estruturais de afilia&ccedil;&atilde;o e domin&acirc;ncia, &agrave;s quais nos temos vindo a referir, est&atilde;o relacionadas com as categorias de comportamentos coesivos e dispersivos mas n&atilde;o s&atilde;o equiva lentes ou se reduzem a essas classes de categorias. A dimens&atilde;o de afilia&ccedil;&atilde;o refere-se &agrave;s tend&ecirc;ncias dos membros dos grupos para se associarem selectivamente com apenas alguns co-membros do grupo. Quando estas associa&ccedil;&otilde;es selectivas continuam ao longo do tempo e das actividades, &eacute; justific&aacute;vel referir-se ao conjunto enquanto um &ldquo;subgrupo&rdquo; reconhecido no interior de uma unidade grupal mais ampla. Por outro lado, a afilia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; uma propriedade de um membro individual do grupo (crian&ccedil;a pr&eacute;-escolar), mas reflecte antes as actividades entre dois ou mais membros do grupo alargado da sala. </P >    <p>A domin&acirc;ncia social refere-se &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es a um n&iacute;vel di&aacute;dico onde existem desigualdades em termos do agonismo dirigido por parte de um membro que conduz &agrave; submiss&atilde;o do outro membro da d&iacute;ade. Por outro lado, a domin&acirc;ncia &eacute; inerentemente um conceito di&aacute;dico e n&atilde;o um atributo de diferen&ccedil;as individuais do indiv&iacute;duo. Quando o estatuto de domin&acirc;ncia come&ccedil;ou a ser estabelecido a um n&iacute;vel di&aacute;dico ao longo de um grupo, os et&oacute;logos sociais tentaram ordenar o conjunto global das d&iacute;ades de acordo com cada membro que dominava em cada n&iacute;vel di&aacute;dico. A hierarquia de domin&acirc;ncia ideal, quando organizada numa matriz, apresenta uma forma triangular e &eacute; caracte rizada como sendo completamente linear e r&iacute;gida (i.e., n&atilde;o existem &ldquo;invers&otilde;es&rdquo; nas quais um membro com um posto mais baixo &eacute; dominante face a um membro com um posto mais elevado). Na pr&aacute;tica, &eacute; raro encontrar-se uma hierarquia de domin&acirc;ncia completamente linear ou r&iacute;gida nos grupos de crian&ccedil;as, especialmente se os grupos forem estudados ao longo de per&iacute;odos de tempo significativos (i.e., Abramovitch &amp; Strayer, 1978; Strayer &amp; Strayer, 1976). O mesmo tamb&eacute;m &eacute; verdade em muitos estudos de primatas n&atilde;o-humanos. No seu conjunto, as estruturas de afilia&ccedil;&atilde;o e de domin&acirc;ncia num grupo demarcam linhas de transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o relevantes para a interdepend&ecirc;ncia e poder social entre os membros dos grupos, sejam estes compostos por macacos, chimpanz&eacute;s ou crian&ccedil;as. </P >    <p>Tal como sugerido anteriormente, operacionalizar as estruturas de domin&acirc;ncia nos grupos pr&eacute;-escolares &eacute; relativamente simples e directo. Depois de se ter observado tempo suficiente para se registar um n&uacute;mero fi&aacute;vel de actos de agonismo dirigido respondidos por submiss&atilde;o para cada membro do grupo, a matriz di&aacute;dica de ganhos e perdas &eacute; constru&iacute;da e depois reorganizada, at&eacute; que se obtenha a aproxima&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima da linearidade. Um exemplo representativo de uma matriz deste tipo &eacute; apresentado na <a href="#f1">Figura 1</a> (adaptada de Strayer &amp; Strayer, 1976). A hierarquia da <a href="#f1">Figura 1</a> tem um elevado grau de linearidade e de rigidez (com apenas duas invers&otilde;es, nos casos YK <I>vs. </I>MT e PL <I>vs. </I>TB), como definido anteriormente. Neste grupo, as raparigas sust&ecirc;m as duas posi&ccedil;&otilde;es de topo na hierarquia da classe. Existe ainda um n&uacute;mero elevado de d&iacute;ades sem dados (<I>missing data</I>). Isto &eacute; bastante comum nos grupos de crian&ccedil;as. Contudo, a partir da organiza&ccedil;&atilde;o da matriz postula-se que, para as d&iacute;ades nas quais n&atilde;o se observaram incidentes de agonismo dirigido gerador de submiss&atilde;o, a crian&ccedil;a com o posto mais elevado teria dominado a crian&ccedil;a com o posto mais baixo, caso os dados relevantes estivessem dispon&iacute;veis. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="f1"><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a07f1.jpg" width="455" height="451"></P >     
<p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar dos m&eacute;todos e crit&eacute;rios para se estabelecerem rela&ccedil;&otilde;es de domin&acirc;ncia dentro dos grupos terem sido trabalhados e elaborados em estudos de primatas n&atilde;o humanos antes dos estudos de crian&ccedil;as humanas terem sido iniciados, estavam a ser desenvolvidos crit&eacute;rios e m&eacute;todos de estruturas afiliativas an&aacute;logos. N&atilde;o havia qualquer cen&aacute;rio de acordo acerca do crit&eacute;rio para o estabelecimento de redes de afilia&ccedil;&atilde;o que se aplicasse ao longo de muitas esp&eacute;cies, e os et&oacute;logos humanos estavam certamente &ldquo;por sua conta&rdquo;. Uma primeira tentativa para se descrever a estrutura afiliativa dos grupos pr&eacute;-escolares foi providenciada pelos &ldquo;sociogramas comportamentais&rdquo; de Strayer (i.e., Strayer, 1980a). Estes foram criados atrav&eacute;s do exame da distribui&ccedil;&atilde;o diferencial dos comportamentos afiliativos face aos v&aacute;rios parceiros no grupo pr&eacute;-escolar e por compara&ccedil;&atilde;o dos valores observados com frequ&ecirc;ncias esperadas pelo acaso. Quando as frequ&ecirc;ncias observadas excediam significativamente os valores esperados (i.e. atrav&eacute;s do teste de qui-quadrado), era estabelecida uma prefer&ecirc;ncia social por uma determinada crian&ccedil;a. Usando-se esta abordagem, foi poss&iacute;vel determinar todas as prefer&ecirc;ncias significantes dentro do grupo. Foi ent&atilde;o poss&iacute;vel visualizar as rela&ccedil;&otilde;es a um n&iacute;vel di&aacute;dico bem como das cadeias de d&iacute;ades ligadas, atrav&eacute;s de um sociograma (como podemos ver na <a href="#f2">Figura 2</a>). As liga&ccedil;&otilde;es apresentados na <a href="#f2">Figura 2</a> podem diferir quanto &agrave; for&ccedil;a (sendo &ldquo;a magnitude da for&ccedil;a&rdquo; operacionalizada atrav&eacute;s do n&iacute;vel de signific&acirc;ncia do qui-quadrado) e revelam que muitas crian&ccedil;as (mas n&atilde;o todas) t&ecirc;m prefer&ecirc;ncias rec&iacute;procas; que parecem existir alguns subgrupos organizados que s&atilde;o mais amplos que as d&iacute;ades; e que algumas crian&ccedil;as iniciam actos para dois subgrupos de pares diferentes (ver indiv&iacute;duos 5 e 14 na <a href="#f2">Figura 2</a>). Outra caracter&iacute;stica interessante do diagrama da <a href="#f2">figura 2</a> &eacute; que embora a maioria das crian&ccedil;as emita e receba prefer&ecirc;ncias afiliativas, algumas (indiv&iacute;duos 6 e 14) n&atilde;o s&atilde;o preferidas indicando que as suas prefer&ecirc;ncias n&atilde;o podem ser rec&iacute;procas. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="f2"><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a07f2.jpg" width="477" height="289"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Apesar da abordagem dos sociogramas comportamentais providenciar um meio de se obter informa&ccedil;&atilde;o acerca da estrutura de conectividade e de transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o dentro de um grupo espec&iacute;fico, estes s&atilde;o dif&iacute;ceis de limitar em subgrupos e comparar ao longo de grupos e s&atilde;o igualmente dif&iacute;ceis de coordenar com estruturas de domin&acirc;ncia para o mesmo grupo. As dificuldades encontradas com a interpreta&ccedil;&atilde;o dos sociogramas comportamentais levaram os et&oacute;logos a procurarem outros m&eacute;todos de representa&ccedil;&atilde;o das estruturas afiliativas dos grupos. </P >     <p>IDENTIFICA&Ccedil;&Atilde;O DE ESTRUTURAS AFILIATIVAS  NOS GRUPOS DE PARES PR&Eacute;-ESCOLARES  </P >    <p>Muitas destas dificuldades foram abordadas e parcialmente resolvidas em an&aacute;lises posteriores. Strayer e Santos (1996) reanalisaram o conjunto de dados dos actos afiliativos dirigidos, mas, em vez de formarem subgrupos com base nas prefer&ecirc;ncias individuais ou di&aacute;dicas para crian&ccedil;as espec&iacute;ficas, identificaram subgrupos de crian&ccedil;as com perfis de afilia&ccedil;&atilde;o similares ao longo de todo o grupo de pares. Estes subgrupos foram obtidos atrav&eacute;s de procedimentos de an&aacute;lise hier&aacute;rquica de agrupamento/reagrupamento com as correla&ccedil;&otilde;es entre d&iacute;ades de crian&ccedil;as a servirem de &iacute;ndice de semelhan&ccedil;a. Estas an&aacute;lises produziram solu&ccedil;&otilde;es de <I>clusters </I>satisfat&oacute;rias nas 15 classes em estudo separadas por idades (salas de aula organizadas por idades desde 1 at&eacute; 5 anos). Como podemos ver na <a href="#f3">Figura 3</a>, o n&uacute;mero de crian&ccedil;as inclu&iacute;das em subgrupos, o tamanho m&eacute;dio dos subgrupos, assim como a propor&ccedil;&atilde;o da afilia&ccedil;&atilde;o dirigida pelos co-membros para o interior dos seus subgrupos, aumentava significativamente com a idade. </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><a name="f3"><img src="/img/revistas/aps/v30n3/30n3a07f3.jpg" width="567" height="440"></P >     
<p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Talvez mais importante seja o facto das an&aacute;lises revelaram dois tipos distintos de subgrupos. Um tipo de subgrupo continha crian&ccedil;as com uma semelhan&ccedil;a global significativa em termos das inicia&ccedil;&otilde;es de actos afiliativos ao n&iacute;vel da sala <I>e </I>que tamb&eacute;m demonstravam prefer&ecirc;ncias significativas entre si; enquanto o outro tipo de subgrupo continha crian&ccedil;as que eram semelhantes em termos dos perfis di&aacute;dicos de afilia&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel da sala, <I>mas que n&atilde;o </I>demonstravam prefer&ecirc;ncias significativas entre si. Os subgrupos que tinham elevada endo-prefer&ecirc;ncia eram mais prov&aacute;veis de serem encontrados nas salas de crian&ccedil;as mais velhas. </P >    <p>O exame posterior destes dois tipos de <I>clusters </I>foi referido por Santos, Vaughn e Bonnet (2000) em rela&ccedil;&atilde;o ao estudo de um &uacute;nico grupo pr&eacute;-escolar ao longo de um ano acad&eacute;mico completo, usando perfis de proximidade f&iacute;sica (i.e., qu&atilde;o frequentemente uma crian&ccedil;a foi observada como vizinho mais pr&oacute;ximo de cada colega) em vez da afilia&ccedil;&atilde;o enquanto m&eacute;trica para o agrupamento (<I>clustering</I>). Santos et al. (2000) formalizaram a distin&ccedil;&atilde;o entre as duas categorias de subgrupos como cliques (perfil de proximidade semelhante e elevada prefer&ecirc;ncia m&uacute;tua) e agregados (proximidade semelhante sem elevada prefer&ecirc;ncia m&uacute;tua). Testes suplementares revelaram que os membros de cliques dirigiam prefer&ecirc;ncias de aten&ccedil;&atilde;o social para os co-membros do seu subgrupo significativamente mais do que acontecia com os membros dos agregados. </P >    <p>Santos, Vaughn e Bost (2008) conduziram um novo estudo usando dados de 30 salas de aula do pr&eacute;-escolar (total <I>N</I>&gt;580); as idades das crian&ccedil;as variavam entre os 36 e os 60 meses de idade), mais uma vez com os perfis de proximidade a serem usados como as bases para a forma&ccedil;&atilde;o de agrupamentos. Os subgrupos foram posteriormente divididos nos dois tipos, cliques e agregados, Dendrogramas representativos para as crian&ccedil;as mais novas e mais velhas s&atilde;o apresentados na <a href="#f3">Figura 3</a>. A linha vertical a negrito nos dendrogramas representa o ponto no qual as correla&ccedil;&otilde;es intra-subgrupo apresentam uma probabilidade inferior a .05 e as linhas horizontais mostram as liga&ccedil;&otilde;es entre os membros dos subgrupos. N&atilde;o existiram associa&ccedil;&otilde;es significativas entre o tamanho do subgrupo e a idade nem com a composi&ccedil;&atilde;o (58% segregada: masculino/masculino, feminino/feminino ou combinado), contudo, as cliques tendiam a ser maiores do que os agregados. </P >     <p>Dados adicionais dispon&iacute;veis para esta amostra inclu&iacute;am entrevistas sociom&eacute;tricas (i.e., nomea&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as e classifica&ccedil;&otilde;es dos colegas como parceiros de brincadeira preferidos) e medidas de aten&ccedil;&atilde;o social. Testes usando estes dados demonstraram que os membros de cliques tendiam a apresentar valores m&eacute;dios de aceita&ccedil;&atilde;o de pares mais elevados comparativamente aos membros de agregados, com as crian&ccedil;as n&atilde;o inclu&iacute;das em subgrupos a intermediarem no que diz respeito &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o de pares (e n&atilde;o significativamente diferente de qualquer um dos tipos). Testes examinando at&eacute; que ponto os co-membros de subgrupos eram alvos preferenciais de aten&ccedil;&atilde;o visual foram significativos para crian&ccedil;as em ambos os tipos (cliques e agregados), contudo o grau de prefer&ecirc;ncia foi substancialmente e significativamente mais amplo para os membros de cliques. </P >    <p>An&aacute;lises estat&iacute;sticas das prefer&ecirc;ncias sociom&eacute;tricas intra-subgrupo foram tamb&eacute;m referidas por Santos et al. (2008). Crian&ccedil;as pertencentes a cliques identificaram os co-membros como preferidos nas tarefas sociom&eacute;tricas mais frequentemente do que esperado, mas crian&ccedil;as pertencentes a agregados n&atilde;o mostraram uma prefer&ecirc;ncia intra-subgrupo significativa. Estes resultados corroboram a distin&ccedil;&atilde;o entre os dois tipos de subgrupos afiliativos e sugerem que as cliques tendem a ser com postos por crian&ccedil;as que s&atilde;o amigas entre si; enquanto os agregados n&atilde;o s&atilde;o compostos por amigos. Este resultado foi, em certa medida, antecipado pelas an&aacute;lises que demonstravam que os membros das cliques tinham mais amizades rec&iacute;procas do que os membros dos agregados. Aparentemente um n&uacute;mero significativo destas amizades rec&iacute;procas encontrava-se entre os co-membros das cliques. Importa salientar brevemente, que os resultados deste estudo est&atilde;o a ser replicados numa amostra portuguesa a caminho da vintena de grupos de crian&ccedil;as entre os 3 e os 5 anos de idade. </P >    <p>A INTEGRA&Ccedil;&Atilde;O DA AFILIA&Ccedil;&Atilde;O E DOMIN&Acirc;NCIA </P >    <p>Os resultados revistos anteriormente, sugerem que os quadros conceptuais, conceitos e m&eacute;todos apropriados para os estudos etol&oacute;gicos sociais dos primatas conduziram-nos num longo percurso para a compreens&atilde;o da natureza das estruturas de domin&acirc;ncia e de afilia&ccedil;&atilde;o nos grupos pr&eacute;-escolares e dos constrangimentos que estes estudos colocam na actividade social das crian&ccedil;as que est&atilde;o nestes grupos. Por exemplo, pensa-se que o estabelecimento de classes ou categorias de domin&acirc;ncia limita ou constrange o n&iacute;vel mais amplo das inicia&ccedil;&otilde;es agressivas no grupo (Roseth, Pellegrini, Bohn, van Ryzin, &amp; Vance, 2007; Strayer, 1980b, 1989) e que os subgrupos afiliativos providenciam recursos fundamentais para se praticarem estrat&eacute;gias pr&oacute;-sociais e estrat&eacute;gias agon&iacute;sticas que permitem atingir objectivos pessoais nos contextos sociais sem necessariamente impedir a prossecu&ccedil;&atilde;o de objectivos de outrem (i.e., Vaughn, Colvin, Azria, Caya, &amp; Krzysik, 2001). </P >    <p>Para sumarizar os resultados destes estudos das estruturas sociais de grupos de crian&ccedil;as, parece ser razo&aacute;vel concluir que existe evid&ecirc;ncia clara de que ambas as estruturas (domin&acirc;ncia e afiliativa) se encontram presentes na maioria, se n&atilde;o na totalidade, dos grupos pr&eacute;-escolares e que estas estruturas reflectem duas motiva&ccedil;&otilde;es prim&aacute;rias das crian&ccedil;as humanas para encontrarem parceiros de brincadeira de confian&ccedil;a (necessidades de interdepend&ecirc;ncia) e para determinar estatutos relativos no que respeita ao poder social (necessidades de singularidade/autonomia) <I>vis-&agrave;-vis </I>os membros do grupo. At&eacute; &agrave; data, contudo, estas duas fontes motivacionais e as estruturas &agrave;s quais d&atilde;o origem t&ecirc;m sido estudadas separadamente e existe apenas informa&ccedil;&atilde;o limitada acerca do quanto e como estas dimens&otilde;es est&atilde;o interligadas nos grupos de crian&ccedil;as. </P >    <p>Existe contudo uma literatura extensiva no que concerne &agrave;s complexas rela&ccedil;&otilde;es entre domin&acirc;ncia e afilia&ccedil;&atilde;o nos grupos de primatas n&atilde;o-humanos. Por exemplo, de Waal (i.e., 1982, 1993, 2000) referiu a exist&ecirc;ncia de padr&otilde;es de resolu&ccedil;&atilde;o natural de conflitos ou reconcilia&ccedil;&atilde;o p&oacute;sagress&atilde;o entre membros de grupos de primatas. Ele sugeriu que apesar de a agress&atilde;o ser mais tipicamente dirigida por animais mais dominantes para membros do grupo menos dominantes, muitos epis&oacute;dios agressivos s&atilde;o seguidos de tentativas de confortar a v&iacute;tima atrav&eacute;s do contacto f&iacute;sico e de vocaliza&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o s&atilde;o violentas, mas que s&atilde;o suaves ou af&aacute;veis. Estas reconcilia&ccedil;&otilde;es podem ter tend&ecirc;ncia a refor&ccedil;ar liga&ccedil;&otilde;es afiliativas entre os oponentes e, neste sentido, servem uma fun&ccedil;&atilde;o social positiva quer para a d&iacute;ade quer para o grupo com um todo. </P >    <p>Existe alguma evid&ecirc;ncia de que alguns epis&oacute;dios agressivos podem ser seguidos de reconcilia&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m nos grupos de crian&ccedil;as (i.e., Butovskaya &amp; Kozintesev, 1997; Hartup, Laursen, Stewart, &amp; Eastenson, 1988; Verbeek &amp; de Waal, 2001) mas ainda n&atilde;o se sabe a extens&atilde;o em que tais reconcilia&ccedil;&otilde;es s&atilde;o observadas. Todavia, Verbeek e de Wall (2001) sugeriram que o estatuto de amizade da d&iacute;ade &eacute; um factor moderador importante na reconcilia&ccedil;&atilde;o para as crian&ccedil;as em meio pr&eacute;-escolar. N&atilde;o estamos, como &eacute; &oacute;bvio, a argumentar aqui que o comportamento agressivo &eacute; socialmente desej&aacute;vel ou menos disruptivo para o tecido ou estrutura social; estes resultados encontrados apenas sugerem que os comportamentos agressivos e que os tra&ccedil;os de agressividade s&atilde;o aspectos normais da natureza humana e devem ser compreendidos como uma parte do <I>nexus </I>de outros comportamentos e tra&ccedil;os sociais normais. Este t&oacute;pico dever&aacute; tornar-se um foco central em futuros estudos etol&oacute;gicos e desenvolvimentais de crian&ccedil;as. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS </P >    <p>O sentido de si pr&oacute;prio (vulgo self), das crian&ccedil;as &eacute; necessariamente um &ldquo;trabalho em curso&rdquo; durante a primeira d&eacute;cada de vida. As experi&ecirc;ncias precoces de cuidados infantis s&atilde;o apenas recentemente normativas para as crian&ccedil;as nas sociedades industriais e p&oacute;s-industriais e, enquanto n&atilde;o podem haver d&uacute;vidas de que estas experi&ecirc;ncias com pares e adultos prestadores de cuidados contribuem para a forma&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o de si mesmo e desenvolvimento da identidade, o que estas contribui&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o ser e de que modo s&atilde;o actualizadas, ainda n&atilde;o est&aacute; totalmente compreendido. Argument&aacute;mos anteriormente que as conex&otilde;es sociais e as desigualdades no poder social s&atilde;o componentes da natureza humana resultantes da nossa heran&ccedil;a enquanto primatas dos h&aacute;bitos de vida em grupo. Todos os seres humanos t&ecirc;m de encontrar formas de negociarem estas dimens&otilde;es e o nosso estudo sugere que mesmo as crian&ccedil;as mais novas iniciam estas negocia&ccedil;&otilde;es em alguns dias ou semanas ap&oacute;s terem entrado para um grupo pr&eacute;-escolar. Sabendo que estes desafios se colocam a todas as crian&ccedil;as, investigadores e profissionais encontram-se em posi&ccedil;&atilde;o para colocarem e responderem a quest&otilde;es acerca do modo como as negocia&ccedil;&otilde;es das rela&ccedil;&otilde;es sociais por parte das crian&ccedil;as contribuem para o seu desenvolvimento individual. </P >     <p>Finalmente, para concretizar as tarefas sociais envolvidas na negocia&ccedil;&atilde;o das afilia&ccedil;&otilde;es (amizades) e das rela&ccedil;&otilde;es de domin&acirc;ncia, as crian&ccedil;as necessitam de tempo suficiente para se envolverem livremente com os seus pares em brincadeira livre. Em muitos programas pr&eacute;-escolares contempor&acirc;neos, as actividades das crian&ccedil;as s&atilde;o disciplinadas, arregimentadas e direccionadas para atingirem objectivos escolares/acad&eacute;micos espec&iacute;ficos (e.g., sentarem-se quietas, ouvirem um adulto a ler, aprenderem a sequ&ecirc;ncia de um n&uacute;mero, reconhecimento de padr&otilde;es, etc.) e a livre escolha de actividades e parceiros &eacute; escassamente racionada. N&atilde;o se sabe o quanto, ou como isto impede, a agenda social das crian&ccedil;as mas parece-nos prov&aacute;vel que as restri&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da escolha livre e brincadeira livre ir&atilde;o afectar a natureza das rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas com as outras crian&ccedil;as no grupo. Uma dificuldade relacionada, que not&aacute;mos mais recentemente em colabora&ccedil;&atilde;o internacional, diz respeito &agrave; baixa actividade social entre as crian&ccedil;as (isolamento por retraimento da actividade social). Apesar de muitos autores terem estudado sobretudo os problemas associados ao comportamento agressivo, temos verificado que alguns, se n&atilde;o muitos, dos comportamentos agressivos podem de facto servir uma fun&ccedil;&atilde;o social positiva quando o conflito leva &agrave; repara&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o e a outro tipo de ac&ccedil;&atilde;o construtiva. O insucesso no envolvimento com os pares, por sua vez, destitui a crian&ccedil;a de oportunidades para aprender estrat&eacute;gias comportamentais, emocionais e cognitivas v&aacute;lidas que podem vir a ser necess&aacute;rias para que consiga alcan&ccedil;ar objectivos sociais concorrentes e futuros. As crian&ccedil;as nos nossos estudos cujo envolvimento social &eacute; muito baixo tendem a ser activamente menos aceites e mesmo rejeitadas pelos pares, e s&atilde;o tamb&eacute;m frequentemente caracterizadas atrav&eacute;s de observa&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica como carecendo de compet&ecirc;ncias sociais b&aacute;sicas. Este t&oacute;pico, felizmente, tornou-se um foco de aten&ccedil;&atilde;o entre os cientistas desenvolvimentais (i.e., Rubin &amp; Coplan, 2004) e acreditamos que dever&aacute; receber consideravelmente mais aten&ccedil;&atilde;o e erudi&ccedil;&atilde;o na d&eacute;cada que se avizinha. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Abramovitch, R., &amp; Strayer, F. F. (1978). Preschool social organization: Agonistic spacing and attentional behaviors. In P. Pliner, T. Kramer, &amp; T. Alloway (Eds.), <I>Recent advances in the study of communication and affect </I>(vol. 6, pp. 197-217). New York: Plenum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S0870-8231201200020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Apolloni, T., &amp; Cook, T. P. (1975). Integrated programming at the infant toddler and preschool age levels. In M. Guralnik (Ed.), <I>Early intervention and the integration of handicapped and non-handicapped children</I>. Baltimore MD, University Park Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S0870-8231201200020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bateson, P. P. G. (2002). The promise of behavioural biology. <I>Animal Behavior</I>, <I>65</I>, 11-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S0870-8231201200020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Bronson, W. C. (1981). <I>Toddlers&rsquo; behaviors with agemates: Issues of interaction, cognition, and affect</I>. New York: Ablex. </P >    <!-- ref --><p>Butovskaya, M., &amp; Kozintsev, A. (1997). Aggression, friendship, and reconciliation in Russian primary schoolchildren. <I>Aggressive Behavior</I>, <I>25</I>, 125-139.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S0870-8231201200020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Crook, J. H. (1970). The socio-ecology of primates. In Jonh H. Crook (Ed.), <I>Social behaviour in birds and mammals: Essays on the social ethology of animals and man </I>(pp. 103-166). London, England: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S0870-8231201200020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Crook, J. H. (1970a). <I>Social behaviour in birds and mammals: Essays on the social ethology of animals and man</I>. New York: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0870-8231201200020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Crook, J. H. (1970b). Social organization and the environment: Aspects of contemporary social ethology. <I>Animal Behavior</I>, <I>18</I>, 197-209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0870-8231201200020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Eibl-Eibesfeldt, I. (1989). <I>Human ethology</I>. New York: Aldine.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0870-8231201200020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Goldman, B. D., &amp; Byusse, V. (2007). Friendships in very young children. In O. N. Saracho &amp; B. Spodek (Eds.), <I>Contemporary perspectives on socialization and social development in early childhood education </I>(pp. 165192). Charlotte, NC: Information Age Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0870-8231201200020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hartup, W. W., Laursen, B., Stewart, M. I., &amp; Eastenson, A. (1988). Conflict and the friendship relations of young children. <I>Child Development</I>, <I>59</I>, 1590-1600.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0870-8231201200020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hay, D. F., Caplan, M., &amp; Nash, A. (2009). The beginnings of peer relations. In K. H. Rubin, W. M. Bukowski, &amp; B. Laursen (Eds.), <I>Handbook of peer interactions, relationships, and groups </I>(pp. 121-142). New York: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0870-8231201200020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Howes, C. (1980). Peer play scale as an index of complexity of peer interaction. <I>Developmental Psychology, 16</I>, 371-372.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0870-8231201200020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Howes, C. (1983). Patterns of friendship, <I>Child Development</I>, <I>54</I>, 1041-1053.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0870-8231201200020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Howes, C. (1985). Sharing fantasy: Social pretend play in toddlers. <I>Child Development</I>, <I>56</I>, 1253-1258.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0870-8231201200020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Howes, C. (1987). Peer interaction of young children. <I>Monographs of the Society for Research in Child Development, 53 </I>(Serial No. 217).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0870-8231201200020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kummer, H. (1968). <I>Social organization of Hamadryas baboons: A field study</I>. Chicago: University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0870-8231201200020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kummer, H. (1971). <I>Primate societies: Group techniques of ecological adaptations</I>. Chicago: University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-8231201200020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lorenz, K. (1937). The companion in the bird&rsquo;s world. <I>The Auk</I>, <I>54</I>, 245&mdash;273. </P >    <!-- ref --><p>Lorenz, K. (1958). The evolution of behaviour. <I>Scientific American</I>, <I>199</I>, 67-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201200020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>McGrew, W. (1972). <I>An ethological study of children&rsquo;s behavior</I>. New York: Academic Press. </P >    <!-- ref --><p>Mueller, E., &amp; Rich, A. (1976). Clustering and socially directed behaviors in a playgroup of 1-yr-old boys. <I>Journal of Child Psychology and Psychiatry</I>, <I>17</I>, 315-322.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-8231201200020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Musatti, T., &amp; Panni, S. (1981). Social behavior and interaction among day-care center toddlers. <I>Early Child Development and Care</I>, <I>7</I>, 5-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-8231201200020000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Roseth, C. J., Pellegrini, A. D., Bohn, C. M., van Ryzin, M., &amp; Vance, N. (2007). Follow the leader: An observational, longitudinal study of preschool dominance and social exchange, <I>Journal of School Psychology</I>, <I>45</I>, 479-497.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-8231201200020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rubin, K. H., &amp; Coplan, R. J. (2004). Paying attention to and not neglecting social withdrawal and social isolation. <I>Merrill-Palmer Quarterly</I>, <I>50</I>, 506-534.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201200020000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Santos, A. J., Vaughn, B. E., &amp; Bonnet, J. (2000). L&rsquo;influence du r&eacute;seau affiliatif sur la r&eacute;partition de l&rsquo;attention sociale chez l&rsquo;enfant en groupe pr&eacute;scolaire. <I>Revue des Sciences l&rsquo;Education, 26</I>, 17-34. </P >    <!-- ref --><p>Santos, A. J., Vaughn, B. E., &amp; Bost, K. K. (2008). Specifying social structures in preschool classrooms: Descriptive and functional distinctions between affiliative subgroups. <I>Acta Ethologica, 11</I>(2), 101-113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201200020000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Seyfarth, R. (1977). A model of social grooming among adult female monkeys. <I>Journal of Theoretical Biology</I>, <I>65</I>, 671-698.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201200020000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sluckin, A., &amp; Smith, P. K. (1977). Two approaches to the concept of dominance in preschool children. <I>Child Development</I>, <I>48</I>, 917-923.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201200020000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Stefani, L. H., &amp; Camaioni, L. (1983). Effects of familiarity on peer interaction in the first year of life. <I>Early Child Development and Care</I>, <I>11</I>, 45-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201200020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Strayer, F. F. (1980a). Social ecology of the preschool peer group. In W. A. Collins (Ed.), <I>Development of cognition, affect, and social relations: Minnesota Symposia on Child Psychology </I>(vol. 13, pp. 165-196). Hillsdale, NJ: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201200020000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Strayer F. F. (1980b). Current problems in the study of dominance. In D. R. Omark, F. F. Strayer, &amp; D. Freedman (Eds.), <I>Dominance relations</I>: <I>An ethological view of human conflict and social interaction </I>(pp. 443-452). New York: Garland STPM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201200020000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Strayer, F. F. (1989) Co-adaptation within the peer group: a psychobiological study of early competence. In B. Schneider, G. Attili, J. Nadel, &amp; R. Weisman (Eds.), <I>Social competence in developmental perspective </I>(pp. 145-174) Dordrecht, Netherlands: Kluwer Academic Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201200020000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Strayer, F. F., &amp; Santos, A. J. (1996). Affiliative structures in preschool play groups. <I>Social Development, 5</I>, 117-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201200020000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Strayer, F. F., &amp; Strayer, J. (1976). An ethological analysis of social agonism and dominance relations among preschool children. <I>Child Developmenti, 47, 980-989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201200020000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </I></P >    <!-- ref --><p>Strayer, F. F., &amp; Trudel, M. (1984). Developmental changes in the nature and function of social dominance among young children. <I>Ethology and Sociobiology</I>, <I>5</I>, 279-295.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201200020000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Tinbergen, N. (1951). <I>The study of instinct</I>. New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201200020000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vaughn, B. E., &amp; Waters, E. (1980). Social organization among preschool peers: Dominance, attention, and sociometric correlates. In D. Omark, F. Strayer, &amp; D. Freedman (Eds.), <I>Dominance relations: Ethological perspectives on human conflict </I>(pp. 359-379). New York: Garland Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201200020000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vaughn, B. E., Colvin, T. N., Azria, M. R., Caya, L., &amp; Krzysik, L. (2001). Dyadic Analyses of Friendship in a Sample of Preschool Age Children Attending Head Start: Correspondence Between Measures and Implications for Social Competence. <I>Child Development, 72, </I>862-878.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201200020000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Verbeek, P., &amp; de Waal, F. B. M. (2001). Peacemaking among preschool children. <I>Peace and Conflict: Journal of Peace Psychology</I>, <I>7</I>, 5-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201200020000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Waal, F. B. M. de. (1982). The integration of dominance and social bonding in primates. <I>Quarterly Review of Biology, 61, </I>459-479.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201200020000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Waal F. B. M. de. (1993). Reconciliation among primates: A review of empirical evidence and unresolved issues. In W. A. Mason &amp; S. P. Mendoza (Eds.), <I>Primate social conflict </I>(pp. 111-144). Albany, New York: SUNY Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201200020000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Waal, F. B. M. de. (2000). Primates &ndash; A natural heritage of conflict resolution. <I>Science, 289</I>, 586-590. </P >    <!-- ref --><p>Zaslow, M. (1980). Relationships among peers in kibbutz toddler groups. <I>Child Psychiatry and Human Development</I>, <I>10</I>, 178-194.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201200020000700044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ant&oacute;nio J. Santos, Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia Cognitiva do Desenvolvimento e da Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:asantos@ispa.pt">asantos@ispa.pt</a> </P >     <p>Este trabalho foi financiado em parte pela F.C.T. (I &amp; D UNIT N&ordm; 332/94). O autor gostaria de agradecer a todos os membros da linha 1-Psicologia do Desenvolvimento, UIPCDE, pelos seus coment&aacute;rios valiosos. Uma palavra especial de apre&ccedil;o &agrave; Carla Fernandes.</P >      ]]></body><back>
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