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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Observação das interacções educador-criança: Escala de interacção do prestador de cuidados]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Caregiver Interaction Scale (CIS) is an observational measure designed to assess the quality and content of the teacher&#8217;s interactions with children in terms of sensitivity, harshness, and permissiveness. This scale has been extensively used in research and it has shown to capture important aspects of the interactions. This study intends to provide an overview of the CIS, as well as to present its psychometric properties, using a Portuguese sample of 115 first grade classrooms. The results show good validity and reliability. In addition, the results suggest that teachers tend to develop positive, highly engaged interactions with children.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Observa&ccedil;&atilde;o das interac&ccedil;&otilde;es educador-crian&ccedil;a: Escala de interac&ccedil;&atilde;o do prestador de cuidados </B></P >     <p><b>Joana Cadima<Sup>*</Sup>; Teresa Leal<Sup>*</Sup>; Carla Peixoto<Sup>* </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A Escala de Interac&ccedil;&atilde;o do Prestador de Cuidados, na sua vers&atilde;o original, <I>Caregiver Interaction Scale </I>(CIS), &eacute; um sistema de observa&ccedil;&atilde;o que pretende avaliar a qualidade e o conte&uacute;do das interac&ccedil;&otilde;es, em termos da sensibilidade, aspereza e permissividade dos prestadores de cuidados. Com o intuito de apresentar esta escala e algumas qualidades m&eacute;tricas para o contexto portugu&ecirc;s, realiz&aacute;mos um conjunto de an&aacute;lises com base numa amostra de 115 salas do 1.&ordm; ano de escolaridade. Os resultados mostram que a escala &eacute; um instrumento &uacute;til para recolher informa&ccedil;&atilde;o acerca dos processos interactivos dos educadores e professores. Os resultados revelaram ainda que os professores observados tendem a estabelecer interac&ccedil;&otilde;es moderadamente positivas e com um elevado grau de envolvimento. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Contextos educativos, Prestador de cuidados, Processos interactivos, Sistemas de observa&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The Caregiver Interaction Scale (CIS) is an observational measure designed to assess the quality and content of the teacher&rsquo;s interactions with children in terms of sensitivity, harshness, and permissiveness. This scale has been extensively used in research and it has shown to capture important aspects of the interactions. This study intends to provide an overview of the CIS, as well as to present its psychometric properties, using a Portuguese sample of 115 first grade classrooms. The results show good validity and reliability. In addition, the results suggest that teachers tend to develop positive, highly engaged interactions with children. </P >     <p><B>Key-words: </B>Caregiver, Educational contexts, Interactions, Observational systems. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>&nbsp;</P >     <p>As interac&ccedil;&otilde;es entre os prestadores de cuidados e a crian&ccedil;a s&atilde;o reconhecidas na literatura como sendo de extrema relev&acirc;ncia para o desenvolvimento das crian&ccedil;as (Pianta, 2003; Pinto, 2006). Dimens&otilde;es como a sensibilidade, a responsividade e a directividade t&ecirc;m sido documentadas como cruciais para a aprendizagem e o desenvolvimento das crian&ccedil;as, salientando a natureza relacional e interactiva do desenvolvimento humano (Pinto, 2006). A investiga&ccedil;&atilde;o tem demonstrado que quando os prestadores de cuidados respondem de forma contingente e calorosa &agrave;s crian&ccedil;as, a aprendizagem e o desenvolvimento s&atilde;o potencializados (Shonkoff &amp; Philips, 2000). Diversos autores, com base num conjunto alargado de estudos, consideram que os processos interactivos s&atilde;o uma pedra basilar na determina&ccedil;&atilde;o da qualidade dos contextos educativos, a par e passo de outras componentes, como o curr&iacute;culo e a forma&ccedil;&atilde;o de base dos prestadores de cuidados (Mashburn, 2008; National Association for Education of Young Children [NAEYC], 1997; Pianta, 2003). </P >     <p>Neste sentido, a avalia&ccedil;&atilde;o das interac&ccedil;&otilde;es entre o prestador de cuidados e a crian&ccedil;a, ao incidir em aspectos din&acirc;micos do contexto educativo, pode fornecer informa&ccedil;&atilde;o crucial que n&atilde;o &eacute; contemplada quando a crian&ccedil;a ou o prestador de cuidados s&atilde;o considerados de forma isolada. Al&eacute;m disso, medidas dos processos interactivos podem ser particularmente &uacute;teis a n&iacute;vel da interven&ccedil;&atilde;o, por permitirem identificar for&ccedil;as e necessidades do processo interactivo, assim como adequar as estrat&eacute;gias de melhoria a cada contexto espec&iacute;fico. </P >    <p>Existem v&aacute;rias abordagens &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o das interac&ccedil;&otilde;es, incluindo question&aacute;rios, entrevistas e escalas de observa&ccedil;&atilde;o. Estas &uacute;ltimas t&ecirc;m recentemente adquirido um maior destaque, pois permitem considerar de forma simult&acirc;nea e integrada v&aacute;rios indicadores, tornando-se mais representativas das experi&ecirc;ncias das crian&ccedil;as naquele contexto particular (Curby, Rimm-Kaufman, &amp; Ponitz, 2009; Hamre, Pianta, &amp; Chomat-Mooney, 2009). A Escala de Interac&ccedil;&atilde;o do Prestador de Cuidados, na sua vers&atilde;o original, <I>Caregiver Interaction Scale </I>(CIS), &eacute; um exemplo de uma escala de observa&ccedil;&atilde;o, que avalia a qualidade e o conte&uacute;do das interac&ccedil;&otilde;es, em termos da sensibilidade, aspereza e permissividade exibidos pelo prestador de cuidados (Arnett, 1989). Esta escala avalia o tom emocional e a responsividade do educador, assim como a forma como este aborda as crian&ccedil;as para as envolver nas actividades ou para as disciplinar (Arnett, 1989). &Eacute; uma escala amplamente usada na investiga&ccedil;&atilde;o e que demonstra captar aspectos importantes do processo interactivo. No entanto, existem poucos materiais publicados ou acess&iacute;veis acerca das suas qualidades m&eacute;tricas (Carl, 2007). O presente trabalho pretende apresentar a escala e algumas qualidades m&eacute;tricas, de modo a contribuir mais amplamente para o estudo das interac&ccedil;&otilde;es educador-crian&ccedil;a. </P >     <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>Participaram neste estudo 115 professores das salas do 1.&ordm; ano de escolaridade, que as crian&ccedil;as participantes no projecto de investiga&ccedil;&atilde;o <I>Contextos e Transi&ccedil;&atilde;o</I><sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> estavam a frequentar<I>. </I>Este projecto envolveu inicialmente a selec&ccedil;&atilde;o aleat&oacute;ria de 60 salas de jardim-de-inf&acirc;ncia da &aacute;rea do grande Porto e, posteriormente, 3 ou 4 crian&ccedil;as por sala, num total de 215, no ano lectivo 2005/06. Depois de terem sido obtidas as devidas autoriza&ccedil;&otilde;es por escrito por parte dos pais, estas crian&ccedil;as foram acompanhadas e seguidas no processo de transi&ccedil;&atilde;o para o 1.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico. Destas crian&ccedil;as, 134 nasceram em 2000 e, por isso, ingressaram no ano seguinte no 1&ordm; ano de escolaridade, e 81 crian&ccedil;as nasceram em 2001, tendo iniciado a frequ&ecirc;ncia no 1&ordm; ano de escolaridade em 2007/08. Em cada ano, foram recrutadas todas as salas do 1&ordm; ano de escolaridade frequentadas por estas crian&ccedil;as. Em 2006/07, o n&uacute;mero de salas participantes foi de 76 e em 2007/08 de 43. Em ambos os anos lectivos, procedeu-se aos pedidos de autoriza&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo junto dos professores respons&aacute;veis da sala, dos coordenadores da escola respectiva e dos presidentes dos Conselhos Executivos dos Agrupamentos a que as escolas pertenciam. Em 2006/07, setenta e tr&ecirc;s (96%) dos 76 professores contactados e, em 2007/08, 42 (98%) dos 43 professores contactados concordaram com a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo, sendo a amostra final constitu&iacute;da por 115 salas. Destes professores, a grande maioria era do sexo feminino (89.6%) e tinha uma licenciatura em educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica (75,2%). Alguns professores tinham o bacharelato (15%) e apenas uma minoria possu&iacute;a uma p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o ou um mestrado (9.7%). Os professores tinham em m&eacute;dia, 16 anos de experi&ecirc;ncia profissional, apesar de existir uma grande variabilidade, variando entre 1 e 37 anos. As turmas eram constitu&iacute;das, em m&eacute;dia, por 21 alunos. Relativamente ao n&iacute;vel socioecon&oacute;mico dos alunos, 45% das salas situava-se no n&iacute;vel socioecon&oacute;mico m&eacute;dio e uma percentagem semelhante (45%) no n&iacute;vel socioecon&oacute;mico baixo ou m&eacute;dio-baixo. Apenas uma pequena percentagem de salas era frequentada por crian&ccedil;as com um n&iacute;vel socioecon&oacute;mico m&eacute;dio-alto ou alto (10.1%). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Instrumento</I></B><I>s  </I></P >     <p><I>Caregiver Interaction Scale </I>(CIS; Arnett, 1989)  </P >    <p><I>Racional e estrutura da escala. </I>A escala &eacute; constitu&iacute;da por 26 itens que pretendem avaliar as interac&ccedil;&otilde;es do prestador de cuidados com as crian&ccedil;as, o seu tom emocional e abordagem para envolver e disciplinar as crian&ccedil;as (Administration for Children and Families, Office of Planning, Research, and Evaluation [ACF OPRE], 2007). Na sua vers&atilde;o original, os 26 itens distribuem-se por 4 subescalas, que surgiram a partir de uma an&aacute;lise de componentes principais efectuada pelo autor (Arnett, 1989): </P >     <blockquote>       <p><I>1) Interac&ccedil;&atilde;o Positiva: </I>Cont&eacute;m itens que consideram o calor da interac&ccedil;&atilde;o do prestador com as crian&ccedil;as, o seu n&iacute;vel de entusiasmo e a adequa&ccedil;&atilde;o desenvolvimental da sua comunica&ccedil;&atilde;o com as crian&ccedil;as (ex., item 11, <I>Mostra-se entusiasmada com as actividades e os esfor&ccedil;os das crian&ccedil;as</I>). </p>       <p><I>2) Puni&ccedil;&atilde;o: </I>Considera o comportamento hostil, amea&ccedil;ador e &aacute;spero do educador (ex., item 17, <I>Castiga as crian&ccedil;as sem lhes dar uma explica&ccedil;&atilde;o</I>). </p>       <p><I>3) N&atilde;o-envolvimento: </I>Considera o grau em que o educador n&atilde;o est&aacute; envolvido com as crian&ccedil;as e permanece desinteressado, gastando o seu tempo em actividades que n&atilde;o envolvem a interac&ccedil;&atilde;o com as crian&ccedil;as (ex., item 13, <I>Passa bastante tempo em actividades que n&atilde;o envolvem a interac&ccedil;&atilde;o com crian&ccedil;as</I>). </p>       <p><I>4) Permissividade: </I>Cont&eacute;m itens que reflectem uma abordagem relaxada e permissiva ao mau comportamento das crian&ccedil;as (ex., item 15, <I>N&atilde;o repreende as crian&ccedil;as quando se portam mal</I>). </p> </blockquote>     <p>A CIS tem sido usada em diferentes estudos, alguns recorrendo a tr&ecirc;s subescalas, outros &agrave;s quatro originais. No <a href ="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a02q1.jpg">Quadro 1</a> s&atilde;o apresentados alguns dos estudos mais importantes que recorreram a esta escala. Especificamente, no estudo <I>National Child Care Staffing </I>(NCCS) foi realizada uma an&aacute;lise factorial explorat&oacute;ria e encontrada uma solu&ccedil;&atilde;o com tr&ecirc;s factores: <I>Sensibilidade</I>, <I>Aspereza </I>e <I>N&atilde;o-envolvimento </I>(Whitebook, Howes, &amp; Philips, 1989). No &acirc;mbito do projecto <I>European Child Care and Education </I>(ECCE), que inclui uma amostra de jardins-deinf&acirc;ncia portugueses, foram usadas as tr&ecirc;s escalas obtidas no estudo de Whitebook, especificamente, <I>Sensibilidade </I>(9 itens), <I>N&atilde;o-envolvimento </I>(4 itens) e <I>Aspereza </I>(9 itens). Os tr&ecirc;s itens da subescala <I>Permissividade </I>n&atilde;o foram inclu&iacute;dos devido a estrutura factorial ser pouco clara (Tietze, Cryer, Bairr&atilde;o, Palacios, &amp; Wetzel, 1996). Mais especificamente, neste estudo os valores de consist&ecirc;ncia interna para as salas portuguesas foram adequados, para a <I>Sensibilidade </I>(<I>Interac&ccedil;&atilde;o Positiva</I>), para <I>Aceita&ccedil;&atilde;o </I>(<I>Puni&ccedil;&atilde;o </I>invertida) e para a Escala Total, variando entre .83 e .88, mas n&atilde;o para o <I>Envolvimento </I>(<I>N&atilde;o-envolvimento </I>invertido), cujo alpha foi de .39. N&atilde;o foi contudo examinada a estrutura factorial da CIS para o contexto portugu&ecirc;s. No estudo brit&acirc;nico longitudinal <I>Effective Provision of Pre-School Education </I>(EPPE), os autores recorreram &agrave;s quatro subescalas originais (Sammons et al., 2002). A escala total, com base na m&eacute;dia dos 26 itens, tamb&eacute;m tem sido usada em alguns estudos, nomeadamente no estudo norte-americano <I>Cost, Quality and Outcomes Project </I>(CQO; Burchinal &amp; Cryer, 2003). </P >      
<p>No &acirc;mbito de alguns destes estudos, procedeu-se &agrave; an&aacute;lise da validade concorrente, tendo-se verificado, no estudo ECCE, associa&ccedil;&otilde;es positivas moderadas entre a nota global da <I>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o do Ambiente em Educa&ccedil;&atilde;o de Inf&acirc;ncia </I>(ECERS)<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> e as subescalas da CIS (.37&lt;<I>r</I><Sub>s</Sub>&lt;.75; Tietze et al., 1996) e, no estudo EPPE, associa&ccedil;&otilde;es no sentido esperado com a ECERS-E<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a> (Sammons et al., 2002). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Administra&ccedil;&atilde;o </I></P >    <p><I>Cota&ccedil;&atilde;o. </I>Cada item &eacute; cotado numa escala de <I>Likert </I>de 4 pontos, desde &lsquo;nada&rsquo; (1) a &lsquo;muito&rsquo; (4), que anuncia o grau com que o prestador de cuidados demonstra o comportamento descrito nesse item. </P >    <p><I>Tempo de observa&ccedil;&atilde;o. </I>Na vers&atilde;o original, o observador efectuou duas observa&ccedil;&otilde;es de 45 minutos cada em duas visitas consecutivas (Arnett, 1989). N&atilde;o est&aacute; contudo estabelecido um tempo de observa&ccedil;&atilde;o m&iacute;nimo, variando os diferentes estudos a este respeito. Jaeger e Funk (2001) recomendam um per&iacute;odo de 2h30. No &acirc;mbito do estudo ECCE, foi realizada uma visita a cada sala por um per&iacute;odo de v&aacute;rias horas (Tietze et al., 1996). </P >    <p><I>Treino inter-observadores</I>. Antes de proceder &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o da escala, &eacute; necess&aacute;rio proceder ao treino dos observadores, de modo a garantir a fidelidade das observa&ccedil;&otilde;es. Contudo, n&atilde;o foi descrito originalmente o tipo de treino que os observadores devem realizar. No &acirc;mbito do estudo <I>Philadelphia Child Care Quality </I>(PCCQ), Jaeger e Funk (2001) reportam um treino de dura&ccedil;&atilde;o de um dia, que incluiu a revis&atilde;o e discuss&atilde;o dos itens e a realiza&ccedil;&atilde;o de duas observa&ccedil;&otilde;es a centros educativos, cujas cota&ccedil;&otilde;es foram posteriormente discutidas com o supervisor. No estudo ECCE, houve um per&iacute;odo de treino seguido de certifica&ccedil;&otilde;es informais no caso portugu&ecirc;s, austr&iacute;aco e espanhol, com um valor de kappa de .85 no caso alem&atilde;o (Tietze et al., 1996). </P >    <p><I>Classroom Assessment Scoring System </I>(CLASS; Pianta, La Paro, &amp; Hamre, 2006). No &acirc;mbito do presente trabalho, recorremos &agrave; dimens&atilde;o <I>Envolvimento dos alunos </I>do CLASS, para estudo da validade preditiva. O CLASS &eacute; um instrumento j&aacute; validado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (Cadima &amp; Leal, 2008). A dimens&atilde;o <I>Envolvimento dos Alunos </I>capta o grau com que todos os alunos da sala est&atilde;o concentrados e participam nas actividades de aprendizagem. A cota&ccedil;&atilde;o varia entre 1 (<I>nada caracter&iacute;stico</I>) e 7 (<I>muito caracter&iacute;stico</I>) (para uma descri&ccedil;&atilde;o mais detalhada, ver Cadima &amp; Leal, 2008). No presente estudo, foram realizados quatro ciclos de observa&ccedil;&atilde;o, sendo o valor obtido igual &agrave; m&eacute;dia desses quatro ciclos (&alpha;=.87). </P >     <p><I>Question&aacute;rio aos professores</I>. Foi ainda pedido aos professores que respondessem a um question&aacute;rio sobre aspectos da sala, da escola e da sua forma&ccedil;&atilde;o (por exemplo, n&uacute;mero de crian&ccedil;as na sala; grau de forma&ccedil;&atilde;o).</P >     <P   ><I>Procedimentos  </I></P >    <p><I>Forma&ccedil;&atilde;o e treino inter-observadores. </I>No ano lectivo 2006/07, procedemos ao treino de quatro observadores, com o recurso a v&iacute;deos de interac&ccedil;&atilde;o na sala de aula, dispon&iacute;veis para o treino do CLASS (Pianta, La Paro, &amp; Hamre, 2006). Foram realizadas duas sess&otilde;es de treino interobservadores com os v&iacute;deos e uma sess&atilde;o ao vivo, com vista a obter uma percentagem de acordo entre os v&aacute;rios observadores superior a 85%. Durante o treino e forma&ccedil;&atilde;o dos observadores, a percentagem de acordo inter-observadores obtida com um ponto de diferen&ccedil;a foi bastante elevada, variando entre 96% e 100%. Os coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o intra-classes (ICC) foram igualmente elevados, variando entre .85 e .98, com uma m&eacute;dia de .93, indicando um acordo substancial. O procedimento foi repetido no ano lectivo seguinte, tendo tr&ecirc;s observadores realizado quatro sess&otilde;es de treino com o recurso a v&iacute;deos, antes de iniciarem a recolha de dados. A percentagem de acordo inter-observadores com um ponto de diferen&ccedil;a foi de 99%, com uma m&eacute;dia de ICC igualmente elevada, de .87 (.76-.94). </P >     <p><I>Recolha de dados nas salas de aula do 1&ordm; ano de escolaridade. </I>As observa&ccedil;&otilde;es &agrave;s salas de aula decorreram, no ano lectivo 2006/07, de Janeiro a Abril de 2007, e no ano seguinte, entre Fevereiro e Abril de 2008. O tempo de observa&ccedil;&atilde;o de cada sala foi em m&eacute;dia, em 2006/07, 2 horas e 40 minutos e em 2007/08, 2 horas e 10 minutos. A CIS foi cotada no final do per&iacute;odo de observa&ccedil;&atilde;o e o CLASS no final de cada ciclo de observa&ccedil;&atilde;o de 30 minutos, num total de 4. De modo a analisar o acordo inter-observadores, dois observadores procederam &agrave; observa&ccedil;&atilde;o da mesma sala, num total de 22 salas (30%) em 2006/07, e de 11 salas (26%) no ano lectivo seguinte. Os resultados ser&atilde;o reportados mais &agrave; frente. </P >     <p>RESULTADOS </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De modo a proceder ao estudo das caracter&iacute;sticas m&eacute;tricas da CIS, recorremos inicialmente a uma an&aacute;lise factorial explorat&oacute;ria, tendo de seguida realizado a an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna das dimens&otilde;es obtidas e do acordo obtido entre os observadores. Apresentamos de seguida os valores descritivos obtidos no estudo. Quando adequado, apresentamos os resultados obtidos em outros estudos, para efeitos comparativos. </P >    <p><I>Estrutura factorial da escala </I></P >    <p>Foi conduzida uma an&aacute;lise factorial explorat&oacute;ria<B>, </B>com o recurso ao m&eacute;todo de extrac&ccedil;&atilde;o das componentes principais com rota&ccedil;&atilde;o varimax. Os pressupostos estavam cumpridos (KMO=.83; teste de esfericidade de Bartlett, <I>p</I>&lt;.01). A partir da <I>scree plot</I>, e tendo em conta a vers&atilde;o original, for&ccedil;&aacute;mos a extrac&ccedil;&atilde;o de 4 factores (25 itens)<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>. No <a href="#q2">Quadro 2</a> apresentamos a solu&ccedil;&atilde;o encontrada, assim como os valores de comunalidade e a satura&ccedil;&atilde;o factorial para cada item e ainda os valores pr&oacute;prios encontrados. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="q2"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a02q2.jpg" width="555" height="640"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Nesta solu&ccedil;&atilde;o, os factores obtidos s&atilde;o pr&oacute;ximos das subescalas originais. Os itens apresentam valores de comunalidade adequados e saturaram no factor esperado, com a excep&ccedil;&atilde;o de 3 itens. Nesta solu&ccedil;&atilde;o de 4 factores, s&atilde;o consideradas as subescalas <I>Puni&ccedil;&atilde;o </I>(factor 1), <I>Interac&ccedil;&atilde;o positiva </I>(factor 2), <I>N&atilde;o-envolvimento </I>(factor 3) e <I>Permissividade </I>(factor 4). O factor 1, <I>Puni&ccedil;&atilde;o</I>, explica 39.7% e 23.9% da vari&acirc;ncia, antes e depois da rota&ccedil;&atilde;o, respectivamente, e inclui os 9 itens da subescala original. O segundo factor, <I>Interac&ccedil;&atilde;o Positiva</I>, explica 10.3% e 23.0% da vari&acirc;ncia, antes e ap&oacute;s a rota&ccedil;&atilde;o respectivamente. Este factor agrupa os 10 itens originais. Um desses itens, o item 14 <I>Vai ao encontro da individualidade de cada crian&ccedil;a </I>saturou tamb&eacute;m, negativamente, no factor <I>N&atilde;o envolvimento</I>, o que se compreende se atendermos que este item, na negativa, pode ser interpretado como falta de aten&ccedil;&atilde;o para com cada crian&ccedil;a. Decidimos, contudo, manter este item na subescala original, tendo em considera&ccedil;&atilde;o o valor de satura&ccedil;&atilde;o e que a consist&ecirc;ncia interna n&atilde;o &eacute; afectada com a sua inclus&atilde;o, sendo o <I>alpha </I>de Cronbach de .91 em ambos os casos. Acrescent&aacute;mos ainda, no manual elaborado com base nestes resultados (Cadima &amp; Leal, 2011), explica&ccedil;&otilde;es adicionais para este item. O terceiro factor, <I>N&atilde;o-envolvimento, </I>explica 7.3% e 8.8% respectivamente e inclui os 4 itens originais. Dois itens saturaram tamb&eacute;m no factor <I>Puni&ccedil;&atilde;o</I>, especificamente, o item 5 <I>Parece distante ou indiferente quando as crian&ccedil;as lhe falam </I>e o item 21 <I>N&atilde;o se interessa pelas actividades das crian&ccedil;as</I>, podendo a dist&acirc;ncia/indiferen&ccedil;a e falta de interesse terem sido interpretadas como frieza e aspereza por parte do educador, e n&atilde;o apenas como falta de interesse e pouco envolvimento. &Eacute; ainda de notar que o item 21 apenas varia entre 1 e 2, apresentando uma sensibilidade desadequada. Apesar disso, opt&aacute;mos por manter os dois itens na subescala original, <I>N&atilde;o-Envolvimento</I>, uma vez que tamb&eacute;m saturam neste factor e a consist&ecirc;ncia interna aumenta com a sua inclus&atilde;o (<I>alpha </I>de Cronbach de .72, em oposi&ccedil;&atilde;o a .66, quando os dois itens s&atilde;o exclu&iacute;dos). Foram tamb&eacute;m inclu&iacute;das explica&ccedil;&otilde;es adicionais no manual para estes itens. Finalmente, o quarto factor, <I>Permissividade, </I>inclui, como seria de esperar, os itens 9 e 15 e explica 6.2% e 7.7% da vari&acirc;ncia, respectivamente. Esta solu&ccedil;&atilde;o explica, no total, 63.4% da vari&acirc;ncia e inclui 25 itens. </P >     <p><I>Consist&ecirc;ncia interna </I></P >    <p>A consist&ecirc;ncia interna das subescalas da CIS foi analisada atrav&eacute;s do coeficiente de <I>alpha </I>de Cronbach. Os valores encontrados para cada subescala foram de &alpha;=.89 para a <I>Interac&ccedil;&atilde;o Positiva</I>, &alpha;=. 91 para <I>Puni&ccedil;&atilde;o, </I>&alpha;=.72 para <I>N&atilde;o-envolvimento </I>e &alpha;=.81 para <I>Permissividade </I>(cf. <a href="#q2">Quadro 2</a>). Estes valores, superiores a .70 s&atilde;o considerados adequados e sugerem que os itens apresentam um bom grau de uniformidade. De referir o valor elevado obtido na subescala Permissividade, apesar do n&uacute;mero reduzido de itens que contempla. </P >     <p><I>Acordo entre observadores </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De forma a examinar a fidelidade na utiliza&ccedil;&atilde;o da escala entre os observadores, foi calculada a percentagem de concord&acirc;ncia com um ponto de diferen&ccedil;a entre cada par de observadores. A m&eacute;dia das percentagens de acordo com um ponto de diferen&ccedil;a foi de 98.5%, valor bastante elevado, variando entre 66.7% nos itens 2 e 25, e 100%, na maioria dos itens. Procedeu-se ainda ao c&aacute;lculo do coeficiente <I>Weighted Kappa</I>. Este coeficiente de fidelidade, desenvolvido por Cohen (1968), corresponde &agrave; propor&ccedil;&atilde;o de acordo, ap&oacute;s corrigir o acordo devido ao acaso e ponderar o grau de desacordo. Os valores de <I>Weighted Kappa</I>, de acordo com Landis e Koch (1977) s&atilde;o classificados segundo o seguinte grau de acordo<I>: </I>entre .01 e .20, acordo ligeiro; entre .21 e .40, acordo razo&aacute;vel; entre .41 e .60, acordo moderado; entre .61 e .80, acordo substancial; entre .81 e 1.00, acordo quase perfeito. Os valores de <I>Weighted Kappa </I>variaram entre 0.2, um acordo razo&aacute;vel, no item 24, <I>Espera das crian&ccedil;as auto-controlo, </I>e 1.0, um acordo perfeito, em v&aacute;rios itens. A m&eacute;dia dos coeficientes foi de 0.69, o que corresponde a um valor de acordo substancial (Landis &amp; Koch, 1977). Estes valores sugerem um acordo forte entre os observadores (Almeida &amp; Freire, 2003). </P >    <p><I>Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos processos interactivos </I></P >    <p>No <a href="#q3">Quadro 3</a>, s&atilde;o apresentados as m&eacute;dias e desvios-padr&atilde;o para as quatro dimens&otilde;es. Os valores obtidos v&atilde;o de encontro ao esperado, sendo as m&eacute;dias mais elevadas na subescala <I>Interac&ccedil;&atilde;o Positiva </I>e as m&eacute;dias mais baixas nas restantes tr&ecirc;s subescalas, que denotam interac&ccedil;&otilde;es desadequadas para o desenvolvimento. S&atilde;o ainda apresentados a m&eacute;dia e o desvio-padr&atilde;o para a escala total, tendo-se invertido, para o seu c&aacute;lculo, os itens de tr&ecirc;s subescalas, de modo a que a nota global corresponda a uma nota positiva. A m&eacute;dia do total da escala foi de 3.01 (<I>DP</I>=0.42), o que significa que os professores, em m&eacute;dia, tendem a estabelecer interac&ccedil;&otilde;es moderadamente positivas com as crian&ccedil;as. Estas interac&ccedil;&otilde;es apresentam um elevado n&iacute;vel de envolvimento e tendem a n&atilde;o ser punitivas nem permissivas. No <a href="#q3">Quadro 3</a>, s&atilde;o tamb&eacute;m apresentados os valores obtidos com a CIS em outros estudos, sendo no entanto importante salientar que ao longo dos estudos, os itens inclu&iacute;dos em cada subescala variam ligeiramente, pelo que a compara&ccedil;&atilde;o entre os valores merece algum cuidado. Salientamos, apenas, que os valores s&atilde;o pr&oacute;ximos nos v&aacute;rios estudos, com uma tend&ecirc;ncia para a exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&otilde;es pr&oacute;ximas, positivas e aceitantes. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="q3"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a02q3.jpg" width="558" height="398"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>De modo a melhor caracterizar as interac&ccedil;&otilde;es que os professores estabelecem de acordo com as dimens&otilde;es da CIS, apresentamos ainda no <a href="#g1">Gr&aacute;fico 1</a> as percentagens de salas em que o professor recebeu uma cota&ccedil;&atilde;o baixa, m&eacute;dia ou elevada. Como se pode ver, a maioria dos professores (cerca de 60%) tende a estabelecer rela&ccedil;&otilde;es moderadamente positivas com os seus alunos. A grande maioria dos professores (mais de 70%) tende a obter valores extremamente baixos nas restantes dimens&otilde;es, mostrando que os professores do 1.&ordm; ano de escolaridade n&atilde;o desenvolvem interac&ccedil;&otilde;es inadequadas punitivas (73%), nem permissivas (96.5%) e permanecem altamente envolvidos com as crian&ccedil;as (89.6%). </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="g1"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a02g1.jpg" width="435" height="320"></P >     
<p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No <a href="#q4">Quadro 4</a> s&atilde;o apresentadas as correla&ccedil;&otilde;es entre as quatro subescalas. As associa&ccedil;&otilde;es entre as subescalas v&atilde;o no sentido esperado, com correla&ccedil;&otilde;es negativas entre a subescala <I>Interac&ccedil;&atilde;o Positiva</I>, por um lado e as restantes subescalas <I>Puni&ccedil;&atilde;o</I>, <I>N&atilde;o-envolvimento </I>e <I>Permissividade</I>, por outro. As associa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o moderadas, com a excep&ccedil;&atilde;o das associa&ccedil;&otilde;es entre a Permissividade e as restantes subescalas, essencialmente fracas, o que se pode compreender tendo em considera&ccedil;&atilde;o a baixa variabilidade desta dimens&atilde;o. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="q4"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a02q4.jpg" width="494" height="135"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <P   >De seguida, explor&aacute;mos a poss&iacute;vel rela&ccedil;&atilde;o entre os processos interactivos avaliados pela CIS e o n&iacute;vel de envolvimento da turma. Para o efeito, foram calculados os coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson entre as subescalas e a dimens&atilde;o <I>Envolvimento das crian&ccedil;as </I>do CLASS. Verificou-se uma associa&ccedil;&atilde;o positiva com a <I>Interac&ccedil;&atilde;o positiva</I>, <I>r</I>(115)=.57, e associa&ccedil;&otilde;es negativas com a <I>Puni&ccedil;&atilde;o</I>, <I>N&atilde;o-envolvimento e Permissividade</I>, respectivamente, <I>r</I>(115)=-.41, <I>r</I>(115)=-.43 e <I>r</I>(115)=-.45. Estes valores mostram associa&ccedil;&otilde;es moderadas e no sentido esperado (cf. <a href="#q4">Quadro 4</a>). </P >     <p><I>Associa&ccedil;&otilde;es entre a CIS e caracter&iacute;sticas do professor, da sala e da escola </I></P >     <p>Por &uacute;ltimo, analis&aacute;mos as poss&iacute;veis rela&ccedil;&otilde;es entre a CIS e algumas caracter&iacute;sticas do professor, da sala e dos alunos. Os resultados s&atilde;o apresentados no <a href="#q5">Quadro 5</a>. Verifica-se que os professores do sexo feminino tendem a obter uma nota global da CIS mais elevada, <I>r</I>(115)=.19. A qualidade das interac&ccedil;&otilde;es est&aacute; ainda positivamente associada ao grau acad&eacute;mico do professor, <I>r</I>(113)=.19, o que significa que os professores tendem a desenvolver interac&ccedil;&otilde;es mais positivas quando possuem uma p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o ou um mestrado. Os resultados mostraram ainda uma associa&ccedil;&atilde;o entre a nota global da CIS o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico m&eacute;dio dos alunos, <I>r</I>(109)=.20. A qualidade das interac&ccedil;&otilde;es parece ser mais elevada em salas maioritariamente frequentadas por crian&ccedil;as de n&iacute;vel socioecon&oacute;mico mais elevado. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="q5"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a02q5.jpg" width="494" height="168"></P >     
<p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS </P >    <p>O presente estudo pretendia apresentar a <I>Escala de Interac&ccedil;&atilde;o do Prestador de Cuidados</I>, de modo a facilitar o acesso a medidas que contribuam para o estudo dos processos interactivos educador-crian&ccedil;a no contexto portugu&ecirc;s. </P >    <p>A escala apresenta &iacute;ndices metrol&oacute;gicos que parecem apontar para a sua adequa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; preciso salientar que os valores de consist&ecirc;ncia interna para a subescala <I>N&atilde;o-Envolvimento </I>foram mais elevados do que na vers&atilde;o anterior, usada no estudo ECCE, cujo <I>alpha </I>de Cronbach de .39 se revelou desadequado (Tietze et al., 1996). Da mesma forma a subescala Permissividade n&atilde;o foi exclu&iacute;da da an&aacute;lise factorial. A estrutura factorial que obtivemos neste estudo parece superar, deste modo, os problemas verificados na vers&atilde;o anterior. </P >    <p>Como salient&aacute;mos, esta escala pode ser um instrumento &uacute;til para diferentes fins, n&atilde;o s&oacute; para registar processos interactivos considerados importantes para o desenvolvimento e a aprendizagem das crian&ccedil;as, mas tamb&eacute;m para delinear interven&ccedil;&otilde;es ajustadas &agrave;s especificidades das situa&ccedil;&otilde;es. </P >    <p>Com este estudo, pretendemos igualmente oferecer um conjunto de indica&ccedil;&otilde;es &uacute;teis para a utiliza&ccedil;&atilde;o da escala. </P >    <p>Os resultados do presente estudo mostram pela primeira vez dados relativos a processos interactivos em contexto de sala de aula do 1.&ordm; ano de escolaridade com o recurso &agrave; CIS, revelando uma tend&ecirc;ncia para o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es positivas e aceitantes entre professores e alunos. &Eacute; de salientar a associa&ccedil;&atilde;o entre as dimens&otilde;es da CIS e o n&iacute;vel de envolvimento dos alunos nas tarefas da sala. Apesar da natureza explorat&oacute;ria deste estudo, os resultados v&atilde;o ao encontro de outros estudos, apontando para a import&acirc;ncia que as interac&ccedil;&otilde;es podem ter na aprendizagem das crian&ccedil;as (Sammons et al., 2002; Whitebook et al., 1989). O nosso estudo parece igualmente demonstrar que a qualidade das interac&ccedil;&otilde;es se relaciona com um conjunto diversificado de indicadores, incluindo caracter&iacute;sticas do pr&oacute;prio professor, como o sexo e o grau acad&eacute;mico, e caracter&iacute;sticas dos alunos, como o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico. Relativamente ao grau acad&eacute;mico dos professores, tratando-se de um estudo correlacional, n&atilde;o podemos afirmar se &eacute; o grau acad&eacute;mico que contribui para a qualidade das interac&ccedil;&otilde;es ou se os professores com uma tend&ecirc;ncia para interac&ccedil;&otilde;es de maior qualidade est&atilde;o mais dispon&iacute;veis e interessados para continuar a sua forma&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico dos alunos parece influenciar a qualidade das interac&ccedil;&otilde;es. V&aacute;rias explica&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o ser avan&ccedil;adas. Por um lado, um maior n&uacute;mero de crian&ccedil;as de n&iacute;vel socioecon&oacute;mico baixo nas salas de aula poder&aacute; colocar mais desafios ao professor (Pianta et al., 2005). Por outro lado, pode acontecer que os professores mais sens&iacute;veis trabalhem em escolas com crian&ccedil;as com n&iacute;veis socioecon&oacute;micos mais elevados. De forma a compreendermos melhor como &eacute; que as caracter&iacute;sticas das pessoas e dos contextos se associam e se interrelacionam com os aspectos mais din&acirc;micos das interac&ccedil;&otilde;es, &eacute; importante a realiza&ccedil;&atilde;o de mais estudos que incluam um conjunto mais alargado de indicadores. Seria igualmente interessante que outros n&iacute;veis de ensino, como o n&iacute;vel pr&eacute;-escolar e os restantes anos de escolaridade do 1.&ordm; CEB, fossem alvo de estudo, de modo a conhecer como &eacute; que os processos interactivos mudam ao longo do tempo, particularmente neste per&iacute;odo considerado crucial para o desenvolvimento das crian&ccedil;as. </P >    <p>Em termos globais, os resultados do presente estudo constituem um primeiro passo no sentido de conhecer e promover os processos interactivos educador-crian&ccedil;a. Ao estabelecer a validade da CIS, este estudo permite contribuir para a disponibiliza&ccedil;&atilde;o de instrumentos &uacute;teis ao conhecimento das interac&ccedil;&otilde;es que os professores estabelecem com os seus alunos. Com um conhecimento mais abrangente dos mesmos, poder&atilde;o ser oferecidas orienta&ccedil;&otilde;es e desenvolvidos programas de forma&ccedil;&atilde;o que v&atilde;o de encontro &agrave;s especificidades dos nossos educadores e professores. A utiliza&ccedil;&atilde;o alargada por parte de investigadores, assim como de educadores e professores devidamente treinados na escala, poder&aacute; potenciar tamb&eacute;m novas formas de reflex&atilde;o e de partilha de ideias no sentido da promo&ccedil;&atilde;o dos processos interactivos que ocorrem nos contextos educativos. &Eacute; ainda de salientar que, tratando-se de um instrumento que incide exclusivamente nas interac&ccedil;&otilde;es, canaliza a aten&ccedil;&atilde;o para aspectos essencialmente centrados no educador/professor e pouco ou nada dependentes de normativas exteriores. Num contexto educativo em que a maioria das regulamenta&ccedil;&otilde;es e tomadas de decis&atilde;o continua a ser estabelecida a n&iacute;vel central, a cria&ccedil;&atilde;o de oportunidades para o conhecimento individual e a reflex&atilde;o pessoal poder&aacute; ajudar a criar trilhos de melhoria das pr&aacute;ticas educativas a um n&iacute;vel mais local, caracterizados pela proximidade e especificidade de cada situa&ccedil;&atilde;o profissional. </P >    <p>Existem algumas limita&ccedil;&otilde;es neste estudo que dever&atilde;o ser consideradas na interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados. Em primeiro lugar, seria importante realizar uma An&aacute;lise Factorial Explorat&oacute;ria com um n&uacute;mero mais elevado de salas. Por outro lado, seria igualmente essencial realizar observa&ccedil;&otilde;es repetidas, para deste modo analisar as consist&ecirc;ncias e mudan&ccedil;as nas interac&ccedil;&otilde;es dos professores ao longo do tempo. </P >    <p>Por &uacute;ltimo, resta referir que, de maneira alguma, esta escala esgota os indicadores necess&aacute;rios para garantir a aprendizagem e proporcionar &agrave;s crian&ccedil;as um desenvolvimento integral. S&atilde;o cada vez mais as investiga&ccedil;&otilde;es que se debru&ccedil;am sobre os processos proximais do desenvolvimento e mais estudos ser&atilde;o ainda necess&aacute;rios para ajudar, em particular, os prestadores de cuidados a desenvolver interac&ccedil;&otilde;es calorosas, apoiantes e desafiantes. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >     <p>Administration for Children and Families, Office of Planning, Research, and Evaluation [ACF OPRE]. (2007). <I>Performance measures for head start programs serving infants and toddlers: Arnett caregiver interaction scale</I>, 1989. </P >     <!-- ref --><p>Almeida, L. S., &amp; Freire, T. (2003). <I>Metodologia da investiga&ccedil;&atilde;o em psicologia e educa&ccedil;&atilde;o </I>(3&ordf; ed.). Braga: Psiquilibrios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0870-8231201200030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Arnett, J. (1989). Caregivers in day-care centers: Does training matter? <I>Journal of Applied Developmental Psychology, 10</I>, 541-552.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0870-8231201200030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Burchinal, M., &amp; Cryer, D. (2003). Diversity, child care quality, and developmental outcomes. <I>Early Childhood Research Quarterly, 18</I>, 401-426.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0870-8231201200030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Cadima, J., &amp; Leal, T. (2008). Observa&ccedil;&atilde;o dos processos interactivos em salas do 1&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico. In A. P. Noronha et al. (Coords.), <I>Actas da XIII Confer&ecirc;ncia Internacional de Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica: Formas e Contextos </I>[CD]. Psiquilibrios: Braga.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-8231201200030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cadima, J., &amp; Leal, T. (2011). <I>Escala de interac&ccedil;&atilde;o do prestador de cuidados: Manual de aplica&ccedil;&atilde;o</I>. Porto: Universidade do Porto, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-8231201200030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Carl, B. (2007). <I>Child caregiver interaction scale</I>. A dissertation submitted to the school of graduate studies and research in partial fulfillment of the requirements for the degree doctor of philosophy. Indiana University of Pennsylvania.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-8231201200030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cohen, J. (1968). Weighted kappa: Nominal scale agreement with provision for scaled disagreement or partial credit, <I>Psychological Bulletin, 70, </I>213-220.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-8231201200030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cryer, D., Tietze, W., Burchinal, M., Leal, T., &amp; Pal&aacute;cios, J. (1999). Predicting process quality from structural quality in preschool programs: A cross-country comparison. <I>Early Childhood Research Quarterly, 14</I>(3), 339-361.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-8231201200030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Curby, T. W., Rimm-Kaufman. S. E., &amp; Ponitz, C. C. (2009). Teacher-child interactions and children&rsquo;s achievement trajectories across kindergarten and first grade. <I>Journal of Educational Psychology, 4, </I>912-925. </P >    <p>Hamre, B. K., Pianta, R. C., &amp; Chomat-Mooney, L. (2009). Conducting classroom observations in school&ndash;based research. In L. Dinella (Ed.), <I>Conducting psychology research in schools: A practical guide for researchers conducting high quality science within school environments </I>(pp. 79-105). Washington DC: American Psychological Association. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Harms, T., Clifford, R. M., &amp; Cryer, D. (1998). <I>Escala de avalia&ccedil;&atilde;o do ambiente em educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia </I>(ed. rev.) [Early Childhood Environment Rating Scale (rev. ed.)] (Abreu-Lima, Aguiar, Gamelas, Leal, &amp; Pinto, <I>Trans.</I>). Porto, Portugal: Universidade do Porto, Centro de Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201200030000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Jaeger, E., &amp; Funk, S. (2001). <I>The Philadelphia child care quality study: An examination of quality in selected early education and care settings. </I>Philadelphia: Saint Joseph&rsquo;s University. </P >    <!-- ref --><p>Landis, J. R., &amp; Koch, G. G. (1977). The measurement of observer agreement for categorical data. <I>Biometrics</I>, <I>33</I>, 159-174.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201200030000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Mashburn, A. J. (2008)<I>. </I>Quality of social and physical environments in preschools and children&rsquo;s development of academic, language, and literacy skills. <I>Applied Developmental Science, 12</I>, 113-127. </P >    <!-- ref --><p>National Association for Education of Young Children [NAEYC]. (1997). <I>Developmentally appropriate practice in early childhood programs serving children from birth trough age 8: A position statement of the National Association for the Education of Young Children</I>. Washington: NAEYC </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201200030000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pianta, R. C. (2003). <I>Standardized observations from pre-K to 3rd grade: A mechanism for improving access to high-quality classroom experiences and practices during the p-3 years. </I>Unpublished manuscript. Retirado de <a href="http://www.fcd-us.org/uploadDocs/Standardizedelrmobsframbre-kto3rdFINAL.doc" target="_blank">www.fcd-us.org/uploadDocs/Standardizedelrmobsframbre-kto3rdFINAL.doc</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201200030000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pianta, R. C., La Paro, K. M., &amp; Hamre, B. K. (2006). <I>Classroom assessment scoring system: Manual k-3 version</I>. Charlottesville: Center for Advanced Study of Teaching and Learning.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201200030000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pianta, R., Howes, C., Burchinal, M., Bryant, D., Clifford, R., Early, D., et al. (2005). Features of prekindergarten programs, classrooms, and teachers: Do they predict observed classroom quality and child-teacher interactions? <I>Applied Developmental Science</I>, <I>9, </I>144-159.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201200030000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pinto, A. I. (2006). <I>O envolvimento da crian&ccedil;a em contexto de creche: os efeitos de caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a, da qualidade do contexto e das interac&ccedil;&otilde;es educativas. </I>Tese de Doutoramento, Universidade do Porto, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201200030000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Sammons, P., Sylva, K., Melhuish, E. C., Siraj-Blatchford, I., Taggart, B., &amp; Elliot, K. (2002). <I>The Effective Provision of Pre-school Education Project (EPPE), Technical Paper 8a: Measuring the impact of preschool on children&rsquo;s cognitive progress over the pre-school period</I>. London: DfES/Institute of Education, University of London. </P >    <!-- ref --><p>Shonkoff, J., &amp; Phillips, D. (2000). <I>From neurons to neighborhoods: The science of early childhood development</I>. Washington, DC: National Academy Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201200030000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Tietze, W., Cryer, D., Bairr&atilde;o, J., Palacios, J., &amp; Wetzel, G. (1996). Comparisons of observed quality in early child care and education programs in five countries. <I>Early Childhood Research Quarterly, 11</I>, 447-475.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201200030000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Joana Cadima, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Alfredo Allen, 4200-135 Porto. E-mail: <a href="mailto:jcadima@fpce.up.pt">jcadima@fpce.up.pt</a></P >     <p>&nbsp;</P >     <p>NOTAS</P >     <p> <Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Projecto de investiga&ccedil;&atilde;o Contextos e Transi&ccedil;&atilde;o (2005-2008): Projecto desenvolvido pelo Centro de Psicologia da Universidade do Porto, sob a coordena&ccedil;&atilde;o da Professora Doutora Isabel Abreu Lima e da Professora Doutora Teresa Leal. </P >     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> ECERS=<I>Early Childhood Environment Rating Scale, </I>traduzido para portugu&ecirc;s como <I>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o do Ambiente em Educa&ccedil;&atilde;o de Inf&acirc;ncia </I>(Harms, Clifford, &amp; Cryer, 1998): esta escala avalia a qualidade global do ambiente pr&eacute;-escolar e &eacute; amplamente utilizada em investiga&ccedil;&atilde;o, estando consolidadas as suas caracter&iacute;sticas m&eacute;tricas. </P >     <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> ECERS-E=<I>Early Childhood Environment Rating Scale &ndash; Extension </I>&eacute; uma extens&atilde;o da ECERS, desenvolvida por Kathy Sylva, Iram Siraj-Blatchford e Brenda Taggart, no Reino Unido, que inclui quatro subescalas adicionais: Literacia, Matem&aacute;tica, Ci&ecirc;ncia e Diversidade. </P >     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> O item 18 saturou positivamente nos factores 2 e 3 (respectivamente, <I>Interac&ccedil;&atilde;o Positiva </I>e <I>Permissividade</I>). Devido a esta incoer&ecirc;ncia, foi retirado das an&aacute;lises.</P >      ]]></body><back>
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